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	<title>Global Voices em Português &#187; Racismo</title>
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	<description>O mundo está falando. Você está ouvindo?</description>
	<pubDate>Thu, 04 Sep 2008 06:40:23 +0000</pubDate>
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		<itunes:summary>O mundo estaacute; falando. Vocecirc; estaacute; ouvindo?</itunes:summary>
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			<title>Global Voices em Português</title>
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		<title>Jordânia: O Videoblog da Rainha Rania</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Sep 2008 02:55:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[A Rainha Rania, da Jordânia, foi considerada a mais famosa videoblogueira do mundo árabe pela Blogger Times, uma revista sobre blogues produzida por blogueiros árabes, depois do sucesso obtido por uma série de vídeos lançados pela rainha para tentar combater os estereótipos associados ao mundo árabe.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rania_da_Jord%C3%A2nia" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');"><em>Rainha Rania</em></a>, da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jord%C3%A2nia" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Jordânia</a>, foi considerada a mais famosa videoblogueira do mundo árabe pela <a href="http://bloggers-times.blogspot.com/2008/07/blog-post_30.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/bloggers-times.blogspot.com');">Blogger Times</a> [Ar], uma revista sobre blogues produzida por blogueiros árabes, depois do <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/04/01/jordan-royal-debut-on-youtube/">sucesso obtido</a> [En] por uma série de vídeos lançados pela rainha para tentar combater os estereótipos associados ao mundo árabe.</p>
<p>De acordo com o artigo [Ar]:</p>
<blockquote><p>تجلس الملكة رانيا العبد الله داخل مكتبها الفسيح في عمان بالأردن بينما تركز عليها ثلاث كاميرات.<br />
الكاميرتان الأولى والثانية هما للبي بي سي في حين أن الكاميرا الثالثة هي لأعضاء مكتبها، والكاميرات الثلاث تصور أحدث حلقة من برنامجها الذي يُبث في قناتها الخاصة المسماة V-log على موقع يوتوب الخاص بمقاطع الفيديو.<br />
وهذه هي الحلقة السابعة أو الفيديو السابع منذ أن بدأت الملكة رانيا بث أحاديثها على موقع يوتوب في شهر مارس/آذار الماضي.<br />
وتلقي الملكة رانيا أحاديثها باللغة الإنجليزية، إذ تطلب من المشاهدين أن يخبروها ببعض الصور النمطية التي سمعوها عن العالم العربي حتى يتسنى لها “تفكيكها واحدة تلو الأخرى”.<br />
قد لا تكون عقيلة العاهل الأردني عبد الله الثاني، الشخصية العامة الوحيدة التي تستخدم موقع يوتوب الذي يقبل على مشاهدته ملايين المشاهدين؛ فهناك سياسيون وملوك في مناطق مختلفة من العالم قد أنشأوا مواقع لهم على شبكة الإنترنت.<br />
لكن ما تتفرد به الملكة رانيا عن الباقي هو أنها الشخصية العربية الوحيدة التي تستخدم الإنترت للانخراط في حوار مع الغرب والترويج للخطاب الإسلامي المعتدل.<br />
تقول الملكة رانيا مازحة “ابني المراهق شخص قليل الكلام لكن انطباعه (بشأن الأحاديث) كان “جيدا”، وبالتالي فإن انطباع المشاهدين لا بد أن يكون جيدا”.<br />
ويبدو أن زوار موقع يوتوب يتفقون معه فيما ذهب إليه إذ أن ما يربو على مليوني مشاهد شاهدوا حلقات الفيديو التي بثتها على موقع يوتوب.<br />
وتضم هذه الحلقات تسجيلات لها إضافة إلى مساهمات من موسيقيين وكوميدييين مختلفين ومواطنين أردنيين.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;A Rainha Rania Al Abdullah está sentada dentro de seu espaçoso escritório em Amman, na Jordânia, com três câmeras focalizadas nela. A primeira e a segunda são da BBC, enquanto a terceira câmera é da equipe de seu escritório. As três câmeras estavam gravando o mais recente episódio de seu programa, que é disponibilizado em um canal especial do YouTube, mais conhecido como Vlog. Este é o sétimo programa/vídeo desde que ela começou a publicar no YouTube, em março passado, onde ela fala em inglês e convida aqueles que assistem a discutir os estereótipos que eles vem ouvindo sobre o mundo árabe, para que ela possa &#8216;desbancá-los um após o outro&#39;.<br />
Talvez a esposa do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Abdullah_II_da_Jord%C3%A2nia" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Rei Abdullah Segundo da Jordânia</a> não seja a única figura pública a usar o YouTube, que vem sendo acessado por milhões de pessoas. Há outros políticos e reis em diferentes regiões do mundo que também criaram sites pessoais na internet.<br />
Mas o que é único a respeito da Rainha Rania é que ela é a única figura árabe que usa a internet para criar um diálogo com o Oeste para promover um discurso islâmico moderado.<br />
A Rainha Rania fala brincando: &#8216;Meu filho adolescente é uma pessoa quieta, que por natureza não fala muito, mas a sua impressão a respeito de meus discursos foi &#8216;boa&#39;, e então a opinião dos que assistem deve ser boa também&#39;.<br />
Pelo que parece os visitantes do YouTube concordam com ele, já que por volta de 2 milhões de usuários assistiram seus programas publicados no YouTube; que incluem, além de suas gravações, contribuições de vários músicos, comediantes e cidadãos da Jordânia.&#8221;</div>
<p>O artigo continua:</p>
<blockquote><p>وأتاح ظهور الملكة رانيا على الشبكة العنكبوتية لها إمكانية تلقي انتقادات الملايين من الناس.<br />
وأسرت الملكة لي قائلة ” عندما قلبت في ذهني فكرة بث تسجيلات لي على موقع يوتوب، نظر إلي بعض الناس وكأنني فقدت صوابي تماما”.<br />
وتابعت قائلة “أشعر أن عالمنا يعيش أزمة في الوقت الراهن؛ فالعنف حل محل الحوار والغضب حل محل العطف”.<br />
ومضت قائلة “آمل أن تصبح هذه القناة قناة اتصال وتواصل بين الشرق والغرب لأنني أعتقد جازمة أن عالمنا في أمس الحاجة إلى ذلك”.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;A aparição da Rainha Rania em seu canal na internet deu a ela a chance de receber as críticas de milhões de pessoas. Como ela me disse: &#8216;Quando a idéia me veio à cabeça, algumas pessoas olharam para mim como se eu tivesse enlouquecido completamente&#39;. Ela continuou: &#8216;Eu sinto que o nosso mundo está em crise neste momento, a violência tomou o lugar do diálogo e a raiva tomou o lugar da compaixão&#39;.<br />
&#8216;Eu tenho a esperança de que este canal torne-se um canal de comunicação e uma ponte entre o Oriente e o Ocidente, porque eu acredito firmemente que o nosso mundo precisa muito disso&#39;.&#8221;</div>
<p>Abaixo, a Rainha <a href="http://www.youtube.com/watch?v=ITzOc35Sfu4" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.youtube.com');">fala</a> sobre o trabalho que vem disponibilizando no YouTube [En].</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0">
<param name="allowFullScreen" value="true" />
<param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ITzOc35Sfu4&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/ITzOc35Sfu4&amp;hl=en&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Você pode acompanhar a Rainha Rania em seu canal <a href="http://www.youtube.com/queenrania" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.youtube.com');">clicando aqui</a> [En].</p>
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		<item>
		<title>Angola, Brasil: Um choque cultural</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/19/angola-brasil-um-choque-cultural/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/19/angola-brasil-um-choque-cultural/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 19 Aug 2008 13:11:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[O relacionamento especial entre Angola e Brasil significa que o comércio entre os dois países estão crescendo em marcha acelerada - assim como a imgração de um lado ao outro do Atlântico. Mas como esses povos vizinhos estão se dando? Esse artigo oferece as perspectivas de uma brasileira e uma angolana morando em Luanda.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="single" class="entry" style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-48596" title="47276853_eaf456fb02" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/08/47276853_eaf456fb02.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Escravo em madeira esculpido por Luiz Paulino da Cunha. Foto do <a href="http://www.carfweb.net" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.carfweb.net');">Children At Risk Foundation</a></strong></p>
<p style="text-align: left;">A Angola e o Brazil têm um relacionamento especial, parte por causa do idioma  e do passado que dividem - os dois países foram parte do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Portugu%C3%AAs" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Império Português</a> - mas também por causa dos laços culturais que emanam dessa história em comum. Desde o ano  2000, o comércio entre os dois países também começou a crescer e agora está no ápice. De acordo com a Associação de Empresas Brasileiras em Angola  (AEBRAN), <a href="http://ipsnews.net/news.asp?idnews=40040" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/ipsnews.net');">os negócios entre os dois países</a> [en] cresceram seis vezes desde 2002.</p>
<p style="text-align: left;">Com o fortalecimento dos negócios, a presença de empresas brasileiras em solo angolano também cresceu. E como consequência, a imigração do Brasil para a Angola também aumentou - em 70% nos últimos cinco anos. Estima-se que <a href="http://www.migrationinformation.org/Profiles/display.cfm?ID=311" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.migrationinformation.org');">5.000 brasileiros estejam registrados em Angola</a> [en], a maioria deles trabalhando para empresas dos setores de construção, mineração e agricultura. Esse novo capítulo na história de Angola, país estava mais acostumado com imigração no sentido oposto do Atlântico, leva a um inevitável choque cultural, tanto para brasileiros quanto para angolanos.</p>
<p style="text-align: left;">Veja abaixo duas postagens completas, que mostram perspectivas diferentes de um povo lançando um olhar sobre o outro, levantando questões sobre imigração, racismo, etnicidade e respeito mútuo. Acima de tudo, elas ilustram um relacionamento complexo e amplo - com todas as inevitáveis similaridades e diferenças - entre esses dois irmãos que crescem separados por um oceano.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-48598" title="47276856_812db9808b" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/08/47276856_812db9808b.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Escravo em madeira esculpido por Luiz Paulino da Cunha. Foto do <a href="http://www.carfweb.net" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.carfweb.net');">Children At Risk Foundation</a></strong></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://casadeluanda.blogspot.com/2008/08/em-contagem-decrescente.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/casadeluanda.blogspot.com');">Migas</a>, brasileira morando em Luanda, diz o seguinte:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">Sempre vi as eleições em Setembro de forma positiva. Optimista de que os episódios de violência do passado não voltarão a acontecer. Qualquer um é unânime em concordar que o país precisa de paz para prosseguir com o crescimento económico, desenvolvimento, qualidade de vida dos cidadãos. Talvez este último seja o objectivo mais “esquecido”. Contudo, o acontecimento aproxima-se. 5 de Setembro foi a data escolhida e qualquer um está com muita expectativa. Angolano ou estrangeiro.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">Vivo num condomínio em que sou a única estrangeira. Todos os outros vizinhos são negros, pertencentes a uma classe que eu não consigo identificar. Não são ricos nem pobres. Mas também não são classe média. Eu diria que são mais pobres do que ricos, segundo os meus padrões. Mas, são ricos o suficiente para terem água nos reservatórios, gerador, carros e comida na mesa. Num dos últimos fins-de-semana, houve festa numa das casas do condomínio. Ao que parece, um aniversário. Arrependi-me da minha opção em ficar em casa, nessa noite de Sábado.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">A festa prolongou-se até de madrugada com o DJ a esmerar-se na escolha das músicas. Para meu desespero já que tinha decidido ficar em casa para dormir cedo. Depois de chegar das compras, por volta das 10h da noite, vi que no meu lugar de estacionamento tinha outro carro. Não pedi para tirarem mas antes, para darem um “jeitinho” (à boa maneira do Norte) para que pudessem ficar os dois. O meu e o do convidado. O convidado, nitidamente bêbado, mandou-me esperar e voltou à festa, supostamente em busca da chave. Minutos depois, tinha-se esquecido do meu pedido e já dançava junto com os outros.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">Consegui resolver a questão de outra forma mas, confesso que não gostei da atitude. Esta história ilustra a minha verdadeira preocupação. Não tenho dúvidas que as eleições vão dar lugar a muita bebedeira, festa, comportamentos exagerados. E isso preocupa-me. Se até agora nunca tinha sentido desconforto por morar num local onde a minha casa é a única de “brancos”, nessa noite percebi que as “biricocas” podem desencadear episódios desconfortáveis mesmo em locais onde nos sentimos bem.</p>
