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Curtas + Brasil

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Últimas notícias de Curtas + Brasil

Em breve! Microbolsas Rising Voices para comunidades amazônicas

Amazônia peruana. Foto de Pearl Vas (CC BY 2.0)

Amazônia peruana. Foto de Pearl Vas (CC BY 2.0)

O Rising Voices [en] está preparando para o próximo mês o lançamento de uma competição de microbolsas para projetos de mídia cidadã digital por comunidades indígenas da região amazônica. Graças ao apoio da Avina Americas, Fundación Avina e da Skoll Foundation, vamos oferecer suporte continuado com a tutoria da comunidade Global Voices.

Leia mais sobre o projeto na página do Rising Voices [en] e registre aqui o seu interesse [en].

A mídia cidadã tem desempenhado uma parte importante em diversas lutas culturais, políticas, sociais e ambientalistas na região. Confira os posts a respeito das comunidades amazônicas na nossa página de cobertura especial Floresta em Foco: Amazônia.

Atraso em obras da Copa inspira vídeo “(un)Happy” em Porto Alegre

A felicidade contagiante desencadeada pelo videoclipe viral “Happy“, de Pharrell Williams, inspirou moradores de Porto Alegre, no Brasil, a aproveitarem que a cidade tem a palavra em português para “happy” em seu nome para expressar, todavia, aquilo que os tem deixado menos alegres com a cidade. 

O vídeo “Porto (un)Happy“, que você pode ver abaixo, mostra pessoas dançando animadamente em frente a obras atrasadas para a Copa Mundial da FIFA de 2014:

Desde a sua publicação em 25 de março, o vídeo já teve mais de 250 mil visualizações. Pela página do Facebook Porto un-Happy, seus criadores coletam citações na mídia e promovem a hashtag #MudaPOA, com o esclarecimento:

Nosso protesto NÃO é contra a Copa, e sim contra o atraso nas obras e o pouco caso com a população!

No mapa We Are Happy From, que agrega vídeos “Happy” de todo o mundo, é possível encontrar uma versão positiva criada pela Prefeitura Municipal, mas que tem sido menos popular, com 50 mil visualizações.

Global Voices noticiou anteriormente sobre uma versão crítica de “Happy” feita no Rio de Janeiro.

Câmara dos Deputados aprova o Marco Civil da Internet

O Marco Civil foi finalmente aprovado pela Câmara dos Deputados brasileira e passará, na sequência, pela deliberação e votação do Senado Federal. A chamada “Constituição” da internet se transformou em trending topic no Twitter, seguindo uma campanha massiva que se estendeu por todo o dia da votação, 25 de março de 2014, por meio das hashtags #MarcoCivil e #EuQueroMarcoCivil.

A versão do projeto de lei aprovada na Câmara dos Deputados [pdf.] preservou os dispositivos que asseguram a neutralidade da rede, a liberdade de expressão e a proteção à privacidade dos usuários.

O músico e ex-Ministro da Cultura, Gilberto Gil, que emprestou sua imagem à petição do Avaaz “Por uma internet livre e democrática“, escreveu:  

Para Tim Berners-Lee, que há 25 anos inventou a World Wide Web, este é “o melhor presente de aniversário para os usuários da Web do Brasil e do mundo”. Em nota de apoio [en] publicada um dia antes da votação, ele disse que a aprovação do Marco Civil “irá ajudar a inaugurar uma nova era, em que os direitos dos cidadãos em cada país ao redor do mundo serão protegidos por cartas de direitos digitais”:

Like the Web, Marco Civil has been built by its users – the groundbreaking, inclusive and participatory process has resulted in a policy that balances the rights and responsibilities of the individuals, governments and corporations who use the Internet. (…)  ultimately the draft Bill reflects the Internet as it should be: an open, neutral and decentralized network, in which users are the engine for collaboration and innovation.

Como a Web, o Marco Civil foi construído por seus usuários – num processo inovador, inclusivo e participativo que resultou em regras que equilibram os direitos e responsabilidade de indivíduos, governos e empresas que se utilizam da Internet (…) em última análise, o projeto de lei reflete a Internet como ela deve ser: uma rede aberta, neutra e descentralizada, na qual os usuários são o motor para a colaboração e a inovação.

