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	<title>Global Voices em Português &#187; Saudi Arabia</title>
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	<description>O mundo está falando. Você está ouvindo?</description>
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		<title>Global: A nomeação da primeira vice-ministra da Arábia Saudita causa alvoroço</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/26/global-a-nomeacao-da-primeira-vice-ministra-da-arabia-saudita-causa-alvoroco/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Feb 2009 17:25:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
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		<description><![CDATA[Enquanto milhões de mulheres por todo o mundo comemoram o Dia de São Valentim com os presentes de seus amados, uma mulher - num país que proibiu a data festiva e a considera como "pecado" - tem boas razões para nunca esquecer do 14 de fevereiro de 2009. Conheçam a Noura Al Fayez, professora extraordinária, um produto do sistema educacional dos EUA, que no último sábado se converteu na primeira mulher vice-ministra no Reino da Arábia Saudita. Eunice del Rosario reune reações locais e internacionais sobre a nomeação.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/eunice-del-rosario/">Eunice del Rosario</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/02/16/global-appointment-of-saudi-arabias-first-deputy-minister-makes-waves/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p style="text-align: justify;">Enquanto milhões de mulheres pelo mundo comemoram o Dia de São Valentim <em>[equivalente em muitos países ao Dia dos Namorados, no dia 14 de fevereiro]</em> com os presentes de seus amados, uma mulher - num país que proibiu a data festiva e a considera como &#8220;pecado&#8221; - tem boas razões para nunca esquecer do 14 de fevereiro de 2009.</p>
<p style="text-align: justify;">Conheçam a Noura Al Fayez, professora extraordinária, um produto do sistema educacional americano, que no último sábado se converteu na primeira mulher vice-ministra do Reino da Arábia Saudita.</p>
<p style="text-align: justify;">Blogueiros de todo o planeta ficaram alvoroçados assim que as notícias sobre Al Fayez foram publicadas, com milhares de &#8216;Twitterers&#39; microblogando sobre a nova funcionária, minutos depois de que as redes de informação, incluindo o estatal Canal Um da Arábia Saudita, deram a informação.</p>
<p style="text-align: justify;">A britânica @lizaquincy <a href="http://twitter.com/lizaquincy/status/1214545560">escreveu</a>:</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-56898" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/liza.jpg" alt="liza\'s tweet " width="456" height="265" /></p>
<div class="translation" style="text-align: justify;">Boas notícias sobre a Arábia Saudita tendo a primeira mulher ministra de sua história. Não consigo deixar de indagar, entretanto, se sofrerá <em>bullying</em> de seus companheiros.</div>
<p style="text-align: justify;">Ela completou, mais tarde, com outro <a href="http://twitter.com/lizaquincy/status/1214607426">tweet</a>:</p>
<blockquote><p><em>For sure it&#39;s a giant step for &#8216;womankind&#39; in Saudi Arabia, but really — how can it work when women&#39;s right are often violated there?</em></p></blockquote>
<div class="translation" style="text-align: justify;">Com certeza é um grande passo para as mulheres <em>[no trocadilho em inglês com &#8216;mankind&#39; (humanidade), &#8216;womankind&#39;]</em> na Arábia Saudita, mas, em sério, — como pode dar certo se os direitos das mulheres são freqüentemente violados por lá?</div>
<p style="text-align: justify;">O americano @jeffwarrens <a href="http://twitter.com/jeffswarens/status/1214563102">respondeu ao tweet de Liza</a> dizendo:</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-56899" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/jeff.jpg" alt="jeff\'s tweet " width="468" height="280" /></p>
<div class="translation" style="text-align: justify;">Acho que haverá alguns que armarão para que ela falhe, para que possam dizer &#8220;viram, as mulheres não podem fazer isso&#8221;.</div>
<p style="text-align: justify;">Outro usuário americano do Twitter, @Jacob1207, simplemente disse:</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-medium wp-image-56901" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/jacob.jpg" alt="jacob\'s  tweet " width="479" height="279" /></p>
<div class="translation" style="text-align: justify;">É agradável que uma mulher tenha sido designada para o Conselho de Ministros saudita. Mas, se pelo menos as mulheres pudessem dirigir pelo Reino do Deserto</div>
<p style="text-align: justify;">O Rei Abdullah, no sábado, também dispensou o chefe da polícia religiosa e um clérigo, que justificaram o assassinato dos donos de emissoras televisivas que transmitissem conteúdo &#8220;imoral&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">O que foi amplamente noticiado como &#8220;a reforma&#8221;, a primeira desde que o rei chegou ao poder em agosto de 2005, incluiu a nomeação de Al Fayez como vice-ministra para a educação das meninas - de longe a posição mais alta que uma mulher saudita já conseguiu.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas enquanto as notícias da primeira ministra do reino continuam a surgir, os blogueiros mundiais estão rapidamente expressando sua preocupação por Al Fayez.</p>
<p style="text-align: justify;">Eles são rápidos em questionar se ela terá ou não alguma influência em um país no qual as mulheres ainda encaram forte discriminação em muitos aspectos de suas vidas - incluindo educação, emprego e o sistema de justiça.</p>
<p style="text-align: justify;">Eman Al Nafjan, a mulher por trás do <a href="http://saudiwoman.wordpress.com/2009/02/15/first-saudi-woman-minister/"><em>Saudi Woman’s Weblog</em></a><em> </em>aclamou a nomeação de Al Fayez, chamando-a de &#8220;um salto para o progresso&#8221; para seu país.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Today is definitely a happy day. Saudi Arabia has made a leap of progress. King Abdullah surprised everyone yesterday morning with major overhauls to the judicial and educational system. And the biggest bombshell of all was that a woman was appointed as head of girl’s education. This is a position that has always belonged to the longest bearded most conservative muttawa possible and now to have a woman in it is FANTASTIC, notwithstanding the fact that the woman who was chosen is a moderate Muslim, educated and a highly qualified woman. She has extensive experience in girl’s education. I doubt that that they could have found anyone more qualified.&#8221;</p>
</blockquote>
<div class="translation" style="text-align: justify;">Hoje é definitivamente um dia feliz. A Arábia Saudita deu um salto para o progresso. O rei Abdullah surpreendeu a todos ontem pela manhã com grandes renovações nos sistemas educacional e judiciário. E a maior bomba de todas foi que uma mulher foi nomeada como diretora da educação das meninas. Este é um cargo que sempre pertenceu ao <em>muttawa </em>da barba mais comprida e o mais conservador possível, e ter uma mulher agora nele é algo FANTÁSTICO, sem esquecer de que a mulher eleita é uma musulmana moderada, educada e altamente qualificada. Ela tem experiência na educação das meninas. Duvido que poderiam encontrar alguém mais apto.</div>
<p style="text-align: justify;">Eman, que é professora Riyadh, também destacou que a fotografia de Al Fayez em um jornal local mostra sua face descoberta.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Now there&#39;s a lot of buzz that of course she wouldn’t be this progressive unless she was a non-tribal woman, probably originating from Jordan or Palestine and she definitely is divorced because no &#8220;real&#8221; Saudi in his right mind would allow his wife to appear publicly with her face uncovered. I am very proud to say that actually she belongs to one of the biggest tribes in Saudi, Bani Tameem from Al Nawayser part of it and she is from Al Washim here in Najd. Her husband very much supports her and is proud of her.</p>
</blockquote>
<div class="translation" style="text-align: justify;">Agora há muito alvoroço, é claro, de que ela não faria tanto progresso se fosse uma mulher tribal, provavelmente com origens na Jordânia ou na Palestina, e que teria de ser divorciada, pois nenhum saudita &#8220;de verdade&#8221; e com a cabeça no lugar permitiria que sua mulher aparecesse em público com sua face à mostra. Estou muito orgulhosa em dizer que ela pertence a uma das maiores tribos da Arábia Saudita, Bani Tameem da parte de Al Nawayser e que ela é de Al Washim aqui em Néjede. Seu marido a apóia muito e está orgulhoso dela.</div>
<p style="text-align: justify;">A blogger <a href="//mideastyouth.com/2009/02/15/shuffling-of-men-minus-extremists-plus-a-woman-in-saudi-arabia/">Rasha</a>, que também é da Arábia Saudita, expressou sua esperança em <em>MidEastYouth.com</em> que isto seria um ponto de virada para seu país.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">King Abdullah of Saudi Arabia surprised the nation with a shakeup that is considered the biggest change that happened in this country in 20 years.</p>
<p style="text-align: justify;">Noura Al-Fayez, an official at the Saudi Institute for Public Administration, was elevated to the new post of deputy minister of women’s education; the first time a woman has been appointed a deputy minister in the history of this country. Al-Fayez’s appointment appeared to be the king’s response to increased lobbying from women’s rights groups against discrimination.</p>
<p style="text-align: justify;">Other changes have been done in several ministries and hopefully this will be a turning point for this country. However, actual changes do not happen overnight. yet this is a step in the right direction I believe and I hope to see the fruits of all positive changes in my lifetime&#8230;</p>
</blockquote>
<div class="translation" style="text-align: justify;">O rei Abdullah da Arábia Saudita surpreendeu a nação com uma reorganização considerada a maior mudança que ocorreu no país em 20 anos.</p>
<p>Noura Al Fayez, uma funcionária do Instituto Saudita para a Administração Pública, foi elevada ao novo posto de vice-ministra da Educação das mulheres; a primeira vez que uma mulher foi nomeada vice-ministra na história do país. A nomeação de Al Fayez parece ser a resposta do rei para a crescente pressão dos grupos pelos direitos das mulheres contra a discriminação.</p>
<p>Outras mudanças foram feitas em vários ministérios e, com um pouco de sorte, este será um ponto de virada para este país. Entretanto, as verdadeiras mudanças não acontecem de repente. Ainda assim, eu acredito que este seja um passo na direção e espero viver para ver os frutos de todas as mudanças positivas…</p></div>
<p style="text-align: justify;">Reme Ahmad, cujo blogue <em>OpEd</em> deu uma trégua da política malaia para escrever sobre Al Fayez em sua postagem <a href="http://remgold.blogspot.com/2009/02/saudi-appoints-first-woman-minister.html">Saudi Appoints First Woman Minister</a> [Arábia Saudita nomeia a sua primera mulher ministra].</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Alright, so she is a DEPUTY Minister. OK lah. Better than nothing. I wonder whether the Saudis would soon allow women to drive…</p>
<p style="text-align: justify;">As for women ministers, in other Muslim countries, I am glad to say this is a non-issue. We had two Battling Begums in Bangladesh, both of whom were prime ministers. One of them is now back as PM, fighting off the other. In Pakistan, Benazir (Bhutto) is still a top name despite her demise a year ago. In Southeast Asia, we have ministers-in-bujakurongs (different from bananas-in-pajamas) in Indonesia and Malaysia for a long time.</p>
<p style="text-align: justify;">Still, hurray for Saudi Arabia, the country that guards the two holy mosques.</p>
</blockquote>
<div class="translation" style="text-align: justify;">Muito bem, então ela é uma VICE-ministra. OK. Melhor do que nada. Me questiono se os sauditas deixarão, em breve, deixarão as mulheres dirigir&#8230;</p>
<p>Sobre mulheres ministras, em outros países muçulmanos, fico feliz em dizer que isso não é um problema. Temos duas Begums batalhadoras, e ambas foram primeiras ministras. Uma delas está novamente agora como primeira ministra, combatendo a outra. No Paquistão, Benazir Bhutto ainda é um nome de primeira, apesar de seu falecimento há um ano. No sudeste da Ásia, temos ministros-de-bujakurongs (que não são bananas de pijamas) na Indonésia e Malásia há um bom tempo.</p>
<p>Ainda assim, um &#8216;viva&#39; pela Arábia Saudita, o país que abriga as duas mesquitas sagradas.</p></div>
<p style="text-align: justify;">A americana <a href="http://prairiepundit.blogspot.com/2009/02/head-of-saudi-sex-cops-sacked.html">Merv Benson</a>, autora de <em>Prairie Pundit</em>, acredita que reorganização foi necessária.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">(Sheik Ibrahim al-Ghaith, former head of the Commission for the Promotion of Virtue and the Prevention of Vice) and his thugs were a continuing source of embarrassment to the Saudis. They arrested a business woman for having coffee at a Starbucks with a business associate. In another case they arrested an immigrant who was assisting a sickly neighbor.</p>
<p style="text-align: justify;">Perhaps their most heinous act led to the death of girl students who were not allowed to escape a fire in a dormitory because they did not have escorts or “proper” attire.</p>
<p style="text-align: justify;">This appears to be a wise move by the Saudi King.</p>
</blockquote>
<div class="translation" style="text-align: justify;">(Sheik Ibrahim al-Ghaith, antigo chefe da Comissão pela Promoção da Virtude e da Prevenção ao Vício) e seus bandidos são uma fonte constante de envergonhamentos para os sauditas. Eles prenderam uma comerciante por tomar café na Starbucks com um sócio de negócios. Em outra ocasião, prenderam uma imigrante que ajudava seu vizinho doente.</p>
<p>Talvez o ato mais terrível deles tenha sido o que levou à morte de duas estudantes impedidas de escapar de um incêndio em seus dormitórios por que não estavam vestidas com roupas “adequadas”.</p>
<p>Este parece ser um movimento inteligente do rei saudita.</p></div>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://thecylinder.wordpress.com/2009/02/15/baby-steps-in-saudi-arabia/"><em>The Cylinder</em></a> apontou que a reorganização do rei Abdullah representou &#8220;pequenos passos de bebê&#8221;.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Saudi Arabia has appointed the kingdom’s first woman minister in a cabinet reshuffle that also saw the dismissal of four ministers and heads of the powerful religious police and judicial bodies. King Abdullah Bin Abdul Aziz appointed Noura Al Faiz as deputy minister for women’s education, in a move considered a milestone in Saudi Arabia.</p>
<p style="text-align: justify;">Really tiny baby steps … and such a long way to go!</p>
</blockquote>
<div class="translation" style="text-align: justify;">A Arábia Saudita nomeou a primeira mulher ministra do reino em uma reoganização de gabinetes que também viu a dispensa de quatro ministros e chefes de poderosas polícias religiosas e corpos jurídicos. O rei Abdullah Bin Abdul Aziz nomeou Noura Al Fayez como vice-ministra para a Educação das mulheres em um movimento considerado um marco histórico na Arábia Saudita.</p>
<p>Pequenos passos de bebê… e um caminho tão extenso para atravessar!</p></div>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://religioncompass.wordpress.com/2009/02/14/news-saudi-king-introduces-reforms-on-valentine%E2%80%99s-day/">Sabha999 </a>escreveu em <em>Religion Compass</em> que o mundo vai vigiar de perto os direitos das mulheres depois da recente nomeação de Al Fayez.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">While the religious police were busy with detaining salesmen for selling Valentine gifts, King Abdullah removed the chief of the religious police on the banned holiday.</p>
<p style="text-align: justify;">Educational changes too are expected, with the appointment of Al Fayez, the first woman ever to serve on the Saudi cabinet, as deputy for girl’s education. All of this is believed to shake up the religious establishment.</p>
</blockquote>
<div class="translation" style="text-align: justify;">Enquanto a polícia religiosa estava ocupada detendo comerciantes por venderem presentes para o Dia de São Valentim, o rei Abdullah tirou o chefe da polícia religiosa no dia do feriado banido.</p>
<p>Mudanças educacionais são esperadas, com a nomeação de Al Fayez, a primeira mulher a servir no gabinete saudita, como vice para a Educação das meninas. Com tudo isso se espera balançar o estabelecimento religioso.</p></div>
<p style="text-align: justify;">É um fato conhecido que é contra a lei comemorar o Dia de São Valentim na Arábia Saudita. A cada ano, a polícia religiosa faz suas rondas para ter certeza de que ninguém celebre o feriado proibido.</p>
<p style="text-align: justify;">Oficiais inspecionam aleatoriamente as lojas por presentes e outros itens que sejam vermelhos ou sugiram o feriado e os retiram das prateleiras. A cada ano, um número de comerciantes são detidos durante vários dias por infringirem a lei.</p>
<p style="text-align: justify;">O Dia de São Valentim, banido por causa de suas origens como celebração do mártir cristão do século III, é alvo de perseguição por que homens e mulheres solteiros não podem ser deixados sozinhos.</p>
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		<title>As roqueiras da Arábia Saudita</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/12/10/as-roqueiras-da-arabia-saudita/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/12/10/as-roqueiras-da-arabia-saudita/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 10 Dec 2008 17:52:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte & Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Um grupo de garotas da Arábia Saudita está se fazendo ouvir - de uma forma nunca vista antes no conservador país. O "The Accolade" é uma banda de rock só de meninas que está causando um burburinho na blogosfera. Veja algumas reações dos blogueiros da região.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/amira-al-hussaini/">Amira Al Hussaini</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/12/09/saudi-girls-rock/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>Um grupo de garotas sauditas está fazendo com que suas vozes sejam ouvidas - e de uma forma nunca antes vista na conservadora Árabia Saudita.</p>
<p>Escrevendo no <a href="http://muslimahmediawatch.org/2008/11/27/rock-on-saudi-arabias-all-girl-rock-band/"><em>Muslimah Media Watch</em></a> [en], Ethar dá a notícia:</p>
<blockquote><p>The internet is abuzz with talk about an all new rock band, The Accolade. Nothing special, you would think, until you realize that not only are the members all women, but all <em>Saudi</em> women.</p></blockquote>
<p class="translation">A internet está em alvoroço com conversas sobre uma banda de rock novinha em folha, <em>The Accolade</em>. Nada de especial, você diria, até  perceber que além de todos os integrantes serem mulheres, todas elas são mulheres <em>sauditas</em>.</p>
<p>E o fato delas serem mulheres sauditas é o que faz a banda alcançar os holofotes do mundo inteiro:</p>
<blockquote><p>On the day the band made the <a href="http://www.nytimes.com/2008/11/24/world/middleeast/24saudi.html?hp">front page</a> of <em>The New York Times</em> (NYT), their ‘friends’ on their <a href="http://www.myspace.com/accoladeofficial">MySpace page</a> went from 17 to 584. Today, only four days later, they have almost 1,000 friends, over 130,000 profile views, and comments from people in Italy, Spain, Korea, Sweden, Mexico, Germany and the USA (to name a few) saluting them and wishing them luck. That’s in addition to almost 1,000 fans on their <a href="http://www.facebook.com/pages/The-AccoLade/34431383715?ref=ts">Facebook page</a>.</p></blockquote>
<p class="translation">No dia em que a banda chegou à <a href="http://www.nytimes.com/2008/11/24/world/middleeast/24saudi.html?hp">primeira página</a> do The New York Times (NYT), a quantidade de &#8220;amigos&#8221; na <a href="http://www.myspace.com/accoladeofficial">página do MySpace</a> dela passou de 17 para 584. Hoje, apenas quatro dias depois, já são quase 1.000 amigos, mais de 130.000 visitas no perfil, e comentários de pessoas na Itália, Espanha, Coréia, Suécia, México, Alemanha e dos Estados Unidos (só para citar alguns) saudando a banda e desejando-lhe boa sorte. Sem contar os quase 1.000 fãs em sua <a href="http://www.facebook.com/pages/The-AccoLade/34431383715?ref=ts">página no Facebook</a>.</p>
<p>Ethar continua:</p>
<blockquote><p>The band is made up of four college students: 21-year-old Dina (the guitarist) and her 19-year-old sister Dareen (bass guitarist), along with Lamia (vocals) and Amjad (keyboard). <a href="http://themetalreporter.blogspot.com/2008/11/spotlight-on-saudi-arabia-accolade.html">Here’s</a> a short interview with them.</p></blockquote>
<p class="translation">A banda é formada por quatro estudantes universitárias: Dina (guitarrista), de 21 anos, e sua irmã de 19 anos Dareen (baixista), junto com Lamia (vocais) e Amjad (teclado). Veja <a href="http://themetalreporter.blogspot.com/2008/11/spotlight-on-saudi-arabia-accolade.html">aqui</a> [en] uma rápida entrevista com elas.</p>
<p>Do Egito,  Zeinobia vê a notícia no <a href="http://egyptianchronicles.blogspot.com/2008/11/first-saudi-underground-ladies-rock.html"><em>Egyptian Chronicles</em></a> [en] e escreve:</p>
<blockquote><p>To be honest I was surprised ,I think this is the first Saudi Rock group ever , the hip hop and Rap are much popular than rock as I know in KSA. Also I thought they would sing in Arabic, some of the rock bands in Egypt do sing in Arabic. Anyhow good luck to them,hopefully no one would harm them insh Allah (by the will of God).</p></blockquote>
<p class="translation">Para ser sincero, fiquei surpreso, acho que esta é a primeira banda de rock saudita da história, sei que o hip-hop e o rap são muito mais populares do que rock no Reino da Arábia Saudita. Eu também achei que elas cantavam em árabe, algumas das bandas de rock no Egito cantam em árabe. De qualquer maneira, boa sorte para elas, esperemos que ninguém venha a prejudicá-las, insh Allah (deus queira).</p>
<p><a href="http://www.jazarah.net/blog/the-accolade-saudi-arabias-first-all-girl-rock-band-you-better-believe-it/"><em>Jazarah</em></a>, da Jordânia, coloca links para a canção Pinocchio no <a href="http://www.youtube.com/watch?v=gHex47Jht3k"><em>YouTube</em></a> e observa:</p>
<blockquote><p>The Accolade is a rock band from Saudi Arabia, the unusual thing is that the band members all girls, yes Saudi girls, of course they didn’t go public, but they dream of performing live in Dubai, do you think it’s happening? This is their first hit, Pinocchio:</p></blockquote>
