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	<title>Global Voices em Português &#187; Sub-Saharan Africa</title>
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	<description>O mundo está falando. Você está ouvindo?</description>
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		<title>Cantora do Leste Africano conquista fãs em todo o mundo e através de seu blog</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/12/04/cantora-do-leste-africano-conquista-fas-em-todo-o-mundo-e-atraves-de-seu-blog/</link>
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		<pubDate>Fri, 04 Dec 2009 03:52:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte & Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Não muitos a conhecem como Mwanaisha Abdalla, mas Ndogo Nyota (Kiswahili para Pequena Estrela) é um nome familiar na África Oriental. Ela foi juntando fãs de seu som eclético do Leste Africano por mais de 4 anos. Seu blog, por outro lado já existe há 3 anos. Não há dúvida de que o blog contribuiu para o crescimento do número de seus fãs.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/njeri-wangari/">Njeri Wangari</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/11/28/one-east-african-musician-beats-all-odds-for-a-global-fan-base/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single">
<p>Não muitos a conhecem como Mwanaisha Abdalla, mas <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Nyota_Ndogo">Ndogo Nyota</a> [en] (Kiswahili para Pequena Estrela) é um nome familiar na África Oriental.</p>
<div id="attachment_5156" class="wp-caption alignleft" style="width: 85px"><img class="size-full wp-image-5156" title="Nyota-Ndogo-Mpenzi-75x75" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/11/Nyota-Ndogo-Mpenzi-75x75.jpg" alt="An artwork of her Nyota Ndogo's Cover Album - Mpenzi" width="75" height="75" /><p class="wp-caption-text">Capa de um dos CDs de  Nyota Ndogo - Mpenzi</p></div>
<p>Ela foi juntando fãs de seu som eclético do Leste Africano por mais de 4 anos. Seu blog, por outro lado já existe há 3 anos. Não há dúvida de que o blog contribuiu para o crescimento do número de seus fãs. Nascida em 1981, na província litoral queniana de Mombasa, <a href="http://nyotandogo.blogspot.com/">Nyota Ndogo</a> [en] veio de uma família muito humilde. Ela abandonou a escola enquanto jovem e por algum tempo, trabalhou como ajudante de uma casa até que ela foi descoberta por Andrew Burchell como uma talentosa cantora.</p>
<p>Atualmente ela tem 3 CDs lançados sob seu nome, são eles: <strong>CHEREKO</strong>, <strong>NATOKA MBALI NA WEWE</strong> e <strong>MPENZI</strong>. Ela também participou de 3 coletâneas internacionais: <strong>WORLD 2003</strong>,<strong> THE ROUGH GUIDE TO KENYA</strong> e <strong>OFF THE BEATEN TRACK</strong>. E detém dois prêmios musicais do Kenya Kisima Music Awards: <em>Melhor Cantora Taraab de 2003</em> e <em>Melhor Cantora de 2005.</em></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Hi4nlCK-wZc&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/Hi4nlCK-wZc&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Suas canções, que são na maioria no idioma Kiswahili e algumas em Inglês são cantadas no gênero <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Taarab">Taarab</a>, ouvido principalmente na Costa Leste da África, bem como em Kapuka e Genge, gêneros da música escutados principalmente no lado continental do Quênia.</p>
<p>Então como alguém com esse perfil aprende a aproveitar a internet a seu favor enquanto uma crescente artista queniana? Esta é a pergunta que vem à mente quando se visita <a href="http://nyotandogo.blogspot.com/">seu blog</a>.</p>
<p>No blog, ela compartilha tudo sobre si mesma enquanto artista a partir de uma perspectiva pessoal, em oposição às histórias editadas e informação que se encontram na seção de entretenimento de um jornal ou revista.</p>
<p>De vídeos musicais de suas canções a letras ou fotos suas em performance com outros artistas e fãs, pode-se sentir uma ligação mais íntima com Nyota Ndogo através <a href="http://nyotandogo.blogspot.com/">de seu blog</a>.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/jGaY6B1qWjI&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/jGaY6B1qWjI&amp;hl=en_US&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Blogar não tem sido uma experiência fácil para ela, como confessou em 27 de Julho de 2006 às 13h43:</p>
<blockquote><p>wow I’d nearly given up with the blog as it was proving difficult to get a new post up .it turned out to be me using an incompatible browser. So am back with good old internet explorer. If this works expect some pix up soon so much has happend.x</p></blockquote>
<div class="translation">uau! Eu quase desisti do blog já que foi se mostrando difícil enviar um novo post. Acontece que eu estava usando um navegador incompatível. Então, estou de volta com o bom e velho Internet Explorer. Se isso funcionar aguardem por algumas imagens em breve; tanta coisa tem acontecido.</div>
<p>Observando seus posts atuais no blog, pode-se ver que na verdade Nyota soube muito bem como usar a ferramenta de blogagem. Isto infelizmente não se pode dizer de muitos outros artistas do Leste Africano já que eu não pude encontrar qualquer outro blog de artista.</p>
<p>Parece que não é preciso ser instruído a saber blogar, pois o blog é, apesar de tudo, uma ferramenta.</p></div>
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		<title>Angola: O alto custo de vida em Luanda</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/11/09/angola-o-alto-custo-de-vida-em-luanda/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/11/09/angola-o-alto-custo-de-vida-em-luanda/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 14:21:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claraonofre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Angola]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
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		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[O alto custo de vida em Luanda é paradoxal: os altos índices de desenvolvimento não refletem-se no bolso da maioria dos cidadãos, nem se reflecte em qualidade de vida para os menos abonados economicamente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/clara-onofre/">Clara Onofre</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/claraonofre/'>claraonofre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/11/09/angola-the-high-cost-of-living-in-luanda/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>A capital da Angola, Luanda, é uma cidade caríssima. Tanto para os nacionais como para os estrangeiros. Quem cá está sabe-o bem. Os serviços básicos como alimentação, educação e moradia revestem-se de preços comparáveis a alguns países europeus. A principal diferença no caso angolano é que os salários são absurdamente irrisórios se comparados com os ordenados europeus, o que leva a batalhas diárias em busca da salvaguarda dos bens de primeira necessidade.</p>
<p>Obviamente que esta luta não se coloca aos mais endinheirados que por motivos obscuros ou não, se encontram protegidos por contas bancárias de dar inveja ao comum dos mortais. De acordo com o inquérito levado a cabo em Fevereiro por uma empresa inglesa - a ECA International - <a href="http://www.citymayors.com/statistics/expensive-cities-intro.html">Luanda está em primeiro lugar no que diz respeito às cidades mais caras do mundo</a>.</p>
<p>No blogue <a href="http://mundodaverdade.blogspot.com/2007/05/o-nvel-de-vida-em-luanda.html"><em>Mundo da Verdade</em></a> [pt], Miguel Caxias escreve:</p>
<blockquote><p>“Só para terem uma ideia, o custo por noite no hotel em que estou é de 170 USD (quarto individual, com casa de banho e pequeno-almoço mesmo muito sofrível). Estamos a falar de um hotel que deve ter se tanto, duas estrelas. Para um europeu, não só por costumes alimentícios mas também por costumes de segurança, não se arrisca a comer em qualquer botequim de esquina, obviamente. No restaurante onde temos feito as nossas refeições, o custo médio de uma dose é de 30USD (junte-se a isso bebida, sobremesa, entradas e o preço salta logo para 40/45 USD de despesa individual).</p>
<p>Luanda está numa fase de construção massiva. Junto à Marginal existem apartamentos a 1 milhão de USD. Estão todos vendidos!!!”</p></blockquote>
<p>O alto custo de vida no país revela-se um paradoxo, pois que isto não significa qualidade de vida, pelo menos, não para os menos abonados economicamente. Angola regista altos índices de desenvolvimento que infelizmente não se reflectem no bolso da maioria dos cidadãos. O excesso de procura em contraposição à escassa oferta, torna as coisas bastante difíceis.</p>
<p>O brasileiro autor do blogue <a href="http://diariodaafrica.blogspot.com/2009/02/os-precos-em-angola.html"><em>Diário de África</em></a> [pt] faz uma pequena análise do que se passa no país.</p>
<blockquote><p>“Não são apenas os alugueres (habitação) que custam caro. Tudo é caríssimo. Um quilo de tomate pode sair por 20 USD. Uma bandeja de uvas pode custar 30 USD o quilo. Um bife com batatas fritas pode custar facilmente, 50 dólares. Um cano furado pode sair por 1000.000 USD. Tapar um pequeno furo na tubulação do ar-condicionado do carro e colocar o gás para enfrentarmos o calor luandense custa 200 USD.</p>
<p>Precisa de electricista? Ele não vai sair da sua casa sem ter tirado pelo menos 100 USD de você. Mesmo que só tenha trocado uma lâmpada. Porque é tudo tão caro?”</p></blockquote>
<p>Para o autor do blogue a explicação é simples e mais uma vez, evoca-se o espectro da guerra que roubou mais de 30 anos de desenvolvimento ao país.</p>
<blockquote><p>“O atabalhoado processo de independência e a guerra acabaram com tudo. Primeiro, a independência. Em 1975, pelo menos 300 mil portugueses abandonaram Angola. Médicos, dentistas, advogados, empresários, encanadores, mecânicos, burocratas, professores. Em questão de meses, Angola ficou sem quadros. Não havia quem soubesse gerenciar as finanças do país. Depois a guerra. O esforço de guerra sugou o dinheiro que deveria ser investido na saúde, na educação, nas infra-estruturas do país. Agora multiplique essa situação por 30 anos. O resultado chama-se Luanda.</p>
<p>Com a alta no preço do petróleo nos últimos anos, os fretes subiram e por tabela, o de todos os produtos. Chegou-se a uma situação tal que mesmo os itens produzidos em Angola podem custar mais que os importados. Porquê? Os economistas que me corrijam, mas parece ter algo a ver com a tal lei da oferta e da procura. Quem quer agora, tem de pagar mais.”</p>
<p>O país não tem indústrias. Tudo é importado. Vem de navio. No porto, não há espaço. Os navios ficam dois, três meses atracados em alto-mar, aguardando autorização para descarregar. Só agora é que a agricultura começa a dar os primeiros passos. Mas só nas áreas em que não há minas terrestres. O último número que ouvi era de que mais da metade das terras cultiváveis do país estava cheia de minas. Enquanto o terreno não estiver limpo, nada feito. Portanto, até a comida precisar ser importada.</p></blockquote>
<div>
<dl id="attachment_4606" style="width: 478px;">
<dt><a href="http://twitpic.com/h4syb"><img title="angola" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/angola-300x220.jpg" alt="Tweetpic by @bethinagava" width="468" height="342" /></a></dt>
<dd>A piece of goat cost 600 KZ (US$ 7). Tweetpic by @bethinagava</dd>
</dl>
</div>
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		<item>
		<title>Moçambique: expectativa e inquietação nas eleições 2009</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/10/28/mocambique-expectativa-e-inquietacao-nas-eleicoes-2009/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/10/28/mocambique-expectativa-e-inquietacao-nas-eleicoes-2009/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 00:01:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Frederico Dava</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
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		<description><![CDATA[Frederico Dava nos mostra perspectivas da mídia cidadã sobre as eleições 2009 em Moçambique, quando o processo eleitoral está a menos de 24 horas de seus cidadãos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/frederico-dava/">Frederico Dava</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/fredava/'>Frederico Dava</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/10/28/mozambique-expectations-toward-the-09-elections/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Os moçambicanos estão diante de mais um ato eleitoral que coloca como principais adversários a FRELIMO - partido no poder, a RENAMO – o mais antigo partido da oposição e o MDM - o mais novo partido da oposição; partidos estes que sempre estiveram ativos na “caça” ao voto. Pela primeira vez, o país realiza em simultâneo eleições presidenciais, legislativas e para as assembléias provinciais, estas últimas, as primeiras na história de Moçambique. Muita gente aguarda o momento <a href="http://debatesedevaneios.blogspot.com/2009/10/eu-vou-votar.html">com expectativa</a>, a exemplo do blogueiro José, do blog <a href="http://debatesedevaneios.blogspot.com/"><em>Debates e Devaneios</em></a>:</p>
<blockquote><p>Várias vezes me interroguei se vale a pena participar neste processo e se o meu voto não me torna conivente com uma farsa. Mas, apesar de tudo, acredito que neste caso a abstenção só vai beneficiar o Partido no poder e junto a minha voz aos que apelam ao voto.<br />
Se não houver contrariedade de última hora, amanhã, mesmo não sendo feriado para mim, farei uma longa viagem para depositar o meu voto.</p></blockquote>
<p>Depois de uma campanha eleitoral de 45 dias, caracterizada por  alguns atos de violência, na maioria dos casos atribuídos a militantes da FRELIMO, a escassas horas do derradeiro momento, multiplicam-se vozes da sociedade civil apelando para uma eleição organizada, sem violência.  Aos candidatos é apelado o bom senso para que aceitem os resultados das urnas como manifestação da vontade popular. O  apelo da sociedade civil se extende à imprensa, principalmente os órgãos públicos, para que cubram o processo com imparcialidade.</p>
<p>O diretor geral do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral-STAE, Felisberto Naife, veio  ontem a público informar estarem garantidas as condições para o processo de votação em Moçambique e em 7 países, 5 na África e 2 na Europa, Portugal e Alemanha. Mas não serão em todos os países que expatriados terão direito a voto. O blog <em>Comunidade Moçambicana</em> <a href="http://comunidademocambicana.blogspot.com/2009/10/malawi-proibe-votacao.html">destaca o caso do Malawi</a>:</p>
<blockquote><p>O governo do Malawi não autorizou os moçambicanos a votarem excepto nos consulados e embaixadas, de acordo com Felizberto Naife numa conferência de imprensa do STAE, esta manhã. A CNE pretendia que os moçambicanos no Malawi pudessem votar em cinco diferentes locais, mas o Malawi não o permitiu. É o único país que proibe votação fora de embaixadas e consulados.<br />
Entretanto, Naife disse também que o STAE não conseguiu utilizar um helicóptero na província do Niassa devido a falta de combustível. Isto pode causar alguns problemas para fazer chegar materiais de votação às assembleias de voto mais remotas.</p></blockquote>
<p>Contudo, apesar do discurso tranquilizador do diretor do STAE,  a escassas horas da votação, a mídia de massa informa haver regiões sem combustível para abastecer os helicópteros encarregados de fazer a distribuição  dos materiais de votação nas áreas de difícil acesso rodoviário. É o caso da província de Niassa cujo helicóptero teve que ser desviado para a província de Nampula, devido a falta de combustível.</p>
<p>O diretor do STAE, sem explicar as razões da falta de combustível nesses locais, minimiza o impacto das operações aéreas, afirmando que os helicópteros foram alocados numa altura em que o processo eleitoral já havia sido desenhado tendo em conta os meios disponíveis. Sem explicar de que maneira, o diretor do STAE disse estarem garantidas as condições para a colocação dos materiais em todas as mesas de votos.</p>
<div id="attachment_4809" class="wp-caption alignright" style="width: 204px"><img class="size-medium wp-image-4809" title="vou votar" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/vou-votar-242x300.jpg" alt="Imagem trazida pelo blogueiro José, no blog Debates e Devaneios." width="194" height="240" /><p class="wp-caption-text">Imagem trazida pelo blogueiro José, no blog Debates e Devaneios.</p></div>
<p>Em Nampula, um dos maiores circulos eleitorais do país, um jornalista  da STV, canal privado da televisão, no que descreveu de “fenômeno estranho”,  informou na tarde de ontem que cerca de 1000 pessoas foram credenciadas como observadores eleitorais, por um órgão sem competência para o efeito, o Fórum Moçambicano de Observação Eleitoral, a maioria dos quais se inscreveram pelo partido FRELIMO.</p>
<p>De acordo com o repórter, os referidos observadores foram transportados por viaturas do Estado para  diferentes cantos da província; questionados os órgãos eleitorais, nomeadamente o Secretariado Técnico de Administração Eleitoral e a Comissão Nacional de Eleições,  afirmaram não estar a par deste processo de credenciamento,  tendo tomado conhecimento do fato pelo repórter e que iniciariam uma investigação.</p>
<p>Esta questão não somente levanta suspeitas sobre a preparação de possíveis fraudes que aliás, “condimentam” os processos eleitorais moçambicanos e sempre rejeitados pelo partido no poder, como evidenciam o problema de uso abusivo dos meios do Estado pelo partido FRELIMO largamente comentado e documentado, <a href="http://gruposespeciais.blogs.sapo.pt/11399.html">como visto no blog de Álvaro Teixeira</a>:</p>
<blockquote><p>Amanhã, dia 28/10, é um dia muito especial para um belo país chamado Moçambique e para essa terra da boa gente que é o Povo Moçambicano. É dia de Eleições, um dia que deveria ser natural numa democracia consolidada e amadurecida, mas sobre o qual recaem as maiores suspeitas de ilegalidades cometidas pelo partido no poder, a FRELIMO, que controla todos os organismos que deveriam ser independentes, como a CNE e o CC, a seu bel-prazer, conseguindo perverter o conceito de democracia que é a inclusão, transformando-o em exclusão.</p></blockquote>
<p>Deste modo, apesar do discurso tranquilizador dos órgãos eleitorais para o fato de estarem criadas todas as condições para a votação, há aspectos importantes que preocupam muitos moçambicanos como a eventual existência de zonas onde não haverá eleições devido a falta de material; o que acontecer legitimará as vozes de alguns partidos da oposição que têm acusado o partido no poder em conspiração com o STAE de preparar uma fraude.</p>
<p>Estão inscritos até ao momento um total de 2073 observadores, dos 1543 são nacionais e 530 internacionais e  credenciados 922 jornalistas, dos quais 41 são estrangeiros.</p>
<p>Além da fiscalização nacional e internacional e o apoio da mídia para dar imparcialidade ao processo eleitoral, a população de Moçambique também pode contar com o projeto <a href="http://www.verdade.co.mz/eleicoes2009/"><em>Verdade-Eleições2009</em></a>, que utilizou a plataforma <a href="http://ushahidi.com/">Ushahidi</a> [en] para monitorar denúncias, eventos e discussões sobre o processo eleitoral no país. O site, que funciona como um agregador das mídias cidadãs, permitiu o engajamento político dos cidadãos de Moçambique através de blogs, Twitter, feeds de notícias e o envio de relatórios e notícias de última hora via SMS.</p>
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		<item>
		<title>Uganda: Blogueiros discutem projeto de lei anti-gay</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/10/23/uganda-blogueiros-discutem-projeto-de-lei-anti-gay/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/10/23/uganda-blogueiros-discutem-projeto-de-lei-anti-gay/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 19:31:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cilene Dutra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[Um projeto de lei na Uganda pretende criminalizar a homossexualidade e punir com sentença de morte ou prisão perpétua. Enquanto aguarda aprovação do presidente, os blogueiros discutem a polêmica sobre o projeto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/haute-haiku/">Haute Haiku</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/cilenedutra/'>Cilene Dutra</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/10/20/uganda-bloggers-discuss-anti-gay-bill/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div>
