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	<title>Global Voices em Português &#187; Trabalho</title>
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	<description>O mundo está falando. Você está ouvindo?</description>
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		<title>Singapura: Taxista-blogueiro é PhD</title>
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		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/27/singapura-taxista-blogueiro-e-phd/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2009 14:13:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[East Asia]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
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		<description><![CDATA[Ele é um taxista singapureano, blogueiro, e possui PhD pela Universidade de Stanford. Os internautas de Singapura o descrevem como "o taxista mais educado no mundo". Seu nome é Dr. Mingjie Cai.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/mong/">Mong Palatino</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/25/singapore-taxi-driver-blogger-is-a-phd-graduate/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single">
<p>Ele é um <a href="http://taxidiary.blogspot.com/">taxista singapureano</a> [en], blogueiro, e possui PhD pela Universidade de Stanford. Os internautas de Singapura o descrevem como &#8220;o taxista mais educado no mundo&#8221;. Seu nome é Dr. Mingjie Cai.</p>
<p>Dr. Cai trabalhou por 16 anos como Investigador Chefe no Instituto de Biologia Celular e Molecular do <em><a href="http://www.a-star.edu.sg/">A*STAR</a></em> [Agência para Ciência, Tecnologia e Pesquisa, en], em Singapura. Ele foi demitido de sua função em 2007 (sem indenização). Após uma tentativa sem sucesso de buscar de novo emprego, ele decidiu, em novembro de 2008, tornar-se um taxista. Começou a blogar há 4 meses e seu blog atraiu a atenção dos blogueiros de Singapura, assim como da <a href="http://www.straitstimes.com/Breaking%2BNews/Singapore/Story/STIStory_418626.html">mídia de massa</a> [en].</p>
<p>Dr. Cai apresenta a si mesmo e a seu blog dessa maneira:</p>
<blockquote><p>Probably the only taxi driver in this world with a PhD from Stanford and a proven track record of <a href="http://www.sciencedirect.com/science?_ob=ArticleURL&amp;_udi=B6WSN-4C5PRXN-C1&amp;_user=10&amp;_rdoc=1&amp;_fmt=&amp;_orig=search&amp;_sort=d&amp;_docanchor=&amp;view=c&amp;_acct=C000050221&amp;_version=1&amp;_urlVersion=0&amp;_userid=10&amp;md5=7ca6da3acf1fac8f5477cd950914d27f">scientific accomplishments</a>, I have been forced out of my research job at the height of my scientific career, and unable to find another one, for reasons I can only describe as something “uniquely Singapore”. As a result, I am driving taxi to make a living and writing these real life stories just to make the dull job a little more interesting. I hope that these stories are interesting to you too.</p></blockquote>
<div class="translation">Provavelmente o único taxista nesse planeta com um PhD pela Universidade de Stanford e um histórico comprovado de <a href="http://www.sciencedirect.com/science?_ob=ArticleURL&amp;_udi=B6WSN-4C5PRXN-C1&amp;_user=10&amp;_rdoc=1&amp;_fmt=&amp;_orig=search&amp;_sort=d&amp;_docanchor=&amp;view=c&amp;_acct=C000050221&amp;_version=1&amp;_urlVersion=0&amp;_userid=10&amp;md5=7ca6da3acf1fac8f5477cd950914d27f">realizações científicas</a> [en]. Fui forçado a abandonar minha pesquisa no auge da minha carreira científica, e impossibilitado de achar outro emprego, por razões que somente consigo descrever como algo &#8216;unicamente da Singapura&#39;.  Como resultado, estou dirigindo um táxi para me sustentar e escrevendo essas histórias da vida real só pra fazer esse trabalho tedioso um pouco mais interessante. Espero que essas histórias também sejam interessantes para vocês.</div>
<p>Dr. Cai menciona as <a href="http://taxidiary.blogspot.com/2009_04_01_archive.html">circunstâncias</a> que o forçaram a se tornar um taxista:</p>
<blockquote><p>Becoming jobless at my age is perhaps the worst nightmare that can happen to any ordinary man, not to mention the loss of life-long career…I had submitted countless CV and application letters to various places in Singapore including universities, government agencies, and private companies. Most of them, however, never responded. A couple of replies I did receive never materialized into anything positive. Later, the outburst of financial crisis world wide helped extinguish my last hope of finding a job anytime soon. By November 2008, I finally made a decision to become a taxi driver.</p>
<p>This blog records some of the events that I have experienced as a taxi driver. They are all actual events and are presented as truthfully as possible…The purpose of this blog is to provide readers with the first hand accounts of my experience of converting from a veteran scientist to a rookie taxi driver in today’s Singapore</p></blockquote>
<div class="translation">Ficar desempregado em minha idade é, talvez, o pior pesadelo que pode acontecer com qualquer homem comum, sem mencionar a perda de uma carreira ao longo de uma vida&#8230; Eu enviei incontáveis currículos e cartas para vários lugares em Singapura, incluindo universidades, agências do governo e empresas privadas. A maioria delas, entretanto, nunca respondeu. Algumas respostas que recebi não se materializaram em algo positivo. Em seguida, a erupção da crise financeira em todo o mundo ajudou a extinguir minha última esperança em achar um trabalho logo em breve. Em novembro de 2008, finalmente decidi me tornar um taxista.</p>
<p>Esse blog registra alguns dos eventos que experimentei como taxista. Todos são eventos verdadeiros e são apresentados o mais veridicamente possível&#8230; O objetivo desse blog é prover aos leitores em primeira mão a minha experiência de me converter de um cientista veterano a um taxista novato na Singapura atual.</p></div>
<p>Mas será que o Dr. Cai é uma pessoa de verdade? Ele é realmente um cientista? <em>Toward the Green</em> [Em Direção ao Verde] <a href="http://sgblogs.com/entry/mingjie/357853">pesquisou</a> o perfil do Dr. Cai e confirmou que ele publicou alguns artigos científicos.</p>
<blockquote><p>the facts seem pretty clear: Dr. Cai does exist, and has a well-documented history as a biochemist from the years 1989 to 2009. There is at best circumstantial evidence to suggest that he had a falling out with IMCB sometime in 2007, but hardly anything definitive at this point.</p>
<p>So why is Dr. Cai having trouble finding another R&amp;D job? The R&amp;D market isn’t so hot these days. The bad economy means not many firms are hiring professional scientists. Academia isn’t much of a help – there’s a long history of too many PhDs chasing too few jobs. It doesn’t help that many people get a feeling for rampant ageism in the R&amp;D job market too. Dr. Cai, having received his PhD in 1990 or so, is probably in his mid-forties by now, which in any industry is a particularly challenging time to find work.</p>
<p>Dr. Cai now writes engaging stories of his experiences as a taxi driver. However, for someone like me, his experience spells a clear cautionary tale for anyone interested in a R&amp;D career, let alone anyone interested in an R&amp;D career in Singapore and A*STAR.</p></blockquote>
<div class="translation">Os fatos parecem bem claros: Dr. Cai realmente existe, e tem um histórico bem documentado como bioquímico entre 1989 e 2009. Há, na melhor das hipóteses, provas circunstanciais para sugerir que ele teve divergências com o IMCB (Instituto de Biologia Celular e Molecular) por volta de 2007, mas dificilmente algo definitivo à essa altura.</p>
<p>Então porque o Dr. Cai tem problemas para achar outro emprego como Pesquisador?  O mercado de Pesquisa e Desenvolvimento não está tão aquecido atualmente. A economia ruim significa que não há muitas empresas contratando cientistas profissionais. A academia não ajuda muito - há um longo histórico de uma alta demanda de PhDs em busca de pouca oferta de emprego.  Não ajuda também que muitas pessoas tenham um sentimento extremo de preconceito em relação a pessoas mais velhas no mercado de trabalho em P&amp;D. Dr. Cai recebeu seu PhD por volta dos anos 1990, está atualmente em torno dos 45 anos, que em qualquer indústria é uma época particularmente  desafiadora para se encontrar emprego.</p>
<p>Dr. Cai  agora escreve histórias cativantes de suas experiências enquanto taxista. Entretanto, para alguém como eu, sua experiência implica em um conto claramente cauteloso  para qualquer pessoa interessada na carreira de Pesquisa e Desenvolvimento, sem mencionar àqueles interessados na carreira de P&amp;D em Singapura e na A*STAR.</p></div>
<p><em>Rambling Librarian</em> [Bibliotecário Errante] descreve Dr. Cai como &#8220;<a href="http://ramblinglibrarian.blogspot.com/2009/08/leadership-ethics-and-online.html">a verdadeira voz de todos os taxistas singapureanos</a>&#8220;:</p>
<blockquote><p>…he probably became the de facto voice for all Singapore cabbies overnight. Without planning to be one, he is a leader in his own way.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8230;ele provavelmente se tornou a verdadeira voz de todos os taxistas noturnos de Singapura. Sem planejar ser líder, ele se tornou um ao seu próprio modo.</div>
<p><em>Alvinology II</em> louva a <a href="http://blog.omy.sg/alvinology/2009/08/16/singapore-taxi-driver-with-phd-from-stanford-university/">atitude</a> do taxista-blogueiro:</p>
<blockquote><p>The blog reads like a novel of sort, about a scientist-turned-taxi-driver, diligently documenting quirky observations he made while driving on the road - the passengers he met, the various changes coming to our society.</p>
<p>I feel for his plight though. It is a waste of human capital when skill sets and academic qualification do not match with the job a person is holding. Definitely not a healthy trend if we see more and more Singaporeans in such a predicament.</p></blockquote>
<div class="translation">O blog se desenvolve como uma espécie de romance, sobre um cientista-que-virou-taxista, documentando diligentemente observações informais que ele faz enquanto dirige - os passageiros que ele encontrou, as várias mudanças que acontecem na nossa sociedade.</p>
<p>No entanto, tenho pena de seu sofrimento. É um desperdício de capital humano quando qualificação e habilidades acadêmicas não combinam com o emprego que uma pessoa tem. Definitivamente não é uma tendência saudável se vermos mais e mais singapureanos nessa contrariedade.</p></div>
<p><em>Mr Wang Says So</em> [Sr. Wang Diz Assim] <a href="http://mrwangsaysso.blogspot.com/2009/08/recommended-blog.html">aprecia</a> o estilo de escrita do Dr. Cai:</p>
<blockquote><p>I really like his writing. It&#39;s honest, observant, authentic and has a lot of genuine local flavour. His blog entries almost inspire me to start writing my next poetry book.</p></blockquote>
<div class="translation">Eu realmente gosto de sua escrita. É honesta, atenta, autêntica e tem muito de um sabor local genuíno. Seus artigos no blog quase me inspiram a começar a escrever meu próximo livro de poesias.</div>
<p><em>Heyzanie&#39;s World</em> [Mundo de Heyzanie]  <a href="http://heyzanie.com/?p=2772">acha</a> que dirigir um taxi não é um emprego inferior até mesmo para alguém com PhD de Stanford:</p>
<blockquote><p>It is a business you can run quite independently and if managed well, it fetches ok income. More importantly, it gives one flexibility of time to work on the other aspects of life. Afterall, Dr. Cai has spent a life time of researching in other people’s labs. It’ll be good to be explore and experiment his own life for a change.</p>
<p>Personally, I feel that driving a cab should not seen as beneath one’s dignity - not even for a star-studded Phd - if one knows how to make the best out of it.</p></blockquote>
<div class="translation">É um negócio que você pode levar independentemente e, se bem administrado, resulta em um salário bom. Mais importante, dá a pessoa a flexibilidade de tempo para trabalhar em outros aspectos da vida. Afinal, Dr. Cai gastou o tempo de uma vida pesquisando no laboratório dos outros. Será bom explorar e experimentar sua própria vida em busca de mudanças.</p>
<p>Pessoalmente, sinto que dirigir um taxi não deve ser visto como algo abaixo da dignidade de alguém - nem mesmo para um PhD repleto de títulos - se alguém souber tirar o máximo de proveito disso.</p></div>
<p>O<em> Kent Ridge Common</em> <a href="http://kentridgecommon.com/?p=4962">espera</a> que os cientistas trabalhem em um ambiente em que seus talentos possam florescer:</p>
<blockquote><p>Dr Cai’s experience was like a fish getting suffocated out of water, or more accurately in a suffocative environment marked by domination, prejudice and arrogance in his own words. It is good for a nation like ours to dream of becoming a Biomedical hub, but first and foremost, we must create an environment to allow our talents in the field to flourish. If such an environment remains suffocative, such dreams will only remain as hallucinations.</p></blockquote>
<div class="translation">A experiência do Dr. Cai foi como um peixe sendo sufocado fora d&#39;água, ou mais precisamente em um ambiente sufocante marcado pela dominação, preconceito e arrogância como ele mesmo diz. É bom para uma nação como a nossa sonhar em ser uma referência em Biomedicina, mas antes de tudo, devemos criar um ambiente que permita nossos talentos desse campo florescerem. Se tal ambiente permanecer sufocante, sonhos permanecerão somente como alucionações.</div>
</div>
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		<title>Brasil: Lutando contra a escravidão dos dias de hoje</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/04/brasil-lutando-contra-a-escravatura-dos-dias-de-hoje/</link>
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		<pubDate>Tue, 04 Aug 2009 19:54:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Deborah Goldemberg</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
		<category><![CDATA[Brazil]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<description><![CDATA[O trabalho escravo é um velho e conhecido problema nos estados do norte e nordeste do Brasil. Mas em São Paulo, o trabalho escravo seria uma anomalia? A blogosfera discute e conclui: há muito o que ser revelado. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/deborah-goldemberg/">Deborah Goldemberg</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/deborah-icamiaba/'>Deborah Goldemberg</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/04/brazil-fighting-contemporary-slavery/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="attachment_88391" class="wp-caption alignright" style="width: 206px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/28488531@N08/3536401084/in/set-72157618168573569/"><img class="size-medium wp-image-88391" title="Sugarcane cutter Brasil" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/3536401084_8871a4c8631-196x300.jpg" alt="Cortador de cana em Brasil. Photo by " width="196" height="300" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">Cortador de cana. Foto de Ricardo Funari, usada com permissão.</p>
</div>
<p>Que o trabalho escravo é um resquício da escravidão no Brasil, particularmente nos Estados do Norte e Nordeste do país, já se sabe. Tendo sido o último país no mundo a decretar a abolição, em 1888, nas regiões mais isoladas onde os tentáculos da justiça têm dificuldade de chegar, a escravidão temporária por dívida e o trabalho sob coação vêm acontecendo e sendo combatidos regularmente pelo Governo.</p>
<p>No entanto, sempre que ocorre um incidente deste fenomeno no Estado de São Paulo, particularmente na megalópole paulistana, a notícia ganha as capas dos principais jornais brasileiros. Foi o que aconteceu na semana passada, quando fiscais do trabalho de São Paulo, acompanhados de procuradores do trabalho, libertaram 20 pessoas da escravidão (dos quais, dois jovens com 17 anos) em Mogi Guaçu (SP). O <a href="http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/07/27/escola-vira-alojamento-de-escravos-em-sao-paulo/">blog do Sakamoto</a>, parceiro do premiado <a href="http://www.reporterbrasil.com.br ">site Repórter Brasil</a>, especializado na temática de trabalho escravo, noticiou o ocorrido, chamado a atenção para a ironia de encontrarem adolescentes escravos justo dentro de uma escola abandonada.</p>
<blockquote><p>OK, isso já aconteceu outras centenas de vezes no Brasil, infelizmente. O absurdo da vez foi que o empregador alojou o pessoal em uma escola pública desativada, com fiação elétrica exposta e esgoto correndo a céu aberto. Mesmo depositando o pessoal nessas condições, disse que cobraria aluguel pela hospedagem.</p>
<p>A prefeitura havia feito um contrato com Pimenta para que ele usasse a casa dos fundos da escola em troca de manutenção do local. A escola Fazenda Graminha foi cedida pelo Estado para o município há nove anos. Agora, o contrato será cancelado e a prefeitura estuda entrar com um processo contra o empregador. O prédio foi lacrado e a secretaria fará um estudo sobre a possibilidade de reativar a escola. Incrível! Discute-se a “possibilidade”…</p></blockquote>
<div id="attachment_88364" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/28488531@N08/3542029863/in/set-72157618168573569/"><img class="size-medium wp-image-88364" title="Indigenous sugarcane cutters Brazil " src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/3542029863_36a3d14e8f-300x195.jpg" alt="Sugarcane cutters having lunch in the middle of the plantation, under a scalding sun. Meals served with no tableware, no protection against sun or rain. Photo: Ricardo Funari" width="300" height="195" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">Cortadores de cana almoçando no meio do canavial, sob um sol escaldante. As refeições são servidas sem talheres, proteção contra os elementos. Foto: Ricardo Funari</p>
</div>
<p>A incidência do trabalho escravo em São Paulo evoca a questão já posta pelo jornalista independente e intelectual paraense <a href="http://www.lucioflaviopinto.com.br/ ">Lucio Flávio Costa </a>no passado: <a href="http://www.acessa.com/gramsci/?id=820&amp;page=visualizar">O trabalho escravo é uma anomalia amazônica? </a></p>
