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	<title>Global Voices em Português &#187; Juventude</title>
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	<description>O mundo está falando. Você está ouvindo?</description>
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		<title>Dinamarca: Os Agentes do Débito Climático estão Chegando</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/11/19/dinamarca-os-agentes-do-debito-climatico-estao-chegando/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/11/19/dinamarca-os-agentes-do-debito-climatico-estao-chegando/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 17:33:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Denmark]]></category>
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		<description><![CDATA[Os Agentes do Débito Climático são um grupo de homens e mulheres da Dinamara e de países africanos que assumiram o desafio de incentivar os países desenvolvidos a pagarem seu débito climático ao mundo em desenvolvimento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/solana-larsen/">Solana Larsen</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/11/17/denmark-the-climate-debt-agents-are-coming/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single">
<p>Se você está entre as milhares de pessoas que vão à Copenhague em dezembro para a <a href="http://en.cop15.dk/">Conferência Climática das Nações Unidas</a>, há chances de você encontrar um grupo de homens e mulheres da Dinamarca, Quênia, Tanzânia, Uganda, Zimbábue e Zâmbia vestidos em trajes vermelhos.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="300" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fglobalchange09%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fglobalchange09%2F&amp;user_id=43311205@N04&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="300" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fglobalchange09%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fglobalchange09%2F&amp;user_id=43311205@N04&amp;jump_to="></embed></object></p>
<p>Eles são os <a href="http://climatedebtagents.com/">Agentes do Débito Climático</a>, e seu trabalho consiste em exigir <span style="text-decoration: line-through;">do governo dinamarquês</span> de países industrializados, incluindo a Dinamarca, a pagarem seu &#8220;débito climático&#8221; ao mundo em desenvolvimento. Se você estiver na Dinamarca e quiser comparecer e se unir a eles, pode <a href="http://www.ms.dk/sw144645.asp">aplicar aqui</a>. Pode também visitá-los <a href="http://climatedebtagents.com/">no blog</a> ou <a href="http://www.facebook.com/pages/CLIMATE-DEBT-AGENTS/155243087381">no Facebook.</a></p>
<p><strong>Quem paga o preço?</strong></p>
<p>Quando os países ricos fazem decisões que têm efeitos negativos no meio ambiente, as pessoas que vivem em pobreza pagam o maior preço. Seca, fome, e morte causadas pelas mudanças climáticas podem ser prevenidas em muitos lugares com a tecnologia, como em instalações de armazenamento de água que podem ajudar comunidades a se <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Adapta%C3%A7%C3%A3o_%28biologia%29">adaptarem</a> a novas condições climáticas.</p>
<p>Mas isso custa dinheiro.</p>
<p><a href="http://ms.dk/graphics/ms.dk/dokumenter/andre_politikomr%e5der/climate%20finance%20briefing%20in%20template%20may%202009%20final.pdf">“Quem deve pagar o débito climático?” [PDF]</a> é o título de um curto relatório feito pela organização internacional anti-pobreza <em><a href="http://actionaid.org/">ActionAid</a></em> que calcula o valor monetário do débito em €135 bilhões (aproximadamente R$350 milhões) por ano até 2020, e propõe que a conta deve ser dividida entre os países.</p>
<p>Nos últimos três meses, a <a href="http://www.ms.dk/sw13950.asp">MS ActionAid Dinamarca</a> educou um time de ativistas online e offline para ajudarem a divulgar sua mensagem, enviando-os em missões de pesquisa ao <a href="http://climatedebtagents.com/?p=635">Quênia</a>, <a href="http://climatedebtagents.com/?p=615">Bruxelas</a> e Dinamarca, e emparalhendo-os com blogueiros do Global Voices que <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/09/08/global-voices-bloggers-mentor-new-danish-and-african-bloggers/">atuaram como seus mentores virtuais em blogs durante 6 semanas</a>.</p>
<p>Em seu website, os aprendizes-então-agentes-do-débito explicam: &#8220;Queremos um mundo com justiça climática e justiça global. Para alcançar isso, a atitude dos que tomam as decisões tem de mudar para que eles percebam e reconheçam o pagamento de seu débito climático.&#8221;</p>
</div>
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		<title>Marrocos: Uma Sentença Leniente</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/10/26/marrocos-uma-sentenca-leniente/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/10/26/marrocos-uma-sentenca-leniente/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 16:35:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arabic]]></category>
		<category><![CDATA[Criança]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<description><![CDATA[Neste post, Jillian C. York compartilha a reação da blogosfera marroquina sobre o julgamento dos agressores de Zineb Chtit, a jovem garota marroquina que foi severamente espancada enquanto trabalhava como doméstica.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/jillian-york/">Jillian C. York</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/10/25/morocco-a-lenient-sentence/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single">
<div id="attachment_4778" class="wp-caption alignleft" style="width: 250px"><img class="size-full wp-image-4778 " title="zineb-300x199" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/zineb-300x199.jpg" alt="Zineb Chtit no julgamento (cortesia de Oujdacity)" width="240" height="159" /><p class="wp-caption-text">Zineb Chtit no julgamento (cortesia de Oujdacity)</p></div>
<p>Em setembro deste ano, descobrimos a história de <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/12/marrocos-trabalho-infantil-em-foco/">Zineb Chtit</a>, a jovem garota marroquina que foi severamente espancada enquanto trabalhava como doméstica. Na semana passada, foi anunciado que a agressora de Zineb, Nawal Houmin, a esposa do casal que contratou a jovem, foi punida pelo crime com uma sentença de <a href="http://www.lematin.ma/Actualite/Express/Article.asp?id=121072">três anos de encarceramento</a> [fr] e uma multa de $13,000 (aproximadamente R$22.000,00). Muitos grupos de direitos humanos comentaram a sentença afirmando ter sido leniente demais. O blogueiro <em>Crazy Moor</em> <a href="http://crazymoor.wordpress.com/2009/10/15/moroccan-woman-jailed-3-years/">diz</a>:</p>
<blockquote><p>But several Moroccan rights groups say they would appeal on behalf of the country’s estimated 60 thousand to 80 thousand child labourers.</p>
<p>The chair of the Association, “Don’t Touch My Children”, Najia Adib, says the sentence does not regret the scale of the atrocities committed, because the little girl was locked up in a cellar.</p></blockquote>
<div class="translation">Mas vários grupos de direito marroquinos dizem que apelarão em nome do estimado número de 60 a 80 mil crianças trabalhadoras.</p>
<p>A presidente da Associação <em>&#8220;Don&#39;t Touch My Children&#8221;</em> [Não Toque em Minhas Crianças], Najia Adib, diz que a sentença não contempla a escala de atrocidades cometidas, pois a jovem foi trancada em um porão.</div>
<p>O caso ocorreu na cidade de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Oujda">Oujda</a> [en], no leste do Marrocos. O famoso website <em>Oujdacity.net</em>, que se intitula o &#8220;primeiro portal para o Marrocos oriental&#8221;, observou o incidente, <a href="http://www.oujdacity.net/oujda-article-22698-fr.html">dizendo</a> [ar]</p>
<blockquote>
<div>حكمت المحكمة الابتدائية بوجدة يوم الأثنين 12 أكتوبر 2009 بثلاث سنوات ونصف سجنا نافذا وتعويض مالي قدره 100 ألف درهم على زوجة القاضي مشغلة الطفلة زينب ، الحكم اعتبره عدة محامين بوجدة انه كان قاسيا ، ولم يأخذ بعين الاعتباراي ظرف من ظروف التخفيف … وهو حكم فاجأ الجميع لأنه جاء خلافا لما كان يردده الرأي العام الذي كان يتوقع ان يكون الحكم لا يتجاوز بضعة اشهر</div>
</blockquote>
<div class="translation">Na segunda-feira, 12 de outubro de 2009, a Corte de Primeira Instância em Oujda, [no leste do Marrocos] outorgou uma prisão de três anos e seis meses (sem condicional), mais uma compensação financeira de 100,000 dirhams (aproximadamente R$22.000,00) contra a esposa do juiz que empregou a jovem doméstica Zaineb. Muitos advogados em Oudja consideraram a sentença rigorosa, tendo a corte não considerado nenhuma das circunstâncias atenuantes &#8230; A sentença surpreendeu a todos pois foi contrária ao que a opinião pública estava esperando: uma pena que não excederia alguns meses em prisão.</div>
<p>O blog <em>Solidarité Maroc</em> <a href="http://solidmar.blogspot.com/2009/10/le-juge-qui-torture-sa-bonne-de-11-ans.html">comentou</a> um tanto sarcasticamente [fr]:</p>
<blockquote><p>Malgré les dénonciations concernant les deux époux, seule l&#39;épouse a été inculpée, alors que le juge a été innocenté. Encore une illustration de la justice, au Maroc.</p></blockquote>
<div class="translation">Apesar das acusações contra o casal, somente a esposa foi acusada, enquanto o juiz foi absolvido. Outra ilustração da justiça no Marrocos.</div>
<p>O blogueiro Moustapha Mouden do blog coletivo <em>SidiSlimane </em>[ar], a respeito de um programa da rede de televisão marroquina 2M sobre trabalho infantil, <a href="http://zide.maktoobblog.com/1619647/%D8%A7%D9%84%D8%AE%D8%A7%D8%AF%D9%85%D8%A7%D8%AA-%D9%81%D9%8A-%D8%A7%D9%84%D9%82%D9%86%D8%A7%D8%A9-%D8%A7%D9%84%D8%AB%D8%A7%D9%86%D9%8A%D8%A9/">fala sobre a questão</a>:</p>
<blockquote>
<div>يجب الآن الانتقال إلى المرحلة الثانية، وهي التحسيس ومواجهة الظاهرةومحاربتها في العمق<br />
أي أن المشكل في فقر الأسر التي تبعث بناتها للاشتغال..<br />
. لكن هناك كذلك مشكل الوعي بخطورة القضية، وبالتالي لا تكفي القوان</div>
</blockquote>
<div class="translation">Agora devemos nos mover para a segunda fase da campanha e para lidar com este problema (trabalho infantil) na sua origem. É o estado de privação que leva muitas famílias pobres a enviarem seus filhos ao trabalho. Mas há também a questão da sensibilização sobre este problema sério, que as leis se provaram insuficientes em seu tratamento.</div>
<p>O blogueiro também fala da questão da sensibilização, algo que as leis não podem mudar:</p>
<div>
<blockquote><p>يجب التركيز على مسألة الوعي، والتحسيس بمختلف عواقب تشغيل الفتيات… وهو ما يتطلب كذلك إعمال النصوص القانوينة الخاصة بالموضوع، وإشعار السلطات المعنية بضرورة القيام بواجبها، ومن ذلك اتفاقية حقوق الطفل التي صادق عليها المغرب، ومدونة الشغل التي تجرم تشغيل من هو/هي في أقل من 15 سنة، وكذلك قانون إجبارية تدريس الأطفال</p></blockquote>
<div class="translation">Devemos focar na questão da sensibilização e informação sobre os vários tipos de consequências deste fenômeno nas garotas&#8230; Isso também requer uma reforma da legislação, e fazer com que as autoridades o levem aos seus deveres no que tange a Convenção dos Direitos da Criança, ratificada pelo Marrocos, e ao Código de Trabalho, que criminaliza o trabalho infantil, que seria o trabalho imposto a crianças menores de 15 anos, além da lei em si, tornando a educação obrigatória para todas as crianças neste país.</div>
<p>Agradecimentos especiais ao <a href="http://globalvoicesonline.org/author/hisham/">Hisham</a> pela assistência na produção deste post.</div>
</div>
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		<title>Brasil: Inclusão sócio-digital por meio da Revolução das Lan Houses</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/29/brasil-inclusao-socio-digital-por-meio-da-revolucao-das-lan-houses/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/29/brasil-inclusao-socio-digital-por-meio-da-revolucao-das-lan-houses/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 13:57:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As mais pobres e mais excluídas populações do Brasil estão cada vez mais acessando a internet por meio de LAN - Local Area Networks. Mas será que a inclusão digital promovida pelas lan houses em todo o país afetam o desenvolvimento humano no país?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/09/28/brazil-socio-digital-inclusion-through-the-lan-house-revolution/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div>
<dl id="attachment_59160">
<dt><a href="http://www.flickr.com/photos/brunofernandes/198542622/"><img title="lan house in Brazil" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/198542622_ab105a61ab.jpg" alt="Bruno Fernandes, from Patos de Minas, Brazil. Photo available under a Creative Commons license." width="500" height="375" /></a> </dt>
<dd>Bruno Fernandes, de Patos de Minas, Brasil. Foto disponibilizada com uma licença da Creative Commons.</dd>
</dl>
</div>
<blockquote><p>Acredito que vocês devam está habituados em ver os pais  levarem e buscarem seus filhos em lan houses. Esta é uma locadora que  fica aqui na minha cidade, veja só a quantidade de bicicletas. Tinha  mais ainda do outro lado.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/brunofernandes/">Bruno Fer</a><a href="http://www.flickr.com/photos/brunofernandes/">nandes</a>, na legenda da foto acima</p></blockquote>
<p>A foto acima ilustra bem a &#8220;Revolução das Lan Houses&#8221; que acontece nesse exato momento no Brasil. Em todo o país, a maioria dos brasileiros hoje acessa a internet  por meio de Local Area Networks (LAN), uma tendência que no início era vista apenas nas vizinhanças mais abastadas do Brasil e que agora se transormou em fenômeno em comunidades mais carentes, onde computadores e conexão  banda larga são artigos fora do alcance da população. De acordo com Ronaldo Lemos, diretor do <a href="http://www.direitorio.fgv.br/cts/index.html">Centro de Tecnologia e Sociedade</a> da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV) no Rio de Janeiro,  &#8220;as lan-houses são locais de grande socialização, e têm ocupado um lugar importante nas favelas&#8221;. Seu artigo <a href="http://publius.cc/lan_houses_new_wave_digital_inclusion_brazil/091509">LAN Houses: A new wave of digital inclusion in Brazil</a> [Lan Houses: Uma nova onda de inclusão digital no Brasil, en] foi recentemente apresentado na <a href="http://cyber.law.harvard.edu/events/2009/09/idrc">Conferência da Universidade de Harvard</a><a href="http://cyber.law.harvard.edu/events/2009/09/idrc">: Comunicação e Desenvolvimento Humano</a> [en].</p>
<p><strong>Internet para todos?</strong></p>
<p>Há hoje no país mais de 90 mil lan houses, responsáveis por 50% dos  acessos à internet. Uma <a href="http://www.cetic.br/usuarios/tic/2008-total-brasil/rel-int-04.htm">pesquisa</a> publicada em 2008 pelo <a href="http://www.cgi.br/" target="_blank">Comitê Gestor da Internet no Brasil</a> (CGI.br) mostrou que 48% de todos os usuários que acessam a internet no Brasil o fazem em centros públicos de acesso pago, como lan houses. Quando se trata de pessoas das classes mais pobres, D e E, esse número salta para 79% -  um aumento de 60% em relação aos 48.08% de usuários em 2006.</p>
<p>Outra  <a href="http://info.abril.com.br/aberto/infonews/012009/20012009-41.shl">pesquisa</a> conduzida no início do ano pela TV Cultura em 27 lan houses espalhadas pela cidade de  São Paulo e contando com 376 entrevistas com usuários e propriétarios  revelou que cresce a presença de usuários das classes C e D. A amostra  indicou também que para 17% dos usuários, as lan houses são a única  forma de acesso à internet, a mesma proporção dos que têm acesso também  em casa (normalmente usuários que precisam acessar a internet quando  estão fora), 15% no trabalho e 12% na escola. Jogar videogames  é a atividade  principal para 42% dos entrevistados, mas uma proporção igual acessa  portais de cultura, notícia e entretenimento. Redes sociais,  especialmente o Orkut, e bate-papo online também são muito populares.  Além disso, as lan houses também são usadas para pesquisas diversas,  trabalhos escolares e busca de emprego.</p>
<p>Mas de que forma a inclusão digital promovida por lan houses em todo o país afeta o desenvolvimento humano no Brasil?</p>
<p><a href="http://blog-contexto-ufs.blogspot.com/2008/12/lan-house-uma-forma-de-melhorar-de-vida.html">Jeimy Remir</a>,  que entrevistou proprietários e usuários de lan houses, diz que elas melhoram a vida dos dois grupos, e têm mudado a cara  do país, principalmente nas áreas periféricas das grandes cidades.  De acordo com ele, a inclusão digital promovida pelas lan houses de fato afeta o desenvolvimento humano no Brasill:</p>
<blockquote><p>Fruto de criatividade e empreendedorismo, a construção  de uma lan house tem mudado a vida de seus proprietários. Geralmente  acopladas à casa de quem administra, as lan houses apresentam-se em  ambientes estilizados, muitas vezes estruturados nas garagens de  residências, com iluminação e decoração diferenciadas. [&#8230;] Outra  característica das lan houses é servir como espaços para encontro de  jovens, intencionados em fazer amizades, interagir e paquerar. Com as  ferramentas atuais da Comunicação, como msn, orkut e bate-papo, a  utilização desses espaços para semelhantes fins tem sido mais intensa e  confirma tais ambientes como um reflexo social. [&#8230;] Por isso, as lan  houses afirmam seu poder por servirem para a inclusão digital, dando  acesso à internet para pessoas de baixa renda, e confirmam com  singularidade suas inclinações: fonte de renda para quem administra e  ponto de encontro para jovens.</p></blockquote>
<div>
<dl id="attachment_59165">
<dt><a href="http://www.flickr.com/photos/yasodara/2098609789/"><img title="2098609789_4d1f88010a-1" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/2098609789_4d1f88010a-1.jpg" alt="Photo by &lt;a title=" /></a> </dt>
<dd>Foto de <a href="http://www.flickr.com/photos/yasodara/">Yasodara</a> disponibilizada com uma licença da Creative Commons.</dd>
</dl>
</div>
<blockquote><p>Lan house, até aqui?</p>
<p>Lan House em Pirenópolis. Fica em frente ao Banco do Brasil.</p>
<p>Ah, o pogresso.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/yasodara/">Yasodara</a>, na legenda da foto acima, tirada em 2007. <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Piren%C3%B3polis">Pirenópolis</a> é uma pequena cidade de Goiás com apenas pouco mais de 20 mil habitantes.</p></blockquote>
<p><strong>Lutando contra preconceitos  e encarando obstáculos </strong></p>
<p>No entanto,  apesar da inclusão social que promovem, as lan houses são  vítimas de preconceito no Brasil. Uma notícia publicada em um grande portal na  internet que chamou recentemente a atenção foi o chamado à polícia por  parte de um proprietário de uma lan house para prender um cliente que  havia levado um pacote de fotos pornográficas de crianças de 6 a 8 anos para  distribuí-las pela rede. Segundo usuários, a forma como a notícia foi  divulgada pela imprensa deu a entender que lan houses são pontos de  encontro para pedófilos:</p>
<blockquote><p>O título da notícia que está sendo veiculada na internet ,e que com quase toda a certeza será veiculada pelos jornais, é <strong><em>Suposto pedófilo é preso em lan house com fotos de crianças</em></strong>, como você podem ver neste <a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3645667-EI5030,00-Suposto+pedofilo+e+preso+em+lan+house+com+fotos+de+criancas.html">link do Terra</a> e neste outro de uma procura pelo tema no <a href="http://news.google.com.br/news?as_q=ped%C3%B3filo+lan+house&amp;svnum=10&amp;as_scoring=r&amp;um=1&amp;ned=pt-BR_br&amp;hl=pt-BR&amp;btnG=Pesquisa+Google&amp;as_epq=&amp;as_oq=&amp;as_eq=&amp;as_drrb=q&amp;as_qdr=&amp;as_mind=18&amp;as_minm=2&amp;as_maxd=20&amp;as_maxm=3&amp;as_nsrc=&amp;as_nloc=&amp;as_occt=any&amp;aq=f">Google News</a>. Quem fica com a fama, quem fica mal na foto é a Lan House. Antro de desmandos e desvirtuamento de caminho para adolescentes.</p>
<p>Não é este o <a href="http://batismodigital.blogspot.com/">quadro</a>.  As lan houses sofrem os mesmos riscos que qualquer outro setor da  economia enfrenta. Lans Houses, cybers cafés, telecentros e o que for,  têm um papel fudamental no processo de inclusão à infraestrutura da era  do conhecimento, da inclusão digital à inovação, como eles demonstram  nesta <a href="http://www.slideshare.net/rafaelmauricio/estatsticas-sobre-as-lan-houses-no-brasil#stats-bottom">apresentação</a> estatística do mercado brasileiro.</p></blockquote>
<p><a href="http://fiqueinteligente.com.br/o-preconceito-contra-lan-houses.html ">André Rubens</a> percebeu que esse preconceito é generalizado em todo o país ao  participar de uma reunião em dezembro passado com outros donos e  presidentes de associações de lan houses brasileiras. Segundo ele, foi  possível perceber que &#8220;parece que as pessoas acham que Lan House é algo  que prejudica a saúde e o bem estar do indivíduo&#8221;. Ele explica como  essa situação já foi pior, com o aumento rápido e considerável dessa  novidade no ramo dos negócios até então desconhecida:</p>
<blockquote><p>Tudo isso virou uma grande bomba, até que começaram a  aparecer novos dados que mostram que somos responsáveis pela inclusão  digital no país e que jogos eletrônicos fazem BEM SIM para a formação  da criança e do adolescente INCLUSIVE aqueles considerados violentos e  principalmente as pessoas que nos atacavam receberam seu contrata  ataque devido e hoje nos respeitam! Nossa briga continua, argumentando  com as autoridades, rebatendo comentários estúpidos e fazendo novos  projetos vamos conquistar simpatia da sociedade e seremos reconhecidos  com grande importância na inclusão sócio-digital.</p></blockquote>
<div>
<dl id="attachment_59181">
<dt><a href="http://www.flickr.com/photos/cassimano/3087298458/"><img title="3087298458_2cc6e1dfbe" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/3087298458_2cc6e1dfbe.jpg" alt="Av. Paulista - São Paulo - Brasil. Photo by cassimano used under a Creative Commons license." width="500" height="334" /></a> </dt>
<dd>Av. Paulista - São Paulo - Brasil. Foto de cassimano disponibilizada com uma licença da Creative Commons.</dd>
</dl>
</div>
<p><span style="font-size: small;">Essa  reunião, que teve como objetivo entender e ajudar a solucionar os  principais problemas enfrentados pelas lan houses no Brasil, contou com <a href="http://blog.mozilla.com/brasil/2009/02/02/projeto-lan-house-de-sua-opiniao/">o apoio do projeto Mozilla</a>, que disponibilizou um <a href="https://wiki.mozilla.org/Community:LanHouse">wiki</a> para documentar a discussão e motivar que o debate continue de forma colaborativa, aberto a todos: </span></p>
<blockquote><p>Diversas questões foram tratadas, tais como a questão da  informalidade, as propostas de regulamentação para o setor, os  principais problemas técnicos enfrentados, sugestões de customização do  Firefox e as restrições ao uso de jogos. (&#8230;) A primeira fase do  Projeto Lan House consistiu exatamente em identificar quais eram os  problemas enfrentados e mapear as opções de como ajudar. Agora,  gostaríamos de saber a sua opinião sobre o que a Mozilla pode fazer  para ajudar as lan houses a levar inclusão digital para o Brasil de  maneira mais abrangente e melhor.</p></blockquote>
