<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Global Voices em Português &#187; Guerra &amp; Conflito</title>
	<atom:link href="http://pt.globalvoicesonline.org/category/topics/war-conflict/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://pt.globalvoicesonline.org</link>
	<description>O mundo está falando. Você está ouvindo?</description>
	<lastBuildDate>Fri, 04 Dec 2009 03:54:21 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Timor Leste: Celebrando a Solidariedade Global pela Liberdade</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/28/timor-leste-celebrando-a-solidariedade-global-pela-liberdade/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/28/timor-leste-celebrando-a-solidariedade-global-pela-liberdade/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 19:07:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Australia]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[East Asia]]></category>
		<category><![CDATA[East Timor]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra & Conflito]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Humanitário]]></category>
		<category><![CDATA[Indonesia]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade de Expressão]]></category>
		<category><![CDATA[Oceania]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Portuguese]]></category>
		<category><![CDATA[Protesto]]></category>
		<category><![CDATA[Relações Internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Spain]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>
		<category><![CDATA[Western Europe]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=4049</guid>
		<description><![CDATA[Dez anos após o referendo, vozes no mundo todo estão mais uma vez espalhar por aí sobre Timor Leste, mas dessa vez para celebrar o grande apoio internacional que naquela época culminou no reconhecimento da autodeterminação do país]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/janet-gunter/">Janet Gunter</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/21/east-timor-celebrating-global-solidarity-for-freedom/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Dez anos após o referendo, vozes no mundo todo estão mais uma vez <a href="http://thirdestatesundayreview.blogspot.com/2009/08/klibur-solidaridade-timor-leste.html">falando por aí</a> [en] sobre Timor Leste, mas dessa vez para celebrar o grande apoio internacional que naquela época culminou no reconhecimento da autodeterminação do país:</p>
<blockquote><p>On 30 August, 1999, hundreds of thousands of Timorese voters braved an Indonesian-directed terror campaign to cast ballots for independence in a U.N.-organized referendum. This event, which ended Indonesia’s 24-year illegal, brutal military occupation, led to the creation of the Democratic Republic of Timor-Leste as the first new nation of the millennium. The vote was the culmination of decades of struggle by Timorese people, supported by solidarity activists around the world.</p></blockquote>
<div class="translation">Em 30 de agosto de 1999, centenas de milhares de eleitores timorenses enfrentaram uma campanha terrorista dirigida pela Indonésia para votar pela independência em um referendo organizado pela Organização das Nações Unidas. Este evento, que encerrou 24 anos de uma ocupação militar ilegal e violenta por parte da Indonésia, levou à criação da República Democrática de Timor-Leste, a primeira nova nação do milênio. A votação foi a culminação de décadas de luta do povo timorense, apoiadas por ativistas em solidariedade em todo o mundo.</div>
<p>O lançamento do vídeo do jornalista Max Stahl relatando o ultrajante <a href="http://www.etan.org/timor/SntaCRUZ.htm" target="_blank">Massacre de Santa Cruz</a> [en] em 1991 aumentou a conscientização global sobre os crimes ocorridos em Timor Leste durante a época da ocupação pela indonésia.</p>
<p>Em 1996, José Ramos-Horta e o Bispo Ximenes Belo foram agraciados com o Prêmio Nobel da Paz, e somente três anos depois o presidente indonésio Habibie permitiu que o povo de Timor Leste escolhesse entre autonomia dentro da Indonésia e independência. E o mundo se juntou a Timor Leste.</p>
<div id="attachment_91845" style="width: 310px;"><a href="http://www.etan.org/"><img title="deadprot" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/deadprot-300x204.jpg" alt="&quot;Die-in&quot; protest in the US. Credit: www.etan.org" width="300" height="204" /></a>Protesto nos EUA. Crédito: www.etan.org</div>
<p>Movimentos de solidariedade capazes de pressionar os seus governos e protestar contra os abusos da Indonésia surgiram na Austrália, Nova Zelândia, Japão, Portugal, França, Holanda, Irlanda, Alemanha, Reino Unido, Canadá e nos Estados Unidos durante a década de 90. <a href="http://www.insideindonesia.org/content/view/664/29/">Mesmo dentro da Indonésia, Timor Leste contava com amigos trabalhando para por um fim aos abusos e promover a autodeterminação</a> [en].</p>
<p>No verão de 1999, às vésperas do Referendo, a <a href="http://www.etan.org/ifet/">IEFT - International Federation for East Timor</a> [Federação Internacional pelo Timor Leste, en] montou o Projeto Observatório, com uma equipe internacional de membros de pelo menos 22 países indo ao Timor Leste para acompanhar a votação. As medidas de segurança nos meses que precederam o referendo eram instáveis, uma vez que o acordo mediado pela ONU para a votação deixava segurança a cargo da polícia da Indonésia.</p>
<div id="attachment_91818" style="width: 223px;"><img title="UNAMETposter" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/UNAMET-213x300.jpg" alt="Pôster da ONU diz: " width="213" height="300" />Pôster da ONU diz: &#8220;Não iremos embora&#8221;. Crédito: Australia Timor-Leste Friendship Network</div>
<p>Os monitores da IFET bravamente se deslocaram por todo o território, <a href="http://www.etan.org/ifet/082199.html">segundo explica um relatório do projeto de 22 de agosto de 1999</a> [en]:</p>
<blockquote><p>We have rented houses and deployed teams in every area of East Timor. Upon arriving in a town, an IFET-OP team first makes contact with the police and local authorities, and then with various community leaders and advocates on both sides of the campaign. They settle into a house which an IFET-OP advance team has arranged, and begin observing and inquiring about events and perceptions related to the campaign and other aspects of the consultation. Each team reports in nightly by phone and files a written weekly report. Although nobody on any of our teams has been injured, several have witnessed violent or intimidating incidents, and have reported such events to the appropriate authorities, UNAMET, and IFET-OP headquarters in Dili.</p></blockquote>
<div class="translation">Alugamos casas e posicionamos equipes em todos os cantos do Timor Leste. Ao chegar em uma cidade, uma equipe da IFET-OP faz o primeiro contato com a polícia e autoridades locais, e depois com vários líderes comunitários e defensores de ambos os lados da campanha. Eles assentam-se em uma casa arranjada por uma equipe preparatória da IFET-OP, e começam a observar e a indagar sobre eventos e percepções relacionados com a campanha e outros aspectos do processo de consulta. Cada equipe provê relatórios todas as noites por telefone e envia um relatório escrito semanalmente. Embora ninguém em nenhuma de nossas equipes tenha se ferido, vários testemunharam casos de violência ou intimidação, e relataram tais eventos para as autoridades competentes, UNAMET, e a sede em Díli da IFET-OP.</div>
<p>Os observadores do IFET relataram a violência que tomou conta do Timor Leste após a votação, o que resultou no apoio esmagador à independência da Indonésia. O Projeto Observatório do IFET <a href="http://www.etan.org/ifet/media10.html">informou em 3 de setembro</a> [en]:</p>
<blockquote><p>The observers, members of the International Federation for East Timor Observer Project (IFET-OP), traveled to the Becora neighborhood of Dili to investigate reports of militia burning houses in the area yesterday. When they arrived, they found a house newly ablaze, and with both firefighters and journalists at the scene, the IFET-OP team went to investigate. Ten minutes after the observers arrived, the Indonesian military-backed militia showed up at the house.</p>
<p>The Aitarak (Thorn) militia struck one U.S. IFET-OP member in the face. Another team member, a woman from Finland, was hit in the back by a militia holding a gun. Yet another Finnish team member was threatened at gunpoint. The militia members also punched the IFET-OP driver and smashed a window on his car.</p></blockquote>
<div class="translation">Os observadores, membros do Projeto Observatório da International Federation for East Timor (IFET-OP), viajaram para o bairro de Becora, Díli, para investigar os relatos de incêndios de casas promovidos ontem pela milícia da área. Quando chegaram, eles encontraram uma casa recém-incendiada, e com ambos bombeiros e jornalistas no local, a equipe do IFET-OP passou a investigar. Dez minutos após a chegada dos observadores, a milícia apoiada pelos militares indonésios apareceu na casa.</p>
<p>A milícia Aitarak (Espinho) agrediu um americano membro da IFET-OP do rosto. Uma filandesa, também parte da equipe, foi atingida na traseira por um membro armado da milícia. Outro membro da equipe finlandesa foi ameaçado com uma arma também. Os milicianos ainda esmurraram o motorista da IFET-OP e quebraram uma janela do seu carro.</p></div>
<p>Com a violência da milícia começando de novo quase que imediatamente após a votação, grupos de solidariedade em todo o mundo começaram a exigir dos seus governos uma atenção para o agravamento da situação no Timor Leste. O <a href="http://videos.sapo.pt/vZ6gUjt4KzMYSoS2TUmN">video</a> a seguir, de <a href="http://videos.sapo.pt/vZ6gUjt4KzMYSoS2TUmN">Jose Budha</a>, retrata a forma como Portugal se levantou e parou no mesmo período:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="align" value="center" /><param name="src" value="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/vZ6gUjt4KzMYSoS2TUmN/mov/1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="350" src="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/vZ6gUjt4KzMYSoS2TUmN/mov/1" allowfullscreen="true" align="center"></embed></object></p>
<div id="result_box" dir="ltr">Após os resultados no dia 4 de setembro, numerosas atrocidades, mortes e devastações aconteceram, como TAPOL <a href="http://tapol.gn.apc.org/bulletin/1999/bull154-5.htm">relatou</a> [en] em 1999:</div>
<blockquote><p>After the referendum results were announced on 4 September, the militias and their Kopassus bosses unleashed a scorched-earth policy of gigantic proportions. Para-military forces joined the fray, along with six TNI battalions, including two notorious local battalions, 744 and 745. Altogether about 15,000 men were involved. Without such a large contingent of men, it could never have taken hold so rapidly.</p>
<p>Although [Operation] Sapu Jagad-II sought to create the impression that this was a spontaneous outpouring of anger by pro-Indonesia forces, there is overwhelming evidence that the destruction was a well-prepared military operation. In many places, villagers were forced to destroy and burn their own neighbourhoods, even their own houses. The aim was to destroy as much as possible and punish the pillars of the pro-independence movement. The Catholic Church, which had given sanctuary to fleeing East Timorese throughout the occupation, was one of the main targets.</p></blockquote>
<div class="translation">Após o anúncio dos resultados do referendo no dia 4 de setembro, as milícias e os seus chefes Kopassus [palavra indonésia que significa comando da força especial] desencadeou uma política de queimadas de proporções gigantescas. Paramilitares entraram na briga, junto com seis batalhões da TNI, incluindo dois batalhões locais notórios, o 744 e o 745. Ao todo, cerca de 15.000 homens foram envolvidos. Sem esse contingente grande de homens, jamais poderia ter tomado conta tão rapidamente.</p>
<p>Embora a [operação] Sapu Jagad-II tenha procurado dar a impressão de que essa foi uma manifestação espontânea de raiva das forças pró-Indonésia, há provas contundentes de que a destruição foi uma operação militar bem-preparada. Em muitos lugares, os moradores foram obrigados a destruir e a queimar seus próprios bairros, até mesmo suas próprias casas. O objetivo era destruir o máximo possível e punir os pilares do movimento pró-independência. A Igreja Católica, que havia dado refúgio a fugitivos de Timor Leste durante a ocupação, foi um dos principais alvos.</p></div>
<p><strong> </strong></p>
<div id="attachment_91663" style="width: 234px;"><strong> </strong><strong><a href="http://www.gendercide.org/case_timor.html"><img title="scorched" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/scorched-224x300.jpg" alt="Photo from &quot;Genocide Watch: East Timor 1975-1999&quot;, researched and written by Adam Jones. Shared under a license for non-profit use." width="224" height="300" /></a></strong>Foto do &#8220;Observatório do Genocídio: Timor Leste1975-1999&#8243;, pesquisado e escrito por Adam Jones. Compartilhado sob uma licença para uso não comercial.</div>
<p>Todos os voluntários do IFET-OP foram forçados a deixar Díli antes de 7 de setembro de 1999 <a href="http://www.etan.org/ifet/media13.html">sob condições extremamente angustiantes</a>:</p>
<blockquote><p>Today, September 7, the last of our observers was forced to leave East Timor. Over the past two days, the Royal Australian Air Force evacuated 60 of our nonpartisan volunteers to Darwin from Dili and Baucau.</p>
<p>We left East Timor for safety, but with tremendous sadness. The East Timorese people have no Australia to run to, no place to hide from militia terror. Last night, Australia and Indonesian military officers prevented one of our East Timorese staff members from boarding the plane with us — and he faces an unspeakable horror shared by hundreds of thousands of his fellow East Timorese.</p>
<p>Most international observers and media fled East Timor before IFET-OP had to leave, and we were the last international NGO to leave. UNAMET has withdrawn from the entire country except Dili, where their communications and electricity has been cut off, and they are surrounded by militias who shoot into their compound virtually without interruption.</p></blockquote>
<div class="translation">Hoje, 7 de setembro, o último dos nossos observadores foi forçado a deixar Timor Leste. Nos últimos dois dias, a Força Aérea Australiana evacuou 60 dos nossos voluntários apartidários para Darwin a partir de Díli e Baucau.</p>
<p>Saímos de Timor Leste por causa da segurança, mas com uma tristeza enorme. O povo timorense não têm Austrália nenhuma para correr, nenhum lugar para se esconder do terror da milícia. Ontem à noite, militares da Austrália e da Indonésia  impediram um dos membros timorenses da nossa equipe de embarcar no avião com a gente - e ele enfrenta um horror indescritível compartilhado por centenas de milhares de conterrâneos.</p>
<p>A maioria dos observadores internacionais e meios de comunicação fugiram do Timor Leste antes da IFET-OP ter que sair, e fomos a última ONG internacional a deixar o país. A UNAMET havia se retirado de todo o país, com excepção de Díli, onde a comunicação e eletricidade foram cortadas, e eles estão cercados por milícias que atiram em seus recintos praticamente sem parar.</p></div>
<p>A já mencionada “pressão internacional” se tornou ainda maior e mais real a medida que os cidadãos não desistiam. Algumas fotos dos laços de solidariedade em Portugal podem ser vistas no site <a href="http://www.tanetimor.org/timorlivre.htm">Tane Timor</a>. <a href="http://home-and-garden.webshots.com/album/67455963IDsyBq">Maremargo</a> publica imagens da Espanha. Antonio José, do blog Uma Lulik, ilustrou e descreveu emocionado o que estava acontecendo em Lisboa, em solidariedade nunca antes vista nos dias <a href="http://umalulik.blogspot.com/2008/09/ainda-9-anos-depois-mas-em-portugal-7.html">7</a> e <a href="http://umalulik.blogspot.com/2008/09/dia-8-de-setembro-de-1999-os-3-minutos.html">8</a> [pt] de setembro de 1999:</p>
<blockquote><p>As sirenes dos bombeiros ouviram-se ininterruptas nesses 3 minutos… parámos por Timor-Leste como nunca parámos por mais nada… TODOS (…)<br />
Durante toda a tarde do cimo daquele prédio foram lançados constantemente papeis e papelinhos, rolos de papel higiénico, tudo o que vinha à mão era material para protesto. No final da tarde percebe-se que esse stock acabou pois eram as páginas amarelas que fluíam nessa altura… aquele ventinho sempre a ajudar e a depositar os protestos em plena embaixada dos EUA, nas árvores, no seu jardim e envolventes. No topo do prédio viam-se gente de gravata e camisa, a causa era a mesma…</p></blockquote>
<div id="attachment_91892" style="width: 310px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/nopasaran/91543874/in/photostream/"><img title="USA Embassy in Lisbon - 8th September 1999" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/eua_help-300x191.jpg" alt="&quot;Civil non-obedience for Timor Loro Sa'e&quot; in front of UN Headquarters in Lisbon, Portugal, September 1999. Photo by Flickr user nopasaran, used with permission." width="300" height="191" /></a>&#8220;Não-obediência civil para Timor Loro Sa&#39;e&#8221; na frente da sede da ONU em Lisboa, Portugal, Setembro de 1999. Foto do usuário do Flickr <em>nopasaran</em>, usada com permissão.</div>
<p>Enquanto o East Timor Action Network (ETAN) colocava as pessoas nas ruas em setembro de 1999, <a href="http://www.etan.org/etan/1999anul.htm">a rede foi também capaz de contar com os telefonemas e cartas de mais de dez mil americanos </a></p>
<blockquote><p>ETAN grew during 1999, enlarging our membership from 8,500 to 11,700. […] Using our experience and national activist network developed through eight years of dedication to a cause many called hopeless, ETAN mobilized public and official pressure. […] In September, ETAN’s web site was visited by more than 40,000 people a week. […] During September, our most active staff and volunteers were featured or quoted in countless mainstream media articles and programs, reaching tens of millions. ETAN activists authored op-eds in major U.S. newspaper, wrote letters to the editor, and appeared on local and national radio and TV shows.</p></blockquote>
<div class="translation">A ETAN cresceu em 1999, ampliando de 8.500 para 11.700 participantes. [&#8230;] Usando a nossa experiência e a rede nacional de ativistas desenvolvida durante oito anos de dedicação a uma causa que muitos chamavam de infrutífera, a ETAN mobilizou a pressão da opinião pública e oficial. [&#8230;] Em setembro, o site da ETAN foi visitado por mais de 40.000 pessoas por semana. [&#8230;] Em setembro, os nossos funcionários mais ativos e voluntários foram destacados ou citados em inúmeros artigos e programas na grande imprensa, atingindo dezenas de milhões. Os ativistas da ETAN assinaram editoriais nos maiores jornais americanos, escreveram cartas ao editor e apareceram nas rádios locais e nacionais e em programas de TV.</div>
<div dir="ltr">Do outro lado do mundo, o momento decisivo para a intervenção internacional aconteceu na véspera da Cúpula da APEC na Nova Zelândia, quando Bill Clinton se reuniu com líderes do Pacífico em privado. Apenas alguns dias antes, ele havia anunciado a suspensão de treinamento militar entre os Estados Unidos e a Indonésia. Segundo o blogueiro Nigel Morley, <em><a href="http://nigel-morley-nigel.blogspot.com/2007/07/new-magellan-person-who-showed-world.html">Writing for the Future</a> </em>(Escrevendo para o Futuro, en):</div>
<blockquote><p>To some readers this may seem fanciful but when Timorese Nobel Peace Prize winner José Ramos-Horta met United States (U.S.) President Bill Clinton at the APEC meeting in New Zealand in 1999, Clinton remarked that Ramos-Horta had more influence with Congress than he did (Zubrycki: 2002).</p></blockquote>
<div class="translation">Para alguns leitores isso pode parecer fantasioso, mas quando o Prêmio Nobel da Paz timorense José Ramos-Horta encontrou o presidente dos Estados Unidos (EUA) Bill Clinton na reunião da APEC na Nova Zelândia em 1999, Clinton afirmou que Ramos-Horta tinha mais influência no Congresso do que ele próprio (Zubrycki: 2002).</div>
<p>A Nova Zelândia foi em massa dar as boas-vindas a Clinton, Ramos Horta e ao Primeiro Ministro australiano Howard. Os australianos também <a href="http://southmovement.alphalink.com.au/southnews/990910-timor.htm">“Foram as Ruas por Timor Leste”</a> [en].</p>
<div id="attachment_91487" style="width: 310px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/potsy/2994804292/"><img title="east_timor_rally_by_pete_ottery" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/east_timor_rally_by_pete_ottery-300x199.jpg" alt="From Sidney, Australia, &quot;Mother &amp; Child&quot; photo by Flickr user Potsy, used with permission" width="300" height="199" /></a>De Sidney, Austrália, &#8220;Mãe e Filho&#8221; foto do usuário do Flickr Potsy, usada com permissão</div>
<blockquote><p>Banners saying “Stop The Slaughter” and “Wiranto - Murder.” Chants of “Free East Timor” and “Viva Timor Leste” (long live East Timor) came from the crowd after it heard from East Timorese resistance leader Mr Jose “Xanana” Gusmão during a live telephone hook-up from Jakarta.</p>
<p>“We need you, brothers and sisters of Australia, we need your voice,” Xanana Gusmao in Jakarta said by telephone, “I think it is important to send a message to the Indonesian Government that the Australian community and Australian workers will do everything they can to stop the killings. Viva East Timor,” he said. “Viva,” the crowd yelled back.</p></blockquote>
<div class="translation">Cartazes dizendo &#8220;Chega de Massacre&#8221; e &#8220;Wiranto [general das forças Armadas da Indonésia] - Assassino&#8221;.  Cantos de &#8220;Liberdade para Timor Leste&#8221; e &#8220;Viva Timor-Leste&#8221; vieram da multidão depois que se ouviu o líder da resistência timorense Sr. José &#8220;Xanana&#8221; Gusmão, durante uma ligação de telefone ao vivo de Jacarta.</p>
<p>&#8220;Nós precisamos de vocês, irmãos e irmãs da Austrália, precisamos da sua voz&#8221;, Xanana Gusmão, em Jacarta, disse por telefone: &#8220;Eu acho que é importante enviar uma mensagem ao governo indonésio de que a comunidade da Austrália e os trabalhadores australianos vão fazer tudo o que podem para parar a matança. Viva Timor Leste&#8221;, disse ele. &#8220;Viva&#8221;, a multidão gritou de volta.</p></div>
<div id="attachment_91492" style="width: 310px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/shaondiwakar/2910743901/"><img title="Kingsgrove High School 1999 - Free Timor!" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/shaondiwakar-300x225.jpg" alt="Students from Kingsgrove High School pledge their support for a free Timor in 1999. Photo by Flickr user sHzaam!, used with permission" width="300" height="225" /></a></p>
<div id="result_box" dir="ltr">Alunos da Escola Secundária Kingsgrove prometem seu apoio a um Timor Leste livre, em 1999. Foto do usuário do Flickr sHzaam!, usada com permissão</div>
</div>
<p>Durante os tortuosos dias de setembro de 1999, os líderes do mundo se moveram lentamente para intervir em Timor Leste, quando ficou claro que o exército indonésio e os seus comparsas estavam destruindo completamente o território, e desencadeando uma crise humanitária de enormes proporções. Mas os protestos decisivos e grupos de defesa formados por cidadãos preocupados em todo o mundo envergonharam os Estados Unidos, a Austrália e a Indonésia até que essa página fosse virada na história de Timor Leste.</p>
<p>Uma década depois, é hora de celebrar essa união internacional. Vários <a href="http://www.etan.org/news/2009/08dili.htm">eventos</a> estão marcados para acontecer em Díli, como uma exibição fotográfica na Fundação Oriente (que foi por sua vez o lugar onde ocorreu um <a href="http://www.laohamutuk.org/Justice/99/09CarrascalaoMassacre.htm">massacre</a> em 1999) descrevendo os movimentos de solidariedade no decorrer dos anos.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/28/timor-leste-celebrando-a-solidariedade-global-pela-liberdade/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Paquistão: Terror tem um novo nome</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/21/paquistao-terror-tem-um-novo-nome/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/21/paquistao-terror-tem-um-novo-nome/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2009 00:16:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
				<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra & Conflito]]></category>
		<category><![CDATA[Pakistan]]></category>
		<category><![CDATA[Roundups]]></category>
		<category><![CDATA[South Asia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=2805</guid>
		<description><![CDATA[Publicado originalmente porRezwan  &#183; Traduzido por Carlos Maestre &#183;  Veja o post original 
Faisal K., em Deadpan Thoughts percebe: &#8220;não passa sequer um dia sem que algum tipo de ameaça aos cidadãos do Paquistão seja feita por estes homens misteriosos que conhecemos vagamente por Talibãs.&#8221;
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/rezwan/">Rezwan</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/04/20/pakistan-terror-has-a-new-name/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><em>Faisal K.</em>, em <em><a href="http://www.deadpanthoughts.com/?p=1800">Deadpan Thoughts</a></em> percebe: &#8220;não passa sequer um dia sem que algum tipo de ameaça aos cidadãos do Paquistão seja feita por estes homens misteriosos que conhecemos vagamente por Talibãs.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/21/paquistao-terror-tem-um-novo-nome/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Colômbia: Mutirão humanitário recupera corpos de indígenas Awá</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/20/colombia-mutirao-humanitario-recupera-corpos-de-indigenas-awa/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/20/colombia-mutirao-humanitario-recupera-corpos-de-indigenas-awa/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 20 Apr 2009 22:59:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Colombia]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra & Conflito]]></category>
		<category><![CDATA[Humanitário]]></category>
		<category><![CDATA[Indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[Spanish]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=2721</guid>
		<description><![CDATA[Um grupo com 470 indígenas colombianos participou de uma minga humanitária, que é uma missão coletiva por uma meta em comum, para recuperar os corpos de membros das comunidades indígenas Awá assassinados eplas FARC, que os acusaram de cooperar com o exército. O blog da Organização Nacional Indígena da Colômbia (ONIC) manteve atualizações regulares durante o progresso da minga, assim como a situação que levou à ação.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/julian-ortega/">Julián Ortega Martínez</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/04/08/colombia-humanitarian-minga-recovers-bodies-of-awa-indigenous/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>No dia 23 de março de 2009, um grupo com 470 indígenas colombianos, a maioria das regiões Central e Sudoeste, <a href="http://www.onic.org.co/actualidad.shtml?x=35828">partiram</a> [es] de <a href="http://barbacoas-narino.gov.co/apc-aa-files/36613333633238316561376165636435/Comollegar.JPG">El Diviso</a> [es], uma cidade pequena (<em>corregimiento</em>) pertencente ao <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Barbacoas">município Barbacoas</a> [es] no departamento de Nariño. Era a &#8216;<em>minga</em> humanitária&#39; [mutirão típico em países da hispano-américa], uma missão que os indígenas levaram a cabo para <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/27/colombia-buscando-os-corpos-de-indigenas-assassinados/">resgatar os corpos</a> de seus companheiros da tribo Awá, <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/13/colombia-a-comunidade-indigena-awa-no-meio-da-guerrilha/">assassinados em fevereiro</a> pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) (que por sua vez <a href="http://anncol.eu/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=1835&amp;Itemid=9">admitiram</a> ter matado 8 indígenas, acusando-os de cooperar com o exército). Uma semana mais tarde, no dia 2 de abril, o grupo com cerca de 700 pessoas (incluindo alguns jornalistas da mídia doméstica, da alternativa e especialmente da estrangeira, o senador indígena Jesús Piñacué, e dois oficiais do Ministério Público [Defensoría del Pueblo]; e aproximadamente outras 300 que aderiram à marcha pelo percurso) voltaram a El Diviso, onde realizaram uma conferência pública. A <em>minga</em> conseguiu recuperar 8 corpos, entre eles, 5 do massacre de fevereiro.</p>