<p class="translation">O <em>The Accolade</em> é uma banda de rock da Arábia Saudita, a coisa mais fora do comum é que os membros da banda são todas as meninas, sim, moças da Arábia, claro que elas não aparecem em público, mas sonham em se apresentarem em Dubai, você acha que vai rolar? Este é seu primeiro hit delas, <em>Pinocchio</em>:</p>
<div class="youtube-video"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/gHex47Jht3k&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/gHex47Jht3k&amp;hl=en&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></div>
<p>Escrevendo no <em><a href="http://www.mideastyouth.com/2008/11/24/saudi-girls-rocking-it/">Mideast Youth</a></em>, Rasha da Arábia Saudita, deixa algumas pistas sobre o que torna a banda tão especial. Ela explica:</p>
<blockquote><p>In an ultra conservative country such as Saudi Arabia, an all female rock band is not exactly the norm! These four college students were brave enough to follow their dreams and stand against the tides of a society that is hardly forgiving to such taboos.</p></blockquote>
<p class="translation">Em um país ultra-conservador como a Arábia Saudita, uma banda  feminina não é exatamente a regra! As quatro estudantes universitárias foram corajosas o suficiente para seguir seus sonhos e remarem contra as marés de uma sociedade que praticamente não perdoa tabus como esses.</p>
<p>Rasha diz mais:</p>
<blockquote><p>These girls live in Jeddah, which is known to have a much more relaxed atmosphere than other parts of the kingdom. There are more and more male bands and concerts playing openly for the public, and you can even notice that there is less segregation between the genders in restaurants and shopping malls.</p>
<p>I have visited Jeddah a few weeks back. It really felt as if I had entered another country! People are much more relaxed and women can actually be comfortable in their own skin! unlike other areas of Saudi Arabia where women are made to feel awkward just by their mere presence in public.</p>
<p>But still, an all girls rock band does break so many social chains even in Jeddah. They won’t be able to perform in public unless they do private parties or for all girls only. None the less , their music is being heard and downloaded from inside and outside the kingdom.</p></blockquote>
<p class="translation">Essas meninas moram em Jidá, cidade que é conhecida por ter uma atmosfera muito mais descontraída do que outras partes do reino. Há mais  e mais bandas masculinas e shows rolando abertamente em público, e se pode até perceber que há menos segregação entre os sexos, nos restaurantes e shoppings.<br />
Visitei Jidá algumas semanas atrás. Parecia mesmo que  tinha entrado em outro país! As pessoas são muito mais relaxadas e as mulheres podem  mesmo se sentirem confortáveis na própria pele! Ao contrário de outras áreas da Arábia Saudita, onde as mulheres são obrigadas a sentir-se estranhas apenas pela mera presença em público.<br />
Mas mesmo assim, uma banda rock só de garotas quebra muitas correntes sociais, mesmo em Jidá. Elas não poderão se apresentar em público a não ser que façam festas privadas, apenas para meninas. Apesar disso, sua música está sendo ouvido e baixada dentro e fora do reino.</p>
</div>
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		<title>Olhares Árabes: Aí Vem o Véu de Um Olho Só</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 04:10:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bahrain]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Middle East & North Africa]]></category>
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		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[Saudi Arabia]]></category>
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		<description><![CDATA[Um estudioso islâmico está querendo transformar o tradicional véu islâmico, que cobre o rosto da mulher mas a deixa mostrar os olhos, por um véu que cobriria também um dos olhos e permitiria que a mulher mostrasse um olho apenas. Blogueiros do mundo árabe reagem de olhos arregalados.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/amira-al-hussaini/">Amira Al Hussaini</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/10/07/arabeyes-here-comes-the-one-eye-veil/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Um estudioso islâmico está querendo transformar o tradicional véu islâmico, que cobre o rosto da mulher mas a deixa mostrar os olhos, por um véu que cobriria também um dos olhos e permitiria que a mulher mostrasse <a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/middle_east/7651231.stm">um olho apenas</a> [En]. Blogueiros do mundo árabe reagem. Leia a seguir.</p>
<p>Escrevendo no <a href="http://www.mideastyouth.com/2008/10/04/saudi-cleric-showing-two-eyes-is-seductive/"><em>Mideast Youth</em></a> [En], Esra&#39;a do Bahrain afirma:</p>
<blockquote><p>In order to remedy his disturbing temptations, Saudi cleric Muhammad al-Habadan proposes a highly convenient solution for women: one-eyed veil.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Para tentar remediar suas perturbadas tentações, o clérigo saudita Muhammad al-Habadan propõe uma solução altamente conveniente para todas as mulheres: o véu de um olho só.&#8221;</div>
<p>E ela continua:</p>
<blockquote><p>Great! I’ll start drilling a hole in my bed sheets right away.</p>
<p>But in all seriousness, such disturbing calls only further objectifies women, inviting “religious” clerics to harass and disrespect them in ways that are no longer acceptable.</p>
<p>I have a more fitting proposal for clerics in favor of this bogus call; gouge your eyes out with a tack hammer if you wish to refrain from being seduced. Women should no longer pay the price of your disturbing and sickening mentalities.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Ótimo! Vou começar a fazer um buraco em meus lençóis agora mesmo.</p>
<p>Mas, falando sério, estas perturbadoras medidas apenas objetificam ainda mais as mulheres, convidando &#8220;religiosos&#8221; clérigos a constrangê-las e desrespeitá-las de formas que não são mais aceitáveis.</p>
<p>Eu tenho uma proposta mais adequada para estes clérigos, em resposta a este chamado esdrúxulo; arranquem seus olhos com um martelo de bater pregos se vocês quiserem evitar que sejam seduzidos. [Assim] as mulheres não terão mais que pagar o preço por suas perturbadoras e enojantes mentalidades.&#8221;</p>
</div>
<p>Do Marrocos, <a href="http://myrtus.typepad.com/myrtus/2008/10/islamically-inc.html"><em>Myrtus</em></a> [En] está furiosa, descrevendo este decreto como uma &#8216;fatwa islamicamente incorreta&#39;. Ela também pergunta:</p>
<blockquote><p>I wonder how many women would like to poke Sheikh Mohamed&#39;s other eye out for his asinine fatwa.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Eu me pergunto quantas mulheres gostariam de arrancar o outro olho do Sheikh Mohamed por conta desta fatwa asinina.&#8221;</div>
<p>O blogueiro palestino <a href="http://sabbah.biz/mt/archives/2008/10/04/saudi-cleric-favours-one-eye-veil/"><em>Haitham Sabbah</em></a> [En] descreve o véu de um olho só como &#8216;ridículo&#39;.</p>
<p>Ele diz:</p>
<blockquote><p>This is just getting out of hand. Ridiculous…</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Isso já está saindo do controle. Ridículo&#8230;&#8221;</div>
<p>E continua:</p>
<blockquote><p>Why don’t they enforce full-face cover and kill the issue? What do you call this? Religion and Islam? No Way!</p>
<p>Oh… by the way… anyone knows which eye should be covered? Left of right? (I assumed left because they keep on telling us to do things with our RIGHT thing… Ah… now I’m getting the rule. “Do the Right things with the RIGHT things only.” This is where the Human “Rights” came from and here we see it in action.</p>
<p>Long live “One-Eye Veil.”</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Por que é que eles não ordenam a cobertura de todo o rosto e matam logo a questão? Do quê vocês chamam isso? Religião e Islã? Sem chance!</p>
<p>Ah&#8230; por falar nisso&#8230; alguém sabe qual olho deve ser coberto? Esquerdo ou direito? (Eu assumí que era o esquerdo porque eles sempre nos dizem para que façamos as coisas com a nossa &#8216;coisa&#39; DIREITA&#8230;) Ah&#8230; agora estou entendendo a regra. &#8216;Faça o que é Direito com a sua &#8216;coisa&#39; DIREITA apenas&#39;. É daí que vieram os &#8216;Direitos&#39; Humanos, e é aí que os vemos em ação.</p>
<p>Vida longa ao &#8216;Véu de um olho só&#39;.&#8221;</p>
</div>
<p>Sabbah também publica fotos de como as mulheres usando o véu de um olho só se pareceriam, <a href="http://sabbah.biz/mt/archives/2008/10/04/saudi-cleric-favours-one-eye-veil/">aqui</a>.</p>
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		<title>Os Jovens Sauditas Endinheirados e seus Carros Modificados.</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 21:29:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arabic]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
		<category><![CDATA[Juventude]]></category>
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		<category><![CDATA[Middle East & North Africa]]></category>
		<category><![CDATA[Saudi Arabia]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Video]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Carros extremamente modificados, perigosas corridas de derrapagem e manobras incompreensivelmente perigosas nas auto-estradas da Arábia Saudita. Saiba mais sobre estes endinheirados e irresponsáveis jovens Sauditas e seus impressionantes carros modificados.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juliana-rincon-parra/">Juliana Rincón Parra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/09/06/saudi-arabians-and-their-cars/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="100" height="100" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><embed type="application/x-shockwave-flash" width="100" height="100"></embed></object> Carros extremamente modificados, perigosas corridas de derrapagem e manobras incompreensivelmente perigosas nas auto-estradas da Arábia Saudita.</p>
<p><em>Mona</em>, do blogue <em>Rebellious Arab Girl</em>, em seu post <a href="http://www.rebelliousarabgirl.net/2008/09/02/only-in-saudi-arabia/">Só na Arábia Saudita</a> [En] fala sobre esta <a href="http://mx.youtube.com/watch?v=PJupNDIKkEk">assustadora manobra</a> encontrada no YouTube, onde um grupo de sauditas patina em suas sandálias do lado de fora de carros em movimento:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/PJupNDIKkEk&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/PJupNDIKkEk&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Ainda falando de manobras perigosas, <a href="http://mx.youtube.com/watch?v=nI3lcwsMMPU"><em>Saudi2k6Boy</em> nos traz</a> [En] um vídeo de adolescentes sauditas derrapando com seus carros em estradas fechadas, e mesmo em meio ao trânsito de auto-estradas:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/nI3lcwsMMPU&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/nI3lcwsMMPU&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><a href="http://mx.youtube.com/watch?v=oZtVzVbhxv4">Captive107</a> [En] nos traz um vídeo de um homem saindo pela janela do motorista, andando sobre o teto do carro, abrindo o capô, e depois andando até o porta-malas, tudo com o carro em movimento em uma rua com outros carros:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/oZtVzVbhxv4&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/oZtVzVbhxv4&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Por fim, <a href="http://mx.youtube.com/watch?v=B6zRKLM9XQg">um carro modificado ao estilo Saudita</a>, com portas dianteiras que deslizam para cima, portas traseiras que se abrem para trás, porta-malas que abre para o lado e uma das portas que gira no próprio eixo:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/B6zRKLM9XQg&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/B6zRKLM9XQg&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<item>
		<title>Arábia Saudita: Mulheres que Encontram Força e Empoderamento na Religião</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/05/arabia-saudita-mulheres-que-encontram-forca-e-empoderamento-na-religiao/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Sep 2008 21:54:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[Idéias]]></category>
		<category><![CDATA[Middle East & North Africa]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[Saudi Arabia]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Enquanto muitos afirmam que a religião é usada para oprimir as mulheres, há muitas delas que encontram um senso de empoderamento em sua fé. Neste post, nós ouvimos a opinião de uma blogueira saudita que afirma saber por quê muitas mulheres casadas se voltam para a religião, enquanto outra descreve a inspiração que recebeu de uma colega.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/ayesha-saldanha/">Ayesha Saldanha</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/09/05/saudi-arabia-finding-strength-and-empowerment-in-religion/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Enquanto é frequentemente dito que a religião é usada para para oprimir as mulheres, há muitas mulheres que ganham um sentimento de empoderamento de sua fé. Neste post, ouvimos a opinião de uma blogueira saudita que acredita saber por quê muitas mulheres casadas se voltam para a religião, enquanto outra descreve a inspiração que recebeu de uma colega.</p>
<p><em>Aysha Alkusayer</em>, que bloga no <em>In the Making</em> [En], tem uma teoria sobre o por quê de muitas mulheres muçulmanas se tornarem mais religiosas depois de seu casamento. Ela começa descrevendo a natureza de muitos relacionamentos <a href="http://ayshak.blogspot.com/2008/09/religiousness-as-empowerement-tool-to.html">que ela vê</a> [En]:</p>
<blockquote><p>My friend “Y” is married. Her husband likes her to completely cover in Riyadh: “<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Abaya">abaya</a>”, veil and face cover, and half cover in <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dhahran">Dhahran</a> [less conservative city in Saudi Arabia&#39;s Eastern Province]. To uncover her face in the company of friend “A” and “B” but never around “C”. When travelling he wants her to completely uncover, except if there were relatives. He asks her to dress conservatively (e.g. long skirt) in the presence of her family in law, yet wears pants or non-conservative clothing in the presence of the families of friends “A”, “B” and “C”. He doesn’t want her to have any makeup on when outside the house, but to be fully made up once she’s in. […] He has every teeny bit of her life figured out for her. My friend’s marital life is not unique to many women in Saudi, and I do not mean the issue of covering or uncovering, I mean the issue of being micromanaged. … Such minute management isn’t denounced by the collective mind but is often expected and thought to be an indicator of responsible parenting—yes, parenting even to the wife. […] Some wives adapt to this husband-wife relationship…yet when the honey melts away many women begin to feel equal or competitive with their husbands and sensitized towards being bossed around.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Minha amiga &#8216;Y&#39; é casada. Seu marido gosta que ela se cubra completamente em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Riade">Riyadh</a>: &#8216;<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Abaya">abaya</a>&#8216;[En], véu e cobertura facial, e que se cubra parcialmente em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dhahran">Dharan</a> [En] [cidade menos conservadora na província Leste da Arábia Saudita]. Ela pode descobrir seu rosto na companhia e &#8216;A&#39; e &#8216;B&#39; mas nunca na presença de &#8216;C&#39;. Quando estão viajando, ele quer que ela fique totalmente descoberta, exceto quando há parentes por perto. Ele pede que ela se vista conservadoramente (por exemplo, com saia longa) na presença da família dele, mas que use calças e roupas não-conservadoras na presença das famílias de amigos &#8216;A&#39;, &#8216;B&#39; e &#8216;C&#39;. Ele não quer que ela use qualquer maquiagem quando está fora de casa, mas quer que ela esteja totalmente maquiada quando está dentro de casa. [&#8230;] Ele tem cada pedacinho da vida dela planejado. A vida de casado de minha amiga não é diferente da de muitas mulheres sauditas, e eu não me refiro à questão de cobrir-se ou descobrir-se, e sim a este micro-gerenciamento [da vida da mulher] [&#8230;] Este gerenciamento detalhado não é denunciado pela mente coletiva mas é geralmente esperado e considerado um indicador de paternidade responsável &#8212; sim, paternidade até mesmo em relação à esposa. [&#8230;] Algumas esposas se adaptam a esta relação marido-mulher&#8230; mas quando o mel se derrete, muitas mulheres começam a se sentir iguais e competitivas com seus maridos, e sensíveis a respeito de serem ordenadas por eles.&#8221;</div>
<p>Aysha então descreve o tipo de mudança que ocorre:</p>
<blockquote><p>Since arriving in Riyadh I’ve been noticing a pattern amongst certain type of women who suddenly turned religious, some of which immediately transformed from being just another guest in someone’s house to women who sit at the head of a meeting to preach the word of God and tell the stories of the Prophet and his <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sahaba">companions</a>; women who construct Qur’an recital centers. Nothing shocking or sudden happened to those women, they didn’t lose a loved one in an accident or undergo any trauma. What happened, then, that might’ve caused this massive change in behavior and character?</p>
<p>Many things could of course contribute to this change, but I believe the gains of a transformation often explain the initial calling that has caused it. Women whose religiousness brought power, leadership and stardom after being semi-absented, were probably yearning for what they have been lacking. […] And having God at their side, could finally allow those women a word over their husband, children and the greater society. […] They could silence much of society which would not yield and adhere to them before.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Desde que cheguei em Riyadh eu venho notando um padrão em certos tipos de mulheres que repentinamente se tornam religiosas, algumas das quais imediatamente transformadas de apenas mais uma conviva qualquer na casa de alguém em mulheres que se sentam na cabeceira da mesa nos encontros para pregar a palavra de Deus e contar histórias do Profeta e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sahaba">seus companheiros</a>; mulheres que constroem centros para recitais Qur&#39;anicos. Nada de chocante ou repentino aconteceu a estas mulheres. Elas não perderam uma pessoa querida em um acidente nem passaram por nenhum trauma. O que aconteceu a elas, então, que possa ter causado esta mudança enorme em seu comportamento e caráter?<br />
Muitas coisas podem, claro, contribuir para esta mudança. Mas eu acredito que os ganhos desta transformação geralmente explicam o chamado inicial que as causou. Mulheres cuja religiosidade lhes trouxe poder, liderança e estrelato depois de serem semi-desaparecidas, estavam provavelmente buscando por aquilo que lhes faltava. [&#8230;] E tendo Deus a seu lado, puderam estas mulheres finalmente ter uma voz sobre seus maridos, filhos e a sociedade. [&#8230;] Elas puderam silenciar muito da sociedade que não iria se dobrar ou aderir a elas antes.&#8221;</div>
<p>Outra blogueira saudita, <em>Eman K</em>, que bloga no <em>The Saudi Swan</em>, descreve uma lição que ela aprendeu com uma <a href="http://ammoon.edublogs.org/2008/08/03/what-a-great-lesson-she-taught-me/">colega</a> [En]:</p>
<blockquote><p>She caught my attention from the very beginning. The way she prayed left me mesmerized. While we would finish our prayers hurriedly as if we had something so urgent to do, she would take her time praying dedicatedly. And while we killed the time chatting away aimlessly, she would take out her Qur&#39;an and start reading, oblivious to the noises surrounding her. She had negative opinions regarding men, as most of us, but her views were to the extreme sometimes. She would tell us not to listen to love songs as they promote unrealistic love among the young. “Don’t you ever believe this crap. This love doesn’t exist.” “Romance has disappeared from my life,” she would add sometimes laughingly, especially when she heard us talking about marriage.
</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Ela chamou minha atenção desde o princípio. A forma como ela rezava me deixava hipnotizada. Enquanto nós tentávamos terminar as nossas preces rapidamente, como se tivéssemos algo urgente a fazer depois, ela não se apressava e rezava delicadamente. E enquanto nós matávamos o tempo conversando coisas sem importância, ela pegava seu Qur&#39;an e começava a ler, absorta aos ruídos que a cercavam. Ela tinha opiniões negativas sobre os homens, como a maioria de nós, mas seus pontos de vista eram, por vezes, extremos. Ela nos dizia para não ouvir músicas de amor, por que elas promoviam um amor irreal entre os jovens. &#8216;Nunca acredite nestas besteiras. Este amor não existe.&#39; &#8216;O romance desapareceu da minha vida&#39;, ela por vezes completava, dando risadas, especialmente quando ela nos ouvia falar sobre casamento.&#8221;</div>
<p>Eman descobriu que a mulher é divorciada &#8212; e foi inspirada pela sua forma de lidar com isso:</p>
<blockquote><p>She won her divorce after a long battle and after she had suffered severely from an ungrateful husband. That was a tough time for her especially that it coincided with her mom’s death. She lost a lot during that battle. But something remained exceptionally strong in her. It was her spirit. […] She made use of the free time she had at hand then and started studying diligently to get her PhD, which she earned two years after her divorce. But more important was her relationship with God which underwent a great transformation. And instead of complaining non-stop to people like many other women, she would confide her sorrows and disappointments to God. … After a while, I noticed some change in her. She seemed to me happier than usual. That was when I knew that she was getting married again. But this time to a man much better than her ex-husband. … Moreover, he holds a prestigious position there in the West. […] On her last day in our college we threw a big party for her. She was so happy that day as if she had buried behind her all that was painful in her life and was taking her first step into a totally new world. […] It’s true that she left Saudi Arabia for ever but she left behind a great lesson. A lesson of patience, resorting to God and making the best of what we have.