<blockquote><p>Desde 2003, 192 pessoas foram autuadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego por submeter seus empregados a regime de trabalho análogo à escravidão. Mais de dois terços dessas empresas (147) atuam na Amazônia Legal. O campeão nacional do trabalho escravo é o Pará, com quase um quarto de todas as atuações, 52. As duas colocações seguintes nesse nefando ranking são ocupadas por Estados amazônicos: Tocantins (43) e Maranhão (32).</p>
<p>O que leva à concentração dos casos de exploração de mão-de-obra não é uma anomalia amazônica, mas o fato de a região constituir a área de expansão da fronteira econômica do Brasil. Há o pressuposto tácito (ou tático) de que o pioneiro não traz necessariamente consigo a contemporaneidade.</p></blockquote>
<p>O que Lúcio Flávio Pinto quer dizer é que apesar da incidência do trabalho escravo ser maior na fronteira, pelas condições favoráveis (além das geográficas, conforme diz Lúcio Flávio Pinto: a ausência da contemporaneidade, da justiça, da educação etc.), ela é perpetrada por agentes econômicos, fazendeiros e empresários, de todas as partes do Brasil, sempre pactuados com atores locais. Ou seja, é “a ocasião que faz o ladrão” e em diversos contextos favoráveis para a exploração da mão-de-obra, a herança escravagista brasileira se manifesta. Fora da fronteira, outros fatores contribuem para a ocorrência do fenômeno, tal como: a gestão municipal indiferente, pouca fiscalização, sindicatos inatuantes, trabalhadores imigrantes, vulneráveis e desinformados.</p>
<div id="attachment_88363" class="wp-caption alignright" style="width: 208px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/28488531@N08/3542031027/in/set-72157618168573569/"><img class="size-medium wp-image-88363" title="Sugarcane cutters Brazil" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/3542031027_8b9e478032-1-198x300.jpg" alt="Sugarcane cutters in the lodgement: no potable water, no beds, no electrical light, no kitchen facilities or restrooms. Photo by" width="198" height="300" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">Cortadores de cana no alojamento: sem água potável, camas, luz elétrica, cozinha ou banheiro. Foto: Ricardo Funari.</p>
</div>
<p>O caso de Mogi-Guaçu não é isolado e os blogueiros brasileiros vêm regularmente reportando a incidência de trabalho escravo em São Paulo, tanto na área rural quanto na área urbana. Este ano, o <a href="http://anjoseguerreiros.blogspot.com/2009/07/policia-flagra-trabalho-escravo-e.html ">blog Anjos e Guerreiros</a> citou matéria sobre um flagrante de trabalho escravo e exploração de mão-de-obra infantil em uma fazenda que produz limão em Cabreúva, a 70 quilômetros da capital paulista.</p>
<blockquote><p>Uma denúncia levou a polícia até a fazenda. Um lavrador estava na propriedade há quatro meses e conta que não recebeu nenhum pagamento. Os responsáveis pela contratação devem responder por exploração de trabalho infantil.<br />
- Às vezes o povo dá um pouco de comida. Tem vez que nós não comemos, não almoçamos e nem jantamos.<br />
Os funcionários contaram para os policiais que havia crianças trabalhando na colheita de limão. O Conselho Tutelar foi chamado e flagrou seis menores trabalhando no local. Um deles, um menino de 12 anos.</p>
<p>- Não tem luvas nem tinha equipamento, nem água. Eu ganho R$ 2 reais - diz o menino.<br />
Uma adolescente conta que os patrões pediram para todos fugirem assim que ficaram sabendo que a polícia ia chegar.<br />
- Nós dissemos que não fugiríamos - afirmou.</p></blockquote>
<p>Na cidade de São Paulo, em plena área urbana, a incidência de trabalho escravo tem outras características para as quais o <a href="http://verdefato.blogspot.com/2009/06/trabalho-escravo-urbano-bolivianos.html ">blog Verdefato</a> chama a atenção:</p>
<blockquote><p>O trabalho escravo urbano é menor se comparado ao do meio rural. A Polícia Federal, as Delegacias Regionais do Trabalho, o Ministério Público do Trabalho e o Ministério Público Federal já agem sobre o problema. Vale lembrar que a escravidão urbana é de outra natureza, com características próprias&#8230; O principal caso de escravidão urbana no Brasil é a dos imigrantes ilegais latino-americanos - com maior incidência para os bolivianos - nas oficinas de costura da região metropolitana de São Paulo. A solução passa pela regularização da situação desses imigrantes e a descriminalização de seu trabalho no Brasil.</p></blockquote>
<div id="attachment_88550" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/28488531@N08/3542686688/in/set-72157618168573569/"><img class="size-medium wp-image-88550" title="Contemporary slavery, Amazon rainforest, Brazil. Tuerê farm; State: Pará. " src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/3542686688_8808ba583c-300x200.jpg" alt="Hooded Informant who succeeded in escaping from the estate ( in the background ) take the Brazilian Federal Police to the place where workers are kept imprisoned. Photo: Ricardo Funari" width="300" height="200" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">Um informante encapuzado que conseguiu escapar da fazenda (ao fundo) leva a Polícia Federal a um local onde os trabalhadores são mantidos presos. Foto: Ricardo Funari</p>
</div>
<p>O blog também relata a uma situação de uma imigrante boliviana, <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/07/18/brazil-amnesty-for-illegal-immigrants-sparks-hope-and-controversy/">uma dentre tantos estrangeiros ilegais no Brasil</a> trabalhando nessas condições:</p>
<blockquote><p>Sentada há mais de 16 horas diante da máquina de costura, a mãe de Ramón tem pressa. Maria Diaz costura uma peça de roupa atrás da outra, intensamente. Ela tem uma agenda para cumprir. Só pára quando precisa comer ou ir ao banheiro. A mãe do pequeno Ramón é uma mulher exausta.</p>
<p>Desde que chegou ao Brasil, em 2003, trabalha do amanhecer até tarde da noite. Não tem carteira assinada, equipamento de proteção, assistência médica. Ela não existe nos registros de imigração. Oficialmente, o governo brasileiro não sabe de sua presença. Tampouco sua saída da Bolívia, em 2003, foi registrada pelo governo daquele país. Maria foi trazida para São Paulo por intermediários conhecidos como &#8220;coiotes&#8221;, que ganham dinheiro contrabandeando gente de um país para outro. Em São Paulo, pelo menos 100 mil bolivianos estão nessa situação.</p></blockquote>
<div id="attachment_88365" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/28488531@N08/3535359233/in/set-72157618168573569/"><img class="size-medium wp-image-88365" title="Modern Slavery in Amazon - Issuing work permit document" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/3535359233_7dd72258b1-300x199.jpg" alt="Man found imprisoned inside estate shaving for being photographed and having the photograph pasted into the first work permit he had ever had in his live. Photo by " width="300" height="199" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">Um homem encontrado preso em uma fazendo faz a barba para ser fotografado para a primeira carteira de trabalho que já teve na vda. Foto: Ricardo Funari.</p>
</div>
<p>Ainda em São Paulo, um artigo do sociólogo e vereador Floriano Pesaro citado no <a href="http://coisasdesp.blogspot.com/2009/07/nao-ao-trabalho-infantil.html">blog Coisas de São Paulo</a>, discute o caso das crianças de rua que são obrigadas pelos pais a trabalharem. Trata-se de um caso misto de duas infrações: o trabalho infantil e análogo à escravidão:</p>
<blockquote><p>O trabalho infantil nas ruas, no comércio e até dentro de casa resiste no Brasil urbano e rural. Manifesta-se em suas piores formas, com práticas análogas ao trabalho escravo: exploração sexual comercial, venda e tráfico de crianças para trabalho ou exploração sexual, uso de crianças no comércio de drogas. Estas práticas envolvem atividades criminosas que são ilícitas e que levam crianças e adolescentes à morte. Na cidade de São Paulo, de acordo com pesquisa da FIPE, de 2007, são pouco mais de mil crianças em trabalho infantil somente nas ruas.</p></blockquote>
<p>Ao escrever esse artigo para o Global Voices Online, fiquei pensando se disseminar tão más notícias para o mundo inteiro não prejudica a imagem do Brasil no exterior, mas um blog muito interessante, do <a href="http://edsonrodrigues.wordpress.com/2009/03/27/trabalho-escravo-uma-triste-realidade-no-brasil/">Edson Rodrigues</a>, me ajudou a refletir sobre o assunto. Ele traz uma lista de 15 Verdades e Mentiras sobre o trabalho escravo no Brasil e numa delas discute se a divulgação internacional do trabalho escravo traz prejuízos ao país:</p>
<blockquote><p>12) Mentira: A divulgação internacional prejudica o comércio exterior e vai trazer prejuízo ao país.<br />
Verdade: Isso é uma falácia. Não erradicar o trabalho escravo é que prejudica a imagem do Brasil no exterior. As ameaças de restrições comerciais serão levadas a cabo se o país não fizer nada para resolver o problema. Que usamos trabalho escravo, isso é público e notório&#8230;A agricultura é fundamental para o desenvolvimento do país. Por isso mesmo, ele deve estar na linha de frente do combate ao trabalho escravo, identificando e isolando os empresários que agem criminalmente. Dessa forma, impede-se que uma atividade econômica inteira venha a ser prejudicada pelo comportamento de alguns poucos.</p></blockquote>
<div id="attachment_88362" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/28488531@N08/3535380017/in/set-72157618168573569/"><img class="size-medium wp-image-88362" title="Modern Slavery in Amazon - Issuing work permit document in the forest" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/3535380017_a328cec61d-300x193.jpg" alt="Modern Slavery in Amazon - Issuing work permit document in the forest. Photo by Ricardo Funari, used with permission." width="300" height="193" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">Emissão de documentos trabalhistas na floresta. Foto: Ricardo Funari.</p>
</div>
<p>Faço dele as minhas palavras e concluo este artigo certa de que o trabalho escravo é um resquício generalizado da escravidão no Brasil e que anomalia é não combater este fenômeno sempre de frente.</p>
<p>—</p>
<p>As fotos que ilustram esse artigo foram gentilmente cedidas pelo fotógrafo baseado no Rio de Janeiro <em><a href="http://www.flickr.com/photos/28488531@N08/">Ricardo Funari</a></em>, que trabalha criando e documentando a injustiça social no Brasil. Segundo o que conheceu por meio de seu trabalho, “em geral, o trabalhador é reduzido à condição de escravo na sua forma mais aguda, com a mercantilização do trabalho braçal. Atraído por falsas propostas de boa remuneração feitas pelo &#8220;gato&#8221;- o empreiteiro de mão-de-obra - o lavrador deixa a família, a maioria das vêzes indo para outro estado, na esperança de um futuro que o livre da miséria. As despesas e alimentação são pagas pelo &#8220;gato&#8221;que, ao final de viagem o entrega a um fazendeiro. Está dado o primeiro golpe: antes mesmo de começar a trabalhar, o peão já tem uma dívida com o &#8220;gato&#8221;, não importa que tenha viajado milhares de quilômetros em velhos ônibus, quebrados, sujos e desconfortáveis, e sobrivivido a pão e refrigerantes. O próximo passo é tornar esta dívida impagável. Para isso, são cobrados do trabalhador as ferramentas do trabalho, o abrigo em galpões imundos e em condições de higiene subumanas, além dos mantimentos comprados a preços exorbitantes nos armazéns que funcionam dentro das fazendas. É o chamado &#8220;sistema barracão&#8221;, pelo qual a dívida se transforma em um instrumento eficaz, no sentido de reduzir os trabalhadores à situação de escravos.” Seu album de fotos, <a href="http://www.flickr.com/photos/28488531@N08/sets/72157618168573569/">Contemporary Slavery in Brazil</a>, pode ser visto no Flickr.</p>
<div id="attachment_88371" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/28488531@N08/3536197068/in/set-72157618168573569/"><img class="size-medium wp-image-88371" title="Modern slavery in Amazon - freedom and payment" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/3536197068_125232e972-300x199.jpg" alt="Toothless worker receives payment respecting entirely the legislation in Brazil and break into laughter. Photo by Ricardo Funari." width="300" height="199" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">Um trabalhador desdentado cai na risada ao receber pagamento de acordo com a lei. Foto: Ricardo Funari.</p>
</div>
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		<item>
		<title>Vá para a fazenda, rapaz! - Como a agricultura está mudando no Japão</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/06/10/va-para-a-fazenda-rapaz-como-a-agricultura-esta-mudando-no-japao/</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 03:34:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[East Asia]]></category>
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		<description><![CDATA[Para um país com uma identificação forte de ser historicamente formado por um povo proveniente da agricultura, o cenário para o setor agricultor do Japão está apagado, e já está assim faz algum tempo. Para resumir, a força de trabalho envelhece rapidamente e quase não há sucessores suficientes. Nesta situação o artigo apresenta como o caminho do campo se transformou em uma rota de oportunidades.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/tomomi-sasaki/">Tomomi Sasaki</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/05/31/japan-go-farm-young-man-how-farming-in-japan-is-changing/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>Para um país com uma identificação forte de ser historicamente formado por um povo proveniente da agricultura, o cenário para o setor agricultor do Japão está apagado, e já está assim faz algum tempo. Para resumir, a força de trabalho envelhece rapidamente e quase não há sucessores suficientes. O preço do arroz caiu e a reforma estrutural é improvável, por causa da organização todo-poderosa cooperativa <a href="http://www.jpri.org/publications/workingpapers/wp41.html">Nokyo</a> (農協) e <a href="http://www.nytimes.com/2009/03/29/world/asia/29japan.html?_r=1&amp;pagewanted=1"> de qualquer partido político que esteja no poder</a>. A Fundação Tokyo oferece estatísticas em um relatório preocupante, mas apropriadamente intitulado &#8216;<a href="http://www.tokyofoundation.org/en/articles/2008/the-perilous-decline-of-japanese-agriculture-1">O Declínio Perigoso da Agricultura Japonesa</a>&#8216; [The Perilous Decline of Japanese Agriculture,en]. Ele começa, claro, com a estatística <em>nogyo</em> (農業 / agricultura) preferida de todos - &#8216;O índice de auto-suficiência de alimentos japoneses caiu abaixo de 40%&#39;.</p>
<p>Entretanto, as circunstâncias que envolvem a agricultura estão mudando. A vida no campo está dando uma virada para melhor ou pior, como descrito por Scilla Alecci em &#8216;<a href="http://globalvoicesonline.org/2009/02/22/japan-agriculture-the-latest-trend-among-celebrities/">Japão: Agricultura, a última tendência entre celebridades</a>&#8216; [en]. A continuação, esta publicação, destaca alguns aspectos dessa mudança na tentativa de explorar seu objetivo.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/megabn/150334885/"><img title="Apresentando-se ao dever, pelo usuário megabn do flickr" src="http://farm1.static.flickr.com/45/150334885_9988245e7a.jpg" alt="Apresentando-se ao dever, pelo usuário megabn do flickr" width="400" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">Apresentando-se ao dever, pelo usuário megabn do flickr</p>
</div>
<p><strong>A Agricultura e a Higiene dos Alimentos</strong></p>
<p>A preocupação crescente com a higiene dos alimentos é um dos fatores que contribuíram para esta mudança no jeito de pensar. O blog &#8216;What Japan Thinks&#39; [O que pensa o Japão, en] relatou no ano passado que &#8216;<a href="http://whatjapanthinks.com/2008/02/16/food-safety-worries-five-in-six-japanese/">a higiene dos alimentos preocupa cinco em seis japoneses</a>&#8216;:</p>
<blockquote><p>Q2: Which of the following do you strive to do regarding your eating habits ? (Sample size=1,089, multiple answer)</p>
<ul>
<li>Buy Japanese products as much as possible	69%</li>
<li>Pay attention to the date of manufacture, use-by date, best before date, etc	66%</li>
<li>Buy products with as few additives as possible	51%</li>
<li>Limit use of prepared foods	25%</li>
<li>Limit eating out	16%</li>
<li>Other	3%</li>
<li>Nothing in particular	6%</li>
</ul>
</blockquote>
<div class="translation">Q2: Quais das seguintes você busca fazer, considerando seus hábitos alimentares? (Tamanho da amostragem=1,089, múltiplas respostas)</p>
<ul>
<li>Comprar produtos japoneses sempre que possível	69%</li>
<li>Prestar atenção na data de manufatura, prazo de validade, etc.	66%</li>
<li>Comprar produtos com a menor quantidade possível de aditivos possível	51%</li>
<li>Limitar o uso de enlatados 	25%</li>
<li>Limitar comer fora	16%</li>
<li>Outros	3%</li>
<li>Nada em particular   	6%</li>
</ul>
</div>
<p>Muitos consumidores não ligam em pagar a mais para assegurar-se que sua comida seja &#39;segura&#39;, especialmente após o incidente de 2008, quando <a href="http://www.guardian.co.uk/world/2008/jan/31/japan.china">dúzias [de pessoas] foram envenenadas por bolinhos [dumplings, en] congelados importados da China</a> [en]. Dando exemplos típicos, Tamagomama <a href="http://tamagomama.blogzine.jp/goikenban/2008/10/post_05fd.html">lista alguns lembretes</a> em um blog publicando avisos às gestantes:</p>
<blockquote><p>多少高くても「安全でいい食品」を買いましょうね。<br />
できれば「生産者」の顔が見えるモノにしてください。<br />
輸入品は避けましょう。<br />
中国に限らずアメリカなどの食品も。<br />
国産で皆さんの近くでとれたモノがいいです。<br />
生産者の顔がわかるものがベストです。<br />
家族の命をまもるためにも、他人が守ってくれるのではなく、我が身と家族は自分で守りましょう。</p></blockquote>
<div class="translation">Mesmo se custar um pouco mais, por favor, compre comida &#8216;boa, segura&#39;. Se possível, deveriam ser alimentos cuja procedência pudesse ser informada. Mantenha-se longe dos importados, não apenas dos chineses, mas também da comida americana. Tente escolher alimentos que são produzidos nas proximidades ou no Japão. É melhor se puder dizer quem o produziu. Você é a responsável por proteger as vidas de sua família - não conte com os outros para fazê-lo por você.</div>
<p><strong>A Agricultura e o Desemprego</strong></p>
