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	<title>em Português &#187; Indígenas</title>
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	<description>O mundo está falando. Você está ouvindo?</description>
	<pubDate>Wed, 03 Dec 2008 23:24:06 +0000</pubDate>
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			<title>em Português</title>
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		<title>Assombrações e lendas brasileiras na lusosfera. Parte 3</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Nov 2008 04:10:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Para fechar com chave de ouro esta série sobre os mitos, lendas e assombrações brasileiros aos olhos da lusosfera, não poderíamos estar falando de outra entidade que não o brasileiríssimo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Saci">Sací Pererê</a>. Depois de conhecer seres míticos como a <em>Cuca</em>, o <em>Boitatá</em> e o <em>Curupira</em> no <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/16/assombracoes-e-lendas-brasileiras-na-lusosfera-parte-1/">primeiro artigo</a> desta série, e ler intrigantes narrativas sobre o <em>Cabeça de Cuia</em> e o <em>Caboclo D'Água</em>, entre outros, no <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/24/assombracoes-e-lendas-brasileiras-na-lusosfera-parte-2/">segundo artigo</a> da série, agora vamos nos debruçar sobre a mais famosa das entidades míticas brasileiras, que chegou a ser contemplado por leis que transformam o dia 31 de outubro no <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_do_Saci">Dia do Saci</a>.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para fechar com chave de ouro esta série sobre os mitos, lendas e assombrações brasileiros aos olhos da lusosfera, não poderíamos estar falando de outra entidade que não o brasileiríssimo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Saci" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Sací Pererê</a>. Depois de conhecer seres míticos como a <em>Cuca</em>, o <em>Boitatá</em> e o <em>Curupira</em> no <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/16/assombracoes-e-lendas-brasileiras-na-lusosfera-parte-1/">primeiro artigo</a> desta série, e ler intrigantes narrativas sobre o <em>Cabeça de Cuia</em> e o <em>Caboclo D&#39;Água</em>, entre outros, no <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/24/assombracoes-e-lendas-brasileiras-na-lusosfera-parte-2/">segundo artigo</a> da série, agora vamos nos debruçar sobre a mais famosa das entidades míticas brasileiras, que chegou a ser contemplado por leis que transformam o dia 31 de outubro no <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_do_Saci" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Dia do Saci</a>.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.sosaci.org/galeria/vicente.jpg" alt="" /></p>
<p>Mas quem ou o quê é o Saci Pererê? Essa entidade esperta, especialista em confundir e enganar &#8212; por diversão ou por maldade &#8212; conseguiu confundir até mesmo a blogosfera. Muitas são as origens e descrições distintas encontradas. Para não contribuir com a confusão, o que só ajudaria os planos do Sací, vamos citar apenas duas delas.</p>
<p>O site <em>Ifolclore</em> dá <a href="http://www.ifolclore.com.br/lendas/gerais/g_saci2.htm" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.ifolclore.com.br');">várias descrições do Sací Pererê</a>. Entre elas, esta é uma das mais esclarecedoras:</p>
<blockquote><p>&#8220;O Saci é uma entidade muito popular no folclore Brasileiro. No fim do século XVIII já se falava dele entre os negros, mestiços e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tupi-Guarani" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Tupis-guarani</a>, de onde se origina seu nome. Em muitas regiões do Brasil, o Saci é considerado um ser muito brincalhão, que esconde objetos da casa, assusta animais, assovia no ouvido das pessoas, desarruma cozinhas; enquanto que em outros lugares ele é visto como uma figura maléfica. É um negrinho de uma perna só que fuma um cachimbo e usa na cabeça uma carapuça vermelha que lhe dá poderes mágicos, entre eles, o de aparecer e desaparecer onde desejar. Tem uma mão furada e gosta de jogar objetos pequenos para o alto e deixa-los atravessa-la para pegar com a outra. Ele costuma assustar viajantes ou caçadores solitários que se aventuram por lugares ermos nos sertões ou matas, com um arrepiante assovio no ouvido, para em seguida aparecer numa nuvem de fumaça pedindo fogo para seu cachimbo. Ele gosta de esconder brinquedos de crianças, soltar animais dos currais, derramar sal que encontra nas cozinhas, e em noites de lua, monta um cavalo e sai campo afora em desembalada carreira fazendo grande alvoroço. Diz a crença popular que dentro dos redemoinhos de vento - fenômeno onde uma coluna de vento rodopia levantando areia e restos de vegetação e sai varrendo tudo que encontra a sua frente - existe um Saci.&#8221;</p></blockquote>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.sosaci.org/galeria/Ceu2.jpg" alt="" /></p>
<p>A <em>Enciclopédia Mestiça</em> <a href="http://www.geocities.com/fusaoracial/saci.htm" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.geocities.com');">chama a atenção</a> para as diversas origens possíveis do Sací, e o relaciona com outros seres encantados e mitos do Brasil e do mundo:</p>
<blockquote><p>&#8220;A representação clássica do Saci Pererê é a de um negro pequenino, de uma perna só, com uma toca vermelha na cabeça e um pito na boca. É dado a ele um temperamento irrequieto e está sempre fazendo traquinagens. Não se deve, porém, dizer que seja mau, antes que seja imprevisível e um tanto inconseqüente. Não há consenso sobre sua origem, se indígena ou negra; conforme a região foi sendo representado em diferentes nuances. É visto como um ser mestiço por alguns. Em 1917, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Monteiro_Lobato" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Monteiro Lobato</a> organizou uma pesquisa entre leitores do Estadinho, publicação vespertina do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Estado_de_S._Paulo" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">O Estado de São Paulo</a>. No ano seguinte publico o livro Inquérito. Para Monteiro Lobato, o saci é fruto de influências indígenas, negras e portuguesas. Seu mito desenvolveu-se mais fortemente nas áreas sertanejas do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Regi%C3%A3o_Sudeste" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Sudeste</a>. Ele seria mais encontrado em locais com plantas. Pode ser um versão de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ex%C3%BA" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Exu</a>, o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Orix%C3%A1" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">orixá</a> que como ele possui um caráter de desorganizador-reorganizador e um comportamento imprevisível. Desde as primeiras missões jesuíticas, Exu é associado ao Diabo, da religião cristã. O Saci pode estar também ligado ao mito português do Matintaperera, ou Matintaperê,<br />
[&#8230;]<br />
No Amazonas houve o mito de uma entidade também com o nome de Matintapera, de duas pernas e sem carapuça, cujo poder vem de um colar; corresponderia ao Cambaí, em guarani, e ao Iaci, em tupi. Os negros o teriam associado a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ossaim" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Ossaim</a>, filho de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Iemanja" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Iemanjá</a> e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Oxala" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Oxalá</a>, que possui uma única perna e cuida das plantas. Entre os países da bacia do Prata, houve o Iaci Iaterê, um ser de cabelos de fogo. No folclore haitiano há o Quibungo, de origem <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Banto" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">banto</a>, um menino que sai à noite para perseguir pessoas. Outra personagem africana é o Gunocô, que protege as matas. Na Europa, havia também o mito dos <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fada" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">duendes</a>, pequenos seres campestres. Em 2003, foi fundada em São Luiz do Paraitinga, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Paulo" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">São Paulo</a>, a Sociedade dos Observadores do Saci - Sosaci, que conseguiu aprovar, na capital paulista, o dia 31 de outubro como o dia do Saci.&#8221;</p></blockquote>
<p>Por falar na <a href="http://sosaci.org/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/sosaci.org');">Sociedade dos Observadores de Sací</a>, o site da organização reúne <a href="http://sosaci.org/historias.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/sosaci.org');">vários artigos interessantes</a>, em português, para quem quiser saber mais sobre o Sací.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.sosaci.org/galeria/eder.jpg" alt="" /></p>
<p>Uma das perguntas mais frequentes a respeito dos Sacis é por quê ele tem só uma perna. Entre as muitas respostas que encontrei, <a href="http://casossobrenaturais.blogspot.com/2007/05/dando-seqncia-sesso-folclore-do-blag.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/casossobrenaturais.blogspot.com');">a resposta dada</a> por <em>Tio Cráudio</em> no lendário blogue <em><a href="http://casossobrenaturais.blogspot.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/casossobrenaturais.blogspot.com');">Casos Sobrenaturais</a></em> é a mais direta e esclarecedora:</p>
<blockquote><p>&#8220;[&#8230;] Com a chegada dos escravos negros trazidos pelos invasores portugueses, a lenda do saci miscigenou com o choque cultural. Passou a ser negro e perdeu uma perna.<br />
[&#8230;]<br />
Essa mudança não foi por acaso e tem um sentido mórbido. Era comum os escravos fugidos serem recapturados e torturados. Alguns chegavam a ser multilados.</p>
<p>Uma das formas de vingança que os negros escravos usavam era a psicológica. As escravas usadas como babás , para sacanear com os portugueses, costumavam contar histórias e cantigas de ninar cujo tema tinha como objetivo abaixar a estima e criar o medo nas crianças .</p>
<p>Na lenda do Saci especificamente, o mesmo se tornava o vingador dos escravos, fazendo tudo o que eles queriam mas não podiam fazer.&#8221;</p></blockquote>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.sosaci.org/galeria/Voltolino2.jpg" alt="" /></p>
<p>Seja um protetor das florestas ou uma espécie de demônio, ou apenas uma entidade infantil brincalhona, é importante saber como lidar com os Sacis. Uns dizem que se deve ter muito cuidado com suas brincadeiras, e evitar andar pelos lugares que ele frequenta. Outros afirmam que o melhor jeito é capturá-lo antes que faça algum mal. Para os que pensam assim, <em>Tio Cráudio</em>, grande estudioso do conhecimento arcano, traz <a href="http://casossobrenaturais.blogspot.com/2007/05/dando-seqncia-sesso-folclore-do-blag.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/casossobrenaturais.blogspot.com');">no mesmo post</a> uma receita de como aprisionar os sacís:</p>
<blockquote><p>&#8220;[&#8230;] O fato de ter uma perna só não é problema por que ele se movimenta através de redemoinhos de vento.</p>
<p>Boa parte de seus poderes estão no contato com o famoso gorro vermelho (herança da cultura européia). Com ele o Saci pode ficar invisível e se locomover.<br />
