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	<title>Global Voices em Português &#187; Indonesia</title>
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	<description>O mundo está falando. Você está ouvindo?</description>
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		<title>Timor Leste: Celebrando a Solidariedade Global pela Liberdade</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 19:07:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dez anos após o referendo, vozes no mundo todo estão mais uma vez espalhar por aí sobre Timor Leste, mas dessa vez para celebrar o grande apoio internacional que naquela época culminou no reconhecimento da autodeterminação do país]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/janet-gunter/">Janet Gunter</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/21/east-timor-celebrating-global-solidarity-for-freedom/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Dez anos após o referendo, vozes no mundo todo estão mais uma vez <a href="http://thirdestatesundayreview.blogspot.com/2009/08/klibur-solidaridade-timor-leste.html">falando por aí</a> [en] sobre Timor Leste, mas dessa vez para celebrar o grande apoio internacional que naquela época culminou no reconhecimento da autodeterminação do país:</p>
<blockquote><p>On 30 August, 1999, hundreds of thousands of Timorese voters braved an Indonesian-directed terror campaign to cast ballots for independence in a U.N.-organized referendum. This event, which ended Indonesia’s 24-year illegal, brutal military occupation, led to the creation of the Democratic Republic of Timor-Leste as the first new nation of the millennium. The vote was the culmination of decades of struggle by Timorese people, supported by solidarity activists around the world.</p></blockquote>
<div class="translation">Em 30 de agosto de 1999, centenas de milhares de eleitores timorenses enfrentaram uma campanha terrorista dirigida pela Indonésia para votar pela independência em um referendo organizado pela Organização das Nações Unidas. Este evento, que encerrou 24 anos de uma ocupação militar ilegal e violenta por parte da Indonésia, levou à criação da República Democrática de Timor-Leste, a primeira nova nação do milênio. A votação foi a culminação de décadas de luta do povo timorense, apoiadas por ativistas em solidariedade em todo o mundo.</div>
<p>O lançamento do vídeo do jornalista Max Stahl relatando o ultrajante <a href="http://www.etan.org/timor/SntaCRUZ.htm" target="_blank">Massacre de Santa Cruz</a> [en] em 1991 aumentou a conscientização global sobre os crimes ocorridos em Timor Leste durante a época da ocupação pela indonésia.</p>
<p>Em 1996, José Ramos-Horta e o Bispo Ximenes Belo foram agraciados com o Prêmio Nobel da Paz, e somente três anos depois o presidente indonésio Habibie permitiu que o povo de Timor Leste escolhesse entre autonomia dentro da Indonésia e independência. E o mundo se juntou a Timor Leste.</p>
<div id="attachment_91845" style="width: 310px;"><a href="http://www.etan.org/"><img title="deadprot" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/deadprot-300x204.jpg" alt="&quot;Die-in&quot; protest in the US. Credit: www.etan.org" width="300" height="204" /></a>Protesto nos EUA. Crédito: www.etan.org</div>
<p>Movimentos de solidariedade capazes de pressionar os seus governos e protestar contra os abusos da Indonésia surgiram na Austrália, Nova Zelândia, Japão, Portugal, França, Holanda, Irlanda, Alemanha, Reino Unido, Canadá e nos Estados Unidos durante a década de 90. <a href="http://www.insideindonesia.org/content/view/664/29/">Mesmo dentro da Indonésia, Timor Leste contava com amigos trabalhando para por um fim aos abusos e promover a autodeterminação</a> [en].</p>
<p>No verão de 1999, às vésperas do Referendo, a <a href="http://www.etan.org/ifet/">IEFT - International Federation for East Timor</a> [Federação Internacional pelo Timor Leste, en] montou o Projeto Observatório, com uma equipe internacional de membros de pelo menos 22 países indo ao Timor Leste para acompanhar a votação. As medidas de segurança nos meses que precederam o referendo eram instáveis, uma vez que o acordo mediado pela ONU para a votação deixava segurança a cargo da polícia da Indonésia.</p>
<div id="attachment_91818" style="width: 223px;"><img title="UNAMETposter" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/UNAMET-213x300.jpg" alt="Pôster da ONU diz: " width="213" height="300" />Pôster da ONU diz: &#8220;Não iremos embora&#8221;. Crédito: Australia Timor-Leste Friendship Network</div>
<p>Os monitores da IFET bravamente se deslocaram por todo o território, <a href="http://www.etan.org/ifet/082199.html">segundo explica um relatório do projeto de 22 de agosto de 1999</a> [en]:</p>
<blockquote><p>We have rented houses and deployed teams in every area of East Timor. Upon arriving in a town, an IFET-OP team first makes contact with the police and local authorities, and then with various community leaders and advocates on both sides of the campaign. They settle into a house which an IFET-OP advance team has arranged, and begin observing and inquiring about events and perceptions related to the campaign and other aspects of the consultation. Each team reports in nightly by phone and files a written weekly report. Although nobody on any of our teams has been injured, several have witnessed violent or intimidating incidents, and have reported such events to the appropriate authorities, UNAMET, and IFET-OP headquarters in Dili.</p></blockquote>
<div class="translation">Alugamos casas e posicionamos equipes em todos os cantos do Timor Leste. Ao chegar em uma cidade, uma equipe da IFET-OP faz o primeiro contato com a polícia e autoridades locais, e depois com vários líderes comunitários e defensores de ambos os lados da campanha. Eles assentam-se em uma casa arranjada por uma equipe preparatória da IFET-OP, e começam a observar e a indagar sobre eventos e percepções relacionados com a campanha e outros aspectos do processo de consulta. Cada equipe provê relatórios todas as noites por telefone e envia um relatório escrito semanalmente. Embora ninguém em nenhuma de nossas equipes tenha se ferido, vários testemunharam casos de violência ou intimidação, e relataram tais eventos para as autoridades competentes, UNAMET, e a sede em Díli da IFET-OP.</div>
<p>Os observadores do IFET relataram a violência que tomou conta do Timor Leste após a votação, o que resultou no apoio esmagador à independência da Indonésia. O Projeto Observatório do IFET <a href="http://www.etan.org/ifet/media10.html">informou em 3 de setembro</a> [en]:</p>
<blockquote><p>The observers, members of the International Federation for East Timor Observer Project (IFET-OP), traveled to the Becora neighborhood of Dili to investigate reports of militia burning houses in the area yesterday. When they arrived, they found a house newly ablaze, and with both firefighters and journalists at the scene, the IFET-OP team went to investigate. Ten minutes after the observers arrived, the Indonesian military-backed militia showed up at the house.</p>
<p>The Aitarak (Thorn) militia struck one U.S. IFET-OP member in the face. Another team member, a woman from Finland, was hit in the back by a militia holding a gun. Yet another Finnish team member was threatened at gunpoint. The militia members also punched the IFET-OP driver and smashed a window on his car.</p></blockquote>
<div class="translation">Os observadores, membros do Projeto Observatório da International Federation for East Timor (IFET-OP), viajaram para o bairro de Becora, Díli, para investigar os relatos de incêndios de casas promovidos ontem pela milícia da área. Quando chegaram, eles encontraram uma casa recém-incendiada, e com ambos bombeiros e jornalistas no local, a equipe do IFET-OP passou a investigar. Dez minutos após a chegada dos observadores, a milícia apoiada pelos militares indonésios apareceu na casa.</p>
<p>A milícia Aitarak (Espinho) agrediu um americano membro da IFET-OP do rosto. Uma filandesa, também parte da equipe, foi atingida na traseira por um membro armado da milícia. Outro membro da equipe finlandesa foi ameaçado com uma arma também. Os milicianos ainda esmurraram o motorista da IFET-OP e quebraram uma janela do seu carro.</p></div>
<p>Com a violência da milícia começando de novo quase que imediatamente após a votação, grupos de solidariedade em todo o mundo começaram a exigir dos seus governos uma atenção para o agravamento da situação no Timor Leste. O <a href="http://videos.sapo.pt/vZ6gUjt4KzMYSoS2TUmN">video</a> a seguir, de <a href="http://videos.sapo.pt/vZ6gUjt4KzMYSoS2TUmN">Jose Budha</a>, retrata a forma como Portugal se levantou e parou no mesmo período:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="align" value="center" /><param name="src" value="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/vZ6gUjt4KzMYSoS2TUmN/mov/1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="350" src="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/vZ6gUjt4KzMYSoS2TUmN/mov/1" allowfullscreen="true" align="center"></embed></object></p>
<div id="result_box" dir="ltr">Após os resultados no dia 4 de setembro, numerosas atrocidades, mortes e devastações aconteceram, como TAPOL <a href="http://tapol.gn.apc.org/bulletin/1999/bull154-5.htm">relatou</a> [en] em 1999:</div>
<blockquote><p>After the referendum results were announced on 4 September, the militias and their Kopassus bosses unleashed a scorched-earth policy of gigantic proportions. Para-military forces joined the fray, along with six TNI battalions, including two notorious local battalions, 744 and 745. Altogether about 15,000 men were involved. Without such a large contingent of men, it could never have taken hold so rapidly.</p>
<p>Although [Operation] Sapu Jagad-II sought to create the impression that this was a spontaneous outpouring of anger by pro-Indonesia forces, there is overwhelming evidence that the destruction was a well-prepared military operation. In many places, villagers were forced to destroy and burn their own neighbourhoods, even their own houses. The aim was to destroy as much as possible and punish the pillars of the pro-independence movement. The Catholic Church, which had given sanctuary to fleeing East Timorese throughout the occupation, was one of the main targets.</p></blockquote>
