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	<title>Global Voices em Português &#187; Burkina Faso</title>
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	<description>O mundo está falando. Você está ouvindo?</description>
	<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 04:02:13 +0000</pubDate>
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			<title>Global Voices em Português</title>
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		<title>Proposta de fechamento da Wikipedia em língua Haúça</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Jul 2008 18:37:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[O blogue Hausa Online relata [En] que a poucos dias atrás uma proposta de fechamento da Wikipedia em língua Haúça foi feita nas páginas de discussão da enciclopédia. O Haúça é uma língua Tchádica africana falada por mais de 24 milhões de pessoas. Este fato ocorre poucos meses depois que o blogue Beyond Niamey expressou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O blogue <em>Hausa Online</em> <a href="http://hausaonline.wordpress.com/2008/07/26/hausa-wikipedia-could-soon-be-closed/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/hausaonline.wordpress.com');">relata</a> [En] que a poucos dias atrás uma proposta de fechamento da <a href="http://ha.wikipedia.org/wiki/Main_Page" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/ha.wikipedia.org');">Wikipedia em língua Haúça</a> foi feita nas páginas de discussão da enciclopédia. O <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_ha%C3%BA%C3%A7a" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Haúça</a> é uma <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADnguas_tch%C3%A1dicas" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">língua Tchádica africana</a> falada por mais de 24 milhões de pessoas. Este fato ocorre poucos meses depois que o blogue <em>Beyond Niamey</em> <a href="http://niamey.blogspot.com/2008/05/closing-xhosa-wikipedia.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/niamey.blogspot.com');">expressou sua preocupação</a> [En] a respeito de outra proposta de fechamento, desta vez para a Wikipedia em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_xhosa" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">língua Xhosa</a>.</p>
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		<title>Mundo: O preço da comida, o custo do desespero</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/05/03/mundo-o-preco-da-comida-o-custo-do-desespero/</link>
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		<pubDate>Sat, 03 May 2008 15:20:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[A crise causada pelo aumento galopante dos preços está afetando todos os grupos econômicos em cada esquina do mundo. A cada dia, ao que parece, os altos preços dos alimentos faz com que mais um país entre em crise: passeatas, motins, rumores de açambarcamento, queda de governos e até mesmo mortes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A crise causada pelo aumento galopante dos preços está afetando todos os grupos econômicos em cada esquina do mundo. A cada dia, ao que parece, os altos preços dos alimentos faz com que mais um país entre em crise: passeatas, motins, rumores de açambarcamento, queda de governos e até mesmo mortes.</p>
<p>O Global Voices está bem posicionado para acompanhar as nuances desse assunto tão complexo, com autores monitorando a mídia cidadã em quase todas as esquinas do planeta. Esse artigo é uma tentativa de fornecer uma <a href="http://www.globalvoicesonline.org/specialcoverage/global-food-crisis-2008/">narrativa geral da crise global causada pela falta de alimentos</a> [en], com observações de nossos autores ao redor do mundo. Ao clicar nos links, você chegará a todos os artigos que já foram publicados.</p>
<p><a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/30/caribbean-food-shortages/">Vamos começar com o Caribe</a> [en]. Em Barbados, a população local aprende a lidar com um aumento de 30% no preço da farinha de trigo, junto com saltos nos preços da gasolina e do óleo diesel. O Ministro da Agricultura de Trinidad e Tobago nega que a crise dos alimentos tenha atingido as duas ilhas, mas as pessoas notaram um aumento nos preços do frango e da farinha de trigo. Cuba está experimentando uma nova política agrícola fornecendo mais terras a fazendeiros do setor privado.</p>
<p>Aumento de preços e escassez de alimentos <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/05/02/americas-insufficient-actions-and-solutions-for-food-crisis/">podem ser vistos na América Latina</a> [en], a medida que muitas pessoas entram em desespero. A culpa está sendo colocada tanto nos fazendeiros quanto no governo, pela falta de atitude. <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/05/01/arabeyes-looming-food-crisis/">Blogueiros árabes no Líbano, na Síria, no Kuwait e no Egito</a> [en] também estão sentindo o aperto e blogando sobre o assunto.</p>
<p><a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/05/02/sudeste-da-asia-crise-dos-precos-do-arroz-e-outros-alimentos/" title="Sudeste da Ásia: Crise dos Preços do Arroz e Outros Alimentos">No Cambódia ainda existe a aflição</a> de que quase 500.000 crianças possam vir a perder refeições por causa de um aumento de 20% no preço do arroz. No entando, um aumento dramático na produção de arroz pode não ser algo para além das esperanças naquele país. Os fazendeiros de lá podem cultivar duas ou três safras por ano no mesmo lote de terra.</p>
<p><strong>Os últimos motins</strong></p>
<p><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/04/2397587505_24bc70ed6c2.jpg" alt="Riots in Cairo" /></p>
<p><small>Protestantes no Cairo acendem fogueiras e apedrejam barricadas, 7 de april de 2008 - <a href="http://flickr.com/photos/jameskarlbuck/2397587505/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/flickr.com');">Foto de James Buck</a></small></p>
<p>Dois dias de motim assolaram o Egito em 6 e 7 de abril, onde  os <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/21/egypt-food-prices-more-than-double/">preços dos ítens da cesta básica dobraram</a> [en] desde 2004 (chegando a quadruplicar em alguns casos). Pelo menos duas pessoas morreram e 111 – inclusive policiais – ficaram feridas (veja a nossa página da cobertura especial da <a href="http://www.globalvoicesonline.org/specialcoverage/egypt-general-strike-2008/">Greve Geral no Egito</a>) [en].</p>
<p>Em Abidjan, na Costa do Marfim, <a href="http://www.reuters.com/article/latestCrisis/idUSL01666799" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.reuters.com');">protestantes bloquearam ruas e queimaram pneus</a> [en], exigindo que o governo reduzisse impostos em produtos chave importados.</p>