[&#8230;]<br />
Você precisa estar armado com uma peneira, uma garrafa, uma rolha, um rosário [&#8230;]</p>
<p>Assim que vir o redemoinho, jogue rapidamente a peneira em cima. Isso por si só já imobiliza o bicho.</p>
<p>Agora é fácil. Pegue o rosário e envolva a peneira. Com isso você vai poder abrir sem que ele fuja. ( A visão católica era que o Saci é um demônio. Assim ele deve temer os símbolos cristãos)</p>
<p>Próximo passo. Coloque a garrafa no centro. O bicho vai estar tão doido por causa do rosário que vai tentar se esconder lá dentro. Espere uns cinco minutos. Acho que é tempo suficiente.</p>
<p>Em seguida tampe a garrafa com a rolha e pronto!!!&#8221;</p></blockquote>
<p>E como o Sací é esperto, já está quase conseguindo até se tornar símbolo da Seleção Brasileira de Futebol, como nos conta <em>Paulo Bicarato</em> <a href="http://www.alfarrabio.org/index.php?itemid=2844" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.alfarrabio.org');">em seu <em>Alfarrábio</em></a>. Paulo nos conta também que tem gente que não gostou da idéia. Mas já era de se esperar que um ser misterioso e brincalhão como o Sací fosse encontrar resistência em seus planos para se tornar mundialmente famoso.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.sosaci.org/galeria/Ohi2.jpg" alt="" /></p>
<p>O Sací Pererê, mesmo sendo um dos mitos mais famosos e importantes do Brasil, é também muito misterioso, e há sobre ele mais desinformação do que conhecimento &#8212; bem do jeito que ele gosta. A Sociedade dos Observadores de Sací solicita que as pessoas enviem seus relatos de encontros com sacís, ou qualquer informação que descubram sobre estes seres, na tentativa de enxergar através das brincadeiras pregadas por este mito. Como sempre, seguimos observando os mitos da blogosfera, e voltaremos a relatar caso eles descubram alguma coisa.</p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><strong>Mais lendas e assombrações:</strong></p>
<p>Este post é parte de uma série do Global Voices Online sobre fantasmas, assombrações, mitos e lendas, que coincide com o Halloween, o Dia de Todos os Santos, e os feriados macabros desta época. Visite nossa <a href="http://globalvoicesonline.org/specialcoverage/ghosts-gouls-myths-and-legends/">página de cobertura especial</a> [En].</p>
<p><em>Todas as imagens usadas neste artigo <a href="http://www.sosaci.org/galeria/galeria.htm" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.sosaci.org');">estão disponíveis</a> na <a href="http://www.sosaci.org/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.sosaci.org');">página da Sosaci</a>, e foram usadas por gentil permissão do Sací.</em></p>
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		<title>Brasil: Vovó Aggie, as Treze Avózinhas Indígenas e o Papa</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/28/brasil-vovo-aggie-as-treze-avozinhas-indigenas-e-o-papa/</link>
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		<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 02:39:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Lou Gold, &#8216;homem-da-natureza&#39; e blogueiro norte-americano transformado em &#8216;brasileiro&#39;, bloga sobre [En] a Vovó Aggie e o Conselho Internacional das Treze Avós Indígenas [En], recontando algumas das aventuras destas corajosas senhoras e seus recentes esforços para convencer o Papa a rescindir a Bula Papal que criou o &#8220;direito&#8221; de se tomar terras indígenas.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Lou Gold</em>, &#8216;homem-da-natureza&#39; e blogueiro norte-americano transformado em &#8216;brasileiro&#39;, <a href="http://lougold.blogspot.com/2008/10/grandma-aggie-agness-baker-pilgrim-at.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/lougold.blogspot.com');">bloga sobre</a> [En] a Vovó Aggie e o <a href="http://www.grandmotherscouncil.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.grandmotherscouncil.com');">Conselho Internacional das Treze Avós Indígenas</a> [En], recontando algumas das aventuras destas corajosas senhoras e seus recentes esforços para convencer o Papa a rescindir a Bula Papal que criou o &#8220;direito&#8221; de se tomar terras indígenas.</p>
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		<title>Assombrações e lendas brasileiras na lusosfera. Parte 2</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/24/assombracoes-e-lendas-brasileiras-na-lusosfera-parte-2/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/24/assombracoes-e-lendas-brasileiras-na-lusosfera-parte-2/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2008 04:48:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[No <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/16/assombracoes-e-lendas-brasileiras-na-lusosfera-parte-1/">primeiro artigo desta série</a>, vasculhamos a internet brasileira em busca de websites que nos contassem histórias sobre assombrações e seres encatados do folclore brasileiro. Agora, neste segundo artigo da série vamos ouvir as histórias e lendas contadas por blogueiros. Eles não nos contar sobre o <em>Cabeça de Cuia</em> e sobre o <em>Caboclo D'Água</em>, e sobre a bela e triste lenda da <em>Vitória Régia</em>. Vão nos dizer mais detalhes sobre a misteriosa <em>Loira do Banheiro</em> e vão nos segredar sobre <em>o Boto</em>, que sai do rio para seduzir as moças e abandoná-las para carregar e criar seus filhos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/16/assombracoes-e-lendas-brasileiras-na-lusosfera-parte-1/">primeiro artigo desta série</a>, vasculhamos a internet brasileira em busca de websites que nos contassem histórias sobre assombrações e seres encatados do folclore brasileiro. Agora, neste segundo artigo da série vamos ouvir as histórias e lendas contadas por blogueiros. Eles vão nos contar sobre o <em>Cabeça de Cuia</em> e sobre o <em>Caboclo D&#39;Água</em>, e sobre a bela e triste lenda da <em>Vitória Régia</em>. Vão nos dizer mais detalhes sobre a misteriosa <em>Loira do Banheiro</em> e vão nos segredar sobre <em>o Boto</em>, que sai do rio para seduzir as moças e abandoná-las para carregar e criar seus filhos.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://farm1.static.flickr.com/169/412494726_5b20b385aa.jpg" alt="Alma Vagando, by DPadua" /><br />
<em><a href="http://www.flickr.com/photos/imaginarios/412494726/in/photostream/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">Alma Vagando</a>, por <a href="http://www.flickr.com/photos/imaginarios/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">DPadua</a> no Flickr. Usado sob licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/deed.en" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/creativecommons.org');">Creative Commons</a>.</em></p>
<p>Como prometemos no artigo anterior, vamos nos aprofundar mais na história da misteriosa <em>Loira do Banheiro</em>. E é ninguém menos do que Cláudio, também conhecido com <em>Tio Cráudio</em>, o antigo zelador do blogue <a href="http://casossobrenaturais.blogspot.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/casossobrenaturais.blogspot.com');">Casos Sobrenaturais</a>, quem nos conta sobre os detalhes a respeito <a href="http://casossobrenaturais.blogspot.com/2005/12/figurinhas-conhecidas-loira-do.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/casossobrenaturais.blogspot.com');">da terrível morte que transformou uma vaidosa jovem em uma cruel assombração</a>.</p>
<blockquote><p>&#8220;Conta-se que , havia uma garota loira (para variar) muito vaidosa que sempre filava aula para ficar no banheiro da escola se admirando no espelho.Ela era sempre protegida pelo zelador ,que encobria suas fugas.Este,mantinha um desejo platônico pela garota que aumentava exponencialmente durante o passar dos anos.<br />
Um belo dia o zelador resolveu esperar a loira na saida do banheiro e declarou os seus sentimentos.Ela, sem pestanejar, caiu na gargalhada e mostrou todo seu desprezo pelo rapaz de forma humilhante.Ele, tomado por um misto de ódio e decepção, a arremessou dentro do banheiro e a espancou violentamente, abafando seus gritos com as mãos.<br />
Após o ato inconsequente , o zelador fugiu do colégio e nunca mais voltou.Dizem que ela ,antes de morrer, conseguiu se levantar e ver seu rosto deformado pelos edemas e cortes no espelho,soltando um grito de pavor que fez todo o colégio se arrepiar.<br />
Varias pessoas se dirigiram ao banheiro em busca do que havia acontecido mas nada encontraram.Não havia ninguém alí.<br />
Como a garota sumiu, a polícia associou o desaparecimento com a fuga do zelador e o prendeu.Ele acabou confessando a agressão mas não soube dizer onde o corpo estava.&#8221;</p></blockquote>
<p><em>Tio Cráudio</em> jura que a história é tão verdadeira quanto os lendários bolos de cenoura preparados por sua mítica mãe. Mas, como dissemos antes, tudo a respeito da <em>Loira do Banheiro</em> é profundamente misterioso.</p>
<p>No <a href="http://lord85.multiply.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/lord85.multiply.com');">Ulysse&#39;s Site</a>, o usuário <em>lord85</em> do Multiply <a href="http://lord85.multiply.com/journal/item/101/MITOS_E_LENDAS_DO_FOLCLORE_BRASILEIRO." onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/lord85.multiply.com');">nos fala</a> sobre vários mitos e lendas populares brasileiros. Entre outros, ele nos traz a história do <em>Cabeça de Cuia</em> e a lenda do <em>Caboclo D&#39;Água</em>, e reconta a bela e triste lenda indígena da <em>Vitória Régia</em>:</p>
<blockquote><p><strong>Cabeça de Cuia</strong></p>
<p><img class="alignright" src="http://www.regipara.com/reduz.asp?path=E:%5Cvhosts%5Cregipara.com%5Chttpdocs%5Cgeral%5Cimg%5Ccuia.jpg&amp;Width=150" alt="" hspace="5" />Durante as cheias, sempre à noite e mais freqüentemente às sextas-feiras, costuma aparecer nas águas dos rios Poti e Parnaíba, um monstro. Trata-se de um sujeito alto, magro, com longos cabelos caídos pela testa e cheios de lodo, a que chamam cabeça de cuia.</p>
<p>Dizem que, há muitos anos, em uma pequena aldeia do vilarejo denominado Poti Velho vivia uma pequena família, cujo arrimo era um jovem pescador, a que alguns dão o nome de Crispim. Certo dia, o rapaz retornou da pesca muito aborrecido. À hora da refeição, composta de carne de vaca, pegou um enorme pedaço de osso e, a fim de tirar o tutano, bateu com ele na cabeça da velha mãe. A pobre senhora, indignada e enfurecida, rogou-lhe uma praga, amaldiçoando-o. O filho, com o coração tomado de remorso, pôs-se a correr como um louco e atirou-se às águas do rio Poti, desaparecendo.</p>
<p>Desde esse dia, o cabeça de cuia nada errante pelas águas dos dois rios, surgindo ora aqui, ora ali, na época das enchentes e nas noites de sexta-feira. Aparece de repente e agarra banhistas desavisados, principalmente crianças, arrastando-os para o fundo das águas. De sete em sete anos, devora uma moça chamada Maria. Após apoderar-se de sete Marias, seu encanto estará quebrado e ele retornará ao seu estado natural. Contam que sua mãe permanecerá viva até que o filho esteja livre de sua sina.</p>
<p>É o principal mito do estado do Piauí. A Prefeitura de Teresina instituiu, em 2003, o Dia do Cabeça de Cuia, a ser comemorado na última sexta-feira do mês de abril</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.regipara.com/reduz.asp?path=E:%5Cvhosts%5Cregipara.com%5Chttpdocs%5Cgeral%5Cimg%5Ccaboclo.jpg&amp;Width=250" alt="Caboclo Dágua" /><br />