</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Ela conseguiu seu divórcio depois de uma longa batalha e depois de ter sofrido severamente por conta de seu marido ingrato. Foi um momento difícil para ela, principalmente porque coincidiu com a morte de sua mãe. Ela perdeu muito durante essa batalha. Mas alguma coisa permaneceu excepcionalmente forte nela. Foi seu espírito. [&#8230;] Ela usou o tempo livre que tinha então para começar a estudar diligentemente para conseguir seu PhD, que ela completou dois anos após seu divórcio. Mas o mais importante foi a sua relação com Deus, que passou por uma grande transformação. Em vez de reclamar incessantemente para as outras pessoas como muitas outras mulheres, ela confidenciou suas dores e desapontamentos a Deus. &#8230; Depois de um tempo, eu notei algumas mudanças nela. Ela parecia mais feliz do que de costume. Foi então que eu descobrí que ela estava se casando de novo. Mas desta vez com um homem muito melhor do que o seu ex-marido. &#8230; Além disso, ela tem uma posição de prestígio aqui no Oeste. [&#8230;] Em seu último dia em nossa universidade nós demos uma grande festa para ela. Ela estava tão feliz naquele dia, como se tivesse enterrado atrás de si tudo que foi doloroso em sua vida e estivesse dando o primeiro passo em direção a um novo mundo. [&#8230;] É verdade que ela deixou a Arábia Saudita para sempre, mas ela deixou para trás uma grande lição. Uma lição de paciência, de recorrer a Deus e fazer o melhor daquilo que temos.&#8221;</div>
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		<title>Arábia Saudita: Sem Petróleo de Graça para Puff Diddy</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/03/arabia-saudita-sem-petroleo-de-graca-para-puff-diddy/</link>
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		<pubDate>Wed, 03 Sep 2008 02:42:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Energia]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
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		<description><![CDATA[Rapper americano Sean Puff Diddy Combs fez um apelo a seus 'irmãos e irmãs da Arábia Saudita' e outros países produtores de petróleo, para que doassem a ele um pouco de petróleo para manter seu jatinho particular voando. Blogueiros sauditas reagiram à brincadeira.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/amira-al-hussaini/">Amira Al Hussaini</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/09/03/saudi-arabia-no-free-oil-for-sean-combs/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Rapper americano <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Diddy">Sean Puff Diddy Combs</a> fez um apelo a seus &#8216;irmãos e irmãs da Arábia Saudita&#39; e outros países produtores de petróleo, para que doassem a ele um pouco de petróleo para manter seu jatinho particular voando.</p>
<p>O multi-milionário ganhador do Prêmio Grammy disse que os altos preços dos combustíveis estão tornando difícil para ele usar seu jatinho particular, e que agora ele está sendo forçado a usar vôos comerciais para poder voar. <a href="http://www.youtube.com/watchv=_yh1NHRP3NA&amp;eurl=http://saudijeans.org/2008/09/02/sean-puffy-combs-oil-saudi/">Ele faz seu apelo no vídeo abaixo</a> [Es]:</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/_yh1NHRP3NA&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/_yh1NHRP3NA&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>E os blogueiros sauditas reagem. <a href="http://saudijeans.org/2008/09/02/sean-puffy-combs-oil-saudi/"><em>Saudi Jeans</em></a> [En] ironiza:</p>
<blockquote><p>American rapper Sean Puffy Combs complains about the high cost of gasoline, and says he can no longer afford to fly his private jet from New York to Los Angeles twice a month. He is begging the Saudis to send him some free oil so that he can fly in his private jet once again. Sorry bro, you ain’t gonna get nothin’ from these shores, because, just in case you didn’t know, we ain’t got no oil wells in our backyards to give away for free.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;O rapper americano Sean Puffy Combs reclamou sobre os altos preços da gasolina, e disse que não está mais podendo pagar para voar com seu jato particular de Nova York para Los Angeles duas vezes por mês. Ele está pedindo aos sauditas que mandem para ele um pouco de petróleo de graça, para que ele possa voar em seu jato particular novamente. Desculpa aí, irmão, mas você não vai conseguir nada dessas praias, porque, caso você não saiba, a gente não tem poços de petróleo em nossos quintais para dar petróleo de graça.&#8221;</div>
<p><a href="http://rasheedsworld.blogspot.com/2008/09/boo-hoo-sean-puffy-combs-complains-that.html"><em>Rasheed Abou-Alsamh</em></a> [En] completa:</p>
<blockquote><p>
    Puffy says that a roundtrip costs him $200,000 and that he allegedly cannot afford that. In the video he appeals to his “Saudi sisters and brothers” to send him some free oil so that he can fly in his private jet once again.</p>
<p>    I don&#39;t think that he&#39;s going to get a shipment of jet fuel anytime soon as the Saudis have shown again and again how hard-nosed they can be when it comes to oil prices. A super-rich entertainer such as Puffy might get invited to perform at the private bash of a Saudi royal, but he sure isn&#39;t going to get free oil, he can bet on that!</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Puffy diz que a viagem de ida e volta [em seu jato] custa a ele $200.000 e alega que não pode pagar por isso. No vídeo ele apela a seus &#8216;irmãos e irmãs da Arábia Saudita&#39; para que enviem para ele um pouco de petróleo de graça, para que ele possa voar em seu jato particular novamente.<br />
Eu não acho que ele vá receber nenhum carregamento de combustível de jato tão cedo, já que os sauditas já mostraram várias e várias vezes o quanto podem ser durões quando se trata dos preços de petróleo. Um artista tão rico quanto o Puffy pode ser convidado para tocar nas festinhas particulares de alguém da realeza saudita, mas ele certamente não vai ganhar petróleo de graça, e nisso ele pode apostar!&#8221;</div>
]]></content:encoded>
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		<title>Arábia Saudita: Segregação na Lista de Blogues?</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/07/21/arabia-saudita-segregacao-na-lista-de-blogues/</link>
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		<pubDate>Mon, 21 Jul 2008 20:07:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arabic]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
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		<description><![CDATA[Todos sabem que a segregação dos sexos faz parte do dia a dia da vida na Arábia Saudita. Mas e na vida digital? Podem os nomes de blogueiros dos dois sexos co-existir na mesma lista de blogues? Uma blogueira saudita se diverte com a pergunta.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/ayesha-saldanha/">Ayesha Saldanha</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/07/21/saudi-arabia-segregation-on-the-blogroll/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Todos sabem que a segregação dos sexos faz parte do dia a dia da vida na Arábia Saudita. Mas e na vida digital? Podem os nomes de blogueiros dos dois sexos co-existir na mesma lista de blogues? Uma blogueira saudita se diverte com a pergunta.</p>
<p><em>Entropy.MAX</em>, uma blogueira, desenha <a href="http://entropymax.wordpress.com/2008/06/28/135/">um panorama</a> [Ar]:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: right;">
حدثنا بعض شيوخ المدونين و المدونات السعوديين منهم و السعوديات عن تحريم الاختلاط في صفحات الانترنت بين روابط مواقع المدونين ومواقع المدونات، وضرورة وجود حاجز ساتر يفصل بينهم للبعد عن الشبهات و درءا لما قد يجره الخلط على صدر صفحات المدونات من مفسدات. فالشيطان يجري في الساحات وقد يوقع في قلوب العذارى أو العانسات، أو لا سمح الله المتزوجات الافتتان بأسماء المدونين، خاصة المستقيمين،<br />
فيحصل ما لا يحمد عقباه من المنكرات. عليه فقد قام بعض الإخوة مشكورين بفصل الروابط ووضعها في موقعين منفصلين لا يوصل بينهما نهر ولا بحرين، حماية لأخلاق المدونين و صيانة لشرف بنات المسلمين. إلا أنه لايزال بعض المدونين واللذين نشك في إصابة قلوبهم والعياذ بالله بمرض الليبرالية اللعين، لا يزالون يخلطون المواقع في قائمة واحدة غير آبهين بما قد يجره هذا الفعل من الويلات على مجتمع المدونين والمدونات، غير مبالين بخصوصية السعوديين ولا بطبيعة مجتمع المتنطعين، و بعد ذلك يطلعون علينا مستغربين من رغبتنا في وضع ضوابط للتدوين!!</p>
</blockquote>
<div class="translation">&#8220;Alguns anciões da blogosfera saudita, incluindo algumas mulheres sauditas, estão advogando a segregação de links para blogues de homens e mulheres nas listas de blogues lidos dos bloges sauditas. Eles estão pedindo que se coloque uma barreira entre eles, para evitar qualquer mal-feito ou dano. Satã existe na rede e pode fazer com que virgens, noivas ou até mesmo mulheres casadas se apaixonem pelos nomes de blogueiros homens, principalmente os varões mais sábios.<br />
Isso pode resultar em consequências inesperadas. É por isso que um número de blogueiros vem separando as listas de blogues lidos e as publicam em blogues separados, sem qualquer conexão entre eles, em uma tentativa de proteger a moral dos blogueiros e manter a castidade das moças muçulmanas. Contudo, há alguns poucos blogueiros que foram infectados pela iniquidade do pensamento liberal, e que ainda misturam os dois sexos na mesma lista de blogues lidos. Eles não tem consideração pelos efeitos terríveis na sociedade dos blogueiros homens e blogueiras mulheres e não tem consideração pelas características especiais da blogosfera saudita. E depois de tudo isso, ainda ficam surpresos que precisemos de um código de conduta para a blogagem!!!&#8221;</div>
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		<title>Bahrain: Músicas dirigidas a sauditas e egípcios</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/02/17/bahrain-musicas-dirigidas-a-sauditas-e-egipcios/</link>
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		<pubDate>Sun, 17 Feb 2008 14:01:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jan Alyne Barbosa</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Racismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porAmira Al Hussaini  &#183; Traduzido por Jan Alyne Barbosa &#183;  Veja o post original 
De Bahrain, Silly Bahraini Girl publicou dois vídeos - um que mostra uma canção de rap feita por sauditas contra egípcios e outro contendo uma resposta ao primeiro vídeo.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/amira-al-hussaini/">Amira Al Hussaini</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/janalyne/'>Jan Alyne Barbosa</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2008/02/16/bahrain-songs-exchanged-between-saudis-and-egyptians/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>De Bahrain, <em><a href="http://sillybahrainigirl.blogspot.com/2008/02/cause-and-effect.html">Silly Bahraini Girl</a></em> publicou dois vídeos - um que mostra uma canção de rap feita por sauditas contra egípcios e outro contendo uma resposta ao primeiro vídeo.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Palestina: Gaza sob cerco</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/01/24/palestina-gaza-sob-cerco/</link>
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		<pubDate>Thu, 24 Jan 2008 21:13:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jan Alyne Barbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desastre]]></category>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porAmira Al Hussaini  &#183; Traduzido por Jan Alyne Barbosa &#183;  Veja o post original 
Blogueiros da região estão acrescentando suas vozes a um protesto internacional, à medida em que a Faixa de Gaza cai na escuridão. O bloqueio israelense de quatro dias sobre a faixa culminou no fechamento de sua única [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/amira-al-hussaini/">Amira Al Hussaini</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/janalyne/'>Jan Alyne Barbosa</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2008/01/21/palestine-gaza-under-seige/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Blogueiros da região estão acrescentando suas vozes a um <a href="http://www.voanews.com/english/2008-01-21-voa38.cfm">protesto internacional</a>, à medida em que a Faixa de Gaza cai na escuridão. O bloqueio israelense de quatro dias sobre a faixa culminou no <a href="http://www.guardian.co.uk/israel/Story/0,,2244252,00.html">fechamento</a> de sua única central elétrica do território devido à falta de combustível.</p>
<p><strong>Jordânia:</strong></p>
<p>Da Jordânia, Khalida <a href="http://www.anolitasmind.com/2008/01/21/darkness-shadows-gaza-%E2%80%A6/">explica</a> a situação do lugar:</p>
<blockquote><p>Sometimes there aren’t enough words to describe what we are witnessing and what the news keep shoving down our throats every morning till we reached a point that nothing surprises us anymore, but what is happening in Gaza comes as a shock that leaves the majority of us speechless and helpless …</p>
<p>In a time and life that human rights are becoming a major factor in how societies are governed … in a world that the international community is judging the backward Middle East because of honor crimes, poverty, violence against women and primitive culture … the same community is standing still to watch as Gaza is being crucified and executed … it is cold and they don’t have heat … they are cut out from the rest of the world … and as well as they are dying by bullets and military attacks; they are also being killed by hunger and cold …</p>
<p>I choose to raise my voice to say STOP … ENOUGH … Life is not a game and just because they reside in Gaza … it does not make their lives of any less value than any other human in any part of the world …</p>
<p id="result_box" dir="ltr">Às vezes não há palavras suficientes para descrever o que estamos testemunhando e o que as notícias nos empurram goela abaixo todas as manhãs, até que chegamos a um ponto que nada nos surpreende mais, de modo que o que se passa em Gaza vem como um choque que deixa a maioria de nós sem palavras e desamparados…</p>
<p>Em um tempo em que os direitos humanos estão se tornando um fator importante na forma como sociedades são governadas… em um mundo que a comunidade internacional está julgando o Oriente Médio por crimes de honra, pobreza, violência contra as mulheres e cultura primitiva… a mesma comunidade está de pé para assistir como Gaza está sendo crucificada e executada… está frio e eles não têm como se aquecerem… estão isolados do resto do mundo… e, também estão morrendo por balas e ataques militares; estão morrendo também por causa da fome e do frio&#8230;</p>
<p id="result_box" dir="ltr">Decidi levantar a voz para dizer PARE&#8230; É SUFICIENTE… A vida não é um jogo e só porque eles residem em Gaza… não faz com que suas vidas tenham um valor menor do que qualquer outro ser humano de qualquer parte do mundo…</p>
</blockquote>
<p><strong>Palestina:</strong></p>
<p id="result_box" dir="ltr"><em>Umm Khalil</em>, da Palestina, publica <a href="http://umkahlil.blogspot.com/2008/01/west-bank-bantustan.html">aqui</a> links para cobertura noticiosa sobre a crise. Ela também disponibiliza fotos do bombardeamento israelita do Ministério do Interior palestino, onde uma mulher morreu e 46 pessoas, que foram assistir a um casamento realizado nas proximidades, ficaram feridas.</p>
<p><strong>Egito: </strong></p>
<p>Hossam Al Hamalawy, do Egipto, <a href="http://arabist.net/arabawy/2008/01/21/gaza_massacres_photos/">publica</a> um e-mail recebido de <em><a href="http://arabist.net/arabawy/2008/01/21/gaza_massacres_photos/">Mohammad Omar</a></em>, na Palestina.<br />
A mensagem diz:</p>
<blockquote><p>Where to start…, what to talk about…? The crippling electricity shortages, affecting hospitals as well as civilians? The<br />
air strikes &amp; on-going, daily bombings by the Israeli army, their indiscriminate targeting of civilians and police stations…? Israel ’s non-accidental, enforced starvation of 1.5 million people by closing off ALL borders and not allowing in even UN aid, let alone basic medicinal, food, and construction needs…?</p>
<p>Shortages of fuel have re-surfaced in Gaza : most of Gaza has no electricity and even more importantly, the shortage of medicine in Palestinian hospitals continues to increase, with the Ministry of Health reporting a looming humanitarian catastrophe.</p>
<p>Or should I begin with the bomb which just hit a wedding close to the Ministry of Interior building in Gaza City , with 15 apartment buildings within the bomb’s target range? One woman was killed and 47 others were injured –mostly children and women who had been inside their homes or playing on the street!!</p>
<p id="result_box" dir="ltr">Por onde começar …, o que falar sobre…? O enfraquecimento e o déficit da electricidade, afetando hospitais assim como civis? Os ataques aéreos e em curso, bombardeamentos diários pelo exército israelita, atingindo<br />
indiscriminadamente civis e postos policiais? Não é por acidente que Israel faça cumprir a fome de 1,5 milhão de pessoas ao fechar TODAS as fronteiras e não permitindo sequer a ajuda das Nações Unidas, para não falar de medicamentos básicos, alimentação e materiais de construção…?</p>
<p>A escassez de combustível tem re-aparecido em Gaza: a maioria em Gaza não tem electricidade e mais importante ainda, a falta de medicamentos em hospitais Palestinos continua a aumentar, com o Ministério da Saúde relatando uma catástrofe humanitária ameaçadora.</p>
<p>Ou deveria começar com a bomba que atingiu apenas um casamento perto do edifício do Ministério do Interior na cidade de Gaza, com 15 edifícios dentro do alvo de abrangência da bomba? Uma mulher foi morta e 47 outras pessoas ficaram feridas - a maioria delas, crianças e mulheres que estavam dentro de suas casas ou brincando na rua!</p></blockquote>
<p>Ainda no Egito, <em>Zeinobia</em> <a href="http://egyptianchronicles.blogspot.com/2008/01/siege-of-gaza-and-end-of-egyptian-role.html">lamenta</a> o papel (ou falta de) em lidar com a crise. Ela reclama:</p>
<blockquote><p>I will start with the bitter fact that the Egyptian role as leading country in the Arab world , as if Egypt does not care I found today that Saudi Arabia is calling for immediate urgent Arab summit in Cairo to discuss what is going in Gaza for Siege , the Saudi Arabia is the one that is calling for immediate summit , not Egypt, Egypt is the one that should call for this summit immediately , with my all respect to Saudi Arabia.</p>
<p id="result_box" dir="ltr">Vou começar com o amargo fato de que o papel do Egito como país líder no mundo árabe, como se o país não se importasse, eu acho que hoje a Arábia Saudita está pedindo urgência imediata à cúpula Árabe no Cairo para discutir o que está acontecendo em Gaza para estabelecer fronteiras, a Arábia Saudita é a única que está convocando uma cúpula imediata, não o Egito, que é o único que deveria fazê-lo, com todo o meu respeito a Arábia Saudita.</p>
</blockquote>
<p>Em Gaza, o blogueiro escreve:</p>
<blockquote><p>Now let&#39;s go to Gaza , one of the worst things ever in the problem is that Egypt is exporting natural gas to Israel for the cheapest price ever that created a loss to us where the people in Gaza are in terrible siege</p>
<p>Already the least thing Egypt can do is to open the borders and send immediate medical aids to the Great people of Gaza who hided our soldiers and officers in 1967 ..</p>
<p>People shame on the world and shame on us .</p>
<p>Gaza has no light or power in the middle of terrible winter. This is a conspiracy to get rid not only from Hamas but from the people of Gaza, these people are suffering in the worst way ever.</p>
<p>Agora vamos para Gaza, uma das piores coisas desse problema é que o Egipto está exportando gás natural para Israel pelo preço mais barato que criou uma perda para nós, onde as pessoas em Gaza estão em um terrível cerco<br />
O mínimo que Egito pode fazer é abrir as fronteiras e enviar ajuda médica imediata para o Grande povo de Gaza que protegeu nossos soldados e oficiais em 1967 ..<br />
As pessoas se envergonham do mundo e se envergonham de nós.</p>
<p>Gaza não tem luz e eletricidade no meio desse inverno terrível. Trata-se de uma conspiração para livrar-se não apenas do Hamas, como também das pessoas de Gaza, essas pessoas estão sofrendo da pior maneira.</p>
<p><strong>Líbano: </strong></p></blockquote>
<p>Do Líbano, <em>Green Resistance</em>, <a href="http://greenresistance.wordpress.com/2008/01/21/269/">exige</a> apenas isso.</p>
<blockquote><p>Resistance. What does that mean? “the act or power of resisting, opposing, or withstanding” … and “the capacity of an organism to defend itself against harmful environmental agents”</p>
<p>Gaza is in darkness.  Where is our cry? Where is our resistance?</p>
<p id="result_box" dir="ltr">Resistência. O que significa isto? &#8220;O ato ou poder de resistir, de se opor, ou suportar…&#8221; e &#8220;a capacidade de um organismo de se defender contra agentes nocivos ambientais&#8221;</p>
<p>Gaza está na escuridão. Onde está o nosso grito? Onde está a nossa resistência?</p></blockquote>
<p>Ainda no Líbano, <em>Ibn Bint Jbeil</em> <a href="http://ibnbintjbeil.blogspot.com/2008/01/gaza-palestine.html">publica</a> uma série de pinturas e desenhos para expressar o sofrimento em Gaza. Ele também escreve:</p>
<blockquote><p>Gaza, Palestine, the largest concentration camp on Earth, is today under the most brutal, inhumane, genocidal siege. May God protect and bless them.</p>
<p id="result_box" dir="ltr">Em Gaza, na Palestina, a maior concentração de acampamento na Terra, hoje está sob o mais brutal, desumano, cerco genocida. Que Deus os abençoe e os proteja.</p>
<p align="center"><em>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">clique aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">clique aqui</a>.</em></p>
</blockquote>
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		<title>Líbano: Quem matou François Hajj e por quê?</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/12/27/libano-quem-matou-francois-hajj-e-por-que/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/12/27/libano-quem-matou-francois-hajj-e-por-que/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 27 Dec 2007 17:25:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Débora Medeiros</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
