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Notícias from África

Pobreza e exploração de crianças em Angola retratadas em livro

O jovem escritor e jornalista angolano Fernando Guelengue lança o seu primeiro livro na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no Brasil. Intitulada “Pobreza – o epicentro da exploração das crianças em Angola”, a obra aborda a problemática da situação da criança em Angola, analisando vários casos de exploração de menores.

Em entrevista à Deutsche Welle (DW), também disponível em audio, o autor afirma:

“O epicentro da exploração de menores em Angola é a pobreza (…) E a par da própria pobreza temos a falta de oportunidades de trabalho, o baixo rendimento financeiro dos pais e o analfabetismo”.

Segundo o autor, não foi possível encontrar apoios para a edição do livro em Angola, onde continua sem editora. A obra encontra-se à venda online, no site da Editora Biblioteca24horas.

Níger: 12 mortos e 27.000 desalojados por causa das cheias

Flooding in Niamey in Niger - Public Domain

Inundações em Niamey, Níger – Domínio Público

As chuvas fortes e inundações no Níger mataram 12 pessoas e deixaram milhares [fr] sem casa. Em Niamey e nas regiões circundantes, os rios subiram e destruíram milhares de habitações. A degradação dos solos e o cultivo de terras marginais na região aumentam o risco de fenómenos extremos se converterem em desastres naturais. Algumas soluções de preparação para as inundações foram implementadas [en] pelas autoridades nacionais:

ANADIA Níger tem como objectivo desenvolver metodologias e ferramentas para avaliação do risco de inundação, apoiar o planeamento nos diferentes níveis de tomada de decisão, aumentar a resiliência das comunidades locais e desenvolver uma maior capacidade de previsão e resposta. Neste contexto, o desenvolvimento de uma base de dados das inundações irá contribuir para um processo de decisão mais eficaz.

 

Forças da paz envolvidas no desaparecimento de 11 rebeldes na República Centro Africana

Peter Bouckaert [en], director das urgências da Human Rights Watch, relata que as forças de manutenção da paz da União Africana estiveram envolvidas na prisão de pelo menos 11 rebeldes anti-balaka a 24 de Março. Os rebeldes detidos não são vistos desde a sua prisão [en]:

Desde 24 de Março que não há notícias acerca das pessoas que foram presas. Os familiares dirigiram-se à base principal da MISCA (Missão Internacional de Apoio à República Centro-Africana) em Bangui, Camp M’poko, e a todas as esquadras de polícia em Bangui, mas não encontraram os seus entes queridos, que receiam terem sido executados pelos soldados da MISCA, a menos que estes os estejam a manter em local não revelado. Três testemunhas distintas afirmaram que soldados da MISCA prenderam no mínimo mais sete pessoas ao longo da rua principal, provavelmente porque usavam amuletos tradicionais gris-gris associados às milícias anti-balaka. Os seus nomes não são conhecidos, pois não são de Boali.

 

Caraíbas juntam-se à luta na Nigéria: #BringBackOurGirls

Se os nossos filhos estivessem desaparecidos, gostaríamos que o mundo parasse para nos ajudar a encontrá-las. Nós… pedimos que… pense por que é que tão frequentemente os corpos das mulheres se transformam em campos de batalha, sobre os quais guerras são travadas. Este problema não diz respeito apenas a uma pequena cidade da Nigéria, mas sim a todas as jovens em toda a parte.

Tillah Willah [en] enviou uma carta a Goodluck Jonathan [presidente da Nigéria], pedindo-lhe que trate “do desaparecimento das 234 meninas em idade escolar em Chibok, Borno… com um pouco mais de urgência.”

Nigéria: Campanha #Bringourgirlsback exige libertação de meninas raptadas

 


Poster da campanha. 234 meninas com idades entre os 16 e os 18 anos foram raptadas há quase 2 semanas na Nigéria:  #bringourgirlsback.  Fonte: Página do Facebook #‎bringourgirlsback‬ – Domínio Público

Em meados de Abril, mais de 200 meninas em idade escolar foram raptadas [en] numa escola secundária, em Chibok, na Nigéria, pelo Boko Haram, um grupo terrorista com base na região norte do país. Pelo menos 57 das meninas conseguiram escapar, mas ainda há muitas outras nas mãos dos sequestradores. A 30 de Abril, mulheres nigerianas organizaram manifestações em várias cidades do país para exigir que o governo intensifique os esforços para resgatar as meninas. O site de notícias Sahara Reporters publicou uma cobertura fotográfica [en] em Kaduna, Nigéria. Bloggers nigerianos também criaram uma página no Facebook com a hashtag #bringourgirlsback [en], pedindo para se espalhar a indignação na internet contra esta acção criminosa dos rebeldes extremistas.

