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	<title>Global Voices em Português &#187; Refugiados</title>
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	<description>O mundo está falando. Você está ouvindo?</description>
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		<title>Sudão: Sobrevivendo sem a ajuda das ONGs</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Apr 2009 19:40:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gabrielborges</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Diáspora]]></category>
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		<description><![CDATA[No dia 4 de Março, o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu ordem de prisão contra o presidente do Sudão, Omar Hassan Ahmad al-Bashir. Em represália, no dia 5 treze ONG's foram expulsas do país, chegando a 16 após uma semana. Como consequência inúmeros projetos foram paralisados: o abastecimento de água potável, distribuição de alimentos e tratamento médico e o sistema de estudo entre outros.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/gabriel-borges/">Gabriel Borges</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/gabrielborges/'>gabrielborges</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/04/02/sudan-surviving-without-the-help-of-ngos/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>No dia 4 de Março, o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu ordem de prisão contra o presidente do Sudão, Omar Hassan Ahmad al-Bashir. Em represália, no dia 5 treze ONG&#39;s foram expulsas do país, chegando a 16 após uma semana. Como consequência inúmeros projetos foram paralisados: o abastecimento de água potável, distribuição de alimentos e tratamento médico e o sistema de estudo entre outros.</p>
<p>Com isso, muitos sudaneses foram forçados a deixarem o país em busca de refúgio. <a href="http://victorangelo.blogs.sapo.pt/97560.html" target="_blank">Victor Angelo</a> esteve no campo  de Goz Beida, localizado a 200 quilómetros a Sudeste de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ab%C3%A9ch%C3%A9">Abéché</a> no Chade, e de lá ele manda algumas fotos e relata os ataques dos “homens cavalaos”, milícia paga pelo governo Sudanês.</p>
<blockquote><p><a href="http://victorangelo.blogs.sapo.pt/97560.html"><img class="alignnone size-full wp-image-2373" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/3357615246_98e092967c2.jpg" alt="" width="450" height="338" /></a></p>
<p>Ouvir atentamente. Refugiado sudanês com quem me encontrei hoje em Goz Beida, 200 quilómetros a Sudeste de Abeche, durante a visita que Bernard Kouchner, Alain Le Roy  e eu fizemos &#8216;a localidade.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2385" title="3357635154_ecd2f00f7f" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/3357635154_ecd2f00f7f.jpg" alt="3357635154_ecd2f00f7f" width="500" height="375" /></p>
<p>As consequências da expulsão de 13 ONGs do Sudão sobre os parentes destes homens foi um dos temas que mais preocupou a assembleia. Que vai acontecer aos familiares que ainda se encontram no Darfur e que dependiam das ONGs humanitárias no que respeita a necessidades básicas, como água, alimentação , saúde e escolas?</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2386" title="3356923733_2d24e0f2be" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/3356923733_2d24e0f2be.jpg" alt="3356923733_2d24e0f2be" width="500" height="375" /><br />
A sina do Presidente Al-Bashir atraiu as atenções de todos. Os refugiados apoiam freneticamente a decisão do Tribunal Penal Internacional.<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-2387" title="3357749284_ebd09c0154-1" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/3357749284_ebd09c0154-1.jpg" alt="3357749284_ebd09c0154-1" width="500" height="375" />Vítima de ataque dos cavaleiros Jenjawid, aliados armados e organizados sob a forma de milícias, do Presidente do Sudão. Certos Jenjawid, palavra local que inicialmente queria dizer &#8220;homem a cavalo&#8221;, tornaram-se os principais actores dos crimes de guerra.</p></blockquote>
<p>A região de Abeche era atendida pelos <a href="http://www.msf.org/" target="_blank">Médicos sem Fronteiras</a> [en], que apesar de ser uma Ong muito conhecida foi uma das expulsas do Sudão. Entre os trabalhos realizados, talvez seja os campos de refugiados os locais mais sensíveis onde eles atuavam. Em Kalma, situado ao sul da região de Darfur, o campo de 6 quilômetros quadrados mantém 100 mil pessoas, vivendo em &#8220;casas&#8221; de madeira, plástico e tudo que pode ser usado com proteção contra as altas temperaturas durante o dia e as baixas temperaturas da noite.</p>
<p>No campo de Kalma, o MSF mantinham uma unidade de saúde básica, uma de saúde para a mulher e um departamento de consultas, onde atendiam diariamente (segunda a segunda) entre 200 e 300 pacientes nos departamento de saúde básica e consulta e mais 200 mulheres na unidade de saúde feminina. A equipe era formada por especialistas expatriados (estrangeiros) e sudaneses, destes apenas os funcionários sudaneses continuam o trabalho, mas segundo Lydia Geirsdottir, ex coordenadora do campo, &#8220;aqueles que ficaram não estão qualificados para atenderem a casos mais graves, além de terem um escasso material, que em breve irá acabar&#8221;. <a href="http://cintiarojo.blogspot.com/2009/03/um-absurdo-em-proporcoes-gigantescas.html">Cíntia Rojo</a>, que ficou sabendo da notícia através do site da ONG, comenta:</p>
<blockquote><p>Darfur concentra a crise humanitária de maior proporção na atualidade. Ou seja, um lugar onde vida e morte são separadas por uma tênue divisa. Desnutrição, doenças, violência.  Os conflitos em Darfur se tornaram quase que crônicos e, como tudo que se prolonga, acabou caindo no &#8220;esquecimento&#8221; da comunidade internacional. A saída dessas ONG´s acarretou consequências graves para a população sudanesa pois grande parte dos projetos sociais vigentes na região eram patrocinados por essas entidades.</p></blockquote>
<p><a href="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/map.jpg"><img class="size-medium wp-image-2372 alignleft" title="map" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/map-300x210.jpg" alt="map" width="300" height="210" /></a><a href="http://http://www.reliefweb.int/rw/fullMaps_Af.nsf/luFullMap/B44BF94CB0B449208525757C006F8AB0/$File/SS-2009-SDN_0311.jpg?OpenElement"><br />
</a></p>
<p><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;">Ao lado, infográfico da região de Darfur do dia 5 de março, com descrição da faixa da população afetada pela expulsão das ong&#39;s, 4.7 milhões, centros populacionais atendidos pelas Ong&#39;s, e as 13 Ong&#39;s expulsas: Action Contre la Faim; Solidarité; Save the Children (UK and US) Médicos sem Fronteiras (NL&amp;FR);  CARE Internationa; Oxfam; Mercy Corps; International Rescue Committee; Norwegian Refugee Council; CHF e PADCO. Material distribuido pela <a href="http://www.reliefweb.int" target="_blank">ReliefWeb</a>. Clique para ampliar.</span><br />
</span></p>
<p>A <a href="www.savethechildren.org/" target="_blank">Save the Children</a> [en] é outra que também atuava no Sudão há mais de 20 anos e há 6 trabalhava com refugiados de guerra na região de Darfur e Kordofan Sul, região onde no ano de 2008 houve o regresso de mais de 50.000 adultos e crianças, onde se mantinha um trabalho emergencial. Segundo <a href="http://www.savethechildren.org/newsroom/2009/sudan-suspends.html">Charles MacCormack</a> [en], presidente da ong, a retirada dela &#8220;terá graves consequências para os mais de 1 milhão de crianças e famílias que a agência vinha apoiando em Darfur Ocidental, Kordofan do Norte, do Sul e Mar Vermelho Kordofan Estados e comunidades em Abyei e perto de Cartum&#8221;.</p>
<p>Entre outros projetos a Save the Children cuidava da distribuição de alimentos (3.583 Toneladas de alimentos em 44 localidades), água e saneamento (448 pontos de água e 177 bombas de água que atendem cerca de 201.500 pessoas) Saúde Primária, agricultura, além da construção e formação de professores.</p>
<p><a href="http://victorangelo.blogs.sapo.pt/97560.html"><img class="alignnone size-full wp-image-2374" title="Refugiadas" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/3339459648_257f7bc3561.jpg" alt="Refugiadas" width="500" height="375" /></a></p>
<h5 style="text-align: center;">(Refugiadas - Foto de  <a href="http://victorangelo.blogs.sapo.pt/95203.html">V. Ângelo</a>)</h5>
<p>Outra expulsa foi a <a href="www.care.org" target="_blank">CARE</a> [en], que atuou durante 28 anos no país e relata que paralisou todas as suas atividades, tendo parte de seu equipamento confiscada pelo governo sudanês, computadores, carros e casas. A CARE atuava com projetos na área da agricultura, água, e saneamento básico, além de educação e saúde. A <a href="http://www.nrc.no/" target="_blank">Norwegian Refugee Council</a> [en] relata que além de ter o material confiscado pelo governo, seus funcionários foram presos e sofreram agressões. A <a href="www.oxfam.org" target="_blank">OXFAM</a> [en], há 26 anos no Sudão, atuava diretamente com 600 mil sudaneses, também deixou o país, e espera pelo retorno.</p>
<p>O clima em Darfur é tenso e cheio de espectativa, segundo AK. do blog <a href="  http://www.forsudan.net/" target="_blank">Forsudan</a> [en]:<a href="  http://www.forsudan.net/" target="_blank"><br />
</a></p>
<blockquote><p>The reaction in Khartoum by the government was almost instantaneous. After speaking with some relatives in Sudan, the situation seems normal and as one of my cousins put it, &#8216;business is as usual.&#39; People were expecting there to be a coordinated attack by the Darfuri rebel group Justice and Equality Movement , similar to the one that occurred back in May 2008. People also expected for general violence to breakout, but none of the sort has happened. That being said, people are very tense on the ground and anxious for what is to come. I think people are worried most about the implications on the North-South peace agreement (CPA) and the reaction of the southern government. Here are the positions of Sudanese most prominent political parties. Also, the government has kicked out several international NGOs, among them are OXFAM, Care, and Doctors without Borders.</p></blockquote>
<div class="translation">A reação por parte do governo de Cartum foi quase instantânea. Depois de falar com alguns parentes no Sudão, a situação parece normal e, como um de meus primos disser, &#8220;funcionando como de costume&#8221;. As pessoas estavam esperando que houvesse um ataque coordenado pelo grupo rebelde de Dafur, Movimento Justiça e Igualdade, semelhante ao que ocorreu por volta de maio de 2008. Também se esperava que violência em geral eclodisse, mas nada do tipo aconteceu. Dito isto, as pessoas lá estão muito tensas e ansiosas com o que está por vir. Acho que elas estavam mais preocupados com as implicações sobre o Acordo de Paz Norte-Sul (CPA) e com a reação do governo sulista. Aqui estão as posições dos partidos políticos sudaneses mais proeminentes. Além disso, o governo tem expulso várias ONGs internacionais, entre eles estão OXFAM, Care e Médicos Sem Fronteiras.</div>
<p>A previsão da maioria das Ong&#39;s é que haja um desastre nos centros de refugiados, afetando um número estimado de 4,7 milhões de pessoas, destas espera-se uma diáspora de 2,7 milhões. 1,5 milhões nescessitam de alguma ajuda médica, 1,1 milhões não possuem o que comer e 1 milhão não tem acesso a água (dados da <a href="http://ochaonline.un.org/" target="_blank">OCHA</a>). Além disso, há um surto de meningite e “não há tratamento disponível nos campos, nem ninguém para enviar os pacientes para o hospital em Nyala, nem vacinação em massa. Isso significa que algumas pessoas podem morrer”, <a href="http://www.msf.org.au/from-the-field/field-news/field-news/article/interview-expulsion-leaves-healthcare-vacuum-for-100000-in-kalma-camp-darfur.html">relata Lydia Geirsdottir</a> [en] (MSF).</p>
<p>Por conta disso a UNAMID espera um enorme movimento migratório. &#8220;Uma das coisas que vamos avaliar é possível os fluxos migratórios&#8221;,  <a href="http://www.alertnet.org/thenews/newsdesk/IRIN/d7471ff4ac1bfb140a73b1d0be3c01ab.htm">afirmou</a> [en] Lise Grande, Vice Coordenadora da ONU na região.Há mais de 100 mil pessoas vulneráveis como resultado de ataques do LRA, dentre as quais 36 mil pessoas desabrigadas depois que fugiram de casa ao sul do Sudão e mais de 16 mil refugiados da DRC. &#8220;Há relatos de que mais 50 mil pessoas em comunidades hospedeiras precisam de assistência humanitária”, disse ela.</p>
<p>As migrações já começaram, alguns relatos já começam a aparecer via blogs. <a href="http://sudan-blog.blogspot.com/2008/02/new-camp-for-west-darfur.html">Sudan-blog</a> [en] noticia a construção de um novo campo de refugiados no Chad, país vizinho que espera atender cerca de 6.000 refugiados.</p>
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		<title>Palestina: Comemorando o Dia da Terra</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Apr 2009 18:42:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alfredo Feres</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O dia 30 de março é o Dia da Terra, no qual os palestinos de todos os lugares, mas especialmente aqueles que se encontram dentro de Israel, celebram o dia de 1976 em que seis palestinos cidadãos de Israel desarmados foram mortos pelo exército e a polícia de Israel durante os protestos contra a expropriação de terra. O dia tornou-se uma maneira de marcar a luta dos palestinos por resistir junto a sua terra, quando manifestações ocorrem, bem como outros eventos– com um foco crescente na campanha pelo boicote, desinvestimento e sanções. Blogueiros palestinos e pró-palestinos observaram a ocasião.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/ayesha-saldanha/">Ayesha Saldanha</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/alfredoferes/'>Alfredo Feres</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/30/palestine-commemorating-land-day/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>O dia 30 de março é o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Land_Dayhttp://">Dia da Terra</a>, no qual os palestinos de <a href="http://www.paltelegraph.com/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=381:palestinian-refugees-in-lebnon-celebrate-the-land-day&amp;catid=60:palestinian-refugees&amp;Itemid=184">todos os lugares</a>, mas especialmente aqueles que se encontram dentro de Israel, celebram o dia de 1976 em que <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Arab_citizens_of_Israel">seis palestinos cidadãos de Israel</a> desarmados foram mortos pelo exército e a polícia de Israel durante os protestos contra a expropriação de terra. O dia tornou-se uma maneira de marcar a luta dos palestinos por resistir junto a sua terra, quando <a href="http://www.alternativenews.org/content/view/1671/104/">manifestações</a> ocorrem, bem como outros eventos tais como a <a href="http://www.pls48.net/Web/Pages/Details.aspx?Id=36336">plantação de oliveiras</a> [Ar] – com um foco crescente na campanha pelo <a href="http://palsolidarity.org/2009/03/5650">boicote, desinvestimento e sanções</a>. Blogueiros palestinos e pró-palestinos observaram a ocasião.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/land-day-hebron-300x200.jpg" alt="Manifestação pelo Dia da Terra na Cidade Antiga de Hebro, em 28 de março de 2009. Foto por Anne Paq." width="300" height="200" /><p class="wp-caption-text">Manifestação pelo Dia da Terra na Cidade Antiga de Hebron, em 28 de março de 2009. Foto por Anne Paq.</p></div>
<p>Yousef Abudayyeh nos fornece os nomes das seis pessoas que foram mortas em <a href="http://wewillreturn.blogspot.com/2009/03/blog-post_29.html">1976</a>.</p>
<blockquote><p>خديجة شواهنه , محسن طه ,خير ياسين، رجا أبو ريا , رأفت الزهيري وخضر خلايله</p></blockquote>
<div class="translation">Khadija Shawahneh, Mohsin Taha, Kheir Yassin, Raja Abu Rayya, Ra’fat Al Zuheiry, and Khader Khalaileh</div>
<p>Bas7aky publica uma imagem mostrando os nomes e fotos dos que foram mortos, e cita o poeta <a href="http://bas7aky.blogspot.com/2009/03/blog-post_30.html">Tawfiq Ziad</a>:</p>
<blockquote><p>في اللد , والرملة , والجليل هنا ..<br />
على صدوركم , باقون كالجدار<br />
وفي حلوقكم كقطعة الزجاج , كالصبار<br />
وفي عيونكم زوبعة من نار هنا ..<br />
على صدوركم , باقون كالجدار</p></blockquote>
<div class="translation">Aqui em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Lod">Al Ludd</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ramla">Al Ramleh</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Galilee">a Galileia</a><br />
Nós iremos permanecer como um muro sobre vosso peito<br />
E na vossa garganta, como um fragmento de vidro, um espinho de cactus<br />
E em vossos olhos, uma tempestade de areia<br />
Nós iremos permanecer como um muro sobre vosso <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Tawfiq_Ziad#Poetry">peito</a>.</div>
<p>Marcy Newman, uma ativista norte americana que vive em Nablus na Cisjordânia, descreve uma viagem em que ela e alguns amigos palestinos do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dheisheh">Campo de Refugiados de Dheisheh</a> perto de Belém fizeram para a “Palestina de 1948” (Israel) para visitar lugares relacionados aos eventos de 1976.</p>
<blockquote><p>Sabado no final da tarde meus amigos do Campo de Refugiados de Deheishe se dirigiram para a Cisjordânia, ilegalmente, por óbvio, para a Palestina de 1948. Sentimos que era importante passar o يوم الأرض <a href="http://electronicintifada.net/bytopic/255.shtml">(Dia da Terra)</a> na Palestina de 1948 nos lugares em que o massacre ocorreu em 1976. É claro que gostaríamos de participar das demonstrações aqui [em Israel] amanhã, mas viajar com os palestinos que não têm permissão para transitar livremente na sua própria terra significa que nós não poderemos ir a lugares que possuem uma presença militar forte. […] depois que deixamos <a href="http://www.palestineremembered.com/Nazareth/Saffuriyya/index.html">saffuriyya</a> dirigimos para o norte em direção a <a href="http://www.palestineremembered.com/Acre/Sakhnin/">sakhnin</a>, a cidade palestina que se tornou famosa por sua resistência e na qual celebramos o Dia da Terra.</p></blockquote>
<p>Marcy também postou <a href="http://bodyontheline.wordpress.com/2009/03/30/khawaja/">fotos</a> dos monumentos feitos em memória dos que foram mortos no Dia da Terra em 1976.<br />
Jonathan Cook entrevistou <a href="http://electronicintifada.net/v2/article10431.shtml">Doutor Hatim Kanaaneh</a>, que bloga no  <a href="http://a-doctor-in-galilee.blogspot.com/">Um médico na Galiléia</a>, e que foi uma testemunha dos eventos de 1976.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>China: o fugitivo mais procurado, agora bloga?</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/11/china-o-fugitivo-mais-procurado-agora-bloga/</link>
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		<pubDate>Wed, 11 Mar 2009 14:26:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elisa Thiago</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como idealizador da maior rede de contrabando jamais existente, cuja empresa totaliza 10 bilhões de dólares, Lai Changxing [En] é um criminoso legendário, assim como uma figura pública controversa da China. Antes de fugir para o Canadá, quando o governo central estava determinado a acabar pela raíz com o seu reino, tornou-se, sem sombra de dúvida, o homem mais poderoso em Xiamen, uma rica cidade litorânea. Mais recentemente, parece que ele mesmo está se preparando para contar suas versões das histórias. Ele começou a blogar. Bob Chen nos conta mais sobre o possível blogue de um dos homens mais procurados da China.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/bob-chen/">Bob Chen</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/elisathiago/'>Elisa Thiago</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/09/china-most-wanted-fugitive-now-blogging/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><strong>Caminho até o fugitivo<a href="http://v.cctv.com/html/media/dialogue/2009/03/dialogue_300_20090302_4.shtml"> mais procurado</a> [En]<br />
</strong></p>
<p>Como idealizador da maior rede de contrabando  jamais existente, cuja empresa totaliza 10 bilhões de dólares, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Lai_Changxing">Lai Changxing</a> [En] é um criminoso legendário, assim como uma figura pública controversa da China. Antes de fugir para o Canadá, quando o governo central estava determinado a acabar pela raíz com o seu reino, tornou-se, sem sombra de dúvida, o homem mais poderoso em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Xiamen">Xiamen</a>, uma rica cidade litorânea. Contrabandeou para lá inúmeros carros de luxo e cargas de petróleo equivalentes a muitos tanques. Em 1997, num único ano, 10% do petróleo consumido em toda a China foi importado através de sua empresa. Além do petróleo, também cigarros, óleo de cozinha, televisões, e muitos outros itens, estão em sua lista de contrabando.<br />
Embora tenha obtido somente o diploma do primeiro grau, ele intimidou, corrompeu e controlou quase todos os burocratas locais, em particular o sistema alfandegário.<br />
É raro na China que o poder de um homem de negócios possa ser maior do que àquele do governo, mas o Senhor Lai parece ser uma exceção. A espantosa riqueza e sua &#8220;generosidade&#8221; são o segredo. Ele costumava declarar que &#8220;Não temo os funcionários do governo, o que temo é que eles não possuam desejos.&#8221; Desde que um homem possua desejos, para Lai, este homem está sujeito à manipulação.<br />
Ele é proprietário de um prédio misterioso denominado &#8220;aposentos vermelhos&#8221;, que é, na verdade, um clube de luxo onde ele faz os funcionários se sentirem como se estivessem no paraíso. Em poucos anos, Lai conseguiu tecer uma rede protetora tão forte ao seu redor que na investigação descobriu-se que 700 funcionários, dentre eles Li Jizhou, o Ministro para Segurança Pública em Beijing, e Lan Pu, o vice-prefeito de Xiamen, foram subornados por Lai. Se não fosse uma chamada telefônica de um de seus amigos da Segurança Pública e Lai teria sido capturado e sentenciado à morte, ao invés de se tornar um fugitivo, agora no Canadá.<br />
Desde então, é todo o tempo ameaçado de extradição, Sua estada no Canadá tornou-se um ponto sensível da relação entre a China e o Canadá. Tendo perdido a aura original, como é sua vida hoje em dia?<br />
TIME <a href="http://www.time.com/time/asia/covers/1101021014/story.html">o entrevistou</a> [En] e mostra sua vida, já sem deslumbre algum, num país estrangeiro desconhecido; entretanto, mais recentemente, parece que ele mesmo está se preparando para contar suas versões das histórias. Ele começou a blogar.</p>
<p><strong>Lai? Blogando?</strong></p>
<p>No KDNET, um painel popular de discussão, uma postagem denominada <a href="http://club2.cat898.com/newbbs/dispbbs.asp?boardid=1&amp;id=2703772">&#8220;Lai está blogando, o que ele está tentando dizer?&#8221;</a> [Zh] apareceu no dia 3 de março, e logo chamou muita atenção.<br />
O nome Lai Changxing, em si, já é  suficiente como manchete. Em 1999, histórias sobre ele quase preenchiam todas as páginas dos jornais diariamente. Ao retratá-lo como pecador imperdoável, no entanto, o lado duvidoso do burocrata chinês parece vir, impiedosamente, à luz .<br />
Na postagem, o link direciona as pessoas para um site social em rede, como o facebook, denominado That&#39;sMetro. Com o nome de Fat-Xing, a <a href="http://home.thatsmetro.com/space.php?uid=3721&amp;do=blog&amp;id=10780">primeira postagem</a> [Zh] do blogueiro é sobre sua vida na infância, a qual apresenta uma total semelhança com a infância de Lai.<br />
Sua segunda postagem é agora mais conhecida,  como se fosse uma apologia, também uma denúncia sobre a corrupção e injustiça em maior escala que ocorre na China atual.</p>
<p>Ele fala sobre contrabando</p>
<blockquote><p>Let me talk about smuggling. My understanding is that smuggling is just to bring the good things from abroad to China. Nobody wants bad things. About a decade or two ago, all that is smuggled are of high quality. Mr. Liu (boss of Lenovo, the largest computer company in China), isn&#39;t your company also founded on smuggling? If there is no trade barrier in the world, would there  still be smuggling? That&#39;s the loophole of our system.<br />