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		<description><![CDATA[O Líbano captura as manchetes internacionais novamente [todas en], com mais um assassinato. Quem está culpando quem e o que os blogueiros da região têm a dizer.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/debmedeiros/'>Débora Medeiros</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2007/12/17/lebanon-who-killed-francois-hajj-and-why/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p class="entry" id="single">O Líbano captura as <a href="http://www.guardian.co.uk/syria/story/0,,2227637,00.html">manchetes</a> <a href="http://www.iht.com/articles/2007/12/16/opinion/edlebanon.php">internacionais</a> <a href="http://english.aljazeera.net/NR/exeres/82865CDB-4BC6-4294-8894-991B913E3C71.htm">novamente</a> [todas en], com mais um assassinato. Quem está culpando quem e o que os blogueiros da região têm a dizer.</p>
<p class="entry" id="single"> O chefe de operações das Forças Armadas libanesas, general <em>François Hajj</em>, cotado para ser o próximo comandante das Forças Armadas do país, foi morto em um atentado a bomba. De acordo com o <a href="http://www.guardian.co.uk/syria/story/0,,2227637,00.html">noticiário [en]</a>, “foi a primeira vez que o Exército libanês, visto como a única força capaz de manter o país unido, foi alvo de ataques, o que pode representar a pior crise desde a guerra civil.” O assassinato de <em>Hajj</em> também <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2007/08/24/libano-eleicao-presidencial/">paralisa</a> o processo de seleção do próximo presidente do Líbano. O católico maronita de 55 anos era um candidato em potencial para suceder o comandante das Forças Armadas Michel Suleiman, que poderia ser apontado como presidente.</p>
<p>Os jornalistas-cidadãos da região apressaram-se em apontar culpados - de Israel e os EUA aos suspeitos de sempre: inimigos políticos, a Síria, o Irã, o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hizbollah">Hezbollah</a> e a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Al_Qaeda">Al Qaeda</a>.</p>
<p><strong>Asassinando a salvação: </strong></p>
<p><em><a href="http://blacksmithsoflebanon.blogspot.com/2007/12/assassinating-salvation.html">Blacksmith Jade [en]</a></em> expressa seu choque e é claro quanto a quem ele pensa estar por trás da carnificina. Escreve ele:</p>
<blockquote><p> <em>It’s not easy to quantify the sense of shock, desperation, and fear that this most recent ‘hit’ [on Lebanese Army Brigadier General Francois el Hajj] by the Syrian killing machine has rendered on the country.</em></p>
<p><em>Indeed, for a country now all too used to the roving bands of assassins striking at its politicians [while other politicians quickly move to exploit their murder], this latest assassination has struck a particular chord. Echoing off the Army’s recent victory against a malicious terrorist cell in Nahr el Bared, and striking at the one institution in which most Lebanese had placed their faith for their salvation. A salvation they had pursued so far as to propose the amendment of the constitution, in order to bring to the nation’s head the man at the head of that [perceived] salvation.</em></p>
<p><em>This latest assassination is what it always is: Syria’s use of death, terror, and destruction to try and keep the Lebanese “in line”.</em></p>
<p>Não é fácil quantificar os sentimentos de choque, desespero e medo que este mais recente &#8216;ataque&#39; [ao brigadeiro do Exército libanês, general Francois el Hajj] pela máquina de matar síria trouxe ao país.</p>
<p>De fato, para um país agora por demais acostumado a bandos  em trânsito de assassinos atacando seus políticos [enquanto outros políticos se articulam rapidamente para explorar as mortes], este último assassinato fez vibrar uma corda em particular, ecoando a vitória recente do Exército sobre uma célula terrorista maliciosa em Nahr el Bared e atacando a única instituição sobre a qual a maioria dos libaneses havia depositado sua fé na própria salvação. Uma salvação que eles haviam perseguido a ponto de propor uma emenda na constituição, de modo a levar ao comando da nação o homem no comando dessa [visualizada] salvação.</p>
<p>Este último assassinato é o que sempre é: o uso pela Síria de morte, terror e destruição para tentar manter os libaneses &#8220;na linha&#8221;.</p></blockquote>
<p><em><br />
Dominação completa e brutal:</em></p>
<p>Em linhas semelhantes e mais detalhadamente - incluindo como as relações inter-arábicas entram no jogo -, <em>Tony Bey</em> explica os motivos por trás do assassinato <a href="http://beirut2bayside.blogspot.com/2007/12/explaining-latest-assassination.html">aqui [en]</a>.</p>
<blockquote><p><em>The bottom line is that Syria&#39;s only conception of its relationship to Lebanon is complete brutal domination, where Syria decides every single minutae of Lebanese life, including who gets to be president, prime minister, speaker, Army Commander, security officials, election law, cabinet make-up, cabinet portfolios, cabinet policy statement, etc. This is precisely the threat Bashar relayed to Rafik Hariri in their last meeting before he ordered his killing: I alone decide who Lebanon&#39;s president is, and if you disagree, I will break Lebanon over your heads.</em></p>
<p><em>This is the framework within which the assassination has to be placed, along with another parallel, inter-Arab framework..</em></p>
<p>O que importa é que o único modo como a Síria concebe seu relacionamento com o Líbano é por meio de uma dominação completa e brutal, em que a Síria decide cada minúcia da vida libanesa, incluindo quem serão o presidente, o primeiro ministro, o porta-voz, o comandante das Forças Armadas, os oficiais de segurança, e ainda como serão a legislação eleitoral, a composição do gabinete presidencial, os documentos do gabinete, a política do gabinete etc. Essa foi precisamente a ameaça feita por Bashar a Rafik Hariri na última reunião que tiveram, antes de Bashar ordenar o assassinato de Hariri: Somente eu decido quem será o presidente do Líbano e, se vocês discordarem, quebrarei o Líbano sobre suas cabeças.</p>
<p>Essa é a moldura dentro da qual o assassinato deve ser colocado, juntamente com outro paralelo, o da moldura das relações inter-arábicas&#8230;</p></blockquote>
<blockquote></blockquote>
<p><strong>Três teorias e meia sobre quem matou Hajj: </strong></p>
<p><em>Mustapha</em>, do <em><a href="http://beirutspring.com/blog/2007/12/12/the-35-theories-on-who-killed-francois-hajj/">Beirut Spring [en]</a></em>, divide conosco suas três teorias e meia sobre quem poderiam ser os assassinos. Eles variam entre a Síria, Israel, os Estados Unidos, a Al Qaeda e os fundamentalistas islâmicos.  O meio-&#8221;suspeito&#8221; final é o ex-presidente <a href="http://www.answers.com/Fouad%20Siniora"><em>Fouad Siniora [en]</em></a>, que recebe uma menção-honrosa:</p>
<blockquote><p><em>Honorary mention, Theory 3.5: The Evil Saniora</em></p>
<p><em>Who killed him: Fouad Seniora’s negligence<br />
Why he did it: To undermine the Christians and monopolize power.<br />
Why it’s plausible: It’s always Seniora’s fault<br />
Who believes this theory: Michel Aoun<br />
Why the theory could be in doubt: …</em></p>
<p>Menção-honrosa das três teorias e meia: o maléfico Seniora</p>
<p>Quem o matou [François Hajj]: A negligência de Fouad Seniora<br />
Por que ele o fez: Para minar os cristãos e monopolizar o poder.<br />
Por que é plausível: Sempre é culpa do Seniora Quem acredita nesta teoria: Michel Aoun<br />
Por que essa teoria pode ser posta em dúvida: …</p></blockquote>
<p>Os leitores adicionam mais alguns &#8220;suspeitos&#8221; na seção de comentários.</p>
<p><strong>A política libanesa-palestina é a culpada?</strong></p>
<p>O comentarista libanês do <em><a href="http://angryarab.blogspot.com/2007/12/who-killed-francois-al-hajj-chief-of.html">Angry Arab [en]</a></em>, <em>Assad Abu Khalil</em>, contribui para o debate. Ele culpa a política libanesa-palestina pelo incidente.</p>
<blockquote><p><em>Who killed Francois Al-Hajj, chief-of-operations for the Lebanese Army? Nobody knows of course. He certainly was not close to the Hariri camp; and there is the widely circulated reference to an article in As-Siyasah (from January 26th, 2007) in which he was identified as an enemy of March 14. Personally, I think the explanation may be found not in Lebanese politics, but in Lebanese-Palestinian politics. I had predicted when the Lebanese Army (supported by March 8th and March 14th–government and opposition alike) was destroying the Nahr Al-Barid camp that the horrors would produce a new vengeful organization, just as Black September was born out of the Jordanian massacres of Palestinians. Al-Hajj had a key role in the Lebanese Army operations in Nahr Al-Barid.</em></p>
<p>Quem matou Francois Al-Hajj, chefe de operações  do Exército libanês? Ninguém sabe ao certo. Ele certamente não era próximo do campo de Hariri e há a conhecida alusão a um artigo no As-Siyasah (de 26 de janeiro de 2007) em que ele foi identificado como inimigo do 14 de Março. Pessoalmente, eu acho que a explicação pode não estar na política libanesa, mas na política libanesa-palestina. Eu havia previsto que o terror da destruição do campo de Nahr Al-Barid  pelo Exército libanês (apoiado pelo 8 de Março e pelo 14 de Março - governo e oposição) iria produzir uma nova organização vingativa, assim como o Setembro Negro nasceu do massacre de palestinos por jordanianos. Al-Hajj desempenhava um papel central no Exército libanês durante as operações em Nahr Al-Barid.</p></blockquote>
<p><strong>Bombas abrem caminho para mais bombas:</strong></p>
<p>O egípcio <em><a href="http://www.whisperofmadness.com/2007/12/12/what-we-didnt-want-to-happen/">D B Shobrawy [en]</a></em> cutuca o assunto por um aspecto diferente. Ele explica:</p>
<blockquote><p><em>People have trouble understanding the fragility of the Middle East sometimes. Lebanon especially is a country whose political structure demands chaos. The constitution requires a Maronite Christian president, a Sunni prime minister and a Shi’a speaker. Positions along religious lines go straight down to the military as well. The most powerful position in the country is represented by a small minority and I dont have to tell you how sensitive religious identities are in this region…Now consider that the different groups in this country have a very difficult time getting along and EVERYONE has guns in their home. A friend of mine has a couple AK-47’s, a M-16, some other assorted machine guns, 3 Desert Eagle’s and 2 rocket launchers…and his family are a bunch of well off bankers and business owners.<br />
All we can do now is sit and wait to see what happens next. Bombs have a way of giving way to other bombs, hopefully this bomb doesnt give birth to more.</em></p>
<p>As pessoas têm dificuldade para entender a fragilidade do Oriente Médio às vezes. O Líbano em especial é um país cuja estrutura política demanda o caos. A constituição requer um presidente cristão maronita, um primeiro-ministro sunita, e um porta-voz xiita. Os cargos no Exército também são divididos com base na religião. O cargo mais poderoso do país é representado por uma minoria, e eu não preciso lembrá-los o quão sensíveis as identidades religiosas são nesta região&#8230; Considere agora que os diferentes grupos neste país têm dificuldades para se entender e TODO MUNDO tem armas em casa. Um amigo meu tem alguns AK-47, um M-16, várias metralhadoras, três Desert Eagles e dois lançadores de foguete&#8230; e a família dele é formada por um bando de banqueiros bem de vida e donos de negócios. Tudo o que podemos fazer agora é sentar e esperar para ver o que acontece. As bombas têm jeito para abrir caminho para outras bombas, espera-se que esta não gere outras mais.</p></blockquote>
<p><strong>Material em vídeo:</strong></p>
<p><em>Finkployd</em>, do Líbano, nos traz material em vídeo da cena do assassinato <a href="http://www.bloggingbeirut.com/archives/1190-More-Videos-Scene-of-Assassination-General-Hajj.html">nesta postagem [en]</a>.</p>
<p><strong>Uma idéia simples para os pobres de espírito:</strong></p>
<p>Frustrado com os becos sem saída a que chegam as investigações dos carros-bomba, <em>JoseyWales</em>, do <em><a href="http://lebanonesque.blogspot.com/2007/12/simple-idea-for-simple-minded.html">Lebanonesque [en]</a></em>, divide suas idéias para encurralar os culpados:</p>
<blockquote><p> <em>Asking for special or expanded powers to search for weapons, explosives and political assassins is still not high up on the government’s priority list…<br />
After your now routine car-bomb and routine condemnations, the other very familiar story: people arrested in connection with the exploded car, people claim they sold the car to unknown, people released, end of story and end of investigative track…<br />
It’s getting to be boring by now, in each car-bomb murder the sales chain ends with a guy who sold it to “unknown” for cash.</em></p>
<p><em>(H)ow about making it ILLEGAL to sell to “unknown”, like after the 4th or 5th or 6th car-bomb. We are now at number 12 or 14 depending on how you count.<br />
How difficult is it to pass a law that puts the (or some) responsibility of these crimes on the last KNOWN idiot in the chain of sales. You are selling your car? By law, you will need to know the name of the buyer and ID him/her. Make a lapse punishable by 10 years in jail or even by a death sentence for all I care.</em></p>
<p>Requisitar poderes especiais ou expandidos para procurar armas, explosivos e assassinos políticos ainda não ocupa o topo da lista de prioridades do governo…<br />
Depois do já rotineiro atentado com carro-bomba e das condenações de rotina, outra história familiar: pessoas presas por possuírem conexões com o carro explodido afirmam ter vendido o carro para um desconhecido, são soltas e fim da história, fim da trilha de investigação…<br />
Já está ficando chato que a cada morte por carro bomba a cadeia de vendas termine em um cara que vendeu o carro a um &#8220;desconhecido&#8221; porque precisava da grana.</p>
<p>Que tal tornar ILEGAL vender a &#8220;desconhecidos&#8221;, como já deveria ter acontecido depois do 4º ou 5º ou 6º atentado? Já estamos no 12º ou 14º, dependendo de como você conta.<br />
Quão difícil pode ser fazer passar uma lei que coloque o total (ou parte) da responsabilidade por esses crimes no último idiota CONHECIDO na cadeia de vendas? Tá vendendo seu carro? Por lei, você precisará saber o nome do comprador e identificá-lo/la. Cometa um deslize e seja punido com 10 anos de cadeia ou até com a sentença de morte, pouco me importa.</p></blockquote>
<p>Mais reações podem ser encontradas <a href="http://joshualandis.com/blog/?p=521">aqui [en]</a>, <a href="http://egyptianchronicles.blogspot.com/2007/12/blast-of-its-kind-in-lebanon.html">aqui [en]</a>, <a href="http://saroujah.blogspot.com/2007/12/hariri-threatened-lebanese-army.html">aqui [en]</a>, <a href="http://lespolitiques.blogspot.com/2007/12/lebanon-bomb-kills-senior-general.html">aqui [en]</a>, <a href="http://simplyjews.blogspot.com/2007/12/general-francois-hajj-rip-jooz-guilty.html">aqui [en]</a>, <a href="http://www.roadstoiraq.com/2007/12/12/israels-second-attempt-to-assassinate-brigadier-general-francois-hajj-was-successful/">aqui [en]</a> e <a href="http://remarkze.blogspot.com/2007/12/past-events-in-life-of-brid-gen-el-hajj.html">aqui [en]</a>.</p>
<p align="right"> Matéria de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/amira-al-hussaini/" title="Posts by Amira Al Hussaini">Amira Al Hussaini</a>.</p>
<p align="center"><em>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">aqui</a>.</em></p>
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		<title>Blogueiros árabes estão alarmados com a prisão de Al Farhan</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/12/27/blogueiros-arabes-estao-alarmados-com-a-prisao-de-al-farhan/</link>
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		<pubDate>Thu, 27 Dec 2007 16:13:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arabic]]></category>
		<category><![CDATA[Bahrain]]></category>
		<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Internet & Telecoms]]></category>
		<category><![CDATA[Lei]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade de Expressão]]></category>
		<category><![CDATA[Middle East & North Africa]]></category>
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		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Reações continuam repercutindo a detenção do blogueiro da Arábia Saudita Fouad Al Farhan em toda a blogosfera árabe, enquanto as acusações contra ele ainda permanecem desconhecidas. Vejamos o que alguns blogueiros da região têm a dizer sobre a sua detenção.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2007/12/27/arab-bloggers-alarmed-by-al-farhans-arrest/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Toda a blogosfera árabe continua a repercutir a detenção do blogueiro da Arábia Saudita <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2007/12/23/blogueiro-saudita-fouad-al-farhan-e-preso-em-jeddah/"><em>Fouad Al Farhan</em></a>, enquanto as acusações contra ele ainda permanecem <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2007/12/26/arabia-saudita-noticias-da-campanha-free-fouad/">desconhecidas</a>.</p>
<p id="result_box" dir="ltr">O blogueiro líder, que está entre os primeiros no país a ter um blogue com o qual assina com o seu nome verdadeiro, foi assediado pelas autoridades no início deste ano e forçado a parar de blogar. Blogueiros de toda a região continuam a se mobilizar pela sua liberdade ou, pelo menos, para entender as acusações feitas contra ele. Acredita-se que Al Farhan está sendo retido por causa de ativismo relacionado ao seu blogue.</p>
<p><strong>Arábia Saudita: </strong></p>
<p><em><a href="http://rasheedsworld.blogspot.com/2007/12/saudi-blogger-fuad-al-farhan-arrested.html">Rasheed Abou-Alsamh</a></em> [en], blogueiro e jornalista suaidta-americano, que também é baseado em Jeddah, especula sobre os motivos pelos quais Al Farhan está na prisão e pede mais reformas no Reino. Ele explica:</p>
<blockquote><p><em>The latest arrest comes after he visited one of <a href="http://www.csmonitor.com/2007/0411/p07s02-wome.html?page=1">nine Saudi reformists</a> who were arrested on Feb. 10, 2007, and are still being held at a secret police detention facility in north Jeddah after refusing to sign undertakings that they would cease their calls for political reform. Fuad wrote about his visit on his blog.</em></p>
<p><em>I just hope that Fuad will be released soon and allowed to blog again. The wave of greater accountability, more transparency and allowing the citizenry of Saudi Arabia a higher voice in how our country is run is the ongoing legacy of King Abdullah&#39;s reformist agenda. I hope that this will be allowed to continue. Arresting reformists and bloggers does not help the cause of reform in the Kingdom, and just serves to bring us back to those dreaded old days when everyone was too afraid to say in public what they really felt. I and many other Saudis like me had thought that those days were long gone. I hope we&#39;re right. </em></p>
<p>A mais recente prisão surge após ele visitou um dos <a href="http://www.csmonitor.com/2007/0411/p07s02-wome.html?page=1">nove reformistas sauditas</a> que foram detidos em 10 de fevereiro de 2007, e que ainda estão sendo presos em um presidiário da polícia secreta no norte Jeddah após recusarem-se a assinar um compromisso de que eles deixariam de apelar pela reforma política. Fuad escreveu sobre sua visita em seu blogue.</p>
<p>Só espero que Fuad seja libertado em breve e que possa blogar novamente. A onda de maior responsabilidade, maior transparência e permissão de que os cidadãos da Arábia Saudita tenham uma voz mais participativa na forma como o nosso país é governado é o legado contínuo da agenda reformista do Rei Abdullah. Espero que isso possa continuar. Prender reformistas e blogueiros não ajuda a causa da reforma no Reino, e só serve para nos trazer de volta aos velhos tempos quando todos tinham muito medo de dizer em público o que realmente sentiam. Eu e muitos outros sauditas pensávamos que aquele tempo era coisa do passado. Espero que estejamos certos.</p></blockquote>
<p>O colega blogueiro <em><a href="http://saudijeans.org/2007/12/24/saudi-blogger-arrested/">Saudi Jeans</a></em> [en] também espera que <em>Al Farhan</em> seja libertado em breve. Ele observa:</p>
<blockquote><p><em>I hope that Fouad would be released soon to come back to his family and friends. This country needs more people like him, people who love their country and want to see it thrive and advance.</em></p>
<p>Espero que Fouad seja libertado logo e volte à sua família e amigos. Este país precisa de mais pessoas como ele, de gente que ame o seu país e queira vê-lo crescer e avançar.</p></blockquote>
<p><strong>Bahrein:</strong></p>
<p>De Bahrein, <em><a href="http://mahmood.tv/2007/12/23/saudi-blogger-fouad-al-farhan-arrested/">Mahmood Al Yousif</a></em> [en] diz a <em>Al Farhan</em> que ele não está sozinho, garantindo-lhe o apoio. Ele escreve:</p>
<blockquote><p><em>If the reason for his arrest is due to his writing, then this is obviously a gross violation of an individual’s basic human right to freedom of expression. I call on the Saudi authorities to respect their role in the world and immediately release Fouad Al-Farhan and call on them to guarantee his safety throughout his detention.<br />
Hang in there Fouad, you have a lot of friends with you. I applaud your determination to speak your mind for the better of our community.</em></p>
<p>Se o motivo de sua prisão foram os seus escritos, então esta é obviamente uma violação grosseira do direito humano básico de cada indivíduo à liberdade de expressão. Peço que as autoridades sauditas respeitem o seu papel no mundo e imediatamente liberem Fouad Al-Farhan e peço que eles garantam a sua segurança durante a sua detenção.</p>
<p>Aguenta firme, Fouad, você tem um monte de amigos do seu lado. Aplaudo a sua determinação em falar sobre o que acredita que é o melhor da nossa comunidade.</p></blockquote>
<p><strong>Egito:</strong></p>
<p>Muitos blogueiros egípcios também pediram a libertação de <em>Al Farhan</em>. Entre eles está <a href="http://64.233.179.104/translate_c?hl=en&amp;langpair=en%7Cpt&amp;u=http://afkaar-bella.blogspot.com/2007/12/blog-post_24.html"><em>Bella</em></a> [ar], que lamenta a situação de blogueiros que mostram suas opiniões:</p>
<blockquote>
<p class="arabic" lang="ar">في بلادنا التعبير عن الراي جريمة يُعاقب عليها القانون</p>
<p>في بلادنا القلم حيازته تهمة تستوجب الزج في غياهب السجون</p>
<p>في بلادنا اللصوص مكرمون</p>
<p>في بلادنا الفاسدون يرتعون</p>
<p>في بلادنا تجار الارزاق هانئون</p>
<p>في بلادنا الراقصات يُحتفى بهم أينما حلوا وحيثما ارتحلوا</p>
