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	<title>Global Voices em Português &#187; Bangladesh</title>
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	<description>O mundo está falando. Você está ouvindo?</description>
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		<title>Índia: Puja Durga: A visita de uma filha</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/10/28/india-puja-durga-a-visita-de-uma-filha/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/10/28/india-puja-durga-a-visita-de-uma-filha/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 23:52:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cilene Dutra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte & Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Bangladesh]]></category>
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		<description><![CDATA[O Puja Durga é um festival anual que celebra a adoração à deusa hindu Durga. Os Bengalis acreditam que ela é a filha de Bengal e que durante cinco dias ela visita a casa de seus pais em companhia de seus quatro filhos e dois amigos queridos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/aparna-ray/">Aparna Ray</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/cilenedutra/'>Cilene Dutra</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/09/29/india-durga-puja-a-daughter-comes-visiting/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single">
<p>Uma lenda conta que o poderoso demônio <a href="http://maavaishnodevi.org/legend3.asp">Mahisasura </a>costumava aplacar os deuses por meio de penas severas. Quando os deuses favorecidos ofereciam-no uma recompensa, ele pedia a imortalidade. Como seu pedido era negado, ele pensou em uma estratégia engenhosa e pediu aos deuses que  pudesse ser vencido apenas por uma mulher em batalha, pois achava que nenhuma mulher teria sua destreza física. Dessa forma, seria praticamente um imortal. Mal recebeu seus poderes, Mahisasura começou a causar estragos nos céus e na terra.</p>
<p>Derrotados nas batalhas, os deuses combinaram suas energias divinas e criaram <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Shakti">Shakti </a>(a energia feminina primordial, cósmica), uma deusa de variadas manifestações, uma delas era <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Durga">Durga</a>. Armada pelos deuses, Durga dirigiu-se à batalha montada em um leão. Seguiu-se uma longa e violenta batalha na qual Mahisasura foi finalmente derrotado.  Por isso, a Deusa Durga é celebrada como &#8216;Mahisasura - mardini&#39;, (aquela que derrotou Mahisasura). Ela é a Deusa Mãe, a força suprema que vence todos os males.</p>
<div id="attachment_4855" class="wp-caption aligncenter" style="width: 235px"><img class="size-full wp-image-4855" title="Durgapuja09-033-225x300" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/Durgapuja09-033-225x300.jpg" alt="Deusa Durga derrota Mahisasura. Foto de Aparna Ray" width="225" height="300" /><p class="wp-caption-text">Deusa Durga derrota Mahisasura. Foto de Aparna Ray</p></div>
<p>Inicialmente, esse festival hindu na Índia era celebrado na primavera. Hoje, porém, as celebrações outonais superam de longe o <a href="http://www.gita.ddns.com.br/hinduismo/puja.php">Puja</a> (celebração) original de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Devi">Devi</a> (deusa/sinônimo de Shakti). A celebração outonal, segundo o épico <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ramayana">Ramayana</a>, iniciou-se quando Ram prestou homenagem à Deusa antes de entrar na batalha com o demônio rei Ravana a fim de salvar sua esposa Sita, que Ravana havia seqüestrado. Como essa invocação da Deusa estava fora de época, o puja da Deusa Durga conduzido por Ram também é chamado de &#8216;akalbodhan&#39; (adoração fora de época).</p>
<p>Seguindo o exemplo de Ram, a celebração à Durga atualmente ocorre em qualquer estado da Índia entre 5 (puja à Durga) e 10 dias (Navaratri - em que 9 formas de Shakti são veneradas).</p>
<p>Enquanto o conto básico do ritual à Durga permanece o mesmo, os <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bengalis">Bengalis</a> têm uma abordagem levemente personalizada dos pujas (ou &#8216;pujo&#39;, pronúncia Bengali). Acredita-se que Durga é a filha de Bengal e durante esses 5 dias, ela visita a casa de seus parentes com suas 4 crianças (<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ganexa">Ganesha</a>, <a href="http://hinduism.about.com/od/hindugoddesses/p/lakshmi.htm">Lakshmi</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sarasvati">Saraswati </a>e <a href="http://hinduism.about.com/od/godsgoddesses/p/kartikeya.htm">Kartikeya</a>) e dois amigos próximos. Curiosamente, seu marido, Shiva, não costuma acompanhá-la nessa viagem. Ele fica para trás, deixando sua esposa e filhos visitarem a Terra e aproveitarem todos os mimos oferecidos por seus parentes Bengalis.</p>
<div id="attachment_4856" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-full wp-image-4856" title="Durgapuja09-0651-300x225" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/Durgapuja09-0651-300x225.jpg" alt="Imagem de Durga no santuário de Kolkata do Sul. Foto de Aparna Ray." width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Imagem de Durga no santuário de Kolkata do Sul. Foto de Aparna Ray.</p></div>
<p><em>Kolkata Musing </em>[en] nos conta <a href="http://www.kolkatamusing.com/2009/09/creativity-cornerstone-of-kolkatas.html">por que ele acha</a> que o puja de sua cidade para a Deusa Durga  pode ser considerado &#8216;único&#39;.</p>
<blockquote><p><em>What is unique to Kolkata’s Durga Puja is the quest for creativity, the insatiable urge to create something new. And it is for this reason that I will always feel that Kolkata’s Durga Puja can perhaps never be paralleled.</em></p></blockquote>
<div class="translation">O que torna o puja da deusa Durga em Kolkata único é a busca pela criatividade, a urgência insaciável de criar algo novo. E por essa razão acredito que a celebração à Durga em Kolkata talvez nunca tenha paralelos.</div>
<p>A cada ano, a criatividade torna-se mais evidente no design e decoração do santuário do protima (imagem) nos temas de celebração a Durga. Há também numerosos prêmios entregues aos pujas inovadores, criativos, ecológicos (um critério relativamente novo nos parâmetros de avaliação) e até àqueles que levam em conta a segurança da população.</p>
<p><em>Saurabh Dhanuka </em><a href="http://saurabhdhanuka.wordpress.com/2009/09/17/i-live-in-calcutta-and-i-am-proud-of-it/">escreve </a>em seu blog [en]:</p>
<blockquote><p><em>[…] the Durga Puja is an essence of all the passions of a Bengali, his culture, love, emotions, warmth of being together, the ultimate joy of celebration. They feel great pleasure in competing with each other on pandal making.</em></p></blockquote>
<div class="translation">[&#8230;] a celebração de Durga resume em si todas as paixões de um Bengali: sua cultura, seu amor, suas emoções, o calor da união, a felicidade máxima da celebração. É aprazível para eles competir entre si mesmo na confecção do melhor santuário.</div>
<p>Aqui estão alguns temas do Pujo desse ano:</p>
<div><strong>O tema do Nepal</strong> - Apreciado pelo Painel de Turismo e o Cônsul-Geral do Nepal, <a href="http://beacononline.wordpress.com/2009/09/24/kolkata-durga-puja-nepalese-style/">esse puja de Kolkata do Sul</a> refletiu a arte Nepalesa e a arquitetura em toda sua glória, desde o <a href="http://dictionary.reference.com/browse/pandal">santuário</a> -  uma réplica do Templo de  Yakshewar Mahadev em Baktapur - até a imagem de Durga inspirada na deidade nepalesa de quatro cabeças, Taleju Bhavani.</div>
<div>
<div id="attachment_4857" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.flickr.com/photos/album2007/3962267848/"><img class="size-full wp-image-4857 " title="3962267848_2a87d0eef7-300x225" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/3962267848_2a87d0eef7-300x225.jpg" alt="Imagem de Durga inspirada na deidade nepalesa Taleju Bhavani. Originalmente postado por Anil, no Flickr. Usada sob licença Creative Commons" width="300" height="225" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem de Durga inspirada na deidade nepalesa Taleju Bhavani. Originalmente postado por Anil, no Flickr. Usada sob licença Creative Commons</p></div>
<p><strong>O tema do Egito</strong>- Hieróglifos, imagens, esculturas, arte e arquitetura egípcias também apareceram nesse puja, como mostra a imagem a seguir:</div>
<div id="attachment_4858" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-full wp-image-4858" title="Durgapuja09b-043-300x225" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/Durgapuja09b-043-300x225.jpg" alt="Tema egípcio no pedestal de Kolkata do sul. Foto de Aparna Ray" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Tema egípcio no pedestal de Kolkata do sul. Foto de Aparna Ray</p></div>
<div id="attachment_4859" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-full wp-image-4859" title="Durgapuja09b-037-300x225" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/Durgapuja09b-037-300x225.jpg" alt="Decoração de santuário - tema egípcio. Foto de Aparna Ray" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Decoração de santuário - tema egípcio. Foto de Aparna Ray</p></div>
<p><strong>Mudanças Climáticas/Meio Ambiente como temas de puja</strong> - Foi comovente ver que nesse ano muitos organizadores de pujas usaram as questões ambientais e climáticas como tema. Exploraram essas questões com formas de arte inovadoras e criativas , a fim de que os visitantes ficassem mais conscientes sobre o meio ambiente. Um exemplo:</p>
<div id="attachment_4860" class="wp-caption aligncenter" style="width: 235px"><img class="size-full wp-image-4860" title="Durgapuja09-076-225x300" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/Durgapuja09-076-225x300.jpg" alt="Um painel fora de um dos santuários fazia apelo sobre o aquecimento global e a necessidade de reciclar." width="225" height="300" /><p class="wp-caption-text">Um painel fora de um dos santuários fazia apelo sobre o aquecimento global e a necessidade de reciclar.</p></div>
<p>No santuário, pacotes de papel pintados à mão davam o exemplo substituindo materiais de decoração tradicionais.</p>
<div id="attachment_4861" class="wp-caption aligncenter" style="width: 235px"><img class="size-full wp-image-4861" title="Durgapuja09-071-225x300" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/Durgapuja09-071-225x300.jpg" alt="Pinturas em pacotes de papel. Foto de Aparna Ray" width="225" height="300" /><p class="wp-caption-text">Pinturas em pacotes de papel. Foto de Aparna Ray</p></div>
<p>E havia vários outros pujas espalhados pela cidade e pelo estado. Além dos santuários e imagens, havia luzes decorativas à noite que davam brilho à cidade. Milhares de pessoas saíram de suas casas para celebrar os dias e noites com comidas, bebidas e visitas a santuários.</p>
<div id="attachment_4862" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-full wp-image-4862" title="Durgapuja09-040-300x225" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/Durgapuja09-040-300x225.jpg" alt="E claro, muitas luzes carregavam uma mensagem fosse de natureza social ou ambiental." width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Luzes decorativas por portal do santuário. Foto por Aparna Ray.</p></div>
<p>E claro, muitas luzes carregavam uma mensagem de natureza social ou ambiental:</p>
<div id="attachment_4863" class="wp-caption aligncenter" style="width: 235px"><img class="size-full wp-image-4863" title="Durgapuja09-057-225x300" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/Durgapuja09-057-225x300.jpg" alt="Salve a Vida na Terra - Plante uma Árvore. Foto de Aparna Ray" width="225" height="300" /><p class="wp-caption-text">Salve a Vida na Terra - Plante uma Árvore. Foto de Aparna Ray</p></div>
<div>Os 5 dias de festividades terminaram com o Dashami, o dia da imersão. Esse é o dia em que a Deusa retorna a seu lar marital nos Himalaias. Mas não antes de as mulheres casadas oferecerem a ela e sua família uma calorosa despedida com presentes, doces e muito <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sindoor">sindoor</a> para uma vida conjugal longa e feliz .</div>
<div>
<div id="attachment_4864" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-full wp-image-4864" title="Durgapuja09b-051-300x225" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/Durgapuja09b-051-300x225.jpg" alt="Despedidas até que venha o próximo ano. Foto de Aparna Ray" width="300" height="225" /><p class="wp-caption-text">Despedidas até que venha o próximo ano. Foto de Aparna Ray</p></div>
</div>
<div>Segue-se o &#39;sindoor khela&#39; (cerimônia de sindoor), um ritual em que as mulheres casadas mancham as testas umas das outras com o pó vermelho e compartilham doces e risos. (Tradicionalmente, o sindoor na testa é a marca da mulher Hindu casada.)</div>
<div>
<div id="attachment_4865" class="wp-caption aligncenter" style="width: 250px"><a href="http://www.flickr.com/photos/avikb/3962352573/in/set-72157622451071562/"><img class="size-full wp-image-4865 " title="3962352573_59161ef62a_m1" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/3962352573_59161ef62a_m1.jpg" alt="Sindoor Khela. Foto de Avik@firstdays. Reproduzido com permissão." width="240" height="161" /></a><p class="wp-caption-text">Sindoor Khela. Foto de Avik@firstdays. Reproduzido com permissão.</p></div>
<p>Finalmente, todas as imagens são levadas aos lagos e rios para a imersão. O santuário é desmontado e a vida segue como de costume. Enquanto isso, os Bengalis esperam pelo próximo ano. Depois da imersão, é tempo de reencontrar amigos, família, parentes e todos os mais próximos e queridos, já que acontece o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Vijayadashami">Vijaya Dashami, uma celebração que coincide com Dussehra, a vitória de Ram sobre Ravana</a> [en].</p>
<p>A celebração à Durga não só é <a href="http://www.flickr.com/photos/sumanpaul/88702375/">celebrada</a> <a href="http://picasaweb.google.co.in/atanudey/DurgaPuja2009Mumbai#">por</a> <a href="http://www.flickr.com/photos/ribhudey/1766721613/">todo</a> <a href="http://www.flickr.com/photos/ab_aditya/1707440143/">o país</a>, como é <a href="http://www.bangalinet.com/probasheipujo.htm">também pelos Bengalis por todo mundo</a>.<a href="http://rezwanul.blogspot.com/2009/09/shuvo-bijoya.html"> Aqui estão algumas fotos</a> de nosso editor sul-asiático Rezwan de pujas em Dhaka, Bangladesh. <em>Dithi</em> <a href="http://deezden.blogspot.com/2009/09/durga-puja-geneva.html">também postou algumas fotos</a> do evento em Genebra. Em Zurique, as <a href="http://www.sindhtoday.net/news/1/54805.htm">festividades à Durga</a> uniram a comunidade Bengali, como ocorre pelos últimos seis anos. Estou certa de que muitos de vocês leitores ficarão sabendo de um puja à Durga celebrado em sua parte do mundo, pois onde quer que haja Bengalis, a celebração à Durga não estará muito distante.</p>
<p>Você pode ver mais fotos do puja à Durga 2009 <a href="http://durgapuja.thefourdy.com/gallery/year/2009/">aqui</a>. Para vocês leitores que gostariam de saber mais sobre o puja à Durga, <a href="http://www.durga-puja.org/">este site</a> oferece informações interessantes.</div>
</div>
<div id="_mcePaste" style="overflow: hidden; position: absolute; left: -10000px; top: 4202px; width: 1px; height: 1px;">Os 5 dias de festividades terminaram com o Dashami, o dia da imersão. Esse é o dia em que a Deusa retorna a seu lar marital nos Himalaias. Mas não antes de as mulheres casadas oferecerem a ela e sua família uma calorosa despedida com presentes, doces e muito sindoor para uma vida conjugal longa e feliz .</div>
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		<title>Bangladesh: Bloqueados YouTube e sites de compartilhamento de arquivos</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/08/bangladesh-bloqueados-youtube-e-sites-de-compartilhamento-de-arquivos/</link>
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		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 23:06:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Após o recente motim da BDR [Bangla Desh Rifles, força paramilitar bengali] e massacre de oficiais do exército em Daca, o primeiro ministro encontrou os oficiais lesados em uma reunião confidencial a portas fechadas em Shenakunja, onde nem a imprensa e nem civis foram permitidos entrar. As conversas da reunião e a gravação do vídeo de um celular vazaram, foram publicadas e compartilhadas em muitos sites, incluindo E-snips e YouTube. Usuários de internet em Bangladesh estão impossibilitados de acessar o YouTube desde a tarde de sexta-feira (6 de março de 2009). Em breve, as pessoas descobrirão que outros meios [de comunicação] sociais e sites de hospedagem e compartilhamento de arquivos, como Esnips, mediafire etc. também estão inacessíveis. Rezwan, do Global Voices, faz um apanhado das conversas sobre o tema na blogosfera bangladeshi.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/rezwan/">Rezwan</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/08/bangladesh-youtube-and-file-sharing-sites-blocked/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>Usuários de internet em Bangladesh estão impossibilitados de acessar o <a href="http://www.youtube.com/">YouTube</a> desde a tarde de sexta-feira (6 de março de 2009). Em breve, as pessoas descobrirão que outros meios [de comunicação] sociais e sites de hospedagem e compartilhamento de arquivos, como <a href="http://www.esnips.com/">Esnips</a>, <a href="http://www.mediafire.com/">mediafire</a> etc. também estão inacessíveis. Aparentemente estão bloqueados por firewall no IIG (International Internet Gateway), pois podem ser acessados por um servidor proxy.</p>
<p><em>Torpon</em> <a href="http://www.somewhereinblog.net/blog/torpon/28921209">apela</a> [en] ao governo para que não tire a liberdade da internet, depois deste dar mostras de filtros de conteúdo:</p>
<blockquote><p>ঢাকায় ইউটিউবে ঢুকতে গিয়ে টাইম আউট হয়ে যাচ্ছিল দেখে অনেকে ভাবছিলেন যে ইউটিউবের সার্ভারের সমস্যা । এরপর দেখা যাচ্ছিল যে ইস্নিপস্ এও ঢোকা যাচ্ছে না । তখন সন্দেহ করা হলো যে সমস্যাটি অন্য কোন খানে । কোথাও ডেটা ব্লক হয়ে যাচ্ছে । প্রমাণ ছাড়া সরকার কে দোষ দেয়াটা অযৌক্তিক । কিন্তু অল্প কিছু সময়ের মধ্যে অভিজ্ঞ বাংলাদেশী নেটওয়ার্ক ইঞ্জিনিয়াররা বিভিন্ন জায়গা থেকে জানালেন সরকারী কোন সার্ভারের ফায়ারওয়ালে ইউটিউব সহ অনেক গুলো সাইট ব্লক করা হয়েছে।</p></blockquote>
<div class="translation">Enquanto acessava o YouTube desde Daca, um &#8220;erro por tempo esgotado&#8221; retornou e as pessoas pensaram que havia algo errado com o servidor do YouTube. Em breve as pessoas descobriram que não conseguiam acessar o E-snips (site de compartilhamento de arquivos). Então elas temeram que em algum lugar os dados estivessem sendo bloqueados. Não é lógico culpar o governo sem prova e razão. Mas rapidamente os expertos em TI e engenheiros de rede de todo Bangladesh avisaram o YouTube e outros sites de que estavam sendo bloqueados por um firewall em algum servidor do governo.</div>
<div id="attachment_60351" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px;"><a href="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/traceroutebdyt.jpg"><img class="size-medium wp-image-60351" title="traceroutebdyt" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/traceroutebdyt-300x204.jpg" alt="Imagem por cortesia de - Torpon" width="300" height="204" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">Imagem por cortesia de - Torpon</p>
</div>
<blockquote><p>বাংলাদেশ লিনাক্স ইউজার গ্রুপের সার্ভার থেকে গুগল, ইউটিউব এবং ইস্নিপসের সাইটে ট্রেসরাউট কমান্ড দিয়ে দেখা গেছে, গুগল ঠিকই পৌছে যাচ্ছে গুগলের সার্ভারে কিন্তু বাকি দুটো আটকে গেছে বিটিটিবির ফায়ার ওয়ালে ।</p></blockquote>
<div class="translation">Quando o comando traceroute era executado desde o <a href="http://traceroute.bdnic.net/index.php?hostname=youtube.com">servidor do grupo de usuários de Linux de Bangladesh</a> em busca dos sites Google, YouTube e E-snips sites, o resultado mostrou que o servidor Google não podia ser alcançado e que os outros dois ficavam retidos no firewall BTTB.</div>
<p>Mango e BTCL (anteriormente BTTB) são os IIGs (International Internet Gateway) oficiais em Bangladesh. Iniciados em abril passado, por regulamento, todos os ISPs bengalis devem rotear seus dados internacionais para o Mango, ou BTCL, que enviam os dados por cabos submarinos ou vsats.</p>
<p>O bloqueio ao Youtube foi <a href="http://prothom-alo.com/index.news.details.php?nid=MjI0MTY=">confirmado</a> [bn] pelo jornal bengali Prothom Alo. O usuário de Twitter <em>Mahay Alam Khan</em> relata o bloqueio de mais sites:</p>
