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	<title>Global Voices em Português &#187; Software &amp; Ferramentas</title>
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	<description>O mundo está falando. Você está ouvindo?</description>
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		<title>Cuba: Yoaní Sánchez e outros blogueiros apreendidos</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/11/12/cuba-yoani-sanchez-e-outros-blogueiros-apreendidos/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 03:34:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Talvez fosse apenas uma questão de tempo, mas Yoani Sánchez, blogueira mais famosa de Cuba, que recebeu inúmeros prêmios internacionais por seu ativismo, foi detida brevemente e espancada pelas autoridades cubanas em 6 de novembro, junto com seus colegas blogueiros, Claudia Cadelo (uma colaboradora do Global Voices) e Orlando Luís Pardo Lazo. Os três estavam em seu caminho para uma marcha anti-violência na capital cubana, Havana.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/janine-mendes-franco/">Janine Mendes-Franco</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/11/07/yoani/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Talvez fosse apenas uma questão de tempo, mas <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Yoani_S%C3%A1nchez">Yoani Sánchez</a>, blogueira <a href="http://www.desdecuba.com/generationy/">mais famosa</a> de Cuba, que recebeu <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/04/08/cuba-blocked-blogger-yoani-sanchez-receives-prestigious-award/">inúmeros prêmios internacionais</a> por seu ativismo, foi <a href="http://momento24.com/en/2009/11/07/yoani-sanchez-cuban-blogger-was-arrested-and-beaten-by-the-police/">detida brevemente e espancada</a> pelas autoridades cubanas em 6 de novembro, junto com seus colegas blogueiros, <a href="http://www.octavocerco.blogspot.com/">Claudia Cadelo</a> (uma <a href="http://globalvoicesonline.org/author/claudia-cadelo/">colaboradora</a> do Global Voices) e <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/03/23/cuba-interview-with-blogger-orlando-luis-pardo-lazo/">Orlando Luís Pardo Lazo</a>. Os três estavam em seu caminho para uma <a href="http://alongthemalecon.blogspot.com/2009/11/cuban-marchers-shout-peace-and-love.html">marcha anti-violência</a> na capital cubana, Havana.</p>
<p>A blogueira espanhola Rosa Jiménez Cano, que trabalha para o jornal espanhol El País, <a href="http://www.rosajc.com/2009/11/07/yoani-sanchez-detenida-y-golpeada/">relatou</a> ter recebido a seguinte mensagem de texto da Yoaní por volta de 2am, horário de Madri:</p>
<blockquote><p>Fui detenida junto a Orlando L. Pardo y Claudia Cadelo nos llevaron a la fuerza estilo siciliano. Golpes. Nos dejaron tirados en una esquina.</p></blockquote>
<div class="translation">Fui detida junto com Orlando L. Pardo e Claudia Cadelo; levaram-nos à força no estilo siciliano. Golpes. Fomos deixados deitados em uma esquina.</div>
<p>Na manhã seguinte aos acontecimentos, Yoaní <a href="http://www.desdecuba.com/generaciony/?p=2468">postou</a> o seguinte relato em seu blog:</p>
<blockquote><p>Cerca de la calle 23 y justo en la rotonda de la Avenida de los Presidente, fue que vimos llegar en un auto negro –de fabricación china– a tres fornidos desconocidos: ‘Yoani, móntate en el auto&#39; me dijo uno mientras me aguantaba fuertemente por la muñeca. Los otros dos rodeaban a Claudia Cadelo, Orlando Luís Pardo Lazo y una amiga que nos acompañaba a una marcha contra la violencia. Ironías de la vida, fue una tarde cargada de golpes, gritos y malas palabras la que debió transcurrir como una jornada de paz y concordia.  Los mismos ‘agresores&#39; llamaron a una patrulla que se llevó a mis otras dos acompañantes, Orlando y yo estábamos condenados al auto de matrícula amarilla, al pavoroso terreno de la ilegalidad y la impunidad del Armagedón.</p>
<p>Me negué a subir al brillante Geely y exigimos nos mostraran una identificación o una orden judicial para llevarnos. Claro que no enseñaron ningún papel que probara la legitimidad de nuestro arresto. Los curiosos se agolpaban alrededor y yo gritaba ‘Auxilio, estos hombres nos quieren secuestrar&#39;, pero ellos pararon a los que querían intervenir con un grito que revelaba todo el trasfondo ideológico de la operación: ‘No se metan, estos son unos contrarrevolucionarios&#39;. Ante nuestra resistencia verbal, tomaron el teléfono y dijeron a alguien que debió ser su jefe: ‘¿Qué hacemos? No quieren subir al auto&#39;. Imagino que del otro lado la respuesta fue tajante, porque después vino una andanada de golpes, empujones, me cargaron con la cabeza hacia abajo e intentaron colarme en el carro. Me aguanté de la puerta… golpes en los nudillos… alcancé a quitarle un papel que uno de ellos llevaba en el bolsillo y me lo metí en la boca. Otra andanada de golpes para que les devolviera el documento.</p></blockquote>
<div class="translation">Perto da rua 23, na Avenida de los Presidentes, vimos um carro preto feito na China estacionando com três desconhecidos musculosos. &#8220;Yoaní, entre no carro&#8221;, disse um deles enquanto me agarrava à força pelo pulso. Os outros dois cercaram Claudia Cadelo, Orlando Luís Pardo Lazo, e um amigo que estava nos acompanhando até a marcha contra a violência. As ironias da vida; foi uma noite cheia de socos, gritos e palavrões o que deveria ter passado como um dia de paz e harmonia. Os mesmos &#8216;agressores&#39; chamaram um carro da patrulha que levou meus outros dois companheiros, e Orlando e eu estávamos condenados ao carro com placas amarelas, o mundo terrível de anarquia e a impunidade do Armageddon.<br />
Eu me recusei a entrar no brilhante <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Geely">carro da Geely</a> e pedimos que eles nos mostrassem sua identificação ou um mandado. É claro que eles não nos mostraram nenhum documento para provar a legitimidade da nossa prisão. Os curiosos se aglomeraram ao redor e eu gritava, &#8216;Socorro, estes homens querem nos seqüestrar&#39;, mas eles pararam os que queriam intervir com uma mensagem que revelou o plano de fundo ideológico de toda a operação: &#8220;Não interrompam, estes são contra-revolucionários&#8221;. Diante de nossa resistência verbal eles fizeram um telefonema e disseram a alguém que deve ter sido o chefe: &#8220;O que nós fazemos? Eles não querem entrar no carro.&#8221; Eu imagino que a resposta do outro lado era inequívoca, porque, então, veio uma enxurrada de socos e empurrões; eles abaixaram minha cabeça e tentaram me empurrar para dentro do carro. Eu segurava o porta &#8230; golpes aos meus dedos &#8230; eu consegui pegar o papel que um deles tinha no bolso e colocá-lo na minha boca. Outra rajada de socos para que eu devolvesse o documento a eles.</div>
<p>O post da Yoaní continua descrevendo a brutalidade infligida a ela e ao Orlando, e sua eventual libertação:</p>
<blockquote><p>Nos dejaron tirados y adoloridos en una calle de la Timba, una mujer se acercó ‘¿Qué les ha pasado?&#39;… ‘Un secuestro&#39;, atiné a decir. Lloramos abrazados en medio de la acera, pensaba en Teo, por Dios cómo voy a explicarle todos estos morados. Cómo voy a decirle que vive en un país donde ocurre esto, cómo voy a mirarlo y contarle que a su madre, por escribir un blog y poner sus opiniones en kilobytes, la han violentado en plena calle. Cómo describirle la cara despótica de quienes nos montaron a la fuerza en aquel auto, el disfrute que se les notaba al pegarnos, al levantar mi saya y arrastrarme semidesnuda hasta el auto.</p></blockquote>
<div class="translation">Fomos deixados doloridos, deitados em uma rua em Timba; uma mulher se aproximou: &#8216;O que aconteceu&#39;&#8230; &#8216;Um seqüestro&#39;, consegui dizer. Nós choramos abraçados um ao outro no meio da calçada, pensando no Teo, por Deus, como eu iria explicar aqueles machucados. Como vou dizer a ele que vivemos em um país em que isso pode acontecer, como vou olhar para ele e dizer que sua mãe, por escrever um blog e colocar minha opinião em kilobytes, foi espancada em uma rua pública. Como descrever os rostos despóticos daqueles que nos forçaram a entrar no carro, a alegria deles que pude perceber enquanto eles nos espancavam, ou ao levantarem minha saia e me arrastarem semi-nua até o carro.</div>
<p>No momento em que escreveu, o post da Yoaní atraiu 1.412 comentários.</p>
<p>Claudia também inseriu rapidamente a sua versão do incidente <a href="http://octavocercoen.blogspot.com/2009/11/march-where-i-wasnt.html">em seu blog</a></p>
<blockquote><p>We refused to get in the car, there were three of them and they threatened us:</p>
<p>‘Get in the car, now.&#39;<br />
‘Let us see your documents, or bring a policeman.&#39;</p>
<p>Orlando had his cell phone in his hand. ‘Pardo, don’t record,&#39; said the one in the orange shirt, and I got my cell out. Nobody noticed me, I sent the first Tweet… In less than three minutes a patrol car came up with a couple of cops—a woman and a man—completely dumbstruck by the scene. They carried out their orders almost in slow motion, the woman told me:</p>
<p>‘Don’t resist.&#39;</p>
<p>‘They are undocumented,&#39; it occurred to me to enlighten her.</p>
<p>Yoani was clinging to a bush, I was clinging to her waist, and the woman was pulling me by the leg. They had already dragged Orlando off, outside my field of vision. A man at the bus-stop looked on with an expression of terror, people didn’t say a single word. The officer, very young, got me in an armlock that immobilized me. I could have kicked a little but I was too astonished at seeing Yoani’s legs sticking out the rear window of the State Security car.</p></blockquote>
<div class="translation">Nós nos recusamos a entrar no carro, eles estavam em três e nos ameaçaram:</p>
<p>&#8216;Entrem no carro, agora.&#39;<br />
&#8216;Deixe-nos ver seus documentos, ou traga um policial.&#39;</p>
<p>Orlando tinha o telefone em suas mãos. &#8220;Pardo, não grave&#39;, disse o agressor que vestia uma camisa laranja, e eu tirei meu celular. Ninguém percebeu, e eu mandei meu primeiro Tweet&#8230;. em menos de trêsminutos um carro-patrulha veio com dois policiais - uma mulher e um homem - completamente sem palavras pela cena. Eles executaram suas ordens quase em câmera lenta; a mulher me disse:</p>
<p>&#8216;Não resista.&#39;</p>
<p>&#8216;Eles não têm documentos,&#39; eu a recordei.</p>
<p>Yoaní estava se agarrando a um arbusto, eu estava agarrada à sua cintura, e a mulher estava me puxando pela perna. Eles já tinham arrastado o Orlando para fora do meu campo de visão. Um homem na parada de ônibus contemplava com uma expressão de terror, as pessoas não dizem uma única palavra. O oficial, muito jovem, me pegou em uma chave-de-braço que me imobilizou. Eu poderia ter chutado um pouco, mas eu estava muito surpresa ao ver as pernas de Yoani saindo da janela traseira do carro de segurança do Estado.</p></div>
<p>Seu post continua a relatar a cadeia de eventos em grande detalhe, mas ela completa com uma nota triunfante:</p>
<blockquote><p>Then the first call came, with a 00 international prefix, and I knew nothing had been in vain, even if we had all been arrested and the march suspended. When, later, I saw the video that Ciro brought me, I knew for certain: They lost; it&#39;s the countdown.</p></blockquote>
<div class="translation">Então veio a primeira ligação, com um prefixo internacional 00, e eu soube que nada foi em vão, mesmo se nós tivéssemos todos sido presos e a marcha suspensa. Quando, mais tarde, eu vi o vídeo que o Ciro trouxe, eu sabia com certeza: Eles perderam; é a contagem regressiva.</div>
<p>Comentando sobre o incidente, o blogueiro em diáspora do blog <a href="http://marcmasferrer.typepad.com/uncommon_sense/2009/11/cuban-bloggers-arrested.html"><em>Uncommon Sense</em></a> expressa surpresa, já que &#8220;aqueles de nós em outros países que presumem que porque a Yoani, Claudia e outros são bem conhecidos, a ditadura de Castro nunca ousaria prendê-los.&#8221; No entanto, foi o que fizeram. Ele continua:</p>
<blockquote><p>Of course, we should never be surprised at what the regime does when it comes to trying to silence its opposition on the island.</p>
<p>And we should never underestimate the importance of the protection we provide every time we read one of their blogs. Obviously, it doesn&#39;t provide them absolute immunity, but it is conceivable that someone like Yoani Sanchez would have a long ago been locked away in the Castro gulag were it not for the fact that she is so well known.</p>
<p>What you provide them with each click is the moral support vital for their continuing struggle for freedom.</p></blockquote>
<div class="translation">É claro, nós nunca devemos ficar surpresos com o que o regime faz quando se trata de tentar silenciar sua oposição na ilha.</p>
<p>E não devemos nunca subestimar a importância da proteção que provemos toda vez que lemos um de seus blogs. Obviamente, isso não lhes concede imunidade absoluta, mas é concebível que alguém como Yoaní Sánchez já teria sido detida na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gulag">gulag</a> do Castro se não fosse o fato de ela ser conhecida.</p>
<p>O que vocês lhes concedem com cada clique é apoio moral vital para sua luta constante por liberdade.</p></div>
<p>Enquanto isso, o <a href="http://babalublog.com/2009/11/breaking-news-yoani-sanchez-arrested-in-cuba/" target="_blank"><em>Babalu Blog</em></a>, após publicar a história como notícia urgente, continuou atualizando o post na medida em que mais detalhes estavam disponíveis, incluindo uma entrada às 8:15 da manhã mostrando uma evidência de abuso físico em uma foto enviada ao <a href="http://www.penultimosdias.com/2009/11/07/knuck-knuck-knuckin%E2%80%99-on-my-nuca/"><em>Penultimos Dias</em></a> por Orlando Luís Pardo. John R., do blog <a href="http://cubanamericanpundits.blogspot.com/2009/11/beer-ice-cream-and-beaten-bloggers.html"><em>Cuban American Pundits&#39;</em></a> [en], soube da detenção de Yoaní através de <a href="http://babalublog.com/2009/11/breaking-news-yoani-sanchez-arrested-in-cuba/"><em>Babalu</em></a> e comenta:</p>
<blockquote><p>It can only be said that the Cuba Governement is afraid, and that these heirs to Cuba&#39;s future are extremely brave.</p></blockquote>
<div class="translation">Só se pode ser dito que o Governo de Cuba está com medo, e que estes herdeiros do futuro de Cuba são extremamente bravos.</div>
<p>O blog também procurou sites da mídia de massa para determinar o quão grande foi a história e ficou decepcionado ao saber que &#8220;a única coisa que a <a href="http://www.cnn.com/2009/WORLD/americas/11/04/cuba.trade/index.html">CNN</a> está cobrindo sobre Cuba é como a cerveja Miller e o sorvete Haagen Dazs podem ser vendidos em Cuba - como recompensa, no entanto. Enquanto cidadãos cubanos são seqüestrados e espancados por seu exercício de liberdade de expressão, a Chicago Foods (e outras empresas) estão negociando como cerveja e sorvete devem ser vendidos na ilha.&#8221; (<a href="http://edition.cnn.com/2009/WORLD/americas/11/07/cuba.blogger.detained/index.html">a CNN eventualmente passou a cobrir a história</a> da apreensão dos blogueiros.) O post continua ao comentar sobre o embargo dos EUA sobre a ilha, e dizendo:</p>
<blockquote><p>For those who claim that a new era has dawned on Cuba should take a close look at the incident that happened with a peaceful group of Cuban bloggers. Nothing has changed. Oppression remains in the cities while luxury and freedom exudes in the resorts.</p>
<p>I don&#39;t know about you, but I&#39;m no longer eating Hagen Dazs ice cream nor drinking Miller beer.</p></blockquote>
<div class="translation">Para aqueles que clamam que uma nova era amanheceu em Cuba devem olhar de perto o incidente que aconteceu com um grupo pacífico de blogueiros cubanos. Nada mudou. A opressão continua nas cidades enquanto luxo e liberdade exalam dos <em>resorts</em>.</p>
<p>Não sei quanto a vocês, mas eu não estou mais tomando sorvete Hagen Dazs, nem bebendo cerveja Miller.</p></div>
<p>Oswaldo Payá do Movimento Cristiano Liberação emitiu <a href="http://www.oswaldopaya.org/es/2009/11/07/mcl-se-solidariza-con-yoani-sanchez-darsi-ferrer-ylas-demas-victimas-de-la-represion/">uma declaração</a> expressando solidariedade para com Sánchez e as outras vítimas de repressão. <a href="http://www.mybigfatcubanfamily.com/my_big_fat_cuban_family/2009/11/standing-with-yoani.html"><em>My big, fat Cuban family</em></a> também permanece em solidariedade com suas irmãs cubanas:</p>
<blockquote><p>I have the supreme luxury of writing about anything that excites or amuses me at any given time. And I do.</p>
<p>Today I want to make you aware if you&#39;re not already, of a group of dissident bloggers presently under fire for blogging in Cuba.</p>
<p>Unlike me, they write about the everyday indignities of living in castro&#39;s gulag. You understand, of course, that in a communist country, dissension is not just discouraged, it is oftentimes attacked.</p>
<p>Yet these brave bloggers persist…Tonight, Yoani Sanchez and a group of dissidents were picked up, harassed, detained and beaten as they prepared to attend, ironically, a demonstration against the use of violence.</p>
<p>They knew and called her by name and forced her into a car where she figured that this was a kidnapping  which would end in her execution. Although she and her dissident companions were beaten severely they were subsequently released.</p>
<p>Her safety lies here. On blogs like mine.</p></blockquote>
<div class="translation">Eu tenho o luxo supremo de escrever sobre tudo o que me emociona ou me diverte a qualquer momento. E eu escrevo.</p>
<p>Hoje, quero lhes alertar, se já não estão alertas, sobre um grupo de blogueiros dissidentes atualmente sob fogo por blogarem em Cuba.</p>
<p>Diferentemente de mim, eles escrevem sobre indignidades cotidianos da vida na gulag de Castro. Vocês compreendem, é claro, que em um país comunista, a divergência não é somente desencorajada, mas frequentemente atacada.</p>
<p>Ainda assim, estes bravos blogueiros persistem&#8230; Hoje à noite, Yoaní Sánchez e um grupo de dissidentes foram apreendidos, assediados, detidos e espancados enquanto eles se preparavam para participar, ironicamente, de uma manifestação contra o uso da violência.</p>
<p>Eles sabiam e chamaram ela pelo nome, e forçaram-na a entrar em um carro e percebeu que aquilo era um sequestro que terminaria em execução. Embora ela e seus companheiros dissidentes foram espancados gravemente, eles foram liberados em seguida.</p>
<p>Sua segurança está aqui. Em blogs como o meu.</p></div>
<p>O blog <em><a href="http://alongthemalecon.blogspot.com/2009/11/cuban-blogger-yoani-sanchez-shaken-up.html" target="_blank">Along the Malecon</a></em> dá algumas informações sobre o incidente e está convicto de que &#8220;a lenda de Yoaní Sánchez cresceu na sexta-feira depois que as autoridades cubanas lhe deteram na rua, empurraram-na em um carro e agrediram-na antes de libertá-la&#8221;:</p>
<blockquote><p>Luis Eligio, of the counterculture group OMNI-Zona Franca, and two rappers organized the march. On Oct. 20, Sanchez was one of more than 10 bloggers who staged a ‘virtual protest&#39; using Tweets, cell phone text messages and blog posts to call for the release of political prisoners. All this puts the socialist government in a tough spot. The more force authorities use, the easier it will be for opposition activists to recruit followers. These incidents also help galvanize international support for Sanchez and other bloggers. This support grows at an exponential rate, colonizing cyberspace and making it difficult for the Cuban government to effectively counter.</p></blockquote>
<div class="translation">Luis Eligio, do grupo contracultura OMNI-Zona Franca, organizou a marcha com outros dois rappers. Em 20 de outubro, Sánchez foi uma das mais de 10 blogueiros que encenaram um &#8216;protesto virtual&#39; usando tweets, mensagens de texto de telefone celular e postagens em blogs para pedir a libertação de presos políticos. Tudo isso coloca o governo socialista em uma situação difícil. Quanto mais as autoridades utilizam a força, mais fácil será para os ativistas da oposição para recrutarem seguidores. Estes incidentes também ajudar a galvanizar apoio internacional para Sánchez e outros blogueiros. Este apoio cresce a uma taxa exponencial, colonizando o ciberespaço e tornando difícil para o governo cubano combatê-lo eficazmente.</div>
<p>Em <a href="http://alongthemalecon.blogspot.com/2009/11/peace-march-rather-shady-pro-government.html">um post em separado</a>, o blogueiro destaca os pontos de vista daqueles que estão um pouco céticos sobre todo o evento, um dos quais é o jornalista cubano Vladia Rubio Jiménez, que escreve em <a href="http://vladia.blogcip.cu/2009/11/07/huele-a-quema%C2%B4o-en-calle-g/">seu blog</a>:</p>
<blockquote><p>Francamente, me resulta bien oscuro el asunto. ¿A partir de ahora seremos testigos de “espontáneas” marchas de protesta? ¿Contra qué violencia estaban pronunciándose esos muchachos con sus abstractos carteles? ¿Sería contra la que está ocurriendo en Afganistán, Honduras,  o contra lo acontecido en la más importante base militar norteamericana donde un enloquecido disparó y dejó muertas a 13 personas y varios heridos?</p></blockquote>
<div class="translation">Francamente, acho o assunto um pouco obscuro. A partir de agora teremos de testemunhar marchas de protesto &#8220;espontâneas&#8221;? Violência contra o que esses caras demonstravam com seus sinais? Seria contra o que está acontecendo no Afeganistão, Honduras, ou contra o que aconteceu na maior base militar dos EUA onde um louco atirou e deixou 13 mortos e vários feridos?</div>
<p>Ela continua:</p>