<p>O projeto de lei anti-gay ugandês foi apresentado ao parlamento e agora espera a assinatura do presidente Yoweri Museveni para tornar a homossexualidade oficialmente ilegal. O código anterior não era claro, mas agora o projeto, chamado de <a href="http://gayuganda.blogspot.com/2009/10/anti-homosexuality-bill-2009.html">&#8220;Projeto de Lei Anti-Homossexualidade 2009&#8243;</a> apresentado pelo parlamentar David Bahati declara qualquer ato ou tendência homossexual passível de <a href="http://gayuganda.blogspot.com/2009/10/let-me-see.html">pena de morte ou prisão</a>.<em> </em>O blogueiro<em> </em>gay-ugandan (gug)<em> </em>do blog<strong><a href="http://gayuganda.blogspot.com/2009/10/anti-homosexuality-bill-2009.html"><em> </em></a></strong><a href="http://gayuganda.blogspot.com/2009/10/anti-homosexuality-bill-2009.html"><em>The Uganda</em></a><a href="http://gayuganda.blogspot.com/2009/10/anti-homosexuality-bill-2009.html"><em>n</em></a> [en] escreve:</p>
<blockquote><p>The multiple laws that I will be breaking as soon as the president signs this law. Well, our detractors had already said that we would be stiffed with a tougher law, but this goes way beyond that. If I attempt to commit the offense… (god, the number of times that I have made passes and they have been rejected!) Each of those times was worth 7 years in jail. Good heavens!!!! Before, we could be liable to life imprisonment. gug hereby declares that, when the President of the Republic signs this law, gug will be liable to the death penalty… because I and my lover are serial offenders, breaking this law.</p></blockquote>
<div class="translation">Vou quebrar tantas leis assim que o presidente assinar essa lei. Bem, nossos detratores já haviam dito que seríamos encurralados por uma lei mais severa, mas essa passa dos limites. Se eu tentar cometer a ofensa&#8230; (meu deus, o número de vezes em que eu fiz tentativas, mas elas foram rejeitadas!) Cada uma daquelas vezes valia 7 anos na cadeia. Céus! Antes, éramos sujeitos à prisão. O <em>gug</em> aqui declara que, quando o Presidente da República assinar a lei, ele estará sujeito à pena de morte&#8230; pois eu e meu amante somos infratores em série quebrando essa lei.</div>
</div>
<div>Mais adiante, o projeto de lei proíbe a adoção por casais gays. Qualquer pessoa que ajude, promova ou aconselhe qualquer ato homossexual poderá pegar até sete anos de prisão ou o risco de fiança de<strong> </strong>100m xelins (aproximadamente R$ 91 mil). O projeto aponta os efeitos nocivos da homossexualidade da seguinte forma:</div>
<div>
<blockquote><p>Research indicates that the homosexuality has a variety of negative consequences including higher incidences of violence, sexually transmitted diseases, and use of drugs. The higher incidence of separation and break-up in homosexual relationships also creates a highly unstable environment for children raised by homosexuals through adoption or otherwise, and can have profound psychological consequences on those children. In addition, the promotion of homosexual behavior undermines our traditional family values.<br />
Given Uganda’s historical, legal, cultural and religious values which maintain that the family, based on marriage between a man and a woman is the basic unit of society. This Bill aims at strengthening the nation’s capacity to deal with emerging internal and external threats to the traditional heterosexual family. These threats include: redefining human rights to elevate homosexual and transgender behavior as legally protected categories of people.<br />
There is also need to protect our children and youths who are made vulnerable to sexual abuse and deviation as a result of cultural changes, uncensored information technologies, parentless child developmental settings and increasing attempts by homosexuals to raise children in homosexual relationships through adoption, foster care, or otherwise.</p></blockquote>
<div class="translation">Pesquisas indicam que a homossexualidade provoca maior incidência de violência, doenças sexualmente transmissíveis e o uso de drogas. A maior incidência de separações em relacionamentos homossexuais também cria um ambiente altamente instável a crianças criadas por homossexuais pela adoção ou de outra maneira e pode causar conseqüências psicológicas profundas nessas crianças. Ademais, a promoção do comportamento homossexual mina os valores de nossa família tradicional.<br />
Os valores históricos, legais, culturais e religiosos de Uganda  afirmam que a família, baseada no casamento entre um homem e uma mulher, é a unidade básica da sociedade. Esse projeto de lei pretende fortalecer a capacidade da nação de lidar com ameaças insurgentes internas ou externas à família heterossexual tradicional. Essas ameaças incluem: redefinir os direitos humanos para elevar o comportamento homossexual ou transgênero como categorias de pessoas legalmente protegidas .<br />
Há também uma necessidade de proteger nossas crianças e jovens que estão vulneráveis ao abuso sexual e desvio como resultado das mudanças culturais, tecnologias de informação sem censura, padrões de criação de crianças sem pais e o aumento de tentativas de adoção por casais homossexuais, assistência social, entre outros.</div>
<p>Produtores, editores e distribuidores de material contendo homossexualidade, especialmente se for lucrativo, e ONGs terão seu certificado ou registro cancelados e o diretor da instituição estará sujeito a sete anos de prisão. Isso inclui <a href="http://gayuganda.blogspot.com/2009/10/let-me-see.html">blogs gays em Uganda</a>:</p>
<blockquote><p>Poor sympathizers. You are not left to love us. No, all lovers of gays, and gays in Uganda will suffer, and be punished by this law. Any press conferences? Not by gay Ugandans. You see, we are a pariah people that will never be like all other Ugandans. Ha ha ha ha ha!<br />
Oh, the gayuganda blog is one of the things which are illegal, as per that bill. I am furiously promoting homosexuality on this blog, complaining about a law like this. So, 5 years in prison, and my (non existent) bank balance will be set back by 100M Uganda shillings…! And the people who dare to give us condoms and lubricant for sex… Or, if you dare to have an HIV prevention program for homosexuals in Uganda… or even try to teach safer sex. Well, the penalties are stiff. Very stiff. Jail, and jail and other things.</p></blockquote>
<div class="translation">
<p>Pobres simpatizantes. Vocês não foram poupados. Não, todos os simpatizantes e gays de Uganda vão sofrer e serão punidos por essa lei. Alguma conferência da imprensa? Não dos ugandeses gays. Vejam vocês, somos os <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dalit">párias</a> que nunca serão como os outros ugandeses. Ha ha ha ha ha!</p>
<p>E o blog <em>gayuganda</em> é uma das coisas ilegais de acordo com o projeto de lei. Estou promovendo a homossexualidade furiosamente neste blog, protestando contra uma lei como essa. Então, 5 anos de prisão e meu saldo bancário voltará aos 100m xelins ugandeses! E aqueles que se atrevem a nos dar preservativos e lubrificantes&#8230; ou aqueles que se atrevem a ter um programa de prevenção de HIV para homossexuais em Uganda&#8230; ou mesmo aqueles que tentam instruir sobre o sexo seguro. É, as penas são severas. Bem severas. Cadeia, cadeia, entre outras coisas.</div>
<p>Eis os objetivos do projeto de lei:</p>
<blockquote><p>3.1. The objectives of the Bill</p>
<p>The objectives of the Bill are:</p>
<p>(a) To protect marriage as that only between a man and a woman in Uganda;</p>
<p>(b) To prohibit homosexual behavior and related practices in Uganda as they constitute a threat to the traditional family;</p>
<p>(c) To safeguard the health of Ugandan citizens from the negative effects of homosexuality and related practices;</p>
<p>(d) To establish progressive legislation protective of the traditional family that can serve as a model for other countries;</p>
<p>(e) To prohibit ratification of any international treaties, conventions, protocols and declarations which are contrary or inconsistent with the provisions of this Act;</p>
<p>(f) To ensure that no international instruments to which Uganda is already a party can be interpreted or applied in Uganda in a way that was never intended at the time the document was created;</p>
<p>(e) To withdraw from any international agreements to which Uganda already is a party, or file reservations to them, which are re-interpreted to include protection for homosexual behavior, or that promote same-sex marriage, or that call for the promotion or teaching about homosexuality as being healthy, normal, or an acceptable lifestyle choice, or that seek to establish sexual behavior, sexual orientation, or gender identity, or sexual minorities as legally protected categories of people; and</p>
<p>(f) To prohibit Uganda from becoming a party to any new international instruments that expressly include protection for homosexual behavior; promote same-sex marriage; call for the promotion or teaching about homosexuality or homosexual relations as being healthy, normal, or an acceptable lifestyle choice; and/or seek to establish sexual behavior, sexual orientation, gender identity or sexual minorities as legally protected categories of people</p></blockquote>
<div class="translation">3.1 Objetivos do Projeto de Lei<br />
Os objetivos do Projeto de Lei são:</p>
<p>(a) Proteger o casamento como sendo apenas aquele entre um homem e uma mulher em Uganda;</p>
<p>(b) Proibir comportamento homossexual e práticas correlatas em Uganda uma vez que constituem uma ameaça para a família tradicional;</p>
<p>(c) Salvaguardar a saúde dos cidadãos ugandeses contra os efeitos negativos da homossexualidade e práticas correlatas;</p>
<p>(d) Estabelecer uma legislação progressiva defensora da família tradicional que sirva de modelo a outros países;</p>
<p>(e) Proibir a ratificação de quaisquer tratados internacionais, convenções, protocolos e declarações que sejam contrários ou inconsistentes com as disposições deste Ato;</p>
<p>(f) Assegurar que nenhum instrumento internacional do qual Uganda já faça parte possa ser interpretado ou aplicado em Uganda fora das intenções de quando foi criado o documento;</p>
<p>(g) Cancelar a participação de Uganda em quaisquer acordos internacionais, ou reservas de arquivos desses, que sejam reinterpretados para incluir proteção ao comportamento homossexual ou que promova casamento entre pessoas de mesmo sexo ou com apelos à promoção ou ensino sobre a homossexualidade como ato saudável, normal ou como estilo de vida aceitável ou que busquem estabelecer um comportamento, orientação sexual ou identidade de gênero ou minorias sexuais como categorias de pessoas legalmente protegidas; e</p>
<p>(h) Proibir Uganda de participar de qualquer novo instrumento internacional que inclua expressamente o comportamento homossexual; promova casamento entre pessoas de mesmo sexo; exija a promoção ou ensino sobre homossexualidade ou relações homossexuais como práticas saudáveis, normais ou estilo de vida aceitável; e/ou busque estabelecer comportamento ou orientação sexual, identidade de gênero ou minorias sexuais como categorias de pessoas protegidas.</p></div>
<p>O blog<em> Gay Ugandan</em> <a href="http://gayuganda.blogspot.com/2009/10/let-me-see.html">insiste que tomem a causa</a> com ele e pergunta se ele merece morrer por causa disso:</p>
<blockquote><p>If you are outside the country, why, that is very good. Your congregation can be made aware of all the good things that some Christians in Uganda wish some sinners called gay Ugandans. I am sure your outrage will help. A letter, a protest match, questions to leaders of Uganda, religious and otherwise traveling outside the country. This is a moral question, how can they justify killing me because I am gay, living in a gay relationship with another gay man?</p>
<p># Ok, what of gay people in other countries. You are our friends. Yes, we dare to ask our gay brothers and sisters for help, especially when our countrymates believe we should be patriotic enough to ‘die’ in the name of their moral uprightness, for god and country.<br />
Tell your local gay group about it.<br />
Organise protests, big and small. Educate any who doesnt know about it.<br />
Write letters of protest. Be courteous, (the framer of the bill says that we homosexuals want to kill him. He says we have already written him ‘threatening’ letters.)</p></blockquote>
<div class="translation">Se você está fora do país, bom para você. Sua congregação pode ficar informada sobre todas as coisas boas que alguns cristãos de Uganda desejam aos pecadores chamados gays de Uganda. Estou certo de que sua indignação vai nos ajudar. Uma carta, uma marcha de protesto, uma lista de perguntas aos líderes ugandeses religiosos e outros viajando fora do país. É uma questão moral. Como podem justificar minha morte por eu ser gay e ter um relacionamento gay?</p>
<p>#Então, quanto aos gays de outros países, vocês são nossos amigos. Sim, atrevemo-nos a pedir ajuda a nossos irmãos e irmãs gays, principalmente se nossos conterrâneos acreditam que deveríamos ser patriotas o bastante para &#8216;morrer&#39; pela sua retidão moral, por seu deus e pelo país.</p>
<p>Fale sobre isso com seu grupo gay local. Organize protestos pequenos ou grandes. Instruam aqueles que não sabem nada sobre, escrevam cartas de protesto, sejam corteses (o organizador do projeto de lei diz que nós homossexuais queremos matá-lo e que ele recebeu &#8216;cartas de ameaça&#39;.)</p></div>
<p><a href="http://afrogay.blogspot.com/"><em>Afrogay</em></a> [en], outro blog ugandês, compara o governo de Uganda aos nazistas, dizendo que a hora de <a href="http://afrogay.blogspot.com/2009/10/anti-gay-law-not-necessary-opposition.html">dar o sinal de parar é agora</a>:</p>
<blockquote><p>Again, as I have argued here and elsewhere, we are best advised to keep our powder dry for the real battle if the bill is ever passed and signed into law. So, I for one don&#39;t plan on saying too much about the nuts and bolts of what is wrong with it. And the reason is simple: if we point out what is wrong with it now, our detractors will use what we say to clean up the bill. Best then to shout foul as loud as we can on the discriminatory elements of the bill without guiding them around the glaring technical, legal, constitutional and human rights minefield they are sleep-walking towards with this bill.</p></blockquote>
<div class="translation">
<p>Mais uma vez, como argumentei aqui e em outros lugares, somos aconselhados a economizar esforços para a verdadeira batalha se esse projeto for assinado. Por isso, não pretendo falar sozinho do que há de errado no projeto. O motivo é simples: se apontarmos o que há de errado, nossos detratores usarão o que dissemos para por o projeto em ordem. O melhor seria praguejar o mais alto que pudermos contra os elementos discriminatórios desse projeto de lei sem guiá-los no âmbito técnico, legal, constitucional e no campo minado dos direitos humanos por onde andam como sonâmbulos.&#8221;</p></div>
<p>Um blogueiro nigeriano, <em>Anengiyefa, </em>acha que o projeto de lei tem falhas e que o painel que o fez ignora o que é a homossexualidade. Ele diz que a homossexualidade não pode ser uma ofensa, que não se pode punir alguém por ter <a href="http://thingsifeelstronglyabout.blogspot.com/2009/10/ugandas-homophobic-frenzy.html">sentimentos sexuais por outra pessoa:</a></p>
<blockquote><p>&#8220;Mr Bahati goes on to demand the death penalty for what he calls “aggravated homosexuality”. I read this and I wondered if the said Mr Bahati has ever had the opportunity to sit inside a classroom in his life, given that unless he is starkly illiterate, he ought to know that there are no law books in any Common Law jurisdiction, (including Uganda), that refer to an offense known as ‘homosexuality&#39;. Homosexuality cannot be an offense! You cannot make it an offense and punish a person for having feelings of sexual and emotional attraction towards others of the same gender. You cannot prove ‘homosexuality&#39; in a court of law to the standard of proof that is required in a criminal court.&#8221;</p></blockquote>
<div class="translation">
<p>O Sr. Bahati continua a exigir pena de morte para o que ele considera &#8220;homossexualidade provocada&#8221;. Li isso e pensei se o dito Sr. Bahati sentou numa sala de aula alguma vez na vida, já que, a não ser que seja decididamente analfabeto, ele tem a obrigação de saber que não existe qualquer livro de direito em qualquer jurisdição de direito comum (incluindo em Uganda) que faça referência a uma ofensa chamada &#8220;homossexualidade&#8221;. Homossexualidade não pode ser considerada ofensa! Não podem torná-la uma ofensa e punir alguém por sentir atração emotiva e sexual por outro do mesmo sexo. Não se pode provar &#8216;homossexualidade&#39; numa corte para o nível de evidência como exigido numa corte criminal.</p></div>
<p><em>Anengiyefa </em>percebe que Uganda acabou de ver a <a href="http://thingsifeelstronglyabout.blogspot.com/2009/10/ugandas-homophobic-frenzy.html">hipocrisia dos membros do parlamento</a> que se uniram e estão prestes a passar a lei vitimizando a homossexualidade em nome da moralidade: isso mostra por que o sistema está tão ansioso para criminalizar o sexo consensual entre dois adultos do mesmo sexo, omitindo questões importantes como violência étnica, tribalismo, AIDS, estupro de crianças etc:</p>
<blockquote><p>This outbreak of frenzied homophobia is the epitome of the hypocrisy that pervades political life in Africa. At a time when expensive legislative time should be judiciously expended on the issues that really matter to the people of the country; when Ugandan lawmakers and the Ugandan government should be concerned about the welfare of vulnerable Ugandans, (including those same-gender loving men and women in their society, who are susceptible to wanton physical abuse and discrimination); when the Ugandan authorities should be looking to protect those of the country&#39;s citizens whose welfare is their responsibility; when the challenges that face our continent in this 21st Century are enormous; what we hear of instead is an Anti-Homosexuality Bill being introduced to Parliament. This bill is deemed necessary according to the MP David Bahati who introduced it. He claims that the purpose of the bill is to protect children and the &#8216;traditional family&#39;.</p></blockquote>
<div class="translation">
<p>Esse surto de homofobia frenética é a epítome da hipocrisia que impregna a vida política na África. Quando o valioso tempo legislativo deveria ser gasto judicialmente nos problemas que realmente importam ao povo, quando os legisladores e o governo de Uganda deveria estar preocupado com o bem-estar de ugandeses vulneráveis (incluindo homossexuais que são suscetíveis a discriminação e abuso físico injustificados), quando autoridades ugandesas deveriam estar buscando proteger os cidadãos, cujo bem-estar é responsabilidade deles, quando os desafios que encaram nosso continente no século 21 são enormes; o que recebemos, ao invés disso, é um projeto de lei Anti-Homossexuais no parlamento. De acordo com David Bahati, que sugeriu o projeto de lei, ele é necessário para proteger as crianças e a dita &#8216;família tradicional&#39;.</p></div>
</div>
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		<item>
		<title>Lendo o planeta no Blog Action Day 2009</title>
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		<pubDate>Sat, 17 Oct 2009 03:03:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cilene Dutra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Mais de 9000 blogueiros devotaram um post às mudanças climáticas no Blog Action Day, uma iniciativa anual que partiu do Change.org para unir os blogueiros do mundo a fim de alcançar seus milhões de leitores.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/solana-larsen/">Solana Larsen</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/cilenedutra/'>Cilene Dutra</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/10/15/reading-the-world-on-blog-action-day/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><a href="http://www.blogactionday.org"><img class="alignright" style="border: 0pt none;" src="http://www.blogactionday.org/imgs/badges/bad-125-125.jpg" border="0" alt="" width="125" height="125" /></a>No dia 15 de outubro, mais de 9000 blogueiros devotaram um post às mudanças climáticas no <a href="http://www.blogactionday.org/">Blog Action Day</a>, uma iniciativa anual que partiu do <a href="http://www.change.org/">Change.org</a> [en] para unir os blogueiros do mundo a fim de alcançar seus milhões de leitores.</p>
