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	<title>Global Voices em Português &#187; D.R. of Congo</title>
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		<title>Nova lei aumenta a vigilância sobre as mineradoras norte-americanas na R.D. do Congo</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/05/15/nova-lei-aumenta-a-vigilancia-sobre-as-mineradoras-norte-americanas-na-rd-do-congo/</link>
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		<pubDate>Fri, 15 May 2009 02:23:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O blogueiro congolês Alex Engwete escreve sobre a nova lei do Senado dos EUA para aumentar a vigilância do governo sobre as companhias norte-americanas com interesses em mineração na República Democrática do Congo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/jennifer/">Jennifer Brea</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/05/10/new-bill-to-increase-oversight-of-american-mining-companies-in-drc/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>O blogueiro congolês <a href="http://alexengwete.afrikblog.com/archives/2009/05/07/13649705.html">Alex Engwete</a> [fr] escreve sobre a nova lei do Senado dos EUA para aumentar a vigilância do governo sobre as companhias norte-americanas com interesses em mineração na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica_Democr%C3%A1tica_do_Congo">República Democrática do Congo</a>.</p>
<p>No dia 23 de abril, o senador republicano Sam Brownback apresentou o <a href="http://brownback.senate.gov/public/press/record.cfm?id=311956">Congo Conflict Minerals Act of 2009</a> [en] (&#8221;Ação de 2009 sobre Conflitos Minerais no Congo&#8221;), com o apoio dos senadores Russ Feingold e Dick Durbin, que irá <a href="http://www.govtrack.us/congress/record.xpd?id=111-s20090427-22&amp;person=300038">requerer das companhias norte-americanas</a> [en] que mineram coltan (abreviação de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Columbita">columbita</a> - tantalita), <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cassiterita">cassiterita</a> e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Wolframita">wolframita</a> que se reportem anualmente à Security and Exchange Commission (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/U.S._Securities_and_Exchange_Commission">SEC</a>), a agência que regula os mercados financeiros norte-americanos, &#8220;para revelar o país de origem dos minerais à SEC. Se os minerais forem da República Democrática do Congo ou países vizinhos, as companhias também terão que revelar a mina de origem.&#8221;</p>
<p>De acordo com um relatório apresentado no site do senador Brownback, a Ação &#8220;chama os Estados Unidos a apoiar os esforços multilaterais para investigar, monitorar e impedir atividades que envolvam recursos naturais e que contribuam com grupos armados ilegais e violações dos direitos humanos no leste do Congo.&#8221;</p>
<p><a href="http://alexengwete.afrikblog.com/archives/2009/05/07/13649705.html"><em>Engwete</em></a> [fr] acredita que esta vigilância irá resultar em mudanças verdadeiras na situação:</p>
<blockquote><p><span lang="FR">Espérons qu’après la signature de cette loi par Obama on ne verra plus des bandits transformer l’autoroute de Walikale en aérodrome de fortune. </span></p>
<p><span lang="FR">Il y a un mois, un reportage de TV5MONDE avait établi que des éléments armés pillaient systématiquement la cassitérite à Walikale avec la complicité de Kinshasa. Pis, ces éléments armés avaient réduit à l’esclavage les villageois creuseurs de ce minerais en leur imposant des taxes fantaisistes, des droits de péage, des <em>« droits d’entrée »</em> dans les mines artisanales et des prix arbitraires du kilo du minerais extrait — et ce, au nez et à la barbe du chef de division des mines terré à Goma. </span></p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Vamos esperar que depois que Obama assinar este ato e transformá-lo em lei, nós não veremos mais bandidos transformando a estrada de Walikale em um aeroporto improvisado (<a href="http://alexengwete.afrikblog.com/archives/2009/05/07/13649705.html">vejam a foto aqui</a>).</p>
<p>A um mês atrás, a TV5MONDE descobriu que elementos armados estavam sistematicamente pilhando <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cassiterita">cassiterita</a> em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Walikale">Walikale</a> [um território em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Nord-Kivu">Kivu do Norte</a>] com a cumplicidade de Kinshasa. Pior, estes elementos armados reduziram à escravidão os moradores das vilas que escavam estes minerais, impondo a eles taxas absurdas, pedágios e pagamentos de &#8216;direitos de entrada&#39; nas minas tradicionais e praticando preços arbitrários &#8212; e tudo isso logo debaixo do nariz dos chefes das minas moradores de Goma.&#8221;</div>
]]></content:encoded>
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		<title>África: Os ganhadores do Primeiro Prêmio Africano de Blogs para Jornalistas são…</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/06/africa-os-ganhadores-do-primeiro-premio-africano-de-blogs-para-jornalistas-sao%e2%80%a6/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/06/africa-os-ganhadores-do-primeiro-premio-africano-de-blogs-para-jornalistas-sao%e2%80%a6/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2009 03:30:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Benin]]></category>
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		<description><![CDATA[Os vencedores do Waxal - Blogging Africa Awards (BAA) foram anunciados. Waxal é uma iniciativa do Instituto Panos da África Ocidental, [Panos Institute of West Africa (PIWA)] em parceria de Highway Africa e do Global Voices Online (África Sub-saariana). Waxal (pronuncia-se UÓ-ROL), que significa "fala" em Wolof, captura a essência da evolução da worldwide web como uma plataforma para conversação e levantamento das vozes marginalizadas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/ndesanjo-macha/">Ndesanjo Macha</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/02/africa-winners-of-the-first-african-blog-award-for-journalists-are/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Os vencedores do <a href="http://blogs.haayo.org/waxal/index.php?post/2008/11/07/Waxal-Blogging-Africa-Awards-announcement-2008-Edition">Waxal - Blogging Africa Awards (BAA)</a> foram anunciados. Waxal é uma iniciativa do <a href="http://www.panos-ao.org/">Instituto Panos da África Ocidental [en, Panos Institute of West Africa (PIWA)]</a> em parceria de <a href="http://www.highwayafrica.com/">Highway Africa [en]</a> e do Global Voices Online (África Sub-saariana). <img class="alignright size-thumbnail wp-image-59092" title="gv-waxal1" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/gv-waxal1-75x75.jpg" alt="gv-waxal1" width="75" height="75" /></p>
<p>Waxal (pronuncia-se UÓ-ROL), que significa &#8220;fala&#8221; em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_wolof">Wolof</a> [pt], captura a essência da evolução da worldwide web como uma plataforma para conversação e levantamento das vozes marginalizadas. A primeira edição do prêmio reconhece o uso da nova mídia pelos jornalistas profissionais na África e pelas organizações midiáticas africanas que trabalham para promover a produção de informação alternativa e expressão cidadã.</p>
<p>Depois de revisar os blogs inscritos, membros do júri concederam quatro prêmios em três categorias <a href="http://blogs.haayo.org/waxal/index.php?post/2008/11/07/Waxal-Blogging-Africa-Awards-announcement-2008-Edition">anunciadas no início do concurso</a> e um prêmio especial de encorajamento. O júri procurou por blogs que ilustrassem uma boa linha editorial, qualidade de expressão, interação com usuários, originalidade, publicações freqüentes e variedade no conteúdo. Dez blogs também chamaram a atenção dos membros do júri.</p>
<p>O júri foi formado por: dr. Lilian Ndangam, professor de mídia camaronês radicado no Canadá, Joel Phiri, cineasta e especialista em multimídia do Zimbábue, e Fatou Jagne, especialista em mídia e liberdade de expressão. Ela é a coordenadora do programa Article 19 Africa. Todos os membros do júri são bilingües.</p>
<p>E os vencedores são…</p>
<p>1. Melhor Blog de Jornalista (em língua francesa):<br />
<a href="http://www.cedrickalonji.net/">Cedric Kalonji</a> da República Democrática do Congo (ele costumava blogar em www.congoblog.net). Cedric trabalha há cinco anos como jornalista para a <a href="http://www.radiookapi.net/">Radio Okapi</a>:</p>
<blockquote><p>I have been working for five years as a journalist for Radio Okapi (http://www.radiookapi.net) in Kinshasa. In 2005, I created a Blog on which I posted pictures and personal thoughts on ordinary daily life in Congo. More precisely, it all started in September 2005. At the time I was using a small digital camera that my mother had given me as a present. I posted my pictures and wrote captions to explain the content of the photos in more detail. (…) Very quickly I received comments and points of views from visitors, mainly from Congolese living abroad. At that time, there were very few pictures of Kinshasa on the Internet; this was a result of the 32 year-long dictatorship under Mobutu (…)I come from a country where most of the journalists are praising those in power, in order to receive protection and rewards. It is difficult, in that context, to be an independent journalist. You have to withstand strong criticisms and sometimes even threats. Thanks to the Internet, I can publish my articles without fearing the censorship that the ordinary newspapers are subject to. (…) My desire to share experiences of my daily life was driven by a deep need to express myself freely. Thanks to my Blog, I had the opportunity to develop a media of my own, and to talk freely on subjects that matter to me, without being censored. Nevertheless, I was and am very careful with my editorial line, and always take into account my own security.</p></blockquote>
<div class="translation">Tenho trabalhado durante cinco anos como jornalista para a Rádio Okapi (http://www.radiookapi.net) em Kinshasa. Em 2005, criei um blog no qual posto fotos pessoais e reflexões sobre a vida diária normal no Congo. Mais precisamente, tudo começou em setembro de 2005. Na época eu estava usando uma pequena câmera digital que a minha mãe tinha me dado de presente. Eu publiquei minhas fotos e as legendei para explicar o conteúdo em detalhes. (&#8230;) Muito rapidamente recebi comentários e pontos de vista dos visitantes, principalmente dos congoleses que vivem no estrangeiro. Nessa altura, havia muito poucas fotos de Kinshasa na Internet, este foi o resultado de 32 longos anos da ditadura sob Mobutu (&#8230;) Eu venho de um país onde a maioria dos jornalistas estão elogiando aqueles no poder, a fim de receber proteção e recompensas. É difícil, nesse contexto, ser um jornalista independente. Você tem de resistir a fortes críticas e, por vezes, até mesmo ameaças. Graças à Internet, posso publicar meus artigos sem temer a censura que os jornais comuns estão sujeitos. (&#8230;) O meu desejo de compartilhar experiências da minha vida diária foi impulsionado por uma profunda necessidade de me expressar livremente. Graças ao meu blog, tive a oportunidade de desenvolver uma mídia propriamente minha e, para falar livremente sobre os assuntos que me interessam, sem ser censurado. No entanto, eu fui e sou muito cuidadoso com a minha linha editorial, e tenho sempre em conta a minha própria segurança.</div>
<p>Ele recebe 1 milhão de Francos CFA (aproximadamente US$2.000).</p>
<p>2 - Melhor Blog de Jornalista (em língua inglesa):<br />
<a href="http://ugandanjournalist.vox.com/">Rosebell Kagumire</a> [en], uma jornalista de Uganda. Rosebell trabalha para o jornal Independent. Ela bloga principalmente sobre seu trabalho como jornalista:</p>
<blockquote><p>I write mainly about my job as a journalist and also I comment on socio-political issues in Uganda and Africa mostly. I also write about opportunities that my colleagues can benefit from especially media related training. I write about conflict and the work I write in other media is always brought to feature on my blog. (…)Though very new my blog gives people my views about my life, my country and life generally (…)My interest in blogging is to express myself in sometimes ways that cannot be accepted in the media. I believe also it’s important for people and friend s to know my thought, principle and values which are all reflected in the different posts on my blog. I also think I can trigger discussion about many issues some of which I write about and others that are featured in the media for positive change. I get discussions going especially by posting my blog posts on facebook to share them with my colleagues. Through such discussion i get to know how the society views certain issues.</p></blockquote>
<div class="translation">Escrevo principalmente sobre o meu trabalho como jornalista e também comento sobre questões sócio-políticas em Uganda e na África, principalmente. Eu também escrevo sobre as oportunidades cujos meus colegas podem se beneficiar especialmente relacionadas com o treinamento na mídia. Escrevo sobre conflito e os trabalhos que escrevo em outros meios são sempre levados para um lugar de destaque no meu blog. (&#8230;) Apesar de muito novo, o meu blog oferece às pessoas a minha opinião sobre a minha vida, o meu país e da vida em geral (&#8230;) O meu interesse no blog é a de expressar-me de formas que às vezes não podem ser aceitas nos meios de comunicação. Creio também que é importante para que as pessoas e os amigos conheçam meu pensamento, princípio e valores que estão todos refletidos nos diferentes lugares do meu blog. Também acho que posso desencadear discussão sobre algumas das muitas questões que escrevo sobre e sobre outras que estão apresentadas nos meios de comunicação para uma mudança positiva. Recebo discussões especialmente publicando minhas postagens do blog no facebook para compartilhá-las com os meus colegas. Através dessa discussão, eu fico sabendo como a sociedade vê determinados assuntos.</div>
<p>Rosebell recebe 1 milhão de Francos CFA (aproximadamente US$ 2.000).</p>
<p>3 – Melhor Blog de Organização da Sociedade Civil Africana:<br />
<a href="http://www.lusakatimes.com/">Lusaka Times</a>, um blog de notícias e discussão feito por zambianos por todo o mundo.</p>
<blockquote><p>LT is an electronic news platform that allows all types of users to have an open discussion on the day to day current issues in Zambia. The idea that is powering Lusakatimes today was birthed in 1998 as a casual conversation between friends. In 1999, the idea was made manifest with the launch of Lusaka Information Dispatch. The project was funded by the Dutch IICD who provided seed capital for the equipment and operational costs for a limited duration. However, the operational model for Information Dispatch proved too difficult to sustain at the time. In 2002 Information Dispatch suspended its operation after key members quit the group. In January 2007, the site was re-launched under the new URL address called lusakatimes.com and a new operational model. Today Lusakatimes is run by a number of people distributed around the world, working in an open source type of structure, purely driven by hobby and ambition to provide Zambians around the world with current news content based on facts and not speculation. Our day to day news content comes from known Zambian sources like Zambia Daily-Mail, Times of Zambia, ZNBC and ZANIS. These are the giants whose shoulders we stand on. Our added value to the commodity called news is the speed with which we deliver it to our readers and the community, feeling and experience we have created around the news content on our website. Additionally, Lusakatimes also provides a platform for any Zambian who wants their article published, provided they take full ownership and responsibility of the content. The ability of our users to be able to read news and anonymously provide immediate feedback is something we have always highly valued from the Information Dispatch days. Lusakatimes.com was ranked as the most visited website in Zambia under<a href="http://www.alexa.com/browse?&amp;CategoryID=25784/"> traffic listing on Alex</a>.</p></blockquote>
<div class="translation">LT é uma plataforma eletrônica de notícias que permite a todos os tipos de usuários a terem uma discussão aberta sobre temas atuais do dia-a-dia na Zâmbia. A idéia que está alimentando Lusakatimes hoje nasceu em 1998 como uma conversa informal entre amigos. Em 1999, a idéia foi feita manifesto com o lançamento de Lusaka Information Dispatch [Correio Informativo Lusaca]. O projeto foi financiado pela holandesa IICD que forneceu o capital para equipamento e custos operacionais por um período limitado. No entanto, o modelo operacional para a Dispatch Information revelou-se demasiadamente difícil de sustentar-se no momento. Em 2002, Dispatch Information teve seu funcionamento suspenso depois de saídas de membros principais do grupo. Em janeiro de 2007, o site foi re-lançado no novo endereço URL chamado lusakatimes.com e com um novo modelo operacional. Hoje, Lusakatimes é gerido por um número de pessoas distribuídas por todo o mundo, trabalhando em um tipo de estrutura de fonte aberta, exclusivamente orientada por hobby e ambição de fornecer aos zambianos em todo o mundo a notícia atual com conteúdo baseado em fatos e não a especulação. O nosso conteúdo dia-a-dia de notícias vem de fontes conhecidas da Zâmbia como Zambia Daily-Mail, Times of Zambia, ZNBC e ZANIS. Estes são os gigantes em cujos ombros podemos apoiarmos. O nosso valor-agregado somado à mercadoria chamada notícia é a rapidez com que a entregamos aos nossos leitores e à comunidade, sentimento e experiência que temos criado em torno do conteúdo de notícias em nosso site. Além disso, Lusakatimes também fornece uma plataforma para qualquer pessoa zambiana que queira seu artigo publicado, na condição de assumir plenamente a propriedade e responsabilidade pelo conteúdo. A capacidade dos nossos usuários de serem capazes de ler as notícias e anonimamente fornecer feedback imediato é algo que é sempre muito valorizado desde os dias da Dispatch Information. Lusakatimes.com foi classificado como o mais visitado site na Zâmbia sob <a href="http://www.alexa.com/browse?&amp;CategoryID=25784/">listagem de tráfego no Alex</a> [en].</div>
<p>Lusaka Times recebe 2 milhões de Francos CFA (aproximadamente US$ 4.000).</p>
<p>4. Prêmio Especial do Panos Institute West Africa para a África ocidental:<br />
<a href="http://leblogdeyoro.ivoire-blog.com/">Israel Yoroba Guebo</a> da Costa do Marfim. Israel recebe 500.000 Francos CFA (aproximadamente US$ 1.000).</p>
<p>Abaixo estão os blogs que receberam felicitações do júri:</p>
<p>Categoria 1: Melhor Blog de Jornalista em francês (classificação sem hierarquia):<br />
<a href="http://edouardtamba.wordpress.com/">Edouard Tamba</a> de Camarões<br />
