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Curtas

Citações na mídia · 1846 postagens

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Últimas notícias de Curtas

20-40% dos recursos do setor de água são perdidos devido à corrupção na África

Acesso à água é um direito humano. Fonte: actionaid.org Imagem utilizada com permissão

O embaixador na África ocidental da rede Water Integrity Mustapha Sesay utilizou o site da Rede de Jornalistas da África Ocidental para escrever sobre a corrupção no setor de água [en] na região:

O acesso à água potável é um direito humano fundamental, mas esta questão não recebe a atenção necessária. A corrupção no setor de água é um fato consumado, que envolve pessoas de todas as classes, desde o homem comum, políticos, líderes de instituições e até mesmo organizações não-governamentais. O relatório Corruption in the water sector ["Corrupção no setor de água"], produzido por Water Integrity Network e publicado no livro Training Manual on Water Integrity ["Manual de formação sobre integridade da água"], afirma que na África subsaariana provavelmente quarenta e quatro porcento (44%) dos países não atinjam os objetivos das Metas de Desenvolvimento do Milênio para a água potável, enquanto oitenta e cinco por cento (85%) provavelmente não irão atingir os objetivos na área de saneamento. Já a estimativa do relatório do Banco Mundial aponta que entre vinte e quarenta por cento (20-40%) dos recursos do setor da água estão sendo perdidos para práticas desonestas.

“Blogs são os discos de vinil da Internet”

Um artigo no jornal The Washington Post fala sobre [en] “o declínio do Bloguestão do Irã”, considerado uma nação de blogueiros entre os anos 2000 e 2009.

Diversos blogueiros compartilharam, via Twitter, a última frase desse artigo:

@fredpetrossian: #Blogs são os discos de #vinil da Internet. Vejam, @Kamangir @maasalanhttp://t.co/bd6NKrrTpR

Leia mais aqui.

Projeto usa celulares para incentivar a leitura na África do Sul

Lauri Kubuitsile escreveu um post sobre o projeto FunDza Literacy Trust, que aproveita a tecnologia dos telefones celulares para incentivar o hábito da leitura entre as crianças na África do Sul:

Eu acho fascinante quando os africanos encontram soluções inovadoras para os seus problemas. FunDza Literacy Trust é uma delas. A quantidade de celulares decolou na África do Sul e a FundZa está aproveitando isto para que as crianças leiam. Eu estou orgulhosa por escrever regularmente para elas. As histórias começam às sextas-feiras. Cada história tem sete capítulos e um cada capítulo é enviado para os celulares das crianças diariamente. A minha página na FundZa contém todas as histórias que eu escrevi. Clique em qualquer uma e veja os comentários dos leitores. As crianças estão lendo e seriamente envolvidas com as histórias. É maravilhoso!

Mapa mundial da Unesco com eventos no Dia da Liberdade de Imprensa

Press Freedom Day events

Screen shot do mapa da Unesco com os eventos do Dia da Liberdade de Imprensa

A 3 de Maio comemora-se o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa e a Unesco assinala a ocasião com um evento em Paris, França, sendo este de entrada livre e aberto ao público.

Há muita informação no site para quem pretenda aprender mais acerca da liberdade de imprensa ou receber um evento.

Ao usar uma ferramenta online de mapeamento do público, a Unesco regista online os eventos mundiais para assinalar o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa e convida todos os interessados a enviar os seus próprios eventos.

A Unesco é a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura.

Oriente Médio e Norte da África: Hijab e Discriminação Ocidental

A blogueira egípcia Nadia El Awady escreveu um artigo em seu blog [en] no qual questiona se mulheres que usam hijab (véu usado por mulheres mulçumanas) se sentem discriminadas ou não nos países ocidentais. Nadia, que cresceu nos Estados Unidos e morou na Europa por longos períodos, acrescenta com base em experiência própria, em relação às reações que recebeu, tanto em países orientais com, também, em países ocidentais, quando se trata de usar o hijab ou até mesmo quando tirá-lo.

Ela escreve:

Durante todos esses anos, não usei o hijab, usei o hijab, usei o hijab longo (chamado khimar), usei o véu que cobre o rosto (chamado niqab), voltei a usar o hijab curto e finalmente, agora, não uso hijab nenhum. Já fiz de tudo. Já obtive todo tipo de reação. A maneira como me vesti nesses anos pode até ter sido aceita por algumas pessoas mais próximas e criticada por outras; é verdade. O jeito como uma mulher se veste é um assunto altamente discutível, não importa em que parte do mundo ela estiver. Quando vesti o véu de rosto, meu próprio pai foi contra. Quando deixei de usar o hijab, perdi pelo menos um grande amigo e fui criticada por muitos outros. Essas são reações comuns e presumíveis. Não as classifico como discriminativas. Amigos e familiares estabeleceram conceitos sobre como eles esperam que eu viva a minha vida. Eles acreditam que sabem o que é melhor pra mim.

[Post traduzido por Raquel Cardoso]

Falando através de grafite no Cazaquistão

Graffiti by Repas Workshop, image used with permission.

Grafite por Repas Workshop, imagem usada com permissão.

Nos últimos dez anos, o grupo de arte de rua Repas Workshop vem utilizando o grafite para expressar suas ideias em Almaty, no Cazaquistão.

Os exemplos mais recentes de suas impressionantes obras de arte foram apresentadas [ru] num blog.

Amnistia Internacional: ‘Espiral de violência é uma ameaça ao Estado de Direito na Venezuela’

A Amnistia Internacional emitiu um relatório em que documenta “alegadas violações de direitos humanos e abusos cometidos no contexto das maciças manifestações públicas ocorridas desde o início de Fevereiro.”

De acordo com Erika Guevara Rosas, Directora da Amnistia Internacional EUA:

“O país corre o risco de cair numa espiral de violência, a menos que se tomem medidas para se chegar a consenso entre as partes em conflito. Isto apenas pode acontecer se ambas as partes respeitarem integralmente os direitos humanos e o Estado de Direito. Caso isto não aconteça, o número de mortos continuará a aumentar e as pessoas comuns continuarão a suportar este peso”.

Segundo o relatório, 37 pessoas morreram e mais de 550 ficaram feridas:

De acordo com os números divulgados, a 27 de Março, pelo gabinete do Procurador-Geral, 2,157 pessoas foram detidas durante os protestos. A grande maioria foi libertada, continuando contudo a enfrentar acusações.