Media e estereótipos raciais na perspectiva de afrodescendentes nascidas em Lisboa

Os media e os estereótipos raciais pelo olhar e pela vivência de duas especialistas na área de estudos de raça, ambas afrodescendentes nascidas em Lisboa.

Traduzida para português no primeiro programa da Rádio AfroLis, uma entrevista [en] a Grada Kilomba, académica de origem santomense na Universidade de Humboldt em Berlim, fala sobre a natureza do racismo na Europa.

O “papel dos media, dos negros e dos brancos na luta contra o racismo” é também analisado neste programa pela investigadora na área de estudos de religião e branquitude, Elisabete Cátia Suzana, da Universidade de Uppsala (Suécia), 

A Rádio AfroLis apresenta-se como ”uma experiência africanizada de Lisboa” que pretende “revelar facetas de uma consciência negra emergente em Portugal”:

Para alguns afrodescendentes a cidade de Lisboa é claramente a sua cidade. Para outros Lisboa é uma cidade como outra qualquer, apesar de terem nascido ou de sempre terem vivido nela. Outros há que rejeitam Lisboa porque sentem que não é o seu lugar.

No caso dos afrodescendentes negros, a questão da pertença relaciona-se com a sua fraca representação nos media, assim como em espaços sociais diversificados, mas principalmente, com o racismo. E surge a questão: Eu como negro ou negra, africano, africana devo/ posso/quero assumir-me como lisboeta? E serão precisamente as inúmeras combinações de respostas que vamos apresentar nos episódios do nossos podcast.

Acompanhem-nos por serem afrodescententes, por interesse na temática, pela vontade de conhecer outras vivências de Lisboa, ou até mesmo por quererem acrescentar algo à discussão!

É possível acompanhar no FacebookSoundcloud e blog radioafrolis.com.

Projeto usa celulares para incentivar a leitura na África do Sul

Lauri Kubuitsile escreveu um post sobre o projeto FunDza Literacy Trust, que aproveita a tecnologia dos telefones celulares para incentivar o hábito da leitura entre as crianças na África do Sul:

Eu acho fascinante quando os africanos encontram soluções inovadoras para os seus problemas. FunDza Literacy Trust é uma delas. A quantidade de celulares decolou na África do Sul e a FundZa está aproveitando isto para que as crianças leiam. Eu estou orgulhosa por escrever regularmente para elas. As histórias começam às sextas-feiras. Cada história tem sete capítulos e um cada capítulo é enviado para os celulares das crianças diariamente. A minha página na FundZa contém todas as histórias que eu escrevi. Clique em qualquer uma e veja os comentários dos leitores. As crianças estão lendo e seriamente envolvidas com as histórias. É maravilhoso!

Moçambique: Activistas prometem prosseguir mobilização pelos direitos das mulheres e crianças

Foto da marcha contra a violação dos direitos humanos no código penal, por @DemocraciaMZ

Foto da marcha contra a violação dos direitos humanos no código penal, por @DemocraciaMZ

Na sequência da convocatória para a marcha pelos direitos da mulher e da criança em Maputo, o presidente da Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade de Moçambique, Teodoro Waty, veio a público referir que os artigos [pdf] que violavam esses direitos já tinham sido retirados do anteprojecto do Código Penal em Fevereiro, embora a sociedade não tivesse sido informada.

O anúncio foi feito no dia da própria marcha, 20 de Março de 2014, após a entrega de uma petição por várias organizações da sociedade civil à Presidente da Assembleia da República.

A página de Facebook do Fórum Mulher, organização que lançou o apelo à marcha, disponibiliza um resumo fotográfico do protesto de dia 20 de Março.

A página de Facebook do Fórum Mulher, organização que lançou o apelo à marcha, disponibiliza um resumo fotográfico do protesto de dia 20 de Março.

Num comunicado [pdf] lançado a 25 de Março, as mesmas organizações reagiram com surpresa ao anúncio de Waty, interpretando-o como uma manobra para “descredibilizar e até quem sabe impedir a marcha”:

registaram-se manobras de desmotivação da participação na marcha, sob a forma de mensagens de e-mail e Facebook disseminadas pela rede, dizendo que essa manifestação tinha sido cancelada, por haver já uma resposta positiva às demandas que lhe deram origem. Outras mensagens informavam erradamente o dia em que se realizaria a marcha, tendo inclusivamente havido um deputado que na própria 5ª feira falou num programa da Rádio Moçambique, das 6 horas da manhã, informando que já não se realizaria a marcha, porque as reivindicações estavam satisfeitas.

E acrescentaram que prometem “prosseguir a mobilização até à votação final desta lei”. Entretanto já tinham sido lançadas outras petições, inclusivamente por organizações internacionais como a Amnistia Internacional ou Avaaz.