<div class="translation">Após o anúncio dos resultados do referendo no dia 4 de setembro, as milícias e os seus chefes Kopassus [palavra indonésia que significa comando da força especial] desencadeou uma política de queimadas de proporções gigantescas. Paramilitares entraram na briga, junto com seis batalhões da TNI, incluindo dois batalhões locais notórios, o 744 e o 745. Ao todo, cerca de 15.000 homens foram envolvidos. Sem esse contingente grande de homens, jamais poderia ter tomado conta tão rapidamente.</p>
<p>Embora a [operação] Sapu Jagad-II tenha procurado dar a impressão de que essa foi uma manifestação espontânea de raiva das forças pró-Indonésia, há provas contundentes de que a destruição foi uma operação militar bem-preparada. Em muitos lugares, os moradores foram obrigados a destruir e a queimar seus próprios bairros, até mesmo suas próprias casas. O objetivo era destruir o máximo possível e punir os pilares do movimento pró-independência. A Igreja Católica, que havia dado refúgio a fugitivos de Timor Leste durante a ocupação, foi um dos principais alvos.</p></div>
<p><strong> </strong></p>
<div id="attachment_91663" style="width: 234px;"><strong> </strong><strong><a href="http://www.gendercide.org/case_timor.html"><img title="scorched" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/scorched-224x300.jpg" alt="Photo from &quot;Genocide Watch: East Timor 1975-1999&quot;, researched and written by Adam Jones. Shared under a license for non-profit use." width="224" height="300" /></a></strong>Foto do &#8220;Observatório do Genocídio: Timor Leste1975-1999&#8243;, pesquisado e escrito por Adam Jones. Compartilhado sob uma licença para uso não comercial.</div>
<p>Todos os voluntários do IFET-OP foram forçados a deixar Díli antes de 7 de setembro de 1999 <a href="http://www.etan.org/ifet/media13.html">sob condições extremamente angustiantes</a>:</p>
<blockquote><p>Today, September 7, the last of our observers was forced to leave East Timor. Over the past two days, the Royal Australian Air Force evacuated 60 of our nonpartisan volunteers to Darwin from Dili and Baucau.</p>
<p>We left East Timor for safety, but with tremendous sadness. The East Timorese people have no Australia to run to, no place to hide from militia terror. Last night, Australia and Indonesian military officers prevented one of our East Timorese staff members from boarding the plane with us — and he faces an unspeakable horror shared by hundreds of thousands of his fellow East Timorese.</p>
<p>Most international observers and media fled East Timor before IFET-OP had to leave, and we were the last international NGO to leave. UNAMET has withdrawn from the entire country except Dili, where their communications and electricity has been cut off, and they are surrounded by militias who shoot into their compound virtually without interruption.</p></blockquote>
<div class="translation">Hoje, 7 de setembro, o último dos nossos observadores foi forçado a deixar Timor Leste. Nos últimos dois dias, a Força Aérea Australiana evacuou 60 dos nossos voluntários apartidários para Darwin a partir de Díli e Baucau.</p>
<p>Saímos de Timor Leste por causa da segurança, mas com uma tristeza enorme. O povo timorense não têm Austrália nenhuma para correr, nenhum lugar para se esconder do terror da milícia. Ontem à noite, militares da Austrália e da Indonésia  impediram um dos membros timorenses da nossa equipe de embarcar no avião com a gente - e ele enfrenta um horror indescritível compartilhado por centenas de milhares de conterrâneos.</p>
<p>A maioria dos observadores internacionais e meios de comunicação fugiram do Timor Leste antes da IFET-OP ter que sair, e fomos a última ONG internacional a deixar o país. A UNAMET havia se retirado de todo o país, com excepção de Díli, onde a comunicação e eletricidade foram cortadas, e eles estão cercados por milícias que atiram em seus recintos praticamente sem parar.</p></div>
<p>A já mencionada “pressão internacional” se tornou ainda maior e mais real a medida que os cidadãos não desistiam. Algumas fotos dos laços de solidariedade em Portugal podem ser vistas no site <a href="http://www.tanetimor.org/timorlivre.htm">Tane Timor</a>. <a href="http://home-and-garden.webshots.com/album/67455963IDsyBq">Maremargo</a> publica imagens da Espanha. Antonio José, do blog Uma Lulik, ilustrou e descreveu emocionado o que estava acontecendo em Lisboa, em solidariedade nunca antes vista nos dias <a href="http://umalulik.blogspot.com/2008/09/ainda-9-anos-depois-mas-em-portugal-7.html">7</a> e <a href="http://umalulik.blogspot.com/2008/09/dia-8-de-setembro-de-1999-os-3-minutos.html">8</a> [pt] de setembro de 1999:</p>
<blockquote><p>As sirenes dos bombeiros ouviram-se ininterruptas nesses 3 minutos… parámos por Timor-Leste como nunca parámos por mais nada… TODOS (…)<br />
Durante toda a tarde do cimo daquele prédio foram lançados constantemente papeis e papelinhos, rolos de papel higiénico, tudo o que vinha à mão era material para protesto. No final da tarde percebe-se que esse stock acabou pois eram as páginas amarelas que fluíam nessa altura… aquele ventinho sempre a ajudar e a depositar os protestos em plena embaixada dos EUA, nas árvores, no seu jardim e envolventes. No topo do prédio viam-se gente de gravata e camisa, a causa era a mesma…</p></blockquote>
<div id="attachment_91892" style="width: 310px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/nopasaran/91543874/in/photostream/"><img title="USA Embassy in Lisbon - 8th September 1999" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/eua_help-300x191.jpg" alt="&quot;Civil non-obedience for Timor Loro Sa'e&quot; in front of UN Headquarters in Lisbon, Portugal, September 1999. Photo by Flickr user nopasaran, used with permission." width="300" height="191" /></a>&#8220;Não-obediência civil para Timor Loro Sa&#39;e&#8221; na frente da sede da ONU em Lisboa, Portugal, Setembro de 1999. Foto do usuário do Flickr <em>nopasaran</em>, usada com permissão.</div>
<p>Enquanto o East Timor Action Network (ETAN) colocava as pessoas nas ruas em setembro de 1999, <a href="http://www.etan.org/etan/1999anul.htm">a rede foi também capaz de contar com os telefonemas e cartas de mais de dez mil americanos </a></p>
<blockquote><p>ETAN grew during 1999, enlarging our membership from 8,500 to 11,700. […] Using our experience and national activist network developed through eight years of dedication to a cause many called hopeless, ETAN mobilized public and official pressure. […] In September, ETAN’s web site was visited by more than 40,000 people a week. […] During September, our most active staff and volunteers were featured or quoted in countless mainstream media articles and programs, reaching tens of millions. ETAN activists authored op-eds in major U.S. newspaper, wrote letters to the editor, and appeared on local and national radio and TV shows.</p></blockquote>
<div class="translation">A ETAN cresceu em 1999, ampliando de 8.500 para 11.700 participantes. [&#8230;] Usando a nossa experiência e a rede nacional de ativistas desenvolvida durante oito anos de dedicação a uma causa que muitos chamavam de infrutífera, a ETAN mobilizou a pressão da opinião pública e oficial. [&#8230;] Em setembro, o site da ETAN foi visitado por mais de 40.000 pessoas por semana. [&#8230;] Em setembro, os nossos funcionários mais ativos e voluntários foram destacados ou citados em inúmeros artigos e programas na grande imprensa, atingindo dezenas de milhões. Os ativistas da ETAN assinaram editoriais nos maiores jornais americanos, escreveram cartas ao editor e apareceram nas rádios locais e nacionais e em programas de TV.</div>
<div dir="ltr">Do outro lado do mundo, o momento decisivo para a intervenção internacional aconteceu na véspera da Cúpula da APEC na Nova Zelândia, quando Bill Clinton se reuniu com líderes do Pacífico em privado. Apenas alguns dias antes, ele havia anunciado a suspensão de treinamento militar entre os Estados Unidos e a Indonésia. Segundo o blogueiro Nigel Morley, <em><a href="http://nigel-morley-nigel.blogspot.com/2007/07/new-magellan-person-who-showed-world.html">Writing for the Future</a> </em>(Escrevendo para o Futuro, en):</div>
<blockquote><p>To some readers this may seem fanciful but when Timorese Nobel Peace Prize winner José Ramos-Horta met United States (U.S.) President Bill Clinton at the APEC meeting in New Zealand in 1999, Clinton remarked that Ramos-Horta had more influence with Congress than he did (Zubrycki: 2002).</p></blockquote>
<div class="translation">Para alguns leitores isso pode parecer fantasioso, mas quando o Prêmio Nobel da Paz timorense José Ramos-Horta encontrou o presidente dos Estados Unidos (EUA) Bill Clinton na reunião da APEC na Nova Zelândia em 1999, Clinton afirmou que Ramos-Horta tinha mais influência no Congresso do que ele próprio (Zubrycki: 2002).</div>
<p>A Nova Zelândia foi em massa dar as boas-vindas a Clinton, Ramos Horta e ao Primeiro Ministro australiano Howard. Os australianos também <a href="http://southmovement.alphalink.com.au/southnews/990910-timor.htm">“Foram as Ruas por Timor Leste”</a> [en].</p>
<div id="attachment_91487" style="width: 310px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/potsy/2994804292/"><img title="east_timor_rally_by_pete_ottery" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/east_timor_rally_by_pete_ottery-300x199.jpg" alt="From Sidney, Australia, &quot;Mother &amp; Child&quot; photo by Flickr user Potsy, used with permission" width="300" height="199" /></a>De Sidney, Austrália, &#8220;Mãe e Filho&#8221; foto do usuário do Flickr Potsy, usada com permissão</div>
<blockquote><p>Banners saying “Stop The Slaughter” and “Wiranto - Murder.” Chants of “Free East Timor” and “Viva Timor Leste” (long live East Timor) came from the crowd after it heard from East Timorese resistance leader Mr Jose “Xanana” Gusmão during a live telephone hook-up from Jakarta.</p>