<em>Caboclo D&#39;Água, conforme <a href="http://lord85.multiply.com/journal/item/101/MITOS_E_LENDAS_DO_FOLCLORE_BRASILEIRO." onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/lord85.multiply.com');">ilustração no Ulysse&#39;s Site</a>.</em></p>
<blockquote><p><strong>Caboclo D&#39;Água</strong></p>
<p>O caboclo-dágua, também chamado negro-dágua e bicho-dágua, é um dos mitos aquáticos mais populares na região do vale do rio São Francisco. Ninguém sabe de onde surgiu. Vive nas barrancas e alagadiços. Segundo as descrições mais comuns, é baixo, troncudo, musculoso, muito forte, tem a pele cor de bronze e um só olho no meio da testa. Apesar de seu tipo físico, movimenta-se de forma muito rápida e ágil. Às vezes sai do rio e caminha pela terra, geralmente para praticar alguma vingança ou fazer algum favor, mas nunca se afasta muito das margens. Para muitos, é um só e possui poderes para estar em vários lugares ao mesmo tempo.</p>
<p>Dizem que possui o temperamento enfezado e não nutre grandes simpatias para com os pescadores e remeiros. Agarra o fundo das canoas e barcos, balançando-os até os virar ou encalhando-os. Seu corpo é à prova de balas. Para evitar encontrá-lo, deve-se fincar uma faca no fundo da embarcação. Porém, se for bem tratado, o caboclo torna-se benfazejo, ajudando nas pescarias e evitando enchentes. Para agradá-lo, basta oferecer-lhe fumo.</p></blockquote>
<blockquote><p><strong>Vitória Régia</strong></p>
<p><img class="alignright" src="http://farm2.static.flickr.com/1054/1415028507_3b206a812d_m.jpg" alt="" /> Numa Tribo de índios que vivia às margens do Grande Rio. Nos igarapés silenciosos as jovens índias cantavam e sonhavam.As índias ficavam por muitas horas olhando a Lua ( Jaci como a chamavam a Deusa), a beleza das estrelas. Um dia, Neca-Neca, uma bela jovem índia , subiu numa árvore mais alta para ver se tocava na lua. Não conseguiu. Impacientes as índias, noutro dia, foram as montanhas distantes para tocarem com as mãos a lua e as estrelas. Nada, quando lá chegaram a lua estava tão distante que voltaram tristonhas para suas malocas, e na rede todas ficaram deitadas muito tristes. Ficaram tristes, porque, caso tocassem a lua ou as estrelas, tornar-se iam uma delas com toda a sua beleza.<br />
Numa outra noite, Neca-neca, deixou sua rede, muito tristonha, desiludida porque não conseguira tocar a lua. Era uma noite de lua cheia. Lá estava a lua grande bela, refletida nas águas. Ela então resolveu pedir a Lua para Tocá-la,e resolveu atirar-se no Rio para tentar tocá-la (o Reflexo da Lua no Rio) e desapareceu. A lua (Iaci) ficou com muita pena e resolveu imortalizá-la na terra pois era impossível para ela levá-la para seu reino espiritual e transformá-la numa estrela ,então transformou-a numa flor, a vitória-régia.</p></blockquote>
<p>A <a href="http://www.flickr.com/photos/celsoabreu/1415028507/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">foto da Vitória Régia</a> usada na citação acima é de autoria de <a href="http://www.flickr.com/photos/celsoabreu/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');"><em>CelsoAbreu</em></a>, e foi publicada de acordo com sua <a href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/deed.en" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/creativecommons.org');">licença Creative Commons</a>.</p>
<p>Em seu blogue <a href="http://thelisbongiraffe.typepad.com/diario_de_lisboa/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/thelisbongiraffe.typepad.com');"><em>Diário de Lisboa</em></a>, uma blogueira luso-brasileira que se identifica apenas como uma &#8220;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nereida" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">nereida</a> guerreira das palavras&#8221; <a href="http://thelisbongiraffe.typepad.com/diario_de_lisboa/2006/10/mitos_e_lendas__1.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/thelisbongiraffe.typepad.com');">nos conta a história do Boto</a>, o animal aquático que vira gente nas noites de festa para seduzir as moças que vivem na beira do rio:</p>
<blockquote><p><strong>O Boto</strong></p>
<p>&#8220;Personagem de grande importância na mitologia amazônica, principalmente no Pará. Segundo a lenda, o Boto Rosa deixa as águas do Rio Amazonas e transforma-se em um rapaz cuja beleza, fala meiga e sedutora, magnetismo do olhar atraem irresistivelmente todas as mulheres.</p>
<p>Contam que em noites de festa, ele se transforma em um rapaz alto, claro, forte,bonito e sempre se apresenta muito bem vestido, sempre de branco, sem nunca remover o chapéu que usa para ocultar o orifício para respiração no alto da cabeça. O boto bebe, dança, seduz as moças interioranas que comparecem as festas de beira de rio. Antes da alvorada, pula na água e volta à sua condição primitiva. Porém acabando o encanto, na hora que tem de transformar-se em boto, seus acessórios voltam a ser habitantes das águas: a espada é um poraquê, o chapéu é uma arraia e assim por diante.</p>
<p>A lenda serve de aviso às moças para tomarem cuidado com flertes que recebiam de belos rapazes em bailes ou festas. Por detrás deles poderia estar a figura do Boto, um conquistador de corações, que pode engravidá-las e abandoná-las.&#8221;</p></blockquote>
<p>Estas são apenas algumas, muito poucas, das histórias e lendas contadas e recontadas dentro e fora da blogosfera lusófona. No próximo artigo, o último desta série, vamos nos concentrar na busca ao <em>Saci Pererê</em> &#8212; talvez o mais famoso e misterioso ser da mitologia brasileira. Vamos seguir seu rastro de blogue em blogue, descobrir quem ele é e como encontrá-lo, e com sorte descobrir como evitar suas brincadeiras. Não perca.</p>
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		<title>Bolívia: Marcha Pró-Governo Chega a La Paz</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/24/bolivia-marcha-pro-governo-chega-a-la-paz/</link>
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		<pubDate>Fri, 24 Oct 2008 01:31:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Dezenas de milhares de trabalhadores rurais, mineiros e plantadores de coca, além de outros apoiadores do governo de Evo Morales, chegaram a La Paz na segunda feira. O que começou como uma marcha para aplicar pressão sobre o Congresso Boliviano para a aprovação da lei que convoca o referendo para aprovar a proposta de Constituição, transformou-se uma celebração quando chegou-se a um acordo com os legisladores, que aparentemente pacificou o país depois de vários meses de instabilidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dezenas de milhares de trabalhadores rurais, mineiros e plantadores de coca, além de outros apoiadores do governo de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Evo_Morales" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Evo Morales</a>, chegaram a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/La_Paz" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">La Paz</a> na segunda feira. O que começou como uma marcha para aplicar pressão sobre o Congresso Boliviano para a aprovação da lei que convoca o referendo para aprovar a proposta de Constituição, transformou-se uma celebração quando chegou-se a um acordo com os legisladores, que aparentemente pacificou o país depois de <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/15/bolivia-governo-decreta-lei-marcial-em-pando/">vários meses de instabilidade</a>.</p>
<p>Durante mais de uma semana, uma multidão foi se formando com pessoas vindo de todos os cantos do país, passando pela cidade de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/El_Alto" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">El Alto</a> e finalmente se reunindo na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:La_Paz04.jpg" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Plaza Murillo</a>, na cidade de La Paz. Sandro, do <em>Centro Cultural Autoctono Sartañani</em> [Es] <a href="http://pirwa.blogspot.com/2008/10/miles-marchan-por-la-nueva-constitucion.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pirwa.blogspot.com');">descreve muitos dos participantes da marcha</a>:</p>
<blockquote><p>Luciendo orgullosos sus vestimentas tradicionales, empuñando banderas tricolores y wiphalas, con bolsas de coca y con un poco de comida en sus mochilas o aguayos, miles de bolivianos y bolivianas, del campo y la ciudad, iniciaron hoy una marcha desde Caracollo (Oruro) hasta La Paz (sede de gobierno) con una sola premisa: la aprobación de una ley de convocatoria a referéndum sobre la nueva Constitución Política del Estado.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Mostrando orgulhosos suas vestimentas tradicionais, empunhando bandeiras tricolores e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Wiphala" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">wiphalas </a>(bandeiras tradicionais representando os povos indígenas), com bolsas cheias de coca e com um pouco de comida em suas mochilas ou aguayos (tecidos tradicionais usados para carregar objetos), milhares de bolivianos do campo e da cidade começaram uma marcha de Caracollo (<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Oruro" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Oruro</a>) até La Paz (sede do governo) com apenas um propósito: a aprovação da lei de convocação do referendo sobre a nova constituição&#8221;</div>
<p>Muitos blogueiros estavam prontos para a chegada da marcha, e começaram a capturar imagens antes mesmo da chegada da marcha. Nelson Vilca, do blogue <em>La Mala Palabra</em> [Es] tem <a href="http://revistalamalapalabra.blogspot.com/2008/10/las-imgenes-de-la-marcha-la-paz.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/revistalamalapalabra.blogspot.com');">algumas fotos da estrada</a>. Hugo Miranda do blogue <a href="http://angelcaido666x.blogspot.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/angelcaido666x.blogspot.com');"><em>Angel Caido</em></a> [Es] também gravou vídeos e tirou fotos dos <a href="http://angelcaido666x.blogspot.com/2008/10/fotos-y-videos-de-la-marcha-de-los.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/angelcaido666x.blogspot.com');">participantes da marcha ao longo da estrada</a>. Muitas delas podem ser encontradas <a href="http://www.flickr.com/photos/angelcaido666x/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">em seu site no Flickr</a>.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/lhe6cG1AAO4&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/lhe6cG1AAO4&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Veja mais vídeos <a href="http://www.youtube.com/user/angelcaido666x" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.youtube.com');">no canal de Miranda no YouTube</a> [Es].</p>
<p>Mario Durán do <em>Palabras Libres</em> [Es] foi um dos jornalistas cidadãos mais ativos, publicando dezenas de fotos e partilhando suas opiniões e visões <a href="http://bolivianueva.blogspot.com/2008/10/bolivia-la-marcha-de-los-movimientos.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/bolivianueva.blogspot.com');">em seu blogue</a> [Es], apontando que as ondas de pessoas pareciam uma &#8220;<a href="http://bolivianueva.blogspot.com/2008/10/bolivia-marcha-de-los-movimientos_20.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/bolivianueva.blogspot.com');">tsunami</a>&#8221; [Es].</p>