</blockquote>
<p><img class="size-full wp-image-48595" title="47263530_65f92c74bb" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/08/47263530_65f92c74bb.jpg" alt="" width="447" height="335" /><strong></strong></p>
<p align="center"><strong>Escravo em madeira esculpido por Luiz Paulino da Cunha. Foto do <a href="http://www.carfweb.net" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.carfweb.net');">Children At Risk Foundation</a></strong></p>
<p style="text-align: left;">Segue abaixo  uma perspectiva diferente, sobre outra festa e o novo cenário migratório, por <a href="http://patriciaguinevere.blogspot.com/2008/08/enigmas-racismo-no-brasil.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/patriciaguinevere.blogspot.com');">Gil Gonçalves,</a> cidadão angolano:</p>
<blockquote style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">Em Luanda, as empresas brasileiras praticam o subimperialismo americano. O Brasil é uma colónia dos EUA. Muitos… mas mesmo muitos brasileiros chegaram, chegam a Luanda, como sardinhas enlatadas.</p>
</blockquote>
<blockquote style="text-align: left;"><p>Na Movicel, empresa de telecomunicações onde detêm as garras no marketing, mandam vir os seus irmãos e irmãs, como técnicos altamente especializados. Os luandenses ensinam-nos a trabalhar, pois os pobres chegam aqui analfabetos. No Brasil parece não existirem universidades, ou então as existentes não funcionam. Ganham milhares de dólares, com direito a milhares de mordomias. E os luandenses míseros dólares. Há que manter o legado colonial.</p></blockquote>
<blockquote style="text-align: left;"><p>Brasileiros e brasileiras infestaram um hotel, é só deles e delas. Elas fumam bwe [muito], parecem vulcões em permanente actividade. De vez em quando dão festa no terraço. Como bons analfabetos sociais imprimem desalmado som musical que permite aos colonizados luandenses não dormirem. Eles e elas não sabem, fingem não saberem, que em Luanda poluição sonora é crime. Estrangeiros que não respeitam as leis do país de acolhimento tem direito à expulsão. Mas como isto é deles e de alguns amigos luandenses…</p></blockquote>
<blockquote style="text-align: left;"><p>O espanto nisto tudo é que eles e elas “brasileirada” são todos… brancos e brancas. Cadê os negros? As negras? Fugiram para o quilombo do Zumbi dos Palmares? Foram deportados para um campo de concentração nazi? Esconderam-nos na floresta do Amazonas? Exterminaram-nos? Estão proscritos? Enfeitam algum jardim zoológico? Deitaram-nos ao mar?</p></blockquote>
<blockquote style="text-align: left;"><p>Porque não tem a coragem de afirmar publicamente que negro brasileiro não existe no Brasil!</p></blockquote>
<p style="text-align: left;">As imagens que ilustram esse artigo são do álbum <a href="http://www.flickr.com/photos/beija-flor/sets/1030536/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">Symbols and Symbolism [Símbolos e Simbolismo] do Flickr</a> de <a href="http://www.carfweb.net" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.carfweb.net');">Children At Risk Foundation</a> [en] e usadas sob licença do Creative Commons. Elas retratam a história dos 300 anos de escravidão no Brasil e o impacto do período no país, especialmente no legado do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Candombl%C3%A9" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Candomblé</a>. Abaixo, a legenda:</p>
<blockquote style="text-align: left;"><p>O negro foi arrancado de sua terra e vendido como mercadoria, escravizado. No Brasil, ele chegou como escravo, objeto; de sua terra ele partiu como um homem livre. Durante a viagem, o tráfego de escravos, ele perdeu a sua personalidade, mas a sua cultura, sua história, sua paisagem, suas experiências vieram com ele.</p>
<p>A história dos 300 anos de  escravidão negra no Brasil impactou aquele país. O Candomblé é um desses impactos, uma religião cheia de segredos, símbolos e rituais que são conhecidos não apenas por iniciados, mas são também  parte vital da expressão cultural no Brasil. Não há números definitivos sobre quantas pessoas no Brasil seguem o Candomblé. O governo estima, conservadoramente, que haja no Brasil mais de 300 mil centros de culto de religiões afro-brasileiras, que incluem o Candomblé. Estima-se que os participantes dessas religiões cheguem a, pelo menos, um terço dos 170 milhões de habitantes no Brasil. Muitos práticam tanto o Catolicismo quanto o Candomblé.</p>
<p>A Bahia, estado com o maior percentual de negros, é a capital desta religião, que acompanha atentamente as suas raízes e tradições africanas entre o povo Yorubá da Nigéria e do povo Banto de Angola e do Congo. As tradições do Yorubá, incluindo os orixás (deuses do panteão africano) mais comumente usados,  predominam. Hoje o Candomblé é oficialmente reconhecido e protegido pelo governo do Brasil. No entanto, durante o período da escravidão e por muitas décadas após a sua abolição no Brasil, em 1888, as práticas do Candomblé foram proibidas pelo governo e pela Igreja Católica, e seus praticantes foram severamente punidos.</p></blockquote>
</div>
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		<title>China: BBC é reprovada por imprecisão em foto de arquivo</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/02/china-bbc-e-reprovada-por-imprecisao-em-foto-de-arquivo/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/02/china-bbc-e-reprovada-por-imprecisao-em-foto-de-arquivo/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 02 Aug 2008 17:54:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA["Usamos telas LCD, como pode uma foto com um monitor desses ser chamada de notícia? Eles acham que a gente não se desenvolveu depois de oito anos? Eles nem conseguem inventar notícias devidamente!"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na sequência do <a href="http://br.reuters.com/article/sportsNews/idBRN2935668920080729" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/br.reuters.com');">alarmismo</a> instaurado nessa semana pelo Senador americano Sam Brownback (que <a href="http://www.salon.com/opinion/greenwald/2008/07/30/china/index.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.salon.com');">na verdade</a> [en] é a favor de vigilância) de que a China estaria planejando <a href="http://lonestarbear.blogspot.com/2008/07/china-ioc-lied-internet-access-for.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/lonestarbear.blogspot.com');">espionar os participantes das Olímpiadas em seus aposentos nos hotéis</a>, o site anti-CNN.com deu a notícia analisando a cobertura feita pela BBC, desmascarando a emissora na atual postagem que consta primeira página do site, <a href="http://www.anti-cnn.com/forum/cn/thread-85128-1-1.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.anti-cnn.com');"><em>‘British Brain-washing Channel</em> [sic] <em>(BBC) Lies again!&#39; </em></a> (Canal Britânico de Lavagem Cerebral Mente Novamente).</p>
<p><a href="http://www.anti-cnn.com/forum/cn/thread-85128-1-1.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.anti-cnn.com');"><img class="alignnone size-full wp-image-47604" title="bbc" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/08/bbc.jpg" alt="" /></a></p>
<blockquote><p>通过搜索，我们发现这张图片至少6次被BBC作为”当前“新闻配图引用过，而相关新闻的时间跨度长达8年！</p></blockquote>
<div class="translation">Fazendo uma busca, descobrimos que essa foto foi usada como &#8220;atual&#8221; para ilustrar notícias pelo menos seis vezes nos últimos oito anos!</div>
<p>Seguindo a pista acima, a comunidade do anti-CNN.com conseguiu cavar os artigos:</p>
<blockquote><p>★★故事二★★<br />
发生时间：2006年10月25日</p>
<p>【06.10.25 BBC】异议人士李建平网上撰文被判监禁<br />
【链接】http://news.bbc.co.uk/chinese/simp/hi/newsid_6080000/newsid_6084400/6084460.stm</p></blockquote>
<div class="translation">25 de outubro de 2006<br />
Dissidente Li Jianping preso por causa de artigos online<br />
<a href="http://globalvoicesonline.org/2008/08/01/china-bbc-lambasted-for-stock-photo-inaccuracy/%E3%80%90%E9%93%BE%E6%8E%A5%E3%80%91http://news.bbc.co.uk/chinese/simp/hi/newsid_6080000/newsid_6084400/6084460.stm">link</a></div>
<blockquote><p>★★故事三★★<br />
发生时间：2006年7月23日</p>
<p>【06.7.23 BBC】中国建立“互联网黑名单”<br />
【链接】http://news.bbc.co.uk/chinese/simp/hi/newsid_5200000/newsid_5207600/5207640.stm</p></blockquote>
<div class="translation">23 de julho de 2006<br />
China estabelece “lista negra da internet”<br />
<a href="http://globalvoicesonline.org/2008/08/01/china-bbc-lambasted-for-stock-photo-inaccuracy/%E3%80%90%E9%93%BE%E6%8E%A5%E3%80%91http://news.bbc.co.uk/chinese/simp/hi/newsid_5200000/newsid_5207600/5207640.stm">link</a></div>
<blockquote><p>★★故事四★★<br />
发生时间：2002年09月23日<br />
【02.09.23 BBC】The cost of China&#39;s web censors  中国网络检查的成本<br />
【英文链接】http://news.bbc.co.uk/2/hi/business/2264508.stm</p></blockquote>
<div class="translation">23 de setembro de 2002<br />
O custo dos censores online da China<br />
<a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/business/2264508.stm" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/news.bbc.co.uk');">link</a></div>
<blockquote><p>★★故事五★★<br />
发生时间：2001年07月20日<br />
【01.7.20 BBC】China acts on net ‘addicts&#39; 中国对网络&#39;痴迷者&#39;展开行动<br />
【链接】http://news.bbc.co.uk/2/low/asia-pacific/1448423.stm</p></blockquote>
<div class="translation">20 de julho de 2001<br />
China entra em ação contra ‘viciados&#39; na net<br />
<a href="http://news.bbc.co.uk/2/low/asia-pacific/1448423.stm" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/news.bbc.co.uk');">link</a></div>
<blockquote><p>★★故事六★★<br />
发生时间：2000年08月26日<br />
【00.08.26 BBC】China tackles cyber squatters 中国打击“域名抢注”行为<br />
【英文链接】http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/asia-pacific/897413.stm</p></blockquote>
<div class="translation">26 de agosto de 2000<br />
China aborda ciber-invasores<br />
<a href="http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/asia-pacific/897413.stm" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/news.bbc.co.uk');">link</a></div>
<p>E esse usuário encontrou ainda mais outra matéria, também no ano 2000:</p>
<p><a href="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/08/bbc2.png"><img class="alignnone size-full wp-image-47605" title="bbc3" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/08/bbc3.jpg" alt="" /></a></p>
<blockquote><p>是故事的终结篇吗？也许不是<br />
故事七<br />
发生时间：2000年8月21日<br />
【00.8.21 BBC】Jiang backs China&#39;s net growth  江泽民支持中国网络发展</p></blockquote>
<div class="translation">Essa notícia é apenas um resumo? Talvez não conte&#8230;<br />
Sétima notícia<br />
21 de agosto 2000<br />
Jiang apóia o crescimento da China na internet</div>
<p>Alguns trechos selecionados das primeiras quatro páginas de comentários, que não param de aumentar nessa discussão:</p>
<blockquote><p>实在服了西方媒体记者的”敬业精神”.<br />
这张照片怎么看怎么象是两个武警在学上网.</p></blockquote>
<div class="translation">‘A Grande Família da China&#39;:<br />
É uma grande piada sobre o “profissionalismo” dos jornalistas da imprensa ocidental.<br />
É impressão minha ou essa foto parece com dois <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/People%27s_Armed_Police" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/en.wikipedia.org');"><em>wujing</em></a> [en] aprendendo a usar a internet?</div>
<blockquote><p>。。。。现在都液晶显示器了，还用这么老的显示器做新闻图片，他们是不是认为我们这8年就没发展啊，造假也太没水准了吧</p></blockquote>
<div class="translation">dreamerxiao:<br />
Usamos telas LCD, como pode uma foto com um monitor desses ser chamada de notícia? Eles acham que a gente não se desenvolveu depois de oito anos? Eles nem conseguem inventar notícias devidamente!</div>
<blockquote><p>西方民主的所谓新闻自由，难道不负任何责任吗？不负责任就叫自由呀？哦，西方就是要让中国不负责任呀，不负责任以后，他们就有机会了</p></blockquote>
<div class="translation">piaoyi:<br />
Quer dizer que na tão falada liberdade de imprensa da democracia ocidental, ser irresponsável é a forma de ser responsável? Irresponsabilidade quer dizer liberdade? Certamente o Oeste apenas quer que a China seja irresponsável, de forma que quando ela for eles terão a oportunidade deles</div>
<p><strong>Atualização:</strong><br />
Veja o artigo <a href="http://zonaeuropa.com/200808a.brief.htm#007" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/zonaeuropa.com');">BBC Recycles Same Photo Over Eight Years</a> [BBC recicla a mesma foto por oito anos], no <em>EastSouthWestNorth.</em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/02/china-bbc-e-reprovada-por-imprecisao-em-foto-de-arquivo/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Brasil: O Presidente Negro Antes de Obama</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/06/25/brasil-o-presidente-negro-antes-de-obama/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/06/25/brasil-o-presidente-negro-antes-de-obama/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 25 Jun 2008 19:28:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raquel Coelho</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Americas]]></category>