<p>Com a economia em declínio abrupto, o governo busca conectar a alta de vagas de emprego na agricultura como uma resposta ao crescente desemprego, principalmente para <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/01/12/japan-hakenmura-the-temp-workers-village/">trabalhadores temporários que tiveram seus contratos cancelados</a> [en].</p>
<p>Nina Fallenbaum relatou <a href="http://civileats.com/2009/04/24/finding-a-model-in-japans-young-farmer-corps/">sobre sua participação no piloto de um programa em experiência na agricultura</a> [en]:</p>
<blockquote><p>Here’s the very simple idea: send 18 to 40-year-old city slickers to rural communities for a free five-day trip to learn farming, meet local people, and perhaps be tempted to adopt that way of life for themselves. Administrated by an environmental nonprofit group, a grant from the Japanese Ministry of Agriculture paid our food, bullet train fare, lodging — everything (and I’m not even a citizen!). Seems extravagant, but compared to the amount of money spent on recent bank bailouts it’s a very cheap form of stimulus — and benefits rural areas, young people, and the agricultural sector simultaneously.</p></blockquote>
<div class="translation">Aqui a idéia é bem simples: enviar pessoas urbanas entre 18 e 40 anos de idade para as comunidades rurais para uma viagem de cinco dias para aprendizado rural, conhecer pessoas locais, e talvez ficarem tentados a adotar esse estilo de vida para eles próprios. Administrado por um grupo ambiental sem lucros, um subsídio pago do Ministério da Agricultura Japonês para alimentação, tarifa do trem-bala, acomodação — tudo (e eu nem mesmo sou cidadão!). Parece extravagante, mas comparado à quantidade de dinheiro gasto nos recentes resgates financeiros a bancos, é uma forma de estímulo muito barata - e traz benefícios às áreas rurais, pessoas aos jovens, e simultaneamente ao setor agricultor.</div>
<p><strong>A Agricultura e a Internet</strong></p>
<p>Aqui estão alguns casos de pessoas aproveitando o poder da Internet.</p>
<p>Yasai8313, que cultiva vegetais raros, usa a Internet para<br />
<a href="http://yasai8313.blog55.fc2.com/blog-entry-1132.html">manter canais de vendas</a> [ja]. O fazendeiro de tomates Shinichi Soga teve sucesso conectando a popularidade de seu blog diretamente com as vendas, como coberto pelo Japan Times em &#8216;<a href="http://search.japantimes.co.jp/cgi-bin/nn20090521f2.html">Jovens fazendeiros blogando para o sucesso</a>‘ [en]. Seebit, uma empresa que produz vídeos para a rede, mantém um <a href="http://www.seebit.tv/nanohana/index.html">website que vende arroz</a> [en]. Eles oferecem imagens por uma webcam no site para que as pessoas possam ver como o arroz está crescendo. Há uma rede social para todas as pessoas ligadas à <em>nogyo</em>, <a href="http://www.boku-nou.jp/">Boku-nou (Nossa Agricultura)</a> [ja], que também possibilita as pessoas comprarem e venderem equipamento para agricultura.</p>
<p>O aprendizado online também está disponível. <a href="http://blog.goo.ne.jp/toshihide_muraoka/e/2b8359df72390707e06ac3609fd43313">Toshihide Muraoka</a> apresenta um exemplo em seu blog:</p>
<blockquote><p>秋田県農業研修センターが運営する「インターネットアグリスクール」が人気を集めています。インターネットを利用して、農 業のやり方や秋田県の自然の知識を学ぶことができます。２００１年に開始して以降、東京、愛知、長崎など全国から約２００人が受講し、毎年、定員（３０ 人）はほぼ満員状態。スクールを通じて農業の魅力に引かれ、これまでに９人の受講生が県内で農業を始めています。</p></blockquote>
<div class="translation">‘Escola de Agricultura da Internet&#39;, dirigida pelo Centro de Treinamento da Prefeitura de Agricultura de Akita, está ganhando popularidade. Os estudantes podem aprender sobre agricultura e descobrir sobre a natureza da Prefeitura de Akita pela Internet. Desde sua implantação, em 2001, cerca de 200 pessoas de todo o Japão, incluindo Tóquio, Aichi e Nagasaki, estudaram na escola. A cada ano, a capacidade (30 estudantes) fica quase sempre cheia. Nove estudantes, atraídos pelo apelo da agricultura pela escola, começaram a trabalhar na área na Prefeitura de Akita.</div>
<p><strong>A Agricultura e as Outras Indústrias</strong></p>
<p>Empresas e organizações em indústrias sem vínculo com a fazenda estão repensando suas relações com a agricultura. Em um exemplo, <a href="http://blog.goo.ne.jp/happy-kernel-0297/e/eb9cca48e9e6c6070988038a2913ddf6">o feirante e blogueiro happy-kernel</a> comentou no noticiário que a <a href="http://www.kakegawa-taikyo.com/">Associoação de Esportes Amadores da Cidade de Kakegawa</a> na Prefeitura de Shizuoka está começando com negócios em uma fazenda destinada para agricultura.</p>
<blockquote><p>野菜嫌いな子どもたちに、野菜作りを手伝わせることで野菜嫌いがなくなったり、観察力が高まるという指摘もあるように、中年以降、お腹周りが気になり始めた運動不足の肉好きの人たちにとっては、運動を兼ねた野菜中心食へ転換できるきっかけとなるかも知れないのだ。<br />
とすれば、体育協会がこのような試みをすることにも、意味があるだろう。<br />
何よりも参加者にとっては｢新鮮・安心・安全な野菜｣と｢運動＋健康｣が手に入るのだ。<br />
今後このようなアプローチの｢健康作り｣が、注目されていくのかも知れない。</p></blockquote>
<div class="translation">Do mesmo modo que cultivar vegetais pode ajudar as crianças a superar sua aversão por verduras e legumes e elevar a habilidade de observação, cultivar vegetais também pode motivar adultos de meia idade amantes de carne que não se exercitam muito a mudar seus estilos de vida e incluir exercícios e vegetais! Com esta lógica, faz sentido a Associação dar uma chance [ao projeto]. Pois, apesar de tudo, os participantes (da fazenda agricultora) recebem &#8216;vegetais frescos e seguros&#39; assim como &#8216;exercício e saúde&#39;. Talvez esta abordagem de criar um estilo de vida saudável ganhará mais importância no futuro.</div>
<p><strong>Concluindo</strong></p>
<p>A maioria das fazendas japonesas são pequenas e familiares, e a imagem do <em>ojiichan</em> e da <em>obaachan</em> (avô e avó) arando a terra dia após dia, em um cenário típico de folclore japonês, não está tão longe da realidade presente. O que acontecerá a seguir? Para onde essas tendências irão, ainda estamos para ver, mas é tudo parte de uma grande onda em desenvolvimento.</div>
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		<title>Egito: Inaugurado o primeiro sindicato independente do país</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/30/egito-inaugurado-o-primeiro-sindicato-independente-do-pais/</link>
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		<pubDate>Thu, 30 Apr 2009 18:48:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<description><![CDATA[Cobradores de impostos do setor imobiliário do Egito formaram um sindicato independente pela primeira vez desde 1957. Além do reconhecimento local, a entidade conquistou ainda legitimidade internacional ao ser aceita pelo Sindicato Internacional de Serviços Públicos. Um blogueiro acompanha o desenrolar dessa luta desde o início até o momento de triunfo, com centenas de fotos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/lasto-adri/">Eman AbdElRahman</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/04/29/egypts-first-independant-union-formed/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>O ativista e blogueiro egípcio <em>Hossam El Hamalawy</em>, <a href="http://arabist.net/arabawy/2009/04/21/victory/">blogou</a> sobre as suas impressões sobre vitória depois de ter passado um dia com cobradores de impostos, que foram até a Nasr City, um distrito de Cairo, para fazer um lobby junto ao Ministro do Partido Trabalhista para que este reconhecesse o sindicato independente deles. Ele publicou as <a href="http://www.flickr.com/photos/elhamalawy/sets/72157607027521066/">fotos</a> que tirou da manifestação e também <a href="http://arabist.net/arabawy/2009/04/23/tax_victory/">citou</a> uma reportagem de Sara Carr, no <em>Daily News Egypt</em>. Essa foi a primeira vez que cobradores de impostos do <span style="color: #008000;"><span style="color: #000000;"><span style="color: #008000;"><span style="color: #000000;">setor imobiliário</span></span></span></span> formaram um sindicato independente desde 1957.</p>
<div id="attachment_71729" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px;"><a rel="attachment wp-att-71729" href="http://pt.globalvoicesonline.org/?attachment_id=71729"><img class="size-medium wp-image-71729" title="Tax Collectors " src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/04/3125112394_f382490932-300x199.jpg" alt="Fiscais de impostos  comemoram a abertura de seu sindicato. Foto de Hossam El Hamlawy" width="300" height="199" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">Fiscais de impostos  comemoram a abertura de seu sindicato. Foto de Hossam El Hamlawy</p>
</div>
<p>Mais tarde, <em>El Hamalawy</em> <a href="http://arabist.net/arabawy/2009/04/24/newvictory_tax/">acrescentou</a> que a união conquistou legitimidade internacional — para além do reconhecimento local — quando os representantes árabes, africanos e de outros países da <a href="http://www.world-psi.org/">Internacional de Serviços Públicos</a> aceitaram a entrada da União dos Empregados de Fiscalização do <span style="color: #000000;">S</span><span style="color: #008000;"><span style="color: #000000;"><span style="color: #008000;"><span style="color: #000000;">etor Imobiliário</span></span></span></span> do Egito.</div>
]]></content:encoded>
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		<title>Malásia: Campanha de boicote a produtos americanos</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/01/10/malasia-campanha-de-boicote-a-produtos-americanos/</link>
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		<pubDate>Sat, 10 Jan 2009 16:07:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como uma forma de protesto contra o apoio de Washington a Israel, alguns malaios estão boicotando productos americanos. Israel começou ataques militares em Gaza, e a blogosfera está dividida,]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/mong/">Mong Palatino</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/01/10/malaysia-campaign-to-boycott-us-goods/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>Como uma forma de protesto contra o apoio de Washington a Israel, alguns <a href="http://www.irrawaddy.org/article.php?art_id=14883">malaios estão boicotando produtos americanos</a>. Israel está levando a cabo ataques militares em <a href="http://globalvoicesonline.org/specialcoverage/2008-gaza-strip-bombings/">Gaza</a> [en] e já causaram a morte de mais de 800 palestinos. O ex-primeiro ministro malaio Mahathir Mohamad está ativamente apoiando a campanha de boicote.</p>
<p>Mais de 2 mil restaurantes muçulmanos pertencentes à Associação de Operadores de Restaurantes Muçulmanos pararam de servir produtos da marca da Coca-Cola aos seus clientes. A Associação de Consumidores Islamitas Malaios também identificou 100 outros produtos de marcas como Starbucks, Colgate, McDonald&#39;s, Nike, Wendy’s, Tommy Hilfiger, Gap, Dell e Maybelline como alvos da campanha de boicote.</p>
<p><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/01/boycottusa.png" alt="usa" /><br />
<span style="font-size: xx-small;">Imagem do blogue <a href="http://marahku.blogspot.com/2009/01/will-coca-cola-boycott-hurt-local.html">Shamsul Yunos</a></span></p>
<p>A blogosfera malaia tem opiniões divididas sobre a campanha.</p>
<p>O blogue <em>In my humble opinion</em> [Em minha humilde opinião] lista <a href="http://luxen.blogspot.com/2009/01/boycott.html">os seguintes critérios para a escolha de produtos americanos</a> [en]:</p>
<blockquote><p>1. Is the product solely manufactured in USA?<br />
2. Is the company opposed to the war?<br />
3. Does the company have direct relations with Israel?</p></blockquote>
<div class="translation">1. O produto é fabricado exclusivamente nos E.U.A.?<br />
2. A empresa se opõe à guerra?<br />
3. A empresa tem relações diretas com Israel?</div>
<p><em>Everyday Ordinariness</em> [Normalidade Diária] <a href="http://www.syafiqueshuib.com/?p=262">prefere outras formas de protesto</a> [en]:</p>
<blockquote><p>As much as I want to participate in this boycott, I have to constantly ask myself: Will it do more harm than good? It seems so easy to boycott American goods but I have to give up on a lot to do so.</p>
<p>When we are so used to Americanization and globalization, do you think it is easy to boycott goods, products and brands that have been part of our life for years? Who are we kidding? Look around and I am sure you have a piece of “Americanization”.</p>
<p>I am very sure there are other ways to express our sentiments in this issue. During Friday prayers just now, the money collected will be donated and benefit the people of Palestine. By doing so, the money will be used for daily necessities, such as food. I prefer doing donation so that it will, in one way or another, benefit the innocent victims.</p></blockquote>
<div class="translation">Por mais que eu queira participar deste boicote, tenho me perguntado constantemente: será que vai causar mais danos que lucros? Parece muito fácil boicotar produtos americanos, mas tenho de abrir mão de muita coisa.</p>
<p>Quando estamos tão habituados com a americanização e a globalização, você acha que é fácil boicotar produtos, bens e marcas que têm sido parte de nossa vida durante anos? Quem estamos enrolando? Olhe ao seu redor e tenho a certeza que você encontrará um pouco de &#8220;americanização&#8221;.</p>
<p>Tenho certeza que existem outras maneiras de expressarmos o nosso sentimento quanto ao assunto. Durante as orações da sexta agora, o dinheiro arrecadado será doado para ajudar o povo da Palestina. Com isso, o dinheiro será usado para necessidades diárias, tais como alimentos. Eu prefiro fazer uma doação, que de uma forma ou de outra beneficia às vítimas inocentes.</p>
</div>
<p><em>My anger, it may be yours too</em> [Minha raiva, pode ser sua também, en] acredita que um boicote passará uma <a href="http://marahku.blogspot.com/2009/01/will-coca-cola-boycott-hurt-local.html">messagem poderosa ao Ocidente</a>:</p>
<blockquote><p>I don&#39;t think the point here is to bankrupt Coca Cola but to send a message that the Muslim economy is strong enough to affect the West, after all this is as much economic warfare as it is about territory</p></blockquote>
<div class="translation">Não acho que o ponto aqui é levar a Coca-Cola à falência, mas passar a mensagem de que a economia dos muçulmanos é suficientemente forte para afetar o Ocidente, afinal de contas, trata-se tanto de uma guerra econômica quanto territorial</div>
<p><em>New Malaysia</em> [Nova Malásia] <a href="http://chunwai08.blogspot.com/2009/01/boycott-american-goods-think-again.html">duvida que o boicote</a> [en] terá algum efeito:</p>
<blockquote><p>It&#39;s always easy to call for a boycott of American goods. Groups and individuals advocating such a boycott may have the best intentions but seriously, does it work? We call for a boycott of US products and have we considered the economic consequences of the US and Jewish lobbyists hitting us back?</p></blockquote>
<div class="translation">É sempre fácil apelar para um boicote a mercadorias americanas. Grupos e indivíduos defendem que um boicote do tipo pode ter as melhores intenções, mas sério, funciona? Fazemos um apelo para um boicote aos produtos americanos, mas levamos em consideração as consequências econômicas da retaliação dos lobistas americanos e judaicos?</div>
<p><em>Let&#39;s ditch the logical</em> [Vamos largar alógica, en] <a href="http://skruyou.blogspot.com/2009/01/on-malaysian-protests-against-israel.html">despreza o protesto</a>:</p>
<blockquote><p>Malaysian politicians think too highly of themselves. The US doesn&#39;t really care if we boycott their companies. They can see through the smoke and mirrors. Who&#39;re the big foreign investors in Malaysia? American companies!</p></blockquote>
<div class="translation">Os políticos malaios se acham. Os Estados Unidos não estão nem aí se estamos boicotando suas empresas. Eles podem ver através da fumaça e espelhos. Quem são os grandes investidores estrangeiros na Malásia? As empresas americanas!</div>
<p><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/01/boycott-coke.jpg" alt="coke" /><br />
<img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/01/boikot.jpg" alt="products" /><br />
<span style="font-size: xx-small;">Imagens gentilmente cedidas por <a href="http://hantulautan.blogspot.com/2009/01/mahathirs-clarion-callboycott-america.html">Hantulaut</a> e <a href="http://tunkuaisha.blogspot.com/2009/01/boycott-boycott-boycott.html">Tunku</a>.</span></p>
<p><em>The Artist</em> [O Artista, en] implora líderes estudantis a <a href="http://sabrie.wordpress.com/2009/01/07/malaysian-student-leaders-the-israel-boycott/">apoiarem o boicote</a>:</p>
<blockquote><p>It’s time for Malaysian Student Leaders to take action and follow suit on an economic boycott. This will give us a double edge benefit: helping our Malaysian industry &amp; creating a consumer-centered business model.</p>
<p>Carefully select products to boycott: We wouldn’t want our industry to be in trouble don’t we? Let’s examine which products would be wise to boycott at a start and which we can live without. Then we work to boycott others from there.</p></blockquote>
<div class="translation">É hora dos dirigentes estudantis malaios tomarem uma atitude e adotarem o boicote econômico. Isto nos dará uma vantagem dupla: ajudará a nossa indústria malaia e criará um modelo de negócios centrado no consumidor.</p>
<p>Escolha cuidadosamente os produtos a serem boicotados: não queremos que a nossa indústria entre em apuros, não é? Vamos analisar quais produtos que seria sensato boicotar para começar e quais os que podemos viver sem. Então, trabalharemos para boicotar outros a partir daí</p>
</div>
<p><em>Think; Think; Think</em> [Pense; Pense; Pense] enfatiza que o sucesso da campanha <a href="http://www.intuitive-interpreter.net/?p=111">depende da cooperação dos consumidores</a>:</p>
<blockquote><p>Its an ORDER! Boycott, Refuse, Stay Away From, Impose Sanctions, Embargo, Shun, Proscribe, Prohibit, Reject, and all other synonyms to Boycott, Israeli’s or Jewish, or any organizations or products related to them, or even supporting them. Boycott!</p>
<p>They maybe laughing at me, as a Muslim independent blog writer, “who are you to boycott us?”, but if we all cooperate together, boycott their product, they will feel some (if not huge) impact from our actions.</p></blockquote>