<p><a href="http://www.blogactionday.org/en/blogs/new">Registre seu blog</a> para adicionar a sua voz!</p>
<p>Este é o post do Global Voices.</p>
<p>Nos próximos meses, o Global Voices acompanhará as questões ambientais e de mudanças climáticas com olho clínico. Esperamos divulgar vozes não ouvidas no debate acerca das reuniões das Nações Unidas em Copenhague em dezembro (<a href="http://en.cop15.dk/">COP15</a>).</p>
<p>Em novembro, no <em><a href="http://www.conversationsforabetterworld.com/">Conversations for a Better World</a></em> [en], um blog patrocinado pelo <a href="http://unfpa.org/">UNFPA</a> terá dois de nossos autores, Eduardo e Belen, postando histórias sobre dinâmica populacional e mudanças climáticas. Sei que estarão voltados para a América Latina nas discussões.</p>
<p>Durante o mês de outubro, blogueiros do Global Voices viraram mentores de <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/10/15/2009/09/08/global-voices-bloggers-mentor-new-danish-and-african-bloggers/">31 rapazes e moças da África e Dinamarca</a> [en] que organizam uma campanha online sob os <a href="http://globalchangenow.net/">auspícios de MS ActionAid</a> [en] em Copenhague, Dinamarca. Eles nos pediram para relatar histórias sobre &#8220;quais países emergentes precisam consertar estragos causados pelas mudanças climáticas&#8221;. Tentaremos atender ao pedido.</p>
<p><strong>Alguns posts dos mentores</strong></p>
<p>No Blog Action Day, Jillian <a href="http://jilliancyork.com/2009/10/15/blog-action-day-09-climate-change/">encorajou seus leitores</a> a visitar o blog de sua aluna <a href="http://globalchangenow.net/ejanver/">Edith</a>, enquanto Ali diz que seu aluno <a href="http://globalchangenow.net/claver/">Peter</a> passou a responsabilidade para ele  e o<a href="http://blog.novruzov.az/2009/10/it-is-blog-action-day-2009.html"> inspirou a escrever um post sobre as mudanças climáticas</a></p>
<p>Outra mentora, Gayle, escreveu um <a href="http://gisforghana.blogspot.com/2009/10/climate-change-in-ghana-blog-action-day.html">post mais longo</a> evidenciando a situação de fazendeiros no Gana, na Austrália (seus países) e no Zimbábue (o país de seu aluno, <a href="http://globalchangenow.net/john/">John</a>).</p>
<p>Gayle <a href="http://twitter.com/gaylepescud/status/4575319227">usou o Twitter</a> para chamar a atenção de fazendeiros australianos. Para sua surpresa, ela foi <em>re-twittada</em> pela ABC Radio da Austrália e foi contatada diretamente por diversos fazendeiros via email. Ela leu entrevistas com fazendeiros ganêses na web e até falou diretamente com um deles.</p>
<p>E entre dúzias de links e fontes interessantes, Gayle encontrou informação sobre como comunidades locais usam o conhecimento tradicional na zona rural de Gana para <a href="http://grou.ps/par_cc/talks">lidar com a mudança de climas</a>.</p>
<p>Gayle fez algo que os blogueiros do Global Voices fazem sempre: buscou vozes que raramente são ouvidas falando por si mesmas na mídia internacional.</p>
<p><strong>Semana passada no Global Voices</strong></p>
<p>Bhumika Ghimire escreveu um post sobre o <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/10/15/nepal-bio-gas-revolution/">futuro do bio-gás no Nepal</a>, incluindo um vídeo de uma pesquisa de uma universidade japonesa que mostra como o bio-gás é usado nas fazendas do Nepal.</p>
<p><img src="file:///C:/DOCUME%7E1/ADMINI%7E1/CONFIG%7E1/Temp/moz-screenshot-2.jpg" alt="" /></p>
<div id="attachment_4706" class="wp-caption alignright" style="width: 250px"><a href="http://www.flickr.com/photos/susandesignstudio/3977100156/in/set-72157614614099992/"><img class="size-full wp-image-4706 " title="landslide-300x199" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/landslide-300x199.jpg" alt="Desmoronamento causado pelo Tufão Ketsana numa vila em Pampanga. Foto de susancorpuz90 no Flickr. " width="240" height="159" /></a><p class="wp-caption-text">Desmoronamento causado pelo Tufão Ketsana numa vila em Pampanga. Foto de susancorpuz90 no Flickr. </p></div>
<p>No começo da semana, Mong Palatino <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/10/12/philippines-typhoon-disasters-and-climate-change/">escreveu como os blogueiros filipinos</a> estão estabelecendo conexões entre as mudanças climáticas e as inundações devastadoras em Manila que mataram mais de 500 pessoas.</p>
<p>Saffah Farooq escreveu sobre como os cidadãos das ilhas Maldivas que estão ao nível do mar no oceano Índico <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/10/11/maldives-gearing-up-for-copenhagen/">sentem que seus destinos poderão ser decididos</a> pelo sucesso de tratados como o Protocolo de Kyoto.</p>
<p>O blogueiro dedicado à vida selvagem, Samuel Maina no Quênia, contou que os quenianos estão tão desesperados por causa das chuvas que <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/10/08/kenya-waiting-for-el-nino/">já esperam as chuvas do El Niño</a> <strong>que podem deslocar milhares com sentimentos confusos.</strong></p>
<p>Há um fluxo constante de histórias no feed <em><a href="http://globalvoicesonline.org/-/topics/environment/">Environment</a></em> do Global Voices por blogueiros de todos os lugares do mundo.</p>
<p><strong>Olhando adiante</strong></p>
<p>Nesse Blog Action Day, quando celebramos o poder coletivo dos blogueiros de impulsionar mudanças, gostaríamos de encorajar a todos não só a escrever sobre as mudanças climáticas, mas também a ler o que outros estão dizendo.</p>
<p>Nas próximas semanas, seremos inundados por novas histórias de jornalistas citando políticos, ativistas e muitos outros, mas quando Conferência Climática Internacional da ONU terminar e as câmeras desligarem, as pessoas que sofrem as conseqüências das mudanças climáticas <em>ainda </em>estarão contando suas histórias na Internet na expectativa de alcançar aqueles que se importam.</p>
<p>Como dizemos no Global Voices: &#8220;O mundo está falando. Você está ouvindo?&#39;</p>
<p>Para aqueles distantes da linha de frente das mudanças climáticas, ouvir e linkar são umas das poucas maneiras de conseguir fazer o problema parecer mais real e carente de soluções hoje em dia.</p>
<p><strong>Posts relacionados</strong></p>
<ul>
<li><a title="Posts in Portuguese on Blog Action Day ‘09" rel="bookmark" href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/10/16/posts-em-portugues-no-blog-action-day-2009/">Posts em Português no Blog Action Day 2009</a></li>
<li><a title="Permanent link to Blog Action Day 2009: Rising Voices Projects Discuss Climate Change" href="http://rising.globalvoicesonline.org/blog/2009/10/15/blog-action-day-2009-rising-voices-projects-discuss-climate-change/">Blog Action Day 2009: Rising Voices Projects Discuss Climate Change</a></li>
<li><a title="Greek Posts on Blog Action Day ‘09" rel="bookmark" href="http://globalvoicesonline.org/2009/10/15/2009/10/15/greek-posts-on-blog-action-day-09/">Greek Posts on Blog Action Day ‘09</a></li>
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<li><a title="Israel: Blog Action Day for the Environment" rel="bookmark" href="http://globalvoicesonline.org/2009/10/15/2009/10/16/israel-blog-action-day-for-the-environment/">Israel: Blog Action Day for the Environment</a></li>
</ul>
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		<title>Posts em Português no Blog Action Day 2009</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/10/16/posts-em-portugues-no-blog-action-day-2009/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/10/16/posts-em-portugues-no-blog-action-day-2009/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 13:23:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Blogueiros lusófonos de vários países se juntaram aos blogueiros mundiais no Blog Action Day 2009 para alcançar sua audiência e sensibilizá-la sobre as mudanças climáticas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/diego-casaes/">Diego Casaes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/10/16/post-in-portuguese-on-blog-action-day-09/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><a href="http://www.blogactionday.org"><img class="alignright" style="border: 0pt none;" src="http://www.blogactionday.org/imgs/badges/bad-180-150.jpg" border="0" alt="" width="180" height="150" /></a>Ontem foi o <a href="http://www.blogactionday.org/">Blog Action Day</a> [en], o evento anual em que blogueiros <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/10/15/reading-the-world-on-blog-action-day/">de todo o mundo se reúnem</a> [en] para sensibilizar as pessoas sobre uma causa. O tópico desse ano são as mudanças climáticas, especialmente planejado dado a realização da <a href="http://en.cop15.dk/">Conferência Climática da ONU</a> [en] em dezembro deste ano na cidade de Copenhague. Blogueiros lusófonos estavam ansiosos por semanas para o evento e agora publicaram diversos posts contribuindo para a causa.</p>
<p>Os blogueiros brasileiros em <a href="http://essetalmeioambiente.wordpress.com/"><em>Esse Tal de Meio Ambiente</em></a>, <em><a href="http://malmg.blogspot.com/">Minas Ambiente</a></em> e <em><a href="http://coisasdesp.blogspot.com/">Coisas de Sampa</a></em>, por exemplo, criaram um post-padrão para aquelas pessoas que não teriam tempo para criar seus próprios artigos para o Blog Action Day, mas que querem levar a seus leitores uma mensagem relevante. <a href="http://essetalmeioambiente.wordpress.com/2009/10/13/blog-action-day-um-dia-sem-sacola-plastica/">Eles também lançaram a campanha</a> &#8220;Um dia sem sacola plástica&#8221;:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">Você imagina o que acontece com as sacolas plásticas que pegamos nos supermercados para acondicionar nossas compras, quando as jogamos no lixo?</p>
<p style="text-align: left;">Algumas vão direto para aterros sanitários, onde levam mais de 300 anos para decompor. Outras, jogadas nas ruas, entopem bueiros e provocam enchentes nas áreas urbanas. Outra parte, ainda, é ingerida por milhares de espécies animais – em terra ou no mar – provocando-lhes asfixia e morte. As estimativas são de que, todos os anos, a ingestão de plásticos causa a morte de cerca de um milhão de aves marinhas, cem mil mamíferos e inumeráveis peixes.</p>
<p style="text-align: left;">Dia 15 de Outubro é o <em>Blog Action Day,</em> dia em que blogueiros de todo o mundo se juntam para mobilizar a sociedade em prol de uma causa. [..] nessa data um desafio é proposto: <strong>um dia sem sacola plástica.</strong> E aí? Vai ficar aí parado? Junte-se a nós. Mobilize. Faça parte desta ação.</p>
</blockquote>
<div id="attachment_101414" style="width: 415px;">
<div id="attachment_4690" class="wp-caption alignnone" style="width: 460px"><a href="http://www.flickr.com/photos/leoffreitas/1469376131/"><img class="size-full wp-image-4690 " title="1469376131_bef3a92e48" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/1469376131_bef3a92e48.jpg" alt="Queimadas na Amazônia. Foto por leoffreitas no Flickr. " width="450" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Queimadas na Amazônia. Foto por leoffreitas no Flickr. </p></div>
</div>
<p>A blogueira Aninha em <a href="http://odivadeeinstein.wordpress.com/"><em>O Divã de Einstein</em></a><em> </em>fundamentou seu post do Blog Action Day (<a href="http://search.twitter.com/search?q=BAD09">#BAD09</a>) no livro de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Burrhus_Frederic_Skinner">B F Skinner</a> <em>&#8220;O que há de errado com o coditiano no Ocidente?&#8221;</em>, descrevendo casos em que as pessoas não reagem às discussões sobre as mudanças climáticas porque não querem, e não necessariamente sofrerão o impacto do aquecimento global.</p>
<p>Ela <a href="http://odivadeeinstein.wordpress.com/2009/10/15/%E2%80%9Co-que-esta-errado-com-a-vida-cotidiana%E2%80%9D/">completa</a>:</p>
<blockquote><p>A solução está muito mais nas mãos dos que têm poder para mudar as regras do reforçamento do que na “vontade”, “consciência” ou “informação” dos indivíduos em particular, porque a situação requer uma mudança drástica e rápida dos comportamentos de muitas pessoas – ou melhor de TODAS as pessoas – ao mesmo tempo. Não temos tempo para esperar que o ambiente remodele os comportamentos, porque quando estiver quente pra dedéu, e todo mundo começar a se preocupar em fazer coisas que não aumentem ainda mais a temperatura, a coisa não terá mais como ser revertida. E é por isso que é tão importante pressionar os caras que têm o poder de mudar o ambiente imediato das pessoas: sobretaxando o uso de combustíveis fósseis, fazendo leis que diminuam a emissão de poluentes que aumentam o efeito estufa, investindo em produção de combustíveis alternativos e na mudança da matriz energética, educando a população para a diminuição do consumo, etc e talz.</p>
<p>É por isso que eu digo: Obama!! Já ganhou o Nobel, agora se mexe, meu filho!!!</p></blockquote>
<p>Por outro lado, os blogueiros em <a href="http://homensmodernos.wordpress.com/2009/10/15/blog-action-day-mudancas-climaticas/"><em>Homens Modernos</em></a> enfatizam que, embora a maior responsabilidade em relação ao Meio Ambiente esteja com os governantes, os cidadãos comuns <a href="http://homensmodernos.wordpress.com/2009/10/15/blog-action-day-mudancas-climaticas/">também podem fazer uma diferença</a>:</p>
<blockquote><p>Não preciso nem dizer que <a href="http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/meio_ambiente_brasil/clima/mudancas_climaticas/">mudança climática </a>não é somente uma lenda urbana mas sim uma realidade em progresso que pode (ou não) vir a ter consequências desastrosas pra nós se ficarmos sentados de braços e pernas cruzados sem nada fazer pra reverter ou amenizar o quadro. Sim, claro que uma fatia grande deste fazer cabe aos governos do mundo, mas isso não quer dizer que não possamos dar uma bela “contribuída” nessa. E nem que esta contribuição não vá fazer lá muita diferença, porque vai. Afinal as escolhas que a gente faz todo dia tem peso e com certeza vão refletir no futuro do planeta, para o bem ou para o mal do próprio. Portanto, pondere as suas <em>and take the green way as much as you can</em>.</p></blockquote>
<div style="width: 387px;">
<div id="attachment_4691" class="wp-caption alignnone" style="width: 387px"><a href="http://www.flickr.com/photos/starrynight1/3907365035/"><img class="size-full wp-image-4691" title="3907365035_c4f85dea1b" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/3907365035_c4f85dea1b.jpg" alt="Torre de Belém em Portugal rodeada por lixo. Foto por starrynight1 no Flickr." width="377" height="500" /></a><p class="wp-caption-text">Torre de Belém em Portugal rodeada por lixo. Foto por starrynight1 no Flickr.</p></div>
</div>
<p>O blogueiro e jornalista Wander Veroni do <a href="http://cafecomnoticias.blogspot.com/"><em>Café com Notícias</em></a> traz à discussão o papel do jornalismo no que tange as mudanças climáticas. Ele <a href="http://cafecomnoticias.blogspot.com/2009/10/blog-action-day-2009-previsao-do-tempo.html">diz que</a> atualmente a previsão do tempo e reportagens correlatas recebem mais atenção do que antes:</p>
<blockquote><p>Até bem pouco tempo, a previsão do tempo era tratada como uma editoria “menor” em boa parte dos noticiários. Coisa de menos de cinco anos atrás. Era muito comum apenas se noticiar a previsão do tempo do dia - ou no máximo do dia seguinte. Se acontecesse algo de mais importante no montante de notícias do dia, a previsão do tempo era a primeira a cair e não entrava no ar.</p>
<p>Hoje, vemos uma situação completamente diferente. Muitos veículos mantêm jornalistas apenas para cobrir fatos relativos ao tempo e temperatura no pais e no mundo. Além de render pauta constantemente, a editoria ouve especialistas e traduz termos técnicos importantes para que o público entenda o porque dos fenômenos meteorológicos interferirem no seu dia-dia.</p></blockquote>
<p>A blogueira  Daiane Santana do<em> <a href="http://vivoverde.com.br/">Vivo Verde</a></em> fez uma seleção de <a href="http://vivoverde.com.br/?p=1237">15 posts relacionados com as mudanças climáticas que foram discutidos em seu blog</a>. Ela está entre os blogueiros ambientalistas mais populares do Brasil. Como ela diz:</p>
<blockquote><p>Hoje é um dia bem especial para a blogosfera e principalmente para nós, blogueiros ambientais, que tratam dos assuntos voltados ao meio ambiente com o coração aberto para nossos leitores.</p></blockquote>
<p>Daiane também publicou um post no blog coletivo<em> <a href="http://www.nerdssomosnozes.com/">Nerds Somos Nozes</a></em> em que trouxe à tona a discussão acerca do lixo tóxico e seu impacto na sociedade. Ela apontou formas de como cada cidadão pode contribuir nessa luta:</p>
<blockquote><p>Quando  empresas de telefonia promovem campanhas de devolução/coleta de baterias , não pense você que  com esta ação a empresa está gerando apenas lucro para ela, lembre-se que o seu ato de depositar aquela bateria inutilizada e até a carcaça de seu celular que “você considerou” como lixo, poderá ter um destino qualificado e deixará de ser um fator de perigo para você e sua família.</p></blockquote>
<p>De Portugal, a blogueira Marta do blog  <a href="http://milvisoes.blogspot.com/"><em>Mil Visões</em></a> listou algumas dicas que o cidadão comum pode seguir para manter um estilo de vida mais amigável ao Meio Ambiente, <a href="http://milvisoes.blogspot.com/2009/10/blog-action-day-alteracoes-climaticas.html">completando</a>:</p>
<blockquote><p>Apontada como uma das grandes causas para as alterações climáticas, as emissões de gases poluentes para a atmosfera têm deixado os “Deuses loucos”! E a nós também. É por isso urgente todos intervirmos para que os nossos filhos, netos, bisnetos e por aí fora, possam usufruir de um planeta mais limpo e seguro.<br />
Se já se pode considerar lugar comum dizer-se que já se faz isto ou aquilo para combater estes fenómenos, muitos há que ainda acham que reciclar um pacote de leite não irá fazer a menor diferença. Mas faz, e muito! É a tal história do “grão a grão enche a galinha o papo”.</p></blockquote>
<p>Finalmente, Elisio Leonardo do blog <a href="http://infomoz.net/"><em>Informática Moçambique</em></a> publicou sua colaboração ao Blog Action Day. Ele <a href="http://infomoz.net/lang/en/blog-action-day-lets-heal-the-world/">diz</a>:</p>
<blockquote><p>É momento de pensarmos no futuro e mudarmos o nosso modo de vida, para fazer-mos da terra um lugar melhor. Michael Jackson disse isso no seu “Heal the World”,  e é exactamente o que o <a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/http://www.blogactionday.org/');" rel="nofollow" href="http://www.blogactionday.org/" target="_blank">Blog Action Day</a> está a tentar mostrar.</p></blockquote>
<p>Muitos blogueiros de todas as partes do planeta têm contribuído para o Blog Action Day. Você pode seguir as atualizações a partir <a href="http://www.blogactionday.org/en/blogs">deste link</a> [en].</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Tradutor da semana: Boukary Konaté, do Mali</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/11/tradutor-da-semana-boukary-konate-do-mali/</link>
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		<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 23:38:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogueiros]]></category>
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		<description><![CDATA[Boukary Konaté, de 31 anos, ensina francês e inglês em uma escola secundária em Bamako, capital do Mali. Ao entrar para o Global Voices Online, sua vida tomou um novo rumo. Ele agora está envolvido em projetos na web para promover sua língua materna, bambara, e para treinar comunidades da zona rural do Mali a usar a internet.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/claire-ulrich/">Claire Ulrich</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/09/06/translator-of-the-week-boukary-konate-in-mali/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img class="size-medium wp-image-92212" title="Boukary Konaté" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/photo-gv-Konate-Boukary-2-296x300.jpg" alt="Boukary Konaté" width="200" align="right" /><a href="http://globalvoicesonline.org/author/claire-ulrich/">Boukary Konaté</a> [fr], 31 anos, ensina francês e inglês em uma escola secundária em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bamako">Bamako</a>, capital do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mali">Mali</a>.</p>
<p>Fé, e muito trabalho, trouxeram o rapaz da zona rural do Mali a Bamako, onde descobriu e se apaixonou pela a World Wide Web.</p>