<p>“We need you, brothers and sisters of Australia, we need your voice,” Xanana Gusmao in Jakarta said by telephone, “I think it is important to send a message to the Indonesian Government that the Australian community and Australian workers will do everything they can to stop the killings. Viva East Timor,” he said. “Viva,” the crowd yelled back.</p></blockquote>
<div class="translation">Cartazes dizendo &#8220;Chega de Massacre&#8221; e &#8220;Wiranto [general das forças Armadas da Indonésia] - Assassino&#8221;.  Cantos de &#8220;Liberdade para Timor Leste&#8221; e &#8220;Viva Timor-Leste&#8221; vieram da multidão depois que se ouviu o líder da resistência timorense Sr. José &#8220;Xanana&#8221; Gusmão, durante uma ligação de telefone ao vivo de Jacarta.</p>
<p>&#8220;Nós precisamos de vocês, irmãos e irmãs da Austrália, precisamos da sua voz&#8221;, Xanana Gusmão, em Jacarta, disse por telefone: &#8220;Eu acho que é importante enviar uma mensagem ao governo indonésio de que a comunidade da Austrália e os trabalhadores australianos vão fazer tudo o que podem para parar a matança. Viva Timor Leste&#8221;, disse ele. &#8220;Viva&#8221;, a multidão gritou de volta.</p></div>
<div id="attachment_91492" style="width: 310px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/shaondiwakar/2910743901/"><img title="Kingsgrove High School 1999 - Free Timor!" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/shaondiwakar-300x225.jpg" alt="Students from Kingsgrove High School pledge their support for a free Timor in 1999. Photo by Flickr user sHzaam!, used with permission" width="300" height="225" /></a></p>
<div id="result_box" dir="ltr">Alunos da Escola Secundária Kingsgrove prometem seu apoio a um Timor Leste livre, em 1999. Foto do usuário do Flickr sHzaam!, usada com permissão</div>
</div>
<p>Durante os tortuosos dias de setembro de 1999, os líderes do mundo se moveram lentamente para intervir em Timor Leste, quando ficou claro que o exército indonésio e os seus comparsas estavam destruindo completamente o território, e desencadeando uma crise humanitária de enormes proporções. Mas os protestos decisivos e grupos de defesa formados por cidadãos preocupados em todo o mundo envergonharam os Estados Unidos, a Austrália e a Indonésia até que essa página fosse virada na história de Timor Leste.</p>
<p>Uma década depois, é hora de celebrar essa união internacional. Vários <a href="http://www.etan.org/news/2009/08dili.htm">eventos</a> estão marcados para acontecer em Díli, como uma exibição fotográfica na Fundação Oriente (que foi por sua vez o lugar onde ocorreu um <a href="http://www.laohamutuk.org/Justice/99/09CarrascalaoMassacre.htm">massacre</a> em 1999) descrevendo os movimentos de solidariedade no decorrer dos anos.</p>
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		<title>&#8220;Obama&#8221; tem dor de barriga ao visitar Manila, Filipinas</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/03/obama-tem-dor-de-barriga-ao-visitar-manila-filipinas/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/03/obama-tem-dor-de-barriga-ao-visitar-manila-filipinas/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 03 Feb 2009 19:52:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um comercial na TV filipina mostra sósias da presidente das Filipinas Gloria Arroyo e do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. A estrela do comercial foi apelidado de “Obama Asiático” e virou celebridade por causa de sua “semelhança” com Obama.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/mong/">Mong Palatino</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/02/02/%E2%80%9Cobama%E2%80%9D-gets-a-tummy-ache-while-visiting-manila/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>Primeiro, assista a esse curto vídeo:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/GRkczEUW0T4&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/GRkczEUW0T4&amp;hl=en&amp;fs=1"></embed></object><br />
Esse é um <a href="http://www.youtube.com/watch?v=GRkczEUW0T4">anúncio na TV</a> filipina que apareceu no mês passado. Ele mostra sósias da presidente das Filipinas Gloria Arroyo e do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Para aqueles que não entendem o idioma filipino, <a href="http://www.randomdetox.com/2009/01/barack-obama-and-gloria-arroyo-for.html"><em>Random Detoxification</em></a> traz uma tradução do comercial em inglês:</p>
<blockquote><p>Obama: Thank you for a lovely dinner.</p>
<p>GMA: Oh, we&#39;re not done yet. Try our kare-kare. It&#39;s ox. [Kare-kare is a Filipino soup that combines oxtail and vegetables.]</p>
<p>Obama: Okay, sure.</p>
<p>GMA: Guinataang mais! It&#39;s corn. But we use our coconut. [Guinataang Mais is a sweetish Filipino delicacy made of corn kernels cooked in coconut milk. When GMA says “we use our coconut”, she refers to the mind.]</p>
<p>Obama: Oh, alright.</p>
<p>[Obama looks pained, and utters a grunt.]</p>
<p>GMA: Oh my gosh, that&#39;s impatso na. Dispepsya yan no. Ang dami mo kasing kinakain no. Ang Motilium, bilis! [Oh my gosh, that is indigestion already. That&#39;s dispepsia! You ate so much, that&#39;s why! Get Motilium, hurry!]</p>
<p>[Obama is served the medicine, and he takes it.]</p>
<p>GMA: The impatso will disappear in thirty minutes, no?</p>
<p>[Obama buttons up his tuxedo.]</p>
<p>GMA: Kapeng baracks? [She&#39;s referring to the Kape Barako she&#39;s serving. Kape Barako is a kind of coffee grown in the Philippines.]</p>
<p>[The two smile and shake hands for the cameras.]</p></blockquote>
<p class="translation">Obama: Obrigado pelo delicioso jantar.<br />
GMA: Oh, mas ainda não acabamos. Experimente o nosso kare-kare. É carne de boi. [Kare-kare é uma sopa filipina de rabo de boi com legumes]<br />
Obama: Tá bom.<br />
GMA: Guinataang mais! É grão de milho. Mas usamos nosso próprio côco. [Guinataang Mais é uma iguaria filipina, meio doce, feita de milho cozido em leite de coco. Quando GMA diz “usamos nosso próprio côco”, ela se refere à cabeça.]<br />
Obama: Oh, aceito.<br />
[Obama aparenta sentir dor e solta um gemido.]<br />
GMA: Oh céus, é impatso na. Dispepsya yan no. Ang dami mo kasing kinakain no. Ang Motilium, bilis! [Oh céus, já é indigestão. É dispepsia! Você comeu demais, foi por isso! Traga Motilium, corra!]<br />
[O remédio é oferecido a Obama e ele o toma.]<br />
GMA: A indigestão desaparecerá em 30 minutos, não?<br />
[Obama abotoa seu casaco.]<br />
GMA: Kapeng baracks? [Ela se refere ao Kape Barako que está servindo. Kape Barako é um tipo de café cultivado nas Filipinas.]<br />
[Os dois sorriem e apertam as mãos para as câmeras.]</p>
<p>Além dos motivos óbvios, o anúncio é muito engraçado para os filipinos porque a presidente Arroyo foi <a href="http://thewarriorlawyer.com/2008/11/08/whats-behind-obamas-snub-of-president-arroyo/">“desdenhada”</a> por Obama em duas ocasiões. Ela tentou ligar para Obama para parabenizá-lo pela vitória em novembro passado, mas Obama não retornou a ligação.</p>
<p>Nesse anúncio, “Obama” não apenas retornou a ligação,  ele aceitou <a href="http://unholyhours.blogspot.com/2008/12/obamas-empatsoated-with-pgma.html">um convite para jantar</a> no Palácio Malacanang, a residência presidencial filipina</p>
<p>Quais são as reações dos blogueiros filipinos? <a href="http://menardconnect.com/2008/12/21/obama-and-gma-in-manila/">Menard</a> escreve:</p>
<blockquote><p>“I always thought that Barack Obama is distancing himself with Gloria Macapagal Arroyo, but I guess I was wrong. The video report tells us that President-Elect Barack Obama sneaked into Malacañang, Manila over the weekend to have coffee with Madam Gloria Macapagal Arroyo.”</p></blockquote>
<p class="translation">“Sempre achei que Obama estava se distanciando de Gloria Macapagal Arroyo, mas acho que meu palpite estava errado. Uma vídeo-reportagem diz que o presidente eleito Obama passou pelo Malacañang, em Manila, durante um fim de semana para tomar café com a Madame Gloria Macapagal Arroyo.”</p>
<p><a href="http://cathybabao.multiply.com/journal/item/368/Obama_for_Motilium">Cathy</a> primeiro ficou indignada com a peça impressa:</p>
<blockquote><p>“When I first saw the print ad for this campaign I was sort of incensed. How could they do that to President-elect Obama?! BUT…after seeing it in the full context of this TV ad, I was rolling stitches! Congratulations to the ad agency who thought of this really funny and effective campaign :)”</p></blockquote>
<p class="translation">“Quando vi o anúncio impresso dessa campanha, fiquei meio irada. Como eles poderiam ter feito aquilo com o presidente eleito Obama?! MAS… depois de ver tudo em contexto no comercial da TV, morri de rir! Parabéns para a agência de publicidade que teve a idéia dessa campanha genuinamente engraçada e eficaz :)”</p>
<p><em>Needle in a heisstack</em> também <a href="http://heisstack.blogspot.com/2009/01/tv-motilium-kape-baracks-commercial.html">curte o comercial</a>:</p>
<blockquote><p>“    “Every time I see President Obama now I can&#39;t help but remember the silly and extremely hilarious TV commercial that premiered on local TV last December.</p>
<p>“I seldom like local commercials because most of them are crap, but this one is pure genius and is just so damned funny that it made me laugh nonstop. The first time I saw it, I went, “WTF???” and burst out laughing at the same time. My sister also sent me a YouTube link to it on that same day, and I wasted no time spreading the link to others.”</p></blockquote>
<p class="translation">“Toda vez que eu vejo o presidente Obama agora não posso evitar a lembrança do comercial, bobo mas absolutamente hilário, que passou no canal local de TV em dezembro passado.<br />
“Eu raramente gosto de comerciais locais porque a maioria é lixo, mas esse é puramente genial e é tão engraçado que me faz rir sem parar. A primeira vez que o vi, eu disse “PQP???” e comecei a rir ao mesmo tempo. Minha irmã também mandou um link dele no YouTube e eu não pensei duas vezes em espalhá-lo para os outros.”</p>
<p>A estrela do comercial é Ilham Anas, fotógrafo de uma revista da Indonésia, que tem sido apelidado de “Obama Asiático”. O fotógrafo de 34 anos virou celebridade por causa de sua “semelhança” com Obama.</p>
