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Notícias de e

Jovens artistas paraenses levam espetáculo e oficinas artísticas aos EUA

Os 15 jovens brasileiros do coletivo Rios de Encontro estão de volta à Marabá, no Pará, após turnê artístico-pedagógica nos Estados Unidos, onde apresentaram ‘o espetáculo Deixa o Rio Passar!’

A turnê foi financiada pela organização americana Creative Connections. Além do espetáculo, também ministraram 42 oficinas sobre energia solar e preservação da floresta amazônica em escolas e centros culturais nos estados de Connecticut, Nova Jersey e Nova Iorque. Ao todo, cerca de 9,800 pessoas participaram das atividades do grupo.

A integrante Évany Valente, 16, ficou impressionada com o que viu por lá. “Os adolescentes questionam as multinacionais sobre a transparência na produção e a relacionando com o desmatamento de nossas florestas”.

O Rios de Encontro recebe apoio do Rising Voices pelo micro-projeto comunitário Rádio Arraia.

Carol Souza, Évany Valente e Eliza Neves evocam Amazo_nia numa apresentac_a_o es colar, Connecticut 2015

Carol Souza, Évany Valente e Eliza Neves em apresentaçãoo no estado de Connecticut. Foto: Rios de Encontro/Divulgação

Camila Alves, Carolayne Valente e Lorena Melissa apr esentam Carimbó, Deixa o Nosso Rio Passar, 2015

Camila Alves, Carolayne Valente e Lorena Melissa apresentam da dança amazonense Carimbó no espetáculo Deixa o Nosso Rio Passar. Foto: Rios de Encontro/Divulgação

Joa_o Paulo Souza, Lorena Melissa e Camylla Alv es de Cia AfroMundo apresentam o espetáculo 'Lágrimas Secas' numa escola pública enraizada em educação ecológica, Connecticut 2015

João Paulo Souza, Lorena Melissa e Camylla Alves da Cia AfroMundo apresentam o espetáculo ‘Lágrimas Secas’ em escola pública de Connecticut. Foto: Rios de Encontro/Divulgação

Zequinha ensina Kimberley a tocar Agogó, em Nova Iorque. Foto: Rios de Encontro/Divulgação

Coletivo Nigéria lança crowdfunding para financiar documentário sobre direitos humanos

Pôster do filme Defensorxs, do coletivo Nigéria, responsável pelo documentário Com Vandalismo, que acompanhou os protestos durante a Copa das Confederações de 2013 em Fortaleza, Brasil.

Pôster do filme Defensorxs, do coletivo Nigéria, que também gravou o documentário Com Vandalismo, registrando os protestos durante a Copa das Confederações de 2013 em Fortaleza, Brasil. Reproduzido com permissão.

O coletivo brasileiro Nigéria, de Fortaleza, iniciou uma campanha no site de crowdfunding Catarse para financiar a edição e finalização do seu novo documentário, “Defensorxs”.

O filme registrou o cotidiano de ativistas de direitos humanos e justiça social, “de populações indígenas à LGBT, a ação de defensoras e defensores dos direitos à moradia e à justiça, a resistência de comunidades tradicionais a megaobras do Estado” e foi gravado nas cinco regiões do Brasil.

Como contrapartida para os apoiadores, o coletivo Nigéria oferece desde agradecimentos nos créditos do filme até vagas em oficinas de audiovisual ministradas por seus integrantes.

Você pode conferir o trailer abaixo:

 

 

Vídeo: índios Munduruku protestam contra construção de hidrelétrica na Amazônia

Índios da etnia Munduruku lutam contra a construção da barragem São Luiz do Tapajós, no estado do Pará, no Brasil. A barragem deverá provocar um alagamento de mais 700 mil km2 nas terras onde vivem. O governo federal brasileiro prevê a construção de até cinco usinas no Rio Tapajós, onde vivem dezenas de comunidades indígenas. Junto com a barragem São Luiz do Tapajós, a usina Jatobá estava prevista para sair do papel em 2015, mas as dificuldades socioambientais enfrentadas pelo empreendimento podem ter atrasado esse prazo para até 2020. As duas usinas devem custar, juntas, R$ 18 bilhões (US$ 7 bilhões).