<blockquote><p>Fui sorprendido por la cantidad de gente en marcha, la recepcion popular, agua, refresco, comida… todo era para los marchistas. Lo otro era el rostro de los campesinos, su paso era recibido con aplausos, con vivas y con abrazos.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Fui surpreendido pela quantidade de gente em marcha, pela receptividade popular, água, refresco, comida&#8230; tudo era para os que estavam marchando. Outra coisa [que me surpreendeu] foi o rosto dos camponeses, sua passagem era recebida com aplausos, com vivas e com abraços.&#8221;</div>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-51688" title="marchbol" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/marchbol.jpg" alt="" /></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/vocesbolivianas/2958443950/in/set-72157608214231123/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">Foto por Mário Durá</a>n, usada sob licença Creative Commons. Para ver seu álbum completo, visite <a href="http://www.flickr.com/photos/vocesbolivianas/sets/72157608214231123/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">o site do Voces Bolivianas no Flickr</a> [Es].</p>
<p>Cristina Quisbert do <em>Bolivia Indigena</em> [Es] também estava presente para a chegada dos marchadores e <a href="http://boliviaindigena.blogspot.com/2008/10/evo-hermano.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/boliviaindigena.blogspot.com');">presenciou o Presidente Morales conduzindo o caminho</a> [Es]. Ela publica fotografias e suas impressões:</p>
<blockquote><p>¡Evo hermano, el pueblo está contigo!, al unísono era una de las frases que salían de las voces de ciudadanos y ciudadanas que habían salido a las calles a dar la bienvenida a la gran marcha encabezada por el Presidente de la República de Bolivia, Evo Morales Ayma.</p>
<p>(…)</p>
<p>Eran aproximadamente las ocho de la mañana de este histórico 20 de octubre cuando el Presidente Morales, se unía a la marcha en el sector de Senkata, El Alto, llegando un poco antes de medio día a la Ceja a la altura del Multifuncional. Hace cientos de años atrás era ese sector también donde las huestes de nuestro líder indígena Tupac Katari se concentraban para ingresar a La Paz. A su paso por este sector, la marcha fue recibida con vítores de la multitud que se había apostado en el lugar, además de una banda de música y los aplausos que se repitieron a lo largo del recorrido que hicieron los marchistas.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Irmão &#8216;iEvo&#39;, o povo está contigo!, era uma das frases ditas em uníssono pelas vozes dos cidadãos e cidadãs que havias saído às ruas para dar boas vindas à grande marcha encabeçada pelo Presidente da República da Bolívia, Evo Morales Ayma.<br />
(&#8230;)<br />
Eram aproximadamente oito horas da manhã deste histórico 20 de outubro quando o Presidente Morales se juntou à marcha na região de Senkata, El Alto, chegando um pouco antes do meio dia na Ceja, na altura da Multifuncional. A centenas de anos atrás, este setor também foi o local onde as hostes de nosso líder indígena <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tupac_Katari" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Tupac Katari</a> se concentraram antes de entrar em La Paz. Em sua passagem por este setor, a marcha foi recebida com vivas pela multidão que se havia reunido no local, além de uma banda de música e dos aplausos que se repetiram ao longo de todo o caminho trilhado pelos participantes da marcha.&#8221;</div>
<p>Quando a multidão finalmente alcançou a cidade de La Paz, Alberto Medrano do blogue <em>El Alto Notícias </em>[Es] <a href="http://elaltonoticias.blogspot.com/2008/10/bolivia-crnicas-de-los-movimientos_20.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/elaltonoticias.blogspot.com');">escreveu que</a> &#8220;o centro de La Paz se envergou sob os milhares e milhares de participantes da marcha, e o que chamou mais a atenção foi quando a imprensa mostrou o carinho recebido por Evo Morales desde Senkata até a sua chegada aos subúrbios de La Paz.&#8221;</p>
<p>O acordo firmado dentro das paredes do Congresso pedia por mudanças substanciais ao projeto de constituição aprovado na cidade de Oruro. Este acordo ia contra a promessa feita por alguns dentro do governo, de que &#8220;nem uma vírgula seria tocada&#8221;. O projeto de constituição está agora pronto para ser votado, e aparentemente traz um fechamento para o longo processo da Assembléia Constituinte que se reuniu para escrever a nova Constituição. <em>Andrés Pucci</em> acha que <a href="http://andrespucci.blogspot.com/2008/10/asamblea-constituyente-en-bolivia-18.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/andrespucci.blogspot.com');">agora parece que foi tudo uma perda de tempo</a> [Es].</p>
<blockquote><p>Pero el proyecto de CPE aprobado en Oruro por la inconclusa Asamblea Constituyente es una base, mas de 100 artículos han sido modificados por el congreso, tal cual se modificaron las mayoría de las constituciones que ha tenido Bolivia, vía congresal. ¿Fueron necesarios los muertos de Sucre? No, si igual el proyecto lo modificaría el Congreso; ¿las huelgas? tampoco; ¡¿los 125 millones de Bolivianos?! Fueron tirados a la basura, 18 millones de dolares que pudieron ser usados en 18 pequeños hospitales especializados en ancianos y discapacitados.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Mas o projeto constitucional aprovado em Oruro pela Assembléia Constituinte interminada é apenas uma base. Mais de 100 artigos foram modificados pelo congresso, assim como foram modificadas pelo congresso a maioria das constituições que a Bolívia teve. Foram necessários os mortos em Sucre? Não, se mesmo assim o projeto foi modificado no congresso. E as greves? Não, também não. E os 125 milhões de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Boliviano_(moeda)" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">bolivianos</a> (moeda nacional)!? Foram jogados no lixo, 18 milhões de dólares que poderiam ser usados em 18 pequenos hospitais especializados em idosos e deficientes.&#8221;</div>
<p>Miguel Centellas do <em>Pronto*</em> está satisfeito que a questão <a href="http://www.mcentellas.com/archives/2008/10/bolivias_new_new_constitution.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.mcentellas.com');">tenha sido resolvida legislativamente</a> [En] e que este &#8220;é então um importante passo de volta à institucionalidade&#8221;. Ele também aponta que as outras mudanças incluem a autonomia dos departamentos. Com isso, a Bolívia <a href="http://mabb.blogspot.com/2008/10/agreement-is-reached-and-bolivia-has.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/mabb.blogspot.com');">tem muitas eleições no horizonte</a> [En], incluindo o referendo sobre a nova constituição, marcado para 25 de janeiro de 2009, e as eleições gerais em dezembro do mesmo ano.</p>
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		<title>Canadá: Femicídio Indígena em Foco</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/18/canada-femicidio-indigena-em-foco/</link>
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		<pubDate>Sat, 18 Oct 2008 22:12:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Um documentário canadense está chamando a atenção do público para o desaparecimento e assassinato de mais de 500 mulheres aborígenes no Canada nos últimos 30 anos. O filme é chamado Finding Dawn, de Christine Welsh. O nome do filme se refere a Dawn Crey, que foi a vigésima terceira vítima cujo DNA foi reconhecido na maior investigação de assassínio em série do Canadá nos idos de 2002-2004. O filme focaliza esta e outras histórias, assim como relatos e reclamações sobre a inação das autoridades em relação aos assassinatos e desaparecimentos destas nativas canadenses, e a luta das famílias destas mulheres para enfrentar a dura estrada em busca de justiça.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object class="alignleft"><a href="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/2761113772_81f0a369b3_m.jpg"><img class="size-medium wp-image-51567" title="Tsimshian Mask by get directly down" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/2761113772_81f0a369b3_m.jpg" alt="Old woman mask" /></a><br />
<small><a href="http://www.flickr.com/photos/65172294@N00/2761113772/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">Tsimshian Mask</a> by <a href="http://www.flickr.com/photos/65172294@N00/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">get directly down</a></small></object> Através do site <a href="http://www.wmm.com/filmcatalog/pages/c725.shtml" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.wmm.com');">Women Make Movies</a> [En], nós ficamos sabendo de um documentário canadense que está chamando a atenção do público para o desaparecimento e assassinato de mais de 500 mulheres aborígenes do Canada nos últimos 30 anos. O filme é chamado <em>Finding Dawn</em> [&#8221;Procurando Dawn&#8221;, em inglês], de Christine Welsh. O nome do filme se refere a Dawn Crey, que foi a vigésima terceira vítima cujo DNA foi reconhecido na maior investigação de assassínio em série do Canadá nos idos de 2002-2004. O filme focaliza esta e outras histórias, assim como relatos e reclamações sobre a inação das autoridades em relação aos assassinatos e desaparecimentos destas nativas canadenses, e a luta das famílias destas mulheres para enfrentar a dura estrada em busca de justiça.</p>
<p>Os vídeos retirados do filme e de outras fontes, tratando de femicídio (o assassinato de mulheres e garotas) podem ser encontrados no <a href="http://citizen.nfb.ca/femicide-killing-women-and-girls" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/citizen.nfb.ca');">dossiê do site Citizen Shift</a> [En] sobre o assunto. Este primeiro vídeo do filme <a href="http://citizen.nfb.ca/finding-dawn-clip-1" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/citizen.nfb.ca');">Finding Dawn</a> [En] mostra o caso de Dawn Crey em Vancouver:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="450" height="360" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="wmode" value="transparent" /><param name="allowScriptAccess" value="sameDomain" /><param name="quality" value="high" /><param name="flashvars" value="image=http://citizen.nfb.ca/sites/citizen.nfb.ca/files/images/en_finding_dawn1_80.jpg&amp;file=rtmp://flash.nfb.ca/citizenshift/videos/user/1/&amp;id=300_52581_finding_dawn1_Extrait_.rm&amp;type=rtmp&amp;autoPlay=true&amp;bufferLength=5" /><param name="src" value="http://citizen.nfb.ca/sites/all/modules/meidia/players/flvplayer.swf" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="450" height="360" src="http://citizen.nfb.ca/sites/all/modules/meidia/players/flvplayer.swf" flashvars="image=http://citizen.nfb.ca/sites/citizen.nfb.ca/files/images/en_finding_dawn1_80.jpg&amp;file=rtmp://flash.nfb.ca/citizenshift/videos/user/1/&amp;id=300_52581_finding_dawn1_Extrait_.rm&amp;type=rtmp&amp;autoPlay=true&amp;bufferLength=5" quality="high" allowscriptaccess="sameDomain" wmode="transparent"></embed></object></p>
