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	<title>Global Voices em Português &#187; Língua</title>
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	<description>O mundo está falando. Você está ouvindo?</description>
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		<title>Tradutor da semana: Boukary Konaté, do Mali</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/11/tradutor-da-semana-boukary-konate-do-mali/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/11/tradutor-da-semana-boukary-konate-do-mali/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 23:38:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogueiros]]></category>
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		<description><![CDATA[Boukary Konaté, de 31 anos, ensina francês e inglês em uma escola secundária em Bamako, capital do Mali. Ao entrar para o Global Voices Online, sua vida tomou um novo rumo. Ele agora está envolvido em projetos na web para promover sua língua materna, bambara, e para treinar comunidades da zona rural do Mali a usar a internet.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/claire-ulrich/">Claire Ulrich</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/09/06/translator-of-the-week-boukary-konate-in-mali/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img class="size-medium wp-image-92212" title="Boukary Konaté" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/photo-gv-Konate-Boukary-2-296x300.jpg" alt="Boukary Konaté" width="200" align="right" /><a href="http://globalvoicesonline.org/author/claire-ulrich/">Boukary Konaté</a> [fr], 31 anos, ensina francês e inglês em uma escola secundária em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bamako">Bamako</a>, capital do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mali">Mali</a>.</p>
<p>Fé, e muito trabalho, trouxeram o rapaz da zona rural do Mali a Bamako, onde descobriu e se apaixonou pela a World Wide Web.</p>
<p>Entrar para a equipe de tradutores do <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/09/06/translator-of-the-week-boukary-konate-in-mali/">Global Voices em Francês</a> [fr] abriu um novo horizonte para ele. Boukary agora está envolvido em vários projetos para promover sua língua materna, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_bambara">bambara</a>, na Web, e para trazer mais acesso à internet para a zona rural de Mali.</p>
<p>Se você estiver no lado do iPhone e da &#8220;sobrecarga de informação&#8221; do abismo digital, perceberá que Boukary tem uma história séria, inspiradora e até mesmo mágica para contar nesta entrevista.<br />
<strong> </strong></p>
<p><strong>P: Como você descobriu o Global Voices em Francêse decidiu fazer parte da equipe de tradutores?</strong></p>
<blockquote><p>Aconteceu em dezembro de 2008. Um dia, por volta das 8 horas da noite, eu estava sentado sozinho no meu quarto em Bamako, quando fui tomado pelo desejo de aprender mais. As seguintes palavras formaram-se em minha mente: &#8220;eu quero&#8221;. Estas são palavras poderosas para mim. Levantei-me, fui a uma internet café, reservei um computador e digitei: &#8220;Eu quero&#8221; na barra de pesquisa do Google. Consultei os resultados e encontrei o Global Voices en Français. No dia seguinte, me inscrevi como tradutor voluntário.</p></blockquote>
<p><strong>P: Sua aldeia natal, Sanogola-Bamoussobougou, não tem nem eletricidade quanto mais conexão à internet. Conte-nos um pouco sobre sua vida.</strong></p>
<blockquote><p>Eu sou o filho de Négué, um fazendeiro, e de Kane Djeneba, uma dona de casa. Cresci na fazenda, ajudando meus pais. Uma noite, estava pastoreando vacas com outras crianças quando conheci um homem na estrada, uma sargento. Sua motocicleta Suzuki tinha quebrado. Seu nome era Lassinè Traoré. Enquanto nós o ajudávamos, ele me perguntou se eu ia para a escola. Eu respondi &#8220;não&#8221;. Ele foi ver o meu pai e o aconselhou a me colocar para estudar. Voltou uma semanas após a outra, até que meu pai deu o seu consentimento. O sargento Traoré me disse: &#8220;Deixo você ali. Você tem agora o dever de se sair bem nos estudos para honrar a mim, e mais tarde para cuidar de si mesmo e dos seus pais&#8221;.</p>
<p>Passei seis anos andando seis quilômetros até a escola mais próxima até que me mudei para Bamako para entrar no ensino médio. Trabalhei de pedreiro e fiz bicos nos fins de semana para dar conta das despesas que a bolsa do governo não cobria. Minha mãe queria que eu fosse bem-sucedido na escola, ela fez tudo o que estava ao seu alcance. Fui para o magistério. Gostaria de ter ido para a universidade, mas não tenho condições para isso. Então aprendi por conta própria a usar um computador e a navegar em ciber-cafés em Bamako. A internet acalmou minha sede de conhecimento.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/toujourspassages/3816793899/"></a></p>
<div id="attachment_92213" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/toujourspassages/3816793899/"><img class="size-medium wp-image-92213" title="Boukary (left) and his father" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/Boukary-and-his-father-300x225.jpg" alt="Boukary (left) and his father in hunting gear" width="300" height="225" /><br />
</a></p>
<p class="wp-caption-text">Boukary (à esquerda) com seu pai e uma foto dele vestindo sua roupa de caçador. Foto: Toujours Pas Sages, no Flickr</p>
</div>
<p><strong> Q: Como é conexão à interent em Mali hoje em dia?</strong></p>
<blockquote><p>O Mali fez muito para promover novas tecnologias na administração desse governo, mas há muito a se fazer para conectar as pessoas, especialmente nas áreas rurais. O interesse em novas tecnologias é enorme, mas as pessoas não podem acessá-las. O custo de computadores pessoais, capacitação e conexão à internet são muito elevados. Um computador portátil novo custa o equivalente a seis meses de salário de um professor. Em Bamako, uma hora em um cyber café custa em torno de 500 francos CFA (1 dólar) ou até 1.000 francos CFA em cidades menores. Compare isto ao preço de um saco de 50kg de arroz, que é 17.500 francos CFA (cerca de US$ 38,00), é bem fora do alcance da maioria das pessoas.</p></blockquote>
<p><strong>Q: Você não apenas começou a blogar desde que se juntou ao Global Voices, o idioma do seu blog é Bambara!</strong></p>
<blockquote><p>Aconteceu porque o <a href="http://maneno.org/">Maneno.org</a>, uma plataforma de blogs para África co-fundada pela autora e tradutora do Global Voices <a href="http://globalvoicesonline.org/author/elia/">Elia Varela Serra</a> precisava de tradutores africanos. Falo e escrevo em bambara, a principal língua do Mali. Bambara possui fontes especiais [veja este <a href="http://toujourspassage.maneno.org/bam/articles/brw1251408479/">post</a>] e nenhum teclado. Nós resolvemos esse problema com um <a href="http://scripts.sil.org/cms/scripts/page.php?site_id=nrsi&amp;item_id=LegacyTTFKmn&amp;highlight=Mali">teclado virtual</a>. Eu localizei a plataforma em <a href="http://www.maneno.org/bam/home/">bambara</a> e abri meu blog, o <a href="http://fasokan.maneno.org/#">Fasokan</a>. Blogo em bambara e francês sobre o Mali, os problemas dos agricultores e os meus pensamentos.</p>
<p>Agora tenho uma grande vontade de promover as línguas africanas na Web, de modo que o povo africano possa se relacionar e compartilhar em todo o continente. Na área rural do Mali, muitas pessoas falam e aprendem a escrever apenas bambara na escola primária. Eu quero que elas sejam capazes de acessar a Web em bambara também.</p></blockquote>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 250px;"><strong><a href="http://www.flickr.com/photos/toujourspassages/3816759297/"><strong><img title="Toujours pas sage project, Mali" src="http://farm3.static.flickr.com/2493/3816759297_0300de2da1_m.jpg" alt="Boukary treina moradores de vilarejos em Mali a usar a internet. Foto: Toujours Pas Sages no Flickr" width="240" height="180" /></strong></a></strong></p>
<p class="wp-caption-text">Boukary treina moradores de vilarejos em Mali a usar a internet. Foto: Toujours Pas Sages no Flickr</p>
</div>
<p><strong>Q: Esse sonho se tornou realidade neste verão?</strong></p>
<blockquote><p>Meu sonho era trazer a internet para minha aldeia, para introduzir a minha família e os agricultores à web. Através da Global Voices em francês, eu conheci Albertine Meunier, que realiza oficinas de internet com os <a href="http://teatimewithalbertine.tumblr.com/">idosos na França</a>. Lançamos o projeto <a href="http://toujourspassage.tumblr.com/">Toujours Pas Sages</a> (Ainda Não Sábios) no Maneno, em francês e bambara. Graças à <a href="http://www.orangemali.com/decouvrez-orange/fondation.php">Fundação Orange Mali</a>, temos uma conexão de internet móvel para lugares remotos.</p>
<p>Com laptops e telefones com câmera doados, Albertine, sua amiga Caroline e eu treinamos crianças e adultos durante duas semanas em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9gou">Ségou</a> e minha aldeia sobre como usar o Google para encontrar informações, e como usar a web para fazer upload de fotos e vídeos digitais. Os aldeões ficaram tão surpresos que eles sabiam ler e escrever em bambara na Web! Foi um grande sucesso.</p>
<p>Meu pai é caçador e estava muito curioso sobre os caçadores na América e como eles caçam. No Google, ele finalmente descobriu como. E também aprendi que é possível para carregar um telemóvel com um dínamo preso a uma bicicleta. Agora, vamos tentar treinar os meus alunos em Bamako.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="300" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Ftoujourspassages%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Ftoujourspassages%2F&amp;user_id=39879513@N06&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="300" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Ftoujourspassages%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Ftoujourspassages%2F&amp;user_id=39879513@N06&amp;jump_to="></embed></object></p></blockquote>
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		<title>Japão: Oito línguas ameaçadas no arquipélago japonês</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/07/16/japao-oito-linguas-ameacadas-no-arquipelago-japones/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/07/16/japao-oito-linguas-ameacadas-no-arquipelago-japones/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2009 17:50:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em Fevereiro, a UNESCO apresentou o Atlas das Línguas em Perigo no Mundo, fornecendo uma descrição precisa e preocupante dos idiomas considerados em risco (cerca de 2.500). Entre esses idiomas, oito pertencem ao arquipélago japonês. Isso não é uma grande surpresa, se pensarmos a nas políticas severas de assimilação lingüística e cultural conduzidas pelo governo japonês até o fim da Segunda Guerra Mundial, após completar a incorporação – durante o século XIV – do reino de Ryukyu (agora conhecido como Okinawa) e da ilha de Hokkaido, habitada pelo povo Ainu.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/scilla-alecci/">Scilla Alecci</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/07/05/japan-eight-endangered-languages-in-the-japanese-archipelago/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Em Fevereiro, a UNESCO apresentou o <a href="http://portal.unesco.org/en/ev.php-URL_ID=44605&amp;URL_DO=DO_TOPIC&amp;URL_SECTION=201.html">Atlas das Línguas em Perigo no Mundo</a> [en], fornecendo uma descrição precisa e preocupante dos idiomas considerados em risco (cerca de 2.500). Entre esses idiomas, oito pertencem ao arquipélago japonês. Isso não é uma grande surpresa, se pensarmos a nas políticas severas de assimilação lingüística e cultural conduzidas pelo governo japonês até o fim da Segunda Guerra Mundial, após completar a incorporação – durante o século XIV – do reino de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ry%C5%ABky%C5%AB">Ryukyu</a> (agora conhecido como Okinawa) e da ilha de Hokkaido, habitada pelo <a href="http://cwis.org/fwj/22/ainusupp.htm">povo Ainu</a> [en].</p>
<p>Ainda assim, a presença contínua de uma variedade de línguas diferentes do japonês em um país em que (até mesmo em um passado recente) algumas figuras políticas importantes clamavam ser <a href="http://search.japantimes.co.jp/cgi-bin/nn20051018a7.html">“uma nação de etnia única”</a> [en], surpreendeu muitos dos que leram a notícia em um <a href="http://www.asahi.com/national/update/0220/TKY200902200176.html">jornal de circulação nacional</a> [ja].</p>
<p>O proprietário do pequeno restaurante Amami no Ie, em uma ilha do arquipélago de Amami (Okinawa), <a href="http://www.amamino-yeah.com/blog/2009/02/post-753.html">comentou</a> [ja] sobre a notícia de que seu dialeto é considerado em risco de extinção e considera a assimilação do idioma japonês à força por parte do governo principal japonês, que começou na educação durante as primeiras décadas do século XX, como uma das causas do desaparecimento da língua.</p>
<blockquote><p>日本で消滅危機にある言語の中に、我が奄美諸島の「奄美語」も入っていました。<br />
今回は深くは掘り下げませんが、歴史を辿ると戦前戦後に「方言を使うな！という方言禁止の時代」もあり、その頃から方言が衰退していったのではないかといわれています。<br />
また一口に奄美語といっても、島によって地域によって言葉もイントネーションも異なるので、奄美群島の人たちが交通の利便性もよくなったことで島々（シマ ジマ）を頻繁に行き来できるようになり、よその人達とコミュニケーションをとる為にも方言を使わなくなってきたともいわれてますよね。</p></blockquote>
<div class="translation">Entre os idiomas em risco de extinção está a língua de nossa ilha, a língua Amami. Desta vez não vou me deter nos detalhes, mas se olharmos a nossa história, antes e depois da guerra o uso de línguas [com exceção do japonês] era proibido e desde então o hábito de usá-las passou a diminuir. Além disso, o que chamamos de idioma Amami é na verdade diferente a depender da ilha e da região, tanto nas palavras quanto na entonação. Alguns dizem que a razão do idioma Amami estar padecendo é resultado da constante movimentação dos habitantes Amami entre as ilhas com o avanço dos meios de transporte, então parando de usar seu idioma local para se comunicar com outras pessoas.</div>
<blockquote><p>残念ながら僕も「シマゆむた（言葉）」で話せません。僕らの世代が使ってる言葉は方言のほんの一部と標準語が入り交ざった「トン普通語」といいます。<br />
しかし「奄美のシマ唄」はしっかり方言で伝えられています。シマ唄を継承している人たちなら「奄美の方言」を守っていけるのではと思います。</p></blockquote>
<div class="translation">Infelizmente não sei falar o <em>shima yumuta</em>, o idioma da ilha, também. O idioma que nossa geração fala é chamado de “idioma comum <em>ton</em>”, e é uma mistura de dialeto com japonês. Entretanto, as canções da ilha de Amami são cantadas no “dialeto”, que garante sua transmissão corretamente. De fato acredito que aqueles que perpetuam essas canções populares serão os que manterão viva a língua Amami.</div>
<dt class="wp-caption-dt" style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/takayukix/2363161536/"><img class="size-medium wp-image-3549 " title="Ilha Amami. Flicr id: Takayukix" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/2363161536_dc8c178be6_b-300x199.jpg" alt="Ilha Amami. Flicr id: Takayukix" width="307" height="203" /></a></dt>
<dt class="wp-caption-dt" style="text-align: center;">Amami Island. Flicr id: Takayukix</dt>
<dt class="wp-caption-dt" style="text-align: center;"> </dt>
<p>Outro <a href="http://duangcan703.blog.so-net.ne.jp/2009-05-27">blogueiro</a> [ja], nativo da Ilha Hachijô (uma das ilhas japonesas mais distantes, que pertence à Prefeitura de Tóquio) descobriu que o dialeto de sua cidade é na verdade um idioma.</p>
<blockquote><p>八丈語？？？方言ではなくて？</p></blockquote>
<div class="translation">O IDIOMA Hachijô e não DIALETO?</div>
<p>[…]</p>
<blockquote><p>八丈島には独特の方言があり、温泉なんかで飛び交う年配の方の会話は聴いていてとても不思議でそして心地よいものです。<br />
「八丈語」といっても、実はこの小さな島で5つの方言（言語？）があるのですよ。<br />
末吉・中之郷・樫立・大賀郷・三根<br />
という地域ごとに独自の話し言葉が発達・継承されてきたのだそうです。<br />
私にはさっぱり聞き分けられませんが・・・</p></blockquote>
<div class="translation">A ilha Hachijo tem seu dialeto específico e quando vou a um spa e escuto as pessoas mais velhas conversando, parece um tanto estranho e familiar ao mesmo tempo.  Além disso, se chamamos de dialeto Hachijo, na verdade existem cinco diferentes dialetos (ou línguas) nesta pequena ilha: Sueyoshi, Nakanogo, Kashi, Okago, Mine.  Cada um desses dialetos desenvolveu e herdou um jeito particular de se falar. Apesar disso, não sei distinguir uns dos outros&#8230;</div>
<blockquote><p>消滅の危機に瀕しているというのは、若年層の人が島言葉をあまり話さないことからも納得がいきます。<br />
TVやネットなど情報通信は発達し、東京へ飛行機で40分、簡単に行き来もでき、ある程度の年齢になれば東京その他に移住していってしまう・・・<br />
言語の変化はライフスタイルの変化と密接な関係がありますよね。<br />
私は「八丈語」継承の担い手にはなれないでしょうが、あそび半分でちょっとだけ島言葉を使ってみたりもしています。</p></blockquote>
<div class="translation">Disseram que a razão das línguas estarem em risco é porque os habitantes mais jovens não mais falam o idioma de sua ilha, e acredito que isso seja verdade.  Em conjunto com o desenvolvimento da TV, da internet e de comunicação mais rápida, é possível viajar para Tóquio em 40 minutos, e facilmente ir e vir entre as cidades. Além disso, ao atingir uma determinada idade, algumas pessoas tendem a se mudar para Tóquio ou outras regiões&#8230;<br />
As mudanças de um idioma estão estritamente relacionadas às mudanças no jeito de vida de uma população.<br />
Eu pessoalmente não posso carregar a responsabilidade de transmitir a língua Hachijo mas por ser um tanto divertido eu gosto de usá-la às vezes.</div>
<div id="attachment_3553" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.flickr.com/photos/world_waif/1366870556/"><img class="size-medium wp-image-3553" title="hachijojima" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/hachijojima-300x224.jpg" alt="hachijojima" width="300" height="224" /></a><p class="wp-caption-text">Hachijojima. Flickr id: world waif.</p></div>
<p>Entre as línguas indicadas como “seriamente ameaçadas” pelo relatório da UNESCO está o idioma Ainu, atualmente falado corretamente apenas por 15 pessoas. Sua extinção, portanto, é um problema sério também por não haver alfabeto escrito dessa língua e por isso as tradições só podem ser transmitidas oralmente.</p>
<p>Um blogueiro <a href="http://blogs.yahoo.co.jp/marburg_aromatics_chem/61612561.html">pontua</a> [ja] a necessidade de algo prático ser feito para evitar o desaparecimento do idioma Ainu.</p>
<blockquote><p>アイヌ語の危機的状況は既に知られており、アイヌ文化の保存だけではなく普及の必要性も認められてきた。<br />
「アイヌの先住民族認定を求める決議」　が国会で可決され、「有識者懇談会」　も発足した。<br />
しかし、アイヌ民族の権利の法的保障や、言語・文化をどのように継承していくのか、未だ不透明だ。<br />
これまでの日本人からの圧迫と同化政策が落とした暗い影、不当な差別と偏見の解消は容易ではない。</p></blockquote>