Os Munduruku alegam não terem sido consultados sobre a construção das barragens. Há anos os Munduruku da comunidade de Sawré Maybu, uma das que será diretamente afetada pela construção da usina de São Luiz do Tapajós, pressionam pela demarcação de suas terras. A demarcação inviabilizaria legalmente o projeto do governo federal.

Um documentário sobre a questão foi produzido pela videomaker Nayana Fernandez.

ATUALIZAÇÃO 09/12/2014: Junto com outras organizações, Nayana Fernandez lançou uma campanha de crowdfunding para ajudar os Munduruku a legalizar duas associações, pressionar o governo pela demarcação de seus territórios, criar um site e traduzir e dublar o documentário em seu idioma nativo (a maioria dos índios Munduruku não fala português). Doadores podem contribuir com quantias a partir de US$ 10.

Vídeo: moradores da periferia de São Paulo sofrem diariamente com a falta d'água

A crise hídrica que atinge todo o Sudeste brasileiro não dá sinais de melhora. O volume do principal reservatório que abastece a cidade de São Paulo, o Sistema Cantareira, está em 13,6% — um número otimista se considerado que inclui a segunda cota do volume morto (reserva de água que fica empoçada no fundo do lago, abaixo do nível de captação das comportas, cuja segurança para consumo humano é pouco conhecida). O volume útil do reservatório se esgotou em Julho deste ano.

Em uma metrópole marcada por profundas diferenças sociais, nem todos têm a rotina afetada da mesma maneira. Enquanto alguns dão água mineral para aos seus bichos de estimação, outros tomam banho de caneca.

O Observatório Popular de Direitos produziu um mini documentário em que moradores do bairro do Campo Limpo, na Zona Sul de São Paulo, relatam os problemas que enfrentam com o corte diário do abastecimento de água em suas residências.

 

Uruguaios decidirão novo presidente em segundo turno

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Na eleição para presidente do Uruguai, o resultado de boca de urna no dia de votação já colocava Tabaré Vásquez, candidato da Frente Ampla, com preferência entre 44% e 46%, enquanto o candidato Luis Lacalle Pou, do Partido Nacional, teria entre 31% e 34%. A apuração de ceículos midiáticos nacionais apresentou números muito similares aos de três empresas de pesquisa: Factum, Equipos e Cifra.

As atualizações da contagem no país foram divulgadas no Twitter ao longo do dia, e houve menção também aos resultados do do segundo turno para presidente no Brasil:

Resultados favoráveis para a Frente Ampla. Haverá segundo turno. E Dilma ganha a eleição no Brasil.

Apuração mostra Tabaré e Lacalle em disputa no segundo turno.

O segundo turno das eleições no Uruguai será no domingo, dia 30 de novembro de 2014.

Agência Pública e Greenpeace lançam concurso de microbolsas de reportagens sobre Energia

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O modelo energético do país é tema crucial para o debate democrático, e nem sempre recebe a cobertura que merece. A sociedade precisa ser informada de maneira aprofundada sobre benefícios, riscos, impactos sociais e ambientais das principais fontes presentes no nosso “cardápio” de energia. O que está em jogo, ao final, é o modelo de desenvolvimento que vai talhar o futuro do Brasil.

Para contribuir com essa produção e disseminação de informação de qualidade, o Greenpeace Brasil se juntou à Agência Pública de Jornalismo Investigativo para lançar um concurso de microbolsas para a produção de reportagens investigativas independentes sobre dois temas dentro do assunto Energia: pré-sal e hidrelétricas.

Segundo Natalia Viana, diretora de estratégia da Agência Pública:

“Como em todas as microbolsas, a Pública vai dar total apoio para os repórteres realizarem suas pautas da melhor maneira possível, acompanhando de perto e coordenando o trabalho de campo, além de editar a reportagem no espírito independente e colaborativo que sempre mantivemos com nossos bolsistas”

Quatro pautas sugeridas pelos jornalistas inscritos serão escolhidas pelo concurso para serem transformadas em reportagens investigativas, duas sobre a questão das hidrelétricas, duas sobre o tema do pré-sal. O objetivo é aprofundar a discussão sobre a matriz energética brasileira e trazer informações consistentes ao debate público.

