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	<title>Global Voices em Português &#187; Indústria</title>
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	<description>O mundo está falando. Você está ouvindo?</description>
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		<title>Brasil: Lutando por mais reciclagem com o Manifesto do Lixo Eletrônico</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/07/31/brasil-lutando-por-maior-reciclagem-com-o-manifesto-do-lixo-eletronico/</link>
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		<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 20:04:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No Brasil, um projeto de lei sobre a eliminação de resídios sólidos foi modificando e exclui o lixo eletrônico da pauta. Como primeiro passo para questionar essa mudança, o Manifesto do Lixo Eletrônico foi criado a fim de reunir os internautas e dar suporte a uma maior reciclagem de bens eletrônicos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/diego-casaes/">Diego Casaes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/07/30/brazil-fighting-for-more-recycling-with-the-electronic-waste-manifesto/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="attachment_87934" class="wp-caption alignright" style="width: 216px"><a href="http://www.flickr.com/photos/mbraz/3218136294/"><img class="size-full wp-image-87934" title="Electronic Wastes" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/lixoeletronico2.jpg" alt="Photo by marcbraz on Flickr" width="206" height="155" /></a><p class="wp-caption-text">Photo by marcbraz on Flickr</p></div>
<p>Administrar o lixo mundial é uma tarefa difícil para muitos países, sejam eles desenvolvidos ou em desenvolvimento. No Brasil, apenas 10% de todas as cidades possuem um plano estratégico adequado para lidar com o lixo reciclável, <a href="http://cbn.globoradio.globo.com/comentaristas/andre-trigueiro/2009/07/19/MAIS-UM-DIAGNOSTICO-SOMBRIO-SOBRE-O-FUTURO-DO-PLANETA.htm">de acordo</a> com <em><a href="http://www.mundosustentavel.com.br/andre.asp">André Trigueiro</a></em>, um jornalista, professor e comentarista da Rádio CBN.</p>
<p>Nas últimas semanas, a Política Nacional de Resíduos Sólidos - proposta pela Câmara dos Deputados do Brasil - emergiu uma discussão entre os blogueiros brasileiros principalmente por causa de uma</p>
<p>mudança no artigo 33, que regulamenta a logística reversa e reciclagem obrigatória de lixo extraordinário, não mais considerando equipamentos eletrônicos como elegíveis à política. Muitos acreditam ser essa decisão resultado de pressão pela indústria de reciclagem, dado os altos custos para a reciclagem de lixo eletrônico.</p>
<p>Reagindo à adaptação do Projeto de Lei, o Coletivo Lixo Eletrônico criou o <a href="http://lixoeletronico.org/manifesto">Manifesto do Lixo Eletrônico</a> para compartilhar idéias sobre o que a inclusão de lixo eletrônico nesta política nacional de controle de resíduos significaria para a população brasileira e seu estilo de vida atual. Segue um extrato do Manifesto:</p>
<blockquote><p>No Brasil, temos uma oportunidade hoje que está sendo desperdiçada. Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei da Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PL 203/91). É imperativo que a Política Nacional de Resíduos Sólidos contemple os equipamentos eletro-eletrônicos e que estes sejam enquadrados como produtos especiais de logística reversa e reciclagem obrigatória. Os eletro-eletrônicos estarão cada vez mais presentes na nossa vida, trazendo benefícios na mesma velocidade em que produzem mais lixo com o qual ainda não lidamos corretamente. Regulamentar sua destinação é condição urgente e necessária para que possamos continuar a nos beneficiar dos avanços da tecnologia de maneira sustentável, sem pagar um alto preço ambiental e à saúde de nossa população.</p></blockquote>
<p>Durante uma <a href="http://blog.primeiramao.com.br/index.php/2009/07/24/um-destino-nobre-para-o-lixo-tecnolgico/">entrevista</a> ao blog Primeira Mão, <em>Felipe Andueza</em>, parte do grupo que idealizou o Manifesto, dá a seguinte resposta ao ser indagado sobre como o Brasil lida com o lixo eletrônico atualmente:</p>
<blockquote><p>Na esfera federal, há somente a Lei de Crimes Ambientais, que institui a responsabilidade até a deposição adequada de todos os produtos potencialmente contaminantes por seus fabricantes e algumas Resoluções CONAMA sobre pilhas e baterias. [&#8230;] Boa parte deve parar no lixo doméstico, principalmente o que não pode ser doado, reaproveitado e etc. Estima-se que mais ou menos 1% do lixo eletrônico produzido no Brasil seja reciclado, somente.</p></blockquote>
<p>Na medida em que as exigências sustentáveis para a reciclagem aumentam rapidamente, as mudanças no projeto de lei em questão direcionam o Brasil para um caminho oposto ao de crescimento populacional e econômico do país. É importante destacar também que, para muitas pessoas, a logística reversa dos eletrônicos consistiria em uma maneira interessante de auxiliar projetos de inclusão digitial, tirando vantagem dos aparelhos que ainda estão em boas condições de uso.</p>
<p>Para buscar auxílio ao manifesto, uma <a href="http://www.petitiononline.com/ewaste1/">petição online</a> foi criada e paulatinamente ganha suporte através da internet brasileira. É necessário divulgá-la mais rapidamente, pois o projeto de lei pode ser aceito com um artigo não amigável ecologicamente, já que a mídia convencional não divulgou o assunto ainda.</p>
<div id="attachment_87938" class="wp-caption alignnone" style="width: 341px"><a href="http://www.flickr.com/photos/cbnsp/3571051275/"><img class="size-full wp-image-87938" title="Electronic Wastes at a Street" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/lixoeletronico1.jpg" alt="lixoeletronico1" width="331" height="249" /></a><p class="wp-caption-text">Photo by Flickr user Galeria de Milton Jung CBNSP</p></div>
<p>Em um comentário no blog do Manifesto do Lixo Eletrônico, <em>Walfrido Assunção</em> relembra um tempo em que, de maneira similar, pneus eram deixados em ambientes naturais, como nos rios, sem a devida atenção da parte dos ambientalistas e da população; <a href="http://lixoeletronico.org/manifesto#comment-354">pontuando</a> de maneira interessante, ele diz:</p>
<blockquote><p>[&#8230;] Quem de nós não tem no porão, na garagem ou numa prateleira qualquer um televisor ou computador obsoleto “esquecido”? Quem de nós não tem um (ou vários) telefone celular obsoleto em uma gaveta qualquer? Esses eletro-eletrônicos hoje que são “parte da paisagem ou da decoração”, no futuro não muito distante se tornarão também num preocupante passivo.</p></blockquote>
<p><em>Karine Estevam</em> também refletiu sobre o post do Manifesto, e <a href="http://lixoeletronico.org/manifesto#comment-381">argumenta</a>:</p>
<p><em></em></p>
<blockquote><p>Achei maravilhosa esta iniciativa de fazer o Manifesto, afinal precisamos participar incisivamente do processo de formação das Politas Publicas Ambientais.<br />
O lixo é uma questão muito seria e extramamente relevante, principalmente este tipo de lixo já que não se tem ideia do período de decomposição e por isso deve-se buscar alternativas para o seu descarte.<br />
Vou assinar com todo prazer!</p></blockquote>
<p>Celedo diz o que pensa da situação com um ponto de vista bastante incisivo, <a href="http://lixoeletronico.org/manifesto#comment-344">destacando</a>:</p>
<blockquote><p>O mundo está uma verdadeira imundície!<br />
O lixo diário e por vezes lixo por segundo (nova medida de lixo/tempo) é produzido pelo consumismo exacerbado da humanidade&#8230; espero que não sejamos omissos neste caso de importância mundial!</p></blockquote>
<p>Conclui-se então que pensar em maneiras de gerenciar os resíduos da indústria de eletrônicos é parte de uma proposta para criar um estilo de vida sustentável e propor um sistema de reciclagem de bens eletrônicos. Ambos, ciberativismo e participação online, evidenciam as necessidades da população que atualmente são minadas pelos interesses econômicos das indústrias.</p>
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		<item>
		<title>Brasil: O blog da Petrobras versus a Mídia</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/06/20/brasil-o-blog-da-petrobras-versus-a-midia/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/06/20/brasil-o-blog-da-petrobras-versus-a-midia/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 20 Jun 2009 17:25:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na primeira semana de Junho, a Petrobras - empresa de petróleo semi-estatal do Brasil - criou um blog grátis sob a plataforma Wordpress. Perguntas e Respostas de jornalistas que seriam usadas nas reportagens sobre a empresa em grandes jornais do Brasil durante a semana foram publicados entre os artigos do blog durante seus primeiros dias. Tal atitude foi vista como um ato de transparência por alguns blogueiros, e uma ameaça ao jornalismo por alguns jornais, levando a um debate acalorado sobre o poder da mídia e dos blogs.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/diego-casaes/">Diego Casaes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/06/16/brazil-petrobras-blog-versus-mainstream-media/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="attachment_79838" class="wp-caption alignright" style="width: 174px"><img class="size-medium wp-image-3375" title="petrobras-logo" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/petrobras-logo-298x300.png" alt="Petrobras - uma das maiores empresas de petróleo do planeta." width="164" height="164" /><br />
<p class="wp-caption-text">Petrobras - uma das maiores empresas de petróleo do planeta.</p></div>
<p>A Petrobras, companhia semi-pública brasileira, um gigante da indústria energética, e que possivelmente será alvo de <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/05/24/poverty-petroleum-and-profit/">investigações</a> [en] em uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) acabou de ingressar na blogosfera causando diferentes reações dos blogueiros, do governo e da mídia.</p>
<p>De acordo com a própria empresa, o blog &#8220;<a href="http://petrobrasfatosedados.wordpress.com/">Petrobras Fatos e Dados</a>&#8221; visa fornecer informações atualizadas sobre a própria companhia e assuntos relacionados à CPI. Em sua <a href="http://petrobrasfatosedados.wordpress.com/2009/06/09/a-petrobras-e-as-midias-sociais/">primeira semana</a>, o blog evidenciou a sua repercussão na Internet e o posicionamento da mídia brasileira quanto à essa iniciativa, declarando:</p>
<blockquote><p>Nosso blog completa uma semana, com 145 mil visitas, 31 posts e 1.700 comentários, e já conseguimos um espaço considerável de repercussão. Acreditamos nas mídias sociais como um importante canal de conversação direta entre a Petrobras e a sociedade. Infelizmente, continuamos a ver na imprensa comentários equivocados que desconhecem a própria lógica das mídias sociais.</p></blockquote>
<p>Além dos artigos iniciais sobre as atividades da empresa, em 4 de Junho a Petrobras divulgou uma série de perguntas e respostas de jornalistas de dois grandes jornais nacionais. Essa atitude causou um grande alvoroço entre os jornais e jornalistas, que em resposta, repudiaram o blog sob o argumento de que essa ferramenta era uma ameaça a confidencialidade da impresa.</p>
<p>Alguns blogueiros acreditam que estabelecer um canal de comunicação direto entre a Petrobras e a sociedade é na verdade algo bom. Obter as informações pela própria empresa permite que as pessoas confiram se as notícias veiculadas pelos jornais produzidas com o mesmo tipo de informação previamente divulgada pela Petrobras são corretas ou não.</p>
<p><em>Carlos Castilho</em> apresenta suas considerações sobre a iniciativa da Petrobras no blog <em>Observatório de Impresa</em>, ao <a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/blogs.asp?id={7832AC92-9E27-43BE-A4AC-13B59A11FBFF}&amp;id_blog=2">sugerir</a>:</p>
<p><em></em></p>
<blockquote><p>A Petrobras resolveu fazer aquilo que nos Estados Unidos já é uma rotina, até mesmo por parte de órgãos do governo federal. A empresa ingressou na blogosfera ao montar um blog no qual publica a íntegra de seus comunicados e entrevistas fornecidos à imprensa. [&#8230;] A irritação dos jornais vem do fato de que o blog da Petrobras permite uma comparação entre o que a empresa forneceu aos jornalistas e o que foi publicado. Com isto é possível identificar erros de contexto, omissões e equívocos de transcrição.</p></blockquote>
<p>Por outro lado, os jornais criticaram o blog da Petrobras alegando que seu posicionamento é ilegal, anti-ético e agressivo. Um dos jornais, O Globo, publicou em seu <a href="http://oglobo.globo.com/pais/mat/2009/06/08/editorial-ataque-imprensa-756256898.asp">editorial</a> no dia 08 de Junho, após a decisão da Petrobras de publicar inquéritos jornalísticos, que questões enviadas à empresa eram propriedade dos jornais e de seus funcionários, e desse modo a Petrobras estaria ferindo a Constituição Brasileira.</p>
<p>O blogueiro, professor e advogado <em><a href="http://tuliovianna.wordpress.com/">Tulio Viana</a></em> esclarece as dúvidas dos leitores acerca da possibilidade ou não de Direitos Autorais serem aplicados à perguntas invocando a Constituição. Ao analizar a lei de Direitos Autorais do Brasil, ele <a href="http://tuliovianna.wordpress.com/2009/06/09/o-globo-se-supera-e-diz-que-perguntas-sao-propriedade-do-jornalista/">explica</a>:</p>
<blockquote><p>De onde O Globo teria então tirado a tese jurídica de que perguntas jornalísticas são propriedade de quem as faz? Será que é pura e simples desinformação do jornal ou mais uma daquelas mentiras que se pretendem tornar-se verdade ao serem repetidas centenas de vezes? Para que não reste dúvida quanto o absurdo da tese, vamos ao art.8º da mesma lei: III – os formulários em branco para serem preenchidos por qualquer tipo de informação, científica ou não, e suas instruções [não são passíveis de Direitos Autorais] ; Incrível a cara-de-pau do jornal de publicar uma informação completamente falsa em seu editorial, inventando sem o menor pudor um novo inciso para o art.7º da Lei de Direitos Autorais e revogando o art.8º, III, da mesma lei.</p></blockquote>
<div id="attachment_79839" class="wp-caption aligncenter" style="width: 366px"><img class="size-full wp-image-79839" title="O blog da Petrobras blog está hospedado sob a plataforma Wordpress.com." src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/petrobras-about-page.png" alt="O blog da Petrobras blog está hospedado sob a plataforma Wordpress.com." width="356" height="258" /><p class="wp-caption-text">O blog da Petrobras blog está hospedado sob a plataforma Wordpress.com.</p></div>
<p>Sendo a transparência o maior objetivo do jornalismo, blogueiros também louvaram a iniciativa da Petrobras ao mesmo tempo que destacaram um argumento feito pela imprensa no qual dizia que se preocupava que atitude da Petrobras enfraqueceria sua relação com os jornais e seus leitores. O blog <em>Liberal Libertário Libertino</em> resumiu os fatos. <a href="http://www.interney.net/blogs/lll/2009/06/08/a_petrobras_entendeu_a_internet/">Em seu ponto de vista</a>:</p>
<blockquote><p>A Petrobras não tem nada que confiar na imprensa. A imprensa não tem nada que confiar na Petrobras. Não devem haver acordos tácitos ou relações sigilosas entre a mídia e a Petrobras. As relações entre eles devem ser públicas e transparentes. Daí a celebração.</p></blockquote>
<p>Em um comentário, Fábio Couto <a href="http://www.interney.net/blogs/lll/2009/06/08/a_petrobras_entendeu_a_internet/#c410940">enfatiza</a> sua compreensão acerca da iniciativa da Petrobras e a consecutiva reação da mídia de massa:</p>
<blockquote><p>Não vejo problema do Petrobras se defender via blog. O problema é divulgar perguntas de apuração antes da matéria ser publicada. [&#8230;] Não há nada de ilegal, mas não é ético e abre um fosso entre a empresa e a imprensa. [&#8230;] Mas se a divulgação de perguntas e respostas fosse feita depois das matérias publicadas, certamente o efeito poderia ser mais bem entendido.</p></blockquote>
<p>A <em>Folha de São Paulo</em> publicou uma enquete em sua página da web pedindo aos leitores internautas que decidissem se aprovam ou não a decisão da Petrobras em &#8220;vazar&#8221; em seu blog as perguntas e respostas antes das reportagens serem publicadas no jornal - apesar de enfatizar que tal pesquisa não possuía valor de amostragem científica. No Twitter, <em><a href="http://twitter.com/iavelar/status/2134522099">Idelber Avelar</a></em> observou que o uso da palavra &#8220;vazar&#8221; pela Folha de São Paulo já era tendencioso, mas que, contudo, a pesquisa mostrava que os leitores não se alienavam por isso. <a href="http://polls.folha.com.br/poll/0916002/results">Os resultados</a>, em 16 de Junho, mostravam 5.315 votos apurados, dos quais 4.548 ou 86% apoiavam a Petrobras, enquanto que 767 ou 14% achavam que a Petrobras estava errada.</p>
<div id="attachment_80394" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://polls.folha.com.br/poll/0916002/results"><img class="size-medium wp-image-80394" title="Pesquisa da Folha de São Paulo desde 9 de Junho. Imagem tirada em 16 de Junho." src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/petrobras-300x145.jpg" alt="Pesquisa da Folha de São Paulo desde 9 de Junho. Imagem tirada em 16 de Junho." width="300" height="145" /></a><p class="wp-caption-text">Pesquisa da Folha de São Paulo desde 9 de Junho. Imagem tirada em 16 de Junho.</p></div>
<p>Argumentando cuidadosamente e destacando questões positivas e negativas sobre os fatos, o jornalista e colunista do jornal Estado de São Paulo <em>Pedro Dória</em> <a href="http://pedrodoria.com.br/2009/06/08/a-petrobras-e-a-imprensa-golpista/">expressa</a> algumas opiniões:</p>
<blockquote><p>Se o único objetivo da Petrobras fosse realmente transparência, era muito simples resolver: publica perguntas e respostas logo após os jornais levarem ao ar suas informações exclusivas. [&#8230;] A questão real, a discussão principal da qual esta polêmica é só um capítulo, é a relação entre imprensa, empresas, governo e público. Estou longe das redações, então não sei como essa discussão está sendo encarada nas diretorias. Se eu tivesse que chutar, apostaria que ninguém está percebendo: a credibilidade da imprensa brasileira está lentamente sendo minada.</p></blockquote>
<p>Em um comentário, Bruno Stern <a href="http://pedrodoria.com.br/2009/06/08/a-petrobras-e-a-imprensa-golpista/#comment-285077">acrescenta</a>:</p>
<blockquote><p>Há uma coisa muito clara nessa história. A Petrobras chegou a conclusão de que, se depender do espaço na mídia tradiocional para defender suas posições, terá muitos problemas. Se há um partido da mídia, não sei. Mas que veículos como O Globo e Folha [de São Paulo] já entram nessa história com suas posições definidas tenho certeza.</p></blockquote>
<p>Em seu blog, a Petrobras também <a href="http://petrobrasfatosedados.wordpress.com/2009/06/10/a-abi-e-o-blog-da-petrobras/">divulgou</a> o conteúdo de uma carta da Associação Brasileira de Imprensa (ABI). Um segmento da carta encontra-se abaixo:</p>
<blockquote><p>A ABI considera legítima a decisão da Petrobras de criar um blog para divulgação das informações que presta à imprensa e especialmente aos veículos impressos, uma vez que as questões relativas ao seu funcionamento e aos seus atos de gestão interessam ao conjunto da sociedade, que não pode ficar exposta ao risco de filtragem das informações típica e inseparável do processo de edição jornalística. A empresa tem o direito de se acautelar, através das informações que difunde no blog, contra as distorções em que os meios de comunicação têm incorrido, como a própria ABI registrou em matéria publicada da edição de 31 de maio de um dos jornais que agora se insurgem contra o blog da empresa.</p></blockquote>
<p>Emerson Luis <a href="http://emerluis.wordpress.com/2009/06/09/um-simples-blog-chacoalha-a-midia-conservadora/">demonstra</a> esperança para que essa prática se torne parte de empresas privadas e governamentais, e em outras instituições na sociedade brasileira:</p>
<blockquote><p>Importante: não basta somente que os órgãos públicos façam isso. ONGs, empresas, OCIPS, instituições, todas tem o direito de repetir a mesma prática, de divulgar suas informações na íntegra, antes das interpretações ruins ganharem as ruas. Todos tem o direito de se antecipar ao estrago iminente. É o direito, e, antes de tudo, de informar claramente.</p></blockquote>
<p>Em resumo, o jornalismo no Brasil pode estar mudando pouco a pouco, ao passo que a postura da Petrobras representa algo negativo para alguns, é a solução perfeita para outros no que tange a transparência e medida para verdadeiros Estado e informação democráticos serem estabelecidos.</p>
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		<title>Vá para a fazenda, rapaz! - Como a agricultura está mudando no Japão</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/06/10/va-para-a-fazenda-rapaz-como-a-agricultura-esta-mudando-no-japao/</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 03:34:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
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		<description><![CDATA[Para um país com uma identificação forte de ser historicamente formado por um povo proveniente da agricultura, o cenário para o setor agricultor do Japão está apagado, e já está assim faz algum tempo. Para resumir, a força de trabalho envelhece rapidamente e quase não há sucessores suficientes. Nesta situação o artigo apresenta como o caminho do campo se transformou em uma rota de oportunidades.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/tomomi-sasaki/">Tomomi Sasaki</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/05/31/japan-go-farm-young-man-how-farming-in-japan-is-changing/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>Para um país com uma identificação forte de ser historicamente formado por um povo proveniente da agricultura, o cenário para o setor agricultor do Japão está apagado, e já está assim faz algum tempo. Para resumir, a força de trabalho envelhece rapidamente e quase não há sucessores suficientes. O preço do arroz caiu e a reforma estrutural é improvável, por causa da organização todo-poderosa cooperativa <a href="http://www.jpri.org/publications/workingpapers/wp41.html">Nokyo</a> (農協) e <a href="http://www.nytimes.com/2009/03/29/world/asia/29japan.html?_r=1&amp;pagewanted=1"> de qualquer partido político que esteja no poder</a>. A Fundação Tokyo oferece estatísticas em um relatório preocupante, mas apropriadamente intitulado &#8216;<a href="http://www.tokyofoundation.org/en/articles/2008/the-perilous-decline-of-japanese-agriculture-1">O Declínio Perigoso da Agricultura Japonesa</a>&#8216; [The Perilous Decline of Japanese Agriculture,en]. Ele começa, claro, com a estatística <em>nogyo</em> (農業 / agricultura) preferida de todos - &#8216;O índice de auto-suficiência de alimentos japoneses caiu abaixo de 40%&#39;.</p>
<p>Entretanto, as circunstâncias que envolvem a agricultura estão mudando. A vida no campo está dando uma virada para melhor ou pior, como descrito por Scilla Alecci em &#8216;<a href="http://globalvoicesonline.org/2009/02/22/japan-agriculture-the-latest-trend-among-celebrities/">Japão: Agricultura, a última tendência entre celebridades</a>&#8216; [en]. A continuação, esta publicação, destaca alguns aspectos dessa mudança na tentativa de explorar seu objetivo.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/megabn/150334885/"><img title="Apresentando-se ao dever, pelo usuário megabn do flickr" src="http://farm1.static.flickr.com/45/150334885_9988245e7a.jpg" alt="Apresentando-se ao dever, pelo usuário megabn do flickr" width="400" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">Apresentando-se ao dever, pelo usuário megabn do flickr</p>
</div>
<p><strong>A Agricultura e a Higiene dos Alimentos</strong></p>