<p>O <a href="http://citizen.nfb.ca/finding-dawn-clip-2" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/citizen.nfb.ca');">segundo vídeo</a> [En] nos mostra a Estrada de Yellowhead, um solitário trecho de estrada que conecta várias cidades, onde tantas mulheres desapareceram ou foram mortas que a estrada acabou ganhando o nome de Estrada das Lágrimas.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="450" height="360" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="wmode" value="transparent" /><param name="allowScriptAccess" value="sameDomain" /><param name="quality" value="high" /><param name="flashvars" value="image=http://citizen.nfb.ca/sites/citizen.nfb.ca/files/images/en_finding_dawn2_80.jpg&amp;file=rtmp://flash.nfb.ca/citizenshift/videos/user/1/&amp;id=300_52581_finding_dawn2_Extrait_.rm&amp;type=rtmp&amp;autoPlay=true&amp;bufferLength=5" /><param name="src" value="http://citizen.nfb.ca/sites/all/modules/meidia/players/flvplayer.swf" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="450" height="360" src="http://citizen.nfb.ca/sites/all/modules/meidia/players/flvplayer.swf" flashvars="image=http://citizen.nfb.ca/sites/citizen.nfb.ca/files/images/en_finding_dawn2_80.jpg&amp;file=rtmp://flash.nfb.ca/citizenshift/videos/user/1/&amp;id=300_52581_finding_dawn2_Extrait_.rm&amp;type=rtmp&amp;autoPlay=true&amp;bufferLength=5" quality="high" allowscriptaccess="sameDomain" wmode="transparent"></embed></object></p>
<p>O <a href="http://citizen.nfb.ca/finding-dawn-clip-3" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/citizen.nfb.ca');">terceiro</a> [En] e último vídeo do filme focaliza em Doleen Kay Bosse, uma mulher cuja família passou anos procurando por uma explicação para seu desaparecimento, se perguntando por quê as autoridades não levaram a sério os relatos sobre a mulher aborígene desaparecida.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="450" height="360" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="wmode" value="transparent" /><param name="allowScriptAccess" value="sameDomain" /><param name="quality" value="high" /><param name="flashvars" value="image=http://citizen.nfb.ca/sites/citizen.nfb.ca/files/images/en_finding_dawn3_80.jpg&amp;file=rtmp://flash.nfb.ca/citizenshift/videos/user/1/&amp;id=300_52581_finding_dawn3_Extrait_.rm&amp;type=rtmp&amp;autoPlay=true&amp;bufferLength=5" /><param name="src" value="http://citizen.nfb.ca/sites/all/modules/meidia/players/flvplayer.swf" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="450" height="360" src="http://citizen.nfb.ca/sites/all/modules/meidia/players/flvplayer.swf" flashvars="image=http://citizen.nfb.ca/sites/citizen.nfb.ca/files/images/en_finding_dawn3_80.jpg&amp;file=rtmp://flash.nfb.ca/citizenshift/videos/user/1/&amp;id=300_52581_finding_dawn3_Extrait_.rm&amp;type=rtmp&amp;autoPlay=true&amp;bufferLength=5" quality="high" allowscriptaccess="sameDomain" wmode="transparent"></embed></object></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Assombrações e lendas brasileiras na lusosfera. Parte 1</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/16/assombracoes-e-lendas-brasileiras-na-lusosfera-parte-1/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/16/assombracoes-e-lendas-brasileiras-na-lusosfera-parte-1/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 16 Oct 2008 22:28:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Americas]]></category>

		<category><![CDATA[Arte &amp; Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste primeiro de três artigos onde sentaremos à beira da fogueira virtual e ouviremos as histórias de assombrações e encantos do imaginário brasileiro contadas pela lusosfera, vamos nos debruçar sobre as histórias contadas em sites sobre cultura e folclore brasileiros. Eles vão nos contar sobre a Cuca e o Negrinho do Pastoreio, sobre o Boitatá e o Curupira, e alguns outros seres que povoam as noites e os sonhos e pesadelos brasileiros. Em meio a estes tantos sites, encontramos também um grupo de artistas do sul que resolveram dar uma nova roupagem a um mito popular brasileiro bastante conhecido.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Agora que você já conheceu, e se arrepiou, com algumas lendas, mitos e assombrações latino-americanas selecionadas por <a href="http://globalvoicesonline.org/author/juliana-rincon-parra/">Juliana Rincón</a> em seus dois artigos (<a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/07/america-latina-historias-fantasmas-demonios-e-assombracoes/">parte 1</a>, <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/16/america-latina-mais-historias-fantasmas-demonios-e-assombracoes/">parte 2</a>) sobre o tema para o Global Voices, é hora de mergulhar no <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Folclore_brasileiro" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">universo imaginário popular</a> do imenso Brasil.</p>
<p>Neste primeiro de três artigos onde sentaremos à beira da fogueira virtual e ouviremos as histórias de assombrações e encantos do imaginário brasileiro contadas pela lusosfera, vamos nos debruçar sobre as histórias contadas em sites sobre cultura e folclore brasileiros.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://farm3.static.flickr.com/2282/2507381118_7ba23701ac.jpg?v=0" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><em><a href="http://www.flickr.com/photos/iurifernandes/2507381118/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">Sombra Nocturna</a>, por <a href="http://www.flickr.com/photos/iurifernandes/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">O Pirata</a> no Flickr. Publicado sob licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/deed.en" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/creativecommons.org');">Creative Commons BY 2.0 Licence</a></em></p>
<p>Um dos melhores sites sobre lendas e folclore do Brasil é o <a href="http://www.jangadabrasil.com.br/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.jangadabrasil.com.br');">Jangada Brasil</a>, uma reconhecida revista sobre cultura brasileira. Nele se encontra uma pequena porém excelente <a href="http://www.jangadabrasil.com.br/revista/galeria/index.asp" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.jangadabrasil.com.br');">biblioteca de mitos e lendas</a>, parada certa para qualquer falante do português que esteja em busca de material sobre mitos e lendas brasileiras. E é o Jangada Brasil que vai começar com as histórias desta noite, nos contando sobre o <a href="http://www.jangadabrasil.com.br/revista/galeria/ca83010f.asp" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.jangadabrasil.com.br');">Negrinho do Pastoreio</a>, a temível <a href="http://www.jangadabrasil.com.br/revista/galeria/ca70009f.asp" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.jangadabrasil.com.br');">Cuca</a> e sobre a assombração mais urbana da <a href="http://www.jangadabrasil.com.br/revista/galeria/ca79006f.asp" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.jangadabrasil.com.br');">Loira do Banheiro</a>:</p>
<blockquote><p><strong>Negrinho do Pastoreio</strong></p>
<p>Escravo, órfão, o menino pertencia a um fazendeiro rico, cruel e arrogante. Maltratado por todos, principalmente pelos filhos do senhor, sofreu inúmeros castigos e barbaridades. Ao perder a tropilha de cavalos de seu amo, foi surrado sem piedade. Seu corpo moribundo foi, então, jogado à boca de um enorme formigueiro, para que as formigas o devorassem. No dia seguinte, o fazendeiro, atormentado, correu ao local e não mais encontrou o supliciado. Em vez disso, viu Nossa Senhora e o Negrinho, seu afilhado, são e feliz, montado em um cavalo baio, pastoreando uma tropilha de cavalos invisíveis.</p>
<p>O Negrinho do Pastoreio é mito de origem <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ga%C3%BAcho" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">gaúcha</a>, com fundamentos católicos e europeus, divulgado com finalidades morais. A compensação e redenção divinas  aos sofrimentos terrenos. A tradição popular concedeu-lhe poderes sobrenaturais, canonizando-o. Possui inúmeros devotos. Afilhado da Virgem, encontra objetos perdidos, bastando prometer-lhe um toco de vela que será dado à madrinha. Em algumas versões, oferece-se também, um naco de fumo para o menino.</p></blockquote>
<blockquote><p><strong>A Cuca</strong></p>
<p>A cuca é um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pap%C3%A3o" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">papão</a>, um ente fantástico que mete medo às crianças causando pavor. Sua aparência varia de lugar para lugar, mas a maioria das pessoas diz que ela tem a forma de uma velha, bem velha e enrugada, corcunda,  cabeleira branca, toda desgrenhada, com aspecto assustador. Ela só aparece à noite, sempre procurando por aquelas crianças que fazem pirraça e não querem ir dormir cedo. Então, a cuca as coloca num saco, levando-as embora para não se sabe onde e faz com elas não se sabe bem o que, mas, com toda certeza, trata-se de algo muito terrível.</p>
<p>Ela também é chamada de coca ou coco e assombra crianças de Portugal, Espanha, alguns países africanos e tribos indígenas brasileiras. Em alguns lugares ela é um velho, em outros, se parece com um jacaré ou uma coruja.</p>
<p>Existem muitas canções e versos sobre a cuca. <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_da_C%C3%A2mara_Cascudo" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Luís da Câmara Cascudo</a>, em Geografia dos mitos do Brasil, indica a seguinte cantiga, comum no Nordeste brasileira:</p>
<p><em>Dorme, neném<br />
Se não a cuca vem<br />
Papai foi pra roça<br />
Mamãe logo vem</em></p></blockquote>
<blockquote><p><strong>A loira do banheiro</strong></p>
<p>Ela vive nos banheiros das escolas. Possui farta cabeleira loira, é muito pálida, tem os olhos fundos e as narinas tapadas por algodão, a fim de que o sangue não escorra. Causa pânico entre os estudantes.</p>
<p>Dizem que era uma aluna que gostava de cabular as aulas, escondendo-se no banheiro. Um dia, caiu, bateu com a cabeça e morreu. Agora, seu fantasma vaga à espera de companhia, assombrando todos aqueles que fazem o mesmo que ela costumava fazer. Em outras versões, é uma professora que se apaixonou por um aluno. Terminou assassinada, a facadas, pelo marido traído. Tem o rosto e o corpo ensangüentados, as roupas em frangalhos.</p>
<p>Loura ou loira do banheiro, menina do algodão, big loura. Lenda urbana contemporânea que ocorre, com modificações, em todas as regiões do Brasil. Algumas vezes é uma mulher feita, outras vezes, uma menina. Os locais de sua aparição podem variar: escolas, centros comerciais, hospitais. Entre os caminhoneiros, surge nos banheiros de estrada, de costas, linda, corpo perfeito, belas pernas. Porém, ao se voltar para sua vítima, com o rosto sangrento, causa o horror.</p>
<p>Acredita-se, também, que seja possível invocá-la. Para isto, basta apertar a descarga por três vezes seguidas ou chutar, com força, o vaso sanitário. Então, ela aparecerá, pronta para atacar a primeira pessoa que entrar no banheiro.</p></blockquote>
<p>Algumas pessoas discordam que a Loira do Banheiro seja a mesma assombração que a Big Loura. Alguns até dizem que não há uma assombração chamada Big Loura no Brasil. Uma amiga minha, que é uma grande estudiosa das lendas urbanas da Loira do Banheiro, disse-me que há várias outras formas de invocar esta assombração. Algumas delas envolvem sangue, ou xingamentos ditos em frente a um espelho, e em alguns casos a Loira do Banheiro viria para pegar aquele que a invocou. Outras versões desta lenda dizem que este assombração encontrou seu fim depois de ser estuprada enquanto matava aula dentro do banheiro. Estes fatos são todos profundamente misteriosos, e nós vamos nos debruçar mais profundamente sobre eles na segunda parte desta série.</p>