<p>Poucos dias depois, quatro pessoas morreram e 25 ficaram feridas em <a href="http://washingtontimes.com/apps/pbcs.dll/article?AID=/20080422/FOREIGN/464705786/1003/FOREIGN" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/washingtontimes.com');">protestos no Haiti</a> [en], onde os preços do arroz, feijão e frutas aumentaram em 50% nos últimos 12 meses. Menos de uma semana depois dos violentos protestos, o primeiro ministro do Haiti <a href="http://www.reuters.com/article/americasCrisis/idUSN27434520" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.reuters.com');">foi rejeitado</a> [en] em um voto de censura.</p>
<p>Para <em>Natifnatal</em>, um haitiano radicado em Abu Dhabi, a crise dos alimentos <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/18/haiti-congo-and-the-politics-of-hunger/">oferece uma operação matemática simples</a> [en]:</p>
<blockquote><p>For those who don&#39;t even know the basics can present the equation: hunger + poverty + rising prices = demonstrations + the Prime Minister&#39;s resignation + violence, and argue that an increase in food aid would suffice to reduce hunger.</p></blockquote>
<div class="translation">Mesmo aqueles que não sabem nem o básico podem resolver essa equação: fome + pobreza + aumento de preços = protestos + demissão do primeiro ministro + violência e o argumento que um aumento na distribuição de alimentos seria suficiente para reduzir a fome.</div>
<p>Mesmo quando um avião de carga caiu em Kinshasa em 15 de abril matando 75 pessoas, o blogueiro congolês <em>Du Cabiau à Kinshasa</em> ruminou sobre um desastre mais silencioso e menos telegênico que o país enfrenta: <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/15/dr-of-congo-fifth-fatal-crash-in-under-a-year-food-prices-the-real-disaster/">os preços dos alimentos dobrando</a> [en] na mesma semana.</p>
<p><strong>Os efeitos no comércio</strong></p>
<p>São muitos os países do terceiro mundo que importam a grande quantidade da comida necessária para alimentar suas populações. O aumento nos preços significa que os problemas também aumentam rapidamente. Até mesmo para exportadores de alimentos, a situação está dando nos nervos. Na Coréia, o maior produtor de arroz do mundo, <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/18/korea-rice-crisis-in-the-past-and-at-the-present/">um internauta argumenta</a> [en] que o arroz deveria ser retirado dos acordos de livre comércio, permitindo que o país faça o que considere apropriado com essa comodidade estratégica.</p>
<p>No entanto, algumas vezes protecionismo não basta. Enquanto o preço do arroz <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/18/korea-rice-crisis-in-the-past-and-at-the-present/">tem aumentado em todas as nações produtoras de arroz do sudeste da Ásia</a> [en], os governos foram forçados a pedir calma e a rezar para que os preços no mercado interno comecem em breve a cair. A situação é duas vezes pior para importadores de arroz, como as Filipinas, onde os pobres têm sofrido na pele o peso dos aumentos. A Indonésia, outro país importador, cancelou suas importações em função dos altos preços.  O Cambódia e o Vietnã abandonaram as exportações. Blogueiros na Malásia relatam rumores de escassêz de arroz. O governo de Brunei pode vir a passar a subsidiar produtos alimentares básicos, como óleo vegetal, farinha de trigo, leite, ovos e frango.</p>
<p><a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/23/japan-where-has-all-the-butter-gone/"><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/04/milk.jpg" alt="Leite japonês" /></a><br />
<small>Leite em um supermercado japonês</small></p>
<p>Há decadas os preços dos alimentos no Japão se mantinham estáveis, o que é estranho para um país que importa quase todos os produtos básicos que consome, exceto o arroz. Coisa do passado. <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/01/japan-the-rising-price-of-food/">Os preços subiram</a> [en] pela primeira vez em mais de duas décadas. O mesmo acontece com <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/23/japan-where-has-all-the-butter-gone/">derivados do leite</a> [en], os quais custavam aos consumidores o mesmo preço há três décadas. Cerveja, óleo vegetal e molho de soja estão também mais caros.</p>
<p><strong>Um matador silencioso </strong></p>
<p>Em Bangladesh, onde as pessoas chegam a gastar até 80% de seus salários com alimentos, o encarecimento do preço do arroz <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/10/bangladesh-hidden-hunger/">alcançou a classe média</a> [pt]. É muito pior para os pobres, e reportagens na imprensa confirmam vários casos de morte por fome. O chefe militar do país atiçou a ira de muitas pessoas ao sugerir que a população substituísse arroz por batatas.</p>
<p>No Tadjiquistão, onde as pessoas já enfrentaram uma falta de energia que durou todo o inverno, parece que <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/03/13/tajikistan-hunger-to-replace-cold-and-darkness/">mais de 260.000 pessoas</a> [en] precisam urgentemente de ajuda para se alimentarem. A preocupação maior é que esse número pode chegar a 2 milhões até o inverno.</p>
<p>Por falar em globalização, no Iêmen, <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/03/11/arabeyes-rising-cost-of-living/">os preços dos produtos da cesta básica aumentaram</a> [en] ao passo que o custo de alguns bens eletrônicos caíu. O Kuwait também passa por aumento de preços, mas não graças à queda do valor do dólar americano.<br />
<a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/03/05/protests-over-high-prices-strike-burkina-faso/"><br />
Em Burkina Faso</a> [en], onde as pessoas acreditam que o governo ficou de braços cruzados enquanto os preços em alguns setores alcançaram um aumento de mais de 40% desde o início do ano, protestos foram deflagrados em várias cidades ao redor do país no final de fevereiro, resultando em prejuízos materiais e mais de 300 detenções.</p>
<p>Mais ou menos na mesma época, <a href="http://afp.google.com/article/ALeqM5itrCnalXSGAMyav1o3WScSPMLwRQ" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/afp.google.com');">em Camarões</a> [en], a raiva causada pelo aumento dos preços e queda dos salários sacudiu o país por três dias de violentos confrontos com militares. A raiva também foi alimentada pela tentativa por parte do presidente Paul Biya de mudar a constituição para que ele pudesse exercer um terceiro mandato.</p>
<p><strong>Essa história está longe do fim. Vamos continuar na cobertura dela - portanto veja a nossa página da cobertura especial <a href="http://www.globalvoicesonline.org/specialcoverage/global-food-crisis-2008/">Global Food Crisis 2008</a> [en] regularmente.<a href="http://www.globalvoicesonline.org/specialcoverage/global-food-crisis-2008/"><br />
</a></strong></p>
