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	<title>Global Voices em Português &#187; Protesto</title>
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	<description>O mundo está falando. Você está ouvindo?</description>
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		<title>Dinamarca: Os Agentes do Débito Climático estão Chegando</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/11/19/dinamarca-os-agentes-do-debito-climatico-estao-chegando/</link>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 17:33:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Denmark]]></category>
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		<description><![CDATA[Os Agentes do Débito Climático são um grupo de homens e mulheres da Dinamara e de países africanos que assumiram o desafio de incentivar os países desenvolvidos a pagarem seu débito climático ao mundo em desenvolvimento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/solana-larsen/">Solana Larsen</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/11/17/denmark-the-climate-debt-agents-are-coming/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single">
<p>Se você está entre as milhares de pessoas que vão à Copenhague em dezembro para a <a href="http://en.cop15.dk/">Conferência Climática das Nações Unidas</a>, há chances de você encontrar um grupo de homens e mulheres da Dinamarca, Quênia, Tanzânia, Uganda, Zimbábue e Zâmbia vestidos em trajes vermelhos.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="300" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fglobalchange09%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fglobalchange09%2F&amp;user_id=43311205@N04&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="300" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Fglobalchange09%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Fglobalchange09%2F&amp;user_id=43311205@N04&amp;jump_to="></embed></object></p>
<p>Eles são os <a href="http://climatedebtagents.com/">Agentes do Débito Climático</a>, e seu trabalho consiste em exigir <span style="text-decoration: line-through;">do governo dinamarquês</span> de países industrializados, incluindo a Dinamarca, a pagarem seu &#8220;débito climático&#8221; ao mundo em desenvolvimento. Se você estiver na Dinamarca e quiser comparecer e se unir a eles, pode <a href="http://www.ms.dk/sw144645.asp">aplicar aqui</a>. Pode também visitá-los <a href="http://climatedebtagents.com/">no blog</a> ou <a href="http://www.facebook.com/pages/CLIMATE-DEBT-AGENTS/155243087381">no Facebook.</a></p>
<p><strong>Quem paga o preço?</strong></p>
<p>Quando os países ricos fazem decisões que têm efeitos negativos no meio ambiente, as pessoas que vivem em pobreza pagam o maior preço. Seca, fome, e morte causadas pelas mudanças climáticas podem ser prevenidas em muitos lugares com a tecnologia, como em instalações de armazenamento de água que podem ajudar comunidades a se <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Adapta%C3%A7%C3%A3o_%28biologia%29">adaptarem</a> a novas condições climáticas.</p>
<p>Mas isso custa dinheiro.</p>
<p><a href="http://ms.dk/graphics/ms.dk/dokumenter/andre_politikomr%e5der/climate%20finance%20briefing%20in%20template%20may%202009%20final.pdf">“Quem deve pagar o débito climático?” [PDF]</a> é o título de um curto relatório feito pela organização internacional anti-pobreza <em><a href="http://actionaid.org/">ActionAid</a></em> que calcula o valor monetário do débito em €135 bilhões (aproximadamente R$350 milhões) por ano até 2020, e propõe que a conta deve ser dividida entre os países.</p>
<p>Nos últimos três meses, a <a href="http://www.ms.dk/sw13950.asp">MS ActionAid Dinamarca</a> educou um time de ativistas online e offline para ajudarem a divulgar sua mensagem, enviando-os em missões de pesquisa ao <a href="http://climatedebtagents.com/?p=635">Quênia</a>, <a href="http://climatedebtagents.com/?p=615">Bruxelas</a> e Dinamarca, e emparalhendo-os com blogueiros do Global Voices que <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/09/08/global-voices-bloggers-mentor-new-danish-and-african-bloggers/">atuaram como seus mentores virtuais em blogs durante 6 semanas</a>.</p>
<p>Em seu website, os aprendizes-então-agentes-do-débito explicam: &#8220;Queremos um mundo com justiça climática e justiça global. Para alcançar isso, a atitude dos que tomam as decisões tem de mudar para que eles percebam e reconheçam o pagamento de seu débito climático.&#8221;</p>
</div>
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		<title>Cuba: Yoaní Sánchez e outros blogueiros apreendidos</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/11/12/cuba-yoani-sanchez-e-outros-blogueiros-apreendidos/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 03:34:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
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		<description><![CDATA[Talvez fosse apenas uma questão de tempo, mas Yoani Sánchez, blogueira mais famosa de Cuba, que recebeu inúmeros prêmios internacionais por seu ativismo, foi detida brevemente e espancada pelas autoridades cubanas em 6 de novembro, junto com seus colegas blogueiros, Claudia Cadelo (uma colaboradora do Global Voices) e Orlando Luís Pardo Lazo. Os três estavam em seu caminho para uma marcha anti-violência na capital cubana, Havana.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/janine-mendes-franco/">Janine Mendes-Franco</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/11/07/yoani/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Talvez fosse apenas uma questão de tempo, mas <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Yoani_S%C3%A1nchez">Yoani Sánchez</a>, blogueira <a href="http://www.desdecuba.com/generationy/">mais famosa</a> de Cuba, que recebeu <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/04/08/cuba-blocked-blogger-yoani-sanchez-receives-prestigious-award/">inúmeros prêmios internacionais</a> por seu ativismo, foi <a href="http://momento24.com/en/2009/11/07/yoani-sanchez-cuban-blogger-was-arrested-and-beaten-by-the-police/">detida brevemente e espancada</a> pelas autoridades cubanas em 6 de novembro, junto com seus colegas blogueiros, <a href="http://www.octavocerco.blogspot.com/">Claudia Cadelo</a> (uma <a href="http://globalvoicesonline.org/author/claudia-cadelo/">colaboradora</a> do Global Voices) e <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/03/23/cuba-interview-with-blogger-orlando-luis-pardo-lazo/">Orlando Luís Pardo Lazo</a>. Os três estavam em seu caminho para uma <a href="http://alongthemalecon.blogspot.com/2009/11/cuban-marchers-shout-peace-and-love.html">marcha anti-violência</a> na capital cubana, Havana.</p>
<p>A blogueira espanhola Rosa Jiménez Cano, que trabalha para o jornal espanhol El País, <a href="http://www.rosajc.com/2009/11/07/yoani-sanchez-detenida-y-golpeada/">relatou</a> ter recebido a seguinte mensagem de texto da Yoaní por volta de 2am, horário de Madri:</p>
<blockquote><p>Fui detenida junto a Orlando L. Pardo y Claudia Cadelo nos llevaron a la fuerza estilo siciliano. Golpes. Nos dejaron tirados en una esquina.</p></blockquote>
<div class="translation">Fui detida junto com Orlando L. Pardo e Claudia Cadelo; levaram-nos à força no estilo siciliano. Golpes. Fomos deixados deitados em uma esquina.</div>
<p>Na manhã seguinte aos acontecimentos, Yoaní <a href="http://www.desdecuba.com/generaciony/?p=2468">postou</a> o seguinte relato em seu blog:</p>
<blockquote><p>Cerca de la calle 23 y justo en la rotonda de la Avenida de los Presidente, fue que vimos llegar en un auto negro –de fabricación china– a tres fornidos desconocidos: ‘Yoani, móntate en el auto&#39; me dijo uno mientras me aguantaba fuertemente por la muñeca. Los otros dos rodeaban a Claudia Cadelo, Orlando Luís Pardo Lazo y una amiga que nos acompañaba a una marcha contra la violencia. Ironías de la vida, fue una tarde cargada de golpes, gritos y malas palabras la que debió transcurrir como una jornada de paz y concordia.  Los mismos ‘agresores&#39; llamaron a una patrulla que se llevó a mis otras dos acompañantes, Orlando y yo estábamos condenados al auto de matrícula amarilla, al pavoroso terreno de la ilegalidad y la impunidad del Armagedón.</p>
<p>Me negué a subir al brillante Geely y exigimos nos mostraran una identificación o una orden judicial para llevarnos. Claro que no enseñaron ningún papel que probara la legitimidad de nuestro arresto. Los curiosos se agolpaban alrededor y yo gritaba ‘Auxilio, estos hombres nos quieren secuestrar&#39;, pero ellos pararon a los que querían intervenir con un grito que revelaba todo el trasfondo ideológico de la operación: ‘No se metan, estos son unos contrarrevolucionarios&#39;. Ante nuestra resistencia verbal, tomaron el teléfono y dijeron a alguien que debió ser su jefe: ‘¿Qué hacemos? No quieren subir al auto&#39;. Imagino que del otro lado la respuesta fue tajante, porque después vino una andanada de golpes, empujones, me cargaron con la cabeza hacia abajo e intentaron colarme en el carro. Me aguanté de la puerta… golpes en los nudillos… alcancé a quitarle un papel que uno de ellos llevaba en el bolsillo y me lo metí en la boca. Otra andanada de golpes para que les devolviera el documento.</p></blockquote>
<div class="translation">Perto da rua 23, na Avenida de los Presidentes, vimos um carro preto feito na China estacionando com três desconhecidos musculosos. &#8220;Yoaní, entre no carro&#8221;, disse um deles enquanto me agarrava à força pelo pulso. Os outros dois cercaram Claudia Cadelo, Orlando Luís Pardo Lazo, e um amigo que estava nos acompanhando até a marcha contra a violência. As ironias da vida; foi uma noite cheia de socos, gritos e palavrões o que deveria ter passado como um dia de paz e harmonia. Os mesmos &#8216;agressores&#39; chamaram um carro da patrulha que levou meus outros dois companheiros, e Orlando e eu estávamos condenados ao carro com placas amarelas, o mundo terrível de anarquia e a impunidade do Armageddon.<br />
Eu me recusei a entrar no brilhante <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Geely">carro da Geely</a> e pedimos que eles nos mostrassem sua identificação ou um mandado. É claro que eles não nos mostraram nenhum documento para provar a legitimidade da nossa prisão. Os curiosos se aglomeraram ao redor e eu gritava, &#8216;Socorro, estes homens querem nos seqüestrar&#39;, mas eles pararam os que queriam intervir com uma mensagem que revelou o plano de fundo ideológico de toda a operação: &#8220;Não interrompam, estes são contra-revolucionários&#8221;. Diante de nossa resistência verbal eles fizeram um telefonema e disseram a alguém que deve ter sido o chefe: &#8220;O que nós fazemos? Eles não querem entrar no carro.&#8221; Eu imagino que a resposta do outro lado era inequívoca, porque, então, veio uma enxurrada de socos e empurrões; eles abaixaram minha cabeça e tentaram me empurrar para dentro do carro. Eu segurava o porta &#8230; golpes aos meus dedos &#8230; eu consegui pegar o papel que um deles tinha no bolso e colocá-lo na minha boca. Outra rajada de socos para que eu devolvesse o documento a eles.</div>
<p>O post da Yoaní continua descrevendo a brutalidade infligida a ela e ao Orlando, e sua eventual libertação:</p>
<blockquote><p>Nos dejaron tirados y adoloridos en una calle de la Timba, una mujer se acercó ‘¿Qué les ha pasado?&#39;… ‘Un secuestro&#39;, atiné a decir. Lloramos abrazados en medio de la acera, pensaba en Teo, por Dios cómo voy a explicarle todos estos morados. Cómo voy a decirle que vive en un país donde ocurre esto, cómo voy a mirarlo y contarle que a su madre, por escribir un blog y poner sus opiniones en kilobytes, la han violentado en plena calle. Cómo describirle la cara despótica de quienes nos montaron a la fuerza en aquel auto, el disfrute que se les notaba al pegarnos, al levantar mi saya y arrastrarme semidesnuda hasta el auto.</p></blockquote>
<div class="translation">Fomos deixados doloridos, deitados em uma rua em Timba; uma mulher se aproximou: &#8216;O que aconteceu&#39;&#8230; &#8216;Um seqüestro&#39;, consegui dizer. Nós choramos abraçados um ao outro no meio da calçada, pensando no Teo, por Deus, como eu iria explicar aqueles machucados. Como vou dizer a ele que vivemos em um país em que isso pode acontecer, como vou olhar para ele e dizer que sua mãe, por escrever um blog e colocar minha opinião em kilobytes, foi espancada em uma rua pública. Como descrever os rostos despóticos daqueles que nos forçaram a entrar no carro, a alegria deles que pude perceber enquanto eles nos espancavam, ou ao levantarem minha saia e me arrastarem semi-nua até o carro.</div>
<p>No momento em que escreveu, o post da Yoaní atraiu 1.412 comentários.</p>
<p>Claudia também inseriu rapidamente a sua versão do incidente <a href="http://octavocercoen.blogspot.com/2009/11/march-where-i-wasnt.html">em seu blog</a></p>
<blockquote><p>We refused to get in the car, there were three of them and they threatened us:</p>
<p>‘Get in the car, now.&#39;<br />
‘Let us see your documents, or bring a policeman.&#39;</p>
<p>Orlando had his cell phone in his hand. ‘Pardo, don’t record,&#39; said the one in the orange shirt, and I got my cell out. Nobody noticed me, I sent the first Tweet… In less than three minutes a patrol car came up with a couple of cops—a woman and a man—completely dumbstruck by the scene. They carried out their orders almost in slow motion, the woman told me:</p>
<p>‘Don’t resist.&#39;</p>
<p>‘They are undocumented,&#39; it occurred to me to enlighten her.</p>
<p>Yoani was clinging to a bush, I was clinging to her waist, and the woman was pulling me by the leg. They had already dragged Orlando off, outside my field of vision. A man at the bus-stop looked on with an expression of terror, people didn’t say a single word. The officer, very young, got me in an armlock that immobilized me. I could have kicked a little but I was too astonished at seeing Yoani’s legs sticking out the rear window of the State Security car.</p></blockquote>
<div class="translation">Nós nos recusamos a entrar no carro, eles estavam em três e nos ameaçaram:</p>
<p>&#8216;Entrem no carro, agora.&#39;<br />
&#8216;Deixe-nos ver seus documentos, ou traga um policial.&#39;</p>
<p>Orlando tinha o telefone em suas mãos. &#8220;Pardo, não grave&#39;, disse o agressor que vestia uma camisa laranja, e eu tirei meu celular. Ninguém percebeu, e eu mandei meu primeiro Tweet&#8230;. em menos de trêsminutos um carro-patrulha veio com dois policiais - uma mulher e um homem - completamente sem palavras pela cena. Eles executaram suas ordens quase em câmera lenta; a mulher me disse:</p>
<p>&#8216;Não resista.&#39;</p>
<p>&#8216;Eles não têm documentos,&#39; eu a recordei.</p>
<p>Yoaní estava se agarrando a um arbusto, eu estava agarrada à sua cintura, e a mulher estava me puxando pela perna. Eles já tinham arrastado o Orlando para fora do meu campo de visão. Um homem na parada de ônibus contemplava com uma expressão de terror, as pessoas não dizem uma única palavra. O oficial, muito jovem, me pegou em uma chave-de-braço que me imobilizou. Eu poderia ter chutado um pouco, mas eu estava muito surpresa ao ver as pernas de Yoani saindo da janela traseira do carro de segurança do Estado.</p></div>
<p>Seu post continua a relatar a cadeia de eventos em grande detalhe, mas ela completa com uma nota triunfante:</p>
<blockquote><p>Then the first call came, with a 00 international prefix, and I knew nothing had been in vain, even if we had all been arrested and the march suspended. When, later, I saw the video that Ciro brought me, I knew for certain: They lost; it&#39;s the countdown.</p></blockquote>
<div class="translation">Então veio a primeira ligação, com um prefixo internacional 00, e eu soube que nada foi em vão, mesmo se nós tivéssemos todos sido presos e a marcha suspensa. Quando, mais tarde, eu vi o vídeo que o Ciro trouxe, eu sabia com certeza: Eles perderam; é a contagem regressiva.</div>
<p>Comentando sobre o incidente, o blogueiro em diáspora do blog <a href="http://marcmasferrer.typepad.com/uncommon_sense/2009/11/cuban-bloggers-arrested.html"><em>Uncommon Sense</em></a> expressa surpresa, já que &#8220;aqueles de nós em outros países que presumem que porque a Yoani, Claudia e outros são bem conhecidos, a ditadura de Castro nunca ousaria prendê-los.&#8221; No entanto, foi o que fizeram. Ele continua:</p>
<blockquote><p>Of course, we should never be surprised at what the regime does when it comes to trying to silence its opposition on the island.</p>
<p>And we should never underestimate the importance of the protection we provide every time we read one of their blogs. Obviously, it doesn&#39;t provide them absolute immunity, but it is conceivable that someone like Yoani Sanchez would have a long ago been locked away in the Castro gulag were it not for the fact that she is so well known.</p>
<p>What you provide them with each click is the moral support vital for their continuing struggle for freedom.</p></blockquote>
<div class="translation">É claro, nós nunca devemos ficar surpresos com o que o regime faz quando se trata de tentar silenciar sua oposição na ilha.</p>
<p>E não devemos nunca subestimar a importância da proteção que provemos toda vez que lemos um de seus blogs. Obviamente, isso não lhes concede imunidade absoluta, mas é concebível que alguém como Yoaní Sánchez já teria sido detida na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gulag">gulag</a> do Castro se não fosse o fato de ela ser conhecida.</p>
<p>O que vocês lhes concedem com cada clique é apoio moral vital para sua luta constante por liberdade.</p></div>
<p>Enquanto isso, o <a href="http://babalublog.com/2009/11/breaking-news-yoani-sanchez-arrested-in-cuba/" target="_blank"><em>Babalu Blog</em></a>, após publicar a história como notícia urgente, continuou atualizando o post na medida em que mais detalhes estavam disponíveis, incluindo uma entrada às 8:15 da manhã mostrando uma evidência de abuso físico em uma foto enviada ao <a href="http://www.penultimosdias.com/2009/11/07/knuck-knuck-knuckin%E2%80%99-on-my-nuca/"><em>Penultimos Dias</em></a> por Orlando Luís Pardo. John R., do blog <a href="http://cubanamericanpundits.blogspot.com/2009/11/beer-ice-cream-and-beaten-bloggers.html"><em>Cuban American Pundits&#39;</em></a> [en], soube da detenção de Yoaní através de <a href="http://babalublog.com/2009/11/breaking-news-yoani-sanchez-arrested-in-cuba/"><em>Babalu</em></a> e comenta:</p>
<blockquote><p>It can only be said that the Cuba Governement is afraid, and that these heirs to Cuba&#39;s future are extremely brave.</p></blockquote>
<div class="translation">Só se pode ser dito que o Governo de Cuba está com medo, e que estes herdeiros do futuro de Cuba são extremamente bravos.</div>
<p>O blog também procurou sites da mídia de massa para determinar o quão grande foi a história e ficou decepcionado ao saber que &#8220;a única coisa que a <a href="http://www.cnn.com/2009/WORLD/americas/11/04/cuba.trade/index.html">CNN</a> está cobrindo sobre Cuba é como a cerveja Miller e o sorvete Haagen Dazs podem ser vendidos em Cuba - como recompensa, no entanto. Enquanto cidadãos cubanos são seqüestrados e espancados por seu exercício de liberdade de expressão, a Chicago Foods (e outras empresas) estão negociando como cerveja e sorvete devem ser vendidos na ilha.&#8221; (<a href="http://edition.cnn.com/2009/WORLD/americas/11/07/cuba.blogger.detained/index.html">a CNN eventualmente passou a cobrir a história</a> da apreensão dos blogueiros.) O post continua ao comentar sobre o embargo dos EUA sobre a ilha, e dizendo:</p>
<blockquote><p>For those who claim that a new era has dawned on Cuba should take a close look at the incident that happened with a peaceful group of Cuban bloggers. Nothing has changed. Oppression remains in the cities while luxury and freedom exudes in the resorts.</p>
<p>I don&#39;t know about you, but I&#39;m no longer eating Hagen Dazs ice cream nor drinking Miller beer.</p></blockquote>
<div class="translation">Para aqueles que clamam que uma nova era amanheceu em Cuba devem olhar de perto o incidente que aconteceu com um grupo pacífico de blogueiros cubanos. Nada mudou. A opressão continua nas cidades enquanto luxo e liberdade exalam dos <em>resorts</em>.</p>
<p>Não sei quanto a vocês, mas eu não estou mais tomando sorvete Hagen Dazs, nem bebendo cerveja Miller.</p></div>
<p>Oswaldo Payá do Movimento Cristiano Liberação emitiu <a href="http://www.oswaldopaya.org/es/2009/11/07/mcl-se-solidariza-con-yoani-sanchez-darsi-ferrer-ylas-demas-victimas-de-la-represion/">uma declaração</a> expressando solidariedade para com Sánchez e as outras vítimas de repressão. <a href="http://www.mybigfatcubanfamily.com/my_big_fat_cuban_family/2009/11/standing-with-yoani.html"><em>My big, fat Cuban family</em></a> também permanece em solidariedade com suas irmãs cubanas:</p>
<blockquote><p>I have the supreme luxury of writing about anything that excites or amuses me at any given time. And I do.</p>
<p>Today I want to make you aware if you&#39;re not already, of a group of dissident bloggers presently under fire for blogging in Cuba.</p>
<p>Unlike me, they write about the everyday indignities of living in castro&#39;s gulag. You understand, of course, that in a communist country, dissension is not just discouraged, it is oftentimes attacked.</p>
<p>Yet these brave bloggers persist…Tonight, Yoani Sanchez and a group of dissidents were picked up, harassed, detained and beaten as they prepared to attend, ironically, a demonstration against the use of violence.</p>
<p>They knew and called her by name and forced her into a car where she figured that this was a kidnapping  which would end in her execution. Although she and her dissident companions were beaten severely they were subsequently released.</p>
<p>Her safety lies here. On blogs like mine.</p></blockquote>
<div class="translation">Eu tenho o luxo supremo de escrever sobre tudo o que me emociona ou me diverte a qualquer momento. E eu escrevo.</p>
<p>Hoje, quero lhes alertar, se já não estão alertas, sobre um grupo de blogueiros dissidentes atualmente sob fogo por blogarem em Cuba.</p>
<p>Diferentemente de mim, eles escrevem sobre indignidades cotidianos da vida na gulag de Castro. Vocês compreendem, é claro, que em um país comunista, a divergência não é somente desencorajada, mas frequentemente atacada.</p>
<p>Ainda assim, estes bravos blogueiros persistem&#8230; Hoje à noite, Yoaní Sánchez e um grupo de dissidentes foram apreendidos, assediados, detidos e espancados enquanto eles se preparavam para participar, ironicamente, de uma manifestação contra o uso da violência.</p>
<p>Eles sabiam e chamaram ela pelo nome, e forçaram-na a entrar em um carro e percebeu que aquilo era um sequestro que terminaria em execução. Embora ela e seus companheiros dissidentes foram espancados gravemente, eles foram liberados em seguida.</p>
<p>Sua segurança está aqui. Em blogs como o meu.</p></div>
<p>O blog <em><a href="http://alongthemalecon.blogspot.com/2009/11/cuban-blogger-yoani-sanchez-shaken-up.html" target="_blank">Along the Malecon</a></em> dá algumas informações sobre o incidente e está convicto de que &#8220;a lenda de Yoaní Sánchez cresceu na sexta-feira depois que as autoridades cubanas lhe deteram na rua, empurraram-na em um carro e agrediram-na antes de libertá-la&#8221;:</p>
<blockquote><p>Luis Eligio, of the counterculture group OMNI-Zona Franca, and two rappers organized the march. On Oct. 20, Sanchez was one of more than 10 bloggers who staged a ‘virtual protest&#39; using Tweets, cell phone text messages and blog posts to call for the release of political prisoners. All this puts the socialist government in a tough spot. The more force authorities use, the easier it will be for opposition activists to recruit followers. These incidents also help galvanize international support for Sanchez and other bloggers. This support grows at an exponential rate, colonizing cyberspace and making it difficult for the Cuban government to effectively counter.</p></blockquote>
<div class="translation">Luis Eligio, do grupo contracultura OMNI-Zona Franca, organizou a marcha com outros dois rappers. Em 20 de outubro, Sánchez foi uma das mais de 10 blogueiros que encenaram um &#8216;protesto virtual&#39; usando tweets, mensagens de texto de telefone celular e postagens em blogs para pedir a libertação de presos políticos. Tudo isso coloca o governo socialista em uma situação difícil. Quanto mais as autoridades utilizam a força, mais fácil será para os ativistas da oposição para recrutarem seguidores. Estes incidentes também ajudar a galvanizar apoio internacional para Sánchez e outros blogueiros. Este apoio cresce a uma taxa exponencial, colonizando o ciberespaço e tornando difícil para o governo cubano combatê-lo eficazmente.</div>
<p>Em <a href="http://alongthemalecon.blogspot.com/2009/11/peace-march-rather-shady-pro-government.html">um post em separado</a>, o blogueiro destaca os pontos de vista daqueles que estão um pouco céticos sobre todo o evento, um dos quais é o jornalista cubano Vladia Rubio Jiménez, que escreve em <a href="http://vladia.blogcip.cu/2009/11/07/huele-a-quema%C2%B4o-en-calle-g/">seu blog</a>:</p>
<blockquote><p>Francamente, me resulta bien oscuro el asunto. ¿A partir de ahora seremos testigos de “espontáneas” marchas de protesta? ¿Contra qué violencia estaban pronunciándose esos muchachos con sus abstractos carteles? ¿Sería contra la que está ocurriendo en Afganistán, Honduras,  o contra lo acontecido en la más importante base militar norteamericana donde un enloquecido disparó y dejó muertas a 13 personas y varios heridos?</p></blockquote>
