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	<title>Global Voices em Português &#187; Uganda</title>
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	<description>O mundo está falando. Você está ouvindo?</description>
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		<title>Cantora do Leste Africano conquista fãs em todo o mundo e através de seu blog</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/12/04/cantora-do-leste-africano-conquista-fas-em-todo-o-mundo-e-atraves-de-seu-blog/</link>
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		<pubDate>Fri, 04 Dec 2009 03:52:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte & Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Burundi]]></category>
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		<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
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		<description><![CDATA[Não muitos a conhecem como Mwanaisha Abdalla, mas Ndogo Nyota (Kiswahili para Pequena Estrela) é um nome familiar na África Oriental. Ela foi juntando fãs de seu som eclético do Leste Africano por mais de 4 anos. Seu blog, por outro lado já existe há 3 anos. Não há dúvida de que o blog contribuiu para o crescimento do número de seus fãs.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/njeri-wangari/">Njeri Wangari</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/11/28/one-east-african-musician-beats-all-odds-for-a-global-fan-base/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single">
<p>Não muitos a conhecem como Mwanaisha Abdalla, mas <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Nyota_Ndogo">Ndogo Nyota</a> [en] (Kiswahili para Pequena Estrela) é um nome familiar na África Oriental.</p>
<div id="attachment_5156" class="wp-caption alignleft" style="width: 85px"><img class="size-full wp-image-5156" title="Nyota-Ndogo-Mpenzi-75x75" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/11/Nyota-Ndogo-Mpenzi-75x75.jpg" alt="An artwork of her Nyota Ndogo's Cover Album - Mpenzi" width="75" height="75" /><p class="wp-caption-text">Capa de um dos CDs de  Nyota Ndogo - Mpenzi</p></div>
<p>Ela foi juntando fãs de seu som eclético do Leste Africano por mais de 4 anos. Seu blog, por outro lado já existe há 3 anos. Não há dúvida de que o blog contribuiu para o crescimento do número de seus fãs. Nascida em 1981, na província litoral queniana de Mombasa, <a href="http://nyotandogo.blogspot.com/">Nyota Ndogo</a> [en] veio de uma família muito humilde. Ela abandonou a escola enquanto jovem e por algum tempo, trabalhou como ajudante de uma casa até que ela foi descoberta por Andrew Burchell como uma talentosa cantora.</p>
<p>Atualmente ela tem 3 CDs lançados sob seu nome, são eles: <strong>CHEREKO</strong>, <strong>NATOKA MBALI NA WEWE</strong> e <strong>MPENZI</strong>. Ela também participou de 3 coletâneas internacionais: <strong>WORLD 2003</strong>,<strong> THE ROUGH GUIDE TO KENYA</strong> e <strong>OFF THE BEATEN TRACK</strong>. E detém dois prêmios musicais do Kenya Kisima Music Awards: <em>Melhor Cantora Taraab de 2003</em> e <em>Melhor Cantora de 2005.</em></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Hi4nlCK-wZc&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/Hi4nlCK-wZc&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Suas canções, que são na maioria no idioma Kiswahili e algumas em Inglês são cantadas no gênero <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Taarab">Taarab</a>, ouvido principalmente na Costa Leste da África, bem como em Kapuka e Genge, gêneros da música escutados principalmente no lado continental do Quênia.</p>
<p>Então como alguém com esse perfil aprende a aproveitar a internet a seu favor enquanto uma crescente artista queniana? Esta é a pergunta que vem à mente quando se visita <a href="http://nyotandogo.blogspot.com/">seu blog</a>.</p>
<p>No blog, ela compartilha tudo sobre si mesma enquanto artista a partir de uma perspectiva pessoal, em oposição às histórias editadas e informação que se encontram na seção de entretenimento de um jornal ou revista.</p>
<p>De vídeos musicais de suas canções a letras ou fotos suas em performance com outros artistas e fãs, pode-se sentir uma ligação mais íntima com Nyota Ndogo através <a href="http://nyotandogo.blogspot.com/">de seu blog</a>.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/jGaY6B1qWjI&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/jGaY6B1qWjI&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Blogar não tem sido uma experiência fácil para ela, como confessou em 27 de Julho de 2006 às 13h43:</p>
<blockquote><p>wow I’d nearly given up with the blog as it was proving difficult to get a new post up .it turned out to be me using an incompatible browser. So am back with good old internet explorer. If this works expect some pix up soon so much has happend.x</p></blockquote>
<div class="translation">uau! Eu quase desisti do blog já que foi se mostrando difícil enviar um novo post. Acontece que eu estava usando um navegador incompatível. Então, estou de volta com o bom e velho Internet Explorer. Se isso funcionar aguardem por algumas imagens em breve; tanta coisa tem acontecido.</div>
<p>Observando seus posts atuais no blog, pode-se ver que na verdade Nyota soube muito bem como usar a ferramenta de blogagem. Isto infelizmente não se pode dizer de muitos outros artistas do Leste Africano já que eu não pude encontrar qualquer outro blog de artista.</p>
<p>Parece que não é preciso ser instruído a saber blogar, pois o blog é, apesar de tudo, uma ferramenta.</p></div>
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		<title>Uganda: Blogueiros discutem projeto de lei anti-gay</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/10/23/uganda-blogueiros-discutem-projeto-de-lei-anti-gay/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/10/23/uganda-blogueiros-discutem-projeto-de-lei-anti-gay/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 19:31:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cilene Dutra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[Um projeto de lei na Uganda pretende criminalizar a homossexualidade e punir com sentença de morte ou prisão perpétua. Enquanto aguarda aprovação do presidente, os blogueiros discutem a polêmica sobre o projeto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/haute-haiku/">Haute Haiku</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/cilenedutra/'>Cilene Dutra</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/10/20/uganda-bloggers-discuss-anti-gay-bill/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div>
<p>O projeto de lei anti-gay ugandês foi apresentado ao parlamento e agora espera a assinatura do presidente Yoweri Museveni para tornar a homossexualidade oficialmente ilegal. O código anterior não era claro, mas agora o projeto, chamado de <a href="http://gayuganda.blogspot.com/2009/10/anti-homosexuality-bill-2009.html">&#8220;Projeto de Lei Anti-Homossexualidade 2009&#8243;</a> apresentado pelo parlamentar David Bahati declara qualquer ato ou tendência homossexual passível de <a href="http://gayuganda.blogspot.com/2009/10/let-me-see.html">pena de morte ou prisão</a>.<em> </em>O blogueiro<em> </em>gay-ugandan (gug)<em> </em>do blog<strong><a href="http://gayuganda.blogspot.com/2009/10/anti-homosexuality-bill-2009.html"><em> </em></a></strong><a href="http://gayuganda.blogspot.com/2009/10/anti-homosexuality-bill-2009.html"><em>The Uganda</em></a><a href="http://gayuganda.blogspot.com/2009/10/anti-homosexuality-bill-2009.html"><em>n</em></a> [en] escreve:</p>
<blockquote><p>The multiple laws that I will be breaking as soon as the president signs this law. Well, our detractors had already said that we would be stiffed with a tougher law, but this goes way beyond that. If I attempt to commit the offense… (god, the number of times that I have made passes and they have been rejected!) Each of those times was worth 7 years in jail. Good heavens!!!! Before, we could be liable to life imprisonment. gug hereby declares that, when the President of the Republic signs this law, gug will be liable to the death penalty… because I and my lover are serial offenders, breaking this law.</p></blockquote>
<div class="translation">Vou quebrar tantas leis assim que o presidente assinar essa lei. Bem, nossos detratores já haviam dito que seríamos encurralados por uma lei mais severa, mas essa passa dos limites. Se eu tentar cometer a ofensa&#8230; (meu deus, o número de vezes em que eu fiz tentativas, mas elas foram rejeitadas!) Cada uma daquelas vezes valia 7 anos na cadeia. Céus! Antes, éramos sujeitos à prisão. O <em>gug</em> aqui declara que, quando o Presidente da República assinar a lei, ele estará sujeito à pena de morte&#8230; pois eu e meu amante somos infratores em série quebrando essa lei.</div>
</div>
<div>Mais adiante, o projeto de lei proíbe a adoção por casais gays. Qualquer pessoa que ajude, promova ou aconselhe qualquer ato homossexual poderá pegar até sete anos de prisão ou o risco de fiança de<strong> </strong>100m xelins (aproximadamente R$ 91 mil). O projeto aponta os efeitos nocivos da homossexualidade da seguinte forma:</div>
<div>
<blockquote><p>Research indicates that the homosexuality has a variety of negative consequences including higher incidences of violence, sexually transmitted diseases, and use of drugs. The higher incidence of separation and break-up in homosexual relationships also creates a highly unstable environment for children raised by homosexuals through adoption or otherwise, and can have profound psychological consequences on those children. In addition, the promotion of homosexual behavior undermines our traditional family values.<br />
Given Uganda’s historical, legal, cultural and religious values which maintain that the family, based on marriage between a man and a woman is the basic unit of society. This Bill aims at strengthening the nation’s capacity to deal with emerging internal and external threats to the traditional heterosexual family. These threats include: redefining human rights to elevate homosexual and transgender behavior as legally protected categories of people.<br />
There is also need to protect our children and youths who are made vulnerable to sexual abuse and deviation as a result of cultural changes, uncensored information technologies, parentless child developmental settings and increasing attempts by homosexuals to raise children in homosexual relationships through adoption, foster care, or otherwise.</p></blockquote>
<div class="translation">Pesquisas indicam que a homossexualidade provoca maior incidência de violência, doenças sexualmente transmissíveis e o uso de drogas. A maior incidência de separações em relacionamentos homossexuais também cria um ambiente altamente instável a crianças criadas por homossexuais pela adoção ou de outra maneira e pode causar conseqüências psicológicas profundas nessas crianças. Ademais, a promoção do comportamento homossexual mina os valores de nossa família tradicional.<br />
Os valores históricos, legais, culturais e religiosos de Uganda  afirmam que a família, baseada no casamento entre um homem e uma mulher, é a unidade básica da sociedade. Esse projeto de lei pretende fortalecer a capacidade da nação de lidar com ameaças insurgentes internas ou externas à família heterossexual tradicional. Essas ameaças incluem: redefinir os direitos humanos para elevar o comportamento homossexual ou transgênero como categorias de pessoas legalmente protegidas .<br />
Há também uma necessidade de proteger nossas crianças e jovens que estão vulneráveis ao abuso sexual e desvio como resultado das mudanças culturais, tecnologias de informação sem censura, padrões de criação de crianças sem pais e o aumento de tentativas de adoção por casais homossexuais, assistência social, entre outros.</div>
<p>Produtores, editores e distribuidores de material contendo homossexualidade, especialmente se for lucrativo, e ONGs terão seu certificado ou registro cancelados e o diretor da instituição estará sujeito a sete anos de prisão. Isso inclui <a href="http://gayuganda.blogspot.com/2009/10/let-me-see.html">blogs gays em Uganda</a>:</p>
<blockquote><p>Poor sympathizers. You are not left to love us. No, all lovers of gays, and gays in Uganda will suffer, and be punished by this law. Any press conferences? Not by gay Ugandans. You see, we are a pariah people that will never be like all other Ugandans. Ha ha ha ha ha!<br />
Oh, the gayuganda blog is one of the things which are illegal, as per that bill. I am furiously promoting homosexuality on this blog, complaining about a law like this. So, 5 years in prison, and my (non existent) bank balance will be set back by 100M Uganda shillings…! And the people who dare to give us condoms and lubricant for sex… Or, if you dare to have an HIV prevention program for homosexuals in Uganda… or even try to teach safer sex. Well, the penalties are stiff. Very stiff. Jail, and jail and other things.</p></blockquote>
<div class="translation">
<p>Pobres simpatizantes. Vocês não foram poupados. Não, todos os simpatizantes e gays de Uganda vão sofrer e serão punidos por essa lei. Alguma conferência da imprensa? Não dos ugandeses gays. Vejam vocês, somos os <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dalit">párias</a> que nunca serão como os outros ugandeses. Ha ha ha ha ha!</p>
<p>E o blog <em>gayuganda</em> é uma das coisas ilegais de acordo com o projeto de lei. Estou promovendo a homossexualidade furiosamente neste blog, protestando contra uma lei como essa. Então, 5 anos de prisão e meu saldo bancário voltará aos 100m xelins ugandeses! E aqueles que se atrevem a nos dar preservativos e lubrificantes&#8230; ou aqueles que se atrevem a ter um programa de prevenção de HIV para homossexuais em Uganda&#8230; ou mesmo aqueles que tentam instruir sobre o sexo seguro. É, as penas são severas. Bem severas. Cadeia, cadeia, entre outras coisas.</div>
<p>Eis os objetivos do projeto de lei:</p>
<blockquote><p>3.1. The objectives of the Bill</p>
<p>The objectives of the Bill are:</p>
<p>(a) To protect marriage as that only between a man and a woman in Uganda;</p>
<p>(b) To prohibit homosexual behavior and related practices in Uganda as they constitute a threat to the traditional family;</p>
<p>(c) To safeguard the health of Ugandan citizens from the negative effects of homosexuality and related practices;</p>
<p>(d) To establish progressive legislation protective of the traditional family that can serve as a model for other countries;</p>
<p>(e) To prohibit ratification of any international treaties, conventions, protocols and declarations which are contrary or inconsistent with the provisions of this Act;</p>
<p>(f) To ensure that no international instruments to which Uganda is already a party can be interpreted or applied in Uganda in a way that was never intended at the time the document was created;</p>
<p>(e) To withdraw from any international agreements to which Uganda already is a party, or file reservations to them, which are re-interpreted to include protection for homosexual behavior, or that promote same-sex marriage, or that call for the promotion or teaching about homosexuality as being healthy, normal, or an acceptable lifestyle choice, or that seek to establish sexual behavior, sexual orientation, or gender identity, or sexual minorities as legally protected categories of people; and</p>
<p>(f) To prohibit Uganda from becoming a party to any new international instruments that expressly include protection for homosexual behavior; promote same-sex marriage; call for the promotion or teaching about homosexuality or homosexual relations as being healthy, normal, or an acceptable lifestyle choice; and/or seek to establish sexual behavior, sexual orientation, gender identity or sexual minorities as legally protected categories of people</p></blockquote>
<div class="translation">3.1 Objetivos do Projeto de Lei<br />
Os objetivos do Projeto de Lei são:</p>
<p>(a) Proteger o casamento como sendo apenas aquele entre um homem e uma mulher em Uganda;</p>
<p>(b) Proibir comportamento homossexual e práticas correlatas em Uganda uma vez que constituem uma ameaça para a família tradicional;</p>
<p>(c) Salvaguardar a saúde dos cidadãos ugandeses contra os efeitos negativos da homossexualidade e práticas correlatas;</p>
<p>(d) Estabelecer uma legislação progressiva defensora da família tradicional que sirva de modelo a outros países;</p>
<p>(e) Proibir a ratificação de quaisquer tratados internacionais, convenções, protocolos e declarações que sejam contrários ou inconsistentes com as disposições deste Ato;</p>
<p>(f) Assegurar que nenhum instrumento internacional do qual Uganda já faça parte possa ser interpretado ou aplicado em Uganda fora das intenções de quando foi criado o documento;</p>
<p>(g) Cancelar a participação de Uganda em quaisquer acordos internacionais, ou reservas de arquivos desses, que sejam reinterpretados para incluir proteção ao comportamento homossexual ou que promova casamento entre pessoas de mesmo sexo ou com apelos à promoção ou ensino sobre a homossexualidade como ato saudável, normal ou como estilo de vida aceitável ou que busquem estabelecer um comportamento, orientação sexual ou identidade de gênero ou minorias sexuais como categorias de pessoas legalmente protegidas; e</p>
<p>(h) Proibir Uganda de participar de qualquer novo instrumento internacional que inclua expressamente o comportamento homossexual; promova casamento entre pessoas de mesmo sexo; exija a promoção ou ensino sobre homossexualidade ou relações homossexuais como práticas saudáveis, normais ou estilo de vida aceitável; e/ou busque estabelecer comportamento ou orientação sexual, identidade de gênero ou minorias sexuais como categorias de pessoas protegidas.</p></div>
<p>O blog<em> Gay Ugandan</em> <a href="http://gayuganda.blogspot.com/2009/10/let-me-see.html">insiste que tomem a causa</a> com ele e pergunta se ele merece morrer por causa disso:</p>
<blockquote><p>If you are outside the country, why, that is very good. Your congregation can be made aware of all the good things that some Christians in Uganda wish some sinners called gay Ugandans. I am sure your outrage will help. A letter, a protest match, questions to leaders of Uganda, religious and otherwise traveling outside the country. This is a moral question, how can they justify killing me because I am gay, living in a gay relationship with another gay man?</p>
<p># Ok, what of gay people in other countries. You are our friends. Yes, we dare to ask our gay brothers and sisters for help, especially when our countrymates believe we should be patriotic enough to ‘die’ in the name of their moral uprightness, for god and country.<br />
Tell your local gay group about it.<br />
Organise protests, big and small. Educate any who doesnt know about it.<br />
Write letters of protest. Be courteous, (the framer of the bill says that we homosexuals want to kill him. He says we have already written him ‘threatening’ letters.)</p></blockquote>
<div class="translation">Se você está fora do país, bom para você. Sua congregação pode ficar informada sobre todas as coisas boas que alguns cristãos de Uganda desejam aos pecadores chamados gays de Uganda. Estou certo de que sua indignação vai nos ajudar. Uma carta, uma marcha de protesto, uma lista de perguntas aos líderes ugandeses religiosos e outros viajando fora do país. É uma questão moral. Como podem justificar minha morte por eu ser gay e ter um relacionamento gay?</p>
<p>#Então, quanto aos gays de outros países, vocês são nossos amigos. Sim, atrevemo-nos a pedir ajuda a nossos irmãos e irmãs gays, principalmente se nossos conterrâneos acreditam que deveríamos ser patriotas o bastante para &#8216;morrer&#39; pela sua retidão moral, por seu deus e pelo país.</p>
<p>Fale sobre isso com seu grupo gay local. Organize protestos pequenos ou grandes. Instruam aqueles que não sabem nada sobre, escrevam cartas de protesto, sejam corteses (o organizador do projeto de lei diz que nós homossexuais queremos matá-lo e que ele recebeu &#8216;cartas de ameaça&#39;.)</p></div>
<p><a href="http://afrogay.blogspot.com/"><em>Afrogay</em></a> [en], outro blog ugandês, compara o governo de Uganda aos nazistas, dizendo que a hora de <a href="http://afrogay.blogspot.com/2009/10/anti-gay-law-not-necessary-opposition.html">dar o sinal de parar é agora</a>:</p>
<blockquote><p>Again, as I have argued here and elsewhere, we are best advised to keep our powder dry for the real battle if the bill is ever passed and signed into law. So, I for one don&#39;t plan on saying too much about the nuts and bolts of what is wrong with it. And the reason is simple: if we point out what is wrong with it now, our detractors will use what we say to clean up the bill. Best then to shout foul as loud as we can on the discriminatory elements of the bill without guiding them around the glaring technical, legal, constitutional and human rights minefield they are sleep-walking towards with this bill.</p></blockquote>
<div class="translation">
<p>Mais uma vez, como argumentei aqui e em outros lugares, somos aconselhados a economizar esforços para a verdadeira batalha se esse projeto for assinado. Por isso, não pretendo falar sozinho do que há de errado no projeto. O motivo é simples: se apontarmos o que há de errado, nossos detratores usarão o que dissemos para por o projeto em ordem. O melhor seria praguejar o mais alto que pudermos contra os elementos discriminatórios desse projeto de lei sem guiá-los no âmbito técnico, legal, constitucional e no campo minado dos direitos humanos por onde andam como sonâmbulos.&#8221;</p></div>