<p>Enquanto estava filmando o comercial, Anas fez alguns passeios paralelos por  Manila. Ele visitou escritórios de atendimento ao cliente (dentro da indústria de terceirização de processos comerciais) para a surpresa e alegria dos jovens que trabalhavam lá. <em>Chuvaness</em> <a href="http://mynosebleed.com/2008/12/12/omg-barrack-obama-visits-a-bpo-center-in-the-philippines/#comment-6682">publica imagens</a>:</p>
<p><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/obama-mla.jpg" alt="obama" /></p>
<p><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/obama-mla2.jpg" alt="obama2" /></p>
<p><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/obama-mla3.jpg" alt="obama3" /></p>
<p>A visita à central de atendimento foi simbólica porque a indústria de terceirização nas Filipinas está <a href="http://www.yugatech.com/blog/careers/obama-and-the-call-center-industry/">com receio</a> de que Obama venha a “levar alguns dos empregos terceirizados de volta à América.”</p>
<p>Anas está ganhando popularidade na Indonésia. <em>Multibrand</em> <a href="http://multibrand.blogspot.com/2009/01/obama-ilham-anas.html">escreve</a>:</p>
<blockquote><p>“I felt very happy that we have Ilham Anas who has been able to make people, in Indonesia &amp; abroad, laugh to see that his face is similar to Obama. I hope that the ‘real&#39; Obama would also be able to bring happiness to people around the world, especially in Indonesia.”</p></blockquote>
<div class="translation">Fico muito feliz em ter Ilham Anas que tem tido a capacidade de fazer as pessoas, na Indonésia e exterior, rirem ao ver um rosto tão parecido com o de Obama. Espero que o Obama ‘real&#39; Obama também traga felicidade para as pessoas ao redor do mundo, especialmente na Indonésia.</div>
</div>
]]></content:encoded>
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		<title>Dia Mundial de Luta contra a AIDS: Blogando Positivamente</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Dec 2008 00:48:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dominguezvaleska</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porJuhie Bhatia  &#183; Traduzido por dominguezvaleska &#183;  Veja o post original 
Este ano marca o 20o aniversário do Dia Mundial de Luta contra a AIDS, que acontece todos os anos no dia 1o de dezembro. Apesar de o impacto do HIV e da AIDS ser sentido por milhões de pessoas no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juhie-bhatia/">Juhie Bhatia</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/dominguezvaleska/'>dominguezvaleska</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/11/30/world-aids-day-blogging-positively/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img class="alignright size-full wp-image-53157" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/11/399601764_89cc5c3ad4_m.jpg" alt="" />Este ano marca o 20o aniversário do <a href="http://www.unaids.org/en/KnowledgeCentre/Resources/FeatureStories/archive/2008/20081027_WAD_2008.asp">Dia Mundial de Luta contra a AIDS</a>, que acontece todos os anos no dia 1o de dezembro. Apesar de o impacto do HIV e da AIDS ser sentido por milhões de pessoas no mundo inteiro, todos os dias, este dia em particular pode ajudar a atrair a atenção tão necessária para essa doença.</p>
<p>O tema deste ano para o Dia Mundial de Luta contra a AIDS é &#8220;Lidere - Fortaleça - Faça Acontecer&#8221;, enfatizando a liderança política exigida para que se combata verdadeiramente a doença. Enquanto o percentual global de adultos que vivem com HIV parou de crescer desde o ano 2000, <a href="http://www.unaids.org/en/KnowledgeCentre/HIVData/GlobalReport/2008/2008-gr-mediakit.asp">33 milhões</a> de pessoas ainda vivem com o vírus, e quase 7.500 novas infecções acontecem diariamente. As taxas de novas infecções por HIV também estão subindo em muitos países, tais como China, Indonésia, Quênia, Moçambique, Rússia e Vietnã. A AIDS também está cobrando o seu preço - 2 milhões de pessoas morreram da doença, ano passado.</p>
<p>Blogues de todo o mundo estão dando rostos a essas estatísticas, compartilhando histórias de cuidado com aqueles que estão com HIV/AIDS, o impacto da doença sobre o cotidiano das pessoas, e o estigma que a acompanha. Esses relatos em primeira mão mostram tanto o progresso que tem sido feito no combate à doença, quanto o volume de trabalho que ainda precisa ser realizado.</p>
<p>Em <a href="http://pozforlife.com/">Poz For Life</a>, Russel, de 20 anos, bloga da Austrália sobre ser soro-positivo, na esperança de que isso incentive outros a fazerem o teste para doenças sexualmente transmissíveis e a adotarem práticas seguras. No seu <a href="http://pozforlife.com/2008/09/09/the-beginning/#more-3">primeiro post </a>ele recorda o dia em que fez o teste para HIV e o terrível período de espera antes de receber o resultado. Aqui está como ele descobriu que era soro-positivo:</p>
<blockquote><p>I got there [the doctor&#39;s office] around 10:30am and went straight in, it was like they where waiting for me ready to take my soul and toss it out the 4th story. I went into his office and I sat down, then I hear ‘Russell am sorry to say but the test for HIV is positive.&#39; I froze for a few seconds and just looked amazed. What felt like a lifetime of silence was around 30 seconds. I said ‘I was thinking it might come back that way.&#39; I can&#39;t believe that I said that, really the first words out of my mouth was I thought it might come back that way.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Cheguei lá (ao consultório do médico) por volta das 10h e 30min da manhã, e entrei direto, foi como se eles já estivessem esperando para roubar a minha alma e jogá-la do 4o andar. Entrei no consultório e sentei, então ouvi: &#8220;Russel, lamento dizer, mas o teste para HIV deu positivo&#8221;. Fiquei paralizado por alguns segundos, com cara de espanto. O que pareceu uma vida inteira de silêncio durou 30 segundos. Eu disse: &#8216;Estava imaginando que as coisas talvez pudessem acontecer desse modo&#39;. Não consigo acreditar que disse isso, realmente as primeiras palavras que saíram da minha boca foram que pensei que as coisas poderiam acontecer desse modo&#8221;.</div>
<p>O blogue <a href="http://aidsrightscongo.org/">AIDS Rights Congo</a>, da <a href="http://azurdev.org/en/index.html">AZUR Development Organization</a>, um <a href="http://rising.globalvoicesonline.org/">projeto do Rising Voices</a>, defende os direitos das pessoas soro-positivas. Seus posts mostram a discriminação e o estigma enfrentados pelos que vivem com o vírus no Congo. Um dos posts <a href="http://aidsrightscongo.org/?p=103">fala sobre</a> a vida de &#8220;Bernadette&#8221;, uma moça que é vendedora de roupas no mercado de Tié-Tié, em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pointe_Noire">Pointe-Noire</a>. Sua vida muda quanto uma amiga divulga seu estatus de portadora do HIV.</p>
<blockquote><p>At the market, her neighbors immediately desert their tables; which even attract the attention of those responsible for managing the market, who, conscious of the fact that having a table at the market is a difficult thing, are surprised to find empty tables around her. The situation has put everyone on alert, and those passing from far away can hear the neighbor’s gossip on the fact that she is a woman infected with HIV. However there are no outward signs that Bernadette is sick, one cannot read it on her face. The illness is not at an advanced stage and she is not on <a href="http://www.who.int/hiv/topics/treatment/en/index.html">ARV [Antiretroviral] treatment</a>. She is simply a normal young woman.</p>
<p>In a setback, traumatized by the situation, she stops her little shop.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;No mercado, seus vizinhos abandonam imediatamente suas bancas; isso atrai a atenção dos responsáveis pela gerência do mercado, que, conscientes do quanto é difícil ter uma banca no mercado, ficam surpresos ao encontrar bancas vazias ao redor dela. A situação coloca todos em alerta, e os passantes podem ouvir de longe os comentários maldosos dos vizinhos a respeito do fato de ela ser uma mulher infectada com o HIV. No entanto, não existem sinais exteriores de que Bernadette está doente, ninguém pode ler isso no seu rosto. A doença não está em estágio avançado e ela não está fazendo o <a href="http://www.who.int/hiv/topics/treatment/en/index.html">tratamento ARV (antirretroviral)</a>. Ela é simplesmente uma jovem comum.<br />
Recuando, traumatizada pela situação, ela fecha sua pequena loja.&#8221;</div>
<p>Juan Carlos, de 29 anos, <a href="http://blogs.poz.com/juan/">bloga</a> do Equador sobre como convive com seu estado de portador do HIV.  <a href="http://blogs.poz.com/juan/archives/2008/11/en_busca_del_ba_1.html">Num de seus posts</a>, ele comenta a importância do equilíbrio e os benefícios de conversar com alguém sobre o que você está passando.</p>
<blockquote><p>Hay mucha gente seropositiva que obvia la ayuda de los psicólogos a lo largo de sus vidas. Personalmente, si hay alguien que escuche o lea esto… yo creo que siempre es bueno conversar con un psicólogo cada cierto tiempo, hace que los días más sombríos se vuelvan más claros y nos ayuda a sobre llevar mejor nuestra vida con este virus y nuestros demás problemas.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Muitas pessoas portadoras do HIV evitam a ajuda de psicólogos durante toda a sua vida. Pessoalmente, se alguém ouvir ou ler isto&#8230; acho que é sempre bom conversar com um psicólogo de tempos em tempos, isso faz os dias mais sombrios ficarem mais claros, e nos ajuda a levar melhor a vida com o vírus e outros problemas que temos&#8221;.</div>
<p>Pinoy Poz, que mora na <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Quezon_City">Cidade Quezon</a>, nas Filipinas, <a href="http://backinthecloset.blogspot.com/">bloga</a> sobre a vida com o HIV e as dificuldades de revelar seu estatus de portador do vírus. Ele assumiu que era gay aos 21 anos, mas nove anos depois &#8220;voltou para o armário&#8221; ao descobrir que era soro-positivo. <a href="http://backinthecloset.blogspot.com/2008/11/coming-out.html">Neste post</a>, ele fala que contar às pessoas que é portador do HIV não tem sido tão ruim quanto temia, mas ainda é duro.</p>
