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	<title>Global Voices em Português &#187; Socorro &amp; Resgate</title>
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	<description>O mundo está falando. Você está ouvindo?</description>
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		<title>Lendo o planeta no Blog Action Day 2009</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/10/17/lendo-o-planeta-no-blog-action-day-2009/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/10/17/lendo-o-planeta-no-blog-action-day-2009/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 17 Oct 2009 03:03:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cilene Dutra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Mais de 9000 blogueiros devotaram um post às mudanças climáticas no Blog Action Day, uma iniciativa anual que partiu do Change.org para unir os blogueiros do mundo a fim de alcançar seus milhões de leitores.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/solana-larsen/">Solana Larsen</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/cilenedutra/'>Cilene Dutra</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/10/15/reading-the-world-on-blog-action-day/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><a href="http://www.blogactionday.org"><img class="alignright" style="border: 0pt none;" src="http://www.blogactionday.org/imgs/badges/bad-125-125.jpg" border="0" alt="" width="125" height="125" /></a>No dia 15 de outubro, mais de 9000 blogueiros devotaram um post às mudanças climáticas no <a href="http://www.blogactionday.org/">Blog Action Day</a>, uma iniciativa anual que partiu do <a href="http://www.change.org/">Change.org</a> [en] para unir os blogueiros do mundo a fim de alcançar seus milhões de leitores.</p>
<p><a href="http://www.blogactionday.org/en/blogs/new">Registre seu blog</a> para adicionar a sua voz!</p>
<p>Este é o post do Global Voices.</p>
<p>Nos próximos meses, o Global Voices acompanhará as questões ambientais e de mudanças climáticas com olho clínico. Esperamos divulgar vozes não ouvidas no debate acerca das reuniões das Nações Unidas em Copenhague em dezembro (<a href="http://en.cop15.dk/">COP15</a>).</p>
<p>Em novembro, no <em><a href="http://www.conversationsforabetterworld.com/">Conversations for a Better World</a></em> [en], um blog patrocinado pelo <a href="http://unfpa.org/">UNFPA</a> terá dois de nossos autores, Eduardo e Belen, postando histórias sobre dinâmica populacional e mudanças climáticas. Sei que estarão voltados para a América Latina nas discussões.</p>
<p>Durante o mês de outubro, blogueiros do Global Voices viraram mentores de <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/10/15/2009/09/08/global-voices-bloggers-mentor-new-danish-and-african-bloggers/">31 rapazes e moças da África e Dinamarca</a> [en] que organizam uma campanha online sob os <a href="http://globalchangenow.net/">auspícios de MS ActionAid</a> [en] em Copenhague, Dinamarca. Eles nos pediram para relatar histórias sobre &#8220;quais países emergentes precisam consertar estragos causados pelas mudanças climáticas&#8221;. Tentaremos atender ao pedido.</p>
<p><strong>Alguns posts dos mentores</strong></p>
<p>No Blog Action Day, Jillian <a href="http://jilliancyork.com/2009/10/15/blog-action-day-09-climate-change/">encorajou seus leitores</a> a visitar o blog de sua aluna <a href="http://globalchangenow.net/ejanver/">Edith</a>, enquanto Ali diz que seu aluno <a href="http://globalchangenow.net/claver/">Peter</a> passou a responsabilidade para ele  e o<a href="http://blog.novruzov.az/2009/10/it-is-blog-action-day-2009.html"> inspirou a escrever um post sobre as mudanças climáticas</a></p>
<p>Outra mentora, Gayle, escreveu um <a href="http://gisforghana.blogspot.com/2009/10/climate-change-in-ghana-blog-action-day.html">post mais longo</a> evidenciando a situação de fazendeiros no Gana, na Austrália (seus países) e no Zimbábue (o país de seu aluno, <a href="http://globalchangenow.net/john/">John</a>).</p>
<p>Gayle <a href="http://twitter.com/gaylepescud/status/4575319227">usou o Twitter</a> para chamar a atenção de fazendeiros australianos. Para sua surpresa, ela foi <em>re-twittada</em> pela ABC Radio da Austrália e foi contatada diretamente por diversos fazendeiros via email. Ela leu entrevistas com fazendeiros ganêses na web e até falou diretamente com um deles.</p>
<p>E entre dúzias de links e fontes interessantes, Gayle encontrou informação sobre como comunidades locais usam o conhecimento tradicional na zona rural de Gana para <a href="http://grou.ps/par_cc/talks">lidar com a mudança de climas</a>.</p>
<p>Gayle fez algo que os blogueiros do Global Voices fazem sempre: buscou vozes que raramente são ouvidas falando por si mesmas na mídia internacional.</p>
<p><strong>Semana passada no Global Voices</strong></p>
<p>Bhumika Ghimire escreveu um post sobre o <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/10/15/nepal-bio-gas-revolution/">futuro do bio-gás no Nepal</a>, incluindo um vídeo de uma pesquisa de uma universidade japonesa que mostra como o bio-gás é usado nas fazendas do Nepal.</p>
<p><img src="file:///C:/DOCUME%7E1/ADMINI%7E1/CONFIG%7E1/Temp/moz-screenshot-2.jpg" alt="" /></p>
<div id="attachment_4706" class="wp-caption alignright" style="width: 250px"><a href="http://www.flickr.com/photos/susandesignstudio/3977100156/in/set-72157614614099992/"><img class="size-full wp-image-4706 " title="landslide-300x199" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/landslide-300x199.jpg" alt="Desmoronamento causado pelo Tufão Ketsana numa vila em Pampanga. Foto de susancorpuz90 no Flickr. " width="240" height="159" /></a><p class="wp-caption-text">Desmoronamento causado pelo Tufão Ketsana numa vila em Pampanga. Foto de susancorpuz90 no Flickr. </p></div>
<p>No começo da semana, Mong Palatino <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/10/12/philippines-typhoon-disasters-and-climate-change/">escreveu como os blogueiros filipinos</a> estão estabelecendo conexões entre as mudanças climáticas e as inundações devastadoras em Manila que mataram mais de 500 pessoas.</p>
<p>Saffah Farooq escreveu sobre como os cidadãos das ilhas Maldivas que estão ao nível do mar no oceano Índico <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/10/11/maldives-gearing-up-for-copenhagen/">sentem que seus destinos poderão ser decididos</a> pelo sucesso de tratados como o Protocolo de Kyoto.</p>
<p>O blogueiro dedicado à vida selvagem, Samuel Maina no Quênia, contou que os quenianos estão tão desesperados por causa das chuvas que <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/10/08/kenya-waiting-for-el-nino/">já esperam as chuvas do El Niño</a> <strong>que podem deslocar milhares com sentimentos confusos.</strong></p>
<p>Há um fluxo constante de histórias no feed <em><a href="http://globalvoicesonline.org/-/topics/environment/">Environment</a></em> do Global Voices por blogueiros de todos os lugares do mundo.</p>
<p><strong>Olhando adiante</strong></p>
<p>Nesse Blog Action Day, quando celebramos o poder coletivo dos blogueiros de impulsionar mudanças, gostaríamos de encorajar a todos não só a escrever sobre as mudanças climáticas, mas também a ler o que outros estão dizendo.</p>
<p>Nas próximas semanas, seremos inundados por novas histórias de jornalistas citando políticos, ativistas e muitos outros, mas quando Conferência Climática Internacional da ONU terminar e as câmeras desligarem, as pessoas que sofrem as conseqüências das mudanças climáticas <em>ainda </em>estarão contando suas histórias na Internet na expectativa de alcançar aqueles que se importam.</p>
<p>Como dizemos no Global Voices: &#8220;O mundo está falando. Você está ouvindo?&#39;</p>
<p>Para aqueles distantes da linha de frente das mudanças climáticas, ouvir e linkar são umas das poucas maneiras de conseguir fazer o problema parecer mais real e carente de soluções hoje em dia.</p>
<p><strong>Posts relacionados</strong></p>
<ul>
<li><a title="Posts in Portuguese on Blog Action Day ‘09" rel="bookmark" href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/10/16/posts-em-portugues-no-blog-action-day-2009/">Posts em Português no Blog Action Day 2009</a></li>
<li><a title="Permanent link to Blog Action Day 2009: Rising Voices Projects Discuss Climate Change" href="http://rising.globalvoicesonline.org/blog/2009/10/15/blog-action-day-2009-rising-voices-projects-discuss-climate-change/">Blog Action Day 2009: Rising Voices Projects Discuss Climate Change</a></li>
<li><a title="Greek Posts on Blog Action Day ‘09" rel="bookmark" href="http://globalvoicesonline.org/2009/10/15/2009/10/15/greek-posts-on-blog-action-day-09/">Greek Posts on Blog Action Day ‘09</a></li>
<li><a title="Caribbean: Blogging About Climate Change" rel="bookmark" href="http://globalvoicesonline.org/2009/10/15/2009/10/16/caribbean-blogging-about-climate-change/">Caribbean: Blogging About Climate Change</a></li>
<li><a title="Israel: Blog Action Day for the Environment" rel="bookmark" href="http://globalvoicesonline.org/2009/10/15/2009/10/16/israel-blog-action-day-for-the-environment/">Israel: Blog Action Day for the Environment</a></li>
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		<title>Palestina: Depoimentos sobre os crimes de guerra israelenses em Gaza</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/06/palestina-depoimentos-sobre-os-crimes-de-guerra-israelenses-em-gaza/</link>
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		<pubDate>Mon, 06 Apr 2009 03:21:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<description><![CDATA[Blogueiros em Gaza não se surpreenderam com os depoimentos de soldados israelenses documentando crimes de guerra que cometeram ou testemunharam durante os recentes ataques a Gaza - ou por quaisquer outras histórias, que agora estão sendo relatadas, a respeito da conduta militar israelense.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/ayesha-saldanha/">Ayesha Saldanha</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/26/palestine-testimonies-regarding-israeli-war-crimes-in-gaza/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>Blogueiros em Gaza não se surpreenderam com os depoimentos de soldados israelenses documentando crimes de guerra que <a href="http://www.menassat.com/?q=en/news-articles/6250-soldiers-give-testimonies-about-war-crimes-gaza-will-israel-be-held-accoutable">cometeram ou testemunharam</a> [en] durante os recentes <a href="http://globalvoicesonline.org/specialcoverage/2008-gaza-strip-bombings/">ataques a Gaza</a> - ou por quaisquer outras histórias, que agora estão sendo relatadas, a respeito da conduta militar israelense.</p>
<p>A ativista canadense Eva Bartlett bloga em <em><a href="http://ingaza.wordpress.com/2009/03/23/israels-war-crimes-coming-to-light/">In Gaza</a></em> [en]:</p>
<blockquote><p>What we knew of Israel’s war crimes during Israel’s war on Gaza, what the medics, the victims, the doctors, the witnesses have testified is now gaining growing recognition. The calls for international inquiry are growing, <a href="http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2009/mar/24/israel-gaza-war-crimes-palestine">as are the reasons</a>. […] The Guardian has just published <a href="http://www.guardian.co.uk/world/series/gaza-war-crimes-investigation">an excellent series</a> of articles and videos on Israel’s crimes of war in and on Gaza.  Included in the reports are focuses on <a href="http://www.guardian.co.uk/world/2009/mar/23/gaza-war-crimes-medics">attacks on medical workers</a>, Israel’s <a href="http://www.guardian.co.uk/world/2009/mar/23/gaza-war-crimes-drones">use of drones to target and kill</a> with pinpoint accuracy civilians, and Israel’s use of civilians (including minors) as <a href="http://www.guardian.co.uk/world/2009/mar/23/gaza-human-shields-claim">human shields</a> during their military operations. […] People in Gaza were very acutely aware of the lethal drones, without having to be told thus by formal groups or experts. At new year’s the sordid <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/01/02/palestine-the-earthquake-in-gaza-is-unnatural-its-called-israel/">text message</a> about zanana (drone) missiles spread in a dark attempt at humour. <a href="http://ingaza.wordpress.com/2009/01/13/flakes-of-surreality/">We knew they were deadly</a>.</p></blockquote>
<div class="translation">O que sabíamos dos crimes de guerra israelenses durante a guerra de Israel em Gaza, o que os médicos militares e não militares, as vítimas, as testemunhas depuseram, agora ganha reconhecimento crescente, <a href="http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2009/mar/24/israel-gaza-war-crimes-palestine">por estas razões</a> [en]. […] The Guardian acaba de publicar <a href="http://www.guardian.co.uk/world/series/gaza-war-crimes-investigation">uma série excelente</a> [en] de artigos e vídeos sobre os crimes de guerra de Israel na guerra contra e em Gaza.  Incluso nos relatórios, está o foco em <a href="http://www.guardian.co.uk/world/2009/mar/23/gaza-war-crimes-medics">ataques a médicos</a> [en], <a href="http://www.guardian.co.uk/world/2009/mar/23/gaza-war-crimes-drones">o uso de veículos aéreos não tripulados para mirar e matar</a> [en] com alta precisão os civis (incluindo menores), como <a href="http://www.guardian.co.uk/world/2009/mar/23/gaza-human-shields-claim">escudos humanos</a> [en] durante suas operações militares. […] As pessoas em Gaza estavam bem cientes dos bombardeiros, sem precisar serem avisadas por grupos formais ou especialistas. No ano novo, a sórdida <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/01/02/palestine-the-earthquake-in-gaza-is-unnatural-its-called-israel/">mensagem de texto</a> [en] sobre mísseis <em>zanana</em> se espalharam na tentativa sombria de fazer piada. <a href="http://ingaza.wordpress.com/2009/01/13/flakes-of-surreality/">Nós sabíamos que eles eram mortais</a> [en].</div>
<p>Eva então disponibiliza links para outras fontes midiáticas, incluindo <a href="http://www.youtube.com/watch?v=mt9GblxFwSo">Al Jazeera</a> [ar], <a href="http://www.haaretz.com/hasen/spages/1072040.html">Ha&#39;aretz</a> [en], <a href="http://www.independent.co.uk/news/world/middle-east/israels-dirty-secrets-in-gaza-1649527.html">The Independent</a> [en], e <a href="http://www.timesonline.co.uk/tol/news/world/middle_east/article5939611.ece">The Times</a> [en].</p>
<p>O ativista australiano Sharyn Lock escreve em <em><a href="http://talestotell.wordpress.com/2009/03/23/march-23-fire-also-upon-rescue/">Tales to Tell</a></em> [en]:</p>
<blockquote><p>Do you remember that before the ground incursion began, E and I were spending nights with our <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jabalia_Camp">Jabalia</a> friends as they hid in the basement while the bombs fell? And then we would go out in the morning (somewhat less bombs) to document the attacks. And you might remember a picture we took of <a href="http://talestotell.wordpress.com/2008/12/31/tuesday-night-by-the-sea/">a yellow truck in which a family had been blown up</a>.<br />
Well, what I didn’t know was that Israel was actually using footage of the last minutes of these people’s lives, taken from the air, as a youtube propaganda video about how they were just targeting Hamas rocket firers. However the locals told a <a href="http://www.btselem.org/English/">B’Tselem</a> field worker the same story they told us (the Guardian newspaper <a href="http://www.guardian.co.uk/world/2009/jan/01/surgical-strike-israel-human-rights">picked up on it</a> also) and a very different version of events was posted to youtube <a href="http://www.youtube.com/watch?v=6Tg-F9oqyrE">here</a>.</p></blockquote>
<div class="translation">Você se lembra que antes da invasão por terra começar, E e eu passavamos noites com nossos amigos de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jabalia_Camp">Jabalia</a> [en], enquanto eles se escondiam nos porões e as bombas caíam? E então saíamos de manhã (com menos bombas) para documentar os ataques. E você pode se lembrar de uma foto que tiramos de <a href="http://talestotell.wordpress.com/2008/12/31/tuesday-night-by-the-sea/">um caminhão amarelo no qual uma família havia sido explodida</a> [en].<br />
Bem, o que eu não sabia era que Israel estava, na verdade, usando as gravações dos últimos minutos das vidas dessas pessoas, filmados do alto, como se fosse um vídeo propaganda do youtube sobre como eles estavam mirando nos lançadores de mísseis do Hamas. Entretanto, os moradores locais contaram a um operário da <a href="http://www.btselem.org/English/">B’Tselem</a> [en] a mesma história que nos contaram (e que o jornal The Guardian <a href="http://www.guardian.co.uk/world/2009/jan/01/surgical-strike-israel-human-rights">também cobriu</a> [en]) e é uma versão muito diferente dos eventos, que está publicada no youtube <a href="http://www.youtube.com/watch?v=6Tg-F9oqyrE">aqui</a> [en].</div>
<p>Louisa Waugh, que trabalha em Gaza, escreve no <em><a href="http://blog.newint.org/gaza/2009/03/26/israel-is-sick/">Gaza Blog</a></em> [en] do <em>New Internationalist</em>:</p>
<blockquote><p>An American friend who has lived in Jerusalem for almost two years tells me she thinks Israel is unnerved by recent testimonies from soldiers who were recently in Gaza.<br />
The Israeli soldiers were graduates of the Oranim College military academy, which has just published the testimonies. They describe attacks on civilians, including what one soldier described as ‘The cold-blooded murder&#39; of an elderly Palestinian woman, and incidents of soldiers being ordered to trash civilian houses and throw the contents, furniture and all, out of the windows. The academy director, Dany Zamir, told an Israeli radio station that, ‘[The testimonies] conveyed an atmosphere in which one feels entitled to use unrestricted force against Palestinians.&#39;<br />
Alongside these disturbing but unsurprising revelations which the Israeli military says it will investigate, is the ugly scandal of T-shirts with vicious slogans being worn by some young Israeli soldiers. According to reports in the Israeli media, and <a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/middle_east/7960071.stm">BBC news</a>, one of the T-shirts has the slogan ‘Bet you got Raped!&#39; over a picture of a bruised woman in a head-scarf. Another shows the picture of a clearly pregnant head-scarved woman with the words, ‘One shot two kills.&#39; […] I think my friend in Jerusalem is overly optimistic: it&#39;s hard to get any perspective on Israel from here in Gaza, especially so soon after the devastating offensive. But mainstream Israeli public opinion seems to be that although the Israeli military offensive in Gaza was clearly brutal and disproportionate, Palestinians got what they deserved.</p></blockquote>
<div class="translation">Uma amiga americana que morou em Jerusalém por quase dois anos me diz achar que Israel está nervoso com os recentes depoimentos dos soldados que estiveram recentemente em Gaza.<br />
Os soldados israelitas se formaram na academia militar de Oranim College, que acaba de publicar os depoimentos. Eles descrevem os ataques a civis, incluindo o que um soldado descreveu como &#8216;assassinato a sangue frio&#39; de uma mulher idosa palestina, e incidentes de soldados sendo ordenados para destruir casas de civis e jogar os pertences, móveis e tudo, pela janela. O diretor da academia, Dany Zamir, disse em uma rádio israelita que, &#8216;[os depoimentos] expressava uma atmosfera na qualquer um se sente obrigado a usar força irrestrita contra os palestinos.&#39;<br />
Junto destas perturbadoras, mas esperadas revelações as quais os militares israelitas disseram que vão investigar, está o feio escândalo das camisas com slogans violentos, sendo usadas por alguns jovens soldados de Israel. De acordo com relatórios da mídia israelita, e a <a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/middle_east/7960071.stm">BBC news</a> [en], uma das camisas tem o slogan &#8216;Aposto que você foi estuprada!&#39; sobre a imagem de uma mulher machucada usando uma burca. Outra mostra uma foto clara de uma grávida com as palavras &#8216;um tiro, duas mortes&#39;. […] Eu acho que minha amiga em Jerusalém está otimista além da conta: é difícil ter qualquer perspectiva em Israel aqui em Gaza, especialmente tão breve, com uma ofensiva devastadora. A principal opinião pública israelita, apesar da ofensiva militar de Israel em Gaza ter sido claramente brutal e desproporcional, parece ser de que os palestinos tiveram o que mereciam.</div>