<p>Um blogueiro nigeriano, <em>Anengiyefa, </em>acha que o projeto de lei tem falhas e que o painel que o fez ignora o que é a homossexualidade. Ele diz que a homossexualidade não pode ser uma ofensa, que não se pode punir alguém por ter <a href="http://thingsifeelstronglyabout.blogspot.com/2009/10/ugandas-homophobic-frenzy.html">sentimentos sexuais por outra pessoa:</a></p>
<blockquote><p>&#8220;Mr Bahati goes on to demand the death penalty for what he calls “aggravated homosexuality”. I read this and I wondered if the said Mr Bahati has ever had the opportunity to sit inside a classroom in his life, given that unless he is starkly illiterate, he ought to know that there are no law books in any Common Law jurisdiction, (including Uganda), that refer to an offense known as ‘homosexuality&#39;. Homosexuality cannot be an offense! You cannot make it an offense and punish a person for having feelings of sexual and emotional attraction towards others of the same gender. You cannot prove ‘homosexuality&#39; in a court of law to the standard of proof that is required in a criminal court.&#8221;</p></blockquote>
<div class="translation">
<p>O Sr. Bahati continua a exigir pena de morte para o que ele considera &#8220;homossexualidade provocada&#8221;. Li isso e pensei se o dito Sr. Bahati sentou numa sala de aula alguma vez na vida, já que, a não ser que seja decididamente analfabeto, ele tem a obrigação de saber que não existe qualquer livro de direito em qualquer jurisdição de direito comum (incluindo em Uganda) que faça referência a uma ofensa chamada &#8220;homossexualidade&#8221;. Homossexualidade não pode ser considerada ofensa! Não podem torná-la uma ofensa e punir alguém por sentir atração emotiva e sexual por outro do mesmo sexo. Não se pode provar &#8216;homossexualidade&#39; numa corte para o nível de evidência como exigido numa corte criminal.</p></div>
<p><em>Anengiyefa </em>percebe que Uganda acabou de ver a <a href="http://thingsifeelstronglyabout.blogspot.com/2009/10/ugandas-homophobic-frenzy.html">hipocrisia dos membros do parlamento</a> que se uniram e estão prestes a passar a lei vitimizando a homossexualidade em nome da moralidade: isso mostra por que o sistema está tão ansioso para criminalizar o sexo consensual entre dois adultos do mesmo sexo, omitindo questões importantes como violência étnica, tribalismo, AIDS, estupro de crianças etc:</p>
<blockquote><p>This outbreak of frenzied homophobia is the epitome of the hypocrisy that pervades political life in Africa. At a time when expensive legislative time should be judiciously expended on the issues that really matter to the people of the country; when Ugandan lawmakers and the Ugandan government should be concerned about the welfare of vulnerable Ugandans, (including those same-gender loving men and women in their society, who are susceptible to wanton physical abuse and discrimination); when the Ugandan authorities should be looking to protect those of the country&#39;s citizens whose welfare is their responsibility; when the challenges that face our continent in this 21st Century are enormous; what we hear of instead is an Anti-Homosexuality Bill being introduced to Parliament. This bill is deemed necessary according to the MP David Bahati who introduced it. He claims that the purpose of the bill is to protect children and the &#8216;traditional family&#39;.</p></blockquote>
<div class="translation">
<p>Esse surto de homofobia frenética é a epítome da hipocrisia que impregna a vida política na África. Quando o valioso tempo legislativo deveria ser gasto judicialmente nos problemas que realmente importam ao povo, quando os legisladores e o governo de Uganda deveria estar preocupado com o bem-estar de ugandeses vulneráveis (incluindo homossexuais que são suscetíveis a discriminação e abuso físico injustificados), quando autoridades ugandesas deveriam estar buscando proteger os cidadãos, cujo bem-estar é responsabilidade deles, quando os desafios que encaram nosso continente no século 21 são enormes; o que recebemos, ao invés disso, é um projeto de lei Anti-Homossexuais no parlamento. De acordo com David Bahati, que sugeriu o projeto de lei, ele é necessário para proteger as crianças e a dita &#8216;família tradicional&#39;.</p></div>
</div>
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		<title>África: Os ganhadores do Primeiro Prêmio Africano de Blogs para Jornalistas são…</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/06/africa-os-ganhadores-do-primeiro-premio-africano-de-blogs-para-jornalistas-sao%e2%80%a6/</link>
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		<pubDate>Fri, 06 Mar 2009 03:30:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os vencedores do Waxal - Blogging Africa Awards (BAA) foram anunciados. Waxal é uma iniciativa do Instituto Panos da África Ocidental, [Panos Institute of West Africa (PIWA)] em parceria de Highway Africa e do Global Voices Online (África Sub-saariana). Waxal (pronuncia-se UÓ-ROL), que significa "fala" em Wolof, captura a essência da evolução da worldwide web como uma plataforma para conversação e levantamento das vozes marginalizadas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/ndesanjo-macha/">Ndesanjo Macha</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/02/africa-winners-of-the-first-african-blog-award-for-journalists-are/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Os vencedores do <a href="http://blogs.haayo.org/waxal/index.php?post/2008/11/07/Waxal-Blogging-Africa-Awards-announcement-2008-Edition">Waxal - Blogging Africa Awards (BAA)</a> foram anunciados. Waxal é uma iniciativa do <a href="http://www.panos-ao.org/">Instituto Panos da África Ocidental [en, Panos Institute of West Africa (PIWA)]</a> em parceria de <a href="http://www.highwayafrica.com/">Highway Africa [en]</a> e do Global Voices Online (África Sub-saariana). <img class="alignright size-thumbnail wp-image-59092" title="gv-waxal1" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/gv-waxal1-75x75.jpg" alt="gv-waxal1" width="75" height="75" /></p>
<p>Waxal (pronuncia-se UÓ-ROL), que significa &#8220;fala&#8221; em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_wolof">Wolof</a> [pt], captura a essência da evolução da worldwide web como uma plataforma para conversação e levantamento das vozes marginalizadas. A primeira edição do prêmio reconhece o uso da nova mídia pelos jornalistas profissionais na África e pelas organizações midiáticas africanas que trabalham para promover a produção de informação alternativa e expressão cidadã.</p>
<p>Depois de revisar os blogs inscritos, membros do júri concederam quatro prêmios em três categorias <a href="http://blogs.haayo.org/waxal/index.php?post/2008/11/07/Waxal-Blogging-Africa-Awards-announcement-2008-Edition">anunciadas no início do concurso</a> e um prêmio especial de encorajamento. O júri procurou por blogs que ilustrassem uma boa linha editorial, qualidade de expressão, interação com usuários, originalidade, publicações freqüentes e variedade no conteúdo. Dez blogs também chamaram a atenção dos membros do júri.</p>
<p>O júri foi formado por: dr. Lilian Ndangam, professor de mídia camaronês radicado no Canadá, Joel Phiri, cineasta e especialista em multimídia do Zimbábue, e Fatou Jagne, especialista em mídia e liberdade de expressão. Ela é a coordenadora do programa Article 19 Africa. Todos os membros do júri são bilingües.</p>
<p>E os vencedores são…</p>
<p>1. Melhor Blog de Jornalista (em língua francesa):<br />
<a href="http://www.cedrickalonji.net/">Cedric Kalonji</a> da República Democrática do Congo (ele costumava blogar em www.congoblog.net). Cedric trabalha há cinco anos como jornalista para a <a href="http://www.radiookapi.net/">Radio Okapi</a>:</p>
<blockquote><p>I have been working for five years as a journalist for Radio Okapi (http://www.radiookapi.net) in Kinshasa. In 2005, I created a Blog on which I posted pictures and personal thoughts on ordinary daily life in Congo. More precisely, it all started in September 2005. At the time I was using a small digital camera that my mother had given me as a present. I posted my pictures and wrote captions to explain the content of the photos in more detail. (…) Very quickly I received comments and points of views from visitors, mainly from Congolese living abroad. At that time, there were very few pictures of Kinshasa on the Internet; this was a result of the 32 year-long dictatorship under Mobutu (…)I come from a country where most of the journalists are praising those in power, in order to receive protection and rewards. It is difficult, in that context, to be an independent journalist. You have to withstand strong criticisms and sometimes even threats. Thanks to the Internet, I can publish my articles without fearing the censorship that the ordinary newspapers are subject to. (…) My desire to share experiences of my daily life was driven by a deep need to express myself freely. Thanks to my Blog, I had the opportunity to develop a media of my own, and to talk freely on subjects that matter to me, without being censored. Nevertheless, I was and am very careful with my editorial line, and always take into account my own security.</p></blockquote>
<div class="translation">Tenho trabalhado durante cinco anos como jornalista para a Rádio Okapi (http://www.radiookapi.net) em Kinshasa. Em 2005, criei um blog no qual posto fotos pessoais e reflexões sobre a vida diária normal no Congo. Mais precisamente, tudo começou em setembro de 2005. Na época eu estava usando uma pequena câmera digital que a minha mãe tinha me dado de presente. Eu publiquei minhas fotos e as legendei para explicar o conteúdo em detalhes. (&#8230;) Muito rapidamente recebi comentários e pontos de vista dos visitantes, principalmente dos congoleses que vivem no estrangeiro. Nessa altura, havia muito poucas fotos de Kinshasa na Internet, este foi o resultado de 32 longos anos da ditadura sob Mobutu (&#8230;) Eu venho de um país onde a maioria dos jornalistas estão elogiando aqueles no poder, a fim de receber proteção e recompensas. É difícil, nesse contexto, ser um jornalista independente. Você tem de resistir a fortes críticas e, por vezes, até mesmo ameaças. Graças à Internet, posso publicar meus artigos sem temer a censura que os jornais comuns estão sujeitos. (&#8230;) O meu desejo de compartilhar experiências da minha vida diária foi impulsionado por uma profunda necessidade de me expressar livremente. Graças ao meu blog, tive a oportunidade de desenvolver uma mídia propriamente minha e, para falar livremente sobre os assuntos que me interessam, sem ser censurado. No entanto, eu fui e sou muito cuidadoso com a minha linha editorial, e tenho sempre em conta a minha própria segurança.</div>
<p>Ele recebe 1 milhão de Francos CFA (aproximadamente US$2.000).</p>
<p>2 - Melhor Blog de Jornalista (em língua inglesa):<br />
<a href="http://ugandanjournalist.vox.com/">Rosebell Kagumire</a> [en], uma jornalista de Uganda. Rosebell trabalha para o jornal Independent. Ela bloga principalmente sobre seu trabalho como jornalista:</p>
<blockquote><p>I write mainly about my job as a journalist and also I comment on socio-political issues in Uganda and Africa mostly. I also write about opportunities that my colleagues can benefit from especially media related training. I write about conflict and the work I write in other media is always brought to feature on my blog. (…)Though very new my blog gives people my views about my life, my country and life generally (…)My interest in blogging is to express myself in sometimes ways that cannot be accepted in the media. I believe also it’s important for people and friend s to know my thought, principle and values which are all reflected in the different posts on my blog. I also think I can trigger discussion about many issues some of which I write about and others that are featured in the media for positive change. I get discussions going especially by posting my blog posts on facebook to share them with my colleagues. Through such discussion i get to know how the society views certain issues.</p></blockquote>
<div class="translation">Escrevo principalmente sobre o meu trabalho como jornalista e também comento sobre questões sócio-políticas em Uganda e na África, principalmente. Eu também escrevo sobre as oportunidades cujos meus colegas podem se beneficiar especialmente relacionadas com o treinamento na mídia. Escrevo sobre conflito e os trabalhos que escrevo em outros meios são sempre levados para um lugar de destaque no meu blog. (&#8230;) Apesar de muito novo, o meu blog oferece às pessoas a minha opinião sobre a minha vida, o meu país e da vida em geral (&#8230;) O meu interesse no blog é a de expressar-me de formas que às vezes não podem ser aceitas nos meios de comunicação. Creio também que é importante para que as pessoas e os amigos conheçam meu pensamento, princípio e valores que estão todos refletidos nos diferentes lugares do meu blog. Também acho que posso desencadear discussão sobre algumas das muitas questões que escrevo sobre e sobre outras que estão apresentadas nos meios de comunicação para uma mudança positiva. Recebo discussões especialmente publicando minhas postagens do blog no facebook para compartilhá-las com os meus colegas. Através dessa discussão, eu fico sabendo como a sociedade vê determinados assuntos.</div>
<p>Rosebell recebe 1 milhão de Francos CFA (aproximadamente US$ 2.000).</p>
<p>3 – Melhor Blog de Organização da Sociedade Civil Africana:<br />
<a href="http://www.lusakatimes.com/">Lusaka Times</a>, um blog de notícias e discussão feito por zambianos por todo o mundo.</p>
<blockquote><p>LT is an electronic news platform that allows all types of users to have an open discussion on the day to day current issues in Zambia. The idea that is powering Lusakatimes today was birthed in 1998 as a casual conversation between friends. In 1999, the idea was made manifest with the launch of Lusaka Information Dispatch. The project was funded by the Dutch IICD who provided seed capital for the equipment and operational costs for a limited duration. However, the operational model for Information Dispatch proved too difficult to sustain at the time. In 2002 Information Dispatch suspended its operation after key members quit the group. In January 2007, the site was re-launched under the new URL address called lusakatimes.com and a new operational model. Today Lusakatimes is run by a number of people distributed around the world, working in an open source type of structure, purely driven by hobby and ambition to provide Zambians around the world with current news content based on facts and not speculation. Our day to day news content comes from known Zambian sources like Zambia Daily-Mail, Times of Zambia, ZNBC and ZANIS. These are the giants whose shoulders we stand on. Our added value to the commodity called news is the speed with which we deliver it to our readers and the community, feeling and experience we have created around the news content on our website. Additionally, Lusakatimes also provides a platform for any Zambian who wants their article published, provided they take full ownership and responsibility of the content. The ability of our users to be able to read news and anonymously provide immediate feedback is something we have always highly valued from the Information Dispatch days. Lusakatimes.com was ranked as the most visited website in Zambia under<a href="http://www.alexa.com/browse?&amp;CategoryID=25784/"> traffic listing on Alex</a>.</p></blockquote>
<div class="translation">LT é uma plataforma eletrônica de notícias que permite a todos os tipos de usuários a terem uma discussão aberta sobre temas atuais do dia-a-dia na Zâmbia. A idéia que está alimentando Lusakatimes hoje nasceu em 1998 como uma conversa informal entre amigos. Em 1999, a idéia foi feita manifesto com o lançamento de Lusaka Information Dispatch [Correio Informativo Lusaca]. O projeto foi financiado pela holandesa IICD que forneceu o capital para equipamento e custos operacionais por um período limitado. No entanto, o modelo operacional para a Dispatch Information revelou-se demasiadamente difícil de sustentar-se no momento. Em 2002, Dispatch Information teve seu funcionamento suspenso depois de saídas de membros principais do grupo. Em janeiro de 2007, o site foi re-lançado no novo endereço URL chamado lusakatimes.com e com um novo modelo operacional. Hoje, Lusakatimes é gerido por um número de pessoas distribuídas por todo o mundo, trabalhando em um tipo de estrutura de fonte aberta, exclusivamente orientada por hobby e ambição de fornecer aos zambianos em todo o mundo a notícia atual com conteúdo baseado em fatos e não a especulação. O nosso conteúdo dia-a-dia de notícias vem de fontes conhecidas da Zâmbia como Zambia Daily-Mail, Times of Zambia, ZNBC e ZANIS. Estes são os gigantes em cujos ombros podemos apoiarmos. O nosso valor-agregado somado à mercadoria chamada notícia é a rapidez com que a entregamos aos nossos leitores e à comunidade, sentimento e experiência que temos criado em torno do conteúdo de notícias em nosso site. Além disso, Lusakatimes também fornece uma plataforma para qualquer pessoa zambiana que queira seu artigo publicado, na condição de assumir plenamente a propriedade e responsabilidade pelo conteúdo. A capacidade dos nossos usuários de serem capazes de ler as notícias e anonimamente fornecer feedback imediato é algo que é sempre muito valorizado desde os dias da Dispatch Information. Lusakatimes.com foi classificado como o mais visitado site na Zâmbia sob <a href="http://www.alexa.com/browse?&amp;CategoryID=25784/">listagem de tráfego no Alex</a> [en].</div>
<p>Lusaka Times recebe 2 milhões de Francos CFA (aproximadamente US$ 4.000).</p>
<p>4. Prêmio Especial do Panos Institute West Africa para a África ocidental:<br />
<a href="http://leblogdeyoro.ivoire-blog.com/">Israel Yoroba Guebo</a> da Costa do Marfim. Israel recebe 500.000 Francos CFA (aproximadamente US$ 1.000).</p>
<p>Abaixo estão os blogs que receberam felicitações do júri:</p>
<p>Categoria 1: Melhor Blog de Jornalista em francês (classificação sem hierarquia):<br />
<a href="http://edouardtamba.wordpress.com/">Edouard Tamba</a> de Camarões<br />
<a href="http://ramses1.blog4ever.com/">Ramata Sore</a> de Burkina Faso<br />
<a href="http://www.senegalmedias.blogspot.com/">Basile Niane</a> de Senegal</p>
<p>Categoria 2 - Melhor Blog de Jornalista em inglês (classificação sem hierarquia):<br />
<a href="http://www.eonyango.blogspot.com/">Emmanuel Onyango</a> da Tanzânia<br />
<a href="http://http//mwanawashe.wordpress.com/">Conrad Dube</a> from Zimbábue<br />
<a href="http://khayav.com/">Khaya Dlanga</a> da África do Sul</p>
<p>Categoria 3 – Melhor Blog de Organização da Sociedade Civil Africana (classificação sem hierarquia):<br />
<a href="http://www.ghanaelections2008.blogspot.com/">Penplusbytes&#39;</a> blog que cobriu as eleições de 2008 de Gana<br />
<a href="http://www.regultelcoafrik.org/">REgul-Telco-Afrik</a> do Senegal<br />
<a href="http://www.20mai.net/">20mai.net</a> de Camarões<br />
<a href="http://www.remastp.org/">Remastp News</a></p>
<p>Outros blogs que chamaram a atenção dos jurados, individualmente, mas que não foram escolhidos por unanimidade por razões distintas:</p>
<p><a href="http://www.itrealms.blogspot.com/">Remmy Nweke</a> da Nigéria<br />
<a href="http://martinsaihonnou.blogg.org/">Martin Aihonnou</a> de Benin<br />
<a href="http://babiwatch.ivoire-blog.com/">Nadine Kouamouo-Tchaptchet</a> da Costa do Marfim<br />
<a href="http://www.thoughtleader.co.za/vusigumede">Vusi Gumede</a> da África do Sul<br />
<a href="http://www.thoughtleader.co.za/khayadlanga">Khaya Dlanga</a> da África do Sul<br />
<a href="http://washingtonbureau.typepad.com/nairobi/">Shashank Bengali</a> do Quênia</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Saúde Global: Telefones celulares ajudarão na assistência à saúde</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/02/saude-global-telefones-celulares-ajudarao-na-assistencia-a-saude/</link>
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		<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 23:40:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porJuhie Bhatia  &#183; Traduzido por Carlos Maestre &#183;  Veja o post original 

Três instituições uniram forças numa tentativa de fornecer melhor assistência à saúde através do uso das tecnologias de telefones celulares e computadores. Em particular, essas iniciativas tecnológicas móveis têm o intuito de melhorar os serviços da assistência médica dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juhie-bhatia/">Juhie Bhatia</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/02/23/global-health-mobile-phones-to-boost-healthcare/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p style="text-align: justify;"><img class="alignright size-full wp-image-57522" title="Mobile Phone Up Close" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/2215069210_cdbf2b0bc5_m.jpg" alt="Mobile Phone Up Close" width="240" height="180" /></p>