In western countries, mostly smugglers are simply fined, because they doesn&#39;t hurt anyone&#39;s fundamental rights. It doesn&#39;t threaten people&#39;s life. At most it is a redistribution of wealth….</p></blockquote>
<div class="translation">Deixe-me falar sobre contrabando. Meu entendimento é de que contrabando existe só para trazer as coisas boas de fora para dentro da China. Ninguém quer coisas ruins. Aproximadamente uma ou duas décadas atrás, tudo que era contrabandeado era de alta qualidade.  Sr.Liu (chefe no Lenovo, a maior empresa de computadores da China), sua companhia não depende também de contrabando? Se não houver barreiras comerciais no mundo, ainda assim haveria contrabando? Essa é a válvula de escape de nosso sistema.<br />
Em países ocidentais, a grande maioria dos contrabandistas são simplesmente multados, pois não prejudicam os direitos fundamentais de qualquer pessoa. Não há ameaça à vida das pessoas. É, no máximo, uma redistribuição da riqueza&#8230;</div>
<blockquote><p>Talking about depriving people of their life, I have to mention one person. His name is Niu Gensheng, the boss of Meng Niu Dairy. His business is wholly for depriving people of their life. He doesn&#39;t let go anyone, whether the old, the young, or babies.</p></blockquote>
<div class="translation">E por falar em deprivar as pessoas de suas vidas, tenho que mencionar uma pessoa. Seu nome é Niu Gensheng, o chefão no Meng Niu Laticínios. O negócio dele está totalmente voltado a desprover as pessoas de suas vidas. Ele não deixa ninguém ir, seja velho, jovem, ou bebês.</div>
<p>Aqui, refere-se à recente<a href="http://globalvoicesonline.org/specialcoverage/poisonous-milk-scandal-2008/"> crise da melamina</a> [En] que matou várias crianças devido à adição ilegal de materiais químicos ao leite infantil. Além disso, Meng Niu foi acusado de usar MOP, um outro produto químico que é tido como potencial causador de cancer.</p>
<p><strong><br />
Um contrabandista imperdoável, ou um homem de negócios nascido fora de seu tempo?</strong><br />
A autenticidade do blogue ainda não está evidente. Há alegações de que o website não é confiável, pois quando <a href="http://www.foxnews.com/story/0,2933,481406,00.html">o assassinato por decapitação ocorreu na Virgina [sic] Tech,</a> [En] o blogue do assassino também, aparentemente, foi encontrado lá. Assim sendo, as pessoas têm dúvidas quanto a se o blogue é uma farça usada só para fazer propaganda do website.</p>
<p>No entanto, são os comentários alí deixados que acabam sendo interessantes. O pecador imperdoável em 1999, depois de 10 anos de uma vida como fugitivo, parece ter mudado a impressão que exerce sobre a mente do público, tornando-se mais e mais afável. Um punhado de comentários expressam uma compaixão profunda por Lai.</p>
<p><a id="author_32915" href="http://home.thatsmetro.com/space.php?uid=23956">有隆奶大 diz:</a> [Zh]</p>
<blockquote><p>Xing, I come here just to support you. Hope you can have a good time abroad, no longer threatened by any prosecution.</p></blockquote>
<div class="translation">Xing, venho aqui só para te dar apoio. Espero que você possa ter uma vida agradável fora, sem ameaças devido a qualquer perseguição.</div>
<p><a id="author_35585" href="http://home.thatsmetro.com/space.php?uid=24908">牛逼党主席 </a>[Zh] diz,</p>
<blockquote><p>I heard your name everyday before. Now I finally have a chance to respond to you.<br />
Waking up from dream, I found I have been fooled so much and so long before. So are many of my countrymen. Keep blogging, we now stand with your freedom.</p></blockquote>
<div class="translation">Antes, ouvia menção a seu nome  todos os dias. Agora, finalmente, tenho a chance de responder a você.<br />
Acordo e descubro que, anteriormente, havia sido inúmeras vezes e profundamente  ludibriado. Assim também ocorre com muitos de meus conterrâneos. Continue blogando, vibramos com a  liberdade que você conquistou.</div>
<p><a id="author_34778" href="http://home.thatsmetro.com/space.php?uid=24503">快乐大灰狼 </a>[Zh]<a href="http://home.thatsmetro.com/space.php?uid=24503"><br />
</a></p>
<blockquote><p>I happened to be in Xiamen in 2000. I passed by the Red Chamber everyday, hearing all about your legend and anecdotes. I have also heard that 90% Xiamen citizens think you did good to them.</p></blockquote>
<div class="translation">Por acaso estava em Xiamen no ano 2000. Passava na frente do Red Chamber todos os dias e ouvia tudo sobre sua fama e suas histórias. Soube também que 90% dos cidadão de Xiamen acham que você lhes trouxe benefício.</div>
<p>Uma das razões para que Lai, um criminoso que deveria supostamente ser desprezado pelo país mas que, ainda assim, é favorecido pela opinião pública, é o baixo preço do petróleo que ele costumava ocasionar.<br />
Um diálogo que um blogueiro, <em>百草止水, </em> <a href="http://club.china.com/data/thread/1638757/264/00/88/1_1.html">anotou em seu blogue</a> [Zh] reflete o porquê de um taxista acreditar que Lai contribuiu para um preço de petróleo mais viável para o bolso do consumidor, ao competir com os monopólios CNPC e CPCC, controlados pelo Estado.</p>
<blockquote><p>The oil price just started to climb up at the time. I was in a taxi chatting with the driver.</p></blockquote>
<div class="translation">O  petróleo tinha acabado de entrar numa escalada de preço naqueles dias. Estava num taxi, conversando com o motorista.</div>
<blockquote><p>Blogger: The oil price is surging. You must spend a lot on the petroleum?<br />
Driver: Yes, exactly. The money we labor to earn mostly go to the oil companies.<br />
Blogger: But actually they don&#39;t earn much either, don&#39;t they? The crude oil is getting more expensive too, so not much profit can they actually gain.<br />
Driver: No, you don&#39;t know the fact. They raise the price of product oil as soon as the international price goes up, but they fall far behind when the international price slumps. They control everything and we people can say nothing.</p></blockquote>
<div class="translation">Blogueiro: O preço do petróleo está se elevando. Você, com certeza, gasta um bocado com gasolina?<br />
Motorista: Sim, exatamente. O dinheiro que suamos a camisa para ganhar na maior parte vai para as companhias petrolíferas.<br />
Blogueiro: Mas na verdade eles também não ganham muito, não é mesmo? O óleo bruto está cada vez mais caro também, sendo assim não tem como obter, na verdade, muito lucro.<br />
Motorista: Não, você não está a par dos fatos. Eles sobem o preço do produto assim que o preço internacional sobe, mas eles ficam lá atrás quando o preço internacional despenca. Eles controlam tudo e nós, o povo, não podemos dizer nada.</div>
<p>Ao ouvir isso, o blogueiro, curioso, fez referência às duas principais companhias petroleiras, CNPC e CPCC, e de como sempre protestaram que a diferença entre os preços doméstico e internacional fazem-nas sofrer de um déficit profundo. De acordo com a reclamação, eles compram o petróleo caro no mercado global, refinam-o e depois vendem os produtos para o povo chinês dentro de uma margem restrita de preço baixo. O motorista deixou transparecer sua descrença com um ronco.</p>
<blockquote><p>Driver: Think about that, if the domestic oil price is really lower than that in abroad, would smuggling be any bit profitable? Only when the domestic price is much higher, would people risk death to smuggle. Lai Changxing earned billions. Where is that from? It is exactly from the gap by which the domestic price exceeds the international price.</p></blockquote>
<div class="translation">Motorista: Pense bem, se o preço do petróleo nacional fosse realmente mais baixo do que aquele lá fora, o contrabando seria lucrativo, em qualquer medida? Somente quando o preço interno fica muito mais alto que as pessoas colocam em risco suas vidas para contrabandear. Lai Changxing ganhou bilhões. De onde vêm todo esse dinheiro? Vem exatamente da diferença pela qual o preço interno supera o preço internacional.</div>
<p>Daí o motorista concluiu,</p>
<blockquote><p>So, we drivers like Lai very much. If there were ten Lai Changxing, the oil price would have fall down dramatically.</p></blockquote>
<div class="translation">Assim é que, nós, motoristas, gostamos muito do Lai. Se tivéssemos dez Lai Changxing, o preço do petróleo cairia dramaticamente.</div>
<blockquote><p>Lai&#39;s smuggled oil will break through the barrier set by the monopolies, and will force the oil price down. People can hence benefit</p></blockquote>
<div class="translation">O petróleo contrabandeado de Lai deverá quebrar a barreira imposta pelos monopólios, e forçar o preço do petróleo para baixo. As pessoas podem, então, se beneficiar.</div>
<p>O artigo do blogueiro <a href="http://blog.sina.com.cn/cbsxp691231">One-point-five</a> [Zh] faz eco ao argumento, decretando as líderes do petróleo como vergonhosas:</p>
<blockquote><p>Last year, CPCC, regardless of its 39.6-billion net profit, asked for 10 billion compensation from the government, claiming that it bought crude oil in high price while sell low in product oil.</p></blockquote>
<div class="translation">No ano passado, a CPCC, sem levar em conta seu lucro líquido de 39.6 bilhões, pediu 10 bilhões de compensação do governo, alegando que comprou óleo bruto por uma preço alto e vendeu baixo os derivados do petróleo.</div>
<p>A lógica por traz da falcatrua é que, se  Lai pode contrabandear de fora e ganhar uma fortuna, não há razão para o preço doméstico do petróleo ser mais baixo.<br />
É por isso que na internet uma postagem que circulou amplamente tem o nome corajoso de:</p>
<blockquote><p><a href="http://bbs.xmfish.com/thread-1280579-1-1.html">Missing Lai Changxing, missing the days with 1-Yuan oil.</a> [Zh]<a href="http://bbs.xmfish.com/thread-1280579-1-1.html"><br />
</a></p></blockquote>
<div class="translation">Saudades de Lai Changxing, saudades dos dias de petróleo por 1-Yuan.</div>
]]></content:encoded>
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		<title>Global: Comboio a caminho de Gaza entra para a história</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/25/global-comboio-a-caminho-de-gaza-entra-para-a-historia/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 20:54:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Algeria]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
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		<category><![CDATA[Feature]]></category>
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		<description><![CDATA[O dia 22 de fevereiro entrou para a história quando um comboio indo do Reino Unido para Gaza teve permissão para ultrapassar a fronteira entre o Marrocos e a Argélia, que se mantinha fechada por quase 15 anos. A fronteira foi cerrada em 1994, depois que o Marrocos suspeitou do envolvimento do país vizinho em um ataque a um hotel na capital, Marraquesh.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/jillian-york/">Jillian York</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/02/23/global-convoy-to-gaza-makes-history/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>O dia 22 de fevereiro entrou para a história quando um comboio indo do Reino Unido para Gaza <a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/africa/7903953.stm">teve permissão para ultrapassar a fronteira entre o Marrocos e a Argélia</a> [en], que se mantinha fechada há quase 15 anos. A fronteira foi cerrada em 1994, depois que o Marrocos suspeitou do envolvimento do país vizinho em um ataque a um hotel na capital, Marraquesh.</p>
<p><em>Gaza; Peace N&#39; Freedom</em> <a href="http://gaza-peace-n-freedom.blogspot.com/2009/02/viva-palestina-100-vehicles-set-to.html">descreveu</a> [en] o comboio e também compartilhou um vídeo:</p>
<blockquote><p>Reminiscent of the solidarity work with Spain during the Spanish Civil War, the largest aid convoy ever from Britain to the Middle East is set to leave from Westminster, London, tomorrow February 14. The convoy consists of 100 vehicles, including a boat, a fire engine and 12 ambulances. Member of Parliament George Galloway will lead the convoy on its travel through Europe, North Africa to Gaza, Palestine. The convoy has been financed through donations from the British people. Video on the launching below, more info at VivaPalestina.org.</p></blockquote>
<p class="translation">Remanescente do trabalho de solidariedade com a Espanha, durante a Guerra Civil Espanhola, o maior comboio de ajuda humanitária de todos os tempos a sair da Grã-Bretanha em direção ao Oriente Médio está programado para partir de Westminster, em Londres, amanhã, 14 de fevereiro. O comboio é formado por 100 veículos, incluindo um barco, um carro de bombeiros e 12 ambulâncias. O parlamentar George Galloway liderará o comboio em sua viagem pela Europa, África do Norte e Gaza, na Palestina. O comboio foi financiado através de doações do povo britânico. Abaixo está o vídeo de lançamento da campanha, para obter mais informações acesse VivaPalestina.org.</p>
<p><object width="480" height="295" data="http://www.youtube.com/v/LIlv9hcLbeI&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/LIlv9hcLbeI&amp;hl=en&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object><br />
Embora o comboio esteja viajando a Gaza por motivos de ajuda humanitária, o mero fato de que ele passa por Maghreb pode ter efeitos de alcance ainda maior. Pelo menos dois membros do comboio vêm relatando histórias de sucesso através de blogues, e <a href="http://www.vivapalestina.org/">uma recente notícia</a> [en] no site <em>Viva Palestina</em> demonstra que o envolvimento no sucesso do comboio não se limita apenas ao Reino Unido:</p>
<blockquote><p>The convoy are now filling up with fuel in the town of Chlef. Apparently an Algerian is paying the bill on this occasion. The convoy has decided to make up some lost time by heading for Algiers this evening. The journey could take more than 3hours.</p></blockquote>
<p class="translation">O comboio está agora sendo abastecido com combustível na cidade de Chlef. Ao que parece, um algeriano está pagando a conta nessa ocasião. O comboio decidiu correr atrás do tempo perdido passando pela [capital da Argélia] Argel na noite de hoje. A jornada pode demorar mais de 3 horas.</p>
<p>De acordo com algumas pessoas, o comboio está ajudando a fazer uma ponte entre a Argélia e o Marrocos. Yvonne Ridley, que junto com Hassan Al Banna Ghani está documentando a viagem para um filme, <a href="http://vivapalestina.org/Yvonne/200209.htm">escreveu um artigo para o VivaPalestina.org</a> [en], no qual ela diz:</p>
<blockquote><p>Although there are still thousands of miles separating the convoy from its end game of delivering aid to Gaza, Saturday&#39;s border crossing is the one which will be recorded in the history books.</p>
<p>Morocco and Algeria agreed to put aside their differences to open their land border for the first time in 15 years for the sake of Palestine.</p>
<p>Palestine has often been described as the key which can open the door to Middle East peace, but tomorrow it will open a door in the Maghreb which has been tightly shut since 1994.</p>
<p>This wonderful gesture is something Condaleezza Rice failed to persuade the neighbouring countries to do - her last attempt before the departure of George W Bush was made in September.</p>
<p>But the peace mission and genuine humanitarian nature of the Viva Palestina convoy has melted the hearts of those on both sides of this vital land border which, when opened, will ease the passage of those carrying more than one million pounds of aid for Gaza.</p></blockquote>
<p class="translation">Embora milhões de milhas de distância ainda separem o comboio do destino final da entrega, em Gaza, o fato dele ter cruzado essa fronteira no sábado é o que será guardado nos livros de história.<br />
O Marrocos e a Argélia concordaram em deixar suas diferenças de lado para abrir os dois lados da fronteira pela primeira vez em 15 anos, em favor da Palestina.<br />
A Palestina é normalmente descrita como a chave que pode abrir as portas para a paz no Oriente Médio, mas amanhã abrirá uma porta a Maghreb que tem-se mantido muito bem fechada desde 1994.<br />
Esse gesto maravilhoso é algo que Condaleezza Rice não conseguiu, ela não persuadiu os países vizinhos a fazerem isso - o que foi sua última tentativa antes da saída de George W Bush em setembro.<br />
Mas a missão de paz e de natureza genuinamente humanitária do comboio Viva Palestina derreteu os corações daqueles dos dois lados desse território de uma fronteira vital que, quando for aberta, facilitará a passagem daqueles que estão carregando mais de um milhão de libras esterlinas em ajuda para Gaza.</p>
<p>Ela também compartilhou esse vídeo clipe:</p>
<p><object width="425" height="349" data="http://www.youtube.com/v/pICVPKLoTuA&amp;border=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;hl=en&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/pICVPKLoTuA&amp;border=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;hl=en&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object><br />
Outro blogue, <em>Gaza Convoy 2009</em>, está detalhando a viagem de longe. No sábado, 21 de fevereiro, eles <a href="http://gazaconvoy.com/?p=206">publicaram</a> [en] essa notícia:</p>
<blockquote><p>00:25 (GMT) - Text update from the A Team</p>
<p>“Salaam we went through centre and hundreds of people here, it was amazing as its somthing we have never seen before. There were hundreds of people on the streets cheering. We were on the roof of our van, hanging off the back ladder with Mudasir tannoy. It was top, even the police are cheering ‘Allah Hu Akbar’. The youths, kids and men were hugging us…a 15yr old boy told me that even the muslims who drink came on the street to shout ‘Allah Hu Akbar’ and they make dua for us everyday to succeed.</p>
<p>We have come to a caravan site to sleep now”</p></blockquote>
<p class="translation">00h25 (GMT) - Texto atualizado pela equipe.<br />
“Saudações enquanto atravessávamos o centro e passávamos por centenas de pessoas daqui, impressionou já que nunca tínhamos visto algo do tipo antes. Centenas de pessoas aplaudiam nas ruas. Estávamos no topo da nossa van, ou dependurados na escada traseira, com alto-falantes. Foi o máximo, até mesmo a polícia gritava ‘Allah Hu Akbar’ (&#8221;Deus é grande&#8221;). Jovens, crianças e homens nos abraçavam… um rapaz de 15 anos me disse que mesmo muçulmanos que bebem vieram às ruas gritando ‘Allah Hu Akbar’ e que rogam a Deus todos os dias pelo nosso sucesso.</p>
<p>Agora voltamos ao local onde a caravana está para dormir”</p>
<p>Por fim, <em>Greg to Gaza</em>, blogueiro que participa do comboio e está <a href="http://gregtogaza.blogspot.com/2009/02/on-morocco-algeria-border.html">documentando a jornada</a> [en]. Em uma de suas postagens mais recentes, ele estava em Oujda, região marroquina na fronteira com a Argélia:</p>
<blockquote><p>Phone signal very sporadic. I&#39;m fine. On Morocco Algeria border. First time open for 17 years. Just for us. Yesterday we had a fantastic reception at a socialist MP house and later that night a banquet in Oujda thrown by the greatest Islamic scholar in Morocco. Big rift in convoy today when some radical unruly elements were nearly sent home. A rebellion was finally successful when a third of the convoy refused to move from the Moroccan border unless everyone was let through. Time will tell whether that was the right decision. An Algerian MP has sent food to the border because we have been stuck at passport control for at least 9 hours. They have also promised free fuel tonight. Where we will sleep, when we can leave, how much longer its going to take or how many hours we have to drive are all unknowns.</p></blockquote>
<p class="translation">O sinal de telefone é bastante errático. Estou bem. Na fronteira entre o Marrocos e a Argélia. É a primeira vez em 17 anos que ela se abre. Apenas para a gente. Ontem tivemos uma recepção fantástica na casa de um parlamentar socialista e mais tarde um banquete em Oujda, promovido pelo maior acadêmico do Islã do Marrocos. Grande discórdia hoje quando alguns elementos radicais insubordinados do no comboio quase foram mandados de volta para casa. Uma rebelião foi bem-sucedida, por fim, quando um terço dos comboios se recusou a se mover da borda no Marrocos, até que todos tivessem permissão para passar. O tempo dirá se essa foi a decisão certa. Um parlamentar argeliano enviou comida à fronteira, porque ficamos presos na seção de controle de passaportes por nove horas. Eles também prometeram combustível de graça hoje a noite. Ainda não se sabe onde vamos dormir, quando partiremos, quanto tempo isso ainda durará ou quantas horas precisaremos dirigir.</p>
</div>
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		<title>Palestina: Eles usaram nossas roupas como latrina</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/12/palestina-eles-usaram-nossas-roupas-como-latrina/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Feb 2009 17:17:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiana Biondo</dc:creator>
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		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=1550</guid>
		<description><![CDATA[Blogs em Gaza estão reunindo informações sobre o que aconteceu durante os recentes ataques de Israel. Nessa atualização, nos ouvimos sobre famílias que tiveram suas casas pilhadas e cobertas de fezes por soldados israelenses; ficamos sabendo quais foram os efeitos das armas <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dense_Inert_Metal_Explosive">DIME</a> e ouvimos a história do pai que teve a filha bebê alvejada por disparos; e de como sua esposa amamentou a criança enquanto esta sangrava até a morte.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/ayesha-saldanha/">Ayesha Saldanha</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/thiana-biondo/'>Thiana Biondo</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/01/31/palestine-they-used-our-clothes-as-a-toilet/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Blogs em Gaza estão reunindo informações sobre o que aconteceu durante os recentes ataques de Israel. Nessa atualização, nos ouvimos sobre famílias que tiveram suas casas pilhadas e cobertas de fezes por soldados israelenses; ficamos sabendo quais foram os efeitos das armas <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dense_Inert_Metal_Explosive">DIME</a> e ouvimos a história do pai que teve a filha bebê alvejada por disparos; e de como sua esposa amamentou a criança enquanto esta sangrava até a morte.</p>
<p>A ativista canadense Eva Bartlett que posta no blog <em>In Gaza</em>, escreveu em 27 de Janeiro sobre ter visitado Ezbet Abbed Rabbo, parte Leste de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jabaliyah">Jabaliya</a>, uma área que foi invadida por tropas israelenses e onde muitas casas <a href="http://ingaza.wordpress.com/2009/01/27/abed-rabbo-one-familys-story/">foram ocupadas</a> [En]:</p>
<blockquote><p>The first house I visited was that of my dear friends, who we’d stayed with in the evenings before the land invasion began. […] Upstairs to the first level apartment. Complete disarray. Feces on the floor. Broken everything. Opened cans of Israeli army provisions. Bullet holes in walls. Stench. To the second floor, next two apartments, all of the extended sons and wives and children’s rooms. More disarray, greater stench. This was the main base, apparently, from the boxes of food – prepackaged meals, noodles, tins of chocolate, and plastic-wrapped sandwiches – and the left behind IOF soldiers’ clothing. A pair of soldiers trousers in the bathtub, soiled with shit.<br />
F. tells me: “The smell was terrible. The food was everywhere. Very disgusting smell. They put shit in the sinks, shit everywhere. Our clothes were everywhere. The last time they invaded (March 2008), it was easy. They broke everything and we fixed it. But this time, they put shit everywhere: in cupboards, on beds – my bed is full of shit.”<br />
She is strong and has handled the invasions before, but the desecration of her house has got her down.<br />
“A minute ago, Sabreen opened her clothing cupboard: there was a bowl of shit in it! They used our clothes for the toilet. They broke the door of the bathroom and brought into our room. I don’t know why.”<br />