<div class="translation">A condição do idioma Ainu já é conhecida e o necessário não é apenas a preservação da cultura, mas a freqüência de uso de tal língua. Uma resolução que reconhece o povo Ainu como os aborígenes do Japão já foi passada pela Dieta [<a href="http://globalvoicesonline.org/2008/08/12/japan-ainu-recognized-as-indigenous-people/">Ver artigo do GV</a>, en] e um “Grupo de Peritos” [para estudar os problemas dos Ainu] foi constituído. Entretanto, de que forma os direitos dos Ainus serão legalmente assegurados e como sua língua e cultura serão repassadas permanece um mistério. Não é tão simples apagar o preconceito e a discriminação, assim como o estigma que as políticas japonesas de assimilação e opressão causaram.</div>
<blockquote><p>北海道のＳＴＶラジオでアイヌ語ラジオ講座を放送するなど、アイヌ語の普及の動きもある。<br />
北海道立アイヌ民族文化研究センターには音声資料も保存されている。<br />
しかし、アイヌ語話者は減少し、学校教育だけでなく家族内の会話も日本語の現状では厳しい。</p></blockquote>
<div class="translation">A rádio STV em Hokkaido transmite <a href="http://www.stv.ne.jp/radio/ainugo/index.html">lições do idioma Ainu</a> [ja] e há iniciativas para espalhar o uso da língua Ainu. No <a href="http://www.pref.hokkaido.lg.jp/ks/abc/">Centro de Pesquisa da Cultura Ainu em Hokkaido</a> [ja], por exemplo, são mantidas gravações de voz originais do idioma. Todavia, o número de indivíduos fluentes em Ainu estão diminuindo, além da preocupação de que não somente nas escolas, mas também nas residências, somente o idioma Japonês é utilizado.</div>
<div id="attachment_3554" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.flickr.com/photos/kissoflife/203099771/in/set-72157594181182365/"><img class="size-medium wp-image-3554" title="biei" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/biei-300x199.jpg" alt="Biei, Hokkaido. Flickr id: Taro416" width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Biei, Hokkaido. Flickr id: Taro416</p></div>
<p>Masayuki <a href="http://masayuki.boo.jp/wp/archives/2009/02/asahicom.html">reflete</a> [ja] sobre a morte de línguas e do que isso significa.</p>
<blockquote><p>最近の学説がどうなっているかは知らないのだけれど、言語は思考に影響を与えるという考え方は、ワタシはかなり妥当なので はないかと思っていて、だとすると、ひとつの言語が滅びるということは、その言語によって認識される「世界（観）」が消えてゆくということだと思えるので すね。</p></blockquote>
<div class="translation">Não sei muito sobre as recentes teorias, mas penso que a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Linguistic_relativity">teoria</a> [en] que diz que a língua tem certa influência no modo de pensar é relevante. Por isso, quando uma língua morre, também cessa o mundo de valores representados e implicados por tal língua.</div>
<blockquote><p>古くからの言葉を守ろう/いや言葉は変わるもの、という議論もしばしば聞くけれど、それは、正しい言葉/正しくない言葉、という観点よりも、言葉が象る世界の「多様性」や「豊かさ」の可能性が消えてゆくのか/広がってゆくのか、という点で語られるべき話なのではないかと。</p></blockquote>
<div class="translation">Frequentemente há debates sobre manter uma língua como ela era no passado ou modificá-la ser positivo ou não. Entretanto, mais do que pensar se uma língua está ‘correta’ ou ‘errada’, não deveríamos talvez focar na possibilidade de enriquecimento e derivações do mundo que cada língua simboliza desaparecer ou [caso preservada] se propagar?</div>
<div class="notes"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=0Rjl0XOfhPM">Aqui</a> está um vídeo feito por <a href="http://ja.wikipedia.org/wiki/%E4%B8%8B%E5%9C%B0%E5%8B%87">Isamu Shimoji</a> [en] em que ele canta <em>Obaa</em> no dialeto da Ilha Miyako. [Dizem haver somente 3000 pessoas no Japão capazes de compreender esse idioma]</div>
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		</item>
		<item>
		<title>Desafio do Livro Global Voices - Conheça o mundo com leitura!</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/27/desafio-do-livro-global-voices-conheca-o-mundo-com-leitura/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/27/desafio-do-livro-global-voices-conheca-o-mundo-com-leitura/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2009 15:48:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte & Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
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		<category><![CDATA[Idéias]]></category>
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		<category><![CDATA[Nações Unidas]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[O dia 23 de abril é o Dia Internacional do Livro, instituído pela UNESCO – e só por que a equipe do Global Voices adora blogar, isso não significa que esquecemos das outras formas da palavra escrita! Na verdade, como achamos que ler literatura é um jeito tão divertido de aprender sobre outras culturas, fizemos um divertido desafio para todos os colaboradores e leitores do Global Voices, e também para os blogueiros de todos os lugares.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/ayesha-saldanha/">Ayesha Saldanha</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/26/global-voices-book-challenge-read-your-way-around-the-world/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p><img class="alignnone size-full wp-image-64566" title="Global Voices Book Challenge" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/gv-book-challenge-banner-450x147.gif" alt="Global Voices Book Challenge" width="450" height="147" /></p>
<p>O dia 23 de abril é o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/World_Book_and_Copyright_Day">Dia Internacional do Livro</a> [en], instituído pela UNESCO – e só por que a equipe do Global Voices adora blogar, isso não significa que esquecemos das outras formas da palavra escrita! Na verdade, como achamos que ler literatura é um jeito tão divertido de aprender sobre outras culturas, fizemos um divertido desafio para todos os colaboradores e leitores do Global Voices, e também para os blogueiros de todos os lugares.</p>
<div class="notes"><strong>O Desafio do Livro Global Voices é como descrito a seguir:</strong></p>
<div class="translation"><strong>1) </strong>Leia durante o próximo mês um livro de de um país cuja da literatura você nunca leu  nada antes<strong>.</strong><br />
<strong>2)</strong> Escreva uma publicação para seu blog sobre ele durante a semana do dia 23 de abril.</div>
</div>
<p>Se você gostaria de saber o que deveria ler do Vietnã, da Bolívia, de Moçambique ou da Nova Zelândia, ou de qualquer outro país, apenas pergunte nos comentários abaixo! Certamente alguém deixará sugestões.</p>
<p>E se você tiver qualquer recomendação para alguma leitura obrigatória do seu país, por favor, também deixe um comentário.</p>
<p>Assim que tiver lido o livro (e escrito a publicação!), nos deixe sabendo - adoramos descobrir o quê você aprendeu em sua expedição literária.</p>
<p>Sinta-se livre para usar as imagens de acima e abaixo para espalhar a notícia do <strong>Desafio do Livro Global Voices</strong>!</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-64559" title="Global Voices Book Challenge" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/gv-book-challenge-square-75.gif" alt="Global Voices Book Challenge" width="75" height="75" /> <img class="alignnone size-full wp-image-64576" title="Global Voices Book Challenge" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/gv-book-challenge-square-263.gif" alt="Global Voices Book Challenge" width="263" height="263" /></div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Mundo: 2500 línguas em perigo</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/28/mundo-2500-linguas-em-perigo/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/28/mundo-2500-linguas-em-perigo/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 28 Feb 2009 19:58:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Arruda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte & Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
		<category><![CDATA[Indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[Língua]]></category>
		<category><![CDATA[Maldives]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Software & Ferramentas]]></category>
		<category><![CDATA[South Asia]]></category>
		<category><![CDATA[United Kingdom]]></category>
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		<category><![CDATA[Western Europe]]></category>

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		<description><![CDATA[Um mapa interativo das línguas em via de extinção, no qual são evidenciadas 2500 línguas em perigo, de um total de 6000, foi publicado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). A organização internacional pede a colaboração dos usuários que contribuam com comentários para um projeto que conta com muitos bloguistas preocupados em preservar a cultura no mundo.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/simon-maghakyan/">Simon Maghakyan</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/mariaarruda/'>Maria Arruda</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/02/20/worldwide-2500-languages-disappearing/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Um <a href="http://www.unesco.org/culture/ich/index.php?pg=00206">mapa interativo</a> [En] das línguas em via de extinção, no qual são evidenciadas 2500 línguas em perigo, de um total de 6000, foi publicado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). A organização internacional pede a <a href="http://www.unesco.org/culture/ich">colaboração dos usuários</a> [En] que contribuam com comentários para um projeto que conta com muitos bloguistas preocupados em preservar a cultura no mundo.</p>
<p><em><img class="size-full wp-image-57182" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/languagesmapun.png" alt="UNESCO Map of Languages at Risk" width="350" height="201" /><br />
UNESCO Mapa das Línguas em Risco de Extinção</em></p>
<p><em><a href="http://iglesiadescalza.blogspot.com/2009/02/death-of-language-diversity_20.html">Iglesia Descalza</a></em> [En], uma bibliotecária, escreve no seu blog:</p>
<blockquote><p>As someone who loves languages, I am chagrined to read the news coming out of UNESCO&#39;s presentation of the updated Atlas of the World’s Languages in Danger of Disappearing. According to the Atlas, unveiled on the eve of International Mother Language Day (21 February), nearly 200 languages have fewer than 10 speakers and 178 others have between 10 and 50 speakers.</p>
<p>The data shows that out of the 6,000 languages currently in existence, over 200 have died out over the last three generations, 538 are critically endangered, 502 severely endangered, 632 definitely endangered and 607 unsafe.</p>
<p>As the last remaining speakers of a language pass away, the language itself dies. The language of Manx in the Isle of Man died out in 1974 when Ned Maddrell, the last speaker, passed away while Eyak, in Alaska, United States, met its demise last year with the death of Marie Smith Jones.</p>
<p>[…]</p>
<p>We need to prize bio-diversity, cultural and racial diversity, and linguistic diversity because we lose too much by becoming homogenized into one big, white, English-speaking society.</p></blockquote>
<div class="translation">Como pessoa que ama as línguas, estou decepcionada ao ler as notícias que chegam da apresentação da UNESCO sobre a atualização do Atlas das Línguas em Perigo no Mundo. Segundo o Atlas, apresentado na véspera do Dia Internacional da Língua Materna (21 de fevereiro), cerca de 200 línguas são faladas por menos de 10 pessoas e outras 178 por entre 10 e 50 pessoas.</p>
<p>Os dados indicam que em 6000 línguas existentes atualmente, mais de 200 desapareceram nas últimas três gerações, 538 estão em situação crítica, 502 gravemente em perigo, 631 definitivamente em perigo e 607 em situação insegura.</p>
<p>Quando morre o último sobrevivente de uma língua, essa também morre. A língua manês na Ilha de Man extinguiu-se em 1974 com a morte de Ned Maddrell, o seu último falante, enquanto a língua eyak, no Alasca, Estados Unidos, extinguiu-se no ano passado com a morte de Marie Smith Jones.</p>
<p>[…]</p>
<p>Precisamos premiar a biodiversidade, a diversidade de raça e de cultura, e aquela lingüística porque temos muito a perder em nos tornarmos homogeneizados em uma sociedade grande, branca e que fala inglês.</p></div>
<p>Enquanto as línguas em via de extinção são na maioria aquelas dos indígenas que devem prestar contas com a globalização e com o nacionalismo estatal, <a href="http://daniel-moving-out.blogspot.com/2009/02/portuguese-galician.html"><em>Daniel Moving Out</em></a> [En], blogger originário de Portugal e atualmente no Reino Unido, sustém que nem todas as línguas “não oficiais” estão morrendo:</p>
<blockquote><p>[…]</p>
<p>The Galician sounds like a cross between Spanish and Portuguese, somewhat like a dialect originated from the second and enriched with vocabulary and accent of the first. The language is originated from the Galician-Portuguese of medieval times, and it was spoken at all the County of Portucale. […]</p>
<p>This week, the Unesco atlas of world languages was released, regarding Galician as a strong language among those that are not the main languages of any country. It receives protection from the Castilian (common Spanish) from being geographically close to Portugal.</p>
<p>[…]</p></blockquote>
<div class="translation">[…]</p>
<p>O galego parece uma mistura entre o espanhol e o português, algo parecido com um dialeto que tenha tido origem a partir do segundo e que tenha sido enriquecido com o vocabulário e o acento do primeiro. A língua tem origem no galego-português de época medieval e era falada em todo o Condado de Portucale. […]</p>
<p>Nessa semana foi publicado o Atlas das Línguas do Mundo, e o galego é presente como uma língua forte, mesmo que não seja a língua principal de nenhum país. É protegido pelo castelhano (o espanhol comum) e pela sua proximidade geográfica com Portugal.</p>
<p>[…]</p></div>
<p>O blog, porém, resume alguns dos dados negativos:</p>
<blockquote><p>[…]</p>
<p>199 languages have less than a dozen of native speakers. In Indonesia, the 4 remaining speakers of Lengilu talk within [themselves]; the Karaim in Ukraine is kept by only 6 people. Over than 200 different languages have disappeared in the last 3 generations. The Manx, from the Isle of Man, here in the UK died with the last native speaker in 1974.</p>
<p>[…]</p></blockquote>
<div class="translation">199 línguas têm menos de uma dúzia de nativos falantes. Na Indonésia, as últimas 4 pessoas falantes do lengilu falam entre [si mesmas]; o karaim na Ucrânia é falado por apenas 6 pessoas. Além disso, 200 línguas diferentes desapareceram nas últimas três gerações. O manês, na Ilha de Man, aqui no Reino Unido, desapareceu com o último nativo que o falava, em 1974.</div>
<p>Mas nem todos estão preocupados com o desaparecimento das línguas.<br />
Comentando no blog de <a href="http://blog.ted.com/2009/02/unescos_latest.php"><em>TED blog</em></a> [En], Magnus Lindkvist diz:</p>
<blockquote><p>[…] Why do we insist on romanticizing ancient languages that arguably noone wants to speak anymore? What about the hundreds of new programming languages that have sprung up in the past decades? Or the infinite variations of English that people are adopting and “remixing” to make their own around the world? These are real languages and show a lot more vitality than Manx and Tirahi.</p></blockquote>
<div class="translation">
<p>[…] Por que insistimos em romantizar aquelas línguas antigas que possivelmente ninguém quer falar mais? O que dizer das centenas de linguagens de programação que apareceram de repente nos últimos decênios? Ou das infinitas variações do inglês que as pessoas vão adotando e “remixando” por conta própria no mundo todo? Essas línguas são verdadeiras e mostram uma vitalidade bem maior que o manês e o tirahi.</p></div>
<p><a href="http://abdullahwaheedsblog.blogspot.com/2009/02/dhivehi-and-international-mother.html"><em>Abdullah Waheed</em></a> [En], um nativo que fala o dhivehi – uma outra língua “oficial” que não é mais falada por muitos nas Maldivas – explica com um exemplo porque é importante preservar as línguas:</p>
<blockquote><p>[…]</p>
<p>Dhivehi language is absolutely vital to the identity of Maldivians as a people and Maldives as a country, because it is the only feature we all share and which few others have. It is a strategic factor in our advances towards sustainable development and the harmonious coordination of our affairs.<br />
Far from being a field reserved for writers, Dhivehi lies at the heart of all social, economic and cultural life. Dhivehi does matter to all of us. It matters when we want to promote cultural diversity, and fight illiteracy, and it matters for quality education, including teaching in the first years of schooling. It matters in the fight for greater social inclusion, for creativity, economic development and safeguarding indigenous knowledge.</p>
<p>[…]</p></blockquote>
<div class="translation">[…]</p>
<p>A língua dhivehi é absolutamente vital à identidade dos maldivianos como pessoas e das Maldivas como país porque é a única característica que todos temos em comum e que poucos outros têm. É um fator estratégico se queremos progredir em direção a um desenvolvimento sustentável e uma coordenação harmoniosa dos nossos assuntos.<br />
Longe de ser um campo de competência dos escritores, a língua dhivehi é ao centro da vida social inteira, econômica e cultural. O dhivehi é importante para todos nós. Conta se queremos promover a diversidade cultural e combater o analfabetismo, e conta pela qualidade de instrução, incluído o ensino nos primeiros anos de escola. Conta na luta por uma inclusão social maior, pela criatividade, o desenvolvimento econômico e a preservação da consciência indígena.</p>
<p>[…]</p></div>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Ucrânia: &#8220;Nacionalistas Ucranianos Russófonos&#8221;</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/28/ucrania-nacionalistas-ucranianos-russofonos/</link>
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		<pubDate>Sat, 28 Feb 2009 04:14:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte & Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Eastern & Central Europe]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
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		<description><![CDATA[Neste post, que gerou mais de cem comentários e que está agora listado como o 4º item mais popular no Yandex Blogs, o usuário do LiveJounal <i>alek-ya</i> explica o que é um "nacionalista ucraniano russófono".