<div class="translation">Francamente, acho o assunto um pouco obscuro. A partir de agora teremos de testemunhar marchas de protesto &#8220;espontâneas&#8221;? Violência contra o que esses caras demonstravam com seus sinais? Seria contra o que está acontecendo no Afeganistão, Honduras, ou contra o que aconteceu na maior base militar dos EUA onde um louco atirou e deixou 13 mortos e vários feridos?</div>
<p>Ela continua:</p>
<blockquote><p>Por lo que leo, parece haber sido una manifestación organizada sobre todo a través de algunos blogs, entre ellos Octavo Cerco; y también me asombra ver las posibilidades tecnológicas de que disponen: teléfonos celulares, rápidas conexiones a Internet que incluso les permiten subir los videos… En ninguna parte dice con claridad quién convocó esa marcha.</p></blockquote>
<div class="translation">Pelo que li, parece ter sido uma manifestação organizada principalmente através de alguns blogs, incluindo o blog do Octavo Cerco e também espanta-me ver a tecnologia à disposição dos blogueiros: telefones celulares, conexões rápidas à Internet que até mesmo lhes permitem fazer upload de vídeos&#8230; Em nenhum lugar diz claramente quem organizou essa marcha.</div>
<p><em><a href="http://yohandry.wordpress.com/2009/11/07/yoani-sanchez-fuera-de-temporada/">Yohandry&#39;s Weblog</a></em> ecoa seu ceticismo:</p>
<blockquote><p>Pero bien, Claudia Cadelo dejó este vídeo en su blog. No comprendo cómo pueden subir sus videos a Youtube tan rápido, pero allí está. Ella misma por Twitter dijo que no había llegado hasta el performance, además de que explicó que estaba detenida.</p>
<p>Cómo pudo hacer Twitter detenida, cómo subió el video desde un carro de la policía?</p>
<p>Entra en acción Yoani Sánchez. Ahora bien, Yoani Sánchez cuenta a las siempre listas agencias y emisoras que tienen la misión de cubrir sus actividades lo ocurrido con ella y otros bloggers que se encaminaban al performance, quizás con el objetivo de provocar, nadie sabe.</p>
<p>Les dejo la grabación, ¡esos medios tan ágiles al servicio de Yoani! Adelanto que cuenta que ella tiene celular, computadora y seguirá haciendo Twitter, cosa que no acabo de comprender, cuando ella misma dice que no tiene libertad para trabajar en Cuba.</p>
<p>Y yo esperaré ahora  la otra versión de lo ocurrido. Como dice el dicho, siempre hay un ojo que te ve.</p></blockquote>
<div class="translation">Mas bem, Claudia Cadelo deixou este vídeo em seu blog. Eu não entendo como podem fazer upload de seus vídeos no YouTube tão rapidamente, mas ele está lá. Ela ainda disse no Twitter que não tinha conseguido chegar à performance, e explicou por que foi detida. Como ela poderia ter acessado o Twitter enquanto foi detido? Como ela enviou o do vídeo de um carro da polícia?</p>
<p>Yoani Sánchez entra em cena. Bem, deixa ver, Yoani Sánchez conta a agências e estações, cuja missão é facilmente cobrir seus eventos, o que aconteceu com ela e outros blogueiros que estavam indo para à performance. Talvez com a intenção de provocar. Ninguém sabe.</p>
<p>Aqui está a gravação. Estes meios de comunicação agem tão rapidamente ao serviço de Yoani! Devo dizer que ela tem um celular, um computador, e ela vai continuar a usar o Twitter, algo que eu simplesmente não consigo entender quando ela diz que não tem liberdade para trabalhar em Cuba.</p>
<p>E eu vou esperar pela próxima versão do incidente. Como diz o ditado: há sempre um olho que vê você.</p></div>
<p>Usuários de mídias sociais essão certamente mantendo um olhar atento sobre os fatos. Mesmo quando a <a href="http://twitter.com/ClaudiaCadelo">Claudia enviou sua mensagem no Twitter sobre o incidente</a>, aparentemente enquanto estava acontecendo - &#8220;<span><span>Estoy detenida</span><span><a rel="bookmark" href="http://twitter.com/ClaudiaCadelo/status/5490743504"> <span>aproximadamente 22 horas atràs</span></a> por<span> <a rel="nofollow" href="http://help.twitter.com/index.php?pg=kb.page&amp;id=75">txt</a></span></span></span>&#8221; sua primeira mensagem - seguidores de seu <a href="http://twitter.com/">Twitter</a> têm mostrado o seu apoio, com um usuário chamado-a de &#8220;muy valiente&#8221; ( &#8220;muito corajosa&#8221;).</p>
<div class="notes">
<div><small><em>A imagem usada no thumbnail deste post, <a href="http://www.flickr.com/photos/caveman_92223/2901480891/">“The Freedom of Speech”</a>, é de autoria do Caveman 92223, usada sob uma licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nd/2.0/deed.en">Creative Commons</a>.  Visite <a href="http://www.flickr.com/photos/caveman_92223/">a galeria do Caveman 92223&#8242;no Flickr.</a></em></small></div>
<div><em><br />
</em></div>
</div>
<div class="notes">
<div><a href="http://globalvoicesonline.org/author/georgia-popplewell/">Georgia Popplewell</a> e <a href="http://globalvoicesonline.org/author/firuzeh-shokooh-valle/">Firuzeh Shokooh Valle</a> contribuiram neste post.</div>
</div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Bolívia: A Batalha sobre o Parque Machia</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/10/15/bolivia-a-batalha-sobre-o-parque-machia/</link>
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		<pubDate>Thu, 15 Oct 2009 23:39:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cilene Dutra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
		<category><![CDATA[Bolivia]]></category>
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		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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		<category><![CDATA[Protesto]]></category>
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		<description><![CDATA[O Parque Machia é conhecido por muitos viajantes estrangeiros que visitam com freqüência o refúgio animal próximo a Villa Tunari nos trópicos de Cochabamba no centro da Bolívia. Entretanto, o projeto de construção de uma estrada está ameaçando sua existência.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/eduardo-avila/">Eduardo Avila</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/cilenedutra/'>Cilene Dutra</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/10/13/bolivia-the-battle-over-machia-park/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>O Parque Machia é conhecido por muitos viajantes estrangeiros que visitam com freqüência o refúgio animal próximo a Villa Tunari nos trópicos de Cochabamba no centro da Bolívia. Alguns desses viajantes permanecem por mais tempo como voluntários da organização <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Inti_Wara_Yassi">Inti Wara Yassi</a></em> [en], onde reabilitam macacos que outrora foram bichos de estimação, e protegem outros animais selvagens presentes no parque.</p>
<p>Entretanto, alguns desses voluntários estão liderando a responsabilidade de proteger o Parque Machia, uma vez que há um projeto de estrada recente que atravessa o meio do parque. A nova estrada está sendo construída pelo município local para facilitar o transporte de colheita para os plantadores de coca. O conflito continua entre a organização e as autoridades locais, com críticas ao plano dizendo que <a href="http://www.intiwarayassi.org/articles/volunteer_animal_refuge/ciwy_noticias.html#136">o projeto não conduziu a pesquisa necessária de Impacto Ambiental e que não foram feitos preparativos para acomodar os animais deslocados.</a></p>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_4678" class="wp-caption aligncenter" style="width: 276px"><a href="http://www.flickr.com/photos/thekjkev/3718252096/"><img class="size-full wp-image-4678 " title="Parque Machia " src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/monkeys.jpg" alt=" Foto de Macaco no Parque Machia por thekjkev e sob a licença Creative Commons. " width="266" height="400" /></a><p class="wp-caption-text"> Foto de Macaco no Parque Machia por thekjkev e sob a licença Creative Commons. </p></div>
<p>Alguns voluntários têm protestado diretamente pelo blog <em>Inti Wara Yassi</em>, <a href="http://www.intiwarayassi.org/articles/volunteer_animal_refuge/ciwy_noticias.html#136">descrevendo quais áreas estariam em risco:</a></p>
<blockquote><p>The monkey park, where several species of monkey are cared for and fed – capuchins, spider monkeys, squirrel monkeys.<br />
Areas where tortoices, agoutis, coatis are kept.<br />
The spider monkey park.<br />
The enclosures for three of our felines – Leoncio, Gato and Luna<br />
The “mirador” area, where abused and mistreated capuchin monkeys are rehabilitated.<br />
The enclosure for the endangered Spectacled Bear.<br />
Many of the trails which are used for walking the cats.</p>
<p>This is why we have concluded that no consideration has been made for the well being of the animals, not to mention the fact that Parque Machia is considered an area of National Heritage, meaning no damage to the biological, genetic and ecological diversity should be allowed.</p></blockquote>
<div class="translation">O parque do macaco, onde diversas espécies de macacos são cuidadas e alimentadas: capuchinhos, macacos-aranha, macacos esquilo.<br />
Áreas onde tartarugas, cotias e quatis são mantidos.<br />
O parque do macaco-aranha.O cercado de três de nossos felinos: Leôncio, Gato e Luna.<br />
A área do &#8216;mirador&#39;, onde são reabilitados capuchinhos que foram abusados e maltratados.<br />
O cercado para o ameaçado urso-de-óculos.<br />
Muitas das trilhas usadas por gatos andarilhos.</p>
<p>Por essa razão concluímos que não levaram em consideração o bem-estar dos animais, sem mencionar que o Parque Machia é considerado área de Herança Nacional, o que significa que nenhum prejuízo à diversidade biológica, genética e ecológica deve ser permitida.</p></div>
<p>O blog <em>The Democracy Center</em> destaca que alguns <a href="http://democracyctr.org/blog/2009/09/cocalero-expansions-draw-conflict.html">voluntários empregaram</a> [en] uma &#8220;típica tática de protesto boliviana - a barricada - para tentar impedir a construção de uma nova auto-estrada através do parque.&#8221;</p>
<p>Gustavo Cardoso do blog <em>Observancia </em>[es]<em> </em>dá créditos ao <em>Inti Wara Yassi</em> por ajudar a preservar a natureza nessa área, <a href="http://observancia.blogspot.com/2009/09/destruyen-parque-machia-en-el-chapare.html">o que gerou benefícios diretos à municipalidade local, a mesma entidade que está construindo a nova estrada.</a></p>
<blockquote><p>Paradójicamente, en esta etapa donde la comunidad internacional, busca la conservación de áreas al máximo, todavía hay quienes conciben a ultranza que el desarrollo pasa por “dominar la naturaleza” tal cual se fraguaba en el siglo XIX, y que nos llevó a un estado de cosas que lamentamos hoy en día.</p></blockquote>
<div class="translation">Paradoxalmente, nesta etapa em que a comunidade internacional busca ao máximo a conservação de áreas, ainda há quem creia piamente que o desenvolvimento requere &#8220;dominar a natureza&#8221; tal como era forjado no século XIX, e que nos levou a um estado que lamentamos hoje em dia.</div>
<div style="width: 410px;">
<div id="attachment_4679" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><a href="http://www.flickr.com/photos/nebarnix/3946207025/"><img class="size-full wp-image-4679 " title="mirador" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/mirador.jpg" alt="Villa Tunari observada do Parque Machia, por Nebarnix. Uso sob licença Creative Commons." width="400" height="267" /></a><p class="wp-caption-text">Villa Tunari observada do Parque Machia, por Nebarnix. Uso sob licença Creative Commons.</p></div>
</div>
<p>O blog <em><a href="http://www.boliviabella.com/">Bolivia Bella</a> </em>[en]<em> </em>informa que a conservacionista <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jane_Goodall">Jane Goodall</a> está agendada para visitar o parque e que poderia chamar a atenção da comunidade internacional para o caso. <a href="http://www.boliviabella.com/save-machia.html">Ela também resume os motivos pelos quais o parque deveria permanecer intocado:</a></p>
<blockquote><p>In any case, I AM against the building of THIS road. It&#39;s not right. It&#39;s a national park and nature preserve. It&#39;s very name indicates it has been set aside to AVOID its destruction. For me, that&#39;s enough reason to not agree with it. Period.</p>
<p>The sad thing is, I visited Villa Tunari several times and I saw first hand how Inti Wara Yassi volunteers cared for and loved the animals back to health. I was told most of the animals rescued and received at Machía were taken from their original habitats and sold to urban dwellers who, after realizing how large they grow, how dangerous they can be, how much care and food they need, or how long they actually live, abandon them or simply lock them up in cages for the rest of their lives, or worse, abuse them.</p>
<p>Many of the animals have been severely abused and will not be able to live on their own in the wild – ever. Others may be re-inserted but this is a very long and gradual process. You can’t just move animals to a new place. It requires a lot of logistics and they many never be able to adapt to a new situation. In the case of some of these animals haven&#39;t they been put through enough already as it is!</p></blockquote>
<div class="translation">De qualquer forma, eu SOU contra a construção DESSA estrada. Não está certo isso. É um parque nacional e área de preservação. O próprio nome indica que foi poupado para EVITAR sua destruição. Para mim, isso já justifica porque eu não concordo com isso. Ponto.</p>
<p>O triste é que visitei Villa Tunari diversas vezes e pude ver em primeira mão como os voluntários do Inti Wara Yassi cuidavam e amavam os animais até que ficassem saudáveis. Disseram-me que a maioria dos animais resgatados e recebidos no Machía foram retirados de seu <em>habitat</em> original e vendidos a residentes urbanos que após perceberem quão grandes e  perigosos eles podiam ficar, quanto cuidado e comida era necessário ou quanto tempo eles realmente viviam, abandoram-nos ou simplesmente os trancaram em jaulas para o resto de suas vidas, ou pior, maltrataram esses animais.</p>
<p>Muitos dos animais foram severamente maltratados e nunca mais poderão viver por si sós na natureza selvagem. Outros podem ser reinseridos mas é um processo longo e gradual. Não se pode simplesmente mudar os animais para um novo lugar. Isso requer muita logística e muitos nunca poderão se adaptar a uma nova situação. E alguns desses animais já  suportaram mudanças demais!</p></div>
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		<title>Brasil: A crise em Honduras alcança a embaixada brasileira</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/10/03/brasil-a-crise-de-honduras-alcanca-a-embaixada-brasileira/</link>
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		<pubDate>Sat, 03 Oct 2009 23:50:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roger Franchini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
		<category><![CDATA[Brazil]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<description><![CDATA[A crise de Honduras alcançou a Embaixada do Brasil em Tegucigalpa. Além dos jornais e TVs, os blogueiros brasileiros foram levados a discutir sobre política internacional na América do Sul.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/roger-franchini/">Roger Franchini</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/rogerfranchini/'>Roger Franchini</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/10/03/brazil-bloggers-on-international-politics-triggered-by-the-honduran-crisis/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Há muita <a href="http://globalvoicesonline.org/specialcoverage/honduras-political-crisis-2009/">discussão sobre o direito constitucional de depor o presidente de Honduras Manuel Zelaya </a>. A crise em si já virou manchete em vários países, e muitos blogueiros latino-americanos, entre eles os brasileiros, estão contribuindo para o debate sobre os eventos.</p>
<p>O Brasil envolveu-se em uma inusitada posição diplomática. Mesmo que até o momento não se tenham provas de sua participação efetiva para a origem da crise em Honduras, fato que é não se tem notícias de evento semelhante na história do direito internacional. A crise alcançou a Embaixada do Brasil em Tegucigalpa e motivou os blogueiros brasileiros a discutirem política internacional na América Latina e o papel do Brasil no decorrer destes eventos.</p>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_4581" class="wp-caption aligncenter" style="width: 430px"><a href="http://twitpic.com/jrtoa"><img class="size-full wp-image-4581 " title="33210874" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/33210874.jpg" alt="Zelaya na Embaixada do Brasil. Imagem por @kattracho no Twitpic." width="420" height="306" /></a><p class="wp-caption-text">Zelaya na Embaixada do Brasil. Imagem por @kattracho no Twitpic.</p></div>
<p>Cesar Fonseca, do blog <em><a title="http://independenciasulamericana.com.br/" href="http://independenciasulamericana.com.br/">Indepêndencia Sul Americana</a></em>, descreve os eventos em Honduras como motivo de vergonha entre os países latinos, por pretender o poder com violência, amparado por forças militares e <a title="http://independenciasulamericana.com.br/?p=4306" href="http://independenciasulamericana.com.br/?p=4306">ao vazio da legislação</a>:</p>
<blockquote><p>Roberto Micheletti, presidente do Legislativo de Honduras, o Carlos Lacerda golpista hondurenho, errou o<em> time </em>histórico, ao aliar-se aos militares, para detonar governo constitucional de José Manuel Zelaya, que propôs referendo constitucional para respaldar nova Constituinte, que, entre outras determinações, suprimiria limite para mandatos presidenciais, como ocorre nas democracias européias.</p></blockquote>
<p>Para Bruno Kazuhiro, do blog <em><a title="http://perspectivapolitica.com.br/" href="http://perspectivapolitica.com.br/">Perspectiva Política</a></em>, se Zelaya errou ao macular os termos da constituição do país, <a title="http://perspectivapolitica.com.br/2009/06/29/entendendo-todo-o-momento-instavel-de-honduras-zelaya-e-micheletti/" href="http://perspectivapolitica.com.br/2009/06/29/entendendo-todo-o-momento-instavel-de-honduras-zelaya-e-micheletti/">erraram também</a> o congresso, as forças armadas e o judiciário, que o expulsaram do país sem o devido julgamento:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">O que o exército hondurenho fez foi muito errado no modo, mas não, na essência. Não deveria ter sido o exército a retirar Zelaya do poder, porém, aceita a renúncia deste pelo Congresso e nomeado o novo Presidente, Manuel Zelaya deveria sim, no fim das contas, deixar o governo. Melhor que tivesse sido voluntariamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Para os que me disserem que o povo hondurenho desejava mais um mandato do grupo de Zelaya, pergunto:</p>
<p style="text-align: justify;">Por que então Zelaya não indicou sucessor e respeitou a lei?</p>
</blockquote>
<div id="attachment_4585" class="wp-caption alignright" style="width: 250px"><a href="http://twitpic.com/jfy6q"><img class="size-medium wp-image-4585 " title="Imagem por @jeneffermelo no TwitPic" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/32656850-300x161.jpg" alt="Imagem por @jeneffermelo no TwitPic" width="240" height="129" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem por @jeneffermelo no TwitPic</p></div>
<p>Em 22 de setembro, Zelaya conseguiu entrar clandestinamente em Honduras e alcançou a embaixada brasileira na cidade de Tegucigalpa, conseguindo abrigo, para si e outros 63 correligionários nas dependências do órgão de representação estrangeira. Imediatamente, o governo hondurense efetuou cerco ao prédio, restringiu o acesso ao local e impôs toque de recolher aos cidadãos. Houve corte de luz, energia elétrica e telefone ao prédio da missão diplomática brasileira.</p>
<p>A polêmica surge no fato de que Zelaya não pretende solicitar o asilo ao governo brasileiro, de acordo com sua <a title="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1313949-5602,00-ZELAYA+DIZ+QUE+PEDIU+PROTECAO+AO+BRASIL+E+NAO+PRETENDE+PEDIR+ASILO+POLITICO.html" href="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1313949-5602,00-ZELAYA+DIZ+QUE+PEDIU+PROTECAO+AO+BRASIL+E+NAO+PRETENDE+PEDIR+ASILO+POLITICO.html">entrevista à TV Globo</a>, e que sua estada na embaixada é uma forma de proteção e resistência para buscar apoio político. Com essa intenção, coloca o Brasil em delicada posição, pois o país abrigou perseguido político que não pretende asilo, mas angariar forças para o enfrentamento de quem o destituiu.</p>
<p>O blog <em><a href="http://movimentoordemvigilia.blogspot.com/">Movimento Ordem Vigília Contra a Corrupção</a></em> acredita que a entrada de Zelaya na embaixada brasileira foi diretamente patrocinada pelo presidente da Venezuela, Hugo Chavez, e <a title="http://movimentoordemvigilia.blogspot.com/2009/09/foi-chavez-quem-decidiu-fazer-da.html" href="http://movimentoordemvigilia.blogspot.com/2009/09/foi-chavez-quem-decidiu-fazer-da.html">demonstra incoerências que apontam para algumas supostas mentiras</a> ditas pelos personagens principais:</p>
<blockquote><p>A diplomacia terceiro-mundista tupiniquim inovou, em matéria de Direito Internacional, criando a figura do perseguido que pretende ENTRAR e não SAIR. Costuma-se conceder asilo para aquele que tenta sair do país, perseguido pelo seu governo, e Zelaya, ao contrário, entrou no país com uma súcia de 60 simpatizantes, o que desfigura a individualidade do asilo. Pior: Zelaya está usando o prédio diplomático como “bunker” da guerrilha para conclamar seus desordeiros e convulsionar as forças de ordem do país.</p></blockquote>
<p>Chavez, aliás, é uma figura recorrente nas tentativas de Zelaya à Honduras. Ele próprio <a title="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/09/090923_chavez_zelaya_viagem_cj_np.shtml" href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/09/090923_chavez_zelaya_viagem_cj_np.shtml">confessou à rede BBC</a> que sabia da volta de Zelaya à Honduras, e que ajudou o presidente deposto ao despistar as autoridades. Mas nem todos os blogueiros aceitam a tese de influência chavizta no movimento. Para Leandro Fortes, do blog <em><a title="http://brasiliaeuvi.wordpress.com/" href="http://brasiliaeuvi.wordpress.com/">Brasília, eu vi</a></em>, essa teoria é a bola da vez da imprensa América Latina, e o ponto fraco da grande mídia. Ele acredita que os recentes movimentos de esquerda são tratados de modo superficial e pasteurizada, <a title="http://brasiliaeuvi.wordpress.com/2009/09/26/sem-olhos-em-tegucigalpa/" href="http://brasiliaeuvi.wordpress.com/2009/09/26/sem-olhos-em-tegucigalpa/">ignorando suas nuances regionais</a>:</p>
<div>
<blockquote><p>O jornalismo está abandonando, aos poucos, por motivos inconfessáveis, a valorização das personagens como elemento de narrativa. Emblemático é o caso de Honduras, um catalisador profundo das intenções de setores da imprensa cada vez mais perfilados em bloco sobre um ensaiado viés chavista (a nova panacéia editorial do continente) aplicado ao noticiário toda vez que um movimento de esquerda se insinua sobre velhos latifúndios – físicos e imateriais. Para tal, recorre-se cada vez mais a malabarismos de linguagem para se referir ao golpe militar que derrubou o presidente constitucionalmente eleito Manuel Zelaya.</p>
<p>Por conta disso, o governo golpista passou a ser chamado, aqui e acolá, de “governo de fato”, uma solução patética encontrada por alguns veículos para se referir a uma administração firmada na fraude eleitoral e na usurpação pura e simples de poder. Há, ainda, quem se refira à quadrilha de Roberto Micheleti como “governo interino”, o que só pode ser piada.</p></blockquote>
</div>
<div id="attachment_4532" class="wp-caption alignright" style="width: 280px"><a href="http://www.flickr.com/photos/vredeseilanden/3947309844/"><img class="size-full wp-image-4532  " title="protest-brazil-embassy" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/09/protest-brazil-embassy.jpg" alt="Protesto em frente à embaixada do Brasil em Honduras. Foto por vredeseilanden no Flickr." width="270" height="203" /></a><p class="wp-caption-text">Protesto em frente à embaixada do Brasil em Honduras. Foto por vredeseilanden no Flickr.</p></div>
<p>Cogitou-se a possibilidade da participação do governo brasileiro em promover a volta de Zelaya, até agora não confirmada, e veementemente negada por Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores, conforme constou em entrevista ao jornal O <a title="http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,amorim-nega-que-brasil-tenha-dado-asilo-a-zelaya,438683,0.htm" href="http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,amorim-nega-que-brasil-tenha-dado-asilo-a-zelaya,438683,0.htm">Estado de São Paulo</a>. Segundo Amorim, o Brasil só aceitou a entrada de Zelaya em suas dependências em respeito às regras internacionais de asilo político. Formalmente, o governo brasileiro defende a volta pacífica de Zelaya à presidência da república e a realizações das eleições. <em>Luis Nassif</em>, em seu <a title="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/" href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/">blog homônimo</a>, notou apreensão nos comentários do Ministro ao ser entrevistado pela rede CNN, enfatizando que a mudança de paradigmas na posição política mundial obriga o Brasil a <a title="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/09/23/a-entrevista-de-amorim-na-cnn/" href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/09/23/a-entrevista-de-amorim-na-cnn/">uma postura mais segura:</a></p>