<blockquote><p>Honestly, I’ve been too chicken to tell some of my other contacts myself. And when I say contacts, I mean… okay, sexual contacts. So I did the next best thing. I backtracked through my sexual contacts up to more than a year ago, and had a friend contact them anonymously, to advise them to get tested for HIV. The reactions varied from asking who the sender was, replying to the anonymous number that they’d just gotten tested, sending foul messages to their alleged stalker, or most commonly, assuming that they did get the message, not replying. But I felt that was as decent a warning as I could manage.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Honestamente, tenho sido covarde demais para contar pessoalmente a alguns dos meus outros contatos. E quando eu digo contatos, quero dizer&#8230; certo, contatos sexuais. Então adotei a segunda melhor opção. Levantei todos os meus contatos sexuais até mais de um ano atrás, e fiz com que um amigo entrasse em contato com eles anonimamente para aconselhá-los a fazer o teste para HIV. As reações variaram desde perguntar quem estava mandando a mensagem, responder ao número anônimo que já tinham feito o teste, enviar mensagens hostis para seu suposto assediador, ou mais freqüentemente, dar a entender que tinham recebido a mensagem, sem responder. Mas senti que era a forma mais decente de avisar que eu conseguia administrar&#8221;.</div>
<p>Existem pequenas histórias semelhantes a esses posts vindas de todo o mundo. Este <a href="http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&amp;hl=en&amp;msa=0&amp;msid=116925014949105791191.00045c9dd6cebd5e130f5&amp;ll=24.527135,14.765625&amp;spn=120.298584,316.40625&amp;z=2">mapa Global Voices Google de blogueiros soro-positivos</a> destaca mais vozes de blogueiros assumidamente soro-positivos e cuidadores, além de outras mídias cidadãs relacionadas ao HIV/AIDS. Assim, dê uma olhada e leia suas histórias surpreendentes. O mapa é &#8220;embeddable&#8221;, por isso você pode adicioná-lo ao seu blogue ou Web site. Apesar de estar sendo lançado em conjunto com o Dia Mundial de Luta contra a AIDS, o mapa continuará a ser atualizado ao longo do ano.</p>
<p>Foto de <a href="http://flickr.com/photos/ttfnrob/399601764/">AIDS Ribbon In Tree</a>, de <a href="http://flickr.com/photos/ttfnrob/">ttfnrob</a>.</p>
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		<title>Mundo: O preço da comida, o custo do desespero</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/05/03/mundo-o-preco-da-comida-o-custo-do-desespero/</link>
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		<pubDate>Sat, 03 May 2008 15:20:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A crise causada pelo aumento galopante dos preços está afetando todos os grupos econômicos em cada esquina do mundo. A cada dia, ao que parece, os altos preços dos alimentos faz com que mais um país entre em crise: passeatas, motins, rumores de açambarcamento, queda de governos e até mesmo mortes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/john-liebhardt/">John Liebhardt</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2008/05/02/global-food-price-crisis-round-up/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>A crise causada pelo aumento galopante dos preços está afetando todos os grupos econômicos em cada esquina do mundo. A cada dia, ao que parece, os altos preços dos alimentos faz com que mais um país entre em crise: passeatas, motins, rumores de açambarcamento, queda de governos e até mesmo mortes.</p>
<p>O Global Voices está bem posicionado para acompanhar as nuances desse assunto tão complexo, com autores monitorando a mídia cidadã em quase todas as esquinas do planeta. Esse artigo é uma tentativa de fornecer uma <a href="http://www.globalvoicesonline.org/specialcoverage/global-food-crisis-2008/">narrativa geral da crise global causada pela falta de alimentos</a> [en], com observações de nossos autores ao redor do mundo. Ao clicar nos links, você chegará a todos os artigos que já foram publicados.</p>
<p><a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/30/caribbean-food-shortages/">Vamos começar com o Caribe</a> [en]. Em Barbados, a população local aprende a lidar com um aumento de 30% no preço da farinha de trigo, junto com saltos nos preços da gasolina e do óleo diesel. O Ministro da Agricultura de Trinidad e Tobago nega que a crise dos alimentos tenha atingido as duas ilhas, mas as pessoas notaram um aumento nos preços do frango e da farinha de trigo. Cuba está experimentando uma nova política agrícola fornecendo mais terras a fazendeiros do setor privado.</p>
<p>Aumento de preços e escassez de alimentos <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/05/02/americas-insufficient-actions-and-solutions-for-food-crisis/">podem ser vistos na América Latina</a> [en], a medida que muitas pessoas entram em desespero. A culpa está sendo colocada tanto nos fazendeiros quanto no governo, pela falta de atitude. <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/05/01/arabeyes-looming-food-crisis/">Blogueiros árabes no Líbano, na Síria, no Kuwait e no Egito</a> [en] também estão sentindo o aperto e blogando sobre o assunto.</p>
<p><a title="Sudeste da Ásia: Crise dos Preços do Arroz e Outros Alimentos" href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/05/02/sudeste-da-asia-crise-dos-precos-do-arroz-e-outros-alimentos/">No Cambódia ainda existe a aflição</a> de que quase 500.000 crianças possam vir a perder refeições por causa de um aumento de 20% no preço do arroz. No entando, um aumento dramático na produção de arroz pode não ser algo para além das esperanças naquele país. Os fazendeiros de lá podem cultivar duas ou três safras por ano no mesmo lote de terra.</p>
<p><strong>Os últimos motins</strong></p>
<p><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/04/2397587505_24bc70ed6c2.jpg" alt="Riots in Cairo" /></p>
<p><small>Protestantes no Cairo acendem fogueiras e apedrejam barricadas, 7 de april de 2008 - <a href="http://flickr.com/photos/jameskarlbuck/2397587505/">Foto de James Buck</a></small></p>
<p>Dois dias de motim assolaram o Egito em 6 e 7 de abril, onde  os <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/21/egypt-food-prices-more-than-double/">preços dos ítens da cesta básica dobraram</a> [en] desde 2004 (chegando a quadruplicar em alguns casos). Pelo menos duas pessoas morreram e 111 – inclusive policiais – ficaram feridas (veja a nossa página da cobertura especial da <a href="http://www.globalvoicesonline.org/specialcoverage/egypt-general-strike-2008/">Greve Geral no Egito</a>) [en].</p>
<p>Em Abidjan, na Costa do Marfim, <a href="http://www.reuters.com/article/latestCrisis/idUSL01666799">protestantes bloquearam ruas e queimaram pneus</a> [en], exigindo que o governo reduzisse impostos em produtos chave importados.</p>
<p>Poucos dias depois, quatro pessoas morreram e 25 ficaram feridas em <a href="http://washingtontimes.com/apps/pbcs.dll/article?AID=/20080422/FOREIGN/464705786/1003/FOREIGN">protestos no Haiti</a> [en], onde os preços do arroz, feijão e frutas aumentaram em 50% nos últimos 12 meses. Menos de uma semana depois dos violentos protestos, o primeiro ministro do Haiti <a href="http://www.reuters.com/article/americasCrisis/idUSN27434520">foi rejeitado</a> [en] em um voto de censura.</p>
<p>Para <em>Natifnatal</em>, um haitiano radicado em Abu Dhabi, a crise dos alimentos <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/18/haiti-congo-and-the-politics-of-hunger/">oferece uma operação matemática simples</a> [en]:</p>
<blockquote><p>For those who don&#39;t even know the basics can present the equation: hunger + poverty + rising prices = demonstrations + the Prime Minister&#39;s resignation + violence, and argue that an increase in food aid would suffice to reduce hunger.</p></blockquote>
<div class="translation">Mesmo aqueles que não sabem nem o básico podem resolver essa equação: fome + pobreza + aumento de preços = protestos + demissão do primeiro ministro + violência e o argumento que um aumento na distribuição de alimentos seria suficiente para reduzir a fome.</div>
<p>Mesmo quando um avião de carga caiu em Kinshasa em 15 de abril matando 75 pessoas, o blogueiro congolês <em>Du Cabiau à Kinshasa</em> ruminou sobre um desastre mais silencioso e menos telegênico que o país enfrenta: <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/15/dr-of-congo-fifth-fatal-crash-in-under-a-year-food-prices-the-real-disaster/">os preços dos alimentos dobrando</a> [en] na mesma semana.</p>
<p><strong>Os efeitos no comércio</strong></p>
<p>São muitos os países do terceiro mundo que importam a grande quantidade da comida necessária para alimentar suas populações. O aumento nos preços significa que os problemas também aumentam rapidamente. Até mesmo para exportadores de alimentos, a situação está dando nos nervos. Na Coréia, o maior produtor de arroz do mundo, <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/18/korea-rice-crisis-in-the-past-and-at-the-present/">um internauta argumenta</a> [en] que o arroz deveria ser retirado dos acordos de livre comércio, permitindo que o país faça o que considere apropriado com essa comodidade estratégica.</p>
<p>No entanto, algumas vezes protecionismo não basta. Enquanto o preço do arroz <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/18/korea-rice-crisis-in-the-past-and-at-the-present/">tem aumentado em todas as nações produtoras de arroz do sudeste da Ásia</a> [en], os governos foram forçados a pedir calma e a rezar para que os preços no mercado interno comecem em breve a cair. A situação é duas vezes pior para importadores de arroz, como as Filipinas, onde os pobres têm sofrido na pele o peso dos aumentos. A Indonésia, outro país importador, cancelou suas importações em função dos altos preços.  O Cambódia e o Vietnã abandonaram as exportações. Blogueiros na Malásia relatam rumores de escassêz de arroz. O governo de Brunei pode vir a passar a subsidiar produtos alimentares básicos, como óleo vegetal, farinha de trigo, leite, ovos e frango.</p>
<p><a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/23/japan-where-has-all-the-butter-gone/"><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/04/milk.jpg" alt="Leite japonês" /></a><br />