Para o Greenpeace, a iniciativa é também uma maneira de fortalecer o jornalismo independente no País. Segundo Bruno Weis, coordenador de Comunicação do Greenpeace:

“As reportagens investigativas sobre pré-sal e hidrelétricas vão contribuir para informar as pessoas sobre dimensões menos conhecidas da política energética do país” 

O concurso

As propostas para as microbolsas devem ser enviadas até o dia 14 de novembro de 2014 através do formulário e devem conter informações sobre a experiência do repórter, a pesquisa inicial e o plano de trabalho a ser executado. Os responsáveis pelas propostas receberão uma confirmação das suas inscrições.

As propostas serão avaliadas por uma Comissão Julgadora composta pelas diretoras da Agência Pública, Marina Amaral e Natalia Viana, pela diretora de Comunicação e Mobilização do Greenpeace, Lisa Gunn, e pelo coordenador de Comunicação do Greenpeace, Bruno Weis.

Os jornalistas selecionados serão anunciados nos sites do Greenpeace e da Agência Pública no dia 19 de novembro. 

O regulamento está disponível aqui.

América Central: crianças migrantes não são meras estatísticas

Niños migrantes en clase. Imagen en Flickr del usuario pies cansados (CC BY-ND 2.0) .

Crianças migrantes numa sala de aula. Imagem em Flickr por utilizador pies cansados (CC BY-ND 2.0).

Num artigo de opinião para o jornal americano Milwaukee Journal Sentinel, o colaborador do Global Voices Jamie Stark pergunta-se: “Que tipo de pai pagaria US$ 10.000 (cerca de 7.800 euros) a um estranho para levar uma criança ao longo de 1.400 milhas (cerca de 2.200 km) deparando-se com grupos mafiosos e postos fronteiriços hostis? Um bom pai, talvez.”.

Como cidadão preocupado com o problema das crianças migrantes, Stark reflecte:

O que fazer com estas crianças? É certamente uma decisão importante, mas que ignora o lado humano, a história de cada criança que atravessa a nossa fronteira.
[…]
Quando os pais na América Central ouvem o rumor de que as crianças estão a ser autorizadas a ficar nos Estados Unidos, não é difícil imaginar que estes gastem as poupanças de uma vida, entre US$10.000 a US$15.000, para um estranho levar um filho ou uma filha para o norte.
[…]
Estas crianças não são meras estatísticas. Em primeiro lugar, muitas delas nem sequer queriam cá estar.

O Global Voices já escreveu sobre este tema (artigos em inglês):
The Humanitarian Tragedy of Children Emigrating Alone
An Open Letter to Salvadoran Migrant Children
Trafficked Ecuadorian Children Pass Through Hell on the Way to the US

Newsletter incancelável permite que eleitores brasileiros monitorem candidatos eleitos

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Apostando no poder da informação antes e depois das eleições, o projeto Newsletter Incancelável tem como objetivo ajudar os brasileiros a escolher melhor os candidatos que elegem, assim como facilitar o acompanhamento das atitudes de cada político eleito no decorrer do mandato. A decisão de participar do projeto é praticamente irreversível

Os eleitores que se cadastrarem receberão, por 4 anos, boletins mensais com as principais notícias sobre os candidatos que ajudarão a eleger em 2014. Todos os mais de 26 mil candidatos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para concorrer nas eleições de outubro de 2014 podem ser monitorados por meio da Newsletter Incancelável:

Esta iniciativa existe para ajudar você a escolher e acompanhar o seu voto. Uma decisão importante e irreversível, com a qual você terá que conviver por 4 anos.

As notícias são selecionadas com base em métricas de importância e relevância, dentre as quais o número de publicações similares, a quantidade de compartilhamentos de conteúdo nas principais redes sociais, assim como a visibilidade do veículo no qual a notícia foi publicada.

A iniciativa é do Newsmonitor, uma ferramenta para a construção de conhecimentos estratégicos. Segundo o site do projeto, trata-se da contribuição deles para as eleições de 2014 e “para que os cidadãos possam construir e acompanhar seus votos de uma maneira cada vez melhor”.

Com informações do site As Boas Novas.