		<category><![CDATA[Brazil]]></category>

		<category><![CDATA[Eleições]]></category>

		<category><![CDATA[Feature]]></category>

		<category><![CDATA[Geral]]></category>

		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

		<category><![CDATA[Portuguese]]></category>

		<category><![CDATA[Racismo]]></category>

		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[O arrebatador fenômeno Obama atingiu o Brasil, o que não é surpresa em se tratando do país com a maior população afro-descendente do mundo. Os blogs estão comentando todo tipo de coisas sobre Obama, e uma linha de comentários especialmente notável é a que trata da redescoberta de um romance brasileiro de ficção científica estranhamente interessante – O Presidente Negro – de 1928.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/06/20080617010816.jpg" alt="" hspace="10" align="left" /><strong>O arrebatador fenômeno Obama</strong> atingiu o Brasil, o que não é surpresa em se tratando do país com a maior população afro-descendente do mundo. Os blogs estão comentando todo tipo de coisas sobre Obama, desde seu <a href="http://obama.senate.gov/news/050517-brazil_offers_model_for_ethano/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/obama.senate.gov');"> apoio ao Etanol </a> até os ‘<a href="http://blogs.pcworld.com/communityvoices/archives/2008/06/your_second_eco.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/blogs.pcworld.com');">rumores</a>’ sobre sua apreciação a respeito da política brasileira de software livre. Uma linha de comentários especialmente notável é a que trata da redescoberta de um romance brasileiro de ficção científica estranhamente interessante – O Presidente Negro – de 1928. O romance previa as eleições presidenciais dos Estados Unidos no então distante ano 2228 onde competiriam um candidato negro, uma feminista e um conservador.</p>
<p>O autor, Monteiro Lobato, é muito famoso no Brasil por seus contos infanto-juvenis. A coleção de livros &#8216;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADtio_do_Picapau_Amarelo" title="Sítio do Pica-pau Amarelo" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Sítio do Pica-pau Amarelo</a>&#8216; foi transformada numa série de TV de muito sucesso que reinou soberana nas telinhas brasileiras em 5 versões diferentes – a primeira em 1952, e a mais recente em 2001. Mas neste caso, o livro é uma incursão obscura e rara de Lobato no mundo da ficção científica para adultos. O ressurgimento do interesse nessa obra agora está intimamente ligado ao que se destaca como uma inacreditável e intuitiva previsão do que viria a ser nossa situação atual, mas há 80 anos! Quase inimaginável!</p>
<blockquote><p>Para a maior parte do público leitor brasileiro, Monteiro Lobato (1882-1948) é lembrado pelos episódios da série O Sítio do Pica Pau Amarelo. Muitos, porém, desconhecem a “obra para adultos” que Monteiro Lobato escreveu… Originalmente publicado em 1926, como folhetim, no jornal A Manhã, (onde recebeu o título de “O Choque das Raças”, hoje seu subtítulo), “O Presidente Negro” é uma obra duplamente curiosa: primeiramente por se tratar de uma ficção científica, gênero pouco cultivado entre os escritores brasileiros; e em segundo lugar porque em sua trama retrata o debate científico e intelectual vigente nas primeiras décadas do século XX.<br />
<a href="http://viegasdacosta.blogspot.com/2008/06/o-presidente-negro-de-monteiro-lobato.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/viegasdacosta.blogspot.com');">O Presidente Negro de Monteiro Lobato</a> - <a href="http://viegasdacosta.blogspot.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/viegasdacosta.blogspot.com');">ALPHARRÁBIO - por Viegas Fernandes da Costa</a></p></blockquote>
<p><strong>A enorme coincidência</strong> com as eleições americanas foi suficiente para fazer de &#8220;O Presidente Negro” uma leitura ‘cult’, apesar de outras previsões de Lobato, como sua descrição da Internet, também terem chamado a atenção dos comentaristas.  A psicologia política distorcida do triângulo formado pelo homem branco, a feminista e o candidato negro também é evidente.</p>
<blockquote><p>O Presidente Negro é um livro assustador. Assustador em vários sentidos. Primeiro pelo caráter premonitório da obra. Em 1926, Lobato prevê a invenção de um tipo de radio transmissão de dados que possibilitaria o ser humano a cumprir suas tarefas da própria casa e sem a necessidade de se deslocar para o trabalho. Fala também do desaparecimento do jornal impresso porque as notícias serão “radiadas” diretamente para a casa dos indivíduos e aparecerão em caracteres luminosos numa tela - exatamente como acontece com quem está lendo esse texto. Em uma palavra atual: internet. Mas as premonições não param por aí. Às vésperas de viajar para os Estados Unidos como adido comercial da embaixada brasileira, Monteiro Lobato preconiza a eleição de um presidente negro nos EUA. O momento político (no ano de 2228) que possibilitaria isso viria da divisão da raça branca, entre um candidato do Partido Masculino (Kerlog) e uma candidata do Partido Feminino (Evelyn Astor). A neofeminista Evelyn Astor está com a vitória praticamente garantida e eis que surge o líder negro Jim Roy, que acaba eleito presidente.<br />
<a href="http://acertodecontas.blog.br/livros/o-presidente-negro-um-livro-assustador/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/acertodecontas.blog.br');">O Presidente Negro. Um livro assustador</a> - <a href="http://acertodecontas.blog.br/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/acertodecontas.blog.br');">Acerto de Contas</a></p></blockquote>
<blockquote><p>As guerras igualmente foram extintas, tão logo os Ministérios da Guerra foram trocados pelos da Paz. Apesar disso, os EUA estão prestes a mergulhar no caos e no sangue às vésperas da eleição de seu 88º presidente, de tal forma o pleito cindiu a população. De um lado, estão agrupados os milhões de eleitores pretos, que apóiam Jim Roy, da Associação Negra. De outro, as mulheres brancas que seguem a candidata do Partido Feminino, miss Evelyn Astor. E, por fim, há os homens brancos, que preferem a reeleição de Kerlog pelo Partido Masculino, que fundiu o Democrata e o Republicano. Eis o essencial da trama: não apenas um choque de raças, mas também uma guerra de sexos. Os homens brancos, a fim de embranquecer os EUA, planejam enviar os negros para a Amazônia, que já não é parte do Brasil. Nosso país foi dividido em dois, independentes: o Norte, de atávica malemolência, e o Sul bem-sucedido, a “grande República do Paraná”, que engloba ainda a Argentina, o Uruguai e o Paraguai.<br />
<a href="http://resistenciademocraticabr.blogspot.com/2008/05/monteiro-lobato-um-profeta.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/resistenciademocraticabr.blogspot.com');">Monteiro Lobato… Um Profeta?</a> - <a href="http://resistenciademocraticabr.blogspot.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/resistenciademocraticabr.blogspot.com');">Resistência Democrática</a></p></blockquote>
<p><strong>Mesmo em algumas de suas alusões mais estranhas,</strong> Lobato parece seguir criando imagens que, se não são reais, são muito familiares para dizer o mínimo.  Mas, numa análise mais cuidadosa, o enredo revela claramente que, embora superficialmente tenha sido bem sucedido, sua interpretação dos sinais fora quase sempre a projeção de conceitos estranhos. Na verdade, o que primeiro chamou a atenção para esse livro – antes mesmo da atual coincidência histórica com as eleições americanas – foi a evidente afinidade de Lobato com a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Eugenia" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Eugenia</a>, uma filosofia social racista que conquistou alguns seguidores no Brasil nas décadas de 20 e 30, e que defendia a melhoria de traços hereditários dos seres humanos através de várias formas de intervenção, principalmente a segregação de raças.</p>
<blockquote><p>Miss Jane, filha de Benson, é quem verbaliza as idéias de Lobato: “Que é América senão a feliz zona que desde o início atraiu os elementos mais eugênicos das melhores raças européias? Onde há força vital da raça branca senão lá?”. Defendendo a segregação americana, acrescenta sobre a miscigenação brasileira: “Nossa solução foi medíocre. Estragou as duas raças, fundindo-as. O negro perdeu as suas admiráveis qualidades físicas de selvagem e o branco sofreu a inevitável piora de caráter, conseqüente a todos os cruzamentos entre raças díspares”.<br />
<a href="http://bravonline.abril.com.br/indices/livros/livrosmateria_277385.shtml" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/bravonline.abril.com.br');">Racismo à Brasileira</a> - <a href="http://bravonline.abril.com.br/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/bravonline.abril.com.br');">Bravo Online</a></p></blockquote>
<p><strong>Na verdade, Obama definitivamente não</strong> é o candidato negro do conto de Lobato, mas sim o resultado de uma miscigenação política, cultural e genética com os brancos.  Existe uma diferença essencial entre a situação social dos afro-descendentes no Brasil (mais miscigenados) e nos Estados Unidos (mais segregados), mas o fenômeno Obama é percebido por alguns brasileiros como resultado das políticas de ações afirmativas americanas dos anos 70 e esses programas sociais aparecem agora como o fator da mudança.</p>
<p>Do ponto de vista brasileiro, a pergunta inevitável que os afro-descendentes estão se fazendo agora é o que possibilitou o sucesso de Obama nos Estados Unidos – com toda a segregação e o separatismo – enquanto uma situação semelhante, no tão miscigenado Brasil, ainda parece um sonho distante, longe de se tornar realidade.</p>
<blockquote><p>Contrariando expectativas que já duram mais de cem anos, no Brasil, “país com a maior população afro-descendente fora da África”, “negros e pardos vão superar o número de brancos neste ano” de 2008… As afirmações, acompanhadas da constatação de que o país “não tem um único político negro de projeção nacional”, vem a propósito da candidatura do senador Barack Obama à presidência dos Estados Unidos… Atrasados em pelo menos cinqüenta anos com relação às conquistas sociais do povo negro nos Estados Unidos, no Brasil, nós, herdeiros do mesmo brutal despojamento que plasmou a sociedade norte-americana (e do qual Obama, esclareça-se, não é vítima direta) vimos sendo, há mais de 120 anos forçados a acreditar que neste país “alegremente mestiço e desracializado”, nunca houve segregação nem ku-klux-klan, e que nossa inferioridade deve-se apenas a problemas econômicos e pode ser zerada com boas escolas e boas merendas para todos.<br />
<a href="http://aldeiagriot.blogspot.com/2008/06/obama-sua-poca-e-o-sonho.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/aldeiagriot.blogspot.com');">OBAMA, SUA ÉPOCA E O SONHO</a> - <a href="http://aldeiagriot.blogspot.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/aldeiagriot.blogspot.com');">AldeiaGriot</a></p></blockquote>
<p><strong>No debate em andamento a respeito de ações afirmativas</strong> e nos diferentes pontos de vista sobre o <a href="http://globalvoicesonline.org/2006/04/21/quotas-in-brazilian-universities-the-online-debate/"> sistema de cotas</a>, é muito comum que, no Brasil, se veja o sucesso de Obama em termos de antigos conflitos, mas os efeitos de sua possível eleição podem repercutir de modo diferente nas diversas camadas culturais. Se for eleito, a psicologia profunda que está por trás do surgimento de uma personagem tão arquetípica na história tornar-se-á parte do debate sócio-político-cultural.</p>
<p>Alguns blogueiros estão cientes desta complexidade herdada de Obama que está ajudando a transcender as polaridades óbvias.</p>
<blockquote><p>Quando, anos mais tarde, condenou a Guerra do Iraque, ele argumentaria com base nas conclusões que tirou da vida. Seus pais tentaram se reinventar abandonando as tradições e, no processo, perderam a própria identidade. A tradição é o que dá liga à sociedade. Perante a mudança, a tradição sempre resiste. Mudança, na história, vem a passos lentos. Para ele, há ingenuidade no ideal do sonho americano de que idéias, por si, causam grandes mudanças. Idéias não bastam. Barack Obama, como o descreveu Larissa MacFarquhar num perfil para a revista The New Yorker, ‘é profundamente conservador’. Democracia não seria simplesmente imposta num país onde ela jamais existira.<br />
<a href="http://pedrodoria.com.br/2008/06/08/quem-e-e-o-que-pensa-barack-obama/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pedrodoria.com.br');">Quem é e o que pensa Barack Obama?</a> - <a href="http://pedrodoria.com.br/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pedrodoria.com.br');">Pedro Dória Weblog</a></p></blockquote>
<p><strong>Tanto o presidente negro de Monteiro Lobato, </strong>prevalecendo num contexto de separação, quanto o perfil complexo de Barack Obama, num mundo de possibilidades emergentes, surgem agora como um meio de mudança política.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Sobre o retorno das vítimas de xenofobia a Moçambique</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/06/01/sobre-o-retorno-das-vitimas-de-xenofobia-a-mocambique/</link>
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		<pubDate>Sun, 01 Jun 2008 21:06:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Diáspora]]></category>

