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	<title>Global Voices em Português &#187; Georgia</title>
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		<title>Ossétia do Sul: Pensamentos de um Fotojornalista sobre a Guerra</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/17/ossetia-do-sul-pensamentos-de-um-fotojornalista-sobre-a-guerra/</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Sep 2008 07:14:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Relatos de primeira mão sobre a zona de conflito no Cáucaso continuam a aparecer aqui e ali na blogosfera russófona. No dia 8 de setembro, um mês depois do início da guerra na Ossétia do Sul e Geórgia, o fotojornalista russo Oleg Klimov publicou seus pensamentos sobre como ele vê a guerra, qual o seu cheiro, sobre a imprensa e a propaganda, e sobre o que parece ser a natureza humana universal de realizar saques em tempos de guerra.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/neeka/">Veronika Khokhlova</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/09/15/south-ossetia-a-photojournalists-musings-on-the-war/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><em><small>Veja a página especial da <a href="http://globalvoicesonline.org/specialcoverage/south-ossetia-crisis-2008/">cobertura do Global Voices sobre crise na Ossétia do Sul</a> (em inglês).</small></em></p>
<p>Relatos de primeira mão sobre a zona de conflito no Cáucaso continuam a aparecer aqui e ali na blogosfera russófona. No dia 8 de setembro, um mês depois do início da guerra na Ossétia do Sul e Geórgia, o fotojornalista russo <em>Oleg Klimov</em> <a href="http://klimov.blogspot.com/2008/09/blog-post_08.html">publicou seus pensamentos</a> [Ru] sobre como ele vê a guerra, qual o seu cheiro, sobre a imprensa e a propaganda, e sobre o que parece ser a natureza humana universal de realizar saques em tempos de guerra.</p>
<blockquote><p>[Oleg Klimov&#39;s photo of peacekeepers “between Tskhinvali and Gori”]</p>
<p>[Oleg Klimov&#39;s photo of a post-funereal “wake amidst the ruins in Tskhinvali”]</p>
<p>[Oleg Klimov&#39;s photo of “a village between Tskhinvali and Gori”]</p>
<p>Worst of all I dislike the smell of war. Its stench. A combination of burned damp wood, plastic and the smell of dead bodies. “A parfume.” A sense of war smell is one of the five important senses, an ability to perceive and recognize the smell of the events of the past. I&#39;ve always regretted that photos, like money, do not smell… If they smelled, we&#39;d definitely be all sick now. At the beginning, at least, more than from the graphic pictures of dismembered bodies and other horrors…</p>
<p>Tonight, I watched a “documentary” from Vesti-24 [on a Russian state-owned channel]. Turns out Georgians have been “genociding” Ossetians and the Abkhaz throughout centuries. I really don&#39;t understand where the law on “inciting ethnic hatreds” is. This hatred is being imposed not just on the level of “politicians and journalists,” but on the level of peoples. And the peoples hate each other. And “the smartest politicians” say that on a human level, it is possible to understand the people… Expect that it is exactly on a human level that it&#39;s impossible to understand this.</p>
<p>Georgian houses are being burned and looted. The same is happening to the Ossetian houses. And they&#39;ll continue to burn and loot them. Perhaps, this is human nature. It always happens this way during “ethnic wars.” It was there in Bosnia and Kosovo. In Pala (close to Sarajevo), in the [neutral zone], detachments of “Russian Cossacks” and [mercenaries] were among those who did the looting. There was a whole “system” to it: risking their lives, they were delivering carpets, TV sets, etc., to the Serbian zone and selling them wholesale to the middlemen, who, in their turn, were selling the “trophy goods” at civilian markets. I witnessed this in person and heard attempts at justification: “freelance mercenaries” have nothing left to do because no one is paying them for “heroism at someone else&#39;s war.”</p>
<p>Outside Tskhinval (and inside the city, too) any car near a deserted house means one thing: looters. If you ask them, “What are you doing?”, they&#39;ll respond: “Oh, nothing, our relatives used to live here…” There&#39;ve been instances of murder, however, as well. Of women, too, not just men. And there is blackmail. For example, at one village the local police rounded up the residents and issued an ultimatum to them: “If you don&#39;t pay $10,000, we&#39;ll burn the whole village!” (This is almost official info from the Dutch embassy.)</p>
<p>[…]</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;[foto de Oleg Klimov das forças de paz &#8216;<a href="http://1.bp.blogspot.com/_x8jU1XFdoJ0/SMT8bBmy8_I/AAAAAAAAC_Y/rzSgwmb2oiQ/s1600-h/12ED8694.jpg">entre Tskhinvali e Gori</a>&#8216;]</p>
<p>[foto de Oleg Klimov de uma &#8216;<a href="http://1.bp.blogspot.com/_x8jU1XFdoJ0/SMT8juY4xvI/AAAAAAAAC_g/q9BMETrKass/s1600-h/12ED8350.jpg">lamentação pós-funeral entre as ruinas de Tskhinvali</a>&#8216;]</p>
<p>[foto de Oleg Klimon de &#8216;<a href="http://2.bp.blogspot.com/_x8jU1XFdoJ0/SMT8qT0uHPI/AAAAAAAAC_o/nFDA5Zs6a1c/s1600-h/12ED8565.jpg">uma vila entre Tskhinvali e Gori</a>&#8216;]</p>
<p>O que eu mais detesto é o cheiro da guerra. O seu fedor. Uma combinação de madeira húmida molhada, plástico e o cheiro de cadáveres. &#8216;A parfume&#39;. O sentido do cheiro da guerra é um dos cinco sentidos importantes, uma habilidade de perceber e reconhecer o cheiro de eventos do passado. Eu sempre lamentei que as fotos, assim como o dinheiro, não tenham cheiro&#8230; Se elas tivessem, definitivamente estaríamos todos nauseados agora. Desde o princípio, no mínimo, mais do que pelas imagens fortes de corpos desmembrados e outros horrores&#8230;</p>
<p>Na noite passada assistí um &#8216;documentário&#39; do Vesti-24 [em um canal controlado pelo Estado Russo]. Pelo que parece os Georgianos vem &#8216;genocidando&#39; os Ossétios e os Abkhazis através dos séculos. Eu realmente não entendo onde foi parar a lei contra a &#8216;incitação de ódio étnico&#39;. Este ódio está sendo imposto não apenas no nível dos &#8216;políticos e jornalistas&#39;, mas também no nível das pessoas. E as pessoas odeiam umas às outras. E os &#8216;políticos mais espertos&#39; dizem que, em um nível humano, é possível entender as pessoas&#8230; Mas o esperado é que seja exatamente no nível humano que seja impossível entender isso.</p>
<p>As casas georgianas estão sendo incendiadas e saqueadas. A mesma coisa está acontessendo com as casas ossétias. E eles vão continuar a queimá-las e saqueá-las. Talvez isso seja da natureza humana. Isso sempre acontece deste jeito durante &#8216;guerras étnicas&#39;. Aconteceu na Bósnia e Kosovo. Em Pala (perto de Sarajevo), na [zona neutra], destacamentos de &#8216;Cossacos Russos&#39; e [mercenários] estavam entre aqueles que faziam os saques. Havia todo um &#39;sistema&#39; para isso: arriscando suas vidas, eles estavam levando tapetes, aparelhos de TV, etc., para a zona Sérvia e os vendiam no atacado pra intermediários, que, por sua vez, estavam vendendo os &#8216;espólios de guerra&#39; em mercados civis. Eu testemunhei isso pessoalmente e ouvi tentativas de justificação: &#8216;mercenários de ocasião&#39; não tem como não fazê-lo, porque ninguém os está pagando para serem &#8216;heróis em uma guerra alheia&#39;.</p>
<p>Fora de Tskhinval (e dentro da cidade, também), qualquer carro perto de uma casa deserta significa apenas uma coisa: saqueadores. Se você pergunta a eles, &#8216;o que vocês estão fazendo?&#39;, eles irão lhe responder: &#8216;Ah, nada, nossos parentes moravam aqui&#8230;&#39;. Contudo, alguns assassinatos ocorreram, também. [Assassinatos] de mulheres, também, e não só de homens. E também há extorsão. Por exemplo, em uma vila a polícia local reuniu os moradores e lhes deu um ultimato: &#39;se vocês não pagarem $10.000, nós iremos queimar a vila inteira!&#39; (esta é uma informação quase oficial da embaixada holandesa)</p>
<p>[&#8230;]&#8221;</p>
</div>
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		<title>Estônia-Finlândia: opiniões divididas ao lidar com a Rússia</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/14/estonia-finlandia-opinioes-divididas-ao-lidar-com-a-russia/</link>
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		<pubDate>Sun, 14 Sep 2008 13:59:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Débora Medeiros</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porVilhelm Konnander  &#183; Traduzido por Débora Medeiros &#183;  Veja o post original 
Itching for Eestima discute [En] o modo como a Finlândia lida com seu vizinho russo no contexto da guerra na Geórgia e reflete sobre o papel da Estônia no conflito.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/vilhelm/">Vilhelm Konnander</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/debmedeiros/'>Débora Medeiros</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/09/12/estonia-finland-divided-views-on-dealing-with-russia/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><em>Itching for Eestima</em> <a href="http://palun.blogspot.com/2008/09/halonen.html">discute</a> [En] o modo como a Finlândia lida com seu vizinho russo no contexto da guerra na Geórgia e reflete sobre o papel da Estônia no conflito.</p>
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		<title>Georgia: Repórteres Regionais</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/26/georgia-reporteres-regionais/</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Aug 2008 06:00:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O conflito entre Geórgia e Rússia sobre o território separatista da Ossétia do Sul foi acompanhado por ciber-ataques a vários websites da imprensa oficial e independente da Geórgia. Mas em vez de impedir os jornalistas de utilizar a internet para cobrir a guerra, o que aconteceu foi o oposto. Muitos georgianos -- tanto profissionais de comunicação de massa quanto jornalistas cidadãos -- criaram blogues para relatar ou comentar os conflitos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/onnik-krikorian/">Onnik Krikorian</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/08/24/georgia-regional-reporters/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><em>Visite também a <a href="http://globalvoicesonline.org/specialcoverage/south-ossetia-crisis-2008/">página de cobertura especial da Crise na Ossétia do Sul</a> no Global Voices Online (em inglês).</em></p>