<p>في بلادنا المجد للممثلين ولاعبي كرة القدم</p>
<p>في بلادنا يموت العلماء ولا يجدون من يتحدث عنهم</p>
<p>في بلادنا من يقول الحق يصبح طريد العدالة</p>
<p>هكذا تكافئ بلادنا من يعبر عن رأيه</p>
<p>وترتعد الأنظمة امام الكلمات فلاتجد سبيلاً إلا سجنها في الحلوق</p>
<p>أصبح التدوين تهمة تستوجب الإعتقال</p>
<p>والتعبير عن الراي يجب التصدي له بكتم هذا الراي</p>
<p>والقلم ينبغي قصفه وسحق من يُمسك به</p>
<p>هذا ماحدث مع المدون السعودي فؤاد الفرحان</p>
<p>No nosso país, a liberdade de expressão é um crime punível por lei,</p>
<p>No nosso país, possuir uma caneta é um crime que merece prisão,</p>
<p>No nosso país, ladrões são honrados,</p>
<p>No nosso país, os corruptos prosperam,</p>
<p>No nosso país, traficantes estão felizes,</p>
<p>No nosso país, bailarinos da dança da barriga são honrados onde vão,</p>
<p>No nosso país, a glória é para atores e jogadores de futebol,</p>
<p>No nosso país, cientistas morrem e ninguém fala sobre eles,</p>
<p>No nosso país, quem diz a verdade é oprimido pelo sistema judicial,</p>
<p>É assim que nosso país premia aqueles que expressam a sua opinião,</p>
<p>Regimes são ameaçados por palavras e não têm escapatória, a não ser através da supressão das palavras nas gargantas.</p>
<p>Blogar tornou-se um crime que merece detenção</p>
<p>E o manifestar de opiniões deve ser superado amordaçando tais opiniões.</p>
<p>Canetas devem ser quebradas e os que as seguram devem ser destruídos.</p>
<p>Foi isso o que aconteceu com o blogueiro saudita Fouad Al Farhan.</p></blockquote>
<p>Um blogue também criado por ativistas de mostrar o seu apoio pode ser visto <a href="http://www.freefouad.com/">aqui</a>.</p>
<p align="right"><em>(texto original de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/amira-al-hussaini/">Amira Al Hussaini</a>)</em></p>
<p align="right">&nbsp;</p>
<p align="center"><em>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">aqui</a>.</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/12/27/blogueiros-arabes-estao-alarmados-com-a-prisao-de-al-farhan/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>Arábia Saudita: Notícias da campanha Free Fouad</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/12/26/arabia-saudita-noticias-da-campanha-free-fouad/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/12/26/arabia-saudita-noticias-da-campanha-free-fouad/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 26 Dec 2007 11:46:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade de Expressão]]></category>
		<category><![CDATA[Middle East & North Africa]]></category>
		<category><![CDATA[Na Blogosfera]]></category>
		<category><![CDATA[Saudi Arabia]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[O blogueiro líder da Arábia Saudita, Fouad Alfarhan, que foi preso em Jeddah em 10 de dezembro 2007 por exercitar o direito à liberdade de expressão em seu popular blogue alfarhan.org tinha enviado uma carta aos amigos alguns dias antes da prisão. De acordo com sua esposa, com quem conversamos, a prisão de Fouad está diretamente ligada ao blogue. Ele deve permanecer preso pelo período da investigação de um mês. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2007/12/26/saudi-arabia-free-fouad-update/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p align="center"><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2007/12/freefouad_small.jpg" alt="FreeFouad" /></p>
<p>O blogueiro <a href="http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2006/11/11/AR2006111100886_2.html">líder</a> [en] saudito, <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2006/03/23/fouad-al-farhan-we-have-to-move-on/">Fouad Alfarhan</a>, que foi <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2007/12/23/blogueiro-saudita-fouad-al-farhan-e-preso-em-jeddah/">preso</a> em Jeddah no dia 10 de dezembro de  2007 por exercitar o seu direito à liberdade de expressão em seu popular blogue  <a href="http://www.alfarhan.org/">alfarhan.org</a> [ar], tinha enviado uma <a href="http://www.alfarhan.org/archives/171">carta</a> [ar] a seus amigos poucos dias antes da prisão:</p>
<blockquote><p>Me disseram que existe uma ordem oficial por parte de um funcionário do alto escalão do Ministério do Interior para que eu fosse investigado. Eles irão me pegar a qualquer momento nas próximas 2 semanas.</p>
<p>Tudo isso porque escrevi sobre os presos políticos aqui da Arábia Saudita e eles agora pensam que estou organizando uma campanha online promovendo a causa deles. Eu apenas escrevi alguns artigos, pus ao lado banners e pedi que outros blogueiros fizessem o mesmo.</p>
<p>Ele me pediu para obedecer a ele e assinar um pedido de desculpas. Não tenho certeza se estou pronto para fazer isso. Um pedido de desculpas por quê? Me desculpar porque eu disse que o governo mente quando acusa aqueles caras de apoiarem o terrorismo?</p>
<p>Para esperar o pior, que é ser preso por 3 dias até que escrevamos bons comentários sobre você e deixe você ir.</p>
<p>Pode ser que não haja prisão, apenas uma carta de desculpas. Mas, se for mais que três dias, isso [essa carta] deve ser divulgada. Eu não quero ser esquecido na prisão.</p></blockquote>
<p id="result_box" dir="ltr">De acordo com sua esposa, com quem conversamos, a prisão de Fouad está diretamente ligada ao seu trabalho no blogue. Ele pode permanecer sob custódia por um mês durante o período de investigação. Depois disso, sua família terá permissão para visitá-lo e será informada sobre o caso e sobre as possíveis acusações que poderão ser feitas contra ele. Fouad está aparentemente detido, sem acusação nem julgamento, na sede do serviço de segurança do Ministério do Interior (al-Mabahith al-&#39;Amma) em Jeddah. Ele foi preso em seu escritório em Jeddah e foi conduzido à sua casa, onde a polícia confiscou o seu computador portátil.</p>
<p>Esta não foi a primeira vez que Fouad passou por problemas com as autoridades sauditas. No ano passado, Fouad foi interrogado por policiais a paisada e foi forçado a <a href="http://web.archive.org/web/*/http://www.daralasr.com/blog">fechar seu blogue</a>. Depois de um hiato de alguns meses, Fouad decidiu continuar a blogar.</p>
<p id="result_box" dir="ltr">Vários blogueiros e ativistas estão organizando a campanha online Free Fouad no site freefouad.com para chamar a atenção para o caso. Até agora, um grupo de apoio a Fouad criado no <a href="http://www.facebook.com/group.php?gid=8297166642">Facebook</a> já tem 295  membros.</p>
<p> Numa declaração emitida em 24 de dezembro de 2007, <a href="http://www.hrinfo.net/en/reports/2007/pr1224.shtml">A Rede Árabe para Informações sobre Direitos Humanos</a> condenou a &#8220;detenção injustificada&#8221; do blogueiro Fouad Alfarhan e exigiu que as autoridades sauditas revelem o motivo da detenção dele. &#8220;Quando as autoridades sauditas prendem um jovem que escreve de forma madura, que é contra o terrorismo e apela para a reforma, trata-se de um sério indicador de que fanáticos e e aqueles que se opõem à liberdade de expressão e à reforma estão indo longe demais na conquista da Arábia Saudita&#8221;, disse o diretor executivo da <a href="http://www.hrinfo.net/en/reports/2007/pr1224.shtml">Rede Árabe para Informações sobre Direitos Humanos</a>, Sr. Gamal.</p>
<p align="right"> (Texto original de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/sami-ben-gharbia/" title="Posts by Sami Ben Gharbia">Sami Ben Gharbia</a>)</p>
<p align="right">&nbsp;</p>
<p align="center"><em>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">aqui</a>.</em></p>
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		<title>Blogueiro saudita Fouad Al Farhan é preso em Jeddah</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/12/23/blogueiro-saudita-fouad-al-farhan-e-preso-em-jeddah/</link>
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		<pubDate>Sun, 23 Dec 2007 16:38:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arabic]]></category>
		<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Internet & Telecoms]]></category>
		<category><![CDATA[Middle East & North Africa]]></category>
		<category><![CDATA[Saudi Arabia]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[A Arábia Saudita acrescenta mais um episódio na sua novela contra a liberdade de expressão ao prender o seu primeiro blogueiro. Fouad Al Farhan, considerado por muitos como o reitor dos blogueiros sauditos por ser o primeiro no país a usar o nome real, foi preso em Jeddah. Não há maiores informações quanto às razões por traz da sua prisão. Veja como outros blogueiros reagiram.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2007/12/23/saudi-blogger-fouad-al-farhan-arrested-in-jeddah/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2007/12/farhan.gif" alt="Fouad Al Farhan" /></p>
<p>A Arábia Saudita acrescenta mais um episódio na sua novela contra a liberdade de expressão ao prender o seu primeiro blogueiro. <em>Fouad Al Farhan</em>, considerado por muitos como um mentor dos blogueiros sauditas por ser o primeiro no país a usar o nome real, foi preso em Jeddah. Não há maiores informações quanto às razões por traz da sua prisão.</p>
<p>O site árabe <em>Observatório dos Blogueiros</em> anunciou a prisão da <a href="http://www.bloggers-observatory.org/archives/39">seguinte maneira</a> [ar]:</p>
<blockquote>
<p class="arabic" lang="ar">اعتقل المدون السعودي فؤاد الفرحان يوم الثلاثاء 11-12-2007 ، بعد اقتحام مكتبه في مدينة جدة غرب المملكة العربية السعودية، واقتيد دون توضيح للأسباب أو المبررات التي أدت إلى اعتقاله.<br />
يعد فؤاد الفرحان من أوائل المدونين السعوديين بأسمائهم الصريحة، وقد خصص مدونته لمناقشة قضايا المجتمع، والطرح الوطني الجريء، مترجماً من خلالها العنوان الذي وضعه لمدونته: (بحثاً عن الحرية، الكرامة، العدالة، المساواة، الشورى، وباقي القيم الإسلامية المفقودة.. لأجل رغد وخطاب).<br />
تأخذ الجهات الرسمية على الفرحان مناصرته لـمن سموا بـ(العشرة)، وهم الأكادميين السعوديين العشرة الذين اعتقلوا في وقت سابق من هذا العام بتهمة تمويل الإرهاب، دون أن تثبت عليهم التهمة حتى الآن.<br />
الجدير بالذكر، أن الفرحان سبق وأن ضيق عليه من قبل جهات رسمية غير معروفة، في بداية العام الجاري (فبراير 2007)، مما أدى به إلى إقفال مدونته، والتوقف عن التدوين حتى عاد مرة أخرى في يونيو من العام نفسه.</p>
<p>O blogueiro da Arábia Saudita Fouad Al Farhan foi preso na terça-feira, 11 de dezembro, após seu escritório ter sido arrombado em Jeddah, na parte ocidental da Arábia Saudita. Ele foi detido sem que houvesse uma explicação ou razões para a prisão. Fouad Al Farhan é considerado um dos primeiros a blogueiros da Arábia Saudita a usar seu nome verdadeiro, e seu blogue discute problemas sociais e lida com questões nacionais e maneira franca, o que se reflete no título do blogue, que diz: Buscando a liberdade, dignidade, justiça, igualdade, <a href="http://www.answers.com/Shura">Shura</a> [en] e todos os valores islâmicos restantes, que estão em falta&#8230; Para Raghad e Khitab (suas filhas). As autoridades condenam o apoio de Al Farhan ao grupo conhecido como &#8216;10 contra ele&#39;. São 10 acadêmicos árabes que foram detidos no início deste ano e acusados de financiar o terrorismo - uma alegação que ainda está para ser comprovada. É digno de nota que Al Farhan já tinha sido assediado no início deste ano (fevereiro de 2007) por autoridades desconhecidos. Isto o levou a fechar seu blogue apenas retornando em junho do mesmo ano.</p></blockquote>
<p>Enquanto isso, blogueiros na Arábia Saudita reagiram rapidamente à prisão. <em><a href="http://www.mashi97.com/?p=355">Mashi Sa7</a> </em>[ar]:</p>
<blockquote>
<p class="arabic" lang="ar">في تطور خطير يخالف التوجه الحكومي نحو الإصلاح واعطاء مساحة أكبر للحريات ، ذكر مرصد المدونين بأن السلطات السعودية قامت بإعتقال المدون فؤاد أحمد الفرحان، وهو المدون المعروف بتوجهاته الإصلاحية السلمية وبتمسكه بالثوابت الوطنية وبرفضه المطلق لأي مبرر لإستخدام العنف.<br />
فؤاد الفرحان عميد التدوين السعودي وهو اللقب الذي يحلو للمتابعين له تسميته به ، كان قد تعرض لمضايقات سابقة دعته للتوقف عن التدوين فترة ولكنه عاد مرة أخرى مبيناً لخمساً وعشرين سبباً دعاه للتدوين مرة أخرى .<br />
حتى هذه اللحظة لم يتم التعرف على التهمة التي وجهت للمدون فؤاد الفرحان وتم على إثرها اعتقاله.<br />
سنتواصل في سرد آخر الأخبار وحتى تلك اللحظة دعونا نقف جميعنا مع المدون فؤاد الفرحان من أجل حرية التدوين ومن أجل حقنا الإنساني في حرية التعبير</p>
<p>Em um movimento perigoso, que prejudica a visão do governo sobre a reforma e permissão de uma maior liberdade, o Observatório dos Blogueiros informa que as autoridades sauditas prenderam Fouad Ahmed Al Farhan. Trata-se de um blogueiro saudita, conhecido pelas suas idéias de reforma pacífica e sua adesão aos valores nacionais, bem como a sua recusa total de qualquer desculpa para se usar a violência. Fouad Al Farhan é o reitor da blogosfera saudita, um título que todos aqueles que acompanham seu blogue usam para se referir a ele. Foi previamente assediado, o que o levou a desistir de blogar por um tempo. Ele então retornou, citando os 25 motivos que o obrigaram a voltar a blogar. Até o momento, não sabemos quais foram as acusações impostas contra ele e os motivos para a sua prisão. Vamos continuar a acompanhar o caso e até então vamos todos ser solidários ao blogueiro Fouad Al Farhan pela liberdade de blogar e pelo o nosso direito humano à liberdade de expressão.</p></blockquote>
<p>Outro blogueiro, <em>Al Qaed</em> (o líder) compartilha suas opiniões sobre <em>Al Farhan</em> <a href="http://www.leader2022.com/?p=40">nessa</a> [ar] postagem. Ele escreve:</p>
<blockquote>
<p class="arabic" lang="ar">يحار قلمي من أين يبدأ الكتابة ؟؟<br />
هل يبدأ من اعتقال المدون القدير / فؤاد الفرحان ؟؟<br />
أم يبدأ من البكاء على ضياع الحرية المفقودة التي سلبت منا ؟؟<br />
فؤاد الفرحان ..<br />
عميد التدوين السعودي ..<br />
اعتقل قبل 12 يوم من مكتبه كما ذكر ذلك مرصد المدونين ؟؟<br />
ما علمنا عن فؤاد إلا خيراً ..<br />
ما علمنا عنه إلا أنه محب لوطنه , مدافعاً عنه بقلمه ولسانه ضد المفسدين الذين يريدون اختطافه منا ..<br />
هل يعاقب المواطن الصالح على محاربة الفساد والمفسدين ؟؟؟؟<br />
من الذي اختطفك يا فؤاد ؟؟<br />
من الذي له المصلحة في تكميم الأفواه التي تطالب بحرية التعبير ؟؟</p>
<p>Minha caneta não sabe por onde começar a escrever?<br />
Será que começa com a detenção do competente blogueiro Fouad Al Farhan?<br />
Ou chorando pela perda da liberdade desconhecida que agora foi arrebatada de nós?<br />
Fouad Al Farhan&#8230;<br />
O reitor dos blogues da Arábia Saudita&#8230;<br />
Foi preso há 12 dias no seu escritório como o Observatório dos Blogueiros relata.<br />
Nós ainda não vimos nada que não fosse bom vindo de Fouad.<br />
Temos conhecimento de que ele amava o seu país, e o defendia com a sua língua e caneta contra os malfeitores que querem roubá-lo de nós&#8230;<br />
Será que o bom cidadão deve ser punido por lutar contra a corrupção e os corruptos?<br />
Quem raptou você Fouad?<br />
Cujo lucro é amordaçar vozes que apelam para a liberdade de expressão?</p></blockquote>
<p><em>Al Farhan</em> bloga em árabe <a href="http://www.alfarhan.org/">aqui</a>. Uma entrevista em inglês ao <em>Global Voices Online</em> pode ser encontrada  <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2006/03/23/fouad-al-farhan-we-have-to-move-on/">aqui</a>.</p>
<p align="right"><em>(texto original de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/amira-al-hussaini/">Amira Al Hussaini</a>)</em></p>
<p align="right">&nbsp;</p>
<p align="center"><em>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">aqui</a>.</em></p>
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		<item>
		<title>Barém: Fikr 6 - Mudando o mundo</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/12/13/barem-fikr-6-mudando-o-mundo/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/12/13/barem-fikr-6-mudando-o-mundo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 13 Dec 2007 14:26:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arabic]]></category>
		<category><![CDATA[Bahrain]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Middle East & North Africa]]></category>
		<category><![CDATA[Relações Internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Saudi Arabia]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[ &#183; Traduzido por Paula Góes &#183;  Veja o post original 
Na semana passada, tive o privilégio de assistir a o Fikr 6, uma conferência organizada pelo Arab Thought Foundation [Fundação Pensamento Árabe]:
Em sintonia com a missão da Arab Thought Foundation de promover a cultura e os valores dos povos árabes, Fikr 6: Estratégias [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2007/12/11/bahrain-fikr-6-changing-the-world/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><a href="http://allyoucanupload.webshots.com/v/2004306532505829082"><img src="http://aycu15.webshots.com/image/38054/2004306532505829082_rs.jpg" alt="Free Image Hosting at allyoucanupload.com" align="left" border="0" /></a>Na semana passada, tive o privilégio de assistir a o <em><strong>Fikr 6</strong></em>, uma conferência organizada pelo <a href="http://arabstrategies.com/En/index.php">Arab Thought Foundation</a> [Fundação Pensamento Árabe]:</p>
<blockquote><p>Em sintonia com a missão da Arab Thought Foundation de promover a cultura e os valores dos povos árabes, <strong><em>Fikr 6: Estratégias Árabes para uma Era Global</em></strong>  reunirá os líderes mais inteligentes em países árabes e além, para debater os principais desafios da região e como eles estão desenvolvendo soluções inovadoras para problemas complexos como: rápido aumento da demanda mundial por energia,  medidas regionais de segurança e medidas específicas para cada país, cumprimento das expectativas de uma população jovem, diminuição de disparidades econômicas ao lado de prosperidade, atendimento às necessidades da sociedade, desenvolvimento sustentável do meio ambiente. Vamos perguntar aos líderes presentes como eles estão empenhados em fazer o bem para a sociedade enquanto fazem o bem para as suas organizações e  empresas nos diferentes países árabes.</p></blockquote>
<p class="MsoNormal" style="text-align: left; direction: ltr; unicode-bidi: embed"> Os palestrantes vieram de todas as partes do planeta - entre eles estavam <a href="http://cyber.law.harvard.edu/home/john_clippinger" title="John Clippinger" target="_blank">John Clippinger</a> e <a href="http://cyber.law.harvard.edu/people/jpalfrey.html" title="John Palfrey" target="_blank">John Palfrey</a> o Centro Berkman para a Internet e Sociedade, que fundou <span lang="EN-GB"><em>Global Voices</em>!</span></p>
<p>Ao todo, seis blogueiros de Barém  participaram do evento (cada link leva você às postagens deles sobre o Fikr 6):</p>
<p><a href="http://fareedbinesa.maktoobblog.com/666131/%D9%83%D9%84%D9%85%D8%A9_%D8%B1%D8%A6%D9%8A%D8%B3_%D8%A3%D8%B1%D8%A7%D9%85%D9%83%D9%88_%D8%A7%D9%84%D8%B3%D8%B9%D9%88%D8%AF%D9%8A%D8%A9_..%D8%A7%D9%84%D8%B1%D8%A7%D8%A6%D8%B9%D8%A9/"><strong>المنعوت دائما</strong></a></p>
<p><a href="http://butterflybahrain.wordpress.com/?s=%D9%81%D9%83%D8%B16+"><strong>هذيان الحروف</strong></a></p>
<p><a href="http://ammar456.blogspot.com/search?q=fikr6"><strong>ammaro.com</strong></a></p>
<p><a href="http://battutabahrain.blogspot.com/search/label/fikr"><strong>bint battuta in bahrain</strong></a></p>
<p><a href="http://mahmood.tv/tag/arab-thought-foundation/"><strong>Mahmood&#39;s Den</strong></a></p>
<p><a href="http://elzeeyed.com/ydome/?cat=20"><strong>Yagoob&#39;s Dome</strong></a></p>
<p><a href="http://ammar456.blogspot.com/2007/12/fikr6-gulf-currency-financial-markets.html" title="Main hall, Fikr 6" target="_blank"><img src="http://aycu40.webshots.com/image/34919/2004379573638133771_rs.jpg" alt="Free Image Hosting at allyoucanupload.com" border="0" /></a></p>
<p><em><a href="http://ammar456.blogspot.com/2007/12/fikr6-final-thoughts.html">Ammar</a></em> se questiona sobre  globalização:</p>
<blockquote><p><em>A question was raised over what the Arab world has contributed to the process of Globalization; the answer was “We buy. The world produces and we buy”. This does make you think, considering that we have become consumer economies rather than producers (with the exception of oil). We don&#39;t export motor vehicles, we don&#39;t export electronics, we don&#39;t export technology, and so on. People don&#39;t travel to world to attend our universities, people don&#39;t leave their countries to receive our healthcare. </em></p>
<p><em>Sure, a few countries do produce and offer services to a certain extent, but overall the general notion is that we consume. Essentially this means that most of our money is not being used inside our countries, and is slowly being pumped out of the region. Cash inflow from outside the region isn&#39;t very outstanding either, and besides the petroleum (for a few countries) and to a certain extent, investments, what else do we really have to offer the world? Isn&#39;t it about time this started to change? </em></p>
<p>Uma pergunta foi colocada sobre de que forma e  mundo árabe tem contribuído no processo de globalização, e a resposta é: &#8220;Nós compramos. O mundo produz e a gente compra&#8221;. Isso faz você pensar de fato, considerando que nos tornamos economias consumidoras, em vez de produtoras (com excepção do petróleo). Não exportamos automóveis, não exportamos produtos eletrônicos, não exportamos tecnologia, e por aí vai. As pessoas não atravessam o mundo para frequentar nossas universidades, ninguém deixa seu país para receber nosso tratamento médico.</p>
<p>Claro, um pequeno número de países  produzem e oferecem serviços até certo ponto, mas, em  geral, a idéia é que nós consumimos. Basicamente, isto quer dizer que a maior parte do nosso dinheiro não está sendo utilizado dentro de nossos países, ele está lentamente sendo vazado para fora da região. Influxo financeiro para fora da região não é algo muito notável, e  além do petróleo (para alguns poucos países), e até um certo ponto,  investimentos, o que mais temos para oferecer ao mundo?  Não é hora disso começar a mudar?</p></blockquote>
<p><em><a href="http://mahmood.tv/2007/12/02/fikr6-education-the-digital-arab/">Mahmood</a></em> relata uma sessão sobre educação por ele presidida:</p>
<blockquote><p><em>It was agreed that modern education is the missing catalyst in the Arab world, a situation which must be corrected at all levels and completely overhauled should we wish to be part of this technologically advanced era. […] The political situation in many parts of the Arab world coupled with the dearth of opportunities for young minds provide a fertile ground for frustration, one that possibly leads to that young mind to prefer foreign lands for furthering their education or indeed to emigrate to in the hope of more respect, remuneration and a wealth of other opportunities. The “brain-drain”; however, is not that simple. The panel suggested that for enterprising minds the world over, geographical limits are immaterial, and in a lot of cases this migration is actually beneficial to the person’s country of origin or community as when the resources are provided, then the result of that migration will cross the physical geographical border and have a positive impact on the community as a whole.</em></p>