<h3>A jornada</h3>
<p>A Organização Nacional Indígena da Colômbia (ONIC), responsável por organizar a <em>minga</em> em parceria com a Unidade Indígena do Povoado Awá (UNIPA), publicou diariamente artigos sobre o mutirão em seu blog. No dia 25 de março, <a href="http://www.onic.org.co/actualidad.shtml?x=35831">ela publicou</a> [es] um relatório sobre a Assembléia Extraordinária das Autoridades Indígenas, realizada no final de semana anterior da <em>minga</em>, cuja discussão foi como [os Awá] acabaram ficando no meio do conflito armado interno colombiano:</p>
<blockquote><p>En esta región del país donde habitan cerca de 15.000 indígenas Awá la disputa por el control territorial por parte de los actores armados legales e ilegales y algunas estructuras del narcotráfico en medio de las comunidades indígenas ha puesto en riesgo la integridad física, cultural y territorial de los indígena[s]. Para la Asamblea [Extraordinaria de Autoridades Indígenas] esta disputa: “ha vulnerado nuestros derechos y nuestra autonomía, desconociéndonos como sujetos políticos y de derechos y nos consideran como estorbos tanto para el régimen de derecha como de izquierda por el hecho de defender nuestra madre tierra, nuestra autonomía y cosmovisión propia, por nuestra posición integral, amplia, clara, transparente en la insistencia por defender la vida”.</p></blockquote>
<div class="translation">Nesta região do país onde habitam cerca de 15.000 indígenas Awá, a disputa pelo controle territorial por parte do atores armados, legais e ilegais, e algumas estruturas do narcotráfico, no meio das comunidades indígenas, colocou em risco a integridade física, cultural e territorial dos indígena[s]. Para a Assembléia [Extraordinária das Autoridades Indígenas] esta disputa: &#8220;deixou vulneráveis os nossos direitos e a nossa autonomia, desconhecendo-nos como sujeitos políticos e de direitos e nos consideram como estorvos, tanto para o regime de direito, como o de esquerda, tudo por defender nossa terra mãe, nossa autonomia e cosmovisão prórpia, por nossa própria posição integral, ampla, clara, transparente na insistência para defender a vida&#8221;.</div>
<p>Também no dia 25 de março, a <em>minga</em> <a href="http://www.onic.org.co/actualidad.shtml?x=35848">encontrou</a> [es] uma cova com os corpos de Orlando Taicús (pai), James Taicús e Hugo Taicús (filhos), quem, de acordo com as autoridades indígenas e baseado na informação dada pela comunidade, foram assassinados pelas FARC em setembro de 2008. O <a href="http://www.onic.org.co/actualidad.shtml?x=35865">relatório de uma comissão investigativa da <em>minga</em></a> [es], divulgado no dia 2 de abril, menciona que uma garota menor de idade da mesma família teve a perna amputada depois de ser acertada pelo tiro de um rifle. O resto da família (&#8221;três viúvas e quatro crianças órfãs&#8221;) fora retiradas do território. Na publicação do dia 27 de março, os indígenas alegaram ter encontrado membros das forças de segurança pública dentro do território Awá, e exigiram que todos os grupos armados cessarem fogo contra a <em>minga</em>.</p>
<p>No dia 29 de março, a <em>minga</em> chegou ao lugar onde o massacre de fevereiro provavelmente ocorreu, a remota reserva (<em>resguardo</em>) de Tortugaña Telembí, e <a href="http://www.onic.org.co/actualidad.shtml?x=35853">encontrou</a> [es] quatro cadáveres, dois homens (um tinha 15 anos de idade) e duas mulheres grávidas, ambas com menos de 25 anos. O artigo afirma também que uma comissão de peritos do Ministério Público chegou à selva, guiada e protegida pela guarda indígena. Às crianças que morreram ainda no útero de suas mães, foram dados os nomes póstumos de Ñambí e Telembí, e <a href="http://www.onic.org.co/actualidad.shtml?x=35867">homenageadas</a> [es] pela <em>minga</em> no caminho de volta.</p>
<p>No dia seguinte, um corpo sujo foi encontrado nas proximidades, junto a provas da presença de grupos armados, como Sergio Vargas, do jornal alternativo <em>El Macarenazoo</em>, <a href="http://elmacarenazoo.es.tl/UN-%C9XITO-LA-MINGA-HUMANITARIA-AW%C1.htm">escreve</a> [es]:</p>
<blockquote><p>En el octavo día de Minga, lunes 30 de marzo, se desplazó la última comisión a una vereda cercana de El Volteadero, loma arriba. Allí, se encontró la octava tumba, se hizo el registro pertinente, pero, además, se hallaron pruebas de la presencia guerrillera: Trincheras construidas en el subsuelo y galones con estopines, aparentemente utilizados como bombas que funcionan con el mismo mecanismo de las minas quiebra patas, incluso se hallaban banderas blancas justo encima de donde estaban construidas las trincheras.</p>
<p>En el paso que utilizamos cerca de cuatro veces para desplazarnos de El Volteadero a El Bravo encontramos una mina que estaba desactivada, pero que fue acordonada por la seguridad de los mingueros. Estaba tapada con tierra, pero la salida de dos cables dio cuenta de que estuvimos al borde de una tragedia, no queríamos venir con más muertos. En ese mismo paso, se encontraba, al lado de la trocha, un laboratorio de procesamiento de cocaína. Desde la primera hasta la última vez que lo vimos hubo cambios sustanciales; al principio un plástico transparente lo recubría, pero ya al final éste se había caído, y varias canecas en su interior habían sido movidas. La Minga tenía prohibido pisar este tipo de terrenos, por lo cual es ilógico pensar que un miembro de la comisión humanitaria pudiera haber generado estos cambios, además integrantes de la guardia indígena aseguraron haber visto en sus inmediaciones dos guerrilleros armados ingresando al laboratorio.</p></blockquote>
<div class="translation">No oitavo dia da minga, segunda-feira, 30 de março, a última comissão se deslocou a um povoado próximo de El Volteadero, costa acima. Ali encontrou-se a oitava tumba, foi feito o registro pertinente, mas, além disso, foram encontradas provas da presença guerrilheira: trincheiras construídas no subsolo e galões com pavios, aparentemente utilizados como bombas, que funcionam com o mesmo mecanismo das minas terrestres; foram encontradas inclusive bandeiras brancas justo acima de onde estavam construídas as trincheiras.</p>
<p>No caminho que utilizamos uma quatro vezes para nos deslocar de El Volteadero a El Bravo, encontramos uma mina que estava desativada, mas foi fechada pela segurança dos participantes da minga. Esta tampada com terra, mas a ponta da fiação mostrou que estivemos perto de uma tragéria, não queríamos voltar com mais mortos. Nesse mesmo caminho encontrava-se, ao lado do acesso, um laboratório de processamento de cocaína. Desde a primeira até a última vez que o vimos teve mudanças substanciais; a princípio, um plástico trasparente o cobria, mas no final este já estava caído, e várias garrafas dentro dele tinham sido movidas. A Minga proibiu de pisar neste tipo de terreno, pelo qual é ilógico pensar que um membro da comissão humanitária pudesse ter gerado tais mudanças, além disso, integrantes da guarda indígena afirmaram ter visto dois guerrilheiros armados entrando no laboratório em seu arredores.</p></div>
<p>Vargas também ataca aos meios de comunicação em massa (chamando-os de &#8220;meios massivos de propaganda&#8221;) por terem &#8220;insultado a <em>minga</em>&#8221; ao alegar que os indígenas &#8220;estavam mortos de fome&#8221; e que o senador Piñacué foi uma das pessoas mais afetadas. Tudo por causa de dois helicópteros (um da Cruz Vermelha Colombiana e outro da agência de cooperação governamental da Ação Social) que tinham chegado à área carregando alimentos. De acordo com Vargas, a comida foi entregue ao povo indígena deslocado em El Diviso.</p>
<h3>O relatório da comissão investigativa</h3>
<p>Finalmente, a <em>minga</em> voltou para El Diviso e apresentou o relatório feito por uma comissão investigativa. Apesar de não ter encontrado todos os corpos (além dos 8 mortos assumidos pelas FARC, houve outros 3 assassinatos e mais 6 indígenas estão desaparecidos), a <em>minga</em> alegou que <a href="http://www.onic.org.co/actualidad.shtml?x=35864">realizou</a> [es] seu objetivo inicial, condenando as FARC &#8220;pela crueldade de decapitar, torturar, e assassinar nossos irmãos Awá&#8221;, incluindo duas mulheres grávidas e suas crianças, somando-se que as FARC estão cometendo crimes de guerra e crimes contra a humanidade. A <em>minga</em> também condenou outras forças armadas, assim como a guerrilha ELN, os esquadrões paramilitares, e Los Rastrojos — um bando narco-traficante —, &#8220;que abusam dos direitos humanos de nossas comunidades e fere a autonomia de nossas pessoas&#8221;. A comissão prosseguiu, dizendo que &#8220;qualquer ato de violência cometido por forças armadas, venham de onde for, serão condenados e denunciados por nossas organizações e [outras] organizações de direitos humanos&#8221;, demandando que os autores intelectuais e materiais do massacre sejam condenados. Também esclareceu que ao contrário do declarado por alguns meios de comunicação <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/02/17/colombia-the-awa-indigenous-community-caught-in-the-middle/#comment-1554527">publicaram baseando-se nos relatórios do Exército</a>, &#8220;não havia corpos&#8221; com minas terrestres sobre eles.</p>
<p>O <a href="http://www.onic.org.co/actualidad.shtml?x=35865">relatório da comissão investigativa</a> [es] dá detalhes do que a <em>minga</em> encontrou durante sua jornada de 10 dias:</p>
<blockquote><p>En desarrollo del recorrido se logró llegar a la quebrada el Ojal, perteneciente a la comunidad el Bravo, encontrando allí, a las 12: 45 PM, el cuerpo sin vida de Omaira Arias Nastacuás, quien fuera brutalmente asesinada contando al momento de los hechos con 3 mese[s] de embarazo. Según los testimonios, este cuerpo padecía muestras de torturas practicadas por arma blanca.</p>
<p>(…)</p>
<p>En la misma avanzada en predios de la desembocadura de la quebrada el Ojal al rio Bravo se logró encontrar los cuerpos (sic) de Blanca Patricia Guanga Nastacuas con aproximadamente 18 años de edad, quien en el momento de los hechos contara con 7 meses de embarazo. Se evidenció que su vientre fue abierto con arma blanca, extrayéndole el bebe. No logrando encontrar el cuerpo del bebe.</p>
<p>Al lado se encontró el cadáver de Robinson Cuasalusan, quien padeciera las mismas formas de torturas. Dedos amputados y degollado su cuello.</p></blockquote>
<div class="translation">No desenrolar [da minga] conseguimos chegar à desembocadura de Ojal, pertencente à comunidade de El Bravo, encontrando ali, às 12:45 PM, o corpo sem vida de Omaira Arias Nastacuás, quem foi brutalmente assassinada aos 3 meses de gravidez. Segundo testemunhas, o corpo tinha indícios de torturas praticadas por arma branca.</p>
<p>(…)</p>
<p>Na mesma investida, próximo à desembocadura de el Ojal com o rio Bravo, conseguimos encontrar os corpos (sic) de Blanca Patricia Guanga Nastacuas com aproximadamente 18 anos de idade, grávida de 7 meses. Ficou evidente que seu ventre foi aberto com uma arma branca, sacando o bebê. Não foi possível encontrar o corpo da criança.</p>
<p>Ao seu lado, foi encontrado o cadáver de Robinson Cuasalusan, quem sofreu as mesmas torturas. Dedos amputados e degolado pelo seu pescoço.</p></div>
<blockquote><p>La comisión denuncia la orden que dio la FARC a los pobladores de no tocar ni dar información sobre los cuerpos ni sobre lo sucedido so pena de muerte.</p>
<p>Para esta comisión es de claro conocimiento que los argumentos que las FARC, presenten como actos justificatorios, es una farsa, pues las comunidades indígenas de Tortugaña, no son colaboradores ni sapos del Ejercito, por el contrario son comunidades que se encuentra aterrorizadas por los constantes combates que se han venido desarrollando en esa parte del territorio indígena Awá.</p>
<p>Por último esta comisión concluye, que antes de ocurrir los hechos el Ejercito Nacional si estuvo, en las viviendas de las víctimas instando a los comuneros participar en su lucha contra la insurgencia.</p>
<p>Expuestas las anteriores consideraciones, queda claro que por un lado el territorio Awá de Tortugaña es un cementerio colectivo y que es la Minga Humanitaria la que logra destapar ese escenario de impunidad que se venía gestando en este territorio por causa del temor de sus pobladores.</p></blockquote>
<div class="translation">A comissão denuncia a ordem dada pelas Farc para que os moradores para não tocar e nem dar informações sobre os corpos e sobre o que aconteceu sob pena de morte.</p>
<p>Para esta comissão, é de claro conhecimento que os argumentos das FARC, apresentados como atos justificatórios, são uma farsa, porque as comunidades indígenas de Tortugaña não são colaboradoras do Exército nem informantes, pelo contrário, são comunidades que estão aterrorizadas pelas constantes batalhas que têm se desenvolvidao em parte do território indígena Awá.</p>
<p>Finalmente, o comitê concluiu que, antes de acontecerem os feitos, o Exército Nacional esteve, sim, nas casas das vítimas para instar a comunidade a participar na sua luta contra a insurgência.</p>
<p>Expostas as declarações acima, fica vidente que por um do lado o território Awá de Tortugaña é um cemitério coletivo e que a Minga Humanitária é quem consegue trazer à tona este cenário de impunidade gestado no território por causa do medo de seus moradores.</p></div>
<p>A <em>minga</em> alega ter conseguido fazer o que algumas instituições do Estado não conseguiram, tornando evidente que &#8220;muitos dos argumentos oficiais do governo são falsos e faltavam com a verdade política e desejo moral para resgatar os corpos e intervir nos problemas sociais do povo Awá&#8221;.</p>
<p>De acordo com a <a href="http://www.defensoria.org.co/red/?_item=0303&amp;_secc=03&amp;ts=2&amp;n=1390">nota de imprensa</a> [es] do Ministério Público, três dos corpos encontrados foram movidos pela comissão de peritos do Ministério Público para o porto de Tumaco, enquanto as coordenadas dos cinco restantes foram gravadas por oficiais para que o time de peritos técnicos do Procurador Geral desenterrem os cadáveres.</p>
<p>Caruri <a href="http://caruri.wordpress.com/2009/04/02/se-hicieron-los-locos/">concorda</a> [es] com as conclusões da <em>minga</em> a respeito do governo:</p>
<blockquote><p>En dos meses las autoridades colombianas no fueron capaces —ni tuveron siquiera la intención— de buscar esos muertos. Porque no eran suyos, no eran “de los suyos”, no eran importantes, no generaban retribuciones políticas, no daban votos.<br />
Qué lástima. Qué vergüenza!</p></blockquote>
<div class="translation">Em dois meses as autoridades colombianas não foram capazes - nem tiveram sequer a intenção - de buscar esses mortos. Porque não eram seus, não eram &#8220;dos seus&#8221;, não eram importante, não geravam retribuições políticas, não davam votos.<br />
Que pena. Que vergonha!</div>
<p>No domingo, a ONIC <a href="http://www.onic.org.co/actualidad.shtml?x=35868">relatou e denunciou</a> [es] a morte de Hermes Nastacuás, outro indígena Awá que pisou em uma mina terrestre colocada pelas FARC. Seus três filhos pequenos, que estavam andando com ele, ficaram feridos. As minas terrestres ficam na mesma área que a <em>minga</em> humanitária esteve dias antes. Esta notícia do crime ecoou pela <a href="http://www.elespectador.com/node/134164/">agência de notícias EFE</a> [es] e outros meios de comunicação locais.</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/20/colombia-mutirao-humanitario-recupera-corpos-de-indigenas-awa/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Colômbia: A comunidade indígena Awá no meio da guerrilha</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/13/colombia-a-comunidade-indigena-awa-no-meio-da-guerrilha/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/13/colombia-a-comunidade-indigena-awa-no-meio-da-guerrilha/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 13 Apr 2009 00:18:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
		<category><![CDATA[Colombia]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra & Conflito]]></category>
		<category><![CDATA[Indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[Spanish]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=2557</guid>
		<description><![CDATA[O conflito entre FARC, ELN e as Forças Armadas Colombianas, selva adentro, freqüentemente coloca pessoas no meio do dele. As autoridades investigam o assassinato de dezenas de membros da comunidade indígena Awá e culpam as FARC pelo crime. Muitos dizem queu os Awá se tornaram alvo por causa da suspeita de serem informantes, algo que o governo nega. De qualquer forma, este grupo indígena está sendo deslocado de sua terra por causa da violência.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/julian-ortega/">Julián Ortega Martínez</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/02/17/colombia-the-awa-indigenous-community-caught-in-the-middle/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>Enquanto a maioria dos colombianos seguia a libertação de 6 reféns presos pelas <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/FARC">Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC)</a> na primeira semana de fevereiro da reserva indígena de Tortugaña Telembí, localizada na área de selva entre Barbacoas e Samaniego (departamento Nariño, sudoeste da Colômbia), inúmeros membros da comunidade indígena Awá desapareceram. De acordo com os relatórios dos indígenas, as guerrilhas das FARC e do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/ELN">ELN</a> combatiam o exército colombiano nesta região, com os Awá justo no meio do conflito.</p>
<p><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/awa.jpg" alt="" /><br />
<small><a href="http://flickr.com/photos/unhcr/3284494150">Foto dos Awá sendo deslocados</a> no departamento de Nariño tirada por G. Valdivieso da agência United Nations Refugee (UNHCR) e usada com permissão.</small></p>
<p>No dia 9 fevereiro, organizações indígenas e o governador de Nariño, Antonio Navarro, um ex-guerrilheiro do M-19, <a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/americas/7883239.stm">denunciou o assassinato de 17 de pessoas Awá</a> [en]. Nos dias seguintes, <a href="http://colombiareports.com/colombian-news/news/2870-second-massacre-of-indigenous-awa.html">foram relatados</a> [en] assassinatos de mais 10 pessoas, que fugiam dos primeiros ataques, totalizando 27 mortos, enquanto <a href="http://colombiareports.com/colombian-news/news/2856-farc-hold-120-indigenous-captive.html">o dezenas de outras eram seqüestradas</a> [en]. Na data da publicação, nenhum cadáver <a href="http://www.caracol.com.co/nota.aspx?id=763910">havia sido encontrado</a> [es], mesmo com o envio de tropas do exército à remota área onde o massacre teria acontecido para que os corpos fossem encontrados. As FARC foram culpadas do massacre <a href="http://www.onic.org.co/actualidad.shtml?x=35771">pelos próprios indígenas</a> [es] e, claro, pelas autoridades. Muitos acreditam que as FARC suspeitavam da tribo Awá como informante do exército. O presidente Álvaro Uribe <a href="http://www.elespectador.com/node/118095">anunciou</a> [es] que visitaria a área no próximo final de semana.</p>
<p>Adam Isacson, do site <em>Plan Colombia and Beyond</em> <a href="http://www.cipcol.org/?p=733">, expressa seu desprezo pelos assassinatos</a> [en]:</p>
<blockquote><p>We condemn the FARC guerrillas, in the strongest terms, for massacring as many as eighteen members of the Awá indigenous community in a remote zone in the department of Nariño, in southwestern Colombia. If the group’s leadership had sought to generate goodwill with last week’s unilateral hostage releases, reports of the Nariño killings has undone that entire effort.</p></blockquote>
<div class="translation">Condenamos as guerrilhas das FARC, nos termos mais fortes, por massacrarem dezoito membros da comunidade indígena Awá em uma área remota do departamento de Nariño, no sudoeste colombiano. Se a liderança do grupo tentou de boa-vontade soltar unilateralmente reféns, os relatórios dos assassinatos de Nariño desfizeram todo este esforço.</div>
<p>Em <em>Colombia Reports</em>, a correspondente holandesa Wies Ubags <a href="http://colombiareports.com/opinion/108-wies-ubags/2863-the-farc-and-the-awa.html">também está indignada</a> [en]:</p>
<blockquote><p>I don&#39;t understand this latest cruelty of the FARC. They are trying to enter into new negotiations to exchange the policemen and soldiers in the jungle for guerrillas in prison. The members of civil society who are doing the effort with them - Colombians for Peace - are risking a lot, although they already reached the liberation of six hostages. (…) In this delicate situation the FARC commit a horrendous crime in the Awá community, that lives in one of the most violent regions of the country, and that has already lost a lot of lives, also because of the huge amount of landmines in the area. Are the Awá no people, People&#39;s Army of the Armed Revolutionary Forces of Colombia? It is a cruel and stupid crime.</p></blockquote>
<div class="translation">Não entendo esta última crueldade das FARC. Elas estão tentando entrar em novas negociações para trocar policiais e soldados na selva por guerrilheiros presos. Os integrantes da sociedade civil que estão no esforço com elas - Colombians for Peace [Colombianos pela Paz] - estão arriscando-se muito, mesmo tendo liberado seis reféns. (…) Nesta situação delicada, as FARC cometem um crime horrível na comunidade Awá, que vive em uma das regiões mais violentas do país e que já perdeu muitas vidas, também por causa da grande quantidade de minas terrestres na área. Será que os Awá não são pessoas, Exército das Pessoas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia? Este é um crime cruel e estúpido.</div>
<p>O ministro da Defesa colombiano Juan Manuel Santos alegou que os povos indígenas não estavam &#8220;colaborando&#8221; com as autoridades. Comentando pelo Digg-like do site de notícias sociais <em>Gacetilla</em>, Gonzalo <a href="http://colombia.gacetilla.org/post-indigenas-awa-no-colaboran-con-autoridad-16008">escreve</a> [es]:</p>
<blockquote><p>Precisamente por colaborar fue que los mataron. Porque eso sí para pedir información siempre están, pero para ofrecer seguridad…</p></blockquote>
<div class="translation">
Os mataram justamente por que colaboravam. Por isso, [os governantes] sempre estão presentes para pedir informação, mas para oferecer segurança&#8230;</div>
<p>Em um longo texto, a Associação dos Conselhos Indígenas do Norte do Cauca (ACIN) <a href="http://www.nasaacin.org/noticias.htm?x=9550">também denuncia a atitude do ministro da Defesa</a> [es]:</p>
<blockquote><p>Ahora resulta que es culpa de las víctimas de esta masacre, del desplazamiento masivo, de las personas desaparecidas, de las comunidades confinadas en medio del terror lo que les está sucediendo. Culpa de ellas, dice el Ministro, porque no han querido colaborar con la Fuerza Pública. Pretende convencernos de que, si la Fuerza Pública hubiera estado en la zona, estos hechos no se habrían presentado. En consecuencia, llega la hora de militarizar el territorio por completo, con el argumento de proteger a los Awá. Los propios indígenas angustiados y corriendo por las selvas y algunos de sus líderes, no ven más opción que la de pedir ayuda a la fuerza pública. Los medios de comunicación y los voceros del Gobierno y de la coalición de partidos que lo respaldan, le hacen eco a este llamado. Colombianos y colombianas aterrados ante el horror de este genocidio en curso, reclaman lo mismo.</p></blockquote>
<div class="translation">E agora a culpa é das vítimas deste massacre, do deslocamento massivo, das pessoas desaparecidas, das comunidades confinadas no meio do terror que lhes acontece. Culpa delas, diz o ministro, por que não quiseram colaborar com a força pública. Pretende nos convencer de que, se a força pública estivesse naquela área, isto não aconteceria. Como conseqüência, chega o momento de militarizar o território por completo, com o argumento de proteger os Awá. Os próprios indígenas angustiados e correndo pela selva e, alguns de seus líderes, não vêem outra opção senão pedir ajuda à força pública. Os meios de comunicação e os porta-vozes do governo - e da coalizão dos partidos que o apóiam - fazem eco a esta chamada. Colombianos e colombianas aterrados frente ao terror deste genocídio em andamento, reclamam do mesmo.</div>
<p>O texto da ACIN continua, na tentativa de explicar o por quê dos Awá estarem sendo mortos. Além de alegar que as forças de segurança colombianas &#8220;foram e são um fator de terror&#8221;, todos os lados do conflito armado colombiano exercem a violência contra os Awá, que junto com motivos gananciosos e econômicos (diga-se agriculturais, mineradores, e projetos turísticos), ajudam a inflamar a violência contra estas pessoas.</p>
<p>Em outubro último, uma série de manifestações indígenas e <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/10/22/colombia-indigenous-protests-and-murders-under-media-blackout/">marchas pelo país aconteceram, no meio de um grande boicote midiático</a> [en], com pelo menos <a href="http://www.ifex.org/en/content/view/full/97848">um de seus sites bloqueados temporariamente</a> [es]. O boicote parece acontecer novamente. <em>No le creemos a RCN</em> [Não acreditamos na Rádio Casa Nariño, es] <a href="http://nolecreemosarcn.blogspot.com/2009/02/queremos-libertad-de-prensa.html">escreve</a>:</p>
<blockquote><p>[H]oy en día alguien le está haciendo el juego a las FARC; pues mientras ellos atacan a las comunidades indígenas Tangarial y Awá, alguien presiona a los encargados de los medios de comunicación de la ACIN, robándoles un computador desde donde actualizaban su página, y amenazando al encargado de actualizarla. Lo grave es que el mismo gobierno, la Sip y los demás medios de comunicación son cómplices (como mínimo), pues los primeros no adelantan ninguna investigación al respecto, y los restantes no se dan por enterados (excepto “Semana”).</p></blockquote>
<div class="translation">Hoje em dia, alguém está fazendo o jogo das FARC; pois enquanto elas atacam as comunidades indígenas Tangarial e Awá, alguém pressiona os encarregados dos meios de comunicação da ACIN, roubando-lhes um computador desde o qual atualizam seus sites, e ameaçando os responsáveis por atualizá-los. O grave é que o mesmo governo, a Sip e os demais meios de comunicação são cúmplices (no mínimo), pois os primeiros não adiantam nenhuma investigação a respeito, e os restantes fazem de conta que não sabem (excerto [da revista] &#8220;Semana&#8221;).</div>
<p>Na mesma época dos protestos indígenas, o presidente Uribe, já enfrentando greves do judiciário e dos cortadores de cana-de-açúcar, e outros oficiais do alto governo afirmaram que as manifestações <a href="http://web.presidencia.gov.co/sp/2008/octubre/15/09152008.html">estavam</a> <a href="http://web.presidencia.gov.co/sp/2008/octubre/15/09152008.html">&#8220;infiltratadas&#8221;</a> [es] por guerrilhas, <a href="http://en.equinoxio.org/featured/in-uribes-colombia-protest-means-terrorism-20081022-000085/">apesar de evidências contrárias</a> [en]. Entretanto, o governo não fez nenhuma única menção e nem retificou as antigas acusações contra os povos indígenas. Até agora, apenas <a href="http://web.presidencia.gov.co/sp/2009/febrero/13/06132009.html">anunciou</a> [es] a nominação de um oficial do exército que atuará como elo entre as autoridades e a comunidade Awá.</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/13/colombia-a-comunidade-indigena-awa-no-meio-da-guerrilha/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Turquia: Obama desaponta armênio-americanos</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/06/turquia-obama-desaponta-armenio-americanos/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/06/turquia-obama-desaponta-armenio-americanos/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2009 03:52:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