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		<title>África: Vloggers, Bloggers e Filmes</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 15:43:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mirellacris</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Alguns olhares da África através de vídeos de mídia cidadã. De ganhadores do BoB, passando por contadores de histórias, documentários sobre artistas, a indústria cinematográfica nigeriana de Nollywood e mais...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Alguns olhares lançados sobre a África por meio de vídeos de mídia local. Desde Bob winners, até contadores de histórias, documentários sobre artistas, indústria cinematográfica nigeriana, Nollywood e muito mais.<o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"></span></p>
<p><a href="http://current.com/items/88844576_african_bloggers_fight_against_bad_governance" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/current.com');"><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/03/current.JPG" alt="Current TV  African Bloggers Fight Against Bad Governance" height="292" width="342" /></a></p>
<p><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">As histórias gravadas em vídeo de Usnico são interessantes e bem produzidas: <a href="http://current.com/items/88839293_what_happens_to_flood_victims_in_africa" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/current.com');">um vídeo exibe os apuros sofridos pelos refugiados das enchentes africanas</a>[EN], o outro, bem, o título já diz por ele mesmo: <a href="http://current.com/items/88857410_fighting_leaves_chad_in_gruesome_state" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/current.com');">Disputas deixam a cidade de Tchade num estado lamentável</a>[EN]. No site <em><a href="http://lookingglasslandvlog.blogspot.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/lookingglasslandvlog.blogspot.com');">LookingGlassLand </a></em><a href="http://lookingglasslandvlog.blogspot.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/lookingglasslandvlog.blogspot.com');">[EN]</a>, há uma variedade de amostras de vídeos selecionados que podem ser encontrados no site (<a href="http://www.archive.org/index.php" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.archive.org');">Internet Movie Archives)</a>, incluindo: <a href="http://www.archive.org/stream/contes-afrique/contes-afrique_256kb.mp4" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.archive.org');">camaronense contador de histórias em Yaoundé [FR]</a>, <a href="http://www.ourmedia.org/node/7703" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.ourmedia.org');">um vídeo promocional de uma ugandense concorrente em um desfile de beleza.[EN]</a> <a href="http://www.ourmedia.org/node/14187" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.ourmedia.org');">e uma fotógrafa italiana comenta sua experiência sobre fotografar uma mulher no país de <span>Burquina <span>Faso</span></span>[IT].</a></span></p>
<p align="center"><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/03/186288889_10837d7973_m.jpg" alt="nigerian VCDs at kwakoe photo by Paul Keller" /></p>
<p align="center"> <a href="http://www.flickr.com/photos/paulk/186288889/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');"><em>VCDs nigerianos em kwakoe</em></a> por <a href="http://www.flickr.com/photos/paulk/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">Paul Keller</a>.</p>
<p><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"> <o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Em muitos países africanos, existem indústrias cinematográficas <st1:personname productid="em ascensão. Como" w:st="on">em ascensão. Como</st1:personname> é o caso de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cinema_of_Nigeria" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/en.wikipedia.org');">Nollywood, indústria cinematográfica nigeriana[EN]</a>. A <a href="http://br.youtube.com/user/KultureClash" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/br.youtube.com');">Kulture Klash International[EN]</a> apresenta nesse vídeo a convenção de organização da indústria cinematográfica nigeriana, no qual é discutida a distribuição dos filmes de Nollywood nos EUA. Se estiver interessado em conhecer mais sobre Nollywood ou assistir outros vídeos, a <a href="http://br.youtube.com/user/journeymanpictures" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/br.youtube.com');"><font color="#0000ff">jorneymanpictures[EN]</font></a> exibe um <a href="http://br.youtube.com/watch?v=qpPXgStqjfs" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/br.youtube.com');"><font color="#0000ff">documentário de 2005[EN]</font></a> em que é explicado o processo de produção de um filme exclusivo e de baixo orçamento.</span></p>
<p>[<a href="http://www.youtube.com/watch?v=u7_LaOlgfrw" target="_blank" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.youtube.com');">clique aqui</a> para ver o vídeo]</p>
<p><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Um usuário do Youtube, <a href="http://br.youtube.com/user/rippleat" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/br.youtube.com');">rippleat</a>, divulgou a segunda parte do documentário sobre a artista camaronense <a href="http://www.massaimara.eu/issa1.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.massaimara.eu');">Issa Nyaphaga</a>. O filme de Chris Hill permite que o próprio artista conte a história de como aprendeu a pintar um estilo tradicional em uma aldeia rural e como se tornou um cartunista político, assim quando foi processado por ignorar a censura e como encontrou asilo na França onde mais tarde, em frente ao parlamento francês, discursou sobre a celebração do 50º aniversário em favor dos refugiados na Convenção em Gênova.</span></p>
<p>[Clique <a href="http://www.youtube.com/watch?v=WPsLmbhfmks" target="_blank" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.youtube.com');">aqui</a> e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=GzfHI6k90uU" target="_blank" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.youtube.com');">aqui</a> para ver outros dois vídeos)</p>
<p><em>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">clique aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">clique aqui</a>.</em></p>
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		<title>Burkina Faso produtor de biocombustível em breve</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/12/28/burkina-faso-produtor-de-biocombustivel-em-breve/</link>
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		<pubDate>Fri, 28 Dec 2007 23:02:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jan Alyne Barbosa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>

		<category><![CDATA[Burkina Faso]]></category>

		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>

		<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[No mês passado, o Ministério da Agricultura, Recursos Hídricos e Recursos Marinhos e a empresa francesa AgroEd assinaram uma estrutura de acordo para o desenvolvimento de uma indústria de biocombustíveis em Burkina Faso. Todo este processo acontecerá em Burkina, a partir do cultivo de plantas (algodão, Jatropha, etc.) para a produção de combustível.