Pode ler o relatório completo em espanhol no site da Amnistia Internacional.

“Heroínas do quotidiano”: concurso de fotografia para cidadãos repórteres em Moçambique

Um concurso de fotografia para amadores dedicado ao tema “Heroínas do quotidiano” foi lançado pela WLSA Moçambique (Women and Law in Southern Africa Research and Education Trust), uma organização não governamental que faz pesquisa sobre a situação dos direitos das mulheres, em parceria com o Jornal @VerdadeCada fotógrafo amador poderá inscrever até 3 fotos e o prazo de submissão termina já a 7 de Abril de 2014.

regulamento do concurso, dirigido a todos os fotógrafos não­-profissionais, está disponível no website da WLSA, juntamente com o apelo ao envio de imagens “que retratem a luta diária da mulher pela sobrevivência”:

O objectivo é registar uma imagem que, na opinião da/o fotógrafa/o, represente a situação de mulheres que lutam para a sua sobrevivência e procuram alimentar e educar a sua família com dignidade. As fotos poderão mostrar vários aspectos relacionados com a temática, que podem ir desde as condições de trabalho, às iniciativas para gerar rendimentos, os cuidados com as crianças e outros.

No mês de Março de 2014, a primeira edição do concurso de fotografia foi dedicada à “Saúde das mulheres” e os vencedores já foram anunciados.

Em breve! Microbolsas Rising Voices para comunidades amazônicas

Amazônia peruana. Foto de Pearl Vas (CC BY 2.0)

Amazônia peruana. Foto de Pearl Vas (CC BY 2.0)

O Rising Voices [en] está preparando para o próximo mês o lançamento de uma competição de microbolsas para projetos de mídia cidadã digital por comunidades indígenas da região amazônica. Graças ao apoio da Avina Americas, Fundación Avina e da Skoll Foundation, vamos oferecer suporte continuado com a tutoria da comunidade Global Voices.

Leia mais sobre o projeto na página do Rising Voices [en] e registre aqui o seu interesse [en].

A mídia cidadã tem desempenhado uma parte importante em diversas lutas culturais, políticas, sociais e ambientalistas na região. Confira os posts a respeito das comunidades amazônicas na nossa página de cobertura especial Floresta em Foco: Amazônia.

Arábia Saudita: 2014 um ano promissor para as mulheres

A blogger saudita Hala Al-Dosari partilha [en] no seu blog uma peça interessante de uma publicação anual do Centro Wilson acerca das mulheres na região do Médio Oriente e Norte de África. A publicação sugere que 2014 poderá ser um ano potencialmente promissor para a condição das mulheres na Arábia Saudita.

Atraso em obras da Copa inspira vídeo “(un)Happy” em Porto Alegre

A felicidade contagiante desencadeada pelo videoclipe viral “Happy“, de Pharrell Williams, inspirou moradores de Porto Alegre, no Brasil, a aproveitarem que a cidade tem a palavra em português para “happy” em seu nome para expressar, todavia, aquilo que os tem deixado menos alegres com a cidade. 

O vídeo “Porto (un)Happy“, que você pode ver abaixo, mostra pessoas dançando animadamente em frente a obras atrasadas para a Copa Mundial da FIFA de 2014:

Desde a sua publicação em 25 de março, o vídeo já teve mais de 250 mil visualizações. Pela página do Facebook Porto un-Happy, seus criadores coletam citações na mídia e promovem a hashtag #MudaPOA, com o esclarecimento:

Nosso protesto NÃO é contra a Copa, e sim contra o atraso nas obras e o pouco caso com a população!

No mapa We Are Happy From, que agrega vídeos “Happy” de todo o mundo, é possível encontrar uma versão positiva criada pela Prefeitura Municipal, mas que tem sido menos popular, com 50 mil visualizações.

Global Voices noticiou anteriormente sobre uma versão crítica de “Happy” feita no Rio de Janeiro.

Vítimas de minas terrestres em Laos pedem ajuda

As minas terrestres plantadas durante a guerra do Vietname continuam hoje a ferir e a matar os residentes de Laos:

Phongsavath Manithong da Handicap International desafia a comunidade internacional a apoiar as vítimas de minas terrestres e de engenhos por explodir em Laos.

Moçambique: Activistas prometem prosseguir mobilização pelos direitos das mulheres e crianças

Foto da marcha contra a violação dos direitos humanos no código penal, por @DemocraciaMZ

Foto da marcha contra a violação dos direitos humanos no código penal, por @DemocraciaMZ

Na sequência da convocatória para a marcha pelos direitos da mulher e da criança em Maputo, o presidente da Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade de Moçambique, Teodoro Waty, veio a público referir que os artigos [pdf] que violavam esses direitos já tinham sido retirados do anteprojecto do Código Penal em Fevereiro, embora a sociedade não tivesse sido informada.

O anúncio foi feito no dia da própria marcha, 20 de Março de 2014, após a entrega de uma petição por várias organizações da sociedade civil à Presidente da Assembleia da República.

A página de Facebook do Fórum Mulher, organização que lançou o apelo à marcha, disponibiliza um resumo fotográfico do protesto de dia 20 de Março.

A página de Facebook do Fórum Mulher, organização que lançou o apelo à marcha, disponibiliza um resumo fotográfico do protesto de dia 20 de Março.

Num comunicado [pdf] lançado a 25 de Março, as mesmas organizações reagiram com surpresa ao anúncio de Waty, interpretando-o como uma manobra para “descredibilizar e até quem sabe impedir a marcha”:

registaram-se manobras de desmotivação da participação na marcha, sob a forma de mensagens de e-mail e Facebook disseminadas pela rede, dizendo que essa manifestação tinha sido cancelada, por haver já uma resposta positiva às demandas que lhe deram origem. Outras mensagens informavam erradamente o dia em que se realizaria a marcha, tendo inclusivamente havido um deputado que na própria 5ª feira falou num programa da Rádio Moçambique, das 6 horas da manhã, informando que já não se realizaria a marcha, porque as reivindicações estavam satisfeitas.

E acrescentaram que prometem “prosseguir a mobilização até à votação final desta lei”. Entretanto já tinham sido lançadas outras petições, inclusivamente por organizações internacionais como a Amnistia Internacional ou Avaaz.