<p>Chegou-se a um acordo que na educação moderna está faltando um catalisador no mundo árabe, uma situação que deve ser corrigida a todos os níveis, e totalmente revista se queremos ser parte desta era tecnologicamente avançada. […] A situação política em muitas partes do mundo árabe, em conjunto com a escassez de oportunidades para mentes jovens, proporcionam um terreno fértil para frustrações, o que possivelmente nos leva a essas jovens mentes preferindo terras estrangeiras para avançar na educação, ou mesmo a emigrar na esperança [de encontrar] mais respeito, melhor remuneração e uma riqueza em outras formas de oportunidades. A <span class="med"><span class="lrg">fuga de cérebros,<strong><br />
<!-- google_ad_section_end --><br />
</strong></span></span>no entanto, não é assim tão simples. O painel sugeriu que mentes  empreendedoras o mundo lá fora, os limites geográficos são irrelevantes e, em muitos casos, essa migração é de fato benéfica para o país de origem ou comunidades dessas pessoas, já que quando os resultados dessa migração cruzam as fronteiras geográficas físicas causam um impacto positivo na comunidade como um todo.</p></blockquote>
<p><a href="http://battutabahrain.blogspot.com/2007/12/fikr-6-things-that-made-me.html">Bint Battuta</a> (que sou eu) cita uma surpreendente estatística::</p>
<blockquote><p><em>In Finland you need to be in the top ten per cent of graduates to become a teacher. In South Korea you need to be in the top five per cent, in Singapore and Hong Kong the top thirty per cent. In the Arab world teachers tend to be recruited from the bottom twenty per cent of graduates, who have no other option.</em></p>
<p>Na Finlândia, você precisa estar entre os dez por cento melhores entre os diplomados para se tornar um professor. Na Coréia do Sul, precisa estar entre os cinco por cento, em Singapura e Hong Kong entre os trinta por cento. No mundo árabe, os professores tendem a ser recrutados a partir dos últimos vinte por cento entre os licenciados, aqueles que não têm outra opção.</p></blockquote>
<p><em><a href="http://elzeeyed.com/ydome/?p=160">Yagoob</a></em> se impressiona com um jovem estudante saudita:</p>
<blockquote><p><em> A surprise addition to the panel was the young Abdulaziz Al-Taraizouni, a Saudi studying at King Fahad University and heads an IT society at his university. He compares the education of old as the obtainment of “pure knowledge and nothing else” whereas modern education is looking ahead and is more concerned with the job market. He supported his fellow panelists in that students must gain the skills needed to adapt to all changes. The society he heads is the ‘IT Leaders Society’ which is a society that encourages the students to find new and innovative ways to use and create technology. He finds that the society has given so much freedom for the students and much room to grow, develop and find themselves with the final product being the amount of productivity the students show in their work.</em></p>
<p>A surpresa extra do painel foi o jovem Abdulaziz Al-Taraizouni, um saudita estudando na Universidade  King Fahad e líder de uma sociedade de TI em sua universidade. Ele compara o ensino de antigamente como a mera obtenção de &#8220;conhecimento puro e nada mais&#8221; enquanto a educação moderna é olhar para frente e está mais preocupada com o mercado de trabalho. Ele apoiou seus colegas expositores na afirmação de que estudantes devem adquirir as habilidades necessárias para se adaptar a todas as mudanças. A sociedade que ele dirige é a &#8216;Sociedade para Líderes de TI&#8221;, que é uma sociedade que incentiva os alunos a encontrar novas e inovadoras formas de utilização e criar tecnologia. Ele acha que a sociedade tem dado tanta liberdade para os estudantes e muito espaço para crescer, se desenvolver e se encontrar a si mesmos, sendo o final produto o amonte de produtividade que esses estudantes mostram em seu trabalho ..</p></blockquote>
<p><em><a href="http://battutabahrain.blogspot.com/2007/12/fikr-6-overall-impression.html">Bint Battuta</a></em> também se impressiona com os participantes da Arábia Saudita no <em><strong>Fikr 6</strong></em>:</p>
<blockquote><p>Some of the most impressive speakers were Saudi, and I mention that only because of the stereotype of Saudis prevalent in the Gulf, let alone the rest of the world. I have encountered a number of very cultured Saudis, mainly writers, but this was the first time I had listened to people working in business and industry, and I was struck by their education and articulacy (whether in Arabic or English) and their dynamism and innovative thinking. At one point I was feeling tired, and uncertain whether I could sit through a particular session; I checked to see who the speakers were, and because they were Saudi I knew it would be worth attending.</p>
<p>Alguns dos mais impressionantes oradores foram da Arábia Saudita, e  menciono isso só por causa do estereótipo dos árabe-sauditas que prevalece no Golfo, para não falar do resto do mundo. Tenho encontrado um bom número de árabe-sauditas cultos, principalmente escritores, mas esta foi a primeira vez que eu tinha ouvido a pessoas que trabalham no mundo dos negócios e da indústria, e fiquei impressionado com a  educação e articulação (seja em árabe ou inglês), com o dinamismo e pensamento inovador. Em determinado momento eu estava me sentindo cansado, e sem saber se eu conseguiria fazer parte de  uma sessão em especial; então verifiquei quem seriam os  oradores, e porque eles eram da Arábia Saudita eu soube que seria oportuno participar.</p></blockquote>
<p><em><a href="http://butterflybahrain.wordpress.com/2007/12/05/%d9%81%d9%83%d8%b16%d8%8c-%d8%ae%d8%aa%d8%a7%d9%85%d9%87%d8%a7-%d9%85%d8%b3%d9%83/">Butterfly</a></em> está feliz por ter tido a oportunidade de participar:</p>
<blockquote>
<p class="arabic">أنتهى المؤتمر وخرجت بحصيلة من الافكار والمعلومات من خلال ورش العمل والجلسات التي كانت في المجمل هادفة ومميزة اثراها التفاعل المتواصل بين الحضور والمشاركين أثناء الجلسات وبعدها. أستمتعت كثيرا بالجو العام الذي ساده الود والتفاؤل وأستمتعت أكثر بالنقاشات واللقاءات التي جمعتني بنخبة من المثقفين والمفكرين العرب من المغرب ومصر وفلسطين والسودان والذين لم اكن لألتقيهم لولا هذا المؤتمر</p>
<p>A conferência terminou e eu sai ganhando com as idéias e informações das oficinas e sessões, que foram, no seu conjunto, bem orientadas e eficazes em termos de interação e relação entre público e  palestrantes, tanto durante quanto depois das sessões. Eu apreciei bastante a atmosfera geral, na qual amizade e otimismo prevaleceram, e gostei ainda mais das discussões e reuniões, que trouxeram-me em contato com a elite de intelectuais árabes e  pessoas cultas, do Marrocos, Egito, Palestina, Sudão, a quem eu não teria nunca conhecido se não fosse por esta conferência.</p></blockquote>
<p>Mas ela <a href="http://butterflybahrain.wordpress.com/2007/12/02/%d9%81%d9%83%d8%b16-%d8%a7%d9%86%d8%b7%d8%a8%d8%a7%d8%b9%d8%a7%d8%aa-%d9%88%d9%85%d9%88%d8%a7%d9%82%d9%81/">se pergunta</a> o que vem na sequência:</p>
<blockquote>
<p class="arabic">الاسئلة المهمة التي تطرح نفسها، هل يكفي أن تنجح مؤتمراتنا العربية؟ وكيف يمكننا ان نقلل الفجوة بين الآمال التي نعقدها على هذه المؤتمرات وبين تنفيذها على ارض الواقع؟</p>
<p>Algumas questões importantes se fazem presentes: Será que basta que conferências árabes sejam bem sucedidas? Como podemos reduzir a distância entre as esperanças de a gente ganha nessas conferências e a sua implementação na prática?</p></blockquote>
<p>Outras postagens sobre o <em><strong>Fikr 6</strong></em> que valem a pena serem lidas: um <a href="http://ammar456.blogspot.com/2007/12/fikr6-gulf-currency-financial-markets.html">debate</a> sobre uma moeda única para o Golfo e uma <a href="http://battutabahrain.blogspot.com/2007/12/fikr-6-philanthropic-entrepreneur.html">entrevista</a> com Kamran Elahian, empresário do ramo de alta tecnologia e filantropo.</p>
<p><a href="http://ammar456.blogspot.com/2007/12/fikr6-gulf-currency-financial-markets.html" title="Lobby area, Fikr 6" target="_blank"><img src="http://aycu10.webshots.com/image/38049/2004393072412652856_rs.jpg" alt="Free Image Hosting at allyoucanupload.com" border="0" /></a></p>
<p><em>Crédito das fotos: <a href="http://ammar456.blogspot.com/2007/12/fikr6-gulf-currency-financial-markets.html" title="ammaro.com" target="_blank">ammaro.com</a></em></p>
<p align="right"><em><em>(texto original de</em> <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/ayesha-saldanha/">Ayesha Saldanha</a>)</em></p>
<p style="text-align: center" align="center">&nbsp;</p>
<p align="center"><em>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">aqui</a>.</em></p>
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		<title>Marrocos: Histórias de mulheres ao redor do globo</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/11/23/marrocos-historias-de-mulheres-ao-redor-do-globo/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/11/23/marrocos-historias-de-mulheres-ao-redor-do-globo/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 23 Nov 2007 16:57:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jan Alyne Barbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Iraq]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
		<category><![CDATA[Morocco]]></category>
		<category><![CDATA[Na Blogosfera]]></category>
		<category><![CDATA[Portuguese]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[Saudi Arabia]]></category>

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		<description><![CDATA[ &#183; Traduzido por Jan Alyne Barbosa &#183;  Veja o post original 
A blogosfera marroquina está eletrizada esta semana por causa dos posts superficiais que falam sobre mulheres muçulmanas, com temas que vão desde programas profissionalizantes para mulheres no Marrocos até o mau-tratamento de ginecologistas no Iraque. Começaremos com um post do The View [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/janalyne/'>Jan Alyne Barbosa</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2007/11/23/morocco-womens-stories-from-around-the-globe/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>A blogosfera marroquina está eletrizada esta semana por causa dos posts superficiais que falam sobre mulheres muçulmanas, com temas que vão desde programas profissionalizantes para mulheres no Marrocos até o mau-tratamento de ginecologistas no Iraque. Começaremos com um post do <a href="http://riadzany.blogspot.com/2007/11/king-mohammed-vi-launches-projects-for.html">The View from Fez</a>, que revela uma iniciativa visando melhorar o padrão de vida de mulheres, no blog que tem o mesmo nome da cidade:</p>
<blockquote><p><em>The first project is a training and qualification centre for women and will provide them with training in income-generating professions such as cooking, hairdressing, IT, embroidery and weaving. The budget for this project is estimated at USD 361,000. The project, to be built on an area of 950 square meters, will also provide orientation and awareness raising, with an ultimate goal of eradicating poverty and exclusion of rural populations.</em></p>
<p>O primeiro projeto é um centro de treinamento e qualificação para as mulheres e fornecerá treinamentos para a formação de profissionais, tais como culinária, cabeleireiro, tecnologias da informação, ornamentos e tecelagem. O orçamento para esse projeto está estimado em US$ 361.000. O projeto, a ser construído em uma área de 950 m2, fornecerá também orientação e conscientização, com o objetivo maior de erradicar a pobreza e a exclusão da população rural.</p></blockquote>
<p><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2007/11/fez-women.jpg" alt="fez women" /></p>
<p>Transferindo-se do norte para a França, <a href="http://www.lailalalami.com/blog/archives/004924.html">Laila Lalami</a> fala sobre a matéria de Joan Scott, The Politics of the Veil (A Política do Véu), citando seu próprio artigo em <a href="http://www.thenation.com/doc/20071210/lalami">The Nation</a>:</p>
<blockquote><p><em>In her keenly observed book The Politics of the Veil, historian Joan Wallach Scott examines the particular French obsession with the foulard, which culminated in March 2004 with the adoption of a law that made it illegal for students to display any “conspicuous signs” of religious affiliation. The law further specified that the Muslim headscarf, the Jewish skullcap and large crosses were not to be worn but that “medallions, small crosses, stars of David, hands of Fatima, and small Korans” were permitted. Despite the multireligious contortions, it was very clear, of course, that the law was primarily aimed at Muslim schoolgirls.<br />
</em></p>
<p>Em seu intensamente observado livro The Politics of the Veil, a historiadora Joan Wallach Scott examina a obsessão francesa com o véu, que culminou em março de 2004 na adoção de uma lei instituindo a ilegalidade para qualquer estudante que exibisse qualquer sinal estravagante de afiliação religiosa. A lei especifica mais adiante que o véu muçulmano, o solidéu judeu e grandes cruzes não poderiam ser usados, mas que “medalhões, cruzes pequenas, estrelas de Davi, mãos de Fátima e pequenos alcorões” estavam permitidos. Apesar das deformações multi-religiosas, estava muito claro, evidentemente, que a lei estava dirigida em primeiro lugar às estudantes muçulmanas.</p></blockquote>
<p>Em seguida, Myrtus compartilha <a href="http://www.haaretz.com/hasen/spages/919115.html">um link</a> sobre a primeira motorista de ônibus de Israel. <a href="http://margotmystic.wordpress.com/">Margot the Marrakesh Mystic</a> comenta:</p>
<blockquote><p><em>We&#39;ve had women police [in Marrakesh] for three or four years now, but they are not allowed to carry guns (unlike the men) and they are not allowed to work overnight. It seems I heard last year about the first woman taxi driver in Marrakesh. I haven&#39;t seen her, and she probably isn&#39;t allowed to work after a certain time at night, either.</em></p>
<p>Nos tivemos mulheres policiais [em Marrakech] por três ou quatro anos, mas elas não podiam portar armas (diferentemente dos homens) e elas não podem trabalhar durante a noite. Parece que ouvi falar no ano passado sobre uma mulher motorista de táxi em Marrakech. Eu não a vi, e ela provavelmente também não pode trabalhar depois de uma certa hora da noite.</p></blockquote>
<p>Myrtus também comenta sobre um artigo a respeito do mal tratamento dos ginecologistas masculinos do Iraque:</p>
<blockquote><p><em>I&#39;m having difficulty wrapping my mind around this … I mean, the thinking behind what&#39;s going on here. On the one hand, gynecologists are being threatened and murdered in Iraq for supposedly violating the sanctity of Muslim women; and on the other hand, they are being murdered for not circumcizing girls. Somehow, to the militants, preventive medicine and health care are violations of Muslim females, but cutting off part of their genitalia is not. How does that work exactly unless it&#39;s about really hating women?<br />
</em></p>
<p>Estou tendo dificuldade em compreender essa situação&#8230;quero dizer, o tipo de pensamento que está por trás do que acontece aqui. Por um lado, ginecologistas estão sendo ameaçados e assassinados no Iraque por estarem supostamente violando a santidade da mulher muçulmana; e por outro lado, eles estão sendo assassinados por não circuncidarem as garotas. De alguma forma, para os militantes, medicina preventiva e cuidados médicos são considerados violações às mulheres muçulmanas, mas cortar parte da sua genitália não é. Como é isso exatamente, se não se trata mesmo de ódio às mulheres?</p></blockquote>
<p>No blog Regular Comments Based on Issues Raised by BBC World Have Your Say, <a href="http://abdoukili4.blogspot.com/2007/11/crime-and-punishment.html">Abdelilah</a> discute a discrepância entre a punição por estupro na Arábia saudita e nos Estados Unidos:</p>
<blockquote><p><em>In Saudi Arabia there was a strange incident in which woman who was a gang-rape victim who was sentenced to 200 lashes and six-months in jail. Seven men from the majority Sunni community were found guilty of the rape and sentenced to prison terms ranging from just under a year to five years. While a rapist is prosecuted and the victim is compensated, here we have the case of both parties subjected to punishment. This is worse than punishing a person simply on intent. At least the would-be victim will be spared being hurt by the aggressor and “disciplined” by the law.<br />
To make a comparison, former heavyweight champion Mike Tyson was sentenced to six year imprisonment, of which he served three years for rape, although the victim was with him in his hotel room at 02:00 a.m. So in Saudi Arabia, instead of the young women being fairly treated and receiving counselling, she is thrown in prison as a criminal. </em></p>
<p>Na Arábia Saudita, aconteceu o mesmo incidente estranho, no qual uma mulher, vítima de estupro por uma gangue, foi punida com 200 chicotadas e seis meses de prisão. Sete homens, de maioria Sunita, foram sentenciados culpados pelo estupro e condenados à prisão, com penas que variaram entre menos de 1 ano a 5 anos. Enquanto que um estuprador é processado e a vítima é compensada, aqui, nós temos casos em que ambas as partes são punidas. Isso é pior do que punir uma pessoa simplesmente porque quer. Pelo menos a suposta vítima será poupada, ao ser machucada, pelo agressor e “disciplinada” pela lei.<br />
Para fazer uma comparação, o ex-campeão da categoria peso-pesado, Mike Tyson foi condenado a seis anos de prisão, dos quais cumpriu três anos, por estupro, embora a vítima estivesse com ele em seu quarto de hotel, à 2 horas da madrugada. Então, na Arábia saudita, ao invés da jovem mulher ter sido tratada justamente e receber orientação, ela é jogada na prisão como uma criminosa.</p></blockquote>
<p>Finalmente, e um pouco mais descontraído, um post de <a href="http://adilski.blogspot.com/2007/11/moroccan-americans-discuss-marriage.html">A Moro in America</a>, sobre um debate sobre um site popular americano-marroquino <a href="http://www.wafin.com/">Wafin</a> o desejo dos homens marroquinos de casarem com mulheres mais jovens. Adil cita uma parte da discussão, compartilhando também seus próprios comentários. Aqui vai uma seleção:</p>
<blockquote><p><em>A female by the screen name of Lamiaafikri lashes out at the “male supremacy and ignorance” :</em></p>
<p><em>“Posted By: lamiaafikri</em></p>
<p><em>I can&#39;t help but notice that in almost every ad. about trying to find the other half, the guys are requesting younger women. Seriously, what and who gives you guys that right?, and what&#39;s the reasoning if any behind it? well beside arrogance, ignorance and male supremacy??? I am yet to hear a smart, selfless ,convincing answer from either a man or a woman.Please, try to really think about it! thanks”</em></p>
<p><em>A male reader got technical on Lamiaafikri and started talking about Guess, Omega and all the clock-ticking that comes with a female body. He also believes Islam promotes timeliness and watching clock-ticking bodies : “Posted By: freddie mercury</em></p>
<p><em>Hi there, the answer to your question lies in a science called biology, a religion called Islam and a concept called the biological clock. Hope you get it.”</em></p>
<p><em>Another reader said the world is not fair and everyone is free to pick his own number: “Posted By: laamiri1<br />
men in general like younger woman, and our culture allows it but what u can do is post an ad for yourself and request men within ur desired age bracket and stop insulting and being too concerned about other&#39;s preferences . mr.s”</em></p>
<p>Uma mulher cujo pseudônimo é Lamiaafikri ataca violentamente “a supremacia e ignorância masculina”:</p>
<p>Postado por: lamiaafikri</p>
<p>Não posso deixar de perceber que em quase todo anúncio sobre a busca pela alma gêmea, os homens estão procurando por mulheres mais jovens. Sério, o que e quem dá esse direito aos homens? E qual a razão por trás disso? Bem, além da arrogância, ignorância e supremacia masculina??? Ainda estou para ouvir uma resposta inteligente, desprendida e convincente ou de um homem ou de uma mulher. Por favor, pensem sobre isso! Obrigada!</p>
<p>Um leitor do sexo masculino interpretou literalmente as regras de Lamiaafikri e começou a falar sobre conjecturas, velocidade angular e todos os sinais dos tempos que chegam com o corpo feminino. Ele também acredita que o Islam promove ocasiões e assiste o sinal do tempo dos corpos: “Postado por: freddie mercury”.</p>
<p>Olá, a resposta para a sua pergunta está em uma ciência chamada biologia, uma religião chamada Islam e um conceito chamado relógio biológico. Espero que você entenda.<br />
Um outro leitor disse que o mundo não é justo e todos são livres para escolher seu próprio numero: Postado por: laamiri1</p>
<p>Homens em geral gostam de mulheres mais jovens e nossa cultura permite isso, mas o que você pode fazer é postar e anunciar por você mesma pedindo um homem da idade que você deseja e pare de insultar e se preocupar com a preferência dos outros. mr.s”</p></blockquote>
<p>Creative Commons-foto licenciada por <a href="http://flickr.com/photos/kdiga/">make_change</a>.</p>
<p>Matéria de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/jillian-york/">Jillian Cork</a>.</p>
<p align="center"><em>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">clique aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">clique aqui</a>.</em></p>
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		<title>Blogando pela democracia ao redor do mundo</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/08/23/blogando-para-a-democracia-ao-redor-do-mundo/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Aug 2007 22:52:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luana Selva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Australia]]></category>
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		<description><![CDATA[ &#183; Traduzido por Luana Selva &#183;  Veja o post original 
 Antony Loewenstein[En] é um jornalista freelance baseado em Sidney, autor e blogueiro. Atualmente ele está escrevendo um livro sobre &#8220;Democracia e Blogagem&#8221; e recentemente viajou para Cuba, Egito, Irã, Síria, Arábia Saudita e China para se encontrar com blogueiros.