<blockquote><p>Mesmo que seja verdade (como disse Amorim) que o Brasil foi pego e surpresa no episódio (pedido de abrigo de Zelaya) um país que deseja se firmar como <em>global player</em> tem que estar preparado, não só para “surpresas” dsse tipo, como para assumir, sem hesitação ou insegurança, sua condição de protagonista, particularmente nas questões de politica continental. Para o bem ou para o mal.</p>
<p>Bom, espero que pelo menos a insegurança demonstrada por Amorim, (inegável na minha percepção) sirva de aprendizado.</p></blockquote>
<p>Gabriel Purcelli, do blog <em><a title="http://desabafopais.blogspot.com/2009/09/zelaya-e-aposta-ousada-de-lula.html" href="http://desabafopais.blogspot.com/2009/09/zelaya-e-aposta-ousada-de-lula.html">Desabafo Brasil</a></em>, sustenta que a conduta do governo brasileiro reafirma sua posição de líder regional. A guarida do chamado “presidente constitucional” Zelaya , face aos desmandos do “presidente de fato”, Micheletti, é medida que, indiretamente, preenche a queda de influência estadunidense na América Latina:</p>
<p><em> </em></p>
<blockquote><p>A jogada brasileira, na qual já estão publicamente envolvidos o chanceler Celso Amorim e o próprio presidente Lula, e para a qual estão utilizando a caixa de ressonância da Assembléia Geral da ONU, em Nova York, deve ser vista à luz da inquietação provocada em Brasília pela remobilização da IV Frota dos Estados Unidos no Atlântico Sul e a presença desse país em bases militares colombianas. Convencidos de que esses movimentos se destinam a contrabalançar sua força como potência emergente, os brasileiros não deixarão passar a oportunidade de se projetar, reafirmando-a.</p></blockquote>
<p><em><a href="http://tsavkko.blogspot.com/">Raphael Garcia Tsavkko</a></em> segue a mesma linha de raciocínio e aponta fatos interessantes em relação a participação do Brasil na resolução deste conflito. Ele <a href="http://tsavkko.blogspot.com/2009/09/os-especialistas-do-atraso-e-nova.html">argumenta</a>:</p>
<blockquote><p>O Brasil não sai prejudicado, na verdade foi forçado - a contragosto talvez - a mostrar porque é ou quer ser o líder da América Latina. Não mais o papo de que é mas ações concretas. Resolvendo ou ajudando a resolver o conflito no país o Brasil sai fortalecido como nunca, sai com mais força para pleitear a vaga permanente no Conselho de Segurança - que conta já com o apoio entusiasmado de Sarkozy - e sai fortalecido no cenário internacional.</p></blockquote>
<p>Em 25 de setembro foi confirmada o ataque à missão diplomática com gases tóxicos, provocando tensão entre as pessoas que ali estavam, o que foi duramente <a title="http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u629609.shtml" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u629609.shtml">criticada pelo Conselho de Segurança da ONU</a>.</p>
<p>As restrições impostas à embaixada brasileira suscitam discussões, ressalvando o caráter soberano do país dentro dos limites do prédio. Apesar de muitos acreditarem que a representação diplomática de um país é território estrangeiro, o professor de Direito <em><a title="http://tuliovianna.wordpress.com/2009/09/24/embaixada-nao-e-territorio-estrangeiro/" href="http://tuliovianna.wordpress.com/2009/09/24/embaixada-nao-e-territorio-estrangeiro/">Túlio Vianna</a></em> ressalva que, apesar de não considerado tecnicamente como tal, o ataque a uma embaixada deve ser repudiada da mesma forma:</p>
<blockquote><p>A teoria atualmente dominante para legitimar as imunidades da Missão Diplomática é a “teoria do interesse da função”. Ainda segundo Celso Mello, estes privilégios e imunidades podem ser classificados em: inviolabilidade, imunidade de jurisidição civil e criminal e isenção fiscal (v2., nº511). Nas suas palavras:</p>
<p><em>“A inviolabilidade significa que nestes locais o Estado acreditado não pode exercer nenhum ato de coação (ex: ser invadido pela polícia), a não ser que haja o consentimento do chefe da Missão. Do mesmo modo, não pode ser efetuada uma citação dentro da Missão.”</em></p>
<p>Se os golpistas hondurenhos invadirem a embaixada brasileira em Honduras para capturar Zelaya, não estarão invadindo o território brasileiro, mas violando uma imunidade diplomática.</p>
<p>Pode ser tão grave quanto, mas não é a mesma coisa.</p></blockquote>
<p>O governo brasileiro afirma buscar uma solução pacífica para o impasse surgido na volta de Manuel Zelaya à Honduras. Mesmo porque a saída belicolosa é inviável, diante da gravíssima medida de envio de forças militares ao território de país estrangeiro. Ainda assim, os blogueiros continuam a discutir sobre o papel do Brasil na crise de Honduras.</p>
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		<title>Irã: Ditadura x Animação</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/23/ira-ditadura-x-animacao/</link>
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		<pubDate>Wed, 23 Sep 2009 21:45:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte & Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Muitos desenhos, pôsters, canções e vídeos foram criados por iranianos e não em apoio ao movimento protesto “verde” do Irã, contra o resultado das eleições presidenciais de 12 de junho. Os animadores também declararam guerra à ditadura no Irã.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/hamid-tehrani/">Hamid Tehrani</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/09/23/iran-animations-vs-dictatorship/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Muitos desenhos, pôsters, canções e vídeos foram <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/06/30/iran-protest-movement-inspires-art/">criados</a> por iranianos e não em apoio ao movimento protesto “verde” do Irã, contra o <a href="../specialcoverage/iranian-election-2009/">resultado das eleições presidenciais de 12 de junho</a>. Os animadores também declararam guerra à ditadura no Irã.</p>
<p><strong>&#8216;Green People&#39; ou povo verde é uma animação inspirada em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mohandas_Karamchand_Gandhi">Gandhi</a></strong></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/byuVeqtWPQ0&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/byuVeqtWPQ0&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><strong>Mahmoud Ahmadinejad durante o debate eleitoral de 2009</strong></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/niOHVIuZz2k&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/niOHVIuZz2k&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><strong>Direitos Humanos da comunidade <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bah%C3%A1%27%C3%AD">Baha&#39;i</a><br />
</strong></p>
<p>Outra animação nos lembra que o Regime Islâmico têm reprimido o povo há muitos anos, antes das eleições. <a href="http://www.youtube.com/user/MEYmedia">MideastYouth.com</a> apresenta apresenta uma animação sobre os perseguidores da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bah%C3%A1%27%C3%AD">fé Baha&#39;i</a> no Irã. Uma história de 30 anos.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/rf2XoASwFeA&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/rf2XoASwFeA&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Paquistão: Morte no Reality Show</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/05/paquistao-morte-no-reality-show/</link>
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		<pubDate>Sat, 05 Sep 2009 22:54:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desastre]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Pakistan]]></category>
		<category><![CDATA[Protesto]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[A morte de um participante de um reality show no Paquistão tem sido assunto para intensos debates na blogosfera local. Os blogueiros discutiram muitas questões, incluindo a responsabilidade das gigantes corporativas que financiaram o evento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/sana-saleem/">Sana Saleem</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/09/05/pakistan-death-on-reality-show/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single">
<p>A <a href="http://www.thenews.com.pk/print1.asp?id=195455">morte</a> [en] de um participante de um <em>reality show</em> no Paquistão tem sido assunto para intensos debates na blogosfera local. Saad Khan participava de uma prova de habilidades físicas, que estava sendo filmada em Bangkok, e que envolvia a tarefa de nadar por um lago carregando pesos no total de 7kg. De acordo com testemunhas, aparantemente Khan estava com dificuldades e pediu socorro antes de desaparecer sob a água.</p>
<p>A morte foi relatada primeiramente no Twitter por um amigo íntimo de Khan, dando margem à uma onda de reações em muitos sites de redes sociais. Farrukh, amigo de Khan, clamou, <a href="http://twitter.com/farrukhahmed/status/3490249078">em uma mensagem via Twitter</a>, aos blogueiros para se unirem e solicitarem explicações sobre o acidente que levou a vida do jovem:</p>
<blockquote><p><a href="http://twitter.com/farrukhahmed/status/3490249078">@Farrukhahmed</a>: 2 all bloggers: need your help in raising voice against a miserably organized game show arranged by Unilever which took the life of a good friend. Unilever is refusing to disclose the details / video footage of the event.</p></blockquote>
<div class="translation"><a href="http://twitter.com/farrukhahmed/status/3490249078"><em>@Farrukhahmed</em></a>: Para todos os blogueiros: preciso de sua ajuda para protestarmos contra um <em>game show</em> organizado miseravelmente e planejado pela Unilever que levou a vida de um bom amigo. A Unilever está se recusando a divulgar o vídeo do evento.</div>
<p>Mais tarde, um <a href="http://farrukhahmed.blogspot.com/2009/08/unilever-reality-show-claims-life-of-my.html">post no blog do <em>Farrukh</em></a> [en] desencadeou  os detalhes do incidente:</p>
<blockquote><p>Apart from my personal account, Saad&#39;s death is becoming a closely guarded secret by the multinationals involved in the campaign of the show. Ironically, that has become the very reason of it being widespread internationally on blogs and social networking websites(…) with this post, I want to set some facts straight and publicize some questions that I&#39;m sure would arise in your minds as well upon hearing the details of Saad&#39;s death.</p></blockquote>
<div class="translation">Sem levar em conta meu testemunho pessoal, a morte do Saad está se tornando um segredo guardado rigorosamente pelas multinacionais envolvidas na campanha do programa. Ironicamente, isso se tornou a principal razão do fato se espalhar internacionalmente em blogs e sites de redes sociais (&#8230;); com este post, quero deixar alguns fatos bem claros e divulgar algumas questões que tenho certeza que surgiriam em suas mentes, bem como ao ouvir os detalhes da morte do Saad.</div>
<p><em><a href="http://paksatire.com/2009/09/02/media-role-unilever-mindshare-saad-khan-rbs-clear-reality-show-death-accident/">Paksatire</a></em> [en] criou quadrinhos satíricos criticando o papel da mídia de massa por não evidenciar o caso de maneira justa. A mensagem é a de que a mídia de massa está alegadamente sob pressão do setor corporativo.</p>
<div id="attachment_4256" class="wp-caption aligncenter" style="width: 303px"><img class="size-full wp-image-4256" title="Paksatire-640x4801" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/09/Paksatire-640x4801.jpg" alt="Quadrinhos satíricos criticando a falta de cobertura da morte de Khan pela mídia. Usada com permissão." width="293" height="400" /><p class="wp-caption-text">Quadrinhos satíricos criticando a falta de cobertura da morte de Khan pela mídia. Usada com permissão.</p></div>
<p>Enquanto isso, as notícias sobre a morte de Saad lentamente alcançaram a mídia de massa. O <em>The Dawn</em> <a href="http://www.dawn.com/wps/wcm/connect/dawn-content-library/dawn/news/world/09-pakistani-drowns-during-reality-tv-contest--szh-01">relatou</a> a morte do participante juntamente com explicações da Unilever, que não aceitou qualquer responsabilidade sobre a morte de Saad. Ao ser convidada para um post no blog <a href="http://pakistaniat.com/"><em>All things Pakistan</em></a> [en] Sabeen Mehmud <a href="http://pakistaniat.com/2009/08/31/pakistan-corporations/">compartilha sua experiência pessoal</a> de trabalhar com a gigante corporativa em certa ocasião:</p>
<blockquote><p>There was a lot of camaraderie and we got the opportunity to observe almost all the departments in action, practically as insiders.(..) The Corporation is a soulless machine, dedicated to the pursuit of profit. Vision statements, ethical guidelines, and corporate social responsibility programs are merely legal requirements that have no practical bearing on how companies do business.</p></blockquote>
<div class="translation">Houve muita camaradagem e tivemos muita oportunidade de observar quase todos os departamentos em ação, praticamente como empregados. (&#8230;) A corporação é uma máquina desalmada, dedicada à busca do lucro. Visão da empresa, diretrizes éticas, e programas de responsabilidade social são meramente requisitos legais que não têm uma atitude prática no modo o qual as empresas fazem negócios.</div>
<p><em>Sabeen</em> posteriormente indagou sobre a questão da responsabilidade, fazendo exigências para que tragam os fatos à tona:</p>
<blockquote><p>Having said that, I agree that the show that took Saad Khan’s life was in a completely controlled environment and the tragedy could have been avoided. It does indeed smell like a case of total negligence.</p></blockquote>
<div class="translation">Dito isso, eu concordo que o programa que tirou a vida de Saad Khan estava em um ambiente completamente controlado e a tragédia poderia ter sido evitada. De fato, parece se tratar de um caso de negligência total.</div>
<p><em>Dr. Awab Alvino</em> no blog <em><a href="http://teeth.com.pk/blog/">Teeth maestro</a></em> [en] postou uma série de artigos cobrindo o acidente, especulando ter havido negligência da parte dos organizadores. Em um dos artigos recentes, ele postou uma <a href="http://teeth.com.pk/blog/2009/09/04/discussion-eye-witness-saad-khan-unilever">entrevista</a> com um co-participante, que disse que o acidente era evitável e foi causado por negligência dos organizadores.</p>
<p>Max Robinson comparou os <em>reality shows</em> que existem por todo o planeta. Ele<a href="http://www.mjcrobinson.com/EnglishmanInLahore/Journal/Entries/2009/8/29_The_reality_of_tv.html"> enfatiza a necessidade dos executivos das empresas de TV em assumir a responsabilidade</a> de informar os participantes no que tange os fatores de riscos envolvendo algumas tarefas em particular.</p>
<p>As circunstâncias em torno da morte de Khan permanecem um mistério. Na medida em que as especulações aumentam, nada pode ser dito com certeza até que surja alguma evidência. <a href="http://globalvoicesonline.org/author/sana-saleem/"><em>Sana Saleem</em></a>, em seu próprio <a href="http://sanasaleem.com/2009/09/04/saad-khan-death-by-reality-tv/">blog</a> [en] estendeu sua preocupação sobre vários <em>reality shows</em> que são exibidos frequentemente no Paquistão.</p>
<blockquote><p>This incident also open doors to the world of freak reality shows in Pakistan where security measures are never considered. [..] The question now is regarding the creditability of these kinds of entertainment shows– least concerned about security measures – should we allow them to continue airing for the sake of entertainment and commercialism?</p></blockquote>
<div class="translation">Este incidente também mostrará ao mundo os <em>reality shows</em> insanos no Paquistão, onde medidas de segurança nunca são levadas em conta. [&#8230;] A pergunta agora se refere a credibilidade destes tipos de programas de entretenimento - pouco preocupados com medidas de segurança; devemos permitir que eles continuem sendo exibidos pelo bem do entretenimento e do comércio?</div>
</div>
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		<title>Brasil: negros podem dirigir carros de luxo?</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/01/brasil-negros-podem-dirigir-carros-de-luxo/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 14:20:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um homem negro é agredido no estacionamento de um supermercado em São Paulo, e os seguranças o acusam de planejar roubar seu próprio carro; isso motivou debates entre blogueiros sobre o mito da democracia racial no Brasil.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/diego-casaes/">Diego Casaes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/09/01/brazil-can-black-people-drive-luxury-cars/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Nas últimas semanas de agosto, a discussão sobre o racismo e preconceito na sociedade brasileira foi trazida à tona por um evento que causou um sentimento de revolta por todo o país. Januário Alves de Santana, um homem negro de 39 anos foi espancado pelos seguranças de uma das maiores lojas de departamento no Brasil enquanto esperava por sua esposa e seus filhos no estacionamento. Ele foi acusado de tentar <a href="http://www.afropress.com/noticiasLer.asp?id=1965">roubar seu próprio carro</a>. Os seguranças alegaram que, sendo Januário um homem negro, ele não teria condições de possuir um Ford EcoSport.</p>
<div>
<dl id="attachment_93321" style="width: 409px;">
<dt>
<div id="attachment_4133" class="wp-caption aligncenter" style="width: 409px"><img class="size-full wp-image-4133 " title="&quot;Proibido para negros&quot; Por Juarez Silva Jr." src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/carro-ecosport-ford.gif" alt="Picture by Juarez Silva Jr." width="399" height="293" /><p class="wp-caption-text">&quot;Proibido para negros&quot; Por Juarez Silva Jr.</p></div>
</dt>
</dl>
</div>
<p>Rachel Glickhouse, em <a href="http://riogringa.typepad.com/my_weblog/"><em>Adventures of a Gringa</em></a> [Aventuras de uma Gringa, en], descreve precisamente o decorrer dos eventos do dia 07 de agosto como contado por Januário. Ela <a href="http://riogringa.typepad.com/my_weblog/2009/08/the-price-to-pay.html">diz</a>:</p>
<blockquote><p>Standing outside of the car, he noticed more suspicious men approaching him. Then one&#8211;who was actually a security guard&#8211;approached him and took out a gun. He attacked Januário without identifying himself, and Januário didn&#39;t know if it was a mugger or a cop. While they struggled, passersby called for help, and Januário thought he was saved. Several security guards from Carrefour approached, and he explained that it was a misunderstanding&#8211;he was not in fact trying to steal the motorcycle nearby. The security guards grabbed him and took him inside to a small room to &#8220;work out&#8221; what had happened. &#8220;So,&#8221; they said, &#8220;you stole an EcoSport and were trying to take a motorcycle, too?&#8221;</p>
<p>The five security guards then proceeded to beat Januário senseless, in what the original report called &#8220;a torture session,&#8221; hitting, punching, headbutting, and pistol-whipping him, knocking out his teeth and leaving him bleeding heavily. Januário says he tried to explain that the car was his, and that his baby daughter was inside while his family was shopping. His attackers ignored him. &#8220;Shut up, n*****. If you don&#39;t shut up, I&#39;ll break every bone in your body,&#8221; one of them yelled. They laughed when he insisted it was his car. The beating lasted around twenty minutes, before the police arrived.</p></blockquote>
<div class="translation">Esperando fora do carro, ele avistou mais homens suspeitos se aproximando. Então um dos homens - que na verdade eram seguranças - aproximaram-se dele e tiraram uma arma. Ele atacou Januário sem se identificar, e Januário não sabia se o tal homem era um ladrão ou um policial. Enquanto brigavam, pessoas que passavam por ali pediram ajuda, e Januário achou que ele estava salvo. Vários seguranças do Carrefour se aproximaram, e ele explicou o mal-entendido - que ele não tentou roubar a motocicleta próxima a ele. Os seguranças o agarraram e o levaram a uma pequena sala para &#8220;resolver&#8221; o que tinha acontecido. &#8220;Então&#8221;, eles disseram, &#8220;você roubou um EcoSport e tentou roubar uma motocicleta também?&#8221;</p>
<p>Os cinco seguranças então continuaram a golpear o Januário  sem sentido, o que o relatório original chamou de &#8220;sessão e tortura,&#8221; batendo, socando, cabeceando, e dando coronhadas nele, acertando seus dentes e o deixando sangrando bastante. Januário  disse que tentou explicar que o carro era seu, e que sua filha estava dentro do carro enquanto sua família fazia as compras. Os agressores o ignoraram. &#8220;Cale a boca, pr***. Se focê não calar a boca, vou quebrar todos os ossos do seu corpo,&#8221; um deles disse. Eles riram quando Januário insistiu que o carro era dele. O espancamento durou em torno de 20 minutos, antes da polícia chegar.</p></div>
<p>E continua a explicar, ao dizer que &#8220;a tortura ainda não tinha acabado&#8221;, até mesmo após a chegada da polícia:</p>
<blockquote><p>One of the military policemen, by the name of Pina, didn&#39;t buy Januário&#39;s &#8220;story.&#8221; &#8220;You look like you&#39;ve been in jail a couple of times. Come on, fess up, it&#39;s ok,&#8221; the police officer said. Another police officer didn&#39;t believe he was a security guard, and started quizzing him about security rules. Finally, the police went to Januário&#39;s car and confirmed it did in fact belong to him and his wife. His family was there, shocked to see him bleeding with cracked teeth, and his daughter was still asleep in the car.</p></blockquote>
<div class="translation">Um dos oficiais de polícia, conhecido como Pina, não acreditou na &#8220;história&#8221; do Januário. &#8220;Você deve ter duas passagens na cadeia. Vamos lá, confessa, ta?&#8221; o oficial disse. Um outro policial não acreditou que Januário era de fato segurança, e começou a questioná-lo sobre regras e segurança. Finalmente, os policiais foram até o carro de Januário e conformaram que, de fato, o carro pertence a ele e sua esposa. Sua família estava lá, chocada ao vê-lo sangrando com os dendes quebrados, e sua filha continuava dormindo no carro.</div>
<p>A polícia deixou Januário sem oferecer ajuda ou chamar uma ambulância. Ao ser levado ao hospital por sua família, Januário foi tratado por choques e lacerações. Desde então, ele já perdeu 8 kg, sofre de insônia, não pôde voltar ao trabalho, e, na última quinta-feira, foi operado para corrigir uma fratura óssea na face. A família registrou queixa com a polícia da região, e de acordo com a versão policial, seu espancamento foi consequência de um &#8220;tumulto&#8221; e &#8220;briga entre alguns clientes&#8221;. O Carrefour emitiu uma nota lamentando o mal-acontecido e dizendo que <a href="http://www.carrefour.com.br/Default.aspx?url=http%3A//www.carrefour.com.br/web/br/imprensa/noticias.aspx%3FID%3D835">vai cooperar com as investigações</a>. Januário planeja processar ambos, tanto o supermercado quando o Estado de São Paulo, e vender o carro que ainda paga as prestações de R$789, divididas em 72 vezes.</p>
<p>Na medida em que o caso obteve grande repercussão por todo o país, a maioria das pessoas simpatizou com Januário. O blog <em><a href="http://inblogs.com.br/censurado/">Censurado</a></em> aponta <a href="http://inblogs.com.br/censurado/outros/carrefour-o-mercado-do-racismo-intolerancia-e-assassinato">muitos outros casos</a> de preconceito contra negros cometidos pela segurança dessa mesma loja de departamentos, e ironicamente pergunta aos seus leitores:</p>
<blockquote><p>Queria um conselho dos meus leitores. Se um dia eu precisar comprar, sei lá, um shampoo no Carrefour, devo levar um amigo branco junto comigo?</p></blockquote>
<p><a href="http://mariafro.wordpress.com/"><em>Maria Frô</em></a> replicou a <a href="http://www.afropress.com/noticiasLer.asp?ID=1965">notícia original do AfroPress</a> em seu blog, adicionando um título diferente à notícia que parafraseia o livro &#8220;Não Somos Racistas&#8221; do jornalista Ali Kamel. O <a href="http://mariafro.wordpress.com/2009/08/16/e-nao-somos-racistas-segundo-o-kamel-so-quase-assassinos/">título do post é</a>:</p>
<blockquote><p>É, segundo Kamel, não somos racistas. Só quase assassinos.</p></blockquote>
<p>O blog <em><a href="http://nucleopaoerosas.blogspot.com/">Pão e Rosas</a></em> repudiou <a href="http://nucleopaoerosas.blogspot.com/2009/08/racismo-no-carrefour-nossas-vozes-nao_28.html">veementemente</a> o caso contestando o mito da democracia racial brasileira:</p>
<blockquote><p>Enquanto os discursos de intelectuais, políticos burgueses e dos meios de comunicação afirmam veemente “Não somos racistas”, vem à tona um caso escandaloso de como o racismo se reproduz nas formas mais violentas e repugnantes. Todo a falácia da democracia racial cai por terra frente a casos como este – e poderíamos listar tantos outros que ganharam repercussão e depois foram esquecidos, na maioria das vezes marcados pela impunidade.</p></blockquote>