<small>Leite em um supermercado japonês</small></p>
<p>Há decadas os preços dos alimentos no Japão se mantinham estáveis, o que é estranho para um país que importa quase todos os produtos básicos que consome, exceto o arroz. Coisa do passado. <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/01/japan-the-rising-price-of-food/">Os preços subiram</a> [en] pela primeira vez em mais de duas décadas. O mesmo acontece com <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/23/japan-where-has-all-the-butter-gone/">derivados do leite</a> [en], os quais custavam aos consumidores o mesmo preço há três décadas. Cerveja, óleo vegetal e molho de soja estão também mais caros.</p>
<p><strong>Um matador silencioso </strong></p>
<p>Em Bangladesh, onde as pessoas chegam a gastar até 80% de seus salários com alimentos, o encarecimento do preço do arroz <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/10/bangladesh-hidden-hunger/">alcançou a classe média</a> [pt]. É muito pior para os pobres, e reportagens na imprensa confirmam vários casos de morte por fome. O chefe militar do país atiçou a ira de muitas pessoas ao sugerir que a população substituísse arroz por batatas.</p>
<p>No Tadjiquistão, onde as pessoas já enfrentaram uma falta de energia que durou todo o inverno, parece que <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/03/13/tajikistan-hunger-to-replace-cold-and-darkness/">mais de 260.000 pessoas</a> [en] precisam urgentemente de ajuda para se alimentarem. A preocupação maior é que esse número pode chegar a 2 milhões até o inverno.</p>
<p>Por falar em globalização, no Iêmen, <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/03/11/arabeyes-rising-cost-of-living/">os preços dos produtos da cesta básica aumentaram</a> [en] ao passo que o custo de alguns bens eletrônicos caíu. O Kuwait também passa por aumento de preços, mas não graças à queda do valor do dólar americano.<br />
<a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/03/05/protests-over-high-prices-strike-burkina-faso/"><br />
Em Burkina Faso</a> [en], onde as pessoas acreditam que o governo ficou de braços cruzados enquanto os preços em alguns setores alcançaram um aumento de mais de 40% desde o início do ano, protestos foram deflagrados em várias cidades ao redor do país no final de fevereiro, resultando em prejuízos materiais e mais de 300 detenções.</p>
<p>Mais ou menos na mesma época, <a href="http://afp.google.com/article/ALeqM5itrCnalXSGAMyav1o3WScSPMLwRQ">em Camarões</a> [en], a raiva causada pelo aumento dos preços e queda dos salários sacudiu o país por três dias de violentos confrontos com militares. A raiva também foi alimentada pela tentativa por parte do presidente Paul Biya de mudar a constituição para que ele pudesse exercer um terceiro mandato.</p>
<p><strong>Essa história está longe do fim. Vamos continuar na cobertura dela - portanto veja a nossa página da cobertura especial <a href="http://www.globalvoicesonline.org/specialcoverage/global-food-crisis-2008/">Global Food Crisis 2008</a> [en] regularmente.<a href="http://www.globalvoicesonline.org/specialcoverage/global-food-crisis-2008/"><br />
</a></strong></p>
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		<title>Sudeste da Ásia: Crise dos Preços do Arroz e Outros Alimentos</title>
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		<pubDate>Fri, 02 May 2008 18:43:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raquel Coelho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
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		<description><![CDATA[A crise global dos preços de alimentos está afetando milhões ou talvez bilhões de pessoas. A região sudeste da Ásia, que abriga várias economias emergentes e em desenvolvimento, também está se esforçando para lidar com a situação. Blogueiros discutem o impacto da crise nesta região.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/mong/">Mong Palatino</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/rqlcoelho/'>Raquel Coelho</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/28/southeast-asia-rice-and-food-price-crisis/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Os preços do arroz e de outros itens básicos da alimentação estão subindo. A crise global dos preços de alimentos está afetando milhões ou talvez bilhões de pessoas. É um desafio para as políticas de alimentos. Os governos estão aplicando medidas de emergência para acalmar seus eleitores inquietos. A região sudeste da Ásia, que abriga várias economias emergentes e em desenvolvimento, também está se esforçando para lidar com a situação.</p>
<p>O blog <a href="http://modernburrow.lah.cc/2008/04/06/the-problem-with-our-rising-rice-prices/"><em>For want of a better title</em></a> de certa forma resume o problema da região:</p>
<blockquote><p>o maior problema com a subida do preço do arroz é que é mais um erro de distribuição, que um problema com as safras. Tem mais a ver com política que com agricultura&#8230; Ainda assim, o que provavelmente vai acontecer é um aumento ainda maior nos preços do arroz. A questão é que, quando se trata de um produto necessário, a subida de preço, faz com que as pessoas comprem ainda mais. E uma vez que elas estão gastando mais em arroz, elas gastam menos em outras coisas que acompanham o arroz.</p></blockquote>
<p>Até mesmo Cingapura, um dos países mais ricos da Ásia, está agora lutando para oferecer alimentos a preços baixos, conforme noticiado pelo blog <a href="http://singaporenewsalternative.blogspot.com/2008/04/singapore-hit-by-food-cost-promotes-150.html"><em>Singapore News Alternative. </em></a></p>
<p>Países exportadores de arroz também estão em pânico. O site de notícias <a href="http://www.thanhniennews.com/business/?catid=2&amp;newsid=38057"><em>Thanh Nien</em></a> comenta que “a febre do arroz continua subindo em várias províncias vietnamitas”. O blog <a href="http://detailsaresketchy.wordpress.com/2008/04/23/kids-with-no-rice/"><em>Details are Sketchy</em></a> se preocupa com a previsão de que, em questão de semanas, quase meio milhão de crianças no Camboja não poderão mais fazer todas as refeições, como resultado da subida do custo do arroz.</p>
<p>O blog <a href="http://www.vuthasurf.com/2008/03/24/increasing-rice-prices-and-selling-farmland-hitting-the-poor/"><em>Vuthasurf</em></a> descreve o sentimento geral em Phnom Penh (capital do Camboja):</p>
<blockquote><p>O preço do arroz vem aumentando consideravelmente em Phnom Penh. Por conta disto, os moradores da cidade têm comprado e estocado o produto. O preço de todos os tipos de arroz está subindo muito rápido deixando os cambojanos preocupados. Em todo o país, o preço do arroz está subindo mais de 20% comparado ao ano anterior. Esta subida de preço do arroz está ajudando os produtores, mas está afetando os pobres como trabalhadores têxteis, professores, funcionários públicos que têm baixa renda.</p></blockquote>
<p>Mas o governo cambojano está otimista em relação ao crescimento da produção de arroz. O blog <a href="http://imsokthy.com/2008/04/25/will-cambodia-become-a-world-largest-export-country/"><em>Im Sokthy</em></a> explica:</p>
<blockquote><p>O Camboja tem cerca de 2 milhões de hectares de terra para produção de arroz. O sistema de irrigação existente pode cobrir 30% da área. Pode haver uma expansão para 3 milhões de hectares de produção de arroz. Além disso, o Camboja poderia cultivar cerca de 2 a 3 vezes por ano nas mesmas áreas. Baseado nisso, nota-se que o Camboja tem potencial para se tornar  o maior país exportador de arroz do mundo.</p></blockquote>
<p>O blog <a href="http://feuinewbies.blogspot.com/2008/04/consumer-or-farmer-first-anomaly-and.html"><em>Youthful Insight</em></a> atenta para uma anomalia na formulação de políticas públicas na Indonésia, o que é aplicável também a outros países:</p>
<blockquote><p>De um lado, o governo tem que manter a inflação e o preço dos alimentos baixos o suficiente para que isso não afete os mais pobres. Mas por outro lado, o governo tem que manter um preço razoavelmente alto para incentivar os donos de terras a aumentar a produção e aumentar a qualidade de vida rural. É possível que alguma política atinja ambos os objetivos acima? Sim! Dando um bom apoio financeiro aos proprietários terra como os países desenvolvidos estão fazendo. O problema é que o nosso governo não tem o dinheiro para fazer isso.</p>
<p>Alimentos a preços baixos são bons para a população urbana mais pobre, que tem como principal fonte de renda os setores de serviços e de manufaturados. Mas é ruim para a população pobre do campo, que tem como principal fonte de renda a agricultura. Baixar os preços dos alimentos significa baixar os rendimentos e a qualidade e vida da área rural. O governo sacrifica o campo em prol da cidade. Por que? Porque os pobres urbanos são politicamente mais atraentes que os pobres rurais.</p></blockquote>
<p><a href="http://feuinewbies.blogspot.com/2008/04/consumer-or-farmer-first-anomaly-and.html"><em>New Mandala</em></a> menciona o debate em curso na Tailândia sobre o quanto os produtores irão se beneficiar com a alta dos preços do arroz. <a href="http://thaicrisis.wordpress.com/2008/04/22/samak-eat-less-rice-so-we-can-export-more/"><em>Thailand Crisis</em></a> se surpreende com a fala do Primeiro Ministro tailandês estimulando as pessoas a comer menos para que a Tailândia possa exportar mais.</p>
<p>The <a href="http://the-malaysian.blogspot.com/2008/04/sabah-more-important-than-2nd-space.html"><em>Malaysian</em></a> cita um político que está pedindo ao governo da Malásia para interromper a missão espacial para que o dinheiro possa ser usado no desenvolvimento de Sabah como um estado produtor de alimentos.</p>
<p>O jornalista filipino <a href="http://www.rickycarandang.com/?p=137">Ricky Carandang</a> aponta outro motivo para a subida dos preços:</p>
<blockquote><p>Sim, existe mesmo influência dos fatores de oferta e demanda elevando os preços do arroz, mas deve-se admitir que, em grande parte, o aumento nos preços do petróleo, do ouro e do arroz se devem a especulação no mercado internacional de commodities.&#8221;</p></blockquote>