[…] Two days later, I re-visited, the house much tidier but still soured with the clinging stench of the soldiers’ presence. “We’ve cleaned as much as we can, but it’s so difficult. We still don’t have running water, we have to fill jugs from the town water supply.” I’d walked the sandy track up, I know how hard it is even empty-handed on foot, let alone laden with heavy jugs or trying to navigate any sort of wagon to carry large amounts of water. The track had been more of a proper dirt road before. Before it, and the land around, was torn up by Israeli tanks and bulldozers.</p></blockquote>
<div class="translation">“A primeira casa que eu visitei foi a dos meus queridos amigos, com quem nós estivemos nas noites anteriores à invasão por terra começar. [&#8230;] Lá em cima do primeiro andar, completa desordem, fezes no chão. Tudo quebrado. Latas de suprimentos do exército israelense abertas. Buracos de balas na parede. Um odor horrível. No segundo andar, dois apartamentos próximos, toda a extensão de quartos de filhos, mulheres e crianças. Muito mais destruído e com um fedor pior. Essa foi a base principal, aparentemente pelas caixas de comida – refeições, noodles e pacotes de chocolate, e ainda sanduíches cobertos por papel de plástico – e atrás à esquerda, roupas do soldado das Forcas de Ocupação de Israel (IOF, em inglês). A calça de um soldado na banheira, sujas com excremento.<br />
F. me fala: “ O cheiro foi horrível. A comida estava em toda a parte. Um cheiro muito nojento. Eles colocaram merda na pia, merda em todo lugar. Nossas roupas estavam em todo lugar. A última vez que eles invadiram (Março, 2008), foi fácil. Eles quebraram com tudo e nós concertamos. Mas dessa vez, eles colocaram merda em todo o lugar: nos armários, nas camas – minha cama esta cheia de cocô”.<br />
Ela é forte e já suportou as invasões anteriores, mas a profanação da casa foi o que à colocou desolada:<br />
“Um minuto atrás, Sabreen abriu seu armário de roupas; tinha uma tigela de cocô lá dentro! Eles usaram nossas roupas como latrina. Eles quebraram a porta do banheiro trouxeram para o nosso quarto. Eu não sei o porquê.”<br />
[&#8230;]Dois dias depois, eu voltei. A casa mais arrumada, mas ainda com o cheiro carregado da presença dos soldados. “ Nós já limpamos o máximo que pudemos, mas é tão difícil. Nós continuamos sem água corrente, nós temos que encher jarras na vila que fornece água.” Eu já havia percorrido o caminho arenoso, eu sei o quão difícil é a pé mesmo com mãos vazias, imagine sozinho carregando pesadas jarras ou superando o caminho com qualquer tipo de carroça para trazer uma quantidade grande água. Antes, o percurso era apenas uma trilha enlameada. Antes disso, e o barro em volta ser transformado em via por soldados israelenses e tratores.&#8221;</div>
<p>Para fotos de abrigos temporários onde muitas pessoas foram obrigadas a ficar, veja <a href="http://talestotell.wordpress.com/2009/01/25/jan-25-temporary-shelters-in-jabalia/">aqui</a>:</p>
<p>Em outra atualização (29 de janeiro), Eva escreve sobre Yousef Shrater, pai de quatro crianças, que teve <a href="http://ingaza.wordpress.com/2009/01/29/yousef-shrater/">sua casa invadida</a> [En]:</p>
<blockquote><p>Shrater explains how the Israeli soldiers forcibly entered the house and ordered the family members out, separating men and women and locking them in a neighbouring house with others from the area. His father and mother, living in a small shack of a house nearby, were soon to join them. The soldiers then occupied the house for the duration of the land invasion, as Israeli soldiers did throughout the Abed Rabbo area, as they did throughout all of Gaza. And as with other houses in occupied areas, residents who returned to houses still standing found a disaster of rubbish, vandalism, destruction, human waste, and many stolen valuables, including mobile phones, gold jewelry, US dollars and Jordanian dinars (JOD), and in some cases even furniture and televisions, used and discarded in camps the soldiers set up outside in occupied areas. Shrater says the soldiers stole about US$1,000 and another 2,000 JOD (~US$2828) in gold necklaces. Back in the east-facing corner room, Shrater steps around a 1.5m by 1.5m depression in the floor where tiles have been dug up and the sandy layer of foundation beneath has been harvested. “They made sandbags by the window, to use as sniper positions.” The bags are still there, stuffed with clothing and sand. “They used my kids&#39; clothes for their sniper bags,” Shrater complains. “The clothes they didn’t put in sandbags they threw into the toilet,” he adds.</p></blockquote>
<div class="translation">Shrater explica como os soldados israelenses forçaram a entrada na casa e colocaram os membros da família para fora, separando homens de mulheres e trancando-os em uma casa da vizinhança com outros locais. O pai e a mãe dele, morando perto, em um puxado de um casebre, estavam então para se juntar a ele. Depois, os soldados ocuparam a casa durante toda a invasão terrestre, o mesmo que os soldados israelenses fizeram ao longo da área de Abed Rabbo, e como eles fizeram em toda Gaza. E, como outras casas das áreas ocupadas, residentes que retornaram para seus lares continuam encontrando o desastre do lixo, vandalismo, destruição, dejetos humanos e vários objetos de valores roubados; incluindo telefones celulares, jóias de ouro, dólares americanos e dinares jordanos; e em alguns casos até móveis e televisores usados e descartados em campos que os soldados prepararam do lado de fora das casas ocupadas. Shrater comenta que soldados roubaram cerca de 1 mil dólares americanos e mais 2 mil dinares jordanos (cerca de US$ 2828 dólares) em colares de ouro. Olhando para o lado direito do canto do quarto, Shrater dá passos ao redor de 1.5 m por 1.5 m de depressão no chão, onde azulejos foram arrancados e a camada arenosa da base em baixo foi recolhida. “Eles fizeram sacos de areia perto da janela, usando-a como posição para os atiradores”. Os sacos continuam lá, cheios de roupas e areia. “ Eles usaram as roupas de minhas crianças para o saco dos atiradores”, Shrater exclama. “ As roupas que eles não colocaram nos sacos, eles jogaram na privada”, ele completa.</div>
<p>O pai de Shrater foi raptado de sua própria casa:</p>
<blockquote><p>From the roof we see more clearly the surrounding area where tanks were positioned, the countless demolished and damaged houses and buildings, and bits of shrapnel from the tank missiles. Shrater’s father, 70, is on the roof, and begins to tell of his experience being abducted from his house and locked up with his wife and others for 4 days. “They came to our house there,” pointing to the low-level home which housed he, his wife, and their sheep and goats. “The Israeli soldiers came to our door, yelled at us to come out, and shot around our feet. My wife was terrified. They took all of our money, then handcuffed us. Before they blindfolded us, they let our goats and sheep out of their pens and shot them. They shot 8 dead in front of us.” The elderly Shrater and his wife were then blindfolded and taken to another house where for the next 4 days Israeli soldiers denied him his inhaler for his asthma and his wife her diabetes medications. Food and water were out of the question, and Yousef Shrater’s father says their requests for such were met with soldiers’ retorts ‘No, no food. Give me Hamas, I’ll give you food.’</p></blockquote>
<div class="translation">“Do telhado a gente vê melhor a área ao redor onde os tanques estavam posicionados; os incontáveis edifícios e casas demolidos e danificados, e ainda pedaços de estilhaços deixados pelos mísseis dos tanques. O pai de Shrater, 70, está no telhado, e começa a falar da experiência em ser raptado na própria casa e trancado com sua mulher e outras pessoas por 4 dias. “Eles vieram lá para casa”, aponta para a casa lá em baixo, onde foi o lar dele, da sua mulher, suas ovelhas e bodes. “ Os soldados israelenses vieram à nossa porta, gritaram para nós sairmos, e atiraram perto de nossos pés. Minha mulher estava aterrorizada. Eles levaram todo nosso dinheiro, e depois nos algemaram. Antes de nos vendar, eles deixaram nossos bodes e ovelhas saírem do curral e atiraram nelas. Eles mataram 8 em nossa frente.” O velho Shrater e sua mulher tiveram olhos vendados e foram levados para outra casa, onde pelos próximos 4 dias soldados israelenses privaram ele de seu inalador de asma, e `a sua mulher de remédios de diabetes. Comida e água estavam fora de questão, e o pais de Yousef Shrater comenta que seus pedidos para tanto tinham o sarcasmo com resposta. ‘Não, sem comida. Dê-me o Hamas, e então eu lhe darei comida’.</div>
<p>No blog <em>Tales to Tell</em>, a ativista australiana Sharyn Lock escreve (26 de janeiro) sobre uma conversa com um <a href="http://talestotell.wordpress.com/2009/01/26/26-jan-will-there-be-time-to-recover/">médico</a> [En]:</p>
<blockquote><p>When I saw Dr Halid the other day, on the request of a journalist, I asked him about evidence of the weapon called gbu39 or “dime” (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dense_Inert_Metal_Explosive">dense inert metal explosive</a>) bomb. This is believed to have been used by Israel for the first time in Lebanon in 2006, and now here as well. Dr Halid said the ICU doctors were seeing something new to them: what appeared to be mild external shrapnel injuries coupled with disproportionate massive internal damage.<br />
“There will be small chest wounds, but then the lungs will be destroyed. Or minor abdominal entry wounds but then kidneys and liver destroyed.” I heard today that it seems that the dense metal shrapnel splinters into tiny particles upon entry to the body, which are then carried by the bloodstream, swiftly shredding everywhere they reach. So many patients appear to stabilize, and then die shortly afterwards. As if that wasn’t enough, Lebanon experience suggests that those who do survive experience quick onset of cancer. What kind of mind dreams this stuff up?</p></blockquote>
<div class="translation">Quando eu vi o Dr. Halid outro dia, trabalhando como jornalista, eu perguntei a ele sobre evidências de armas chamadas gbu39 ou bombas “dime” (explosivo de metal inerte denso). Todos acreditam que isto foi usado por Israel no Líbano em 2006, pela primeira vez, e agora aqui também. Dr. Halid disse que médicos de Medicina Intensiva estavam vendo algo novo para eles: o que aparentava ser uma leve lesão externa provocada por estilhaços sem proporção alguma com nenhum dano massivamente interno. “Haverá poucas feridas no tórax, mas depois os pulmões serão destruídos. Ou pequenas feridas na entrada do abdômen, mas depois rins e fígados destruídos”. Eu escutei hoje que parece que esse denso metal se espalha em pequenas partículas entrando no corpo, e depois, carregado pela corrente sanguínea, ele rapidamente deixa em retalhos todo o lugar por onde passa. Muitos pacientes parecem ter uma estabilidade, e depois tem uma morte abrupta. E como se isso ainda não fosse suficiente, experiências do Líbano indicam que aqueles que sobreviveram, tiveram uma experiência inicial de câncer. Que tipo de cabeça idealiza coisas como essa?</div>
<p>Em outra atualização (22 de janeiro), <em>Sharyn</em> conta: sobre <a href="http://talestotell.wordpress.com/2009/01/23/jan-22-amers-story/">a história de Amer</a> [En]:</p>
<blockquote><p>Amer is 29. 14 people from his family were in the house that night, and they were all trying to sleep under their stairs as some sort of shelter. Even though the stairs were partly open to the back yard, the F16 attacks on the house made downstairs seem the safest place. […] Amer didn’t know it yet, but his brother Mohammed had already been killed elsewhere that day, struck by drone rockets.<br />
The Israeli soldiers came to their house at about 5.30am, after the house had been shelled for 15 hours, and immediately opened fire on the family, killing Amer’s father with three shots. Then they told the family to leave. Amer had called an ambulance (which had to turn back after being shot at) and was refusing to leave his father’s body but the soldiers said they would shoot him if he stayed, so they fled 300 yards up the dirt track behind their house, at which point they were shot at again by another group of soldiers. This time Amer’s brother Abdullah was shot, Amer and Shireen’s 6 year old daughter Saja was shot in the arm, and their 1 year old daughter Farah was shot in the stomach. They spent the next 14 hours sheltering behind a small hill of dirt, while the wounded bled, and were not allowed to access help though the soldiers were aware of the injuries. Having no other way to comfort her small daughter, whose intestines were falling out, Shireen breastfed Farah as the little girl slowly bled to death.<br />
After 14 hours, at about 8 in the evening, the soldiers sent dogs to chase them out of their shelter and dropped phosphorous bombs near them, but due to the wounded family members and having bare feet in an area of broken glass and rubble, escape was difficult. The army took the three wounded and put them behind the tanks, and captured Amer, but the rest of the family managed to get away and call the Red Crescent. The ambulance that eventually reached the injured people 7 hours later (driven by my medic friend S) took an hour to find them, and by this time Farah was dead. […] Amer was held for 5 days in army custody (the first 3 without access to food, water, or a bathroom), beaten and tortured, and questioned about resistance activity which he knew nothing about. When he was finally released on the border, the army sent two known collaborators to escort him, so it would look to the resistance fighters like he himself was a collaborator. But the fighters knew who he was and that he was not a collaborator. He tells us:<br />
“I had my four children young, and they gave me the most happiness in my life. I took such good care of them. […] Now my remaining children will not go to sleep without their shoes on, because they think we will have to run for our lives again.”</p></blockquote>
<div class="translation">Amer tem 29 anos. 14 pessoas de sua família estavam na casa `aquela noite, e eles estavam tentando dormir debaixo das escadas, um tipo de abrigo. Apesar das escadas serem um pouco abertas para o jardim dos fundos, os ataques do F16 à casa fizeram com que ali embaixo fosse o lugar mais seguro. [&#8230;] Amer ainda não sabia disso, mais seu irmão Mohammed já havia sido morto em algum lugar, atingido por um míssil controlado por longa distância. Os soldados israelenses vieram para a deles lá pelas 5.30 da manhã, depois da casa já ter sido destroçada por 15 horas, e começaram a atacar a família imediatamente, matando o pai de Amer com três tiros. Depois eles falaram para a família para irem embora. Amer tinha chamado uma ambulância (a qual teve que voltar depois ter sido alvo de tiros) e estava recusando a deixar o corpo do pai, mas os soldados disseram que também atirariam dele se ele permanecesse, então eles fugiram 300 jardas (um pouco mais de 300 metros) à cima de uma trilha suja, atrás da casa deles, onde novamente eles foram alvo de tiros de outro grupo de soldados. Nessa hora, Abdullah, irmão de Amer era morto, Amer e a irmã de Shireen de anos de idade, Saia, levavam tiros nos braços, e a irmã de 1 ano, Farah recebia tiros no estômago. Eles passaram as próximas 14 horas abrigados atrás de um barranco sujo, enquanto sangravam feridos, e não eram permitidos a pedirem socorro, apesar dos soldados saberem que eles estavam feridos. Não tendo outra maneira de confortar sua pequena irmã, que tinha o intestino saindo às vistas, Shireen amamentou Farah, enquanto a pequenina sangrava aos poucos até a morte. Depois de 14 horas, umas 8 da noite, os soldados soltaram cachorros para rastreá-los no abrigo e lançaram bombas de fósforo branco perto deles, mas por causa dos membros feridos da família e tendo pés descalços em uma área com escombros e vidros quebrados, escapar era difícil. O exército levou os três feridos e os colocaram atrás do tanque, e capturaram Amer, mas o restante da família conseguiram fugir e chamar o Crescente Vermelho (Palestinian Red Crescent Movement). A ambulância que finalmente conseguiu chegar para os feridos 7 horas mais tarde (dirigida pelo meu amigo médico S) levou uma hora para achá-los, em uma altura dessas Farah estava morta. [&#8230;] Amer foi mantido preso por 5 dias sob custódia do exército (os primeiros 3 dias sem direito a comida, água ou banheiro), espancado e torturado, foi interrogado sobre movimentos de resistência que ele não sabia nada sobre. Quando ele foi finalmente solto na fronteira, o exército enviou dois colaboradores para escoltá-lo, pois assim ficaria parecendo para os militantes da resistência que ele mesmo era um colaborador. Mas os militantes sabiam quem ele era e que ele não era colaborador nenhum. Ele nos fala: Eu tive meus quatro filhos bem jovem, e eles me deram a maior felicidade em minha vida. Eu cuidei tão bem deles. [&#8230;] Agora os filhos que me restaram não irão dormir sem tirar os sapatos, porque eles pensam que teremos que correr de novo para salvar nossas vidas”.</div>
<p><em>Mohammed Ali</em>, que trabalha para a NGO Oxfam, escreve no blog da Oxfam (20 de janeiro) sobre <a href="http://www.oxfam.org.uk/applications/blogs/pressoffice/?p=3356">as crianças de sua irmã </a>[En]:</p>
<blockquote><p>My sister will not leave her house; she is still scared that something terrible might happen if she steps out of her front door. Since the ceasefire started, she has encouraged her children to return to sleeping in their beds. She awoke this morning to find her kids curled together in the centre of the living room, like they had been doing for the last three weeks. It will take them weeks, months if not years for their wounds caused by this conflict to heal.</p></blockquote>
<div class="translation">Minha irmã não ira deixar a casa dela; ela continua com medo que algo terrível irá acontecer se ele pisar os pés fora de casa. Desde que o cessar fogo começou, ela tem incentivado seus filhos para voltarem a dormir em suas camas. Ela acordou essa manhã e encontrou as crianças agarradas umas as outras na sala, como elas haviam feito nas três últimas semanas. Levará semanas, meses, e quem sabe anos para eles terem as feridas causadas por esse conflito então saradas.</div>
<p>Natalie Abou Shakra, uma ativista libanesa, posta no <em>Moments of Gaza</em>; em uma atualização escrita em 20 de janeiro onde descreve a visita de Dr. Imad, <a href="http://gaza08.blogspot.com/2009/01/natalie-abou-shakra-becoming-true.html">professor de microbiologia</a> [En]:</p>
<blockquote><p>As I get into Imad&#39;s living room I see a painting of a woman, with traditional Palestinian attire, pink (remember that the colour pink is targeted by the Israeli Occupation Forces… pink pajamas… especially children in pink pajamas)… the painting was on the floor, and there was a hole in the wall where it used to hang… it was a beautiful painting… vibrant and full of life… perhaps, that is why it was targeted. On another wall, there was a photo of a man and woman in an intimate position, kissing… I stood in front of it. Don&#39;t we have the right to love and intimacy too? We want the right to love and intimacy too… They bombed two bedrooms, and the holes were just above the beds… the ruins were all on the bed. Intimacy… ‘love&#39;… sex… destroyed. A society whose right to develop [has been] hindered, obstructed.</p></blockquote>
<div class="translation">Enquanto eu entrava na sala de Imad, eu podia ver a pintura de uma mulher com roupas tradicionais da Palestina, rosa (lembre-se que a cor rosa é alvo das Forças de Ocupação de Israel&#8230; pijamas de cor rosa&#8230;especialmente crianças em pijamas cor-de-rosa)&#8230; o quadro estava na parede, e tinha um buraco na parede onde ele costumava star pendurado&#8230;era uma pintura muito bela&#8230;vibrante e cheia de vida&#8230;talvez, seja esse motivo pelo qual foi atingido. Em outra parede, tinha a foto de um homem e de uma mulher em uma posição íntima, se beijando&#8230;Eu fiquei em pé, olhando. Nós também não temos o direito da intimidade e do amor? Nós queremos o direito de amar e da intimidade também&#8230;Eles bombardearam dois quartos, e os buracos estavam apenas em cima das camas&#8230;as ruínas estavam em todo o quarto.Intimidade&#8230; ‘amor’&#8230;sexo&#8230;destruídos. O direito de se desenvolver de uma sociedade [tem sido] foi impedido, obstruído.</div>
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		<title>Palestina: &#8220;Não quero que meus filhos me vejam em pedaços&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Jan 2009 12:49:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Qual é a sensação de ser incapaz de proteger seus próprios filhos? Nessa ronda dos blogues de Gaza, ouvimos uma mãe que se sente destruída pela culpa de ver seus filhos expostos ao terror: “Será que foi um equívoco ter filhos, para começar? Não tenho o direito de ser mãe?” ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/ayesha-saldanha/">Ayesha Saldanha</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/01/10/palestine-i-do-not-want-my-kids-to-see-me-torn-into-pieces/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<div id="result_box" style="text-align: left;" dir="ltr">Qual é a sensação de ser incapaz de proteger seus próprios filhos? Nessa ronda dos blogues de Gaza, ouvimos uma mãe que se sente destruída pela culpa de ver seus filhos expostos ao terror: &#8220;Será que foi um equívoco ter filhos, para começar? Não tenho o direito de ser mãe?&#8221;</div>
<p>O fotojornalista palestino Sameh Habeeb bloga no <em><a href="http://gazatoday.blogspot.com/2009/01/day-15-of-israeli-war-on-gaza.html">Gaza Strip, The Untold Story</a></em> [Faixa de Gaza, a História não Contada, en]:</p>
<blockquote><p>Most of the Gaza Strip plunges into deep darkness since the start of this war. I find several hardships to send out this report due to power problem. Today, a rocket targeted my uncle&#39;s house. My house got several splinters and rocket shrapnel. Thanks to God, we all safe but I don&#39;t know what will happen next. I live east of Gaza, Toffah area, were artillery shells rained down every single moment.</p></blockquote>
<div class="translation">A maior parte da Faixa de Gaza está mergulhada na escuridão profunda desde o início desta guerra. Tenho várias dificuldades para enviar a essa reportagem, devido ao problema da falta de eletricidade. Hoje, um foguete atingiu a casa do meu tio. Minha casa ficou com vários pedaços e estilhaços do foguete. Graças a Deus, todos nós estamos a salvo, mas não sei o que vai acontecer daqui para frente. Eu vivo ao leste de Gaza, na área de Toffah, onde chove artilharia o tempo inteiro.</div>
<p>Natalie Abou Shakra, uma ativista libanesa, escreve no blogue coletivo <em>Moments of Gaza</em> [Momentos de Gaza, en]. Em sua postagem, ela traduz dois folhetos enviados pelo exércido isreaelense pedindo aos residentes de Gaza que fornecessem mais informações sobre o paradeiro dos soldados do Hamas. Natalie <a href="http://gaza08.blogspot.com/2009/01/natalie-abou-shakra-from-idf-with-love.html">comenta</a>:</p>
<blockquote><p>What really shocked me is the username they chose for their email. “Helpgaza2008″ ?!</p>
<p>I think this e-mail of theirs deserves to be bombed with the right kind of messages!</p></blockquote>
<div class="translation">O que me deixa muito chocada é o nome de remetende que escolheram para o e-mail deles. &#8220;Helpgaza2008&#8243; [AjudeGaza2008]?</p>
<p>Acho que esse e-mail deles merece ser bombardeado com mensagens do tipo certo!</p>
</div>
<p>Nirmeen Kharma Elsarraj escreve no blogue coletivo <em><a href="http://lamentations-gaza.blogspot.com/2009/01/fifth-day.html">Lamentations-Gaza</a></em> [Gaza-Lamentações, en] :</p>