<p>O <a href="http://globalvoicesonline.org/specialcoverage/south-ossetia-crisis-2008/">conflito entre Geórgia e Rússia</a> [En] a respeito do território separatista da Ossétia do Sul foi <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/07/21/georgia-hacker-attack/">acompanhado por ciber-ataques</a> [En] a vários websites da imprensa oficial e independente da Geórgia. Mas em vez de impedir os jornalistas de utilizar a internet para cobrir a guerra, estes ataques causaram o oposto. Muitos georgianos &#8212; tanto profissionais de comunicação de massa quanto jornalistas cidadãos &#8212; criaram blogues para relatar ou comentar os conflitos.</p>
<p>O Editor Regional para o Cáucaso do Global Voices Online, <a href="http://globalvoicesonline.org/author/onnik-krikorian/">Onnik Krikorian</a>, falou com <em>Shorena Ratiati</em>, Diretora Nacional do <em>Institute for War &amp; Peace Reporting</em> [Instituto de Reportagem de Guerra e Paz, em inglês], e com um editor de web, <em>Giorgi Kupatadze</em>, no próprio blogue onde eles cobrem o conflito Geórgia-Rússia: o <a href="http://www.regionalreporters.wordpress.com/"><em>Regional Reporters</em></a> [Ru]:</p>
<blockquote><p><strong>Onnik Krikorian: When was the Regional Reporters blog set up and why?</strong></p>
<p>Giorgi Kupatadze: It was set up on 8 August when most of the local Georgian web sites were hacked and breiught down. We decided to create a blog although not in the classical sense. We just posted news with no comments from our journalists participating in our projects throughout the region. We received news from from reporters in Russia, Armenia, Azerbaijan, Georgia and so on.during this period about the conflict.</p>
<p>As we found it later — yesterday, in fact, our blog was the 12th most popular of all the blogs hosted by Wordpress.com. Page views are not very clear statistics, of course, but when we set up the blog in the afternoon, we had almost 30,000 page views in the evening and that was just for the first day. However, we had to turn comments off after many obscenities were left by the “other side,” shall we say.</p>
<p><strong>OK: That&#39;s a pity because some kind of discussion in the comments section of each post would have been useful. Wouldn&#39;t it have been possible to moderate them? </strong></p>
<p>GK: Yes, it&#39;s a pity, but we just didn&#39;t have the necessary human resources and time to do so. Comments were on for the first five posts before we announced the creation of the blog, but then in just five minutes there were more than 100 comments. Unfortunately, most of them needed moderation and we just don&#39;t have the resources to do that.</p>
<p><strong>OK: The site was set up because of the events in South Ossetia, but why use a blogging platform?</strong></p>
<p>GK: Well, we just decided that in such a situation it would be useful to have a source of news from people both inside and outside of Georgia. It was also necessary for people here, and especially in the regions where there is limited access to information.</p>
<p>Shorena Ratiani: IWPR has never used blogs before, but because we received so many phone calls from the beginning of the conflict it was necessary. We started with limited resources and a limited staff, but Giorgi managed to get it running and it became a huge success.</p>
<p><strong>OK: Why did you choose Wordpress over LiveJournal which is very popular in the former Soviet space?</strong></p>
<p>GK: Mainly it was because I have more experience with Wordpress and it seemed natural.</p>
<p><strong>OK: Have you had much feedback from other IWPR offices about the blog?</strong></p>
<p>SR: Yes, the IWPR main office [in London] are very pleased which is particularly satisfying as we weren&#39;t sure this blog would find as much success as it did.</p>
<p><strong>OK: Are there plans to have posts in other languages other than Russian?</strong></p>
<p>SR: This wasn&#39;t planned and it exists only as a voluntary effort.</p>
<p><strong>OK: I assume you never had any experience of blogs before, but can you know see their potential as a medium for the dissemination of information.</strong></p>
<p>SR: Yes, but it depends on our resources. However, while I couldn&#39;t say that blogs are popular in Georgia, now we&#39;ve started on this, I&#39;ve certainly become more interested in them.</p>
<p>GK: I&#39;m not a very active blogger myself, but I&#39;m an avid reader. For sure, it has huge potential. In terms of the Georgian blogs, there&#39;s more and more of them now, and I think that their number will increase.</p></blockquote>
<p><strong>Onnik Krikorian:</strong> Quando foi que o blogue Regional Reporters foi criado, e por quê?</p>
<p><strong>Giorgi Kupatadze:</strong> Ele foi criado em 8 de agosto, quando a maioria dos websites locais da Georgia foram hackeados e derrubados. Nós decidimos criar um blogue, mas não no sentido clássico. Nós apenas publicávamos notícias sem comentários sobre o conflito, produzidas pelos jornalistas participantes em nossos projetos por toda a região. Nós recebíamos notícias de repórteres da Rússia, Armênia, Azerbaijão, Geórgia, etc&#8230;, durante este período.</p>
<p>Como descobrimos depois &#8212; ontem, de fato &#8212; nosso blogue era o 12º mais popular hospedado pelo Wordpress.com. Page views não são estatísticas muito claras, obviamente, mas na noite do dia em que nós colocamos o blogue no ar nós já tinhamos quase 30.000 page views, e isso foi apenas o primeiro dia. Contudo, nós tivemos que desligar os comentários depois que muitas obscenidades foram deixadas pelo &#8220;outro lado&#8221;, como eu diria.</p>
<p><strong>O.K.:</strong> Isso é uma pena, pois um pouco de discussão na sessão de comentários de cada post poderia ter sido útil. Não era possível então moderar os comentários?</p>
<p><strong>G.K.:</strong> Sim, é uma pena, mas nós não tínhamos os recursos humanos e o tempo necessário para fazê-lo. Os comentários estavam habilitados nos primeiros cinco posts do blogue, antes de anunciarmos sua criação, mas então apenas 5 minutos depois do anúncio nós já tínhamos mais de 100 comentários. Infelizmente, a maioria deles precisava de moderação e nós simplesmente não temos os recursos para fazer isso.</p>
<p><strong>O.K.:</strong> O site foi criado por conta dos eventos na Ossétia do Sul, mas por quê usar uma plataforma de blogue?</p>
<p><strong>G.K.:</strong> Bem, nós apenas decidimos que na atual situação seria útil se ter uma fonte de notícias de pessoas tanto dentro quanto fora da Geórgia. Isso é também uma necessidade para as pessoas daqui, especialmente nas regiões onde o acesso às informações é limitado.</p>
<p><strong>Shorena Ratiani:</strong> O Instituto de Reportagem de Guerra e Paz nunca havia usado blogues antes, mas depois de termos recebido tantas ligações desde o início do conflito, isso se tornou uma necessidade. Nós começamos com recursos limitados e uma equipe limitada, mas Giorgi conseguiu fazer com que o blogue funcionasse e se tornasse um grande sucesso.</p>
<p><strong>O.K.:</strong> Por que é que vocês escolheram o Wordpress em vez do LiveJournal, que é muito popular na região da antiga União Soviética?</p>
<p><strong>G.K.:</strong> Principalmente porque eu tenho mais experiência com o Wordpress, e a escolha me pareceu natural.</p>
<p><strong>O.K.:</strong> Vocês receberam muito feedback dos outros escritórios do Instituto de Reportagem de Guerra e Paz a respeito do blogue?</p>
<p><strong>S.R.:</strong> Sim, o escritório principal do Instituto de Reportagem de Guerra e Paz (em Londres) ficou muito satisfeito, e isso é muito bom pois nós não estávamos certos se este blogue iria dar certo do jeito que deu.</p>
<p><strong>O.K:</strong> Existem planos para que o site tenha posts em outras línguas além do russo?</p>
<p><strong>S.R.:</strong> Isso não foi planejado, e existe apenas como um esforço voluntário.</p>
<p><strong>O.K.:</strong> Eu assumo que você nunca teve qualquer experiência com blogues antes, mas agora você pode ver seu potencial como uma mídia para a disseminação de informação?</p>
<p><strong>S.R.:</strong> Sim, mas isso depende dos nossos recursos. Contudo, embora eu não possa dizer que blogues são populares na Geórgia, agora que eu comecei com isso, certamente me tornei mais interessada neles.</p>
<p><strong>G.K.:</strong> Eu não sou um blogueiro muito ativo, mas sou um leitor ávido. Certamente, eles tem um grande potencial. Em termos de blogues georgianos, há cada vez mais deles agora, e eu acredito que este número ainda vai crescer.</p>
<p>O blogue <em>Regional Reporters</em> [Ru] está em <a href="http://www.regionalreporters.wordpress.com/">http://www.regionalreporters.wordpress.com</a>.</p>
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		<title>Georgia: Pepsikolka dá notícias de Poti</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Aug 2008 03:50:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porVeronica Khokhlova  &#183; Traduzido por Daniel Duende &#183;  Veja o post original 
O OpenDemocracy.net publicou traduções [em inglês] de posts escritos pela usuária pepsikolka (Samira Kuznetsova) do LiveJournal, uma blogueira moradora de Poti, Georgia: aqui, aqui e aqui. (Traduções de posts anteriores de Pepsikolka, feitas pelo Global Voices, são encontradas aqui [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/neeka/">Veronica Khokhlova</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/08/25/georgia-pepsikolkas-dispatches-from-poti/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>O <em>OpenDemocracy.net</em> publicou traduções [em inglês] de posts escritos pela usuária <em>pepsikolka</em> (Samira Kuznetsova) do LiveJournal, uma blogueira moradora de Poti, Georgia: <a href="http://www.opendemocracy.net/russia/article/georgia-poti-blog-part-two">aqui</a>, <a href="http://www.opendemocracy.net/russia/article/georgia-poti-blog-part-three">aqui</a> e <a href="http://www.opendemocracy.net/article/russia-theme/pepsikolkas-poti-blog-part-4">aqui</a>. (Traduções de posts anteriores de <em>Pepsikolka</em>, feitas pelo Global Voices, são encontradas <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/08/10/georgia-russia-more-reports-on-the-conflict-from-russophone-bloggers/">aqui</a> [En] e <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/11/georgiarussia-blogueira-de-poti-conta-como-o-bombardeio-foi/">aqui</a>).</p>