<p><a href="http://lengua-et-pluma.livejournal.com/7793.html"><em>Lengua et Pluma</em></a> culpa as políticas econômicas do presidente filipino:</p>
<blockquote><p>O governo é rápido em culpar os comerciantes , quando o que está por trás são suas políticas que preparam o terreno para operações de cartel e o declínio da produção de arroz no país . Esta crise que ocasionou uma dependência excessiva da importação de alimentos, e uma agricultura se baseia principalmente na produção de  alimentos in natura para exportação, chamou a atenção para problemas de longa data, que atrapalham nossa agricultura e os produtores rurais. Entre eles: falta de irrigação, falta de subsídios para os produtores, uso da terra e rotação da culturas, e o monopólio da terra por poucos proprietários e corporações transnacionais.</p></blockquote>
<p><a href="http://rogueeconomist.blogspot.com/2008/03/money-cant-buy-mefood.html"><em>Local Freakonomics</em></a> tem esperanças que o governo de Brunei continue subsidiando o preço de itens de alimentação básica:</p>
<blockquote><p>Eu nem espero que o governo subsidie todos os alimentos. O que eu espero é que alguns subsídios aos preços de alimentos ou pacotes de segurança alimentar estejam sendo planejados para a alimentação básica de Brunei (alem de arroz e açúcar), como óleo de cozinha, farinha de trigo, leite, ovos, frango.</p></blockquote>
<p>Artigos relacionados: <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/12/southeast-asia-rising-price-of-rice/">Southeast Asia and rising price of rice</a></p>
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		<title>Indonésia retira o bloqueio do YouTube</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Apr 2008 01:07:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porSami Ben Gharbia  &#183; Traduzido por Daniel Duende &#183;  Veja o post original 
A Indonésia retirou[En] o bloqueio[En] do YouTube.com. Os provedores de acesso à internet &#8220;devem apenas bloquear o acesso a páginas que contenham o filme de Geert Wilders[En]&#8221;, disse o vice presidente da Associação Indonésia dos Provedores de Internet.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/sami-ben-gharbia/">Sami Ben Gharbia</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/14/indonesia-lifts-ban-on-youtube/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>A Indonésia <a href="http://uk.reuters.com/article/internetNews/idUKJAK17047820080411?sp=true">retirou</a>[En] o <a href="http://advocacy.globalvoicesonline.org/2008/04/05/indonesia-blocks-youtube-over-fitna-the-movie/">bloqueio</a>[En] do YouTube.com. Os provedores de acesso à internet &#8220;devem apenas bloquear o acesso a páginas que contenham <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Fitna_(film)">o filme de Geert Wilders</a>[En]&#8221;, disse o vice presidente da Associação Indonésia dos Provedores de Internet.</p>
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		<title>Timor Leste: Sobre a morte de Suharto</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/01/28/timor-leste-sobre-a-morte-de-suharto/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Jan 2008 18:19:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[East Timor]]></category>
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		<description><![CDATA[No final de 1975, Timor Leste foi invadido e ocupado pela Indonésia, no que acabou em 24 anos de dominação. Estima-se que a invasão por parte da Indonésia tenha matado 200 mil pessoas, um terço da população. Essa invasão foi comandada por General Suharto, então ditador da Indonésia. Veja aqui como alguns blogueiros conectados ao Timor Leste reagiram à notícia de sua morte, aos 86 anos, nesse domingo 27 de janeiro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/meng/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2008/01/28/east-timor-on-suhartos-death/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>No final de 1975, Timor Leste declarou independência de  Portugal depois de 400 anos de dominação. Mas a liberdade durou pouco, porque pouco depois disso o país foi invadido e ocupado pela Indonésia, no que acabou em 24 anos de dominação. Estima-se que a invasão por parte da  Indonésia tenha matado 200 mil pessoas, um terço da população.</p>
<p>Essa invasão foi comandada por General Suharto, então ditador da Indonésia, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_de_Timor-Leste">contando com a simpatia da Austrália e aprovação dos Estados Unidos</a>. Veja aqui como alguns blogueiros conectados ao Timor Leste reagiram à notícia de sua morte, aos 86 anos, nesse domingo 27 de janeiro.</p>
<p><a href="http://canhotices.blogspot.com/2008/01/morreu.html">José Prereira</a> apresenta Suharto para aqueles que não o conhecem:</p>
<blockquote><p>Este é o Homem que a Democracia Americana sempre apoiou.<br />
A lança americana na Ásia.<br />
Na chacina dos 500.000 comunistas.<br />
Na invasão de Timor Leste.<br />
Chamava-se Suharto.</p></blockquote>
<p><a href="http://inbetweenpt.blogspot.com/2008/01/o-tirano-morreu.html">Pedro Fontela</a> lista o seu legado e diz que está entre aqueles que festejam:</p>
<blockquote><p>Suharto, ex-ditador Indonésio, morreu, finalmente. Falta-me a hipocrisia para sugerir que possa sentir qualquer sensação de pena. Menos um tirano genocida no mundo, ainda bem para nós! Haja uma celebração!</p></blockquote>
<p><a href="http://timorlorosaenacao.blogspot.com/2008/01/o-inferno-para-quem-o-meree.html">Timor Lorosa e Nação</a> também publica uma biografia do ex-ditador e diz que  Suharto, a quem ele chama de &#8216;o maior criminoso da história contemporânea após a Segunda Guerra Mundial&#39;, não merece respeito nem na morte:</p>
<blockquote><p>Enfim, entrou, por favor, no Inferno e lá ficará a consumir-se nas chamas alimentadas por tanta mortandade, carnificina e terror que espalhou por todo o sudeste asiático.<br />
Não lhe desejo mal. Somente que sofra uma vez por dia por cada vítima do seu consulado de sangue e cadáveres. São só uns milhões.<br />
Está muito bem onde está. O Inferno para quem o merece.</p></blockquote>
<p><a href="http://troll-urbano.blogspot.com/2008/01/quem-lhes-perguntou-se-eles-no-guardam.html">Isabel Faria</a> [pt] critica Ramos Horta, o presidente atual do Timor Leste, por dizer que o povo não deveria guardar rancor pelo ditador morto.</p>
<blockquote><p>Desculpem lá, um ditador deixa de ser um ditador depois de morto? Um assassíno que não é julgado pelos seus crimes não tem que se preocupar porque depois de morto (&#8230;)</p>
<p>Nota final: No dicionário rancor, significa : ódio profundo e oculto; ressentimento.</p>
<p>Até posso entender que Ramos Horta refira o primeiro significado da palavra&#8230;porque se referir o segundo, está a trair a luta do seu povo e do povo indonésio contra a repressão e pela liberdade. E a memória dos que por elas morreram.</p></blockquote>
<p><a href="http://timor-online.blogspot.com/">Timor Online</a> tem coletado reações dos blogues e da imprensa, em inglês e em português.</p>
<p>Apenas em 20 de maio de 2002, Timor Leste se libertou novamente. O país se tornou a primeira nação soberana do século 21.</p>
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		<title>Mudanças climáticas 2007: Pré-conferência e primeiras impressões de Bali</title>
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		<pubDate>Mon, 03 Dec 2007 14:44:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jan Alyne Barbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Indonesia]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Nações Unidas]]></category>
		<category><![CDATA[Portuguese]]></category>
		<category><![CDATA[WORLD]]></category>

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		<description><![CDATA[ &#183; Traduzido por Jan Alyne Barbosa &#183;  Veja o post original 
A medida que a conferência das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas começa, voltemos alguns dias para ver o que os blogueiros têm a dizer. De Gristmill, nos EUA, David Roberts celebrou o recente apoio da Austrália ao protocolo de Kyoto, dizendo:
Ever [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/janalyne/'>Jan Alyne Barbosa</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2007/12/03/climate-change-2007-pre-conference-views-and-first-impressions-of-bali/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>A medida que a conferência das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas começa, voltemos alguns dias para ver o que os blogueiros têm a dizer. De Gristmill, nos EUA, David Roberts <a href="http://gristmill.grist.org/story/2007/11/30/15958/742">celebrou</a> o recente apoio da Austrália ao protocolo de Kyoto, dizendo:</p>
<blockquote><p><em>Ever since I was hired at Grist, I&#39;ve been writing that every developed nation supports the Kyoto Protocol “except the U.S. and Australia.” Guess the U.S. really is all alone now. I feel so proud.</em></p>
<p>Desde que fui contratado em Grist, venho escrevendo que toda nação desenvolvida apóia o protocolo de Kyoto “a exceção dos EUA e da Austrália”. Acho que somente os Estados Unidos estão sozinhos agora. Me sinto orgulhoso.</p></blockquote>
<p>O cartunista sul-africano e blogueiro Jeremy Nell desenhou uma <a href="http://trashmedia.co.za/2007/11/26/zuma-might-be-better-actually/">charge editorial</a>, que representa (em parte) visualmente o aumento dos níveis do oceano no cabo sul da África e as políticas de mudanças climáticas da Administração Bush, ao mesmo tempo em que adiciona um pouco de humor.</p>
<p>Rory Williams do Carbon inteligentemente diz que <a href="http://www.carbonsmart.com/carboncopy/2007/11/washington-just.html">‘Washington simplesmente não entende&#39;</a>. Ele discute sobre o relato IPCC, apoiado pelos EUA; a economia e as políticas de decisões relacionadas às mudanças climáticas pelo congresso norte-americano.</p>
<blockquote><p><em>Perhaps I should be leaping for joy at America&#39;s proactive stance on emission reductions, but a couple of things bother me with this scenario. The first is that Congress, once again, is taking a unilateral approach on an issue of global significance on the assumption that they know best (despite joining the game after halftime). The second is that the requirement for products to be carbon certified will be messy, bureaucratic, not synchronised with other forms of carbon labelling, and difficult to comply with. This will place developing countries at a disadvantage.</em></p>