<p style="text-align: justify;">Três instituições uniram forças numa tentativa de fornecer melhor assistência à saúde através do uso das tecnologias de telefones celulares e computadores. Em particular, essas iniciativas tecnológicas móveis têm o intuito de melhorar os serviços da assistência médica dos países em desenvolvimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Atualmente, telefones celulares são usados para serviços de saúde que vão da educação sobre a AIDS e o HIV até para lembrar as pessoas das vacinas. Na semana passada, a Fundação Rockefeller, a Fundação das Nações Unidas, e a Fundação Vodafone disseram que apoiarão tais projetos formando a Aliança da Saúde Móvel (ou <em>mHealth Alliance).</em> A aliança anunciada no <a href="http://www.mobileworldcongress.com/">Congresso Mundial Móvel [Mobile World Congress]</a> [en] facilitará projetos que usem tecnologia móvel para promover a saúde e trabalhará com grupos públicos e privados para expandir essas iniciativas. O plano é desenvolver a influência do uso crescente dos telefones celulares nos países em desenvolvimento – 64 por cento dos usúarios estão no mundo em desenvolvimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Erik Hersman, blogueiro do <em>White African</em>, <a href="http://whiteafrican.com/2009/02/17/mobile-phone-quick-hits-around-africa/">discute</a> [en] como os serviços de saúde móveis estão em moda agora entre fundações e outras instituições sem fins lucrativos, enquanto <em>o Social Justice Blog</em> <a href="http://www.identitytheory.com/sjblog/2009/02/for-worlds-poor-doctor-in-your-pocket.php">aplaude a iniciativa</a> [en] diz:</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p>&#8220;This is the kind of corporate social responsibility that&#39;s great to see — technology answering a pressing social need…mHealth Alliance uses the technology to provide virtual doctors to those living in rural areas, particularly in India, Uganda and South Africa.&#8221;</p></blockquote>
<div class="translation" style="text-align: justify;">&#8220;Este é o tipo de responsabilidade social que gostamos de ver das empresas - a tecnologia em resposta a uma necessidade social&#8230; a mHealth Alliance usa tecnologia para fornecer médicos virtuais àqueles que vivem em áreas rurais, principalmente na Índia, em Uganda e na África do Sul&#8221;.</div>
<p style="text-align: justify;">A mHealth Alliance também divulgou um relatório na conferência <a href="http://www.unfoundation.org/global-issues/technology/mhealth-report.html">mHealth for Development</a> [en] [Saúde móvel pelo Desenvolvimento], que pesquisa programas nos países em desenvolvimento que usam a tecnologia móvel para promover a saúde pública. O relatório examina 51 programas que estão sob andamento ou serão implementados futuramente em 26 países, e mostra que eles predominam na Índia, África do Sul, Uganda, Peru e Ruanda. <em>3G Doctor Blog</em> <a href="http://3gdoctor.wordpress.com/2009/02/17/the-technology-partnership-between-the-un-foundation-and-the-vodafone-foundation-launch-a-report-into-mhealth-for-development/">lista</a> [en] todos os 51 projetos e comenta sobre o relatório:</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p>&#8220;I&#39;m posting this from the Mobile World Congress in Barcelona at the launch of a report that attempts to define mHealth; outlines the potential for mobile phones to improve health in the developing world; identifies building blocks for successful, sustainable and scalable mHealth programs; demonstrates the incentives for multiple players in the &#8216;mHealth value chain&#39;…it also issues a call for action to create an independent global body to encourage multi-sector and pan-regional collaboration to leverage the transformational power of mobile networks and devices to improve healthcare delivery throughout the developing world.&#8221;</p></blockquote>
<div class="translation" style="text-align: justify;">&#8220;Estou publicando do <em>Mobile World Congress</em>, em Barcelona, no lançamento do relatório que tenta definir mHealth; destaca o potencial dos telefones celulares em melhorar a saúde no mundo em desenvolvimento; identifica blocos crescentes para programas mHealth de sucesso, sustentáveis e adaptáveis; demonstra a iniciativa de múltiplos envolvidos na &#8216;valorosa corrente mHealth&#39;… também convoca para a criação de um corpo global independente que sirva para encorajar a colaboração pan-regional e multissetorial para influenciar o poder de transformação das redes e dispositivos móveis para melhorar a assistência à saúde através do mundo em desenvolvimento.&#8221;</div>
<p style="text-align: justify;">O relatório destaca projetos como <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/11/02/south-africa-using-cell-phones-to-combat-aids/">Project Masiluleke (ou Project M)</a> [en] na África do Sul, um serviço SMS que divulga uma linha telefônica especial com informações sobre a AIDS e o HIV. <a href="http://www.simpill.com/">SIMpill project</a> é outro programa da África do Sul; ele dispõe de um sensor no frasco de comprimidos e de um cartão SIM para avisar aos assistentes da saúde se seus pacientes não estão tomando o remédio para tratamento da tuberculose. A porcentagem de pessoas que mantêm a medicação aumentou de 22 para 90 por certo graças ao SIMpill, que também é usado em outros lugares, como a Tailândia. Outro projeto, chamado <a href="http://www.prevenperu.org/preven/">Cell-PREVEN</a> [es], foi iniciado no Peru. Mahmud Hussein <a href="http://www.mahmudhussein.com/Health_Hygiene.aspx">descreve o projeto</a> [en] em seu site:</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p>&#8220;Investments in mobile health initiatives such as the one undertaken recently in Peru called the Cell-Preven project should be made, in which a mobile health team, consisting of a small group of trained health professional and workers are dispatched to select communities. People there can get check-ups, on the spot screening for diseases such as malaria and tuberculosis, treatment of sexually transmitted infections as well as medical care for female sex workers. The teams are connected through satellite communications or internet/mobile phones (where available) to doctors in other areas, where information can be shared between the two teams and further assistance be given in real-time.&#8221;</p></blockquote>
<div class="translation" style="text-align: justify;">&#8220;Investimentos em iniciativas de saúde móvel como o projeto que recentemente se implementou no Peru, chamado Cell-Preven, deveriam ser feitas, nas quais as equipes de assistência à saúde, compostas por um pequeno grupo de profissionais da saúde treinados e trabalhadores, são enviadas às comunidades escolhidas. Lá, as pessoas podem fazer <em>check-ups</em> para auxiliar na prevenção para doenças como malária e tuberculose, no tratamento de infecções sexualmente transmitidas, assim como cuidados médicos para as prostitutas. As equipes estão conectadas por comunicação via-satélite ou internet/telefones celulares (quando disponíveis) com médicos em outros lugares, onde a informação pode ser compartilhada entre as duas equipes e mais assistência pode ser dada em tempo real&#8221;.</div>
<p style="text-align: justify;">Nick Hunn, blogando em <em>Creative Connectivity</em>, <a href="http://www.nickhunn.com/index.php/archives/159">deseja boas-vindas</a> [en] ao relatório mHealth, dizendo que ele mostra diferentes formas nas quais a tecnologia móvel pode ser útil.</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p>&#8220;That&#39;s why the &#8216;Doctor in your Pocket&#39; report is so welcome. It highlights the fact that there’s no one model that has to be followed. Each of the countries put forward as examples have very different dynamics and customer sets. In one the major user base is young men. In another it’s mothers. In all cases the users like the service and find it beneficial.&#8221;</p></blockquote>
<div class="translation" style="text-align: justify;">&#8220;É por causa disso que o relatório &#8216;Doctor in your Pocket&#39; (Médico em seu bolso) é tão bem-vindo. Ele destaca o fato de que não há um modelo a ser seguido. Cada um dos países colocados como exemplo tem dinâmicas e perfis de pacientes muito diferentes. Em um, o maior público-alvo é o de homens jovens. Em outro, são as mães. Em todos os casos os usuários gostam do serviço e acham que ele é benéfico&#8221;.</div>
<p style="text-align: justify;">Apesar de toda expectativa, algumas pessoas continuam cautelosas sobre o potencial em melhorar os serviços da assistência à saúde da tecnologia móvel. Um comentário numa publicação sobre a mHealth Alliance <a href="http://www.readwriteweb.com/archives/mobile_phones_to_serve_as_doctors_in_developing_countries.php">mostra</a> [en] que esta tecnologia não pode substituir a experiência de ser tratado diretamente por profissionais da saúde. Arun Pal Singh diz:</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p>Medical care is often incomplete without physical contact between doctor and patient. While it may seem to be slightly beneficial to use technology, developing countries would be most benefited by producing their own doctors and paramedics. Nothing beats education.&#8221;</p></blockquote>
<div class="translation" style="text-align: justify;">&#8220;Freqüentemente o cuidado médico fica incompleto sem o contato entre médico e paciente. Enquanto parece ter sido levemente benéfico usar tecnologia, os países em desenvolvimento seriam mais beneficiados produzindo seus próprios médicos e paramédicos. Nada supera a educação&#8221;.</div>
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		<title>Saúde Global: Obama Suspende a &#8220;Regra Global da Mordaça&#8221;</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/09/saude-global-obama-suspende-a-regra-global-da-mordaca/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 Feb 2009 13:38:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elisa Thiago</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porJuhie Bhatia  &#183; Traduzido por Elisa Thiago &#183;  Veja o post original 
Em sua primeira semana de atuação, o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, suspendeu uma medida política conhecida, popularmente,  como  &#8220;Regra Global da Mordaça.&#8221; [en] A mudança está sendo aplaudida por grupos ligados aos direitos das mulheres e à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juhie-bhatia/">Juhie Bhatia</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/elisathiago/'>Elisa Thiago</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/02/05/global-health-obama-lifts-global-gag-rule/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img class="alignright" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/3237403039_a11fc4794f_m.jpg" alt="" />Em sua primeira semana de atuação, o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, suspendeu uma medida política conhecida, popularmente,  como  <a href="http://uk.reuters.com/article/usPoliticsNews/idUKTRE50M41O20090123?sp=true">&#8220;Regra Global da Mordaça.&#8221;</a> [en] A mudança está sendo aplaudida por grupos ligados aos direitos das mulheres e à saúde pública, pois restabelecerá, globalmente, a ajuda financeira aos programas internacionais de planejamento familiar.</p>
<p>A medida, também conhecida como a &#8220;Política da Cidade do México&#8221;, proibe que fundos do governo americano sejam encaminhados a equipes e clínicas de  planejamento familiar fora dos EUA que realizam ou promovem abortos ou que fazem lobby para sua legalização. Obama suspendeu a proibição um dia depois do 36º aniversário do Roe contra Wade, o caso que levou à legalização do aborto nos EUA. A norma foi criada em 1984 e, desde então, foi várias vezes revogada e aprovada pelos presidentes que se seguiram. Uma postagem no blog <em>South-South</em> <a href="http://ppdafrica.blogspot.com/2009/01/global-gag-rule-rescinded-today-by-us.html">explica</a> [en]:</p>
<blockquote><p>“The Global Gag Rule [also known as the “Mexico City Policy” or specifically, The Foreign Assistance Act of 1961 (22 U.S.C. 2151b(f)(1))] denied United States family planning funds to foreign NGOs that use their own private, non-U.S. dollars to counsel women, make referrals for abortion, or perform abortions. It even denied U.S. funds to NGOs that expressed support for laws to make abortion safe and legal. The Global Gag Rule was in effect from 1985 until 1993, when it was rescinded by President Clinton. President George W. Bush reinstated the policy in 2001, where it was in effect until Friday, 23 January 2009.”</p></blockquote>
<div class="translation">A Regra Global da Mordaça [também conhecida como a &#8220;Política da Cidade do México&#8221; ou, especificamente, a Lei de Assistência aos Países Estrangeiros de 1961 (22 U.S.C. 2151b(f)(1))] impede que os recursos da cooperação norte-americana para financiamento de atividades de planejamento familiar sejam transferidos a ONGs estrangeiras que utilizem seus dólares para dar assistência a mulheres, elaborar orientações para abortos ou realizar abortos.  Nega recursos americanos até mesmo para ONGs que expressaram seu apoio a leis que tornam o aborto uma prática segura e legal. A Regra Global da Mordaça teve validade de 1985 até 1993, quando foi rescindida pelo Presidente Clinton. O Presidente George W.Bush re-introduziu a medida em 2001, que permaneceu ativa até sexta, 23 de janeiro de 2009.</div>
<p>Críticos apelidaram a proibição de &#8220;Regra Global da Mordaça&#8221; pela maneira como ela restringe as equipes lá fora de participar da discussão sobre o aborto em seus países. <em>Texas in A</em><em>frica</em>, <a href="http://texasinafrica.blogspot.com/2009/01/gag-reflex.html">aponta para o fato</a> [en] de que um outro problema com a medida é que suas restrições são amplas demais.</p>
<blockquote><p>“The Global Gag Rule doesn&#39;t take a country&#39;s policies on abortion into account. Instead, it blocks funding from any organization that supports abortion rights anywhere in the world. That means if Planned Parenthood operates a clinic in rural Uganda that gives advice on family planning and provides prenatal screening, it loses funding when the Global Gag Rule is in effect because of its pro-choice stance on policies in the U.S. This happens regardless of the fact that abortion is illegal in Uganda unless it involves preserving the mother&#39;s life or health.<br />
When the Bush administration reinstated the Global Gag Rule in 2001, clinics all over Africa lost all of their funding. In many places, especially in Kenya and Ghana, it meant that tens of thousands of people lost their only access to health care. Period.”</p></blockquote>
<div class="translation">A Regra Global da Mordaça não leva em conta as políticas voltadas para o aborto de cada país. No lugar disso, bloqueia o financiamento para qualquer organização que dá apoio aos direitos ao aborto qualquer que seja o lugar no mundo. Significa dizer que se o Planned Parenthood [Paternidade Planejada] opera uma clínica na região rural da Uganda que oferece assistência em planejamento familiar e em exames pré-natal, ela perde o financiamento quando a Regra Global da Mordaça entra em operação por causa de sua postura pró-escolha das medidas políticas americanas. Isto ocorre a despeito do fato de que o aborto é ilegal na Uganda, a não ser quando é feito para preservar a vida ou a saúde da mãe.<br />
Quando o governo Bush re-introduziu a Regra Global da Mordaça em 2001, as clínicas por toda a África perderam todo o seu financiamento. Em muitos lugares, especialmente no Quênia e em Gana, isto significou a perda de acesso a cuidados médicos para milhares de pessoas. Ponto final.</div>
<p>Frente a esses fatos, muitos blogueiros estão elogiando a decisão de Obama e o impacto em potencial que terá nas questões de saúde reprodutiva e planejamento familiar pelo mundo afora. <em>Danie, Danie, Danie </em><a href="http://daniedaniedanie.blogspot.com/2009/01/president-obama-repealed-global-gag.html">acredita</a> [en] que deveríamos agradecer Obama, enquanto que Arash Kardan <a href="http://www.almadinnah.com/2009/01/breaking-obama-reverses-the-global-gag-rule/">bloga</a> [en]:</p>
<blockquote><p>“Desperately poor women with high risk pregnancies won’t have to die because their doctor can’t tell them about termination options. Many will have more access to safe abortion care, and won’t die or face permanent injury due to risky do-it-yourself procedures. Women won’t have to get pregnant because their local birth control clinic had to choose between no funding or substandard, dishonest care, and subsequently closed down…This is what change can mean. Thousands of women’s lives saved. And after the past 8 years of this deadly policy, it’s about time.”</p></blockquote>
<div class="translation">Mulheres miseráveis com gravidez de alto risco não terão que morrer porque o médico está impedido de falar sobre opções de interrupção da gravidez. Muitas terão mais acesso a cuidados para aborto seguro e não morrerão ou terão que enfrentar danos permanentes devido a procedimentos do tipo faça-você-mesmo de alto risco. Mulheres não terão que engravidar porque suas clínicas locais de controle de natalidade tiveram que escolher entre financiamento ou cuidados desonestos, abaixo do padrão, e, em seguida fecharam as portas&#8230;É isto que mudança pode significar. As vidas de milhares de mulheres salvas. E já era tempo, após 8 anos dessa política de morte.</div>
<p>No entanto, muitos grupos contra o aborto condenaram a mudança, com o argumento, por exemplo, de que os dólares de impostos pagos pelos americanos não deveriam ser gastos em apoio ao aborto e que isto abre a porta para um número crescente de abortos mundo afora. O Vaticano <a href="http://www.timesonline.co.uk/tol/news/world/us_and_americas/article5585562.ece">posicionou-se</a> [en] contra a decisão de Obama e a mudança causou medos em alguns países que vivenciaram o impacto deste financiamento. O blogue <em>Mike in Manila</em> <a href="http://mikeinmanila.wordpress.com/2009/01/24/obama-reveses-mexico-city-policy-us-to-fund-abortion-clinics-in-third-world/">debate</a> [en] a reação nas Filipinas:</p>
<blockquote><p>“There are fears that now US funds will be released here in Asia as well to fund programs towards a global legalization of abortion. Some pro-Abortion groups have lobbied to tie in US Aid to legalization of abortion in the developing world.<br />
A move that greatly concerns members of the CBCP [Catholic Bishops&#39; Conference of the Philippines] in the country who have called on Philippine-Americans of all faiths to signify their voices against the new executive order as well as for a campaign by them to elected members of the house and senate to be emailed and called by Catholics all over to world to ensure that the ‘pro-death and pro-abortion&#39; stance of the extreme left of American politics is not pushing to impose abortion supportive or legalization policies to the rest of the world.”</p></blockquote>
<div class="translation">Há receio de que agora os financiamentos americanos serão aplicados aqui na Ásia também para financiar programas em prol de uma legalização geral do aborto. Alguns grupos pró-aborto fizeram lobby para amarrar o US Aid para a legalização do aborto no mundo em desenvolvimento.<br />
Uma decisão que preocupa bastante os membros do CBCP [Conferência Católica dos Bispos das Filipinas] no país que conclamou os Filipino-Americanos de todas as religiões a dar força às suas vozes contra a nova ordem executiva assim também como para uma campanha deles para os membros eleitos da Câmera e do Senado a ser enviada por email e invocada por Católicos de todos os cantos do mundo para certificar-se que a postura &#8216;a favor da morte e do aborto&#39; da esquerda radical da política americana não tente impor ao resto do mundo políticas de apoio e pela legalização.</div>
<p>Entretanto, Nicholas, blogando no <em>Staying Left, Living and Driving in South Africa</em>, <a href="http://stayingleft.blogspot.com/2009/01/global-gag-rule.html">chama a atenção </a>[en] para o fato de que a escolha por fazer um aborto não fica sempre clara nos países que necessitam desse financiamento:</p>
<blockquote><p>“When thinking about abortions, especially in developing countries, the arguments seem quite compelling. In sections of the KwaZulu Natal region of South Africa, up to 50% of pregnant women are HIV+. If my work were successful, we could reduce transmission of HIV from mother to baby into the single digits, instead of 30+% in most parts of the country. However, that means we&#39;d have carefully execute a number of steps in a process without faltering. Given the fragility of the health system, the likelihood of passing HIV to the baby is quite high, and if I were the pregnant one, its not a roulette game I&#39;d want to be playing.”</p></blockquote>
<div class="translation">Quando se pensa sobre os abortos, em particular nos países em desenvolvimento, os argumentos parecem ser bem convincentes. Em setores da região KwaZulu Natal da África do Sul uma cifra de até 50% das mulheres grávidas são HIV soro-positivas. Se meu trabalho fosse bem sucedido, poderíamos reduzir a transmissão do HIV da mãe para o bebê a um dígito, no lugar dos mais de 30% positivos encontrados na maioria das regiões do país. No entanto, significa que teríamos que conseguir executar, com todo o cuidado, um número de ações no processo sem cometer um só erro. Dada a fragilidade do sistema de saúde, a probabilidade de transmitir o HIV para o bebê é muito alta, e se fosse eu a grávida, não seria uma <em>roleta russa </em>que gostaria de estar jogando.</div>
<p>Imagem do <em><a href="http://flickr.com/photos/nataliestat/3237403039/">The Abortion Debate</a></em> [O Debate sobre o Aborto] de <a href="http://flickr.com/photos/nataliestat/"><em>Better in the Basement</em></a> no <em>Flickr</em>.</p>
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		<item>
		<title>Blogues africanos nominados para o prêmio Bloggies 2009</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/01/24/blogues-africanos-nominados-para-o-premio-2009-bloggies/</link>
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		<pubDate>Sat, 24 Jan 2009 00:21:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cote d'Ivoire]]></category>
