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Curtas + Ideias

Citações na mídia · 121 postagens

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Últimas notícias de Curtas + Ideias

“Blogs são os discos de vinil da Internet”

Um artigo no jornal The Washington Post fala sobre [en] “o declínio do Bloguestão do Irã”, considerado uma nação de blogueiros entre os anos 2000 e 2009.

Diversos blogueiros compartilharam, via Twitter, a última frase desse artigo:

@fredpetrossian: #Blogs são os discos de #vinil da Internet. Vejam, @Kamangir @maasalanhttp://t.co/bd6NKrrTpR

Leia mais aqui.

Coreia do Sul: ser professor nativo de Inglês e racismo invertido

Geoffrey Fattig do blogue Jeollamite partilha a sua opinião brutalmente honesta [en] sobre o racismo latente e invertido na Coreia do Sul. Incita os professores nativos de Inglês, que desvalorizam as boas condições de trabalho, a deixarem de se queixar. Alguns dos pontos altos do seu texto: 

On the whole, though, Korea is a pretty easy place to teach English, and playing that foreign card has brought far more advantages than not over the seven years I’ve been in the country. I would add though, that being a tall white guy probably has a lot to do with it.

Em geral, porém, a Coreia é um local bastante fácil para ensinar Inglês e jogar essa cartada de estrangeiro trouxe-me muito mais vantagens do que os sete anos em que estou no país. Acrescentaria ainda que o facto de ser um homem branco e alto, provavelmente, tem muito que ver com isso.

Contos de fadas no século XXI

[Todos os links levam para páginas em espanhol]

Na coluna Breviario  do website El MalPensante , o escritor argentino Hernán Casciari  chega à conclusão de que muitos dos contos de fadas que pertencem ao imaginário de crianças de todas as épocas e muitas outras histórias não teriam acontecido se os seus protagonistas tivessem tido acesso à tecnologia actual:

¿Qué pasa con la historia elegida? ¿Funciona la trama como una seda, ahora que los personajes pueden llamarse desde cualquier sitio, ahora que tienen la opción de chatear, generar videoconferencias y enviarse mensajes de texto? ¿Verdad que no funciona un carajo?

[...]

Con un teléfono en las manos, por ejemplo, Penélope ya no espera con incertidumbre a que el guerrero Ulises regrese del combate.

Con un móvil en la canasta, Caperucita alerta a la abuela a tiempo y la llegada del leñador no es necesaria.

O que acontece à história escolhida? O enredo desenvolve-se de forma pacífica, agora que as personagens podem falar ao telefone a partir de qualquer lugar, agora que têm a opção de falar num chat, de comunicar em videoconferência e enviar SMS? Assim não resulta, pois não?

[...]

Por exemplo, Penélope, com um telefone na mão, já não espera cheia de incertezas que Ulisses regresse da guerra.

Com um telemóvel no cestinho, Capuchinho Vermelho avisa a avozinha a tempo e a chegada do caçador deixa de ser necessária.

E conclui, dizendo que “as nossas histórias estão a perder o brilho porque nos convertemos em heróis preguiçosos”.

Jovem romeno constrói o primeiro carro do mundo feito com peças de LEGO

O romeno Raul Oaida, 20 anos, construiu aquilo com que muita gente já sonhou quando criança – o primeiro carro feito de LEGO em tamanho real [en] do mundo. O carro, que inclui um motor que realmente funciona, foi construído utilizando 500 mil blocos de LEGO. Ele só atinge uma velocidade de 20 a 30 quilômetros por hora, mas seu combustível é o ar!

O jovem romeno, um gênio autodidata da tecnologia, firmou uma parceria com o empreendedor australiano Steve Sammartino, que captou o financiamento necessário para este projeto através do Twitter e conseguiu o dobro do número de investidores necessário em apenas alguns dias. O carro foi construído na Romênia e então transportado para a Austrália, onde os dois sócios improváveis se encontraram para fazer um test drive.

O motor do carro também é feito inteiramente de peças de LEGO. Ele possui “quatro motores de combustão interna orbitais e um total de 256 pistões.” De acordo com o site do projeto, a velocidade máxima não é muito impressionante, de 20 a 30 km. “Estávamos com medo de causar uma explosão de Lego, por isso dirigimos devagar,” escreveram os fundadores. Steve e Oaida afirmam que o projeto apenas foi possível graças à internet. Os dois, inclusive, se conheceram online, quando Steve aceitou um pedido de amizade de Oaida no Skype. “Estou ensinando a ele como fazer negócios, e ele está me ensinando um pouco de Física,” Steve contou à imprensa.