		<category><![CDATA[Armenia]]></category>
		<category><![CDATA[Central Asia & Caucasus]]></category>
		<category><![CDATA[Diáspora]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra & Conflito]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Middle East & North Africa]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Relações Internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Roundups]]></category>
		<category><![CDATA[Turkey]]></category>
		<category><![CDATA[U.S.A.]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=2643</guid>
		<description><![CDATA[Publicado originalmente porOnnik Krikorian  &#183; Traduzido por Carlos Maestre &#183;  Veja o post original 
Escrevendo em seu blog Frontline Club, o editor do Cáucaso para o Global Voices Online disse que a visita de hoje do presidente dos Estados Unidos Barack Obama à Turquia provavelmente desapontará muitos simpatizantes de armênio-americanos [en]. Contudo, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/onnik-krikorian/">Onnik Krikorian</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/04/05/turkey-obama-disappoints-armenian-americans/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Escrevendo em seu blog <em>Frontline Club</em>, o editor do Cáucaso para o <em>Global Voices Online</em> <a href="http://frontlineclub.com/blogs/onnikkrikorian/2009/04/obama-talks-turkey.html">disse que a visita de hoje do presidente dos Estados Unidos Barack Obama à Turquia provavelmente desapontará muitos simpatizantes de armênio-americanos</a> [en]. Contudo, o blog acrescenta, eles não deveriam estar surpresos.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/06/turquia-obama-desaponta-armenio-americanos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Palestina: Depoimentos sobre os crimes de guerra israelenses em Gaza</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/06/palestina-depoimentos-sobre-os-crimes-de-guerra-israelenses-em-gaza/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/06/palestina-depoimentos-sobre-os-crimes-de-guerra-israelenses-em-gaza/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2009 03:21:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Governança]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra & Conflito]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
		<category><![CDATA[Lei]]></category>
		<category><![CDATA[Middle East & North Africa]]></category>
		<category><![CDATA[Palestine]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[Socorro & Resgate]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=2559</guid>
		<description><![CDATA[Blogueiros em Gaza não se surpreenderam com os depoimentos de soldados israelenses documentando crimes de guerra que cometeram ou testemunharam durante os recentes ataques a Gaza - ou por quaisquer outras histórias, que agora estão sendo relatadas, a respeito da conduta militar israelense.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/ayesha-saldanha/">Ayesha Saldanha</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/26/palestine-testimonies-regarding-israeli-war-crimes-in-gaza/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>Blogueiros em Gaza não se surpreenderam com os depoimentos de soldados israelenses documentando crimes de guerra que <a href="http://www.menassat.com/?q=en/news-articles/6250-soldiers-give-testimonies-about-war-crimes-gaza-will-israel-be-held-accoutable">cometeram ou testemunharam</a> [en] durante os recentes <a href="http://globalvoicesonline.org/specialcoverage/2008-gaza-strip-bombings/">ataques a Gaza</a> - ou por quaisquer outras histórias, que agora estão sendo relatadas, a respeito da conduta militar israelense.</p>
<p>A ativista canadense Eva Bartlett bloga em <em><a href="http://ingaza.wordpress.com/2009/03/23/israels-war-crimes-coming-to-light/">In Gaza</a></em> [en]:</p>
<blockquote><p>What we knew of Israel’s war crimes during Israel’s war on Gaza, what the medics, the victims, the doctors, the witnesses have testified is now gaining growing recognition. The calls for international inquiry are growing, <a href="http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2009/mar/24/israel-gaza-war-crimes-palestine">as are the reasons</a>. […] The Guardian has just published <a href="http://www.guardian.co.uk/world/series/gaza-war-crimes-investigation">an excellent series</a> of articles and videos on Israel’s crimes of war in and on Gaza.  Included in the reports are focuses on <a href="http://www.guardian.co.uk/world/2009/mar/23/gaza-war-crimes-medics">attacks on medical workers</a>, Israel’s <a href="http://www.guardian.co.uk/world/2009/mar/23/gaza-war-crimes-drones">use of drones to target and kill</a> with pinpoint accuracy civilians, and Israel’s use of civilians (including minors) as <a href="http://www.guardian.co.uk/world/2009/mar/23/gaza-human-shields-claim">human shields</a> during their military operations. […] People in Gaza were very acutely aware of the lethal drones, without having to be told thus by formal groups or experts. At new year’s the sordid <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/01/02/palestine-the-earthquake-in-gaza-is-unnatural-its-called-israel/">text message</a> about zanana (drone) missiles spread in a dark attempt at humour. <a href="http://ingaza.wordpress.com/2009/01/13/flakes-of-surreality/">We knew they were deadly</a>.</p></blockquote>
<div class="translation">O que sabíamos dos crimes de guerra israelenses durante a guerra de Israel em Gaza, o que os médicos militares e não militares, as vítimas, as testemunhas depuseram, agora ganha reconhecimento crescente, <a href="http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2009/mar/24/israel-gaza-war-crimes-palestine">por estas razões</a> [en]. […] The Guardian acaba de publicar <a href="http://www.guardian.co.uk/world/series/gaza-war-crimes-investigation">uma série excelente</a> [en] de artigos e vídeos sobre os crimes de guerra de Israel na guerra contra e em Gaza.  Incluso nos relatórios, está o foco em <a href="http://www.guardian.co.uk/world/2009/mar/23/gaza-war-crimes-medics">ataques a médicos</a> [en], <a href="http://www.guardian.co.uk/world/2009/mar/23/gaza-war-crimes-drones">o uso de veículos aéreos não tripulados para mirar e matar</a> [en] com alta precisão os civis (incluindo menores), como <a href="http://www.guardian.co.uk/world/2009/mar/23/gaza-human-shields-claim">escudos humanos</a> [en] durante suas operações militares. […] As pessoas em Gaza estavam bem cientes dos bombardeiros, sem precisar serem avisadas por grupos formais ou especialistas. No ano novo, a sórdida <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/01/02/palestine-the-earthquake-in-gaza-is-unnatural-its-called-israel/">mensagem de texto</a> [en] sobre mísseis <em>zanana</em> se espalharam na tentativa sombria de fazer piada. <a href="http://ingaza.wordpress.com/2009/01/13/flakes-of-surreality/">Nós sabíamos que eles eram mortais</a> [en].</div>
<p>Eva então disponibiliza links para outras fontes midiáticas, incluindo <a href="http://www.youtube.com/watch?v=mt9GblxFwSo">Al Jazeera</a> [ar], <a href="http://www.haaretz.com/hasen/spages/1072040.html">Ha&#39;aretz</a> [en], <a href="http://www.independent.co.uk/news/world/middle-east/israels-dirty-secrets-in-gaza-1649527.html">The Independent</a> [en], e <a href="http://www.timesonline.co.uk/tol/news/world/middle_east/article5939611.ece">The Times</a> [en].</p>
<p>O ativista australiano Sharyn Lock escreve em <em><a href="http://talestotell.wordpress.com/2009/03/23/march-23-fire-also-upon-rescue/">Tales to Tell</a></em> [en]:</p>
<blockquote><p>Do you remember that before the ground incursion began, E and I were spending nights with our <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jabalia_Camp">Jabalia</a> friends as they hid in the basement while the bombs fell? And then we would go out in the morning (somewhat less bombs) to document the attacks. And you might remember a picture we took of <a href="http://talestotell.wordpress.com/2008/12/31/tuesday-night-by-the-sea/">a yellow truck in which a family had been blown up</a>.<br />
Well, what I didn’t know was that Israel was actually using footage of the last minutes of these people’s lives, taken from the air, as a youtube propaganda video about how they were just targeting Hamas rocket firers. However the locals told a <a href="http://www.btselem.org/English/">B’Tselem</a> field worker the same story they told us (the Guardian newspaper <a href="http://www.guardian.co.uk/world/2009/jan/01/surgical-strike-israel-human-rights">picked up on it</a> also) and a very different version of events was posted to youtube <a href="http://www.youtube.com/watch?v=6Tg-F9oqyrE">here</a>.</p></blockquote>
<div class="translation">Você se lembra que antes da invasão por terra começar, E e eu passavamos noites com nossos amigos de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jabalia_Camp">Jabalia</a> [en], enquanto eles se escondiam nos porões e as bombas caíam? E então saíamos de manhã (com menos bombas) para documentar os ataques. E você pode se lembrar de uma foto que tiramos de <a href="http://talestotell.wordpress.com/2008/12/31/tuesday-night-by-the-sea/">um caminhão amarelo no qual uma família havia sido explodida</a> [en].<br />
Bem, o que eu não sabia era que Israel estava, na verdade, usando as gravações dos últimos minutos das vidas dessas pessoas, filmados do alto, como se fosse um vídeo propaganda do youtube sobre como eles estavam mirando nos lançadores de mísseis do Hamas. Entretanto, os moradores locais contaram a um operário da <a href="http://www.btselem.org/English/">B’Tselem</a> [en] a mesma história que nos contaram (e que o jornal The Guardian <a href="http://www.guardian.co.uk/world/2009/jan/01/surgical-strike-israel-human-rights">também cobriu</a> [en]) e é uma versão muito diferente dos eventos, que está publicada no youtube <a href="http://www.youtube.com/watch?v=6Tg-F9oqyrE">aqui</a> [en].</div>
<p>Louisa Waugh, que trabalha em Gaza, escreve no <em><a href="http://blog.newint.org/gaza/2009/03/26/israel-is-sick/">Gaza Blog</a></em> [en] do <em>New Internationalist</em>:</p>
<blockquote><p>An American friend who has lived in Jerusalem for almost two years tells me she thinks Israel is unnerved by recent testimonies from soldiers who were recently in Gaza.<br />
The Israeli soldiers were graduates of the Oranim College military academy, which has just published the testimonies. They describe attacks on civilians, including what one soldier described as ‘The cold-blooded murder&#39; of an elderly Palestinian woman, and incidents of soldiers being ordered to trash civilian houses and throw the contents, furniture and all, out of the windows. The academy director, Dany Zamir, told an Israeli radio station that, ‘[The testimonies] conveyed an atmosphere in which one feels entitled to use unrestricted force against Palestinians.&#39;<br />
Alongside these disturbing but unsurprising revelations which the Israeli military says it will investigate, is the ugly scandal of T-shirts with vicious slogans being worn by some young Israeli soldiers. According to reports in the Israeli media, and <a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/middle_east/7960071.stm">BBC news</a>, one of the T-shirts has the slogan ‘Bet you got Raped!&#39; over a picture of a bruised woman in a head-scarf. Another shows the picture of a clearly pregnant head-scarved woman with the words, ‘One shot two kills.&#39; […] I think my friend in Jerusalem is overly optimistic: it&#39;s hard to get any perspective on Israel from here in Gaza, especially so soon after the devastating offensive. But mainstream Israeli public opinion seems to be that although the Israeli military offensive in Gaza was clearly brutal and disproportionate, Palestinians got what they deserved.</p></blockquote>
<div class="translation">Uma amiga americana que morou em Jerusalém por quase dois anos me diz achar que Israel está nervoso com os recentes depoimentos dos soldados que estiveram recentemente em Gaza.<br />
Os soldados israelitas se formaram na academia militar de Oranim College, que acaba de publicar os depoimentos. Eles descrevem os ataques a civis, incluindo o que um soldado descreveu como &#8216;assassinato a sangue frio&#39; de uma mulher idosa palestina, e incidentes de soldados sendo ordenados para destruir casas de civis e jogar os pertences, móveis e tudo, pela janela. O diretor da academia, Dany Zamir, disse em uma rádio israelita que, &#8216;[os depoimentos] expressava uma atmosfera na qualquer um se sente obrigado a usar força irrestrita contra os palestinos.&#39;<br />
Junto destas perturbadoras, mas esperadas revelações as quais os militares israelitas disseram que vão investigar, está o feio escândalo das camisas com slogans violentos, sendo usadas por alguns jovens soldados de Israel. De acordo com relatórios da mídia israelita, e a <a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/middle_east/7960071.stm">BBC news</a> [en], uma das camisas tem o slogan &#8216;Aposto que você foi estuprada!&#39; sobre a imagem de uma mulher machucada usando uma burca. Outra mostra uma foto clara de uma grávida com as palavras &#8216;um tiro, duas mortes&#39;. […] Eu acho que minha amiga em Jerusalém está otimista além da conta: é difícil ter qualquer perspectiva em Israel aqui em Gaza, especialmente tão breve, com uma ofensiva devastadora. A principal opinião pública israelita, apesar da ofensiva militar de Israel em Gaza ter sido claramente brutal e desproporcional, parece ser de que os palestinos tiveram o que mereciam.</div>
<p><em>Mango Girl</em>, radicada no Egito, refere-se a um relatório de um rabino que acompanhou <a href="http://fakirnihindi.wordpress.com/2009/03/21/news-flash-israel-is-motivated-by-religion/">soldados israelitas</a>:</p>
<blockquote><p>Dirty laundry from the recent military campaign against Gaza is being aired in Haaretz [newspaper], and one of the allegations is that a radical rabbi was <a href="http://fakirnihindi.wordpress.com/2009/03/21/news-flash-israel-is-motivated-by-religion/">brought in</a> to exhort Israeli soldiers to do their religious duty in clearing the land of non-Jews so that Jews could realize their religious rights to it. Golly gee, do you think that maybe Israel is motivated by religion or religious identity? You mean they’re not super secular and liberal and democratic and are, just maybe, more similar to the unwashed wild-eyed jihadi Arabs they are fighting than different?</p></blockquote>
<div class="translation">Roupa suja da recente campanha militar contra Gaza está indo ao ar no [jornal] Haaretz, e uma das alegações é que um rabino radical foi <a href="http://fakirnihindi.wordpress.com/2009/03/21/news-flash-israel-is-motivated-by-religion/">levado</a> para exortar soldados israelitas e realizarem suas missões religiosas, limpando a terra dos não-judeus, para que então os judeus pudessem concretizar seus direitos religiosos sobre ela. Meu deus, você acha que talvez Israel estivesse motivado por religião ou identidade religiosa? Quer dizer que eles não são super-laicos e liberais e democráticos e são, talvez, mais parecidos do que diferentes dos sujos e selvagens árabes do Jihad que estão lutando contra eles?</div>
<p>Terminamos com o pensamento da ativista libanesa Natalie Abou Shakra, que bloga em <em>Moments of Gaza</em> [en]; ela questiona sobre as imagens de aviões de guerra sobre as quais <a href="http://gaza08.blogspot.com/2009/03/coming-towards-you.html">publicou</a> [en]:</p>
<blockquote><p>Don&#39;t they look like insects, the ones that bite deep into your skin? […] And, to humanity&#39;s dismay, when one searches on the internet, the search results display artistic photos of the war planes, as if they can be added to a collection… perhaps they would like to also take artistic photos of the aftermath of using these man-slaughtering machines looking at the Israeli Apache… does it not look like an abnormally large insect (an abnormally large fly)… do you understand what i mean now that we lived a horror movie…? there were huge insects and parasites feeding on human flesh</p></blockquote>
<div class="translation">Não parecem com insetos, aqueles que mordem pele adentro? [&#8230;] E, para o consternamento humano, quando buscamos na internet, os resultados da busca mostram fotos artísticas de aviões de guerra, como se fossem parte de uma coleção&#8230; talvez eles também gostariam de tirar fotos artísticas do pós-combate usando estas máquinas de matar pessoas olhando ao Apache israelita&#8230; não parece com um inseto anormalmente grande (uma mosca anormalmente grande)&#8230; agora você entende o que quero dizer com &#8216;vivemos em um filme de terror&#39;? havia insetos gigantes e parasitas se alimentando de carne humana.</div>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/06/palestina-depoimentos-sobre-os-crimes-de-guerra-israelenses-em-gaza/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Jordânia: Blogueiro denuncia segredo de Estado</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/28/jordania-blogueiro-denuncia-segredo-de-estado/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/28/jordania-blogueiro-denuncia-segredo-de-estado/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 28 Mar 2009 02:56:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Afghanistan]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra & Conflito]]></category>
		<category><![CDATA[Jordan]]></category>
		<category><![CDATA[Middle East & North Africa]]></category>
		<category><![CDATA[Relações Internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=2524</guid>
		<description><![CDATA[O blogueiro jordano Rami Abdelrahman blogou sobre um segredo bem guardado a respeito do envolvimento de seu governo na guerra do Afeganistão - e está recebendo a atenção mal-vista dos serviços de inteligência.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/amira-al-hussaini/">Amira Al Hussaini</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/26/jordan-blogger-exposes-a-state-secret/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>O blogueiro jordano <em><a href="http://ramiswall.blogspot.com/">Rami Abdelrahman</a></em> [en] blogou sobre um segredo bem guardado a respeito do envolvimento de seu governo na guerra do Afeganistão - e está recebendo a atenção mal-vista dos serviços de inteligência.</p>
<p>Tudo começou há alguns dias, quando o jornalista global e pesquisador da mídia, que vive na Suécia, <a href="http://ramiswall.blogspot.com/2009/03/jordanian-military-forces-in.html">publicou</a> [en] e comentou em um resumo de <em><a href="http://politics.theatlantic.com/2009/03/annals_of_secrecy_jordan.php">The Atlantic</a></em> [en], no qual se refere a documentos recentemente abertos da OTAN, que revelam a extensão do envolvimento da Jordânia na guerra contra o terrorismo.</p>
<p>O documento, segundo <em>The Atlantic</em>:</p>
<blockquote><p>…includes Jordan as being among the countries that are part of the international forces in Afghanistan, but it also includes the notice that Jordan doesn&#39;t want its name in the public domain, fearing the internal repercussions</p></blockquote>
<div class="translation">…inclui a Jordânia como estando entre os países que fazem parte das forças internacionais no Afeganistão, mas também inclui a nota que a Jordânia não quer seu nome no domínio público, temendo repercussões internas</div>
<p>O outro país árabe citado no documento são os Emirados Árabes Unidos.</p>
<p><em>Abdelrahman</em> ressalta:</p>
<blockquote><p>The kind of cooperation that has been long considered a national “secret,” by demand of the Jordanian government, but is well known to other partners involved.</p></blockquote>
<div class="translation">O tipo de cooperação foi por muito tempo considerada um &#8220;segredo&#8221; nacional, por ordem do governo jordano, mas é bem conhecida para outros parceiros envolvidos.</div>
<p>Sobre o &#8220;segredo&#8221; não tão secreto, ele indaga:</p>
<blockquote><p>Wouldn&#39;t the NATO and its Middle Eastern allies do better if they were more transparent to their citizens about deals that would eventually be exposed? Why is there such need to hide, providing much space for opposition to fabricate stories and conspiracy theories and sell it cheap to the masses? Why leave us all, global citizens, resort to arbitrary interpretation, just when the need for public support is paramount? Anyone?</p></blockquote>
<div class="translation">A OTAN e seus aliados no Oriente Média não fariam algo mais certo se tivessem mais transparência com seus cidadãos a respeito de assuntos que poderiam eventualmente ser expostos? Por que há tanta necessidade em escondê-los, dando tanto espaço para a oposição confeccionar estórias e teorias conspiratórias para vendê-las barato às massas? Por que deixar a todos nós, cidadãos globais, à deriva de interpretações arbitrárias, justo quando a necessidade de apoio público é vital? Alguém se habilita?</div>
<p>No dia seguinte, <em>Abdelrahman</em> continuou com outra <a href="http://ramiswall.blogspot.com/2009/03/proof-of-jordans-participation-in.html">publicação</a>, que inclui um link para o arquivo PDF do documento aberto que a &#8220;Jordânia não quer que se torne público&#8221;. O arquivo está hospedado em <a href="http://wikileaks.org/"><em>Wikileaks</em></a>, um site que publica <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Wikileaks">documentos de conteúdo sensível, enviados por anônimos</a>.</p>
<p><a href="http://www.wikileaks.org/leak/nato-master-narrative-2008.pdf"></a></p>
<div id="attachment_64597" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px;"><a href="http://www.wikileaks.org/leak/nato-master-narrative-2008.pdf"><img class="size-medium wp-image-64597" title="jordanisaf" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/jordanisaf-300x210.jpg" alt="O documento aberto da OTAN, obtido em Wikileaks (PDF)" width="300" height="210" /></a></p>
<p class="wp-caption-text"><a href="http://www.wikileaks.org/leak/nato-master-narrative-2008.pdf">O documento da OTAN</a></p>
</div>
<p>Ele destaca:</p>
<blockquote><p>I am publishing this just to be on the safe legal side, and to maintain the credibility of this blog and my reputation as a journalist, after publishing two days ago a blog post about Jordan keeping its participation from the international force in Afghanistan a secret to its own citizens. The original blog post can be found <a href="http://ramiswall.blogspot.com/2009/03/jordanian-military-forces-in.html">here</a>.</p></blockquote>
<div class="translation">Estou publicando isto apenas para estar do lado legal, e para manter a credibilidade do meu blog e minha reputação como jornalista, depois de publicar, há dois dias, uma postagem sobre a Jordânia manter segredo dos seus próprios cidadãos sobre sua participação nas forças internacionais no Afeganistão. A publicação original pode ser encontrada <a href="http://ramiswall.blogspot.com/2009/03/jordanian-military-forces-in.html">aqui</a>.</div>
<p>Abdelrahman também nos fala sobre visitantes indesejados que foram vistos rondando seu blog depois desta primeira postagem:</p>
<blockquote><p>Interestingly, analyzing readership statistics and domain addresses for those who monitored the blog, I found some interesting readers:</p>
<blockquote><p><strong>US Army Information Systems Engineering Command, (Headquarters Usaisc)</strong>, visited 3 times on 24th March 2009, at 13:50:24, 13:50:38 and 13:51:22.</p>
<p><strong>Royal Jordanian Hashemite Court (Rhc)</strong> visited once on 24th March 2009, 15:37:29</p>
<p><strong>Jordanian Intelligence Department (gid.gov.jo)</strong> visited 12times (So far) on 24th March 2009  between 17:42:27, and 18:37</p>
<p><strong>Jordanian Intelligence Department</strong> (gid.gov.jo) visited 12times (So far) on 24th March 2009 between 17:42:27, and 18:37:32</p></blockquote>
<p>….among many other unique visitors between yesterday and today. I find it perplexing that no one leaves an official comment to explain, why does Jordan want to keep this a secret, when Jordanians understand and accept its alliances</p></blockquote>
<div class="translation">
<blockquote><p>Interessantemente, analisando as estatísticas de leitores e endereços de domínios para aqueles que monitoram o blog, encontrei leitores interessantes:</p>
<blockquote><p><strong>Comando de Engenharia em Sistemas de Informação do Exército dos EUA, (quartéis generais )</strong>, visitado 3 vezes no dia 24 de março de 2009, às 13:50:24, 13:50:38 e 13:51:22.</p>
<p><strong>Real Tribunal Jordano Hashemí (Rhc)</strong> visitado uma vez no dia 24 de março de 2009, 15:37:29</p>
<p><strong>Departamento de Inteligência Jordano (gid.gov.jo)</strong> visitado 12 vezes (até agora) no dia 24 de março de 2009, entre 17:42:27 e 18:37:32</p></blockquote>
<p>….entre muitos outros visitantes únicos entre ontem e hoje. Acho perplexante ninguém deixar um comentário oficial para explicar por quê a Jordânia quer manter isto um segredo, quando os jordanos entendem e aceitam seus aliados</p></blockquote>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/28/jordania-blogueiro-denuncia-segredo-de-estado/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Blogueiros árabes lutam contra a &#8220;judaização&#8221; de Jerusalém</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/21/arab-bloggers-rally-against-the-judaization-of-jerusalem/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/21/arab-bloggers-rally-against-the-judaization-of-jerusalem/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 21 Mar 2009 17:37:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alfredo Feres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arabic]]></category>
		<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Governança]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra & Conflito]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
		<category><![CDATA[Jordan]]></category>
		<category><![CDATA[Middle East & North Africa]]></category>
		<category><![CDATA[Palestine]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Relações Internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Syria]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=2315</guid>
		<description><![CDATA[Na medida em que as autoridades israelenses expulsam os residentes árabes e destroem suas casas em Jerusalém, blogueiros árabes se organizam para que isto não passe desapercebido. Outro blogueiro propõe a designação de uma semana para blogar por Jerusalém.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/anas-qtiesh/">Anas Qtiesh</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/alfredoferes/'>Alfredo Feres</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/02/26/arab-bloggers-rally-against-the-judaization-of-jerusalem/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><dl class="wp-caption alignright" style="width: 212px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://commons.wikipedia.org/wiki/Image:Jerusalem_from_mt_olives.jpg"><img title="Jerusalem Old City from Mount of Olives." src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/05/Jerusalem_from_mt_olives.jpg/202px-Jerusalem_from_mt_olives.jpg" alt="Jerusalem Old City from Mount of Olives." width="202" height="132" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd zemanta-img-attribution" style="font-size: 0.8em;">Imagem do <a href="http://commons.wikipedia.org/wiki/Image:Jerusalem_from_mt_olives.jpg">Wikipedia</a></dd>
</dl>
<p>Jerusalém, “Al-Quds” em árabe, é um tema central do conflito israelo-palestino. A anexação de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/East_Jerusalemhttp://">Jerusalém Oriental</a> por Israel, com base na <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jerusalem_Lawhttp://">&#8220;Lei de Jerusalém&#8221;</a>, foi amplamente condenada pelas Nações Unidas e suas instâncias correlatas. <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/United_Nations_Security_Council_Resolution_478">A resolução 478 do Conselho de Segurança</a> (aprovada em 1980), resultou na saída de quase todas as embaixadas estrangeiras de Jerusalém.</p>
