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Notícias de Curtas

Homossexualidade vai deixar de ser crime em Moçambique

LGBT (Usada com permissão)

LGBT (Usada com permissão)

A Homossexualidade tem sido um dos assuntos mais controversos em relação ao direito das minorias em Moçambique. Em artigos, previamente publicados no Global Voices, destacamos a luta incansável da organização Lambda em prol da sua legalização. A Lambda pretende ser uma associação de cidadãos moçambicanos que advogam pelo reconhecimento dos Direitos Humanos das pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT).

Esta organização luta pela sua própria legalização e reconhecimento pelo Estado há sete anos. Até à data, não lhes foi concedido esse direito. Mas, à luz do novo Código Penal, que vai entrar em vigor a partir de 29 de Junho, a homossexualidade deixará de ser considerada como crime.

A revisão do Código Penal (CP) moçambicano ocorreu no passado mês de Dezembro e entrará em vigor a 29 de Junho. Na revisão do CP, promulgada pelo Presidente Filipe Nyusi, são revogados artigos que levantavam dúvidas sobre medidas a aplicar no caso de relações entre pessoas do mesmo sexo. O CP datava de 1886 e instava a aplicar medidas de segurança “aos que se entreguem habitualmente à prática de vícios contra a natureza” (artigos 70 e 71). A interpretação destes artigos poderia levar a criminalizar as relações entre pessoas do mesmo sexo com penas de trabalho forçado até três anos.

Nos últimos anos o trabalho da associação moçambicana Lambda, que promove a defesa dos direitos das pessoas LGBTI, foi fundamental para sensibilizar outras organizações da sociedade civil e instituições do Estado. No entanto, a mesma associação alerta que, apesar de a partir de Junho as relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo passem a ser legais, “tal não significa que os direitos das pessoas LGBTI estejam salvaguardados com igualdade.

Pode obter mais informações sobre os Direitos LGBT em Moçambique aqui.

Crowdfunding busca revitalizar favela carioca

Líderes da comunidade do Caranguejo, no Rio de Janeiro, estão fazendo uma campanha de crowdfunding para promover a revitalização da Praça do Vietnã, considerada o centro social e urbano da porção mais alta do complexo Pavão-Pavãozinho e mirante natural para dois cartões postais cariocas: as praias de Copacabana e do Arpoador. O projeto pretende melhorar a qualidade de vida dos moradores, com a pavimentação da praça e construção da Escolharte, um centro de educação itinerante de arte urbana. Até agora, já foram arrecadados R$ 13.935 da meta R$ 20 mil, sendo o prazo para contribuições até o dia 21 de maio.

Fonte: As Boas Novas.

ISIS queima comida enviada em ajuda humanitária dos EUA à Síria

De Istambul, o jornalista turco Mete Sohtaoğlu relatou que ISIS está queimando a ajuda alimentar norte-americana enviada à Síria, “porque não é halal” – permitido pelo Islã ou legal.

Ele postou no Twitter as seguintes fotografias para comprovar o que disse:

ISIS queima “ajuda alimentar dos EUA para Síria “porque não é ‘halal'”

Coletivo Nigéria lança crowdfunding para financiar documentário sobre direitos humanos

Pôster do filme Defensorxs, do coletivo Nigéria, responsável pelo documentário Com Vandalismo, que acompanhou os protestos durante a Copa das Confederações de 2013 em Fortaleza, Brasil.

Pôster do filme Defensorxs, do coletivo Nigéria, que também gravou o documentário Com Vandalismo, registrando os protestos durante a Copa das Confederações de 2013 em Fortaleza, Brasil. Reproduzido com permissão.

O coletivo brasileiro Nigéria, de Fortaleza, iniciou uma campanha no site de crowdfunding Catarse para financiar a edição e finalização do seu novo documentário, “Defensorxs”.

O filme registrou o cotidiano de ativistas de direitos humanos e justiça social, “de populações indígenas à LGBT, a ação de defensoras e defensores dos direitos à moradia e à justiça, a resistência de comunidades tradicionais a megaobras do Estado” e foi gravado nas cinco regiões do Brasil.

Como contrapartida para os apoiadores, o coletivo Nigéria oferece desde agradecimentos nos créditos do filme até vagas em oficinas de audiovisual ministradas por seus integrantes.

Você pode conferir o trailer abaixo:

 

 

Moçambique acolheu o primeiro debate sobre Jornalismo Cidadão

Debate sobre Jornalismo Móvel, em Maputo. Foto: IREX, reprodução autorizada

Debate sobre Jornalismo Móvel, em Maputo. Foto: IREX, reprodução autorizada

Maputo acolheu, no dia 31 de Março, o primeiro debate sobre Jornalismo Cidadão. O evento foi organizado pela IREX Moçambique através do Programa Para Fortalecimento da Mídia, com a hashtag #‎DebatesNaRedacçao‬ e contou com a presença do conceituado Jornalista e investigador do Centro de Integridade Pública (CIP), Borges Nhamirre:

Porquê as redacções devem dar prioridade a tecnologia móvel?