<blockquote><p>Por lo que leo, parece haber sido una manifestación organizada sobre todo a través de algunos blogs, entre ellos Octavo Cerco; y también me asombra ver las posibilidades tecnológicas de que disponen: teléfonos celulares, rápidas conexiones a Internet que incluso les permiten subir los videos… En ninguna parte dice con claridad quién convocó esa marcha.</p></blockquote>
<div class="translation">Pelo que li, parece ter sido uma manifestação organizada principalmente através de alguns blogs, incluindo o blog do Octavo Cerco e também espanta-me ver a tecnologia à disposição dos blogueiros: telefones celulares, conexões rápidas à Internet que até mesmo lhes permitem fazer upload de vídeos&#8230; Em nenhum lugar diz claramente quem organizou essa marcha.</div>
<p><em><a href="http://yohandry.wordpress.com/2009/11/07/yoani-sanchez-fuera-de-temporada/">Yohandry&#39;s Weblog</a></em> ecoa seu ceticismo:</p>
<blockquote><p>Pero bien, Claudia Cadelo dejó este vídeo en su blog. No comprendo cómo pueden subir sus videos a Youtube tan rápido, pero allí está. Ella misma por Twitter dijo que no había llegado hasta el performance, además de que explicó que estaba detenida.</p>
<p>Cómo pudo hacer Twitter detenida, cómo subió el video desde un carro de la policía?</p>
<p>Entra en acción Yoani Sánchez. Ahora bien, Yoani Sánchez cuenta a las siempre listas agencias y emisoras que tienen la misión de cubrir sus actividades lo ocurrido con ella y otros bloggers que se encaminaban al performance, quizás con el objetivo de provocar, nadie sabe.</p>
<p>Les dejo la grabación, ¡esos medios tan ágiles al servicio de Yoani! Adelanto que cuenta que ella tiene celular, computadora y seguirá haciendo Twitter, cosa que no acabo de comprender, cuando ella misma dice que no tiene libertad para trabajar en Cuba.</p>
<p>Y yo esperaré ahora  la otra versión de lo ocurrido. Como dice el dicho, siempre hay un ojo que te ve.</p></blockquote>
<div class="translation">Mas bem, Claudia Cadelo deixou este vídeo em seu blog. Eu não entendo como podem fazer upload de seus vídeos no YouTube tão rapidamente, mas ele está lá. Ela ainda disse no Twitter que não tinha conseguido chegar à performance, e explicou por que foi detida. Como ela poderia ter acessado o Twitter enquanto foi detido? Como ela enviou o do vídeo de um carro da polícia?</p>
<p>Yoani Sánchez entra em cena. Bem, deixa ver, Yoani Sánchez conta a agências e estações, cuja missão é facilmente cobrir seus eventos, o que aconteceu com ela e outros blogueiros que estavam indo para à performance. Talvez com a intenção de provocar. Ninguém sabe.</p>
<p>Aqui está a gravação. Estes meios de comunicação agem tão rapidamente ao serviço de Yoani! Devo dizer que ela tem um celular, um computador, e ela vai continuar a usar o Twitter, algo que eu simplesmente não consigo entender quando ela diz que não tem liberdade para trabalhar em Cuba.</p>
<p>E eu vou esperar pela próxima versão do incidente. Como diz o ditado: há sempre um olho que vê você.</p></div>
<p>Usuários de mídias sociais essão certamente mantendo um olhar atento sobre os fatos. Mesmo quando a <a href="http://twitter.com/ClaudiaCadelo">Claudia enviou sua mensagem no Twitter sobre o incidente</a>, aparentemente enquanto estava acontecendo - &#8220;<span><span>Estoy detenida</span><span><a rel="bookmark" href="http://twitter.com/ClaudiaCadelo/status/5490743504"> <span>aproximadamente 22 horas atràs</span></a> por<span> <a rel="nofollow" href="http://help.twitter.com/index.php?pg=kb.page&amp;id=75">txt</a></span></span></span>&#8221; sua primeira mensagem - seguidores de seu <a href="http://twitter.com/">Twitter</a> têm mostrado o seu apoio, com um usuário chamado-a de &#8220;muy valiente&#8221; ( &#8220;muito corajosa&#8221;).</p>
<div class="notes">
<div><small><em>A imagem usada no thumbnail deste post, <a href="http://www.flickr.com/photos/caveman_92223/2901480891/">“The Freedom of Speech”</a>, é de autoria do Caveman 92223, usada sob uma licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nd/2.0/deed.en">Creative Commons</a>.  Visite <a href="http://www.flickr.com/photos/caveman_92223/">a galeria do Caveman 92223&#8242;no Flickr.</a></em></small></div>
<div><em><br />
</em></div>
</div>
<div class="notes">
<div><a href="http://globalvoicesonline.org/author/georgia-popplewell/">Georgia Popplewell</a> e <a href="http://globalvoicesonline.org/author/firuzeh-shokooh-valle/">Firuzeh Shokooh Valle</a> contribuiram neste post.</div>
</div>
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		<title>Apresentamos o Threatened Voices [Vozes Ameaçadas]</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/11/04/apresentamos-o-threatened-voices-vozes-ameacadas/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/11/04/apresentamos-o-threatened-voices-vozes-ameacadas/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 13:26:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogueiros]]></category>
		<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<description><![CDATA[O Global Voices Advocacy está lançando um novo website chamado Threatened Voices para ajudar a monitorar a supressão da liberdade de pensamento online. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/sami-ben-gharbia/">Sami Ben Gharbia</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/11/03/introducing-threatened-voices/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p style="text-align: center;"><a href="http://threatened.globalvoicesonline.org/"><img class="aligncenter" title="threatened-logo" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/11/threatened-logo-1.gif" alt="threatened-logo" width="352" height="77" /></a></p>
<p>Nunca antes tantas pessoas foram ameaçadas ou colocadas na cadeia pelas palavras que elas escrevem na internet.</p>
<p>Na medida em que ativistas e cidadãos comuns aumentaram o uso da internet para se expressarem e conectarem com outras pessoas, muitos governos também aumentaram a vigilância, filtragem, ações judiciais e assédio. A conseqüência mais rígida para muitos tem sido o encarceramento - motivado por política - de blogueiros e escritores online por causa de suas atividades online e/ou offline, em alguns casos críticos levando até mesmo à morte. Jornalistas online e blogueiros agora representam <a href="http://cpj.org/imprisoned/cpjs-2008-census-online-journalists-now-jailed-mor.php">45% de todos os trabalhadores de mídia</a> na cadeia em todo o planeta.</p>
<p>O <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/advox/">Global Voices Advocacy</a> está lançando um novo website chamado <a href="http://threatened.globalvoicesonline.org/">Threatened Voices</a> para ajudar a monitorar a supressão da liberdade de pensamento online. O site apresenta um mapa mundial e uma linha do tempo interativa que ajudam a visualizar a história de ameaças e prisões contra blogueiros em todo o planeta, além de ser uma plataforma central para reunir informações das organizações e ativistas mais dedicados, incluindo: <a href="http://www.committeetoprotectbloggers.org/">Committee to Protect Bloggers</a>, <a href="http://www.anhri.net/en/">The Arabic Network for Human Rights Information</a>, <a href="http://rsf.org/">Reporters without Borders</a>, <a href="http://hrw.org/">Human Rights Watch</a>, <a href="http://cyberlaw.org.uk/">CyberLaw Blog</a>, <a href="http://www.amnesty.org/">Amnesty International</a>, <a href="http://www.cpj.org/">Committee to Protect Journalists</a>, <a href="http://advocacy.globalvoicesonline.org/">Global Voices Advocacy</a>.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://threatened.globalvoicesonline.org/"><img class="aligncenter" title="threatened_voices" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/11/threatened_voices1.jpg" alt="threatened_voices" width="450" height="352" /></a></p>
<p><strong>Qual blogueiro, onde?</strong></p>
<p>Encontrar informação correta sobre blogueiros e escritores ameaçados e presos é  difícil por diversas razões.</p>
<p>Primeiro, o mistério em volta da censura e repressão online torna esse ato difícil de ser preciso. Nem uma semana passa sem histórias de prisões de mais um jornalista ou ativista online em países como Egito ou Irã, mas os detalhes e razões são freqüentemente encobertos por mistério.</p>
<p>Segundo, ainda há confusão sobre a definição de um &#8220;blogueiro&#8221;. Jornalistas profissionais estão cada vez mais migrando para mídia online e blogs em busca de mais liberdade, borrando as antigas linhas de definição. E muitos dos conhecidos como ciber-dissidentes na China, Tunísia, Vietnam, ou Irã, não mantêm blogs pessoais. Tempos atrás, os blogueiros eram presos por suas atividades offline, não pelo que eles publicavam online.</p>
<p>Esta confusão tem, por vezes, tornado difícil para os defensores da liberdade de expressão online pensar em boas estratégias e parcerias para defender blogueiros e ativistas online, mas nunca antes tem sido tão importante tentar tal feito.</p>
<p><strong>Vamos trabalhar juntos<br />
</strong></p>
<p>No <a href="http://globalvoicesonline.org/">Global Voices</a> nós engajamos com uma comunidade de autores, editores e tradutores que ajudam-nos a se manter informados sobre abusos contra liberdade de expressão e aos direitos humanos. Com o <a href="http://threatened.globalvoicesonline.org/">Threatened Voices </a>objetivamos <a href="http://threatened.globalvoicesonline.org/submit">abrir o processo de reportagem</a> ainda mais para cada pessoa que detém a informação.</p>
<p>Clamamos àqueles cujos amigos, parentes, colegas, ou compatriotas tenham sido ameaçados para ajudar a <a href="http://threatened.globalvoicesonline.org/submit">criar</a> e atualizar os perfis de desaparecidos ou encarcerados, dessa forma podemos buscar fontes adicionais, verificar a notícia, e linkar a campanhas online dedicadas à libertação dessas pessoas.</p>
<p>Neste processo, esperamos aprender mais sobre quando, onde e em qual dimensão os blogueiros estão sujeitos a abusos em diferentes países, para compartilharmos essa informação amplamente com jornalistas, pesquisadores e ativistas, e trabalhar na criação de uma Internet onde todos possam exercer seu direito de falar livremente e em que blogueiros aprisionados não são esquecidos.</p>
<p><strong>Ajudem-nos a espalhar essa ideia. Compartilhe no Twitter, em seu blog ou atualize seu status do Facebook sobre o  <a href="http://threatened.globalvoicesonline.org/">Threatened Voices</a>!</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Brasil: Inclusão sócio-digital por meio da Revolução das Lan Houses</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/29/brasil-inclusao-socio-digital-por-meio-da-revolucao-das-lan-houses/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/29/brasil-inclusao-socio-digital-por-meio-da-revolucao-das-lan-houses/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 13:57:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
		<category><![CDATA[Brazil]]></category>
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		<description><![CDATA[As mais pobres e mais excluídas populações do Brasil estão cada vez mais acessando a internet por meio de LAN - Local Area Networks. Mas será que a inclusão digital promovida pelas lan houses em todo o país afetam o desenvolvimento humano no país?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/09/28/brazil-socio-digital-inclusion-through-the-lan-house-revolution/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div>
<dl id="attachment_59160">
<dt><a href="http://www.flickr.com/photos/brunofernandes/198542622/"><img title="lan house in Brazil" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/198542622_ab105a61ab.jpg" alt="Bruno Fernandes, from Patos de Minas, Brazil. Photo available under a Creative Commons license." width="500" height="375" /></a> </dt>
<dd>Bruno Fernandes, de Patos de Minas, Brasil. Foto disponibilizada com uma licença da Creative Commons.</dd>
</dl>
</div>
<blockquote><p>Acredito que vocês devam está habituados em ver os pais  levarem e buscarem seus filhos em lan houses. Esta é uma locadora que  fica aqui na minha cidade, veja só a quantidade de bicicletas. Tinha  mais ainda do outro lado.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/brunofernandes/">Bruno Fer</a><a href="http://www.flickr.com/photos/brunofernandes/">nandes</a>, na legenda da foto acima</p></blockquote>
<p>A foto acima ilustra bem a &#8220;Revolução das Lan Houses&#8221; que acontece nesse exato momento no Brasil. Em todo o país, a maioria dos brasileiros hoje acessa a internet  por meio de Local Area Networks (LAN), uma tendência que no início era vista apenas nas vizinhanças mais abastadas do Brasil e que agora se transormou em fenômeno em comunidades mais carentes, onde computadores e conexão  banda larga são artigos fora do alcance da população. De acordo com Ronaldo Lemos, diretor do <a href="http://www.direitorio.fgv.br/cts/index.html">Centro de Tecnologia e Sociedade</a> da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV) no Rio de Janeiro,  &#8220;as lan-houses são locais de grande socialização, e têm ocupado um lugar importante nas favelas&#8221;. Seu artigo <a href="http://publius.cc/lan_houses_new_wave_digital_inclusion_brazil/091509">LAN Houses: A new wave of digital inclusion in Brazil</a> [Lan Houses: Uma nova onda de inclusão digital no Brasil, en] foi recentemente apresentado na <a href="http://cyber.law.harvard.edu/events/2009/09/idrc">Conferência da Universidade de Harvard</a><a href="http://cyber.law.harvard.edu/events/2009/09/idrc">: Comunicação e Desenvolvimento Humano</a> [en].</p>
<p><strong>Internet para todos?</strong></p>
<p>Há hoje no país mais de 90 mil lan houses, responsáveis por 50% dos  acessos à internet. Uma <a href="http://www.cetic.br/usuarios/tic/2008-total-brasil/rel-int-04.htm">pesquisa</a> publicada em 2008 pelo <a href="http://www.cgi.br/" target="_blank">Comitê Gestor da Internet no Brasil</a> (CGI.br) mostrou que 48% de todos os usuários que acessam a internet no Brasil o fazem em centros públicos de acesso pago, como lan houses. Quando se trata de pessoas das classes mais pobres, D e E, esse número salta para 79% -  um aumento de 60% em relação aos 48.08% de usuários em 2006.</p>
<p>Outra  <a href="http://info.abril.com.br/aberto/infonews/012009/20012009-41.shl">pesquisa</a> conduzida no início do ano pela TV Cultura em 27 lan houses espalhadas pela cidade de  São Paulo e contando com 376 entrevistas com usuários e propriétarios  revelou que cresce a presença de usuários das classes C e D. A amostra  indicou também que para 17% dos usuários, as lan houses são a única  forma de acesso à internet, a mesma proporção dos que têm acesso também  em casa (normalmente usuários que precisam acessar a internet quando  estão fora), 15% no trabalho e 12% na escola. Jogar videogames  é a atividade  principal para 42% dos entrevistados, mas uma proporção igual acessa  portais de cultura, notícia e entretenimento. Redes sociais,  especialmente o Orkut, e bate-papo online também são muito populares.  Além disso, as lan houses também são usadas para pesquisas diversas,  trabalhos escolares e busca de emprego.</p>
<p>Mas de que forma a inclusão digital promovida por lan houses em todo o país afeta o desenvolvimento humano no Brasil?</p>
<p><a href="http://blog-contexto-ufs.blogspot.com/2008/12/lan-house-uma-forma-de-melhorar-de-vida.html">Jeimy Remir</a>,  que entrevistou proprietários e usuários de lan houses, diz que elas melhoram a vida dos dois grupos, e têm mudado a cara  do país, principalmente nas áreas periféricas das grandes cidades.  De acordo com ele, a inclusão digital promovida pelas lan houses de fato afeta o desenvolvimento humano no Brasill:</p>
<blockquote><p>Fruto de criatividade e empreendedorismo, a construção  de uma lan house tem mudado a vida de seus proprietários. Geralmente  acopladas à casa de quem administra, as lan houses apresentam-se em  ambientes estilizados, muitas vezes estruturados nas garagens de  residências, com iluminação e decoração diferenciadas. [&#8230;] Outra  característica das lan houses é servir como espaços para encontro de  jovens, intencionados em fazer amizades, interagir e paquerar. Com as  ferramentas atuais da Comunicação, como msn, orkut e bate-papo, a  utilização desses espaços para semelhantes fins tem sido mais intensa e  confirma tais ambientes como um reflexo social. [&#8230;] Por isso, as lan  houses afirmam seu poder por servirem para a inclusão digital, dando  acesso à internet para pessoas de baixa renda, e confirmam com  singularidade suas inclinações: fonte de renda para quem administra e  ponto de encontro para jovens.</p></blockquote>
<div>
<dl id="attachment_59165">
<dt><a href="http://www.flickr.com/photos/yasodara/2098609789/"><img title="2098609789_4d1f88010a-1" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/2098609789_4d1f88010a-1.jpg" alt="Photo by &lt;a title=" /></a> </dt>
<dd>Foto de <a href="http://www.flickr.com/photos/yasodara/">Yasodara</a> disponibilizada com uma licença da Creative Commons.</dd>
</dl>
</div>
<blockquote><p>Lan house, até aqui?</p>
<p>Lan House em Pirenópolis. Fica em frente ao Banco do Brasil.</p>
<p>Ah, o pogresso.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/yasodara/">Yasodara</a>, na legenda da foto acima, tirada em 2007. <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Piren%C3%B3polis">Pirenópolis</a> é uma pequena cidade de Goiás com apenas pouco mais de 20 mil habitantes.</p></blockquote>
<p><strong>Lutando contra preconceitos  e encarando obstáculos </strong></p>
<p>No entanto,  apesar da inclusão social que promovem, as lan houses são  vítimas de preconceito no Brasil. Uma notícia publicada em um grande portal na  internet que chamou recentemente a atenção foi o chamado à polícia por  parte de um proprietário de uma lan house para prender um cliente que  havia levado um pacote de fotos pornográficas de crianças de 6 a 8 anos para  distribuí-las pela rede. Segundo usuários, a forma como a notícia foi  divulgada pela imprensa deu a entender que lan houses são pontos de  encontro para pedófilos:</p>
<blockquote><p>O título da notícia que está sendo veiculada na internet ,e que com quase toda a certeza será veiculada pelos jornais, é <strong><em>Suposto pedófilo é preso em lan house com fotos de crianças</em></strong>, como você podem ver neste <a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3645667-EI5030,00-Suposto+pedofilo+e+preso+em+lan+house+com+fotos+de+criancas.html">link do Terra</a> e neste outro de uma procura pelo tema no <a href="http://news.google.com.br/news?as_q=ped%C3%B3filo+lan+house&amp;svnum=10&amp;as_scoring=r&amp;um=1&amp;ned=pt-BR_br&amp;hl=pt-BR&amp;btnG=Pesquisa+Google&amp;as_epq=&amp;as_oq=&amp;as_eq=&amp;as_drrb=q&amp;as_qdr=&amp;as_mind=18&amp;as_minm=2&amp;as_maxd=20&amp;as_maxm=3&amp;as_nsrc=&amp;as_nloc=&amp;as_occt=any&amp;aq=f">Google News</a>. Quem fica com a fama, quem fica mal na foto é a Lan House. Antro de desmandos e desvirtuamento de caminho para adolescentes.</p>
<p>Não é este o <a href="http://batismodigital.blogspot.com/">quadro</a>.  As lan houses sofrem os mesmos riscos que qualquer outro setor da  economia enfrenta. Lans Houses, cybers cafés, telecentros e o que for,  têm um papel fudamental no processo de inclusão à infraestrutura da era  do conhecimento, da inclusão digital à inovação, como eles demonstram  nesta <a href="http://www.slideshare.net/rafaelmauricio/estatsticas-sobre-as-lan-houses-no-brasil#stats-bottom">apresentação</a> estatística do mercado brasileiro.</p></blockquote>
<p><a href="http://fiqueinteligente.com.br/o-preconceito-contra-lan-houses.html ">André Rubens</a> percebeu que esse preconceito é generalizado em todo o país ao  participar de uma reunião em dezembro passado com outros donos e  presidentes de associações de lan houses brasileiras. Segundo ele, foi  possível perceber que &#8220;parece que as pessoas acham que Lan House é algo  que prejudica a saúde e o bem estar do indivíduo&#8221;. Ele explica como  essa situação já foi pior, com o aumento rápido e considerável dessa  novidade no ramo dos negócios até então desconhecida:</p>
<blockquote><p>Tudo isso virou uma grande bomba, até que começaram a  aparecer novos dados que mostram que somos responsáveis pela inclusão  digital no país e que jogos eletrônicos fazem BEM SIM para a formação  da criança e do adolescente INCLUSIVE aqueles considerados violentos e  principalmente as pessoas que nos atacavam receberam seu contrata  ataque devido e hoje nos respeitam! Nossa briga continua, argumentando  com as autoridades, rebatendo comentários estúpidos e fazendo novos  projetos vamos conquistar simpatia da sociedade e seremos reconhecidos  com grande importância na inclusão sócio-digital.</p></blockquote>
<div>
<dl id="attachment_59181">
<dt><a href="http://www.flickr.com/photos/cassimano/3087298458/"><img title="3087298458_2cc6e1dfbe" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/3087298458_2cc6e1dfbe.jpg" alt="Av. Paulista - São Paulo - Brasil. Photo by cassimano used under a Creative Commons license." width="500" height="334" /></a> </dt>
<dd>Av. Paulista - São Paulo - Brasil. Foto de cassimano disponibilizada com uma licença da Creative Commons.</dd>
</dl>
</div>
<p><span style="font-size: small;">Essa  reunião, que teve como objetivo entender e ajudar a solucionar os  principais problemas enfrentados pelas lan houses no Brasil, contou com <a href="http://blog.mozilla.com/brasil/2009/02/02/projeto-lan-house-de-sua-opiniao/">o apoio do projeto Mozilla</a>, que disponibilizou um <a href="https://wiki.mozilla.org/Community:LanHouse">wiki</a> para documentar a discussão e motivar que o debate continue de forma colaborativa, aberto a todos: </span></p>
<blockquote><p>Diversas questões foram tratadas, tais como a questão da  informalidade, as propostas de regulamentação para o setor, os  principais problemas técnicos enfrentados, sugestões de customização do  Firefox e as restrições ao uso de jogos. (&#8230;) A primeira fase do  Projeto Lan House consistiu exatamente em identificar quais eram os  problemas enfrentados e mapear as opções de como ajudar. Agora,  gostaríamos de saber a sua opinião sobre o que a Mozilla pode fazer  para ajudar as lan houses a levar inclusão digital para o Brasil de  maneira mais abrangente e melhor.</p></blockquote>