<p>As autoridades israelenses são criticadas pelas políticas em vigor que vão na direção de promover uma maioria judaica e &#8220;judaizar&#8221; Jerusalém pela expulsão dos árabes e demolição de suas casas em Jerusalém Oriental, com o argumento de que eles não possuem alvarás de construção, bem como por tornar extremamente difícil para um árabe obter um.</p>
<p>De  acordo com um relatório do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/World_Bank">Banco Mundial</a>, o número de violações de construção registradas entre 1996 e 2000 foi de quatro vezes e meia maior nas áreas judaicas, mas houve quatro vezes menos ordens de demolição expedidas em Jerusalém Ocidental comparado com a parte Oriental.</p>
<p><a href="http://english.aljazeera.net/programmes/insidestory/2009/02/20092249200719336.html">O último ato de desapropriação</a> foi interpretado como um ultraje pelos blogueiros árabes. Khaled Alsoud, da Jordânia, <a href="http://blogs.albawaba.com/khaledalsoud/70760/2009/02/23/121422-">fala a respeito</a> da situação dos árabes na cidade:</p>
<blockquote><p>20000 ألف مقدسي فقدوا حقهم بالإقامة عبر سحب البطاقات الزرقاء من 6000 رب عائلة و12000منزل مهدد بالهدم من قبل الدولة الصهيونية و جدار الفصل العنصري الذي أخرج 151423 مقدسي خارج إطار مدينة القدس ومنع التواصل بكافة أشكاله مع المقدسيين الذين احتجزوا داخل المدينة، كما في القدس 23 حاجز صهيوني يقطع أوصال المدينة ويعيق \أو يمنع\ أهلها من التواصل فيما بينهم أو مع الآخرين خارج الجدار.<br />
والآن وجهت دولة الاحتلال الصهيوني إنذارات لـ 88 عائلة”1500 مقدسي” بالإخلاء وذلك لهدم بيوتهم بحجة التراخيص، وإنشاء حديقة عامة مكان تلك البيوت وفي أخطر وأوسع عملية تهجير منذ حي المغاربة.</p></blockquote>
<div class="translation">Vinte mil residentes de Jerusalém perderam seus direitos de residência através da retirada de cartões azuis de seis mil famílias; doze mil casas estão sob ameaça de demolição pelo Estado Sionista e o muro do “apartheid”, o qual apartou 151.423 residentes da cidade e proibiu todas as formas de comunicação como os que ficaram presos dentro dela.  Al Quds (Jerusalém) tem vinte e três cruzamentos a dividindo e obstruindo, ou ainda proibindo seus habitantes de se comunicarem entre eles e com os que se encontram do lado de fora do muro.<br />
Agora, o Estado Sionista de ocupação emitiu avisos de desapropriação para 88 famílias (mil e quinhentas pessoas) para a demolição de suas casas sob a premissa de que eles não possuem  as devidas permissões, com o intuito de estabelecer um parque no mesmo lugar, no que constitui a maior e mais perigosa desapropriação desde a demolição do Quarteirão Marrroquino.</div>
<p><a href="http://www.syriangavroche.com/2009/02/25.html">Syriangavroche emite sua análise da situação</a> [ar]:</p>
<blockquote><p>من الواضح أن كل هذه الأمور تجري بغية فرض أمر واقع قبيل أي جلسة مفاوضات مع الجانب الفلسطيني بخصوص القدس, فإفراغ القدس من سكانها العرب شكلاً و مضموناً هو إعادة بناء واقع جديد يمكن فرضه على الجانب الآخر و خصوصاً إن كان جانباً ضعيفاً مثل السلطة الوطنية الفلسطينية.</p></blockquote>
<div class="translation">É obvio que os acontecimentos estão indo na direção de forçar um fato consumado antes de haver alguma sessão de negociação com respeito ao lado palestino de Jerusalém, esvaziando-a de seus habitantes árabes, o que significa reconstruir uma realidade inteiramente nova que pode ser forçada para o outro lado, especialmente se for o mais fraco, como a Autoridade Nacional Palestina.</div>
<p>Jafra <a href="http://jafra78.blogspot.com/2009/02/blog-post_25.htmlhttp://">traz à memória</a> [ar] o assassinato de importantes literatos pelo <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mossadhttp://">Mossad</a>, como <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ghassan_Kanafani">Ghassan Kanafani</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Wael_Zwaiter">Wael Zuaiter</a> e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Naji_al-Ali">Naji Al Ali</a>, dando ênfase na importância do conhecimento e da cultura na dinâmica do conflito:</p>
<blockquote><p>الفكرة و القلم و العلم اهم من الاسوار العالية واهم و بنادق مصوبة و قناص ينتظر و طائرة تبحث عن هدف</p></blockquote>
<div class="translation">O pensamento, a caneta, e o conhecimento são mais importantes que os altos muros e rifles apontados, um atirador de elite e um avião procurando um alvo.</div>
<p>Ela pleiteia apoio para as festividades do <a href="http://www.alquds2009.org/english.php">Al Quds Capital da Cultura Árabe de 2009</a> [ar]:</p>
<blockquote><p>انا الان و هم ايضا في القدس لا يدعونكم لمجزرة و لا لحرب او اعلان ثورة<br />
هو مجرد دعوة لدعم هذا الحدث لجعله يليق بالقدس</p></blockquote>
<div class="translation">Eles em Al Quds, e eu, não estamos chamando para um massacre, uma guerra, nem uma declaração de uma revolução. Este é apenas um convite para apoiar o evento e fazer jus a Al Quds.</div>
<p>Alghait da Síria <a href="http://alghait.wordpress.com/2009/02/23/%D8%A3%D8%B3%D8%A8%D9%88%D8%B9-%D8%A7%D9%84%D8%AA%D8%AF%D9%88%D9%8A%D9%86-%D9%85%D9%86-%D8%A3%D8%AC%D9%84-%D8%A7%D9%84%D9%82%D8%AF%D8%B3/">pede</a> [ar] aos blogueiros sírios para criar um “Blog para a Semana Al Quds”.</p>
<blockquote><p>من بين الضجيج العذب للمدونات السورية أدعو نفسي وإياكم أن نخصص أسبوع للتدوين من أجل القدس كما كان الأول للجولان<br />
أدعو نفسي وإياكم أن نعمل لإخواننا كما عملنا لأنفسنا<br />
ولتكن من المدونات السورية أولاً ..</p></blockquote>
<div class="translation">À parte do doce barulho dos blogs sírios, eu demando que vocês estabeleçam uma semana para blogar por Al Quds, do mesmo modo que fizemos durante a Semana de Blogar por Golan.<br />
Eu  peço para que todos nós trabalhemos por nossos irmãos assim como fizemos por nós mesmos.<br />
Deixem os blogs sírios liderarem o caminho.</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/21/arab-bloggers-rally-against-the-judaization-of-jerusalem/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
<enclosure url="http://commons.wikipedia.org/wiki/Image:Jerusalem_from_mt_olives.jpg" length="" type="image/jpeg" />
		</item>
		<item>
		<title>Israel: Filme ilustra problema do bloqueio na Faixa de Gaza</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/11/israel-filme-ilustra-problema-do-bloqueio-na-faixa-de-gaza/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/11/israel-filme-ilustra-problema-do-bloqueio-na-faixa-de-gaza/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 11 Mar 2009 20:55:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Arruda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Egypt]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra & Conflito]]></category>
		<category><![CDATA[Idéias]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade de Expressão]]></category>
		<category><![CDATA[Middle East & North Africa]]></category>
		<category><![CDATA[Palestine]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Protesto]]></category>
		<category><![CDATA[Relações Internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Video]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=2275</guid>
		<description><![CDATA[Na blogosfera israelense raramente se tem a impressão que todo mundo esteja ouvindo e que ninguém fale, e hoje parece assim mesmo, com o lançamento de um curta-metragem chamado “Closed Zone” [Zona Fechada]. Um filme animado de 90 segundos que fala sobre o bloqueio na fronteira da Faixa de Gaza, “Closed Zone” já teve 31.600 acessos e 200 comentários no YouTube, cifra que aumenta a cada dia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/maya-norton/">Maya Norton</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/mariaarruda/'>Maria Arruda</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/06/israel-film-illustrates-problem-of-closed-gaza-borders/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Na blogosfera israelense raramente se tem a impressão de que todo mundo esteja ouvindo e que ninguém fale, e hoje parece assim mesmo, com o lançamento de um curta-metragem chamado <a href="http://www.closedzone.com/">“<em>Closed Zone</em>”</a> [En] [Zona Fechada]. Um filme animado de 90 segundos que fala sobre o bloqueio na fronteira da Faixa de Gaza, “<em>Closed Zone</em>” já teve 31.600 acessos e 200 comentários no <em>YouTube</em>, cifra que aumenta a cada dia.</p>
<p>Os sites <a href="http://cinemascopian.com/2009/03/04/bashir-animator-fights-the-occupation-with-pencils/"><em>Cinemascopian</em></a> [En], <a href="http://israelitybites.blogspot.com/2009/03/closed-zone.html"><em>Israelity Bites</em></a> [En], <a href="http://www.onejerusalem.com/2009/03/04/watz-in-gaza/"><em>One Jerusalem</em></a> [En] e <a href="http://www.promisedlandblog.com/?p=646"><em>Promised Land</em></a> [En] publicaram o vídeo com suas informações de pano de fundo, mas evitam fazer comentários.</p>
<p><em>Dion Nissembaum</em> de <em>Checkpoint Jerusalem</em>, <a href="http://washingtonbureau.typepad.com/jerusalem/2009/03/bashir-animator-animates-gaza-siege.html">oferece</a> [En] também o contexto e a descrição do filme, explicando que <em>“Closed Zone”</em> foi criado para a ONG israelense <a href="http://www.gisha.org/index.php?intLanguage=2">Gisha</a> [En], a qual trabalha para proteger a liberdade de ir e vir dos <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Gaza_Strip">1.4 milhões de moradores</a> [En] da Faixa de Gaza.</p>
<p>Em um relatório sobre o bloqueio na Faixa de Gaza durante esses 18 meses, Gisha <a href="http://www.gisha.org/UserFiles/File/publications_english/Publications%20and%20Reports_English/Gaza%20Closure%20Defined%20Eng(1).pdf">escreve</a> [En]:</p>
<blockquote><p>Gisha&#39;s position is that the closure is illegal because it punishes civilians in the Gaza Strip for acts they did not commit and for political circumstances beyond their control. The closure inflicts harm to the civilian population and civilian institutions by blocking the passage of goods necessary for health, well-being, and economic life.</p></blockquote>
<div class="translation">A posição de Gisha sobre o bloqueio é que o mesmo é ilegal porque pune os civis da Faixa de Gaza por atos que eles não cometeram e por circunstâncias políticas que vão além do controle deles. O bloqueio causa prejuízos à população civil e às instituições civis por fechar a passagem de bens necessários à saúde, ao bem-estar e à vida econômica.</div>
<p><object width="480" height="295" data="http://www.youtube.com/v/Hzqw7oBZT8k&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Hzqw7oBZT8k&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>O criador de “<em>Closed Zone</em>” é <a href="http://www.yonigoodman.com/">Yoni Goodman</a> [En]. Goodman é mais conhecido por ser o Diretor de Animação de <a href="http://waltzwithbashir.com/">“<em>Waltz with Bashir</em>”</a> [En], ganhador do Globo de Ouro como Melhor Filme Estrangeiro e <a href="http://washingtonbureau.typepad.com/jerusalem/2009/02/israel-poised-to-win-first-academy-award.html">fortemente indicado</a> [En] para ser o melhor concorrente da mesma categoria na Premiação do Oscar em 2009 (porém foi o filme japonês “<em>Departures</em>” a ganhar o prêmio).</p>
<p>Em uma entrevista ao <em>Jerusalem Post</em>, durante a apresentação de “<em>Closed Zone</em>”, Goodman <a href="http://www.jpost.com/servlet/Satellite?cid=1236103156488&amp;pagename=JPost%2FJPArticle%2FShowFull">explica</a> [En]:</p>
<blockquote><p>“I hate Hamas. They&#39;re out to kill us. Of course they are my enemies. I feel sorry for the Palestinian citizens who want to live their lives… People don&#39;t like to hear that Palestinians are real people. People prefer to think of them as evil, that they&#39;re all Hamas. It&#39;s easier to say, ‘let&#39;s punish them, let&#39;s kill them all.&#39; It&#39;s a lot harder to regard them as ordinary people who want peace.</p></blockquote>
<div class="translation">Eu odeio o Hamas. O único objetivo deles é matar a gente. É lógico que eles são meus inimigos. Sinto muito pelos cidadãos palestinos que só querem viver suas vidas&#8230; Tem gente que não gosta de ouvir falar que os palestinos são pessoas de verdade. Muitos preferem pensar que eles são o diabo, que todos eles fazem parte do Hamas. É mais fácil falar, &#8216;vamos castigá-los, vamos matar todos eles&#39;, enquanto é mais difícil considerá-los um povo normal que quer a paz.</div>
<p>No filme correspondente “<em>Closed Zones: Behind the Scenes</em>” [Zonas Fechadas: Nos Bastidores], Goodman enfatiza:</p>
<blockquote><p>The war made this project a mission for me. The character is a kid, he is kind of a kid and kind of an adult, a bit Arab and a bit Jewish, something that everyone can connect to. It is important not to turn this into a stereotypical film.</p></blockquote>
<div class="translation">A guerra fez desse projeto uma missão para mim. O personagem é uma criança, ele é meio criança e meio adulto, um pouco árabe e um pouco judeu, um tipo com quem todo mundo possa se identificar. É importante não transformá-lo em um filme estereotipado.</div>
<p>Sari Bashi, Diretor Executivo de Gisha, acrescenta:</p>
<blockquote><p>We chose the medium of animation to try to get viewers to recognize the humanity of the residents of Gaza. It is increasingly difficult to remind people that residents of the Gaza Strip are human beings who wish to raise children, to earn a living, to realize their dreams, both small and large.</p></blockquote>
<div class="translation">Escolhemos a animação para tentar atrair espectadores pra reconhecer a humanidade dos moradores de Gaza. É cada vez mais difícil lembrar às pessoas que os moradores da Faixa de Gaza são seres-humanos que desejam criar seus filhos, ganhar as suas vidas, realizar seus sonhos, seja ele pequeno ou grande.</div>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/sPhrsY6KRIA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/sPhrsY6KRIA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>O lançamento de “Closed Zone” coincide com a primeira viagem do Secretário de Estado dos EUA, Hillary Clinton, ao Médio Oriente, onde ela anunciou o compromisso dos Estados Unidos em ajudar com 900 milhões de dólares para a reconstrução da Faixa de Gaza depois da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/2008%E2%80%932009_Israel%E2%80%93Gaza_conflict">guerra com Israel</a> [En], nesse inverno. Esse valor será significativamente reforçado com os 5 bilhões de dólares arrecadados através de doações na conferência dessa semana [primeria semana de março] em Sharm el-Sheik, Egito.</p>
<p>Mas Israel terá a palavra final sobre a abertura da fronteira ao tráfego comercial e civil. Será solicitado o apoio da comunidade internacional para garantir que venham supridas as necessidades de ambos os lados da fronteira. Mark Regev, porta-voz do Primeiro Ministro Israelense Ehud Olmert, <a href="http://www.voanews.com/english/2009-03-02-voa57.cfm">afirma</a> [En]:</p>
<blockquote><p>With supplies like concrete, with steel, unfortunately you could have a situation where that is diverted by Hamas, and instead of helping people to rebuild houses, they&#39;ll be building underground bunkers for their own military machine. So I think we in the international community have to find mechanisms to make sure that aid for the people of Gaza is precisely that.</p></blockquote>
<div class="translation">Infelizmente recursos como cimento e aço poderiam ser desviados pelo Hamas e, ao invés de ajudarem as pessoas a reconstruirem suas casas, eles construiriam esconderijos subterrâneos pra sua própria máquina de guerra. Então eu acho que nós, da comunidade internacional, temos que encontrar mecanismos que permitam que a ajuda ao povo de Gaza seja empregada adequadamente.</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/11/israel-filme-ilustra-problema-do-bloqueio-na-faixa-de-gaza/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Mandato de Prisão contra Omar al-Bashir: &#8220;Só conversa e mais conversa&#8230;&#8221;</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/10/mandato-de-prisao-contra-omar-al-bashir-so-conversa-e-mais-conversa/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/10/mandato-de-prisao-contra-omar-al-bashir-so-conversa-e-mais-conversa/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 15:44:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elisa Thiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[Guerra & Conflito]]></category>
		<category><![CDATA[Lei]]></category>
		<category><![CDATA[Relações Internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Sub-Saharan Africa]]></category>
		<category><![CDATA[Sudan]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=2118</guid>
		<description><![CDATA[A Corte Criminal Internacional (CCI) expediu um mandato de prisão contra o presidente sudanês Omar al-Bashir, na quarta-feira [04/03/2009] tornando-o o primeiro chefe de estado em atividade a ser acusado por crimes de guerra e crimes contra a humanidade. As denúncias têm como base o conflito em Darfur. Nesta postagem, damos uma olhada nas opiniões e pensamentos de blogueiros sudaneses. Alguns blogueiros adotam a postura de "esperar para ver" enquanto que outros argumentam que as experiências passadas mostram que nada de fato irá acontecer. "Você dança e fala alto... só fala e fala...," escreve Ras Babi.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/ndesanjo-macha/">Ndesanjo Macha</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/elisathiago/'>Elisa Thiago</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/04/arrest-warrant-for-omar-al-bashir-you-dance-and-loudly-talk-just-talk-and-talk/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><a href="http://www.icc-cpi.int/Menus/ICC/Home">A Corte Criminal Internacional (CCI)</a> [En] expediu um <a href="http://www.google.com/hostednews/ap/article/ALeqM5gSgtmeqMzNgIhmv5gjz4UH1lOrJgD96NA2R02">mandato de prisão </a>[En]<a href="http://www.google.com/hostednews/ap/article/ALeqM5gSgtmeqMzNgIhmv5gjz4UH1lOrJgD96NA2R02"> </a>contra o presidente sudanês <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Omar_al-Bashir">Omar al-Bashir</a>, na quarta-feira [04/03/2009] tornando-o o primeiro chefe de estado em atividade a ser acusado por crimes de guerra e crimes contra a humanidade. As denúncias têm como base <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Conflito_de_Darfur">o conflito em Darfur</a>. Nesta postagem, damos uma olhada nas opiniões e pensamentos de blogueiros sudaneses. Alguns blogueiros adotam a postura de &#8220;esperar para ver&#8221; enquanto que outros argumentam que as experiências passadas mostram que nada de fato irá acontecer. &#8220;Você dança e fala alto&#8230; só fala e fala&#8230;,&#8221; escreve Ras Babi. Um blogueiro avisa que Omar al-Bashir não será aprisionado de maneira forçada pelos governos do Ocidente e portanto, desde que &#8220;ele fique em casa&#8221; estará a salvo. Um outro torce para que o &#8220;entretenimento&#8221; inicie.</p>
<p>Mimz pede <a href="http://myvisionsdepiction.blogspot.com/2009/03/sudan-awaits.html">às pessoas que vivem no Sudão</a> [En] para parar com o pânico porque &#8220;o cenário mais provável em, minha opinião, é que nada aconteça!&#8221; e &#8220;o Egito não precisa de ainda mais gente se aglomerando por lá.&#8221;</p>
<blockquote><p>Either the country is turned upside down, or all our problems are dissolved (hiiiiighly unlikely) or, the most likely scenario in my opinion, nothing happens!<br />
So please, Sudanese citizens, those of you living in Sudan… stop panicking! And stop packing your bags! I know so many people who are actually gone by now because they are afraid of what might happen if the warrant is issued. I&#39;m telling you, Egypt doesn&#39;t need any more people crowding it!<br />
Nothing is going to happen, and no I am not in denial, I am just thinking of the most reasonable sequence of events. You will not be attacked in your own home, you will not lose all your valuable posessions and you will not find a loved one dead outside your house. Don&#39;t be so overdramatic!</p></blockquote>
<div class="translation">De duas, uma: ou o país fica de cabeça para baixo, ou todos os nossos problemas estarão resolvidos (aaaaltamente improvável); mas o cenário mais provável, na minha opinião, é que nada aconteça!<br />
Então, por favor cidadãos sudaneses, aqueles dentre vocês que vivem no Sudão&#8230; parem de entrar em pânico! E parem de fazer as malas! Sei de tantas pessoas que, de fato, já se foram porque estão com medo do que possa vir a acontecer se o mandato é expedido. Asseguro-lhes, o Egito não precisa de mais ninguém lotando seu espaço!</p>
<p>Nada irá acontecer e, não, eu não estou num estado de negação, estou simplesmente pensando na sequência mais provável de eventos. Vocês não serão atacados em sua própria casa, vocês não perderão todos os seus ricos pertences e vocês não encontrarão uma pessoa amada morta na porta de sua casa. Não sejam tão exageradamente dramáticos!</p></div>
<p>O Sudanese Thinker <a href="http://www.sudanesethinker.com/2009/03/04/open-thread-icc-countdown/">inicia um &#8220;open thread&#8221;  para discutir a decisão da CCI.</a>[En] Termina sua postagem dizendo, &#8220;Que deem início ao entretenimento&#8221;:</p>
<blockquote><p>Dear fellow Sudanese bloggers, drop a link to your own blog post on the matter in the comments section so that it will get noticed by the media. I’ve got a number of journalists emailing me, and they’re all interested in hearing what we Sudanese bloggers have to say about this.<br />
Everyone else, share your thoughts, if any. This is potentially history in the making. Meanwhile, I’m gonna go find me some pop-corn.<br />
Let the “entertainment” begin!</p></blockquote>
<div class="translation">Caros colegas, blogueiros sudaneses, coloquem um link em seu blog post sobre a questão na seção de comentários de tal forma a ser notado pela mídia. Há um bom número de jornalistas me enviando emails, e todos estão interessados em saber o que nós, blogueiros sudaneses, temos a dizer a esse respeito.<br />
Quanto a todos os demais, compartilhem seus pensamentos, quando houver. Isto é, potencialmente, o fazer história. Enquanto isso, sairei a cata de pipoca.<br />
Que deem início ao &#8220;entretenimento&#8221;!</div>
<p>O <a href="http://sudaneseoptimist.wordpress.com/2009/03/04/as-sudan-awaits-icc-ruling/">Sudanese Optimist diz, simplesmente</a>, [En] &#8220;Imagino.. por que o John Garang teve que morrer?&#8221;</p>
<p><a href="http://dyinginthedust.blogspot.com/2009/03/first-look-sudanese-president-charged.htm">Dying In the Dust inicia sua postagem</a> [En] imaginando se isto poderia ser o começo do fim. O blogueiro acha que al-Bashir estará seguro &#8220;desde que permaneça dentro de casa&#8221;:</p>
<blockquote><p>Could this be the beginning of the end? Today, the International Criminal Court at the Hague issued an arrest warrant for Sudanese President Omar Hassan al-Bashir for a five-year campaign of violence in Darfur. This is the first time a sitting head of state is charged for war crimes under this international tribunal.</p>
<p>It will be very interesting to see how this plays out in the world, in Sudan and especially, in the villages of Darfur. Here are two initial questions I have:<br />
*Will it be enough? It’s only a warrant for an arrest and Sudan is not likely to simply hand over their head of state. No Western government will support going in an forcibly removing Bashir – so as long as he stays home, he is probably safe. However, will the international pressure and bad publicity drive Bashir to reform his ways? I want to say yes for the sake of my friends and their families who are suffering, but history doesn’t support hope in this case.<br />
*Will Darfur get a backlash? How will Bashir and tribes loyal to him respond? I know they will lash out against the ICC and Western “colonial” powers – but I worry that there will also be retaliation against the men, women and children of Darfur in the form of even greater violence and suffering. The UN is already warning its people to be extra careful in the next few days. Can the AU troops protect the millions of refugees?</p></blockquote>
<div class="translation">Seria tal episódio o começo do fim? Hoje, a Corte Criminal Internacional em Hague emitiu um mandato de prisão contra o Presidente sudanês Omar Hassan al-Bashir por sua campanha de cinco anos de violência em Darfur. Esta é a primeira vez que um chefe de estado no poder é acusado de crimes de guerra neste tribunal internacional.</p>
<p>Será muito interessante ver como este episódio enfrentará as reações  no mundo, no Sudão e particularmente nos vilarejos de Darfur. Aqui vão duas questões para dar início:<br />
*Será o bastante? Trata-se apenas de um mandato de prisão e o Sudão, é provável, não irá simplesmente entregar seu chefe de estado. Nenhum governo ocidental dará apoio à ação de ir lá e remover Bashir à força - sendo assim, desde que permaneça recolhido em casa, é provável que esteja seguro. No entanto, a pressão internacional e a publicidade negativa levarão Bashir a reformar sua atitudes? Gostaria de acreditar que sim, por consideração a meus amigos e suas famílias que estão sofrendo, mas a história não permite esperança neste caso.<br />
*Terá, Darfur, que enfrentar um retrocesso? Como Bashir e as tribos a ele fiéis irão reagir? Sei que irão revoltar-se contra a CCI e os poderes &#8220;coloniais&#8221; ocidentais - mas me preocupo com a retaliação que se seguirá contra os homens, as mulheres e as crianças de Darfur na forma de violência e sofrimento ainda maiores. As Nações Unidas já estão alertando seu pessoal para que sejam ainda mais cuidadosos nos próximos dias. Será que os soldados da AU irão conseguir proteger os milhões de refugiados?</p></div>
<p><a href="http://almajnuun.blogspot.com/2009/03/general-omar-albashir-told-icc-to-eat.html">Ras Babis dá voz a seus pensamentos num poema</a> [En] no qual diz que não acredita em leis internacionais e que &#8220;&#8230;quando se trata de um homem como al-Bashir/você dança e fala alto/sem ação/sem justiça/somente conversa e mais conversa/pelo sudanês&#8230;&#8221; Começa seu poema com uma citação de al-Bashir mandando a CCI engolir o mandato de prisão contra ele:</p>
<blockquote><p>Omar alBashir says<br />
ICC can eat his arrest warrant<br />
he smiled and danced<br />
thousands of his supporters with him<br />
he said the warrant does not<br />
worth the ink it was written with<br />
………<br />
Do you remember Sudan…<br />
how your generals with support of al-Turabi<br />
hanged a great master in your land?<br />
Mohmoud Mohamed Taha was a master<br />
Oh Sudan<br />
Oh my beautiful Sudan<br />
thousands of differences are there between<br />
a master and a killer<br />
….<br />
in this world we live in and on of contraditions and injustice<br />
it is easy to judge a simple man<br />
a real hero<br />
or anyone of us<br />
the laws are made to control the masses<br />
and protect the powerful ones<br />
I became a no believer<br />
I do not believe in your international laws<br />
….<br />
who killed Che Guevara?<br />
who killed Lumumba?<br />
and who killed Taha?<br />
it was you international law<br />
that is why<br />
when it comes to a man like alBashir<br />
you dance and loudly talk<br />
no action<br />
no justice<br />
just talk and talk<br />
for the Sudanese….</p></blockquote>
<div class="translation">Diz o Omar alBashir<br />
a CCI pode engolir seu mandato de prisão<br />
ele sorriu e dançou<br />
milhares de seus fãs junto com ele<br />
ele disse que o mandato não<br />
vale a tinta com o qual foi escrito<br />
&#8230;<br />
Você se lembra, Sudão&#8230;<br />
de como os seus generais com o apoio do al-Turabi<br />
enforcaram um grande mestre em sua terra?<br />
Mohmoud Mohamed Taha era um mestre<br />
Oh Sudão<br />
Oh meu belo Sudão<br />
milhares de diferenças existem entre<br />
um mestre e um assassino<br />
&#8230;<br />
neste mundo no qual e sobre o qual vivemos de contradições e injustiça<br />
fica fácil julgar um homem simples<br />
um verdadeiro herói<br />
ou qualquer um de nós<br />
as leis são feitas para controlar as massas<br />
e proteger os poderosos<br />
tornei-me um incrédulo<br />
não acredito em suas leis internacionais<br />
&#8230;<br />
quem matou Che Guevara?<br />
quem matou Lumumba?<br />
e quem matou Taha?<br />
foi você, lei internacional<br />
é por isso<br />
que quando se trata de um homem como alBashir<br />