O trabalho heróico diário de cientistas na luta contra o Ébola na Libéria

Durante a actual crise da febre hemorrágica ébola (FHE), muitas são as reportagens acerca de pacientes, pessoal médico, vacinas e consequências da doença nos países afectados. Porém, raros são os relatos acerca do trabalho diário dos técnicos de laboratório e daqueles que tratam das suas necessidades diárias. Num artigo publicado no site buzzfeed.com intitulado Os heróis desconhecidos da crise do Ébola na Libéria, Jina Moore conta a história destas pessoas fulcrais na luta contra o vírus do Ébola na Libéria:

Catherine Jeejuah começa tão cedo os seus dias que nem sabe que horas são. Mas isso é irrelevante. Ela levanta-se quando ainda está escuro, acende o fogo e coze arroz e verduras para os seus dois filhos. Por volta das 6h30 da manhã, quando a claridade começa a entrar pelas janelas, ela sai de casa e dirige-se a uma escola nas proximidades.

Ali, ela faz tudo novamente, mas numa escala maior. Jeejuah, de 30 anos, e outras duas mulheres, todas voluntárias, cozinham para 12 das mais importantes, mas invisíveis, pessoas na Libéria no momento.

As doze refeições destinam-se à equipa de técnicos que testa o sangue de doentes com suspeita de Ébola. Eles visitam os doentes nas suas casas e nos sobrecarregados centros de tratamento e inserem agulhas em veias de pessoas fisicamente imprevisíveis e altamente contagiosas. De seguida, levam de volta as amostras de sangue para o único laboratório médico da Libéria, que fica a mais de uma hora da capital, Monróvia.

Dois jornalistas detidos por suspeita de difamação a um ministro de Madagáscar

Dois jornalistas do jornal Madagascar Matin foram detidos e levados para a prisão de Antanimora, em Antananarivo, capital de Madagáscar. Na manhã de 23 de julho de 2014, ambos foram convocados à Brigada de Fiadanana para uma audiência. Solo Rajaonson, outro jornalista local, publicou a seguinte atualização [mg] no Facebook:

About the latest news regarding freedom of press in Madagascar: our colleagues, the Publication Manager of the newspaper Madagascar Matin, Jean Luc Rahaga and his Editor-In-Chief, Didier Ramanoelina are placed under arrest at the penitentiary of Antanimora in Antananarivo, Madagascar. This is the result of a complaint of defamation from  Rivo Rakotovao, the Minister of Transport and Industry. So much for breaking away from our recent dark past, I guess

Sobre as notícias mais recentes a respeito da liberdade de imprensa em Madagáscar: nossos colegas, o diretor do jornal Madagascar Matin, Jean Luc Rahaga, e seu editor-chefe, Didier Ramanoeilina, foram detidos na penitenciária de Antanimora em Antananarive, Madagascar. Este é o resultado de uma queixa de difamação vinda do Ministro do Transporte e da Indústria, Rivo Rakatoavo. Tamanho esforço para romper com o nosso recente passado obscuro, eu suponho.

Quando Maya Angelou viveu no Egipto e em Gana

Sean Jacobs escreve acerca [en] de Maya Angelou, escritora e poetisa norte-americana, que morreu aos 86 anos, no dia 28 de Maio de 2014:

Em 1961, Maya Angelou, que já trabalhava em prol dos direitos civis, e o seu parceiro na altura Vusumzi Make, um activista exilado oriundo da África do Sul (foi um dos principais membros do Congresso Pan-Africano), mudaram-se para o Cairo, Egipto, onde ela encontrou trabalho num pequeno jornal radical. Um ano depois, Angelou e Make separaram-se e ela mudou-se com o filho para o Gana. Uma vez lá, juntaram-se a uma pequena comunidade de expatriados afro-americanos, da qual também faziam parte o estudioso e activista W. E. B. Du Bois, o escritor William Gardner Smith, o advogado Pauli Murray, o jornalista Julian Mayfield e o sociólogo St. Clair Drake. Angelou continuou o seu trabalho como jornalista, tendo igualmente trabalhado como administradora na Universidade de Gana. Angelou impressionou tanto os seus anfitriões que estes honraram-na com um selo postal. Foi também durante esta época que Malcolm X visitou Gana, um encontro que a motivou a voltar aos EUA em 1965, para ajudar Malcolm X a criar a sua Organização para a Unidade Afro-Americana. Pouco depois do seu regresso, Malcolm X foi assassinado.

Quem beneficia com o tráfico de mulheres de Madagáscar para o Médio Oriente?