<p>Entrar para a equipe de tradutores do <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/09/06/translator-of-the-week-boukary-konate-in-mali/">Global Voices em Francês</a> [fr] abriu um novo horizonte para ele. Boukary agora está envolvido em vários projetos para promover sua língua materna, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_bambara">bambara</a>, na Web, e para trazer mais acesso à internet para a zona rural de Mali.</p>
<p>Se você estiver no lado do iPhone e da &#8220;sobrecarga de informação&#8221; do abismo digital, perceberá que Boukary tem uma história séria, inspiradora e até mesmo mágica para contar nesta entrevista.<br />
<strong> </strong></p>
<p><strong>P: Como você descobriu o Global Voices em Francêse decidiu fazer parte da equipe de tradutores?</strong></p>
<blockquote><p>Aconteceu em dezembro de 2008. Um dia, por volta das 8 horas da noite, eu estava sentado sozinho no meu quarto em Bamako, quando fui tomado pelo desejo de aprender mais. As seguintes palavras formaram-se em minha mente: &#8220;eu quero&#8221;. Estas são palavras poderosas para mim. Levantei-me, fui a uma internet café, reservei um computador e digitei: &#8220;Eu quero&#8221; na barra de pesquisa do Google. Consultei os resultados e encontrei o Global Voices en Français. No dia seguinte, me inscrevi como tradutor voluntário.</p></blockquote>
<p><strong>P: Sua aldeia natal, Sanogola-Bamoussobougou, não tem nem eletricidade quanto mais conexão à internet. Conte-nos um pouco sobre sua vida.</strong></p>
<blockquote><p>Eu sou o filho de Négué, um fazendeiro, e de Kane Djeneba, uma dona de casa. Cresci na fazenda, ajudando meus pais. Uma noite, estava pastoreando vacas com outras crianças quando conheci um homem na estrada, uma sargento. Sua motocicleta Suzuki tinha quebrado. Seu nome era Lassinè Traoré. Enquanto nós o ajudávamos, ele me perguntou se eu ia para a escola. Eu respondi &#8220;não&#8221;. Ele foi ver o meu pai e o aconselhou a me colocar para estudar. Voltou uma semanas após a outra, até que meu pai deu o seu consentimento. O sargento Traoré me disse: &#8220;Deixo você ali. Você tem agora o dever de se sair bem nos estudos para honrar a mim, e mais tarde para cuidar de si mesmo e dos seus pais&#8221;.</p>
<p>Passei seis anos andando seis quilômetros até a escola mais próxima até que me mudei para Bamako para entrar no ensino médio. Trabalhei de pedreiro e fiz bicos nos fins de semana para dar conta das despesas que a bolsa do governo não cobria. Minha mãe queria que eu fosse bem-sucedido na escola, ela fez tudo o que estava ao seu alcance. Fui para o magistério. Gostaria de ter ido para a universidade, mas não tenho condições para isso. Então aprendi por conta própria a usar um computador e a navegar em ciber-cafés em Bamako. A internet acalmou minha sede de conhecimento.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/toujourspassages/3816793899/"></a></p>
<div id="attachment_92213" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/toujourspassages/3816793899/"><img class="size-medium wp-image-92213" title="Boukary (left) and his father" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/Boukary-and-his-father-300x225.jpg" alt="Boukary (left) and his father in hunting gear" width="300" height="225" /><br />
</a></p>
<p class="wp-caption-text">Boukary (à esquerda) com seu pai e uma foto dele vestindo sua roupa de caçador. Foto: Toujours Pas Sages, no Flickr</p>
</div>
<p><strong> Q: Como é conexão à interent em Mali hoje em dia?</strong></p>
<blockquote><p>O Mali fez muito para promover novas tecnologias na administração desse governo, mas há muito a se fazer para conectar as pessoas, especialmente nas áreas rurais. O interesse em novas tecnologias é enorme, mas as pessoas não podem acessá-las. O custo de computadores pessoais, capacitação e conexão à internet são muito elevados. Um computador portátil novo custa o equivalente a seis meses de salário de um professor. Em Bamako, uma hora em um cyber café custa em torno de 500 francos CFA (1 dólar) ou até 1.000 francos CFA em cidades menores. Compare isto ao preço de um saco de 50kg de arroz, que é 17.500 francos CFA (cerca de US$ 38,00), é bem fora do alcance da maioria das pessoas.</p></blockquote>
<p><strong>Q: Você não apenas começou a blogar desde que se juntou ao Global Voices, o idioma do seu blog é Bambara!</strong></p>
<blockquote><p>Aconteceu porque o <a href="http://maneno.org/">Maneno.org</a>, uma plataforma de blogs para África co-fundada pela autora e tradutora do Global Voices <a href="http://globalvoicesonline.org/author/elia/">Elia Varela Serra</a> precisava de tradutores africanos. Falo e escrevo em bambara, a principal língua do Mali. Bambara possui fontes especiais [veja este <a href="http://toujourspassage.maneno.org/bam/articles/brw1251408479/">post</a>] e nenhum teclado. Nós resolvemos esse problema com um <a href="http://scripts.sil.org/cms/scripts/page.php?site_id=nrsi&amp;item_id=LegacyTTFKmn&amp;highlight=Mali">teclado virtual</a>. Eu localizei a plataforma em <a href="http://www.maneno.org/bam/home/">bambara</a> e abri meu blog, o <a href="http://fasokan.maneno.org/#">Fasokan</a>. Blogo em bambara e francês sobre o Mali, os problemas dos agricultores e os meus pensamentos.</p>
<p>Agora tenho uma grande vontade de promover as línguas africanas na Web, de modo que o povo africano possa se relacionar e compartilhar em todo o continente. Na área rural do Mali, muitas pessoas falam e aprendem a escrever apenas bambara na escola primária. Eu quero que elas sejam capazes de acessar a Web em bambara também.</p></blockquote>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 250px;"><strong><a href="http://www.flickr.com/photos/toujourspassages/3816759297/"><strong><img title="Toujours pas sage project, Mali" src="http://farm3.static.flickr.com/2493/3816759297_0300de2da1_m.jpg" alt="Boukary treina moradores de vilarejos em Mali a usar a internet. Foto: Toujours Pas Sages no Flickr" width="240" height="180" /></strong></a></strong></p>
<p class="wp-caption-text">Boukary treina moradores de vilarejos em Mali a usar a internet. Foto: Toujours Pas Sages no Flickr</p>
</div>
<p><strong>Q: Esse sonho se tornou realidade neste verão?</strong></p>
<blockquote><p>Meu sonho era trazer a internet para minha aldeia, para introduzir a minha família e os agricultores à web. Através da Global Voices em francês, eu conheci Albertine Meunier, que realiza oficinas de internet com os <a href="http://teatimewithalbertine.tumblr.com/">idosos na França</a>. Lançamos o projeto <a href="http://toujourspassage.tumblr.com/">Toujours Pas Sages</a> (Ainda Não Sábios) no Maneno, em francês e bambara. Graças à <a href="http://www.orangemali.com/decouvrez-orange/fondation.php">Fundação Orange Mali</a>, temos uma conexão de internet móvel para lugares remotos.</p>
<p>Com laptops e telefones com câmera doados, Albertine, sua amiga Caroline e eu treinamos crianças e adultos durante duas semanas em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9gou">Ségou</a> e minha aldeia sobre como usar o Google para encontrar informações, e como usar a web para fazer upload de fotos e vídeos digitais. Os aldeões ficaram tão surpresos que eles sabiam ler e escrever em bambara na Web! Foi um grande sucesso.</p>
<p>Meu pai é caçador e estava muito curioso sobre os caçadores na América e como eles caçam. No Google, ele finalmente descobriu como. E também aprendi que é possível para carregar um telemóvel com um dínamo preso a uma bicicleta. Agora, vamos tentar treinar os meus alunos em Bamako.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="300" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Ftoujourspassages%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Ftoujourspassages%2F&amp;user_id=39879513@N06&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="300" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Ftoujourspassages%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Ftoujourspassages%2F&amp;user_id=39879513@N06&amp;jump_to="></embed></object></p></blockquote>
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		<title>Vídeo: Perspectivas sobre Empreendedores Sociais Internacionais</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Sep 2009 14:06:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Direto do GSBI, o Global Social Benefit Incubator [Encubadora Global de Benefícios Sociais, en] e do The Next Billion Blog [O blog do Próximo Milhão, en] vem uma série de vídeo-entrevistas de empreendedores sociais de toda a parte do globo que participam de um encontro para o GSBI nos EUA.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juliana-rincon-parra/">Juliana Rincón Parra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/09/03/video-perspectives-on-international-social-entrepreneurs/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="attachment_4238" class="wp-caption alignleft" style="width: 180px"><img class="size-full wp-image-4238 " title="gsbi" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/09/gsbi.JPG" alt="GSBI students" width="170" height="162" /><p class="wp-caption-text">Estudantes da GSBI</p></div>
<p>Direto da GSBI, a <em><a href="http://www.scu.edu/sts/gsbi/socialentrepreneurs/2009.cfm">Global Social Benefit Incubator</a></em> [Encubadora Global de Benefícios Sociais, en] e do<em> <a href="http://www.nextbillion.net/blog/2009/08/24/the-gsbi-video-blog-part-1-naemeka-ikegwuonu-from-nigeria">The Next Billion Blog</a></em> [O Blog do Próximo Bilhão, en] vem uma série de vídeo-entrevistas de empreendedores sociais de toda a parte do globo que participam de um encontro em que o editor Francisco Noguera considera ser um treinamento intensivo que conclui a Encubadora Global de Benefícios Sociais.</p>
<p>Mas o que é a GSBI? É assim que eles o denominam:</p>
<blockquote><p><span style="font-style: italic; font-size: small;">The Global Social Benefit Incubator (GSBI™) is the signature program of Santa Clara University&#39;s Center for Science, Technology and Society (CSTS).  It works with social entrepreneurs to empower them and their organizations and to overcome barriers to scale and impact.  Since 2003, 87 award-winning social enterprises have attended this program and become part of a growing network of path finding alumni for creating a more just and sustainable world.</span></p></blockquote>
<div class="translation">A Encubadora Global de Benefícios Sociais (GSBI<span style="font-style: italic; font-size: small;">™</span>) é um programa do Centro de Ciência, Tecnologia e Sociedade da Universidade de Santa Clara. O programa trabalha na capacitação de empreendedores sociais e suas organizações para superar barreiras visando sua ascenção e impacto nesse meio. Desde 2003, 87 empresas premiadas participaram deste programa e se tornaram parte de uma rede crescente de alunos que buscam o caminho para criar um mundo mais justo e sustentável.</div>
<p>A primeira pessoa entrevistada foi <em><a href="http://www.scu.edu/sts/gsbi/socialentrepreneurs/2009.cfm">Nnaemeka Ikegwuonu</a></em>, que dirige a <em>Smallholder Farm Rural Radio</em> na Nigéria, fornecendo aos fazendeiros pobres em comunidades rurais e isoladas uma rádio rural contendo informações sobre agricultura sustentável e desenvolvimento no idioma local. O melhor de tudo é que eles usam a rádio e a Internet para fornecer a informação e a empresa tem lucro.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/2MFg2hKWpyU&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/2MFg2hKWpyU&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><em><a href="http://www.nextbillion.net/blog/2009/08/25/the-gsbi-video-blog-part-3-yugandhar-mandavkar">Yugandhar Mandavkar</a></em> da organização indiana <em> <a href="http://www.grasp.org.in/">Grass Roots Action for Social Participation</a></em> também foi entrevistado, e falou sobre o projeto vertical de energia eficiente para fogões à lenha que isenta as mulheres indianas da necessidade de juntar grandes quantidades de lenha para cozinhar:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Yt0Ros_iKb0&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/Yt0Ros_iKb0&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><em><a href="http://www.nextbillion.net/blog/2009/08/26/the-gsbi-video-blog-part-4-manoj-sinha"> Manoj Sinha</a></em> também é da Índia, mas assume uma posição diferente em relação a energia de fácil acesso para comunidades rurais. A <em><a href="http://www.huskpowersystems.com/">Husk Power Systems</a></em> fornece um sistema  de  &#8220;pague-por-uso&#8221; para as comunidades ao prover energia diretamente das cascas de arroz. <a href="http://www.scu.edu/sts/gsbi/socialentrepreneurs/2009.cfm">De acordo com a GSBI</a> [en], &#8220;os sistemas da HPS eliminam mais de 190 toneladas de emissões de CO2 por cada vila anualmente, ao substituir a querosene, diesel e produção de metano por fontes renováveis&#8221;. O vídeo se encontra a seguir:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/h54OavIGSuo&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/h54OavIGSuo&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Blogando com HIV: &#8220;O amor ainda é possível&#8221;</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/13/blogando-com-hiv-o-amor-ainda-e-possivel/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/13/blogando-com-hiv-o-amor-ainda-e-possivel/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 22:57:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Embora seja difícil falar abertamente sobre o assunto, um número cada vez maior de blogueiros soropositivos ao redor do mundo está usando veículos de mídia cidadã para expressar-se sobre como é viver com o HIV]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/rezwan/">Rezwan</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/13/blogging-with-hiv-love-is-still-possible/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<div class="contributors"><em>Conversations for a Better World: Esse artigo é parte de uma série desenvolvida pelo Global Voices para o blog da UNFPA <a title=" Conversations for a Better World" href="http://www.conversationsforabetterworld.com/">Conversations for a Better World</a> · <a title="View all posts in Conversations for a Better World" href="http://globalvoicesonline.org/-/special/conversations-better-world/">Todos os artigos [en]<br />
</a></em></div>
<p>Um número cada vez maior de blogueiros soropositivos ao redor do mundo está usando veículos de mídia cidadã para expressar-se sobre como é viver com o HIV.</p>
<p>Falar abertamente sobre HIV/AIDS pode ser muito difícil. Milhares de pessoas já contraíram o vírus, mas o fato de que ele é tão temido e que pode ser transmitido por meio de relações sexuais significa que as pessoas que vivem com o HIV são normalmente estigmatizadas. Ainda assim, dezenas de indivíduos demonstram bravura narrando suas histórias pessoais e, algumas vezes, atuando como ativistas em defesa de seus direitos ou por um sistema de saúde mais decente, em blogs e fóruns na internet que são abertos ao público e podem ser lidos por qualquer pessoa.</p>
<p><iframe width="425" height="350" frameborder="0" scrolling="no" marginheight="0" marginwidth="0" src="http://maps.google.com/maps/ms?hl=en&amp;ie=UTF8&amp;msa=0&amp;msid=116925014949105791191.00045c9dd6cebd5e130f5&amp;source=embed&amp;ll=27.059126,6.328125&amp;spn=90,-61.171875&amp;output=embed"></iframe><br /><small>Veja o mapa <a href="http://maps.google.com/maps/ms?hl=en&amp;ie=UTF8&amp;msa=0&amp;msid=116925014949105791191.00045c9dd6cebd5e130f5&amp;source=embed&amp;ll=27.059126,6.328125&amp;spn=90,-61.171875" style="color:#0000FF;text-align:left">Blogando Positivamente</a> em tamanho maior</small></p>
<p><strong>África do Sul</strong></p>
<p><a href="http://latifah.wordpress.com/2006/12/22/happy-birthday-to-me/">Busi</a> [en], uma blogueira e poetisa da África do Sul descobriu que havia contraído o vírus em abril de 2006, seis meses após ter sido violentada.</p>
<p>Eis a sua triste história, como ela descreveu em seu blog, <a href="http://latifah.wordpress.com/2006/12/22/happy-birthday-to-me/"><em>My Realities</em></a> [Minhas Realidades, pt]:</p>
<blockquote><p>Not so long ago i discovered that i was HIV+. I was attacked and raped far too many times in order for me to contract the virus. You see, the reason for that is that i am a woman who identifies as lesbian because of my involvement with a woman. My attackers and different rapists did so to show me how it is to be a woman.</p></blockquote>
<div class="translation">Não faz muito tempo que descobri que era soropositiva. Eu fui atacada e estuprada muitas vezes para que eu viesse a contrair o vírus. Sabe, a razão para isso é o fato de que sou uma mulher identificada como lésbica por causa de meu envolvimento com outra mulher. Meus agressores e outros estupradores fizeram isso comigo para me mostrar o que é ser mulher.</div>
<p>Busi <a href="http://latifah.wordpress.com/2007/03/17/goodbye-busisiwe-231281-120307/">não sobreviveu</a> nesse belo mundo, tendo falecido em decorrência da doença em março de 2007. Mas seu blog e poesia continuam como poderosos testemunhos de sua vida, como serão os blogs de outras pessoas, enquanto a cura permaneça desconhecida.</p>
<p><strong>China </strong></p>
<p>O blogueiro chinês <em>Li Xiang</em> foi infectado com o <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/12/01/china-aids-blogger-li-xiangs-unextraordinary-life/">HIV por meio de uma transfusão de sangue</a> quando era ainda adolescente, aluno do segundo grau. Ele começou a blogar em 2005, por volta de seus 20 anos. Em <a href="http://blog.sina.com.cn/s/blog_46f3d7910100byk0.html">uma postagem no início deste ano</a> (em chinês), ele tenta desmitificar a AIDS, afirmando que as pessoas não deveriam ter mais medo da doença do que temem qualquer outro fator causador de mortes, e que ele próprio já não tem mais medo, graças ao avanço  do tratamento médico.</p>
<p><strong>Filipinas<br />
</strong><br />
<em>Kiks</em> é um blogueiro filipino sediado em Kowloon, Hong Kong. Em 2007, ele descobriu que tinha HIV e <a href="http://bikolanongtsekwangbakla.blogspot.com/2007/07/sounding-alarm.html">escreveu</a> sobre como lidar com esse fato:</p>
<blockquote><p>Being HIV positive is not the least bit fascinating.</p>
<p>It is like having a heart disease for life although my doctors told me it was better than having diabetes. With the medicines so readily available nowadays, you can be sure to live longer than cancer patients, anemic or the elderly staying in big polluted cities like Manila.</p></blockquote>
<div class="translation">Ser portador do HIV não é nem um pouco fascinante.</p>
<p>É como ter uma doença cardíaca pelo resto da vida, embora meu médico tenha me dito que é melhor do que ter diabetes. Com os medicamentos tão amplamente disponíveis nos dias de hoje, com certeza se vive mais tempo do que em casos de pacientes com câncer, anemia ou pessoas mais velhas morando em cidades poluídas como Manila.</p></div>
<p><em><a href="http://mylifepositive.com/wpmu/ukguy/2009/07/22/mr-angry-2/">Freerangelife</a></em> é o blog de um rapaz gay do Reino Unido que vive com o vírus do HIV há mais de 20 anos. Em uma postagem recente, ele escreve sobre os perigos de se ignorar as preucações que devem ser tomadas:</p>
<blockquote><p>We have known about HIV for over 20 years, people know the risks. So why does it happen? It happens because we like taking risks and we often think “it will never happen to me”.</p></blockquote>
<div class="translation">A gente tem conhecimento do HIV há mais de 20 anos, as pessoas conhecem os riscos. Então, por que ainda acontece? Acontece porque gostamos de correr riscos e normalmente achamos que “nunca vai acontecer comigo”.</div>
<p><strong>Congo<br />
</strong><br />
<em>Davy Herman Malanda</em> do blog <a href="http://aidsrightscongo.org/?p=103"><em>Aids Right Congo</em></a> [Direitos dos Soropositivos no Congo, en] escreveu sobre os riscos de se deixar que as pessoas saibam sobre a condição do portador do HIV. Ele conta a história Bernadette (pseudônimo), uma jovem que vende roupas usadas no mercado de Tié-Tié em Pointe-Noire, no Congo:</p>
<blockquote><p>Bernadette’s life changed when her friend divulged Bernadette’s HIV status. Her colleagues and clients from the market were informed that she is HIV-positive. Very few clients came to buy at Bernadette’s table. Her life became difficult, and she had difficulty to make ends meet.</p></blockquote>
<div class="translation">A vida de Bernadette mudou quando um amigo divulgou a sua condição de portadora do HIV. Seus colegas, amigos e clientes do mercado foram informados de que ela era soropositiva. Poucos clientes vinham comprar na mesa de Bernadette. A vida dela se complicou, e ficou difícil ganhar o sustento.</div>