<p><em>Mango Girl</em>, radicada no Egito, refere-se a um relatório de um rabino que acompanhou <a href="http://fakirnihindi.wordpress.com/2009/03/21/news-flash-israel-is-motivated-by-religion/">soldados israelitas</a>:</p>
<blockquote><p>Dirty laundry from the recent military campaign against Gaza is being aired in Haaretz [newspaper], and one of the allegations is that a radical rabbi was <a href="http://fakirnihindi.wordpress.com/2009/03/21/news-flash-israel-is-motivated-by-religion/">brought in</a> to exhort Israeli soldiers to do their religious duty in clearing the land of non-Jews so that Jews could realize their religious rights to it. Golly gee, do you think that maybe Israel is motivated by religion or religious identity? You mean they’re not super secular and liberal and democratic and are, just maybe, more similar to the unwashed wild-eyed jihadi Arabs they are fighting than different?</p></blockquote>
<div class="translation">Roupa suja da recente campanha militar contra Gaza está indo ao ar no [jornal] Haaretz, e uma das alegações é que um rabino radical foi <a href="http://fakirnihindi.wordpress.com/2009/03/21/news-flash-israel-is-motivated-by-religion/">levado</a> para exortar soldados israelitas e realizarem suas missões religiosas, limpando a terra dos não-judeus, para que então os judeus pudessem concretizar seus direitos religiosos sobre ela. Meu deus, você acha que talvez Israel estivesse motivado por religião ou identidade religiosa? Quer dizer que eles não são super-laicos e liberais e democráticos e são, talvez, mais parecidos do que diferentes dos sujos e selvagens árabes do Jihad que estão lutando contra eles?</div>
<p>Terminamos com o pensamento da ativista libanesa Natalie Abou Shakra, que bloga em <em>Moments of Gaza</em> [en]; ela questiona sobre as imagens de aviões de guerra sobre as quais <a href="http://gaza08.blogspot.com/2009/03/coming-towards-you.html">publicou</a> [en]:</p>
<blockquote><p>Don&#39;t they look like insects, the ones that bite deep into your skin? […] And, to humanity&#39;s dismay, when one searches on the internet, the search results display artistic photos of the war planes, as if they can be added to a collection… perhaps they would like to also take artistic photos of the aftermath of using these man-slaughtering machines looking at the Israeli Apache… does it not look like an abnormally large insect (an abnormally large fly)… do you understand what i mean now that we lived a horror movie…? there were huge insects and parasites feeding on human flesh</p></blockquote>
<div class="translation">Não parecem com insetos, aqueles que mordem pele adentro? [&#8230;] E, para o consternamento humano, quando buscamos na internet, os resultados da busca mostram fotos artísticas de aviões de guerra, como se fossem parte de uma coleção&#8230; talvez eles também gostariam de tirar fotos artísticas do pós-combate usando estas máquinas de matar pessoas olhando ao Apache israelita&#8230; não parece com um inseto anormalmente grande (uma mosca anormalmente grande)&#8230; agora você entende o que quero dizer com &#8216;vivemos em um filme de terror&#39;? havia insetos gigantes e parasitas se alimentando de carne humana.</div>
</div>
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		<title>Brunei: arrecadação de fundos para vítimas de enchentes</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/26/brunei-arrecadacao-de-fundos-para-vitimas-de-enchentes/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Feb 2009 17:20:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como parte dos esforços para coletar doações para as vítimas das enchentes, fundos de caridades foram organizados nas recentes semanas em Brunei. O forte temporal do mês passado causou enchentes e deslizamentos de terra no país, afetando os lares de mais de 200 famílias, e destruindo milhões de dólares em propriedades e lavouras.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/fadila-ahmad/">Senor Pablo</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/02/25/brunei-fund-drive-for-flood-victims/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div class="entry">
<p style="text-align: justify;">O <a href="http://globalvoicesonline.org/specialcoverage/floodings-in-asia-pacific-islands-2009/">forte temporal </a>[en] do mês passado causou grandes <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/02/06/brunei-more-rain-flashfloods-and-landslides/">enchentes e deslizamentos de terra</a> no país, afetando os lares de mais de 200 famílias, levando à perda de milhões em propriedades e nas lavouras em todos os quatro distritos do país. Isto fez a comunidade se reunir para pedir por ajuda pelos menos afortunados e por aqueles que foram afetados pelo desastre natural.</p>
<p style="text-align: justify;">Um fundo público para ajudar as vítimas das recentes enchentes e dos deslizamentos de terra foi preparado pelo ministro do Interior no dia 3 de fevereiro de 2009. A intenção é ajudar a confortar algumas das dificuldades enfrentadas pelas vítimas para voltarem às suas vidas normais. Como parte dos esforços para coletar doações para este fundo, as organizações de caridade se organizaram nas últimas semanas em benefício do Fundo Nacional para as Vítimas da Enchente e dos Deslizamentos <em>[National Fund for the Flood and Landslide Victims]</em>. Este é um exemplo de quão forte a comunidade local é em ajudar uns aos outros. Masyarakat Perihatin é uma frase malaia que significa sociedade que cuida com esmero.</p>
<p style="text-align: justify;">Por exemplo, o Orchid Garden Hotel liderou uma iniciativa de caridade com bolinhos. O hotel teve sucesso em vender mais de 2.000 deles. Ele exibiu orgulhosamente 25 torres enfileiradas feitas de 250 kg de bolinhos. Toda a estrutura media 2,13 metros de largura por 4,87 metros de altura.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size: 85%;"><span style="font-family: verdana;"><a href="http://4.bp.blogspot.com/_1GjoOO6boOI/SaNFOawVTeI/AAAAAAAABBo/1P9rHSK_CLo/s400/ogh.jpg"><img class="aligncenter" src="http://4.bp.blogspot.com/_1GjoOO6boOI/SaNFOawVTeI/AAAAAAAABBo/1P9rHSK_CLo/s400/ogh.jpg" alt="" width="268" height="400" /></a>Foto por <a href="http://strictlybeautiful.blogspot.com/2009/02/highest-cake-in-ogh.html"><em>Strictly Beautiful</em></a><br />
</span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-58045" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/cupcake.jpg" alt="cupcake" width="400" height="267" /></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.ranoadidas.com/?p=1782"><em>Ranoadidas</em></a> relatou sobre o evento da caridade do bolinho e outra arrecadação de fundos que vendeu 900 vales de Nasi Lemak, um popular prato local:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">The Cupcake charity at The Orchid Garden Hotel managed to sell 2,000 cupcakes. That’s amazing numbers. Another charity event was held at<a href="http://http//dotherofficecafebistro.blogspot.com/"> D’ Other Office  Cafe and Bistro, </a>where almost 900 coupons of Nasi Lemak ( local rice dish cooked in coconut milk)  and Egg Tart combined was sold to the public.</p>
</blockquote>
<div class="translation" style="text-align: justify;">A caridade do bolinho no Orchid Garden Hotel conseguiu vender 2.000 bolinhos. São números incríveis. Outro evento de caridade que aconteceu no<a href="http://http//dotherofficecafebistro.blogspot.com/"> D’ Other Office Cafe and Bistro, </a>onde quase 900 vales de Nasi Lemak (arros local cozinhado com leite de coco) e quindim <em>[nota da tradução: Egg Tart]</em> combinados foi vendido ao público.</div>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-58049" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/eggchar.jpg" alt="eggchar" width="399" height="257" /></p>
<p style="text-align: justify;">Fotos por cortesia de <a href="http://www.ranoadidas.com/"><em>Ranoadidas</em></a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://anakbrunei.org/2009/02/14/football-for-a-worthy-cause-2"><em>AnakBrunei</em></a> relatou o evento de futebol que arrecadou pelo menos B$100.000 [nota da tradução: dolár de Brunei; cotação de 25/02/2009: B$ 1 - R$1,56]:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Match between DPMM FC and FFBD XI. The match was organized by the <a href="http://bruneiresources.blogspot.com/2009/01/football-federation-of-brunei.html" target="_blank">Football Federation of Brunei Darussalam</a> . All proceeds (nearly B$100k from what I gather) will be donated to the Fund for Flood and Landslide Victims</p>
</blockquote>
<div class="translation" style="text-align: justify;">O jogo entre DPMM FC e FFBD XI. O jogo foi organizado pela <a href="http://bruneiresources.blogspot.com/2009/01/football-federation-of-brunei.html" target="_blank">Football Federation of Brunei Darussalam</a> . Toda a renda (próxima à cifra de B$100.000 do que consegui apurar) será doada ao Fundo Nacional para as Vítimas da Enchente e dos Deslizamentos.</div>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://anakbrunei.org/wp-content/uploads/2009/02/img-9187.jpg"><img class="aligncenter" src="http://anakbrunei.org/wp-content/uploads/2009/02/img-9187.jpg" alt="" width="469" height="320" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">A foto acima mostra Vossa Alteza o Príncipe da  Coroa, dirigente do clube DPMM Football, entregando o dinheiro arrecadado no jogo de caridade para o dirigente do Fundo para as Vítimas da Enchente e dos Deslizamentos.</p>
</div>
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		<title>Global: Comboio a caminho de Gaza entra para a história</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/25/global-comboio-a-caminho-de-gaza-entra-para-a-historia/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 20:54:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O dia 22 de fevereiro entrou para a história quando um comboio indo do Reino Unido para Gaza teve permissão para ultrapassar a fronteira entre o Marrocos e a Argélia, que se mantinha fechada por quase 15 anos. A fronteira foi cerrada em 1994, depois que o Marrocos suspeitou do envolvimento do país vizinho em um ataque a um hotel na capital, Marraquesh.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/jillian-york/">Jillian York</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/02/23/global-convoy-to-gaza-makes-history/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>O dia 22 de fevereiro entrou para a história quando um comboio indo do Reino Unido para Gaza <a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/africa/7903953.stm">teve permissão para ultrapassar a fronteira entre o Marrocos e a Argélia</a> [en], que se mantinha fechada há quase 15 anos. A fronteira foi cerrada em 1994, depois que o Marrocos suspeitou do envolvimento do país vizinho em um ataque a um hotel na capital, Marraquesh.</p>
<p><em>Gaza; Peace N&#39; Freedom</em> <a href="http://gaza-peace-n-freedom.blogspot.com/2009/02/viva-palestina-100-vehicles-set-to.html">descreveu</a> [en] o comboio e também compartilhou um vídeo:</p>
<blockquote><p>Reminiscent of the solidarity work with Spain during the Spanish Civil War, the largest aid convoy ever from Britain to the Middle East is set to leave from Westminster, London, tomorrow February 14. The convoy consists of 100 vehicles, including a boat, a fire engine and 12 ambulances. Member of Parliament George Galloway will lead the convoy on its travel through Europe, North Africa to Gaza, Palestine. The convoy has been financed through donations from the British people. Video on the launching below, more info at VivaPalestina.org.</p></blockquote>
<p class="translation">Remanescente do trabalho de solidariedade com a Espanha, durante a Guerra Civil Espanhola, o maior comboio de ajuda humanitária de todos os tempos a sair da Grã-Bretanha em direção ao Oriente Médio está programado para partir de Westminster, em Londres, amanhã, 14 de fevereiro. O comboio é formado por 100 veículos, incluindo um barco, um carro de bombeiros e 12 ambulâncias. O parlamentar George Galloway liderará o comboio em sua viagem pela Europa, África do Norte e Gaza, na Palestina. O comboio foi financiado através de doações do povo britânico. Abaixo está o vídeo de lançamento da campanha, para obter mais informações acesse VivaPalestina.org.</p>
<p><object width="480" height="295" data="http://www.youtube.com/v/LIlv9hcLbeI&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/LIlv9hcLbeI&amp;hl=en&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object><br />
Embora o comboio esteja viajando a Gaza por motivos de ajuda humanitária, o mero fato de que ele passa por Maghreb pode ter efeitos de alcance ainda maior. Pelo menos dois membros do comboio vêm relatando histórias de sucesso através de blogues, e <a href="http://www.vivapalestina.org/">uma recente notícia</a> [en] no site <em>Viva Palestina</em> demonstra que o envolvimento no sucesso do comboio não se limita apenas ao Reino Unido:</p>
<blockquote><p>The convoy are now filling up with fuel in the town of Chlef. Apparently an Algerian is paying the bill on this occasion. The convoy has decided to make up some lost time by heading for Algiers this evening. The journey could take more than 3hours.</p></blockquote>
<p class="translation">O comboio está agora sendo abastecido com combustível na cidade de Chlef. Ao que parece, um algeriano está pagando a conta nessa ocasião. O comboio decidiu correr atrás do tempo perdido passando pela [capital da Argélia] Argel na noite de hoje. A jornada pode demorar mais de 3 horas.</p>
<p>De acordo com algumas pessoas, o comboio está ajudando a fazer uma ponte entre a Argélia e o Marrocos. Yvonne Ridley, que junto com Hassan Al Banna Ghani está documentando a viagem para um filme, <a href="http://vivapalestina.org/Yvonne/200209.htm">escreveu um artigo para o VivaPalestina.org</a> [en], no qual ela diz:</p>
<blockquote><p>Although there are still thousands of miles separating the convoy from its end game of delivering aid to Gaza, Saturday&#39;s border crossing is the one which will be recorded in the history books.</p>
<p>Morocco and Algeria agreed to put aside their differences to open their land border for the first time in 15 years for the sake of Palestine.</p>
<p>Palestine has often been described as the key which can open the door to Middle East peace, but tomorrow it will open a door in the Maghreb which has been tightly shut since 1994.</p>
<p>This wonderful gesture is something Condaleezza Rice failed to persuade the neighbouring countries to do - her last attempt before the departure of George W Bush was made in September.</p>
<p>But the peace mission and genuine humanitarian nature of the Viva Palestina convoy has melted the hearts of those on both sides of this vital land border which, when opened, will ease the passage of those carrying more than one million pounds of aid for Gaza.</p></blockquote>
<p class="translation">Embora milhões de milhas de distância ainda separem o comboio do destino final da entrega, em Gaza, o fato dele ter cruzado essa fronteira no sábado é o que será guardado nos livros de história.<br />
O Marrocos e a Argélia concordaram em deixar suas diferenças de lado para abrir os dois lados da fronteira pela primeira vez em 15 anos, em favor da Palestina.<br />
A Palestina é normalmente descrita como a chave que pode abrir as portas para a paz no Oriente Médio, mas amanhã abrirá uma porta a Maghreb que tem-se mantido muito bem fechada desde 1994.<br />
Esse gesto maravilhoso é algo que Condaleezza Rice não conseguiu, ela não persuadiu os países vizinhos a fazerem isso - o que foi sua última tentativa antes da saída de George W Bush em setembro.<br />
Mas a missão de paz e de natureza genuinamente humanitária do comboio Viva Palestina derreteu os corações daqueles dos dois lados desse território de uma fronteira vital que, quando for aberta, facilitará a passagem daqueles que estão carregando mais de um milhão de libras esterlinas em ajuda para Gaza.</p>
<p>Ela também compartilhou esse vídeo clipe:</p>
<p><object width="425" height="349" data="http://www.youtube.com/v/pICVPKLoTuA&amp;border=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;hl=en&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/pICVPKLoTuA&amp;border=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;hl=en&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object><br />
Outro blogue, <em>Gaza Convoy 2009</em>, está detalhando a viagem de longe. No sábado, 21 de fevereiro, eles <a href="http://gazaconvoy.com/?p=206">publicaram</a> [en] essa notícia:</p>
<blockquote><p>00:25 (GMT) - Text update from the A Team</p>
<p>“Salaam we went through centre and hundreds of people here, it was amazing as its somthing we have never seen before. There were hundreds of people on the streets cheering. We were on the roof of our van, hanging off the back ladder with Mudasir tannoy. It was top, even the police are cheering ‘Allah Hu Akbar’. The youths, kids and men were hugging us…a 15yr old boy told me that even the muslims who drink came on the street to shout ‘Allah Hu Akbar’ and they make dua for us everyday to succeed.</p>
<p>We have come to a caravan site to sleep now”</p></blockquote>
<p class="translation">00h25 (GMT) - Texto atualizado pela equipe.<br />
“Saudações enquanto atravessávamos o centro e passávamos por centenas de pessoas daqui, impressionou já que nunca tínhamos visto algo do tipo antes. Centenas de pessoas aplaudiam nas ruas. Estávamos no topo da nossa van, ou dependurados na escada traseira, com alto-falantes. Foi o máximo, até mesmo a polícia gritava ‘Allah Hu Akbar’ (&#8221;Deus é grande&#8221;). Jovens, crianças e homens nos abraçavam… um rapaz de 15 anos me disse que mesmo muçulmanos que bebem vieram às ruas gritando ‘Allah Hu Akbar’ e que rogam a Deus todos os dias pelo nosso sucesso.</p>
<p>Agora voltamos ao local onde a caravana está para dormir”</p>
<p>Por fim, <em>Greg to Gaza</em>, blogueiro que participa do comboio e está <a href="http://gregtogaza.blogspot.com/2009/02/on-morocco-algeria-border.html">documentando a jornada</a> [en]. Em uma de suas postagens mais recentes, ele estava em Oujda, região marroquina na fronteira com a Argélia:</p>
<blockquote><p>Phone signal very sporadic. I&#39;m fine. On Morocco Algeria border. First time open for 17 years. Just for us. Yesterday we had a fantastic reception at a socialist MP house and later that night a banquet in Oujda thrown by the greatest Islamic scholar in Morocco. Big rift in convoy today when some radical unruly elements were nearly sent home. A rebellion was finally successful when a third of the convoy refused to move from the Moroccan border unless everyone was let through. Time will tell whether that was the right decision. An Algerian MP has sent food to the border because we have been stuck at passport control for at least 9 hours. They have also promised free fuel tonight. Where we will sleep, when we can leave, how much longer its going to take or how many hours we have to drive are all unknowns.</p></blockquote>
<p class="translation">O sinal de telefone é bastante errático. Estou bem. Na fronteira entre o Marrocos e a Argélia. É a primeira vez em 17 anos que ela se abre. Apenas para a gente. Ontem tivemos uma recepção fantástica na casa de um parlamentar socialista e mais tarde um banquete em Oujda, promovido pelo maior acadêmico do Islã do Marrocos. Grande discórdia hoje quando alguns elementos radicais insubordinados do no comboio quase foram mandados de volta para casa. Uma rebelião foi bem-sucedida, por fim, quando um terço dos comboios se recusou a se mover da borda no Marrocos, até que todos tivessem permissão para passar. O tempo dirá se essa foi a decisão certa. Um parlamentar argeliano enviou comida à fronteira, porque ficamos presos na seção de controle de passaportes por nove horas. Eles também prometeram combustível de graça hoje a noite. Ainda não se sabe onde vamos dormir, quando partiremos, quanto tempo isso ainda durará ou quantas horas precisaremos dirigir.</p>
</div>
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		<title>Madagáscar: Após tempestade tropical, vem o furacão político</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/01/27/madagascar-apos-tempestade-tropical-vem-o-furacao-politico/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 Jan 2009 19:34:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[﻿﻿﻿Poucos dias depois da passagem do Ciclone Fanele por Madagáscar, o país é assolado por um outro tipo de furacão: dessa vez no campo político.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/lova-rakotomalala/">Lova Rakotomalala</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/01/25/madagascar-devastating-tropical-storm-makes-way-for-a-political-one/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Poucos dias depois da passagem por Madagáscar, os números oficiais dos <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/01/22/madagascar-major-damages-from-tropical-storm-eric-cyclone-fanele/">danos causados pelo Ciclone Fanele</a> [en] foram finalmente computados. O presidente Ravalomanana visitou uma das áreas afetadas, para verificar a extensão da destruição.</p>