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		<title>Geórgia, Rússia: Spam Político</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/14/georgia-russia-spam-politico/</link>
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		<pubDate>Thu, 14 Aug 2008 21:42:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porVeronica Khokhlova  &#183; Traduzido por Daniel Duende &#183;  Veja o post original 
A usuária do LiveJournal shupaka (Diana Petriashvili), moradora de Tbilisi, vem recebendo uma grande quantidade de spam político em sua conta de ICQ e em um site de rede social russo do qual ela é membro. Aqui está um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/neeka/">Veronica Khokhlova</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/08/14/georgia-russia-political-spam/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>A usuária do LiveJournal <em>shupaka</em> (Diana Petriashvili), moradora de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tbilisi">Tbilisi</a>, vem recebendo uma grande quantidade de spam político em sua conta de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/ICQ">ICQ</a> e em um site de rede social russo do qual ela é membro. <a href="http://shupaka.livejournal.com/192128.html">Aqui está um dos exemplos mais comuns</a> [En], traduzido do inglês: <em>&#8220;Seus canais [de televisão], seus jornais e os sites da internet mentem, cada palavra é uma mentira. A Geórgia está agindo conforme as instruções de [George] Bush &#8230; [esto] é política! Não acredite no que você ouve &#8230; as imagens que você vê em seus canais [de TV] são verdadeiras, mas os comentários são simplesmente o oposto. Os russos estão tentando nos ajudar &#8230; e os georgianos estão atirando em nós &#8230; Nossos irmãos e irmãs estão lá, sob as ruínas, nos porões, nas matas &#8230; Se você quer saber a verdade sobre a guerra venha para os sites de canais de televisão centrais. www.1tv.ru ou www.vesti.ru Obrigado.&#8221;</em></p>
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		<title>Guerra da Geórgia: Números de Mortos em Tshkhinvali</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Aug 2008 20:52:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porVilhelm Konnander  &#183; Traduzido por Daniel Duende &#183;  Veja o post original 
Zhivye zapiski Antona Nosika comenta [Ru] sobre os vários números &#8212; que vão de dezenas a milhares &#8212; de vítimas da guerra em Tshkhinvali, providos pelas autoridades russas.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/vilhelm/">Vilhelm Konnander</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/08/14/georgia-war-number-of-dead-in-tshkhinvali/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><em>Zhivye zapiski Antona Nosika</em> <a href="http://http://dolboeb.livejournal.com/1313947.html">comenta</a> [Ru] sobre os vários números &#8212; que vão de dezenas a milhares &#8212; de vítimas da guerra em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tskhinvali">Tshkhinvali</a>, providos pelas autoridades russas.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Geórgia, Rússia: Governos são incapazes de socorrer cidadãos</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/14/georgia-russia-governos-sao-incapazes-de-socorrer-cidadaos/</link>
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		<pubDate>Thu, 14 Aug 2008 12:37:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O jornalista ucraniano Ihor Lutsenko - que bloga no LJ como igordaily - acabou de voltar de uma reportagem na Geórgia. Veja em seu blogue uma postagem sobre o empenho dos dois governos, da Geórgia e da Rússia, com os seus cidadãos que moram no local do conflito.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/neeka/">Veronica Khokhlova</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/08/13/georgia-russia-governments-unable-to-protect-civilians/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>O jornalista ucraniano  Ihor Lutsenko - que bloga no LJ como <em>igordaily</em> - acabou de voltar de uma reportagem na Geórgia. Veja abaixo uma <a href="http://igordaily.livejournal.com/621420.html">das últimas postagens em seu blogue</a> [ukr]:</p>
<blockquote><p>[…] Foi difícil voltar. Muitos de nossos repórteres estão presos lá, porque não há passagens de volta e eles não puderam escrever [as matérias] porque a estrada de Gori está bloqueada.</p>
<p>Em essência. Gostaria de falar sobre dois governos maravilhosos.</p>
<p>O georgiano, por alguma razão, não anunciou oficialmente de uma maneira que fosse fácil de entender que havia  necessidade de evacuar os residentes de Gori e dos vilarejos próximos. Ele não ajudou com uma evacuação de forma sistemática. &#8220;Patriotas&#8221; privados também não ajudaram, aqueles que [dirigiam descuidadamente] por Tbilisi com bandeiras [georgianas] em seus carros, mesmo que estivessem a apenas uma hora de viagem do local da crise. E hoje, em minha quase vila natal de Tkviavi, saqueadores mataram cinco pessoas, de acordo com um morador local [com quem falei pelo telefone].</p>
<p>O governo russo abandonou seus cidadãos na Geórgia. Eles estão ligando para a exbaixada [da Federação Russa] em Tbilisi, pedindo ajuda (uma vez que os vôos diretos foram cancelados) - mas eles escutam &#8220;o problema é seu, se mande da forma que quiser, nós mesmos estamos aqui [quase sendo bombardeados]&#8221;. De volta para casa, no entanto, a imprensa está escrevendo que eles estão todos algemados [e viraram reféns nas mãos  dos georgianos] - mesmo que nem um georgiano sequer tenha dito uma palavra que fosse para eles.</p>
<p>[Vladimir Putin e Mikheil Saakashvili], espero que um dia vocês paguem direitinho [por isso].</p></blockquote>
</div>
]]></content:encoded>
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		<title>Geórgia, Rússia: O que vem em seguida?</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/13/georgia-russia-o-que-vem-em-seguida/</link>
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		<pubDate>Wed, 13 Aug 2008 19:09:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O presidente russo Dmitry Medvedev anunciou o fim da chamada operação de “imposição de paz” ontem. LJ user varfolomeev66 - Vladimir Varfolomeev, jornalista da Rádio Echo de Moscou - pergunta em seu blogue: “O que virá em seguida?”]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/neeka/">Veronica Khokhlova</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/08/13/georgia-russia-whats-next/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>O presidente russo  Dmitry Medvedev <a href="http://seansrussiablog.org/2008/08/12/the-five-day-war/">anunciou o fim da chamada operação de “imposição de paz”</a> ontem. LJ user <em>varfolomeev66</em> - <a href="http://www.echo.msk.ru/contributors/27/">Vladimir Varfolomeev</a>,  jornalista da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Echo_of_Moscow">Rádio Echo de Moscou</a> -  pergunta em seu blogue: “O que virá em seguida?”</p>
<p>Ele <a href="http://varfolomeev66.livejournal.com/233794.html">escreveu</a> [rus]:</p>
<blockquote><p>Não estou me referindo à  Geórgia dessa vez.</p>
<p>O governo russo usou cada momento de crise como motivo para mais um apertar de parafusos e fortalecimento de suas próprias posições. Depois do [<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Russian_apartment_bombings">bombardeio de prédios em Moscou em 1999</a>] [en], a [<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Second_Chechen_War">Segunda Guerra da Chechênia</a>] [en] teve início, e Putin alcançou o poder. Depois [<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Russian_submarine_Kursk_explosion">do desastre do submarino em 2000 em Kursk</a>] [en] seguido do [<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Moscow_theater_hostage_crisis">cerco ao  teatro Nord-Ost em 2002</a>] [en], da eliminação dos [Canais de TV <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Channel_One_%28Russia%29">ORT</a> e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/NTV_%28Russia%29">NTV</a>] [en]. Depois do [<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Crise_de_ref%C3%A9ns_da_escola_de_Beslan">Massacre da escola de Beslan em 2004</a>], as eleições locais foram canceladas.</p>
<p>O que esse regime está aprontando agora?</p></blockquote>
<p>Seguem abaixo alguns comentários nessa postagem:</p>
<blockquote><p><em>oleg_kozyrev</em>:</p>
<p>- Controle da internet</p>
<p><em>varfolomeev66</em>:</p>
<p>Considerando que não tem mais nada fora de controle, isso é bem possível.</p>
<p><em>humanist_us</em>:</p>
<p>Eles vão apertar os últimos parafusos da internet.</p>
<p>E  [a Rádio Echo de Moscou] ;)</p>
<p>Embora certamente você não tenha tentado chatear os dois anões [com sua cobertura da crise]</p></blockquote>
<p>Blogando de  Tbilisi, Oleg Panfilov, usuário <em>oleg-panfilov</em> do LJ, do <a href="http://www.cjes.ru/">Centro para Jornalismo em Situações Extremas</a> - <a href="http://oleg-panfilov.livejournal.com/553572.html">postou um resumo do dia em seu blog</a> [rus] sobre o que a crise de cinco dias pode vir a significar para a Geórgia em termos políticos:</p>
<blockquote><p>Hoje foi o dia das emoções.</p>
<p>Primeiro, uma manifestação imensa no centro de  Tbilisi e pessoas chorando durante Saakashvili.</p>
<p>Depois, um dia de espera enquanto os políticos estavam debatendo e expressando opiniões sobre a Geórgia e suas relações com a Rússia.</p>
<p>E finalmente a saída de Geórgia  [da CEI, a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Comunidade_dos_Estados_Independentes">Comunidade dos Estados Independentes da antiga União Soviética</a>]. Por enquanto, em forma de um discurso político, mas depois de um tempo, em questão de dias, a Rússia se tornará automaticamente uma força ocupadora não apenas formalmente, mas também legalmente, porque perderá o status de “força de paz” da CEI. E então, de acordo com todas as leis internacionais, qualquer presença de tropas [da Rússia] nos territórios da Ossétia do Sul e Abkhazia poderá ser reconhecida como ilegal.</p>