<p><em>Aurelie</em>, de Brazzaville, capital do Congo, <a href="http://aidsrightscongo.org/?p=111">descreve</a> seu choque ao descobrir que tinha HIV:</p>
<blockquote><p>Initially, it hit me like a ton of bricks. I saw my life change instantly, and the thoughts kept multiplying in my mind.</p></blockquote>
<div class="translation">Inicialmente, foi como se uma tonelada de tijolos tivesse caído sobre mim. Vi meu mundo mudando instantaneamente, e os pensamentos insistiam em se multiplicar em minha cabeça.</div>
<p>Ela também escreve que, graças ao apoio de sua família e de uma organização não governamental, leva uma vida normal.</p>
<p><strong>Estados Unidos</strong></p>
<p><em>Michelle</em>, dos Estados Unidos, diz que <a href="http://blogs.poz.com/michelle/">“o amor ainda é possível”</a> [en] depois do HIV e conta como ela conheceu seu novo parceiro em um blog da rede internacional <a href="http://blogs.poz.com/"><em>POZ Blog</em></a>. Ela deixa ainda um conselho:</p>
<blockquote><p>To those newly infected or those who are tired of being alone, don&#39;t lose hope. Don&#39;t give up on love. It will come when you least expect it and when you need it the most.</p></blockquote>
<div class="translation">Para aqueles que acabaram de serem infectados ou os que estão cansados da solidão, não percam as esperanças. Não desistam do amor. Ele chegará quando você menos esperava e mais precisava.</div>
<p><strong>Quênia</strong></p>
<p>Ser soropositivo não significa que você estará condenado a não se divertir por causa da discriminação. <em><a href="http://rising.globalvoicesonline.org/repacted/2008/12/03/world-aids-day-mr-and-miss-red-ribbon-2008/">Mr. and Miss Red Ribbon</a></em> é um desfile de moda sem fins lucrativos organizado anualmente pelo grupo jovem Nakuru, no Quênia. Blogueira soropositiva <em>Maureen</em>, que faz parte do grupo <a href="http://rising.globalvoicesonline.org/projects/repacted-kenya/">REPACTED</a> do projeto de blogs <a href="http://rising.globalvoicesonline.org/">Rising Voices</a> foi uma das candidatas e <a href="http://maureenakinyi.blogspot.com/2008/12/blogging-positively.html">compartilha sua experiência</a>:</p>
<blockquote><p>I have been contesting since 2006 and have been enjoying every moment of the event because of one thing, effective reduction of stigma and discrimination. Mr. and Miss Red Ribbon brings together both affected and infected to celebrate beauty in a unique way. During the event audience appreciate beauty by seeing models but not the affected or the infected.</p></blockquote>
<div class="translation">Desfilo desde 2006 e gosto de cada momento do evento por causa de uma coisa: a redução real do estigma e da discriminação. <em>Mr. and Miss Red Ribbon</em> junta tantos os afetados quanto os infectados de uma forma exclusiva. Durante o evento, a platéia aprecia a beleza de ver o desfile de  modelos, e não de afetados ou infectados.</div>
<p><em>O <a href="http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&amp;hl=en&amp;msa=0&amp;msid=116925014949105791191.00045c9dd6cebd5e130f5&amp;ll=24.527135,14.765625&amp;spn=120.298584,316.40625&amp;z=2">mapa do Global Voices de blogueiros soropositivos</a> acima destaca as vozes de blogueiros portadores e daqueles que cuidam deles, e outras iniciativas de mídia cidadã relacionadas ao HIV/AIDS. Ao clicar nos links do mapa, você encontrará mais algumas dessas histórias incríveis.</em></div>
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		<title>Angola: Deputada do partido no poder é assassinada</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/13/angola-deputada-do-partido-no-poder-e-assassinada/</link>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 19:50:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claraonofre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Angola]]></category>
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		<description><![CDATA[A blogosfera angolana reage ao duplo homicídio que custou a vida de dois membros da mesma família, dentre os quais uma deputada, e especula: o assassinato foi premeditado ou mais uma mostra da crescente violência em Luanda?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/clara-onofre/">Clara Onofre</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/claraonofre/'>claraonofre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/13/angola-the-assassination-of-a-ruling-party-mp/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Na noite de 29 de Julho, Angola foi sacudida por mais um caso de violência. Beatriz Salucombo, deputada do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Movimento_Popular_de_Liberta%C3%A7%C3%A3o_de_Angola">MPLA</a> e seu irmão António Neves, supervisor dos Serviços de Migração e Estrangeiros foram assassinados a tiro por três indivíduos em Luanda. Beatriz Salucombo e António Neves <a href="http://www.alertnet.org/thenews/newsdesk/LU251698.htm">foram alvejados várias vezes na porta da casa dela</a>.</p>
<p>Como seria de esperar, este triste acontecimento provocou reacções no seio da sociedade angolana e as manifestações de repulsa por mais um acto violento e misterioso não tardaram a aparecer. No seu blogue <em><a href="http://blogdangola.blogspot.com/2009/08/funeral-da-deputada-beatriz-salucombo.html">Pensar e Falar Angola</a></em>, Jotacê Carranca descreve a cerimónia fúnebre, no cemitério do Alto das Cruzes.</p>
<blockquote><p><em>Filhos e outros parentes, deputados, magistrados e militares, amigos e familiares da deputada reuniram-se no Alto das Cruzes para prestar-lhe a última homenagem, num clima de consternação. (&#8230;)<br />
</em></p>
<p><em>Na sua mensagem, os filhos da malograda enalteceram o exemplo de coragem e resistência face às adversidades da vida, bem como de outros valores éticos e morais que a mãe lhes incutiu durante a sua convivência com os mesmos. </em></p>
<p><em>No elogio fúnebre, destacou-se a participação activa de Beatriz Salucombo nas acções de luta clandestina contra o colonialismo português, particularmente no apoio aos guerrilheiros do MPLA na zona da Lunda Sul.</em></p>
<p><em>O elogio fúnebre referiu o seu percurso político, “cheio de grandes feitos, revela bem a sua militância e entrega total aos ideais do MPLA e em prol da defesa da paz, da democracia, justiça social e do desenvolvimento de Angola”.</em></p></blockquote>
<p>O assassinato da deputada e de seu irmão levanta duas questões. O assassínio teria sido encomendado ou tudo não passou de uma tentativa de assalto? Seja como for, a viatura em que Beatriz Salucombo se fazia transportar não foi levada e não há registos de roubo dos seus pertences. Mas segundo os três homens suspeitos, <a href="http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/politica/2009/7/32/Apresentados-supostos-assassinos-deputada-Beatriz-Salucombo,2d0b2451-0e76-4e07-9fd2-035d652a452d.html">recentemente apresentados pela polícia depois de uma caça em toda a cidade na última sexta-feira</a>, <span class="verdana11">o motivo do assassinato teria sido o roubo do automóvel em que se encontrava a deputada. Desde então, dois dos acusados morreram em uma troca de tiros com a polícia. </span></p>
<p>Eugénio da Costa Almeida do blogue <a href="http://pululu.blogspot.com/2009/07/quem-seria-realmente-o-alvo.html"><em>Pululu</em></a> deixa a sua homenagem às vítimas, e uma pergunta: Quem seria realmente o alvo?</p>
<blockquote><p><em>(A minha homenagem e o meu lamento)<br />
A deputada Beatriz Salucombo, <a href="http://www.club-k-angola.com/index.php/about-joomla/the-community/3171-deputada-do-mpla-morta-em-luanda.html">eleita nas listas do MPLA</a> pelo círculo Nacional (foi a 105ª), foi alvejada a tiro na noite de quarta e terá <a href="http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/politica/Faleceu-deputada-Beatriz-Salucombo,ab587f7e-4f2a-4721-8877-796f6f9a27b9.html">falecido</a> hoje na sequência dos disparos; deplora-se, veementemente, este assassinato, não só porque coloca em causa a ideia de segurança que se deseja para o País, nomeadamente, em vésperas do CAN 2010 como pelo facto de ter ocorrido na véspera de mais um Dia da Mulher Africana.<br />
Mas será que o alvo era a deputada ou terá sido uma vítima colateral?<br />
Segundo as notícias veiculadas pelos diferentes meios de Comunicação Social, também o seu irmão, que ter-lhe-ia dado boleia para casa, terá igualmente sucumbido aos tiros que teriam vindo de pessoas que se fariam transportar num todo-terreno.<br />
É que, só por mero acaso(?), o irmão era só o superintendente-chefe, António Neves, dos Serviços de Migração e Estrangeiros (SME) entidade que, ultimamente, tem andado muito activa “devolução” de ilegais (como os <a href="http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/sociedade/Servicos-Migracao-expulsam-estrangeiros,933e62bd-926c-4223-b1f1-0b6430b27e38.html">ocorridos</a>, no Lubango, já este mês).<br />
Mas também não se deve esquecer o impacto nunca deveras esclarecido da detenção de alguns funcionários, em 2005, como terão escrito, há época, o <a href="http://www.angonoticias.com/full_headlines.php?id=8219">AngoNotícias&lt;</a> citando o VOA, e a <a href="http://www.panapress.com/freenewspor.asp?code=por028093&amp;dte=28/12/2005">Panapress&lt;</a>. E, não me recordo, nem a Internet o mostra, de se saber mais do assunto…<br />
Já agora, talvez que a morte da desditosa deputada possa ajudar a esclarecer também a morte de outro antigo deputado professor-engenheiro <a href="http://www.angonoticias.com/full_headlines_.php?id=20154">M´fulupinga N’Landu Victor</a>, do PDP-ANA, acontecida já há 5 anos, e que, se a memória não me falha, e apesar das autoridades afirmarem que o caso não está esquecido não me recordo de o ver clarificado e o(s) autor(es) detido(s) e julgado(s).<br />
Coincidências, claro!!</em></p></blockquote>
<p><em><a href="http://africaminhamami.blogspot.com/2009/08/deputada-do-mpla-e-irmao-assassinados.html">África Minha</a></em> afirma que não se deve tirar a vida de nenhum ser humano, mas acredita que os bandidos, nesse caso, têm tanto de criminosos como as vítimas do crime. De acordo com ele, o crime deve ter sido premeditado:</p>
<blockquote><p><em>Estão a culpar os Jovens Bandidos, quando por detrás deste cenário, pode(m) estar adultos bandidos influentes(ricos), envolvidos em negociatas obscuras mal resolvidas, que resolveram usar os jovens por encomenda, para resolverem a negociata. É sabido, que a criminalidade, principalmente em Luanda, é elevada, devido às desigualdades sociais.Uns com Excesso de Riqueza(10%), outros com Excesso de Pobreza (90%).Perante este cenário, é normal que por meia dúzia de Kwanzas, os jovens bandidos, aceitem executar o trabalhinho sujo dos adultos bandidos influentes(ricos).A vida está difícil para o angolano e para o calcinha do Kaluanda, que todos os dias olha ao seu redor, e só vê edíficios e outros bens de luxo a erguerem-se e a passarem à sua frente, e ele com os bolsos vazios e esfomeado, deambulando pelas ruas, sem trabalho.Quando o trabalho existe, é mal pago e explorado (lembram-se quando diziam que os portugueses exploravam o angolano.Agora, quem os explora são tantos e está tudo bem&#8230;uma maravilha para o angolano bandido influente). O kaluanda, tem que fazer pela vida.Nem que seja roubar o bandido rico.</em></p>
<p><em>E se, os jovens bandidos, que acusam, fizerem parte dos 15.000 angolanos recentemente desalojados.</em></p>
<p><em>Qual é, o maior crime?</em></p>
<p><em>Tirar o tecto a 15.000 angolanos carenciados, ou tirar a vida a dois angolanos priveligeados?</em></p>
<p><em>Responda quem souber e puder</em></p></blockquote>
<p>Professora de profissão, Beatriz Salucombo entrou na Câmara de Deputados em 2008. Ela era membro da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia, Cultura, Juventude e Desporto, Assuntos Religiosos e Comunicação Social da Assembléia Nacional.</p>
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		<title>Animação e Arte Digital Emergem da África</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/07/24/animacao-e-arte-digital-emergem-da-africa/</link>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 13:20:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Nemer Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte & Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
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		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Nigeria]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA["Digital" se tornou uma das palavras mais comentadas não só no Quênia, mas na África, onde a maioria das coisas ainda é analógica. Entretanto, Arte Digital é um termo muito novo até para os mais experientes aficionados por arte. A tecnologia Digital transformou atividades tradicionais como pintura, desenho e escultura, enquanto novas formas, como a net arte, instalação de arte digital, e realidade virtual, tem sido reconhecidas como práticas artísticas. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/njeri-wangari/">Njeri Wangari</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/luiznemer/'>Luiz Nemer Neto</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/07/17/out-of-africa-emerges-digital-art-and-animation/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>“Digital” ultimamente se tornou uma das palavras mais comentadas, não só no Quênia, mas na África, onde a maioria das coisas ainda é analógica. Entretanto, a Arte Digital é um termo realmente muito novo para os mais experientes aficionados por arte.</p>
<p><img class="alignleft" style="margin: 10px;" title="Digital Art" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/digitalart_cover_sm-259x300.jpg" alt="" width="259" height="300" /><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_digital">Arte Digital</a> se refere comumente à arte criada no computador de forma digital. Numa definição mais ampla, “arte digital” é um termo aplicado a arte contemporânea que usa os métodos de produção em massa ou mídia digital. A tecnologia digital tem transformado atividades tradicionais como pintura, desenho e escultura, enquanto as novas formas, como net arte, instalação de arte digital, e realidade virtual têm sido práticas artísticas reconhecidas.</p>
<p><a href="http://eacollective.wordpress.com/" target="_blank">East Africa’s Collective</a> (Coletivo da África Oriental) é um feed criado no wordpress, um projeto paralelo da designer Barbara Muriungi, nascida no Quênia, atualmente morando em Boston, MA.</p>
<p>Isso é o que ela afirma sobre a ideia por trás da EA Collective:</p>
<blockquote><p>As an African living abroad I fan my passion for art, music and bits of fashion by staying culturally astute on happenings in and out of the African continent.</p></blockquote>
<div class="translation">Como uma africana morando fora, cultivo minha paixão pela arte, música e moda ao ficar culturalmente ligada nos acontecimentos dentro e fora do continente africano.</div>
<p>A EA Collective existe para procurar um bom conteúdo de designers locais humorísticos.</p>
<p>Um dos destaques interessantes do blog é sobre <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Tingatinga" target="_blank">Tinga Tinga</a> – African Folk Tales (Contos Folclóricos Africanos) que estão prestes a encontrar uma audiência maior através da animação, um projeto de artistas no Quênia e Tanzânia.</p>
<p><a href="http://www.africandigitalart.com/" target="_blank">African Digital Art</a> (Arte Digital Africana) é uma plataforma online desenvolvida para artistas, entusiastas e profissionais do meio digital para buscarem inspiração, bem como mostrarem sua arte e se conectarem com outros artistas.</p>
<p>O blog foi criado e desenvolvido por <a href="http://www.jepchumba.com/" target="_blank">Jepchumba</a>, uma artista digital queniana que vive em Chicago, Illionis. Jepchumba confessa que ela sonha em digital no blog pessoal dela. Sua impressionante coleção de arte digital é encantadora, para não dizer mais.</p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 209px"><img title="Tears" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/tears-333x500-199x300.jpg" alt="Tears - por Jepchumba" width="199" height="300" /><p class="wp-caption-text">Tears - por Jepchumba</p></div>
<p>African Digital Art é o melhor site para qualquer um que goste de arte digital. Ele tem apresentado os trabalhos de Wangechi Mutu, Jim Chuchu, Kenneth Shofela Coker entre muitos outros excelentes artistas digitais emergentes.</p>
<p><a href="http://www.jimchuchu.com/" target="_blank">Jimmi Chuchu</a> é um fotógrafo extraordinário, produtor de filmes e o terceiro membro da Just a Band. Ele ainda hesita em considerar a fotografia como sua profissão como confessou ao African Digital Art - mas para confirmar isso basta visualizar os trabalhos disponíveis em seu website, que também redireciona para o seu blog pessoal.</p>
<p>Apesar das amostras em seu website, galerias de fotos, vídeos musicais, projetos recentes e contatos, deve-se ir ao seu blog para notícias e outros links sobre ele. Lá se obtêm mais detalhes pessoais sobre o que ele atualmente está trabalhando, o que acabou de finalizar e quais são seus futuros projetos.</p>
<p>Alguns dos vídeos apresentados no blog podem ser repetidos do blog da banda, mas ele também dá ideias de seus projetos solo, como edição de clipes.</p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img style="margin: 0px; border: 0px initial initial;" title="An Animation from Kenneth Cokers blog" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/coker_blogtag-300x290.jpg" alt="Uma animação do blog de Kenneth Coker" width="300" height="290" /><p class="wp-caption-text">Uma animação do blog de Kenneth Coker</p></div>
<p><a href="http://www.kennethcoker.com/" target="_blank">Kenneth Coker</a> é nigeriano de nascença, mas atualmente reside em Memphis. Atualmente ele está em busca de um emprego como artista/animador de personagens em um estúdio de animação ou vídeo game. O<a href="http://www.kennethcoker.com/" target="_blank"> seu blog</a> leva as pessoas a um mundo liderado pela arte digital africana.</p>
<p>Em uma entrevista para a African Digital Arts, Coker fala sobre o seu amor pela animação, que o inspirou a se aventurar na Digital Art, bem como o fato de ser um africano tem influenciado o tipo de animações que ele faz. Leia a entrevista<a href="http://www.africandigitalart.com/category/featured-artists/" target="_blank"> aqui</a>.</p>
<p>A <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anima%C3%A7%C3%A3o">Wikipédia descreve Animação</a> como uma rápida exibição de sequências de imagens de trabalhos de arte ou posições de modelos em 2D ou 3D a fim de criar uma ilusão de movimento. É uma ilusão ótica de movimento devido ao fenômeno de persistência da visão, e pode ser criada e demonstrada em uma série de formas. O método mais comum de apresentar uma animação é como um filme ou programa de vídeo, embora várias outras formas de apresentação também existam.</p>
<p><a href="http://blog.just-a-band.com/" target="_blank">Just a Bandwidth</a> (Apenas uma Banda) ou simplesmente Just a Band é uma banda queniana ‘experimental’ de house/funk/disco cuja carreira foi lançada com o álbum de estreia, Scratch To Reveal, em 2008. Sua música tem explorado vários direções musicais como, mas não se limita ao jazz, hip-hop, disco e eletrônica. O <a href="http://blog.just-a-band.com/" target="_blank">blog deles</a> funciona desde março de 2008. O primeiro post foi:</p>
<blockquote><p><strong>Greetings, Earthlings!</strong></p>
<p>Hello everyone,</p>
<p>Welcome to our little space on the Net. We’ll use this particular section to keep you updated with what’s going on in our little world, and we’ll probably use this space to rant about random things.</p>
<p>Bear with us.</p>
<p>We’re always happy to hear from all of you, so feel free to send us a […]</p></blockquote>
<div class="translation">Saudações, Terráqueos!</p>
<p>Olá a todos,</p>
<p>Bem-vindos ao nosso pequeno espaço na internet. Nós usaremos essa seção em particular para lhes manter atualizados sobre o que está acontecendo com o nosso pequeno mundo, e nós iremos provavelmente usar esse espaço para discutir sobre coisas aleatórias.</p>
<p>Tenham paciência conosco.</p>
<p>Ficamos sempre felizes por ouvir todos vocês, então se sintam livres para nos mandar um [&#8230;]</p></div>
<p>E esse é o meio que eles têm usado para todo vídeo, evento, informação ou discussões novas – o blog. Recentemente eles postaram o primeiro single do segundo álbum “82”, que está para sair, para os fãs poderem provar. Todos os vídeos deles podem ser encontrados na <a href="http://www.youtube.com/justabandwidth" target="_blank">página do Youtube da banda</a>.</p>
<p>Dê uma olhada no álbum<br />