<p><strong>Iniciativa de mídia cidadã nasce com o ciclone </strong></p>
<p>Enquanto o BGNRC  (departmento de risco e gerenciamento de desastres) não conta com um site oficial, notícias relacionadas à destruição estão sendo agregadas em um <a href="http://maps.google.com/maps/ms?hl=en&amp;ie=UTF8&amp;msa=0&amp;msid=106168824493180794564.0004611361f96bed2bfea&amp;t=h&amp;ll=-20.137547,46.781502&amp;spn=10.502302,6.214828&amp;source=embed">mapa no Google</a> com código aberto por dois blogueiros, <a href="http://planetevivante.wordpress.com/2009/01/23/suivi-des-dommages-cycloniques-a-madagascar-fanele-et-eric/">Marie Sophie Digne </a>e <a href="http://tomavana.wordpress.com/2009/01/23/la-cote-ouest-de-madagascar-vue-du-ciel-apres-le-passage-du-cyclone-fanele/">Tomavana</a> [fr].</p>
<p>Veja aqui um resumo da devastação, de acordo com o <a href="http://www.reliefweb.int/rw/rwb.nsf/db900SID/VDUX-7NKNVM?OpenDocument&amp;RSS20=18-P">IRIN, via ReliefWeb</a>:</p>
<blockquote><p>New figures from Madagascar&#39;s National Office for Natural Disasters Preparedness (BNGRC) indicate that cyclone Fanele claimed eight lives and affected some 40,400 people [..] The BNGRC said a further 63,000 people were at risk in Menabe if heavy rain continued to fall. Relief teams are still assessing the damage caused by the two storms, and figures are expected to rise as more information on the full extent of the damage is gathered.</p></blockquote>
<p class="translation">Novos números do  Departmento de Risco e Gerenciamento de Desastres de Madagáscar (BNGRC) indicam que o ciclone  Fanele matou oito e afetou cerca de 40.400 pessoas [..] O BNGRC disse que mais 63 mil pessoas correm risco em Menabe se as fortes chuvas continuarem caindo. As equipes de resgate estão ainda avaliando os danos causados pelas duas tempestades, e os números devem aumentar a medida que informações sobre a extensão total dos prejuízos são contabilizadas.</p>
<p><strong>Confusão política</strong></p>
<p>A blogosfera malagaxe está também agitada com as notícias e comentários  sobre uma grande manifestação política que aconteceu em 24 de janeiro e um <a href="http://ariniaina.wordpress.com/2009/01/24/tana-on-a-strike/">chamamento para um protesto nacional exigindo a renúncia de toda a atual administração</a>.</p>
<p>Muitos blogueiros estão <a href="http://jentilisa.blaogy.com/category/122/682">blogando ao vivo</a> e publicando <a href="http://pakysse.wordpress.com/2009/01/22/inauguration-part-4/">imagens</a> do evento (mais <a href="http://www.facebook.com/album.php?aid=52744&amp;id=505924258">imagens no Facebook</a>).</p>
<p>O blogueiro <em>Ariniaina</em> traz um rápido <a href="http://ariniaina.wordpress.com/2009/01/24/tana-on-a-strike/">resumo com os antecedentes</a> da manifestção:</p>
<blockquote><p>Andry Rajoelina (or Andry TGV) had a TV Station named VIVA and still have a radio station with the same name. The minister of the communication has decided to close the TV station VIVA due to a documentary movie that this station had broadcasted. It was a message from the former President of Madagascar, Didier Ratsiraka [..] Since then, the Mayor ( of Antanarivo, Andry Rajoelina) gave an ultimatum to the government to re-open VIVA TV station before January 13 [..] As Andry didn’t get what he wanted, he invited the people of Tana to go on a strike AGAIN today, January 24.</p></blockquote>
<p class="translation">Andry Rajoelina (ou Andry TGV) tinha um canal de TV chamado VIVA e ainda tem uma estação de rádio com o mesmo nome. O ministro das comunicações decidiu fechar o canal de  TV VIVA por causa de um documentário que ele exibiu. Era uma mensagem do ex-presidente de  Madagáscar, Didier Ratsiraka [&#8230;] Desde então, o prefeito  [de Antanarivo, Andry Rajoelina] deu um ultimato ao governo para que reabrisse a TV VIVA antes de 13 de janeiro [&#8230;] Como Andry não conseguiu o que queria, convidou o povo de Tana a protestar NOVAMENTE hoje, 24 de janeiro.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-55857" title="demonstration madagascar" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/01/dsc017551.jpg" alt="" width="276" height="287" /><em><br />
(Foto de um protesto, via <a href="http://ariniaina.wordpress.com">ariniana</a>)</em></p>
<p>O blogueiro Jentilisa faz uma análise profunda dos discursos dos dois lados do espectro político e <a href="http://jentilisa.blaogy.com/post/122/5870">adverte quanto a divulgaão de rumores não verificados</a> [mg]:</p>
<blockquote><p>Toy izany ihany koa nisy hazo nianjera tao amin&#39;ny kianjan&#39;ny demaokrasia, noho ny fahanterany mazava loatra (tatitra heno tamin&#39;ny radio tana, kidaona maraina) nefa misy manadrohadro hoe “lazao fa sabotazy ihany koa e!”; eo indrindra isika, fambara zavatra amin&#39;ny hafa hatrany ny zavatra toy izany na dia tokony ho tsy misy dikany aza. Eo amin&#39;ny toe-tsaina minomino foana mbola ananan&#39;ny maro dia mbola fampitandremana aloha izay,</p></blockquote>
<div class="translation">Uma árvore caiu na praça da democracia  (onde o encontro aconteceu) devido a evidente afluência (uma mensagem ouvida no rádio); alguns ainda alegam “que foi sabotagem”. Então aqui vamos nós, falando de coisas insignificantes em vez disso. Temos a tendência a acreditar em tudo o que ouvimos e gostaria de fazer uma advertência quanto a isso.</div>
<p>O blogueiro <em>Avylavitra</em>nos lembra <a href="http://gazetyavylavitra.wordpress.com/2009/01/19/vivatantara-mitohy/">que o governo está também tentando fechar a rádio VIVA e as razões apresentadas para tanto não se sustentam</a> [mg]. Existe uma lei que proibe emissões de rádios privadas em todo o país. Ainda assim, a rádio MBS, que é pró-governo, está no ar em nível nacional há 5 anos sem enfrentar nenhuma ameaça de censura [mg]:</p>
<blockquote><p>Tsy hoe fanenjehana ny MBS akory no ilazako izany fa filazana kosa hoe ‘Natao ho an’iza ny lalàna?&#39;</p></blockquote>
<div class="translation">Não estou tentando isolar o caso do MBS. Só estou perguntando. &#8220;A lei só se aplica a poucos?&#8221;</div>
<p><em></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><img class="alignnone size-full wp-image-55856 aligncenter" title="demokrasia" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/01/demokrasia.jpg" alt="" width="267" height="200" /></em></p>
<p style="text-align: center;"><em>( </em><em>Sim, nós podemos - camisetas de ativistas malgaxes, foto de <a href="http://gazetyavylavitra.wordpress.com">avylavitra</a></em>)</p>
<p><strong>A história se repete </strong><br />
<em>Mialisoa Randriamampianina</em>, blogueira e jornalista, está decepcionada com a repetição dos eventos de 2002, com os mesmos erros, retórica belicosa e <a href="http://mialisenfout.hautetfort.com/archive/2009/01/24/une-quete-de-democratie.html">uma democracia que está longe de ser madura</a> [fr]:</p>
<blockquote><p>À défaut d’une véritable culture politique, ce grand public se rabat sur la bonne vieille offuscation des éternelles victimes, le ton toujours plus haut, la prudence toujours bradée [..] Ainsi faisait-on en 2002, ainsi fait-on en 2009 [..]: la rue est devenue le chemin forcé, la menace, le recours incontournable. Et au bout, une implosion qui n’est pas forcément utile. Il y a sûrement une juste manière de se faire comprendre, en dehors des intimidations un peu trop faciles et de la condescendance maladroite. En attendant un peu de sang-froid, on en est tous là, en train de naviguer à vue d’œil ou à l’aveuglette. Et on appelle cela « une quête de la démocratie »…</p></blockquote>
<div class="translation">Sem uma verdadeira cultura política, as massas estão lançando mão de velhas lamentações de eternas vítimas, o barulho fica cada vez mais alto e a prudência é jogada janela afora [&#8230;] Foi assim em 2002, será assim em 2009 [&#8230;] a rua se tornou o único caminho, a alavanca, o recurso absoluto. Eventualmente, uma implosão que pode não ser muito útil. Deve haver alguma forma de passar a mensagem, sem intimidações fáceis e condescências estranhas. Enquanto aguardamos um pouco as perspectivas das pessoas de cabeças mais frias, estamos aqui, tentando encontrar uma saída. E chamamos isso de &#8220;uma questão pela democracia&#8221;.</div>
<p><em>Randy</em> também blogueiros e jornalista, concorda que  Madagáscar pode não estar <a href="http://randydoit.hautetfort.com/archive/2009/01/14/vol-au-dessus-d-un-nid-de-politiciens.html">pronta para o verdadeiro processo democrático</a> [fr]:</p>
<blockquote><p>Et c’est bien ce qui inquiète une partie de l’opinion. Car, dans tous les pays du continent qui se sont livrés à ce jeu, c’est toujours par des manifestations d’une spontanéité suspecte que commence la mise en scène.</p></blockquote>
<div class="translation">E isso é o que deixa alguns com medo. Como no caso de muitos países no continente [africano] que tentaram o jogo [democrático], protestos suspeitamente espontâneos por parte do público entram em cena.</div>
<p>A ironia da ameaça do atual presidente, que seria <a href="http://web.me.com/mhrakoto/Site/Blog/Entr%C3%A9es/2009/1/24_l%E2%80%99Histoire_se_r%C3%A9p%C3%A8te...._en_farce.html#">uma demonstração pública do que restou de sua própia chegada ao poder</a>, não passou despercebida ao blogueiro Rajiosy [fr]:</p>
<blockquote><p>L’ironie de l’Histoire veut que celui-là même qui a outrepassé l’Etat naguère a eu pour tâche de restaurer l’autorité de cet Etat et de stabiliser ses institutions. Il se retrouve aujourd’hui mis en demeure de conforter cette pérennité. Tâche difficile on l’a vu face à une partie de population versatile.</p></blockquote>
<div class="translation">A ironia da história é que a mesma que pessoa que há algum tempo passou por cima da lei agora vem com a tarefa de restaurar a autoridade do estado e estabilizar suas instituições. Agora ele encara a tentativa de consolidar sua posição. Uma tarefa difícil, levando-se em conta a volatilidade da opinião pública.</div>
<p><strong>Twittosfera amadurece </strong></p>
<p>Uma consequência intrigante desse processo político foi a emergência de uma ativa twittosfera malgaxe que postou notícias em tempo real. É possível ver a linha do tempo de <a href="http://search.twitter.com/search?q=%23madagascar">tweets relacionados</a> fazendo uma busca por #madagascar:</p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-55854 aligncenter" title="tweets-madagascar" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/01/tweets-madagascar.jpg" alt="" width="493" height="282" /></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Palestina: &#8220;Não quero que meus filhos me vejam em pedaços&#8221;</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/01/11/palestina-nao-quero-que-meus-filhos-me-vejam-em-pedacos/</link>
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		<pubDate>Sun, 11 Jan 2009 12:49:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
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		<description><![CDATA[Qual é a sensação de ser incapaz de proteger seus próprios filhos? Nessa ronda dos blogues de Gaza, ouvimos uma mãe que se sente destruída pela culpa de ver seus filhos expostos ao terror: “Será que foi um equívoco ter filhos, para começar? Não tenho o direito de ser mãe?” ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/ayesha-saldanha/">Ayesha Saldanha</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/01/10/palestine-i-do-not-want-my-kids-to-see-me-torn-into-pieces/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<div id="result_box" style="text-align: left;" dir="ltr">Qual é a sensação de ser incapaz de proteger seus próprios filhos? Nessa ronda dos blogues de Gaza, ouvimos uma mãe que se sente destruída pela culpa de ver seus filhos expostos ao terror: &#8220;Será que foi um equívoco ter filhos, para começar? Não tenho o direito de ser mãe?&#8221;</div>
<p>O fotojornalista palestino Sameh Habeeb bloga no <em><a href="http://gazatoday.blogspot.com/2009/01/day-15-of-israeli-war-on-gaza.html">Gaza Strip, The Untold Story</a></em> [Faixa de Gaza, a História não Contada, en]:</p>
<blockquote><p>Most of the Gaza Strip plunges into deep darkness since the start of this war. I find several hardships to send out this report due to power problem. Today, a rocket targeted my uncle&#39;s house. My house got several splinters and rocket shrapnel. Thanks to God, we all safe but I don&#39;t know what will happen next. I live east of Gaza, Toffah area, were artillery shells rained down every single moment.</p></blockquote>
<div class="translation">A maior parte da Faixa de Gaza está mergulhada na escuridão profunda desde o início desta guerra. Tenho várias dificuldades para enviar a essa reportagem, devido ao problema da falta de eletricidade. Hoje, um foguete atingiu a casa do meu tio. Minha casa ficou com vários pedaços e estilhaços do foguete. Graças a Deus, todos nós estamos a salvo, mas não sei o que vai acontecer daqui para frente. Eu vivo ao leste de Gaza, na área de Toffah, onde chove artilharia o tempo inteiro.</div>
<p>Natalie Abou Shakra, uma ativista libanesa, escreve no blogue coletivo <em>Moments of Gaza</em> [Momentos de Gaza, en]. Em sua postagem, ela traduz dois folhetos enviados pelo exércido isreaelense pedindo aos residentes de Gaza que fornecessem mais informações sobre o paradeiro dos soldados do Hamas. Natalie <a href="http://gaza08.blogspot.com/2009/01/natalie-abou-shakra-from-idf-with-love.html">comenta</a>:</p>
<blockquote><p>What really shocked me is the username they chose for their email. “Helpgaza2008″ ?!</p>
<p>I think this e-mail of theirs deserves to be bombed with the right kind of messages!</p></blockquote>
<div class="translation">O que me deixa muito chocada é o nome de remetende que escolheram para o e-mail deles. &#8220;Helpgaza2008&#8243; [AjudeGaza2008]?</p>
<p>Acho que esse e-mail deles merece ser bombardeado com mensagens do tipo certo!</p>
</div>
<p>Nirmeen Kharma Elsarraj escreve no blogue coletivo <em><a href="http://lamentations-gaza.blogspot.com/2009/01/fifth-day.html">Lamentations-Gaza</a></em> [Gaza-Lamentações, en] :</p>
<blockquote><p>There are things that are not well reported in the news, feelings!! I have three children, a daughter Nour who is 14, a son Adam who is 9 and another son Ali who is 3. We live in an area in Gaza city that used to be described &#39;safe&#39;. Nowhere is safe anymore. My children cannot sleep and I cannot help them. The feelings of helplessness and guilt (which always accompanies your inability to protect or at least comfort your children) are stronger than those of fear and horror. My daughter was telling a journalist on the phone yesterday that she had never got the real support she sought from me whenever there was a shelling. I was shocked!! I felt so guilty because my daughter felt my fears. But is it not normal to be scared after all?! Adam is asthmatic and he uses a ventilator. Due to the stress and the pollution resulting from rubbles, he is getting more frequent asthma attacks and there is no electricity for his ventilator. Each time he has an attack, we have to put the generator on for him and then put it off. There is no enough fuel to keep the generator on and we have no idea till when this is going to continue. Ali has no idea what this is all about. All what he does is scream in fear whenever there is a bombing and when it is over, he uses his imagination to tell stories about ‘qasef - bombing&#39;. The kids do not sleep. We spend our days and nights in one single room with my sister in law and her daughter. You feel the stress and fear. You can see it on everyone&#39;s face.<br />
Last night I was thinking about all this. I do not want anyone of my family to get hurt and I thought if anything should happen, I pray it happens to me and not my kids. Then I thought I do not want my kids to see me torn into pieces. The scenes on tv of people killed are so terrifying and I know what it means for children to see such thing. What I really want is for all this to end and for me and my kids to live just like anyone else in the world. I want to get rid of the feeling of guilt towards my kids. Was I mistaken to have kids in the first place? Do I not have the right to be a mother? But am I really doing a good mother&#39;s ‘job&#39; in being the source of comfort for my kids. I know it is not my fault but I knew also that I live in Gaza and Gaza has never been a healthy environment to raise children. Was I that selfish to think about my own feeling to want to be a mother and ignoring my expected failure to protect my kids?</p></blockquote>
<div class="translation">Há coisas que não são bem retratadas nas notícias, os sentimentos! Tenho três filhos, Nour, uma menina de 14 anos, Adam, um menino de 9 e mais um filho de 3, chamado Ali. Vivemos em uma área da Cidade de Gaza que costumava ser descrita como &#8220;segura&#8221;. Lugar nenhum é  seguro agora. Meus filhos não conseguem dormir e eu não posso ajudá-los. Os sentimentos de impotência e culpa (que sempre acompanham a incapacidade de proteger ou de, pelo menos, reconfortar as crianças) são mais fortes do que os de medo e horror. Minha filha contou a um jornalista pelo telefone ontem que ela nunca teve o verdadeiro apoio que procurava em mim, sempre que havia bombardeios. Eu fiquei chocada! Senti-me tão culpada, porque a minha filha percebeu os meus receios. Mas não é normal se ter medo, afinal? Adam é asmático e usa um ventilador. Devido ao estresse e à poluição resultante dos destroços, ele tem crises asmáticas cada vez mais frequentes e não há eletricidade para ligar o ventilador. Cada vez que ele tem um ataque, temos de ligar o gerador para ele e, em seguida, desligá-lo. Não há combustível suficiente para manter o gerador ligado, e não temos nenhuma idéia de até quando isso vai continuar. Ali não tem a menor idéia do que se passa. Ele só faz  gritar de medo sempre que há um bombardeio, e quando acaba, ele usa a imaginação para contar estórias sobre &#8220;qasef&#8221; [bombas, em árabe]. As crianças não dormem. Passamos os dias e noites em um quarto de solteiro, com a minha cunhada e sua filha. Você sente o estresse e medo. Você pode ver isso nos rostos de todos.<br />
Na noite passada eu estava pensando sobre tudo isso. Eu não quero que ninguém da minha família se machuque, e pensei que se alguma coisa tiver de acontecer, rezo para que aconteça comigo e não com meus filhos. Então pensei que não quero que meus filhos me vejam destruída em pedaços. As cenas das pessoas mortas na TV são tão aterrorizantes e sei o que significa para crianças ver tal coisa. O que realmente queremos é que tudo isto chegue ao fim, e para mim e meus filhos desejo que possamos apenas viver, como todos no mundo. Quero me livrar do sentimento de culpa em relação a meus filhos. Será que foi um equívoco ter filhos, para começar? Não tenho o direito de ser mãe? Mas será que estou fazendo um bom &#8220;trabalho&#8221; de mãe sendo fonte de conforto para meus filhos? Sei que não é minha culpa, mas também sabia que vivo em Gaza e Gaza nunca foi um ambiente saudável para se criar filhos. Fui muito egoísta em pensar apenas em minha vontade de querer ser mãe, e ignorar o meu esperado fracasso em proteger meus filhos?</div>
<p>A ativista australiana Sharyn Lock escreve no <em><a href="http://talestotell.wordpress.com/2009/01/10/jan-8-9-with-a-red-cross-evacuation-team/">Tales to Tell</a></em> [Estórias para Contar, en]:</p>
<blockquote><p>So, Thursday: the Red Cross co-ordinated evacuation into Zaytoun. Doctor Said would look good on a Red Cross poster - black sweater, shaved head, muscles enough to keep that Red Cross flag held above his head for the two hours we were behind army lines. You’d definitely invite him in for coffee to ask for his opinion on the state of the world. His colleague has more of an accountant look about him, but his job is to keep us alive - he is armed with a walkie-talkie and is negotiating our path constantly with the army as we move. With May, a small, quick woman who is the Engineer for the Red Crescent, supervising all the vehicles etc, I carry a stretcher and water. About 8 intrepid Red Crescent paramedics join us, wearing weighty bullet proof vests or not dependent on their preference for possible death or certain backache.<br />