Brasil: Jornalismo e financiamento coletivo estão juntos na plataforma O Sujeito

Uma nova plataforma de jornalismo independente foi lançada recentemente no Brasil com o objetivo de garantir uma alternativa ao modelo tradicional de produção midiática corporativa. Hospedada no website de financiamento coletivo Catarse, a plataforma O Sujeito trata-se de uma nova empreitada que surge num momento de transição para uma mídia financiada coletivamente:

O veículo impresso está em crise. O jornalismo não. Assim como sempre haverá música e cinema, independentemente dos grandes produtores, o jornalismo é autônomo em relação aos grandes meios.

Quatro projetos marcam o lançamento da plataforma: a Escola Livre de Jornalismo para jovens; um documentário sobre ecovilas brasileiras; uma publicação sobre como melhorar o ambiente de trabalho; e uma pesquisa junto às pessoas que seguram cartazes e placas de propaganda nas ruas das cidades brasileiras.

Você pode seguir @osujeito_ no Twitter, gostar/curtir a página no Facebook e assistir ao vídeo promocional abaixo:

#EuQueroMarcoCivil: Brasil mobiliza “compartilhaço” online

Ativistas digitais que defendem o #MarcoCivil da Internet são convidados a participar numa campanha massiva nas redes sociais para pressionar a Câmara dos Deputados a aprovar o texto atual. Um artigo de Raphael Tsavkko no website Congresso em Foco explica como o lobby das empresas de telecomunicações está a ameaçar a garantia da neutralidade da rede. 

A mobilização acontece hoje, 25 de março de 2014, no Twitter e Facebook com a hashtag #EuQueroMarcoCivil. O voto pode acontecer nesta data, embora já tenha sido adiado cerca de 30 vezes desde 2012. Quem quiser participar no “compartilhaço” pode registar-se no website “Salve a Internet“, da plataforma de mobilização social Meu Rio:

Vamos deixar claro para os deputados que a liberdade de expressão, a neutralidade da rede e a privacidade dos usuários não são negociáveis. O texto precisa ser aprovado como está!

Vídeo “Happy” expõe o outro lado do Rio de Janeiro

A “contagiante felicidade mundial” [en] desencadeada pelo videoclipe “Happy“, de Pharrell Williams, tornou-se viral, como pode ser comprovado pelas centenas de vídeos dançantes ao redor do planeta, e inspirou o grupo brasileiro Jeitinho Carioca a produzir uma versão satírica especialmente para o Rio de Janeiro.

Além de mostrar pessoas dançando cheias de felicidade, o vídeo também expõe facetas não tão felizes da cidade, tais como o alto custo de vida, o racismo, os assaltos e a violência, assim como as obras e intervenções para a Copa Mundial e as Olimpíadas.

Assista aqui ao “We Are Rio“:

O Global Voices publicou matérias sobre vídeos “Happy” no Oriente Médio e Norte da ÁfricaHong Kong e a Procura pela Felicidade na África, todos em inglês.

Ativistas mobilizam-se pela adoção do Marco Civil da Internet

Ativistas dos direitos da Internet encontram-se hoje em Brasília para pressionar o Congresso Nacional a aprovar a carta de direitos para os utilizadores da Internet, conhecida como Marco Civil. Um deles é o antigo colaborador do Global Voices, Diego Casaes, que trabalha com a organização global Avaaz e escreveu no Facebook antes de partir para a capital: 

Hoje a Avaaz se juntou ao grandioso Gilberto Gil e a diversos movimentos e organizações de direitos civis em uma campanha que interessa a todos nós: a aprovação do Marco Civil com a defesa da neutralidade da rede.

Faz mais de 3 anos que eu acompanho o Marco Civil, desde o processo de consulta pública online até o dia em que o PL entrou na Câmara dos Deputados. A votação foi adiada 10 vezes, pelo menos, no que demonstra um embate homérico entre a sociedade civil e as empresas de telecomunicações: do nosso lado, parlamentares que defendem a liberdade na rede e uma série de movimentos civis que lutaram contra vários Golias bilionários, do outro os Golias, as empresas que controlam a estrutura das telecomunicações do Brasil, e que todos os anos lucram quantias absurdas, mesmo oferecendo um serviço ineficiente.

Essa semana muita coisa pode mudar: se aprovarmos o Marco Civil (garantindo a neutralidade da rede) daremos um passo gigante na luta pela nossa privacidade, pelos nossos direitos, e para manter a natureza democrática da internet. 