(…) COMO FAZER JORNALISMO COM TELEMÓVEIS: REPORTAGENS EM TEMPO REAL. O debate vai ocorrer em tempo real (online) também a nível das redes sociais do Programa Para Fortalecimento da Mídia(…)

Na ocasião, Borges Nhamirre referiu que em Moçambique não podemos ainda falar do Jornalismo Cidadão devido às técnicas que estão actualmente em uso. O jornalista não considera as pessoas, que fazem esse tipo de jornalismo, de jornalistas porque não têm formação e carteira profissional. Mas aceita que o futuro do jornalismo passa pela seguinte lógica:

(…) É difícil falar dessa prática porque não há cultura de responsabilização e de identificação das pessoas que publicam as informações nas redes sociais. O jornalismo móvel deve pressupor a verificação e a confirmação da informação que é publicada (…)

No debate estiveram presentes estudantes de Jornalismo da Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane (ECA), alguns membros do Olho do Cidadão e outros jornalistas.

Tomás Queface, co-fundador do movimento Olho do Cidadão sugere para o debate:

Nota do Editor: Dércio Tsandzana, também participou neste encontro onde teve a oportunidade de mostrar aos presentes um pouco sobre o conceito Jornalismo Cidadão adoptado pelo Global Voices, nestes últimos 10 anos de existência. Pode ler mais sobre a participação do Dércio no blogue da comunidade GV.

Organização Feminista Moçambicana sai em defesa da Governadora de Gaza

Movimento de Mulheres Feministas de Moçambique em apoio à Governadora de Gaza. Imagem:

Movimento de Mulheres Feministas de Moçambique em apoio à Governadora de Gaza. Imagem: Blogue Jovensfeministas, reprodução autorizada.

O Movimento de Mulheres Feministas de Moçambique (MovFemme), saiu em defesa da nova Governadora de Gaza na sequência das críticas que surgiram contra a sua pessoa depois de ter sido nomeada para uma região conhecida por ser “machista”. A associação, que se dedica a desenvolver acções voltadas para a promoção dos direitos das raparigas e mulheres jovens, partilhou no Facebook – através de Delma Comissário – uma campanha de apoio à governadora intitulada: “#SOMOS TODAS GOVERNADORAS DE GAZA” numa clara alusão de repúdio à campanha de difamação sofrida pela jovem Governadora, Stella Pinto.

A campanha teve direito a um artigo publicado na página “Jovens feministas de Moçambique“, no qual se equipara o estado actual da mulher moçambicana ao “chapa” e “mylove”, transporte semi-colectivo de transporte de passageiros na capital, Maputo.

O cenário político em Moçambique nos lembra muito o “chapa”[1] na cidade de Maputo. É governado e fiscalizados por indivíduos do sexo masculino e as mulheres servem apenas como passageiras, quase sempre importunas por não se adequarem devidamente a frenética e abarrotada corrida que antecipa a entrada neste transporte. Isso, não é novidade para ninguém. Somos percebidas como “aquelas que vão na boleia” ocupando espaços políticos não merecidos só para fazer de capa positiva para uma agenda internacional: a equidade de género. Mas, quando o machismo dissimulado dá lugar para a falta de respeito, o “chapa” se transforma no “my love”[2] e na política, as mulheres passam de um incômodo para ser um objecto!

México: Um discurso presidencial tardio e insatisfatório

Este artigo contém links que levam a outras páginas, inclusive noutros idiomas, caso queira aprofundar o assunto

Na quinta-feira, 27 de Novembro de 2014, o presidente mexicano Enrique Peña Nieto dirigiu-se publicamente à nação para tomar uma posição sobre os acontecimentos chocantes ocorridos em Iguala e para anunciar uma série de medidas a ser tomadas.

 O discurso foi uma decepção para a maior parte dos mexicanos, que esperavam mais do seu presidente. Neste contexto, Fernando Vázquez Rigada responde de forma crítica ao discurso presidencial e salienta que não só foi tardio como também faltou empatia para com o povo. Além disso, as medidas anunciadas não foram suficientes para enfrentar a presente crise mexicana: 

La mención al combate a la corrupción fue blanda y retórica. Se asume el plan de la oposición, pero sin ser capaz de agregar nada ni de garantizar una nueva ética que se base en los mejores hombres, en las mejores prácticas, en un blindaje real e inmediato. Vendrá la implementación de las reformas por los mismos que han debido cancelar licitaciones, encubrir, coludirse.

Lo mejor fue la mención a la aplicación del modelo chino de estímulo al crecimiento. La pobreza no produce criminales, pero si divide y desgarra.

La nación esperaba el jueves a un ejecutivo y encontró a un legislador. Aguardaba a un líder que compartiera el dolor, que mostrara reflexión sobre sus errores propios, que asumiera los costos que le corresponden y, sobre todo, que inspirara a una sociedad harta y desconsolada.