Câmara dos Deputados aprova o Marco Civil da Internet

O Marco Civil foi finalmente aprovado pela Câmara dos Deputados brasileira e passará, na sequência, pela deliberação e votação do Senado Federal. A chamada “Constituição” da internet se transformou em trending topic no Twitter, seguindo uma campanha massiva que se estendeu por todo o dia da votação, 25 de março de 2014, por meio das hashtags #MarcoCivil e #EuQueroMarcoCivil.

A versão do projeto de lei aprovada na Câmara dos Deputados [pdf.] preservou os dispositivos que asseguram a neutralidade da rede, a liberdade de expressão e a proteção à privacidade dos usuários.

O músico e ex-Ministro da Cultura, Gilberto Gil, que emprestou sua imagem à petição do Avaaz “Por uma internet livre e democrática“, escreveu:  

Para Tim Berners-Lee, que há 25 anos inventou a World Wide Web, este é “o melhor presente de aniversário para os usuários da Web do Brasil e do mundo”. Em nota de apoio [en] publicada um dia antes da votação, ele disse que a aprovação do Marco Civil “irá ajudar a inaugurar uma nova era, em que os direitos dos cidadãos em cada país ao redor do mundo serão protegidos por cartas de direitos digitais”:

Like the Web, Marco Civil has been built by its users – the groundbreaking, inclusive and participatory process has resulted in a policy that balances the rights and responsibilities of the individuals, governments and corporations who use the Internet. (…)  ultimately the draft Bill reflects the Internet as it should be: an open, neutral and decentralized network, in which users are the engine for collaboration and innovation.

Como a Web, o Marco Civil foi construído por seus usuários – num processo inovador, inclusivo e participativo que resultou em regras que equilibram os direitos e responsabilidade de indivíduos, governos e empresas que se utilizam da Internet (…) em última análise, o projeto de lei reflete a Internet como ela deve ser: uma rede aberta, neutra e descentralizada, na qual os usuários são o motor para a colaboração e a inovação.

Brasil: Jornalismo e financiamento coletivo estão juntos na plataforma O Sujeito

Uma nova plataforma de jornalismo independente foi lançada recentemente no Brasil com o objetivo de garantir uma alternativa ao modelo tradicional de produção midiática corporativa. Hospedada no website de financiamento coletivo Catarse, a plataforma O Sujeito trata-se de uma nova empreitada que surge num momento de transição para uma mídia financiada coletivamente:

O veículo impresso está em crise. O jornalismo não. Assim como sempre haverá música e cinema, independentemente dos grandes produtores, o jornalismo é autônomo em relação aos grandes meios.

Quatro projetos marcam o lançamento da plataforma: a Escola Livre de Jornalismo para jovens; um documentário sobre ecovilas brasileiras; uma publicação sobre como melhorar o ambiente de trabalho; e uma pesquisa junto às pessoas que seguram cartazes e placas de propaganda nas ruas das cidades brasileiras.

Você pode seguir @osujeito_ no Twitter, gostar/curtir a página no Facebook e assistir ao vídeo promocional abaixo:

Irã não pode bloquear Facebook para sempre

O Ministro da Cultura e Orientação Islâmica no Irã, Ali Jannati, diz [en]
que “Irã não pode bloquear Facebook para sempre”. Alguns oficiais iranianos, como Mohammad Javad Zarif, ministro de Relações Exteriores, usa Facebook e Twitter enquanto esses sites são bloqueados no Irã.

#EuQueroMarcoCivil: Brasil mobiliza “compartilhaço” online

Ativistas digitais que defendem o #MarcoCivil da Internet são convidados a participar numa campanha massiva nas redes sociais para pressionar a Câmara dos Deputados a aprovar o texto atual. Um artigo de Raphael Tsavkko no website Congresso em Foco explica como o lobby das empresas de telecomunicações está a ameaçar a garantia da neutralidade da rede. 

A mobilização acontece hoje, 25 de março de 2014, no Twitter e Facebook com a hashtag #EuQueroMarcoCivil. O voto pode acontecer nesta data, embora já tenha sido adiado cerca de 30 vezes desde 2012. Quem quiser participar no “compartilhaço” pode registar-se no website “Salve a Internet“, da plataforma de mobilização social Meu Rio:

Vamos deixar claro para os deputados que a liberdade de expressão, a neutralidade da rede e a privacidade dos usuários não são negociáveis. O texto precisa ser aprovado como está!

Vídeo “Happy” expõe o outro lado do Rio de Janeiro

A “contagiante felicidade mundial” [en] desencadeada pelo videoclipe “Happy“, de Pharrell Williams, tornou-se viral, como pode ser comprovado pelas centenas de vídeos dançantes ao redor do planeta, e inspirou o grupo brasileiro Jeitinho Carioca a produzir uma versão satírica especialmente para o Rio de Janeiro.

Além de mostrar pessoas dançando cheias de felicidade, o vídeo também expõe facetas não tão felizes da cidade, tais como o alto custo de vida, o racismo, os assaltos e a violência, assim como as obras e intervenções para a Copa Mundial e as Olimpíadas.

Assista aqui ao “We Are Rio“:

O Global Voices publicou matérias sobre vídeos “Happy” no Oriente Médio e Norte da ÁfricaHong Kong e a Procura pela Felicidade na África, todos em inglês.

Álbum coletivo online reúne fotos antigas da América Latina

É verão na página ABRIR O TEMPO: crianças com animais infláveis no mar. Fotos praieiras no Uruguai, em 1940!

Todos os links conduzem a páginas em espanhol

Abrir el tiempo (Abrir o Tempo) é uma coleção virtual de fotografias antigas da América Latina. Qualquer pessoa pode carregar uma foto na opção “Subí tu foto” e contar sobre a história da cena. O álbum coletivo pode ser acompanhado pelo Facebook, Twitter e Pinterest.

Arábia Saudita controla os nomes de bebês

Você não tem permissão para nomear sua filha recém-nascida de Eman, Sandy ou Yara. E se for um menino, nomes como Abdelnasser, Amir ou Abdulmoeen também são proibidos. Mas isso só na Arábia Saudita. No Twitter, Iyad El Baghdadi compartilhou uma lista de nomes proibidos para bebês:

Lista de nomes proibidos de bebês na Arábia Saudita. Inclui: Abdulnasser, Amir, Maya, Linda, Sandy, Loren, Benjamin, Yara, e Eman

No tweet ainda há uma fotografia da lista oficial carimbada junto com este aviso.