<p><strong>Controle estatal e difícil regulamentação </strong></p>
<p>Em entrevista no blog de <a href="http://ceilasantos.blogspot.com/2008/05/os-desafios-das-lan-house-no-brasil.html">Ceila Santos</a>, o diretor da <a href="http://www.abcid.com.br/index.html">ABCID (Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital</a> Rafael Maurício da Costa conta como novas e mais severas regulamentações podem forçar muitas lan houses a fechar as portas:</p>
<blockquote><p>Associou-se intensamente que lan house equivale à evasão  escolar. E deduziu-se que para combater a evasão escolar, basta  combater as lan houses. Como conseqüência disto produziu-se uma série  de leis pelo País que dificultam de sobremaneira a instalação formal do  negócio. O que acontece é que há uma demanda vertiginosamente crescente  pelo acesso à tecnologia, e ela produz a oferta que vemos, dessa forma,  como não há amparo na atuação legal a informalidade é majoritária. O  interessante é que é justamente nessa informalidade que predominam  todas as más praticas que a legislação pretende combater e como  conseqüência infeliz o aumento do número de pessoas formais que  encontram cada vez mais “cláusulas de barreira” à operação legal.</p></blockquote>
<p>Já existe regulamentações bem rígidas para  lan houses, e essas variam de acordo com o estado na qual se localizam. Em São Paulo, por exemplo, cada lan house deve manter uma database dos nomes e endereços dos usuários. No Paraná, um projeto de lei propõe que  <a href="http://0001coisas.blogspot.com/2009/06/lei-exigira-que-lan-house-filme.html">todas as pessoas assessando  computadores a partir de uma lan house sejam filmadas</a> e que os proprietários mantenham todas as gravações por dois anos. No estado do Amazonas, usuários menores de idade precisam de uma autorização por escrito de seus responsáveis para acessar um computador de lan houses. Um projeto de lei considera a  <a href="http://portalamazonia.globo.com/pscript/noticias/noticias.php?idN=93127">solicitação de identidade para todos os usuários</a>. <a href="http://kazuya-kun.com/2009/01/sobre-as-leis-de-regulamentao-de-lan.html">Luiz Rodrigo Silva de Souza</a>, um blogueiro de 14 anos que às vezes frequenta lan houses, comenta sobre a ineficácia dessas leis - talvez por estarem longe da realidade:</p>
<blockquote><p>Já deve ser a décima lei que fazem tentando regulamentar lan houses. Regulamentar não, proibir permitindo. Já tentaram <a href="http://forum.vscyber.com/viewtopic.php?f=41&amp;t=15647&amp;view=previous">proibir lan houses num raio de 1 km de escolas</a>, <a href="http://portalamazonia.globo.com/noticias.php?idN=58344&amp;idLingua=1">proibir as crianças de usar os computadores por mais de três horas seguidas e competições com prêmio em dinheiro</a>, e funcionou? (&#8230;)</p></blockquote>
<blockquote><p>O ideal é a criança estar na escola, não na lan house,  mas tirá-las de lá não é somente criar uma lei, se fosse assim, por que  também não cria uma lei que proíba crise econômica, cigarro e miguxês?  Está mas do que claro que estas medidas não vão tirar as crianças da  exploração e prostituição infantil, o máximo que vão conseguir é falir  as lan houses. Manter uma lan house legalizada em Manaus é inviável com  os <a href="http://kazuya-kun.com/2008/10/maldita-excluso-digital.html">custos de uma conexão banda larga por aqui</a>,  e com essas leis querem responsabilizá-las por um problema cujos  principais culpados são os responsáveis e a própria sociedade.</p></blockquote>
<div>
<dl id="attachment_98395" style="width: 410px;">
<dt><a href="http://baratasblog.blogspot.com/2008/12/melhor-lan-house-do-muundo.html"><img title="lan_house_humor" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/09/lan_house_humor.jpg" alt="In this upcoming lan house, the spelling has been adapted to 'lan rause' to help with the pronunciation in Portuguese" width="400" height="255" /></a> </dt>
<dd>Nessa lan house a ser inaugurada, a redação foi adaptada &#8220;lan  rause&#8221; para ajudar a pronúncia em português. Foto: Barata Blog</dd>
</dl>
</div>
<blockquote><p>Como podemos perceber, essa super &#8220;lan rause&#8221; ainda está passando  por reformas em seu prédio para que seja possível abrigar adequadamente  a grande multidão ansiosa para acessar internet de <span style="font-weight: bold;">1 Giga</span>!! Um espanto!! E ainda dizem que o Brasil é um país atrasado&#8230;</p>
<p><a href="http://baratasblog.blogspot.com/2008/12/melhor-lan-house-do-muundo.html">Barata Blog</a>, na legenda da foto acima</p></blockquote>
<p><strong>Inclusão social por meio de inclusão digital</strong></p>
<p>Existem mais de  90 mil lan houses no Brasil, ao mesmo tempo que o país conta com apenas <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/09/23/harvard-forum-markets-mobiles-and-the-ability-to-make-culture/"> 2 mil cinemas e  2.600 livraria</a><a href="http://globalvoicesonline.org/2009/09/23/harvard-forum-markets-mobiles-and-the-ability-to-make-culture/">s</a> [en]. Será que elas podem vir a ser um lugar não apenas limitado aos videogames ou atualização do orkut, ou até <a href="http://publius.cc/lan_houses_new_wave_digital_inclusion_brazil/091509">cidadania e serviços a cidadãos online</a> [en]? A pedagoga Rita Guarezi diz que as Lan Houses já desempenham um <a href="http://imasters.uol.com.br/artigo/14286/elearning/lan_house_como_alternativa_de_inclusao_educacional/">papel crucial na difusão da Educação à Distância</a>:</p>
<blockquote><p>Espalhadas pelo Brasil inteiro, as lan houses ganham  expressão ainda mais relevante nas regiões mais carentes, norte e  nordeste, onde são registrados os maiores índices de evasão escolar do  país. [&#8230;] Dentro desta realidade de crescimento constante de usuários  da internet e das lan houses, a Educação à Distância pela Internet  (e-learning) vai se firmando como um instrumento de auxílio no combate  à evasão escolar entre jovens, oferecendo as mais variadas opções para  quem quer complementar seus estudos, reciclar e aprimorar  conhecimentos. [&#8230;] Por tudo isso, podemos visualizar a lan house como  um espaço também de estudo. Acreditamos que a EAD pela Internet no  Brasil está intimamente ligada ao futuro das lan houses e suas novas  nuances. E as perspectivas são extremamente promissoras.</p></blockquote>
<p>E podem também vir a ser um espaço para cultura. A escritora <a href="http://simonecampos.blogspot.com/2009/09/o-ismar-tirelli-fez-essa-entrevista.html">Simone Campos</a> tem um projeto: aproveitar a popularidade das Lan Houses para  tornar o Brasil um país de leitores. Um de seus futuros projetos é uma  ficção interativa, usando a linguagem do videogame, que é bem mais  familiar para novas gerações que do que a do livro, para fazer  literatura:</p>
<blockquote><p>A lan house é o novo rendez-vous. Eu simplesmente tenho  que aproveitar isso. Pretendo plantar um vírus que transforme a lan  house em biblioteca.</p></blockquote>
<p><a href="http://gilgiardelli.wordpress.com/2009/01/18/corujao/ ">Gil Giardelli</a> vislumbra uma revolução:</p>
<blockquote><p>Nas periferias das megalópoles, o cool são as sessões de  lan house corujão R$ 6,00 passa a noite lá e pela manhã tem um belo  café!</p>
<p>Os garotos se socializam, os pais ficam tranquilos, os educadores se  preocupam e os terapeutas certamente terao mais pacientes em um futuro  próximo!</p>
<p>50% dos conectados no Brasil, estão nas lan houses! Como será esta  revolucao? Garotos antenados? Garotos solitários? Garotos com a  educação diferenciada? Economia e educação coletiva elevada ao cubo? Um  nova humanidade?</p></blockquote>
<div id="attachment_98617"><a href="http://pralerblog.blogspot.com/2009/04/lan-house-como-ponto-de-encontro-ponto.html"><img title="05_iluca_lanhouse" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/09/05_iluca_lanhouse1.jpg" alt="'Lã Rause', in an even more Brazilian spelling. Photo from PraLer Blog." width="400" height="323" /></a></p>
<p>&#8220;Lã Rause&#8221;, escrito de uma forma ainda mais abrasileirada. Foto (ou montagem) do Blog PraLer.</p></div>
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		<title>EUA, México: Astronauta José Hernández tuita do espaço</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 12:52:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O astronauta José Hernández está nesse momento orbitando a Terra como tripulante do ônibos espacial em missão da Estação Espacial Internacional, e está postando no Twitter no decorrer dos 13 dias da viagem espacial.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/eduardo-avila/">Eduardo Avila</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/31/usa-mexico-astronaut-jose-hernandez-twittering-from-space/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>O astronauta <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Hern%C3%A1ndez_(astronauta)">José Hernández</a> está nesse momento orbitando a Terra como tripulante do ônibus espacial em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/STS-128">missão</a> na Estação Espacial Internacional, e está postando no Twitter no decorrer dos 13 dias da viagem espacial.</p>
<p>Nascido nos Estados Unidos e filho de imigrantes mexicanos, Hernández passou metade de sua vida no país de origem de seus pais e o restante nos Estados Unidos. De acordo com o <em>Mexico Reporter</em>, <a href="http://www.mexicoreporter.com/2009/08/25/hernandez-to-tweet-from-discovery-in-space/">ele é um herói nacional no México</a> [en] e sua história de vida é uma inspiração para muitas pessoas nos dois países. Hernández já foi agricultor sazonal, <a href="http://www.fresnobee.com/640/story/1610041.html">tendo  trabalhado no campo junto com seus país</a> [en], e agora acaba de fazer a sua primeira viagem ao espaço.</p>
<div id="attachment_93757" class="wp-caption aligncenter" style="width: 330px;"><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/File:Jose_Hernandez_v2.jpg"><img class="size-full wp-image-93757" title="astronauta" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/astronaut.jpg" alt="Astronaut José Hernández and from Wikimedia Commons" width="320" height="400" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">O austronauta José Hernández. Crédito: Wikimedia Commons</p>
</div>
<p>Por meio de sua <a href="http://www.twitter.com/Astro_Jose">conta bilíngue no twitter</a> [en, es], ele trouxe as últimas notícias durante os preparativos para o lançamento, que havia sido inicialmente programado para 25 de agosto. Devido a alguns problemas técnicos, <a href="http://twitter.com/Astro_Jose/status/3543630186">a data foi adiada várias vezes</a>. O alarme falso para a partida e a repetitiva rotina preparatória <a href="http://twitter.com/Astro_Jose/status/3541510402">passam a contar com um sentimento familiar depois de algum tempo</a>:</p>
<blockquote><p>Going for a nice run. Looks like todays weather will cooperate for tonight&#39;s 1:10 a.m EDT launch! Feels like Ground Hog Day! :-)</p></blockquote>
<p class="translation">Saindo para correr. Parece que o tempo vai cooperar com o lançamento às 1h10 a.m EDT da noite de hoje! Tá bem para Dia da Marmota :-)</p>
<p>Foi durante os preparativos que Hernández <a href="http://twitter.com/Astro_Jose/status/3487339772">conversou por telefone</a> com o presidente mexicano Felipe Calderón.</p>
<p>Finalmente, chegou o grande dia e o ônibus espacial entrou em órbita em 28 de agosto. Ao chegar no espaço, Hernández <a href="http://twitter.com/Astro_Jose/status/3625817410">compartilhou seus pensamentos no primeiro dia no espaço</a>:</p>
<blockquote><p>Settling in and realizing my dream… Micro G is great. Finished setting up the computers and ready for bed! Não preciso de travesseiro!</p></blockquote>
<p class="translation">Assentando e realizando meu sonho. O Micro G é um ótimo computador. Terminei a configuração, pronto pra a cama! Nem preciso de travesseiro!</p>
<p>Nas próximas duas semanas, Hernández trará notícias sobre as <a href="http://twitter.com/Astro_Jose/status/3644605444">tarefas da missão</a> e <a href="http://twitter.com/Astro_Jose/status/3666243736">atividades futuras</a>:</p>
<blockquote><p>#onorbit Finished flight day 3 &amp; docked to the Station. Met our 6 neighbors &amp; they seem nice! So nice we are giving one of them a ride home!</p></blockquote>
<p class="translation">#onorbit Fim do dia 3, atracamos na estação. Conheci 6 vizinhos, gente boa! Tão gente boa que daremos carona a um deles na volta pra casa!</p>
<p>Siga os  tweets do resto da missão em inglês e espanhol: <a href="http://www.twitter.com/Astro_Jose">@Astro_Jose</a></div>
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		<title>México: Contando Segredos no Twitter</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/15/mexico-contando-segredos-no-twitter/</link>
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		<pubDate>Sat, 15 Aug 2009 17:17:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Arte & Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Rafa Saavedra é um conhecedor da cultura alternativa de Tijuana, no México. Em uma entrevista, ele nos conta sobre seu mais recente projeto que combina Twitter e o ato de contar segredos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/issa-villarreal/">Issa Villarreal</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/11/mexico-telling-secrets-on-twitter/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><a href="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/rafa-262x300.jpg"><img class="alignright" title="Rafa Saavedro" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/rafa-262x300.jpg" alt="" width="166" height="190" /></a>Rafa Saavedra, escritor e conhecedor da cultura alternativa da cidade fronteiriça de Tijuana, no México, transformou cada um de seus canais eletrônicos de comunicação em espaços literários lúdicos. Por um lado, ele publica pequenas histórias e projetos em seu blog, <a href="http://crossfadernetwork.wordpress.com/"><em>Crossfader Network [es]</em>,</a> (e suas transmutações); por outro, como o usuário compulsivo <a href="http://www.twitter.com/rafadro">@rafadro</a>, ele usa o Twitter como fonte de criação. Seu último trabalho literário-eletrônico, &#8220;Soweird&#8221; [Tãoestranho, em Português], combina micro-ficção, segredos e o Twitter.</p>
<p>“<em>Crossfader Network </em>é minha casa, um lugar onde eu reuno meus pensamentos, imagino mundos melhores e ofereço avanços do que eu faço&#8221;, diz Rafa em uma entrevista por email; &#8220;Twitter é meu apartamento de solteiro: uma eterna festa com amigos e seguidores, uma fonte de informações (quase) imediatas, um laboratório confuso e criativo, uma ironia sólida, sinceridade genuína em 140 caracteres&#8221;.</p>
<p>Em julho deste ano ele <a href="http://twitter.com/rafadro/status/2212608608">pediu a mais de 200 de seus seguidores no Twitter</a> [es] para contribuir com seu maior segredo (ou até mesmo um pequeno segredo, como admitiu momentos depois) para assim criar um texto contado por múltiplas vozes. Com mais de 40 segredos recebidos pelo Twitter ele criou o <a href="http://crossfadernetwork.wordpress.com/2009/07/26/nuevo-relato-soweird/">&#8220;Soweird&#8221;</a>, onde a ficção e a verdade contaram 22 momentos íntimos de sexo, pudor e crime. A história final, disponível em seu blog, será publicada na revista literária mexicana <a href="http://elperro.com.mx/">El Perro</a> [es].</p>
<p>Na seção de &#8220;Soweird&#8221; dedicada ao tópico &#8216;Família&#39;, encontramos o seguinte segredo:</p>
<blockquote><p>11. Mauritz engañó a su novia con la mujer de su mejor amigo. Al tronar éstos, la chica se casó con su hermano. Ahora no puede explicarle a su novia porque no pueden asistir a las reuniones familiares sin temor a causar una desgracia cuasi bíblica.</p></blockquote>
<div class="translation">11. Mauritz traiu sua namorada com a namorada de seu melhor amigo. Quando eles se separaram, ela se casou com seu irmão. Agora ele não consegue explicar à namorada o porque de não participarem de reuniões de família sem medo de provocar uma tragédia de proporções bíblicas.</div>
<p>Na seção de crimes encontramos este outro segredo:</p>
<blockquote><p>17. Elwin empezó chingándose en cómics el cheque que su padre le mandaba para pagar la universidad privada a la que nunca asistió. Luego, tomó y gastó una cantidad considerable de dinero de su primer trabajo; argumentó que lo asaltaron. En otra ocasión necesitaba un trámite rápido en una dependencia municipal y pidió en la empresa una cantidad excesiva para sobornar al burócrata en turno (gastó la mitad en cervezas).</p></blockquote>
<div class="translation">17. Elwin começou a gastar em revistas em quadrinhos os cheques que seu pai lhe mandara para pagar a universidade particular na qual nunca estudou. Então, ele pediu e gastou uma quantia considerável de dinheiro de seu primeiro trabalho; argumentou que o assaltaram. Em outra ocasião, ele precisava realizar um procedimento rápido em um departamento municipal e pediu à sua empresa uma quantia excessiva de dinheiro para subornar o oficial que trabalhava no local (ele gastou a metade do dinheiro em cerveja).</div>
<p>A visão de Saavedra sobre o serviço de <em>microblogging</em> vai além do que contar detalhes triviais: &#8220;No Twitter, as pessoas frequentemente confessam coisas tão absurdas, grotescas e vergonhosas. Vamos lá, há até uma <em>hashtag</em> para <a href="http://twitter.com/search?q=%23yoconfieso">#yoconfieso</a> (&#8221;Eu confesso&#8221;). Então, ao invés de extrair um segredo de meus arquivos pessoais, eu decidi que seria muito interessante trabalhar com os segredos dos outros. Eu estava interessado em saber o quão longe eles iriam, o quanto seria diferente a imagem que eu tenho dos usuários do Twitter e a imagem que eles apresentam para seus seguidores. Voyeurismo de escritor 2.0.&#8221;</p>
<p>Apesar de ele não poder revelar os verdadeiros nomes dos seus seguidores, Saavedra caracteriza os usuários que se aliaram a ele neste projeto: &#8220;Há alguns estrangeiros, a faixa etária é de 19-40 anos. Como se pode ler no texto, há oito seções que dividem os segredos (Sexo, Pudor, Ex-Apaixonados, Família, Crime, Prazeres Culposos, Tentação e Ex-Amigos). Os segredos dos usuários do Twitter se relacionam mais com a família, sexo, pudor e tentação. Alguns segredos foram muito chocantes.&#8221;</p>
<p>&#8220;Soweird&#8221; não é a primeira empreitada entre Twitter e literatura que Saavedra realizou. Em 2007, ele foi encarregado do projeto colaborativo Microtxts, que reuniu 238 microficções através do usuário <a href="http://twitter.com/microtxts">@microtxts</a>, e que foi publicado (como seleções) nas publicações mexicanas <a href="http://www.revistareplicante.com/">Replicante [es]</a> e Balbuceo: &#8220;Eu convidei amigos escritores, jornalistas, estudantes de Comunicação e pessoas que julguei serem interessante na criação de micro-textos anônimos e em fascículos. O princípio básico dessa oficina foi &#8216;Escrevendo e compartilhando&#39;. No início, eles não conseguiam entender por completo a dinâmica do Twitter nem o processo de escrita e anonimato. Posteriormente, alcançamos 100 participantes.&#8221;</p>
<p>“Até agora eu não conseguia entender minha vida sem Internet, sem redes sociais, sem conteúdo gerado por ambos&#8221; ele explica, &#8220;Mas ao mesmo tempo, eu posso desligar o computador e viver minha vida sem medos. Vidas online, mídia eletrônica e seus usos são uma fronteira que podemos cruzar com e sem restrições. O mesmo acontece com minha vida em Tijuana&#8221;.</p>
<p>Em sua despedida, Saavedra compartilhou uma &#8220;verdade&#8221; sobre si mesmo em 140 caracteres (ou menos):</p>
<blockquote><p>“Nunca he querido ser otro que no fuera yo; sin embargo, cambio tan a menudo que a veces me cuesta trabajo reconocerme: Sí, una contradicción”.</p></blockquote>
<div class="translation">“Eu nunca quis me tornar alguém que não fosse eu mesmo; entretanto, eu mudo tão frequentemente que às vezes não consigo me reconhecer: sim, uma contradição&#8221;.</div>
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		<title>Peru: Blogueiros são alvo de hackers</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/07/23/peru-blogueiros-sao-alvo-de-hackers/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Jul 2009 21:51:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cinthia Sento Se</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Discordâncias entre blogueiros e seus leitores aparecem com frequência na área dedicada aos comentários, e podem continuar na forma de debate ou discussão. No entanto, os pontos de vista de  alguns blogueiros peruanos motivaram ações com o objetivo de silenciar as diferenças de opinião.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juan-arellano/">Juan Arellano</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/cinthia-sento-se/'>Cinthia Sento Se</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/07/18/peru-bloggers-targeted-by-hackers/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Discordâncias entre blogueiros e seus leitores aparecem com frequência na área dedicada aos comentários, e podem continuar na forma de debate ou discussão. No entanto, os pontos de vista de  alguns blogueiros peruanos motivaram ações com o objetivo de silenciar as diferenças de opinião. O blogueiro Carlos Quiróz, também conhecido como <em><a href="http://peruanista.blogspot.com/">Peruanista</a></em> [es], teve seu canal no YouTube eliminado devido a uma série de reclamações feitas por um grupo que discordava dele. Em outro caso, Francisco Canaza, editor do site <em><a href="http://apuntesperuanos.com/">Apuntes Peruanos</a></em> [es], foi vítima de um ataque de hackers, o que deixou seu blog offline por vários dias.</p>