Esta idéia foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No mês passado, o Ministério da Agricultura, Recursos Hídricos e Recursos Marinhos e a empresa francesa AgroEd assinaram uma estrutura de acordo para o desenvolvimento de uma indústria de biocombustíveis em Burkina Faso. Todo este processo acontecerá em Burkina, a partir do cultivo de plantas (algodão, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jatropha" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/en.wikipedia.org');">Jatropha</a>, etc.) para a produção de combustível.</p>
<p>Esta idéia foi recebida com entusiasmo por mais de uma pessoa. Especialistas em biocombustível acreditam que a &#8220;África tem uma verdadeira oportunidade de entrar nessa indústria que é rentável, especialmente agora com o preço do petróleo aumentando a cada dia&#8221;, [FR] <a href="http://www.lefaso.net/spip.php?article24494" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.lefaso.net');">escreve</a> o jornalista Alban Kini.</p>
<p>No entanto, muitos cidadãos na Internet manifestaram ceticismo sobre se Burkina Faso pode se tornar um produtor de biocombustíveis competitivo, e se as pessoas comuns, em especial os agricultores, serão beneficiados.<br />
Apesar de Burkina ser rico em matérias-primas como manga, algodão e mandioca, e já ter produzido etanol, o país tem infra-estrutura limitada à sua disposição. Nesse sentido, quando <a href="http://ramses1.blog4ever.com/blog/lirarticle-66434-558191.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/ramses1.blog4ever.com');">escrevi sobre biocombustíveis</a> [FR] no meu blog no início deste mês, um leitor foi cético em relação às perspectivas do projeto:</p>
<blockquote><p><em>Les coûts de production feront que ce carburant serait hors de porté des Burkinabè. Je vie en France actuellement et ici le biocarburant est juste produit par certains agriculteurs disposant de matériels assez mécanisés pour le labour, l&#39;irrigation et les récoltes. Notons qu&#39;ici les fermiers repensent 3% de la pop, ils sont les riches, aussi ils sont subventionnés à l&#39;hectare. Je trouve que souvent il faut bien réfléchir pour parapher certains accords. Si les Burkinabè n&#39;ont pas les moyens pour payer ce carburant parce que trop chers, on ira le vendre ailleurs!!!!</em></p>
<p>Os custos de produção desse combustível estarão fora das possibilidades financeiras da população de Burkina. Estou vivendo atualmente na França, e aqui os biocombustíveis são produzidos por apenas alguns agricultores, que contam com máquinas para o trabalho de irrigação e colheita. Note-se que aqui os agricultores representam 3% da população, eles são os ricos, e eles também são subsidiados pelo hectare. Penso que se deve realmente pensar antes de assinar alguns acordos. Se o cidadão de Burkina não têm os meios para pagar esses biocombustíveis porque são muito caros, eles irão vendê-los em outro lugar!!</p></blockquote>
<p>Para além desse receio do biocombustível que estão sendo vendidos no estrangeiro, muitos manifestaram preocupação com a degradação das terras de cultivo.<br />
Outro leitor escreveu:</p>
<blockquote><p><em>Pendant qu’on est en train de voir comment subventionner les pays qui gardent intact la nature, chez nous, on signe des protocoles visant a endommager cette dernière . Et le comble, c’est qu’à 100% cela ne profitera qu’a une certaine couche…</em></p>
<p>Mesmo que estejamos atentos para o modo de dar assistência aos países que protegem a natureza, aqui em casa, assinamos protocolos que visam prejudicá-la. E, para concluir, é 100% certo de que isso beneficiará apenas um determinado estrato…</p></blockquote>
<p>Um leitor acredita nos investimentos na produção do biocombustível em Burkina Faso, ao mesmo tempo em que ainda há muitos problemas relacionados ao cultivo e à venda de algodão. Ele também questiona a lógica subjacente a esta iniciativa:</p>
<blockquote><p><em>Nous sommes (ou étions) gros producteur de coton, et d&#39;or. On a gagné quoi? Que gagnent les pays africains producteurs de pétrole, d&#39;uranium, etc. ? Comme d&#39;habitude et comme de par le passé, seuls les dirigeants au sommet de l&#39;Etat et leurs parrains d&#39;Occident, les impérialistes et leurs suppôts donc, vont se sucrer sur le dos de tous.</em></p>
<p>Somos (ou fomos) grandes produtores de algodão e ouro. O que é que ganhamos com isso? O que os países africanos que produzem petróleo, urânio, etc. ganham? Como sempre e como era no passado, só os líderes no topo e os seus fregueses ocidentais, os imperialistas e seus cúmplices, se beneficiarão às custas de todos nós.</p></blockquote>
<p>A fim de mobilizar o apoio público, reuniões foram realizadas em Ouagadougou. A mais importante foi a única organizada entre 27 e 29 de novembro com o tema, &#8220;questões e perspectivas sobre biocombustíveis para a África.&#8221;<br />
O encontro reuniu 370 pessoas de 35 países, bem como as empresas multinacionais como a Total France, os seus centros de pesquisa, e com o <a href="http://www.cirad.fr/fr/le_cirad/cirad_monde/pays.php?id=202" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.cirad.fr');">Centre de coopération internationale en recherche agronomique pour le développement</a> (CIRAD), em Ouagadougou. Apenas os agricultores, aqueles que produzem as matérias-primas para os biocombustíveis, estavam ausentes.</p>
<p>Esses agricultores estão excluídos das reuniões, quando na verdade são os únicos que terão de se adaptar a essas novas condições e técnicas de produção. Como Padre Lacour escreve:</p>
<blockquote><p><em>“learning by doing” (apprendre en faisant) tout en espérant que les risques pour les paysans ne dépassent par trop le bénéfice escompté.</em></p>