<a href="http://ramses1.blog4ever.com/">Ramata Sore</a> de Burkina Faso<br />
<a href="http://www.senegalmedias.blogspot.com/">Basile Niane</a> de Senegal</p>
<p>Categoria 2 - Melhor Blog de Jornalista em inglês (classificação sem hierarquia):<br />
<a href="http://www.eonyango.blogspot.com/">Emmanuel Onyango</a> da Tanzânia<br />
<a href="http://http//mwanawashe.wordpress.com/">Conrad Dube</a> from Zimbábue<br />
<a href="http://khayav.com/">Khaya Dlanga</a> da África do Sul</p>
<p>Categoria 3 – Melhor Blog de Organização da Sociedade Civil Africana (classificação sem hierarquia):<br />
<a href="http://www.ghanaelections2008.blogspot.com/">Penplusbytes&#39;</a> blog que cobriu as eleições de 2008 de Gana<br />
<a href="http://www.regultelcoafrik.org/">REgul-Telco-Afrik</a> do Senegal<br />
<a href="http://www.20mai.net/">20mai.net</a> de Camarões<br />
<a href="http://www.remastp.org/">Remastp News</a></p>
<p>Outros blogs que chamaram a atenção dos jurados, individualmente, mas que não foram escolhidos por unanimidade por razões distintas:</p>
<p><a href="http://www.itrealms.blogspot.com/">Remmy Nweke</a> da Nigéria<br />
<a href="http://martinsaihonnou.blogg.org/">Martin Aihonnou</a> de Benin<br />
<a href="http://babiwatch.ivoire-blog.com/">Nadine Kouamouo-Tchaptchet</a> da Costa do Marfim<br />
<a href="http://www.thoughtleader.co.za/vusigumede">Vusi Gumede</a> da África do Sul<br />
<a href="http://www.thoughtleader.co.za/khayadlanga">Khaya Dlanga</a> da África do Sul<br />
<a href="http://washingtonbureau.typepad.com/nairobi/">Shashank Bengali</a> do Quênia</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>R.D. do Congo: Chimpanzés não são Bichos de Estimação</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/25/rd-do-congo-chimpanzes-nao-sao-bichos-de-estimacao/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/25/rd-do-congo-chimpanzes-nao-sao-bichos-de-estimacao/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 21:58:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[D.R. of Congo]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Sub-Saharan Africa]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[A imprensa tradicional está empolgada com notícias de um chimpanzé de 15 anos e 90kg que atacou uma mulher em Stamford, no estado de Connecticut, EUA. O primata, que já havia estrelado comerciais de televisão e filmes, atacou a mulher, uma amiga de seu dono, e a deixou em 'um estado muito grave'. Biólogos e primatologistas reagiram a estas notícias, como já era de se esperar, com severos avisos de que chimpanzés -- e por extensão todos os animais selvagens -- não devem ser tratados como animais de estimação. Samuel Maina nos traz algumas conversas blogosféricas sobre o assunto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/samuel-maina/">Samuel Maina</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/02/24/dr-congo-chimps-are-not-pets/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>A <a href="http://www.nytimes.com/2009/02/18/nyregion/18chimp.html?hp">imprensa tradicional</a> [En] está empolgada com notícias de um chimpanzé de 15 anos e 90kg que atacou uma mulher em Stamford, no estado de Connecticut, EUA. O primata, que já havia estrelado comerciais de televisão e filmes, atacou a mulher, uma amiga de sua dona, e a deixou em &#8216;um estado muito grave&#39;.</p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 210px"><img title="chimpanzé" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/chimpy-gv.jpg" alt="Chimpanzé adulto" width="200" height="251" /><p class="wp-caption-text">Chimpanzé adulto</p></div>
<p>Biólogos e primatologistas reagiram a estas notícias, como já era de se esperar, com severos avisos de que chimpanzés &#8212; e por extensão todos os animais selvagens &#8212; não devem ser tratados como animais de estimação. O blogue <a href="http://lolayabonobo.wildlifedirect.org/">Lola ya Bonobo</a> [En] no <a href="http://wildlifedirect.org/">WildlifeDirect</a> [En] publicou uma explicação sobre por que você não deve ter um chimpanzé como animal de estimação. Eles enumeram várias razões para isso, incluindo o fato de que chimpanzés são animais selvagens, ao contrário de cães e gatos, que foram domesticados por milhares de anos, permitindo que os seres humanos extirpassem os genes da agressividade extrema da carga genética dos mesmos.</p>
<p>De acordo com o blogue <a href="http://lolayabonobo.wildlifedirect.org/2009/02/22/more-on-chimp-attack/">Lola ya Bonobo</a>, esta agressividade não é aparente, por algum motivo, quando os primatas são jovens. Esta é a razão pela qual os traficantes de chimpanzés vendem estes primatas quando eles ainda são bem jovens. Mas quando eles crescem &#8212; tornando-se quase do tamanho de um humano adulto, mas com a força de 10 boxeadores peso pesado &#8212; seus donos se tornam incapazes de controlá-los.</p>
<p>É uma batalha manter chipanzés de uma forma segura e confortável até mesmo para zoológicos e santuários de vida animal. E proprietários domésticos obviamente não tem recursos para conseguir fazer nem a metade do que os zoológicos podem fazer. Isto leva a um aumento da agressividade do animal, e coloca em perigo vidas humanas.</p>
<p>Chimpanzés, assim como todos os primatas, por conta de sua proximidade genética para com os humanos, potencialmente carregam doenças que podem ser facilmente transmitidas para humanos, como a Herpes B, febre amarela, a febre primata, o Ebola, Marburg, SIV e Tuberculose. Isso apenas já deveria ser um bom motivo para desencorajar os humanos de terem chimpanzés como animais de estimação.</p>
<p>Mas há um motivo maior pelo qual não se deve manter animais selvagens como animais de estimação: o tráfico de animais é uma ameaça internacional que coloca em perigo de extinção muitas espécies. Conservacionistas estão tentando impedir este comércio ilegal em países em desenvolvimento, onde pessoas aprisionam animais ameaçados de extinção e os vendem como bichos de estimação dentro e fora do país. Mas este não é um problema apenas dos países em desenvolvimento.<em> Lola ya Bonobo</em> diz:</p>
<blockquote><p>…politicians in these countries point to the lack of laws in the United States and ask why is it wrong and illegal for them to have a chimpanzee as a pet, and if chimpanzees are endangered animals that should be conserved and protected, [why should] anyone in the USA [be able] order one over the Internet with a credit card?</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;&#8230;políticos destes países apontam que a falta de leis [sobre o tráfico de animais] nos Estados Unidos da América, e perguntam por quê é errado e ilegal para eles terem chimpanzés como animais de estimação, e se chimpanzés sao animais sob risco de extinção que devem ser protegidos e conservados, [por quê é que] qualquer um nos EUA [pode] comprar um pela internet, usando um cartão de crédito?&#8221;</div>
<p><em><br />
Lola ya Bonobo</em> conclui dizendo:</p>
<blockquote><p>We don’t buy and sell people any more. Since chimps and bonobos share 98.7% of our DNA, don’t they deserve the same respect?</p></blockquote>
<div class="translation">
<p>&#8220;Nós não compramos e vendemos pessoas mais. Já que os chimpanzés e os bonobos partilham 98.7% de nosso DNA, eles não merecem o mesmo respeito?&#8221;</p></div>
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		<title>Uganda: População de gorila-das-montanhas pode ter diminuído</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/01/23/uganda-populacao-de-gorila-das-montanhas-pode-ter-diminuido/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Jan 2009 22:19:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[D.R. of Congo]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
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		<category><![CDATA[Uganda]]></category>
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		<description><![CDATA[Como todos sabemos, existem cerca de 700 gorilas-das-montanhas ainda vivendo em habitat natural - 336 deles estão na Uganda - mas uma nova pesquisa publicada pelo journal New Scientist indica que essa estatística pode ser um pouco otimista demais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/samuel-maina/">Samuel Maina</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/01/23/mountain-gorilla-population-may-have-declined/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img class="alignright" src="http://farm4.static.flickr.com/3075/3220097852_63c85e7e54_m.jpg" alt="" />Como todos sabemos, existem cerca de 700 <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gorila-das-montanhas">gorilas-das-montanhas</a> ainda vivendo em habitat natural - 336 deles estão na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Uganda">Uganda</a> - mas uma nova pesquisa publicada pelo jornal especializado <a href="http://www.newscientist.com/">New Scientist</a> [en] indica que essa estatística pode ser um pouco otimista demais.</p>
<p>Os 336 indivíduos que estimadamente vivem no <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Nacional_Impenetr%C3%A1vel_de_Bwindi">Parque Nacional Impenetrável de Bwindi</a>, na Uganda, foram calculados usando um método que conta a quantidade de ninhos que os majestosos primatas constroem a cada noite. A nova pesquisa agora mostra que esse método pode ter superestimado o número de indivíduos na população, uma vez que gorilas fazem mais de um ninho por noite.</p>
<p>Paula Kahumbu, <a href="http://gorilla.wildlifedirect.org/2009/01/22/mountain-gorilla-populations-have-declined/">escrevendo no blogue Gorilla Protection</a> [en], fala sobre o relatório:</p>
<blockquote><p>Recent DNA tests from dung were conducted by Katerina Guschanski of the Max Planck Institute for Evolutionary Anthropology in Liepzig, Germany, …revealing that there are actually far fewer mountain gorillas. She found evidence of 302 separate genetic codes or individual gorillas, suggesting that the nest counting method overestimates the population size because some gorillas create more than one nest.</p></blockquote>
<div class="translation">Testes recentes de DNA no esterco foram conduzidos por Katerina Guschanski do Instituto Max Planck para o Progresso da Ciência de Liepzig, na Alemanha, …revelando que na verdade há muito menos gorilas-das-montanhas. Ela encontrou provas de 302 códigos genéticos diferentes ou gorilas individuais, o que sugere que o método de contagem de ninhos superestimou o tamanho da população já que alguns gorilas fazem mais de um ninho.</div>
<p><a href="http://www.sciencedaily.com/releases/2007/04/070420143329.htm">Uma pesquisa anterior de DNA, em 2007,</a> [en] calculou a população em 340 indivíduos. Isso indica que a população em Bwindi sofreu um declínio de 10%. Os cientistas estão, no entanto, cautelosos e não se mostram prontos para afirmar que a população está em declínio, ou estável.</p>
<p>Se a população de Bwindi realmente diminuiu, então não se trata de boa notícia. Segundo Paula:</p>
<blockquote><p>If it is true that the Bwindi population is shrinking, then this is bad news for mountain gorillas - it is estimated that there are only around 700 in existence, this work suggests at least a 5% decline of the global population.</p></blockquote>
<div class="translation">Se for verdade que a população de Bwindi está encolhendo, então trata-se de uma notícia ruim para os gorilas-das-montanhas – estima-se que existam apenas 700, essa pesquisa sugere uma queda de pelo menos 5% da população global.</div>
<p><img class="alignright" src="http://farm4.static.flickr.com/3517/3220097898_4da0f0343b.jpg?v=0" alt="Rangers at Garamba" /><strong>Enquanto isso</strong>, o número de mortos no ataque de 2 de janeiro de 2009 por parte do Lords Resistance Army (LRA) no Parque Nacional de Garamba aumentou para 10 desde que relatamis o acontecido <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/01/14/the-killing-continues-in-dr-congos-wildlife-parks/">em 14 de janeiro</a> e <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/01/11/wildlife-tragedies-and-bizarre-happenings-at-wildlifedirect-blogs/">em 11 de janeiro</a>. Três pessoas ainda estão desaparecidas, como <a href="http://baraza.wildlifedirect.org/2009/01/22/6-still-missing-after-lra-attack-in-garamba/">noticiado no blogue Baraza</a>. As vítimas também foram identificadas nessa mesma entrada do blog Baraza, que lista aqueles que morreram, foram feridos ou estão desaparecidos.</p>
<p>O blogue Gorilla Protection também <a href="http://gorilla.wildlifedirect.org/2009/01/23/nkunda-arrested/">comentou sobre a prisão de Laurent Nkunda</a> [en], general desertor e líder rebelde do Congo, por parte de forças ruandesas, como foi <a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2009/01/090123_congoprisaorebeldeml.shtml">noticiado pela BBC</a>, o que na verdade pode vir a ser uma boa notícia para a preservação dos gorilas.</p>
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		<title>Angola: Com ébola bem do lado, as fronteiras foram fechadas</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/01/14/angola-com-ebola-ao-lado-as-fronteiras-foram-fechadas/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Jan 2009 21:54:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claraonofre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porClara Onofre  &#183; Traduzido por claraonofre &#183;  Veja o post original 
Devido a um novo surto do vírus da ébola na República Democrática do Congo, o governo angolano viu-se obrigado a fechar parte da fronteira que partilha com o Congo, a fim de impedir que o maléfico vírus se infiltre em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/clara-onofre/">Clara Onofre</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/claraonofre/'>claraonofre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/01/14/angola-with-ebola-around-the-corner-borders-are-closed/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Devido a um novo surto do vírus da <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/01/11/dr-congo-containing-the-ebola-outbreak/">ébola na República Democrática do Congo</a>, o governo angolano viu-se obrigado a fechar parte da fronteira que partilha com o Congo, a fim de impedir que o maléfico vírus se infiltre em território nacional. O movimento migratório constante entre a Lunda Norte (nordeste do país) e o Congo foi sumariamente suspenso. Convém referir que a província da Lunda Norte é região de garimpo, e por isso serve de imã para imigrantes. Eis o que escreve <a href="http://www.blog.comunidades.net/nelo/index.php?op=arquivo&amp;idtopico=481918">Nelo de Carvalho</a> no blog Blog do Nelo Ativado acerca do encerramento das fronteiras e a pressão sobre o governo:</p>
<blockquote><p>“Dizer que as fronteiras devem ser fechadas temporáriamente e que ninguém deve entrar e sair para fora do país, usando aquela direcção ou região fronteiriça. Nem mesmo o mosquito da dengue e se entrar, deve ser perseguido. É estratégia que qualquer infante usaria nas suas horas de brincadeira de soldado ou guerrilheiro, ou até de general. Por isso, não temos autoridade nem competência para dar palpites. A não ser desejar sorte e torcer para que tudo saia bem. Neste início de ano, aos angolanos desejamos sorte, com ébola ou sem ébola”.</p></blockquote>
<p>De acordo com o ministro da saúde angolano, o governo prepara-se para alertar a população sobre os meios a utilizar de forma a prevenir a infecção deste vírus poderoso. Estas medidas abrangem além da Lunda Norte, as províncias do Moxico, Malanje, Uíge e Lunda Sul. Aparentemente são cerca de 40, os casos de ébola que provocaram mais de dez mortes, detectados nos ultimos dois meses no Congo.</p>
<p>Há dois anos e vindo igualmente do Congo, nomeadamente do Kasai Ocidental, o vírus provocou a morte de aproximadamente 180 pessoas. O blog <a href="http://lampeirota.blogs.sapo.pt/44070.html">Lampeirota</a> lamenta a situação:</p>
<blockquote><p>“De vez em quando a doença é falada. É costume meu não ficar a pensar no assunto, escudada na ideia de que é improvável que ela me apanhe a jeito.</p>
<p>É incorrecto. Hoje já não podemos ter certezas dessas. Tudo chega a todo o lado, rapidamente.</p>
<p>Lamento muito por aquela gente que está a defrontar-se com tal inimigo.</p>
<p>Não é a morte que me assusta. É o caminho até ela..”</p></blockquote>
<p>Segundo o representante da OMS em Angola, Diosdado Nsue-Micawg, suspeita-se que o manuseio de macacos mortos nas florestas do Congo esteja na base do reaparecimento da doença. Apesar de felizmente ainda não existirem casos de ébola em Angola, o ministro da saúde afirma que o país encontra-se preparado para lidar com qualquer eventualidade relacionada com esta doença, devido à experiência vivida com a febre de Marburgo, uma versão menos perigosa do vírus que causa o ébola.</p>
<p>Esta é quarta vez que o ébola se faz presente no Congo, desde que começaram os surtos em 1976. Esta doença é altamente infecciosa e provoca febre, vómito, diarréia e sangramento interno e externo. Em 2005, <a href="http://www.reuters.com/article/africaCrisis/idUSL8586536">329 pessoas morreram por causa do Marburg na cidade de Uige, no nordeste de Angola</a> [en], perto da fronteira com o Congo.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/hukuzatuna/2536860585/"><img class="aligncenter size-full wp-image-55373" title="Ebola virus" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/01/2536860585_e4689c3966.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Fotografia micográfica do RNA do filovirus que causa a Febre Hemorrágica Ebola. Foto: Cortesia de CDC/Cynthia Goldsmith. Do usuário do Flickr <a href="http://www.flickr.com/photos/hukuzatuna/">hukuzatuna</a></strong></p>
<div class="contributors"><a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/"></a></div>
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		<title>De Kivu a Gaza: Como a Mídia Escolhe os Conflitos que Cobre</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/01/11/de-kivu-a-gaza-como-a-midia-escolhe-os-conflitos-que-cobre/</link>
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		<pubDate>Sun, 11 Jan 2009 11:08:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elisa Thiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[Afghanistan]]></category>
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		<description><![CDATA[O debate sobre o porquê da guerra no leste do Congo despertar tão pouco interesse na imprensa quando comparada aos conflitos no Oriente Médio continua. Um jornalista da Rue89 indaga: "Se a morte de um único israelita vale tanto quanto a morte de vários palestinos, quantos corpos mortos de congoleses são necessários para uma mortalha funerária em Gaza?". Blogueiros de ambos os lados deploram a questão.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/jennifer/">Jennifer Brea</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/elisathiago/'>Elisa Thiago</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/01/09/from-kivu-to-gaza-how-the-media-choose-the-conflicts-they-cover/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><blockquote><p>Si un mort israélien vaut plusieurs morts palestiniens, combien faut-il de cadavres congolais pour un linceul gazaoui?</p></blockquote>