você dança e fala alto<br />
sem ação<br />
sem justiça<br />
só conversa e mais conversa<br />
para o sudanês&#8230;</div>
<p>Kizzie, que escreveu sua postagem antes do anúncio feito pela CCI, <a href="http://wholeheartedly-sudaniya.blogspot.com/2009/03/sudan-is-waiting-for-justice.html">revela que o partido de Bashir encontra-se dividido a respeito da questão:</a> [En]<a href="http://wholeheartedly-sudaniya.blogspot.com/2009/03/sudan-is-waiting-for-justice.html"><br />
</a></p>
<blockquote><p>Some Sudan “experts” forsee a bigger Sudanese crises, the disintegration of the Sudanese state. Andrew Natsios, former US envoy to Sudan is worried about a Somali-like situation with an Afghanistan-like intervention.<br />
African and Arab leaders are standing together against the ICC&#39;s decision. When the arrest warrant is issued, they are going to be very silent. Bashir&#39;s party is already divided. Most of his advisors asked him to step down. He wouldn&#39;t.<br />
Let&#39;s see what&#39;s going to happen</p></blockquote>
<div class="translation">Alguns &#8220;especialistas&#8221; sudaneses preveem uma crise sudanesa ainda maior, a desintegração do estado sudanês. Andrew Natsios, ex-embaixador americano no Sudão,  preocupa-se com a possibilidade de  que possa vir a se instalar uma situação como a da Somália seguida de uma interferência como a que ocorreu no Afeganistão.<br />
Líderes africanos e árabes estão se mantendo unidos contra a decisão da CCI. Quando houver a emissão do mandato de prisão, guardarão silêncio absoluto. O partido de Bashir já se encontra dividido. A maioria de seus conselheiros pediram a ele que renunciasse. Ele não o faria.<br />
Vejamos o que irá acontecer.</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/10/mandato-de-prisao-contra-omar-al-bashir-so-conversa-e-mais-conversa/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Guiné-Bissau: Caldeirão de sentimentos após assassinato duplo</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/06/guine-bissau-caldeirao-de-sentimentos-apos-assassinato-duplo/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/06/guine-bissau-caldeirao-de-sentimentos-apos-assassinato-duplo/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2009 20:57:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Governança]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra & Conflito]]></category>
		<category><![CDATA[Guinea-Bissau]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portuguese]]></category>
		<category><![CDATA[Sub-Saharan Africa]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=2104</guid>
		<description><![CDATA[O presidente da Assembléia Nacional de Guiné-Bissau assumiu o cargo de presidente interino do país depois que o Presidente João Bernardo Vieira e o tenente-general das forças armadas Batista Tagme Na Waie foram assassinatos. Uma nova eleição deve ocorrer dentro de dois meses. O exército deixou as ruas, e os blogueiros relataram que vida começa a voltar ao normal, ainda que muitos estejam com medo. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/06/guinea-bissau-mixed-feelings-after-double-killing/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>O presidente da Assembléia Nacional de Guiné-Bissau, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Raimundo_Pereira">Raimundo Pereira</a>, assumiu o cargo de presidente interino do país depois que o Presidente <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Bernardo_Vieira">João Bernardo Vieira</a> foi morto em <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/02/guine-bissau-assassinato-do-presidente-traz-risco-de-instabilidade/">um ataque na segunda-feira</a>, horas depois do assassinato do tenente-general das forças armadas <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Batista_Tagme_Na_Waie">Batista Tagme Na Waie</a> [en]. O presidente interino tem agora dois meses para organizar uma nova eleição, como previsto na constituição do país. A medida que o exército deixa as ruas, os blogueiros relatam que, em menos de 24 horas depois do assassinato, a vida começa a voltar ao normal, mas há ainda incertezas quanto o que aconteceu de fato, e sobre o futuro próximo.</p>
<p>A calma pode ter voltado desde a segunda-feira, mas muitas pessoas ainda estão com medo, temendo o retorno da guerra. <a href="http://afric-ana.blogspot.com/2009/03/nao-mais-poilao-de-bra.html">Ana Cláudia</a> [pt], professora portuguesa que reside em Guiné-Bissau, relata a conversa que teve com sua melhor amiga um dia após os assassinatos:</p>
<blockquote><p>Foi a olhar para ela e a ouvir as explicações dela que “acordei” do estado de ignorância ou inconsciência em que estava até então. Veio carregar o telemóvel. Depois com olhos de quem tinha estado a chorar e com voz de assustada contou: “Não dormi. Toda a noite muitos tiros. (…) Os meninos ficaram em casa. (…) Sim, vou voltar para casa depois de carregar o telemóvel, vou ficar com os meninos. (…) Ninguém dormiu nada. Todas as pessoas estão muito assustadas. Algumas pessoas já começaram a fugir.”<br />
A fugir? Então atingiu-me. As pessoas estavam com medo.<br />
Ainda na 5ª feira passada, à tarde, ouvi guineenses louvar e chamar com alegria pelo Presidente Nino / General Cabi que passava na Avenida 14 de Novembro ao regressar ao país após duas semanas de ausência, e por isso muitos guineenses choram a sua morte e estão muito tristes, mas mais do que isso esta madrugada o povo guineense assustou-se, reviveu os momentos de terror da guerra que acabou há menos de 10 anos.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-60081" title="poliao" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/poliao.jpg" alt="poliao" width="320" height="273" /></p></blockquote>
<p><a href="http://bissau-lisboa-bissau.blogspot.com/2009/03/de-bissau.html">HPC</a> [pt], outra portuguesa morando em Guiné-Bissau, confirma essa mistura de sentimento de medo, esperança e cansaço. Ela disse que notou como as pessoas na rua estão tristes, mas destaca que apenas o povo de Guiné-Bissau pode “continuar em frente, com o mesmo sorriso” em uma situação dessas. Ela teve vontade de tirar fotos, mas a polícia não permitiria algo do tipo:</p>
<blockquote><p>Houve medo nos bairros de Bissau. Lá está-se vulnerável pois não há grossas paredes para proteger nem que seja do estrondo das bombas. Está-se rente ao chão … à mercê.</p>
<p>Para além do medo há vergonha. Vergonha de terem um país que só é notícia pelas piores razões (como se diz em linguagem de noticiário). Um país onde se matam os dirigentes políticos e onde nunca se sabe quem o fez. E não há nada mais triste do que ver os guineenses com vergonha.</p>
<p>Quanto aos acontecimentos, depois de uma segunda-feira de reclusão, hoje fui tentar trabalhar e tive que fugir para casa porque havia confusão no Bandim. Primeiro constou que sem tiros, logo a seguir já os havia. Vim por atalhos porque a polícia tinha cortado o trânsito na Chapa. Passei por bairros e pensei “Tenho que fotografar isto para o blog” e senti-me culpada por esse olhar de repórter de meia-tigela.</p></blockquote>
<p><a href="http://anaesimao.blogspot.com/2009/03/vida-volta-ao-normal.html">Ana e Simão</a> relataram que a cidade estava mais calma no dia 3 de março:</p>
<blockquote><p>As estradas de entrada e saída da cidade reabriram, sem militares nos controlos. O comércio voltou a funcionar. Mas tudo é imprevisível. A pessoas revelam uma alegria e alívio contidos (morreu um homem sanguinário, responsável em grande parte pela situação a que o país chegou). Contêm também a tensão e a expectativa, foi aparentemente um bom acontecimento, mas a Guiné sempre foi imprevisível. Volta-se a tentar fazer a vida normal, volta-se a ter esperança:<br />
-”É agora que o país levanta - (onde é que já ouvi isto?). Que Nino descanse em paz e nos deixe descansar.”</p></blockquote>
<p>E blogaram <a href="http://anaesimao.blogspot.com/2009/03/o-que-se-passa.html">novamente no dia 5</a>, dessa vez falando das expectativas das pessoas para as próximas eleições:</p>
<blockquote><p>É impossível sabermos a curto prazo - e provavelmente a longo prazo - pormenores sobre os assassinatos. O que sabemos é que os funerais estão marcados para sábado (Tagme Na Waye) e 3ª feira (Nino Vieira). Sabemos que se vão marcar eleições ainda este ano e sabemos que <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Kumba_Yal%C3%A1">Kumba Yalá</a> se vai candidatar e com certeza proporcionar campanhas animadas. Sabemos que a melhor alternativa é o Dr. Henrique Rosa, mas tem pouca aceitação fora de Bissau.</p></blockquote>
<p>Um dos blogueiros mais atuantes durante esse conflito, <a href="http://ditaduradoconsenso.blogspot.com/2009/03/algo-que-nunca-desejei.html">António Aly Silva</a> publicou <a href="http://ditaduradoconsenso.blogspot.com/2009/03/exclusivo-nino-viera-tombou-aqui.html">imagens muito fortes</a> mostrando o cenário do assassinato do presidente. Ele diz que preferiria que seu blogue não tivesse ganhado notoriedade por motivos tão tristes, e lembra que essa não foi a primeira vez:</p>
<blockquote><p>Desde o fim da guerra de 1998/99, já assistimos a quantos assassinatos na Guiné-Bissau? Antes mesmo dessa guerra, quantas personalidades deste País desapareceram em circunstâncias ainda hoje por esclarecer? Quantos filhos desta terra, os mais bem intencionados, foram eliminados? Quantos não vimos partir, um por um, traídos, submetidos a julgamentos humilhantes, muitas vezes sumários e, de seguida, abatidos como gado? Se o povo guineense não se erguer, será espezinhado e humilhado. Como tem sido desde 1973.</p></blockquote>
<p><a href="http://ditaduradoconsenso.blogspot.com/2009/03/purgas.html">Em outra postagem</a> [pt], um dia após o assassinato no presidente, António teme mais violência:</p>
<blockquote><p>Ex-ministros guineenses ligados a “Nino” Vieira estão a receber ameaças de prisão ou de morte na sequência dos assassínios no país, disse hoje o antigo chefe da diplomacia do país, Soares Sambú.</p>
<p>Há “pelo menos nove nomes” de personalidades políticas que estão a ser “perseguidas”.</p>
<p>Segundo Soares Sambú, a “lista” inclui nomes como os ex-ministros da Defesa Helder Proença, Marciano Barbeiro e Daniel Gomes, o ex-ministro da Economia e Finanças Issufo Sanhá, os dos antigos secretários de Estado Isabel Buscardini, Roberto Cacheu e Baciro Dabó (antigo chefe da antiga secreta guineense) e ainda o empresário Manuel dos Santos (”Manecas”), além do próprio Soares Sambú.</p>
<p>Sobre o paradeiro de João Cardoso, ex-chefe de gabinete do Presidente da República, Soares Sambú afirmou desconhecê-lo, admitindo porém que o homem forte do regime esteja em segurança, mas em local desconhecido.</p></blockquote>
<p>Nino Vieira teve uma conturbada carreira política. Ele foi presidente de 1980 a 1999 e novamente de 2005 a 2009. Em 1980, Vieira tomou o poder e governou por 19 anos. Em 1994, ele ganhou as eleições, mas foi deposto ao fim da guerra civil de 1998–1999. Ao vencer as eleições presidenciais de 2005, ele voltou ao cenário político e se manteve no poder desde então. Mas, ao que parece, nem todos sentirão saudades do líder. Em um comentário deixado no Global Voices em Português, <a href="../2009/03/02/guine-bissau-assassinato-do-presidente-traz-risco-de-instabilidade/#comment-3099">Miguel Angelo</a> pede que os bens do presidente morto sejam confiscados:</p>
<blockquote><p>Como Gunieense, essa triste notícia vem abalar mais ainda a nossa penosa reputação.<br />
O nosso país tem até hoje a fama de lugar intolerante e de gente que não se entende. Como pode isso? O verdaeiro culpado disso é o prórpio Nino. Ele se transformou em ditador sem mais nem menos. Depois do golpe que ele deu em 14 de Novembro de 1980, prometeu na altura que iria fazer eleições livres e que não estava interessado a ficar no poder. Ficou direto 18 anos. DEZOITO ANOS!!!! Ninguém merece!!!</p>
<p>Uma geração inteira Somado a mais esses anos, só deu vergonha ao País. Agora a Guiné é um país de tráfico, do medo, da corrupção no mais alto nível e sem contar as roubalheiras e sem vergonhices de todo o tipo. Parece que não são pessoas capazes de entender que sem rotatividade no governo, não há democracia de verdade. São sempre as mesmas pessoas, o mesmo Nino e a sua corja.</p></blockquote>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/06/guine-bissau-caldeirao-de-sentimentos-apos-assassinato-duplo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Paquistão: Terror Atinge o Críquete!</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/05/paquistao-terror-atinge-o-criquete/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/05/paquistao-terror-atinge-o-criquete/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2009 16:35:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elisa Thiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desastre]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Esportes]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra & Conflito]]></category>
		<category><![CDATA[Pakistan]]></category>
		<category><![CDATA[Primeira Mão]]></category>
		<category><![CDATA[South Asia]]></category>
		<category><![CDATA[Urdu]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=1991</guid>
		<description><![CDATA[Anteontem (03/03) pela manhã uma dúzia de pistoleiros atacou o time de críquete do Sri Lanka antes de uma partida contra o time do Paquistão, em Lahore. Esta matança sangrenta deixou mortas sete pessoas, incluindo cinco policiais, e seis jogadores cingaleses dentre os feridos. Os terroristas estavam munidos com as mais modernas armas, incluindo granadas de mão, lança-granadas-foguete, rifles, etc. Farhan Janjua estava nas imediações na hora do ataque, e nos traz as manifestações dos blogues paquistaneses sobre o incidente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/muhammad-farhan/">Farhan Janjua</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/elisathiago/'>Elisa Thiago</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/03/pakistan-terror-hits-cricket/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Hoje [03/03] pela manhã uma dúzia de pistoleiros  <a href="http://www.latimes.com/news/nationworld/world/asia/la-fg-pakistan-cricket-attack4-2009mar04,0,13660.story">atacou o time de críquete do Sri Lanka</a> [en] antes de uma partida contra o time do Paquistão, em Lahore. Esta matança sangrenta deixou mortas sete pessoas, incluindo cinco policiais, e seis jogadores cingaleses dentre os feridos. Os terroristas estavam munidos com as mais modernas armas, incluindo granadas de mão, lança-granadas-foguete, rifles, etc. Por sorte não houve perdas entre os jogadores cingaleses e eles estão no caminho de volta para seu país.</p>
<p>Estava em  aula quando ouvimos as estrondosas pancadas dos tiros. Ficamos curiosos e começamos a fazer especulações sobre o que poderia estar ocorrendo e um de meus amigos até mesmo contou uma piada enquanto continuávamos nossas atividades. Mas continuava com a sensação de que algo estava de fato errado e de que algo terrível estava acontecendo. Depois de apenas cinco minutos, recebi um SMS de um amigo e vim a saber sobre o ataque.</p>
<p>Todos, incluindo nosso professor, ficamos assustados e ele foi generoso em nos liberar da aula. Minha universidade fica bem perto do local onde se deu o ataque, o Liberty Chowk. Já podíamos ver o engarrafamento no trânsito e uma situação de pânico na rua do lado de fora da universidade. Chegavam rumores de todos os cantos de que teria havido um grande número de vítimas nesse ataque, alguns disseram que cingaleses estavam também entre elas.</p>
<p>Imediatamente, corri para o laboratório de Internet com a esperança de assistir na TV, ao vivo,  tomadas de cena sobre o que realmente teria ocorrido. Fiquei chocado ao ver a luta sangrenta entre os terroristas e a Polícia, à medida que a TV SAMAA colocava no ar sequências do ataque. Fiquei aliviado em saber que os cingaleses estão seguros, mas ao mesmo tempo, fiquei triste em ouvir sobre as baixas entre os policiais locais.</p>
<p>Para maiores detalhes sobre meus relatos pessoais, favor acessar o <a href="http://www.guppu.com/2009/03/03/lahore-terror-hits-cricket-we-suffered-again/">meu blogue.</a> [en]<a href="http://www.guppu.com/2009/03/03/lahore-terror-hits-cricket-we-suffered-again/"><br />
</a></p>
<p>A <em>AlJazeeraEnglish</em> <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Y5Q0eleGnVY&amp;feature=channel">colocou</a> [en] o seguinte vídeo no YouTube, incluindo cenas do ataque:</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/Y5Q0eleGnVY&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Y5Q0eleGnVY&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p><em>Naeem Sidhu</em> <a href="http://www.pakspectator.com/sri-lanka-we-are-sorry/">dá a notícia de primeira mão</a> [en] com as seguintes palavras:</p>
<blockquote><p>On Tuesday morning, our revered Cricketing friends from Sri Lanka were attacked in Lahore, leaving the whole nation embarrassed, shocked and with our heads shaken in disbelief. With the approval of the Colombo Government, SL team decided to tour Pakistan despite security fears and they courageously defied the advice by other Cricketing nations. India was more vocal against the tour by SL team. Due to our security lapse, Tuesday shooting has helped in vindication of their stance and has resulted in  closing doors of International Cricket in Pakistan for many years to come – the worst set back to game in its history.</p></blockquote>
<div class="translation">Na manhã de terça-feira nossos reverenciados amigos do críquete, do Sri Lanka, foram atacados em Lahore, deixando a nação toda constrangida, chocada e  descrente. Com o aval do Governo de Colombo, o time do Sri Lanka havia decidido fazer um passeio turístico pelo Paquistão, apesar dos temores com a segurança, e desafiou, corajosamente, os conselhos dados por outras nações do críquete. A Índia foi a mais explícita em opinar contra o passeio pelo time da Sri Lanka. Devido a nosso lapso na segurança, os disparos de terça-feira justificaram com mais intensidade a sua posição e resultaram no fechamento das portas para o Críquete Internacional no Paquistão por muitos anos a frente - o pior atraso para o esporte em sua história.</div>
<p><em>Yasir Imran</em> <a href="http://yasirimran.wordpress.com/2009/03/03/%D8%B3%D8%B1%DB%8C-%D9%84%D9%86%DA%A9%D9%86-%D9%B9%DB%8C%D9%85-%D9%BE%D8%B1-%D8%AF%DB%81%D8%B4%D8%AA-%DA%AF%D8%B1%D8%AF%D9%88%DA%BA-%DA%A9%D8%A7-%D8%AD%D9%85%D9%84%DB%81-%D8%A7%D9%88%D8%B1-%D8%AD/">tenta acordar</a> [ur] o atual governo com as seguintes  palavras:</p>
<blockquote><p>“This is an extremely sad incident, that can certainly be proved as quite bad for Pakistani cricket. But the current government&#39;s attention can lower this danger. Pakistan Peoples Party should think beyond their own benefit, to spare some time for the nation because after the rein of Bhutto&#39;s Rule, none of the Peoples Party governments have been proved good for the country. In all of their governments, inflation and corruption has increased”</p></blockquote>
<div class="translation">Este é um incidente extremamente triste que pode vir a ser bem ruim para o críquete paquistanês. Mas uma possível atenção por parte do atual governo pode diminuir este perigo. O Pakistan Peoples Party [Partido dos Povos do Paquistão] deveria raciocinar para além do benefício próprio e dispender algum tempo em prol da nação, pois após as rédeas curtas do Governo de Bhutto nenhum dos governos a cargo do Peoples Party [Partido dos Povos] foi considerado satisfatório para o país. Em todos os seus mandatos, a inflação e a corrupção só aumentaram.</div>
<p><em></em></p>
<p>O blogue <em>Pakistani Housewife</em> [Dona de Casa Paquistanesa]<a href="http://www.pakistanihousewife.com/cricket-fans-are-sad-and-shocked/"> dá voz a</a> [en] sua frustração:</p>
<blockquote><p>What has happened to the world we live in? Is there an end to this madness? The situation in the world in general and in Pakistan in particular is getting worse everyday. These are the streets we walk in, the roads we drive on with our kids but nothing seems to be the same. I think these terror attacks kill a few people but terrorize the minds of hundreds and thousands of us. They make us numb, takes away the desire to live and the hope for a happy future is missing from our lives, in these terrible times.</p></blockquote>
<div class="translation">O que aconteceu com o mundo em que vivemos? Há um ponto final para esta loucura? A situação no mundo em geral e no Paquistão em particular está se tornando pior a cada dia que passa. Estas são as ruas nas quais caminhamos, as estradas nas quais circulamos com nossas crianças, mas nada parace ser o mesmo. Acredito que se esses ataques terroristas matam umas poucas pessoas, por outro lado aterrorizam as mentes de centenas, de milhares dentre nós. Eles nos paralisam, nos tiram o desejo de viver, e a esperança por um futuro feliz está faltando em nossas vidas, nestes tempos terríveis.</div>
<p><em></em></p>
<p><em>Teeth Maestro</em> <a href="http://teeth.com.pk/blog/2009/03/03/sri-lankan-players-attack-amid-a-political-security-lapse">diz</a>: [en]</p>
<blockquote><p>It is now certain that this tragic event marks the end of Cricket in Pakistan for sometime, the blame game with India is already nearing a frenzy, analysts like Kamran Khan on Geo and Hamid Gul have pointed fingers towards India already. One must note that the attack looks erringly too similar to the Mumbai attack but logically one must understand that this could very well be a cover up to instigate a war of words between India and Pakistan. Our politicians, intelligence agencies and media were blood thirsty looking for an excuse to kick back at India for the Mumbai assault and todays events in Lahore might serve them with an opportunity.</p></blockquote>
<div class="translation">É certo, agora, que este evento trágico marca o fim para o críquete no Paquistão por algum tempo, a disputa por &#8220;quem tem a culpa&#8221; com a Índia já está chegando a um ponto de frenesi, analistas como Kamran Khan on Geo e Hamid Gul já apontaram seus dedos para a Índia.Há que se notar que o ataque parece enganosamente semelhante demais ao ataque em Mumbai, mas logicamente tem-se que compreender que possa muito bem ser uma cobertura para instigar uma guerra de palavras entre a Índia e o Paquistão. Nossos políticos, agências de inteligência e a mídia estavam sedentos por sangue, a procura de uma desculpa para protestar contra a Índia pela agressão em Mumbai, e os eventos de hoje em Lahore talvez lhes forneçam tal oportunidade.</div>
<p><em></em></p>
<p><em>Kamran Abbasi</em> no <a href="http://blogs.cricinfo.com/pakspin/archives/2009/03/this_is_the_end.php">cricinfo</a> [en] resume:</p>
<blockquote><p>The least of the consequences of this disaster is that those who have advocated the continuation of international cricket in Pakistan - including me - have been proved wrong. No international team will now visit Pakistan, and the Pakistan Cricket Board should voluntarily arrange all future tours at neutral venues for the next year, may be longer. This the darkest day in the history of Pakistan cricket and it occurred in a pleasant suburb of Lahore, a once great city of gardens and tranquility,</p></blockquote>
<div class="translation">A menor das consequências desse desastre é que aqueles que defendem a continuação do críquete internacional no Paquistão - incluindo eu mesmo - tem sido obrigado a ver seu erro. Nenhum time internacional irá visitar o Paquistão agora, e o Pakistan Cricket Board [Comissão de Críquete do Paquistão] deveria, voluntariamente, organizar todos os circuitos futuros em locais neutros para o próximo ano, possivelmente por um tempo mais longo. Este é o dia mais tenebroso da história do críquete paquistanês e aconteceu num subúrbio agradável de Lahore, que já foi uma ótima cidade, conhecida por seus jardins e tranquilidade.</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/05/paquistao-terror-atinge-o-criquete/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Guiné-Bissau: Assassinato do presidente traz risco de instabilidade</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/02/guine-bissau-assassinato-do-presidente-traz-risco-de-instabilidade/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/02/guine-bissau-assassinato-do-presidente-traz-risco-de-instabilidade/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 17:19:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Angola]]></category>
		<category><![CDATA[Cape Verde]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Governança]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra & Conflito]]></category>
		<category><![CDATA[Guinea-Bissau]]></category>
		<category><![CDATA[Mozambique]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portuguese]]></category>
		<category><![CDATA[Primeira Mão]]></category>
		<category><![CDATA[Sub-Saharan Africa]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=1899</guid>
		<description><![CDATA[O presidente da Guiné-Bissau Joao Bernardo Vieira foi assassinado na madrugada de hoje, poucas horas depois do assassinato de seu rival de longa data, General Batista Tagme, morto por uma explosão de bomba na noite de domingo. Embora os motivos para os crimes ainda não sejam conhecidos, os assassinatos fizeram soar um alarme quanto ao risco de instabilidade na jovem república do oeste da África.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/02/guinea-bissau-presidents-assassination-sparks-alarm-at-instability/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>O presidente da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guin%C3%A9-Bissau">Guiné-Bissau</a> <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nino_Vieira">João Bernardo Vieira</a> foi assassinado na madrugada de hoje, segundo consta por soldados desertores no momento em que tentava fugir de casa. O crime aconteceu poucas horas depois do assassinato de seu rival de longa data e tenente-general das forças armadas, Batista Tagme,  morto por uma explosão de bomba na noite de domingo. Embora os motivos para os crimes ainda não sejam conhecidos, os assassinatos fizeram soar um alarme quanto ao risco de instabilidade na jovem república do oeste da África.</p>
<p><a href="http://ditaduradoconsenso.blogspot.com/2009/03/manobras-militares-em-bissau.html">António Aly Silva</a> vem acompanhado os eventos a medida que eles se desenrolam. <a href="http://ditaduradoconsenso.blogspot.com/2009/03/telex-fotos-exclusivas-amanha.html">Em sua última  postagem</a>, o blogueiro traz a notícia de que serão 7 dias de luto nacional pelo assassinato do presidente e dois funerais de estado. Ele promete publicar fotos exclusivas dos funerais amanhã:</p>
<blockquote><p>Nino Vieira tera sido assassinado(?) AAS</p>
<p>posted by Oremos @ 4:51 AM<br />
Amanhecer violento<br />
Estamos debaixo de fogo de armas automaticas ha mais de 30 minutos - e que armas! AAS/mobile</p>
<p>posted by Oremos @ 4:51 AM<br />
Domingo, Março 01, 2009<br />
Manobras militares em Bissau<br />
Hoje, uma violenta explosao abalou o Estado-Maior General das Forças Armadas guineenses.<br />
No hospital, vi 4 feridos, dois deles em estado grave e com queimaduras.<br />
Corre a noticia de que o CEMGFA, tenente-general Tagme Na Waie esteja morto. É a Guiné-Bissau no seu melhor. Escrevi esta noticia com alguma dor. AAS</p></blockquote>
<p>Essa notícia fez <a href="http://africanidades.blogspot.com/2009/03/quem-mataria-quem-primeiro.html">Jorge Rosmaninho</a>, que tinha colocado um ponto final em seu blogue Africanidades no ano passado, voltar a blogar novamente. Ele publica a foto abaixo e pergunta:</p>
<blockquote><p><img class="aligncenter size-full wp-image-59032" title="nino_tagme" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/nino_tagme.jpg" alt="nino_tagme" width="397" height="264" /></p>
<p>Quem mataria quem, primeiro? Afinal morreram os dois.</p></blockquote>
<p>O repórter <a href="http://cheiroapolvora.blogs.sapo.pt/65029.html">Luis Castro</a> apresenta o pano de fundo do relacionamento entre os dois homens:</p>