		<category><![CDATA[Etnicidade]]></category>

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		<description><![CDATA[“Enfim, ainda não chegou a hora do governo sul-africano reconhecer, sem rodeios, a sua responsabilidade em todo este processo. Com pensamentos redondos e com uma enorme incapacidade de autocrítica (como primeiro passo) o regime sul-africano, ao que tudo indica, persiste em enterrar a cabeça na areia.” Agry comenta sobre a notícia do retorno das vítimas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“Enfim, ainda não chegou a hora do governo sul-africano reconhecer, sem rodeios, a sua responsabilidade em todo este processo. Com pensamentos redondos e com uma enorme incapacidade de autocrítica (como primeiro passo) o regime sul-africano, ao que tudo indica, persiste em enterrar a cabeça na areia.” <a href="http://agrywhite.blogspot.com/2008/05/emoo-marca-regresso-de-vtimas-de.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/agrywhite.blogspot.com');">Agry</a> comenta sobre a notícia do retorno das vítimas de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/05/21/xenophobia-plagues-south-africa/">xenofobia</a> a Moçambique.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Bahrain: Banindo os Bangladeshis</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/05/29/bahrain-banindo-os-bangladeshis/</link>
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		<pubDate>Thu, 29 May 2008 02:53:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Bahrain]]></category>

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		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>

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		<description><![CDATA[Após um trágico incidente ocorrido há alguns dias, em que um Bahraini foi morto após se recusar a pagar a um mecânico Bangladeshi um extra de 500 fils (1,30 dólares) que este demandava por seu serviço, o Bahrain interrompeu a emissão de permissões de trabalho para cidadãos de Bangladesh. Um grupo de legisladores está planejando submeter ao parlamento uma proposta que visa a expulsão de todos os trabalhadores Bangladeshis do país, que devem ser hoje mais de 90.000, sob a alegação de que estes cometeriam mais "crimes chocantes e terríveis" do que qualquer outra comunidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Após um trágico incidente ocorrido há alguns dias, em que um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bahrein" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Bahraini</a> foi <a href="http://bahraini.tv/2008/05/24/man-killed-over-500-fils/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/bahraini.tv');">morto</a> [En] após se recusar a pagar a um mecânico <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bangladesh" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Bangladeshi</a> um extra de 500 fils (1,30 dólares) que este demandava por seu serviço, o Bahrain <a href="http://bahraini.tv/2008/05/27/visa-ban-for-bangladeshis/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/bahraini.tv');">interrompeu</a> [En] a emissão de permissões de trabalho para cidadãos de Bangladesh. Um grupo de legisladores está planejando submeter ao parlamento uma proposta que visa a expulsão de todos os trabalhadores Bangladeshis do país, que devem ser hoje mais de 90.000, sob a alegação de que estes cometeriam mais &#8220;<a href="http://bahraini.tv/2008/05/26/ban-on-workers-will-spell-misery/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/bahraini.tv');">crimes chocantes e terríveis</a>&#8221; [En] do que qualquer outra comunidade.</p>
<p><em>Mahmood</em> não ficou impressionado por esta reação exagerada e causadora de humilhação, e ele <a href="http://mahmood.tv/2008/05/27/collective-punishments/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/mahmood.tv');">diz</a> [En]:</p>
<blockquote><p>There are a few things that suggest that our society is in a desperate state. The indicators are probably best exemplified by the exclusionary standards our parliamentarians and their electorate take. Both are quick to condemn whole peoples, nations and even civilizations due to isolated incidents without taking one second to reflect on our own shortcomings and our non-exclusive ownership of basic human values. … If you talk to Bahrainis fortunate enough to have lived in the 70s and before, they will categorically tell you that they have never experienced anything like this, they will confirm that they didn’t give their neighbour’s race or religion much importance. They will further tell you that they habitually interacted with each other in various ways; they visited, conducted business and even fought the British occupation together by forming and maintaining a cohesive multi-cultural front that crossed confessional divides. The common denominator was their Bahraininess which surpassed every other consideration. They celebrated their differences, rather than diligently work at finding the chinks to exploit in each others’ armor. The stark contrast between that era and now could not be more evident. What we now have is an acutely insular society with impenetrable walls propped up by suspicion and hatred of the other. This “us and them” atmosphere is condoned by the government - regardless of how many denials we hear from their higher echelons - evidenced by the selective employment policies, the conditional awards of constitutionally guaranteed citizen benefits and the disparity in economic circumstance. … Let us remind them that their role is to ameliorate differences and protect the national unity, and not diligently and wantonly work at exacerbating them. The demand to expel and ban Bangladeshis because of the unfortunate result of a single person’s moment of anger is tantamount to our agreement to the entrenchment and even encoding xenophobia as our main Bahraini trait.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Há algumas coisas que sugerem que nossa sociedade está em um estado de desespero. Estes indicativos são provavelmente melhor exemplificados pelas posturas excludentes que nossos parlamentares e seu eleitorado tomam. Ambos são rápidos para condenar povos inteiros, nações e até mesmo civilizações por conta de incidentes isolados sem pensar nem um segundo sequer em nossos próprios erros e em nossa posse não-exclusiva dos valores básicos humanos. [&#8230;] Se você conversar com Bahrainis que tiveram a sorte de viver nos anos 70 ou antes, eles irão lhe dizer categoricamente que nunca viram algo assim antes, e irão confirmar que nunca fizeram distinção da raça ou religião de seus vizinhos. Eles também irão te contar que habitualmente interagiam uns com os outros de várias formas; eles visitavam, faziam negócios e até mesmo lutavam lado a lado contra a ocupação britânica, formando e mantendo um front multi-cultural coeso que cruzava fronteiras. O denominador comum era a sua &#8216;Bahrainidade&#39;, que ultrapassava qualquer outra consideração. Eles celebravam suas diferenças, em vez de diligentemente trabalhar na busca das falhas a serem exploradas nas defesas alheias. O enorme contraste entre aquela era e esta em que vivemos não poderia ser mais evidente. O que temos agora é uma sociedade agudamente insular com paredes impenetráveis, levantadas pela desconfiança e pelo ódio em relação ao outro. Esta atmosfera de &#8216;nós e eles&#39; é apoiada pelo governo - não importa quanto os altos escalões tentem negar isso - e evidenciada pelas políticas de emprego seletivas, a distribuição condicional de benefícios de cidadania constitucionalmente garantidos e a disparidade de circunstâncias econômicas. [&#8230;] Deveríamos lembrá-los que seu papel é o de trabalhar as diferenças e proteger a unidade nacional, e não o de diligentemente e irresponsávelmente exacerbar [estas diferenças]. Os clamores para expulsar e banir os Bangladeshis por conta do infeliz resultado de um momento de fúria de uma única pessoa são a mesma coisa que a nossa concordância com [nosso] entrincheiramento e até mesmo com a transformação da xenofobia no principal traço cultural Bahraini.&#8221;</div>
<p><em>Reeshiez</em> <a href="http://mahmood.tv/2008/05/27/collective-punishments/#comment-119209" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/mahmood.tv');">comenta ao post acima</a> [En]:</p>
<blockquote><p>This is the most ridiculous thing that I’ve heard and is blatant racial discrimination. I can’t believe our government did this and that many people support this law. You can’t punish an entire nation for isolated incidents by their citizens. How would bahrainis feel if all arabs were banned from coming to the US because a random Bahraini killed an American citizen? I am completely disgusted.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Esta é a coisa mais ridícula que eu já ouvi e é uma flagrante discriminação racial. Eu não acredito que nosso governo tenha feito isso e que muitas pessoas apóiem esta lei. Você não pode punir toda uma nação por conta de incidentes isolados causados por seus cidadãos. Como se sentiriam os Bahrainis se todos os árabes fossem proibidos de entrar nos Estados Unidos [da América] porque um Bahraini qualquer matou um cidadão americano? Eu estou completamente revoltado.&#8221;</div>
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		<title>Vozes que consentem com a xenofobia</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/05/26/vozes-que-consentem-com-a-xenofobia/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 May 2008 12:39:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Diáspora]]></category>