<p>“Aprender fazendo”, esperando que os riscos para os agricultores, não ultrapassem os benefícios esperados.</p></blockquote>
<p>Matéria de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/ramata/">Ramata Sore</a>.</p>
<p align="center"><em>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">clique aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">clique aqui</a>.</em></p>
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		<title>Blogueiros da Peace Corps em Burkina Faso</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/11/27/blogueiros-da-peace-corps-em-burkina-faso/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/11/27/blogueiros-da-peace-corps-em-burkina-faso/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 27 Nov 2007 20:54:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jan Alyne Barbosa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blogueiros]]></category>

		<category><![CDATA[Burkina Faso]]></category>

		<category><![CDATA[Na Comunidade]]></category>

		<category><![CDATA[Portuguese]]></category>

		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>

		<category><![CDATA[Viagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Meu primeiro post para o Global Voices discutiu os blogueiros expatriados que trabalham e vivem em Burkina Faso. Hoje, investigaremos outro grupo de expatriados que vivem no país, já que nos aprofundaremos sobre os blogueiros da Peace Corps.
Peace Corps é um programa de governo americano que envia estadunidenses para que vivam em outros países por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.globalvoicesonline.org/2007/11/16/other-side-of-the-coin-english-blogs-in-burkina-faso/">Meu primeiro post</a> para o Global Voices discutiu os blogueiros expatriados que trabalham e vivem em Burkina Faso. Hoje, investigaremos outro grupo de expatriados que vivem no país, já que nos aprofundaremos sobre os blogueiros da Peace Corps.</p>
<p>Peace Corps é um programa de governo americano que envia estadunidenses para que vivam em outros países por mais de dois anos, ganhando uma quantia insignificante, com o objetivo de trabalhar em vários projetos educacionais e de desenvolvimento. Burkina Faso é anfitrião de mais de 100 voluntários, sendo a maioria deles recém saído da universidade. Eles passarão seu tempo vivendo em vilas e pequenas cidades espalhadas ao redor do pais trabalhando nas áreas de saúde, desenvolvimento de pequenos negócios, educação de garotas e algum ensino em escolas públicas.</p>
<p>A título de revelação, esta seria uma boa oportunidade para admitir que a mesa de metal em que estou  escrevendo atualmente tem sua origem no escritório da Peace Corps de Burkina Faso; assim como também a maioria das cadeiras, em minha casa, idem para as mesas, e não coincidentemente, a casa em si. (O computador permanece sendo meu.)  Esses moveis não são um presente para mim, mas para a minha mulher, que é funcionária do escritório da Peace Corps de Burkina Faso, onde supervisiona um grupo de aproximadamente trinta desses voluntários. Para aqueles que têm medo de um tratamento preferencial em direção a certos blogueiros: Com mais de 100 voluntários no país, e o fato de que muitos blogueiros escrevem usando um nome de guerra, não posso dizer que reconheci mais do que poucos nomes nesses blogs.</p>
<p>Agora, aos blogueiros. Como um todo, esses que escrevem são honestos – algumas vezes brutalmente – e cronistas perceptivos do ambiente estrangeiro em que eles vivem. Muitas vezes seus posts se parecem com cartas que escrevem para casa, exprimindo a cor do local e esclarecendo aos amigos e à família (muitos que nunca colocarão os pés em Burkina Faso) sobre uma variedade de temas, que vão desde normas culturais, passando por condições de trabalho, até os detalhes do seu dia-a-dia.</p>
<p>Se pudesse escolher um tema abrangente de preocupação desses blogueiros, eu começaria com a tecnologia. Grosso modo, os povoados de Burkina Faso possuem muito pouco em termos de tecnologia, enquanto muitos desses americanos chegam no país, mental e moralmente, com mais dispositivos tecnológicos do que um navio de guerra americano. Um blogueiro, <a href="http://guardian852.livejournal.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/guardian852.livejournal.com');">Justin Lopina</a> relatou a compra de um painel solar que fez para a sua casa:</p>
<blockquote><p><em>About $200 in all (I&#39;m eating poor THIS month!), I&#39;ll have all the power I need for lighting, movies, music, and my cellphone. I need to work something out for the gameboy though. Mmm… Power.</em></p>
<p>Mais ou menos U$200 com tudo (estarei pobre ESTE mês), terei a energia que preciso para iluminação, filmes, música e para o meu celular. Mas preciso arranjar alguma coisa para o gameboy. Hum&#8230;Energia.</p></blockquote>
<p>Talvez o mais desconcertante para esses blogueiros seja a dicotomia existente na África urbana, onde podemos encontrar os equipamentos do mundo conectado que se colocam próximos aos símbolos do isolamento rural. Isso é explicado por René, que escreve o blog <a href="http://primeris.blogspot.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/primeris.blogspot.com');">Peace Corps: Burkina Faso</a>:</p>
<blockquote><p><em>More than one trainee has gotten up from the cybercafe, walked out into the searing heat, and goats, and vultures flying around like pigeons, and asked “Someone tell me again, where the hell am I?</em></p>
<p>Mais de um voluntário se levantou de um cybercafe, saiu para o calor massacrante, carneiros e águias sobrevoando como pombos, e pergunta “Alguém me diga novamente onde diabos eu estou?”