<p>Muitas pessoas estão perguntando o que esses blogueiros fizeram para merecer este tipo de ataque. Suas opiniões sobre assuntos polêmicos fizeram deles um alvo para aqueles que discordam do que têm a dizer? E este é um motivo válido para justificar esses tipos de ataque?</p>
<p>Carlos Quiróz, do Peruanista [es], <a href="http://peruanista.blogspot.com/2009/07/youtube-suspende-canal-de-peruanista.html">se surpreendeu quando sua conta do YouTube foi suspensa</a>, causando o desaparecimento de centenas de vídeos que lhe tomaram dois anos de trabalho.</p>
<blockquote><p>¿Qué podría motivar este abuso? Acaso ha sido el último video que subí con Cynthia McKinney enviando un mensaje de solidaridad a los pueblos indígenas y afro descendientes de las Americas. … Podrían ser los videos donde denuncio y expongo en detalle acerca del genocidio de Bagua en la selva peruana … Acaso fueron los videos donde yo he protestado contra el Tratado de Libre Comercio entre EEUU y Perú …</p>
<p>Afortunadamente tengo todos mis videos archivados y los voy a subir en otro website de videos. A lo mejor debería mover mis blogs también, porque Google -dueños de Youtube- tambien es dueño de Blogger. Un ejemplo más del abuso que uno se expone frente a los monopolios de las corporaciones privadas.</p></blockquote>
<div class="translation">O que poderia motivar este abuso? Talvez tenha sido o último vídeo que subi com Cynthia McKinney enviando uma mensagem de solidariedade aos povos indígenas e afro-descendentes das Américas&#8230; Poderiam ter sido os vídeos onde denuncio e exponho em detalhe o genocídio de Bagua, na selva peruana&#8230; Talvez tenham sido os vídeos nos quais protestei contra o Tratado de Livre Comércio entre Estados Unidos e Peru&#8230;</p>
<p>Felizmente, tenho todos os meus vídeos arquivados e vou subi-los em outro website. Talvez devesse  transferir meus blogs também, porque o Google – dono do YouTube – também é dono do Blogger. Um exemplo de mais um abuso a que estamos expostos diante dos monopólios das corporações privadas.</p></div>
<p>A natureza controversa de alguns dos temas abordados pelos blogueiros atrai muita discordância. Kisha <a href="http://kishaperu.blogspot.com/2009/07/atentado-contra-la-libertad-de.html">explica como muitos leitores críticos se agrupam para provocar ondas de “reclamações” contra um canal</a> [es] mesmo que ele não tenha violado os termos e as condições impostas pelo YouTube.  Por conta do alto número de reclamações, frequentemente, os canais vítimas desses ataques são suspensos ou apagados. Apesar de discordar de opiniões de blogueiros como Quiroz, Isabel Guerra, de Las Burbujas Recargadas [es], <a href="http://burbujasreloaded.wordpress.com/2009/07/16/hackers-en-la-blogosfera-atacan-a-apuntes-peruanos/">escreve que as ações desses críticos são inaceitáveis</a>:</p>
<blockquote><p>Es público; no es ningún secreto que Peruanista (Carlos Quiroz) y yo hemos discrepado muchas veces y que yo más de una vez le he dicho que no exagere y etc. … Por muchas discrepancias y pleitos que se puedan tener con alguien, hacer que le cierren la cuenta, la verdad, es una señal muy peligrosa.</p></blockquote>
<div class="translation">É público; não é nenhum segredo que Peruanista (Carlos Quiróz) e eu temos discordado muitas vezes e que eu, mais de uma vez, lhe disse que não exagerasse e etc&#8230; Por maior discordância e disputas que se tenha com alguém, provocar o encerramento de uma conta, na verdade, é um sinal muito perigoso.</div>
<div id="attachment_86019" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px;"><a href="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/yacayoo.jpg"><img class="size-full wp-image-86019" title="yacayoo" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/yacayoo.jpg" alt="Screenshot of the Canaza's site that had been hacked. It reads &quot;it has fallen!&quot; " width="400" height="264" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">Tela do site de Canaza, que foi alvo de hackers. Está escrito: “e já caiu!”</p>
</div>
<p><em><br />
</em></p>
<p>Apuntes Peruanos [es], o blog de Francisco Canaza foi hackeado. Enquanto seu blog estava sendo reparado, ele providenciou um blog “emergencial” chamado En el Exilio [es] (No exílio), <a href="http://zagdo.com/sobre-el-ataque-a-apuntes-peruanos/">onde explicitou detalhes da sequência de eventos que levaram ao ataque a seu site</a>.</p>
<blockquote><p>Apuntes Peruanos sufrió un ataque mayor y quedó fuera de línea por casi 9 horas. Como lo comenté, fue el segundo ataque en lo que va de la semana, y este sí comprometió a todo el site. El resumen es que varios archivos esenciales del Wordpress fueron comprometidos, editados a discreción del atacante. Aún falta mucho para saber qué pasó y en qué dimensión. Hemos guardado copia de varios archivos y scripts php para luego analizarlos. He recibido muchas muestras de apoyo, por diversos medios y por personas que ni siquiera me conocen. No me queda más que agradecerlos a todos.</p></blockquote>
<div class="translation">Apuntes Peruanos sofreu um ataque maior e permaneceu offline por aproximadamente 9 horas. Como eu comentei, foi o segundo ataque esta semana e este comprometeu todo o site. Em suma, vários arquivos essenciais do Wordpress foram comprometidos, modificados ao humor do hacker.     Ainda falta muito para descobrir o que foi feito e qual é a dimensão do problema. Guardamos cópias de muitos arquivos e scripts php para analisar. Eu tenho recebido muitas manifestações de apoio através de vários tipos de veículos e de pessoas que nem mesmo me conhecem. Eu só posso agradecer a todos eles.</div>
<p>Ernesto, do Física3 [es], <a href="http://fisica3.blogspot.com/2009/07/esto-tiene-que-llegar-la-blogosfera.html">também concorda que este tipo de comportamento negativo não deveria ser tolerado</a>:</p>
<blockquote><p>Si, es cierto en la blogosfera no todos pueden estar de acuerdo, pero cuando tu irracionalidad te lleva al querer silenciar a la otra voz, no te diferencias mucho de la dictadura china, … la verdad es que no la veíamos venir pero luego de leer este comentario en el blog de Gran Combo, uno no puede sino pensar que esto no es aislado.</p></blockquote>
<div class="translation">Sim, é certo que nem todos podem estar de acordo na blogosfera, mas quando seu irracionalismo lhe leva a querer silenciar outras vozes, você não é muito diferente da ditadura chinesa, &#8230; a verdade é que não vimos isso chegando, mas depois de ler um comentário no blog Gran Combo, ninguém pode pensar que se trata de uma questão isolada.</div>
<p>Tem se tornado evidente que blogs independentes tem atraído a ira de outros com interesses diferentes e atitudes intolerantes. Talvez, mais importante até do que encontrar quem está por trás dos ataques, seja fazer com que os blogueiros continuem a usar, cada vez mais, métodos seguros. Entretanto, alguns blogueiros como Luis Aguirre, do Bloodyhell [es], <a href="http://bloodyhell-la.blogspot.com/2009/07/insolidaridad-20.html">escrevem como a blogosfera peruana não pode ser percebida do mesmo modo</a> e tem se tornado um ambiente competitivo por causa dos interesses econômicos em jogo.</p>
<blockquote><p>estamos en una coyuntura donde la blogósfera ya no pasa caleta ni piola como ejercicio de la libertad de expresión. Si alguien como (el presidente) García pide que desde internet se realice una ofensiva contra lo que él considera “desinformación” entonces es de esperar que oficialismo y oposición, propaganda y periodismo, comiencen a confundirse en una pelea post a post o tuit a tuit. Más aún con elecciones encima, las municipales y las presidenciales. Hace rato que la blogósfera dejó de ser inocente.<br />
la miseria de la red: si hasta el momento los grandes cerebros mundiales no saben cómo hacer rentable en ella la creación de contenido e información, en el Perú la mermelada como paradigma cultural ha convertido ese hermafroditismo de encarte publicitario y opinión personal la única norma económicamente viable en webs, blogs y tuits. Una lástima. Porque las presiones comerciales se transforman en presiones por salvaguardar intereses -la quincena, hombre- y, en última instancia, por silenciar otros blogs, comentarios u opiniones incómodos.</p></blockquote>
<div class="translation">Estamos numa situação em que a blogosfera já não funciona como espaço para o exercício da liberdade de expressão. Se alguém como (o presidente) García chama, pela Internet, para uma manifestação contra o que ele considera“desinformação”, então se pode esperar que governo e oposição, publicidade e jornalismo comecem a se confundir em uma batalha post a post ou tweet a tweet. Até pior, com as eleições municipal e presidencial chegando em breve. Há tempos que a blogosfera deixou de ser inocente.</p>
<p>A miséria da rede: se até agora, as grandes mentes do mundo não sabem como transformar a criação de conteúdo e informação em algo rentável, então, no Peru, o financiamento como um paradigma cultural tem convertido esse hermafroditismo de encarte publicitário e opinião pessoal na única opção viável para sites, blogs e tweets. É uma vergonha. Porque as pressões comerciais se tornam pressões para salvaguardar interesses – melhor dizendo, o salário – e, ultimamente, para silenciar outros blogs, comentários ou opiniões incômodas.</p></div>
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		<title>Brasil: O presidente Lula é nerd</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/07/05/brasil-o-presidente-lula-e-nerd/</link>
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		<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 11:18:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=3502</guid>
		<description><![CDATA[Depois de se dizer contrário ao Projeto Azeredo, abraçar o co-fundador do Pirate Bay Peter Sunde, defender o uso de software livre e convidar internautas para participar e contribuir com a futura iniciativa de mídia social do governo, a blogosfera conclui: "o presidente Lula é nerd". Ou será apenas porque 2010 é ano de eleição?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/07/04/brazil-the-president-lula-is-a-nerd/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div class="post pentry p1 post publish id82940 a-paulagoes c-americas c-brazil c-cyber-activism c-freedom-of-speech c-governance c-ideas c-internet-telecoms c-law c-portuguese c-software-tools c-technology c-weblog y2009 m07 d05 h02">
<div id="single" class="entry">
<div id="attachment_82942" class="wp-caption alignleft" style="width: 209px;"><a rel="attachment wp-att-82942" href="http://pt.globalvoicesonline.org/?attachment_id=82942"><img class="size-medium wp-image-82942" title="Peter Sunde and Lula" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/ed1_img_33991-199x300.jpg" alt="Peter Sunde and Lula at the the International Free Software Forum (FISL). Photo by Mariel Zasso." width="199" height="300" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">Peter Sunde e Lula no Forum Internacional de Software Livre (FISL). Foto de Mariel Zasso.</p>
</div>
<p>Uma foto do presidente brasileiro Lula da Silva ao lado do representante do Pirate Bay Peter Sunde tem circulado na blogosfera, junto com <a href="http://www.youtube.com/watch?v=g9YKmaXvhQM">um vídeo</a> no qual pela primeira vez o presidente critica em público o <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/06/11/amplified-conversation-fighting-the-digital-crimes-bill-in-brazil/">Projeto Azeredo</a>. Proposto em 2005 pelo senador Eduardo Azeredo e agora em tramitação no Senado, o projeto de lei não apenas lida com problemas de copyright, mas também prevê punição de até três anos de cadeia para tudo o que for considerado “atividades perigosas na internet” – que vão desde a espalhar vírus sem se dar conta ao compartilhamento de arquivos ilícitos na rede.</div>
<div id="single" class="entry">Em uma demonstração simbólica de apoio ao Software Livre, Lula trouxe alívio e esperança aos ciberativistas brasileiros que participavam do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/FISL">Forum Internacional de Software Livre</a> (FISL) dizendo: “a internet deve continuar livre”, “no meu governo é proibido proibir”, “considero esse projeto uma forma de censura” e “a liberdade é fonte da criatividade”. O geek confesso <a href="http://tecnozilla.info/lula-fala-o-que-todos-querem-ouvir-no-fisl/"><span style="font-style: italic;">Júlio Câmara</span></a> chama a visita do presidente de jogada política e conclui que Lula disse o que todo mundo queria ouvir:</p>
<blockquote><p>A início do controle da segurança do presidente, próximo ao meio dia, decretou o final do terceiro dia de fórum para os participantes. A área onde estavam a maioria dos estandes teve o acesso restrito a poucas pessoas, o resto do pessoal teve de optar por ficar embolado na multidão na área livre ou sair pela cidade.Embora tenha causado tantos tanstornos, Lula conseguiu cativar vários participantes do FISL, alguns até divulgaram materiais com a frase “O Lula é nerd”. Para conquistar os eleitores geeks, Lula bateu na cara da Microsoft defendendo o uso de Software Livre e detonou o projeto de Lei do senador Azeredo, classificando o projeto como censura na internet</p></blockquote>
<p>Apesar do caos que o aparato de segurança do presidente causou ao evento, <a href="http://liberdadenafronteira.blogspot.com/2009/06/lula-no-x-fisl-neste-governo-e-proibido.html"><span style="font-style: italic;">Filipe Saraiva</span></a> diz que sua presença foi positiva, mas que ele quer ver ação de verdade para prevenir aprovação do projeto de lei:</p>
<blockquote><p>Agora, vamos esperar que o presidente não fique apenas no discurso. Muitos pediram que ele vetasse a lei, caso aprovada; porém, isso gera um fato complicado de se lidar. Ainda existe a possibilidade que os partidos políticos possam fazer um movimento para barrar a aprovação da lei ainda nos plenários. Enquanto isso, os movimentos continuam <a href="http://liberdadenafronteira.blogspot.com/2009/05/ato-publico-contra-o-ai-5-digital.html">fazendo pressão</a>. Não esqueça de assinar a <a href="http://www.petitiononline.com/veto2008/petition.html">petição contra o Projeto Azeredo.</a> Já são quase 150.000 assinaturas.</p></blockquote>
<div id="attachment_83291" class="wp-caption alignright" style="width: 278px;"><a rel="attachment wp-att-83291" href="http://pt.globalvoicesonline.org/?attachment_id=83291"><img class="size-medium wp-image-83291" title="Lula_is_nerd" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/1248353-3054-it2-268x300.jpg" alt="&quot;Lula is nerd&quot; – This photo illustrated a newsletter circulated by the organizers of FISL" width="268" height="300" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">Foto de Lula e Tux que ilustrou cartões para pedidos de autógrafo distribuidos no FISL</p>
</div>
<p>O objetivo principal da participação do Presidente Lula nessa edição especial de 10º aniversário do Forum Internacional de Software Livre, que pela primeira vez contou com a presença de um chefe de estado, foi promover o futuro lançamento da estratégia de mídia social do próprio governo e o <span style="font-style: italic;">Blog do Planalto</span>. Este tem se popularizado como <span style="font-style: italic;">Blog do Lula</span> na blogosfera, embora um grupo de blogueiros e não o presidente em si esteja a frente da produção de conteúdo. O blog será criado na plataforma Wordpress usando software de código aberto e tem como alvo uma parcela da população que usa a internet como fonte principal de notícias.</p>
<p>Para testar as expectativas, o governo colocou no ar um <a href="http://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=cjRpZjFadmlTa2hQRlAwcEFTV3ZMaFE6MA">formulário de consulta técnica</a> sobre o formato e conteúdos do blog, iniciativa essa que foi bem recebida pela blogosfera. O prazo final para participação é 7 de julho, e em seguida haverá alguns modelos de layout sendo que blogueiros e internautas mais uma vez serão convidados para escolher qual template preferem. <a href="http://afinsophia.wordpress.com/2009/07/04/i-inda-tem-franceis-qi-diz-qi-a-genti-num-semo-sero-80/"><span style="font-style: italic;">Afinsophia</span></a> ajuda a espalhar a notícia:</p>
<blockquote><p>E como mais uma evidência de um outro entendimento do que é comunicação social que carrega este governo, não compactuando com as forças reacionárias tradicionais, a chamada mídia sequelada, convida os internautas a participar da confecção do blogue. Desde o conteúdo até os softwares de código aberto que irão compor o portal, tudo será decidido em um fórum virtual, com participação livre. É o entendimento do público transbordando nas ondas virtuais da rede, a partir do entendimento democrático da comunicação social do governo federal.</p></blockquote>
<p>Se houve no passado tentativas de <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/03/30/brazil-blogs-banned-from-the-2008-elections/">proibir blogues de participar do debate</a> em eleições realizadas no país, a chegada do <span style="font-style: italic;">Blog do Planalto</span> marcará uma mudança nessa tendência e mentalidade. <span style="font-style: italic;"><a href="http://sakuxeio.blogspot.com/2009/07/blog-do-presidente-lula-nao-aceita.html">J. Neto</a></span> também destaca que, no entanto, como já anunciado, a princípio o blogue não estará aberto a comentários, o que o blogueiro considera um grande erro:</p>
<blockquote><p>Com a intenção de ter uma aproximação maior com o público jovem das redes sociais e, visando as eleições do próximo ano (2010), o blog do presidente Lula deverá estar pronto até o final deste mês. E, semelhante a estratégia já adotada por Barack Obama nas eleições americanas, Lula também terá um canal no YouTube e no Twitter para interagir. (…) Agora, uma pergunta curiosa: Qual a vantagem de ter um blog se ele não aceita comentários (feedbacks)?</p></blockquote>
<div id="attachment_83402" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px;"><a href="http://www.infomaniaco.com.br/curiosidades/twitter-blog-e-canal-do-youtube-do-presidente-lula-by-obama/"><img class="size-medium wp-image-83402" title="lula_obama_blog" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/lula_obama_blog-300x225.jpg" alt="&quot;Hey, mate, will you add me to your blogroll?&quot; A cartoon by Infomaniaco.com.br" width="300" height="225" /></a>Cartum do Infomaniaco.com.br</div>
<p>O <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/FISL">Forum Internacional de Software Livre</a> (FISL) é um evento anual promovido pela ONG brasileira Associação Software Livre, e que acontece todos os anos em Porto Alegre, <span style="text-decoration: underline;">tendo atraído nessa edição cerca de </span><a href="http://fisl.softwarelivre.org/10/www/">8.000 pessoas entre 24 e 27 de junho</a>. Um agregador de notícias, reações no twitter e posts em blogs sobre o evento <a href="http://www.fisl.outraspalavras.net/">pode ser acessado aqui</a>. Como já <span style="text-decoration: underline;">divulgado pelo</span><a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/06/11/brasil-dialogos-amplificados-na-luta-contra-o-projeto-azeredo/"> Global Voices</a>, o protesto saiu da blogosfera e foi às ruas em uma <a href="http://meganao.wordpress.com/o-mega-nao/agenda-de-eventos/">série de manifestações contra a Lei de Crimes Digitais</a>, também conhecida como Projeto Azeredo, acontecendo recentemente em várias cidades brasileiras, sendo que as mais recentes nessa primeira semana de julho no Rio de Janeiro e Vitoria.</div>
</div>
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		<title>Honduras: Forte Terremoto Sacode o País</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/05/29/honduras-forte-terremoto-sacode-o-pais/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/05/29/honduras-forte-terremoto-sacode-o-pais/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 29 May 2009 19:56:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
		<category><![CDATA[Desastre]]></category>
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		<description><![CDATA[Honduras despertou cedo na manhã de 28 de maio quando um terremoto que mediu 7.1 na escala Richter sacudiu o país. Cinco mortes foram confirmadas, e muitas pessoas ficaram feridas, e lentamente se vai descobrindo os danos sofridos pela infraestrutura do país, como prédios, pontes e estradas. Plataformas de microblogagem como o Blipea e o Twitter foram os primeiros a relatar o terremoto, com mensagens de usuários de San Pedro Sula, Tegucigalpa e La Ceiba. Contudo, alguns blogueiros não puderam atualizar seus blogues por conta da falhas no fornecimento de energia elétrica ou de conexão com a internet em todo o país.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/leonidas-mejia/">Leonidas Mejia</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/05/29/honduras-strong-earthquake-shakes-country/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Honduras"></a></p>
<div class="wp-caption alignright" style="width: 280px"><a><img src="http://2.bp.blogspot.com/_7LS4WnHcgiw/Sh83TbuXavI/AAAAAAAAGcw/OHzyd15BsTg/s320/top+view+bridge.jpg" alt="Ponte derrubada pelo terremoto, por La Gringas Blogicito" width="270" height="221" /></a><p class="wp-caption-text">Ponte derrubada pelo terremoto, por La Gringa&#39;s Blogicito</p></div>
<p>Honduras despertou cedo na manhã de 28 de maio quando <a href="http://earthquake.usgs.gov/eqcenter/pager/events/us/2009heak/index.html">um terremoto que mediu 7.1 na escala Richter</a> [en] sacudiu o país. O epicentro se localizou 130 quilômetros a nordeste da cidade de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/La_Ceiba">La Ceiba</a>, na Costa do Atlântico. Por volta das 2:24 a.m., hora local, o terremoto fez com que os moradores locais fugissem de suas casas na escuridão da noite para procurar segurança. Cinco mortes foram confirmadas, e muitas pessoas ficaram feridas, e lentamente se vai descobrindo os danos sofridos pela infraestrutura do país, como prédios, pontes e estradas.</p>