<p><strong>Controle estatal e difícil regulamentação </strong></p>
<p>Em entrevista no blog de <a href="http://ceilasantos.blogspot.com/2008/05/os-desafios-das-lan-house-no-brasil.html">Ceila Santos</a>, o diretor da <a href="http://www.abcid.com.br/index.html">ABCID (Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital</a> Rafael Maurício da Costa conta como novas e mais severas regulamentações podem forçar muitas lan houses a fechar as portas:</p>
<blockquote><p>Associou-se intensamente que lan house equivale à evasão  escolar. E deduziu-se que para combater a evasão escolar, basta  combater as lan houses. Como conseqüência disto produziu-se uma série  de leis pelo País que dificultam de sobremaneira a instalação formal do  negócio. O que acontece é que há uma demanda vertiginosamente crescente  pelo acesso à tecnologia, e ela produz a oferta que vemos, dessa forma,  como não há amparo na atuação legal a informalidade é majoritária. O  interessante é que é justamente nessa informalidade que predominam  todas as más praticas que a legislação pretende combater e como  conseqüência infeliz o aumento do número de pessoas formais que  encontram cada vez mais “cláusulas de barreira” à operação legal.</p></blockquote>
<p>Já existe regulamentações bem rígidas para  lan houses, e essas variam de acordo com o estado na qual se localizam. Em São Paulo, por exemplo, cada lan house deve manter uma database dos nomes e endereços dos usuários. No Paraná, um projeto de lei propõe que  <a href="http://0001coisas.blogspot.com/2009/06/lei-exigira-que-lan-house-filme.html">todas as pessoas assessando  computadores a partir de uma lan house sejam filmadas</a> e que os proprietários mantenham todas as gravações por dois anos. No estado do Amazonas, usuários menores de idade precisam de uma autorização por escrito de seus responsáveis para acessar um computador de lan houses. Um projeto de lei considera a  <a href="http://portalamazonia.globo.com/pscript/noticias/noticias.php?idN=93127">solicitação de identidade para todos os usuários</a>. <a href="http://kazuya-kun.com/2009/01/sobre-as-leis-de-regulamentao-de-lan.html">Luiz Rodrigo Silva de Souza</a>, um blogueiro de 14 anos que às vezes frequenta lan houses, comenta sobre a ineficácia dessas leis - talvez por estarem longe da realidade:</p>
<blockquote><p>Já deve ser a décima lei que fazem tentando regulamentar lan houses. Regulamentar não, proibir permitindo. Já tentaram <a href="http://forum.vscyber.com/viewtopic.php?f=41&amp;t=15647&amp;view=previous">proibir lan houses num raio de 1 km de escolas</a>, <a href="http://portalamazonia.globo.com/noticias.php?idN=58344&amp;idLingua=1">proibir as crianças de usar os computadores por mais de três horas seguidas e competições com prêmio em dinheiro</a>, e funcionou? (&#8230;)</p></blockquote>
<blockquote><p>O ideal é a criança estar na escola, não na lan house,  mas tirá-las de lá não é somente criar uma lei, se fosse assim, por que  também não cria uma lei que proíba crise econômica, cigarro e miguxês?  Está mas do que claro que estas medidas não vão tirar as crianças da  exploração e prostituição infantil, o máximo que vão conseguir é falir  as lan houses. Manter uma lan house legalizada em Manaus é inviável com  os <a href="http://kazuya-kun.com/2008/10/maldita-excluso-digital.html">custos de uma conexão banda larga por aqui</a>,  e com essas leis querem responsabilizá-las por um problema cujos  principais culpados são os responsáveis e a própria sociedade.</p></blockquote>
<div>
<dl id="attachment_98395" style="width: 410px;">
<dt><a href="http://baratasblog.blogspot.com/2008/12/melhor-lan-house-do-muundo.html"><img title="lan_house_humor" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/09/lan_house_humor.jpg" alt="In this upcoming lan house, the spelling has been adapted to 'lan rause' to help with the pronunciation in Portuguese" width="400" height="255" /></a> </dt>
<dd>Nessa lan house a ser inaugurada, a redação foi adaptada &#8220;lan  rause&#8221; para ajudar a pronúncia em português. Foto: Barata Blog</dd>
</dl>
</div>
<blockquote><p>Como podemos perceber, essa super &#8220;lan rause&#8221; ainda está passando  por reformas em seu prédio para que seja possível abrigar adequadamente  a grande multidão ansiosa para acessar internet de <span style="font-weight: bold;">1 Giga</span>!! Um espanto!! E ainda dizem que o Brasil é um país atrasado&#8230;</p>
<p><a href="http://baratasblog.blogspot.com/2008/12/melhor-lan-house-do-muundo.html">Barata Blog</a>, na legenda da foto acima</p></blockquote>
<p><strong>Inclusão social por meio de inclusão digital</strong></p>
<p>Existem mais de  90 mil lan houses no Brasil, ao mesmo tempo que o país conta com apenas <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/09/23/harvard-forum-markets-mobiles-and-the-ability-to-make-culture/"> 2 mil cinemas e  2.600 livraria</a><a href="http://globalvoicesonline.org/2009/09/23/harvard-forum-markets-mobiles-and-the-ability-to-make-culture/">s</a> [en]. Será que elas podem vir a ser um lugar não apenas limitado aos videogames ou atualização do orkut, ou até <a href="http://publius.cc/lan_houses_new_wave_digital_inclusion_brazil/091509">cidadania e serviços a cidadãos online</a> [en]? A pedagoga Rita Guarezi diz que as Lan Houses já desempenham um <a href="http://imasters.uol.com.br/artigo/14286/elearning/lan_house_como_alternativa_de_inclusao_educacional/">papel crucial na difusão da Educação à Distância</a>:</p>
<blockquote><p>Espalhadas pelo Brasil inteiro, as lan houses ganham  expressão ainda mais relevante nas regiões mais carentes, norte e  nordeste, onde são registrados os maiores índices de evasão escolar do  país. [&#8230;] Dentro desta realidade de crescimento constante de usuários  da internet e das lan houses, a Educação à Distância pela Internet  (e-learning) vai se firmando como um instrumento de auxílio no combate  à evasão escolar entre jovens, oferecendo as mais variadas opções para  quem quer complementar seus estudos, reciclar e aprimorar  conhecimentos. [&#8230;] Por tudo isso, podemos visualizar a lan house como  um espaço também de estudo. Acreditamos que a EAD pela Internet no  Brasil está intimamente ligada ao futuro das lan houses e suas novas  nuances. E as perspectivas são extremamente promissoras.</p></blockquote>
<p>E podem também vir a ser um espaço para cultura. A escritora <a href="http://simonecampos.blogspot.com/2009/09/o-ismar-tirelli-fez-essa-entrevista.html">Simone Campos</a> tem um projeto: aproveitar a popularidade das Lan Houses para  tornar o Brasil um país de leitores. Um de seus futuros projetos é uma  ficção interativa, usando a linguagem do videogame, que é bem mais  familiar para novas gerações que do que a do livro, para fazer  literatura:</p>
<blockquote><p>A lan house é o novo rendez-vous. Eu simplesmente tenho  que aproveitar isso. Pretendo plantar um vírus que transforme a lan  house em biblioteca.</p></blockquote>
<p><a href="http://gilgiardelli.wordpress.com/2009/01/18/corujao/ ">Gil Giardelli</a> vislumbra uma revolução:</p>
<blockquote><p>Nas periferias das megalópoles, o cool são as sessões de  lan house corujão R$ 6,00 passa a noite lá e pela manhã tem um belo  café!</p>
<p>Os garotos se socializam, os pais ficam tranquilos, os educadores se  preocupam e os terapeutas certamente terao mais pacientes em um futuro  próximo!</p>
<p>50% dos conectados no Brasil, estão nas lan houses! Como será esta  revolucao? Garotos antenados? Garotos solitários? Garotos com a  educação diferenciada? Economia e educação coletiva elevada ao cubo? Um  nova humanidade?</p></blockquote>
<div id="attachment_98617"><a href="http://pralerblog.blogspot.com/2009/04/lan-house-como-ponto-de-encontro-ponto.html"><img title="05_iluca_lanhouse" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/09/05_iluca_lanhouse1.jpg" alt="'Lã Rause', in an even more Brazilian spelling. Photo from PraLer Blog." width="400" height="323" /></a></p>
<p>&#8220;Lã Rause&#8221;, escrito de uma forma ainda mais abrasileirada. Foto (ou montagem) do Blog PraLer.</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/29/brasil-inclusao-socio-digital-por-meio-da-revolucao-das-lan-houses/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>Japão: Preocupações sobre a propagação do HIV/AIDS</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/16/japao-preocupacoes-sobre-a-propagacao-do-hivaids/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/16/japao-preocupacoes-sobre-a-propagacao-do-hivaids/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 15:12:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[East Asia]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
		<category><![CDATA[Governança]]></category>
		<category><![CDATA[Japan]]></category>
		<category><![CDATA[Japanese]]></category>
		<category><![CDATA[Juventude]]></category>
		<category><![CDATA[LGBT]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=4377</guid>
		<description><![CDATA[Há algumas estatísticas alarmantes sobre a propagação do HIV/AIDS no Japão. Enquanto no resto do mundo desenvolvido os casos de infecção diminuem de acordo com a UNAIDS, o Japão parece ser o único país em que o número de soropositivos e indivíduos infectados com AIDS continua aumentando.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/scilla-alecci/">Scilla Alecci</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/09/13/japan-worries-about-spread-of-hiv-and-aids/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="attachment_4378" class="wp-caption alignright" style="width: 85px"><a href="http://www.flickr.com/photos/alephnaught/69058351/"><img class="size-full wp-image-4378" title="AIDS-75x75" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/09/AIDS-75x75.jpg" alt="Por alephnaught no Flickr." width="75" height="75" /></a><p class="wp-caption-text">Por alephnaught no Flickr.</p></div>
<p>Há algumas estatísticas alarmantes sobre a <a href="http://www.upi.com/Health_News/2009/02/19/Japan-HIV-AIDS-cases-reach-all-time-high/UPI-42541235062386/">propagação do HIV/AIDS</a> [en] no Japão. Enquanto no resto do mundo desenvolvido os casos de infecção diminuem de acordo com a <a href="http://www.unaids.org/en/default.asp">UNAIDS</a> [en], o Japão parece ser <a href="http://www.asahi.com/health/essay/TKY200903240366.html">o único país</a> [ja] em que o número de soropositivos e indivíduos infectados com AIDS continua aumentando.</p>
<p>De acordo com o AIDS Trend Committee [Comitê de Tendências sobre a AIDS], 2008 foi o ano com o maior número de casos registrados: 432 pessoas foram diagnosticadas com AIDS e 1113 como soropositivas. Até agora as <a href="http://api-net.jfap.or.jp/mhw/survey/mhw_survey.htm">estatísticas para 2009</a> [ja] não são tranquilizantes: para o mês de junho, 249 pessoas foram diagnosticadas soropositivas e 124 com AIDS.</p>
<p>Os pacientes são na maioria homens, homossexuais e com idade em torno de 20 e 30 anos. Dentre as causas, frequentemente é citada a falta de informação e a necessidade de campanhas para sensibilizar as pessoas sobre o problema, especialmente na comunidade gay.</p>
<p>Enquanto organizações como a <a href="http://www.wadsjapan.net/wadsinfo.php">WADS</a> [ja], <a href="http://www.jfap.or.jp/">JFAP</a> [ja], dentre outras, buscam ampliar a sensibilidade do público sobre a causa entre jovens e jovens adultos, as políticas governamentais não se provaram efetivas até o momento. Com as recentes eleições gerais e o novo governante do Partido Democrático, há esperança de que as políticas que envolvem questões sobre HIV/AIDS serão consideradas com mais seriedade, embora nenhum dos partidos tenha destinado atenção ao problema em seus manifestos. Um comentário anônimo no blog da <a href="http://www.asajp.jp/">AIDS &amp; Society Association</a> [jp] <a href="http://asajp.at.webry.info/200908/article_1.html">evidencia</a> este ponto:</p>
<blockquote><p>今回の総選挙の論戦からエイズ対策は消されてしまったんですね。ああ、そうですか、それが日本の政治の意思ですか、といっ たやりきれない印象です。世界中でエイズに関する国際会議が開かれ、日本政府も加わったさまざまな宣言や声明が発表されるたびに強調されてきた「政治の リーダーシップ」は、現在の日本国内ではこういう姿で表現されている。これでいいのでしょうか、いや、いいわけがない！　ということで、反語的怒りをふつ ふつと感じつつも、それをぐっと抑え、日本ＨＩＶ陽性者ネットワークＪａＮＰ＋、エイズ＆ソサエティ研究会議など国内のエイズ関連ＮＧＯのネットワーク４ 団体が各政党に対しエイズ政策に関する公開質問を行っています。</p></blockquote>
<div class="translation">
<div>As medidas contra a AIDS desapareceram do debate eleitoral. Hmm, então imagino que essa será a intenção do governo japonês? Em todos os lugares do mundo conferências internacionais sobre a AIDS acontecem, e o que é enfatizado é a necessidade de &#8220;liderança do governo&#8221;, mas, embora todos anúncios ou declarações oficiais pelo governo japonês seguiram essa linha, quando se trata de política interna, pouco é feito! Isso está certo? Não, é claro que não; e enquanto eu me faço perguntas retóricas e me revolto com tudo isso, fico calmo e posso dizer que as organizações japonesas para soropositivos Network JaNP+, AIDS&amp;Society Association e uma rede de mais quatro NPOs (organização sem fins lucrativos) que trabalham com a questão da AIDS no país questionaram oficialmente cada partido a respeito de suas políticas voltadas à AIDS.</div>
</div>
<blockquote><p>(追加)　各党からの回答はJaNP+の公式サイトに掲載されています。</p></blockquote>
<div class="translation">
<div>(Nota) As respostas de cada partido político foram <a href="http://www.janpplus.jp/project/advocacy/090818answer.pdf">publicadas</a> [ja, pdf] no site oficial da JaNP+.</div>
</div>
<p>Apesar da contradição em que se encontra o país com a segunda maior economia do mundo na repescagem da luta contra a AIDS, aqui, como em outras as partes do mundo, soropositivos e pessoas com AIDS aprenderam a expressar seus sentimentos, ansiedades, bem como os momentos tristes ou felizes de seu cotidiano, em diários online.</p>
<p><em>Ryuta</em>, por exemplo, começou seu blog algumas horas após ser informado que era HIV positivo, como uma forma de lutar contra a questão, ele diz. <a href="http://blog.livedoor.jp/gay_hiv_positive/archives/cat_35438.html">Neste post</a>, ele relembra o momento em que ele descobriu que estava infectado:</p>
<blockquote><p>先週の土曜日に、地元でHIV抗体検査を受けた。<br />
そして、今日、部屋に通された僕は、<br />
目の前に座っているDrから、HIV陽性の宣告を受けた。<br />
「いいですか、受付番号を一緒に確認してください。295657番、合ってますね」<br />
「はい、295657番で合ってます」<br />
「この紙を見てください。ここの数値がウイルスの数を表しています。通常1．0未満なのですが、あなたの場合、105.00になっています」<br />
「はい確かに」<br />
「これは検査の結果、陽性を意味します」<br />
その言葉を聞いて、紙を見直す。<br />
確かに、正常値＜1.0の文字と、その横の105.00の文字が見える。<br />
何度か、左右に目を走らせたが、確かにそうだ。<br />
印刷された数字は何度見ても変わらない。<br />
「・・・そうですか。わかりました」</p></blockquote>
<div class="translation">
<div>No último sábado eu fiz o teste de HIV em um local próximo de casa.<br />
Hoje, eu fui levado a uma sala, onde o médico parado em minha frente me disse que eu era HIV positivo.<br />
“Vamos checar seu número juntos, ok? 295657. É seu número, certo??”<br />
“Sim, 295657. Correto”<br />
“Veja aqui. Esse valor representa a quantidade de virus. Normalmente é abaixo de 1.0, mas em seu caso é 105.00”<br />
“Compreendo”<br />
“Esse é o resultado do teste. Significa que você é soropositivo.”<br />
Ao ouvir aquilo, eu chequei o papel mais uma vez.<br />
É verdade, pude ver o valor &lt;1.0 e, próximo a ele o número 105.00.<br />
Mesmo após olhar para o resultado várias vezes, da direita pra esquerda, da esquerda para direita, o número permanece o mesmo.<br />
Por mais que eu olhe para o número impresso, ele não muda.<br />
“É isso então&#8230; eu entendi.”</div>
</div>
<p>[…]</p>
<blockquote><p>「このあと、隣の部屋で担当看護師より今後の詳しい説明がありますが、医師の私に他に質問はありますか」<br />
「いいえ、大丈夫です」<br />
「それでは、これが紹介状です。今後かかる病院の医師にお渡しください」<br />
「ありがとうございました」<br />
「担当看護師を呼びますね」<br />
最初から最後まで顔色ひとつ変わらない医師。<br />
これがプロなんだな～と変なところでなんだか関心。</p></blockquote>
<div class="translation">
<div>“Agora, na sala ao lado, a enfermeira lhe explicará em detalhes o que você tem de fazer de agora em diante. Tem alguma pergunta para mim?”<br />
“Não, está bem”<br />
“Bem, essa é uma carta de introdução. Por favor apresente ao médico no hospital que cuidará de você futuramente”<br />
“Muito obrigado”<br />
“Chamarei a enfermeira então.”<br />
Um médico cuja expressão nunca mudava, do começo ao fim.<br />
Isso é o que chamamos de profissional&#8230; Não sei porque, mas essas tolices chamam minha atenção.</div>
</div>
<blockquote><p>ドアを開けて部屋に入ってきた看護師はやわらかい表情。<br />
「それでは、お荷物をもってこちらへどうぞ」<br />
明るい清潔そうな部屋、HIVに関するガイドブックや関連資料が机の隅に並んでいる。<br />
「それではこちらにおかけください」<br />
「はい。ありがとうございます。・・・あっ、ノートにメモをしながら聞いてもいいですか？」<br />
「勿論です」<br />
カバンからノートを取り出して机の上に置く。<br />
「なんだか用意がいいですね」と看護師。<br />
「まあ・・・」僕は曖昧な笑顔。</p></blockquote>
<div class="translation">
<div>Eu abri a porta e uma enfermeira estava à minha espera; uma expressão suave em seu rosto.<br />
“Traga sua mochila e entre por favor”<br />
Em uma sala visivelmente limpa e brilhante, guias sobre HIV e artigos relacionados estavam alinhados no canto da mesa.<br />
“Sente-se.”<br />
“Sim, obrigado&#8230; Posso anotar algumas coisas enquanto te escuto?”<br />
“Com certeza”<br />
Tirei um caderno de minha mochila e posicionei sobre a mesa.<br />
“Você parece preparado, hein?” disse a enfermeira.<br />
“Mais ou menos…” Eu respondi com um sorriso vago.</div>
</div>
<p>[…]</p>
<blockquote><p>その後は、その看護師さんに相談しながら、今後かかる病院の選択をした。僕は車を持っていないので、公共交通機関で通いや すいところを選んだ。これから一生、病院に通わなきゃいけないんだから、利便性は大事なこと。それから初診時の予約の仕方、向こうでの担当医師の名前など を伺う。<br />
そんな会話のなかで、看護師さんがポツリ。<br />
「何か予感はあったんですか」<br />
僕はちょっと考えて答える。<br />
「予感？・・・・んー、そうですね・・・・。予感はありました。あったと思います」<br />
外に出ると、雨が降り続いていた。</p></blockquote>
<div class="translation">Consultei a enfermeira e escolhi o hospital para futuramente.<br />
Já que não possuo carro, escolhi um lugar de fácil acesso por transporte público.<br />
Já que eu terei de ir para sempre, a conveniência é importante.<br />
Então eu perguntei a forma de se marcar um horário para o exame médico inicial, o nome do médico e algumas coisas mais.<br />
Enquanto conversávamos a enfermeira murmurou:<br />
“Você tinha algum pressentimento quanto a isso?”<br />
Eu respondi após uma pausa.<br />
“Pressentimento?…Mmm, sim… Eu tinha. Eu acho que tinha.”<br />
Quando fui embora, ainda estava chovendo.</div>
<p><em>Rana</em>, 26 anos, <a href="http://ameblo.jp/lanatom0130/archive1-200802.html">compartilha seus pensamentos</a> sobre sua decisão em informar ou não seus amigos e sua família a respeito de sua condição:</p>
<blockquote><p>ぁたしは家族に病気のことは伝ぇてません。<br />
可哀想過ぎて、言ぇなぃんです。<br />
本当に親不孝な娘だと思ぃます。<br />
でも、知らなぃ方がいぃことってぁると思ぅ。<br />
とは言っても、一人で抱ぇきれる病気ではなぃので、<br />
親しぃ友達には告知してるんです。<br />
それは支ぇて欲しぃのもぁるけど、<br />
友達に病気のことを身近に感じてほしぃのもぁります。<br />
HIVに感染するまで、友達とそんな話したことなかったから、<br />
みんながHIVにつぃて、どぅいぅ風に考ぇてぃるか、<br />
仲良ぃのに、全然知りませんでした。<br />
だから、伝ぇるのも怖かったです。<br />
拒否されてしまったら、どぅしょぅ。。。<br />
それでも友達でぃてくれるだろぅか。。。<br />
そればかり考ぇてしまったけど、<br />
ぁたしのこと拒否した友達は一人もぃませんでした。</p></blockquote>
<div class="translation">
<div>Eu não contei à minha família que estou doente.<br />
Eu tenho pena deles, por isso não posso contar.<br />
Eu realmente sou uma filha desobediente.<br />
E também acho que é melhor que eles não saibam.<br />
É claro que, já que essa não é uma doença que se pode suportar sozinho, eu contei para meus melhores amigos.<br />
Porque eu quero que eles me dêem suporte e porque quero que eles entendam o que é ser soropositivo.<br />
Até eu ter sido infectada eu nunca conversei com meus amigos sobre HIV.</div>
<div>Apesar de eles serem bons amigos eu não tinha ideia do que eles pensavam a respeito do HIV.<br />
É por isso que eu tinha medo de contar para eles.<br />
“O que eu faço se eles me rejeitarem?”<br />
“Eles serão meus amigos?”<br />
Eu não podia parar de pensar nisso mas nenhum deles me rejeitou na verdade.</div>
</div>
<blockquote><p>すごく嬉しかったです。<br />
自分の友達は本当の友達だって分かりました。<br />
ぁる意味、こぅいぅことで、<br />
それが本物かどぅか、確かめられるのかもね！<br />
初めてHIVの話題をしてみると、ぃろんな子がぃました。<br />
ちゃんとカップルで検査を受けに行ってた子、<br />
問題意識のなぃ子、<br />
検査を受けたぃけど、怖くて行けなぃ子…</p></blockquote>
<div class="translation">
<div>Foi incrível.<br />
Eu entendi então que meus amigos são verdadeiros amigos.<br />
De certo modo, quando essas coisas coisas acontecem você realmente descobre se a amizade é verdadeira ou não!<br />
Na primeira vez em que eu falei sobre HIV houve diferentes reações.<br />
Um de meus amigos já tinha feito o teste com sua parceira, outro não está ciente do problema, e outro queria fazer o teste, mas tinha medo&#8230;</div>
</div>
<blockquote><p>ぁたしが感染したことで、<br />
問題意識持ってくれるよぅになったと思ぅし、<br />
ょく体調を心配してくれます(o^ー^o)<br />
とはぃぇ、もちろん嫌なこともぁりました。<br />
ぁたしが感染してるのを知らなぃ人でしたが、<br />
HIVの話題が出て、<br />
『隣にぃるだけ移りそぅじゃん。』<br />
と、スゴィ嫌そぅな顔をして言ってきて、<br />
ぁたしは感染を知ったばかりだったといぅのもぁったけど、<br />
ショック過ぎて何も言ぇませんでした。。<br />
世の中にはまだまだそぅいぅ風に考ぇてる人が<br />
結構ぃるんでしょうね。<br />
そぅいぅ人達の意識改革ができたら<br />
まぢで本望ですね☆★</p></blockquote>
<div class="translation">
<div>Agora que eles sabem que sou soropositiva eles se preocupam mais com esse problema e com a minha saúde.<br />
Eu também tive experiências ruins.<br />
Havia um cara que não sabia que eu era soropositiva.<br />
Logo que o assunto  ‘HIV&#39; surgiu, com uma expressão de nojo ele disse: Até mesmo em tê-los próximos a mim eu me sentiria contaminado!&#8221;.<br />
Eu fiquei tão chocada que não consegui falar nem uma palavra.<br />
Provavelmente há muitas pessoas no planeta que pensam dessa forma.<br />
Minha maior esperança é que uma revolução de sensibilização aconteça com essa pessoas.</div>
</div>
<p>Provavelmente um dos primeiros blogs japoneses a manter um diário online sobre uma pessoa infectada com AIDS foi o <a href="http://s04.megalodon.jp/2007-1215-2235-36/nanimonai.cocolog-nifty.com/blog/"><em>blog da Eizu</em></a> [jp], uma prostituta de 23 anos de idade que, em 2006, pôde escrever somente alguns posts antes que sua condição piorasse. Uma de suas amigas continuou <a href="http://s01.megalodon.jp/2007-1215-2225-54/eizu777.exblog.jp/">atualizando</a> o diário para os leitores da Eizu até o final e tais palavras ainda permanecem presentes na web.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Marrocos: Trabalho Infantil em Foco</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/12/marrocos-trabalho-infantil-em-foco/</link>
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		<pubDate>Sat, 12 Sep 2009 19:38:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Criança]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
		<category><![CDATA[French]]></category>
		<category><![CDATA[Governança]]></category>
		<category><![CDATA[Juventude]]></category>
		<category><![CDATA[Lei]]></category>
		<category><![CDATA[Morocco]]></category>
		<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma jovem garota está sofrendo em um hospital, machucada e espancada. Enviada ao trabalho como empregada doméstica aos 10 anos, Zineb Chtet não conhecia outra vida além da que ela tinha, trabalhando para empregadores ricos que batiam nela e a negavam alimento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/jillian-york/">Jillian C. York</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/09/07/morocco-child-labor-under-the-spotlight/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single">