<div class="translation">Se a morte de um único israelita vale tanto quanto a morte de vários palestinos, quantos corpos mortos de congoleses são necessários para uma mortalha funerária em Gaza?</div>
<p>Por que os <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/01/06/dr-congo-new-mass-killings-weak-media-attentio/">conflitos na África recebem tão pouca atenção</a> [en] da mídia, e especialmente os horrores que se desenrolam em Kivu, é uma questão antiga (tão persistente quanto a questão do motivo pelo qual a mídia internacional, quando chega a cobrir a África, cobre unicamente os conflitos).</p>
<p>Elia Varela Serra <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/01/06/dr-congo-new-mass-killings-weak-media-attentio/">escreveu </a><a href="http://globalvoicesonline.org/2009/01/06/dr-congo-new-mass-killings-weak-media-attentio/">neste website</a> [en] sobre este mesmo tema, poucos dias atrás, traduzindo parte de um <a href="http://www.rue89.com/tribune-vaticinateur/2009/01/05/de-gaza-au-congo-des-poids-une-mesure">artigo</a> [fr] no Rue89 do jornalista Hughes Serraf. O tratamento dado por Serraf a essas questões gerou polêmica entre muitos leitores de língua francesa, ambos congoleses e muçulmanos.</p>
<p>Alguns leitores do Rue89 concordam com o sentimento de Serraf.</p>
<p>Rafa explica o porquê da mídia na França prestar muito mais atenção à Palestina do que ao Congo:</p>
<blockquote><p>L’hyper-sensibilité de la société francaise au conflit israelo-palestinien vient du fait de la présence des 2 communautés en france, qui rejoue ici ce qui se passe la bas. D’autre part je pense que Israel étant un pays « occidental » dans le sens ou israel fait partie du « monde libre » (dixit Livni), les francais peuvent s’identifier aux israeliens, et le fait qu’un pays soi disant civilisé, une démocratie comme la notre, avec des gens qui on le meme mode de vie que nous, le meme genre de société, puisse se conduire d’une maniere si barbare, heurte certainement les esprits des gens. En comparaison le conflit au congo fait figure d’énieme drame sur un continent maudit, auquel les gens ne font meme plus attention tant ces drames sont fréquents.</p></blockquote>
<div class="translation">A consciência hiper-sensível que a sociedade francesa demonstra em relação ao conflito entre Israel e a Palestína explica-se pela presença dessas duas comunidades na França, que replicam aqui tudo que ocorre lá. Por outro lado, acredito que Israel, por ser um país &#8220;ocidental&#8221;, no sentido de fazer parte do &#8220;mundo livre&#8221; (como disse Livni), faz com que o povo francês venha a se identificar com os israelitas, e o fato de ser um país, assim dito, civilizado, uma democracia como a nossa, com pessoas que têm o mesmo estilo de vida, o mesmo tipo de sociedade, venha a atuar de forma tão bárbara, mexe conosco. Em comparação, o conflito no Congo nos parece somente mais uma tragédia num continente amaldiçoado no qual as pessoas não mais prestam atenção porque esses tipos de tragédias são tão freqüentes.</div>
<p>Um outro leitor do Rue89, Pierre Haski:</p>
<blockquote><p>Le mois dernier, j’ai même assisté place de la République à une manif de Congolais à propos du conflit dans leur pays. Ils étaient quelques dizaines, coincés entre les cordons de <span class="caps">CRS</span>, dans l’indifférence des passants. Samedi, j’ai assisté au démarrage de la manif Palestine, caméras de télé au rendez-vous.</p></blockquote>
<div class="translation">Mês passado assisti a um protesto congolês na [Praça da República, em Paris] sobre o conflito naquele país. Havia umas poucas dúzias de pessoas, amontoadas entre as cordas da [polícia de passeatas], uma total indiferenca por parte dos transeuntes. Sábado, cheguei ao protesto palestino logo no seu inicio; câmeras de televisão já se encontravam lá posicionadas.</div>
<p>Mas houve muitos que deploraram a ignorância do autor em relação ao continente. Serraf, em seu artigo, disse:</p>
<blockquote><p>Moi, je suis comme vous. Je ne ne sais pas grand chose du Congo et de cette Armée de résistance du Seigneur…Surtout qu’il en y a deux, des Congo! Et puis l’Afrique, c’est extraordinairement compliqué. Entre les catastrophes naturelles, les épidémies, les chefs de guerre en Land Cruiser à tourelle, tout ça… Comment savoir qui sont les méchants et les gentils?</p></blockquote>
<div class="translation">Quanto a mim, sou como vocês. Não sei muito sobre o Congo e esse Lord&#39;s Resistance Army [Exército de Resistência do Senhor, em inglês]&#8230; Não apenas isso, há dois Congos! E depois, a África é tremendamente complexa. Entre desastres naturais, epidemias, senhores da guerra pra lá e pra cá em seus Land Cruisers, e tudo o mais&#8230; Como podemos distinguir os bons dos maus?</div>
<p>O mesmo leitor também escreve que o conflito entre Israel e Palestina pode ser muito mais bem coberto na França pois, pelo menos da perspectiva do público, é muito mais fácil diferenciar entre o &#8220;bom&#8221; e o &#8220;diabólico&#8221;.</p>
<p>O blogueiro <a href="http://alexengwete.afrikblog.com/">Alex Engwete</a> [fr], que vem cobrindo o conflito em Kivu com atualizações diárias em seu blogue, levanta-se, num comentário, contra a ignorância auto-assumida de Serraf:</p>
<blockquote><p>J’avais commencé par me tisser une affinité avec votre indignation sur le silence autour de la catastrophe congolaise avant que je ne découvre dans les trois derniers paragraphes où vous vouliez en venir. J’allais même partager avec vous ce que m’avait confié à Nairobi l’un de mes amis pigiste pour la <span class="caps">BBC</span> à qui ce noble réseau de diffusion et de répercussion des nouvelles avait demandé de cesser d’envoyer des dépêches sur le Congo si le nombre de morts se chiffrait au-dessous de 50 ! C’étaient des noirs et le cœur des ténèbres, après tout, où la norme, c’est « l’horreur ! L’horreur ! » — depuis Joseph Conrad… Mais je me rends compte avec désillusion que le Congo n’est qu’une balise (prétexte sensationnel) menant vers la chute de votre rhétorique tordue ! Si vous ne connaissez rien du Congo, laissez ses morts tranquilles !</p></blockquote>
<div class="translation">Comecei com uma certa simpatia por sua indignação com o silêncio que cerca a catástrofe congolesa antes de descobrir, em seus três últimos parágrafos, para onde você se dirigia. Estava até mesmo disposto a partilhar com você aquilo que um de meus amigos jornalistas da BBC me confidenciou em Nairóbi, que aquela nobre rede de difusão pediu a ele&#8230; que parasse de enviar despachos do Congo quando o número de mortes fosse inferior a 50! Tratava-se de negros e era o coração da escuridão, afinal das contas, onde a norma é &#8220;o horror! O horror!&#8221; - de acordo com Joseph Conrad&#8230; Mas então percebi, desiludido, que o Congo não é mais do que um sinal (pretexto sensacionalista) que nos guia para o anti-clímax de sua retórica deformada!</div>
<p><a href="http://flickr.com/photos/unhcr/3005754224/"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3028/3005754224_fe5dac5d1e.jpg?v=0" alt="family in destroyed building" /></a></p>
<p>Famílias se abrigam num prédio destruído depois de serem forçadas a fugir de suas casas devido à intensificação do conflito na província de Kivu do Norte. (Foto de <a>UNHCR</a>/S.Schulman)</p>
<p>Djé, que escreve no <a href="http://umuntu-ngumuntu-ngabantu.blogspot.com/2009/01/du-kivu-gaza.html">case en construction</a> [fr], relata:</p>
<blockquote><p>La surmédiatisation des horreurs commises actuellement à Gaza ont tendance à détourner le regard des médias (et par extension du grand public) de celles toujours en cours au Kivu. Certains journalistes peu scrupuleux en profitent même pour instrumentaliser, à des fins de propagande pro-israélienne, la faible couverture médiatique de la guerre à l&#39;est du Congo.</p></blockquote>
<div class="translation">O frenesí da mídia sobre os horrores que são cometidos no momento em Gaza tem mostrado um tendência para voltar a atenção da mídia (e, por extensão, do público em geral) para longe daquilo que está ainda ocorrendo em Kivu. Certos jornalistas inescrupulosos têm lucrado ao usar, em prol de uma propaganda a favor de Israel, a pouca atenção por parte da mídia dada à guerra no leste do Congo.</div>
<p>Djé refere-se ao artigo de Serraf como &#8220;uma tentativa grosseira de desinformação&#8221; e clama para que se considere, ao invés, um artigo escrito sobre o mesmo tema no <a href="http://afrique.kongotimes.info/news/201/ARTICLE/8864/2009-01-06.html">kongotimes.info</a> [fr] o qual defende que &#8220;As duas guerras carregam os mesmos medos, com quase os mesmos riscos de desestabilizar a região.&#8221;</p>
<p>Usuários do forum <a href="http://www.islamie.com/combien-faut-il-de-cadavres-afghans-pour-un-linceul-gazaoui-t45511.html?s=7b7433d3bf856e8bab3fadf5abb462d7&amp;s=b3be8981640f880d5a6a805ae606e8d9&amp;">islamie.com</a> [fr] ficaram, da mesma forma, desencorajados com a comparação feita por Serraf e a sensacionalização, pela mídia, em geral, dos ataques à Gaza. Abdullah indaga, sarcasticamente, <a href="http://www.islamie.com/combien-faut-il-de-cadavres-afghans-pour-un-linceul-gazaoui-t45511.html?s=b3be8981640f880d5a6a805ae606e8d9&amp;">&#8220;Quantos corpos afgãos para uma mortalha de funeral em Gaza?&#8221;</a>: [fr]</p>
<blockquote>
<blockquote><p>Face à l&#39;engouement actuel pour Gaza, je suis très mal à l&#39;aise depuis que j&#39;ai lu une phrase d&#39;Abou Ghazi disant que des massacres il y en a tout le temps notamment en Afghanistan et que personne ou presque ne s&#39;en émeut. Non que je me sente plus concerné qu&#39;un autre ni même moins. Mais une telle phrase, ça révèle (au sens premier du terme) beaucoup de choses.</p>
<p>Quelle misère dans laquelle nous sommes ! Nous nous laissons bercer, berner, balader par les médias.</p>
<p>J&#39;ai sincèrement la nausée.</p></blockquote>
</blockquote>
<div class="translation">Frente a atual paixão por Gaza tenho me sentido desconfortável desde que li uma citação de Abou Ghazi que diz que há massacres o tempo todo no Afeganistão com os quais ninguém, ou quase ninguém, se importa. Não é que me sinta mais - ou menos - preocupado com um do que com outro. Mas uma citação como aquela revela (no sentido básico da palavra) muitas coisas.<br />
Em que situação miserável nos encontramos! Permitimos que a mídia alimente, engane e guie nossas vidas! Isto realmente me enoja!</div>
<p>Jounaïda:</p>
<blockquote>
<blockquote><p>La phrase d’Abou Ghazi renvoie simplement à notre médiocrité. Elle révèle aussi une chose : celle que nous sommes vraiment les pantins des médias, assoiffés toujours de sensationnel.</p>
<p>Des actions concrètes pour nos frères et sœurs opprimés, il en faut et en faudra toujours, du moins tant que ce n&#39;est pas la parole de Dieu qui règnera sur terre.</p></blockquote>
</blockquote>
<div class="translation">A citação de Abou Ghazi simplesmente reflete nossa mediocridade. Também revela uma coisa: que somos, realmente, os marionetes da mídia, sempre sedenta pelo sensacional.</p>
<p>Precisamos, e sempre precisaremos, de ações concretas para nossos irmãos e irmãs oprimidos, pelo menos até que as palavras de Deus governem a terra.</p>
</div>
<p><img src="http://farm4.static.flickr.com/3087/3159836888_0153ccd987.jpg?v=0" alt="burial of a little girl" /></p>
<p>Homens palestinos enterram o corpo de Lama Hamdan, de 4 anos de idade, no cemitério em Beit Hanoun, na região norte da Faixa de Gaza, 30 de dezembro de 2008. Lama e sua irmã estavam, de acordo com relatos, passeando numa charrete puxada por um burro na terça-feira perto de um local de lançamento de mísseis que era alvo de Israel (Foto de <a href="http://flickr.com/photos/farshadebrahimi/3159836888/">Amir Farshad Ebrahimi</a>) [en].</p>
<p>Souleymene:</p>
<blockquote><p>…cette reflexion je me la suis posée plusieurs fois depuis ces derniers jours.Mais j&#39;dirais plus, la mobilisation que l&#39;on est en train de vivre n&#39;est qu&#39;un épiphénomene.Quand toute cette affaire va se tasser ( wal 3ilmou liLeh pour son issue) car un moment donné ca va rentrer dans “l<em>‘ordre</em> “, vu les houkams que l&#39;ont a, y&#39;a aucun risque d&#39;embrasement.Les candidats au djihad que l&#39;on a vu dans les télés au Yemen et en Jordanie entres autres n&#39;iront nul part qu&#39; ALLAH les retribue pour leur intentions.Les musulmans retourneront à leur préoccupations mondaines, la Palestine sera oubliée et le sang versé à Gaza avec.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8230;Tenho me feito este tipo de pergunta muitas vezes nos últimos dias. Mas diria mais, a mobilização que estamos vivendo é só um epifenômeno. Quando este negócio todo rescindir (e Alá sabe melhor&#8230;) pois num determinado momento tudo irá voltar à &#8220;ordem&#8221;, e levando em conta os governantes que temos, não há risco de agitação. Os que seriam jidahis que vemos na televisão, no Iêmen e na Jordânia, dentre outros lugares, não irão a lugar algum, possa ALÁ recompensá-los por suas intenções. Os muçulmanos retornarão às suas preocupações mundanas, a Palestina será esquecida, junto ao sangue derramado em Gaza.</div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>R. D. do Congo: Violações de Direitos Humanos e Violência contra Mulheres em Kivu do Norte</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/12/12/republica-democratica-do-congo-violacoes-de-direitos-humanos-e-violencia-contra-mulheres-em-kivu-do-norte/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/12/12/republica-democratica-do-congo-violacoes-de-direitos-humanos-e-violencia-contra-mulheres-em-kivu-do-norte/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 12 Dec 2008 20:06:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elisa Thiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[D.R. of Congo]]></category>
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		<description><![CDATA[Hoje [10/12] é o<a href="http://www.un.org/events/humanrights/2008/index.shtml"> Dia Internacional dos Direitos Humanos</a> [en] e, com o lema <a href="http://www.everyhumanhasrights.org/">“Todo o ser humano tem direitos"</a> [en], este é o ano que marca o 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. É também o último dia da campanha anual de <a href="http://www.cwgl.rutgers.edu/16days/home.html">"16 dias de ativismo contra violência de gênero"</a>[en]. Em muitas partes do mundo, entretanto, a situação dos direitos humanos está longe de ser a ideal e a violência de gênero é uma ameaça diária. Um desses lugares é a província de Kivu do Norte na República Democrática do Congo, como pode ser constatado por este apanhado de blogues escritos por trabalhadores humanitários na região.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/elia/">Elia Varela Serra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/elisathiago/'>Elisa Thiago</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/12/10/drc-human-rights-and-gender-violence-in-north-kivu/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/vocescongo2.jpg" alt="truck loaded with people and machine gun in the foreground" hspace="5" align="right" /> Hoje [10/12] é o<a href="http://www.un.org/events/humanrights/2008/index.shtml"> Dia Internacional dos Direitos Humanos</a> [en] e, com o lema <a href="http://www.everyhumanhasrights.org/">“Todo o ser humano tem direitos&#8221;</a> [en], este é o ano que marca o 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. É também o último dia da campanha anual de <a href="http://www.cwgl.rutgers.edu/16days/home.html">&#8220;16 dias de ativismo contra violência de gênero&#8221;</a>[en]. Em muitas partes do mundo, entretanto, a situação dos direitos humanos está longe de ser a ideal e a violência de gênero é uma ameaça diária. Um desses lugares é a província de Kivu do Norte na República Democrática do Congo, como pode ser constatado por este apanhado de blogues escritos por trabalhadores humanitários na região.</p>
<p>Como introdução, um <a href="http://worldfocus.org/blog/2008/12/03/giving-a-human-face-to-congos-conflict/3055/">lembrete</a> [en] do jornalista Michael Kavanagh:</p>
<blockquote><p>I’ve been reporting on DRC for five years now, and there’s nothing that frustrates me more than the dismissive comments I often get about how conflict in Africa is endemic.</p>
<p>Violence is rarely irrational — it almost always has root causes that can be addressed. We’re often just too busy or lazy to learn enough about a situation to figure out how.</p></blockquote>
<div class="translation">Já faço reportagens sobre a República Democrática do Congo há cinco anos agora, e não há nada que me frustra mais do que os comentários desprezíveis que recebo com freqüência de como o conflito na África é algo endêmico.</p>
<p>A violência é, raramente, irracional - quase sempre possui causas primárias que podem ser combatidas. Mas, com freqüência, estamos tão ocupados ou com tanta preguiça que não aprendemos o bastante sobre uma dada situação para descobrir de que forma lidar com ela.</p>
</div>
<p>Alguns dias atrás, Rebecca Wynn, uma funcionária de comunicação para a Oxfam, <a href="http://blogs.oxfamamerica.org/index.php/2008/11/20/congolese-children-are-at-school-but-get-no-education">escreveu sobre os desalojados (IDPs) na região do Kibati</a> [en], região ao norte de Goma:</p>
<blockquote><p>The children I am meeting here in Kibati in the Democratic Republic of Congo are at school, but they get no education. The school is where they sleep. It’s their home. Ever since they fled from the violence in their villages, it’s where they have slept, with leaves as their mattresses and their bodies snuggled close.</p>
<p>[…] There are 21 villages of Kanyaruchinya, which surround the Kibati camps. Four of these villages are completely empty and the rest are full of thousands of people who have been forced to run from their homes. The population here was just under 19,000 people before the recent troubles, but an estimated 50,000 people have arrived in the camps and villages here over the last month. Of the families here, 65 percent are hosting displaced people. But many people are living in public spaces such as schools, churches, and orphanages.</p></blockquote>
<div class="translation">As crianças que tenho conhecido aqui em Kibati na República Democrática do Congo estão na escola, mas não recebem qualquer educação. A escola é o lugar onde dormem. É sua casa. Desde que fugiram da violência em seus vilarejos, é onde elas têm dormindo,  montes de folhas no lugar de colchões, seus corpos aconchegados uns contra os outros.</p>
<p>[&#8230;] Há 21 vilarejos de Kanyaruchinya ao redor dos acampamentos de Kibati. Quatro desses vilarejos estão completamente vazios e o restante, lotado com milhares de pessoas que foram obrigadas a abandonar apressadamente suas casas. A população aqui era de pouco menos de 19.000 pessoas antes dos distúrbios recentes, mas um número estimado em 50.000 pessoas chegou aos acampamentos e vilarejos daqui neste último mês. Das famílias daqui, 65% estão abrigando pessoas desalojadas. Mas muitos estão morando em lugares públicos tais como escolas, igrejas e orfanatos.</p>