<p>Juarez Silva Jr., do <em><a href="http://blogdojuarez.amazonida.com/wp/?p=267">Blog do Juarez</a></em>, segue essa linha de pensamento e também contesta o mito de que o Brasil das misturas culturais seja uma democracia racial pacífica:</p>
<blockquote><p>é verdade… , quando o negro sai do seu “esteriótipo  e ‘lugar’ social ” ele “paga o preço”, afinal se ele não tivesse um carro bacana, talvez nada disso tivesse acontecido não é mesmo ???? , cansado de ter problemas por sua situação social não condizer com o “esperado” pela sociedade, a vítima já pensa em vender o “carro problemático”  [&#8230;]<br />
Deus me livre de por as rodas do meu vistoso Adventure no estacionamento dessa rede…, BOICOTE JÁ.</p></blockquote>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_4131" class="wp-caption aligncenter" style="width: 442px"><a href="http://twitpic.com/ewpts"><img class="size-full wp-image-4131 " title="Manifestação contra o racismo no estacionamento do Carrefour. Foto por @berlitz no Twitpic" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/25041088.jpg" alt="&quot;Racist Carrefour&quot;, a demonstration against racism on the cars' windows in the Carrefour's parking. Photo by @berlitz on Twitpic" width="432" height="288" /></a><p class="wp-caption-text">Manifestação contra o racismo no estacionamento do Carrefour. Foto por @berlitz no Twitpic</p></div>
<p>No <em><a href="http://www.geledes.org.br/">Geledés Instituto da Mulher Negra</a></em>, muitas pessoas <a href="http://www.geledes.org.br/sos-racismo/homem-negro-espancado-suspeito-de-roubar-o-proprio-carro.html">lamentaram essa notícia</a> e encheram a caixa de comentários com ideias de revolta. Por exemplo, Ayraon diz:</p>
<blockquote><p>Só no Brasil se acha que o racismo é velado. Velado nada! Só não vê quem não quer, ou seja, o povo brasileiro iludido por uma visão deturpada de si mesmo. &#8220;Somos mestiços!&#8221; diz um, &#8220;Não existe preto ou branco&#8221; diz outro na hora que esse preto inexistente diz sofrer racismo. Lá fora, quem conhece o Brasil, não consegue entender como esse país pode, por tanto tempo, esconder seu racismo doente. Aqui dentro, vivemos na insanidade coletiva: brancos acham que racismo não existe, que tá na cabeça dos pretos (que, segundo alguns pretos e brancos, não existem), negros dizem que o racismo brasileiro é &#8220;velado&#8221;; e muitos aceitam essa situação (alguns até dizendo nunca terem sofrido racismo, mesmo sendo alvo dele todo o dia). A história do bahiano me deixa triste , por que ela v ai se repetir, e se repetir, e se repetir sem que façamos nada. Ou iremos fazer algo?</p></blockquote>
<p>Respondendo à pergunta acima, as mobilizações<em> já começaram</em>. Houve uma manifestação em 22 de agosto e, de acordo com o Instituto Geledés, um <a href="http://www.geledes.org.br/destaques/racismo-nao-compre-onde-te-discriminam.html">protesto maior</a> contra o supermercado acontecerá em 5 de setembro.</p>
<p>A questão racial é muito complexa para países que já foram colônias de Estados desenvolvidos e assombrados pela escravidão; muito  preconceito permanece em suas sociedades contemporâneas. O Brasil é um lugar marcado pela escravidão violenta de negros africanos que durou mais de 300 anos e que foi, de certo modo, um braço do quadro econômico durante a era colonial. O racismo sempre esteve ligado à relações sociais no país. Os negros hoje herdaram este estigma social e sofrem racismo em vários aspectos do cotidiano. Mas isso é assunto para ser trabalhado mais detalhadamente em outro post.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Timor Leste: Celebrando a Solidariedade Global pela Liberdade</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/28/timor-leste-celebrando-a-solidariedade-global-pela-liberdade/</link>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 19:07:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Australia]]></category>
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		<description><![CDATA[Dez anos após o referendo, vozes no mundo todo estão mais uma vez espalhar por aí sobre Timor Leste, mas dessa vez para celebrar o grande apoio internacional que naquela época culminou no reconhecimento da autodeterminação do país]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/janet-gunter/">Janet Gunter</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/21/east-timor-celebrating-global-solidarity-for-freedom/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Dez anos após o referendo, vozes no mundo todo estão mais uma vez <a href="http://thirdestatesundayreview.blogspot.com/2009/08/klibur-solidaridade-timor-leste.html">falando por aí</a> [en] sobre Timor Leste, mas dessa vez para celebrar o grande apoio internacional que naquela época culminou no reconhecimento da autodeterminação do país:</p>
<blockquote><p>On 30 August, 1999, hundreds of thousands of Timorese voters braved an Indonesian-directed terror campaign to cast ballots for independence in a U.N.-organized referendum. This event, which ended Indonesia’s 24-year illegal, brutal military occupation, led to the creation of the Democratic Republic of Timor-Leste as the first new nation of the millennium. The vote was the culmination of decades of struggle by Timorese people, supported by solidarity activists around the world.</p></blockquote>
<div class="translation">Em 30 de agosto de 1999, centenas de milhares de eleitores timorenses enfrentaram uma campanha terrorista dirigida pela Indonésia para votar pela independência em um referendo organizado pela Organização das Nações Unidas. Este evento, que encerrou 24 anos de uma ocupação militar ilegal e violenta por parte da Indonésia, levou à criação da República Democrática de Timor-Leste, a primeira nova nação do milênio. A votação foi a culminação de décadas de luta do povo timorense, apoiadas por ativistas em solidariedade em todo o mundo.</div>
<p>O lançamento do vídeo do jornalista Max Stahl relatando o ultrajante <a href="http://www.etan.org/timor/SntaCRUZ.htm" target="_blank">Massacre de Santa Cruz</a> [en] em 1991 aumentou a conscientização global sobre os crimes ocorridos em Timor Leste durante a época da ocupação pela indonésia.</p>
<p>Em 1996, José Ramos-Horta e o Bispo Ximenes Belo foram agraciados com o Prêmio Nobel da Paz, e somente três anos depois o presidente indonésio Habibie permitiu que o povo de Timor Leste escolhesse entre autonomia dentro da Indonésia e independência. E o mundo se juntou a Timor Leste.</p>
<div id="attachment_91845" style="width: 310px;"><a href="http://www.etan.org/"><img title="deadprot" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/deadprot-300x204.jpg" alt="&quot;Die-in&quot; protest in the US. Credit: www.etan.org" width="300" height="204" /></a>Protesto nos EUA. Crédito: www.etan.org</div>
<p>Movimentos de solidariedade capazes de pressionar os seus governos e protestar contra os abusos da Indonésia surgiram na Austrália, Nova Zelândia, Japão, Portugal, França, Holanda, Irlanda, Alemanha, Reino Unido, Canadá e nos Estados Unidos durante a década de 90. <a href="http://www.insideindonesia.org/content/view/664/29/">Mesmo dentro da Indonésia, Timor Leste contava com amigos trabalhando para por um fim aos abusos e promover a autodeterminação</a> [en].</p>
<p>No verão de 1999, às vésperas do Referendo, a <a href="http://www.etan.org/ifet/">IEFT - International Federation for East Timor</a> [Federação Internacional pelo Timor Leste, en] montou o Projeto Observatório, com uma equipe internacional de membros de pelo menos 22 países indo ao Timor Leste para acompanhar a votação. As medidas de segurança nos meses que precederam o referendo eram instáveis, uma vez que o acordo mediado pela ONU para a votação deixava segurança a cargo da polícia da Indonésia.</p>
<div id="attachment_91818" style="width: 223px;"><img title="UNAMETposter" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/UNAMET-213x300.jpg" alt="Pôster da ONU diz: " width="213" height="300" />Pôster da ONU diz: &#8220;Não iremos embora&#8221;. Crédito: Australia Timor-Leste Friendship Network</div>
<p>Os monitores da IFET bravamente se deslocaram por todo o território, <a href="http://www.etan.org/ifet/082199.html">segundo explica um relatório do projeto de 22 de agosto de 1999</a> [en]:</p>
<blockquote><p>We have rented houses and deployed teams in every area of East Timor. Upon arriving in a town, an IFET-OP team first makes contact with the police and local authorities, and then with various community leaders and advocates on both sides of the campaign. They settle into a house which an IFET-OP advance team has arranged, and begin observing and inquiring about events and perceptions related to the campaign and other aspects of the consultation. Each team reports in nightly by phone and files a written weekly report. Although nobody on any of our teams has been injured, several have witnessed violent or intimidating incidents, and have reported such events to the appropriate authorities, UNAMET, and IFET-OP headquarters in Dili.</p></blockquote>
<div class="translation">Alugamos casas e posicionamos equipes em todos os cantos do Timor Leste. Ao chegar em uma cidade, uma equipe da IFET-OP faz o primeiro contato com a polícia e autoridades locais, e depois com vários líderes comunitários e defensores de ambos os lados da campanha. Eles assentam-se em uma casa arranjada por uma equipe preparatória da IFET-OP, e começam a observar e a indagar sobre eventos e percepções relacionados com a campanha e outros aspectos do processo de consulta. Cada equipe provê relatórios todas as noites por telefone e envia um relatório escrito semanalmente. Embora ninguém em nenhuma de nossas equipes tenha se ferido, vários testemunharam casos de violência ou intimidação, e relataram tais eventos para as autoridades competentes, UNAMET, e a sede em Díli da IFET-OP.</div>
<p>Os observadores do IFET relataram a violência que tomou conta do Timor Leste após a votação, o que resultou no apoio esmagador à independência da Indonésia. O Projeto Observatório do IFET <a href="http://www.etan.org/ifet/media10.html">informou em 3 de setembro</a> [en]:</p>
<blockquote><p>The observers, members of the International Federation for East Timor Observer Project (IFET-OP), traveled to the Becora neighborhood of Dili to investigate reports of militia burning houses in the area yesterday. When they arrived, they found a house newly ablaze, and with both firefighters and journalists at the scene, the IFET-OP team went to investigate. Ten minutes after the observers arrived, the Indonesian military-backed militia showed up at the house.</p>
<p>The Aitarak (Thorn) militia struck one U.S. IFET-OP member in the face. Another team member, a woman from Finland, was hit in the back by a militia holding a gun. Yet another Finnish team member was threatened at gunpoint. The militia members also punched the IFET-OP driver and smashed a window on his car.</p></blockquote>
<div class="translation">Os observadores, membros do Projeto Observatório da International Federation for East Timor (IFET-OP), viajaram para o bairro de Becora, Díli, para investigar os relatos de incêndios de casas promovidos ontem pela milícia da área. Quando chegaram, eles encontraram uma casa recém-incendiada, e com ambos bombeiros e jornalistas no local, a equipe do IFET-OP passou a investigar. Dez minutos após a chegada dos observadores, a milícia apoiada pelos militares indonésios apareceu na casa.</p>
<p>A milícia Aitarak (Espinho) agrediu um americano membro da IFET-OP do rosto. Uma filandesa, também parte da equipe, foi atingida na traseira por um membro armado da milícia. Outro membro da equipe finlandesa foi ameaçado com uma arma também. Os milicianos ainda esmurraram o motorista da IFET-OP e quebraram uma janela do seu carro.</p></div>
<p>Com a violência da milícia começando de novo quase que imediatamente após a votação, grupos de solidariedade em todo o mundo começaram a exigir dos seus governos uma atenção para o agravamento da situação no Timor Leste. O <a href="http://videos.sapo.pt/vZ6gUjt4KzMYSoS2TUmN">video</a> a seguir, de <a href="http://videos.sapo.pt/vZ6gUjt4KzMYSoS2TUmN">Jose Budha</a>, retrata a forma como Portugal se levantou e parou no mesmo período:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="align" value="center" /><param name="src" value="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/vZ6gUjt4KzMYSoS2TUmN/mov/1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="350" src="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/vZ6gUjt4KzMYSoS2TUmN/mov/1" allowfullscreen="true" align="center"></embed></object></p>
<div id="result_box" dir="ltr">Após os resultados no dia 4 de setembro, numerosas atrocidades, mortes e devastações aconteceram, como TAPOL <a href="http://tapol.gn.apc.org/bulletin/1999/bull154-5.htm">relatou</a> [en] em 1999:</div>
<blockquote><p>After the referendum results were announced on 4 September, the militias and their Kopassus bosses unleashed a scorched-earth policy of gigantic proportions. Para-military forces joined the fray, along with six TNI battalions, including two notorious local battalions, 744 and 745. Altogether about 15,000 men were involved. Without such a large contingent of men, it could never have taken hold so rapidly.</p>
<p>Although [Operation] Sapu Jagad-II sought to create the impression that this was a spontaneous outpouring of anger by pro-Indonesia forces, there is overwhelming evidence that the destruction was a well-prepared military operation. In many places, villagers were forced to destroy and burn their own neighbourhoods, even their own houses. The aim was to destroy as much as possible and punish the pillars of the pro-independence movement. The Catholic Church, which had given sanctuary to fleeing East Timorese throughout the occupation, was one of the main targets.</p></blockquote>
<div class="translation">Após o anúncio dos resultados do referendo no dia 4 de setembro, as milícias e os seus chefes Kopassus [palavra indonésia que significa comando da força especial] desencadeou uma política de queimadas de proporções gigantescas. Paramilitares entraram na briga, junto com seis batalhões da TNI, incluindo dois batalhões locais notórios, o 744 e o 745. Ao todo, cerca de 15.000 homens foram envolvidos. Sem esse contingente grande de homens, jamais poderia ter tomado conta tão rapidamente.</p>
<p>Embora a [operação] Sapu Jagad-II tenha procurado dar a impressão de que essa foi uma manifestação espontânea de raiva das forças pró-Indonésia, há provas contundentes de que a destruição foi uma operação militar bem-preparada. Em muitos lugares, os moradores foram obrigados a destruir e a queimar seus próprios bairros, até mesmo suas próprias casas. O objetivo era destruir o máximo possível e punir os pilares do movimento pró-independência. A Igreja Católica, que havia dado refúgio a fugitivos de Timor Leste durante a ocupação, foi um dos principais alvos.</p></div>
<p><strong> </strong></p>
<div id="attachment_91663" style="width: 234px;"><strong> </strong><strong><a href="http://www.gendercide.org/case_timor.html"><img title="scorched" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/scorched-224x300.jpg" alt="Photo from &quot;Genocide Watch: East Timor 1975-1999&quot;, researched and written by Adam Jones. Shared under a license for non-profit use." width="224" height="300" /></a></strong>Foto do &#8220;Observatório do Genocídio: Timor Leste1975-1999&#8243;, pesquisado e escrito por Adam Jones. Compartilhado sob uma licença para uso não comercial.</div>
<p>Todos os voluntários do IFET-OP foram forçados a deixar Díli antes de 7 de setembro de 1999 <a href="http://www.etan.org/ifet/media13.html">sob condições extremamente angustiantes</a>:</p>
<blockquote><p>Today, September 7, the last of our observers was forced to leave East Timor. Over the past two days, the Royal Australian Air Force evacuated 60 of our nonpartisan volunteers to Darwin from Dili and Baucau.</p>
<p>We left East Timor for safety, but with tremendous sadness. The East Timorese people have no Australia to run to, no place to hide from militia terror. Last night, Australia and Indonesian military officers prevented one of our East Timorese staff members from boarding the plane with us — and he faces an unspeakable horror shared by hundreds of thousands of his fellow East Timorese.</p>
<p>Most international observers and media fled East Timor before IFET-OP had to leave, and we were the last international NGO to leave. UNAMET has withdrawn from the entire country except Dili, where their communications and electricity has been cut off, and they are surrounded by militias who shoot into their compound virtually without interruption.</p></blockquote>
<div class="translation">Hoje, 7 de setembro, o último dos nossos observadores foi forçado a deixar Timor Leste. Nos últimos dois dias, a Força Aérea Australiana evacuou 60 dos nossos voluntários apartidários para Darwin a partir de Díli e Baucau.</p>
<p>Saímos de Timor Leste por causa da segurança, mas com uma tristeza enorme. O povo timorense não têm Austrália nenhuma para correr, nenhum lugar para se esconder do terror da milícia. Ontem à noite, militares da Austrália e da Indonésia  impediram um dos membros timorenses da nossa equipe de embarcar no avião com a gente - e ele enfrenta um horror indescritível compartilhado por centenas de milhares de conterrâneos.</p>
<p>A maioria dos observadores internacionais e meios de comunicação fugiram do Timor Leste antes da IFET-OP ter que sair, e fomos a última ONG internacional a deixar o país. A UNAMET havia se retirado de todo o país, com excepção de Díli, onde a comunicação e eletricidade foram cortadas, e eles estão cercados por milícias que atiram em seus recintos praticamente sem parar.</p></div>
<p>A já mencionada “pressão internacional” se tornou ainda maior e mais real a medida que os cidadãos não desistiam. Algumas fotos dos laços de solidariedade em Portugal podem ser vistas no site <a href="http://www.tanetimor.org/timorlivre.htm">Tane Timor</a>. <a href="http://home-and-garden.webshots.com/album/67455963IDsyBq">Maremargo</a> publica imagens da Espanha. Antonio José, do blog Uma Lulik, ilustrou e descreveu emocionado o que estava acontecendo em Lisboa, em solidariedade nunca antes vista nos dias <a href="http://umalulik.blogspot.com/2008/09/ainda-9-anos-depois-mas-em-portugal-7.html">7</a> e <a href="http://umalulik.blogspot.com/2008/09/dia-8-de-setembro-de-1999-os-3-minutos.html">8</a> [pt] de setembro de 1999:</p>
<blockquote><p>As sirenes dos bombeiros ouviram-se ininterruptas nesses 3 minutos… parámos por Timor-Leste como nunca parámos por mais nada… TODOS (…)<br />
Durante toda a tarde do cimo daquele prédio foram lançados constantemente papeis e papelinhos, rolos de papel higiénico, tudo o que vinha à mão era material para protesto. No final da tarde percebe-se que esse stock acabou pois eram as páginas amarelas que fluíam nessa altura… aquele ventinho sempre a ajudar e a depositar os protestos em plena embaixada dos EUA, nas árvores, no seu jardim e envolventes. No topo do prédio viam-se gente de gravata e camisa, a causa era a mesma…</p></blockquote>
<div id="attachment_91892" style="width: 310px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/nopasaran/91543874/in/photostream/"><img title="USA Embassy in Lisbon - 8th September 1999" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/eua_help-300x191.jpg" alt="&quot;Civil non-obedience for Timor Loro Sa'e&quot; in front of UN Headquarters in Lisbon, Portugal, September 1999. Photo by Flickr user nopasaran, used with permission." width="300" height="191" /></a>&#8220;Não-obediência civil para Timor Loro Sa&#39;e&#8221; na frente da sede da ONU em Lisboa, Portugal, Setembro de 1999. Foto do usuário do Flickr <em>nopasaran</em>, usada com permissão.</div>
<p>Enquanto o East Timor Action Network (ETAN) colocava as pessoas nas ruas em setembro de 1999, <a href="http://www.etan.org/etan/1999anul.htm">a rede foi também capaz de contar com os telefonemas e cartas de mais de dez mil americanos </a></p>
<blockquote><p>ETAN grew during 1999, enlarging our membership from 8,500 to 11,700. […] Using our experience and national activist network developed through eight years of dedication to a cause many called hopeless, ETAN mobilized public and official pressure. […] In September, ETAN’s web site was visited by more than 40,000 people a week. […] During September, our most active staff and volunteers were featured or quoted in countless mainstream media articles and programs, reaching tens of millions. ETAN activists authored op-eds in major U.S. newspaper, wrote letters to the editor, and appeared on local and national radio and TV shows.</p></blockquote>
<div class="translation">A ETAN cresceu em 1999, ampliando de 8.500 para 11.700 participantes. [&#8230;] Usando a nossa experiência e a rede nacional de ativistas desenvolvida durante oito anos de dedicação a uma causa que muitos chamavam de infrutífera, a ETAN mobilizou a pressão da opinião pública e oficial. [&#8230;] Em setembro, o site da ETAN foi visitado por mais de 40.000 pessoas por semana. [&#8230;] Em setembro, os nossos funcionários mais ativos e voluntários foram destacados ou citados em inúmeros artigos e programas na grande imprensa, atingindo dezenas de milhões. Os ativistas da ETAN assinaram editoriais nos maiores jornais americanos, escreveram cartas ao editor e apareceram nas rádios locais e nacionais e em programas de TV.</div>
<div dir="ltr">Do outro lado do mundo, o momento decisivo para a intervenção internacional aconteceu na véspera da Cúpula da APEC na Nova Zelândia, quando Bill Clinton se reuniu com líderes do Pacífico em privado. Apenas alguns dias antes, ele havia anunciado a suspensão de treinamento militar entre os Estados Unidos e a Indonésia. Segundo o blogueiro Nigel Morley, <em><a href="http://nigel-morley-nigel.blogspot.com/2007/07/new-magellan-person-who-showed-world.html">Writing for the Future</a> </em>(Escrevendo para o Futuro, en):</div>
<blockquote><p>To some readers this may seem fanciful but when Timorese Nobel Peace Prize winner José Ramos-Horta met United States (U.S.) President Bill Clinton at the APEC meeting in New Zealand in 1999, Clinton remarked that Ramos-Horta had more influence with Congress than he did (Zubrycki: 2002).</p></blockquote>
<div class="translation">Para alguns leitores isso pode parecer fantasioso, mas quando o Prêmio Nobel da Paz timorense José Ramos-Horta encontrou o presidente dos Estados Unidos (EUA) Bill Clinton na reunião da APEC na Nova Zelândia em 1999, Clinton afirmou que Ramos-Horta tinha mais influência no Congresso do que ele próprio (Zubrycki: 2002).</div>
<p>A Nova Zelândia foi em massa dar as boas-vindas a Clinton, Ramos Horta e ao Primeiro Ministro australiano Howard. Os australianos também <a href="http://southmovement.alphalink.com.au/southnews/990910-timor.htm">“Foram as Ruas por Timor Leste”</a> [en].</p>
<div id="attachment_91487" style="width: 310px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/potsy/2994804292/"><img title="east_timor_rally_by_pete_ottery" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/east_timor_rally_by_pete_ottery-300x199.jpg" alt="From Sidney, Australia, &quot;Mother &amp; Child&quot; photo by Flickr user Potsy, used with permission" width="300" height="199" /></a>De Sidney, Austrália, &#8220;Mãe e Filho&#8221; foto do usuário do Flickr Potsy, usada com permissão</div>
<blockquote><p>Banners saying “Stop The Slaughter” and “Wiranto - Murder.” Chants of “Free East Timor” and “Viva Timor Leste” (long live East Timor) came from the crowd after it heard from East Timorese resistance leader Mr Jose “Xanana” Gusmão during a live telephone hook-up from Jakarta.</p>
<p>“We need you, brothers and sisters of Australia, we need your voice,” Xanana Gusmao in Jakarta said by telephone, “I think it is important to send a message to the Indonesian Government that the Australian community and Australian workers will do everything they can to stop the killings. Viva East Timor,” he said. “Viva,” the crowd yelled back.</p></blockquote>
<div class="translation">Cartazes dizendo &#8220;Chega de Massacre&#8221; e &#8220;Wiranto [general das forças Armadas da Indonésia] - Assassino&#8221;.  Cantos de &#8220;Liberdade para Timor Leste&#8221; e &#8220;Viva Timor-Leste&#8221; vieram da multidão depois que se ouviu o líder da resistência timorense Sr. José &#8220;Xanana&#8221; Gusmão, durante uma ligação de telefone ao vivo de Jacarta.</p>
<p>&#8220;Nós precisamos de vocês, irmãos e irmãs da Austrália, precisamos da sua voz&#8221;, Xanana Gusmão, em Jacarta, disse por telefone: &#8220;Eu acho que é importante enviar uma mensagem ao governo indonésio de que a comunidade da Austrália e os trabalhadores australianos vão fazer tudo o que podem para parar a matança. Viva Timor Leste&#8221;, disse ele. &#8220;Viva&#8221;, a multidão gritou de volta.</p></div>
<div id="attachment_91492" style="width: 310px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/shaondiwakar/2910743901/"><img title="Kingsgrove High School 1999 - Free Timor!" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/shaondiwakar-300x225.jpg" alt="Students from Kingsgrove High School pledge their support for a free Timor in 1999. Photo by Flickr user sHzaam!, used with permission" width="300" height="225" /></a></p>
<div id="result_box" dir="ltr">Alunos da Escola Secundária Kingsgrove prometem seu apoio a um Timor Leste livre, em 1999. Foto do usuário do Flickr sHzaam!, usada com permissão</div>
</div>