<p>Em outras palavras, mais uma aventura militar acabou [dando em nada].</p>
<p>Eu não sei que tipo de raciocínio os comandantes militares russos seguiram (claro, se é que houve de fato algum tipo de raciocínio), mas a Geórgia conseguiu resistir e evitou voltar a um estado em que se encontrava nos tempos da União Soviética. Ou seja, um estado de [”grande <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Shashlyk"><em>churrascaria shashlyk</em></a>” [en]] para usar a      nomenclatura      russa.</p>
<p>Se analisarmos o que aconteceu, encontraremos muitos argumentos tanto a favor da Geórgia quanto a favor dos métodos imperiais do Kremlin dos dias de hoje. Uma coisa é clara, no entanto - A Geórgia não se transformará em um país diferente, ela provou da liberdade nos últimos anos, apesar do fato de que muitas pessoas não gostarem dela.</p>
<p>Agora depende dos outros remanescentes do império soviético decidir se querem continuar vivendo na forma que estão ou aprenderão com a  Geórgia.</p>
<p>Amanhá será outro dia de espera.</p></blockquote>
<p>Veja abaixo alguns comentários:</p>
<blockquote><p><em>mormegil11</em>:</p>
<p>A Geórgia perdeu a Ossétia do Sul e  Abkhazia. Quando a euforia acabar, o cotidiano cinzento da vida começará - sem transferências de dinheiro de [parentes trabalhando em] Moscou, sem acesso ao mar e conexão aérea para transporte [com a Rússia], sem bancos em funcionamento - e aí o tamanho da catástrofe será maior do que o tamanho da multidão      ingênua e agitada na manifestação.</p>
<p>Essa guerra não tem [ganhadores ou perdedores]. Existe culpa, um enorme sentimento de culpa diante dos mortos: georgianos, russos, ossetianos, ucranianos, holandeses&#8230; e o que é a entrada na CEI ou na OTAN, ou em qualquer lugar, comparada com essa culpa.</p>
<p><em>rousyn</em>:</p>
<p><em>“sem transferências de dinheiro de [parentes trabalhando em] Moscou”</em></p>
<p>Re-orientação da imigração da força de trabalho para o ocidente? É esse o progresso dele? […]</p>
<p><em>realpushkin</em>:</p>
<p>Oleg, infelizmente você está errado. […]</p>
<p>1) Os países da OTAN e os aliados em geral não vão se meter em uma guerra com a Rússia, caso aconteça novamente - isso é [contra-produtivo] para todos.</p>
<p>2) Abkhazia e Ossétia do Sul não se tornarão parte da Geórgia, nem mesmo como regiões autônomas - é mais fácil que a Rússia reconheça a independência delas.</p>
<p>3) Está provado que civis morreram em Tskhinvali   [por causa do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/9K51_Grad">sistema de lançamentos múltiplos de mísses</a>] - Saakashvili não terá a chance de entrar [em organização alguma]. […]</p></blockquote>
</div>
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		<title>Georgia: Estudantes Protestam em frente à Embaixada Russa</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/12/georgia-estudantes-protestam-em-frente-a-embaixada-russa/</link>
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		<pubDate>Tue, 12 Aug 2008 21:55:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porOnnik Krikorian  &#183; Traduzido por Daniel Duende &#183;  Veja o post original 
The Caucasian Knot [En] comenta sobre notícias de que estudantes georgianos teriam realizado um protesto em frente à embaixada russa em Erevan, na Armênia&#8230; e aparentemente terem sido convidados a deixar o país.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/onnik-krikorian/">Onnik Krikorian</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/08/12/georgia-students-protest-outside-russian-embassy/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><em>The Caucasian Knot</em> [En] comenta sobre notícias de que estudantes georgianos teriam realizado um protesto em frente à embaixada russa em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Erevan">Erevan</a>, na Armênia&#8230; e <a href="http://blog.oneworld.am/2008/08/12/georgia-student-protest-in-armenia/">aparentemente terem sido convidados a deixar o país</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Georgia: Tropas Russas em Vilas Georgianas?</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/12/georgia-tropas-russas-em-vilas-georgianas/</link>
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		<pubDate>Tue, 12 Aug 2008 21:27:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Embora a situação esteja tranquila em Tbilisi neste momento, o blogueiro da Ossétia do Norte Alan Tskhurbaev - usuário alan_tskhurbaev no LiveJournal - escreveu em 11 de agosto sobre os alegados avanços das tropas russas e da Ossétia do Sul na Geórgia:]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/neeka/">Veronica Khokhlova</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/08/12/georgia-russian-troops-in-georgian-villages/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Embora <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/08/12/georgia-russia-tbilisi-reports/">a situação esteja tranquila em Tbilisi</a> [En] neste momento, o blogueiro da Ossétia do Norte Alan Tskhurbaev - usuário <em>alan_tskhurbaev</em> no LiveJournal - <a href="http://alan-tskhurbaev.livejournal.com/19507.html">escreveu</a> [Ru] em 11 de agosto sobre os alegados avanços das tropas russas e da Ossétia do Sul na Geórgia:</p>
<blockquote><p>Talked with Tskhinval. According to [the person I talked with], Russian and South Ossetian troops have taken a Georgian village of Ergneti. They&#39;ve also mopped up Avnevi. Then they&#39;ll move on to Nikozi, Tkiavi, and all the way to Gori. The Chechen battalion “East” is taking an active part.</p>
<p>And a quote from [the person I talked with]:</p>
<p>“Now the whole world is yelling that the bombing of Georgia is terrible, but isn&#39;t it as terrible to bomb Tskhinval?! Nothing will happen if Tbilisi beau monde wets their asses in the basements.”</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Falei com Tskhinval. De acordo [com a pessoa com a qual falei], tropas russas e da Ossétia do Sul tomaram a vila georgiana de Ergneti. Eles também varreram Avnevi. E então eles irão para Nikozi, Tkiavi, e todo o caminho até Gori. O Batalhão Checheno do &#8216;Leste&#39; está desempenhando um papel ativo.<br />
E uma citação [da pessoa com a qual eu falei]:<br />
&#8216;Agora todo o mundo está gritando sobre como o bombardeio à Geórgia é terrível, mas não é igualmente terrível o bombardeio a Tskhinval?! Nada vai acontecer se as pessoas bonitas de Tbilisi ficarem se borrando em seus porões&#39;.&#8221;</div>
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		<title>Geórgia/Rússia: Blogueira de Poti conta como o bombardeio foi</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Aug 2008 14:29:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eis os relatos da usuária do Live Journal pepsikolka sobre o que ela sentiu quando os aviões da Rússia estavam bombardeando Poti, cidade nativa dela: "Por volta de meia-noite, ouvi alguns estrondos, corri para a janela e vi um feixe de fogo, explosões no porto e um barulho ensurdecedor. Eu nem tive tempo de me assustar, eu só sabia que se um dos tanques de petróleo fosse atingido, haveria fogo e explosão"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/neeka/">Veronica Khokhlova</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/08/10/georgia-russia-blogger-from-poti-recounts-the-bombing/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><em><small>Veja a <a href="http://globalvoicesonline.org/specialcoverage/south-ossetia-crisis-2008/">página de cobertura especial</a> [en] do </small></em><em><small>Global Voices sobre a crise na</small></em><em><small> Ossétia do Sul.</small></em></p>
<p>Eis os relatos da usuária do Live Journal <em>pepsikolka</em> sobre o que ela sentiu quando os aviões da Rússia estavam bombardeando Poti, cidade nativa dela (outras postagens em inglês dessa blogueira podem ser encontradas <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/08/10/georgia-russia-more-reports-on-the-conflict-from-russophone-bloggers/">aqui </a>[en]):</p>
<blockquote><p>Foi assim que aconteceu.</p>
<p>A gente se preocupa com a Ossétia, nós condenamos a guerra e argumentamos que, e todos nós, cada um que trabalha [para essa empresa], todos os que me cercam - ninguém nunca disse que seria bom que ela [a Geórgia] entrasse na Ossétia, todo mundo estava sentido e chateado.</p>
<p>Á noite, no caminho de volta do trabalho, alguns colegas estavam comentando que iriam tirar as criaças da cidade, caso eles começassem a bombardear Poti, já que ela é,<br />
afinal de contas, uma cidade estratégicamente importante, e eu protestei, dizendo que isso nunca aconteceria, que se os Russos decidirem ajudar a Ossétia (o que ainda não estava claro naquele momento), eles ajudariam o povo da Ossétia e assunto encerrado.</p>
<p>Por volta de meia-noite, ouvi alguns estrondos, corri para a janela e vi um feixe de fogo, explosões no porto e um barulho ensurdecedor. Eu nem tive tempo de me assustar, eu só sabia que se um dos tanques de petróleo fosse atingido, haveria fogo e explosão, então agarrei o telefone, liguei para Tengo, Vika atendeu o telefone gritando - Samira, o porto está sendo bombardeado. Mama e Alina e nossa sobrinha estavam correndo pelo apartamento, as explosões continuaram e a gente desceu. Tinha gente nas ruas, chorando e todo mundo aparentava estar terrivelmente alarmado.</p>
<p>Eu não entendo mesmo, mas o barulho de algumas explosões e tiros continuou. Alguém estava correndo e gritando que deveríamos ir embora, uma vez que estávamos perto do porto, corremos todos. Os aviões estavam circulando, havia clarões e parecia que eles estavam sendo baleados do chão, não sei, tinha estrondos no céu e ninguém via luz nem de mísseis ou sei lá o que.</p>
<p>Nos abrigamos [dentro de um prédio], ouvíamos gritos por toda parte, mulheres e crianças estavam chorando.</p>
<p>Não havia conexão telefônica, e antes disso a TV tinha sido cortada.</p>
<p>A gente não entendeu nada do que estava acontecendo .</p>
<p>Era claro que ninguém estava esperando uma coisa dessas..</p>