[…]<br />
When I was a kid, I was very aware of war zones, but I always understood they happened in places different from my home. I would like to tell you about what I am seeing right now as I walk. I am seeing flowering vines. Bright curtains in windows. Chickens running about. This is your home, you know. This is the garden where your children play. This is your house with obscene holes blown in it, with Israeli snipers lurking in the shadows of its roof, with a dead resistance fighter sitting with his back to your wall.</p></blockquote>
<div class="translation">Então, na quinta-feira: a Cruz Vermelha coordenou a evacuação em Zaytoun. Doutor Said ficaria muito bem em um cartaz da Cruz Vermelha - suéter preto, cabeça raspada, com músculos suficientes para manter a bandeira da Cruz Vermelha no ar acima de sua cabeça pelas duas horas que estávamos atrás das filas do exército. Você definitivamente o convidaria para tomar um café e perguntar sua opinião sobre o estado do mundo. Seu colega tem mais a aparência de contador, mas seu trabalho é nos manter vivos - ele está munido de um walkie-talkie e negocia o nosso trajeto o tempo todo com o exército, enquanto nos movemos. Com May, uma mulher pequena e ágil, Engenheira da Lua Crescente que fiscaliza todos os veículos, etc, carrego uma maca e água. Cerca de 8 intrépidos paramédicos da Lua Crescente juntam-se a nós, vestindo pesados coletes à prova de balas, ou não, de acordo com suas opções entre uma possível morte ou dores nas costas.<br />
[&#8230;]<br />
Quando eu era criança, era muito consciente sobre as zonas de guerra, mas sempre soube que elas aconteciam em lugares que não fossem minha casa. Gostaria de contar a vocês que o que estou vendo agora mesmo, enquanto ando. Estou vendo vinhedos floridos. Cortinas coloridas nas janelas. Galinhas correndo para lá e para cá. Esta é a sua casa, sabe. Este é o jardim onde as crianças brincam. Esta é a sua casa com buracos obscenos bombardedos nela, com atiradores israelenses escondidos nas sombras do seu telhado, com uma lutador da resistência morto, sentado com as costas para a parede.</div>
<p>Blogueiros de toda a blogosfera árabe publicam o vídeo <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=dlfhoU66s4Y">Não vamos cair (Canção para Gaza)</a></em> de <a href="http://www.michaelheart.com/">Michael Heart</a>. Adham Khalil, do campo de refugiados de Jabaliya, que bloga no <em>Free Free Palestine</em> [Palestina Livre, Livre, en], é um <a href="http://nagyelali.blogspot.com/2009/01/we-will-not-go-down-by-mikhael-heart.html">deles</a>:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/dlfhoU66s4Y&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/dlfhoU66s4Y&amp;hl=en&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
</div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Palestina: &#8220;Em Gaza, somos notícia mas não podemos ver TV&#8221;</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/01/08/palestina-em-gaza-somos-noticia-mas-nao-podemos-ver-tv/</link>
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		<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 14:37:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No dia 6 de janeiro, uma escola da ONU no campo de refugiados Jabaliya, que estava sendo usado como abrigo, foi atingida por bombas israelenses que deixaram cerca de 40 pessoas mortas. O exército israelense suspendeu suas operações militares por três horas, para permitir que a ajuda humanitária chegue a Gaza Strip. Nesse artigo, ouvimos reações de blogueiros em Gaza.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/ayesha-saldanha/">Ayesha Saldanha</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/01/08/palestine-in-gaza-we-are-subject-to-news-but-cannot-see-tvs/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>Ontem (6 de janeiro) uma escola da ONU <a href="http://www.un.org/unrwa/refugees/gaza/jabalia.html">no campo de refugiados Jabaliya</a> [en], que estava sendo usado como abrigo, foi <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/01/06/palestine-un-school-hit-by-israeli-shells-more-than-40-killed/">atingida por bombas israelenses</a> e cerca de 40 pessoas foram mortas. Hoje, o exército israelense <a href="http://www.nytimes.com/2009/01/08/world/middleeast/08mideast.html">suspendeu suas operações militares</a> [en] por três horas, para permitir que a ajuda humanitária chegue a Gaza Strip. Nesse artigo, ouvimos reações de blogueiros em Gaza.</p>
<p>Prof. Said Abdelwahed, que ensina inglês na Universidade de Al-Azhar, escreve no <em><a href="http://gaza08.blogspot.com/2009/01/prof-said-abdelwahed-unrwa-school.html">Moments of Gaza</a></em> [Momentos de Gaza, en]:</p>
<blockquote><p>Thousands of the Palestinians took refuge into UNRWA schools. <strong>40 of those have been killed in an air attack today on that school!!</strong> It seems even the U.N flag does not have any meaning to Israel? How can it consider itself a part of the international community?!</p></blockquote>
<div class="translation">Milhares de palestinos se refugiaram nas escolas de UNRWA. <strong>40 deles foram mortos em um ataque aéreo hoje na escola!!!</strong> Será que nem mesmo a bandeira da ONU tem algum significado para Israel? Como é que [esse país] pode se considerar parte da comunidade internacional?</div>
<p>A ativista canadense Eva Bartlett, bloga no <em><a href="http://ingaza.wordpress.com/2009/01/06/where-would-you-go/">In Gaza</a> [en]</em> o seguinte:</p>
<blockquote><p>If your unbelievably small and overcrowded land was being terrorized, pulverized by bombs from the world’s 4th largest military, and your borders were closed; if your house was not safe, mosque (church) not safe, school not safe, street not safe, UN refugee camp not safe…Where would you go, run, hide? Over 15,000 have been made homeless, internal refugees from Israel’s house-bombings, shelling, and shooting. Some have been housed in UN schools around Gaza. In Jabaliya today, Israeli warplanes bombed one such school. Shifa’s [hospital] director conservatively estimates 40 dead, 10s injured. It must be higher. […] The Shifa director also told me that emergency medics still cannot reach the Zaytoun house that yesterday morning was bombed with inhabitants locked inside. There are two main accounts of the story, both criminal. One: Israeli soldiers rounded up the inhabitants of the multi-story house, separated the men – 15, I was told – and shot them point blank in front of the women and children of the family, 20, I was told. Then, laid explosives around the house and bombed the rest of the extended family. Two: Israeli soldiers rounded up the inhabitants of the multi-story house, locked them in one room for a day, and bombed it the following morning. Either way, Israeli soldiers intentionally imprisoned and bombed the inhabitants of the house. And are actively preventing medics from reaching any potential survivors. The medics have tried to coordinate with the ICRC (international committee of the red cross) without success: no one can reach the house.</p></blockquote>
<div class="translation">Se sua incrivelmente pequena e superlotada terra estivesse sendo aterrorizada, pulverizada por bombas pela do quarta maior potência militar do mundo, e suas fronteiras fossem fechadas; se sua casa não fosse segura, sua mesquita (igreja) não fosse segura, as escolas não fossem seguras, a rua não fosse segura, o acampamento de refugiados da ONO não fosse seguro&#8230; Para onde você iria, correria, se esconderia? Mais de 15 mil pessoas ficaram desabrigadas, são refugiados internos dos bombardeios das casas, disparos e tiroteios por parte de Israel. Algumas foram alojadas em escolas das Nações Unidas nos arredores de Gaza. Hoje, em Jabaliya, aviões israelenses bombardearam essa escola.  O diretor [do hospital] de Shifa estima, conservadoramente, que são 40 mortos e 10 feridos. Deve ter mais. [&#8230;] O diretor também me disse que as ambulâncias de emergência ainda não podem chegar a casa em Zaytoun que foi bombardeada ontem de manhã, com moradores trancados dentro. Existem duas versões principais para a história, as duas criminosas. Primeira: os soldados isrealenses renderam os moradores do prédio de vários andares, separaram os homens - 15, segundo me disseram - e atiraram neles à queima roupa na frente das mulheres e crianças da família, 20, segundo me disseram. Em seguida, lançaram explosivos ao redor da casa e bombardearam o resto da família. Segunda: os soldados isrealenses renderam os moradores do prédio de vários andares, trancaram-nos em um cômodo por um dia, e bombardearam o prédio na manhã seguinte. De qualquer modo, os soldados isrealenses aprisionaram e bombardearam deliberadamente os moradores da casa. E estão ativamente prevenindo que a ambulância socorra quaisquer sobreviventes em potencial. Os médicos tentaram coordenar com o ICRC (Comitê Internacional da Cruz Vermelha), sem sucesso: ninguém pode chegar à casa.</div>
<p>Philip Rizk, blogueiro egípicio-alemão que bloga no <em>Tabula Gaza</em>, relata uma conversa que teve com Dr Attalah Tarazi em <a href="http://tabulagaza.blogspot.com/2009/01/notes-from-phone-conversation-w-dr.html">Gaza</a> [en]:</p>
<blockquote><p>The numbers of death and injured reported in the media are far below reality as the media is not able to cover incidents as they unfold. I know of cases where homes were surrounded by the Israeli army and people inside gave themselves up and were shot anyway when they exited. […] We have witnessed weapons we have never seen before in our lives. Some explode in the sky and scatter bombs all over. Sporadically, I have smelt smells from some of the burns and wounds that I have never before witnessed […] May god protect us, may god have mercy on us</p></blockquote>
<div class="translation">Os números de mortos e feridos relatados nos meios de comunicação estão muito abaixo da realidade, já que é a imprensa não é capaz de cobrir os incidentes à medida que estes se desdobram. Sei de casos em que as casas ficaram rodeadas pelo exército isrealense, as pessoas no interior se renderam e mesmo assim foram fuzilados ao saírem. [&#8230;] Temos visto armas que nunca havíamos visto antes em nossas vidas. Algumas explodem no céu e espalham bombas por todos os lados. Esporadicamente, senti odores de algumas queimaduras e feridas que nunca testemunhei antes [&#8230;] Que Deus nos proteja, que Deus tenha piedade de nós.</div>
<p>Em outra postagem, Prof. Said Abdelwahed <a href="http://gaza08.blogspot.com/2009/01/prof-said-abdelwahed-waiting-long-lines.html">diz</a> [en]:</p>
<blockquote><p>The 1:00-4:00 p.m. truce was a little bit relief to the civilians in the city. The main concern of the people was to get water from distribution centers. There were long lines of people waiting to get drinking water in plastic jugs! Tanks and artillery are still operating at the edges of Gaza city! More people evacuated their places and resorted to relatives and UNRWA schools…. but yesterday&#39;s bombing has scared everyone sleeping in the schools! Today, there were trucks of urgent food stuff and other medical aids have been allowed to be entered from Rafah into Gaza. In Gaza, we are all subject to news but we cannot see TVs. We hear about it from relatives who call us by telephones from abroad. We are still without electricity and water, plus that a great number of people are without cooking gas!</p></blockquote>
<div class="translation">1:00-4:00 da tarde – A trégua trouxe um pouco alívio para os civis na cidade. A principal preocupação do povo foi obter água nos centros de distribuição. Havia longas filas de pessoas esperando para levar água potável em jarras de plástico! Tanques e artilharia ainda estão operando em Gaza, nas fronteiras da cidade! Mais pessoas evacuaram suas casas e recorreram a familiares e escolas da UNRWA &#8230;. mas ontem um bombardeio meteu medo em todos os que estavam dormindo nas escolas! Hoje, caminhões de urgência com alimentos e outros auxílios médicos foram autorizados a entrarem em Gaza a partir de Rafah. Em Gaza, somos notícia mas não podemos ver televisão. Ouvimos isso de parentes, que nos telefonam a partir do estrangeiro. Estamos ainda sem electricidade e água, e mais um grande número de pessoas está sem gás para cozinhar!</div>
<p>O fotojornalista palestino Sameh Habeeb, que bloga no <em>Gaza Strip, The Untold Story</em> [Faixa de Gaza, a Estória Não Contada, en], explica como ele está <a href="http://gazatoday.blogspot.com/2009/01/day-12-of-israeli-war-on-gaza.html">cobrindo</a> os eventos:</p>
<blockquote><p>Dear Editors, Journalists and Friends,<br />
Some of you do wonder how I send news in such conditions. I really suffer a lot to send you this update due to lack of power. I go around 4 kilometers a day in this cruel war where I charge my laptop battery to be able to send this work! This is very risky since shells rain down and drones hover over me! I will keep this up.</p></blockquote>
<div class="translation">Prezados editores, jornalistas e amigos,<br />
Alguns de vocês ficam pensando como eu envio notícias sob tais condições. Eu realmente tenho muita dificuldade em lhes enviar essas atualizações, devido a falta de eletricidade. Eu ando cerca de 4 km por dia nesta guerra cruel para poder carregar a bateria de meu laptop e poder enviar meu trabalho! Isso é muito arriscado, uma vez que chovem bombas e aviões pairam sobre mim! Eu vou continuar.</div>
<p>Laila El-Haddad, cujo pais estão em Gaza, bloga no <em>Raising Yousuf and Noor</em> [Criando Youself e Noor], descreve uma conversa com o pai, ao vivo no <a href="http://a-mother-from-gaza.blogspot.com/2009/01/what-do-you-tell-your-daughter.html">Canadian Broadcasting</a>:</p>
<blockquote><p>I asked if he had gone out at all – he said my mother has not left the house in days, but that they needed some tomatoes to cook supper with. “The stores are empty-there is very little on the shelves; and the Shanti bakery had something like 300 people waiting in line.” Surprisingly, he said people are trying to go on with their lives. It is the mundane and ordinary that often save your sanity, help you live through the terror. It is no small thing to endure: knowing that both in deliberateness and scope, it is an unprecedented modern-day assault against an occupied, stateless people – most of them refugees.</p></blockquote>
<div class="translation">Perguntei se ele tinha saído em algum momento - disse que minha mãe não sai de casa há dias, mas que precisavam de tomates para cozinhar o jantar. &#8220;As lojas estão vazias, há muito pouco nas prateleiras, e a padaria Shanti tinha cerca de 300 pessoas aguardando na fila&#8221;. Surpreendentemente, ele disse as pessoas estão tentando tocar suas vidas. É o mundano e ordinário que normalmente salvam a sanidade mental, ajudam a viver o terror. Não é pouca coisa a suportar: sabendo que, tanto deliberadamente ou por extensão, esse é um ataque sem precedentes nos tempos modernos, contra um povo apátridas, assentado – sendo a maioria refugiada.</div>
<p>Safa Joudeh escreve no <em>Lamentations-Gaza</em> [Lamentações–Gaza, en] sobre aproveitar <a href="http://lamentations-gaza.blogspot.com/2009/01/calm-day.html">os momentos ordinários</a> ao máximo:</p>
<blockquote><p>I woke up to the smell of freshly baked bread, at around noon today. I stay up most of the night and catch a few hours sleep after the sun rises. […] My mother has taken to making homemade bread the last ten days. Thanks her careful management of the small amount of cooking gas we have, and to her idea of buying a gas oven in anticipation of an Israeli invasion only days before the attacks began, she is able to bake occasionally. Furthermore, we had found a store with its doors partially open in our area a couple of days ago and were able to stock up on flour. Having lunched with my younger siblings and my parents on bread, cheese, eggs and some leftover pasta, we all went out onto the balcony, and what a beautiful sunny day it was! The iciness had dissipated somewhat with the early day sun, the few trees outside were green and luminous and birds were singing! We all stood for about half an hour, looking out through the metal railings like caged birds. We could hear an occasional explosion in the distance but that did not deter us from standing there breathing in the fresh air we so longed for.</p></blockquote>
<div class="translation">Acordei com o cheiro de pão fresco assado, por volta do meio-dia de hoje. Fiquei acordado a noite toda e tirei um cochilo de algumas horas após o nascer do sol. [&#8230;] Minha mãe começou a fazer pão caseiro nos últimos dez dias. Graças a sua cuidadosa gestão da pequena quantidade de gás de cozinha que temos, e à sua idéia de comprar um forno a gás antecipando uma invasão israelense apenas alguns dias antes dos ataques começarem, ela pode assar ocasionalmente. Além disso, encontramos uma loja com as portas parcialmente abertas na nossa região alguns dias atrás e pudemos armazenar farinha de trigo. Depois de almoçar com os meus irmãos mais novos e meus pais, comendo pão, queijo, ovos e sobras de macarrão, todos nós fomos para a varanda, e que belo dia ensolarado era! O frio tinha se dissipado um pouco com o sol do início do dia, as poucas árvores lá fora estavam verdes e luminosas e os passarinhos cantavam! Fcamos todos por cerca de meia hora, olhando para fora através da grade de metal, como pássaros em gaiolas. Podíamos ouvir uma explosão ocasional na distância, mas isso não nos deteu em ficar de pé lá, respirando o ar fresco tão almejado por nós.</div>
<p><em>RafahKid</em> não está <a href="http://rafahkid.blogspot.com/2009/01/day-11-of-israeli-war-on-gaza.html">acreditando</a> [en]:</p>
<blockquote><p>what&#39;s to say? would you believe back in October we had our first Opera [<a href="http://www.middle-east-online.com/ENGLISH/palestine/?id=29185">music concert</a>] in Gaza. Life is hard when you are kept prisoner your whole life even though you are acknowledged as the victim. But we try hard to live a life and we study very hard. Even to say Hamas is the cause of this is to blame the rape victim for what she was wearing.</p></blockquote>
<div class="translation">O que dizer? Você acreditaria que em outubro passaso tivemos nosso primeiro [<a href="http://www.middle-east-online.com/ENGLISH/palestine/?id=29185">concerto</a> [en]] de ópera em Gaza? A vida é difícil quando se é mantido prisioneiro por toda a sua vida mesmo que você seja reconhecido como a vítima. Mas tentamos com todas as forças viver uma vida e estudamos muito. Mesmo dizer que Hamas é a causa disso tudo é o mesmo que culpar a vítima de estupro pela roupa que ela estava usando.</div>
<p>Vittorio Arrigoni, um ativista italiano bloga no <em><a href="http://guerrillaradio.iobloggo.com/archive.php?eid=1765">Guerrilla Radio</a></em>:</p>
<blockquote><p>Ho scattato alcune fotografie in bianco e nero ieri, alle carovane di carretti trascinati dai muli, carichi all&#39;inverosimile di bambini sventolanti un drappo bianco rivolto verso il cielo, i volti pallidi, terrorizzati. Riguardano oggi quegli scatti di profughi in fuga, mi sono corsi i brividi lungo la schiena. Se potessero essere sovrapposte a quelle fotografie che testimoniano la Nakba del 1948, la catastrofe palestinese, coinciderebbero perfettamente. Nel vile immobilismo di Stati e governi che si definiscono democratici, c&#39;è una nuova catastrofe in corso da queste parti, una nuova Nakba, una nuova pulizia etnica che sta colpendo la popolazione palestinese.</p></blockquote>
<div class="translation">Ontem, tirei umas fotos em preto-e-branco de uma caravana de carros puxados por mulas, carregada de uma forma fora do usual com crianças sacudindo uma bandeira branca nos céus, com as faces pálidas, amendrontadas. Ao olhar hoje para essas fotos de refugiados em fuga, um arrepio pecorre minha espinha. Se pudessem ser sobrepostas às fotografias que são testemunhas do &#8220;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_%C3%A1rabe-israelense_de_1948">Nakba</a>&#8221; de 1948, a Catástrofe Palestina, elas se combinariam perfeitamente. Por causa da vil inércia dos estados e governos que intitulam-se democráticos, há uma nova catástrofe em curso, um novo Nakba, uma nova limpeza étnica atingindo a população palestina.</div>
<p>Em outro artigo, Eva Bartlett <a href="http://ingaza.wordpress.com/2009/01/05/gaza-walks/">diz</a> [en]:</p>