A menção à luta à corrupção foi fraca e retórica. Pode adivinhar-se qual é o plano da oposição, mas sem a possibilidade de acrescentar algo nem de assegurar uma nova ética baseada em gente nova, práticas melhores, um reforço real e imediato. As reformas serão implementadas pelas mesmas pessoas que deviam ter rejeitado as propostas e que encobriram e conspiraram. 

O melhor foi ter mencionado a implementação do modelo chinês para impulsionar o crescimento. A pobreza não produz criminosos, mas divide e quebra.

Na quinta-feira, a nação esperava por um executivo e deparou-se com um legislador. Esperavam um líder que pudesse compartilhar a sua dor, que pudesse reflectir sobre as suas próprias falhas, que assumisse os custos que são seus e, acima de tudo, que pudesse inspirar uma sociedade que está farta e inconsolável.  

Pode seguir Fernando no Twitter.

Este post fez parte do trigésimo primeiro #LunesDeBlogsGV (Segunda-feira de blogs no GV) a 1 de Dezembro de 2014.
Tradução editada por Lú Sampaio como parte do projecto Global Voices Lingua

Foto de uma peshmerga amamentando o filho fascina a mídia curda

Foto por Veronique de Viguerie, 6 de setembro de 2014. Veroniquedeviguerie.com

A mídia curda está em alvoroço com uma fotografia de uma mulher peshmerga (como são denominados os curdos armados), sentada ao lado de uma arma automática, amamentando seu filho. A foto foi amplamente distribuída nas redes sociais, destacando a força das mulheres curdas e a resistência das mulheres combatentes na luta contínua contra o ISIS.

Em contraste com a briga de amamentação em muitos países ocidentais (como mais recentemente ocorrido no Reino Unido), a mídia curda saudou esta mulher peshmerga amamentando o filho, comemorando a forma como a fotografia captura seus papéis duplos como “guerreira” e “educadora”.

Os usuários curdos de Internet também elogiaram a mulher peshmerga, cuja identidade permanece desconhecida. Kemal Taher de Erbil comentou: “Eu não sei o que dizer sobre esta leoa do Curdistão, desejo-lhes sucesso no campo de batalha, Que Deus proteja a todos vocês”. Shakar Sndy de Sulaymaniyah disse: “Um exemplo de que nós temos orgulho”.

Usuários da Internet foram circulado a imagem da fotógrafa Veronique de Viguerie online, normalmente sem atribuição. Usando a pesquisa de imagem inversa do Google, o Global Voices soube que a foto é um trabalho de Viguerie. (Nota adicionada por Kevin Rothrock.)
Tradução editada por Débora Medeiros como parte do projeto Global Voices Lingua

A diferença entre ISIS e AlNusra

O satirista Karl Sharro fez uma comparação entre dois braços da AlQaeda lutando entre si na Síria: o notório ISIS e a frente AlNusra. Ele escreveu:

A sensação é de que a principal divergência entre ISIS e Nusra é baseada no tipo de fonte

Ambas as organizações terroristas utilizam a oração islâmica “Não há outro Deus além de Deus e Maomé é o profeta de Alá” em uma fonte diferente em suas bandeiras.

Tradução editada por Débora Medeiros como parte do projeto Global Voices Lingua

Programa de capacitação promove curso de fotojornalismo em Moçambique

O Programa Para Fortalecimento da Mídia (IREX) consiste na capacitação e formação profissional e institucional do sector da mídia em Moçambique, trabalha com repórteres profissionais e comunitários, gestores da mídia, formadores de jornalismo, organizações da sociedade civil na área de advocacia para melhorar a qualidade da informação a disponibilizar aos cidadãos.

O IREX promoveu no Facebook, uma publicação sobre a formação, onde os jornalistas aprendem a contar uma história através da fotografia e imagens:

Contar uma história através da fotografia

O fotojornalismo é considerado uma especialização do Jornalismo, através da qual, de forma clara e objectiva, a fotografia [transmite] informações. Essas informações são transmitidas pelo enquadramento escolhido pelo fotógrafo diante do facto. Hoje em dia é imprescindível ter uma boa fotografia nos jornais e revistas, bem como nas páginas da internet acompanhando uma determinada informação.

Ciente da importância da fotografia no exercício de um jornalismo de qualidade, o Programa Para Fortalecimento da Mídia promove um ciclo de formações em Fotojornalismo. Os participantes, na sua maioria jornalistas em exercício, falam da importância deste curso para a sua profissão, e congratulam a IREX por este tipo de iniciativas. Os formadores dizem-se satisfeitos por poder transmitir as técnicas existentes, para que se tenha nos órgãos de comunicação fotografias que por si informam, e contam uma história. Veja o vídeo em http://goo.gl/1AdqcH

Por que Obama está errado sobre Mianmar

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Jovens ativistas birmaneses mostraram cartazes durante um fórum ao qual o presidente dos EUA Barack Obama compareceu em Mianmar. Os ativistas lembraram Obama que as chamadas reformas democráticas implantadas pelo governo apoiado pelos militares são falsas ou ilusórias.