Vídeo: Distribuição de comida em campo de refugiados na Síria

[Todos os links em inglês]

Fajer PRESS postou um vídeo de Yarmouk Camp, o campo de refugiados em Damasco, durante o recebimento de caixas de comida que alimentam os 18 mil moradores remanescentes do campo. Para sobreviver em meio a escassez de alimentos essenciais, os refugiados foram forçados a comer animais encontrados no local.

O vídeo é de 30 de dezembro de 2013.

Código penal moçambicano viola direitos humanos das mulheres e crianças

Convocatória para a marcha contra a Violação dos Direitos Humanos no Código Penal Moçambicano. Foto publicada pelo Fórum Mulher no Facebook

Convocatória para a marcha contra a Violação dos Direitos Humanos no Código Penal Moçambicano. Foto publicada pelo Fórum Mulher no Facebook

A organização não-governamental moçambicana Fórum Mulher convocou uma marcha em protesto contra a revisão do código penal por considerar que estão em causa os direitos humanos. 

Um grupo de organizações da sociedade civil entregou ao Parlamento no dia 24 de Fevereiro de 2014 uma nota que denuncia violações dos direitos das crianças, das mulheres, das minorias sexuais e outras lacunas encontradas no Anteprojecto do Código Penal [.pdf].

Uma publicação na página de Facebook da Lambda Mozi, uma organização que defende os direitos das minorias sexuais, resume assim o problema

A revisão do Código Penal aprovada na generalidade em Dezembro último pelo Parlamento moçambicano manteve artigos que atentam contra os Direitos Humanos de todas(os) nós, por exemplo: 
- Promove a impunidade do violador sexual e força a vítima a casar-se com este, 
- Aplica medidas de segurança àqueles que se dedicam a prática de actos contra a natureza

A marcha está prevista para o dia 20 de Março de 2014, a partir das 8 horas na cidade de Maputo, capital de Moçambique.

Línguas de Moçambique e Timor-Leste em foco no Lusofalante

Calane da Silva, de Moçambique, e José Amaral, de Timor-Leste, são os entrevistados do nono programa radiofônico Lusofalante

O programa pode ser ouvido no blog Lusofalante. Clique na imagem para abrir.

Calane da Silva de Moçambique e José Amaral do Timor Leste dão voz ao nono programa Lusofalante. O programa pode ser ouvido no blog Lusofalante. Clique na imagem para abrir.

Calane da Silva, é poeta, escritor, jornalista, professor de Literatura Africana de Língua Portuguesa da Universidade Pedagógica e dirige o Centro Cultural Brasil-Moçambique, em Maputo. Neste programa ele fala das línguas em Moçambique, seu papel no processo de independência do pais além de analisar o léxico da Língua Portuguesa Moçambicana, que possui várias influências, inclusive asiática. Aborda aspectos históricos do processo da vinda dos escravos moçambicanos para o Brasil e de como somente sessenta anos após a Proclamação da República o país decreta a Abolição da Escravatura.

José Amaral, para além de músico e escritor, é também Adido Cultural na Embaixada de Timor-Leste em Lisboa. No programa ele fala das duas línguas oficias do Timor Leste, o português e o tétum, e também sobre a independência de Portugal nos anos 70 e a consequente invasão por parte da Indonésia. Ressalta a diversidade linguística do país e de como após a libertação total em 2002 começa o processo de reconstrução da identidade timorense.

O programa brinda-nos com a leitura do Poema de Filipinho, o Poeta da Fundação Casa Grande, no CE, Brasil, sobre o Lusofalante. As entrevistas são sublinhadas com as músicas “Flor”, de Maria João e Mário Laginha (Portugal), “Wa Mu Vona”, de Costa Neto (Moçambique) e “Tali Bole”, música tradicional timorense adaptada por José Amaral.

A pesca sustentável dos pescadores do Recife de Dhivehi

O blogger das Maldivas Hani Amir [es] escreve sobre os métodos tradicionais de pesca dos pescadores de recifes do seu país, que inclui a captura de toneladas de peixe com as suas próprias mãos ao invés de utilizarem redes ou canas. O blogger também lança luz sobre a forma como estão a ser explorados pelos proprietários gananciosos de resorts, que não pagam o que seria justo.

8 coisas que podem ser feitas com uma manga

O blogueiro queniano Yoga David mostra 8 coisas incríveis que podem ser feitas com uma manga. Selecionamos algumas delas:

This is the mango fruit season where mango enthusiasts live for this summery fruit. Maybe it’s that tartness of the fruit, or how perfect it tastes even when it’s just raw.

So here are our 8 Things to do with a mango you might consider doing.

Licuado

A traditional favourite of many, this is perfect for breakfast or anytime. Spoon mango, yogurt, juice, and any fresh fruit into a fruit blender and liquefy it to your preferred thickness. Add in a few cubes of ice and serve it as a chilly drink.

Savoury salad

A savoury salad comes with leafy greens, tomatoes and at times red onion. The salad is made even more flavourful with mango. Instead of salad dressing, top salad with slivers of mango and light oil.

Mango with lime and salt

A favourite treat, mango is prepared with lime and touch of salt, which is tangy and delicious. Cut cubes of mango in a cup; shake the cubes, salt and top liberally with fresh or bottled lime juice

Estamos no verão, estação da manga, tempo em que os entusiastas da fruta esperam o ano todo. Talvez seja por causa da acidez do fruto, ou do gosto é perfeito ainda que crua.

Aqui estão 8 coisas que você pode fazer com mangas.

Licuado

Um prato tradicional e preferido de muitas pessoas, o licuado é perfeito para o café da manhã ou qualquer ocasião. Bata manga, iogurte, suco e qualquer fruta fresca em um liquidificador e até chegar a sua espessura preferida. Adicione alguns cubos de gelo e sirva como uma bebida fria.

Salada

Uma salada saborosa pode ser feita com folhas verdes, tomate e às vezes cebola vermelha. A salada fica ainda mais saborosa com manga. Em vez de molho para salada, coloque lascas de manga e um azeite leve.

Manga com limão e sal

Esta delícia favorita, na qual a manga é preparada com limão e um toque de sal, é picante e saborosa. Corte a manga em tiras compridas, adicione sal, misture e cubra generosamente com sumo de limão fresco ou de garrafa.