<blockquote><p><strong><a href="http://twitter.com/mahayalamkhan">mahayalamkhan:</a></strong> youtube, eSnips, midiafire, filefreak, upload-mp3 estão banidos ou bloqueados em Bangladesh. Por favor, re-twitt.</p></blockquote>
<p><em>Russell John</em> <a href="http://russelljohn.net/journal/index.php?itemid=216">especula</a> [en] o por quê de banir:</p>
<blockquote><p>Why did the Government do this? It&#39;s because of an audio recording that could “damage” the reputation of our great Prime Minister Sheikh Hasina. For now they blocked YouTube and eSnips, but in the future there might be more sites. Maybe Facebook too? People shares a lot of stuff there.</p></blockquote>
<div class="translation">Por que o governo fez isso? É por causa da gravação em áudio que poderia &#8220;pôr em risco&#8221; a reputação do nosso grande primeiro ministro Sheikh Hasina. Por enquanto bloquearam YouTube e eSnips, mas no futuro podem ser mais sites. Talvez também o Facebook? As pessoas compartilham montes de coisas por lá.</div>
<p>Após o recente <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/02/27/bangladesh-mutiny-is-over-but-question-remains/">motim da BDR [Bangla Desh Rifles, força paramilitar bengali] e massacre de oficiais do exército</a> [en] em Daca, o primeiro ministro encontrou os oficiais lesados em uma reunião confidencial a portas fechadas em Shenakunja, onde nem a imprensa e nem civis foram permitidos entrar. As conversas da reunião e a gravação do vídeo de um celular vazaram, foram publicadas e compartilhadas em muitos sites, incluindo <em>E-snips</em> e <em>YouTube</em>. O blog <em>Unheard Voice</em> <a href="http://unheardvoice.net/blog/2009/03/04/the-audio-files-and-the-questions/">discute</a> [en] o assunto do vazamento dos arquivos de áudio que estão sendo usados por alguns quartéis para criar tensão política e fazer mal ao exército e ao primeiro ministro.</p>
<p><em>Dark ocean needs a lighthouse</em> <a href="http://fresnel-lens.blogspot.com/2009/03/why-bangladesh-blocking-youtube-and.html">diz</a> [en]:</p>
<blockquote><p>If Bangladesh Govt thinks Internet is like Cellphone service then they are living in fools&#39; paradise. There are many ways people can bypass the blockage. [..] In this particular case anyone can use Anonymous proxy and bypass firewall!</p>
<p>Youtube, eSnips etc are very common and useful services. If Bangladesh Govt think any particular Audio and Video harmful for our society they could directly request Youtube to remove them. Such wild blockage is not only stupidity but also raises question about Govt&#39;s intention.</p></blockquote>
<div class="translation">Se o governo de Bangladesh pensa que a internet é como um serviço de celular, então ele está vivendo no paraíso dos tolos. Há muitas formas das pessoas passarem por bloqueios. [&#8230;] Neste caso em particular, qualquer um pode usar um servidor proxy anônimo para driblar o firewall!</p>
<p>Youtube, eSnips etc são serviços muito comuns e úteis. Se o governo de Bangladesh Govt acha qualquer áudio e vídeo perigoso para nossa sociedade, ele poderia pedir diretamente ao YouTube para que fossem retirados. Um bloqueio tão primitivo não é apenas estupidez, mas também levanta questionamentos obre a intenção do governo.</p></div>
<p>Alguns blogueiros, como <em>Kayes Mahmud</em>, estão disponibilizando <a href="http://www.somewhereinblog.net/blog/kayesmahmudblog/28921220">links de servidores proxy</a>, para que assim outras pessoas tenham acesso ao conteúdo bloqueado. <em>Razon Sun</em> <a href="http://www.somewhereinblog.net/blog/razonsun/28921232">aponta</a> que o conteúdo da reunião em Shenakunjo já foi publicado em um <a href="http://www.dailynayadiganta.com/2009/03/07/fullnews.asp?News_ID=132782&amp;sec=1">jornal local</a> [bn]. Então não há nenhuma razão para bloquear a internet. Pode ser mencionado aqui que os bengalis fora de Bangladesh podem facilmente acessar tal conteúdo, que também podem ser descarregados por email e por email compartilhado.</p>
<p><em>Sushanta</em> <a href="http://amarblog.com/sushantaa/43647">diz</a> [bn]:</p>
<blockquote><p>প্রচারনা বন্ধ করার আগে দেখেন কিভাবে এটা রেকর্ড হলো? প্রথমে কোন সাইটে এটা আপ্লোড হয়েছে। সেনাকুঞ্জের সভার ভিডিও টা দেখেন ভালো করে কোন সেনা কর্মকর্তা মোবাইল হাতে চুপেচাপে রেকর্ডিং করছে। এটা ধরা তেমন কঠিন কাজ না।</p></blockquote>
<div class="translation">Antes de tentar bloquear áudio/vídeo, por favor vejam antes como foram gravados e onde foi publicado pela primeira vez. Por favor confiram o vídeo da reunião em Shenakunja para identificar quem o gravou. Não é difícil de descobrir.</div>
<p><em>Russell</em> <a href="http://russelljohn.net/journal/index.php?itemid=216">desabafa</a> [en] sua frustração:</p>
<blockquote><p>What&#39;s ironical is that it&#39;s the same Government that talks about “Digital Bangladesh” all the time. We now know what Digital Bangladesh is like.</p></blockquote>
<div class="translation">O irônico é que este é o mesmo governo que fala sobre &#8220;Bangladesh Digital&#8221; o tempo todo. Agora sabemos como é Bagladesh Digital.</div>
<p>A questão agora é como desbloquear o YouTube e outros sites de compartilhamento em Bangladesh. Vimos em casos anteriores que as autoridades não reconhecem que tais bloqueios foram culpa de defeitos técnicos. Na falta da &#8220;Lei do Direto à Informação&#8221;, é difícil para um cidadão comum perguntar o por quê de se fazer isso. Esperamos que as autoridades desbloqueiem todos os estes sites para prevenir mais controvérsias e má publicidade para o governo.</p></div>
]]></content:encoded>
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		<title>Bangladesh: Banimento ao YouTube e Esnips confirmado</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/08/bangladesh-banimento-ao-youtube-e-esnips-confirmado/</link>
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		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 22:15:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bangladesh]]></category>
		<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Internet & Telecoms]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade de Expressão]]></category>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porRezwan  &#183; Traduzido por Carlos Maestre &#183;  Veja o post original 
Mash em Or How I Learned to Stop Worrying [Ou como aprendi a parar de me preocupar, em inglês] relata que &#8220;Bangladesh bloqueou YouTube e outros sites de compartilhamento de arquivos depois que o áudio da reunião entre o primeiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/rezwan/">Rezwan</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/08/bangladesh-youtube-and-esnips-ban-confirmed/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><em>Mash</em> em <em><a href="http://www.docstrangelove.com/2009/03/08/bangladesh-bans-youtube/">Or How I Learned to Stop Worrying</a></em> [Ou como aprendi a parar de me preocupar, em inglês] relata que &#8220;Bangladesh bloqueou YouTube e outros sites de compartilhamento de arquivos depois que o áudio da reunião entre o primeiro ministro e vários oficiais superiores do exército vazou e foi publicada no YouTube&#8221;. Citando fontes de notícias, o blogueiro confirma que um oficial do governo <a href="http://bdnews24.com/details.php?cid=2&amp;id=78253&amp;hb=1">defendeu</a> o bloqueio do YouTube e eSnips.</p>
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		<title>Bangladesh: Blogueiros revelam o falso Taj Mahal</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Dec 2008 18:38:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elisa Thiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte & Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Bangla]]></category>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porAparna Ray  &#183; Traduzido por Elisa Thiago &#183;  Veja o post original 
Se fica difícil para você visitar o Taj Mahal em Agra (India), então o Taj Mahal terá que ir visitá-lo em sua cidade.
Nesses últimos dias fomos pegos de surpresa por uma matéria interessante e curiosa vinda de Bangladesh. Parece [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/aparna-ray/">Aparna Ray</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/elisathiago/'>Elisa Thiago</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/12/15/bangladesh-bloggers-unearth-the-fake-taj-mahal-scam/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/c8/Taj_Mahal_in_March_2004.jpg/300px-Taj_Mahal_in_March_2004.jpg" alt="original Taj Mahal" hspace="5" width="250" align="left" />Se fica difícil para você visitar o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Taj_Mahal">Taj Mahal em Agra</a> (India), então o Taj Mahal terá que ir visitá-lo em sua cidade.</p>
<p>Nesses últimos dias fomos pegos de surpresa por uma matéria interessante e curiosa vinda de Bangladesh. Parece que esta matéria foi publicada pela <a href="http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5jlVb1yUf7MGVWBusbetEYwJe-_hg">AFP</a> [Agence France-Presse] [en] e então rapidamente foi pinçada pela MSM [<em>Mainstream Media</em>] em Bangladesh, Índia e mercados Internationais (links <a href="http://www.guardian.co.uk/world/2008/dec/09/taj-mahal-ahsanullah-moni">1</a>[en] , <a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/south_asia/7772579.stm">2[</a>en] , <a href="http://www.ptinews.com/pti%5Cptisite.nsf/0/416215ABF1BA0F8B6525751C00532AD1?OpenDocument">3</a>[en] , <a href="http://prothom-aloblog.com/users/base/bangla/11">4</a>[bn], <a href="http://www.gulfnews.com/world/Bangladesh/10265434.html">5</a>[en] , <a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,,3855740,00.html?maca=ben-standard_feed-ben-615-xml">6</a>[bn] para citar somente alguns).</p>
<p><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/onujibblog_fake_taj_outside1.jpg" alt="fake Taj Mahal" hspace="5" width="250" align="right" />A notícia foi a seguinte: um rico produtor de cinema de Bangladesh construiu ‘uma réplica exata&#39; do legendário Taj Mahal de Agra, em Sonargaon, uma pequena cidade a 30km da capital, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Daca">Daca</a>. Aparentemente, o rico cavalheiro, <em>Ahsanullah Moni</em>, encheu-se de amores pelo monumento histórico em suas visitas a Agra e decidiu construir uma réplica exata em seu próprio país, para proporcionar a seus conterrâneos um gostinho do original, sem que tenham que realizar uma viagem dispendiosa até a distante Agra.</p>
<p>De acordo com o que Mr. Moni declarou à imprensa (reproduzido de forma religiosa pela mídia, por sua vez), é que levou um pouco mais de 5 anos (o original levou mais de 20 anos de construção) para que  essa réplica fosse construida em tamanho real a um custo de 58 milhões de dólares. A MSM relatou também que centenas de trabalhadores e projetistas foram convocados para esse projeto (o original necessitou por volta de 20.000 pessoas) e, como marca de uma atenção precisa aos detalhes, uma equipe foi, de fato, a Agra e tirou as medidas da estrutura original, polegada a polegada. Há relatos de que a fim de recriar o deslumbrante original, 160kg (353lb) de bronze, mármore e granito foram importados da Itália e diamantes foram trazidos de avião, da Bélgica, para serem usados na construção.</p>
<p><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/onujibblog_close_shot1.jpg" alt="Taj Mahal in Bangladesh" hspace="5" width="250" align="left" />A suntuosidade da descrição  provocou, de imediato, rumores e logo a réplica chamou a atenção do Alto Comissariado Indiano em Daca, <a href="http://timesofindia.indiatimes.com/World/Bangladeshi_Taj_irks_India/articleshow/3820838.cms">que expressou irritação</a> [en] por ter que lidar com um &#8216;falso&#39; Taj criado bem em baixo de seu nariz. O interessante é que, neste momento em que a tensão entre os vizinhos está alta, a MSM logo difundiu relatórios enganosos sobre essa reação com <a href="http://news.sky.com/skynews/Home/World-News/Fake-Taj-Mahal-India-Angry-Over-Bangladeshi-Plans-To-Build-Replica-Taj-Mahal/Article/200812215178174?f=rss">frases fortes</a> [en] como &#8220;<em>Tensão entre Bangladesh e Índia aumentou depois que veio à tona que um diretor de cinema está construindo uma cópia tamanho real do Taj Mahal”</em>. Houve narrativas sobre os &#8220;fracassos diplomáticos&#8221;, a &#8220;revolta&#8221; da Índia e assim por diante. Tais artigos, por sua vez, provocaram comentários de um setor do funcionalismo de Bangladesh que sentiu que, se eles haviam de fato re-criado o Taj, a Índia não tinha o direito de criar uma tempestade já que eles eram da opinião de que  monumentos históricos não podiam ser protegidos por direitos autorais. Somente uns poucos na mídia, mais tarde relataram que o Alto Comissariado Indiano, depois de investigar o incidente, havia declarado que era improvável que os visitantes tomassem um pelo outro e que era improvável que <a href="http://entertainment.timesonline.co.uk/tol/arts_and_entertainment/visual_arts/architecture_and_design/article5327562.ece">a réplica viesse a depreciar</a> [en] o esplendor do original.</p>
<p><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/onujibblog_fake_taj2.jpg" alt="visitors gathering in front of false Taj" hspace="5" width="250" align="right" />Enquanto a MSM tirava proveito da situação, a população de Bangladesh se amontoava às centenas para dar uma olhada nesta nova maravilha trazida à soleira de sua porta. Alguns blogueiros bengaleses também visitaram o local para verificar o motivo dessa bagunça. Foi então que se descobriu que todo este exagero não era, talvez, mais do que uma propaganda, uma maneira enganosa de ganhar dinheiro com o nome do Taj.</p>
<p>O blogueiro <a href="http://www.somewhereinblog.net/blog/jhorohowa/28881738"><em>Jhorohaowa</em></a> [bn] escreve sobre sua experiência:</p>
<blockquote><p>মদনপুর বাসস্টান্ড নেমে দেখি টেমপুওয়ালারা ’তাজমহল’ বলে চিল্লাইতেছে। কেউ ভাড়া চাচ্ছে ৩০/- টাকা, কেউ ৪০/- টাকা। আধঘন্টা টেম্পু দিয়ে চলার পর একগ্রামে এসে থামলাম। সামনে বিশাল জ্যাম আর হাজার হাজার মানুষ। সবাই তাজমহল দেখতে আসছে। অপেক্ষা না করে নেমে হাটা দিলাম। প্রায় দুই কিলো হাটার পর তাজমহল কম্পাউন্ডে আসলাম, প্রবেশ মুল্য ৫০/- টাকা। কোন ব্যাপার না, আগ্রা গেলে আরো খরচ হইতো। তাড়াতাড়ি টিকেট কেটে ভিড় ঠেলে ভিতরে প্রবেশ করলাম।তাজমহলের চেহারা দেইখা মুখটা অটোমেটিক হা হয়ে ’শালা’ শব্দটা যে কেমনে বের হয়ে আসলো বুঝবার পারি নাই। আমার ঢাকাইয়া বন্ধুটি মুখ আর আটকাইয়া রাখা গেলো না। সে গাইল শুরু করলো- (গালি)রা টয়লেটের টাইলস লাগাইছে, মালিক পক্ষের সব (গালি)’রা ভাগছে, একটারে ডাইকা আইনা যে পাবলিক গাইলাইবো সেই উপায় নাই, (গালি)রা এই ঈদের দিনে পাবলিকরে ’বাকরা’ টুপি লাগায় দিলো … ইত্যাদি ইত্যাদি।</p></blockquote>
<div class="translation">No ponto de ônibus de Madanpur, ouvimos o motoristas de <em>tempo</em> (rickshaw [espécie de carroça, normalmente puxada por homens] motorizado, um meio de transporte público) gritando &#8220;Taj Mahal&#8221;. Alguns estavam cobrando uma passagem de 30 Taka [moeda de Bangladedh], outros estavam pedindo 40 Taka. Depois de viajar por 30 minutos de tempo, chegamos a um vilarejo. A estrada afrente estava lotada com milhares de pessoas que tinham vindo para ver o &#8220;Taj Mahal&#8221;. Descemos do <em>tempo</em> e andamos cerca de 2km até chegar ao conjunto cercado por grades do &#8220;Taj Mahal&#8221;. O bilhete de entrada custava 50 Taka. Tudo bem, pensamos, uma viagem até o Taj original teria custado infinitamente mais. Depois de comprar os bilhetes, fizemos nosso caminho pelo meio da multidão e entramos no conjunto. Depois de ver o Taj, não havia nada que pudéssemos fazer para segurar os insultos que fluiam de nossas bocas. Meu amigo de Daca não se conteve. Ele disse, &#8220;fizeram uso de ladrilhos de banheiro e agora os proprietários fugiram para não serem colocados contra a parede e terem que ouvir nossa opinião &#8230; nesse feriado de Eid, nos fizeram de tolos, etc, etc.</div>
<p>Jhorohaowa também escreve que ao inaugurar uma construção incompleta e mal projetada com tal nível de divulgação fantasiosa na mídia os empreendedores do projeto deixaram claro seu objetivo de conseguir uma grana fácil durante o feriado do Eid.</p>
<p><a href="http://www.somewhereinblog.net/blog/onujibblog/28881217"><em>Bibortonbadi</em></a> [bn] , outro blogueiro que visitou o local, também estava muito perturbado por ter caído na armadilha de um jornalismo sensacionalista; ele anotou em seu blogue:</p>
<blockquote><p>কিছুই না দেখবার মত। শুভ্র তাজমহলের সোকলড রেপ্লিকা বানিয়েছে সাদার মাঝে নানা রঙ্গের টাইলস দিয়ে। সংবাদপত্রে কত কিছুই না পড়লাম। খরচ ৪০০ কোটি টাকা, ইতালি থেকে আনা মুল্যবান পাথর ও টাইলস্‌, বেলজিয়াম থেকে আনা ১৭২ টি হীরক খন্ড, গম্বুজের উপরে চারমন ওজনের ব্রোঞ্জ, কোথায় এসব??? ৪০০ কোটি টাকা কি পান্তা ভাত নাকি! নরমাল ইট-সিমেন্টের একটা স্ট্রাকচারের উপরে দেশী টাইলস্‌ (আমার বন্ধু বাড়ির কাজকর্ম ভাল বোঝে, তার মতে টাইলস গুলো দেশী) বসানো। এমন কি টাইলসের কাটাও ঠিক মত হয় নাই, আনাড়ি হাতের কাজ। এখনও ফিনিশিং সম্পূর্ণ হয় নাই। ইতালির পাথর যদি পরে বসাবার ইচ্ছাও থাকে তবে কোথায় বসাবে? দর্শনার্থিরা সবাই বিরক্ত এবং নিজেদের প্রতারিত ভাবছেন…প্রায় ১০ মিনিট দেখবার পরেই বুঝতে পারলাম আমাদের জন্য ভেতরে আর কিছুই নেই। বেরিয়ে হাটা ধরলাম। পথে অনান্য দর্শনার্থিদের সাথে কথা হল, সবার একই উত্তর “ভূয়া”।</p></blockquote>
<div class="translation">Não há nada que valha a pena ver. A assim chamada &#8220;réplica&#8221; do grandioso Taj foi feita com ladrilhos coloridos. Havia lido tantas coisas nos jornais - 400crores de Taka [1 crore= 10 milhões], mármore valioso e ladrilhos da Itália, 172 diamantes da Bélgica, 160kg de bronze no domo&#8230;onde está tudo isso? Seriam 400crores de Taka tão pouco assim? Ladrilhos locais numa estrutura comum e simples de tijolos&#8230; mesmo o trabalho de ladrilho é o de um amador&#8230; a estrutura está ainda inacabada. Mesmo que depois de tudo isso eles ainda queiram colocar mármore italiano, onde irão colocá-lo? Todos os visitantes estavam chateados e se sentindo enganados&#8230;.Depois de 10 minutos, percebemos que não havia nada no interior para se ver. Fomos embora. No caminho de volta, falamos com outros visitantes e percebemos que havia somente uma expressão correndo de boca em boca - &#8220;que enganação!&#8221;</div>
<p>O blogueiro coloca um vídeo na internet que mostra as pessoas se aglomerando para ver o Taj e expressando sua decepção:</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/r7c1JoKvB98&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/r7c1JoKvB98&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><a href="http://www.somewhereinblog.net/blog/apelbangla/28881584"><em>Prothom Bangla</em></a> [bn] faz uma reflexão sobre os sentimentos dos visitantes que descrevem a empreitada de Ahsanullah Moni:</p>
<blockquote><p>পাগল হিন্দি সিনেমা নকল করতে করতে, মাথা আওলাইয়া গেছে। দেখছে। ভাল আয় রোজগার। এখন তাজ মহল নির্মান করছে।<br />
পাঁজি যে টাকা খরচ করেচে, সেই টাকা যদি দেশের হত-দরিদ্র মানুষের উন্নয়নে কাজে লাগাত তাহলে হত গরীবের উপকার ।</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Este sujeito perdeu a cabeça por produzir filmes que são cópias dos filmes indianos. Ele percebeu que isso traz um bom dinheiro. Sendo assim, construiu esta (cópia de) Taj Mahal.<br />
Se ele aplicasse os milhões que gastou aqui em causas voltadas para as pessoas pobres poderia trazer benefício ao país.&#8221;</div>
<p>Bibortonbadi vai em frente e questiona o papel da MSM no estímulo que deu a esta fraude com seu relato exagerado. Ele <a href="http://www.somewhereinblog.net/blog/onujibblog/28881217">diz</a> [bn]:</p>
<blockquote><p>অবাক লাগল এই যে দেশের শীর্ষ স্থানীয় পত্রিকা গুলো কিভাবে কোন রকম খোজ খবর ছাড়াই ৪০০ কোটি টাকার বিনিয়োগ, ১৭২ টি হীরক খন্ড, ইতালির টাইলস/পাথরের ভূয়া খবর ছাপালেন। ৪০০ কোটি টাকা কি কম? এত টাকার বিনিয়োগে, একটি বিখ্যাত স্থাপনার রেপ্লিকা তৈরি ব্যাপারে তারা কি সরোজমিনে একবারও ঘুরে দেখে আসবার সময় করতে পারলেননা। ঢাকা থেকে নারায়নগঞ্জের, সোনারগাঁয়ের পেরাবো গ্রামে যেতে বড়জোর এক দেড় ঘন্টাই লাগত!! এই দেশে কি খবরের অভাব আছে? নাকি টাকা দিলেই খবর ছাপানো যায়। খুব বেশী হলে এই স্থাপনাতে ৩/৪ কোটি টাকার মত খরচ হয়েছে।</p></blockquote>
<div class="translation">Fiquei surpreso de perceber que os jornais diários mais importantes do país não fizeram qualquer verificação antes de escrever sobre essas declarações falsas, tais como as dos 400crores BD Taka (58 millions de dólares americanos), 172 diamantes, mármore italiano, etc. Seriam 400crores uma brincadeira de criança? Quando houve referência a tamanha quantia em dinheiro, não encontraram tempo para verificar se o fato era verdadeiro antes de publicá-lo da maneira como o fizeram? No máximo, teriam tido que viajar por 1 hora e meia para tirar a dúvida. Há tanta carência assim de notícias neste país (que faz com que não haja necessidade de verificar - qualquer coisa serve) ou o poder do dinheiro faz com que qualquer coisa possa ser publicada hoje em dia? Na pior das hipóteses, apenas 3/4 de crores teriam sido gastos.</div>