<p>Fomos à casa de minha irmã, n uma área que é longe do porto, Mos&#39;ka estava soluçando, muito amendrontada, ela nasceu em 1994 e não sabia que em 1992 a gente estava fugindo, durante o ataque à cidade de Poti pelo exército da Geórgia e a expulsão dos apoiadores de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Zviad_Gamsakhurdia">Zviad Gamsakhurdia</a>, [en], e a irmã dela, Katerina, estava para nascer e pedimos ajuda às tropas de evacuação da Rússia. Os médicos militares acabaram fazendo o parto de Kat&#39;ka no hospital.</p>
<p>Mas isso foi há muito tempo.</p>
<p>Agora Mos&#39;ka estava chorando, assim como as outras crianças da área.</p>
<p>Não havia mais bombardeios, mas as pessoas estavam ainda com medo de entrar nos prédios.</p>
<p>Começamos a nos movimentar em direção a nossa casa. Ao lado de cada prédio havia uma multidão de pessoas com medo de entrar nos apartamentos.</p>
<p>Uma mulher perto estava falando no telefone, e de repente ela soltou um grito de cortar o coração, as pessoas começaram a falar mais alto e eu comecei a sentir um medo subconscientemente. Falei para minha irmã não falar em russo. [A mulher] estava em um estado de insanidade temporária, a mãe tinha perguntado o que aconteceu na Geórgia, disseram que Senaki foi bombardeada, homens foram mobilizados para lá e o irmão [da mulher] tinha sido morto.</p>
<p>Corremos para casa, começamos a telefonar [para família e amigos].</p>
<p>Descobrimos que uma bomba atingiu nossa estação, minha escola, um amigo que estava fazendo o turno da noite se machucou com estilhaços de uma granada, teve as costelas quebradas, e os pulmões e a cabeça machucados. As reservas não foram danificadas, apenas a estação de espuma mecânica e uma subestação no porto. No porto, acho que sete pessoas foram mortas e algumas ficaram feridas. Um rapaz que trabalhava para a empresa Odessa-Poti foi morto. Os mortos em Senaki foram trazidos, os reservistas tiveram permissão para ir embora, outro colega nosso foi ferido por bomba.</p>
<p>As pessoas estavam tão amedrontas que ninguém estava discutindo política, todos estavam tentando ficar perto uns dos outros, algumas pessoas faziam o sinal da cruz e murmuravam orações.</p>
<p>Eu estava pensando sobre uma coisa, deveríamos ficar juntos.</p>
<p>De manhã estávamos fugindo de novo porque uma das bombas não explodiu e os sapadores vieram desativá-la.</p>
<p>Eu estava olhando pela janela e vi pessoas carregando sacolas fugindo, indo de carro para os vilarejos, para <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Adjara">Adzharia</a>. Minha amiga Lenka alugou um quarto em Kobuleti e vai ficar lá com a família.</p>
<p>A cidade está vazia, a maioria das lojas está fechada.</p>
<p>Tengo não sai para canto nenhum, a gente corre para se ver a cada momento.</p>
<p>Poti não voltou a ser bombardeada, ouvimos alguns tiros ontem, mas não sei o que era. Não consigo nem imaginar como está sendo para os coitados de Tskhinvali.</p>
<p>Ninguém precisa dessa guerra de merda.</p>
<p>Não sou política e não tem políticos em meu círculo que achem que deva ser dessa forma. Não faço distinção entre osseatianos, georgianos e russos. A avó de meu amigo é georgiana, nós somos russos, mas temos parentes da Geórgia, nosso genro é ucraniano, quem se importa, o que importa é que isso acabe logo e que ninguém morra.</p>
<p>Para aqueles que escrevem que aqui que os georgianos estão tendo o que merece.</p>
<p>Merece o que? Para que? Temos culpa de alguma coisa?</p>
<p>Os georgianos são monstros ou não tem o mesmo sangue correndo nas veias como todo mundo? Os mais velhos estão chorando e não dá para aguentar ver isso. E ninguém me disse que tudo isso é por sua causa, russos. Nem uma pessoa sequer, nem mesmo uma vez. Admito que talvez haja quem diga isso, mas eu ainda não me deparei com essas pessoas. Algumas pessoas no LJ perguntam porque vocês, os Kuznetsovs, que são russos, não escapam para a Rússia? Quando as pessoas estavam fugindo em 1990, ficamos porque havia incertezas tanto aqui como lá. Minha mãe escolheu a incerteza daqui. Porque ela tinha nascido e crescido aqui., nós todos nascemos aqui, em algum momento dos anos 30 meu avô, então criança, foi colocado em um trem e disseram a ele que não havia fome na Geórgia, que aqui tinha [milho]. Esse é agora o nosso país, temos passaportes georgianos e somos cidadãos georgianos ordinários. É por isso que tenho vontade de me rasgar em duas, quando eu fico de pé no solo georgiano e os aviões russos passam por cima de mim, eu não consigo acreditar que esses dois países estão se enfrentando.</p></blockquote>
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		<title>Geórgia: Mais notícias do conflito na Ossétia do Sul</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/10/georgia-mais-noticias-do-conflito-na-ossetia-do-sul/</link>
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		<pubDate>Sun, 10 Aug 2008 16:03:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com a imprensa local e internacional relatando que os combates se intensificaram na Geórgia, o último confronto militar com a Rússia na região separatista da Ossétia do Sul cada vez mais se assemelha a uma guerra. Blogueiros da região conta que as evidências são nefastas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/onnik-krikorian/">Onnik Krikorian</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/08/08/georgia-south-ossetia-update/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p><em><small>Veja a <a href="http://globalvoicesonline.org/specialcoverage/south-ossetia-crisis-2008/">página de cobertura especial</a> [en] do </small></em><em><small>Global Voices sobre a crise na</small></em><em><small> Ossétia do Sul.</small></em></p>
<p>Com a imprensa local e internacional relatando que os combates se intensificaram na Geórgia, o último <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/10/georgia-guerra-na-ossetia-do-sul/">confronto militar com a Rússia</a> na região separatista da Ossétia do Sul cada vez mais se assemelha a uma guerra. Wu Wei <a href="http://kosmyryk.typepad.com/wu_wei/2008/08/getting-closer.html">relata de Tbilisi</a> [en] que a base militar de Vaziani, na periferia da capital da Geórgia, foi bombardeada. As <a href="http://kosmyryk.typepad.com/wu_wei/2008/08/to-war-or-not-t.html">evidências parecem de fato nefastas</a>.</p>
<blockquote><p>Reports say Russians have damaged the runway at the Marneuli airport near Tbilisi.</p>
<p>We are wondering what the Georgian airforce is doing.</p>
<p>Nobody has declared war yet, and the Russians are hedging, but when you put it all together, it looks pretty much like it.</p>
<p>It seems some dignitaries are on their way, like President Adamkas from Lithuania. They better land quick.</p></blockquote>
<div class="translation">Relatos dão conta de que os russos danificaram uma pista no aeroporto de Marneuli, perto de Tbilisi.<br />
Nós nos perguntamos o que a força aérea da Geórgia está fazendo.<br />
Ninguém declarou guerra ainda, e os russos estão se safando, mas quando se coloca tudo isso junto, se parece muito com uma guerra.<br />
Parece que algumas personalidades de peso estão a caminho, como o Presidente da Lituânia Adamkas. É melhor que eles cheguem rápido.</div>
<p>O mesmo blogue afirma que as Embaixadas estão se preparando para a possibilidade de que cidadãos precisem ser evacuados. No entanto, ainda não é certeza <a href="http://kosmyryk.typepad.com/wu_wei/2008/08/local-diplomacy.html">se isso será necessário</a> [en]:</p>
<blockquote><p>It seems in case of an evacuation it will be through Armenia. Our Greek has been told the same. This seems to be a plan agreed at a meeting of all the embassies earlier in the week.</p>
<p>But nobody is expecting this to be necessary. I&#39;m leaving for Lithuania next Thursday anyway, for a long weekend.</p>
<p>A new meeting of diplomats has been called this afternoon which everybody but the Russians have gone to.</p></blockquote>
<div class="translation">Parece que caso haja evacuação, será através da Armênia. Os gregos disseram a mesma coisa. Parece que esse foi o acordo feito numa reunião de todas as embaixadas no início da semana.<br />
Mas ninguém está à espera que isso seja necessário. Estou indo à Lituânia na próxima quinta-feira em todo o caso, para um fim de semana prolongado.<br />
Uma nova reunião de diplomatas foi convocada para esta tarde onde todo mundo participará, menos os russos.</div>
<p><em>O Fistful of Euros</em> [Um punhado de Euros] <a href="http://fistfulofeuros.net/afoe/europe-and-the-world/when-conflicts-thaw-south-ossetia/">examina a situação da Geórgia</a> [en], mas também se pergunta se a Rússia arriscará entrar em guerra por causa da Ossétia do Sul. E também imagina se Tbilisi recebeu aprovação por parte da Europa e EUA para encaminhar as operações militares.</p>
<blockquote><p>First, what will Russia’s leadership do? It was willing to have Russian planes violate Georgian airspace last week during the escalation, and reports have it that one bomb each fell near the Georgian cities of Gori and Kartveli. On the other hand, this looks like a gesture — if the Russians wanted to have bombs fall on Gori and Kartveli, they jolly well would have. Escalation by the Russian side is of course possible, but Saakashvili’s government has bet that Russia won’t be all that put out about 70,000 South Ossetians. The ruble and the Russian stock market, however, both had big drops today, apparently on the theory that you never know about escalation.</p>
<p>Second, what will the Americans and EU do? A senior State Department figure was here in Tbilisi last week, and I would expect that the Georgian side at least hinted very broadly about what was up. He would have to deny that, of course, in the way of these things. We can assume that the Americans did not warn them off. The German foreign minister was also here, with a plan for Abkhazia. It’s slightly less likely that he was clued in, but the topic of his visit points to the next item on the reintegration agenda.</p></blockquote>
<div class="translation">Em primeiro lugar, o que a liderança da Rússia fará? Ela estava disposta a ter aviões russos violando o espaço aéreo georgiano na semana passada durante o escalonamento, e há relatos que uma bomba caiu perto de Gori e outra em Kartveli, ambas cidades georgianas. Por outro lado, parece se tratar apenas de um sinal - se os russos quisessem que as bombas caíssem em Gori e Kartveli, eles teriam conseguido isso na hora. Claro que uma escalada pelo lado russo é possível, mas o governo de Saakashvili tem apostado que a Rússia não se abalará por causa de 70.000 sul-ossetianos. Tanto o mercado acionário quanto a moeda russa ruble tiveram grandes quedas hoje, aparentemente por causa da teoria de que nunca se sabe sobre o escalonamento.<br />