</div>
<p>Gina Bramucci do Comitê Internacional de Resgate e Salvamento (IRC) também <a href="http://blog.theirc.org/2008/11/12/weve-been-running-for-a-year-congo/">escreve sobre o acampamento IDP de Kibati</a> [en], onde cerca de 5.000 pessoas estão vivendo em &#8220;abrigos frágeis&#8221; - estruturas feitas com galhos de árvores,  lonas plásticas no lugar de telhados, folhas secas de bananeira para preencher os vãos e servir de quebra-vento”:</p>
<blockquote><p>Firewood distribution in Kibati is important on several levels right now […] In conflict areas trips outside of the population center or camp in search of firewood and water expose civilians to a higher potential of violent attacks. In Congo, men and boys can be beaten, intimidated or forced into labour by armed groups. But the chore of collecting firewood falls to women and girls, and for them, the stakes are even higher.</p></blockquote>
<div class="translation">A distribuição de lenha em Kibati é importante por vários motivos neste exato momento [&#8230;] Excursões para procura de lenha e de água em áreas de conflito para fora do centro populacional ou do acampamento  coloca em risco a vida dos civis a um potencial mais alto de ataques violentos. No Congo, homens e meninos podem apanhar, ser intimidados ou forçados a trabalhar por grupos armados. Mas a tarefa de coletar lenha recai sobre as mulheres e meninas e, para elas, os riscos são ainda maiores.</div>
<p>O perigo ao qual ela se refere é, logicamente, o de estupro. Elizabeth Roesch, uma especialista em questões de gênero e de defesa que trabalha para a CARE, <a href="http://www.alertnet.org/db/blogs/55078/2008/10/14-152349-1.htm">cita uma menina num acampamento para refugiados</a> [en]:</p>
<blockquote><p>The other day, I asked a young girl who fled the most recent fighting, when she would go back home, and she replied: “As long as there is war, we won&#39;t go back - how can we go back and risk being raped? When we go for water, when we go to the fields, we are afraid.” Other women nodded in agreement, and suddenly I understood how effective rape is at terrorizing communities.</p></blockquote>
<div class="translation">Outro dia, perguntei a uma menina que fugiu do episódio mais recente de luta, quando ela voltaria para casa e ela respondeu: &#8220;Enquanto houver guerra, não voltaremos - como voltar e correr o risco de ser estuprada? Quando temos que sair atrás de água, quando vamos para as roças, ficamos com medo.&#8221; Outras mulheres mostraram estar de acordo e de repente compreendi como o estupro é eficaz em aterrorizar as comunidades.</div>
<p><em>Stop the war in North Kivu</em>, um blogue escrito por um trabalhador humanitário anônimo, de Goma, mostra <a href="http://stopthewarinnorthkivu.wordpress.com/2008/12/05/idps-in-kiwanja/">um pequeno vídeo</a> [en] de tais acampamentos IDP:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="300" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://v.wordpress.com/fiCS05r6" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="300" src="http://v.wordpress.com/fiCS05r6"></embed></object></p>
<p><em>Stop the war in North Kivu </em>também <a href="http://stopthewarinnorthkivu.wordpress.com/2008/11/28/cndp-makes-prices-go-high/">escreve sobre os &#8220;impostos&#8221; ilegais</a> [en] que o CNDP (o grupo rebelde liderado por Nkunda) impõe à população civil dentro da área que eles controlam:</p>
<blockquote><p>-Long truck: 2000 U$ to get through.<br />
-Fuso truck (small size): 500 U$ to get through.<br />
-Toll for every vehicle: 50 U$.<br />
-If you carry just a bag with some items that could be sold in the market: 5 U$<br />
It is said around here that CNDP is a disciplined force in the sense that they don´t loot the population. Now I understand that they simply don´t need to do it. With this kind of tax procedure, looting becomes completely innecessary.<br />
Meanwhile, the price in Goma of first need commodities like beans has tripled in the last two months.</p></blockquote>
<div class="translation">-Caminhão longo: 2000 U$ para passar.<br />
-Caminhão Fuso (tamanho pequeno): 500 U$ para passar.<br />
-Pedágio para qualquer veículo: 50 U$<br />
-Se você carrega só uma sacola com alguns itens próprios para venda no mercado: 5 U$<br />
É dito por aqui que o CNDP é uma força disciplinada no sentido de que não saqueia a população. Agora, o que eu entendo, é que eles simplesmente não precisam fazer isso. Com o tipo de impostos que impõem, o saque se torna completamente desnecessário.</div>
<p>Emily Meehan, a gerente de comunicação para a IRC em Goma, <a href="http://blog.theirc.org/2008/12/08/a-fresh-view-of-the-congo-crisis/">escreve sobre sua chegada recente a Kivu do Norte:</a>[en]<a href="http://blog.theirc.org/2008/12/08/a-fresh-view-of-the-congo-crisis/"><br />
</a></p>
<blockquote><p>[earlier this year] I was reading about the Democratic Republic of Congo, particularly North Kivu, and wondering why we didn’t hear more about the ongoing humanitarian crisis there. I thought about the women and girls who have been raped and tortured by armed groups. I imagined Goma, North Kivu’s capital, to be a town under daily siege, with mortars blasting, windows shattering and machine gun fire crackling always in the distance. I imagined civilians running in hordes from clashes in the streets, screaming, moaning, and falling. My imagination was far from reality.<br />
I arrived here in Goma last month […] and I quickly saw that this tragedy is not so obvious – people have been living with war for too long in Congo. It is not sensational. They carry on, their “everyday switch” set on emergency.</p></blockquote>
<div class="translation">[no início do ano] estava lendo sobre a República Democrática do Congo, em particular o Kivu do Norte, e imaginava o porquê não ouvíamos falar mais sobre a crise humanitária que estava ocorrendo lá. Pensei sobre as mulheres e meninas que são estupradas e torturadas por grupos armados. Imaginava  Goma, a capital de Kivu do Norte, como uma cidade sob cerco diário, com rajadas de morteiros, vidros estilhaçados e estalidos contínuos dos disparos de metralhadoras à distância. Imaginava a população de civis correndo em bandos para longe das batalhas nas ruas, gritando, gemendo e caindo. Minha imaginação estava longe da realidade. Cheguei aqui em Goma no mês passado [&#8230;] e logo percebi que esta tragédia não é assim tão óbvia - as pessoas convivem com a situação de guerra já há muito tempo  no Congo. Deixou de ser algo extraordinário para elas. Elas vão em frente com a vida, seus &#8220;botões do cotidiano&#8221; ajustados para emergência.</div>
<p><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/voces-congo1.jpg" alt="man on a bike carrying a sofa loaded across it" /></p>
<p>Iker Zirion, que trabalha para o <em>Veterinarios sin Fronteras</em> (VSF) em Butembo, escreve [es] uma parábola que ilustra a complexidade do conflito armado em Kivu do Norte, no qual ele se refere às <a href="http://www.elperiodico.com/blogs/mapamundi/blogs/congo/archive/2008/12/10/tres-causas-un-mismo-efecto-1.aspx">“três causas para um mesmo resultado&#8221;:</a>[es]</p>
<blockquote><p>Un soldado de las Fuerzas Armadas de la RDC que huye del frente entra en casa de Vital Kagheni buscando algo de comida. Le golpea. Aprovecha para robarle el dinero y el móvil. Más tarde, vuelve con otros dos soldados. Quieren algo más que dinero. Quieren a su mujer.<br />
Al otro lado de ese frente del que huyen, el CNDP toma varias localidades. En la escuela de una de ellas, encuentran a Bertrand Kitambala. Tiene 13 años. En algunos países, hay personas que creen que esa edad es suficiente para empuñar un arma. Desgraciadamente, la RDC es uno de esos países.<br />
Un miembro de las FDLR está escondido en el bosque. Lleva ahí mucho tiempo. Está cansado y tiene hambre. Hacia él se acerca, sin saberlo, Kakule Lukumbuka. Lleva una cabra atada con una cuerda. Cuando llega a su altura, el FDLR sale de su escondite y le dispara. Pero no antes de arrebatarle la cuerda de las manos. No tiene ganas de correr y no quiere que el disparo haga huir a la cabra.</p></blockquote>
<div class="translation">Um soldado das Forças Armadas da República Democrática do Congo, em fuga da frente de batalha, entra na casa de Vital Kagheni em busca de comida. Dá-lhe um soco. Aproveita-se para roubar-lhe o dinheiro e o telefone celular. Mais tarde, retorna com dois outros soldados. Querem algo mais. Querem a esposa de Kagheni.<br />
Do outro lado da frente de batalha da qual fogem, a CNDP toma conta de várias localidades. Na escola de um deles, encontram Bertrand Kitambala. Ele tem 13 anos. Em alguns países, há aqueles que acreditam que é idade o bastante para empunhar armas. Infelizmente, a República Democrática do Congo é um desses países.<br />
Um membro da FDLR encontra-se escondido na mata. Já está lá há muito tempo. Está cansado e tem fome. Sem que saiba, Kakule Lukumbuka caminha em sua direção. Carrega uma cabra presa a uma corda. Quando chega próximo de onde se encontra o FDLR, este sai do esconderijo e atira nele. Mas antes, arrebata-lhe a corda de suas mãos. Não tem vontade de correr e nem quer que o disparo assuste a cabra para longe.</div>
<p>Numa outra postagem, Iker Zirion <a href="http://www.elperiodico.com/blogs/mapamundi/blogs/congo/archive/2008/11/26/empezar-de-cero-otra-vez.aspx">escreve sobre começar tudo de novo</a>:[es]</p>
<blockquote><p>“¡Buenas tardes! El día ha pasado sin incidencias, pero en un ambiente de tristeza para casi todo el mundo. Nada se ha salvado. Hay que empezar nuevamente de cero”, nos dice vía sms APRONUT, oenegé de desarrollo congoleña y una de nuestras contrapartes en Kirumba.<br />
No es la primera vez. La población de la zona ha tenido que comenzar de cero varias veces desde la década de los noventa hasta hoy. ¿Qué se puede responder a un sms como ese? Yo, desde luego, no lo sé. Afortunadamente, otra persona del equipo tuvo más capacidad de reacción: “¡Animo! Empezaremos de nuevo todos juntos”.</p></blockquote>
<div class="translation">Boa tarde! O dia passou sem incidentes, mas num ambiente de tristeza para quase todo mundo. Quase nada foi salvo. Temos que começar novamente do zero&#8221;, conta-nos via sms APRONUT, a ONG de desenvolvimento congolesa que é uma de nossas parceiras em Kirumba.<br />
Não é a primeira vez. A população já teve que começar de novo muitas vezes desde a década de 1990. O que podemos responder a um SMS como este? Eu realmente não sei. Por sorte, outra pessoa da equipe foi capaz de reagir mais rápido: &#8216;Vamos lá! Nós vamos começar de novo todos juntos&#39;.&#8221;</div>
<p><em>As duas fotos foram tiradas por <a href="http://www.elperiodico.com/blogs/mapamundi/photos/congo/slideshowpro2.aspx">Iker Zirion</a></em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Que imagens abriram seus olhos para os direitos humanos?</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/12/08/que-imagens-abriram-seus-olhos-para-os-direitos-humanos/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Dec 2008 21:32:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O sexagésimo aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos será no dia 10 de dezembro, e a equipe do The Hub da organização Witness editou um vídeo que elabora a pergunta: Que imagens abriram seus olhos para os Direitos Humanos? O vídeo está disponível online e com ele a Witness nos convida a todos para que participemos mostrando e contando ao mundo sobre o poder que as imagens tiveram em nos mostrar a importância dos Direitos Humanos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juliana-rincon-parra/">Juliana Rincón Parra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/12/07/videowhat-image-opened-your-eyes-to-human-rights/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img class="alignright" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/udhr60_anim.gif" alt="" />O sexagésimo aniversário da <a href="http://www.mj.gov.br/sedh/ct/legis_intern/ddh_bib_inter_universal.htm">Declaração Universal dos Direitos Humanos</a> será no dia 10 de dezembro, e a equipe do <a href="http://hub.witness.org/en/share/groups/group/11478">site The Hub da organização Witness</a> [En] editou um vídeo que elabora a pergunta: Que imagens abriram seus olhos para os Direitos Humanos? <a href="http://hub.witness.org/UDHR60">O vídeo está disponível online</a> [En] e com ele a Witness nos convida a todos para que participemos mostrando e contando ao mundo sobre o poder que as imagens tiveram em nos mostrar a importância dos Direitos Humanos.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/zJLSTZ_Y8q0&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/zJLSTZ_Y8q0&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>As imagens usadas no vídeo vieram todas dos arquivos do The Hub, uma plataforma para a disponibilização de vídeos relacionados aos Direitos Humanos. Neste vídeo curto, abusos dos direitos humanos no Afeganistão, Argentina, Brasil, Burma, na República Democrática do Congo, na República Chechena na Rússia, nas Filipinas e no Oeste do Sudão são <a href="http://hub.witness.org/en/node/11477">abordados</a> [En].</p>
<p>O chamado para responder à pergunta feita por eles está aberto a todos, e há diferentes maneiras de responder:</p>
<p><em>1)</em> Responda com um vídeo no <a href="http://hub.witness.org/share/upload/content">The Hub</a> [En]<br />
<em>2)</em> Responda com texto (deixando um comentário <a href="http://hub.witness.org/UDHR60">no post do vídeo</a> [En])<br />
<em>3)</em> Responda com um vídeo no <a href="http://www.youtube.com/watch?v=zJLSTZ_Y8q0">YouTube</a><br />
<em>4)</em> Junte-se a eles no <a href="http://apps.facebook.com/causes/6696?m=3a78f223&amp;recruiter_id=2146728">Facebook</a><br />
<em>5)</em> Blogando ou Vlogando sobre a questão e deixando o link nos comentários <a href="http://hub.witness.org/UDHR60">do post</a>.</p>
<p>Mais informações sobre o projeto The Hub podem ser encontradas <a href="http://hub.witness.org/en/share/groups/group/11478">na página do grupo</a> [En] ou <a href="http://hub.witness.org/UDHR60">no blogue</a> [En] deles. Todas as línguas são bem vindas nas respostas, e eles irão fazer o possível para traduzir a todas as respostas publicadas, e se você quiser, também pode ajudá-los com a tradução.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/12/08/que-imagens-abriram-seus-olhos-para-os-direitos-humanos/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>R.D. do Congo: Cartunistas satirizam a política congolesa</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/12/02/rd-do-congo-cartunistas-satirizam-a-politica-congolesa/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/12/02/rd-do-congo-cartunistas-satirizam-a-politica-congolesa/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Dec 2008 21:35:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[D.R. of Congo]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<description><![CDATA[Faz apenas um mês desde que o presidente congolês Joseph Kabila nomeou um novo Gabinete de Estado em um esforço para conter as crescentes críticas sobre sua inaptidão para combater a violência rebelde no leste, e muitos blogueiros permanecem céticos sobre o futuro do país. Uma imagem vale mais do que mil palavras.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/jennifer/">Jennifer Brea</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/12/02/drc-cartoons-satirize-congolese-politics/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Faz apenas um mês desde que o presidente congolês <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Joseph_Kabila">Joseph Kabila</a> nomeou <a href="http://www.mg.co.za/article/2008-10-27-kabila-names-new-drc-government">um novo Gabinete de Estado</a> [En] em um esforço para conter as crescentes críticas sobre sua inaptidão para combater a violência rebelde no leste, e muitos blogueiros permanecem céticos sobre o futuro do país.</p>
<p>Muito já se escreveu sobre a precária situação do Congo (veja estes artigos escritos pela autora do GV <a href="http://globalvoicesonline.org/author/elia/">Elia Varela Serra</a>, que está acompanhando de perto os recentes eventos - <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/12/02/rd-congo-assassinato-de-jornalista-mostra-fragilidade-da-democracia/">1</a>, <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/11/10/dr-congo-fighting-continues/">2</a>, <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/10/31/dr-of-congo-confusion-reigns-in-goma/">3</a>), mas por vezes uma imagem vale mais do que mil palavras.</p>
<p><a href="http://alexengwete.afrikblog.com/archives/2008/11/30/11566365.html"><em>Alex Engwete</em></a> [Fr] publicou esta charge produzida pelo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Human_Rights_Watch">Human Rights Watch</a> [Observatório dos Direitos Humanos], que satiriza Kabila por fazer-se de surdo às vozes da sociedade civil e da oposição e o apoio tácito dos doadores estrangeiros.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="440" height="420" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="gig_lt=1228253206634&amp;gig_pt=1228253212798&amp;gig_g=2" /><param name="src" value="http://v4.tinypic.com/player.swf?file=34ys0nr&amp;s=4" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="440" height="420" src="http://v4.tinypic.com/player.swf?file=34ys0nr&amp;s=4" flashvars="gig_lt=1228253206634&amp;gig_pt=1228253212798&amp;gig_g=2"></embed></object><br />
<span style="font-size: xx-small;"><a href="http://tinypic.com/player.php?v=34ys0nr&amp;s=4">Original Video</a>- More videos at <a href="http://tinypic.com">TinyPic</a></span><img style="visibility:hidden;width:0px;height:0px;" src="http://counters.gigya.com/wildfire/IMP/CXNID=2000002.0NXC/bT*xJmx*PTEyMjgyNTMyMDY2MzQmcHQ9MTIyODI1MzIxMjc5OCZwPTIzNDQ3MSZkPSZnPTImdD*mbz**NDQwMDIwZmZkZjc*ODIwYmQ2NjhjODdiNzRmYmU4Mw==.gif" border="0" alt="" width="0" height="0" /></p>
<p><img src="http://storage.canalblog.com/27/66/330296/33142992.jpg" alt="" width="450" align="top" /><br />
<em>(Imagem por Barly Baruti)</em></p>
<p>O jornalista <a href="http://www.congoblog.net/"><em>Cedric Kalonji</em></a> [Fr] publicou estas charges políticas <a href="http://www.flickr.com/photos/congoblog/">em seu photostream no Flickr</a> [Fr]:</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/congoblog/3075667562/"><img class="reflect" src="http://farm4.static.flickr.com/3187/3075667562_985e2c0436.jpg?v=0" alt="Liberté de la presse en RDC by Congo Blog." width="500" height="309" /></a></p>
<blockquote><p>Mustached man: “For all the information you need, go to the source”</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Homem com bigode: &#8216;Para qualquer informação que você precisar, vá à fonte&#39;.&#8221;</div>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/congoblog/3075626772/"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3190/3075626772_45484012d5.jpg" alt="" /></a></p>