Crowdfunding busca revitalizar favela carioca

Líderes da comunidade do Caranguejo, no Rio de Janeiro, estão fazendo uma campanha de crowdfunding para promover a revitalização da Praça do Vietnã, considerada o centro social e urbano da porção mais alta do complexo Pavão-Pavãozinho e mirante natural para dois cartões postais cariocas: as praias de Copacabana e do Arpoador. O projeto pretende melhorar a qualidade de vida dos moradores, com a pavimentação da praça e construção da Escolharte, um centro de educação itinerante de arte urbana. Até agora, já foram arrecadados R$ 13.935 da meta R$ 20 mil, sendo o prazo para contribuições até o dia 21 de maio.

Fonte: As Boas Novas.

México: Um discurso presidencial tardio e insatisfatório

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Na quinta-feira, 27 de Novembro de 2014, o presidente mexicano Enrique Peña Nieto dirigiu-se publicamente à nação para tomar uma posição sobre os acontecimentos chocantes ocorridos em Iguala e para anunciar uma série de medidas a ser tomadas.

 O discurso foi uma decepção para a maior parte dos mexicanos, que esperavam mais do seu presidente. Neste contexto, Fernando Vázquez Rigada responde de forma crítica ao discurso presidencial e salienta que não só foi tardio como também faltou empatia para com o povo. Além disso, as medidas anunciadas não foram suficientes para enfrentar a presente crise mexicana: 

La mención al combate a la corrupción fue blanda y retórica. Se asume el plan de la oposición, pero sin ser capaz de agregar nada ni de garantizar una nueva ética que se base en los mejores hombres, en las mejores prácticas, en un blindaje real e inmediato. Vendrá la implementación de las reformas por los mismos que han debido cancelar licitaciones, encubrir, coludirse.

Lo mejor fue la mención a la aplicación del modelo chino de estímulo al crecimiento. La pobreza no produce criminales, pero si divide y desgarra.

La nación esperaba el jueves a un ejecutivo y encontró a un legislador. Aguardaba a un líder que compartiera el dolor, que mostrara reflexión sobre sus errores propios, que asumiera los costos que le corresponden y, sobre todo, que inspirara a una sociedad harta y desconsolada.

A menção à luta à corrupção foi fraca e retórica. Pode adivinhar-se qual é o plano da oposição, mas sem a possibilidade de acrescentar algo nem de assegurar uma nova ética baseada em gente nova, práticas melhores, um reforço real e imediato. As reformas serão implementadas pelas mesmas pessoas que deviam ter rejeitado as propostas e que encobriram e conspiraram. 

O melhor foi ter mencionado a implementação do modelo chinês para impulsionar o crescimento. A pobreza não produz criminosos, mas divide e quebra.

Na quinta-feira, a nação esperava por um executivo e deparou-se com um legislador. Esperavam um líder que pudesse compartilhar a sua dor, que pudesse reflectir sobre as suas próprias falhas, que assumisse os custos que são seus e, acima de tudo, que pudesse inspirar uma sociedade que está farta e inconsolável.  

Pode seguir Fernando no Twitter.

Este post fez parte do trigésimo primeiro #LunesDeBlogsGV (Segunda-feira de blogs no GV) a 1 de Dezembro de 2014.
Tradução editada por Lú Sampaio como parte do projecto Global Voices Lingua

Menina de 11 anos inicia petição pedindo a renúncia do presidente mexicano

Captura de pantalla de la campaña Personas que quieren la renuncia de Peña Nieto en la plataforma Change.org

Abaixo-assinado pedindo a renúncia de Peña Nieto no site Change.org 

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Ativismo político não é exclusividade dos jovens e adultos. Isto ficou demonstrado por Sofia, uma mexicana de 11 anos, que criou um abaixo-assinado pedindo a renúncia do presidente de seu país, Enrique Peña Nieto. Seguem suas razões:

Peña Nieto no le ha respondido como se debe a los familiares de los estudiantes desaparecidos, se fue a China y tiene una casa de 80 millones de pesos.

Peña Nieto não respondeu como deveria às famílias dos estudantes desaparecidos, ele foi para a China e tem uma casa de 80 milhões de pesos (aproximadamente 5,88 milhões de dólares).

