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	<title>Global Voices em Português &#187; Racismo</title>
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	<description>O mundo está falando. Você está ouvindo?</description>
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		<title>Brasil: Blogueiros discutem o racismo no país</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/16/brasil-blogueiros-discutem-o-racismo-no-pais/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/16/brasil-blogueiros-discutem-o-racismo-no-pais/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 22:21:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Seguindo as discussões trazidas semanas atrás com a história de um homem negro acusado de roubar seu próprio carro, Diego Casaes evidencia outros casos e as opiniões de blogueiros sobre discriminação racial.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/diego-casaes/">Diego Casaes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/09/16/bloggers-on-why-racism-still-exist-in-brazil/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Há duas semanas, o Global Voices contou <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/01/brasil-negros-podem-dirigir-carros-de-luxo/">a história de Januário Alves de Santana</a>, um homem negro que foi espancado por seguranças de uma das maiores lojas de departamento internacionais no Brasil. Ele esperava por sua família no estacionamento do supermercado quando foi acusado de tentar roubar seu próprio carro, sob o argumento de que, por ser negro, ele não teria condições de possuir um carro de luxo.</p>
<p>O fato reacendeu o sempre polêmico e caloroso debate sobre o racismo no Brasil (siga <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2007/11/18/brasil-dia-da-consciencia-negra-e-o-debate-sobre-racismo/">este link</a> para um post anterior do Global Voices sobre esse assunto) e inspirou muitos posts em blogs, a maioria dos quais repudiando o pensamento da classe média de que o racismo não existe no país, e que os problemas das classes sociais são a verdadeira razão para casos como os de Januário.</p>
<p>Em 11 de setembro, estudantes e funcionários da Universidade de São Paulo, onde Januário Alves de Santana trabalha, reuniram-se para discutir como o racismo está presente no cotidiano. A mesa redonda &#8220;Racismo, Violência e Globalização&#8221; denunciou: &#8220;Carrefour agride negro brasileiro: eis o ano da França no Brasil&#8221;. O blog <em>Pão e Rosas</em> <a href="http://nucleopaoerosas.blogspot.com/2009/09/grande-debate-na-usp-diz-nao-ao-racismo.html">nos traz</a> fotos do evento e comentários:</p>
<blockquote><p>Todas as falas enfatizaram que o caso não é isolado, mas expressa sim como o racismo ainda é uma marca profunda da sociedade em que vivemos. Nós do Pão e Rosas nos colocamos de pé, ao lado de Januário e todos os negros e negras que sofrem com o racismo e a violência policial. Do mesmo modo, nos colocamos ao lado dos moradores das favelas que têm se manifestado contra a repressão da polícia , como em Heliópolis na semana passada. A realidade impõe que nos levantemos!</p></blockquote>
<div class="mceTemp mceIEcenter">
<dl id="attachment_95948" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px;">
<dt><img title="O discurso de Januário durante o debate na USP." src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/09/janu%C3%A1rio-usp.jpg" alt="Januário's speech in the meeting at USP" width="300" height="400" /> O discurso de Januário durante o debate na USP.</dt>
</dl>
</div>
<p><em><a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/07/alex-castro-um-blogueiro-liberal-libertario-e-libertino/">Alex Castro</a></em>, do blog <em><a href="http://www.interney.net/blogs/lll/">Liberal, Libertário e Libertino</a></em>, <a href="http://www.interney.net/blogs/lll/2009/09/06/o_problema_do_brasil_e_a_falta_de_confli/">fala sobre</a> a questão do racismo meticulosamente e aponta um fato alarmante no que tange a historicidade racial do Brasil ao dizer que o problema é, na verdade, que a sociedade é vazia de conflitos raciais:</p>
<blockquote><p>No Brasil, nunca houve leis racistas proibindo negros de ingressarem em restaurantes, hotéis, tribunais porque a própria estrutura socioeconômica perversa já era garantia mais do que suficiente de que negros somente entrariam nesses ambientes pra varrer o chão e servir café. O Brasil é tão arraigadamente racista que nunca nem precisou de leis racistas para manter seus negros em posição totalmente inferiorizada.</p></blockquote>
<p>Seu post também foi divulgado no blog da Rachel Glickhouse, o <em><a href="http://riogringa.typepad.com/my_weblog/">Adventures of a Gringa</a></em> [en], e <a href="http://riogringa.typepad.com/my_weblog/2009/09/guest-post-racial-conflict-in-brazil-or-rather-the-lack-thereof.html#more">alguns leitores responderam às suas indagações</a>. Por exemplo, <em>Roger Penguino</em> <a href="http://riogringa.typepad.com/my_weblog/2009/09/guest-post-racial-conflict-in-brazil-or-rather-the-lack-thereof.html?cid=6a00e008ca9cc688340120a55c2f64970b#comment-6a00e008ca9cc688340120a55c2f64970b">comentou</a>:</p>
<blockquote><p>Para aqueles que sempre pensaram que no Brasil não ocorre problemas raciais, aqui encontra-se um ponto de partida para nova reflexão sobre a realidade. Sempre ouvi de amigos Americanos que no Brasil “everyone just gets along” e sempre foi difícil explicar a complexa e sistemática institucionalização do racismo brasileiro. Muitos ao olharam para população brasileira dizem ver uma mistura racial maior que de outros grandes países, mas claro que deixam de perceber os milhares que lutam contra si mesmos porque nesta mistura aprenderam a odiar sua própria condição.</p></blockquote>
<p>Em junho deste ano, Lucrécia Paco, uma das maiores atrizes de Moçambique, que atuava em uma peça na cidade de São Paulo, sofreu racismo quando acidentalmente empurrou uma mulher branca na fila de uma agência de câmbio em um shopping. Leonardo Sakamoto do <em><a href="http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/06/21/entao-e-verdade-no-brasil-e-duro-ser-negro/">Blog do Sakamoto</a></em> e o blog <em><a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/lucrecia-nunca-fui-tao-discriminada/">Viomundo</a></em> republicaram e comentaram a <a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI78162-15228,00-ENTAO+E+VERDADE+NO+BRASIL+E+DURO+SER+NEGRO.html">notícia trazida a público pela Revista Época</a>.</p>
<p>Na ocasião, a mulher apontou Lucrécia como uma potencial assaltante, e gritou pela polícia da imigração. Lucrécia reagiu, e gritou para a mulher dizendo que muitos brasileiros vão morar em Moçambique, mas em vez de serem maltratados são recebidos de braços abertos. A jornalista <em>Eliane Brum</em>, que entrevistou Lucrécia Paco, relatou:</p>
<blockquote><p>Lucrécia não consegue esquecer. “Não pude dormir à noite, fiquei muito mal”, diz. “Comecei a ficar paranoica, a ver sinais de discriminação no restaurante, em todo o lugar que ia. E eu não quero isso pra mim.” Em seus 39 anos de vida dura, num país que foi colônia portuguesa até 1975 e, depois, devastado por 20 anos de guerra civil, Lucrécia nunca tinha passado por nada assim. “Eu nunca fui discriminada dessa maneira”, diz. “Dá uma dor na gente. ”</p></blockquote>
<p><em>Glória Cabo</em>, uma leitora do <em>Blog do Sakamoto</em> comentou a entrevista. Ela <a href="http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/06/21/entao-e-verdade-no-brasil-e-duro-ser-negro/#comment-50305">contou</a> seu próprio testemunho de família sobre o porquê dos brasileiros cultivarem o racismo:</p>
<blockquote><p>No Brasil não só é difícil ser negro, como também: nordestino, pobre, tatuado, gay, punk, feio. Nem as loiras escapam… Mas, de onde vem esse preconceito? E como acabar com ele? A origem do problema, no meu ponto de vista está nas nossas próprias origens. Somos descendentes de europeus preconceituosos, retrógrados e antiquados. Eu como filha de europeus, convivi com racismo explicito de meus pais, com comentários absurdos de que meu pai não queria ter um “negrinho” o chamando de avô. Eu mesma, confesso, que já tive pensamentos racistas. Mas, com a maturidade, analisei meus preconceitos e descobri que não eram meus, e sim uma herança pobre e sem sentido herdada de pais preconceituosos. Buscar a origem do racismo, analisar que diferenças são normais e necessárias, isso faria toda a diferença.</p></blockquote>
<p><em>Pedro Turambar </em>do blog <a href="http://www.ocrepusculo.com/"><em>O Crepúsculo</em></a> cita outro caso presenciado por ele mesmo enquanto fazia compras no Carrefour e que considera racismo. A funcionária da loja pediu a uma mulher negra que confirmasse que ela era a dona do cartão de crédito do qual usara para pagar por suas compras. Pedro sugeriu que a funcionária somente pediu a confirmação por causa da quantidade das compras que a mulher fez. A mulher negra era, na verdade, empregada doméstica, e sua empregadora, uma senhora branca que estava distante no momento, veio em direção à funcionária gritando &#8220;Isso é preconceito! Isso é discriminação racial!&#8221;. Ele <a href="http://www.ocrepusculo.com/2009/07/30/descriminacao-racial-no-carrefour/">diz</a>:</p>
<blockquote><p>O trabalho dela é perguntar e pedir a identidade. […]. DESDE QUE ELA FAÇA ISSO COM TODO MUNDO. Mas tanto você quanto eu, sabe que isso não acontece e não foi por isso que a moça pediu para a empregada provar que era titular do cartão</p></blockquote>
<p>E completa:</p>
<blockquote><p>Eu iria pagar a conta com o cartão de crédito do meu irmão e tinha certeza que o caixa não iria me perguntar se eu era o titular do cartão. Dito e feito. Paguei com um cartão de uma conta da qual não sou titular, mas como sou branco, gordinho, fofinho bonitinho, jamais pensariam que eu roubei o cartão para comprar meia dúzia de produtos de limpeza.</p>
<p>O melhor foi o medo que eu coloquei no caixa que me atendeu. Ele ironicamente e sarcasticamente comentava o fato, e quando o cara do casal de trás disse brincando “Eu não to pagando com meu cartão não em! e se você falar que não é meu eu subo aqui em cima e fico louco”, o caixa morreu de rir. Até que eu disse que o cartão que eu acabara de pagar não era meu. Disse isso rindo também, por isso ele achou que era brincadeira, até que eu fechei a cara e repeti “O cartão não é meu. Mesmo. Eu não me chamo Daniel.” Ele olhou para mim e viu que eu falava sério. Engoliu o riso e claramente ficou com medo. Eu apenas disse “A mulher tá certa. Certíssima em dizer que foi preconceito, porque foi.”, me despedi do casal – que olhava para mim com uma cara de júbilo – peguei as compras e fui embora.</p></blockquote>
<p>Finalmente, um comentário no post do <em>Alex Castro</em> é digno de nota. A leitora <em>Te</em> <a href="http://www.interney.net/blogs/lll/2009/09/06/o_problema_do_brasil_e_a_falta_de_confli/#c457372">claramente diz</a>:</p>
<blockquote><p>É mesmo, no Brasil faz falta uma Rosa Parks. […]</p></blockquote>
<p>A campanha <a href="http://www.dialogoscontraoracismo.org.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=16&amp;Itemid=34">Onde você guarda seu racismo?</a> apresenta vários depoimentos reais de racismo no Brasil. Foi produzida como uma campanha pública contra o racismo por <em><a href="http://www.dialogoscontraoracismo.org.br/">Diálogos contra o Racismo (pela igualdade racial)</a></em>, um grupo de mais de 40 organizações da sociedade civil dedicados à erradicação da pobreza e desigualdade e para estimular debates em escolas, bairros, escritórios, clubes e famílias sobre as relações raciais e como modificá-las.<br />
<iframe src="http://dotsub.com/media/b776ed76-5830-4359-a4f5-8e7290935609/e/m/por_br" frameborder="0" width="420" height="347"></iframe></p>
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		<title>Brasil: negros podem dirigir carros de luxo?</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/01/brasil-negros-podem-dirigir-carros-de-luxo/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 14:20:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um homem negro é agredido no estacionamento de um supermercado em São Paulo, e os seguranças o acusam de planejar roubar seu próprio carro; isso motivou debates entre blogueiros sobre o mito da democracia racial no Brasil.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/diego-casaes/">Diego Casaes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/09/01/brazil-can-black-people-drive-luxury-cars/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Nas últimas semanas de agosto, a discussão sobre o racismo e preconceito na sociedade brasileira foi trazida à tona por um evento que causou um sentimento de revolta por todo o país. Januário Alves de Santana, um homem negro de 39 anos foi espancado pelos seguranças de uma das maiores lojas de departamento no Brasil enquanto esperava por sua esposa e seus filhos no estacionamento. Ele foi acusado de tentar <a href="http://www.afropress.com/noticiasLer.asp?id=1965">roubar seu próprio carro</a>. Os seguranças alegaram que, sendo Januário um homem negro, ele não teria condições de possuir um Ford EcoSport.</p>
<div>
<dl id="attachment_93321" style="width: 409px;">
<dt>
<div id="attachment_4133" class="wp-caption aligncenter" style="width: 409px"><img class="size-full wp-image-4133 " title="&quot;Proibido para negros&quot; Por Juarez Silva Jr." src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/carro-ecosport-ford.gif" alt="Picture by Juarez Silva Jr." width="399" height="293" /><p class="wp-caption-text">&quot;Proibido para negros&quot; Por Juarez Silva Jr.</p></div>
</dt>
</dl>
</div>
<p>Rachel Glickhouse, em <a href="http://riogringa.typepad.com/my_weblog/"><em>Adventures of a Gringa</em></a> [Aventuras de uma Gringa, en], descreve precisamente o decorrer dos eventos do dia 07 de agosto como contado por Januário. Ela <a href="http://riogringa.typepad.com/my_weblog/2009/08/the-price-to-pay.html">diz</a>:</p>
<blockquote><p>Standing outside of the car, he noticed more suspicious men approaching him. Then one&#8211;who was actually a security guard&#8211;approached him and took out a gun. He attacked Januário without identifying himself, and Januário didn&#39;t know if it was a mugger or a cop. While they struggled, passersby called for help, and Januário thought he was saved. Several security guards from Carrefour approached, and he explained that it was a misunderstanding&#8211;he was not in fact trying to steal the motorcycle nearby. The security guards grabbed him and took him inside to a small room to &#8220;work out&#8221; what had happened. &#8220;So,&#8221; they said, &#8220;you stole an EcoSport and were trying to take a motorcycle, too?&#8221;</p>
<p>The five security guards then proceeded to beat Januário senseless, in what the original report called &#8220;a torture session,&#8221; hitting, punching, headbutting, and pistol-whipping him, knocking out his teeth and leaving him bleeding heavily. Januário says he tried to explain that the car was his, and that his baby daughter was inside while his family was shopping. His attackers ignored him. &#8220;Shut up, n*****. If you don&#39;t shut up, I&#39;ll break every bone in your body,&#8221; one of them yelled. They laughed when he insisted it was his car. The beating lasted around twenty minutes, before the police arrived.</p></blockquote>
<div class="translation">Esperando fora do carro, ele avistou mais homens suspeitos se aproximando. Então um dos homens - que na verdade eram seguranças - aproximaram-se dele e tiraram uma arma. Ele atacou Januário sem se identificar, e Januário não sabia se o tal homem era um ladrão ou um policial. Enquanto brigavam, pessoas que passavam por ali pediram ajuda, e Januário achou que ele estava salvo. Vários seguranças do Carrefour se aproximaram, e ele explicou o mal-entendido - que ele não tentou roubar a motocicleta próxima a ele. Os seguranças o agarraram e o levaram a uma pequena sala para &#8220;resolver&#8221; o que tinha acontecido. &#8220;Então&#8221;, eles disseram, &#8220;você roubou um EcoSport e tentou roubar uma motocicleta também?&#8221;</p>
<p>Os cinco seguranças então continuaram a golpear o Januário  sem sentido, o que o relatório original chamou de &#8220;sessão e tortura,&#8221; batendo, socando, cabeceando, e dando coronhadas nele, acertando seus dentes e o deixando sangrando bastante. Januário  disse que tentou explicar que o carro era seu, e que sua filha estava dentro do carro enquanto sua família fazia as compras. Os agressores o ignoraram. &#8220;Cale a boca, pr***. Se focê não calar a boca, vou quebrar todos os ossos do seu corpo,&#8221; um deles disse. Eles riram quando Januário insistiu que o carro era dele. O espancamento durou em torno de 20 minutos, antes da polícia chegar.</p></div>
<p>E continua a explicar, ao dizer que &#8220;a tortura ainda não tinha acabado&#8221;, até mesmo após a chegada da polícia:</p>