<blockquote><p>Girl, left: “MOTHER, the government is in place, but I didn&#39;t see your name.  What happened?”<br />
Woman, right: “Ah!  But they forgot Article 14 of the Constitution…”</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Garota, à esquerda: &#8216;MÃE, o governo está empossado, mas eu não vi o seu nome. O que aconteceu?&#39;<br />
Mulher, à direita: &#8216;Ah! Mas eles esqueceram o Artigo 14 da Constituição&#8230;&#39;.&#8221;</div>
<p><em>(O Artigo 14 <a href="http://www.eisa.org.za/WEP/drcquotas.htm">determina</a> [En] que deve haver igualdade de gênero nas representações de todos os níveis, tanto nacional quanto o provincial ou local.)</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>R.D. Congo: Assassinato de jornalista mostra fragilidade da democracia</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/12/02/rd-congo-assassinato-de-jornalista-mostra-fragilidade-da-democracia/</link>
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		<pubDate>Tue, 02 Dec 2008 15:46:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[D.R. of Congo]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
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		<category><![CDATA[Sub-Saharan Africa]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Enquanto a luta continua na província de North Kivu na República Democrática do Congo, apesar do tão divulgado cessar fogo, na relativamente calma província de South Kivu mais um jornalista foi assassinado. No dia 21 de novembro, Didace Namujimbo, que trabalhava para a Rádio Okapi, apoiada pela ONU, foi baleado na cabeça ao voltar para casa naquela noite.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/elia/">Elia Varela Serra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/12/02/dr-congo-journalists-murder-highlights-fragile-democracy/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>Enquanto a <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/11/10/dr-congo-fighting-continues/">luta continua</a> [en] na província de North Kivu na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica_Democr%C3%A1tica_do_Congo">República Democrática do Congo</a>, apesar do tão divulgado cessar fogo, na relativamente calma província de South Kivu mais um jornalista foi assassinado. No dia 21 de novembro, Didace Namujimbo, que trabalhava para a  Rádio Okapi, apoiada pela ONU, <a href="http://africa.reuters.com/top/news/usnJOE4AL06A.html">foi baleado na cabeça</a> [en] ao voltar para casa naquela noite.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-53294" title="didace" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/11/didace.jpg" alt="" /></p>
<p>O jornalista espanhol Hernán Zin conheceu Namujimbo em sua redação, durante uma viagem a Bukavu no verão passado para escrever sobre a violência sexual como arma de guerra. Ele <a href="http://blogs.20minutos.es/enguerra/post/2008/11/22/la-muerte-un-compaaaero-generoso-y-comprometido-el-congo">o descreveu</a> [es] em seu blogue <em>Viaje a la guerra</em> (<em>Jornada na guerra</em>):</p>
<blockquote><p>Un hombre alto, de buena presencia, que hablaba un francés impoluto. El primer rostro amigo que encontré en el Congo.</p></blockquote>
<div class="translation">Um homem alto, de boa aparência, que falava um francês impecável. O primeiro rosto amigo que encontrei no Congo.</div>
<p>E acrescenta:</p>
<blockquote><p>Además de una honda tristeza, me vuelven recuerdos de las conversaciones que mantuvimos sobre la muerte de su compañero <a href="http://portal.unesco.org/ci/en/ev.php-URL_ID=24785&amp;URL_DO=DO_TOPIC&amp;URL_SECTION=201.html">Serge Maheshe</a> [en], el 13 de junio de 2007. Hablamos sobre quiénes podrían ser los culpables, pues yo tenía la intención de incluir su historia en la sección de este blog <a href="http://blogs.20minutos.es/enguerra/categoria/morir-contar">Morir para contar</a>.</p></blockquote>
<div class="translation">Além de uma tristeza profunda, fico refletindo sobre as conversas que tivemos sobre a morte de seu companheiro <a href="http://portal.unesco.org/ci/en/ev.php-URL_ID=24785&amp;URL_DO=DO_TOPIC&amp;URL_SECTION=201.html">Serge Maheshe</a> [en] no dia 13 de junho de 2007. Conversamos sobre quem poderiam ter sido os culpados, pois eu planejava incluir essa história numa seção deste blogue chamado <a href="http://blogs.20minutos.es/enguerra/categoria/morir-contar">Morir para contar</a> (Morrer para contar).</div>
<p>Serge Maheshe, editor de notícias da Rádio Okapi,  foi baleado na cabeça em 13 de junho de  2007 ao voltar para casa, exatamente da mesma forma que morreu, um ano e meio depois, seu colega e amigo Didace Namujimbo. Um ano depois do assassinato de  Maheshe, um ex-jornalista da  Radio Okapi em Kinshasa, <a href="http://www.congoblog.net/reconstruction-du-congo-sans-justice/">Cédric Kalonji</a> [fr], escreveu sobre a impunidade aos crimes do tipo na República Democrática do Congo:</p>
<blockquote><p>Je constate amèrement que la justice, pilier de l’autorité de l’État qui est le fondement même de la démocratie ne fonctionne pas au Congo. Quand aurons-nous, et qui rétablira une justice efficace et indépendante dans ce pays?</p></blockquote>
<div class="translation">
<p>É com grande amargura que  me dou conta de que a justiça, o pilar da autoridade do estado que é a base fundamental da democracia, não está funcionando no Congo. Quando  restauraremos um sistema judicial independente e eficiente nesse país?</p>
</div>
<p>Agora Cédric Kalonji <a href="http://www.congoblog.net/encore-un-journaliste-assassine/">reflete</a> [fr] mais uma vez sobre a democracia no seu país:</p>
<blockquote><p>En apprenant cette nouvelle, je suis partagé entre douleur, tristesse et colère. Je me demande comment la démocratie s’installera durablement dans un pays où on est visiblement allergique aux journalistes indépendants et professionnels. Devons-nous laisser le Congo entre les seules mains des hommes forts, ceux qui sont armés?</p></blockquote>
<div class="translation">Depois que soube da notícia, eu me dividi entre dor, tristeza e raiva. Me perguntei como a democracia pode perdurar em um país tão visivelmente alérgico a jornalistas independentes e profissionais. Devemos que deixar o Congo apenas nas mãos de homens fortes e armados?</div>
<p>Kalire <a href="http://kalire-et-ses-cauchemars.over-blog.com/article-25021411.html">acha</a> [fr] que o assassinato de Didace Namujimbo representa muitos outros:</p>
<blockquote><p>Comme Didace, ils sont nombreux à se faire tuer dans le Kivu.</p>
<p>Se faire tuer par «des inconnus», par on ne sait même pas qui: des «rebelles»? des militaires congolais? des bandes de pillards? des voisins jaloux?</p>
<p>Comme Didace, ils sont des centaines à se faire tuer, violer par des «inconnus».</p>
<p>Mais Didace est… était journaliste.</p>
<p>C’est pourquoi sa mort peut parler pour celle des autres.</p></blockquote>
<div class="translation">Como Didace, são muitos os jornalistas assassinados em Kivus.</p>
<p>Sendo mortos por “estranhos”, nem sabemos quem: “rebeldes”? Soldados congoleses? Gangstêrs de saqueadores? Vizinhos invejosos?</p>
<p>Como Didace, há centenas de pessoas sendo mortas e estupradas por “estranhos”.</p>
<p>Mas Didace é … era jornalista.</p>
<p>É por isso que sua morte pode falar pelas mortes dos outros.</p>
</div>
<p>Freddy Mulongo do blogue Rádio Revéil FM, lembra-se dos seis profissionais de imprensa que foram assassinados em circunstâncias parecidas nos últimos três anos, incluindo Didace Namujimbo e Serge Maheshe. Nessa postagem, ele resume <a href="http://www.reveil-fm.com/index.php/2008/11/25/222-congo-pour-tuer-l-information-on-assassine-les-professionnels-des-medias">o que esses casos têm em comum</a> [fr]:</p>
<blockquote><p>Les scénarios sont les mêmes: tous les journalistes congolais sont tués la nuit, à proximité de leur domicile, on retrouve sur eux l&#39;argent mais leur appareils téléphoniques… Et après on arrête des “innocents” que l&#39;on présente comme des assassins. On organise une mascarade de procès souvent dans un auditorat militaire, il arrive parfois que les présumés assassins se rebiffent, pendant ce temps les vrais commanditaires courent toujours et jouissent de l&#39;impunité.</p></blockquote>
<div class="translation">Os cenários são sempre os mesmos: todos os jornalistas congoleses são mortos à noite, perto de casa, o dinheiro que carregam não é roubado, nem mesmo os celulares&#8230; E então algumas pessoas “inocentes” são presas e apresentadas como assassinos. Um julgamento de fachada é organizado, normalmente na corte militar, algumas vezes os supostos assassinos se defendem e durante aquele período os verdadeiros mandantes dormem livres e desfrutam da impunidade.</div>
<p>Para Freddy Mulongo, a situação dos profissionais da imprensa do Congo está sinistra:</p>
<blockquote><p>Ils sont journalistes et professionnels des médias en danger car comme le dit si bien l&#39;adage des Peuls dans l&#39;extrême Nord du Cameroun: “Si on rase ton camarade. Mouille-toi la tête, ton tour arrive!” A qui le tour? Qui sera le prochain victime?</p></blockquote>
<div class="translation">Os jornalistas e profissionais da imprensa estão em perigo, porque reza o ditado do povo Peuls do norte da República dos Camarões: “Se estão raspando a cabeça de seu vizinho, prepare a sua - você será o próximo!”. De quem é a vez então? Quem será a próxima vítima?</div>
<p>Colette Braeckman, jornalista belga e especialista em África Central, ao saber do assassinato de Didace Namujimbo <a href="http://blogs.lesoir.be/colette-braeckman/2008/11/25/journalistes-dans-la-ligne-de-tir-et-critiques-de-human-rights-watch/">se perguntou</a> [fr]:</p>
<blockquote><p>Comment concilier ces assassinats, qui semblent être d’origine mafieuse ou politique, avec l’état de droit dont les élections de 2006 auraient du marquer la naissance, avec « la fin de la récréation » solennellement annoncée par le président le jour de son investiture?</p></blockquote>
<div class="translation">Como podemos conciliar esses assassinatos, que parecem ter uma máfia ou motivação política por trás, com a volta da lei marcada pelas eleições de 2006, com o “o fim do recreio” anunciado solenemente pelo presidente no dia de sua posse?</div>
<p>Também nessa semana, a Human Rights Watch divulgou um novo relatório chamado &#8220;<a href="http://www.hrw.org/en/reports/2008/11/25/we-will-crush-you-0">Vamos esmagar você</a>&#8221; [en] , sobre a restrição do espaço político no Congo. Sobre isso,  Colette Braeckman comenta que “eles fazem um julgamento muito sério nos dois anos que se seguiram às eleições”. No resumo do relatório está <a href="http://www.hrw.org/en/node/76188/section/3">escrito</a> [en]:</p>
<blockquote><p>Government agents have also threatened, arrested, tortured, and otherwise harassed journalists and members of civil society who were linked to political opponents or who protested abuses against them.</p></blockquote>
<div class="translation">Os agentes do governo também ameaçam, prendem, torturam ou perseguem jornalistas e membros da sociedade civil que são conectados aos adversários políticos ou que protestam contra abusos da parte deles.</div>
<p>O sumário conclui:</p>
<blockquote><p>Elections themselves cannot bring democracy. Congolese and international actors must work to establish an independent judiciary and a vibrant parliament with an effective opposition to improve human rights, hold the executive to account for its actions, and counterbalance the restriction of political space. Failure to establish such counterweights will endanger Congo’s young democracy.</p></blockquote>
<div class="translation">As eleições por si só não podem trazer democracia. Cidadãos congoleses e internacionais devem estabelecer um judiciário independente e um parlamento atuante com uma oposição eficaz para melhorar a questão dos direitos humanos, tornar o executivo responsável por suas ações e contrabalançar a restrição ao espaço político.  O não estabelecimento de compensações desse tipo colocará em risco a jovem democracia do  Congo.</div>
<p>(<em><a href="http://www.flickr.com/photos/maneno/3051187817/">Foto de Didace Namujimbo</a> no escritório da Radio Okapi em Bukavu, tirada em maio passado Elia Varela Serra</em>)</p>
</div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>República Democrática do Congo: Blogando da Zona de Guerra</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/11/13/republica-democratica-do-congo-blogando-da-zona-de-guerra/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/11/13/republica-democratica-do-congo-blogando-da-zona-de-guerra/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 21:02:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dominguezvaleska</dc:creator>
				<category><![CDATA[D.R. of Congo]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
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		<category><![CDATA[Guerra & Conflito]]></category>
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		<category><![CDATA[Rwanda]]></category>
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		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Os seguintes relatos foram feitos por testemunhas oculares que blogam da região leste da República Democrática do Congo, e falam sobre a situação nessa parte do país depois dos choques recentes entre rebeldes, forças do governo e as forças das Nações Unidas.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/ndesanjo-macha/">Ndesanjo Macha</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/dominguezvaleska/'>dominguezvaleska</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/10/31/dr-of-congo-blogging-from-the-war-zone/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Os seguintes relatos foram feitos por testemunhas oculares que blogam da região leste da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Democratic_Republic_of_the_Congo">República Democrática do Congo</a>, e falam sobre a situação nessa parte do país depois dos <a href="http://uk.news.yahoo.com/18/20081029/twl-fresh-fighting-erupts-near-dr-congo-696b303.html">choques recentes entre rebeldes, forças do governo e as forças das Nações Unidas</a>.</p>
<p><a href="http://gorilla.cd/2008/10/29/fighting-closes-in-on-goma/">A situação em Goma</a>:</p>
<blockquote><p>The situation is degrading fast. There has been a lot of shooting in town until about 40 minutes ago. Since then, there is silence. You could hear a pin drop. Rumours are rife, but there are some confirmed reports of CNDP rebels on the outskirts of town. MONUC is evacuating their staff to Rwanda.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;A situação está se deteriorando rapidamente. Muitos tiroteios foram ouvidos na cidade até cerca de 40 minutos atrás. Desde então, só há silêncio. Você poderia escutar um alfinete cair. Inúmeros rumores estão em circulação, mas existem alguns relatos confirmados sobre o posicionamento de rebeldes do CNDP (Congresso Nacional para a Defesa do Povo) nos arredores da cidade. A MONUC (Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo) está evacuando sua equipe para Ruanda&#8221;.</div>
<p>O exército congolense <a href="http://gorilla.cd/2008/10/29/chaos-in-goma-as-military-flee-rebels/">desistiu completamente</a>:</p>
<blockquote><p>It’s total chaos in Goma. I am being told, through various phone calls and text messages, that the army have now laid down their weapons at Kibumba, 12 miles north of Goma, and are fleeing the rebels. In other words they have totally given up. Some of the soldiers are running/driving/zooming on motorbikes through town towards the west, Sake, and they are going past my house.<br />
The governor of North Kivu has apparently also left town.<br />
Now there is only the UN peacekeeping forces stopping Nkunda’s rebels from taking Goma.</p>
<p>There is lots and lots of speculation right now - and panic. I will keep you posted.<br />
I just got back from the Ranger camp and was about to work with Innocent to report that we have found 3 more Rangers - which of course is fantastic news. One was severely beaten by the military and getting medical treatment, and the other 2 are exhausted - but at least we found them.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Em Goma, é o caos absoluto. Recebi vários telefonemas e mensagens de texto contando que o exército depôs as armas em Kibumba, 12 milhas ao norte de Goma, e que os militares estão fugindo dos rebeldes. Em outras palavras, eles desistiram completamente. Alguns dos soldados atravessam a cidade correndo, outros dirigindo veículos, ou zunindo em suas motocicletas na direção oeste, Sake, e eles estão passando pela minha casa.<br />
Aparentemente, o governador de Kivu Norte também deixou a cidade.<br />
Agora só existem as forças de paz da ONU impedindo que os rebeldes de Nkunda tomem Goma.<br />
Há muitas e muitas especulações no momento - e pânico. Continuarei postando para manter vocês atualizados.<br />
Acabei de voltar do acampamento dos guardas florestais e estava me preparando para trabalhar com Innocent para contarmos que encontramos três outros guardas florestais - o que, claro, é uma notícia fantástica. Um havia sido gravemente espancado pelos militares e recebia cuidados médicos, e os outros dois estavam exaustos - mas pelo menos nós os encontramos&#8221;.</div>
<p>Jean Claude e seus colegas em <a href="http://tshiaberimu.wildlifedirect.org/2008/10/29/fighting-in-eastern-dr-congo/">Monte Thsiaberimu</a>:</p>
<blockquote><p>Hello this is Jean Claude. At the moment we are safe at Mount Thsiaberimu but we are very concerned about the security situation at Goma.<br />
I am at Kyondo at the moment and rebels have started to walk around. I have asked all staff to be very careful.<br />
This morning I spoke to my colleague Henry who is in Goma. He had an ok night but there is fighting between the rebels and the Congolese army at Kibumba, just 30km from Goma. Gorilla Organization staff are staying in their homes for now but are keeping a very close eye on situation and an evacuation plan is in place should they need it.<br />
Some Gorilla Organization partners are based in Rutshuru (between Goma and Mt Tshiaberimu) which is now under control of the Nkunda’s rebels. We had contact with staff there yesterday but today we have lost contact. We think they may have fled towards Uganda for safety.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Alô, aqui é Jean Claude. No momento estamos a salvo no Monte Thsiaberimu, mas estamos muito preocupados com a segurança em Goma.</div>
<p>Estou em Kyondo no momento e os rebeldes começaram circular pelo local. Pedi a toda a equipe que tivesse muito cuidado.<br />
Hoje de manhã falei com meu colega Henry, que está em Goma. Ele passou a noite bem, mas há combates entre os rebeldes e o exército congolense em Kibumba, a apenas 30 quilômetros de Goma. Os funcionários da Organização Gorilla permanecem em suas casas por enquanto, mas estão observando a situação atentamente e um plano de evacuação já foi preparado, caso isso seja necessário. Alguns parceiros da Organização Gorilla estão baseados em Rutshuru (entre Goma e o Monte Thsiaberimu), que agora está sob o controle dos rebeldes de Nkunda. Ontem fizemos contato com a equipe de lá, mas hoje perdemos. Achamos que talvez tenham fugido na direção de Uganda, em busca de segurança&#8221;.</p>