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		<description><![CDATA[As nominações para a nona edição do prêmio anual de blogues, o 2009 Bloggies, começaram em 1º de janeiro e foram encerradas no dia 19 último. De acordo com o site oficial, o Bloggies é o mais antigo prêmio da internet, e as nominações e a seleção de finalistas são definidas por leitores de blogues. O vencedor do prêmio levará 2,009 centavos de dólar! Mas quais foram os blogues africanos indicados nesse ano?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/01/23/african-blogs-nominated-for-the-2009-bloggies/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>As nominações para a nona edição do prêmio anual de blogues, <a href="http://2009.bloggies.com/">o Bloggies 2009</a>, começaram em 1º de janeiro e foram encerradas no dia 19 último. De acordo com o <a href="http://2009.bloggies.com/">site</a> oficial, o Bloggies é o mais antigo prêmio da internet, e as nominações e a seleção de finalistas são definidas por leitores de blogues. O vencedor do prêmio ganhará 2,009 centavos de dólar!</p>
<p>Cinco blogues foram nominados para a categoria Melhor Blogue Africano:</p>
<p><a href="http://beingbrazen.blogspot.com/"><strong>Being Brazen</strong></a> [en]: É um blogue da África do Sul. Segundo o perfil da <a href="http://www.blogger.com/profile/05238202392512794465">blogueira</a> [en]:</p>
<blockquote><p>Im a quirky, day dreaming, 20-something who believes in love, God, the power of words, having an open mind and that laughter is probably the best medicine. I dont like flying, over crowded places, standing in lines and most bugs.I stumble in stilettos. I write to stay sane.</p></blockquote>
<div class="translation">Sou uma pessoa peculiar, sonhadora, de 20 e poucos anos, que acredita no amor, em Deus, no poder das palavras, em ter uma mente aberta e que o riso é provavelmente o melhor remédio. Eu não gosto voar, de lugares lotados, de ficar em pé em filas e da maioria dos insetos. Eu tropeço em stilettos. Escrevo para ficar sã.</div>
<p><strong><a href="http://appfrica.net/blog/">Appfrica</a> </strong>[en]: Um portal na web que abriga as últimas notícias relacionadas à inovação, educação e empreendorismo em tecnologia na África.</p>
<p><a href="http://www.gladtobeagirl.co.za/"><strong>Glad To Be a Girl</strong></a> [en]: Uma blogueira da África do Sul com base em Johannesburg.</p>
<p><a href="http://www.blogger.com/profile/16618315315456011985">O perfil dela</a>:</p>
<blockquote><p>Sift through my insanity and revel in my genius! Modesty drips off me in buckets ;) Sarcasm is my weapon of choice. Christians, Muslims &amp; Jews only believe in one more God than I do.</p></blockquote>
<div class="translation">Filtre a minha loucura e deleite-se em minha genialidade! A modéstia que goteja de mim enche baldes ;) O sarcasmo é a minha arma por escolha. Cristãos, muçulmanos e judeus só acreditam em um Deus a mais do que acredito.</div>
<p><strong><a href="http://nofoodforlazyman.blogspot.com/">West Africa Wins Always</a></strong>: <a href="http://www.blogger.com/profile/07378753725707688050">Este é um blogue de Pauline</a> [en], jornalista que mora na Costa do Marfim desde 2003.</p>
<p>E para encerrar mas nem por isso menos importante, <strong><a href="http://ugandascarlettlion.blogspot.com/">Scarlett Lion</a></strong> [en]: blogue de uma jornalista com base na Libéria.</p>
<p><a href="http://www.blogger.com/profile/02190972002862387574">Em suas próprias palavras</a> [en]:</p>
<blockquote><p>Photographer, writer, reporter. Going through life with an eye towards creating records and histories. Previously in Uganda, now in Liberia. This blog provides curiosities, cynicism, and commentary. And some photos.</p></blockquote>
<div class="translation">Fotógrafa, escritora, jornalista. Passando a vida com um olho no sentido de criar registros e estórias. Anteriormente da Uganda, agora da Libéria. Este blog apresenta curiosidades, cinismo e comentários. E algumas fotos.</div>
<p>A votação termina em 2 de fevereiro, e os vencedores serão anunciados em março, em Austin, no Texas, EUA no Southwest Interactive Festival.</p>
</div>
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		<title>Uganda: População de gorila-das-montanhas pode ter diminuído</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/01/23/uganda-populacao-de-gorila-das-montanhas-pode-ter-diminuido/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Jan 2009 22:19:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[D.R. of Congo]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
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		<category><![CDATA[Sub-Saharan Africa]]></category>
		<category><![CDATA[Uganda]]></category>
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		<description><![CDATA[Como todos sabemos, existem cerca de 700 gorilas-das-montanhas ainda vivendo em habitat natural - 336 deles estão na Uganda - mas uma nova pesquisa publicada pelo journal New Scientist indica que essa estatística pode ser um pouco otimista demais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/samuel-maina/">Samuel Maina</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/01/23/mountain-gorilla-population-may-have-declined/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img class="alignright" src="http://farm4.static.flickr.com/3075/3220097852_63c85e7e54_m.jpg" alt="" />Como todos sabemos, existem cerca de 700 <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gorila-das-montanhas">gorilas-das-montanhas</a> ainda vivendo em habitat natural - 336 deles estão na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Uganda">Uganda</a> - mas uma nova pesquisa publicada pelo jornal especializado <a href="http://www.newscientist.com/">New Scientist</a> [en] indica que essa estatística pode ser um pouco otimista demais.</p>
<p>Os 336 indivíduos que estimadamente vivem no <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Nacional_Impenetr%C3%A1vel_de_Bwindi">Parque Nacional Impenetrável de Bwindi</a>, na Uganda, foram calculados usando um método que conta a quantidade de ninhos que os majestosos primatas constroem a cada noite. A nova pesquisa agora mostra que esse método pode ter superestimado o número de indivíduos na população, uma vez que gorilas fazem mais de um ninho por noite.</p>
<p>Paula Kahumbu, <a href="http://gorilla.wildlifedirect.org/2009/01/22/mountain-gorilla-populations-have-declined/">escrevendo no blogue Gorilla Protection</a> [en], fala sobre o relatório:</p>
<blockquote><p>Recent DNA tests from dung were conducted by Katerina Guschanski of the Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology in Liepzig, Germany, …revealing that there are actually far fewer mountain gorillas. She found evidence of 302 separate genetic codes or individual gorillas, suggesting that the nest counting method overestimates the population size because some gorillas create more than one nest.</p></blockquote>
<div class="translation">Testes recentes de DNA no esterco foram conduzidos por Katerina Guschanski do Instituto Max Planck para o Progresso da Ciência de Liepzig, na Alemanha, …revelando que na verdade há muito menos gorilas-das-montanhas. Ela encontrou provas de 302 códigos genéticos diferentes ou gorilas individuais, o que sugere que o método de contagem de ninhos superestimou o tamanho da população já que alguns gorilas fazem mais de um ninho.</div>
<p><a href="http://www.sciencedaily.com/releases/2007/04/070420143329.htm">Uma pesquisa anterior de DNA, em 2007,</a> [en] calculou a população em 340 indivíduos. Isso indica que a população em Bwindi sofreu um declínio de 10%. Os cientistas estão, no entanto, cautelosos e não se mostram prontos para afirmar que a população está em declínio, ou estável.</p>
<p>Se a população de Bwindi realmente diminuiu, então não se trata de boa notícia. Segundo Paula:</p>
<blockquote><p>If it is true that the Bwindi population is shrinking, then this is bad news for mountain gorillas - it is estimated that there are only around 700 in existence, this work suggests at least a 5% decline of the global population.</p></blockquote>
<div class="translation">Se for verdade que a população de Bwindi está encolhendo, então trata-se de uma notícia ruim para os gorilas-das-montanhas – estima-se que existam apenas 700, essa pesquisa sugere uma queda de pelo menos 5% da população global.</div>
<p><img class="alignright" src="http://farm4.static.flickr.com/3517/3220097898_4da0f0343b.jpg?v=0" alt="Rangers at Garamba" /><strong>Enquanto isso</strong>, o número de mortos no ataque de 2 de janeiro de 2009 por parte do Lords Resistance Army (LRA) no Parque Nacional de Garamba aumentou para 10 desde que relatamis o acontecido <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/01/14/the-killing-continues-in-dr-congos-wildlife-parks/">em 14 de janeiro</a> e <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/01/11/wildlife-tragedies-and-bizarre-happenings-at-wildlifedirect-blogs/">em 11 de janeiro</a>. Três pessoas ainda estão desaparecidas, como <a href="http://baraza.wildlifedirect.org/2009/01/22/6-still-missing-after-lra-attack-in-garamba/">noticiado no blogue Baraza</a>. As vítimas também foram identificadas nessa mesma entrada do blog Baraza, que lista aqueles que morreram, foram feridos ou estão desaparecidos.</p>
<p>O blogue Gorilla Protection também <a href="http://gorilla.wildlifedirect.org/2009/01/23/nkunda-arrested/">comentou sobre a prisão de Laurent Nkunda</a> [en], general desertor e líder rebelde do Congo, por parte de forças ruandesas, como foi <a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2009/01/090123_congoprisaorebeldeml.shtml">noticiado pela BBC</a>, o que na verdade pode vir a ser uma boa notícia para a preservação dos gorilas.</p>
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		<title>África: Vloggers, Bloggers e Filmes</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/03/07/africa-vloggers-bloggers-e-filmes/</link>
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		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 15:43:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mirellacris</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte & Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Alguns olhares da África através de vídeos de mídia cidadã. De ganhadores do BoB, passando por contadores de histórias, documentários sobre artistas, a indústria cinematográfica nigeriana de Nollywood e mais...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/juliana-rincon-parra/">Juliana Rincón Parra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/mirellacris/'>mirellacris</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2008/03/06/africa-vloggers-bloggers-and-movies/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Alguns olhares lançados sobre a África por meio de vídeos de mídia local. Desde Bob winners, até contadores de histórias, documentários sobre artistas, indústria cinematográfica nigeriana, Nollywood e muito mais.<o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"></span></p>
<p><a href="http://current.com/items/88844576_african_bloggers_fight_against_bad_governance"><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/03/current.JPG" alt="Current TV  African Bloggers Fight Against Bad Governance" height="292" width="342" /></a></p>
<p><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">As histórias gravadas em vídeo de Usnico são interessantes e bem produzidas: <a href="http://current.com/items/88839293_what_happens_to_flood_victims_in_africa">um vídeo exibe os apuros sofridos pelos refugiados das enchentes africanas</a>[EN], o outro, bem, o título já diz por ele mesmo: <a href="http://current.com/items/88857410_fighting_leaves_chad_in_gruesome_state">Disputas deixam a cidade de Tchade num estado lamentável</a>[EN]. No site <em><a href="http://lookingglasslandvlog.blogspot.com/">LookingGlassLand </a></em><a href="http://lookingglasslandvlog.blogspot.com/">[EN]</a>, há uma variedade de amostras de vídeos selecionados que podem ser encontrados no site (<a href="http://www.archive.org/index.php">Internet Movie Archives)</a>, incluindo: <a href="http://www.archive.org/stream/contes-afrique/contes-afrique_256kb.mp4">camaronense contador de histórias em Yaoundé [FR]</a>, <a href="http://www.ourmedia.org/node/7703">um vídeo promocional de uma ugandense concorrente em um desfile de beleza.[EN]</a> <a href="http://www.ourmedia.org/node/14187">e uma fotógrafa italiana comenta sua experiência sobre fotografar uma mulher no país de <span>Burquina <span>Faso</span></span>[IT].</a></span></p>
<p align="center"><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/03/186288889_10837d7973_m.jpg" alt="nigerian VCDs at kwakoe photo by Paul Keller" /></p>
<p align="center"> <a href="http://www.flickr.com/photos/paulk/186288889/"><em>VCDs nigerianos em kwakoe</em></a> por <a href="http://www.flickr.com/photos/paulk/">Paul Keller</a>.</p>
<p><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"> <o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Em muitos países africanos, existem indústrias cinematográficas <st1:personname productid="em ascensão. Como" w:st="on">em ascensão. Como</st1:personname> é o caso de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cinema_of_Nigeria">Nollywood, indústria cinematográfica nigeriana[EN]</a>. A <a href="http://br.youtube.com/user/KultureClash">Kulture Klash International[EN]</a> apresenta nesse vídeo a convenção de organização da indústria cinematográfica nigeriana, no qual é discutida a distribuição dos filmes de Nollywood nos EUA. Se estiver interessado em conhecer mais sobre Nollywood ou assistir outros vídeos, a <a href="http://br.youtube.com/user/journeymanpictures"><font color="#0000ff">jorneymanpictures[EN]</font></a> exibe um <a href="http://br.youtube.com/watch?v=qpPXgStqjfs"><font color="#0000ff">documentário de 2005[EN]</font></a> em que é explicado o processo de produção de um filme exclusivo e de baixo orçamento.</span></p>
<p>[<a href="http://www.youtube.com/watch?v=u7_LaOlgfrw" target="_blank">clique aqui</a> para ver o vídeo]</p>
<p><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Um usuário do Youtube, <a href="http://br.youtube.com/user/rippleat">rippleat</a>, divulgou a segunda parte do documentário sobre a artista camaronense <a href="http://www.massaimara.eu/issa1.html">Issa Nyaphaga</a>. O filme de Chris Hill permite que o próprio artista conte a história de como aprendeu a pintar um estilo tradicional em uma aldeia rural e como se tornou um cartunista político, assim quando foi processado por ignorar a censura e como encontrou asilo na França onde mais tarde, em frente ao parlamento francês, discursou sobre a celebração do 50º aniversário em favor dos refugiados na Convenção em Gênova.</span></p>
<p>[Clique <a href="http://www.youtube.com/watch?v=WPsLmbhfmks" target="_blank">aqui</a> e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=GzfHI6k90uU" target="_blank">aqui</a> para ver outros dois vídeos)</p>
<p><em>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">clique aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">clique aqui</a>.</em></p>
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		<title>Uganda: Religião e homossexualidade</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/03/02/uganda-religiao-e-homossexualidade/</link>
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		<pubDate>Sun, 02 Mar 2008 20:56:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[LGBT]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[Roundups]]></category>
		<category><![CDATA[Sub-Saharan Africa]]></category>
		<category><![CDATA[Uganda]]></category>

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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porNdesanjo Macha  &#183; Traduzido por Daniel Duende &#183;  Veja o post original 
Gay Ugandan and religion [Gay de Uganda e religião, EN]: &#8220;A questão é a minha sexualidade. Homossexualidade. A Igreja de Uganda acredita que minha sexualidade é anti-natural. E que isso é um pecado. Eles acreditam que é um pecado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/ndesanjo-macha/">Ndesanjo Macha</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2008/03/02/uganda-religion-and-homosexuality/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><a href="http://gayuganda.blogspot.com/2008/03/gay-ugandan-and-religion-1.html">Gay Ugandan and religion</a> [Gay de Uganda e religião, EN]: <em>&#8220;A questão é a minha sexualidade. Homossexualidade. A Igreja de Uganda acredita que minha sexualidade é anti-natural. E que isso é um pecado. Eles acreditam que é um pecado encorajar uma pessoa como eu a buscar a salvação em nome de Jesus.&#8221;</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Uganda: mental, intelectual e criativamente carente?</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/12/29/uganda-mental-intelectual-e-criativamente-carente/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/12/29/uganda-mental-intelectual-e-criativamente-carente/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 29 Dec 2007 21:35:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jan Alyne Barbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte & Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Idéias]]></category>
		<category><![CDATA[Portuguese]]></category>
		<category><![CDATA[Uganda]]></category>

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		<description><![CDATA[ &#183; Traduzido por Jan Alyne Barbosa &#183;  Veja o post original 
Uma entrevista com um funcionário da prefeitura da cidade de Kampala tem o blogueiro Tumwijuke perguntando se Uganda é &#8220;mental, intelectual e criativamente carente&#8221;:
What else would explain the near absence of public art in the city? Rich men and women in Kampala [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/janalyne/'>Jan Alyne Barbosa</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2007/12/28/uganda-kampalas-art-and-architecture-reviewed/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Uma entrevista com um funcionário da prefeitura da cidade de Kampala tem o blogueiro Tumwijuke <a href="http://ugandaninsomniac.wordpress.com/2007/12/26/living-in-an-artless-city/">perguntando</a> se Uganda é &#8220;mental, intelectual e criativamente carente&#8221;:</p>
<blockquote><p><em>What else would explain the near absence of public art in the city? Rich men and women in Kampala are opening new hotels, shopping centers, office blocks and apartments every month. These are well traveled and widely read (I hope) people who are exposed to things like good architecture, art and culture. So why is the city so bland?</em></p>
<p>O que poderia explicar a escassez de arte pública na cidade? Homens e mulheres ricos em Kampala estão abrindo novos hotéis, shoppings, escritórios e apartamentos  todos os meses. Eles são bem viajados e altamente  cultos (assim espero) e estão expostos a coisas, tais como boa arquitectura, arte e cultura. Então, por que é a cidade tão sem graça?</p></blockquote>
<p id="result_box" dir="ltr">Tumwijuke segue os registros da entrevista com fotos e descrições de instalações existentes da arte pública em Kampala, uma excelente coleção de algumas peças que a cidade tem para oferecer.</p>
<p> O post também chama atenção para o novato na blogosfera <a href="http://kampalaver.wordpress.com/">kampala.ver</a>, um blog sobre os primeiros trabalhos arquitetônicos e urbanísticos de Uganda. O autor, Filoug, do <a href="http://kampalaver.wordpress.com/category/yes-please/">Yes Please!</a> e as categorias de <a href="http://kampalaver.wordpress.com/category/urban-sins/">Urban Sins</a> narram, com fotos, os melhores e os piores da arquitetura de Kampala, bem como uma <a href="http://kampalaver.wordpress.com/2007/12/12/new-old-taxi-park/">proposta</a>, sob forma de múltiplo-post, detalhando um terminal de transportes públicos que reduziria o congestionamento e forneceria um espaço para o transporte combinado e atividades comerciais:</p>
<blockquote><p><em>Clearly, the downside to my previous argument for the need of an organized bus system including the construction of a Central Kampala Public Transport Terminal is this: With the stroke of a pen we have done away with one of Kampala’s prime tourist attractions, the Old Taxi Park.</em></p>
<p><em>So we better come up with something really nice as a replacement. Something that doesn’t exist anywhere in town. Something that improves quality of life, for everybody to enjoy.</em></p>
<p><em>Such as a shady, relaxing, traffic-free Public Square in the heart of the city. Again.</em></p>
<p><em>To achieve this, a ’spine’ of blocks is arranged along Luwum Street and Ben Kiwanuka Street, creating an urban frontage, at the same time shielding the square. Narrow alleyways cut trough the blocks, emphasizing the sense of openness and spaciousness of the square itself. Since Old Taxi Park is located right in between Nakasero and Owino Market, it is also suggested to strengthen this axis by turning Market Street into a pedestrian shopping street. It’s already got the right name for it.</em></p>
<p>De fato, o reverso para o meu argumento anterior da necessidade de um sistema organizado de transporte coletivo, incluindo a construção de um Terminal Central de Transporte Público em Kampala é o seguinte: com o golpe de uma caneta, temos que acabar com uma das principais atrações turísticas de Kampala, o Old Taxi Park.</p>
<p>Por isso, o melhor é substitui-la por algo realmente bonito. Algo que não exista em outro lugar da cidade. Algo que melhore a qualidade de vida, para que todo mundo aproveite.</p>
<p>Algo como uma Praça Pública com sombra, relaxante, livre de trânsito, no coração da cidade. Novamente.</p>
<p>Para alcançar este objetivo, uma &#8220;lombada&#8221; de blocos é organizada ao longo das ruas Luwum e Ben Kiwanuka, criando uma fachada urbana e, ao mesmo tempo, protegendo a praça. Becos estreitos cortam o caminho dos blocos, destacando a sensação de abertura e de espaço da praça em si. Já que Old Táxi Park está localizado à direita entre Nakasero e o mercado de Owino, também sugere-se reforçar este eixo, transformando Market Street em uma área comercial para pedestres. É esta já possui um nome correto.