<blockquote><p>One of the military policemen, by the name of Pina, didn&#39;t buy Januário&#39;s &#8220;story.&#8221; &#8220;You look like you&#39;ve been in jail a couple of times. Come on, fess up, it&#39;s ok,&#8221; the police officer said. Another police officer didn&#39;t believe he was a security guard, and started quizzing him about security rules. Finally, the police went to Januário&#39;s car and confirmed it did in fact belong to him and his wife. His family was there, shocked to see him bleeding with cracked teeth, and his daughter was still asleep in the car.</p></blockquote>
<div class="translation">Um dos oficiais de polícia, conhecido como Pina, não acreditou na &#8220;história&#8221; do Januário. &#8220;Você deve ter duas passagens na cadeia. Vamos lá, confessa, ta?&#8221; o oficial disse. Um outro policial não acreditou que Januário era de fato segurança, e começou a questioná-lo sobre regras e segurança. Finalmente, os policiais foram até o carro de Januário e conformaram que, de fato, o carro pertence a ele e sua esposa. Sua família estava lá, chocada ao vê-lo sangrando com os dendes quebrados, e sua filha continuava dormindo no carro.</div>
<p>A polícia deixou Januário sem oferecer ajuda ou chamar uma ambulância. Ao ser levado ao hospital por sua família, Januário foi tratado por choques e lacerações. Desde então, ele já perdeu 8 kg, sofre de insônia, não pôde voltar ao trabalho, e, na última quinta-feira, foi operado para corrigir uma fratura óssea na face. A família registrou queixa com a polícia da região, e de acordo com a versão policial, seu espancamento foi consequência de um &#8220;tumulto&#8221; e &#8220;briga entre alguns clientes&#8221;. O Carrefour emitiu uma nota lamentando o mal-acontecido e dizendo que <a href="http://www.carrefour.com.br/Default.aspx?url=http%3A//www.carrefour.com.br/web/br/imprensa/noticias.aspx%3FID%3D835">vai cooperar com as investigações</a>. Januário planeja processar ambos, tanto o supermercado quando o Estado de São Paulo, e vender o carro que ainda paga as prestações de R$789, divididas em 72 vezes.</p>
<p>Na medida em que o caso obteve grande repercussão por todo o país, a maioria das pessoas simpatizou com Januário. O blog <em><a href="http://inblogs.com.br/censurado/">Censurado</a></em> aponta <a href="http://inblogs.com.br/censurado/outros/carrefour-o-mercado-do-racismo-intolerancia-e-assassinato">muitos outros casos</a> de preconceito contra negros cometidos pela segurança dessa mesma loja de departamentos, e ironicamente pergunta aos seus leitores:</p>
<blockquote><p>Queria um conselho dos meus leitores. Se um dia eu precisar comprar, sei lá, um shampoo no Carrefour, devo levar um amigo branco junto comigo?</p></blockquote>
<p><a href="http://mariafro.wordpress.com/"><em>Maria Frô</em></a> replicou a <a href="http://www.afropress.com/noticiasLer.asp?ID=1965">notícia original do AfroPress</a> em seu blog, adicionando um título diferente à notícia que parafraseia o livro &#8220;Não Somos Racistas&#8221; do jornalista Ali Kamel. O <a href="http://mariafro.wordpress.com/2009/08/16/e-nao-somos-racistas-segundo-o-kamel-so-quase-assassinos/">título do post é</a>:</p>
<blockquote><p>É, segundo Kamel, não somos racistas. Só quase assassinos.</p></blockquote>
<p>O blog <em><a href="http://nucleopaoerosas.blogspot.com/">Pão e Rosas</a></em> repudiou <a href="http://nucleopaoerosas.blogspot.com/2009/08/racismo-no-carrefour-nossas-vozes-nao_28.html">veementemente</a> o caso contestando o mito da democracia racial brasileira:</p>
<blockquote><p>Enquanto os discursos de intelectuais, políticos burgueses e dos meios de comunicação afirmam veemente “Não somos racistas”, vem à tona um caso escandaloso de como o racismo se reproduz nas formas mais violentas e repugnantes. Todo a falácia da democracia racial cai por terra frente a casos como este – e poderíamos listar tantos outros que ganharam repercussão e depois foram esquecidos, na maioria das vezes marcados pela impunidade.</p></blockquote>
<p>Juarez Silva Jr., do <em><a href="http://blogdojuarez.amazonida.com/wp/?p=267">Blog do Juarez</a></em>, segue essa linha de pensamento e também contesta o mito de que o Brasil das misturas culturais seja uma democracia racial pacífica:</p>
<blockquote><p>é verdade… , quando o negro sai do seu “esteriótipo  e ‘lugar’ social ” ele “paga o preço”, afinal se ele não tivesse um carro bacana, talvez nada disso tivesse acontecido não é mesmo ???? , cansado de ter problemas por sua situação social não condizer com o “esperado” pela sociedade, a vítima já pensa em vender o “carro problemático”  [&#8230;]<br />
Deus me livre de por as rodas do meu vistoso Adventure no estacionamento dessa rede…, BOICOTE JÁ.</p></blockquote>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_4131" class="wp-caption aligncenter" style="width: 442px"><a href="http://twitpic.com/ewpts"><img class="size-full wp-image-4131 " title="Manifestação contra o racismo no estacionamento do Carrefour. Foto por @berlitz no Twitpic" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/25041088.jpg" alt="&quot;Racist Carrefour&quot;, a demonstration against racism on the cars' windows in the Carrefour's parking. Photo by @berlitz on Twitpic" width="432" height="288" /></a><p class="wp-caption-text">Manifestação contra o racismo no estacionamento do Carrefour. Foto por @berlitz no Twitpic</p></div>
<p>No <em><a href="http://www.geledes.org.br/">Geledés Instituto da Mulher Negra</a></em>, muitas pessoas <a href="http://www.geledes.org.br/sos-racismo/homem-negro-espancado-suspeito-de-roubar-o-proprio-carro.html">lamentaram essa notícia</a> e encheram a caixa de comentários com ideias de revolta. Por exemplo, Ayraon diz:</p>
<blockquote><p>Só no Brasil se acha que o racismo é velado. Velado nada! Só não vê quem não quer, ou seja, o povo brasileiro iludido por uma visão deturpada de si mesmo. &#8220;Somos mestiços!&#8221; diz um, &#8220;Não existe preto ou branco&#8221; diz outro na hora que esse preto inexistente diz sofrer racismo. Lá fora, quem conhece o Brasil, não consegue entender como esse país pode, por tanto tempo, esconder seu racismo doente. Aqui dentro, vivemos na insanidade coletiva: brancos acham que racismo não existe, que tá na cabeça dos pretos (que, segundo alguns pretos e brancos, não existem), negros dizem que o racismo brasileiro é &#8220;velado&#8221;; e muitos aceitam essa situação (alguns até dizendo nunca terem sofrido racismo, mesmo sendo alvo dele todo o dia). A história do bahiano me deixa triste , por que ela v ai se repetir, e se repetir, e se repetir sem que façamos nada. Ou iremos fazer algo?</p></blockquote>
<p>Respondendo à pergunta acima, as mobilizações<em> já começaram</em>. Houve uma manifestação em 22 de agosto e, de acordo com o Instituto Geledés, um <a href="http://www.geledes.org.br/destaques/racismo-nao-compre-onde-te-discriminam.html">protesto maior</a> contra o supermercado acontecerá em 5 de setembro.</p>
<p>A questão racial é muito complexa para países que já foram colônias de Estados desenvolvidos e assombrados pela escravidão; muito  preconceito permanece em suas sociedades contemporâneas. O Brasil é um lugar marcado pela escravidão violenta de negros africanos que durou mais de 300 anos e que foi, de certo modo, um braço do quadro econômico durante a era colonial. O racismo sempre esteve ligado à relações sociais no país. Os negros hoje herdaram este estigma social e sofrem racismo em vários aspectos do cotidiano. Mas isso é assunto para ser trabalhado mais detalhadamente em outro post.</p>
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		<title>África do Sul celebra o Dia da Juventude e relembra o passado</title>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 19:24:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<category><![CDATA[Governança]]></category>
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		<description><![CDATA[Dezesseis de junho, que é hoje conhecido hoje como o Dia da Juventude aqui na África do Sul, é o dia que recordamos o passado. No dia 16 de junho de 1976, o Levante de Soweto aconteceu - incendiado por leis que forçariam toda a educação em Afrikaans [ou ainda, em português, africâner e africânder].]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/ismail-dhorat/">Ismail Dhorat</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/06/16/south-africa-celebrates-youth-day-and-remembers-the-past/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p><strong>Dezesseis de junho</strong>, que é hoje conhecido hoje como  o <strong>Dia da Juventude</strong> aqui na África do Sul, é o dia que recordamos o passado. No dia 16 de junho de 1976, o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Levante_de_Soweto">Levante de Soweto</a> aconteceu - incendiado por leis que forçariam toda a educação em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_afric%C3%A2ner">Afrikaans</a> [ou ainda, em português, africâner e africânder].</p>
<blockquote><p>On the morning of June 16, 1976, thousands of black students walked from their schools to Orlando Stadium for a rally to protest against having to learn through Afrikaans in school. Many students who later participated in the protest arrived at school that morning without prior knowledge of the protest, yet agreed to become involved.</p></blockquote>
<div class="translation">Na manhã de 16 de junho de 1976, milhares de estudantes negros saíram de suas escolas em direção ao Estádio Orlando para se manifestarem contra o ensino do Afrikaans na escola. Muitos estudantes, que mais tarde participariam do protesto, chegaram às escolas pela manhã sem saber da manifestação, mas ainda assim concordaram em envolver-se.</div>
<p>Estima-se que entre 300 e 600 pessoas tenham perdido suas vidas durante o levante, que se tornou um momento definitivo na resistência contra o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Apartheid">apartheid</a>.</p>
<p>No blog <strong>Redemption Time</strong>, o autor <a href="http://bikosghost.blat.co.za/2009/06/15/youth-day-let-us-reflect/">reflete</a> sobre o dia:</p>
<blockquote><p>I could say a lot about this day, but will restrict my words to making these few points.in all of history, the apartheid system and what it did to the people and youth who were oppressed under it will forever remain one of the worst tragedies to befall humankind. i therefore give full respect to those youth, who on this very day, challenged the apartheid forces and neglected bantu and afrikaans medium instruction in 1976. hector peterson and those whe were at his side, standing up for their rights, will forever be remembered and honoured in this country.</p></blockquote>
<div class="translation">Eu poderia falar muito a respeito deste dia, mas restringirei minhas palavras para fazer alguns tópicos. Em toda a história, o sistema do apartheid e o que ele fez com as pessoas e a juventude oprimidas permanecerão para sempre como uma das piores tragédias a cair sobre a humanidade. Eu, portanto, tenho pleno respeito por aquela juventude, que naquele mesmo dia desafiou as forças do apartheid e negligenciou o ensino de Bantu e afrikaans em 1976. Hector Peterson e aqueles que estavam deste lado, brigando por seus direitos, serão lembrados e honrados para sempre neste país.</div>
<p>No blog <strong>Platform 2</strong>, o autor <a href="http://theplatform2.blogspot.com/2009/06/june-16-we-are-celebrating-rebellion.html">escreve</a> a respeito de celebrar a rebelião do 16 de junho e da música como forma de protesto:</p>
<blockquote><p>The Hip-Hop nation will know that on June 16 a son was given to us, in a form of a rap legend, a rap genius was born from the political activist Afeni Shakur and Mzansi nation will also know dat on the same day of 1976 history was made. It is a blessing to commemorate this day not only as a young South African but as Hip-Hop fanatic. The music we listen to bring as much revolution as the young freedom fighters that took their rage to the street. They fought a different cause relevant to their political struggles but with the same intentions of liberation as of the youth of today. Well, we might not be as mobilized as the young people of ’76 but the truth is, we need the same things, we need our freedom, this was evident during our April voting period as young people voted in majority. We came together to defend our liberty, we voted because we wanted our pains and struggles to be heard. After we nearly had our intentions twisted with xenophobia, crime and drug abuse, we fought back positively like the Hector Petersons rebelled against the Bantu education system we brought our own rebellion to the voting station.</p></blockquote>
<div class="translation">A nação Hip-Hop vai logo saber que no dia 16 de junho um filho nos foi dado, na forma de uma lenda do rap, um gênio do rap nasceu do ativista político Afeni Shakur e a nação Mzansi também vai saber que no mesmo dia de 1976 a história foi feita. É uma benção comemorar este dia - não apenas como sulafricano, mas como fanático do Hip-Hop. A música que escutamos para trazer tamanha revolução quantos os jovens lutadores da liberdade que levaram sua fúria às ruas. Eles lutaram uma causa diferente e relevante para seus anseios políticos com as mesmas intenções de liberdade que a juventude de hoje. Bem, podemos não estar tão mobilizados como os jovens de 76, mas a verdade é que precisamos das mesmas coisas, precisamos de nossa liberdade, isso ficou evidente durante nossas eleições em abril, quando a juventude compareceu em massa. Viemos juntos para defender nossa liberdade, votamos porque queríamos que nossas dores e anseios fossem ouvidos. Depois de quase termos nossas intenções deturpadas pela xenofobia, crime e drogas, lutamos positivamente como Hector Petersons se rebelou contra o sistema de educação de Bantu e levamos nossa própria rebelião para as urnas.</div>
<p>Fabulosity <a href="http://fabulosity-capetown.blogspot.com/2009/06/12-things-to-do-on-youth-day-in-ct.html">escreve</a> que o assunto era mais além do que a educação do Afrikaans:</p>
<blockquote><p>The issue however, was not so much the Afrikaans as the whole system of Bantu education which was characterised by separate schools and universities, poor facilities, overcrowded classrooms and inadequately trained teachers.</p></blockquote>
<div class="translation">O assunto, entretanto, não era tanto o Afrikaans, mas o sistema educacional de Bantu, que era caracterizado por escolas e universidades separadas, pobre infraestrutura, salas de aula lotadas e professores treinados de maneira inadequada.</div>
<p>Thando Tshangela <a href="http://tsuai.blogspot.com/2009/06/1976-youth-deserve-21-gun-salute.html">discute</a> os efeitos do protesto:</p>
<blockquote><p>This started an era of student and youth activism that culminated in the 1980?s unrest in black townships and the crisis in the culture of learning and teaching as the student took the battle against apartheid to the streets. The aim was ?to make the country ungovernable? and ensure that freedom was achieved at all costs even if it meant their education had to suffer. Their motto was ?liberation first and education later.?</p></blockquote>
<div class="translation">Ele começou uma era de ativismo estudantil e da juventude que culminou na turbulenta década de 1980 nas municipalidades negras e a crise na cultura do aprendizado e ensino, já que os estudantes compraram a batalha contra o apartheid nas ruas. O objetivo era tornar o país ingovernável e assegurar-se que a liberdade fosse alcançada a todo custo, mesmo se isso significasse no comprometimento da educação deles. A sua motivação era &#8216;libertação primeiro, educação depois&#39;.</div>
</div>
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		<title>Bahrain: Advogada de Defesa Descarta Caso de Estupro como &#8220;Diversão Inocente&#8221;</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/06/bahrain-advogada-de-defesa-descarta-caso-de-estupro-como-diversao-inocente/</link>
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		<pubDate>Fri, 06 Mar 2009 03:02:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bahrain]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[Lei]]></category>
		<category><![CDATA[Middle East & North Africa]]></category>
		<category><![CDATA[Primeira Mão]]></category>
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		<description><![CDATA[Um caso judicial envolvendo alegações de sequestro e estupro grupal de uma mulher chamou a atenção de alguns blogueiros de Bahrain quando estes violentos atos foram considerados como apenas "diversão inocente" pela advogada de defesa. Ayesha Saldanha, do Global Voices Oriente Médio nos conta um pouco mais sobre o que está se conversando a respeito na blogosfera bahraini.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/ayesha-saldanha/">Ayesha Saldanha</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/04/bahrain-defence-lawyer-dismisses-rape-as-harmless-fun/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Um caso judicial envolvendo alegações de sequestro e estupro grupal de uma mulher chamou a atenção de alguns blogueiros de Bahrain quando estes violentos atos foram considerados como apenas &#8220;diversão inocente&#8221; pela advogada de defesa.</p>