P: Você pode se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/luanaselva/'>Luana Selva</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2007/08/22/blogging-for-democracy-around-the-world/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><a href="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2007/08/antony.jpg" title="antony.jpg"><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2007/08/antony.thumbnail.jpg" alt="antony.jpg" align="left" /></a> <a href="http://antonyloewenstein.com/bio">Antony Loewenstein</a>[En] é um jornalista freelance baseado em Sidney, autor e blogueiro. Atualmente ele está escrevendo um livro sobre &#8220;Democracia e Blogagem&#8221; e recentemente viajou para Cuba, Egito, Irã, Síria, Arábia Saudita e China para se encontrar com blogueiros.</p>
<p><strong>P: Você pode se apresentar e ao seu novo projeto para um livro?</strong></p>
<p>Como jornalista e autor na Austrália, há muito me interesso pelos modos com que blogar desafia a arrogância que a mídia mainstream vem sustentando por um longo tempo. Por que auto-declarados experts deveriam ser mais respeitados do que cidadão normais? Por muitos anos, tenho visto muitos membros do meio jornalístico que representam um papel pouco além de promover a atual elite poderosa, ao invés de fazerem seu trabalho, que é desafiar o status-quo. Os blogues podem alcançar isso.</p>
<p>Meu último livro foi sobre Israel e Palestina,<a href="http://myisraelquestion.com/">My Israel Question[En]</a> (Minha Questão Israel), e me tornei fascinado pelas vozes de várias nações ao redor do mundo, principalmente ás dos países onde a mídia do estado é tradicionalemente a única autoridade. Francamente, escrever sobre Israel/Palestina também é fisica e emocinalmente desgastante- correspondências com declarações odiosas e ameaças de morte não são incomuns- e a chance de abraçar uma assunto diferente era de um grande apelo para mim.</p>
<p>Então, meu novo projeto para um livro ( que deve ser lançado no final de 2008) é sobre a internet em regimes repressores, de que maneira a rede mudou o debate ao redor do mundo, como multinacionais Ocidentais estão prestando assistência aos governos na filtragem da rede e como estereótipos Ocidentais sobre o mundo não-Ocidental estão finalmente sendo desafiados. Recentemente viajei para Cuba, Egito, Irã, Síria, Arábia Saudita e China e conversei com vários escritores, blogueiros, criadores de confusão online, políticos e dissidentes.</p>
<p><strong>A nação mais demonizada do planeta</strong></p>
<p><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2007/08/gun.jpg" alt="Gun mosaic" align="right" /><strong> P: Você esteve no Irã e conversou com blogueiros. Você ficou sabendo de alguma coisa que não sabia antes? Alguma surpresa? </strong></p>
<p>O Irã é, provavelmente a nação mais demonizada do planeta no momento. ~Antes de chegar, esperava ver uma população assustada, pessoas com medo de expressar suas opiniões verdadeiras. Apesar de ter descoberto isso em partes, eu também senti ao conversar com blogueiros que muitos estavam combatendo ativamente o governo de Mahmoud Ahmadinejad e suas políticas sociais cada vez mais insanas. Obviamente, esses indivíduos podem ser apenas uma minoria vocal, mas muitas das mídias ocidentais raramente retrata os iranianos como mais do que religiosos e fundamentalistas.</p>
<p>Encontrei muitos blogueiros ocidentalizados, sofisticados, ateus, viciados em internet, bêbados, hip-hoppers, fumantes e liberais. De novo, muitos iranianos são o oposto disso - na verdade, me disseram que os mullahs estão ativamente melhorando seus blogues conservadores agora, em Qom para servir aos seus propósitos - mas a sociedade iraniana é muito mais complexa do que eu esperava.</p>
<p>Filtragem na internet está aumentando no Irã e ficando cada vez pior ( <a href="http://commentisfree.guardian.co.uk/antony_loewenstein/2007/06/spending_time_in_iran_inevitab.html">meu artigo para o  Guardian</a>[En] se aprofunda neste assunto.) Muitos blogueiros que conheci viram isso como desafios, mas quando, por exemplo, inúmeras palvras-chaves são bloqueadas - de &#8220;adolescente&#8221; a &#8220;pau&#8221;, &#8220;asiático&#8221; a &#8220;mulher&#8221; - está claro que a internet está desafiando regras autoritárias como nenhuma outra tecnologia na História.</p>
<p><strong>Uma fonte essencial de expressão</strong></p>
<p><strong>P: Como você avalia a influência da blogosfera iraniana na sociedade?</strong></p>
<p>é difícil dizer. Não há dúvidas que o uso da internet no Irã é massiva e que há um número estimado em um milhão de blogues, mas eles realmente afetam a sociedade? Acredito que sim. Vi um dos maiores jornais falando sobre posts de blogues, até mesmo os citando (incluindo as publicações mais conservadoras.) Os mullahs reconhecem que a blogagem não é somente mais uma moda, veio para ficar. Para algumas mulheres iranianas que conheci, este era seu único meio para expressar insatisfação com a rigidez do governo na questão de sua liberdade, incluindo códigos de vestimenta, comportamento em público, etc.</p>
<p>Os blogues não começarão uma revolução, mas eles já acenderam uma chama poderosa no país. Para uma população jovem desesperada para se engajar no mundo, e uma mídia estatal que culpa os E.U.A, Israel e os judeus por qualquer problema concebível, os blogues continuarão a ser uma fonte essencial de expressão.</p>
<p><strong>P: Você esteve na Arábia Saudita também. Você pode me contar sobre sua blogosfera? Há alguma base para comparação entre a blogosfera saudita e a iraniana? </strong></p>
<p>De muitas formas, a Arábia Saudita faz o Irã parecer muito liberal. O Reino é um lugar muito mais conservador. Mulheres não podem dirigir, trabalhar em lojas. Como um ocidental, era virtualmente impossível para mim conversar com mulheres sauditas. Mas, quando se trata da internet, os sauditas não prendem blogueiros e censuram pouco se comparados com a república islâmica (<a href="http://commentisfree.guardian.co.uk/antony_loewenstein/2007/07/shifting_sands.html"> meu artigo para o Guardian</a>[En] aprofunda mais neste ponto.)</p>
<p>Conheci um número de blogueiros sauditas, incluindo <a href="http://saudijeans.org/">Saudi Jeans</a>[En], que me contou sobre a frustação de ver sua sociedade se movendo tão devagar na direção da reforma política. A cena blogueira iraniana é muito mais avançada que a da Arábia Saudita, e é bem mais integrada na sociedade (mas não na burocracia governamental, onde as rodas giram bem devagar.)</p>
<p><strong>A democracia está sob ameaça </strong></p>
<p><strong>P: Pode a democracia ser servida pelos blogues?</strong></p>
<p>A democracia está inquestionavelmente sob ameaça ao redor do mundo, tanto no Ocidente quanto no mundo não-Ocidental. Em países como Inglaterra, E.U.A e Australia, os governos foram à guerra no Iraque contra a vontade do povo, continuam mantendo tropas lá contra a vontade do povo e lutariam uma nova guerra - talvez contra o Irã, nos próximos anos - contra o desejo da população. Isto não é democracia; é um autoritarismo iludido fantasiado de uma forte política externa.</p>
<p>Os blogues certamente democratizaram o processo político, e deram a cidadãos &#8220;comuns&#8221; uma chance de se engajarem. No meu país, Austrália, a internet <a href="http://www.theage.com.au/news/national/new-spin-in-politics-web/2007/08/06/1186252637243.html"> vem sendo ativamente utilizada [En] </a>por todos os maiores partidos políticos na corrida para as próximas eleições federais.<br />
Em países como o Irã, China e Egito, a internet está ameaçando o governo de governos não democráticos, e blogueiros estão, na maioria das vezes, pagando um preço muito alto por simplemente estarem ameaçando, digamos, a brutalidade da polícia. Os blogues não podem trazer a democracia por si só, mas eles com certeza colocam um número maior d epessoas no processo. Isto é apenas algo ruim para aqueles que não querem desistir do poder.</p>
<p><strong>P: Você tem algumas idéias para o Global Voices se tornar mais eficiente em criar uma ponte entre diferentes comunidades? </strong></p>
<p>O Global Voices já está fazendo um trabalho maravilhoso ao revelar o mundo. Ler sobre blogueiros em países como a Palestina, Fiji e o Iraque, para nomear alguns, faz com que viremos pessoas mais compreensívas. Adoraria que o GV assistisse mais aos cidadãos de países pobres para terem acesso à rede e terem uma voz. Este é o dever de todos nós que somos privilegiados o suficiente em usar tecnologia todo dia.</p>
<p><em><strong>Foto por</strong>: Antony Lowenstein,do muro da Embaixada Americana em Terã.</em></p>
<p align="right">(Texto original de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/hamid-tehrani/" title="Posts by Hamid Tehrani">Hamid Tehrani</a>)</p>
<p align="right">&nbsp;</p>
<p align="center"> <em>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">aqui</a>.</em></p>
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		<title>Global Voices Show nº 5</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/08/21/global-voices-show-n%c2%ba-5/</link>
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		<pubDate>Tue, 21 Aug 2007 12:46:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
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		<description><![CDATA[ &#183; Traduzido por Paula Góes &#183;  Veja o post original 

  Global Voices Show nº 5 [16:51m]
  Global Voices Show nº 5 (formato AAC) [16:51m]
Visite a matéria original para fazer o dowload do podcast ou escolher uma outra opção de áudio.
Finalmente, o 5º episódio do Global Voices Show! Nessa edição, trazemos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2007/08/20/the-global-voices-show-5/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/GVOPodcasting_01.png" alt="GV podcast logo" /></p>
<p><a href="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2007/08/gvshow5_128.mp3"><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/plugins/podpress/images/audio_mp3_button.png" alt="icon for podpress" align="top" border="0" /></a>  Global Voices Show nº 5 [16:51m]<a href="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2007/08/gvshow5_128.mp3"></a><br />
<a href="http://media.libsyn.com/media/caribbeanfreeradio/gvshow5_128.m4a"><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/plugins/podpress/images/audio_m4a_button.png" alt="icon for podpress" align="top" border="0" /></a>  Global Voices Show nº 5 (formato AAC) [16:51m]</p>
<p>Visite a <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2007/08/20/the-global-voices-show-5/">matéria original</a> para fazer o dowload do podcast ou escolher uma outra opção de áudio.</p>
<p>Finalmente, o 5º episódio do Global Voices Show! Nessa edição, trazemos trechos dos seguintes podcasts:</p>
<p><a href="http://gastronautics.podbean.com/2007/04/06/breakfast-in-the-maldives/">Gastronautics</a> - Maldivas<br />
<a href="http://www.podmasti.com/2007/08/sanjay-dutts-daughter-may-join.html">PodMasti</a> - Índia<br />
<a href="http://www.jumptochangetheworld.org/">J.U.M.P. Radio</a> - Quênia<br />
<a href="http://www.mideastyouth.com/2007/07/13/podcast-interview-with-a-trance-dj-in-saudi-arabia/">Mideast Youth</a> - Arábia Saudita<br />
<a href="http://budacast.hu/">Budacast</a> - Hungria<br />
<a href="http://www.rabble.ca/rpn/episode.shtml?x=61395">Africa Files: The Pulse</a> - Zimbabwe<br />
<a href="http://kimchigirls.libsyn.com/index.php?post_id=236072#">The Kimchi Girls</a> - Coreia</p>
<p>Também fazem parte desse show as seguintes canções: “Black Heart” de Kou Chou Ching e “In Development” de Gordon’s Suitcase, as duas remixadas por Moshang e parte da coletânea “<a href="http://www.archive.org/details/AsianVariations-VariousArtistsRemixedByMoshang">Asian Variations</a>“.</p>
<p><strong>Esse episódio do Global Voices Show está disponível nos seguintes formatos</strong>:<br />
- <a href="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2007/08/gvshow5_128.mp3">MP3</a> (16:50 min; 15.5 MB)<br />
- <a href="http://media.libsyn.com/media/caribbeanfreeradio/gvshow5_128.m4a">AAC Avançado</a> (16:50 min; 16.6 MB) - com imagens e links. Para iTunes e modelos mais recentes de iPods.</p>
<p><strong>Ou assine esse podcast usando qualquer um dos links a seguir:</strong></p>
<p><strong>MP3 (todos os </strong><strong>podcasts do </strong><strong>Global Voices)</strong> - <a href="http://feeds.feedburner.com/globalvoicespodcasts">RSS</a> | <a href="http://phobos.apple.com/WebObjects/MZStore.woa/wa/viewPodcast?id=74941523&amp;s=143441">iTunes (páginas de podcasts)</a> | <a href="//www.globalvoicesonline.org/-/podcasts/feed/">iTunes (link para assinatura direta)</a> | <a href="http://odeo.com/channel/106868/view">Odeo</a><br />
<strong>AAC (</strong><strong><em>Global Voices Show</em></strong><strong>)</strong> - <a href="http://feeds.feedburner.com/gvshowaac">RSS</a> | <a href="http://phobos.apple.com/WebObjects/MZStore.woa/wa/viewPodcast?id=160056869">iTunes (página de podcasts</a> | <a href="//feeds.feedburner.com/gvshowaac">iTunes (link para assinatura direta)</a></p>
<p align="right"><em>(texto original de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/georgia-popplewell/">Georgia Popplewell</a>)</em></p>
<p align="right">&nbsp;</p>
<p align="center"><em>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">aqui</a>.</em></p>
<p align="right">&nbsp;</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Blogues Bengalis discutem a evolução - Da vida, dos blogues e do poder da mulher</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/08/07/blogues-bengalis-discutem-a-evolucao-da-vida-dos-blogues-e-do-poder-da-mulher/</link>
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		<pubDate>Tue, 07 Aug 2007 06:57:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bangladesh]]></category>
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		<description><![CDATA[ &#183; Traduzido por Daniel Duende &#183;  Veja o post original 
O que é blogar? Trata-se de partilhar sua vida e/ou pensamentos com o resto do mundo? É então um tipo de auto-biografia? Pode um blogue ser considerado literatura? Suman Rehman[BN], que classifica como um &#8216;carregador&#39; [uploader, n. do t.] em vez de como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2007/07/26/bangla-blogs-discuss-evolution-of-life-blogs-and-women-power/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>O que é blogar? Trata-se de partilhar sua vida e/ou pensamentos com o resto do mundo? É então um tipo de auto-biografia? Pode um blogue ser considerado literatura? <a href="http://www.sachalayatan.com/next/node/1213">Suman Rehman</a><em>[BN]</em>, que classifica como um &#8216;carregador&#39; [<em>uploader, n. do t.</em>] em vez de como um blogueiro de verdade, ditou o tom para a discussão na blogosfera bengali.</p>
<p>Quando as discussões são sobre blogar, podem as ferramentas de blogagem ser deixadas de lado? <a href="http://kherokhata.blogspot.com/2007_07_01_archive.html">Kherokhata</a><em>[BN]</em> avalia o popular software de entrada de texto, <em><a href="http://www.omicronlab.com/avro-keyboard.html">Avro keyboard</a>[EN]</em>. Dizem que a mais nova versão (4.5.1) do Avro é pesadamente carregado com funções, mas algumas delas podem ser tornadas opcionais (para facilitar a descarga do arquivo) uma vez que não é grande o número de pessoas que as usa. Também, o programa, em seu processo de evolução, pode concentrar-se mais em <em>&#8220;skins&#8221;</em>, conversores, etc.</p>
<p>Em outro lugar da blogosfera, a conversa era sobre o antiquíssimo conflito entre a religião e a teoria da evolução que propõe que a vida teria evoluído a partir de processos naturais, sem qualquer intervenção sobrenatural. <a href="http://www.somewhereinblog.net/blog/digantablog/28720317">Diganta</a><em>[BN]</em> sente que as pessoas deveriam ser mais abertas à ciência e às teorias científicas e não afundar suas cabeças nas areias do dogma religioso. Por outro lado, em comentário um comentário no post, o blogueiro <em>Eskimo</em> menciona que já que a teoria da evolução não é substanciada com provas, seria errado chamá-la de uma teoria &#8216;científica&#39; para começo de conversa. <a href="http://www.sachalayatan.com/next/node/1562">Balai</a><em>[BN]</em>, com bom humor, afirma que a religião é uma lista &#39;simplificada&#39; de princípios de vida presenteada por Deus aos humanos para que, sempre que eles se encontrassem em conflito, pudessem retornar às diretrizes &#39;simplificadas&#39;.</p>
<p>Duas mulheres foram eleitas para o posto de presidente e alimentaram o popular tópico das questões de gênero nos blogues bengalis. Desta vez, contudo, a discussão se refere às mulheres ao redor do globo. Primeiro, <a href="http://www.somewhereinblog.net/blog/ahmedfaruqonlyblog/28722370">Ahmed Fahrukh</a><em>[BN]</em> escreve sobre <em>Michelle Bachelet</em> tornando-se a primeira mulher presidente do Chile e então <a href="http://www.somewhereinblog.net/blog/paglababublog/28722800">Pagla Babu</a><em>[BN]</em> fala sobre a congressista legalista <em>Pratibha Patil</em> tornando-se a primeira mulher presidente da Índia, dizendo-nos através de uma imagem o que ele pensa da recentemente eleita senhora Patil. <a href="http://www.somewhereinblog.net/blog/rekchowniblog/28722546">Rekchowni</a><em>[BN]</em> escreve sobre a atriz chinesa <em>Xu Jinglei</em>, cujo blogue tinha o maior número de links de entrada [<em>incoming links, n. do t.</em>] no meio de 2006, de acordo com o <em>Technorati</em>. <a href="http://www.somewhereinblog.net/blog/ahmedfaruqonlyblog/28722367">Fahrukh</a><em>[BN]</em> também nos diz que apesar do mundo continuar mantendo a impressão de que as mulheres sauditas são um grupo oprimido, estatísticas mostram que as mesmas tem um significativo poder financeiro e estão tendo sucesso em entrar na força de trabalho como médicas, educadoras, etc., e também estão comandando poderosos empreendimentos de negócios. No mínimo 56% das mulheres sauditas já seriam graduadas no ensino superior. Relatos sobre o poder das mulheres não impediram, contudo, que se abortassem fetos femininos ou que se matassem meninas recém-nascidas como <a href="http://www.somewhereinblog.net/blog/ashrafblog/28722223">este post</a><em>[BN]</em> de <em>Ashraf Rehman</em> nos mostra.</p>
<p align="right"><em>(texto original por <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/aparna-ray/">Aparna Ray</a>) </em></p>
<p align="right">&nbsp;</p>
<p align="center"><em>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">aqui</a>.</em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Olhares árabes: Mulheres sauditas lutam pelos direitos de Homens</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/07/20/olhares-arabes-mulheres-sauditas-lutam-pelos-direitos-de-homens/</link>
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		<pubDate>Fri, 20 Jul 2007 00:13:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Adriana Yamashita</dc:creator>
				<category><![CDATA[Criança]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<description><![CDATA[ &#183; Traduzido por Adriana Yamashita &#183;  Veja o post original 
As mulheres sauditas estão fazendo manchete [EN] novamente – desta vez com um protesto exigindo a libertação de seus maridos e familiares presos sob acusações de &#8216;terrorismo&#39;, no conservador reino onde mulheres nem ao menos têm permissão para dirigir.