<object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/Q3FIpWxUqXA&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Q3FIpWxUqXA&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>O que vão encontrar de muito especial sobre os vídeos produzidos pela Just a Band é o uso de animações. <span>Isso fez com que eles se destacassem </span>de outros vídeos, e suas próprias animações terem recebido bastante audiência nas estações locais de TV, assim como nas páginas do Youtube.</p>
<p><a href="http://www.africanpainters.blogspot.com/" target="_blank">African Painters</a> (Pintores Africanos), por outro lado, é um blog que hospeda coleções de arte de uma série de pintores africanos e revisões de livros de fotografia sobre a África. Ele começou em 2006. Assim é como eles descrevem o blog:</p>
<blockquote><p>Here is a blog about contemporary art on and off the continent of Africa. To push forward the concept of African cultural development I have created this blog but more importantly than that it&#39;s a place where we can blow-off steam and discuss the impossible task of defining a continent.</p></blockquote>
<div class="translation">Aqui está um blog sobre arte contemporânea de dentro e de fora do continente da África. Para avançar o conceito de desenvolvimento cultural africano, eu criei esse blog, mas mais importante que isso, ele é um local onde nós podemos desabafar e discutir a difícil tarefa de definir um continente.</div>
<p>Para mostrar as coleções de arte por artista incorporaram o <em>Slide</em>, uma aplicação que permite passar por imagens diferentes sem deixar o blog e também um um recurso em que se pode rever as imagens e até avaliá-las individualmente.</p>
<p>O blog ainda possui uma lista de outros sites de arte contemporânea e faz uma leitura interessante para qualquer pessoa interessada em saber mais sobre Arte Africana.</p>
<p>Com todos esses artistas digitais africanos emergentes, é inegável que a tecnologia está redefinindo a Arte Africana de uma forma que nós nunca imaginamos ser possível.</p>
<div class="contributors"><a href="http://globalvoicesonline.org/author/diego-casaes/">Diego Casaes</a> colaborou com a tradução desse artigo</div>
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		<title>Angola: Novo código de estrada em acção</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/06/27/angola-novo-codigo-de-estrada-em-accao/</link>
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		<pubDate>Sat, 27 Jun 2009 06:44:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claraonofre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Angola]]></category>
		<category><![CDATA[Diáspora]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Governança]]></category>
		<category><![CDATA[Lei]]></category>
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		<category><![CDATA[Sub-Saharan Africa]]></category>

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		<description><![CDATA[O debate sobre as mudanças causadas pelo novo código de estradas de Angola saiu das ruas e chegou à blogosfera, dividindo a população. Por um lado, o novo código é visto com bons olhos, já que pode vir a educar motoristas menos cuidadosos, mas por outro, nem todos poderão arcar com os custos que a legislação acarreta.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/clara-onofre/">Clara Onofre</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/claraonofre/'>claraonofre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/06/26/angola-new-highway-code-in-action/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="attachment_3166" class="wp-caption alignleft" style="width: 235px"><a href="http://pululu.blogspot.com/2009/04/angola-tem-novo-codigo-de-estradas.html"><img class="size-full wp-image-3166" title="carta-de-conducao" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/carta-de-conducao.jpg" alt="Angolan Driver's License" width="225" height="317" /></a><p class="wp-caption-text">Angolan Driver&#39;s License</p></div>
<p>O <a href="http://www.novocodigodeestrada.com/home.html">novo código de estrada angolano</a>, em vigor desde o passado dia 1 de Abril, tem dividido a sociedade angolana. Para alguns, o novo código é uma boa medida tomada pelo Governo, no sentido em que disciplinará alguns condutores menos apegados à vida. Para outros, a legislação contém imposições que nem todos estão em condições de financiar. A utilização das cadeiras destinadas a menores de doze anos, serve de exemplo. A tal ponto, que os ladrões, sempre atentos às novidades, desencadearam assaltos a este item infantil. Convém referir que cada uma destas cadeiras ronda os 30 mil cuanzas.</p>
<p>Entre outras medidas, o novo código de estrada estabelece o uso obrigatório do cinto de segurança, a dita cadeira infantil e o uso obrigatório de capacetes para os utilizadores de motociclos com motor. As multas para os infractores tendem a ser pesadas. Não obstante, a maioria dos condutores opta por ignorar a legislação, o que aliado às más condições das estradas do país provoca engarrafamentos e situações de risco para quem se encontra na via pública. Há quem diga que quando se aprende a conduzir em Angola, pode-se conduzir mais tarde em qualquer lado.</p>
<p>Para os condutores mais endiabrados que fazem serviço de táxi, o novo código de estrada trouxe dores de cabeça uma vez que a maioria circula sem a documentação legal e sem as medidas de segurança normais, como o excesso de passageiros que se verifica explicitamente.  Durante um mês, a polícia de trânsito exerceu as suas funções reguladoras num ambiente pedagógico, permitindo desta forma, elucidar e persuadir os cidadãos sobre o novo comportamento a ter na estrada.</p>
<div id="attachment_3170" class="wp-caption aligncenter" style="width: 480px"><a href="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/3355921131_be8ffb22e5.jpg"><img class="size-full wp-image-3170" title="3355921131_be8ffb22e5" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/3355921131_be8ffb22e5.jpg" alt="Photo uploaded on March 15, 2009 by Flickr user gabrieltomate, with a Creative Commons License" width="470" height="352" /></a><p class="wp-caption-text">Photo uploaded on March 15, 2009 by Flickr user gabrieltomate, with a Creative Commons License</p></div>
<p>Eugénio <em>Costa Almeida</em> do blogue <a href="http://pululu.blogspot.com/2009/04/angola-tem-novo-codigo-de-estradas.html">Pululu</a> faz a seguinte análise sobre o novo código de estrada e suas reacções:</p>
<blockquote><p>“Uma das alterações, e talvez a mais importante para quem está na Diáspora, deve-se ao facto dos novos documentos de licença de condução serem válidos em qualquer parte do mundo dado que o mesmo se adequa às convenções internacionais adoptadas no âmbito das Nações Unidas. Acaba-se, de vez, assim o esperamos, o “Caso Mantorras (nota autora: que causou mau estar nas relações diplomáticas entre Angola e Portugal, em relação à utilização das cartas de condução portuguesas em solo angolano, após o jogador do Benfica ter sido apanhado a conduzir em Portugal com a carta caducada).</p>
<p>A outras das significativas alterações e que Luanda já hoje sentiu, com a reduzida presença deles, prende-se com as novas normas que limitam a circulação de alguns taxistas dos “azuis e brancos” mais conhecidos por “candongueiros”. Entre as restrições a obrigatoriedade de uso de cintos de segurança em todos os bancos, embora, segundo pareça e a fazer fé em certos relatos de Luanda, a polícia ainda está só a exigir – o que se admite durante um período de adaptação – nos bancos da frente, a apresentação de uma licença de circulação legalizada – consta-se que a maioria não estava encartado – ter licença de aluguer e que as viaturas se mostrem estar técnica e legalmente adaptadas ao referido uso, além de não poderem transportar pessoas em veículos de transporte de mercadorias.”</p></blockquote>
<p>O blogueiro continua, alertando também para a necessidade de melhoria nas estradas e mais transportes públicos para os cidadãos.</p>
<blockquote><p>“Vamos ver se Angola não segue as “normas” de um outro reconhecido país que tem restrições a certos “modos” no código mas que se esquece, em muitos casos, de melhorar as condições das estradas. Porque se estradas condignas não há códigos, por muito bons e penalizadores que sejam, que se safem. Já agora talvez seja o momento ideal para Luanda e arredores sejam dotados de melhores transportes colectivos municipais e que liguem com uma curta periodicidade exigível os diferentes bairros e municípios da capital obrigando as três actuais empresas de transporte se auto-regularem e auto-disciplinarem entre si.</p>
<p>Talvez que assim o fluxo rodoviário, nomeadamente em Luanda e arredores, fosse menor e mais fluido. Talvez assim as pessoas pudessem chegar mais depressa aos seus empregos e, ou, às suas casas. Talvez que assim houvesse menor perca de tempo e maior rentabilidade nos serviços e nas empresas; talvez, talvez, talvez…</p>
<p>Cabe ao Governo Provincial cogitar e ponderar bem no assunto!”</p></blockquote>
<p>Para mais informações aceda ao site <a href="http://www.angolabelazebelo.com/2009/04/luanda-novo-codigo-de-estrada.html">AngolaBela</a> que disponibiliza uma série de perguntas e respostas sobre este tema.</p>
<div id="attachment_3167" class="wp-caption aligncenter" style="width: 468px"><a href="http://www.flickr.com/photos/joolee/2602467258/"><img class="size-full wp-image-3167" title="2602467258_d010b884e6" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/2602467258_d010b884e6.jpg" alt="Traffic jam in Luanda. Photo uploaded on June 23, 2008 by Flickr user ,azeite" width="458" height="326" /></a><p class="wp-caption-text">Traffic jam in Luanda. Photo uploaded on June 23, 2008 by Flickr user ,azeite,  with a Creative Commons License</p></div>
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		<title>África: a maioria dos países africanos não reconhece o Dia da África</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/06/18/africa-a-maioria-dos-paises-africanos-nao-reconhece-o-dia-da-africa/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 15:15:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Miguel Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ethiopia]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Namibia]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Tanzania]]></category>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porNdesanjo Macha  &#183; Traduzido por João Miguel Lima &#183;  Veja o post original 
 
O Dia da África, em 25 de Maio, é a comemoração anual da fundação da Organização da Unidade Africana (OUA), realizada em 1963, na Etiópia. Eventos públicos foram realizados em diferentes partes do mundo para celebrar esse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/ndesanjo-macha/">Ndesanjo Macha</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/joaomiguel/'>João Miguel Lima</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/05/26/africa-most-african-countries-do-not-recognise-africa-day/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><!--[if gte mso 9]><xml> <w:WordDocument> <w:View>Normal</w:View> <w:Zoom>0</w:Zoom> <w:HyphenationZone>21</w:HyphenationZone> <w:PunctuationKerning /> <w:ValidateAgainstSchemas /> <w:SaveIfXMLInvalid>false</w:SaveIfXMLInvalid> <w:IgnoreMixedContent>false</w:IgnoreMixedContent> <w:AlwaysShowPlaceholderText>false</w:AlwaysShowPlaceholderText> <w:Compatibility> <w:BreakWrappedTables /> <w:SnapToGridInCell /> <w:WrapTextWithPunct /> <w:UseAsianBreakRules /> <w:DontGrowAutofit /> </w:Compatibility> <w:BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4</w:BrowserLevel> </w:WordDocument> </xml><![endif]--><!--[if gte mso 9]><xml> <w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"> </w:LatentStyles> </xml><![endif]--> <!--[if gte mso 10]><br />
<mce:style><!   /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} --></p>
<p>O <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Africa_Day">Dia da África</a>, em 25 de Maio, é a comemoração anual da fundação da Organização da Unidade Africana (OUA), realizada em 1963, na Etiópia. Eventos públicos foram realizados em diferentes partes do mundo para celebrar esse dia. Blogueiros e usuários do twitter também lembraram o dia publicando posts e tweets sobre o Dia da África 2009.</p>
<p><a href="http://www.zambianwatchdog.com/?p=2639">Vimos no site Zambia Watchdog</a> que apenas quatro países da região da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC, na sigla em inglês) reconhecem o dia da África como feriado público:</p>
<blockquote><p>Comparando com o passado, parece que a unidade demonstrada por africanos durante as lutas contra o colonialismo e o domínio imperialista não mais existe. Em partes do continente, lideranças são tão centradas em si mesmas que questões continentais tem sido relegadas a último plano.</p>
<p>Não é uma vergonha que, hoje, poucos africanos reconheçam o Dia da África? Não é uma vergonha que poucos países do continente tenham esse dia como feriado? E que lições isso ensina às gerações futuras?</p>
<p>Olhando os calendários dos 14 membros da SADC, somente quatro países - Namíbia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbábue - reconhecem o Dia da África como feriado nacional. Na região da SADC, somente a Namíbia fez do hino da União Africana um elemento permanente em eventos públicos e escolas.</p></blockquote>
<p>Jason Von Berg <a href="http://blogs.thetimes.co.za/music/2009/05/25/africa-day/">blogou sobre os eventos relacionados ao Dia da África</a> realizados na África do Sul:</p>
<blockquote><p>Em celebração ao Dia da África, há uma série de eventos acontecendo na África do Sul. O show anual do Dia da África aconteceu no Mary Fitzgerald Square em Newtown, Johannesburg&#8230;</p>
<p>Agora em se tratando de videoclipes, aqui tem um espcial para o Dia da África, no qual o artista namibiano Gazza se juntou com o astro sul-africano Zola para a música &#8220;Hold On&#8221;. A música foi patrocinada pelo UNICEF e pelo Standard Bank Namibia e convoca todos os africanos a se unirem contra as atrocidades e os conflitos que prejudicam a imagem da África&#8230;</p></blockquote>
<p>A melhor maneira de celebrar o Dia da África é trabalhando duro, escreve <a href="http://therootscause.wordpress.com/2009/05/25/africa-day-celebrate-it-with-hard-work/">The Root Cause</a>:</p>
<blockquote><p>Sendo africano e compondo a nova geração de sul-africanos, sou forçado a olhar para o norte, em direção ao resto do continente, e imaginar se alguma vez ele vai se erguer da miséria e da tristeza que o seguram de fazer parte, de fato, da comunidade mundial.</p>
<p>Mas, ao mesmo tempo, tenho o terrível problema de ser um otimista por natureza; tenho fé de que este é o século de África. Um tempo de fomentar por dentro. Realmente tentar fazer isso!</p></blockquote>
<p>A agência Irish Aid apoiou as celebrações do Dia da África na Irlanda. Culch.ie <a href="http://www.culch.ie/2009/05/22/africa-day/">escreve sobre os eventos em Dublin</a>:</p>
<blockquote><p>No próximo domngo, 24 de maio, de 12 às 20 horas, o Dia da África terá um evento aberto GRATUITO em Iveagh Gardens, no Dublin 2. Tem uma grande variedade de opções para o entretenimento de crianças e adultos.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/infomatique/sets/72157618646273838/">Existe uma galeria no Flickr</a> com fotos do Dia da África 2009, na Irlanda.</p>
<p>Bock postou &#8220;<a href="http://bocktherobber.com/2009/05/4231">Africa Day Limerick</a>&#8220;:</p>
<blockquote><p>São dois esses africanos. Que vergonha eles terem que aguentar o clima irlandês.</p>
<p>Que vergonha que qualquer um de nós tenha que aguentar o clima irlandês, que chove o tempo todo.</p>
<p>Mas esqueçam.</p></blockquote>
<p>Africanos falharam em aprender as lições fundamentais sobre tomarem conta de si mesmos, <a href="http://angelakintu.com/?p=181">argumenta Angela Kintu</a> no seu post sobre o Dia da África:</p>
<blockquote><p>África enfrentou algumas décadas difícies com a interferência pouco característica de vizinhos de nossos continentes vizinhos. E enquanto os vizinhos parecem tentar compensar pelos tempos negativos, teorias conspiratórias se multiplicam sobre com agora estão colonizando nossas mentes desde que perderam o acesso legal sobre nossos corpos. Talvez, talvez não. O que está claro é que falhamos em aprender as lições sobre como cuidarmos de nós mesmos. Podemos ser como pinguins num buraco, olhando para cima de bocas abertas, esperando alguém que jogue peixe de graça para nós.</p></blockquote>
<p>Na twitterfera, a Irish Aid criou uma <a href="http://twitter.com/AfricaDay">página especial para o dia da África</a>.</p>
<p><a href="http://search.twitter.com/search?max_id=1921558402&amp;page=2&amp;q=%23africaday">Seguem tweets</a> que podem ser encontrados no twitter sobre o dia da África:</p>
<blockquote><p>NeoAid: There&#39;s more Africa than what usually makes headlines (poverty/AIDS/war/famine) - See Africa Differently this #africaday http://ow.ly/94cS</p>
<p>tsepeaces: Happy Africa Day! #africaday</p>
<p>NeoAid: If you happen to be in Ireland for #africaday, check out Irish Aid&#39;s celebrations at http://ow.ly/94aT or follow them @AfricaDay</p>
<p>neoaidcom: If you happen to be in Ireland for #africaday, check out Irish Aid&#39;s celebrations at http://ow.ly/94ay or follow them @AfricaDay</p>
<p>paoladm: #africaday hello a f r i c a ,http://www.london.gov.uk/mayor/culture/africaday/</p>
<p>NeoAid: Happy Africa Day everybody! http://ow.ly/94ak #africaday</p>
<p>neoaidcom: Happy Africa Day everybody! http://ow.ly/949K #africaday</p>
<p>loopyginee: RT @Devcrossing: RT @mulumba Happy Africa Day ma peoples! #africaday- And to you too!!!</p>
<p>micknsk: RT @negrita How good and how pleasant it would be/Before God and man/To see the unification of all Africans. Africa Unite #africaday</p></blockquote>
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<p><!--[endif]--></p>
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		<title>Zimbábue: Faces da crise e um grito por ajuda</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/06/16/zimbabue-faces-da-crise-e-um-pedido-de-ajuda/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 21:30:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
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		<description><![CDATA[A organização da Aliança Mundial CIVICUS para Participação Cidadã [en] publicou oTime 2 Act [Hora de agir], um vídeo online no qual as pessoas no Zimbábue apresentam as várias formas da crise pela que passa o país está dizimando a população e a qualidade de vida dos sobreviventes. No vídeo a seguir, dividido em três partes, cidadãos discutem como a mega desvalorização da moeda está afetando a oportunidade de se alimentarem e vestirem; fala também sobre violência e pede ajuda dos mediadores, como a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juliana-rincon-parra/">Juliana Rincón Parra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/06/12/zimbabwe_faces_of_the_crisis_and_a_cry_for_help/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<div id="attachment_79656" class="wp-caption alignleft" style="width: 105px;"><a href="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/civicus.jpg"><img class="size-full wp-image-79656" title="civicus" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/civicus.jpg" alt="Civicus.org" width="95" height="82" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">Civicus.org</p>
</div>
<p>A organização da <a href="http://www.civicus.org/">Aliança Mundial CIVICUS para Participação Cidadã</a> [en] publicou o<em>Time 2 Act</em> [Hora de agir],  um <a href="http://www.youtube.com/user/civicusworldalliance">vídeo online</a> no qual as pessoas no Zimbábue apresentam as várias formas da crise pela que passa o país está dizimando a população e a qualidade de vida dos sobreviventes. No vídeo a seguir, dividido em três partes, cidadãos discutem como a mega desvalorização da moeda está afetando a oportunidade de se alimentarem e vestirem; fala também sobre violência e pede ajuda dos mediadores, como a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Comunidade_para_o_Desenvolvimento_da_%C3%81frica_Austral">Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral</a>.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=pSKb7K6ex1I">A parte 1 of do vídeo</a> começa com um jovem estudante falando como não são livres os zimbabuanos: eles não são livres para se alimentar, se vestir, se nutrir, a aprender de professores com salários decentes, nem são livres para buscar assistência nos hospitais caso estejam doentes ou adquirir coisas por causa do uso de sua moeda: Rands em vez de dólares zimbabuanos. A situação piorou a tal ponto que as pessoas acreditam que o sistema quebrou em muitos pontos: saúde, segurança, economia e governo. A respeito da saúde, pessoas doentes chegam nos hospitais e ali morrem por falta de atenção. E mesmo assim, não há respeito pelos mortos: as famílias têm que pagar quantias extraordinárias para que os necrotérios busquem os corpos.</p>