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/neeka/">Veronica Khokhlova</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/02/24/ukraine-russophone-ukrainian-nationalists/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><a href="http://alek-ya.livejournal.com/1280824.html">Neste post</a> [Ru], que gerou mais de cem comentários e que está agora listado como o 4º item mais popular no Yandex Blogs, o usuário do LiveJounal <em>alek-ya</em> explica o que é um &#8220;nacionalista ucraniano russófono&#8221;:</p>
<blockquote><p>Hard to believe that it is possible, but such people do exist. I&#39;m one of them, I may say.</p>
<p>[…]</p>
<p>* These are the people who often spend their whole lives speaking Russian, but who think of themselves as Ukrainians and consider Ukraine their Motherland.</p>
<p>* We effortlessly switch from one language to another in conversation: we have friends in all parts of the country.</p>
<p>* When we are abroad and someone asks, “<em>Are you from Russia?</em>” we respond, “<em>No! I&#39;m from Ukraine.</em>“</p>
<p>* To another question: “<em>What is your native language</em>?” we reply: “<em>I&#39;m bilingual: Ukrainian and Russian.</em>“</p>
<p>* After watching a movie, we try hard to recall what language it was in, Russian or Ukrainian.</p>
<p>* Our keyboards have three [character set options]: Ї [UKR], Ы [RUS], S [ENG].</p>
<p>* We are happy to have our children attend Ukrainian[-language] kindergartens and schools.</p>
<p>* Aggressive attempts by some of our […] officials to impose Ukrainian language frightens us first of all because it may scare people away from Ukrainian.</p>
<p>* For us, [<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Taras_Shevchenko">Taras Shevchenko</a>], [<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ivan_Franko">Ivan Franko</a>], [<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Les_Kurbas">Les&#39; Kurbas</a>] (the list is endless) are [as important] as [<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mikhail_Lermontov">Mikhail Lermontov</a>], [<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Alexander_Pushkin">Aleksandr Pushkin</a>], [<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mikhail_Bulgakov">Mikhail Bulgakov</a>].</p>
<p>[…]</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;É difícil acreditar que isto seja possível, mas tais pessoas existem. Eu poderia dizer que sou uma delas.</p>
<p>[&#8230;]</p>
<p>* Estas são as pessoas que passam suas vidas inteiras falando russo, mas que pensam em si mesmos como ucranianos e consideram a Ucrânia como sua terra mãe.</p>
<p>* Nós passamos de uma língua para a outra sem nenhum esforço dentro de uma conversa: nós temos amigos em todos os lugares do país.</p>
<p>* Quando estamos viajando e alguém nos pergunta, &#8220;Você é da Russia?&#8221; nós respondemos, &#8220;Não! Eu sou da Ucrânia.&#8221;</p>
<p>* Quando nos perguntam: &#8220;Qual é a sua língua nativa?&#8221; nós respondemos: &#8220;Eu sou bilíngue: falo ucraniano e russo.&#8221;</p>
<p>* Depois de assistir a um filme, nós temos que fazer um esforço para nos lembrarmos em que língua era falado, russo ou ucraniano.</p>
<p>* Nossos teclados tem três [opções de tipo de caractere]: Ї [Ucraniano], Ы [Russo], S [Inglês].</p>
<p>* Nós gostamos que nossas crianças frequentem jardins de infância e escolas falantes [da língua] ucraniana.</p>
<p>* Tentativas agressivas por parte de alguns de nossos [&#8230;] agentes governamentais para impor a língua ucraniana nos assustam, antes de mais nada, pois podem muito bem fazer com que as pessoas evitem a língua ucraniana.</p>
<p>*Para nós, [Taras Shevchenko], [Ivan Franko], [Les&#39; Kurbas] (a lista é interminável) são [tão importantes] quanto [Mikhail Lermontov], [Aleksandr Pushkin], [Mikhail Bulgakov].</p>
<p>[&#8230;]&#8221;</p></div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Índia: Poetas e Terror em Mumbai</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/12/07/india-poetas-e-terror-em-mumbai/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/12/07/india-poetas-e-terror-em-mumbai/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 07 Dec 2008 14:43:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elisa Thiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte & Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Nada expressa melhor o coração do que um poema. Às vezes a composição complexa de um poema simplifica as questões complexas da vida, às vezes, ajuda você a compreender o seu entorno. Os poetas da Índia estão entristecidos pelos terríveis ataques que ocorreram recentemente em Mumbai. Você descobrirá que eles fazem perguntas em seus poemas e às vezes eles até as respondem para nós. Aqui estão alguns poucos fragmentos de suas manifestações.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/javits-rajendran/">Javits Rajendran</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/elisathiago/'>Elisa Thiago</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/12/01/india-poets-on-mumbai-terror/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Este <em>post</em> faz parte de uma <a href="http://globalvoicesonline.org/specialcoverage/mumbai-india-blasts-2008/">cobertura especial do Global Voices</a> [En] sobre os terríveis ataques em Mumbai, Índia, de 26 de novembro de 2008.</p>
<p>Nada expressa melhor o coração do que um poema. Às vezes a composição complexa de um poema simplifica as questões complexas da vida, às vezes, ajuda você a compreender o seu entorno. Os poetas da Índia estão entristecidos pelos terríveis ataques que ocorreram recentemente em Mumbai. Você descobrirá que eles fazem perguntas em seus poemas e às vezes eles até as respondem para nós. Aqui estão alguns poucos fragmentos de suas manifestações.</p>
<p><img src="http://farm1.static.flickr.com/22/30317275_553dce02b6.jpg?v=0" alt="flying pidgeons over bycicle and people on square in Mumbai" /></p>
<p>Glory: Imagem feita por usuário da Flickr, <a href="http://flickr.com/photos/50mm/">50mm</a>, usada sob uma  <a href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/deed.en">Creative Commons License</a> [En]</p>
<p>Uma menina de 12 anos, de Bangalore, atiça sua imaginação. Logo após a divulgação das notícias trágicas sobre a morte dos reféns de Nariman House, <em>Lavanya</em> trancou-se em seu quarto por cerca de 15 minutos e mais tarde entregou a seu pai Anand Krishna um poema intitulado <a href="http://anandkrishna.wordpress.com/2008/11/29/my-12-year-olds-reaction-to-the-terror-attack-in-mumbai/">‘The city that never slept, slept’</a> [En] [A cidade que nunca dormia, dormiu, em Inglês].</p>
<blockquote><p>[…]More lives are lost,<br />
More battles fought.<br />
The war was raging on,<br />
The guns just fire everywhere,<br />
Victory goes to no one.<br />
The terrorists may be killed,<br />
But the void of the lost loved one is never filled.<br />
The roads are empty, there is no sound.<br />
Mumbai, the city that never slept,<br />
Slept long, deep and sound.[.]</p></blockquote>
<div class="translation">[&#8230;]Mais vidas perdidas,<br />
Mais batalhas findas.<br />
A guerra continuava raivosa,<br />
Os rifles abrindo fogo para todos os lados,<br />
A vitória a ninguém pertence.<br />
Os terroristas podem vir a ser mortos,<br />
Mas o vazio deixado pelo amado que se foi nunca será preenchido.<br />
As estradas estão vazias, não há qualquer som.<br />
Mumbai, a cidade que nunca dormia,<br />
Dormiu longa, profunda e solidamente.</div>
<p><em>Vivek Sharma</em> em <em>Desicritics</em> fez uso de metáforas retiradas de épicos Indianos para descrever o terror de Mumbai em seu poema, <a href="http://desicritics.org/2008/11/28/083224.php">“Mumbai burns”</a> [En] [Mumbai arde em fogo, em Inglês]:</p>
<blockquote><p>[.]Did you see the sobbing reporter describe how the Taj of Mumbai burns?<br />
How many will Asuras (devils) cause to die before O Vishnu as avataar returns?</p>
<p>The fanatic bullet hunts gazelles everywhere that nostalgia mourns.<br />
Where is the machine crafted that chokes our unfinished yearns? […]</p></blockquote>
<div class="translation">[.]Você viu o repórter em prantos descrever como arde em fogo o Taj de Mumbai?<br />
A quantos os Asuras (demônios) levarão à morte antes que Vishnu, como avatar, retorne?</p>
<p>A munição fanática caça as gazelas por toda parte onde a nostalgia guarda o luto.<br />
Onde se fabrica a máquina que afoga nossas saudades inacabadas? [&#8230;]</p>
</div>
<p><em>Teal</em> intitula seu poema <a href="http://tealspace.wordpress.com/2008/11/30/a-battle-without-a-cause/">‘Battle without a cause’</a> [En] [Batalha sem uma causa, em Inglês] em <em>~ Spero ergo sum ~</em>. Tudo que ela deseja, no final das contas, é a paz. Mas suas indagações, sem fim, são nebulosas:</p>
<blockquote><p>[…]Has the power at center gone completely callous</p>
<p>focused on nothing, but creating chaos, raucous?</p>
<p>How many more to die, how many more to lose</p>
<p>Until they get the backbone to act, and set loose</p>
<p>The act of retribution, against these evil minions</p>
<p>Who, despite education and well bringing, act heinous</p>
<p>How dare you take away something that god has given?</p>
<p>How can you walk on, like nothing ever happened?[…]</p></blockquote>
<div class="translation">[&#8230;]Tornou-se, o poder no centro, tão completamente insensível<br />
focado em nada, mas criando caos, áspero?<br />
Quantos mais a morrer, quantos mais a perder<br />
Até que consigam que a espinha dorsal entre em ação e ponha em liberdade<br />
O ato de retribuição, contra esses serviçais diabólicos<br />
Que, apesar da educação e da boa criação, agem de forma atroz<br />
Como você se atreve a levar embora algo que foi dado por deus?<br />
Como pode continuar a caminhada como se nada houvesse acontecido? [&#8230;]</div>
<p><em>Sandhya Ramachandran</em> não consegue mais sorrir em paz. Não consegue encontrar um lugar onde possa ir e se esconder do terror em seu poema, <a href="http://dryadsongs.blogspot.com/2008/11/why-can-we-smile-in-peace.html">“Why can’t I smile in peace?”</a> [En] [Por que não posso sorrir em paz?, em Inglês]</p>
<blockquote><p>[…]I seem to have no streets<br />
to run and play and fall!<br />
There is no place to cycle<br />
no place to hide and crawl</p>
<p>I am a little kid of seven<br />
with her book and toys and doll<br />
Why can&#39;t I smile in peace<br />
It is my world too, after all![.]</p></blockquote>
<div class="translation">[&#8230;] Parece não haver ruas para mim<br />
onde possa correr e brincar e cair!<br />
Não há lugar onde andar de bicicleta<br />
nenhum lugar onde possa me esconder e engatinhar</p>
<p>Sou uma criança pequena de sete anos<br />
com seu livro e brinquedos e boneca<br />
Por que não posso sorrir em paz<br />
É meu mundo também, afinal de contas! [.]</p>
</div>
<p><em>Ashq</em>, um engenheiro de 28 anos de idade de Rajasthan deseja saber quando tudo isto irá terminar. Ele intitula seu poema em Hindi, <a href="http://ashq.wordpress.com/2008/11/27/aakhir-kab-tak/">“Aakhir kab tak?”</a> [H &amp; En](Untill when?) [Até quando?, em Inglês].</p>
<blockquote><p>ये सपने नहीं जानते ,<br />
किसी हिन्दू को न मुस्लमान को ,<br />
न ये जानतें है हिंदुस्तान को , न पाकिस्तान को ,<br />
फिर क्यों उन्हें ही चुकाना पड़ता है हर बार इस क़र्ज़ को ,<br />
क्यों भूल जाते है वो ‘कायर’ मानवता के अपने फ़र्ज़ को ,<br />
क्यों आतंक को हमेशा जेहाद कहा जाता है ,<br />
क्यों धरम को इस तरह नंगा नचाया जाता है I</p></blockquote>
<blockquote><p>They don’t care about dreams<br />
If you are Hindu or Muslim<br />
Nor do they care<br />
If India or Pakistan<br />
Why then do they always pay the debt?<br />
Why do those cowards (terrorists) forget their duty towards humanity?<br />
And name terror as jihad<br />
(Where) Karma is made to dance naked</p></blockquote>
<div class="translation">Eles não ligam para sonhos<br />
Se você é Hindu ou Muçulmano<br />
Nem se importam<br />
Se é Índia ou Paquistão<br />
Por que então são sempre eles que pagam as contas?<br />
Por que aqueles covardes (terroristas) se esquecem de seus deveres para com a humanidade?<br />
E nomeiam o terror como guerra santa (jihad)<br />
(Onde) Karma é posta a dançar nua</div>
<p><em>Shreya Tiwari</em> de Mumbai convida todos os Indianos a se unir e dar as mãos contra o terror em seu <a href="http://shreya78.rediffiland.com/blogs/2008/11/27/Mumbai-Blasts.html">Untitled Hindi poem</a> [H &amp; En] [poema em Hindi, Sem Título, em Inglês].</p>
<blockquote><p>आगे आओ मिलकर हाथ मिलायेंगे ,<br />
भारत को फिर से आजाद कराएँगे ।<br />
समझो बस इस  धरती को अपनी माता ,<br />
समझो सबको अपना ही भाई - भ्राता ।<br />
नही ज़रूरत मुझको तख्तो  ताजों की ,<br />
नही ज़रूरत स्वागत की और बाजों की ।<br />
मुझे ज़रूरत सबकी देश सुरक्षा  में ,<br />
मै मांगू बलिदान देश की रक्षा में ।<br />
बोलो क्या मै ऐसे ही चिल्लाऊंगा  ,<br />
दो ज़बाब क्या ऐसे ही मै गाऊंगा ।<br />
इंतज़ार है मुझको देश के पुत्तर का  ,<br />
इंतज़ार है मुझको सबके उत्तर का ।</p></blockquote>
<blockquote><p>Come ahead and we’ll join our hands.<br />
Try to free our country from terror<br />
This land is our mother<br />
And every Indian is our brother<br />
I don’t need any crowns neither do I want to rule<br />
I don’t need you to welcome me<br />
We need to unite to protect this country<br />
I need your blood for this nation<br />
Tell me would I remain screaming?<br />
Tell me would I remain sing like this?<br />
I am waiting for this country’s child<br />
And I am waiting for your replies.</p></blockquote>
<div class="translation">Dê um passo à frente e daremos nossas mãos.<br />
Tentar libertar nosso país do terror<br />
Esta terra é nossa mãe<br />
E todo Indiano é nosso irmão<br />
Não preciso de quaisquer coroas e nem quero eu governar<br />
Não preciso que você me dê as boas vindas<br />
Precisamos nos unir para proteger este país<br />
Preciso de seu sangue para esta nação<br />
Diga-me, ficaria aqui gritando?<br />
Diga-me, ficaria aqui cantando assim?<br />
Estou esperando pela criança deste país<br />
E estou esperando por suas respostas.</div>
<p>Se você deseja partilhar um poema favor adicioná-lo na seção dos comentários.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Língua: A criação de um projeto de tradução global</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/11/16/lingua-a-criacao-de-um-projeto-de-traducao-global/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/11/16/lingua-a-criacao-de-um-projeto-de-traducao-global/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 16 Nov 2008 13:22:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Feature]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Informes]]></category>
		<category><![CDATA[Língua]]></category>
		<category><![CDATA[Sobre o GVO]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Já se perguntou como juntar dezenas de pessoas para trabalharem juntas em traduções para inúmeros idiomas diferentes? Nos seus quase dois anos, a comunidade de tradução Lingua do Global Voices cresceu para chegar a 15 idiomas diferentes (7 mais estão a caminho!) e abarcar mais de 75 tradutores voluntários. Para falar a verdade, estamos espantados com nosso próprio crescimento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/solana-larsen/">Solana Larsen</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/11/15/lingua-the-making-of-a-global-online-translation-project/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><a href="http://globalvoicesonline.org/lingua/"><img src="http://globalvoicesonline.org/_p/img/badges/linguabadge-general.gif" align="right" alt="Lingua Project" /></a>Já se perguntou como juntar dezenas de pessoas para trabalharem juntas em traduções para inúmeros idiomas diferentes? Nos seus quase dois anos, <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/lingua/">a comunidade de tradução Lingua</a> do Global Voices cresceu para chegar a 15 idiomas diferentes (7 mais estão a caminho!) e abarcar mais de 75 tradutores voluntários. Para falar a verdade, estamos espantados com nosso próprio crescimento.</p>
<p>Em dezembro de 2006, blogueiros que participavam do <a href="http://globalvoicesonline.org/about/annual-summits/global-voices-delhi-summit-december-2006/">Global Voices Summit em Deli</a> [en] decidiram criar um projeto que possibilitasse que tradutores voluntários tornassem artigos selecionados do Global Voices disponíveis em outros idiomas. Em dois anos, agora temos sites em <a href="http://bn.globalvoicesonline.org/">bengalês</a>, <a href="http://fr.globalvoicesonline.org/">francês</a>, <a href="http://ar.globalvoicesonline.org/">árabe</a>, <a href="http://sq.globalvoicesonline.org/">albanês</a>, <a href="http://zh.globalvoicesonline.org/hans/">chinês</a>, <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/lingua/">e muitos outros idiomas</a>.</p>
<p><a href="http://globalvoicesonline.org/author/leonard/">Leonard Chien</a>, no Taiwan, é o co-coordenador do Projeto Lingua, ao lado de <a href="http://globalvoicesonline.org/author/portnoy/">Portnoy Zheng</a>. Ele criou uma linha do tempo interativa, mapeando o crescimento do projeto e incluindo o primeiro artigo em cada idioma, parcerias chave com outras organizações, cobertura na mídia sobre o projeto e entrevistas com participantes. </p>