A segunda visita de Obama a Mianmar é um fracasso

Petição apela ao Governo de Moçambique para legalizar a “Associação Lambda”

A Lambda é uma organização de cidadãos moçambicanos que advogam pelo reconhecimento dos Direitos Humanos das pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT). 

Na sua mais recente acção, através da sua página do Facebook, esta organização colocou à disposição, no dia 17 de Novembro, uma petição online para a recolha de assinaturas como complemento a uma campanha que tem como objectivo pressionar o Governo moçambicano a reconhecer formalmente o grupo como “Associação” e sensibilizar, educar e informar a opinião pública sobre o direito ao associativismo e a igualdade entre todos os moçambicanos,  independentemente da sua orientação sexual e identidade de género.

Esta iniciativa está aberta a todas as pessoas que partilham os princípios de igualdade, inclusão, tolerância e respeito pela diversidade. Pode assinar a petição aqui.

Ruanda: Música para combater a má-nutrição

Os conhecidos músicos ruandeses King James, Miss Jojo, Riderman, Tom Close e Urban Boyz juntam-se à luta contra a má-nutrição no Ruanda com um vídeo no YouTube. O vídeo também está disponível com legendas em swahili.

Magistrados Portugueses expulsos de Timor-Leste

A decisão tomada pelo Governo timorense de expulsar do país todos os funcionários judiciais internacionais, incluindo cinco juízes e um oficial da Policia de Segurança Pública (PSP) portugueses está a criar desconforto entre Portugal e Timor-Leste. 

A resolução afecta cerca de 50 funcionários sendo a maioria portugueses a exercer funções na magistratura judicial de Timor-Leste. Esta decisão, tomada pelo Estado Timorense, está a ser acompanhada com “profunda preocupação e desconforto. O Governo Português deplora, por claramente desproporcionadas, as súbitas revogações de vistos e de autorizações de estada (…)”, pode ler-se no comunicado enviado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).

Entretanto, um comunicado publicado no Facebook pelo Secretário-geral da Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente(FRETILIN), principal partido de oposição,”exorta o Governo e o Primeiro Ministro a não ultrapassar os limites da sua competência de apoio ao Sector de Justiça e que deve evitar fazer decisões que contribuam simplesmente para inibir os profissionais de justiça e criar conflitos institucionais.”

5 países muçulmanos em que os homossexuais não são perseguidos pela lei

O blog “LGBT Muslims” identificou 5 países muçulmanos cujos sistemas jurídicos não tornam a homossexualidade ilegal. São eles: Mali, Jordânia, Indonésia, Turquia e Albânia. Embora o direito desses países não penalize as orientações de vida homossexuais, o blog “LGBT Muslims” destaca que suas comunidades LGBTs ainda sofrem com a discriminação e a pressão social para que se mantenham discretos quanto à sua orientação sexual. Apesar disso, a principal lição que se tira é que os direitos dos homossexuais podem avançar mais do que se imagina nos países mencionados.

Jovens artistas paraenses levam espetáculo e oficinas artísticas aos EUA

Os 15 jovens brasileiros do coletivo Rios de Encontro estão de volta à Marabá, no Pará, após turnê artístico-pedagógica nos Estados Unidos, onde apresentaram ‘o espetáculo Deixa o Rio Passar!’

A turnê foi financiada pela organização americana Creative Connections. Além do espetáculo, também ministraram 42 oficinas sobre energia solar e preservação da floresta amazônica em escolas e centros culturais nos estados de Connecticut, Nova Jersey e Nova Iorque. Ao todo, cerca de 9,800 pessoas participaram das atividades do grupo.

A integrante Évany Valente, 16, ficou impressionada com o que viu por lá. “Os adolescentes questionam as multinacionais sobre a transparência na produção e a relacionando com o desmatamento de nossas florestas”.

O Rios de Encontro recebe apoio do Rising Voices pelo micro-projeto comunitário Rádio Arraia.

Carol Souza, Évany Valente e Eliza Neves evocam Amazo_nia numa apresentac_a_o es colar, Connecticut 2015

Carol Souza, Évany Valente e Eliza Neves em apresentaçãoo no estado de Connecticut. Foto: Rios de Encontro/Divulgação

Camila Alves, Carolayne Valente e Lorena Melissa apr esentam Carimbó, Deixa o Nosso Rio Passar, 2015

Camila Alves, Carolayne Valente e Lorena Melissa apresentam da dança amazonense Carimbó no espetáculo Deixa o Nosso Rio Passar. Foto: Rios de Encontro/Divulgação

Joa_o Paulo Souza, Lorena Melissa e Camylla Alv es de Cia AfroMundo apresentam o espetáculo 'Lágrimas Secas' numa escola pública enraizada em educação ecológica, Connecticut 2015

João Paulo Souza, Lorena Melissa e Camylla Alves da Cia AfroMundo apresentam o espetáculo ‘Lágrimas Secas’ em escola pública de Connecticut. Foto: Rios de Encontro/Divulgação

Zequinha ensina Kimberley a tocar Agogó, em Nova Iorque. Foto: Rios de Encontro/Divulgação

Maputo recebe a Feira Internacional do Livro

Feira Internacional do Livro de Maputo. Imagem: Centro Cultural Brasil e Moçambique. Reprodução autorizada

Imagem: Centro Cultural Brasil e Moçambique. Reprodução autorizada.