<p>A preocupação crescente com a higiene dos alimentos é um dos fatores que contribuíram para esta mudança no jeito de pensar. O blog &#8216;What Japan Thinks&#39; [O que pensa o Japão, en] relatou no ano passado que &#8216;<a href="http://whatjapanthinks.com/2008/02/16/food-safety-worries-five-in-six-japanese/">a higiene dos alimentos preocupa cinco em seis japoneses</a>&#8216;:</p>
<blockquote><p>Q2: Which of the following do you strive to do regarding your eating habits ? (Sample size=1,089, multiple answer)</p>
<ul>
<li>Buy Japanese products as much as possible	69%</li>
<li>Pay attention to the date of manufacture, use-by date, best before date, etc	66%</li>
<li>Buy products with as few additives as possible	51%</li>
<li>Limit use of prepared foods	25%</li>
<li>Limit eating out	16%</li>
<li>Other	3%</li>
<li>Nothing in particular	6%</li>
</ul>
</blockquote>
<div class="translation">Q2: Quais das seguintes você busca fazer, considerando seus hábitos alimentares? (Tamanho da amostragem=1,089, múltiplas respostas)</p>
<ul>
<li>Comprar produtos japoneses sempre que possível	69%</li>
<li>Prestar atenção na data de manufatura, prazo de validade, etc.	66%</li>
<li>Comprar produtos com a menor quantidade possível de aditivos possível	51%</li>
<li>Limitar o uso de enlatados 	25%</li>
<li>Limitar comer fora	16%</li>
<li>Outros	3%</li>
<li>Nada em particular   	6%</li>
</ul>
</div>
<p>Muitos consumidores não ligam em pagar a mais para assegurar-se que sua comida seja &#39;segura&#39;, especialmente após o incidente de 2008, quando <a href="http://www.guardian.co.uk/world/2008/jan/31/japan.china">dúzias [de pessoas] foram envenenadas por bolinhos [dumplings, en] congelados importados da China</a> [en]. Dando exemplos típicos, Tamagomama <a href="http://tamagomama.blogzine.jp/goikenban/2008/10/post_05fd.html">lista alguns lembretes</a> em um blog publicando avisos às gestantes:</p>
<blockquote><p>多少高くても「安全でいい食品」を買いましょうね。<br />
できれば「生産者」の顔が見えるモノにしてください。<br />
輸入品は避けましょう。<br />
中国に限らずアメリカなどの食品も。<br />
国産で皆さんの近くでとれたモノがいいです。<br />
生産者の顔がわかるものがベストです。<br />
家族の命をまもるためにも、他人が守ってくれるのではなく、我が身と家族は自分で守りましょう。</p></blockquote>
<div class="translation">Mesmo se custar um pouco mais, por favor, compre comida &#8216;boa, segura&#39;. Se possível, deveriam ser alimentos cuja procedência pudesse ser informada. Mantenha-se longe dos importados, não apenas dos chineses, mas também da comida americana. Tente escolher alimentos que são produzidos nas proximidades ou no Japão. É melhor se puder dizer quem o produziu. Você é a responsável por proteger as vidas de sua família - não conte com os outros para fazê-lo por você.</div>
<p><strong>A Agricultura e o Desemprego</strong></p>
<p>Com a economia em declínio abrupto, o governo busca conectar a alta de vagas de emprego na agricultura como uma resposta ao crescente desemprego, principalmente para <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/01/12/japan-hakenmura-the-temp-workers-village/">trabalhadores temporários que tiveram seus contratos cancelados</a> [en].</p>
<p>Nina Fallenbaum relatou <a href="http://civileats.com/2009/04/24/finding-a-model-in-japans-young-farmer-corps/">sobre sua participação no piloto de um programa em experiência na agricultura</a> [en]:</p>
<blockquote><p>Here’s the very simple idea: send 18 to 40-year-old city slickers to rural communities for a free five-day trip to learn farming, meet local people, and perhaps be tempted to adopt that way of life for themselves. Administrated by an environmental nonprofit group, a grant from the Japanese Ministry of Agriculture paid our food, bullet train fare, lodging — everything (and I’m not even a citizen!). Seems extravagant, but compared to the amount of money spent on recent bank bailouts it’s a very cheap form of stimulus — and benefits rural areas, young people, and the agricultural sector simultaneously.</p></blockquote>
<div class="translation">Aqui a idéia é bem simples: enviar pessoas urbanas entre 18 e 40 anos de idade para as comunidades rurais para uma viagem de cinco dias para aprendizado rural, conhecer pessoas locais, e talvez ficarem tentados a adotar esse estilo de vida para eles próprios. Administrado por um grupo ambiental sem lucros, um subsídio pago do Ministério da Agricultura Japonês para alimentação, tarifa do trem-bala, acomodação — tudo (e eu nem mesmo sou cidadão!). Parece extravagante, mas comparado à quantidade de dinheiro gasto nos recentes resgates financeiros a bancos, é uma forma de estímulo muito barata - e traz benefícios às áreas rurais, pessoas aos jovens, e simultaneamente ao setor agricultor.</div>
<p><strong>A Agricultura e a Internet</strong></p>
<p>Aqui estão alguns casos de pessoas aproveitando o poder da Internet.</p>
<p>Yasai8313, que cultiva vegetais raros, usa a Internet para<br />
<a href="http://yasai8313.blog55.fc2.com/blog-entry-1132.html">manter canais de vendas</a> [ja]. O fazendeiro de tomates Shinichi Soga teve sucesso conectando a popularidade de seu blog diretamente com as vendas, como coberto pelo Japan Times em &#8216;<a href="http://search.japantimes.co.jp/cgi-bin/nn20090521f2.html">Jovens fazendeiros blogando para o sucesso</a>‘ [en]. Seebit, uma empresa que produz vídeos para a rede, mantém um <a href="http://www.seebit.tv/nanohana/index.html">website que vende arroz</a> [en]. Eles oferecem imagens por uma webcam no site para que as pessoas possam ver como o arroz está crescendo. Há uma rede social para todas as pessoas ligadas à <em>nogyo</em>, <a href="http://www.boku-nou.jp/">Boku-nou (Nossa Agricultura)</a> [ja], que também possibilita as pessoas comprarem e venderem equipamento para agricultura.</p>
<p>O aprendizado online também está disponível. <a href="http://blog.goo.ne.jp/toshihide_muraoka/e/2b8359df72390707e06ac3609fd43313">Toshihide Muraoka</a> apresenta um exemplo em seu blog:</p>
<blockquote><p>秋田県農業研修センターが運営する「インターネットアグリスクール」が人気を集めています。インターネットを利用して、農 業のやり方や秋田県の自然の知識を学ぶことができます。２００１年に開始して以降、東京、愛知、長崎など全国から約２００人が受講し、毎年、定員（３０ 人）はほぼ満員状態。スクールを通じて農業の魅力に引かれ、これまでに９人の受講生が県内で農業を始めています。</p></blockquote>
<div class="translation">‘Escola de Agricultura da Internet&#39;, dirigida pelo Centro de Treinamento da Prefeitura de Agricultura de Akita, está ganhando popularidade. Os estudantes podem aprender sobre agricultura e descobrir sobre a natureza da Prefeitura de Akita pela Internet. Desde sua implantação, em 2001, cerca de 200 pessoas de todo o Japão, incluindo Tóquio, Aichi e Nagasaki, estudaram na escola. A cada ano, a capacidade (30 estudantes) fica quase sempre cheia. Nove estudantes, atraídos pelo apelo da agricultura pela escola, começaram a trabalhar na área na Prefeitura de Akita.</div>
<p><strong>A Agricultura e as Outras Indústrias</strong></p>
<p>Empresas e organizações em indústrias sem vínculo com a fazenda estão repensando suas relações com a agricultura. Em um exemplo, <a href="http://blog.goo.ne.jp/happy-kernel-0297/e/eb9cca48e9e6c6070988038a2913ddf6">o feirante e blogueiro happy-kernel</a> comentou no noticiário que a <a href="http://www.kakegawa-taikyo.com/">Associoação de Esportes Amadores da Cidade de Kakegawa</a> na Prefeitura de Shizuoka está começando com negócios em uma fazenda destinada para agricultura.</p>
<blockquote><p>野菜嫌いな子どもたちに、野菜作りを手伝わせることで野菜嫌いがなくなったり、観察力が高まるという指摘もあるように、中年以降、お腹周りが気になり始めた運動不足の肉好きの人たちにとっては、運動を兼ねた野菜中心食へ転換できるきっかけとなるかも知れないのだ。<br />
とすれば、体育協会がこのような試みをすることにも、意味があるだろう。<br />
何よりも参加者にとっては｢新鮮・安心・安全な野菜｣と｢運動＋健康｣が手に入るのだ。<br />
今後このようなアプローチの｢健康作り｣が、注目されていくのかも知れない。</p></blockquote>
<div class="translation">Do mesmo modo que cultivar vegetais pode ajudar as crianças a superar sua aversão por verduras e legumes e elevar a habilidade de observação, cultivar vegetais também pode motivar adultos de meia idade amantes de carne que não se exercitam muito a mudar seus estilos de vida e incluir exercícios e vegetais! Com esta lógica, faz sentido a Associação dar uma chance [ao projeto]. Pois, apesar de tudo, os participantes (da fazenda agricultora) recebem &#8216;vegetais frescos e seguros&#39; assim como &#8216;exercício e saúde&#39;. Talvez esta abordagem de criar um estilo de vida saudável ganhará mais importância no futuro.</div>
<p><strong>Concluindo</strong></p>
<p>A maioria das fazendas japonesas são pequenas e familiares, e a imagem do <em>ojiichan</em> e da <em>obaachan</em> (avô e avó) arando a terra dia após dia, em um cenário típico de folclore japonês, não está tão longe da realidade presente. O que acontecerá a seguir? Para onde essas tendências irão, ainda estamos para ver, mas é tudo parte de uma grande onda em desenvolvimento.</div>
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		<title>Nova lei aumenta a vigilância sobre as mineradoras norte-americanas na R.D. do Congo</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/05/15/nova-lei-aumenta-a-vigilancia-sobre-as-mineradoras-norte-americanas-na-rd-do-congo/</link>
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		<pubDate>Fri, 15 May 2009 02:23:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O blogueiro congolês Alex Engwete escreve sobre a nova lei do Senado dos EUA para aumentar a vigilância do governo sobre as companhias norte-americanas com interesses em mineração na República Democrática do Congo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/jennifer/">Jennifer Brea</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/05/10/new-bill-to-increase-oversight-of-american-mining-companies-in-drc/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>O blogueiro congolês <a href="http://alexengwete.afrikblog.com/archives/2009/05/07/13649705.html">Alex Engwete</a> [fr] escreve sobre a nova lei do Senado dos EUA para aumentar a vigilância do governo sobre as companhias norte-americanas com interesses em mineração na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica_Democr%C3%A1tica_do_Congo">República Democrática do Congo</a>.</p>
<p>No dia 23 de abril, o senador republicano Sam Brownback apresentou o <a href="http://brownback.senate.gov/public/press/record.cfm?id=311956">Congo Conflict Minerals Act of 2009</a> [en] (&#8221;Ação de 2009 sobre Conflitos Minerais no Congo&#8221;), com o apoio dos senadores Russ Feingold e Dick Durbin, que irá <a href="http://www.govtrack.us/congress/record.xpd?id=111-s20090427-22&amp;person=300038">requerer das companhias norte-americanas</a> [en] que mineram coltan (abreviação de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Columbita">columbita</a> - tantalita), <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cassiterita">cassiterita</a> e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Wolframita">wolframita</a> que se reportem anualmente à Security and Exchange Commission (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/U.S._Securities_and_Exchange_Commission">SEC</a>), a agência que regula os mercados financeiros norte-americanos, &#8220;para revelar o país de origem dos minerais à SEC. Se os minerais forem da República Democrática do Congo ou países vizinhos, as companhias também terão que revelar a mina de origem.&#8221;</p>
<p>De acordo com um relatório apresentado no site do senador Brownback, a Ação &#8220;chama os Estados Unidos a apoiar os esforços multilaterais para investigar, monitorar e impedir atividades que envolvam recursos naturais e que contribuam com grupos armados ilegais e violações dos direitos humanos no leste do Congo.&#8221;</p>
<p><a href="http://alexengwete.afrikblog.com/archives/2009/05/07/13649705.html"><em>Engwete</em></a> [fr] acredita que esta vigilância irá resultar em mudanças verdadeiras na situação:</p>
<blockquote><p><span lang="FR">Espérons qu’après la signature de cette loi par Obama on ne verra plus des bandits transformer l’autoroute de Walikale en aérodrome de fortune. </span></p>
<p><span lang="FR">Il y a un mois, un reportage de TV5MONDE avait établi que des éléments armés pillaient systématiquement la cassitérite à Walikale avec la complicité de Kinshasa. Pis, ces éléments armés avaient réduit à l’esclavage les villageois creuseurs de ce minerais en leur imposant des taxes fantaisistes, des droits de péage, des <em>« droits d’entrée »</em> dans les mines artisanales et des prix arbitraires du kilo du minerais extrait — et ce, au nez et à la barbe du chef de division des mines terré à Goma. </span></p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Vamos esperar que depois que Obama assinar este ato e transformá-lo em lei, nós não veremos mais bandidos transformando a estrada de Walikale em um aeroporto improvisado (<a href="http://alexengwete.afrikblog.com/archives/2009/05/07/13649705.html">vejam a foto aqui</a>).</p>
<p>A um mês atrás, a TV5MONDE descobriu que elementos armados estavam sistematicamente pilhando <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cassiterita">cassiterita</a> em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Walikale">Walikale</a> [um território em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Nord-Kivu">Kivu do Norte</a>] com a cumplicidade de Kinshasa. Pior, estes elementos armados reduziram à escravidão os moradores das vilas que escavam estes minerais, impondo a eles taxas absurdas, pedágios e pagamentos de &#8216;direitos de entrada&#39; nas minas tradicionais e praticando preços arbitrários &#8212; e tudo isso logo debaixo do nariz dos chefes das minas moradores de Goma.&#8221;</div>
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		<title>Brasil: Lula e Obama se reúnem enquanto a crise chega ao Brasil</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/17/brasil-lula-e-obama-se-reunem-enquanto-a-crise-chega-ao-brasil/</link>
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		<pubDate>Tue, 17 Mar 2009 18:40:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Presidente brasileiro Luiz Inacio Lula da Silva é o primeiro líder latino-americano a conhecer o Presidente dos Estados Unidos Barack Obama. O encontro aconteceu em Washington no sábado 14 de março. Os presidentes conversaram sobre a crise econômica global, comércio, meio-ambiente, energia e tecnologia para combustíveis limpos, além do estabelecimento de um relacionamento mais construtivo com países vizinhos — em especial com a Venezuela e Bolívia. Enquanto isso, a crise chega com força ao Brasil.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/15/brazil-lula-and-obama-meet-as-economic-crisis-hits-brazil/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>O presidente Luiz Inacio Lula da Silva é o primeiro chefe de estado da América Latina a conhecer o presidente americano Barack Obama. O <a href="http://www.whitehouse.gov/blog/09/03/14/president-obama-a-wonderful-meeting-of-the-minds/">encontro aconteceu em Washington</a> [en], no sábado 14 de março. Os líderes conversaram sobre a crise econômica global, comércio, meio-ambiente, energia e tecnologia para combustíveis limpos, além do estabelecimento de um relacionamento mais construtivo com países vizinhos — em especial com a Venezuela e Bolívia.</p>
<p>A reunião <a href="http://www.whitehouse.gov/blog/09/03/14/president-obama-a-wonderful-meeting-of-the-minds/">foi descrita por Obama</a> [en] como um<span class="status-body"><span class="entry-content"> “um maravilhoso encontro de mentes”. </span></span>Lula foi o terceiro líder a ser convidado à Casa Branca, na sequência dos encontros com o Primeiro-Ministro Japonês Taro Aso e o britânico Gordon Brown. Isso demonstra como as relações dos Estados Unidos com a maior economia da América do Sul — o Brasil está entre os 10 principais parceiros comerciais dos E.U.A e é um país que se mantêm em uma posição melhor que muitos outros países nesses tempos de crise  — parecem agora ser prioridade. No passado, durante a administração de Bush, as relações entre os dois países eram amistosas, mas acredita-se que ambos países poderiam se beneficiar de uma maior parceria.</p>
<p><a href="http://www.whitehouse.gov/blog/09/03/14/president-obama-a-wonderful-meeting-of-the-minds/"><img class="aligncenter size-full wp-image-61852" title="obama_silva_resized" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/obama_silva_resized.jpg" alt="obama_silva_resized" width="446" height="365" /></a></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>O presidente Barack Obama saúda o Presidente Lula no sábado, 14 de março de 2009 na Casa Oval. Foto: <a href="http://www.whitehouse.gov/blog/09/03/14/president-obama-a-wonderful-meeting-of-the-minds/">White House/Pete Souza</a>, publicada sob licença do Creative Commons</strong></h5>
<p>Após quase duas horas de conversa a portas fechadas, a última meia hora da reunião foi aberta à imprensa e transmitida ao vivo no Brasil. Muitos blogueiros reagiram de imediato ao encontro, sem deixar de lado o sarcasmo. Esse tem sido o tom predominante quando se fala da crise financeira desde que o Presidente Lula alegou que a a pior crise econômica mundial desde os anos 30 passaria como um  tsunami em outros países, mas que no Brasil ela seria nada mais que uma marolinha. <a href="http://brasillimpeza.blogspot.com/2009/03/agora-vai.html">José Pires</a> está entre esse grupo de blogueiros, comentando as “lições que Lula ensinou a Obama”:</p>
<blockquote><p>Eu estava bastante preocupado com a crise econômica global, mas acho que a partir do encontro de hoje as coisas vão melhorar. Vejam o que o Lula foi fazer lá. São palavras dele: “Nós não podemos esperar 10 anos. Essa crise tem que terminar este ano. Portanto, tem coisas que precisam ser feitas com urgência. Eu sei algumas coisas que precisam ser feitas, vou conversar com Obama”.</p>
<p>Ufa! Até que enfim apareceu alguém para dar jeito nessa marolinha. A pessoa que vem logo atrás de Lula é o tradutor dele. Espero que ele tenha passado direito as determinações de Lula para o presidente Barack Obama.</p></blockquote>
<p><a href="http://fatoa-fato.blogspot.com/2009/03/obama-e-lula-defendem-reformas-no.html">Antônio Santos</a> traz um resumo do encontro, que de acordo com os dois presidentes foi bastante positivo:</p>
<blockquote><p>Na coversa com Barack Obama, o presidente Lula disse que a economia brasileira foi a última a entrar na crise e será a primeira a sair. Por sua vez Obama defende também a manutenção da demanda entre os países afetados pelo desmoronamente financeiro. O presidente americano quer, notoriamente, nações submissas, porém com condições de resolver seus problemas, principalmente os econômicos. O tão falado Etanol também foi tocado no encontro entre Lula e Obama. Nos parece que o americano ficou um tanto entusiasmado com a idéia de fazer parcerias no sentido da utilização do biocombustível. Isso é bom para o Brasil.</p></blockquote>
<p><strong>Uma semana de notícias ruins – A crise acaba de chegar </strong></p>
<p>Enquanto isso, as piores notícias desde o início da crise econômica no ano passado começaram a dominar as manchetes no país a partir da semana passada. Depois de apresentar um crescimento impressionante em  2008 e apesar das políticas econômicas cautelosas que têm ajudado o Brasil a manter uma posição melhor do que a maioria das grandes potencias mundiais, tudo indica que a crise econômica global começou, por fim, a morder o Brasil.</p>
<p>A imprensa noticiou uma queda da produção industrial, enquanto o desemprego aumenta. Mais de meio milhão de pessoas perderam seus empregos desde dezembro, com o índice de desemprego chegando a 8,2% em janeiro. Já não há crédito. Segundo notícias divulgadas pela Federação da Indústria de São Paulo, o Brasil é o segundo país mais afetado pela crise. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas  (IBGE) divulgou seus últimos índices econômicos, os piores resultados em 10 anos: a economia registrou uma queda de 3,6% no produto interno bruto de outubro a dezembro.</p>
<p>Embora o Presidente Lula continue confiante e tenha dito que o “pior da crise já passou”, blogueiros como <a href="http://econoideias.blogspot.com/2009/03/reflexos-da-crise-no-brasil.html">Ligia Muccillo</a> declaram o fim do otimismo:<a href="http://econoideias.blogspot.com/2009/03/reflexos-da-crise-no-brasil.html"></a></p>
<blockquote><p>De repente, toda aquela história que Deus é brasileiro e que a crise está longe de chegar aqui acabou, o otimismo do governo diminui a cada índice.</p></blockquote>
<p><a href="http://chargesdobenett.zip.net/"><img class="aligncenter size-full wp-image-61836" title="pibemqueda" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/pibemqueda.jpg" alt="pibemqueda" width="380" height="482" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Uma charge do <a href="http://chargesdobenett.zip.net">Benett</a>, usado com permissão do artista</strong></p>
<p>O sociólogo <a href="http://rudaricci.blogspot.com/2009/03/crise-chegou-de-vez.html">Rudá Ricci</a> diz que até agora era apenas uma questão de interpretações de números, mas que as notícias dessa semana confirmam que o gigante sul-americano também está às portas da recessão. A Confederação Nacional das Indústrias (CNI) divulgou uma queda na produção, em baixa de 4.3% de um nível já baixo em dezembro. Ele publica alguns números:</p>
<blockquote><p>(A crise) Já atinge parte significativa da indústria e afetou a percepção dos empresários brasileiros. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta quinta que, entre as 431 empresas consultadas, 80% disseram ter adotado alguma ação em relação a seus trabalhadores por conta da crise. Desse total, 54% (43% do total de entrevistados) informaram ter demitido empregados ou suspendido serviços terceirizados. Mais da metade (53%) disseram que suspenderam contratações planejadas, 32% informaram que concederam férias coletivas e 27% disseram ter adotado banco de horas. Sobre a possibilidade de adoção de outras ações para conter os efeitos da crise, 36% das que informaram que vão adotar alguma precaução responderam que vão demitir empregados ou suspender serviços terceirizados. Outros 24% disseram que vão diminuir a jornada de trabalho e os salários e 22% responderam que vão suspender contratações planejadas.</p></blockquote>
<p>De acordo com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), o produto interno bruto brasileiro caiu mais no ano passado do que em praticamente todos os outros países do mundo. A organização comparou o desempenho do PIB em vários países, dentre os quais os Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, Espanha, Canadá, Coréia do Sul, China e México, e concluiu que o Brasil teve a segunda maior redução do produto interno bruto desde o início da desaceleração mundial, atrás apenas da Coréia do Sul. <a href="http://tuprocrastinas.blogspot.com/2009/03/crise-crise-crise.html">Jesse</a> contesta a veracidade de manchetes que dizem que, por causa disso, o <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/economia,fiesp-tombo-do-pib-so-e-menor-que-o-da-coreia-do-sul,337192,0.htm">Brasil é o segundo país mais afetado pela crise</a>:</p>
<blockquote><p>Qualquer que seja a notícia negativa, ganha logo as headlines dos sites e jornais, diferente das positivas. A FIESP declarou que o Brasil é o 2º país a mais sentir a crise. Então essa crise tá menos que marola mundo afora, hein? Curioso é ver a crise nos EUA. Acampamentos enormes de pessoas que tinham casa, carro, família e dignidade e agora não conseguem nem carregar seus pertences. Empresas especializadas não conseguem dar conta da quantidade de coisas que as pessoas largam em casas desapropriadas. Uma fatalidade. Mas, segundo a FIESP, o Brasil sentiu bem mais a crise. A nova do dia é que SP perdeu 200 mil postos de trabalho em 5 meses. Bora fazer o levantamento desse primeiro trimestre? Uma coisa que eu não entendo, de verdade, é a torcida para que a crise chegue com força. (…) TODOS os jornalistas, de TODOS os jornais, não escondem nada o tom de torcida, de ” olha, esa crise vem sim, pode esperar que se não for agora, mais tarde vem dicunforça”.</p>
<p>A parte Burra e imediatista do nosso empresariado, com certeza, torce pela crise. Um dos meus melhores amigos trabalha numa famosa empresa de cosméticos, e disse que a crise é boa para o setor; pois você, dona de casa, ao invés de comprar uma geladeira nas Casas Bahia, compra um <span style="font-style: italic;">batãozinho</span>, um <span style="font-style: italic;">creminhu</span>, uma <span style="font-style: italic;">coloniazinha; </span>porque, dinheirinho, a sra continuará tendo.</p></blockquote>