<p>O blogueiro <a href="http://prothom-aloblog.com/users/base/raihan786/13"><em>Raihan </em></a>[bn] telefonou para a sala de imprensa de um dos principais jornais diários bengalês, o <a href="http://www.prothom-alo.com/">Prothom Alo</a> [bn], que havia também publicado o artigo sobre o &#8220;Taj&#8221; completo com detalhes da suntuosidade, e perguntou se o repóter deles havia estado no local, pessoalmente, antes de publicar o artigo e, em caso negativo, como poderiam ter publicado um artigo sem primeiro se certificar dos fatos com seus próprios olhos. Ele diz que, como resposta, a sala de imprensa informou que haviam, simplesmente, divulgado o artigo da AFP. Depois de alertar a pessoa do outro lado da linha sobre os fatos, foi informado que mandariam, sem dúvida, um repórter visitar o local e escrever um outros artigo sobre o mesmo.</p>
<p>Com os blogueiros bangaleses enviando sua experiência, em primeira-mão, de visita ao local por meio de postagens, fotos e vídeos, só agora estamos tendo uma noção real da história do &#8220;falso Taj&#8221;.</p>
<p><em>A imagem do Taj Mahal original, na Índia, é da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/File:Taj_Mahal_in_March_2004.jpg"><em>Wikipedia</em></a>, usada sob Licença de Bens Criativos [Creative Commons Licence, em Inglês]. As outras imagens são de <a href="http://www.somewhereinblog.net/blog/onujibblog/"><em>Bibortonbadi</em></a> [bn] e foram usadas sob permissão.</em></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Mudança Climática: Aumentando a Propagação de Doenças?</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/11/04/mudanca-climatica-aumentando-a-propagacao-de-doencas/</link>
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		<pubDate>Tue, 04 Nov 2008 21:36:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dominguezvaleska</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porJuhie Bhatia  &#183; Traduzido por dominguezvaleska &#183;  Veja o post original 
Derretimento das calotas polares,  elevação do nível do mar e ocorrência de padrões climáticos extremos não são as únicas conseqüências em potencial da mudança climática. Cientistas avisam que mudanças no clima do planeta também podem ameaçar a saúde pública através [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juhie-bhatia/">Juhie Bhatia</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/dominguezvaleska/'>dominguezvaleska</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/10/23/climate-change-increasing-the-spread-of-diseases/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img class="alignright size-full wp-image-51770" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/351300044_f0b3b1d6fa_m.jpg" alt="" />Derretimento das calotas polares,  elevação do nível do mar e ocorrência de padrões climáticos extremos não são as únicas conseqüências em potencial da mudança climática. Cientistas avisam que mudanças no clima do planeta também podem ameaçar a saúde pública através do aumento da propagação de doenças e outros problemas de saúde.<br />
O impacto das mudanças climáticas sobre a saúde é hoje uma questão popular. Especialistas em saúde global têm se <a href="//www.ens-newswire.com/ens/oct2008/2008-10-09-01.asp">dedicado </a>a pesquisar essa área, e este ano o tópico tem sido o tema de <a href="http://www.ajpm-online.net/issues/contents?issue_key=S0749-3797(08)X0016-9">publicações médicas </a>e do <a href="http://www.who.int/world-health-day/en/index.html">Dia Mundial da Saúde</a>. Os pesquisadores <a href="http://www.who.int/globalchange/climate/en/index.html">temem </a>que, se não forem controladas, as atuais tendências de aquecimento aumentem muito os riscos para a saúde. Esses perigos incluem desde mortes relacionadas a temperaturas extremamente altas e a desastres naturais, até mudanças nos padrões apresentados por doenças que são sensíveis à temperatura e à precipitação chuvosa, como a malária e a dengue. Especialistas dizem que já estamos presenciando <a href="http://www.who.int/mediacentre/news/releases/2008/pr11/en/index.html">exemplos </a>desse impacto, como a epidemia de cólera em Bangladesh e a febre de Rift Valley, na África.<br />
Laura Grant, postando em <em>Treevolution</em>, <a href="http://www.treevolution.co.za/?p=1357">acrescenta</a> que os efeitos das mudanças climáticas têm sido observados também no Quênia.</p>
<blockquote><p>“The Intergovernmental Panel on Climate Change has warned us that the range of vector-borne diseases like malaria is likely to change thanks to climate change. Kenya has already reported cases of the disease in previously malaria-free areas.”</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;O Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática tem nos alertado que o alcance de doenças transmitidas por vetores, como é o caso da malária, tende a se modificar devido à mudança climática. O Quênia tem relatos de casos da doença em áreas que antigamente estavam livres dela&#8221;.</div>
<p>Apesar de as mudanças climáticas serem um fenômeno global, os especialistas <a href="http://www.ajpm-online.net/article/S0749-3797(08)00688-0/abstract">avisam </a>que suas conseqüências para a saúde da população mais pobre, nos países mais pobres, serão as mais graves que possamos imaginar. Na última década de 90, aproximadamente <a href="http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs266/en/index.html">600.000 </a>pessoas morreram em todo o mundo por causa de desastres naturais relacionados ao clima, e cerca de 95 por cento dessas mortes foram registradas em países pobres. Além disso, a carência nutricional de proteínas de energia, a diarréia e a malária - que são todas elas sensíveis ao impacto do clima - causaram <a href="http://www.who.int/features/factfiles/climate_change/en/index.html">mais de três milhões de mortes</a> em todo o mundo, no ano de 2002; mais de um terço dessas mortes aconteceu na África. Essa <a href="http://www.who.int/features/factfiles/climate_change/en/index.html">galeria de fotos </a>ilustra mais conseqüências da mudança climática sobre a saúde.</p>
<p>No entanto, o blogue <em>Globalisation and the Environment</em> <a href="http://globalisation-and-the-environment.blogspot.com/2008/10/disease-and-global-warming-deadly-dozen.html">ressalta</a> que é difícil separar mudança climática e o impacto da pobreza sobre a saúde.</p>
<blockquote><p>“There is considerable debate about the effect of global warming on the spread of diseases. Try to remember that there is a close relationship between poverty and disease as well as between disease and climate. That point aside it is always of interest to a dismal scientist to consider alternative ways that we can die.”</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Há um debate considerável em torno dos efeitos do aquecimento global sobre a propagação de doenças. É bom lembrar que existe uma relação próxima entre pobreza e doença, e também entre doença e clima. Além disso, é sempre do interesse de um cientista sombrio considerar diferentes alternativas que possam nos levar à morte&#8221;.</div>
<p>Cientistas da World Conservation Society (WCS) fizeram exatamente isso -lançaram um <a href="http://www.wcs.org/deadly-dozen/wcs_deadly_dozen">relatório </a>no início deste mês citando as 12 doenças em humanos e animais que podem vir a se espalhar por novas regiões do mundo, graças a mudanças na temperatura e na precipitação chuvosa. As &#8220;doze doenças mortais&#8221; incluem a gripe aviária, o cólera, o Ebola, a doença de Lyme, a tuberculose e a febre amarela. Para evitar que ocorram grandes manifestações dessas doenças, a WCS recomenda um melhor monitoramento de saúde nos ambientes de vida selvagem para detectar como elas estão se movimentando. trimurtulu, num post em <em>MeDiCaLGeeK</em>, <a href="http://www.medicalgeek.com/articles/13106-climate-change-likely-spread-deadly-dozen-diseases.html">discorre </a>sobre essas sugestões:</p>
<blockquote><p>“The authors suggest that the best way to protect ourselves against worst possible scenarios is to track how the diseases shift through wildlife populations by establishing a global surveillance network based on a mix of Western science and the knowledge of indigenous people.”</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Os autores sugerem que a melhor forma de nos protegermos contra os piores cenários possíveis é acompanhar como as doenças em questão se movimentam pelas populações dos ambientes de vida selvagem, estabelecendo uma rede de vigilância global que se baseie numa combinação entre a ciência ocidental e o conhecimento dos povos nativos&#8221;.</div>
<p>O relatório tem assustado alguns blogueiros e os levado a refletir sobre a conexão entre as doenças e o clima. <a href="http://thinkingshift.wordpress.com/2008/10/17/the-deadly-dozen/">Diz </a>a blogueira de <em>ThinkingShift</em>:</p>
<blockquote><p>“We’re so absorbed right now with the financial fracas going on that if we think about climate change, we think of regions heating up, sea levels rising, poor polar bears unable to find ice floes to rest on and so on. But do we ever stop to think about the deadly diseases that we might face? Well, this report sure helped me think about it especially the fact that pathogens, which pose a threat to humanity, have already caused significant economic damage. The SARS virus and avian influenza, for example, have already caused an estimated US$100 billion in losses to the global economy.”</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Estamos tão absorvidos com a atual crise financeira que, se pensamos em mudança climática, pensamos em regiões sob processo de aquecimento, na elevação dos níveis do mar, em pobres ursos polares que não conseguem alcançar bancos de gelo para descansar, e assim por diante. Mas alguma vez paramos para pensar sobre as doenças mortais que talvez tenhamos que enfrentar? Bem, esse relatório com certeza me ajudou a pensar nisso, especialmente no fato de que patógenos, que representam uma ameaça à humanidade, já causaram prejuízos econômicos significativos. Os vírus da SARS e da gripe aviária, por exemplo, já trouxeram perdas à economia global de aproximadamente 100 bilhões de dólares&#8221;.</div>
<p>A não ser que medidas adaptativas sejam tomadas, a Organização Mundial da Saúde estima que, em 2050, a mudança climática será responsável por <a href="http://www.who.int/features/factfiles/climate_change/en/index.html">mais ou menos o dobro </a>do percentual de pessoas expostas aos riscos da fome e seus efeitos sobre a saúde. Maina, blogando em <em>Baraza</em>, <a href="http://baraza.wildlifedirect.org/2008/10/11/the-deadly-dozen-climate-change-wildlife-and-disease/">propõe </a>múltiplas soluções para combater esse problema.</p>
<blockquote><p>“One, we have to adopt sustainable living as humans to reduce the severity of climate change and its effects; two, now more than ever, we have to safeguard our wildlife for they are our early warning systems against outbreaks of these deadly diseases.”</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Primeiro, temos que adotar um modo de vida sustentável como seres humanos para reduzir a gravidade da mudança climática e de seus efeitos. Em segundo lugar, agora mais do que nunca, temos que proteger nossa vida selvagem, pois ela é nosso primeiro sistema de alerta contra o ataque dessas doenças mortais&#8221;.</div>
<p>No entanto, <em>leg-iron</em> <a href="http://leg-iron.livejournal.com/83501.html">acusa </a>o relatório da WCS de estar espalhando o pânico sem ter bases científicas. Peri Urban, blogando em <em>urban blog</em>, <a href="http://brainpilot.blogspot.com/2008/10/global-scaremongering.html">acrescenta </a>que existe muito pouca pesquisa sobre esse tópico e que a ligação entre mudança climática e saúde ainda não foi comprovada.</p>
<blockquote><p>“There are no ‘adverse effects&#39; that we know of from which the WHO should feel obliged to protect us. Nor is it possible to raise public awareness of an issue that is yet to be researched, unless your aim is to generate the advance belief that there is a problem so that you can get funding. Scientists have mortgages to pay just like the rest of us.”</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Que nós saibamos, não existem &#8216;efeitos adversos&#39; contra os quais a OMS deva sentir-se obrigada a nos proteger. Nem é possível despertar a consciência pública a respeito de um assunto que ainda está por ser pesquisado, a não ser que objetivo disso seja gerar e desenvolver a crença de que existe um problema, e dessa forma conseguir dinheiro. Os cientistas têm hipotecas para pagar, assim como todos nós&#8221;.</div>
<p>Foto de <a href="http://flickr.com/photos/night_heron/351300044/">Cerejeiras em Flor em Janeiro</a>, de <a href="http://flickr.com/photos/night_heron/">Night Heron</a>, em Flickr.</p>
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		<title>Bangladesh: Uma Terra Festiva</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 04:02:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte & Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porRezwan  &#183; Traduzido por Daniel Duende &#183;  Veja o post original 
Dhaka Dweller comenta [En] sobre as várias festividades celebradas em Bangladesh: &#8220;Neste país secular, onde muçulmanos, hindús, cristãos, budistas e várias minorias étnicas são celebradas com grande fanfarra, e onde a cultura ocidental lentamente permeou as tradições orientais, a vida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/rezwan/">Rezwan</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/10/06/bangladesh-a-festive-land/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><em>Dhaka Dweller</em> <a href="http://dhakadweller.blogspot.com/2008/10/living-in-festive-land.html">comenta</a> [En] sobre as várias festividades celebradas em Bangladesh: &#8220;Neste país secular, onde muçulmanos, hindús, cristãos, budistas e várias minorias étnicas são celebradas com grande fanfarra, e onde a cultura ocidental lentamente permeou as tradições orientais, a vida é uma interminável celebração de festivais&#8221;.</p>
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		<title>Bangladesh: blogues bangladeshis mantém Rahela viva</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 21:24:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Guilherme</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em 19 de agosto de 2004, uma trabalhadora de dezenove anos de uma fábrica de roupas de Savar, Dhaka Bangladesh foi atacada, violentada por uma gangue, cortada violentamente e deixada para morrer no matagal do campus da Universidade Jahangir Nagar. Ela era Rahela Lima Akhtar. Ali ela ficou, no meio do mato alto, sem ser vista por três dias. Os criminosos voltaram e, encontrando-a ainda viva, jogaram ácido em sua face e atearam fogo, para que quando seu corpo fosse achado ela estivesse irreconhecível. Blogueiros de Bangladesh conseguem reavivar caso, mas a luta por justiça continua...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/aparna-ray/">Aparna May</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/guilhermebarcelos/'>Guilherme</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/09/27/bangla-blogs-rahela/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Em 19 de agosto de 2004, uma trabalhadora de dezenove anos de uma fábrica de roupas de Savar, Dhaka Bangladesh foi atacada, violentada por uma gangue, cortada violentamente e deixada para morrer no matagal do campus da Universidade Jahangir Nagar. Ela era Rahela Lima Akhtar. Ali ela ficou, no meio do mato alto, sem ser vista por três dias. Os criminosos voltaram e, encontrando-a ainda viva, jogaram ácido em sua face e atearam fogo em seus cabelos, para que quando seu corpo fosse achado ela estivesse irreconhecível. Entretanto, no mesmo dia, em 22 de agosto de 2004, um jardineiro ouviu seu fraco grito &#8220;Eu não estou morta, por favor me salve.&#8221; Então, Rahela, a mulher que se recusou a morrer, foi encontrada e levada à Faculdade de Medicina de Dhaka e ao hospital, onde batalhou por sua vida. Perdeu a batalha em 24 de setembro de 2004, mas antes de morrer, ela falou o nome dos principais agressores.</p>
<div id="single" class="entry">
<p><img src="http://media.somewhereinblog.net//images/thumbs/faysal1blog_1221717372_1-faysal1blog_1193169471_1-rahela-1.jpg" alt="Rahela" width="300" /><br />
<em>Corpo morto de Rahela: Crédito da imagem <a href="http://www.somewhereinblog.net/blog/faysal1blog/28844740">Faysal Noi</a></em></p>
<p>Alguém poderia pensar, em tal caso, que a justiça seria rápida, mas não foi assim. Apesar do grito inicial da mídia, um silêncio ensurdecedor precedeu. O caso chegou ao tribunal em 2006 apenas para revelar que documentos importantes relativos ao caso tinham desaparecido. Enquanto isso, o maior acusado fugiu e outros vagavam livremente. o marido de Rahela tinha casado novamente. Quase dois anos se passaram. O caso talvez tivesse desaparecido da memória do público mas não das cabeças de alguns ativistas dos direitos da mulher e blogueiros bangladeshis. O caso Rahela apareceu primeiramente na plataforma blogueira mais importante de Bangladesh: <a href="http://www.somewhereinblog.net/" target="_blank">Somewherein</a> [Bn], por <a href="http://www.somewhereinblog.net/blog/manobiblog/28738945" target="_blank">Manobi</a> [Bn]. Prontamente, vários blogueiros de opinião semelhante como <a href="http://www.somewhereinblog.net/blog/faysal1blog/28844740" target="_blank">Faisal Noi</a>, <a href="http://www.somewhereinblog.net/blog/suvroblog/28774674" target="_blank">Shubho</a>, <a href="http://www.somewhereinblog.net/blog/pothe_potheblog/28780582" target="_blank">Pothik,</a> <a href="http://www.sachalayatan.com/mukit_tohoku/9679" target="_blank">Jiner Badshah</a> (do <a href="http://www.sachalayatan.com/" target="_blank">Sachalayatan</a> [Bn], outra plataforma blogueira de Bangladeshi) e muitos outros se juntaram, e seus gritos - Justiça para Rahela - cresceram. Uma campanha online foi lançada, que incluiu <a href="http://justice-for-rahela.blogspot.com/" target="_blank">blog</a> , <a href="http://www.new.facebook.com/group.php?gid=5681852955&amp;ref=mf" target="_blank">Facebook group,</a> uma <a href="http://www.ipetitions.com/petition/Justice_for_Rahela_Bangladesh/" target="_blank">i-petition</a>, etc [Bn]. Offline, houve protestos e correntes humanas organizadas para aumentar o conhecimento público do caso.</p>
<p>Nós, do Global Voices, também tentamos amplificar o caso Rahela. <em>Rezwan</em>, <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2007/10/26/bangladesh-blogueiros-se-mobilizam-contra-a-violencia-domestica/">neste post</a> mencionou o caso Rahela enquanto escrevia sobre violência contra a mulher em Bangladesh. <a href="http://narijibon.blogspot.com/" target="_blank">Narijibon</a>, o time bangladeshi fantástico que faz parte do projeto <a href="http://rising.globalvoicesonline.org/" target="_blank">Rising Voices</a> também tem escrito sobre o<a href="http://narijibon.blogspot.com/2007/09/rahela-akhter-limas-third-death.html" target="_blank"> assunto</a>.</p>
<p>O esforço continuado dos blogueiros de Bangladesh para pressionar os tribunais a levarem o caso para frente foi visto pela mídia e gradualmente artigos e matérias de TV reapareceram. O caso foi finalmente reaberto em janeiro de 2008, e em abril de 2008 os documentos &#8216;desaparecidos&#39; ressurgiram miraculosamente, graças `a crescente pressão dos blogueiros, MSM, ativistas e líderes da &#8216;inteligentsia&#39;. Os oficiais investigadores, contudo, declararam que os documentos &#39;sempre estiveram ali&#39;. Não obstante, mesmo agora a batalha por justiça parece um esforço levado por muito tempo já que há rumores de não cooperação dos oficiais e de testemunhas chave do caso. Assista a matéria da mídia [bn] questionando o ressurgimento das evidências.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/5EYXJLtDR8M&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/5EYXJLtDR8M&amp;hl=en&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>E os blogueiros não estão desistindo. Os esforços para manter Rahela viva na memória pública continuam para que os culpados sejam incriminados e a justiça, mesmo que tardia, não seja negada a Rahela Lima Akhtar. Em uma entrevista recente para a TV,  <a href="http://www.somewhereinblog.net/blog/arildblog/28715679" target="_blank">Arild Klokkerhaug</a> do <em>Somewherein </em>e o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Muhammed_Zafar_Iqbal" target="_blank">Prof. Muhammed Zafar Iqbal</a> [En], um respeitado acadêmico e escritor, reiteraram o mesmo ponto [bn]:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/fnIk28uNPL0&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/fnIk28uNPL0&amp;hl=en&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