Demonstração em Qassim
Em inglês, notas [EN] [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/adrianay/'>Adriana Yamashita</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2007/07/19/arabeyes-saudi-woman-make-waves/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>As mulheres sauditas estão <a href="http://www.alertnet.org/thenews/newsdesk/L16763366.htm">fazendo manchete</a> [EN] novamente – desta vez com um protesto exigindo a libertação de seus maridos e familiares presos sob acusações de &#8216;terrorismo&#39;, no conservador reino onde mulheres nem ao menos têm permissão para dirigir.<br />
<strong><br />
<strong>Demonstração em<em> Qassim</em></strong></strong></p>
<p>Em inglês, <a href="http://saudijeans.org/2007/07/17/women-demonstrate-in-qassim/">notas</a> [EN] do <em>Saudi Jeans:</em></p>
<blockquote><p><em>&#8220;Fifteen women and seven children have demonstrated outside a state security HQ demanding a fair public trial for their husbands, stop torture, and transfer them back to a local prison. Fouad al-Farhan, the blogger who has been on hiatus for a long time and now is back, broke the story on his blog.</em></p>
<p><em>This is important because it is the first time for women to hold a public demonstration in protest in Saudi Arabia. I doubt that mainstream media would actually cover the story, and hence it is important to spread the word online in blogs and forums. Go to Fouad’s blog now and sign your name in support of these women, and make sure this reaches as many people as possible.&#8221;</em></p>
<p>&#8220;Quinze mulheres e sete crianças fizeram uma demonstração do lado de fora do Quartel de Segurança Estadual exigindo um julgamento público justo a seus maridos, fim da tortura, e transferência dos acusados para uma prisão local.  <em>Fouad al-Farhan,</em> um blogueiro que esteve inativo por muito tempo agora retorna com a cobertura dessa história em seu blogue.</p>
<p>Isso é importante pois pela primeira vez as mulheres realizam uma demonstração pública de protesto na Arábia Saudita. Duvido que a grade mídia cobriria a estória, e também é importante espalhar a notícia online por meio de blogues e fóruns. Vá ao blogue de <em>Fouad </em>agora e participe do abaixo-assinado em apoio a essas mulheres, divulgando isso ao maior número de pessoas possível.&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>Protesto Corajoso </strong></p>
<p>Seus colegas, escrevendo em árabe, têm mais a dizer: <em>Ghareeb Al Aber,</em> de Riad, <a href="http://alaber.wordpress.com/2007/07/19/%d8%a5%d8%b9%d8%aa%d8%b5%d8%a7%d9%85-%d8%b3%d8%b9%d9%88%d8%af%d9%8a-%d9%86%d8%b3%d8%a7%d8%a6%d9%8a-%d8%b4%d8%ac%d8%a7%d8%b9/">descreve</a> [AR] o protesto como “corajoso.” Ele acrescenta:</p>
<blockquote><p> <font face="Times New Roman">نشرت</font> <font face="Times New Roman">العديد</font> <font face="Times New Roman">من</font> <font face="Times New Roman">المدونات</font> <font face="Times New Roman">السعودية</font> <font face="Times New Roman">خبر</font> <font face="Times New Roman">إعتصام</font> 15 <font face="Times New Roman">إمرأة</font> <font face="Times New Roman">سعودية</font> <font face="Times New Roman">و</font> <font face="Times New Roman">سبعة</font> <font face="Times New Roman">أطفال</font> <font face="Times New Roman">امام</font> <font face="Times New Roman">مديرية</font> <font face="Times New Roman">المباحث</font> <font face="Times New Roman">السعودية</font> <font face="Times New Roman">في</font> <font face="Times New Roman">منطقة</font> <font face="Times New Roman">القصيم</font> <font face="Times New Roman">في</font> 16/07/2007<font face="Times New Roman">وذلك</font> <font face="Times New Roman">للمطالبة</font> <font face="Times New Roman">بمايلي</font>:<br />
1- <font face="Times New Roman">محاكمة</font> <font face="Times New Roman">علنية</font> <font face="Times New Roman">لأزاجهن</font> <font face="Times New Roman">وابنائهن</font><br />
2- <font face="Times New Roman">إعطائهم</font> <font face="Times New Roman">الحق</font> <font face="Times New Roman">في</font> <font face="Times New Roman">تعيين</font> <font face="Times New Roman">محامين</font> <font face="Times New Roman">للدفاع</font> <font face="Times New Roman">عنهم</font><br />
3- <font face="Times New Roman">وقف</font> <font face="Times New Roman">التعذيب</font><br />
4- <font face="Times New Roman">مراقبة</font> <font face="Times New Roman">السجون</font> - <font face="Times New Roman">إشراف</font> <font face="Times New Roman">القضاء</font> <font face="Times New Roman">على</font> <font face="Times New Roman">السجون</font><br />
5- <font face="Times New Roman">إعادة</font> <font face="Times New Roman">المساجين</font> <font face="Times New Roman">إلى</font> <font face="Times New Roman">منطقة</font> <font face="Times New Roman">القصيم</font><br />
<font face="Times New Roman">أعتقد</font> <font face="Times New Roman">ان</font> <font face="Times New Roman">جميع</font> <font face="Times New Roman">ما</font> <font face="Times New Roman">تقدم</font> <font face="Times New Roman">مطالب</font> <font face="Times New Roman">شرعية</font> <font face="Times New Roman">تتطابق</font> <font face="Times New Roman">مع</font> <font face="Times New Roman">كافة</font> <font face="Times New Roman">القوانين</font> <font face="Times New Roman">الشرعية</font> <font face="Times New Roman">و</font> <font face="Times New Roman">الإنسانية</font> <font face="Times New Roman">التي</font> <font face="Times New Roman">تكفل</font> <font face="Times New Roman">بها</font> <font face="Times New Roman">الشرع</font> <font face="Times New Roman">ولا</font> <font face="Times New Roman">يوجد</font> <font face="Times New Roman">أي</font> <font face="Times New Roman">غبار</font> <font face="Times New Roman">عليها</font><br />
<font face="Times New Roman">الجميع</font> <font face="Times New Roman">طالب</font> <font face="Times New Roman">بتحقيق</font> <font face="Times New Roman">مطالب</font> <font face="Times New Roman">هؤلان</font> <font face="Times New Roman">النسوة</font> <font face="Times New Roman">الشرعية</font> <font face="Times New Roman">،</font> <font face="Times New Roman">وانا</font> <font face="Times New Roman">اطاللب</font> <font face="Times New Roman">بالإضافة</font> <font face="Times New Roman">إلى</font> <font face="Times New Roman">ذلك</font> … <font face="Times New Roman">بل</font> <font face="Times New Roman">أتحدى</font> … <font face="Times New Roman">الصحافة</font> <font face="Times New Roman">السعودية</font> <font face="Times New Roman">ان</font> <font face="Times New Roman">تكون</font> <font face="Times New Roman">شجاعة</font> <font face="Times New Roman">ولو</font> <font face="Times New Roman">بقدر</font> <font face="Times New Roman">ضئيل</font> <font face="Times New Roman">والإشارة</font> <font face="Times New Roman">إلى</font> <font face="Times New Roman">مثل</font> <font face="Times New Roman">هذا</font> <font face="Times New Roman">الخبر</font> </p>
<p>&#8220;Alguns blogues sauditas têm postado artigos sobre o protesto de quinze mulheres sauditas e sete crianças na frente do Quartel de Segurança Estadual saudita em 16 de julho de 2007, com as seguintes exigências:<br />
1- Julgamentos públicos para seus maridos e filhos.</p>
<p>2- Direito a designar advogados de defesa</p>
<p>3- Fim da tortura</p>
<p>4- Prisões monitoradas – colocar o judiciário a cargo de fiscalizar as prisões</p>
<p>5- Devolução dos prisioneiros a Qassim</p>
<p>Acredito que todas essas exigências sejam legítimas e em concordância com a legislação legal e humanitária. Todos estão buscando implementar as exigências das mulheres&#8230;e eu exijo&#8230;ou melhor desafio, a Imprensa Saudita a ter coragem suficiente - mesmo que timidamente- de cobrir este incidente.&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>Dia Histórico para as Mulheres Sauditas</strong><strong> </strong></p>
<p><em>Fouad Al Farhan, </em>que <a href="http://www.alfarhan.org/archives/19">divulgou a notícia</a> [AR] em primeira mão, descreve o protesto como “histórico&#8221;<em>.</em> Ele comenta:</p>
<blockquote><p> <font face="Times New Roman">اليوم</font> <font face="Times New Roman">تسجل</font> <font face="Times New Roman">المرأة</font> <font face="Times New Roman">السعودية</font> <font face="Times New Roman">إسمها</font> <font face="Times New Roman">وبقوة</font> <font face="Times New Roman">في</font> <font face="Times New Roman">سجل</font> <font face="Times New Roman">الوفاء</font> <font face="Times New Roman">لهذا</font> <font face="Times New Roman">الوطن</font> <font face="Times New Roman">الحبيب</font>.</p>
<p>&#8220;As mulheres sauditas deixaram hoje seus nomes registrados na história por sua lealdade ao nosso amado país.&#8221;</p>
<p><font face="Times New Roman">لقد</font> <font face="Times New Roman">قامت</font> <font face="Times New Roman">المرأة</font> <font face="Times New Roman">السعودية</font> <font face="Times New Roman">بما</font> <font face="Times New Roman">لم</font> <font face="Times New Roman">يقم</font> <font face="Times New Roman">به</font> <font face="Times New Roman">الرجال</font>. <font face="Times New Roman">المطالب</font> <font face="Times New Roman">عادلة</font> <font face="Times New Roman">وهي</font> <font face="Times New Roman">أقل</font> <font face="Times New Roman">المطلوب</font>. <font face="Times New Roman">كثر</font> <font face="Times New Roman">الله</font> <font face="Times New Roman">من</font> <font face="Times New Roman">أمثال</font> <font face="Times New Roman">هؤلاء</font> <font face="Times New Roman">السيدات</font> <font face="Times New Roman">الأوفياء</font> <font face="Times New Roman">فقد</font> <font face="Times New Roman">أدين</font> <font face="Times New Roman">الواجب</font> <font face="Times New Roman">الذي</font> <font face="Times New Roman">عليهن</font>. <font face="Times New Roman">هذا</font> <font face="Times New Roman">اليوم</font> <font face="Times New Roman">سيبقى</font> <font face="Times New Roman">في</font> <font face="Times New Roman">ذاكرة</font> <font face="Times New Roman">هذا</font> <font face="Times New Roman">الوطن</font> <font face="Times New Roman">طويلاً،</font> <font face="Times New Roman">فهو</font> <font face="Times New Roman">أول</font> <font face="Times New Roman">اعتصام</font> <font face="Times New Roman">حقوقي</font> <font face="Times New Roman">علني</font> <font face="Times New Roman">تقوم</font> <font face="Times New Roman">به</font> <font face="Times New Roman">المرأة</font> <font face="Times New Roman">السعودية</font>.<br />
<font face="Times New Roman">الوقوف</font> <font face="Times New Roman">مع</font> <font face="Times New Roman">هؤلاء</font> <font face="Times New Roman">النسوة</font> <font face="Times New Roman">هو</font> <font face="Times New Roman">أقل</font> <font face="Times New Roman">الواجب</font> <font face="Times New Roman">علينا</font>. <font face="Times New Roman">على</font> <font face="Times New Roman">المرأة</font> <font face="Times New Roman">السعودية</font> <font face="Times New Roman">أن</font> <font face="Times New Roman">تقوم</font> <font face="Times New Roman">بالواجب</font> <font face="Times New Roman">تجاه</font> <font face="Times New Roman">أخواتها</font> <font face="Times New Roman">وتوقع</font> <font face="Times New Roman">هنا</font> <font face="Times New Roman">تأييداً</font> <font face="Times New Roman">لهن</font>. <font face="Times New Roman">وعلى</font> <font face="Times New Roman">الرجل</font> <font face="Times New Roman">السعودي</font> <font face="Times New Roman">أن</font> <font face="Times New Roman">يمحي</font> <font face="Times New Roman">العار</font> <font face="Times New Roman">عن</font> <font face="Times New Roman">نفسه</font> <font face="Times New Roman">ويوقع</font> <font face="Times New Roman">بإسمه</font> <font face="Times New Roman">الصريح</font>. <font face="Times New Roman">طلب</font> <font face="Times New Roman">التوقيع</font> <font face="Times New Roman">ليس</font> <font face="Times New Roman">محصوراً</font> <font face="Times New Roman">على</font> <font face="Times New Roman">السعوديين،</font> <font face="Times New Roman">بل</font> <font face="Times New Roman">هو</font> <font face="Times New Roman">واجب</font> <font face="Times New Roman">على</font> <font face="Times New Roman">كل</font> <font face="Times New Roman">إنسان</font> <font face="Times New Roman">يؤمن</font> <font face="Times New Roman">بالوقوف</font> <font face="Times New Roman">مع</font> <font face="Times New Roman">المظلومين</font> <font face="Times New Roman">أياً</font> <font face="Times New Roman">كانوا</font>. <font face="Times New Roman">لا</font> <font face="Times New Roman">عذر</font> <font face="Times New Roman">ولا</font> <font face="Times New Roman">مبرر</font> <font face="Times New Roman">لك</font> <font face="Times New Roman">أياً</font> <font face="Times New Roman">كانت</font> <font face="Times New Roman">جنسيتك</font> <font face="Times New Roman">ووطنك،</font> <font face="Times New Roman">أن</font> <font face="Times New Roman">تتخلف</font> <font face="Times New Roman">عن</font> <font face="Times New Roman">التوقيع</font>.<br />
<font face="Times New Roman">الرجاء</font> <font face="Times New Roman">وضع</font> <font face="Times New Roman">الإسم،</font> <font face="Times New Roman">المدينة،</font> <font face="Times New Roman">البلد،</font> <font face="Times New Roman">وعبارة</font> <font face="Times New Roman">تشجيعيه</font></p>
<p>&#8220;As mulheres sauditas fizeram o que nenhum homem fez. Suas exigências são justas e ainda menores do que deveria ser exigido. Tais mulheres atingiram seu objetivo. Este dia permanecerá na memória de nossa nação por muitos anos. É a primeira vez que mulheres sauditas fazem uma demonstração pública por seus direitos legais.  Estar ao lado dessas mulheres é no mínimo nosso dever. Todas as mulheres sauditas deveriam engajar-se e aqui assinar seus nomes em apoio.  Os homens sauditas também deveriam deixar a vergonha de lado e registrar seus verdadeiros nomes. O abaixo-assinado não se restringe apenas aos sauditas. É o dever de toda pessoa que acredita no apoio aos oprimidos onde quer que estejam. Não há desculpa para não assinar, a despeito de qual seja a sua nacionalidade. Por favor, deixe seu nome, cidade, país e uma mensagem de apoio.&#8221;</p></blockquote>
<p><strong><br />
<strong>10 maneiras de Apoiar o Protesto</strong></strong></p>
<blockquote><p>10 طرق للتضامن مع هذه القضية:<br />
* أدعوا لهم بتحقيق مطالبهم<br />
* ارسل الخبر كرسالة جوال للأرقام التي في جوالك<br />
* ارسل الخبر عبر الأيميل لمن تعرف عناوينهم الإلكترونية<br />
* اكتب عن هذه القضية في مدونتك أو منتدى حواري<br />
* صمم بانر دعائي تضامني مع هذه القضية<br />
* اكتب شعراً، اكتب نثراً، عبر عن مساندتك<br />
* تكلم مع عائلتك عن قضيتهم<br />
* تكلم في العمل عن قضيتهم<br />
* أكتب عبارة تضامنية على ورقة وعلقها على أحد أبواب منزلك (الداخلية أو الخارجية)<br />
* كن إيجابياً وتحرك من أجل نصرة المظلومين</p>
<p>&#8220;10 maneiras de demonstrar apoio:<br />
*Reze para que eles atinjam seus objetivos</p>
<p>*Divulgue notícias sobre o protesto através de mensagens <em>SMS</em></p>
<p><em>*</em>Envie notícias sobre esta séria situação para o e-mail de todos em sua lista de contatos</p>
<p>*Escreva sobre o incidente em seu blogue ou em fóruns online.</p>
<p>*Faça uma faixa para chamar atenção a esta causa</p>
<p>*Fale com seus familiares sobre o incidente</p>
<p>*Escreva uma mensagem de apoio a essas mulheres e o coloque em uma das portas de sua casa</p>
<p>*Seja positivo e ativo em apoio aos oprimidos&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>O Papel da Polícia de Ordem Pública</strong></p>
<p><em>Mashi Sa, </em><em>ou </em><em>On the Right Pat</em>h [No Caminho Certo], <a href="http://www.mashi97.com/?p=257">pondera</a> [AR]:</p>
<blockquote><p> <font face="Times New Roman">ما</font> <font face="Times New Roman">استوقفني</font> <font face="Times New Roman">كثيراً</font> <font face="Times New Roman">في</font> <font face="Times New Roman">حديث</font> <font face="Times New Roman">ريما</font> <font face="Times New Roman">ليس</font> <font face="Times New Roman">بوجود</font> <font face="Times New Roman">قوة</font> <font face="Times New Roman">لمكافحة</font> <font face="Times New Roman">الشغب</font> <font face="Times New Roman">فهذا</font> <font face="Times New Roman">شي</font> <font face="Times New Roman">غير</font> <font face="Times New Roman">مستغرب</font> <font face="Times New Roman">،</font> <font face="Times New Roman">ولكن</font> <font face="Times New Roman">المستغرب</font> <font face="Times New Roman">وجود</font> <font face="Times New Roman">هيئة</font> <font face="Times New Roman">الأمر</font> <font face="Times New Roman">بالمعروف</font> <font face="Times New Roman">والنهي</font> <font face="Times New Roman">عن</font> <font face="Times New Roman">المنكر</font> <font face="Times New Roman">في</font> <font face="Times New Roman">الموقع</font> <font face="Times New Roman">لمحاصرة</font> <font face="Times New Roman">المعتصمات</font> <font face="Times New Roman">،</font> <font face="Times New Roman">في</font> <font face="Times New Roman">دلالة</font> <font face="Times New Roman">واضحة</font> <font face="Times New Roman">للجميع</font> <font face="Times New Roman">بأن</font> <font face="Times New Roman">الهيئة</font> <font face="Times New Roman">هي</font> <font face="Times New Roman">عبارة</font> <font face="Times New Roman">عن</font> <font face="Times New Roman">جهاز</font> <font face="Times New Roman">حكومي</font> <font face="Times New Roman">ليس</font> <font face="Times New Roman">تابع</font> <font face="Times New Roman">لتيار</font> <font face="Times New Roman">صحوي</font> <font face="Times New Roman">أو</font> <font face="Times New Roman">رجعي،</font> <font face="Times New Roman">وكم</font> <font face="Times New Roman">أتمنى</font> <font face="Times New Roman">لو</font> <font face="Times New Roman">يتم</font> <font face="Times New Roman">تغيير</font> <font face="Times New Roman">مسمى</font> <font face="Times New Roman">الهيئة</font> <font face="Times New Roman">إلى</font> <font face="Times New Roman">شرطة</font> <font face="Times New Roman">الآداب</font> <font face="Times New Roman">وحتى</font> <font face="Times New Roman">تكون</font> <font face="Times New Roman">صلاحيات</font> <font face="Times New Roman">هذا</font> <font face="Times New Roman">الجهاز</font> <font face="Times New Roman">واضحه</font> <font face="Times New Roman">ومحدده،</font> <font face="Times New Roman">وكذلك</font> <font face="Times New Roman">لنرى</font> <font face="Times New Roman">كتاب</font> <font face="Times New Roman">الصحف</font> <font face="Times New Roman">الناقدين</font> <font face="Times New Roman">على</font> <font face="Times New Roman">الهيئة</font> <font face="Times New Roman">هل</font> <font face="Times New Roman">سيتجرأون</font> <font face="Times New Roman">بالنقد</font> <font face="Times New Roman">على</font> <font face="Times New Roman">لهذا</font> <font face="Times New Roman">الجهاز</font> .<br />
<font face="Times New Roman">المرأة</font> <font face="Times New Roman">السعودية</font> <font face="Times New Roman">سطرت</font> <font face="Times New Roman">يوم</font> <font face="Times New Roman">أمس</font> <font face="Times New Roman">درساً</font> <font face="Times New Roman">في</font> <font face="Times New Roman">الحرية</font> <font face="Times New Roman">والمطالبة</font> <font face="Times New Roman">بالعدالة</font> <font face="Times New Roman">و</font> <font face="Times New Roman">الحقوق</font> <font face="Times New Roman">سيظل</font> <font face="Times New Roman">محفوراً</font> <font face="Times New Roman">في</font> <font face="Times New Roman">تاريخ</font> <font face="Times New Roman">الأجيال</font>  </p>
<p>&#8220;O que mais me chamou atenção na entrevista de <em>Rima </em>não foi a presença da polícia anti-motim já que isso não é de se estranhar. Estranha foi a presença da <a href="http://www.answers.com/Moral%20Police">Polícia de Ordem Pública</a> [EN] no local da demonstração, que é um indício claro de que tal organização não passa de um órgão governamental e não uma organização progressista ou anti-religiosa. Como eu queria que o nome desta agência fosse mudado para Polícia Moral, para que seu papel fosse definido de maneira clara e apropriada.  Desse modo, poríamos conferir se os escritores que criticam a sua presença ousariam continuar a criticá-la. As mulheres sauditas hoje nos deram uma lição de liberdade, exigindo seus direitos legítimos e clamando por justiça&#8230;.e esta é uma lição que permanecerá viva na memória das futuras gerações.&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>O Papel Pioneiro das Mulheres Sauditas </strong></p>
<p><em>Mushahed</em> <a href="http://www.mushahed.com/?p=174">escreve</a> [AR]:</p>
<blockquote><p> <font face="Times New Roman">وهو</font> <font face="Times New Roman">أول</font> <font face="Times New Roman">اعتصام</font> <font face="Times New Roman">اسمع</font> <font face="Times New Roman">عنه</font> <font face="Times New Roman">في</font> <font face="Times New Roman">السعودية</font> <font face="Times New Roman">وربما</font> <font face="Times New Roman">يكون</font> <font face="Times New Roman">هناك</font> <font face="Times New Roman">اعتصامات</font> <font face="Times New Roman">أخرى</font> <font face="Times New Roman">بعد</font> <font face="Times New Roman">ذلك</font>. <font face="Times New Roman">واذكر</font> <font face="Times New Roman">انه</font> <font face="Times New Roman">او</font> <font face="Times New Roman">من</font> <font face="Times New Roman">قام</font> <font face="Times New Roman">بمسيرة</font> <font face="Times New Roman">للمطالبة</font> <font face="Times New Roman">بحق</font> <font face="Times New Roman">هن</font> <font face="Times New Roman">مجموعة</font> <font face="Times New Roman">النسوة</font> <font face="Times New Roman">أيام</font> <font face="Times New Roman">حرب</font> <font face="Times New Roman">الخليج</font> <font face="Times New Roman">للمطالبة</font> <font face="Times New Roman">بقيادة</font> <font face="Times New Roman">السيارات</font> <font face="Times New Roman">للمرأة</font> <font face="Times New Roman">في</font> <font face="Times New Roman">السعودية</font>. <font face="Times New Roman">وقبل</font> <font face="Times New Roman">ذلك</font> <font face="Times New Roman">بسنوات</font> <font face="Times New Roman">كان</font> <font face="Times New Roman">اول</font> <font face="Times New Roman">انتقاد</font> <font face="Times New Roman">لاذع</font> <font face="Times New Roman">للحكومة</font> <font face="Times New Roman">وعبر</font> <font face="Times New Roman">الإذاعة</font> <font face="Times New Roman">قامت</font> <font face="Times New Roman">به</font> <font face="Times New Roman">امرأة</font> <font face="Times New Roman">عندما</font> <font face="Times New Roman">اتصلت</font> <font face="Times New Roman">على</font> <font face="Times New Roman">احد</font> <font face="Times New Roman">البرامج</font> <font face="Times New Roman">المباشرة</font> <font face="Times New Roman">على</font> <font face="Times New Roman">الإذاعة</font> <font face="Times New Roman">السعودية</font>. <font face="Times New Roman">وبعد</font> <font face="Times New Roman">كل</font> <font face="Times New Roman">هذا</font> <font face="Times New Roman">وما</font> <font face="Times New Roman">زال</font> <font face="Times New Roman">الرجل</font> <font face="Times New Roman">السعودي</font> <font face="Times New Roman">يعتقد</font> <font face="Times New Roman">ان</font> <font face="Times New Roman">المرأة</font> <font face="Times New Roman">إنسان</font> <font face="Times New Roman">ناقص</font> <font face="Times New Roman">تحتاج</font> <font face="Times New Roman">الى</font> <font face="Times New Roman">التكرم</font> <font face="Times New Roman">عليها</font> <font face="Times New Roman">بالرعاية</font> <font face="Times New Roman">والتوجيه</font> <font face="Times New Roman">والمحافظة</font> <font face="Times New Roman">عليها</font> <font face="Times New Roman">من</font> <font face="Times New Roman">العطب</font>.<br />
<font face="Times New Roman">لقد</font> <font face="Times New Roman">أثبتت</font> <font face="Times New Roman">المرأة</font> <font face="Times New Roman">السعودية</font> <font face="Times New Roman">انها</font> <font face="Times New Roman">الرائدة</font> <font face="Times New Roman">في</font> <font face="Times New Roman">المسائل</font> <font face="Times New Roman">الحقوقية</font>  </p>
<p>&#8220;Este é o primeiro protesto do qual ouvi falar na Arábia Saudita. Pode ser que outros protestos aconteçam. Também me lembro de um protesto liderado por mulheres sauditas durante a Guerra do Golfo, exigindo o direito a dirigir carros na Arábia Saudita. Alguns anos antes, me lembro também que a primeira pessoa a criticar publicamente o Governo Saudita fora uma mulher que telefonou a um programa de rádio na Arábia Saudita. Depois de tudo isso, os homens sauditas ainda consideram as mulheres espécies inferiores, que necessitam de cuidado, orientação e manutenção. As mulheres sauditas provaram que são pioneiras na luta pelos direitos humanos.&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>Manifestantes Presas</strong></p>
<p>Não é preciso dizer que algumas manifestantes foram detidas. <em>Saudi Jean </em><a href="http://saudijeans.org/2007/07/19/women-and-reformist-lawyer-arrested/"><em>reporta</em></a> [EN]:</p>
<blockquote><p>&#8220;<em>Following their demonstration outside a state security HQ in Qassim, Rima al-Juraish and four other women were arrested today. Moreover, Abdullah al-Hamid, a well-known reformist and attorney of Rima al-Juraish’s husband Mohammed al-Hamily, was also arrested. Al-Hamid, who was previously jailed in the past after demanding constitutional reforms but was later pardoned by King Abdullah, has asked the authorities to allow his family to bring him his medicines.&#8221;</em></p>
<p> &#8221;Logo após sua demonstração do lado de fora do Quartel de Segurança Estadual em <em>Qassim, Rima al-Jurais </em> e outras quatro mulheres foram presas hoje. Além disso, <em>Abdullah al-Hamid </em>um conhecido reformista e advogado de <em>Mohammed al-Hamily,</em> marido de <em>Rima al-Juraish’s</em>, também foi preso. <em>Al-Hamid, </em>que já havia sido preso anteriormente por exigir reformas constitucionais,  sendo depois perdoado pelo Rei <em>Abdullah, </em>pediu às autoridades permissão para que a família pudesse lhe trazer sua medicação.&#8221;</p></blockquote>
<p align="right"><em>(texto original de</em><font face="Times New Roman"> </font><em><a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/amira-al-hussaini/" title="Posts by Amira Al Hussaini"><font color="#003399">Amira Al Hussaini</font></a></em><em>)</em></p>
<p align="right"><em>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/"><font color="#b85b5a">Global Voices Online</font></a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/"><font color="#b85b5a">Global Voices em Português</font></a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/"><font color="#b85b5a">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</font></a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/"><font color="#b85b5a">aqui</font></a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/"><font color="#003399">aqui</font></a>.</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/07/20/olhares-arabes-mulheres-sauditas-lutam-pelos-direitos-de-homens/feed/</wfw:commentRss>
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	</channel>
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