<p>Plataformas de microblogagem como o <a href="http://www.blipea.com/tag/temblorHN">Blipea</a> [es] e o <a href="http://search.twitter.com/search?q=temblorHN">Twitter</a> [es] foram os primeiros a relatar o terremoto, com mensagens de usuários de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/San_Pedro_Sula">San Pedro Sula</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tegucigalpa">Tegucigalpa</a> e La Ceiba. Muitas pessoas reportavam a situação através destas plataformas usando a hashtag #temblorHN (terremotoHN)</p>
<p>Yamil Gonzales, <em>@yamilg</em> no twitter, <a href="http://twitter.com/YamilG/status/1948356052">escreveu</a> [es]:</p>
<blockquote><p>hable con mi tia que vive en la ceiba dice que estuvo fuertísimo se asustaron bastante, los adornos y todo eso se cayeron al piso #temblorHN</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Falei com minha tia que vive em la ceiba (e) ela disse que foi fortíssimo (e que) se assustaram bastante, as decorações e todas as coisas caíram no chão #temblorHN&#8221;</div>
<p>Roberto, usuário <em>@roberto</em> do Blipea, <a href="http://www.blipea.com/blip/74340">escreveu</a> [es]:</p>
<blockquote><p>yo escuchaba que el armario se mecía casi salgo corriendo a la calle</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;eu escutei o armário se mexia (e) quase saí correndo para a rua&#8221;</div>
<p>Jagbolanos, usuário <em>@jagbolanos</em> no Blipea, <a href="http://www.blipea.com/blip/74344">escreveu</a> [es]:</p>
<blockquote><p>Me desperto, estoy esperando por si hay replicas</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Acordei, estou esperando para o caso de se repetirem (os tremores)&#8221;</div>
<p>Alguns blogueiros hondurenhos não puderam atualizar seus blogues imediatamente por conta dos cortes no fornecimento de energia elétrica e de conexão à internet em suas comunidades. Contudo, <em>Janpedrano Blog</em> [es] foi um dos primeiros a prover informações sobre o terremoto, recebendo atualizações de seus amigos e familiares. Ele recebeu uma ligação telefônica de seu irmão:</p>
<blockquote><p>Mientras estaba al teléfono con el, mi messenger parecía árbol de navidad con mensaje tras mensaje de familiares y amigos en San Pedro Sula dejándome saber que es lo que estaba pasando. Incluso una amiga que vive en Suiza me mando un mensaje para ver si yo ya sabia del mismo. La palabra que creo fue el común denominador en todos estos mensajes fue “horrible”, ya que pues fue una sacudida que pues la mayor parte de la gente jamás había experimentado. Mi mama vive en Roatán por lo que la llame para ver como estaba, y pues igual fuera del susto estaba bien.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Enquanto estava no telefone com ele, meu messenger parecia uma árvore de natal com mensagem atrás de mensagem de familiares e amigos em San Pedro Sula, me dizendo o que estava acontecendo. Inclusive, (havia mensagens) de uma amiga que me mandou mensagens para saber se eu já sabia (do terremoto). A palavra que creio ter sido o denominador comum em todas as mensagens foi &#8216;horrível&#39;, já que foi (um terremoto) que sacudiu o país de uma forma que a maioria das pessoas nunca havia experimentado. Minha mãe vive em Roatán e eu liguei para ela para saber como ela estava, mas apesar do susto ela estava bem.&#8221;</div>
<p>Ele também publicou atualizações durante todo o dia, incluindo <a href="http://janpedrano.blogspot.com/2009/05/cayo-el-puente-la-democracia-en-el.html">a queda da Democracy Bridge, uma das pontes mais importantes do país</a> [es].</p>
<p><em>La Gringa&#39;s Blogicito</em> teve um atraso em <a href="http://lagringasblogicito.blogspot.com/2009/05/terremoto-71-earthquake-in-honduras.html">relatar suas impressões</a> [en] por conta da falta de eletricidade, mas depois relatou que este <a href="http://lagringasblogicito.blogspot.com/2009/05/earthquake-first-time-earth-moved-for.html">foi o primeiro terremoto que ela experienciou</a> [en] desde que se mudou para Honduras.</p>
<p><a href="http://borninhonduras.blogspot.com/2009/05/eartquake-in-atlantic-coast-of-honduras.html"><em>Born in Honduras</em></a> [en] e sua versão em espanhol, <a href="http://nacerenhonduras.blogspot.com/2009/05/sismo-en-la-costa-norte.html"><em>Nacer en Honduras</em></a> [es], publicaram links dos jornais locais. Além disso, <em>Interartix</em> [es] partilha <a href="http://interartix.com/2009/05/28/terremoto-sacude-honduras/terremoto-en-honduras">um mapa do epicentro do tremor e o alerta de tsunami</a> [es] que foi dado, mas depois retirado.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 420px"><a href="http://interartix.com/wp-content/uploads/2009/05/terremoto-en-honduras.jpg"><img src="http://interartix.com/wp-content/uploads/2009/05/terremoto-en-honduras-410x342.jpg" alt="Mapa do epicentro do tremor, publicado por Interartix." width="410" height="342" /></a><p class="wp-caption-text">Mapa do epicentro do tremor, publicado por Interartix.</p></div>
<p>Vários sites online dos jornais nacionais lutaram para conseguir permanecer no ar, pois estavam recebendo uma quantidade enorme de visitas, principalmente de pessoas dos EUA e da Espanha, que estavam procurando por informações sobre familiares e amigos.</p>
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		<title>Índia: Perspectivas sobre Crescer na Índia</title>
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		<pubDate>Fri, 29 May 2009 00:06:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte & Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
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		<description><![CDATA[Graças ao programa Adobe Youth Voices ("Vozes Jovens da Adobe"), pessoas jovens de diferentes partes do mundo estão tendo a oportunidade de experimentar com equipamentos audivisuais e contar suas próprias histórias de sua própria perspectiva. Este é o caso da Índia, onde jovens de muitas escolas e subúrbios estão fazendo seus vídeos para mostrar o mundo que os cerca, e suas preocupações e condições de vida.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juliana-rincon-parra/">Juliana Rincón Parra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/05/28/india-perspectives-on-growing-up-in-india/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><a href="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/05/ayv.jpg"><img title="Logo do Adobe Youth Voices" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/05/ayv.jpg" alt="Logo do Adobe Youth Voices" width="200" /></a><p class="wp-caption-text">Logo do Adobe Youth Voices</p></div>
<p>Graças ao programa <a href="http://www.adobe.com/cfusion/ayv/index.cfm">Adobe Youth Voices</a> (&#8221;Vozes Jovens da Adobe&#8221;) [en], pessoas jovens de diferentes partes do mundo estão tendo a oportunidade de experimentar com equipamentos audivisuais e contar suas próprias histórias de sua própria perspectiva. Este é o caso da Índia, onde jovens de muitas escolas e subúrbios <a href="http://www.adobe.com/cfusion/ayv/index.cfm?c=42">estão fazendo vídeos</a> [en] para mostrar o mundo que os cerca, e suas preocupações e condições de vida. Primeiro, um <a href="http://www.youtube.com/watch?v=PhGB2zt_Vrw">vídeo</a> [hi] mostrando a diferença do tratamento dado a garotos e garotas na Índia, e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=PjyAdmpoEB0">outro vídeo</a> [hi] mostrando as dificuldades enfrentadas por uma garota quando ela tem que fazer os serviços de casa e não tem tempo para fazer os deveres de casa da escola, e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=6N6sItm3CYY">o caso</a> [hi] de um garoto punido pelos pais por reprovar em um curso, e que então começa a fumar por conta da pressão de sua família.</p>
<p>Este primeiro vídeo, <em>Freedom</em> (&#8221;Liberdade&#8221;), é descrito por Meera Sinha em seu blogue <a href="http://meerasinha.wordpress.com/2009/05/11/student-film/"><em>A Year in India</em></a> (&#8221;Um Ano na Índia&#8221;) [en]:</p>
<blockquote><p>An interesting side note: Freedom was spearheaded by 17-year-old Mubeen, whom I’ve previously written about <a href="http://meerasinha.wordpress.com/2009/04/06/portraits-of-bangalore/">here</a> (and who is the film’s leading lady). Toward the end of the video, you’ll notice an older woman being interviewed about why she loves her son more than her daughter. Keep in mind that the interviewer in that interaction is Mubeen; the interviewee, her mother.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Uma interessante nota: [O vídeo] Freedom foi produzido por Mubeen, de 17 anos, sobre quem eu já escrevi <a href="http://meerasinha.wordpress.com/2009/04/06/portraits-of-bangalore/">aqui</a> [en] (e que é a protagonista do filme). Próximo ao final do vídeo, você verá uma mulher mais velha sendo entrevistada e respondendo por quê ama mais a seu filho do que a sua filha. Preste atenção no fato de que nesta entrevista, a entrevistadora é Mubeen, e a entrevistada é a sua mãe.&#8221;</div>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/PhGB2zt_Vrw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/PhGB2zt_Vrw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Se o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=PhGB2zt_Vrw">vídeo anterior</a> [hi] nos deu impressões sobre a vida de uma garota que teve que se dividir entre os trabalhos domésticos e os trabalhos de escola, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=PjyAdmpoEB0">este outro vídeo</a> [hi], da Escola Védica Kanya em Delhi, mostra as perspectivas acadêmicas da vida de garotas que tem responsabilidades dobradas, e sobre como a falta de tempo para fazer seus deveres de casa pode afetar seus desempenhos:</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/PjyAdmpoEB0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/PjyAdmpoEB0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>E <a href="http://www.youtube.com/watch?v=6N6sItm3CYY">neste último vídeo</a> [hi], da Escola Pública Noida em Delhi nos traz a perspectiva de um garoto crescendo na Índia, lançando luz sobre como o tabagismo na adolescência pode ser causado por problemas em casa e pressão familiar.</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/6N6sItm3CYY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/6N6sItm3CYY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Você pode assistir muitos outros vídeos feitos por jovens no site do <a href="http://www.adobe.com/cfusion/ayv/index.cfm">Adobe Youth Voices</a> [en], onde você pode fazer buscas por locais específicos e aprender muito sobre a vida na Índia, mas também sobre os jovens do Senegal e da África do Sul, assim como nos Estados Unidos da América, Canadá e Inglaterra.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Rússia: &#8220;Um Blogueiro Popular&#8221;</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/05/26/russia-um-blogueiro-popular/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/05/26/russia-um-blogueiro-popular/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 26 May 2009 23:33:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eastern & Central Europe]]></category>
		<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[Internet & Telecoms]]></category>
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		<description><![CDATA[A popularidade tem um significado diferente para diferentes pessoas, tanto na blogosfera quanto na vida real. Este é um breve e bem humorado relato sobre algumas das implicações de se ser um blogueiro "popular" na área cirílica do universo do LiveJournal.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/neeka/">Veronica Khokhlova</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/05/24/russia-a-popular-blogger/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Na área de língua cirílica do universo do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/LiveJournal">LiveJournal</a> [en], o número de leitores - &#8220;amigos&#8221; - subscritos a um blog é um dos fatores que determina a popularidade (ou &#8220;autoridade&#8221;) do mesmo. Blogueiros que tenham ao menos mil &#8220;amigos&#8221; são chamados de <em>tysyachniki</em> (da palavra russa tysyacha, que significa &#8220;mil&#8221;), e dependendo da qualidade do conteúdo do blogue, este é um status que pode ser verdadeiro em alguns casos e dúbio em outros, uma vez que há várias maneiras de inflar a quantidade de &#8220;amigos&#8221; artificialmente.</p>
<p>Tanto o <em>LiveJournal.com</em> quanto o <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Yandex">Blogs.Yandex.ru</a></em> oferecem serviços de ranking de blogues que consideram, entre outros fatores, o número de fontes que fazem links para um blogue em particular, assim como o número de comentários gerado pelos posts e o número de &#8220;amigos&#8221; do blog. Os resultados frequentemente diferem entre os dois sites: LJ <em>drugoi</em>, por exemplo, é o blogueiro com o maior ranking de acordo com os dois sistemas, mas o LiveJournal <a href="http://www.livejournal.ru/ratings/users">aponta</a> [ru] que há 32.682 leitores de seu blog, enquanto o Yandex atualmente <a href="http://blogs.yandex.ru/top/?sort=rank">lista</a> [ru] apenas 31.834. Já o usuário LJ <em>e_grishkovets</em> (o escritor russo <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Grishkovetz">Evgeny Grishkovetz</a> [en]) aparece em terceiro no ranking do LiveJournal, mas em décimo-segundo no ranking do Yandex, no quesito número de leitores; se, contudo, você procurar este ranking por &#8220;autoridade&#8221; do blog, o usuário <em>e_grishkovets</em> aparece na centésima sexta posição.</p>
<p>Deixando de lado análises quantitativas complexas, a popularidade significa coisas diferentes para diferentes pessoas, tanto na blogosfera quanto na vida real. Logo abaixo temos <a href="http://burtin.livejournal.com/8644.html">um exemplo bem-humorado</a> [ru] de algumas das implicações de se ser um blogueiro &#8220;popular&#8221;, postado pelo usuário LiveJournal <em>burtin</em> - que tem <a href="http://burtin.livejournal.com/profile">815 amigos</a> [ru], mas, por alguma razão, não aparece em nenhum dos rankings mencionados acima:</p>
<blockquote><p>- You&#39;re a popular blogger, aren&#39;t you? - asks my friend [LJ user] <em>dochka_rosy</em>.<br />
- Yes, I am, - I purr in reply, pleased.<br />
- Then ask them [readers/”friends”]: is any of them selling [<a href="http://images.google.com.ua/images?q=%D0%B1%D0%B5%D1%81%D0%BA%D0%B8%D0%B4%20%D0%BB%D1%8B%D0%B6%D0%B8&amp;oe=utf-8&amp;rls=org.mozilla:en-US:official&amp;client=firefox-a&amp;um=1&amp;ie=UTF-8&amp;sa=N&amp;hl=en&amp;tab=wi"><em>Beskid</em></a>] skis [”<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Beskid">heavy-duty Soviet tourist skis for mountain skiing manufactured in</a> <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mukacheve">Mukacheve</a>,” Ukraine]?</p>
<p>So here I am, asking this.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;- Você é um blogueiro popular, não é? - pergunta minha amiga [usuária do LJ] <em>dochka_rosy</em>.<br />
- Sim, eu sou - eu ronrono em resposta, satisfeito.<br />
- Então pergunte a eles [seus leitores / &#8220;amigos&#8221;] se algum deles está vendendo esquis [<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Beskid"><em>beskid</em></a>] (&#8221;<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Beskid">esquis de turismo de alta resistência usados para esquiar em montanhas, manufaturados em Mukacheve, na Ucrânia</a>&#8221; [en])?</p>
<p>Então aqui estou eu, perguntando isso [para vocês].&#8221;</p></div>
]]></content:encoded>
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		<title>Tutorial do DigiActive de como fazer ativismo via Twitter</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/15/tutorial-do-digiactive-de-como-fazer-ativismo-via-twitter/</link>
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		<pubDate>Wed, 15 Apr 2009 19:36:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Eastern & Central Europe]]></category>
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		<description><![CDATA[A DigiActive, organização que se dedica a ajudar ativistas do mundo inteiro a usarem a tecnologia digital, acabou de lançar o The DigiActive Guide to Twitter for Activism (Guia DigiActive de Como Usar o Twitter Para o Ativismo, ainda não traduzido). ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://advocacy.globalvoicesonline.org/author/maryjoyce/">Mary Joyce</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://advocacy.globalvoicesonline.org/2009/04/14/digiactive-guide-to-twitter-for-activism/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>A <a href="http://www.digiactive.org/" target="_blank">DigiActive</a>, organização que se dedica a ajudar ativistas do mundo inteiro a usarem a tecnologia digital, acabou de lançar o <a href="http://www.digiactive.org/wp-content/uploads/digiactive_twitter_guide_v1-0.pdf"><strong>The DigiActive Guide to Twitter for Activism</strong></a> (Guia DigiActive de Como Usar o Twitter Para o Ativismo, ainda não traduzido). Na sequência dos últimos <a href="http://www.digiactive.org/2009/04/10/moldovan-protests-was-it-really-a-twitter-revolution/">protestos em Moldávia</a>, o <a href="http://twitter.com">Twitter</a> se valorizou como ferramenta para ativismo  digital, ficando mais proeminente que nunca. Ainda assim, além de trazer mais visibilidade para a ferramenta, o exagero em torno do que aconteceu em Moldávia revelou uma incompreensão sobre o valor do Twitter para o ativismo, e apesar de haver <a href="http://neteffect.foreignpolicy.com/posts/2009/04/07/more_analysis_of_twitters_role_in_moldova">análises do uso da ferramenta</a>, não existia um guia independente que definisse claramente como o Twitter pode ser usado para o ativismo. DigiActive espera que esse tutorial venha a preencher essa lacuna.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.digiactive.org/wp-content/uploads/digiactive_twitter_guide_v1-0.pdf"><img class="size-full wp-image-1169" src="http://www.digiactive.org/wp-content/uploads/cover1-imgonly-300.jpg" alt="Clique na imagem para baixar o guia" width="300" height="425" /></a></p>
<p style="text-align: center;">Clique na imagem da capa para <a href="http://www.digiactive.org/wp-content/uploads/digiactive_twitter_guide_v1-0.pdf">baixar</a> o tutorial (em PDF)</p>
<p>O guia oferece uma grande quantidade de informações sobre o ativismo via Twitter. Ele começa com uma introdução à plataforma (p. 5) e à terminologia usada (p. 6) e, em seguida, define cinco usos do Twitter para o ativismo, cada um ilustrado por um estudo de caso (p. 6-11). O tutorial então apresenta um passo-a-passo de como montar uma estratégia de uso do Twitter para proporcionar mudanças política e social (p. 12), juntamente com uma lista do que fazer e do que evitar (p. 14) no decorrer da campanha. O guia termina com recursos adicionais para usuários do Twitter, tais como aplicativos que ajudam a usar a ferramenta de maneira mais fácil (p. 16), outras leituras recomendadas (p. 20) e até mesmo alternativas para o Twitter (p. 18).</p>
<p>O tutorial foi escrito por Andreas Jungherr, candidato a mestrando em Ciências Políticas da Universidade de Mainz na Alemanha, e foi revisado e aprimorado por acadêmicos, ativistas e pela equipe do DigiActive, para que sua leitura seja informativa e agradável.</p>
<p><em>(postagem cruzada, com pequenas alterações, do <a href="http://www.DigiActive.org">DigiActive.org</a>)</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Brasil: Cultura, poesia e direitos indígenas na blogosfera</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/14/brasil-cultura-poesia-e-direitos-indigenas-na-blogosfera/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/14/brasil-cultura-poesia-e-direitos-indigenas-na-blogosfera/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2009 05:53:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Brasil possui um dos mais impressionantes mosaicos de povos indígenas do mundo, e esta riqueza cultural está começando a aparecer na blogosfera brasileira. Por esta razão, o GVO está dedicando uma trilogia de artigos para cobrir os vários aspectos da blogagem indígena no país, começando com esta introdução à blogosfera indígena.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/deborah-goldemberg/">Deborah Icamiaba</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/04/05/brazil-poetry-rights-and-culture-on-the-indian-blogosphere/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>O Brasil possui um dos mais impressionantes mosaicos de povos indígenas do mundo, e esta riqueza cultural está começando a aparecer na blogosfera brasileira.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 458px"><a href="http://www.flickr.com/photos/zengzung/3221806540/in/set-72157612919863548/"><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/04/3221806540_b66cc90632_o2.jpg" alt="Foto por Tatiana_Reis na área de inclusão digital do Campus Party 2009" width="448" height="436" /></a><p class="wp-caption-text">Foto por Tatiana_Reis na área de inclusão digital do Campus Party 2009</p></div>
<p>A mais de 500 anos atrás, antes da colonização européia, o Brasil era inteiramente habitado por uma grande diversidade de grupos indígenas, estimados pela <a href="http://www.funai.gov.br/">FUNAI</a> em contarem entre 1 e 10 milhões de indivíduos. A denominação &#8220;índio&#8221; foi dada aos habitantes nativos do lugar por conta de um equívoco dos colonizadores, que acreditavam ter chegado á Índia. Hoje, há por volta de 460.000 índios no Brasil, pertencentes a por volta de 225 diferentes grupos étnicos, vivendo em áreas protegidas, e mais algo entre 100 e 190 mil índios vivendo em áreas rurais ou urbanas. Eles constituem aproximadamente 0.25% da população brasileira e falam por volta de 200 línguas diferentes, embora muitos deles sejam bilíngues. Além destes, há ainda por volta de 63 grupos indígenas que nunca fizeram contato com o mundo exterior e são considerados &#8220;povos isolados&#8221; (FUNAI, 2009).</p>