Ativistas mobilizam-se pela adoção do Marco Civil da Internet

Ativistas dos direitos da Internet encontram-se hoje em Brasília para pressionar o Congresso Nacional a aprovar a carta de direitos para os utilizadores da Internet, conhecida como Marco Civil. Um deles é o antigo colaborador do Global Voices, Diego Casaes, que trabalha com a organização global Avaaz e escreveu no Facebook antes de partir para a capital: 

Hoje a Avaaz se juntou ao grandioso Gilberto Gil e a diversos movimentos e organizações de direitos civis em uma campanha que interessa a todos nós: a aprovação do Marco Civil com a defesa da neutralidade da rede.

Faz mais de 3 anos que eu acompanho o Marco Civil, desde o processo de consulta pública online até o dia em que o PL entrou na Câmara dos Deputados. A votação foi adiada 10 vezes, pelo menos, no que demonstra um embate homérico entre a sociedade civil e as empresas de telecomunicações: do nosso lado, parlamentares que defendem a liberdade na rede e uma série de movimentos civis que lutaram contra vários Golias bilionários, do outro os Golias, as empresas que controlam a estrutura das telecomunicações do Brasil, e que todos os anos lucram quantias absurdas, mesmo oferecendo um serviço ineficiente.

Essa semana muita coisa pode mudar: se aprovarmos o Marco Civil (garantindo a neutralidade da rede) daremos um passo gigante na luta pela nossa privacidade, pelos nossos direitos, e para manter a natureza democrática da internet. 

Eu tô com o Gil, e já assinei. E vou à Brasília falar com os deputados na quarta-feira. Por isso eu peço: assinem e terão a garantia de que haverá pessoas comprometidas com nossos direitos, argumentando, dialogando e fazendo valer a voz do povo no Congresso antes da votação.

A petição da Avaaz, “Por uma Internet livre e democrática“, reuniu mais de 290.000 assinaturas em menos de 24 horas. 

No Twitter estão a ser usadas as hashtags #MarcoCivil, #MarcoCivilJa e #VaiTerMarcoCivil. O assunto era “trending” na véspera do voto agendado, 11 de março de 2014. 

Os cientistas podem ajudar a preservar o patrimônio cultural latinoamericano?

“Gostaríamos de sugerir que você se vestisse de modo um pouco mais ‘formal’ quando interagir com os clientes”. Por “formal”, querem dizer que você tem que renunciar a sua herança cultural, pois você pertence a um grupo indígena do Equador e seu o olhar é muito “étnico” para os negócios.

Esta é a realidade em muitos países na América Latina, mesmo naqueles que, como o Equador, possuem uma constituição que reconhece que a nação é pluricultural e multiétnica. Esses são países que podem crescer economicamente através de descobertas científicas que utilizam o conhecimento tradicional de grupos indígenas, mas que ainda lutam para que os seus ricos patrimônios indígenas sejam respeitados e aceitos.

No portal Latin American Science [en], Karina Vega-Villa escreve sobre a importância do patrimônio cultural da região ser preservado. Ela pergunta:

Em uma sociedade global que valoriza muito o avanço científico, qual é o papel que os cientistas desempenham no desenvolvimento de um modelo econômico de base tecnológica em países multiculturais como os da América Latina?

E então conclui, entre outras coisas que:

Uma ênfase em programas científicos dirigidos por cientistas, e não por gerentes de negócios, seja necessária. [...] O papel dos cientistas de uma ampla gama de campos de pesquisa é essencial e evidente. Os esforços de colaboração e cooperação são fundamentais para empreender esta tarefa épica.

Feliz em Hong Kong

Inspirado no video-clip do cantor de rapper americano Pharrell Williams que viralizou, Happy, Helene Franchineau, jornalista francesa multimídia com base em Hong Kong fez um clip musical local: Happy (in Hong Kong) .

Abertas as pré-inscrições para Evento Global de Regulamentação da Internet no Brasil

Em preparação para o Encontro Global Multi-sectorial sobre o Futuro da Regulamentação da Internet, que irá se realizar em São Paulo, Brasil, entre os dias 23-24 de abril de 2014, os organizadores estão a receber as pré-inscrições através de um formulário de manifestação de interesse. O evento é uma parceria entre a Comissão Brasileira Gestora da Internet convocada pelo Estado (CGI.br), e uma plataforma multi-sectorial não governamental.

Segundo o site do evento, NetMundial.br:

Este encontro terá como foco a elaboração de princípios de governança da Internet e a proposta de um roteiro para a evolução futura do ecossistema de governança da Internet. 

A organização do evento global de regulamentação da internet começou algumas semanas depois que a presidente do Brasil Dilma Rousseff fez um discurso [en] na Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro de 2013 no qual criticou os Estados Unidos por espionagem e referiu [en] que o Brasil “[iria] apresentar propostas para o estabelecimento de um quadro multilateral civil para a regulamentação e uso da internet e garantir a proteção efectiva dos dados que circulam pela internet.”

É urgente salvar os Lémures

Mother lemur and her offspring by Tambako on Flickr CC-BY-2.0

Mãe lémure e sua cria por Tambako em Flickr CC-BY-2.0

Um grupo de investigadores de Madagáscar, Canadá, Reino Unido e EUA publicou um relatório pormenorizado na revista Science em que alerta para a possível extinção de 90% dos lémures de Madagáscar [en] na sequência da prolongada crise política vivida no país. Um dos investigadores, Christoph Schwitzer, explica ao Scientific American as terríveis consequências de tal ameaça [en]:

os lémures desempenham um papel importante a nível ecológico e económico, sendo essenciais para a manutenção das florestas únicas de Madagáscar através da disseminação de sementes e atraindo investimentos através do ecoturismo.

Outro investigador, Ian Colquhoun, explica o que pode pode ser feito para proteger o ecossistema único de Madagáscar [en] no qual os lémures podem prosperar:

Destacamos três formas fundamentais para salvar os lémures: gestão da conservação com a participação das comunidades locais, presença a longo prazo dos investigadores no terreno e o ecoturismo.

À conversa com lusofalantes de São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau

Língua, história, arte e educação são alguns dos temas apresentados no oitavo programa radiofônico Lusofalante, pela voz de João Luiz do Nascimento Mota, de São Tomé e Príncipe, e Manecas Costa, da Guiné Bissau. 