A Feira Internacional do Livro de Maputo vai decorrer, entre os dias 7 e 10 de Maio, na Praça da Independência, no centro da cidade de Maputo. Com uma programação vasta e com a presença de inúmeros escritores, editores e livreiros nacionais e internacionais, a feira vai promover debates, mesas redondas, espaços recreativos, teatro e dança.

A organização desta feira é da responsabilidade do Centro Cultural Brasil Moçambique (CCBM) e antecede a celebração do Dia da Língua e da Cultura Portuguesa comemorado desde 2009, em cerca de 30 países.

Em 2005 ficou decidido em Luanda, Angola, que o dia 5 de maio seria o Dia da Língua Portuguesa, mas a data só foi oficializada em Junho de 2009 em Cabo Verde, quando os países que pertencem à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) se reuniram e chegaram a acordo no XIV Conselho de Ministros da CPLP, realizado em Junho de 2009, em Cabo Verde.

A língua portuguesa é uma das línguas oficiais da União Europeia, do Mercosul, da União de Nações Sul-Americanas, da Organização dos Estados Americanos, da União Africana e dos Países Lusófonos. Com aproximadamente 280 milhões de falantes, o português é a 5ª língua mais falada no mundo, a 3ª mais falada no hemisfério ocidental e a mais falada no hemisfério sul da Terra.

Nesta última edição, do dia 5 de Maio, o CCBM promoveu um encontro com o poeta e ensaísta angolano Lopito Feijó e o escritor Eduardo Quive de Moçambique, para uma conversa informal sobre a Literatura Portuguesa e a antevisão à Feira Internacional do Livro de Maputo.

Durante a feira, o CCBM vai levar a cabo uma iniciativa de troca de livros: “Txintxa Mabuco”. Um projecto que pretende promover a leitura através da troca de livros que estão em desuso por quem já os leu mas possa interessar a novos leitores!

Durante o evento estarão em uso, nas redes sociais, as hashtags #ccbm, ‪#‎literatura, ‪#‎cplp, ‪#‎Moçambique, ‪#‎Maputo

“As mulheres ocidentais não se importam se forem estupradas na estrada”, diz historiador saudita

A screenshot of Youtube video. Used under CC BY 2.0

Imagem de um vídeo no YouTube mostrando o historiador saudita Dr. Saleh Al-Saadoon na televisão

O historiador saudita Dr. Saleh Al-Saadoon disse que as mulheres ocidentais dirigem, porque elas “não se importam se forem estupradas na estrada”. Ele fez essas declarações durante uma entrevista com Rotana Khalijia, num canal de televisão saudita para os países do Golfo, defendendo a lei saudita que proíbe as mulheres de dirigir. O vídeo foi bastante compartilhado no YouTube, criando uma comoção online.

A Arábia Saudita é o único país no mundo que proíbe as mulheres de dirigir carros. Muitos esforços estão sendo feitos para quebrar essa proibição, como, por exemplo, em 26 de outubro de 2013, quando dezenas de mulheres compartilharam vídeos de condução dos carros dia em que decidiram desafiar essa proibição.

O “historiador” Saudita notou que:

Unlike riding a camel, driving a car places a woman in danger of being raped, which for Saudi women is a much worse experience than for any women in the western world where women “don't care” if they are raped.

Ao contrário de andar de camelo, dirigir um carro coloca a mulher em risco de ser estuprada, o que para as mulheres sauditas é uma experiência muito pior do que para as mulheres no mundo ocidental que “não se importam” se forem violentadas.

Para piorar sua entrevista, ele sugeriu uma solução para importar “motoristas estrangeiras” a conduzir as mulheres sauditas para evitar um estupro potencial por motoristas contratados masculinos.

Descubra o Iêmen pela literatura: seis autores contemporâneos que vale a pena ler

No site Literatura Arábe em Inglês, M. Lynx Qualey apresenta seis autores contemporâneos iemenitas que vale a pena descobrir.

Ela observa:

As you might expect from a troubled nation with relatively little modern literary output, there aren’t many translations of Yemeni work available in English. However, there are some, as several Yemeni authors have received regional and international acclaim.

Como se poderia esperar de uma nação problemática com uma produção pequena de literatura moderna, não existem muitas traduções de obras iemenitas para o inglês. Porém, ainda existem algumas traduções, já que muitos autores iemenitas são aclamados regional e internacionalmente.

Esses autores são: Mohammad Abdul-Wali, Zaid Mutee Dammaj, Ali al-Muqri, Wajdi al-Ahdal, Nadia Alkowkabani e Shawqi Shafiq.

Qualey foi inspirada a escrever sobre esses autores iemenitas por um artigo publicado no Yemen Times em 23 de março de 2015, intitulado “Crise política e insurgência literária no Iêmen”. O artigo menciona outros autores renomados, como Marwan Ghafory, Mohammed Algharbi AmranHabib Sorori, Safa’a Al-Habal, Ahmed Al-Sakkaf ou Samir AbdulfattahRamzia Al-Iryani.