		<category><![CDATA[Guerra &amp; Conflito]]></category>

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		<description><![CDATA[“As proeminentes figuras políticas sul africanas que gozaram da protecção do povo moçambicano e hoje são dirigentes ou empresários por quê não levantam a voz, de forma enérgica, para proteger os moçambicanos e pararem osactos de xenofobia dos seus patrícios?”, pergunta Bosse Hammarström [pt].
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“As proeminentes figuras políticas sul africanas que gozaram da protecção do povo moçambicano e hoje são dirigentes ou empresários por quê não levantam a voz, de forma enérgica, para proteger os moçambicanos e pararem osactos de xenofobia dos seus patrícios?”, pergunta <a href="http://bossesblog.blogspot.com/2008/05/xenofobia-sul-africana-as-vozes-que.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/bossesblog.blogspot.com');">Bosse Hammarström</a> [pt].</p>
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		<title>Brasil: Transformando um infanticídio em um espetáculo</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/04/25/brasil-transformando-um-infanticidio-em-um-espetaculo/</link>
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		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 03:24:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Americas]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma criança morre em circunstâncias misteriosas. Seu pai e sua madrasta são os principais suspeitos escolhidos pela mídia e pelo público desde o princípio, mas as investigações oficiais ainda não foram concluídas. Será justo levar 160 milhões de pessoas a acreditar que alguém é culpado de matar a própria filha antes do pronunciamento da justiça sobre o caso? O que cerca, e o que está por trás, desta cobertura do tipo reality-show em tempo integral promovida pela mídia brasileira em casos como estes? A blogosfera brasileira fala.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/04/isa_nardoni1.jpg" style="float: left; margin-top: 10px; margin-bottom: 10px; margin-right: 10px; width: 247px; height: 186px" alt="Isabela Nardoni" />Na noite de 29 de março, <em>Isabella Nardoni</em>, 5 anos, foi encontrada em estado grave no jardim do bloco de apartamentos onde vivia com seu pai, sua madrasta e suas duas meias-irmãs, em uma vizinhança de classe média de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Paulo_%28cidade%29" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">São Paulo</a>. O zelador do prédio a encontrou depois que ela aparentemente caiu pela janela de seu quarto. Momentos depois, foi dito que o pai da menina entrou correndo no jardim para vê-la, dizendo que alguém deve tê-la jogado pela janela enquanto ele estava na garagem ajudando sua esposa, madrasta de Isabella, a levar as outras duas crianças adormecidas do casal do carro até o apartamento. Minutos depois, Isabella morreu na ambulância.</p>
<p>Uma investigação criminal se seguiu, e a polícia questionou as versões do pai e da madrasta para o caso. Há evidências conflitantes. O caso recebeu <a href="http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL386739-5605,00.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/g1.globo.com');">cobertura ininterrupta</a> da grande mídia e dos blogues brasileiros. Ainda há um longo caminho a ser seguido pela investigação antes do veredito, mas muitos suspeitam que o pai e a madrasta de Isabella sejam os assassinos da menina.</p>
<p>Esta versão dos fatos foi repetida várias vezes nos últimos dias pela <em>Rede Globo</em>, pela <em>Folha de São Paulo</em>, pelo <em>Estado de São Paulo</em> e muitas outras estações de TV e jornais brasileiros, além de vários blogues pelo Brasil afora.</p>
<p>No passado, os maiores grupos midiáticos do Brasil não foram sempre cuidadosos ao marcar este ou aquele suspeito como culpado de um crime. A polícia e as autoridades brasileiras foram frequentemente pressionadas a dar à mídia as informações e afirmações desejadas por esta para fazer com que indivíduos sob investigação parecessem culpados aos olhos do público mesmo antes da conclusão das investigações. Se, ao final das investigações oficiais, fosse revelado que o real culpado era outra pessoa, os mesmos jornais raramente se preocuparam em corrigir estes erros, rapidamente se voltando para o próximo gol da final do campeonato, para o próximo escândalo político ou morte terrível.</p>
<p>E o circo midiático e troca de acusações já começou no caso de Isabella Nardoni. Sejam culpados ou não do terrível crime, o pai e a madrasta de Isabella já foram condenados sob os holofotes televisivos e nas capas de jornais brasileiros, e um dos maiores colaboradores destas afirmações de culpa é o promotor público responsável pelo caso, <em>Francisco Cembranelli</em>, que já deu várias entrevistas sugerindo acreditar que as investigações irão estabelecer o casal como culpado do assassinato.</p>
<p>Vamos dar uma olhada no que a blogosfera brasileira pensa do caso.</p>
<p><em>C.Fagundes</em>, do <a href="http://e-squina.blogspot.com/2008/04/s-se-v-na-globo.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/e-squina.blogspot.com');">e-esquina</a>, nos apareceu com <a href="http://e-squina.blogspot.com/2008/04/s-se-v-na-globo.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/e-squina.blogspot.com');">esta imagem</a>, comparando a cobertura dada pela Rede Globo ao crime com o reality-show <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Big_Brother_Brasil" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Big Brother Brasil</a>, transmitido pela mesma emissora:</p>
<blockquote><p><img src="http://bp1.blogger.com/_cr4J52_Da-o/SAAzVruVjTI/AAAAAAAAAeM/hGDXLDF66fM/s400/bigb.jpg" alt="Big Murder Brazil" /></p></blockquote>
<p><em>Ismael</em>, do blogue <a href="http://omalfazejo2.wordpress.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/omalfazejo2.wordpress.com');">O Malfazejo 2.0</a>, também <a href="http://omalfazejo2.wordpress.com/2008/04/07/notas-de-segunda-feira-85/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/omalfazejo2.wordpress.com');">faz uma piada</a> sobre a &#8220;interatividade de reality-show&#8221; da cobertura da Rede Globo sobre o crime:</p>
<blockquote><p>“Breve nos programas do horário nobre da Globo nova enquete interativa: Se você acha que o assassino de Isabela Nardoni é o pai, ligue para 0300-703-584-01. Para votar na madrasta, ligue para 0300-703-584-02. Para votar na mãe da menina, ligue para 0300-703-584-03. […] A ligação é gratuita.”</p></blockquote>
<p>No dia 9 de abril, <em>Ricardo Noblat</em>, um jornalista que escreve um blogue hospedado pela Globo.com &#8212; o portal de internet da Rede Globo &#8212; <a href="http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?t=promotor_diz_que_pai_matou_filha&amp;cod_Post=96762&amp;a=111" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/oglobo.globo.com');">escreveu um post com notícias em primeira mão</a> sobre o caso:</p>
<blockquote><p>“Foi o pai, Alexandre Nardoni, que jogou pela janela a filha Isabella Nardoni, de 5 anos. A informação foi dada esta tarde pelo promotor Francisco José Cembranelli em conversa reservada com um grupo de jornalistas. No passado o promotor foi professor de Alexandre. Refere-se a ele como “um vagabundo, que sempre viveu às custas do pai, um playboy”.”</p></blockquote>
<p>No dia seguinte, quando perguntado pelos repórteres sobre as afirmações que Noblat atribuíra a ele, Cembranelli negou ter dito qualquer coisa semelhante, e fez ataques pessoais ao blogueiro-jornalista Noblat. Logo depois disso, mais de 200 comentários foram feitos no post de Noblat &#8212; a maioria deles acusando Noblat de fabricar notícias ou basear-se em fontes dúbias para fazer suas afirmações. Até agora, Noblat continua respondendo pacientemente a todos os comentários, mantendo sua fé em suas fontes e naquilo que afirmou a princípio, e acusando Cembranelli de mentir ao negar aquilo que efetivamente disse antes, naquela conversa com jornalistas.</p>
<p>Sobre o promotor Cembranelli, a <a href="http://abric.wordpress.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/abric.wordpress.com');">Academia Brasileira de Idéias Confusas</a> escreveu as palavras abaixo, em seu post entitulado &#8220;<a href="http://abric.wordpress.com/2008/04/09/qual-a-maior-tragedia/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/abric.wordpress.com');">Qual a maior tragédia?</a>&#8220;:</p>
<blockquote><p>“Já restou mais do que evidente a vontade de Francisco Cembranelli de ter a imagem associada ao um crime bárbaro para aparecer na mídia e ser lembrado pela participação em um caso de imensa repercussão nacional. Transparece, ainda, a vontade de que sejam, efetivamente, os pais os culpados pelo ocorrido, porque nessa hipótese o julgamento será espetacular, com mais holofotes e exposição pública. Se tudo isso decorre de mera vaidade ou se há no ar o cheiro de alguma vantagem decorrente do episódio, é uma incógnita. Em todo caso, parece desagradável que face a um crime tão bárbaro um ou outro sejam satisfeitos.”</p></blockquote>
<p>Sobre este post, <em>Cranio</em> comentou:</p>
<blockquote><p>“Neste caso mais uma vez fico pensando se toda midiatização de uma tragédia familiar poderá trazer algum benefício à sociedade. […] será que alguém que pensava em atirar uma criança pela janela irá repensar sua atitude? Será que criaremos leis que impossibilitem este tipo de tragédia? Ou apenas não havia nada de inteligente para veicular nos telejornais e aproveitam-se do gosto por sangue que existe na maioria da população e com isto aumentar seu ibope?”</p></blockquote>
<p><a href="http://www.guilhermefiuza.com.br/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.guilhermefiuza.com.br');">Guilherme Fiuza</a>, um distinto blogueiro-jornalista brasileiro, passou por uma provação semelhante a esta que está sendo imposta agora ao casal Nardoni. Há dezoito anos, ele perdeu seu primeiro filho recém-nascido em um trágico acidente doméstico. No início, Fiuza e sua ex-esposa foram acusados de ter causado a morte do garoto, e seus vizinhos, e pessoas que Fiuza afirma nunca ter visto antes, começaram a fabricar histórias que os confirmavam como assassinos de sangue frio, até que por fim se provou que ele e sua então companheira eram inocentes. Fiuza não menciona se recebeu qualquer pedido de desculpas. Sobre suas experiências do passado e o caso Isabella Nardoni, <a href="http://www.guilhermefiuza.com.br/?p=20" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.guilhermefiuza.com.br');">ele escreve</a>:</p>
<blockquote><p>“Se não é possível à coletividade imaginar na sua própria pele o ardor da tragédia, já seria um belo avanço civilizatório se ela entendesse, de uma vez por todas, que a vida (dos outros) não é um Big Brother.”</p></blockquote>
<p>Sobre as apressadas entrevistas dadas pela Delegada de Polícia responsável pelo caso, que disse desde os primeiros dias após a morte de Isabella que &#8220;a investigação estava 70% concluída&#8221;, Fiuza <a href="http://www.guilhermefiuza.com.br/?p=23" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.guilhermefiuza.com.br');">complementa</a>:</p>
<blockquote><p>“A delegada do caso Isabella informou que 70% do crime estão esclarecidos. Notícia importante.<br />
[…]<br />
Mas, doutora delegada, e se nos últimos 30% aparecer um personagem novo confessando o assassinato? Nesse caso, doutora, seus atuais 70% serão iguais a zero.<br />
Jamais se viu, em toda a história da investigação criminal, um caso 70% esclarecido. Das duas, uma: ou a delegada é uma revolucionária, ou é uma irresponsável.”</p></blockquote>
<p><em>Luiz Carlos Azenha</em>, do blogue <a href="http://www.viomundo.com.br/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.viomundo.com.br');">Vi o Mundo</a>, é outro importante jornalista que largou seu emprego na mídia tradicional para se tornar blogueiro em tempo integral. <a href="http://www.viomundo.com.br/opiniao/um-osso-duro-para-a-maquina-de-moer-carne/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.viomundo.com.br');">Ele reflete sobre os interesses da mídia neste caso</a>:</p>
<blockquote><p>“A máquina de moer carne da mídia não pára. Precisa produzir continuamente. E produzir, sempre, algo sexy. Na pior acepção da palavra. Crianças defenestradas, arrastadas por automóveis¹, vale tudo desde que a morte tenha “valor” de venda. Ou seja, a morte de uma criança por desnutrição, aos poucos, bem diante do prédio da Folha de S. Paulo, na Barão de Limeira, tem valor zero na escala da notícia. Bebês mortos em reservas indígenas e em maternidades já se tornaram parte do trivial.”</p></blockquote>
<p>¹<em>[Nota do tradutor: Esta é uma menção ao caso do menino <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_H%C3%A9lio" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">João Hélio</a>. Hélio tinha 6 anos de idade quando morreu após ser arrastado do lado de fora do carro da mãe por 11 quilômetros, em uma tentativa de furto do carro. O caso repercutiu em uma série de manifestações contra o aumento da criminalidade no Rio de Janeiro e em demandas de aumento das penas para crimes hediondos. Na semana da morte de João Hélio, outro garoto morreu em circunstâncias similares em outro lugar do Brasil. Nenhum jornal percebeu o fato. Apenas alguns blogues o noticiaram, mas não pude encontrar recentemente mais nenhuma menção a ele. Pode ser que isso não faça diferença alguma, mas João Hélio pertencia à classe média e era branco, enquanto a outra vítima anônima era mais pobre, e tinha a pele mais escura.]</em></p>
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		<title>Irã: Armênios relembram aniversário de genocídio</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Apr 2008 22:01:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Desastre]]></category>

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		<description><![CDATA[Armênios relembram o 93º aniversário do Genocídio Armênio em Teerã, Irã. Você pode ver as fotos do evento aqui.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Armênios relembram o 93º aniversário do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Genoc%C3%ADdio_arm%C3%AAnio" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Genocídio Armênio</a> em Teerã, Irã. Você pode ver as fotos do evento <a href="http://www.photoblog.com/zohrepix/2008/04/24/93th-anniversary-of-genocide-----.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.photoblog.com');">aqui</a>.</p>
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		<title>Brasil: Debatendo raça</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/04/19/brasil-debatendo-raca/</link>
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		<pubDate>Sat, 19 Apr 2008 09:31:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Alex Castro está gerando um debate interessante na sua série de posts sobre raça, um assunto que ele considera de extrema importância no Brasil. &#8220;Cada ser humano é, antes de tudo, quem ele pensa ser e quem ele é percebido como sendo.&#8221;
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.interney.net/blogs/lll/2008/04/18/ser_da_raca_certa_iv_de_iv/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.interney.net');">Alex Castro</a> está gerando um debate interessante na sua série de posts sobre raça, um assunto que ele considera de extrema importância no Brasil. &#8220;Cada ser humano é, antes de tudo, quem ele pensa ser e quem ele é percebido como sendo.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Bermudas: O que é Racismo?</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/04/12/bermudas-o-que-e-racismo/</link>
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		<pubDate>Sat, 12 Apr 2008 19:53:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[O blog bermudano Politics.bm[En] examina o conceito de racismo.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O blog bermudano <em><a href="http://www.politics.bm/archives/2008/04/11_001813.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.politics.bm');">Politics.bm</a></em>[En] examina o conceito de racismo.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>China: Blogueiros declaram guerra à cobertura da mídia ocidental sobre o Tibet</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/03/24/china-blogueiros-declaram-guerra-a-cobertura-da-midia-ocidental-sobre-o-tibet/</link>
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		<pubDate>Mon, 24 Mar 2008 23:16:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jan Alyne Barbosa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[China]]></category>

		<category><![CDATA[Chinese]]></category>

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		<category><![CDATA[Racismo]]></category>