<p>Embora a maioria das áreas indígenas sejam localizadas em áreas rurais remotas e não tenham acesso fácil a meios de comunicação como o telefone e a internet, a ascensão de associações regionais indígenas fortes como a <a href="http://www.coiab.com.br/">COIAB</a>, a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira, e de redes de nível nacional como a <a href="http://www.redepovosdafloresta.org.br/">Rede dos Povos das Florestas,</a> encabeçada pelo líder indígena Ailton Krenak, encorajou grupos e indivíduos indígenas a blogar para o mundo. Algumas vezes eles contam com uma pequena ajuda de amigos, apoiadores da causa indígena, para cruzar o abismo tecnológico.</p>
<p><strong>Dois dos mais famosos líderes indígenas do Brasil estão blogando.</strong></p>
<p>Desde 2008, Marcos Terena, do Estado do Mato Grosso do Sul, que descreve a si mesmo como um guerreiro do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Terenas">Povo Terena</a>, vem usando sua escrita, seu pensamento e suas habilidades de comunicação como armas para defender seu povo e as causas indígenas no século 21. Em <a href="http://www.marcosterena.blogspot.com/">seu blogue</a>, Terena comenta sobre eventos nacionais e chama nossa atençao para eventos que são relevantes para a causa indígena.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><a href="http://www.agenciabrasil.gov.br/media/imagens/2006/07/26/2003VC003.jpg/view"><img src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/marcos_terena-1024x724.jpg" alt="Foto de Valter Campanato de Marcos Terena na Conferência Regional das Américas. Creative Commons." width="400" /></a><p class="wp-caption-text">Foto de Valter Campanato de Marcos Terena na Conferência Regional das Américas. Creative Commons.</p></div>
<p>Recentemente, Terena publicou uma <a href="http://marcosterena.blogspot.com/2009/02/o-canibal-e-o-cha-de-boldo.html">crônica</a> sobre um suposto episódio onde uma pessoa branca (ou &#8220;homem branco&#8221;, como as tribos geralmente chamam os não-índios) teria sido devorada por índios do Norte Brasileiro, relatado pela imprensa nacional:</p>
<blockquote><p>Nos ultimos tempos, o colonizador acostumado a trabalhar com a imagem do mito, do herói e de tantas simbologias, criou a lenda de dificil comprovação, de que um padre de nome Sardinha teria sido devorado pelos Tupinambas… E agora, com os irmãos Kulina.<br />
Como diria o velho sábio Jeca Tatu, tem arguma coisa errada nesse causo ou essa história tá mal contada.<br />
Como a piola sempre arrebenta do lado mais fraco, então nós daqui do sul, do centro oeste e de outras regiões acostumados com churrascos, farofa, beiju, mandioca, banana e até mesmo guaraná, ficamos pensando:qual o significado dessa história de comer o homem branco? vale a pena? Saborear com gosto ou com raiva?<br />
Porque… engolir sapo em nome da civilização moderna, nós indigenas já fizemos isso varias vezes. E não é mole, não!!!!<br />
Pensem nisso Canibais, reflitam e lembrem-se: contra má digestão, chá de boldo!!!!</p></blockquote>
<p>Ailton Krenak, outro importante líder do povo Krenak do estado de Minas Gerais, conta com o apoio de um colega chamado Hanny para publicar em <a href="http://ailtonkrenak.blogspot.com/">seu blogue</a> todos os artigos jornalísticos publicados sobre ele desde 2007. Os tópicos são principalmente eventos políticos e culturais. O blogue trouxe recentemente imagens da participação de Ailton em um festival indígena devotado para a água, que aconteceu no festival FestiVelhas, e onde ele falou sobre a preservação ambiental na cultura indígena:</p>
<blockquote><p>Ainda reunidos em círculos ou em duas filas, os presentes cantavam, dançavam e ouviam as explicações de Ailton. “É preciso entrar em sintonia com a natureza e ouvir o que as águas tem as nos dizer”, diz ele sobre a relação que os homens devem manter com ambiente.</p></blockquote>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/pen-drive-1-020-768x1024.jpg" alt="Foto: Dois jovens índios nadando no rio, por Deborah Icamiaba" width="400" /><p class="wp-caption-text">Foto: Dois jovens índios nadando no rio, por Deborah Icamiaba</p></div>
<p><strong>Há iniciativas coletivas interessantes protagonizadas por índios jovens acontecendo na blogosfera</strong></p>
<p>A Associação AJI, <a href="http://ajindo.blogspot.com/">Ação de Jovens Indígenas</a>, reúne índios das etnicidades Kaiowá, Terena e Nandeva localizados em Dourados, no Estado do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mato_Grosso_do_Sul">Mato Grosso do Sul</a>. Eles realizam uma série de atividades direcionadas à integração das comunidades, incluindo um jornal local que informa local e externamente sobre o dia a dia e os desafios enfrentados pelos povos indígenas. Desde 2006 eles também estão blogando. Embora eles vez ou outra façam referências a artigos de agências de notícias, muitos de seus artigos são escritos por jovens indígenas locais.</p>
<p>Um interessante exemplo disso foi a forma como eles coletaram opiniões de índios locais sobre as acusações feitas por homens brancos da região de que &#8220;os índios recebiam vários benefícios, mas não pagavam impostos ou taxas&#8221;, como podemos ver <a href="http://ajindo.blogspot.com/2009/03/um-outro-ponto-de-vista.html">neste post</a>:</p>
<blockquote><p>O índio kaiowá Euzébio Garcia, morador da aldeia Bororó, fazia economia há algum tempo para comprar uma moto. Com o acerto do pagamento da usina, ele conseguiu completar e fez a compra em dezembro de 2008. Euzébio investiu R$ 3 mil à vista. Esse é apenas um exemplo de como os indígenas da Reserva de Dourados têm aplicado seu dinheiro. Os salários dos trabalhadores das usinas e da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), os benefícios e os programas sociais geram renda para os índios e se convertem em lucro para o comércio de Dourados. A população indígena contribui e muito com a economia da cidade de Dourados.</p></blockquote>
<p>Os índios <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Patax%C3%B3s">Pataxó</a> que vivem no Sul do Estado da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bahia">Bahia</a> criaram um <a href="http://reservapataxojaqueira.blogspot.com/">blog</a> dedicado ao Projeto Social de Ecoturismo chamado Reserva da Jaqueira:</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/img_1799-1024x768.jpg" alt="foto: Índio Pataxó conduzindo turistas nos arredores da Reserva da Jaqueira, por Deborah Icamiaba" width="400" /><p class="wp-caption-text">foto: Índio Pataxó conduzindo turistas nos arredores da Reserva da Jaqueira, por Deborah Icamiaba</p></div>
<p>Desde 2008, o blogue vem sendo movimentado por Aricema Pataxó, uma jovem índia Pataxó que está estudando jornalismo na Universidade Federal da Bahia. Embora o blogue tenha como principal objetivo disseminar o projeto para seus visitantes, ele traz também interessantes imagens e explicações sobre a cultura Pataxó, como por exemplo neste <a href="http://reservapataxojaqueira.blogspot.com/2008/06/pintura-corporal.html">post</a> sobre a importância da pintura corporal:</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/img_1788-768x1024.jpg" alt="foto: Índio Pataxó se pintando, na Reserva Jaqueira, por Deborah Icamiaba" width="400" /><p class="wp-caption-text">foto: Índio Pataxó se pintando, na Reserva Jaqueira, por Deborah Icamiaba</p></div>
<blockquote><p>A pintura corporal é um bem cultural de grande valor para nós Pataxó. Ela representa parte de nossa história, sentimentos do cotidiano e os bens sagrados. Usamos a pintura corporal em festas tradicionais na Aldeia como em ritos de casamento, nascimento, comemorações, dança, luta, sedução, luto, proteção, etc. Temos pintura para o rosto, braço, costas e até mesmo para as pernas. Usamos pinturas específicas para homens e mulheres casados e solteiros. As pinturas têm diversidade de tamanho e significados.</p></blockquote>
<p>O blog <em><a href="http://karipuna.blogspot.com/">Criança do Futuro: Wakopunska Karipuna</a></em> vem sendo mantido desde 2007 por uma pessoa com um perfil muito interessante, na busca de tentar ajudar na compreensão de como são os índios brasileiros hoje:</p>
<blockquote><p>Sou um mestiço brasileiro. Pareço branco, mas não sou caucasiano. Tenho sangue karipuna, dos karipunas do Rio Jamary, hoje quase extintos nos sertões do Guaporé. O resto de minha origem (portugueses do Ceará, holandeses do Sergipe, espanhóis do Pantanal, alemães do Paraná e italianos do Rio Grande do Sul) pouco me explica. Sou brasileiro dos quatro costados e, mais que isso, um hominídeo do continente Amarakka. Estrangeiro em minha própria terra, quero poder falar a língua universal da Paz, e ter como repousar minha cabeça: por isso escrevo nessa areia e nessa arena virtual.</p></blockquote>
<p>Seu blogue oferece alguns relatos fascinantes de alguém que vive na fronteira entre o Brasil (no Estado do Acre) e o Peru (Cuzco) e que realmente conhece a realidade da vida indígena no Amazonas. Em <a href="http://karipuna.blogspot.com/2009/03/antropofagia-kulina-e-alcoolismo.html">um post recente</a>, ele fala do problema do alcoolismo entre os índios de sua região:</p>
<blockquote><p>Quando estive certa ocasião por ser nomeado chefe de posto indígena da Fundação Nacional do Índio, em 1993, um dos antigos funcionários da Funai em Rio Branco já me advertia que para uma boa convivência com os índios eu devia fazer vista grossa para o problema do alcoolismo, ou estaria me expondo a criar inimizades entre os lideranças ou até mesmo a ser vitimado por algum deles. Essa incapacidade da Funai em lidar com o assunto se extende também às organizações que se dedicam a apoiar as populações indígenas, as quais se engajaram a partir dos anos 70 na luta pela demarcação de terras e na formação de lideranças e entretanto jamais se esforçaram por tratar essa espinhosa questão que representa um grave problema de saúde…Alcoolismo e aculturação andam de mãos dadas na Amazônia, e tanto é a aculturação que leva ao alcoolismo quanto o alcoolismo que conduz à aculturação, isso deve ser deixado bem claro.</p></blockquote>
<p>Por fim, nós também encontramos na rede algumas interessantes iniciativas blogueiras de linguistas e antropólogos que escrevem sobre as tribos com as quais trabalharam.</p>
<p>No blogue <em><a href="http://maxakali.blogspot.com/">Maxacali</a></em>, o estudante de linguística Charles Bicalho manteve um registro entre 2006 e 2007 de imagens e aspectos interessantes da cultura Maxacali, como por exemplo sua trajetória histórica:</p>
<blockquote><p>Os Maxakali surpreendem por ainda preservarem língua, religião, costumes e outros aspectos tradicionais de sua cultura como nenhum outro grupo. Pouco mais de mil pessoas, sendo a maioria da população de crianças, falam a língua maxakali, do tronco lingüístico macro-gê, família maxakali. Vivem em reserva no Vale do Mucuri, Nordeste do Estado. Povo tradicionalmente seminômade, caçador e coletor, é comum alguns grupos de poucos indivíduos abandonarem a reserva para longas peregrinações, muitas vezes chegando até Governador Valadares, distante mais de 300 km. Seus ancestrais costumavam vagar por uma extensa área que abrange, além do Nordeste de Minas, o Sul da Bahia e o Norte do Espírito Santo. Após o contato com o colonizador europeu e a conseqüente diminuição de seu território, acabaram, enfim, confinados em reserva.</p></blockquote>
<p>Bicalho também publico algumas incríveis traduções para o português de alguns cânticos tradicionais da ritualística Maxakali e explora algumas questões sobre a poesia indígena, que será o tema do outro artigo desta trilogia. Abaixo, um exemplo:</p>
<blockquote><p>O texto a seguir é um yãmîy maxakali, canto ritual do tatu. O autor é Damazinho Maxakali, aluno do Curso de Formação de Professores Indígenas de MG.</p>
<p>KOXUT<br />
Koxut hãmkox hu kopa moyõn<br />
Koxut yã hãmkox kopa tokpep<br />
Koxut ãpnîy yîta yãy hi hu xit hã yãy hi<br />
Koxut tute komîy mahã xi kohot xi puxõõy<br />
Koxut yã hãmtup tu yãy hi xi ãpnîy hã<br />
Puxi. Ûkux.<br />
Ûgãxet ax Namãyiy Maxakani.</p>
<p>O TATU<br />
O tatu dorme dentro do buraco<br />
O tatu dá cria dentro do buraco<br />
O tatu sai à noite pra andar e pra comer<br />
O tatu come batata, mandioca e minhoca<br />
O tatu anda de dia e de noite<br />
Chega. Acabou.<br />
Meu nome é Damazinho Maxakali.</p></blockquote>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/pen-drive-1-004-1024x768.jpg" alt="Foto: Uma mulher índia trabalhando, por Deborah Icamiaba" width="400" /><p class="wp-caption-text">Foto: Uma mulher índia trabalhando, por Deborah Icamiaba</p></div>
<p>Para uma listagem cuidadosa de todos os blogues e sites indígenas do Brasil, visite o <a href="http://sitesindigenas.blogspot.com/">blogue</a> criado por Glaucia Paschoal com o intento específico de disseminar estas fontes para o propósito de servirem como fontes de pesquisa ou simples aquisição de conhecimento sobre os povos indígenas. Sua busca é fortalecer os meios pelos quais as comunidades indígenas expressam sua cultura e seus movimentos políticos na Internet.</p>
<p>No próximo artigo desta série, você encontrará os escritores e poetas indígenas que usam seus blogues para se expressarem. E no último artigo você verá como os índios brasileiros estão blogando em busca de seus direitos.</p>
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		<title>Américas: &#8220;Chuenga&#8221; Uma nova versão latinoamericana do Digg</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/27/americas-chuenga-uma-nova-versao-latinoamericana-do-digg/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Mar 2009 16:30:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porJuan Arellano  &#183; Traduzido por Carlos Maestre &#183;  Veja o post original 
Chuenga [es] é um novo esforço lançado por um grupo de blogueiros latinoamericanos. O site está baseado no código de Menéame, a versão espanhola do Digg.  Como dizem em seu blog [es], &#8220;daremos prioridade às notícias latinoamericanas&#8221;. La Brujula [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juan-arellano/">Juan Arellano</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/26/americas-chuenga-a-new-latin-american-version-of-digg/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><a href="http://chuenga.net/"><em>Chuenga</em></a> [es] é um novo esforço lançado por um grupo de blogueiros latinoamericanos. O site está baseado no código de Menéame, a versão espanhola do Digg.  Como dizem em seu <a href="http://chuenga.net/blog/?p=7">blog</a> [es], &#8220;daremos prioridade às notícias latinoamericanas&#8221;. <em>La Brujula Verde </em><a href="http://www.labrujulaverde.com/agregadores/la-utopia-del-meneame-latinoamericano-y-una-nueva-propuesta/">analisa</a> [es] as possibilidades do projeto.</p>
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		<title>Tailândia: diretora de site é presa por &#8220;permitir comentários ofensivos&#8221;</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/24/tailandia-diretora-de-site-e-presa-por-permitir-comentarios-ofensivos/</link>
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		<pubDate>Tue, 24 Mar 2009 22:01:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Alvares</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
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		<description><![CDATA[A editora de um website tailandês foi presa pela polícia no dia 6 de março por ter permitido comentários que as autoridades consideraram ofensivos à monarquia. A editora foi libertada após pagamento de fiança. A prisão foi realizada no mesmo momento em que o Primeiro Ministro assegurava à imprensa de que o governo pretendia aumentar a liberdade de imprensa na Tailândia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/mong/">Mong Palatino</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/rodrigoalvares/'>Rodrigo Alvares</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/?p=60167'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Chiranuch Premchaiporn, a diretora do site tailandês <a href="http://www.prachatai.com/05web/th/home/">Prachatai</a> [En], foi presa na última quinta-feira por causa da <a href="http://www.prachatai.com/english/news.php?id=1035">publicação de conteúdo &#8220;ofensivo&#8221;</a> à realeza local. Para colocar em outras palavras, ela foi levada pelos policiais por ter permitido que comentários considerados ofensivos à monarquia tenham ficado no ar. Chiranuch pagou fiança e saiu da <a href="http://www.prachatai.com/english/news.php?id=1036">prisão</a>.</p>
<p>O Prachatai é um site independente e popular na Tailândia. Considerado uma importante fonte de notícias alternativas, ele já foi censurado várias vezes. Mais de 20 páginas do Prachatai foram bloqueados pelas autoridades nos últimos cinco meses. A editora <a href="http://www.bangkokpost.com/breakingnews/136259/media-freedom-threats-worry-internet-community">foi chamada oito vezes pela polícia</a> para responder pelo conteúdo da publicação.</p>
<p>Na Tailândia, existe uma lei &#8220;draconiana&#8221; de crimes cibernéticos na qual todo provedor de serviços que deliberadamente permitir postagens de terceiros que violem a lei de alguma forma estará sujeito às mesmas penas do infrator. Abaixo, trechos da <a href="http://www.prachatai.com/english/news.php?id=1030">Lei do Crime Cibernético</a> que a jornalista teria violado:</p>
<blockquote><p>Artigo 14. Se alguma pessoa cometer qualquer um dos seguintes atos estará sujeita à prisão por pelo menos cinco anos ou a uma multa de aproximadamente 100 mil baht - ou ambos:</p>
<p>(1) Importar um sistema operacional ou forjar suas informações, em parte, por completo ou falsificá-las de forma que cause danos a terceiros ou ao público;</p>
<p>(2) Importar um sistema operacional ou forjar suas informações de forma que prejudique a segurança do país ou cause histeria pública;</p>
<p>(3) Importar um sistema operacional de qualquer computador que esteja relacionado com algum tipo de ofensa contra a segurança monárquica, de acordo com o Código Criminal;</p>
<p>(4) Importar qualquer espécie de material pornográfico que seja passível de acesso público;</p>
<p>(5) Qualquer coisa que envolva a disseminação dos materiais descritos nos incisos  (1) (2) (3) or (4);</p>
<p>Artigo 15. Qualquer servidor que intencionalmente apoie ou seja conivente com as ofensas da Seção 14 em um sistema operacional sob seu controle estará sujeito à mesma pena que for imposta pelo autor dos crimes sob a Seção 14</p></blockquote>
<p>A Tailândia tem sido implacável para implementar uma lei que evite a difamação da monarquia. Um <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/01/20/thailand-australian-writer-jailed-for-lese-majeste/">escritor australiano</a> [En] foi preso por &#8220;insultar&#8221; o rei, uma das mais adoradas figuras pela população. Um <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/03/03/thailand-red-siam-manifesto/">acadêmico radicado em Bangkok fugiu do país</a> [En] para não ser processado (e &#8220;julgado de forma parcial&#8221;) pelo mesmo crime. Quase 5 mil páginas na Internet foram <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/12/24/thailand-blocked-websites/">bloqueadas</a> desde março de 2008 porque seu conteúdo insultaria a família real.</p>
<div id="attachment_60783" class="wp-caption aligncenter" style="width: 276px"><a href="http://www.flickr.com/photos/ccdoh1/1152841879/"><img class="size-full wp-image-60783" title="thai1" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/thai1.jpg" alt="O rei Bhumibol Adulyadej é reverenciado na Tailândia. Foto retirada da página de ccdoh1" width="266" height="399" /></a><p class="wp-caption-text">O rei Bhumibol Adulyadej é reverenciado na Tailândia.</p></div>
<p style="text-align: center;">A foto acima foi retirada do flickr de <a href="http://www.flickr.com/photos/ccdoh1/1152841879/">ccdoh1</a></p>
<p>O que leitores e blogueiros têm comentado na Internet?</p>
<p><a href="http://www.prachatai.com/english/news.php?id=1030">Hobby</a> [En] acredita que a prisão vai piorar o ambiente político na Tailândia:</p>
<blockquote><p>Eles só estão tornando as coisas piores para eles mesmos - será que algum dia aprenderão? Esse controle poderia ser aceitável antigamente, mas isso acabou - a menos que queiram se igualar a Burma ou Coréia do Norte, e nesse caso podem dar adeus à galinha dos ovos de ouro, que é o turismo!</p></blockquote>
<p><a href="http://www.prachatai.com/english/news.php?id=1030">Bob</a> [En] atentou para o fato de que a prisão foi feita no mesmo dia em que o primeiro-ministro louvou a liberdade de imprensa:</p>
<blockquote><p>Quão irônico que no mesmo horário em que o mais combativo e informativo site de notícias da Tailândia foi ameaçado e teve sua editora presa, o primeiro-ministro estava discursando em Bangkok sobre <a href="http://www.nationmultimedia.com/2009/03/06/regional/regional_30097335.php">aumentar a liberdade de imprensa no país</a>.</p></blockquote>
<p>A <em>Comissão Asiática de Direitos Humanos</em> acredita que isso faça parte dos planos do governo para <a href="http://www.ahrchk.net/statements/mainfile.php/2009statements/1925/">intimidar os críticos</a>:</p>
<blockquote><p>Há pouco espaço para a dúvida de que esse ataque faça parte de uma agenda ultraconservadora que a cúpula militar usa para acossar e silenciar defensores dos direitos humanos e ativistas sociais desde 2006. Na verdade, a desastrada lei sob a qual invasões e mandados de prisão são livremente permitidos é uma das estratégias para intimidar os descontentes com a situação do país depois de uma assembléia militar em 2007.</p></blockquote>