<p><iframe height='390' width='928' scrolling='no' frameborder='0'  src='http://www.xtimeline.com/timeline/Global-Voices-Project-Lingua/embed/928/390'></iframe></p>
<p><em>Movimente o ponto verde para a direita para ler as entradas na linha do tempo. Clique nessas entradas para ler mais detalhes sobre cada acontecimento.</em></p>
<p>Novos voluntários aparecem de todos os cantos do mundo para colaborar com esse projeto. Um e-mail para o Língua por parte de um tradutor interessado é o primeiro passo para fazer parte do projeto. Cada grupo opera de forma autônoma na tradução de artigos, e todos trabalham juntos mediados por grupos de e-mails para decidir conjuntamente o futuro do projeto. Muitos tradutores acabam também virando autores de textos originais do Global Voices e vice-versa.</p>
<p><a href="http://fr.globalvoicesonline.org/author/claire-ulrich/">Claire Ulrich</a>, coordenadora do <a href="http://fr.globalvoicesonline.org/">Global Voices em Francês</a>, criou um mapa da comunidade de tradutores do projeto língua.</p>
<p><iframe width="450" height="325" frameborder="0" scrolling="no" marginheight="0" marginwidth="0" src="http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&amp;hl=en&amp;msa=0&amp;msid=103833164969857560053.0004557693cd11f27fc29&amp;t=h&amp;s=AARTsJrE9oF7ALMDWzEwSlm7s_ckIIHXDw&amp;ll=37.160317,9.140625&amp;spn=141.484821,316.40625&amp;z=1&amp;output=embed"></iframe><br /><small><a href="http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&amp;hl=en&amp;msa=0&amp;msid=103833164969857560053.0004557693cd11f27fc29&amp;t=h&amp;ll=37.160317,9.140625&amp;spn=141.484821,316.40625&amp;z=1&amp;source=embed" style="color:#0000FF;text-align:left">Ver em tamanho maior</a></small></p>
<p>Envolva-se no projeto Língua se você tiver dotes e tempo para contribuir. Todos são bem-vindos e a comunidade é cheia de gente legal. Mande um e-mail! (na parte inferior <a href="http://globalvoicesonline.org/lingua/">dessa página</a>)</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Assombrações e lendas brasileiras na lusosfera. Parte 3</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/11/01/assombracoes-e-lendas-brasileiras-na-lusosfera-parte-3/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/11/01/assombracoes-e-lendas-brasileiras-na-lusosfera-parte-3/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 01 Nov 2008 04:10:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
		<category><![CDATA[Arte & Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Brazil]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Língua]]></category>
		<category><![CDATA[Portuguese]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Para fechar com chave de ouro esta série sobre os mitos, lendas e assombrações brasileiros aos olhos da lusosfera, não poderíamos estar falando de outra entidade que não o brasileiríssimo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Saci">Sací Pererê</a>. Depois de conhecer seres míticos como a <em>Cuca</em>, o <em>Boitatá</em> e o <em>Curupira</em> no <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/16/assombracoes-e-lendas-brasileiras-na-lusosfera-parte-1/">primeiro artigo</a> desta série, e ler intrigantes narrativas sobre o <em>Cabeça de Cuia</em> e o <em>Caboclo D'Água</em>, entre outros, no <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/24/assombracoes-e-lendas-brasileiras-na-lusosfera-parte-2/">segundo artigo</a> da série, agora vamos nos debruçar sobre a mais famosa das entidades míticas brasileiras, que chegou a ser contemplado por leis que transformam o dia 31 de outubro no <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_do_Saci">Dia do Saci</a>.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/danielduende/">Daniel Duende</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/11/01/brazilian-myths-and-haunts-on-the-lusosphere-part-3/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Para fechar com chave de ouro esta série sobre os mitos, lendas e assombrações brasileiros aos olhos da lusosfera, não poderíamos estar falando de outra entidade que não o brasileiríssimo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Saci">Sací Pererê</a>. Depois de conhecer seres míticos como a <em>Cuca</em>, o <em>Boitatá</em> e o <em>Curupira</em> no <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/16/assombracoes-e-lendas-brasileiras-na-lusosfera-parte-1/">primeiro artigo</a> desta série, e ler intrigantes narrativas sobre o <em>Cabeça de Cuia</em> e o <em>Caboclo D&#39;Água</em>, entre outros, no <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/24/assombracoes-e-lendas-brasileiras-na-lusosfera-parte-2/">segundo artigo</a> da série, agora vamos nos debruçar sobre a mais famosa das entidades míticas brasileiras, que chegou a ser contemplado por leis que transformam o dia 31 de outubro no <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_do_Saci">Dia do Saci</a>.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.sosaci.org/galeria/vicente.jpg" alt="" /></p>
<p>Mas quem ou o quê é o Saci Pererê? Essa entidade esperta, especialista em confundir e enganar &#8212; por diversão ou por maldade &#8212; conseguiu confundir até mesmo a blogosfera. Muitas são as origens e descrições distintas encontradas. Para não contribuir com a confusão, o que só ajudaria os planos do Sací, vamos citar apenas duas delas.</p>
<p>O site <em>Ifolclore</em> dá <a href="http://www.ifolclore.com.br/lendas/gerais/g_saci2.htm">várias descrições do Sací Pererê</a>. Entre elas, esta é uma das mais esclarecedoras:</p>
<blockquote><p>&#8220;O Saci é uma entidade muito popular no folclore Brasileiro. No fim do século XVIII já se falava dele entre os negros, mestiços e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tupi-Guarani">Tupis-guarani</a>, de onde se origina seu nome. Em muitas regiões do Brasil, o Saci é considerado um ser muito brincalhão, que esconde objetos da casa, assusta animais, assovia no ouvido das pessoas, desarruma cozinhas; enquanto que em outros lugares ele é visto como uma figura maléfica. É um negrinho de uma perna só que fuma um cachimbo e usa na cabeça uma carapuça vermelha que lhe dá poderes mágicos, entre eles, o de aparecer e desaparecer onde desejar. Tem uma mão furada e gosta de jogar objetos pequenos para o alto e deixa-los atravessa-la para pegar com a outra. Ele costuma assustar viajantes ou caçadores solitários que se aventuram por lugares ermos nos sertões ou matas, com um arrepiante assovio no ouvido, para em seguida aparecer numa nuvem de fumaça pedindo fogo para seu cachimbo. Ele gosta de esconder brinquedos de crianças, soltar animais dos currais, derramar sal que encontra nas cozinhas, e em noites de lua, monta um cavalo e sai campo afora em desembalada carreira fazendo grande alvoroço. Diz a crença popular que dentro dos redemoinhos de vento - fenômeno onde uma coluna de vento rodopia levantando areia e restos de vegetação e sai varrendo tudo que encontra a sua frente - existe um Saci.&#8221;</p></blockquote>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.sosaci.org/galeria/Ceu2.jpg" alt="" /></p>
<p>A <em>Enciclopédia Mestiça</em> <a href="http://www.geocities.com/fusaoracial/saci.htm">chama a atenção</a> para as diversas origens possíveis do Sací, e o relaciona com outros seres encantados e mitos do Brasil e do mundo:</p>
<blockquote><p>&#8220;A representação clássica do Saci Pererê é a de um negro pequenino, de uma perna só, com uma toca vermelha na cabeça e um pito na boca. É dado a ele um temperamento irrequieto e está sempre fazendo traquinagens. Não se deve, porém, dizer que seja mau, antes que seja imprevisível e um tanto inconseqüente. Não há consenso sobre sua origem, se indígena ou negra; conforme a região foi sendo representado em diferentes nuances. É visto como um ser mestiço por alguns. Em 1917, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Monteiro_Lobato">Monteiro Lobato</a> organizou uma pesquisa entre leitores do Estadinho, publicação vespertina do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Estado_de_S._Paulo">O Estado de São Paulo</a>. No ano seguinte publico o livro Inquérito. Para Monteiro Lobato, o saci é fruto de influências indígenas, negras e portuguesas. Seu mito desenvolveu-se mais fortemente nas áreas sertanejas do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Regi%C3%A3o_Sudeste">Sudeste</a>. Ele seria mais encontrado em locais com plantas. Pode ser um versão de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ex%C3%BA">Exu</a>, o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Orix%C3%A1">orixá</a> que como ele possui um caráter de desorganizador-reorganizador e um comportamento imprevisível. Desde as primeiras missões jesuíticas, Exu é associado ao Diabo, da religião cristã. O Saci pode estar também ligado ao mito português do Matintaperera, ou Matintaperê,<br />
[&#8230;]<br />
No Amazonas houve o mito de uma entidade também com o nome de Matintapera, de duas pernas e sem carapuça, cujo poder vem de um colar; corresponderia ao Cambaí, em guarani, e ao Iaci, em tupi. Os negros o teriam associado a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ossaim">Ossaim</a>, filho de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Iemanja">Iemanjá</a> e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Oxala">Oxalá</a>, que possui uma única perna e cuida das plantas. Entre os países da bacia do Prata, houve o Iaci Iaterê, um ser de cabelos de fogo. No folclore haitiano há o Quibungo, de origem <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Banto">banto</a>, um menino que sai à noite para perseguir pessoas. Outra personagem africana é o Gunocô, que protege as matas. Na Europa, havia também o mito dos <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fada">duendes</a>, pequenos seres campestres. Em 2003, foi fundada em São Luiz do Paraitinga, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Paulo">São Paulo</a>, a Sociedade dos Observadores do Saci - Sosaci, que conseguiu aprovar, na capital paulista, o dia 31 de outubro como o dia do Saci.&#8221;</p></blockquote>
<p>Por falar na <a href="http://sosaci.org/">Sociedade dos Observadores de Sací</a>, o site da organização reúne <a href="http://sosaci.org/historias.html">vários artigos interessantes</a>, em português, para quem quiser saber mais sobre o Sací.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.sosaci.org/galeria/eder.jpg" alt="" /></p>
<p>Uma das perguntas mais frequentes a respeito dos Sacis é por quê ele tem só uma perna. Entre as muitas respostas que encontrei, <a href="http://casossobrenaturais.blogspot.com/2007/05/dando-seqncia-sesso-folclore-do-blag.html">a resposta dada</a> por <em>Tio Cráudio</em> no lendário blogue <em><a href="http://casossobrenaturais.blogspot.com/">Casos Sobrenaturais</a></em> é a mais direta e esclarecedora:</p>
<blockquote><p>&#8220;[&#8230;] Com a chegada dos escravos negros trazidos pelos invasores portugueses, a lenda do saci miscigenou com o choque cultural. Passou a ser negro e perdeu uma perna.<br />
[&#8230;]<br />
Essa mudança não foi por acaso e tem um sentido mórbido. Era comum os escravos fugidos serem recapturados e torturados. Alguns chegavam a ser multilados.</p>
<p>Uma das formas de vingança que os negros escravos usavam era a psicológica. As escravas usadas como babás , para sacanear com os portugueses, costumavam contar histórias e cantigas de ninar cujo tema tinha como objetivo abaixar a estima e criar o medo nas crianças .</p>
<p>Na lenda do Saci especificamente, o mesmo se tornava o vingador dos escravos, fazendo tudo o que eles queriam mas não podiam fazer.&#8221;</p></blockquote>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.sosaci.org/galeria/Voltolino2.jpg" alt="" /></p>
<p>Seja um protetor das florestas ou uma espécie de demônio, ou apenas uma entidade infantil brincalhona, é importante saber como lidar com os Sacis. Uns dizem que se deve ter muito cuidado com suas brincadeiras, e evitar andar pelos lugares que ele frequenta. Outros afirmam que o melhor jeito é capturá-lo antes que faça algum mal. Para os que pensam assim, <em>Tio Cráudio</em>, grande estudioso do conhecimento arcano, traz <a href="http://casossobrenaturais.blogspot.com/2007/05/dando-seqncia-sesso-folclore-do-blag.html">no mesmo post</a> uma receita de como aprisionar os sacís:</p>
<blockquote><p>&#8220;[&#8230;] O fato de ter uma perna só não é problema por que ele se movimenta através de redemoinhos de vento.</p>
<p>Boa parte de seus poderes estão no contato com o famoso gorro vermelho (herança da cultura européia). Com ele o Saci pode ficar invisível e se locomover.<br />
[&#8230;]<br />
Você precisa estar armado com uma peneira, uma garrafa, uma rolha, um rosário [&#8230;]</p>
<p>Assim que vir o redemoinho, jogue rapidamente a peneira em cima. Isso por si só já imobiliza o bicho.</p>
<p>Agora é fácil. Pegue o rosário e envolva a peneira. Com isso você vai poder abrir sem que ele fuja. ( A visão católica era que o Saci é um demônio. Assim ele deve temer os símbolos cristãos)</p>
<p>Próximo passo. Coloque a garrafa no centro. O bicho vai estar tão doido por causa do rosário que vai tentar se esconder lá dentro. Espere uns cinco minutos. Acho que é tempo suficiente.</p>
<p>Em seguida tampe a garrafa com a rolha e pronto!!!&#8221;</p></blockquote>
<p>E como o Sací é esperto, já está quase conseguindo até se tornar símbolo da Seleção Brasileira de Futebol, como nos conta <em>Paulo Bicarato</em> <a href="http://www.alfarrabio.org/index.php?itemid=2844">em seu <em>Alfarrábio</em></a>. Paulo nos conta também que tem gente que não gostou da idéia. Mas já era de se esperar que um ser misterioso e brincalhão como o Sací fosse encontrar resistência em seus planos para se tornar mundialmente famoso.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.sosaci.org/galeria/Ohi2.jpg" alt="" /></p>
<p>O Sací Pererê, mesmo sendo um dos mitos mais famosos e importantes do Brasil, é também muito misterioso, e há sobre ele mais desinformação do que conhecimento &#8212; bem do jeito que ele gosta. A Sociedade dos Observadores de Sací solicita que as pessoas enviem seus relatos de encontros com sacís, ou qualquer informação que descubram sobre estes seres, na tentativa de enxergar através das brincadeiras pregadas por este mito. Como sempre, seguimos observando os mitos da blogosfera, e voltaremos a relatar caso eles descubram alguma coisa.</p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><strong>Mais lendas e assombrações:</strong></p>
<p>Este post é parte de uma série do Global Voices Online sobre fantasmas, assombrações, mitos e lendas, que coincide com o Halloween, o Dia de Todos os Santos, e os feriados macabros desta época. Visite nossa <a href="http://globalvoicesonline.org/specialcoverage/ghosts-gouls-myths-and-legends/">página de cobertura especial</a> [En].</p>
<p><em>Todas as imagens usadas neste artigo <a href="http://www.sosaci.org/galeria/galeria.htm">estão disponíveis</a> na <a href="http://www.sosaci.org/">página da Sosaci</a>, e foram usadas por gentil permissão do Sací.</em></p>
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		<item>
		<title>Assombrações e lendas brasileiras na lusosfera. Parte 2</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/24/assombracoes-e-lendas-brasileiras-na-lusosfera-parte-2/</link>
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		<pubDate>Fri, 24 Oct 2008 04:48:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/16/assombracoes-e-lendas-brasileiras-na-lusosfera-parte-1/">primeiro artigo desta série</a>, vasculhamos a internet brasileira em busca de websites que nos contassem histórias sobre assombrações e seres encatados do folclore brasileiro. Agora, neste segundo artigo da série vamos ouvir as histórias e lendas contadas por blogueiros. Eles não nos contar sobre o <em>Cabeça de Cuia</em> e sobre o <em>Caboclo D'Água</em>, e sobre a bela e triste lenda da <em>Vitória Régia</em>. Vão nos dizer mais detalhes sobre a misteriosa <em>Loira do Banheiro</em> e vão nos segredar sobre <em>o Boto</em>, que sai do rio para seduzir as moças e abandoná-las para carregar e criar seus filhos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/danielduende/">Daniel Duende</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/10/23/brazilian-myths-and-haunts-on-the-lusosphere-part-2/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>No <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/16/assombracoes-e-lendas-brasileiras-na-lusosfera-parte-1/">primeiro artigo desta série</a>, vasculhamos a internet brasileira em busca de websites que nos contassem histórias sobre assombrações e seres encatados do folclore brasileiro. Agora, neste segundo artigo da série vamos ouvir as histórias e lendas contadas por blogueiros. Eles vão nos contar sobre o <em>Cabeça de Cuia</em> e sobre o <em>Caboclo D&#39;Água</em>, e sobre a bela e triste lenda da <em>Vitória Régia</em>. Vão nos dizer mais detalhes sobre a misteriosa <em>Loira do Banheiro</em> e vão nos segredar sobre <em>o Boto</em>, que sai do rio para seduzir as moças e abandoná-las para carregar e criar seus filhos.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://farm1.static.flickr.com/169/412494726_5b20b385aa.jpg" alt="Alma Vagando, by DPadua" /><br />