<p>Sobre o mesmo assunto, <a href="http://blogentrelinhas.blogspot.com/2009/03/o-pior-pais-do-mundo.html">Luiz Antonio Magalhães</a> também acredita em uma forte manipulação das notícias por parte da mídia. Ele diz, sarcasticamente:</p>
<blockquote><p>É um absurdo tão grande que só rindo mesmo para aguentar tamanha manipulação. Não demora e a grande imprensa vai começar a vender a coisa direito: a crise no Brasil é a mais grave no planeta e é tudo culpa do Lula. Se colar, colou (…) O ridículo tem limites, mas a mídia os desconhece.</p></blockquote>
<p><a href="http://chargesdobenett.zip.net/"><img class="aligncenter size-full wp-image-61856" title="chargetempestaderaios" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/chargetempestaderaios.jpg" alt="chargetempestaderaios" width="466" height="233" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Uma charge do <a href="http://chargesdobenett.zip.net">Benett</a>, usado com permissão do artista</strong></p>
<p>Houve ainda mais notícias ruins na semana que passou. De acordo com o IBGE, o Brasil perdeu 3,6% de seu produto interno bruto no primeiro trimestre de 2008 e será difícil alcançar a meta de 4% de crescimento para 2009. <a href="http://mavit.kabunzo.com/2009/03/12/economia-desaba-36-e-lula-e-dilma-encomendam-oleo-de-peroba/">Marcos V</a> confronta esses indicadores econômicos com as palavras de reconforto do presidente no início da crise:</p>
<blockquote><p>Pois bem, ainda em setembro de 2008 ficou claro que a crise estava por aqui. As empresas e bancos brasileiros não conseguiam mais financiamentos no exterior e, por consequência, o crédito interno sumiu. E o pouco que havia era oferecido com taxas proibitivas. As exportações, como era de se esperar, cairam fortemente.</p>
<p>Deu em todos os lugares, o Brasil teve no último trimestre de 2008 um dos piores desempenhos do mundo e o PIB em relação ao trimeste anterior desabou 3,6%. A queda foi tão grande que se espera estabilização para o primeito trimestre de 2009. Como a variação é medida em relação ao trimestre anterior, o fato de já ter caido muito tende a fornecer um piso.</p>
<p>A questão principal é a reação do governo brasileiro ao longo da crise. Esse período de reajusto econômico teve seu momento filme-catástrofe com a quebra do banco americano de investimentos Lehman Brothers (setembro/2008), mas na verdade começa com a crise imobiliária americana ainda em 2007. Ou seja, estamos já há um ano e meio em crise. E qual foi a reação do messias de Garanhuns , da equipe econômica e da senhoura Dilma Rousseff? Desdenharam publicamente da crise.</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><a href="http://chargesdobenett.zip.net"><img class="aligncenter size-full wp-image-61833" title="chargebenettfsp" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/chargebenettfsp.jpg" alt="chargebenettfsp" width="436" height="428" /></a><strong>Uma charge do <a href="http://chargesdobenett.zip.net">Benett</a>, usado com permissão do artista</strong></p>
<p style="text-align: center;">
<p><a href="http://perspectivapolitica.wordpress.com/2009/03/11/o-caminho-e-assumir-a-crise-e-lutar-contra-ela/">Bruno Kazuhiro</a> se pergunta se a atitude positiva com a qual o governo trata a crise tem interesses políticos como mote principal:</p>
<blockquote><p>Se o Brasil não está sofrendo golpes mortais com a crise, também não está ileso. O governo deveria, simplesmente, admitir isso e partir para a ação possível. Nada de negar o que já é sabido. Nada de pensar em ganhos eleitorais e políticos desprestigiando o prejuízo já ocorre de verdade.</p>
<p>Parece que o governo ainda não entendeu que ele, de qualquer forma, não será culpado pela crise ter existido. Não se precisa ter medo de perder votos admitindo que ela existe. O que o povo quer ver, para não se decepcionar, é um governo que trabalha para minimizar os efeitos internos, assumindo o que está ocorrendo e jogando limpo. Se isso não for feito é que o governo será criticado. Como já está sendo.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.viomundo.com.br/opiniao/lula-falta-coragem-politica/">Luiz Carlos Azenha</a> também acredita que o Presidente Lula não tem coragem de admitir o tamanho real da crise:</p>
<blockquote><p>Eu vivia em Washington quando comecei a acompanhar a crise. E não é preciso ser um gênio para constatar que, diante da globalização e da financeirização do mundo — dois fenômenos que se entrelaçam — uma crise profunda nos países centrais afeta as economias ditas “periféricas”, por mais que elas estejam preparadas. O risco de os maiores bancos dos Estados Unidos falirem é um sinal da profundidade da crise.</p>
<p>Sim, o Brasil tem um mercado interno, mas não vive só dele. Vive, também, da exportação de seus produtos. A crise atingiu não apenas os Estados Unidos, mas também a União Européia. Dois grandes mercados brasileiros. Reduziu o crescimento na China, outro mercado importante. “Marolinha”, como definiu o presidente da República? Até entendo que Lula faça o papel de “dourar a pílula”. Nos Estados Unidos, Barack Obama tem sido criticado pelo tom catastrofista que adotou. O governo brasileiro já admite que o crescimento do Brasil não atingirá a meta de 4% em 2009. (…)</p>
<p>Vai ficar cada vez mais óbvio, no Brasil, que o governo Lula demorou a agir. Só posso especular que os quadros governamentais não se deram conta da gravidade da crise que teriam pela frente. O conservadorismo do Banco Central é típico de quem não se deu conta de que estamos vivendo um momento de transformação. Não se trata, apenas, de mais uma crise, mas “da crise” de nossa geração. Não dá para aplicar velhas receitas em problemas novos.</p>
<p>A doença que acometeu os governos Sarney e FHC também pegou o governo Lula: a falta de coragem política.</p></blockquote>
<p><a href="http://chargesdobenett.zip.net/"><img class="aligncenter size-full wp-image-61837" title="pibversaook" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/pibversaook.jpg" alt="pibversaook" width="442" height="221" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Uma charge do <a href="http://chargesdobenett.zip.net">Benett</a>, usado com permissão do artista</strong></p>
<p>Lula e Obama se encontrarão de novo na C úpula do G20 que reúne os principais países ricos e em desenvolvimento, em Londres, em 2 de abril.  A maioria dos líderes latino-americanos terá a primeira chance de conhecer o novo presidente americano na 5ª Cúpula das Américas, que acontecerá entre 17 e 19 de abril em Trinidad e Tobago.</p></div>
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		<title>Malásia: Campanha de boicote a produtos americanos</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/01/10/malasia-campanha-de-boicote-a-produtos-americanos/</link>
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		<pubDate>Sat, 10 Jan 2009 16:07:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
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		<description><![CDATA[Como uma forma de protesto contra o apoio de Washington a Israel, alguns malaios estão boicotando productos americanos. Israel começou ataques militares em Gaza, e a blogosfera está dividida,]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/mong/">Mong Palatino</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/01/10/malaysia-campaign-to-boycott-us-goods/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>Como uma forma de protesto contra o apoio de Washington a Israel, alguns <a href="http://www.irrawaddy.org/article.php?art_id=14883">malaios estão boicotando produtos americanos</a>. Israel está levando a cabo ataques militares em <a href="http://globalvoicesonline.org/specialcoverage/2008-gaza-strip-bombings/">Gaza</a> [en] e já causaram a morte de mais de 800 palestinos. O ex-primeiro ministro malaio Mahathir Mohamad está ativamente apoiando a campanha de boicote.</p>
<p>Mais de 2 mil restaurantes muçulmanos pertencentes à Associação de Operadores de Restaurantes Muçulmanos pararam de servir produtos da marca da Coca-Cola aos seus clientes. A Associação de Consumidores Islamitas Malaios também identificou 100 outros produtos de marcas como Starbucks, Colgate, McDonald&#39;s, Nike, Wendy’s, Tommy Hilfiger, Gap, Dell e Maybelline como alvos da campanha de boicote.</p>
<p><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/01/boycottusa.png" alt="usa" /><br />
<span style="font-size: xx-small;">Imagem do blogue <a href="http://marahku.blogspot.com/2009/01/will-coca-cola-boycott-hurt-local.html">Shamsul Yunos</a></span></p>
<p>A blogosfera malaia tem opiniões divididas sobre a campanha.</p>
<p>O blogue <em>In my humble opinion</em> [Em minha humilde opinião] lista <a href="http://luxen.blogspot.com/2009/01/boycott.html">os seguintes critérios para a escolha de produtos americanos</a> [en]:</p>
<blockquote><p>1. Is the product solely manufactured in USA?<br />
2. Is the company opposed to the war?<br />
3. Does the company have direct relations with Israel?</p></blockquote>
<div class="translation">1. O produto é fabricado exclusivamente nos E.U.A.?<br />
2. A empresa se opõe à guerra?<br />
3. A empresa tem relações diretas com Israel?</div>
<p><em>Everyday Ordinariness</em> [Normalidade Diária] <a href="http://www.syafiqueshuib.com/?p=262">prefere outras formas de protesto</a> [en]:</p>
<blockquote><p>As much as I want to participate in this boycott, I have to constantly ask myself: Will it do more harm than good? It seems so easy to boycott American goods but I have to give up on a lot to do so.</p>
<p>When we are so used to Americanization and globalization, do you think it is easy to boycott goods, products and brands that have been part of our life for years? Who are we kidding? Look around and I am sure you have a piece of “Americanization”.</p>
<p>I am very sure there are other ways to express our sentiments in this issue. During Friday prayers just now, the money collected will be donated and benefit the people of Palestine. By doing so, the money will be used for daily necessities, such as food. I prefer doing donation so that it will, in one way or another, benefit the innocent victims.</p></blockquote>
<div class="translation">Por mais que eu queira participar deste boicote, tenho me perguntado constantemente: será que vai causar mais danos que lucros? Parece muito fácil boicotar produtos americanos, mas tenho de abrir mão de muita coisa.</p>
<p>Quando estamos tão habituados com a americanização e a globalização, você acha que é fácil boicotar produtos, bens e marcas que têm sido parte de nossa vida durante anos? Quem estamos enrolando? Olhe ao seu redor e tenho a certeza que você encontrará um pouco de &#8220;americanização&#8221;.</p>
<p>Tenho certeza que existem outras maneiras de expressarmos o nosso sentimento quanto ao assunto. Durante as orações da sexta agora, o dinheiro arrecadado será doado para ajudar o povo da Palestina. Com isso, o dinheiro será usado para necessidades diárias, tais como alimentos. Eu prefiro fazer uma doação, que de uma forma ou de outra beneficia às vítimas inocentes.</p>
</div>
<p><em>My anger, it may be yours too</em> [Minha raiva, pode ser sua também, en] acredita que um boicote passará uma <a href="http://marahku.blogspot.com/2009/01/will-coca-cola-boycott-hurt-local.html">messagem poderosa ao Ocidente</a>:</p>
<blockquote><p>I don&#39;t think the point here is to bankrupt Coca Cola but to send a message that the Muslim economy is strong enough to affect the West, after all this is as much economic warfare as it is about territory</p></blockquote>
<div class="translation">Não acho que o ponto aqui é levar a Coca-Cola à falência, mas passar a mensagem de que a economia dos muçulmanos é suficientemente forte para afetar o Ocidente, afinal de contas, trata-se tanto de uma guerra econômica quanto territorial</div>
<p><em>New Malaysia</em> [Nova Malásia] <a href="http://chunwai08.blogspot.com/2009/01/boycott-american-goods-think-again.html">duvida que o boicote</a> [en] terá algum efeito:</p>
<blockquote><p>It&#39;s always easy to call for a boycott of American goods. Groups and individuals advocating such a boycott may have the best intentions but seriously, does it work? We call for a boycott of US products and have we considered the economic consequences of the US and Jewish lobbyists hitting us back?</p></blockquote>
<div class="translation">É sempre fácil apelar para um boicote a mercadorias americanas. Grupos e indivíduos defendem que um boicote do tipo pode ter as melhores intenções, mas sério, funciona? Fazemos um apelo para um boicote aos produtos americanos, mas levamos em consideração as consequências econômicas da retaliação dos lobistas americanos e judaicos?</div>
<p><em>Let&#39;s ditch the logical</em> [Vamos largar alógica, en] <a href="http://skruyou.blogspot.com/2009/01/on-malaysian-protests-against-israel.html">despreza o protesto</a>:</p>
<blockquote><p>Malaysian politicians think too highly of themselves. The US doesn&#39;t really care if we boycott their companies. They can see through the smoke and mirrors. Who&#39;re the big foreign investors in Malaysia? American companies!</p></blockquote>
<div class="translation">Os políticos malaios se acham. Os Estados Unidos não estão nem aí se estamos boicotando suas empresas. Eles podem ver através da fumaça e espelhos. Quem são os grandes investidores estrangeiros na Malásia? As empresas americanas!</div>
<p><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/01/boycott-coke.jpg" alt="coke" /><br />
<img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/01/boikot.jpg" alt="products" /><br />
<span style="font-size: xx-small;">Imagens gentilmente cedidas por <a href="http://hantulautan.blogspot.com/2009/01/mahathirs-clarion-callboycott-america.html">Hantulaut</a> e <a href="http://tunkuaisha.blogspot.com/2009/01/boycott-boycott-boycott.html">Tunku</a>.</span></p>
<p><em>The Artist</em> [O Artista, en] implora líderes estudantis a <a href="http://sabrie.wordpress.com/2009/01/07/malaysian-student-leaders-the-israel-boycott/">apoiarem o boicote</a>:</p>
<blockquote><p>It’s time for Malaysian Student Leaders to take action and follow suit on an economic boycott. This will give us a double edge benefit: helping our Malaysian industry &amp; creating a consumer-centered business model.</p>
<p>Carefully select products to boycott: We wouldn’t want our industry to be in trouble don’t we? Let’s examine which products would be wise to boycott at a start and which we can live without. Then we work to boycott others from there.</p></blockquote>
<div class="translation">É hora dos dirigentes estudantis malaios tomarem uma atitude e adotarem o boicote econômico. Isto nos dará uma vantagem dupla: ajudará a nossa indústria malaia e criará um modelo de negócios centrado no consumidor.</p>
<p>Escolha cuidadosamente os produtos a serem boicotados: não queremos que a nossa indústria entre em apuros, não é? Vamos analisar quais produtos que seria sensato boicotar para começar e quais os que podemos viver sem. Então, trabalharemos para boicotar outros a partir daí</p>
</div>
<p><em>Think; Think; Think</em> [Pense; Pense; Pense] enfatiza que o sucesso da campanha <a href="http://www.intuitive-interpreter.net/?p=111">depende da cooperação dos consumidores</a>:</p>
<blockquote><p>Its an ORDER! Boycott, Refuse, Stay Away From, Impose Sanctions, Embargo, Shun, Proscribe, Prohibit, Reject, and all other synonyms to Boycott, Israeli’s or Jewish, or any organizations or products related to them, or even supporting them. Boycott!</p>
<p>They maybe laughing at me, as a Muslim independent blog writer, “who are you to boycott us?”, but if we all cooperate together, boycott their product, they will feel some (if not huge) impact from our actions.</p></blockquote>
<div class="translation">É uma ordem! Boicote, recuse, fique longe, imponha sanções, embargue, evite, proíba, barre, rejeite, e todos os outros sinônimos de boicote, produtos israelitas ou judeus, ou de quaisquer organizações relacionadas a eles, ou até mesmo que os apoie. Boicote!</p>
<p>Talvez estejam rindo de mim, como um muçulmano e blogueiro independente, &#8220;quem é você para nos boicotar?&#8221;, mas se todos colaborarmos juntos, boicotando seus produtos, eles vão sentir um certo (senão grande) impacto de nossas ações.</p>
</div>
<p><em>Icedlemontea</em> <a href="http://icedlemontea.wordpress.com/2009/01/08/malaysia-boycott-us-goods/">não se opõe</a> à idéia de boicotar a Coca-cola:</p>
<blockquote><p>I never much favor coca-cola in the first place so I think this boycott can be done for me. Now I just have to change all my cosmetic products to local’s. That’s right, gosh.</p></blockquote>
<div class="translation">Eu nunca dei muita bola para a Coca-Cola para começar, portanto penso que este boicote pode ser feito no que depender de mim. Agora só preciso trocar todos os meus cosméticos por produtos locais. Isso mesmo, céus.</div>
<p>Jaff Point <a href="http://jaffpoint.blogspot.com/2009/01/stop-killing-in-gaza-boycott-israel-usa.html">enumera as várias formas de protesto</a> [en] que indivíduos e grupos podem adotar para ajudar Gaza:</p>
<blockquote><p>WHAT SHALL WE DO?</p>
<p>1) Keep up the demonstration against Israel brutality in Gaza<br />
2) BOYCOTT all Israel and USA goods and currency<br />
3) Keep praying for God justice against Israel<br />
4) Keep up the moral and financial support to Palestinians – DONATE<br />
5) Spreads the words on Israel cruelty to the people around you and the world community</p></blockquote>
<div class="translation">O QUE DEVEMOS FAZER?</p>
<p>1) Continuem com protestos contra brutalidade de Israel em Gaza<br />
2) BOICOTE produtos e moedas dos E.U.A. e Israel<br />
3) Continuem rezando e pedindo a Deus que faça justiça contra Israel<br />
4) Mantenha o apoio moral e financeiro aos palestinianos - DÕE<br />
5) Divulgue a crueldade de Isreal entre as pessoas à sua volta e na comunidade mundial</p>
</div>
<p><em>Hantulaut</em> <a href="http://hantulautan.blogspot.com/2009/01/mahathirs-clarion-callboycott-america.html">lembra aos blogueiros</a> [en] para pensarem duas vezes antes de aderirem ao boicote:</p>
<blockquote><p>“Those bloggers who supported Dr Mahathir&#39;s call probably forgot they are blogging on American products. If you boycott America then you have to stop using computers, computer software and all American made blogs and not forgetting the Internet. Can you? Our former premier probably didn&#39;t realize that he himself is a blogger and very deeply involved in using American products.”</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Os blogueiros que apoiaram o chamado de Dr Mahathir provavelmente se esqueceram que estão blogando usando produtos americanos. Se você boicota a América, então você tem que parar de usar computadores, software e todos os produtos para blogues feitos na América e sem esquecer a internet. Você consegue? Nosso ex-primeiro ministro provavelmente não percebe que ele próprio é um blogueiro e muito profundamente envolvido com a utilização de produtos americanos&#8221;.</div>
<p><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/01/tun-spch.jpg" alt="mahathir" /><br />
<span style="font-size: xx-small;">O ex-primeiro ministro da Malásia Mahathir Mohamad fez um pronunciado em uma mesquita nacional. Foto do blogue de <a href="http://jaffpoint.blogspot.com/2009/01/stop-killing-in-gaza-boycott-israel-usa.html">Jaff Point</a></span></p>
</div>
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		<title>Angola: Um país com imenso potencial turístico não explorado</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Dec 2008 19:16:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claraonofre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Angola possui paisagens incríveis, ricas e variadas fauna e flora, e um extenso sistema de parques nacionais, o que faz com que o país ofereça algo para todos os tipos visitantes. No entanto, a maior parte do seu potencial está ainda a ser descoberto, e, se bem explorado, pode vir a tornar Angola o maior destino turístico da África.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/clara-onofre/">Clara Onofre</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/claraonofre/'>claraonofre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/12/14/angola-a-country-with-huge-untapped-tourism-potential/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Angola é como toda a gente sabe um país bonito. Com uma área total de cerca de 1.246.700 km2, este país encerra paisagens diversas que passam pelas belezas naturais das praias de água morna de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Benguela_(prov%C3%ADncia)">Benguela</a>, pela densa e rica floresta do Maiombe em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cabinda_(prov%C3%ADncia)">Cabinda</a> ou pelo lendário <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Deserto_do_Namibe">deserto do Namibe</a>, único lugar do mundo onde cresce a bela e peculiar <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Welwitschia_mirabilis"><em>welwitschia mirabilis</em></a>.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/calips96/257076490/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1472" title="257076490_8a18c47599" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/257076490_8a18c47599.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Welwitschia Mirabilis, foto do usuário do flickr <a title="Link to calips96's photostream" href="http://www.flickr.com/photos/calips96/">calips96</a> usada sob licensa da Creative Commons.</strong></p>
<p>Apesar destes cartões postais, Angola ainda não é destino turístico. Existem parcas infraestruturas para acolher devidamente quem queira vir apenas passear. No entanto, a reconstrução acelerada que se faz sentir um pouco por toda a parte, indica-nos que para lá se caminha. De acordo com o o ministro da Hotelaria e Turismo Jorge Alicerces Valentim, “com a paz, Angola tornar-se-á um destino turístico por excelência graças ao ecoturismo, à riqueza da sua cultura tradicional, as suas belissímas praias de águas quentes, as suas planícies, as suas montanhas que rasgam os céus de África. O actual clima de segurança que Angola apresenta faz dela uma região onde os investidores estrangeiros visitam com muito entusiasmo, porque estão esperançosos em encontrar oportunidades de investimento na construção, nos transportes, nas obras públicas, na saúde, nas comunicações, nas infraestruturas hoteleiras e turísticas e em várias áreas de serviços”.</p>
<p>Enquanto isso, estrangeiros e angolanos aproveitam as belezas deslumbrantes que Angola tem para oferecer. <a href="http://spindola.blogspot.com/2008/03/lubango-huila.html">Spindola</a>, blogger brasileiro, escreve no seu blog o encanto que sentiu ao conhecer a bonita província da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hu%C3%ADla">Huíla</a>:</p>
<blockquote><p>“A Huíla é com certeza, entre as províncias que visitei, a que tem melhor estrutura. Além disso o Lubango é uma cidade linda, conhecida pelos seus moradores como a Europa de África. O frio durante o dia e principalmente à noite, dá o ar aconchegante a esse lugar. O Lubango é famoso não só pelo seu clima como também pela serra da Leba. Faltam-me palavras para descrever tamanha beleza. É com certeza dos lugares mais lindos que tive a oportunidade de conhecer. A estrada da serra visa ligar o Namibe à Huíla. Dizem que antes da estrada era necessário dar um contorno muito grande. A obra foi realizada por uma mulher, uma inglesa. Fico imaginando como deve ter sido essa aventura. Como se não bastasse a estrada que é uma beleza estonteante, no mesmo local uma cachoeira maravilhosa. O barulho das águas preenche aquele lugar como se fosse uma música. Um frio gostoso da serra dá um ar todo romântico. As nuvens que se formam no local ficam abaixo do seu olhar, parece que estamos acima do céu. Por trás das nuvens de fim de tarde, o sol projectava uma luz. Não consigo achar definição melhor para essa luz que “ a imagem de Deus”. Todo visitante ou morador de Angola deveria conhecer o Lubango. Realmente vale muito a pena o passeio”.</p>