</p></blockquote>
<p>Finalmente, escrevendo dos Estados Unidos, Uganda-CAN <a href="http://www.ugandacan.org/item/2563">se preocupa</a> com a redução em 10% dos postos diplomáticos amercianos para o próximo ano, e como esse fato pode incidir sobre a capacidade da organização para apoiar a paz, assim como para intermediar as conversações em curso entre o Governo de Uganda e os rebeldes do Exército Lord&#39;s Resistance:</p>
<blockquote><p><em>These cuts (in the midst of the massive disparity) come as U.S. policymakers are realizing the limits of military solutions to complex security problems. Yet, this institutional arrangement continues to privilege military approaches, while limiting the potential for diplomatic engagement. This is having a real impact in northern Uganda and the whole of Africa. The U.S. military, with the advent of <a href="http://usinfo.state.gov/xarchives/display.html?p=washfile-english&amp;y=2007&amp;m=February&amp;x=20070206170933MVyelwarC0.2182581">AFRICOM</a>, is increasingly becoming the face of U.S. policy on the continent. Though the military does often play a key role, this limits the creative space for the U.S. to support peace negotiations and promote sustainable conflict resolution.<br />
</em></p>
<p>Esses cortes (em meio a uma enorme disparidade) chegam à medida em que os políticos dos Estados Unidos estão percebendo os limites das soluções militares para problemas de segurança complexos. No entanto, esse arranjo institucional continua a privilegiar abordagens militares, embora limitando as possibilidades de envolvimento diplomático. Isto produz um impacto real no norte de Uganda e de toda a África. Os militares americanos, com o advento da <a href="http://usinfo.state.gov/xarchives/display.html?p=washfile-english&amp;y=2007&amp;m=February&amp;x=20070206170933MVyelwarC0.2182581">AFRICOM</a>, estão cada vez mais se tornando a cara da política norte-americana no continente. Embora os militares geralmente desempenhem um papel fundamental, isso limita o espaço criativo para que os EUA apóiem as negociações de paz e promovam a resolução de conflitos sustentável.</p></blockquote>
<p>Matéria de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/rebekah-heacock/">Rebekah Heacock</a>.</p>
<p align="center"><em> O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">clique aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">clique aqui</a>.</em></p>
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		<item>
		<title>Uganda: Dez perguntas para o Comrade</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/11/30/uganda-dez-perguntas-para-o-comrade/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/11/30/uganda-dez-perguntas-para-o-comrade/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 30 Nov 2007 19:45:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jan Alyne Barbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogueiros]]></category>
		<category><![CDATA[Idéias]]></category>
		<category><![CDATA[Portuguese]]></category>
		<category><![CDATA[Uganda]]></category>

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		<description><![CDATA[ &#183; Traduzido por Jan Alyne Barbosa &#183;  Veja o post original 
Adorado pela blogosfera por seus comentários fecundos e provocativos e por sua infinita e apaixonada devoção pela Coréia do Norte, o 27o. Comrade foi até agora um dos blogueiros mais ativos de Uganda.

Auto-retrato
27th Comrade
Dois meses atrás, Comrade decidiu criar uma lacuna em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/janalyne/'>Jan Alyne Barbosa</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2007/11/29/uganda-ten-questions-with-the-comrade/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Adorado pela blogosfera por seus <a href="http://dying-communist.blogspot.com/2007/08/linking-park-rt-21.html">comentários fecundos e provocativos</a> e por sua infinita e apaixonada devoção pela Coréia do Norte, o <a href="http://dying-communist.blogspot.com/">27o. Comrade</a> foi até agora um dos blogueiros mais ativos de Uganda.</p>
<p><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2007/11/souliers.jpg" alt="27th comrade" /></p>
<p>Auto-retrato<br />
27th Comrade</p>
<p>Dois meses atrás, Comrade decidiu criar uma lacuna em seu blog <a href="http://dying-communist.blogspot.com/">Communist Socks and Boots</a>, limitando sua escrita a um post ocasional no blog coletivo <a href="http://thekampalan.blogspot.com/">The Kampalan</a>. Sua decisão foi vista com surpresa, tristeza e desejo de boa sorte por parte da blogosfera, e esta blogueira sente tanta falta de seus manifestos que ela o procurou para conversar sobre escrita, reggae e, naturalmente, comunismo:</p>
<p>UM: Há quanto tempo você vem blogando? Desde quando estava iniciando seriamente o desenvolvimento de um software, eu tinha um blog pequeno. Era uma coisa muito esquisita que não mantenho mais. Mas não considero aquela fase. Afinal, só tinha três leitores – eu e meus dois alteregos. Então veio o blog real, que eu calculo que iniciou no último trimestre de 2006, na <a href="http://dying-communist.blogspot.com/">CS&amp;B</a>. Receio não demorar muito para escrever livros.</p>
<p>DOIS: O que fez você decidir começar um blog? Eu tinha os ingredientes: Internet a preço acessível, algum tempo livre e coisas para dizer.</p>
<p>TRÊS: Como você usa o blog predominantemente? Primeiro, pensei que poderia ser algo como um jornal aberto. Eu quase consegui manter as coisas de tecnologia fora do blog – não era pra ser um meio para as minhas coisas de tecnologia. Tratava-se somente de algo para escrever meus momentos mais interessantes. Daí, um dia, eu publiquei opiniões por lá. E então tornou-se um tipo de zona de desvario, além de ser um diário. Pelo post passado, a zona de desvario pessoal do blog ganhou a guerra civil.</p>
<p>QUATRO: Quem influencia a sua escrita? Quando estava na escola, eu lia os artigos de <a href="http://bazanye.wordpress.com/">Ernest Bazanye&#39;s</a>. Sempre. Aquela coisa cara-de-pau, relaxada, sabe? Eu gosto. Outros elementos do meu estilo vieram de Mario Vargas-Llosa, Salman Rushdie, Robert McLiam Wilson, e talvez Adam Thorpe.</p>
<p>CINCO: Eleja três blogueiros favoritos.  <a href="http://bazanye.wordpress.com/">Baz</a>, o vagabundo mais engraçado vivo. É uma pena que ele não esteja lançando nenhum livro, porque eu creio que já é tempo da Uganda ganhar um Prêmio Nobel de Literatura.<br />
<a href="http://ugandaninsomniac.wordpress.com/">Tumwijuke</a> tem um talento tão violento com a câmera que, enquanto eu checava seus posts bem escritos, tendia a querer que eu mesmo seja um fotógrafo.<br />
<a href="http://nadayada.wordpress.com/">Ivan</a>. Ele é um artista gráfico e isso se mostra em sua escrita. Ele escreve quadros, em um estilo cara-de-pau.</p>
<p>SEIS: Por que você parou de escrever em CS&amp;B? Estou saindo do meu emprego para ter algum tempo pra mim mesmo, enquanto houver Internet a preço acessível. Esse é um dos ingredientes para meu blog e não estará disponível por algum tempo.</p>
<p>SETE: Você acha que vai começar tudo novamente? Sim, definitivamente. Você não pára com esse tipo de coisa. Eu provavelmente estarei programando meu próprio sistema de blogs quando sair do meu trabalho. Quando eu voltar, devo me auto hospedar, ou (se nada der certo), voltarei para a CS&amp;B. Ambos são igualmente prováveis.</p>
<p>OITO: Por que você é comunista? Todo mundo nasce comunista. Mas, viver em uma sociedade capitalista pode convencer às pessoas rapidamente a imaginar que o capitalismo é a regra. Não é. Sua mãe não vendeu leite materno a você. Seus pais não alugaram um quarto pra você. E quando você cuida deles, você não vai mandar a conta pra eles pagarem.</p>
<p>NOVE: Como você se sente em relação aos EUA? Como você se sentiria se todo país fosse como os Estados Unidos? Se houvesse 200 países no Iraque, 200 países poluindo o mundo, 200 histórias de escravidão, 200 Jena Sixes (isso é Jena 1200), 200 milhões de bombas nucleares engatilhadas, 200 impérios prontos para atacar sem uma razão consistente, 200 vezes que os nativos americanos foram massacrados, 200 hegemonias intimidantes, 200 causas e alvos do terrorismo moderno, 200 demônios desgarrados e incontroláveis. A única coisa positiva dos EUA é ter nos mostrado as conseqüências do capitalismo, caso ele não seja esmagado antes de ganhar corpo. Vendo os EUA, é difícil condenar a (brutal) limpeza que aconteceu nos governos comunistas do século XX.<br />
Então, não se trata só de um ato. Sou vermelho. Completamente. Talvez ninguém duvide se eu registrar o partido comunista de Uganda.</p>
<p>DEZ: Última questão:  Como um <a href="http://dying-communist.blogspot.com/2007/05/song-like-making-love.html">fã declarado</a> de Bob Marley, você tem algum comentário para fazer sobre a morte da estrela do Reggae da África do Sul <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2007/10/23/african-bloggers-pay-tribute-to-lucky-dube/">Lucky Dube</a>?  Fiquei chocado pelo fato de que ninguém parecia dizer algo sobre a morte de Lucky. Ele foi morto pelo capitalismo. Esse crime extremo na África do Sul se deve à pobreza, desemprego e ao legado do apartheid. A escravidão e a segregação do apartheid deveriam sustentar a máquina do capitalismo. Então houve escravidão nos EUA. O mesmo se pode dizer sobre a invasão e o massacre aos australianos nativos. Pode-se dizer o mesmo sobre o massacre ao meio ambiente. E também às crianças do oriente médio. Mesmo quando esses regimes finalmente dobraram-se às forças revolucionárias ou aos movimentos de direitos civis ou ao <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Umkhonto_we_Sizwe">Umkhonto we Sizwe</a>, os efeitos da natureza canibal do capitalismo tardarão conosco até o próximo milênio.<br />
Obrigada, Comrade.</p>
<p>Matéria de: <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/rebekah-heacock/">Rebekah Heacock</a>.  </p>
<p align="center"><em>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">clique aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">clique aqui</a>.</em></p>
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		<item>
		<title>Uganda: sobre objeções, carros e perda do emprego por causa de um blog</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/10/11/uganda-sobre-objecoes-carros-e-perda-do-emprego-por-causa-de-um-blog/</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Oct 2007 20:24:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jan Alyne Barbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[LGBT]]></category>
		<category><![CDATA[Na Blogosfera]]></category>
		<category><![CDATA[Uganda]]></category>

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		<description><![CDATA[ &#183; Traduzido por Jan Alyne Barbosa &#183;  Veja o post original 
Esta semana, Ugandan Insomniac [EN] levanta uma questão premente que dá pano pra muita conversa:
Why are millions of Ugandans still living in abject poverty when an increasing number of people in the country can afford a brand new set of wheels and [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/janalyne/'>Jan Alyne Barbosa</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2007/10/11/uganda-of-cons-cars-and-losing-a-job-because-of-a-blog/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Esta semana, <a href="http://ugandaninsomniac.wordpress.com/2007/10/10/life-through-a-pinhole/#comment-749">Ugandan Insomniac</a> [EN] levanta uma questão premente que dá pano pra muita conversa:</p>
<blockquote><p>Why are millions of Ugandans still living in abject poverty when an increasing number of people in the country can afford a brand new set of wheels and personalized number plates every year?</p>
<p>Por que ainda há milhões de ugandenses vivendo na pobreza e ignorância enquanto cada vez mais pessoas podem pagar por um novo jogo de rodas de carro e por placas de automóvel personalizadas todo ano?</p></blockquote>
<p>Enquanto isso, <a href="http://kalinaki.blogspot.com/2007/0/earning-honest-wage-yeah-right.html">Daniel Kalinaki</a> [EN] tem uma opinião diferente: a de que todo mundo está tentando trapacear todo mundo, e especialmente ele:</p>
<blockquote><p>Why is it next-to-impossible to find honest contractors in Uganda? Of course we know that government wastes a lot of our taxes on all sorts of schemes, school children are thrown out of their schools, buildings are razed and the ground is let to fallow, awaiting some hotelier to make up his mind. We know that people displaced by war are given rotten seeds when they finally get to return to their homes, complete with flexi-pangas to help them till the land and start new lives. We know all that, and more. What irks me the most are the smaller things; the micro-corruption, the cutting corners that we are subjected to daily…</p>
<p>Por que é quase impossível encontrar empreiteiros honestos em Uganda? Claro que nós sabemos que o governo desperdiça muitos dos nossos impostos em todo tipo de esquema, as crianças em idade escolar são expulsas de suas escolas, edifícios são destruídos e a terra é sub-aproveitada, a espera de que um hoteleiro tome alguma decisão. Sabemos que as pessoas deslocadas por conta da guerra são contempladas com sementes podres quando conseguem finalmente retornar às suas casas, além de ferramentas (flexi-pangas), para ajudá-las a recomeçar suas vidas na terra. Todos nós sabemos disso, e sabemos mais. O que me irrita mais são as pequenas coisas; a micro-corrupção, os desvios com os quais nos defrontamos diariamente&#8230;
</p></blockquote>
<p>E <a href="http://nadayada.wordpress.com/2007/10/10/one-year-one-week-later/">Ivan</a> [EN]está cansado de outras coisas em Uganda:</p>
<blockquote><p>I’ve gotten tired of saying we are not ready for CHOGM. I can only go on and about a topic for so long. What do you take me for? The Red Pepper? Harry Sagara? I will say this, the visitors are obliged to say they are crazy about our country no matter what. Sure we have people on the job, guys who started planting trees last week. Not to worry, the Ugandan variety of tree is the quick growing kind. We should see some sort of progress some time next year. While the visitors are here, we shall be encouraged to refer to them as “baby trees”. It will be politically incorrect to refer to them as “little”.</p>
<p>Estou cansado de dizer que não estamos prontos para o Encontro de Chefes de Governo em Commonwealth (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Commonwealth_Heads_of_Government_Meeting">CHOGM</a>) [EN]. Sou capaz de continuar em um tópico por muito tempo. Os visitantes são obrigados a dizer que são loucos por nosso país, não importa o que aconteça. Claro que temos pessoas competentes, pessoas que começaram a plantar árvores semana passada. Sem problemas, a variedade de árvores de Uganda é do tipo que cresce rápido. A gente deveria ver algum progresso no ano que vem. Enquanto os visitantes estão aqui, seremos estimulados a se referir a elas como “árvores bebês”. Seria politicamente incorreto se referir a elas como “pequenas”.