<blockquote><p>To walk in Gaza city now is to walk through a ghost town, passing shells of buildings, rubble-filled streets, closed shops, and streets barren of life. Before Israel’s attacks across the Gaza Strip’s densely-populated civilian areas began on December 27th, Gaza was a different scene: it was stifled under a siege […] but Palestinians in Gaza still walked the streets, still frequented the parks and public spaces, still pursued education within the Strip and had weddings. On any given day, the main street, Omar Mukthar, would be crowded with taxis heading along the east-west road, kids going to and from school, shoppers, and vendors. Walking Omar Mukthar now is an eerie experience […] In the first days after the missiles hit police stations, mosques, civil administration buildings, Municipal buildings, cars, houses, iron and metal workshops, and universities across the Gaza Strip’s tiny length, people walked carefully, avoiding the bombed sites, very aware they could be re-bombed. […] But now its gotten to such a point, all over Gaza is so completely and thoroughly bombed, that the initial detours we took are pointless: there are simply too many bombed-out buildings and sites to bother avoiding the street. […] So a bombed population already besieged, with no where to run, shot and shelled when running no where, already deprived of medicines and medical care, is now on a new level of starvation, deprivation of water (70 % of people are without), and continues to be psychologically-terrorized by the air activity and bombing. Where to walk? Anywhere, it doesn’t really matter.</p></blockquote>
<div class="translation">Caminhar em Gaza agora é como caminhar por uma cidade fantasma, passando por cascas de edifícios, ruas cheias de escombros, lojas fechadas e ruas sem vida. Antes dos ataques de Israel em áreas de alta densidade populacional civil na Faixa de Gaza começarem em 27 dezembro, Gaza tinha uma paisagem diferente: estava sufocada sob um cerco [&#8230;], mas palestinos na Faixa de Gaza ainda caminhavam pelas ruas, parques e ainda frequentavam o espaços públicos, ainda iam em busca de educação na faixa e havia casamentos. A qualquer dia, a rua principal, Omar Mukthar, estaria repleta de táxis posicionados ao longo da estrada leste-oeste, crianças indo para as escolas, compradores e vendedores. Caminhar pela Omar Mukthar agora é uma misteriosa escabrosa [&#8230;] Nos primeiros dias após os mísseis atingirem delegacias, mesquitas, prédios da administração pública, edifícios municipais, carros, casas, ferralherias e universidades por toda a minúscula Faixa de Gaza, as pessoas andavam com cuidado, evitando as zonas bombardeadas, bem conscientes de que elas poderiam voltar a ser bombardeadas. [&#8230;] Mas agora chegou a tal ponto que toda a Gaza está tão completa e exaustivamente bombardeada, que os desvios que tomamos inicialmente são inúteis: há simplesmente demais edifícios e locais bombardeados para que a gente se preocupe em evitar determinada rua. [&#8230;] Assim, uma população já sitiada, sem para onde correr, bombardeada e fuzilada ao tentar fugir para canto nenhum, já privada de medicamentos e cuidados médicos, está agora em um novo nível de fome e de privação de água (que 70% das pessoas não têm), e continua a ser psicologicamente aterrorizada pela atividade e bombardeios aéreos. Onde passear? Em qualquer canto, não faz mesmo diferença.</div>
<p>Fida Qishta, que bloga no <em>Sunshine</em>, é jornalista freelance, cineasta e ativista morando em Rafah, ao sul da <a href="http://sunshine208.blogspot.com/2009/01/pity-for-tiger-is-injustice-to-sheep_07.html">Faixa de Gaza</a>:</p>
<blockquote><p>Humanitarian aid is still a big problem, including the lack of medicine and food. The Israeli government said that they opened the border crossings to let Palestinians travel to Egypt for medical treatment and for humanitarian aid to enter the Gaza Strip. It’s like the wolf killing the sheep and then selling its leather. Why did they shoot them if they want them to be in good health? Why didn’t they stop the air strikes before they killed and injured all these civilians? They tell the world that the food trucks enter the Gaza Strip. Do you know how many trucks? Do you know that the Gaza Strip is cut into two parts now by the Israeli army? That means that if the humanitarian aid gets through into Rafah, it will never reach Gaza City, because they cut the main road into two parts. It reminds me of the <a href="http://www.usatoday.com/news/world/2005-08-24-palestinian-checkpoint_x.htm">Abu Holy checkpoint</a> which used to divide the Gaza Strip in two. My friends and I used to wait to go to our university for hours and hours. And at the end of the day we went back home, without attending any classes. Our only class was on how to wait. My mother is sitting in the door of our house counting the drones and the F16s. I think that if I asked her to count the air strikes she would do it.</p></blockquote>
<div class="translation">A ajuda humanitária é ainda um grande problema, incluindo a falta de remédios e alimentos. O governo israelense disse que abriu as fronteiras para permitir que palestinos viajem ao Egito para tratamento médico e para a ajuda humanitária entrar na Faixa de Gaza. É como o lobo matando a ovelha e depois vendendo o couro. Por que atirar neles se eles querem que tenham boa saúde? Por que não pararam os ataques aéreos antes de matarem e ferirem todos estes civis? Eles dizem ao mundo que caminhões de alimentos entram na Faixa de Gaza. Você sabe quantos caminhões? Você sabia que a Faixa de Gaza está agora dividida em duas partes pelo exército israelense? Isso significa que o que se obtém através da ajuda humanitária em Rafah, nunca chegará à Cidade de Gaza, porque eles dividiram a estrada principal em duas partes. Isso me lembra do <a href="http://www.usatoday.com/news/world/2005-08-24-palestinian-checkpoint_x.htm">posto de fronteira Abu Houly</a> [en] utilizado para dividir a Faixa de Gaza em duas. Meus amigos e eu costumávamos esperar por horas e horas para ir a nossa universidade. E no final do dia voltávamos para casa, sem assistir a nenhuma aula. Nossa lição era sobre como esperar. Minha mãe está sentada na porta de nossa casa contando as aeronaves não-tripuladas e os F16. Acho que se pedisse a ela para contar os ataques aéreos, ela o faria.</div>
<p>Nader Houella, que gerencia o blogue coletivo <em>Moments of Gaza </em>[Momentos de Gaza], escreve um artigo explicando o que as pessoas interessadas em ajudar <a href="http://gaza08.blogspot.com/2009/01/ways-of-support.html">podem fazer</a>.</p>
</div>
]]></content:encoded>
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		<title>R. D. do Congo: Violações de Direitos Humanos e Violência contra Mulheres em Kivu do Norte</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/12/12/republica-democratica-do-congo-violacoes-de-direitos-humanos-e-violencia-contra-mulheres-em-kivu-do-norte/</link>
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		<pubDate>Fri, 12 Dec 2008 20:06:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elisa Thiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[D.R. of Congo]]></category>
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		<description><![CDATA[Hoje [10/12] é o<a href="http://www.un.org/events/humanrights/2008/index.shtml"> Dia Internacional dos Direitos Humanos</a> [en] e, com o lema <a href="http://www.everyhumanhasrights.org/">“Todo o ser humano tem direitos"</a> [en], este é o ano que marca o 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. É também o último dia da campanha anual de <a href="http://www.cwgl.rutgers.edu/16days/home.html">"16 dias de ativismo contra violência de gênero"</a>[en]. Em muitas partes do mundo, entretanto, a situação dos direitos humanos está longe de ser a ideal e a violência de gênero é uma ameaça diária. Um desses lugares é a província de Kivu do Norte na República Democrática do Congo, como pode ser constatado por este apanhado de blogues escritos por trabalhadores humanitários na região.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/elia/">Elia Varela Serra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/elisathiago/'>Elisa Thiago</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/12/10/drc-human-rights-and-gender-violence-in-north-kivu/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/vocescongo2.jpg" alt="truck loaded with people and machine gun in the foreground" hspace="5" align="right" /> Hoje [10/12] é o<a href="http://www.un.org/events/humanrights/2008/index.shtml"> Dia Internacional dos Direitos Humanos</a> [en] e, com o lema <a href="http://www.everyhumanhasrights.org/">“Todo o ser humano tem direitos&#8221;</a> [en], este é o ano que marca o 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. É também o último dia da campanha anual de <a href="http://www.cwgl.rutgers.edu/16days/home.html">&#8220;16 dias de ativismo contra violência de gênero&#8221;</a>[en]. Em muitas partes do mundo, entretanto, a situação dos direitos humanos está longe de ser a ideal e a violência de gênero é uma ameaça diária. Um desses lugares é a província de Kivu do Norte na República Democrática do Congo, como pode ser constatado por este apanhado de blogues escritos por trabalhadores humanitários na região.</p>
<p>Como introdução, um <a href="http://worldfocus.org/blog/2008/12/03/giving-a-human-face-to-congos-conflict/3055/">lembrete</a> [en] do jornalista Michael Kavanagh:</p>
<blockquote><p>I’ve been reporting on DRC for five years now, and there’s nothing that frustrates me more than the dismissive comments I often get about how conflict in Africa is endemic.</p>
<p>Violence is rarely irrational — it almost always has root causes that can be addressed. We’re often just too busy or lazy to learn enough about a situation to figure out how.</p></blockquote>
<div class="translation">Já faço reportagens sobre a República Democrática do Congo há cinco anos agora, e não há nada que me frustra mais do que os comentários desprezíveis que recebo com freqüência de como o conflito na África é algo endêmico.</p>
<p>A violência é, raramente, irracional - quase sempre possui causas primárias que podem ser combatidas. Mas, com freqüência, estamos tão ocupados ou com tanta preguiça que não aprendemos o bastante sobre uma dada situação para descobrir de que forma lidar com ela.</p>
</div>
<p>Alguns dias atrás, Rebecca Wynn, uma funcionária de comunicação para a Oxfam, <a href="http://blogs.oxfamamerica.org/index.php/2008/11/20/congolese-children-are-at-school-but-get-no-education">escreveu sobre os desalojados (IDPs) na região do Kibati</a> [en], região ao norte de Goma:</p>
<blockquote><p>The children I am meeting here in Kibati in the Democratic Republic of Congo are at school, but they get no education. The school is where they sleep. It’s their home. Ever since they fled from the violence in their villages, it’s where they have slept, with leaves as their mattresses and their bodies snuggled close.</p>
<p>[…] There are 21 villages of Kanyaruchinya, which surround the Kibati camps. Four of these villages are completely empty and the rest are full of thousands of people who have been forced to run from their homes. The population here was just under 19,000 people before the recent troubles, but an estimated 50,000 people have arrived in the camps and villages here over the last month. Of the families here, 65 percent are hosting displaced people. But many people are living in public spaces such as schools, churches, and orphanages.</p></blockquote>
<div class="translation">As crianças que tenho conhecido aqui em Kibati na República Democrática do Congo estão na escola, mas não recebem qualquer educação. A escola é o lugar onde dormem. É sua casa. Desde que fugiram da violência em seus vilarejos, é onde elas têm dormindo,  montes de folhas no lugar de colchões, seus corpos aconchegados uns contra os outros.</p>
<p>[&#8230;] Há 21 vilarejos de Kanyaruchinya ao redor dos acampamentos de Kibati. Quatro desses vilarejos estão completamente vazios e o restante, lotado com milhares de pessoas que foram obrigadas a abandonar apressadamente suas casas. A população aqui era de pouco menos de 19.000 pessoas antes dos distúrbios recentes, mas um número estimado em 50.000 pessoas chegou aos acampamentos e vilarejos daqui neste último mês. Das famílias daqui, 65% estão abrigando pessoas desalojadas. Mas muitos estão morando em lugares públicos tais como escolas, igrejas e orfanatos.</p>
</div>
<p>Gina Bramucci do Comitê Internacional de Resgate e Salvamento (IRC) também <a href="http://blog.theirc.org/2008/11/12/weve-been-running-for-a-year-congo/">escreve sobre o acampamento IDP de Kibati</a> [en], onde cerca de 5.000 pessoas estão vivendo em &#8220;abrigos frágeis&#8221; - estruturas feitas com galhos de árvores,  lonas plásticas no lugar de telhados, folhas secas de bananeira para preencher os vãos e servir de quebra-vento”:</p>
<blockquote><p>Firewood distribution in Kibati is important on several levels right now […] In conflict areas trips outside of the population center or camp in search of firewood and water expose civilians to a higher potential of violent attacks. In Congo, men and boys can be beaten, intimidated or forced into labour by armed groups. But the chore of collecting firewood falls to women and girls, and for them, the stakes are even higher.</p></blockquote>
<div class="translation">A distribuição de lenha em Kibati é importante por vários motivos neste exato momento [&#8230;] Excursões para procura de lenha e de água em áreas de conflito para fora do centro populacional ou do acampamento  coloca em risco a vida dos civis a um potencial mais alto de ataques violentos. No Congo, homens e meninos podem apanhar, ser intimidados ou forçados a trabalhar por grupos armados. Mas a tarefa de coletar lenha recai sobre as mulheres e meninas e, para elas, os riscos são ainda maiores.</div>
<p>O perigo ao qual ela se refere é, logicamente, o de estupro. Elizabeth Roesch, uma especialista em questões de gênero e de defesa que trabalha para a CARE, <a href="http://www.alertnet.org/db/blogs/55078/2008/10/14-152349-1.htm">cita uma menina num acampamento para refugiados</a> [en]:</p>
<blockquote><p>The other day, I asked a young girl who fled the most recent fighting, when she would go back home, and she replied: “As long as there is war, we won&#39;t go back - how can we go back and risk being raped? When we go for water, when we go to the fields, we are afraid.” Other women nodded in agreement, and suddenly I understood how effective rape is at terrorizing communities.</p></blockquote>
<div class="translation">Outro dia, perguntei a uma menina que fugiu do episódio mais recente de luta, quando ela voltaria para casa e ela respondeu: &#8220;Enquanto houver guerra, não voltaremos - como voltar e correr o risco de ser estuprada? Quando temos que sair atrás de água, quando vamos para as roças, ficamos com medo.&#8221; Outras mulheres mostraram estar de acordo e de repente compreendi como o estupro é eficaz em aterrorizar as comunidades.</div>
<p><em>Stop the war in North Kivu</em>, um blogue escrito por um trabalhador humanitário anônimo, de Goma, mostra <a href="http://stopthewarinnorthkivu.wordpress.com/2008/12/05/idps-in-kiwanja/">um pequeno vídeo</a> [en] de tais acampamentos IDP:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="300" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://v.wordpress.com/fiCS05r6" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="300" src="http://v.wordpress.com/fiCS05r6"></embed></object></p>
<p><em>Stop the war in North Kivu </em>também <a href="http://stopthewarinnorthkivu.wordpress.com/2008/11/28/cndp-makes-prices-go-high/">escreve sobre os &#8220;impostos&#8221; ilegais</a> [en] que o CNDP (o grupo rebelde liderado por Nkunda) impõe à população civil dentro da área que eles controlam:</p>
<blockquote><p>-Long truck: 2000 U$ to get through.<br />
-Fuso truck (small size): 500 U$ to get through.<br />
-Toll for every vehicle: 50 U$.<br />
-If you carry just a bag with some items that could be sold in the market: 5 U$<br />
It is said around here that CNDP is a disciplined force in the sense that they don´t loot the population. Now I understand that they simply don´t need to do it. With this kind of tax procedure, looting becomes completely innecessary.<br />
Meanwhile, the price in Goma of first need commodities like beans has tripled in the last two months.</p></blockquote>
<div class="translation">-Caminhão longo: 2000 U$ para passar.<br />
-Caminhão Fuso (tamanho pequeno): 500 U$ para passar.<br />
-Pedágio para qualquer veículo: 50 U$<br />
-Se você carrega só uma sacola com alguns itens próprios para venda no mercado: 5 U$<br />
É dito por aqui que o CNDP é uma força disciplinada no sentido de que não saqueia a população. Agora, o que eu entendo, é que eles simplesmente não precisam fazer isso. Com o tipo de impostos que impõem, o saque se torna completamente desnecessário.</div>
<p>Emily Meehan, a gerente de comunicação para a IRC em Goma, <a href="http://blog.theirc.org/2008/12/08/a-fresh-view-of-the-congo-crisis/">escreve sobre sua chegada recente a Kivu do Norte:</a>[en]<a href="http://blog.theirc.org/2008/12/08/a-fresh-view-of-the-congo-crisis/"><br />
</a></p>
<blockquote><p>[earlier this year] I was reading about the Democratic Republic of Congo, particularly North Kivu, and wondering why we didn’t hear more about the ongoing humanitarian crisis there. I thought about the women and girls who have been raped and tortured by armed groups. I imagined Goma, North Kivu’s capital, to be a town under daily siege, with mortars blasting, windows shattering and machine gun fire crackling always in the distance. I imagined civilians running in hordes from clashes in the streets, screaming, moaning, and falling. My imagination was far from reality.<br />
I arrived here in Goma last month […] and I quickly saw that this tragedy is not so obvious – people have been living with war for too long in Congo. It is not sensational. They carry on, their “everyday switch” set on emergency.</p></blockquote>
<div class="translation">[no início do ano] estava lendo sobre a República Democrática do Congo, em particular o Kivu do Norte, e imaginava o porquê não ouvíamos falar mais sobre a crise humanitária que estava ocorrendo lá. Pensei sobre as mulheres e meninas que são estupradas e torturadas por grupos armados. Imaginava  Goma, a capital de Kivu do Norte, como uma cidade sob cerco diário, com rajadas de morteiros, vidros estilhaçados e estalidos contínuos dos disparos de metralhadoras à distância. Imaginava a população de civis correndo em bandos para longe das batalhas nas ruas, gritando, gemendo e caindo. Minha imaginação estava longe da realidade. Cheguei aqui em Goma no mês passado [&#8230;] e logo percebi que esta tragédia não é assim tão óbvia - as pessoas convivem com a situação de guerra já há muito tempo  no Congo. Deixou de ser algo extraordinário para elas. Elas vão em frente com a vida, seus &#8220;botões do cotidiano&#8221; ajustados para emergência.</div>
<p><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/voces-congo1.jpg" alt="man on a bike carrying a sofa loaded across it" /></p>
<p>Iker Zirion, que trabalha para o <em>Veterinarios sin Fronteras</em> (VSF) em Butembo, escreve [es] uma parábola que ilustra a complexidade do conflito armado em Kivu do Norte, no qual ele se refere às <a href="http://www.elperiodico.com/blogs/mapamundi/blogs/congo/archive/2008/12/10/tres-causas-un-mismo-efecto-1.aspx">“três causas para um mesmo resultado&#8221;:</a>[es]</p>
<blockquote><p>Un soldado de las Fuerzas Armadas de la RDC que huye del frente entra en casa de Vital Kagheni buscando algo de comida. Le golpea. Aprovecha para robarle el dinero y el móvil. Más tarde, vuelve con otros dos soldados. Quieren algo más que dinero. Quieren a su mujer.<br />
Al otro lado de ese frente del que huyen, el CNDP toma varias localidades. En la escuela de una de ellas, encuentran a Bertrand Kitambala. Tiene 13 años. En algunos países, hay personas que creen que esa edad es suficiente para empuñar un arma. Desgraciadamente, la RDC es uno de esos países.<br />
Un miembro de las FDLR está escondido en el bosque. Lleva ahí mucho tiempo. Está cansado y tiene hambre. Hacia él se acerca, sin saberlo, Kakule Lukumbuka. Lleva una cabra atada con una cuerda. Cuando llega a su altura, el FDLR sale de su escondite y le dispara. Pero no antes de arrebatarle la cuerda de las manos. No tiene ganas de correr y no quiere que el disparo haga huir a la cabra.</p></blockquote>