Eu tô com o Gil, e já assinei. E vou à Brasília falar com os deputados na quarta-feira. Por isso eu peço: assinem e terão a garantia de que haverá pessoas comprometidas com nossos direitos, argumentando, dialogando e fazendo valer a voz do povo no Congresso antes da votação.

A petição da Avaaz, “Por uma Internet livre e democrática“, reuniu mais de 290.000 assinaturas em menos de 24 horas. 

No Twitter estão a ser usadas as hashtags #MarcoCivil, #MarcoCivilJa e #VaiTerMarcoCivil. O assunto era “trending” na véspera do voto agendado, 11 de março de 2014. 

Abertas as pré-inscrições para Evento Global de Regulamentação da Internet no Brasil

Em preparação para o Encontro Global Multi-sectorial sobre o Futuro da Regulamentação da Internet, que irá se realizar em São Paulo, Brasil, entre os dias 23-24 de abril de 2014, os organizadores estão a receber as pré-inscrições através de um formulário de manifestação de interesse. O evento é uma parceria entre a Comissão Brasileira Gestora da Internet convocada pelo Estado (CGI.br), e uma plataforma multi-sectorial não governamental.

Segundo o site do evento, NetMundial.br:

Este encontro terá como foco a elaboração de princípios de governança da Internet e a proposta de um roteiro para a evolução futura do ecossistema de governança da Internet. 

A organização do evento global de regulamentação da internet começou algumas semanas depois que a presidente do Brasil Dilma Rousseff fez um discurso [en] na Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro de 2013 no qual criticou os Estados Unidos por espionagem e referiu [en] que o Brasil “[iria] apresentar propostas para o estabelecimento de um quadro multilateral civil para a regulamentação e uso da internet e garantir a proteção efectiva dos dados que circulam pela internet.”

Ativistas brasileiros contra-atacam a vigilância em massa

À medida em que o mundo se reúne para se posicionar contra a vigilância em massa em 11 de fevereiro de 2014, cidadãos brasileiros, organizações e coletivos dão impulso à campanha #TheDayWeFightBack (#ODiaEmQueContra-Atacamos).

O coletivo anti-viligância Antivigilancia.tk (@antivigilancia no Twitter), um dos 15 signatários dos Príncipios internacionais sobre a aplicação de Direitos Humanos à vigilância nas comunicações, tem um site com informações completas em português sobre como participar em #TheDayWeFightBack, assim como vários recursos para todos os dias de ação, como banners and memes.

Cartoon by Latuff with D'Incao (2013). Shared by WebWe Want on Flickr (BY SA 2.0)

Cartoon de Latuff com D'Incao (2013). Compartilhado por Web We Want (A Web que queremos) no Flickr (de SA 2.0).

O famoso cartunista brasileiro Carlos Latuff participou no início de fevereiro do desafio lançado pela Web We Want (A Web que queremos) de criar trabalhos originais de artes visuais sobre vigilância digital e direito à privacidade.

Cartoon by Latuff with Operamundi (2013). Shared by WebWe Want on Flickr (BY SA 2.0)

Cartoon de Latuff com Operamundi (2013). Compartilhado por Web We Want (A Web que queremos) no Flickr (de SA 2.0).

No Twitter, muitos brasileiros ligam o dia de ação com a pioneira declaração de direitos para usuários da internet, o Marco Civil da Internet, que foi avaliado em sessão plenária na Câmara dos Deputados. Um grupo de organizações da sociedade civil era esperado para um encontro com o Ministro da Justiça, para expressar suas “sérias preocupações” em relação às últimas modificações do Marco, especialmente no que concerne ao “direito de inviolabilidade e sigilo das correspondências e conteúdo das comunicações privadas, o direito à privacidade e o direito à liberdade de expressão”.

Cartoon by Latuff with Operamundi (2013). Shared by WebWe Want on Flickr (BY SA 2.0)

Cartoon de Latuff com Operamundi (2013). Compartilhado por Web We Want (A Web que queremos) no Flickr (de SA 2.0).

Todas as submissões para a Web We Want (A Web que queremos) estão disponíveis no Flickr.