<div id="attachment_4310" class="wp-caption alignleft" style="width: 246px"><img class="size-full wp-image-4310 " title="zainab1" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/09/zainab1.jpg" alt="Zineb Chtit no hospital." width="236" height="160" /><p class="wp-caption-text">Zineb Chtit no hospital.</p></div>
<p>Uma jovem garota está sofrendo em um hospital, machucada e espancada. Enviada ao trabalho como empregada doméstica aos 10 anos, Zineb Chtet não conhecia outra vida além da que ela tinha, trabalhando para empregadores ricos que batiam nela e a negavam alimento. O blog <a href="http://cabalamuse.wordpress.com/"><em>A Moroccan About the World Around Him</em></a> [Um Marroquino sobre o Mundo à Sua Volta, en] descreveu as feridas da garota em um <a href="http://cabalamuse.wordpress.com/2009/09/01/zainab/">post recente</a> [en]:</p>
<blockquote><p>Zainab looked emaciated. Her body was bruised and bleeding from beatings. She was branded on her lips with a red-hot iron. She was burned with boiling oil on her chest and private areas. She was illiterate. She never experienced the joy of playing with friends. Her future was decided for her: trudge around the mill till the day she dies. And a few days ago, she almost did.</p></blockquote>
<div class="translation">Zainab parecia emagrecida. Seu corpo estava machucado e sangrando devido os espancamentos. Ela foi marcada em seus lábios com um ferro quente. Ela foi queimada com óleo fervendo no peitoral e regiões íntimas. Ela não foi alfabetizada. Ela nunca experimentou a alegria de brincar com amigos. Seu futuro já tinha sido decidido: arrastar-se em volta do moinho até o dia em que ela morresse. Alguns dias atrás, ela quase morreu.</div>
<p>Infelizmente, a história de Zineb está longe de ser única. O Marrocos tem 177 mil crianças abaixo de 15 anos de idade trabalhando, 66 mil dos quais trabalham como empregadas domésticas. E embora o Marrocos faça parte da Convenção das Nações Unidas para o Direito das Crianças, sua <a href="http://www.dol.gov/ilab/media/reports/iclp/sweat/morocco.htm">idade mínima de trabalho é 12 anos</a>, com poucas restrições impostas. Foram feitos vários relatórios sobre os maus-tratos de empregados domésticos, <a href="http://www.wafin.com/articles.phtml?arttype=cdg&amp;did=12">como este</a> feito pelo editor da <em>Tingis</em>, Anouar Majid. E, mesmo assim, impulsionadas pela pobreza, as famílias continuam a vender suas filhas a quem oferecer mais, para trabalhar como domésticas, por vezes ininterruptamente. A blogueira <a href="http://sarahalaoui.blogspot.com/"><em>Sarah Alaoui</em></a> [en] nos <a href="http://sarahalaoui.blogspot.com/2009/09/maid-in-morocco.html">conta a sit</a><a href="http://sarahalaoui.blogspot.com/2009/09/maid-in-morocco.html">uação</a> da maioria dessas jovens:</p>
<blockquote><p>These poverty-stricken, uneducated women come from villages on the outskirts of Moroccan cities and have no choice but to provide for their families and children by taking jobs as maids for the country’s most ostentatious citizens. The stigma of poverty they are branded with at birth is further emphasized by this symbolic occupation—maids are to be seen and not heard. They work behind-the-scenes—similar to the house elves in J.K. Rowling’s famous wizarding series.</p>
<p>There are many families in Morocco who attempt to provide a home and not just a workplace for their maids. My grandmother has always made sure her maids’ children received an education alongside her own children and grandchildren—during the time her mother worked in my grandmother’s house, Naima went to the same school as my cousin. Unfortunately, it is safe to say that most people in the country do not provide the same earnest care to their maids.</p></blockquote>
<div class="translation">As mulheres sem educação, atingidas pela pobreza vêm de vilas nas periferias das cidades marroquinas e não têm escolha a não ser sustentar suas famílias e crianças aceitando trabalhar como domésticas para os cidadãos mais abastados do país. O estigma de pobreza ao qual estão marcadas desde o nascimento é posteriormente enfatizado com essa ocupação simbólica - empregadas devem ser percebidas, não ouvidas. Elas trabalham nos bastidores - da mesma forma que os elfos caseiros da famosa série de J.K. Rowling.</p>
<p>Há muitas famílias no Marrocos que tentam fornecer um lar e não somente um lugar de trabalho para suas empregadas. Minha avó sempre quis ter certeza de que suas empregadas recebessem uma formação educacional do mesmo modo que seus filhos e netos - durante o tempo em que trabalhou na casa de minha avó, Naima ia a mesma escola que meu primo. Infelizmente, é seguro dizer que a maioria das pessoas no país não fornecem os mesmos cuidados diligentes para suas empregadas.</p></div>
<p>Um <a href="http://www.lavieeco.com/actualites/2340-l-epouse-impliquee-dans-l-agression-de-zineb-chtit-poursuivie-en-etat-d-arrestation.html">relatório</a> [fr] em <em>La Vie éco</em> afirma que tanto o marido quanto a mulher que empregaram Zineb serão acusados, mas como a blogueira <em>Reda Chraibi</em> sugere, mais mudanças devem ocorrer, e logo. Em <a href="http://www.redachraibi.com/article-35502838.html">um post detalhado</a> [fr], a blogueira oferece uma proposta para prevenir que famílias enviem suas jovens garotas ao trabalho. Em uma parte da proposta, ela diz:</p>
<blockquote><p><span style="font-size: 10pt;">Accorder des aides sociales aux familles les plus pauvres afin qu’elles ne soient pas contraintes de faire travailler les enfants au lieu des le envoyer à l’école. La scolarité pour cette catégorie de la société devrait être totalement gratuite tant pour l’enseignement que pour l’équipement scolaire. A ce propos, <a href="http://www.aujourdhui.ma/societe-details63537.html">l’opération de distribution de cartables</a> équipés est une bonne initiative qui devrait être étendue dans tout le Royaume.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Donner à l’Association « <a href="http://www.tanmia.ma/article.php3?id_article=6385">Touche pas à mon enfant</a> » (touche pas à mes enfants) ou à une institution publique le droit de recenser et de contrôler le travail des enfants servantes, le droit d’entrer dans les maisons pour discuter avec elles et vérifier si elles sont traitées dignement. Encourager leur éducation et leur alphabétisation. Ouvrir et faire connaitre un centre d’accueil pour les enfants servantes qui veulent fuir d’urgence le foyer dans lequel elles travaillent, afin que plus aucune Zineb Chtet n’èrre dans la rue dans le sang en demandant l’aide d’inconnus…</span></p></blockquote>
<div class="translation">
<div>Conceder ajuda social às famílias mais pobres para que elas não sejam forçadas a enviar seus filhos ao trabalho, e em vez disso enviá-las para a escola. As despesas para essa classe social deve ser completamente grátis, tanto para os materiais de ensino quanto os escolares. Nesse sentido, a <a href="http://www.aujourdhui.ma/societe-details63537.html">operação para distribuir mochilas escolares equipadas com materiais necessários</a> [fr] é uma boa iniciativa que deveria ser estendida por todo o Reino.</div>
<div>Doar à Associação &#8220;<em><a href="http://www.tanmia.ma/article.php3?id_article=6385">Touch pas à mon enfant</a></em>&#8221; [Não toque em meu filho, fr] ou à alguma instituição pública o direito de identificar e monitorar o trabalho de empregados infantis, o direito de entrar nos lares e ter discussões com tais crianças, verificando se estão sendo tratadas com dignidade. Encorajar sua educação e alfabetização. Abrir e divulgar um lugar de refúgio para crianças que trabalham como domésticas fugirem das condições urgentes de seus trabalhos, para que não existam mais outras Zineb Chtets vagando pelas ruas sangrando em busca da ajuda de estranhos&#8230;</div>
</div>
<div>O blogueiro em <em>A Moroccan About the World Around Him</em> conclui seu <a href="http://cabalamuse.wordpress.com/2009/09/01/zainab/">post</a> com uma citação:</div>
<blockquote><p>I am reminded of a speech Mr. Eliezer “Elie” Wiesel gave at the White House in 1999 “The political prisoner in his cell, the hungry children, the homeless refugees — not to respond to their plight, not to relieve their solitude by offering them a spark of hope is to exile them from human memory. And in denying their humanity, we betray our own.”</p></blockquote>
<div class="translation">Eu me recordei de um discurso do Sr. Eliezer &#8220;Elie&#8221; Wiesel na Casa Branca em 1999: &#8220;O prisioneiro político em sua cela, as crianças que passam fome, os refugiados desabrigados - não responder às suas situações, não aliviá-los da solidão ao oferecê-los uma centelha de esperança é o mesmo que exilá-los da memória humana. E ao negar sua humanidade, traímos a nossa.&#8221;</div>
</div>
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		<title>Azerbaijão: Mídia cidadã em defesa de ativistas detidos</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/07/21/3587/</link>
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		<pubDate>Tue, 21 Jul 2009 12:46:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Miguel Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Azerbaijan]]></category>
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		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porOnnik Krikorian  &#183; Traduzido por João Miguel Lima &#183;  Veja o post original 
Embora a maior parte da atividade possa ser encontrada no Facebook, onde usuários se mantem atualizados no caso do videoblogueiro Adnan Hajizade e do jovem ativista Emin Milli, presos semana passada e sentenciados à detenção por dois meses [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/onnik-krikorian/">Onnik Krikorian</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/joaomiguel/'>João Miguel Lima</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/07/13/azerbaijan-citizen-media-in-defense-of-detained-activists/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Embora a maior parte da atividade possa ser encontrada no <em>Facebook</em>, onde usuários se mantem atualizados no caso do videoblogueiro Adnan Hajizade e do jovem ativista Emin Milli, <a href="http://globalvoicesonline.org/found/?cof=FORID:9&amp;q=azerbaijan+adnan+emin&amp;btnG=Search+%C2%BB&amp;cx=000932313665553177304:dg67ra11mvs" target="_blank">presos semana passada e sentenciados à detenção por dois meses antes do julgamento</a>, menos atividade pode ser vista na grande mídia, mas a situação está mundando. Ainda assim, a mídia cidadã continua como principal fonte de inforamção.</p>
<p>Em um <a href="http://fatalin.blogspot.com/2009/07/welcome-to-world-kid.html" target="_blank">post pessoal emocionado</a>, <em>Fighting windmills? Take a pill.</em> se recorda dos amigos agora sentados numa prisão por conta de acusações que muitos consideram politicamente motivadas.</p>
<blockquote><p>I have a new desktop picture - Emin waving Azerbaijani flag in front of the UN building in New York. The flag of the country he has been working and living for, the one he dreams to be liberated of corruption and dishonest politicians, the one he came back from New York for, the one, he and Adnan will spend at least two months of their lives in jail for..</p>
<p>[…]</p>
<p>“Being a dissident is an honor” said one of my Georgian friends, when I told him the whole story. That&#39;s pretty much what Emin would say, I thought. And then, imagined what he would do if one of us would get detained.</p>
<p>[…]</p>
<p>They say “You can imprison my body, but not my soul”. Indeed, they can take away Emin and Adnan but the love we have for each other will never fade away, no matter what. The purest, unconditional, can&#39;t-buy-for-oil-money love, that makes my friends wait for me to become an aunt and make sure I get home safely, the one that made 50 people sing Azerbaijani anthem in front of the Sabail Court. The kind of love, that encourages people all around the world forget about the fear and fight for the freedom of our friends no matter what.</p>
<p>[…]</p>
<p>United we stand!</p></blockquote>
<div class="translation">Tenho uma nova imagem no desktop - Emin balançando a bandeira azerbaijana em frente ao prédio da ONU em Nova York. A bandeira do país para o qual ele trabalhava e vivia, o qual ele sonha ser liberado de corrupção e de políticos desonestos, o qual fez ele voltar de Nova York, o mesmo pelo qual ele e Adnan passarão pelo menos dois meses na cadeia..</p>
<p>[&#8230;]</p>
<p>&#8220;Ser um dissidente é uma honra&#8221;, disse um de meus amigos georgianos, quando eu lhe contei toda a história. E é bem o que Emin diria, eu pensei. Então, imaginei o que ele faria se um de nós fosse preso.</p>
<p>[&#8230;]</p>
<p>Dizem que &#8220;Você pode aprisionar meu corpo, mas não minha alma&#8221;. De fato, eles podem levar Emin e Adnan, mas o amor que temos por cada um nunca vai esvair, não importa o que for. O amor mais puro, incondicional, que não-se-compra-com-dinheiro-de-petróleo que faz meus amigos aguardarem que me torne tia e cuidem para que eu chegue em casa com segurança, é o mesmo amor que fez 50 pessoas cantarem o hino azerbaijano em frente à Corte Sabail. O tipo de amor que encoraja pessoas pelo mundo inteiro a esquecerem seus medos e lutarem pela liberdade de nossos amigos, não importa o que for.</p>
<p>[&#8230;]</p>
<p>Juntos nós estamos!</p></div>
<p>Humay, outra amiga de Hajizade, também postou uma mensagem pessoal em sua página do <em>Facebook,</em> para marcar o aniversário dele:</p>
<blockquote><p>Now pompous words would sound bitter, but it’s true that it was a privilege to know Adnan so closely. He is indeed of a rare kind. In a conformist land as ours is, Adnan lived according to his own truths, defining himself over and over again with frustrations at a time, but never afraid of challenging himself or others. […]</p>
<p>[…]</p>
<p>Adnan, ezizim, you are 26 today. You are celebrating this day behind the bars. Or my guess is you are not celebrating it. But we are celebrating. I am glad that you came into this world and into our lives. I am glad you showed me how much a person can do just by himself. I am glad you proved that one man with beliefs is worth of thousand with interests. I am glad that you dared to dream and took us on a journey too. Please keep on dreaming. I don’t want a requiem for a dream. And please come back. We miss you here.</p></blockquote>
<div class="translation">Agora palavras pomposas pareceriam amargas, mas é verdade que foi um privilégio conhecer Adnan tão intimamente. Ele é, de fato, de tipo raro. Numa terra conformista como a nossa, Adnan viveu de acordo com suas próprias verdades, definindo-se de novo e de novo - com frustrações às vezes, mas nunca com medo de desafiar a si mesmo ou aos outros. [&#8230;]</p>
<p>Adnan, ezizim, você tem 26 hoje. Você está comemorando este dia atrás das grades. Ou meu palpite é que você não está comemorando. Mas nós estamos. Sou feliz que você tenha vindo a este planeta e a nossas vidas. Sou feliz que você me mostrou o quanto que uma pessoa pode fazer sozinha. Sou feliz que você tenha me provado que um homem com princípios vale a milhares com interesses. Sou feliz que você tenha ousado sonhar e nos levado junto nessa jornada. Por favor continue sonhando. Não quero um réquiem para um sonho. E por favor retorne. Sentimos sua falta aqui.</p></div>
<p>Enquanto isso, <em>Media Helping Media</em>, uma organização sem fins lucrativos que dá suporte a jornalistas e ativistas em países como Azerbaijão, diz que blogs e Twitter <a href="http://www.mediahelpingmedia.org/content/view/444/1/" target="_blank">foram cruciais em divulgar sobre a prisão de Hajizade e Milli</a>, bem antes da mídia tradicional fazê-lo.</p>
<blockquote><p>It took the traditional news wires at least 24 hours to catch up with the coverage of the arrest of two youth movement leaders in Azerbaijan. By that time dozens of blogs had been updated and probably thousands of tweets sent. The news was everywhere; everywhere except on the mainstream media. When the news wires arrived they were reminders of yesterday&#39;s news. Probably not too late for the media that feeds off and reproduces the wires, but too late for those who want news as it happens.</p>
<p>[…]</p>
<p>That was all going on during Friday and Saturday. I couldn&#39;t find a word about the story on traditional mainstream media.</p>
<p>Almost 24 hours later the wires caught up. First AFP filed a piece ‘Bloggers held on hooliganism charges in Azerbaijan: rights group&#39; and then Reuters ‘Azeri blogger detained, oil major presses case&#39;.</p>
<p>Granted, Reuters added an interesting new angle; that BP, who employed one of the arrested men, was pushing for his release.</p>
<p>Both good pieces again re-tweeted and spread virally and quickly, but 24-hours behind.</p>
<p>Glad I didn&#39;t wait for the wires or traditional, mainstream media to catch up. If I had, 24 hours would have been lost and I would have been reading yesterday&#39;s news.</p></blockquote>
<div class="translation">Foram 24 horas para que os cabos da mídia tradicional se atualizassem com a cobertura da prisão de dois líderes do movimento juvenil no Azerbaijão. Nesse período, dúzias de blogs já tinham sido atualizados e provavelmente milhares de tweets enviados. A notícia estava por toda a parte; toda a parte exceto na grande mídia. Quando os cabos de notícias alcançaram, eram lembranças das notícias de ontem. Provavelmente não muito tarde para a mídia que se alimenta de cabos e os reproduz, mas muito tarde para aqueles que querem notícias em tempo real.</p>
<p>[&#8230;]</p>
<p>Isso estava acontecendo na sexta-feira e no sábado. Não encontrei sequer uma palavra sobre a história na grande mídia.</p>
<p>Quase 24 horas depois que os cabos acompanharam. Primeiro a AFP divulgou &#8216;Blogueiros presos em acusações de hooliganismo no Azerbaijão: grupo de direitos [humanos]&#39; e então a Reuters &#8216;Blogueiro azerbaijano preso, chefe de petrolífera puxou o caso&#39;.</p>
<p>Inteirada do que acontecia, Reuters somou um outro ângulo à notícia; que a BP, que empregava um dos homens presos, estava pressionando para a soltura.</p>
<p>Ambas matérias foram então re-tweeted e espalhadas rapidamente, mas com 24 horas de atraso.</p>
<p>Ainda bem que não esperei pelas notícias a cabo ou a grande mídia para acompanhar o caso. Se eu tivesse feito isso, 24 horas teriam sido perdidas e eu estaria lendo notícias de ontem.</p></div>
<p>A propósito, como hoje [13 de julho] é aniversário de Adnan Hajizade, os leitores da <em>Global Voices Online</em> podem deixar mensagens no <a href="http://ol-az.blogspot.com/" target="_blank">blog OL!</a> ou <a href="http://www.adnanemin.com/" target="_blank">nesta página</a> para apoiar os ativistas presos. Uma página do <em>Facebook</em> <a href="http://www.facebook.com/group.php?gid=121457666094" target="_blank">foi criada em apoio a Emin Milli e Adnan Hajizade</a>. Há também uma petição que pode ser assinada <a href="http://www.ipetitions.com/petition/DetainPerpetratorsNotVictims/index.html" target="_blank">aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>China: A campanha da CCTV contra Google.cn</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/07/07/china-a-campanha-da-cctv-contra-googlecn/</link>
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		<pubDate>Tue, 07 Jul 2009 21:00:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
				<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[Chinese]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 18 de junho, China Internet Illegal Information Reporting Centre (CIIRC) [Centro de Relatórios de Informação Ilegal na Internet da China] publicou um relatório na primeira página condenando o Google.cn por divulgar conteúdo obsceno. O relatório foi intitulado como “condenem fortemente o google por espalhar informação indecente e obscena”.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/oiwan/">Oiwan Lam</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/06/19/cctvs-propaganda-campaign-against-googlecn/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Em 18 de junho, <a href="http://net.china.cn/">China Internet Illegal Information Reporting Centre (CIIRC)</a> [Centro de Relatórios de Informação Ilegal na Internet da China] publicou um relatório na primeira página condenando o Google.cn por divulgar conteúdo obsceno.</p>
<p>O relatório, intitulado como &#8220;condenem fortemente o google por espalhar informação indecente e obscena&#8221;, diz:</p>
<blockquote><p>互联网违法和不良信息举报中心近日根据公众举报并经核查，“谷歌中国”网站(google.cn)大量传播淫秽色情和低俗信息，严重违反国家有关法律法规，违背社会公德，损害公众利益。</p></blockquote>
<div class="translation">Recentemente, o CIIRC recebeu e verificou a reclamação pública contra google.cn por espalhar informação obscena e vulgar em massa. Tal ato violou seriamente as regulamentações relevantes do governo. Ademais, é contra a moral e o interesse público da sociedade.</div>
<p>Fundado em 10 de junho de 2004, o (CIIRC) é patrocinado pela Sociedade da Internet da China e financiado pelo Ministério de Segurança Pública, e o Escritório de Informação do Conselho do Estado da república da China.</p>
<p>Muita rapidamente, o noticiário da noite da CCTV destacou a nota de condenação do CIIRC e exibiu a continuação da história em sua &#8220;entrevista em foco&#8221;. A atração principal do noticiário reuniu diversas opiniões públicas vindas de professores, pais, estudantes universitários e jovens especialistas contra o google.cn:</p>
<p>Parte Um<br />
<object width="480" height="400" data="http://player.youku.com/player.php/Type/Folder/Fid/3451552/Ob/1/Pt/1/sid/XOTk0NzQ0MDQ=/v.swf" type="application/x-shockwave-flash"><param name="align" value="middle" /><param name="src" value="http://player.youku.com/player.php/Type/Folder/Fid/3451552/Ob/1/Pt/1/sid/XOTk0NzQ0MDQ=/v.swf" /><param name="quality" value="high" /></object></p>
<p>Parte Dois<br />
<object width="480" height="400" data="http://player.youku.com/player.php/Type/Folder/Fid/3451552/Ob/1/Pt/2/sid/XOTk0NzQ2MzY=/v.swf" type="application/x-shockwave-flash"><param name="align" value="middle" /><param name="src" value="http://player.youku.com/player.php/Type/Folder/Fid/3451552/Ob/1/Pt/2/sid/XOTk0NzQ2MzY=/v.swf" /><param name="quality" value="high" /></object></p>
<p>Jason Ng de Kenengba <a href="http://www.kenengba.com/post/1173.html">trascreveu a entrevista do estudante universitário</a> na segunda parte da história principal para analisar as táticas de propaganda da CCTV:</p>
<blockquote><p>我觉得黄色、淫秽信息在网上的毒害特别大，特别是经过像Google的链接，那种毒害特别大。</p>
<p>就我一个同学吧，他以前就是青少年比较好奇这些东西，他就去点那些黄色网站什么的。然后就搞到那段时间心神不宁，然后后来国家打击黄色网站了，他就 没上，那段时间就好了。结果后来他又发现通过Google这些用户比较多的搜索引擎可以打开这些网址，然后又进入了这些黄色网站，Google里面的链接 特别多，然后就导致他又反复了。</p></blockquote>