<p>No site <a href="http://www.perfeitauniao.org/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.perfeitauniao.org');">PerfeitaUnião.org</a> encontramos <a href="http://www.perfeitauniao.org/oficina/2000/lendas_e_mitos_do_brasil.htm" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.perfeitauniao.org');">material sobre muitos mitos brasileiros</a>, como o <em>Boitatá</em>, versão brasileira do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Will_o_wisp" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/en.wikipedia.org');">Will o&#39; Wisp</a> [En] britânico e da <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/07/america-latina-historias-fantasmas-demonios-e-assombracoes/">Luz do Mal</a> latino-americana, a lenda do <em>Curupira</em>, os mitos da <em>Iara Mãe-d&#39;Água</em> e do <em>Uratau</em>, pássaro cujo canto assusta os <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Caboclo" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">caboclos</a> e encanta os índios Tupi-Guarani:</p>
<blockquote><p><strong>Boitatá</strong></p>
<p>Esta é uma versão brasileira do mito explicativo do fogo-fátuo ou santelmo, existente em quase todas as culturas. Na Alemanha, ele é a Irrlicht (a luz louca), que é carregada por minúsculos e invisíveis anões. Na Inglaterra é o Jack with a lantern que, em forma de fantasma, guiava os viajantes pelos charcos e banhados; na França é o Sinistro Moine des marais (monge dos banhados), com as mesmas finalidades de guias de pântanos; em Portugal são as alminhas, as almas dos meninos pagãos ou a alma penada que deixou dinheiro enterrado não se podendo salvar enquanto este ficar infrutífero.</p>
<p>No Brasil é um mito dos mais antigos e de origem quase que totalmente indígena. Seria uma cobra-de-fogo que vagava pelos campos, protegendo-os contra aqueles que os incendeiam. Às vezes transformava-se em grosso madeiro em brasas que fazia morrer, por combustão, aquele que queima inutilmente os campos. O boitatá foi citado por Padre Anchieta em carta de São Vicente de 31 de maio de 1560. O padre traduziu o nome por &#8220;cousa de fogo, o qiue é todo fogo&#8221;. Mbai, coisa e tatá, fogo, davam a versão exata: um fogo vivo que se desloca, largando um rastro luminoso. Como há outra palavra tupi parecida, mboi, cobra; chegou-se a mboi-tatá, a cobra de fogo. Também é conhecido como uma serpente de fogo, que reside na água, ou uma cobra grande que mata os animais, comendo-lhe os olhos; por isso fica cheia de luz de todos esses olhos. Touro ou boi que solta fogo pela boca. Espírito de gente ruim, que vaga pela terra, tocando fogo nos campos ou saindo que nem um rojão ou tocha de fogo, em variantes diversas. É conhecido por diversos nomes em diferentes regiões do Brasil.</p>
<p>No Norte e Nordeste é chamado de batatão, no Centro-Sul de boitatá, bitatá, batatá e baitatá. Já em Minas Gerais também é conhecido como batatal, e ainda como biatatá, na Bahia. Prudentemente, Anchieta dizia: &#8220;O que seja isto, ainda não se sabe com certeza&#8221;.</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://fc61.deviantart.com/fs10/f/2006/326/6/a/Curupira__Saci_and_others_by_Ferigato.jpg" alt="\'Curupira, Saci and others\', by ~ferigato user at DeviantART" /></p>
<p style="text-align: center;"><em><a href="http://ferigato.deviantart.com/art/Curupira-Saci-and-others-43472109" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/ferigato.deviantart.com');">Curupira, Saci and others</a>, pelo usuário <a href="http://ferigato.deviantart.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/ferigato.deviantart.com');">~ferigato</a> no DeviantART</em><em>. Publicado sob licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/creativecommons.org');">Creative Commons BY-NC-ND-3.0 License</a></em></p>
<blockquote><p><strong>Curupira</strong></p>
<p>A primeira assombração indígena a ser adotada pelos europeus foi o curupira. Anchieta se refere a ele em carta de 30 de maio de 1560, escrita de São Vicente, São Paulo: &#8220;É coisa sabida e pela boca de todos corre que há certos demônios a quem os brasis chamam de Corupiras, que acometem aos índios muitas vezes, no mato, dão-lhes de açoites, machucam e matam. São testemunhas disso alguns de nossos irmãos que viram, algumas vezes, os mortos por eles. Por isso, costumam os índios deixarem em certos caminhos, que por ásperas brenhas vai ter ao interior das terras, no cume da mais alta montanha, quando por cá passam, penas de aves, abanadores, fechas e outras coisas semelhantes, como uma espécie de oblação, rogando fervorosamente aos curupiras que não lhes façam mal&#8221;. É um dos poucos casos de oferenda propiciatória que se verifica entre os índios brasileiros. A criação de mito semelhante se verifica em quase todas as culturas antigas.</p>
<p>O curupira é descrito como um indiozinho ágil, de pés voltados para trás, cabelos vermelhos ou cabeça raspada, protetor das árvores e da caça, senhor dos animais que habitam a floresta. Antes das grandes tempestades, percorre a mata percutindo o tronco das árvores para assegurar a sua resistência. Personifica o rumor da floresta e as incertezas de quem se aventura mata adentro. Quando quer pode ser bondoso. Mas, em geral, ele voltava-se contras os caçadores em defesa dos animais.</p>
<p>Seu assobio estridente é motivo para o caçador se apavorar e perder-se na mata. Nota-se que não é um gênio bom. É enganador e assassino. Seus pés virados iludem os perseguidores por deixar rastros falsos no chão. Pode, contudo, ajudar a alguns caçadores em troca de comida, dado-lhes armas e transmitindo-lhes segredos que, se revelados, são punidos com a morte.</p></blockquote>
<blockquote><p><strong>Iara, a Mãe-d&#39;água</strong></p>
<p>Alguns mitos brasileiros misturaram-se a lendas européias. Como exemplo começamos com uma estória que viajantes portugueses encontravam por aqui. Eles ouviam falar de um fantasma marinho, afogador de índios, que espantava pescadores e lavadeiras, era o &#8220;ipupiara&#8221;, um monstro meio homem, meio peixe, que para se divertir, saía das águas para matar. Tempos mais tarde o ipupiara tornou-se a &#8220;uiara&#8221;, uma versão portuguesa da sereia. Depois uiara virou &#8220;iara&#8221; que &#8220;significa senhora das águas&#8221;, também conhecida como mãe-d&#39;água. Depois de várias transformações a lenda conta que a mãe-d&#39;água é uma bela mulher de longos cabelos loiros e olhos verdes, que vive em um palácio no fundo das águas, para onde atrai os jovens com quem deseja casar.</p></blockquote>
<blockquote><p><strong>Uratau</strong></p>
<p>O uratau é um pássaro solitário e de hábitos noturnos que dificilmente se deixa ver. Pousado na ponta de um galho seco, fitando a lua e estremecendo a calada da noite, emite seu canto tenebroso assemelhado a um lamento humano. Por este motivo, o povo também o chama de &#8220;mãe-da-lua&#8221;. Seu grito talvez seja o mais assustador de todos, entre as aves. &#8220;Meu filho foi, foi, foi&#8230;&#8221; - interpreta o povo. Por causa de seu grito, o uratau é muitas vezes associado a maus presságios, mas segundo a mitologia tupi-guarani, é uma ave benfazeja.</p>
<p>Segundo a lenda, uma moça guarani chamada Nheambiú, apaixonou-se profundamente por um bravo guerreiro tupi chamado Cuimbaé, que caíra prisioneiro dos guaranis. Nheambiú pediu a seus pais que consentissem o casamento com Cuimbaé. Todos os insistentes pedidos foram negados, com a alegação que os tupis eram inimigos mortais da nação guarani. Não podendo mais suportar o sofrimento, Nheambiú saiu da taba. O cacique mobilizou seus guerreiros na procura da filha e, após uma longa busca, a jovem índia foi encontrada no coração da floresta, paralisada e muda, tal qual uma estátua de pedra, sem dar nenhum tipo de sinal de vida. O feiticeiro da tribo alegou que Nheambiú perdera a fala para sempre, a não ser que uma grande dor a fizesse voltar a ser o que era antes. Então a jovem recebeu todos os tipos de notícias tristes, a morte de seus pais e amigos, mas ela não dava nenhum sinal, até que o pajé falou &#8220;Cuimbaé acaba de ser morto&#8221;. No mesmo momento a moça, lamentando repetidas vezes, tomou vida e desapareceu dentro da mata. Todos que ali estavam transformaram-se em árvores secas, enquanto que Nheambiú tomou a forma de um uratau e ficou voando, noite após noite, pelos galhos daquelas árvores amigas, chorando a perda de seu grande amor.</p></blockquote>
<p>Falando sites de cultura brasileira, o reconhecidíssimo site colaborativo de cultura brasileira <a href="http://www.overmundo.com.br/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.overmundo.com.br');">Overmundo</a>, ganhador do <a href="http://www.aec.at/en/archives/prix_archive/prix_projekt.asp?iProjectID=14230&amp;iCategoryID=12420" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.aec.at');">Golden Nica de Comunidades Digitais do ano de 2007</a> [En], também possui uma grande quantidade de artigos interessantes sobre mitos e lendas do Brasil. Mas um dos que mais me chamou a atenção foi o trabalho de um grupo de ilustradores e roteiristas do sul do Brasil que realizou uma novela gráfica que mescla ilustração, fotografia, colagem, prosa e poesia para dar <a href="http://www.overmundo.com.br/overblog/novela-grafica-rele-lenda-do-negrinho-do-pastoreio" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.overmundo.com.br');">um novo tratamento à lenda do Negrinho do Pastoreio</a>:</p>
<blockquote><p>Fazemos uma releitura da lenda do <strong>Negrinho do Pastoreio</strong>, mais conhecida pela versão do escritor regionalista <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Sim%C3%B5es_Lopes_Neto" target="_blank" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');"><strong>João Simões Lopes Neto</strong></a>, publicado no livro <strong>“Lendas do Sul”</strong>, em 1913. A esta trama inicial costuramos elementos da religiosidade afro-brasileira, lendas africanas e pencas de referências das histórias em quadrinhos.</p>
<p>Uma curiosidade: o livro <strong><a href="http://www.gutenberg.org/etext/2837" target="_blank" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.gutenberg.org');">Lendas do Sul</a></strong> foi a primeira obra literária em português publicada pelo <strong><a href="http://www.gutenberg.org/" target="_blank" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.gutenberg.org');">Projeto Gutenberg</a></strong>, instituto que distribui gratuitamente livros e e-books na internet.</p></blockquote>
<p>Segundo os próprios autores do post, que também são autores da novela gráfica, o projeto já mudou um bocado nos últimos tempos e pode ser acompanhado no <a href="http://outropastoreio.blogspot.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/outropastoreio.blogspot.com');">blogue</a> e no <a href="http://pastoreio.org/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pastoreio.org');">site do projeto</a>.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://hifolio.com/media/25/07.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><em><a href="http://hifolio.com/media/25/07.jpg" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/hifolio.com');">“Um Outro Pastoreio” página 7</a>, publicado <a href="http://pastoreio.org/previa/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pastoreio.org');">no website da novela gráfica</a>.</em></p>
<p>A quantidade de histórias populares, mitos, lendas e assombrações do imaginário popular brasileiro &#8212; seja ele das periferias urbanas ou das vastas regiões rurais &#8212; é tão grande e diverso quanto o país que o acalanta. Estes entes míticos, e aqueles que se seguirão nos próximos dois artigos, são apenas alguns dos muitos que povoam o imaginário brasileiro, e que também habitam os sites, blogues e grupos de discussão da internet brasileira. Se para alguns os tempos modernos representam a morte da imaginação popular, para outros a internet proporcionou um novo espaço para o cultivo e a difusão destes imaginários, mesmo que deslocados de seu lugar de nascimento e morada. Nós do Global Voices seguimos observando as andanças destes seres pela lusosfera brasileira, mas mantemos as luzes acesas por via das dúvidas&#8230;</p>