		<category><![CDATA[Relações Internacionais]]></category>

		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/2008/03/24/china-blogueiros-declaram-guerra-a-cobertura-da-midia-ocidental-sobre-o-tibet/</guid>
		<description><![CDATA[Uma vez passado o burburinho das notícias sobre o corte de orelhas de crianças e sobre o incêndio de pessoas vivas o Tibet, cidadãos chineses na Internet atacam detalhes relatados de maneira inapropriada e não parecem dispostos a deixar que isto continue. Na verdade, eles declararam uma ciberguerra aos grandes meios de comunicação ocidentais, e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p id="result_box" dir="ltr">Uma vez passado o burburinho das notícias sobre o corte de orelhas de crianças e sobre o incêndio de pessoas vivas o Tibet, cidadãos chineses na Internet atacam detalhes relatados de maneira inapropriada e não parecem dispostos a deixar que isto continue. Na verdade, eles declararam uma ciberguerra aos grandes meios de comunicação ocidentais, e o site <a href="http://anti-cnn.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/anti-cnn.com');">anti-CNN.com</a> é a sede da campanha.</p>
<p id="result_box" dir="ltr">Já que palavras tais como <a href="http://globalvoicesonline.org/found/?cof=FORID%3A9&amp;q=Tibet&amp;btnG=Search+%C2%BB&amp;cx=000932313665553177304%3Adg67ra11mvs">Tibet</a> e Lhasa chegaram ao topo da lista de palavras-chave do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Internet_censorship_in_the_People%27s_Republic_of_China" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/en.wikipedia.org');">GFW</a>, acompanhando o surto de violência e agitação no sudoeste da China no início deste mês, muita atenção às causas básicas do Tibet simplesmente invadiu o anti-CNN.com, através da coleta de fotos, de imagens reproduzidas de tela de computador, de acusações furiosas e sem lógica, a maioria das quais produzida sob controle, como a coleta feita através de convenientes práticas de colar-e-copiar.</p>
<p id="result_box" dir="ltr">Para os blogueiros encurralados entre dois lados de uma batalha cruel de propaganda, que testemunha a perda de vidas e uma grande parte da China colocada sob restrições militares, há, naturalmente, <a href="http://zonaeuropa.com/200803c.brief.htm#003" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/zonaeuropa.com');">uma grande frustração</a> sobre como começar a blogar sobre a situação. Em seguida, há fatos, entre eles, o de que <a href="http://chinamatters.blogspot.com/2008/03/black-days-for-dalai-lama.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/chinamatters.blogspot.com');">jovens militantes tibetanos no exílio</a> pretendem criar uma perturbação em Lhasa para o Dia Nacional do Desenvolvimento Tibetano este ano é <a href="http://chinamatters.blogspot.com/2008/03/tibetan-intifada.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/chinamatters.blogspot.com');">estarem falando abertamente sobre isso</a> nos últimos meses.</p>
<p id="result_box" dir="ltr">Então, como é que alguém começa a difundir esta atitude prevalecente entre os blogueiros chineses vista na introdução sobre o site anti-CNN.com?</p>
<blockquote><p>认清西方媒体卑鄙无耻的真面目</p>
<p>Veja a desprezível verdade e a face vergonhosa da mídia ocidental</p></blockquote>
<blockquote><p>长期以来，以CNN、BBC为代表的西方某些媒体借新闻自由之名<br />
对广大发展中国家进行了肆无忌惮的污蔑和诋毁<br />
为了达到他们不可告人的目的<br />
他们栽赃陷害、颠倒黑白、混淆是非、无中生有……真是无所不用其极</p>
<p>Durante muito tempo, certos meios ocidentais, melhores representados pela CNN e a BBC, em nome da liberdade de imprensa vêm inescrupulosamente caluniando e difamando nações em desenvolvimento a fim de alcançar sua meta não expressada, eles enganam e eles armam, trocam o preto pelo branco, confundindo o certo e o errado, forjando… dispostos a ir a qualquer lugar, sem limites.</p></blockquote>
<blockquote><p>在对2008年3月西藏骚乱的报道中</p>
<p>西方媒体的表演再一次向世人展示了他们丑恶的真实面目</p>
<p class="translation">本网站旨在收集、整理并发布西方主流媒体作恶的证据</p>
<p class="translation">如果您看到任何西方媒体作恶的证据，请千万不要轻易放过他们<br />
把它们保存起来并寄给我们</p>
<p class="translation">多收集一份他们的罪证，就是为我们争取到了多一点的空间</p>
<p class="translation">我们关注所有西方媒体（不只是CNN），不限语言、内容（文本或图片）和国家</p>
<p>Nos seus relatórios sobre os motins no Tibet, o desempenho da mídia ocidental, mais uma vez, mostra ao mundo a sua verdadeira face repugnante.</p>
<p>Este site destina-se a coletar, organizar e publicar a prova do mal da mídia mainstream ocidental</p>
<p>Se você ver qualquer prova do mal da mídia ocidental, por favor, não deixe que eles escapem facilmente</p>
<p>Salve-a e envie-a para nós</p>
<p>Quanto mais provas de seus crimes nós coletarmos, mais espaço teremos para lutar e vencer por nós mesmos</p>
<p>Estamos preocupados com todos os meios ocidentais (não só a CNN), e sem limites de língua, conteúdo (texto ou foto) ou país</p></blockquote>
<blockquote><p>这将是一场反抗西方话语霸权的斗争<br />
我们应该充分认识到这场斗争的长期性、艰巨性和复杂性<br />
但无论怎样，我们都坚信：</p>
<p>西方国家妄图通过几个破媒体就一张臭嘴遮天的日子将一去不返了！</p>
<p id="result_box" dir="ltr">Esta é uma luta de resistência contra a hegemonia do discurso ocidental<br />
Temos de reconhecer plenamente que esta será uma batalha de longo prazo, difícil e complexa<br />
Mas independentemente do resultado, todos nós acreditamos firmemente:</p>
<p>Que o fim dos dias em que as nações ocidentais usam sua mídia podre para tentar enganar as pessoas com suas palavras vai chegar em breve!</p></blockquote>
<p id="result_box" dir="ltr">Por favor, consulte a coleção de links do Global Voices Online relacionados ao <strong><a href="http://www.globalvoicesonline.org/specialcoverage/tibet-protests-2008/">Protestos no Tibet </a></strong><strong><a href="http://www.globalvoicesonline.org/specialcoverage/tibet-protests-2008/"><strong>2008</strong></a></strong>.</p>
<p align="center"><em>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">clique aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">clique aqui</a>.</em></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Bahrain: Músicas dirigidas a sauditas e egípcios</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/02/17/bahrain-musicas-dirigidas-a-sauditas-e-egipcios/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/02/17/bahrain-musicas-dirigidas-a-sauditas-e-egipcios/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 17 Feb 2008 14:01:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jan Alyne Barbosa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Arabic]]></category>

		<category><![CDATA[Bahrain]]></category>

		<category><![CDATA[Egypt]]></category>

		<category><![CDATA[Racismo]]></category>

		<category><![CDATA[Relações Internacionais]]></category>

		<category><![CDATA[Roundups]]></category>

		<category><![CDATA[Saudi Arabia]]></category>

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		<description><![CDATA[De Bahrain, Silly Bahraini Girl publicou dois vídeos - um que mostra uma canção de rap feita por sauditas contra egípcios e outro contendo uma resposta ao primeiro vídeo.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De Bahrain, <em><a href="http://sillybahrainigirl.blogspot.com/2008/02/cause-and-effect.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/sillybahrainigirl.blogspot.com');">Silly Bahraini Girl</a></em> publicou dois vídeos - um que mostra uma canção de rap feita por sauditas contra egípcios e outro contendo uma resposta ao primeiro vídeo.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Egito: Rama Yade</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/12/25/egito-rama-yade/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/12/25/egito-rama-yade/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 25 Dec 2007 16:25:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Arabic]]></category>

		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>

		<category><![CDATA[Egypt]]></category>

		<category><![CDATA[Etnicidade]]></category>

		<category><![CDATA[France]]></category>

		<category><![CDATA[Humanitário]]></category>

		<category><![CDATA[Middle East &#038; North Africa]]></category>

		<category><![CDATA[Política]]></category>

		<category><![CDATA[Racismo]]></category>

		<category><![CDATA[Senegal]]></category>

		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Rama Yade, ministra francesa, inspirou o blogueiro egípcio Eastern Bird a escrever essa postagem, traduzida do Árabe por Tarek Amr.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pt.globalvoicesonline.org/?attachment_id=36461" rel="attachment wp-att-36461" title="Rama Yade - French State Secretary"><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2007/12/rama-yade.jpg" alt="Rama Yade - French State Secretary" /></a></p>
<p>Não foram as opiniões políticas de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Rama_Yade" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/en.wikipedia.org');">Rama Yade</a> [en] - atual ministra francesa de      relações exteriores e direitos humanos - que fizeram o blogueiro egípcio <a href="http://asfoorelsharq.blogspot.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/asfoorelsharq.blogspot.com');">Eastern Bird</a> escrever a <a href="http://asfoorelsharq.blogspot.com/2007/12/blog-post_23.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/asfoorelsharq.blogspot.com');">postagem seguinte</a> (ar). Na verdade, ela o inspirou a escrever sobre um assunto totalmente diferente, que você pode ler aqui.</p>
<p>Ele diz:</p>
<blockquote>
<p class="arabic" lang="ar">بالصدفة وخلال تصفحي لعدد من المواقع على الشبكة ، عثرت على هذه الصورة لوزيرة حقوق الإنسان في الحكومة الفرنسية راما ياد<br />
وبعيدا عن أية إعتبارت سياسية في مقدمتها رفضي لفرنسا ساركوزي وكل ما يأتي منها ، إلا أنني أخذت أتأمل في ملامح هذه الوزيرة الجميلة بحق<br />
وأدركت بعد فترة حقيقة تغيب عنا كثير<br />
وهي أن الجمال لا شكل له ولا عرق ولا لون<br />
وأننا وللأسف الشديد حصرنا مفهوم الجمال في مفهوم عنصري يختذل هذه الكلمة في الشعر الأشقر والعيون الزرقاء أو الخضراء<br />
لعلها عقدة الخواجة التي لازالت تعيش داخلنا او لعله نظرتنا الدونية لكل ما هو أسمر<br />
لكن المؤكد أن راما ياد لا يكمن جمالها في ملامحها فقط وإنما في قدرتها كسيدة سمراء على تخطي كافة العقبات التي تضعها العنصرية (وما أدراك ما العنصرية في بلد كفرنسا)<br />
والوصول إلى منصب كهذا<br />
تحياتي لك أيتها الوزيرة الجميلة ولكل الجميلات مثلك في هذا العالم</p></blockquote>
<blockquote><p>Eu estava navegando na internet, quando eu descobri por acaso essa foto da Ministra dos Direitos Humanos do governo francês, Rama Yade.<br />
Longe de quaisquer considerações políticas, e principalmente do meu posicionamento contra a França de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Nicolas_Sarkozy" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/en.wikipedia.org');">Sarkozy</a> e independentemente de tudo que vem de lá, eu continuei olhando para esta ministra tão bonita.<br />
Então eu me dei conta de um fato que nós normalmente não percebemos.<br />
Que a beleza não tem rosto, raça ou cor.<br />
Infelizmente nós estamos limitados a um ponto de vista racista da beleza, que se limita a garotas louras, de olhos azuis ou verdes.<br />
Talvez seja por causa de nossa admiração por qualquer coisa que venha do ocidente, e consideração de tudo que é preto como inferior.<br />
Mas, com certeza, a beleza de Rama Yade não é apenas por causa de sua aparência, mas também por causa de sua habilidade de, como uma mulher negra, atravessar todos os obstáculos colocados pelo racismo e chegar a uma posição como esta.<br />
Meus cumprimentos a você - ministra linda - e a todas as beldades como você deste mundo.</p></blockquote>
<p align="right"><em>(texto original de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/tarek-amr/">Tarek Amr</a>)</em></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center"><em>Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">aqui</a>.</em></p>
<blockquote></blockquote>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Brasil: Dia da consciência negra e o debate sobre racismo</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/11/18/brasil-dia-da-consciencia-negra-e-o-debate-sobre-racismo/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/11/18/brasil-dia-da-consciencia-negra-e-o-debate-sobre-racismo/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 18 Nov 2007 21:08:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Americas]]></category>