<div class="translation">É uma ordem! Boicote, recuse, fique longe, imponha sanções, embargue, evite, proíba, barre, rejeite, e todos os outros sinônimos de boicote, produtos israelitas ou judeus, ou de quaisquer organizações relacionadas a eles, ou até mesmo que os apoie. Boicote!</p>
<p>Talvez estejam rindo de mim, como um muçulmano e blogueiro independente, &#8220;quem é você para nos boicotar?&#8221;, mas se todos colaborarmos juntos, boicotando seus produtos, eles vão sentir um certo (senão grande) impacto de nossas ações.</p>
</div>
<p><em>Icedlemontea</em> <a href="http://icedlemontea.wordpress.com/2009/01/08/malaysia-boycott-us-goods/">não se opõe</a> à idéia de boicotar a Coca-cola:</p>
<blockquote><p>I never much favor coca-cola in the first place so I think this boycott can be done for me. Now I just have to change all my cosmetic products to local’s. That’s right, gosh.</p></blockquote>
<div class="translation">Eu nunca dei muita bola para a Coca-Cola para começar, portanto penso que este boicote pode ser feito no que depender de mim. Agora só preciso trocar todos os meus cosméticos por produtos locais. Isso mesmo, céus.</div>
<p>Jaff Point <a href="http://jaffpoint.blogspot.com/2009/01/stop-killing-in-gaza-boycott-israel-usa.html">enumera as várias formas de protesto</a> [en] que indivíduos e grupos podem adotar para ajudar Gaza:</p>
<blockquote><p>WHAT SHALL WE DO?</p>
<p>1) Keep up the demonstration against Israel brutality in Gaza<br />
2) BOYCOTT all Israel and USA goods and currency<br />
3) Keep praying for God justice against Israel<br />
4) Keep up the moral and financial support to Palestinians – DONATE<br />
5) Spreads the words on Israel cruelty to the people around you and the world community</p></blockquote>
<div class="translation">O QUE DEVEMOS FAZER?</p>
<p>1) Continuem com protestos contra brutalidade de Israel em Gaza<br />
2) BOICOTE produtos e moedas dos E.U.A. e Israel<br />
3) Continuem rezando e pedindo a Deus que faça justiça contra Israel<br />
4) Mantenha o apoio moral e financeiro aos palestinianos - DÕE<br />
5) Divulgue a crueldade de Isreal entre as pessoas à sua volta e na comunidade mundial</p>
</div>
<p><em>Hantulaut</em> <a href="http://hantulautan.blogspot.com/2009/01/mahathirs-clarion-callboycott-america.html">lembra aos blogueiros</a> [en] para pensarem duas vezes antes de aderirem ao boicote:</p>
<blockquote><p>“Those bloggers who supported Dr Mahathir&#39;s call probably forgot they are blogging on American products. If you boycott America then you have to stop using computers, computer software and all American made blogs and not forgetting the Internet. Can you? Our former premier probably didn&#39;t realize that he himself is a blogger and very deeply involved in using American products.”</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Os blogueiros que apoiaram o chamado de Dr Mahathir provavelmente se esqueceram que estão blogando usando produtos americanos. Se você boicota a América, então você tem que parar de usar computadores, software e todos os produtos para blogues feitos na América e sem esquecer a internet. Você consegue? Nosso ex-primeiro ministro provavelmente não percebe que ele próprio é um blogueiro e muito profundamente envolvido com a utilização de produtos americanos&#8221;.</div>
<p><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/01/tun-spch.jpg" alt="mahathir" /><br />
<span style="font-size: xx-small;">O ex-primeiro ministro da Malásia Mahathir Mohamad fez um pronunciado em uma mesquita nacional. Foto do blogue de <a href="http://jaffpoint.blogspot.com/2009/01/stop-killing-in-gaza-boycott-israel-usa.html">Jaff Point</a></span></p>
</div>
]]></content:encoded>
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		<title>Japão, Brasil: Centenário da Imigração Japonesa</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/12/21/japao-brazil-centenario-da-imigracao-japonesa/</link>
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		<pubDate>Sun, 21 Dec 2008 18:21:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em junho de 1908, o navio japonês Kasato Maru atracou no Porto de Santos, em São Paulo, após 52 dias de viagem, trazendo as primeiras famílias japonesas ao Brasil. Cem anos depois, e após um difícil processo de adaptação, japoneses e nipo-brasileiros refletem nessa mistura cultural que atravessa oceanos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/scilla-alecci/">Scilla Alecci</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/12/20/japan-brazil-a-centenary-of-japanese-immigration-to-brazil/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>Em junho de 1908, o navio japonês <a href="http://ja.wikipedia.org/wiki/%E7%AC%A0%E6%88%B8%E4%B8%B8100">Kasato Maru</a> (笠戸丸 ) [jp] atracou no Porto de Santos, em São Paulo, após 52 dias de viagem, trazendo as primeiras famílias japonesas ao Brasil. A jornada tinha começado em 28 de abril do mesmo ano, quando 781 fazendeiros japoneses deixaram o Porto de Kobe após decidirem se mudar para o outro lado do oceano em busca de melhores condições de vida.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-54245" title="kasato-maru" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/kasato-maru.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><small>Kasato Maru no Porto de Santos, foto da coleção de Laire José Giraud.<br />
</small></p>
<p>Desde aquele dia, a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imigra%C3%A7%C3%A3o_japonesa_no_Brasil">comunidade japonesa no Brasil</a> só cresceu, ano após ano, especialmente durante os anos de guerra. No entanto, o processo de integração dos imigrantes japoneses à cultura brasileira não foi apenas longo e difícil, as relações dentro da própria comunidade japonesa eram também muito complicadas, devido às formas diferentes como a distância da terra natal, a capacidade e vontade de se adaptar ao novo país afetaram cada indivíduo.</p>
<p>Parupalo Oyaji (パルパロおやじ) do blogue <a href="http://ameblo.jp/titoparupalo/day-20070816.html">Paruparo Weblog</a> [ja] analisa alguns dos eventos históricos que descrevem bem a complexidade da situação dos imigrantes japoneses durante a guerra.</p>
<blockquote><p>１９４１年に開戦した日米間の戦争、太平洋戦争ではブラジルに移民した日本人たちにとっても深刻な問題を引き起こしまし た。ブラジルが連合国側についたため、現地にいた日本人は敵性外国人になってしまったのです。ただ、不幸中の幸いは、米国やペルー在住の日本人たちのよう に強制収容所には収監されずに済んだことです。それでも、敵性外国語である日本語の使用は禁止され、日本語で書かれた新聞・雑誌の配布が禁止されました。</p></blockquote>
<div class="translation">Em 1941, quando a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_do_pac%C3%ADfico">Guerra do Pacífico</a> (Conflito Japão-EUA) tinha acabado de ser desencadeada, um problema sério surgiu para os imigrantes japoneses no Brasil. Como o Brasil ficou do lado dos Aliados, os japoneses vivendo no país começaram a ser vistos como inimigos. Bem-aventurados em seu infortúnio, eles pelo menos não acabaram nos <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Japanese_American_internment">campos de concentração</a> [en] como seus compatriotas presos nos Estados Unidos ou Peru. O idioma, no entanto, foi banido e a publicação e distribuição de jornais e revistas em japonês foram proibidas. […]</div>
<p>Em 1945, o Japão se rendeu aos Estados Unidos e a Segunda Guerra Mundial chegou ao fim. Mas para 80% da comunidade japonesa no Brasil, o Japão tinha ganhado a guerra. Parupalo Oyaji continua explicando esse lado sombrio da história:</p>
<blockquote><p>戦争の結果について、日系人社会が二分されてしまったのです。一つは「敵国からの情報を信じてどうする？日本が負けるわけ はない」という「勝ち組」。他方は、冷静に事実を受け止めて日本の敗戦を認識していた（ポルトガル語がわかる人たちで日本が不利な状況であるという途中経 過についても認識していた）という「負け組」でした。<br />
「勝ち組」のなかでも特に過激だったのが「臣道聯盟」という国粋主義的団体で、ついには「負け組」のメンバーを「国賊」として処罰するという武力行使に及 んだのでした。この抗争は次第に激化し、翌年ブラジル軍事警察によって「臣道聯盟」が壊滅されるまで、２３名もの死者を出してしまったのです。外国の地 で、本来は助け合わなければならない日本人同士が「殺し合い」をするという大変悲しい事件が起きてしまいました。</p></blockquote>
<div class="translation">Como resultado da guerra, a comunidade japonesa se dividiu em <a href="http://209.85.129.132/search?q=cache:yiO9Wyic5xkJ:www.dialogos.uem.br/include/getdoc.php%3Fid%3D154%26article%3D51%26mode%3Dpdf+1941+japanese+in+brazil+shindo+renmei&amp;hl=ja&amp;ct=clnk&amp;cd=9">dois grupos</a><em> </em>[en, pdf file]<em>. </em>A facção dos<em> <a href="http://ja.wikipedia.org/wiki/%E5%8B%9D%E3%81%A1%E7%B5%84">kachigumi </a></em><a href="http://ja.wikipedia.org/wiki/%E5%8B%9D%E3%81%A1%E7%B5%84">(vitoristas)</a> <em>[jp] </em>que pensava “como se pode acreditar nas notícias que recebidas dos inimigos? O Japão não pode ser derrotado” e, do outro lado, a facção <em>makegumi </em>(derrotistas) dos que aceitaram a derrota do Japão e entendiam que a situação tinha começado com a Guerra Fria (muitos deles na verdade entendiam português e podiam também compreender o processo que colocou um fim à guerra).<br />
Dentre o grupo dos <em>vitoristas</em>, havia uma facção particularmente extremista e nacionalista chamada de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Shindo_Renmei">Shindô Renmei</a> [literalmente “Liga do Caminho dos Súditos”] que considerava os membros do grupo <em>derrotista</em> traidores, e começou uma ação militar para eliminá-los. No ano seguinte, com a intensificação do conflito entre os grupos, a Liga do Caminho dos Súditos foi reprimida por intervenção militar brasileira. Vinte e três pessoas morreram. Coisa muito triste: em uma terra estrangeira, onde os compatriotas japoneses deveriam cuidar uns dos outros, eles estavam se matando.</div>
<blockquote><p>これだけの騒動を起こしてしまったのですから、当然のこと「日本人移民の受け入れ」は禁止されましたが、１９５２年から再び解禁となり、その後も１９７０年頃まで移民が続けられました。<br />
日本から移民した総数は２５万人、今でも６万人を少し下回る数の一世（日本人）がブラジルに暮らしています。<br />
また、ブラジルのいわゆる日系人と言われる人たちは、２世から５世まで含めて１５０万人という海外日系社会最大規模を誇っています。</p></blockquote>
<div class="translation">Por causa desses acontecimentos, a admissão de imigrantes japoneses foi interrompida; ela recomeçou em 1952 e continuou até os anos 70.<br />
No total, o número de imigrantes japoneses no Brasil chega a 250 mil e mesmo agora há cerca de 60 mil japoneses da primeira geração ainda morando no Brasil.<br />
Mas se você levar em consideração os Nipo Brasileiros, da segunda à quinta geração, são 1,5 milhão de pessoas que orgulhosamente formam a maior comunidade japonesa do mundo.</div>
<p><strong>Ano do Intercâmbio Brasil-Japão</strong></p>
<p>Como acordado <a href="http://www.jbic.go.jp/en/report/jbic-today/2008/01/02/index.html">em 2004</a> pelo ex-primeiro ministro japonês Junichiro Koizumi e presidente brasileiro Lula da Silva, 2008 foi escolhido o Ano do Intercâmbio Brasil-Japão e <em></em>durante esse perído vários eventos culturais foram promovidos para celebrar o centenário da imigração japonesa no Brasil.</p>
<p>Takanori Kurokawa, blogueiro japonês morando no Recife para estudar português, <a href="http://recife-brasil.blogspot.com/2008/12/feira-japonesa.html">descreve um festival japonês</a> organizado em comemoração ao Centenário da Imigração Japonesa no Brasil.</p>
<blockquote><p>11月最後の日曜日でした。<br />
毎年この日にはレシーフェのフェイラ・ジャポネーザ（日本語では日本市になります）というが開催されるのですが、今年も盛大に開かれました。<br />
今年は日系移民100周年ということでレシーフェの日本人会や日本人、日系人が関わる団体、会社など力を入れていたようです。<br />
レシーフェに住む日系人の数はサンパウロ、パラナーに比べれば圧倒的に少ないので、このお祭りもたいしたことないんじゃないかと思っていたんですが、これが結構すごかったんですよ！<img class="aligncenter size-medium wp-image-54247" title="japanese market" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/c3a6e28094c2a5c3a6oec2acac2b8e2809aaefbfbdc2aeec2b3c2a5ac2b1e280a6.jpg" alt="" width="512" height="384" /></p></blockquote>
<div class="translation">No último domingo de novembro, como acontece todos os anos nesse dia, aconteceu a <em>Feira Japonesa in Recife</em>, mas esse ano foi mesmo em grande estilo.<br />
Como nesse ano estamos celebrando o centenário da imigração japonesa no Brasil, muitas organizações japonesas, grupos e empresas nipo-brasileiros deram suas contribuições.<br />
A quantidade de nipo-brasileiros morando no Recife, em comparação com São Paulo ou Paraná, é muito pequena, então achei que esse festival não seria tão especial, mas tive que mudar de idéia, foi bem impressionante!</div>
<blockquote><p>会場となった旧市街地の一角は所狭しと屋台が並び、入り口には大きな鳥居が。<br />
日本文化を紹介するコーナー、食べ物のコーナー、手芸品やお土産のコーナーの3つに分かれていました。<br />
[…]あとすごかったのはアニメのコーナーです。日本のサブカルチャーとして大人気のアニメですが、当日はマンガを売る屋台や、コスプレグッズの屋台、ゲームの屋台もありました。<br />
僕の知っているマンガのコスプレ、知らないマンガのコスプレをしたブラジル人でいっぱいでした。</p></blockquote>
<div class="translation">No centro antigo da cidade, onde o festival aconteceu, estandes foram alinhados um atrás do outro, e um <em>torii </em>[portal na entrada do tempo xintoísta] foi colocado na entrada principal… depois três esquinas: a esquina da cultura japonesa, a da comida e a do artesanato. […] A esquina do <em>anime</em> estava também bem bacana. <em>Anime</em> parece ser um produto muito popular da sub-cultura japonesa e naquele dia tinha barracas vendendo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mang%C3%A1s">mangá</a> ou <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cosplay">cosplay</a> [literalmente &#8220;fantasia”] ou jogos e tinha um monte de brasileiros vestidos em fantasias inspiradas por mangás, alguns que eu conhecia, outros não.</div>
<p><strong>Imigração Brasileira no Japão<br />
</strong></p>
<p>Enquanto nas primeiras décadas do século XX muitos japoneses imigraram para o Brasil em busca de trabalho, a <a href="http://www.un.org/esa/population/meetings/IttMigLAC/P11_Higuchi.pdf">tendência migratória</a> [en, pdf] mudou nos anos 90 e muitos nipo-brasileiros imigraram do Brasil para o Japão, vindo a formar a categoria chamada de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dekasseguis_brasileiros">dekassegui</a> (出稼ぎ, literalmente “trabalhando distante de casa”). No final dos anos 80, quando o Japão já tinha se tornado um dos países mais ricos do mundo, o ministro do trabalho japonês começou a facilitar a entrada de trabalhadores descendentes de japoneses, garantindo a eles vistos de trabalho para suprir a falta de trabalhadores para as chamadas profissões “<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dirty,_Dangerous_and_Demeaning">sujas, perigosas e degradantes</a>” [en].</p>
<p>Hoje em dia, existem 300 mil nipo-brasileiros (日系人, Nikkei-jin) morando no Japão e a maioria deles trabalha na <a href="http://www.nytimes.com/2008/11/02/world/asia/02japan.html?partner=rssnyt">indústria automobilística</a> [en] normalmente como empregados temporários e sob condições insalubres.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/OqdMsptga1E&amp;hl=it&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/OqdMsptga1E&amp;hl=it&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<small> Trailer do documentário <a href="http://umsenhordobrasil.sblo.jp/article/23046447.html">Brazil Kara Kita Ojiichan </a> (ブラジルから来たおじいちゃん, “Um Senhor do Brasil: visitando brasileiros no Japão”), sobre Ken’ichi Konno (紺野堅一), um japonês de 92 anos que imigrou ao Brasil 73 anos atrás.</small></p>
<p>No blogue <a href="http://blog.canpan.info/nikkei/category_3/">Raten Nikkei Ryugakusei</a> (ラテン日系留学生), que junta vozes de nipo-americanos, Patricia Yano (矢野パトリシア) escreve suas reflexões quanto à identidade nipo-brasileira que carrega.</p>
<blockquote><p>私は日系2世です。小さい頃から日系人社会とブラジル人社会の両方を経験しています。日本人の祖父母からいろいろ学んで、日系人であることを誇りに思っています。</p></blockquote>
<div class="translation">Eu sou <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nissei">nissei</a> [segunda geração] e desde criança convivo tanto com a cultura japonesa quando a brasileira. Aprendi muito com meus avós japoneses, e tenho orgulho de ser nipo-brasileira.</div>
<blockquote><p>[…]ブラジルでは日系人コミュニティは2%を超えませんが、日系人コミュニティをポジティブな少数派として認められてい る。しかし、日本にいるブラ ジル人は、ネガティブな少数派の特集を抱えている。この両面的な特徴を抱えている日系ブラジル人のアイデンティティはどうなるであろう。<br />
自分自身は、日本とブラジルの文化を自分のアイデンティティに統合しました。しかし、両アイデンティティを統合するプロセスは簡単なものではありませ ん。ブラジルにいると「日本人」と呼ばれます。日本に来ると「ガイジン」と呼ばれます。つまり、ポジティブな少数派からネガティブな少数派に変わります。<br />
留学生として来日する日系ブラジル人は、もしかしたら、このアイデンティティの変化を特に感じないかも知れません。しかし、デカセギとして来日する日系 ブラジル人はもっと感じる傾向があります。[…]</p></blockquote>
<div class="translation">No Brasil, a comunidade nipo-brasileira representa apenas 2% [de toda a população] mas é reconhecida como minoria de uma forma positiva. Por outro lado, não é o mesmo para os brasileiros morando no Japão. Me pergunto por que a identidade nipo-brasileira tem duas caras…<br />
Pessoalmente, minha identidade consiste de ambas as culturas, japonesa e brasileira. No entanto, o processo que me trouxe a pensar dessa forma não foi fácil. Quando estou no Brasil, sou chamada de “Japonesa” e quando estou no Japão sou chamada de “gaijin” [forasteira]. Em outras palavras, a forma como me consideram um indivíduo pertencente a uma minoria muda de positiva para negativa.<br />
Os nipo-brasileiros que vêm ao Japão estudar talvez não se sintam dessa forma, mas os <em>dekasegis</em>, gente que vem para trabalhar, se sentem. […]</div>
<blockquote><p>ブラジルに移住した日本人は、ブラジルで努力をして、ブラジルの社会でポジティブなイメージを形成しました。それで、日本 に住んでいる日系ブラジル人は、どのように日本でポジティブなイメージを形成できるであろう。それで私は感じました。日系人は様々なアイデンティティを 持っており、多様性のあるグループだと思います。 […]<br />
日本人移民の百周年記念の今年に、教育を通じて、様々なことを学ぶべきだと思います。例えば、日本人の子どもに移住の歴史を教えることは重要です。[…]</p></blockquote>
<div class="translation">No Brasil, os japoneses, através de seu esforço, conseguiram criar uma imagem positiva deles dentro da sociedade brasileira. Como os brasileiros no Japão poderiam fazer o mesmo aqui?<br />
Foi isso que pensei. Os Nipo-Brasileiros têm várias identidades e representam inúmeros grupos. Nesse ano, que é o centenário da imigração japonesa no Brasil, a gente deveria focalisar na educação e aproveitar a oportunidade para aprender. Para começar, em minha opinião, é muito importante que os filhos daqueles imigrantes japoneses conheçam essa história.</div>
<p>No mesmo blogue, Neide Ayumi Kuzuo (葛尾　あゆみ　ネイデ), apresenta o último livro que ilustrou, chamado “Me, EU” (ぼく・ＥＵ), cujo protagonista é um garoto <em>sansei</em> [terceira geração] que se interroga sobre sua identidade, onde ela descreve suas memórias como filha de imigrantes japoneses.</p>
<blockquote><p>三年間愛知県でブラジル人語学相談員をした時に、主に小学校と中学校合わせて４０校以上を訪問しました。入学式から卒業式まで参加しました。</p></blockquote>
<div class="translation">Eu trabalho como conselheira de idioma brasileiro há 3 anos na Prefeitura de Aichi e em meu trabalho já visitei mais de 40 escolas primárias e secundárias. Participo de cerimônias de entrada e graduação.</div>
<p>[…]</p>
<blockquote><p>外国籍の子どもたちの相談に接していると、私自身の、子どものころの出来事が思い出されます。父が、「ブラジル人はすぐ嘘 をつく。理由なしに仕事を休んで は、次の日にわかりきった嘘をつく。借金が多くあっても平気だ。一年かけてためたお金をカーニバルの一週間で全部使ってしまう。借金までして遊びに行くな んて、信じられん。」とか、「手が早いのには参ったよ。置いてある物は全てもらっていいものだとおもっている。懸命に植えたものを平気で盗んでいく。文句 を言いに行ったら、『食べ物や果物は全て神の物であり、神の物は誰の物でもない、皆の物である』という。神だと、何を言っているのだ。俺が植えたんだ！｣ とカッカして帰ってきたのを今でも忘れられません。</p></blockquote>