<div class="translation">Minha opinião é que informações obscenas na Internet é algo extremamente venenoso, principalmente na informação veiculada pelo google.cn, o envenenamento poderia ser ainda mais forte. Por exemplo, tenho um colega de sala. Ele era como qualquer outro jovem: curioso e tal. Assim, visitou um sítio pornográfico e se perdeu nele. Mais tarde, o governo tirou os sítios pornográficos e ele não pôde mais visitá-lo. Ele então melhorou. Entretanto, ele descobriu que pela busca do Google.cn poderia abrir novamente esse tipo de sítios. Google.cn tem mais desse tipo de links. Desde então seu estado piorou novamente.</div>
<p><strong>Atualização (19 de junho, às 15h31)</strong>: <a href="http://twitter.com/wenyunchao/status/2233561902">as últimas informações</a> do twitter sugerem que o estudante o universitário Gao Ye fazia parte da equipe da CCTV. Em sua página do Xiaonei (versão chinesa do Facebook), ele conversou com um time de repórteres. Agora que foi identificado, ele começou a apagar sua conversas. Abaixo, uma tela de sua página antes de apagar os registros:</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-80827" title="gaoye" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/gaoye-216x300.jpg" alt="gaoye" width="216" height="300" /></p>
<p>Jason também destacou que a CCTV tentou promover o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Green_Dam_Youth_Escort">Green Dam</a> [en] depois de todas as críticas contra o programa. Aqui está a explicação:</p>
<blockquote><p>要打破各界的舆论质疑，最好的方法不是去封锁这些报道，而是制造另一种报道。…在短时间内如何营造出互联网确实是危险重重、低俗满布、未成年人成长艰难呢？编辑们绞尽脑汁，终于想到了搜索引擎。</p>
<p>因为只针对某一个或几个网站出现低俗内容，那是没有说服力的。搜索引擎就不同了，搜索引擎是互联网的入口之一，有了它，网民可以找到几乎任何信息。</p>
<p>但是，由于百度春晚的时候已经交了4000万的保护费，不能再拿百度开刀了，于是很自然地就想到了拿Google开刀</p></blockquote>
<div class="translation">Para combater as críticas, o melhor a se fazer é não bloquear todos os relatórios e informações, mas sim criar outro tipo de relatório… Como criar a sensação de que a Internet é cheia de perigos, obcenidade, em tão pouco tempo? Finalmente o editor decidiu ater-se aos buscadores da Internet. Se mirassem apenas em alguns poucos sítios, não seria convincente. Com os buscadores é diferente, é a porta de entrada para a Internet e os internautas podem conseguir o que quiserem por meio de um buscador.</p>
<p>Entretanto, Baidu já pagou uma taxa de proteção de 40 milhões (contrato de publicidade) para a CCTV, ela não pode mais se focar nele. Então o google.c tornou-se o alvo.</p></div>
<p>Outro blogueiro, lyngle, também destacou que a CCTV não é justa com google.cn e <a href="http://blog.sina.com.cn/s/blog_4fb6d5600100djra.html">ele comparou o resultado da busca por imagens do google.cn com o de baidu.com pesquisando por &#8220;mm&#8221; (garotas)</a>. Abaixo estão as telas do que encontrou:</p>
<p>Busca de imagens com &#8220;mm&#8221; no Google.cn<br />
<img class="aligncenter size-medium wp-image-80800" title="googlemm" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/googlemm-300x171.jpg" alt="googlemm" width="300" height="171" /></p>
<p>Busca de imagens com &#8220;mm&#8221; no Baidu.com<br />
<img class="aligncenter size-medium wp-image-80801" title="baidumm" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/baidumm-300x172.jpg" alt="baidumm" width="300" height="172" /></p>
<p>No twitter, há alguns tweets dizendo que a o departamento de propaganda ordenou os grandes portais da internet a colocarem notícias na primeira-página. Há também especulação de que anti-vulgaridade seja apenas um tipo de censura:</p>
<blockquote><p><a href="https://twitter.com/huyong/status/2232503962">huyong</a> CCTV fuck Google 再次证明，反低俗是手段，搞审查是目的。</p></blockquote>
<div class="translation">A foda da CCTV no Google indicou que anti-vulgaridade é apenas um tipo de censura no final das contas.</div>
<blockquote><p><a href="https://twitter.com/wenyunchao/status/2232086046">wenyunchao</a> 这轮批判谷歌最直接的目的看来是当局不想让谷歌推出可用SSL方式访问的Search服务。</p></blockquote>
<div class="translation">Provavelmente o governo não quer ver o google.cn fora do ar</div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Vá para a fazenda, rapaz! - Como a agricultura está mudando no Japão</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/06/10/va-para-a-fazenda-rapaz-como-a-agricultura-esta-mudando-no-japao/</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 03:34:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[East Asia]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
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		<description><![CDATA[Para um país com uma identificação forte de ser historicamente formado por um povo proveniente da agricultura, o cenário para o setor agricultor do Japão está apagado, e já está assim faz algum tempo. Para resumir, a força de trabalho envelhece rapidamente e quase não há sucessores suficientes. Nesta situação o artigo apresenta como o caminho do campo se transformou em uma rota de oportunidades.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/tomomi-sasaki/">Tomomi Sasaki</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/05/31/japan-go-farm-young-man-how-farming-in-japan-is-changing/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>Para um país com uma identificação forte de ser historicamente formado por um povo proveniente da agricultura, o cenário para o setor agricultor do Japão está apagado, e já está assim faz algum tempo. Para resumir, a força de trabalho envelhece rapidamente e quase não há sucessores suficientes. O preço do arroz caiu e a reforma estrutural é improvável, por causa da organização todo-poderosa cooperativa <a href="http://www.jpri.org/publications/workingpapers/wp41.html">Nokyo</a> (農協) e <a href="http://www.nytimes.com/2009/03/29/world/asia/29japan.html?_r=1&amp;pagewanted=1"> de qualquer partido político que esteja no poder</a>. A Fundação Tokyo oferece estatísticas em um relatório preocupante, mas apropriadamente intitulado &#8216;<a href="http://www.tokyofoundation.org/en/articles/2008/the-perilous-decline-of-japanese-agriculture-1">O Declínio Perigoso da Agricultura Japonesa</a>&#8216; [The Perilous Decline of Japanese Agriculture,en]. Ele começa, claro, com a estatística <em>nogyo</em> (農業 / agricultura) preferida de todos - &#8216;O índice de auto-suficiência de alimentos japoneses caiu abaixo de 40%&#39;.</p>
<p>Entretanto, as circunstâncias que envolvem a agricultura estão mudando. A vida no campo está dando uma virada para melhor ou pior, como descrito por Scilla Alecci em &#8216;<a href="http://globalvoicesonline.org/2009/02/22/japan-agriculture-the-latest-trend-among-celebrities/">Japão: Agricultura, a última tendência entre celebridades</a>&#8216; [en]. A continuação, esta publicação, destaca alguns aspectos dessa mudança na tentativa de explorar seu objetivo.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/megabn/150334885/"><img title="Apresentando-se ao dever, pelo usuário megabn do flickr" src="http://farm1.static.flickr.com/45/150334885_9988245e7a.jpg" alt="Apresentando-se ao dever, pelo usuário megabn do flickr" width="400" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">Apresentando-se ao dever, pelo usuário megabn do flickr</p>
</div>
<p><strong>A Agricultura e a Higiene dos Alimentos</strong></p>
<p>A preocupação crescente com a higiene dos alimentos é um dos fatores que contribuíram para esta mudança no jeito de pensar. O blog &#8216;What Japan Thinks&#39; [O que pensa o Japão, en] relatou no ano passado que &#8216;<a href="http://whatjapanthinks.com/2008/02/16/food-safety-worries-five-in-six-japanese/">a higiene dos alimentos preocupa cinco em seis japoneses</a>&#8216;:</p>
<blockquote><p>Q2: Which of the following do you strive to do regarding your eating habits ? (Sample size=1,089, multiple answer)</p>
<ul>
<li>Buy Japanese products as much as possible	69%</li>
<li>Pay attention to the date of manufacture, use-by date, best before date, etc	66%</li>
<li>Buy products with as few additives as possible	51%</li>
<li>Limit use of prepared foods	25%</li>
<li>Limit eating out	16%</li>
<li>Other	3%</li>
<li>Nothing in particular	6%</li>
</ul>
</blockquote>
<div class="translation">Q2: Quais das seguintes você busca fazer, considerando seus hábitos alimentares? (Tamanho da amostragem=1,089, múltiplas respostas)</p>
<ul>
<li>Comprar produtos japoneses sempre que possível	69%</li>
<li>Prestar atenção na data de manufatura, prazo de validade, etc.	66%</li>
<li>Comprar produtos com a menor quantidade possível de aditivos possível	51%</li>
<li>Limitar o uso de enlatados 	25%</li>
<li>Limitar comer fora	16%</li>
<li>Outros	3%</li>
<li>Nada em particular   	6%</li>
</ul>
</div>
<p>Muitos consumidores não ligam em pagar a mais para assegurar-se que sua comida seja &#39;segura&#39;, especialmente após o incidente de 2008, quando <a href="http://www.guardian.co.uk/world/2008/jan/31/japan.china">dúzias [de pessoas] foram envenenadas por bolinhos [dumplings, en] congelados importados da China</a> [en]. Dando exemplos típicos, Tamagomama <a href="http://tamagomama.blogzine.jp/goikenban/2008/10/post_05fd.html">lista alguns lembretes</a> em um blog publicando avisos às gestantes:</p>
<blockquote><p>多少高くても「安全でいい食品」を買いましょうね。<br />
できれば「生産者」の顔が見えるモノにしてください。<br />
輸入品は避けましょう。<br />
中国に限らずアメリカなどの食品も。<br />
国産で皆さんの近くでとれたモノがいいです。<br />
生産者の顔がわかるものがベストです。<br />
家族の命をまもるためにも、他人が守ってくれるのではなく、我が身と家族は自分で守りましょう。</p></blockquote>
<div class="translation">Mesmo se custar um pouco mais, por favor, compre comida &#8216;boa, segura&#39;. Se possível, deveriam ser alimentos cuja procedência pudesse ser informada. Mantenha-se longe dos importados, não apenas dos chineses, mas também da comida americana. Tente escolher alimentos que são produzidos nas proximidades ou no Japão. É melhor se puder dizer quem o produziu. Você é a responsável por proteger as vidas de sua família - não conte com os outros para fazê-lo por você.</div>
<p><strong>A Agricultura e o Desemprego</strong></p>
<p>Com a economia em declínio abrupto, o governo busca conectar a alta de vagas de emprego na agricultura como uma resposta ao crescente desemprego, principalmente para <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/01/12/japan-hakenmura-the-temp-workers-village/">trabalhadores temporários que tiveram seus contratos cancelados</a> [en].</p>
<p>Nina Fallenbaum relatou <a href="http://civileats.com/2009/04/24/finding-a-model-in-japans-young-farmer-corps/">sobre sua participação no piloto de um programa em experiência na agricultura</a> [en]:</p>
<blockquote><p>Here’s the very simple idea: send 18 to 40-year-old city slickers to rural communities for a free five-day trip to learn farming, meet local people, and perhaps be tempted to adopt that way of life for themselves. Administrated by an environmental nonprofit group, a grant from the Japanese Ministry of Agriculture paid our food, bullet train fare, lodging — everything (and I’m not even a citizen!). Seems extravagant, but compared to the amount of money spent on recent bank bailouts it’s a very cheap form of stimulus — and benefits rural areas, young people, and the agricultural sector simultaneously.</p></blockquote>
<div class="translation">Aqui a idéia é bem simples: enviar pessoas urbanas entre 18 e 40 anos de idade para as comunidades rurais para uma viagem de cinco dias para aprendizado rural, conhecer pessoas locais, e talvez ficarem tentados a adotar esse estilo de vida para eles próprios. Administrado por um grupo ambiental sem lucros, um subsídio pago do Ministério da Agricultura Japonês para alimentação, tarifa do trem-bala, acomodação — tudo (e eu nem mesmo sou cidadão!). Parece extravagante, mas comparado à quantidade de dinheiro gasto nos recentes resgates financeiros a bancos, é uma forma de estímulo muito barata - e traz benefícios às áreas rurais, pessoas aos jovens, e simultaneamente ao setor agricultor.</div>
<p><strong>A Agricultura e a Internet</strong></p>
<p>Aqui estão alguns casos de pessoas aproveitando o poder da Internet.</p>
<p>Yasai8313, que cultiva vegetais raros, usa a Internet para<br />
<a href="http://yasai8313.blog55.fc2.com/blog-entry-1132.html">manter canais de vendas</a> [ja]. O fazendeiro de tomates Shinichi Soga teve sucesso conectando a popularidade de seu blog diretamente com as vendas, como coberto pelo Japan Times em &#8216;<a href="http://search.japantimes.co.jp/cgi-bin/nn20090521f2.html">Jovens fazendeiros blogando para o sucesso</a>‘ [en]. Seebit, uma empresa que produz vídeos para a rede, mantém um <a href="http://www.seebit.tv/nanohana/index.html">website que vende arroz</a> [en]. Eles oferecem imagens por uma webcam no site para que as pessoas possam ver como o arroz está crescendo. Há uma rede social para todas as pessoas ligadas à <em>nogyo</em>, <a href="http://www.boku-nou.jp/">Boku-nou (Nossa Agricultura)</a> [ja], que também possibilita as pessoas comprarem e venderem equipamento para agricultura.</p>
<p>O aprendizado online também está disponível. <a href="http://blog.goo.ne.jp/toshihide_muraoka/e/2b8359df72390707e06ac3609fd43313">Toshihide Muraoka</a> apresenta um exemplo em seu blog:</p>
<blockquote><p>秋田県農業研修センターが運営する「インターネットアグリスクール」が人気を集めています。インターネットを利用して、農 業のやり方や秋田県の自然の知識を学ぶことができます。２００１年に開始して以降、東京、愛知、長崎など全国から約２００人が受講し、毎年、定員（３０ 人）はほぼ満員状態。スクールを通じて農業の魅力に引かれ、これまでに９人の受講生が県内で農業を始めています。</p></blockquote>
<div class="translation">‘Escola de Agricultura da Internet&#39;, dirigida pelo Centro de Treinamento da Prefeitura de Agricultura de Akita, está ganhando popularidade. Os estudantes podem aprender sobre agricultura e descobrir sobre a natureza da Prefeitura de Akita pela Internet. Desde sua implantação, em 2001, cerca de 200 pessoas de todo o Japão, incluindo Tóquio, Aichi e Nagasaki, estudaram na escola. A cada ano, a capacidade (30 estudantes) fica quase sempre cheia. Nove estudantes, atraídos pelo apelo da agricultura pela escola, começaram a trabalhar na área na Prefeitura de Akita.</div>
<p><strong>A Agricultura e as Outras Indústrias</strong></p>
<p>Empresas e organizações em indústrias sem vínculo com a fazenda estão repensando suas relações com a agricultura. Em um exemplo, <a href="http://blog.goo.ne.jp/happy-kernel-0297/e/eb9cca48e9e6c6070988038a2913ddf6">o feirante e blogueiro happy-kernel</a> comentou no noticiário que a <a href="http://www.kakegawa-taikyo.com/">Associoação de Esportes Amadores da Cidade de Kakegawa</a> na Prefeitura de Shizuoka está começando com negócios em uma fazenda destinada para agricultura.</p>
<blockquote><p>野菜嫌いな子どもたちに、野菜作りを手伝わせることで野菜嫌いがなくなったり、観察力が高まるという指摘もあるように、中年以降、お腹周りが気になり始めた運動不足の肉好きの人たちにとっては、運動を兼ねた野菜中心食へ転換できるきっかけとなるかも知れないのだ。<br />
とすれば、体育協会がこのような試みをすることにも、意味があるだろう。<br />
何よりも参加者にとっては｢新鮮・安心・安全な野菜｣と｢運動＋健康｣が手に入るのだ。<br />
今後このようなアプローチの｢健康作り｣が、注目されていくのかも知れない。</p></blockquote>
<div class="translation">Do mesmo modo que cultivar vegetais pode ajudar as crianças a superar sua aversão por verduras e legumes e elevar a habilidade de observação, cultivar vegetais também pode motivar adultos de meia idade amantes de carne que não se exercitam muito a mudar seus estilos de vida e incluir exercícios e vegetais! Com esta lógica, faz sentido a Associação dar uma chance [ao projeto]. Pois, apesar de tudo, os participantes (da fazenda agricultora) recebem &#8216;vegetais frescos e seguros&#39; assim como &#8216;exercício e saúde&#39;. Talvez esta abordagem de criar um estilo de vida saudável ganhará mais importância no futuro.</div>
<p><strong>Concluindo</strong></p>
<p>A maioria das fazendas japonesas são pequenas e familiares, e a imagem do <em>ojiichan</em> e da <em>obaachan</em> (avô e avó) arando a terra dia após dia, em um cenário típico de folclore japonês, não está tão longe da realidade presente. O que acontecerá a seguir? Para onde essas tendências irão, ainda estamos para ver, mas é tudo parte de uma grande onda em desenvolvimento.</div>
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		<title>Índia: Perspectivas sobre Crescer na Índia</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/05/29/india-perspectivas-sobre-crescer-na-india/</link>
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		<pubDate>Fri, 29 May 2009 00:06:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte & Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Graças ao programa Adobe Youth Voices ("Vozes Jovens da Adobe"), pessoas jovens de diferentes partes do mundo estão tendo a oportunidade de experimentar com equipamentos audivisuais e contar suas próprias histórias de sua própria perspectiva. Este é o caso da Índia, onde jovens de muitas escolas e subúrbios estão fazendo seus vídeos para mostrar o mundo que os cerca, e suas preocupações e condições de vida.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juliana-rincon-parra/">Juliana Rincón Parra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/05/28/india-perspectives-on-growing-up-in-india/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><a href="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/05/ayv.jpg"><img title="Logo do Adobe Youth Voices" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/05/ayv.jpg" alt="Logo do Adobe Youth Voices" width="200" /></a><p class="wp-caption-text">Logo do Adobe Youth Voices</p></div>
<p>Graças ao programa <a href="http://www.adobe.com/cfusion/ayv/index.cfm">Adobe Youth Voices</a> (&#8221;Vozes Jovens da Adobe&#8221;) [en], pessoas jovens de diferentes partes do mundo estão tendo a oportunidade de experimentar com equipamentos audivisuais e contar suas próprias histórias de sua própria perspectiva. Este é o caso da Índia, onde jovens de muitas escolas e subúrbios <a href="http://www.adobe.com/cfusion/ayv/index.cfm?c=42">estão fazendo vídeos</a> [en] para mostrar o mundo que os cerca, e suas preocupações e condições de vida. Primeiro, um <a href="http://www.youtube.com/watch?v=PhGB2zt_Vrw">vídeo</a> [hi] mostrando a diferença do tratamento dado a garotos e garotas na Índia, e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=PjyAdmpoEB0">outro vídeo</a> [hi] mostrando as dificuldades enfrentadas por uma garota quando ela tem que fazer os serviços de casa e não tem tempo para fazer os deveres de casa da escola, e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=6N6sItm3CYY">o caso</a> [hi] de um garoto punido pelos pais por reprovar em um curso, e que então começa a fumar por conta da pressão de sua família.</p>
<p>Este primeiro vídeo, <em>Freedom</em> (&#8221;Liberdade&#8221;), é descrito por Meera Sinha em seu blogue <a href="http://meerasinha.wordpress.com/2009/05/11/student-film/"><em>A Year in India</em></a> (&#8221;Um Ano na Índia&#8221;) [en]:</p>
<blockquote><p>An interesting side note: Freedom was spearheaded by 17-year-old Mubeen, whom I’ve previously written about <a href="http://meerasinha.wordpress.com/2009/04/06/portraits-of-bangalore/">here</a> (and who is the film’s leading lady). Toward the end of the video, you’ll notice an older woman being interviewed about why she loves her son more than her daughter. Keep in mind that the interviewer in that interaction is Mubeen; the interviewee, her mother.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Uma interessante nota: [O vídeo] Freedom foi produzido por Mubeen, de 17 anos, sobre quem eu já escrevi <a href="http://meerasinha.wordpress.com/2009/04/06/portraits-of-bangalore/">aqui</a> [en] (e que é a protagonista do filme). Próximo ao final do vídeo, você verá uma mulher mais velha sendo entrevistada e respondendo por quê ama mais a seu filho do que a sua filha. Preste atenção no fato de que nesta entrevista, a entrevistadora é Mubeen, e a entrevistada é a sua mãe.&#8221;</div>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/PhGB2zt_Vrw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/PhGB2zt_Vrw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Se o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=PhGB2zt_Vrw">vídeo anterior</a> [hi] nos deu impressões sobre a vida de uma garota que teve que se dividir entre os trabalhos domésticos e os trabalhos de escola, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=PjyAdmpoEB0">este outro vídeo</a> [hi], da Escola Védica Kanya em Delhi, mostra as perspectivas acadêmicas da vida de garotas que tem responsabilidades dobradas, e sobre como a falta de tempo para fazer seus deveres de casa pode afetar seus desempenhos:</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/PjyAdmpoEB0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/PjyAdmpoEB0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>E <a href="http://www.youtube.com/watch?v=6N6sItm3CYY">neste último vídeo</a> [hi], da Escola Pública Noida em Delhi nos traz a perspectiva de um garoto crescendo na Índia, lançando luz sobre como o tabagismo na adolescência pode ser causado por problemas em casa e pressão familiar.</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/6N6sItm3CYY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/6N6sItm3CYY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Você pode assistir muitos outros vídeos feitos por jovens no site do <a href="http://www.adobe.com/cfusion/ayv/index.cfm">Adobe Youth Voices</a> [en], onde você pode fazer buscas por locais específicos e aprender muito sobre a vida na Índia, mas também sobre os jovens do Senegal e da África do Sul, assim como nos Estados Unidos da América, Canadá e Inglaterra.</p>
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		<title>Azerbaijão: Blogueiros e autor do Global Voices Online presos em Baku</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/05/10/azerbaijao-blogueiros-e-autor-do-global-voices-online-presos-em-baku/</link>
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		<pubDate>Sun, 10 May 2009 12:46:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porOnnik Krikorian  &#183; Traduzido por Paula Góes &#183;  Veja o post original 
Há relatos de que o blogueiro do Frontline Club e autor do Global Voices Online Ali S. Novruzov foi preso em Baku no momento em que jovens preparavam um protesto na capital do Azerbaijão. Uma fonte de confiança postou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/onnik-krikorian/">Onnik Krikorian</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/05/10/azerbaijan-bloggers-global-voices-online-author-reportedly-detained/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Há relatos de que o blogueiro do <em>Frontline Club</em> e autor do <em>Global Voices Online</em> <a href="http://globalvoicesonline.org/author/ali-s-novruzov/">Ali S. Novruzov</a> foi <a href="http://twitter.com/bartlemot/statuses/1753499257">preso em Baku</a> no momento em que jovens preparavam um protesto na capital do Azerbaijão. Uma fonte de confiança <a href="http://twitter.com/bartlemot/statuses/1753489670">postou no Twitter que pelo menos mais outro blogueiro foi preso, junto com o diretor do Instituto Nacional Democrático do Azerbaijão</a>, embora eles <a href="http://twitter.com/bartlemot/statuses/1753754299">estivessem apenas andando nas ruas</a>. Mais notícias podem ser vistas na <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/05/10/azerbaijan-bloggers-global-voices-online-author-reportedly-detained/#comments">seção de comentários</a> do post original no site principal do Global Voices.</p>
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		<title>Egito: Revelados planos para filme denunciando assédio sexual</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/30/egito-revelados-planos-para-filme-denunciando-assedio-sexual/</link>