O texto descreve como a crise política afetou o setor editorial e como, por outro lado, “a situação pela qual o país está passando dá aos escritores material sobre o qual escrever. Eles tentam refletir sobre o que está acontecendo ao redor deles através da própria obra”. O artigo continua: “Turbulência política contínua pode não ser algo bom para o Iêmen, mas, se 2014 pode servir como indicação, as perspectivas para sua cena literária são promissoras.”

Timor-Leste vence na Mongólia e confirma passagem à segunda fase de qualificação para o Mundial de 2018

Timor-Leste volta a vencer a Mongólia por 0-1 no jogo da segunda mão disputado em Ulan Bator. O único golo da partida foi marcado por Fabiano, um dos 13 brasileiros naturalizados timorenses,  que confirmou o excelente resultado obtido no jogo da primeira ronda, realizado em Dili, onde Timor-Leste bateu a Mongólia por 4-1.

Com este resultado, Timor-Leste passa à fase de grupos (oito grupos de cinco equipas cada) e fica a aguardar pelo sorteio que vai ditar os próximos adversários na qualificação para o Campeonato do Mundo de Futebol que se vai realizar na Rússia em 2018. O sorteio terá lugar em Kuala Lumpur, Malásia, no dia 14 de Abril.

Timor-Leste: Rui Araújo é o sucessor de Xanana Gusmão no cargo de primeiro-ministro

Cartaz eleitoral do CNRT com Xanana Gusmão das eleições  de 2012 em Dili. Foto arquivo: Manuel Ribeiro

Cartaz eleitoral do CNRT(dir.), com Xanana Gusmão, das eleições de 2012 em Dili. Foto arquivo: Manuel Ribeiro

O antigo ministro da Saúde de Timor-Leste, Rui Araújo, acaba de ser indigitado pela Presidência da República para assumir o cargo de primeiro-ministro.

Presidente Taur indigita Rui Maria de Araújo para PM – Opini Timor

O sucessor de Xanana Gusmão deverá tomar posse ainda esta semana, de acordo com a agência Lusa.

Parabéns Dr. Rui M. Araujo, novo primeiro-ministro da República Democrática de Timor-Leste.

 Rui de Araújo é membro do comité central da Fretilin, maior partido da oposição do actual governo que é suportado pelo Congresso Nacional para a Reconstrução de Timor-Leste (CNRT), Partido Democrático (PD) e Frenti Mudança (FM)

Polícia moçambicana resgata empresário Momad Bashir Suleimane

Resgate de Momad Bashir Suleimanae (Foto do Jornal @Verdade)

Resgate de Momad Bashir Suleimanae (Foto do Jornal @Verdade)

Momad Bashir Sulemane que estava desaparecido desde o dia 12 de Novembro por alegadamente ter sido raptado junto ao centro comercial de que é proprietário, foi libertado.

Na madrugada de 20 de Dezembro surgiram notícias da sua libertação e as primeiras impressões foram acompanhadas pelas redes sociais. 

O empresário de 56 anos, desaparecido há cerca de um mês “foi resgatado pela policia de Moçambique”, segundo o jornal @Verdade. 

O mesmo jornal avançou a informação através da seguinte publicação no facebook:

Sequestrado a 12 de Novembro passado de dentro do seu estabelecimento comercial, o Maputo Shopping Center, o “empresário” Mohamed Bachir Suleimane foi resgatado na madrugada deste sábado (20), na vila da Macia, na província de Gaza, ao que tudo indica pela Polícia da República de Moçambique.

Vídeo: índios Munduruku protestam contra construção de hidrelétrica na Amazônia

Índios da etnia Munduruku lutam contra a construção da barragem São Luiz do Tapajós, no estado do Pará, no Brasil. A barragem deverá provocar um alagamento de mais 700 mil km2 nas terras onde vivem. O governo federal brasileiro prevê a construção de até cinco usinas no Rio Tapajós, onde vivem dezenas de comunidades indígenas. Junto com a barragem São Luiz do Tapajós, a usina Jatobá estava prevista para sair do papel em 2015, mas as dificuldades socioambientais enfrentadas pelo empreendimento podem ter atrasado esse prazo para até 2020. As duas usinas devem custar, juntas, R$ 18 bilhões (US$ 7 bilhões).

Os Munduruku alegam não terem sido consultados sobre a construção das barragens. Há anos os Munduruku da comunidade de Sawré Maybu, uma das que será diretamente afetada pela construção da usina de São Luiz do Tapajós, pressionam pela demarcação de suas terras. A demarcação inviabilizaria legalmente o projeto do governo federal.

Um documentário sobre a questão foi produzido pela videomaker Nayana Fernandez.