<p><a href="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/europaemangola.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1473" title="europaemangola" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/europaemangola.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>&#8220;Lubango, a Africa européia&#8221;, foto de <a href="http://spindola.blogspot.com/2008/03/lubango-huila.html">Spindola</a></strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-53973 aligncenter" title="serradaleba" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/serradaleba.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>“Serra da Leba”, foto <a href="http://spindola.blogspot.com/2008/03/lubango-huila.html">Spindola</a></strong></p>
</blockquote>
<p>Passear por esta Angola misteriosa de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Adansonia">baobás</a> e acácias rubras, é de facto maravilhoso, mas conforme já aqui foi escrito, o país não está preparado para receber turistas. As estradas esburacadas, a falta de bons hotéis, a presença de alojamento nas cidades pequenas e de restaurantes torna tudo mais complicado. Viajar para determinadas cidades torna-se por vezes uma dor de cabeça. Peter do blog <a href="http://hotelluanda.blogspot.com/2008/04/beleza-interior.html">Hotel Luanda </a>descreveu a sua viagem feita pelas terras de Malange com destino às imponentes Quedas de Kalandula:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">“Deixamos cedo a cidade de Malange rumo às Quedas de Kalandula. O percurso fez-se em constante deslumbramento por entre buracos de estrada e muitas paragens para contemplar e gravar tantas imagens de rara e enorme beleza. O enorme capim cortado pelas águas de um rio que serpenteia pela planície e que sob ela passa várias várias vezes e pelas sanzalas junto à estrada, onde nascem mais olhares de crianças por cada carro que passa. Chegamos enfim a Kalandula, uma pequena e acolhedora povoação situada no alto de um planalto, imponente como uma rainha que do seu trono observa suas terras ao longe. Conserva ainda algumas marcas do colonialismo nas casas, igrejas e costumes da terra que tem simpatia como sinónimo. Chegamos logo depois às Quedas de Kalandula. As segundas maiores quedas de água de todo o continente africano, com cerca de 100 metros de vertiginosa altura. Vistámos também Pungo Andongo. Uma povoação escondida no seio das pedras altas que nos faz logo pensar que foram as próprias rochas que nasceram em sua volta, como uma muralha para a proteger do resto do mundo. Três ou quatro casas, uma igreja em ruínas, um posto médico e uma escola renovada…quase como uma miragem impossível…como é possível existir vida ali? Mas existe. Compreendi que ainda se pode encontrar em Angola a harmonia entre o homem e a natureza”.<a href="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/dscn1736.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1474" title="dscn1736" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/dscn1736.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Kalandula Waterfall, photo by <a href="http://hotelluanda.blogspot.com/2008/04/beleza-interior.html">Hotel Luanda</a> blog</strong></p>
</blockquote>
<p>De acordo com o blog <a href="http://africaminhami.blogspot.com">África Minha</a>, este ano foi inaugurada na província de Malange uma unidade hoteleira de luxo composta por 28 quartos, 4 suites executivas, 4 presidenciais e uma piscina. É o primeiro hotel do género daquela região do país. Assim como Malange foi “premiada” com um hotel de luxo, outras províncias terão o mesmo privilégio, através da construção de resorts, residenciais e outras casas do género.</p>
<p>Por ser um campo inexplorado, o turismo em Angola é alvo de atenção por parte de empresários estrangeiros, nomeadamente portugueses. Mas a já conhecida dificuldade na obtenção de vistos torna estes projectos de construção uma tarefa ádua de concretizar. <a href="http://cangue.blogspot.com/2007/11/como-acordar-o-turismo-angolano.html">Feliciano J. R. Cangue</a> faz uma análise interessante no seu blog:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">“Em todo o mundo o turismo é um sector da economia que se devidamente explorado, pode gerar novos postos de trabalho e assumir uma grande participação na renda nacional. O nosso país que hoje possui cerca de 80% da sua mão de obra activa na informalidade, pode atrair esse fluxo para o país. Para tal, o mercado turístico precisa desenvolver projectos que o impulsionem e potencializem o mercado turístico. Isso pode resultar em desenvolvimento económico e postos de trabalho. O turismo em muitas situações, ajuda a fixar o homem no campo, principalmente no momento em que presenciamos o êxodo rural. No nosso caso específico, sempre que ouço falar de turismo, fala-se normalmente da construção de hotéis. É verdade que a situação é crítica nessa área devido à guerra que o país passou. Precisamos investir de forma intensa na divulgação e fidelização do cliente. Isso envolve um bom atendimento ao turista. Para tal, pessoas que moram em locais turísticos precisam ser treinadas para desenvolvam espírito hospitaleiro recebendo os turistas com o máximo de boa vontade, presteza e simpatia e porque não aprender os principais termos que lhes permitam estabelecer a comunicação com turistas. Além disso, precisam preservar (livrar do mal) e conservar (manter) os locais turísticos como: as nossas florestas tropicais, formações rochosas extraordinárias, rios, lagos, quedas de água, parques nacionais, montanhas, grutas, praias, etc. Os profissionais da área precisam agir de uma forma inovadora, não deixando que apenas o ministro do turismo se debata sozinho. O sector precisa oferecer a prestação de serviços e atendimento de alta qualidade aos turistas. As embaixadas e consulados precisam também facilitar a concessão de vistos de turista. Precisamos sair do amadorismo. Temos tudo para sermos o maior paraíso turístico africano”.</p>
</blockquote>
<p>O turismo angolano tem estado a evoluir positivamente, os resultados alcançados e os dados estatísticos mostram-nos esta realidade. O blog <a href="http://www.angolaxyami.com/Viagens/Estatistica-das-regioes-emissoras-de-turistas-para-Angola-87.000-turistas-no-2007.html">Angola Xyami</a> traz os números da evolução do turismo na última década, e espera que &#8220;o turismo em Angola ganhe novas perspectivas e que possamos ultrapassar os 87,4 mil turistas que recebemos no ano de 2007&#8243;:</p>
<blockquote><p>O ano de 1999 registou um movimento de 45,5 mil turistas, em 2000 de 50,7 mil e em 2001 de 67,4 mil. Em termos relativos, esta evolução revela um aumento de 11,42% entre 1999 e 2000 e 32,9% de 2000 a 2001, mas entre 2002 e 2006, o movimento chegou a mais de 55 por cento. Do ponto de vista das principais regiões emissoras de turistas para Angola, a Europa continua a ser a maior com um total de 30,8 mil turistas em 2000, representando 61% do total geral das chegadas às fronteiras. Em 2001, passou para 38,2 mil turistas, representando 76,4%, dados que sofreram alteração de mais 10% até Setembro de 2007.</p></blockquote>
<p>Para obter mais detalhes sobre a situação actual do turismo em Angola, visite o site da <a href="http://embangola.artedesign-net.pt/content.php?id=noticia&amp;nid=1003">Embaixada de Angola em Portugal</a>. Para ver mais fotos, visite o blog <em><a href="http://fotoangola.weblog.com.pt/">Angola em Fotos</a></em>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Tailândia: crise nos aeroportos prejudica as pessoas comuns</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/12/04/tailandia-crise-nos-aeroportos-prejudica-as-pessoas-comuns/</link>
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		<pubDate>Thu, 04 Dec 2008 19:48:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dominguezvaleska</dc:creator>
				<category><![CDATA[East Asia]]></category>
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		<description><![CDATA[O caos nos aeroportos está atingindo a indústria do turismo na Tailândia, e até as economias vizinhas. Mas tem que ser dito que as pessoas comuns, tailandeses e estrangeiros, estão sofrendo mais. Turistas estão impedidos de sair do país; moradores de Bancoc estão perdendo seus empregos, especialmente aqueles que trabalham nos aeroportos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/mong/">Mong Palatino</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/dominguezvaleska/'>dominguezvaleska</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/12/02/thailand-airport-crisis-hurting-ordinary-persons/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Manifestantes contra o governo ainda ocupam dois grandes aeroportos de Bancoc. Autoridades do setor de turismo da Tailândia estimam que 240.000 passageiros ainda estejam retidos no país.</p>
<p><a href="http://friskodude.blogspot.com/2008/12/flight-schedules.html">Escalas de vôo</a> iniciais vêm sendo liberadas para os passageiros retidos. Turistas que querem deixar a Tailândia estão embarcando numa <a href="http://jotman.blogspot.com/2008/12/tourists-fleeing-bangkok-troubles-head.html">viagem de ônibus em direção à Malásia</a>, mesmo tendo que passar pelas províncias do sul da Tailândia, onde há um movimento de insurgência.</p>
<p>Como já era esperado, o mais alto tribunal da Tailândia julgou o atual partido no poder <a href="http://magnoysamsara.blogspot.com/2008/12/top-thai-court-bans-ruling-party.html">culpado de fraude eleitoral</a>. O que isso implica? O partido em questão está dissolvido, o Primeiro Ministro não pode mais ocupar cargos públicos, e outros líderes do partido estão proibidos de fazer o mesmo pelos próximos cinco anos. Agora, um <a href="http://thaipolitico.blogspot.com/2008/12/peoples-power-trusted-hand-kowit-leads.html">Gabinete de transição</a> está no governo da Tailândia, liderado pelo Vice-Primeiro Ministro Chavarat Charnvirakul. Dos 34 ministros de governo, apenas 12 foram proibidos de ocupar cargos públicos. Os outros 22 continuam no governo até que um novo Gabinete seja constituído.</p>
<p><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/airport.jpg" alt="Thai leader" /></p>
<p><em>Vice-Primeiro Ministro Chavarat Charnvirakul. Créditos da foto</em>: <a href="http://www.thaiphotoblogs.com/index.php?blog=5&amp;title=chavarat-becomes-caretaker-pm&amp;more=1&amp;c=1&amp;tb=1&amp;pb=1">Thai Photoblogs</a></p>
<p>Considerando que o Primeiro Ministro já renunciou, os manifestantes finalmente deixarão os aeroportos? Não. Eles não querem reconhecer a autoridade do Gabinete de transição. Por isso, permanecem no controle dos aeroportos. <a href="http://bangkokpundit.blogspot.com/2008/12/classic-pad.html">Os protestos continuam</a>.</p>
<p>Agora está evidente que a ocupação dos aeroportos, orquestrada pela Aliança Popular pela Democracia (APD), é apoiada pela elite financeira de Bancoc e pelos militares. Não há <a href="http://thaiintelligentnews.wordpress.com/2008/12/02/news-brief-mob-rules-thailand/">escassez de alimentos</a> para os cerca de 15.000 membros da APD nos aeroportos. Também relatou-se a doação de 5.000 cobertores para a APD, há alguns dias.</p>
<p>Nem mesmo as forças policiais demonstram muito empenho em dispersar os manifestantes. Elas parecem se contentar em <a href="http://frogblog-thaidings.blogspot.com/2008/12/crisis-in-thailand-what-crisis-mai-pen.html">jogar panfletos dos helicópteros</a> sobre os aeroportos de Bancoc, ordenando que a APD deixe as áreas.</p>
<p>Em sua mensagem final como líder da Tailândia, o ex-Primeiro Ministro declarou: &#8220;Dei o melhor de mim no governo deste país&#8221;. <em>Thailand Crisis</em> reage:</p>
<blockquote><p>By traveling to Peru for one week, in full national crisis, to attend a totally useless APEC meeting? By hidding in Chiang Mai, afraid of his own shadow, afraid of the army? Sure he did his very best. Thaksin’s brother-in-law will remain one of the <a href="http://thaicrisis.wordpress.com/2008/12/02/the-last-word-of-somchai-ex-prime-minister-i-did-my-best/">dullest Thai Prime Minister ever</a>.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Viajando para o Peru durante uma semana inteira, em plena crise nacional, para comparecer a uma reunião completamente inútil da APEC? Escondendo-se em Chiang Mai, com medo da própria sombra, com medo do exército? Com certeza, ele deu o melhor de si no governo deste país. O cunhado de Thaksin ficará para a história como um dos <a href="http://thaicrisis.wordpress.com/2008/12/02/the-last-word-of-somchai-ex-prime-minister-i-did-my-best/">Primeiros Ministros mais obtusos de todos os tempos</a>&#8220;.</div>
<p>Enquanto o Tribunal divulgava sua decisão, manifestantes que apóiam o  governo permaneciam do lado de fora do prédio. A  multidão não gostou da decisão. <a href="http://blogs.straitstimes.com/2008/12/2/thailand-s-court-mobbed">Nirmal Ghosh</a> observa:</p>
<blockquote><p>Disbelief, disappointment as dissolution handed down on PPP (People Power Party). Some people are boo-ing. The verdict is photocopied and distributed. One woman snatches it from another and crumples it, throws it on the ground &amp; stamps on it. There is a sense of deflation in the crowd; they seem rudderless.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Incredulidade, desapontamento quando a dissolução é imposta ao PPP (Partido do Poder do Povo). Algumas pessoas estão vaiando. O veredito é fotocopiado e distribuído. Uma mulher o toma das mãos de outra e o amassa, joga-o no chão e o pisoteia. Um sentimento de decepção se abate sobre a multidão; ela parece desorientada&#8221;.</div>
<p>O caos nos aeroportos está atingindo a indústria do turismo na Tailândia, e até as economias <a href="http://vuthanews.info/2008/12/thai-turmoil-costing-cambodia-millions/">vizinhas</a>. Mas tem que ser dito que as pessoas comuns, tailandeses e estrangeiros, estão sofrendo mais. Turistas estão impedidos de sair do país; moradores de Bancoc estão perdendo seus empregos, especialmente aqueles que trabalham nos aeroportos. <em>Thai Tales</em> conversou com uma <a href="http://blogs.channelnewsasia.com/anasuya-sanyal/2008/12/01/impasse-at-the-airport/">agente de viagens</a>:</p>
<blockquote><p>Today I walked past my travel agent on the way to lunch. She said that she would be paid half her salary this month and that the travel agency could close if the situation continued. But, she said, her plan was to sell iced coffee from a cart if she was no longer a travel agent.</p>
<p>The fallout may indeed be incalculable, but when it’s people you know, people who make your life a bit easier by being good at their jobs and a bit more pleasant by just being in it, the costs suddenly become measurable and terrible.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Hoje, a caminho do almoço, encontrei minha agente de viagens. Ela disse que só receberia metade do salário este mês, e que a agência de viagens poderia fechar as portas se a situação não mudasse. Mas, ela disse, sua intenção era vender café gelado num carrinho se não pudesse mais trabalhar como agente de viagens.</div>
<div class="translation">&#8220;Os efeitos colaterais adversos podem ser realmente incalculáveis, mas quando se trata de gente que você conhece, pessoas que tornam sua vida um pouco mais fácil por serem boas no que fazem, um pouco mais agradável simplesmente porque fazem parte dela, os custos subitamente se tornam concretos e terríveis&#8221;.</div>
<p>Nomadic Matt, que trabalha no aeroporto, <a href="http://www.nomadicmatt.com/travel-blogs/the-low-down-on-the-trouble-in-thailand/">perdeu seu emprego</a>:</p>
<blockquote><p>The damage is done though. There will be no high season this year and an expected 1 million people will be out of work because of the drop in tourism numbers (including me as I work at the airport!!!!). No one is going to want to come visit now. Most tourists are canceling their vacations and many that are interviewed just want to leave and never come back.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Mas o estrago já está feito. Não haverá alta estação este ano, e espera-se que um milhão de pessoas percam seus empregos por causa da queda nos números do turismo (e isso inclui a mim, pois trabalho no aeroporto!!!!). Ninguém vai querer visitar o país agora. A maioria dos turistas estão cancelando suas férias, e muitos que são entrevistados só querem ir embora e nunca mais voltar&#8221;.</div>
<p>Para evitar ser espancado por partidários civis, Richard Barrow <a href="http://www.thai-blogs.com/index.php/2008/12/01/scared-to-wear-yellow?blog=5">não pôde usar camisetas vermelhas ou amarelas</a> fora de casa. Vermelho é a cor dos que apóiam o governo; amarelo é a cor da APD:</p>
<blockquote><p>I had to pop out just now in the car to go and run an errand in town. I forgot I was wearing a yellow shirt as today is Monday. I hadn&#39;t change after coming back from school. My neighbor was really scared for me and told me that I should go back and change first. Things are getting scary on the streets. Hardly anyone wears yellow these days. And if they do, then only on Mondays. Hardly any teacher at my school wears yellow in case they are associated with the PAD. Some parents told me that they told their children not to wear red or yellow when they go out any more. What my neighbor said to me is true. In particular if I go out late at night. This is how bad it is getting on the streets these days.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Tive que sair de carro agora mesmo para resolver um problema na cidade. Esqueci que estava usando uma camisa amarela. Hoje é segunda-feira e não tinha me trocado depois de voltar da escola. Meu vizinho se apavorou por minha causa, e disse que eu deveria voltar para casa e trocar de roupa primeiro. Quase ninguém tem usado amarelo esses dias. E quando o fazem, usam apenas às segundas-feiras. Quase nenhum professor da minha escola usa amarelo se estiver associado ao APD. Alguns pais me disseram que instruíram seus filhos a não usarem mais vermelho ou amarelo ao sair de casa. O que meu vizinho falou é verdade. Especialmente se eu sair tarde da noite. Esse é o ponto a que chegamos nas ruas, nesses últimos dias&#8221;.</div>
<p><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/airport3.jpg" alt="PAD" /></p>
<p><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/airport2.jpg" alt="PAD2" /></p>
<p>Charges políticas de <a href="http://sacrava.blogspot.com/2008/12/sacravatoons-no-1228-siamese-twins.html">Sacravatoons</a></p>
<p>O tráfego em torno dos aeroportos tem se deteriorado. <em>Dreaming of Hanoi </em><a href="http://preyanka.com/2008/12/the-situation.html">escreve</a>:</p>
<blockquote><p>My day-to-day life has not been affected. Work is normal, as is my social life…Our school is nearer to the airport, and it seemed like there was a mass exodus into Bangkok from that direction. The highway was clogged. We had to hop out of the taxi and walk all the way to Sukhumvit. We then took motorcycles home. This trip usually takes 30 mins, but on Friday night it took over an hour; I’m sure it took even longer for those who chose to sit and wait in the traffic.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Minha vida cotidiana não foi afetada. O trabalho está normal, assim como minha vida social&#8230; Nossa escola fica mais perto do aeroporto, e assistimos ao que parecia um êxodo em massa para Bancoc, partindo daquela direção. A rodovia ficou engarrafada. Tivemos que sair do táxi e fazer todo o caminha a pé até Sukhumvit. Dali continuamos de motocicleta até chegarmos em casa. Esse trajeto leva geralmente 30 minutos, mas na sexta-feira à noite levou mais de uma hora. Tenho certeza de que foi ainda mais demorado para aqueles que optaram por ficar sentados e esperar no trânsito&#8221;.</div>
<p>Reconhecendo que as pessoas comuns estão sofrendo, <em>Brit in Bangkok</em> <a href="http://britinbangkok.typepad.com/my_weblog/2008/12/pad-say-still-not-leaving-airport-surprise-surprise.html">critica a elite</a>:</p>
<blockquote><p>The ones who I feel sorry for though are the ‘average&#39; Thais and not the wealthy Thais that are destroying this country and trying to take democracy away from normal people. Meanwhile, I&#39;m making sure that all my purchases from now on will be from market stalls as much as possible, in an attempt to support every day Thais and not these wealthy as*holes that run this country. The less money these jokers have the better and, from now on, I&#39;m going to make sure they get none of mine.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Mas aqueles pelos quais lamento são os tailandeses &#8216;médios&#39;, e não os tailandeses ricos que estão destruindo este país e tentando tirar a democracia das pessoas comuns. Nesse meio tempo, estou me certificando de que todas as minhas compras, a partir de agora, sejam feitas sempre que possível em barraquinhas populares, numa tentativa de dar apoio aos tailandeses comuns, e não a esses ricos de m&#8230; que dirigem este país. Quanto menos dinheiro esses palhaços tiverem, melhor, e a partir de agora vou me certificar de que não peguem em nada que saia do meu bolso&#8221;.</div>
<p><a href="http://www.andrewbiggs.com/blog2/?p=268">Andrew Biggs</a> tem uma mensagem para os políticos e para os manifestantes:</p>
<blockquote><p>What has happened to my beloved Thailand? If you truly love Thailand, you should not be wearing yellow or red. We are past that. It was cute six months ago but it is deadly now. It doesn’t matter if you hate or support the government. Let’s stop this madness. Somchai, resign. PAD, get out of the airport.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;O que está acontecendo com a minha amada Tailândia? Se você ama a Tailândia sinceramente, não deveria estar usando amarelo ou vermelho. Já deixamos isso para trás. Era legal há seis meses, mas é agora é fatal. Não interessa se você odeia ou apóia o governo. Vamos parar com essa loucura. Somchai, renuncie. APD, saia do aeroporto&#8221;.</div>
<p>Pelo Twitter, moradores de Bancoc estão reagindo aos últimos acontecimentos:</p>
<blockquote><p><strong><a href="http://twitter.com/secadra/status/1033829782">Secadra</a></strong>: Protesters still there and the pro-gov aren&#39;t happy with the decision. Not much happens in a rush</p>
<p><a href="http://twitter.com/charlespulaski/status/1033856043"><strong>Charlespulaski</strong></a>: Thai court orders ruling party dissolved What kind of Mickey Mouse Democracy is this? Can they even do that?</p>
<p><a href="http://twitter.com/nomadicmatt/status/1033802162"><strong>Nomadicmatt</strong></a>: Well, once they open up that damn airport, I&#39;ll be moving….where should i go?</p>
<p><strong><a href="http://twitter.com/badtzrawks/status/1033764170">Badtzrawks</a></strong>: excitement?!?! man, it doesnt seem that PAD will return us our airports loey ah&#39; no sign!!</p>
<p><strong><a href="http://">Noobam</a></strong>: I&#39;m a PAD too but I don&#39;t agree with the strike at the airport at all. Esp. with bullshit govt like this</p></blockquote>
<div class="translation"><a href="http://twitter.com/secadra/status/1033829782">Secadra</a>: Manifestantes ainda estão por aí e os pro-governo não estão felizes com a decisão. Não há muito avanço em meio à correria.</p>
<p><a href="http://twitter.com/charlespulaski/status/1033856043">Charlespulaski</a>: A justiça tailandesa decretou a dissolução do partido do governo. Que tipo de democracia de Mickey Mouse é essa? Eles podem fazer isso?</p>
<p><a href="http://twitter.com/nomadicmatt/status/1033802162">Nomadicmatt</a>: Bom, agora que eles abriram esse maldito aeroporto, vou me mudar&#8230; para onde devo ir?</p>
<p><a href="http://twitter.com/badtzrawks/status/1033764170">Bradtzrawk</a>s: entusiasmo?!?! cara, não parece que a APD vá devolver nossos aeroportos, nem de longe!!</p>