<em><a href="http://www.flickr.com/photos/imaginarios/412494726/in/photostream/">Alma Vagando</a>, por <a href="http://www.flickr.com/photos/imaginarios/">DPadua</a> no Flickr. Usado sob licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/deed.en">Creative Commons</a>.</em></p>
<p>Como prometemos no artigo anterior, vamos nos aprofundar mais na história da misteriosa <em>Loira do Banheiro</em>. E é ninguém menos do que Cláudio, também conhecido com <em>Tio Cráudio</em>, o antigo zelador do blogue <a href="http://casossobrenaturais.blogspot.com/">Casos Sobrenaturais</a>, quem nos conta sobre os detalhes a respeito <a href="http://casossobrenaturais.blogspot.com/2005/12/figurinhas-conhecidas-loira-do.html">da terrível morte que transformou uma vaidosa jovem em uma cruel assombração</a>.</p>
<blockquote><p>&#8220;Conta-se que , havia uma garota loira (para variar) muito vaidosa que sempre filava aula para ficar no banheiro da escola se admirando no espelho.Ela era sempre protegida pelo zelador ,que encobria suas fugas.Este,mantinha um desejo platônico pela garota que aumentava exponencialmente durante o passar dos anos.<br />
Um belo dia o zelador resolveu esperar a loira na saida do banheiro e declarou os seus sentimentos.Ela, sem pestanejar, caiu na gargalhada e mostrou todo seu desprezo pelo rapaz de forma humilhante.Ele, tomado por um misto de ódio e decepção, a arremessou dentro do banheiro e a espancou violentamente, abafando seus gritos com as mãos.<br />
Após o ato inconsequente , o zelador fugiu do colégio e nunca mais voltou.Dizem que ela ,antes de morrer, conseguiu se levantar e ver seu rosto deformado pelos edemas e cortes no espelho,soltando um grito de pavor que fez todo o colégio se arrepiar.<br />
Varias pessoas se dirigiram ao banheiro em busca do que havia acontecido mas nada encontraram.Não havia ninguém alí.<br />
Como a garota sumiu, a polícia associou o desaparecimento com a fuga do zelador e o prendeu.Ele acabou confessando a agressão mas não soube dizer onde o corpo estava.&#8221;</p></blockquote>
<p><em>Tio Cráudio</em> jura que a história é tão verdadeira quanto os lendários bolos de cenoura preparados por sua mítica mãe. Mas, como dissemos antes, tudo a respeito da <em>Loira do Banheiro</em> é profundamente misterioso.</p>
<p>No <a href="http://lord85.multiply.com/">Ulysse&#39;s Site</a>, o usuário <em>lord85</em> do Multiply <a href="http://lord85.multiply.com/journal/item/101/MITOS_E_LENDAS_DO_FOLCLORE_BRASILEIRO.">nos fala</a> sobre vários mitos e lendas populares brasileiros. Entre outros, ele nos traz a história do <em>Cabeça de Cuia</em> e a lenda do <em>Caboclo D&#39;Água</em>, e reconta a bela e triste lenda indígena da <em>Vitória Régia</em>:</p>
<blockquote><p><strong>Cabeça de Cuia</strong></p>
<p><img class="alignright" src="http://www.regipara.com/reduz.asp?path=E:%5Cvhosts%5Cregipara.com%5Chttpdocs%5Cgeral%5Cimg%5Ccuia.jpg&amp;Width=150" alt="" hspace="5" />Durante as cheias, sempre à noite e mais freqüentemente às sextas-feiras, costuma aparecer nas águas dos rios Poti e Parnaíba, um monstro. Trata-se de um sujeito alto, magro, com longos cabelos caídos pela testa e cheios de lodo, a que chamam cabeça de cuia.</p>
<p>Dizem que, há muitos anos, em uma pequena aldeia do vilarejo denominado Poti Velho vivia uma pequena família, cujo arrimo era um jovem pescador, a que alguns dão o nome de Crispim. Certo dia, o rapaz retornou da pesca muito aborrecido. À hora da refeição, composta de carne de vaca, pegou um enorme pedaço de osso e, a fim de tirar o tutano, bateu com ele na cabeça da velha mãe. A pobre senhora, indignada e enfurecida, rogou-lhe uma praga, amaldiçoando-o. O filho, com o coração tomado de remorso, pôs-se a correr como um louco e atirou-se às águas do rio Poti, desaparecendo.</p>
<p>Desde esse dia, o cabeça de cuia nada errante pelas águas dos dois rios, surgindo ora aqui, ora ali, na época das enchentes e nas noites de sexta-feira. Aparece de repente e agarra banhistas desavisados, principalmente crianças, arrastando-os para o fundo das águas. De sete em sete anos, devora uma moça chamada Maria. Após apoderar-se de sete Marias, seu encanto estará quebrado e ele retornará ao seu estado natural. Contam que sua mãe permanecerá viva até que o filho esteja livre de sua sina.</p>
<p>É o principal mito do estado do Piauí. A Prefeitura de Teresina instituiu, em 2003, o Dia do Cabeça de Cuia, a ser comemorado na última sexta-feira do mês de abril</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.regipara.com/reduz.asp?path=E:%5Cvhosts%5Cregipara.com%5Chttpdocs%5Cgeral%5Cimg%5Ccaboclo.jpg&amp;Width=250" alt="Caboclo Dágua" /><br />
<em>Caboclo D&#39;Água, conforme <a href="http://lord85.multiply.com/journal/item/101/MITOS_E_LENDAS_DO_FOLCLORE_BRASILEIRO.">ilustração no Ulysse&#39;s Site</a>.</em></p>
<blockquote><p><strong>Caboclo D&#39;Água</strong></p>
<p>O caboclo-dágua, também chamado negro-dágua e bicho-dágua, é um dos mitos aquáticos mais populares na região do vale do rio São Francisco. Ninguém sabe de onde surgiu. Vive nas barrancas e alagadiços. Segundo as descrições mais comuns, é baixo, troncudo, musculoso, muito forte, tem a pele cor de bronze e um só olho no meio da testa. Apesar de seu tipo físico, movimenta-se de forma muito rápida e ágil. Às vezes sai do rio e caminha pela terra, geralmente para praticar alguma vingança ou fazer algum favor, mas nunca se afasta muito das margens. Para muitos, é um só e possui poderes para estar em vários lugares ao mesmo tempo.</p>
<p>Dizem que possui o temperamento enfezado e não nutre grandes simpatias para com os pescadores e remeiros. Agarra o fundo das canoas e barcos, balançando-os até os virar ou encalhando-os. Seu corpo é à prova de balas. Para evitar encontrá-lo, deve-se fincar uma faca no fundo da embarcação. Porém, se for bem tratado, o caboclo torna-se benfazejo, ajudando nas pescarias e evitando enchentes. Para agradá-lo, basta oferecer-lhe fumo.</p></blockquote>
<blockquote><p><strong>Vitória Régia</strong></p>
<p><img class="alignright" src="http://farm2.static.flickr.com/1054/1415028507_3b206a812d_m.jpg" alt="" /> Numa Tribo de índios que vivia às margens do Grande Rio. Nos igarapés silenciosos as jovens índias cantavam e sonhavam.As índias ficavam por muitas horas olhando a Lua ( Jaci como a chamavam a Deusa), a beleza das estrelas. Um dia, Neca-Neca, uma bela jovem índia , subiu numa árvore mais alta para ver se tocava na lua. Não conseguiu. Impacientes as índias, noutro dia, foram as montanhas distantes para tocarem com as mãos a lua e as estrelas. Nada, quando lá chegaram a lua estava tão distante que voltaram tristonhas para suas malocas, e na rede todas ficaram deitadas muito tristes. Ficaram tristes, porque, caso tocassem a lua ou as estrelas, tornar-se iam uma delas com toda a sua beleza.<br />
Numa outra noite, Neca-neca, deixou sua rede, muito tristonha, desiludida porque não conseguira tocar a lua. Era uma noite de lua cheia. Lá estava a lua grande bela, refletida nas águas. Ela então resolveu pedir a Lua para Tocá-la,e resolveu atirar-se no Rio para tentar tocá-la (o Reflexo da Lua no Rio) e desapareceu. A lua (Iaci) ficou com muita pena e resolveu imortalizá-la na terra pois era impossível para ela levá-la para seu reino espiritual e transformá-la numa estrela ,então transformou-a numa flor, a vitória-régia.</p></blockquote>
<p>A <a href="http://www.flickr.com/photos/celsoabreu/1415028507/">foto da Vitória Régia</a> usada na citação acima é de autoria de <a href="http://www.flickr.com/photos/celsoabreu/"><em>CelsoAbreu</em></a>, e foi publicada de acordo com sua <a href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/deed.en">licença Creative Commons</a>.</p>
<p>Em seu blogue <a href="http://thelisbongiraffe.typepad.com/diario_de_lisboa/"><em>Diário de Lisboa</em></a>, uma blogueira luso-brasileira que se identifica apenas como uma &#8220;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nereida">nereida</a> guerreira das palavras&#8221; <a href="http://thelisbongiraffe.typepad.com/diario_de_lisboa/2006/10/mitos_e_lendas__1.html">nos conta a história do Boto</a>, o animal aquático que vira gente nas noites de festa para seduzir as moças que vivem na beira do rio:</p>
<blockquote><p><strong>O Boto</strong></p>
<p>&#8220;Personagem de grande importância na mitologia amazônica, principalmente no Pará. Segundo a lenda, o Boto Rosa deixa as águas do Rio Amazonas e transforma-se em um rapaz cuja beleza, fala meiga e sedutora, magnetismo do olhar atraem irresistivelmente todas as mulheres.</p>
<p>Contam que em noites de festa, ele se transforma em um rapaz alto, claro, forte,bonito e sempre se apresenta muito bem vestido, sempre de branco, sem nunca remover o chapéu que usa para ocultar o orifício para respiração no alto da cabeça. O boto bebe, dança, seduz as moças interioranas que comparecem as festas de beira de rio. Antes da alvorada, pula na água e volta à sua condição primitiva. Porém acabando o encanto, na hora que tem de transformar-se em boto, seus acessórios voltam a ser habitantes das águas: a espada é um poraquê, o chapéu é uma arraia e assim por diante.</p>
<p>A lenda serve de aviso às moças para tomarem cuidado com flertes que recebiam de belos rapazes em bailes ou festas. Por detrás deles poderia estar a figura do Boto, um conquistador de corações, que pode engravidá-las e abandoná-las.&#8221;</p></blockquote>
<p>Estas são apenas algumas, muito poucas, das histórias e lendas contadas e recontadas dentro e fora da blogosfera lusófona. No próximo artigo, o último desta série, vamos nos concentrar na busca ao <em>Saci Pererê</em> &#8212; talvez o mais famoso e misterioso ser da mitologia brasileira. Vamos seguir seu rastro de blogue em blogue, descobrir quem ele é e como encontrá-lo, e com sorte descobrir como evitar suas brincadeiras. Não perca.</p>
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		<title>Assombrações e lendas brasileiras na lusosfera. Parte 1</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Oct 2008 22:28:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Neste primeiro de três artigos onde sentaremos à beira da fogueira virtual e ouviremos as histórias de assombrações e encantos do imaginário brasileiro contadas pela lusosfera, vamos nos debruçar sobre as histórias contadas em sites sobre cultura e folclore brasileiros. Eles vão nos contar sobre a Cuca e o Negrinho do Pastoreio, sobre o Boitatá e o Curupira, e alguns outros seres que povoam as noites e os sonhos e pesadelos brasileiros. Em meio a estes tantos sites, encontramos também um grupo de artistas do sul que resolveram dar uma nova roupagem a um mito popular brasileiro bastante conhecido.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/danielduende/">Daniel Duende</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/10/15/brazilian-myths-and-haunts-1/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Agora que você já conheceu, e se arrepiou, com algumas lendas, mitos e assombrações latino-americanas selecionadas por <a href="http://globalvoicesonline.org/author/juliana-rincon-parra/">Juliana Rincón</a> em seus dois artigos (<a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/07/america-latina-historias-fantasmas-demonios-e-assombracoes/">parte 1</a>, <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/16/america-latina-mais-historias-fantasmas-demonios-e-assombracoes/">parte 2</a>) sobre o tema para o Global Voices, é hora de mergulhar no <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Folclore_brasileiro">universo imaginário popular</a> do imenso Brasil.</p>
<p>Neste primeiro de três artigos onde sentaremos à beira da fogueira virtual e ouviremos as histórias de assombrações e encantos do imaginário brasileiro contadas pela lusosfera, vamos nos debruçar sobre as histórias contadas em sites sobre cultura e folclore brasileiros.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://farm3.static.flickr.com/2282/2507381118_7ba23701ac.jpg?v=0" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><em><a href="http://www.flickr.com/photos/iurifernandes/2507381118/">Sombra Nocturna</a>, por <a href="http://www.flickr.com/photos/iurifernandes/">O Pirata</a> no Flickr. Publicado sob licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/deed.en">Creative Commons BY 2.0 Licence</a></em></p>
<p>Um dos melhores sites sobre lendas e folclore do Brasil é o <a href="http://www.jangadabrasil.com.br/">Jangada Brasil</a>, uma reconhecida revista sobre cultura brasileira. Nele se encontra uma pequena porém excelente <a href="http://www.jangadabrasil.com.br/revista/galeria/index.asp">biblioteca de mitos e lendas</a>, parada certa para qualquer falante do português que esteja em busca de material sobre mitos e lendas brasileiras. E é o Jangada Brasil que vai começar com as histórias desta noite, nos contando sobre o <a href="http://www.jangadabrasil.com.br/revista/galeria/ca83010f.asp">Negrinho do Pastoreio</a>, a temível <a href="http://www.jangadabrasil.com.br/revista/galeria/ca70009f.asp">Cuca</a> e sobre a assombração mais urbana da <a href="http://www.jangadabrasil.com.br/revista/galeria/ca79006f.asp">Loira do Banheiro</a>:</p>
<blockquote><p><strong>Negrinho do Pastoreio</strong></p>
<p>Escravo, órfão, o menino pertencia a um fazendeiro rico, cruel e arrogante. Maltratado por todos, principalmente pelos filhos do senhor, sofreu inúmeros castigos e barbaridades. Ao perder a tropilha de cavalos de seu amo, foi surrado sem piedade. Seu corpo moribundo foi, então, jogado à boca de um enorme formigueiro, para que as formigas o devorassem. No dia seguinte, o fazendeiro, atormentado, correu ao local e não mais encontrou o supliciado. Em vez disso, viu Nossa Senhora e o Negrinho, seu afilhado, são e feliz, montado em um cavalo baio, pastoreando uma tropilha de cavalos invisíveis.</p>
<p>O Negrinho do Pastoreio é mito de origem <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ga%C3%BAcho">gaúcha</a>, com fundamentos católicos e europeus, divulgado com finalidades morais. A compensação e redenção divinas  aos sofrimentos terrenos. A tradição popular concedeu-lhe poderes sobrenaturais, canonizando-o. Possui inúmeros devotos. Afilhado da Virgem, encontra objetos perdidos, bastando prometer-lhe um toco de vela que será dado à madrinha. Em algumas versões, oferece-se também, um naco de fumo para o menino.</p></blockquote>
<blockquote><p><strong>A Cuca</strong></p>
<p>A cuca é um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pap%C3%A3o">papão</a>, um ente fantástico que mete medo às crianças causando pavor. Sua aparência varia de lugar para lugar, mas a maioria das pessoas diz que ela tem a forma de uma velha, bem velha e enrugada, corcunda,  cabeleira branca, toda desgrenhada, com aspecto assustador. Ela só aparece à noite, sempre procurando por aquelas crianças que fazem pirraça e não querem ir dormir cedo. Então, a cuca as coloca num saco, levando-as embora para não se sabe onde e faz com elas não se sabe bem o que, mas, com toda certeza, trata-se de algo muito terrível.</p>
<p>Ela também é chamada de coca ou coco e assombra crianças de Portugal, Espanha, alguns países africanos e tribos indígenas brasileiras. Em alguns lugares ela é um velho, em outros, se parece com um jacaré ou uma coruja.</p>
<p>Existem muitas canções e versos sobre a cuca. <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_da_C%C3%A2mara_Cascudo">Luís da Câmara Cascudo</a>, em Geografia dos mitos do Brasil, indica a seguinte cantiga, comum no Nordeste brasileira:</p>
<p><em>Dorme, neném<br />
Se não a cuca vem<br />
Papai foi pra roça<br />
Mamãe logo vem</em></p></blockquote>
<blockquote><p><strong>A loira do banheiro</strong></p>
<p>Ela vive nos banheiros das escolas. Possui farta cabeleira loira, é muito pálida, tem os olhos fundos e as narinas tapadas por algodão, a fim de que o sangue não escorra. Causa pânico entre os estudantes.</p>
<p>Dizem que era uma aluna que gostava de cabular as aulas, escondendo-se no banheiro. Um dia, caiu, bateu com a cabeça e morreu. Agora, seu fantasma vaga à espera de companhia, assombrando todos aqueles que fazem o mesmo que ela costumava fazer. Em outras versões, é uma professora que se apaixonou por um aluno. Terminou assassinada, a facadas, pelo marido traído. Tem o rosto e o corpo ensangüentados, as roupas em frangalhos.</p>
<p>Loura ou loira do banheiro, menina do algodão, big loura. Lenda urbana contemporânea que ocorre, com modificações, em todas as regiões do Brasil. Algumas vezes é uma mulher feita, outras vezes, uma menina. Os locais de sua aparição podem variar: escolas, centros comerciais, hospitais. Entre os caminhoneiros, surge nos banheiros de estrada, de costas, linda, corpo perfeito, belas pernas. Porém, ao se voltar para sua vítima, com o rosto sangrento, causa o horror.</p>
<p>Acredita-se, também, que seja possível invocá-la. Para isto, basta apertar a descarga por três vezes seguidas ou chutar, com força, o vaso sanitário. Então, ela aparecerá, pronta para atacar a primeira pessoa que entrar no banheiro.</p></blockquote>