<p>A advogada, Fatima Al Hawaj, disse que os três jovens acusados de sequestrar e estuprar uma mulher filipina deveriam ser absolvidos, pois pessoas jovens frequentemente <a href="http://gulf-daily-news.com/Story.asp?Article=244784&#038;Sn=BNEW&#038;IssueID=31349">cometem crimes por &#8220;diversão&#8221;, sem qualquer intenção criminosa</a> [En]. <em>Coolred</em>, uma americana que vive no Bahrain, ficou <a href="http://coolred38.blogspot.com/2009/03/boys-will-be-boys.html">estarrecida</a> [En]:</p>
<blockquote><p>    I&#39;m wondering if that defense attorney, Fatima alHawaj, would be willing to subject herself to a gang rape and come out of it with the philosophy…”it was all a bit of harmless fun”? And I wonder if she would have said that if the victim had been a fellow Bahraini and not just a low class Filipino that are usually classed as “sexually available” to the Arabs they work for and among?</p>
<p>    I also took note of the fact that the “youths” in question were 19, 20, 21…I&#39;m curious as to why MEN of this age are always described as youths in the paper here whenever they commit such heinous crimes? […] Final note…with women defending men like this…women lawyers at that…with the phrase “harmless fun” the perpetuation of the belief that “boys will be boys” will never be cast aside and the action they undertook viewed exactly for what it is…a crime against a woman that has no doubt changed her life and will never be forgotten…but I dare say…if she hadnt been able to identify those 3 “boys” they would have tossed the memory of their night of harmless fun behind them and gotten a good nights sleep in the process.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Eu estou pensando se esta advogada de defesa, Fatima alHawaj, estaria disposta a se sujeitar a um estupro grupal e a permanecer depois disso com a filosofia&#8230; &#8216;foi apenas um pouco de diversão inocente&#8221;? E eu fico pensando se ela teria dito a mesma coisa se a vítima fosse outra mulher bahraini, e não apenas uma mulher filipina pobre, do tipo que costuma ser classificada como &#39;sexualmente disponível&#39; para os árabes para quem trabalham e com quem trabalham?</p>
<p>Também chamou minha atenção que os &#8216;jovens&#39; em questão tinham 19, 20, 21&#8230; e eu fico curiosa para saber por que HOMENS desta idade são sempre descritos como meninos nos jornais sempre que cometem crimes hediondos? [&#8230;] Como uma nota final&#8230; com mulheres defendendo homens como estes&#8230; advogadas, veja bem&#8230; usando a frase &#8216;diversão inocente&#39;, a perpetuação da crença de que &#8216;garotos sempre serão garotos&#39; nunca será colocada de lado e as ações destes garotos [nunca serão] vistas como exatamente aquilo que são&#8230; um crime contra uma mulher, que sem dúvida mudou a sua vida e nunca será esquecido&#8230; mas eu ouso dizer&#8230; se ela não tivesse conseguido identificar estes 3 &#8216;garotos&#39;, eles já teriam esquecido de sua noite de diversão inocente e já estariam dormindo muito bem enquanto isso.&#8221;
</p></div>
<p><em>Maldita</em>, uma blogueira filipina baseada no Bahrain, que bloga no Saving The World Together [Salvando O Mundo Juntos, em inglês], também está <a href="http://msmaldita.blogspot.com/2009/03/wow-apparently-raping-is-harmless-fun.html">enfurecida</a> [En]:</p>
<blockquote><p>
    How can gang-raping and robbing a defenseless woman be considered as “HARMLESS FUN”? Fine, they MAY have done it for the lack of better things to do in their free time and they do not have any small intent at all to commit a crime. BUT THAT IS NOT AN EXCUSE to go about grabbing women off the streets to add spice to their lives!</p>
<p>    True, young people often do crazy things for fun - a lot try their hand on shoplifting, some engage in road rages, others turn to drugs. The norm is young people try to commit minor misdemeanor that would usually end up with a stern reprimand from their guardians or inflict harm only among themselves. It is the misguided ones who goes for major stuff like this. Stuff that forcefully involves people who are innocently going on with their own lives. […] If these teenagers really did what they are accused of, how sad that a woman&#39;s life is now scarred for life with this horror…and yet there is the possibility that her assailants will walk free and not suffer the consequences of their actions.</p>
<p>    Don&#39;t get me started with screaming racism.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Como pode o estupro grupal e assalto a uma mulher indefesa ser considerado como &#8216;DIVERSÃO INOCENTE&#39;? Sim, eles PODEM ter feito isso por falta de coisas melhores para fazer com seu tempo livre e sem a menor intenção de estar cometendo algum crime. MAS ISSO NÃO É UMA DESCULPA para sair agarrando mulheres pelas ruas só para dar um tempero em suas próprias vidas!</p>
<p>É verdade que pessoas jovens muitas vezes fazem coisas loucas por pura diversão - alguns se arriscam a furtar lojas, outros se metem em badernas nas ruas, e outros se voltam para as drogas. É normal que pessoas jovens tentem cometer pequenos delitos que geralmente terminam com uma reprimenda séria de seus guardiões ou causam dano apenas entre eles. São os [jovens] desorientados que fazem coisas grandes como estas. Coisas que envolvem, a força, pessoas que estavam inocentemente cuidando só de suas vidas. [&#8230;] Se estes adolescentes realmente fizeram aquilo do que os estão acusando, é terrível que a vida de uma mulher esteja agora marcada para sempre com este horror&#8230; e ainda possível que seus algozes fiquem livres e não sofram em absoluto as consequências de seus atos.</p>
<p>Não vou nem começar a falar de racismo gritante.&#8221;</p></div>
]]></content:encoded>
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		<title>EUA: Ativistas furiosos após disparos fatais da polícia</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/03/eua-ativistas-furiosos-apos-disparos-fatais-da-policia/</link>
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		<pubDate>Tue, 03 Mar 2009 05:01:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
		<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<description><![CDATA[Muitas pessoas gravaram, em seus celulares, vídeos de um policial atirando e matando um homem jovem chamado Oscar Grant, numa estação BART [nota do tradutor: BART (Bay Area Rapid Transit) é o sistema público de transporte que serve parte da área da baía de São Francisco, na Califórnia] do metrô de Oakland, Califórnia, por volta das 2h00 no dia primeiro de janeiro de 2009. Desde então a mídia cidadã tem sido parte central das campanhas conseqüentes por justiça. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/bernardo-parrella/">Bernardo Parrella</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/02/28/usa-activists-incensed-after-fatal-shooting-by-police/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p style="text-align: justify;">Muitas pessoas gravaram, em seus celulares, vídeos de um policial <a href="http://www.sfgate.com/cgi-bin/article.cgi?f=/c/a/2009/01/07/MN2N155CN1.DTL">atirando e matando</a> um homem jovem chamado Oscar Grant, numa estação BART [nota do tradutor: BART (Bay Area Rapid Transit) é o sistema público de transporte que serve parte da área da baía de São Francisco, na Califórnia] do metrô de Oakland, Califórnia, por volta das 2h00 no dia primeiro de janeiro de 2009. Grant Grant foi baleado enquanto estava deitado de bruços no chão da estação Fruitvale, depois que a polícia interveio numa briga fora do vagão lotado, com as pessoas voltando para casa depois da comemoração de Ano Novo. Blogs e vídeos de civis tem sido parte central das campanhas conseqüentes por justiça.</p>
<p style="text-align: justify;">O caso ganhou notoriedade graças aos vídeos filmados de diferentes ângulos pelos passageiros. Eles foram publicados online imediatamente e também foram ao ar pela televisão. Aqui está um dos clipes, <a href="http://www.youtube.com/results?search_type=&amp;search_query=oscar+grant&amp;aq=f">disponível no YouTube</a> (aviso: imagens fortes):</p>
<p style="text-align: justify;"><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/NVsncZ7K584&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/NVsncZ7K584&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p style="text-align: justify;">O guarda que puxou o gatilho, Johannes Mehserle, renunciou à força policial, e agora aguarda julgamento por assassinato. Sem fazer qualquer declaração pública, inicialmente ele ficou foragido e foi preso no estado vizinho de Nevada; mais tarde um doador anônimo pagou sua fiança (de US$ 3 milhões). Mehserle alega que pretendia atirar com sua arma Taser para tontear, não a sua pistola. Enquanto isso, a família de Oscar Grant prepara um processo de US$ 25 milhões pela morte enganada.</p>
<p style="text-align: justify;">A história <a href="http://news.google.com/news?pz=1&amp;ned=us&amp;hl=en&amp;q=oscar+grant">chamou atenção bem longe de São Francisco</a>, particularmente dentro da  mídia cidadã e de comunidades de cyber-ativistas. O movimento resultante provê em primeira mão a informação e mobilização coletiva direcionada para que justiça seja feita pela família e de chamar a atenção pública sobre o racismo.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de protestos nas ruas (com alguns episódios violentos), uma iniciativa loca,  <a href="http://www.caravanforjustice.com/">“Caravana por Justiça” [en, Caravan for justice]</a>, organizou dúziar de carros e ônibus para viajar até o Capitólio do Estado da Califórnia em Sacramento no dia 23 de fevereiro para pressionar os legisladores por justiça. Um canal inteiramente voltado para esta iniciativa está <a href="http://www.youtube.com/freedomjusticeequal">ativo no YouTube</a>, incluindo o seguinte vídeo com o pastor Zachary Carey, membro da caravana:</p>
<p style="text-align: justify;"><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/2oSipr1BrEQ&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/2oSipr1BrEQ&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p style="text-align: justify;">Mais de 2.000 fotos tiradas em manifestações e outros eventos estão <a href="http://www.flickr.com/search/?q=oscar%20grant&amp;w=all&amp;s=int">disponíveis no Flickr</a>, juntas às pontuações e aos comentários. Sob a foto de <a href="http://www.flickr.com/photos/thomashawk/3178491939/">um jovem homem algemado na traseira de um carro da polícia</a> [en] durante uma manifestação em Oakland, um <a href="http://www.flickr.com/photos/thomashawk/3178491939/comment72157612336697658/">comentarista  fez a seguinte observação</a> [en]:</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p>The police in SF and Oakland do nothing to reduce violent crime. Law abiding citizens live in fear because the police are inept and incompetent. The murder of an innocent 22 year old male by the BART police is just another example of how inept the police around here are…</p></blockquote>
<div class="translation" style="text-align: justify;">A polícia em São Francisco e Oakland não faz nada para reduzir os crimes violentos. Cidadãos que esperam pelo cumprimento lei vivem com medo por que a polícia é incapaz e incompetente. O assassinato de um homem inocente de 22 anos pela polícia do BART é outro exemplo de quão incapaz a polícia daqui é&#8230;</div>
<p style="text-align: justify;">Escrevendo em <a href="http://4wardevernewsvine.wordpress.com/2009/02/26/mumia-abu-jamal%E2%80%99s-reaction-to-oscar-grant-killing/"><em>4WardEver Newsvine</em></a> [en], um blog em grupo que apóia diversas campanhas por justiça, o escritor e prisioneiro no corredor da morte <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mumia_Abu-Jamal">Mumia Abu-Jamal</a> disse:</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p>Oscar Grant is you—and you are him, because you know in the pit of your stomach that it could’ve been you, and the same thing could’ve happened. You know this. And what’s worse is this: you pay for this every time you pay taxes, and you endorse this every time you vote for politicians who sell out in a heartbeat.</p>
<p>You pay for your killers to kill you, in the name of a bogus, twisted law, and then pay for the State that defends him. Something is terribly wrong here—and it’s the system itself. Until that is changed, nothing is changed, for we’ll be out here again (in the streets)—chanting a different name.</p></blockquote>
<div class="translation" style="text-align: justify;">Oscar Grant é você—e você é ele, por que você sabe do fundo do seu estômago que poderia ter sido você, e a mesmíssima coisa poderia ter acontecido. Você sabe disso. E o pior é o seguinte: você paga por isto cada vez que paga os impostos, e você endossa isto cada vez que vota em políticos que se vendem rapidamente.</p>
<p>Você paga para seus assassinos te matarem, em nome de uma lei falsa, distorcida, e então paga ao Estado que os defende. Algo está muito errado aqui - e é o próprio sistema. Até que isso mude, nada muda, por que nós estaremos por aí (nas ruas) de novo - cantando um nome diferente.</p></div>
<p style="text-align: justify;">O site do <em><a href="http://www.justiceforoscargrant.org/">Comitê pela Justiça de Oscar Grant [en, Justice for Oscar Grant Committee]</a></em> rapidamente começou a coletar e distribuir vídeos, fotos e outras atualizações sobre o caso. A <a href="http://www.justiceforoscargrant.org/documents/justice-for-oscar-grant-committee-official-statement/">declaração oficial</a> [en] deles associa o assassinato com &#8220;método de execução&#8221; com &#8220;a brutalidade do sistema e o terrorismo contra pessoas negras, jovens e pessoas de cor&#8221;. Um <a href="http://www.justiceforoscargrant.org/documents/justice-for-oscar-grant-committee-official-statement/#comment-3">comentarista disse [en]</a>:</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p>I’m from England and have just watched the brutal murder of Oscar Grant on youtube. Where is the justice in the world? In this day in age, after all that our people have been through over hundreds of years at the hands of such evil racist people….we still are faced with the prospects of not coming home through to police brutality. What is justice when those responsible for upholding the law are the same ones breaking it by taking away lifes based on colour, perception and ignorance.</p>
<p>My thoughts,prayers and condolences are set over seas in abundance to the friends and family of Oscar Grant.</p></blockquote>
<div class="translation" style="text-align: justify;">Eu sou da Inglaterra e acabo de assistir ao assassinato brutal de Oscar Grant no YouTube. Onde está a justiça no mundo? Nesta era, depois de tantas pessoas sofrerem por séculos nas mãos de pessoas tão racistas&#8230; nós ainda estamos diante com a possibilidade de não voltar para casa por causa da brutalidade da polícia. O que é a justiça quando aqueles responsáveis por assegurar a lei são os mesmos que a quebram tirando vidas por causa da cor, percepção e ignorância.</p>
<p>Meu apoio, orações e condolências estão navegando pelos mares, em abundância, para os amigos e família de Oscar Grant.</p></div>
<p style="text-align: justify;"><em>VisionAries</em> publicaram <a href="http://jsightdotcom.blogspot.com/2009/01/oscar-grant-protest.html">mais fotos e slideshows</a> das manifestações de janeiros em Oakland, enquanto o blog <em>Sustainable Business Alliance</em> <a href="http://localbizblogs.com/sustainablebiz/2009/01/12/justice-for-oscar-grant">pede às pessoas [en]</a> para que assinem uma carta em apoio &#8220;aos esforços do membro da Assembléia Tom Ammiano e ao senador do Estado Leland Yee para criar um comitê civil de supervisão e ajudar a construção do movimento progressivo pela justiça na Califórnia&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Direcionado para o assunto mais amplo da brutalidade policial e a consciência comunitária, o blogueiro <em>Crocus</em> <a href="http://eightgreatfears.blogspot.com/2009/02/do-you-trust-your-law-enforcement.html">destaca</a>:</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p>The truth is that people/community’s just don’t trust law enforcement institutions anymore and it spans the breadth of the society. People are so suspicious of officers intent and with good reason. We can no longer tolerate police brutality and injustice but unlawful behavior on the part of the law has become so routine that we tend to blank it out and carry on with the boredom of everyday life under the spectacle but “if not passion and action then my dear you are already dead”. Community autonomy is the only way to raise awareness on these issues, but as the process of participation in matters that affect our community’s are being destroyed every waking hour, it becomes near impossible to act collectively. Individual autonomy is a step in the right direction but collective awareness is collective power!</p>