<p><a href="http://twitter.com/noobam/status/1033834258">Noobam</a>: Sou da APD também, mas não concordo com a greve nos aeroportos de jeito nenhum. Esp. com uma porcaria de gov como esse</p>
</div>
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		<title>Guiana: EPA - Assinar ou Não Assinar?</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/15/guiana-ape-assinar-ou-nao-assinar/</link>
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		<pubDate>Wed, 15 Oct 2008 02:11:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A União Européia está conduzindo as primeiras etapas de discussão sobre um novo pacto comercial entre territórios regionais do Caribe e os 27 membros da União Européia. Qual é a grande questão a respeito deste pequeno acordo comercial? Apenas o fato de que as novas regras mudam os fundamentos de como estes dois blocos comerciais se relacionam. Alguns governos regionais -- como o da Guiana -- estão insistindo que não assinarão o APE do jeito que está. O problema é que há uma data limite envolvida. Alguns blogueiros da Guiana estão falando um bocado a respeito...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/janine-mendes-franco/">Janine Mendes Franco</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/10/14/guyana-epa-to-sign-or-not-to-sign/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>2008 marca o início de uma nova era para o comércio do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Caribe">Caribe</a>, onde a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Uni%C3%A3o_Europ%C3%A9ia">União Européia</a> está conduzindo as primeiras etapas de discussão sobre um novo pacto comercial entre os territórios regionais do Caribe e os 27 países membros da União Européia. Qual a grande questão a respeito deste pequeno acordo comercial? Apenas o fato de que <a href="http://ec.europa.eu/trade/issues/bilateral/regions/acp/index_en.htm">as novas regras mudam os fundamentos</a> [En] de como os dois blocos comerciais se relacionam. O <a href="http://www.caricom.org/jsp/pressreleases/pres227_07.jsp">Acordo de Parceria Econômica (APE) do CARIFORUM</a> [En] substitui o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Acordo_de_Cotonou">Acordo de Cotonou</a>, que foi largamente embasado no protecionismo comercial. O novo APE é baseado na reciprocidade &#8212; o que significa que pela primeira vez o campo de jogo será plano.</p>
<p><a href="http://www.normangirvan.info/selected-epa-news/">Acionistas</a> [En] e grupos de interesses especiais vem se manifestando um bocado sobre toda a questão, com alguns governos regionais &#8212; como <a href="http://www.kaieteurnews.com/?p=10681">o da Guiana</a> [En] &#8212; insistindo que não assinarão o APE do jeito que está. O problema é que há <a href="http://www.jamaica-gleaner.com/gleaner/20080829/business/business8.html">uma data limite envolvida</a> [En]. Assine, ou tenha os seus produtos marcados por tarifas de entrada mais altas, o que imediatamente os tornaria mais caros e menos competitivos no mercado. Alguns blogueiros da Guiana estão falando um bocado sobre o assunto&#8230;</p>
<p><em><a href="http://guyana360.blogspot.com/2008/10/jagdeo-misleading-nation.html">Guiana 360</a></em> [En] sugere que o país está sendo enganado:</p>
<blockquote><p>BHARRAT JAGDEO has been less than TRUTHFUL about the EPA deal. All the fuss about Guyana not signing on to the EPA just got dashed when Dougie Brew, a trade police advisor at the European Commission in Brussels told the BBC that Guyana had written the Commission in March stating its strong support of the EPA and had requested help with its implementation.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;BHARRAT JAGDEO está sendo menos do que VERDADEIRO a respeito da negociação do APE. Toda essa confusão sobre a Guiana não assinar o APE foi destruída quando Dougie Brew, um acessor de políticas comerciais da Comissão Européia em Bruxelas, disse à BBC que a Guiana escreveu à Comissão em março afirmando seu forte apoio ao APE e requisitando ajuda para realizar a sua implementação.&#8221;</div>
<p>Em <a href="http://guyana360.blogspot.com/2008/10/listen-to-jagdeos-sham-uncovered.html">um post seguinte</a> [En], o blogueiro apóia seu ponto ao fazer um link para <a href="http://www.bbc.co.uk/caribbean/news/story/2008/10/printable/081009_acp_eu_signing.shtml">o áudio da entrevista da BBC citada</a> [En].</p>
<p><a href="http://propagandapress.org/2008/10/10/european-union-ready-to-punish-guyana-for-not-signing-epa/">Propaganda Press</a> [En] simplesmente faz um link para <a href="http://propagandapress.org/2008/10/10/european-union-ready-to-punish-guyana-for-not-signing-epa/">uma notícia</a> [En] na <a href="http://www.ips.org/institutional/">Inter Press Service</a> [En], que sugere que a Guiana pode vir a ser &#8220;punida&#8221; se não assinar o acordo; enquanto isso, <a href="http://livinguyana.blogspot.com/2008/10/signing-or-singing.html">Living Guyana </a>[En], sem perder o bom humor, quer respostas:</p>
<blockquote><p>Oh Mighty Bharrat tell we what yuh doin. We trust you. We leave everything with you for you are the wise, the mighty, the great, the leader. You are our leader. You know best.</p>
<p>So Oh Mighty Bharrat - to sign or not to sign?</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Ó Poderoso Bharrat, diga a nós o que cê tá fazendo. Nós confiamos em você. Nós deixamos tudo com você, pois você é o sábio, o poderoso, o grande, o líder. Você é o nosso líder. Você sabe o que é melhor.<br />
Então, Ó Poderoso Bharrat - assinar ou não assinar?&#8221;</div>
<p>O acordo irá afetar questões como o acesso a mercados, questões ligadas ao comércio, serviços, investimentos, e questões legais e institucionais - e se a Guiana pretende assinar o APE, ela precisará fazer isso até amanhã [En].</p>
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		<title>Angola: Um novo Eldorado africano para estrangeiros</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/28/angola-um-novo-eldorado-africano-para-estrangeiros/</link>
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		<pubDate>Sun, 28 Sep 2008 16:40:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claraonofre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Desde o fim da guerra civil em 2002, Angola tem sido a casa de muitos estrangeiros que chegam aqui em busca de trabalho. Estima-se que existem cerca de 70.000 estrangeiros morando no país, a maioria vinda da América do Sul, China, Portugal e outros países africanos. Descubra como esse caldeirão de culturas está se formando através do ponto de vista de blogueiros angolanos e estrangeiros.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/clara-onofre/">Clara Onofre</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/claraonofre/'>claraonofre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/09/28/angola-a-new-el-dorado-for-foreign-workers/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Desde o término da guerra em 2002 que Angola tem sido local de acolhimento para inúmeros estrangeiros. Graças ao crescente desenvolvimento da economia, da reabilitação de infra-estruturas, da manutenção da estabilidade e da entrada no país de várias empresas internacionais, os estrangeiros sentem-se compelidos em tentar a sorte neste país.</p>
<p>Em Angola vivem mais de 70 mil estrangeiros, sendo que metade deles possui visto de trabalho e são representados na sua maioria por brasileiros, chineses, cubanos e portugueses. De África chegam ainda cidadãos vindos do Congo, Mauritânia, Mali entre outros.</p>
<p>Portugal bate com certeza o recorde no campo da imigração. Só para se ter uma ideia, até finais de 2007 deram entrada no país perto de 60 mil almas lusas. Número considerável e que expõe os laços históricos e afectivos que unem Angola a Portugal. No entanto, os chineses perfazem já um número considerável no país. Dedicam-se essencialmente à construção civil e são conhecidos por trabalharem horas a fio, ao sol ou à chuva. Em uma carta na coluna &#8216;O mundo visto pelos leitores&#39;, no blog do Pedro Dória, o angolano <a href="http://pedrodoria.com.br/2008/01/24/o-mundo-visto-pelos-leitores-angola/">Caco escreve</a>:</p>
<blockquote><p>“Os chineses foram os últimos a desembarcar por aqui, mas já formam o maior contingente. Ninguém sabe ao certo, mas dizem que são mais de 600.000 deles espalhados pelo país – dá algo como 3% da população. Trabalhando em turnos que causam inveja pela velocidade das obras e disposição para trabalhar 24 horas por dia e sete dias por semana. E num fenómeno inesperado começaram a integrar-se na sociedade de forma tão forte que a primeira geração de crianças sino-angolanas já começa a dar seus passos. Os chineses começam a tomar um espaço no coração das angolanas que até agora era dos brasileiros”.</p></blockquote>
<p>Qual será a reacção dos angolanos perante a entrada em massa de gente que vem de fora? E como é que os estrangeiros encaram a vinda para esta ex-colónia portuguesa?</p>
<p>António Spíndola é brasileiro, natural do Recife e escreve no seu <a href="http://spindola.blogspot.com/2007/06/24-filda-feira-internacional-de-luanda.html">Spíndola Blog</a> um pouco sobre este assunto:</p>
<blockquote><p>“Recebo muitos e-mails perguntando como é a vida em Angola. Em sua maioria são pessoas pensando em vir trabalhar aqui que desejam ou já foram convidadas. Angola é vista como o novo eldorado para os profissionais do Brasil. A ideia que se tem são bons salários e novas aventuras. Entretanto, na teoria a prática é diferente! Há bons salários sim, mas há uma série de dificuldades que se precisa transpor.”</p></blockquote>
<p>Uma das dificuldades é a obtenção de visto. O governo coloca sérios entraves à entrega deste documento e todo o processo é bastante moroso. O desânimo na obtenção do visto acaba por conduzir a situações de permanência ilegal. É importante agilizar o aspecto burocrático e dar carta verde de entrada aos estrangeiros que pretendem fixar-se em solo angolano. É preciso encarar a maioria destes cidadãos internacionais como mão-de-obra qualificada. Como gente capaz de contribuir para o desenvolvimento de um país que viveu 30 anos mergulhado na guerra.</p>
<p>O blog <a href="http://esquece-angola.com/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=1">O Lado Negro</a> confirma os percalços vividos para a obtenção do visto:</p>
<blockquote><p>“A minha esposa criou uma empresa em Angola e fomos para lá morar em 2006. Depois de lá estar voltei a Portugal para tratar de todos os documentos que a lei angolana exige para legalizar a minha residência naquele país. Mal empregado tempo que perdi e dinheiro que gastei, note-se que vir a Portugal tratar dos documentos e o que paguei no consulado do Porto para meter esses papéis, ultrapassou os 2500 dólares, mas para nada pois até hoje nem me deram uma resposta em Angola na DEFA (Direcção de Emigração e Fronteiras de Angola). Nem em Portugal no consulado me deram resposta, apenas o funcionário do consulado me disse: - o que o senhor quer, eu também estou em Portugal há 2 anos e só tive a minha residência há pouco. Depois de correr para a DEFA montes de vezes a tentar saber do meu caso sem nunca me dizerem o que se passava, resolvi meter uma reclamação por escrito. Acreditem que nem resposta me deram apesar da minha insistência.”</p></blockquote>
<p>Os profissionais vindos de fora encontram espaço em três áreas concretas como a medicina, construção civil e ensino. Alguns vêem para dar formação e outros para trabalhar a longo prazo.</p>
<p>Grande parte dos angolanos não vê com bons olhos a chegada dos estrangeiros. Acreditam que serão penalizados economicamente, profissionalmente e culturalmente. Existe também a opinião que os estrangeiros em Angola não agem de forma correcta. O blog <a href="http://desabafosangolanos.blogspot.com/2008/07/os-estrangeiros.html">Desabafos Angolanos</a> confirma isso mesmo:</p>
<blockquote><p>“Sou angolana de nascimento, vivi 20 anos em Angola e esse é um país que eu amo e nunca sairá do meu coração. Não gosto de ouvir falar mal do meu país e muito menos do seu povo. Incomoda-me, irrita-me. Não consigo perceber as pessoas que só vão trabalhar para Angola por causa do dinheiro. Não gostam do seu povo, das suas gentes e só são simpáticas e cordiais para angariar simpatia. Essa simpatia chega ao ponto de abrir as portas de sua casa para ganhar confiança. Falam constantemente em corruptos e na facilidade em corromper. Quero ouvir falar bem do país onde nasci, cresci e fui feliz.”</p></blockquote>
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		<title>Barbados: Preço do Petróleo</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/10/barbados-preco-do-petroleo/</link>
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		<pubDate>Wed, 10 Sep 2008 04:14:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porJanine Mendes-Franco  &#183; Traduzido por Daniel Duende &#183;  Veja o post original 
Enquanto os preços do petróleo no mundo caem, Barbados Underground [En] se pergunta por quê a redução não afetou os preços nos postos de gasolina.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/janine-mendes-franco/">Janine Mendes-Franco</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/09/09/barbados-oil-prices/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Enquanto os preços do petróleo no mundo caem, <a href="http://bajan.wordpress.com/2008/09/09/gas-prices-energy-opec/"><em>Barbados Underground</em></a> [En] se pergunta por quê a redução não afetou os preços nos postos de gasolina.</p>
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		<title>Mundo: O preço da comida, o custo do desespero</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/05/03/mundo-o-preco-da-comida-o-custo-do-desespero/</link>
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		<pubDate>Sat, 03 May 2008 15:20:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A crise causada pelo aumento galopante dos preços está afetando todos os grupos econômicos em cada esquina do mundo. A cada dia, ao que parece, os altos preços dos alimentos faz com que mais um país entre em crise: passeatas, motins, rumores de açambarcamento, queda de governos e até mesmo mortes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/john-liebhardt/">John Liebhardt</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2008/05/02/global-food-price-crisis-round-up/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>A crise causada pelo aumento galopante dos preços está afetando todos os grupos econômicos em cada esquina do mundo. A cada dia, ao que parece, os altos preços dos alimentos faz com que mais um país entre em crise: passeatas, motins, rumores de açambarcamento, queda de governos e até mesmo mortes.</p>
<p>O Global Voices está bem posicionado para acompanhar as nuances desse assunto tão complexo, com autores monitorando a mídia cidadã em quase todas as esquinas do planeta. Esse artigo é uma tentativa de fornecer uma <a href="http://www.globalvoicesonline.org/specialcoverage/global-food-crisis-2008/">narrativa geral da crise global causada pela falta de alimentos</a> [en], com observações de nossos autores ao redor do mundo. Ao clicar nos links, você chegará a todos os artigos que já foram publicados.</p>
<p><a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/30/caribbean-food-shortages/">Vamos começar com o Caribe</a> [en]. Em Barbados, a população local aprende a lidar com um aumento de 30% no preço da farinha de trigo, junto com saltos nos preços da gasolina e do óleo diesel. O Ministro da Agricultura de Trinidad e Tobago nega que a crise dos alimentos tenha atingido as duas ilhas, mas as pessoas notaram um aumento nos preços do frango e da farinha de trigo. Cuba está experimentando uma nova política agrícola fornecendo mais terras a fazendeiros do setor privado.</p>
<p>Aumento de preços e escassez de alimentos <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/05/02/americas-insufficient-actions-and-solutions-for-food-crisis/">podem ser vistos na América Latina</a> [en], a medida que muitas pessoas entram em desespero. A culpa está sendo colocada tanto nos fazendeiros quanto no governo, pela falta de atitude. <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/05/01/arabeyes-looming-food-crisis/">Blogueiros árabes no Líbano, na Síria, no Kuwait e no Egito</a> [en] também estão sentindo o aperto e blogando sobre o assunto.</p>
<p><a title="Sudeste da Ásia: Crise dos Preços do Arroz e Outros Alimentos" href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/05/02/sudeste-da-asia-crise-dos-precos-do-arroz-e-outros-alimentos/">No Cambódia ainda existe a aflição</a> de que quase 500.000 crianças possam vir a perder refeições por causa de um aumento de 20% no preço do arroz. No entando, um aumento dramático na produção de arroz pode não ser algo para além das esperanças naquele país. Os fazendeiros de lá podem cultivar duas ou três safras por ano no mesmo lote de terra.</p>
<p><strong>Os últimos motins</strong></p>
<p><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/04/2397587505_24bc70ed6c2.jpg" alt="Riots in Cairo" /></p>
<p><small>Protestantes no Cairo acendem fogueiras e apedrejam barricadas, 7 de april de 2008 - <a href="http://flickr.com/photos/jameskarlbuck/2397587505/">Foto de James Buck</a></small></p>
<p>Dois dias de motim assolaram o Egito em 6 e 7 de abril, onde  os <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/21/egypt-food-prices-more-than-double/">preços dos ítens da cesta básica dobraram</a> [en] desde 2004 (chegando a quadruplicar em alguns casos). Pelo menos duas pessoas morreram e 111 – inclusive policiais – ficaram feridas (veja a nossa página da cobertura especial da <a href="http://www.globalvoicesonline.org/specialcoverage/egypt-general-strike-2008/">Greve Geral no Egito</a>) [en].</p>
<p>Em Abidjan, na Costa do Marfim, <a href="http://www.reuters.com/article/latestCrisis/idUSL01666799">protestantes bloquearam ruas e queimaram pneus</a> [en], exigindo que o governo reduzisse impostos em produtos chave importados.</p>
<p>Poucos dias depois, quatro pessoas morreram e 25 ficaram feridas em <a href="http://washingtontimes.com/apps/pbcs.dll/article?AID=/20080422/FOREIGN/464705786/1003/FOREIGN">protestos no Haiti</a> [en], onde os preços do arroz, feijão e frutas aumentaram em 50% nos últimos 12 meses. Menos de uma semana depois dos violentos protestos, o primeiro ministro do Haiti <a href="http://www.reuters.com/article/americasCrisis/idUSN27434520">foi rejeitado</a> [en] em um voto de censura.</p>
<p>Para <em>Natifnatal</em>, um haitiano radicado em Abu Dhabi, a crise dos alimentos <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/18/haiti-congo-and-the-politics-of-hunger/">oferece uma operação matemática simples</a> [en]:</p>
<blockquote><p>For those who don&#39;t even know the basics can present the equation: hunger + poverty + rising prices = demonstrations + the Prime Minister&#39;s resignation + violence, and argue that an increase in food aid would suffice to reduce hunger.</p></blockquote>
<div class="translation">Mesmo aqueles que não sabem nem o básico podem resolver essa equação: fome + pobreza + aumento de preços = protestos + demissão do primeiro ministro + violência e o argumento que um aumento na distribuição de alimentos seria suficiente para reduzir a fome.</div>
<p>Mesmo quando um avião de carga caiu em Kinshasa em 15 de abril matando 75 pessoas, o blogueiro congolês <em>Du Cabiau à Kinshasa</em> ruminou sobre um desastre mais silencioso e menos telegênico que o país enfrenta: <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/15/dr-of-congo-fifth-fatal-crash-in-under-a-year-food-prices-the-real-disaster/">os preços dos alimentos dobrando</a> [en] na mesma semana.</p>
<p><strong>Os efeitos no comércio</strong></p>
<p>São muitos os países do terceiro mundo que importam a grande quantidade da comida necessária para alimentar suas populações. O aumento nos preços significa que os problemas também aumentam rapidamente. Até mesmo para exportadores de alimentos, a situação está dando nos nervos. Na Coréia, o maior produtor de arroz do mundo, <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/18/korea-rice-crisis-in-the-past-and-at-the-present/">um internauta argumenta</a> [en] que o arroz deveria ser retirado dos acordos de livre comércio, permitindo que o país faça o que considere apropriado com essa comodidade estratégica.</p>
<p>No entanto, algumas vezes protecionismo não basta. Enquanto o preço do arroz <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/18/korea-rice-crisis-in-the-past-and-at-the-present/">tem aumentado em todas as nações produtoras de arroz do sudeste da Ásia</a> [en], os governos foram forçados a pedir calma e a rezar para que os preços no mercado interno comecem em breve a cair. A situação é duas vezes pior para importadores de arroz, como as Filipinas, onde os pobres têm sofrido na pele o peso dos aumentos. A Indonésia, outro país importador, cancelou suas importações em função dos altos preços.  O Cambódia e o Vietnã abandonaram as exportações. Blogueiros na Malásia relatam rumores de escassêz de arroz. O governo de Brunei pode vir a passar a subsidiar produtos alimentares básicos, como óleo vegetal, farinha de trigo, leite, ovos e frango.</p>
<p><a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/23/japan-where-has-all-the-butter-gone/"><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/04/milk.jpg" alt="Leite japonês" /></a><br />
<small>Leite em um supermercado japonês</small></p>
<p>Há decadas os preços dos alimentos no Japão se mantinham estáveis, o que é estranho para um país que importa quase todos os produtos básicos que consome, exceto o arroz. Coisa do passado. <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/01/japan-the-rising-price-of-food/">Os preços subiram</a> [en] pela primeira vez em mais de duas décadas. O mesmo acontece com <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/23/japan-where-has-all-the-butter-gone/">derivados do leite</a> [en], os quais custavam aos consumidores o mesmo preço há três décadas. Cerveja, óleo vegetal e molho de soja estão também mais caros.</p>
<p><strong>Um matador silencioso </strong></p>
<p>Em Bangladesh, onde as pessoas chegam a gastar até 80% de seus salários com alimentos, o encarecimento do preço do arroz <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/10/bangladesh-hidden-hunger/">alcançou a classe média</a> [pt]. É muito pior para os pobres, e reportagens na imprensa confirmam vários casos de morte por fome. O chefe militar do país atiçou a ira de muitas pessoas ao sugerir que a população substituísse arroz por batatas.</p>
<p>No Tadjiquistão, onde as pessoas já enfrentaram uma falta de energia que durou todo o inverno, parece que <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/03/13/tajikistan-hunger-to-replace-cold-and-darkness/">mais de 260.000 pessoas</a> [en] precisam urgentemente de ajuda para se alimentarem. A preocupação maior é que esse número pode chegar a 2 milhões até o inverno.</p>
<p>Por falar em globalização, no Iêmen, <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/03/11/arabeyes-rising-cost-of-living/">os preços dos produtos da cesta básica aumentaram</a> [en] ao passo que o custo de alguns bens eletrônicos caíu. O Kuwait também passa por aumento de preços, mas não graças à queda do valor do dólar americano.<br />
<a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/03/05/protests-over-high-prices-strike-burkina-faso/"><br />
Em Burkina Faso</a> [en], onde as pessoas acreditam que o governo ficou de braços cruzados enquanto os preços em alguns setores alcançaram um aumento de mais de 40% desde o início do ano, protestos foram deflagrados em várias cidades ao redor do país no final de fevereiro, resultando em prejuízos materiais e mais de 300 detenções.</p>
<p>Mais ou menos na mesma época, <a href="http://afp.google.com/article/ALeqM5itrCnalXSGAMyav1o3WScSPMLwRQ">em Camarões</a> [en], a raiva causada pelo aumento dos preços e queda dos salários sacudiu o país por três dias de violentos confrontos com militares. A raiva também foi alimentada pela tentativa por parte do presidente Paul Biya de mudar a constituição para que ele pudesse exercer um terceiro mandato.</p>