<blockquote><p>There are things that are not well reported in the news, feelings!! I have three children, a daughter Nour who is 14, a son Adam who is 9 and another son Ali who is 3. We live in an area in Gaza city that used to be described &#39;safe&#39;. Nowhere is safe anymore. My children cannot sleep and I cannot help them. The feelings of helplessness and guilt (which always accompanies your inability to protect or at least comfort your children) are stronger than those of fear and horror. My daughter was telling a journalist on the phone yesterday that she had never got the real support she sought from me whenever there was a shelling. I was shocked!! I felt so guilty because my daughter felt my fears. But is it not normal to be scared after all?! Adam is asthmatic and he uses a ventilator. Due to the stress and the pollution resulting from rubbles, he is getting more frequent asthma attacks and there is no electricity for his ventilator. Each time he has an attack, we have to put the generator on for him and then put it off. There is no enough fuel to keep the generator on and we have no idea till when this is going to continue. Ali has no idea what this is all about. All what he does is scream in fear whenever there is a bombing and when it is over, he uses his imagination to tell stories about ‘qasef - bombing&#39;. The kids do not sleep. We spend our days and nights in one single room with my sister in law and her daughter. You feel the stress and fear. You can see it on everyone&#39;s face.<br />
Last night I was thinking about all this. I do not want anyone of my family to get hurt and I thought if anything should happen, I pray it happens to me and not my kids. Then I thought I do not want my kids to see me torn into pieces. The scenes on tv of people killed are so terrifying and I know what it means for children to see such thing. What I really want is for all this to end and for me and my kids to live just like anyone else in the world. I want to get rid of the feeling of guilt towards my kids. Was I mistaken to have kids in the first place? Do I not have the right to be a mother? But am I really doing a good mother&#39;s ‘job&#39; in being the source of comfort for my kids. I know it is not my fault but I knew also that I live in Gaza and Gaza has never been a healthy environment to raise children. Was I that selfish to think about my own feeling to want to be a mother and ignoring my expected failure to protect my kids?</p></blockquote>
<div class="translation">Há coisas que não são bem retratadas nas notícias, os sentimentos! Tenho três filhos, Nour, uma menina de 14 anos, Adam, um menino de 9 e mais um filho de 3, chamado Ali. Vivemos em uma área da Cidade de Gaza que costumava ser descrita como &#8220;segura&#8221;. Lugar nenhum é  seguro agora. Meus filhos não conseguem dormir e eu não posso ajudá-los. Os sentimentos de impotência e culpa (que sempre acompanham a incapacidade de proteger ou de, pelo menos, reconfortar as crianças) são mais fortes do que os de medo e horror. Minha filha contou a um jornalista pelo telefone ontem que ela nunca teve o verdadeiro apoio que procurava em mim, sempre que havia bombardeios. Eu fiquei chocada! Senti-me tão culpada, porque a minha filha percebeu os meus receios. Mas não é normal se ter medo, afinal? Adam é asmático e usa um ventilador. Devido ao estresse e à poluição resultante dos destroços, ele tem crises asmáticas cada vez mais frequentes e não há eletricidade para ligar o ventilador. Cada vez que ele tem um ataque, temos de ligar o gerador para ele e, em seguida, desligá-lo. Não há combustível suficiente para manter o gerador ligado, e não temos nenhuma idéia de até quando isso vai continuar. Ali não tem a menor idéia do que se passa. Ele só faz  gritar de medo sempre que há um bombardeio, e quando acaba, ele usa a imaginação para contar estórias sobre &#8220;qasef&#8221; [bombas, em árabe]. As crianças não dormem. Passamos os dias e noites em um quarto de solteiro, com a minha cunhada e sua filha. Você sente o estresse e medo. Você pode ver isso nos rostos de todos.<br />
Na noite passada eu estava pensando sobre tudo isso. Eu não quero que ninguém da minha família se machuque, e pensei que se alguma coisa tiver de acontecer, rezo para que aconteça comigo e não com meus filhos. Então pensei que não quero que meus filhos me vejam destruída em pedaços. As cenas das pessoas mortas na TV são tão aterrorizantes e sei o que significa para crianças ver tal coisa. O que realmente queremos é que tudo isto chegue ao fim, e para mim e meus filhos desejo que possamos apenas viver, como todos no mundo. Quero me livrar do sentimento de culpa em relação a meus filhos. Será que foi um equívoco ter filhos, para começar? Não tenho o direito de ser mãe? Mas será que estou fazendo um bom &#8220;trabalho&#8221; de mãe sendo fonte de conforto para meus filhos? Sei que não é minha culpa, mas também sabia que vivo em Gaza e Gaza nunca foi um ambiente saudável para se criar filhos. Fui muito egoísta em pensar apenas em minha vontade de querer ser mãe, e ignorar o meu esperado fracasso em proteger meus filhos?</div>
<p>A ativista australiana Sharyn Lock escreve no <em><a href="http://talestotell.wordpress.com/2009/01/10/jan-8-9-with-a-red-cross-evacuation-team/">Tales to Tell</a></em> [Estórias para Contar, en]:</p>
<blockquote><p>So, Thursday: the Red Cross co-ordinated evacuation into Zaytoun. Doctor Said would look good on a Red Cross poster - black sweater, shaved head, muscles enough to keep that Red Cross flag held above his head for the two hours we were behind army lines. You’d definitely invite him in for coffee to ask for his opinion on the state of the world. His colleague has more of an accountant look about him, but his job is to keep us alive - he is armed with a walkie-talkie and is negotiating our path constantly with the army as we move. With May, a small, quick woman who is the Engineer for the Red Crescent, supervising all the vehicles etc, I carry a stretcher and water. About 8 intrepid Red Crescent paramedics join us, wearing weighty bullet proof vests or not dependent on their preference for possible death or certain backache.<br />
[…]<br />
When I was a kid, I was very aware of war zones, but I always understood they happened in places different from my home. I would like to tell you about what I am seeing right now as I walk. I am seeing flowering vines. Bright curtains in windows. Chickens running about. This is your home, you know. This is the garden where your children play. This is your house with obscene holes blown in it, with Israeli snipers lurking in the shadows of its roof, with a dead resistance fighter sitting with his back to your wall.</p></blockquote>
<div class="translation">Então, na quinta-feira: a Cruz Vermelha coordenou a evacuação em Zaytoun. Doutor Said ficaria muito bem em um cartaz da Cruz Vermelha - suéter preto, cabeça raspada, com músculos suficientes para manter a bandeira da Cruz Vermelha no ar acima de sua cabeça pelas duas horas que estávamos atrás das filas do exército. Você definitivamente o convidaria para tomar um café e perguntar sua opinião sobre o estado do mundo. Seu colega tem mais a aparência de contador, mas seu trabalho é nos manter vivos - ele está munido de um walkie-talkie e negocia o nosso trajeto o tempo todo com o exército, enquanto nos movemos. Com May, uma mulher pequena e ágil, Engenheira da Lua Crescente que fiscaliza todos os veículos, etc, carrego uma maca e água. Cerca de 8 intrépidos paramédicos da Lua Crescente juntam-se a nós, vestindo pesados coletes à prova de balas, ou não, de acordo com suas opções entre uma possível morte ou dores nas costas.<br />
[&#8230;]<br />
Quando eu era criança, era muito consciente sobre as zonas de guerra, mas sempre soube que elas aconteciam em lugares que não fossem minha casa. Gostaria de contar a vocês que o que estou vendo agora mesmo, enquanto ando. Estou vendo vinhedos floridos. Cortinas coloridas nas janelas. Galinhas correndo para lá e para cá. Esta é a sua casa, sabe. Este é o jardim onde as crianças brincam. Esta é a sua casa com buracos obscenos bombardedos nela, com atiradores israelenses escondidos nas sombras do seu telhado, com uma lutador da resistência morto, sentado com as costas para a parede.</div>
<p>Blogueiros de toda a blogosfera árabe publicam o vídeo <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=dlfhoU66s4Y">Não vamos cair (Canção para Gaza)</a></em> de <a href="http://www.michaelheart.com/">Michael Heart</a>. Adham Khalil, do campo de refugiados de Jabaliya, que bloga no <em>Free Free Palestine</em> [Palestina Livre, Livre, en], é um <a href="http://nagyelali.blogspot.com/2009/01/we-will-not-go-down-by-mikhael-heart.html">deles</a>:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/dlfhoU66s4Y&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/dlfhoU66s4Y&amp;hl=en&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
</div>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Palestina: &#8220;Em Gaza, somos notícia mas não podemos ver TV&#8221;</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/01/08/palestina-em-gaza-somos-noticia-mas-nao-podemos-ver-tv/</link>
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		<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 14:37:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra & Conflito]]></category>
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		<category><![CDATA[Middle East & North Africa]]></category>
		<category><![CDATA[Palestine]]></category>
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		<category><![CDATA[Refugiados]]></category>
		<category><![CDATA[Relações Internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Socorro & Resgate]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[No dia 6 de janeiro, uma escola da ONU no campo de refugiados Jabaliya, que estava sendo usado como abrigo, foi atingida por bombas israelenses que deixaram cerca de 40 pessoas mortas. O exército israelense suspendeu suas operações militares por três horas, para permitir que a ajuda humanitária chegue a Gaza Strip. Nesse artigo, ouvimos reações de blogueiros em Gaza.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/ayesha-saldanha/">Ayesha Saldanha</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/01/08/palestine-in-gaza-we-are-subject-to-news-but-cannot-see-tvs/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>Ontem (6 de janeiro) uma escola da ONU <a href="http://www.un.org/unrwa/refugees/gaza/jabalia.html">no campo de refugiados Jabaliya</a> [en], que estava sendo usado como abrigo, foi <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/01/06/palestine-un-school-hit-by-israeli-shells-more-than-40-killed/">atingida por bombas israelenses</a> e cerca de 40 pessoas foram mortas. Hoje, o exército israelense <a href="http://www.nytimes.com/2009/01/08/world/middleeast/08mideast.html">suspendeu suas operações militares</a> [en] por três horas, para permitir que a ajuda humanitária chegue a Gaza Strip. Nesse artigo, ouvimos reações de blogueiros em Gaza.</p>
<p>Prof. Said Abdelwahed, que ensina inglês na Universidade de Al-Azhar, escreve no <em><a href="http://gaza08.blogspot.com/2009/01/prof-said-abdelwahed-unrwa-school.html">Moments of Gaza</a></em> [Momentos de Gaza, en]:</p>
<blockquote><p>Thousands of the Palestinians took refuge into UNRWA schools. <strong>40 of those have been killed in an air attack today on that school!!</strong> It seems even the U.N flag does not have any meaning to Israel? How can it consider itself a part of the international community?!</p></blockquote>
<div class="translation">Milhares de palestinos se refugiaram nas escolas de UNRWA. <strong>40 deles foram mortos em um ataque aéreo hoje na escola!!!</strong> Será que nem mesmo a bandeira da ONU tem algum significado para Israel? Como é que [esse país] pode se considerar parte da comunidade internacional?</div>
<p>A ativista canadense Eva Bartlett, bloga no <em><a href="http://ingaza.wordpress.com/2009/01/06/where-would-you-go/">In Gaza</a> [en]</em> o seguinte:</p>
<blockquote><p>If your unbelievably small and overcrowded land was being terrorized, pulverized by bombs from the world’s 4th largest military, and your borders were closed; if your house was not safe, mosque (church) not safe, school not safe, street not safe, UN refugee camp not safe…Where would you go, run, hide? Over 15,000 have been made homeless, internal refugees from Israel’s house-bombings, shelling, and shooting. Some have been housed in UN schools around Gaza. In Jabaliya today, Israeli warplanes bombed one such school. Shifa’s [hospital] director conservatively estimates 40 dead, 10s injured. It must be higher. […] The Shifa director also told me that emergency medics still cannot reach the Zaytoun house that yesterday morning was bombed with inhabitants locked inside. There are two main accounts of the story, both criminal. One: Israeli soldiers rounded up the inhabitants of the multi-story house, separated the men – 15, I was told – and shot them point blank in front of the women and children of the family, 20, I was told. Then, laid explosives around the house and bombed the rest of the extended family. Two: Israeli soldiers rounded up the inhabitants of the multi-story house, locked them in one room for a day, and bombed it the following morning. Either way, Israeli soldiers intentionally imprisoned and bombed the inhabitants of the house. And are actively preventing medics from reaching any potential survivors. The medics have tried to coordinate with the ICRC (international committee of the red cross) without success: no one can reach the house.</p></blockquote>
<div class="translation">Se sua incrivelmente pequena e superlotada terra estivesse sendo aterrorizada, pulverizada por bombas pela do quarta maior potência militar do mundo, e suas fronteiras fossem fechadas; se sua casa não fosse segura, sua mesquita (igreja) não fosse segura, as escolas não fossem seguras, a rua não fosse segura, o acampamento de refugiados da ONO não fosse seguro&#8230; Para onde você iria, correria, se esconderia? Mais de 15 mil pessoas ficaram desabrigadas, são refugiados internos dos bombardeios das casas, disparos e tiroteios por parte de Israel. Algumas foram alojadas em escolas das Nações Unidas nos arredores de Gaza. Hoje, em Jabaliya, aviões israelenses bombardearam essa escola.  O diretor [do hospital] de Shifa estima, conservadoramente, que são 40 mortos e 10 feridos. Deve ter mais. [&#8230;] O diretor também me disse que as ambulâncias de emergência ainda não podem chegar a casa em Zaytoun que foi bombardeada ontem de manhã, com moradores trancados dentro. Existem duas versões principais para a história, as duas criminosas. Primeira: os soldados isrealenses renderam os moradores do prédio de vários andares, separaram os homens - 15, segundo me disseram - e atiraram neles à queima roupa na frente das mulheres e crianças da família, 20, segundo me disseram. Em seguida, lançaram explosivos ao redor da casa e bombardearam o resto da família. Segunda: os soldados isrealenses renderam os moradores do prédio de vários andares, trancaram-nos em um cômodo por um dia, e bombardearam o prédio na manhã seguinte. De qualquer modo, os soldados isrealenses aprisionaram e bombardearam deliberadamente os moradores da casa. E estão ativamente prevenindo que a ambulância socorra quaisquer sobreviventes em potencial. Os médicos tentaram coordenar com o ICRC (Comitê Internacional da Cruz Vermelha), sem sucesso: ninguém pode chegar à casa.</div>
<p>Philip Rizk, blogueiro egípicio-alemão que bloga no <em>Tabula Gaza</em>, relata uma conversa que teve com Dr Attalah Tarazi em <a href="http://tabulagaza.blogspot.com/2009/01/notes-from-phone-conversation-w-dr.html">Gaza</a> [en]:</p>
<blockquote><p>The numbers of death and injured reported in the media are far below reality as the media is not able to cover incidents as they unfold. I know of cases where homes were surrounded by the Israeli army and people inside gave themselves up and were shot anyway when they exited. […] We have witnessed weapons we have never seen before in our lives. Some explode in the sky and scatter bombs all over. Sporadically, I have smelt smells from some of the burns and wounds that I have never before witnessed […] May god protect us, may god have mercy on us</p></blockquote>
<div class="translation">Os números de mortos e feridos relatados nos meios de comunicação estão muito abaixo da realidade, já que é a imprensa não é capaz de cobrir os incidentes à medida que estes se desdobram. Sei de casos em que as casas ficaram rodeadas pelo exército isrealense, as pessoas no interior se renderam e mesmo assim foram fuzilados ao saírem. [&#8230;] Temos visto armas que nunca havíamos visto antes em nossas vidas. Algumas explodem no céu e espalham bombas por todos os lados. Esporadicamente, senti odores de algumas queimaduras e feridas que nunca testemunhei antes [&#8230;] Que Deus nos proteja, que Deus tenha piedade de nós.</div>
<p>Em outra postagem, Prof. Said Abdelwahed <a href="http://gaza08.blogspot.com/2009/01/prof-said-abdelwahed-waiting-long-lines.html">diz</a> [en]:</p>
<blockquote><p>The 1:00-4:00 p.m. truce was a little bit relief to the civilians in the city. The main concern of the people was to get water from distribution centers. There were long lines of people waiting to get drinking water in plastic jugs! Tanks and artillery are still operating at the edges of Gaza city! More people evacuated their places and resorted to relatives and UNRWA schools…. but yesterday&#39;s bombing has scared everyone sleeping in the schools! Today, there were trucks of urgent food stuff and other medical aids have been allowed to be entered from Rafah into Gaza. In Gaza, we are all subject to news but we cannot see TVs. We hear about it from relatives who call us by telephones from abroad. We are still without electricity and water, plus that a great number of people are without cooking gas!</p></blockquote>
<div class="translation">1:00-4:00 da tarde – A trégua trouxe um pouco alívio para os civis na cidade. A principal preocupação do povo foi obter água nos centros de distribuição. Havia longas filas de pessoas esperando para levar água potável em jarras de plástico! Tanques e artilharia ainda estão operando em Gaza, nas fronteiras da cidade! Mais pessoas evacuaram suas casas e recorreram a familiares e escolas da UNRWA &#8230;. mas ontem um bombardeio meteu medo em todos os que estavam dormindo nas escolas! Hoje, caminhões de urgência com alimentos e outros auxílios médicos foram autorizados a entrarem em Gaza a partir de Rafah. Em Gaza, somos notícia mas não podemos ver televisão. Ouvimos isso de parentes, que nos telefonam a partir do estrangeiro. Estamos ainda sem electricidade e água, e mais um grande número de pessoas está sem gás para cozinhar!</div>
<p>O fotojornalista palestino Sameh Habeeb, que bloga no <em>Gaza Strip, The Untold Story</em> [Faixa de Gaza, a Estória Não Contada, en], explica como ele está <a href="http://gazatoday.blogspot.com/2009/01/day-12-of-israeli-war-on-gaza.html">cobrindo</a> os eventos:</p>
<blockquote><p>Dear Editors, Journalists and Friends,<br />
Some of you do wonder how I send news in such conditions. I really suffer a lot to send you this update due to lack of power. I go around 4 kilometers a day in this cruel war where I charge my laptop battery to be able to send this work! This is very risky since shells rain down and drones hover over me! I will keep this up.</p></blockquote>
<div class="translation">Prezados editores, jornalistas e amigos,<br />
Alguns de vocês ficam pensando como eu envio notícias sob tais condições. Eu realmente tenho muita dificuldade em lhes enviar essas atualizações, devido a falta de eletricidade. Eu ando cerca de 4 km por dia nesta guerra cruel para poder carregar a bateria de meu laptop e poder enviar meu trabalho! Isso é muito arriscado, uma vez que chovem bombas e aviões pairam sobre mim! Eu vou continuar.</div>
<p>Laila El-Haddad, cujo pais estão em Gaza, bloga no <em>Raising Yousuf and Noor</em> [Criando Youself e Noor], descreve uma conversa com o pai, ao vivo no <a href="http://a-mother-from-gaza.blogspot.com/2009/01/what-do-you-tell-your-daughter.html">Canadian Broadcasting</a>:</p>
<blockquote><p>I asked if he had gone out at all – he said my mother has not left the house in days, but that they needed some tomatoes to cook supper with. “The stores are empty-there is very little on the shelves; and the Shanti bakery had something like 300 people waiting in line.” Surprisingly, he said people are trying to go on with their lives. It is the mundane and ordinary that often save your sanity, help you live through the terror. It is no small thing to endure: knowing that both in deliberateness and scope, it is an unprecedented modern-day assault against an occupied, stateless people – most of them refugees.</p></blockquote>
<div class="translation">Perguntei se ele tinha saído em algum momento - disse que minha mãe não sai de casa há dias, mas que precisavam de tomates para cozinhar o jantar. &#8220;As lojas estão vazias, há muito pouco nas prateleiras, e a padaria Shanti tinha cerca de 300 pessoas aguardando na fila&#8221;. Surpreendentemente, ele disse as pessoas estão tentando tocar suas vidas. É o mundano e ordinário que normalmente salvam a sanidade mental, ajudam a viver o terror. Não é pouca coisa a suportar: sabendo que, tanto deliberadamente ou por extensão, esse é um ataque sem precedentes nos tempos modernos, contra um povo apátridas, assentado – sendo a maioria refugiada.</div>
<p>Safa Joudeh escreve no <em>Lamentations-Gaza</em> [Lamentações–Gaza, en] sobre aproveitar <a href="http://lamentations-gaza.blogspot.com/2009/01/calm-day.html">os momentos ordinários</a> ao máximo:</p>
<blockquote><p>I woke up to the smell of freshly baked bread, at around noon today. I stay up most of the night and catch a few hours sleep after the sun rises. […] My mother has taken to making homemade bread the last ten days. Thanks her careful management of the small amount of cooking gas we have, and to her idea of buying a gas oven in anticipation of an Israeli invasion only days before the attacks began, she is able to bake occasionally. Furthermore, we had found a store with its doors partially open in our area a couple of days ago and were able to stock up on flour. Having lunched with my younger siblings and my parents on bread, cheese, eggs and some leftover pasta, we all went out onto the balcony, and what a beautiful sunny day it was! The iciness had dissipated somewhat with the early day sun, the few trees outside were green and luminous and birds were singing! We all stood for about half an hour, looking out through the metal railings like caged birds. We could hear an occasional explosion in the distance but that did not deter us from standing there breathing in the fresh air we so longed for.</p></blockquote>
<div class="translation">Acordei com o cheiro de pão fresco assado, por volta do meio-dia de hoje. Fiquei acordado a noite toda e tirei um cochilo de algumas horas após o nascer do sol. [&#8230;] Minha mãe começou a fazer pão caseiro nos últimos dez dias. Graças a sua cuidadosa gestão da pequena quantidade de gás de cozinha que temos, e à sua idéia de comprar um forno a gás antecipando uma invasão israelense apenas alguns dias antes dos ataques começarem, ela pode assar ocasionalmente. Além disso, encontramos uma loja com as portas parcialmente abertas na nossa região alguns dias atrás e pudemos armazenar farinha de trigo. Depois de almoçar com os meus irmãos mais novos e meus pais, comendo pão, queijo, ovos e sobras de macarrão, todos nós fomos para a varanda, e que belo dia ensolarado era! O frio tinha se dissipado um pouco com o sol do início do dia, as poucas árvores lá fora estavam verdes e luminosas e os passarinhos cantavam! Fcamos todos por cerca de meia hora, olhando para fora através da grade de metal, como pássaros em gaiolas. Podíamos ouvir uma explosão ocasional na distância, mas isso não nos deteu em ficar de pé lá, respirando o ar fresco tão almejado por nós.</div>
<p><em>RafahKid</em> não está <a href="http://rafahkid.blogspot.com/2009/01/day-11-of-israeli-war-on-gaza.html">acreditando</a> [en]:</p>
<blockquote><p>what&#39;s to say? would you believe back in October we had our first Opera [<a href="http://www.middle-east-online.com/ENGLISH/palestine/?id=29185">music concert</a>] in Gaza. Life is hard when you are kept prisoner your whole life even though you are acknowledged as the victim. But we try hard to live a life and we study very hard. Even to say Hamas is the cause of this is to blame the rape victim for what she was wearing.</p></blockquote>