O programa pode ser ouvido no blog Lusofalante. Clique na imagem para abrir.

O programa pode ser ouvido no blog Lusofalante. Clique na imagem para abrir.

No programa, o economista e Pró-Reitor de Graduação da Universidade do Crato/CE (Ceará), João Luiz do Nascimento Mota, com ligações ao Movimento Negro e Cultural do Cariri, nos fala sobre a diversa e rica cultura seu país, e por consequência, suas várias línguas. João Mota aborda a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), da qual participa, bem como outros organismos que têm como objetivo aproximar os países lusófonos através da educação e da arte.

Manecas Costa, da Guiné-Bissau, é cantor, compositor, guitarrista. Aos 20 anos foi nomeado Embaixador da Boa Vontade pelo UNICEF. Manecas Costa nos fala da riqueza e diversidade de seu país e a imensa quantidade de línguas presentes, tantas quantas as culturas. Canta em crioulo, cita exemplos desta convivência e interferência entre as línguas. Fala sobre seu trabalho de troca entre artistas da diáspora da língua portuguesa e o resultado musical destes encontros. Reforça a necessidade de aproximação entre os países Lusofalantes através da arte.

Para além das músicas “Broska” e “Ermons Di Terra” de Manecas Costa, ao longo do programa as entrevistas são sublinhadas também por “Miragem do Porto” de Lenine e Bráulio Tavares (Brasil) e “Nana Nina Não”, de Mauro Aguiar e Edu Krieger (Brasil).

Saiba mais sobre o Lusofalante neste post publicado pelo Global Voices em fevereiro de 2014.

UNICEF apela a protestos sem crianças na Tailândia

Após uma explosão [en] de granada ter matado três crianças num protesto antigovernamental em Banguecoque, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) pediu ao governo e aos líderes do protesto para protegerem as crianças, mantendo-as afastadas dos protestos. Bijaya Rajbhandari, representante da UNICEF na Tailândia, fez este apelo [en]:

(A UNICEF) condena a violência que resultou nestas mortes e lesões de crianças, trágicas e sem sentido. Estes incidentes reforçam a necessidade urgente de manter as crianças longe do perigo, de modo a garantir a sua segurança. A UNICEF insta o Governo, os líderes dos protestos, quer sejam pro ou anti – governamentais, e todos os pais a assegurarem que as crianças não entrem nos locais dos protestos e e se mantenham afastadas de todos as zonas em que os mesmos se realizem.

Ativistas brasileiros contra-atacam a vigilância em massa

À medida em que o mundo se reúne para se posicionar contra a vigilância em massa em 11 de fevereiro de 2014, cidadãos brasileiros, organizações e coletivos dão impulso à campanha #TheDayWeFightBack (#ODiaEmQueContra-Atacamos).

O coletivo anti-viligância Antivigilancia.tk (@antivigilancia no Twitter), um dos 15 signatários dos Príncipios internacionais sobre a aplicação de Direitos Humanos à vigilância nas comunicações, tem um site com informações completas em português sobre como participar em #TheDayWeFightBack, assim como vários recursos para todos os dias de ação, como banners and memes.

Cartoon by Latuff with D'Incao (2013). Shared by WebWe Want on Flickr (BY SA 2.0)

Cartoon de Latuff com D'Incao (2013). Compartilhado por Web We Want (A Web que queremos) no Flickr (de SA 2.0).

O famoso cartunista brasileiro Carlos Latuff participou no início de fevereiro do desafio lançado pela Web We Want (A Web que queremos) de criar trabalhos originais de artes visuais sobre vigilância digital e direito à privacidade.

Cartoon by Latuff with Operamundi (2013). Shared by WebWe Want on Flickr (BY SA 2.0)

Cartoon de Latuff com Operamundi (2013). Compartilhado por Web We Want (A Web que queremos) no Flickr (de SA 2.0).

No Twitter, muitos brasileiros ligam o dia de ação com a pioneira declaração de direitos para usuários da internet, o Marco Civil da Internet, que foi avaliado em sessão plenária na Câmara dos Deputados. Um grupo de organizações da sociedade civil era esperado para um encontro com o Ministro da Justiça, para expressar suas “sérias preocupações” em relação às últimas modificações do Marco, especialmente no que concerne ao “direito de inviolabilidade e sigilo das correspondências e conteúdo das comunicações privadas, o direito à privacidade e o direito à liberdade de expressão”.

Cartoon by Latuff with Operamundi (2013). Shared by WebWe Want on Flickr (BY SA 2.0)

Cartoon de Latuff com Operamundi (2013). Compartilhado por Web We Want (A Web que queremos) no Flickr (de SA 2.0).

Todas as submissões para a Web We Want (A Web que queremos) estão disponíveis no Flickr.

Primeiras cirurgias de coração aberto em Brazzaville, República do Congo

Child awaiting heart surgery via La chaine de l'espoir with their permission

Criança à espera de cirurgia ao coração. Via ‘La Chaîne de l'Espoir’ com a sua autorização.

A rede internacional de saúde ‘La Chaîne de l’Espoir’ (Cadeia de Esperança) informa que até ao dia 14 de Fevereiro em Brazzaville, no Congo, 7 crianças congolesas em estado crítico se beneficiaram de cirurgias de coração aberto [fr]. Também com a ajuda da ‘Congo Assistance Fundation’ (Fundação de Assistência ao Congo), Prince Béni e Maya, ambos com cardiomiopatia foram operados durante várias horas como diz o seguinte relatório [fr]:

Ela tem 10 anos e pesa apenas quinze quilos. O seu coração funciona mal. Isso impede-a de se alimentar e, por conseguinte, de crescer. A menina deve ser operada o mais rapidamente possível. A intervenção dura seis horas.

Rumo às eleições gerais: decorre o recenseamento em Moçambique

Está aberto desde o dia 15 de Fevereiro de 2014 e até 29 de Abril o recenseamento eleitoral para as quintas eleições gerais em Moçambique. Depois de um adiamento do início do processo no final de Janeiro a pedido da Renamo (o principal partido da oposição em Moçambique), cerca de 6.700 postos de recenseamento estão agora prontos a receber o registo de todos os cidadãos que queiram votar nas eleições gerais de 15 de Outubro.