Em segundo lugar, o que os americanos e a União Europeia vão fazer? Um membro sênior do Departamento de Estado esteve aqui em Tbilisi na semana passada, e eu imagino que o lado georgiano, pelo menos, certamente insinuou sobre o que está preparando. Isso teria que ser negado, evidentemente, por causa da forma como essas coisas são. Podemos assumir que os americanos não os preveniram. O Ministro dos Negócios Estrangeiros da Alemanha também esteve aqui, com um plano para Abkhazia. É um pouco menos provável que ele tenha ficado por dentro, mas o assunto de sua visita aponta para o próximo item da agenda de reintegração.</div>
<p>O mesmo blog também relata que, embora os jatos russo tenham bombardeado alvos perto da capital georgiana, aconteceram apenas interrupções esporádicas em termos de cortes de electricidade, acesso à internet e comunicação celular. Entretanto, outros blogues, como um dos blogues da Reuters, examinaram a possibilidade de que uma ação militar estaria <a href="http://blogs.reuters.com/global/2008/08/08/was-south-ossetias-fate-sealed-in-kosovo/">diretamente relacionada ao Kosovo</a> [en]:</p>
<blockquote><p>Is Kosovo to blame for the fighting in South Ossetia?</p>
<p>When the Serbian province seceded from Belgrade in February, South Ossetia was quick to reassert its own claim to international recognition.</p>
<p>As a spokeswoman for separatist leader Eduard Kokoity told Reuters at the time: “The Kosovo precedent has driven us to more actively seek our rights.”</p>
<p>Those remarks will not have gone unheard in Tblisi and could well have added some urgency to Georgia’s desire to impose its rule over breakaway South Ossetia.</p></blockquote>
<div class="translation">Seria Kosovo o culpado pelos combates na Ossétia do Sul?<br />
Quando a província sérvia cortou relações com Belgrado, em fevereiro, a Ossétia do Sul foi rápida em reafirmar a sua própria reivindicação de reconhecimento internacional.<br />
Como o porta-voz do líder separatista Eduard Kokoity disse à Reuters naquela altura: &#8220;O precedente do Kosovo tem nos conduzido a procurar mais ativamente os nossos direitos.&#8221;</div>
<div class="translation">Essas observações não passaram despercebidas em Tbilisi e podem muito bem ter acrescentado alguma urgência à vontade da Geórgia de impor suas regras sobre a separatista a Ossétia.</div>
<p>O <em>the will to exist</em> [vontade de existir] também chega à mesma conclusão, mas diz que a <a href="http://willtoexist.com/georgia-russia-risk-war-south-ossetia_1521/">situação não é a mesma</a>:</p>
<blockquote><p>South Ossetia is another Kosovo in the works. 98-99% of Ossetians want independence if you believe the results of their referendum. Unfortunately, that’s not the reality of the world. Independence for South Ossetia is no more likely than say, Vermont seceding from the United States. Either Georgia or Russia will dominate the territory for the foreseeable future.</p></blockquote>
<div class="translation">A Ossétia do Sul é outro Kosovo a caminho. 98-99% dos ossetianas querem independência caso você acredite nos resultados do referendo. Infelizmente, essa não é a realidade do mundo. Independência para a Ossétia do Sul não é mais provável que, digamos, Vermont se separando dos Estados Unidos. Ou a Geórgia ou a Rússia dominará o território num breve futuro.</div>
<p>Escrevendo no <em>Outside the Beltway</em> [Do lado de fora da auto-estrada], James Joyner novamente traça paralelos com o Kosovo e se preocupa com a situação, indagando se a OTAN terá <a href="http://www.outsidethebeltway.com/archives/2008/08/russia_invades_south_ossetia/">outra escolha, senão interferir</a> [en].</p>
<blockquote><p>This is still a holdover from the breakup of the Soviet Union. South Ossetia declared its independence from Georgia in the early 1990s and has de facto sovereignty over large parts of its territory. While neither Georgia nor the international community recognizes the secession as legitimate, Russia has been sympathetic.</p>
<p>Tensions came to a head with Kosovo’s declaration of independence and the push to offer Georgia a membership action plan and eventual inclusion into NATO. Russia immediately began throwing its weight around in both South Ossetia and another breakaway province, Abkhazia. It appears that Russia is now making its play.</p>
<p>Given that NATO all but promised Georgia eventual membership at its Bucharest summit mere months ago, ignoring Russia’s move here is unthinkable.</p>
<p>[…]</p>
<p>This is getting ugly, fast.</p></blockquote>
<div class="translation">É ainda é uma remanescência da dissolução da União Soviética. A Ossétia do Sul declarou a sua independência da Geórgia no início da década de 90 e de fato tem soberania sobre grande parte do seu território. Embora nem a Geórgia nem a comunidade internacional reconheçam a secessão como legítima, a Rússia tem sido simpatizante.<br />
As tensões aumentaram com a declaração de independência do Kosovo e o empurrão para oferecer à Geórgia um plano de associação e eventual adesão à OTAN. A Rússia imediatamente começou a jogar seu peso em ambas regiões separatista da Ossétia do Sul e uma outra província, Abkhazia. Tudo indica que a Rússia está agora fazendo o seu jogo.</p>
<p>Dado que a OTAN fez de tudo mas ignorou a prometida adesão da Geórgia em seu encontro em Bucareste há meros meses atrás, ignorar a movimentação da Rússia agora é impensável.</p>
<p>[…]</p>
<p>A coisa está ficando feia, e rápido.</p>
</div>
</div>
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		<title>Geórgia: Guerra na Ossétia do Sul</title>
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		<pubDate>Sun, 10 Aug 2008 13:54:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na sequência dos confrontos e alegações de bombardeamento de aldeias na Geórgia por grupos separatistas na região da Ossétia do Sul, brota o receio de que mais uma vez a guerra comece no volátil sul do Cáucaso. Com a imprensa relatando que tropas da Geórgia cercaram a capital, Tskhinvali, toda a atenção se volta para a Rússia, a espera de como o país reagirá aos últimos acontecimentos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/onnik-krikorian/">Onnik Krikorian</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/08/08/georgia-war-in-south-ossetia/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p><em><small>Veja a <a href="http://globalvoicesonline.org/specialcoverage/south-ossetia-crisis-2008/">página de cobertura especial</a> [en] do </small></em><em><small>Global Voices sobre a crise na</small></em><em><small> Ossétia do Sul.</small></em></p>
<p>Na sequência dos confrontos e alegações de bombardeamento de aldeias na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ge%C3%B3rgia">Geórgia</a> por grupos separatistas na região da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica_da_Oss%C3%A9tia_do_Sul">Ossétia do Sul</a>, brota o receio de que mais uma vez a guerra comece no volátil sul do Cáucaso. Com a imprensa relatando que <a href="http://blog.oneworld.am/2008/08/08/georgia-south-ossetia-ceasefire-broken/">tropas da Geórgia cercaram a capital</a> [en], Tskhinvali, toda a atenção se volta para a Rússia, a espera de como o país reagirá aos últimos acontecimentos. Escrevendo no <em>BattleForums</em> em 8 de agosto, <em>Uncle_Vanya</em> <a href="http://www.battleforums.com/forums/chit-chat/133224-south-ossetia-georgian-war.html">afirma que trata-se de guerra</a> [en]:</p>
<blockquote><p>The war has just begun yesterday, Georgia began massive military operations to capture South Ossetia, so far the civilian bodycount is 15 dead. South Ossetian capitol of Tshinvali is surrounded by Georgian forces and is being pounded by Georgian airforce. A few minutes ago Russian Peacekeeper HQs in the region reported that there were direct artillery hits on the barracks of the Russian peacekeepers and there were wounded. Russia is going to war, we haven&#39;t moved the troops yet but with our peacekeepers wounded we now have no choice, Russia is at a defacto state of war with Georgia. There is a report by Georgian ministry of Defense of a pack of Russian Su-24 ground attack aircraft dropping bombs of a Georgian city of Karel, the main city police building has been heavily damaged with bombardment, no reports of casualties as of yet. As I said, weeks later Russian forces have already been assembling at the North Ossetian-South Ossetian border and will most likely begin mobilizing towards the conflict zone some time today. […]</p></blockquote>
<div class="translation">A guerra acabou de começar ontem, a Geórgia deu início a uma maciça operação militar para capturar a Ossétia do Sul, até agora foram contabilizadas 15 mortes de civis. Tshinvali, capital da Ossétia do Sul, está cercada por forças da Geórgia e sendo triturada pelas forças aéreas daquele país. Há poucos minutos o quartel general das forças de manutenção da paz na região informou que houve alvejamento direto sobre os alojamentos das forças de paz russas e houve feridos. A Rússia está indo à guerra, ainda não enviamos tropas, mas com membros de nossa força de paz feridos agora não temos outra escolha, a Rússia está de fato em estado de guerra contra a Geórgia. Há um relatório do Ministério da Defesa da Geórgia que diz que uma esquadrilha russa de Su-24 fez um ataque aéreo soltando bombas na cidade de Karel, na Geórgia, deixando a principal delegacia de polícia da cidade bastante destruída com os bombardeios, não há relatos de vítimas até o momento. Como eu disse, há algumas semanas as forças russas se posicionaram na fronteira entre Ossétia do Norte e Ossétia do Sul e provavelmente começarão a se mobilizar em direção à zona de conflito em algum momento do dia. […]</div>
<p>A Geórgia já considera a presença das forças de paz russas no território como parte do conflito, e a situação se torna ainda pior pelo fato da maior parte das pessoas da Ossétia do Sul terem passaportes russos. Algumas veículos de comunicação relatam que a Rússia é acusada de ter de fato alvejado a Geórgia. <em>B &amp; C Go To Georgia</em> [B &amp; C vai à Geórgia, en] um blog de um integrante da Peace Corps, relata que <a href="http://bcgtg.blogspot.com/2008/08/we-interrupt-our-regular-progamming.html">há indícios de que isso possa ser verdade</a> [en]:</p>