<blockquote><p>Conheço muito bem a realidade da Guiné-Bissau e os seus jogos de poder. Acompanhei a guerra civil de 1998/1999, eleições, golpes de Estado, estive preso, fui interrogado de arma apontada à cabeça, fui sentenciado de morte e tive de fugir resgatado pelos fuzileiros portugueses. O que aconteceu ontem e hoje não foi novidade para mim. De resto, há muito que o esperava. O confronto entre o Presidente Nino Vieira e o chefe de Estado maior, não é de agora. Recordo que Tagma Na Waie era infértil devido aos choques eléctricos a que foi sujeito nos testículos (disse-me em entrevista ) pelos homens de Nino e combateu-o ferozmente durante a guerra. Mais tarde, apesar de o ter ajudado a regressar à Guiné e ao poder, Tagma voltou a afastar-se de Nino. Tudo se agravou ainda mais quando o Presidente tentou que o programa do governo de Carlos Gomes Júnior fosse chumbado. O chefe de Estado maior pôs-se ao lado do PM, dizendo que o governo fora eleito e, como tal, deveria governar. Era previsível que um deles iria morrer. Era Nino ou Tgama. Morerarm os dois.</p></blockquote>
<p><strong>Solidariedade</strong></p>
<p>Blogueiros lusófonos, provenientes também de ex-colonias portuguesas, lamentaram o incidente e mandaram mensagens de solidariedade ao povo de Guiné-Bissau.</p>
<p>De Cabo Verde, <a href="http://notasdodono.blogspot.com/2009/03/morte-de-nino-vieira-que-consequencias.html">João Dono</a> diz:</p>
<blockquote><p>Espero que, a semelhança do que aconteceu em Angola, a paz passa a reinar em na Guiné-Bissau. O homem com história de Nino Vieira só poderia ter este fim. Ele escolheu este caminho, um caminho que muito fez sofrer os nossos irmãos. Vamos acompanhar as horas e os minutos de angústia na Guiné-Bissau.</p></blockquote>
<p>Também de Cabo Verde, <a href="http://bianda.blogspot.com/2009/03/segunda.html">Cesar Schofield Cardoso</a> diz:</p>
<blockquote><p>Passando à revista às minhas tropas dei por falta de…tolerância na Guiné-Bissau. Os demónios voltam a ensombrar este país, irmão de armas, que ainda não aprendeu a largar as armas. Terão matado Nino Vieira, em retalhação ao assassinato do Chefe do Estado Maior. Tempo de ódio na Guiné.</p></blockquote>
<p>De Moçambique, <a href="http://manueldearaujo.blogspot.com/2009/03/guine-bissau-nino-vieira-morto.html">Manuel de Araújo</a> diz:</p>
<blockquote><p>Muitas razoes para ajudarmos Guine-Bissau a encontrar o caminho da paz e da reconciliacao nacional. Onde andam os nossos pacificadores mor? Onde anda a CPLP? Onde anda a Uniao Africana? (…) Nao podem ajudar os nossos irmaos a respirar o ar puro da reconciliacao nacional?</p></blockquote>
<p>Da Angola, <a href="http://pululu.blogspot.com/2009/03/guine-bissau-de-luto-de-novo.html">Eugénio Costa Almeida</a> diz:</p>
<blockquote><p>Que a morte dos supostos arqui-inimigos sirva para a Sociedade Bissau-guineense criar uma Comissão de Verdade e Reconciliação e afastem dos espíritos as vinganças e façam da Guiné-Bissau um País enorme e próspero.</p></blockquote>
<p>Guiné-Bissau tem uma população de 1,6 milhões de pessoas, e desde a independência em  1974 o país enfrenta anos de instabilidade. Mais recentemente, o país entrou no mapa como rota de tráfico de cocaína da América Latina para a Europa.</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/02/guine-bissau-assassinato-do-presidente-traz-risco-de-instabilidade/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>14</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Afeganistão: prisões, pobreza e política</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/27/afeganistao-prisoes-pobreza-e-politica/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/27/afeganistao-prisoes-pobreza-e-politica/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 Feb 2009 02:24:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Afghanistan]]></category>
		<category><![CDATA[Central Asia & Caucasus]]></category>
		<category><![CDATA[Esportes]]></category>
		<category><![CDATA[Governança]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra & Conflito]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Relações Internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=1693</guid>
		<description><![CDATA[Enquanto o governo de Obama anunciou que mais 17.000 tropas serão enviadas ao Afeganistão para enfrentar a crescente revolta, blogues afegãos continuam falando sobre os desafios diários que o povo se depara, assim como mulheres na prisão, pobreza e tensões políticas. Hamid Tehrani faz um apanhado das conversas da blogosfera afegã.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/hamid-tehrani/">Hamid Tehrani</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/02/23/afghanistan-prison-poverty-and-politics/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div class="entry">
<p style="text-align: justify;">Enquanto o governo de Obama <a href="http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5j8OY58yYg2iBvWqo2PGM-JlpB9fg">anunciou</a> que mais 17.000 tropas serão enviadas ao Afeganistão para enfrentar a crescente revolta, blogues afegãos continuam falando sobre os desafios diários que o povo se depara, assim como mulheres na prisão, pobreza e tensões políticas.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Baktash Siawash</em>, um jornalista e blogueiro radicado em Kabul, <a href="http://afghancitizen.blogspot.com/2009/01/what-life-is-like-in-afghanistan-for.html">escreve</a> [en] sobre as dificuldades das mulheres encarceradas. O blogueiro diz:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Women’s prisons: currently in Northern Province of Kunduz ten women with eight children in age of 6 to 10 are prisoners. Two Small and dark rooms with a lavatory is called prison. <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pul-e-Charkhi_prison">Pul-e-Charkhi</a> prison is the Most Famous prison in Afghanistan located in Kabul province the Capital of Afghanistan: prisoner women don’t have good situation in Kabul prison too. The reporters do not have the permission to visit the Pulcharkhi women’s Prisoners section.</p>
</blockquote>
<div class="translation" style="text-align: justify;">Prisões femininas: atualmente, na província ao norte de Kunduz, dez mulheres com oito filhos, entre 6 e 10 anos, são prisioneiras. Duas salas pequenas e escuras com um sanitário são chamadas de prisão. A prisão de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pul-e-Charkhi_prison">Pul-e-Charkhi</a> é a mais famosa do Afeganistão, localizada em Kabul, província capital do país: mulheres prisioneiras também não têm boas condições na prisão de  Kabul. Os repórteres não têm permissão de visitar a seção feminina da prisão de Pulcharkhi.</div>
<p style="text-align: justify;"><em>Afghancorner</em>, um blogue afegão situado nos EUA <a href="http://afghancorner.blogspot.com/2009/02/hamid-karzai-afghanistan-is-mess-in.html">escreve</a> [en] que o Afeganistãoe está uma bagunça e que há tensão tensão com o governo dos Estados Unidos. O blogueiro adiciona:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Afghan president Hamid Karzai speaks on several topics concerning Afghanistan (Taliban, Pakistan, upcoming presidential elections and his government’s relations with newly elected US leadership) with Al Jazeera’s David Frost. It worth mentioning that international community has expressed its concern over corruption in Afghanistan, and Obama has criticized Afghan government for lack of leadership and management. In his latest interview, Karzai confess of pale relations with Obama administration.</p>
</blockquote>
<div class="translation" style="text-align: justify;">O presidente afegão Hamid Karzai cita vários assuntos relacionados com o Afeganistão (Talibã, Paquistão, as próximas eleições presidenciais e a relação de seu governo com a nova liderança eleita nos EUA) paraDavid Frost da Al Jazeera. Vale mencionar que a comunidade internacional expressou sua preocupação sobre a corrupção no Afeganistão, e Obama criticou o governo afegão pela falta de liderança e gestão. Em sua última entrevista, Karzai confessa suas relações fracas com a administração de Obama.</div>
<p style="text-align: justify;">Christian Bleuer, um estudante de graduaçãoda Austrália <a href="http://easterncampaign.wordpress.com/2009/02/20/1-per-day-in-faryab/">escreve</a> [en] em <em>Ghosts of Alexander</em> que Jennifer McCarthy, outra estudante em Londres, decidiu viver do orçamento de um afegão por um mês para chamar a atenção ao problema e arrecadar fundos. E ela <a href="http://waterflows.typepad.com/">contará a experiência</a> em seu blogue.</p>
<p style="text-align: justify;">Nem tudo é sombrio e triste no Afeganistão. <em>Thruafghaneyes</em>, um blogueiro do país, <a href="http://thruafghaneyes.blogspot.com/2009/01/first-afghan-skaters.html">escreve</a> [en] que Mirwais Mohsen é uma dos primeiros <em>skatistas</em> afegãos, um esporte novo em folha em Kabul.</p>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/27/afeganistao-prisoes-pobreza-e-politica/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Madagáscar: Uma resolução para a crise política que assola o país há um mês?</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/23/1571/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/23/1571/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 23 Feb 2009 19:27:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
		<category><![CDATA[French]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra & Conflito]]></category>
		<category><![CDATA[Madagascar]]></category>
		<category><![CDATA[Malagasy]]></category>
		<category><![CDATA[Photos]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Primeira Mão]]></category>
		<category><![CDATA[Protesto]]></category>
		<category><![CDATA[Sub-Saharan Africa]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=1571</guid>
		<description><![CDATA[Blogueiros em Madagáscar reagem a uma reunião recente onde os rivais Presidente Marc Ravalomanana e Andry Rajoelina concordaram com uma trégua política, abrindo caminho para maiores negociações. Semanas de manifestações públicas seguidas de uma violenta contenção de protestos causaram dezenas de mortes no país.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/lova-rakotomalala/">Lova Rakotomalala</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/02/22/madagascar-a-resolution-to-the-political-crisis/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<div id="attachment_57345" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px;"><img class="size-full wp-image-57345" title="negotiation-avylavitra" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/negotiation-avylavitra.jpg" alt="negotiation with armed forces" width="468" height="374" /></p>
<p class="wp-caption-text">Negociações</p>
</div>
<p style="text-align: center;"><em>(Crédito da foto: <a href="http://gazetyavylavitra.wordpress.com/">Avylavitra</a>) </em></p>
<p style="text-align: left;">Desde 7 de fevereiro, quando a <a href="http://globalvoicesonline.org/specialcoverage/madagascar-power-struggle-2009/">violência política iniciada no fim de janeiro</a> [en] culminou na morte de pelo menos <a href="http://news.google.com/news/url?sa=t&amp;ct=:ePkh8BM9E2IRYipIhVtSDuKn5sDtS4VbCraqGGbVLzagql9szEWpyQA7lgwe/2-2&amp;fp=49a068ff0974b023&amp;ei=J1agSY7rLYegM4yNgIwM&amp;url=http%3A//www.boston.com/news/world/africa/articles/2009/02/08/madagascar_violence_kills_30_people_reports_say&amp;cid=1301273060&amp;sig2=A6Cy7xjZt6K_Lqvgw9L-wg&amp;usg=AFQjCNG31_6GGcl0BWnkicl40sX9Bm6kQw">30 pessoas em Madagáscar</a> [en] atingidas por tiros disparados pelas forças armadas, o  país é palco de um tenso impasse politico. Nas duas semanas que passaram, várias <a href="http://news.google.com/news/url?sa=t&amp;ct=:ePkh8BM9E2IRYipIhVtSDuKn5sDtS4VbCraqGGbVLzagql9szEWpyQA7lgwe/7-0&amp;fp=49a068ff0974b023&amp;ei=tVagSaKEBpKgMqbYhI0M&amp;url=http%3A//www.news24.com/News24/Africa/News/0%2C%2C2-11-1447_2470799%2C00.html&amp;cid=1306032284&amp;sig2=ZO42Vsm2o6gVzpLTwo0Ugg&amp;usg=AFQjCNGSBR5mXaOPP7vpgaunfYnyTq2m4g">delegações diplomáticas estrangeiras</a> [en] tentaram mediar um acordo entre o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Marc_Ravalomanana">Presidente Marc Ravalomanana</a> [en] e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Andry_Rajoelina">Andry Rajoelina</a> [en], líder da Autoridade Máxima de Transição. Apesar de várias tentativas de mediação, os dois rivais nunca se encontraram frente a frente, uma vez que as partes <a href="http://www.voanews.com/english/Africa/2009-02-19-voa4.cfm">não entraram em acordo</a> [en]  quanto às condições prévias para esse encontro.</p>
<p>Em 19 de fevereiro, Rajoelina incitou seus partidários a invadir alguns gabinetes ministeriais e instalar os ministros que ele designou para o governo de transição. Depois que uma delegação da oposição conseguiu entrar prédios governamentais, <a href="http://news.google.com/news/url?sa=t&amp;ct=:ePkh8BM9E2IRYipIhVtSDuKn5sDtS4VbCraqGGbVLzagql9szEWpyQA7lgwe/0-3&amp;fp=49a068ff0974b023&amp;ei=elygSdr-B4uwMqO00Y0M&amp;url=http%3A//english.aljazeera.net/news/africa/2009/02/2009220145421382778.html&amp;cid=1305107058&amp;sig2=Of2lwUede6FsC78g7zygvQ&amp;usg=AFQjCNElZoO6JfT9rcoiyb8-iMNrnFa1Ow">as forças armadas retomou o controle</a> [en] dos prédios à noite. <a href="http://www.ethanzuckerman.com/blog/2009/02/19/watching-madagascar-via-twitter/">Ethan Zuckerman</a> [en] escreveu um resumo dos acontecimentos e trouxe um amplo contexto dessa <a href="http://www.ethanzuckerman.com/blog/2009/02/19/watching-madagascar-via-twitter/">peculiar cadeia de eventos</a> [en].</p>
<p>Após jurar que faria o que fosse preciso para trazer a democracia e retirar a administração atual do poder, Rajoelina surpreendeu muitas pessoas ao <a href="http://news.google.com/news/url?sa=t&amp;ct=:ePkh8BM9E2IRYipIhVtSDuKn5sDtS4VbCraqGGbVLzagql9szEWpyQA7lgwe/0-0&amp;fp=49a068ff0974b023&amp;ei=elygSdr-B4uwMqO00Y0M&amp;url=http%3A//www.voanews.com/english/2009-02-21-voa7.cfm&amp;cid=1305107058&amp;sig2=dYJ4Lgeqf-oyWBJ-ExMXRg&amp;usg=AFQjCNG6MLK2nBeQcGTslO12sMK5OMrhaQ">concordar em encontrar Ravalomanana em um local neutro</a> [en], sendo que foi escolhida a sede da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Madagascar#Religion">igreja ecumênica de Madagáscar</a> [en] (FFKM).</p>
<p>A reunião resultou em <a href="http://www.madagascar-tribune.com/Fanambarana-nataon-ny-FFKM-ny,11197.html">um documento com cinco pontos</a> [mg] onde os dois lados concordaram em suspender a retórica agressiva, os protestos públicos e prisões políticas, e em avançar nas negociações. A <a href="http://rfi.fr">Rádio France International</a> (RFI) noticiou que há a possibilidade de que seja criado o cargo de <a href="http://zi.ma/813ece">primeiro-ministro para a transição</a> [fr, áudio].</p>
<p>A opinião pública quanto aos últimos eventos é variada. O longo impasse político parece ter conseguido <a href="http://news.google.com/news/url?sa=t&amp;ct=:ePkh8BM9E2IRYipIhVtSDuKn5sDtS4VbCraqGGbVLzagql9szEWpyQA7lgwe/2-0&amp;fp=49a068ff0974b023&amp;ei=vWCgScOoIZPaMcLTlI0M&amp;url=http%3A//www.voanews.com/english/Africa/2009-02-09-voa3.cfm&amp;cid=1301273060&amp;sig2=PsnsGsXJC0jnmQ9A36D7EQ&amp;usg=AFQjCNGPP44OBAduRK6jEGGGOm1edn9IYQ">dividir o país</a> [en] em três campos: um apoiando cada um dos rivais políticos e um terceiro, que parece apoiar a restauração do status quo de antes da crise.</p>
<p>Arinaina destaca a <a href="http://ariniaina.wordpress.com/2009/02/20/next-step-iavoloha/#comment-327">tomada e retomada dos gabinetes ministeriais</a> [en]:</p>
<blockquote><p>Andry Rajoelina threatened the armed forces that their wives would be at the front line of the protests, were they to dare shooting at the people. On Thursday, TGV leaders proudly announced that 4 ministries were taken: Ministry of Education - Ministry of Interior - Ministry of Homeland Security - Ministry of decentralization. Early on Friday morning, bad news for the protesters with TGV. The news on RNM (the national radio) announced that, the night before, military forces came to the ministers and arrested the TGV agents who stayed there to keep the ministries. Those arrested were kept at the HQ of Betongolo. On Friday, angry or disappointed (I do not know), Andry Rajoelina announced the meeting at the Place du 13 Mai that the protesters will march on to keep fighting on Saturday</p></blockquote>
<p class="translation">Andry Rajoelina desafiou as forças armadas [perguntando]  se eles teriam tido coragem de atirar contra o povo caso suas esposas estivessem na linha de frente dos protestos. Na quinta-feira, os líderes do TGV anunciaram com orgulho que 4 ministérios tinham sido tomados: o Ministério da Educação - o Ministério da Justiça - o Ministério da Segurança Nacional - o Ministério da Descentralização. Na sexta-feira de manhã, chegaram notícias ruins para os manifestantes de TGV. As notícias na RNM (a rádio nacional) anunciaram que, na noite anterior, as forças militares foram ao ministério e prenderam os agentes de TGV que tinham ficado lá para segurar os gabinetes. Os presos foram levados para o quartel-geral de Betongolo. Na sexta, com raiva ou decepcionado (eu não sei), Andry Rajoelina anunciou no encontro no Place du 13 Mai que os manifestantes marchariam para continuar a luta no sábado.</p>
<div id="attachment_57346" class="wp-caption aligncenter" style="width: 478px;"><img class="size-full wp-image-57346" title="protest-avylavitra" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/protest-avylavitra.jpg" alt="protest" width="468" height="374" /></p>
<p class="wp-caption-text">Protesto</p>
</div>
<p style="text-align: center;"><em>(Crédito da foto: <a href="http://gazetyavylavitra.wordpress.com/">Avylavitra</a>) </em></p>
<p>Jentilisa destaca as <a href="http://malagasymiray.net/2009/02/20/ny-lesonny-tantara-taminizay-nitranga-ny-alakamisy-19-febroary-2009/">lições aprendidas</a> naquele dia agitado ao colocar os eventos em uma perspectiva histórica [mg]:</p>
<blockquote><p>Hita manko fa tena fihatsarambelatsihy sy fombafomba fotsiny no nataon’ny tafika teo fa tsy zavatra hafa mihitsy. [..]</p>
<p>Indroa (intelo akory aza) manko izay no efa nisy fihetsika toy ireny teto Madagasikara fa tamin’ny vanim-potoana samihafa ihany koa.</p></blockquote>
<div class="translation">Eu acredito que a presença de forças armadas na frente do ministério foi só o começo [&#8230;] Isso já tinha acontecido antes (duas ou três vezes, na verdade) em pontos diferentes da história de Madagáscar.</div>
<p>Gazetyavylavitra resume o sentimento de que <a href="http://gazetyavylavitra.wordpress.com/2009/02/21/directoire-militaire/">a crise já se passa há muito tempo</a> [mg]:</p>
<blockquote><p>Be  izay andro very izay. Samy milaza sy manao izay tiany hatao na ny andaniny na ny ankilany. Mbola betsaka ny olona manaraka ny hetsika eny amin’ny 13 mai. Nefa koa tsy vitsy ny mpitazana no efa manomboka maneho hevitra eny an-tsisiny eny.</p></blockquote>
<div class="translation">Muitos dias já foram perdidos. Todo mundo diz e faz o que bem quiser, dos dois lados. Há ainda uma grande multidão protestando em Place du 13 Mai. Mas há também um monte de observadores que começam a opor-se contra tudo isso.</div>
<p>Aiky, blogando no <em>Malagasy Miray</em>, <a href="http://malagasymiray.net/2009/02/20/mba-hitondray-tsikitsiky/">quer falar sobre algo que não seja crise</a> só para variar, depois de ter deixado seu ponto de vista em duas postagens anteriores [fr]:</p>
<blockquote><p>Lors qu’on recherche des articles sur Madagascar, on ne parle plus que de politique et de crise sur le web. Payons nous le luxe de parler d’autres choses dans Malagasy Miray</p></blockquote>
<div class="translation">Política e crise são as únicas coisas que podem ser encontradas sobre Madagáscar na internet hoje em dia. Vamos nos dar o luxo de discutir alguma coisa diferente aqui no Malagasy Miray.</div>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/23/1571/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Palestina: Eles usaram nossas roupas como latrina</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/12/palestina-eles-usaram-nossas-roupas-como-latrina/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/12/palestina-eles-usaram-nossas-roupas-como-latrina/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 12 Feb 2009 17:17:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiana Biondo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Criança]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Etnicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra & Conflito]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
		<category><![CDATA[Middle East & North Africa]]></category>
		<category><![CDATA[Palestine]]></category>
		<category><![CDATA[Refugiados]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=1550</guid>
		<description><![CDATA[Blogs em Gaza estão reunindo informações sobre o que aconteceu durante os recentes ataques de Israel. Nessa atualização, nos ouvimos sobre famílias que tiveram suas casas pilhadas e cobertas de fezes por soldados israelenses; ficamos sabendo quais foram os efeitos das armas <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dense_Inert_Metal_Explosive">DIME</a> e ouvimos a história do pai que teve a filha bebê alvejada por disparos; e de como sua esposa amamentou a criança enquanto esta sangrava até a morte.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/ayesha-saldanha/">Ayesha Saldanha</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/thiana-biondo/'>Thiana Biondo</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/01/31/palestine-they-used-our-clothes-as-a-toilet/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Blogs em Gaza estão reunindo informações sobre o que aconteceu durante os recentes ataques de Israel. Nessa atualização, nos ouvimos sobre famílias que tiveram suas casas pilhadas e cobertas de fezes por soldados israelenses; ficamos sabendo quais foram os efeitos das armas <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dense_Inert_Metal_Explosive">DIME</a> e ouvimos a história do pai que teve a filha bebê alvejada por disparos; e de como sua esposa amamentou a criança enquanto esta sangrava até a morte.</p>
<p>A ativista canadense Eva Bartlett que posta no blog <em>In Gaza</em>, escreveu em 27 de Janeiro sobre ter visitado Ezbet Abbed Rabbo, parte Leste de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jabaliyah">Jabaliya</a>, uma área que foi invadida por tropas israelenses e onde muitas casas <a href="http://ingaza.wordpress.com/2009/01/27/abed-rabbo-one-familys-story/">foram ocupadas</a> [En]:</p>
<blockquote><p>The first house I visited was that of my dear friends, who we’d stayed with in the evenings before the land invasion began. […] Upstairs to the first level apartment. Complete disarray. Feces on the floor. Broken everything. Opened cans of Israeli army provisions. Bullet holes in walls. Stench. To the second floor, next two apartments, all of the extended sons and wives and children’s rooms. More disarray, greater stench. This was the main base, apparently, from the boxes of food – prepackaged meals, noodles, tins of chocolate, and plastic-wrapped sandwiches – and the left behind IOF soldiers’ clothing. A pair of soldiers trousers in the bathtub, soiled with shit.<br />
F. tells me: “The smell was terrible. The food was everywhere. Very disgusting smell. They put shit in the sinks, shit everywhere. Our clothes were everywhere. The last time they invaded (March 2008), it was easy. They broke everything and we fixed it. But this time, they put shit everywhere: in cupboards, on beds – my bed is full of shit.”<br />
She is strong and has handled the invasions before, but the desecration of her house has got her down.<br />
“A minute ago, Sabreen opened her clothing cupboard: there was a bowl of shit in it! They used our clothes for the toilet. They broke the door of the bathroom and brought into our room. I don’t know why.”<br />
[…] Two days later, I re-visited, the house much tidier but still soured with the clinging stench of the soldiers’ presence. “We’ve cleaned as much as we can, but it’s so difficult. We still don’t have running water, we have to fill jugs from the town water supply.” I’d walked the sandy track up, I know how hard it is even empty-handed on foot, let alone laden with heavy jugs or trying to navigate any sort of wagon to carry large amounts of water. The track had been more of a proper dirt road before. Before it, and the land around, was torn up by Israeli tanks and bulldozers.</p></blockquote>
<div class="translation">“A primeira casa que eu visitei foi a dos meus queridos amigos, com quem nós estivemos nas noites anteriores à invasão por terra começar. [&#8230;] Lá em cima do primeiro andar, completa desordem, fezes no chão. Tudo quebrado. Latas de suprimentos do exército israelense abertas. Buracos de balas na parede. Um odor horrível. No segundo andar, dois apartamentos próximos, toda a extensão de quartos de filhos, mulheres e crianças. Muito mais destruído e com um fedor pior. Essa foi a base principal, aparentemente pelas caixas de comida – refeições, noodles e pacotes de chocolate, e ainda sanduíches cobertos por papel de plástico – e atrás à esquerda, roupas do soldado das Forcas de Ocupação de Israel (IOF, em inglês). A calça de um soldado na banheira, sujas com excremento.<br />
F. me fala: “ O cheiro foi horrível. A comida estava em toda a parte. Um cheiro muito nojento. Eles colocaram merda na pia, merda em todo lugar. Nossas roupas estavam em todo lugar. A última vez que eles invadiram (Março, 2008), foi fácil. Eles quebraram com tudo e nós concertamos. Mas dessa vez, eles colocaram merda em todo o lugar: nos armários, nas camas – minha cama esta cheia de cocô”.<br />
Ela é forte e já suportou as invasões anteriores, mas a profanação da casa foi o que à colocou desolada:<br />
“Um minuto atrás, Sabreen abriu seu armário de roupas; tinha uma tigela de cocô lá dentro! Eles usaram nossas roupas como latrina. Eles quebraram a porta do banheiro trouxeram para o nosso quarto. Eu não sei o porquê.”<br />
[&#8230;]Dois dias depois, eu voltei. A casa mais arrumada, mas ainda com o cheiro carregado da presença dos soldados. “ Nós já limpamos o máximo que pudemos, mas é tão difícil. Nós continuamos sem água corrente, nós temos que encher jarras na vila que fornece água.” Eu já havia percorrido o caminho arenoso, eu sei o quão difícil é a pé mesmo com mãos vazias, imagine sozinho carregando pesadas jarras ou superando o caminho com qualquer tipo de carroça para trazer uma quantidade grande água. Antes, o percurso era apenas uma trilha enlameada. Antes disso, e o barro em volta ser transformado em via por soldados israelenses e tratores.&#8221;</div>
<p>Para fotos de abrigos temporários onde muitas pessoas foram obrigadas a ficar, veja <a href="http://talestotell.wordpress.com/2009/01/25/jan-25-temporary-shelters-in-jabalia/">aqui</a>:</p>
<p>Em outra atualização (29 de janeiro), Eva escreve sobre Yousef Shrater, pai de quatro crianças, que teve <a href="http://ingaza.wordpress.com/2009/01/29/yousef-shrater/">sua casa invadida</a> [En]:</p>
<blockquote><p>Shrater explains how the Israeli soldiers forcibly entered the house and ordered the family members out, separating men and women and locking them in a neighbouring house with others from the area. His father and mother, living in a small shack of a house nearby, were soon to join them. The soldiers then occupied the house for the duration of the land invasion, as Israeli soldiers did throughout the Abed Rabbo area, as they did throughout all of Gaza. And as with other houses in occupied areas, residents who returned to houses still standing found a disaster of rubbish, vandalism, destruction, human waste, and many stolen valuables, including mobile phones, gold jewelry, US dollars and Jordanian dinars (JOD), and in some cases even furniture and televisions, used and discarded in camps the soldiers set up outside in occupied areas. Shrater says the soldiers stole about US$1,000 and another 2,000 JOD (~US$2828) in gold necklaces. Back in the east-facing corner room, Shrater steps around a 1.5m by 1.5m depression in the floor where tiles have been dug up and the sandy layer of foundation beneath has been harvested. “They made sandbags by the window, to use as sniper positions.” The bags are still there, stuffed with clothing and sand. “They used my kids&#39; clothes for their sniper bags,” Shrater complains. “The clothes they didn’t put in sandbags they threw into the toilet,” he adds.</p></blockquote>