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		<pubDate>Thu, 30 Apr 2009 15:46:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois do sucesso do Dia Sem Assédio Sexual no Egito, a blogueira egípcia Asser Yasser convidou as leitoras a compartilharem o que pensam sobre o assunto. Mulheres e jovens serão filmadas durante o seu dia a dia, para que as diferentes formas de assédio ao qual são submetidas sejam registradas. Marwa Rakha traz mais informações.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/marwa-rakha/">Marwa Rakha</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/04/29/egypt-sexual-harassment-unveiled/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>Depois do sucesso do <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/04/13/egypt-april-18-declared-anti-harassment-day/">Dia Sem Assédio Sexual no Egito</a> [en], a blogueira <span id="FSGcaller1" style="width: 100%;"><span class="FSG_texto">egípcia </span></span><em><a href="http://amyasser.blogspot.com/">Asser Yasser</a></em> convidou as leitoras a compartilharem o que pensam sobre o assunto.</p>
<p><em>Asser </em><a href="http://amyasser.blogspot.com/2009/04/blog-post_26.html">escreveu</a>:</p>
<blockquote>
<div class="arabic">بنعمل فيلم تسجيلى إستقصائى بالجهود الذاتية يهدف لرصد ظاهرة التحرشات فى الشارع المصرى</p>
<p>الفيلم لا يتبع أى جهة رسمية أو قناة فضائية أو محلية ولا أى مركز ابحاث</p>
<p>*******</p>
<p>طبيعة الفيلم تقوم على متابعة عدد من الفتيات والسيدات على الطبيعة أثناء سيرهم فى الشارع بالكاميرا</p>
<p>لمدة 5 دقائق .. وتصوير المضايقات التى يمكن أن يتعرضن أثناء سيرهن فى الشارع على الطبيعة</p>
<p>ثم يتم حصر عدد المضايقات بالنسبة لعدد الفتيات أو السيدات محل الدراسة</p>
<p>*******</p>
<p>مطلوب متطوعات لتصوير الفيلم</p>
<p>*******</p></div>
</blockquote>
<div class="translation">Estamos trabalhando no momento  em um documentário independente para monitorar e gravar casos de assédio sexual nas ruas do Egito. O documentário não é parte de nenhuma entidade social, local ou canal de TV, nem de nenhuma entidade de pesquisa.</p>
<p>O documento  terá como base o acompanhamento de um número de mulheres enquanto elas andam nas ruas. Nosso objetivo é filmar as formas de assédio as quais elas estão expostas quando saem. Mais tarde, essas formas de assédio serão categorizadas e estudadas de maneira independente.</p>
<p>Precisamos de voluntárias!</p></div>
<div id="attachment_71767" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px;"><a rel="attachment wp-att-71767" href="http://pt.globalvoicesonline.org/?attachment_id=71767"><img class="size-medium wp-image-71767" title="Egyptian women join hands against harassment" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/04/s4200918212134-300x157.jpg" alt="Egyptian women join hands against harassment" width="300" height="157" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">Mulheres <span id="FSGcaller1" style="width: 100%;"><span class="FSG_texto">egípcias </span></span>dão as mãos contra o assédio</p>
</div>
<p>O ativista também divulgou fotos (veja acima) e detalhes das atividades realizadas no dia contra o assédio <a href="http://amyasser.blogspot.com/2009/04/18_21.html">aqui</a>.</p>
<p>O chamamento de <em>Asser </em>contou com  várias respostas, sendo que a mais interessante foi uma postagem em solidariedade à causa no blogue <a href="http://harassmentsinarabworld.blogspot.com/2009/04/mass-sexual-misconduct.html">Wandering Scarab</a>, de  uma mulher <span id="FSGcaller1" style="width: 100%;"><span class="FSG_texto">egípcia </span></span>morando no Canadá:</p>
<blockquote><p>When I was living in Egypt, in the early 90s, I was subjected to sexual harassment on a daily basis. From the clerk at the grocery store all the way to the guy taking my order for pizza delivery, sexual harassment in Egypt is very common. Some behaviors that constitute sexual misconduct in Western societies are even completely acceptable in Egypt such as whistling and verbal abuse of women passing by. As women, we are often taught that there is something wrong with us and that perhaps we give the wrong signals or do something to attract the attention of sexual predators. Nothing could be farther from the truth. I recall some of the things I&#39;ve experienced - some of them funny, some scary.</p>
<p>The average Egyptian girl, including myself, suffers sexual abuse almost constantly as a normal part of her life.</p></blockquote>
<div class="translation">Quando eu morava no Egito, no início dos anos 90, sofria assédio sexual diariamente. Do balconista da mercearia até o entregador de pizza, o assédio sexual no Egito é muito comum. Além disso, alguns comportamentos que são considerados má conduta sexual em sociedades ocidentais são totalmente aceitáveis no Egito, como assobios e abuso verbal a mulheres que passam na rua. Como mulheres, muitas aprendemos que há algo errado com a gente, e que talvez a gente passe os sinais errados ou faça alguma coisa para atrair a atenção dos predadores sexuais. Nada poderia estar mais longe da verdade. Lembro de algumas das coisas que passei - algumas vezes engraçados, outras assustadoras.</p>
<p>A garota <span id="FSGcaller1" style="width: 100%;"><span class="FSG_texto">egípcia </span></span>mediana, incluindo eu própria, sofre abuso sexual quase constantemente como uma parte normal da vida.</div>
<p><a href="http://harassmentsinarabworld.blogspot.com/2009/04/mass-sexual-misconduct.html">A postagem</a> continua com mais detalhes sobre assédio, em inglês e árabe.</div>
]]></content:encoded>
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		<title>Brasil: Cultura, poesia e direitos indígenas na blogosfera</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/14/brasil-cultura-poesia-e-direitos-indigenas-na-blogosfera/</link>
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		<pubDate>Tue, 14 Apr 2009 05:53:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Brasil possui um dos mais impressionantes mosaicos de povos indígenas do mundo, e esta riqueza cultural está começando a aparecer na blogosfera brasileira. Por esta razão, o GVO está dedicando uma trilogia de artigos para cobrir os vários aspectos da blogagem indígena no país, começando com esta introdução à blogosfera indígena.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/deborah-goldemberg/">Deborah Icamiaba</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/04/05/brazil-poetry-rights-and-culture-on-the-indian-blogosphere/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>O Brasil possui um dos mais impressionantes mosaicos de povos indígenas do mundo, e esta riqueza cultural está começando a aparecer na blogosfera brasileira.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 458px"><a href="http://www.flickr.com/photos/zengzung/3221806540/in/set-72157612919863548/"><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/04/3221806540_b66cc90632_o2.jpg" alt="Foto por Tatiana_Reis na área de inclusão digital do Campus Party 2009" width="448" height="436" /></a><p class="wp-caption-text">Foto por Tatiana_Reis na área de inclusão digital do Campus Party 2009</p></div>
<p>A mais de 500 anos atrás, antes da colonização européia, o Brasil era inteiramente habitado por uma grande diversidade de grupos indígenas, estimados pela <a href="http://www.funai.gov.br/">FUNAI</a> em contarem entre 1 e 10 milhões de indivíduos. A denominação &#8220;índio&#8221; foi dada aos habitantes nativos do lugar por conta de um equívoco dos colonizadores, que acreditavam ter chegado á Índia. Hoje, há por volta de 460.000 índios no Brasil, pertencentes a por volta de 225 diferentes grupos étnicos, vivendo em áreas protegidas, e mais algo entre 100 e 190 mil índios vivendo em áreas rurais ou urbanas. Eles constituem aproximadamente 0.25% da população brasileira e falam por volta de 200 línguas diferentes, embora muitos deles sejam bilíngues. Além destes, há ainda por volta de 63 grupos indígenas que nunca fizeram contato com o mundo exterior e são considerados &#8220;povos isolados&#8221; (FUNAI, 2009).</p>
<p>Embora a maioria das áreas indígenas sejam localizadas em áreas rurais remotas e não tenham acesso fácil a meios de comunicação como o telefone e a internet, a ascensão de associações regionais indígenas fortes como a <a href="http://www.coiab.com.br/">COIAB</a>, a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira, e de redes de nível nacional como a <a href="http://www.redepovosdafloresta.org.br/">Rede dos Povos das Florestas,</a> encabeçada pelo líder indígena Ailton Krenak, encorajou grupos e indivíduos indígenas a blogar para o mundo. Algumas vezes eles contam com uma pequena ajuda de amigos, apoiadores da causa indígena, para cruzar o abismo tecnológico.</p>
<p><strong>Dois dos mais famosos líderes indígenas do Brasil estão blogando.</strong></p>
<p>Desde 2008, Marcos Terena, do Estado do Mato Grosso do Sul, que descreve a si mesmo como um guerreiro do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Terenas">Povo Terena</a>, vem usando sua escrita, seu pensamento e suas habilidades de comunicação como armas para defender seu povo e as causas indígenas no século 21. Em <a href="http://www.marcosterena.blogspot.com/">seu blogue</a>, Terena comenta sobre eventos nacionais e chama nossa atençao para eventos que são relevantes para a causa indígena.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><a href="http://www.agenciabrasil.gov.br/media/imagens/2006/07/26/2003VC003.jpg/view"><img src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/marcos_terena-1024x724.jpg" alt="Foto de Valter Campanato de Marcos Terena na Conferência Regional das Américas. Creative Commons." width="400" /></a><p class="wp-caption-text">Foto de Valter Campanato de Marcos Terena na Conferência Regional das Américas. Creative Commons.</p></div>
<p>Recentemente, Terena publicou uma <a href="http://marcosterena.blogspot.com/2009/02/o-canibal-e-o-cha-de-boldo.html">crônica</a> sobre um suposto episódio onde uma pessoa branca (ou &#8220;homem branco&#8221;, como as tribos geralmente chamam os não-índios) teria sido devorada por índios do Norte Brasileiro, relatado pela imprensa nacional:</p>
<blockquote><p>Nos ultimos tempos, o colonizador acostumado a trabalhar com a imagem do mito, do herói e de tantas simbologias, criou a lenda de dificil comprovação, de que um padre de nome Sardinha teria sido devorado pelos Tupinambas… E agora, com os irmãos Kulina.<br />
Como diria o velho sábio Jeca Tatu, tem arguma coisa errada nesse causo ou essa história tá mal contada.<br />
Como a piola sempre arrebenta do lado mais fraco, então nós daqui do sul, do centro oeste e de outras regiões acostumados com churrascos, farofa, beiju, mandioca, banana e até mesmo guaraná, ficamos pensando:qual o significado dessa história de comer o homem branco? vale a pena? Saborear com gosto ou com raiva?<br />
Porque… engolir sapo em nome da civilização moderna, nós indigenas já fizemos isso varias vezes. E não é mole, não!!!!<br />
Pensem nisso Canibais, reflitam e lembrem-se: contra má digestão, chá de boldo!!!!</p></blockquote>
<p>Ailton Krenak, outro importante líder do povo Krenak do estado de Minas Gerais, conta com o apoio de um colega chamado Hanny para publicar em <a href="http://ailtonkrenak.blogspot.com/">seu blogue</a> todos os artigos jornalísticos publicados sobre ele desde 2007. Os tópicos são principalmente eventos políticos e culturais. O blogue trouxe recentemente imagens da participação de Ailton em um festival indígena devotado para a água, que aconteceu no festival FestiVelhas, e onde ele falou sobre a preservação ambiental na cultura indígena:</p>
<blockquote><p>Ainda reunidos em círculos ou em duas filas, os presentes cantavam, dançavam e ouviam as explicações de Ailton. “É preciso entrar em sintonia com a natureza e ouvir o que as águas tem as nos dizer”, diz ele sobre a relação que os homens devem manter com ambiente.</p></blockquote>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/pen-drive-1-020-768x1024.jpg" alt="Foto: Dois jovens índios nadando no rio, por Deborah Icamiaba" width="400" /><p class="wp-caption-text">Foto: Dois jovens índios nadando no rio, por Deborah Icamiaba</p></div>
<p><strong>Há iniciativas coletivas interessantes protagonizadas por índios jovens acontecendo na blogosfera</strong></p>
<p>A Associação AJI, <a href="http://ajindo.blogspot.com/">Ação de Jovens Indígenas</a>, reúne índios das etnicidades Kaiowá, Terena e Nandeva localizados em Dourados, no Estado do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mato_Grosso_do_Sul">Mato Grosso do Sul</a>. Eles realizam uma série de atividades direcionadas à integração das comunidades, incluindo um jornal local que informa local e externamente sobre o dia a dia e os desafios enfrentados pelos povos indígenas. Desde 2006 eles também estão blogando. Embora eles vez ou outra façam referências a artigos de agências de notícias, muitos de seus artigos são escritos por jovens indígenas locais.</p>
<p>Um interessante exemplo disso foi a forma como eles coletaram opiniões de índios locais sobre as acusações feitas por homens brancos da região de que &#8220;os índios recebiam vários benefícios, mas não pagavam impostos ou taxas&#8221;, como podemos ver <a href="http://ajindo.blogspot.com/2009/03/um-outro-ponto-de-vista.html">neste post</a>:</p>
<blockquote><p>O índio kaiowá Euzébio Garcia, morador da aldeia Bororó, fazia economia há algum tempo para comprar uma moto. Com o acerto do pagamento da usina, ele conseguiu completar e fez a compra em dezembro de 2008. Euzébio investiu R$ 3 mil à vista. Esse é apenas um exemplo de como os indígenas da Reserva de Dourados têm aplicado seu dinheiro. Os salários dos trabalhadores das usinas e da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), os benefícios e os programas sociais geram renda para os índios e se convertem em lucro para o comércio de Dourados. A população indígena contribui e muito com a economia da cidade de Dourados.</p></blockquote>
<p>Os índios <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Patax%C3%B3s">Pataxó</a> que vivem no Sul do Estado da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bahia">Bahia</a> criaram um <a href="http://reservapataxojaqueira.blogspot.com/">blog</a> dedicado ao Projeto Social de Ecoturismo chamado Reserva da Jaqueira:</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/img_1799-1024x768.jpg" alt="foto: Índio Pataxó conduzindo turistas nos arredores da Reserva da Jaqueira, por Deborah Icamiaba" width="400" /><p class="wp-caption-text">foto: Índio Pataxó conduzindo turistas nos arredores da Reserva da Jaqueira, por Deborah Icamiaba</p></div>
<p>Desde 2008, o blogue vem sendo movimentado por Aricema Pataxó, uma jovem índia Pataxó que está estudando jornalismo na Universidade Federal da Bahia. Embora o blogue tenha como principal objetivo disseminar o projeto para seus visitantes, ele traz também interessantes imagens e explicações sobre a cultura Pataxó, como por exemplo neste <a href="http://reservapataxojaqueira.blogspot.com/2008/06/pintura-corporal.html">post</a> sobre a importância da pintura corporal:</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/img_1788-768x1024.jpg" alt="foto: Índio Pataxó se pintando, na Reserva Jaqueira, por Deborah Icamiaba" width="400" /><p class="wp-caption-text">foto: Índio Pataxó se pintando, na Reserva Jaqueira, por Deborah Icamiaba</p></div>
<blockquote><p>A pintura corporal é um bem cultural de grande valor para nós Pataxó. Ela representa parte de nossa história, sentimentos do cotidiano e os bens sagrados. Usamos a pintura corporal em festas tradicionais na Aldeia como em ritos de casamento, nascimento, comemorações, dança, luta, sedução, luto, proteção, etc. Temos pintura para o rosto, braço, costas e até mesmo para as pernas. Usamos pinturas específicas para homens e mulheres casados e solteiros. As pinturas têm diversidade de tamanho e significados.</p></blockquote>
<p>O blog <em><a href="http://karipuna.blogspot.com/">Criança do Futuro: Wakopunska Karipuna</a></em> vem sendo mantido desde 2007 por uma pessoa com um perfil muito interessante, na busca de tentar ajudar na compreensão de como são os índios brasileiros hoje:</p>
<blockquote><p>Sou um mestiço brasileiro. Pareço branco, mas não sou caucasiano. Tenho sangue karipuna, dos karipunas do Rio Jamary, hoje quase extintos nos sertões do Guaporé. O resto de minha origem (portugueses do Ceará, holandeses do Sergipe, espanhóis do Pantanal, alemães do Paraná e italianos do Rio Grande do Sul) pouco me explica. Sou brasileiro dos quatro costados e, mais que isso, um hominídeo do continente Amarakka. Estrangeiro em minha própria terra, quero poder falar a língua universal da Paz, e ter como repousar minha cabeça: por isso escrevo nessa areia e nessa arena virtual.</p></blockquote>
<p>Seu blogue oferece alguns relatos fascinantes de alguém que vive na fronteira entre o Brasil (no Estado do Acre) e o Peru (Cuzco) e que realmente conhece a realidade da vida indígena no Amazonas. Em <a href="http://karipuna.blogspot.com/2009/03/antropofagia-kulina-e-alcoolismo.html">um post recente</a>, ele fala do problema do alcoolismo entre os índios de sua região:</p>
<blockquote><p>Quando estive certa ocasião por ser nomeado chefe de posto indígena da Fundação Nacional do Índio, em 1993, um dos antigos funcionários da Funai em Rio Branco já me advertia que para uma boa convivência com os índios eu devia fazer vista grossa para o problema do alcoolismo, ou estaria me expondo a criar inimizades entre os lideranças ou até mesmo a ser vitimado por algum deles. Essa incapacidade da Funai em lidar com o assunto se extende também às organizações que se dedicam a apoiar as populações indígenas, as quais se engajaram a partir dos anos 70 na luta pela demarcação de terras e na formação de lideranças e entretanto jamais se esforçaram por tratar essa espinhosa questão que representa um grave problema de saúde…Alcoolismo e aculturação andam de mãos dadas na Amazônia, e tanto é a aculturação que leva ao alcoolismo quanto o alcoolismo que conduz à aculturação, isso deve ser deixado bem claro.</p></blockquote>
<p>Por fim, nós também encontramos na rede algumas interessantes iniciativas blogueiras de linguistas e antropólogos que escrevem sobre as tribos com as quais trabalharam.</p>
<p>No blogue <em><a href="http://maxakali.blogspot.com/">Maxacali</a></em>, o estudante de linguística Charles Bicalho manteve um registro entre 2006 e 2007 de imagens e aspectos interessantes da cultura Maxacali, como por exemplo sua trajetória histórica:</p>
<blockquote><p>Os Maxakali surpreendem por ainda preservarem língua, religião, costumes e outros aspectos tradicionais de sua cultura como nenhum outro grupo. Pouco mais de mil pessoas, sendo a maioria da população de crianças, falam a língua maxakali, do tronco lingüístico macro-gê, família maxakali. Vivem em reserva no Vale do Mucuri, Nordeste do Estado. Povo tradicionalmente seminômade, caçador e coletor, é comum alguns grupos de poucos indivíduos abandonarem a reserva para longas peregrinações, muitas vezes chegando até Governador Valadares, distante mais de 300 km. Seus ancestrais costumavam vagar por uma extensa área que abrange, além do Nordeste de Minas, o Sul da Bahia e o Norte do Espírito Santo. Após o contato com o colonizador europeu e a conseqüente diminuição de seu território, acabaram, enfim, confinados em reserva.</p></blockquote>
<p>Bicalho também publico algumas incríveis traduções para o português de alguns cânticos tradicionais da ritualística Maxakali e explora algumas questões sobre a poesia indígena, que será o tema do outro artigo desta trilogia. Abaixo, um exemplo:</p>
<blockquote><p>O texto a seguir é um yãmîy maxakali, canto ritual do tatu. O autor é Damazinho Maxakali, aluno do Curso de Formação de Professores Indígenas de MG.</p>
<p>KOXUT<br />
Koxut hãmkox hu kopa moyõn<br />
Koxut yã hãmkox kopa tokpep<br />
Koxut ãpnîy yîta yãy hi hu xit hã yãy hi<br />
Koxut tute komîy mahã xi kohot xi puxõõy<br />
Koxut yã hãmtup tu yãy hi xi ãpnîy hã<br />
Puxi. Ûkux.<br />
Ûgãxet ax Namãyiy Maxakani.</p>
<p>O TATU<br />
O tatu dorme dentro do buraco<br />
O tatu dá cria dentro do buraco<br />
O tatu sai à noite pra andar e pra comer<br />
O tatu come batata, mandioca e minhoca<br />
O tatu anda de dia e de noite<br />
Chega. Acabou.<br />
Meu nome é Damazinho Maxakali.</p></blockquote>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/pen-drive-1-004-1024x768.jpg" alt="Foto: Uma mulher índia trabalhando, por Deborah Icamiaba" width="400" /><p class="wp-caption-text">Foto: Uma mulher índia trabalhando, por Deborah Icamiaba</p></div>
<p>Para uma listagem cuidadosa de todos os blogues e sites indígenas do Brasil, visite o <a href="http://sitesindigenas.blogspot.com/">blogue</a> criado por Glaucia Paschoal com o intento específico de disseminar estas fontes para o propósito de servirem como fontes de pesquisa ou simples aquisição de conhecimento sobre os povos indígenas. Sua busca é fortalecer os meios pelos quais as comunidades indígenas expressam sua cultura e seus movimentos políticos na Internet.</p>
<p>No próximo artigo desta série, você encontrará os escritores e poetas indígenas que usam seus blogues para se expressarem. E no último artigo você verá como os índios brasileiros estão blogando em busca de seus direitos.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Brasil: Uma reserva natural privada - É possível?</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/28/brasil-uma-reserva-natural-privada-e-possivel/</link>
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		<pubDate>Sat, 28 Mar 2009 16:21:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Arruda</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A sociedade está exigindo ações "verdes" e a política do Brasil que motiva os proprietários de terras a participarem do Sistema Nacional de Unidades de Conservação está tendo um grande impacto na sociedade. Sob o programa conhecido como RPPN, os proprietários de terras recebem também investimentos e créditos. O uso da terra é restrito à pesquisa, à educação ambiental e ao ecoturismo. Os blogs são uma das ferramentas usadas para relatar experiências e documentar o trabalho que está sendo desenvolvido para manter o Brasil "verde".]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/danilo-goncalves/">Danilo Gonçalves</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/mariaarruda/'>Maria Arruda</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/24/brazil-a-private-nature-reserve-is-it-possible/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Cada cidadão é responsável pelo meio ambiente. Para difundir essa mensagem, o governo brasileiro está incentivando todos os componentes da sociedade a agirem de forma mais &#8220;verde&#8221;, restringindo os parâmetros de poluição e investindo em negócios ecológicos. Entre essas iniciativas há a criação das novas unidades de conservação, onde proprietários privados e companhias podem associar-se ao Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC).  Além disso, entre os tipos de unidades de conservação há a Reserva de Propriedade Privada Nacional (RPPN), uma reserva natural com um arrendamento perpétuo: uma vez que uma área recebe o status de RPPN no Cartório de Registro de Imóveis, não pode ser mais desapropriada. Para uma área poder haver esse status, porém, tem que estar dentro de um desses parâmetros:</p>