Aaron Ross relata na sua investigação a partir do centro do tráfico humano [en] de mulheres jovens de Madagáscar para países do Médio Oriente [en]:

Para alguns empresários empreendedores, o colapso era anunciado como a oportunidade de uma vida. As chamadas agências de recrutamento surgiram em Antananarivo e noutras cidades em todo o Madagáscar, prometendo uma boa vida nos “Eldorados” do Médio Oriente, onde os salários mensais rondam normalmente os US $200. As agências lucrariam mais de US $2,000 por cada transacção bem sucedida [..] À medida que a economia de Madagáscar entrava numa espiral decrescente, o número de emigrantes continuava a crescer. Alguns foram clandestinamente para o Líbano com a conivência de funcionários do governo. Contudo, ultimamente, o Kuwait e a Arábia Saudita têm sido os destinos mais populares.

Ross também detalha no seu relatório as consequências das sanções económicas após o golpe de Estado. O assunto também foi discutido por observadores nacionais aqui [en].

Fim iminente do último espaço de dinamismo cultural em Luanda

Marissa Moorman escreve acerca [en] da demolição do Teatro Elinga, o centro da vida cultural em Luanda, Angola:

O Teatro Elinga é, desde 1988, a âncora da vida cultural na capital angolana. A 22 de Março de 2014, José Mena Abrantes, director do Teatro Elinga, bem como poeta, dramaturgo, jornalista e consultor de comunicações (leia-se: por vezes, redactor de discursos) para o Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, anuncia a destruição iminente do espaço histórico do Elinga.

Isto acontece depois de ter sido dito ao grupo de teatro, em Janeiro do corrente ano, para desocupar o espaço até ao final do mês passado.

A 1 de Abril, o receio transforma-se em acção. O site Central Angola lança uma campanha no Facebook com o objectivo de travar a demolição do Elinga. A petição começa a circular a 2 de Abril (na Internet e nas escolas de Luanda), depois de Ângela Mingas, professora de Arquitectura na Universidade Lusíada, sugerir a entrega de 1.000 assinaturas na Assembleia Nacional a 18 de Abril, dia internacional dos monumentos e locais históricos da UNESCO, para deste modo obter um significado simbólico.

A 15 Outubro de 2012, o Global Voices Online escreveu um artigo acerca do Teatro intitulado: “Angola: Teatro Elinga, da Glória ao Esquecimento

20-40% dos recursos do setor de água são perdidos devido à corrupção na África

Acesso à água é um direito humano. Fonte: actionaid.org Imagem utilizada com permissão

O embaixador na África ocidental da rede Water Integrity Mustapha Sesay utilizou o site da Rede de Jornalistas da África Ocidental para escrever sobre a corrupção no setor de água [en] na região:

O acesso à água potável é um direito humano fundamental, mas esta questão não recebe a atenção necessária. A corrupção no setor de água é um fato consumado, que envolve pessoas de todas as classes, desde o homem comum, políticos, líderes de instituições e até mesmo organizações não-governamentais. O relatório Corruption in the water sector ["Corrupção no setor de água"], produzido por Water Integrity Network e publicado no livro Training Manual on Water Integrity ["Manual de formação sobre integridade da água"], afirma que na África subsaariana provavelmente quarenta e quatro porcento (44%) dos países não atinjam os objetivos das Metas de Desenvolvimento do Milênio para a água potável, enquanto oitenta e cinco por cento (85%) provavelmente não irão atingir os objetivos na área de saneamento. Já a estimativa do relatório do Banco Mundial aponta que entre vinte e quarenta por cento (20-40%) dos recursos do setor da água estão sendo perdidos para práticas desonestas.

“Heroínas do quotidiano”: concurso de fotografia para cidadãos repórteres em Moçambique

Um concurso de fotografia para amadores dedicado ao tema “Heroínas do quotidiano” foi lançado pela WLSA Moçambique (Women and Law in Southern Africa Research and Education Trust), uma organização não governamental que faz pesquisa sobre a situação dos direitos das mulheres, em parceria com o Jornal @VerdadeCada fotógrafo amador poderá inscrever até 3 fotos e o prazo de submissão termina já a 7 de Abril de 2014.

regulamento do concurso, dirigido a todos os fotógrafos não­-profissionais, está disponível no website da WLSA, juntamente com o apelo ao envio de imagens “que retratem a luta diária da mulher pela sobrevivência”:

O objectivo é registar uma imagem que, na opinião da/o fotógrafa/o, represente a situação de mulheres que lutam para a sua sobrevivência e procuram alimentar e educar a sua família com dignidade. As fotos poderão mostrar vários aspectos relacionados com a temática, que podem ir desde as condições de trabalho, às iniciativas para gerar rendimentos, os cuidados com as crianças e outros.

No mês de Março de 2014, a primeira edição do concurso de fotografia foi dedicada à “Saúde das mulheres” e os vencedores já foram anunciados.