<p><strong>Essa história está longe do fim. Vamos continuar na cobertura dela - portanto veja a nossa página da cobertura especial <a href="http://www.globalvoicesonline.org/specialcoverage/global-food-crisis-2008/">Global Food Crisis 2008</a> [en] regularmente.<a href="http://www.globalvoicesonline.org/specialcoverage/global-food-crisis-2008/"><br />
</a></strong></p>
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		<title>Sudeste da Ásia: Crise dos Preços do Arroz e Outros Alimentos</title>
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		<pubDate>Fri, 02 May 2008 18:43:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raquel Coelho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A crise global dos preços de alimentos está afetando milhões ou talvez bilhões de pessoas. A região sudeste da Ásia, que abriga várias economias emergentes e em desenvolvimento, também está se esforçando para lidar com a situação. Blogueiros discutem o impacto da crise nesta região.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/mong/">Mong Palatino</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/rqlcoelho/'>Raquel Coelho</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/28/southeast-asia-rice-and-food-price-crisis/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Os preços do arroz e de outros itens básicos da alimentação estão subindo. A crise global dos preços de alimentos está afetando milhões ou talvez bilhões de pessoas. É um desafio para as políticas de alimentos. Os governos estão aplicando medidas de emergência para acalmar seus eleitores inquietos. A região sudeste da Ásia, que abriga várias economias emergentes e em desenvolvimento, também está se esforçando para lidar com a situação.</p>
<p>O blog <a href="http://modernburrow.lah.cc/2008/04/06/the-problem-with-our-rising-rice-prices/"><em>For want of a better title</em></a> de certa forma resume o problema da região:</p>
<blockquote><p>o maior problema com a subida do preço do arroz é que é mais um erro de distribuição, que um problema com as safras. Tem mais a ver com política que com agricultura&#8230; Ainda assim, o que provavelmente vai acontecer é um aumento ainda maior nos preços do arroz. A questão é que, quando se trata de um produto necessário, a subida de preço, faz com que as pessoas comprem ainda mais. E uma vez que elas estão gastando mais em arroz, elas gastam menos em outras coisas que acompanham o arroz.</p></blockquote>
<p>Até mesmo Cingapura, um dos países mais ricos da Ásia, está agora lutando para oferecer alimentos a preços baixos, conforme noticiado pelo blog <a href="http://singaporenewsalternative.blogspot.com/2008/04/singapore-hit-by-food-cost-promotes-150.html"><em>Singapore News Alternative. </em></a></p>
<p>Países exportadores de arroz também estão em pânico. O site de notícias <a href="http://www.thanhniennews.com/business/?catid=2&amp;newsid=38057"><em>Thanh Nien</em></a> comenta que “a febre do arroz continua subindo em várias províncias vietnamitas”. O blog <a href="http://detailsaresketchy.wordpress.com/2008/04/23/kids-with-no-rice/"><em>Details are Sketchy</em></a> se preocupa com a previsão de que, em questão de semanas, quase meio milhão de crianças no Camboja não poderão mais fazer todas as refeições, como resultado da subida do custo do arroz.</p>
<p>O blog <a href="http://www.vuthasurf.com/2008/03/24/increasing-rice-prices-and-selling-farmland-hitting-the-poor/"><em>Vuthasurf</em></a> descreve o sentimento geral em Phnom Penh (capital do Camboja):</p>
<blockquote><p>O preço do arroz vem aumentando consideravelmente em Phnom Penh. Por conta disto, os moradores da cidade têm comprado e estocado o produto. O preço de todos os tipos de arroz está subindo muito rápido deixando os cambojanos preocupados. Em todo o país, o preço do arroz está subindo mais de 20% comparado ao ano anterior. Esta subida de preço do arroz está ajudando os produtores, mas está afetando os pobres como trabalhadores têxteis, professores, funcionários públicos que têm baixa renda.</p></blockquote>
<p>Mas o governo cambojano está otimista em relação ao crescimento da produção de arroz. O blog <a href="http://imsokthy.com/2008/04/25/will-cambodia-become-a-world-largest-export-country/"><em>Im Sokthy</em></a> explica:</p>
<blockquote><p>O Camboja tem cerca de 2 milhões de hectares de terra para produção de arroz. O sistema de irrigação existente pode cobrir 30% da área. Pode haver uma expansão para 3 milhões de hectares de produção de arroz. Além disso, o Camboja poderia cultivar cerca de 2 a 3 vezes por ano nas mesmas áreas. Baseado nisso, nota-se que o Camboja tem potencial para se tornar  o maior país exportador de arroz do mundo.</p></blockquote>
<p>O blog <a href="http://feuinewbies.blogspot.com/2008/04/consumer-or-farmer-first-anomaly-and.html"><em>Youthful Insight</em></a> atenta para uma anomalia na formulação de políticas públicas na Indonésia, o que é aplicável também a outros países:</p>
<blockquote><p>De um lado, o governo tem que manter a inflação e o preço dos alimentos baixos o suficiente para que isso não afete os mais pobres. Mas por outro lado, o governo tem que manter um preço razoavelmente alto para incentivar os donos de terras a aumentar a produção e aumentar a qualidade de vida rural. É possível que alguma política atinja ambos os objetivos acima? Sim! Dando um bom apoio financeiro aos proprietários terra como os países desenvolvidos estão fazendo. O problema é que o nosso governo não tem o dinheiro para fazer isso.</p>
<p>Alimentos a preços baixos são bons para a população urbana mais pobre, que tem como principal fonte de renda os setores de serviços e de manufaturados. Mas é ruim para a população pobre do campo, que tem como principal fonte de renda a agricultura. Baixar os preços dos alimentos significa baixar os rendimentos e a qualidade e vida da área rural. O governo sacrifica o campo em prol da cidade. Por que? Porque os pobres urbanos são politicamente mais atraentes que os pobres rurais.</p></blockquote>
<p><a href="http://feuinewbies.blogspot.com/2008/04/consumer-or-farmer-first-anomaly-and.html"><em>New Mandala</em></a> menciona o debate em curso na Tailândia sobre o quanto os produtores irão se beneficiar com a alta dos preços do arroz. <a href="http://thaicrisis.wordpress.com/2008/04/22/samak-eat-less-rice-so-we-can-export-more/"><em>Thailand Crisis</em></a> se surpreende com a fala do Primeiro Ministro tailandês estimulando as pessoas a comer menos para que a Tailândia possa exportar mais.</p>
<p>The <a href="http://the-malaysian.blogspot.com/2008/04/sabah-more-important-than-2nd-space.html"><em>Malaysian</em></a> cita um político que está pedindo ao governo da Malásia para interromper a missão espacial para que o dinheiro possa ser usado no desenvolvimento de Sabah como um estado produtor de alimentos.</p>
<p>O jornalista filipino <a href="http://www.rickycarandang.com/?p=137">Ricky Carandang</a> aponta outro motivo para a subida dos preços:</p>
<blockquote><p>Sim, existe mesmo influência dos fatores de oferta e demanda elevando os preços do arroz, mas deve-se admitir que, em grande parte, o aumento nos preços do petróleo, do ouro e do arroz se devem a especulação no mercado internacional de commodities.&#8221;</p></blockquote>
<p><a href="http://lengua-et-pluma.livejournal.com/7793.html"><em>Lengua et Pluma</em></a> culpa as políticas econômicas do presidente filipino:</p>
<blockquote><p>O governo é rápido em culpar os comerciantes , quando o que está por trás são suas políticas que preparam o terreno para operações de cartel e o declínio da produção de arroz no país . Esta crise que ocasionou uma dependência excessiva da importação de alimentos, e uma agricultura se baseia principalmente na produção de  alimentos in natura para exportação, chamou a atenção para problemas de longa data, que atrapalham nossa agricultura e os produtores rurais. Entre eles: falta de irrigação, falta de subsídios para os produtores, uso da terra e rotação da culturas, e o monopólio da terra por poucos proprietários e corporações transnacionais.</p></blockquote>
<p><a href="http://rogueeconomist.blogspot.com/2008/03/money-cant-buy-mefood.html"><em>Local Freakonomics</em></a> tem esperanças que o governo de Brunei continue subsidiando o preço de itens de alimentação básica:</p>
<blockquote><p>Eu nem espero que o governo subsidie todos os alimentos. O que eu espero é que alguns subsídios aos preços de alimentos ou pacotes de segurança alimentar estejam sendo planejados para a alimentação básica de Brunei (alem de arroz e açúcar), como óleo de cozinha, farinha de trigo, leite, ovos, frango.</p></blockquote>
<p>Artigos relacionados: <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/12/southeast-asia-rising-price-of-rice/">Southeast Asia and rising price of rice</a></p>
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		<title>Petróleo Encontrado no Brasil Faz Jorrar Controvérsias na Mídia</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/04/30/petroleo-encontrado-no-brasil-faz-jorrar-controversias-na-midia/</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Apr 2008 16:12:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raquel Coelho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Informações distorcidas sobre a descoberta daquele que pode ser o terceiro maior poço de petróleo do mundo tornaram-se o assunto do momento na blogosfera brasileira esta semana.O estopim foi um comentário do diretor da Agência Nacional de petróleo do Brasil (ANP), Haroldo Lima, mencionando que o poço de petróleo Carioca (ou Pão de Açúcar), recentemente descoberto na Bacia de Santos, poderia conter reservas de mais de 33 bilhões de barris de petróleo e gás. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/jose-murilo-junior/">Jose Murilo Junior</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/rqlcoelho/'>Raquel Coelho</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/21/new-oil-in-brazil-unleashes-a-gusher-of-media-controversies/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><strong>Informações distorcidas</strong> sobre a descoberta daquele que pode ser o terceiro maior poço de petróleo do mundo tornaram-se o assunto do momento na blogosfera brasileira esta semana. O estopim foi um comentário do diretor da Agência Nacional de petróleo do Brasil (ANP), Haroldo Lima, mencionando que o poço de petróleo Carioca (ou Pão de Açúcar), recentemente descoberto na Bacia de Santos, poderia conter reservas de mais de 33 bilhões de barris de petróleo e gás. O comentário ganhou maiores proporções quando veiculado pela imprensa como um anúncio oficial, o que causou uma onda de excitação entre os investidores, do Brasil a Nova York, em relação à Petrobrás e seus parceiros  Repsol-YPF e o Grupo BG.</p>
<p>A Petrobrás reagiu rapidamente, dizendo que seriam necessários mais 3 meses de perfuração antes que qualquer estimativa séria de volume pudesse ser feita. Ainda assim, no dia seguinte, notava-se pelas manchetes, que a mídia local tomou o anúncio como um ato intencional para impulsionar o mercado Brasileiro e elevar o preço das ações da Petrobrás, e que especulou sobre as conseqüências legais que a companhia poderia enfrentar por fazer um comentário tão infundado. Enquanto isso, os blogueiros encontraram no tema, uma nova fonte de opiniões.</p>
<blockquote><p>Haroldo Lima, diretor da Agência Nacional do Petróleo, negou peremptoriamente que fez qualquer anúncio público com relação ao achado da Bacia de Santos. Ele teria feito uma cogitação embasada por artigos que foram publicados por uma revista americana especializada. Acontece que diretor de um órgão regulador tem palavra de peso não somente no segmento em que atua, mas também no mercado financeiro. Logo, não lhe cabe fazer ilação alguma. O peso da palavra de um gestor na área petrolífera é muito maior que a opinião ou matéria de um jornalista.<br />
<a href="http://blogdoleandrovieira.wordpress.com/2008/04/16/o-peso-da-palavra-e-da-irresponsabilidade/">O peso da palavra e da responsabilidade</a> - <a href="http://blogdoleandrovieira.wordpress.com/">Leandro Vieira</a></p></blockquote>
<blockquote><p>A imprensa, que na sua esmagadora maioria é opositora ao Presidente Luís Inácio Da Silva, o “Lula”, tentou caracterizar como irresponsável Haroldo Lima, e a oposicionista CVM (Comissão De Valores Mobiliários) diz que vai “investigar” Haroldo Lima por ter dado as informações ao público antes da divulgação pela Petrobrás. Foi uma demonstração evidente do despeito, inveja e rancor da direita brasileira com o Presidente Lula. Despeito por tentar desqualificar as afirmações de Haroldo Lima, respeitável homem público brasileiro. A imprensa é tão sórdida que tentou espetacularizar a divulgação do fato, feita esta divulgação em evento fechado, como se Lima tivesse anunciado no coreto da praça com megafone, para todo o população. Na verdade, o fato já era de conhecimento de especialistas em petróleo, e já tinha sido <a href="http://www.worldoil.com/Magazine/MAGAZINE_DETAIL.asp?ART_ID=3450&amp;MONTH_YEAR=Feb-2008/">divulgado nos EUA pela revista “World Oil Magazine”</a>.<br />
<a href="http://tribunapetista.blogspot.com/2008/04/petrobrs-descobre-mega-campo-de-petrleo.html">Imprensa vocifera contra</a> - <a href="http://tribunapetista.blogspot.com/">Tribuna Petista</a></p></blockquote>
<blockquote><p>O ódio da imprensa, que está contaminando até membros do governo, deriva do fato de que Lima revelou uma grande barriga da mídia tapuia. Uma informação estratégica sobre nossas reservas energéticas, importantíssima, circulava desde fevereiro na imprensa especializada, e a nossa imprensa não sabia de nada. Não noticiava nada. Um erro colossal… O caso dos mega-campos é emblemático. A direita ficou triste! Ficou triste com o fato do Brasil ter encontrado petróleo! Agora, ficou triste e revoltada com o fato do diretor da ANP ter contado o que a imprensa especializada já sabia, que há possibilidade muito concreta do campo Pão de Açúcar ter mais de 30 bilhões de barris e ser a terceira maior reserva do planeta.<br />
<a href="http://oleododiabo.blogspot.com/2008/04/em-defesa-de-haroldo-lima-barriga-foi.html">Em defesa de Haroldo Lima: a barriga foi da mídia</a> - <a href="http://oleododiabo.blogspot.com/">Óleo do Diabo</a></p></blockquote>
<p style="center;"><a href="http://the-ejungle.blogspot.com/2008/04/petrobrs.html"><img class="aligncenter size-full wp-image-202" src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/04/lula.jpeg" alt="illustration" /></a></p>
<p><strong>Parece que a disputa entre esquerda e direita</strong>, mais uma vez, desviou a mídia do relato preciso de assuntos importantes, e são os blogs que estão especulando quanto às pautas escondidas neste caso. Como sempre, é possível encontrar interpretações diferentes para o mesmo fato dependendo do blog que se lê, mas é bom mencionar que o homem em questão, o diretor da ANP, Haroldo Lima, é um líder histórico da esquerda, particularmente conhecido por seu ativismo (ele foi preso e torturado pela polícia política da ditadura entre 1976 e 1979) durante o período traumático de resistência armada e ditadura militar no Brasil.</p>
<blockquote><p>Em abril de 2006, o governo torrou 40 milhões de reais para anunciar que o Brasil tinha passado a produzir mais petróleo do que consome. Mas a auto-suficiência não ocorreu até agora. A produção da Petrobras emperrou, o consumo aumentou e o déficit na balança comercial de óleos e derivados voltou a crescer. O rombo em 2008 deve atingir 8 bilhões de dólares. Sobrou pirotecnia também no ano passado, com a descoberta do megacampo de Tupi. À época o governo afirmou que as reservas brasileiras, hoje em 14 bilhões de barris, poderiam subir para 22 bilhões de barris. Mas é extremamente cedo para dizer se ou quando essas reservas poderão ser exploradas. Na semana passada, dados referentes à Petrobras foram novamente usados para alimentar pirotecnias políticas. Haroldo Lima, diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), declarou que a Petrobras havia descoberto uma megajazida petrolífera na Bacia de Santos.<br />
<a href="http://blogdobriguilino.blogspot.com/2008/04/o-governo-mente-sobre-petrobrs.html">Governo mente sobre a Petrobrás</a> - <a href="http://blogdobriguilino.blogspot.com/">Blog do Briguilino</a></p></blockquote>
<blockquote><p>É possível que alguns especuladores tenham ganho dinheiro com a informação que ele fez PÚBLICA e ABERTAMENTE. Mas esses especuladores ganham de qualquer maneira. Se o fato não se confirmar, vendem e ganham novamente. Haroldo Lima não tem dinheiro ou ligação para jogar na Bovespa, comprar ou vender ações da Petrobras. Se tivesse recursos, compraria cada vez mais Petrobras, acredita mil por cento na empresa. Provavelmente, quase certo, o objetivo de Haroldo Lima foi denunciar acordos da Petrobras com empresas estrangeiras. Esse megacampo que ele chamou de “Pão de Açúcar”, já não é “tão nosso”como deveria ser. A Petrobras só tem 45% de um grupo que explora o petróleo desse megacampo. A inglesa BG, tem 30%, a argentina-espanhola, Repsol, os outros 25%. Por que e para quê a Petrobras precisa de recursos para exploração e prospecção?<br />
<a href="http://blogmetropolitano.blogspot.com/2008/04/helio-fernandes-haroldo-lima-insuspeito.html">Helio Fernandes: Haroldo Lima, insuspeito e intocável</a> - <a href="http://blogmetropolitano.blogspot.com/">à ilharga de uma geógrafa (blog incidental) </a></p></blockquote>
<p><strong>Um novo elemento</strong> foi introduzido na arena política do Brasil pelos sonhos de riqueza petrolífera: a decisão do governo de mudar as regras para exploração e produção do petróleo. Apesar de assegurar aos parceiros internacionais que não haverá mudanças nas regras do jogo, Edison Lobão, Ministro das Minas e Energia, disse na terça-feira que “O governo precisa ser melhor contemplado na partilha desses recursos naturais que pertencem ao povo brasileiro”. De fato, a exclusão da camada pré-sal do leilão anual de concessões de petróleo ocorrido no ano passado foi visto como uma manobra para manter a maior parte das áreas com potencial produtivo longe de mãos estrangeiras. É também um sinal local do, assim chamado, nacionalismo de recursos - uma tendência global crescente, estimulada pela alta dos preços do petróleo.</p>
<blockquote><p>Com a descoberta dessa camada pré-sal, chamada de Carioca ou Pão de Açúcar, e das extraordinárias reservas já identificadas, o risco exploratório praticamente deixou de existir e, como destaca o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, passou a ser um bilhete premiado. Foi por isso que o Governo e a empresa decidiram, em boa hora, retirar da 9ª rodada de licitação os poços da camada pré-sal e estudam mudar o marco regulatório.Como era previsível, a iniciativa privada e a mídia já se articularam contra, mas a realidade do preço internacional do petróleo, da crise energética na América do Sul e em todo o mundo e, principalmente, da descoberta de gigantescos poços sem risco e com alta rentabilidade, exigem mesmo uma revisão desse marco regulatório de 1997.</p>
<p><a href="http://blogdeumsem-mdia.blogspot.com/2008/04/petrleo-artigo-do-jos-dirceu.html">Artigo do José Dirceu</a> - <a href="http://blogdeumsem-mdia.blogspot.com/">Blog de um sem-mídia</a></p></blockquote>
<p><strong>No <a href="http://www.worldoil.com/magazine/MAGAZINE_DETAIL.asp?ART_ID=3450&amp;MONTH_YEAR=Feb-2008">artigo original</a></strong>(que gerou o estardalhaço), o autor demonstrou especial interesse em descobrir o motivo da mudança de atitude dos gestores do petróleo brasileiro a respeito das concessões de petróleo e parcerias com empresas estrangeiras na exploração das reservas naturais.</p>
<blockquote><p>O artigo detalha as prospecções feitas na Bacia de Santos, sua localização e profundidade, a possível extensão do campo, quais os blocos de exploração que compreende, assim como as características do petróleo já descoberto… O último parágrafo manifesta a opinião do autor, inquieto com a possível retirada de blocos-chave da nona rodada de leilões da ANP, que ele julga, “talvez”, o tipo de “nacionalismo que alguns previram devido ao declínio das reservas mundiais de petróleo”. Mas ele conclui com o que considera a “real mensagem dessas descobertas”: “que não devemos perder de vista as bacias potenciais ainda desconhecidas, mas possivelmente grandes, que com freqüência são de exclusivo domínio de empresas petrolíferas nacionais”.</p>
<p><a href="http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=36075">Petróleo de Carioca: o que dizem Haroldo Lima e a World Oil</a> - <a href="http://www.vermelho.org.br/">Vermelho</a></p></blockquote>
<p><strong>“<a href="http://www.iol.co.za/index.php?set_id=1&amp;click_id=29&amp;art_id=nw20071120224922385C682342">Deus é brasileiro</a>”</strong>, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Novembro, respondendo ao anúncio do seu governo de que haviam sido descobertas grandes reservas de petróleo em alto mar. Agora, como era de se esperar, interesses variados estão se alinhando para concorrer à posse e aos benefícios deste presente de Deus.</p>
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		<title>República Dominicana testa o novo sistema de metrô em Santo Domingo.</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/04/24/republica-dominicana-testa-o-novo-sistema-de-metro-em-santo-domingo/</link>
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		<pubDate>Thu, 24 Apr 2008 01:21:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porJuliana Rincón Parra  &#183; Traduzido por Daniel Duende &#183;  Veja o post original 
As pessoas gritam, assobiam e festejam ao verem ele passar: em Santo Domingo, na República Dominicana, a mais nova celebridade é o Sistema de Transporte Metropolitano[En]. A cidade está agitada com o novo sistema de metrô que, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/juliana-rincon-parra/">Juliana Rincón Parra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/22/dominican-republic-test-drives-new-metro-system-in-santo-domingo/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/04/metrodominicana.jpg" alt="Santo Domingo Metro Logo" align="right" hspace="5" vspace="5" />As pessoas gritam, assobiam e festejam ao verem ele passar: em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Santo_Domingo">Santo Domingo</a>, na República Dominicana, a mais nova celebridade é o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Santo_Domingo_Metro">Sistema de Transporte Metropolitano</a>[En]. A cidade está agitada com o novo sistema de metrô que, a partir do sábado passado, começou a operar experimentalmente levando e trazendo visitantes da <a href="http://www.ferilibro.com/2k7/index.php">Feira do Livro de Santo Domingo</a>[Es]. Dominicanos empolgados estão filmando a passagem do metrô por suas casas nas várias corridas de teste e subindo vídeos de si mesmos andando nas estações de metrô já terminadas ou viajando nos trens que são tão novos que ainda tem plástico bolha em seus assentos.</p>
<p>O usuário <a href="http://youtube.com/user/noe0324">noe0324</a> subiu um vídeo que consegue transmitir a enorme expectativa e orgulho trazido por este massivo método de transporte público. No primeiro minuto você pode ouvir e ver a excitação das pessoas que, de pé nos tetos de suas casas ao lado dos trilhos do metrô, festejam, balançam bandeiras e aplaudem enquanto ele passa. O vídeo pode ser assistido <a href="http://youtube.com/watch?v=7xZwt_pOPGw">através deste link</a>.</p>
<p><a href="http://youtube.com/user/djblastor">DJBlastor</a> nos mostra <a href="http://www.youtube.com/watch?v=IILRm9DkHdY">outro ponto de vista</a>: pessoas esperando em filas com 3 pessoas de largura por seu momento de embarcar nos carros do metrô, e então pessoas correndo para dentro dos carros para ver se conseguem um assento. Ele tem outros <a href="http://youtube.com/user/djblastor">3 vídeos gravados no mesmo dia</a>, com comentários políticos que parecem apoiar em suas entrelinhas o governo do atual presidente, além de apresentar uma filmagem rara de pessoas empilhadas dentro de um carro de metrô em que a maioria delas exibe sorrisos radiantes.</p>