Escola de Dados disponibiliza ferramentas para análise e visualização de informação

Quem se interessa por visualizações e análises de dados tem à disposição ”uma caixa de ferramentas para transformar dados em informação”. Chama-se Escola de Dados e tem a missão de “capacitar cidadãos para que possam analisar dados e usá-los em suas análises e histórias”:

A Escola de Dados existe para ajudar organizações da sociedade civil, jornalistas e cidadãos que queiram usar dados de forma eficaz em seus projetos para criar sociedades mais justas e sustentáveis.

Há inúmeros exemplos de como podemos usar dados e dados abertos para melhorar a vida das pessoas, especialmente referente ao aumento da transparência e da responsabilidade fiscal do governo.

No entanto, muitos dos grupos que estão mais próximos dos problemas – movimentos, jornalistas e cidadãos – atualmente não possuem as competências para usar dados de forma eficaz – e até mesmo a consciência do potencial de dados para o seu trabalho.

O website, criado pela Open Knowledge Foundation Brasil, disponibiliza gratuitamente cursos sobre os fundamentos do trabalho com dados, e outros recursos como a Lei de Acesso à Informação brasileira. Fornece também uma série de dicas sobre como organizar expedições de dados. No blog, aberto a colaborações externas, são partilhadas experiências, eventos e histórias relevantes no mundo dos dados abertos.

A iniciativa em língua portuguesa foi lançada em Outubro de 2013, durante a Conferência Global de Jornalismo Investigativo no Rio de Janeiro. A School of Data original, em inglês, está no ar desde Maio de 2012 e o website existe também em espanhol.

Intonaspacio: Um novo instrumento musical digital feito em Portugal

A talentosa jovem portuguesa Mailis Rodrigues [en] inventou um novo instrumento musical e agora precisa de ajuda para mostrá-lo ao mundo em um evento anual destinado a revelar as melhores ideias do mundo em design de novos instrumentos musicais:

Oi, fui selecionada como uma das 20 semi-finalistas da competição Margaret Guthman com o trabalho de meu doutoramento. Essa competição escolhe o melhor instrumento musical novo. Preciso viajar à Atlanta em fevereiro para apresentar o Intonaspacio, o instrumento musical que criei (você pode vê-lo nas fotos), a um jurado. Mas preciso de um pouco de ajuda para financiar minha viagem à Atlanta. Por favor colabore, mesmo apenas 5 euros me ajudaria bastante. Prometo enviar um cartão postal da Atlanta. Muito obrigada!

Ela explica o que o Intonaspacio é e mostra o instrumento em ação no vídeo abaixo, em inglês:

Até agora, foram arrecadados €1.275,00 dos €1.500,00 que ela precisa para cobrir os custos da viagem. Para contribuir, visite a página da campanha dela no Go Fund Me.

Congresso procura sedimentar a “cidadania lusófona”

Movimento Internacional Lusófono e Sphaera Mundis: Museu do Mundo estão fazendo uma chamada para a apresentação de propostas de comunicações para a segunda edição do Congresso Internacional da Cidadania Lusófona. 

Depois de no ano transacto a primeira edição do congresso ter versado sobre “A Afirmação da Sociedade Civil“, este ano tentar-se-á dar resposta à pergunta “Que prioridades na Cooperação Lusófona?”, como afirma a página do Congresso:

Um ano após termos lançado esse novo conceito de “cidadania lusófona”, ainda há muita gente, com efeito, que o estranha. Assumimo-nos, naturalmente, como cidadãos portugueses, por um lado, e como cidadãos do mundo, por outro. Assumimo-nos ainda, com a mesma naturalidade, como cidadãos europeus. Mas ainda não nos assumimos tão naturalmente como cidadãos lusófonos. Seguindo o célebre “slogan” de quem assumiu como sua Pátria a língua portuguesa (falamos, claro está, de Fernando Pessoa), “primeiro estranha-se, depois entranha-se”. Chegará o dia em que, naturalmente, nos assumiremos, todos, como cidadãos lusófonos.