<ul>
<li>Possuir uma biodiversidade essencial;</li>
<li>Possuir uma paisagem importante;</li>
<li>Possuir certas características que justifiquem esse status (como possuir espécies em risco de extinção ou uma comunidade ecológica bastante danificada).</li>
</ul>
<p>Existem algumas áreas com cerca de <a href="http://www.brazilmax.com/news3.cfm/tborigem/fe_ecology/id/1"><span style="color: #003399;">meio milhão de hectares que pertencem à propriedade privada</span></a> [En] e são protegidas por leis federais e estaduais no Brasil. Por um lado, essa iniciativa limita o uso da terra. Não são mais permitidas práticas de exploração e as áreas devem ser recuperadas e mantidas com investimento privado. Por outro lado, o governo investe no programa de RPPN fazendo com que o específico financiamento seja acessível aos proprietários individuais. Embora as práticas de exploração sejam proibidas, novas atividades são encorajadas, dentre elas as viagens turísticas, projetos científicos, atividades culturais e educacionais, e o ecoturismo. Além disso, há uma pequena redução nos impostos e os proprietários têm acesso privilegiado ao crédito rural e podem solicitar um apoio financeiro por parte das ONGs e dos fundos ambientais.</p>
<p>As RPPNs estão causando um grande impacto na sociedade. Uma paisagem naturalmente preservada pode ajudar a compreender as questões ecológicas, como a importância do equilíbrio do meio ambiente. Muitos blogueiros estão relatando suas experiências ao observarem o crescimento desse tipo de reserva, como Fernanda de Souza Pimentel, no blog <a href="http://pitaquinhos.blogspot.com/2008/11/rppn-rio-das-lontras-vai-escola.html"><em><span style="color: #003399;">Pitaquinhos da Fernanda</span></em></a>, onde descreve a visita do seu pai ambientalista à sua escola em novembro passado:</p>
<blockquote><p>“Hoje na escola onde eu estudo, a Escola de Educação Básica Nossa Senhora (Angelina, SC), aconteceu a 1ª amostra pedagógica do colégio.<br />
Meu pai foi convidado para palestrar sobre a RPPN Rio das Lontras e o seu trabalho pela causa ambiental. Alunos e professores foram convidados a assistir essa aula na sala temática do mundo animal, ensinando aos alunos o quanto o meio ambiente necessita de cuidados.”</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-60117 aligncenter" title="papaipalestrando5" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/papaipalestrando5.jpg" alt="papaipalestrando5" width="299" height="400" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Professores ambientalistas ensinando a estudantes sobre a importância de um meio ambiente equilibrado.</strong></h5>
<p>Desde 2002, sua família é proprietária de um lote de terreno em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Catarina"><span style="color: #003399;">Santa Catarina</span></a>,  o qual virou a RPPN Rio das Lontras, em 2005. A reserva tem <a href="http://rppnriodaslontras.blogspot.com/"><span style="color: #003399;">o seu próprio blog</span></a> e um <a href="http://picasaweb.google.com.br/rppnriodaslontras/FaunaRPPNRioDasLontras#"><span style="color: #003399;">álbum fotográfico sobre a fauna</span></a> mantidos pelos pais de Fernanda, Chris e Fernando, para documentar o trabalho que eles fazem. Em seu último artigo eles descrevem o trabalho que estão desenvolvendo sobre a catalogação de espécies de pássaros encontrados na área, alguns deles em perigo de extinção. Graças ao trabalho deles <a href="http://www.xeno-canto.org/browse.php?query=loc%3Alontras"><span style="color: #003399;">é possível ouví-los</span></a> [En] cantar. No blog eles explicam <a href="http://rppnriodaslontras.blogspot.com/2009/02/plano-de-manejo-rppn-rio-das-lontras.html"><span style="color: #003399;">como o trabalho está se desenvolvendo </span></a>:</p>
<blockquote>
<h5 style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-60118" title="base4" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/base4.jpg" alt="base4" width="400" height="300" /><strong>Uma casa simples em Rio das Lontras</strong></h5>
<p>“A singela casinha que alugamos como base para abrigar outra equipe de pesquisadores tem ao fundo uma vista parcial da RPPN Rio das Lontras. … Aqui um aparelho de GPS e um medidor de temperatura e umidade aguardam na janela a hora de ir a campo;… O levantamento visual e auditivo foi o método utilizado em campo para a elaboração da lista de espécies da RPPN Rio das Lontras. Foram registradas 127 espécies na RPPN e em seu entorno imediato.</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.antpitta.com/images/photos/hummers/gallery_hummers1.htm"><img class="size-full wp-image-62370 aligncenter" title="saw-billed-hermit-folhaseca" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/saw-billed-hermit-folhaseca.jpg" alt="saw-billed-hermit-folhaseca" width="436" height="326" /></a></p>
<h5 style="text-align: center;">Foto de um <a href="http://www.antpitta.com/images/photos/hummers/gallery_hummers1.htm"><span style="color: #003399;">Beija-Flor Rajado</span></a> (<em>Ramphodon naevius</em>), uma das várias espécies que vivem na RPPN Rio das Lontras. Foto de <a href="http://www.antpitta.com/"><span style="color: #003399;">Nick Athanas</span></a>, sob permissão de uso.</h5>
<p style="text-align: center;"><a href="http://geisertrivelato.blogspot.com/"><img class="size-full wp-image-60785 aligncenter" title="Tie do Mato Habia rubica " src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/habiarubica.jpg" alt="Tie do Mato Habia rubica " width="439" height="288" /></a></p>
<h5 style="text-align: center;">Tiê do Mato (<em>Habia rubica</em>), outra espécie que também pode ser encontrada na RPPN Rio das Lontras. Foto de <a href="http://geisertrivelato.blogspot.com/2007/09/fotos-jacutinga-mg_11.html"><span style="color: #003399;">Geiser Trivelato</span></a>, sob permissão de uso.</h5>
<p>A professoa Thaiza Montine levou sua escola em uma excursão para <em>Banana Menina</em>, uma reserva dedicada à pesquisa e à educação, como prêmio por uma competição. No <a href="http://crispassinato.wordpress.com/2008/06/20/visita-a-reserva-ambiental-de-educacao-e-pesquisa-banana-menina/"><span style="color: #003399;">post citado abaixo</span></a>, ela publica fotos e descreve o seu entusiasmo:</p>
<blockquote><p>“Um passeio maravilhoooooso e extremamente produtivo, uma vez que, além da visita ao lugar também fomos agraciados com o Programa “Povos do Cerrado”, e tivemos várias palestras e aulas ministradas no meio da mata, envolvendo Meio Ambiente, Arqueologia, História de Goiás, Biologia e Gastronomia. Uma maravilha, realmente, de premiação!”</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://crispassinato.wordpress.com/2008/06/20/visita-a-reserva-ambiental-de-educacao-e-pesquisa-banana-menina/"><img class="size-medium wp-image-60784 aligncenter" title="Auditório da mata" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/auditorio-da-mata-300x199.jpg" alt="Auditório da mata" width="300" height="199" /></a></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Auditório da mata</strong></h5>
</blockquote>
<p>As RPPNs estão desenvolvendo atividades fantásticas de educação para as pessoas que vivem perto das reservas. Essas iniciativas privadas estão abrindo uma janela para as questões ambientais, ajudando os estudantes a entenderem melhor e a visualizarem a importância da natureza. As RPPNs brasileiras - consideradas únicas entre os projetos internacionais - têm demonstrado que o meio ambiente e a humanidade podem viver em perfeita harmonia.</p>
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		<title>Guatemala: um violino em silêncio após o assassinato de um jovem</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/23/guatemala-um-violino-em-silencio-apos-o-assassinato-de-um-jovem/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 14:39:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ana Carolina Moreno</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<description><![CDATA[ &#183; Traduzido por Ana Carolina Moreno &#183;  Veja o post original 
 
As últimas vítimas da violência, em uma situação descrita pela Anistia Internacional como &#8220;milhões de guatemaltecos agora vivendo sob a ameaça de violência e pobreza&#8221;, são o jovem violinista Hans Castro e seus dois companheiros, Andrea Robledo e Edwin Urrea. Os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carolmoreno/'>Ana Carolina Moreno</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/19/guatemala-a-violin-in-silence-after-murder-of-youth/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><!--[if gte mso 9]><xml> <w:WordDocument> <w:View>Normal</w:View> <w:Zoom>0</w:Zoom> <w:TrackMoves /> <w:TrackFormatting /> <w:HyphenationZone>21</w:HyphenationZone> <w:PunctuationKerning /> <w:ValidateAgainstSchemas /> <w:SaveIfXMLInvalid>false</w:SaveIfXMLInvalid> <w:IgnoreMixedContent>false</w:IgnoreMixedContent> <w:AlwaysShowPlaceholderText>false</w:AlwaysShowPlaceholderText> <w:DoNotPromoteQF /> <w:LidThemeOther>PT-BR</w:LidThemeOther> <w:LidThemeAsian>X-NONE</w:LidThemeAsian> <w:LidThemeComplexScript>X-NONE</w:LidThemeComplexScript> <w:Compatibility> <w:BreakWrappedTables /> <w:SnapToGridInCell /> <w:WrapTextWithPunct /> <w:UseAsianBreakRules /> <w:DontGrowAutofit /> <w:SplitPgBreakAndParaMark /> <w:DontVertAlignCellWithSp /> <w:DontBreakConstrainedForcedTables /> <w:DontVertAlignInTxbx /> <w:Word11KerningPairs /> <w:CachedColBalance /> </w:Compatibility> <w:BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4</w:BrowserLevel> <m:mathPr> <m:mathFont m:val="Cambria Math" /> <m:brkBin 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<p class="MsoNormal">As últimas vítimas da violência, em uma situação descrita pela Anistia Internacional como <a href="http://www.amnesty.org/en/for-media/press-releases/guatemala-amnesty-gives-mixed-review-colom-s-first-year-office-20090112" target="_blank">&#8220;milhões de guatemaltecos agora vivendo sob a ameaça de violência e pobreza&#8221;</a>, são o jovem violinista Hans Castro e seus dois companheiros, Andrea Robledo e Edwin Urrea. Os assassinatos aconteceram na periferia da Cidade da Guatemala, e seus corpos foram encontrados em uma área chamada <a href="http://www.prensalibre.com/pl/2009/marzo/14/301813.html" target="_blank">La Quebradita, no vilarejo de Valle de la Cruz</a> [es].</p>
<p class="MsoNormal"><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/violin1.jpg" alt="" /><br />
<small><br />
Foto de <a href="http://www.flickr.com/photos/midiman/70866702">Midiman</a> usada sob uma licença Creative Commons</small></p>
<p class="MsoNormal">Blogueiros estão de luto pela perda de Castro, que era membro do Conservatório Orquestra Sinfônica, e tocou violino duran 11 de seus 18 anos. A notícia atingiu especialmente Sakis Gonzáles, do <em>Una Hoja de Papel [es]</em>, porque Castro era o melhor amigo de sua irmã, como ela escreve no texto <a href="http://unahojadepapel.guateblogger.com/2009/03/la-orquesta-llora-un-violin-mi-hermana.html" target="_blank">&#8220;A orquestra de luto por um violino, minha irmã de luto por um amigo&#8221;</a>:</p>
<blockquote>
<p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;"><span lang="ES-TRAD">La casa de estudios musicales de Hans se llenó de familiares, conocidos, amigos y compañeros de Orquesta tras el funeral. Interprentando una melancólica pieza, prorrumpieron en llanto aquellos que con un rostro cansado de tan gran sollozo, frotaron sus arcos y soplaron con el alma una hermosa melodía proveniente más que de sus instrumentos, del corazón, dedicada a quien en vida fue un joven ejemplar.</span></p>
</blockquote>
<p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.4pt;">
<div class="translation">A escola de música de Hans estava cheia de parentes, conhecidos, amigos e companheiros da orquestra depois do enterro. Interpretando uma peça melancólica, começaram a chorar aqueles que, com o rosto cansado de tanto soluço, colocaram seus dedos nas cordas e tocaram uma bela melodia vinda mais do que seus instrumentos, vinda do coração, dedicada a quem em vida foi um jovem exemplar.</div>
<p class="MsoNormal"><em>Letras de Mariomarch</em> <em>[es]</em> confessa que foi difícil escrever sobre o tema, mas que também era uma obrigação dizer algo em memória de Hans Castro no post <a href="http://letrasdemariomarch.blogspot.com/2009/03/un-violin-asesinado.html" target="_blank">“Um Violino Assassinado”</a>:</p>
<blockquote>
<p class="MsoNormal"><span> </span><span lang="ES-TRAD">Escribo éstas lineas, que seguramente no leerán sus familiares, para expresar y lamentar que lo que ha sucedido. ¿qué esperanza podemos tener en un pais en donde se asesina a jovenes artistas? ¿que podemos hacer para consolar a la patria, a nuestra sociedad, a la orquesta del conservatorio? ¿acaso hay algo que podamos decir a su padre el Maestro Castro, a su madre, a sus amigos y familia? Es vergonzoso, un joven que se dedica a tratar de ser diferente -todo artista lo es- ve truncada su vida por un asesino, mientras la mayoria lee la noticia y lamentablemente como es normal y usual, es simplemente una nota roja mas; y no es que la vida del joven Castro sea mas valiosa que la de otro joven, ni mucho menos; pero sin duda su muerte debe ser el ejemplo mas claro de la estupidez humana en éste país en los últimos tiempos. El violín asesinado debe estar interpretando una sonata de dolor y de decepción, esa que todos escuchamos todos los días en este ingrato pais.</span></p>
</blockquote>
<p class="MsoNormal">
<div class="translation">Escrevo essas linhas, que seguramente não serão lidas por seus familiares, para expressar e lamentar o que aconteceu. Que esperança podemos ter em um país onde se assassina jovens artistas? O que podemos fazer para consolar a pátria, nossa sociedade, a orquestra do conservatório? Por acaso há algo que podemos dizer ao seu pai, o Maestro Castro, à sua mãe, aos seus amigos e família? É vergonhoso, um jovem que se dedica a ser diferente – todo artista é assim – vê sua vida encurtada por um assassino, enquanto a maioria lê a notícia e, lamentavelmente, como é normal e usual, é simplesmente uma nota vermelha a mais; não é que a vida do jovem Castro seja mais valiosa que a de outro jovem, nem muito menos; mas, sem dúvida, sua morte de ser um exemplo mais claro da estupidez humana neste país nos últimos tempos. O violino assassinado deve estar interpretando uma sonata de dor e de decepção, essa que todos escutamos todos os dias nesse ingrato país.</div>
<p class="MsoNormal">Em meio à onda de violência, que colocou fim às vidas de Robledo, Tobar e Castro, o Congresso da Guatemala debate um novo projeto de lei sobre as armas de fogo, e a <a href="http://www.cicig.org/" target="_blank">Comissão Internacional Contra a Impunidade na Guatemala</a> das Nações Unidas (Cicig, nas iniciais em espanhol) atualmente tenta ajudar o país a investigar e desmantelar “organizações criminosas violentas consideradas responsáveis pela expansão do crime e a paralisia do sistema judicial do país”.</p>
<p><span style="font-size: 11pt; line-height: 115%; font-family: &quot;Calibri&quot;,&quot;sans-serif&quot;;">Entretanto, o país perdeu um jovem e promissor músico. Como disse o filósofo Victor Hugo, “a música expressa o que não pode ser dito, e com ela é impossível ficar em silêncio”.</span></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Brasil: Sobre a condenação do Vaticano no caso de aborto da menina estuprada</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/13/brasil-sobre-a-condenacao-do-vaticano-no-caso-de-aborto-da-menina-estuprada/</link>
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		<pubDate>Fri, 13 Mar 2009 03:58:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brazil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma menina de 9 anos estuprada continuamente e engravidada pelo padrasto teve garantido o direito de abortar legalmente no Brasil. Depois da cirurgia, a Igreja Católica excomungou a mãe, o médico e a equipe responsável pela operação. O assunto despertou um grande debate no Brasil: até onde vai o papel da igreja na sociedade?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/carlos-dutra/">Carlos Dutra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/12/brazil-on-the-vaticans-condemnation-of-raped-childs-abortion/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div class="wp-caption alignright" style="width: 209px"><a href="http://www.flickr.com/photos/severo/224097803/"></a><a href="http://www.flickr.com/photos/severo/224097803/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-61165" title="224097803_9b6268cbaf" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/224097803_9b6268cbaf-199x300.jpg" alt="224097803_9b6268cbaf" width="199" height="300" /></a><br />
<p class="wp-caption-text">Olinda and Recife&#39;s archbishop, dom José Cardoso Sobrinho, by Alexandre Severo, published under a Creative Commons license</p></div>
<p>Na última semana de fevereiro, uma menina de apenas 36 quilos, 1,33 metro, e 9 anos de classe média-baixa, na cidade de Alagoinha, no Pernambuco, reclamou de fortes dores na barriga. Acompanha por sua mãe até uma unidade de saúde, constatou-se a gravidez de gêmeos na 15ª semana de gestação. Então confessou à mãe que ela e a irmã mais velha, de 14 anos, eram violentadas pelo padrasto há pelo menos 3 anos. O padrasto será indiciado por estupro e está detido no presídio público de Pesqueira, no Pernambuco, onde deve permanecer até o fim do inquérito.</p>
<p>Depois de muita oposição da Igreja Católica e do acompanhamento de psicólogos, o aborto foi realizado, previsto na legislação brasileira em casos de estupro (até a 20ª semana de gestação) e quando houver risco de morte para a mãe. Este caso se encaixava em ambas as características.</p>
<p>Mas, em seguida, um debate social envolvendo a Igreja Católica e o poder Judiciário veio a tona no Brasil: <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1032874-5602,00-COMISSAO+VATICANA+CONSIDERA+JUSTA+EXCOMUNHAO+DE+MEDICOS+BRASILEIROS.html">amparado pelo Vaticano</a>, o arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, excomungoua mãe, o médico e a equipe de médica responsável pelo procedimento cirúrgico. A menina foi poupada, já que a lei da Igreja Católica diz que menores estão livres da excomunhão. Contudo,<a href="http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1031860-5598,00.html"> não excomungou o padrasto</a>, chegando a dizer no jornal <em>O Globo</em> (7/3/09) que o “crime de estupro é menos grave” que o de aborto e que &#8220;os gêmeos eram pessoas inocentes&#8221;.</p>
<p>A notícia que reacendeu no Brasil o tema do aborto, pôs em evidência a interferência da Igreja Católica sob decisões pessoais e judiciais de um Estado laico, movimentou a blogosfera lusófona. Sebastião Nunes, em seu blog <a href="http://iabasse.blogspot.com/"><em>Pedra de Responsa</em></a>, se manifesta:</p>
<blockquote><p>É impressionante a hipocrisia envolvida neste julgamento inquisitorial feito pala Igreja Católica. Uma criança violentada em seu corpo e seus direitos, desde os 6 anos de idade, com risco elevado de morrer pela continuação da gestação, tem, conforme a estúpida decisão destes cardeais, que aceitar a beleza do <em>milagre da vida</em> e morrer, se necessário for, pois esta foi a vontade de Deus.</p>
<p>E depois a Igreja Católica não entende porque o povo abandona as suas fileiras. Conforme o julgamento da Igreja foi a vontade de Deus que fez o padrasto da criança estuprá-la covardemente. Triste Deus este.</p></blockquote>
<p>Em tom de ironia, Lelê Teles, no blog <a href="http://fastosenefastos.blogspot.com/2009/03/quero-ser-excomungado-por-dom-jose.html">Technosapiens</a>, diz que o Brasil é o país da piada pronta, lamentando que o clérigo tenha punido a frágil vítima justo no dia Internacional da Mulher:</p>
<blockquote><p>O mais indignante é que no dia internacional da mulher, um senhorzinho religioso aparece para mostrar que o mundo dele ainda é machista, e que machistas deveriam ser o estado e a ciência.</p>
<p>O bispo queria que a menina seguisse grávida de outra menina porque ele diz que defende o direito à vida. Mas como a menina de nove anos de idade corria risco de morte se continuasse com a gestação, logo, subentende-se que o bispo defendia a vida do&#8230; estuprador.</p></blockquote>
<p>Vitor Lessa tem em seu blog uma publicação chamada <a href="http://vitorlessa.blogspot.com/2009/03/ignorancia.html">Ignorância</a>, na qual indaga se a Igreja Católica sabe que vivemos em um estado laico, se ela sabe que nem todos pertencem a essa instituição e aponta outros pontos de vista questionáveis &#39;sugeridos&#39; pelo Vaticano.</p>
<blockquote><p>[&#8230;] ele [o cardeal] está afirmando que devemos voltar a idade média quando o Estado e a Igreja se confundiam e o clero ditava as regras supostamente estabelecidas por Deus. Quando milhões de pessoas foram queimadas em nome de Deus, quando a igreja dizia que os homens deviam servir a seu senhor feudal porque Deus assim desejava e muitos outros fatos. Em momento nenhum ele pensou que o Brasil não é constituido somente de católicos, que o Brasil é um país laico (sem religião definida) e que os seus habitantes elegeram pessoas que fizeram uma constituição legítima para reger o país e sua população. Em momento nenhum o bispo lembrou que não está na idade média e que, acima da instituição a qual ele pertence, existe um Estado que deve atender às necessidades de todos os seus cidadãos. Afinal, todos são iguais perante a lei e pagam impostos para sustentar a nação. Não pensem que essa é uma atitude isolada de um bispo, é uma postura sustentada pela Igreja católica. A igreja católica não somente é contra o aborto em casos de estupro, mas também contra a lei que protege os homossexuais, que pagam impostos e são juridicamente iguais ao bispo. Portanto, se a igreja aceita que parcelas oprimidas (como as mulheres que são agredidas por seus maridos) sejam protegidas por lei, por que outra parcela como a dos homossexuais não podem ser progida? Afinal, são ou não são todos iguais? A igreja católica também proibe o uso de camisinha ou qualquer método anticoncepcional.</p></blockquote>
<p>Daniel Braga, em seu blog <a href="http://mausoleudogargula.blogspot.com/2009/03/cegueira-religiosa.html">Mausoléu do Gárgula</a>, fala sobre o assunto com o título de Cegueira Religiosa. Nesta publicação, o blogueiro faz uma série de questionamentos que tratam não apenas das condições físicas da menina continuar com a gravidez, mas também das condições financeiras e sustentáveis de ter dois filhos aos 9 anos:</p>
<blockquote><p>Acredito que uma das piores coisas já inventadas pelo homem é a cegueira religiosa. Observem bem que não estou falando da religião em si, pois esta é realmente importante ao homem, mas sim de dogmas absurdos que acabam causando a cegueira religiosa.<br />