</p></blockquote>
<p>Mas a pessoa que realmente tem o direito de reclamar é <a href="http://gayuganda.blogspot.com/2007/10/first-of-month-you-are-fired.html">GayUgandan</a> [EN], que perdeu seu emprego (quase) por causa do seu blog: </p>
<blockquote><p>As a good suspicious employee, I will suspect that something is happening. I have worked too long for my dear employer to be summarily dismissed. But, that can be done in increments. And I may decide to resign to prevent further embarassment. Not being needed, but you hang on desperately.</p>
<p>Pathetic? Maybe, and maybe not. Ok, I was outed by the Red rug. That was last month. I thought that I had done something to create a soft landing for myself. I talked to my immediate boss. I talked to my ultimate boss. And things seemed to be cool. A few days to the end of the month, I get the ‘bad&#39; news. Lots of apologies, lots of sorries, but it all adds up to me losing part of my income. And being left with this suspicious feeling that it is because of my damned sexuality. Or the sudden suspicion of it that my colleagues at work have!</p>
<p>Como um empregado suspeito, desconfio que alguma coisa está acontecendo. Eu trabalhei por tempo demais para meu querido chefe para ser sumariamente dispensado, mas eles podem fazê-lo pouco a pouco. E eu posso optar por desistir para evitar maiores constrangimentos. Não ser necessário, e ainda assim se agarrar desesperadamente.</p>
<p>Patético? Talvez sim ou talvez não. Tá. Eu fui expulso por causa do <a href="http://gayuganda.blogspot.com/2007/09/red-pepper-expose-why-does-it-matter.html">tapete vemelho</a>. Isso foi no mês passado. Pensei que tinha feito alguma coisa para preparar meu terreno. Conversei com meu chefe imediato. Conversei com meu chefe central. E tudo parecia bem. Faltando poucos dias para o mês terminar, recebi a ‘má’ notícia. Milhares de desculpas, lamentações, mas tudo isso resulta na perda de parte da minha renda. E ter provocado um sentimento de desconfiança por causa da minha maldita sexualidade. Ou uma suspeita repentina dos meus <a href="http://gayuganda.blogspot.com/2007/09/coming-not-out.html">colegas de trabalho</a>!
</p></blockquote>
<p>(Matéria de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/glenna-gordon/">Glenna Gordon</a>)</p>
<p>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">clique aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">clique aqui</a>.</p>
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		<title>Blogueiro foge de Uganda depois de ameaças</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/10/10/blogueiro-foge-de-uganda-depois-de-ameacas/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/10/10/blogueiro-foge-de-uganda-depois-de-ameacas/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 10 Oct 2007 16:21:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jan Alyne Barbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogueiros]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade de Expressão]]></category>
		<category><![CDATA[Na Blogosfera]]></category>
		<category><![CDATA[Uganda]]></category>

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		<description><![CDATA[ &#183; Traduzido por Jan Alyne Barbosa &#183;  Veja o post original 
As opiniões provocativas de Dennis Matanda, blogueiro de Uganda e personalidade radiofônica, sobre cultura africana [EN], Idi Amin [EN] e re-colonizaçao [EN] já foram objeto de atenção do Global Voices anteriormente. Dennis causou outro conflito no mês passado quando escreveu um post [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/janalyne/'>Jan Alyne Barbosa</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2007/10/09/blogger-flees-uganda-after-threats/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>As opiniões provocativas de Dennis Matanda, blogueiro de Uganda e personalidade radiofônica, sobre <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2007/03/28/africa-we-should-all-wear-sacks-and-cover-ourselves-in-ash/">cultura africana</a> [EN], <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2007/06/01/uganda-political-heroes-and-the-challenges-of-development-work/">Idi Amin</a> [EN] e <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2007/01/22/uganda-bloggers-gathering-best-of-blogs-ugandan-mercenaries-in-iraq-and-recolonization-of-africa/#more-19882">re-colonizaçao</a> [EN] já foram objeto de atenção do Global Voices anteriormente. Dennis causou outro conflito no mês passado quando escreveu um post em seu blog, sob o título <a href="http://dennismatanda.blogspot.com/2007/09/how-to-be-dead-ii.html">“Como ser morto”</a> [EN]. O post narra um programa de rádio,  que resultou em ameaças e atos de vandalismo aterrorizantes, culminando em sua fuga de Uganda, uma decisão tomada com uma mistura de apoio, estupefação e cepticismo por seu companheiro blogren (termo cunhado para designar a blogosfera de Uganda).<br />
Ao escrever sobre sua últimas aventuras amorosas, <a href="http://ugandaninsomniac.wordpress.com/2007/09/17/date-challenged-ho-part-ii/">Tumwujike</a> [EN] diz aos leitores, “ Se você deseja ler um post sobre um drama ‘real’, <a href="http://dennismatanda.blogspot.com/">o blog do Dennis Matanda</a> [EN] é o lugar. <a href="http://watamacallit.blogspot.com/2007/10/bhh-and-rest-of-drama.html">Tandra</a> [EN] se refere a Dennis em seu post sobre o Happy Hour de Setembro dos Blogueiros de Uganda, dizendo, “que pena que não podemos ‘dar um rolé’ com você antes de alguns ignorantes curiosos irem à loucura e você ter feito o papel do morto”. Mas <a href="http://degstar.wordpress.com/2007/09/19/dear-d/">Degstar</a> [EN] teve uma reação mais forte:</p>
<blockquote><p>We had this discussion eons ago — in your old car, the one that had a toy Beretta in the glove compartment? — where I pointed out that for your being less than reserved about your feelings on things of national import, you could, should, expect to pay a price. And you, in that — some would say arrogant — devil-may-care way of yours said, “f— that. I mean really!!” me, I just said “kale.” Indeed you went on to say exactly what you wanted when and where you wanted. Then as it turns out — if I’m getting this right — your views on other people’s sexual preferences were what finally broke the camel’s back and resulted in the late night visit to your house.</p>
<p>Chief, what did you expect? A formal protest note delivered to your lawyer? A picket of your Nakasero hill office? A boycott of your radio talk show? Public burning of your newspaper articles? Or perhaps an invite to the Media Centre to share your divergent views in a bid to “reach a consensus and chart a common way forward?” dude please, I think not.</p>
<p>Nós não discutimos sobre isso tempos atrás – no seu carro velho, um que tinha uma Beretta de brinquedo no porta-luvas? Onde eu chamei atenção para que você fosse menos do que reservado sobre seus sentimentos em relação às questões de caráter nacional, você poderia, deveria, esperar para pagar o preço. E você, nisso – alguns o chamariam de arrogante – o-diabo-pode-cuidar, maneira sua de falar, “f&#8230;-se. Eu realmente quero dizer isso”, Eu apenas disse “kale”. Realmente você prosseguiu dizendo exatamente o que queria, quando e onde queria. Então como aconteceu – Se eu estou entendendo isso mesmo – sua visão sobre as preferências sexuais das pessoas foi o que finalmente mexeu com os brios das pessoas, e isso resultou na visita noturna à sua casa.<br />
Comandante, o que você esperava? Uma nota de protesto formal entregue a seu advogado? Um piquete do seu escritório Nakasero? Um boicote ao seu programa de rádio? Uma queima pública dos seus artigos de jornais? Ou talvez um convite ao Media Centre para compartilhar visões divergentes em um leilão visando a “alcançar um consenso e planejar um caminho comum adiante? Cara, sinceramente, eu acho que não.</p></blockquote>
<p>Agora vivendo nos Estados Unidos, Dennis está trabalhando em sua primeira obra de ficção: um romance intitulado Master of the Sagging Cheeks, com o qual ele espera que traga uma mudança no modo como o mundo vê os líderes africanos. Ele concordou em compartilhar sua história com o Global Voices:</p>
<p><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2007/10/dennis-matanda.jpg" alt="Dennis Matanda" /></p>
<p>P: Você pode descrever os eventos que o levaram a abandonar Uganda?</p>
<p>R: Há basicamente três coisas que me fizeram deixar Uganda. A primeira é que eu estava recebendo ligações desagradáveis de pessoas não identificadas me ameaçando por causa do programa de rádio que eu fazia toda semana. As ligações se tornaram mais desagradáveis quando nós discutimos sobre homossexualidade no dia 24 de agosto. Eu basicamente não concordava com os pastores e colegas sobre homossexualidade. Eu disse que homossexualidade não era bem-vinda de braços abertos no Ocidente e, portanto, nós não tínhamos o direito de supor que isso foi trazido para Uganda. Porque eu tinha acabado de vir de férias do Reino Unido e dos EUA, recebi um telefonema naquela noite me dizendo para retornar de onde eu tinha vindo se eu quisesse ver a luz do dia.<br />
O segundo motivo é que eu não tinha tanta certeza sobre quem eram essas pessoas e não poderia localizar se eles eram pessoas do governo ou não. Eu trouxe o assunto do assédio para os meus colegas – não necessariamente divulgando o fato de que aquelas ligações estavam acontecendo – mas buscando informações sobre quem estava por trás disso. A informação básica que eu consegui foi que existem tantos agentes de segurança e tantas tropas competindo para ganhar a atenção do Presidente e tantos centros de poder que era quase impossível saber quem estava por trás das ligações.<br />
E finalmente, não sabia se poderia depositar confiança de minha vida na polícia, considerando que eles são obviamente contra qualquer um que diga qualquer coisa contra o governo – coisa que eu fiz o tempo todo. </p>
<p>P: Você tem a reputação de provocador – seus artigos sobre líderes africanos e colonialismo em particular, tem colecionado muitas discussões acaloradas. O que poderia citar como o ponto de vista mais controverso que você tornou público?</p>
<p>R: Creio que a <a href="http://dennismatanda.blogspot.com/2007/01/call-for-re-colonization.html">Chamada para a Re-colonização</a> [EN] foi a menos popular. Eu lembro de ter recebido a ligação de uma pessoa influente no governo, me pedindo para não publicá-las, considerando que tais questões afetavam problemas delicados relacionados à liderança e ao Presidente Museveni. Ele disse que, embora eu estivesse certo e tudo aquilo fizesse sentido, na opinião dele, “as pessoas que comandavam o país tinham a intenção de destruir tudo o que atrapalhassem seu caminho”. Curiosamente, depois que eu abandonei a cidade, liguei pra ele e durante a nossa discussão, ele deu a entender que a extensão daqueles artigos poderia ser a principal razão de eu ter sido colocado na mira, a medida que os artigos foram discutidos ao longo do continente africano e para além dele.</p>
<p>P: Você acredita que o ataque na sua sede está relacionado mais ao seu blog ou às visões  expressadas no seu programa de rádio?</p>
<p>R: Pra ser honesto, eu não posso precisar. Ainda não sei quem estava atrás de mim – e isso é a parte mais apavorante. </p>
<p>P: Como você responderia às acusações que Degstar fez, dizendo que você “fugiu da raia”?</p>
<p>R: As acusações de Degstar são exatas. Eu fugi de coisas que deveria “enfrentar como um homem” e lutei contra. Eu acho que eles está pessoalmente desapontado com o fato de que eu fui embora e ainda assim ele me viu lutando contra pessoas importantes enquanto gerenciava o [Escritório de Relações Públicas de Uganda] TERP Group que é de propriedade do genro do Presidente. A coisa que ele esquece é que eu prefiro lutar contra um inimigo que eu posso ver – e que pelo menos conheço. Eu fugi porque eu não sabia quem estava atrás de mim. Talvez eu fui embora muito rápido mas é melhor estar seguro do que lamentar. </p>
<p>P: Qual sua opinião sobre o estado atual da mídia tradicional em Uganda? Você acredita que o país possui uma imprensa livre? </p>
<p>R: No momento, a mídia tradicional está basicamente segura&#8230;pelo menos até o final do Encontro em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Commonwealth_Heads_of_Government_Meeting">Commonwealth dos Chefes de Governo</a> [EN]. Mas a confusão já começou a aparecer com as estações de rádio no interior do país, como a região de Toro no Oeste da Uganda que está sendo assediada por todos os tipos de coisas.<br />
O outro elemento de seguridade temporária da mídia diz respeito ao fato de que não existe uma única instituição capaz de gerenciar a rápida expansão da mídia independente. O Media Center, que supostamente deveria fazer isso, não tem credibilidade e o Conselho de Radiodifusão de Uganda tem tomado decisões indiferentes (incluindo <a href="http://dennozbug.blogspot.com/2007/08/lesbian-interview-that-had-gaetano.html">a demissão de Gaetano da Capital Radio</a> [EN] por causa de comentários sobre homossexualidade que ele não fez; e, claro, trabalhando com o Media Center <a href="http://www.cjfe.org/releases/2006/14032006lambert.html">para deportar Blake Lambert</a> [EN]).<br />
E a maior segurança diz respeito ao fato de que se o próprio Presidente não vê notícias, existe chances de não haver nenhuma represália em cima dos meios de comunicação. Além disso, a maioria das companhias de mídia não aprecia realmente algumas das ações do Presidente. Há mais ou menos 5 meses, ele reuniu proprietários e gerentes de grandes companhias de mídia e, depois de fazê-los esperar em seu escritório por mais de 7 horas, foi ensiná-los sobre como proceder em seus trabalhos. Eles não engoliram isso muito bem – e parece ter criado rebeldes em seu meio – ao invés de torná-los seus aliados.<br />
O governo em si, assim como seu líder, tem se alienado das companhias de mídia mainstream, que por sua vez, não obedeceriam o governo se não quisessem. Aí é onde eu creio que Uganda tem uma imprensa livre. Atualmente, eles estão escapando com coisas que muitos países não imaginariam. E isso é algo com que se preocupar, deve-se mudar com grandes e graves conseqüências. </p>
<p>P: Qual o papel que os blogs prestam nessa situação?</p>
<p>R: Na metade das eleições presidenciais de 2006, o 27th Comrade e <a href="http://bazanye.wordpress.com/">Ernest Bazanye</a> se tornariam os pontos de referência. Eles darão um passo em seus novos papeis e se tornarão novos líderes. Através de sátiras, piadas e comentários espinhosos – como os que o <a href="http://nadayada.wordpress.com/">Ivan</a> [EN] faz – os blogueiros alcançarão uma grande audiência. Blogs se tornarão como valorosas cartas formais ou drogas ilegais, que as pessoas saem para buscar e encontrar.</p>
<p>P: Você tem planos para voltar a Uganda? </p>
<p>R: Sim. Definitivamente. Eu ainda tenho planos de me tornar o Presidente de Uganda! Mas até lá, tenho um par de romances para trabalhar, um PhD para realizar, uma fundação de Saúde e Educação para introduzir nos vilarejos de Uganda – e especialmente, um Lobby de Washington para conseguir. Então – agora que estou aqui, devo também finalizar Master of the Sagging Cheeks . Tenho outros 15 capítulos para fazer, então vou passar os próximos seis meses escrevendo.</p>
<p>Dennis, obrigado por seu tempo.</p>
<p>(Texto original de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/rebekah-heacock/">Rebekah Heacock</a>)</p>
<p>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">clique aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">clique aqui</a>.</p>
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		<title>Comentários de Blogueiros sobre a Conferência Web2forDev</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/10/03/comentarios-de-blogueiros-sobre-a-conferencia-web2fordev/</link>
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		<pubDate>Wed, 03 Oct 2007 00:45:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luana Selva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Ghana]]></category>
		<category><![CDATA[Internet & Telecoms]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Uganda]]></category>

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		<description><![CDATA[ &#183; Traduzido por Luana Selva &#183;  Veja o post original 
Web2forDev[En] é a primeira conferência de web participativa para o desenvolvimento rural, que aconteceu entre os dias 25 e 27 de Setembro de 2007 em Roma, Itália. Blogueiros que cobriam o evento incluíam jornalistas africanos que blogavam tanto em inglês quanto em francês [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/luanaselva/'>Luana Selva</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2007/10/02/bloggers-notes-from-web2fordev-conference/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p class="entry" id="single"><a href="http://www.web2fordev.net/">Web2forDev</a>[En] é a primeira conferência de web participativa para o desenvolvimento rural, que aconteceu entre os dias 25 e 27 de Setembro de 2007 em Roma, Itália. Blogueiros que cobriam o evento incluíam jornalistas africanos que blogavam tanto em inglês quanto em francês no <a href="http://blog.web2fordev.net/">blogue Web2forDev</a>[Fr].</p>
<p><a href="http://blog.web2fordev.net/author/brendazulu2002/">Brenda Zulu</a>[En], uma jornalista e <a href="http://brendait.blogspot.com/">blogueira</a>[En] da Zambia perguntou aos participantes o quê <a href="http://blog.web2fordev.net/2007/09/25/vox-pops-from-web2fordev-on-day-zero/">eles aprenderam no Dia Zero</a>[En]:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;I asked people about what they learnt on Day Zero Web2.0fordev conference and what they where going to take home.<br />
Prince Deh GINKS Assistant Network Coordinator, Ghana<br />