<p>Algumas pessoas discordam que a Loira do Banheiro seja a mesma assombração que a Big Loura. Alguns até dizem que não há uma assombração chamada Big Loura no Brasil. Uma amiga minha, que é uma grande estudiosa das lendas urbanas da Loira do Banheiro, disse-me que há várias outras formas de invocar esta assombração. Algumas delas envolvem sangue, ou xingamentos ditos em frente a um espelho, e em alguns casos a Loira do Banheiro viria para pegar aquele que a invocou. Outras versões desta lenda dizem que este assombração encontrou seu fim depois de ser estuprada enquanto matava aula dentro do banheiro. Estes fatos são todos profundamente misteriosos, e nós vamos nos debruçar mais profundamente sobre eles na segunda parte desta série.</p>
<p>No site <a href="http://www.perfeitauniao.org/">PerfeitaUnião.org</a> encontramos <a href="http://www.perfeitauniao.org/oficina/2000/lendas_e_mitos_do_brasil.htm">material sobre muitos mitos brasileiros</a>, como o <em>Boitatá</em>, versão brasileira do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Will_o_wisp">Will o&#39; Wisp</a> [En] britânico e da <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/07/america-latina-historias-fantasmas-demonios-e-assombracoes/">Luz do Mal</a> latino-americana, a lenda do <em>Curupira</em>, os mitos da <em>Iara Mãe-d&#39;Água</em> e do <em>Uratau</em>, pássaro cujo canto assusta os <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Caboclo">caboclos</a> e encanta os índios Tupi-Guarani:</p>
<blockquote><p><strong>Boitatá</strong></p>
<p>Esta é uma versão brasileira do mito explicativo do fogo-fátuo ou santelmo, existente em quase todas as culturas. Na Alemanha, ele é a Irrlicht (a luz louca), que é carregada por minúsculos e invisíveis anões. Na Inglaterra é o Jack with a lantern que, em forma de fantasma, guiava os viajantes pelos charcos e banhados; na França é o Sinistro Moine des marais (monge dos banhados), com as mesmas finalidades de guias de pântanos; em Portugal são as alminhas, as almas dos meninos pagãos ou a alma penada que deixou dinheiro enterrado não se podendo salvar enquanto este ficar infrutífero.</p>
<p>No Brasil é um mito dos mais antigos e de origem quase que totalmente indígena. Seria uma cobra-de-fogo que vagava pelos campos, protegendo-os contra aqueles que os incendeiam. Às vezes transformava-se em grosso madeiro em brasas que fazia morrer, por combustão, aquele que queima inutilmente os campos. O boitatá foi citado por Padre Anchieta em carta de São Vicente de 31 de maio de 1560. O padre traduziu o nome por &#8220;cousa de fogo, o qiue é todo fogo&#8221;. Mbai, coisa e tatá, fogo, davam a versão exata: um fogo vivo que se desloca, largando um rastro luminoso. Como há outra palavra tupi parecida, mboi, cobra; chegou-se a mboi-tatá, a cobra de fogo. Também é conhecido como uma serpente de fogo, que reside na água, ou uma cobra grande que mata os animais, comendo-lhe os olhos; por isso fica cheia de luz de todos esses olhos. Touro ou boi que solta fogo pela boca. Espírito de gente ruim, que vaga pela terra, tocando fogo nos campos ou saindo que nem um rojão ou tocha de fogo, em variantes diversas. É conhecido por diversos nomes em diferentes regiões do Brasil.</p>
<p>No Norte e Nordeste é chamado de batatão, no Centro-Sul de boitatá, bitatá, batatá e baitatá. Já em Minas Gerais também é conhecido como batatal, e ainda como biatatá, na Bahia. Prudentemente, Anchieta dizia: &#8220;O que seja isto, ainda não se sabe com certeza&#8221;.</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://fc61.deviantart.com/fs10/f/2006/326/6/a/Curupira__Saci_and_others_by_Ferigato.jpg" alt="\'Curupira, Saci and others\', by ~ferigato user at DeviantART" /></p>
<p style="text-align: center;"><em><a href="http://ferigato.deviantart.com/art/Curupira-Saci-and-others-43472109">Curupira, Saci and others</a>, pelo usuário <a href="http://ferigato.deviantart.com/">~ferigato</a> no DeviantART</em><em>. Publicado sob licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/">Creative Commons BY-NC-ND-3.0 License</a></em></p>
<blockquote><p><strong>Curupira</strong></p>
<p>A primeira assombração indígena a ser adotada pelos europeus foi o curupira. Anchieta se refere a ele em carta de 30 de maio de 1560, escrita de São Vicente, São Paulo: &#8220;É coisa sabida e pela boca de todos corre que há certos demônios a quem os brasis chamam de Corupiras, que acometem aos índios muitas vezes, no mato, dão-lhes de açoites, machucam e matam. São testemunhas disso alguns de nossos irmãos que viram, algumas vezes, os mortos por eles. Por isso, costumam os índios deixarem em certos caminhos, que por ásperas brenhas vai ter ao interior das terras, no cume da mais alta montanha, quando por cá passam, penas de aves, abanadores, fechas e outras coisas semelhantes, como uma espécie de oblação, rogando fervorosamente aos curupiras que não lhes façam mal&#8221;. É um dos poucos casos de oferenda propiciatória que se verifica entre os índios brasileiros. A criação de mito semelhante se verifica em quase todas as culturas antigas.</p>
<p>O curupira é descrito como um indiozinho ágil, de pés voltados para trás, cabelos vermelhos ou cabeça raspada, protetor das árvores e da caça, senhor dos animais que habitam a floresta. Antes das grandes tempestades, percorre a mata percutindo o tronco das árvores para assegurar a sua resistência. Personifica o rumor da floresta e as incertezas de quem se aventura mata adentro. Quando quer pode ser bondoso. Mas, em geral, ele voltava-se contras os caçadores em defesa dos animais.</p>
<p>Seu assobio estridente é motivo para o caçador se apavorar e perder-se na mata. Nota-se que não é um gênio bom. É enganador e assassino. Seus pés virados iludem os perseguidores por deixar rastros falsos no chão. Pode, contudo, ajudar a alguns caçadores em troca de comida, dado-lhes armas e transmitindo-lhes segredos que, se revelados, são punidos com a morte.</p></blockquote>
<blockquote><p><strong>Iara, a Mãe-d&#39;água</strong></p>
<p>Alguns mitos brasileiros misturaram-se a lendas européias. Como exemplo começamos com uma estória que viajantes portugueses encontravam por aqui. Eles ouviam falar de um fantasma marinho, afogador de índios, que espantava pescadores e lavadeiras, era o &#8220;ipupiara&#8221;, um monstro meio homem, meio peixe, que para se divertir, saía das águas para matar. Tempos mais tarde o ipupiara tornou-se a &#8220;uiara&#8221;, uma versão portuguesa da sereia. Depois uiara virou &#8220;iara&#8221; que &#8220;significa senhora das águas&#8221;, também conhecida como mãe-d&#39;água. Depois de várias transformações a lenda conta que a mãe-d&#39;água é uma bela mulher de longos cabelos loiros e olhos verdes, que vive em um palácio no fundo das águas, para onde atrai os jovens com quem deseja casar.</p></blockquote>
<blockquote><p><strong>Uratau</strong></p>
<p>O uratau é um pássaro solitário e de hábitos noturnos que dificilmente se deixa ver. Pousado na ponta de um galho seco, fitando a lua e estremecendo a calada da noite, emite seu canto tenebroso assemelhado a um lamento humano. Por este motivo, o povo também o chama de &#8220;mãe-da-lua&#8221;. Seu grito talvez seja o mais assustador de todos, entre as aves. &#8220;Meu filho foi, foi, foi&#8230;&#8221; - interpreta o povo. Por causa de seu grito, o uratau é muitas vezes associado a maus presságios, mas segundo a mitologia tupi-guarani, é uma ave benfazeja.</p>
<p>Segundo a lenda, uma moça guarani chamada Nheambiú, apaixonou-se profundamente por um bravo guerreiro tupi chamado Cuimbaé, que caíra prisioneiro dos guaranis. Nheambiú pediu a seus pais que consentissem o casamento com Cuimbaé. Todos os insistentes pedidos foram negados, com a alegação que os tupis eram inimigos mortais da nação guarani. Não podendo mais suportar o sofrimento, Nheambiú saiu da taba. O cacique mobilizou seus guerreiros na procura da filha e, após uma longa busca, a jovem índia foi encontrada no coração da floresta, paralisada e muda, tal qual uma estátua de pedra, sem dar nenhum tipo de sinal de vida. O feiticeiro da tribo alegou que Nheambiú perdera a fala para sempre, a não ser que uma grande dor a fizesse voltar a ser o que era antes. Então a jovem recebeu todos os tipos de notícias tristes, a morte de seus pais e amigos, mas ela não dava nenhum sinal, até que o pajé falou &#8220;Cuimbaé acaba de ser morto&#8221;. No mesmo momento a moça, lamentando repetidas vezes, tomou vida e desapareceu dentro da mata. Todos que ali estavam transformaram-se em árvores secas, enquanto que Nheambiú tomou a forma de um uratau e ficou voando, noite após noite, pelos galhos daquelas árvores amigas, chorando a perda de seu grande amor.</p></blockquote>
<p>Falando sites de cultura brasileira, o reconhecidíssimo site colaborativo de cultura brasileira <a href="http://www.overmundo.com.br/">Overmundo</a>, ganhador do <a href="http://www.aec.at/en/archives/prix_archive/prix_projekt.asp?iProjectID=14230&amp;iCategoryID=12420">Golden Nica de Comunidades Digitais do ano de 2007</a> [En], também possui uma grande quantidade de artigos interessantes sobre mitos e lendas do Brasil. Mas um dos que mais me chamou a atenção foi o trabalho de um grupo de ilustradores e roteiristas do sul do Brasil que realizou uma novela gráfica que mescla ilustração, fotografia, colagem, prosa e poesia para dar <a href="http://www.overmundo.com.br/overblog/novela-grafica-rele-lenda-do-negrinho-do-pastoreio">um novo tratamento à lenda do Negrinho do Pastoreio</a>:</p>
<blockquote><p>Fazemos uma releitura da lenda do <strong>Negrinho do Pastoreio</strong>, mais conhecida pela versão do escritor regionalista <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Sim%C3%B5es_Lopes_Neto" target="_blank"><strong>João Simões Lopes Neto</strong></a>, publicado no livro <strong>“Lendas do Sul”</strong>, em 1913. A esta trama inicial costuramos elementos da religiosidade afro-brasileira, lendas africanas e pencas de referências das histórias em quadrinhos.</p>
<p>Uma curiosidade: o livro <strong><a href="http://www.gutenberg.org/etext/2837" target="_blank">Lendas do Sul</a></strong> foi a primeira obra literária em português publicada pelo <strong><a href="http://www.gutenberg.org/" target="_blank">Projeto Gutenberg</a></strong>, instituto que distribui gratuitamente livros e e-books na internet.</p></blockquote>
<p>Segundo os próprios autores do post, que também são autores da novela gráfica, o projeto já mudou um bocado nos últimos tempos e pode ser acompanhado no <a href="http://outropastoreio.blogspot.com/">blogue</a> e no <a href="http://pastoreio.org/">site do projeto</a>.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://hifolio.com/media/25/07.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><em><a href="http://hifolio.com/media/25/07.jpg">“Um Outro Pastoreio” página 7</a>, publicado <a href="http://pastoreio.org/previa/">no website da novela gráfica</a>.</em></p>
<p>A quantidade de histórias populares, mitos, lendas e assombrações do imaginário popular brasileiro &#8212; seja ele das periferias urbanas ou das vastas regiões rurais &#8212; é tão grande e diverso quanto o país que o acalanta. Estes entes míticos, e aqueles que se seguirão nos próximos dois artigos, são apenas alguns dos muitos que povoam o imaginário brasileiro, e que também habitam os sites, blogues e grupos de discussão da internet brasileira. Se para alguns os tempos modernos representam a morte da imaginação popular, para outros a internet proporcionou um novo espaço para o cultivo e a difusão destes imaginários, mesmo que deslocados de seu lugar de nascimento e morada. Nós do Global Voices seguimos observando as andanças destes seres pela lusosfera brasileira, mas mantemos as luzes acesas por via das dúvidas&#8230;</p>
<p><em>O thumbnail deste post é baseado na imagem <a href="http://flickr.com/photos/visionshare/2876774355/in/set-72157607193277158/">img_8055-1_edited-1-cropped</a> de <a href="http://flickr.com/photos/visionshare/">visionshare</a> no Flickr. A imagem foi usada de acordo com sua licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/deed.en">Creative Commons BY-NC 2.0 US License</a>.</em></p>
<p><strong>Atualização:</strong><br />
Se você gostou deste artigo, não deixe de ler os outros dois artigos da série <em>Assombrações e lendas brasileiras na lusosfera</em>. <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/24/assombracoes-e-lendas-brasileiras-na-lusosfera-parte-2/">Aqui</a> você confere a segunda parte, e <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/11/01/assombracoes-e-lendas-brasileiras-na-lusosfera-parte-3/">aqui</a> você encontra a terceira e última parte da série.</p>
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		<title>Semana da Consciência dos Deficientes Auditivos: Em Busca da Educação de Qualidade</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Sep 2008 07:07:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nesta segunda parte dos posts sobre a Semana da Consciência dos Deficientes Auditivos, nós trazemos para vocês uma perspectiva sobre a educação para deficientes auditivos, e os diferentes desafios que ela apresenta. Primeiro, da República Centro-Africana, uma escola que continuou a funcionar depois que suas verbas se esgotaram, movida apenas por amor. Segundo, das Filipinas, estudantes com deficiências auditivas criaram e produziram um vídeo apresentando os desafios que muitos deles encaram depois de se graduarem. Na Venezuela, professores de deficientes auditivos exlicam a importância da educação bilíngue e bicultural. E, por fim, um exemplo visual do quanto as linguagens de sinais podem variar de um país para o outro.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juliana-rincon-parra/">Juliana Rincón Parra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/09/24/deaf-awareness-week-striving-for-quality-education/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img class="alignleft" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/09/2344975342_07be79b4d4_s.jpg" alt="Hands, por John-Morgan" hspace="5" /> Nesta segunda parte dos posts sobre a Semana da Consciência dos Deficientes Auditivos (<a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/23/semana-da-consciencia-dos-deficientes-auditivos-livros-em-linguagem-de-sinais/">clique aqui para ler a primeira parte</a>), nós trazemos para vocês uma perspectiva sobre a educação para deficientes auditivos, e os diferentes desafios que ela apresenta. Primeiro, da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica_Centro-Africana">República Centro-Africana</a>, uma escola que continuou a funcionar depois que suas verbas se esgotaram, movida apenas por amor. Segundo, das <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Filipinas">Filipinas</a>, estudantes com deficiências auditivas criaram e produziram um vídeo apresentando os desafios que muitos deles encaram depois de se graduarem. Na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Venezuela">Venezuela</a>, professores de deficientes auditivos exlicam a importância da educação bilíngue e bicultural. E, por fim, um exemplo visual do quanto as linguagens de sinais podem variar de um país para o outro.</p>
<p>Este <a href="http://mx.youtube.com/watch?v=HYj5xRDUCb0">primeiro vídeo, da República Centro-Africana</a> [En] documenta a luta que a única escola para deficientes auditivos que eles possuem está enfrentando: eles estão reduzidos a apenas dois professores, que trabalham por puro amor à profissão, já que não recebem seus salários há 4 anos. Eles estão também com grande carência de suprimentos e livros. Este vídeo é em Linguagem Africana de Sinais, com legendas em inglês:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/HYj5xRDUCb0&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/HYj5xRDUCb0&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>O <a href="http://hdptcar.net/blog/">Time de Parceria Humanitária e Desenvolvimento da República Centro-Africana</a> [En] é uma organização sem fins lucrativos, que foi responsável pela produção e publicação deste vídeo. Em seu blogue, eles informam quais são as necessidades desta escola e da região, de acordo com a diretoria: salários, material, treinamento de professores, transporte, mais escolas para deficientes auditivos e treinamento vocacional para os estudantes mais velhos. Informações sobre como contactar a organização para ajudar esta escola e sua comunidade podem ser encontradas <a href="http://hdptcar.net/blog/2008/08/27/short-film-deaf-in-the-central-african-republic/#more-706">aqui</a> [En].</p>