<p><em>O thumbnail deste post é baseado na imagem <a href="http://flickr.com/photos/visionshare/2876774355/in/set-72157607193277158/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/flickr.com');">img_8055-1_edited-1-cropped</a> de <a href="http://flickr.com/photos/visionshare/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/flickr.com');">visionshare</a> no Flickr. A imagem foi usada de acordo com sua licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/deed.en" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/creativecommons.org');">Creative Commons BY-NC 2.0 US License</a>.</em></p>
<p><strong>Atualização:</strong><br />
Se você gostou deste artigo, não deixe de ler os outros dois artigos da série <em>Assombrações e lendas brasileiras na lusosfera</em>. <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/24/assombracoes-e-lendas-brasileiras-na-lusosfera-parte-2/">Aqui</a> você confere a segunda parte, e <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/11/01/assombracoes-e-lendas-brasileiras-na-lusosfera-parte-3/">aqui</a> você encontra a terceira e última parte da série.</p>
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		<title>Brasil: Decisão na polêmica disputa de terras indígenas em suspense</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/20/brasil-decisao-na-polemica-disputa-de-terras-indigenas-em-suspense/</link>
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		<pubDate>Sat, 20 Sep 2008 16:31:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[O Superior Tribunal Federal decidiu adiar a decisão sobre o território Raposa Serra do Sol mas  votará nessa semana o menos complexo caso da reserva Caramuru-Paraguaçu na Bahia. O povo Pataxó Hã-Hã-Hãe espera por essa decisão há mais de 26 anos. Enquanto isso, blogueiros comentam o fato que pela primeira vez uma advogada índia defendeu seu povo no plenário do STF. Veja o vídeo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="single" class="entry">
<p>O Superior Tribunal Federal (STF) decidiu adiar a decisão sobre o território  <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/10/brazil-disputa-de-terras-indigenas-e-eminencia-de-guerra-civil/">Raposa Serra do Sol</a>, que é objeto de disputa entre tribos indígenas e rizicultores em Roraima, mas votará na semana que vem um outro caso de demarcação menos complexo. A decisão sobre as terras Caramuru-Paraguaçu na Bahia abrirá, dessa forma, o precedente legal para quase 150 outras disputas de terras indígenas que o caso Raposa Serra do Sol deveria abrir. Menos complexo, mas nem por isso menos importante para o povo <a href="http://www.socioambiental.org/pib/epi/pataxohahahae/pataxohahahae.shtm" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.socioambiental.org');">Pataxó Hã-Hã-Hãe</a>, que espera por essa decisão há mais de 26 anos. <a href="http://www.stf.gov.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=96385" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.stf.gov.br');">O início do julgamento está marcado para 24 de setembro</a> e o caso começa a ganhar atenção na blogosfera. <a href="http://anarquista.wordpress.com/2008/09/20/raposaserra-do-sol-et-alii-sera-que-ha-justica/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/anarquista.wordpress.com');">Anarquista Amador</a> comenta:</p>
<blockquote><p>Esperar 26 anos por uma decisão não é sério. Este papo de que a justiça tarda mais não falha é barato demais. As pessoas envelhecem, morrem. As decisões não vêm e não há suspensão ou garantias. E longe de termos um Estado fraco, omisso, temos um Estado forte que garante que as decisões não sejam tomadas em prazos reais.</p></blockquote>
<p>A data marcará um mês desde que o futuro da reserva Raposa Serra do Sol foi colocado no limbo. No dia que o Superior Tribunal Federal deveria chegar a uma conclusão, 27 de agosto passado, uma advogada indígena defendeu deu povo, pela primeira vez na história do STF. Joênia Batista de Carvalho, da tribo Wapichana, foi ao plenário para se apresentar diante do painel de 11 juízes. Ela defendeu o direito à reserva Raposa Serra do Sol, e denunciou o fato de que os conflitos acarretaram a morte de 21 líderes indígenas:</p>
<p><iframe src="http://dotsub.com/media/60afbf04-263f-4882-8a23-6f808abf63ce/e/m" frameborder="0" width="420" height="347"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><em>“Nós somos acusados de ladrões dentro de nossa própria terra. Nós somos caluniados, discriminados e nisso tem que colocar um fim.&#8221;</em></p>
<p>Depois de um discurso de quase duas horas, o relator do caso, Ministro Ayres Britto, foi o primeiro a votar, favorecendo a manutenção da Raposa Serra do Sol como uma reserva contínua, o que foi visto como um amplo reconhecimento dos direitos indígenas no Brasil. No entanto, outro ministro solicitou adiação para que maiores investigações fossem levadas a cabo, o que significa que o caso está em suspense até que uma nova sessão seja marcada. Enquanto isso, tanto a emocionante declaração da advogada Joênia quanto o surpreendente voto do Ministro Ayres estão sendo comentados, criticados e elogiados blogosfera afora.</p>
<p><a href="http://www.paznocampo.org.br/Blog/popposts.asp?id=186" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.paznocampo.org.br');">D. Bertrand de Orleans e Bragança</a>, o trineto do último imperador brasileiro <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dom_Pedro_II" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/en.wikipedia.org');">Dom Pedro II</a> que viaja pelo país proferindo palestras para fazendeiros e empresários em defesa da propriedade privada e da livre iniciativa, acha que “a performance da Dra. Joênia é puramente emocional”:</p>
<blockquote><p>Com essa argumentação, a Dra. Joênia não vai conseguir grande coisa. Será mesmo ir contra a inteligência dos senhores Ministros do Supremo querer chamar de racista a defesa dos produtores rurais, que são apoiados pela maioria dos índios da Serra do Sol, os quais, por sua vez, são em maior número que os da Raposa. Racistas seriam os índios que querem separar-se do País através da ocupação de uma imensa área, para ali, sentados sobre riquezas incalculáveis, serem os maiores latifundiários brasileiros, se bem que em posse coletiva. Um privilégio racista, esse sim.</p></blockquote>
<p><a href="http://amanditas.wordpress.com/2008/09/02/nos-tambem-somos-indios/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/amanditas.wordpress.com');">Amanda Vieira</a> ficou orgulhosa da performance da advogada Wapichana:</p>
<blockquote><p>Joênia Batista de Carvalho, nós temos orgulhos de você. Por ser índia, mulher, advogada, por fazer uma defesa tão brilhante, por nos fazer acreditar que a luta pela diversidade no Brasil vale a pena e dá muito certo. Salve Joênia! Contamos com sua sabedoria e seu exemplo.</p></blockquote>
<p>Por outro lado, <a href="http://construindoopensamento.blogspot.com/2008/08/o-caso-raposa-serra-do-sol-muito.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/construindoopensamento.blogspot.com');">Yashá Gallazzi</a> não tem muita certeza sobre os direitos indígenas no século 21:</p>
<blockquote><p>Devo presumir que tanto Joênia, como as ONG&#39;s (nacionais e internacionais), bem como alguns ministros do STF, prefeririam que tudo continuasse como era nos tempos antigos quando os aborígenes (essa foi a palavra usada por Ayres Brito) viviam em harmonia com a mãe terra. O problema é que em tal realidade idílica não haveria espaço para algumas faces próprias do progresso, como uma universidade, por exemplo. Elogiar uma descendente de índios que se formou em Direito e chegou ao ápice de fazer uma sustentação oral no STF é algo muito digno e válido. Contudo, isso há que ser resultado da capacidade técnica e jurídica da pessoa, não de sua origme étnica. A advogada índia é expressão da democracia e do sistema de liberdades democráticas próprios das sociedades ocidentais.</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/talitaoliveira/2806609154/in/set-72157606991734664/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');"><img class="aligncenter size-full wp-image-49915" title="2806609154_a7d1580460" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/09/2806609154_a7d1580460.jpg" alt="" width="468" height="312" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong></strong><strong>Manifestação em solidariedade aos povos de Raposa do Sol nas ruas de Rio Branco - Acre, no mesmo dia que a decisão ia a plenário do STF. </strong><strong>Foto de </strong> <a href="http://www.flickr.com/photos/talitaoliveira/" title="Link to Talita Oliveira's photostream" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');"><strong>Talita Oliveira</strong></a></p>
<p>Mais de 200 policiais federais armados foram enviados à região em antecipação à possível violência depois do veredito, o qual se esperava que causasse conflitos independente do lado vitorioso. É provável que uma nova sessão aconteça antes do final do ano, e espera-se que as partes envolvidas não precisem esperar por 26 anos. Ou não, como supõe <a href="http://cidadaniaejustica.blogspot.com/2008/09/um-pouco-da-histria-da-raposa-serra-do.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/cidadaniaejustica.blogspot.com');">Maria Rachel Coelho Pereira</a>, que estava lá no dia 27:</p>
<blockquote><p>As evidências da sistemática aliança entre abusos de poder político-econômico e impunidade em torno da causa anti-indígena, já abundantes no passado, parece continuar ainda hoje. No dia 27 de agosto passado ao sairmos do STF fomos surpreendidos com um boato de que o julgamento seria estrategicamente “empurrado” para o final de 2009.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/talitaoliveira/2806609186/in/set-72157606991734664/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');"><img class="aligncenter size-full wp-image-49916" title="2806609186_2fbc9485a5" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/09/2806609186_2fbc9485a5.jpg" alt="" width="462" height="308" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Manifestação em solidariedade aos povos de Raposa do Sol nas ruas de Rio Branco - Acre, no mesmo dia que a decisão ia a plenário do STF. </strong><strong>Foto de</strong><strong> </strong><a href="http://www.flickr.com/photos/talitaoliveira/" title="Link to Talita Oliveira's photostream" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');"><strong>Talita Oliveira</strong></a></p>
<p>E por falar em abuso político-econômico, <a href="http://luizvalerio.blogspot.com/2008/09/jornalista-agredido-verbalmente-por.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/luizvalerio.blogspot.com');">Luiz Valério</a> cita um caso recente de intimidação da mídia relacionado ao caso Raposa Serra do Sol. Ele escreve sobre a fricção entre o jornalista Leandro Freitas, do movimento the “Nós Existimos”, e o rizicultor e político acusado de <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/10/brazil-disputa-de-terras-indigenas-e-eminencia-de-guerra-civil/">atacar uma tribo Makuxi</a>, Paulo Cesar Quartiero, quando o primeiro tentou entrevistar o último em 8 de setembro passado:</p>