I am planning to host local language videos and translate the text in English because I realise that many people get my stories and information from the blog. Video blogging has enhanced my knowledge and sharing skills.As you see people are attracted by video and they want to see and hear at the same time. I have learnt how to use delicious, wikis and tagging. One thing is that if you don’t tag your work not so many people will read about it.</em></p>
<p><em>William Eziniwa Nwangwu, Nigeria<br />
Regional Center for Information Science, Lecture<br />
I have been wondering why Web 2.0? Isn’t it a new word for an old thing?I have discovered how it is being used and sometimes it worries me as an academician. Some Universities in the<br />
USA have banned students giving reference to wikis as one of their sources of researched information. In wikis who is the author? Is the information peer reviewed? In my institution I limit the reference of wiki copies.&#8221; </em></p>
<p>&#8220;Perguntei às pessoas o que elas aprenderam no Dia Zero da conferência Web2.0fordev e o que eles estavam levando para casa.<br />
Prince Deh GINKS Coordenador Assistente de Rede, Gana<br />
Estou planejando hospedar vídeos em línguas locais e traduzir o texto em inglês  porque percebi que muitas pessoas têm acesso às minhas histórias e informações pelo blogue. Videoblogagens aumentaram meu conhecimento e minhas habilidades em compartilhar. Como você vê as pessoas são atraídas pelo vídeo e eles querem ver e ouvir ao mesmo tempo. Aprendi como usar o delicious, wiki e tags. Uma coisa importante é que, se você não coloca tags no seu trabalho, menos pessoas irão ler sobre ele.</p>
<p>William Eziniwa Nwangwu, Nigéria<br />
Centro Regional para Ciência da Informação, Professora<br />
Estava pensando por que Web 2.0? Isso não é uma nova palavra para uma coisa velha? Descobri como ela vem sendo usada e algumas vezes isso me preocupa como acadêmica. Algumas Universidades nos E.U.A baniram a prática de estudantes colocarem referência a wikis como uma de suas fonte de pesquisa. Em wikis quem é o autor? A informação é revisada por colegas? Em minha instituição eu limito as referências a wikis.&#8221;</p></blockquote>
<p>No dia 3 <a href="http://brendait.blogspot.com/2007/09/web2fordev-wayforward-vox-pops.html">ela falou com Wycliffe Ochieng Arua</a>[En] do <a href="http://www.kacekenya.com/">Mercado de Bens Agrícolas</a>[En] do Quênia:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;It has been a great conference and the way forward especially if there is a way we could work together to blend the existing web 2 tools that are used in Africa putting in mind our users farmers they would like to access these application.I am looking at mobile telephone and interative voice resposnses an dthe local FM stations in Kenya.<br />
I have taken home a lot of knowledge and I am very much informed now about blogs and wikis and would like to certain up a blog in our organisations especially when we are contributing to a proposal.<br />
I think we used existing network to reach the people CSOs are working with on the grassroot level.&#8221; </em></p>
<p>&#8220;A conferência tem sido ótima e ela terá seguimento especialmente se conseguirmos trabalhar juntos para juntar as ferramentas de web 2 já existentes que é usada na África colocando na mente de nossos usuários agricultores que eles gostariam de ter acesso a esses aplicativos. Estou vendo telefones celulares e respostas de voz interativas e as estações FM locais no Quênia.<br />
Estou levando para casa muito conhecimento estou muito bem informado agora sobre blogues e wikis e gostaria de fazer um blogue de nossas organizações especialmente quando estamos contribuindo para uma proposta.<br />
Creio que usamos a rede existente para alcançar as pessoas comuns com quem os CSOs estão trabalhando.&#8221;</p></blockquote>
<p><a href="http://blog.web2fordev.net/author/riazan/">Chris Kgadima</a>[En] postou <a href="http://blog.web2fordev.net/2007/09/24/a-way-for-rural-communities-to-access-web20-tools/">um podcast de sua entrevista </a>[En] com <a href="http://www.sangonet.org.za/">SANGOnet</a>[En] Gerente de Serviços de TCI, Matthew de Gale. Matthew fala sobre um projeto de Jornalismo Cidadão planejado para promover o uso da Web 2.0 em comunidades rurais da África:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;SANGOnet is an Information Communication Technology NGO in Southern Africa that promotes and support ICT projects in the region. They are currently setting up Citizen Journalism project with the aim of promoting the use of Web 2.0 by rural communities on issues of development. SANGOnet ICT Services Manager, Matthew de Gale explains how they are planning to make this project to provide communities with necessary skills and opportunities to utilize Web 2.0 to improve their lives.<br />
Interviewee:Matthew de Gale ICT Services Manager SANGonet<br />
Interviewer:Lillian Malete, Nkgowa Media&#8221;</em></p>
<p>&#8220;SANGOnet é uma ONG de Tecnologia de Comunicação da Informação no Sudeste da África que promove e apoia projetos de TCI na região. Atualmente eles estão trabalhando em um projeto de Jornalismo Cidadão com o objetivo de promover o uso da Web 2.0 pelas comunidades rurais em questões de desenvolvimento. O Gerente de Serviços de TCI da SANGOnet, Matthew de Gale explica como eles estão planejando fazer esse projeto prover às comunidades as habilidades e oportunidades necessárias para utilizar a Web 2.0 para melhorar suas vidas.<br />
Entrevistado:Matthew de Gale Gerente de Serviços de TCI SANGonet<br />
Entrevistadora:Lillian Malete, Nkgowa Media&#8221;</p></blockquote>
<p>Brenda Zulu cobriu a sessão sobre videoblogagens para comunidades rurais na África, <a href="http://blog.web2fordev.net/2007/09/27/vloggingamplifying-voices-of-rural-communities-in-africa/">Vlogagens: amplificando as vozes das comunidades rurais na África?</a>[En]:</p>
<blockquote><p> &#8220;<em>Rural communities in Africa can have their stories shared with the larger audience using video blogging which is a Web 2.0 application to amplify the voices of the grassroots in the future.</em></p></blockquote>
<blockquote>
<p align="left"><em>Sharing his experience as a Vlogger, Prince Deh said he had been creating videos and posting them on a blog and hence received feed back from all over the world. “How do we solve the problem of rural connectivity in order to extend the benefits of Web2.0 tools much wider beyond the scope of the cities?” he asked.&#8221;</em></p>
</blockquote>
<blockquote><p>&#8220;Comunidades rurais na África podem ter suas histórias compartilhadas com a grande platéia usando as videoblogagens que é um aplicativo Web 2.0 para amplificar as vozes das pessoas simples no futuro.</p>
<p>Compartilhando essa experiência como um Vlogueiro, Prince Deh disse estar criando vídeos e os postando em um e estar recebendo um número maior de feedback de todo o mundo. “Como solucionamos o problema da conectividade rural para estender os benefícios das ferramentas Web2.0 para algo maior que o das cidades?” ele perguntou.&#8221;</p></blockquote>
<p>O jornalista multimídia togolês,<a href="http://blog.web2fordev.net/author/tadegnon/"> Noel Tadégnon</a>[En], postou um vídeo da sua entrevista com Kuami Ahiabenu de Gana sobre empoderar jornalistas com ferramentas online, “<a href="http://blog.web2fordev.net/2007/09/27/empowering-journalists-with-online-tools/">Defendendo o treinamento online</a>[En].”</p>
<p>Treinamento online, segundo Kwami Ahiabenu, se tornará<a href="http://blog.web2fordev.net/2007/09/27/web2fordev-to-support-online-learning/"> o meio dominante de treinamento</a>[En] para jornalistas:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;Making a case for online training of Journalists in Africa, Kwami Ahiabenu II from the International Institute for ICT Journalism (PenPlusBytes) observed that online training was going to become dominant means of training and that there was need to invest time and energy to ensure that it becomes part of a capacity building projects and programmes application.</em></p>
<p><em>He noted that though there are costs associated with online training in the long run online training was relatively cheaper and cost effective. An achievement was that online learning provided an opportunity for Journalists to learn about new tools and use them in the process of learning </em></p>
<p><em>In overcoming the challenges, Ahiabenu II explained that the course used a group e-mail list as their primary course delivery tool in order to ensure low bandwidth participants are not left out of the course.&#8221;</em></p>
<p>&#8220;Defendendo o treinamento online para jornalistas na África, Kwami Ahiabenu II da Instituição internacional de Jornalismo TCI (PenPlusBytes) observou que o treinamento online se tornará o meio dominante de treinamento e que existe a necessidade de investimento de tempo e energia para assegurar que faça parte de um projeto de capacitação e aplicado em programas.</p>
<p>Ele notou que apesar de haver custos associados ao treinamento online, a longo prazo ele fica relativamente mais barato e efetivo. Uma conquista é que o aprendizado online deu aos jornalistas uma oportunidade de aprender sobre novas ferramentas e usá-las no processo de aprendizado.</p>
<p>Sobre superar os desafios, Ahiabenu II explicou que o curso usou uma lista de email como seu principal meio de entrega de material do curso para poder assegurar que participantes usuários de internet mais lentas não ficassem de fora do curso.&#8221;</p></blockquote>
<p><a href="http://blog.web2fordev.net/author/hollyashley/">Holly Ashley</a>[En], o Editor Assistente de Aprendizagem Participativa e Ação, escreveu sobre<a href="http://blog.web2fordev.net/2007/09/27/brosdi-what-we-can-all-learn-from-these-ugandan-web-20-pioneers/">  pioneiros da web 2.0 na Uganda</a>[En]:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;I felt like I had found a magic bean. Ednah works for a Ugandan NGO, Busoga Rural Open Source &amp; Development (BROSDI). It’s a not-for-profit organisation that works with government and civil society in improving rural livelihoods. Within BROSDI is a project called Collecting and Exchanging of Local Agriculture Content (CELAC). </em></p>
<p><em>Both BROSDI and CELAC project make extensive use of Web 2.0 approaches. But it’s a real combination of Web 2.0 and grassroots participation. For example, CELAC is almost entirely populated with locally generated content. As Ednah says, ‘We are sharing information from our great grandfathers that we are losing in our generation.’ </em></p>
<p><em>Essentially, it’s a great combination of the online – Blogs, Google Maps, Wikis, online documentation, chatrooms – and the offline – a weekly mobile phone SMS farmers’ information service, village knowledge brokers, monthly farmer forum meetings, village meetings, radio, and hard copy documentation. They are even developing an e-learning tool for primary school children.&#8221;</em></p></blockquote>
<blockquote><p>&#8220;Senti como se tivesse achado um feijão mágico. Ednah trabalha para uma ONG da Uganda, Busoga Rural Open Source &amp; Development (BROSDI). É uma organização sem fins lucrativos que trabalha com o governo e a sociedade civil para melhorar a vida nas comunidades rurais. Dentro da BROSDI há um projeto chamado Coleta e Troca de Conteúdos Rurais (Collecting and Exchanging of Local Agriculture Content-CELAC).</p>
<p>Tanto a BROSDI quanto o projeto CELAC faz um uso extensivo da Web 2.0. Mas é uma combinação real entre a  Web 2.0 e a participação das massas. Por exemplo, CELAC é quase inteiramente povoada por conteúdo gerado localmente. Como diz Ednah, ‘Estamos compartilhando informação sobre nossos tataravôs que estamos perdendo nessa geração.’</p>
<p>Essencialmente, é uma ótima combinação do online - Blogues, Google Maps, Wikis, documentação online, salas de bate papo– e do offline – um serviço semanal de mensagens SMS contendo informações para fazendeiros, intermediários do conhecimento das vilas, reuniões mensais de fazendeiros, reuniões nas vilas, rádio, e documentação. Eles estão atém mesmo desenvolvendo uma ferramenta de e-aprendizagem para crianças de escolas primárias.&#8221;</p></blockquote>
<p>Ethan Zuckerman compartilhou <a href="http://www.ethanzuckerman.com/blog/2007/09/28/if-theyre-speaking-italian/">alguns highlights e suas impressões gerais</a>[En]:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;Kwame Ahiabenu from the International Institute for ICT in Journalism (PenPlusBytes) in Accra, Ghana, makes a persuasive case for the importance of basic tools in online education. His team offers free online trainings for journalists on how to incorporate IT into their journalistic practice and better use IT tools for reporting. The courses are offered via email, and while they encourage the use of fairly complex online tools, they’re accessible to anyone who can participate in the email lists, which helps explain their popularity with users throughout Africa, and as far away as Bangladesh and Australia.</em></p>
<p><em>Two overall impressions:</em></p>
<p><em>- There’s a great deal of enthusiasm for the tools of web 2.0, but I worry that people are embracing tools because they’re worried about falling behind.</em></p>
<p><em>- Those of us who have been working in ICT for development for a while may - or perhaps should - be starting to feel like it’s “put up or shut up” time for these tools. We need to get beyond discussions of how these tools might benefit people and get closer towards ensuring they do benefit people.&#8221;</em></p></blockquote>
<blockquote><p>&#8220;Kwame Ahiabenu da Instituição internacional de Jornalismo TCI (PenPlusBytes) em Accra, Gana, defende persuasivamente a importância de ferramentas básicas de educação online. Seu time oferece treinamentos online de graça para jornalistas incorporarem TI em suas práticas jornalísticas e usarem melhor ferramentas de TI para fazerem suas reportagens. Os cursos são oferecidos via email, e enquanto eles encorajam o uso de ferramentas online bastante complexas, elas são acessíveis para qualquer um que possa participar das listas de email, o que ajuda a explicar sua popularidade entre usuários de toda a África, e até mesmo o tão longe quanto Bangladesh e Austrália.</p>
<p>Duas impressões gerais:</p>
<p>- Há um grande entusiasmo em relação as ferramentas da web 2.0, mas me preocupo com o fato das pessoas estarem abraçando ferramentas porque estão preocupados em ficarem para trás.</p>
<p>- Aqueles de nós que estão trabalhando com TCI para desenvolvimento por um tempo podem - ou talvez devam- começar a sentir que é hora de &#8220;implementar ou se calar&#8221; para essas ferramentas. Devemos ir além das discussões sobre como essas ferramentas podem beneficiar as pessoas e nos aproximar de agir para assegurar que elas realmente beneficiem as pessoas.&#8221;</p>
<blockquote></blockquote>
</blockquote>
<p align="right">(Texto original de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/ndesanjo-macha/" title="Posts by Ndesanjo Macha">Ndesanjo Macha</a>)</p>
<p align="center"><em>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">aqui</a>.</em></p>
<blockquote>
<blockquote></blockquote>
</blockquote>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/10/03/comentarios-de-blogueiros-sobre-a-conferencia-web2fordev/feed/</wfw:commentRss>
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		<title>Uganda: O blogumentário da Uganda</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/08/06/uganda-o-blogumentario-da-uganda/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/08/06/uganda-o-blogumentario-da-uganda/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 06 Aug 2007 12:53:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Uganda]]></category>

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		<description><![CDATA[ &#183; Traduzido por Paula Góes &#183;  Veja o post original 
O filme The Ugandan Blogumentary [EN] (Blogumentário da Uganda) está pronto: “A competição não acontece até o final de agosto, portanto ele ainda não foi mostrado ao público, mas a opinião de todos vocês importa um bocado para nós, esperamos que todos vocês [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2007/08/06/uganda-the-ugandan-blogumentary/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>O filme <em><a href="http://ugandanblogumentary.blogspot.com/2007/07/movie-has-arrived.html">The Ugandan Blogumentary</a></em> [EN] (Blogumentário da Uganda) está pronto: “A competição não acontece até o final de agosto, portanto ele ainda não foi mostrado ao público, mas a opinião de todos vocês importa um bocado para nós, esperamos que todos vocês se divirtam com ele e que o trabalho de ter a gente atrás de vocês com a câmera tenha valido a pena!”</p>
<p align="right"><em>(texto original de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/ndesanjo-macha/">Ndesanjo Macha</a>) </em><!--EndFragment--></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Uganda responde- e não responde- ao “Parem de tentar salvar a África”</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/08/01/uganda-responde-e-nao-responde-ao-%e2%80%9cparem-de-tentar-salvar-a-africa%e2%80%9d/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/08/01/uganda-responde-e-nao-responde-ao-%e2%80%9cparem-de-tentar-salvar-a-africa%e2%80%9d/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 01 Aug 2007 01:58:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriana Yamashita</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Relações Internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Uganda]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/2007/08/01/uganda-responde-e-nao-responde-ao-%e2%80%9cparem-de-tentar-salvar-a-africa%e2%80%9d/</guid>
		<description><![CDATA[ &#183; Traduzido por Adriana Yamashita &#183;  Veja o post original 
“Talvez eu apenas vá aonde o clima é melhor&#8221;, diz Josh do In an African Minute (Em um Minuto Africano) [EN].