<p>Durante os tortuosos dias de setembro de 1999, os líderes do mundo se moveram lentamente para intervir em Timor Leste, quando ficou claro que o exército indonésio e os seus comparsas estavam destruindo completamente o território, e desencadeando uma crise humanitária de enormes proporções. Mas os protestos decisivos e grupos de defesa formados por cidadãos preocupados em todo o mundo envergonharam os Estados Unidos, a Austrália e a Indonésia até que essa página fosse virada na história de Timor Leste.</p>
<p>Uma década depois, é hora de celebrar essa união internacional. Vários <a href="http://www.etan.org/news/2009/08dili.htm">eventos</a> estão marcados para acontecer em Díli, como uma exibição fotográfica na Fundação Oriente (que foi por sua vez o lugar onde ocorreu um <a href="http://www.laohamutuk.org/Justice/99/09CarrascalaoMassacre.htm">massacre</a> em 1999) descrevendo os movimentos de solidariedade no decorrer dos anos.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Brasil: Estudantes detidos por manifestarem no Senado</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/26/brasil-estudantes-detidos-por-manifestarem-no-senado/</link>
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		<pubDate>Wed, 26 Aug 2009 13:46:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estudantes são detidos por manifestarem contra o presidente do Senado José Sarney e sofreram várias ameaças. Ouvimos as vozes da blogosfera sobre como a democracia brasileira está lentamente se acabando.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/diego-casaes/">Diego Casaes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/25/brazil-students-held-for-demonstrating-in-the-senate/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single">
<p>Democracia e liberdade de expressão estão lentamente sendo postos de lado no Brasil na medida em que sabemos de situações em que blogs são censurados e pessoas são detidas por manifestarem contra a corrupção. Em 19 de agosto, estudantes manifestando contra o presidente do Senado José Sarney foram detidos, mantidos por três horas em uma sala dentro do Senado e submetidos a várias acusações e ameaças. Neste vídeo, feito por Christiane Couto, uma das estudantes presas, manifestantes são vistos no Senado e os seguranças começam a agir contra eles:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Wxh75vKppBo&amp;color1=0xd6d6d6&amp;color2=0xf0f0f0&amp;hl=en&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/Wxh75vKppBo&amp;color1=0xd6d6d6&amp;color2=0xf0f0f0&amp;hl=en&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<div>Os estudantes também reinvidicam terem sido ameaçados de serem demitidos e quase terem seus documentos detidos também. Vários senadores simpatizaram com a causa - assim como a deputada <a href="http://twitter.com/JaneteCapi">Janete Capiberibe</a> que insistiu em permanecer na sala junto com os manifestantes - e convenceram a segurança que eles deveriam ser libertados.<em><a href="http://www.andredutra.com/"></a></em></div>
<div><em><a href="http://www.andredutra.com/">André Dutra</a></em>, um dos manifestantes detidos, contextualiza a situação. Ele <a href="http://www.andredutra.com/2009/08/14/senado-federal-censura-ameaca-e-prisao-de-estudantes/">bloga</a>:</div>
<p><em><a href="http://www.andredutra.com/"></a></em></p>
<blockquote><p>Dentro do Senado, iniciamos nossa manifestação pacífica e logo fomos atacados pela truculenta segurança do Senado. Leões de chácara, resquício da ditadura, protegidos de Sarney. Foram em cima de nossos cartazes, torceram nossos pulsos, deram golpes sutis, acertaram mulheres, inclusive. Rasgaram tudo, mas não tiveram coragem de rasgar minha Constituição. Guardarei esse exemplar para sempre, memória de que ainda há um mínimo de respeito em meu país.</p></blockquote>
<p>O caso tem sido bastante popular na blogosfera brasileira e entre usuários de Twitter, uma vez que as mobilizações contra José Sarney crescem a cada mês. A situação atraiu a atenção de blogueiros celebridades, como o<em> <a href="http://marcelotas.blog.uol.com.br/">Marcelo TAS</a></em>, um nome conhecido na blogosfera brasileira e apresentador do programa <a href="http://www.band.com.br/cqc/">CQC (Custe O Que Custar)</a>, voltado ao jornalismo de humor. Ele <a href="http://marcelotas.blog.uol.com.br/arch2009-08-01_2009-08-15.html#2009_08-14_01_07_57-5886357-0">expressa</a> seus pensamentos sobre o caso:</p>
<blockquote><p>Afinal existe ou não liberdade de expressão no país? […] Este blog apóia a liberdade de expressão e acredita que essa gentalha só aprende na base da pressão. Fora Sarney, reforma política já e vamos preparar os corações e mentes para varrer esses vermes nas Eleições 2010!</p></blockquote>
<div id="attachment_92660" style="width: 442px;">
<div id="attachment_4060" class="wp-caption alignnone" style="width: 442px"><img class="size-full wp-image-4060 " title="forasarney_15ago" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/forasarney_15ago.jpg" alt="Um cartaz para o &quot;Fora Sarney! mostra algumas manifestações agendadas por todo o Brasil. fonte: Blog do Marcelo Tas" width="432" height="600" /><p class="wp-caption-text">Um cartaz para o &quot;Fora Sarney! mostra algumas manifestações agendadas por todo o Brasil. Fonte: Blog do Marcelo Tas</p></div>
</div>
<p>O blog da <em><a href="http://www.lucianacapiberibe.com/2009/08/16/perseguicao-politica-jornal-ligado-a-sarney-no-amapa-afirma-que-policia-do-senado-estaria-investigando-participacao-da-deputada-janete-em-ato-fora-sarney/">Luciana Capiberibe</a></em> publica um artigo sobre o modo com o qual a mídia local tratou o assunto. De acordo com A Gazeta, um jornal do Amapá, a polícia do Senado estaria supostamente investigando a participação da deputada Janete Capiberibe na organização do protesto, acusando-a de pagar R$ 40 aos estudantes para participarem da manifestação. A blogueira publica fotos das manchetes do jornal e adiciona uma legenda:</p>
<blockquote><p>Jornal A Gazeta, ligado a Sarney no Amapá, faz acusações infundadas</p></blockquote>
<p><em>Francis Pessoa</em> comentou no post do blog da Luciana Capiberibe acima, <a href="http://www.lucianacapiberibe.com/2009/08/16/perseguicao-politica-jornal-ligado-a-sarney-no-amapa-afirma-que-policia-do-senado-estaria-investigando-participacao-da-deputada-janete-em-ato-fora-sarney/#comment-5325">complementando</a>:</p>
<p><em> </em></p>
<blockquote><p>[…] Interessante como a “IMPRENSA” amapaense funciona. Algum tempo atrás, uns que nesse jornal está, faziam parte do outro jornaléco diário. Hoje eles estão do outro lado e dizem que este (jornaléco) é o melhor, o mais importante, o mais lido periódico do Amapá. Mentem. O jornaléco é doado para reciclagem na lixeira pública.<br />
Torço para que cada brasileiro tenha em casa um computador e INTERNET. Quando esse dia chegar, muito desses jornalécos pilantras irão sair de circulação e o cidadão terá acesso (democreticamente)as informações verdadeiras. E vocês, pilantras da “IMPRENSA” não terão mais vez…<br />
[…]<br />
Só faltava essa!!! Dirigentes do jornaléco, vocês pensam que somos idiótas? Estamos acompanhando tudo pela INTERNET, SITE’s, BLOG’s, TWITTER e por jornalista sérios de Belém do Pará, Brasília, São Paulo e outros. Mas o fim de vocês está próximo, não perdem por esperar…</p></blockquote>
<p>Manifestações pacíficas por justiça e liberdade de expressão e contra a corrupção no governo estão sendo considerados crimes no Brasil contemporâneo. <em><a href="http://tsavkko.blogspot.com/">Tsavkko - The Angry Brazilian</a></em> cita muitos casos relacionados em todo o país, e <a href="http://tsavkko.blogspot.com/2009/08/inocente-manipulacao-midiatica-e.html">ainda diz</a>:</p>
<blockquote><p>O que se vê é um processo - aparentemente irreversível - de criminalização e perseguição aos Movimentos Sociais, além de uma truculência absurda contra as liberdades do povo, contra o direito de protestar, reclamar e se manifestar. Abusos são constamentente cometidos pelas “forças de segurança”, privadas ou estatais, e nada nunca é feito.</p>
<p>A ditadura acabou quando mesmo?</p></blockquote>
<div id="attachment_91765" style="width: 334px; text-align: center;"><a href="http://www.twitpic.com/efobd"></a></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 334px"><a href="http://www.twitpic.com/efobd"><img class=" " title="André Dutra segurando um cartaz do &quot;Fora Sarney!&quot;" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/24245977.jpg" alt="André Dutra is seing holding a &quot;Get out Sarney!&quot; flyer." width="324" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">André Dutra segurando um cartaz do &quot;Fora Sarney!&quot;</p></div>
<p style="text-align: center;">
</div>
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		<title>Porto Rico: Canal Público de Notícias é Desmantelado</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/23/porto-rico-canal-publico-de-noticias-e-desmantelado/</link>
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		<pubDate>Sun, 23 Aug 2009 16:10:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Puerto Rico (U.S.)]]></category>
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		<description><![CDATA[A redação da única emissora de TV pública de Porto Rico, TUTV, foi praticamente desmantelada recentemente, pretensamente devido a cortes no orçamento. A blogosfera porto-riquenha ficou repleta de comentários.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/firuzeh-shokooh-valle/">Firuzeh Shokooh Valle</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/21/puerto-rico-public-news-channel-dismantled/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single">
<p>A redação da única emissora de TV pública de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Porto_Rico">Porto Rico</a>, <a href="http://www.tutv.puertorico.pr/08_18.htm">TUTV</a>, foi <a href="http://www.prensacomunitaria.com/sector-publico-y-privado/sector-publico/483-censuradas-las-decisiones-en-el-canal-publico-wipr.html">praticamente desmantelada</a> recentemente, pretensamente devido a cortes no orçamento. O presidente da <a href="https://www.comminit.com/en/node/132830">Corporação de Transmissão Pública de Porto Rico</a>, Israel &#8220;Ray&#8221; Cruz - que foi indicado pelo governo eleito em Novembro de 2008 - <a href="http://www.elnuevodia.com/despidosenwipr-601123.html">demitiu cerca de 50 funcionários</a>, vários deles jornalistas. O noticiário, fundado há 15 anos, continuará no ar pelos próximos dois meses, até as últimas demissões. Um grupo de repórteres, operadores de câmera, produtores e editores não foram demitidos, mas o futuro do programa continua incerto. <a href="http://welcome.topuertorico.org/government.shtml">O governo de Porto Rico</a> já iniciou um plano financeiro que inclui a demissão de <a href="http://www.noticiasonline.com/Det.asp?id=19715">aproximadamente 30.000 servidores públicos</a>.</p>
<p>No mesmo dia em que os funcionários do canal público foram notificados de suas demissões, a âncora Gloria Soltero mandou uma <a href="http://www.youtube.com/watch?v=sbAtHcea6o4">mensagem um tanto dolorosa</a> para o público durante o noticiário. A blogosfera de Porto Rico tem sido repleta de comentários sobre as palavras de Soltero, mas primeiro, segue abaixo um resumo da mensagem da jornalista:</p>
<blockquote><p><em>A aquellos que dieron lo mejor de sí para nuestro taller informativo, para que eso acabara, los felicitamos, lo lograron. Entre ellos está nuestro presidente Israel ‘Ray’ Cruz, que siguió al pie de la letra lo dictado por nuestro gobernador Luis Fortuño, quien le deja saber al pueblo de esta forma que no le importa lo que acontezca con la cultura de nuestro país, y mucho menos con lo que pase en nuestro país con sus empleados públicos.</em></p>
<p><em>Acuérdense, pueblo de Puerto Rico y a usted, señor gobernador, que como diría nuestro querido y respetado Aníbal González Irizarry, “un pueblo sin prensa es un pueblo esclavo”. Sr. Fortuño: si su deseo es un pueblo esclavo, usted lo ha logrado.</em></p></blockquote>
<div class="translation">Àqueles que deram o melhor de si para nosso noticiário, com o intuito de acabá-lo, nós lhes felicitamos. Vocês conseguiram. Entre algumas dessas pessoas está nosso presidente Israel &#8216;Ray&#39; Cruz, que seguiu passo-a-passo as ordens dadas pelo nosso governante Luis Fortuño, que deixou claro às pessoas que ele não se importa com o que aconteça com a cultura de nosso país, e muito menos o que possa acontecer com os servidores públicos da nação. Lembre-se, povo de Porto Rico, e você, senhor governante, como nosso querido e respeitado Aníbal González Irizarry [um famoso jornalista porto-riquenho] costumava dizer: &#8216;um país sem imprensa é um país escravizado&#39;. Senhor Fortuño: se seu desejo era ter um país escravizado, você o alcançou.</div>
<p>O professor de Jornalismo Luis F. Coss <a href="http://calahondo.blogspot.com/2009/08/para-muestra-un-boton.html">diz</a> em seu blog <em><a href="http://calahondo.blogspot.com/">Calahondo</a></em> [es]:</p>
<blockquote><p>La solidaridad no puede ni debe ser un fenómeno pasajero. La solidaridad debe ser un estilo de vida frente a la codicia y frente a las políticas y prácticas que atentan contra la dignidad del ser humano. Celebro la respuesta de Gloria y de Ojeda ante las acciones destempladas de los patronos. Ahora nos toca a todos transformar los episodios heroicos en trabajo cotidiano, en conciencia madura para explicar lo que nos pasa hoy y el mañana al que aspiramos.</p></blockquote>
<div class="translation">Solidariedade não pode, nem deve, ser um fenômeno passageiro. A solidariedade deve ser um estilo de vida, com o intuito de combater a ganância, e as políticas e práticas que colocam em perigo nossa dignididade enquanto seres humanos. Eu celebro as respostas de Glória e Ojeda [a última é uma rádio-jornalista porto-riquenha] às duras ações dos empregadores. Agora, devemos juntos transformar os episódios heróicos do cotidiano do trabalho em uma consciência matura para nos tornarmos capazes de explicar o que nos acontece atualmente e o futuro que desejamos.</div>
<div>Em seu blog <em><a href="http://hoymedespertedearena.blogspot.com/">Hoy me desperté de arena</a></em> [es], I. Caballer <a href="http://hoymedespertedearena.blogspot.com/2009/08/despidos-en-tutv-por-si-eramos-pocos.html">escreve</a>:</div>
<blockquote><p>El lamento, la rabia y la indignación por el despido de empleados públicos son experimentados en estos momentos en carne propia por otro grupo de trabajadores puertorriqueños en el Canal del Gobierno de Puerto Rico. En esta ocasión, la única diferencia es que pudieron hacer uso de un medio masivo de comunicación para expresar su sentir y pedirle al pueblo que tome acción y no olvide.</p></blockquote>
<div class="translation">A dor, fúria e indignação causada pelas demissões dos servidores públicos do governo é experimentada mais uma vez por um outro grupo porto-riquenho de trabalhadores na emissora de TV do governo de Porto Rico. Desta vez, a única diferença é que eles podem usar uma empresa de comunicação de massa para expressar seus sentimentos e pedir ao país para tomar ações e não se esquecer o que lhes aconteceu.</div>
<div>O blogueiro <em><a href="http://luisdbeltranpr.wordpress.com/">Luis Daniel Beltrán</a></em> <a href="http://luisdbeltranpr.wordpress.com/2009/08/10/matando-al-mensajero/">comenta</a> [es]:</div>
<blockquote><p>Una reacción que denota la indignación por el cierre de un medio informativo que - aunque en alguna ocasión estuvo maniatado por los caprichos del partido político de turno en el poder - servía al país,<strong> </strong><strong> </strong>sobre todo en los tiempos de incertidumbre que se viven desde comienzos del año en curso.</p></blockquote>
<div class="translation">A resposta de Soltero denota a indignação causada pelo fechamento de um espaço de informação que, embora tenha por vezes estado ao serviço dos caprichos do partido político no poder, serviu ao país, especialmente durante os tempos de incerteza desde o início deste ano.</div>
<div class="notes">
<div><em>A imagem utilizada no resumo desse post, &#8220;<a href="http://www.flickr.com/photos/waltjabsco/684747788/">televisão</a>&#8220;, é de autoria de Walt Jabsco, sob uma <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.0/deed.en">licença Creative Commons</a>. <a href="http://www.flickr.com/photos/waltjabsco/">Visite a galeria de Jabsco no Flickr</a>.</em></div>
</div>
</div>
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		<item>
		<title>Marrocos: “Eu estou entre os 9%!”</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/04/marrocos-%e2%80%9ceu-estou-entre-os-9%e2%80%9d/</link>
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		<pubDate>Tue, 04 Aug 2009 17:39:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cinthia Sento Se</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A decisão do governo marroquino de tirar de circulação as edições de agosto de duas importantes revistas parece ter enfurecido a blogosfera daquele país. Os blogueiros reagem.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/hisham/">Hisham</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/cinthia-sento-se/'>Cinthia Sento Se</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/02/morocco-im-a-9-per-cent/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>A decisão do governo marroquino de tirar de circulação as edições de agosto de duas importantes revistas, <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/TelQuel">Telquel</a> e</em> <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Nichane">Nichane</a></em>, parece ter enfurecido a blogosfera daquele país. As duas publicações estavam prestes a revelar o resultado de uma pesquisa realizada em colaboração com o jornal francês <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Le_Monde">Le Monde</a></em>, na qual marroquinos comuns foram convidados a avaliar a monarquia local nos 10 últimos anos. A consulta, que pretende ser a primeira pesquisa de aprovação pública de um rei marroquino feita com seus próprios súditos, revelou, de acordo com <a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Ahmed_R%C3%A9da_Benchemsi">Ahmed Reda Benchemsi</a> [Fr], diretor de ambas publicações, “que 91% dos marroquinos entrevistados consideram a atuação do Rei Mohammed VI positiva ou muito positiva” (Fonte: <a href="http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5gcaj-zEFf_7qmutXWY4ddwR0Gz0A">AFP</a>). Mesmo assim, as autoridades marroquinas intervieram com energia para impedir qualquer forma de divulgação dos resultados, como foi afirmado claramente pelo porta-voz do governo, Khalid Naciri, <a href="http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5gcaj-zEFf_7qmutXWY4ddwR0Gz0A">que declarou</a> que “a monarquia no Marrocos não pode ser objeto de debate nem mesmo via consulta pública.”</p>
<p>Os blogueiros marroquinos foram rápidos na reação a essa postura, a maioria deles contrários à ação do governo.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-88774" title="9pctwittergroup" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/9pctwittergroup.jpg" alt="9pctwittergroup" width="462" height="89" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-88771" title="9pcmaroc2" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/9pcmaroc2.jpg" alt="9pcmaroc2" width="391" height="68" /></p>
<div class="translation">- annouss: Vamos lançar o movimento dos 9%… Troque a imagem do seu perfil. Una-se aos 9 por cento.</div>
<p>Agora, um crescente movimento de protestos on line está emergindo com força, simbolicamente    representado pela logomarca “I&#39;m 9%” (que poderia ser traduzido como “Eu estou entre os 9%”), criada por <a href="http://annouss.wordpress.com/"><em>Anas Alaoui</em></a> em referência à “minoria” de marroquinos que, de acordo com a pesquisa proibida,  desaprovam ou julgam negativamente a primeira década de Mohammed VI no poder. Uma hashtag no Twitter sob o nome de <a href="http://twitter.com/#search?q=%239pcMaroc">#9pcMaroc</a> foi rapidamente criada por blogueiros que adotaram a expressão “I&#39;m 9%”  em um claro sinal de protesto contra a retirada das revistas das bancas. Os blogueiros também estão trabalhando na implementação de um grupo no Facebook, de modo a expandir ainda mais o movimento.</p>
<div id="attachment_88750" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px;"><img class="size-medium wp-image-88750" title="I'm a 9 per cent by Anas Alaoui" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/im-9pc-300x204.png" alt="I Am a 9%" width="300" height="204" /></p>
<p class="wp-caption-text">Eu estou entre os 9%</p>
</div>
<p>Mehdi, no blog  <em><a href="http://www.satwiker.com/declaration-audio-de-ar-benchemsi">Satwiker</a></em>, disponibiliza um link para o vídeo de uma entrevista com o diretor das revistas, Benchemsi, transmitida no noticiário da TV francesa, no canal <em><a href="http://www.france24.com/en/">France 24</a></em>, na qual o jornalista expressa [Ar] sua desaprovação quanto à proibição, explicando que as publicações não infringiram a lei nem ultrapassaram os limites do bom senso.</p>
<p><object width="480" height="385" data="http://blip.tv/play/AYGVuWMC" type="application/x-shockwave-flash"><param name="src" value="http://blip.tv/play/AYGVuWMC" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Fatima (La Marocaine), no blog Agora, também<em> </em><a href="http://www.monagora.fr/2009/08/02/saisis-des-magzines-telquel-et-nichane-le-mouvement-des-9/">manifestou sua desaprovação</a> [Fr] à censura. Ela escreve:</p>
<blockquote><p>A l’air des nouvelles technologies, il faudra que nos dignitaires se rendent à l’évidence que ce genre d’action revient à chercher à cacher le soleil par la paume de la main. Sans oublier que l’info a déjà fait le tour du monde. Comme on dit chez nous » kaye fye9o l’7m9 bederribe l’7jerre» !!! Ce qui aurait pu passer pour une info banale devient une affaire.</p></blockquote>
<div class="translation">Na era das novas tecnologias, nossas autoridades devem entender que atitudes como essas<br />
equivalem a tentar tapar o sol com a peneira. Sem mencionar que a notícia já se espalhou por todo o mundo […] O que poderia presumivelmente ser considerado um assunto trivial tornou-se um tema  de interesse público.</div>
<p><em><a href="http://ibnkafkasobiterdicta.wordpress.com/2009/08/01/le-mouvement-des-9/">Ibn Kafka</a></em> [Fr] conclui:</p>
<blockquote><p>Pour résumer: il existe au Maroc une autorité constitutionnelle ayant une suprématie tant sur l’exécutif qu’indirectement sur le législatif et le judiciaire, dont les actes juridiques ne peuvent en aucun [cas] être attaqués devant les tribunaux marocains, et qui assure la commanderie des croyants (musulmans), et dont le bilan ne peut faire l’objet d’une appréciation publique.</p></blockquote>
<div class="translation">Em resumo: há uma autoridade constitucional no Marrocos com supremacia sobre o executivo – indiretamente – o legislativo e o judiciário, cujos atos, em termos legais, não podem ser questionados diante de uma corte marroquina, que assegura o papel de comando dos crentes (muçulmanos) e cujos registros não podem ser objetos de conhecimento público.</div>
<p>Acredita-se que o Le Monde publicará a consulta na terça-feira, dia 4 de agosto. Mas as autoridades marroquinas já deixaram claro: “Se o Le Monde publicar a consulta, ele não será mais vendido no Marrocos. É uma questão de coerência,” <a href="http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5gcaj-zEFf_7qmutXWY4ddwR0Gz0A">disse</a> o porta-voz do governo.</p>
<p>As revistas Nichane e Telquel foram recolhidas e proibidas de circular anteriormente em 2007, quando seus editoriais em árabe e francês foram considerados “um libelo contra a sagrada pessoa do rei.” O diretor Benchemsi foi o autor dos editoriais e sofre as consequências disso até hoje.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Azerbaijão: Mídia cidadã em defesa de ativistas detidos</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/07/21/3587/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/07/21/3587/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2009 12:46:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Miguel Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Azerbaijan]]></category>
		<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<category><![CDATA[Liberdade de Expressão]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Primeira Mão]]></category>
		<category><![CDATA[Protesto]]></category>

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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porOnnik Krikorian  &#183; Traduzido por João Miguel Lima &#183;  Veja o post original 
Embora a maior parte da atividade possa ser encontrada no Facebook, onde usuários se mantem atualizados no caso do videoblogueiro Adnan Hajizade e do jovem ativista Emin Milli, presos semana passada e sentenciados à detenção por dois meses [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/onnik-krikorian/">Onnik Krikorian</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/joaomiguel/'>João Miguel Lima</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/07/13/azerbaijan-citizen-media-in-defense-of-detained-activists/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Embora a maior parte da atividade possa ser encontrada no <em>Facebook</em>, onde usuários se mantem atualizados no caso do videoblogueiro Adnan Hajizade e do jovem ativista Emin Milli, <a href="http://globalvoicesonline.org/found/?cof=FORID:9&amp;q=azerbaijan+adnan+emin&amp;btnG=Search+%C2%BB&amp;cx=000932313665553177304:dg67ra11mvs" target="_blank">presos semana passada e sentenciados à detenção por dois meses antes do julgamento</a>, menos atividade pode ser vista na grande mídia, mas a situação está mundando. Ainda assim, a mídia cidadã continua como principal fonte de inforamção.</p>