Submissões podem ser feitas em Português até ao dia 31 de Janeiro de 2014 e a convocatória é dirigida a todas as Associações da Sociedade Civil do Espaço Lusófono, privilegiando-se “para garantir um maior equilíbrio na representação, as Associações não sediadas em Portugal”. O congresso vai ser realizado no dia 16 de Abril na Sociedade de Geografia de Lisboa, em Portugal.

Afinal existe amor em SP: mapa recria geografia do afeto no Brasil

Contrariando o tom do grande hit Não existe em amor em SP do rapper brasileiro Criolo, pela primeira vez surge um mapa do amor em São Paulo. A iniciativa, lançada a 10 de janeiro de 2014, reuniu em poucas horas diversos registros de beijo, paquera, início de namoro, pedidos de noivado e casamentos. A chamada à participação foi publicada pelo Catraca Livre, uma revista online criada “para ajudar as cidades a serem mais educadas, acolhedoras e criativas”:

Pela primeira vez, o amor entre as pessoas redesenha o mapa de uma cidade, criando a geografia do afeto.

A experiência está sendo realizada na cidade de São Paulo que, em 25 de janeiro próximo, completa 460 anos. O projeto será expandido para outras cidades.

É simples participar. Basta entrar no Mapa do Amor, escolher o ícone que melhor representa a história (primeiro beijo, casamento, namoro) e localizá-lo no mapa.

Pode-se compartilhar a história, acompanhada de uma foto.

O projeto é uma parceria da Imagem, empresa especializada em informações geográficas, e o Catraca Livre, com o apoio do Fleury Medicina e Saúde. 

Veja o vídeo da música de Criolo com apelos espalhados pela cidade de São Paulo em graffiti que pedem “Mais amor por favor”:

 

Pintar toda uma favela no Rio de Janeiro

O sonho de pintar uma favela inteira no Rio de Janeiro está cada vez mais perto de se tornar realidade. Dois artistas dinamarqueses lançaram em Setembro uma campanha de financiamento coletivo que conseguiu arrecadar mais de 100 mil dólares para financiar as tintas e os pintores.  

Quando Jeroen Koolhaas e Dre Urhahn iniciaram o projeto Favela Painting em 2005, o objetivo era criar arte pública nas favelas do Rio de Janeiro. Passados oito anos, o sonho destes artistas ganhou nova escala com a proposta de “pintar um morro inteiro de uma favela e criar um trabalho artístico social de uma extensão épica”:  

Spreading pride and optimism, creating jobs and attract attention in a positive way. Local people will be hired and trained, hundreds of houses plastered and painted, an entire neighborhood mobilized to transform their own community into an artwork that will become a monument for the people in the favelas of Brazil.

Espalhar orgulho e otimismo, criar postos de trabalho e chamar a atenção de uma maneira positiva. As pessoas da localidade serão contratadas e formadas, centenas de casas rebocadas e pintadas, e um bairro totalmente mobilizado para transformar a própria comunidade num trabalho artístico que será um monumento para os habitantes das favelas do Brasil. 

Mandela: você também o admira? Então defenda os direitos humanos

Um banner homenageando Nelson Mandela, e aproveitando a popularidade quase unânime do líder sul-africano no Brasil, convoca aqueles que admiram o seu legado a defenderem os direitos humanos. A mensagem foi divulgada pela organização não governamental Conectas Direitos Humanos no Dia Mundial dos Direitos Humanos, 10 de dezembro de 2013. 

Banner divulgado no Facebook pela Conectas Direitos Humanos

Banner divulgado no Facebook pela Conectas Direitos Humanos

“Faça mais do que se emocionar”, apela a organização num país em que o conservadorismo e uma visão negativa em relação aos direitos humanos parecem estar a crescer. Como mostram algumas pesquisas de opinião recentes, 90% dos brasileiros são a favor da redução da maioridade penal, e 61% acreditam que a criminalidade é causada pela maldade das pessoas.

Debate sobre a independência catalã explicado em 16 idiomas

O primeiro vídeo do The Catalan Project (@Catalan_Project) traz Fernando de Castro, “um catalão da Galícia e espanhol”, apresentando o projeto e explicando porque alguns catalães querem independência da Espanha, utilizando as dezesseis línguas que ele sabe falar. As legendas estão disponíveis em inglês, francês, alemão, espanhol e catalão.