<div class="translation">Falar com essas crianças me lembra de quando eu tinha a idade delas. Meu pai costumava reclamar e dizer: “Os brasileiros mentem facilmente. Eles faltam um dia de trabalho sem motivo nenhum e no dia seguinte dão desculpas que são obviamente mentiras. Eles não se importam se ficam endividados na semana de carnaval e acabam gastando o dinheiro ganho no ano inteiro. Se divertir a ponto de acumular dívidas. Não dá para acreditar”.<br />
Ainda hoje me lembro quando ele voltou para casa um dia, incendiado de raiva, e disse: “Não sabia que eles tinham dedos tão leves. Basta colocar algo em algum lugar e eles acham que é deles. Roubam sem problema algum o que você plantou com o maior esforço e se você reclamar, dizem &#8220;Comida e frutas pertencem a Deus, as coisas de Deus não pertencem a ninguém mas a todos&#8221;. Deus?! Que diabos você está falando? Eu plantei aquelas coisas!”</div>
<blockquote><p>このように、父がブラジルのことを悪く言うたびに、心の中で、その都度、<br />
「ではなぜブラジルにいるの？何でブラジルに来たのよ?」<br />
「私も日本人の顔や形をしているのだから、日本で生まれたかったよ。日本の小学校に通いたかったよ」<br />
「『目を開けろよ、日本人！』なんて目の形のことで知らない人から歩道でからかわれたりしないですむのに・・・」<br />
とずっと思っていましたが、一度もこの気持ちを打ち明けたことがありません。</p></blockquote>
<div class="translation">Daí, toda vez que meu pai falava mal do Brasil, dentro de mim eu me perguntava &#8220;Por que você está no Brasil então? Por que veio” e pensava, “Eu mesma tenho uma aparência japonesa e preferiria ter nascido no Japão. Queria frequentar uma escola japonesa!”, ou “[Se eu tivesse morando no Japão] eu poderia andar nas ruas sem ser provocada por causa do formato de meus olhos por alguém completamente estranho dizendo “Abra os olhos, japa!”…. Mas nunca extravasei esses sentimentos.</div>
<blockquote><p>又、学校でも「アクセントがおかしいよ。こう言うのよ。直しましょうね。と先生にいつも注意されるのいやだよ」「音読が一番きらいだよ」「学校で、年に一 回の祭り、参加したいよ」とも一度も訴えたことはありませんでした。[…]<br />
もう一方では、ブラジルの文化や習慣などに触れることも多くありました。特に家族愛というような、愛情の表現のしかたが一番好きでした。それに、全てに臨機応変で、心で動き、感情豊かで、陽気さの中で育ちました。</p></blockquote>
<div class="translation">E na escola quando eles [repetiam] “Seu sotaque é estranho. É assim que se pronuncia. Vamos corrigir.” Eu nunca reclamei com meus pais dizendo “Odeio tomar carão do professor todas as vezes”, “Odeio ler em voz alta”, “Também quero participar do festival anual da escola!”.<br />
[…] Por outro lado, eu tive a oportunidade de conhecer a cultura e os costumes brasileiros. E o que eu mais gostei é a forma como eles expressam carinho, especialmente em suas famílias. Além disso, o ambiente onde cresci era alegre, cheio de emoções e era considerado normal demonstrar espontaneidade em todas as ocasiões.</div>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-54249" title="japoneses_no_brasil" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/japoneses_no_brasil.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><small>Família de imigrantes japoneses no Brasil, imagem da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/File:Japoneses_no_brasil.jpg">Wikipédia</a>.</small></p>
<div class="contributors">Em colaboração com <a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>.</div>
</div>
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		<title>Angola: Zungueiras enfrentam vida dura com dignidade e coragem</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/11/02/angola-zungueiras-enfrentam-vida-dura-com-dignidade-e-coragem/</link>
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		<pubDate>Sun, 02 Nov 2008 21:57:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claraonofre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Percorrendo as ruas de Luanda para vender fruta doce como fruta-pinha, manga perfumada ou abacate da cor da esperança, as "zungueiras", ou vendedoras ambulantes de Angola que normalmente são chefes de famílias, vendem seus produtos enquanto pintam as ruas de Luanda com cores vibrantes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/clara-onofre/">Clara Onofre</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/claraonofre/'>claraonofre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/11/02/angola-hawkers-face-a-hard-life-with-dignity-and-courage/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-52085" title="2206946931_b85283e66d-1" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/2206946931_b85283e66d-1.jpg" alt="" /><br />
<strong>&#8220;Ela precisa carregar seu bebê enquanto anda pelas ruas de Luanda vendendo várias coisas. Em Luanda, as chamamos de &#8220;zungueiras&#8221;. Foto &#8220;Senhora com bebê&#8221; de <a href="http://www.flickr.com/photos/unroyal/">Jose Carlos Costa</a>, usada com permissão do fotógrafo.</strong></p>
<p>Pelas ruas desta cidade de Luanda, vêem-se zungueiras de olhar humilde e determinado. Percorrem as ruas da cidade faça sol ou chuva. Algumas carregam os filhos às costas, ao mesmo tempo que suportam o peso da mercadoria que vendem. Pode ser fruta doce como a fruta-pinha, a manga perfumada, o abacate da cor da esperança que estas mulheres teimam em preservar, ou sandes bem recheadas com fiambre e queijo. Produtos como roupa, sapatos, livros escolares ou peixe são outros dos artigos escolhidos por estas lutadoras e provedoras do lar.</p>
<p>Jorge Ramos do blog <a href="http://jorginhoemangola.blogspot.com/2007/03/sebinho-e-branquinho-dormiam.html">Jorginho em Angola</a>, comprova esta realidade e escreve sobre as zungueiras da bela península do Mussulo:</p>
<blockquote><p>“As zungueiras são as milhares de angolanas que saem às ruas vendendo todo o tipo de mercadorias que carregam na cabeça mesmo. Essas zungueiras do Mussulo atendem a um público específico e oferecem produtos como roupas de praia, batas e peças inteiras de panos multicoloridos, ricamente estampados com figuras africanas e linhas geométricas, bem ao gosto do padrão daqui. Elas caminham o dia todo, sob o sol escaldante. É absolutamente incrível a capacidade das zungueiras em equilibrar sobre a cabeça balaios, sacos, cestos, bacias e sacolas onde transportam as mercadorias que vendem. Desafiando as leis da física, o frágil equilíbrio se impõe perante vários obstáculos que se interpõem ante elas nas ruas e calçadas além dos filhos pequenos, que carregam nas costas, atados por panos que amarram na frente à altura do peito. Milhares de zungueiras percorrem a cidade, o dia todo, de um ponto a outro de Luanda, arriscando-se muitas vezes em meio ao tumultuado trânsito”.</p></blockquote>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-52086" title="472302854_8d2b9307a8" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/472302854_8d2b9307a8.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>&#8220;As mulheres que estão &#8220;na zunga&#8221; são as que vivem do comércio ambulante. É uma alternativa à fome num país de poucos empregos. Mas na África até isso fica estético, colorido&#8221;. Foto Zungueiras, de </strong><strong><a title="Link to wilsonbentos' photostream" href="http://www.flickr.com/photos/wilsonbentos/"><strong>wilsonbentos</strong></a>, </strong><strong><span class="currentContextLink">usada com permissão do fotógrafo</span></strong></p>
<p>O trânsito infernal que reina sob Luanda é o menor dos males para estas mulheres. Os fiscais que rondam a cidade em busca de infracções caracterizam-se pelo tom áspero e austero com que se dirigem às vendedoras ambulantes. A relação entre fiscais e zungueiras está longe de ser cordial. Muitas queixam-se do modo de actuação destes indivíduos, já que a maioria, fica-lhes com o dinheiro e com a mercadoria, o que significa humilhação e um rombo no orçamento familiar.</p>
<p>O governo tenta acabar com a venda ambulante e tenciona construir mercados próprios para acolher as zungueiras. Se essa meta for atingida, será que Luanda voltará a ser a mesma? A cidade perderá o colorido e o prazer de ver o gingar guerreiro destas mulheres e as bacias coloridas em que transportam a sobrevivência diária.</p>
<p>A documentarista Marisol Kadiegi dedica em <a href="http://angoladetodosns.blogspot.com/2008_07_01_archive.html">Angola de Todos Nós</a> um merecido espaço às zungueiras de Luanda e de outras regiões do país:</p>
<blockquote><p>“Elas saíram do Uíge, Malange, Benguela, enfim! De todas as províncias de Angola para na capital do país, tentarem uma vida melhor e em busca de sonhos, tentar ver seus filhos “doutores”. Castigadas pela guerra, herdaram da mamã quitandeira a arte de vender, da palavra “zunga” originária do kimbundo, ela se tornou andarilha, andante ou vagante. Essa dita senhora é a nossa zungueira, mulher batalhadora que muito antes do sol, se levanta para tratar da vida e conseguir alimento para o seu sustento. Assim como uma leoa, caça comida para seus filhos enquanto o “rei” leão descansa. A nossa vendedora que de porta em porta e nas ruas da cidade sai oferecendo o seu produto, fazendo do lamento um grito. Na maioria das vezes, levando o filho caçula nas costas, dá um kilape (crédito) às freguesas habituais e carrega no rosto um sorriso na esperança de um dia ver-se totalmente liberta da sua condição.</p>
<p>Vítima de violência da polícia e muitas vezes por parte dos próprios companheiros, a mulher zungueira é exemplo de dignidade.”</p></blockquote>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/unroyal/2211288631/"><img class="aligncenter size-full wp-image-52083" title="2211288631_93a0a3a42e" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/2211288631_93a0a3a42e.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>&#8220;Mulheres trabalhando&#8221;, foto de <a href="http://www.flickr.com/photos/unroyal/">Jose Carlos Costa</a>, usada com permissão do fotógrafo</strong></p>
<p>Dignidade e coragem são dois bons adjectivos para caracterizar estas mulheres. Devido à falta de formação e à pobreza, muitas mulheres angolanas vêem-se obrigadas a entregar-se à vida ambulante. <a href="http://jorginhoemangola.blogspot.com/2007/03/sebinho-e-branquinho-dormiam.html">Jorge Ramos</a> conta um pouco sobre o dia a dia das zungueiras:</p>
<blockquote><p>“Quando cansam, param e se sentam nas calçadas onde amamentam seus bebés e tiram alguma fruta dos seus alforjes para se alimentarem. Às vezes é numa esquina movimentada, mas já vi uma zungueira em pleno centro da cidade parar num calçadão, baixar seu balaio de peixe salgado e ressequido e dar meio abacate para o filho pequeno que se lambuzava, bem na porta de uma moderna agência de um banco europeu, num belo contraste cultural. Idiossincrasias da globalização, que não comporta vertentes antropológicas nem aspectos humanistas em sua inexorável marcha, por isso nessa minha breve leitura contento-me em apenas analisar o episódio sob o prisma da plasticidade da cena e seu significado. Com as elevadas taxas de desemprego e o escasso acesso a uma formação escolar ou profissional ser zungueira é a actividade que mais absorve jovens angolanas pobres, geralmente mães solteiras, algumas recém saídas da adolescência.”</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><strong></strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-52093 aligncenter" title="carris-2-295" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/carris-2-295.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-52094 aligncenter" title="carris-2-230" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/carris-2-230.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-52092 aligncenter" title="carris-2-095" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/carris-2-095.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-52091 aligncenter" title="carris-2-047" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/carris-2-047.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-52090 aligncenter" title="1364806474_0968df7254" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/1364806474_0968df7254.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-52089 aligncenter" title="1363916869_03abb17026" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/1363916869_03abb17026.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-52088" title="1363916817_e6877bebdb" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/1363916817_e6877bebdb.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>As fotos acima foram tiradas por Marcelo Frota e são reproduzidas aqui com a permissão do fotógrafo. Veja mais fotos dele no <a href="http://www.flickr.com/photos/frotacelo/">Flickr</a> e no <a href="http://picasaweb.google.pt/frotacelo/Angola#">Picasa.</a></strong></p>
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		<title>Argentina: Governo Planeja Nacionalizar Fundos de Aposentadoria Privados</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/23/argentina-governo-planeja-nacionalizar-fundos-de-aposentadoria-privados/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Oct 2008 02:53:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<description><![CDATA[O Governo da Argentina anunciou recentemente que enviará para o Congresso uma proposta pela qual as Administrações de Planos de Aposentadoria e Pensão, ou AFJP em espanhol, seriam nacionalizadas. As AFJPs gerenciam privadamente os fundos de aposentadoria de milhões de argentinos, e segundo a proposta, estes fundos iriam agora para o Estado. Muitos blogues comentaram sobre as possíveis mudanças.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/jorge-gobbi/">Jorge Gobbi</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/10/23/argentina-good-bye-to-private-retirement-plan/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>O Governo da Argentina anunciou recentemente que enviará para o Congresso uma proposta pela qual a <a href="http://www.reuters.com/article/GCA-CreditCrisis/idUSTRE49L5ER20081022?virtualBrandChannel=10338">Administrações de Planos de Aposentadoria e Pensão</a> [En], ou <a href="http://www.safjp.gov.ar/SISAFJP/Acerca+de+Su+AFJP/">AFJP</a> [Es] em espanhol (também conhecidos como <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mutual_fund">Mutual Funds</a> nos EUA), <a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/10/081021_cristina_previdencia_mc_cq.shtml">seriam nacionalizadas</a>. As AFJPs gerenciam privadamente os fundos de aposentadoria de milhões de argentinos, e segundo a proposta, estes fundos iriam agora para o Estado. Muitos blogues comentaram sobre as possíveis mudanças.</p>
<p>Do lado daqueles que se opõe à proposta, há dois argumentos bastante evidentes: o de que isso seria um saque às contribuições para aposentadoria de milhões de argentinos, e de que o único motivo para esta mudança seria possibilitar o aumento das arrecadações do governo a curto prazo. <a href="http://www.guillermoriera.com/confiscacion_afjp">Guillermo Riera</a>, do blogue <em>Demasiada Información</em> [Es], afirma:</p>
<blockquote><p>De seguir con el sistema de reparto, en veinte años el Estado estará imposibilitado para pagar jubilación alguna, sencillamente porque habrá tantos jubilados que no habrá recaudación que alcance.</p></blockquote>
<div class="translation">Ao continuar com o sistema de partilha, em vinte anos o Estado estará impossibilitado de pagar qualquer aposentadoria, simplesmente porque haverá tantos aposentados que não haverá arrecadação suficiente.</div>
<p><a href="http://grimpi.blogspot.com/2008/10/adios-adios-afjp.html">Esteban Grinberg</a> do blogue <em>De Todo Un Poco</em> [Es] aponta que:</p>
<blockquote><p>La excusa del gobierno para hacer estatizar las jubilaciones, es la perdida de rentabilidad que han sufrido las AFJP producto de la crisis mundial, que se calcula en un 20%. Un argumento demasiado apresurado y conyuntural como para modificar drasticamente el sistema de jubilaciones.</p></blockquote>
<div class="translation">A desculpa do governo para realizar a estatização das aposentadorias é a perda de rentabilidade sofrida pelas AFJP por conta da crise mundial, que se calcula em 20%. Um argumento muito apressado e conjuntural para modificar drasticamente o sistema de aposentadorias.</div>
<p>Há mais opiniões contra as medidas nos blogues <a href="http://josebenegas.com/2008/10/21/asalto-a-las-afjp-clarin-autorizo-%C2%BFque-hace-la-oposicion-ahora/"><em>No Me Parece</em></a> [Es], <a href="http://speedygonzalezesdeladea.blogspot.com/2008/10/afjp.html"><em>Speedy González es de la DEA</em></a> [Es] e <a href="http://www.lahistoriaparalela.com.ar/2008/10/21/afjp-y-la-gran-estafa-k/">La História Paralela</a> [Es].</p>
<p>Do lado daqueles que estão a favor da medida, está sendo dito que as AFJPs são um completo fracasso e que as pensões pagas por elas são ainda mais baixas do que as do sistema público. Além disso, elas cobram altas taxas de administração de seus afiliados, mesmo quando os resultados são negativos. O blogue <em><a href="http://los3chiflados.blogspot.com/2008/10/chau-afjp-chau-otra-mentira.html">Los 3 Chiflados</a></em> [Es] aponta que o sistema só ajudou aos bancos a fazer acordos de negócios com o Estado, e que os fundos nunca foram realmente voltados para investimentos produtivos. <a href="http://mendietaelrenegau.blogspot.com/2008/10/chau-afjp-chau-publicidad-recrcholis.html"><em>Mendieta el Renegáu</em></a> [Es] complementa que muitas empresas de mídia estão fazendo campanha contra esta mudança porque as AFJPs são grandes clientes publicitários em seus programas. Mais opiniões a favor podem ser lidas em <a href="http://bardemoe.blogspot.com/2008/10/fin-del-choreo-bancario-cayeron-por-fin.html"><em>El Bar de Moe</em></a> [Es] e em <a href="http://miguelcontissa.wordpress.com/2008/10/10/afjp-del-caribe-a-wall-street/"><em>Miguel Contissa</em></a> [Es]. Este último aponta que entre as despesas administrativas que as AFJPs podem cobrar de seus afiliados, estão as despesas de propaganda na mídia.</p>
<p>Outros sumários sobre o tema do desaparecimento das AFJPs podem ser encontrados nos blogues <em><a href="http://tradersdelmerval.wordpress.com/2008/10/20/los-gorilas-en-el-poder-el-fin-de-las-afjp-2/">Traders del Merval</a></em> [Es]; <a href="http://www.kust.com.ar/index.php/2008/10/las-afjp-entre-la-crisis-internacional-y-las-cuentas-argentinas/"><em>Kust</em></a> [Es]; <a href="http://alcentroyadentro.blogspot.com/2008/10/las-afjp-sus-activos-y-pasivos.html"><em>Al Centro y Adentro</em></a> [Es]; e <a href="http://leopiccioli.com/2008/10/anses-keynesianismo/"><em>Leo Piccioli</em></a> [Es].</p>