<p>Como mencionado previamente, o metrô parece ter elevado a popularidade do presidente Leonel Fernandez, e ela já era alta desde o princípio, já que este é o seu <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Government_of_the_Dominican_Republic">segundo mandato presidencial não consecutivo</a>[En]. O <a href="http://youtube.com/watch?v=4rY9LRif31c">vídeo seguinte</a> foi disponibilizado por <a href="http://youtube.com/user/macaco993">macaco993</a>, e nele você pode ouvir a multidão festejando e cantando &#8220;Leonel, Leonel, Leonel&#8221;</p>
<p><a href="http://youtube.com/watch?v=_vceKBtWOjw">Supercrackers</a> também gravou <a href="http://www.youtube.com/watch?v=_vceKBtWOjw">um passeio mais calmo ao sistema de metrô</a>, onde ela passeia pela estação, desce as escadas e se senta, enquanto observa crianças e adultos alegremente estourando o plástico bolha entre os assentos.</p>
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		<title>Blogueiros brasileiros &#8216;deitam e rolam&#039; sobre a aprovação do Open XML da Microsoft como padrão ISO</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/04/16/blogueiros-brasileiros-deitam-e-rolam-sobre-a-aprovacao-do-open-xml-da-microsoft-como-padrao-iso/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 Apr 2008 15:12:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jose Murilo Junior</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porJosé Murilo Junior  &#183; Traduzido por Jose Murilo Junior &#183;  Veja o post original 
O dia 1º de abril este ano trouxe um sabor amargo para a comunidade &#8216;open source&#8216; brasileira. O anúncio da aprovação do formato Open XML da Microsoft como padrão internacional ISO/IEC pareceu, à princípio, algum tipo de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/jose-murilo-junior/">José Murilo Junior</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/jose-murilo/'>Jose Murilo Junior</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/04/b-razi-loggers-rage-and-roll-against-iso-approval-of-microsoft-standard/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><strong>O dia 1º de abril este ano</strong> trouxe um sabor amargo para a comunidade &#8216;<em>open source</em>&#8216; brasileira. O <a href="http://www.iso.org/iso/pressrelease.htm?refid=Ref1123">anúncio da aprovação do formato Open XML da Microsoft como padrão internacional ISO/IEC</a> pareceu, à princípio, algum tipo de brincadeira. Afinal, o OOXML havia perdido uma votação sobre sua adoção em setembro último, e era de conhecimento geral o fato de que a grande maioria das centenas de ajustes requisitados pelos membros votantes ao padrão ainda não foram implementados. Entretanto, antes de seguir com as manifestações sobre o tema, vamos checar as razões para que um debate tão árido sobre padrões tecnológicos internacionais chame a atenção de tantos blogueiros no Brasil.</p>
<p>O movimento &#8216;<em>open source</em>&#8216; no Brasil, com todos os seus <a href="http://www.wired.com/wired/archive/12.11/linux.html">sucessos</a> e <a href="http://www.linux.com/articles/59637">fracassos</a>, acabou tornando-se <a href="http://www.news.com/8301-10784_3-9786370-7.html">uma tendência cultural</a>. Neste contexto, o pacote Microsoft Office (Word, Excel, Powerpoint, etc.) e seus formatos de arquivo proprietários tornaram-se o verdadeiro símbolo do obstáculo criado pelo monopolista à liberdade perseguida pelos ativistas do software livre, e também o principal alvo das políticas de subsitituição de software implementadas pelas agências governamentais. Nos locais onde o sistema operacional Linux ainda não se mostrava pronto para reinar, o <a href="http://www.openoffice.org/">Open Office</a> &#8212; com o seu formato de arquivo ODF, aprovado pela ISO &#8212; apresentou boas condições de auxiliar na quebra da hegemonia cultural da Microsoft no desktop tupiniquim. E funcionou!</p>
<p>De fato, parece que a estratégia funcionou bem até demais, e a Microsoft começou a perceber que o seu multi-bilionário modelo de negócio para o Office estava seriamente ameaçado pela crescente tendência de governos em dar preferência aos padrões abertos em suas decisões sobre aquisição de software. A reação tática da Microsoft em defesa de sua posição monopolista foi armar uma blitz para a aprovação de seu formato incompatível (OOXML) como um segundo padrão ISO. Os blogueiros denunciam que a estratégia utilizada para forçar a passagem do OOXML pelo processo &#8216;fast-track&#39; da ISO causou estrago na credibilidade do padrão, criando sérias consequências para o conceito de padrões abertos em seu sentido mais amplo. Veremos como as táticas utilizadas pela Microsoft podem suscitar a ira de brasileiros que trabalham há tanto tempo e de forma tão intensa pelos padrões abertos.</p>
<blockquote><p><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/04/final_solution_animation.gif" align="right" hspace="10" width="150" />Deixando-se penetrar por um processo que, embora tenha seguido (ainda mal-e-mal) a letra da norma, foi corrompido por trás dos panos por uma série de questionamentos, irregulariedades, lobbies e afins, a ISO perdeu (ou ao menos manchou) sua credibilidade. Se tal aprovação viesse de um consenso, seja por Fast-Track ou não, a ISO manteria sua credibilidade. Porém, ao aceitar as pressões de Redmond e não questionar como as coisas ocorreram nos países, aceitando passivamente isso, ela deixou essa credibilidade ser maculada (de maneira permanente, potencialmente) e, desse modo, colocou em xeque TODOS os padrões ISO.<br />
<a href="http://hogwartslinux.wordpress.com/2008/04/02/ooxml-iso-29500-microsoft-ganha-todos-perdemos/">OOXML = ISO 29500 - Microsoft Ganha, todos perdemos</a> - <a href="http://hogwartslinux.wordpress.com/">Linux&#8230; e mais coisas</a></p></blockquote>
<p><strong>A real novidade nesta disputa</strong> parece ser que, o fato de ser &#8216;aberto&#39; trouxe uma vantagem comercial às iniciativas &#8216;open source&#39; baseadas no padrão ODF, e a Microsoft viu-se forçada a adaptar-se ao novo cenário. Como bons rivais já conhecidos de disputas anteriores, Microsoft e as autoridades e técnicos brasileiros à princípio não se mostraram em condições de um debate aberto e civilizado.</p>
<blockquote><p><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/04/isomeeting2.jpg" align="left" hspace="10" width="250" />E para piorar um pouco as coisas, a Microsoft, do alto de sua “auto-atribuída” superioridade, e fazendo uso mais uma vez de sua notória arrogância, <a href="http://www.open2tech.com/2008/01/29/alguns-comentarios-sobre-o-ooxml-a-microsoft-a-abnt-e-o-odf/">chegou a afirmar, em janeiro</a>, quando da ocorrência do “<strong>Grupo de Trabalho 2</strong>” na <strong>CE-21:034.00</strong>“, <strong>na ABNT</strong>, grupo este que tinha por objetivo “<em>analisar as respostas da ECMA ao grupo de comentários enviados ao ISO/IEC DIS 29500</em>“, que “<em><strong>o Brasil não deveria opinar</strong> se não conseguisse concluir as análises</em>“. Ora, só de comentários brasileiros eram <strong>mais de 2000:</strong> seria este um número pouco expressivo?<br />
<a href="http://www.open2tech.com/2008/04/02/o-ooxml-foi-infelizmente-aprovado-pela-iso/">O OOXML foi infelizmente aprovado pela ISO</a> - <a href="http://www.open2tech.com/">Open2Tech</a></p></blockquote>
<p style="text-align: center"><a href="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/04/ffii_iso_ooxml_map.png"><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/04/ffii_iso_ooxml_map.png" width="400" /></a></p>
<p><strong>Talvez tenha sido a primeira vez</strong> em que tantos países se engajaram no debate sobre um padrão técnico. Por um lado, as comunidades &#8216;open source&#39; estão orgulhosas de seu padrão ODF/ISO-26300, que foi capaz de levar a Microsoft a promover uma &#8216;guerra mundial&#39; somente para conseguir que seu padrão pudesse alcançar o mesmo status. Pelo outro lado, interesses comerciais gigantescos estão em jogo no momento em que fornecedores Microsoft em todo o mundo ficam sob o risco de serem excluídos de contratos pelo fato da empresa não ter um padrão ISO aprovado. As diversas delegações nacionais foram as responsáveis pelo voto, e os blogs denunciam o fato de que fatores não-técnicos influenciaram a decisão.</p>
<blockquote><p>Quando lemos em blogs e na mídia especializada o que aconteceu em diversos países, onde grupos técnicos foram contra a aprovação, mas o staff do NB local optou pelo voto SIM ou se absteve, devemos reconhecer e aplaudir a lisura e excelência do trabalho efetuado no Brasil pela ABNT, que foi, sem sombra de dúvidas, um exemplo de comportamento que deveria ser copiado pelos NBs do mundo todo!<br />
<span class="itemTitle"><a href="http://www.softwarelivreparana.org.br/modules/news/article.php?storyid=2579">OpenXML foi aprovado&#8230;e agora?</a> - </span><a href="http://www.softwarelivreparana.org.br/">Movimento Software Livre Paraná</a></p></blockquote>
<blockquote><p>Na ISO vimos muitos países, covardes e/ou incompetentes, não votaram, tais como os nossos vizinhos: Chile e Argentina e outros “importantes” países: Holanda, Austrália, Bélgica, França, Itália, Rússia, Espanha, Luxemburgo, Malásia, Siri Lanka, Turquia, Vietnã, Zimbaue e Quênia. Todos esses abstiveram-se. Terrível!!! agora os softwares suites de escritórios ficarão como carregadores de celular, bivolts (com ODF e OpenXML).<br />
(Comentário de <a href="http://www.softwarelivreparana.org.br/">Movimento Software Livre Paraná</a> em <a href="http://homembit.com/2008/04/openxml-eles-realmente-ganharam.html">Open XML: Eles realmente ganharam?</a>)</p></blockquote>
<blockquote><p>O Vitorio falou desses países, foi realmente triste. mas o pior é ter constatado distorção em votos importantes como o da Noruega, que chegou a pedir publicamente a mudança de seu voto para Não - digamos que 24 votaram Não, 2 Sim e o voto da Noruega passou como Sim… triste! Fora outras várias irregulariedades como na *Itália*, Portugal, França, Alemanha, Polônia, *Holanda*, Suíça, Suécia e vários outros, incluindo os EUA. Realmente, aquela frase deles “Money Talks” é verdadeira. E imagino como envergonhados muitos técnicos ligados as esses países ondem houve distorção estão. Eles estudam, investigam e concluem que não presta como padrão. Votam contra. E seu voto passa como Sim ou “Absteve”.<br />
(Comment from <a href="http://www.softwarelivreparana.org.br/">Movimento Software Livre Paraná</a> at <a href="http://homembit.com/2008/04/openxml-eles-realmente-ganharam.html">Open XML: Eles realmente ganharam?</a>)</p></blockquote>
<p><strong>Um personagem de destaque</strong> neste debate foi Jomar Silva, Diretor Geral da ODF Alliance Brasil e membro da delegação brasileira, que <a href="http://homembit.com/">blogou sobre o evento</a> em português e inglês. Seus relatos estão proporcionando uma perspectiva de &#8216;atrás dos bastidores&#39; neste debate.</p>
<blockquote><p>Segundo o <a href="http://homembit.com/2008/03/afinal-o-que-fomos-fazer-em-genebra.html" onclick="javascript:urchinTracker ('/outbound/article/homembit.com');">post</a> <a href="http://homembit.com/2008/03/at-the-end-what-we-did-in-geneva.html" onclick="javascript:urchinTracker ('/outbound/article/homembit.com');">do</a> <a href="http://homembit.com/">Jomar</a> que esteve no BRM da ISO, um cidadão chegou nele num intervalo e sutilmente pediu para que <strong>não</strong> levantasse uma questão importante no processo do OOXML da Microsoft virar ou não um padrão ISO: a inexistência do mapeamento entre o formato legado (ex: .doc) e o formato novo (ex: .docx)&#8230; Se esse mapeamento não fizer parte da especificação OOXML, seu objetivo primordial é inválido. A especificação é inválida. E a delegação brasileira queria levantar essa bola: cadê o mapeamento ? Mas o barraco aqui é outro. Um cidadão pedir pra ele não levantar essa bola é uma coisa&#8230; O que me escapa o entendimento é <span title="pullquote">por que a ISO não deixou o Brasil apresentar esse questionamento ?</span> Só sei que a blogosfera vai desabar sobre esse assunto nos próximos dias e vou acompanhar de perto os blogs do <a href="http://www.robweir.com/blog/">Rob Weir</a>, <a href="http://www.sutor.com/newsite/blog-open/">Bob Sutor</a>, <a href="http://www.consortiuminfo.org/standardsblog/">Andy Updegrove</a>, <a href="http://www.groklaw.net/">Groklaw</a> e <a href="http://www.technorati.com/search/http://homembit.com/2008/03/at-the-end-what-we-did-in-geneva.html">a quantidade de reações que o post traduzido do Jomar recebe</a>. Muitos desses blogs já estão descendo a lenha.<br />
<a href="http://avi.alkalay.net/2008/03/ooxml-esta-rolando-um-barraco-na-iso.html">Está rolando um barraco na ISO</a> - <a href="http://avi.alkalay.net/">Avi Alkalay</a></p></blockquote>
<p><strong>É importante destacar</strong> que mesmo Jomar Silva, um aguerrido defensor do padrão ODF, está entre os comentadores que conseguem enxergar aspectos positivos na totalidade do processo. Obviamente, o movimento da Microsoft em migrar seus formatos proprietários para formatos abertos e baseados em XML (mais fáceis de manipular, produzir e consumir) é uma boa notícia. E seu compromisso em desenvolver tradutores para suportar o ODF como formato nativo no MS Office é algo que nem pensaríamos ser possível há bem poucos anos atrás. No longo prazo, todos que apoiam o ODF devem estar à favor da expansão de suas funcionalidades e da facilitação de seu amplo uso, o que não será realizado através da manutenção de uma visão anti-OOXML fundamentalista na ISO.</p>
<blockquote><p>Nós, Brasileiros, ganhamos por ter entrado em uma batalha dessas e ter saído por cima (sem dedo no olho e nem golpe baixo). Jogamos segundo as regras do jogo, ainda que alguns interessados tivessem tentado dar a “sua versão” das regras do jogo o tempo todo. Ganhamos ainda, pois saimos fortalecidos. Nunca fomos tão respeitados no mercado internacional de TI e nunca uma discussão sobre padrões abertos fez tanto parte da agenda de tantas pessoas no mundo e portanto, nunca pudemos falar com tanta propriedade a um público tão seleto. Ganhamos por ter unido nessa discussão gregos e troianos e por termos descoberto que empresas rivais no mercado conseguem sentar, discutir e construir juntas. Este é para mim um novo paradigma, que vai logo logo dar frutos a todos os envolvidos.<br />
<a href="http://homembit.com/2008/04/openxml-eles-realmente-ganharam.html">Open XML: Eles realmente ganharam?</a> - <a href="http://homembit.com/">Jomar Silva @ Void Life (Void)</a></p></blockquote>
<p><strong>Levando tudo em conta</strong>, parece realmente sem sentido fechar o caminho de qualquer um à uma maior abertura, e todos nós devemos estar prontos para nos adaptar a novos ambientes.</p>
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		<title>Colômbia: blogueiros reunindo assinaturas para documento em defesa de propriedade intelectual e industrial</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/04/02/colombia-blogueiros-reunindo-assinaturas-para-documento-em-defesa-de-propriedade-intelectual-e-industrial/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 Apr 2008 19:58:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jan Alyne Barbosa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porJuliana Rincón Parra  &#183; Traduzido por Jan Alyne Barbosa &#183;  Veja o post original 
 
Creative Commons em Laranja por yamabobobo

Carolina Botero, advogada e promotora do Creative Commons na Colômbia, está pedindo aos blogueiros e a qualquer pessoa que tenha acesso a algum computador, interessados nos &#8220;direitos de propriedade intelectual&#8221;, para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/juliana-rincon-parra/">Juliana Rincón Parra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/janalyne/'>Jan Alyne Barbosa</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/02/colombia-bloggers-gathering-signatures-for-copyright-and-industrial-property-letter/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p align="center"> <a href="http://www.karisma.org.co/carobotero/"><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/04/324669781_666dbdbd6d_m.jpg" alt="CC on Orange by yamabobobo" /><br />
</a><small><em><a href="http://www.flickr.com/photos/monana7/324669781/">Creative Commons em Laranja</a> por <a href="http://www.flickr.com/photos/monana7/">yamabobobo</a><br />
</em></small></p>
<p id="result_box" dir="ltr"><a href="http://www.karisma.org.co/carobotero/">Carolina Botero</a>, advogada e promotora do Creative Commons na Colômbia, está pedindo aos blogueiros e a qualquer pessoa que tenha acesso a algum computador, interessados nos &#8220;direitos de propriedade intelectual&#8221;, para assinar uma carta aberta que será enviada ao CONPES, o Conselho Nacional para Políticas Sociais e Econômicas, em oposição a um projeto de lei do DNP (Departamento Nacional de Planejamento) enviado anteriormente a eles, onde foram ignorados novos modelos de partilha de conhecimentos que proporcionam alternativas às tradicionais políticas de &#8220;proteção e execução&#8221;.</p>
<p id="result_box" dir="ltr">No artigo de Carolina Botero, intitulado<em> <a href="http://www.equinoxio.org/destacado/carta-abierta-conpes-plan-accion-sistema-propiedad-intelectual-2647/">Cultura Digital é ignorada no Documento de Propriedade Intelectual C</a></em><em><em><a href="http://www.equinoxio.org/destacado/carta-abierta-conpes-plan-accion-sistema-propiedad-intelectual-2647/"><em>ONPES</em></a></em></em> [es], ela explica como o Departamento Nacional de Planejamento parece ter ignorado completamente os mais recentes desenvolvimentos em matéria de distribuição de mídia digital, e aponta um por um os casos desconsiderados no diagnóstico realizado pelo DNP.</p>
<blockquote><p><em><span>Con el documento que se presentará este mes para aprobación en el CONPES estamos adoptando como modelo de desarrollo el de “protección y observancia” del modelo tradicional de derecho de autor, útil para un mundo de medios físicos (impreso, cinta, CD, etc.), pero que no es la única opción en entornos digitales ni en los negocios, y además, es excluyente para ciertos sectores.</span></em></p>
<p id="result_box" dir="ltr">Com o documento que será apresentado este mês para a aprovação no CONPES estaríamos adotando como modelo de desenvolvimento o tradicional &#8220;proteção e execução&#8221;, adequado para suportes físicos (documentos impressos, fitas, CDs, etc), mas que não é a única opção em ambientes digitais ou de negócios, e que também acaba excluindo outras áreas.</p>
</blockquote>
<p>Você pode ler mais detalhes sobre esta carta e sobre a proposição da lei em <a href="http://www.icommons.org/">icommons.org</a>, onde Carolina compara as novas políticas com o personagem de quadrinhos &#8220;Capitão Copyright&#8221;, em <em><a href="http://www.icommons.org/articles/captain-copyright-reappears-in-colombia">Capitão Copyright reaparece na Colômbia</a></em>. Nos comentários, existem discussões relativas ao agrupamento incorreto destas questões de &#8220;propriedade intelectual&#8221; e a proposta de criar um personagem cômico que protege direitos autorais, como uma paródia do Capitão Copyright.<br />
The three items requested from the CONPES to take into consideration are involving government institutions in education and culture to speak out about their special needs and legal regimes regarding this topic, to involve the civil society actors who may be interested in this issue, and to start drafting another document to address the other aspects of the copyright regime in case this limited document is approved.</p>
<p id="result_box" dir="ltr">Os três itens solicitados ao CONPES levam em consideração: o envolvimento de instituições governamentais, em matéria de educação e cultura, para pronunciar-se sobre as suas necessidades especiais e sobre regimes jurídicos em relação a este tema; o envolvimento de agentes da sociedade civil que possam se interessar sobre esta questão, e a elaboração de um outro documento que aborde outros aspectos do regime de direitos de autor, caso este documento limitado seja aprovado.</p>
<p>Você pode participar do abaixo-assinado <a href="http://www.firmasonline.com/1firmas/camp1.asp?C=1303">clicando neste link[es]</a>.</p>
<p align="center"><em>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">clique aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">clique aqui</a>.</em></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Burkina Faso produtor de biocombustível em breve</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/12/28/burkina-faso-produtor-de-biocombustivel-em-breve/</link>
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		<pubDate>Fri, 28 Dec 2007 23:02:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jan Alyne Barbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Burkina Faso]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[French]]></category>
		<category><![CDATA[Indústria]]></category>
		<category><![CDATA[Portuguese]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[ &#183; Traduzido por Jan Alyne Barbosa &#183;  Veja o post original 
No mês passado, o Ministério da Agricultura, Recursos Hídricos e Recursos Marinhos e a empresa francesa AgroEd assinaram uma estrutura de acordo para o desenvolvimento de uma indústria de biocombustíveis em Burkina Faso. Todo este processo acontecerá em Burkina, a partir do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/janalyne/'>Jan Alyne Barbosa</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2007/12/28/burkina-faso-soon-a-biofuel-producer/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>No mês passado, o Ministério da Agricultura, Recursos Hídricos e Recursos Marinhos e a empresa francesa AgroEd assinaram uma estrutura de acordo para o desenvolvimento de uma indústria de biocombustíveis em Burkina Faso. Todo este processo acontecerá em Burkina, a partir do cultivo de plantas (algodão, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jatropha">Jatropha</a>, etc.) para a produção de combustível.</p>
<p>Esta idéia foi recebida com entusiasmo por mais de uma pessoa. Especialistas em biocombustível acreditam que a &#8220;África tem uma verdadeira oportunidade de entrar nessa indústria que é rentável, especialmente agora com o preço do petróleo aumentando a cada dia&#8221;, [FR] <a href="http://www.lefaso.net/spip.php?article24494">escreve</a> o jornalista Alban Kini.</p>
<p>No entanto, muitos cidadãos na Internet manifestaram ceticismo sobre se Burkina Faso pode se tornar um produtor de biocombustíveis competitivo, e se as pessoas comuns, em especial os agricultores, serão beneficiados.<br />
Apesar de Burkina ser rico em matérias-primas como manga, algodão e mandioca, e já ter produzido etanol, o país tem infra-estrutura limitada à sua disposição. Nesse sentido, quando <a href="http://ramses1.blog4ever.com/blog/lirarticle-66434-558191.html">escrevi sobre biocombustíveis</a> [FR] no meu blog no início deste mês, um leitor foi cético em relação às perspectivas do projeto:</p>
<blockquote><p><em>Les coûts de production feront que ce carburant serait hors de porté des Burkinabè. Je vie en France actuellement et ici le biocarburant est juste produit par certains agriculteurs disposant de matériels assez mécanisés pour le labour, l&#39;irrigation et les récoltes. Notons qu&#39;ici les fermiers repensent 3% de la pop, ils sont les riches, aussi ils sont subventionnés à l&#39;hectare. Je trouve que souvent il faut bien réfléchir pour parapher certains accords. Si les Burkinabè n&#39;ont pas les moyens pour payer ce carburant parce que trop chers, on ira le vendre ailleurs!!!!</em></p>