</div>
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		<title>Bangladesh: Blogando e twitando um terremoto</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/07/29/bangladesh-blogando-e-twitando-um-terremoto/</link>
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		<pubDate>Tue, 29 Jul 2008 16:23:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um terremoto atingiu a capital Dhaka no dia 27 de julho, por volta das 00h51 no horário de Bangladesh (+6 GMT). Veja como a notícia foi divulgada por blogues e pelo Twitter.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/rezwan/">Rezwan</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/07/29/bangladesh-tweeting-and-blogging-an-earthqauke/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>Um terremoto atingiu a capital Dhaka no dia 27 de julho, por volta das 00h51 no horário de Bangladesh  (+6 GMT). Russell John <a href="http://russelljohn.info/journal/index.php?itemid=204">relata</a> [en] em seu blogue:</p>
<blockquote><p>I was lying on my bed talking to a friend on the phone, and I suddenly felt that the bed was shaking. Within 3 seconds, it stopped. My first impression was that a cat got under my bed and it was shaking it, but then I realised that it&#39;s impossible as the bed is way too heavy. (Plus there was no cat, I checked!)</p>
<p>I quickly asked my friends on IRC, and they said they felt it too.</p>
<p>So it was an earthquake for real! Quake in Dhaka at 12:51 AM!</p></blockquote>
<div class="translation">Estava deitado na cama falando com um amigo no telefone quando senti de repente que a cama estava sacudindo. O tremor parou dentro de 3 segundos. Minha primeira impressão foi que um gato tinha entrado embaixo da minha cama e a estava chacoalhando, mas me dei conta que isso seria impossível porque a cama é muito pesada (e além disso, verifiquei e não tinha nenhum gato!)</p>
<p>Rapidamente perguntei ao meu amigo no  IRC, e ele também tinha sentido o abalo.</p>
<p>Então era mesmo um terremoto! Um terremoto em Dhaka às 00:51 AM!</p>
</div>
<p>Russell <a href="http://twitter.com/Ekushey/statuses/869181535">twitou</a> [en] na mesma hora:</p>
<blockquote><p>Oh my God, I just felt an earthquake!</p></blockquote>
<div class="translation">Oh meu deus, acabei de sentir um terremoto!</div>
<p>Dentro de minutos, tweets começaram a aparecer confirmando que outros também sentiram o tremor.</p>
<p>Munaz do <em>Nothing to Lose and Nothing to Gain</em> [Nada a ganhar e nada a perder] <a href="http://munaz.blogspot.com/2008/07/earthquake-shaked-dhaka-at-night-1250am.html">compartilhou</a> [en] os feeds de alguns amigos no Twiter:</p>
<p><img src="http://bp3.blogger.com/_rZZ5dSgkhIs/SIt7nP8ajII/AAAAAAAABXk/B_zNtlms6oM/s320/SNAG-0001.jpg" alt="tweet" /></p>
<p>Demorou para que as informações aparecessem na internet (com a exceção de alguns blogs em <a href="http://www.somewhereinblog.net/blog/tajulislamblog/28780919">Bangla</a> [bn]) e todo mundo estava tentando saber das últimas notícias. Então Bauani, do blog Information, entrou em contato com o Centro Nacional de Informação sobre Terremotos, do U.S. Geological Survey,  e <a href="http://www.bauani.org/thinkings/2008/07/technical-details-of-bangladeshi.html">postou o que descobriu</a> [en] :</p>
<blockquote><p>Magnitude: 4.9</p>
<p>Data e horário: Sábado, 26 de julho de 2008 às 18:51:49 UTC</p>
<p>Local: 24.773°N, 90.480°E</p>
<p>Profundidade: 5.2 km (3.2 milhas) (poorly constrained)</p>
<p>Região: BANGLADESH</p></blockquote>
<p>Ele também <a href="http://www.bauani.org/thinkings/2008/07/earthquake-hits-bangladesh-on-27-july.html">postou atualizações</a> sempre e quando elas foram disponibilizadas.</p>
<p>Ao que tudo indica, <a href="http://news.google.com/news?hl=en&amp;ned=us&amp;ie=UTF-8&amp;ncl=1230362459">não houve relatos de casualidades</a> mas o terremoto abalou os moradores de Dhaka, uma grande e populosa cidade.</p>
<p>Rumi do <a href="http://rumiahmed.wordpress.com/2008/07/26/priority-2/">In The Middle of Nowhere</a> [No meio do Nada] escreve:</p>
<p><img src="http://static.flickr.com/64/155139174_d2631bb78b.jpg" alt="map" width="350" /></p>
<p><em>Mapa de todas as grandes e menores placas tectônicas do mundo</em></p>
<blockquote><p>If you can locate Bangladesh in the world map, you will see two plate boundaries, i.e. two fault lines cross Bangladesh….many scientists have been warning about the probability of a devastating 8-9 Richter scale catastrophic earthquake in the northeastern and southeastern parts of Bangladesh.</p>
<p>So, (a) major earthquake is also possible in Bangladesh. Are we ready?</p></blockquote>
<div class="translation">Se você localisar Bangladesh no mapa do mundo, verá duas fronteiras em placas tectônicas, ou seja duas linhas pontilhadas cruzam Bangladesh… muitos cientistas já alertaram sobre as possibilidades de um devastador e catastrófico terremoto de 8-9 graus na escala Richter nas regiões nordeste e sudeste de Bangladesh.</p>
<p>Portanto, também é possível que (um) terremoto maior aconteça em Bangladesh. Estamos preparados?</p>
</div>
</div>
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		<title>Bahrain: Banindo os Bangladeshis</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/05/29/bahrain-banindo-os-bangladeshis/</link>
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		<pubDate>Thu, 29 May 2008 02:53:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Após um trágico incidente ocorrido há alguns dias, em que um Bahraini foi morto após se recusar a pagar a um mecânico Bangladeshi um extra de 500 fils (1,30 dólares) que este demandava por seu serviço, o Bahrain interrompeu a emissão de permissões de trabalho para cidadãos de Bangladesh. Um grupo de legisladores está planejando submeter ao parlamento uma proposta que visa a expulsão de todos os trabalhadores Bangladeshis do país, que devem ser hoje mais de 90.000, sob a alegação de que estes cometeriam mais "crimes chocantes e terríveis" do que qualquer outra comunidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/ayesha-saldanha/">Ayesha Saldanha</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2008/05/28/bahrain-ban-on-bangladeshis/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Após um trágico incidente ocorrido há alguns dias, em que um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bahrein">Bahraini</a> foi <a href="http://bahraini.tv/2008/05/24/man-killed-over-500-fils/">morto</a> [En] após se recusar a pagar a um mecânico <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bangladesh">Bangladeshi</a> um extra de 500 fils (1,30 dólares) que este demandava por seu serviço, o Bahrain <a href="http://bahraini.tv/2008/05/27/visa-ban-for-bangladeshis/">interrompeu</a> [En] a emissão de permissões de trabalho para cidadãos de Bangladesh. Um grupo de legisladores está planejando submeter ao parlamento uma proposta que visa a expulsão de todos os trabalhadores Bangladeshis do país, que devem ser hoje mais de 90.000, sob a alegação de que estes cometeriam mais &#8220;<a href="http://bahraini.tv/2008/05/26/ban-on-workers-will-spell-misery/">crimes chocantes e terríveis</a>&#8221; [En] do que qualquer outra comunidade.</p>
<p><em>Mahmood</em> não ficou impressionado por esta reação exagerada e causadora de humilhação, e ele <a href="http://mahmood.tv/2008/05/27/collective-punishments/">diz</a> [En]:</p>
<blockquote><p>There are a few things that suggest that our society is in a desperate state. The indicators are probably best exemplified by the exclusionary standards our parliamentarians and their electorate take. Both are quick to condemn whole peoples, nations and even civilizations due to isolated incidents without taking one second to reflect on our own shortcomings and our non-exclusive ownership of basic human values. … If you talk to Bahrainis fortunate enough to have lived in the 70s and before, they will categorically tell you that they have never experienced anything like this, they will confirm that they didn’t give their neighbour’s race or religion much importance. They will further tell you that they habitually interacted with each other in various ways; they visited, conducted business and even fought the British occupation together by forming and maintaining a cohesive multi-cultural front that crossed confessional divides. The common denominator was their Bahraininess which surpassed every other consideration. They celebrated their differences, rather than diligently work at finding the chinks to exploit in each others’ armor. The stark contrast between that era and now could not be more evident. What we now have is an acutely insular society with impenetrable walls propped up by suspicion and hatred of the other. This “us and them” atmosphere is condoned by the government - regardless of how many denials we hear from their higher echelons - evidenced by the selective employment policies, the conditional awards of constitutionally guaranteed citizen benefits and the disparity in economic circumstance. … Let us remind them that their role is to ameliorate differences and protect the national unity, and not diligently and wantonly work at exacerbating them. The demand to expel and ban Bangladeshis because of the unfortunate result of a single person’s moment of anger is tantamount to our agreement to the entrenchment and even encoding xenophobia as our main Bahraini trait.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Há algumas coisas que sugerem que nossa sociedade está em um estado de desespero. Estes indicativos são provavelmente melhor exemplificados pelas posturas excludentes que nossos parlamentares e seu eleitorado tomam. Ambos são rápidos para condenar povos inteiros, nações e até mesmo civilizações por conta de incidentes isolados sem pensar nem um segundo sequer em nossos próprios erros e em nossa posse não-exclusiva dos valores básicos humanos. [&#8230;] Se você conversar com Bahrainis que tiveram a sorte de viver nos anos 70 ou antes, eles irão lhe dizer categoricamente que nunca viram algo assim antes, e irão confirmar que nunca fizeram distinção da raça ou religião de seus vizinhos. Eles também irão te contar que habitualmente interagiam uns com os outros de várias formas; eles visitavam, faziam negócios e até mesmo lutavam lado a lado contra a ocupação britânica, formando e mantendo um front multi-cultural coeso que cruzava fronteiras. O denominador comum era a sua &#8216;Bahrainidade&#39;, que ultrapassava qualquer outra consideração. Eles celebravam suas diferenças, em vez de diligentemente trabalhar na busca das falhas a serem exploradas nas defesas alheias. O enorme contraste entre aquela era e esta em que vivemos não poderia ser mais evidente. O que temos agora é uma sociedade agudamente insular com paredes impenetráveis, levantadas pela desconfiança e pelo ódio em relação ao outro. Esta atmosfera de &#8216;nós e eles&#39; é apoiada pelo governo - não importa quanto os altos escalões tentem negar isso - e evidenciada pelas políticas de emprego seletivas, a distribuição condicional de benefícios de cidadania constitucionalmente garantidos e a disparidade de circunstâncias econômicas. [&#8230;] Deveríamos lembrá-los que seu papel é o de trabalhar as diferenças e proteger a unidade nacional, e não o de diligentemente e irresponsávelmente exacerbar [estas diferenças]. Os clamores para expulsar e banir os Bangladeshis por conta do infeliz resultado de um momento de fúria de uma única pessoa são a mesma coisa que a nossa concordância com [nosso] entrincheiramento e até mesmo com a transformação da xenofobia no principal traço cultural Bahraini.&#8221;</div>
<p><em>Reeshiez</em> <a href="http://mahmood.tv/2008/05/27/collective-punishments/#comment-119209">comenta ao post acima</a> [En]:</p>
<blockquote><p>This is the most ridiculous thing that I’ve heard and is blatant racial discrimination. I can’t believe our government did this and that many people support this law. You can’t punish an entire nation for isolated incidents by their citizens. How would bahrainis feel if all arabs were banned from coming to the US because a random Bahraini killed an American citizen? I am completely disgusted.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Esta é a coisa mais ridícula que eu já ouvi e é uma flagrante discriminação racial. Eu não acredito que nosso governo tenha feito isso e que muitas pessoas apóiem esta lei. Você não pode punir toda uma nação por conta de incidentes isolados causados por seus cidadãos. Como se sentiriam os Bahrainis se todos os árabes fossem proibidos de entrar nos Estados Unidos [da América] porque um Bahraini qualquer matou um cidadão americano? Eu estou completamente revoltado.&#8221;</div>
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		<title>Mundo: O preço da comida, o custo do desespero</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/05/03/mundo-o-preco-da-comida-o-custo-do-desespero/</link>
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		<pubDate>Sat, 03 May 2008 15:20:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A crise causada pelo aumento galopante dos preços está afetando todos os grupos econômicos em cada esquina do mundo. A cada dia, ao que parece, os altos preços dos alimentos faz com que mais um país entre em crise: passeatas, motins, rumores de açambarcamento, queda de governos e até mesmo mortes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/john-liebhardt/">John Liebhardt</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2008/05/02/global-food-price-crisis-round-up/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>A crise causada pelo aumento galopante dos preços está afetando todos os grupos econômicos em cada esquina do mundo. A cada dia, ao que parece, os altos preços dos alimentos faz com que mais um país entre em crise: passeatas, motins, rumores de açambarcamento, queda de governos e até mesmo mortes.</p>
<p>O Global Voices está bem posicionado para acompanhar as nuances desse assunto tão complexo, com autores monitorando a mídia cidadã em quase todas as esquinas do planeta. Esse artigo é uma tentativa de fornecer uma <a href="http://www.globalvoicesonline.org/specialcoverage/global-food-crisis-2008/">narrativa geral da crise global causada pela falta de alimentos</a> [en], com observações de nossos autores ao redor do mundo. Ao clicar nos links, você chegará a todos os artigos que já foram publicados.</p>
<p><a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/30/caribbean-food-shortages/">Vamos começar com o Caribe</a> [en]. Em Barbados, a população local aprende a lidar com um aumento de 30% no preço da farinha de trigo, junto com saltos nos preços da gasolina e do óleo diesel. O Ministro da Agricultura de Trinidad e Tobago nega que a crise dos alimentos tenha atingido as duas ilhas, mas as pessoas notaram um aumento nos preços do frango e da farinha de trigo. Cuba está experimentando uma nova política agrícola fornecendo mais terras a fazendeiros do setor privado.</p>
<p>Aumento de preços e escassez de alimentos <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/05/02/americas-insufficient-actions-and-solutions-for-food-crisis/">podem ser vistos na América Latina</a> [en], a medida que muitas pessoas entram em desespero. A culpa está sendo colocada tanto nos fazendeiros quanto no governo, pela falta de atitude. <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/05/01/arabeyes-looming-food-crisis/">Blogueiros árabes no Líbano, na Síria, no Kuwait e no Egito</a> [en] também estão sentindo o aperto e blogando sobre o assunto.</p>
<p><a title="Sudeste da Ásia: Crise dos Preços do Arroz e Outros Alimentos" href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/05/02/sudeste-da-asia-crise-dos-precos-do-arroz-e-outros-alimentos/">No Cambódia ainda existe a aflição</a> de que quase 500.000 crianças possam vir a perder refeições por causa de um aumento de 20% no preço do arroz. No entando, um aumento dramático na produção de arroz pode não ser algo para além das esperanças naquele país. Os fazendeiros de lá podem cultivar duas ou três safras por ano no mesmo lote de terra.</p>
<p><strong>Os últimos motins</strong></p>
<p><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/04/2397587505_24bc70ed6c2.jpg" alt="Riots in Cairo" /></p>
<p><small>Protestantes no Cairo acendem fogueiras e apedrejam barricadas, 7 de april de 2008 - <a href="http://flickr.com/photos/jameskarlbuck/2397587505/">Foto de James Buck</a></small></p>
<p>Dois dias de motim assolaram o Egito em 6 e 7 de abril, onde  os <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/21/egypt-food-prices-more-than-double/">preços dos ítens da cesta básica dobraram</a> [en] desde 2004 (chegando a quadruplicar em alguns casos). Pelo menos duas pessoas morreram e 111 – inclusive policiais – ficaram feridas (veja a nossa página da cobertura especial da <a href="http://www.globalvoicesonline.org/specialcoverage/egypt-general-strike-2008/">Greve Geral no Egito</a>) [en].</p>
<p>Em Abidjan, na Costa do Marfim, <a href="http://www.reuters.com/article/latestCrisis/idUSL01666799">protestantes bloquearam ruas e queimaram pneus</a> [en], exigindo que o governo reduzisse impostos em produtos chave importados.</p>
<p>Poucos dias depois, quatro pessoas morreram e 25 ficaram feridas em <a href="http://washingtontimes.com/apps/pbcs.dll/article?AID=/20080422/FOREIGN/464705786/1003/FOREIGN">protestos no Haiti</a> [en], onde os preços do arroz, feijão e frutas aumentaram em 50% nos últimos 12 meses. Menos de uma semana depois dos violentos protestos, o primeiro ministro do Haiti <a href="http://www.reuters.com/article/americasCrisis/idUSN27434520">foi rejeitado</a> [en] em um voto de censura.</p>
<p>Para <em>Natifnatal</em>, um haitiano radicado em Abu Dhabi, a crise dos alimentos <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/18/haiti-congo-and-the-politics-of-hunger/">oferece uma operação matemática simples</a> [en]:</p>
<blockquote><p>For those who don&#39;t even know the basics can present the equation: hunger + poverty + rising prices = demonstrations + the Prime Minister&#39;s resignation + violence, and argue that an increase in food aid would suffice to reduce hunger.</p></blockquote>
<div class="translation">Mesmo aqueles que não sabem nem o básico podem resolver essa equação: fome + pobreza + aumento de preços = protestos + demissão do primeiro ministro + violência e o argumento que um aumento na distribuição de alimentos seria suficiente para reduzir a fome.</div>
<p>Mesmo quando um avião de carga caiu em Kinshasa em 15 de abril matando 75 pessoas, o blogueiro congolês <em>Du Cabiau à Kinshasa</em> ruminou sobre um desastre mais silencioso e menos telegênico que o país enfrenta: <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/15/dr-of-congo-fifth-fatal-crash-in-under-a-year-food-prices-the-real-disaster/">os preços dos alimentos dobrando</a> [en] na mesma semana.</p>
<p><strong>Os efeitos no comércio</strong></p>
<p>São muitos os países do terceiro mundo que importam a grande quantidade da comida necessária para alimentar suas populações. O aumento nos preços significa que os problemas também aumentam rapidamente. Até mesmo para exportadores de alimentos, a situação está dando nos nervos. Na Coréia, o maior produtor de arroz do mundo, <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/18/korea-rice-crisis-in-the-past-and-at-the-present/">um internauta argumenta</a> [en] que o arroz deveria ser retirado dos acordos de livre comércio, permitindo que o país faça o que considere apropriado com essa comodidade estratégica.</p>
<p>No entanto, algumas vezes protecionismo não basta. Enquanto o preço do arroz <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/18/korea-rice-crisis-in-the-past-and-at-the-present/">tem aumentado em todas as nações produtoras de arroz do sudeste da Ásia</a> [en], os governos foram forçados a pedir calma e a rezar para que os preços no mercado interno comecem em breve a cair. A situação é duas vezes pior para importadores de arroz, como as Filipinas, onde os pobres têm sofrido na pele o peso dos aumentos. A Indonésia, outro país importador, cancelou suas importações em função dos altos preços.  O Cambódia e o Vietnã abandonaram as exportações. Blogueiros na Malásia relatam rumores de escassêz de arroz. O governo de Brunei pode vir a passar a subsidiar produtos alimentares básicos, como óleo vegetal, farinha de trigo, leite, ovos e frango.</p>
<p><a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/23/japan-where-has-all-the-butter-gone/"><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/04/milk.jpg" alt="Leite japonês" /></a><br />
<small>Leite em um supermercado japonês</small></p>