<p>A LCCT (Liberdade Contra a Censura Tailandesa, ou FACT - Freedom Against Censorship Thailand, em inglês) acusa as autoridades de <a href="http://facthai.wordpress.com/2009/03/07/factorial-stop-thai-censorship-and-repression/">sufocarem a liberdade de expressão no país</a>:</p>
<blockquote><p>Autoridades locais querem acabar com as liberdades de expressão e opinião e o debate democrático na Tailândia, sejam elas feitas através da Internet, livros, notícias, opiniões, editoriais, filmes e televisão. Que tipo de sociedade pode ser possível sem alguém livre para dialogar com seu semelhante?</p></blockquote>
<p><a href="http://rspas.anu.edu.au/rmap/newmandala/2009/03/06/crackdown-on-prachatai/">Teeranai Charuvastra</a> sugere que o alvo real da polícia seja quem fez o comentário no Prachatai, não sua editora:</p>
<blockquote><p>Já foi aviltado de que talvez a razão principal por trás dessa incursão policial é de que as autoridades querem enlaçar o usuário da Internet usando a Lei Criminal Cibernética - ao invés do &#8220;Lesa-Majestade&#8221; -, e que apenas por isso Chiranuch, a administradora do site, foi presa.</p>
<p>De qualquer forma, eu não faço ideia de como lidar com isso. Os protestos, como conhecemos bem na mídia tailandesa, não farão sucesso.</p></blockquote>
<p><em>Siam Report</em> <a href="http://siamreport.blogspot.com/2009/03/media-crackdown-prachatai.html">culpa</a> a falta de critérios na lei que permite às autoridades acossar pretensos inimigos do estado:</p>
<blockquote><p>Me parece que a falta de clareza cria condições para que a manipulação e abuso dos policiais sejam pré-definidas. Elas já devem estar definidas, então eu posso ser julgado culpado por ignorância acerca da lei.</p></blockquote>
<p>O site <em>Breaking Tweets </em> <a href="http://www.breakingtweets.com/2009/03/web-editor-arrested-in-thailand.html">agrega reações via twitter</a> de toda a Tailândia.</p>
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		<title>México: Dois mexicanos selecionados para a Orquestra Sinfônica do YouTube</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/10/mexico-dois-mexicanos-selecionados-para-a-orquesta-sinfonica-do-youtube/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 14:41:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dois músicos mexicanos foram selecionados para a orquestra internacional Orquestra Sinfônica do YouTube, um projeto colaborativo usando a mídia social através de audições via vídeos de YouTube. Manuel Zogbi, de Saltillo, e o usuário de YouTube Intisamente, de Veracruz, enviaram seus vídeos com seus talentos musicais para serem escolhidos no concurso.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/issa-villarreal/">Issa Villarreal</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/04/mexico-two-musicians-selected-for-youtube-symphony-orchestra/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>A <a href="http://www.youtube.com/symphony">Orquesta Sinfônica do YouTube</a> é <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/12/07/youtube-realiza-audicoes-para-a-primeira-orquestra-sinfonica-virtual/">um projeto colaborativo que emprega os meios socias através do uso de audições em vídeos de YouTube</a>, e filtrado por um júri de músicos e outros usuários do YouTube. Recentemente ela selecionou os membros da sinfônica que tocarão a peça musical composta especialmente para o projeto por <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Tan_Dun">Tan Dun</a>, compositor chinês, que também é autor das partituras para filmes como <em>O Tigre e o Dragão </em>e<em> Herói</em>, assim como a Sinfonia de Internet No. 1 “Eroica”, para ser interpretada por 90 músicos de vários países, tanto profissionais como amadores, no Carnegie Hall de Nova York.</p>
<p>Dois músicos mexicanos foram selecionados para esta orquesta internacional, como <a href="http://vivirmexico.com/2009/03/03/mexicanos-en-la-youtube-symphony/">mencionado no blog <em>Vivir México</em></a> [es]. Um deles é o violinista <a href="http://www.youtube.com/manuelzogbi">Manuel Zogbi</a>, da cidade de Saltillo, ao norte do país. <a href="http://www.elmanana.com.mx/notas.asp?id=107284">Segundo a revista El Mañana</a> [es], um de seus sonhos como músico era tocar no Carnegie Hall:</p>
<blockquote><p>…desde que tenía como 10 años siempre dije: sabes qué, cuando sea grande quiero tocar en el Carnegie Hall. Con el tiempo esos sueños se esfumaron, y ahora como que me cae el veinte de que, ¡ah caray!, los sueños pueden regresar y materializarse.</p></blockquote>
<div class="translation">…desde que tinha uns 10 anos sempre dizia: sabia que, quando for grande quero tocar no Carnegie Hall. Com o tempo estes sonhos se esqueceram, e agora como, como que de repente, caramba, os ssonhos podem voltar e materializar-se.</div>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/Q1-5UIuqmA4&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Q1-5UIuqmA4&amp;hl=en&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Para comemorar sua seleção, Zogbi participará em breve num concerto em Monterrey, cidade onde vive atualmente.</p>
<p>Se conhece pouco sobre a identidade do outro músico escolhido. Seu nome de usuário no YouTube é  <a href="http://www.youtube.com/user/intinsamente">Intisamente</a>, e <a href="http://www.elmanana.com.mx/notas.asp?id=107284">segundo a revista El Mañana</a> [es], é oriundo de Veracruz.</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/ND2J8_M0b-Q&amp;hl=es&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ND2J8_M0b-Q&amp;hl=es&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Contudo, a falta de detalhes sobre este violinista não foi obstáculo para que outros usuários mexicanos o contactassem e dessem parabéns através do serviço do YouTube. O usuário SAME860331 <a href="http://www.youtube.com/user/intinsamente">comenta em seu canal</a>:</p>
<blockquote><p>Que grata sorpresa me encuentro en el periodico cuando leo que un par de mexicanos seran parte de la Orquesta Sinfónica de YouTube!!!!! Mi primera reaccion fue de alegria pero ya que el internet puede conectarnos no importando donde estemos pues, que mejor que felicitarte.</p></blockquote>
<div class="translation">Que boa surpresa quando abri o jornal e li que dois mexicanos farão parte da Orquesta Sinfônica do YouTube!!!!! Minha primeira reação foi de alegria, já que a internet pode nos conectar não importando aonde estamos, então nada melhor que te dar os parabéns.</div>
<p>Junto aos mexicanos, dois músicos do Brasil e um da Colômbia participarão na Orquesta Sinfônica do YouTube.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Bangladesh: Bloqueados YouTube e sites de compartilhamento de arquivos</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/08/bangladesh-bloqueados-youtube-e-sites-de-compartilhamento-de-arquivos/</link>
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		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 23:06:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bangla]]></category>
		<category><![CDATA[Bangladesh]]></category>
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		<category><![CDATA[Internet & Telecoms]]></category>
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		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Após o recente motim da BDR [Bangla Desh Rifles, força paramilitar bengali] e massacre de oficiais do exército em Daca, o primeiro ministro encontrou os oficiais lesados em uma reunião confidencial a portas fechadas em Shenakunja, onde nem a imprensa e nem civis foram permitidos entrar. As conversas da reunião e a gravação do vídeo de um celular vazaram, foram publicadas e compartilhadas em muitos sites, incluindo E-snips e YouTube. Usuários de internet em Bangladesh estão impossibilitados de acessar o YouTube desde a tarde de sexta-feira (6 de março de 2009). Em breve, as pessoas descobrirão que outros meios [de comunicação] sociais e sites de hospedagem e compartilhamento de arquivos, como Esnips, mediafire etc. também estão inacessíveis. Rezwan, do Global Voices, faz um apanhado das conversas sobre o tema na blogosfera bangladeshi.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/rezwan/">Rezwan</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/08/bangladesh-youtube-and-file-sharing-sites-blocked/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>Usuários de internet em Bangladesh estão impossibilitados de acessar o <a href="http://www.youtube.com/">YouTube</a> desde a tarde de sexta-feira (6 de março de 2009). Em breve, as pessoas descobrirão que outros meios [de comunicação] sociais e sites de hospedagem e compartilhamento de arquivos, como <a href="http://www.esnips.com/">Esnips</a>, <a href="http://www.mediafire.com/">mediafire</a> etc. também estão inacessíveis. Aparentemente estão bloqueados por firewall no IIG (International Internet Gateway), pois podem ser acessados por um servidor proxy.</p>
<p><em>Torpon</em> <a href="http://www.somewhereinblog.net/blog/torpon/28921209">apela</a> [en] ao governo para que não tire a liberdade da internet, depois deste dar mostras de filtros de conteúdo:</p>
<blockquote><p>ঢাকায় ইউটিউবে ঢুকতে গিয়ে টাইম আউট হয়ে যাচ্ছিল দেখে অনেকে ভাবছিলেন যে ইউটিউবের সার্ভারের সমস্যা । এরপর দেখা যাচ্ছিল যে ইস্নিপস্ এও ঢোকা যাচ্ছে না । তখন সন্দেহ করা হলো যে সমস্যাটি অন্য কোন খানে । কোথাও ডেটা ব্লক হয়ে যাচ্ছে । প্রমাণ ছাড়া সরকার কে দোষ দেয়াটা অযৌক্তিক । কিন্তু অল্প কিছু সময়ের মধ্যে অভিজ্ঞ বাংলাদেশী নেটওয়ার্ক ইঞ্জিনিয়াররা বিভিন্ন জায়গা থেকে জানালেন সরকারী কোন সার্ভারের ফায়ারওয়ালে ইউটিউব সহ অনেক গুলো সাইট ব্লক করা হয়েছে।</p></blockquote>
<div class="translation">Enquanto acessava o YouTube desde Daca, um &#8220;erro por tempo esgotado&#8221; retornou e as pessoas pensaram que havia algo errado com o servidor do YouTube. Em breve as pessoas descobriram que não conseguiam acessar o E-snips (site de compartilhamento de arquivos). Então elas temeram que em algum lugar os dados estivessem sendo bloqueados. Não é lógico culpar o governo sem prova e razão. Mas rapidamente os expertos em TI e engenheiros de rede de todo Bangladesh avisaram o YouTube e outros sites de que estavam sendo bloqueados por um firewall em algum servidor do governo.</div>
<div id="attachment_60351" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px;"><a href="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/traceroutebdyt.jpg"><img class="size-medium wp-image-60351" title="traceroutebdyt" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/traceroutebdyt-300x204.jpg" alt="Imagem por cortesia de - Torpon" width="300" height="204" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">Imagem por cortesia de - Torpon</p>
</div>
<blockquote><p>বাংলাদেশ লিনাক্স ইউজার গ্রুপের সার্ভার থেকে গুগল, ইউটিউব এবং ইস্নিপসের সাইটে ট্রেসরাউট কমান্ড দিয়ে দেখা গেছে, গুগল ঠিকই পৌছে যাচ্ছে গুগলের সার্ভারে কিন্তু বাকি দুটো আটকে গেছে বিটিটিবির ফায়ার ওয়ালে ।</p></blockquote>
<div class="translation">Quando o comando traceroute era executado desde o <a href="http://traceroute.bdnic.net/index.php?hostname=youtube.com">servidor do grupo de usuários de Linux de Bangladesh</a> em busca dos sites Google, YouTube e E-snips sites, o resultado mostrou que o servidor Google não podia ser alcançado e que os outros dois ficavam retidos no firewall BTTB.</div>
<p>Mango e BTCL (anteriormente BTTB) são os IIGs (International Internet Gateway) oficiais em Bangladesh. Iniciados em abril passado, por regulamento, todos os ISPs bengalis devem rotear seus dados internacionais para o Mango, ou BTCL, que enviam os dados por cabos submarinos ou vsats.</p>
<p>O bloqueio ao Youtube foi <a href="http://prothom-alo.com/index.news.details.php?nid=MjI0MTY=">confirmado</a> [bn] pelo jornal bengali Prothom Alo. O usuário de Twitter <em>Mahay Alam Khan</em> relata o bloqueio de mais sites:</p>
<blockquote><p><strong><a href="http://twitter.com/mahayalamkhan">mahayalamkhan:</a></strong> youtube, eSnips, midiafire, filefreak, upload-mp3 estão banidos ou bloqueados em Bangladesh. Por favor, re-twitt.</p></blockquote>
<p><em>Russell John</em> <a href="http://russelljohn.net/journal/index.php?itemid=216">especula</a> [en] o por quê de banir:</p>
<blockquote><p>Why did the Government do this? It&#39;s because of an audio recording that could “damage” the reputation of our great Prime Minister Sheikh Hasina. For now they blocked YouTube and eSnips, but in the future there might be more sites. Maybe Facebook too? People shares a lot of stuff there.</p></blockquote>
<div class="translation">Por que o governo fez isso? É por causa da gravação em áudio que poderia &#8220;pôr em risco&#8221; a reputação do nosso grande primeiro ministro Sheikh Hasina. Por enquanto bloquearam YouTube e eSnips, mas no futuro podem ser mais sites. Talvez também o Facebook? As pessoas compartilham montes de coisas por lá.</div>
<p>Após o recente <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/02/27/bangladesh-mutiny-is-over-but-question-remains/">motim da BDR [Bangla Desh Rifles, força paramilitar bengali] e massacre de oficiais do exército</a> [en] em Daca, o primeiro ministro encontrou os oficiais lesados em uma reunião confidencial a portas fechadas em Shenakunja, onde nem a imprensa e nem civis foram permitidos entrar. As conversas da reunião e a gravação do vídeo de um celular vazaram, foram publicadas e compartilhadas em muitos sites, incluindo <em>E-snips</em> e <em>YouTube</em>. O blog <em>Unheard Voice</em> <a href="http://unheardvoice.net/blog/2009/03/04/the-audio-files-and-the-questions/">discute</a> [en] o assunto do vazamento dos arquivos de áudio que estão sendo usados por alguns quartéis para criar tensão política e fazer mal ao exército e ao primeiro ministro.</p>
<p><em>Dark ocean needs a lighthouse</em> <a href="http://fresnel-lens.blogspot.com/2009/03/why-bangladesh-blocking-youtube-and.html">diz</a> [en]:</p>
<blockquote><p>If Bangladesh Govt thinks Internet is like Cellphone service then they are living in fools&#39; paradise. There are many ways people can bypass the blockage. [..] In this particular case anyone can use Anonymous proxy and bypass firewall!</p>
<p>Youtube, eSnips etc are very common and useful services. If Bangladesh Govt think any particular Audio and Video harmful for our society they could directly request Youtube to remove them. Such wild blockage is not only stupidity but also raises question about Govt&#39;s intention.</p></blockquote>
<div class="translation">Se o governo de Bangladesh pensa que a internet é como um serviço de celular, então ele está vivendo no paraíso dos tolos. Há muitas formas das pessoas passarem por bloqueios. [&#8230;] Neste caso em particular, qualquer um pode usar um servidor proxy anônimo para driblar o firewall!</p>
<p>Youtube, eSnips etc são serviços muito comuns e úteis. Se o governo de Bangladesh Govt acha qualquer áudio e vídeo perigoso para nossa sociedade, ele poderia pedir diretamente ao YouTube para que fossem retirados. Um bloqueio tão primitivo não é apenas estupidez, mas também levanta questionamentos obre a intenção do governo.</p></div>
<p>Alguns blogueiros, como <em>Kayes Mahmud</em>, estão disponibilizando <a href="http://www.somewhereinblog.net/blog/kayesmahmudblog/28921220">links de servidores proxy</a>, para que assim outras pessoas tenham acesso ao conteúdo bloqueado. <em>Razon Sun</em> <a href="http://www.somewhereinblog.net/blog/razonsun/28921232">aponta</a> que o conteúdo da reunião em Shenakunjo já foi publicado em um <a href="http://www.dailynayadiganta.com/2009/03/07/fullnews.asp?News_ID=132782&amp;sec=1">jornal local</a> [bn]. Então não há nenhuma razão para bloquear a internet. Pode ser mencionado aqui que os bengalis fora de Bangladesh podem facilmente acessar tal conteúdo, que também podem ser descarregados por email e por email compartilhado.</p>
<p><em>Sushanta</em> <a href="http://amarblog.com/sushantaa/43647">diz</a> [bn]:</p>
<blockquote><p>প্রচারনা বন্ধ করার আগে দেখেন কিভাবে এটা রেকর্ড হলো? প্রথমে কোন সাইটে এটা আপ্লোড হয়েছে। সেনাকুঞ্জের সভার ভিডিও টা দেখেন ভালো করে কোন সেনা কর্মকর্তা মোবাইল হাতে চুপেচাপে রেকর্ডিং করছে। এটা ধরা তেমন কঠিন কাজ না।</p></blockquote>
<div class="translation">Antes de tentar bloquear áudio/vídeo, por favor vejam antes como foram gravados e onde foi publicado pela primeira vez. Por favor confiram o vídeo da reunião em Shenakunja para identificar quem o gravou. Não é difícil de descobrir.</div>
<p><em>Russell</em> <a href="http://russelljohn.net/journal/index.php?itemid=216">desabafa</a> [en] sua frustração:</p>
<blockquote><p>What&#39;s ironical is that it&#39;s the same Government that talks about “Digital Bangladesh” all the time. We now know what Digital Bangladesh is like.</p></blockquote>
<div class="translation">O irônico é que este é o mesmo governo que fala sobre &#8220;Bangladesh Digital&#8221; o tempo todo. Agora sabemos como é Bagladesh Digital.</div>
<p>A questão agora é como desbloquear o YouTube e outros sites de compartilhamento em Bangladesh. Vimos em casos anteriores que as autoridades não reconhecem que tais bloqueios foram culpa de defeitos técnicos. Na falta da &#8220;Lei do Direto à Informação&#8221;, é difícil para um cidadão comum perguntar o por quê de se fazer isso. Esperamos que as autoridades desbloqueiem todos os estes sites para prevenir mais controvérsias e má publicidade para o governo.</p></div>
]]></content:encoded>
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		<title>Brasil: Introdução à Internet no Batismo Digital</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/08/brasil-introducao-a-internet-no-batismo-digital/</link>
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		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 22:49:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Batismo Digital trouxe inclusão digital a Belo Horizonte nesse sábado, ensinando informações básicas sobre como usar um computador para aqueles que nunca tinham tido a chance ou apresentando ferramentas mais avançadas para usuários mais experientes. Veja fotos e vídeos do dia agitado na capital mineira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/08/brazil-introducing-the-web-a-digital-baptism/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-60432" title="batismo" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/batismo.jpg" alt="batismo" width="439" height="211" /><br />
Um “Batismo Digital” trouxe a inclusão digital a Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. O evento desse sábado, organizado por meio de uma parceria entre o <a href="http://www.teia.mg.gov.br/">Governo</a>, o Ministério Público e a <a href="http://almig.com.br/">Associação de Lan House</a> locais, teve como objetivo promover a inclusão digital e incentivar o empreendimento online. Essa foi a primeira vez que o Batismo Digital aconteceu em Belo Horizonte, embora o evento já aconteça esporadicamente em São Paulo e no Rio de Janeiro desde 2005.</p>
<p>Sob uma grande tenda em uma das praças da capital mineira, 50 computadores conectados à internet e 100 facilitadores ajudaram, durante todo o dia, as pessoas que compareceram a escalar os degraus do mundo online. Foram dois os tipos principais de oficina: o Batismo Digital 1.0, para aqueles que nunca tiveram a oportunidade de operar um computador aprender o básico e sufar na internet pela primeira vez, e o Batismo Digital 2.0, para usuários mais experientes que querem mergulhar mais fundo na rede e conhecer novas ferramentas. <a href="http://twitter.com/fabiosan/status/1293062006">Fábio Santos</a> relata no Twitter:</p>
<blockquote><p><a href="http://twitter.com/fabiosan/status/1293062006"><img class="aligncenter size-full wp-image-60481" title="fabiosan" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/fabiosan.jpg" alt="fabiosan" width="371" height="190" /></a></p></blockquote>
<p>O usuário do Twitter @fabiosan também nos conta a história de uma senhora de 67 anos que nunca tinha usado um computador e decidiu participar do Batismo Digital para aprender novas formas de se comunicar com suas duas irmãs já conectadas, que moram em outro estado:</p>
<blockquote><p><img class="aligncenter size-full wp-image-60491" title="fabiosan1" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/fabiosan1.jpg" alt="fabiosan1" width="367" height="191" /></p></blockquote>
<p><a href="http://batismodigital.blogspot.com/2009/03/aconteceu-no-batismo_07.html">Essa postagem</a> do blogue do evento constrasta os recém &#8220;batisados&#8221; por idade. A primeira imagem é do usuário do Flickr <a title="Link to pvilla's photostream" href="http://www.flickr.com/photos/pvilla/">pvilla</a>:</p>
<blockquote><p><a href="http://www.flickr.com/photos/pvilla/3335221293/"><img class="aligncenter size-full wp-image-60436" title="dsc02575" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/dsc02575.jpg" alt="dsc02575" width="320" height="240" /></a></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-60433" title="100_2580-1" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/100_2580-1.jpg" alt="100_2580-1" width="320" height="240" />Todas as idades passam por aqui!</p></blockquote>
<p><a href="http://batismodigital.blogspot.com/2009/03/aconteceu-no-batismo_9385.html">Essa outra entrada</a> apresenta os mais novos usuários do Twitter de Belo Horizonte:</p>
<blockquote><p><img class="aligncenter size-full wp-image-60444" title="100_2576-1" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/100_2576-1.jpg" alt="100_2576-1" width="320" height="240" /><br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-60445" title="100_2575" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/100_2575.jpg" alt="100_2575" width="320" height="240" /></p>
<p>Com auxílio do Rosalves, os novos agentes aprenderam a usar o Twitter!</p></blockquote>