<div class="translation">O que dizer? Você acreditaria que em outubro passaso tivemos nosso primeiro [<a href="http://www.middle-east-online.com/ENGLISH/palestine/?id=29185">concerto</a> [en]] de ópera em Gaza? A vida é difícil quando se é mantido prisioneiro por toda a sua vida mesmo que você seja reconhecido como a vítima. Mas tentamos com todas as forças viver uma vida e estudamos muito. Mesmo dizer que Hamas é a causa disso tudo é o mesmo que culpar a vítima de estupro pela roupa que ela estava usando.</div>
<p>Vittorio Arrigoni, um ativista italiano bloga no <em><a href="http://guerrillaradio.iobloggo.com/archive.php?eid=1765">Guerrilla Radio</a></em>:</p>
<blockquote><p>Ho scattato alcune fotografie in bianco e nero ieri, alle carovane di carretti trascinati dai muli, carichi all&#39;inverosimile di bambini sventolanti un drappo bianco rivolto verso il cielo, i volti pallidi, terrorizzati. Riguardano oggi quegli scatti di profughi in fuga, mi sono corsi i brividi lungo la schiena. Se potessero essere sovrapposte a quelle fotografie che testimoniano la Nakba del 1948, la catastrofe palestinese, coinciderebbero perfettamente. Nel vile immobilismo di Stati e governi che si definiscono democratici, c&#39;è una nuova catastrofe in corso da queste parti, una nuova Nakba, una nuova pulizia etnica che sta colpendo la popolazione palestinese.</p></blockquote>
<div class="translation">Ontem, tirei umas fotos em preto-e-branco de uma caravana de carros puxados por mulas, carregada de uma forma fora do usual com crianças sacudindo uma bandeira branca nos céus, com as faces pálidas, amendrontadas. Ao olhar hoje para essas fotos de refugiados em fuga, um arrepio pecorre minha espinha. Se pudessem ser sobrepostas às fotografias que são testemunhas do &#8220;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_%C3%A1rabe-israelense_de_1948">Nakba</a>&#8221; de 1948, a Catástrofe Palestina, elas se combinariam perfeitamente. Por causa da vil inércia dos estados e governos que intitulam-se democráticos, há uma nova catástrofe em curso, um novo Nakba, uma nova limpeza étnica atingindo a população palestina.</div>
<p>Em outro artigo, Eva Bartlett <a href="http://ingaza.wordpress.com/2009/01/05/gaza-walks/">diz</a> [en]:</p>
<blockquote><p>To walk in Gaza city now is to walk through a ghost town, passing shells of buildings, rubble-filled streets, closed shops, and streets barren of life. Before Israel’s attacks across the Gaza Strip’s densely-populated civilian areas began on December 27th, Gaza was a different scene: it was stifled under a siege […] but Palestinians in Gaza still walked the streets, still frequented the parks and public spaces, still pursued education within the Strip and had weddings. On any given day, the main street, Omar Mukthar, would be crowded with taxis heading along the east-west road, kids going to and from school, shoppers, and vendors. Walking Omar Mukthar now is an eerie experience […] In the first days after the missiles hit police stations, mosques, civil administration buildings, Municipal buildings, cars, houses, iron and metal workshops, and universities across the Gaza Strip’s tiny length, people walked carefully, avoiding the bombed sites, very aware they could be re-bombed. […] But now its gotten to such a point, all over Gaza is so completely and thoroughly bombed, that the initial detours we took are pointless: there are simply too many bombed-out buildings and sites to bother avoiding the street. […] So a bombed population already besieged, with no where to run, shot and shelled when running no where, already deprived of medicines and medical care, is now on a new level of starvation, deprivation of water (70 % of people are without), and continues to be psychologically-terrorized by the air activity and bombing. Where to walk? Anywhere, it doesn’t really matter.</p></blockquote>
<div class="translation">Caminhar em Gaza agora é como caminhar por uma cidade fantasma, passando por cascas de edifícios, ruas cheias de escombros, lojas fechadas e ruas sem vida. Antes dos ataques de Israel em áreas de alta densidade populacional civil na Faixa de Gaza começarem em 27 dezembro, Gaza tinha uma paisagem diferente: estava sufocada sob um cerco [&#8230;], mas palestinos na Faixa de Gaza ainda caminhavam pelas ruas, parques e ainda frequentavam o espaços públicos, ainda iam em busca de educação na faixa e havia casamentos. A qualquer dia, a rua principal, Omar Mukthar, estaria repleta de táxis posicionados ao longo da estrada leste-oeste, crianças indo para as escolas, compradores e vendedores. Caminhar pela Omar Mukthar agora é uma misteriosa escabrosa [&#8230;] Nos primeiros dias após os mísseis atingirem delegacias, mesquitas, prédios da administração pública, edifícios municipais, carros, casas, ferralherias e universidades por toda a minúscula Faixa de Gaza, as pessoas andavam com cuidado, evitando as zonas bombardeadas, bem conscientes de que elas poderiam voltar a ser bombardeadas. [&#8230;] Mas agora chegou a tal ponto que toda a Gaza está tão completa e exaustivamente bombardeada, que os desvios que tomamos inicialmente são inúteis: há simplesmente demais edifícios e locais bombardeados para que a gente se preocupe em evitar determinada rua. [&#8230;] Assim, uma população já sitiada, sem para onde correr, bombardeada e fuzilada ao tentar fugir para canto nenhum, já privada de medicamentos e cuidados médicos, está agora em um novo nível de fome e de privação de água (que 70% das pessoas não têm), e continua a ser psicologicamente aterrorizada pela atividade e bombardeios aéreos. Onde passear? Em qualquer canto, não faz mesmo diferença.</div>
<p>Fida Qishta, que bloga no <em>Sunshine</em>, é jornalista freelance, cineasta e ativista morando em Rafah, ao sul da <a href="http://sunshine208.blogspot.com/2009/01/pity-for-tiger-is-injustice-to-sheep_07.html">Faixa de Gaza</a>:</p>
<blockquote><p>Humanitarian aid is still a big problem, including the lack of medicine and food. The Israeli government said that they opened the border crossings to let Palestinians travel to Egypt for medical treatment and for humanitarian aid to enter the Gaza Strip. It’s like the wolf killing the sheep and then selling its leather. Why did they shoot them if they want them to be in good health? Why didn’t they stop the air strikes before they killed and injured all these civilians? They tell the world that the food trucks enter the Gaza Strip. Do you know how many trucks? Do you know that the Gaza Strip is cut into two parts now by the Israeli army? That means that if the humanitarian aid gets through into Rafah, it will never reach Gaza City, because they cut the main road into two parts. It reminds me of the <a href="http://www.usatoday.com/news/world/2005-08-24-palestinian-checkpoint_x.htm">Abu Holy checkpoint</a> which used to divide the Gaza Strip in two. My friends and I used to wait to go to our university for hours and hours. And at the end of the day we went back home, without attending any classes. Our only class was on how to wait. My mother is sitting in the door of our house counting the drones and the F16s. I think that if I asked her to count the air strikes she would do it.</p></blockquote>
<div class="translation">A ajuda humanitária é ainda um grande problema, incluindo a falta de remédios e alimentos. O governo israelense disse que abriu as fronteiras para permitir que palestinos viajem ao Egito para tratamento médico e para a ajuda humanitária entrar na Faixa de Gaza. É como o lobo matando a ovelha e depois vendendo o couro. Por que atirar neles se eles querem que tenham boa saúde? Por que não pararam os ataques aéreos antes de matarem e ferirem todos estes civis? Eles dizem ao mundo que caminhões de alimentos entram na Faixa de Gaza. Você sabe quantos caminhões? Você sabia que a Faixa de Gaza está agora dividida em duas partes pelo exército israelense? Isso significa que o que se obtém através da ajuda humanitária em Rafah, nunca chegará à Cidade de Gaza, porque eles dividiram a estrada principal em duas partes. Isso me lembra do <a href="http://www.usatoday.com/news/world/2005-08-24-palestinian-checkpoint_x.htm">posto de fronteira Abu Houly</a> [en] utilizado para dividir a Faixa de Gaza em duas. Meus amigos e eu costumávamos esperar por horas e horas para ir a nossa universidade. E no final do dia voltávamos para casa, sem assistir a nenhuma aula. Nossa lição era sobre como esperar. Minha mãe está sentada na porta de nossa casa contando as aeronaves não-tripuladas e os F16. Acho que se pedisse a ela para contar os ataques aéreos, ela o faria.</div>
<p>Nader Houella, que gerencia o blogue coletivo <em>Moments of Gaza </em>[Momentos de Gaza], escreve um artigo explicando o que as pessoas interessadas em ajudar <a href="http://gaza08.blogspot.com/2009/01/ways-of-support.html">podem fazer</a>.</p>
</div>
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		<title>Japão, Brasil: Centenário da Imigração Japonesa</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/12/21/japao-brazil-centenario-da-imigracao-japonesa/</link>
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		<pubDate>Sun, 21 Dec 2008 18:21:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em junho de 1908, o navio japonês Kasato Maru atracou no Porto de Santos, em São Paulo, após 52 dias de viagem, trazendo as primeiras famílias japonesas ao Brasil. Cem anos depois, e após um difícil processo de adaptação, japoneses e nipo-brasileiros refletem nessa mistura cultural que atravessa oceanos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/scilla-alecci/">Scilla Alecci</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/12/20/japan-brazil-a-centenary-of-japanese-immigration-to-brazil/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>Em junho de 1908, o navio japonês <a href="http://ja.wikipedia.org/wiki/%E7%AC%A0%E6%88%B8%E4%B8%B8100">Kasato Maru</a> (笠戸丸 ) [jp] atracou no Porto de Santos, em São Paulo, após 52 dias de viagem, trazendo as primeiras famílias japonesas ao Brasil. A jornada tinha começado em 28 de abril do mesmo ano, quando 781 fazendeiros japoneses deixaram o Porto de Kobe após decidirem se mudar para o outro lado do oceano em busca de melhores condições de vida.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-54245" title="kasato-maru" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/kasato-maru.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><small>Kasato Maru no Porto de Santos, foto da coleção de Laire José Giraud.<br />
</small></p>
<p>Desde aquele dia, a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imigra%C3%A7%C3%A3o_japonesa_no_Brasil">comunidade japonesa no Brasil</a> só cresceu, ano após ano, especialmente durante os anos de guerra. No entanto, o processo de integração dos imigrantes japoneses à cultura brasileira não foi apenas longo e difícil, as relações dentro da própria comunidade japonesa eram também muito complicadas, devido às formas diferentes como a distância da terra natal, a capacidade e vontade de se adaptar ao novo país afetaram cada indivíduo.</p>
<p>Parupalo Oyaji (パルパロおやじ) do blogue <a href="http://ameblo.jp/titoparupalo/day-20070816.html">Paruparo Weblog</a> [ja] analisa alguns dos eventos históricos que descrevem bem a complexidade da situação dos imigrantes japoneses durante a guerra.</p>
<blockquote><p>１９４１年に開戦した日米間の戦争、太平洋戦争ではブラジルに移民した日本人たちにとっても深刻な問題を引き起こしまし た。ブラジルが連合国側についたため、現地にいた日本人は敵性外国人になってしまったのです。ただ、不幸中の幸いは、米国やペルー在住の日本人たちのよう に強制収容所には収監されずに済んだことです。それでも、敵性外国語である日本語の使用は禁止され、日本語で書かれた新聞・雑誌の配布が禁止されました。</p></blockquote>
<div class="translation">Em 1941, quando a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_do_pac%C3%ADfico">Guerra do Pacífico</a> (Conflito Japão-EUA) tinha acabado de ser desencadeada, um problema sério surgiu para os imigrantes japoneses no Brasil. Como o Brasil ficou do lado dos Aliados, os japoneses vivendo no país começaram a ser vistos como inimigos. Bem-aventurados em seu infortúnio, eles pelo menos não acabaram nos <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Japanese_American_internment">campos de concentração</a> [en] como seus compatriotas presos nos Estados Unidos ou Peru. O idioma, no entanto, foi banido e a publicação e distribuição de jornais e revistas em japonês foram proibidas. […]</div>
<p>Em 1945, o Japão se rendeu aos Estados Unidos e a Segunda Guerra Mundial chegou ao fim. Mas para 80% da comunidade japonesa no Brasil, o Japão tinha ganhado a guerra. Parupalo Oyaji continua explicando esse lado sombrio da história:</p>
<blockquote><p>戦争の結果について、日系人社会が二分されてしまったのです。一つは「敵国からの情報を信じてどうする？日本が負けるわけ はない」という「勝ち組」。他方は、冷静に事実を受け止めて日本の敗戦を認識していた（ポルトガル語がわかる人たちで日本が不利な状況であるという途中経 過についても認識していた）という「負け組」でした。<br />
「勝ち組」のなかでも特に過激だったのが「臣道聯盟」という国粋主義的団体で、ついには「負け組」のメンバーを「国賊」として処罰するという武力行使に及 んだのでした。この抗争は次第に激化し、翌年ブラジル軍事警察によって「臣道聯盟」が壊滅されるまで、２３名もの死者を出してしまったのです。外国の地 で、本来は助け合わなければならない日本人同士が「殺し合い」をするという大変悲しい事件が起きてしまいました。</p></blockquote>
<div class="translation">Como resultado da guerra, a comunidade japonesa se dividiu em <a href="http://209.85.129.132/search?q=cache:yiO9Wyic5xkJ:www.dialogos.uem.br/include/getdoc.php%3Fid%3D154%26article%3D51%26mode%3Dpdf+1941+japanese+in+brazil+shindo+renmei&amp;hl=ja&amp;ct=clnk&amp;cd=9">dois grupos</a><em> </em>[en, pdf file]<em>. </em>A facção dos<em> <a href="http://ja.wikipedia.org/wiki/%E5%8B%9D%E3%81%A1%E7%B5%84">kachigumi </a></em><a href="http://ja.wikipedia.org/wiki/%E5%8B%9D%E3%81%A1%E7%B5%84">(vitoristas)</a> <em>[jp] </em>que pensava “como se pode acreditar nas notícias que recebidas dos inimigos? O Japão não pode ser derrotado” e, do outro lado, a facção <em>makegumi </em>(derrotistas) dos que aceitaram a derrota do Japão e entendiam que a situação tinha começado com a Guerra Fria (muitos deles na verdade entendiam português e podiam também compreender o processo que colocou um fim à guerra).<br />
Dentre o grupo dos <em>vitoristas</em>, havia uma facção particularmente extremista e nacionalista chamada de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Shindo_Renmei">Shindô Renmei</a> [literalmente “Liga do Caminho dos Súditos”] que considerava os membros do grupo <em>derrotista</em> traidores, e começou uma ação militar para eliminá-los. No ano seguinte, com a intensificação do conflito entre os grupos, a Liga do Caminho dos Súditos foi reprimida por intervenção militar brasileira. Vinte e três pessoas morreram. Coisa muito triste: em uma terra estrangeira, onde os compatriotas japoneses deveriam cuidar uns dos outros, eles estavam se matando.</div>
<blockquote><p>これだけの騒動を起こしてしまったのですから、当然のこと「日本人移民の受け入れ」は禁止されましたが、１９５２年から再び解禁となり、その後も１９７０年頃まで移民が続けられました。<br />
日本から移民した総数は２５万人、今でも６万人を少し下回る数の一世（日本人）がブラジルに暮らしています。<br />
また、ブラジルのいわゆる日系人と言われる人たちは、２世から５世まで含めて１５０万人という海外日系社会最大規模を誇っています。</p></blockquote>
<div class="translation">Por causa desses acontecimentos, a admissão de imigrantes japoneses foi interrompida; ela recomeçou em 1952 e continuou até os anos 70.<br />
No total, o número de imigrantes japoneses no Brasil chega a 250 mil e mesmo agora há cerca de 60 mil japoneses da primeira geração ainda morando no Brasil.<br />
Mas se você levar em consideração os Nipo Brasileiros, da segunda à quinta geração, são 1,5 milhão de pessoas que orgulhosamente formam a maior comunidade japonesa do mundo.</div>
<p><strong>Ano do Intercâmbio Brasil-Japão</strong></p>
<p>Como acordado <a href="http://www.jbic.go.jp/en/report/jbic-today/2008/01/02/index.html">em 2004</a> pelo ex-primeiro ministro japonês Junichiro Koizumi e presidente brasileiro Lula da Silva, 2008 foi escolhido o Ano do Intercâmbio Brasil-Japão e <em></em>durante esse perído vários eventos culturais foram promovidos para celebrar o centenário da imigração japonesa no Brasil.</p>
<p>Takanori Kurokawa, blogueiro japonês morando no Recife para estudar português, <a href="http://recife-brasil.blogspot.com/2008/12/feira-japonesa.html">descreve um festival japonês</a> organizado em comemoração ao Centenário da Imigração Japonesa no Brasil.</p>
<blockquote><p>11月最後の日曜日でした。<br />
毎年この日にはレシーフェのフェイラ・ジャポネーザ（日本語では日本市になります）というが開催されるのですが、今年も盛大に開かれました。<br />
今年は日系移民100周年ということでレシーフェの日本人会や日本人、日系人が関わる団体、会社など力を入れていたようです。<br />
レシーフェに住む日系人の数はサンパウロ、パラナーに比べれば圧倒的に少ないので、このお祭りもたいしたことないんじゃないかと思っていたんですが、これが結構すごかったんですよ！<img class="aligncenter size-medium wp-image-54247" title="japanese market" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/c3a6e28094c2a5c3a6oec2acac2b8e2809aaefbfbdc2aeec2b3c2a5ac2b1e280a6.jpg" alt="" width="512" height="384" /></p></blockquote>
<div class="translation">No último domingo de novembro, como acontece todos os anos nesse dia, aconteceu a <em>Feira Japonesa in Recife</em>, mas esse ano foi mesmo em grande estilo.<br />
Como nesse ano estamos celebrando o centenário da imigração japonesa no Brasil, muitas organizações japonesas, grupos e empresas nipo-brasileiros deram suas contribuições.<br />
A quantidade de nipo-brasileiros morando no Recife, em comparação com São Paulo ou Paraná, é muito pequena, então achei que esse festival não seria tão especial, mas tive que mudar de idéia, foi bem impressionante!</div>
<blockquote><p>会場となった旧市街地の一角は所狭しと屋台が並び、入り口には大きな鳥居が。<br />
日本文化を紹介するコーナー、食べ物のコーナー、手芸品やお土産のコーナーの3つに分かれていました。<br />
[…]あとすごかったのはアニメのコーナーです。日本のサブカルチャーとして大人気のアニメですが、当日はマンガを売る屋台や、コスプレグッズの屋台、ゲームの屋台もありました。<br />
僕の知っているマンガのコスプレ、知らないマンガのコスプレをしたブラジル人でいっぱいでした。</p></blockquote>
<div class="translation">No centro antigo da cidade, onde o festival aconteceu, estandes foram alinhados um atrás do outro, e um <em>torii </em>[portal na entrada do tempo xintoísta] foi colocado na entrada principal… depois três esquinas: a esquina da cultura japonesa, a da comida e a do artesanato. […] A esquina do <em>anime</em> estava também bem bacana. <em>Anime</em> parece ser um produto muito popular da sub-cultura japonesa e naquele dia tinha barracas vendendo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mang%C3%A1s">mangá</a> ou <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cosplay">cosplay</a> [literalmente &#8220;fantasia”] ou jogos e tinha um monte de brasileiros vestidos em fantasias inspiradas por mangás, alguns que eu conhecia, outros não.</div>
<p><strong>Imigração Brasileira no Japão<br />
</strong></p>
<p>Enquanto nas primeiras décadas do século XX muitos japoneses imigraram para o Brasil em busca de trabalho, a <a href="http://www.un.org/esa/population/meetings/IttMigLAC/P11_Higuchi.pdf">tendência migratória</a> [en, pdf] mudou nos anos 90 e muitos nipo-brasileiros imigraram do Brasil para o Japão, vindo a formar a categoria chamada de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dekasseguis_brasileiros">dekassegui</a> (出稼ぎ, literalmente “trabalhando distante de casa”). No final dos anos 80, quando o Japão já tinha se tornado um dos países mais ricos do mundo, o ministro do trabalho japonês começou a facilitar a entrada de trabalhadores descendentes de japoneses, garantindo a eles vistos de trabalho para suprir a falta de trabalhadores para as chamadas profissões “<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dirty,_Dangerous_and_Demeaning">sujas, perigosas e degradantes</a>” [en].</p>
<p>Hoje em dia, existem 300 mil nipo-brasileiros (日系人, Nikkei-jin) morando no Japão e a maioria deles trabalha na <a href="http://www.nytimes.com/2008/11/02/world/asia/02japan.html?partner=rssnyt">indústria automobilística</a> [en] normalmente como empregados temporários e sob condições insalubres.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/OqdMsptga1E&amp;hl=it&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/OqdMsptga1E&amp;hl=it&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<small> Trailer do documentário <a href="http://umsenhordobrasil.sblo.jp/article/23046447.html">Brazil Kara Kita Ojiichan </a> (ブラジルから来たおじいちゃん, “Um Senhor do Brasil: visitando brasileiros no Japão”), sobre Ken’ichi Konno (紺野堅一), um japonês de 92 anos que imigrou ao Brasil 73 anos atrás.</small></p>
<p>No blogue <a href="http://blog.canpan.info/nikkei/category_3/">Raten Nikkei Ryugakusei</a> (ラテン日系留学生), que junta vozes de nipo-americanos, Patricia Yano (矢野パトリシア) escreve suas reflexões quanto à identidade nipo-brasileira que carrega.</p>
<blockquote><p>私は日系2世です。小さい頃から日系人社会とブラジル人社会の両方を経験しています。日本人の祖父母からいろいろ学んで、日系人であることを誇りに思っています。</p></blockquote>
<div class="translation">Eu sou <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nissei">nissei</a> [segunda geração] e desde criança convivo tanto com a cultura japonesa quando a brasileira. Aprendi muito com meus avós japoneses, e tenho orgulho de ser nipo-brasileira.</div>
<blockquote><p>[…]ブラジルでは日系人コミュニティは2%を超えませんが、日系人コミュニティをポジティブな少数派として認められてい る。しかし、日本にいるブラ ジル人は、ネガティブな少数派の特集を抱えている。この両面的な特徴を抱えている日系ブラジル人のアイデンティティはどうなるであろう。<br />
自分自身は、日本とブラジルの文化を自分のアイデンティティに統合しました。しかし、両アイデンティティを統合するプロセスは簡単なものではありませ ん。ブラジルにいると「日本人」と呼ばれます。日本に来ると「ガイジン」と呼ばれます。つまり、ポジティブな少数派からネガティブな少数派に変わります。<br />
留学生として来日する日系ブラジル人は、もしかしたら、このアイデンティティの変化を特に感じないかも知れません。しかし、デカセギとして来日する日系 ブラジル人はもっと感じる傾向があります。[…]</p></blockquote>
<div class="translation">No Brasil, a comunidade nipo-brasileira representa apenas 2% [de toda a população] mas é reconhecida como minoria de uma forma positiva. Por outro lado, não é o mesmo para os brasileiros morando no Japão. Me pergunto por que a identidade nipo-brasileira tem duas caras…<br />
Pessoalmente, minha identidade consiste de ambas as culturas, japonesa e brasileira. No entanto, o processo que me trouxe a pensar dessa forma não foi fácil. Quando estou no Brasil, sou chamada de “Japonesa” e quando estou no Japão sou chamada de “gaijin” [forasteira]. Em outras palavras, a forma como me consideram um indivíduo pertencente a uma minoria muda de positiva para negativa.<br />
Os nipo-brasileiros que vêm ao Japão estudar talvez não se sintam dessa forma, mas os <em>dekasegis</em>, gente que vem para trabalhar, se sentem. […]</div>
<blockquote><p>ブラジルに移住した日本人は、ブラジルで努力をして、ブラジルの社会でポジティブなイメージを形成しました。それで、日本 に住んでいる日系ブラジル人は、どのように日本でポジティブなイメージを形成できるであろう。それで私は感じました。日系人は様々なアイデンティティを 持っており、多様性のあるグループだと思います。 […]<br />
日本人移民の百周年記念の今年に、教育を通じて、様々なことを学ぶべきだと思います。例えば、日本人の子どもに移住の歴史を教えることは重要です。[…]</p></blockquote>
<div class="translation">No Brasil, os japoneses, através de seu esforço, conseguiram criar uma imagem positiva deles dentro da sociedade brasileira. Como os brasileiros no Japão poderiam fazer o mesmo aqui?<br />
Foi isso que pensei. Os Nipo-Brasileiros têm várias identidades e representam inúmeros grupos. Nesse ano, que é o centenário da imigração japonesa no Brasil, a gente deveria focalisar na educação e aproveitar a oportunidade para aprender. Para começar, em minha opinião, é muito importante que os filhos daqueles imigrantes japoneses conheçam essa história.</div>
<p>No mesmo blogue, Neide Ayumi Kuzuo (葛尾　あゆみ　ネイデ), apresenta o último livro que ilustrou, chamado “Me, EU” (ぼく・ＥＵ), cujo protagonista é um garoto <em>sansei</em> [terceira geração] que se interroga sobre sua identidade, onde ela descreve suas memórias como filha de imigrantes japoneses.</p>
<blockquote><p>三年間愛知県でブラジル人語学相談員をした時に、主に小学校と中学校合わせて４０校以上を訪問しました。入学式から卒業式まで参加しました。</p></blockquote>
<div class="translation">Eu trabalho como conselheira de idioma brasileiro há 3 anos na Prefeitura de Aichi e em meu trabalho já visitei mais de 40 escolas primárias e secundárias. Participo de cerimônias de entrada e graduação.</div>
<p>[…]</p>
<blockquote><p>外国籍の子どもたちの相談に接していると、私自身の、子どものころの出来事が思い出されます。父が、「ブラジル人はすぐ嘘 をつく。理由なしに仕事を休んで は、次の日にわかりきった嘘をつく。借金が多くあっても平気だ。一年かけてためたお金をカーニバルの一週間で全部使ってしまう。借金までして遊びに行くな んて、信じられん。」とか、「手が早いのには参ったよ。置いてある物は全てもらっていいものだとおもっている。懸命に植えたものを平気で盗んでいく。文句 を言いに行ったら、『食べ物や果物は全て神の物であり、神の物は誰の物でもない、皆の物である』という。神だと、何を言っているのだ。俺が植えたんだ！｣ とカッカして帰ってきたのを今でも忘れられません。</p></blockquote>
<div class="translation">Falar com essas crianças me lembra de quando eu tinha a idade delas. Meu pai costumava reclamar e dizer: “Os brasileiros mentem facilmente. Eles faltam um dia de trabalho sem motivo nenhum e no dia seguinte dão desculpas que são obviamente mentiras. Eles não se importam se ficam endividados na semana de carnaval e acabam gastando o dinheiro ganho no ano inteiro. Se divertir a ponto de acumular dívidas. Não dá para acreditar”.<br />
Ainda hoje me lembro quando ele voltou para casa um dia, incendiado de raiva, e disse: “Não sabia que eles tinham dedos tão leves. Basta colocar algo em algum lugar e eles acham que é deles. Roubam sem problema algum o que você plantou com o maior esforço e se você reclamar, dizem &#8220;Comida e frutas pertencem a Deus, as coisas de Deus não pertencem a ninguém mas a todos&#8221;. Deus?! Que diabos você está falando? Eu plantei aquelas coisas!”</div>