<p>Há decadas os preços dos alimentos no Japão se mantinham estáveis, o que é estranho para um país que importa quase todos os produtos básicos que consome, exceto o arroz. Coisa do passado. <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/01/japan-the-rising-price-of-food/">Os preços subiram</a> [en] pela primeira vez em mais de duas décadas. O mesmo acontece com <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/23/japan-where-has-all-the-butter-gone/">derivados do leite</a> [en], os quais custavam aos consumidores o mesmo preço há três décadas. Cerveja, óleo vegetal e molho de soja estão também mais caros.</p>
<p><strong>Um matador silencioso </strong></p>
<p>Em Bangladesh, onde as pessoas chegam a gastar até 80% de seus salários com alimentos, o encarecimento do preço do arroz <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/10/bangladesh-hidden-hunger/">alcançou a classe média</a> [pt]. É muito pior para os pobres, e reportagens na imprensa confirmam vários casos de morte por fome. O chefe militar do país atiçou a ira de muitas pessoas ao sugerir que a população substituísse arroz por batatas.</p>
<p>No Tadjiquistão, onde as pessoas já enfrentaram uma falta de energia que durou todo o inverno, parece que <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/03/13/tajikistan-hunger-to-replace-cold-and-darkness/">mais de 260.000 pessoas</a> [en] precisam urgentemente de ajuda para se alimentarem. A preocupação maior é que esse número pode chegar a 2 milhões até o inverno.</p>
<p>Por falar em globalização, no Iêmen, <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/03/11/arabeyes-rising-cost-of-living/">os preços dos produtos da cesta básica aumentaram</a> [en] ao passo que o custo de alguns bens eletrônicos caíu. O Kuwait também passa por aumento de preços, mas não graças à queda do valor do dólar americano.<br />
<a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/03/05/protests-over-high-prices-strike-burkina-faso/"><br />
Em Burkina Faso</a> [en], onde as pessoas acreditam que o governo ficou de braços cruzados enquanto os preços em alguns setores alcançaram um aumento de mais de 40% desde o início do ano, protestos foram deflagrados em várias cidades ao redor do país no final de fevereiro, resultando em prejuízos materiais e mais de 300 detenções.</p>
<p>Mais ou menos na mesma época, <a href="http://afp.google.com/article/ALeqM5itrCnalXSGAMyav1o3WScSPMLwRQ">em Camarões</a> [en], a raiva causada pelo aumento dos preços e queda dos salários sacudiu o país por três dias de violentos confrontos com militares. A raiva também foi alimentada pela tentativa por parte do presidente Paul Biya de mudar a constituição para que ele pudesse exercer um terceiro mandato.</p>
<p><strong>Essa história está longe do fim. Vamos continuar na cobertura dela - portanto veja a nossa página da cobertura especial <a href="http://www.globalvoicesonline.org/specialcoverage/global-food-crisis-2008/">Global Food Crisis 2008</a> [en] regularmente.<a href="http://www.globalvoicesonline.org/specialcoverage/global-food-crisis-2008/"><br />
</a></strong></p>
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		<title>Bangladesh: Detido pelo exército</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/02/14/bangladesh-detido-pelo-exercito/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/02/14/bangladesh-detido-pelo-exercito/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 14 Feb 2008 19:58:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porNeha Viswanathan  &#183; Traduzido por Daniel Duende &#183;  Veja o post original 
Unheard Voices (Vozes Inauditas, EN) relata em detalhes a experiência de um jornalista e blogueiro - Tasneem Khalil - quando este foi detido pelo exército.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/neha-viswanathan/">Neha Viswanathan</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2008/02/14/bangladesh-detained-by-the-army/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><a href="http://www.drishtipat.org/blog/2008/02/14/tasneem-khalil/">Unheard Voices</a> (Vozes Inauditas, EN) relata em detalhes a experiência de um jornalista e blogueiro - Tasneem Khalil - quando este foi detido pelo exército.</p>
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		<title>Blogando o Dia de Luta Contra a AIDS</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/12/02/blogando-o-dia-de-luta-contra-a-aids/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/12/02/blogando-o-dia-de-luta-contra-a-aids/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 02 Dec 2007 22:01:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bangladesh]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
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		<description><![CDATA[ &#183; Traduzido por Paula Góes &#183;  Veja o post original 
Blogueiros de todo o mundo marcaram o Dia Internacional de Luta contra a Aids [en] no primeiro dia de dezembro falando abertamente e de forma clara sobre HIV e AIDS. Cada postagem é um tributo contra a epidemia, que apenas segue fortalecida através [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2007/12/02/blogging-world-aids-day/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Blogueiros de todo o mundo marcaram o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/World_AIDS_Day">Dia Internacional de Luta contra a Aids</a> [en] no primeiro dia de dezembro falando abertamente e de forma clara sobre HIV e AIDS. Cada postagem é um tributo contra a epidemia, que apenas segue fortalecida através de silêncio e desinformação.</p>
<p><strong>Malawi: Conte a sua história</strong></p>
<p>De Malawi, o jornalista e autor do Global Voices, Victor Kaonga, <a href="http://ndagha.blogspot.com/2007/12/my-journalism-encounters-on-aids.html">compartilha a lembrança</a> [en] da primeira entrevista de todas que ele conduziu com uma mulher assumidamente soro-positiva:</p>
<blockquote><p><em>I had traveled from Malawi&#39;s capital Lilongwe for over 350 km to meet this lady in a rural area in Zomba. Connecting to her village, I had to cycle about 20 km with my recorder and notebook. </em></p>
<p><em>The lady had a story which I thought was worth pursuing and capturing for broadcast. What attracted me to her was the fact she did not hide she was HIV positive and to declare so in 1999 in Malawi was almost a taboo. Yet she defied all odds of the time even when ARVs were no there. Eight years down the road, it is still difficult to do away with the golden silence over AIDS in Malawi.</em></p>
<p>Eu tinha viajado da capital de Malawi, Lilongwe, por cerca de 350 km para encontrar essa senhora em uma zona rural de Zomba. Chegando no vilarejo, tive que pedalar 20 km com meu gravador e caderno de notas.</p>
<p>A senhora tinha uma estória que eu considerei que valeria a pena seguir e gravar para difusão. O que mais me atraiu foi o fato de que ela não escondia ser soro-positiva e declarar tal coisa em 1999 em Malawi era praticamente um tabu. Ainda assim, ela desafiava todas as probabilidades em dias em que não havia ARV. Oito anos se passaram e ainda é difícil quebrar o silêncio quando o assunto é AIDS em Malawi.</p></blockquote>
<p><strong>Bangladesh: Quebrando tabus</strong></p>
<p>Em Bangladesh, a socióloga e ativista da causa da AIDS, <a href="http://pagolnari.blogspot.com/2007/12/day-seven-1-dec-world-aids-day-talk.html">Kathryn B. Ward</a> [pt], criou uma série de cartazes sobre sexo seguro, com o personagem “Seu Coelhinho”, um brinquedo de pelúcia com camisinhas  para janelas de carro. Em um dos cartazes, ele diz em bengali: <em>“Eu tenho camisinhas e dinheiro. Vamos fazer amor. Coelhinhos espertos sempre usam camisinha.”</em></p>
<p><img src="http://bp0.blogger.com/_kvMX0Z8DCvw/R1GfdMYBfMI/AAAAAAAAACQ/fp4dLJyHlpw/s320/Mr.+Bunny.jpg" /></p>
<p><strong>Mundo: Mudando opiniões<br />
</strong></p>
<p><strong> </strong>Internews criou <a href="http://www.internews.org/bulletin/monthlynews/lb_2007_11ex.html">um mapa interativo</a> do jornalismo do <em>Local Voices</em> sobre saúde pública e HIV/Aids ao redor do mundo. Ele traz estórias de jornalistas que passaram por treinamento para fazer reportagens de maneira aberta sobre as crises, além de áudio e textos da Ásia, África e Europa.</p>
<p>Sylvia Chebet produziu essa peça para a TV Cidadão, no Quênia, sobre segurança quando o assunto é sangue:</p>
<p><object width="425" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3hzIbHD8Kz8&#038;rel=1"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/3hzIbHD8Kz8&#038;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"></embed></object></p>
<p><strong>Caribe: Recuperando as últimas esperanças<br />
</strong></p>
<p>Na Jamaica, <a href="http://www.yardflex.com/archives/001866.html">Yardflex</a> [en] fala sobre mulheres soro-positivas que recuperaram a sexualidade:</p>
<blockquote><p><em>“You can have your sexuality…you don&#39;t have to lose it because you have HIV…” People tend to think that contracting HIV can spell the end of their sex lives, but HIV-positive Africans of all ages are now being urged to reclaim their sexuality and live healthy, normal lives. “I got this [HIV] through sex, so [I thought] my sexuality was gone and I felt I needed to stop dressing attractively and wait to die,” Florence Anam, 28, an information officer at the Kenya Network of Women with AIDS, told IRIN/PlusNews.</em></p>
<p>“Você pode manter sua sexualidade&#8230; você não precisa perdê-la porque você tem HIV…” As pessoas tendem a pensar que contrair HIV pode ser o fim de suas vidas afetivas, mas africanas soro-positivas de todas as idades estão agora sendo motivadas a recuperar a sexualidade delas e a viver de maneira sadia. “Eu peguei [HIV] através do sexo, então [pensei] minha sexualidade tinha acabado e eu senti a necessidade de parar de me vestir de maneira atrativa e esperar para morrer”, disse Florence Anam, 28, uma trabalhadora da Rede Queniana de Mulheres com AIDS, ao IRIN/PlusNews.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.pulitzercenter.org/showproject.cfm?id=51">O Pulitzer Center of Crisis Reporting</a> [en] criou um belo website multimídia chamado os <a href="http://alt.coxnewsweb.com/palmbeachpost/hiv/index.html">Heróis do HIV no Caribe</a> [en].</p>
<p><strong>Brasil: Tratamento e preconceito</strong></p>
<p>Apesar de taxas de infecção por HIV altamente devastadoras, o Brasil conseguiu transformar sua estratégia em uma história de sobrevivência. Desde 1996, o governo brasileiro garante acesso aos <span class="txt_preto">medicamentos anti-retrovirais</span> a todos que necessitem. O blogue <a href="http://olharesdestellinha.blogspot.com/2007/11/dia-mundial-de-combate-aids-sida-click.html"><em>Olhares da Stelinha</em></a> [pt] diz que apenas tratar não basta:</p>
<blockquote><p>O Brasil já encontrou um modelo de tratamento para a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, que hoje é considerado pela OMS (Organização Mundial de Saúde) uma referência para o mundo. Agora nós, brasileiros, precisamos encontrar uma forma de quebrarmos os preconceitos contra a doença e seus portadores e sermos mais solidários do que somos por natureza. Acabar com o preconceito e aumentar a prevenção devem se tornar hábitos diários de nossas vidas.</p></blockquote>
<p align="right"><em>(Texto original de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/solana-larsen/" title="Posts by Solana Larsen">Solana Larsen</a>)</em></p>
<p align="right">&nbsp;</p>
<p align="center"><em>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">aqui</a>.</em></p>
<p><span class="edit"></span></p>
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		<title>No olho do furação: Blogueiras de Bangladesh falam</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/11/30/no-olho-do-furacao-blogueiras-de-bangladesh-contam/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Nov 2007 22:06:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bangla]]></category>
		<category><![CDATA[Bangladesh]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Humanitário]]></category>
		<category><![CDATA[South Asia]]></category>

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		<description><![CDATA[ &#183; Traduzido por Paula Góes &#183;  Veja o post original 
Você provavelmente soube das notícias do ciclone Sidr que devastou as regiões da costa sul de Bangladesh, levou centenas de vidas e deixou milhões desabrigados. Possivelmente você leu as notícias em jornais ou blogues, viu as imagens gráficas na TV ou ouviu a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2007/11/30/in-the-eye-of-the-storm-bangladeshi-bloggers-speak/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Você provavelmente soube das notícias do <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2007/11/16/bangladesh-hurricane-sidr-and-the-aftermath/">ciclone Sidr</a> que devastou as regiões da costa sul de Bangladesh, levou centenas de vidas e deixou milhões desabrigados. Possivelmente você leu as notícias em jornais ou blogues, viu as imagens gráficas na TV ou ouviu a terrível reportagem no rádio. Mas o seu conhecimento sobre a destruição causada pelo ciclone e a <font color="#008000"><font color="#ff0000"><font color="#000000"><font color="#ff0000"><font color="#000000"><font color="#ff0000"><font color="#000000">resistência do povo de</font></font></font></font></font></font></font> Bangladesh estará incompleta se você não ler descrições dadas em primeira mão por blogueiros locais.</p>
<p>As blogueiras do <a href="http://rising.globalvoicesonline.org/projects/nari-jibon-project/">Nari Jibon</a> [en] contam como reagiram ao desastre natural em seu blogue em inglês, <a href="http://narijibon.blogspot.com/"><em>Bangladesh from our view</em></a> [en] e no blogue em bengalês, <a href="http://banglablog-narijibon.blogspot.com/"><em>Amader Kotha</em></a> [bn].</p>
<p><em>Kazi Rafiqul Islam</em> <a href="http://narijibon.blogspot.com/2007/11/my-experiences-of-cyclone-sidr.html">narra a experiência</a> da capital Dhaka:</p>
<blockquote><p><em>“Due to strong wind electricity was cut off at about 10:15 pm (Thursday). Then I went to bed but could not sleep as the roaring of the wind was increasing. …. At 2:00 am I got a phone call from my eldest sister who was in her sister’s house at Barisal city. She informed that they were in great danger. The roof of the house (tin shed house) was flown away by the cyclone and somehow they were saved. …..I phoned my youngest sister in village. She informed me that she is safe but many trees were broken and fallen down by the Cyclone…. At about 2:30am I heard a big sound outside. I looked outside and saw that the Eucalyptus tree had fallen down on a tin shed house and people are shouting.</em></p>
<p><em>Since there was no electricity I could not turn on the TV or Radio all day long (Friday). We could not contact cyclone affected people as we could not get the mobile charged. …. So we were detached from the world. At night Dhaka city became ghost city. We did not have electricity, no water; we could not take bathe also many people could not cook as they did not have water.”</em></p>
<p>“Por causa dos ventos fortes, a eletricidade foi cortada por volta das 22h15 (quinta-feira). Então fui pra cama, mas não consegui dormir porque o barulho do vento estava aumentando&#8230; Às 2h00 da manhã, eu recebi um telefonema de minha irmã mais velha, que estava na casa de uma irmã dela na cidade de Barisal. Ela me informou que eles estavam passando or um grande perigo. O telhado da casa (um barraco pequeno) foi arrancado pelo ciclone e de alguma forma eles se salvaram. &#8230; Eu telefonei para minha irmã mais nova na vila. Ela me contou que estava salva, mas que muitas árvores foram quebradas e derrubadas pelo ciclone&#8230; Por volta das 2h30am eu ouvi um barulho grande do lado de fora. Eu olhei para fora e um pé de eucalipto tinha caído sob um barraco e as pessoas estavam gritando.</p>
<p>Uma vez que não havia eletricidade, eu não pude ligar a TV ou rádio o dia inteiro (na sexta). Não pudemos contactar as pessoas afetadas pelo ciclone, já que não pudemos carregar o celular&#8230; Portanto estávamos isolados do mundo. Durante a noite, Dhaka se transformava em uma cidade fantasma. Não tínhamos eletricidade, nem água; não podíamos tomar banho e muita gente ficou sem poder cozinhar, já que elas não tinham água.”</p></blockquote>
<p>Experiências e reações similares foram postadas por outras participantes do Nari Jibon:</p>
<p><a href="http://banglablog-narijibon.blogspot.com/2007/11/blog-post_22.html">Sofia Khatun</a> [bn]: “Milhões de pessoas estão desprotegidas em Bangladesh. Por favor, estenda a sua mão.”</p>
<p><a href="http://banglablog-narijibon.blogspot.com/2007/11/blog-post_24.html">Zannat Ara Amzad Liva</a> [bn]: “Dúvidas surgem em minha mente sobre o porquê dessa fúria da natureza ter sido descarregada em crianças inocentes e em pessoas extremamente pobres?”</p>
<p><a href="http://banglablog-narijibon.blogspot.com/2007/11/blog-post_28.html">Irin Sultana</a> [bn] “As vítimas do ciclone são pessoas afetadas pela necessidade de água potável, alimentos, roupas e medicamentos. Esse ciclone deixou muita gente sem um centavo.”</p>
<p><a href="http://banglablog-narijibon.blogspot.com/2007/11/blog-post_2352.html">Laily Jahan Meghla</a> [bn] “a notícia que me deixou muito deprimida o nascimento de uma menina no dia 15 de novembro em Shariatpur e sua morte na tempestade na mesma noite.”</p>
<p><a href="http://narijibon.blogspot.com/2007/11/cyclone-sidr-and-my-experience.html">Taslima Akhter</a> “Passamos medo naquela noite. Eu e minha família adoecemos por ter tomado chuva”</p>
<p>A diretora executiva de Nari Jibon, Dr. Kathryn Ward, nos fala sobre a <a href="http://narijibon.blogspot.com/2007/11/resilient-staff-and-students-of-nari.html">inspiração que vem da resistência dos funcionários e estudantes de Nari Jibon</a> [en]. Os funcionários e estudantes do projeto Nari Jibon chegaram no escritório para o trabalho e aulas no sábado apesar de uma falta total de eletricidade e internet. Ela também postou <a href="http://narijibon.blogspot.com/2007/11/post-cyclone-sidr-donations-for.html">notícias regularmente</a> [en] sobre a situação e os esforços do resgate.</p>
<p>MG Rabbany Sujan <a href="http://narijibon.blogspot.com/2007/11/after-cyclone-sidr.html">mostra com fotos</a> como os moradores de favelas da capital Dhaka estão se virando com os prejuízos que o ciclone de terceira categoria trouxeram. Sujan postou <a href="http://narijibon.blogspot.com/2007/11/after-cyclone-sidr-2.html">mais</a> <a href="http://narijibon.blogspot.com/2007/11/after-cyclone-sidr-3.html">relatos</a> atualizados e fotos que foram até destaque na CNN. Rafiq também foi entrevistada pela CNN apesar da conexão telefônica de baixa qualidade.</p>
<p><img src="http://bp3.blogger.com/_u5NsdnEEf0M/R0a-iANLu8I/AAAAAAAAAME/dhVs6mGtZ8U/s320/HPIM4041.JPG" /></p>
<p>Sujan também posta <a href="http://narijibon.blogspot.com/2007/11/how-we-can-help-cyclone-sidr-affected.html">fotos e notícias</a> sobre os trabalhos de resgate das comunidades locais.</p>
<p><img src="http://bp1.blogger.com/_u5NsdnEEf0M/R0g1rANLvII/AAAAAAAAANk/0tR7DpaLH9I/s320/HPIM3992.JPG" /></p>
<p>Na sexta-feira passada, o projeto Nari Jibon <a href="http://narijibon.blogspot.com/2007/11/nari-jibon-blog-training-on-video-and.html">organizou um treinamento sobre vídeo e fotografia digital para blogueiras</a> [en]. Uma das participantes, <em>Shirin Sultana</em>, diz:</p>
<blockquote><p><em>I enjoyed this training very much and also very happy to join this program. I think of buying a digital camera so that I can take lots of pictures from Bangladesh and I would like to show how beautiful is our Bangladesh.</em></p>
<p>Eu curti bastante esse treinamento e estou feliz em entrar nesse programa. Estou pensando em comprar uma câmera digital para que eu possa tirar um monte de fotos de Bangladesh e eu gostaria de mostrar como ela é bonita.</p></blockquote>
<p>Veja mais <a href="http://narijibon.blogspot.com/2007/11/nari-jibon-blog-training-on-video-and.html">impressões de participantes</a> [en].</p>
<p><a href="http://narijibon.blogspot.com/2007/08/sample-video-of-flood-affected-area-of.html">Aqui tem um vídeo postado</a> pelos funcionários da Nari Jibon em julho do ano passado retratando as enchentes que áreas baixas de Dhaka, capital. Em breve veremos mais fotos e mais vídeos feitos pelas participantes que atenderem à oficina recentemente.</p>
<p align="right"><em>(Texto original de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/rezwan/">Rezwan</a>)</em></p>
<p align="right">&nbsp;</p>
<p align="center"><em>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">clique aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">clique aqui</a>.</em></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Ferramentas inovadoras: Radiocicleta</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/11/27/ferramentas-inovadoras-radiocicleta/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/11/27/ferramentas-inovadoras-radiocicleta/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 27 Nov 2007 21:28:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