<p>Abaixo, um vídeo publicado no YouTube por <a class="hLink fn n contributor" onmousedown="urchinTracker('/Events/VideoWatch/ChannelNameLink');" href="http://www.youtube.com/user/equipeteiamg">equipeteiamg</a>. Mais vídeos podem ser acessados através do <a href="http://live.blogblogs.com.br/stream/bdigital?service=youtube">agregador</a> do evento.</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/0nez8Jpz6Mo&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/0nez8Jpz6Mo&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>O Batismo Digital foi <a href="http://live.blogblogs.com.br/stream/bdigital">blogado ao vivo</a> e <a href="http://live.blogblogs.com.br/stream/bdigital">transmitido de várias formas</a> por meio de um site que coletou todas as reações no Twitter, Flickr, YouTube e blogues, dentre outros, que tivessem a tag #bdigitalmg.</div>
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		<title>Bangladesh: Banimento ao YouTube e Esnips confirmado</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/08/bangladesh-banimento-ao-youtube-e-esnips-confirmado/</link>
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		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 22:15:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bangladesh]]></category>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porRezwan  &#183; Traduzido por Carlos Maestre &#183;  Veja o post original 
Mash em Or How I Learned to Stop Worrying [Ou como aprendi a parar de me preocupar, em inglês] relata que &#8220;Bangladesh bloqueou YouTube e outros sites de compartilhamento de arquivos depois que o áudio da reunião entre o primeiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/rezwan/">Rezwan</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/08/bangladesh-youtube-and-esnips-ban-confirmed/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><em>Mash</em> em <em><a href="http://www.docstrangelove.com/2009/03/08/bangladesh-bans-youtube/">Or How I Learned to Stop Worrying</a></em> [Ou como aprendi a parar de me preocupar, em inglês] relata que &#8220;Bangladesh bloqueou YouTube e outros sites de compartilhamento de arquivos depois que o áudio da reunião entre o primeiro ministro e vários oficiais superiores do exército vazou e foi publicada no YouTube&#8221;. Citando fontes de notícias, o blogueiro confirma que um oficial do governo <a href="http://bdnews24.com/details.php?cid=2&amp;id=78253&amp;hb=1">defendeu</a> o bloqueio do YouTube e eSnips.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Mundo: 2500 línguas em perigo</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/28/mundo-2500-linguas-em-perigo/</link>
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		<pubDate>Sat, 28 Feb 2009 19:58:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Arruda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte & Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Um mapa interativo das línguas em via de extinção, no qual são evidenciadas 2500 línguas em perigo, de um total de 6000, foi publicado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). A organização internacional pede a colaboração dos usuários que contribuam com comentários para um projeto que conta com muitos bloguistas preocupados em preservar a cultura no mundo.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/simon-maghakyan/">Simon Maghakyan</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/mariaarruda/'>Maria Arruda</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/02/20/worldwide-2500-languages-disappearing/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Um <a href="http://www.unesco.org/culture/ich/index.php?pg=00206">mapa interativo</a> [En] das línguas em via de extinção, no qual são evidenciadas 2500 línguas em perigo, de um total de 6000, foi publicado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). A organização internacional pede a <a href="http://www.unesco.org/culture/ich">colaboração dos usuários</a> [En] que contribuam com comentários para um projeto que conta com muitos bloguistas preocupados em preservar a cultura no mundo.</p>
<p><em><img class="size-full wp-image-57182" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/languagesmapun.png" alt="UNESCO Map of Languages at Risk" width="350" height="201" /><br />
UNESCO Mapa das Línguas em Risco de Extinção</em></p>
<p><em><a href="http://iglesiadescalza.blogspot.com/2009/02/death-of-language-diversity_20.html">Iglesia Descalza</a></em> [En], uma bibliotecária, escreve no seu blog:</p>
<blockquote><p>As someone who loves languages, I am chagrined to read the news coming out of UNESCO&#39;s presentation of the updated Atlas of the World’s Languages in Danger of Disappearing. According to the Atlas, unveiled on the eve of International Mother Language Day (21 February), nearly 200 languages have fewer than 10 speakers and 178 others have between 10 and 50 speakers.</p>
<p>The data shows that out of the 6,000 languages currently in existence, over 200 have died out over the last three generations, 538 are critically endangered, 502 severely endangered, 632 definitely endangered and 607 unsafe.</p>
<p>As the last remaining speakers of a language pass away, the language itself dies. The language of Manx in the Isle of Man died out in 1974 when Ned Maddrell, the last speaker, passed away while Eyak, in Alaska, United States, met its demise last year with the death of Marie Smith Jones.</p>
<p>[…]</p>
<p>We need to prize bio-diversity, cultural and racial diversity, and linguistic diversity because we lose too much by becoming homogenized into one big, white, English-speaking society.</p></blockquote>
<div class="translation">Como pessoa que ama as línguas, estou decepcionada ao ler as notícias que chegam da apresentação da UNESCO sobre a atualização do Atlas das Línguas em Perigo no Mundo. Segundo o Atlas, apresentado na véspera do Dia Internacional da Língua Materna (21 de fevereiro), cerca de 200 línguas são faladas por menos de 10 pessoas e outras 178 por entre 10 e 50 pessoas.</p>
<p>Os dados indicam que em 6000 línguas existentes atualmente, mais de 200 desapareceram nas últimas três gerações, 538 estão em situação crítica, 502 gravemente em perigo, 631 definitivamente em perigo e 607 em situação insegura.</p>
<p>Quando morre o último sobrevivente de uma língua, essa também morre. A língua manês na Ilha de Man extinguiu-se em 1974 com a morte de Ned Maddrell, o seu último falante, enquanto a língua eyak, no Alasca, Estados Unidos, extinguiu-se no ano passado com a morte de Marie Smith Jones.</p>
<p>[…]</p>
<p>Precisamos premiar a biodiversidade, a diversidade de raça e de cultura, e aquela lingüística porque temos muito a perder em nos tornarmos homogeneizados em uma sociedade grande, branca e que fala inglês.</p></div>
<p>Enquanto as línguas em via de extinção são na maioria aquelas dos indígenas que devem prestar contas com a globalização e com o nacionalismo estatal, <a href="http://daniel-moving-out.blogspot.com/2009/02/portuguese-galician.html"><em>Daniel Moving Out</em></a> [En], blogger originário de Portugal e atualmente no Reino Unido, sustém que nem todas as línguas “não oficiais” estão morrendo:</p>
<blockquote><p>[…]</p>
<p>The Galician sounds like a cross between Spanish and Portuguese, somewhat like a dialect originated from the second and enriched with vocabulary and accent of the first. The language is originated from the Galician-Portuguese of medieval times, and it was spoken at all the County of Portucale. […]</p>
<p>This week, the Unesco atlas of world languages was released, regarding Galician as a strong language among those that are not the main languages of any country. It receives protection from the Castilian (common Spanish) from being geographically close to Portugal.</p>
<p>[…]</p></blockquote>
<div class="translation">[…]</p>
<p>O galego parece uma mistura entre o espanhol e o português, algo parecido com um dialeto que tenha tido origem a partir do segundo e que tenha sido enriquecido com o vocabulário e o acento do primeiro. A língua tem origem no galego-português de época medieval e era falada em todo o Condado de Portucale. […]</p>
<p>Nessa semana foi publicado o Atlas das Línguas do Mundo, e o galego é presente como uma língua forte, mesmo que não seja a língua principal de nenhum país. É protegido pelo castelhano (o espanhol comum) e pela sua proximidade geográfica com Portugal.</p>
<p>[…]</p></div>
<p>O blog, porém, resume alguns dos dados negativos:</p>
<blockquote><p>[…]</p>
<p>199 languages have less than a dozen of native speakers. In Indonesia, the 4 remaining speakers of Lengilu talk within [themselves]; the Karaim in Ukraine is kept by only 6 people. Over than 200 different languages have disappeared in the last 3 generations. The Manx, from the Isle of Man, here in the UK died with the last native speaker in 1974.</p>
<p>[…]</p></blockquote>
<div class="translation">199 línguas têm menos de uma dúzia de nativos falantes. Na Indonésia, as últimas 4 pessoas falantes do lengilu falam entre [si mesmas]; o karaim na Ucrânia é falado por apenas 6 pessoas. Além disso, 200 línguas diferentes desapareceram nas últimas três gerações. O manês, na Ilha de Man, aqui no Reino Unido, desapareceu com o último nativo que o falava, em 1974.</div>
<p>Mas nem todos estão preocupados com o desaparecimento das línguas.<br />
Comentando no blog de <a href="http://blog.ted.com/2009/02/unescos_latest.php"><em>TED blog</em></a> [En], Magnus Lindkvist diz:</p>
<blockquote><p>[…] Why do we insist on romanticizing ancient languages that arguably noone wants to speak anymore? What about the hundreds of new programming languages that have sprung up in the past decades? Or the infinite variations of English that people are adopting and “remixing” to make their own around the world? These are real languages and show a lot more vitality than Manx and Tirahi.</p></blockquote>
<div class="translation">
<p>[…] Por que insistimos em romantizar aquelas línguas antigas que possivelmente ninguém quer falar mais? O que dizer das centenas de linguagens de programação que apareceram de repente nos últimos decênios? Ou das infinitas variações do inglês que as pessoas vão adotando e “remixando” por conta própria no mundo todo? Essas línguas são verdadeiras e mostram uma vitalidade bem maior que o manês e o tirahi.</p></div>
<p><a href="http://abdullahwaheedsblog.blogspot.com/2009/02/dhivehi-and-international-mother.html"><em>Abdullah Waheed</em></a> [En], um nativo que fala o dhivehi – uma outra língua “oficial” que não é mais falada por muitos nas Maldivas – explica com um exemplo porque é importante preservar as línguas:</p>
<blockquote><p>[…]</p>
<p>Dhivehi language is absolutely vital to the identity of Maldivians as a people and Maldives as a country, because it is the only feature we all share and which few others have. It is a strategic factor in our advances towards sustainable development and the harmonious coordination of our affairs.<br />
Far from being a field reserved for writers, Dhivehi lies at the heart of all social, economic and cultural life. Dhivehi does matter to all of us. It matters when we want to promote cultural diversity, and fight illiteracy, and it matters for quality education, including teaching in the first years of schooling. It matters in the fight for greater social inclusion, for creativity, economic development and safeguarding indigenous knowledge.</p>
<p>[…]</p></blockquote>
<div class="translation">[…]</p>
<p>A língua dhivehi é absolutamente vital à identidade dos maldivianos como pessoas e das Maldivas como país porque é a única característica que todos temos em comum e que poucos outros têm. É um fator estratégico se queremos progredir em direção a um desenvolvimento sustentável e uma coordenação harmoniosa dos nossos assuntos.<br />
Longe de ser um campo de competência dos escritores, a língua dhivehi é ao centro da vida social inteira, econômica e cultural. O dhivehi é importante para todos nós. Conta se queremos promover a diversidade cultural e combater o analfabetismo, e conta pela qualidade de instrução, incluído o ensino nos primeiros anos de escola. Conta na luta por uma inclusão social maior, pela criatividade, o desenvolvimento econômico e a preservação da consciência indígena.</p>
<p>[…]</p></div>
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		<item>
		<title>Equador: entrevista com ganhador do Melhor Blog Latinoamericano</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Feb 2009 04:32:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
		<category><![CDATA[Ecuador]]></category>
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		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Mesmo sem poder viajar à Espanha para receber o prêmio de "Melhor Blog Latinoamericano" no concurso patrocinado pelo diário espanhol 20 Minutos, Carlos Suasnavas é humilde em sua condecoração e a dedica aos seus leitores. O blog, que coescreve com Evan, de Argentina, é chamado Sentado Frente Al Mundo e foi o escolhido por  um júri e por outros blogueiros. Nesta entrevista desde sua cidade natal, Quito, ele compartilha um pouco de seus méritos sobre ter um blog premiado e tenta responder por que tem mais leitores de fora do Equador.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/tonnet/">Milton Ramirez</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/02/09/ecuador-an-interview-with-winner-of-best-latin-american-blog/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div class="entry">
<p style="text-align: justify;">Mesmo sem <a href="http://sentado-frente-al-mundo.blogspot.com/2008/12/gracias-amigo.html">poder viajar à Espanha</a> para receber o prêmio de &#8220;Melhor Blog Latinoamericano&#8221; no <a href="http://blogs.20minutos.es/premios20blogs">concurso</a> patrocinado pelo diário espanhol <em>20 Minutos</em>, Carlos Suasnavas é humilde em sua condecoração e a dedica aos seus leitores. O blog, que coescreve com Evan, de Argentina, é chamado <em><a href="http://sentado-frente-al-mundo.blogspot.com/">Sentado Frente Al Mundo</a></em> e foi o escolhido por  um júri e por outros blogueiros. Nesta entrevista desde sua cidade natal, Quito, ele compartilha um pouco de seus méritos sobre ter um blog premiado e tenta responder por que tem mais leitores de fora do Equador.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-56539" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/carlos-suasnavas1.jpg" alt="" width="400" /> Carlos Suasnavas num retrato especial para sua entrevista, em Quito, Equador. Cortesia de Suasnavas</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Milton Ramirez: Quem é Carlos Suasnavas?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Carlos Suasnavas:</strong> Carlos Suasnavas é um equatoriano de 37 anos, que ama um bom livro, a literatura clássica, a ciência em geral e que tenta compartilhar alguma coisa no seu blog que já tenha lido, aprendido ou afetado profundamente. Também é um comerciante, consciente da situação econômica do seu país, do bem-estar de seus empregados e da satisfação do cliente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>MR: Seu blog se resume na expressão <a href="http://sentado-frente-al-mundo.blogspot.com/"><strong>&#8220;Sentado de frente ao mundo&#8221; [Sentado frente al mundo]</strong></a> [es], o isso significa para você?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CS:</strong> Significa que você e eu, ou alguém mais, temos a sorte de sermos capazes de sentar de frente para a janela da Internet, que nos dá conhecimento de cultura, tradições, costumes, história, estilos de vida e atrações deste pequeno planeta azul. Pessoalmente, me sinto privilegiado de nascer nesta era, na qual temos esta maravilhosa janela para o mundo no nosso escritório. Ainda assim, não posso entender que existam pessoas procurando apenas por pornografia ou notícias de celebridades quando elas têm a sua disposição a ÚNICA ferramenta que lhes leva virtualmente em casa a história da humanidade, da arte, da ciência, da tecnologia, da política, assim como seu planeta, geografia, animais e milhares de outras coisas. Às vezes não paramos para pensar como somos afortunados por termos qualquer informação, de qualquer parte do mundo, à distância de apenas um clique. O nome do meu blog, Sentado de frente ao mundo, compreende toda essa idéia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>MR: O que você pensa da blogosfera equatoriana e, como leitor habitual, quais seriam seus [blogs] favoritos?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CS:</strong> Com respeito à blogosfera equatoriana, como em todos os lugares, há blogs de qualidade, mas também do outro tipo. Com certeza ainda existem blogueiros pensando que as outras pessoas estão interessadas em saber de suas vidas particulares, emocionais ou sexuais, mas já que um blog é livre, podem fazê-lo, e não há regras a serem seguidas, e se pode encontrar muito lixo por aí. E como os blogs são globais, também temos leitores para todo tipo de conteúdo.</p>
<p style="text-align: justify;">Na minha conta da Bloglines olho os bons blogs clássicos equatorianos, que permanecem desde que comecei, e aprendi com eles, como: <a href="http://www.cerocuatro.net/blog/"><em>CeroCuatro</em>,</a> <a href="http://auraneurotica.blogspot.com/"><em>Aura Neurotica</em>,</a> <a href="http://historiasdelagaby.blogspot.com/"><em>La Gaby</em>,</a> <a href="http://cralvbenalc.blogspot.com/"><em>Atrapasueños</em>, </a><a href="http://www.ecuadorciencia.org/"><em>Ecuador Ciencia</em>, </a><a href="http://tecnodatum.com/"><em>Tecnodatum</em>,</a> <a href="http://suenosycuentos.blogspot.com/"><em>Sueños y Cuentos</em>,</a> e <a href="http://elapestado.blogspot.com/"><em>El Apestado</em></a>. [es, todos citados]</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>MR: Numa recente <a href="http://www.porfinempleo.com/home/recursos.php?idRecurso=62">entrevista em vídeo</a> você disse que as pessoas blogam para se descarregarem. Tem algum post favorito no qual você se decarrega, por quê?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CS:</strong> Como todos sabem, meu blog esteve em processo de evolução, de ser um blog pessoal ao que é hoje. Na metade do caminho, vários posts da etapa romântica permanecem e que lembro com muito afeto, como &#8220;<a href="http://sentado-frente-al-mundo.blogspot.com/2007/08/angel-y-demonio.html">Anjos e Demônios [Ángeles y Demonios]</a>&#8221; [es] que tem um texto muito simples sobre uma mulher que foi importante na minha vida, mas gostei muito desse texto e o vi copiado em muitos blogs, alguns citando a fonte, outros não (o que realmente não me importa), o vi em espaços pessoais, fóruns, e uma vez alguém me mostrou uma imagem manipulada no Photoshop com o texto, como se fosse um cartão postal. Outro caso curioso foi o email que recebi com o texto de outro post meu, chamado &#8220;<a href="http://sentado-frente-al-mundo.blogspot.com/2007/07/cartas-echadas.html">Cartas Enviadas [Cartas echadas]</a>&#8221; [es].</p>
<p style="text-align: justify;">Esse tipo de coisa me incomodava, mas agora eu lembro e fico muito orgulhoso. E, como disse, eram outros tempos e minha motivação era diferente.</p>
<p style="text-align: justify;">Sempre escrevi para descarregar, mas tenho tentado ser muito cauteloso sobre o que revelo da minha vida pessoal. Mostrei ao mundo apenas aquilo que quero que saibam de mim. Se alguém acha que só porque leu meu blog conhece completamente Carlos Suasnavas, está enganado.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>MR: Como os blogs equatorianos contribuem com o diálogo cidadão? Por que você acha que suas publicações são lidas principalmente por estrangeiros antes dos equatorianos?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CS:</strong> Acho que este diálogo está sendo construído por causa de um blog, que por natureza, é parcial. Começando pelo presidente, nos queixamos de como a imprensa e a televisão são parciais. O que mais poderiamos esperar de um blog escrito por alguém de acordo com a realidade que vive? Há blogs a favor e contra o governo. Até agora não vi nenhum moderado. Enquanto exista desequilíbrio, o diálogo não pode existir. Os que têm lugar são os debates nos quais todos acreditam ser donos da verdade.</p>
<p style="text-align: justify;">O feito de que meu blog tenha mais leitores estrangeiros, penso, talvez seja por causa de duas situações específicas. Primeira, graças ao carisma da minha coblogueira, <a href="http://y-mi-camino-siguio-en-singular.blogspot.com/">Evan, que é argentina</a> e compartilha dos mesmos gostos nos tópicos que publicamos. Quando quero mudar a orientação do meu blog, como o fiz há um ano, ela entendeu perfeitamente as minhas idéias. Outra razão pode ser por que, no meu blog, não há morbidez, política ou a minha vida pessoal, apenas temas para que os equatorianos disfrutem uma leitura.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>MR: Como mudou a percepção do blogueiro/empresário Carlos Suasnavas nos meios [de comunicação] nacionais desde que recebeu o prêmio de Melhor Blog Latinoamericano?</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CS: </strong>É coincidência que seja empresário e blogueiro ao mesmo tempo, e foi outra feliz coincidência ganhar como Melhor Blog Latinoamericano. Um estudante do segundo grau ou universitário, uma dona de casa ou um mecânico, qualquer um poderia ter ganhado. Um jornalista também poderia ter vencido, mas esta é a beleza da liberdade na Internet, você não precisa se rotular numa única atividade ou mostrar o seu diploma para criar o próprio blog. É uma atividade na qual seu diploma não importa, apenas importa se as pessoas gostam do que é publicado e se continuam lendo.</p>
<p style="text-align: justify;">Não sei se os meios [de comunicação] vêem de maneira diferente. Sei que meus amigos não. Para ser sincero, este prêmio me deu muita cobertura dos meios, algumas entrevistas à imprensa, mas desde então não mudei nada. Sou grato, pois aumentou a visitação do meu blog, que está sendo mais lido e tenho a grata satisfação de saber que ajudou um pouco com a cultura geral dos leitores.</p>
</div>
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