<p>Das Filipinas, o <a href="http://www.mccid.edu.ph/">Instituto Cristão de Computação para Deficientes Auditivos de Manila</a> presta treinamento nas habilidades básicas do uso de computadores para seus estudantes, preparando-os para o mercado de trabalho da melhor forma que podem. Contudo, como se pode ver <a href="http://mx.youtube.com/watch?v=ZpvtDrQRSoI">neste vídeo</a> [En] produzido e dirigido pels próprios estudantes, eles se deparam com frustrações e falta de oportunidades de trabalho quando saem da escola. O vídeo é feito em Linguagem de Sinais das Filipinas com legendas em inglês:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ZpvtDrQRSoI&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/ZpvtDrQRSoI&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>A Venezuela também provê educação especializada para sua população deficiente auditiva. Neste vídeo, a equipe de uma escola explica como eles procedem para ensinar crianças deficientes auditivas, que podem também sofrer de deficiências cognitivas, naquilo que eles chamam de um ambiente bilíngue. Lá os estudantes recebem aulas em linguagem de sinais como sua primeira língua e em espanhol como sua segunda língua, o que se acredita ser de grande ajuda na integração dos estudantes à comunidade ouvinte. Uma das professores explica como ela não considera o uso incorreto de verbos em um dever de casa como um erro, e sim como uma oportunidade de explicar aos estudantes que as pessoas ouvintes usam os verbos de formas diferentes, e que eles devem aprender a expressar-se apropriadamente quando estiverem se comunicando com eles. <a href="http://mx.youtube.com/watch?v=w97K0HhwtUQ">Este vídeo</a> [Es] é apresentado em Linguagem Venezuelana de Sinais e Espanhol.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/w97K0HhwtUQ&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/w97K0HhwtUQ&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Por fim, este <a href="http://mx.youtube.com/watch?v=kReZBhWAAyA">breve vídeo</a> do <a href="http://mx.youtube.com/user/gruposenaslibres"><em>gruposenaslibres</em></a> do México: Uma jovem mexicana e um rapaz austríaco assinalam seus respectivos alfabetos manuais, os números e os meses do ano, para ilustrar as diferenças entre as linguagens de sinais de seus países.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/kReZBhWAAyA&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/kReZBhWAAyA&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><small><em>A imagem de thumbnail usada é <a href="http://www.flickr.com/photos/aidanmorgan/2344975342/">Hands</a>, de <a href="http://www.flickr.com/photos/aidanmorgan/">John-Morgan</a></em></small></p>
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		<title>Semana da Consciência dos Deficientes Auditivos: Livros em Linguagem de Sinais</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Sep 2008 00:50:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Você sabia que a maioria dos deficientes auditivos que conhece a linguagem de sinais a considera como sua primeira linguagem, tendo a lingua escrita como segunda língua? Eu não sabia, mas graças às dezenas de vídeos disponibilizados por membros da comunidade dos deficientes auditivos ao redor do mundo, eu descobrí esta e muitas outras coisas. A Semana Internacional da Consciência dos Deficientes Auditivos acontecerá no final do mês de setembro, e então estarei destacando vários vídeos diferentes feitos por deficientes auditivos ou falando sobre as comunidades de deficientes auditivos ao redor do mundo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juliana-rincon-parra/">Juliana Rincón-Parra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/09/22/deaf-awareness-week-a-different-type-of-book-signing/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Você sabia que a maioria dos deficientes auditivos que conhece a linguagem de sinais a considera como sua primeira linguagem, tendo a lingua escrita como segunda língua? Eu não sabia, mas graças às dezenas de vídeos disponibilizados por membros da comunidade dos deficientes auditivos ao redor do mundo, eu descobrí esta e muitas outras coisas. A Semana Internacional da Consciência dos Deficientes Auditivos acontecerá no final do mês de setembro, e então estarei destacando vários vídeos diferentes feitos por deficientes auditivos ou falando sobre as comunidades de deficientes auditivos ao redor do mundo, e eu espero que a seguinte seleção de vídeos os dê um bom lugar por onde começar, caso vocês desejem saber mais sobre esta condição e sobre aqueles que vivem com ela.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/fB1ml9Ifp6I&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/fB1ml9Ifp6I&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Este <a href="http://mx.youtube.com/watch?v=fB1ml9Ifp6I">primeiro vídeo</a> [Es] vem de Manos Cuenteras (Mãos que Contam Histórias), da Argentina. Eles se aproveitam do Dia Nacional do Deficiente Auditivo na Argentina para dizer a seu público em Linguagem Argentina de Sinais com legendas em espanhol que eles irão em breve lançar seus livros de histórias em linguagem de sinais, para crianças com deficiência auditiva. No espaço de comentários <a href="http://mx.youtube.com/watch?v=NtDy7Id9B50">deste vídeo da televisão espanhola</a> [Es], onde se vê um grupo de pessoas traduzindo livros de grande vendagem e obras clássicas como Pilares da Terra, Harry Potter, Romeo e Julieta, entre outros, para a Língua Espanhola de Sinais, usuários do YouTube explicam como pessoas portadoras de deficiência auditiva tem dificuldade em ler a linguagem escrita, pois esta não tem verdadeira relação com a linguagem que eles usam para se comunicar no dia a dia.</p>
<p>A linguagem de sinais não é universal, e é independente da linguagem oral. Muitos países tem as suas próprias versões e, por vezes, como no caso do Reino Unido e dos EUA, as linguagens de sinais são completamente diferentes, apesar do fato de ambos partilharem a mesma linguagem falada. Mais informações sobre a linguagem de sinais podem ser encontradas <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_de_sinais">aqui</a>, e <a href="http://mx.youtube.com/watch?v=2XZBxGrgyvA">neste vídeo a usuária mergfkt do YouTube nos conta</a> [En], em inglês, um pouco da história da ASL (Linguagem Americana de Sinais, usada nos EUA) e sobre a comunidade de deficientes auditivos em geral.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/2XZBxGrgyvA&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/2XZBxGrgyvA&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
]]></content:encoded>
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		<title>China: Vídeo com as Palavras Mais Procuradas de 2008</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/12/china-video-com-as-palavras-mais-procuradas-de-2008/</link>
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		<pubDate>Fri, 12 Sep 2008 19:07:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=1313</guid>
		<description><![CDATA[Um vídeo apresentando uma música que lista de forma bem humorada os termos e as palavras mais procuradas nos mecanismos de busca chineses em 2008 está fazendo sucesso. Oiwan Lam tenta nos mostrar o porquê.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/oiwan/">Oiwan Lam</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/09/11/china-2008-internet-buzz-words-video/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Quer ter uma idéia de quais são os termos de busca mais quentes na China? Divirta-se, então, com o vídeo abaixo.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="450" height="390" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.56.com/n_v19_/c37_/24_/12_/herrymissyou_/122103913738_/163080_/0_/37856436.swf" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="450" height="390" src="http://www.56.com/n_v19_/c37_/24_/12_/herrymissyou_/122103913738_/163080_/0_/37856436.swf"></embed></object></p>
<p><a href="http://www.56.com/h11/u_herrymissyou.html">O vídeo original é chamado 5 Mascotes（吉祥五寶）e o vídeo foi produzido pela oficina Zhang Zhang（張樟工作室)</a> [Zh]. (Caso o vídeo acima não funcione, você pode assistí-lo diretamente no site do 56.com, <a href="http://www.56.com/u79/v_Mzc4NTY0MzY.html">aqui</a> [Zh])</p>
<p>Abaixo, temos a tradução da engraçada letra da música para o inglês e para o português. As palavras de busca inseridas na letra estão destacadas em itálico.</p>
<blockquote><p>我的媽媽她不會上網<br />
成天到晚貎似很忙<br />
她說網絡不是好東西<br />
裡面的東西<em>很黃很暴力</em><br />
哎呦媽媽　你這是聽誰說地<br />
哎呦媽媽　你這話是<em>够雷的</em><br />
哎呦媽媽　乖孩子我告訴你<br />
我上網是<em>打醬油地</em></p></blockquote>
<div class="translation">My mother doesn&#39;t know how to go online<br />
She looks very busy everyday<br />
She says the internet is no good<br />
Everything inside is <em>very yellow and very violent </em><br />
Oh mama, who tells you so?<br />
Oh mama, what you say<em> thunder-shocks</em> me<br />
Oh mama, let your son tell you<br />
I go online <em>to buy sauce</em> (majority onlookers)</div>
<div class="translation">&#8220;Minha mãe não sabe como conectar na rede<br />
Ela parece muito ocupada o dia todo<br />
Ela diz que a internet não é boa<br />
E que tudo dentro dela é <em>muito amarelo e muito violento</em><br />
Oh mamãe, quem te disse isso?<br />
Oh mamãe, o que dizes é um <em>choque-de-trovão</em> pra mim<br />
Oh mamãe, deixe seu filho te dizer<br />
Eu entro na rede <em>para comprar molho</em> (maioria das buscas)&#8221;</div>
<blockquote><p>我的爸爸他是搞體育的<br />
他也總<em>冏我</em>說網絡迷離<br />
我略懂得問　這是為什麼的呢？<br />
爸爸被我<em>槑得</em>他直喊：我暈!<br />
哎呦爸爸　網絡都是普及體育<br />
哎呦爸爸　你要學習<em>謝主席</em><br />
哎呦爸爸　你要多練<em>叉腰肌</em><br />
<em>俯卧撐</em>最好不要再練習</p></blockquote>
<div class="translation">My father is a sport professional<br />
He always<em> sobers me </em>and says the internet is too dizzy<br />
I still know how to ask why&#39;s that so?<br />
Because of my <em> double dumbness </em>, my father shouted: I faint<br />
Oh papa, the internet is a kind of popular sport<br />
Oh papa, you should learn from Chairman Xie (Chair of the China football team)<br />
Oh papa, you should practice your<em> waist muscle</em> (a posture to teach people a lesson)<br />
And don&#39;t do too many<em> push-up</em> exercise</div>
<div class="translation">&#8220;Meu pai é um profissional dos esportes<br />
Ele sempre <em>me orienta</em> e diz que a internet é muito confusa<br />
Eu ainda sei perguntar por quê é assim?<br />
Por conta de minha <em>dupla estupidez</em>, meu pai gritou: eu desmaio<br />
Oh papai, a internet é um tipo de esporte popular<br />
Oh papai, você devia aprender com o Presidente Xie (presidente do time de futebol da China)<br />
Oh papai, você devia treinar seu <em>músculo da cintura</em> (uma postura para ensinar uma lição a alguém)<br />
E não fazer muitos <em>exercícios de flexão</em>&#8220;</div>
<blockquote><p>我的奶奶她是高幹<br />
脾氣<em>很爆燥</em>但對我庝愛<br />
她總是說我<em>很傻很天真</em><br />
只會上網不會找女孩愛<br />
哎呦奶奶　我現在只是小孩<br />
哎呦奶奶　我找不到好女孩<br />
哎呦奶奶　不要再逼我戀愛<br />
找個<em>紙老虎</em>你也不光彩</p></blockquote>
<div class="translation">My grandma is a government official<br />
Her<em> temper is very rough</em> but she loves me very much<br />
She always says I am<em> very silly and innocent</em><br />
That I only know how to go online but not looking for girlfriend<br />
Oh grannie, I am still a children<br />
Oh grannie, I can&#39;t find any good girl<br />
Oh grannie, don&#39;t force me to love<br />
A <em>paper tiger</em> will ruin your fame</div>
<div class="translation">&#8220;Minha avó é uma funcionária do governo<br />
Seu <em>temperamento é muito agressivo</em> mas ela me ama muito<br />
Ela sempre diz que eu sou <em>muito tolo e inocente</em><br />
Que eu só sei entrar na rede mas não procurar uma namorada<br />
Oh vovó, eu ainda sou uma criança<br />
Oh vovó, eu não consegui encontrar uma boa garota<br />
Oh vovó, não me force a amar<br />
Um <em>tigre de papel</em> irá arruinar sua fama&#8221;</div>
<blockquote><p>我的哥哥　游手好閑的<br />
總是在網上把女孩勾引<br />
晚上開房被警察抓去<br />
沒想到晚上就回到家里<br />
哎呦哥哥　你是不是又<em>越獄</em><br />
哎呦哥哥　警察為啥放你<br />
哎呦哥哥　我估計你跟男足學習<br />
騙警察說你是<em>去洗澡的</em></p></blockquote>
<div class="translation">My brother is good for nothing<br />
He always flirts with girls online<br />
He was caught by police at night in a motel<br />
But managed to return home in the morning<br />
Oh brother, are you <em>prison break </em>again?<br />
Oh brother, why do the police release you?<br />
Oh brother, have you learned from the Chinese male football team?<br />
And told them that you were <em>just taking a shower</em>?</div>
<div class="translation">&#8220;Meu irmão não serve para nada<br />
Ele sempre flerta com as garotas na rede<br />
Ele foi pego pela polícia à noite em um motel<br />
Mas conseguiu voltar para casa de manhã<br />
Oh irmão, você [fez uma] <em>fuga da prisão</em> de novo?<br />
Oh irmão, por quê a polícia te soltou?<br />
Oh irmão, você aprendeu com o time de futebol masculino da China?<br />
E disse a eles que você estava <em>só tomando um banho?</em>&#8220;</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/12/china-video-com-as-palavras-mais-procuradas-de-2008/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>Em que canto do mundo os tradutores do Lingua moram?</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/03/em-que-canto-do-mundo-os-tradutores-do-lingua-moram/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/03/em-que-canto-do-mundo-os-tradutores-do-lingua-moram/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 03 Sep 2008 19:10:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Feature]]></category>
		<category><![CDATA[French]]></category>
		<category><![CDATA[Informes]]></category>
		<category><![CDATA[Língua]]></category>
		<category><![CDATA[Sobre o GVO]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=1273</guid>
		<description><![CDATA[Os tradutores do Projeto Lingua disponibilizam o Global Voices em 15 idiomas diferentes (em 18, se você contar os futuros sites em suaíli, russo e sérvio) para que as pessoas em outros cantos do planeta que não falam inglês possam participar da conversação global]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/solana-larsen/">Solana Larsen</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/09/02/where-in-the-world-are-global-voices-translators/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><a href="http://globalvoicesonline.org/lingua/"><img src="http://globalvoicesonline.org/_p/img/badges/linguabadge-general.gif" alt="Lingua Project" align="right" /></a> Hoje, <a href="http://globalvoicesonline.org/lingua/">os tradutores do Projeto Lingua</a> disponibilizam os artigos do Global Voices Online em 15 idiomas diferentes (em 18, se você contar os futuros sites em suaíli, russo e sérvio) para que as pessoas em outros cantos do planeta onde não se fala inglês possam participar da conversação global.</p>
<p>No último ano e meio, a comunidade do <a href="http://globalvoicesonline.org/">Global Voices</a> deu as boas-vindas a mais de 70 tradutores voluntários, que moram em pelo menos 21 países.</p>
<p>Acompanhar os mais de 150 <a href="http://globalvoicesonline.org/authors/">autores</a>, <a href="http://globalvoicesonline.org/about/#GVTeam">editores</a> e tradutores que se dedicam regularmente ao Global Voices não é uma tarefa fácil.</p>
<p>Não temos um escritório físico nem uma central de operações geográfica, e apenas de vez em quando temos a chance de <a href="http://summit08.globalvoicesonline.org/">nos encontrar pessoalmente</a>. Você pode obter mais informações sobre a forma como o site opera em nossa página <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">Sobre o Global Voices Online</a>.</p>
<p><a href="http://fr.globalvoicesonline.org/author/claire-ulrich/">Claire Ulrich</a>, editora do <a href="http://fr.globalvoicesonline.org/">Global Voices em Francês</a> identificou a localização aproximada de <em>todos</em> os tradutores do Projeto Lingua nesse <a href="http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&amp;hl=fr&amp;msa=0&amp;msid=103833164969857560053.0004557693cd11f27fc29&amp;ll=-5.090944,-63.720703&amp;spn=47.122863,78.75&amp;z=4">mapa no Google</a>. Ajude-nos a divulgar os <a href="http://globalvoicesonline.org/lingua/">vários sites de tradução do projeto Lingua</a>, lincando para eles em seu blogue.</p>
<p><strong>Global Voices em Português</strong></p>
<p>Coordenada por <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/">Daniel Duende</a>, mais conhecido blogosfera afora como Verde, a pequena mas animada equipe do Global Voices em Português é formada por <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/author/rqlcoelho/">Raquel Coelho</a>, <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/author/debmedeiros/">Débora Medeiros</a>, <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/author/janalyne/">Jan Alyne Barbosa</a> e <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/author/dias_renato/">Renato Dias</a>. O time conta ainda com uma autora angolana <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/author/claraonofre/">Clara Onofre</a>, cujos artigos são traduzidos para o site principal do Global Voices antes de serem publicados aqui, além dos dois editores de língua portuguesa do GVO, <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/author/jose-murilo/">José Murilo Júnior</a> e eu, <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>.</p>
<p>E se você é fã do trabalho do Global Voices Online e tem um tempinho livre, pode fazer parte do time traduzindo artigos para o Global Voices em Português. Não é preciso ser tradutor profissional, mas é preciso ter uma boa compreensão da língua inglesa e, sobretudo, mostrar dedicação ao projeto. Também não importa qual a variedade de português você fala, ou em que canto do planeta mora. Como pode ver no mapa, no momento nossa equipe se espalha por três continentes:</p>