[&#8230;]<br />
Surgem algumas perguntas e não vou de forma alguma respondê-las, deixando a todos a tarefa de refletir sobre as possíveis respostas:</p>
<ul>
<li>Será que esta menina conseguirá prosseguir com esta gravidez sem que seu corpo seja mais maltratado do que já está? Poderia esta gravidez ter um risco elevado levando então a morte das crianças, todas as três?</li>
<li>Como uma criança poderá criar estas duas crianças?</li>
<li>Qual o dano social futuro desta família?</li>
<li>Como estará a mente desta pobre criança que deveria estar brincando com bonecas mas que foi o alvo dos abusos de um estuprador?</li>
<li>Como será a estrutura familiar que esta menina vive?</li>
<li>Como ficaria esta mesma estrutura familiar depois do nacimento destes bebês?</li>
<li>Qual deveria ser o papel da religião neste caso? Um papel punitivo ou confortante?</li>
<li>Sendo punida, direta ou indiretamente, pelos representantes religiosos, como esta criança se sentirá agora? Será que ela somatizará os problemas jogando em si mesma a responsabilidade do hediondo fato?</li>
</ul>
</blockquote>
<p>Até o presidente Lula se manifestou, dizendo que é católico e pessoalmente contra a legalização do aborto, mas que como chefe de estado apóia a prática em casos como este (e como uma questão de saúde pública). Além disso, também <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1032159-5601,00-LULA+CRITICA+EXCOMUNHAO+E+DEFENDE+MEDICINA+EM+ABORTO+DE+MENINA.html">criticou a postura Católica</a><a></a>:</p>
<blockquote><p>[&#8230;] a medicina fez o que tinha que ser feito, salvar a vida de uma menina de 9 anos. [&#8230;] Como cristão e como católico, lamento profundamente que um bispo da Igreja católica tenha um comportamento, eu diria, conservador como esse.&#8221;</p></blockquote>
<p>O advogado da Igreja Católica disse que entraria com uma denúncia por homicídio contra mãe da menina, com base nos artigos 1º e 5º da Constituição Federal, que asseguram a inviolabilidade do direito à vida. Ele disse que &#8220;além de considerar nossas convicções religiosas, nossa denúncia está atrelada à Constituição&#8221;. Mas, o <a href="http://www.mp.pe.gov.br/index.pl/20090403_mulher">Ministério Público de Pernambuco se pronunciou</a> a respeito do caso:</p>
<blockquote><p>O Ministério Público de Pernambuco, através da promotora Jeanne Bezerra, está acompanhando junto à Secretaria Executiva da Mulher e à ONG Curumim o caso da garota de nove anos grávida em decorrência de estupro em Alagoinha. De acordo com as informações repassadas à promotora pelo órgão e pela entidade, a garota está recebendo o acompanhamento médico, psicológico e social assegurados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Até agora, não foi necessária a atuação judicial do MPPE. Como a legislação brasileira PERMITE o aborto em vítimas de estupro até a 20ª semana de gestão (entendimento do STJ), o procedimento pode ser realizado de acordo com avaliação médica, INDEPENDE de autorização judicial e, portanto, de parecer do Ministério Público.</p></blockquote>
<p>A maioria das reações na blogosfera brasileira criticaram a atitude da Igreja Católica, mas um pequeno grupo de blogueiros apoiou a decisão do arcebispo brasileiro de excomungar todos os envolvidos no aborto. Entre eles, <a href="http://januacoeli.wordpress.com/2009/03/06/carta-aberta-apoio-a-dom-jose/">Jorge Ferraz</a>, desde Pernambuco, escreveu em uma carta aberta para dom José Cardoso Sobrinho e recebeu mais de 100 comentários, tanto a favor quanto contra a decisão da igreja. E em outro blog, numa carta aberta anterior, <a href="http://www.veritatis.com.br/article/5638/carta-aberta-a-dom-jose-cardoso-sobrinho">Maite Tosta</a>, quem também é mãe, disse que a decisão da Igreja não poderia estar mais correta:</p>
<blockquote><p>Nesse momento, em que essa menina precisava de apoio, de ajuda, de atendimento médico, psicológico e porque não, espiritual, vozes se levantaram para apontar uma saída “mais fácil”, que querem fazer crer que era a única razoável…</p>
<p>Logicamente, a situação da menina preocupa. Mas e os gêmeos? Não merecem nosso cuidado? Nossa preocupação? A vida humana não-nascida é tão vida quanto a nascida, e merece o mesmo cuidado. Por serem frutos de uma relação violenta, que não deveria ter sido consumada, não são humanos? Quer dizer que um feto é gente quando é desejado, e é coisa quando não o é?</p>
<p>O que é mais fácil para os envolvidos? Dar assistência, cuidar, acompanhar? Ou “eliminar o problema”? Mas… pergunto, mais fácil para quem? Afinal, essa menina vai crescer, não sem marcas deixadas por esse episódio. Apesar de todas as pessoas ao seu redor lhe dizerem que foi melhor assim, que seu corpo não comportava, que era gravidez de risco, que eram crianças frutos de violência e ela não precisava conviver com elas, que a lei não pune… ela sempre terá na sua consciência que consentiu na morte dos próprios filhos… essa é uma memória que não se apaga nunca, e que tem um gosto amargo.</p></blockquote>
<p>Infelizmente, o caso não foi o primeiro e,  provavelmente, não será o último. No dia 6 de março, <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1031557-5598,00-PAI+ADOTIVO+DE+GRAVIDA+DE+ANOS+E+DENUNCIADO+POR+ESTUPRO.html">outro padrasto foi denunciado por estupro</a>, desta vez no Rio Grande do Sul. A menina, de 11 anos e grávida de sete meses, está internada em Tenente Portela (RS) e a gestação é considerada de risco. O inquérito está em andamento em ambos os casos.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/13/brasil-sobre-a-condenacao-do-vaticano-no-caso-de-aborto-da-menina-estuprada/feed/</wfw:commentRss>
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		<item>
		<title>Brasil: Blogando de comunidades ribeirinhas na Amazônia</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/12/brasil-blogando-comunidades-ribeirinhas/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Mar 2009 20:48:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Deborah Goldemberg</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brazil]]></category>
		<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Juventude]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Na Comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[Portuguese]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[Jovens de comunidades ribeirinhas localizadas nas margens dos rios Amazonas, Tapajós e Arapiuns, criaram a Rede Mocoronga, aonde cada uma tem seu blog. Com uma variedade de notícias das comunidades ribeirinhas, dicas dos funcionários da ONG PSA e uma crescente participação em eventos mundiais, a Rede Mocoronga é um canal interessante para qualquer um no mundo saber mais sobre como vivem as comunidades ribeirinhas da Amazônia, seus desafios, preocupações e o que pensam sobre os problemas do mundo. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/deborah-goldemberg/">Deborah Icamiaba</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/deborah-icamiaba/'>Deborah Goldemberg</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/02/19/brazil-blogging-from-riverside-communities-in-the-amazon/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">Uma iniciativa muito interessante com blogs, chamada <a href="http://redemocoronga.org.br/">Rede Mocoronga </a>, está acontecendo nas margens dos rios Amazonas, Tapajós e Arapiuns, no seio da floresta amazônica. Mocorongo é o nome dado aos que nascem na cidade de Santarém, no <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Par%C3%A1">Pará</a>, cidade pólo da região. Jovens de comunidades ribeirinhas localizadas nos Municípios de Santarém e a vizinha Belterra uniram-se para expressarem-se, trocarem notícias e aprenderem sobre o mundo na internet. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">O projeto é parte do trabalho que a <a href="http://www.saudeealegria.org.br/portal/index.php">ONG Saúde e Alegria </a>tem feito na região desde 1987. O PSA, como a ONG é conhecida localmente, chamou a atenção do mundo quando colocou um time de médicos e palhaços a bordo de um barco para descer o rio prestando atendimento médico básico à comunidades isoladas. Desde o início, a metodologia deles combinou medicina e atividades circenses, pois acreditavam que associando saúde com alegria é possível alcançar melhores resultados. Quando os vemos tentando ensinar dúzias de crianças a escovar os dentes – o que não é um hábito local – você logo entende a lógica da coisa! </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: center; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/img_04622.jpg" alt="Uma educadora do PSA vestida para o dia de trabalho no barco Abaré. Foto de Deborah Icamiaba." width="480" height="360" /><p class="wp-caption-text">Uma educadora do PSA vestida para o dia de trabalho no barco Abaré. Foto de Deborah Icamiaba.</p></div>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">Hoje, tendo conquistado apoio internacional e adquirido um barco-hospital plenamente equipado, o chamado Abaré, o PSA trava parcerias com os Municípios para transportar seus médicos até as comunidades e também mobiliza médicos voluntários de todo o mundo para realizar intervenções mais sofisticadas, que não são facilmente realizadas na região, como operação de catarata.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: center; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/img_03312.jpg" alt=" O barco-hospital Abaré estacionado numa comunidade do rio Tapajós. Foto de Deborah Icamiaba." width="480" height="360" /><p class="wp-caption-text"> O barco-hospital Abaré estacionado numa comunidade do rio Tapajós. Foto de Deborah Icamiaba.</p></div>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">Apesar do foco do PSA ser a saúde, eles logo perceberam que problemas de saúde têm soluções interdisciplinares que passam pela economia local, o meio ambiente, a educação, o acesso a informação e a organização política. Diversas iniciativas nessas áreas foram criadas e uma delas é para fortalecer os recursos de comunicação social das comunidades, tanto na forma como elas se comunicam entre elas como na forma como elas se comunicam com o mundo. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">A <a href="http://redemocoronga.org.br/">Rede Mocoronga </a>nasceu de um projeto de capacitação de jovens das comunidades para tornarem-se repórteres comunitários, ensinando-os a produzir programas de rádio, vídeos, jornais e blogs na internet. Cada comunidade tem sua unidade de mídia com equipamento básico, equipamento se som, mesa editorial, equipamento de vídeo e conexão com a internet, que eles gerenciam da sua forma (até agora, somente seis comunidades têm todo o equipamento, mas a meta é que trinta e uma o tenham). As escolas são parcerias importantes deste projeto. A base do projeto é situada em Santarém, na sede do PSA, de onde seus funcionários disseminam notícias da região. Os jovens recebem as informações e repassam-nas para suas comunidades, assim como postam sobre a sua realidade, seus desafios diários e atividades culturais para o mundo inteiro. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: center; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: center; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/img_05792.jpg" alt=" Crianças de uma comunidade ribeirinha do Rio Tapajós. Foto de Deborah Icamiaba. " width="480" height="360" /><p class="wp-caption-text"> Crianças de uma comunidade ribeirinha do Rio Tapajós. Foto de Deborah Icamiaba. </p></div>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: center; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"><strong> </strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">As seis comunidades que já tem seus blogs conectados na Rede Mocoronga são: <a href="http://muratuba.redemocoronga.org.br/">Muratuba</a>,  <a href="http://arua.redemocoronga.org.br/">Cachoeira do Aruã</a>, <a href="http://piquiatuba.redemocoronga.org.br/">Piquiatuba</a>, <a href="http://maguari.redemocoronga.org.br/">Maguari</a>, <a href="http://belterra.redemocoronga.org.br/">Belterra</a> e <a href="http://suruaca.redemocoronga.org.br/">Suruacá</a></span><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">. O barco <a href="http://abare.redemocoronga.org.br/">Abaré</a> tem também o seu blog na Rede. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: center; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center">
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 490px"><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/img_04982.jpg" alt="Vista do barco Abaré para uma comunidade ribeirinha no Rio Tapajós. Foto de Deborah Icamiaba. " width="480" height="360" /><p class="wp-caption-text">Vista do barco Abaré para uma comunidade ribeirinha no Rio Tapajós. Foto de Deborah Icamiaba. </p></div>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: center; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">Recentemente, a comunidade Suruacá <a href="http://suruaca.redemocoronga.org.br/2009/02/11/trabalho-comunitario-2/">relatou </a>sobre como a comunidade se uniu para construir o seu centro comunitário. A força dos homens da comunidade foi muito valorizada, uma vez que os troncos de árvores tiveram de ser carregados manualmente:</span></p>
<blockquote>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"><em>Como na comunidade não tem transporte adequado para este trabalho árduo, a madeira é conduzida no ombro, na cabeça e de outras maneiras possíveis encontradas pelos próprios trabalhadores. A madeira fica com um percurso de 40 minutos do ramal de onde será conduzida com o auxilio de uma carroça-de-boi, diminuindo assim o sofrimento dos comunitários</em>.</span></p>
</blockquote>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">Adriane Gama, da sede do PSA, <a href="http://redemocoronga.org.br/2009/02/10/conselho-tutelar-e-carnaval/#more-821">usou a rede para disseminar </a>informações sobre os riscos das comemorações de carnaval para as crianças e jovens: </span></p>
<blockquote>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"><em>Estamos no mês de carnaval, de folia e alegria. Mas, em se tratando de crianças e adolescentes, devemos ter cuidados redobrados nessa época para que muitas delas não seja abusadas e aliciadas por pessoas que violam os direitos fundamentais infanto-juvenis. Para contribuir com a diversão e segurança das crianças e adolescentes nesse carnaval em Santarém - PA, o conselho tutelar e várias parcerias devem unir forças para o sucesso do trabalho</em>.</span></p>
</blockquote>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: center; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/img_05912.jpg" alt="Crianças de uma comunidade ribeirinha fazem fila para a inspeção dos dentes. Foto de Deborah Icamiaba. " width="480" height="360" /><p class="wp-caption-text">Crianças de uma comunidade ribeirinha fazem fila para a inspeção dos dentes. Foto de Deborah Icamiaba. </p></div>
<p><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">A Rede Mocoronga também dissemina notícias internacionais para as comunidades. Por exemplo, no Fórum Social Mundial, que aconteceu no início do ano em Belém do Pará, alguns jovens participaram com os funcionários do PSA e juntos eles selecionaram para o blog da Rede artigos de canais de mídia que representassem suas percepções do evento. Como exemplo, eles <a href="http://redemocoronga.org.br/2009/02/02/forum-social-mundial-termina-com-resolucoes-politicas-e-plano-de-acao/">publicaram um artigo </a>indicativo da visão de que o Fórum Social Mundial foi conclusivo em diversos pontos, contradizendo o que a grande mídia disse sobre o evento. </span></p>
<blockquote>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"><em>A nona edição do Fórum Social Mundial (FSM) terminou neste domingo (01/02), em Belém, com a “Assembléia das Assembléias” adotando dezenas de resoluções e propostas que serão temas de um programa de mobilizações ao redor do mundo em 2009.<br />
As 21 assembléias temáticas, assim, quebraram o que parecia ser um tabu do FSM, ou seja, adotar posições políticas comuns sob a pressão de milhares de grupos da sociedade civil, ansiosos por agarrar a oportunidade criada pela crise econômica global de uma mudança progressiva</em>.</span></p></blockquote>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">Com uma variedade de notícias das comunidades ribeirinhas produzidas por jovens da região, dicas dos funcionários do PSA e uma crescente participação em eventos mundiais, a Rede Mocoronga é um canal interessante para qualquer um no mundo saber mais sobre como vivem as comunidades ribeirinhas da Amazônia, seus desafios, preocupações e o que pensam sobre os problemas do mundo. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: center; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/img_02975.jpg" alt="Vista do porto de Santarém e o Rio Tapajós. Foto de Deborah Icamiaba." width="480" height="360" /><p class="wp-caption-text">Vista do porto de Santarém e o Rio Tapajós. Foto de Deborah Icamiaba.</p></div>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: center; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;">
]]></content:encoded>
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		<title>Egito: Blogueiro Mohamed Adel é libertado</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/09/egito-blogueiro-mohamed-adel-tem-liberdade-anunciada/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/09/egito-blogueiro-mohamed-adel-tem-liberdade-anunciada/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 12:55:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arabic]]></category>
		<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Egypt]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Juventude]]></category>
		<category><![CDATA[Lei]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade de Expressão]]></category>
		<category><![CDATA[Middle East & North Africa]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Primeira Mão]]></category>
		<category><![CDATA[Protesto]]></category>

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		<description><![CDATA[O blogueiro egípicio Mohammad Adel, que escreve no blog Maeit (já apagado) e que estava preso desde 21 de novembro de 2008, foi libertado. Ahmed Abdel Fattah anunciou aqui e Arabawy anunciou em seu blog que Maeit seria libertado. Marwa Rakha, do Global Voices, nos conta mais sobre o assunto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/marwa-rakha/">Marwa Rakha</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/08/egypt-blogger-mohamed-adel-released/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>O blogueiro egípicio <a href="http://advocacy.globalvoicesonline.org/2008/11/23/egypt-one-blogger-disappeared-and-another-still-in-custody-despite-court-order/">Mohammad Adel</a>, que escreve no blog <em>Maeit</em> (já apagado) e que estava preso desde 21 de novembro de 2008, foi libertado.</p>
<p><em>Ahmed Abdel Fattah</em> <a href="http://yalally.blogspot.com/2009/03/blog-post_08.html">anunciou aqui</a> e <em>Arabawy</em> anunciou em <a href="http://arabist.net/arabawy/2009/03/08/meit-to-be-released/">seu blog</a> que Maeit seria libertado.</p>
<p><a href="http://egyworkers.blogspot.com/2009/03/blog-post_280.html">Karim Beheiry</a> escreveu:</p>
<div class="arabic">اصدرت نيابة امن الدولة العليا طوارىء بالتجمع الخامس قرار بأخلاء سبيل محمد عادل صاحب مدونة ميت والذى تم اعتقالة منذ اكثر من ثلاثة شهور على خلفية اتهامة بالانضمام الى جماعة سرية مسلحة تقوم بالاتصال عن طريق الانترنت هدفها دعم حماس … وحتى كتابة هذه السطور مازال عادل داخل نيابة امن الدولة العليا بالتجمع الخامس ولم يتم تنفيذ قرار الاخلاء فعليا<br />
مدونة عمال مصر تتقدم ببالغ الفرحة والتهنئة لاسرة عادل واصدقائة وتتمنى له الاخلاء الفعلى خلال وقت بسيط</div>
<div class="translation">A Corte Suprema de Segurança assinou uma ordem de libertação para Mohamed Adel dono do blog “Maeit” que foi preso há mais de 3 meses. Maeit foi acusado de ter se afiliado a um grupo armado secreto, com base na internet, que estaria apoiando o Hamas. Até o momento em que escrevo essas palavras, Adel ainda está sob a custódia da Corte Suprema de Segurança e literalmente não está livre. O blog EgyWorkers dá os sinceros parabéns a Adel, sua família e amigos, e espera que ele seja libertado em breve.</div>
<p>Mais informações sobre a prisão de Mohamed Adel podem ser encontradas <a href="http://advocacy.globalvoicesonline.org/2009/02/08/egypt-bloggers-for-terrorism/">aqui</a> [en], <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/02/02/egyptian-bloggers-and-journalists-on-the-hot-seat/">aqui</a> [en], e ainda nesse <a href="http://www.facebook.com/home.php?ref=home#/group.php?gid=121692445540&amp;ref=ts">grupo no facebook</a>.</div>
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		<title>Brasil: Introdução à Internet no Batismo Digital</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 22:49:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Batismo Digital trouxe inclusão digital a Belo Horizonte nesse sábado, ensinando informações básicas sobre como usar um computador para aqueles que nunca tinham tido a chance ou apresentando ferramentas mais avançadas para usuários mais experientes. Veja fotos e vídeos do dia agitado na capital mineira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/08/brazil-introducing-the-web-a-digital-baptism/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-60432" title="batismo" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/batismo.jpg" alt="batismo" width="439" height="211" /><br />
Um “Batismo Digital” trouxe a inclusão digital a Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. O evento desse sábado, organizado por meio de uma parceria entre o <a href="http://www.teia.mg.gov.br/">Governo</a>, o Ministério Público e a <a href="http://almig.com.br/">Associação de Lan House</a> locais, teve como objetivo promover a inclusão digital e incentivar o empreendimento online. Essa foi a primeira vez que o Batismo Digital aconteceu em Belo Horizonte, embora o evento já aconteça esporadicamente em São Paulo e no Rio de Janeiro desde 2005.</p>
<p>Sob uma grande tenda em uma das praças da capital mineira, 50 computadores conectados à internet e 100 facilitadores ajudaram, durante todo o dia, as pessoas que compareceram a escalar os degraus do mundo online. Foram dois os tipos principais de oficina: o Batismo Digital 1.0, para aqueles que nunca tiveram a oportunidade de operar um computador aprender o básico e sufar na internet pela primeira vez, e o Batismo Digital 2.0, para usuários mais experientes que querem mergulhar mais fundo na rede e conhecer novas ferramentas. <a href="http://twitter.com/fabiosan/status/1293062006">Fábio Santos</a> relata no Twitter:</p>
<blockquote><p><a href="http://twitter.com/fabiosan/status/1293062006"><img class="aligncenter size-full wp-image-60481" title="fabiosan" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/fabiosan.jpg" alt="fabiosan" width="371" height="190" /></a></p></blockquote>