<p>However it is fair to say that over the last couple of decade’s racial awareness and cohesion has vastly improved and thus transformed the landscape of interaction for the greater good. But the police, council’s and the Government still struggle with racism to some degree! It’s not how people interact these days but how intuitions treat people.</p></blockquote>
<div class="translation" style="text-align: justify;">A verdade é que as pessoas/a comunidade não confiam mais nas instituições que são responsáveis por aplicar a lei e isso beira os valores da sociedade. As pessoas desconfiam tanto da intenção dos policiais e com bons motivos. Não podemos tolerar mais a brutalidade da polícia e a injustiça, mas o comportamento fora-da-lei de quem defende a lei se tornou tão rotineiro que temos a tendência de esquecer e continuar com o cotidiano sob o espetáculo &#8220;se não tiver ação e paixão, então, querido, você já morreu&#8221;. A autonomia da comunidade é a única forma de aumentar a consciência nesses assuntos, mas à medida que o processo da participação de maneira que afetem nossa comunidade estão sendo destruídos a cada hora, fica quase impossível agir coletivamente. Autonomia individual é um passo na direção certa, mas consciência coletiva é poder coletivo!</p>
<p>Entretanto, é justo dizer que nas últimas duas décadas a consciência e a união racial melhoraram e ainda transformaram as possibilidades de interação para um bem maior. Mas a polícia, do conselho e do Governo, ainda combatem com racismo! Não se trata de como as pessoas interagem hoje em dia, mas como as intuições tratam as pessoas.</p></div>
<p style="text-align: justify;">Finalmente, enquanto anunciava a <em>Marcha pela Justiça</em>, realizada em Hayward, Califórnia, no dia 27 de fevereiro (data do aniversário de 23 anos de Grant), a noiva de Oscar, Sophina Mesa, <a href="http://groups.yahoo.com/group/Justice4Oscar_GRANT/message/745;_ylc=X3oDMTJxcGk4YzNzBF9TAzk3MzU5NzE1BGdycElkAzIzNjEzMTQ1BGdycHNwSWQDMTcwNTA2NDAwNQRtc2dJZAM3NDUEc2VjA2Rtc2cEc2xrA3Ztc2cEc3RpbWUDMTIzNTY4Njk1OQ--/">pediu por justiça sem mais violência</a>:</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p>My desire is to see true justice served for Oscar and our family. I don&#39;t want another person to go through what Oscar, his friends, his family, and many other people are enduring at this time. Please join me, mine and Oscar&#39;s daughter Tatiana, and our family at the march on Friday.</p></blockquote>
<div class="translation" style="text-align: justify;">Meu desejo é ver a verdadeira justiça em prol de Oscar e nossa família. Eu não quero que outra pessoa passe pelo que Oscar, seus amigos, sua família e muitas outras pessoas estão passando neste momento. Por favor, unam-se a mim, à minha filha e de Oscar, Tatiana, e à nossa família na marcha da sexta-feira.</div>
]]></content:encoded>
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		<title>Canadá: Femicídio Indígena em Foco</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/18/canada-femicidio-indigena-em-foco/</link>
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		<pubDate>Sat, 18 Oct 2008 22:12:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um documentário canadense está chamando a atenção do público para o desaparecimento e assassinato de mais de 500 mulheres aborígenes no Canada nos últimos 30 anos. O filme é chamado Finding Dawn, de Christine Welsh. O nome do filme se refere a Dawn Crey, que foi a vigésima terceira vítima cujo DNA foi reconhecido na maior investigação de assassínio em série do Canadá nos idos de 2002-2004. O filme focaliza esta e outras histórias, assim como relatos e reclamações sobre a inação das autoridades em relação aos assassinatos e desaparecimentos destas nativas canadenses, e a luta das famílias destas mulheres para enfrentar a dura estrada em busca de justiça.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juliana-rincon-parra/">Juliana Rincón Parra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/10/18/canada-indigenous-femicide-on-the-spotlight/ '>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><object class="alignleft"><a href="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/2761113772_81f0a369b3_m.jpg"><img class="size-medium wp-image-51567" title="Tsimshian Mask by get directly down" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/2761113772_81f0a369b3_m.jpg" alt="Old woman mask" /></a><br />
<small><a href="http://www.flickr.com/photos/65172294@N00/2761113772/">Tsimshian Mask</a> by <a href="http://www.flickr.com/photos/65172294@N00/">get directly down</a></small></object> Através do site <a href="http://www.wmm.com/filmcatalog/pages/c725.shtml">Women Make Movies</a> [En], nós ficamos sabendo de um documentário canadense que está chamando a atenção do público para o desaparecimento e assassinato de mais de 500 mulheres aborígenes do Canada nos últimos 30 anos. O filme é chamado <em>Finding Dawn</em> [&#8221;Procurando Dawn&#8221;, em inglês], de Christine Welsh. O nome do filme se refere a Dawn Crey, que foi a vigésima terceira vítima cujo DNA foi reconhecido na maior investigação de assassínio em série do Canadá nos idos de 2002-2004. O filme focaliza esta e outras histórias, assim como relatos e reclamações sobre a inação das autoridades em relação aos assassinatos e desaparecimentos destas nativas canadenses, e a luta das famílias destas mulheres para enfrentar a dura estrada em busca de justiça.</p>
<p>Os vídeos retirados do filme e de outras fontes, tratando de femicídio (o assassinato de mulheres e garotas) podem ser encontrados no <a href="http://citizen.nfb.ca/femicide-killing-women-and-girls">dossiê do site Citizen Shift</a> [En] sobre o assunto. Este primeiro vídeo do filme <a href="http://citizen.nfb.ca/finding-dawn-clip-1">Finding Dawn</a> [En] mostra o caso de Dawn Crey em Vancouver:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="450" height="360" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="wmode" value="transparent" /><param name="allowScriptAccess" value="sameDomain" /><param name="quality" value="high" /><param name="flashvars" value="image=http://citizen.nfb.ca/sites/citizen.nfb.ca/files/images/en_finding_dawn1_80.jpg&amp;file=rtmp://flash.nfb.ca/citizenshift/videos/user/1/&amp;id=300_52581_finding_dawn1_Extrait_.rm&amp;type=rtmp&amp;autoPlay=true&amp;bufferLength=5" /><param name="src" value="http://citizen.nfb.ca/sites/all/modules/meidia/players/flvplayer.swf" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="450" height="360" src="http://citizen.nfb.ca/sites/all/modules/meidia/players/flvplayer.swf" flashvars="image=http://citizen.nfb.ca/sites/citizen.nfb.ca/files/images/en_finding_dawn1_80.jpg&amp;file=rtmp://flash.nfb.ca/citizenshift/videos/user/1/&amp;id=300_52581_finding_dawn1_Extrait_.rm&amp;type=rtmp&amp;autoPlay=true&amp;bufferLength=5" quality="high" allowscriptaccess="sameDomain" wmode="transparent"></embed></object></p>
<p>O <a href="http://citizen.nfb.ca/finding-dawn-clip-2">segundo vídeo</a> [En] nos mostra a Estrada de Yellowhead, um solitário trecho de estrada que conecta várias cidades, onde tantas mulheres desapareceram ou foram mortas que a estrada acabou ganhando o nome de Estrada das Lágrimas.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="450" height="360" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="wmode" value="transparent" /><param name="allowScriptAccess" value="sameDomain" /><param name="quality" value="high" /><param name="flashvars" value="image=http://citizen.nfb.ca/sites/citizen.nfb.ca/files/images/en_finding_dawn2_80.jpg&amp;file=rtmp://flash.nfb.ca/citizenshift/videos/user/1/&amp;id=300_52581_finding_dawn2_Extrait_.rm&amp;type=rtmp&amp;autoPlay=true&amp;bufferLength=5" /><param name="src" value="http://citizen.nfb.ca/sites/all/modules/meidia/players/flvplayer.swf" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="450" height="360" src="http://citizen.nfb.ca/sites/all/modules/meidia/players/flvplayer.swf" flashvars="image=http://citizen.nfb.ca/sites/citizen.nfb.ca/files/images/en_finding_dawn2_80.jpg&amp;file=rtmp://flash.nfb.ca/citizenshift/videos/user/1/&amp;id=300_52581_finding_dawn2_Extrait_.rm&amp;type=rtmp&amp;autoPlay=true&amp;bufferLength=5" quality="high" allowscriptaccess="sameDomain" wmode="transparent"></embed></object></p>
<p>O <a href="http://citizen.nfb.ca/finding-dawn-clip-3">terceiro</a> [En] e último vídeo do filme focaliza em Doleen Kay Bosse, uma mulher cuja família passou anos procurando por uma explicação para seu desaparecimento, se perguntando por quê as autoridades não levaram a sério os relatos sobre a mulher aborígene desaparecida.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="450" height="360" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="wmode" value="transparent" /><param name="allowScriptAccess" value="sameDomain" /><param name="quality" value="high" /><param name="flashvars" value="image=http://citizen.nfb.ca/sites/citizen.nfb.ca/files/images/en_finding_dawn3_80.jpg&amp;file=rtmp://flash.nfb.ca/citizenshift/videos/user/1/&amp;id=300_52581_finding_dawn3_Extrait_.rm&amp;type=rtmp&amp;autoPlay=true&amp;bufferLength=5" /><param name="src" value="http://citizen.nfb.ca/sites/all/modules/meidia/players/flvplayer.swf" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="450" height="360" src="http://citizen.nfb.ca/sites/all/modules/meidia/players/flvplayer.swf" flashvars="image=http://citizen.nfb.ca/sites/citizen.nfb.ca/files/images/en_finding_dawn3_80.jpg&amp;file=rtmp://flash.nfb.ca/citizenshift/videos/user/1/&amp;id=300_52581_finding_dawn3_Extrait_.rm&amp;type=rtmp&amp;autoPlay=true&amp;bufferLength=5" quality="high" allowscriptaccess="sameDomain" wmode="transparent"></embed></object></p>
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		<title>EUA: Homeland Guantanamo, quando videogames contam a verdade</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/16/eua-patria-guantanamo-videogames-contam-a-verdade/</link>
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		<pubDate>Thu, 16 Oct 2008 02:22:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um novo jogo interativo online produzido pela organização de direitos humanos Breakthrough usa o vídeo para ilustrar as injustiças enfrentadas por muitos imigrantes com e sem documentos em centros de detenção em todos os Estados Unidos da América. Em "Homeland Guantanamo", os jogadores assumem o papel de um jornalista que está tentando levantar mais informações sobre um detento que morreu sob custódia. A história do jogo é real.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/solana-larsen/">Solana Larsen</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/10/13/usa-homeland-guantanamo/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img class="alignright" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/2885525526_a2fcfa8a22_m.jpg" alt="" hspace="5" />O Sonho Americano se transformou em pesadelo para milhares de imigrantes com e sem documentos nos Estados Unidos da América,  que estão agora encarcerados por meses e anos nos <a href="http://www.ice.gov/pi/dro/facilities.htm">centros de detenção da imigração</a> [En] espalhados pelos EUA, a espera de julgamentos e deportações, por vezes sem terem cometido nenhum crime pior do que uma violação de trânsito ou outra pequena contravenção.</p>
<p>Um novo jogo online interativo produzido pela organização de direitos humanos <a href="http://www.breakthrough.tv/">Breakthrough</a> [En] usa o vídeo para ilustrar as injustiças que vários imigrantes detidos e suas famílias vem enfrentando. Em <a href="http://www.homelandgitmo.com/">Homeland Guantanamo</a> [En], os jogadores assumem o papel de um jornalista tentando obter mais informação a respeito de um detento que morreu sob custódia. A história do detento é real.</p>
<p>Navegando através de um modelo em 3D do centro de detenção, assistindo entrevistas em vídeo com detentos verdadeiros, os jogadores descobrem pistas enquanto aprendem fatos importantes sobre as injustiças sofridas por imigrantes que são pegos por um sistema judicial que parece ter sido feito para deportar a maior quantidade possível de pessoas.</p>
<p>Um dos vídeos no jogo mostra uma mulher de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_L%C3%BAcia">Santa Lúcia</a> cuja filha de 17 anos foi detida por 3 anos, por ter sido pega uma vez e multada por fumar maconha.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/YmqC5QpWOCQ&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/YmqC5QpWOCQ&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Um artigo do jornal New York Times sobre <a href="http://www.nytimes.com/2008/05/05/nyregion/05detain.html?_r=1&amp;oref=slogin">um costureiro de 54 anos da Guiné que morreu em um centro de detenção em Nova Jersey</a> [En] foi a fonte de inspiração para o jogo Homeland Guantanamo.</p>
<p>Uma vez que o mistério no fim do jogo é solucionado, os jogadores são convidados a visitar o &#8220;jardim memorial&#8221; devotado a todos aqueles que morreram, e podem publicar comentários, escrever seus próprios testemunhos ou publicar fotos.</p>
<p><strong>Vozes online para os sem voz</strong></p>
<p>O Observatório de Direitos Humanos (<em>Human Rights Watch</em>) <a href="http://www.homelandgitmo.com/media.php">estima</a> [En] que mais de 300.000 pessoas foram deportadas dos Estados Unidos da América por pequenos crimes não-violentos (em comparação com as 140.000 que foram deportadas por crimes violentos) desde 1996.</p>
<p>Não há muita consciência do público a respeito desta questão nos Estados Unidos da América, apesar do fato de que <a href="http://www.homelandgitmo.com/media.php">87 homens e mulheres</a> [En] morreram em centros de detenção desde 2003.</p>
<p>No ano passado, a Breakthrough ganhou acesso para entrevistar mais três residentes permanentes legais dentro de um centro de detenção para a criação de outro jogo de computador similar, chamado <a href="http://www.icedgame.com/">I.C.E.D (I Can End Deportation - Eu Posso Parar Com as Deportações)</a> [En].</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Ue6Z9OLjrho&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/Ue6Z9OLjrho&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Muitos outros ativistas que estão fazendo campanhas em favor dos imigrantes nos EUA também se voltaram para o ambiente online para difundir informações e conscientizar as pessoas.</p>
<p>Em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/LaGrange">LaGrange</a>, ativistas <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anabaptista">Anabatistas</a> Cristãos do estado da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ge%C3%B3rgia_(EUA)">Geórgia</a> criaram este vídeo de um protesto em frente a um centro de detenção de imigrantes com mais de 1000 detentos (via <a href="http://young.anabaptistradicals.org/2008/10/06/an-anabaptist-response-to-repression-of-immigrants/">Young Anabaptist Radicals</a> [En]).</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/RvLcuGU82xI&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/RvLcuGU82xI&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>No blogue da organização One America with Justice for All (Uma Só América com Justiça para Todos), <em>Pramila Jayapal</em> <a href="http://www.hatefreezone.org/article.php?id=265">convida as pessoas a lerem seu relatório</a> [En] sobre abusos dos direitos humanos em um centro de detenção de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tacoma">Tacoma</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Washington">Washington</a>, dizendo:</p>
<blockquote><p>I believe America is so much better than this. And I believe that most Americans, if they knew what was happening in their name at our detention centers across the country, the would stop this injustice. Most Americans want people to be treated fairly and humanely.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Eu acredito que a América é tão melhor do que isso. E eu acredito que a maioria dos americanos, se soubessem o que está acontecendo em nome deles em nossos centros de detenção ao redor do país, iriam parar com esta injustiça. A maioria dos americanos quer que as pessoas sejam tratadas justa e humanamente.&#8221;</div>
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		<title>Brasil: O aborto é um direito, não um crime</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 22:30:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porDaniel Duende  &#183; Traduzido por Daniel Duende &#183;  Veja o post original 