<div class="translation">Shrater explica como os soldados israelenses forçaram a entrada na casa e colocaram os membros da família para fora, separando homens de mulheres e trancando-os em uma casa da vizinhança com outros locais. O pai e a mãe dele, morando perto, em um puxado de um casebre, estavam então para se juntar a ele. Depois, os soldados ocuparam a casa durante toda a invasão terrestre, o mesmo que os soldados israelenses fizeram ao longo da área de Abed Rabbo, e como eles fizeram em toda Gaza. E, como outras casas das áreas ocupadas, residentes que retornaram para seus lares continuam encontrando o desastre do lixo, vandalismo, destruição, dejetos humanos e vários objetos de valores roubados; incluindo telefones celulares, jóias de ouro, dólares americanos e dinares jordanos; e em alguns casos até móveis e televisores usados e descartados em campos que os soldados prepararam do lado de fora das casas ocupadas. Shrater comenta que soldados roubaram cerca de 1 mil dólares americanos e mais 2 mil dinares jordanos (cerca de US$ 2828 dólares) em colares de ouro. Olhando para o lado direito do canto do quarto, Shrater dá passos ao redor de 1.5 m por 1.5 m de depressão no chão, onde azulejos foram arrancados e a camada arenosa da base em baixo foi recolhida. “Eles fizeram sacos de areia perto da janela, usando-a como posição para os atiradores”. Os sacos continuam lá, cheios de roupas e areia. “ Eles usaram as roupas de minhas crianças para o saco dos atiradores”, Shrater exclama. “ As roupas que eles não colocaram nos sacos, eles jogaram na privada”, ele completa.</div>
<p>O pai de Shrater foi raptado de sua própria casa:</p>
<blockquote><p>From the roof we see more clearly the surrounding area where tanks were positioned, the countless demolished and damaged houses and buildings, and bits of shrapnel from the tank missiles. Shrater’s father, 70, is on the roof, and begins to tell of his experience being abducted from his house and locked up with his wife and others for 4 days. “They came to our house there,” pointing to the low-level home which housed he, his wife, and their sheep and goats. “The Israeli soldiers came to our door, yelled at us to come out, and shot around our feet. My wife was terrified. They took all of our money, then handcuffed us. Before they blindfolded us, they let our goats and sheep out of their pens and shot them. They shot 8 dead in front of us.” The elderly Shrater and his wife were then blindfolded and taken to another house where for the next 4 days Israeli soldiers denied him his inhaler for his asthma and his wife her diabetes medications. Food and water were out of the question, and Yousef Shrater’s father says their requests for such were met with soldiers’ retorts ‘No, no food. Give me Hamas, I’ll give you food.’</p></blockquote>
<div class="translation">“Do telhado a gente vê melhor a área ao redor onde os tanques estavam posicionados; os incontáveis edifícios e casas demolidos e danificados, e ainda pedaços de estilhaços deixados pelos mísseis dos tanques. O pai de Shrater, 70, está no telhado, e começa a falar da experiência em ser raptado na própria casa e trancado com sua mulher e outras pessoas por 4 dias. “Eles vieram lá para casa”, aponta para a casa lá em baixo, onde foi o lar dele, da sua mulher, suas ovelhas e bodes. “ Os soldados israelenses vieram à nossa porta, gritaram para nós sairmos, e atiraram perto de nossos pés. Minha mulher estava aterrorizada. Eles levaram todo nosso dinheiro, e depois nos algemaram. Antes de nos vendar, eles deixaram nossos bodes e ovelhas saírem do curral e atiraram nelas. Eles mataram 8 em nossa frente.” O velho Shrater e sua mulher tiveram olhos vendados e foram levados para outra casa, onde pelos próximos 4 dias soldados israelenses privaram ele de seu inalador de asma, e `a sua mulher de remédios de diabetes. Comida e água estavam fora de questão, e o pais de Yousef Shrater comenta que seus pedidos para tanto tinham o sarcasmo com resposta. ‘Não, sem comida. Dê-me o Hamas, e então eu lhe darei comida’.</div>
<p>No blog <em>Tales to Tell</em>, a ativista australiana Sharyn Lock escreve (26 de janeiro) sobre uma conversa com um <a href="http://talestotell.wordpress.com/2009/01/26/26-jan-will-there-be-time-to-recover/">médico</a> [En]:</p>
<blockquote><p>When I saw Dr Halid the other day, on the request of a journalist, I asked him about evidence of the weapon called gbu39 or “dime” (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dense_Inert_Metal_Explosive">dense inert metal explosive</a>) bomb. This is believed to have been used by Israel for the first time in Lebanon in 2006, and now here as well. Dr Halid said the ICU doctors were seeing something new to them: what appeared to be mild external shrapnel injuries coupled with disproportionate massive internal damage.<br />
“There will be small chest wounds, but then the lungs will be destroyed. Or minor abdominal entry wounds but then kidneys and liver destroyed.” I heard today that it seems that the dense metal shrapnel splinters into tiny particles upon entry to the body, which are then carried by the bloodstream, swiftly shredding everywhere they reach. So many patients appear to stabilize, and then die shortly afterwards. As if that wasn’t enough, Lebanon experience suggests that those who do survive experience quick onset of cancer. What kind of mind dreams this stuff up?</p></blockquote>
<div class="translation">Quando eu vi o Dr. Halid outro dia, trabalhando como jornalista, eu perguntei a ele sobre evidências de armas chamadas gbu39 ou bombas “dime” (explosivo de metal inerte denso). Todos acreditam que isto foi usado por Israel no Líbano em 2006, pela primeira vez, e agora aqui também. Dr. Halid disse que médicos de Medicina Intensiva estavam vendo algo novo para eles: o que aparentava ser uma leve lesão externa provocada por estilhaços sem proporção alguma com nenhum dano massivamente interno. “Haverá poucas feridas no tórax, mas depois os pulmões serão destruídos. Ou pequenas feridas na entrada do abdômen, mas depois rins e fígados destruídos”. Eu escutei hoje que parece que esse denso metal se espalha em pequenas partículas entrando no corpo, e depois, carregado pela corrente sanguínea, ele rapidamente deixa em retalhos todo o lugar por onde passa. Muitos pacientes parecem ter uma estabilidade, e depois tem uma morte abrupta. E como se isso ainda não fosse suficiente, experiências do Líbano indicam que aqueles que sobreviveram, tiveram uma experiência inicial de câncer. Que tipo de cabeça idealiza coisas como essa?</div>
<p>Em outra atualização (22 de janeiro), <em>Sharyn</em> conta: sobre <a href="http://talestotell.wordpress.com/2009/01/23/jan-22-amers-story/">a história de Amer</a> [En]:</p>
<blockquote><p>Amer is 29. 14 people from his family were in the house that night, and they were all trying to sleep under their stairs as some sort of shelter. Even though the stairs were partly open to the back yard, the F16 attacks on the house made downstairs seem the safest place. […] Amer didn’t know it yet, but his brother Mohammed had already been killed elsewhere that day, struck by drone rockets.<br />
The Israeli soldiers came to their house at about 5.30am, after the house had been shelled for 15 hours, and immediately opened fire on the family, killing Amer’s father with three shots. Then they told the family to leave. Amer had called an ambulance (which had to turn back after being shot at) and was refusing to leave his father’s body but the soldiers said they would shoot him if he stayed, so they fled 300 yards up the dirt track behind their house, at which point they were shot at again by another group of soldiers. This time Amer’s brother Abdullah was shot, Amer and Shireen’s 6 year old daughter Saja was shot in the arm, and their 1 year old daughter Farah was shot in the stomach. They spent the next 14 hours sheltering behind a small hill of dirt, while the wounded bled, and were not allowed to access help though the soldiers were aware of the injuries. Having no other way to comfort her small daughter, whose intestines were falling out, Shireen breastfed Farah as the little girl slowly bled to death.<br />
After 14 hours, at about 8 in the evening, the soldiers sent dogs to chase them out of their shelter and dropped phosphorous bombs near them, but due to the wounded family members and having bare feet in an area of broken glass and rubble, escape was difficult. The army took the three wounded and put them behind the tanks, and captured Amer, but the rest of the family managed to get away and call the Red Crescent. The ambulance that eventually reached the injured people 7 hours later (driven by my medic friend S) took an hour to find them, and by this time Farah was dead. […] Amer was held for 5 days in army custody (the first 3 without access to food, water, or a bathroom), beaten and tortured, and questioned about resistance activity which he knew nothing about. When he was finally released on the border, the army sent two known collaborators to escort him, so it would look to the resistance fighters like he himself was a collaborator. But the fighters knew who he was and that he was not a collaborator. He tells us:<br />
“I had my four children young, and they gave me the most happiness in my life. I took such good care of them. […] Now my remaining children will not go to sleep without their shoes on, because they think we will have to run for our lives again.”</p></blockquote>
<div class="translation">Amer tem 29 anos. 14 pessoas de sua família estavam na casa `aquela noite, e eles estavam tentando dormir debaixo das escadas, um tipo de abrigo. Apesar das escadas serem um pouco abertas para o jardim dos fundos, os ataques do F16 à casa fizeram com que ali embaixo fosse o lugar mais seguro. [&#8230;] Amer ainda não sabia disso, mais seu irmão Mohammed já havia sido morto em algum lugar, atingido por um míssil controlado por longa distância. Os soldados israelenses vieram para a deles lá pelas 5.30 da manhã, depois da casa já ter sido destroçada por 15 horas, e começaram a atacar a família imediatamente, matando o pai de Amer com três tiros. Depois eles falaram para a família para irem embora. Amer tinha chamado uma ambulância (a qual teve que voltar depois ter sido alvo de tiros) e estava recusando a deixar o corpo do pai, mas os soldados disseram que também atirariam dele se ele permanecesse, então eles fugiram 300 jardas (um pouco mais de 300 metros) à cima de uma trilha suja, atrás da casa deles, onde novamente eles foram alvo de tiros de outro grupo de soldados. Nessa hora, Abdullah, irmão de Amer era morto, Amer e a irmã de Shireen de anos de idade, Saia, levavam tiros nos braços, e a irmã de 1 ano, Farah recebia tiros no estômago. Eles passaram as próximas 14 horas abrigados atrás de um barranco sujo, enquanto sangravam feridos, e não eram permitidos a pedirem socorro, apesar dos soldados saberem que eles estavam feridos. Não tendo outra maneira de confortar sua pequena irmã, que tinha o intestino saindo às vistas, Shireen amamentou Farah, enquanto a pequenina sangrava aos poucos até a morte. Depois de 14 horas, umas 8 da noite, os soldados soltaram cachorros para rastreá-los no abrigo e lançaram bombas de fósforo branco perto deles, mas por causa dos membros feridos da família e tendo pés descalços em uma área com escombros e vidros quebrados, escapar era difícil. O exército levou os três feridos e os colocaram atrás do tanque, e capturaram Amer, mas o restante da família conseguiram fugir e chamar o Crescente Vermelho (Palestinian Red Crescent Movement). A ambulância que finalmente conseguiu chegar para os feridos 7 horas mais tarde (dirigida pelo meu amigo médico S) levou uma hora para achá-los, em uma altura dessas Farah estava morta. [&#8230;] Amer foi mantido preso por 5 dias sob custódia do exército (os primeiros 3 dias sem direito a comida, água ou banheiro), espancado e torturado, foi interrogado sobre movimentos de resistência que ele não sabia nada sobre. Quando ele foi finalmente solto na fronteira, o exército enviou dois colaboradores para escoltá-lo, pois assim ficaria parecendo para os militantes da resistência que ele mesmo era um colaborador. Mas os militantes sabiam quem ele era e que ele não era colaborador nenhum. Ele nos fala: Eu tive meus quatro filhos bem jovem, e eles me deram a maior felicidade em minha vida. Eu cuidei tão bem deles. [&#8230;] Agora os filhos que me restaram não irão dormir sem tirar os sapatos, porque eles pensam que teremos que correr de novo para salvar nossas vidas”.</div>
<p><em>Mohammed Ali</em>, que trabalha para a NGO Oxfam, escreve no blog da Oxfam (20 de janeiro) sobre <a href="http://www.oxfam.org.uk/applications/blogs/pressoffice/?p=3356">as crianças de sua irmã </a>[En]:</p>
<blockquote><p>My sister will not leave her house; she is still scared that something terrible might happen if she steps out of her front door. Since the ceasefire started, she has encouraged her children to return to sleeping in their beds. She awoke this morning to find her kids curled together in the centre of the living room, like they had been doing for the last three weeks. It will take them weeks, months if not years for their wounds caused by this conflict to heal.</p></blockquote>
<div class="translation">Minha irmã não ira deixar a casa dela; ela continua com medo que algo terrível irá acontecer se ele pisar os pés fora de casa. Desde que o cessar fogo começou, ela tem incentivado seus filhos para voltarem a dormir em suas camas. Ela acordou essa manhã e encontrou as crianças agarradas umas as outras na sala, como elas haviam feito nas três últimas semanas. Levará semanas, meses, e quem sabe anos para eles terem as feridas causadas por esse conflito então saradas.</div>
<p>Natalie Abou Shakra, uma ativista libanesa, posta no <em>Moments of Gaza</em>; em uma atualização escrita em 20 de janeiro onde descreve a visita de Dr. Imad, <a href="http://gaza08.blogspot.com/2009/01/natalie-abou-shakra-becoming-true.html">professor de microbiologia</a> [En]:</p>
<blockquote><p>As I get into Imad&#39;s living room I see a painting of a woman, with traditional Palestinian attire, pink (remember that the colour pink is targeted by the Israeli Occupation Forces… pink pajamas… especially children in pink pajamas)… the painting was on the floor, and there was a hole in the wall where it used to hang… it was a beautiful painting… vibrant and full of life… perhaps, that is why it was targeted. On another wall, there was a photo of a man and woman in an intimate position, kissing… I stood in front of it. Don&#39;t we have the right to love and intimacy too? We want the right to love and intimacy too… They bombed two bedrooms, and the holes were just above the beds… the ruins were all on the bed. Intimacy… ‘love&#39;… sex… destroyed. A society whose right to develop [has been] hindered, obstructed.</p></blockquote>
<div class="translation">Enquanto eu entrava na sala de Imad, eu podia ver a pintura de uma mulher com roupas tradicionais da Palestina, rosa (lembre-se que a cor rosa é alvo das Forças de Ocupação de Israel&#8230; pijamas de cor rosa&#8230;especialmente crianças em pijamas cor-de-rosa)&#8230; o quadro estava na parede, e tinha um buraco na parede onde ele costumava star pendurado&#8230;era uma pintura muito bela&#8230;vibrante e cheia de vida&#8230;talvez, seja esse motivo pelo qual foi atingido. Em outra parede, tinha a foto de um homem e de uma mulher em uma posição íntima, se beijando&#8230;Eu fiquei em pé, olhando. Nós também não temos o direito da intimidade e do amor? Nós queremos o direito de amar e da intimidade também&#8230;Eles bombardearam dois quartos, e os buracos estavam apenas em cima das camas&#8230;as ruínas estavam em todo o quarto.Intimidade&#8230; ‘amor’&#8230;sexo&#8230;destruídos. O direito de se desenvolver de uma sociedade [tem sido] foi impedido, obstruído.</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/12/palestina-eles-usaram-nossas-roupas-como-latrina/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Madagáscar: Mais de 25 mortos em marcha ao Palácio Presidencial</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/07/madagascar-mais-de-25-mortos-em-marcha-ao-palacio-presidencial/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/07/madagascar-mais-de-25-mortos-em-marcha-ao-palacio-presidencial/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 07 Feb 2009 21:06:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
		<category><![CDATA[French]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra & Conflito]]></category>
		<category><![CDATA[Madagascar]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Primeira Mão]]></category>
		<category><![CDATA[Protesto]]></category>
		<category><![CDATA[Sub-Saharan Africa]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=1556</guid>
		<description><![CDATA[Pelo menos 25 pessoas [en] foram mortas a tiros na capital de Madagáscar, Antananarivo, durante uma marcha ao palácio presidencial conclamada pelo prefeito da cidade, Andry Rajoelina, após ter se proclamado líder do governo de transição durante um comício político. Nas últimas semanas, uma disputa pelo poder entre o prefeito e o presidente do país, Marc Ravalomanana, levou o país à violência e saques.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/lova-rakotomalala/">Lova Rakotomalala</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/02/07/madagascar-more-than-25-killed-in-march-to-presidential-palace/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><em>Veja a nossa página de cobertura especial <a href="http://globalvoicesonline.org/specialcoverage/madagascar-power-struggle-2009/">sobre a crise política em Madagáscar</a> [alguns artigos foram traduzidos para o português].<br />
</em></p>
<p>Pelo menos <a href="http://english.aljazeera.net/news/africa/2009/02/200927132745370579.html">25 pessoas</a> [en] foram mortas a tiros na capital de Madagáscar, Antananarivo, durante uma marcha ao palácio presidencial conclamada pelo prefeito da cidade, Andry Rajoelina, após ter <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/01/madagascar-prefeito-se-auto-proclama-presidente/">se proclamado líder do governo de transição</a> durante um comício político. Nas últimas semanas, uma disputa pelo poder entre o prefeito e o presidente do país, Marc Ravalomanana, levou o país à <a href="http://globalvoicesonline.org/specialcoverage/madagascar-power-struggle-2009/">violência e saques</a>.</p>
<p>O ato público aconteceu no centro de Antananarivopor volta do meio-dia, em horário local. Rajoelina anunciou a criação de um novo governo de transição cujo líder seria ele mesmo, apesar do governo atual ainda estar em vigor. Ele pediu que seus militantes marchassem até o palácio presidencial em Ambohitsorohitra.</p>
<p>Quando a multidão chegou ao palácio, uma delegação adentrou por volta das 14h46, em horário local. Foi nesse momento que os disparos começaram. A tuitosfera local e os blogueiros relataram o ocorrido:</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-56519" title="shots-twitter" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/shots-twitter.jpg" alt="" width="530" height="331" /></p>
<p>Os relatos preliminares deram conta de dezenas de corpos estendidos nas ruas. Dentre as vítimas, estaria um câmera do canal de TV RTA (ainda não há confirmação oficial).</p>
<p>Às 15h40 em horário local, ainda havia tiros. Rajoelina pediu ao EMMONAT, uma força militar armada aceita pelos dois partidos e que foi criada durante a crise, que interviesse e protegesse a multidão.</p>
<p>Releases de notícias (Reuters, Al Jazeera) relatam pelo menos <a href="http://tinyurl.com/cytz5j">25 mortes</a> de acordo com imagens sendo divulgadas pela TV Nacional. A BBC e a AFP apenas noticiaram 5 mortes até agora. Reportagens online ao vivo podem ser encontrados em francês <a href="http://sobika.com/">aqui</a>.</p>
<p>Abaixo está a busca ao vivo no Twitter para #madagascar que é a tag usada durante as duas últimas semanas de tensão política e, ocasionalmente, violência em Madagáscar.</p>
<p><script><!--
	/* widget config */
	var jtw_search                 = '#madagascar';  /* keywords or phrase to send to search.twitter.com and display */
// --></script><br />
<script src="http://tweetgrid.com/widget/widget.js" type="text/javascript"></script></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/07/madagascar-mais-de-25-mortos-em-marcha-ao-palacio-presidencial/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Iraque: As eleições chegaram e já se foram</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/06/iraque-as-eleicoes-chegaram-e-ja-se-foram/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/06/iraque-as-eleicoes-chegaram-e-ja-se-foram/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 06 Feb 2009 22:44:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Governança]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra & Conflito]]></category>
		<category><![CDATA[Iraq]]></category>
		<category><![CDATA[Middle East & North Africa]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=1555</guid>
		<description><![CDATA[As eleições no Iraque chegaram e já se foram. Com relatos de que aconteceu pacificamente, o processo inteiro poderia ser visto com o mais entediante evento nacional depois da guerra.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/salam-adil/">Salam Adil</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/02/03/iraq-elections/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<div style="border: thin dotted ; padding: 10px; margin-left: 5px; max-width: 250px; font-size: 85%; text-align: center; line-height: 120%; background-color: #f6faff;"><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/vote.jpg" border="0" alt="vote.jpg" width="240" height="320" /></p>
<p><a href="http://saminkie.blogspot.com/2009/01/return-of-violet-fingers.html">A volta do dedo violeta</a> por <em>saminkie</em></p>
</div>
<p>As eleições no Iraque chegaram e já se foram. Com relatos de que aconteceu pacificamente, o processo inteiro poderia ser visto com o mais entediante evento nacional depois da guerra. É isso o que <em>Najma</em> destaca em <a href="http://astarfrommosul.blogspot.com/2009/02/not-so-usual.html">uma divagação</a> [en] que termina assim:</p>
<blockquote><p>The day before yesterday a car bomb exploded close to our house, but we were warned and expected it so there were little damages (a single window). No human losses in the neighborhood, thank God.</p>
<p>Oh, I almost forgot what this post was supposed to be about :)</p>
<p>Yesterday I finally got to vote on something without having a fight (that something being Ninevah&#39;s Provincial Council&#39;s Elections). I was feeling dizzy, and it pretty much felt like going to an exam without studying, and I proved quite dumb at the voting room: I was about to put my ID in the voting box instead of the voting card, I didn&#39;t know which finger to put in the ink pot, and finally, I almost took the voting pen home! but I FINALLY DID IT and voted! Now I have a violet finger and it shocks me every time I see it, until I remember.</p></blockquote>
<div class="translation">Um carro bomba explodiu perto de nossa casa anteontem, mas tínhamos sido avisados e estavámos esperando que isso acontecesse, por isso os danos foram pequenos (apenas uma janela). Não houve perda de vidas humanas no bairro, graças a Deus.<br />
Ah, eu quase esqueci o suposto assunto desse post :)<br />
Ontem, finalmente, fui votar por algo sem ter que pegar uma briga (esse &#8216;algo&#39; é a eleição para o Conselho Provincial de Ninevah). Eu estava me sentindo tonta, e foi, na verdade, como ir a uma prova sem ter estudado, me mostrei bastante estúpida na seção de voto: eu 	quase coloquei minha identidade na urna em vez da cédula de voto, não sabia que dedo colocar no tinteiro, e, por fim, quase trouxe a caneta para casa! Mas FINALMENTE EU FUI LÁ e votei! Agora tenho um dedo violeta e tomo um choque a cada vez que o vejo, até me lembrar.</div>
<p>Mas quais foram as impressões dos próprios blogueiros?</p>
<p><strong>Políticas da Democracia</strong></p>
<div style="border: thin dotted ; padding: 10px; float: right; margin-left: 5px; max-width: 150px; font-size: 85%; text-align: center; line-height: 120%; background-color: #f6faff;"><a href="http://uncensoredarabwomanblues.blogspot.com/2009/01/no-paper-tigers.html"><strong>Tigres de Papel Não</strong></a> por <em>Layla Anwar</em></p>
<p>Não sou Communista,<br />
nem Marxista-Leninista,<br />
Não sou Socialista<br />
nem Baathista,<br />
quanto mais a Nacionalista<br />
nem mesmo a Pan-Arabista<br />
mais possível mas não,<br />
uma Trotskyista<br />
Troto, sozinha<br />
e amo a solidão<br />
a apatia<br />
e a vastidão…<br />
Na floresta de tigres de papel<br />
nem Maoista sou eu.<br />
Rótulos, eu os estudo<br />
e então os rasgo<br />
um a um…<br />
E que prazer tenho rasgando…<br />
Poeta também não sou,<br />
e a tinta já secou<br />
e as páginas estão estalando…<br />
como madeira que estala<br />
em floresta queimando…<br />
Você senta e sabe<br />
que está aí,<br />
aqui,<br />
em qualquer canto…<br />
É esse o seu lugar<br />
algum canto,<br />
suspenso no meio,<br />
no meio das chamas,<br />
Você não tem raça<br />
nem religião<br />
nem nacionalidade,<br />
Você está além<br />
papéis,<br />
tigres de papel…<br />
Amo a humildade<br />
de ser só uma,<br />
apenas uma voz solitária<br />
no frio,<br />
Apenas você e eu<br />
trilhando um caminho<br />
um caminho,<br />
sem nome…</p>
</div>
<p><a style="border-bottom: thin dotted;" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Salam_Pax"><em>Salam Pax</em></a>, o blogueiro pioniero no Iraque está de volta à blogosfera e ao Iraque. Ele sentou-se com a família e <a href="http://salampax.wordpress.com/2009/01/29/elections/">tentou descobrir</a> [en] quem votou em quem:</p>
<blockquote><p>There are 18 provinces in Iraq and each will have it’s own council. The biggest is in Baghdad with 57 council members. The number of candidates campaigning for these seats is astounding … there are 2371 candidates just for Baghdad. The total number of candidates all over Iraq is an astonishing 14,400.</p>
<p>And the noise these thousands of candidates are creating is enough to make you withhold your vote just as a protest…</p>
<p>but all I can think is ‘who are these people?’ and I can assure you the majority of the fifteen million Iraqis who from the electorate are thinking the same.</p>
<p>The last two times we had legislative elections it was easier the same parties and individuals were up for election in the whole country. This time it’s different in each province. And trying to find what each of the 14 thousand candidates stands for isn’t just difficult but impossible.</p></blockquote>
<div class="translation">Existem 18 províncias no Iraque, e cada uma tem sua própria câmara. A maior delas é a de Bagdá, com 57 membros no conselho. A quantidade de candidatos que disputam essas vagas é espantosa&#8230; São 2.371 candidatos para Bagdá apenas. O número total de candidatos em todo o Iraque é assombroso: 14.400.<br />
E o barulho que esses milhares de candidatos fazem é suficiente para fazer que você não vote em protesto&#8230;<br />
Mas o que passa em minha cabeça é só: &#8220;quem são essas pessoas?&#8221; e posso assegurar a você que a maioria dos quinze milhões de iraquianos que formam o eleitorado está pensando o mesmo.</p>
<p>Nas últimas duas vezes que tivemos eleições legislativas foi mais fácil já que os mesmos partidos e indivíduos concorreram em todo o país. Desta vez, é diferente em cada província. E tentar descobrir o que cada um dos 14 mil candidatos defende não é apenas difícil, é impossível.</p>
</div>
<p>Se <em>Salam</em> achou as eleições confusas, <em>Last of Iraqis</em> <a href="http://last-of-iraqis.blogspot.com/2009/01/lets-talk-about-candidates-and.html">as achou suspeitas</a> [en]:</p>
<blockquote><p>Yesterday an independent candidate called a debate program on a local Iraqi channel and discussed one of the laws which was really strange; if a list failed to achieve the required number of points then all its points will be given to the big list!!! Well, who decides which list is big and which one is small? This is absurd let&#39;s say I chose a list for secular candidates and they didn&#39;t make it, in what reason should my voice be directed to a fanatic Islamic party? What logic is this?…</p>