<p>Em um <a href="http://fatalin.blogspot.com/2009/07/welcome-to-world-kid.html" target="_blank">post pessoal emocionado</a>, <em>Fighting windmills? Take a pill.</em> se recorda dos amigos agora sentados numa prisão por conta de acusações que muitos consideram politicamente motivadas.</p>
<blockquote><p>I have a new desktop picture - Emin waving Azerbaijani flag in front of the UN building in New York. The flag of the country he has been working and living for, the one he dreams to be liberated of corruption and dishonest politicians, the one he came back from New York for, the one, he and Adnan will spend at least two months of their lives in jail for..</p>
<p>[…]</p>
<p>“Being a dissident is an honor” said one of my Georgian friends, when I told him the whole story. That&#39;s pretty much what Emin would say, I thought. And then, imagined what he would do if one of us would get detained.</p>
<p>[…]</p>
<p>They say “You can imprison my body, but not my soul”. Indeed, they can take away Emin and Adnan but the love we have for each other will never fade away, no matter what. The purest, unconditional, can&#39;t-buy-for-oil-money love, that makes my friends wait for me to become an aunt and make sure I get home safely, the one that made 50 people sing Azerbaijani anthem in front of the Sabail Court. The kind of love, that encourages people all around the world forget about the fear and fight for the freedom of our friends no matter what.</p>
<p>[…]</p>
<p>United we stand!</p></blockquote>
<div class="translation">Tenho uma nova imagem no desktop - Emin balançando a bandeira azerbaijana em frente ao prédio da ONU em Nova York. A bandeira do país para o qual ele trabalhava e vivia, o qual ele sonha ser liberado de corrupção e de políticos desonestos, o qual fez ele voltar de Nova York, o mesmo pelo qual ele e Adnan passarão pelo menos dois meses na cadeia..</p>
<p>[&#8230;]</p>
<p>&#8220;Ser um dissidente é uma honra&#8221;, disse um de meus amigos georgianos, quando eu lhe contei toda a história. E é bem o que Emin diria, eu pensei. Então, imaginei o que ele faria se um de nós fosse preso.</p>
<p>[&#8230;]</p>
<p>Dizem que &#8220;Você pode aprisionar meu corpo, mas não minha alma&#8221;. De fato, eles podem levar Emin e Adnan, mas o amor que temos por cada um nunca vai esvair, não importa o que for. O amor mais puro, incondicional, que não-se-compra-com-dinheiro-de-petróleo que faz meus amigos aguardarem que me torne tia e cuidem para que eu chegue em casa com segurança, é o mesmo amor que fez 50 pessoas cantarem o hino azerbaijano em frente à Corte Sabail. O tipo de amor que encoraja pessoas pelo mundo inteiro a esquecerem seus medos e lutarem pela liberdade de nossos amigos, não importa o que for.</p>
<p>[&#8230;]</p>
<p>Juntos nós estamos!</p></div>
<p>Humay, outra amiga de Hajizade, também postou uma mensagem pessoal em sua página do <em>Facebook,</em> para marcar o aniversário dele:</p>
<blockquote><p>Now pompous words would sound bitter, but it’s true that it was a privilege to know Adnan so closely. He is indeed of a rare kind. In a conformist land as ours is, Adnan lived according to his own truths, defining himself over and over again with frustrations at a time, but never afraid of challenging himself or others. […]</p>
<p>[…]</p>
<p>Adnan, ezizim, you are 26 today. You are celebrating this day behind the bars. Or my guess is you are not celebrating it. But we are celebrating. I am glad that you came into this world and into our lives. I am glad you showed me how much a person can do just by himself. I am glad you proved that one man with beliefs is worth of thousand with interests. I am glad that you dared to dream and took us on a journey too. Please keep on dreaming. I don’t want a requiem for a dream. And please come back. We miss you here.</p></blockquote>
<div class="translation">Agora palavras pomposas pareceriam amargas, mas é verdade que foi um privilégio conhecer Adnan tão intimamente. Ele é, de fato, de tipo raro. Numa terra conformista como a nossa, Adnan viveu de acordo com suas próprias verdades, definindo-se de novo e de novo - com frustrações às vezes, mas nunca com medo de desafiar a si mesmo ou aos outros. [&#8230;]</p>
<p>Adnan, ezizim, você tem 26 hoje. Você está comemorando este dia atrás das grades. Ou meu palpite é que você não está comemorando. Mas nós estamos. Sou feliz que você tenha vindo a este planeta e a nossas vidas. Sou feliz que você me mostrou o quanto que uma pessoa pode fazer sozinha. Sou feliz que você tenha me provado que um homem com princípios vale a milhares com interesses. Sou feliz que você tenha ousado sonhar e nos levado junto nessa jornada. Por favor continue sonhando. Não quero um réquiem para um sonho. E por favor retorne. Sentimos sua falta aqui.</p></div>
<p>Enquanto isso, <em>Media Helping Media</em>, uma organização sem fins lucrativos que dá suporte a jornalistas e ativistas em países como Azerbaijão, diz que blogs e Twitter <a href="http://www.mediahelpingmedia.org/content/view/444/1/" target="_blank">foram cruciais em divulgar sobre a prisão de Hajizade e Milli</a>, bem antes da mídia tradicional fazê-lo.</p>
<blockquote><p>It took the traditional news wires at least 24 hours to catch up with the coverage of the arrest of two youth movement leaders in Azerbaijan. By that time dozens of blogs had been updated and probably thousands of tweets sent. The news was everywhere; everywhere except on the mainstream media. When the news wires arrived they were reminders of yesterday&#39;s news. Probably not too late for the media that feeds off and reproduces the wires, but too late for those who want news as it happens.</p>
<p>[…]</p>
<p>That was all going on during Friday and Saturday. I couldn&#39;t find a word about the story on traditional mainstream media.</p>
<p>Almost 24 hours later the wires caught up. First AFP filed a piece ‘Bloggers held on hooliganism charges in Azerbaijan: rights group&#39; and then Reuters ‘Azeri blogger detained, oil major presses case&#39;.</p>
<p>Granted, Reuters added an interesting new angle; that BP, who employed one of the arrested men, was pushing for his release.</p>
<p>Both good pieces again re-tweeted and spread virally and quickly, but 24-hours behind.</p>
<p>Glad I didn&#39;t wait for the wires or traditional, mainstream media to catch up. If I had, 24 hours would have been lost and I would have been reading yesterday&#39;s news.</p></blockquote>
<div class="translation">Foram 24 horas para que os cabos da mídia tradicional se atualizassem com a cobertura da prisão de dois líderes do movimento juvenil no Azerbaijão. Nesse período, dúzias de blogs já tinham sido atualizados e provavelmente milhares de tweets enviados. A notícia estava por toda a parte; toda a parte exceto na grande mídia. Quando os cabos de notícias alcançaram, eram lembranças das notícias de ontem. Provavelmente não muito tarde para a mídia que se alimenta de cabos e os reproduz, mas muito tarde para aqueles que querem notícias em tempo real.</p>
<p>[&#8230;]</p>
<p>Isso estava acontecendo na sexta-feira e no sábado. Não encontrei sequer uma palavra sobre a história na grande mídia.</p>
<p>Quase 24 horas depois que os cabos acompanharam. Primeiro a AFP divulgou &#8216;Blogueiros presos em acusações de hooliganismo no Azerbaijão: grupo de direitos [humanos]&#39; e então a Reuters &#8216;Blogueiro azerbaijano preso, chefe de petrolífera puxou o caso&#39;.</p>
<p>Inteirada do que acontecia, Reuters somou um outro ângulo à notícia; que a BP, que empregava um dos homens presos, estava pressionando para a soltura.</p>
<p>Ambas matérias foram então re-tweeted e espalhadas rapidamente, mas com 24 horas de atraso.</p>
<p>Ainda bem que não esperei pelas notícias a cabo ou a grande mídia para acompanhar o caso. Se eu tivesse feito isso, 24 horas teriam sido perdidas e eu estaria lendo notícias de ontem.</p></div>
<p>A propósito, como hoje [13 de julho] é aniversário de Adnan Hajizade, os leitores da <em>Global Voices Online</em> podem deixar mensagens no <a href="http://ol-az.blogspot.com/" target="_blank">blog OL!</a> ou <a href="http://www.adnanemin.com/" target="_blank">nesta página</a> para apoiar os ativistas presos. Uma página do <em>Facebook</em> <a href="http://www.facebook.com/group.php?gid=121457666094" target="_blank">foi criada em apoio a Emin Milli e Adnan Hajizade</a>. Há também uma petição que pode ser assinada <a href="http://www.ipetitions.com/petition/DetainPerpetratorsNotVictims/index.html" target="_blank">aqui</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Brasil: O dia em que o campus da USP virou campo de batalha</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/06/25/brasil-o-dia-em-que-o-campus-da-usp-virou-campo-de-batalha/</link>
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		<pubDate>Thu, 25 Jun 2009 10:35:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Governança]]></category>
		<category><![CDATA[Photos]]></category>
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		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Um protesto pacífico contra a ocupação da polícia na maior universidade brasileira acabou em um confronto violento entre manifestantes e polícia. A blogosfera discute.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/06/20/brazil-the-countrys-largest-university-becomes-a-battlefield/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><blockquote><p>Quando chegamos na altura do gramado, havia uma multidão de centenas de pessoas, a maioria estudantes correndo e a tropa de choque avançando e lançando bombas de concusão (falsamente chamadas de &#8220;efeito moral&#8221; porque soltam estilhaços e machucam bastante) e de gás lacrimogêneo. A multidão subiu correndo até o prédio da História/ Geografia, onde a assembléia havia sido interrompida e começou a chover bombas no estacionamento e entrada do prédio (mais ou menos em frente à lanchonete e entrada das rampas). Sentimos um cheiro forte de gás lacrimogêneo e dezenas de nossos colegas começaram a passar mal devido aos efeitos do gás – lembro da professora Graziela, do professor Thomás, do professor Alessandro Soares, do professor Cogiolla, do professor Jorge Machado e da professora Lizete todos com os olhos inchados e vermelhos e tontos pelo efeito do gás. A multidão de cerca de 400 ou 500 pessoas ficou acuada neste edifício cercada pela polícia e 4 helicópteros. O clima era de pânico. Durante cerca de uma hora, pelo menos, se ouviu a explosão de bombas e o cheiro de gás invadia o prédio.</p></blockquote>
<p>O texto acima é um trecho do testemunho do Prof. Dr. Pablo Ortellado, publicado no blog <a href="http://letrasemgreve.blogspot.com/2009/06/relato-do-prof-pablo-ortellado-each-usp.html">Letras em Greve</a>, sobre a manifestação pacífica no campus da Universidade de São Paulo (USP) que terminou em confronto violento na terça-feira, 09 de junho. Vários manifestantes foram feridos e alguns presos. Outro professor, <em><a href="http://marculus.net/">Marcos Ferreira Santos</a></em>, publica a foto abaixo e o seu relato:</p>
<div id="attachment_79563" class="wp-caption aligncenter" style="width: 378px"><a rel="attachment wp-att-79563" href="http://pt.globalvoicesonline.org/?attachment_id=79563"><img class="size-full wp-image-79563" title="marcosfe_gas_jun_2009" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/marcosfe_gas_jun_2009.jpg" alt="Professor Marcos Ferreira foi para nos jornais" width="368" height="329" /></a><p class="wp-caption-text">Professor Marcos Ferreira, no momento que foi atingido por gás lacrimogênio</p></div>
<blockquote><p>Esta é a maneira de &#8220;dialogar&#8221; da PM e da Reitoria.<br />
Na tentativa de conversar com o comandante da unidade de choque, o despreparo, má formação e autoritarismo de PMs na ação, levaram a me agredir com gás de pimenta, de maneira gratuita, violenta e sem nenhuma necessidade. Atingiram também minha esposa, Solange Francisco, funcionária. Ao falar com o comandante, Ten Cel Longo, me desrespeitou e ao me identificar como professor da USP, ameaçou me &#8220;prender&#8221;, com a mesma prepotência que somente havia visto com o Cel. Erasmo Dias, na invasão da PUC em 1977, quando eu era ainda estudante secundarista. O comando da PM no local também é despreparado. Depois com os professores Lisete Arelaro, Chico Miraglia e outros, tentamos novamente conversar para evitar o confronto, mas a resposta foi com bombas de gás lacrimogênio.<br />
O mesmo despreparo, má formação e autoritarismo da Reitora Suely Vilela, demonstrando sua incompetência em gerir conflitos na USP.</p></blockquote>
<p>O vídeo abaixo, editado por um grupo de editores independente, mostra o início pacífico da manifestação e o final não tão pacífico assim:</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/umPd5Sz9tjQ&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/umPd5Sz9tjQ&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p><em><a href="http://www.edu-factory.org/edu15/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=171:scientific-community-teargassed-in-brazil-&amp;catid=34:struggles&amp;Itemid=53"><em>Pablo Ortellado</em></a></em> traz mais informações sobre os antecedentes da situação em uma carta assinada por um grupo de professores em busca do apoio da comunidade acadêmica e científica internacional:</p>
<blockquote><p>Conflicts started after a one month strike of university workers whose employment status is being disputed due to a legal controversy over university autonomy to hire its workers without approval of state representatives. Over one thousand workers might loose their jobs. Workers started a strike on May 5 demanding the preservation of their jobs and other labor demands. On May 27, workers started to block the entrance of four university buildings because, according to them, university management was threatening workers who were using their legal right to strike. On June 1, administration called the military police to intervene. On June 4 professors joined the strike protesting police occupation of campus. on June 5, professors had a two hours meeting with management asking for a non-military solution to the labor conflict. However, common sense did not prevail and military police attacked a peaceful demonstration of students and workers yesterday (June 9). 120 professors were discussing the crisis when the meeting was interrupted by news of a police attack. A few minutes later teargas and concussion bombs exploded inside the building. Several of our colleagues and students were hurt. The academic community is shocked.</p></blockquote>
<div class="translation">Os conflitos começaram após um mês de greve dos funcionários da universidade cujos vínculos empregatícios com a universidade estão sendo contestados devido a uma disputa jurídica sobre a autonomia da universidade para contratar funcionários sem a sua aprovação dos representantes estaduais. Mais de mil funcionários poderão perder o emprego. Os funcionários iniciaram uma greve em 5 de maio, exigindo a preservação de seus empregos dentre outras exigências trabalhistas. Em 27 de maio, os funcionários começaram a bloquear a entrada de quatro prédios universitários, porque, segundo eles, a reitoria estava ameaçando os trabalhadores que estavam fazendo uso do direito de greve. Em 1º de junho, a reitoria chamou a polícia militar para intervir. Em 4 de junho, os professores aderiram à greve, em protesto contra a ocupação do campus pela polícia. Em 5 de junho, os professores tiveram uma reunião de duas horas com a reitoria, solicitando uma solução para o conflito trabalhista que não envolvesse a polícia. No entanto, o senso comum não prevaleceu e a polícia militar atacou uma manifestação pacífica de estudantes e funcionários ontem (9 de junho). 120 professores estavam discutindo a crise quando a sessão foi interrompida pela notícia do ataque da polícia. Alguns minutos mais tarde, gás lacrimogéneo e bombas de efeito moral explodiam no interior do edifício. Vários de nossos colegas e alunos saíram machucados. A comunidade acadêmica está chocada.</div>
<p>Naquela terça, a tropa de choque entrou em confronto com estudantes, funcionários e professores durante uma manifestação que tinha como objetivo exatamente exigir a saída dos policiais do campus. O evento foi bem documentado e <a href="http://www.gpopai.org/greve2009/index.php?title=P%C3%A1gina_principal">muitos relatos podem ser encontrados online</a>. <em><a href="http://passapalavra.info/?p=5786">Roque</a></em>, estudante da USP, registra o seu relato pessoal e lembra o passado de repressão que a USP já foi palco:</p>
<blockquote><p>Segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores da USP, o Sintusp, a última vez em que houve uma intervenção policial no campus da Cidade Universitária foi em 1979, há exatamente 30 anos atrás, nos tenebrosos tempos da ditadura militar, e contando com um efetivo de 10 ou 15 policiais desarmados.</p></blockquote>
<p>Há trinta anos, a comunidade da USP havia ido às ruas para levantar pela primeira vez a palavra de ordem de “Abaixo a Ditadura Militar!”. Três décadas depois, a polícia militar volta ao campus da USP porque reitora Suely Vilela conseguiu na Justiça a reintegração de posse dos prédios que haviam sido ocupados por funcionários. Com a entrada da polícia na cidade universitária, professores e alunos aderiram à greve em protesto. <em><a href="http://www.idelberavelar.com/archives/2009/06/serra_nao_pode_ser_presidente_notas_sobre_a_barbarie_na_usp.php">Idelber Avelar</a></em> também afirma que a entrada da polícia na equação causa trauma e a revolta que apenas prejudicam qualquer tentativa de negociação. Ele acha que o governo de São Paulo deveria ser responsabilizado pelos acontecimentos:</p>
<blockquote><p>Os erros, excessos ou táticas reprováveis do movimento universitário são uma coisa. O envio do batalhão de choque da Polícia Militar, o espancamento de estudantes e o uso dos cassetetes e das bombas de gás lacrimogêneo são crimes, são acontecimentos de dimensão completamente distinta. São responsabilidade direta da Polícia subordinada ao governador. Ele tem obrigação de responder por ela. São atrocidades perpetradas pelo poder público.</p></blockquote>
<div id="attachment_80995" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px;"><a href="http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/06/448626.shtml"><img class="size-medium wp-image-80995" title="448637" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/448637-300x200.jpg" alt="Photo from CMI Brasil's website" width="300" height="200" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">Foto: CMI Brasil</p>
</div>
<p>De acordo com a versão da Polícia Militar, o confronto começou quando um grupo de cinco ou seis estudantes provocou policiais motociclistas. <em><a href="http://www.verbeat.org/blogs/aleph/2009/06/preservacao-da-integridade-fisica.html">Pablo Pamplona</a></em> responde sarcasticamente às alegações do coronel Cláudio Longo, comandante da operação, durante uma entrevista à rádio:</p>
<blockquote><p>Segundo o coronel, estudantes PEGARAM os policiais de suas motocicletas (que os pobres coitados não tiveram tempo de fugir ou se proteger, afinal todo seu equipamento não era páreo para os livro e mochilas <a href="http://hariprado.wordpress.com/2009/06/09/debelado-foco-guerrilheiro-na-usp/" target="_blank">mortais</a> dos <span style="text-decoration: line-through;">estudantes</span> terroristas) e os fizeram de REFÉNS.</p>
<p>Tá.</p>
<p>Esse mesmo senhor coronel, durante a mesma entrevista, discute com uma garota que lhe aparece aos gritos argumentando algo sobre os absurdos cometidos pela PM. Ele ameaça prendê-la. Ela quer saber a razão. <a href="http://incendioacidental.blogspot.com/2008/05/ditadura-no-acabou-camarada.html" target="_blank">Desacato</a> à autoridade, ele diz.</p>
<p>O repórter finaliza falando que ainda há tensão no local, com &#8220;estudantes que <em>agridem</em> policiais e policiais queeee&#8230; <em>retiram</em> estudantes&#8221;.</p>
<p>Onde quero chegar: está claro que as razões apresentadas pelos representantes da polícia são falsas. Não preciso explicar isso. As grandes mídias (ou seja, aquelas nas quais você não consegue expor a sua voz) dão sempre atenção especial às versões dos policiais. Tanto que na manifestação, os repórteres seguiram atrás do próprio batalhão da polícia, como a segunda fila de combate em um campo de guerra. Eles não querem as versões dos manifestantes, não lhes interessa. E essa mídia é a maior formadora de opinião da população. Façamos as contas.</p></blockquote>
<div id="attachment_80985" class="wp-caption aligncenter" style="width: 209px;"><a href="http://www.adusp.org.br/galeria/index.php?album=fotos%2F20090609&amp;image=IMG_2093.jpg"><img class="size-medium wp-image-80985" title="Police_Vs_Flowers" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/img_2093_595-199x300.jpg" alt="An armed police officer steps on flowers offered by students. From the USP's Teachers Union photo gallery" width="199" height="300" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">Foto: ADUSP</p>
</div>
<p>Para muitos, a posição da imprensa é de aliada do governo e da reitoria, que acusam os manifestantes de pertenceram a uma minoria. Acompanhando o desenrolar dos acontecimentos pela TV e blogando ao vivo, <em><a href="http://tsavkko.blogspot.com/2009/06/usp-invadida-policia-marginal-invade.html">Raphael Garcia</a></em> faz uma análise da cobertura dos eventos na imprensa, que segundo ele apoiou 100% os policiais:</p>
<blockquote><p>1. Confronto entre Polícia e estudantes: Que confronto? Os estudantes protestavam pacificamente e foram atacados e em momento algum reagiram!</p>
<p>2. Provocação dos estudantes: Que provocação? O próprio repórter da rede afirmou que estavam distribuindo flores e haviam bloqueado uma rua! Bloquear uma rua em um protesto legítimo é suficiente para apanhar da PM?</p>
<p>E para fechar ainda falam &#8220;vejam como eram poucos policiais contra centenas de estudantes!&#8221; Só esqueceram de avisar que os estudantes estavam &#8220;armados&#8221; com rosas e a polícia com armas e balas!</p>
<p>Simplesmente um absurdo esta imprensa marrom, vendida, golpista!</p></blockquote>
<p><em><a href="http://breviario.org/relances/2009/06/10/de-como-a-universidade-de-sao-paulo-se-converte-em-palco-de-desmandos/">Vinicius Justo</a></em> faz um retrospecto dos acontecimentos e conclui:</p>
<blockquote><p>Se enganam aqueles que dizem que foi algo “justo”. Não pode ser justo uma força da polícia perseguir pessoas por 500 metros adentro da universidade. Não pode ser justo todos os policiais presentes estarem sem a devida identificação. Não pode ser justo o comandante da polícia dizer que interviu porque policiais “tinham sido feito reféns”. Com quem este homem está brincando? É assim que ele pretende se sair da acusação de força desproporcional? É assim que pedem para que confiemos na polícia?</p>
<p>Não é mais possível permanecer neutro, como eu disse acima. É preciso mostrar que não se pode tratar deste modo pessoas que protestam pacificamente contra um governo que impõe decisões, abstém-se do diálogo e pretende garantir o monopólio da razão. Havia os manifestantes que buscavam confronto direto com a polícia? Claro que havia. Estes são uma minoria. E não devem servir de base para fazer centenas de pessoas de bem passarem momentos de medo. Os vídeos estão na internet.</p></blockquote>
<div id="attachment_80988" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px;"><a href="http://www.adusp.org.br/galeria/index.php?album=fotos%2F20090609&amp;image=AA1_3116.jpg"><img class="size-medium wp-image-80988" title="aa1_3116_595-1" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/aa1_3116_595-1-300x199.jpg" alt="Photo from the USP's Teachers Union gallery" width="300" height="199" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">Foto: ADUSP</p>
</div>
<p>O post acima deixa claro que nem todo mundo na comunidade da USP achou errada a intervenção policial. <em><a href="http://stoa.usp.br/calsaverini/weblog/51705.html">Rafael Sola</a></em> acha que já estava na hora de alguns dos atos de grevistas serem combatidos, como a invasões de prédios da universidade que marcou o início do confronto:</p>
<blockquote><p>Quem acompanha de perto vê barricadas, cerceamento da liberdade, patrulhamento ideológico que chega até o limite da agressão física e de ameaças de sequestro. É preciso ir bem perto para ver como uma parte podre desse movimento grevista age de forma mafiosa e criminosa. Eu tenho amigos que sofreram ameaças de morte por protestarem contra os piquetes. Uma garota foi agredida na História por querer passar pelas barricadas e usar as salas de aula.</p></blockquote>
<p><a href="http://stoa.usp.br/catiapietros/weblog/51818.html"><em>Catia P</em>.</a> relata agressões por parte de estudantes que apoiavam a greve àqueles que foram às aulas. A turma de tradução dela, impedida de estudar, lança o seguinte manifesto:</p>