<blockquote><p>このように、父がブラジルのことを悪く言うたびに、心の中で、その都度、<br />
「ではなぜブラジルにいるの？何でブラジルに来たのよ?」<br />
「私も日本人の顔や形をしているのだから、日本で生まれたかったよ。日本の小学校に通いたかったよ」<br />
「『目を開けろよ、日本人！』なんて目の形のことで知らない人から歩道でからかわれたりしないですむのに・・・」<br />
とずっと思っていましたが、一度もこの気持ちを打ち明けたことがありません。</p></blockquote>
<div class="translation">Daí, toda vez que meu pai falava mal do Brasil, dentro de mim eu me perguntava &#8220;Por que você está no Brasil então? Por que veio” e pensava, “Eu mesma tenho uma aparência japonesa e preferiria ter nascido no Japão. Queria frequentar uma escola japonesa!”, ou “[Se eu tivesse morando no Japão] eu poderia andar nas ruas sem ser provocada por causa do formato de meus olhos por alguém completamente estranho dizendo “Abra os olhos, japa!”…. Mas nunca extravasei esses sentimentos.</div>
<blockquote><p>又、学校でも「アクセントがおかしいよ。こう言うのよ。直しましょうね。と先生にいつも注意されるのいやだよ」「音読が一番きらいだよ」「学校で、年に一 回の祭り、参加したいよ」とも一度も訴えたことはありませんでした。[…]<br />
もう一方では、ブラジルの文化や習慣などに触れることも多くありました。特に家族愛というような、愛情の表現のしかたが一番好きでした。それに、全てに臨機応変で、心で動き、感情豊かで、陽気さの中で育ちました。</p></blockquote>
<div class="translation">E na escola quando eles [repetiam] “Seu sotaque é estranho. É assim que se pronuncia. Vamos corrigir.” Eu nunca reclamei com meus pais dizendo “Odeio tomar carão do professor todas as vezes”, “Odeio ler em voz alta”, “Também quero participar do festival anual da escola!”.<br />
[…] Por outro lado, eu tive a oportunidade de conhecer a cultura e os costumes brasileiros. E o que eu mais gostei é a forma como eles expressam carinho, especialmente em suas famílias. Além disso, o ambiente onde cresci era alegre, cheio de emoções e era considerado normal demonstrar espontaneidade em todas as ocasiões.</div>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-54249" title="japoneses_no_brasil" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/japoneses_no_brasil.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><small>Família de imigrantes japoneses no Brasil, imagem da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/File:Japoneses_no_brasil.jpg">Wikipédia</a>.</small></p>
<div class="contributors">Em colaboração com <a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>.</div>
</div>
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		<title>Blogueira Egípcia Nora Younis Recebe o Prêmio Human Rights First.</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Oct 2008 21:16:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A blogueira e ativista de direitos humanos egípcia Nora Younis foi agraciada ontem, dia 23, com o Prêmio Anual de Direitos Humanos. O blogueiro Fustat nos conta um pouco mais sobre a premiação, neste artigo de Marwa Rakha.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/marwa-rakha/">Marwa Rakha</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/10/23/egyptian-female-blogger-nora-younis-receives-human-rights-first-award/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://farm3.static.flickr.com/2224/2087972508_25c820e612.jpg" alt="Nora Younis, por 3arabwy" /><em><a href="http://www.flickr.com/photos/elhamalawy/2087972508/">Nora Younys</a>, por <a href="http://www.flickr.com/photos/elhamalawy/">3arabwy</a> no Flickr. Foto usada sob <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.0/deed.en">licença Creative Commons</a><br />
</em></p>
<p>A blogueira e ativista de direitos humanos egípcia <a href="http://norayounis.com/">Nora Younis</a> [Ar] foi agraciada ontem, dia 23, com o <a href="http://www.humanrightsfirst.org/media/hrd/2008/advisory/350/index.htm">Prêmio Anual de Direitos Humanos</a> [En].</p>
<blockquote><p>Human Rights First hosted its annual dinner and 30th anniversary celebration honoring those at the forefront of the struggle to defend human rights, featuring actress Sigourney Weaver, who will serve as the master of ceremonies, Caroline Kennedy, who will accept an award on behalf of her uncle, Senator Ted Kennedy, and singer Mary Chapin Carpenter, who will perform.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;O Human Rights First [Direitos Humanos Primeiro, em inglês] realizou seu jantar anual e celebração de seu 30º aniversário honrando aqueles que estão na vanguarda na luta pela defesa dos direitos humanos, como a atriz Sigourney Weaver, que irá ser a mestra de cerimônias, Caroline Kennedy, que irá receber um prêmio no lugar de seu tio, Senador Ted Kennedy, e a cantora Mary Chapin Carpenter, que irá cantar.&#8221;</div>
<p><em>Fustat</em> <a href="http://fustat.blogspot.com/2008/10/nora-younis-recives-human-rights-first.html">relata</a> [En]:</p>
<blockquote><p>She shares the prize with Oleg Kozlovsky, a young democracy activist in Russia - a country that slides further from the straight path of democracy for each day it seems. Senator Ted Kennedy is also awarded for his long and distinguished career as a human rights defender.</p>
<p>Human Rights First have been very supportive of human rights in Egypt, during the last years and Campaigned for Saad Eddin Ibrahim, who won the same award in 2002, Alaa and Kareem among others, and I would like to extend my greetings and humble thanks for your support on this happy occasion.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Ela divide o prêmio com Oleg Kozlovsky, um jovem ativista da democracia na Rússia - um país que escorrega para mais longe do estreito caminho da democracia a cada dia, pelo que parece. Senador Ted Kennedy também será premiado por sua longa e distinta carreira como um defensor dos direitos humanos.<br />
O Human Rights First deu muito apoio aos [defensores dos] direitos humanos no Egito durante os últimos anos, e fez campanha por Saad Eddin Ibrahim, que ganhou o mesmo prêmio em 2002, Alaa e Kareem, entre outros, e eu gostaria de extender minhas saudações e humildes agradecimentos pelo seu apoio nesta feliz ocasião.&#8221;</div>
<p><em>Fustat</em> orgulhosamente partilha a descrição dada pela <em>Humans Right First</em> para a blogueira, dizendo:</p>
<blockquote><p>This is how they describe Nora:</p>
<p>… When Egyptian soldiers used water cannons and nightsticks to brutally evict Sudanese refugees from a public square in Cairo, Nora Younis was there, taking notes and shooting photos. Her blog of the incident drew international attention to the Egyptian government&#39;s abuses against these vulnerable refugees. Nora continues to raise awareness about rampant human rights abuses in Egypt through her compelling blog posts.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;É assim que eles descrevem Nora:</p>
<p>&#8230; Quando soldados egípcios usavam canhões de água e cassetetes para brutalmente expulsar refugiados sudaneses de uma praça pública no Cairo, Nora Younis estava lá, fazendo anotações e tirando fotos. Sua blogada sobre o incidente chamou a atenção internacional para os abusos do governo egípcio contra estes vulneráveis refugiados. Nora continua a chamar a atenção sobre rampantes abusos dos direitos humanos no Egito através de seus cativantes posts em seu blogue.&#8221;</p>
</div>
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		<title>Angola: Sobre a alegria e tristeza de ser um retornado</title>
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		<pubDate>Sun, 19 Oct 2008 09:52:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claraonofre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Angola]]></category>
		<category><![CDATA[Diáspora]]></category>
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		<description><![CDATA[Angola, 1975. O país tinha acabado de conquistar sua independência e ex-colonizadores portugueses, assim como suas famílias e muitos cidadãos angolanos, tiveram que fugir deixando toda uma vida para trás. 30 anos depois, eles blogam suas vidas como retornados e sobre as alegrias e tristezas causadas por essa mudança de destino. Veja um vídeo da dramática emigração em massa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/clara-onofre/">Clara Onofre</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/claraonofre/'>claraonofre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/10/19/angola-on-the-sadness-and-happiness-of-being-a-returnee/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img class="aligncenter size-full wp-image-51589" title="retornados2" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/retornados2.jpg" alt="" /></p>
<p>Antes de Angola alcançar a independência em 1975, os antigos colonizadores portugueses viram-se obrigados a embarcar para Portugal. Mas não foram os únicos. Angolanos descendentes de portugueses ou não, deixaram também eles toda uma vida para trás. Abandonaram casas recheadas, carros, empregos e a grande maioria viajou com a roupa que traziam no corpo. Não tiveram tempo para despedidas, cartas de demissão ou meios de assegurar a posse das casas que deixavam escancaradas. Muitos anos depois, os donos das casas regressaram ao país a fim de recuperarem o que lhes pertencia. Nada conseguiram. As casas foram ocupadas maioritariamente por gente vinda do mato ou entregues a outras pessoas pelo Estado angolano, que declarou abandono por parte dos antigos ocupantes.</p>
<p>Chegaram a Portugal desesperançados, de olhar perdido, trazendo pelas mãos os filhos, a certeza de um presente instável e de um futuro cinzento. Em Portugal levaram a alcunha de retornados. Termo pejorativo que se foi esbatendo com o tempo, mas que ainda marca a alma daqueles que fugiram da própria terra.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-51590" title="retornados3" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/retornados3.jpg" alt="" /></p>
<p>O autor do blog <a href="http://macua.blogs.com/25_de_abril_o_antes_e_o_a/2004/04/repatriados_a_g.html">25 de Abril - O Antes e o Agora</a> reproduz a história de um homem que largou tudo para fugir de Angola:</p>
<blockquote><p>“Entre essa massa anónima de pessoas de destino incerto encontrava-se Ribeiro Cristovão, a sua mulher e os três filhos menores. “Mantive-me em Angola quase até à independência. Acreditava que apesar das alterações radicais haveria lugar para todos. Enganei-me.” No final de 1975 abandona o seu emprego na cervejaria Cuca e a sua casa em Nova Lisboa. O homem do desporto da Rádio Renascença confessa que os primeiros três meses passados em Lisboa foram os mais difíceis da sua vida. E sem o abrigo na casa da irmã em Alcochete, a sua história estaria hoje pintada em tons ainda mais negros. “Recordo-me de calcorrear a cidade à procura de emprego, sem sorte nenhuma. Estava mesmo desesperado. No primeiro Natal na capital, Ribeiro Cristovão afundou-se numa tristeza profunda. Ali estava ele rodeado com a sua família mas com a árvore despida de presentes. O rótulo de retornado teimava em fechar-lhe as portas”.</p></blockquote>
<p>JPF do blog <a href="http://fadofalado.blogspot.com/2005/10/propsito-de-um-post-que-caiu-mal-por.html">Fado Falado</a> tem outra impressão acerca desta realidade:</p>
<blockquote><p>”Tenho contudo a ideia – e a convicção – de que por cá, os retornados foram na generalidade bem acolhidos. Pelo Estado e pelas pessoas em geral. Aliás a maioria e a sua descendência está por aí em situação identica à dos casos dos que já cá estavam e nas respectivas descendencias. Dir-me-ão que conhecem um caso X e outro Y diferentes. Provavelmente, há casos desses. Como os há de retornados que, não necessitando de nada, se fizeram e beneficiaram de toda a prebenda”.</p></blockquote>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-51591" title="retornados5" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/retornados5.jpg" alt="" /></p>
<p>O autor do blog <a href="http://www.cubata-angola.com/2008_08_01_archive.html">Cubatangola</a> conta-nos um episódio curioso:</p>
<blockquote><p>“Ontem tive a certeza que uma grande maioria dos antigos habitantes de Agola, não enjeita serem chamados de “retornados”. Tenho um familiar que devido a graves problemas de saúde, ACV já por mais de quatro anos se encontra internado num lar para idosos. Recentemente conseguimos arranjar um novo lar com umas condições bastante melhores e uma assistência mais completa, para o mudamos ontem. Quando umas das empregadas soube que este novo utente tinha vivido bastantes anos em Angola e tinha regressado na leva de 75, chegou-se a ela e disse simplesmente, EU TAMBÉM SOU RETORNADA! Uma frase simples, mas tão cheia de significado que foi suficiente para acalmar esta pessoa idosa, arrancando-lhe um sorriso, aqueles sorrisos de cumplicidade que trocamos com as pessoas que já conhecemos há muitos anos. Sim, mais do que nunca continuo a acreditar que esta palavra “RETORNADOS”, identifica um povo, povo esse que não se deve envergonhar de assim ser chamado, mesmo que alguns o achem pejorativo”.</p></blockquote>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-51592" title="retornados7" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/retornados7.jpg" alt="" /></p>
<p>A verdade é que nem o Estado português ou os próprios portugueses facilitaram a vida aos que chegaram ao país. <a href="http://fadofalado.blogspot.com/2005/10/propsito-de-um-post-que-caiu-mal-por.html">JPF</a> confirma este facto:</p>
<blockquote><p>“Tenho família que fugiu de Angola em 75. Foi terrível para muita gente, para muitas famílias. Pelo que apreendi na altura e sei hoje, o Estado português, na época, não lhes prestou lá o apoio que deveria. Abandonou-os, mesmo. Mas isso é uma questão que têm de colocar aos responsavéis políticos de então. Basicamente, militares barbudos, alguns comunistas, muitos revolucionários e oficiais-generais, como Rosa Coutinho, Vasco Gonçalves e Costa Gomes. E outros de quem não conhecemos os nomes”.</p></blockquote>
<p>É certo que a  grande maioria partiu para a antiga metrópole, mas alguns decidiram ficar. Afinal de contas, tratava-se da terra onde constituíram família. Onde o sonho andava de mãos dadas com um futuro promissor. <a href="http://fadofalado.blogspot.com/2005/10/propsito-de-um-post-que-caiu-mal-por.html">JPF</a> conta no seu blog huma história de coragem e amor pela pátria:</p>
<blockquote><p>“Há uns anos, li na revista Pública, uma excelente reportagem com &#8220;o mais velho português de Angola&#8221;. Era um tipo com quase 90 anos. Tinha nascido lá, por volta de 1910. O seu avô tinha ido para Angola na primeira metade do século XIX.<br />
O homem relatava a história da sua vida. Em 74 ou 75, quando rebentaram a sério as hostilidades em Angola, desfez a casa, carregou carros e camionetas e rumou, da cidade onde vivia, a caminho de Luanda, para se pirar com a família. Chegado a meio do percurso, de muitas centenas de quilómetros e milhares de perigos, parou o carro e pensou: vou fugir para onde? Porquê? Esta é a minha terra! Esta é a terra que eu gosto!<br />
Voltou para trás com a família e ficou. Hoje terá perto de cem anos. Ou já morreu - na terra onde nasceu e que sempre amou. E onde foi enterrado pelos seus familiares.<br />
Não tenho dúvidas de que este velhote amava mesmo de Angola”.</p></blockquote>
<p>Para encerrar, Carlos Pereira do blog <a href="http://meusescapes.blogspot.com/2008/05/angola-minha-terra-momentos-de-grandes.html">meus escapes</a> publica um vídeo de Luena em 1975 mostrando o que ele chama de &#8220;Momentos de grandes dramas das vítimas de uma descolonização desastrosa&#8221;:</p>
<div><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="420" height="339" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.dailymotion.com/swf/k6agHCloYoja1tkvuO" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="420" height="339" src="http://www.dailymotion.com/swf/k6agHCloYoja1tkvuO" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<strong><a href="http://www.dailymotion.com/swf/k6agHCloYoja1tkvuO"></a></strong><br />
<em>As maravilhosas imagens que ilustram esse post são capturas de tela do video acima, by Dailymotion user <a href="http://www.dailymotion.com/kutemba">kutemba</a></em></div>
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		<title>Vídeo de refugiados colombianos atacando uma família no Chile causa preocupações.</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/14/video-de-refugiados-colombianos-atacando-uma-familia-no-chile-causa-preocupacoes/</link>
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		<pubDate>Thu, 14 Aug 2008 20:38:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um vídeo de celular onde um grupo de pessoas armadas com paus e pedras é visto atacando uma família, deixando a maioria das vítimas inconscientes, foi apontado como o registro do momento em que 10 refugiados colombianos atacaram uma família de residentes peruanos que voltava para casa após uma festa na cidade de Iquique, no Chile, em 3 de agosto de 2008. Esta evidência em vídeo foi usada pelo procurador distrital no processo e encarceramento de ao menos dois dos refugiados colombianos, que foram depois libertados.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juliana-rincon-parra/">Juliana Rincón-Parra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/08/14/video-of-colombian-refugees-attacking-a-family-in-chile-raises-concerns/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Um vídeo de celular onde um grupo de pessoas armadas com paus e pedras é visto atacando uma família, deixando a maioria das vítimas inconscientes, foi apontado como o registro do momento em que 10 refugiados colombianos atacaram uma família de residentes peruanos que voltava para casa após uma festa na cidade de Iquique, no Chile, em 3 de agosto de 2008. Esta evidência em vídeo foi usada pelo procurador distrital no processo e encarceramento de ao menos dois dos refugiados colombianos, que foram depois libertados.</p>
<p>De acordo com os testemunhos das vítimas, os refugiados colombianos pareciam acreditar que estes eram uma família de chilenos, e diziam que queriam matar ao menos um deles. Este ato violento envergonhou muitos colombianos, que se apressaram a pedir desculpas em nome de seus compatriotas na área de comentários do vídeo, mas comentários de ódio e discussões nos comentários também eclodiram por lá. No blogue <a href="http://ciberamerica.blogspot.com/2008/08/chile-los-ecos-de-la-agresin-fsica.html">CiberAmérica</a> [Es], o autor faz um questionamento sobre a soltura dos colombianos mesmo após a evidência em vídeo de sua culpa:</p>
<blockquote><p>&#8220;La justicia reacciona en forma desconcertante al considerar como riña un episodio que aparece como un ataque a una familia donde todos fueron lesionados.</p>
<p>¿Hubiera sido la misma reacción si las víctimas hubieran sido chilenas?&#8221;</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;A justiça reagiu de uma forma desconcertante ao considerar que o episódio, que aparenta ser um ataque a uma família onde todos saíram feridos, não passou de uma rixa pessoal.<br />
Será que esta reação teria sido a mesma caso as vítimas fossem chilenas?&#8221;</div>
<p>O vídeo pode ser assistido no <a href="http://es.youtube.com/watch?v=txH-2v3Su0A">YouTube</a>, assim como no <a href="http://www.vimeo.com/1474746">Vimeo</a>.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/txH-2v3Su0A&#038;color1=11645361&#038;color2=13619151&#038;hl=en&#038;fs=1"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/txH-2v3Su0A&#038;color1=11645361&#038;color2=13619151&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" wmode="transparent" width="425" height="344"></embed></object></p>
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		<item>
		<title>Geórgia, Rússia: Governos são incapazes de socorrer cidadãos</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/14/georgia-russia-governos-sao-incapazes-de-socorrer-cidadaos/</link>
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		<pubDate>Thu, 14 Aug 2008 12:37:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<description><![CDATA[O jornalista ucraniano Ihor Lutsenko - que bloga no LJ como igordaily - acabou de voltar de uma reportagem na Geórgia. Veja em seu blogue uma postagem sobre o empenho dos dois governos, da Geórgia e da Rússia, com os seus cidadãos que moram no local do conflito.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/neeka/">Veronica Khokhlova</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/08/13/georgia-russia-governments-unable-to-protect-civilians/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>O jornalista ucraniano  Ihor Lutsenko - que bloga no LJ como <em>igordaily</em> - acabou de voltar de uma reportagem na Geórgia. Veja abaixo uma <a href="http://igordaily.livejournal.com/621420.html">das últimas postagens em seu blogue</a> [ukr]:</p>
<blockquote><p>[…] Foi difícil voltar. Muitos de nossos repórteres estão presos lá, porque não há passagens de volta e eles não puderam escrever [as matérias] porque a estrada de Gori está bloqueada.</p>
<p>Em essência. Gostaria de falar sobre dois governos maravilhosos.</p>
<p>O georgiano, por alguma razão, não anunciou oficialmente de uma maneira que fosse fácil de entender que havia  necessidade de evacuar os residentes de Gori e dos vilarejos próximos. Ele não ajudou com uma evacuação de forma sistemática. &#8220;Patriotas&#8221; privados também não ajudaram, aqueles que [dirigiam descuidadamente] por Tbilisi com bandeiras [georgianas] em seus carros, mesmo que estivessem a apenas uma hora de viagem do local da crise. E hoje, em minha quase vila natal de Tkviavi, saqueadores mataram cinco pessoas, de acordo com um morador local [com quem falei pelo telefone].</p>
<p>O governo russo abandonou seus cidadãos na Geórgia. Eles estão ligando para a exbaixada [da Federação Russa] em Tbilisi, pedindo ajuda (uma vez que os vôos diretos foram cancelados) - mas eles escutam &#8220;o problema é seu, se mande da forma que quiser, nós mesmos estamos aqui [quase sendo bombardeados]&#8221;. De volta para casa, no entanto, a imprensa está escrevendo que eles estão todos algemados [e viraram reféns nas mãos  dos georgianos] - mesmo que nem um georgiano sequer tenha dito uma palavra que fosse para eles.</p>
<p>[Vladimir Putin e Mikheil Saakashvili], espero que um dia vocês paguem direitinho [por isso].</p></blockquote>
</div>
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		<item>
		<title>Palestina: Jornalista Mohammed Omer, premiado e espancado</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/07/08/palestina-jornalista-mohammed-omer-premiado-e-espancado/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/07/08/palestina-jornalista-mohammed-omer-premiado-e-espancado/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 08 Jul 2008 15:24:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Mohammed Omer é um jovem jornalista de 24 anos de Rafah, uma cidade na Faixa de Gaza. Recentemente ele ganhou o prestigiado prêmio Martha Gellhorn Award pelo jornalismo, mas na sua volta foi preso e espancado. Jillian York conta a história.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/jillian-york/">Jillian York</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/07/07/palestine-journalist-mohammed-omer-awarded-then-beaten/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><a href="http://rafahtoday.org/">Mohammed Omer</a> é um jovem jornalista de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Rafah">Rafah</a>, uma cidade na Faixa de Gaza. Há apenas algumas semanas, aos 24 anos, Omer ganhou o prestigiado prêmio <a href="http://www.marthagellhorn.com/">Martha Gellhorn Award</a> pelo jornalismo fora de série revelado em suas reportagens da Faixa de Gaza. Na sua volta, no entanto, Omer foi detido pela <a href="http://www.answers.com/Shin%20Beit">Shin Beit</a> (serviço de segurança israelita), e apenas reapareceu depois de horas, e em uma ambulância. Oficiais israelenses <a href="http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2008/jul/02/israelandthepalestinians.civilliberties">admitiram</a> terem detido Omer, mas declararam que ele foi preso por “contrabando” e que seus ferimentos foram consequências de uma “queda”. <a href="http://rafah.virtualactivism.net/news/todaymain.htm">Surgiram</a> fotografias de Omer em seu leito no hospital, e os blogueiros expressaram indignação e preocupação.</p>
<p><em>DesertPeace</em> está entre os primeiros a comentar, e ficou <a href="http://desertpeace.wordpress.com/2008/07/04/associated-press-covers-the-events-in-israel/">indignado</a> com a falta de cobertura por parte da imprensa:</p>
<blockquote><p>A week ago my dear friend and Brother, Mohammed Omer, was nearly beaten to DEATH and tortured by Israeli Security officers.</p>