Chamada de artigos: Ciberlegenda dedica edição a pesquisas de comunicação entre países da lusofonia

Termina a 10 de março de 2014 o prazo para submissão de artigos académicos que abordem “a relação entre Brasil, Portugal e demais países lusófonos nas pesquisas de comunicação”, nomeadamente nas áreas de “convergência midiática; música; cinema; jornalismo; videogame; plataformas colaborativas; televisão; redes sociais e arte digital”.

A chamada é feita pela revista Ciberlegenda, uma publicação semestral e eletrónica do Programa de Pós-Graduação em Comunicação, da Universidade Federal Fluminense (UFF), Brasil. Os textos devem ser assinados por mestrandos, doutorandos, mestres ou doutores de Programas de Pós-Graduação em Comunicação e áreas afins. 

 

“Quem policia a polícia” e outras músicas brasileiras que denunciam a violência policial

O jornalista e ativista Carlos Carlos postou em seu blog, Bola e Arte, uma lista das mais importantes “músicas brasileiras que denunciam a polícia”. Ele explica:

Agora tá na moda na internet fazer listas, né… e no meio de tanta lista inútil, o Blog Bola e Arte separou uma seleção de músicas (brasileiras) de todos os gêneros (raps, sambas, rocks, reggaes, funks etc…) com denúncias diretas em relação às arbitrariedades das corporações policiais. Com tantas denúncias contundentes, será que é tudo mentira??? Ou uma realidade efetiva, principalmente das periferias do Brasil inteiro (e do mundo)???

Dedico essa lista às mães do Movimento Mães de Maio [que surgiu após a morte de cerca de 500 jovens numa ação da polícia no estado de São Paulo em maio de 2006], que passaram (e ainda passam) na pele todas essas injustiças covardes e nojentas! Tamo junto até o final, contra os ratos cinzas!!!

A lista surge numa altura em que volta ao foco o debate sobre a violência policial contra manifestações populares que tem tomado o país desde junho de 2013.

“Quem policia a polícia?”, do grupo “Zumbi Somos Nós”, é uma das 27 músicas que já compõem a lista que foi compilada colaborativamente: 

Novas sugestões podem ser feitas nos comentários do blog. 

Emendas ao Marco Civil ameaçam a privacidade

[Todos os links conduzem a sites em inglês, exceto quando indicado o contrário.]

Recentes emendas à pioneira declaração de direitos para usuários de internet, [pt] o Marco Civil da Internet, colocam a neutralidade da rede e a privacidade dos usuários em risco. Espera-se que a declaração seja votada pelo congresso na última semana de fevereiro de 2014.

“Marco Civil with article 16: Brazilian government becomes NSA”. Banner from the #16igualNSA campaign ("article 16 leans towards NSA surveillance").

Banner da campanha #16igualNSA.

Ativistas lançaram uma campanha online em prol da remoção de uma das novas emendas, o artigo 16, que determina que provedores armazenem os dados pessoais de seus usuários. A hashtag utilizada é #16igualNSA.

Joana Varon, pesquisadora brasileira do Centro para Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas, aponta um artigo no blog PrivacyLatam como “o post em inglês mais preciso em relação às mudanças na proteção de #privacidade no #marcocivil“: 

This measure not only contradicts all previous versions of the Bill (which is a work in progress started by a draft generated by a public consultation in 2010). It establishes an unprecedented  duty to all “for profit” Brazilian Internet players who run a site or service to keep private information of their users for 6 months, regardless of any consideration about their users’ consent.

Even if the Bill mention protection measures for the data owners, it is clear that the simple fact of the existence of the mandatory personal data register is, ‘per se’, a danger that users cannot avoid since their free consent would be not taken into account. Moreover, the lack of a general framework for personal data protection makes the whole environment at least very prone to the misuse of personal information.

Esta emenda não apenas contradiz todas as versões prévias da Declaração, que é um trabalho em desenvolvimento iniciado por uma proposta gerada através de uma consulta pública em 2010. Ela estabelece um dever sem precedentes para todos os provedores brasileiros com escopo de “lucro”, que controlam site ou serviço, de armazenar as informações pessoais de seus usuários por 6 meses, independentemente de qualquer consentimento do usuário.