<blockquote><p>Ninguém queria ver esse tipo de coisa dentro do campus. O recurso à ilegalidade por parte desse pessoal é de longa data: fechamento de portões, barricadas, violência e destruição do patrimônio público, invasões de prédios, são coisas que já fazem parte do cotidiano da USP já faz muito tempo. A ação pela recuperação da legalidade foi muito protelada, por medo de que a sociedade interpretasse mal imagino.</p>
<p>Nós sabemos que ao optar por fazer a prova estávamos, inevitavelmente, nos posicionando contra esta greve, mas não tínhamos sido avisados que a mobilização em favor de uma determinada ideologia é compulsória. Preferimos acreditar na autonomia da escolha do indivíduo. Nós lamentamos a truculência da polícia com os estudantes e nos posicionamos, também, contra isso. Porém, não admitimos que o nosso direito de escolha seja desrespeitado. Quando se tira o direito de escolha de alguém, tira-se sua alma. E não aceitamos que ninguém, nem mesmo os estudantes da Universidade de São Paulo, faça isso conosco.</p></blockquote>
<div id="attachment_81000" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px;"><a href="http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/06/448626.shtml"><img class="size-medium wp-image-81000" title="448630" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/448630-300x200.jpg" alt="Photo: CMI Brasil" width="300" height="200" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">Foto: CMI Brasil</p>
</div>
<p>Já para <em><a href="http://inside-a-girls-mind.blogspot.com/2009/06/normal-0-21-microsoftinternetexplorer4.html">Mariana</a></em>, mesmo que não se concorde com as táticas dos grevistas ou estudantes, há de se concordar que cada um tem o direito de pensar, se expressar e lutar pelo que se acha justo e importante - sem apanhar:</p>
<blockquote><p>Mas apoiar tal ato ditadorial? Achar que vale tudo para preservar a “ordem”? Que é válido utilizar sprays de pimenta e bombas de efeito moral como instrumentos políticos?</p>
<p>É cuspir em cima de toda forma de liberdade que existe - ou que deveria existir. Não é &#8220;apenas&#8221; um crime, não é só porque faz todos aqueles que um dia já lutaram e/ou morreram pelo direito de se manifestar se revirarem nos caixões - ou cemitérios clandestinos.</p>
<p>É você, ser humano (?), achar que tudo bem um outro ser humano APANHAR e ser PERSEGUIDO porque ele defende algo com o qual você não concorda e de alguma forma fez com que você se sentisse prejudicado. APANHAR e ser PERSEGUIDO. Daí pra ser assassinado/torturado porque discorda é um passo. Pequeno, eu diria.</p>
<p>Que mundo é esse, gente? Que tipo de pessoas são essas?</p></blockquote>
<p>Estudantes, funcionários e professores têm se reunido em assembléias gerais para discutir novas acções e outras manifestações, e a greve continua. Algumas outras manifestações tanto, pró e contra a greve, também terminaram em violência na semana passada. A Universidade de São Paulo é uma das maiores instituições de ensino superior na América Latina, oferecendo 600 cursos para 75.000 alunos.</p>
<p><a href="http://tudo-em-cima.blogspot.com/2009/06/realidade-paralela-invasao-da-usp-pela.html"> </a></p>
<div id="attachment_79793" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px;"><a href="http://tudo-em-cima.blogspot.com/2009/06/realidade-paralela-invasao-da-usp-pela.html"><img class="size-full wp-image-79793" title="3" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/3.jpg" alt="- They are armed with rules and notebooks! &lt;br&gt; We'd better ask more forces! &lt;br&gt; Photo from Tudo de Bom blog" width="400" height="300" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">Cartum do Tudo de Bom blog</p>
</div>
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		<title>Irã: Blogueiros reformistas e ativistas são presos</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/06/20/ira-blogueiros-reformistas-e-ativistas-sao-presos/</link>
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		<pubDate>Sat, 20 Jun 2009 04:16:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições]]></category>
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		<description><![CDATA[Com as contínuas manifestações no Irã contra os resultados da eleição presidencial de 12 de junho, as autoridades continuam caçando os ativistas, jornalistas e blogueiros. Hamid Tehrani analisa a blogosfera iraniana, onde circularam vários relatórios de blogueiros presos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/hamid-tehrani/">Hamid Tehrani</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/06/19/iran-reformist-and-activist-bloggers-arrested/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p><img class="alignleft size-full wp-image-80908" title="abtahi" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/abtahi.jpg" alt="abtahi" width="140" height="195" />Com os manifestantes continuando suas manifestações por todo o Irã contra os resultados das eleições de 12 de junho, autoridades iranianas <a href="http://www.guardian.co.uk/world/2009/jun/17/iran-election-protests-arrests">prenderam</a> [en] centenas de ativistas, incluindo blogueiros.</p>
<p><em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mohammad-Ali_Abtahi">Mohammad Ali Abtahi</a></em> [en], antigo vice-presidente reformista e um conselheiro de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mehdi_Karroubi">Mehdi Karoubi</a> [en], um candidato reformista, foi preso na terça-feira. Abtahi costumava atualizar seu blog todos os dias por vários anos e compartilha suas opiniões em assuntos diversos, incluindo questões iranianas.</p>
<p>Aqui está a última publicação que seus amigos <a href="http://www.webneveshteha.com/en/weblog/?id=2146310134">publicaram</a> em seu blog bilíngüe, <em>Webneveshteha</em>:</p>
<blockquote><p>Mr. Abtahi arrested<br />
Mohammad Ali Abtahi,former vice president during Mr. Khatami&#39;s presidency and the advisor to Mr. Karroubi in the presidential election had been arrested today (Tuesday). Whenever he gets released, he will write here on his website</p></blockquote>
<div class="translation">Sr. Abtahi prendeu Mohammad Ali Abtahi, ex-vice-presidente da presidência do Sr. Khatami e conselheiro do Sr. Karroubi na eleição presidencial, foi preso hoje (terça-feira). Assim que for liberto, vai escrever aqui em seu site</div>
<p>Em uma de suas <a href="http://www.webneveshteha.com/en/weblog/?id=2146310130">últimas publicações</a> ele chamou a eleição de &#8220;trapaça óbvia&#8221;:</p>
<blockquote><p>I analyzed the obvious cheating. It was a huge swindling. Election was planned so wisely. From one hand it made a new record of voting as it broke the previous record of Mr. Khatami who had gained more votes in second term of his presidential election and Mr. Ahmadi Nejad should gain more than him. Also they would like to destroy Mr. Mosavi and his companions. Another important part of scenario was the story of Mr. Karobi&#39;s 300,000 ballots. Although Mr. Karobi had a fixed huge number of votes, they considered 300,000 votes for him avoiding others to say such democratic mottos. Meanwhile information of other towns was showing at least equal votes for Mr. Mosavi and Ahmadi Nejad.</p></blockquote>
<div class="translation">Analisei a trapaça óbvia. Foi uma enorme farsa. A eleição foi planejada de forma tão inteligente. De um lado, um novo recorde de votação, uma vez que quebrou o recorde anterior do Sr. Khatami, que havia ganhado mais votos em seu segundo mandato de eleições presidenciais e Sr. Ahmadi Nejad deveria receber mais do que ele. Também gostariam de destruir Sr. Mosavi e seus companheiros. Outra parte importante do cenário foi a história dos 300.000 votos do  Sr. Karobi. Embora o Sr. Karobi tivesse certo um enorme número de votos, eles consideraram 300.000 votos para ele evitar dizer outros lemas democráticos. Entretanto, informações de outras cidades exibiam, pelo menos, igualdade na quantidade de votos para o Sr. Ahmadi Nejad e Mosavi.</div>
<p><em>Somayeh Tohidloo</em>, uma blogueira reformista também foi detida. Com os crescentes protestos contra os resultados da eleição iraniana, as autoridades iranianas continuam a prender ativistas políticos. Recentemente, ela e um casal de blogueiros organizaram uma <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/06/01/ira-khatami-responde-perguntas-de-blogueiros/">entrevista pela internet</a> com o antigo presidente Mohammad Khatami.</p>
<p>Parece que o <a href="http://smto.ir/">blog dela</a> não está mais acessível.</p>
<p><em>Mojtaba Saminejad</em>, um blogueiro residente no Irã e ativista dos direitos humanos, nos <a href="http://ghomaaar.blogspot.com/2009/06/blog-post_2583.html">informa</a> sobres vários outros blogueiros presos.</p>
<p>Saminejad diz que <a href="http://azadiezan.mihanblog.com/">Shiva Nazar Ahari</a>, blogueira e ativista dos direitos humanos, Mehesa Amarabadi, blogueira e jornalista, <a href="http://www.futurama.ir/">Karim Argandehpour</a>, blogueiro e editor-chefe e <a href="http://www.emadbahavar.blogfa.com/">Amad Baharvar</a> foram todos detidos.</p>
<p>Até o momento não há informações sobre as acusações contra estes blogueiros.</p></div>
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		</item>
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		<title>Irã: Manifestação Silenciosa do Verde em fotos</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/06/19/ira-manifestacao-silenciosa-do-verde-em-fotos/</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 19:18:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Manifestantes de todo o Irã continuam suas demonstrações contra o resultado da eleição presidencial de 12 de junho, que declarou vitorioso Mahmoud Ahmadinejad. Apoiadores do adversário de Ahmadinejad, Mir Hussein Mousavi, e muitos iranianos que profetizam “mudança” continuam a usar a cor verde como símbolo de seu movimento. Mousavi e Mehdi Karoubi, os outros candidatos reformistas, pediram ao povo para que mantivesse a calma e protestasse pacificamente. Enquanto a TV estatal iraniana não exibe imagens das manifestações, a mídia cidadã iraniana está repleta de fotos fascinantes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/hamid-tehrani/">Hamid Tehrani</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/06/18/iran-green-silent-protest-movement-in-photos/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>Manifestantes de todo o Irã continuam suas demonstrações contra o resultado <a href="http://globalvoicesonline.org/specialcoverage/iranian-election-2009/">da eleição presidencial de 12 de junho</a> [en], que declarou vitorioso <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/05/13/ira-apoiadores-de-ahmadinejad-lancam-campanha-popular-online/">Mahmoud Ahmadinejad</a>. Apoiadores do adversário de Ahmadinejad, <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/05/08/ira-movimento-de-1000-blogueiros-apoia-candidatura-mousavi-para-presidencia/">Mir Hussein Mousavi</a>, e muitos iranianos que profetizam &#8220;mudança&#8221; continuam a usar a cor verde como símbolo de seu movimento. Mousavi e <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/05/20/ira-apoiadores-de-karroubi-tem-o-facebook-como-maior-arma-na-campanha-eleitoral/">Mehdi Karoubi</a>, os outros candidatos reformistas, pediram ao povo para que mantivesse a calma e protestasse pacificamente. Enquanto a TV estatal iraniana não exibe imagens das manifestações, a mídia cidadã iraniana está repleta de fotos fascinantes.  <em>Hamed Saber</em> <a href="http://elections.7rooz.com/link/707/">publicou</a> várias fotos da manifestação que aconteceu na quarta-feira na Praça Hafte tir, em Teerã. Estas fotos revelam a natureza dos protestos iranianos:</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Silêncio Verde ou Protesto Silencioso</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-80699" title="hmd_61244" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/hmd_61244.jpg" alt="hmd_61244" width="266" height="400" /> <strong></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Não é hora de descansar</strong></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-80700" title="hmd_58811" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/hmd_58811.jpg" alt="hmd_58811" width="266" height="400" /> <strong></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Criatividade</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong></strong> <img class="aligncenter size-full wp-image-80701" title="hmd_60441" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/hmd_60441.jpg" alt="hmd_60441" width="266" height="400" /> <strong></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Grande Massa</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong></strong> <img class="aligncenter size-full wp-image-80705" title="hmd_60641" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/hmd_60641.jpg" alt="hmd_60641" width="576" height="384" /> <strong></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Che encontra Mousavi</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong></strong> <img class="aligncenter size-full wp-image-80723" title="ham5" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/ham5.jpg" alt="ham5" width="333" height="500" /> <em></em></p>
<p style="text-align: left;"><em>Kosoof</em> também <a href="http://www.flickr.com/photos/kosoof">publicou</a> as fotos da manifestação em Teerã, quando Mir Hussein Mousavi e Mehdi karoubi estavam presentes:</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Movimento de massa</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong></strong> <img class="aligncenter size-full wp-image-80709" title="kosof1" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/kosof1.jpg" alt="kosof1" width="640" height="426" /> <strong></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Mir Hussein Mousavi entre as pessoas</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong></strong> <img class="aligncenter size-full wp-image-80710" title="kosof2" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/kosof2.jpg" alt="kosof2" width="640" height="468" /> <strong></strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Mehdi Karoubi saúda a multidão</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong></strong> <img class="aligncenter size-full wp-image-80711" title="kos2" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/kos2.jpg" alt="kos2" width="640" height="473" /></p>
<p style="text-align: left;">Na quinta-feira, Mousavi <a href="http://carpediem.atnima.com/">discursou</a> [en] na praça Imam Khomeni, em Teerã. Sua mulher, Zahra Rahnavard, estava com ele e aparece na foto a seguir.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-80749" title="mos1" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/mos1.jpg" alt="mos1" width="500" height="375" /></p>
</div>
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		<title>Bermuda, EUA, Reino Unido: Repercussões sobre Guantánamo</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Jun 2009 17:43:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Blogueiros bermudenhos ainda não pararam de falar sobre o acordo de seu governo para que quatro detentos da Baía de Guantánamo sejam transferidos para a ilha. A maioria parece focar na repercussão que o premier Ewart Brown está encarando depois de seguir a decisão controversa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/janine-mendes-franco/">Janine Mendes-Franco</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/06/16/bermuda-usa-uk-fallout-over-guantanamo/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>Blogueiros <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bermudas">bermudenhos</a> ainda não pararam de falar sobre <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/06/12/bermuda-usa-guantanamo-controversy/">o acordo de seu governo para que quatro detentos da Baía de Guantánamo sejam transferidos para a ilha</a> [en].  A maioria parece focar na repercussão que <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ewart_Brown">o premier Ewart Brown</a> está encarando depois de seguir a decisão controversa.</p>
<p><em><a href="http://cgibbons.wordpress.com/2009/06/14/brown-faces-wrath-of-the-people/">Breezeblog</a></em> [en] relata que os &#8220;bermudenhos estão sendo provocados a tomar as ruas na terça-feira em um ‘protesto do povo’ sem precedentes contra o premier dr. Ewart Brown”:</p>
<blockquote><p>The call, circulated by e-mail and social networking sites throughout the Island, states that a march on Parliament will take place on June 16 at 12.30pm. The organisers – who seem to be a mixed grassroots bunch led by an insurance clerk, Janice Battersbee – are calling for the Premier to resign and for the “Gitmo Four” to be returned immediately.</p>
<p>Realistically, they are unlikely to succeed on either count but the fact that this protest is taking place at all is an indication of the widespread anger and disgust people here have for Brown right now.</p>
<p>With the UBP having <a href="http://www.royalgazette.com/siftology.royalgazette/Article/article.jsp?articleId=7d966a73003003f&amp;sectionId=60">tabled a motion of no confidence</a> in Brown – and no doubt he will try and stifle that debate next Friday if he lasts that long – its going to be an interesting week in Bermudian politics. A watershed even.</p></blockquote>
<div class="translation">A chamada, que circulou por email e redes sociais da ilha, alega que uma manifestação no Parlamento acontecerá no dia 16 de junho às 12h30. Os organizadores – que parece uma mistura de  pessoas locais lideradas pela vendedora de seguros Janice Battersbee – estão pedindo a renúncia do premier e pelo retorno imediato dos “Quatro de Gitmo” [abreviação de Guantánamo].</p>
<p>Realisticamente, eles provavelmente não terão sucesso em nenhum dos casos, mas o fato é que este protesto está acontecendo, sim, como indício da mágoa e do desgosto maiores que o povo por aqui tem de Brown neste momento.</p>
<p>Com o UBP [Partido United Bermuda] tendo <a href="http://www.royalgazette.com/siftology.royalgazette/Article/article.jsp?articleId=7d966a73003003f&amp;sectionId=60">adiado uma moção de censura</a> a Brown – e com certeza ele vai tentar e interromper esse debate na próxima sexta-feira, se durar tanto - vai ser uma semana interessante na política bermudenha. Uma divisória sem precedentes.</div>
<p>Os bermudenhos não são os únicos descontentes com o premier. <a href="http://www.guardian.co.uk/world/2009/jun/12/guantanamo-bay-bermuda">Fontes da grande mídia</a> [en] relatam que o Reino Unido está revendo &#8220;a base jurídica de suas relações com Bermudas&#8221; na sequência do desastre, &#8220;a base jurídica das suas relações com Bermudas&#8221; na sequência do desastre, questionando o direito de Brown até mesmo para negociar o acordo sem a entrada da Grã-Bretanha. Segundo uma <a href="http://www.guardian.co.uk/world/2009/jun/12/guantanamo-bay-bermuda">história do The Guardian</a> [en], &#8220;em um acordo de 1968, conhecido como a atribuição geral, Bermudas tem o direito de conduzir as relações externas &#8216;em nome da Grã-Bretanha&#39; na condição de que Londres seja consultada antes de que acordos com outros Estados entrem na questão&#8221;.</p>
<p>Entretanto, <a href="http://www.nytimes.com/2009/06/15/world/americas/15uighur.html?_r=2&amp;hp">o The New York Times</a> [en] que mostra alguns dos ex-detidos curveteando no oceano bermudenho, pouco fez para promover a boa vontade. <em><a href="http://www.vexedbermoothes.com/ewart-got-played/">Vexed Bermoothes</a></em> [en], remetendo-se para <a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/americas/8098341.stm">um relatório da BBC</a> [en], questiona se de fato o premier &#8220;foi pego&#8221;:</p>
<blockquote><p>You can read this in several ways – one view is that Dr. Brown was looking for an angle to push the independence agenda with the UK. Another view is that Dr. Brown got played way out of his league:</p>
<p>* The US knew they had an anti-UK zealot with a huge ego and hunger for attention and exploited it. They offload a few Uighurs, create plausible deniability for their real ally (the UK), and leave Ewart to deal with the mess he’s created.<br />
* Or they really don’t give a rats ass and are just shoving Uighurs in any tin pot country that will take ‘em, screw the consequences.</p>
<p>Dr. Brown doesn’t come out looking very good. Even if you don’t believe that Dr. Brown was used, it is undeniable that his little games with the Constitution have badly undermined the Rule of Law in Bermuda.</p></blockquote>
<div class="translation">Você pode ler isso de várias maneiras - um ponto de vista é que o Dr. Brown estava procurando um ângulo para empurrar agenda com a independência do Reino Unido. Outra opinião é que o Dr. Brown tem desempenhado o seu caminho para fora do campeonato:</p>
<p>* Os EUA sabiam que tinham um fanático anti-Reino Unido com um grande ego e fome de atenção e explorou isso. Eles desembarcam alguns uigures [os prisioneiros], criam dúvidas razoáveis para o seu verdadeiro aliado (o Reino Unido), e deixam Ewart para lidar com a bagunça que ele criou.</p>
<p>* Ou eles não dão a mínima e estão apenas enfiando uigures em um país enlatado qualquer que os receberá, e que se danem as consequências.</p>
<p>Dr. Brown não sai dessa deixando boa impressão. Mesmo se você não acreditar que o Dr. Brown foi usado, é inegável que os seus joguinhos com a Constituição têm prejudicado gravemente o Estado de Direito, em Bermudas.</p></div>
<p><a href="http://www.vexedbermoothes.com/ewart-got-played/">O blogueiro também se estressa com o fato de que</a> [en]:</p>
<blockquote><p>This fuss is not really about the uighurs. It’s about the consistently murky and inappropriate behaviour of our political leadership.</p></blockquote>
<div class="translation">Esse barulho não é realmente sobre os uigures. É a respeito do consistentemente escuro e inadequado comportamento dos nossos dirigentes políticos.</div>
<p><a href="http://www.vexedbermoothes.com/counting-on-inertia/">A reação</a> [en] do Dr. Brown ao apelo público não ajudou. <em>Vexed Bermoothes</em> comenta:</p>
<blockquote><p>That sums up his philosophy. So far, he’s been able to count on Bermudians forgiving or forgetting every one of his transgressions without any consequence. By creating diversions, or going on the offensive, he’s been able to avoid accountability on so many issues.</p>
<p>So … are Bermudians going to ‘let things pass&#39; yet again with Dr. Brown?  Each time he gets bolder, and the damage greater.</p></blockquote>
<div class="translation">Isso resume a sua filosofia. Até agora, ele tem sido capaz de contar com o perdão ou esquecimento dos bermudenhos para cada uma das suas transgressões, sem qualquer consequência. Ao criar desvios, ou ir à ofensiva, ele tem sido capaz de evitar a responsabilização em muitas questões.</p>
<p>Então&#8230; Bermudenhos vão &#8220;deixar que as coisas passem&#8221; mais uma vez com o Dr. Brown? Cada vez que ele fica mais ousado, os danos maiores.</p></div>
<p><em><a href="http://jonnystar.wordpress.com/2009/06/13/dead-man-walking-this-too-shall-pass/">Catch a fire</a></em> [en] adiciona:</p>
<blockquote><p>The issue is solely on how this fiasco came about, and what it implies. This decision has been made contrary to our Constitution, which makes it all the more ironic that not only a few weeks ago the Party Leadership was desperately clutching to the Party Constitution rules to fend off a Leadership challenge. What is more, there is growing evidence that could see the decision as being seen as an act of treason and an attempt by the USA to undermine the constitutional sovereignity of our island and, by extension, the UK.</p>
<p>The greatest irony of this is that out of this fiasco Dr. Brown may have actually finally given birth to a greater level of national consciousness and unity as a result. ‘This too shall pass&#39; says Dr. Brown. No doubt, in time, it will. There will be seething public anger over the immediate week or two, and then this anger will calm down, at least superficially. The Uighurs will face some unfortunate public backlash, but in time the vast majority of the people will accept that they are pawns and victims of this affair. But just as this fury shall pass, so shall Dr. Brown’s leadership and those opportunists that cling-on to his coat-tails.</p></blockquote>
<div class="translation">A questão é apenas sobre a forma como este fiasco surgiu, e o que isso implica. Esta decisão foi feita contrária à nossa Constituição, o que torna tudo ainda mais irônico é que há apenas algumas semanas a liderança do partido agarrou-se desesperadamente às regras da Constituição do partido para defender-se contra a afronta da liderança. E mais, há evidências de que a decisão poderia ser vista como ato de traição e uma tentativa, por parte dos EUA, para minar a soberania constitucional da nossa ilha e, por extensão, o Reino Unido.</p>
<p>A maior ironia disto é que, a partir deste fiasco, o Dr. Brown pode ter efetivamente dado luz finalmente a um maior nível de consciência e de unidade nacional. &#8220;Isso também passará&#8221;, diz o Dr. Brown. Sem dúvida, com o tempo, ela vai passar. Haverá raiva pública borbulhando durante a semana - ou as duas seguintes - e, em seguida, esta raiva vai se acalmar, pelo menos superficialmente. Os Uighurs enfrentarão retaliação pública, mas com o tempo a grande maioria das pessoas irá aceitar que eles são as vítimas deste caso. Mas tal como esta fúria deve passar, também deve a liderança do Dr. Brown e dos oportunistas que se penduram em seu casaco.