<p><object width="425" height="258" data="http://www.youtube.com/v/pSKb7K6ex1I&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/pSKb7K6ex1I&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Aqui está a <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Ptf8K2yK_RE">segunda parte</a> do vídeo, falando sobre como a nova queda econômica está afetando a comunidade: salários pagos em dólares zimbabuanos têm que ser convertidos em outra moeda mais estável, o Rand sulafricano, e não é nem o suficiente para comprar as necessidades básicas. Outro assunto discutido são as violações aos direitos humanos e as limitações que o país encara em relação à liberdade de expressão:</p>
<p><object width="425" height="258" data="http://www.youtube.com/v/Ptf8K2yK_RE&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Ptf8K2yK_RE&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>A <a href="http://www.youtube.com/watch?v=JVtuxHAxRWk">terceira e última parte</a> do vídeo é um grito por ajuda e apoio dos órgãos mediadores, da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral e ao governo da África do Sul. Eles desejam que a situação seja levada a sério e que a antiga &#8216;cesta de pão da África&#39; [NdT: região dedicada à colheita de grãos], que atualmente chamam de &#8216;cesta de lixo da África&#39;.</p>
<p><object width="425" height="258" data="http://www.youtube.com/v/JVtuxHAxRWk&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/JVtuxHAxRWk&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></div>
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		<title>África do Sul celebra o Dia da Juventude e relembra o passado</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/06/16/africa-do-sul-celebra-o-dia-da-juventude-e-relembra-o-passado/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 19:24:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<category><![CDATA[Governança]]></category>
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		<description><![CDATA[Dezesseis de junho, que é hoje conhecido hoje como o Dia da Juventude aqui na África do Sul, é o dia que recordamos o passado. No dia 16 de junho de 1976, o Levante de Soweto aconteceu - incendiado por leis que forçariam toda a educação em Afrikaans [ou ainda, em português, africâner e africânder].]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/ismail-dhorat/">Ismail Dhorat</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/06/16/south-africa-celebrates-youth-day-and-remembers-the-past/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p><strong>Dezesseis de junho</strong>, que é hoje conhecido hoje como  o <strong>Dia da Juventude</strong> aqui na África do Sul, é o dia que recordamos o passado. No dia 16 de junho de 1976, o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Levante_de_Soweto">Levante de Soweto</a> aconteceu - incendiado por leis que forçariam toda a educação em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_afric%C3%A2ner">Afrikaans</a> [ou ainda, em português, africâner e africânder].</p>
<blockquote><p>On the morning of June 16, 1976, thousands of black students walked from their schools to Orlando Stadium for a rally to protest against having to learn through Afrikaans in school. Many students who later participated in the protest arrived at school that morning without prior knowledge of the protest, yet agreed to become involved.</p></blockquote>
<div class="translation">Na manhã de 16 de junho de 1976, milhares de estudantes negros saíram de suas escolas em direção ao Estádio Orlando para se manifestarem contra o ensino do Afrikaans na escola. Muitos estudantes, que mais tarde participariam do protesto, chegaram às escolas pela manhã sem saber da manifestação, mas ainda assim concordaram em envolver-se.</div>
<p>Estima-se que entre 300 e 600 pessoas tenham perdido suas vidas durante o levante, que se tornou um momento definitivo na resistência contra o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Apartheid">apartheid</a>.</p>
<p>No blog <strong>Redemption Time</strong>, o autor <a href="http://bikosghost.blat.co.za/2009/06/15/youth-day-let-us-reflect/">reflete</a> sobre o dia:</p>
<blockquote><p>I could say a lot about this day, but will restrict my words to making these few points.in all of history, the apartheid system and what it did to the people and youth who were oppressed under it will forever remain one of the worst tragedies to befall humankind. i therefore give full respect to those youth, who on this very day, challenged the apartheid forces and neglected bantu and afrikaans medium instruction in 1976. hector peterson and those whe were at his side, standing up for their rights, will forever be remembered and honoured in this country.</p></blockquote>
<div class="translation">Eu poderia falar muito a respeito deste dia, mas restringirei minhas palavras para fazer alguns tópicos. Em toda a história, o sistema do apartheid e o que ele fez com as pessoas e a juventude oprimidas permanecerão para sempre como uma das piores tragédias a cair sobre a humanidade. Eu, portanto, tenho pleno respeito por aquela juventude, que naquele mesmo dia desafiou as forças do apartheid e negligenciou o ensino de Bantu e afrikaans em 1976. Hector Peterson e aqueles que estavam deste lado, brigando por seus direitos, serão lembrados e honrados para sempre neste país.</div>
<p>No blog <strong>Platform 2</strong>, o autor <a href="http://theplatform2.blogspot.com/2009/06/june-16-we-are-celebrating-rebellion.html">escreve</a> a respeito de celebrar a rebelião do 16 de junho e da música como forma de protesto:</p>
<blockquote><p>The Hip-Hop nation will know that on June 16 a son was given to us, in a form of a rap legend, a rap genius was born from the political activist Afeni Shakur and Mzansi nation will also know dat on the same day of 1976 history was made. It is a blessing to commemorate this day not only as a young South African but as Hip-Hop fanatic. The music we listen to bring as much revolution as the young freedom fighters that took their rage to the street. They fought a different cause relevant to their political struggles but with the same intentions of liberation as of the youth of today. Well, we might not be as mobilized as the young people of ’76 but the truth is, we need the same things, we need our freedom, this was evident during our April voting period as young people voted in majority. We came together to defend our liberty, we voted because we wanted our pains and struggles to be heard. After we nearly had our intentions twisted with xenophobia, crime and drug abuse, we fought back positively like the Hector Petersons rebelled against the Bantu education system we brought our own rebellion to the voting station.</p></blockquote>
<div class="translation">A nação Hip-Hop vai logo saber que no dia 16 de junho um filho nos foi dado, na forma de uma lenda do rap, um gênio do rap nasceu do ativista político Afeni Shakur e a nação Mzansi também vai saber que no mesmo dia de 1976 a história foi feita. É uma benção comemorar este dia - não apenas como sulafricano, mas como fanático do Hip-Hop. A música que escutamos para trazer tamanha revolução quantos os jovens lutadores da liberdade que levaram sua fúria às ruas. Eles lutaram uma causa diferente e relevante para seus anseios políticos com as mesmas intenções de liberdade que a juventude de hoje. Bem, podemos não estar tão mobilizados como os jovens de 76, mas a verdade é que precisamos das mesmas coisas, precisamos de nossa liberdade, isso ficou evidente durante nossas eleições em abril, quando a juventude compareceu em massa. Viemos juntos para defender nossa liberdade, votamos porque queríamos que nossas dores e anseios fossem ouvidos. Depois de quase termos nossas intenções deturpadas pela xenofobia, crime e drogas, lutamos positivamente como Hector Petersons se rebelou contra o sistema de educação de Bantu e levamos nossa própria rebelião para as urnas.</div>
<p>Fabulosity <a href="http://fabulosity-capetown.blogspot.com/2009/06/12-things-to-do-on-youth-day-in-ct.html">escreve</a> que o assunto era mais além do que a educação do Afrikaans:</p>
<blockquote><p>The issue however, was not so much the Afrikaans as the whole system of Bantu education which was characterised by separate schools and universities, poor facilities, overcrowded classrooms and inadequately trained teachers.</p></blockquote>
<div class="translation">O assunto, entretanto, não era tanto o Afrikaans, mas o sistema educacional de Bantu, que era caracterizado por escolas e universidades separadas, pobre infraestrutura, salas de aula lotadas e professores treinados de maneira inadequada.</div>
<p>Thando Tshangela <a href="http://tsuai.blogspot.com/2009/06/1976-youth-deserve-21-gun-salute.html">discute</a> os efeitos do protesto:</p>
<blockquote><p>This started an era of student and youth activism that culminated in the 1980?s unrest in black townships and the crisis in the culture of learning and teaching as the student took the battle against apartheid to the streets. The aim was ?to make the country ungovernable? and ensure that freedom was achieved at all costs even if it meant their education had to suffer. Their motto was ?liberation first and education later.?</p></blockquote>
<div class="translation">Ele começou uma era de ativismo estudantil e da juventude que culminou na turbulenta década de 1980 nas municipalidades negras e a crise na cultura do aprendizado e ensino, já que os estudantes compraram a batalha contra o apartheid nas ruas. O objetivo era tornar o país ingovernável e assegurar-se que a liberdade fosse alcançada a todo custo, mesmo se isso significasse no comprometimento da educação deles. A sua motivação era &#8216;libertação primeiro, educação depois&#39;.</div>
</div>
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		<title>Eleições África do Sul 2009: Há apenas uma história a ser contada</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/06/01/eleicoes-africa-do-sul-2009-ha-apenas-uma-historia-a-ser-contada/</link>
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		<pubDate>Mon, 01 Jun 2009 17:32:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porNdesanjo Macha  &#183; Traduzido por Carlos Maestre &#183;  Veja o post original 

Na seqüência das eleições nacionais e provinciais da quarta-feira na África do Sul, grubstreet  acredita que apenas há uma história a ser contada: os resultados das eleições e como a mídia online está respondendo.
Nesta publicação nós vamos olhar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/ndesanjo-macha/">Ndesanjo Macha</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/04/24/south-africas-elections-there-is-only-one-story-to-be-told/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>Na seqüência das eleições nacionais e provinciais da quarta-feira na África do Sul, <em>grubstreet </em> acredita que apenas há uma história a ser contada: <a href="http://grubstreet.co.za/2009/04/23/one-thing-you-need-to-know-today/">os resultados das eleições e como a mídia online está respondendo.</a></p>
<p>Nesta publicação nós vamos olhar as reações da rede sobre as eleições de 2009 na África do Sul, começando com <a href="http://hottestgossip.co.za/?p=7243">os fatos sobre a eleição e o processo de voto</a> da Hottest Gossip:</p>
<blockquote><p>TWO-TIER ELECTION<br />
* Voters will be voting in national and provincial elections. Voting is under a proportional system where parties submit lists of candidates to fill 400 seats in the National Assembly, and for provincial parliaments in South Africa’s nine provinces.<br />
* Parties will fill 200 of the National Assembly seats according to the national vote and another 200 seats in line with provincial support.<br />
* Twenty-six parties will contest the election for the National Assembly and 11 parties will contest the ballot for the National Assembly and for all nine provincial legislatures.<br />
* Parties have nominated 9,289 candidates for the national and provincial election, 61.6 percent of them male and 38.4 percent female.<br />
2004 ELECTION RESULTS<br />
* The ANC won 69.69 percent of the vote in the previous election held in 2004. The Democratic Alliance polled 12.37 percent of the vote, the Inkatha Freedom Party 6.97 percent and the United Democratic Movement 2.28 percent.<br />
* Voter turnout in South African elections has been traditionally high. Turnout in 2004 was 76.73 percent.<br />
VOTERS<br />
* South Africa’s Independent Electoral Commission (IEC) says 23.18 million people are registered to vote.<br />
* In the previous election in 2004, there were 20.67 million registered voters.</p></blockquote>
<div class="translation">UMA ELEIÇÃO DE DUAS ETAPAS<br />
* Eleitores votarão nas eleições nacional e provincial. A votação está sob um sistema proporcional no qual os partidos enviam listas dos candidatos para preencher as 400 cadeiras na Assembléia Nacional, e para os parlamentos das nove províncias da África do Sul.<br />
* Os partidos preencherão 200 cadeiras da Assembléia Nacional de acordo com o voto nacional e as outras 200 cadeiras na ordem pelo apoio provincial.<br />
* 26 partidos disputarão a eleição pela Assembléia Nacional e 11 partidos disputarão as urnas para a Assembléia Nacional e por todas as nove legislaturas provinciais.<br />
* Os partidos nomearam 9289 candidatos para as eleições nacional e provincial, 61,6% deles são homens e 38,4%, mulheres.<br />
RESULTADOS DA ELEIÇÃO DE 2004<br />
* O ANC recebeu 69,69% dos votos nas últimas eleições, realizadas em 2004. A Aliança Democrática (DA) conseguiu 12,37% dos votos, o Partido da Liberdade Inkatha (ILP), 6,97%, e o Movimento da União Democrática (UDM), 2,28%.<br />
* Omissão dos eleitores nas eleições sulafricanas é tradicionalmente alta. Em 2004, 76,73% do eleitorado não compareceu às urnas.<br />
ELEITORES<br />
* A Comissão Eleitoral Independente (IEC) da África do Sul diz que 23,18 milhões de pessoas estão registradas e aptas para votar.<br />
* Nas últimas eleilções, em 2004, havia 20,67 milhões de eleitores registrados.</div>
<p><a href="http://grubstreet.co.za/2009/04/23/one-thing-you-need-to-know-today/">One thing you need to know</a> [Uma coisa que você precisa saber, en], de Grubstreet:</p>
<blockquote><p>There’s only one story today: the election results and how the online media is responding. Everybody’s got the story that by 8.30am this morning, the ANC had 63.7% (2 078 352 votes) - with the largest total of votes coming from the Eastern Cape (503 730) — the DA 19.5% (636,637 votes) and Cope only 7.7% (251 200 votes).Most of the parties’ Facebook pages are silent and the IEC’s website is not loading, possibly because of the the number of hits on it.<br />
It’s hard to beat the immediacy of TV and radio on this one but News24 seems to have the best online package of the big online media houses, with a cool little map of SA showing the results as they come in (the Western Cape is going to the DA, the rest are sticking with the ANC). Click here to go there.<br />
My favourite story of the past two days, however, goes to the Daily Dispatch, which ran a reader competition of people’s memories of the 1994 election. I actually got a lump in my thoa</p></blockquote>
<div class="translation">Há apenas uma história hoje: os resultados da eleição e como a mídia online está respondendo. Todo mundo tinha a história, às 8h30 desta manhã, que o ANC tinha 63,7% (2.078.352 de votos) - com a maioria dos votos vindo do Cabo Oriental (503.730) — o DA 19,5% (636.637 votos) e Cope com somente 7,7% (251.200 votos).<br />
A maioria das páginas dos partidos no FaceBook estão em silêncio e o site da IEC não carrega, possivelmente por causa da quantidade de acessos.<br />
É difícil vencer a instantaneidade da TV e do rádio, mas News24 parece ter o melhor pacote online das grandes mídias online, com um pequeno mapa interativo da África do Sul mostrando os resultados à medida que eles aparecem (o Cabo Ocidental segue o DA, e o resto se mantém com ANC). Clique aqui para ir lá.<br />
Minha história preferida dos últimos dois dias, entretanto, vai com o Daily Dispatch, que exibiu uma competição das lembranças das pessoas sobre as eleições de 1994. Eu fiquei com um nó na garganta quando <a href="http://www.dispatch.co.za/politics/article.aspx?id=310089">li a história sobre as lembranças de um leitor quando seu avô foi votar pela primeira vez</a>.</div>
</div>
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		<title>Índia: Perspectivas sobre Crescer na Índia</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/05/29/india-perspectivas-sobre-crescer-na-india/</link>
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		<pubDate>Fri, 29 May 2009 00:06:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte & Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Graças ao programa Adobe Youth Voices ("Vozes Jovens da Adobe"), pessoas jovens de diferentes partes do mundo estão tendo a oportunidade de experimentar com equipamentos audivisuais e contar suas próprias histórias de sua própria perspectiva. Este é o caso da Índia, onde jovens de muitas escolas e subúrbios estão fazendo seus vídeos para mostrar o mundo que os cerca, e suas preocupações e condições de vida.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juliana-rincon-parra/">Juliana Rincón Parra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/05/28/india-perspectives-on-growing-up-in-india/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><a href="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/05/ayv.jpg"><img title="Logo do Adobe Youth Voices" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/05/ayv.jpg" alt="Logo do Adobe Youth Voices" width="200" /></a><p class="wp-caption-text">Logo do Adobe Youth Voices</p></div>
<p>Graças ao programa <a href="http://www.adobe.com/cfusion/ayv/index.cfm">Adobe Youth Voices</a> (&#8221;Vozes Jovens da Adobe&#8221;) [en], pessoas jovens de diferentes partes do mundo estão tendo a oportunidade de experimentar com equipamentos audivisuais e contar suas próprias histórias de sua própria perspectiva. Este é o caso da Índia, onde jovens de muitas escolas e subúrbios <a href="http://www.adobe.com/cfusion/ayv/index.cfm?c=42">estão fazendo vídeos</a> [en] para mostrar o mundo que os cerca, e suas preocupações e condições de vida. Primeiro, um <a href="http://www.youtube.com/watch?v=PhGB2zt_Vrw">vídeo</a> [hi] mostrando a diferença do tratamento dado a garotos e garotas na Índia, e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=PjyAdmpoEB0">outro vídeo</a> [hi] mostrando as dificuldades enfrentadas por uma garota quando ela tem que fazer os serviços de casa e não tem tempo para fazer os deveres de casa da escola, e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=6N6sItm3CYY">o caso</a> [hi] de um garoto punido pelos pais por reprovar em um curso, e que então começa a fumar por conta da pressão de sua família.</p>
<p>Este primeiro vídeo, <em>Freedom</em> (&#8221;Liberdade&#8221;), é descrito por Meera Sinha em seu blogue <a href="http://meerasinha.wordpress.com/2009/05/11/student-film/"><em>A Year in India</em></a> (&#8221;Um Ano na Índia&#8221;) [en]:</p>