<div class="translation">Um soldado das Forças Armadas da República Democrática do Congo, em fuga da frente de batalha, entra na casa de Vital Kagheni em busca de comida. Dá-lhe um soco. Aproveita-se para roubar-lhe o dinheiro e o telefone celular. Mais tarde, retorna com dois outros soldados. Querem algo mais. Querem a esposa de Kagheni.<br />
Do outro lado da frente de batalha da qual fogem, a CNDP toma conta de várias localidades. Na escola de um deles, encontram Bertrand Kitambala. Ele tem 13 anos. Em alguns países, há aqueles que acreditam que é idade o bastante para empunhar armas. Infelizmente, a República Democrática do Congo é um desses países.<br />
Um membro da FDLR encontra-se escondido na mata. Já está lá há muito tempo. Está cansado e tem fome. Sem que saiba, Kakule Lukumbuka caminha em sua direção. Carrega uma cabra presa a uma corda. Quando chega próximo de onde se encontra o FDLR, este sai do esconderijo e atira nele. Mas antes, arrebata-lhe a corda de suas mãos. Não tem vontade de correr e nem quer que o disparo assuste a cabra para longe.</div>
<p>Numa outra postagem, Iker Zirion <a href="http://www.elperiodico.com/blogs/mapamundi/blogs/congo/archive/2008/11/26/empezar-de-cero-otra-vez.aspx">escreve sobre começar tudo de novo</a>:[es]</p>
<blockquote><p>“¡Buenas tardes! El día ha pasado sin incidencias, pero en un ambiente de tristeza para casi todo el mundo. Nada se ha salvado. Hay que empezar nuevamente de cero”, nos dice vía sms APRONUT, oenegé de desarrollo congoleña y una de nuestras contrapartes en Kirumba.<br />
No es la primera vez. La población de la zona ha tenido que comenzar de cero varias veces desde la década de los noventa hasta hoy. ¿Qué se puede responder a un sms como ese? Yo, desde luego, no lo sé. Afortunadamente, otra persona del equipo tuvo más capacidad de reacción: “¡Animo! Empezaremos de nuevo todos juntos”.</p></blockquote>
<div class="translation">Boa tarde! O dia passou sem incidentes, mas num ambiente de tristeza para quase todo mundo. Quase nada foi salvo. Temos que começar novamente do zero&#8221;, conta-nos via sms APRONUT, a ONG de desenvolvimento congolesa que é uma de nossas parceiras em Kirumba.<br />
Não é a primeira vez. A população já teve que começar de novo muitas vezes desde a década de 1990. O que podemos responder a um SMS como este? Eu realmente não sei. Por sorte, outra pessoa da equipe foi capaz de reagir mais rápido: &#8216;Vamos lá! Nós vamos começar de novo todos juntos&#39;.&#8221;</div>
<p><em>As duas fotos foram tiradas por <a href="http://www.elperiodico.com/blogs/mapamundi/photos/congo/slideshowpro2.aspx">Iker Zirion</a></em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/12/12/republica-democratica-do-congo-violacoes-de-direitos-humanos-e-violencia-contra-mulheres-em-kivu-do-norte/feed/</wfw:commentRss>
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		<item>
		<title>Brasil: Chuvas deixam mais de 80 mortos e milhares de desabrigados no Sul</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/11/27/brasil-chuvas-deixam-mais-de-80-mortos-e-milhares-de-desabrigados-no-sul/</link>
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		<pubDate>Thu, 27 Nov 2008 22:47:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
		<category><![CDATA[Brazil]]></category>
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		<description><![CDATA[Mais de 80 pessoas morreram por conta de deslizamentos de terra e enchentes causados pelas fortes chuvas no estado de Santa Catarina, na Região Sul do Brasil, e a lista de mortos não parou de aumentar enquanto as equipes de resgate realizam buscas nos escombros deixados pelas enchentes que começaram no fim de semana.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/11/26/brazil-over-80-deaths-in-the-worst-environmental-tragedy/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Mais de 80 pessoas morreram por conta de deslizamentos de terra e enchentes causados pelas <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Enchentes_em_Santa_Catarina_em_2008">fortes chuvas</a> no estado de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Catarina">Santa Catarina</a>, na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Regi%C3%A3o_Sul_do_Brasil">Região Sul</a> do Brasil, e a lista de mortos não parou de aumentar enquanto as equipes de resgate realizam buscas nos escombros deixados pelas enchentes que começaram no fim de semana. Até este momento, acredita-se que mais de um milhão e meio de pessoas tenham sido afetadas, e aproximadamente 160 mil pessoas estão sem eletricidade. Não há água potável também, e a fome começa a atingir os desabrigados. Muitas das estradas da região foram bloqueadas pela lama e pela água e oito cidades ficaram ilhadas pelas águas das enchentes.</p>
<p>O governo federal providenciou ajuda enviando helicópteros e barcos para tentar alcançar os moradores presos em suas casas, e outros estados brasileiros estão enviando ajuda, incluindo roupas e alimentos. O estado de Santa Catarina declarou estado de emergência. Esta já foi declarada como a pior tragédia ambiental do Brasil, e a estação das chuvas está apenas começando. <a href="http://luzeestilo.wordpress.com/2008/11/24/fotos-da-enchente-em-itajai/">Robson Souza</a> [Pt] tirou muitas fotografias com seu telefone celular e as publicou em seu blogue. Elas mostram a situação da cidade de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Itaja%C3%AD">Itajaí</a> entre as 5:20 e as 15:30, horário local, no dia 24 de novembro:</p>
<p><a href="http://luzeestilo.wordpress.com/2008/11/24/fotos-da-enchente-em-itajai/"><img class="aligncenter size-full wp-image-53073" title="chuvas1" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/11/chuvas1.jpg" alt="" width="413" height="433" /></a></p>
<p>Mais de 50 mil pessoas ficaram desabrigadas depois das chuvas do final de semana, que destruíram 20 mil casas. Algumas delas estão agora vivendo em abrigos improvisados pelas autoridades locais. <a href="http://monitorando.wordpress.com/2008/11/25/enchente-em-itajai/">Rogério Christofoletti</a> [Pt], também de Itajaí, é uma das 20 mil pessoas abrigadas em casas de amigos:</p>
<blockquote><p>Cerca de 80% da cidade de Itajaí está sob as águas, e todas as classes sociais estão atingidas. Dos miseráveis aos ricaços, ninguém foi poupado. Mesmo quem não foi diretamente atingido está sofrendo as conseqüências: veja o caso dos meus amigos Isaías e Raquel, que acolheram a minha família e mais outras duas em seu apartamento. A cidade deve sofrer nas próximas horas com falta de água, alimentos, combustíveis… Boa parte da cidade, metade dela, está sem energia elétrica. Deixei minha casa, e depois conferi que cerca de 30 ou 40 cm de água havia invadido o local. Não pude permanecer lá. Saí no domingo de manhã, antes mesmo da água chegar. Fui com mulher e filho para um local seguro, e em seguida, fomos auxiliar no Colégio Dom Bosco, onde centenas de pessoas chegavam molhadas, com frio, com fome, e sem nenhuma esperança. Perderam tudo. Distribuindo roupas para as pessoas, eu via nos olhos delas um misto de vergonha, de desalento, de perplexidade. Um sofrimento intenso, difícil de escrever aqui.</p></blockquote>
<p><a href="http://caraoucore.blogspot.com/2008/11/o-que-aconteceu-com-gente.html">Coré</a> [Pt], da região turística praiana do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Balne%C3%A1rio_Cambori%C3%BA">Balneário Camboriú</a>, foi trabalhar normalmente no final de semana, apenas para descobrir mais tarde quão grave era a situação:</p>
<blockquote><p>Ao chegar lá a loja estava vazia, e ficou assim boa parte do tempo até começarem a chegar os primeiros “sobreviventes” das enchentes - pessoas simples que perderam tudo e foram retirados de barco pela defesa civil. Na hora tive que manter o jogo de cintura e continuar a sorrir, por mais que todas as pessoas com quem trabalho ficassem com aquela cara de “mas eim?” ou “que absurdo!” porém no fundo cada pessoa que entrava na loja era um pedaço do meu coração que quebrava, cada centavo que eles gastavam na expectativa de começar tudo do zero era uma lágrima que eu queria que caisse do meu rosto. No entando continuei ali, sorrindo.</p></blockquote>
<p><a href="http://ogambadeblumenau.blogspot.com/2008/11/blumenau-e-as-enchentes-de-novembro2008.html">Gambá</a> [Pt] de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Blumenau">Blumenau</a> está tentando voltar à vida normal:</p>
<blockquote><p>É assim mesmo. Depois que as águas baixam, começa imediatamente o trabalho de limpeza. Uma tarefa difícil que requer muito esforço físico e controle emocional. Primeiro a retirada da lama acumulada (mais ou menos 20 cm), ver o que pode ser lavado, reaproveitado, esperar secar e recolocar tudo no lugar. Como ainda não temos água nas torneiras, hoje passei o dia desmontando o que restou dessa garagem aí em cima. Tô morto de cansado. E amanhã tem mais. Muito mais.</p></blockquote>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-53119" title="dsc09731" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/11/dsc09731.jpg" alt="" width="616" height="462" /></p>
<p>A foto acima foi tirada por <a href="http://stulzer.net/blog/2008/11/23/fugindo-da-enchente-em-santa-catarina/">Rodrigo Stulzer</a> [Pt], que estava passando o final de semana em Santa Catarina e documentou as enchentes. Elas o lembraram de outro feriado passado por ele no estado, quando ainda era uma criança:</p>
<blockquote><p>Eu já havia pego em 1983 uma grande enchente em Santa Catarina. Estávamos eu e minha mãe, de barraca, em Balneário Camboriú. Os primeiros dias foram muito legais. Íamos para a praia de dia e à noite eu brincava com as outras crianças do camping. Joguei muitas partidas de War naquelas férias. Mas daí a chuva começou… e não parou mais. Acabamos ilhados no camping e conseguimos ir até a casa de uma amiga, depois que a água baixou um pouco. O desespero bateu quando a água quase entrou no banheiro do camping, onde estávamos, junto com as outras pessoas. Eu tinha 12 anos e chorei de medo. Back to 2008 e eu agora casado e com um filho de 6 anos. Os tempos mudam mas a natureza continua a mesma.</p></blockquote>
<p>Muitos novos blogues e iniciativas de jornalismo cidadão foram colocadas rapidamente no ar neste momento de tragédia. A prefeitura municipal de Itajaí dediciu criar <a href="http://prefeituradeitajai.wordpress.com/">um blogue de último minuto</a>, com atualizações sobre as chuvas fortes na cidade. Também de Itajaí, o <a href="http://desabrigadositajai.wordpress.com/">Blog dos Desabrigados</a> tem um sistema de busca onde as pessoas podem descobrir onde seus amigos ou parentes foram abrigados, e onde pessoas em busca de informações sobre entes queridos desaparecidos podem encontrar informações. Uma rede de apoio voluntária também foi criada no blogue <a href="http://arcadenoe.ning.com/">Arca de Noé</a>, para onde pessoas podem enviar <a href="http://arcadenoe.ning.com/photo">fotos</a> e <a href="http://arcadenoe.ning.com/video/video/listForContributor?screenName=0a19g5sqwfr00">vídeos</a>, dar notícias sobre a situação em suas vizinhanças ou lugares específicos, e também descobrir formas de ajudar e oportunidades de voluntariado. Um dos tags de twitter sobre as chuvas em Santa Catarina é <a href="http://twemes.com/SC">#SC</a>.</p>
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		<title>Angola: Crianças de 6 anos são acusadas de feitiçaria</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/11/26/angola-criancas-de-6-anos-sao-acusadas-de-feiticaria/</link>
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		<pubDate>Wed, 26 Nov 2008 23:03:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claraonofre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Crianças a partir dos seis anos de idade têm sido acusadas de feitiçaria e abandonadas, mal-tratadas, torturadas e até mortas em Angola, onde acusações do tipo são consideradas válidas. Clara Onofre investiga essa prática aconselhada por membros de igrejas ilegais e que aparentemente não tem ligações com tradições históricas dos povos locais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/clara-onofre/">Clara Onofre</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/claraonofre/'>claraonofre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/11/26/angola-children-as-young-as-6-face-accusations-of-witchcraft/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Nos ultimos tempos, Angola tem sido sacudida por notícias assombrosas de crianças abandonadas, mal-tratadas, torturadas e mortas após acusadas de feitiçaria. Um dos <a href="http://www.jornaldeangola.com/artigo.php?ID=94896&amp;Seccao=geral">casos recentes</a> passou-se no município do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sambizanga,_Angola">Sambizanga</a> em Luanda. De acordo com os jornais, a Polícia Nacional regastou dezenas de crianças que se encontravam fechadas dentro de um quarto com uma fogueira acesa onde se queimava jindungo (piripiri). Umas das crianças corre o risco de perder um braço devido à gangrena provocada por cortes de lâmina. Através destes método esperava-se libertar o mal que habitava no corpo das crianças. A recomendação da prática deste método funesto é geralmente aconselhada por membros de <a href="http://www.jornaldeangola.com/artigo.php?ID=95470&amp;Seccao=geral">determinadas “igrejas”</a>, que na maioria das vezes se encontram abertas ao público ilegalmente.</p>
<p>Embrenhados num espírito místico, maldoso, ignorante ou simplesmente pelo desejo de se libertarem de mais uma boca a alimentar, os familiares são os grandes responsáveis por este tipo de atitudes. Ao acreditarem na feitiçaria condenam filhos, sobrinhos ou enteados a sofrer de forma atroz caso algo corra mal dentro de casa. No blog <a href="http://anteropaiva.blog.simplesnet.pt/archive/022885.html">Angola Saudades</a> dá-se o exemplo triste de um destes casos:</p>
<blockquote><p>&#8220;Makiesse é sobrevivente de um fenómeno perturbante que surge em Angola nos ultimos anos: acusações de feitiçaria contra crianças acompanhadas de maus tratos, abandono e nalguns casos, a morte. A madrasta acusou Makiesse de ser feiticeiro e ter provocado a doença que matou o seu pai. Não podia comer com a família, dormia na latrina, levava porrada diariamente e era forçado a rituais de purificação que mais parecem tortura – jejum, golpes e reclusão. Makiesse tinha seis anos. “Eu dizia que eu não sou feiticeiro, que talvez o feiticeiro usa a minha cara à noite. Mas ninguém acreditava”, conta Makiesse ao PlusNews. Um dia os familiares deitaram-lhe petróleo. O tio impediu que o queimassem vivo. Cedo, tirou-o sorrateiramente do Uíge para a capital Luanda a 345 quilómetros. Deixou-o num centro da igreja católica que abriga crianças de rua. Isso foi há três anos. Makiesse apenas foi visitado duas vezes pelo irmão mais velho&#8221;.</p></blockquote>
<p>Há alguns anos atrás, saiu um estudo sobre o impacto de práticas desta natureza contra as crianças sob a perspectiva da protecção dos direitos humanos levado a cabo pelo Instituto Nacional da Criança (INAC). O estudo apontou que as acusações contra as crianças surgiram em força nos finais da década de 90, sem qualquer relação com antecedentes históricos nas tradições dos povos locais. De acordo com o estudo, o surgimento para os actos desta ordem deve-se à transformação das estruturas familiares e do significado das relações de parentesco, bem como dos laços maternos e respectiva ligação com o cuidado a ter com as crianças. Em Angola, as acusações de feitiçaria e maus tratos dirigidos às crianças são consideradas válidas, o que minimiza perante a sociedade a gravidade de actos cruéis levados a cabo pela família. Após serem acusadas, as crianças dificilmente voltam a integrar-se no seio da família devido ao estigma e à discriminação. Isto leva-nos a outro factor: ao aumento de crianças de rua. Desconfortáveis perante os olhares acusadores de parentes e vizinhos, optam por viver por sua conta e risco pelas ruas deste país.</p>
<p>O blog <a href="http://noticiascristas.blogspot.com/2008/01/igreja-catlica-em-angola-recupera.html">Noticias Cristãs</a> denuncia um outro caso:</p>
<blockquote><p>“Doze crianças acusadas de feitiçaria e abandonadas pelos seus familiares foram retiradas das ruas de Luanda pelas Irmãs da Congregação do Bom Pastor. As histórias contadas pelas crianças que fizeram das ruas da capital a sua morada durante algum tempo, comoveram as freiras que decidiram começar um processo de nova vida para os menores. O caso mais recente é de uma menina de 11 anos acusada de ter morto a própria mãe usando feitiço. A superiora da congregação conta a história: “O pai abandonou a criança na rua e na altura foi interceptado pela polícia porque batia nela e ele disse que a filha tem 11 anos e é feiticeira. Disse que comeu a mãe e que recebeu o feitiço do Congo e que ele poderia ter a mesma sorte e então decidiu abandonar a menina. A criança foi levada para casa das irmãs no Palanca, por alguém que a encontrou a chorar na rua. Fui ter à casa onde eles moravam e encontrei alguns familiares, mas todos eles confirmaram que a menina é feiticeira. Conversei com eles, tentei convencê-los mas não houve maneira e disseram que era melhor não deixar a menina com eles porque estava reconhecida como feiticeira”.</p></blockquote>
<p>O governo e as organizações da sociedade civil, têm lançado campanhas de de sensibilização e alerta a fim de evitar o abuso contra crianças. Outros projectos como a abertura de centros de acolhimento e a responsabilização legal de tais abusos são outros dois pontos importantes levados a cabo pelas autoridades competentes.</p>
<p>Esperemos que a situação mude completamente. Que as crianças angolanas possam desfrutar da infância com tranquilidade sem perder a esperança numa vida melhor. Esperemos que a sociedade angolana se empenhe de forma determinada neste combate que já ultrapassou fronteiras nacionais. Que os pais e familiares das crianças vítimas de maus tratos, sejam responsabilizados e levados à justiça como sinal de aviso à navegação.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Guatemala: Chuvas Fortes e Enchentes Castigam as Comunidades Mais Pobres</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/27/guatemala-chuvas-fortes-e-enchentes-castigam-as-comunidades-mais-pobres/</link>
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		<pubDate>Mon, 27 Oct 2008 21:33:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O mês que passou foi muito difícil para muitos guatemalenses por conta das chuvas fortes trazidas por tempestades tropicais. Enchentes e tempestades afetaram muitas comunidades, mas o impacto foi maior nas comunidades que estão abaixo do nível da pobreza. Estas comunidades são frequentemente isoladas dos serviços públicos e dos abrigos, como no caso das pequenas vilas em El Petén, El Quiché e Zacapa. Blogueiros e organizações não governamentais dão mais informações sobre o desastre ambiental.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/renata-avila/">Renata Avila</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/10/27/state-of-calamity-declared-in-northern-guatemala-bloggers-reporting/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/floodsguate.jpg" alt="Peten Flood" /></p>
<p><small><a href="http://www.flickr.com/photos/godoyarturo/">Foto por Arturo Godoy</a>, usada com permissão.<br />
</small></p>
<p>O mês que passou foi muito difícil para muitos <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guatemala">guatemalenses</a>. Durante as tempestades tropicais, chuvas fortes, enchentes e a falta de políticas públicas voltadas a evitar tragédias resultaram em ainda mais destruição, quando plantações foram arruinadas, casas completamente destruídas e até pessoas foram enterradas vivas nos deslizamentos de terra.</p>
<p>Enchentes e tempestades afetaram muitas comunidades, mas o impacto é maios nas comunidades que estão abaixo do nível de pobreza. Estas comunidades são frequentemente isoladas de serviços públicos e abrigos, como é o caso das pequenas vilas em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/El_Pet%C3%A9n">El Petén</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/El_Quich%C3%A9">El Quiché</a> e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Zacapa">Zacapa</a>. <a href="http://elpoptuneco.blogspot.com/2008/10/alcalde-de-poptn-entrega-al-sr.html"><em>El Poptuneco</em></a> [Es] relatou que o presidente <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81lvaro_Colom">Álvaro Colom</a> voou de helicóptero pra <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Popt%C3%BAn">Poptún</a>, uma das áreas afetadas. Também, o governador <em>Rudel Alvarez</em>, <a href="http://blog.rudelalvarez.net/">em seu blogue pessoal</a> [Es], escreveu relatos sobre a situação e fez atualizações regulares sobre as condições do tempo, afirmando que esta foi <a href="http://blog.rudelalvarez.net/archives/104">a pior tragédia em 10 anos em Sayaxché</a> [Es], <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sayaxch%C3%A9">outra vila</a> no sul de El Petén, onde 288 famílias extremamente pobres foram afetadas pelas chuvas e enchentes.</p>