</p></blockquote>
<p>Se você perguntar a 10 blogueiros da Peace Corps por quê eles entraram na organização, cada um deles daria uma resposta diferente: É uma superação trabalhar num escritório; a satisfação de trabalhar em uma área de desenvolvimento; viajar é uma outra razão, assim como é o fato de aprender uma outra cultura e a oportunidade de viver com pessoas diferentes.<br />
Caleb, que escreve no <a href="http://burkina-funso.blogspot.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/burkina-funso.blogspot.com');">Burkina Faso or Bust blog</a>, vê sua experiência como um teste para ver se ele pode sobreviver dois anos sem eletricidade. No inicio, ele achou <a href="http://burkina-funso.blogspot.com/2007/11/i-feel-as-if-i-have-been-out-of-touch.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/burkina-funso.blogspot.com');">difícil</a>, mas ainda assim está impressionado com a tranqüilidade que os locais conduzem suas vidas:</p>
<blockquote><p><em>Instead of children zoning out in front of the television, they are thoroughly entertained with the rigorous activity of playing with for example, my trash… or really anyone’s trash for that matter. Whether it be a plastic bag, tin can, or piece of string, they will find a game to play, or a way to annoy me with it. For an hour straight, to my dismay, a kid played with my watch because if a button is held down it beeps once every ten seconds or so.</em></p>
<p>Ao invés das crianças ficarem focadas em frente à televisão, elas estão perfeitamente entretidas com a rigorosa atividade de brincar, por exemplo, com o meu lixo&#8230;ou com o lixo que qualquer pessoa. Seja uma sacola de plástico, uma lata de alumínio ou um pedaço de corda, eles sempre vão encontrar alguma coisa com que brincar ou uma maneira de me perturbar com isso. Durante uma hora, para o meu desalento, uma criança brincou com meu relógio porque quando o botão é pressionado para baixo, toca uma vez a cada dez segundo ou algo assim.</p></blockquote>
<p>A maioria da população vive em áreas rurais, mas afora aqueles que trabalham para o governo, os povoados estão privados de empregos que não estejam relacionados à agricultura – a indústria principal do país – e a um punhado de trabalhos domésticos. A maioria das pessoas com qualquer grau de educação sai do povoado em busca de trabalho em cidades maiores, razão pela qual a capital Uagadugu cresceu prodigiosamente nos últimos 15 anos.</p>
<p>O que impressiona a muitos desses blogueiros é o quão diferentes são suas trajetórias de vida em relação às dos seus amigos e vizinhos do povoado. “Outro dia, por exemplo, meu vizinho me perguntou se chovia nos EUA,” <a href="http://larainburkina.blogspot.com/2007/10/still-aliveand-loving-village-life.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/larainburkina.blogspot.com');">escreve</a> Lara do blog <a href="http://larainburkina.blogspot.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/larainburkina.blogspot.com');">Lara in Burkina</a>. (Perguntaram a outro blogueiro se as pessoas dos Estados Unidos vivem abaixo do solo). No caso da vizinhança, não é a falta de inteligência, escreve Lara, mas sim da falta de acesso à informação sobre a maior parte do mundo exterior. Não há Internet, talvez algumas TVs e nenhuma biblioteca pública.<br />
Um outro lado existe para as inúmeras referências à tecnologia e à sua ausência. Mais do que poucos blogueiros lista respeitosamente cada e todo livro que eles leram enquanto estão no país. Essas listas são surpreendentes pelo seu escopo e amplitude.</p>
<p>Para muitos blogueiros, a vida na área rural de Burkina Faso representa a primeira vez que eles sobreviveram sem o auxílio daquelas simples conveniências que são vistas como naturais. Deveria-se notar que muitos cidadãos urbanos de Burkina Faso também vêem esses itens como naturais. “Nos Estados Unidos, existe o luxo de se ter água corrente. Na África não é tão fácil,”  <a href="http://beccafaso.blogspot.com/2007/10/running-water.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/beccafaso.blogspot.com');">afirma</a> a escritora que se auto intitula Becca Faso em seu <a href="http://beccafaso.blogspot.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/beccafaso.blogspot.com');">blog de mesmo nome</a>:</p>
<blockquote><p><em>The good pump nearest my house is about a five minute walk away. I dont know if you remember or not but water is really freakin heavy. really…</em></p>
<p>A bomba d’água boa mais próxima da minha casa fica mais ou menos a 5 minutos caminhando. Eu não sei se você lembra ou não, mas a água é pesada. Realmente&#8230;</p></blockquote>
<p>Por outro lado, ao invés de ser visto como o salvador, ao trazer tecnologias imponentes para a vida dos moradores, muitos blogueiros normalmente se encontram fazendo o papel de bobo ou estrangeiro ingênuo, ao tentar entender a vida em uma cenário complicado. Por falar nisso, muitos blogueiros focam no conhecimento dos locais a respeito do ambiente físico. “O povo do vilarejo é muito engenhoso e pode reconhecer qualquer planta, sabendo se ela é comestível”, escreve Stephanie em <a href="http://peacecorpssteph.wordpress.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/peacecorpssteph.wordpress.com');">Stephanie’s Letters from Burkina Faso</a>:</p>
<blockquote><p><em>Once I saw an old lady walking home, carrying a plant she pulled out of the ground. I asked her what she was doing and she told me it was a tomato plant she found and was taking to plant at her house.</em></p>
<p>Uma vez eu vi uma senhora de idade caminhando em direção à sua casa, carregando uma planta que ela arrancou do chão. Perguntei a ela o que estava fazendo e ela me disse que era um pé de tomate que tinha encontrado e estava levando-o para sua casa.</p></blockquote>
