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Notícias de e

Programa de capacitação promove curso de fotojornalismo em Moçambique

O Programa Para Fortalecimento da Mídia (IREX) consiste na capacitação e formação profissional e institucional do sector da mídia em Moçambique, trabalha com repórteres profissionais e comunitários, gestores da mídia, formadores de jornalismo, organizações da sociedade civil na área de advocacia para melhorar a qualidade da informação a disponibilizar aos cidadãos.

O IREX promoveu no Facebook, uma publicação sobre a formação, onde os jornalistas aprendem a contar uma história através da fotografia e imagens:

Contar uma história através da fotografia

O fotojornalismo é considerado uma especialização do Jornalismo, através da qual, de forma clara e objectiva, a fotografia [transmite] informações. Essas informações são transmitidas pelo enquadramento escolhido pelo fotógrafo diante do facto. Hoje em dia é imprescindível ter uma boa fotografia nos jornais e revistas, bem como nas páginas da internet acompanhando uma determinada informação.

Ciente da importância da fotografia no exercício de um jornalismo de qualidade, o Programa Para Fortalecimento da Mídia promove um ciclo de formações em Fotojornalismo. Os participantes, na sua maioria jornalistas em exercício, falam da importância deste curso para a sua profissão, e congratulam a IREX por este tipo de iniciativas. Os formadores dizem-se satisfeitos por poder transmitir as técnicas existentes, para que se tenha nos órgãos de comunicação fotografias que por si informam, e contam uma história. Veja o vídeo em http://goo.gl/1AdqcH

Ruanda: Música para combater a má-nutrição

Os conhecidos músicos ruandeses King James, Miss Jojo, Riderman, Tom Close e Urban Boyz juntam-se à luta contra a má-nutrição no Ruanda com um vídeo no YouTube. O vídeo também está disponível com legendas em swahili.

Vídeo de animação dissipa mitos do Ebola

A colaboração entre a United Methodist Communications, Chocolate Moose Media e iheed resultou na produção de uma animação, a ser usada na África Ocidental, para ajudar a dissipar os mitos sobre como o vírus Ebola se espalha, além de promover a prevenção da doença. A United Methodist Communications providenciou parte do financiamento para a Chocolate Moose Media criar o vídeo, que será traduzido em vários idiomas – incluindo inglês e francês, com vozes do oeste da África e outras línguas da África ocidental. Esta é uma co-produção internacional, que envolveu dez países: Canadá, Guiné-Bissau, Índia, Costa do Marfim, Libéria, Nigéria, África do Sul, Serra Leoa, Suíça e Estados Unidos. 

República Centro-Africana: construir a paz sustentável

Quando a ONU lançou a sua missão de manutenção da paz com a chegada de 1.500 soldados à República Centro-Africana (RCA), alguns observadores perguntaram-se porque demorou tanto tempo, tendo em conta a dimensão das baixas. Les Cercles Nationaux de Réflexion sur la Jeunesse (CNRJ) é uma ONG em Bangui, na RCA, que em parceria com a Universidade de Bangui, se esforça por construir as bases para uma paz sustentável no país. Aqui está um vídeo que ilustra o trabalho em curso:

Madagáscar: e se 75% das cidades fossem privadas de electricidade de propósito?

A Night in Madagascar when electricity is out  by Augustin- CC-BY-2.0

Uma noite em Madagáscar sem electricidade, por Augustin- CC-BY-2.0

Há cerca de 105 cidades em toda a Madagáscar. Destas, o ministro da Energia Fienena Richard anunciou recentemente que 80 estão actualmente sem energia eléctrica porque a JIRAMA, empresa pública responsável pelo fornecimento de electricidade a todo o país, está a ficar sem combustível. Como resultado, a JIRAMA tem de escolher as cidades que vão receber electricidade. O que representa cerca de 75% de todas as cidades do país, uma proporção que seria impensável na maioria dos países do mundo. A empresa também tem de lidar com a ameaça de uma greve geral dos trabalhadores que exigem mais medidas de segurança para lidar com a fúria dos clientes. Um dos clientes insatisfeitos foi o próprio Presidente malgaxe, que ameaçou processar a empresa depois de uma avaria eléctrica em sua casa. O blogger Andriamihaja, de Tulear, no sul de Madagáscar, escreveu uma humorística carta aberta à empresa, descrevendo como seria a vida sem electricidade na sua cidade.

A verdade sobre o Ebola

The Ebola Truth [A verdade sobre o Ebola] é uma página no Facebook cujo objetivo é documentar a situação do vírus Ebola no continente africano.

Pobreza e exploração de crianças em Angola retratadas em livro

O jovem escritor e jornalista angolano Fernando Guelengue lança o seu primeiro livro na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no Brasil. Intitulada “Pobreza – o epicentro da exploração das crianças em Angola”, a obra aborda a problemática da situação da criança em Angola, analisando vários casos de exploração de menores.