</div>
<blockquote><p>Brenden left for Khashuri this morning to go to a session for the trainees […], whereas I remained in Tbilisi. He was supposed to come back to Tbilisi this afternoon, but at some point after they passed Gori, the highway by Gori was blown up (this is my understanding–this hasn&#39;t been reported in English language media yet). […]</p>
<p>With all that said, the situation here is worse than it has been in the time we&#39;ve been in Georgia. This is my own personal opinion (not the opinion of Peace Corps or the U.S. government), but I think this might develop into a full-scale war.</p></blockquote>
<div class="translation">Brenden foi para Khashuri na manhã de hoje para participar de uma sessão com o pessoal em treinamento […], enquanto eu continuei em Tbilisi. Ele deveria voltar a Tbilisi nesta tarde mas, algum tempo depois que eles passaram por Gori, a estrada foi destruída em uma explosão (pelo menos é o que acho - esse fato ainda não saiu na imprensa de língua inglesa). […]Tendo dito isso, a situação aqui é a pior desde que chegamos na Geórgia. Esta é a minha opinião pessoal (não a do Peace Corps ou do governo dos EUA), mas penso que esta situação poderá evoluir para uma guerra em grande escala.</p>
</div>
<p><em>Aid Worker Daily</em> [Cotidiano de um trabalhador de ajuda humanitária, en] <a href="http://aidworkerdaily.com/2008/08/08/south-ossetia-if-this-isnt-war-i-dont-know-what-is/">posta um vídeo</a> e, preocupantemente, intitula a postagem de “Ossétia - Se não for guerra, não sei o que é”, enquanto <em>Horizons Unlimited</em> [Horizontes Ilimitados] aconselha os viajantes internacionais <a href="http://www.horizonsunlimited.com/hubb/travellers-advisories-safety-security-road/georgia-south-ossetia-37032">a ficarem longe da Geórgia</a> [pt]:</p>
<blockquote><p>Its all booting off now in Georgia … The Georgian military have stormed into one of the two wannabe breakaway zones, South Ossetia … and the Russians are vowing to defend their “compatriots”. Russian peacekeepers have been among the casualties. President Medvedev has summoned his security council, PM Putin has vowed there will be a response from Russia. Georgian President Saakashvili has called up all reservists.<br />
Might be an area to avoid.</p></blockquote>
<div class="translation">Tá tudo começando agora na Geórgia… A força militar da Geórgia invadiu uma das duas zonas que querem se tornar separatistas, na Ossétia do Sul… e os russos estão jurando defender os seus &#8220;compatriotas&#8221;. As forças de paz russas estão entre as vítimas. O Presidente Medvedev conclamou seu Conselho de Segurança, Primeiro Ministro Putin prometeu que vai haver uma resposta por parte da Rússia. O Presidente da Geórgia Saakashvili convocou todos os reservistas. Um lugar a ser evitado.</div>
<p><em>Nachspiel at Polemarchus&#39;</em> diz que o conflito na Ossétia do Sul é um teste para a Nova Ordem Mundial, mas não tem certeza <a href="http://polemarchus.wordpress.com/2008/08/08/south-ossetia-a-challenge-for-the-new-world-order/">se os Estados Unidos ou a Rússia permitirão que o incidente tome maiores proporções</a>:</p>
<blockquote><p>[…] I’m not an expert on this matter, or even on international relations at all. But I do notice one thing: an absence of the kind of confronational rhetoric categorizing the cold war. Admittedly, the big guys themselves haven’t started commenting yet, leaving the speaking to the diplomats. But that might also mean neither Moscow nor Washington are prepared to let this escalate into a major international crisis.</p>
<p>This is a test of the new world order after the Cold War, as fighting erupts on Russia’s doorstep. Let’s hope this won’t be proof of the new cold war neoconservative Robert Kagan claims is in the making. As yet it’s too early for an uninformed being to make predictions. I’m waiting for European and later American commentators to wake up and tell me what we can expect.</p></blockquote>
<div class="translation">[…] Não sou especialista nesta matéria, ou nem mesmo em relações internacionais. Mas uma coisa eu percebo: a ausência de um tipo de retórica confrontacional categorizando uma guerra fria. Evidentemente, os grandes caras ainda não começaram a comentar, deixando o falatório para os diplomatas. Mas isso também pode significar que nem Moscou nem Washington estão dispostos a deixar que esse problema se transforme em uma grande crise internacional.<br />
Este é um teste para a nova ordem mundial pós Guerra Fria, com a batalha explodindo na porta da Rússia. Esperemos que esta não seja a prova da nova guerra fria que o neo-conservador Robert Kagan reivindica que esteja a caminho. No momento, é demasiadamente cedo para fazer previsões mal-informadas. Estou esperando que os comentadores europeus e, mais tarde, os americanos, despertem e me digam o que podemos esperar.</div>
<p><em>groul as a&#39;housekeeper</em> está atualizando seus leitores sobre a situação, mas também relata que vários sites na Ossétia do Sul já <a href="http://ahousekeeper.livejournal.com/262038.html">podem ter sido hackedos ou bloqueados</a> [ru]. Mas numa região onde as tensões e conflitos étnicos paralisados ameaçam a estabilidade, talvez a última palavra deva ser deixada para <em>two cups of tea</em> [duas xícaras de chá] que diz que a “<a href="http://danielkorol.com/blog/?p=408">guerra está destruíndo a bela Ossétia do Sul</a>” [en]:</p>
<blockquote><p>War has come to a new part of our world today. As in all wars, innocent lives are affected in tragic ways. This does not come as a surprise on any of the party’s involved in the conflict.</p>
<p>It is sad however that Georgia, Russia and South Ossetia cant come to a peaceful solution.</p>
<p>[…]</p>
<p>We can only hope and pray peace, brotherhood and the willingness to listen to the people of Ossetia and Georgia, will win over pain and war.</p></blockquote>
<div class="translation">A guerra chegou a uma nova parte do nosso mundo de hoje. Como em todas as guerras, vidas inocentes são atingidas de maneira trágica. Isto não chega a ser surpresa para qualquer uma das partes envolvidas no conflito. É triste, porém, que a Geórgia, a Rússia e a Ossétia do Sul não possam chegar a uma solução pacífica.</p>
<p>[…]</p>
<p>Só nos resta esperar e rezar para que a paz, a fraternidade e a vontade de ouvir as populações da Ossétia e Geórgia ganhem em relação à dor e à guerra.</p>
</div>
<p>Mais atualizações virão na sequência.</p>
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		<title>Rússia, Geórgia: Visas, Vinho e OMC</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jun 2007 22:34:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cilene Dutra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<description><![CDATA[ &#183; Traduzido por Cilene Dutra &#183;  Veja o post original 
Traduzi uma blogada de cyxymu, a propósito da flexibilização de algumas restrições russas no visa de georgianos (possivelmente relacionada ao papel da Geórgia no consentimento da Rússia na OMC). Ter um regime visa é uma situação fora do comum entre a Rússia e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/cilenedutra/'>Cilene Dutra</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2007/06/03/russia-georgia-visas-wine-and-the-wto/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Traduzi uma <a href="http://cyxymu.livejournal.com/217606.html">blogada de <em>cyxymu</em></a>, a propósito da <a href="http://www.messenger.com.ge/issues/1367_may_30_2007/n_1367_2.htm">flexibilização de algumas restrições russas no visa de georgianos</a> (possivelmente relacionada <a href="http://en.rian.ru/world/20070530/66347710.html">ao papel da Geórgia no consentimento da Rússia na OMC</a>). Ter um regime visa é uma situação fora do comum entre a Rússia e a antiga República Soviética,um membro da CIS; entretanto, a situação tem sido essa - com conversas casuais de facilitamento dos requisitos - para georgianos e russos desde o ano 2000, mais ou menos, e tem sido <a href="http://www.themoscowtimes.com/stories/2003/12/10/017.html">um elemento de apoio da Rússia para as áreas secessionistas da Geórgia</a>, assim como, mais recentemente, uma representação da <a href="http://www.rferl.org/newsline/2006/10/1-RUS/rus-041006.asp?po=y">tensão crescente entre os dois países</a>. Agora, parece que a Rússia permitirá certas categorias de georgianos a receberem visas:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;Only a naive person could believe that the Russian authorities decided to loosen the visa blockade of Georgia just out of kindness. No, with this action they wanted to sweeten the arrival of the delegation from Russia to negotiate Russia’s WTO accession. The blockade is the stick, and the issuance of visas to certain groups of Georgian citizens is a small carrot.</em></p>
<p><em>However, Georgia, I think, will continue to insist on the legalization of all border checkpoints on the Russo-Georgian border. Recently Russia has illegally opened checkpoints on the [River] Psou and at the Roksk tunnel, which Georgia has declared closed some time ago. And Georgia demands that Georgian customs officers occupy these checkpoints.</em></p>
<p><em>One other disagreement is the Russian ban on the import of Georgian <em>Borzhomi</em> [mineral water] and Georgian wines, based on trumped-up reasons. How can Georgia agree to Russia’s WTO accession without the resolution of these problems? I don’t think Georgia will agree.</em></p>
<p><em>I of course do not intend to suggest that WTO membership is so necessary to the Russian people, but it is necessary for the oligarchs, and therefore for Putin, and he pressures Georgia to admit Russia to the WTO because his oligarchs are losing nearly a billion dollars a year.&#8221;</em></p>
<p>&#8220;Apenas um ingênuo poderia crer que as autoridades russas afrouxaram o bloqueio visa da Geórgia só por bondade. Não, com essa ação eles queriam adocicar a chegada da delegação russa para negociar a entrada da Rússia na OMC. O bloqueio é a vara e a outorga de visas a certos grupos de georgianos é a pequena cenoura.</p>