</p></div>
<p>Interessantemente, depois de acrescentar pensamentos à discussão, <em><a href="http://jonnystar.wordpress.com/2009/06/14/the-no-confidence-vote-a-trap/">Catch a fire</a></em> [en] decide que a moção &#8220;de censura&#8221; dada pelo UBP ao premier não é digna de apoio por dois motivos críticos:</p>
<blockquote><p>If the No Confidence Vote is successful it would see, in short order, a move to send the Uighur detainees back to Guantanamo Bay, or, worse, the People’s Republic of China. While there may be some populist reactionary support for either of these actions, to do so would in my opinion be unethical and inhumane.</p>
<p>The main issue why I have changed my opinion on the No Confidence Vote however is because the more I think about this fiasco the more I become convinced that the US and UK have acted together in such a way as to benefit themselves at the expense of Dr. Brown. In short, I believe that part of this fiasco is a plot to see Dr. Brown scapegoated and his Premiership ended.</p></blockquote>
<div class="translation">Se o voto de censura acontecer, teremos, a curto prazo, uma jogada para enviar os detentos uigures de volta a Guantánamo, ou, pior, à república da China. Embora possa haver alguns cidadãos reacionários dando apoio a qualquer uma destas ações, fazer alguma delas seria, na minha opinião, antiético e desumano.</p>
<p>O principal motivo pelo qual mudei minha opinião sobre o voto de censura, no entanto, é porque quanto mais eu penso sobre este fiasco, mais fico convencido de que EUA e Reino Unido agiram juntos às custas do Dr. Brown. Em suma, acredito que parte deste fiasco é uma conspiração para ver o Dr. Brown como bode-expiatório e seus dias como premier terminaram.</p></div>
<p>Mas <em><a href="http://www.21square.com/2009/06/pardon.html">21 Square</a></em> [en] não se convence com teorias da conspiração. Em vez disso, ele alega que &#8220;o muito óbvio foi muito precipitadamente descartado&#8221;:</p>
<blockquote><p>Premier Brown may be said to be many things but he is not an idiot when there is something to be gained. He has proven far too cunning to be caught up in a move of simple ignorance to the potential fallout of a so called ‘humanitarian’ act gone wrong. Is it really likely that Brown was so corrupt in his self belief in this being a good idea that he would not only disregard the biggest complaint that has ever been lodged against his leadership but also do so in such a grandiose fashion that turned this into an international incident? This to take such a massive gamble for something to which he negotiated no upside aside from ‘doing the right thing’? This simply doesn’t fit.</p></blockquote>
<div class="translation">
Premier Brown pode ser chamado de muitas coisas, mas ele não é um idiota quando há algo em jogo. Ele provou ser muito astuto para ser apanhado em uma jogada de mera ignorância às potenciais consequências do chamado ato &#8220;humanitário&#8221; falho. Seria realmente provável que Brown fosse tão corrupto em sua auto-confiança ao ponto desta ser uma idéia tão boa que ele não só ignoraria a maior queixa que já foi apresentada contra a sua liderança, mas também a faria de tal forma escandalosa que esta se tornaria um incidente internacional? Mas daí para fazer uma grande aposta teórica - supondo que ele não tenha negociado nada além &#8220;da coisa certa&#8221;? Simplesmente não se encaixa.</div>
<p>A polêmica chamou a atenção de outros blogueiros regionais.  Desde Trinidad e Tobago, <em><a href="http://1mauvaislangue.wordpress.com/2009/06/16/gitmo-detainees-sent-to-bermuda/">Mauvais  Langue</a></em> [en] diz:</p>
<blockquote><p>The islanders of Bermuda are angry and outraged, and who could blame them.</p>
<p>I wonder how much it took for the Premier to sell his soul?</p>
<p>I only hope that this does not spread to other islands in the Caribbean, especially Trinidad. The last thing Trinidad &amp; Tobago needs is this.</p></blockquote>
<div class="translation">Os bermudenhos estão revoltados e indignados - e quem poderia culpá-los?</p>
<p>Pergunto-me o quanto tempo levou para o premier vender sua alma?</p>
<p>Só espero que isto não se espalhe para outras ilhas do Caribe, especialmente Trinidad. Essa é a última coisa que Trinidad e Tobago precisa atualmente.</p></div>
<p><em><a href="http://cgibbons.wordpress.com/2009/06/16/ode-to-ewart/">Breezeblog</a></em> [en], por outro lado, está bem feliz postando um vídeo intitulado &#8220;Time To Go - An Ode to Ewart Brown&#8221; [Hora de ir - Uma Ode a Ewart Brown] tentando olhar de forma cômica a situação. E a comédia continua, cortesia do blog &#8220;falso&#8221; <em><a href="http://ttblogs.com/patrickmanning/2009/06/12/help-me-choose-a-guantanamo-detainee/">The Secret Blog of Patrick “Patos” Manning</a></em> [en], que alega ter vindo da cabeça do primeiro ministro de Trinidad e Tobago. O blogueiro insiste que recebeu uma carta do presidente dos EUA <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Barack_Obama">Barack Obama</a>, pedindo por sua cooperação com alguns detentos de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guantanamo_Bay_detention_camp">Guantánamo</a>:</p>
<blockquote><p>I originally consulted the Minister of National Security on the matter, but his most innovative idea had to do with sending the detainees to live in Sobo Village and hoping they die of smelter-related illnesses within a few years. So I’m opening this one to you, my dear friends. Participatory government is alive and well in Trinidad and Tobago! Help me choose a Gitmo detainee! Or four!</p>
<p>Should we grab some Chinese separatists, <a href="http://www.guardian.co.uk/world/2009/jun/11/guantanamo-detainees-china-demands-return">like Bermuda</a>? Or would that get us into trouble with our Chinese friends and bring the local construction industry to its knees? And if any of you know any women we can fix these fellas up with, please leave a note in the comments section.</p></blockquote>
<div class="translation">Inicialmente consultei o ministro da Segurança Nacional sobre o assunto, mas a sua mais inovadora ideia tinha a ver com o envio de prisioneiros para viver em na vila de Sobo esperando que morressem de doenças relacionadas com a extração de metais dentro de poucos anos. Então, estou compartilhando isso com vocês, meus queridos amigos. O governo participativo está bem vivo e em Trinidad e Tobago! Ajude-me a escolher um detento Gitmo! Ou quatro!</p>
<p>Será que devemos pegar alguns chineses separatistas, <a href="http://www.guardian.co.uk/world/2009/jun/11/guantanamo-detainees-china-demands-return">como Bermudas</a>? Ou isso nos traria problemas com os nossos amigos chineses e deixaria indústria local de construção de joelhos? E se algum de vocês conhecer alguma mulher que seja capaz de corrigir estes rapazes, por favor, deixe um comentário.</div>
<p>Para os bermudenhos, é claro, todo este caso <a href="http://www.vexedbermoothes.com/bermuda-uighur-damage/">não é motivo de risada</a> [en]:</p>
<blockquote><p>As reações bermudenhas vão desde a perplexidade até a indignação.</p></blockquote>
<p><small> </small></p>
<div class="contributors"><small><em>A miniatura de imagem usada nesta publicação, <a href="http://www.flickr.com/photos/burge5000/22573605/">“Guantanamo graffiti”</a>, foi feita por burge 5000, <a href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/deed.en">usada sob a licença Creative Commons</a>.  Visite <a href="http://www.flickr.com/photos/burge5000/">o flickr de burge 5000</a></em>.</small></div>
</div>
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		<title>Irão: Mais vídeos de cidadãos sobre os protestos</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/06/17/irao-mais-videos-de-cidadaos-sobre-os-protestos/</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 17:23:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mafalda Marques</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Mais de 100.000 pessoas marcharam em Teerão demonstrando o seu apoio pelo candidato reformista, Mir Hussein Moussavi, e o pedido de anulação do resultado das eleições de dia 12 de junho, por ele requerido, e que resultaram numa vitória atribuída ao presidente em exercício Mahmoud Ahmadinejad. A marcha inicialmente pacífica transformou-se num banho de sangue, no qual pelo menos 7 pessoas morreram durante os protestos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/hamid-tehrani/">Hamid Tehrani</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/mafalda-marques/'>Mafalda Marques</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/06/16/iran-more-citizen-video-from-protests/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p style="margin-bottom: 0cm;">Mais de 100.000 pessoas marcharam em Teerão demonstrando o seu apoio pelo candidato reformista, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mir_Hossein_Mousavi">Mir Hussein Moussavi</a>, e o pedido de anulação do resultado das eleições de dia 12 de junho, por ele requerido, e que resultaram numa vitória atribuída ao presidente em exercício <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ahmadinejad">Mahmoud Ahmadinejad</a>. A marcha inicialmente pacífica transformou-se num banho de sangue, no qual pelo menos 7 pessoas morreram durante os protestos.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">De acordo com a estação televisiva britânica “Channel 4” (a emitir apesar da proibição de transmissões a partir do Irão por jornalistas estrangeiros), a multidão atirou pedras e incendiou um edifício da milícia pró-governamental <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Basij">Basij</a>. Um miliciano armado disparou uma AK-47 sobre a multidão, antes de retirar sob uma chuvada de pedras. Um cidadão colocou um vídeo do acontecido no Youtube:</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/aSgGXMuqJlE&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;rel=0"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/aSgGXMuqJlE&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">Na manhã que se seguiu ao tiroteio os funcionários, do Hospital Rasool Akram, manifestaram-se contra a violência dos acontecimentos. O “placard” de um dos manifestantes dizia: “8 Mártires”.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/oyirzlCO-FA&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;rel=0"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/oyirzlCO-FA&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">A repressão e violência não conseguiram refrear o movimento de protesto e milhares marcharam em Teerão novamente na terça-feira. As manifestações desenvolvem-se noutras cidades além da capital. Em Shiraz, os manifestantes no vídeo que se segue queimam a fotografia do presidente Mahmoud Ahmadinejad.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/t9YPxJajpG8&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;rel=0"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/t9YPxJajpG8&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p style="margin-bottom: 0cm;">
<p style="margin-bottom: 0cm;">
]]></content:encoded>
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		<title>África do Sul celebra o Dia da Juventude e relembra o passado</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/06/16/africa-do-sul-celebra-o-dia-da-juventude-e-relembra-o-passado/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 19:24:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dezesseis de junho, que é hoje conhecido hoje como o Dia da Juventude aqui na África do Sul, é o dia que recordamos o passado. No dia 16 de junho de 1976, o Levante de Soweto aconteceu - incendiado por leis que forçariam toda a educação em Afrikaans [ou ainda, em português, africâner e africânder].]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/ismail-dhorat/">Ismail Dhorat</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/06/16/south-africa-celebrates-youth-day-and-remembers-the-past/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p><strong>Dezesseis de junho</strong>, que é hoje conhecido hoje como  o <strong>Dia da Juventude</strong> aqui na África do Sul, é o dia que recordamos o passado. No dia 16 de junho de 1976, o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Levante_de_Soweto">Levante de Soweto</a> aconteceu - incendiado por leis que forçariam toda a educação em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_afric%C3%A2ner">Afrikaans</a> [ou ainda, em português, africâner e africânder].</p>
<blockquote><p>On the morning of June 16, 1976, thousands of black students walked from their schools to Orlando Stadium for a rally to protest against having to learn through Afrikaans in school. Many students who later participated in the protest arrived at school that morning without prior knowledge of the protest, yet agreed to become involved.</p></blockquote>
<div class="translation">Na manhã de 16 de junho de 1976, milhares de estudantes negros saíram de suas escolas em direção ao Estádio Orlando para se manifestarem contra o ensino do Afrikaans na escola. Muitos estudantes, que mais tarde participariam do protesto, chegaram às escolas pela manhã sem saber da manifestação, mas ainda assim concordaram em envolver-se.</div>
<p>Estima-se que entre 300 e 600 pessoas tenham perdido suas vidas durante o levante, que se tornou um momento definitivo na resistência contra o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Apartheid">apartheid</a>.</p>
<p>No blog <strong>Redemption Time</strong>, o autor <a href="http://bikosghost.blat.co.za/2009/06/15/youth-day-let-us-reflect/">reflete</a> sobre o dia:</p>
<blockquote><p>I could say a lot about this day, but will restrict my words to making these few points.in all of history, the apartheid system and what it did to the people and youth who were oppressed under it will forever remain one of the worst tragedies to befall humankind. i therefore give full respect to those youth, who on this very day, challenged the apartheid forces and neglected bantu and afrikaans medium instruction in 1976. hector peterson and those whe were at his side, standing up for their rights, will forever be remembered and honoured in this country.</p></blockquote>
<div class="translation">Eu poderia falar muito a respeito deste dia, mas restringirei minhas palavras para fazer alguns tópicos. Em toda a história, o sistema do apartheid e o que ele fez com as pessoas e a juventude oprimidas permanecerão para sempre como uma das piores tragédias a cair sobre a humanidade. Eu, portanto, tenho pleno respeito por aquela juventude, que naquele mesmo dia desafiou as forças do apartheid e negligenciou o ensino de Bantu e afrikaans em 1976. Hector Peterson e aqueles que estavam deste lado, brigando por seus direitos, serão lembrados e honrados para sempre neste país.</div>
<p>No blog <strong>Platform 2</strong>, o autor <a href="http://theplatform2.blogspot.com/2009/06/june-16-we-are-celebrating-rebellion.html">escreve</a> a respeito de celebrar a rebelião do 16 de junho e da música como forma de protesto:</p>
<blockquote><p>The Hip-Hop nation will know that on June 16 a son was given to us, in a form of a rap legend, a rap genius was born from the political activist Afeni Shakur and Mzansi nation will also know dat on the same day of 1976 history was made. It is a blessing to commemorate this day not only as a young South African but as Hip-Hop fanatic. The music we listen to bring as much revolution as the young freedom fighters that took their rage to the street. They fought a different cause relevant to their political struggles but with the same intentions of liberation as of the youth of today. Well, we might not be as mobilized as the young people of ’76 but the truth is, we need the same things, we need our freedom, this was evident during our April voting period as young people voted in majority. We came together to defend our liberty, we voted because we wanted our pains and struggles to be heard. After we nearly had our intentions twisted with xenophobia, crime and drug abuse, we fought back positively like the Hector Petersons rebelled against the Bantu education system we brought our own rebellion to the voting station.</p></blockquote>
<div class="translation">A nação Hip-Hop vai logo saber que no dia 16 de junho um filho nos foi dado, na forma de uma lenda do rap, um gênio do rap nasceu do ativista político Afeni Shakur e a nação Mzansi também vai saber que no mesmo dia de 1976 a história foi feita. É uma benção comemorar este dia - não apenas como sulafricano, mas como fanático do Hip-Hop. A música que escutamos para trazer tamanha revolução quantos os jovens lutadores da liberdade que levaram sua fúria às ruas. Eles lutaram uma causa diferente e relevante para seus anseios políticos com as mesmas intenções de liberdade que a juventude de hoje. Bem, podemos não estar tão mobilizados como os jovens de 76, mas a verdade é que precisamos das mesmas coisas, precisamos de nossa liberdade, isso ficou evidente durante nossas eleições em abril, quando a juventude compareceu em massa. Viemos juntos para defender nossa liberdade, votamos porque queríamos que nossas dores e anseios fossem ouvidos. Depois de quase termos nossas intenções deturpadas pela xenofobia, crime e drogas, lutamos positivamente como Hector Petersons se rebelou contra o sistema de educação de Bantu e levamos nossa própria rebelião para as urnas.</div>
<p>Fabulosity <a href="http://fabulosity-capetown.blogspot.com/2009/06/12-things-to-do-on-youth-day-in-ct.html">escreve</a> que o assunto era mais além do que a educação do Afrikaans:</p>
<blockquote><p>The issue however, was not so much the Afrikaans as the whole system of Bantu education which was characterised by separate schools and universities, poor facilities, overcrowded classrooms and inadequately trained teachers.</p></blockquote>
<div class="translation">O assunto, entretanto, não era tanto o Afrikaans, mas o sistema educacional de Bantu, que era caracterizado por escolas e universidades separadas, pobre infraestrutura, salas de aula lotadas e professores treinados de maneira inadequada.</div>
<p>Thando Tshangela <a href="http://tsuai.blogspot.com/2009/06/1976-youth-deserve-21-gun-salute.html">discute</a> os efeitos do protesto:</p>
<blockquote><p>This started an era of student and youth activism that culminated in the 1980?s unrest in black townships and the crisis in the culture of learning and teaching as the student took the battle against apartheid to the streets. The aim was ?to make the country ungovernable? and ensure that freedom was achieved at all costs even if it meant their education had to suffer. Their motto was ?liberation first and education later.?</p></blockquote>
<div class="translation">Ele começou uma era de ativismo estudantil e da juventude que culminou na turbulenta década de 1980 nas municipalidades negras e a crise na cultura do aprendizado e ensino, já que os estudantes compraram a batalha contra o apartheid nas ruas. O objetivo era tornar o país ingovernável e assegurar-se que a liberdade fosse alcançada a todo custo, mesmo se isso significasse no comprometimento da educação deles. A sua motivação era &#8216;libertação primeiro, educação depois&#39;.</div>
</div>
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		<title>Irã: Protestos e Repressão</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/06/16/ira-protestos-e-repressao/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 17:54:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Farsi]]></category>
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		<description><![CDATA[Milhares de iranianos em Teerã e em muitas outras cidades uniram forças para apoiar o candidato à presidência Mir Hossein Mousavi, desafiando a proibição do governo às manifestações. Mesmo com Twitter, Facebook e YouTube estando bloqueados no Irã, muitos iranianos estão usando proxies para transpassar os filtros de segurança e relatar as notícias atualizadas minuto-a-minuto. As autoridades iranianas também bloquearam mensagens em texto SMS e também estão filtrando diversos websites de notícias que expressam opiniões reformistas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/hamid-tehrani/">Hamid Tehrani</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/06/15/iran-protests-and-repression/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="attachment_80201" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px;"><a href="http://jomhour.info/"><img class="size-full wp-image-80201" title="Protestos em Teerã" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/jom.jpg" alt="Protestos em Teerã, via jomhour.info" width="400" height="300" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">Protestos em Teerã, via jomhour.info</p>
</div>
<p>Milhares de iranianos em Teerã e em muitas outras cidades <a href="http://edition.cnn.com/2009/WORLD/meast/06/15/iran.elections.protests/index.html">uniram forças</a> para apoiar o candidato à presidência <a class="zem_slink" title="Mir-Hossein Mousavi" rel="wikipedia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mir_Hossein_Mousavi">Mir Hossein Mousavi</a>, desafiando a proibição do governo às manifestações. Os manifestantes pedem a anulação dos resultados da eleição presidencial, alegando que a vitória do <a class="zem_slink" title="Mahmoud Ahmadinejad" rel="wikipedia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mahmud_Ahmadineyad">presidente Mahmoud Ahmadinejad</a> na <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/06/14/ira-milhares-participam-de-protestos-pos-eleicoes/">eleição do dia 12 de junho</a> é fraudulenta. Policiais enfrentaram com violência os manifestantes, e pelo menos uma pessoa <a href="http://australianetworknews.com/stories/200906/2599082.htm?desktop">foi morta</a> hoje em Teerã.</p>
<p>Mesmo com Twitter, Facebook e YouTube estando bloqueados no Irã, muitos iranianos estão usando <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Proxy">proxies</a> para transpassar os filtros de segurança e relatar as notícias atualizadas minuto-a-minuto. As autoridades iranianas também bloquearam mensagens em texto SMS e também estão filtrando diversos websites de notícias que expressam opiniões reformistas.</p>
<p><em>Iran09</em><a href="http://twitter.com/iran09/status/21803402109"> tweetou</a> [en] hoje mais cedo:</p>
<blockquote><p>“I confirm that there&#39;s a <a class="zem_slink" title="Basij" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Basij">Basij</a> [Islamist militia] station around the square and they shot ppl from the roof. #iranelection”</p></blockquote>
<div class="translation">“Confirmo que há uma estação <a class="zem_slink" title="Basij" rel="wikipedia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Basij">Basij</a> [força de resistência islâmica] por volta da praça e eles atiram nas pessoas desde o terraço. #iranelection”</div>
<p><em>Jadi</em> <a href="http://twitter.com/jadi/status/2179046581">tweetou:</a></p>
<blockquote><p>“People are still joining to the demonstration. Chanting ‘Mousavi! Mousavi! Take back my vote&#39; #IranElection”</p></blockquote>
<div class="translation">“As pessoas ainda estão juntando-se à manifestação. Em coro dizendo &#8216;Mousavi! Mousavi! Tome outra vez meu voto!&#39; #IranElection”</div>
<p>Mousavi falou sobre e pediu para que os resultados da eleição fossem revistos. Ele disse que já está pronto para participar de um novo pleito. Há alguns vídeos com clipes de notícias sobre a eleição <a href="http://mousavidxb.persianblog.ir/post/137/">aqui</a>.</p>
<p><strong>Crescem os protestos, cresce a repressão</strong></p>
<p>Estudantes que protestaram contra a eleição presidencial em diferentes universidades foram atacados pela polícia. Aqui está um vídeo mostrando o dormitório da <a class="zem_slink" title="University of Tehran" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/University_of_Tehran">Universidade de Teerã</a> [en] na noite de domingo.</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/9T3lGXDP4VA&amp;hl=cs&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/9T3lGXDP4VA&amp;hl=cs&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p><strong>Atualização</strong>: Aqui está um <em>slideshow</em> do Flickr com fotos mostrando mais destruição deixada pela polícia nos dormitórios da Universidade de Teerã na noite de domingo. De acordo com o usuário do Flickr, <a href="http://www.flickr.com/people/25119595@N04/"><em>Agha Hadi</em></a>, muitos estudantes foram presos.</p>
<p><object width="400" height="300" data="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" type="application/x-shockwave-flash"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2F25119595%40N04%2Fsets%2F72157619785704096%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2F25119595%40N04%2Fsets%2F72157619785704096%2F&amp;set_id=72157619785704096&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Abaixo, um filme mostrando uma mulher iraniana partindo contra a polícia em um ponto de ônibus.</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/xlu-qx8ohL8&amp;hl=cs&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/xlu-qx8ohL8&amp;hl=cs&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p><em>Azarmehr</em> <a href="http://azarmehr.blogspot.com/2009/06/fear-is-gone.html">comenta</a> [en] sobre a filmagem:</p>
<blockquote><p>Olhe para está corajosa leoa, primeiro ela defere chutes e depois ela chuta o guarda neandertal com o cassetete! Ela é acertada algumas vezes, mas é o preço da liberdade e ela não se importa. Abençoada é nossa pátria mãe Irã, por ter filhas assim. O medo se foi e o momento continua.</p></blockquote>
<p>Graças a <em><a href="http://www.tehranlive.org">Tehranlive</a></em> [en] nós temos muitas fotos dos iranianos se manifestando e do movimento de resistência:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-80202" title="repress1" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/repress1.jpg" alt="repress1" width="300" height="429" /></p>
<p><em>Green Vote</em> <a href="http://twitter.com/greenvote/status/2179170097">tweetou</a> [fa] que um dos slogans do povo é &#8216;Não tenha medo, estamos todos juntos&#39;. <em>Green Vote</em> também <a href="http://twitter.com/greenvote/status/2179244197">tweetou</a> que Mohammad Ali Tarekh, um estudante ativista, foi preso em Shiraz.</p>
<p>Diversos blogueiros, como <em>Zeitoon</em>, <a href="http://z8un.com/">relataram</a> [fa] que as pessoas gritam em coro &#8216;Allah-o-Akbar&#39; [Deus é maior] desde suas casas durante a noite. Mousavi pediu a pessoas que <a href="http://www.ireport.com/docs/DOC-271169">cantem &#8216;Allah-o-Akbar&#39;</a> desde seus telhados. Durante a Revolução Islâmica, entre 1978 e 1979, as pessoas faziam o mesmo protesto contra Shah.</p>
<p><strong>Onde está Obama?</strong></p>
<p><em>View from Iran</em>, um blogueiro americano, <a href="http://viewfromiran.blogspot.com/2009/06/obama-turn-on-your-charm.html">escreve</a> [en]:</p>
<blockquote><p>Ultimately, I know that rhetoric is just rhetoric. That the words of a president do not actually change history even though they become part of it. If ever there was a time for Obama to turn on his rhetorical charm, it is now. Today at 4 pm there will be demonstrations in 20 cities in Iran. My friends *want to be on the streets.* They are parents, civil servants, accountants, receptionists, and yes students. In the end, with all of the violence, I am not sure that they will show up.<br />
So Obama, turn on your charm. Use your powers of rhetoric to tell Iranians that, while we won&#39;t be sending in the marines, our hearts are with you. I know you can do a better job than I can.</p></blockquote>
<div class="translation">Finalmente, eu sei que retórica é apenas retórica. Que as palavras de um presidente não mudam a história, mesmo elas fazendo parte dessa história. Se há algum momento para que Obama ligue sua persuasão retórica, é agora. Hoje, às 16h, haverá manifestações em 20 cidades do Irã. Meus amigos *querem estar nas ruas*. Eles são pais, funcionários públicos, contadores, recepcionistas, e, sim, estudantes. No final, com toda essa violência, eu não tenho certeza se eles vão comparecer.<br />
Então, Obama, ligue sua persuasão. Use seus poderes de retórica para dizer aos iranianos que, mesmo não enviando soldados, nossos corações estão com você. Eu sei que você pode fazer este trabalho melhor do que eu posso.</div>
<p><strong>O sofrimento de Isfahan</strong></p>
<p>Teerã não é a única cidade onde as pessoas manifestantes sofreram repressão. Os manifestantes de Isfahan, também foram alvo da polícia.</p>
<p><em>Iranevents</em> <a href="http://iranevents.info/?p=63">publicou</a> várias fotos das manifestações iranianas.</p>
<p>Aqui, as pessoas são perseguidas pela polícia:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-80213" title="isfahan2" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/isfahan2.jpg" alt="isfahan2" width="500" height="333" /></p>
<p>e aqui:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-80215" title="isfahan3" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/isfahan3.jpg" alt="isfahan3" width="500" height="333" /></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Irã: Uma charge sobre a eleição iraniana</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/06/15/ira-uma-charge-sobre-a-eleicao-iraniana/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/06/15/ira-uma-charge-sobre-a-eleicao-iraniana/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 00:47:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte & Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Iran]]></category>
		<category><![CDATA[Middle East & North Africa]]></category>
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		<category><![CDATA[Protesto]]></category>
		<category><![CDATA[Roundups]]></category>

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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porHamid Tehrani  &#183; Traduzido por Carlos Maestre &#183;  Veja o post original 
Nikahang Kosar, um dos principais cartunistas e blogueiro iraniano, publicou uma charge a respeito das eleições iranianas e a vitória de Ahmadinejad.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/hamid-tehrani/">Hamid Tehrani</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/06/13/iran-a-cartoon-on-election/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><em><a href="http://nikahang.blogspot.com/">Nikahang Kosar</a></em>, um dos principais cartunistas e blogueiro iraniano, <a href="http://4.bp.blogspot.com/_3f1zZBJa-GA/SjO6onIgdXI/AAAAAAAACQE/04JlGcTxEVQ/s1600-h/percent.jpg">publicou</a> uma charge a respeito das <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/06/13/iran-storm-of-protest-after-election/">eleições iranianas e a vitória de Ahmadinejad</a>.</p>
]]></content:encoded>
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