<p>Algumas reações ao post de Jean:</p>
<blockquote><p>Christine C., on 29 Oct 2008<br />
Jean Claude — my thoughts and prayers are with all of you…I know it is not much, but I suppose it is the best any of us can do from so far away. I hope to God that those who have the power, come to Congo’s aid very soon…It is horrifying to think about what the rebels have managed so far.<br />
Virginia, on 29 Oct 2008<br />
Jean Claude, I am very sorry to hear about this horrendous news. Please stay safe. I will be in Bukavu in 2 weeks time. Are you coming south?<br />
Peter, on 29 Oct 2008<br />
I have worked in Goma and East Kivu from 1994-1999 and know the region and its people well.<br />
I am sorry you all had to go through this pain of civil war and unrest once again…!<br />
Stay safe!<br />
Annie, on 29 Oct 2008<br />
Yes…..please stay safe……this is just terrible for all of you! I don’t want anything happening to any of you! You have all worked so hard!</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Christine C., em 29 out 2008<br />
Jean Claude - meus pensamentos e orações estão com todos vocês&#8230; Sei que não é muito, mas acredito que seja o melhor que qualquer um de nós possa fazer, estando tão longe. Peço a Deus que aqueles com poder para agir venham em socorro do Congo muito em breve&#8230; É apavorante pensar no que os rebeldes conseguiram fazer até agora.<br />
Virginia, em 20 out 2008<br />
Jean Claude, estou tão triste por saber dessas notícias horríveis! Por favor, mantenham-se em segurança. Estarei em Bukavu dentro de duas semanas. Você vem para o sul?<br />
Peter, em 29 out 2008<br />
Trabalhei em Goma e em Kivu Leste de 1994 a 1999, e conheço bem a região e o seu povo.<br />
Sinto muito que vocês todos tenham que passar mais uma vez por toda a dor de uma guerra civil e dos tumultos!&#8230;<br />
Mantenham-se em segurança!<br />
Annie, em 29 out 2008<br />
Sim&#8230; por favor, mantenham-se em segurança&#8230;o que vocês todos estão passando é simplesmente terrível! Não quero que nada lhes aconteça! Vocês todos têm trabalhado tanto!&#8221;</div>
<p><a href="http://gorilla.wildlifedirect.org/2008/10/26/rebels-take-over-rumangabo-again/">Os combates </a>em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Rumangabo">Rumangabo</a>, uma base militar ao norte de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Goma">Goma</a>:</p>
<blockquote><p>Fighting at Rumangabo started at 0400 today between the rebels of Laurent Nkunda and the army. It has now totally engulfed the park station and our Rangers have been forced to flee into the forests for their lives. The rebels now are the only occupants of the park station at Rumangabo. This has never happened before. This is a serious time. We need to get our 50+ Rangers back to safety in Goma, 45km south of Rumangabo. The main road is blocked because of the fighting so they are walking through the forests of the park south, to Kibumba, about 20km away, where we aim to pick them up in trucks. We are trying to maintain phone contact but they don’t have much battery life in their phones.<br />
Emmanuel has made an appeal on Gorilla.cd and any donations made here will go directly to support these rangers during these difficult times. I’ve spoken to some friends on the ground who say that the situation is extremely bad.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Hoje em Rumangabo, os combates entre o exército e os rebeldes de Laurent Nkunda começaram às 4 horas. Agora a luta já envolveu completamente a área da sede do parque, e nossos guardas florestais foram forçados a fugir floresta adentro para salvar suas vidas. Os rebeldes são agora os únicos ocupantes da sede do parque em Rumangabo. Isso nunca aconteceu antes. São tempos duros. Precisamos trazer com segurança os nossos mais de 50 guardas florestais de volta para Goma, que fica a 45 quilômetros ao sul de Rumangabo. A estrada principal está bloqueada por causa dos combates, por isso os guardas estão caminhando por dentro da floresta rumo ao sul, para Kibumba, a cerca de 20 quilômetros de distãncia, onde pretendemos apanhá-los com caminhões. Estamos tentando manter contato telefônico, mas a bateria de seus celulares está acabando&#8221;.<br />
Emmanuel fez um apelo no Gorilla.cd, e qualquer doação realizada servirá diretamente para ajudar os guardas florestais durante esses tempos difíceis. Falei com alguns amigos no local que dizem que a situação é extremamente ruim.</div>
<p><a href="http://gorilla.cd/2008/10/09/video-todays-fighting-in-rumangabo/">Aqui está um registro em vídeo </a>da situação em Rumangabo:</p>
<blockquote><p>I am back in Goma and to be honest too tired to explain our day in Rumangabo.<br />
So I will let Balemba do the talking, in this video I filmed this morning</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Voltei a Goma e, para ser honesto, estou cansado demais para explicar como foi nosso dia em Rumangabo.<br />
Por isso, deixarei que Balemba conte tudo, neste video que fiz hoje de manhã&#8221;.</div>
<p>Pessoas que assitiram estão reagindo às imagens:</p>
<blockquote><p>lisah Says: 9 Oct 2008   I am speechless as well. Lisa<br />
Jean-Claude S (France) Says: 9 Oct 2008   Balemba. I come to greet your courage and that which filmed these images. You make us live the war directly … and we are, even by far, very close with all these poor people frightened… without being able to act. I hope for only one thing for all, finally the peace… but it seems well far still. Thanks for your news. I hope to have good news of your sector quickly. My friendships with to all.<br />
jessiewiseman Says: 9 Oct 2008   please go safely.<br />
Balemba Says: 10 Oct 2008   Thanks Jean Claude. Actually,this is the unique way to break the silence.<br />
Says: 10 Oct 2008   I’m on a computer with a very slow speed connection and was able to see your video, Pierre, but hear no sound - but who needs sound with images like these? They say it all… It is a great shame that your powerful images are not being shown all over the world. I know that I am far from impartial, but right now I can only ask: who cares about vice-presidential candidate Palin’s being the mother of five if all over Kivu women are mothers of five and they are running away from gunfire on dirt roads? Who deserves the headlines? The world’s attention? Who has a good plan on how to save Kivu’s children and will implement it? Bon courage to all and take care. Iris</p></blockquote>
<div class="translation">lisah diz: 09 out 2008 Estou sem fala também. Lisa.<br />
Jean-Claude S (França) diz: 09 out 2008 Balemba. Venho aqui para elogiar sua coragem de realizar essas imagens. Você nos faz vivenciar a guerra de forma direta&#8230; e, mesmo que distantes, estamos muito próximos de todas essas pobres pessoas, tão assustadas&#8230;sem condições de agir. Desejo uma única coisa para todos, finalmente a paz&#8230; mas ela ainda parece muito distante. Obrigado pelas notícias. Espero ter boas notícias do seu setor rapidamente. Minha amizade a todos.</div>
<p>jessiewiseman diz: 09 out 2008 por favor, protejam-se.</p>
<p>Balemba diz: 10 out 2008 Obrigado, Jean-Claude. Na verdade, essa é a única forma de quebrar o silêncio.</p>
<p>Diz: 10 out 2008 Estou num computador com uma conexão muito lenta e consegui ver seu video, Pierre, mas sem som nenhum - mas quem precisa de som com imagens como essas? Elas dizem tudo&#8230; É lamentável que suas imagens fortes não estejam sendo mostradas no mundo inteiro. Sei que estou longe de ser imparcial, mas neste exato momento só posso perguntar uma coisa: quem se importa se a candidata à vice-presidência Palin é mãe de cinco filhos, quando por toda Kivu existem mulheres que são mães de cinco filhos e estão fugindo dos tiroteios pelas estradas poeirentas? Quem merece as manchetes? A atenção do mundo? Quem tem um bom plano para salvar as crianças de Kivu e chegará a implementá-lo? Bon courage a todos e tomem cuidado. Iris.&#8221;</p>
<p>&#8220;Inseguraça, incerteza e violência,&#8221; <a href="http://gorilla.cd/2008/10/29/insecurity-uncertainty-and-violence/">Samantha Newport relata</a>:</p>
<blockquote><p>I am in a different part of town to Emmanuel and I can hear the same shooting and the same silences. I am holed up at a UN compound with about 200 local and international staff.</p>
<p>Innocent is with his family in an area of town where the military are shooting and looting. Balemba is hiding under a bed in his house in Goma and Diddy is safe although I am not sure where he is.</p>
<p>It is impossible to know how the rangers at the camp are getting on as they are very exposed to pillaging and violence.</p>
<p>We continue to wait and see what is going to happen. But for now there is absolutely no way that anybody is exiting this compound. We need to remain together and stay safe.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Eu e Emmanuel estamos em partes diferentes da cidade, e consigo escutar os mesmo tiroteios e o mesmo silêncio. Estou enfurnada nas instalações da ONU junto com mais ou menos 200 funcionários congolenses e estrangeiros.<br />
Innocent está com sua família numa região da cidade onde os militares estão atirando e saqueando. Balemba está escondido embaixo de uma cama na sua casa, em Goma, e Diddy está a salvo, apesar de eu não ter certeza do local exato.<br />
É impossível saber como os guardas florestais estão passando no acampamento, pois estão muito expostos a pilhagens e à violência. Continuamos a esperar para ver o que vai acontecer. Mas por enquanto não há possibilidade nenhuma de alguém deixar estas instalações. Precisamos permanecer juntos e protegidos.&#8221;</div>
<p>Por fim, leia o post de <a href="http://globalvoicesonline.org/author/elia/">Elia</a>, <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/10/31/dr-of-congo-confusion-reigns-in-goma/">&#8220;Confusão reina em Goma&#8221;</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Fotografando o Congo, por Cedric Kalonji</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/06/07/cedric-kalonji-fala-sobre-fotografar-o-congo/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/06/07/cedric-kalonji-fala-sobre-fotografar-o-congo/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 07 Jun 2008 20:12:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[D.R. of Congo]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[French]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Photos]]></category>
		<category><![CDATA[Sub-Saharan Africa]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Nessa entrevista, o blogueiro e jornalista congolês Cedric Kalonji porque uma imagem vale mais do que mil palavras]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/jennifer/">Jennifer Brea</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/06/06/cedric-kalonji-on-photographing-congo/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p style="text-align: center;"><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/06/2303875701_6b941c9091.jpg" alt="" width="500" height="342" /></p>
<p>Cedric Kalonji é repórter da  <a href="http://www.radiookapi.net/">Radio Okapi</a> e autor daquele que é possivelmente <a href="http://www.congoblog.net/">o mais popular blogue do Congo</a>.</p>
<p>Mas, além do seu trabalho na rádio  e no blogue, Kalonji também é um prolífico fotógrafo, e eu passei os últimos dias bisbilhotando a sua <a href="http://www.flickr.com/photos/congoblog">coleção de fotos no Flickr</a>.</p>
<p>Kalonji usa coleções de fotos para contar estórias, por exemplo, <a href="http://www.flickr.com/photos/congoblog/sets/72157604008240406/">a da forma rápida como a erosão no bairro de Binza Ozono</a>, em Kinshasa, destrói mais e mais casas a cada chuva pesada que cai:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-45085" title="2300626494_97b3c8d00f_m" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/06/2300626494_97b3c8d00f_m.jpg" alt="" /></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/congoblog/sets/72157605084952604/">A greve dos soldados do MONUC</a>:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-44842" title="2496387883_949f4c99bf_m" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/06/2496387883_949f4c99bf_m.jpg" alt="" /></p>
<p>Uma entrevista com o músico senegalês, <a href="http://www.flickr.com/photos/congoblog/sets/72157604583515426/">Ismael Lo</a>:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-45086" title="2305302967_4692893eb1_m" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/06/2305302967_4692893eb1_m.jpg" alt="" /></p>
<p>E a triste estória desses <a href="http://www.flickr.com/photos/congoblog/sets/72157603872341873/">dois homens detidos em  Kinshasa</a>,  um por ter roubado uma certa quantidade de arame, o outro por tê-la comprado:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-44827" title="2248123435_b6b94eae17_m" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/06/2248123435_b6b94eae17_m.jpg" alt="" /></p>
<p>O que eu realmente gostei nessas fotografias que é que enquanto as imagens do Congo publicadas na mídia internacional tendem a retratar catástrofes, ou o estranho e o exótico, as fotografias de Kalonji revelam o ordinário, o cotidiano da vida na África que mundo lá fora nem sempre vê.</p>
<p>Então eu [Jennifer Brea] decidi entrevistar Kalonji sobre suas fotografias e ele graciosamente concordou em responder a minhas perguntas, que aqui traduzo do francês.</p>
<p><strong>Quando e por que razão você decidiu criar um blogue?</strong></p>
<p>Eu criei meu blogue em setembro de 2005. No início, era para compartilhar minhas fotos e meu dia-a-dia na internet. Percebi que havia mais e mais pessoas interessadas em minhas fotos, então comecei a publicar mais, acrescentando um um pouco de texto. Muito rapidamente, eram centenas de visitantes, principalmente os congoleses na diáspora. Foi daí que veio a minha motivação para continuar com este blogue, que agora recebe uma média de 1.000 visitas por dia.<br />
<img class="alignnone size-full wp-image-44746" title="2104175286_3211155ef8_m" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/06/2104175286_3211155ef8_m.jpg" alt="congo children school" /></p>
<p><strong>Quando você começou a fotografar? O que você acha que uma imagem pode comunicar que um texto não pode?</strong></p>
<p>Eu comecei a tirar minhas primeiras fotos com uma câmera digital que minha mãe ganhou de presente em 2002. Acho que para ler e escrever, a pessoa precisa ser educada, mas com foto a estória é outra. Você pode não saber como escrever e você ainda pode tirar fotos que podem dizer tanto quanto um artigo escrito. Você pode não saber ler, mas você pode compreender uma situação exposta por uma imagem.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-44846" title="2523244657_1e1771cb55_m" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/06/2523244657_1e1771cb55_m.jpg" alt="" /><br />
<strong><br />
O que você acha da imagem do Congo no estrangeiro? Acha que esta imagem reflete a realidade?</strong></p>
<p>O Congo é percebido como um país em guerra, em caos, onde tudo está destruído, onde nada funciona. Esta imagem é verdade, num certo sentido, pois após 32 anos da ditadura de Mobutu, de mais de dez anos de guerra e de 5 milhões de mortos, é verdade que as coisas não estão indo bem.</p>
<p>Ao mesmo tempo, há uma coisa que muitas vezes esquecemos de observar, que é como os congoleses ainda estão sorrindo, são acolhedores e apaixonados pela vida, apesar de todos os traumas sofridos. Há ainda calor humano, e acho que isso é uma grande riqueza.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/congoblog/2496360691/"><img class="alignnone size-full wp-image-45087" title="2496360691_db8c63b36f_m" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/06/2496360691_db8c63b36f_m.jpg" alt="" /></a></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-44849" title="2524145260_623bb06a5f_m" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/06/2524145260_623bb06a5f_m.jpg" alt="" /><br />
<strong><br />
Por que você gosta de tirar fotografias da vida quotidiana, dos momentos ordinários? </strong></p>
<p>Porque eu disse a mim mesmo que há certas coisas que as pessoas que vivem em outras partes do mundo não podem imaginar, coisas que eu vivo todos os dias. Minha primeira motivação é a partilhar estes momentos ordinários, para permitir que as pessoas se coloquem na pele de um congolês, de alguém em Kinshasa, ao olhar estas fotos.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-44837" title="2524299982_74626c27ff_m" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/06/2524299982_74626c27ff_m.jpg" alt="" /></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-44831" title="2304679988_6a7ab85dea_m" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/06/2304679988_6a7ab85dea_m.jpg" alt="" /><br />
<strong><br />
Qual o papel que a mídia cidadã desempenha na sua profissão? (existe um papel a ser desempenhado? A maioria de seus leitores estão no estrangeiro, em parte devido à falta de acesso à Internet no Congo). Qual o papel que ela pode desempenhar no futuro? </strong></p>
<p>A mídia cidadã nos permite ir além das fronteiras e construir pontes tendo muito poucos recursos, o que seria impossível com a mídia tradicional.  No meu caso, a vantagem de um blogue é que ele permite que eu me expresse de uma forma totalmente independente e seja lido por leitores dos quatro cantos do mundo. Portanto, tenho a possibilidade de partilhar a minha vida e fazer conexão com leitores de diferentes países com diferentes visões e culturas. Acho que para países como o Congo e para a África em geral, os blogues são um meio de comunicação especialmente importante.</p>
<p>Para compartilhar esta paixão, eu treino jovens congoleses de forma voluntária para possibilitar que eles compreendam como os blogues e os novos meios de comunicação social funcionam. Os jovens a quem ensinei já criaram dois sites, <a href="http://www.ndule2kin.com/">Ndule2Kin.com</a> e <a href="http://rdcbel.congodirect.net/">rdcbel</a>. Gostaria muito de estender esse treinamento a outras partes do meu país, bem como a todo o continente Africano.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-44825" title="2120127860_a08b71afc3_m" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/06/2120127860_a08b71afc3_m.jpg" alt="" /></p>
<p><strong>A maior parte das fotos que você tira é para suas reportagens ou é também um hobby?</strong></p>
<p>Para mim, a fotografia é um hobby. Eu quase nunca me separo de minha câmera e eu tiro fotos quase todos os dias. Tenho milhares e é sempre um prazer de olhar para todas elas, porque elas me lembram de momentos precisos.</p>