Em entrevista à Deutsche Welle (DW), também disponível em audio, o autor afirma:

“O epicentro da exploração de menores em Angola é a pobreza (…) E a par da própria pobreza temos a falta de oportunidades de trabalho, o baixo rendimento financeiro dos pais e o analfabetismo”.

Segundo o autor, não foi possível encontrar apoios para a edição do livro em Angola, onde continua sem editora. A obra encontra-se à venda online, no site da Editora Biblioteca24horas.

Níger: 12 mortos e 27.000 desalojados por causa das cheias

Flooding in Niamey in Niger - Public Domain

Inundações em Niamey, Níger – Domínio Público

As chuvas fortes e inundações no Níger mataram 12 pessoas e deixaram milhares [fr] sem casa. Em Niamey e nas regiões circundantes, os rios subiram e destruíram milhares de habitações. A degradação dos solos e o cultivo de terras marginais na região aumentam o risco de fenómenos extremos se converterem em desastres naturais. Algumas soluções de preparação para as inundações foram implementadas [en] pelas autoridades nacionais:

ANADIA Níger tem como objectivo desenvolver metodologias e ferramentas para avaliação do risco de inundação, apoiar o planeamento nos diferentes níveis de tomada de decisão, aumentar a resiliência das comunidades locais e desenvolver uma maior capacidade de previsão e resposta. Neste contexto, o desenvolvimento de uma base de dados das inundações irá contribuir para um processo de decisão mais eficaz.

 

Petição apela ao Governo de Moçambique para legalizar a “Associação Lambda”

A Lambda é uma organização de cidadãos moçambicanos que advogam pelo reconhecimento dos Direitos Humanos das pessoas lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT). 

Na sua mais recente acção, através da sua página do Facebook, esta organização colocou à disposição, no dia 17 de Novembro, uma petição online para a recolha de assinaturas como complemento a uma campanha que tem como objectivo pressionar o Governo moçambicano a reconhecer formalmente o grupo como “Associação” e sensibilizar, educar e informar a opinião pública sobre o direito ao associativismo e a igualdade entre todos os moçambicanos,  independentemente da sua orientação sexual e identidade de género.

Esta iniciativa está aberta a todas as pessoas que partilham os princípios de igualdade, inclusão, tolerância e respeito pela diversidade. Pode assinar a petição aqui.

5 países muçulmanos em que os homossexuais não são perseguidos pela lei

O blog “LGBT Muslims” identificou 5 países muçulmanos cujos sistemas jurídicos não tornam a homossexualidade ilegal. São eles: Mali, Jordânia, Indonésia, Turquia e Albânia. Embora o direito desses países não penalize as orientações de vida homossexuais, o blog “LGBT Muslims” destaca que suas comunidades LGBTs ainda sofrem com a discriminação e a pressão social para que se mantenham discretos quanto à sua orientação sexual. Apesar disso, a principal lição que se tira é que os direitos dos homossexuais podem avançar mais do que se imagina nos países mencionados.

Ameaças à liberdade de imprensa na luta contra o ébola na Libéria

The body of a victim of Ebola virus is seen covered with a sheet at the back of a truck in Monrovia, Liberia -Public Domain

Corpo de uma vítima do vírus ébola coberto por um lençol na parte de trás de um camião em Monróvia, Libéria. Domínio Público

O Sindicato de Jornalistas da Libéria está preocupado com a ameaça à liberdade de expressão, por causa das medidas do governo para limitar a expansão do vírus ébola. O Sindicato escreveu uma carta ao Ministro da Justiça para chamar a atenção para os desafios que os profissionais dos media estão a enfrentar no momento. Eis um excerto da carta:

A atenção do Sindicato de Jornalistas da Libéria está voltada especificamente para as difíceis circunstâncias que não só restringem os jornalistas e a sua obrigação de procurar e partilhar notícias e informação úteis com o público, como também ameaçam significativamente a participação dos media na luta global contra o ébola. Na opinião geral, os meios de comunicação social na Libéria têm sido um parceiro importante na luta para aumentar a consciencialização da sociedade quanto ao impacto e desafios da epidemia. Apesar das perdas económicas resultantes da emergência da epidemia e do seu efeito na vida em geral, os media continuaram comprometidos com esta luta. Infelizmente, várias acções tomadas pelo governo contra órgãos de comunicação social, sobretudo nos tempos que correm, criaram espaço para um cepticismo crescente em relação à doença e aumentaram ainda mais a negação do ébola dentro da comunidade. Achamos que isto é injusto e inadequado.

Comentários e imagens da conferência Highway Africa 2014

Highway Africa 2014 teve lugar de 7 a 8 de Setembro de 2014, na Universidade de Rhodes, em Grahamstown, África do Sul. “Redes Sociais – das periféricas às mais difundidas” foi o tema da conferência. Você pode encontrar imagens e comentários sobre a conferência aqui.