<p>O usuário do Twitter @fabiosan também nos conta a história de uma senhora de 67 anos que nunca tinha usado um computador e decidiu participar do Batismo Digital para aprender novas formas de se comunicar com suas duas irmãs já conectadas, que moram em outro estado:</p>
<blockquote><p><img class="aligncenter size-full wp-image-60491" title="fabiosan1" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/fabiosan1.jpg" alt="fabiosan1" width="367" height="191" /></p></blockquote>
<p><a href="http://batismodigital.blogspot.com/2009/03/aconteceu-no-batismo_07.html">Essa postagem</a> do blogue do evento constrasta os recém &#8220;batisados&#8221; por idade. A primeira imagem é do usuário do Flickr <a title="Link to pvilla's photostream" href="http://www.flickr.com/photos/pvilla/">pvilla</a>:</p>
<blockquote><p><a href="http://www.flickr.com/photos/pvilla/3335221293/"><img class="aligncenter size-full wp-image-60436" title="dsc02575" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/dsc02575.jpg" alt="dsc02575" width="320" height="240" /></a></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-60433" title="100_2580-1" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/100_2580-1.jpg" alt="100_2580-1" width="320" height="240" />Todas as idades passam por aqui!</p></blockquote>
<p><a href="http://batismodigital.blogspot.com/2009/03/aconteceu-no-batismo_9385.html">Essa outra entrada</a> apresenta os mais novos usuários do Twitter de Belo Horizonte:</p>
<blockquote><p><img class="aligncenter size-full wp-image-60444" title="100_2576-1" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/100_2576-1.jpg" alt="100_2576-1" width="320" height="240" /><br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-60445" title="100_2575" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/100_2575.jpg" alt="100_2575" width="320" height="240" /></p>
<p>Com auxílio do Rosalves, os novos agentes aprenderam a usar o Twitter!</p></blockquote>
<p>Abaixo, um vídeo publicado no YouTube por <a class="hLink fn n contributor" onmousedown="urchinTracker('/Events/VideoWatch/ChannelNameLink');" href="http://www.youtube.com/user/equipeteiamg">equipeteiamg</a>. Mais vídeos podem ser acessados através do <a href="http://live.blogblogs.com.br/stream/bdigital?service=youtube">agregador</a> do evento.</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/0nez8Jpz6Mo&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/0nez8Jpz6Mo&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>O Batismo Digital foi <a href="http://live.blogblogs.com.br/stream/bdigital">blogado ao vivo</a> e <a href="http://live.blogblogs.com.br/stream/bdigital">transmitido de várias formas</a> por meio de um site que coletou todas as reações no Twitter, Flickr, YouTube e blogues, dentre outros, que tivessem a tag #bdigitalmg.</div>
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		<title>EUA: Ativistas furiosos após disparos fatais da polícia</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Mar 2009 05:01:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Muitas pessoas gravaram, em seus celulares, vídeos de um policial atirando e matando um homem jovem chamado Oscar Grant, numa estação BART [nota do tradutor: BART (Bay Area Rapid Transit) é o sistema público de transporte que serve parte da área da baía de São Francisco, na Califórnia] do metrô de Oakland, Califórnia, por volta das 2h00 no dia primeiro de janeiro de 2009. Desde então a mídia cidadã tem sido parte central das campanhas conseqüentes por justiça. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/bernardo-parrella/">Bernardo Parrella</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/02/28/usa-activists-incensed-after-fatal-shooting-by-police/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p style="text-align: justify;">Muitas pessoas gravaram, em seus celulares, vídeos de um policial <a href="http://www.sfgate.com/cgi-bin/article.cgi?f=/c/a/2009/01/07/MN2N155CN1.DTL">atirando e matando</a> um homem jovem chamado Oscar Grant, numa estação BART [nota do tradutor: BART (Bay Area Rapid Transit) é o sistema público de transporte que serve parte da área da baía de São Francisco, na Califórnia] do metrô de Oakland, Califórnia, por volta das 2h00 no dia primeiro de janeiro de 2009. Grant Grant foi baleado enquanto estava deitado de bruços no chão da estação Fruitvale, depois que a polícia interveio numa briga fora do vagão lotado, com as pessoas voltando para casa depois da comemoração de Ano Novo. Blogs e vídeos de civis tem sido parte central das campanhas conseqüentes por justiça.</p>
<p style="text-align: justify;">O caso ganhou notoriedade graças aos vídeos filmados de diferentes ângulos pelos passageiros. Eles foram publicados online imediatamente e também foram ao ar pela televisão. Aqui está um dos clipes, <a href="http://www.youtube.com/results?search_type=&amp;search_query=oscar+grant&amp;aq=f">disponível no YouTube</a> (aviso: imagens fortes):</p>
<p style="text-align: justify;"><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/NVsncZ7K584&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/NVsncZ7K584&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p style="text-align: justify;">O guarda que puxou o gatilho, Johannes Mehserle, renunciou à força policial, e agora aguarda julgamento por assassinato. Sem fazer qualquer declaração pública, inicialmente ele ficou foragido e foi preso no estado vizinho de Nevada; mais tarde um doador anônimo pagou sua fiança (de US$ 3 milhões). Mehserle alega que pretendia atirar com sua arma Taser para tontear, não a sua pistola. Enquanto isso, a família de Oscar Grant prepara um processo de US$ 25 milhões pela morte enganada.</p>
<p style="text-align: justify;">A história <a href="http://news.google.com/news?pz=1&amp;ned=us&amp;hl=en&amp;q=oscar+grant">chamou atenção bem longe de São Francisco</a>, particularmente dentro da  mídia cidadã e de comunidades de cyber-ativistas. O movimento resultante provê em primeira mão a informação e mobilização coletiva direcionada para que justiça seja feita pela família e de chamar a atenção pública sobre o racismo.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de protestos nas ruas (com alguns episódios violentos), uma iniciativa loca,  <a href="http://www.caravanforjustice.com/">“Caravana por Justiça” [en, Caravan for justice]</a>, organizou dúziar de carros e ônibus para viajar até o Capitólio do Estado da Califórnia em Sacramento no dia 23 de fevereiro para pressionar os legisladores por justiça. Um canal inteiramente voltado para esta iniciativa está <a href="http://www.youtube.com/freedomjusticeequal">ativo no YouTube</a>, incluindo o seguinte vídeo com o pastor Zachary Carey, membro da caravana:</p>
<p style="text-align: justify;"><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/2oSipr1BrEQ&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/2oSipr1BrEQ&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p style="text-align: justify;">Mais de 2.000 fotos tiradas em manifestações e outros eventos estão <a href="http://www.flickr.com/search/?q=oscar%20grant&amp;w=all&amp;s=int">disponíveis no Flickr</a>, juntas às pontuações e aos comentários. Sob a foto de <a href="http://www.flickr.com/photos/thomashawk/3178491939/">um jovem homem algemado na traseira de um carro da polícia</a> [en] durante uma manifestação em Oakland, um <a href="http://www.flickr.com/photos/thomashawk/3178491939/comment72157612336697658/">comentarista  fez a seguinte observação</a> [en]:</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p>The police in SF and Oakland do nothing to reduce violent crime. Law abiding citizens live in fear because the police are inept and incompetent. The murder of an innocent 22 year old male by the BART police is just another example of how inept the police around here are…</p></blockquote>
<div class="translation" style="text-align: justify;">A polícia em São Francisco e Oakland não faz nada para reduzir os crimes violentos. Cidadãos que esperam pelo cumprimento lei vivem com medo por que a polícia é incapaz e incompetente. O assassinato de um homem inocente de 22 anos pela polícia do BART é outro exemplo de quão incapaz a polícia daqui é&#8230;</div>
<p style="text-align: justify;">Escrevendo em <a href="http://4wardevernewsvine.wordpress.com/2009/02/26/mumia-abu-jamal%E2%80%99s-reaction-to-oscar-grant-killing/"><em>4WardEver Newsvine</em></a> [en], um blog em grupo que apóia diversas campanhas por justiça, o escritor e prisioneiro no corredor da morte <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mumia_Abu-Jamal">Mumia Abu-Jamal</a> disse:</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p>Oscar Grant is you—and you are him, because you know in the pit of your stomach that it could’ve been you, and the same thing could’ve happened. You know this. And what’s worse is this: you pay for this every time you pay taxes, and you endorse this every time you vote for politicians who sell out in a heartbeat.</p>
<p>You pay for your killers to kill you, in the name of a bogus, twisted law, and then pay for the State that defends him. Something is terribly wrong here—and it’s the system itself. Until that is changed, nothing is changed, for we’ll be out here again (in the streets)—chanting a different name.</p></blockquote>
<div class="translation" style="text-align: justify;">Oscar Grant é você—e você é ele, por que você sabe do fundo do seu estômago que poderia ter sido você, e a mesmíssima coisa poderia ter acontecido. Você sabe disso. E o pior é o seguinte: você paga por isto cada vez que paga os impostos, e você endossa isto cada vez que vota em políticos que se vendem rapidamente.</p>
<p>Você paga para seus assassinos te matarem, em nome de uma lei falsa, distorcida, e então paga ao Estado que os defende. Algo está muito errado aqui - e é o próprio sistema. Até que isso mude, nada muda, por que nós estaremos por aí (nas ruas) de novo - cantando um nome diferente.</p></div>
<p style="text-align: justify;">O site do <em><a href="http://www.justiceforoscargrant.org/">Comitê pela Justiça de Oscar Grant [en, Justice for Oscar Grant Committee]</a></em> rapidamente começou a coletar e distribuir vídeos, fotos e outras atualizações sobre o caso. A <a href="http://www.justiceforoscargrant.org/documents/justice-for-oscar-grant-committee-official-statement/">declaração oficial</a> [en] deles associa o assassinato com &#8220;método de execução&#8221; com &#8220;a brutalidade do sistema e o terrorismo contra pessoas negras, jovens e pessoas de cor&#8221;. Um <a href="http://www.justiceforoscargrant.org/documents/justice-for-oscar-grant-committee-official-statement/#comment-3">comentarista disse [en]</a>:</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p>I’m from England and have just watched the brutal murder of Oscar Grant on youtube. Where is the justice in the world? In this day in age, after all that our people have been through over hundreds of years at the hands of such evil racist people….we still are faced with the prospects of not coming home through to police brutality. What is justice when those responsible for upholding the law are the same ones breaking it by taking away lifes based on colour, perception and ignorance.</p>
<p>My thoughts,prayers and condolences are set over seas in abundance to the friends and family of Oscar Grant.</p></blockquote>
<div class="translation" style="text-align: justify;">Eu sou da Inglaterra e acabo de assistir ao assassinato brutal de Oscar Grant no YouTube. Onde está a justiça no mundo? Nesta era, depois de tantas pessoas sofrerem por séculos nas mãos de pessoas tão racistas&#8230; nós ainda estamos diante com a possibilidade de não voltar para casa por causa da brutalidade da polícia. O que é a justiça quando aqueles responsáveis por assegurar a lei são os mesmos que a quebram tirando vidas por causa da cor, percepção e ignorância.</p>
<p>Meu apoio, orações e condolências estão navegando pelos mares, em abundância, para os amigos e família de Oscar Grant.</p></div>
<p style="text-align: justify;"><em>VisionAries</em> publicaram <a href="http://jsightdotcom.blogspot.com/2009/01/oscar-grant-protest.html">mais fotos e slideshows</a> das manifestações de janeiros em Oakland, enquanto o blog <em>Sustainable Business Alliance</em> <a href="http://localbizblogs.com/sustainablebiz/2009/01/12/justice-for-oscar-grant">pede às pessoas [en]</a> para que assinem uma carta em apoio &#8220;aos esforços do membro da Assembléia Tom Ammiano e ao senador do Estado Leland Yee para criar um comitê civil de supervisão e ajudar a construção do movimento progressivo pela justiça na Califórnia&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Direcionado para o assunto mais amplo da brutalidade policial e a consciência comunitária, o blogueiro <em>Crocus</em> <a href="http://eightgreatfears.blogspot.com/2009/02/do-you-trust-your-law-enforcement.html">destaca</a>:</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p>The truth is that people/community’s just don’t trust law enforcement institutions anymore and it spans the breadth of the society. People are so suspicious of officers intent and with good reason. We can no longer tolerate police brutality and injustice but unlawful behavior on the part of the law has become so routine that we tend to blank it out and carry on with the boredom of everyday life under the spectacle but “if not passion and action then my dear you are already dead”. Community autonomy is the only way to raise awareness on these issues, but as the process of participation in matters that affect our community’s are being destroyed every waking hour, it becomes near impossible to act collectively. Individual autonomy is a step in the right direction but collective awareness is collective power!</p>
<p>However it is fair to say that over the last couple of decade’s racial awareness and cohesion has vastly improved and thus transformed the landscape of interaction for the greater good. But the police, council’s and the Government still struggle with racism to some degree! It’s not how people interact these days but how intuitions treat people.</p></blockquote>
<div class="translation" style="text-align: justify;">A verdade é que as pessoas/a comunidade não confiam mais nas instituições que são responsáveis por aplicar a lei e isso beira os valores da sociedade. As pessoas desconfiam tanto da intenção dos policiais e com bons motivos. Não podemos tolerar mais a brutalidade da polícia e a injustiça, mas o comportamento fora-da-lei de quem defende a lei se tornou tão rotineiro que temos a tendência de esquecer e continuar com o cotidiano sob o espetáculo &#8220;se não tiver ação e paixão, então, querido, você já morreu&#8221;. A autonomia da comunidade é a única forma de aumentar a consciência nesses assuntos, mas à medida que o processo da participação de maneira que afetem nossa comunidade estão sendo destruídos a cada hora, fica quase impossível agir coletivamente. Autonomia individual é um passo na direção certa, mas consciência coletiva é poder coletivo!</p>
<p>Entretanto, é justo dizer que nas últimas duas décadas a consciência e a união racial melhoraram e ainda transformaram as possibilidades de interação para um bem maior. Mas a polícia, do conselho e do Governo, ainda combatem com racismo! Não se trata de como as pessoas interagem hoje em dia, mas como as intuições tratam as pessoas.</p></div>
<p style="text-align: justify;">Finalmente, enquanto anunciava a <em>Marcha pela Justiça</em>, realizada em Hayward, Califórnia, no dia 27 de fevereiro (data do aniversário de 23 anos de Grant), a noiva de Oscar, Sophina Mesa, <a href="http://groups.yahoo.com/group/Justice4Oscar_GRANT/message/745;_ylc=X3oDMTJxcGk4YzNzBF9TAzk3MzU5NzE1BGdycElkAzIzNjEzMTQ1BGdycHNwSWQDMTcwNTA2NDAwNQRtc2dJZAM3NDUEc2VjA2Rtc2cEc2xrA3Ztc2cEc3RpbWUDMTIzNTY4Njk1OQ--/">pediu por justiça sem mais violência</a>:</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p>My desire is to see true justice served for Oscar and our family. I don&#39;t want another person to go through what Oscar, his friends, his family, and many other people are enduring at this time. Please join me, mine and Oscar&#39;s daughter Tatiana, and our family at the march on Friday.</p></blockquote>
<div class="translation" style="text-align: justify;">Meu desejo é ver a verdadeira justiça em prol de Oscar e nossa família. Eu não quero que outra pessoa passe pelo que Oscar, seus amigos, sua família e muitas outras pessoas estão passando neste momento. Por favor, unam-se a mim, à minha filha e de Oscar, Tatiana, e à nossa família na marcha da sexta-feira.</div>
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		<title>Guadalupe: &#8220;Vergonha&#8221; policial?</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/28/guadalupe-vergonha-policial/</link>
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		<pubDate>Sat, 28 Feb 2009 04:29:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em meio à confusão do conflito social durante o último mês em Guadalupe, duas noites de violência aconteceram nos dias 17 e 18 de fevereiro. Apesar dos incêndios criminosos em lojas e numerosas interdições de ruas com barricadas em chamas, o clímax para esses atos violentos tem sido o assassinato não solucionado de um homem. Trikess, que bloga em Chien créole conta sobre a morte de Jacques Bino, um guadalupenho, líder de força sindical, foi morto na noite da última terça.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/fabienne-flessel/">Fabienne Flessel</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/02/26/guadeloupe-police-blunder/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div class="entry">
<p style="text-align: justify;">Em meio à confusão do conflito social durante o último mês em Guadalupe, <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/02/18/guadeloupe-escalating-tensions-lead-to-violence/">duas noites de violência aconteceram nos dias 17 e 18 de fevereiro</a>. Apesar dos incêndios criminosos em lojas e numerosas interdições de ruas com barricadas em chamas, o clímax para esses atos violentos tem sido o assassinato não solucionado de um homem. <em>Trikess</em>, que bloga em <a href="http://chien-creole.blogspot.com/">Chien créole</a> conta sobre <a href="http://chien-creole.blogspot.com/2009/02/la-mort-de-jacques-bino.html">a morte de Jacques Bino</a> [fr], um guadalupenho, líder de força sindical, foi morto na noite da última terça.</p>
<p style="text-align: justify;">Inúmeras hipóteses foram feitas na tentativa de explicar - ou até na tentativa de resolver - este caso. O blogueiro guadalupenho <a href="http://indiscretions.over-blog.fr/article-28099657.html"><em>Indiscrétions</em></a> [Fr] publicou uma carta aberta sobre isso:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Le regretté Jacques BINO a été doublement victime. Il a été aussi victime de ces dysfonctionnements. Heureusement que des policiers ont aussi été blessés dans cette affaire. Heureusement qu&#39;ils ne peuvent même pas être soupçonnés… sauf peut-être de non assistance à personne en danger</p>
</blockquote>
<div class="translation" style="text-align: justify;">O pobre Jacques BINO foi duplamente vítima. Ele também foi vítima do colapso das forças policiais. Afortunadamente, alguns policiais também saíram feridos no confronto. Afortunadamente, agora eles não podem ser suspeitos&#8230; exceto pela falha em prestar assistência à pessoa em perigo.</div>
<p style="text-align: justify;">Provavelmente esta é uma resposta às declarações oficiais feitas pelo primeiro ministro francês e outros representantes, que declararam em rede nacional que J. Bino foi assassinado por jovens baderneiros que estavam encarregados da barricada. (Não houve ainda uma conclusão oficial da investigação.) Aqui está a opinião de <a href="http://chien-creole.blogspot.com/2009/02/la-mort-de-jacques-bino.html"><em>ChienCréole</em></a> no dia seguinte ao assassinato:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Cela dit s’il est vrai que certains jeunes se sont livrés à des actes de violence aveugle de nature à porter atteinte à la vie d’autrui, et même s’il est fort probable qu’un d’entre eux ait appuyé sur la gachette de l’arme qui a tué Jacques Bino, les conclusions des uns et des autres sont un peu trop rapides et légères en l’absence des conclusions de l’enquête.</p>
</blockquote>
<div class="translation" style="text-align: justify;">Olha, é verdade que alguns jovens cometeram atos gratuitos de violência que poderiam colocar a vida de alguém em perigo, e é bem provável que um deles tenha puxado o gatilho que matou Jacques Bino, mas conclusões rápidas e inconsistentes aqui e acolá apareceram sem qualquer resultado aceitável das investigações.</div>
<p style="text-align: justify;">No contexto da atual agitação civil, as forças policiais parecem ávidas para resolver este assassinato o mais rápido possível. Ainda assim, em vez de amenizar as coisas, a investigação foi o motivo de outro episódio controverso, <a href="http://chien-creole.blogspot.com/2009/02/arrestation-dun-jeune-soupconne-davoir.html">em primeira mão </a>por <em>Trikess</em> e desde então recontado por toda a blogosfera, <em><a href="http://twitter.com/">Twitter</a></em> e <em><a href="http://www.facebook.com/">Facebook</a></em>. Em sua publicação, intitulada <em>Prisão de um jovem adulto suspeito do assassinato de Jacques Bino </em>[Fr], o blogueiro conta a história e publica fotos do jovem adulto que foi preso pela polícia e de sua avó, que supostamente foi agredida pelos policiais. Ele explica:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Six policiers, l’arme au poing, s’engouffrent les premiers dans le petit appartement. Ils se précipitent sans hésitation dans la chambre tout de suite à gauche et tombent à bras raccourcis sur Patrice, que les détonations et les cris des policiers viennent de réveiller en sursaut.</p>
</blockquote>
<div class="translation" style="text-align: justify;">Primeiro, seis policiais bem armados invadiram o pequeno apartamento. Eles correram sem hesitar na primeira sala à esquerda e acertaram Patrice violentamente, que tinha acabado de acordar com a detonação e com os gritos dos policiais.</div>
<p style="text-align: justify;">No sábado, 21 de fevereiro, o jovem adulto <a href="http://chien-creole.blogspot.com/2009/02/libere.html">foi liberado</a> [fr] depois de ser inocentado pelo registros de seu computador - e pela semana passada, as blogosferas guadalupenha (<a href="http://bworldconnection.com/injustice.html?idA=190&amp;rub=Justice/injustices"><em>BworldConnection</em></a>) e martinicana (<a href="http://http//www.montraykreyol.org/spip.php?article2117"><em>Montray kréyol</em></a>) [fr] expressaram sua preocupação sobre o que eles consideram como uma prisão injustificada. Usuários de Twitter e Facebook também espalharam esta informação junto com fotos, já estigmatizando toda a situação como um &#8220;erro vergonhoso&#8221;.</p>
</div>
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