O The Catalan Project, uma associação independente e sem fins lucrativos, fornece uma plataforma aberta online onde “todos os cidadãos que trabalham e/ou vivem na Catalunha e têm ideias para criar um país melhor” possam discutir como uma possível Catalunha independente deve ser, uma vez que “a independência não é um objetivo final, é um ponto de partida”. O projeto também está buscando financiamento através do site de crowdfunding Verkami

VIDEO: “No Woman, No Drive” surpreende Árabia Saudita em dia de ativismo

Todos os links levam a sites em inglês, exceto quando indicado outro idioma.

Sábado, 26 de outubro, foi o dia escolhido por ativistas sauditas para protestar contra a lei que proíbe mulheres do país de dirigir. Enquanto as redes sociais se agitavam com o número crescente de relatos sobre mulheres dirigindo em todo o país, uma brilhante versão à capela do clássico “No Woman, No Cry”, de Bob Marley, se espalhou na velocidade da luz, em apoio às mulheres corajosas que decidiram desafiar uma legislação conservadora e sexista e a justificativa pseudo-científica [pt] de por que elas devem ser proibidas de aproveitar a liberdade de ir e vir:


Brasil e Alemanha debatem “Democracia na Era Digital”

Cartaz do Simpósio Democracia na Era Digital

Cartaz do Simpósio Democracia na Era Digital

Especialistas e acadêmicos brasileiros e alemães formam mesas de discussão para o Simpósio Democracia na Era Digital. O evento acontece entre os dias 17 e 18 de outubro, em Salvador, das 9h às 18h do horário local, e terá transmissão ao vivo via vídeo stream.

Pela manhã do primeiro dia, Christoph Bieber (@drbieber), Vinícius Wu (@vinicius_wu) e Sivaldo Pereira (@sivaldop) discutem o tema Democracia Digital – Desafios e Perspectivas. Pela tarde, Fabiano Angélico (@FAngelico), Jan-Hinrik Schmidt (@janschmidt) e Kathrin Voss (@AntennaeDotDe) abordam o tema Participação Social e Transparência Pública no Mundo Digital. Pela manhã do dia 18, Wilson Gomes (@willgomes) e Jamil Marques (@marquesjamil) debatem Novas Formas de Política Online e pela tarde, Gerhard Vowe e Camilo Aggio (@camilo_aggio) conversam sobre Campanhas Políticas em Meios Digitais. A entrada é franca.

Catalães se preparam para corrente humana pró-independência

O Dia Nacional Catalão, a 11 de setembro, está bem próximo. A associação cívica Col·lectiu Emma (@CollectiuEmma) publicou em seu blog uma declaração em inglês, em português e em outros 8 idiomas. O texto disserta sobre a atual situação política na Catalunha (localizada no nordeste da Espanha) e pede atenção da mídia internacional aos eventos públicos pró-independência que vão se realizar a 11 de setembro.

Na tentativa de mostrar o crescente apoio popular à independência e pressionar o governo regional a realizar um referendo, a associação cívica Assembleia Nacional Catalã (CNA) está organizando uma corrente humana ao longo dos 400 km da costa catalã [en], chamada A Via Catalã [en] (ou #CatalanWay, #viacatalana). Outras 105 correntes humanas pelo mundo [en] já aconteceram ou estão previstas para marcar a celebração.

Projeto de crowdfunding busca financiar reportagens independentes

A Pública, agência de reportagem e jornalismo investigativo sem fins lucrativos, acaba de lançar seu primeiro projeto de crowdfunding. O Reportagem Pública vai distribuir dez bolsas de R$ 6 mil reais para projetos de investigação eleitos pelo público.

O concurso de pautas tem como objetivo ampliar as bolsas concedidas a repórteres independentes e, ao mesmo tempo, aumentar participação do público, que vai participar do conselho editorial formado por todos aqueles que contribuírem com o crowdfunding. Segundo Natalia Viana, diretora da Pública, trata-se do sonho dos jornalistas:

“O trabalho vai no sentido inverso dos portais de notícia convencionais: eles negam a informação para o público liberando-a apenas para quem pagar por ela; nós pedimos dinheiro a algumas pessoas para espalhar a informação independente para todas as outras”.

As reportagens serão publicadas no site da Pública com licença do Creative Commons e oferecidas à rede de republicadores, da qual o Global Voices faz parte. Além disso, está prevista a publicação em um e-book, oferecido como uma das recompensas para doações.

Repórteres interessados no concurso devem preencher este formulário. Já as contribuições, que variam de R$ 20 a R$ 2.000,00, podem ser feitas até o dia 20 de setembro na página do Reportagem Pública no Catarse.

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