À semelhança da iniciativa promovida em 2013 [en] para as autárquicas, o Jornal @Verdade convoca os cidadãos a enviarem relatos sobre as suas experiências ao longo do período de recenseamento.

Conforme indica um artigo publicado no Global Voices no início de Fevereiro, irão concorrer para o cargo de Presidente da República 4 partidos políticos: Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), MDM (Movimento Democrático de Moçambique), Renamo (Resistência Nacional Moçambicana) e PIMO (Partido Independente de Moçambique). Para além da eleição do Presidente da República, também serão eleitos os membros das Assembleias Provinciais e Deputados à Assembleia da República.

Primeiro Casamento Gay Público em Myanmar (Birmânia)

Myo Min Htet and Tin Ko Ko marry as the first public gay couple in Yangon, Myanmar. Photo by Thet Htoo, Copyright @Demotix (3/2/2014)

Myo Min Htet e Tin Ko Ko são considerados o primeiro casal gay a se casar publicamente, em Rangum, Myanmar (Birmânia). Foto de Thet Htoo, Copyright @Demotix (3/2/2014)

Mapa de conflitos entre povos indígenas e empresas na América Latina

map conflicts latin america

A Coordenação para os Direitos dos Povos Indígenas (CODPI) criou um mapa para monitorizar os projectos que estão a afectar os territórios indígenas, como explica [es] no seu website:

Este mapa pretende recoger los casos de conflicto que se derivan de la presencia de empresas transnacionales (ETN) -principalmente, las que tienen su sede matriz en el Estado español- en los territorios de los pueblos indígenas de América Latina.

Este mapa pretende reunir os casos de conflito que advêm da presença de empresas transnacionais (ETN) – principalmente as que têm sede no Estado Espanhol – nos territórios dos povos indígenas da América Latina.

No site Otramérica [es] Diego Jiménez da CODPI acrescenta:

Se trata de una herramienta en permanente construcción, que recoge algunos de los casos más significativos de violaciones, y que se irá completando periódicamente hasta reflejar un total de 50 identificados. Para cada uno de ellos se publica una ficha -accesible desde el mapa interactivo- que contiene información básica sobre los derechos vulnerados, las resistencias planteadas por los pueblos y un resumen de la situación actual. Además, hemos incluido una serie de enlaces con bibliografía y material audiovisual adicional. Con todo ello, no queremos limitarnos a denunciar una situación de enorme y creciente gravedad. Esperamos también que esta herramienta sea útil y efectiva tanto para los pueblos indígenas, como para las organizaciones, los movimientos sociales y las entidades que trabajan junto a ellos.

Trata-se de uma ferramenta em permanente construção, que recolhe alguns dos casos mais significativos de violações e que se irá completando periodicamente até reflectir um total de 50 casos identificados. Para cada caso publica-se um ficheiro -acessível a partir do mapa interactivo- que contém a informação básica sobre os direitos lesados, as resistências levantadas pelos povos e um resumo da situação actual. Além disso, incluímos também uma serie de hiperligações para literatura e material audiovisual adicional. Com tudo isto, não nos queremos limitar a denunciar uma situação de enorme e crescente gravidade. Esperamos também que esta ferramenta seja útil e eficaz tanto para os povos indígenas, como para as organizações, movimentos sociais e entidades que com eles trabalham.

Chamada de artigos: Ciberlegenda dedica edição a pesquisas de comunicação entre países da lusofonia

Termina a 10 de março de 2014 o prazo para submissão de artigos académicos que abordem “a relação entre Brasil, Portugal e demais países lusófonos nas pesquisas de comunicação”, nomeadamente nas áreas de “convergência midiática; música; cinema; jornalismo; videogame; plataformas colaborativas; televisão; redes sociais e arte digital”.

A chamada é feita pela revista Ciberlegenda, uma publicação semestral e eletrónica do Programa de Pós-Graduação em Comunicação, da Universidade Federal Fluminense (UFF), Brasil. Os textos devem ser assinados por mestrandos, doutorandos, mestres ou doutores de Programas de Pós-Graduação em Comunicação e áreas afins. 

 

“Quem policia a polícia” e outras músicas brasileiras que denunciam a violência policial

O jornalista e ativista Carlos Carlos postou em seu blog, Bola e Arte, uma lista das mais importantes “músicas brasileiras que denunciam a polícia”. Ele explica:

Agora tá na moda na internet fazer listas, né… e no meio de tanta lista inútil, o Blog Bola e Arte separou uma seleção de músicas (brasileiras) de todos os gêneros (raps, sambas, rocks, reggaes, funks etc…) com denúncias diretas em relação às arbitrariedades das corporações policiais. Com tantas denúncias contundentes, será que é tudo mentira??? Ou uma realidade efetiva, principalmente das periferias do Brasil inteiro (e do mundo)???

Dedico essa lista às mães do Movimento Mães de Maio [que surgiu após a morte de cerca de 500 jovens numa ação da polícia no estado de São Paulo em maio de 2006], que passaram (e ainda passam) na pele todas essas injustiças covardes e nojentas! Tamo junto até o final, contra os ratos cinzas!!!

A lista surge numa altura em que volta ao foco o debate sobre a violência policial contra manifestações populares que tem tomado o país desde junho de 2013.

“Quem policia a polícia?”, do grupo “Zumbi Somos Nós”, é uma das 27 músicas que já compõem a lista que foi compilada colaborativamente: 

Novas sugestões podem ser feitas nos comentários do blog. 

O que significa realmente a participação da sociedade civil?

A Sociedade Civil está realmente a ser ouvida pelas organizações intergovernamentais (OIG), tais como as Nações Unidas, o Banco Mundial ou a Organização Mundial do Comércio? A CIVICUS [en], Aliança Mundial para a Participação do Cidadão, está a sondar todas as organizações da sociedade civil (CSO) que já estiveram envolvidas com uma OIG [en] para ter uma visão mais clara da situação. Eventualmente pretendem desenvolver uma tabela de indicadores para avaliar como as diferentes organizações intergovernamentais e os processos estão a funcionar.