<p>* * *</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-44847 aligncenter" title="2523268487_aacd949ded" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/06/2523268487_aacd949ded.jpg" alt="" /></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Mundo: O preço da comida, o custo do desespero</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/05/03/mundo-o-preco-da-comida-o-custo-do-desespero/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/05/03/mundo-o-preco-da-comida-o-custo-do-desespero/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 03 May 2008 15:20:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A crise causada pelo aumento galopante dos preços está afetando todos os grupos econômicos em cada esquina do mundo. A cada dia, ao que parece, os altos preços dos alimentos faz com que mais um país entre em crise: passeatas, motins, rumores de açambarcamento, queda de governos e até mesmo mortes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/john-liebhardt/">John Liebhardt</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2008/05/02/global-food-price-crisis-round-up/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>A crise causada pelo aumento galopante dos preços está afetando todos os grupos econômicos em cada esquina do mundo. A cada dia, ao que parece, os altos preços dos alimentos faz com que mais um país entre em crise: passeatas, motins, rumores de açambarcamento, queda de governos e até mesmo mortes.</p>
<p>O Global Voices está bem posicionado para acompanhar as nuances desse assunto tão complexo, com autores monitorando a mídia cidadã em quase todas as esquinas do planeta. Esse artigo é uma tentativa de fornecer uma <a href="http://www.globalvoicesonline.org/specialcoverage/global-food-crisis-2008/">narrativa geral da crise global causada pela falta de alimentos</a> [en], com observações de nossos autores ao redor do mundo. Ao clicar nos links, você chegará a todos os artigos que já foram publicados.</p>
<p><a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/30/caribbean-food-shortages/">Vamos começar com o Caribe</a> [en]. Em Barbados, a população local aprende a lidar com um aumento de 30% no preço da farinha de trigo, junto com saltos nos preços da gasolina e do óleo diesel. O Ministro da Agricultura de Trinidad e Tobago nega que a crise dos alimentos tenha atingido as duas ilhas, mas as pessoas notaram um aumento nos preços do frango e da farinha de trigo. Cuba está experimentando uma nova política agrícola fornecendo mais terras a fazendeiros do setor privado.</p>
<p>Aumento de preços e escassez de alimentos <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/05/02/americas-insufficient-actions-and-solutions-for-food-crisis/">podem ser vistos na América Latina</a> [en], a medida que muitas pessoas entram em desespero. A culpa está sendo colocada tanto nos fazendeiros quanto no governo, pela falta de atitude. <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/05/01/arabeyes-looming-food-crisis/">Blogueiros árabes no Líbano, na Síria, no Kuwait e no Egito</a> [en] também estão sentindo o aperto e blogando sobre o assunto.</p>
<p><a title="Sudeste da Ásia: Crise dos Preços do Arroz e Outros Alimentos" href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/05/02/sudeste-da-asia-crise-dos-precos-do-arroz-e-outros-alimentos/">No Cambódia ainda existe a aflição</a> de que quase 500.000 crianças possam vir a perder refeições por causa de um aumento de 20% no preço do arroz. No entando, um aumento dramático na produção de arroz pode não ser algo para além das esperanças naquele país. Os fazendeiros de lá podem cultivar duas ou três safras por ano no mesmo lote de terra.</p>
<p><strong>Os últimos motins</strong></p>
<p><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/04/2397587505_24bc70ed6c2.jpg" alt="Riots in Cairo" /></p>
<p><small>Protestantes no Cairo acendem fogueiras e apedrejam barricadas, 7 de april de 2008 - <a href="http://flickr.com/photos/jameskarlbuck/2397587505/">Foto de James Buck</a></small></p>
<p>Dois dias de motim assolaram o Egito em 6 e 7 de abril, onde  os <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/21/egypt-food-prices-more-than-double/">preços dos ítens da cesta básica dobraram</a> [en] desde 2004 (chegando a quadruplicar em alguns casos). Pelo menos duas pessoas morreram e 111 – inclusive policiais – ficaram feridas (veja a nossa página da cobertura especial da <a href="http://www.globalvoicesonline.org/specialcoverage/egypt-general-strike-2008/">Greve Geral no Egito</a>) [en].</p>
<p>Em Abidjan, na Costa do Marfim, <a href="http://www.reuters.com/article/latestCrisis/idUSL01666799">protestantes bloquearam ruas e queimaram pneus</a> [en], exigindo que o governo reduzisse impostos em produtos chave importados.</p>
<p>Poucos dias depois, quatro pessoas morreram e 25 ficaram feridas em <a href="http://washingtontimes.com/apps/pbcs.dll/article?AID=/20080422/FOREIGN/464705786/1003/FOREIGN">protestos no Haiti</a> [en], onde os preços do arroz, feijão e frutas aumentaram em 50% nos últimos 12 meses. Menos de uma semana depois dos violentos protestos, o primeiro ministro do Haiti <a href="http://www.reuters.com/article/americasCrisis/idUSN27434520">foi rejeitado</a> [en] em um voto de censura.</p>
<p>Para <em>Natifnatal</em>, um haitiano radicado em Abu Dhabi, a crise dos alimentos <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/18/haiti-congo-and-the-politics-of-hunger/">oferece uma operação matemática simples</a> [en]:</p>
<blockquote><p>For those who don&#39;t even know the basics can present the equation: hunger + poverty + rising prices = demonstrations + the Prime Minister&#39;s resignation + violence, and argue that an increase in food aid would suffice to reduce hunger.</p></blockquote>
<div class="translation">Mesmo aqueles que não sabem nem o básico podem resolver essa equação: fome + pobreza + aumento de preços = protestos + demissão do primeiro ministro + violência e o argumento que um aumento na distribuição de alimentos seria suficiente para reduzir a fome.</div>
<p>Mesmo quando um avião de carga caiu em Kinshasa em 15 de abril matando 75 pessoas, o blogueiro congolês <em>Du Cabiau à Kinshasa</em> ruminou sobre um desastre mais silencioso e menos telegênico que o país enfrenta: <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/15/dr-of-congo-fifth-fatal-crash-in-under-a-year-food-prices-the-real-disaster/">os preços dos alimentos dobrando</a> [en] na mesma semana.</p>
<p><strong>Os efeitos no comércio</strong></p>
<p>São muitos os países do terceiro mundo que importam a grande quantidade da comida necessária para alimentar suas populações. O aumento nos preços significa que os problemas também aumentam rapidamente. Até mesmo para exportadores de alimentos, a situação está dando nos nervos. Na Coréia, o maior produtor de arroz do mundo, <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/18/korea-rice-crisis-in-the-past-and-at-the-present/">um internauta argumenta</a> [en] que o arroz deveria ser retirado dos acordos de livre comércio, permitindo que o país faça o que considere apropriado com essa comodidade estratégica.</p>
<p>No entanto, algumas vezes protecionismo não basta. Enquanto o preço do arroz <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/18/korea-rice-crisis-in-the-past-and-at-the-present/">tem aumentado em todas as nações produtoras de arroz do sudeste da Ásia</a> [en], os governos foram forçados a pedir calma e a rezar para que os preços no mercado interno comecem em breve a cair. A situação é duas vezes pior para importadores de arroz, como as Filipinas, onde os pobres têm sofrido na pele o peso dos aumentos. A Indonésia, outro país importador, cancelou suas importações em função dos altos preços.  O Cambódia e o Vietnã abandonaram as exportações. Blogueiros na Malásia relatam rumores de escassêz de arroz. O governo de Brunei pode vir a passar a subsidiar produtos alimentares básicos, como óleo vegetal, farinha de trigo, leite, ovos e frango.</p>
<p><a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/23/japan-where-has-all-the-butter-gone/"><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/04/milk.jpg" alt="Leite japonês" /></a><br />
<small>Leite em um supermercado japonês</small></p>
<p>Há decadas os preços dos alimentos no Japão se mantinham estáveis, o que é estranho para um país que importa quase todos os produtos básicos que consome, exceto o arroz. Coisa do passado. <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/01/japan-the-rising-price-of-food/">Os preços subiram</a> [en] pela primeira vez em mais de duas décadas. O mesmo acontece com <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/23/japan-where-has-all-the-butter-gone/">derivados do leite</a> [en], os quais custavam aos consumidores o mesmo preço há três décadas. Cerveja, óleo vegetal e molho de soja estão também mais caros.</p>
<p><strong>Um matador silencioso </strong></p>
<p>Em Bangladesh, onde as pessoas chegam a gastar até 80% de seus salários com alimentos, o encarecimento do preço do arroz <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/10/bangladesh-hidden-hunger/">alcançou a classe média</a> [pt]. É muito pior para os pobres, e reportagens na imprensa confirmam vários casos de morte por fome. O chefe militar do país atiçou a ira de muitas pessoas ao sugerir que a população substituísse arroz por batatas.</p>
<p>No Tadjiquistão, onde as pessoas já enfrentaram uma falta de energia que durou todo o inverno, parece que <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/03/13/tajikistan-hunger-to-replace-cold-and-darkness/">mais de 260.000 pessoas</a> [en] precisam urgentemente de ajuda para se alimentarem. A preocupação maior é que esse número pode chegar a 2 milhões até o inverno.</p>
<p>Por falar em globalização, no Iêmen, <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/03/11/arabeyes-rising-cost-of-living/">os preços dos produtos da cesta básica aumentaram</a> [en] ao passo que o custo de alguns bens eletrônicos caíu. O Kuwait também passa por aumento de preços, mas não graças à queda do valor do dólar americano.<br />
<a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/03/05/protests-over-high-prices-strike-burkina-faso/"><br />
Em Burkina Faso</a> [en], onde as pessoas acreditam que o governo ficou de braços cruzados enquanto os preços em alguns setores alcançaram um aumento de mais de 40% desde o início do ano, protestos foram deflagrados em várias cidades ao redor do país no final de fevereiro, resultando em prejuízos materiais e mais de 300 detenções.</p>
<p>Mais ou menos na mesma época, <a href="http://afp.google.com/article/ALeqM5itrCnalXSGAMyav1o3WScSPMLwRQ">em Camarões</a> [en], a raiva causada pelo aumento dos preços e queda dos salários sacudiu o país por três dias de violentos confrontos com militares. A raiva também foi alimentada pela tentativa por parte do presidente Paul Biya de mudar a constituição para que ele pudesse exercer um terceiro mandato.</p>
<p><strong>Essa história está longe do fim. Vamos continuar na cobertura dela - portanto veja a nossa página da cobertura especial <a href="http://www.globalvoicesonline.org/specialcoverage/global-food-crisis-2008/">Global Food Crisis 2008</a> [en] regularmente.<a href="http://www.globalvoicesonline.org/specialcoverage/global-food-crisis-2008/"><br />
</a></strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Preservação de tartarugas marinhas na República do Congo</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/04/15/a-preservacao-de-tartarugas-marinhas-na-republica-do-congo/</link>
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		<pubDate>Tue, 15 Apr 2008 00:51:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porJennifer Brea  &#183; Traduzido por Daniel Duende &#183;  Veja o post original 
Congopages escreve sobre os esforços locais para proteger as tartarugas marinhas ameaçadas de extinção [Fr].
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/jennifer/">Jennifer Brea</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/14/sea-turtle-conservation-in-republic-of-congo/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><em>Congopages</em> escreve sobre os esforços locais para <a href="http://www.congopage.com/article5256.html">proteger as tartarugas marinhas ameaçadas de extinção</a> [Fr].</p>
]]></content:encoded>
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		<title>África: Vloggers, Bloggers e Filmes</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 15:43:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mirellacris</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte & Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Alguns olhares da África através de vídeos de mídia cidadã. De ganhadores do BoB, passando por contadores de histórias, documentários sobre artistas, a indústria cinematográfica nigeriana de Nollywood e mais...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/juliana-rincon-parra/">Juliana Rincón Parra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/mirellacris/'>mirellacris</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2008/03/06/africa-vloggers-bloggers-and-movies/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Alguns olhares lançados sobre a África por meio de vídeos de mídia local. Desde Bob winners, até contadores de histórias, documentários sobre artistas, indústria cinematográfica nigeriana, Nollywood e muito mais.<o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"></span></p>
<p><a href="http://current.com/items/88844576_african_bloggers_fight_against_bad_governance"><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/03/current.JPG" alt="Current TV  African Bloggers Fight Against Bad Governance" height="292" width="342" /></a></p>
<p><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">As histórias gravadas em vídeo de Usnico são interessantes e bem produzidas: <a href="http://current.com/items/88839293_what_happens_to_flood_victims_in_africa">um vídeo exibe os apuros sofridos pelos refugiados das enchentes africanas</a>[EN], o outro, bem, o título já diz por ele mesmo: <a href="http://current.com/items/88857410_fighting_leaves_chad_in_gruesome_state">Disputas deixam a cidade de Tchade num estado lamentável</a>[EN]. No site <em><a href="http://lookingglasslandvlog.blogspot.com/">LookingGlassLand </a></em><a href="http://lookingglasslandvlog.blogspot.com/">[EN]</a>, há uma variedade de amostras de vídeos selecionados que podem ser encontrados no site (<a href="http://www.archive.org/index.php">Internet Movie Archives)</a>, incluindo: <a href="http://www.archive.org/stream/contes-afrique/contes-afrique_256kb.mp4">camaronense contador de histórias em Yaoundé [FR]</a>, <a href="http://www.ourmedia.org/node/7703">um vídeo promocional de uma ugandense concorrente em um desfile de beleza.[EN]</a> <a href="http://www.ourmedia.org/node/14187">e uma fotógrafa italiana comenta sua experiência sobre fotografar uma mulher no país de <span>Burquina <span>Faso</span></span>[IT].</a></span></p>
<p align="center"><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/03/186288889_10837d7973_m.jpg" alt="nigerian VCDs at kwakoe photo by Paul Keller" /></p>
<p align="center"> <a href="http://www.flickr.com/photos/paulk/186288889/"><em>VCDs nigerianos em kwakoe</em></a> por <a href="http://www.flickr.com/photos/paulk/">Paul Keller</a>.</p>
<p><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"> <o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Em muitos países africanos, existem indústrias cinematográficas <st1:personname productid="em ascensão. Como" w:st="on">em ascensão. Como</st1:personname> é o caso de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cinema_of_Nigeria">Nollywood, indústria cinematográfica nigeriana[EN]</a>. A <a href="http://br.youtube.com/user/KultureClash">Kulture Klash International[EN]</a> apresenta nesse vídeo a convenção de organização da indústria cinematográfica nigeriana, no qual é discutida a distribuição dos filmes de Nollywood nos EUA. Se estiver interessado em conhecer mais sobre Nollywood ou assistir outros vídeos, a <a href="http://br.youtube.com/user/journeymanpictures"><font color="#0000ff">jorneymanpictures[EN]</font></a> exibe um <a href="http://br.youtube.com/watch?v=qpPXgStqjfs"><font color="#0000ff">documentário de 2005[EN]</font></a> em que é explicado o processo de produção de um filme exclusivo e de baixo orçamento.</span></p>
<p>[<a href="http://www.youtube.com/watch?v=u7_LaOlgfrw" target="_blank">clique aqui</a> para ver o vídeo]</p>
<p><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Um usuário do Youtube, <a href="http://br.youtube.com/user/rippleat">rippleat</a>, divulgou a segunda parte do documentário sobre a artista camaronense <a href="http://www.massaimara.eu/issa1.html">Issa Nyaphaga</a>. O filme de Chris Hill permite que o próprio artista conte a história de como aprendeu a pintar um estilo tradicional em uma aldeia rural e como se tornou um cartunista político, assim quando foi processado por ignorar a censura e como encontrou asilo na França onde mais tarde, em frente ao parlamento francês, discursou sobre a celebração do 50º aniversário em favor dos refugiados na Convenção em Gênova.</span></p>
<p>[Clique <a href="http://www.youtube.com/watch?v=WPsLmbhfmks" target="_blank">aqui</a> e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=GzfHI6k90uU" target="_blank">aqui</a> para ver outros dois vídeos)</p>
<p><em>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">clique aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">clique aqui</a>.</em></p>
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		<title>Usando ferramentas da Web 2.0 no ativismo ambiental</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/01/28/usando-ferramentas-da-web-20-no-ativismo-ambiental/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Jan 2008 23:44:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[D.R. of Congo]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma olhada em como blogueiros e ativistas ambientais estão usando as ferramentas da Web 2.0 para chamar a atenção para problemas que vão desde o desflorestamento e conservação ao aquecimento global, e as ferramentas da Web 2.0 que estão sendo usadas para o compartilhamento de informações, fotos, vídeos e para arrecadar fundos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/afromusing/">Juliana Rotich</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2008/01/28/using-web20-tools-for-environmental-activism/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>Para pegar emprestada uma folhinha do artigo do editor do Global Voices para a África Subsaariana, <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/01/15/kenya-cyberactivism-in-the-aftermath-of-political-violence/">Ciber-ativismo no período pós-eleitoral no Quênia</a> [en], vamos dar uma olhada em como blogueiros e ecologistas estão usando as ferramentas da Web 2.0 para chamar a atenção para problemas que vão desde o desflorestamento e preservação ao aquecimento global, e as ferramentas da Web 2.0 que estão sendo usadas para o compartilhamento de informações, fotos, vídeos e arrecadação de fundos.</p>
<p><strong>Mashups</strong></p>