Ele refere-se ao motivo de ter escolhido trabalhar na África ao invés de na Europa Oriental, de onde vem sua família, mas também [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/adrianay/'>Adriana Yamashita</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2007/07/31/uganda-responds-and-doesnt-to-stop-trying-to-save-africa/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>“Talvez eu apenas vá aonde o clima é melhor&#8221;, diz<em> Josh </em>do <a href="http://inanafricanminute.blogspot.com/2007/07/iwealas-wapo-piece.html"><em>In an African Minute</em> </a>(Em um Minuto Africano) [EN].</p>
<p>Ele refere-se ao motivo de ter escolhido trabalhar na África ao invés de na Europa Oriental, de onde vem sua família, mas também refere-se ao atual rebuliço que foi provocado pelo texto “<a href="http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2007/07/13/AR2007071301714.html"><em>Stop Trying to Save Africa</em></a><em>,”</em> (Parem de Tentar Salvar a África), [EN], publicado no <em>Washington Post </em>por<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Uzodinma_Iweala"> <em>Uzodinma Iweala</em></a> [EN]. O romancista nigeriano, criado nos Estados Unidos e educado em <em>Harvard</em> escreveu um texto instigante, ao qual os expatriados da blogosfera ugandense sentiram a necessidade de formular uma resposta. Os ugandenses, no entanto, puseram um link para o texto, e até comentaram a seu respeito em blogues de expatriados, mas permaneceram em silêncio em seus próprios blogues.</p>
<p>O texto completo <a href="http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2007/07/13/AR2007071301714.html">está online</a> [EN], mas citarei um pedacinho dele aqui&#8230;</p>
<blockquote><p><em>“Last fall, shortly after I returned from </em><em><a href="http://www.washingtonpost.com/ac2/related/topic/Nigeria?tid=informline">Nigeria</a></em><em>, I was accosted by a perky blond college student whose blue eyes seemed to match the “African” beads around her wrists.</em></p>
<p><em>‘Save </em><em>Darfur</em><em>!’ she shouted from behind a table covered with pamphlets urging students to TAKE ACTION NOW! STOP GENOCIDE IN </em><br />
<em>DARFUR</em><em>!</em></p>
<p><em>My aversion to college kids jumping onto fashionable social causes nearly caused me to walk on, but her next shout stopped me.</em></p>
<p><em>“Don’t you want to help us save </em><em><a href="http://www.washingtonpost.com/ac2/related/topic/Africa?tid=informline">Africa</a></em><em>?” she yelled.</em></p>
<p><em>It seems that these days, wracked by guilt at the humanitarian crisis it has created in the </em><em><a href="http://www.washingtonpost.com/ac2/related/topic/Middle+East?tid=informline">Middle East</a></em><em>, the West has turned to </em><em>Africa</em><em> for redemption. Idealistic college students, celebrities such as </em><em><a href="http://www.washingtonpost.com/ac2/related/topic/Bob+Geldof?tid=informline">Bob Geldof</a></em><em> and politicians such as </em><em><a href="http://www.washingtonpost.com/ac2/related/topic/Tony+Blair?tid=informline">Tony Blair</a></em><em> have all made bringing light to the dark continent their mission. They fly in for internships and fact-finding missions or to pick out children to adopt in much the same way my friends and I in </em><em><a href="http://www.washingtonpost.com/ac2/related/topic/New+York?tid=informline">New York</a></em><em> take the subway to the pound to adopt stray dogs.”</em></p>
<p>“No outono passado após ter retornado da <a href="http://www.washingtonpost.com/ac2/related/topic/Nigeria?tid=informline">Nigéria</a> [EN], fui abordado por uma animada universitária, loira, cujos olhos azuis pareciam combinar com as pulseiras ‘africanas’ em seus pulsos.</p>
<p>‘Salve <em>Darfur</em>’, ela gritava detrás de uma mesa coberta de panfletos pedindo aos estudantes: TOMEM PROVIDÊNCIAS AGORA! ACABEM COM O GENOCÍDIO EM <em>DARFUR</em>!</p>
<p>Minha aversão a jovens universitários engajados em causas sociais da moda me fez ignorá-la e prosseguir, mas seu segundo grito me deteve.</p>
<p>&#8216;Você não quer nos ajudar a salvar a <a href="http://www.washingtonpost.com/ac2/related/topic/Africa?tid=informline">África</a> [EN]?’ ela gritou.</p>
<p>Parece que nos dias de hoje, cheio de culpa pela crise humanitária causada no <a href="http://www.washingtonpost.com/ac2/related/topic/Middle+East?tid=informline">Oriente Médio</a> [EN], o Ocidente voltou-se para a África em busca de redenção. Universitários idealistas, celebridades como <em><a href="http://www.washingtonpost.com/ac2/related/topic/Bob+Geldof?tid=informline">Bob Geldof</a></em><em> </em>[EN] e políticos como <em><a href="http://www.washingtonpost.com/ac2/related/topic/Tony+Blair?tid=informline">Tony Blair</a></em><em> </em>[EN] fizeram de sua missão trazer a luz ao continente negro. Eles voam para lá para seus estágios e missões em busca de fatos ou para arranjarem crianças para adotar da mesma forma que meus amigos e eu pegamos o metrô em <a href="http://www.washingtonpost.com/ac2/related/topic/New+York?tid=informline">Nova Iorque</a> [EN] para adotar cães abandonados.”</p></blockquote>
<p>Quando um nome como <em>Uzo</em>, um popular romancista, escreve algo tão ousado quanto isso, as pessoas reagem. Existem 160 links para este texto, segundo o <em><a href="http://www.technorati.com/">Technorati</a></em> [EN], e isso só de pessoas que blogam regularmente.</p>
<p>As respostas das pessoas que vivem em Uganda são imediatas e viscerais. Enquanto alguns apenas colocaram um link para o texto ou deixaram um post aqui e ali, outros escreveram longos comentários.</p>
<p>Aqui está um pouco do que<em> <a href="http://inanafricanminute.blogspot.com/2007/07/iwealas-wapo-piece.html">Josh </a></em>[EN] teve a dizer:</p>
<blockquote><p><em>“On closer examination, however, we see that this critique holds no water. </em><br />
<em>America</em><em>’s foreign policy history clearly shows that </em><em>America</em><em> will do nothing about a humanitarian problem unless its own citizens raise hell. Would as many college kids be involved if </em><em>Africa</em><em> wasn’t fashionable? Of course not, but I’m still glad they are doing it.”</em></p>
<p>“Examinando mais de perto, no entanto, nota-se que essa crítica não tem fundamento. A história da política estrangeira norte-americana mostra-nos claramente que os Estados Unidos não farão nada pela causa humanitária a menos que seus próprios cidadãos levantem a voz. Será que tantos estudantes universitários estariam envolvidos em tais causas se a África não estivesse na moda? Claro que não, mas ainda sim fico feliz por estarem fazendo algo.”</p></blockquote>
<p>Ele continua:</p>
<blockquote><p><em>“After spending a year in </em><em>Uganda</em><em>, this is point I continue to seriously grapple with. In many ways I felt that there were things about </em><em>Uganda</em><em> that I would never be able to understand. When I got back to the US, I stumbled upon (the recently departed) Richard Rorty’s Contingency, Irony and Solidarity, who pointed that in a post-modern world, the only real value we can find is choosing to value our own tradition and community, even if we see the irony in the choice itself.</em></p>
<p><em>Following Rorty and Uzo, I should learn Lithuanian and start working on EU-Baltic integration because this is where my family came from four generations ago. Of course, culture is never static, and I may be doing much more to honor my own culture by working on African issues than on Baltic issues. Then again, maybe I just go where the weather is better.&#8221;</em></p>
<p>“Depois de passar um ano na Uganda, isto é algo que continuo seriamente tentando compreender. De muitas formas, senti que existiam coisas sobre a Uganda que eu nunca conseguiria entender. Quando retornei aos EUA, me deparei por acaso com a Contingência, Ironia e Solidariedade do (recentemente falecido) <em>Richard Rorty</em> que apontou que em um mundo pós-moderno, o único real valor que se pode encontrar é escolher valorizar nossa própria tradição e comunidade, mesmo que a escolha seja em si irônica.</p>
<p>Segundo <em>Rorty </em>e <em>Uzo</em>, eu deveria então estudar lituano e começar a trabalhar na integração báltica da UE porque é de lá que minha família veio a quatro gerações atrás. Claro, a cultura nunca é estática, e pode ser que eu faça muito mais para honrar minha cultura trabalhando nos problemas africanos do que nos problemas bálticos. Mas também, talvez eu apenas vá aonde o clima é melhor.”</p></blockquote>
<p><em>Pernille</em> do <em><a href="http://pernille.typepad.com/uganda/">I‘ve Left Copenhagen for Uganda </a></em>(Deixei Copenhague pela Uganda) [EN] <a href="http://pernille.typepad.com/uganda/2007/07/one-of-the-prob.html">reagiu notadamente enfurecida </a>[EN] em seu post entitulado, “Há há, eu me pareço mesmo com alguém tentando salvar a África, não?&#8221;</p>
<blockquote><p><em>“But come on! - Iweala’s argumentation is threadbare and his arrogance makes him speak on behalf of all Africans. Categorising them all in one go, as well as he does with the whole group of ex-pats trying to </em><em>save </em><em>Africa</em><em>. No doubt that a change of the Western way of </em><em>saving</em><em> </em><em>Africa</em><em> is necessary. No doubt that a lot of ex-pats, whatever reason they are in </em><em>Africa</em><em> for, can be a pain in the ass (I know some). But I also know a few Ugandans who would never put their feet in </em><em>West Nile</em><em> and </em><em>Kampala</em><em> youth who would never date a ‘Northener’ because of tradition and the history - and the image! The stereotypes and lack of information thrive within </em><em>Uganda</em><em>, </em><em>Africa</em><em> and among Africans. It is only the Africans who are well off who can afford rejecting support to </em><em>Africa</em><em>. </em><em>They cannot speak for the rest.”</em></p>
<p>“Mas, oras! - O argumento de <em>Iweala </em>é caduco e sua arrogância o faz agir como se ele falasse em nome de todos os africanos. Categorizando todos em uma só leva, da mesma forma que faz com todo o grupo de expatriados tentando <em>salvar</em> a África. Não há dúvidas de que uma mudança na maneira do Ocidente <em>salvar</em> a África é necessária. Não há dúvidas de que muitos expatriados, sejam qual forem suas razões para estarem na África, podem ser muito chatos (conheço alguns). Mas também sei de alguns ugandenses que nunca colocariam um pé no Nilo Ocidental, e de jovens <em>Kampala</em> que nunca namorariam um “nórdico” por causa de sua tradição e história - e imagem! Os estereótipos e a falta de informação reinam na Uganda, África e entre africanos. Apenas os africanos bem de vida podem se dar ao luxo de rejeitar apoio à África. Eles não podem falar pelo resto.”</p></blockquote>
<p>Glenna do <em><a href="http://ugandascarlettlion.blogspot.com/2007/07/stop-and-start-of-saving-africa.html">Uganda Scarlett Lion</a></em><em> </em>[EN] (ok, revelação total, essa sou eu) também opinou:</p>
<blockquote><p><em>“I wish I could say [national superiority] wasn’t affirmed through aid. But until bags of rice don’t say USAID on their side, and benefits aren’t planned just because a donation is made, it will.”</em></p>
<p>“Gostaria de poder dizer que [superioridade nacional] não é afirmada através de ajuda. Mas este será o caso, enquanto sacos de arroz continuarem dizendo<em> USAAID</em> (Ajuda dos Estados Unidos), e melhorias não forem planejadas apenas porque doações são feitas.”</p></blockquote>
<p>Não surpreendentemente, (ou talvez surpreendentemente?) a comunidade dos blogues nacionais ugandenses optou por não comentar sobre este texto, embora as pessoas tenham posto um link para ele. O blogueiro <em><a href="http://dying-communist.blogspot.com/"> 27th Comrade </a></em>[EN] deixou alguns comentários severos nos blogues de algumas pessoas, mas nem todos podem ser reproduzidos por diversas razões. Aqui está um, e deixo a cabo de vocês fazer uma pesquisa sobre os outros&#8230;</p>
<blockquote><p><em>“It is always refreshing to see that we are of a fair number, those of us who are tired of seeing </em><em>Africa</em><em> used as a way to clear the conscience.<br />
We don’t need the West. Truth be told, we’d be better off if the West didn’t exist. </em><em>(via <a href="http://inanafricanminute.blogspot.com/2007/07/iwealas-wapo-piece.html#c3937206155341422792">In an African Minute</a> </em>[EN])<em>&#8220;</em></p>
<p>“É sempre revigorante ver que nós estamos em número considerável, aqueles de nós cansados de ver a África ser usada como meio de limpar a consciência.<br />
Nós não precisamos do Ocidente. Verdade seja dita, estaríamos melhores se o Ocidente não existisse. (via <em><a href="http://inanafricanminute.blogspot.com/2007/07/iwealas-wapo-piece.html#c3937206155341422792">In an African Minute</a> </em>[EN])”</p></blockquote>
<p>Aqui está outro <a href="http://inanafricanminute.blogspot.com/2007/07/iwealas-wapo-piece.html#c3275952758509395299">bom comentário</a> [EN] no mesmo blogue:</p>
<blockquote><p><em>“Of course the best thing would be if all of those enthusiastic about saving the world would first seek education before spearheading any initiatives. But that just means more interns, which Iweala doesn’t sound crazy about, or else maybe it means more people who get the zeal sucked out of them through 4 years of development theory.”</em></p>
<p>“Claro que a melhor coisa seria se todos os entusiasmados em salvar o mundo buscassem primeiro instrução antes de sair organizando iniciativas. Mas isso só acarreta mais estagiários, o que <em>Iweala </em>parece não gostar muito, ou ainda talvez isso acarrete mais pessoas cujo entusiasmo se esgota em 4 anos de teoria de desenvolvimento.”</p></blockquote>
<p>Será que isso é apenas uma simples rixa digital ou reflete uma rixa mais insidiosa entre estrangeiros e africanos na blogosfera? A maneira como o debate se dá na blogosfera, quem escreve o quê e onde, no entanto, é a mais nova manifestação de um problema que advém dos missionários e exploradores e que agora existe encarnado em trabalhadores, jornalistas e especialistas em desenvolvimento.</p>
<p>Qual a sua opinião?<em> </em></p>
<p align="right"><em><em>(texto original de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/glenna-gordon/" title="Posts by Glenna Gordon">Glenna Gordon</a>)</em></em></p>
<p><em><em><em>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/">aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">aqui</a>.</em></em></em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Só brincadeira, nada de papo de paz nos blogues da Uganda</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/07/20/so-brincadeira-nada-de-papo-de-paz-nos-blogues-da-uganda/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/07/20/so-brincadeira-nada-de-papo-de-paz-nos-blogues-da-uganda/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 20 Jul 2007 23:07:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Guerra & Conflito]]></category>
		<category><![CDATA[Uganda]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/2007/07/20/so-brincadeira-nada-de-papo-de-paz-nos-blogues-da-uganda/</guid>
		<description><![CDATA[ &#183; Traduzido por Paula Góes &#183;  Veja o post original 
No happy hour dos blogues da Uganda [EN] do mês passado, fiz uma pesquisa informal sobre os motivos pelo qual o blogren [EN] (termo cunhado por 27th Comrade para a blogosfera de Uganda) postam e o que eles fazem. Minha resposta predileta veio [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2007/07/19/ugandan-bloggers-all-play-no-peace-talks/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>No <em><a href="http://jackfruity.blogspot.com/search/label/happy%20hour">happy hour dos blogues da Uganda</a></em> [EN] do mês passado, fiz uma pesquisa informal sobre os motivos pelo qual o <em><a href="http://jackfruity.blogspot.com/2007/05/blogren.html">blogren</a></em> [EN] (termo cunhado por 27th Comrade para a blogosfera de Uganda) postam e o que eles fazem. Minha resposta predileta veio de <em><a href="http://carlomania.blogspot.com/">Carlo</a></em> [EN], que disse que blogar  era “como o <em><a href="http://www.facebook.com/">Facebook</a></em> [EN]”, o site de redes sociais que no momento está <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Facebook">tomando conta</a></em> [EN] do mundo jovem e conectado. Cada blogueiro presente declarou que blogar em Uganda é um mero exercício de socialização, evidenciado recentemente pela idéia do “8 Coisas Aleatórias” que circula entre <em><a href="http://nadayada.wordpress.com/2007/07/19/tagyoure-it/">Ivan</a>, <a href="http://magoola.wordpress.com/2007/07/19/i-got-tagged-yo/">Magoola</a>, <a href="http://petesmama.wordpress.com/2007/07/19/i-got-tagged/">Magintu</a></em> [EN] e outros.</p>
<p>Talvez por esse motivo quase ninguém tenha mencionado <em><a href="http://www.resolveuganda.org/node/181">o primeiro aniversário</a></em> [EN], na semana passada, do início das negociações pela paz entre o Governo de Uganda e as forças rebeldes do LRA (Lord’s Resistance Army), uma “<a href="http://www.economist.com/research/articlesBySubject/displaystory.cfm?subjectid=5189851&amp;story_id=8856018"><em>milícia rebelde cruel que fez um inferno do norte do país por duas décadas</em></a>” [EN]. Aqueles que estão escrevendo - a maioria expatriados vivendo em Uganda e ativistas nos Estados Unidos - estão expressando com cautela esperança no sucesso das conversações.</p>
<p>O  maior obstáculo para a paz no ano que passou foi a tensão entre a justiça restauradora ou punitiva, o que foi recentemente examinado por Nora Boustany no <em><a href="http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2007/07/11/AR2007071102078.html?referrer=emailarticle">Washington Post</a></em> [EN]. A abordagem restauradora incluiria os tradicionais rituais, como a cerimônia do “mato oput”, <em><a href="http://www.alertnet.org/db/blogs/33567/2007/06/13-140154-1.htm">descrita</a></em> [EN]  por Glenna Gordon:</p>
<blockquote><p><em>“People in Uganda’s north would prefer “mato oput”, a form of traditional justice, which literally means to drink a bitter potion made from the oput tree…</em></p>
<p><em>Mato oput could solve the problem for them, but the government isn’t ready to concede to such a bitter solution.&#8221; </em></p>
<p>&#8220;As pessoas no norte da Uganda preferem “mato oput”, uma forma tradicional de justiça que literalmente significa beber a parte amarga da árvore do oput….</p>
<p>Mato oput poderia resolver o problema para eles, mas o governo não está pronto para ceder a solução amarga como essa.&#8221;</p></blockquote>
<p>A justiça punitiva significaria julgamento para os maiores comandantes do LRA em Corte Criminal Internacional, uma abordagem que tem encontrado resistência séria não apenas por parte <em><a href="http://resolveuganda.org/node/168">do próprio LRA</a></em> [EN] mas também por muitos cidadãos do norte da Uganda. Willy Akena do Diocese of Northern Uganda <em><a href="http://dioceseofnorthernuganda.blogspot.com/2007/07/one-year-of-peace-talks.html">escreve</a></em> [EN]:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;</em><em>One year down the road, the major question is the ICC. While many people in the north think the ICC is a stumbling block to the peace process, the ICC prosecutor Louis Ocampo thinks that is what Kony wants people to believe. And the prosecutor thinks Kony will get a fair trial in the court.&#8221;</em></p>
<p>&#8220;Um ano passado e a maior dúvida é o ICC. Enquanto muitos no norte pensam que o ICC é uma pedra no caminho do processo de paz, o promotor público do ICC, Louis Ocampo,  pensa que isso é o que Kony quer que as pessoas acreditem. E o promotor acha que Kony terá um julgamento justo na corte.&#8221;</p></blockquote>
<p>O blogue The Diocese também traz uma <em><a href="http://dioceseofnorthernuganda.blogspot.com/2007/07/chronology-of-events.html">excelente cronologia</a></em> [EN] das negociações.</p>
<p>Finalmente, logo do lado de fora de Gulu, norte da Uganda, <em><a href="http://hallemarie.blogspot.com/2007/07/we-are-world-we-are-children.html">Locus Amoenus reflete</a></em> [EN] nos efeitos que as negociações tiveram na vida de muitos campos para Pessoas Deslocadas Internamente (PDIs):</p>
<blockquote><p><em>&#8220;On the ground, this translates into another notch of success in strengthening the fragile sense of security in the region. After a decade of life in the camps, IDPs are going home. At Paicho, this means that during the day adults and older children are traveling to their ancestral lands to begin digging and planting – a return to the rich agricultural tradition of Acholiland, and a hopeful sign for a people beginning to feed themselves. The signal of a future step away from the packs from UN World Food Program. It truly is a sign of hope, albeit a mixed one for the children back at Paicho, who are unsupervised until about 2 p.m., when the adults typically return from tilling the land. Another fold in the ever-complex issue of achieving peace and development in this region.&#8221;</em></p>
<p>&#8220;Em termos práticos, tal fato representa uma fenda no sucesso em fortalecer o frágil senso de segurança da região. Após uma década de vida nos campos, os PDIs estão indo para casa. Em Paicho, isso quer dizer que durante o dia adultos e crianças mais velhas estão viajando para suas terras ancestrais para começar a cavar e a plantar – a volta para uma rica tradução agrária de Acholiland, e um símbolo otimista para pessoas que começam a se alimentar por conta própria. Os sinais de um passo adiante das parcelas do programa “World Food Program” das das Nações Unidas. É um verdadeiro sinal de esperança para as crianças de Paicho, que são deixadas por conta própria até cerca das 2 horas da tarde, quando os adultos normalmente voltam do cultive à terra. Uma outra página em no sempre complexo assunto de se atingir paz e desenvolvimento nessa região&#8221;</p></blockquote>
<p align="right"><em>(texto original de  <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/rebekah-heacock/">Rebekah Heacock</a>)</em></p>
<p align="right">&nbsp;</p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center"><em>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">aqui</a>.</em></p>
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