<p>Descobrir plantas desconhecidas e comer comidas exóticas têm o seu lugar em muitas historias: São muitas as anedotas que se referem a comer animais específicos, como por exemplo carne de camelo, ou algum molho não identificado. Viver próximo do mundo animal, entretanto, apresenta uma outra questão; “Para os que compartilham moradia eu tenho um exército de grilos,ratos, lagartixa, todas as variedades de insetos e aranhas, e um escorpião ocasional (ACK!),” <a href="http://wheresradhika.blogspot.com/2007/09/details-details.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/wheresradhika.blogspot.com');">explica</a> Radhika Reddy em ramblings from <a href="http://wheresradhika.blogspot.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/wheresradhika.blogspot.com');">radhika in burkina</a>. “Outro dia encontrei uma cobra no meu vaso sanitário. Difícil entrar em pânico quando se agacha, então calmamente eu a vi indo embora se arrastando, enquanto minha vida brilhava antes dos meus olhos, para todos vocês especialistas em répteis, não tenho certeza se era venenosa, mas parecia uma meia em padrão de diamante.”</p>
<p>Imagens de um vilarejo tranqüilo e idílico são normalmente estilhaçadas pela realidade daquelas criaturas simples domesticadas: carneiros berrando, galos cocoricando e cachorros latindo. A equipe de blogueiros de Jill e Markus McKay-Fleisch <a href="http://burkinafasopcvs.blogspot.com/2007/11/why-i-hate-chickens.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/burkinafasopcvs.blogspot.com');">criou</a> uma lista  de razões pelas quais eles detestam as galinhas que vivem no seus quintais.</p>
<p>Aqui estão alguns destaques:</p>
<blockquote><p>-    They cluck for no good reason. -They poop everywhere. -They&#39;re dumb. Studies using chickens as subjects require hundreds of trials before they learn anything. -They eat everything, including chicken meat and their own poop. -They&#39;re ugly. And they smell bad. -They&#39;re hard to catch. -They are pretty tasty, though.</p>
<p>-    -Elas cacarejam por nenhuma razão. Elas defecam em todos os lugares. Elas são burras. Estudos que usam galinhas como cobaia requerem centenas de experimentos antes de eles aprenderem alguma coisa. - Elas comem tudo, incluindo carne de galinha e seu próprio cocô. – Elas são horríveis. E cheiram mal. – São difíceis de pegar. – Mas têm um gosto bom.
</p></blockquote>
<p>Viver longe dos amigos e da família é um tema prioritário de cada blog da Peace Corps. Alguns contam com Ipods, celulares e aparelhos de DVD para superar os momentos de solidão, enquanto outros se inclinam à companhia dos animais e bichos de estimação. A vida para estes últimos pode ser difícil na Burkina Faso rural e os blogs estão cheios de lembranças sobre o gatinho que morreu ou o cachorro que foi embora misteriosamente.  De Ami e seu blog <a href="http://lecultedumoi.blogspot.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/lecultedumoi.blogspot.com');">Le Culte du Moi</a>, <a href="http://lecultedumoi.blogspot.com/2006/09/my-pet-goat-or-vegetarian-who-was.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/lecultedumoi.blogspot.com');">aqui</a> vai um exemplo de um bicho de estimação que foi embora:</p>
<blockquote><p><em>The pet camel, as we all know, was turning out to be an expensive pet. Not to mention the fact that it scared Hama, my neighbor, and kept spitting on Hama&#39;s laundry whenever it was put on the line to dry. In lieu of “Spitty Cent”, there is now a white goat tied to a tree in my yard. The thing was cute at first (and like, 10 bucks), but geez, it&#39;s also annoyingly loud. All night it bleats and starts up again in the morning when the 4:45am azan sounds off.</em></p>
<p>O bicho camelo como todos conhecemos, tornou-se muito caro para sustentar. Isso para não falar do fato de que amedrontou Hama, minha vizinha, e continuou cuspindo lavanderia de Hama quando ela botava a roupa para secar. No lugar do “Centavo Cuspidor”, temos agora um carneiro branco amarrado em uma arvore no meu quintal. A coisa era mimosa no começo (e barata), mas, afe, também faz muito barulho. Durante toda a noite ele berra e começa novamente pela manha quando o azan das 4:45 pára de acontecer.
</p></blockquote>
<p>Como eu disse, isso é apenas um pequeno universo dos blogs da Peace Corps de Burkina Faso. Muitos voluntários da Peace Corps têm nos trazido para suas vidas através de suas publicações, o que não é um grande problema para se ter. Os blogs estão reunidos <a href="http://www.peacecorpsjournals.com/uv.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.peacecorpsjournals.com');">aqui</a>.</p>
<p>Matéria de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/john-liebhardt/">John Liebhardt</a>. </p>
<p>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">clique aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">clique aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>Burkina Faso: Blogs ajudam aos cidadãos a burlarem a censura na Internet</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/10/31/burkina-faso-blogs-ajudam-aos-cidadaos-a-burlar-a-censura-na-internet/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/10/31/burkina-faso-blogs-ajudam-aos-cidadaos-a-burlar-a-censura-na-internet/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 31 Oct 2007 20:15:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jan Alyne Barbosa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blogueiros]]></category>

		<category><![CDATA[Burkina Faso]]></category>

		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>

		<category><![CDATA[Liberdade de Expressão]]></category>

		<category><![CDATA[Na Blogosfera]]></category>

		<category><![CDATA[Na Comunidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Em Burkina Faso, blogar é mais do que um passatempo. São os olhos e os ouvidos de milhares de usuários da Internet.