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		<title>Américas: Blogueiros Participam no Blog Action Day - Parte II</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/20/americas-blogueiros-participam-no-blog-action-day-parte-ii/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/20/americas-blogueiros-participam-no-blog-action-day-parte-ii/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 20 Oct 2008 22:08:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=1402</guid>
		<description><![CDATA[O dia 15 de outubro último foi marcado pelo evento anual do Blog Action Day. Nesta data, blogueiros de todo o mundo atendem ao chamado de publicar um post a respeito de um tópico em particular. O tema escolhido para este ano foi a pobreza. Esta campanha busca "mudar a conversação global neste dia, para gerar conscientização, começar uma discussão global e adicionar impulso a uma causa importante". Blogueiros latino-americanos participaram ativamente da campanha. Leia mais algumas de suas idéias neste segundo artigo sobre o tema.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/eduardo-avila/">Eduardo Ávila</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/10/17/americas-bloggers-participate-in-blog-action-day-part-ii/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>O dia 15 de outubro último foi marcado pelo evento anual do <a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/blogactionday.org');" href="http://blogactionday.org/">Blog Action Day</a> [”Dia de Ação Blogueira”, em inglês]. Nesta data, blogueiros de todo o mundo atendem ao chamado de publicar um post a respeito de um tópico em particular. O tema escolhido para este ano foi a pobreza. Esta campanha <a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/blogactionday.org');" href="http://blogactionday.org/home">espera</a> [En] “mudar a conversação global neste dia, para gerar conscientização, começar uma discussão global e adicionar impulso a uma causa importante”.</p>
<p>Aqui está a segunda parte de uma coleção daquilo que foi dito pelos blogueiros latino-americanos que participaram desta campanha. Se você ainda não leu a primeira parte, ela pode ser encontrada <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/18/americas-blogueiros-participam-no-blog-action-day-parte-i/">aqui</a>.</p>
<p><strong>Brasil</strong></p>
<p>O blogueiro <em>Sérgio Coutinho</em>, do blogue Mundo Em Movimentos [Pt] é professor universitário, e diz que <a href="http://mundoemmovimentos.blogspot.com/2008/10/blog-action-day-dia-dos-professores.html">a pobreza não é relativa apenas a dinheiro</a>:</p>
<blockquote><p>Combater a pobreza não significa, como tem sido feito pelo capitalismo, combater os próprios pobres, achatando suas rendas e dignidades, mas combater o pensamento miserável, escravo do momento em que se vive sem perspectivas de transformação do próprio mundo.</p></blockquote>
<p><strong>Venezuela</strong></p>
<p><em>Ciberescrituras</em> [Es] acha <a href="http://www.ciberescrituras.com/2008/10/15/blog-action-day-2008-pobreza/">as estatísticas associadas à pobreza na América do Sul muito preocupantes</a>:</p>
<blockquote><p>Es absolutamente insultante que en nuestros países de America del Sur se esté hablando aún de 80% de pobreza crítica y es que no hablamos solamente de aquellos que se mueren de hambre segundo a segundo sino de aquellos que no pueden ir a la escuela, que son explotados y humillados a veces en condiciones premodernas, casi medievales en los cinturones de miserias de nuestras ciudades capitales.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;É absolutamente insultante que em nossos países da América do Sul se esteja falando ainda de 80% de pobreza crítica. E não se trata só daqueles que morrem de fome a cada segundo, mas também daqueles que não podem ir à escola, que são explorados e humilhados o tempo todo em condições pré-modernas, quase medievais, nos cinturões de miséria de nossas principais cidades.&#8221;</div>
<p><strong>Argentina</strong></p>
<p>No blogue <em>Artepolítica</em> [Es], <em>Charlie Boyle</em> compilou <a href="http://artepolitica.com/blog-action-day-pobreza-la-devolucin/">uma lista de blogueiros argentinos</a> que escreveram sobre o Blog Action Day. <em>Vientos del Cine</em> [Es] é geralmente um blogue que discute cinema, e para o Blog Action Day eles se mantiveram fiéis à seu tema, mas <a href="http://www.vientosdecine.com.ar/?p=448">escreveram sobre filmes que contém cenas de pobreza</a>. <em>Sine Metu</em> do <em>BlogBis</em> [Es] também reflete sobre a audiência desta campanha, dizendo que &#8220;<a href="http://blogbis.blogspot.com/2008/10/blog-action-day-08.html">Muito poucas pessoas pobres irão ler este post. Provavelmente nenhuma.</a>&#8220;</p>
<p><strong>Equador</strong></p>
<p><em>María Cristina Martínez</em>, de Santo Domingo de los Tsáchilas e que bloga no <em>City @ Ciudad</em> [Es], <a href="http://srtamartinez.blogspot.com/2008/10/blog-action-day-reaccionando-ante-la.html">escreveu</a>:</p>
<blockquote><p>Empecemos por poner nuestras profesiones o conocimientos al servicio de los demás. Miremos en nuestro interior y actuemos con amor ante las necesidades de las personas que nos rodean, y recordemos que por mínima que sea la acción que realicemos ésta hace el mundo diferente.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Comecemos por colocar nossas profissões e conhecimentos a serviço dos outros. Olhemos para o nosso interior e atuemos com amor ante as necessidades das pessoas que nos cercam, e nos lembremos que por menor que seja a ação que realizemos, esta torna o mundo [um lugar] um pouco diferente.&#8221;</div>
<p><strong>Nicarágua</strong></p>
<p>Para abordar a questão da pobreza, <em>German Macias</em> do blogue <em>Estación Macias</em> [Es] escreve que devemos &#8220;<a href="http://estacionmacias.blogspot.com/2008/10/hoy-bog-action-day-pobreza.html">parar de olhar para o passado, e temos que olhar em frente para encontrar novos caminhos para o futuro.</a>&#8220;</p>
<p><strong>Guatemala</strong></p>
<p><em>Nathan</em>, também conhecido como <em>The Data Geek</em> [Es], escreve sobre o problema da pobreza e sobre o problema relacionado da criminalidade que ocorre na Guatemala, e <a href="http://thedatageek.blogspot.com/2008/10/todos-contra-la-pobreza.html">acredita ter uma possível solução</a>:</p>
<blockquote><p>… crear fuentes de trabajo, capacitar a las para que desempeñen un trabajo, y a los menores de edad, brindarles de educación necesaria para superarse en la vida, pero se que esto no se logra de la noche a la mañana, para que esto funcione, depende de nosotros, no ser discriminadores, sino ayudar a las personas, podemos darles las cosas que ya no usamos, como zapatos, ropa, cobijas y cuando podamos darles comida.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;&#8230; Criar fontes de trabalho, capacitar [as pessoas] para que desempenhem estes trabalhos, e aos menores de idade, dar a educação necessária para que superem-se na vida. Mas isso não acontece da noite para o dia. Para que isso funcione, depende de nós, que não sejamos discriminadores, e que ajudemos as pessoas. Podemos doar a elas aquilo que não estamos mais usando, como sapatos, roupa, cobertores e, quando possível, dar-lhes também alimentos.&#8221;</div>
<p>Agradecimentos especiais a Luis Carlos Díaz e Paula Góes, por proverem links para este artigo.</p>
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		<title>Guiana: EPA - Assinar ou Não Assinar?</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/15/guiana-ape-assinar-ou-nao-assinar/</link>
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		<pubDate>Wed, 15 Oct 2008 02:11:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<description><![CDATA[A União Européia está conduzindo as primeiras etapas de discussão sobre um novo pacto comercial entre territórios regionais do Caribe e os 27 membros da União Européia. Qual é a grande questão a respeito deste pequeno acordo comercial? Apenas o fato de que as novas regras mudam os fundamentos de como estes dois blocos comerciais se relacionam. Alguns governos regionais -- como o da Guiana -- estão insistindo que não assinarão o APE do jeito que está. O problema é que há uma data limite envolvida. Alguns blogueiros da Guiana estão falando um bocado a respeito...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/janine-mendes-franco/">Janine Mendes Franco</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/10/14/guyana-epa-to-sign-or-not-to-sign/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>2008 marca o início de uma nova era para o comércio do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Caribe">Caribe</a>, onde a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Uni%C3%A3o_Europ%C3%A9ia">União Européia</a> está conduzindo as primeiras etapas de discussão sobre um novo pacto comercial entre os territórios regionais do Caribe e os 27 países membros da União Européia. Qual a grande questão a respeito deste pequeno acordo comercial? Apenas o fato de que <a href="http://ec.europa.eu/trade/issues/bilateral/regions/acp/index_en.htm">as novas regras mudam os fundamentos</a> [En] de como os dois blocos comerciais se relacionam. O <a href="http://www.caricom.org/jsp/pressreleases/pres227_07.jsp">Acordo de Parceria Econômica (APE) do CARIFORUM</a> [En] substitui o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Acordo_de_Cotonou">Acordo de Cotonou</a>, que foi largamente embasado no protecionismo comercial. O novo APE é baseado na reciprocidade &#8212; o que significa que pela primeira vez o campo de jogo será plano.</p>
<p><a href="http://www.normangirvan.info/selected-epa-news/">Acionistas</a> [En] e grupos de interesses especiais vem se manifestando um bocado sobre toda a questão, com alguns governos regionais &#8212; como <a href="http://www.kaieteurnews.com/?p=10681">o da Guiana</a> [En] &#8212; insistindo que não assinarão o APE do jeito que está. O problema é que há <a href="http://www.jamaica-gleaner.com/gleaner/20080829/business/business8.html">uma data limite envolvida</a> [En]. Assine, ou tenha os seus produtos marcados por tarifas de entrada mais altas, o que imediatamente os tornaria mais caros e menos competitivos no mercado. Alguns blogueiros da Guiana estão falando um bocado sobre o assunto&#8230;</p>
<p><em><a href="http://guyana360.blogspot.com/2008/10/jagdeo-misleading-nation.html">Guiana 360</a></em> [En] sugere que o país está sendo enganado:</p>
<blockquote><p>BHARRAT JAGDEO has been less than TRUTHFUL about the EPA deal. All the fuss about Guyana not signing on to the EPA just got dashed when Dougie Brew, a trade police advisor at the European Commission in Brussels told the BBC that Guyana had written the Commission in March stating its strong support of the EPA and had requested help with its implementation.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;BHARRAT JAGDEO está sendo menos do que VERDADEIRO a respeito da negociação do APE. Toda essa confusão sobre a Guiana não assinar o APE foi destruída quando Dougie Brew, um acessor de políticas comerciais da Comissão Européia em Bruxelas, disse à BBC que a Guiana escreveu à Comissão em março afirmando seu forte apoio ao APE e requisitando ajuda para realizar a sua implementação.&#8221;</div>
<p>Em <a href="http://guyana360.blogspot.com/2008/10/listen-to-jagdeos-sham-uncovered.html">um post seguinte</a> [En], o blogueiro apóia seu ponto ao fazer um link para <a href="http://www.bbc.co.uk/caribbean/news/story/2008/10/printable/081009_acp_eu_signing.shtml">o áudio da entrevista da BBC citada</a> [En].</p>
<p><a href="http://propagandapress.org/2008/10/10/european-union-ready-to-punish-guyana-for-not-signing-epa/">Propaganda Press</a> [En] simplesmente faz um link para <a href="http://propagandapress.org/2008/10/10/european-union-ready-to-punish-guyana-for-not-signing-epa/">uma notícia</a> [En] na <a href="http://www.ips.org/institutional/">Inter Press Service</a> [En], que sugere que a Guiana pode vir a ser &#8220;punida&#8221; se não assinar o acordo; enquanto isso, <a href="http://livinguyana.blogspot.com/2008/10/signing-or-singing.html">Living Guyana </a>[En], sem perder o bom humor, quer respostas:</p>
<blockquote><p>Oh Mighty Bharrat tell we what yuh doin. We trust you. We leave everything with you for you are the wise, the mighty, the great, the leader. You are our leader. You know best.</p>
<p>So Oh Mighty Bharrat - to sign or not to sign?</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Ó Poderoso Bharrat, diga a nós o que cê tá fazendo. Nós confiamos em você. Nós deixamos tudo com você, pois você é o sábio, o poderoso, o grande, o líder. Você é o nosso líder. Você sabe o que é melhor.<br />
Então, Ó Poderoso Bharrat - assinar ou não assinar?&#8221;</div>
<p>O acordo irá afetar questões como o acesso a mercados, questões ligadas ao comércio, serviços, investimentos, e questões legais e institucionais - e se a Guiana pretende assinar o APE, ela precisará fazer isso até amanhã [En].</p>
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		<title>Angola: Um novo Eldorado africano para estrangeiros</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/28/angola-um-novo-eldorado-africano-para-estrangeiros/</link>
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		<pubDate>Sun, 28 Sep 2008 16:40:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claraonofre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Angola]]></category>
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		<description><![CDATA[Desde o fim da guerra civil em 2002, Angola tem sido a casa de muitos estrangeiros que chegam aqui em busca de trabalho. Estima-se que existem cerca de 70.000 estrangeiros morando no país, a maioria vinda da América do Sul, China, Portugal e outros países africanos. Descubra como esse caldeirão de culturas está se formando através do ponto de vista de blogueiros angolanos e estrangeiros.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/clara-onofre/">Clara Onofre</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/claraonofre/'>claraonofre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/09/28/angola-a-new-el-dorado-for-foreign-workers/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Desde o término da guerra em 2002 que Angola tem sido local de acolhimento para inúmeros estrangeiros. Graças ao crescente desenvolvimento da economia, da reabilitação de infra-estruturas, da manutenção da estabilidade e da entrada no país de várias empresas internacionais, os estrangeiros sentem-se compelidos em tentar a sorte neste país.</p>
<p>Em Angola vivem mais de 70 mil estrangeiros, sendo que metade deles possui visto de trabalho e são representados na sua maioria por brasileiros, chineses, cubanos e portugueses. De África chegam ainda cidadãos vindos do Congo, Mauritânia, Mali entre outros.</p>
<p>Portugal bate com certeza o recorde no campo da imigração. Só para se ter uma ideia, até finais de 2007 deram entrada no país perto de 60 mil almas lusas. Número considerável e que expõe os laços históricos e afectivos que unem Angola a Portugal. No entanto, os chineses perfazem já um número considerável no país. Dedicam-se essencialmente à construção civil e são conhecidos por trabalharem horas a fio, ao sol ou à chuva. Em uma carta na coluna &#8216;O mundo visto pelos leitores&#39;, no blog do Pedro Dória, o angolano <a href="http://pedrodoria.com.br/2008/01/24/o-mundo-visto-pelos-leitores-angola/">Caco escreve</a>:</p>
<blockquote><p>“Os chineses foram os últimos a desembarcar por aqui, mas já formam o maior contingente. Ninguém sabe ao certo, mas dizem que são mais de 600.000 deles espalhados pelo país – dá algo como 3% da população. Trabalhando em turnos que causam inveja pela velocidade das obras e disposição para trabalhar 24 horas por dia e sete dias por semana. E num fenómeno inesperado começaram a integrar-se na sociedade de forma tão forte que a primeira geração de crianças sino-angolanas já começa a dar seus passos. Os chineses começam a tomar um espaço no coração das angolanas que até agora era dos brasileiros”.</p></blockquote>
<p>Qual será a reacção dos angolanos perante a entrada em massa de gente que vem de fora? E como é que os estrangeiros encaram a vinda para esta ex-colónia portuguesa?</p>
<p>António Spíndola é brasileiro, natural do Recife e escreve no seu <a href="http://spindola.blogspot.com/2007/06/24-filda-feira-internacional-de-luanda.html">Spíndola Blog</a> um pouco sobre este assunto:</p>
<blockquote><p>“Recebo muitos e-mails perguntando como é a vida em Angola. Em sua maioria são pessoas pensando em vir trabalhar aqui que desejam ou já foram convidadas. Angola é vista como o novo eldorado para os profissionais do Brasil. A ideia que se tem são bons salários e novas aventuras. Entretanto, na teoria a prática é diferente! Há bons salários sim, mas há uma série de dificuldades que se precisa transpor.”</p></blockquote>
<p>Uma das dificuldades é a obtenção de visto. O governo coloca sérios entraves à entrega deste documento e todo o processo é bastante moroso. O desânimo na obtenção do visto acaba por conduzir a situações de permanência ilegal. É importante agilizar o aspecto burocrático e dar carta verde de entrada aos estrangeiros que pretendem fixar-se em solo angolano. É preciso encarar a maioria destes cidadãos internacionais como mão-de-obra qualificada. Como gente capaz de contribuir para o desenvolvimento de um país que viveu 30 anos mergulhado na guerra.</p>
<p>O blog <a href="http://esquece-angola.com/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=1">O Lado Negro</a> confirma os percalços vividos para a obtenção do visto:</p>
<blockquote><p>“A minha esposa criou uma empresa em Angola e fomos para lá morar em 2006. Depois de lá estar voltei a Portugal para tratar de todos os documentos que a lei angolana exige para legalizar a minha residência naquele país. Mal empregado tempo que perdi e dinheiro que gastei, note-se que vir a Portugal tratar dos documentos e o que paguei no consulado do Porto para meter esses papéis, ultrapassou os 2500 dólares, mas para nada pois até hoje nem me deram uma resposta em Angola na DEFA (Direcção de Emigração e Fronteiras de Angola). Nem em Portugal no consulado me deram resposta, apenas o funcionário do consulado me disse: - o que o senhor quer, eu também estou em Portugal há 2 anos e só tive a minha residência há pouco. Depois de correr para a DEFA montes de vezes a tentar saber do meu caso sem nunca me dizerem o que se passava, resolvi meter uma reclamação por escrito. Acreditem que nem resposta me deram apesar da minha insistência.”</p></blockquote>