O Sapataria, um blogue brasileiro sobre direitos LGBT e da mulher, publicou fotos do recente protesto promotivo por entidades ligadas a questões de gênero contra o enfoque dado ao aborto nas leis brasileiras, e partilha conosco algumas idéias sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/danielduende/">Daniel Duende</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/10/02/brazil-abortion-is-a-right-not-a-wrong/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>O <a href="http://sapatariadf.wordpress.com/"><em>Sapataria</em></a>, um blogue brasileiro sobre direitos LGBT e da mulher, publicou <a href="http://www.flickr.com/photos/28833941@N03/">fotos do recente protesto</a> promotivo por entidades ligadas a questões de gênero contra o enfoque dado ao aborto nas leis brasileiras, e partilha conosco <a href="http://sapatariadf.wordpress.com/2008/09/30/aborto-direito-nao-pode-ser-crime/">algumas idéias sobre o tema</a>: &#8220;Em vários países o fato do aborto ser considerado crime penaliza diretamente as mulheres pobres, principalmente as negras, que tem menos acesso aos serviços de saúde e métodos contraceptivos. [&#8230;] Trata-se de um atentado à autonomia e à dignidade das mulheres, em sua maioria pobre, sem acesso a assistência jurídica e psicológica.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Jordânia: O Videoblog da Rainha Rania</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/04/jordania-o-videoblog-da-rainha-rania/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/04/jordania-o-videoblog-da-rainha-rania/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 04 Sep 2008 02:55:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Arte & Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[A Rainha Rania, da Jordânia, foi considerada a mais famosa videoblogueira do mundo árabe pela Blogger Times, uma revista sobre blogues produzida por blogueiros árabes, depois do sucesso obtido por uma série de vídeos lançados pela rainha para tentar combater os estereótipos associados ao mundo árabe.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/lasto-adri/">Lasto Adri</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/09/03/jordan-queen-ranias-video-blogging/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>A <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rania_da_Jord%C3%A2nia"><em>Rainha Rania</em></a>, da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jord%C3%A2nia">Jordânia</a>, foi considerada a mais famosa videoblogueira do mundo árabe pela <a href="http://bloggers-times.blogspot.com/2008/07/blog-post_30.html">Blogger Times</a> [Ar], uma revista sobre blogues produzida por blogueiros árabes, depois do <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/04/01/jordan-royal-debut-on-youtube/">sucesso obtido</a> [En] por uma série de vídeos lançados pela rainha para tentar combater os estereótipos associados ao mundo árabe.</p>
<p>De acordo com o artigo [Ar]:</p>
<blockquote><p>تجلس الملكة رانيا العبد الله داخل مكتبها الفسيح في عمان بالأردن بينما تركز عليها ثلاث كاميرات.<br />
الكاميرتان الأولى والثانية هما للبي بي سي في حين أن الكاميرا الثالثة هي لأعضاء مكتبها، والكاميرات الثلاث تصور أحدث حلقة من برنامجها الذي يُبث في قناتها الخاصة المسماة V-log على موقع يوتوب الخاص بمقاطع الفيديو.<br />
وهذه هي الحلقة السابعة أو الفيديو السابع منذ أن بدأت الملكة رانيا بث أحاديثها على موقع يوتوب في شهر مارس/آذار الماضي.<br />
وتلقي الملكة رانيا أحاديثها باللغة الإنجليزية، إذ تطلب من المشاهدين أن يخبروها ببعض الصور النمطية التي سمعوها عن العالم العربي حتى يتسنى لها “تفكيكها واحدة تلو الأخرى”.<br />
قد لا تكون عقيلة العاهل الأردني عبد الله الثاني، الشخصية العامة الوحيدة التي تستخدم موقع يوتوب الذي يقبل على مشاهدته ملايين المشاهدين؛ فهناك سياسيون وملوك في مناطق مختلفة من العالم قد أنشأوا مواقع لهم على شبكة الإنترنت.<br />
لكن ما تتفرد به الملكة رانيا عن الباقي هو أنها الشخصية العربية الوحيدة التي تستخدم الإنترت للانخراط في حوار مع الغرب والترويج للخطاب الإسلامي المعتدل.<br />
تقول الملكة رانيا مازحة “ابني المراهق شخص قليل الكلام لكن انطباعه (بشأن الأحاديث) كان “جيدا”، وبالتالي فإن انطباع المشاهدين لا بد أن يكون جيدا”.<br />
ويبدو أن زوار موقع يوتوب يتفقون معه فيما ذهب إليه إذ أن ما يربو على مليوني مشاهد شاهدوا حلقات الفيديو التي بثتها على موقع يوتوب.<br />
وتضم هذه الحلقات تسجيلات لها إضافة إلى مساهمات من موسيقيين وكوميدييين مختلفين ومواطنين أردنيين.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;A Rainha Rania Al Abdullah está sentada dentro de seu espaçoso escritório em Amman, na Jordânia, com três câmeras focalizadas nela. A primeira e a segunda são da BBC, enquanto a terceira câmera é da equipe de seu escritório. As três câmeras estavam gravando o mais recente episódio de seu programa, que é disponibilizado em um canal especial do YouTube, mais conhecido como Vlog. Este é o sétimo programa/vídeo desde que ela começou a publicar no YouTube, em março passado, onde ela fala em inglês e convida aqueles que assistem a discutir os estereótipos que eles vem ouvindo sobre o mundo árabe, para que ela possa &#8216;desbancá-los um após o outro&#39;.<br />
Talvez a esposa do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Abdullah_II_da_Jord%C3%A2nia">Rei Abdullah Segundo da Jordânia</a> não seja a única figura pública a usar o YouTube, que vem sendo acessado por milhões de pessoas. Há outros políticos e reis em diferentes regiões do mundo que também criaram sites pessoais na internet.<br />
Mas o que é único a respeito da Rainha Rania é que ela é a única figura árabe que usa a internet para criar um diálogo com o Oeste para promover um discurso islâmico moderado.<br />
A Rainha Rania fala brincando: &#8216;Meu filho adolescente é uma pessoa quieta, que por natureza não fala muito, mas a sua impressão a respeito de meus discursos foi &#8216;boa&#39;, e então a opinião dos que assistem deve ser boa também&#39;.<br />
Pelo que parece os visitantes do YouTube concordam com ele, já que por volta de 2 milhões de usuários assistiram seus programas publicados no YouTube; que incluem, além de suas gravações, contribuições de vários músicos, comediantes e cidadãos da Jordânia.&#8221;</div>
<p>O artigo continua:</p>
<blockquote><p>وأتاح ظهور الملكة رانيا على الشبكة العنكبوتية لها إمكانية تلقي انتقادات الملايين من الناس.<br />
وأسرت الملكة لي قائلة ” عندما قلبت في ذهني فكرة بث تسجيلات لي على موقع يوتوب، نظر إلي بعض الناس وكأنني فقدت صوابي تماما”.<br />
وتابعت قائلة “أشعر أن عالمنا يعيش أزمة في الوقت الراهن؛ فالعنف حل محل الحوار والغضب حل محل العطف”.<br />
ومضت قائلة “آمل أن تصبح هذه القناة قناة اتصال وتواصل بين الشرق والغرب لأنني أعتقد جازمة أن عالمنا في أمس الحاجة إلى ذلك”.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;A aparição da Rainha Rania em seu canal na internet deu a ela a chance de receber as críticas de milhões de pessoas. Como ela me disse: &#8216;Quando a idéia me veio à cabeça, algumas pessoas olharam para mim como se eu tivesse enlouquecido completamente&#39;. Ela continuou: &#8216;Eu sinto que o nosso mundo está em crise neste momento, a violência tomou o lugar do diálogo e a raiva tomou o lugar da compaixão&#39;.<br />
&#8216;Eu tenho a esperança de que este canal torne-se um canal de comunicação e uma ponte entre o Oriente e o Ocidente, porque eu acredito firmemente que o nosso mundo precisa muito disso&#39;.&#8221;</div>
<p>Abaixo, a Rainha <a href="http://www.youtube.com/watch?v=ITzOc35Sfu4">fala</a> sobre o trabalho que vem disponibilizando no YouTube [En].</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ITzOc35Sfu4&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/ITzOc35Sfu4&amp;hl=en&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Você pode acompanhar a Rainha Rania em seu canal <a href="http://www.youtube.com/queenrania">clicando aqui</a> [En].</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Angola, Brasil: Um choque cultural</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/19/angola-brasil-um-choque-cultural/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 Aug 2008 13:11:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
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		<description><![CDATA[O relacionamento especial entre Angola e Brasil significa que o comércio entre os dois países estão crescendo em marcha acelerada - assim como a imgração de um lado ao outro do Atlântico. Mas como esses povos vizinhos estão se dando? Esse artigo oferece as perspectivas de uma brasileira e uma angolana morando em Luanda.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/08/17/angola-brazil-a-culture-shock-divide/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry" style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-48596" title="47276853_eaf456fb02" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/08/47276853_eaf456fb02.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Escravo em madeira esculpido por Luiz Paulino da Cunha. Foto do <a href="http://www.carfweb.net">Children At Risk Foundation</a></strong></p>
<p style="text-align: left;">A Angola e o Brazil têm um relacionamento especial, parte por causa do idioma  e do passado que dividem - os dois países foram parte do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Portugu%C3%AAs">Império Português</a> - mas também por causa dos laços culturais que emanam dessa história em comum. Desde o ano  2000, o comércio entre os dois países também começou a crescer e agora está no ápice. De acordo com a Associação de Empresas Brasileiras em Angola  (AEBRAN), <a href="http://ipsnews.net/news.asp?idnews=40040">os negócios entre os dois países</a> [en] cresceram seis vezes desde 2002.</p>
<p style="text-align: left;">Com o fortalecimento dos negócios, a presença de empresas brasileiras em solo angolano também cresceu. E como consequência, a imigração do Brasil para a Angola também aumentou - em 70% nos últimos cinco anos. Estima-se que <a href="http://www.migrationinformation.org/Profiles/display.cfm?ID=311">5.000 brasileiros estejam registrados em Angola</a> [en], a maioria deles trabalhando para empresas dos setores de construção, mineração e agricultura. Esse novo capítulo na história de Angola, país estava mais acostumado com imigração no sentido oposto do Atlântico, leva a um inevitável choque cultural, tanto para brasileiros quanto para angolanos.</p>
<p style="text-align: left;">Veja abaixo duas postagens completas, que mostram perspectivas diferentes de um povo lançando um olhar sobre o outro, levantando questões sobre imigração, racismo, etnicidade e respeito mútuo. Acima de tudo, elas ilustram um relacionamento complexo e amplo - com todas as inevitáveis similaridades e diferenças - entre esses dois irmãos que crescem separados por um oceano.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-48598" title="47276856_812db9808b" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/08/47276856_812db9808b.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Escravo em madeira esculpido por Luiz Paulino da Cunha. Foto do <a href="http://www.carfweb.net">Children At Risk Foundation</a></strong></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://casadeluanda.blogspot.com/2008/08/em-contagem-decrescente.html">Migas</a>, brasileira morando em Luanda, diz o seguinte:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">Sempre vi as eleições em Setembro de forma positiva. Optimista de que os episódios de violência do passado não voltarão a acontecer. Qualquer um é unânime em concordar que o país precisa de paz para prosseguir com o crescimento económico, desenvolvimento, qualidade de vida dos cidadãos. Talvez este último seja o objectivo mais “esquecido”. Contudo, o acontecimento aproxima-se. 5 de Setembro foi a data escolhida e qualquer um está com muita expectativa. Angolano ou estrangeiro.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">Vivo num condomínio em que sou a única estrangeira. Todos os outros vizinhos são negros, pertencentes a uma classe que eu não consigo identificar. Não são ricos nem pobres. Mas também não são classe média. Eu diria que são mais pobres do que ricos, segundo os meus padrões. Mas, são ricos o suficiente para terem água nos reservatórios, gerador, carros e comida na mesa. Num dos últimos fins-de-semana, houve festa numa das casas do condomínio. Ao que parece, um aniversário. Arrependi-me da minha opção em ficar em casa, nessa noite de Sábado.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">A festa prolongou-se até de madrugada com o DJ a esmerar-se na escolha das músicas. Para meu desespero já que tinha decidido ficar em casa para dormir cedo. Depois de chegar das compras, por volta das 10h da noite, vi que no meu lugar de estacionamento tinha outro carro. Não pedi para tirarem mas antes, para darem um “jeitinho” (à boa maneira do Norte) para que pudessem ficar os dois. O meu e o do convidado. O convidado, nitidamente bêbado, mandou-me esperar e voltou à festa, supostamente em busca da chave. Minutos depois, tinha-se esquecido do meu pedido e já dançava junto com os outros.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">Consegui resolver a questão de outra forma mas, confesso que não gostei da atitude. Esta história ilustra a minha verdadeira preocupação. Não tenho dúvidas que as eleições vão dar lugar a muita bebedeira, festa, comportamentos exagerados. E isso preocupa-me. Se até agora nunca tinha sentido desconforto por morar num local onde a minha casa é a única de “brancos”, nessa noite percebi que as “biricocas” podem desencadear episódios desconfortáveis mesmo em locais onde nos sentimos bem.</p>
</blockquote>
<p><img class="size-full wp-image-48595" title="47263530_65f92c74bb" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/08/47263530_65f92c74bb.jpg" alt="" width="447" height="335" /><strong></strong></p>
<p align="center"><strong>Escravo em madeira esculpido por Luiz Paulino da Cunha. Foto do <a href="http://www.carfweb.net">Children At Risk Foundation</a></strong></p>
<p style="text-align: left;">Segue abaixo  uma perspectiva diferente, sobre outra festa e o novo cenário migratório, por <a href="http://patriciaguinevere.blogspot.com/2008/08/enigmas-racismo-no-brasil.html">Gil Gonçalves,</a> cidadão angolano:</p>
<blockquote style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">Em Luanda, as empresas brasileiras praticam o subimperialismo americano. O Brasil é uma colónia dos EUA. Muitos… mas mesmo muitos brasileiros chegaram, chegam a Luanda, como sardinhas enlatadas.</p>
</blockquote>
<blockquote style="text-align: left;"><p>Na Movicel, empresa de telecomunicações onde detêm as garras no marketing, mandam vir os seus irmãos e irmãs, como técnicos altamente especializados. Os luandenses ensinam-nos a trabalhar, pois os pobres chegam aqui analfabetos. No Brasil parece não existirem universidades, ou então as existentes não funcionam. Ganham milhares de dólares, com direito a milhares de mordomias. E os luandenses míseros dólares. Há que manter o legado colonial.</p></blockquote>
<blockquote style="text-align: left;"><p>Brasileiros e brasileiras infestaram um hotel, é só deles e delas. Elas fumam bwe [muito], parecem vulcões em permanente actividade. De vez em quando dão festa no terraço. Como bons analfabetos sociais imprimem desalmado som musical que permite aos colonizados luandenses não dormirem. Eles e elas não sabem, fingem não saberem, que em Luanda poluição sonora é crime. Estrangeiros que não respeitam as leis do país de acolhimento tem direito à expulsão. Mas como isto é deles e de alguns amigos luandenses…</p></blockquote>
<blockquote style="text-align: left;"><p>O espanto nisto tudo é que eles e elas “brasileirada” são todos… brancos e brancas. Cadê os negros? As negras? Fugiram para o quilombo do Zumbi dos Palmares? Foram deportados para um campo de concentração nazi? Esconderam-nos na floresta do Amazonas? Exterminaram-nos? Estão proscritos? Enfeitam algum jardim zoológico? Deitaram-nos ao mar?</p></blockquote>
<blockquote style="text-align: left;"><p>Porque não tem a coragem de afirmar publicamente que negro brasileiro não existe no Brasil!</p></blockquote>
<p style="text-align: left;">As imagens que ilustram esse artigo são do álbum <a href="http://www.flickr.com/photos/beija-flor/sets/1030536/">Symbols and Symbolism [Símbolos e Simbolismo] do Flickr</a> de <a href="http://www.carfweb.net">Children At Risk Foundation</a> [en] e usadas sob licença do Creative Commons. Elas retratam a história dos 300 anos de escravidão no Brasil e o impacto do período no país, especialmente no legado do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Candombl%C3%A9">Candomblé</a>. Abaixo, a legenda:</p>
<blockquote style="text-align: left;"><p>O negro foi arrancado de sua terra e vendido como mercadoria, escravizado. No Brasil, ele chegou como escravo, objeto; de sua terra ele partiu como um homem livre. Durante a viagem, o tráfego de escravos, ele perdeu a sua personalidade, mas a sua cultura, sua história, sua paisagem, suas experiências vieram com ele.</p>
<p>A história dos 300 anos de  escravidão negra no Brasil impactou aquele país. O Candomblé é um desses impactos, uma religião cheia de segredos, símbolos e rituais que são conhecidos não apenas por iniciados, mas são também  parte vital da expressão cultural no Brasil. Não há números definitivos sobre quantas pessoas no Brasil seguem o Candomblé. O governo estima, conservadoramente, que haja no Brasil mais de 300 mil centros de culto de religiões afro-brasileiras, que incluem o Candomblé. Estima-se que os participantes dessas religiões cheguem a, pelo menos, um terço dos 170 milhões de habitantes no Brasil. Muitos práticam tanto o Catolicismo quanto o Candomblé.</p>