A iniciativa causou muitas reações positivas. Por exemplo, algumas pessoas decidiram assinar a petição para mostrar a Sofia e a outras crianças mexicanas (assim como aos adultos) que é possível ter um país melhor e lembrar àqueles que governam que as pessoas os colocaram lá e elas podem tirá-los. A mãe de Sofia disse:

Yo no tengo idea de cómo se destituye a un presidente. Pero ojalá pueda de verdad llevar esas hojas a alguna parte que ayude a Sofía a sentir que su esfuerzo vale la pena, que lo intentamos a toda costa. Fui incapaz de decirle que no lo hiciera, que era casi imposible. No puedo cortarle las alas. Esta generación viene con fuerza, con fe y determinación, y con un concepto de lo que es decente y justo que ya quisieran muchos para un fin de semana.

Eu não sei como demitir um presidente. Mas espero que alguém leve esses papéis a algum lugar para a Sofia perceber que todo seu esforço valeu a pena, que nós tentamos a todo custo. Eu não fui capaz de dizer a ela para não fazer, que era quase impossível. Eu não poderia cortar suas asas. Esta geração tem força, fé e determinação e com um conceito do que é decente e justo, que muitos querem apenas por um final de semana.

A petição foi criada no site Change.org e já tem mais de 10.500 assinaturas desde que foi postada. 

Tradução editada por Lú Sampaio como parte do projecto Global Voices Lingua

México: Machismo e homofobia nos partidos políticos

[Este artigo contém links que levam a outras páginas, inclusive noutros idiomas, caso queira aprofundar o assunto].

Arely Torres-Miranda, blogueira do Mujeres construyendo, questiona a misoginia e o machismo que existem em todos os partidos políticos mexicanos, independente da orientação política: ex-representantes do Partido Revolucionário Institucional (PRI) contratam serviços sexuais, há vídeos envolvendo membros do Partido da Ação Nacional (PAN) em festas privadas com mulheres, que foram vítimas de violência de gênero, além de demonstrações de homofobia por membros do Partido da Revolução Democrática (PRD).

Torres-Miranda explica que, com todo esse machismo e homofobia, há dias em que ela gostaria de parar de lutar pelo direito das mulheres:

[…] en serio, hay días que quiero rendirme. ¿De qué van todas estas declaraciones? ¿Cómo llegan estas personas a puestos públicos dónde deberían de garantizar y cuidar los Derechos Humanos? Hace unos meses platicaba con un asesor del congreso del estado y le decía que me encantaría poder hacer una iniciativa de ley donde se cuidara que cualquier persona, hombre o mujer, que llegase a ocupar un puesto dentro del servicio público debería demostrar estudios certificados de género y Derechos Humanos…me dijo que no era posible, que eso sería discriminar y entonces, inmediatamente me convertiría en eso que tanto me quejo… ¿entonces, cómo nos cuidamos de esto?

[…] de verdade, há dias em que eu quero desistir. O que são todas aquelas declarações? Como é que essas pessoas ocupam cargos públicos que deveriam cuidar e garantir os direitos humanos? Há alguns meses, eu estava conversando com um assessor do congresso e disse que gostaria de iniciar um projeto onde qualquer pessoa que assumisse um cargo público deveria investir em estudos sobre gêneros e direitos humanos. Ele me disse ser impossível, isso seria discriminação e imediatamente eu me tornaria e pessoa da qual eu tanto reclamo. Então, como nós nos protegeremos disto? 

E ela expressa suas dúvidas da melhor maneira: escrevendo.

Você pode segui-la no Twitter.

Este post foi parte do 27o #LunesDeBlogsGV (Segunda de Blogs do GV), do dia 3 de novembro de 2014.
Tradução editada por Débora Medeiros como parte do projeto Global Voices Lingua

Fotos: A infância nas margens do Velho Chico, onde a tecnologia quase não chegou

Uma menina e sua boneca em Xique-Xique, Bahia. Foto de Markileide Oliveira, publicada com permissão.

Uma menina e sua boneca imaginária em Xique-Xique, Bahia. Foto de Markileide Oliveira, publicada com autorização.

As fotos de Markileide Oliveira retratam o cotidiano da população de Xique-Xique, pequena cidade localizada nas margens do Rio São Francisco, no sertão da Bahia — uma das regiões mais áridas do Brasil. O “Velho Chico”, como é conhecido, é um dos mais importantes rios do país, passando por cinco estados e provendo grande parte do sustento dos habitantes de uma região pouco propícia para a agricultura.