Ainda que a Declaração mencione a proteção aos dados dos usuários, é evidente que o simples fato da existência de um registro compulsório de dados pessoais é por si só um perigo que os usuários não podem evitar, uma vez que o seus respectivos consentimentos livres não deverão ser levados em conta. Além disso, a ausência de uma regulamentação geral para a proteção de dados pessoais torna o ambiente, no mínimo, propício para o uso incorreto de informações pessoais.

O Instituto Brasileiro de Direito do Consumidor (Idec) criou uma petição online [pt] pedindo por “neutralidade, privacidade e liberdade de expressão no Marco Civil”. A plataforma permite o envio de cartas aos membros do congresso.

Vídeo faz retrospectiva da violação dos direitos humanos em 2013

Um vídeo publicado por WITNESS na página do Youtube Human Rights Channel faz uma retrospectiva dos protestos mais significativos e de violações dos direitos humanos em 2013. Para isto, dezenas de clipes postados por cidadãos do mundo inteiro foram reunidos, revelando os esforços empregados para suportar a injustiça e a opressão do Sudão à Arábia Saudita, do Camboja ao Brasil.

Em dezembro deste mesmo ano, o blog WITNESS publicava um post de Madeleine Bairum no qual era celebrado o empoderamento do ativismo cidadão utilizando novas tecnologias como vídeo, enquanto lembrava os leitores que a dificuldade de verificar e estabelecer a autenticidade continuava sendo um grande obstáculo.

“Os vídeos feitos por cidadãos podem e estão revelando lugares inacessíveis, como prisões, zonas de guerra e casas”, diz Bair. “Mas, devido às incertezas das imagens, os repórteres e investigadores devem utilizá-los com cautela”.

“Data Journalism Handbook” ganha versão em português

cover_print-ptJá está online a versão em português do Data Journalism Handbook – ou Manual de Jornalismo de Dados – lançada oficialmente durante a sétima edição da Campus Party, evento de tecnologia realizado nesta semana em São Paulo.

Trata-se de um livro gratuito e colaborativo que ensina jornalistas a garimpar e a usar dados para contribuir com a elaboração de notícias. Alguns projetos do Global Voices são mencionados no capítulo Jornalistas de dados cidadãos.

O Data Journalism Handbook nasceu de um workshop realizado durante o Festival Mozilla de 2011, em Londres, e tem sido desde então atualizado, ampliado e traduzido colaborativamente. Publicado pela O'Reilly Media, o manual é iniciativa do European Journalism Centre e da fundação Open Knowledge Foundation.

A versão em português, organizada pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), traz capítulos escritos por profissionais brasileiros, como Claudio Weber Abramo, Marcelo Träsel, José Roberto de Toledo e Gustavo Faleiros. A versão é resultado do trabalho de 26 voluntários que trabalharam durante meses na tradução e revisão dos textos. Além do inglês, o manual também está disponível em russo, francês e espanhol.

Escola de Dados disponibiliza ferramentas para análise e visualização de informação

Quem se interessa por visualizações e análises de dados tem à disposição ”uma caixa de ferramentas para transformar dados em informação”. Chama-se Escola de Dados e tem a missão de “capacitar cidadãos para que possam analisar dados e usá-los em suas análises e histórias”:

A Escola de Dados existe para ajudar organizações da sociedade civil, jornalistas e cidadãos que queiram usar dados de forma eficaz em seus projetos para criar sociedades mais justas e sustentáveis.

Há inúmeros exemplos de como podemos usar dados e dados abertos para melhorar a vida das pessoas, especialmente referente ao aumento da transparência e da responsabilidade fiscal do governo.

No entanto, muitos dos grupos que estão mais próximos dos problemas – movimentos, jornalistas e cidadãos – atualmente não possuem as competências para usar dados de forma eficaz – e até mesmo a consciência do potencial de dados para o seu trabalho.

O website, criado pela Open Knowledge Foundation Brasil, disponibiliza gratuitamente cursos sobre os fundamentos do trabalho com dados, e outros recursos como a Lei de Acesso à Informação brasileira. Fornece também uma série de dicas sobre como organizar expedições de dados. No blog, aberto a colaborações externas, são partilhadas experiências, eventos e histórias relevantes no mundo dos dados abertos.

A iniciativa em língua portuguesa foi lançada em Outubro de 2013, durante a Conferência Global de Jornalismo Investigativo no Rio de Janeiro. A School of Data original, em inglês, está no ar desde Maio de 2012 e o website existe também em espanhol.

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