		<category><![CDATA[Brazil]]></category>

		<category><![CDATA[Etnicidade]]></category>

		<category><![CDATA[História]]></category>

		<category><![CDATA[Photos]]></category>

		<category><![CDATA[Racismo]]></category>

		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[De 1550 a 1888, pelo menos 3 milhões de africanos foram brutalmente enviados ao Brasil pelos mercadores de escravos, o que significa quase metade de todos os escravos levados à América do Sul. A maioria deles veio de Angola e Moçambique, que eram então colônias portuguesas na África, e foi submetida ao trabalho escravo nas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De 1550 a 1888, pelo menos 3 milhões de africanos foram brutalmente enviados ao Brasil pelos mercadores de escravos, o que significa quase metade de todos os escravos levados à América do Sul. A maioria deles veio de Angola e Moçambique, que eram então colônias portuguesas na África, e foi submetida ao trabalho escravo nas plantações de cana-de-açúcar no nordeste.</p>
<p>Durante os anos da escravatura, milhares conseguiram escapar montando colônias livre conhecidas como <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Quilombos" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">quilombos</a>. O mais famoso de todos foi o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Quilombo_dos_Palmares" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Quilombo dos Palmares</a>, em Alagoas, liderado por um escravo fugitivo conhecido como <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Zumbi_dos_Palmares" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Zumbi</a>, que veio a se tornar símbolo de resistência por defender o povoado contra as forças coloniais. Zumbi foi assassinado em 1695 e no aniversário de sua morte, 20 de novembro, o país renova sua permanente luta contra a discriminação.</p>
<p style="text-align: center"><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2007/11/ibere-thenorio4.jpg" /></p>
<p style="text-align: center">(Foto de <a href="http://www.flickr.com/photos/ibere/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">Iberê Thenório</a>)</p>
<p><strong>Blogueiros refletem sobre exclusão social, racismo e orgulho</strong></p>
<p>A influência cultural da África continua forte no Brasil, um país onde os descendentes de africanos foram quase metade da população de 180 milhões de habitantes. Apesar disso, a discriminação econômica, social e de outras formas continua sendo a principal herança da migração em massa forçada da escravatura. De acordo com o último censo, no ano 2000, brasileiros de descendência africana formam 63% do setor mais pobre da sociedade, embora apenas 5% deles se declarem como &#8216;de origem negra&#39;. Roice, Leandro e Milena, da escola de segundo grau estadual Jair Toledo Xavier, <a href="http://jtx7d.blogspot.com/2007/11/conscincia-negra-luta-pela-sua.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/jtx7d.blogspot.com');">analisam os números</a> e refletem sobre as causas da discriminação:</p>
<blockquote><p>A lei proíbe o racismo, mas mantém estruturas sociais e econômicas que o alimentam. Pode evitar que um viole o direito do outro, mas não tem como levar brancos e negros a se amarem e menos ainda como ajudar cada pessoa a se sentir bem em sua pele e em sua identidade cultural. No Brasil, os dados oficiais mostram que as desigualdades sociais são mais profundas à medida que as pessoas pobres não só são empobrecidas, mas são negras.</p></blockquote>
<p style="text-align: center"><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2007/11/ibere-thenorio2.jpg" /></p>
<p style="text-align: center">(Foto de <a href="http://www.flickr.com/photos/ibere/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">Iberê Thenório</a>)</p>
<p>Será que a lei funciona de verdade como deveria? <a href="http://aldocerqueira.blogspot.com/2007/11/cor-de-um-pas-plural.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/aldocerqueira.blogspot.com');">Aldo Cerqueira Santos</a> publica uma coleção de depoimentos de pessoas que foram vítimas de discriminação e deixa algumas perguntas para reflexão. A última delas é:</p>
<blockquote><p>Estes depoimentos aconteceram há dez anos. Por que até hoje existe preconceito racial.</p></blockquote>
<p>E será que existe, na verdade, racismo em um país tão etnicamente misto como o Brasil? Esse é ainda um assunto muito debatido e altamente polêmico. Edu junta mais de 50 comentários em três postagens sobre o assunto. Em uma delas, ele <a href="http://www.fazsentido.com/?p=19" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.fazsentido.com');">escreve</a>:</p>
<blockquote><p>O único tipo de preconceito que existe é o preconceito <strong>SOCIAL</strong>, relacionado à condição financeira e os símbolos de status ostentados pelo indivíduo. Neste país, não se olha cor antes de se julgar uma pessoa - se olha o que ela tem no bolso. No pulso. O que ela veste. Um negro rico é mais respeitado e bem tratado que um branco pobre - como se fosse uma pessoa melhor apenas por ter grana.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.8p.com.br/bbb/zelio/perfil" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.8p.com.br');">Zélio Luz</a>, que relata ainda ser vítima de racismo mesmo tendo se estabelecido como engenheiro, está entre os que discordam nos comentários dessa posição, convidando o autor da postagem a <a href="http://fazsentido.com/?p=130#comment-454" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/fazsentido.com');">experimentar ser negro por um dia</a> e listando algumas das situações pelas quais ele já passou em um Brasil racista:</p>
<blockquote><p>Muitos como o dono do texto, dizem que temos complexo de perseguição… imaginemos que você seja negro, e que entre em um desses cursinhos preparatórios, depois de trabalhar o dia inteiro, para pagar é claro o tal cursinho. Vai ao banheiro e se depara com a seguinte mensagem: “SAI FORA PRETO AQUI NÃO É SEU LUGAR” o que você faria? Imagine-se caminhando em um bairro nobre, vestido “arrumadinho” indo para o trabalho, alguém o vê se aproximar e percebendo sua negritude, atravessa para o outro lado da calçada segurando sua bolsa desesperadamente, o que você faria? Imagine-se agora em uma balada na vila olimpia, arrumadinho novamente, alguém lhe entrega as chaves do carro e lhe pede para que guarde no estacionamento, o que você faria?</p></blockquote>
<p style="text-align: center"><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2007/11/ibere-thenorio6.jpg" /></p>
<p style="text-align: center">(Foto de <a href="http://www.flickr.com/photos/ibere/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">Iberê Thenório</a>)</p>
<p>Um dos assuntos destacados no debate acima foi o sistema de distribuição de vagas, aprovado em maio de 2004, uma medida legal que permitiu que universidades federais adotassem um sistema de cotas, a serem distribuídas de acordo com a cor da pele e classe social para aumentar o acesso de descendentes de africanos à educação superior. Isso é chamado de &#8216;racismo soft&#39; e é a pior forma de discriminação, de acordo com <em><a href="http://c-avolio.com/2007/11/racismo-light.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/c-avolio.com');">Reality is out there</a></em>:</p>
<blockquote><p>Falo daqueles que acham que, sim, os negros são inferiores e precisam de um tratamento diferenciado por parte dos brancos privilegiados senão nunca chegarão a ser nada na vida. Aqueles que não acreditam que, dando-lhe consições iguais, um negro é capaz de disputar uma vaga de trabalho em igualdade de condições ou até mesmo levar vantagem sobre um branco.</p></blockquote>
<p>Para dizer a verdade, no Brasil, o termo &#8216;racismo&#39; é usado na maioria das vezes em relação à discriminação contra as pessoas de acordo com a cor da pele delas. <a href="http://granadadebolso.wordpress.com/2007/11/17/consciencia-negra/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/granadadebolso.wordpress.com');">Sérgio Mendes</a> lembra a seus leitores que a palavra não deveria ter apenas essa conotação:</p>
<blockquote><p>Já que tanto se batem pela questão do racismo contra os negros, poderiam, sensatamente, perceber que o inverso também o é. A palavra racismo não tem um componente “negro” no seu significado. Racismo é o preconceito que determinada raça ou etnia tem contra outra, independentemente se são brancos contra negros, negros contra brancos, portugueses contra espanhóis, paulistas contra nordestinos ou sérvios contra croatas: é racismo da mesma maneira, independente de qual parte parta.</p></blockquote>
<p style="text-align: center"><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2007/11/ibere-thenorio5.jpg" /></p>
<p style="text-align: center">(Foto de <a href="http://www.flickr.com/photos/ibere/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">Iberê Thenório</a>)</p>
<p>Eduardo Peret vai além, refletindo sobre todas as formas de discriminação, seja contra homossexuais, mulheres ou raças, <a href="http://ocabideiro.blogspot.com/2007/11/orgulho-conscincia-e-preconceito.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/ocabideiro.blogspot.com');">concluindo</a>:</p>
<blockquote><p> Então, vamos todos nos educar para a verdadeira perfeição, alcançando as virtudes da tolerância e da aceitação mútua. Aí, sim, as paradas, os dias internacionais e as comemorações de consciência e de orgulho serão desnecessários. Porque todos nós seremos verdadeiramente iguais, tal como quando nascemos.</p></blockquote>
<p style="text-align: center"><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2007/11/ibere-thenorio3.jpg" /></p>
<p style="text-align: center">(Foto de <a href="http://www.flickr.com/photos/ibere/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">Iberê Thenório</a>)</p>
<p>E Jaqueline Lira, professora e blogueira, encerra o debate <a href="http://professorajaquelinelira.blogspot.com/2007/11/meu-av-negro.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/professorajaquelinelira.blogspot.com');">se orgulhando de sua descendência</a> [pt]:</p>
<blockquote><p>Tenho orgulho de ser negro. Não sou marrom, nem furta cor, nem camaleão. Sou negra.</p></blockquote>
<p><a href="http://valeuzumbivaleu.blogspot.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/valeuzumbivaleu.blogspot.com');">Valeu Zumbi</a> é um novo blogue lançado para divulgar informações sobre o Dia da Consciência Negra em todo o Brasil.</p>
<p>Todas as imagens que ilustram essa matéria foram gentilmente cedidas por <a href="http://atitudeverde.com.br" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/atitudeverde.com.br');">Iberê Thenório</a>. Veja todas as fotos do <a href="http://www.flickr.com/photos/ibere/sets/72157594385091084/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">Dia da Consciência Negra ano passado na Avenida Paulista, São Paulo</a>.</p>
<p align="right">&nbsp;</p>
<p align="right"><em>(texto original de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>)</em></p>
<p align="center">&nbsp;</p>
<p align="center"><em>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">aqui</a>.</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Japão: Golfinhos e Heroes</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/11/04/japao-golfinhos-e-heroes/</link>
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		<pubDate>Sun, 04 Nov 2007 16:50:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>

		<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>

		<category><![CDATA[Etnicidade]]></category>

		<category><![CDATA[Governança]]></category>

		<category><![CDATA[Indústria]]></category>

		<category><![CDATA[Japan]]></category>

		<category><![CDATA[Mídia]]></category>

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		<category><![CDATA[Racismo]]></category>