Markileide se diz especialmente encantada com as crianças ribeirinhas, cujo universo segue intocado pelo avanço tecnológico:

Em meio a modernidade do século XXI e o mundo virtual que abraçam as novas gerações, existe uma infância que sobrevive aos impactos das novas tecnologias. A inocência das crianças que nascem na beira do rio causa em mim um encantamento inexplicável, percebe-se que a felicidade vive no imaginário das crianças ribeirinhas, onde é possível sentir a boneca imaginária que vive nos sonhos dessa menina que posa para fotografia.  

Simplesmente linda.
 
Longe das tecnologias elas aprendem a sentir, a viver e ser criança. E brincar… 
De boneca, de casinha, de se esconder, de salva latinha, de pegar piaba com o lençol da mãe e depois soltar para vê-las nadar e ganhar o rio, brincar de lavar as louças só para dá comidinhas aos peixes…
 
… As nossas memórias parecem ganhar vida. 
 
 É possível reviver as lembranças de quem viveu uma infância na beira do rio.
Infância em Xique Xique

Retratos da infância, série “Ribeirinhos do Velho Chico”. Foto de Markileide Oliveira, publicada com autorização.

Outras fotos de Markileide tiradas em Xique-Xique podem ser vistas em sua página do Facebook.

Friagem atinge a amazônia peruana: consequência da mudança climática

Imagen en flickr del usuario @Christianhold (CC BY 2.0).

Imagem no flickr do utilizador @Christianhold (CC BY 2.0).

O escritor e jornalista peruano Paco Bardales comenta juntamente com outros colegas as ondas de clima frio, ou friagens, que recentemente têm afetado Iquitos, região mais acostumada ao calor. Esse fenômeno climático deixou de ser esporádico, como o grupo se recorda dos tempos de infância, para tornar-se mais frequente e mais prolongado, a tal ponto que o Serviço Nacional de Hidrologia e Meteorologia (Senahmi) decidiu divulgar alertas de friagem para as cidades localizadas nas regiões da amazônia peruana.

Nas conversações do grupo surge o pensamento de que essas temperaturas baixas são consequência da mudança climática. É esse o caso? Sem dúvidas que sim. O homem influenciou nessa mudança, e mesmo que as populações andinas e da amazônia não sejam responsáveis pelas mudanças, elas sofrem inundações, doenças e todas as outras consequências que afetam a saúde delas e o meio ambiente de onde habitam.

El impacto de la contaminación y los daños al ambiente sin duda han ido afectando las temperaturas. El Perú es considerado como uno de los países más vulnerables ante los impactos del cambio climático. Según estimaciones del MEF, los posibles daños económicos causados por este aspecto podrían llegar hasta los diez mil millones de dólares de aquí al año 2025.

O impacto da contaminação e os danos ao ambiente indubitavelmente têm afetado as temperaturas. O Peru é considerado um dos países mais vulneráveis ao impacto da mudança climática. Segundo as estimativas do MEF (Ministério da Economia e Finanças peruano), o potencial dos prejuízos econômicos causados por essas mudanças podem chegar a 10 bilhões de dólares, contando de agora até o ano de 2025.

Organismos nacionais e internacionais buscam conscientizar e informar. Uma das ações principais são as oficinas sobre a Conferência das Partes sobre a Mudança Climática (COP-20). Como declarou Paco:

La preocupación resulta importante, pues, al fin y al cabo, la Amazonía será fundamental en la mitigación del cambio climático. Ojalá no sea tarde para nosotros mismos.

A preocupação é importante visto que, no final de contas, a Amazônia será fundamental para atenuar a mudança climática. Espero que não seja tarde demais para nós mesmos.

Pobreza e exploração de crianças em Angola retratadas em livro

O jovem escritor e jornalista angolano Fernando Guelengue lança o seu primeiro livro na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no Brasil. Intitulada “Pobreza – o epicentro da exploração das crianças em Angola”, a obra aborda a problemática da situação da criança em Angola, analisando vários casos de exploração de menores.

Em entrevista à Deutsche Welle (DW), também disponível em audio, o autor afirma:

“O epicentro da exploração de menores em Angola é a pobreza (…) E a par da própria pobreza temos a falta de oportunidades de trabalho, o baixo rendimento financeiro dos pais e o analfabetismo”.

Segundo o autor, não foi possível encontrar apoios para a edição do livro em Angola, onde continua sem editora. A obra encontra-se à venda online, no site da Editora Biblioteca24horas.