<p>A Bahia, estado com o maior percentual de negros, é a capital desta religião, que acompanha atentamente as suas raízes e tradições africanas entre o povo Yorubá da Nigéria e do povo Banto de Angola e do Congo. As tradições do Yorubá, incluindo os orixás (deuses do panteão africano) mais comumente usados,  predominam. Hoje o Candomblé é oficialmente reconhecido e protegido pelo governo do Brasil. No entanto, durante o período da escravidão e por muitas décadas após a sua abolição no Brasil, em 1888, as práticas do Candomblé foram proibidas pelo governo e pela Igreja Católica, e seus praticantes foram severamente punidos.</p></blockquote>
</div>
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		<title>China: BBC é reprovada por imprecisão em foto de arquivo</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/02/china-bbc-e-reprovada-por-imprecisao-em-foto-de-arquivo/</link>
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		<pubDate>Sat, 02 Aug 2008 17:54:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA["Usamos telas LCD, como pode uma foto com um monitor desses ser chamada de notícia? Eles acham que a gente não se desenvolveu depois de oito anos? Eles nem conseguem inventar notícias devidamente!"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/feng37/">John Kennedy</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/08/01/china-bbc-lambasted-for-stock-photo-inaccuracy/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Na sequência do <a href="http://br.reuters.com/article/sportsNews/idBRN2935668920080729">alarmismo</a> instaurado nessa semana pelo Senador americano Sam Brownback (que <a href="http://www.salon.com/opinion/greenwald/2008/07/30/china/index.html">na verdade</a> [en] é a favor de vigilância) de que a China estaria planejando <a href="http://lonestarbear.blogspot.com/2008/07/china-ioc-lied-internet-access-for.html">espionar os participantes das Olímpiadas em seus aposentos nos hotéis</a>, o site anti-CNN.com deu a notícia analisando a cobertura feita pela BBC, desmascarando a emissora na atual postagem que consta primeira página do site, <a href="http://www.anti-cnn.com/forum/cn/thread-85128-1-1.html"><em>‘British Brain-washing Channel</em> [sic] <em>(BBC) Lies again!&#39; </em></a> (Canal Britânico de Lavagem Cerebral Mente Novamente).</p>
<p><a href="http://www.anti-cnn.com/forum/cn/thread-85128-1-1.html"><img class="alignnone size-full wp-image-47604" title="bbc" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/08/bbc.jpg" alt="" /></a></p>
<blockquote><p>通过搜索，我们发现这张图片至少6次被BBC作为”当前“新闻配图引用过，而相关新闻的时间跨度长达8年！</p></blockquote>
<div class="translation">Fazendo uma busca, descobrimos que essa foto foi usada como &#8220;atual&#8221; para ilustrar notícias pelo menos seis vezes nos últimos oito anos!</div>
<p>Seguindo a pista acima, a comunidade do anti-CNN.com conseguiu cavar os artigos:</p>
<blockquote><p>★★故事二★★<br />
发生时间：2006年10月25日</p>
<p>【06.10.25 BBC】异议人士李建平网上撰文被判监禁<br />
【链接】http://news.bbc.co.uk/chinese/simp/hi/newsid_6080000/newsid_6084400/6084460.stm</p></blockquote>
<div class="translation">25 de outubro de 2006<br />
Dissidente Li Jianping preso por causa de artigos online<br />
<a href="http://globalvoicesonline.org/2008/08/01/china-bbc-lambasted-for-stock-photo-inaccuracy/%E3%80%90%E9%93%BE%E6%8E%A5%E3%80%91http://news.bbc.co.uk/chinese/simp/hi/newsid_6080000/newsid_6084400/6084460.stm">link</a></div>
<blockquote><p>★★故事三★★<br />
发生时间：2006年7月23日</p>
<p>【06.7.23 BBC】中国建立“互联网黑名单”<br />
【链接】http://news.bbc.co.uk/chinese/simp/hi/newsid_5200000/newsid_5207600/5207640.stm</p></blockquote>
<div class="translation">23 de julho de 2006<br />
China estabelece “lista negra da internet”<br />
<a href="http://globalvoicesonline.org/2008/08/01/china-bbc-lambasted-for-stock-photo-inaccuracy/%E3%80%90%E9%93%BE%E6%8E%A5%E3%80%91http://news.bbc.co.uk/chinese/simp/hi/newsid_5200000/newsid_5207600/5207640.stm">link</a></div>
<blockquote><p>★★故事四★★<br />
发生时间：2002年09月23日<br />
【02.09.23 BBC】The cost of China&#39;s web censors  中国网络检查的成本<br />
【英文链接】http://news.bbc.co.uk/2/hi/business/2264508.stm</p></blockquote>
<div class="translation">23 de setembro de 2002<br />
O custo dos censores online da China<br />
<a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/business/2264508.stm">link</a></div>
<blockquote><p>★★故事五★★<br />
发生时间：2001年07月20日<br />
【01.7.20 BBC】China acts on net ‘addicts&#39; 中国对网络&#39;痴迷者&#39;展开行动<br />
【链接】http://news.bbc.co.uk/2/low/asia-pacific/1448423.stm</p></blockquote>
<div class="translation">20 de julho de 2001<br />
China entra em ação contra ‘viciados&#39; na net<br />
<a href="http://news.bbc.co.uk/2/low/asia-pacific/1448423.stm">link</a></div>
<blockquote><p>★★故事六★★<br />
发生时间：2000年08月26日<br />
【00.08.26 BBC】China tackles cyber squatters 中国打击“域名抢注”行为<br />
【英文链接】http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/asia-pacific/897413.stm</p></blockquote>
<div class="translation">26 de agosto de 2000<br />
China aborda ciber-invasores<br />
<a href="http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/asia-pacific/897413.stm">link</a></div>
<p>E esse usuário encontrou ainda mais outra matéria, também no ano 2000:</p>
<p><a href="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/08/bbc2.png"><img class="alignnone size-full wp-image-47605" title="bbc3" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/08/bbc3.jpg" alt="" /></a></p>
<blockquote><p>是故事的终结篇吗？也许不是<br />
故事七<br />
发生时间：2000年8月21日<br />
【00.8.21 BBC】Jiang backs China&#39;s net growth  江泽民支持中国网络发展</p></blockquote>
<div class="translation">Essa notícia é apenas um resumo? Talvez não conte&#8230;<br />
Sétima notícia<br />
21 de agosto 2000<br />
Jiang apóia o crescimento da China na internet</div>
<p>Alguns trechos selecionados das primeiras quatro páginas de comentários, que não param de aumentar nessa discussão:</p>
<blockquote><p>实在服了西方媒体记者的”敬业精神”.<br />
这张照片怎么看怎么象是两个武警在学上网.</p></blockquote>
<div class="translation">‘A Grande Família da China&#39;:<br />
É uma grande piada sobre o “profissionalismo” dos jornalistas da imprensa ocidental.<br />
É impressão minha ou essa foto parece com dois <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/People%27s_Armed_Police"><em>wujing</em></a> [en] aprendendo a usar a internet?</div>
<blockquote><p>。。。。现在都液晶显示器了，还用这么老的显示器做新闻图片，他们是不是认为我们这8年就没发展啊，造假也太没水准了吧</p></blockquote>
<div class="translation">dreamerxiao:<br />
Usamos telas LCD, como pode uma foto com um monitor desses ser chamada de notícia? Eles acham que a gente não se desenvolveu depois de oito anos? Eles nem conseguem inventar notícias devidamente!</div>
<blockquote><p>西方民主的所谓新闻自由，难道不负任何责任吗？不负责任就叫自由呀？哦，西方就是要让中国不负责任呀，不负责任以后，他们就有机会了</p></blockquote>
<div class="translation">piaoyi:<br />
Quer dizer que na tão falada liberdade de imprensa da democracia ocidental, ser irresponsável é a forma de ser responsável? Irresponsabilidade quer dizer liberdade? Certamente o Oeste apenas quer que a China seja irresponsável, de forma que quando ela for eles terão a oportunidade deles</div>
<p><strong>Atualização:</strong><br />
Veja o artigo <a href="http://zonaeuropa.com/200808a.brief.htm#007">BBC Recycles Same Photo Over Eight Years</a> [BBC recicla a mesma foto por oito anos], no <em>EastSouthWestNorth.</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Brasil: O Presidente Negro Antes de Obama</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/06/25/brasil-o-presidente-negro-antes-de-obama/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Jun 2008 19:28:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raquel Coelho</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Eleições]]></category>
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		<description><![CDATA[O arrebatador fenômeno Obama atingiu o Brasil, o que não é surpresa em se tratando do país com a maior população afro-descendente do mundo. Os blogs estão comentando todo tipo de coisas sobre Obama, e uma linha de comentários especialmente notável é a que trata da redescoberta de um romance brasileiro de ficção científica estranhamente interessante – O Presidente Negro – de 1928.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/jose-murilo-junior/">Jose Murilo Junior</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/rqlcoelho/'>Raquel Coelho</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/06/17/brazil-the-black-president-before-obama/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/06/20080617010816.jpg" alt="" hspace="10" align="left" /><strong>O arrebatador fenômeno Obama</strong> atingiu o Brasil, o que não é surpresa em se tratando do país com a maior população afro-descendente do mundo. Os blogs estão comentando todo tipo de coisas sobre Obama, desde seu <a href="http://obama.senate.gov/news/050517-brazil_offers_model_for_ethano/"> apoio ao Etanol </a> até os ‘<a href="http://blogs.pcworld.com/communityvoices/archives/2008/06/your_second_eco.html">rumores</a>’ sobre sua apreciação a respeito da política brasileira de software livre. Uma linha de comentários especialmente notável é a que trata da redescoberta de um romance brasileiro de ficção científica estranhamente interessante – O Presidente Negro – de 1928. O romance previa as eleições presidenciais dos Estados Unidos no então distante ano 2228 onde competiriam um candidato negro, uma feminista e um conservador.</p>
<p>O autor, Monteiro Lobato, é muito famoso no Brasil por seus contos infanto-juvenis. A coleção de livros &#8216;<a title="Sítio do Pica-pau Amarelo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADtio_do_Picapau_Amarelo">Sítio do Pica-pau Amarelo</a>&#8216; foi transformada numa série de TV de muito sucesso que reinou soberana nas telinhas brasileiras em 5 versões diferentes – a primeira em 1952, e a mais recente em 2001. Mas neste caso, o livro é uma incursão obscura e rara de Lobato no mundo da ficção científica para adultos. O ressurgimento do interesse nessa obra agora está intimamente ligado ao que se destaca como uma inacreditável e intuitiva previsão do que viria a ser nossa situação atual, mas há 80 anos! Quase inimaginável!</p>
<blockquote><p>Para a maior parte do público leitor brasileiro, Monteiro Lobato (1882-1948) é lembrado pelos episódios da série O Sítio do Pica Pau Amarelo. Muitos, porém, desconhecem a “obra para adultos” que Monteiro Lobato escreveu… Originalmente publicado em 1926, como folhetim, no jornal A Manhã, (onde recebeu o título de “O Choque das Raças”, hoje seu subtítulo), “O Presidente Negro” é uma obra duplamente curiosa: primeiramente por se tratar de uma ficção científica, gênero pouco cultivado entre os escritores brasileiros; e em segundo lugar porque em sua trama retrata o debate científico e intelectual vigente nas primeiras décadas do século XX.<br />
<a href="http://viegasdacosta.blogspot.com/2008/06/o-presidente-negro-de-monteiro-lobato.html">O Presidente Negro de Monteiro Lobato</a> - <a href="http://viegasdacosta.blogspot.com/">ALPHARRÁBIO - por Viegas Fernandes da Costa</a></p></blockquote>
<p><strong>A enorme coincidência</strong> com as eleições americanas foi suficiente para fazer de &#8220;O Presidente Negro” uma leitura ‘cult’, apesar de outras previsões de Lobato, como sua descrição da Internet, também terem chamado a atenção dos comentaristas.  A psicologia política distorcida do triângulo formado pelo homem branco, a feminista e o candidato negro também é evidente.</p>
<blockquote><p>O Presidente Negro é um livro assustador. Assustador em vários sentidos. Primeiro pelo caráter premonitório da obra. Em 1926, Lobato prevê a invenção de um tipo de radio transmissão de dados que possibilitaria o ser humano a cumprir suas tarefas da própria casa e sem a necessidade de se deslocar para o trabalho. Fala também do desaparecimento do jornal impresso porque as notícias serão “radiadas” diretamente para a casa dos indivíduos e aparecerão em caracteres luminosos numa tela - exatamente como acontece com quem está lendo esse texto. Em uma palavra atual: internet. Mas as premonições não param por aí. Às vésperas de viajar para os Estados Unidos como adido comercial da embaixada brasileira, Monteiro Lobato preconiza a eleição de um presidente negro nos EUA. O momento político (no ano de 2228) que possibilitaria isso viria da divisão da raça branca, entre um candidato do Partido Masculino (Kerlog) e uma candidata do Partido Feminino (Evelyn Astor). A neofeminista Evelyn Astor está com a vitória praticamente garantida e eis que surge o líder negro Jim Roy, que acaba eleito presidente.<br />
<a href="http://acertodecontas.blog.br/livros/o-presidente-negro-um-livro-assustador/">O Presidente Negro. Um livro assustador</a> - <a href="http://acertodecontas.blog.br/">Acerto de Contas</a></p></blockquote>
<blockquote><p>As guerras igualmente foram extintas, tão logo os Ministérios da Guerra foram trocados pelos da Paz. Apesar disso, os EUA estão prestes a mergulhar no caos e no sangue às vésperas da eleição de seu 88º presidente, de tal forma o pleito cindiu a população. De um lado, estão agrupados os milhões de eleitores pretos, que apóiam Jim Roy, da Associação Negra. De outro, as mulheres brancas que seguem a candidata do Partido Feminino, miss Evelyn Astor. E, por fim, há os homens brancos, que preferem a reeleição de Kerlog pelo Partido Masculino, que fundiu o Democrata e o Republicano. Eis o essencial da trama: não apenas um choque de raças, mas também uma guerra de sexos. Os homens brancos, a fim de embranquecer os EUA, planejam enviar os negros para a Amazônia, que já não é parte do Brasil. Nosso país foi dividido em dois, independentes: o Norte, de atávica malemolência, e o Sul bem-sucedido, a “grande República do Paraná”, que engloba ainda a Argentina, o Uruguai e o Paraguai.<br />
<a href="http://resistenciademocraticabr.blogspot.com/2008/05/monteiro-lobato-um-profeta.html">Monteiro Lobato… Um Profeta?</a> - <a href="http://resistenciademocraticabr.blogspot.com/">Resistência Democrática</a></p></blockquote>
<p><strong>Mesmo em algumas de suas alusões mais estranhas,</strong> Lobato parece seguir criando imagens que, se não são reais, são muito familiares para dizer o mínimo.  Mas, numa análise mais cuidadosa, o enredo revela claramente que, embora superficialmente tenha sido bem sucedido, sua interpretação dos sinais fora quase sempre a projeção de conceitos estranhos. Na verdade, o que primeiro chamou a atenção para esse livro – antes mesmo da atual coincidência histórica com as eleições americanas – foi a evidente afinidade de Lobato com a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Eugenia">Eugenia</a>, uma filosofia social racista que conquistou alguns seguidores no Brasil nas décadas de 20 e 30, e que defendia a melhoria de traços hereditários dos seres humanos através de várias formas de intervenção, principalmente a segregação de raças.</p>
<blockquote><p>Miss Jane, filha de Benson, é quem verbaliza as idéias de Lobato: “Que é América senão a feliz zona que desde o início atraiu os elementos mais eugênicos das melhores raças européias? Onde há força vital da raça branca senão lá?”. Defendendo a segregação americana, acrescenta sobre a miscigenação brasileira: “Nossa solução foi medíocre. Estragou as duas raças, fundindo-as. O negro perdeu as suas admiráveis qualidades físicas de selvagem e o branco sofreu a inevitável piora de caráter, conseqüente a todos os cruzamentos entre raças díspares”.<br />
<a href="http://bravonline.abril.com.br/indices/livros/livrosmateria_277385.shtml">Racismo à Brasileira</a> - <a href="http://bravonline.abril.com.br/">Bravo Online</a></p></blockquote>
<p><strong>Na verdade, Obama definitivamente não</strong> é o candidato negro do conto de Lobato, mas sim o resultado de uma miscigenação política, cultural e genética com os brancos.  Existe uma diferença essencial entre a situação social dos afro-descendentes no Brasil (mais miscigenados) e nos Estados Unidos (mais segregados), mas o fenômeno Obama é percebido por alguns brasileiros como resultado das políticas de ações afirmativas americanas dos anos 70 e esses programas sociais aparecem agora como o fator da mudança.</p>
<p>Do ponto de vista brasileiro, a pergunta inevitável que os afro-descendentes estão se fazendo agora é o que possibilitou o sucesso de Obama nos Estados Unidos – com toda a segregação e o separatismo – enquanto uma situação semelhante, no tão miscigenado Brasil, ainda parece um sonho distante, longe de se tornar realidade.</p>