<p>Os profissionais vindos de fora encontram espaço em três áreas concretas como a medicina, construção civil e ensino. Alguns vêem para dar formação e outros para trabalhar a longo prazo.</p>
<p>Grande parte dos angolanos não vê com bons olhos a chegada dos estrangeiros. Acreditam que serão penalizados economicamente, profissionalmente e culturalmente. Existe também a opinião que os estrangeiros em Angola não agem de forma correcta. O blog <a href="http://desabafosangolanos.blogspot.com/2008/07/os-estrangeiros.html">Desabafos Angolanos</a> confirma isso mesmo:</p>
<blockquote><p>“Sou angolana de nascimento, vivi 20 anos em Angola e esse é um país que eu amo e nunca sairá do meu coração. Não gosto de ouvir falar mal do meu país e muito menos do seu povo. Incomoda-me, irrita-me. Não consigo perceber as pessoas que só vão trabalhar para Angola por causa do dinheiro. Não gostam do seu povo, das suas gentes e só são simpáticas e cordiais para angariar simpatia. Essa simpatia chega ao ponto de abrir as portas de sua casa para ganhar confiança. Falam constantemente em corruptos e na facilidade em corromper. Quero ouvir falar bem do país onde nasci, cresci e fui feliz.”</p></blockquote>
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		<title>Líbano: trabalhadoras domésticas convertidas em escravas</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Aug 2008 19:43:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Débora Medeiros</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<category><![CDATA[Ethiopia]]></category>
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		<description><![CDATA[Como estão sendo tratadas as empregadas domésticas no Líbano? Nash Suleiman sumariza as reações de alguns blogueiros libaneses a esta tragédia, na esteira da publicação de um relatório sobre a situação pelo Human Rights Watch (Observatório dos Direitos Humanos).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/nash-suleiman/">Nash Suleiman</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/debmedeiros/'>Débora Medeiros</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/08/27/lebanon-maids-is-lebanese-for-slaves/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Apesar de a mídia e os blogueiros libaneses em geral estarem atualmente mais focados em tópicos políticos, é revigorante ver outras questões sendo discutidas e reportadas. Entretanto, no instante em que os relatórios são publicados, as notícias se revelam ainda piores do que pareciam ser. organizações internacionais como a <a href="http://www.hrw.org/portuguese/"><em>Human Rights Watch</em></a> (HRW), <a href="http://www.immigrationhereandthere.org/">Immigration Here &amp; There</a> e blogueiros regionais têm publicado <a href="http://www.hrw.org/english/docs/2008/08/25/lebano19690.htm">relatos</a> [En] alarmantes sobre o abuso de trabalhadoras domésticas estrangeiras na <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/08/12/saudi-arabia-slavery-in-the-gulf/">região</a> [En] e, recentemente, há 200.000 trabalhadoras domésticas declaradas empregadas legalmente no Líbano.  E, com a ausência de cobertura da mídia desses relatórios e a falta de atenção por parte de departamentos oficiais no Líbano, os blogueiros estão entrando em ação para instigar a consciência desses fatos on line.</p>
<p><em>Moussa Bachir</em> usa o espaço do seu <a href="http://urshalim.blogspot.com/2008/08/lebanon-migrant-domestic-workers-die-at.html">blog</a> [En] esta semana para promover o que o Human Rights Watch tem a dizer sobre a situação das trabalhadoras domésticas no Líbano, o que inclui:</p>
<blockquote><p>Domestic workers are dying in Lebanon at a rate of more than one per week,” said Nadim Houry, senior researcher at Human Rights Watch. “All those involved – from the Lebanese authorities, to the workers’ embassies, to the employment agencies, to the employers – need to ask themselves what is driving these women to kill themselves or risk their lives trying to escape from high buildings.</p></blockquote>
<div class="translation">Empregadas domésticas estão morrendo no Líbano a taxas de mais de uma por semana&#8221;, disse Nadim Houry, pesquisador sênior do Human Rights Watch. &#8220;Todos os envolvidos - das autoridades libanesas, passando pelas embaixadas das empregadas e pelas agências de emprego, até os empregadores - precisam se perguntar o que está levando essas mulheres a se suicidar ou a arriscar suas vidas tentando fugir de prédios altos.</div>
<p><em><a href="http://sursock.blogspot.com/2008/08/suicides.html">Lebanese Socialist</a></em> [En] também destaca o mesmo relatório do <em>Human Rights Watch</em>:</p>
<blockquote><p>HRW said that at least 24 housemaids have died since January 2007 after falling from multi-storey buildings. “Many domestic workers are literally being driven to jump from balconies to escape their forced confinement,” Houry said.</p></blockquote>
<div class="translation">O HRW disse que pelo menos 24 trabalhadoras domésticas morreram desde janeiro de 2007, após cair de prédios de muitos andares. &#8220;Muitas empregadas domésticas são literalmente levadas a pular de sacadas para escapar do seu confinamento forçado&#8221;, disse Houry.</div>
<p><em>Christa Hillstrom</em>, que dedica seu blog à divulgação do perigo e da verdade do moderno comércio global de escravos, <a href="http://humangoods.net/2008/05/24/stop-by-the-market-on-your-way-home-in-lebanon-and-pick-up-a-filipina-housemaid/">diz</a>: [En]</p>
<blockquote><p>Although the women often come through legal agencies and are somewhat trained for the domestic work, they frequently have their passports confiscated when they arrive and suffer physical and sexual abuse.</p></blockquote>
<div class="translation">Apesar de as mulheres geralmente chegarem através de agências legais e serem, de certa forma, treinadas para o trabalho doméstico, elas freqüentemente têm seus passaportes confiscados ao chegar e sofrem abusos físicos e sexuais.</div>
<p>As notícias perturbadoras continuam quando Hillstorm cita o relatório de Elise Barthet sobre a situação:</p>
<blockquote><p>Beirut employment agencies promote them as merchandise or, in extreme case, as pets. They offer advice about which nationalities are supposedly docile, easy to maintain or “harder to break.”</p></blockquote>
<div class="translation">As agências de empregos de Beirut promovem-nas como mercadorias ou, em casos extremos, como animais de estimação. Elas [as agências] oferecem conselhos sobre que nacionalidades são supostamente dóceis, fáceis de manter ou &#8220;mais difíceis de subjugar&#8221;.</div>
<p>Retrocedendo no tempo, podemos encontrar muitos blogueiros como <em>Moustaf</em>a, que anteriormente <a href="http://beirutspring.com/blog/2008/05/05/ethiopia-bans-its-citizens-from-working-in-abusive-lebanon/">postou</a> [En] sobre suas preocupações com esse fenômeno crescente:</p>
<blockquote><p>Sure they’re starving and living in miserable conditions, but that doesn’t mean that they have to put up with the ultimate abusive environment: The Lebanese household.</p></blockquote>
<div class="translation">Claro que elas estão passando fome ou vivendo em condições lamentáveis [em seus países de origem], mas isso não significa que elas têm que agüentar o ambiente mais abusivo de todos: o lar libanês.</div>
<p>O professor <em><a href="http://angryarab.blogspot.com/2008/08/finally.html">Asad Abu Khalil</a></em> [En], no site <em>Angry Arab News Service</em> encontra alívio no fato de que a situação está recebendo atenção internacional do Human Rights Watch:</p>
<blockquote><p>Finally. Human Rights Watch has noticed.</p></blockquote>
<div class="translation">Finalmente. O Human Rights Watch percebeu.</div>
<p>Alguns meses atrás, o professor <em>Abu Khalil</em> publicou um artigo que aborda a situação das trabalhadoras domésticas no Líbano, o qual, mais tarde, foi <a href="http://dailyalochona.blogspot.com/2008/05/alochona-maids-in-lebanon.html">postado</a> [En] no site <em>Daily Online Alcohona</em>:</p>
<blockquote><p>I will never forget Sushar Roxi. Do you remember her? That poor Sri Lankan maid who died by hanging in front of spectators and cameras. Do you remember when the city of Sidon&#39;s people woke up to find her dangling from the balcony, after she&#39;d hanged herself with linens? Do you wonder why she hanged herself? Do you wish you could ask her? She dangled from the balcony for hours and nobody noticed or cared. Why did Sushar hang from the balcony and why do we never hear of investigations?</p></blockquote>
<div class="translation">Nunca vou esquecer Sushar Roxi. Vocês se lembram dela? Aquela pobre moça do Sri Lanka que morreu enforcada diante de espectadores e câmeras. Vocês se lembram de quando o povo da cidade de Sidon acordou para encontrá-la pendurada da sacada, depois que ela se enforcou com tecidos? Vocês se perguntam por que ela se enforcou? Vocês gostariam de poder perguntá-la? Ela ficou pendurada no balcão por horas e ninguém notou ou se importou. Por que Sushar se enforcou na sacada e por que nós nunca ouvimos falar de investigações?</div>
<p>Uma postagem mais antiga de <em>Abullor</em> <a href="http://biladsham.blogspot.com/2008/05/maid-in-lebanon-ii-voices-from-home.html">promove</a> [En] um documentário (Maid in Lebanon II) que discute direitos das trabalhadoras, empregos, contratos e termos e condições de trabalho cotidianos.</p>
<p>Outro sinal alarmante que passou despercebido foi <a href="http://lebanoniznogood.blogspot.com/2008/05/bravo-ethiopia-end-maid-trade-with.html">mencionado</a> [En] por <em>Hanibaal</em> há alguns meses. A postagem dele aponta para uma declaração aprovada pelo governo etíope que bane a viagem de trabalhadores para Beirut:</p>
<blockquote><p>…Ethiopia passed the bill after it conducted a thorough analysis into the human right violations and domestic violence Ethiopian migrants face behind closed doors in Lebanon while in duty as maids.<br />
…Past human right records show that 67 Ethiopian women died between 1997 and 1999 alone in Beirut while working. Many were never heard from again and many others remain very difficult to trace because their employers change their Christian name to let them in to the country as Muslims.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8230;A Etiópia aprovou essa declaração, após conduzir uma análise detalhada das violações dos direitos humanos e da violência doméstica que migrantes etíopes enfrentam a portas fechadas no Líbano enquanto trabalham como empregadas.</p>
<p>&#8230;Registros de direitos humanos passados mostram que 67 mulheres etíopes morreram entre 1997 e 1999, sozinhas em Beirut enquanto trabalhavam. Nunca mais se teve notícia de muitas delas e outras continuam difíceis de localizar porque seus empregadores mudam seus nomes de batismo para que elas entrem no país como muçulmanas.</p>
</div>
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		</item>
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		<title>Camboja: preservativo obrigatório e repressão à prostituição</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/27/camboja-preservativo-obrigatorio-e-repressao-a-prostituicao/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/27/camboja-preservativo-obrigatorio-e-repressao-a-prostituicao/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 27 Aug 2008 01:41:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Débora Medeiros</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cambodia]]></category>
		<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<description><![CDATA[Profissionais do sexo cambojanas recorrem à Internet para tornar mais conhecidas suas dificuldades e sua luta por respeito aos direitos humanos. No Camboja, uma lei que determina que as relações sexuais com clientes só devem ocorrer com preservativos parece uma boa idéia, mas tem se voltado contra aquelas que deveria proteger, ao servir de pretexto para prender profissionais do sexo, usando o fato de elas trazerem camisinhas consigo como prova de que fazem programas sexuais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juliana-rincon-parra/">Juliana Rincón Parra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/debmedeiros/'>Débora Medeiros</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/08/25/cambodia-sex-workers-100-condom-use-and-human-rights/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img class="alignleft" style="float: left;" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/08/swtv.jpg" alt="" width="180" height="227" />Profissionais do sexo cambojanas recorrem à Internet para tornar mais conhecidas suas dificuldades e sua luta por respeito aos direitos humanos. No Camboja, uma lei que determina que as relações sexuais com clientes só devem ocorrer com preservativos pode parecer uma boa idéia, mas tem se voltado contra aquelas que deveria proteger, ao servir de pretexto para prender profissionais do sexo, usando o fato de elas trazerem camisinhas consigo como prova de que fazem programas sexuais.</p>
<p>Aquelas profissionais do sexo que são presas são mandadas para centros de  &#8220;reabilitação&#8221;, que são basicamente prisões, onde as mulheres são mantidas em celas comuns sem banheiro ou água corrente, raramente recebem água ou comida, algumas são agredidas e estupradas e mulheres soro-positivas  têm o acesso ao tratamento com drogas anti-retrovirais recusado.</p>
<p>A Asia Pacific Network of Sex Workers <em>[Rede Asiática de Profissionais do Sexo no Pacífico, em inglês]</em> possui uma série de <a href="http://www.apnsw.org/apnsw.htm" target="_blank">estudos sobre os resultados percebidos e os efeitos do Programa de Uso Compulsório de Preservativos</a> [En], segundo profissionais do sexo de diferentes países, como Camboja, Tailândia e Mianmar. Você também pode assistir ao vídeo que a organização disponibilizou através do seu <a href="http://www.sexworkerspresent.blip.tv/" target="_blank">canal no Blip.tv Sex Workers Present (Profissionais do Sexo Apresentam, em inglês)</a> [En], que contém explanações sobre as implicações do programa de uso compulsório de preservativos, entrevistas com mulheres que foram presas ou enviadas para instituições de &#8220;reabilitação&#8221; onde nenhum tipo de educação ou treinamento é recebido e avaliações de como esses programas que associam o uso de preservativos exclusivamente às profissionais do sexo não serão eficazes no combate à propagação da AIDS e outras DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) entre o restante da população.  A Asia Pacific Network of Sex Workers recebeu recentemente o <a href="http://www.apnsw.org/apnsw.htm" target="_blank">Award for Action on HIV/AIDS and Human Rights (Prêmio Internacional  por Ação contra o HIV/AIDS e Direitos Humanos, em inglês) de 2008</a> durante a Conferência Internacional sobre a AIDS realizada na Cidade do México na primeira semana de agosto. A organização foi fundada em 1994 e tem desenvolvido um trabalho sobre saúde e direitos humanos junto às profissionais do sexo, em conjunto com outros grupos e organizações, como Empower Thailand, Sweetly Japan, Pink Triangle Malaysia, the Scarlet Alliance Australia and Sonagachi.</p>
<p>O vídeo a seguir se chama <a href="http://sexworkerspresent.blip.tv/#1165299"><em>Caught between the Tiger and the Crocodile</em></a> (Presas entre o Tigre e o Crocodilo, em inglês):</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://blip.tv/play/AceQV4LaSg" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="340" src="http://blip.tv/play/AceQV4LaSg"></embed></object></p>
<p><a href="http://globalvoicesonline.org/author/juliana-rincon-parra/" target="_blank"></a></p>
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		<title>Geórgia, Rússia: O que vem em seguida?</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/13/georgia-russia-o-que-vem-em-seguida/</link>
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		<pubDate>Wed, 13 Aug 2008 19:09:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O presidente russo Dmitry Medvedev anunciou o fim da chamada operação de “imposição de paz” ontem. LJ user varfolomeev66 - Vladimir Varfolomeev, jornalista da Rádio Echo de Moscou - pergunta em seu blogue: “O que virá em seguida?”]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/neeka/">Veronica Khokhlova</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/08/13/georgia-russia-whats-next/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>O presidente russo  Dmitry Medvedev <a href="http://seansrussiablog.org/2008/08/12/the-five-day-war/">anunciou o fim da chamada operação de “imposição de paz”</a> ontem. LJ user <em>varfolomeev66</em> - <a href="http://www.echo.msk.ru/contributors/27/">Vladimir Varfolomeev</a>,  jornalista da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Echo_of_Moscow">Rádio Echo de Moscou</a> -  pergunta em seu blogue: “O que virá em seguida?”</p>
<p>Ele <a href="http://varfolomeev66.livejournal.com/233794.html">escreveu</a> [rus]:</p>
<blockquote><p>Não estou me referindo à  Geórgia dessa vez.</p>
<p>O governo russo usou cada momento de crise como motivo para mais um apertar de parafusos e fortalecimento de suas próprias posições. Depois do [<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Russian_apartment_bombings">bombardeio de prédios em Moscou em 1999</a>] [en], a [<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Second_Chechen_War">Segunda Guerra da Chechênia</a>] [en] teve início, e Putin alcançou o poder. Depois [<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Russian_submarine_Kursk_explosion">do desastre do submarino em 2000 em Kursk</a>] [en] seguido do [<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Moscow_theater_hostage_crisis">cerco ao  teatro Nord-Ost em 2002</a>] [en], da eliminação dos [Canais de TV <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Channel_One_%28Russia%29">ORT</a> e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/NTV_%28Russia%29">NTV</a>] [en]. Depois do [<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Crise_de_ref%C3%A9ns_da_escola_de_Beslan">Massacre da escola de Beslan em 2004</a>], as eleições locais foram canceladas.</p>