<p><a href="http://miparticipacion.blogspot.com/2008/10/poptn-no-solo-afecta-crisis-econmica.html"><em>Mesas de Dialogo blog</em></a> [Es] contou uma história real sobre a crise:</p>
<blockquote><p>Realizaron un sobrevuelo el día 21-10-08 por el área rural encontrándose una señora la cual desde las alturas pudieron observar que imploraba ayuda entre las inundaciones baja el helicóptero pocos segundos y ella dijo que tenía 4 días de no comer juntamente con sus hijos, perdieron su casa y sus cultivos.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Fizeram um sobrevôo da área rural [atingida] no dia 21-10-08, e encontraram uma senhora que, mesmo das alturas, puderam ver que implorava por ajuda em meio à inundação. O helicóptero desceu em poucos segundos, e ela disse que estava a 4 dias sem comer, junto a seus filhos, e que haviam perdido sua casa e sua plantação.&#8221;</div>
<p>A comunidade estava inacessível por meio terrestre, então a única maneira de chegar lá era pelo ar.</p>
<p>O blogue de jornalismo cidadão <em>El Zacapaneco</em> [Es] fez relatos sobre a deterioração da infraestrutura em Zacapa (no leste da Guatemala), dizendo que <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/La_Uni%C3%B3n">La Union</a>, uma vila, <a href="http://www.elzacapaneco.com/contenido/index.php?s=sufre+de+nuevo&amp;searchbutton=Ir%21">estava sofrendo novamente</a> [Es] por conta dos deslizamentos de terra que bloquearam a estrada principal.</p>
<p>Mas a solidariedade está sempre presente. Conforme <a href="http://www.elportaldepeten.com/nuevo/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=275&amp;Itemid=1">relatou <em>El Portal de Peten</em></a> [Es], a Aliança da Floresta [<a href="http://www.rainforest-alliance.org/">Raiforest Alliance</a>] já expressou sua solidariedade. Médicos cubanos estão ajudando as pessoas nas áreas mais afetadas, como reportou o <a href="http://noticiasmunicipalesguatemala.blogspot.com/2008/10/mdicos-cubanos-atienden-evacuados-por.html"><em>Municipal News Blog</em></a> [Es]. A <a href="http://www.caritasguatemala.org/web/guest/inicio">Caritas de Guatemala</a> [Es] fez um apelo por remédios, roupas e comida, e para entrar em contato com eles basta <a href="http://www.caritasguatemala.org/web/guest/contacto">clicar aqui</a>[Es].</p>
<p>É triste ler que todos os anos acontecem tragédias como estas, e algumas regiões são sempre afetadas. Ao mesmo tempo, nenhuma política pública ou medida foi tomada para evitar os danos. O custo é muito alto: vidas humanas, casas e colheitas são todos levados embora pelas enchentes, como você pode ver nas <a href="http://www.flickr.com/photos/godoyarturo/sets/72157608283440512/">fotos feitas por Arturo Godoy</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Egito: A Libertação dos Turistas Sequestrados</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/01/egito-a-libertacao-dos-turistas-sequestrados/</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Oct 2008 04:48:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Egypt]]></category>
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		<description><![CDATA[Forças especiais egípcias libertam dezenove pessoas, entre elas vários turistas, que haviam sido sequestradas no Egito há 10 dias. Blogueiros egípcios comentam a notícia.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/tarek-amr/">Tarek Amr</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/09/29/egypt-kidnapped-tourists-freed/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Dezenove pessoas que <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/09/22/egypt-kidnapped-tourists/">haviam sido sequestradas há 10 dias</a> [En], entre elas onze turistas estrangeiros, foram <a href="http://english.aljazeera.net/news/africa/2008/09/20089299491288746.html">libertadas</a> [En] ilesas hoje, pouco antes do amanhecer, em uma ação realizada pelas forças especiais egípcias.</p>
<p><em>Zeinobia</em>, no blogue <em>Egiptian Chronicles</em>, dedicou <a href="http://egyptianchronicles.blogspot.com/2008/09/our-men.html">este</a> [En] post às forças especiais egípcias por seu papel heróico no resgate.</p>
<blockquote><p>I do not know if anyone of them will ever read this but thank you for bringing joy, faith and hope to people who are really missing a lot these days, thank you for standing up as usual as expected when it needed.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Eu não sei se alguém entre eles irá um dia ler isso, mas obrigado por trazer alegria, fé e esperança para pessoas que estavam realmente precisando [disso] nestes dias. Obrigado por comparecerem, como sempre e como esperado, quando são necessários.&#8221;</div>
<p>Entre os sequestradas havia 11 turistas estrangeiros &#8212; cinco italianos, cinco alemães e um romeno &#8212; que foram capturados em uma remota região de fronteira do Egito, na qual se encontram <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_rupestre">pinturas rupestres</a> que são tidas como tendo aproximadamente 10.000 anos. A região é acessível por meio de veículo para deserto a partir das zonas de conflito de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Conflito_de_Darfur">Darfur</a> e do leste do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Chade">Chade</a>.</p>
<p>Enquanto isso, o blogue <a href="http://arabist.net/archives/2008/09/29/egypt-hostages-freed/"><em>The Arabist</em></a> [En] faz links para fontes de notícias e anuncia:</p>
<blockquote><p>The word is the 19 hostages are now free and healthy.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;A notícia é de que os 19 reféns estão agora livres e com saúde.&#8221;</div>
<p>Escrevendo no <em><a href="http://elijahzarwan.net/blog/?p=787">The Skeptic</a></em> [En], <em>Elijah Zarwan</em> relatou mais cedo:</p>
<blockquote><p>Sudanese government officials are <a href="http://afp.google.com/article/ALeqM5gO747e6piz5bA_GQPpZ5mU3xobUA">telling</a> <a href="http://edition.cnn.com/2008/WORLD/africa/09/28/egypt.tourists.kidnapped.ap/">reporters</a> that the Sudanese forces killed six men accused of complicity in the abduction of 11 tourists and eight Egyptian guides after a high-speed chase through the desert. The Sudanese say they captured two people involved, who said that the hostages had been moved to Chad. If all the reports coming out have been true, then the hostages have been moved from Egypt, across the border to Sudan, across the border into Libya, then back into Sudan, and again across the border into Chad.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Funcionários do governo sudanês estão <a href="http://afp.google.com/article/ALeqM5gO747e6piz5bA_GQPpZ5mU3xobUA">dizendo</a> [En] aos <a href="http://edition.cnn.com/2008/WORLD/africa/09/28/egypt.tourists.kidnapped.ap/">repórteres</a> [En] que as forças sudanesas mataram seis homens acusados de cumplicidade na abdução dos 11 turistas e oito guias egípcios depois de uma perseguição em altas velocidades pelo deserto. Os sudaneses dizem ter capturado duas pessoas envolvidas, que disseram que os reféns teriam sido levados para o Chade. Se todos os relatos que estão sendo publicados forem verdadeiros, então os reféns foram levados do Egito, através da fronteira com o Sudão, através da fronteira com a Líbia, então de volta para o Sudão, e novamente através da fronteira com o Chade.&#8221;</div>
]]></content:encoded>
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		<title>Haiti: Notícias e Fotos de Cabaret</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/12/haiti-noticias-e-fotos-de-cabaret/</link>
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		<pubDate>Fri, 12 Sep 2008 20:07:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porJanine Mendes-Franco  &#183; Traduzido por Daniel Duende &#183;  Veja o post original 
RHFH Rescue Centre [En] publica fotos recentes de Cabaret [En], uma das cidades haitianas mais atingidas pelos recentes furacões.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/janine-mendes-franco/">Janine Mendes-Franco</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/09/12/haiti-update-from-cabaret/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><a href="http://haitirescuecenter.wordpress.com/2008/09/11/cabaret-2/">RHFH Rescue Centre</a> [En] publica fotos recentes de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cabaret,_Ouest">Cabaret</a> [En], uma das cidades haitianas mais atingidas pelos recentes furacões.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Colômbia: Documentário sobre Massacre por Grupos Paramilitares</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/10/colombia-documentario-sobre-massacre-por-grupos-paramilitares/</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Sep 2008 05:47:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porJuliana Rincón Parra  &#183; Traduzido por Daniel Duende &#183;  Veja o post original 
La Guayabita [Es] transcreve um documentário sobre o assassinato de 40 pessoas em fevereiro de 2000, em El Salado, na região de Bolívar, Colômbia, por grupos paramilitares. No filme, uma sobrevivente conta como, depois do terrível massacre, seus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juliana-rincon-parra/">Juliana Rincón Parra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/09/09/colombia-documentary-of-massacre-by-paramilitary-groups/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><em>La Guayabita</em> [Es] transcreve <a href="http://laguayabita.blogspot.com/2008/09/cuantas-personas-mataban-tocaban-los.html">um documentário sobre o assassinato de 40 pessoas em fevereiro de 2000, em El Salado</a>, na região de Bolívar, Colômbia, por grupos paramilitares. No filme, uma sobrevivente conta como, depois do terrível massacre, seus pedidos de ajuda à Cruz Vermelha nacional e internacional e ao prefeito de El Carmen de Bolívar foram ignorados.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Haiti, Jamaica: Mais Notícias sobre Furacões</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/04/haiti-jamaica-mais-noticias-sobre-furacoes/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/04/haiti-jamaica-mais-noticias-sobre-furacoes/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 04 Sep 2008 04:13:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
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		<description><![CDATA[Enquanto os territórios caribenhos que foram atingidos pelo furacão Gustav começam seus esforços de limpeza e reconstrução, novas tempestades ameaçam atingir as ilhas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/janine-mendes-franco/">Janine Mendes Franco</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/09/03/haiti-jamaica-hurricane-update/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Enquanto os territórios caribenhos <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/02/caribe-furacao-gustav/">que foram atingidos</a> pelo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Furac%C3%A3o_Gustav_(2008)">furacão Gustav</a> começam seus esforços de limpeza e reconstrução, <a href="http://uk.reuters.com/article/oilRpt/idUKN0237156520080902">novas tempestades</a> [En] ameaçam atingir as ilhas.</p>
<p><a href="http://www.yardflex.com/archives/003096.html"><em>Yardflex.com</em></a> [En], da Jamaica, relata que o Gustav partiu a <a href="http://www.jamaica-gleaner.com/gleaner/20080903/lead/lead3.html">ponte sobre o Rio Hope</a> [En] e escreve um <a href="http://www.yardflex.com/archives/003100.html">outro post</a> [En] detalhando os eforços de socorro humanitário.</p>
<p>O Haiti, contudo, ainda está imerso em caos. <em><a href="http://haiti.quixote.org/node/308">Haiti Reborn</a></em> [En] diz que em meio aos furacões Gustav e e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Furac%C3%A3o_Hanna_(2008)">Hanna</a>, a ilha está destruída:</p>
<blockquote><p>Hurricane Gustav tore ashore at Jacmel on the southern peninsula of Haiti on August 26th. More than 12 inches of rain fell in a few hours on Haiti&#39;s denuded hillsides. More than 75 Haitians lost their lives and over 8000 their homes in mudslides and flash floods in the hours afterwards. The sad truth is that Haiti was still recovering from tropical storm Fay which soaked the island earlier in the month, killing 23.</p>
<p>Just today Hurricane Hanna glanced off the northern coast, bringing concentrated rain to the same region around Gonaive where three thousand died in the flooding of tropical storm Jeanne in September 2004. Preliminary indications are that severe flooding is beginning to take place again…</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;O furacão Gustav entrou pela costa de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jacmel">Jacmel</a> na península do sul do Haiti em 26 de agosto. Mais de 33 centímetros de chuva caíram em algumas poucas horas nas encostas desmatadas o Haiti. Mais de 75 haitianos perderam suas vidas e mais de 8000 perderam suas casas em desbarrancamentos e enchentes nas horas seguintes. A triste verdade é que o Haiti ainda está se recuperando da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tempestade_tropical_Fay_(2008)">tempestade tropical Fay</a>, que atingiu a ilha no início do mês, matando 23.<br />
E hoje o furacão Hanna esbarrou na costa norte, trazendo chuvas concentradas à mesma região nas vizinhanças de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gona%C3%AFves">Gonaives</a> onde três mil pessoas morreram na enchente da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Furac%C3%A3o_Jeanne">tempestade tropical Jeanne</a> em setembro de 2004. Os indícios preliminares são de que grandes enchentes estão começando a acontecer novamente na região&#8230;&#8221;</div>
<p><a href="http://pwojeespwa.blogspot.com/"><em>Pwoje Espwa</em></a> [En] acredita que <a href="http://pwojeespwa.blogspot.com/2008/09/small-church.html">imagens</a> podem descrever melhor a situaçao do que as palavras, mas Theo ainda conseguiu dizer algumas palavras:</p>
<blockquote><p>The schools are filled with homeless families; downtown Les Cayes is flooded; at least three locals have drowned. This is sad but, from what I hear, it is much worse in Gonaives which Hurricane Jeanne slammed a few years ago. Keep the folks there in your prayers.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;As escolas estão lotadas de famílias desabrigadas; os subúrbios de Les Cayes estão inundados; ao menos três moradores do local se afogaram. É triste mas, pelo que eu escutei, está muito pior em Gonaives, atingida pelo furacão Jeanne a uns anos atrás. Rezem pelas pessoas de lá.&#8221;</div>
]]></content:encoded>
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		<title>Venezuela: Os Indígenas Yukpa, Chávez e as disputas de terra</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/29/venezuela-os-indigenas-yukpa-chavez-e-as-disputas-de-terra/</link>
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		<pubDate>Fri, 29 Aug 2008 22:19:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Americas]]></category>
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		<description><![CDATA[Alguns vídeos de mídia cidadã foram disponibilizados, informando sobre a situação que está se configurando na Venezuela entre os índios Yukpa das Montanhas Perijá, alguns proprietários de terras e o Presidente Chávez. Esta disputa sobre limites de propriedade vem se desenvolvendo há 30 anos, quando forças militares desalojaram as comunidades indígenas dos Yukpa a força e alocaram os proprietários de terra que tem fazendas de gado e vem cultivando a terra desde então.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juliana-rincon-parra/">Juliana Rincón Parra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/08/28/venezuela-yukpa-indians-chavez-and-land-disputes/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img class="alignleft" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/08/149624398_b876a130ec_m.jpg" alt="" hspace="7" vspace="5" /> Alguns vídeos de mídia cidadã foram disponibilizados, informando sobre a situação que está se configurando na Venezuela entre os índios <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Yukpa">Yukpa</a> [En] das <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Serrania_del_Perija">Montanhas Perijá</a> [En], alguns proprietários de terras e o Presidente Chávez. Esta disputa sobre limites de propriedade vem se desenvolvendo há 30 anos, quando forças militares desalojaram as comunidades indígenas dos Yukpa com uso da força, e alocaram os proprietários de terra que tem fazendas de gado e vem explorando a terra na região desde então. Os índios Yukpa tentaram reclamar sua terra, e até o presidente venezuelano Hugo Chávez declarou a 10 anos atrás que os problemas com a propriedade da terra nas Montanhas Perijá deveriam ser resolvidos, mas nada foi feito desde então para buscar as soluções.</p>
<p>Atualmente os índios Yukpa estão ocupando as fazendas da região e os proprietários de terra, que vivem da exploração de carne e leite, estão impedidos trabalhar. A situação se tornou mais difícil por conta da presença de forças armadas na área, que gerou um literal estado de sítio. Os grupos indígenas não tem permissão de transitar livremente para dentro ou para fora de suas terras, e jornalistas estão sendo proibidos de entrar na área para relatar eventuais violações dos direitos humanos, como a alegada contratação de atiradores colombianos que estão atacando comunidades inteiras, e que espancaram até a morte uma liderança indígena de 109 anos de idade. Por fim, os Yukpa conseguiram quebrar os bloqueios de comunicação e alcançaram a atenção da mídia, e conseguiram chegar à comunidade de Machique em 26 de agosto de 2008, e então Hugo Chávez declarou que estas terras devem ser devolvidas e que os direitos das comunidades indígenas devem ser respeitados. No blogue coletivo <em>Voces Urgentes </em>(Vozes Urgentes) [Es], <a href="http://vocesurgentesreporta.blogspot.com/2008/08/audio-y-videos-breve-relato-de-cmo-se.html">são feitas várias perguntas a respeito do futuro desta situação, e sua solução</a>:</p>
<blockquote><p>Ahora bien ¿Por qué el cerco se rompe solo cuando Chávez se pronuncia? ¿Qué tuvo que pasar para que Chávez se enterara? ¿La represión, agresión y vulneración de los hermanos yukpa todo este tiempo no era suficiente? ¿Cuál ha sido la actuación de las autoridades ante las sucesivas demandas de los indígenas Yukpa? ¿Por qué la ministra del Poder Popular para los Asuntos Indígenas, Nicia Maldonado, recomendó a los Yukpa respetar la propiedad privada y hacer turismo en una zona aislada y árida? ¿Quiénes y con cuáles criterios se realizará el proceso de demarcación de las tierras indígenas?</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Então, por que é que o cerco só se rompeu agora, quando Chávez se pronunciou? O que teve que acontecer para que Chávez tomasse conhecimento da situação? A repressão, agressão e violação dos irmãos Yukpa por todo este tempo não foram o bastante? Qual tem sido a atuação das autoridades frente às sucessivas demandas dos índios Yukpa? Por quê a ministra do Poder Popular para os Assuntos Indígenas, Nicia Maldonado, recomendou aos Yukpa respeitar a propriedade privada e viver de turismo em uma zona isolada e árida? Quem, e com quais critérios, realizará o processo de demarcação das terras indígenas?&#8221;
</div>