<blockquote><p>Contrariando expectativas que já duram mais de cem anos, no Brasil, “país com a maior população afro-descendente fora da África”, “negros e pardos vão superar o número de brancos neste ano” de 2008… As afirmações, acompanhadas da constatação de que o país “não tem um único político negro de projeção nacional”, vem a propósito da candidatura do senador Barack Obama à presidência dos Estados Unidos… Atrasados em pelo menos cinqüenta anos com relação às conquistas sociais do povo negro nos Estados Unidos, no Brasil, nós, herdeiros do mesmo brutal despojamento que plasmou a sociedade norte-americana (e do qual Obama, esclareça-se, não é vítima direta) vimos sendo, há mais de 120 anos forçados a acreditar que neste país “alegremente mestiço e desracializado”, nunca houve segregação nem ku-klux-klan, e que nossa inferioridade deve-se apenas a problemas econômicos e pode ser zerada com boas escolas e boas merendas para todos.<br />
<a href="http://aldeiagriot.blogspot.com/2008/06/obama-sua-poca-e-o-sonho.html">OBAMA, SUA ÉPOCA E O SONHO</a> - <a href="http://aldeiagriot.blogspot.com/">AldeiaGriot</a></p></blockquote>
<p><strong>No debate em andamento a respeito de ações afirmativas</strong> e nos diferentes pontos de vista sobre o <a href="http://globalvoicesonline.org/2006/04/21/quotas-in-brazilian-universities-the-online-debate/"> sistema de cotas</a>, é muito comum que, no Brasil, se veja o sucesso de Obama em termos de antigos conflitos, mas os efeitos de sua possível eleição podem repercutir de modo diferente nas diversas camadas culturais. Se for eleito, a psicologia profunda que está por trás do surgimento de uma personagem tão arquetípica na história tornar-se-á parte do debate sócio-político-cultural.</p>
<p>Alguns blogueiros estão cientes desta complexidade herdada de Obama que está ajudando a transcender as polaridades óbvias.</p>
<blockquote><p>Quando, anos mais tarde, condenou a Guerra do Iraque, ele argumentaria com base nas conclusões que tirou da vida. Seus pais tentaram se reinventar abandonando as tradições e, no processo, perderam a própria identidade. A tradição é o que dá liga à sociedade. Perante a mudança, a tradição sempre resiste. Mudança, na história, vem a passos lentos. Para ele, há ingenuidade no ideal do sonho americano de que idéias, por si, causam grandes mudanças. Idéias não bastam. Barack Obama, como o descreveu Larissa MacFarquhar num perfil para a revista The New Yorker, ‘é profundamente conservador’. Democracia não seria simplesmente imposta num país onde ela jamais existira.<br />
<a href="http://pedrodoria.com.br/2008/06/08/quem-e-e-o-que-pensa-barack-obama/">Quem é e o que pensa Barack Obama?</a> - <a href="http://pedrodoria.com.br/">Pedro Dória Weblog</a></p></blockquote>
<p><strong>Tanto o presidente negro de Monteiro Lobato, </strong>prevalecendo num contexto de separação, quanto o perfil complexo de Barack Obama, num mundo de possibilidades emergentes, surgem agora como um meio de mudança política.</p>
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		<title>Sobre o retorno das vítimas de xenofobia a Moçambique</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/06/01/sobre-o-retorno-das-vitimas-de-xenofobia-a-mocambique/</link>
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		<pubDate>Sun, 01 Jun 2008 21:06:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Etnicidade]]></category>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porPaula Góes  &#183; Traduzido por Paula Góes &#183;  Veja o post original 
“Enfim, ainda não chegou a hora do governo sul-africano reconhecer, sem rodeios, a sua responsabilidade em todo este processo. Com pensamentos redondos e com uma enorme incapacidade de autocrítica (como primeiro passo) o regime sul-africano, ao que tudo indica, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/05/31/on-the-return-of-the-victims-of-xenophobia/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>“Enfim, ainda não chegou a hora do governo sul-africano reconhecer, sem rodeios, a sua responsabilidade em todo este processo. Com pensamentos redondos e com uma enorme incapacidade de autocrítica (como primeiro passo) o regime sul-africano, ao que tudo indica, persiste em enterrar a cabeça na areia.” <a href="http://agrywhite.blogspot.com/2008/05/emoo-marca-regresso-de-vtimas-de.html">Agry</a> comenta sobre a notícia do retorno das vítimas de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/05/21/xenophobia-plagues-south-africa/">xenofobia</a> a Moçambique.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Bahrain: Banindo os Bangladeshis</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/05/29/bahrain-banindo-os-bangladeshis/</link>
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		<pubDate>Thu, 29 May 2008 02:53:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bahrain]]></category>
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		<description><![CDATA[Após um trágico incidente ocorrido há alguns dias, em que um Bahraini foi morto após se recusar a pagar a um mecânico Bangladeshi um extra de 500 fils (1,30 dólares) que este demandava por seu serviço, o Bahrain interrompeu a emissão de permissões de trabalho para cidadãos de Bangladesh. Um grupo de legisladores está planejando submeter ao parlamento uma proposta que visa a expulsão de todos os trabalhadores Bangladeshis do país, que devem ser hoje mais de 90.000, sob a alegação de que estes cometeriam mais "crimes chocantes e terríveis" do que qualquer outra comunidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/ayesha-saldanha/">Ayesha Saldanha</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2008/05/28/bahrain-ban-on-bangladeshis/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Após um trágico incidente ocorrido há alguns dias, em que um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bahrein">Bahraini</a> foi <a href="http://bahraini.tv/2008/05/24/man-killed-over-500-fils/">morto</a> [En] após se recusar a pagar a um mecânico <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bangladesh">Bangladeshi</a> um extra de 500 fils (1,30 dólares) que este demandava por seu serviço, o Bahrain <a href="http://bahraini.tv/2008/05/27/visa-ban-for-bangladeshis/">interrompeu</a> [En] a emissão de permissões de trabalho para cidadãos de Bangladesh. Um grupo de legisladores está planejando submeter ao parlamento uma proposta que visa a expulsão de todos os trabalhadores Bangladeshis do país, que devem ser hoje mais de 90.000, sob a alegação de que estes cometeriam mais &#8220;<a href="http://bahraini.tv/2008/05/26/ban-on-workers-will-spell-misery/">crimes chocantes e terríveis</a>&#8221; [En] do que qualquer outra comunidade.</p>
<p><em>Mahmood</em> não ficou impressionado por esta reação exagerada e causadora de humilhação, e ele <a href="http://mahmood.tv/2008/05/27/collective-punishments/">diz</a> [En]:</p>
<blockquote><p>There are a few things that suggest that our society is in a desperate state. The indicators are probably best exemplified by the exclusionary standards our parliamentarians and their electorate take. Both are quick to condemn whole peoples, nations and even civilizations due to isolated incidents without taking one second to reflect on our own shortcomings and our non-exclusive ownership of basic human values. … If you talk to Bahrainis fortunate enough to have lived in the 70s and before, they will categorically tell you that they have never experienced anything like this, they will confirm that they didn’t give their neighbour’s race or religion much importance. They will further tell you that they habitually interacted with each other in various ways; they visited, conducted business and even fought the British occupation together by forming and maintaining a cohesive multi-cultural front that crossed confessional divides. The common denominator was their Bahraininess which surpassed every other consideration. They celebrated their differences, rather than diligently work at finding the chinks to exploit in each others’ armor. The stark contrast between that era and now could not be more evident. What we now have is an acutely insular society with impenetrable walls propped up by suspicion and hatred of the other. This “us and them” atmosphere is condoned by the government - regardless of how many denials we hear from their higher echelons - evidenced by the selective employment policies, the conditional awards of constitutionally guaranteed citizen benefits and the disparity in economic circumstance. … Let us remind them that their role is to ameliorate differences and protect the national unity, and not diligently and wantonly work at exacerbating them. The demand to expel and ban Bangladeshis because of the unfortunate result of a single person’s moment of anger is tantamount to our agreement to the entrenchment and even encoding xenophobia as our main Bahraini trait.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Há algumas coisas que sugerem que nossa sociedade está em um estado de desespero. Estes indicativos são provavelmente melhor exemplificados pelas posturas excludentes que nossos parlamentares e seu eleitorado tomam. Ambos são rápidos para condenar povos inteiros, nações e até mesmo civilizações por conta de incidentes isolados sem pensar nem um segundo sequer em nossos próprios erros e em nossa posse não-exclusiva dos valores básicos humanos. [&#8230;] Se você conversar com Bahrainis que tiveram a sorte de viver nos anos 70 ou antes, eles irão lhe dizer categoricamente que nunca viram algo assim antes, e irão confirmar que nunca fizeram distinção da raça ou religião de seus vizinhos. Eles também irão te contar que habitualmente interagiam uns com os outros de várias formas; eles visitavam, faziam negócios e até mesmo lutavam lado a lado contra a ocupação britânica, formando e mantendo um front multi-cultural coeso que cruzava fronteiras. O denominador comum era a sua &#8216;Bahrainidade&#39;, que ultrapassava qualquer outra consideração. Eles celebravam suas diferenças, em vez de diligentemente trabalhar na busca das falhas a serem exploradas nas defesas alheias. O enorme contraste entre aquela era e esta em que vivemos não poderia ser mais evidente. O que temos agora é uma sociedade agudamente insular com paredes impenetráveis, levantadas pela desconfiança e pelo ódio em relação ao outro. Esta atmosfera de &#8216;nós e eles&#39; é apoiada pelo governo - não importa quanto os altos escalões tentem negar isso - e evidenciada pelas políticas de emprego seletivas, a distribuição condicional de benefícios de cidadania constitucionalmente garantidos e a disparidade de circunstâncias econômicas. [&#8230;] Deveríamos lembrá-los que seu papel é o de trabalhar as diferenças e proteger a unidade nacional, e não o de diligentemente e irresponsávelmente exacerbar [estas diferenças]. Os clamores para expulsar e banir os Bangladeshis por conta do infeliz resultado de um momento de fúria de uma única pessoa são a mesma coisa que a nossa concordância com [nosso] entrincheiramento e até mesmo com a transformação da xenofobia no principal traço cultural Bahraini.&#8221;</div>
<p><em>Reeshiez</em> <a href="http://mahmood.tv/2008/05/27/collective-punishments/#comment-119209">comenta ao post acima</a> [En]:</p>
<blockquote><p>This is the most ridiculous thing that I’ve heard and is blatant racial discrimination. I can’t believe our government did this and that many people support this law. You can’t punish an entire nation for isolated incidents by their citizens. How would bahrainis feel if all arabs were banned from coming to the US because a random Bahraini killed an American citizen? I am completely disgusted.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Esta é a coisa mais ridícula que eu já ouvi e é uma flagrante discriminação racial. Eu não acredito que nosso governo tenha feito isso e que muitas pessoas apóiem esta lei. Você não pode punir toda uma nação por conta de incidentes isolados causados por seus cidadãos. Como se sentiriam os Bahrainis se todos os árabes fossem proibidos de entrar nos Estados Unidos [da América] porque um Bahraini qualquer matou um cidadão americano? Eu estou completamente revoltado.&#8221;</div>
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		<title>Vozes que consentem com a xenofobia</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/05/26/vozes-que-consentem-com-a-xenofobia/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/05/26/vozes-que-consentem-com-a-xenofobia/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 26 May 2008 12:39:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diáspora]]></category>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porPaula Góes  &#183; Traduzido por Paula Góes &#183;  Veja o post original 
“As proeminentes figuras políticas sul africanas que gozaram da protecção do povo moçambicano e hoje são dirigentes ou empresários por quê não levantam a voz, de forma enérgica, para proteger os moçambicanos e pararem osactos de xenofobia dos seus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2008/05/25/voices-that-consent-to-xenophobia/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>“As proeminentes figuras políticas sul africanas que gozaram da protecção do povo moçambicano e hoje são dirigentes ou empresários por quê não levantam a voz, de forma enérgica, para proteger os moçambicanos e pararem osactos de xenofobia dos seus patrícios?”, pergunta <a href="http://bossesblog.blogspot.com/2008/05/xenofobia-sul-africana-as-vozes-que.html">Bosse Hammarström</a> [pt].</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Brasil: Transformando um infanticídio em um espetáculo</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/04/25/brasil-transformando-um-infanticidio-em-um-espetaculo/</link>
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		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 03:24:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma criança morre em circunstâncias misteriosas. Seu pai e sua madrasta são os principais suspeitos escolhidos pela mídia e pelo público desde o princípio, mas as investigações oficiais ainda não foram concluídas. Será justo levar 160 milhões de pessoas a acreditar que alguém é culpado de matar a própria filha antes do pronunciamento da justiça sobre o caso? O que cerca, e o que está por trás, desta cobertura do tipo reality-show em tempo integral promovida pela mídia brasileira em casos como estes? A blogosfera brasileira fala.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/danielduende/">Daniel Duende</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/24/brasil-making-a-child-murder-into-a-media-show/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/04/isa_nardoni1.jpg" style="float: left; margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-right: 10px; width: 247px; height: 186px" alt="Isabela Nardoni" />Na noite de 29 de março, <em>Isabella Nardoni</em>, 5 anos, foi encontrada em estado grave no jardim do bloco de apartamentos onde vivia com seu pai, sua madrasta e suas duas meias-irmãs, em uma vizinhança de classe média de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Paulo_%28cidade%29">São Paulo</a>. O zelador do prédio a encontrou depois que ela aparentemente caiu pela janela de seu quarto. Momentos depois, foi dito que o pai da menina entrou correndo no jardim para vê-la, dizendo que alguém deve tê-la jogado pela janela enquanto ele estava na garagem ajudando sua esposa, madrasta de Isabella, a levar as outras duas crianças adormecidas do casal do carro até o apartamento. Minutos depois, Isabella morreu na ambulância.</p>
<p>Uma investigação criminal se seguiu, e a polícia questionou as versões do pai e da madrasta para o caso. Há evidências conflitantes. O caso recebeu <a href="http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL386739-5605,00.html">cobertura ininterrupta</a> da grande mídia e dos blogues brasileiros. Ainda há um longo caminho a ser seguido pela investigação antes do veredito, mas muitos suspeitam que o pai e a madrasta de Isabella sejam os assassinos da menina.</p>
<p>Esta versão dos fatos foi repetida várias vezes nos últimos dias pela <em>Rede Globo</em>, pela <em>Folha de São Paulo</em>, pelo <em>Estado de São Paulo</em> e muitas outras estações de TV e jornais brasileiros, além de vários blogues pelo Brasil afora.</p>
<p>No passado, os maiores grupos midiáticos do Brasil não foram sempre cuidadosos ao marcar este ou aquele suspeito como culpado de um crime. A polícia e as autoridades brasileiras foram frequentemente pressionadas a dar à mídia as informações e afirmações desejadas por esta para fazer com que indivíduos sob investigação parecessem culpados aos olhos do público mesmo antes da conclusão das investigações. Se, ao final das investigações oficiais, fosse revelado que o real culpado era outra pessoa, os mesmos jornais raramente se preocuparam em corrigir estes erros, rapidamente se voltando para o próximo gol da final do campeonato, para o próximo escândalo político ou morte terrível.</p>