Com apoio de fãs, Azagaia consegue fundos para operar tumor na Índia

Imagem de agradecimento do Azagaia: foto retirada da página Ajuda o Mano Azagaia.

Imagem de agradecimento do Azagaia: foto retirada da página Ajuda o Mano Azagaia.

campanha para angariação de fundos para operação de um tumor no cérebro do rapper moçambicano Edson da Luz, mais conhecido por Azagaia, alcançou o valor necessário em menos de dez dias. O anúncio foi feito recentemente por meio da página Ajuda o Mano Azagaia:

É com enorme emoção que anunciamos que a campanha de angariação de fundos Ajuda o Mano Azagaia passou da meta definida!
A partir deste momento a campanha está encerrada.
Total recebido: 791,546.63 Meticais!
É impossível expressarmos plenamente em palavras a emoção e gratidão que sentimos!
Este resultado é fruto da contribuição de centenas de pessoas em Moçambique e outras partes do mundo em menos de 2 semanas!
MUITO, MUITO OBRIGADO a todos! Por cada Metical, por cada palavra encorajadora, por cada pequeno gesto de apoio! Somos grandes porque estamos todos juntos!
Esta página vai continuar aberta e será actualizada até ao final do tratamento a que o Edson será submetido.
CUBALIWA!!!*

*Cubaliwa significa renascimento na língua Masena, falada nas províncias Manica e Sofala, na região central de Moçambique, e é também o nome de um dos discos de Azagaia.

Alex Magno Massingue comentou na mesma publicação:

Deus sempre ampara os seus filhos e nunca deixa na mão a todos que se sacrificam em prol do bem comum. Força e que continues o incomparável e implacável crítico social

Sheila Tarmamade disse por sua vez:

Mereces Azagaia….quando temos o coração repleto de coisas boas Deus sempre nos protege…REZAREMOS POR TI AZAGAIA

Mensagens de apoio sucederam também no twitter:

Como bloggers foram parar à prisão por escreverem sobre direitos humanos na Etiópia

Melody Sundberg analisa a liberdade de expressão na Etiópia após os bloggers etíopes detidos passarem 100 dias na prisão:

A Etiópia, com uma população de quase 94 milhões de habitantes, é o segundo país mais populoso de África. No entanto, de acordo com declarações de Endalkhachew Chala em entrevista ao Global Voices, não tem um jornal diário independente nem media independente. Havia necessidade de uma voz alternativa e, por conseguinte, os bloggers da Zone 9 começaram a blogar e a usar as redes sociais para escrever sobre temas relacionados com os direitos humanos. O nome do grupo, Zone 9, refere-se às zonas da conhecida prisão etíope Kality, onde presos políticos e jornalistas estão a ser detidos. A prisão tem oito zonas, mas a nona “zona” refere-se ao resto da Etiópia. Mesmo estando fora dos muros da prisão – nunca se é verdadeiramente livre; qualquer pessoa de livre pensamento pode ser presa. Os bloggers quiseram ser a voz desta nona zona.

Na entrevista, Endalkachew diz que o grupo tinha campanhas de respeito da constituição, para acabar com a censura e de direito à manifestação. O grupo também visitou prisioneiros políticos, como os jornalistas Eskinder Nega e Reeyot Alemu. Quiseram chamar a atenção pública, usando as redes sociais.

O trabalho heróico diário de cientistas na luta contra o Ébola na Libéria

Durante a actual crise da febre hemorrágica ébola (FHE), muitas são as reportagens acerca de pacientes, pessoal médico, vacinas e consequências da doença nos países afectados. Porém, raros são os relatos acerca do trabalho diário dos técnicos de laboratório e daqueles que tratam das suas necessidades diárias. Num artigo publicado no site buzzfeed.com intitulado Os heróis desconhecidos da crise do Ébola na Libéria, Jina Moore conta a história destas pessoas fulcrais na luta contra o vírus do Ébola na Libéria:

Catherine Jeejuah começa tão cedo os seus dias que nem sabe que horas são. Mas isso é irrelevante. Ela levanta-se quando ainda está escuro, acende o fogo e coze arroz e verduras para os seus dois filhos. Por volta das 6h30 da manhã, quando a claridade começa a entrar pelas janelas, ela sai de casa e dirige-se a uma escola nas proximidades.

Ali, ela faz tudo novamente, mas numa escala maior. Jeejuah, de 30 anos, e outras duas mulheres, todas voluntárias, cozinham para 12 das mais importantes, mas invisíveis, pessoas na Libéria no momento.

As doze refeições destinam-se à equipa de técnicos que testa o sangue de doentes com suspeita de Ébola. Eles visitam os doentes nas suas casas e nos sobrecarregados centros de tratamento e inserem agulhas em veias de pessoas fisicamente imprevisíveis e altamente contagiosas. De seguida, levam de volta as amostras de sangue para o único laboratório médico da Libéria, que fica a mais de uma hora da capital, Monróvia.