<p>This week, two Palestinian children were killed in cold blood by Israeli forces. Eight others were wounded.</p>
<p>Did you read about any of the above in any reports issued by the Associated Press?</p>
<p>NO!</p></blockquote>
<p class="translation">Há uma semana meu querido amigo e Irmão, Mohammed Omer, foi espancado quase até a MORTE e torturado por oficiais de segurança israelitas. Essa semana, duas crianças palestinas foram mortas a sangue frio pelas forças israelias. Outros oito ficaram feridos. Você viu algo dos dois casos acima em alguma das muitas reportagens distribuídas pela Associated Press? NÃO!</p>
<p>O blogueiro também linca para um <a href="http://desertpeace.wordpress.com/2008/07/05/mohammed-omer-speaks-of-his-ordeal-live-on-radio/">podcast</a> no qual Omer é entrevistado.</p>
<p>Na seção de comentários, <em>David Baldinger </em><a href="http://davidbaldinger.blogspot.com/">responde</a>:</p>
<blockquote><p>Omer’s bravery is awesome. I could not have endured this treatment. Even though the abuse was bad enough, what is also sad is that this occurred after his days of happiness abroad. This is one of those stories we should not let die. There is no excuse or explanation that can justify what was done to Omer. Maybe some good will come from the bad. This illustrates that the Israeli government lies and can’t be expected to control its forces.</p></blockquote>
<p class="translation">A bravura de Omer é incrível. Eu não conseguiria segurar a barra desse tratamento. Mesmo. O abuso por sí só já seria suficiente, mas o pior é que aconteceu poucos dias depois da alegria no exterior. Esse é o tipo de notícia que não deveríamos deixar cair no esquecimento. Não há desculpas ou explicações que possam justificar o que fizeram com Omer. Talvez algo de bom saia desse fato ruim. Isso ilustra como o governo israelita mente e não se pode esperar que ele controle suas forças.</p>
<p>Por fim, <em>Munich - and a little bit of everything</em> deixou um comentário no podcast, dizendo:</p>
<blockquote><p>Someone who listened to it said that this it is the most moving thing he has heard in a long time. It is Mohammed Omer speaking from his hospital bed to Nora Barrows-Friedman on Flashpoints on Pacifica Radio. She was in Palestine recently.</p>
<p>Man&#39;s inhumanity to man. You can only weep.</p></blockquote>
<p class="translation">Alguém que o escutou disse que é a coisa mais tocante que ele ouviu nos últimos tempos. É  Mohammed Omer falando do seu leito no hospital a Nora Barrows-Friedman, do programa Flashpoints da Radio Pacifica. Ela estava recentemente na Palestina.<br />
Inumanidade do homem contra o homem.</p>
<p>Uma petição exigindo uma ação pode ser encontrada <a href="http://mediausa.net/wrmea/petition/">aqui</a>.</p>
<p>[Todos os links levam a sites em inglês]</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Líbano: A Visita Surpresa de Condoleezza Rice</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/06/19/libano-a-visita-surpresa-de-condoleezza-rice/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 Jun 2008 19:59:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra & Conflito]]></category>
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		<description><![CDATA[A Secretária de Estado Norte-Americana Condoleezza Rice fez uma visita não anunciada de cinco horas ao Líbano na segunda-feira, 16 de junho. Ela declarou o apoio de seu governo ao recém-eleito novo presidente do Líbano, assim como ao governo Libanês, aos oradores do parlamento e ao sistema democrático do país. A última visita de Rice ao Líbano se deu durante a devastadora guerra Israel-Líbano ocorrida em 2006, que deixou mais de 1.300 mortos, a maioria deles civis libaneses. Aqui estão algumas das respostas a esta visita encontradas na blogosfera.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/moussa-bachir/">Moussa Bashir</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/06/19/lebanon-rices-surprise-visit/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>A Secretária de Estado Norte-Americana <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Condoleezza_Rice">Condoleezza Rice</a> fez uma visita não anunciada de cinco horas ao Líbano na segunda-feira, 16 de junho. Ela declarou o apoio de seu governo ao recém-eleito <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Michel_Suleiman">novo presidente do Líbano</a>, assim como ao governo Libanês, aos oradores do parlamento e ao sistema democrático do país. A última visita de Rice ao Líbano se deu durante a devastadora <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Segunda_guerra_do_L%C3%ADbano">guerra Israel-Líbano ocorrida em 2006</a>, que deixou mais de 1.300 mortos, a maioria deles civis libaneses. Aqui estão algumas das respostas a esta visita encontradas na blogosfera:<br />
<a href="http://sursock.blogspot.com/2008/06/clashes.html"><br />
Sursock</a> [En] observou que a morte sempre acompanha Rice em suas visitas. Ele foi também sarcástico sobre as negativas de Condoleezza a respeito de sugestões de que os EUA estaria interferindo na política libanesa, mesmo depois das coisas que disse em suas visitas a alguns líderes libaneses:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;Authorities in Lebanon say at least three people have died in clashes between pro- and anti-government groups in the eastern [Bekaa Valley] villages of Saadnayel and Taalbaya….<br />
The clashes took place as Condi “birth pang” Rice paid a surprise visit to Lebanon. Death always seems to follow her. According to the AFP:<br />
Rice said she made the trip to “express the United States&#39; support for Lebanese democracy, for Lebanese sovereignty”.&#8221;</em></p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Autoridades libanesas afirmam que ao menos três pessoas morreram em coflitos entre grupos favoráveis e contrários ao governo nas vilas de Saadnayel e Taalbaya, no Vale de Bekaa&#8230;<br />
Os choques ocorreram enquanto a Condi &#8216;dores-do-parto&#39; Rice fazia uma visita surpresa ao Líbano. A morte sempre parece acompanhá-la. De acordo com a AFP: Rice disse que fez esta viagem para &#8216;expressar o apoio dos Estados Unidos&#39; à democracia libanesa, e à soberania libanesa.&#8221;</div>
<p><a href="http://fuck-lebanon.blogspot.com/2008/06/untitled_17.html">Tantalus</a> [En] criticou o incompreensível apoio de Rice a alguns líderes libaneses, e questionou os atos de alguns destes líderes aos quais ela declarou o apoio do Governo dos EUA:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;Rice, talking to reporters at Ain al-Tineh said Speaker Nabih Berri realizes that he enjoys the backing of the United States.<br />
That&#39;s quite confusing for all those who recall that Berri&#39;s thugs are the ones who spread the chaos during the fateful days of May 7-21. The Berri-backed Amal sons-of-b*****s threw stones, fired guns, burned tires, talked shit all over the city of Beirut. Was that US-backed too?<br />
How does the US function?&#8221;</em></p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Rice, falando aos repórteres em Ain al-Tineh, disse que o congressista Nabih Berri sabe que desfruta do apoio dos Estados Unidos.<br />
Isso deixa muito confusos todos aqueles que se lembram que os capangas de Berri foram os responsáveis pelo caos durante aqueles <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/2008_unrest_in_Lebanon">desgraçados dias de maio de 2008</a>. Os Amal filhos-da-**** jogaram pedras, atiraram, queimaram pneus e falaram merda por toda a cidade de Beirute. Será que isso também teve o apoio dos EUA? Como é que os EUA funcionam?&#8221;</div>
<p><a href="http://tearsforlebanon.wordpress.com/2008/06/17/aoun-criticizes-rices-class-room-meeting-with-march-14-leaders/">Tears for Lebanon</a> [En] menciona algumas críticas direcionadas por alguns políticos a Rice por tratar a &#8220;<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/March_14_Alliance">Aliança de 14 de Março</a>&#8221; como se fossem crianças:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;Free Patriotic Movement leader Michel Aoun<br />
on Tuesday criticized U.S. Secretary of State Condoleezza Rice for<br />
meeting leaders of the March 14 alliance like “students gathered in a<br />
class room.”<br />
However, he emphasized that “one issue remains vague, that is the issue of naturalizing Palestinians in Lebanon”.&#8221;</em></p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;O líder do Movimento Patriótico Livre, Michel Aoun, criticou na terça-feira a Secretária de Estado Norte-Americana Condoleezza Rice por encontrar-se com líderes da Aliança de 14 de Março como se fossem &#8216;estudantes reunidos em uma sala de aula&#39;.<br />
Contudo, ele enfatizou que &#8216;uma questão permanece vaga, e é a questão da naturalização dos palestinos no Líbano&#39;.&#8221;</div>
<p><em><a href="http://jnoubiyeh.blogspot.com/2008/06/condis-quick-hello-goodbye-to-lebanon.html">Jnoubiyeh</a></em> [En] publicou um artigo onde <em>Franklin Lamb</em> analisa a visita de Rice e afirma que:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;It is likely Ms. Rice&#39;s last visit to Lebanon, but not her finale to the region which have averaged roughly one appearance every 9 weeks since assuming her current post. Rice, as with the Bush administration generally, remains hugely unpopular here in Lebanon based partly on her callous remarks: ” it ( the wanton Israeli killing and bombing) are birth pangs of the new Middle East” , “it&#39;s too early for a sustainable ceasefire”, “Israel is just exercising its right to self-defense and the United States supports that right”, etc . during the 33 day July 2006 War and her work to delay a ceasefire during the fighting which directly contributed to the more than 1,400 Lebanese killed, 4,500 wounded and massive destruction of Lebanon&#39;s infrastructure as well as its economy and environment.&#8221;</em></p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;É provavel que esta seja a última visita da Sra. Rice ao Líbano, mas não a sua última à região que recebeu uma média de uma visita sua a cada nove semanas desde que ela assumiu seu atual cargo. Rice, assim como toda a administração Bush em geral, permanece altamente impopular aqui no Líbano, em parte por conta de seus azedos comentários: &#8216;estas (referindo-se ao desenfreado assassínio e bombardeio israelense) são as dores-do-parto de um novo Oriente Médio&#39;, &#8216;é muito cedo para um cessar-fogo sustentável&#39;, &#8216;Israel está apenas exercendo o seu direito à auto-defesa e os Estados Unidos apoiam este direito&#39;, etc&#8230; durante os 33 dias da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Segunda_guerra_do_L%C3%ADbano">Guerra de Julho de 2006</a>, e por seu trabalho para atrasar o cessar-fogo durante as lutas, que contribuiram diretamente para que 1.400 libaneses morressem, 4.500 ficassem feridos e para a destruição massiva da infra-estrutura libanesa, assim como sua economia e meio-ambiente.&#8221;</div>
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		<title>Líbano: Prostituição</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/06/19/libano-prostituicao/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 Jun 2008 17:55:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porMoussa Bashir  &#183; Traduzido por Daniel Duende &#183;  Veja o post original 
Bech [En] escreve sobre a prostituição nos campos de refugiados palestinos e em outros lugares do Líbano.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/moussa-bachir/">Moussa Bashir</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/06/19/lebanon-prostitution/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><a href="http://remarkz.wordpress.com/2008/06/14/prostitution-in-sabra-and-elsewhere/"><em>Bech</em></a> [En] escreve sobre a prostituição nos campos de refugiados palestinos e em outros lugares do Líbano.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>YouTube cria canal de Jornalismo Cidadão</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/05/28/youtube-cria-canal-de-jornalismo-cidadao/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 May 2008 00:47:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte & Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Dar mais visibilidade aos vídeos de jornalismo cidadão acabou de ficar mais fácil: O site de hospedagem de vídeos YouTube abriu um novo canal exclusivamente para vídeos de jornalismo cidadão, chamado CitizenNews. Videoblogueiros especializados em relatar o que está acontecendo no lugar onde vivem podem agora se cadastrar neste canal e deixar o mundo saber o que está acontecendo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/juliana-rincon-parra/">Juliana Rincón Parra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2008/05/22/youtube-starts-citizen-journalism-channel/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Dar mais visibilidade aos vídeos de jornalismo cidadão acabou de ficar mais fácil: O site de hospedagem de vídeos <a href="http://www.youtube.com/">YouTube</a> abriu um novo canal exclusivamente para vídeos de jornalismo cidadão, chamado <a href="http://www.youtube.com/citizennews">CitizenNews</a> [En]. Videoblogueiros especializados em relatar o que está acontecendo no lugar onde vivem podem agora se cadastrar neste canal e deixar o mundo saber o que está acontecendo.</p>
<p>Logo abaixo, o convite feito pelo YouTube e a apresentação de Olivia, que será a responsável pelo canal CitizenNews:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="100" height="100" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><embed type="application/x-shockwave-flash" width="100" height="100"></embed></object></p>
<p>Um dos vídeos em destaque foi produzido e gravado por <a href="http://www.youtube.com/watch?v=7AnHAzSNJms">Miyong G. Kuon do Sul do Sudão</a>, e relata as condições dos campos de refugiados, onde o calor pode ser escaldante, e há enchentes quando chove demais:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="100" height="100" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><embed type="application/x-shockwave-flash" width="100" height="100"></embed></object></p>
<p>Deixe-me aproveitar a oportunidade para contar a vocês que <a href="http://youtube.com/user/VideoGlobalVoices">o Global Voices já tem seu próprio canal no YouTube</a>, onde todos os vídeos que publiquei em meus artigos estão marcados como favoritos e muitos produtores de vídeos de jornalismo cidadão já estão cadastrados, e há também alguns vídeos que não fazem parte de nenhum artigo, mas que mesmo assim são muito bons e interessantes e merecem um lugar no canal.</p>
<p>Se você tem algum vídeo que gostaria de ver naquela sessão de videoblogagem, por favor me envie um email (<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/juliana-rincon-parra/">através de minha página de autora no GV</a>) ou escreva um comentário abaixo com uma rápida explicação sobre o por quê você pensa que é importante destacar aquele vídeo, e eu farei o possível para incluir todos os seus pedidos.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Myanmar: Catástrofe sem Precedentes Provocada por Ciclone</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/05/07/myanmar-catastrofe-sem-precedentes-provocada-por-ciclone/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 May 2008 20:38:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raquel Coelho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
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		<description><![CDATA[O Ciclone Nargis tingiu Myanmar na semana passada devastando cinco regiões. A mídia estatal noticiou que mais de 22.000 pessoas foram encontradas mortase outras 41.000 estão desaparecidas. O número de mortes ainda pode crescer. Habitantes e blogueiros estão condenando o lento trabalho de socorro da Junta Militar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/mong/">Mong Palatino</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/rqlcoelho/'>Raquel Coelho</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2008/05/06/myanmar-unprecedented-cyclone-disaster/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>O Ciclone Nargis atingiu Myanmar na semana passada devastando 5 regiões. A mídia estatal noticiou que mais de 22.000 pessoas foram encontradas mortas e outras 41.000 estão desaparecidas.centenas de milhares estão agora desabrigadas.</p>
<p><em>Bangkok Pundit</em> <a href="http://bangkokpundit.blogspot.com/2008/05/official-burma-deathtoll-reaches-22000.html">comenta</a> o crescente número de vítimas:</p>
<blockquote><p>It was 351 then 4,000, then 10,000. Now, even state media are reporting 22,000 dead and 41,000 missing. By the time this is all over, a death toll of over 100,000 is not improbable. The Burmese government can&#39;t handle the situation on their own.</p></blockquote>
<p class="translation">Eram 351, depois 4.000, depois 10.000. Agora, até a mídia estatal está anunciando 22.000 mortos e 41.000 desaparecidos. Quando tudo isso acabar,não é improvável que o número de mortos  ultrapasse os 100,000. O governo da Birmânia não é capaz de lidar com a situação sozinho.</p>
<p>De fato, o número de mortes ainda pode crescer. <em>The Irrawaddy</em> <a href="http://www.irrawaddy.org/article.php?art_id=11793">explica</a>:</p>
<blockquote><p>Witnesses who have managed to get out of Laputta Township in the Irrawaddy Delta have told The Irrawaddy that 22 villages were completely destroyed and that the death toll could be much higher. A local source from Laputta Township estimated a total of 60,000 people could have been killed by the cyclone. This estimate could not be independently confirmed.</p></blockquote>
<p class="translation">Testemunhas que conseguiram sair da cidade de Laputta no Delta de Irrawaddy disseram a <em> The Irrawaddy</em> que 22 vilas estão completamente destruídas e que o número de mortes pode ser muito maior. Uma fonte local de Laputta estimou que cerca de 60.000 pessoas podem ter sido mortas pelo ciclone. Esta estimativa pode não se confirmar.</p>
<p><em>Rule of Lords</em> <a href="http://ratchasima.net/2008/05/06/eyewitness-accounts-of-cyclone-and-after/">reúne</a> considerações de testemunhas oculares do desastre:</p>
<blockquote><p>Some were killed by flying trees, some from exposure to the cold, some died when they had gathered to shelter from the storms in monasteries and they collapsed.</p>
<p>The sea rose by around 5 feet and swamped the town at the time of the storm, causing most of the damage and sweeping away small homes and buildings.</p>
<p>There was water, rain and wind. The shore road was submerged and on the high ground the water was at knee level. The whole town was underwater. There were heavy waves all over, and water snakes. Some died from the snakes.</p>
<p>Local people in Rangoon and monks have cleared roads themselves due to the lack of authorities. The clearing has been done by a system of “self reliance” according to one participant. People are also sharing small quantities of water and other essentials among themselves to get through this period.</p></blockquote>
<p class="translation">Alguns foram mortos por árvores arremessadas pelo vento, alguns pela exposição ao frio, alguns morreram quando foram recolhidos da tempestade para o ambiente aquecido dos mosteiros e tiveram um colapso.</p>
<p>O mar se elevou a aproximadamente 1,5 metro e inundou a cidade durante a tempestade, causando a maioria dos estragos e arrastando pequenas casas e prédios.</p>
<p>Havia água, chuva e vento. A rua da praia estava submersa e nos pontos mais altos a água batia nos joelhos. Toda a cidade estava debaixo d’água. Havia grandes ondas por toda a parte e cobras aquáticas. Alguns foram mortos pelas cobras.</p>
<p>A população local de Rangoon e os monges desobstruíram as ruas, eles mesmos, devido à  omissão das autoridades. A trabalho foi feito através de um sistema de independente de acordo com um dos participantes. As pessoas também estão dividindo pequenas quantidades de água e outros itens essenciais entre si para atravessar este período.</p>
<p><em>Myat Thura </em><a href="http://myatthura.blogspot.com/2008/05/cyclone-nargis.html">narra</a> como sua família e seus vizinhos estão enfrentando esta tragédia:</p>
<blockquote><p>I tried to call my home in Yangon since Saturday morning. Until Friday evening, I could still call my home. My father told me that the wind was blowing heavily, but the situation was still OK. The next morning when I tried to call my home, the lines are already down. I tried the whole Saturday but I could not get through. Sunday morning, still no phone contact.</p>
<p>My flat was in the top floor, so I was quite worried. There are two or three roofs blown away, and all the satellite dishes destroyed, but apart from that, the building is intact. Water was pouring into the house and my family had to move things into the rooms where it was dry.</p>
<p>Electricity was cut off but, thanks to one of our neighbors who has an electric generator, we could pump water to our room. For those without any generator, water is a big problem. There is still no relief effort from the government agencies, and people are cleaning the roads by themselves.</p>
<p>Prices of food had risen and the price of building materials has doubled. A few shops opened and many shoppers are trying to buy things. Some super markets opened today, and they have to limit the number of shoppers into the supermarket.</p>
<p>My friend said it would be very difficult to restore the city into its previous condition, especially electricity and telecommunication as it will cost millions of dollars to repair the entire infrastructure.</p></blockquote>
<p class="translation">Eu estou tentando telefonar para minha casa  em Yagon desde sábado de manhã. Até sexta-feira no fim da tarde, eu ainda conseguia ligar para casa. Meu pai me disse que o vento estava soprando muito forte, mas que inda estava tudo bem. Na manhã seguinte, quando eu tentei ligar para casa, as linhas já tinham caído. Eu tentei o sábado inteiro, mas não consegui. Domingo de manhã, ainda sem contato.</p>
<p>Meu apartamento ficava no último andar, então eu estava muito preocupada. Há dois ou três telhados que foram arrancados pelo vento, e  todas as antenas parabólicas estão destruídas, mas fora isso, o edifício está intacto. Estava chovendo dentro de casa e minha família teve que mover as coisas para os cômodos que ainda estavam secos.</p>
<p>A eletricidade foi cortada, mas, graças a um de nossos vizinhos que tem um gerador elétrico, nós pudemos bombear água. Para aqueles que não têm um gerador, a água é um grande problema. Não há ainda nenhuma tentativa de socorro pelas agências do governo, e as pessoas estão desobstruindo as ruas por conta própria.</p>
<p>Os preços da comida subiram e os preços de materiais de construção dobraram. Poucas lojas abriram e muita gente está tentando comprar. Alguns supermercados abriram hoje, e eles têm que limitar o número de consumidores dentro da loja.</p>
<p>Meu amigo disse que seria muito difícil reconstruir a cidade deixando-a nas condições em que estava, especialmente a parte elétrica e de telecomunicações, pois o reparo de toda a infra-estrutura custará milhões de dólares.</p>
<p><em>Fear from Freedom</em> <a href="http://www.mayburma.com/2008/05/donate.htm">faz um apelo </a> à Junta Militar:</p>
<blockquote><p>Many now live in monasteries in cities in delta area since their villages are gone and their paddy fields are flooded. Who can help who when every family is struggling for survival. While the people in the city struggle with what they have to repair the roofs of their houses and store some water and rice for the expected shortage, the homeless villagers will become beggars till they can go back to their lands and rebuild their villages.</p>
<p>The military has their soldiers to help the cities but they will not have cash nor goods and tools to help rebuild the victims. I hope they allow the international organization to help these people. They do not have any resources and expertise for this kind of disaster.”</p></blockquote>