 

10 Novos Documentários no Festival de Cinema Africano em Luxor

Tom Devriendt lista 10 documentários [en] para ver no Festival de Cinema Africano de Luxor, cidade localizada no sul do Egito:

A terceira edição do Festival Egípcio de Cinema Africano tem novamente um vasto programa agendado para o próximo mês. Os filmes seleccionados serão exibidos em diferentes competições: Longa-metragem, Curta-metragem, Documentários Curtos e Documentários Longos. Abaixo encontrará alguns dos trailers dos documentários seleccionados (filmados no Togo, Senegal, Gana, Somália, África do Sul, Tunísia, Argélia, Egipto e Angola), que foram recentemente carregados para o YouTube e Vimeo, e ainda hiperligações para os websites dos filmes – quando disponível.

      

Emendas ao Marco Civil ameaçam a privacidade

[Todos os links conduzem a sites em inglês, exceto quando indicado o contrário.]

Recentes emendas à pioneira declaração de direitos para usuários de internet, [pt] o Marco Civil da Internet, colocam a neutralidade da rede e a privacidade dos usuários em risco. Espera-se que a declaração seja votada pelo congresso na última semana de fevereiro de 2014.

“Marco Civil with article 16: Brazilian government becomes NSA”. Banner from the #16igualNSA campaign ("article 16 leans towards NSA surveillance").

Banner da campanha #16igualNSA.

Ativistas lançaram uma campanha online em prol da remoção de uma das novas emendas, o artigo 16, que determina que provedores armazenem os dados pessoais de seus usuários. A hashtag utilizada é #16igualNSA.

Joana Varon, pesquisadora brasileira do Centro para Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas, aponta um artigo no blog PrivacyLatam como “o post em inglês mais preciso em relação às mudanças na proteção de #privacidade no #marcocivil“: 

This measure not only contradicts all previous versions of the Bill (which is a work in progress started by a draft generated by a public consultation in 2010). It establishes an unprecedented  duty to all “for profit” Brazilian Internet players who run a site or service to keep private information of their users for 6 months, regardless of any consideration about their users’ consent.

Even if the Bill mention protection measures for the data owners, it is clear that the simple fact of the existence of the mandatory personal data register is, ‘per se’, a danger that users cannot avoid since their free consent would be not taken into account. Moreover, the lack of a general framework for personal data protection makes the whole environment at least very prone to the misuse of personal information.

Esta emenda não apenas contradiz todas as versões prévias da Declaração, que é um trabalho em desenvolvimento iniciado por uma proposta gerada através de uma consulta pública em 2010. Ela estabelece um dever sem precedentes para todos os provedores brasileiros com escopo de “lucro”, que controlam site ou serviço, de armazenar as informações pessoais de seus usuários por 6 meses, independentemente de qualquer consentimento do usuário.

Ainda que a Declaração mencione a proteção aos dados dos usuários, é evidente que o simples fato da existência de um registro compulsório de dados pessoais é por si só um perigo que os usuários não podem evitar, uma vez que o seus respectivos consentimentos livres não deverão ser levados em conta. Além disso, a ausência de uma regulamentação geral para a proteção de dados pessoais torna o ambiente, no mínimo, propício para o uso incorreto de informações pessoais.

O Instituto Brasileiro de Direito do Consumidor (Idec) criou uma petição online [pt] pedindo por “neutralidade, privacidade e liberdade de expressão no Marco Civil”. A plataforma permite o envio de cartas aos membros do congresso.

Coreia do Sul: ser professor nativo de Inglês e racismo invertido

Geoffrey Fattig do blogue Jeollamite partilha a sua opinião brutalmente honesta [en] sobre o racismo latente e invertido na Coreia do Sul. Incita os professores nativos de Inglês, que desvalorizam as boas condições de trabalho, a deixarem de se queixar. Alguns dos pontos altos do seu texto: 

On the whole, though, Korea is a pretty easy place to teach English, and playing that foreign card has brought far more advantages than not over the seven years I’ve been in the country. I would add though, that being a tall white guy probably has a lot to do with it.

Em geral, porém, a Coreia é um local bastante fácil para ensinar Inglês e jogar essa cartada de estrangeiro trouxe-me muito mais vantagens do que os sete anos em que estou no país. Acrescentaria ainda que o facto de ser um homem branco e alto, provavelmente, tem muito que ver com isso.

Porque é difícil dizer “Eu Amo-te” em Chinês

Roseann Lake do ChinaFile analisa [en] o porquê de ser difícil para os chineses dizerem “Eu Amo-te” na sua própria língua, a partir de uma perspectiva histórica e sociológica. O artigo também apresenta uma experiência acerca do cérebro dos chineses e a sua relação com o amor e o romance.

Porque se deve deixar de dizer que “as mulheres venezuelanas são bonitas”

La presión para ajustarse a un estándar de belleza imposible era y es increíble. ¿Por qué? Porque si no muerdes, pliegas, rellenas y haces tu camino hacia la “belleza” entonces eres la excepción, será una “no-bella,” quebrarás el mantra que todos repiten sobre la mujer venezolana que es la mas bella del mundo y que en si mismo no es gran cosa excepto que, no ser bella significa que no importa lo que hagas, eres un fracaso.

A pressão para se ajustar a um padrão de beleza impossível era e é incrível. Porquê? Porque se a mulher não se submete ao corta, cose, enche e não faz o seu caminho em direcção à “beleza”, então ela será uma excepção, será uma “não-bela”. Quebrará o mantra que todos repetem acerca da mulher venezuelana que é a mais bela do mundo, o que em si mesmo não quer dizer muito. Apenas que não ser bonita significa que, não interessa o que a mulher faça, ela é um fracasso.

No blogue Caracas Chronicles [en], Audrey M. Dacosta escreve acerca da cultura que rodeia os concursos de beleza e sobre o conceito de “beleza” na Venezuela. Audrey conclui:

Es fácil ver a estas jóvenes y ser sarcástico. Es fácil sentirse superior, culparlas por la objetificación de la mujer en nuestra sociedad. El problema es que no son culpables, son las víctimas visibles.

Vamos a abandonar esta cultura. Vamos a dejar de decir “las mujeres venezolanas son hermosas,” y demos a nuestras jóvenes otras opciones.

É fácil ver estas jovens e ser-se sarcástico. É fácil sentir-se superior, culpá-las pela objectificação da mulher na nossa sociedade. O problema é que elas não são as culpadas, mas sim as vítimas visíveis.

Vamos combater esta cultura. Vamos deixar de dizer que “as mulheres venezuelanas são bonitas” e começar a dar às nossas jovens outras opções.

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