<p><iframe width="425" height="350" frameborder="0" scrolling="no" marginheight="0" marginwidth="0" src="http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&amp;hl=fr&amp;msa=0&amp;msid=103833164969857560053.0004557693cd11f27fc29&amp;ll=26.431228,10.546875&amp;spn=90,-61.171875&amp;output=embed&amp;s=AARTsJqfdXsOpRrFhbs1v5rNKaQ0gqV1rA"></iframe><br /><small><a href="http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&amp;hl=fr&amp;msa=0&amp;msid=103833164969857560053.0004557693cd11f27fc29&amp;ll=26.431228,10.546875&amp;spn=90,-61.171875&amp;source=embed" style="color:#0000FF;text-align:left">Agrandir le plan</a></small></p>
<p>Para obter mais informações, basta entrar em contato através <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/fale-conosco/">deste formulário</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>China: BBC é reprovada por imprecisão em foto de arquivo</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/02/china-bbc-e-reprovada-por-imprecisao-em-foto-de-arquivo/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/02/china-bbc-e-reprovada-por-imprecisao-em-foto-de-arquivo/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 02 Aug 2008 17:54:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[Chinese]]></category>
		<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[East Asia]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade de Expressão]]></category>
		<category><![CDATA[Língua]]></category>
		<category><![CDATA[Olympics]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[Relações Internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA["Usamos telas LCD, como pode uma foto com um monitor desses ser chamada de notícia? Eles acham que a gente não se desenvolveu depois de oito anos? Eles nem conseguem inventar notícias devidamente!"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/feng37/">John Kennedy</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/08/01/china-bbc-lambasted-for-stock-photo-inaccuracy/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Na sequência do <a href="http://br.reuters.com/article/sportsNews/idBRN2935668920080729">alarmismo</a> instaurado nessa semana pelo Senador americano Sam Brownback (que <a href="http://www.salon.com/opinion/greenwald/2008/07/30/china/index.html">na verdade</a> [en] é a favor de vigilância) de que a China estaria planejando <a href="http://lonestarbear.blogspot.com/2008/07/china-ioc-lied-internet-access-for.html">espionar os participantes das Olímpiadas em seus aposentos nos hotéis</a>, o site anti-CNN.com deu a notícia analisando a cobertura feita pela BBC, desmascarando a emissora na atual postagem que consta primeira página do site, <a href="http://www.anti-cnn.com/forum/cn/thread-85128-1-1.html"><em>‘British Brain-washing Channel</em> [sic] <em>(BBC) Lies again!&#39; </em></a> (Canal Britânico de Lavagem Cerebral Mente Novamente).</p>
<p><a href="http://www.anti-cnn.com/forum/cn/thread-85128-1-1.html"><img class="alignnone size-full wp-image-47604" title="bbc" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/08/bbc.jpg" alt="" /></a></p>
<blockquote><p>通过搜索，我们发现这张图片至少6次被BBC作为”当前“新闻配图引用过，而相关新闻的时间跨度长达8年！</p></blockquote>
<div class="translation">Fazendo uma busca, descobrimos que essa foto foi usada como &#8220;atual&#8221; para ilustrar notícias pelo menos seis vezes nos últimos oito anos!</div>
<p>Seguindo a pista acima, a comunidade do anti-CNN.com conseguiu cavar os artigos:</p>
<blockquote><p>★★故事二★★<br />
发生时间：2006年10月25日</p>
<p>【06.10.25 BBC】异议人士李建平网上撰文被判监禁<br />
【链接】http://news.bbc.co.uk/chinese/simp/hi/newsid_6080000/newsid_6084400/6084460.stm</p></blockquote>
<div class="translation">25 de outubro de 2006<br />
Dissidente Li Jianping preso por causa de artigos online<br />
<a href="http://globalvoicesonline.org/2008/08/01/china-bbc-lambasted-for-stock-photo-inaccuracy/%E3%80%90%E9%93%BE%E6%8E%A5%E3%80%91http://news.bbc.co.uk/chinese/simp/hi/newsid_6080000/newsid_6084400/6084460.stm">link</a></div>
<blockquote><p>★★故事三★★<br />
发生时间：2006年7月23日</p>
<p>【06.7.23 BBC】中国建立“互联网黑名单”<br />
【链接】http://news.bbc.co.uk/chinese/simp/hi/newsid_5200000/newsid_5207600/5207640.stm</p></blockquote>
<div class="translation">23 de julho de 2006<br />
China estabelece “lista negra da internet”<br />
<a href="http://globalvoicesonline.org/2008/08/01/china-bbc-lambasted-for-stock-photo-inaccuracy/%E3%80%90%E9%93%BE%E6%8E%A5%E3%80%91http://news.bbc.co.uk/chinese/simp/hi/newsid_5200000/newsid_5207600/5207640.stm">link</a></div>
<blockquote><p>★★故事四★★<br />
发生时间：2002年09月23日<br />
【02.09.23 BBC】The cost of China&#39;s web censors  中国网络检查的成本<br />
【英文链接】http://news.bbc.co.uk/2/hi/business/2264508.stm</p></blockquote>
<div class="translation">23 de setembro de 2002<br />
O custo dos censores online da China<br />
<a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/business/2264508.stm">link</a></div>
<blockquote><p>★★故事五★★<br />
发生时间：2001年07月20日<br />
【01.7.20 BBC】China acts on net ‘addicts&#39; 中国对网络&#39;痴迷者&#39;展开行动<br />
【链接】http://news.bbc.co.uk/2/low/asia-pacific/1448423.stm</p></blockquote>
<div class="translation">20 de julho de 2001<br />
China entra em ação contra ‘viciados&#39; na net<br />
<a href="http://news.bbc.co.uk/2/low/asia-pacific/1448423.stm">link</a></div>
<blockquote><p>★★故事六★★<br />
发生时间：2000年08月26日<br />
【00.08.26 BBC】China tackles cyber squatters 中国打击“域名抢注”行为<br />
【英文链接】http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/asia-pacific/897413.stm</p></blockquote>
<div class="translation">26 de agosto de 2000<br />
China aborda ciber-invasores<br />
<a href="http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/asia-pacific/897413.stm">link</a></div>
<p>E esse usuário encontrou ainda mais outra matéria, também no ano 2000:</p>
<p><a href="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/08/bbc2.png"><img class="alignnone size-full wp-image-47605" title="bbc3" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/08/bbc3.jpg" alt="" /></a></p>
<blockquote><p>是故事的终结篇吗？也许不是<br />
故事七<br />
发生时间：2000年8月21日<br />
【00.8.21 BBC】Jiang backs China&#39;s net growth  江泽民支持中国网络发展</p></blockquote>
<div class="translation">Essa notícia é apenas um resumo? Talvez não conte&#8230;<br />
Sétima notícia<br />
21 de agosto 2000<br />
Jiang apóia o crescimento da China na internet</div>
<p>Alguns trechos selecionados das primeiras quatro páginas de comentários, que não param de aumentar nessa discussão:</p>
<blockquote><p>实在服了西方媒体记者的”敬业精神”.<br />
这张照片怎么看怎么象是两个武警在学上网.</p></blockquote>
<div class="translation">‘A Grande Família da China&#39;:<br />
É uma grande piada sobre o “profissionalismo” dos jornalistas da imprensa ocidental.<br />
É impressão minha ou essa foto parece com dois <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/People%27s_Armed_Police"><em>wujing</em></a> [en] aprendendo a usar a internet?</div>
<blockquote><p>。。。。现在都液晶显示器了，还用这么老的显示器做新闻图片，他们是不是认为我们这8年就没发展啊，造假也太没水准了吧</p></blockquote>
<div class="translation">dreamerxiao:<br />
Usamos telas LCD, como pode uma foto com um monitor desses ser chamada de notícia? Eles acham que a gente não se desenvolveu depois de oito anos? Eles nem conseguem inventar notícias devidamente!</div>
<blockquote><p>西方民主的所谓新闻自由，难道不负任何责任吗？不负责任就叫自由呀？哦，西方就是要让中国不负责任呀，不负责任以后，他们就有机会了</p></blockquote>
<div class="translation">piaoyi:<br />
Quer dizer que na tão falada liberdade de imprensa da democracia ocidental, ser irresponsável é a forma de ser responsável? Irresponsabilidade quer dizer liberdade? Certamente o Oeste apenas quer que a China seja irresponsável, de forma que quando ela for eles terão a oportunidade deles</div>
<p><strong>Atualização:</strong><br />
Veja o artigo <a href="http://zonaeuropa.com/200808a.brief.htm#007">BBC Recycles Same Photo Over Eight Years</a> [BBC recicla a mesma foto por oito anos], no <em>EastSouthWestNorth.</em></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Moçambique: 2038?</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/02/mocambique-2038/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/02/mocambique-2038/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 02 Aug 2008 16:52:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Governança]]></category>
		<category><![CDATA[Idéias]]></category>
		<category><![CDATA[Língua]]></category>
		<category><![CDATA[Mozambique]]></category>
		<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Portuguese]]></category>
		<category><![CDATA[Relações Internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Sub-Saharan Africa]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=1189</guid>
		<description><![CDATA[Como Moçambique será em 30 anos? O sociólogo Carlos Serra propõe nove cenários "Bizantinos" e convida os leitores a fazer as devidas alterações da forma que acharem necessária.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/08/02/mozambique-2018/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>O que será de Moçambique dentro de 30 anos? O sociólogo <a href="http://oficinadesociologia.blogspot.com/2008/08/moambique-dentro-de-50-anos.html">Carlos Serra</a> propõe nove cenários &#8220;bizantinos&#8221; e convida os leitores a fazerem as devidas alterações, da forma que acharem necessária:</p>
<blockquote><p>1. A língua portuguesa será residual, penumbrada pela língua inglesa, tornada esta língua veicular por excelência nos meios urbanos. A língua portuguesa será especialmente uma língua douta, falada em círculos alfarrábicos, amparada por mestiçagens linguísticas docemente malandras em zona savaneira.<br />
2. Os minérios serão geridos por Chineses, Russos, Brasileiros e eventualmente Indianos. O vale do Zambeze será sino-brasileiro em sua carvoação.<br />
3. Se calhar já haverá petróleo, com Americanos e Canadianos na exploração.<br />
4. As florestas, se ainda restarem, serão chinesas.<br />
5. A terra será dos bio-combustíveis, gerida por ecléticas parcerias empresariais, abraçada pela pequena agricultura itinerante e desesperada, cumprimentada por celeiros especiais e bem protegidos de cereais para exportação (China e Índia).<br />
6. O comércio, por grosso e a retalho, será sino-indiano, quinquilheiro.<br />
7. A costa turística será europeia, com euro-americanos safarizados e chorando agarrados à memória de uma Europa moribunda e de uma América desimperializada.<br />
8. Celulares serão fabricadas na terra, com exterior Nokia e alma chinesa; os carros serão sino-coreanos, com layout americano.<br />
9. O mais imponente dos nossos ministérios, um super-ministério, será o dos Negócios Estrangeiros (veja-se a sua grandiosidade actual ali na baixa de Maputo, imagine-se o que será no futuro).</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Proposta de fechamento da Wikipedia em língua Haúça</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/07/28/proposta-de-fechamento-da-wikipedia-em-lingua-hauca/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Jul 2008 18:37:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porElia Varela Serra  &#183; Traduzido por Daniel Duende &#183;  Veja o post original 
O blogue Hausa Online relata [En] que a poucos dias atrás uma proposta de fechamento da Wikipedia em língua Haúça foi feita nas páginas de discussão da enciclopédia. O Haúça é uma língua Tchádica africana falada por mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/elia/">Elia Varela Serra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/07/28/proposal-to-close-hausa-wikipedia/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>O blogue <em>Hausa Online</em> <a href="http://hausaonline.wordpress.com/2008/07/26/hausa-wikipedia-could-soon-be-closed/">relata</a> [En] que a poucos dias atrás uma proposta de fechamento da <a href="http://ha.wikipedia.org/wiki/Main_Page">Wikipedia em língua Haúça</a> foi feita nas páginas de discussão da enciclopédia. O <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_ha%C3%BA%C3%A7a">Haúça</a> é uma <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADnguas_tch%C3%A1dicas">língua Tchádica africana</a> falada por mais de 24 milhões de pessoas. Este fato ocorre poucos meses depois que o blogue <em>Beyond Niamey</em> <a href="http://niamey.blogspot.com/2008/05/closing-xhosa-wikipedia.html">expressou sua preocupação</a> [En] a respeito de outra proposta de fechamento, desta vez para a Wikipedia em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_xhosa">língua Xhosa</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Hungria: “Orgulho Nacional”</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Jun 2008 00:55:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raquel Coelho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porVeronica Khokhlova  &#183; Traduzido por Raquel Coelho &#183;  Veja o post original 
O Hungarian Spectrum escreve sobre a intrigante questão do “orgulho nacional”.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/neeka/">Veronica Khokhlova</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/rqlcoelho/'>Raquel Coelho</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/06/26/hungary-national-pride/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>O <em>Hungarian Spectrum</em> <a href="http://esbalogh.typepad.com/hungarianspectrum/2008/06/national-pride.html">escreve</a> sobre a intrigante questão do “orgulho nacional”.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Shhh&#8230; O Encontro Global Voices de Mídia Cidadã 2008 Já Começou</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Jun 2008 00:19:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Se estiver muito quieto aqui no Global Voices nos próximos dias, é porque nós trouxemos por volta de 80 de nossos editores, autores e tradutores para Budapest, Hungria, para um encontro internacional sobre a liberdade de expressão na rede, mídia cidadã, e o papel do Global Voices no ano que vem. Saiba mais sobre este encontro neste rápido artigo de Solana Larsen.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/solana-larsen/">Solana Larsen</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/06/27/shhh-the-global-voices-citizen-media-summit-2008-has-begun/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Se estiver muito quieto aqui no <a href="http://globalvoicesonline.org/">Global Voices</a> nos próximos dias, é porque nós trouxemos por volta de 80 de nossos editores, autores e tradutores para <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Budapeste">Budapeste</a>, Hungria, para um encontro internacional sobre a liberdade de expressão na rede, mídia cidadã, e o papel do Global Voices no ano que vem. Você pode nos acompanhar ao longo do dia através do <a href="http://summit08.globalvoicesonline.org/stream/">webcast</a>, do liveblog, do Twitter e das <a href="http://summit08.globalvoicesonline.org/2008/06/27/photos-gv-citizen-media-summit-june-27/">fotos</a>. Veja como, no <a href="http://summit08.globalvoicesonline.org/">website do Global Voices Summit 2008</a>.</p>
<p>Muitos dos blogueiros do Global Voices que trabalharam juntos virtualmente por mais de um ano estão agora se encontrando face a face pela primeira vez. Trata-se de um encontro aberto ao público que atraiu cerca de 200 participantes de vários continentes, incluindo mais de duas dúzias de jornalistas de grandes meios de comunicação. Obrigado a todos que estão aqui em Budapest, ou nos acompanhando de longe.</p>
<p><a title="Global Voices Citizen Media Summit 2008 in Budapest" href="http://summit08.globalvoicesonline.org/"><img style="margin: 3px 0pt;" src="http://img.globalvoicesonline.org/Badges/meetings/summit-banner-460.gif" alt="Global Voices Citizen Media Summit 2008 in Budapest" /></a></p>
<p><em><img src="http://farm4.static.flickr.com/3288/2615934818_aa08147c81.jpg" alt="" /><br />
<small>Uma foto da conferência tirada no final do primeiro dia de reuniões. Por Neha Viswanathan</small></em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Agenda Global para a África Lusófona</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/05/23/agenda-global-para-a-africa-lusofona/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 May 2008 21:16:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porPaula Góes  &#183; Traduzido por Paula Góes &#183;  Veja o post original 
“O passado, presente e futuro de África vai estar em Lisboa durante dois dias, durante os trabalhos do II Congresso Internacional da África Lusófona. Organizado pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, o evento está subordinado ao tema «Agenda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2008/05/23/global-agenda-for-lusophone-africa/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>“O passado, presente e futuro de África vai estar em Lisboa durante dois dias, durante os trabalhos do II Congresso Internacional da África Lusófona. Organizado pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, o evento está subordinado ao tema «Agenda Global para a África Lusófona» e contará com a presença de um leque alargado de representantes políticos e sociais dos PALOP, bem como estudiosos que se debruçam sobre estas temáticas.” O evento começa em 28 de maio e <a href="http://altohama.blogspot.com/2008/05/ii-congresso-internacional-da-frica.html">Orlando Castro</a> traz a programação completa.</p>
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