<p class="translation">Muita gente está vivendo, agora, em mosteiros em cidades na área do delta, desde que suas vilas se foram e seus campos de arroz foram inundados. Quem pode ajudar a quem, quando todas as famílias estão lutando pela própria sobrevivência? Enquanto as pessoas na cidade se viram com o que têm para consertar os telhados de suas casas e reservam alguma água e arroz para a escassez que está prevista, os camponeses desabrigados se tornarão pedintes até que possam voltar para suas terras e reconstruir suas vilas.</p>
<p>O exército tem seus soldados para ajudar às cidades, mas eles não terão dinheiro ou materiais e equipamentos para ajudar a vítimas a se reerguerem. Eu espero que eles permitam que as organizações internacionais ajudem estas pessoas. Eles não têm nenhum recurso nem experiência para lidar com este tipo de calamidade.</p>
<p>O ciclone também destruiu uma prisão onde muitos presos políticos estão confinados. A <em>Assistance Association for Political Prisoners</em> (Associação de Assistência aos Presos Politicos)<a href="http://www.aappb.org/release108.html"> traça este relato</a> narrando como mais de 30 prisioneiros foram mortos durante um tumulto na semana passada:</p>
<blockquote><p>The storm also hit Insein prison in Rangoon. As a result of strong winds, many zinc roofs atop of Insein prison were torn off, one after another.</p>
<p>“Due to the destruction in one area of the prison, over 1,500 prisoners were forced to congregate inside prison hall no. 1. No one was allowed to seek safety, and they were locked inside the hall until the next morning May 3, 2008. Prisoners were wet, cold and hungry as well as angry. Even though prisoners requested prison guards open the doors and move them to safety, the authorities ignored their request. Some prisoners started shouting demands, and some set fire to the prison hall. The fire burnt down the hall, and a riot situation ensued in the prison.</p>
<p>“In order to control the situation, prison guards opened fire on the prisoners. In addition, soldiers and riot police were called in. They opened fire on prisoners in the area. 36 prisoners were killed instantly and around 70 were injured.</p>
<p>“The authorities are to blame for this situation. As soon as the storm hit, they should have moved the prisoners to safety. Their mismanagement of the situation led to prisoners rioting. We condemn their violent response, which led to the needless deaths of 36 prisoners.”</p></blockquote>
<p class="translation">A tempestade também  atingiu a prisão de Insein em Rangoon. Em consequência de ventos fortes, muitos telhados de zinco de cima da prisão de Insein foram despedaçados, um após o outro.</p>
<p>Devido à destruição em uma área da prisão, mais de 1500 presos foram colocados dentro do hall nº 1. Não era possível procurar abrigo, e eles ficaram trancados ali até a manhã seguinte, 3 de Maio de 2008. Os prisioneiros ficaram molhados, com frio e famintos, assim como furiosos. Apesar de alguns presos terem pedido aos carcereiros para abrir as portas e levá-los a um lugar seguro, as autorirdades ignoraram sua solicitação. Alguns presos começaram a gritar protestando, e alguns atearam fogo no local. O fogo queimou o lugar e um tumulto se seguiu na prisão.</p>
<p>Para controlar a situação, carcereiros abriram fogo nos presos. Além disso, soldados e a tropa de choque foram chamados. Eles abriram fogo nos presosque estavam lá dentro. 36 presos morreram instantaneamente e cerca de 70 ficaram feridos.<br />
As autoridades são culpadas por esta situação. Assim que a tempestade atingiu o local, eles deveriam ter transferido os presos para um lugar seguro. Sua incompetência para administrar a situação levou os presos ao tumulto. Nós condenamos sua reação violenta, que levou às mortes desnecessárias de 36 presos.</p>
<p><em>KyiMayKaung</em> <a href="http://kyimaykaung.blogspot.com/2008/05/cyclone-nargis-call-from-sophie-lwin.html">publicou</a> uma carta de Sophie Lwin da <em>Burma Global Action Network</em> (Rede de Ação Global da Birmânia):</p>
<blockquote><p>On Wednesday night NASA predicted that Typhoon Nargis would hit Burma, yet the regime did nothing…It is criminal that the regime didn&#39;t warn the people that the typhoon was coming.</p></blockquote>
<p class="translation">Na quarta-feira à noite a NASA previu que o Furacão Nargis alcançaria a Birmânia, mesmo assim, o governo não fez nada… É criminoso, o fato de o governo não ter alertado à população que o  furacão estava chegando.”</p>
<p><em>Agam&#39;s Gecko</em> também <a href="http://agamsgecko.blogspot.com/2008/05/nargis-biggest-asian-disaster-since.html">condena</a> o exército:</p>
<blockquote><p>The massive scale of the disaster has finally prompted the military regime to accept outside assistance, an about-face that alone demonstrates how dire the situation is. Very few soldiers have been spotted lately doing any of the recovery work, although state television did show a couple of uniforms pulling branches around. Monks and other citizens have organized themselves, and seem to be doing most of it.</p></blockquote>
<p class="translation">A enorme dimensão da catástrofe foi, no final das contas revelada pelo próprio regime militar que aceitou auxílio externo, uma mudança de atitude  radical que por si só, demonstra o quão alarmante é a situação. Pouquíssimos soldados têm sido vistos ultimamente fazendo trabalhos de recuperação, ainda assim, a TV estatal mostrou meia dúzia de fardados arrastando galhos por aí. Os monges e outros cidadãos se organizaram e parecem estar fazendo a maior parte do serviço.</p>
<p><em><a href="http://www.myokyawhtun.com/2008/05/04/nargis-cyclone-hit-yangon-myanmar.html/">Myo Kyaw Htun </a></em> faz um apanhado de notícias sobre a tragédia. <a href="http://burmesegoldbull.blogspot.com/2008/05/flood-assessment-for-cyclone-affected.html"><em>Burmese Gold Bull</em></a> and <a href="http://www.singeo.com.sg/?p=193"><em>Singeo</em></a> disponibilizam mapas com imagens de satélite que mostram  as áreas inundadas das regiões afetadas.</p>
<p><em><a href="http://acorn.nationalinterest.in/2008/05/06/how-do-you-help-a-country-like-burma/">The Acorn</a></em> fala das dificuldades para prestar socorro a Myanmar:</p>
<blockquote><p>The tricky business of delivering aid to victims of a natural disaster who are also victims of a repressive regime. A closed regime. Media controls. A category 4 cyclone. Damaged infrastructure. Broken communication links. Death toll first in the hundreds, rapidly upped to the tens of thousands.</p>
<p>It’s highly likely that the Burmese junta can’t cope with the disaster. Worse, its isolation is making a bad situation much worse. The international response is hobbled by the lack of communication channels, common frameworks and operating procedures.</p></blockquote>
<p class="translation">O negócio complicado de prestar socorro às vítimas de um desastre natural que também são vítmas de um regime repressor. Um regime fechado. Um ciclone de nível 4. Infra-estrutura danificada. Redes de comunicação desfeitas. Número de mortos, a princípio na casa das centenas, rapidamente elevado às dezenas de milhões.</p>
<p>É muitíssimo provável que a Junta Birmânica não tenha condições de lidar com essa calamidade. Pior, seu isolamento está tornando muito pior, uma situação que já é ruim. A reação internacional está de mãos atadas pela falta de canais de comunicação, estruturas e procedimentos operacionais em comum.</p>
<p>O <em>nofearSIngapore</em> <a href="http://nofearsingapore.blogspot.com/2008/05/burmas-cyclone-disaster-time-for.html">afirma</a> é tempo para ação e não para divergências políticas:</p>
<blockquote><p>Fellow human beings are suffering in a fellow ASEAN country. Another father, brother, sister or child is now waiting for desperate aid from us. This is not the time for politics-it is the time for action.</p></blockquote>
<p class="translation">Seres humanos como nós estão sofrendo em um país ASIÁTICO como o nosso. Outro pai, irmão, irmã, filho ou filha está agora aguardando desesperadamente a nossa ajuda. Este não é o momento para divergências políticas, é hora de agir.</p>
<p>O <em>jg69</em> <a href="http://jg69.blogspot.com/2008/05/how-much-more-do-people-of-burma-have.html">faz eco</a> aos sentimentos de muitos Blogueiros de pelo mundo:</p>
<blockquote><p>Not only do the people in Burma have to put up with a military dictatorship, they also have to contend with natural disasters like cyclone Nargis.</p>
<p>To the Burmese people, even though it might seem a small and empty gesture, nevertheless, please accept my truly heartfelt condolences to what you have been going through for decades and what you&#39;re going through now.</p></blockquote>
<p class="translation">Como se não bastase à populaçao da Birmânia ter que suportar uma ditadura militar, eles ainda têm que enfrentar desastres naturais como o Ciclone Nargis.</p>
<p>Para o povo Birmanês, mesmo que possa parecer gesto pequeno e insignificante, apesar disso, por favor, aceitem minhas sinceras e profundas condolências pelo que vocês têm passado a décadas e pelo que estão passando agora.</p>
<p>Artigo relacionado: <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/05/05/myanmar-the-perfect-storm/">Myanmar: The Perfect Storm</a></p>
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		<title>Irã: Uma garota com sete maridos e a dominação mundial</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Apr 2008 22:12:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porHamid Tehrani  &#183; Traduzido por Daniel Duende &#183;  Veja o post original 
Mohammad Ali Abtahi, ex-vice-presidente do Irã, diz[En] que uma garota iraniana de 19 anos foi vendida a um homem afegão que, uma vez não dispondo de recursos para pagar ao pai da mesma, dividiu a conta com 6 outros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/hamid-tehrani/">Hamid Tehrani</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/24/irana-girl-with-7-husbands-and-running-the-world/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><em>Mohammad Ali Abtahi</em>, ex-vice-presidente do Irã, <a href="http://www.webneveshteha.com/en/weblog/?id=2146309391">diz</a>[En] que uma garota iraniana de 19 anos foi vendida a um homem afegão que, uma vez não dispondo de recursos para pagar ao pai da mesma, dividiu a conta com 6 outros afegãos. Agora a garota tem 7 maridos. Abtahi diz que salvar as pessoas da pobreza é a principal responsabilidade dos líderes iranianos, em vez de tentar dominar no mundo.</p>
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		<title>Índia: Tibete, a Tocha Olímpica e o Dalai Lama</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/04/12/india-tibete-a-tocha-olimpica-e-o-dalai-lama/</link>
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		<pubDate>Sat, 12 Apr 2008 07:13:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porKamla Bhatt  &#183; Traduzido por Daniel Duende &#183;  Veja o post original 
No relatório desta semana sobre a Índia virtual, nós olhamos para o Tibete na Índia. Na semana que vem a tocha Olímpica chega à Índia. Primeiro o jogador de futebol indiano Bhaichung Bhutia tirou o corpo fora, e agora [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/kamla/">Kamla Bhatt</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/11/india-the-torch-the-monk-and-the-people/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>No relatório desta semana sobre a Índia virtual, nós olhamos para o Tibete na Índia. Na semana que vem a tocha Olímpica chega à Índia. Primeiro o jogador de futebol indiano <em>Bhaichung Bhutia</em> tirou o corpo fora, e agora foi a vez da superpolicial <em>Kiran Bedi</em>. Contudo, o famoso jogador indiano de críquete <em>Sachin Tendulkar</em> irá carregar a tocha Olímpica, escreve <a href="http://enga-area.blogspot.com/2008/04/sachinolympic-torch-controversy.html">enga. area</a>[en], e completa:</p>
<blockquote><p> <em>“Sachin actually volunteered himself to carry the torch.Sachin called Indian Olympic Association President Suresh Kalmadi and expressed his wish to join the other sportsmen who are selected to participate in the Olympic torch relay.”</em></p></blockquote>
<p class="translation"> &#8220;Na verdade, Sachim se ofereceu para carregar a tocha. Sachin ligou para o presidente da Associação Olímpica Indiana, Suresh Kalmadi, e expressou seu desejo de se juntar aos outros esportistas que foram selecionados para participar da passagem da tocha Olímpica.&#8221;</p>
<p>A decisão de Tendulkar em carregar a tocha Olímpica foi recebida com reações diversas. <a href="http://desicritics.org/2008/04/10/075626.php">Kartikeya</a> do Desicritics[en] escreveu:</p>
<blockquote><p><em><br />
“A great sportsman like Tendulkar should know better than to carry the Olympic torch when others like Kiran Bedi have refused to do so. We can blame the politics of it all, but the simple point is, that it is our Government, and it is our character which is revealed. We ought not to sacrifice it at the altar of “interest”.&#8221;</em></p></blockquote>
<p class="translation">&#8220;Um grande esportista como Tendulkar deveria saber que seria melhor não carregar a tocha Olímpica quando outros como Kiran Bedi se recusaram a fazê-lo. Nós podemos colocar a culpa na política por trás de tudo isso, mas a questão simples é que este é o nosso governo, e é o nosso caráter que está sendo revelado. Nós não devemos sacrificá-lo no altar dos &#8216;interesses&#39;.&#8221;</p>
<p>Enquanto várias celebridades indianas se recusaram a participar na passagem da tocha Olímpica, parece que os partidos de esquerda indianos permaneceram consistentes em sua postura de apoiar a China, ou a República Popular da China (RPC). <em>Jokes From Indian Left</em> (literalmente, &#8220;Piadas da Esquerda Indiana&#8221;, em inglês) escreve em seu post entitulado <a href="http://jokesfromindianleft.blogspot.com/2008/04/yechury-more-worried-about-olympic.html">A Hipocrisia dos Partidos de Esquerda Indianos</a>[en]:</p>
<blockquote><p><em>“Concerned that Tibetan protesters may succeed, CPM politburo member Sitaram Yechury called upon the government on Wednesday to see that there were no disruptions. Mr Yethury, It so sounds like you are more worried that Fire may get Hurt when a person attempts self-immolation bids.”</em></p></blockquote>
<p class="translation"> &#8220;Preocupado que os protestantes tibetanos pudessem ser bem sucedidos, Sitaram Yechury, membro do politburo do CPM [Partido Comunista (Marxista) da Índia] exortou o governo para que não haja rupturas. Senhor Yechury, está parecendo muito que o senhor está mais preocupado que o fogo se machuque quando alguém ameaça se auto-imolar.&#8221;</p>
<p><a href="http://www.prempanicker.com/index.php?/site/holding_a_torch_for_human_rights/">Prem Panickar</a>[en] ressaltou a dicotomia da postura do Camarada <em>Prakash Karat</em> vis-a-vis com a China e os EUA. Karat é o bem-conhecido líder comunista e é o secretário geral do Partido Comunista (Marxista) da Índia. Panickar escreve:</p>
<blockquote><p><em><br />
“The Prakash Karats of this world, who spout reams about “national sovereignty’ when it comes to discussing the India-US civilian nuclear cooperation agreement, seem to be totally a-okay with this—a Chinese team on India soil to take over security responsibilities of a public event that should be the internal concern of India’s police and security apparatus alone…”</em></p></blockquote>
<p class="translation"> &#8220;Os Prakash Karats deste mundo, que cospe resmas [de discursos] sobre a &#39;soberania nacional&#39; quando o assunto é discutir o acordo de cooperação nuclear civil entre a Índia e os EUA, parece achar super bacana esta equipe de chineses em solo indiano para se responsabilizar pela segurança de um evento público que deveria ser uma questão interna apenas da polícia e do aparato de segurança indiano&#8230;&#8221;</p>
<p>O novo livro do bem conhecido escritor de viagens <em>Pico Iyer</em> sobre o Dalai Lama veio em boa hora e novamente chamou a atenção mundial em relação ao Tibete. O novo livro de Iyer: A Estrada Aberta: A Jornada Global do Décimo-Quarto Dalai Lama recebeu algumas críticas maravilhosas e <em>Abhi</em> do <a href="http://www.sepiamutiny.com/sepia/archives/005121.html">Sepia Mutiny</a> (Motim Sépia, em inglês) escreveu:</p>
<blockquote><p><em><br />
“Instead of treating him merely as a figure to be awed, Iyer describes him as “Forrest Gumpish,” simple yet revolutionary. He is a religious leader who is actively attempting to weaken the dogma of his own religion.”</em></p></blockquote>
<p class="translation">&#8220;Em vez de tratá-lo meramente como uma figura digna de devoção, Iyer o descreveu como alguém meio &#8216;Forrest Gump&#39;, simples porém revoluncionário. Ele é um líder religioso que está ativamente tentando enfraquecer o dogma de sua própria religião.&#8221;</p>
<p>Leia o resto do post e descubra também o que o novelista <em>Pankaj Mishra</em> tem a dizer sobre o livro de Iyer.</p>
<p>Eu escrevi um post reunindo as várias entrevistas e crítica de <a href="http://kamlabhattshow.com/blog/">Pico Iyer, Dalai Lama e o Tibete</a>[en]:</p>
<blockquote><p><em><br />
“What runs as a red skein in the various reviews and interviews with Iyer about Dalai Lama is the non-violent way in which the Tibetan leader seeks to resolve a long-standing issue over the autonomy of Tibet with the People’s Republic of China (PRC).  It is close to 50 years since the Dalai Lama fled Tibet and settled in India.”</em></p></blockquote>
<p class="translation"> &#8220;O que segue como um novelo vermelho nas várias críticas e entrevistas de Iyer sobre o Dalai Lama é a forma não violenta pela qual o lider tibetano tenta resolver a duradoura questão da autonomia do Tibete frente à República Popular da China (PRC). Já faz quase 50 anos que o Dalai Lama fugiu do Tibete e fixou residência na Índia.&#8221;</p>
<p>E os tibetanos que vivem na Índia? O que pensam sobre sua terra natal e sobre voltar a ela? A maior população de tibetanos fora do Tibete vive na Índia. Eles vivem em diferentes partes da Índia em Estados como Himachal Pradesh (onde Dharamsala fica localizada) e Uttaranchal, Karnataka e Nova Delhi. O que passa pela cabeça dos jovens tibetanos que vivem na Índia? <a href="http://thedelhiwalla.blogspot.com/2008/04/lhasa-diary-from-delh-to-tibet-and-back.html">Mayank Sufi Austen</a>[en] conversou com um jovem tibetano que voltou a Lhasa e disse;</p>
<blockquote><p><em><br />
“I was a foreigner in my homeland. I didn&#39;t know Chinese and it was everywhere. In restaurants, menus would be written in Chinese and I would ask stewards what was what. I would pass by the city&#39;s only theater that screened Hollywood films, dubbed only in Chinese. It was difficult to make out things. I was lost.”</em></p></blockquote>
<p class="translation"> &#8220;Sou um estrangeiro em minha terra natal. Eu não sei falar chinês e ele estava em todo o lugar. Nos restaurantes, os menus eram escritos em chinês e eu tinha que perguntar ao atendente o quê era o quê. Eu passei em frente ao único cinema da cidade que passava filmes de Hollywood dublados apenas em chinês. Foi difícil de entender as coisas. Fiquei perdido.&#8221;</p>
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		<title>África: Vloggers, Bloggers e Filmes</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Mar 2008 15:43:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>mirellacris</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Alguns olhares da África através de vídeos de mídia cidadã. De ganhadores do BoB, passando por contadores de histórias, documentários sobre artistas, a indústria cinematográfica nigeriana de Nollywood e mais...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/juliana-rincon-parra/">Juliana Rincón Parra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/mirellacris/'>mirellacris</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2008/03/06/africa-vloggers-bloggers-and-movies/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Alguns olhares lançados sobre a África por meio de vídeos de mídia local. Desde Bob winners, até contadores de histórias, documentários sobre artistas, indústria cinematográfica nigeriana, Nollywood e muito mais.<o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"></span></p>
<p><a href="http://current.com/items/88844576_african_bloggers_fight_against_bad_governance"><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/03/current.JPG" alt="Current TV  African Bloggers Fight Against Bad Governance" height="292" width="342" /></a></p>
<p><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">As histórias gravadas em vídeo de Usnico são interessantes e bem produzidas: <a href="http://current.com/items/88839293_what_happens_to_flood_victims_in_africa">um vídeo exibe os apuros sofridos pelos refugiados das enchentes africanas</a>[EN], o outro, bem, o título já diz por ele mesmo: <a href="http://current.com/items/88857410_fighting_leaves_chad_in_gruesome_state">Disputas deixam a cidade de Tchade num estado lamentável</a>[EN]. No site <em><a href="http://lookingglasslandvlog.blogspot.com/">LookingGlassLand </a></em><a href="http://lookingglasslandvlog.blogspot.com/">[EN]</a>, há uma variedade de amostras de vídeos selecionados que podem ser encontrados no site (<a href="http://www.archive.org/index.php">Internet Movie Archives)</a>, incluindo: <a href="http://www.archive.org/stream/contes-afrique/contes-afrique_256kb.mp4">camaronense contador de histórias em Yaoundé [FR]</a>, <a href="http://www.ourmedia.org/node/7703">um vídeo promocional de uma ugandense concorrente em um desfile de beleza.[EN]</a> <a href="http://www.ourmedia.org/node/14187">e uma fotógrafa italiana comenta sua experiência sobre fotografar uma mulher no país de <span>Burquina <span>Faso</span></span>[IT].</a></span></p>
<p align="center"><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/03/186288889_10837d7973_m.jpg" alt="nigerian VCDs at kwakoe photo by Paul Keller" /></p>
<p align="center"> <a href="http://www.flickr.com/photos/paulk/186288889/"><em>VCDs nigerianos em kwakoe</em></a> por <a href="http://www.flickr.com/photos/paulk/">Paul Keller</a>.</p>
<p><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"> <o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana"><o:p></o:p></span><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Em muitos países africanos, existem indústrias cinematográficas <st1:personname productid="em ascensão. Como" w:st="on">em ascensão. Como</st1:personname> é o caso de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cinema_of_Nigeria">Nollywood, indústria cinematográfica nigeriana[EN]</a>. A <a href="http://br.youtube.com/user/KultureClash">Kulture Klash International[EN]</a> apresenta nesse vídeo a convenção de organização da indústria cinematográfica nigeriana, no qual é discutida a distribuição dos filmes de Nollywood nos EUA. Se estiver interessado em conhecer mais sobre Nollywood ou assistir outros vídeos, a <a href="http://br.youtube.com/user/journeymanpictures"><font color="#0000ff">jorneymanpictures[EN]</font></a> exibe um <a href="http://br.youtube.com/watch?v=qpPXgStqjfs"><font color="#0000ff">documentário de 2005[EN]</font></a> em que é explicado o processo de produção de um filme exclusivo e de baixo orçamento.</span></p>
<p>[<a href="http://www.youtube.com/watch?v=u7_LaOlgfrw" target="_blank">clique aqui</a> para ver o vídeo]</p>
<p><span style="font-size: 10pt; line-height: 150%; font-family: Verdana">Um usuário do Youtube, <a href="http://br.youtube.com/user/rippleat">rippleat</a>, divulgou a segunda parte do documentário sobre a artista camaronense <a href="http://www.massaimara.eu/issa1.html">Issa Nyaphaga</a>. O filme de Chris Hill permite que o próprio artista conte a história de como aprendeu a pintar um estilo tradicional em uma aldeia rural e como se tornou um cartunista político, assim quando foi processado por ignorar a censura e como encontrou asilo na França onde mais tarde, em frente ao parlamento francês, discursou sobre a celebração do 50º aniversário em favor dos refugiados na Convenção em Gênova.</span></p>
<p>[Clique <a href="http://www.youtube.com/watch?v=WPsLmbhfmks" target="_blank">aqui</a> e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=GzfHI6k90uU" target="_blank">aqui</a> para ver outros dois vídeos)</p>
<p><em>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">clique aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">clique aqui</a>.</em></p>
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