<p>E o circo midiático e troca de acusações já começou no caso de Isabella Nardoni. Sejam culpados ou não do terrível crime, o pai e a madrasta de Isabella já foram condenados sob os holofotes televisivos e nas capas de jornais brasileiros, e um dos maiores colaboradores destas afirmações de culpa é o promotor público responsável pelo caso, <em>Francisco Cembranelli</em>, que já deu várias entrevistas sugerindo acreditar que as investigações irão estabelecer o casal como culpado do assassinato.</p>
<p>Vamos dar uma olhada no que a blogosfera brasileira pensa do caso.</p>
<p><em>C.Fagundes</em>, do <a href="http://e-squina.blogspot.com/2008/04/s-se-v-na-globo.html">e-esquina</a>, nos apareceu com <a href="http://e-squina.blogspot.com/2008/04/s-se-v-na-globo.html">esta imagem</a>, comparando a cobertura dada pela Rede Globo ao crime com o reality-show <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Big_Brother_Brasil">Big Brother Brasil</a>, transmitido pela mesma emissora:</p>
<blockquote><p><img src="http://bp1.blogger.com/_cr4J52_Da-o/SAAzVruVjTI/AAAAAAAAAeM/hGDXLDF66fM/s400/bigb.jpg" alt="Big Murder Brazil" /></p></blockquote>
<p><em>Ismael</em>, do blogue <a href="http://omalfazejo2.wordpress.com/">O Malfazejo 2.0</a>, também <a href="http://omalfazejo2.wordpress.com/2008/04/07/notas-de-segunda-feira-85/">faz uma piada</a> sobre a &#8220;interatividade de reality-show&#8221; da cobertura da Rede Globo sobre o crime:</p>
<blockquote><p>“Breve nos programas do horário nobre da Globo nova enquete interativa: Se você acha que o assassino de Isabela Nardoni é o pai, ligue para 0300-703-584-01. Para votar na madrasta, ligue para 0300-703-584-02. Para votar na mãe da menina, ligue para 0300-703-584-03. […] A ligação é gratuita.”</p></blockquote>
<p>No dia 9 de abril, <em>Ricardo Noblat</em>, um jornalista que escreve um blogue hospedado pela Globo.com &#8212; o portal de internet da Rede Globo &#8212; <a href="http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?t=promotor_diz_que_pai_matou_filha&amp;cod_Post=96762&amp;a=111">escreveu um post com notícias em primeira mão</a> sobre o caso:</p>
<blockquote><p>“Foi o pai, Alexandre Nardoni, que jogou pela janela a filha Isabella Nardoni, de 5 anos. A informação foi dada esta tarde pelo promotor Francisco José Cembranelli em conversa reservada com um grupo de jornalistas. No passado o promotor foi professor de Alexandre. Refere-se a ele como “um vagabundo, que sempre viveu às custas do pai, um playboy”.”</p></blockquote>
<p>No dia seguinte, quando perguntado pelos repórteres sobre as afirmações que Noblat atribuíra a ele, Cembranelli negou ter dito qualquer coisa semelhante, e fez ataques pessoais ao blogueiro-jornalista Noblat. Logo depois disso, mais de 200 comentários foram feitos no post de Noblat &#8212; a maioria deles acusando Noblat de fabricar notícias ou basear-se em fontes dúbias para fazer suas afirmações. Até agora, Noblat continua respondendo pacientemente a todos os comentários, mantendo sua fé em suas fontes e naquilo que afirmou a princípio, e acusando Cembranelli de mentir ao negar aquilo que efetivamente disse antes, naquela conversa com jornalistas.</p>
<p>Sobre o promotor Cembranelli, a <a href="http://abric.wordpress.com/">Academia Brasileira de Idéias Confusas</a> escreveu as palavras abaixo, em seu post entitulado &#8220;<a href="http://abric.wordpress.com/2008/04/09/qual-a-maior-tragedia/">Qual a maior tragédia?</a>&#8220;:</p>
<blockquote><p>“Já restou mais do que evidente a vontade de Francisco Cembranelli de ter a imagem associada ao um crime bárbaro para aparecer na mídia e ser lembrado pela participação em um caso de imensa repercussão nacional. Transparece, ainda, a vontade de que sejam, efetivamente, os pais os culpados pelo ocorrido, porque nessa hipótese o julgamento será espetacular, com mais holofotes e exposição pública. Se tudo isso decorre de mera vaidade ou se há no ar o cheiro de alguma vantagem decorrente do episódio, é uma incógnita. Em todo caso, parece desagradável que face a um crime tão bárbaro um ou outro sejam satisfeitos.”</p></blockquote>
<p>Sobre este post, <em>Cranio</em> comentou:</p>
<blockquote><p>“Neste caso mais uma vez fico pensando se toda midiatização de uma tragédia familiar poderá trazer algum benefício à sociedade. […] será que alguém que pensava em atirar uma criança pela janela irá repensar sua atitude? Será que criaremos leis que impossibilitem este tipo de tragédia? Ou apenas não havia nada de inteligente para veicular nos telejornais e aproveitam-se do gosto por sangue que existe na maioria da população e com isto aumentar seu ibope?”</p></blockquote>
<p><a href="http://www.guilhermefiuza.com.br/">Guilherme Fiuza</a>, um distinto blogueiro-jornalista brasileiro, passou por uma provação semelhante a esta que está sendo imposta agora ao casal Nardoni. Há dezoito anos, ele perdeu seu primeiro filho recém-nascido em um trágico acidente doméstico. No início, Fiuza e sua ex-esposa foram acusados de ter causado a morte do garoto, e seus vizinhos, e pessoas que Fiuza afirma nunca ter visto antes, começaram a fabricar histórias que os confirmavam como assassinos de sangue frio, até que por fim se provou que ele e sua então companheira eram inocentes. Fiuza não menciona se recebeu qualquer pedido de desculpas. Sobre suas experiências do passado e o caso Isabella Nardoni, <a href="http://www.guilhermefiuza.com.br/?p=20">ele escreve</a>:</p>
<blockquote><p>“Se não é possível à coletividade imaginar na sua própria pele o ardor da tragédia, já seria um belo avanço civilizatório se ela entendesse, de uma vez por todas, que a vida (dos outros) não é um Big Brother.”</p></blockquote>
<p>Sobre as apressadas entrevistas dadas pela Delegada de Polícia responsável pelo caso, que disse desde os primeiros dias após a morte de Isabella que &#8220;a investigação estava 70% concluída&#8221;, Fiuza <a href="http://www.guilhermefiuza.com.br/?p=23">complementa</a>:</p>
<blockquote><p>“A delegada do caso Isabella informou que 70% do crime estão esclarecidos. Notícia importante.<br />
[…]<br />
Mas, doutora delegada, e se nos últimos 30% aparecer um personagem novo confessando o assassinato? Nesse caso, doutora, seus atuais 70% serão iguais a zero.<br />
Jamais se viu, em toda a história da investigação criminal, um caso 70% esclarecido. Das duas, uma: ou a delegada é uma revolucionária, ou é uma irresponsável.”</p></blockquote>
<p><em>Luiz Carlos Azenha</em>, do blogue <a href="http://www.viomundo.com.br/">Vi o Mundo</a>, é outro importante jornalista que largou seu emprego na mídia tradicional para se tornar blogueiro em tempo integral. <a href="http://www.viomundo.com.br/opiniao/um-osso-duro-para-a-maquina-de-moer-carne/">Ele reflete sobre os interesses da mídia neste caso</a>:</p>
<blockquote><p>“A máquina de moer carne da mídia não pára. Precisa produzir continuamente. E produzir, sempre, algo sexy. Na pior acepção da palavra. Crianças defenestradas, arrastadas por automóveis¹, vale tudo desde que a morte tenha “valor” de venda. Ou seja, a morte de uma criança por desnutrição, aos poucos, bem diante do prédio da Folha de S. Paulo, na Barão de Limeira, tem valor zero na escala da notícia. Bebês mortos em reservas indígenas e em maternidades já se tornaram parte do trivial.”</p></blockquote>
<p>¹<em>[Nota do tradutor: Esta é uma menção ao caso do menino <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_H%C3%A9lio">João Hélio</a>. Hélio tinha 6 anos de idade quando morreu após ser arrastado do lado de fora do carro da mãe por 11 quilômetros, em uma tentativa de furto do carro. O caso repercutiu em uma série de manifestações contra o aumento da criminalidade no Rio de Janeiro e em demandas de aumento das penas para crimes hediondos. Na semana da morte de João Hélio, outro garoto morreu em circunstâncias similares em outro lugar do Brasil. Nenhum jornal percebeu o fato. Apenas alguns blogues o noticiaram, mas não pude encontrar recentemente mais nenhuma menção a ele. Pode ser que isso não faça diferença alguma, mas João Hélio pertencia à classe média e era branco, enquanto a outra vítima anônima era mais pobre, e tinha a pele mais escura.]</em></p>
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		<title>Irã: Armênios relembram aniversário de genocídio</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/04/24/ira-armenios-relembram-aniversario-de-genocidio/</link>
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		<pubDate>Thu, 24 Apr 2008 22:01:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porHamid Tehrani  &#183; Traduzido por Daniel Duende &#183;  Veja o post original 
Armênios relembram o 93º aniversário do Genocídio Armênio em Teerã, Irã. Você pode ver as fotos do evento aqui.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/hamid-tehrani/">Hamid Tehrani</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/24/iran-armenians-remember-anniversary-of-genocide/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Armênios relembram o 93º aniversário do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Genoc%C3%ADdio_arm%C3%AAnio">Genocídio Armênio</a> em Teerã, Irã. Você pode ver as fotos do evento <a href="http://www.photoblog.com/zohrepix/2008/04/24/93th-anniversary-of-genocide-----.html">aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Brasil: Debatendo raça</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/04/19/brasil-debatendo-raca/</link>
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		<pubDate>Sat, 19 Apr 2008 09:31:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[ &#183; Traduzido por Paula Góes &#183;  Veja o post original 
Alex Castro está gerando um debate interessante na sua série de posts sobre raça, um assunto que ele considera de extrema importância no Brasil. &#8220;Cada ser humano é, antes de tudo, quem ele pensa ser e quem ele é percebido como sendo.&#8221;
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/19/brazil-debating-race/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><a href="http://www.interney.net/blogs/lll/2008/04/18/ser_da_raca_certa_iv_de_iv/">Alex Castro</a> está gerando um debate interessante na sua série de posts sobre raça, um assunto que ele considera de extrema importância no Brasil. &#8220;Cada ser humano é, antes de tudo, quem ele pensa ser e quem ele é percebido como sendo.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Bermudas: O que é Racismo?</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/04/12/bermudas-o-que-e-racismo/</link>
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		<pubDate>Sat, 12 Apr 2008 19:53:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porJanine Mendes-Franco  &#183; Traduzido por Daniel Duende &#183;  Veja o post original 
O blog bermudano Politics.bm[En] examina o conceito de racismo.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/janine-mendes-franco/">Janine Mendes-Franco</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/11/bermuda-what-is-racism/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>O blog bermudano <em><a href="http://www.politics.bm/archives/2008/04/11_001813.html">Politics.bm</a></em>[En] examina o conceito de racismo.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>China: Blogueiros declaram guerra à cobertura da mídia ocidental sobre o Tibet</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/03/24/china-blogueiros-declaram-guerra-a-cobertura-da-midia-ocidental-sobre-o-tibet/</link>
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		<pubDate>Mon, 24 Mar 2008 23:16:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jan Alyne Barbosa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porJohn Kennedy  &#183; Traduzido por Jan Alyne Barbosa &#183;  Veja o post original 
Uma vez passado o burburinho das notícias sobre o corte de orelhas de crianças e sobre o incêndio de pessoas vivas o Tibet, cidadãos chineses na Internet atacam detalhes relatados de maneira inapropriada e não parecem dispostos a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/feng37/">John Kennedy</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/janalyne/'>Jan Alyne Barbosa</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2008/03/24/china-bloggers-declare-war-on-western-medias-tibet-coverage/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p id="result_box" dir="ltr">Uma vez passado o burburinho das notícias sobre o corte de orelhas de crianças e sobre o incêndio de pessoas vivas o Tibet, cidadãos chineses na Internet atacam detalhes relatados de maneira inapropriada e não parecem dispostos a deixar que isto continue. Na verdade, eles declararam uma ciberguerra aos grandes meios de comunicação ocidentais, e o site <a href="http://anti-cnn.com/">anti-CNN.com</a> é a sede da campanha.</p>
<p id="result_box" dir="ltr">Já que palavras tais como <a href="http://globalvoicesonline.org/found/?cof=FORID%3A9&amp;q=Tibet&amp;btnG=Search+%C2%BB&amp;cx=000932313665553177304%3Adg67ra11mvs">Tibet</a> e Lhasa chegaram ao topo da lista de palavras-chave do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Internet_censorship_in_the_People%27s_Republic_of_China">GFW</a>, acompanhando o surto de violência e agitação no sudoeste da China no início deste mês, muita atenção às causas básicas do Tibet simplesmente invadiu o anti-CNN.com, através da coleta de fotos, de imagens reproduzidas de tela de computador, de acusações furiosas e sem lógica, a maioria das quais produzida sob controle, como a coleta feita através de convenientes práticas de colar-e-copiar.</p>
<p id="result_box" dir="ltr">Para os blogueiros encurralados entre dois lados de uma batalha cruel de propaganda, que testemunha a perda de vidas e uma grande parte da China colocada sob restrições militares, há, naturalmente, <a href="http://zonaeuropa.com/200803c.brief.htm#003">uma grande frustração</a> sobre como começar a blogar sobre a situação. Em seguida, há fatos, entre eles, o de que <a href="http://chinamatters.blogspot.com/2008/03/black-days-for-dalai-lama.html">jovens militantes tibetanos no exílio</a> pretendem criar uma perturbação em Lhasa para o Dia Nacional do Desenvolvimento Tibetano este ano é <a href="http://chinamatters.blogspot.com/2008/03/tibetan-intifada.html">estarem falando abertamente sobre isso</a> nos últimos meses.</p>
<p id="result_box" dir="ltr">Então, como é que alguém começa a difundir esta atitude prevalecente entre os blogueiros chineses vista na introdução sobre o site anti-CNN.com?</p>
<blockquote><p>认清西方媒体卑鄙无耻的真面目</p>
<p>Veja a desprezível verdade e a face vergonhosa da mídia ocidental</p></blockquote>
<blockquote><p>长期以来，以CNN、BBC为代表的西方某些媒体借新闻自由之名<br />
对广大发展中国家进行了肆无忌惮的污蔑和诋毁<br />
为了达到他们不可告人的目的<br />
他们栽赃陷害、颠倒黑白、混淆是非、无中生有……真是无所不用其极</p>
<p>Durante muito tempo, certos meios ocidentais, melhores representados pela CNN e a BBC, em nome da liberdade de imprensa vêm inescrupulosamente caluniando e difamando nações em desenvolvimento a fim de alcançar sua meta não expressada, eles enganam e eles armam, trocam o preto pelo branco, confundindo o certo e o errado, forjando… dispostos a ir a qualquer lugar, sem limites.</p></blockquote>
<blockquote><p>在对2008年3月西藏骚乱的报道中</p>
<p>西方媒体的表演再一次向世人展示了他们丑恶的真实面目</p>
<p class="translation">本网站旨在收集、整理并发布西方主流媒体作恶的证据</p>
<p class="translation">如果您看到任何西方媒体作恶的证据，请千万不要轻易放过他们<br />
把它们保存起来并寄给我们</p>
<p class="translation">多收集一份他们的罪证，就是为我们争取到了多一点的空间</p>
<p class="translation">我们关注所有西方媒体（不只是CNN），不限语言、内容（文本或图片）和国家</p>
<p>Nos seus relatórios sobre os motins no Tibet, o desempenho da mídia ocidental, mais uma vez, mostra ao mundo a sua verdadeira face repugnante.</p>
<p>Este site destina-se a coletar, organizar e publicar a prova do mal da mídia mainstream ocidental</p>
<p>Se você ver qualquer prova do mal da mídia ocidental, por favor, não deixe que eles escapem facilmente</p>
<p>Salve-a e envie-a para nós</p>
<p>Quanto mais provas de seus crimes nós coletarmos, mais espaço teremos para lutar e vencer por nós mesmos</p>
<p>Estamos preocupados com todos os meios ocidentais (não só a CNN), e sem limites de língua, conteúdo (texto ou foto) ou país</p></blockquote>
<blockquote><p>这将是一场反抗西方话语霸权的斗争<br />
我们应该充分认识到这场斗争的长期性、艰巨性和复杂性<br />
但无论怎样，我们都坚信：</p>
<p>西方国家妄图通过几个破媒体就一张臭嘴遮天的日子将一去不返了！</p>
<p id="result_box" dir="ltr">Esta é uma luta de resistência contra a hegemonia do discurso ocidental<br />
Temos de reconhecer plenamente que esta será uma batalha de longo prazo, difícil e complexa<br />
Mas independentemente do resultado, todos nós acreditamos firmemente:</p>
<p>Que o fim dos dias em que as nações ocidentais usam sua mídia podre para tentar enganar as pessoas com suas palavras vai chegar em breve!</p></blockquote>
<p id="result_box" dir="ltr">Por favor, consulte a coleção de links do Global Voices Online relacionados ao <strong><a href="http://www.globalvoicesonline.org/specialcoverage/tibet-protests-2008/">Protestos no Tibet </a></strong><strong><a href="http://www.globalvoicesonline.org/specialcoverage/tibet-protests-2008/"><strong>2008</strong></a></strong>.</p>
<p align="center"><em>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">clique aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">clique aqui</a>.</em></p>
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