ATUALIZAÇÃO 09/12/2014: Junto com outras organizações, Nayana Fernandez lançou uma campanha de crowdfunding para ajudar os Munduruku a legalizar duas associações, pressionar o governo pela demarcação de seus territórios, criar um site e traduzir e dublar o documentário em seu idioma nativo (a maioria dos índios Munduruku não fala português). Doadores podem contribuir com quantias a partir de US$ 10.

Menina de 11 anos inicia petição pedindo a renúncia do presidente mexicano

Captura de pantalla de la campaña Personas que quieren la renuncia de Peña Nieto en la plataforma Change.org

Abaixo-assinado pedindo a renúncia de Peña Nieto no site Change.org 

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Ativismo político não é exclusividade dos jovens e adultos. Isto ficou demonstrado por Sofia, uma mexicana de 11 anos, que criou um abaixo-assinado pedindo a renúncia do presidente de seu país, Enrique Peña Nieto. Seguem suas razões:

Peña Nieto no le ha respondido como se debe a los familiares de los estudiantes desaparecidos, se fue a China y tiene una casa de 80 millones de pesos.

Peña Nieto não respondeu como deveria às famílias dos estudantes desaparecidos, ele foi para a China e tem uma casa de 80 milhões de pesos (aproximadamente 5,88 milhões de dólares).

A iniciativa causou muitas reações positivas. Por exemplo, algumas pessoas decidiram assinar a petição para mostrar a Sofia e a outras crianças mexicanas (assim como aos adultos) que é possível ter um país melhor e lembrar àqueles que governam que as pessoas os colocaram lá e elas podem tirá-los. A mãe de Sofia disse:

Yo no tengo idea de cómo se destituye a un presidente. Pero ojalá pueda de verdad llevar esas hojas a alguna parte que ayude a Sofía a sentir que su esfuerzo vale la pena, que lo intentamos a toda costa. Fui incapaz de decirle que no lo hiciera, que era casi imposible. No puedo cortarle las alas. Esta generación viene con fuerza, con fe y determinación, y con un concepto de lo que es decente y justo que ya quisieran muchos para un fin de semana.

Eu não sei como demitir um presidente. Mas espero que alguém leve esses papéis a algum lugar para a Sofia perceber que todo seu esforço valeu a pena, que nós tentamos a todo custo. Eu não fui capaz de dizer a ela para não fazer, que era quase impossível. Eu não poderia cortar suas asas. Esta geração tem força, fé e determinação e com um conceito do que é decente e justo, que muitos querem apenas por um final de semana.

A petição foi criada no site Change.org e já tem mais de 10.500 assinaturas desde que foi postada. 

Tradução editada por Lú Sampaio como parte do projecto Global Voices Lingua

Hossein Derakhshan libertado da prisão

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O Ayatollah Ali Khamenei, líder supremo do Irão, na passada quinta-feira concedeu perdão ao blogger Hossein Derakhshan, depois de este ter passado seis anos na prisão. Derakhshan agradeceu a Deus, a Khamenei e à sua família na sua página do Google +.

Vídeo: moradores da periferia de São Paulo sofrem diariamente com a falta d'água

A crise hídrica que atinge todo o Sudeste brasileiro não dá sinais de melhora. O volume do principal reservatório que abastece a cidade de São Paulo, o Sistema Cantareira, está em 13,6% — um número otimista se considerado que inclui a segunda cota do volume morto (reserva de água que fica empoçada no fundo do lago, abaixo do nível de captação das comportas, cuja segurança para consumo humano é pouco conhecida). O volume útil do reservatório se esgotou em Julho deste ano.

Em uma metrópole marcada por profundas diferenças sociais, nem todos têm a rotina afetada da mesma maneira. Enquanto alguns dão água mineral para aos seus bichos de estimação, outros tomam banho de caneca.

O Observatório Popular de Direitos produziu um mini documentário em que moradores do bairro do Campo Limpo, na Zona Sul de São Paulo, relatam os problemas que enfrentam com o corte diário do abastecimento de água em suas residências.

 

México: Machismo e homofobia nos partidos políticos

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Arely Torres-Miranda, blogueira do Mujeres construyendo, questiona a misoginia e o machismo que existem em todos os partidos políticos mexicanos, independente da orientação política: ex-representantes do Partido Revolucionário Institucional (PRI) contratam serviços sexuais, há vídeos envolvendo membros do Partido da Ação Nacional (PAN) em festas privadas com mulheres, que foram vítimas de violência de gênero, além de demonstrações de homofobia por membros do Partido da Revolução Democrática (PRD).

Torres-Miranda explica que, com todo esse machismo e homofobia, há dias em que ela gostaria de parar de lutar pelo direito das mulheres:

[…] en serio, hay días que quiero rendirme. ¿De qué van todas estas declaraciones? ¿Cómo llegan estas personas a puestos públicos dónde deberían de garantizar y cuidar los Derechos Humanos? Hace unos meses platicaba con un asesor del congreso del estado y le decía que me encantaría poder hacer una iniciativa de ley donde se cuidara que cualquier persona, hombre o mujer, que llegase a ocupar un puesto dentro del servicio público debería demostrar estudios certificados de género y Derechos Humanos…me dijo que no era posible, que eso sería discriminar y entonces, inmediatamente me convertiría en eso que tanto me quejo… ¿entonces, cómo nos cuidamos de esto?