Foi por isso que entre os dias 11 e 17 de outubro, durante o 20º. aniversário do assassinato de Thomas Sankara, a conexão com a Internet de Burkina Faso foi suspensa com o objetivo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em Burkina Faso, blogar é mais do que um passatempo. São os olhos e os ouvidos de milhares de usuários da Internet.</p>
<p>Foi por isso que entre os dias 11 e 17 de outubro, durante o 20º. aniversário do assassinato de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Thomas_Sankara" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/en.wikipedia.org');">Thomas Sankara</a>, a conexão com a Internet de Burkina Faso foi suspensa com o objetivo de impedir que as pessoas pudessem se expressar relembrando o assassinato.</p>
<p>Em um país em que há tantos segredos, os blogs libertam as mentes. Em um país onde a censura reina e a mídia tradicional vive na sombra do poder, os blogueiros são os reais jornalistas. Eles são os únicos que podem publicar informação potencialmente ofensiva ao governo.</p>
<p>Embora os blogs ainda precisem se popularizar entre a maioria do povo de Burkinabe, alguns cidadãos e jornalistas estão blogando. Alguns publicam noticias que já saíram em jornais, no rádio ou na televisão. Outros analisam as notícias e opinam sobre o que viram ou ouviram.</p>
<p>Mas eles também publicam matérias censuradas. O blog se torna um espaço para controvérsias, uma oportunidade de estimular o debate sobre como a política e feita e desfeita em Burkina.<br />
E então um estado que priva seu povo do direito a esse modo de expressão deveria ser considerado ditador. Um autoritarismo obrigado que corrói o espaço democrático do pais. Censura e auto-censura enfraquece a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão.</p>
<p>Jornalistas se sentem amordaçados, assim como o público. Eles tem a impressão de que as coisas estão sendo escondidas deles. A imprensa underground presta um papel importante, mas o blog dá a todos o direito de se expressarem sem medo, é um fórum que permite que suas experiências pessoais sejam apreciadas por outros.</p>
<p>Amétépée Koffi, um dos raros jornalistas de Burkina a ter um blog, espera que blogar produza um impacto positivo na mídia mainstream em Burkina Faso.</p>
<blockquote><p>“I have the hope I will see my compatriots and public opinion follow the movement. I hope Burkina media will join the debate. They will have the capability to give new path of analysis, expression and democracy…hopefully be without limits or censorship.”</p>
<p>“Tenho a esperança de que verei meus compatriotas e a opinião pública se unindo ao movimento. Espero que a mídia de Burkina se junte ao debate. Eles terão a capacidade de dar novos caminhos de analise, expressão e democracia&#8230;com a esperança de que seja sem limites ou censura.”
</p></blockquote>
<p><strong>O blogueiro dissidente</strong></p>
<p>Blogueiro dissidente, Felix Amétépée Koffi, diz que criou seu blog <a href="http://le10sident.blogspirit.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/le10sident.blogspirit.com');">le10sident</a> dois anos atrás para promover a liberdade de expressão e o jornalismo cidadão na Internet.</p>
<p>A maioria dos posts em le10sident já estão publicados na versão impressa do semanário satírico, Le Journal du Jeudi, onde ele trabalha. Koffi também publica em seu blog estórias ou críticas produzidas por seus colegas.</p>
<p><strong>Lefaso.net, o portal em Burkina </strong></p>
<p><a href="http://lefaso.net/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/lefaso.net');">Lefaso.net</a> é um novo portal que publica artigos escritos por vários jornais em Burkina Faso. Leitores podem deixar comentários, e portanto, é um espaço de debate sobre muitos assuntos.</p>
<p>Lefaso.net ganhou notoriedade e os números mostram isso. O boletim eletrônico possui quase 6000 assinantes e o site recebe 2500 pageviews por dia, principalmente da França, Burkina Faso, EUA e Canadá.<br />
Quatro anos depois do seu lançamento, Lefaso.net tornou-se a principal fonte de informação para a diáspora.</p>
<p><strong>Uma coisa pequena se abriu para o mundo </strong></p>
<p>“Bem-vindos a todos que desejam compartilhar alegrias e tristezas, esperanças, lutas por justiça, sinais de amor: outro mundo é possível!”, escreve o Padre Lacour <a href="http://fr.360.yahoo.com/jacqueslacourbf" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/fr.360.yahoo.com');">em seu blog</a>.<br />
Lacour é missionário em Burkina há 30 anos. Ele criou seu blog para compartilhar suas paixões: África, a vida cristã, justiça, filatelia e genealogia.</p>
<p>Ele escreveu seu primeiro post em abril de 2006, uma carta endereçada a Nicolas Sarkozy, outro ministro europeu do interior.<br />
Muitos dos seus posts são artigos escritos para o diário Le Pays ou abcburkina.</p>
<p><strong>Mostre Burkina e promova sua cultura </strong></p>
<p>O portal <a href="http://www.monburkina.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.monburkina.com');">Monburkina</a> quer promover a cultura tradicional de Burkina Faso, através da criação de oportunidades para artistas, artesãos e guias turísticos. Também é um fórum de troca de informação para qualquer pessoa que se interesse por Burkina Faso. Monburkina tem vídeos sobre mascaras e danças tradicionais, filmes educativos sobre AIDS, assim como também historias e poemas.</p>
<p><strong>“A notícia e um direito, exija-a!”</strong></p>
<p>“A notícia e um direito, exija-a!” <a href="http://fredimself.blog4ever.com/blog/index-66438.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/fredimself.blog4ever.com');">Frederic Ilboudo</a>, um jornalista do semanário L&#39;Opinion também escreve um blog de notícias.</p>
<p>Matéria de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/ramata/">Ramata Sore</a>.</p>
<p><em>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">clique aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">clique aqui</a>.</em></p>
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