<p>Few days ago I was talking with a relative who got to read the detailed list for PM Almaliki and we really laughed a lot… In the list there is the name of the candidate, his number in the list and his higher educational level….in the field of the educational level you can see miracles one of the candidates is “doctor to-be”!!! Another is “His father is a doctor”!!! And another candidate is a real doctor (physician) but what kind of physicians he is? … Have mercy on us god</p></blockquote>
<div class="translation">Ontem, um candidato independente foi a um debate em um canal de TV local iraquiano e discutiu uma das leis que é muito estranha; se uma chapa não alcançar um determinado número de votos então todos os votos serão dados a uma chapa grande!!! Mas quem é que decide qual chapa é grande e qual é pequena? Isso é um absurdo, por exemplo, se eu escolher uma chapa de candidatos seculares e eles não chegarem lá, porque deveria minha voz ser direcionada a um partido islâmico fanático? Qual a lógica disso?<br />
Há alguns dias, eu estava conversando com um parente que chegou a ler os detalhes da candidatura do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nouri_al-Maliki">Primeiro Ministro Almaliki</a> e a gente se acabou de dar risada… Nessa lista, constavam o nome do candidato, seu número e seu grau de escolaridade mais alto… No campo do grau de escolaridade se vê absurdos, um dos canditados é &#8220;futuro-doutor”!!! Outro é “Meu pai foi doutor”!!! E outro candidato é um doutor de verdade (médico) mas que tipo de médico era ele? … Deus tenha piedade de nós.</div>
<p>Mas <em>Hammorabi</em> <a href="http://hammorabi.blogspot.com/2009/01/election-of-local-provinces-councils-in.html">estava otimista</a> [en]:</p>
<blockquote><p>This is important election which will shape the political demographic map in such different way than the previous one as the democratic process in Iraq moved towards better maturation. The Iraq citizens are now looking to give their voices to those who got better vision about services and building of a better life. This is more matured way compared to the previous election when more was given towards ethnic and sectarian issues. Every one is now looking for a change which is a good way and indicating some maturity. More or less the process went smooth with better freedom than the previous election which makes it more responsible way respecting the individual choices without pressure.</p></blockquote>
<div class="translation">Essa é uma eleição importante que definirá o mapa da política demográfica de uma forma tão diferente da anterior, já que o processo democrático no Iraque está a caminho de melhor amadurecimento. Os cidadãos iraquianos agora estão procurando dar suas vozes àqueles que têm uma melhor visão sobre os serviços e a construção de uma vida melhor. Trata-se de uma forma mais amadurecida, em comparação com as eleições anteriores, quando mais atenção foi dada a questões étnicas e sectárias. Todos estão agora buscando uma mudança, o que é um bom caminho e indica uma certa maturidade. O processo correu mais ou menos de forma melhor e com mais liberdade do que na eleição anterior, o que o torna uma forma mais responsável de respeitar mais as escolhas individuais, sem pressão.</div>
<p><strong>Intimidação</strong></p>
<p>Dois blogueiros citaram ameaças e intimidações por parte de partidos rivais. <em>Leila Fadel</em> <a href="http://washingtonbureau.typepad.com/baghdad/2009/01/candidates-dropping.html">fala de três candidatos</a> [en] que foram mortos antes da eleição. Ela escreve:</p>
<blockquote><p>Provincial elections are on Saturday and candidates are dropping. Today three were killed. One in Mosul, another in Baghdad and one in Diyala province. It&#39;s almost expected here. Two others were killed recently as well.</p>
<p>In the United States this would be big news. Here it&#39;s a line in the violence report of the day. Better then other days, a huge improvement over the frightening times of more than a year ago but yet still more bloodshed.</p></blockquote>
<div class="translation">As eleições nas províncias acontecem no sábado e os candidatos estão caindo. Hoje, três foram mortos. Um em Mosul, outro em Bagdá e um na província de Diyala. É quase normal aqui. Dois outros também foram mortos recentemente aqui.</p>
<p>Nos Estados Unidos, isso seria manchete. Aqui é uma linha no noticiário da violência do dia. Melhor que nos velhos tempos, uma grande melhoria dos tempos assustadores de mais de um ano atrás mas ainda assim com derramamento de sangue.</p>
</div>
<p>E <em>Fatima</em> tem uma amiga concorrendo a uma vaga no conselho em Bagdá. No dia da votação, um carro passou perto da casa da amiga dela, atirando e matando uma cunhada. <a href="http://thoughtsfrombaghdad.blogspot.com/2009/01/elections-are-close.html"><em>Fatima</em> escreve</a> [en]:</p>
<blockquote><p>These crazies need to wake up and stop their foolish game of scare tactics, death and fear mongering. They need to realize that God is not on their side, He is not on the side of violence, of death, of killing, of orphaning, of widowing, of foolishness.</p></blockquote>
<div class="translation">Esses loucos precisam acordar e parar com esse jogo imbecil de usar táticas amendrontadoras, de comércio da morte e do medo. Precisam se dar conta que Deus não está do lado deles, Ele não está do lado da violência, da morte, da matança, do orfanato, da viúvez, ou de bobagens.</div>
<p><strong>O que o povo falou no dia da votação </strong></p>
<p><em>Shaggy</em> <a href="http://baghdadbacon.blogspot.com/2009/02/thats-all.html">foi votar</a> mas teve que andar o bairro inteiro para encontrar uma seção de votação que o aceitasse:</p>
<blockquote><p>Eventually we found it and were left very ticked off that they had sent us to a polling station on the opposite edge of the neighbourhood from our home whilst there were at least two that were within a moderate range.</p>
<p>Choosing to vote was kind of a last minute decision for me … But I don&#39;t think anyone on that list is going to get a seat anyway. What&#39;s bothering me more than that is that whilst walking from one polling station to another I noticed a sign suggesting that a bank is going to be built over a public park that&#39;s in the middle of a residential area. The park is a mess right now, but it has so much potential… It&#39;s also the place where I got high the very first time.</p></blockquote>
<div class="translation">No final, encontramos uma e ficamos muito irritados com o fato de que eles nos mandaram para uma seção do outro lado do bairro, enquanto havia pelo menos duas seções a uma distância média de casa.</p>
<p>Escolher votar foi uma escolha de último minuto para mim&#8230; Mas não acho que ninguém naquela chapa será eleito, de qualquer forma. O que me incomodou mais do que ir de uma seção a outra foi que eu percebi uma placa sugerindo que um banco será contruído em um parque público que fica no meio de uma área residencial. O parque está uma bagunça nesse momento, mas tem muito potencial&#8230; Foi também o lugar onde fiquei chapado pela primeira vez.</p>
</div>
<p>Saminkie <a href="http://saminkie.blogspot.com/2009/01/return-of-violet-fingers.html">curtiu o dia</a> [en]:</p>
<blockquote><p>I woke up at 11:00 am. Woooow. It feels so good. I will be as lazy as I want today… I finished my coffee and took my clothes and went to vote. My name was not in the first school, nor in the second. They told me to check a third school which was little far. I went sadly and frightened that I won&#39;t find it but I found it and said with a loud voice: “Here it is!”</p>
<p>In the voting room I saw very beautiful women. They were all smiling. They were very very kind as if from heaven. I voted. They said: “Thank you”. I said: “thank you” with a smile and went walking. I saw many families walking happy. The father&#39;s and mother&#39;s index fingers are colored by that ink. I saw him coming. We greeted each other with kisses like Iraqis usually do. I went back with him waiting while he voted. He didn&#39;t ask me for whom I voted. Nor I did ask him. We are Iraqis with different views and this is our way to show respect to each other. We went back walking slowly and talking about memories of how our quarter was so beautiful before hoping that it will regain its charm while we were proud of our violet fingers.</p></blockquote>
<div class="translation">Eu acordei às 11h da manhã. Uau! É uma sensação tão boa. Hoje vou ser preguiçoso como quiser&#8230; Terminei meu café, troquei de roupa e fui votar. Meu nome não estava na primeira escola, nem na segunda. Disseram-me para verificar uma terceira escola, que era um pouco longe. Infelizmente, lá fui eu, com medo de não encontrar meu nome, mas eu o achei e disse em voz alta: &#8220;Aqui está!&#8221;.</p>
<p>Na sala de votação, vi mulheres muito bonitas. Elas estavam todas sorrindo. Foram muito educadas, como se caídas do céu. Votei. Disseram: &#8220;Obrigada&#8221;. Eu disse: &#8220;obrigado&#8221; com um sorriso e sai andando. Vi muitas famílias caminhando felizes. Os dedos do pai e da mãe estavam coloridos com essa tinta. Eu o vi chegando. Nós nos cumprimentamos com beijos, como os iraquianos costumam fazer. Voltei com ele, esperei que votasse. Ele não me perguntou em quem votei. Nem eu perguntei a ele. Somos iraquianos com diferentes pontos de vista e esta é a nossa forma de mostrar respeito mútuo. Seguimos caminhando lentamente de volta, falando das lembranças de como o nosso quarteirão era tão bonito, antes de ter esperança que ele venha a recuperar o seu charme, enquanto nos orgulhamos dos nossos dedos violeta.</p>
</div>
<p>E no dia das eleições, <em>Caesar do Pentra</em> <a href="http://pentra.blogspot.com/2009/01/2009-provincial-elections.html">ficou dividido sobre o que fazer</a>:</p>
<blockquote><p>To be quite honest, I wasn&#39;t sure that I should vote this year for many reasons;</p>
<p>a. No specific candidate in mind to vote for. I&#39;m not convinced with the majority of the parties and candidates listed in the election card.</p>
<p>b. Being skeptical about the integrity and impartiality of the elections. Rumors say that the last elections in 2005 there were several incidents of forgery reached a percentage of 30% of the whole voting process.</p>
<p>c. The curfew of the motor-vehicles, and the nearest voting center is about 2 km far.</p>
<p>d. I don&#39;t want that stupid ink stain to stick on my index…</p>
<p>Honestly, I felt that it would be a waste not to participate in such “democratic” processes. If I wanna criticize the performance of the government, the parliament, or the local councils, I should have at least participated in making the decision by voting for the side or the candidate I like. And to be more honest, I felt so f***in&#39; bored and it would be a great idea to walk out to get some refreshing air in such a beautiful winter sunny day.</p>
<p>I went to an election site and marked the same old bloc I voted for 4 years ago. They are secular but they didn&#39;t win many seats at that time. Hopefully this year they win. In fact, I hope everyone who wants to serve Iraq in real wins.</p></blockquote>
<div class="translation">Para falar a verdade, eu não tinha certeza se votaria nesse ano por vários motivos;<br />
a. Não tinha nenhum candidato específico em mente a quem dar meu voto. A maioria dos partidos e candidatos listados na cédula de voto não me convenceu.<br />
b. Sou cético em relação à imparcialidade e integridade das eleições. Segundo rumores, nas últimas eleições em 2005  houve vários incidentes com fraude chegando a 30% de todo o processo eleitoral.<br />
c. O toque de recolher imposto a veículos motorizados, e o centro de votação mais próximo fica a 2 km de distância.<br />
d. Eu não quero o meu dedo pintado com aquela tinta estúpida…<br />
Na verdade, eu achei que seria um desperdício participar de um processo &#8220;democrático&#8221; desse tipo. Se eu quisesse criticar o desempenho do governo, do parlamento ou do conselho local, eu deveria pelo menos ter participado do processo decisório ao votar por um lado ou candidato que eu goste. E para falar a verdade, eu estava entediado pra p***a e não seria uma má idéia andar e tomar um pouco de ar fresco em um bonito dia ensolarado de inverno.<br />
Fui até um local de votação e marquei a mesma velha turma na qual votei há quatro anos. São todos seculares, mas não ganharam tantos  lugares daquela vez. Espero que dessa vez eles vençam. Na verdade, espero que todos que desejem servir de verdade ao Iraque vençam.</p>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/06/iraque-as-eleicoes-chegaram-e-ja-se-foram/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>México: Perito em anti-seqüestros foi sequestrado</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/01/25/mexico-perito-em-anti-sequestros-foi-sequestrado/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/01/25/mexico-perito-em-anti-sequestros-foi-sequestrado/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 25 Jan 2009 21:30:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>caim</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra & Conflito]]></category>
		<category><![CDATA[Lei]]></category>
		<category><![CDATA[Mexico]]></category>
		<category><![CDATA[Spanish]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=1535</guid>
		<description><![CDATA[O crime no México é um problema que muito preocupa. Sequestros, em especial, têm acontecido com uma certa frequência em todo o país, principalmente nas divisas dos estados ao norte. O recente sequestro do perito estadunidense em anti-sequesttros, Félix Bastista, é uma irônica reviravolta da luta contra o crime organizado, o que leva alguns a imaginarem que, se nem os especialistas estão a salvos, onde ficam os mexicanos normais? ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/eduardo-avila/">Eduardo Avila</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/caim/'>caim</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/12/17/mexico-anti-kidnapping-expert-is-kidnapped/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><em><span style="font-style: normal;">Publicado originalmente em 17 de dezembro de 2008.</span></em></p>
<p>O México está atravessando uma nova onda de delitos na qual, tantos os cidadãos mexicanos quanto os estrangeiros, estão sendo vítimas de seqüestros. O último caso ocorreu em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Saltillo">Saltillo</a>, estado de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Coahuila">Coahuila</a>, quando o perito estadunidense em anti-sequesttros, Félix Bastista, foi seqüestrado por mascarados armados. Batista estava no país participando de um seminário como assessor da empresa de segurança Texas ASI Global LLC. As empresas que desejam aprender como evitar o crime solicitam a experiência de Batista em criminalidade latino-americana. Apesar disso, o seqüestro do perito prova que todos corremos riscos.</p>
<p>Mex Files <a href="http://mexfiles.net/2008/12/16/weird-or-ironic/">tem algumas considerações sobre o caso</a> [en]:</p>
<blockquote><p>If Batista was an expert, how did he get himself kidnapped?</p>
<p>Batista was an employee of a Houston Texas “security consulting” firm called ASI Global. He reportedly was in Saltillo on personal business, but who<br />
was he working for?</p>
<p>Is ASI Global one of the U.S. companies receiving funding for “Plan Merida”… and what does this say about the competence of the trainers?</p></blockquote>
<div class="translation">Se Batista é um perito no assunto, como é possível que ele tenha sido seqüestrado?</p>
<p>Batista foi funcionário de uma empresa de Houston, Texas, uma &#8220;consultoria de segurança&#8221; chamada ASI Global. Nos informaram que se encontrava em Saltillo para tratar de negócios, mas para quem trabalhava?</p>
<p>É a ASI Global uma das empresas estadunidenses financiadas pelo &#8220;Plano Mérida&#8221; &#8230;? E o que isso significa para avaliar a competência dos treinadores?</p>
</div>
<p>Algumas estatísticas asseguram que, aproximadamente, ocorrem dois seqüestros por dia e, especialmente, prevalecem nas fronteiras dos estados do norte do México. O país possui o maior número de seqüestros per capita dentre todos os países do mundo. Esses casos afetam os amigos e familiares dos seqüestrados, como é o caso do blogueiro Tony Scotti, <a href="http://tonyscotti.wordpress.com/2008/12/16/the-kidnapping-of-felix-batista/">amigo de Batista</a> [en]:</p>
<blockquote><p>I know Felix, and he is a highly competent individual. Felix has more than 20 years of experience in the K&amp;R business. Felix is a high profile guy, often quoted in the newspapers and in fact quoted in this month’s issue of Security Management Magazine. His high profile might have been the catalyst for the abduction. After reading the newspaper accounts it would be my guess that Felix was set up, and set up by someone he trusted.</p></blockquote>
<div class="translation">Conheço Félix, ele é uma pessoa muito competente. Félix tem mais de vinte anos de experiência nos negócios de K&amp;R (sic). É um homem possuidor de excelente currículo e freqüentemente seu nome é mencionado em jornais e revistas. No corrente mês participou em artigo publicado pela Security Management Magazine, especializada em  segurança. A posição ocupada por Félix pode ter sido a causa do rapto. Após ler as notícias sobre o caso nos jornais, acredito que Félix caiu em uma armadilha arquitetada por alguém de sua confiança.</div>
<p><em>El Nahual de México Para Los Mexicanos</em> está preocupado com <a href="http://mexicoparalosmexicanos.blogspot.com/2008/12/irona-de-terror-secuestrado-en-mxico-un.html">o que pode significar esse ato para o resto do país</a> [es].</p>
<blockquote><p>Mi primera reacción es de risa, por lo irónico. Mi segunda reacción es de miedo… si un experto ex militar con 24 años en el campo de la seguridad es secuestrado ¿Qué oportunidades le quedan al resto de los mortales de que no seamos secuestrados?</p></blockquote>
<div class="translation">Minha primeira reação foi rir, de forma irônica. Minha segunda reação é medo&#8230; se um perito, um ex-soldado com 24 anos no domínio da segurança é raptado, quais as oportunidades do resto dos mortais de não serem?</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/01/25/mexico-perito-em-anti-sequestros-foi-sequestrado/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Grécia: Protesto contra envio de armas da Grécia a Israel</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/01/24/grecia-protesto-contra-envio-de-armas-da-grecia-a-israel/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/01/24/grecia-protesto-contra-envio-de-armas-da-grecia-a-israel/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 24 Jan 2009 01:38:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Governança]]></category>
		<category><![CDATA[Greece]]></category>
		<category><![CDATA[Greek]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra & Conflito]]></category>
		<category><![CDATA[Western Europe]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=1531</guid>
		<description><![CDATA[Com a guerra assolando Gaza, reportagens no início desse mês dando conta da rota de um carregamento incrivelmente grande de armas dos Estados Unidos para Israel por meio do porto grego privado de Astakos causaram um protesto entre blogueiros gregos. Eles usaram o Twitter para investigar o caso e colocar pressão no governo para cancelar a transferência.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/asteris-masouras/">Asteris Masouras</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/01/18/greece-outcry-over-arms-shipment-to-israel/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>Com a guerra assolando Gaza, reportagens no início desse mês dando conta da rota de um <a href="http://uk.reuters.com/article/usTopNews/idUKTRE50875320090109">carregamento </a><a href="http://uk.reuters.com/article/usTopNews/idUKTRE50875320090109">incrivelmente grande </a><a href="http://uk.reuters.com/article/usTopNews/idUKTRE50875320090109">de armas</a> dos Estados Unidos para Israel por meio do porto grego privado de Astakos causaram um protesto entre blogueiros gregos. Eles usaram o Twitter para investigar o caso e colocar pressão no governo para cancelar a transferência.</p>
<p>A entrega das munições <a href="http://www.guardian.co.uk/world/2009/jan/15/pentagon-munitions-israel-gaza">foi suspensa</a>, bem no momento em que o Governo Grego <a href="http://www.reuters.com/article/latestCrisis/idUSLD640132">estava sendo duramente criticado pelos partidos da oposição</a> e que a Amnesty International <a href="http://www.amnesty.org.au/news/comments/20100/">pedia o embargo das armas</a>.</p>
<p>Num primeiro momento, as fontes oficiais negaram a notícia da agência internacional Reuters em 9 de janeiro. Mas o assunto foi pescado por usuários do Twitter e investigado depois que o <em>Indy.gr</em> - um ramo do grupo <em>Indymedia Athens</em> - <a href="http://indy.gr/newswire/ektakto-diadoste-to-pantoy-oi-ipa-stelnoyn-polemofodia-sto-israil-meso-elladas-na-toys-stamatisoyme/metafrasmeni-i-plris-eidisi-toy-roiter-gia-ti-metafora-oplon-sto-isral-apo-tin-ellada">disponibilizou uma tradução do artigo</a> em grego.</p>
<p>A idéia de organizar um embargo ao porto foi proposta e amplamente “re-tweeterada”:</p>
<blockquote><p><a href="http://twitter.com/itsomp/statuses/1109681601"><em>itsomp</em></a>: <a href="http://is.gd/f8Wa">http://is.gd/f8Wa</a> Can we organise an embargo of the port of Astakos? Only the US and Israeli ships…</p></blockquote>
<div class="translation">itsomp: http://is.gd/f8Wa Podemos organizar um embargo ao porto de Astakos? Apenas para navios americanos e israelitas…</div>
<p>Alguns se comunicaram via Twitter diretamente com o ministro do exterior grego, cuja equipe de internet opera uma conta no Twitter:</p>
<blockquote><p><a href="http://twitter.com/magicasland/status/1112846649">magicasland</a>: @<a href="http://twitter.com/Dora_Bakoyannis">Dora_Bakoyannis</a> τι γίνεται με το φορτίο του Αστακού; Δε θέλουμε εμπλοκή της Ελλάδας στο μακελειό της Γάζας</p></blockquote>
<div class="translation">Dora Bakoyannis, o que está rolando com o carregamento em Astakos? Não queremos que a Grécia seja confundida com o massacre em Gaza</div>
<p>Quebrando uma regra anterior de não conversar por meio do Twitter, a equipe do ministro respondeu diretamente:</p>
<blockquote><p><a href="http://twitter.com/Dora_Bakoyannis/statuses/1113207633"><em>Dora_Bakoyannis</em></a>: <a href="http://twitter.com/olrandir">@olrandir</a>, <a href="http://twitter.com/asteris">@asteris</a>, <a href="http://twitter.com/gtzi">@gtzi</a>, <a href="http://twitter.com/magicasland">@magicasland</a>, Απάντηση ΝΜ και για Αστακό, <a href="http://tinyurl.com/9ts6xw">http://tinyurl.com/9ts6xw</a></p></blockquote>
<div class="translation">… resposta a Astakos, <a href="http://tinyurl.com/9ts6xw">http://tinyurl.com/9ts6xw</a></div>
<p>O link levava a uma <a href="http://www.ypex.gov.gr/www.mfa.gr/Articles/el-GR/100109_N1924.htm">declaração oficial do ministério</a> dizendo que o carregamento de armas por meio de Astakos outros portos gregos é um “assunto inexistente” e vagamente negando reportagens na imprensa que relatavam o oposto.</p>
<p>No entanto, o blogueiro do <em>Odysseas</em> já tinha nesse momento <a href="http://dekemvris.blogspot.com/2009/01/blog-post_1947.html">localizado a solicitação</a> do carregamento em um site federal dos EUA:</p>
<blockquote><p>Στην <a href="https://www.fbo.gov/index?s=opportunity&amp;mode=form&amp;id=e205b506c004e0a8b24b2262be60ab8f&amp;tab=core&amp;_cview=1">παρακατω παραπομπη</a> θα βρειτε το σημα που εξεδωσε το Αμερικανικο ναυτικο για μεταφορα πολεμικου υλικου απο το λιμανι του Αστακου στο Αστοντ του Ισραηλ. Το φορτιο υπαρχει ηδη και περιμενει αναδοχο μεταφορεα.</p></blockquote>
<div class="translation">No <a href="https://www.fbo.gov/index?s=opportunity&amp;mode=form&amp;id=e205b506c004e0a8b24b2262be60ab8f&amp;tab=core&amp;_cview=1">link a seguir</a> você encontrará uma nota da Marinha dos EUA sobre o carregamento de munição do porto de Astakos a Ashdod, em Israel. O navio existe e está a espera de um fornecedor para o transporte.</div>
<p>E os usuários do Twitter mantiveram a pressão, apesar das negativas oficiais:</p>
<blockquote><p><a href="http://twitter.com/magicasland/status/1113211541"><em>magicasland</em></a>: @<a href="http://twitter.com/Dora_Bakoyannis">Dora_Bakoyannis</a> και η αμερικάνικη σελίδα που αναφερει το φορτιο τι είναι τότε;</p></blockquote>
<div class="translation">Dora Bakoyannis, qual é o site [da solicitação], então?</div>
<p>No dia seguinte, as notícias eram de que o carregamento tinha sido cancelado. Isso também foi divulgado de imediato no Tweet:</p>
<blockquote><p><a href="http://twitter.com/myrto_fenek/status/1115338529"><em>myrto_fenek</em></a>: Αναβλήθηκε, λόγω των συγκρούσεων στη Γάζα, η αποστολή πολεμοφοδίων μέσω του Αστακού</p></blockquote>
<div class="translation">A transferência de munição de Astakos foi cancelada por causa do conflito em Gaza!</div>
<p>O bogueiro do <em>magicasland.com</em> <a href="http://magicasland.com/anavlithike-i-metafora-ton-piromachikon-meso-elladas/2009/01/13/">resume os fatos e resultados</a>:</p>
<blockquote><p>Σημερινή δημοσίευση του ΑΠΕ αναφέρει ότι <a href="http://www.e-tipos.com/newsitem?id=69748" target="_blank">αναβλήθηκε η μεταφορά</a> του <a href="http://magicasland.com/toso-mikri-ki-adinami/2009/01/11/">φορτίου των 325 κοντέινερ</a> με πολεμοφοδία από τον Αστακό στο λιμάνι Ασντοντ [..] Το μόνο σίγουρο είναι πως το φορτίο θα μεταφερθεί κάποια στιγμή. Αρκεί όμως να μη μεταφερθεί τώρα και από εδώ.</p></blockquote>
<div class="translation">Um informe da APE [Agência de Notícias Grega] hoje informa que a transferência de um carregamento de 325 containers de munição de Astakos ao porto de Ashdod foi cancelada. [&#8230;] O carregamento certamente será transferido em algum momento; desde que não seja agora nem de lá.</div>
<p>O blogueiro do <em>coolplatanos</em> <a href="http://www.oraelladas.gr/2009/01/13/gaza-4/">investiga mais a fundo</a>, descobrindo uma solicitação extra de carregamento de armas e verificando que a solicitação original tinha sido cancelada:</p>
<blockquote><p>έχει υπάρξει και προγενέστερη προκήρυξη ναύλωσης <a href="https://www.fbo.gov/index?s=opportunity&amp;mode=form&amp;tab=core&amp;id=33d4fcec26903fea056b3ba10055031a&amp;_cview=1&amp;cck=1&amp;au=&amp;ck=" target="_blank">με ημερομηνία ανάθεσης της σύμβασης την 6η Δεκεμβρίου του 2008</a> (<a href="http://mbita.worldbid.com/tradeleads/details.htm?session=&amp;searchwords=&amp;latest=&amp;country=&amp;stars=&amp;all=&amp;bodies=&amp;subcat=342&amp;bidID=2070064&amp;type=Buy&amp;m=1" target="_blank">πρώτη δημοσίευση</a> μάλλον στις 4 Δεκεμβρίου) πάλι από το <a href="http://www.msc.navy.mil/" target="_blank">αμερικάνικο πολεμικό ναυτικό.</a> Αυτή η ναύλωση αφορά και πάλι πυρομαχικά και μεγαλύτερο όγκο φορτίου, αφού ζητείται πλοίο ελάχιστης χωρητικότητας 989 TEU’s[..]</p>
<p>Πάντως <a href="https://www.fbo.gov/index?s=opportunity&amp;mode=form&amp;tab=core&amp;id=a0d2c7cb4e57ec458d019e077189e391&amp;_cview=0&amp;cck=1&amp;au=&amp;ck=" target="_blank">σήμερα 13 Ιανουαρίου και ώρα 9:05 am</a> (Αμερικής φαντάζομαι) υπάρχει ενημέρωση στη σελίδα του μειοδοτικού διαγωνισμού για τη ναύλωση του πλοίου που αφορούσε τα 325 κοντέινερ και η ένδειξη ότι “ακυρώθηκε προς το παρόν”.</p>
<p>Τις παραπάνω ναυλώσεις τις έψαξα μέσω google αυτοσχεδιάζοντας [..]</p></blockquote>
<div class="translation">… houve também uma solicitação anterior com contrato datado em 6 de dezembro de 2008 (publicada pela primeira vez em 4 de dezembro), também pela Marinha dos EUA. Há uma outra solicitação de munição, agora de um carregamento maior, uma vez que um cargueiro com capacidade mínima de 989 conteiners foi solicitado dessa vez. De qualquer maneira, hoje, 13 de janeiro [09:00 EST], a página de solicitação de um cargueiro de 325 conteiners foi atualizada como “cancelada no momento”.</p>
<p>Eu encontrei as solicitações acima improvisando na busca do Google.</p>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/01/24/grecia-protesto-contra-envio-de-armas-da-grecia-a-israel/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