<p>O <a href="http://es.youtube.com/watch?v=5mbNbUh5ETU">vídeo a seguir</a> [Es] foi disponibilizado por <a href="http://es.youtube.com/user/coritoj">coritoj</a>, e faz parte das dezenas de vídeos documentando o sofrimento desta comunidade, e como ele só agora está chegando ao conhecimento do grande público. No vídeo, eles relatam como um dos proprietários de terra disse a eles que ele poderia basicamente fazer o que quisesse, já que todas as autoridades envolvidas já haviam sido devidamente subornadas, e que ele não iria para a cadeia mesmo que eles fossem falar com o Presidente, porque ele tinha dinheiro para pagar para sair de lá:</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5mbNbUh5ETU&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/5mbNbUh5ETU&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><a href="http://es.youtube.com/watch?v=4Ej47nFdVR4">Este outro vídeo por ProyectoSuri</a> [Es] mostra uma caravana humanitária liderada pela <a href="http://medioscomunitarios.org/pag/index.php">organização ANMCLA</a> tentando entrar no território Yukpa para entregar comida e medicamentos à comunidade indígena, e sendo bloqueada pelos oficiais militares. Contudo, os mesmos soldados do exército que não permitiram que eles passassem estavam perfeitamente dispostos a deixar um caminhão carregado com comida para porcos passar pelo bloqueio. As organizações comunitárias conseguiram convencer o motorista do caminhão de que era injusto e inconstitucional entregar comida para animais quando a comida para humanos estava sendo bloqueada, e o vídeo mostra o motorista levando o caminhão de volta para a transportadora. Mais a frente no vídeo, membros dos Yukpa chegam à fronteira da área de sítio e afirmam que nenhum exército poderia controlar suas comunidades, e que eles serão liderados por líderes escolhidos por eles mesmos, e que eles devem poder convidar quem quiserem para dentro de seus territórios. Contudo, a caravana humanitária não obteve permissão para entrar e entregar a comida e remédios que trazia, e por conta da intransigência do exército vários de seus membros foram feridos, e três deles foram presos. Dois dias depois, o presidente reconheceu o direito dos Yukpa para reclamar suas terras.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/4Ej47nFdVR4&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/4Ej47nFdVR4&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>Dezenas de outros vídeos sobre este tema <a href="http://es.youtube.com/results?search_query=yukpa&#038;search_sort=video_date_uploaded">podem ser vistos aqui</a> [Es].<br />
(A imagem da bandeira da Venezuela é de <a href="http://guillermoesteves.com/">Guillermo Esteves</a>)</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Geórgia, Rússia: Governos são incapazes de socorrer cidadãos</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/14/georgia-russia-governos-sao-incapazes-de-socorrer-cidadaos/</link>
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		<pubDate>Thu, 14 Aug 2008 12:37:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Central Asia & Caucasus]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Eastern & Central Europe]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
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		<category><![CDATA[Socorro & Resgate]]></category>
		<category><![CDATA[Ukrainian]]></category>
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		<description><![CDATA[O jornalista ucraniano Ihor Lutsenko - que bloga no LJ como igordaily - acabou de voltar de uma reportagem na Geórgia. Veja em seu blogue uma postagem sobre o empenho dos dois governos, da Geórgia e da Rússia, com os seus cidadãos que moram no local do conflito.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/neeka/">Veronica Khokhlova</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/08/13/georgia-russia-governments-unable-to-protect-civilians/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>O jornalista ucraniano  Ihor Lutsenko - que bloga no LJ como <em>igordaily</em> - acabou de voltar de uma reportagem na Geórgia. Veja abaixo uma <a href="http://igordaily.livejournal.com/621420.html">das últimas postagens em seu blogue</a> [ukr]:</p>
<blockquote><p>[…] Foi difícil voltar. Muitos de nossos repórteres estão presos lá, porque não há passagens de volta e eles não puderam escrever [as matérias] porque a estrada de Gori está bloqueada.</p>
<p>Em essência. Gostaria de falar sobre dois governos maravilhosos.</p>
<p>O georgiano, por alguma razão, não anunciou oficialmente de uma maneira que fosse fácil de entender que havia  necessidade de evacuar os residentes de Gori e dos vilarejos próximos. Ele não ajudou com uma evacuação de forma sistemática. &#8220;Patriotas&#8221; privados também não ajudaram, aqueles que [dirigiam descuidadamente] por Tbilisi com bandeiras [georgianas] em seus carros, mesmo que estivessem a apenas uma hora de viagem do local da crise. E hoje, em minha quase vila natal de Tkviavi, saqueadores mataram cinco pessoas, de acordo com um morador local [com quem falei pelo telefone].</p>
<p>O governo russo abandonou seus cidadãos na Geórgia. Eles estão ligando para a exbaixada [da Federação Russa] em Tbilisi, pedindo ajuda (uma vez que os vôos diretos foram cancelados) - mas eles escutam &#8220;o problema é seu, se mande da forma que quiser, nós mesmos estamos aqui [quase sendo bombardeados]&#8221;. De volta para casa, no entanto, a imprensa está escrevendo que eles estão todos algemados [e viraram reféns nas mãos  dos georgianos] - mesmo que nem um georgiano sequer tenha dito uma palavra que fosse para eles.</p>
<p>[Vladimir Putin e Mikheil Saakashvili], espero que um dia vocês paguem direitinho [por isso].</p></blockquote>
</div>
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		<title>Colombia: Resgate de Reféns Causa Preocupações</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/07/10/colombia-resgate-de-refens-causa-preocupacoes/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/07/10/colombia-resgate-de-refens-causa-preocupacoes/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 10 Jul 2008 21:09:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
		<category><![CDATA[Colombia]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[Depois de um resgate considerado "perfeito" pela ex-candidata presidencial libertada Ingrid Betancourt, que foi resgatada pelo exército colombiano na quarta-feira dia 2 de julho junto a outros 14 reféns que estavam sendo mantidos pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) por mais de 10 anos em alguns casos, a comunidade colombiana está expressando preocupações a respeito das repercussões possíveis deste resgate, e que interesses podem estar por trás dele.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juliana-rincon-parra/">Juliana Rincón-Parra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/07/05/colombia-hostage-rescue-raises-concerns/ '>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Depois de um resgate considerado &#8220;perfeito&#8221; pela <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%8Dngrid_Betancourt">ex-candidata presidencial libertada Ingrid Betancourt</a>, que foi resgatada pelo exército colombiano na quarta-feira dia 2 de julho junto a outros 14 reféns que estavam sendo mantidos pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) por mais de 10 anos em alguns casos, a comunidade colombiana está expressando preocupações a respeito das repercussões possíveis deste resgate, e que interesses podem estar por trás dele.</p>
<p>O blogueiro <em>Victor Solano</em> <a href="http://victorsolano.com/2008/07/04/el-rescate-de-ingrid-y-los-estadounidenses-%c2%bfun-show-para-los-medios/">fala</a> [Es] sobre um artigo jornalístico em francês <a href="http://info.rsr.ch/fr/news/Ingrid_Betancourt_une_liberation_achetee.html?siteSect=2010&amp;sid=9296449&amp;cKey=1215177798000">encontrado na Radio Suisse Romande</a> [Fr] e <a href="http://www.elpais.com/articulo/internacional/FARC/habrian/cobrado/127/millones/euros/operacion/rescate/Betancourt/elpepuint/20080704elpepuint_15/Tes">outro artigo em espanhol no jornal elpais.com</a> [Es] da Espanha, que afirmam que o exército americano deu 20 milhões de dólares para as FARC em troca da libertação dos 15 reféns.</p>
<p>No site de micro-blogging <a href="http://twitter.com/jeromesutter/statuses/850142723">Twitter, Jerome Sutter</a> [Es] sugere que esta troca econômica poderia ser a causa das poucas reações oficiais esboçadas por Sarkozy.</p>
<p>Também no <a href="http://twitter.com/Gerente/statuses/850150345">Twitter, Gerente</a> [Es] cita um famoso âncora de rádio, Julito, de um popular programa de rádio na estação W, que relata que o polêmico escritor colombiano <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Fernando_Vallejo">Fernando Vallejo</a> teria dito que &#8220;a libertação dos reféns foi manipulativa, furtiva e terrível.&#8221;&#8230; Mas ao que parece Vallejo <a href="http://es.noticias.yahoo.com/efe/20080704/twl-fernando-vallejo-esta-indignado-porq-e1e34ad.html">na verdade estaria se referindo</a> [es] à própria Ingrid Betancourt, e dizendo que a maneira como a mídia está se concentrando somente nela e não nas outras centenas de reféns é escandalosa.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/07/gerentetwitingrid.jpg" alt="" /></p>
<blockquote><p><em>&#8220;<a href="http://twitter.com/Gerente">Gerente</a>: e Vallejo até tem razão&#8221;<br />
&#8220;<a href="http://twitter.com/Gerente">Gerente</a>: @medeamaterial &#8216;Julito&#39; o disse desta maneira e eu somente acabei de lê-lo&#8221;<br />
&#8220;<a href="http://twitter.com/Gerente">Gerente</a>: a [rádio] W de Julito e <a href="http://tinyurl.com/5wpgf5">http://tinyurl.com/5wpgf5</a>&#8220;<br />
&#8220;<a href="http://twitter.com/Gerente">Gerente</a>: &#8216;a libertação dos reféns é manipuladora, velhaca e horrível&#8230;.&#39; FERNANDO VALLEJO o &#8216;grande escritor Colombiano&#39;&#8221;</em></p></blockquote>
<p><a href="http://www.equinoxio.org/destacado/jaque-una-operacion-perfecta-2879/">Marsares, da revista online equinoXio</a> [es] informa que a operação foi tão perfeita que há muitos que estão duvidando dela. Por não compartilhar deste ponto de vista, seus argumentos oferecem um contraponto a essas críticas. Contudo, ele faz uma concessão e admite o fato de que a estratégia do &#8216;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cavalo_de_Tr%C3%B3ia">Cavalo de Tróia</a>&#8216; foi utilizada, pretendendo ser uma missão humanitária e possivelmente fazendo com que seja mais difícil para outros reféns conseguirem receber qualquer tipo de auxílio humanitário no futuro.</p>
<p>A jornalista e blogueira <a href="http://www.fromthefrontline.co.uk/blogs/index.php?blog=9&amp;title=those_left_behind_in_the_jungle&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1">Anastasia Moloney</a> [En] escreve que algumas famílias temem que as guerrilhas possam voltar-se contra os reféns remanescentes, matando-os ou machucando suas famílias, e que agora que Ingrid foi libertada junto com os três cidadãos norte-americanos, a pressão internacional para libertar os reféns remanescentes possa desaparecer.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>China: Será a maldição dos mascotes olímpicos?</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/06/17/china-sera-a-maldicao-dos-mascotes-olimpicos/</link>
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		<pubDate>Tue, 17 Jun 2008 18:06:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porJohn Kennedy  &#183; Traduzido por Paula Góes &#183;  Veja o post original 
Se você anda se perguntando se Fuwas, os mascotes olímpicos, não são fofos demais para ser verdade, tudo indica que você não é o único.
Na China, a corrente supersticiosa, ou seja lá o que for, que tem circulado entre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/feng37/">John Kennedy</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/06/16/china-curse-of-the-olympic-mascots/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Se você anda se perguntando se <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Fuwa">Fuwas</a>, os mascotes olímpicos, não são <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mogwai#Mogwai_in_the_Gremlins_series">fofos demais</a> para ser verdade, tudo indica que você não é o único.</p>
<p>Na China, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Fuwa#Superstition">a corrente supersticiosa</a>, ou seja lá o que for, que <a href="http://www.beijingolympicsfan.com/2008/05/25/bad-luck-fuwa/">tem circulado</a> entre várias redes sociais desde o terremoto Sichuan parece ser <a href="http://zonaeuropa.com/200806b.brief.htm#013">precisa o suficiente</a>, dada a quantidade de eventos trágicos que assolaram a China nesse ano. E a menção da <a href="http://www.google.com/search?hl=en&amp;q=%E7%A6%8F%E5%A8%83+%E8%AF%85%E5%92%92&amp;btnG=Google+Search">Maldição dos Fuwas</a> [zh] tem sido <a href="http://www.daqi.com/bbs/05/345020158.html">apagada</a> <a href="http://www.ncbao.com/thread-1094-1-1.html">a torto</a> e a <a href="http://abutq.blog.sohu.com/88597675.html">direito</a> no <a href="http://tieba.baidu.com/f?kz=392124559">Baidu</a> e existem até <a href="http://www.avalong.cn/bbs/boardlist.asp?id=234060">versões separadas</a>, de forma que a maldição deve, de fato, existir, e <a href="http://blog.sina.com.cn/s/blog_4ed5f67801009gi8.html">critícas à noção</a> [zh] de que ela exista de verdade são impotentes para deter os boatos.</p>
<p><a href="http://elvia-wu.blog.sohu.com/88619475.html">Elvia Wu</a>, que tem blogue na plataforma Sohu, resume o assunto em uma postagem que desde então foi deletada:</p>
<blockquote><p>中国，08年的中国真是多事之秋呀！</p>
<p>从年初到现在，中国一直祸事连连。山东火车相撞、西藏闹事、奥运火炬在传递过程中被抢，现在成都又发生了大地震，死伤过万人！</p>
<p>近来在网上及手机短信中流传着这么一段话：</p>
<p>一个福娃头上是风筝，代表潍坊，于是山东出事了；<br />
一个福娃是藏羚羊，于是西藏出事了；<br />
一个福娃是火炬，于是火炬出事了；<br />
一个福娃是熊猫，于是四川出事了；<br />
现在还剩一条鱼 ….</p></blockquote>
<div class="translation">China, que ano problemático 2008 tem sido para ti! Do início do ano até agora foi um desastre atrás do outro na China. A colisão entre um trem e um carro em Shandong, as manifestações no Tibet, pessoas tentando agarrar a tocha olímpica no decorrer da parada, e, agora, um terremoto em Chengdu, com dezenas de milhares de mortos!</p>
<p>Recentemente, esse pequeno trecho tem sido divulgado online e através de SMS:</p>
<p>Um Fuwa tem uma pipa na cabeça, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Culture_of_Weifang">representando Weifang</a>, e então <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/29/china-train-accident/">algo</a> acontece em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Shandong">Shandong</a>;<br />
Um Fuwa é <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Tibetan_antelope">um antílope tibetano</a>, e então <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/03/14/china-fire-on-the-streets-of-lhasa/">algo</a> acontece no Tibete;<br />
Um Fuwa é uma tocha e então <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/05/06/korea-chinese-students-fear-safety-after-torch-relay-violence/">algo aconteceu</a> com a tocha olímpica;<br />
Um Fuwa é um panda, e então <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/05/12/china-78-scale-earthquake-felt-across-most-of-china/">algo</a> aconteceu em Sichuan;<br />
Agora ainda está sobrando o peixe…</p>
</div>
<blockquote><p>对于中国目前的现状，国人是担忧的，这很能理解！</p>
<p>但我们不应该把奥运会与这些祸事相联。毕竟，奥运会是中国的光荣，是我们中华民族的光荣，是我们经过了很多努力之后才得来的荣誉。奥运福娃的设计是有突破的，是第一个以五个形象，以图组的形式出现在公众面前的。</p>
<p>奥运福娃的象征与这些祸事也许有些许巧合，但非要把这些事情联系在一起来说就是迷信了。</p></blockquote>
<div class="translation">No estado em que a China se encontra agora, as pessoas estão preocupadas e isso é compreensível! Mas não devemos associar esses desastres aos jogos olímpicos. No final das contas, as Olímpiadas representam a glória da China, a glória do povo chinês e a honra que conquistamos depois de todo o trabalho duro que demos. A criação dos Fuwas Olímpicos foi uma reviravolta, é a primeira vez que o público vê os mascotes em uma série de cinco imagens.</p>
<p>Há coincidências entre os símbolos olímpicos Fuwas e os desastres, mas a determinação de colocar as duas coisas juntas é pura superstição.</p>
</div>
<p>Outros pontos foram evidenciados, como o 25 de janeiro (01/25) sendo o dia em que <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/02/05/china-storm-in-the-way-home/">a mais pesada neve em 50 anos</a> caiu, paralisando uma boa parte do sistema de transporte e as redes elétricas do país, e a soma de 1+2+5 é 8; os protestos no Tibete começaram em 14 de março, portanto 3+1+4; a colisão do trem em Shandong ocorreu em 28 de abril (4*2=8), e o terremoto em Sichuan em 12 de maio. Para completar, às 8 da noite do dia 8 de agosto é igual a 888, símbolo dos Fuwa.</p>
<p>Mais recentemente, a suposta maldição fechou o círculo trazendo <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Fuwa#Mascots">Beibei</a>, com chuvas torrenciais assolando várias partes do país a partir de 26 de maio 26 (2+6), quebrando recordes em Hong Kong, <a href="http://24hour.blogbus.com/logs/22898496.html">engolindo carros inteiros</a> em Pequim, inundando rios em <a href="http://www.moobol.com/ms/1397/live139797.shtml">em Jiangxi</a> e deixando <a href="http://twitter.com/lonniehodge/statuses/835855330">centenas de milhares</a> desabrigados em Guangxi. Como o blogueiro do Blogspot Griffin Lee <a href="http://giffinlee.blogspot.com/2008/06/life.html">escreve</a>, a catástrofe acaba de chegar quando o país ainda está se recuperando do terremoto do mês passado:</p>
<blockquote><p><a href="http://giffinlee.blogspot.com/2008/06/life.html"><img class="alignnone size-full wp-image-45580" title="griffin" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/06/griffin.jpg" alt="" /></a><br />
<em>earthquake&#39;s problem hasnt solve yet n now flooding all over places in southern China,<br />
this is a tragic scene , imagine u&#39;re one of the victim or ur family or relaives r there.</em></p></blockquote>
<div class="translation">O problema do terremoto ainda não foi solucionado e agora tem alagamentos por todos os cantos no sul da China,<br />
é uma cena trágica, imagine que vc é uma das vítimas ou sua família ou parentes estão lá.</div>
]]></content:encoded>
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		<title>YouTube cria canal de Jornalismo Cidadão</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/05/28/youtube-cria-canal-de-jornalismo-cidadao/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 May 2008 00:47:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte & Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Dar mais visibilidade aos vídeos de jornalismo cidadão acabou de ficar mais fácil: O site de hospedagem de vídeos YouTube abriu um novo canal exclusivamente para vídeos de jornalismo cidadão, chamado CitizenNews. Videoblogueiros especializados em relatar o que está acontecendo no lugar onde vivem podem agora se cadastrar neste canal e deixar o mundo saber o que está acontecendo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/juliana-rincon-parra/">Juliana Rincón Parra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2008/05/22/youtube-starts-citizen-journalism-channel/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Dar mais visibilidade aos vídeos de jornalismo cidadão acabou de ficar mais fácil: O site de hospedagem de vídeos <a href="http://www.youtube.com/">YouTube</a> abriu um novo canal exclusivamente para vídeos de jornalismo cidadão, chamado <a href="http://www.youtube.com/citizennews">CitizenNews</a> [En]. Videoblogueiros especializados em relatar o que está acontecendo no lugar onde vivem podem agora se cadastrar neste canal e deixar o mundo saber o que está acontecendo.</p>
<p>Logo abaixo, o convite feito pelo YouTube e a apresentação de Olivia, que será a responsável pelo canal CitizenNews:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="100" height="100" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><embed type="application/x-shockwave-flash" width="100" height="100"></embed></object></p>
<p>Um dos vídeos em destaque foi produzido e gravado por <a href="http://www.youtube.com/watch?v=7AnHAzSNJms">Miyong G. Kuon do Sul do Sudão</a>, e relata as condições dos campos de refugiados, onde o calor pode ser escaldante, e há enchentes quando chove demais:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="100" height="100" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><embed type="application/x-shockwave-flash" width="100" height="100"></embed></object></p>
<p>Deixe-me aproveitar a oportunidade para contar a vocês que <a href="http://youtube.com/user/VideoGlobalVoices">o Global Voices já tem seu próprio canal no YouTube</a>, onde todos os vídeos que publiquei em meus artigos estão marcados como favoritos e muitos produtores de vídeos de jornalismo cidadão já estão cadastrados, e há também alguns vídeos que não fazem parte de nenhum artigo, mas que mesmo assim são muito bons e interessantes e merecem um lugar no canal.</p>
<p>Se você tem algum vídeo que gostaria de ver naquela sessão de videoblogagem, por favor me envie um email (<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/juliana-rincon-parra/">através de minha página de autora no GV</a>) ou escreva um comentário abaixo com uma rápida explicação sobre o por quê você pensa que é importante destacar aquele vídeo, e eu farei o possível para incluir todos os seus pedidos.</p>
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