<p>Do <a href="http://www.ghacks.net/2007/11/08/six-great-google-maps-mashups/">Ghacks</a> [en], somos direcionados a dois mashups ecológicos. O primeiro é o <a href="http://www.terrapass.com/flight/flightcalc.php?submit.x=30&amp;submit.y=11">Terrapass</a> [en], que ajuda as pessoas a calcularem suas emissões de gás carbônico durante uma viagem de avião.</p>
<blockquote><p>TerraPass helps you calculate your carbon footprint, learn how to reduce it, and balance it out through the purchase of verified carbon offsets. Carbon offsets are a means of funding clean energy and carbon reduction projects that help to fight global warming.</p></blockquote>
<div class="translation">TerraPass ajuda você a calcular a sua pegada de carbono, e a aprender a reduzí-la por meio da compra de créditos de neutralização de carbono verificados. Neutralização é uma forma de financiar projetos que produzem energia limpa e reduzem o gás carbonico e assim ajudam na luta contra o aquecimento global.</div>
<p>O segundo é o <a href="http://flood.firetree.net/">Floodmaps</a>:</p>
<blockquote><p>With talk about sea level rising it is important to get a visual idea of what would happen if the sea level would rise for a certain amount of meters. Floodmaps simulates this by dynamically changing the map.</p></blockquote>
<div class="translation">Com toda essa conversa sobre o aumento do nível do mar, é importante ter uma idéia visual do que pode acontecer se o nível do mar subir mais alguns metros. Floodmaps estimula isso mudando o mapa de uma forma dinâmica.</div>
<p>Via blogue <a href="http://googlemapsmania.blogspot.com/">Googlemapsmania</a> [en], eis o link de outro mashup chamado <a href="http://mapecos.org/map">MapEcos</a> [en].</p>
<blockquote><p><a href="http://mapecos.org/map">MapEcos</a> is a collaborative website designed to provide an evenhanded view of industrial environmental performance. It combines information on industrial pollution with information from facility managers about their environmental improvement efforts. In other words, MapEcos is the first public website to tell both sides of the story</p></blockquote>
<div class="translation"><a href="http://mapecos.org/map">MapEcos</a> é um site colaborativo que fornece uma visão imparcial sobre a performance ambiental de indústrias. Ele combina informações sobre poluição industrial com informações por parte de gerentes facilitadores sobre os esforços deles para melhorar o meio-ambiente. Em outras palavras, MapEcos é o primeiro site público a contar os dois lados da história.</div>
<p>Os mashups estão sendo usados para localizar informações com mais exatidão, como pontos de reciclagem. Um exemplo disso vem do <a href="http://www.ideum.com/portfolio/torrance_recycle_map">Ideum</a> [pt], uma empresa que criou mapas no google com um <a href="http://recycletorrance.org/where.php">mashup para localizar centros de reciclagem em Torrance Califórnia</a>.</p>
<blockquote><p>Where to Recycle in Torrance, California, helps city residents to easily find recycling centers based on the items they wish to recycle. The concept is simple: the easier it is to recycle, the more recycling will happen.</p></blockquote>
<div class="translation">Onde Reciclar em Torrance, Califórnia, ajuda residentes locais a encontrar facilmente centros com base nos itens que eles desejam reciclar. O conceito é simples: quanto mais fácil reciclar for, mais a reciclagem acontece.</div>
<p>Outro mashup a ser notado é o <a href="http://exploreourpla.net/">Explore Nosso Planeta</a> [en]. Ele usa camadas nos mapas do Google Maps para mostrar informações sobre o planeta, como emissões anuais de gás carbonico por região/país e tempestades tropicais.<br />
<img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/01/pghcarbondioxyde.jpg" alt="Annual co2 emmisions by region" /></p>
<blockquote><p>Uma interface de mapa avançada com extensões em quase tempo real, fotos de satélite, fotos e milhares de outros mapas para ilustrar furacões, tempestades tropicais e terremotos, quando eles acontecem.</p></blockquote>
<p><strong>Blogues e Vídeo</strong></p>
<p>O <a href="http://www.wildlifedirect.org/blogsList.php">Wildlife Direct Blogs</a> [en] é um bom exemplo de como usar vídeos, áudio e imagens em prol de causas ambientais sobre preservação, proteção de animais selvagens e pesquisa científica sobre espécies em risco de extinção. Richard Leakey, um notável conservacionista, grava videoclipes com discussões de assuntos relacionados às mudanças climáticas e a caça às baleias, e em seguida os <a href="http://www.wildlifedirect.org/blogAdmin/richardleakey">publica em seu blogue</a> [en], fazendo com que seu comentário ecológico seja acessível em toda a internet.</p>
<p>A educação das novas gerações sobre preservação e meio-ambiente é exemplificada em um dos posts do blogue <a href="http://wildlifedirect.org/blogAdmin/wildlifeclubskenya">Wildlife Clubs of Kenya</a> (também parte do Wildlife Direct). A unidade de educação móvel vai às escolas no Quênia, mostrando vídeos e conversando com crianças sobre a necessidade da preservação e apreciação do ambiente natural. O blogue <a href="http://wildlifedirect.org/blogAdmin/wildlifeclubskenya/2007/10/30/welcome-to-wildlife-clubs-of-kenya/">publica vídeos de uma dessas visitas</a>, e continua a documentar o trabalho no Quênia.<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="373" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="wmode" value="transparent" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/HEstYhUUMu0&amp;rel=1&amp;border=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="373" src="http://www.youtube.com/v/HEstYhUUMu0&amp;rel=1&amp;border=1" wmode="transparent"></embed></object></p>
<p>O blogue de proteção aos gorilas tem usado a internet para alcançar o mundo com informações e atualizações da República Democrática do Congo, país que foi destruído pela guerra. Eles também usaram o blogue para <a href="http://wildlifedirect.org/blogAdmin/gorilla/2007/12/12/urgent-appeal-20k-for-fuel-wood-for-refugees/">levantar fundos</a> principalmente para comprar lenha para pessoas deslocadas em função da guerra no país. O sucesso do apelo feito é mostrado em um <a href="http://wildlifedirect.org/blogAdmin/gorilla/2008/01/18/20k-of-fuel-wood-ready-for-distribution-to-refugee-camp-near-gorilla-sector/">post do dia 18</a> indicando que a campanha da lenha que eles tinham iniciado um mês antes ultrapassou a meta de arrecadação, que era de US$ 20 mil.</p>
<p><strong>Twitter</strong></p>
<p>O grupo de blogues do Wildlife Direct também usa a popular plataforma de ‘micro blogagem&#39; Twitter para enviar mensagens sobre proteção da fauna selvagem e esforços conservacionais na África.</p>
<p>Canal no Twitter: <a href="http://twitter.com/WildlifeDirect">Wildlife Direct</a></p>
<blockquote><p>DRC: Uplifting blog post about the women in Lomami, living independently in a man&#39;s world. http://tinyurl.com/ynv7xl 12:33 PM January 22, 2008<br />
DRC: Wanza the 2 yr old chimp recovers from flu; read more about his bar hopping, beer drinking youth here http://tinyurl.com/2bf26f 09:02 AM January 22, 2008<br />
DRC: Elephant suffers agonizing death from “Jaw Trap”. It only takes a few dollars of support to help stop this… http://tinyurl.com/2f33gc 08:51 PM January 21, 2008<br />
Kenya: We hardly know anything about Whale Sharks. Almost nothing. Donate a few bucks to help get the ball rolling http://tinyurl.com/28e4sr 12:35 PM January 21, 2008<br />
Kenya: Maasai elder remembers days when murran warriors, at nighttime, would pry lions off cattle with bare hands http://tinyurl.com/38eba5 09:22 AM January 21, 2008<br />
Cameroon: 1220 African grey parrots arrive in one day, the job now is to pull out damaged feathers. Lots of them. http://tinyurl.com/2yejb4 08:47 PM January 20, 2008<br />
Kenya: Imagine..you&#39;re bored and you&#39;re an elephant; to help pass the time you imitate the sound of trucks. http://tinyurl.com/2k2huc 03:50 PM January 19, 2008</p></blockquote>
<div class="translation">DRC: Postagem edificante sobre uma mulher em Lomami, vivendo independente em um mundo masculino. http://tinyurl.com/ynv7xl 12:33 PM 22 de janeiro 2008<br />
DRC: Wanza o chimp de 2 anos melhora da gripe; leia mais sobre esse jovem bebedor de cerveja e adorador de bar no http://tinyurl.com/2bf26f 09:02 AM 22 de janeiro 2008<br />
DRC: Elefante sofre morte agonizante de armadilha. Ajudar a parar isso custa apenas poucos dólares… http://tinyurl.com/2f33gc 08:51 PM 21 de janeiro 2008<br />
Kenya: Não sabemos quase nada sobre tubarão-baleias. Quase nada. Faça uma doação para começar a tocar a bola http://tinyurl.com/28e4sr 12:35 PM 21 de janeiro 2008<br />
Kenya: O velho Maasai se lembra dos tempos quando os guardadores de gado, de noite, salvavam o gado de leões só com as mãos http://tinyurl.com/38eba5 09:22 AM 21 de janeiro 2008<br />
Cameroon: 1.220 papagaios africanos chegaram em um só dia, o trabalho agora é arrancar penas danificadas. Muitas. http://tinyurl.com/2yejb4 08:47 PM 20 de janeiro 2008<br />
Kenya: Imagine&#8230; você está entediado, e você é um elefante; para passar o tempo imita o barulho de caminhões. http://tinyurl.com/2k2huc 03:50 PM 19 de janeiro 2008</div>
<p>A Editoria de Meio Ambiente do Global Voices usou o seu <a href="http://twitter.com/globalvoicesenv">canal no Twitter</a> no ano passado para enviar notícias da <a href="http://www.undispatch.com/livefromtheun.php">Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas</a>, e pretende usar a ferramenta no futuro quando presente em conferências e eventos.</p>
<p><strong>Flickr</strong></p>
<p>O conjunto de fotos dos 960 membros do <a href="http://flickr.com/groups/environment/">grupo de meio-ambiente no flickr</a> cria um tesouro de imagens que vão de flores, animais, moinhos e mais.<br />
<a href="http://www.flickr.com/photos/13663835@N08/">A coleção de fotos do Foko-Madagascar no flickr</a> conta com fotos da zona rural de Madagascar e dos esforços da organização na área para <a href="http://www.flickr.com/photos/ratozamanana/2013776584/in/set-72157602385209951/">plantar árvores</a> e estimular uma forma ecologicamente correta de viver.</p>
<p><strong>Facebook</strong></p>
<p>São várias as organizações no facebook que se dedicam ao meio-ambiente, clicando nas imagens abaixo para ter uma amostra dos grupos do facebook.<br />
<a href="http://greenbeltmovement.org/blog/index.php">Movimento Cinturão Verde</a><br />
<a href="http://www.facebook.com/group.php?gid=4031089747"><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/01/n4031089747_6380.jpg" alt="GBM" /></a></p>
<p><a href="http://www.unep.org/billiontreecampaign/index.asp">Campanha Um Bilhão de Árvores (UNEP)</a><br />
<a href="http://www.facebook.com/group.php?gid=2219320836"><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/01/n2219320836_32535.jpg" alt="Plant A Tree" /><br />
</a></p>
<p><strong>Miscelâneos</strong></p>
<p>Da África do Sul, o conferencista, blogueiro e empresário da internet Mike Stopforth perguntou em seu site se alguém poderia criar um selo para mostrar aos leitores como ele se preocupava com o meio-ambiente. Um designer atendeu ao chamado e <a href="http://www.mikestopforth.com/2008/01/11/enviroblog-badge/">criou um selo que pode ser baixado e usado no seu site</a>.</p>
<p><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/01/enviroblog2.png" alt="Enviro blog Badge" /></p>
</div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Meio Ambiente: Conflito continua na República Democrática do Congo</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/12/21/meio-ambiente-conflito-continua-na-republica-democratica-do-congo/</link>
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		<pubDate>Fri, 21 Dec 2007 20:47:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[D.R. of Congo]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra & Conflito]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Roundups]]></category>
		<category><![CDATA[Sub-Saharan Africa]]></category>

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		<description><![CDATA[ &#183; Traduzido por Daniel Duende &#183;  Veja o post original 
O blogue Gorilla Protection nos informa que &#8220;O conflito armado continua bem próximo aos Gorilas &#8212; literalmente as balas estão voando, as posições do exército e dos rebeldes estão constantemente mudando, e se ainda há algum civil na região, ele já está fugindo.&#8221;
(Post [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2007/12/21/environment-conflict-continues-in-drc/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>O blogue <em>Gorilla Protection</em> <a href="http://wildlifedirect.org/blogAdmin/gorilla/2007/12/13/bullets-are-still-flying-1400-raised-so-far-for-fuel-wood/">nos informa</a> que &#8220;O conflito armado continua bem próximo aos Gorilas &#8212; literalmente as balas estão voando, as posições do exército e dos rebeldes estão constantemente mudando, e se ainda há algum civil na região, ele já está fugindo.&#8221;</p>
<p align="right"><em>(Post original de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/afromusing/">Juliana Rotich</a>) </em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Congo: Acidente aéreo de Kinshasa não será o último</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/10/09/congo-acidente-aereo-de-kinshasa-nao-sera-o-ultimo/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Oct 2007 12:21:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>M. Cristina Rauh</dc:creator>
				<category><![CDATA[D.R. of Congo]]></category>
		<category><![CDATA[Desastre]]></category>
		<category><![CDATA[Governança]]></category>

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		<description><![CDATA[Dezenas de pessoas morreram na semana passada num acidente aéreo em Kimbanseke, um bairro pobre e densamente povoado de Kinshasa. 'Du Cabiau à Kinshasa' acha que o acidente poderia ter sido evitado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/mcrauh/'>M. Cristina Rauh</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2007/10/08/drc-kinshasa-plane-crash-will-not-be-the-last/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p class="entry" id="single"><em>Du Cabiau à Kinshasa</em>, um belga que mora na República Democrática do Congo, <a href="http://kinfrancois.canalblog.com/archives/2007/10/04/6425980.html">escreve</a> sobre o <a href="http://afp.google.com/article/ALeqM5iBac7IqZoZqqoOr5eMAseJ8Tr98w">acidente aéreo da semana passada</a> em Kimbanseke, um bairro pobre e densamente povoado de Kinshasa.</p>
<p>Pelo menos 50 pessoas morreram no acidente e dezenas ficaram feridas. O ministro dos Transportes foi demitido por “ser incapaz de reformar o setor aéreo”.</p>
<p><em>Du Cabiau à Kinshasa</em> acha que o acidente poderia ter sido evitado:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;Esse acidente era previsível. Dada a quase total ausência de infra-estrutura em terra (estradas, ferrovias…), a maior parte do movimento através do interior da República Democrática do Congo se dá por avião. Para um país tão pobre, o tráfego aéreo é muito intenso. Há dezenas  de pequenas empresas privadas e portanto, centenas de caixões voadores. Todos os dias, vemos aviões velhos superlotados decolando e passando bem em cima das casas. Esse acidente não foi o primeiro… e não será o último&#8221;.</em></p></blockquote>
<p>O blogueiro congolês <a href="http://alexengwete.afrikblog.com/">Alex Engwete</a> observa que é preciso um desastre para que a atenção do mundo se volte para a <em>República Democrática do Congo</em>:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;A rede de televisão CNN mostra imagens de um avião incendiado em Kinshasa. Imagens sensacionais, catastróficas que enlouquecem os gigantes da mídia… e que os tiram de sua sistemática indiferença em relação à R. D. do Congo&#8221;.</em></p></blockquote>
<p align="right"><em>(texto original de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/jennifer/">Jennifer Brea</a>)</em></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center"><em>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">aqui</a>.</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>República Democrática do Congo: Guerra prejudica esforços para proteger gorilas</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/09/10/republica-democratica-do-congo-guerra-prejudica-esforcos-para-proteger-gorilas/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/09/10/republica-democratica-do-congo-guerra-prejudica-esforcos-para-proteger-gorilas/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 10 Sep 2007 15:52:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>M. Cristina Rauh</dc:creator>
				<category><![CDATA[D.R. of Congo]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra & Conflito]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>

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		<description><![CDATA[ &#183; Traduzido por M. Cristina Rauh &#183;  Veja o post original 

A situação no Parque Nacional Virunga, no Congo, está muito instável. A guerra do Congo está se estendendo para a área de proteção de gorilas nas montanhas Virunga, que agora está sob controle dos rebeldes. O blogue Gorilla Protection [en] está acompanhando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/mcrauh/'>M. Cristina Rauh</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2007/09/09/dr-of-congo-war-affecting-gorilla-protection-efforts/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p class="entry" id="single"><a href="http://wildlifedirect.org/blogAdmin/gorilla" title="Gorilla in virunga"><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2007/09/gorilla-protection.thumbnail.jpg" alt="Gorilla in virunga" /></a></p>
<p>A situação no Parque Nacional <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Virunga_National_Park">Virunga</a>, no Congo, está muito instável. <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ituri_conflict">A guerra do Congo</a> está se estendendo para a área de proteção de gorilas nas montanhas Virunga, que agora está sob controle dos rebeldes. O blogue <em><a href="http://wildlifedirect.org/blogAdmin/gorilla">Gorilla Protection</a></em> [en] está acompanhando a situação e constantemente postando atualizações. A <a href="http://wildlifedirect.org/blogAdmin/gorilla/2007/09/08/gorilla-sector-out-of-our-control/">última entrada</a> mostra uma piora na situação, e preocupação com o destino dos gorilas das montanhas com a continuação da guerra.</p>
<blockquote><p><em>&#8220;Um de nossos guardas retornou tarde da noite ontem, e somente com sua vida. Quando ele tentou sair com o resto de sua pequena equipe para localizar os gorilas, eles foram atacados por homens armados.</em></p>
<p><em>Isso significa que é impossível para qualquer pessoa ficar em Bukima, e portanto também significa que nenhum de nossos guardas é capaz de ficar na área de proteção dos gorilas&#8221;.</em></p></blockquote>
<p align="right"><em>(texto original de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/afromusing/">Juliana Rotich</a>)</em></p>
]]></content:encoded>
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