<p>Talvez eu devesse estar pulando de alegria por causa da instância pró-ativa norte-americana em relação à redução da emissão de gases, mas algumas coisas me incomodam nesse cenário. A primeira é que o congresso, mais uma vez, está agindo unilateralmente em relação ao tema da importância global, supondo que eles sabem o que é melhor (apesar de aderir ao jogo, depois de um certo tempo). A segunda é que a exigência para que os produtos sejam especificados como contendo carbono vai ser confusa, burocrática e não simultânea a outras formas de rotular os produtos que contêm carbono, além de difícil de ser cumprida. Isso colocará os países desenvolvidos em desvantagem.</p></blockquote>
<p>Rory também desafia a comunidade de engenheiros no post <a href="http://www.carbonsmart.com/carboncopy/2007/12/engineering-the.html">‘projetando o futuro&#39;</a>, dizendo:</p>
<blockquote><p><em>When I think about the UNFCCC gathering of 15,000 climate change scientists, politicians, bureaucrats and activists that begins today in Bali, I can&#39;t help wondering about the complicity of planning and design professionals in the lack of progress in reducing global carbon emissions since the Kyoto Protocol was established ten years ago.</em></p>
<p>Quando penso sobre a reunião da UNFCCC de 15.000 cientistas, políticos, burocratas e ativistas das mudanças climáticas que começam hoje em Bali, não posso deixar de pensar sobre a cumplicidade dos profissionais de planejamento e design na falta de progresso no que se refere à redução de emissão global de gás carbônico, desde que o protocolo de Kyoto foi estabelecido dez anos atrás.</p></blockquote>
<p>Dr. Richard Leakey relembra uma mensagem de vídeo sobre as mudanças e a conservação do clima. Para ver o vídeo, clique <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2007/12/03/climate-change-2007-pre-conference-views-and-first-impressions-of-bali/">aqui</a>.</p>
<p>O blog <a href="http://www.ekogaia.org/better-world-blog.html">EkoGaia</a> forneceu um link para um vídeo fascinante disponível no You tube, que traz um olhar para a lógica, os argumentos prós e contra o aquecimento global, economia e riscos em uma análise de hiato de tipos; <a href="http://www.youtube.com/watch?v=mF_anaVcCXg">‘How It All Ends&#39;</a>.</p>
<p>O blog Solar Táxi compartilha uma <a href="http://solartaxi.com/blog/2007/12/01/bali-island-impressions/">galeria de lindas fotos</a> de Bali, confirmando que chegaram à cidade para a conferência.</p>
<blockquote><p><em>The beauty of this world, that&#39;s what we are talking about. Saving it, protecting it, that&#39;s what we want to do. Bali is just an example of one of the world&#39;s most beautiful places.</em></p>
<p>A beleza desse mundo é do que estamos tratando. Salvá-lo, protegê-lo, isso é o que queremos fazer. Bali é só um exemplo de um dos belos lugares do mundo.</p></blockquote>
<p>Mais informações sobre o solar táxi está disponível <a href="http://solartaxi.com/mission/about-the-solartaxi/">aqui</a>.</p>
<p>Por favor, visite nossa <a href="http://www.globalvoicesonline.org/specialcoverage/climate-change-2007/">página de cobertura especial</a> para obter mais links sobre os posts mais atualizados sobre as mudanças climáticas.</p>
<p>Matéria de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/afromusing/">Juliana Rotich</a>.<br />
<em><br />
</em></p>
<p align="center"><em> O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">clique aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">clique aqui</a>.</em></p>
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		<title>Terremoto na Indonésia é sentido em Cingapura e Bangcoc</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/09/13/terremoto-na-indonesia-e-sentido-em-cingapura-e-bangcoc/</link>
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		<pubDate>Thu, 13 Sep 2007 01:26:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>M. Cristina Rauh</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desastre]]></category>
		<category><![CDATA[Indonesia]]></category>
		<category><![CDATA[Primeira Mão]]></category>
		<category><![CDATA[Singapore]]></category>
		<category><![CDATA[Thailand]]></category>

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		<description><![CDATA[ &#183; Traduzido por M. Cristina Rauh &#183;  Veja o post original 
Um terremoto de 7,9 graus foi registrado perto da ilha de Sumatra, na Indonésia. Autoridades da Malásia, Indonésia e Índia emitiram alarmes de tsunami. Moradores do Sudeste Asiático já estão blogando sobre os tremores que sentiram.
Sunny [en] escreve de Bangcoc

&#8220;O efeito foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/mcrauh/'>M. Cristina Rauh</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2007/09/12/indonesia-quake-hits-indonesia-felt-in-singapore-and-bangkok/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p class="entry" id="single">Um terremoto de 7,9 graus foi registrado perto da ilha de Sumatra, na Indonésia. Autoridades da Malásia, Indonésia e Índia emitiram alarmes de tsunami. Moradores do Sudeste Asiático já estão blogando sobre os tremores que sentiram.</p>
<p><em>Sunny</em> <em>[en]</em> <a href="http://suniltheguy.blogspot.com/2007/09/indonesia-earthquake-felt-in-bangkok.html">escreve de Bangcoc</a><a href="http://suniltheguy.blogspot.com/2007/09/indonesia-earthquake-felt-in-bangkok.html"><br />
</a></p>
<blockquote><p><em>&#8220;O efeito foi sentido em alguns prédios altos de Bangcoc, as pessoas em Silom saíram correndo dos prédios de escritórios. Algumas até sentiram a água subindo no canal Saen Saeb. Eu não senti nada, mas ouvi alguns amigos dizendo que o tráfico está intenso na avenida Silom&#8221;.</em></p></blockquote>
<p><em><br />
XXing</em> <em>[en]</em> <a href="http://xxingg.blogspot.com/2007/09/earthquake.html">sente seu apartamento balançar em Cingapura</a><a href="http://xxingg.blogspot.com/2007/09/earthquake.html"><br />
</a></p>
<blockquote><p><em>&#8220;acabei de sentir a quadra inteira do meu apartamento tremendo 30 minutos atrás!<br />
Aproximadamente 7:14 da noite, e o último por mais ou menos 2 minutos? Desta vez, o tremor é mais forte do que da última vez! Qual país está tendo um tremor desses&#8221;?</em></p></blockquote>
<p><a href="http://miyagi.sg/2007/09/tremors/"><em>Mr. Miyagi</em> <em>[en] </em>em Cingapura</a> escreve</p>
<blockquote><p><em>&#8220;A Naomi achou que o gato estava embaixo do sofá, balançando ele, fazendo ela se sentir um pouco tonta. Então a gente achou o gato em outro lugar, e ela me pediu para sentar no sofá para sentir ele balançando um pouco.<br />
“Por quê”?, ela perguntou. Sendo o mentiroso profissional que sou, eu disse, “Eu acho que o assento do sofá está apoiado na base de modo instável”.<br />
Sentei no outro sofá, que não estava &#8220;apoiado na base de modo instável”, e disse, “Não, este não tem”, e então, “ei? Entendi”.<br />
Para confirmar, a gente olhou fixamente para um copo de água em cima da mesa e viu ondulações&#8221;.</em></p></blockquote>
<p><em>Thirty pounces [en]</em>, também em Cingapura, estava no seu computador quando os <a href="http://thirtypounces.blogspot.com/2007/09/woa-quake.html">tremores o apavoraram</a></p>
<blockquote><p><em>&#8220;estava sentado à frente do meu computador quando achei que estava me sentindo tonto.<br />
Então percebi que o quarto estava se movendo - uma polegada para cada lado, um balanço leve, mas rápido. E então eu estava correndo para fora do quarto e descendo as escadas o mais rápido que conseguia. Terremoto de 7,9 graus na Indonésia. Não senti nada embaixo, mas no </em><span style="font-size: 12pt; font-family: 'Times New Roman'"><em>17º</em> </span><em>andar, o balanço era suficiente para me apavorar&#8221;.</em></p></blockquote>
<p>Também estão blogando sobre o terremoto <a href="http://chanlilian.net/2007/09/12/tsunami-alert-for-penang-kedah-perlis-and-perak/"><em>5Xmom</em></a> <em>[en]</em> em Penang, Malásia e <em><a href="http://ongweewee.livejournal.com/1343.html">OngWeeWee</a></em> <em>[en]</em>.</p>
<p align="right"> <em>(texto original de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/preetam/">Preetam Rai</a>)</em></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center"><em>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">aqui</a>.</em></p>
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		<title>Indonesia: Beleza</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/08/21/indonesia-beleza/</link>
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		<pubDate>Tue, 21 Aug 2007 18:38:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luana Selva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte & Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[Indonesia]]></category>
		<category><![CDATA[Juventude]]></category>

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		<description><![CDATA[ &#183; Traduzido por Luana Selva &#183;  Veja o post original 
Fatih Sayud na Indonesia escreve sobre como sua percepção de beleza mudou[En] à medida em que foi ficando mais velho. O blogueiro pede aos leitores que lhe digam os critérios de como eles definiriam que uma pessoa é bonita ou charmosa.
(Texto original de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/luanaselva/'>Luana Selva</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2007/08/21/indonesia-beauty/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Fatih Sayud na Indonesia escreve sobre como <a href="http://afatih.wordpress.com/2007/08/21/pretty-woman/">sua percepção de beleza mudou[En]</a> à medida em que foi ficando mais velho. O blogueiro pede aos leitores que lhe digam os critérios de como eles definiriam que uma pessoa é bonita ou charmosa.</p>
<p align="right">(Texto original de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/preetam/" title="Posts by Preetam Rai">Preetam Rai</a>)</p>
]]></content:encoded>
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