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		<description><![CDATA[No âmbito da imprensa e blogues de língua inglesa essa semana, comentaristas, celebridades e ativistas tiveram algo a dizer sobre a caça japonesa aos golfinhos em Taiji, distrito de Wakayama. Filmes de pescadores japoneses irritados entraram em conflito com as de celebridades loiras do mundo ocidental empenhando-se em “dividir a água” com os golfinhos a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="entry" id="single" align="left">No âmbito da <a href="http://news.sky.com/skynews/article/0,,30200-1291049,00.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/news.sky.com');">imprensa</a> e <a href="http://www.japanprobe.com/?p=3065" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.japanprobe.com');">blogues</a> de língua inglesa essa semana, <a href="http://peacewriter313.wordpress.com/2007/11/02/saving-the-world-one-cause-at-a-time/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/peacewriter313.wordpress.com');">comentaristas</a>, <a href="http://thesuperficial.com/2007/11/hayden_panettiere_tries_to_sav.php" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/thesuperficial.com');">celebridades</a> e <a href="http://www.savejapandolphins.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.savejapandolphins.com');">ativistas</a> tiveram algo a dizer sobre <a href="http://japanfocus.org/products/topdf/2306" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/japanfocus.org');">a caça japonesa aos golfinhos em Taiji, distrito de Wakayama</a>. <a href="http://www.breitbart.tv/?p=7487" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.breitbart.tv');">Filmes</a> de pescadores japoneses irritados entraram em conflito com as de <a href="http://www.dailymail.co.uk/pages/live/articles/news/worldnews.html?in_article_id=491061&amp;in_page_id=1811" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.dailymail.co.uk');">celebridades loiras do mundo ocidental</a> empenhando-se em “dividir a água” com os golfinhos a um passo de serem assassinados. Enquanto a opinião sobre o assunto em blogues e fóruns de língua inglesa são, na maioria, <a href="http://digg.com/offbeat_news/Heroes_Actress_Caught_in_Clash_at_Japanese_Dolphin_Slaughter_Site?OTC-widget" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/digg.com');">de apoio ao espírito do projeto</a>, blogueiros japoneses têm algo diferente a dizer. [Nota da tradução: Todos os links levam a sites em inglês]</p>
<p><a href="http://www.breitbart.tv/?p=7487" title="Fisherman at Taiji" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.breitbart.tv');"><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2007/11/fisherman.jpg" alt="Fisherman at Taiji" /></a></p>
<p><a href="http://www.breitbart.tv/?p=7487" title="Hayden Panettiere" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.breitbart.tv');"><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2007/11/hero.jpg" alt="Hayden Panettiere" /></a></p>
<p>Uma vez que a notícia dos protestos não teve cobertura na imprensa japonesa, muitos dos blogueiros que escreveram sobre o assunto moram no exterior. O blogueiro kakinomoto, que vive na Alemanha, <a href="http://wasser.seesaa.net/article/64224423.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/wasser.seesaa.net');">aprovou a posição dos protestantes</a>:</p>
<blockquote><p> 海外では大々的な非難を呼んでいるこのニュースですが、日本では報道されていないようです。<br />
◆<a href="http://ap.google.com/article/ALeqM5jKCSxL_t9-vIOA-DaRWAlVi_4dfgD8SLBT382" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/ap.google.com');">シーシェパード、日本のイルカ追い込み漁に抗議</a></p>
<p>Essa notícia está atraindo um monte de criticismo no exterior, mas no Japão parece que não está tendo divulgação.</p>
<p>◆<a href="http://ap.google.com/article/ALeqM5jKCSxL_t9-vIOA-DaRWAlVi_4dfgD8SLBT382" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/ap.google.com');">Sea Shepherd, resistindo à pesca predatória de golfinhos no Japão</a> [en]<a href="http://ap.google.com/article/ALeqM5jKCSxL_t9-vIOA-DaRWAlVi_4dfgD8SLBT382"><br />
</a></p></blockquote>
<blockquote><p> このニュースはドイツではトップ扱いでした。<br />
シーシェパードのような大金の動くビジネスまがいの団体には、普段、個人的に疑問も多く持っています。<br />
しかし、このニュースに関しては、シーシェパード側に少なからずも賛同せずにはいられませんでした。</p>
<p>Na Alemanha, foi a notícia principal.<br />
Pessoalmente, eu normalmente não creio em grupos como o Sea Shepherd, uma espécie de negócio de fachada que movimenta grandes quantidades de dinheiro.<br />
No entanto, no caso dessa notícia em particular, eu só posso aprovar um pouco a posição do Sea Shepherd.</p></blockquote>
<blockquote><p> まず、イルカの追い込み漁という方法自体が、世界で禁じられていることを無視している日本。<br />
なぜ禁じられているか。<br />
それは殺し方があまりに惨いからです。<br />
イルカの追い込み漁の日本における歴史は残念ながらよく分かりません。ですが、文明や産業・技術が発達した日本で、そのような惨たらしい方法で漁をする必要が本当にあるのでしょうか。</p>
<p>Para começar, o método conhecido como caça aos golfinhos por si só é <span id="FSGcaller1"><font class="FSG_texto">proibido</font></span> no resto do mundo, e o Japão ignora isso.<br />
Por que é <span id="FSGcaller1"><font class="FSG_texto">proibido</font></span>?<br />
Porque a matança ocorre de uma forma muito cruel.</p>
<p align="left"> Infelizmente, eu não conheço a história da caça aos golfinhos no Japão. Mas no Japão, um país que desenvolveu civilização e indústria/tecnologia, teria mesmo uma razão para se pescar dessa forma inacreditavelmente brutal?</p>
</blockquote>
<blockquote><p> そして最大の問題は、このニュースが日本で報道されていないことです。<br />
これは報道規制ですね。<br />
先進国として、ますます許されないこと、そして恥ずかしいことだと思います。<br />
報道がされなければ、日本人の多くは「日本で何が起こっているか、そしてそれが海外でどういった見方をされているか」が分からずに、まっとうな議論さえできないのではないでしょうか。</p>
<p>E o problema maior é que essa notícia não está tendo cobertura no Japão<br />
Isso é controle da mídia.<br />
Como um país desenvolvido, eu sinto que isso é algo tão vergonhoso e que não pode ser nunca permitido.<br />
Se não tiver cobertura nas notícias, muitos japoneses não saberão &#8220;o que está acontecendo no Japão, e como isso é visto no exterior”, e eles, portanto, não poderão nem mesmo argumentar de forma legítima sobre o assunto.</p></blockquote>
<p>O blogueiro <em>abcnt</em> na França <a href="http://abcnt.jugem.jp/?pid=1" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/abcnt.jugem.jp');">imagina o que as pessoas fora do Japão pensaram sobre esse vídeo</a>:</p>
<blockquote><p> 今やすでに季節の風物詩的な扱いなのですが、<br />
先日また朝のニュースで日本人のイルカ捕獲の壮絶シーンが伝えられていました。<br />
しかも今回は声を荒げて抗議活動に抗議する男性の映像も。<br />
ことニホンジンに関しては普段にこやかでおとなしい映像しか見たことないので<br />
そっちのほうがショックだったフランス人も多いかも。</p>
<p>Isso teve que ser noticiado já que é uma tradição sazonal,<br />
e nas notícias ontem de manhã novamente estavam cenas terríveis da captura de golfinhos.<br />
Dessa vez, teve também imagens de um homem levantando a voz e resistindo ao protesto.<br />
Uma vez que eles só conheciam imagens de gentis japoneses,<br />
isso provavelmente foi mais chocante [do que as imagens dos golfinhos] para muitos franceses.</p></blockquote>
<p>Muitos blogueiros, no entanto, estavam mais descrentes sobre a coisa toda. O blogueiro T, que mora na Irlanda,  <a href="http://tyshaw4j.blogspot.com/2007/11/news.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/tyshaw4j.blogspot.com');">expressou frustração na cobertura dada pela imprensa britânica</a> à notícia:</p>
<blockquote><p>私は結婚してアイルランドに住んでします。先日、11月1日に、イギリスが世界に流してるskynewsで日本のある漁村 で漁師らが、イルカを大量に殺していることが取り上げられていて、その映像は悲惨なものでした。そして、ハリウッドの有名人達が、その村へ行ってイルカを 殺すのを辞めさせようしている模様などの映像や、18歳のTVスター(女の子）が泣きながら捕らえられたイルカの様子話す姿なども、何度も繰る返し放送さ れました。ニュースキャスターは「日本人はイルカを食べるために殺している」と言ったり、ほかのレポーターのような女性は「そうではなく、商売で、水族館 のような所へ、売るため」などと、報道している側が、分かっていないまま、真実ではない事を付け加えて世界に報道している。</p>
<p>Sou casado e moro na Irlanda. Ontem, primeiro de novembro, o Skynews, o [canal de TV] britânico exibido no mundo inteiro, estava cobrindo os pescadores em uma vila de pesca no Japão matando uma grande quantidade de golfinhos, e as imagens foram bem medonhas. Em seguida, estavam lá imagens, exibidas e re-exibidas muitas vezes, de algumas celebridades famosas de Hollywood indo ao vilarejo para tentar parar a matança, e a de uma estrela da TV de 18 anos chorando enquanto falava das condições dos golfinhos.  O âncora da TV disse: “O povo japonês está matando os golfinhos para comê-los” mas outra mulher com jeito de repórter disse: “Não, eles serão vendidos, para serem colocados em aquários” coisas desse tipo. Sem, na verdade, entender o que estava acontecendo, esses repórteres acrescentam coisas que não são verdade e as reportam no mundo todo.</p></blockquote>
<blockquote><p>おまけにskynewsのwebサイトでは「多くの日本人はイルカは殺されていい魚だと思っている。｣などと全くのでたら めを記載している。・・・惨残酷な映像とハリウッドスター達の熱い抗議と涙は注目されるのに最適でニュースショーにはピッタリだ。それだけで skynewsにとってはいいのかもしれないが、、　　　私としてはこのニュースの視点をもっと掘り下げて欲しかった。この行為の背景にはどういったこと があるのか、何が問題なのか、それがはっきりと分かれば、そこから、その問題の解決策や手段を検討、実行できるのではないかと思う。イルカを殺すのをやめ させられるかのしれない。少なくとも、”怒って、泣いて・・・”よりは何かを変えられるはずです。 skynewsはなぜそこに視点を置かないのか・・・</p>
<p>Além disso tudo, no site do skynews, eles publicaram coisas que são completamente absurdo, como: “Muitos japoneses acham que os golfinhos são peixes, e que está tudo bem em matá-los” … As imagens tenebrosas e a resistência e as lágrimas fervorosas das estrelas de Hollywood são perfeitamente apropriadas para chamar a atenção para o programa de notícias. Para o skynews, só isso é bom demais, talvez, mas pessoalmente eu queria que eles aprofundassem mais a notícia&#8230; Qual o histórico daquela situação, quais são os problemas, se eles são entendidos, e então eu acho que podemos investigar e propor soluções ou procedimentos para esses problemas e tomar uma atitude de fato. Talvez a matança de golfinhos possa ser parada. Mais do que apenas “se irritar e chorar”, isso pelo menos pode mudar algo. Por que o skynews não adota esse ponto de vista…?</p></blockquote>
<p>O blogueiro <em>the knight of prussia</em> foi além e <a href="http://blogs.yahoo.co.jp/the_knight_of_prussia/6695188.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/blogs.yahoo.co.jp');">questionou as motivações dos protestantes</a>:</p>
<blockquote><p> 欧米人の悪いところは、こういうところですね。<br />
自分達の価値観が絶対であると考え、異なる価値観を認めようとしません。</p>
<p>É esse tipo de coisa que é ruim sobre os europeus e americanos.<br />
Acreditar que os valores de um são absolutos, e não reconhecer quaisquer valores que sejam diferentes.</p></blockquote>
<blockquote><p> 日本がクジラやイルカを食べようと、それが食文化なのであって、外国人に非難される覚えはありません。<br />
牛や豚を日本人の何倍も食べている連中に、人道がどうとか言われたくありませんね。<br />
そもそも、クジラの数が激減したのは、欧米人がランプ用油のために乱獲したからであって、<br />
細々とクジラを捕って、皮から骨に到るまで利用していた日本人のせいじゃないです。<br />
そういう事も知らずに、他国を非難するから馬鹿だと言うのです。<br />
それとも、この女優は自分のイメージアップのために計算してやっているのかもしれませんが。<br />
漁師の妨害をしておいて、「漁師がエンジンをふかしながら向かってきた」とか被害者面をするなと<br />
言いたいですね。<br />
漁師は生活が掛かっているのだから、必死になるのは当たり前です。</p>
<p>Se os japoneses comem baleias, golfinhos ou qualquer coisa, isso é parte da nossa cultura alimentar, e  eu não vejo porque estrangeiros possam nos criticar.<br />
Eu não quero receber lições de humanidade vindas de pessoas que comem muito mais carne de boi e de porco.<br />
O motivo original pelo qual a quantidade de baleias caiu tão drasticamente foi o fato de que europeus e americanos pescaram mais do que o suficiente para produzir querosene.<br />
Não foi culpa dos japoneses, que capturavam baleias e faziam uso de todas as partes delas, da pele aos ossos.<br />
Eles seguem e criticam outro país sem saber nada, por isso que eu digo que eles são estúpidos.<br />
E além de tudo isso, eu acho que talvez a atriz estivesse calculando que, ao fazer essa cena, ela poderia melhorar a imagem dela.<br />
Eu quero dizer a ela que pare de obstruir os pescadores e pare de fazer de conta que ela é a vítima com declarações sobre como: “Os pescadores viraram os motores e os dirigiram a nós.”<br />
Os pescadores dependem disso para sobreviver, então é óbvio que eles reagem com desespero.</p></blockquote>
<blockquote><p> 牛を食べるのは、ヒンドゥ教徒から見たら許せない行為だと思いますが、ヒンド教徒から欧米人は<br />
牛を食べるのを止めろと言われたら、どう思うのでしょうね。<br />
どうせ、欧米人らしい理屈で「牛や豚は増やせるから殺してもいい」「クジラやイルカは賢いし可愛い<br />
から殺してはいけない」というような幼稚園児並の理屈を平気で言いそうです。<br />
もしくは、「牛や豚は苦しまずに殺しているらからいい」けど「クジラやイルカは苦しんでいるから<br />
駄目」とか言いそうですね。<br />
私は犬を食べませんが、犬を食べる韓国や中国の人を非難するつもりは毛頭ありません。<br />
それが彼らの食文化であって、自分の価値観と違っても尊重すべきものだと思うからです。</p>
<p>Se você olhar pelo ponto de vista de um seguidor do Hinduísmo, então comer carne de boi é uma atitude indesculpável. Então por que europeus e americanos achariam se um seguidor do Hindu dissessem a eles para parar de comer vacas?<br />
Independente disso, o que eu imagino é que na lógica européia/americana, eles diriam coisas do tipo: “Os [estoques] de carne de boi e porco podem ser aumentados, então é ok matá-los” ou “baleias e golfinhos são inteligentes e fofos, eles não podem ser mortos”. Eles diriam essas coisas tão facilmente, com a lógica de uma criança na pré-escola.<br />
Eu não como cachorro, mas também não tenho a menor intenção de criticar o povo coreano ou chinês, que comem cachorro.<br />
A razão é que [comer cachorros] é parte da cultura alimentar deles, e mesmo que seja diferente dos meus valores, eu acho que eu deveria de qualquer forma respeitá-los.</p></blockquote>
<p align="right">(Texto original de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/chris-salzberg/" title="Posts by Chris Salzberg">Chris Salzberg</a>)</p>
<p align="right">&nbsp;</p>
<p align="center">  <em>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">aqui</a>.</em></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Jamaica: Mentalidade da escravidão</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/10/29/jamaica-mentalidade-da-escravidao/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/10/29/jamaica-mentalidade-da-escravidao/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 29 Oct 2007 21:50:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>

		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>

		<category><![CDATA[Diáspora]]></category>

		<category><![CDATA[Educação]]></category>

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		<description><![CDATA[“Às vezes me pergunto se ser negro nesse mundo é ser totalmente inexplicável. Por tudo”. Marlon James [en] analisa a mentalidade da escravidão.
(Texto original de Janine Mendes-Franco)
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="entry" id="single">“Às vezes me pergunto se ser negro nesse mundo é ser totalmente inexplicável. Por tudo”. <a href="http://marlon-james.blogspot.com/2007/10/on-slave-mentality.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/marlon-james.blogspot.com');">Marlon James</a> [en] analisa a mentalidade da escravidão.</p>
<p class="entry" id="single" align="right">(Texto original de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/janine-mendes-franco/" title="Posts by Janine Mendes-Franco">Janine Mendes-Franco</a>)</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Peru: Como a mídia conduziu as alegações contra Toledo</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/10/11/peru-como-a-midia-conduziu-as-alegacoes-contra-toledo/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/10/11/peru-como-a-midia-conduziu-as-alegacoes-contra-toledo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 11 Oct 2007 14:17:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jan Alyne Barbosa</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Blogueiros]]></category>

		<category><![CDATA[Mídia]]></category>

		<category><![CDATA[Peru]]></category>

		<category><![CDATA[Política]]></category>

		<category><![CDATA[Racismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Notícias sobre presidentes peruanos parecem dominar as páginas principais dos jornais. O modo como eles são tratados pela imprensa varia. Alguns dizem que o atual Alan Garcia é bem tratado pela grande mídia. Dizem que o presidente anterior Alberto Fujimori também possui certos órgãos que apóiam ou