<p>O que esse regime está aprontando agora?</p></blockquote>
<p>Seguem abaixo alguns comentários nessa postagem:</p>
<blockquote><p><em>oleg_kozyrev</em>:</p>
<p>- Controle da internet</p>
<p><em>varfolomeev66</em>:</p>
<p>Considerando que não tem mais nada fora de controle, isso é bem possível.</p>
<p><em>humanist_us</em>:</p>
<p>Eles vão apertar os últimos parafusos da internet.</p>
<p>E  [a Rádio Echo de Moscou] ;)</p>
<p>Embora certamente você não tenha tentado chatear os dois anões [com sua cobertura da crise]</p></blockquote>
<p>Blogando de  Tbilisi, Oleg Panfilov, usuário <em>oleg-panfilov</em> do LJ, do <a href="http://www.cjes.ru/">Centro para Jornalismo em Situações Extremas</a> - <a href="http://oleg-panfilov.livejournal.com/553572.html">postou um resumo do dia em seu blog</a> [rus] sobre o que a crise de cinco dias pode vir a significar para a Geórgia em termos políticos:</p>
<blockquote><p>Hoje foi o dia das emoções.</p>
<p>Primeiro, uma manifestação imensa no centro de  Tbilisi e pessoas chorando durante Saakashvili.</p>
<p>Depois, um dia de espera enquanto os políticos estavam debatendo e expressando opiniões sobre a Geórgia e suas relações com a Rússia.</p>
<p>E finalmente a saída de Geórgia  [da CEI, a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Comunidade_dos_Estados_Independentes">Comunidade dos Estados Independentes da antiga União Soviética</a>]. Por enquanto, em forma de um discurso político, mas depois de um tempo, em questão de dias, a Rússia se tornará automaticamente uma força ocupadora não apenas formalmente, mas também legalmente, porque perderá o status de “força de paz” da CEI. E então, de acordo com todas as leis internacionais, qualquer presença de tropas [da Rússia] nos territórios da Ossétia do Sul e Abkhazia poderá ser reconhecida como ilegal.</p>
<p>Em outras palavras, mais uma aventura militar acabou [dando em nada].</p>
<p>Eu não sei que tipo de raciocínio os comandantes militares russos seguiram (claro, se é que houve de fato algum tipo de raciocínio), mas a Geórgia conseguiu resistir e evitou voltar a um estado em que se encontrava nos tempos da União Soviética. Ou seja, um estado de [”grande <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Shashlyk"><em>churrascaria shashlyk</em></a>” [en]] para usar a      nomenclatura      russa.</p>
<p>Se analisarmos o que aconteceu, encontraremos muitos argumentos tanto a favor da Geórgia quanto a favor dos métodos imperiais do Kremlin dos dias de hoje. Uma coisa é clara, no entanto - A Geórgia não se transformará em um país diferente, ela provou da liberdade nos últimos anos, apesar do fato de que muitas pessoas não gostarem dela.</p>
<p>Agora depende dos outros remanescentes do império soviético decidir se querem continuar vivendo na forma que estão ou aprenderão com a  Geórgia.</p>
<p>Amanhá será outro dia de espera.</p></blockquote>
<p>Veja abaixo alguns comentários:</p>
<blockquote><p><em>mormegil11</em>:</p>
<p>A Geórgia perdeu a Ossétia do Sul e  Abkhazia. Quando a euforia acabar, o cotidiano cinzento da vida começará - sem transferências de dinheiro de [parentes trabalhando em] Moscou, sem acesso ao mar e conexão aérea para transporte [com a Rússia], sem bancos em funcionamento - e aí o tamanho da catástrofe será maior do que o tamanho da multidão      ingênua e agitada na manifestação.</p>
<p>Essa guerra não tem [ganhadores ou perdedores]. Existe culpa, um enorme sentimento de culpa diante dos mortos: georgianos, russos, ossetianos, ucranianos, holandeses&#8230; e o que é a entrada na CEI ou na OTAN, ou em qualquer lugar, comparada com essa culpa.</p>
<p><em>rousyn</em>:</p>
<p><em>“sem transferências de dinheiro de [parentes trabalhando em] Moscou”</em></p>
<p>Re-orientação da imigração da força de trabalho para o ocidente? É esse o progresso dele? […]</p>
<p><em>realpushkin</em>:</p>
<p>Oleg, infelizmente você está errado. […]</p>
<p>1) Os países da OTAN e os aliados em geral não vão se meter em uma guerra com a Rússia, caso aconteça novamente - isso é [contra-produtivo] para todos.</p>
<p>2) Abkhazia e Ossétia do Sul não se tornarão parte da Geórgia, nem mesmo como regiões autônomas - é mais fácil que a Rússia reconheça a independência delas.</p>
<p>3) Está provado que civis morreram em Tskhinvali   [por causa do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/9K51_Grad">sistema de lançamentos múltiplos de mísses</a>] - Saakashvili não terá a chance de entrar [em organização alguma]. […]</p></blockquote>
</div>
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		<title>Guiné-Bissau: Um dia sem imigrantes</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/07/18/guine-bissau-um-dia-sem-imigrantes/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/07/18/guine-bissau-um-dia-sem-imigrantes/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 18 Jul 2008 03:26:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diáspora]]></category>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porPaula Góes  &#183; Traduzido por Daniel Duende &#183;  Veja o post original 
&#8220;E se as associações de imigrantes decidissem fazer um dia de greve, para mostrar à malta o que seria a Europa sem eles?&#8221;, pergunta Jorge Rosmaninho [Pt].
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/07/17/guinea-bissau-a-day-without-immigrants/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>&#8220;E se as associações de imigrantes decidissem fazer um dia de greve, para mostrar à malta o que seria a Europa sem eles?&#8221;, pergunta <a href="http://africanidades.blogspot.com/2008/07/um-dia-sem-imigrantes.html">Jorge Rosmaninho</a> [Pt].</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Bahrain: Banindo os Bangladeshis</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/05/29/bahrain-banindo-os-bangladeshis/</link>
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		<pubDate>Thu, 29 May 2008 02:53:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Após um trágico incidente ocorrido há alguns dias, em que um Bahraini foi morto após se recusar a pagar a um mecânico Bangladeshi um extra de 500 fils (1,30 dólares) que este demandava por seu serviço, o Bahrain interrompeu a emissão de permissões de trabalho para cidadãos de Bangladesh. Um grupo de legisladores está planejando submeter ao parlamento uma proposta que visa a expulsão de todos os trabalhadores Bangladeshis do país, que devem ser hoje mais de 90.000, sob a alegação de que estes cometeriam mais "crimes chocantes e terríveis" do que qualquer outra comunidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/ayesha-saldanha/">Ayesha Saldanha</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2008/05/28/bahrain-ban-on-bangladeshis/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Após um trágico incidente ocorrido há alguns dias, em que um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bahrein">Bahraini</a> foi <a href="http://bahraini.tv/2008/05/24/man-killed-over-500-fils/">morto</a> [En] após se recusar a pagar a um mecânico <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bangladesh">Bangladeshi</a> um extra de 500 fils (1,30 dólares) que este demandava por seu serviço, o Bahrain <a href="http://bahraini.tv/2008/05/27/visa-ban-for-bangladeshis/">interrompeu</a> [En] a emissão de permissões de trabalho para cidadãos de Bangladesh. Um grupo de legisladores está planejando submeter ao parlamento uma proposta que visa a expulsão de todos os trabalhadores Bangladeshis do país, que devem ser hoje mais de 90.000, sob a alegação de que estes cometeriam mais &#8220;<a href="http://bahraini.tv/2008/05/26/ban-on-workers-will-spell-misery/">crimes chocantes e terríveis</a>&#8221; [En] do que qualquer outra comunidade.</p>
<p><em>Mahmood</em> não ficou impressionado por esta reação exagerada e causadora de humilhação, e ele <a href="http://mahmood.tv/2008/05/27/collective-punishments/">diz</a> [En]:</p>
<blockquote><p>There are a few things that suggest that our society is in a desperate state. The indicators are probably best exemplified by the exclusionary standards our parliamentarians and their electorate take. Both are quick to condemn whole peoples, nations and even civilizations due to isolated incidents without taking one second to reflect on our own shortcomings and our non-exclusive ownership of basic human values. … If you talk to Bahrainis fortunate enough to have lived in the 70s and before, they will categorically tell you that they have never experienced anything like this, they will confirm that they didn’t give their neighbour’s race or religion much importance. They will further tell you that they habitually interacted with each other in various ways; they visited, conducted business and even fought the British occupation together by forming and maintaining a cohesive multi-cultural front that crossed confessional divides. The common denominator was their Bahraininess which surpassed every other consideration. They celebrated their differences, rather than diligently work at finding the chinks to exploit in each others’ armor. The stark contrast between that era and now could not be more evident. What we now have is an acutely insular society with impenetrable walls propped up by suspicion and hatred of the other. This “us and them” atmosphere is condoned by the government - regardless of how many denials we hear from their higher echelons - evidenced by the selective employment policies, the conditional awards of constitutionally guaranteed citizen benefits and the disparity in economic circumstance. … Let us remind them that their role is to ameliorate differences and protect the national unity, and not diligently and wantonly work at exacerbating them. The demand to expel and ban Bangladeshis because of the unfortunate result of a single person’s moment of anger is tantamount to our agreement to the entrenchment and even encoding xenophobia as our main Bahraini trait.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Há algumas coisas que sugerem que nossa sociedade está em um estado de desespero. Estes indicativos são provavelmente melhor exemplificados pelas posturas excludentes que nossos parlamentares e seu eleitorado tomam. Ambos são rápidos para condenar povos inteiros, nações e até mesmo civilizações por conta de incidentes isolados sem pensar nem um segundo sequer em nossos próprios erros e em nossa posse não-exclusiva dos valores básicos humanos. [&#8230;] Se você conversar com Bahrainis que tiveram a sorte de viver nos anos 70 ou antes, eles irão lhe dizer categoricamente que nunca viram algo assim antes, e irão confirmar que nunca fizeram distinção da raça ou religião de seus vizinhos. Eles também irão te contar que habitualmente interagiam uns com os outros de várias formas; eles visitavam, faziam negócios e até mesmo lutavam lado a lado contra a ocupação britânica, formando e mantendo um front multi-cultural coeso que cruzava fronteiras. O denominador comum era a sua &#8216;Bahrainidade&#39;, que ultrapassava qualquer outra consideração. Eles celebravam suas diferenças, em vez de diligentemente trabalhar na busca das falhas a serem exploradas nas defesas alheias. O enorme contraste entre aquela era e esta em que vivemos não poderia ser mais evidente. O que temos agora é uma sociedade agudamente insular com paredes impenetráveis, levantadas pela desconfiança e pelo ódio em relação ao outro. Esta atmosfera de &#8216;nós e eles&#39; é apoiada pelo governo - não importa quanto os altos escalões tentem negar isso - e evidenciada pelas políticas de emprego seletivas, a distribuição condicional de benefícios de cidadania constitucionalmente garantidos e a disparidade de circunstâncias econômicas. [&#8230;] Deveríamos lembrá-los que seu papel é o de trabalhar as diferenças e proteger a unidade nacional, e não o de diligentemente e irresponsávelmente exacerbar [estas diferenças]. Os clamores para expulsar e banir os Bangladeshis por conta do infeliz resultado de um momento de fúria de uma única pessoa são a mesma coisa que a nossa concordância com [nosso] entrincheiramento e até mesmo com a transformação da xenofobia no principal traço cultural Bahraini.&#8221;</div>
<p><em>Reeshiez</em> <a href="http://mahmood.tv/2008/05/27/collective-punishments/#comment-119209">comenta ao post acima</a> [En]:</p>
<blockquote><p>This is the most ridiculous thing that I’ve heard and is blatant racial discrimination. I can’t believe our government did this and that many people support this law. You can’t punish an entire nation for isolated incidents by their citizens. How would bahrainis feel if all arabs were banned from coming to the US because a random Bahraini killed an American citizen? I am completely disgusted.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Esta é a coisa mais ridícula que eu já ouvi e é uma flagrante discriminação racial. Eu não acredito que nosso governo tenha feito isso e que muitas pessoas apóiem esta lei. Você não pode punir toda uma nação por conta de incidentes isolados causados por seus cidadãos. Como se sentiriam os Bahrainis se todos os árabes fossem proibidos de entrar nos Estados Unidos [da América] porque um Bahraini qualquer matou um cidadão americano? Eu estou completamente revoltado.&#8221;</div>
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		<title>Irã: Fotos do Trabalho Infantil</title>
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		<pubDate>Fri, 16 May 2008 21:54:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Criança]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Humanitário]]></category>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porHamid Tehrani  &#183; Traduzido por Daniel Duende &#183;  Veja o post original 
Yazdnegar, blogueiro iraniano, publicou várias fotos de crianças trabalhando em Yazd, uma cidade histórica do Irã.
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			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/hamid-tehrani/">Hamid Tehrani</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2008/05/16/iran-child-labor-in-photos/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><em>Yazdnegar</em>, blogueiro iraniano, <a href="http://yazdnegar.blogfa.com/post-466.aspx">publicou</a> várias fotos de crianças trabalhando em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Yazd">Yazd</a>, uma cidade histórica do Irã.</p>
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		<title>Moçambique: Sem muito o que celebrar em Primeiro de Maio</title>
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		<pubDate>Sat, 03 May 2008 16:39:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porPaula Góes  &#183; Traduzido por Paula Góes &#183;  Veja o post original 
“Em pleno 1 de Maio, entre escolher ir ao desfile, com bandeirolas com dizeres para o bem do trabalhador, sabendo que o orador é patrão que mal paga e até é o esclavagista da actualidade ou ir a uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2008/05/02/mozambique-not-much-to-celebrate-on-the-workers-day/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>“Em pleno 1 de Maio, entre escolher ir ao desfile, com bandeirolas com dizeres para o bem do trabalhador, sabendo que o orador é patrão que mal paga e até é o esclavagista da actualidade ou ir a uma barraca para esvaziar garrafas e levantar o polegar para todos os que me vêem para dizer que estou numa well, preferi visitar os blogs da praça”. Veja o que <a href="http://comunidademocambicana.blogspot.com/2008/05/situao-alarmante.html">Reflectindo sobre Moçambique</a> descobriu.</p>
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		<title>Moçambique: Desemprego e o papel do governo</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 18:23:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porPaula Góes  &#183; Traduzido por Paula Góes &#183;  Veja o post original 
Basilio Muhate discorre sobre o alto índice de desemprego em Mozambique e o papel do governo em relação. “A Burocracia também é a causa de muitos problemas ligados ao mercado de trabalho pois grande parte das decisões não são [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/30/mozambique-on-unemployment-and-the-government-responsibility/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><a href="http://basiliomuhate.blogspot.com/2008/04/desemprego-em-moambique.html">Basilio Muhate</a> discorre sobre o alto índice de desemprego em Mozambique e o papel do governo em relação. “A Burocracia também é a causa de muitos problemas ligados ao mercado de trabalho pois grande parte das decisões não são coerentes e reais com a realidade econômica, onde os gastos públicos (gastos do Governo) são muitas vezes decididos por via de interesses políticos e não condizentes com o mercado.”</p>
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		<title>Brasil: Contra as fazendas de escravos</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 05:40:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porDaniel Duende  &#183; Traduzido por Daniel Duende &#183;  Veja o post original 
Luiz Carlos Azenha, do Vi o Mundo, bloga a favor da Proposta de Emenda Constitucional 438/2001, que permitirá a confiscação de áreas rurais privadas onde for descoberto o uso de trabalho escravo. Azenha diz que &#8220;é necessário confiscar a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/danielduende/">Daniel Duende</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/25/brazil-against-the-slave-farms/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><em>Luiz Carlos Azenha</em>, do <a href="http://www.viomundo.com.br">Vi o Mundo</a>, bloga <a href="http://www.viomundo.com.br/apoiamos/pelo-confisco-de-terras-de-quem-usa-trabalho-escravo/">a favor da Proposta de Emenda Constitucional 438/2001</a>, que permitirá a confiscação de áreas rurais privadas onde for descoberto o uso de trabalho escravo. Azenha diz que &#8220;é necessário confiscar a terra dos que utilizam trabalho escravo. A expropriação das terras onde for flagrada mão-de-obra escrava é medida justa e necessária e um dos principais meios para eliminar a impunidade.&#8221;</p>
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