<p>Os custos de produção desse combustível estarão fora das possibilidades financeiras da população de Burkina. Estou vivendo atualmente na França, e aqui os biocombustíveis são produzidos por apenas alguns agricultores, que contam com máquinas para o trabalho de irrigação e colheita. Note-se que aqui os agricultores representam 3% da população, eles são os ricos, e eles também são subsidiados pelo hectare. Penso que se deve realmente pensar antes de assinar alguns acordos. Se o cidadão de Burkina não têm os meios para pagar esses biocombustíveis porque são muito caros, eles irão vendê-los em outro lugar!!</p></blockquote>
<p>Para além desse receio do biocombustível que estão sendo vendidos no estrangeiro, muitos manifestaram preocupação com a degradação das terras de cultivo.<br />
Outro leitor escreveu:</p>
<blockquote><p><em>Pendant qu’on est en train de voir comment subventionner les pays qui gardent intact la nature, chez nous, on signe des protocoles visant a endommager cette dernière . Et le comble, c’est qu’à 100% cela ne profitera qu’a une certaine couche…</em></p>
<p>Mesmo que estejamos atentos para o modo de dar assistência aos países que protegem a natureza, aqui em casa, assinamos protocolos que visam prejudicá-la. E, para concluir, é 100% certo de que isso beneficiará apenas um determinado estrato…</p></blockquote>
<p>Um leitor acredita nos investimentos na produção do biocombustível em Burkina Faso, ao mesmo tempo em que ainda há muitos problemas relacionados ao cultivo e à venda de algodão. Ele também questiona a lógica subjacente a esta iniciativa:</p>
<blockquote><p><em>Nous sommes (ou étions) gros producteur de coton, et d&#39;or. On a gagné quoi? Que gagnent les pays africains producteurs de pétrole, d&#39;uranium, etc. ? Comme d&#39;habitude et comme de par le passé, seuls les dirigeants au sommet de l&#39;Etat et leurs parrains d&#39;Occident, les impérialistes et leurs suppôts donc, vont se sucrer sur le dos de tous.</em></p>
<p>Somos (ou fomos) grandes produtores de algodão e ouro. O que é que ganhamos com isso? O que os países africanos que produzem petróleo, urânio, etc. ganham? Como sempre e como era no passado, só os líderes no topo e os seus fregueses ocidentais, os imperialistas e seus cúmplices, se beneficiarão às custas de todos nós.</p></blockquote>
<p>A fim de mobilizar o apoio público, reuniões foram realizadas em Ouagadougou. A mais importante foi a única organizada entre 27 e 29 de novembro com o tema, &#8220;questões e perspectivas sobre biocombustíveis para a África.&#8221;<br />
O encontro reuniu 370 pessoas de 35 países, bem como as empresas multinacionais como a Total France, os seus centros de pesquisa, e com o <a href="http://www.cirad.fr/fr/le_cirad/cirad_monde/pays.php?id=202">Centre de coopération internationale en recherche agronomique pour le développement</a> (CIRAD), em Ouagadougou. Apenas os agricultores, aqueles que produzem as matérias-primas para os biocombustíveis, estavam ausentes.</p>
<p>Esses agricultores estão excluídos das reuniões, quando na verdade são os únicos que terão de se adaptar a essas novas condições e técnicas de produção. Como Padre Lacour escreve:</p>
<blockquote><p><em>“learning by doing” (apprendre en faisant) tout en espérant que les risques pour les paysans ne dépassent par trop le bénéfice escompté.</em></p>
<p>“Aprender fazendo”, esperando que os riscos para os agricultores, não ultrapassem os benefícios esperados.</p></blockquote>
<p>Matéria de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/ramata/">Ramata Sore</a>.</p>
<p align="center"><em>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">clique aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">clique aqui</a>.</em></p>
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		<title>Guatemala: Uma campanha publicitária de mau gosto</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/12/03/guatemala-uma-campanha-publicitaria-de-mal-gosto/</link>
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		<pubDate>Mon, 03 Dec 2007 17:33:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
		<category><![CDATA[Guatemala]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[Indústria]]></category>
		<category><![CDATA[Protesto]]></category>
		<category><![CDATA[Spanish]]></category>

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		<description><![CDATA[ &#183; Traduzido por Paula Góes &#183;  Veja o post original 
“Viver a vida, não morrê-la” [es] é o que  Claudia Navas diz no Ordinaria Locura, onde ela relata detalhadamente problemas sérios que a Guatemala está encarando em relação à violência contra jovens mulheres:
 Las cifras de feminicidio en el país son alarmantes, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2007/12/03/guatemala-a-tasteless-advertising-campaign/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><a href="http://claudianavas.blogspot.com/2007/11/vivir-la-vida-no-morirla.html">“Viver a vida, não morrê-la”</a> [es] é o que  Claudia Navas diz no <em>Ordinaria Locura</em>, onde ela relata detalhadamente problemas sérios que a Guatemala está encarando em relação à violência contra jovens mulheres:</p>
<blockquote><p><em> Las cifras de feminicidio en el país son alarmantes, según la Policía Nacional Civil, hasta el 2 de octubre se habían registrado 377 muertes, cifra que seguramente ha aumentado, pues tan sólo al hojear los periódicos cada día me encuentro con una víctima más. Entre ellas, a muchas que ni siquiera han llegado a la mayoría de edad.</em></p>
<p>As estatísticas de feminicídio no país são alarmantes, segundo a Polícia Civil Nacional, até o dia 2 de outubro tinham sido registrado 377 mortes, um número que com certeza aumentou, pois basta olhar os jornais a cada dia que me deparo com mais uma vítima. Entre elas, há muitas que nem sequer tinham chegado à maioridade.</p></blockquote>
<p>Mesmo com essas tristes estatísticas, uma sapataria da Guatemala lançou uma campanha publicitária que muitos blogueiros acharam fora do tom. o blogue internacional <em>VISUALMENTE </em> explica o conteúdo desses anúncios na postagem <a href="http://visualmente.blogspot.com/2007/11/poco-hombre-1-el-aviso-guatemalteco.html">Poco hombre</a> [es]. O blogue também mostra dois dos anúncios em questão.</p>
<blockquote><p><em>El 19 de noviembre en Guatemala una empresa zapatera llamada MD lanzó una campaña por su nueva colección de zapatos. “Está de muerte” es el eslogan que acompaña las piezas gráficas de esta patética campaña de publicidad, en cuya imágenes aparece el cadáver de una mujer desparramado sobre un sofá, y en otra, el cadáver de otra mujer en una camilla de una morgue o de un hospital, eso sí, ambas con unos zapatos muy lindos y vistosos, pero muertas. ¿Mujeres muertas para promocionar zapatos?</em></p>
<p>No dia  19 de novembro na Guatemala, uma sapataria chamada MD lançou uma campanha para a sua nova coleção de sapatos. &#8216;Está de morrer&#39; é o slogan que acompanha as peças gráficas de uma campanha publicitária patética, em cujas imagens aparecem o cadáver de uma mulher esparramada sob um sofá e o cadáver de uma outra mulher em uma câmara de um hospital, ambas com um sapato muito lindo e vistoso, porém mortas. Mulheres mortas para promover sapatos?</p></blockquote>
<p><em>Desing Drink </em>concorda que foi de muito mal gosto nessa <a href="http://desingdrink.blogspot.com/2007/11/no-violencia-contra-las-mujeres.html">postagem</a> [es]:</p>
<blockquote><p><em>Coincido con muchos periodistas guatemaltecos que tachan la publicidad de la zapatería MD como INOPORTUNA, ya que el pasado 25 de noviembre se conmemoró un día más de la NO VIOLENCIA CONTRA LAS MUJERES, una fecha que ni siquiera debería existir.</em></p>
<p>Concordo com muitos jornais da  Guatemala que tacharam a publicidade da sapataria  MD como INOPORTUNA, já que no dia 25 de novembro passado se comemorou um dia a mais de SEM VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES, uma comemoração que sequer deveria existir.</p></blockquote>
<p><a href="http://blackcreativebox.com/actualidad/?p=190"><em>Black Creative Box</em></a> [es] também mostra seu ponto de vista:</p>
<blockquote><p><em>somos nosotros los exagerados? Es cierto que la publicidad mientras más controversial mejor pero existen millones de formas de hacer una campaña de zapatos.</em></p>
<p>nós somos os exagerados? Está certo que na publicidade quanto mais polêmico melhor, mas existem milhões de formas de se fazer uma campanha de sapatos.</p></blockquote>
<p><a href="http://guatemaliness.blogspot.com/"><em>Guatemalidades</em></a> [es] compartilha em seu blogue a história de uma garota, Wendy, assassinada por um namorado enraivecido, e da rejeição à propaganda nas ruas da Guatemala:</p>
<blockquote><p><em>..no pienso comprar nunca zapatos en MD. las muchas Wendys de Guatemala que han visto sus sueños truncados por una violencia tonta y la rídicula imposición de la moda y la necesidad de “venderse” para convertirse en mujeres “honradas” y “esposas”. esa misma moda que descalifica el cerebro y cualifica a la mujer por el tamaño de sus tetas y el diámetro de su cintura, es aberrante usar la muerte para vender precisamente lo que provoca la violencia.</em></p>
<p>… não penso em comprar nunca sapatos da  MD. As muitas  Wendys de Guatemala que têm visto seus sonhos truncados por causa da violência sem noção, da imposição ridícula da moda e da necessidade de &#8216;vender-se&#39; para converterem-se em mulheres &#8216;honradas&#39; e &#8216;esposas&#39;. Essa mesma moda que desqualifica o cérebro e qualifica a mulher pelo tamanho de seus peitos e o diâmetro de sua cintura, é aberrante usar a morte para vender precisamente o que provoca a violência.</p></blockquote>
<p>A coluna de  Ana também se preocupa, como na postagem <a href="http://anarodas.blogspot.com/2007/11/muerte-sbita.html">Muerte Súbita</a>:</p>
<blockquote><p><em>Esa publicidad, que copia una corriente surgida algunos meses atrás en otros países, y que fue interrumpida inmediatamente por las entidades de mujeres y de derechos humanos, debe ser retirada de inmediato porque es una bofetada en el rostro de las mujeres guatemaltecas. Guatemala es el segundo país en el mundo –solo Rusia le gana– con el mayor número de mujeres asesinadas.</em></p>
<p>Essa publicidade, que copia uma corrente surgida há alguns meses atrás em outros países, e que foi interrompida imediatamente pelas entidades de mulheres e de direitos humanos, deve ser retirada de imediato porque é uma bofetada no rosto das mulheres da Guatemala. A Guatemala é o segundo país no mundo - só perde para Rússia - em número de mulheres assassinadas.</p></blockquote>
<p align="right"><em> (Texto original de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/renata-avila/">Renata Avila</a>)</em></p>
<p align="right">&nbsp;</p>
<p align="center"> <em>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">aqui</a>.</em></p>
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		<title>Japão: Golfinhos e Heroes</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/11/04/japao-golfinhos-e-heroes/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2007/11/04/japao-golfinhos-e-heroes/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 04 Nov 2007 16:50:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Etnicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Governança]]></category>
		<category><![CDATA[Indústria]]></category>
		<category><![CDATA[Japan]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Protesto]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[Relações Internacionais]]></category>

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		<description><![CDATA[ &#183; Traduzido por Paula Góes &#183;  Veja o post original 
No âmbito da imprensa e blogues de língua inglesa essa semana, comentaristas, celebridades e ativistas tiveram algo a dizer sobre a caça japonesa aos golfinhos em Taiji, distrito de Wakayama. Filmes de pescadores japoneses irritados entraram em conflito com as de celebridades loiras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://www.globalvoicesonline.org/2007/11/04/japan-dolphins-and-heroes/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p class="entry" id="single" align="left">No âmbito da <a href="http://news.sky.com/skynews/article/0,,30200-1291049,00.html">imprensa</a> e <a href="http://www.japanprobe.com/?p=3065">blogues</a> de língua inglesa essa semana, <a href="http://peacewriter313.wordpress.com/2007/11/02/saving-the-world-one-cause-at-a-time/">comentaristas</a>, <a href="http://thesuperficial.com/2007/11/hayden_panettiere_tries_to_sav.php">celebridades</a> e <a href="http://www.savejapandolphins.com/">ativistas</a> tiveram algo a dizer sobre <a href="http://japanfocus.org/products/topdf/2306">a caça japonesa aos golfinhos em Taiji, distrito de Wakayama</a>. <a href="http://www.breitbart.tv/?p=7487">Filmes</a> de pescadores japoneses irritados entraram em conflito com as de <a href="http://www.dailymail.co.uk/pages/live/articles/news/worldnews.html?in_article_id=491061&amp;in_page_id=1811">celebridades loiras do mundo ocidental</a> empenhando-se em “dividir a água” com os golfinhos a um passo de serem assassinados. Enquanto a opinião sobre o assunto em blogues e fóruns de língua inglesa são, na maioria, <a href="http://digg.com/offbeat_news/Heroes_Actress_Caught_in_Clash_at_Japanese_Dolphin_Slaughter_Site?OTC-widget">de apoio ao espírito do projeto</a>, blogueiros japoneses têm algo diferente a dizer. [Nota da tradução: Todos os links levam a sites em inglês]</p>
<p><a href="http://www.breitbart.tv/?p=7487" title="Fisherman at Taiji"><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2007/11/fisherman.jpg" alt="Fisherman at Taiji" /></a></p>
<p><a href="http://www.breitbart.tv/?p=7487" title="Hayden Panettiere"><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2007/11/hero.jpg" alt="Hayden Panettiere" /></a></p>
<p>Uma vez que a notícia dos protestos não teve cobertura na imprensa japonesa, muitos dos blogueiros que escreveram sobre o assunto moram no exterior. O blogueiro kakinomoto, que vive na Alemanha, <a href="http://wasser.seesaa.net/article/64224423.html">aprovou a posição dos protestantes</a>:</p>
<blockquote><p> 海外では大々的な非難を呼んでいるこのニュースですが、日本では報道されていないようです。<br />
◆<a href="http://ap.google.com/article/ALeqM5jKCSxL_t9-vIOA-DaRWAlVi_4dfgD8SLBT382">シーシェパード、日本のイルカ追い込み漁に抗議</a></p>
<p>Essa notícia está atraindo um monte de criticismo no exterior, mas no Japão parece que não está tendo divulgação.</p>
<p>◆<a href="http://ap.google.com/article/ALeqM5jKCSxL_t9-vIOA-DaRWAlVi_4dfgD8SLBT382">Sea Shepherd, resistindo à pesca predatória de golfinhos no Japão</a> [en]<a href="http://ap.google.com/article/ALeqM5jKCSxL_t9-vIOA-DaRWAlVi_4dfgD8SLBT382"><br />
</a></p></blockquote>
<blockquote><p> このニュースはドイツではトップ扱いでした。<br />
シーシェパードのような大金の動くビジネスまがいの団体には、普段、個人的に疑問も多く持っています。<br />
しかし、このニュースに関しては、シーシェパード側に少なからずも賛同せずにはいられませんでした。</p>
<p>Na Alemanha, foi a notícia principal.<br />
Pessoalmente, eu normalmente não creio em grupos como o Sea Shepherd, uma espécie de negócio de fachada que movimenta grandes quantidades de dinheiro.<br />
No entanto, no caso dessa notícia em particular, eu só posso aprovar um pouco a posição do Sea Shepherd.</p></blockquote>
<blockquote><p> まず、イルカの追い込み漁という方法自体が、世界で禁じられていることを無視している日本。<br />
なぜ禁じられているか。<br />
それは殺し方があまりに惨いからです。<br />
イルカの追い込み漁の日本における歴史は残念ながらよく分かりません。ですが、文明や産業・技術が発達した日本で、そのような惨たらしい方法で漁をする必要が本当にあるのでしょうか。</p>
<p>Para começar, o método conhecido como caça aos golfinhos por si só é <span id="FSGcaller1"><font class="FSG_texto">proibido</font></span> no resto do mundo, e o Japão ignora isso.<br />
Por que é <span id="FSGcaller1"><font class="FSG_texto">proibido</font></span>?<br />
Porque a matança ocorre de uma forma muito cruel.</p>
<p align="left"> Infelizmente, eu não conheço a história da caça aos golfinhos no Japão. Mas no Japão, um país que desenvolveu civilização e indústria/tecnologia, teria mesmo uma razão para se pescar dessa forma inacreditavelmente brutal?</p>
</blockquote>
<blockquote><p> そして最大の問題は、このニュースが日本で報道されていないことです。<br />
これは報道規制ですね。<br />
先進国として、ますます許されないこと、そして恥ずかしいことだと思います。<br />
報道がされなければ、日本人の多くは「日本で何が起こっているか、そしてそれが海外でどういった見方をされているか」が分からずに、まっとうな議論さえできないのではないでしょうか。</p>
<p>E o problema maior é que essa notícia não está tendo cobertura no Japão<br />
Isso é controle da mídia.<br />
Como um país desenvolvido, eu sinto que isso é algo tão vergonhoso e que não pode ser nunca permitido.<br />
Se não tiver cobertura nas notícias, muitos japoneses não saberão &#8220;o que está acontecendo no Japão, e como isso é visto no exterior”, e eles, portanto, não poderão nem mesmo argumentar de forma legítima sobre o assunto.</p></blockquote>
<p>O blogueiro <em>abcnt</em> na França <a href="http://abcnt.jugem.jp/?pid=1">imagina o que as pessoas fora do Japão pensaram sobre esse vídeo</a>:</p>
<blockquote><p> 今やすでに季節の風物詩的な扱いなのですが、<br />
先日また朝のニュースで日本人のイルカ捕獲の壮絶シーンが伝えられていました。<br />
しかも今回は声を荒げて抗議活動に抗議する男性の映像も。<br />
ことニホンジンに関しては普段にこやかでおとなしい映像しか見たことないので<br />
そっちのほうがショックだったフランス人も多いかも。</p>
<p>Isso teve que ser noticiado já que é uma tradição sazonal,<br />
e nas notícias ontem de manhã novamente estavam cenas terríveis da captura de golfinhos.<br />
Dessa vez, teve também imagens de um homem levantando a voz e resistindo ao protesto.<br />
Uma vez que eles só conheciam imagens de gentis japoneses,<br />
isso provavelmente foi mais chocante [do que as imagens dos golfinhos] para muitos franceses.</p></blockquote>
<p>Muitos blogueiros, no entanto, estavam mais descrentes sobre a coisa toda. O blogueiro T, que mora na Irlanda,  <a href="http://tyshaw4j.blogspot.com/2007/11/news.html">expressou frustração na cobertura dada pela imprensa britânica</a> à notícia:</p>
<blockquote><p>私は結婚してアイルランドに住んでします。先日、11月1日に、イギリスが世界に流してるskynewsで日本のある漁村 で漁師らが、イルカを大量に殺していることが取り上げられていて、その映像は悲惨なものでした。そして、ハリウッドの有名人達が、その村へ行ってイルカを 殺すのを辞めさせようしている模様などの映像や、18歳のTVスター(女の子）が泣きながら捕らえられたイルカの様子話す姿なども、何度も繰る返し放送さ れました。ニュースキャスターは「日本人はイルカを食べるために殺している」と言ったり、ほかのレポーターのような女性は「そうではなく、商売で、水族館 のような所へ、売るため」などと、報道している側が、分かっていないまま、真実ではない事を付け加えて世界に報道している。</p>
<p>Sou casado e moro na Irlanda. Ontem, primeiro de novembro, o Skynews, o [canal de TV] britânico exibido no mundo inteiro, estava cobrindo os pescadores em uma vila de pesca no Japão matando uma grande quantidade de golfinhos, e as imagens foram bem medonhas. Em seguida, estavam lá imagens, exibidas e re-exibidas muitas vezes, de algumas celebridades famosas de Hollywood indo ao vilarejo para tentar parar a matança, e a de uma estrela da TV de 18 anos chorando enquanto falava das condições dos golfinhos.  O âncora da TV disse: “O povo japonês está matando os golfinhos para comê-los” mas outra mulher com jeito de repórter disse: “Não, eles serão vendidos, para serem colocados em aquários” coisas desse tipo. Sem, na verdade, entender o que estava acontecendo, esses repórteres acrescentam coisas que não são verdade e as reportam no mundo todo.</p></blockquote>
<blockquote><p>おまけにskynewsのwebサイトでは「多くの日本人はイルカは殺されていい魚だと思っている。｣などと全くのでたら めを記載している。・・・惨残酷な映像とハリウッドスター達の熱い抗議と涙は注目されるのに最適でニュースショーにはピッタリだ。それだけで skynewsにとってはいいのかもしれないが、、　　　私としてはこのニュースの視点をもっと掘り下げて欲しかった。この行為の背景にはどういったこと があるのか、何が問題なのか、それがはっきりと分かれば、そこから、その問題の解決策や手段を検討、実行できるのではないかと思う。イルカを殺すのをやめ させられるかのしれない。少なくとも、”怒って、泣いて・・・”よりは何かを変えられるはずです。 skynewsはなぜそこに視点を置かないのか・・・</p>
<p>Além disso tudo, no site do skynews, eles publicaram coisas que são completamente absurdo, como: “Muitos japoneses acham que os golfinhos são peixes, e que está tudo bem em matá-los” … As imagens tenebrosas e a resistência e as lágrimas fervorosas das estrelas de Hollywood são perfeitamente apropriadas para chamar a atenção para o programa de notícias. Para o skynews, só isso é bom demais, talvez, mas pessoalmente eu queria que eles aprofundassem mais a notícia&#8230; Qual o histórico daquela situação, quais são os problemas, se eles são entendidos, e então eu acho que podemos investigar e propor soluções ou procedimentos para esses problemas e tomar uma atitude de fato. Talvez a matança de golfinhos possa ser parada. Mais do que apenas “se irritar e chorar”, isso pelo menos pode mudar algo. Por que o skynews não adota esse ponto de vista…?</p></blockquote>
<p>O blogueiro <em>the knight of prussia</em> foi além e <a href="http://blogs.yahoo.co.jp/the_knight_of_prussia/6695188.html">questionou as motivações dos protestantes</a>:</p>
<blockquote><p> 欧米人の悪いところは、こういうところですね。<br />
自分達の価値観が絶対であると考え、異なる価値観を認めようとしません。</p>
<p>É esse tipo de coisa que é ruim sobre os europeus e americanos.<br />
Acreditar que os valores de um são absolutos, e não reconhecer quaisquer valores que sejam diferentes.</p></blockquote>
<blockquote><p> 日本がクジラやイルカを食べようと、それが食文化なのであって、外国人に非難される覚えはありません。<br />
牛や豚を日本人の何倍も食べている連中に、人道がどうとか言われたくありませんね。<br />
そもそも、クジラの数が激減したのは、欧米人がランプ用油のために乱獲したからであって、<br />
細々とクジラを捕って、皮から骨に到るまで利用していた日本人のせいじゃないです。<br />
そういう事も知らずに、他国を非難するから馬鹿だと言うのです。<br />
それとも、この女優は自分のイメージアップのために計算してやっているのかもしれませんが。<br />
漁師の妨害をしておいて、「漁師がエンジンをふかしながら向かってきた」とか被害者面をするなと<br />
言いたいですね。<br />
漁師は生活が掛かっているのだから、必死になるのは当たり前です。</p>
<p>Se os japoneses comem baleias, golfinhos ou qualquer coisa, isso é parte da nossa cultura alimentar, e  eu não vejo porque estrangeiros possam nos criticar.<br />
Eu não quero receber lições de humanidade vindas de pessoas que comem muito mais carne de boi e de porco.<br />
O motivo original pelo qual a quantidade de baleias caiu tão drasticamente foi o fato de que europeus e americanos pescaram mais do que o suficiente para produzir querosene.<br />
Não foi culpa dos japoneses, que capturavam baleias e faziam uso de todas as partes delas, da pele aos ossos.<br />
Eles seguem e criticam outro país sem saber nada, por isso que eu digo que eles são estúpidos.<br />
E além de tudo isso, eu acho que talvez a atriz estivesse calculando que, ao fazer essa cena, ela poderia melhorar a imagem dela.<br />
Eu quero dizer a ela que pare de obstruir os pescadores e pare de fazer de conta que ela é a vítima com declarações sobre como: “Os pescadores viraram os motores e os dirigiram a nós.”<br />
Os pescadores dependem disso para sobreviver, então é óbvio que eles reagem com desespero.</p></blockquote>
<blockquote><p> 牛を食べるのは、ヒンドゥ教徒から見たら許せない行為だと思いますが、ヒンド教徒から欧米人は<br />
牛を食べるのを止めろと言われたら、どう思うのでしょうね。<br />
どうせ、欧米人らしい理屈で「牛や豚は増やせるから殺してもいい」「クジラやイルカは賢いし可愛い<br />
から殺してはいけない」というような幼稚園児並の理屈を平気で言いそうです。<br />
もしくは、「牛や豚は苦しまずに殺しているらからいい」けど「クジラやイルカは苦しんでいるから<br />
駄目」とか言いそうですね。<br />
私は犬を食べませんが、犬を食べる韓国や中国の人を非難するつもりは毛頭ありません。<br />
それが彼らの食文化であって、自分の価値観と違っても尊重すべきものだと思うからです。</p>
<p>Se você olhar pelo ponto de vista de um seguidor do Hinduísmo, então comer carne de boi é uma atitude indesculpável. Então por que europeus e americanos achariam se um seguidor do Hindu dissessem a eles para parar de comer vacas?<br />
Independente disso, o que eu imagino é que na lógica européia/americana, eles diriam coisas do tipo: “Os [estoques] de carne de boi e porco podem ser aumentados, então é ok matá-los” ou “baleias e golfinhos são inteligentes e fofos, eles não podem ser mortos”. Eles diriam essas coisas tão facilmente, com a lógica de uma criança na pré-escola.<br />
Eu não como cachorro, mas também não tenho a menor intenção de criticar o povo coreano ou chinês, que comem cachorro.<br />
A razão é que [comer cachorros] é parte da cultura alimentar deles, e mesmo que seja diferente dos meus valores, eu acho que eu deveria de qualquer forma respeitá-los.</p></blockquote>
<p align="right">(Texto original de <a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/chris-salzberg/" title="Posts by Chris Salzberg">Chris Salzberg</a>)</p>
<p align="right">&nbsp;</p>
<p align="center">  <em>O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no <a href="http://www.globalvoicesonline.org/">Global Voices Online</a>. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">Global Voices em Português</a>, com o objetivo de divulgar <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/about/">diferentes vozes, diferentes pontos de vista</a>. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique <a href="http://pt.globalvoicesonline.org//">aqui</a>. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique <a href="http://www.globalvoicesonline.org/lingua/">aqui</a>.</em></p>
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