<blockquote><p>An interesting side note: Freedom was spearheaded by 17-year-old Mubeen, whom I’ve previously written about <a href="http://meerasinha.wordpress.com/2009/04/06/portraits-of-bangalore/">here</a> (and who is the film’s leading lady). Toward the end of the video, you’ll notice an older woman being interviewed about why she loves her son more than her daughter. Keep in mind that the interviewer in that interaction is Mubeen; the interviewee, her mother.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Uma interessante nota: [O vídeo] Freedom foi produzido por Mubeen, de 17 anos, sobre quem eu já escrevi <a href="http://meerasinha.wordpress.com/2009/04/06/portraits-of-bangalore/">aqui</a> [en] (e que é a protagonista do filme). Próximo ao final do vídeo, você verá uma mulher mais velha sendo entrevistada e respondendo por quê ama mais a seu filho do que a sua filha. Preste atenção no fato de que nesta entrevista, a entrevistadora é Mubeen, e a entrevistada é a sua mãe.&#8221;</div>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/PhGB2zt_Vrw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/PhGB2zt_Vrw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Se o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=PhGB2zt_Vrw">vídeo anterior</a> [hi] nos deu impressões sobre a vida de uma garota que teve que se dividir entre os trabalhos domésticos e os trabalhos de escola, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=PjyAdmpoEB0">este outro vídeo</a> [hi], da Escola Védica Kanya em Delhi, mostra as perspectivas acadêmicas da vida de garotas que tem responsabilidades dobradas, e sobre como a falta de tempo para fazer seus deveres de casa pode afetar seus desempenhos:</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/PjyAdmpoEB0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/PjyAdmpoEB0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>E <a href="http://www.youtube.com/watch?v=6N6sItm3CYY">neste último vídeo</a> [hi], da Escola Pública Noida em Delhi nos traz a perspectiva de um garoto crescendo na Índia, lançando luz sobre como o tabagismo na adolescência pode ser causado por problemas em casa e pressão familiar.</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/6N6sItm3CYY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/6N6sItm3CYY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Você pode assistir muitos outros vídeos feitos por jovens no site do <a href="http://www.adobe.com/cfusion/ayv/index.cfm">Adobe Youth Voices</a> [en], onde você pode fazer buscas por locais específicos e aprender muito sobre a vida na Índia, mas também sobre os jovens do Senegal e da África do Sul, assim como nos Estados Unidos da América, Canadá e Inglaterra.</p>
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		<title>Nova lei aumenta a vigilância sobre as mineradoras norte-americanas na R.D. do Congo</title>
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		<pubDate>Fri, 15 May 2009 02:23:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
		<category><![CDATA[D.R. of Congo]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<description><![CDATA[O blogueiro congolês Alex Engwete escreve sobre a nova lei do Senado dos EUA para aumentar a vigilância do governo sobre as companhias norte-americanas com interesses em mineração na República Democrática do Congo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/jennifer/">Jennifer Brea</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/05/10/new-bill-to-increase-oversight-of-american-mining-companies-in-drc/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>O blogueiro congolês <a href="http://alexengwete.afrikblog.com/archives/2009/05/07/13649705.html">Alex Engwete</a> [fr] escreve sobre a nova lei do Senado dos EUA para aumentar a vigilância do governo sobre as companhias norte-americanas com interesses em mineração na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica_Democr%C3%A1tica_do_Congo">República Democrática do Congo</a>.</p>
<p>No dia 23 de abril, o senador republicano Sam Brownback apresentou o <a href="http://brownback.senate.gov/public/press/record.cfm?id=311956">Congo Conflict Minerals Act of 2009</a> [en] (&#8221;Ação de 2009 sobre Conflitos Minerais no Congo&#8221;), com o apoio dos senadores Russ Feingold e Dick Durbin, que irá <a href="http://www.govtrack.us/congress/record.xpd?id=111-s20090427-22&amp;person=300038">requerer das companhias norte-americanas</a> [en] que mineram coltan (abreviação de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Columbita">columbita</a> - tantalita), <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cassiterita">cassiterita</a> e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Wolframita">wolframita</a> que se reportem anualmente à Security and Exchange Commission (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/U.S._Securities_and_Exchange_Commission">SEC</a>), a agência que regula os mercados financeiros norte-americanos, &#8220;para revelar o país de origem dos minerais à SEC. Se os minerais forem da República Democrática do Congo ou países vizinhos, as companhias também terão que revelar a mina de origem.&#8221;</p>
<p>De acordo com um relatório apresentado no site do senador Brownback, a Ação &#8220;chama os Estados Unidos a apoiar os esforços multilaterais para investigar, monitorar e impedir atividades que envolvam recursos naturais e que contribuam com grupos armados ilegais e violações dos direitos humanos no leste do Congo.&#8221;</p>
<p><a href="http://alexengwete.afrikblog.com/archives/2009/05/07/13649705.html"><em>Engwete</em></a> [fr] acredita que esta vigilância irá resultar em mudanças verdadeiras na situação:</p>
<blockquote><p><span lang="FR">Espérons qu’après la signature de cette loi par Obama on ne verra plus des bandits transformer l’autoroute de Walikale en aérodrome de fortune. </span></p>
<p><span lang="FR">Il y a un mois, un reportage de TV5MONDE avait établi que des éléments armés pillaient systématiquement la cassitérite à Walikale avec la complicité de Kinshasa. Pis, ces éléments armés avaient réduit à l’esclavage les villageois creuseurs de ce minerais en leur imposant des taxes fantaisistes, des droits de péage, des <em>« droits d’entrée »</em> dans les mines artisanales et des prix arbitraires du kilo du minerais extrait — et ce, au nez et à la barbe du chef de division des mines terré à Goma. </span></p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Vamos esperar que depois que Obama assinar este ato e transformá-lo em lei, nós não veremos mais bandidos transformando a estrada de Walikale em um aeroporto improvisado (<a href="http://alexengwete.afrikblog.com/archives/2009/05/07/13649705.html">vejam a foto aqui</a>).</p>
<p>A um mês atrás, a TV5MONDE descobriu que elementos armados estavam sistematicamente pilhando <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cassiterita">cassiterita</a> em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Walikale">Walikale</a> [um território em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Nord-Kivu">Kivu do Norte</a>] com a cumplicidade de Kinshasa. Pior, estes elementos armados reduziram à escravidão os moradores das vilas que escavam estes minerais, impondo a eles taxas absurdas, pedágios e pagamentos de &#8216;direitos de entrada&#39; nas minas tradicionais e praticando preços arbitrários &#8212; e tudo isso logo debaixo do nariz dos chefes das minas moradores de Goma.&#8221;</div>
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		<title>África: A importância da África no cenário global</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/03/africa-a-importancia-da-africa-no-cenario-global/</link>
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		<pubDate>Fri, 03 Apr 2009 16:58:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porNdesanjo Macha  &#183; Traduzido por Carlos Maestre &#183;  Veja o post original 
Daudi Were bloga desde a reunião do G20  discutindo a importância da África no cenário global: &#8220;Os países africanos têm pouca importância e influência no cenário global, pouco poder e força nenhuma (exceto contra outros países africanos)&#8221;.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/ndesanjo-macha/">Ndesanjo Macha</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/04/03/africa-africas-relevance-on-the-global-scene/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Daudi Were bloga desde a reunião do G20 <a href="http://www.mentalacrobatics.com/think/archives/2009/04/what_can_the_ordinary_african_citizen_do_to_make_africa_relevant_on_the_global_scene.php"> discutindo a importância da África no cenário global</a>: &#8220;Os países africanos têm pouca importância e influência no cenário global, pouco poder e força nenhuma (exceto contra outros países africanos)&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sudão: Sobrevivendo sem a ajuda das ONGs</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/02/sudao-sobrevivendo-sem-a-ajuda-das-ongs/</link>
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		<pubDate>Thu, 02 Apr 2009 19:40:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gabrielborges</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Diáspora]]></category>
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		<category><![CDATA[Feature]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
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		<description><![CDATA[No dia 4 de Março, o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu ordem de prisão contra o presidente do Sudão, Omar Hassan Ahmad al-Bashir. Em represália, no dia 5 treze ONG's foram expulsas do país, chegando a 16 após uma semana. Como consequência inúmeros projetos foram paralisados: o abastecimento de água potável, distribuição de alimentos e tratamento médico e o sistema de estudo entre outros.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/gabriel-borges/">Gabriel Borges</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/gabrielborges/'>gabrielborges</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/04/02/sudan-surviving-without-the-help-of-ngos/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>No dia 4 de Março, o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu ordem de prisão contra o presidente do Sudão, Omar Hassan Ahmad al-Bashir. Em represália, no dia 5 treze ONG&#39;s foram expulsas do país, chegando a 16 após uma semana. Como consequência inúmeros projetos foram paralisados: o abastecimento de água potável, distribuição de alimentos e tratamento médico e o sistema de estudo entre outros.</p>
<p>Com isso, muitos sudaneses foram forçados a deixarem o país em busca de refúgio. <a href="http://victorangelo.blogs.sapo.pt/97560.html" target="_blank">Victor Angelo</a> esteve no campo  de Goz Beida, localizado a 200 quilómetros a Sudeste de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ab%C3%A9ch%C3%A9">Abéché</a> no Chade, e de lá ele manda algumas fotos e relata os ataques dos “homens cavalaos”, milícia paga pelo governo Sudanês.</p>
<blockquote><p><a href="http://victorangelo.blogs.sapo.pt/97560.html"><img class="alignnone size-full wp-image-2373" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/3357615246_98e092967c2.jpg" alt="" width="450" height="338" /></a></p>
<p>Ouvir atentamente. Refugiado sudanês com quem me encontrei hoje em Goz Beida, 200 quilómetros a Sudeste de Abeche, durante a visita que Bernard Kouchner, Alain Le Roy  e eu fizemos &#8216;a localidade.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2385" title="3357635154_ecd2f00f7f" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/3357635154_ecd2f00f7f.jpg" alt="3357635154_ecd2f00f7f" width="500" height="375" /></p>
<p>As consequências da expulsão de 13 ONGs do Sudão sobre os parentes destes homens foi um dos temas que mais preocupou a assembleia. Que vai acontecer aos familiares que ainda se encontram no Darfur e que dependiam das ONGs humanitárias no que respeita a necessidades básicas, como água, alimentação , saúde e escolas?</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2386" title="3356923733_2d24e0f2be" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/3356923733_2d24e0f2be.jpg" alt="3356923733_2d24e0f2be" width="500" height="375" /><br />
A sina do Presidente Al-Bashir atraiu as atenções de todos. Os refugiados apoiam freneticamente a decisão do Tribunal Penal Internacional.<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-2387" title="3357749284_ebd09c0154-1" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/3357749284_ebd09c0154-1.jpg" alt="3357749284_ebd09c0154-1" width="500" height="375" />Vítima de ataque dos cavaleiros Jenjawid, aliados armados e organizados sob a forma de milícias, do Presidente do Sudão. Certos Jenjawid, palavra local que inicialmente queria dizer &#8220;homem a cavalo&#8221;, tornaram-se os principais actores dos crimes de guerra.</p></blockquote>
<p>A região de Abeche era atendida pelos <a href="http://www.msf.org/" target="_blank">Médicos sem Fronteiras</a> [en], que apesar de ser uma Ong muito conhecida foi uma das expulsas do Sudão. Entre os trabalhos realizados, talvez seja os campos de refugiados os locais mais sensíveis onde eles atuavam. Em Kalma, situado ao sul da região de Darfur, o campo de 6 quilômetros quadrados mantém 100 mil pessoas, vivendo em &#8220;casas&#8221; de madeira, plástico e tudo que pode ser usado com proteção contra as altas temperaturas durante o dia e as baixas temperaturas da noite.</p>
<p>No campo de Kalma, o MSF mantinham uma unidade de saúde básica, uma de saúde para a mulher e um departamento de consultas, onde atendiam diariamente (segunda a segunda) entre 200 e 300 pacientes nos departamento de saúde básica e consulta e mais 200 mulheres na unidade de saúde feminina. A equipe era formada por especialistas expatriados (estrangeiros) e sudaneses, destes apenas os funcionários sudaneses continuam o trabalho, mas segundo Lydia Geirsdottir, ex coordenadora do campo, &#8220;aqueles que ficaram não estão qualificados para atenderem a casos mais graves, além de terem um escasso material, que em breve irá acabar&#8221;. <a href="http://cintiarojo.blogspot.com/2009/03/um-absurdo-em-proporcoes-gigantescas.html">Cíntia Rojo</a>, que ficou sabendo da notícia através do site da ONG, comenta:</p>
<blockquote><p>Darfur concentra a crise humanitária de maior proporção na atualidade. Ou seja, um lugar onde vida e morte são separadas por uma tênue divisa. Desnutrição, doenças, violência.  Os conflitos em Darfur se tornaram quase que crônicos e, como tudo que se prolonga, acabou caindo no &#8220;esquecimento&#8221; da comunidade internacional. A saída dessas ONG´s acarretou consequências graves para a população sudanesa pois grande parte dos projetos sociais vigentes na região eram patrocinados por essas entidades.</p></blockquote>
<p><a href="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/map.jpg"><img class="size-medium wp-image-2372 alignleft" title="map" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/map-300x210.jpg" alt="map" width="300" height="210" /></a><a href="http://http://www.reliefweb.int/rw/fullMaps_Af.nsf/luFullMap/B44BF94CB0B449208525757C006F8AB0/$File/SS-2009-SDN_0311.jpg?OpenElement"><br />
</a></p>
<p><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;">Ao lado, infográfico da região de Darfur do dia 5 de março, com descrição da faixa da população afetada pela expulsão das ong&#39;s, 4.7 milhões, centros populacionais atendidos pelas Ong&#39;s, e as 13 Ong&#39;s expulsas: Action Contre la Faim; Solidarité; Save the Children (UK and US) Médicos sem Fronteiras (NL&amp;FR);  CARE Internationa; Oxfam; Mercy Corps; International Rescue Committee; Norwegian Refugee Council; CHF e PADCO. Material distribuido pela <a href="http://www.reliefweb.int" target="_blank">ReliefWeb</a>. Clique para ampliar.</span><br />
</span></p>
<p>A <a href="www.savethechildren.org/" target="_blank">Save the Children</a> [en] é outra que também atuava no Sudão há mais de 20 anos e há 6 trabalhava com refugiados de guerra na região de Darfur e Kordofan Sul, região onde no ano de 2008 houve o regresso de mais de 50.000 adultos e crianças, onde se mantinha um trabalho emergencial. Segundo <a href="http://www.savethechildren.org/newsroom/2009/sudan-suspends.html">Charles MacCormack</a> [en], presidente da ong, a retirada dela &#8220;terá graves consequências para os mais de 1 milhão de crianças e famílias que a agência vinha apoiando em Darfur Ocidental, Kordofan do Norte, do Sul e Mar Vermelho Kordofan Estados e comunidades em Abyei e perto de Cartum&#8221;.</p>
<p>Entre outros projetos a Save the Children cuidava da distribuição de alimentos (3.583 Toneladas de alimentos em 44 localidades), água e saneamento (448 pontos de água e 177 bombas de água que atendem cerca de 201.500 pessoas) Saúde Primária, agricultura, além da construção e formação de professores.</p>
<p><a href="http://victorangelo.blogs.sapo.pt/97560.html"><img class="alignnone size-full wp-image-2374" title="Refugiadas" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/3339459648_257f7bc3561.jpg" alt="Refugiadas" width="500" height="375" /></a></p>
<h5 style="text-align: center;">(Refugiadas - Foto de  <a href="http://victorangelo.blogs.sapo.pt/95203.html">V. Ângelo</a>)</h5>
<p>Outra expulsa foi a <a href="www.care.org" target="_blank">CARE</a> [en], que atuou durante 28 anos no país e relata que paralisou todas as suas atividades, tendo parte de seu equipamento confiscada pelo governo sudanês, computadores, carros e casas. A CARE atuava com projetos na área da agricultura, água, e saneamento básico, além de educação e saúde. A <a href="http://www.nrc.no/" target="_blank">Norwegian Refugee Council</a> [en] relata que além de ter o material confiscado pelo governo, seus funcionários foram presos e sofreram agressões. A <a href="www.oxfam.org" target="_blank">OXFAM</a> [en], há 26 anos no Sudão, atuava diretamente com 600 mil sudaneses, também deixou o país, e espera pelo retorno.</p>
<p>O clima em Darfur é tenso e cheio de espectativa, segundo AK. do blog <a href="  http://www.forsudan.net/" target="_blank">Forsudan</a> [en]:<a href="  http://www.forsudan.net/" target="_blank"><br />
</a></p>
<blockquote><p>The reaction in Khartoum by the government was almost instantaneous. After speaking with some relatives in Sudan, the situation seems normal and as one of my cousins put it, &#8216;business is as usual.&#39; People were expecting there to be a coordinated attack by the Darfuri rebel group Justice and Equality Movement , similar to the one that occurred back in May 2008. People also expected for general violence to breakout, but none of the sort has happened. That being said, people are very tense on the ground and anxious for what is to come. I think people are worried most about the implications on the North-South peace agreement (CPA) and the reaction of the southern government. Here are the positions of Sudanese most prominent political parties. Also, the government has kicked out several international NGOs, among them are OXFAM, Care, and Doctors without Borders.</p></blockquote>
<div class="translation">A reação por parte do governo de Cartum foi quase instantânea. Depois de falar com alguns parentes no Sudão, a situação parece normal e, como um de meus primos disser, &#8220;funcionando como de costume&#8221;. As pessoas estavam esperando que houvesse um ataque coordenado pelo grupo rebelde de Dafur, Movimento Justiça e Igualdade, semelhante ao que ocorreu por volta de maio de 2008. Também se esperava que violência em geral eclodisse, mas nada do tipo aconteceu. Dito isto, as pessoas lá estão muito tensas e ansiosas com o que está por vir. Acho que elas estavam mais preocupados com as implicações sobre o Acordo de Paz Norte-Sul (CPA) e com a reação do governo sulista. Aqui estão as posições dos partidos políticos sudaneses mais proeminentes. Além disso, o governo tem expulso várias ONGs internacionais, entre eles estão OXFAM, Care e Médicos Sem Fronteiras.</div>
<p>A previsão da maioria das Ong&#39;s é que haja um desastre nos centros de refugiados, afetando um número estimado de 4,7 milhões de pessoas, destas espera-se uma diáspora de 2,7 milhões. 1,5 milhões nescessitam de alguma ajuda médica, 1,1 milhões não possuem o que comer e 1 milhão não tem acesso a água (dados da <a href="http://ochaonline.un.org/" target="_blank">OCHA</a>). Além disso, há um surto de meningite e “não há tratamento disponível nos campos, nem ninguém para enviar os pacientes para o hospital em Nyala, nem vacinação em massa. Isso significa que algumas pessoas podem morrer”, <a href="http://www.msf.org.au/from-the-field/field-news/field-news/article/interview-expulsion-leaves-healthcare-vacuum-for-100000-in-kalma-camp-darfur.html">relata Lydia Geirsdottir</a> [en] (MSF).</p>
<p>Por conta disso a UNAMID espera um enorme movimento migratório. &#8220;Uma das coisas que vamos avaliar é possível os fluxos migratórios&#8221;,  <a href="http://www.alertnet.org/thenews/newsdesk/IRIN/d7471ff4ac1bfb140a73b1d0be3c01ab.htm">afirmou</a> [en] Lise Grande, Vice Coordenadora da ONU na região.Há mais de 100 mil pessoas vulneráveis como resultado de ataques do LRA, dentre as quais 36 mil pessoas desabrigadas depois que fugiram de casa ao sul do Sudão e mais de 16 mil refugiados da DRC. &#8220;Há relatos de que mais 50 mil pessoas em comunidades hospedeiras precisam de assistência humanitária”, disse ela.</p>
<p>As migrações já começaram, alguns relatos já começam a aparecer via blogs. <a href="http://sudan-blog.blogspot.com/2008/02/new-camp-for-west-darfur.html">Sudan-blog</a> [en] noticia a construção de um novo campo de refugiados no Chad, país vizinho que espera atender cerca de 6.000 refugiados.</p>
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