		<category><![CDATA[Bangladesh]]></category>
		<category><![CDATA[Colombia]]></category>
		<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[South Asia]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[ &#183; Traduzido por Paula Góes &#183;  Veja o post original 

Também postado no Rising Voices. [en]
Via Juliana Rincon a gente fica sabendo um pouco sobre uma bicicleta especial em circulação em  Caquetá, Colômbia [en]:
“It seats two and carries with it a complete radio broadcasting system, able to send out Wi-max signals and [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2007/11/27/innovative-tools-live-bicycle-radio/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img src="http://rising.globalvoicesonline.org/hiper-barrio/files/2007/11/radiocicleta.JPG" height="250" width="400" /></p>
<p><em><a href="http://rising.globalvoicesonline.org/blog/2007/11/26/innovative-tools-live-bicycle-radio/">Também postado no Rising Voices</a></em>. [en]</p>
<p>Via <em><a href="http://rising.globalvoicesonline.org/hiper-barrio/2007/11/01/colombia-the-radiocicleta-the-childrens-audiovisual-school-and-community-development/">Juliana Rincon</a></em> a gente fica sabendo um pouco sobre uma bicicleta especial em circulação em  <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Caquet%C3%A1_Department">Caquetá, Colômbia</a> [en]:</p>
<blockquote><p>“It seats two and carries with it a complete radio broadcasting system, able to send out Wi-max signals and be heard not only through the Andaquí Community Radio, but <a href="http://colombia.indymedia.org/radio/minga18-a.m3u">live through Internet as well</a>“.</p>
<p>“Nela cabem duas pessoas e com ela se carrega um sistema completo de rádio-difusão, capaz de enviar sinais de padrão Wi-max e ser ouvida não apenas na Rádio Comunitária Andaquí, mas <a href="http://colombia.indymedia.org/radio/minga18-a.m3u">também ao vivo através da Internet</a>&#8220;.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.lascosasquepasan.net/Menu/Periodico/Periodico011.htm">Radiocicleta</a> [es] é um projeto de comunicação comunitária que está derrubando as paredes entre o estúdio e a cidade em si:</p>
<blockquote><p>“É sustentável, de manutenção barata, ecologicamente correta, é movida à força humana ao invés de combustíveis, permite inovação e investigação, além de ter acesso a locais diferentes e poder ser levada para dentro de casas, pode juntar pessoas e fazer com que elas trabalhem como membros de uma equipe”, explica Juliana.</p></blockquote>
<p><strong>Quiosque de internet barato com internet móvel<br />
</strong></p>
<p>Bangladesh tem uma população de mais de 140 milhões. A densidade telefônica era bem baixa há até uma década por causa do uso inadequado de <span id="FSGcaller1" style="width: 480px"><font class="FSG_texto">nfra-estrutura</font></span> telefônica terrestre (não havia penetração em áreas rurais). Mas graças ao crescimento das empresas de telefonia celular, o número de usuários de aparelhos móveis alcançou 32 milhões em poucos anos e a cobertura acontece em todo o país até mesmo nos locais mais remotos. A taxa de crescimento da indústria de telefonia celular chega a 25%, o que é impressionante.</p>
<p>Em um país onde os usuários de internet chegam a menos de 1% (apenas um milhão) essas redes móveis trouxeram uma oportunidade excelente de conectar a nação à internet, o que não seria possível com a rede atual de telefones fixos ou conexões a cabo caras. Algumas das operadoras até têm suporte para tecnologia EDGE (um padrão avançado de comunicação sem fio) que oferece transferência de dados em uma velocidade de até 128 kb/s.</p>
<p>Usando o recurso de internet móvel, a gente da zona rural de Bangladesh está montando <a href="http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2006/11/21/AR2006112101725_pf.html">tele-centros ou internet cafés</a> [en] para uso do povão. Nesse <a href="http://www.ndiyo.org/news/fultola">website</a> [en] a gente fica sabendo que a tecnologia necessária para quiosques desse tipo é muito simples:</p>
<blockquote><p>“There&#39;s only one PC, which functions as a server: each of the other workstations is powered by a small device, not much bigger than a cigarette packet. For another, there&#39;s no wired connection between the server and the outside world. The clue to how it&#39;s done is provided by a Motorola clamshell mobile phone connected by a USB cable to the server. The Centre is getting its Internet connection via an Edge-enabled mobile phone!”</p>
<p>Using Ndiyo-type thin-client networking in combination with Open Source software dramatically reduces the Total Cost of Ownership of Internet cafes, networked classrooms and small office systems. In the process, it makes it possible for entrepreneurs like Abu Sufian, the proprietor of the Fultola CIC, to make investments which earn revenues for them by providing services to local people and organizations.”</p>
<p id="result_box" dir="ltr">&#8220;Há apenas um computador, que funciona como servidor: cada uma das outras estações é alimentada por um pequeno dispositivo, não muito maior do que um maço de cigarro. Por outro lado, não há nenhuma conexão física entre o servidor e o mundo exterior. A idéia de como ele é feito é fornecida por um celular dobradiço da Motorola conectado ao servidor através um cabo USB. O centro se conecta à internet através de um celular ativado para conexão! &#8220;</p>
<p>O uso de rede cliente thin do tipo Ndiyo, em associação com software livre, reduz drasticamente o custo total da propriedade do internet cafés, de redes de salas de aula e pequenos sistemas em escritórios. O processo torna possível que empresários, como Abu Sufian, proprietário da Fultola CIC, faça investimentos que garantam uma receita própria ao mesmo tempo que prestam um serviço para a população e organizações locais&#8221;.</p></blockquote>
<p>Acredito que o sucesso dessas tecnologias inovadoras com base na internet podem ser copiado por todos os países em desenvolvimento do mundo.</p>
<p align="right"><em>(Texto original de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/rezwan/">Rezwan</a>)</em></p>
<p align="right">&nbsp;</p>
<p align="center"><em>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">clique aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">clique aqui</a>.</em></p>
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		<title>Blogs bengalis buscam ajuda para as vítimas do ciclone Sidr</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/11/21/blogs-bengali-buscam-ajuda-para-as-vitimas-do-ciclone-sidr/</link>
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		<pubDate>Wed, 21 Nov 2007 20:01:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jan Alyne Barbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bangladesh]]></category>
		<category><![CDATA[Desastre]]></category>
		<category><![CDATA[Humanitário]]></category>
		<category><![CDATA[Na Blogosfera]]></category>
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		<description><![CDATA[ &#183; Traduzido por Jan Alyne Barbosa &#183;  Veja o post original 
Cinco dias depois que o ciclone Sidr arrasou Bangladesh, notícias sobre a devastação continuam aparecendo. Apesar das medidas tomadas pela administração para evacuar um grande número de pessoas e colocá-las  fora de perigo, o número de mortos, de acordo com dados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/janalyne/'>Jan Alyne Barbosa</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2007/11/20/bangla-blogs-seek-aid-for-cyclone-sidr-victims/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Cinco dias depois que o ciclone Sidr arrasou Bangladesh, notícias sobre a devastação continuam aparecendo. Apesar das medidas tomadas pela administração para evacuar um grande número de pessoas e colocá-las  fora de perigo, o número de mortos, de acordo com dados oficiais, já passa agora dos 3000.</p>
<p>De acordo com estatísticas atualizadas, fornecidas pelo Departamento de Administração e Controle (DMCR) em Daca, o número total de famílias afetadas pelo Sidr gira em torno de 1.054 milhão. Segundo as atualizações de ontem, cerca de 3,00,511 casas foram completamente destruídas e  6,26,000 foram parcialmente danificadas.<br />
Cerca de 792 instituições educacionais foram completamente destruídas e  4,393 foram parcialmente danificadas. Aterros de cerca de 57 quilômetros de distância foram danificados e 58 km de estradas foram destruídas completamente, enquanto que 87,948 km de estradas foram parcialmente danificadas. Pelo fato de que a colheita era iminente, a safra também foi castigada pela força do ciclone.</p>
<p align="center"><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2007/11/sidr1.JPG" alt="sidr" /><br />
(Foto, cortesia de <a href="http://narijibon.blogspot.com/2007/11/after-cyclone-sidr.html)">Sujan</a>)</p>
<p>De acordo com fontes governamentais, safras de 11.800 hectares de terras foram completamente destruídas e cerca de 3.300 hectares foram parcialmente destruídos.<br />
Oficiais dizem que levará mais alguns dias para se obter uma estimativa completa do número de vidas e de propriedades destruídas.</p>
<p>Enquanto isso, operações de alívio  estão sendo impulsionadas, no sentido de viabilizar comida, remédios, água segura para beber etc. às vitimas do ciclone. Entretanto, é necessário ações mais  urgentes. O mundo dos blogs bengali está digitando rápido e furiosamente, na tentativa de obter ajuda para essa causa.</p>
<p>O blogueiro <a href="http://www.somewhereinblog.net/blog/awrangjebblog/28745924">Aurangzeb</a> apelou aos cidadãos de Bangladesh para que esquecessem suas diferenças políticas e para que trabalhassem juntos na tentativa de reabilitar aqueles que foram afetados pelo ciclone. Suas palavras e emoções foram ecoadas pelo blog <a href="http://www.somewhereinblog.net/blog/korbojoyblog/28745891">korbojoy</a>.<br />
<a href="http://www.sachalayatan.com/tithi/10310"><br />
Nighat tithi</a> destacou que algumas vezes e novamente Bangladesh teve que lutar contra catástrofes naturais – sejam elas inundações freqüentes, o ciclone mortal de 1991 ou o atual Sidr. Enquanto que a luta continuará nos próximos dias, os blogueiros apelam para que todos façam a sua parte a favor das vítimas do Sidr. <a href="http://www.sachalayatan.com/ishtiaqrouf/10330">Ishtiaq Rouf</a> informou como os estudantes de Bangladesh da universidade Virginia Tech estavam coletando fundos através de Paypal e como outros podem também mandar suas contribuições para o mesmo fundo. Outros blogueiros, como <a href="http://www.sachalayatan.com/irteja/10346">Irteza</a>, <a href="http://www.sachalayatan.com/addabaj/10361">Addabaj</a> and <a href="http://blog.biborno-akash.com/2007/11/blog-post_17.html">Biborno Akash</a> também forneceram links adicionais de organizações/websites onde pessoas podem doar dinheiro para aliviar a catástrofe. <a href="http://www.sachalayatan.com/faruk_wasif/10370">Farukh Wasif</a> tratou da importância de dar visibilidade e, portanto, expandir a atenção em relação às diversas propostas relacionadas de alívio e ajuda.</p>
<p>Além disso, Biborno Akash linkou <a href="http://scienceblogs.com/intersection/2007/11/from_sheril_bangladesh_needs_y.php">o post de um vídeo</a> publicado por Sheril Kirshenbaum, onde a jovem bióloga marinha da Duke University, nos EUA, pede para que as pessoas se unam às iniciativas de reabilitação.</p>
<p>Por outro lado, o blogueiro <a href="http://www.sachalayatan.com/tirondaz/10358">Tirondaz</a> lamenta o fato de Bangladesh ainda ser muito dependente de ajudas internacionais toda vez que um desastre acontece, enquanto que a Índia, país vizinho, vem ganhando força gradualmente para lutar contra suas próprias catástrofes – como o fez quando o tsunami  assolou o país em 2004. Ele sonha com o dia em que Bangladesh será auto-suficiente como a Índia nessas questões.</p>
<p>A plataforma de blogs Bengali <a href="http://www.somewhereinblog.net/">Somewherein</a>, juntamente com <a href="http://www.savethechildren.org/">Save the Children</a>, lançaram uma campanha inovadora baseada em SMS chamada “Jagoron” (que literalmente significa ‘O Despertar’) para habilitar aqueles que vivem em Bangladesh façam a sua parte na ajuda às vítimas do Sidr.<br />
<img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2007/11/jagoron.gif" alt="Jagoron" /></p>
<p>A campanha funciona assim:<br />
Um usuário de celular digita SAVE (AJUDE) e envia um SMS para um certo numero. Cada SMS custa 2 Taka (BDT - moeda de Bangladesh). Então Somewherein e outros patrocinadores adicionam uma certa quantia monetária, atualmente chegando a 15 BDT (essa é uma quantia dinâmica que aumentará a medida que mais patrocinadores se juntem à campanha) para cada 2 BDT gerados através do SMS e o valor total é depositado no fundo Save the Children Cyclone Relief fund.<br />
Para aqueles que estão fora de Bangladesh, Somewherein pede que mandem suas doações diretamente ao Save the Children Cyclone Relief fund, visto que essa facilidade através do SMS está disponível apenas para residentes do país.</p>
<p>Matéria de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/aparna-ray/">Aparna Ray</a>.<br />
<em><br />
</em></p>
<p align="center"><em> O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">clique aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">clique aqui</a>.</em></p>
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		<title>Rising Voices em Serra Leoa e Bangladesh</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/11/19/rising-voices-em-serra-leoa-e-bangladesh/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/11/19/rising-voices-em-serra-leoa-e-bangladesh/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 19 Nov 2007 02:54:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Fehlauer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bangladesh]]></category>
		<category><![CDATA[Blogueiros]]></category>
		<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
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		<category><![CDATA[Internet & Telecoms]]></category>
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		<category><![CDATA[Sierra Leone]]></category>
		<category><![CDATA[South Asia]]></category>

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		<description><![CDATA[ &#183; Traduzido por Paulo Fehlauer &#183;  Veja o post original 
Publicado originalmente em Rising Voices [en].
Serra Leoa:
O projeto The Think Build Change Salone (TBCS) [Pense Construa Mude Salone] [en] procura ajudar na reconstrução da Serra Leoa pós-guerra civil oferecendo treinamento em Informação &#38; Tecnologia para jovens que trabalham como estagiários em organizações sem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulofeh/'>Paulo Fehlauer</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2007/11/17/interns-from-sierra-leone-and-female-working-students-in-bangladesh-telling-their-stories-to-the-world/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><em>Publicado originalmente em <a href="http://rising.globalvoicesonline.org/blog/2007/11/15/interns-from-sierra-leone-and-female-working-students-in-bangladesh-telling-their-stories-to-the-world/">Rising Voices</a> [en].</em></p>
<p><strong>Serra Leoa:</strong></p>
<p>O projeto <a href="http://rising.globalvoicesonline.org/projects/think-build-change-salone/">The Think Build Change Salone (TBCS)</a> [Pense Construa Mude Salone] [en] procura ajudar na reconstrução da Serra Leoa pós-guerra civil oferecendo treinamento em Informação &amp; Tecnologia para jovens que trabalham como estagiários em organizações sem fins lucrativos locais, a fim de que eles adquiram experiência e contribuam para os projetos em desenvolvimento.</p>
<p>Em setembro, <a href="http://www.sierravisions.org/portal/index.php">Vickie Remoe-Doherty</a> [en], do <a href="http://wiki.rising.globalvoicesonline.org/Sierra+Leone+Intro">Think Build Change Salone</a> [en], descreveu os <a href="http://thinkbcsalone.blogspot.com/2007/09/implementing-tbcsthe-lessons.html">desafios que ela enfrentou ao procurar jovens estagiários da capital Freetown que fossem capazes e interessados</a> [en].</p>
<p>Vickie finalmente encontrou 14 jovens líderes para avançar a iniciativa do TBCS e você pode ver <a href="http://thinkbcsalone.blogspot.com/2007/09/sierra-leone-tbcs-interns-who-are-they.html">os seus perfis aqui</a> [en]. Eles estão sendo recrutados para várias organizações sem fins lucrativos em Serra Leoa. Quando passam a sentirem-se confortáveis com as novas ferramentas, podem começar a documentar suas experiências nestas organizações.</p>
<p>A primeira destas experiências foi relatada por <em>Kadi Yata Kandeh</em> (26), uma estudante do terceiro ano de Nutrição e Dieta na Fourah Bay College com um ótimo histórico escolar. No mês passado, ela <a href="http://thinkbcsalone.blogspot.com/2007/10/kadie-kandeh-profile-of-intern-host.html">publicou</a> [en] o perfil da organização em que trabalha, ‘<em>Mano River Women’s Peace Network (MARWOPNET)</em>’ [Rede de Mulheres pela Paz do Rio Mano]. Este mês, ela escreve sobre a sua experiência na Oficina de Treinamento de Treinadores em Bo, intitulado “Engendering Conflict Early Warning and Response” [Catalisando reações e  alertas rápidos em conflitos].  O treinamento estimula mulheres a participarem ativamente e contribuirem substancialmente para a consolidação da paz não apenas em Serra Leoa mas por toda a sub-região do Rio Mano.</p>
<p>Ela relata:</p>
<blockquote><p>“The Workshop was a challenge for me because it was my first workshop on residential (where I had to stay over night), and on Peace Building. I was one of the reporters, so I had to be attentive to all speakers for valuable contributions.”</p>
<p>&#8220;A Oficina foi um desafio para mim, porque foi minha primeira oficina residente (onde eu teria que passar a noite), e em Construção da Paz. Eu era uma das relatoras, então tinha que ficar atenta às valiosas contribuições de todos os palestrantes.&#8221;</p></blockquote>
<p>Leia mais sobre <a href="http://thinkbcsalone.blogspot.com/2007/11/workshop-on-endendering-early-warning.html">suas experiências</a> [en].</p>
<p><img src="http://bp0.blogger.com/_FmfeFXB5nTo/Ry8gsNdjgsI/AAAAAAAAAhw/IRemE-1bCxM/s320/Sahrs+pics+015.jpg" height="240" width="320" /></p>
<p><em>Sahr Emmanuel Joseph</em> é um estudante do segundo ano de Economia na Universidade de Njala. Ele é estagiário do <em>Peace and Development Corp Program</em> [Programa para a Paz e o Desenvolvimento], um projeto da National Commission for Social Action (NaCSA) [Comissão Nacional para Ação Social]. Em seu <a href="http://thinkbcsalone.blogspot.com/2007/11/internship-at-peace-and-development.html">texto informativo</a> [en] ele descreve as suas tarefas e experiências por lá. Dá também alguns conselhos aos potenciais estagiários, e diz:</p>
<blockquote><p>“Information and technology knowledge is actually low in the country as stated by Siera Vision President I would recommend if donors agree to fund them let the organization provides information and technology training for student in the various university by organising free citizen media workshop for student in the various university and also organising educative programme that will enhance technology capacity of the students.”</p>
<p>&#8220;O conhecimento em Informação e Tecnologia ainda é baixo no país, como afirmou o presidente da Sierra Vision. Eu recomendaria, se os doadores concordassem em financiar isso, que a organização oferecesse treinamento em Informação e Tecnologia nas várias universidades, organizando oficinas de mídia cidadã gratuitas nessas universidades, para aumentar o conhecimento tecnológico dos estudantes.</p></blockquote>
<p><em>Noah Suluku</em> é o segundo mais novo entre os estagiários, com 21 anos. Ele <a href="http://thinkbcsalone.blogspot.com/2007/11/noah-suluku-presents-children-of-bay.html">publica</a> algumas fotos das “Crianças da Baía” catando lixo.</p>
<p><strong>Bangladesh:</strong></p>
<p>Na segunda parte, observamos de perto as recentes atividades blogueiras de Nari Jibon. Eles têm organizado encontros quinzenais para discutir o seu progresso. No <a href="http://rising.globalvoicesonline.org/dhaka/2007/11/10/november10-2007-update/">último encontro, em 10 de Novembro</a> [en], foi feito um balanço que apontou, desde o início do projeto, 105 artigos publicados (em Bengali e Inglês) e mais 32 na fila de edição.</p>