<p>Entretanto, a Geórgia, penso eu, continuará a insistir na legalização de todos os pontos de inspeção de fronteiras russo-georgianas. Recentemente, a Rússia abriu ilegalmente alguns pontos de inspeção no rio Psou e no túnel Roksk, que a Geórgia declarou fechado há tempos atrás. E a Geórgia exige que oficiais de alfândega georgianos ocupem estes pontos de inspeção.</p>
<p>Em outro desentendimento, está o banimento da Rússia na importação da [água mineral] georgiana Borzhomi  e a vinhos georgianos, baseado em desculpas esfarradas. Como a Geórgia pode consntir a entrada da Rússia na OMC sem uma solução para esses problemas? Não acho que a Geórgia irá concordar.</p>
<p>É claro que não tenho a intenção de sugerir que a participação da Rússia na OMC  não seja necessária ao povo russo, mas é necessária às oligarquias e por isso, para Putin, e ele pressiona a Geórgia a aceitar a Rússia na OMC pois suas oligarquias estão perdendo quase um bilhão de dólares ao ano.&#8221;</p></blockquote>
<p><a href="http://cyxymu.livejournal.com/"><em>Cyxymu</em></a> é o blogue mais lido e comentado sobre a Abkhazia que já vi. Creio que seja escrito por um refugiado ( ou, talvez, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Internally_displaced_person">um indivíduo internamente deslocado</a>) do conflito. O título do blogue é &#8220;Memórias de Sukhumi, a guerra e a dor,&#8221; o que lhe dá alguma idéia de seu foco, apesar de o autor ter escrito também <a href="http://cyxymu.livejournal.com/219203.html">um pouco sobre o conflito na Osséssia do Sul</a>. Também apresenta freqüentemente fotos de Sukhumi e outros lugares na Abkhazia, junto com reminiscências do autor do blogue ou de outros na seção de comentários, e tem uma consistente comunidade de leitores/comentadores que garantem o diálogo vivo e que muitas vezes adicionam suas próprias e interessantes informações sobre os acontecimentos na Abkhazia.</p>
<p align="center"><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2007/06/526779018_9344e89e02.jpg" /></p>
<p align="center"><a href="http://www.flickr.com/photos/7402867@N08/526779018/">Tblisi,Geórgia, 13 de agosto, 2006</a> - foto por <a href="http://www.scrapsofmoscow.blogspot.com/">Lyndon Allin<br />
</a></p>
<p align="center"><a href="http://www.scrapsofmoscow.blogspot.com/" title="Scraps of Moscow"><br />
</a></p>
<p align="right"><em>                    (Texto original por <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/lyndon/" title="Posts by Lyndon Allin">Lyndon Allin</a>)</em></p>
<p align="left"><font size="2">O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">aqui</a>.</font></p>
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		<title>E.U.A. Preocupados com as ligações da Armênia com o Irã</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Jun 2007 20:32:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ &#183; Traduzido por Daniel Duende &#183;  Veja o post original 
&#8220;O Irã está planejando investimentos massivos nas economias da Geórgia e da Armênia. Estamos falando de um bilhão de dólares para Tbilissi e uma oferta parecida para Yerevan. Para se ter uma idéia: o volume total de investimentos da Rússia na Geórgia em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2007/06/22/us-concerned-about-armenia%e2%80%99s-ties-with-iran/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>&#8220;O Irã está planejando investimentos massivos nas economias da Geórgia e da Armênia. Estamos falando de um bilhão de dólares para Tbilissi e uma oferta parecida para Yerevan. Para se ter uma idéia: o volume total de investimentos da Rússia na Geórgia em 2006 não ultrapassou 30 milhões de dólares, enquanto a Armênia, depois de acordos firmados por Vladimir Putin irá totalizar 1,5 bilhões de dólares. Caso este plano de expansão de capital entre em ação, o Irã irá se tornar o mais influente ator na região[i.e. Sul do Cáucaso]&#8221; escreveu <a href="http://kornelij.livejournal.com/216670.html">Kornelik Glas</a><em>[RU]</em> depois dos relatos sobre <a href="http://www.eurasianet.org/departments/insight/articles/eav062107a.shtml">a preocupação norte-americana sobre os laços energéticos da Armênia com o Irã</a>.</p>
<p>Um respeitado diplomata americano expressou suas preocupações de que o aprofundamento das relações econômicas da Armênia com o vizinho Irã pode ir contra as sanções internacionais impostas sobre Teerã por causa de sua controversa política nuclear. Elaborando sobre esta declaração, <a href="http://armoblog.blogspot.com/2007/06/us-concerned-with-armenia-iran-ties.html">Armenia Blog</a><em>[EN]</em> escreve:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;Iran has always been our neighbor and if the U.S. wants greater support for its actions, perhaps it can only be warranted by further aid to Armenia to help offset the natural losses that would occur by turning against our friend. Then again, should a conflict arise in the future, Russia and Iran are Armenia’s two true allies and the United States could not be counted upon, in my opinion, to help matters in our favor.&#8221;</em></p>
<p>&#8220;O Irã sempre foi nosso vizinho, e se os Estados Unidos querem um maior apoio às suas ações, talvez isso só possa ser garantido se eles oferecerem uma maior ajuda para que a Armênia possa lidar com as perdas naturais que podem advir se nos voltarmos contra nosso amigo. E, mais do que isso, se acontecer um conflito no futuro, a Rússia e o Irã são os dois únicos verdadeiros aliados da Armênia e, em minha opinião, não poderíamos contar com os Estados Unidos para nos ajudar.&#8221;</p></blockquote>
<p>O mundo é plano, reitera <a href="http://hnazarian.blogspot.com/2007/06/future-of-armenia-in-flat-world.html">Nazarian</a> ecoando o conceito de <em>Thomas Friedman</em> e procurando um lugar para a Armênia no mundo globalizado.</p>
<blockquote><p><em>&#8220;I am still unsure of Armenia’s role and contribution to the global economy. It’s a tiny market. Yerevan is a small city of 1 million people; there are dime a dozen of such cities around the world. Add to that the middle class is a small segment of the population that can afford a lifestyle of a Western citizen, and you see why a foreign corporation may not be interested to have an official presence in Armenia let alone have manufacturing operations.&#8221;</em></p>
<p>&#8220;Eu ainda estou incerto da contribuição da Armênia para a economia global. É um mercado minúsculo. Yerevan é uma pequena cidade de um milhão de pessoas; existem inúmeras cidades como ela pelo mundo afora. Adicione a isso que a classe média é um pequeno segmento da população que pode pagar pelo estilo de vida de um cidadão ocidental, e você entenderá por quê uma corporação estrangeira pode não estar interessada em ter uma presença oficial na Armênia, e muito menos construir fábricas no país.&#8221;</p></blockquote>
<p><a href="http://noteshairenik.blogspot.com/2007/06/foreign-concern-about-armenias-economy.html">Notes from Hairenik</a><em>[EN]</em> está ainda mais preocupado com a economia da Armênia apesar da constante taxa de crescimento observada &#8212; apresentando uma <a href="http://www.armeniapedia.org/index.php?title=Armenian_Economy">média real de crescimento do Produto Interno Bruto</a> da ordem de mais de 10% desde o final dos anos 90 segundo a edição de 19 de junho do <em>ArmeniaLiberty.org</em> sobre as afirmações do <em>Banco Europeu de Reconstrução e Desenvolvimento (EBRD)</em> sobre a observação a longo prazo da moeda nacional da Armênia (Dram) e as terríveis consequências que isso poderá ter na economia cedo ou tarde:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;I have concluded, although I do not claim to be an economist by any means, that Armenia’s economy is dollar based and probably always has been. Even though dram is being exchanged on the street people still think in dollars and even quote figures keeping the US currency in mind. In the meantime, money I suppose will keep pouring in from foreign remittances but it won’t circulate here. The continued shortage of dollars on the market is a clear indication that something is dreadfully wrong somewhere. And I would not be surprised if Armenia sees a depression in its “booming” economy in the short-term, God forbid. In fact I am expecting it.&#8221;</em></p>
<p>&#8220;Eu concluí, embora não afirme ser um economista de modo algum, que a economia da Armênia é e provavelmente sempre foi baseada no dólar. Mesmo que os drams estejam sendo usados nas ruas, as pessoas ainda pensam em termos do dolar e até utilizam esta moeda como padrão de comparação. Neste meio tempo, acho que o dinheiro das remessas estrangeiras vai continuar jorrando mas não irá circular aqui. A continuada falta de dólares no mercado é uma indicação clara de que algo está terrivelmente errado em algum lugar. E eu não vou ficar surpreso se a Armênia assistir uma depressão em sua &#8220;crescente&#8221; economia muito em breve. Deus me perdoe. Eu estou, de fato, esperando isso.&#8221;</p></blockquote>
<p>Nem todos os blogueiros armênios estão pessimistas, contudo. <a href="http://www.cilicia.com/2007/06/arrival-in-yerevan.html">Levon</a>, que acabou de chegar à Armênia depois de alguns anos de ausência, está profundamente impressionado desde sua chegada com as rápidas mudanças ocorridas no aeroporto bem como no centro da capital Yerevan.</p>
<p><a href="http://narjan.livejournal.com/182731.html">Narjan</a> republicou extratos do artigo da Reuters sobre a &#8220;minúscula Armênia&#8221; ser a líder mundial em veículos movidos a gás natural.</p>
<p>Bem, mesmo em um país minúsculo as pessoas querem viver bem. E com todas estas pressões internacionais sobre a Armênia, quando todos os grandões, incluindo os EUA, Rússia, União Européia e Irã começam a ter interesse demais em reforçar sua influência sobre esta localização altamente estratégica, tudo que podemos fazer é recostar e assistir nosso país sendo jogado de um lado para o outro&#8230; ou será que há alguma coisa que possamos fazer?</p>
<p align="right"><em>(Texto original de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/artur/">Artur Papyan</a>)</em></p>
<p align="right">&nbsp;</p>
<p align="center"><em><font size="2">“O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">aqui</a>.”</font></em></p>
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