[…] de verdade, há dias em que eu quero desistir. O que são todas aquelas declarações? Como é que essas pessoas ocupam cargos públicos que deveriam cuidar e garantir os direitos humanos? Há alguns meses, eu estava conversando com um assessor do congresso e disse que gostaria de iniciar um projeto onde qualquer pessoa que assumisse um cargo público deveria investir em estudos sobre gêneros e direitos humanos. Ele me disse ser impossível, isso seria discriminação e imediatamente eu me tornaria e pessoa da qual eu tanto reclamo. Então, como nós nos protegeremos disto? 

E ela expressa suas dúvidas da melhor maneira: escrevendo.

Você pode segui-la no Twitter.

Este post foi parte do 27o #LunesDeBlogsGV (Segunda de Blogs do GV), do dia 3 de novembro de 2014.
Tradução editada por Débora Medeiros como parte do projeto Global Voices Lingua

Drones fazem imagens de protestos contra “Imposto da Internet” na Hungria

Os húngaros têm feito manifestações em massa contra uma proposta de imposto sobre a internet considerada ultrajante para muitos no país. 

O governo húngaro planeja introduzir um imposto de cerca de US$ 0,60 por gigabyte de tráfego na internet. Esta proposta pesou para muitos, e dezenas de milhares foram às ruas da capital Budapeste no domingo 26 e na terça 28 de outubro. Os protestos na capital foram rapidamente acrescidos de protestos em várias outras cidades. 

A página no Facebook que tem sido utilizada para coordenar estes eventos já acumulou mais de 200 mil curtidas até agora. Os manifestantes levantaram os seus telefones celulares no ar, como uma simbólica demonstração ao Primeiro-Ministro da Hungria de que usam a internet e precisam dela diariamente para saber o que acontece no mundo.

O site de investigação Atlatszo.hu publicou vídeos de imagens feitas por aviões não tripulados (drones) sobrevoando ambos os protestos em Budapeste:

Uruguaios decidirão novo presidente em segundo turno

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Na eleição para presidente do Uruguai, o resultado de boca de urna no dia de votação já colocava Tabaré Vásquez, candidato da Frente Ampla, com preferência entre 44% e 46%, enquanto o candidato Luis Lacalle Pou, do Partido Nacional, teria entre 31% e 34%. A apuração de ceículos midiáticos nacionais apresentou números muito similares aos de três empresas de pesquisa: Factum, Equipos e Cifra.

As atualizações da contagem no país foram divulgadas no Twitter ao longo do dia, e houve menção também aos resultados do do segundo turno para presidente no Brasil:

Resultados favoráveis para a Frente Ampla. Haverá segundo turno. E Dilma ganha a eleição no Brasil.

Apuração mostra Tabaré e Lacalle em disputa no segundo turno.

O segundo turno das eleições no Uruguai será no domingo, dia 30 de novembro de 2014.

Fotos: A infância nas margens do Velho Chico, onde a tecnologia quase não chegou

Uma menina e sua boneca em Xique-Xique, Bahia. Foto de Markileide Oliveira, publicada com permissão.

Uma menina e sua boneca imaginária em Xique-Xique, Bahia. Foto de Markileide Oliveira, publicada com autorização.

As fotos de Markileide Oliveira retratam o cotidiano da população de Xique-Xique, pequena cidade localizada nas margens do Rio São Francisco, no sertão da Bahia — uma das regiões mais áridas do Brasil. O “Velho Chico”, como é conhecido, é um dos mais importantes rios do país, passando por cinco estados e provendo grande parte do sustento dos habitantes de uma região pouco propícia para a agricultura.

Markileide se diz especialmente encantada com as crianças ribeirinhas, cujo universo segue intocado pelo avanço tecnológico:

Em meio a modernidade do século XXI e o mundo virtual que abraçam as novas gerações, existe uma infância que sobrevive aos impactos das novas tecnologias. A inocência das crianças que nascem na beira do rio causa em mim um encantamento inexplicável, percebe-se que a felicidade vive no imaginário das crianças ribeirinhas, onde é possível sentir a boneca imaginária que vive nos sonhos dessa menina que posa para fotografia.  

Simplesmente linda.
 
Longe das tecnologias elas aprendem a sentir, a viver e ser criança. E brincar… 
De boneca, de casinha, de se esconder, de salva latinha, de pegar piaba com o lençol da mãe e depois soltar para vê-las nadar e ganhar o rio, brincar de lavar as louças só para dá comidinhas aos peixes…
 
… As nossas memórias parecem ganhar vida. 
 
 É possível reviver as lembranças de quem viveu uma infância na beira do rio.
Infância em Xique Xique

Retratos da infância, série “Ribeirinhos do Velho Chico”. Foto de Markileide Oliveira, publicada com autorização.

Outras fotos de Markileide tiradas em Xique-Xique podem ser vistas em sua página do Facebook.