<p>Eles organizaram um programa de treinamento para doze blogueiros novos e antigos (estudantes e estudantes/empregados de Nari Jibon), cobrindo técnicas como fotografia digital, blogs, como escrever um texto, o que escrever etc.</p>
<p>Encontramos mais <a href="http://narijibon.blogspot.com/search/label/Bloggers%20profile">perfis de blogueiros</a> publicados nos blogs em Inglês e em Bengali. Os novos blogueiros consideram o Nari Cybercafé o lugar mais importante da organização, onde estão os PCs e de onde eles escrevem. Os jovens só descobriram os blogs depois de visitarem Nari Jibon, e agora estão felizes em poder compartilhar suas histórias com o mundo.</p>
<p><em>Sherin Sultana</em> <a href="http://narijibon.blogspot.com/2007/11/i-am-from-middle-class-family.html">pensa</a> [en] que, por ser de uma família de classe média, ela não é superior. Ela descreve as limitações de pertencer a uma família dessa classe:</p>
<blockquote><p>“We don’t have abundance of money. If our watches become useless, we change only the belt or battery and change those again and again. But we never change the dial or buy a new one. If our shoes get useless we try once again to add another sole. We can’t expect more than enough to our necessity. Our self respect is very high so we can’t want something to anybody. If we don’t have anything then we try to get those by our own ability. Our life is measured and tied by the circle of middle class.”</p>
<p>&#8220;Nós não temos abundância de dinheiro. Se nossos relógios quebram, nós trocamos apenas a pulseira ou a bateria e continuamos trocando de novo e de novo, mas nunca trocamos o mecanismo ou compramos um novo. Se nossos calçados estragam, tentamos colocar uma sola nova. Não podemos esperar mais do que o suficiente para as nossas necessidades. Nosso respeito próprio é muito alto, então não queremos receber nada de ninguém. Se não temos algo, vamos tentar conseguir o que queremos pela nossa própria habilidade. Nossa vida é medida e amarrada pelo círculo da classe média.</p></blockquote>
<p>Mas ela é otimista, e valoriza os valores da vida na classe média: lamentos, dor, amor, afeição e respeito ilimitados.</p>
<p><em>Nina Sultana</em> visitou uma favela em Dhaka e <a href="http://narijibon.blogspot.com/2007/11/life-of-slum-people.html">conheceu de perto a pobreza e a dificuldade por que passam as pessoas de lá</a> [en]. Os moradores da favela vivem em um ambiente sujo, são privados de comida fresca, água e um bom abrigo. Eles sofrem de fome, desnutrição e diversas doenças. Ela pensa que a pobreza leva alguns deles a transgredirem as leis e a se envolverem em roubos e assaltos.</p>
<p><em> <img src="http://bp1.blogger.com/_u5NsdnEEf0M/Rwd1D_ZFeeI/AAAAAAAAAH8/30eSHbIkTpU/s320/after+rain1.jpg" height="240" width="320" /></em></p>
<p><em>Hasina Akhter</em> <a href="http://banglablog-narijibon.blogspot.com/2007/10/blog-post_06.html">descreve</a> [bn] a vila de seus ancestrais, Bogadia, situada no distrito de Noakhali, que orgulhosamente dispõe de recursos básicos como eletricidade, água e gás.</p>
<p><em>Dr. Kathryn B Ward</em>, de Nari Jibon, <a href="http://narijibon.blogspot.com/2007/10/justice-for-rahela-e-nadine.html">publicou um texto</a> [en] sobre Justiça para Nadine e Rahela, duas vítimas de violência doméstica em Bangladesh, e ligou os blogs de Nari Jibon a outros blogs do país que abordam essa questão com intensidade. Finalmente, Dr. Ward <a href="http://narijibon.blogspot.com/2007/11/cyclone-sidr-makes-landfall-beshi.html">se mostra preocupado</a> [en] com o mortal Furacão Sidr, que passou por Bangladesh na noite da última quinta-feira.</p>
<p>O próximo treinamento cobrirá o funcionamento de câmeras de vídeo e de fotografia digital para alguns funcionários de Nari Jibon e também para alguns estudantes. Esperamos ver fotos e vídeos dos blogueiros de Nari Jibon em breve.</p>
<p align="right"><em>(Texto original de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/rezwan/">Rezwan</a>)</em></p>
<p align="center"><em>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">clique aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">clique aqui</a>.</em></p>
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		<title>Bangladesh: O cliclone Sidr e o que veio depois</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/11/16/bangladesh-o-cliclone-sidr-e-o-que-veio-depois/</link>
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		<pubDate>Fri, 16 Nov 2007 19:56:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bangladesh]]></category>
		<category><![CDATA[Desastre]]></category>
		<category><![CDATA[Humanitário]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Primeira Mão]]></category>
		<category><![CDATA[Socorro & Resgate]]></category>
		<category><![CDATA[South Asia]]></category>

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		<description><![CDATA[ &#183; Traduzido por Paula Góes &#183;  Veja o post original 
Sidr [en] é um ciclone de categoria 4 (pior do que o Katrina [pt]) que atingiu o seu ponto mais alto devastando a costa sudeste de Bangladesh com ventos de 240 quilômetros por hora, por volta das 17h30de quinta-feira até o começo de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2007/11/16/bangladesh-hurricane-sidr-and-the-aftermath/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><a href="http://rezwanul.blogspot.com/2007/11/cyclone-sidr-heading-towards-bangladesh.html">Sidr</a> [en] é um ciclone de categoria 4 (pior do que o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hurricane_Katrina">Katrina</a> [pt]) que atingiu o seu ponto mais alto devastando a costa sudeste de Bangladesh com ventos de 240 quilômetros por hora, por volta das 17h30de quinta-feira até o começo de sexta. O cliclone perdeu força e é agora uma tempestade tropical cruzando o país e chegando ao nordeste da Índia.</p>
<p><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2007/11/sidr.jpg" /></p>
<p>Centenas de milhares de pessoas foram evacuadas graças aos sistemas de alerta antecipados em uso (usando campanhas em megafone, boletins de rádio, etc), os aeroportos e portos suspenderam as operações. Quando o furacão chegou, fornecedores de comunicações e eletricidade foram paralisados ao redor do país. A maior parte as áreas costais ficou virtualmente em blecaute durante a noite. A capital, Dhaka, teve o fornecimento energia e comunicações cortados à medida que a chuva alagava algumas ruas e os ventos mandavam outdoors aos ares. Prédios e telhados foram sacudidos por ventos fortes durante a noite, e até a manhã seguinte, energia e água também tinham sido cortadas. E essas notícias foram atualizadas pelo site local de notícias online 24 horas <a href="http://www.bdnews24.com/">BDNEWS24.com</a> [en].</p>
<p>A blogosfera de Bangladesh estava de olho no furacão usando muitas <a href="http://www.imd.ernet.in/section/satmet/dynamic/insatsector-ir.htm">imagens via satélite</a> e <a href="http://www.wunderground.com/tropical/tracking/ni200706.html#">sites de rastreamento</a> de código livre. <a href="http://rezwanul.blogspot.com/2007/11/sidr-strikes-bangladesh.html">The 3rd World View</a> e <a href="http://www.e-bangladesh.org/2007/11/14/deadly-sidr-on-the-way/">E-Bangladesh</a> estavam publicando notícias dos preparativos e destino do furacão à medida que elas surgiam.</p>
<p><em>The Uncultured Project</em> <a href="http://uncultured.com/2007/11/16/cyclone-hits-bangladesh-my-view-from-dhaka/">escreve</a> [en] um testemunho ocular de Dhaka, Bangladesh:</p>
<blockquote><p><em>“It felt like something out of a movie. I was in a car on the way home - it was fifteen minutes to midnight. There wasn’t a soul on the street and the only sounds you could hear were the rain beating down on the streets, the noise of the wind, and the car’s engine. It was pitch black too - every home, apartment, and building as far as the eye could see had no electricity. Then - all of a sudden - a blinding bright light and a roar erupts right next to the car - just outside of my side of the car. My window then gets showered in glowing sparks.</em></p>
<p><em>I wasn’t in any danger - it was just a transformer exploding. But, for the first time in this whole time in Bangladesh - I was scared…</em></p>
<p>“Pareceu coisa de filme. Eu estava num carro a caminho de casa - faltavam quinze minutos para a meia-noite. Não tinha uma alma viva nas ruas e os únicos barulhos que eu conseguia ouvir era da chuva castigando as ruas, o som do vento, o motor do carro.  Tava um breu também - cada casa, apartamento, prédio, até onde meu olhar alcançava estavam sem eletricidade. Então - de repente - uma luz forte de cegar e um estrondo acontecem ao lado do carro - bem do lado de fora do carro. Minha janela então levou chuveiradas de fagulhas brilhantes.</p>
<blockquote></blockquote>
<p>Eu não estava em perigo - foi só a explosão de um transformador. Mas, pela primeira vez em todo esse tempo em Bangladesh - eu tive medo…</p></blockquote>
<p><a href="http://www.somewhereinblog.net/blog/htiblog/28745808">Toufiq</a> [en] escreve de Chittagong, Bangladesh [bn]:</p>
<blockquote><p><em>01:29 AM Bangladesh Time (+6 GMT). Electricity just went. Its raining heavily outside. Gusty winds are also present. I am still awake to face unknown danger. Does anybody know when the cyclone will be past Chittagong or is it really in Chittagong?</em></p>
<p>01h29 Horário de Bangladesh (+6 GMT). Acabou de faltar energia. Chove forte lá fora. Ventos tempestuosos também se fazem presentes. Ainda estou acordado para enfrentar o perigo desconhecido. Alguém sabe quando o ciclone vai ter passado de Chittagong ou se está de fato em Chittagong?</p></blockquote>
<p>Tanvir <a href="http://www.somewhereinblog.net/blog/pathik/28745815">atualiza os fatos</a> [bn]:</p>
<blockquote><p><em>03:00 AM Bangladesh Time (+6 GMT): The Storm is crossing Barishal and still a category 3 hurricane. It will scale down to category one in 12 hours.</em></p>
<p>03h00 Horário de Bangladesh  (+6 GMT): A tempestade está cruzando o Barishal e ainda é um furacão de categoria 3. Ele vai baixar para categoria 1 em 12 horas.</p></blockquote>
<p>Há 37 anos, o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/1970_Bhola_cyclone">Ciclone Bhola</a> [en] assolou Bangladesh (então leste do Paquistão), sendo o mais mortal ciclone tropical registrado de todos os tempos, e um dos mais mortais desastres naturais dos tempos modernos. Estima-se que o número de mortos tenha ficado entre 300.000 to a 500.000 por causa de uma tempestade que causou elevação das águas delta e com quase nenhum sistema de alarme antecipado.</p>
<p>Depois do ciclone de 1991 que deixou mais de 140.000 mortos, James Walsh da revista TIME <a href="http://www.time.com/time/magazine/article/0,9171,972926,00.html?promoid=googlep">escreveu</a> [en]:</p>
<p>“Um mundo acostumado com <span id="FSGcaller1"><font class="FSG_texto">catástrofes</font></span> em escala humanas — quedas de aviões, vamos dizer, que matam uma centena no máximo — não pode absorver maldições bíblicas que visitam Bangladesh. Das tempestades mais mortais do século 20, sete devoraram suas vítimas na Bahia de Bengala”.</p>
<p>Entretanto as conseqüências do Sidr mostram sinais de devastação mas não tanta perda de vidas. <em>The 3rd world view</em> tem <a href="http://rezwanul.blogspot.com/2007/11/aftermath-of-hurricane-sidr-signs-of.html">as últimas notícias</a> [en]:</p>
<p>- Pelo menos 250 pessoas morreram.</p>
<p>- Centenas de barcos pesqueiros pegos no ciclone ainda não retornaram à costa. Oficiais do Crescente Vermelho  disseram que pelo menos três vilarejos foram devastados pela tempestade. Buscas e resgates foram iniciadas por cidadão, exército, polícia e o número de vítimas deve subir.</p>
<p>Razib do <em>Gene Expressions</em> <a href="http://scienceblogs.com/gnxp/2007/11/is_sidr_a_sign_of_progress.php">pergunta</a> [en] se o baixo índice de perda de vidas é um sinal de progresso?</p>
<blockquote><p><em>I repeat this litany to offer optimistic note: things are getting better! Bangladesh is a depressing kleptocracy, but it muddles along, and the arrow of progress is in a positive direction.</em></p>
<p>Eu repito essa oração para oferecer uma observação otimista: as coisas estão melhorando! Bangladesh é uma cleptocracia deprimente, mas vai levando, e a seta do progresso aponta uma direção positiva.</p></blockquote>
<p>Concluindo esse relatório, eis uma <a href="http://rezwanul.blogspot.com/2007/11/aftermath-of-hurricane-sidr-signs-of.html">citação</a> [en] do <em>The 3rd world view</em>:</p>
<blockquote><p><em>Facing the challenge of this mega cyclone Sidr and keeping the figures under couple of hundreds in a populous land (of 140 million) is truly a sign of progress if one should compare. Its true because of lack of resources we cannot expect Bangladesh to be more perfect in disaster management but this proves Bangladesh is on the right path and more awareness and experience are needed to tackle the changing climates and the wraths of the nature.</em></p>
<p>Enfrentar o desafio desse mega ciclone Sidr e manter os números na casa de duas centenas em uma terra com essa densidade (de 140 milhões) é um claro sinal de progresso se forem feitas comparações. É verdade que devido à falta de recursos não podemos esperar que Bangladesh seja mais perfeito em gerenciamento de desastres, mas isso mostra que Bangladesh está no caminho certo e que mais conscientização e experiência são necessárias para lidar com mudanças climáticas e com a fúria da natureza.</p></blockquote>
<p align="right"><em>(Texto original de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/rezwan/">Rezwan</a>)</em></p>
<p align="center"><em>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">clique aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">clique aqui</a>.</em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Bangladesh: Blogueiros se mobilizam contra a violência doméstica</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/10/26/bangladesh-blogueiros-se-mobilizam-contra-a-violencia-domestica/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/10/26/bangladesh-blogueiros-se-mobilizam-contra-a-violencia-domestica/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Oct 2007 13:43:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jan Alyne Barbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bangladesh]]></category>
		<category><![CDATA[Blogueiros]]></category>
		<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Na Blogosfera]]></category>
		<category><![CDATA[Na Comunidade]]></category>

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		<description><![CDATA[ &#183; Traduzido por Jan Alyne Barbosa &#183;  Veja o post original 

Outubro é o mês de Conscientização sobre a Violência Doméstica nos EUA, dedicado a reunir advogados de mulheres que foram espancadas no país, para trabalharem juntos com o objetivo de acabar com a violência contra mulheres e crianças.
O tema, entretanto, não diz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/janalyne/'>Jan Alyne Barbosa</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2007/10/25/bangladesh-bloggers-mobilise-against-domestic-violence/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img src="http://adhunika.org/blog/wp-content/uploads/2007/10/svaw06.gif" alt="campaign against violence" /></p>
<p>Outubro é o mês de <a href="http://www.ncadv.org/takeaction/DomesticViolenceAwarenessMonth_134.html">Conscientização sobre a Violência Doméstica</a> nos EUA, dedicado a reunir advogados de mulheres que foram espancadas no país, para trabalharem juntos com o objetivo de acabar com a violência contra mulheres e crianças.<br />
O tema, entretanto, não diz respeito a um país específico. A violência doméstica é uma ameaça encontrada no mundo inteiro. É um problema que prevalece em todas as camadas sociais, presente no cotidiano de pessoas formalmente educadas e não educadas, do rico e do pobre. As mulheres de Bangladesh enfrentam uma das maiores taxas de violência doméstica no mundo.</p>
<p>Nesse relato, veremos como os blogueiros de Bangladesh começaram a promover batalhas contra a violência doméstica, procurando lutar por justiça às vítimas, provando o poder do ciberativismo mais uma vez.</p>
<p>Através de <a href="http://amazon707.wordpress.com/2007/10/16/the-story-of-nadine/">Samiha Esha</a>, voltemos nossa atenção para a história de Nadine Murhsed, professora da Brac University, que foi brutalmente agredida pelo seu marido, Sajid Huq, em Nova Iorque, onde ele exerce a atividade de estudante na Columbia University.</p>
<p><img src="http://photos-d.ak.facebook.com/photos-ak-sctm/v105/61/110/501106264/n501106264_562531_8397.jpg" alt="nadine wedding" /> <img src="http://photos-a.ak.facebook.com/photos-ak-sctm/v105/61/110/501106264/n501106264_562532_5670.jpg" alt="nadine agression" /></p>
<p>Nadine Murshed, no dia do seu casamento; e depois de ser brutalmente agredida pelo seu marido</p>
<p>Imagens dizem mais do que mil palavras, mas o relato de Nadine diz mais:</p>
<blockquote><p>I am lucky to be alive, and there must be a reason why the month-long abuse I sustained did not culminate in my death. I had said my ‘innah lillah..’s and was prepared to die, but that didn’t happen. Instead, he raped me with my head draped with a scarf so that he wouldn’t have to look at my disfigured face.</p>
<p>Tenho sorte de estar viva, e deve haver alguma razão que explique por que a agressão que consegui agüentar durante um mês não resultou em minha morte. Eu rezei e estava preparada para morrer mas não aconteceu. Ao invés disso, ele me estuprou com minha cabeça coberta por um véu, pois assim ele não teria que olhar meu rosto desfigurado.</p></blockquote>
<p>Ela foi salva pela polícia e Sajid encontra-se sob custódia na polícia de Nova Iorque. Dr. Kathryn Ward, do blog <a href="http://narijibon.blogspot.com/2007/10/ending-domestic-violence-local-global.html">Bangladesh from our view</a>, em Nari Jibon, tem mais atualizações sobre o caso:</p>
<blockquote><p>Her abusive husband&#39;s elite family is threatening her family with false cases. More recently many prominent Bangladeshi women&#39;s organizations and leaders <a href="http://www.thedailystar.net/story.php?nid=8379">have protested</a> the continued harassment of Nadine and her family and called for justice in Bangladesh and USA.<br />
Some have organized on Facebook a group to provide <a href="http://amazon707.wordpress.com/2007/10/24/justice-for-nadine/">justice for Nadine</a>! while others are speaking up and writing to challenge the <a href="http://amazon707.wordpress.com/2007/10/25/why-we-are-supporting-nadine-and-we-think-you-should-too/">victim-blaming anti-Nadine activities of the abuser&#39;s, family, and friends who have posted misinformation on these websites</a>!</p>
<p>Vinda da elite, a família abusiva do seu marido está ameaçando sua família, usando falsos argumentos. Mais recentemente, muitas organizações importantes em favor das mulheres de Bangladesh e líderes <a href="http://www.thedailystar.net/story.php?nid=8379">têm protestado</a> contra o contínuo abuso à Nadine e à sua família e pedem justiça em Bangladesh e nos EUA.<br />
Alguns organizaram um grupo responsável em cuidar para que a <a href="http://amazon707.wordpress.com/2007/10/24/justice-for-nadine/">justiça seja feita à Nadine</a>! Enquanto outros estão discutindo e escrevendo com o objetivo de desafiar <a href="http://amazon707.wordpress.com/2007/10/25/why-we-are-supporting-nadine-and-we-think-you-should-too/">ações contra Nadine, promovidas pela família do criminoso, culpando a vítima, além de amigos que têm publicado informações distorcidas nestes websites</a>!
</p></blockquote>
<p>Adhunika blog traz <a href="http://adhunika.org/blog/2007/10/22/domestic-violence">estatísticas chocantes</a>:</p>
<blockquote><p>Studies show that up to 3 million women are physically abused annually by intimate partners in the United States. However, the numbers seem worse for the South Asian community in the U.S, where approximately 41% of women are physically and/or sexually abused in some way by their current male partners in their lifetime. Unfortunately, the real percentage may be higher as many South Asian women are less likely to categorize various interactions as domestic violence, or are afraid or prevented from reporting such incidents.</p>
<p>Estudos mostram que mais de 3 milhões de mulheres são agredidas fisicamente por ano por seu companheiros nos Estados Unidos. Entretanto, os números parecem piores na comunidade do sul da Ásia residente nos EUA, onde aproximadamente 41% das mulheres são fisicamente ou sexualmente agredidas de algum modo pelos seus companheiros durante sua vida. Infelizmente, a porcentagem real pode aumentar se imaginarmos ser pouco provável que muitas mulheres do sul asiático reconheçam várias situações como violência doméstica, ou têm medo de denunciar tais abusos.
</p></blockquote>
<p>O blog traz <a href="http://adhunika.org/blog/2007/10/22/domestic-violence">uma lista</a> de links de grupos contra a violência doméstica nos EUA, que podem ser úteis na obtenção de informações sobre o tema, e que fornece serviços diferenciados às vítimas.</p>
<p>Agora, vamos a Bangladesh aprender mais sobre violência contra a mulher.</p>
<p><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2007/10/rahela.jpg" alt="Rhaela" /><br />
 Rahela</p>
<p>No dia 22 de outubro de 2007 Manobi escreveu sobre Rahela, uma adolescente da classe trabalhadora, que foi estuprada por uma gangue liderada por um ex-colega, que também abriu uma brecha em sua garganta e mutilou seu corpo com ácido <a href="http://www.thedailystar.net/2004/09/25/d40925011614.htm">três anos atrás</a>. Antes de sua morte dolorosa, ela conseguiu dizer à sua mãe o nome dos demônios que fizeram isso com ela. O caso está sendo julgado e a primeira audiência será no dia 29 de outubro de 2007. Uma organização líder de direitos humanos “<a href="http://www.askbd.org/index.php">Ain O Salish Kendra</a>” está lutando por justiça à Rhaela e está a frente da batalha nos tribunais. Os acusados estão foragidos e podem ser absolvidos por falta de provas suficientes. Seu marido se casou novamente depois de seis meses e está aliviado com o fato de que ela pôde livrá-lo de possíveis suspeitas, ao dizer o nome dos culpados.</p>
<p>Em seu <a href="http://www.somewhereinblog.net/blog/manobiblog/28738945">post</a> [bn], Manobi encoraja os blogueiros a amplificar as notícias para onde for posível, especialmente na mídia local, para que a justiça seja feira à Rhaela. O post recebeu uma enorme repercussão, 222 comentários até a data. Jiner Badshah escreveu um outro apelo, intitulado <a href="http://www.sachalayatan.com/mukit_tohoku/9679">“a justiça deve prevalecer”</a> [bn], para que a comunidade de blogueiros de Bangladesh crie abaixo-assinados, e espalhe a notícia entre a mídia local, visando criar uma conscientização entre os sites de redes sociais.</p>
<p>E a iniciativa funcionou como se imaginava, de modo que matérias começaram a aparecer na mídia local. Isso mobilizou jornalistas locais, como, por exemplo, <a href="http://www.somewhereinblog.net/blog/faysal1blog/28739303">Foisal Noi</a> [bn], a ir ao povoado de Rhaela e obter mais informações sobre o caso. Uma emissora de TV importante está planejando exibir o caso de Rhaela no dia 29 de outubro. O tempo dirá se a justiça será feita ou não. Mas aquele único post escrito por Manobi gerou um nível de atividade inédito na sociedade.</p>
<p>Manobi diz em um e-mail:</p>
<blockquote><p>Now it feels like, Rahela is not abandoned, she is not forgotten. This ovewhelming response once again proves Humanity is the religion what we all follow.<br />
I urge all the cyber activists of the world to raise your voices against the domestic violences of your communities and create more awareness on this subject. Sometimes all it takes is the power of one to bring about change.</p>
<p>Agora parece que Rhaela não está abandonada, ela não foi esquecida. Esta repercussão impressionante mais uma vez prova que a Humanidade é a religião que todos nós seguimos.<br />
Conclamo a todos os ciber-ativistas do mundo a levantar suas vozes contra a violência doméstica em suas comunidades e criar mais conscientização sobre o assunto. Algumas vezes, tudo o que precisa é o poder de alguém para ocasionar mudanças.
</p></blockquote>
<p>Matéria de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/rezwan/">Rezwan</a>.</p>
<p>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">clique aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">clique aqui</a>.</p>
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		<title>Bangladesh: Blogueiros protestam contra denúncia de usuários</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Oct 2007 14:06:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bangladesh]]></category>
		<category><![CDATA[Diáspora]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Internet & Telecoms]]></category>
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		<description><![CDATA[ &#183; Traduzido por Paula Góes &#183;  Veja o post original 
Tudo começou quando uma reportagem exclusiva do E-Bangladesh [en] revelou um memorando da Comissão Regulamentadora das Telecomunicações de Bangladesh (BTRC) que instruía que 72       provedores de serviços de internet     de Bangladesh submetessem os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2007/10/09/bangladesh-bloggers-protest-internet-user-profiling/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p class="entry" id="single">Tudo começou quando uma reportagem exclusiva do <a href="http://www.e-bangladesh.org/2007/10/03/crackdown-on-internet-users-in-bangladesh/">E-Bangladesh</a> [en] revelou um memorando da Comissão Regulamentadora das Telecomunicações de Bangladesh (BTRC) que instruía que 72       provedores de serviços de internet     de Bangladesh submetessem os detalhes pessoais e de <font color="#008000"><font color="#000000">consumo </font></font>de seus clientes. E-Bangladesh também revelou que batidas policiais têm sido feitas nas casas de indivíduos inocentes, como parte das crescentes operações contra operadores de telefonia internet ilegais.</p>
<p><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2007/10/free_internet_bd.gif" alt="Free Internet" /></p>
<p>Veja <a href="http://advocacy.globalvoicesonline.org/2007/10/05/internet-user-profiling-and-surveillance-process-initiated-in-bangladesh/">o relatório do Global Voices Advocacy</a> para obter mais informações.</p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Voip">VOIP</a> (Voice over Internet Protocol) é uma tecnologia de baixo custo com base na internet que torna possível se fazer ligações baratas via métodos como cartões de ligação. Existe uma diáspora grande com cidadãos de Bangladesh espalhados pelo mundo, o que cria uma alta demanda por telecomunicação internacional. Na falta de controle adequado por parte do Governo e esclarecimento, milhares de pequenos operadores de VOIP brotaram em Bangladesh nos últimos 3 a 4 anos que atuam como redes de infra-estrutura para os mercados de cartões de ligação internacional. Esses empreendedores são, em geral, jovens com interesse em tecnologia, que encontraram uma forma de abrir um negócio rentável com um pequeno investimento, usando basicamente uma conexão rápida à internet, algumas conexões de celulares para finalização das chamadas e interruptores.</p>
<p>Isso ofendeu bastante a empresa estatal de telecomunicações (BTTB). Os seus lucros caíram de maneira alarmante, e foi preciso baixar os preços de ligações internacionais. No entanto, em vez de abarcarem na nova tecnologia, eles estão tentando  parar o uso dessa tecnologia proibindo-a. Desde janeiro desse ano, BTRC começou a proibir existentes operadores de VOIP declarando que eles são ilegais, sem considerar  a reabilitação de operadores existentes. O governo recentemente declarou que vai fornecer licenças a quatro operadores de VOIP. Portando a opinião de muitos é que esse memorando é uma medida para proteger os negócios de quatro operadores.</p>
<p>No entanto, <a href="http://www.e-bangladesh.org/2007/10/06/bbc-bengali-internet-restrictions-in-bangladesh/">reportagens</a> [en] da BBC confirmam, citando o Secretário-geral do ISP de Bangladesh ISP, que o objetivo central do memorando foi estabelecer um controle sob os serviços prestados pelos provedores de internet a indivíduos. O Governo também vai preparar um banco de dados dos usuários da internet com essas informações.</p>
<p>Isso causou ultraje entre blogueiros. Rajkoomaree <a href="http://www.drishtipat.org/blog/2007/10/05/no-more-bloggorbloggor/">escreve</a> [en] no <em>Unheard Voices: Drishtipat Blog</em>:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;Now BTRC orders ISPs to reveal admin password, user data , usage pattern, IP address and so many other things (i even don’t know we need so many things to use the net) of each and every individual to track, monitor and record their activities…..</em></p>
<p><em>But can they do it? No. as far as you can remember, the constitution is not yet suspended or scrapped in Bangladesh. And that is supposed to be the supreme law of the country. According to <a href="http://www.pmo.gov.bd/constitution/part3.htm#43">Article 43</a> every citizen shall have the right to be secured in his home against entry, search and seizure, and to the privacy of his correspondence and other means of communication.&#8221;</em></p>
<p>Agora, BTRC manda que provedores de internet revelem senhas administrativas, dados de usuários, padrão de uso, endereço de IP e muito mais (eu mesmo não sei se a gente precisa de tanta coisa para usar a internet) de cada um dos indivíduos para rastrear, monitorar e gravar suas atividades&#8230;</p>
<p>E eles podem fazer isso? Não. Até onde se pode lembrar, a constituição ainda foi suspensa ou abandonada em Bangladesh. E ela é supostamente a lei maior nesse país. De acordo com o <a href="http://www.pmo.gov.bd/constitution/part3.htm#43">Artigo 43</a> [en], cada cidadão tem o direito de estar protegido em sua casa contra entrada, busca e  apreensão, e direito à privacidade de suas correspondências e outros meios de comunicação.</p></blockquote>
<p>O blogueiro do <em>Arup</em> criou um banner (mostrado acima) para protestar contra a monitoração da internet e <a href="http://www.sachalayatan.com/arup/9257">solicitou que todos os usuários</a> [bn] da plataforma de blogue bengali Sachalayaton a usassem como a imagem de seus perfis.</p>
<p>No entanto, outro blogueiro, Shada Kalo, <a href="http://shadakalo.blogspot.com/2007/10/great-ear-of-bangladesh.html">diverge</a> nesse assunto:</p>
<blockquote><p>Internet monitoring and control may be very real in Bangladesh. After all, there is a brand-new, 175 person agency being set up to monitor phone conversations.</p>
<p>But this letter, and the current BTRC search and seizures have nothing to do with curtailing free speech (but VOIP).</p>
<p>Monitoramento e controle da internet deve ser uma realidade em Bangladesh. Além de que, existe uma agência nova em folha, com 175 empregados, sendo montada para monitorar conversas através do telefone.</p>
<blockquote></blockquote>
<p>Mas essa carta, e as buscas e apreensões do BTRC no momento não têm nada a ver com restrição ao direito de expressão (e sim ao VOIP).</p></blockquote>
<p>Esse blogueiro <a href="http://www.sachalayatan.com/rezwan/9276">diz</a> [bn]:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;In todays era of Globalization people will choose the technology which is cheap and easy to use. Nobody can stop the technology.</em></p>
<p><em>When Fax technology was introduced in Bangladesh BTTB did not legalize it for two years stating that it will hamper its Telegraph and Telex business.&#8221;</em></p>
<p>As pessoas da era da globalização de hoje em dia vão escolher a tecnologia que é barata de usar. Ninguém pode parar essa tecnologia.</p>
<p>Quando a tecnologia de fax foi introduzida em Bangladesh, BTTB não a legalizou por dois anos, dizendo que ela iria obstruir o ramo de telégrafo e telex.</p></blockquote>
<p>Mash do <em>Or How I learned to Stop Worrying</em> <a href="http://www.docstrangelove.com/2007/10/07/climate-of-fear/">discute</a> [en] a recente crise na imprensa de Bangladesh que é amordaçada através de ameaças, intimidação e censura. Ele discute um pouco desse histórico:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;With the Bangladesh media silenced, Bangladeshi bloggers, both inside and outside the country, have filled the void. Via SMS and the Internet Bangladeshi bloggers have been both reporting on events within the country and protesting the military government’s suppression of human rights.<br />
…..<br />
After mass protests broke out last August, the Bangladesh military government <a href="http://www.docstrangelove.com/2007/08/21/breaking-protests-spreading-on-university-campuses-in-bangladesh/">shut down</a> cell phone networks and the Internet as it began its crackdown. It then embarked on a <a href="http://www.docstrangelove.com/2007/09/08/i-will-not-be-silenced/">campaign of intimidation</a> against bloggers and protesters outside the country. Now the military government has taken its battle against the Internet one step further.<br />
…..<br />
The irony in this report is that none of the newspapers in Bangladesh have reported on this action against Internet use. The only reports have come from Bangladeshi blogs, which obtained a leaked copy of the government order, and the BBC.&#8221;</em></p>
<p>&#8220;Com a imprensa de Bangladesh silenciada, os blogueiros de Bangladesh, tanto dentro quanto fora do país, taparam o buraco deixado. Via SMS e internet, os blogueiros de Bangladesh têm feito reportagens sobre eventos no país e protestos contra a supressão dos direitos humanos por parte do governo militar.<br />
…..<br />
Depois que protestos em massa aconteceram em agosto passado, o governo militar de Bangladesh começou o <a href="http://www.docstrangelove.com/2007/08/21/breaking-protests-spreading-on-university-campuses-in-bangladesh/">fechamento</a> [en] de operadoras de telefonia celular e internet. Em seguida, embarcou numa <a href="http://www.docstrangelove.com/2007/09/08/i-will-not-be-silenced/">campanha de intimidação</a> [en] contra blogueiros e pessoas que protestaram fora do país. Agora, o governo militar levou a batalha contra a internet um passo adiante.<br />
…..<br />
A ironia disso tudo é que nenhum dos jornais de Bangladesh divulgou essa tomada de decisão contra o uso da internet. As únicas reportagens vêem de blogues de Bangladesh, que obtiveram uma cópia vazada da ordem governamental, e a BBC.</p></blockquote>
<p>Você pode entrar no grupo do Facebook “<a href="http://www.facebook.com/group.php?gid=5136134569">LIBERDADE PARA USUÁRIOS DE INTERNET EM BANGLADESH</a>” [en] para saber das últimas notícias.</p>
<p align="right"><em>(texto original de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/rezwan/">Rezwan</a>)</em></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center"><em>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">aqui</a>.</em></p>
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		<title>Bangladesh: Blogueiros exigem libertação de cartunista preso</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/10/02/bangladesh-blogueiros-exigem-libertacao-de-cartunista-preso/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/10/02/bangladesh-blogueiros-exigem-libertacao-de-cartunista-preso/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Oct 2007 12:58:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bangladesh]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Governança]]></category>
		<category><![CDATA[Lei]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade de Expressão]]></category>
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		<description><![CDATA[ &#183; Traduzido por Paula Góes &#183;  Veja o post original 
Zafa Noor escreve no E-Bangladesh [en]:
“It has been two weeks since Arifur Rahman’s cartoon “Naam” was published which prompted the Bangladesh police to take him to jail and lock him up without pressing any formal charges or allowing him any legal representation in [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2007/10/02/bangladesh-bloggers-demand-release-of-detained-cartoonist/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p class="entry" id="single"><em>Zafa Noor</em> escreve no <a href="http://www.e-bangladesh.org/2007/10/01/one-arifur-rahman-and-his-fight-against-corruption/#comments">E-Bangladesh</a> [en]:</p>
<blockquote><p><em>“It has been two weeks since Arifur Rahman’s <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2007/09/18/bangladesh-yet-another-muhammed-cartoon-controversy/">cartoon</a> “Naam” was published which prompted the Bangladesh police to take him to jail and lock him up without pressing any formal charges or allowing him any legal representation in his defense. Arif was picked up from his Uttara residence under <a href="http://www.odhikar.org/pub/Pub3_1.htm">Section 54 of Code of Criminal Procedure</a> for drawing the very harmless cartoon that portrayed a widely used naming convention for Bangali Muslim men. The cartoon did not insult the prophet in any way, nor was it Arif’s intention, because his own first name is Mohammed (newspaper reports addressed him as Md. Arifur Rahman).”</em></p>
<p>“Já são duas semanas desde que o <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2007/09/18/bangladesh-yet-another-muhammed-cartoon-controversy/">cartum</a> [en] “Naam” de Arifur Rahman foi publicado, acarretando que a polícia do Bangladesh o colocasse atrás das grades sem que ele tenha sido formalmente indiciado ou sem permitir que ele tenha um representante legal em sua defesa. Arif foi detido em sua residência em Uttara sob a <a href="http://www.odhikar.org/pub/Pub3_1.htm">Seção 54 do Código de Procedimento Criminoso</a> [en] por ter desenhado aquela caricatura bem inofensiva em que mostrava um nome amplamente usado  para batizar um homem muçulmano Bangladesh. O cartum não insultou ao profeta de forma alguma, nem era essa a sua intenção de Arif, porque o seu próprio nome é Mohammed (repórteres de jornais o chamam de Md. Arifur Rahman).”</p></blockquote>
<p><img src="http://www.docstrangelove.com/images/free-arif.jpg" alt="free arif" height="300" width="300" /></p>
<p><img src="http://keepmehonest.files.wordpress.com/2007/10/arif.jpg?w=200&amp;h=150" alt="arifur rahman" /><br />
<em>(crédito da foto: Daily Star)</em></p>
<p>Arifur Rahman é um rapaz de apenas vinte e três anos de idade, que há apenas um mês antes de ser preso recebeu um prêmio do governo por seus cartuns contra a corrupção. O editor do periódico Prothom Alo se desculpou por ter publicado o cartum, mas é interessante ver que o Islã político tem mantido essa estória viva e pedindo o fechamento do jornal progressivo Prothom Alo. Uma outra popular revistar do grupo Prothom Alo, chamada Saptahik2000, também foi alvo das autoridades e a edição Eid foi retirada das prateleiras enquanto o Governo proibiu a publicação de algumas palavras em memória do escritor exilado Daud Haider. <a href="http://rezwanul.blogspot.com/2007/09/attack-against-freedom-of-speech.html">The third world view</a> e <a href="http://www.e-bangladesh.org/2007/09/22/battling-islamists-in-bangladesh/#more-98">E-Bangladesh</a> [ambos em inglês] tem mais pano de fundo nesse assunto.</p>
<p>Os blogueiros de Bangladesh estão conclamando uma campanha internacional para libertar Arifur Rahman que foi aprisionado por causa de seu <a href="http://www.somewhereinblog.net/blog/sudharamblog/28732007#comments">cartum satírico e inofensivo</a> [en] publicado no Alpin, o suplemento satírico do jornal diário de Bangla, Prothom Alo. Deve se notar que a imprensa de Bangladesh está, surpreendetemente, calada em relação à libertação de Arifur Rahman.</p>
<p>* Shourav <a href="http://www.somewhereinblog.net/blog/Sourovblog/28733150">criou</a> [en] o excelente banner acima e está pedindo apoio (qualquer um pode usá-lo sob o creative commons).</p>
<p>Outros blogueiros uniram vozes:</p>
<p>* Mash do “<a href="http://www.docstrangelove.com/2007/10/01/bangladeshs-cartoonist-hero/">Or how I learned to stop worrying</a>” [en] o chama o herói do cartum de Bangladesh.</p>
<p>* <a href="http://keepmehonest.wordpress.com/2007/10/01/cartoonist-arif-against-corruption/">Keep me honest</a> [en]</p>
<p>* <a href="http://addafication.com/2007/09/20/sheen-ha-dal/">Addafication</a> [en]</p>
<p>* <a href="http://dhakashohor.blogspot.com/">Dhaka Shohor</a> [en]</p>
<p>* <a href="http://deshivoice.blogspot.com/2007/09/release-cartoonist-arifur-rahman_25.html">Voice of Bangladeshi Bloggers</a> [en]</p>
<p>- <a href="http://rumiahmed.wordpress.com/2007/09/26/release-them/">In the Middle of Nowhere</a> [en] que também pede a libertação de Nurul Islam, o       trabalhador de ajuda humanitária de Bangladesh (BRAC) sequestrado no Afeganistão pelo Talibã.</p>
<p>- <a href="http://golmal.pickledpolitics.com/2007/09/27/free-arif/">Serious Golmal</a> [en]</p>
<p>- <a href="http://drishtipat.org/blog/">Unheard Voices</a> [en]</p>
<p>- <a href="http://sotacit.wordpress.com/2007/09/28/arifur-rahman-freedom-of-speech-and-principled-stands/">Tacit</a> [en]</p>
<p>- E mais blogueiros de Bangla nas plataformas “<a href="http://www.somewhereinblog.net/blog/arildblog/28733131">Bandh Bhanger Awaaj</a>” [en] e “<a href="http://www.sachalayatan.com/next/">Sachalayatan</a>” [bn]</p>
<p><strong>Várias organizações internacionais exigem a libertação deArifur Rahman:</strong></p>
<p>- Repórteres Sem Fronteiras (RSF) - <a href="http://www.rsf.org/article.php3?id_article=23700">Cartunista preso por causa de brincadeira inocente com o nome Mohammed</a> [en]. Um trecho:</p>
<blockquote><p>“The play on words had no intention of attacking the Prophet,” Reporters Without Borders said “It was a joke about a cultural custom. The government should not yield to pressure from extremist leaders who are trying to politicize the case. Rahman should not be made a scapegoat. He must be freed.”</p>
<p>“A brincadeira com as palavras não teve a intenção de atacar o profeta” diz o Repórters Sem Fronteiras. “Trata-se de uma piada sobre um <font color="#008000"><font color="#000000">costume     cultural. O governo não deveria </font></font>sucumbir à pressão de líderes extremistas que estão tentando fazer politicagem do caso. Rahman não deve ser feito um bode expiatório. Ele deve ser libertado.”</p></blockquote>
<p>- O Instituto Internacional de Imprensa (IPI) <a href="http://www.freemedia.at/cms/ipi/statements_detail.html?ctxid=CH0055&amp;docid=CMS1190721263476">protesta contra o aprisionamento do cartunista e a suspensão da publicação satírica semanal</a> [en]. Um trecho:</p>
<blockquote><p><em>IPI would like to remind Your Excellency that the state of emergency imposed in January after the cancellation of the general election is not an excuse to restrict press freedom. With a general election planned for the end of 2008, it is vital that the country’s citizens have access to information and that the media is free to report facts and express opinions.</em></p>
<p>IPI gostaria de lembrar a Vossa Excelência que o estado de emergência imposto em janeiro após o cancelamento das eleições gerais não é uma desculpa para restringir a liberdade da imprensa. Com eleições gerais planejadas para o fim de 2008, é vital que os cidadãos desse país tenham acesso a informações e que a imprensa é livre para relatar fatos e mostrar opiniões.</p></blockquote>
<p>Mostre o seu apoio a Arifur Rahman colocando <a href="http://www.docstrangelove.com/images/free-arif.jpg">o banner</a> no seu blogue.</p>
<p>Entre no <a href="http://www.facebook.com/group.php?gid=5336772354">grupo do facebook</a> para saber as últimas notícias da campanha.</p>
<p align="right"><em>(texto original de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/rezwan/">Rezwan</a>)</em></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center"><em>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">aqui</a>.</em></p>
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