<blockquote><p>Buscando ouvir a versão de Quartiero para a denúncia foi feita formalmente por 65 lideranças indígenas da Raposa Serra do Sol, protocolada e encaminhada à Funai em Roraima e Brasília, ao Ministério Público Federal, ao Ministério da Justiça e ao Conselho Indígena de Roraima, o jornalista foi tratado de forma desrespeitosa, assim como veículo de comunicação para quem ele trabalha. Esta não é a primeira vez que Paulo Quartiero age com desrespeito contra jornalistas. No primeiro semestre também foi ele o protagonista de outro atentado à liberdade de imprensa e livre exercício da profissão de jornalista em Roraima, quando determinou a captura de equipamentos de filamagens e fitas de vídeo de uma equipe da TV Ativa, que cobria o conflito na região da Raposa Serra do Sol.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/talitaoliveira/2805716515/in/set-72157606991734664/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');"><img class="aligncenter size-full wp-image-49914" title="2805716515_f37aed800a" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/09/2805716515_f37aed800a.jpg" alt="" width="462" height="308" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Manifestação em solidariedade aos povos de Raposa do Sol nas ruas de Rio Branco - Acre, no mesmo dia que a decisão ia a plenário do STF. </strong><strong>Foto de</strong><strong> </strong><a href="http://www.flickr.com/photos/talitaoliveira/" title="Link to Talita Oliveira's photostream" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');"><strong>Talita Oliveira</strong></a>.<strong> Veja</strong><strong> <a href="http://www.flickr.com/photos/talitaoliveira/sets/72157606991734664/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">mais fotos da manifestação</a>.</strong><a title="Link to Talita Oliveira's photostream" href="http://www.flickr.com/photos/talitaoliveira/"><strong><br />
</strong></a></p>
</div>
]]></content:encoded>
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		<title>Venezuela: Os Indígenas Yukpa, Chávez e as disputas de terra</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/29/venezuela-os-indigenas-yukpa-chavez-e-as-disputas-de-terra/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/29/venezuela-os-indigenas-yukpa-chavez-e-as-disputas-de-terra/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 29 Aug 2008 22:19:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Alguns vídeos de mídia cidadã foram disponibilizados, informando sobre a situação que está se configurando na Venezuela entre os índios Yukpa das Montanhas Perijá, alguns proprietários de terras e o Presidente Chávez. Esta disputa sobre limites de propriedade vem se desenvolvendo há 30 anos, quando forças militares desalojaram as comunidades indígenas dos Yukpa a força e alocaram os proprietários de terra que tem fazendas de gado e vem cultivando a terra desde então.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/08/149624398_b876a130ec_m.jpg" alt="" hspace="7" vspace="5" /> Alguns vídeos de mídia cidadã foram disponibilizados, informando sobre a situação que está se configurando na Venezuela entre os índios <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Yukpa" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/en.wikipedia.org');">Yukpa</a> [En] das <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Serrania_del_Perija" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/en.wikipedia.org');">Montanhas Perijá</a> [En], alguns proprietários de terras e o Presidente Chávez. Esta disputa sobre limites de propriedade vem se desenvolvendo há 30 anos, quando forças militares desalojaram as comunidades indígenas dos Yukpa com uso da força, e alocaram os proprietários de terra que tem fazendas de gado e vem explorando a terra na região desde então. Os índios Yukpa tentaram reclamar sua terra, e até o presidente venezuelano Hugo Chávez declarou a 10 anos atrás que os problemas com a propriedade da terra nas Montanhas Perijá deveriam ser resolvidos, mas nada foi feito desde então para buscar as soluções.</p>
<p>Atualmente os índios Yukpa estão ocupando as fazendas da região e os proprietários de terra, que vivem da exploração de carne e leite, estão impedidos trabalhar. A situação se tornou mais difícil por conta da presença de forças armadas na área, que gerou um literal estado de sítio. Os grupos indígenas não tem permissão de transitar livremente para dentro ou para fora de suas terras, e jornalistas estão sendo proibidos de entrar na área para relatar eventuais violações dos direitos humanos, como a alegada contratação de atiradores colombianos que estão atacando comunidades inteiras, e que espancaram até a morte uma liderança indígena de 109 anos de idade. Por fim, os Yukpa conseguiram quebrar os bloqueios de comunicação e alcançaram a atenção da mídia, e conseguiram chegar à comunidade de Machique em 26 de agosto de 2008, e então Hugo Chávez declarou que estas terras devem ser devolvidas e que os direitos das comunidades indígenas devem ser respeitados. No blogue coletivo <em>Voces Urgentes </em>(Vozes Urgentes) [Es], <a href="http://vocesurgentesreporta.blogspot.com/2008/08/audio-y-videos-breve-relato-de-cmo-se.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/vocesurgentesreporta.blogspot.com');">são feitas várias perguntas a respeito do futuro desta situação, e sua solução</a>:</p>
<blockquote><p>Ahora bien ¿Por qué el cerco se rompe solo cuando Chávez se pronuncia? ¿Qué tuvo que pasar para que Chávez se enterara? ¿La represión, agresión y vulneración de los hermanos yukpa todo este tiempo no era suficiente? ¿Cuál ha sido la actuación de las autoridades ante las sucesivas demandas de los indígenas Yukpa? ¿Por qué la ministra del Poder Popular para los Asuntos Indígenas, Nicia Maldonado, recomendó a los Yukpa respetar la propiedad privada y hacer turismo en una zona aislada y árida? ¿Quiénes y con cuáles criterios se realizará el proceso de demarcación de las tierras indígenas?</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Então, por que é que o cerco só se rompeu agora, quando Chávez se pronunciou? O que teve que acontecer para que Chávez tomasse conhecimento da situação? A repressão, agressão e violação dos irmãos Yukpa por todo este tempo não foram o bastante? Qual tem sido a atuação das autoridades frente às sucessivas demandas dos índios Yukpa? Por quê a ministra do Poder Popular para os Assuntos Indígenas, Nicia Maldonado, recomendou aos Yukpa respeitar a propriedade privada e viver de turismo em uma zona isolada e árida? Quem, e com quais critérios, realizará o processo de demarcação das terras indígenas?&#8221;
</div>
<p>O <a href="http://es.youtube.com/watch?v=5mbNbUh5ETU" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/es.youtube.com');">vídeo a seguir</a> [Es] foi disponibilizado por <a href="http://es.youtube.com/user/coritoj" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/es.youtube.com');">coritoj</a>, e faz parte das dezenas de vídeos documentando o sofrimento desta comunidade, e como ele só agora está chegando ao conhecimento do grande público. No vídeo, eles relatam como um dos proprietários de terra disse a eles que ele poderia basicamente fazer o que quisesse, já que todas as autoridades envolvidas já haviam sido devidamente subornadas, e que ele não iria para a cadeia mesmo que eles fossem falar com o Presidente, porque ele tinha dinheiro para pagar para sair de lá:</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5mbNbUh5ETU&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/5mbNbUh5ETU&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><a href="http://es.youtube.com/watch?v=4Ej47nFdVR4" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/es.youtube.com');">Este outro vídeo por ProyectoSuri</a> [Es] mostra uma caravana humanitária liderada pela <a href="http://medioscomunitarios.org/pag/index.php" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/medioscomunitarios.org');">organização ANMCLA</a> tentando entrar no território Yukpa para entregar comida e medicamentos à comunidade indígena, e sendo bloqueada pelos oficiais militares. Contudo, os mesmos soldados do exército que não permitiram que eles passassem estavam perfeitamente dispostos a deixar um caminhão carregado com comida para porcos passar pelo bloqueio. As organizações comunitárias conseguiram convencer o motorista do caminhão de que era injusto e inconstitucional entregar comida para animais quando a comida para humanos estava sendo bloqueada, e o vídeo mostra o motorista levando o caminhão de volta para a transportadora. Mais a frente no vídeo, membros dos Yukpa chegam à fronteira da área de sítio e afirmam que nenhum exército poderia controlar suas comunidades, e que eles serão liderados por líderes escolhidos por eles mesmos, e que eles devem poder convidar quem quiserem para dentro de seus territórios. Contudo, a caravana humanitária não obteve permissão para entrar e entregar a comida e remédios que trazia, e por conta da intransigência do exército vários de seus membros foram feridos, e três deles foram presos. Dois dias depois, o presidente reconheceu o direito dos Yukpa para reclamar suas terras.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/4Ej47nFdVR4&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/4Ej47nFdVR4&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>Dezenas de outros vídeos sobre este tema <a href="http://es.youtube.com/results?search_query=yukpa&#038;search_sort=video_date_uploaded" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/es.youtube.com');">podem ser vistos aqui</a> [Es].<br />
(A imagem da bandeira da Venezuela é de <a href="http://guillermoesteves.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/guillermoesteves.com');">Guillermo Esteves</a>)</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/29/venezuela-os-indigenas-yukpa-chavez-e-as-disputas-de-terra/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Peru: Governo Tenta Impedir Protestos no Norte</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/29/peru-governo-tenta-impedir-protestos-no-norte/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/29/peru-governo-tenta-impedir-protestos-no-norte/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 29 Aug 2008 02:05:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Os protestos no norte do Peru se intensificam, e mesmo com as tentativas do governo de controlar a situação, parece que a tendência é o seu agravamento. Juan Arellano nos conta o que estão dizendo a mídia e os blogues peruanos a respeito do tema.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os meios de comunicação começaram a dar mais cobertura aos <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/08/15/peru-amazonian-indigenous-groups-protest-new-governmental-decrees/">protestos que estão acontecendo no Norte do Peru</a> [En]. O jornal La República escreveu que <a href="http://www.larepublica.com.pe/component/option,com_contentant/task,view/id,238581/Itemid,483/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.larepublica.com.pe');">a comissão encabeçada pelo Ministro do Meio-Ambiente Antônio Brack não obteve muito sucesso</a> [Es]. Mais e mais grupos indígenas estão se juntando à causa e ocupando importantes companhias estatais e de petróleo. Além disso, <a href="http://www.elcomercio.com.pe/ediciononline/HTML/2008-08-18/indigenas-desafian-estado-emergencia-declarado-gobierno-amazonia.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.elcomercio.com.pe');">o governo federal declarou estado de emergência na área</a> [Es], clamando pela restauração da ordem. Contudo, os protestos continuam.</p>
<p>Muito poucos blogueiros da capital, Lima, estão falando sobre o assunto, e como diz o blogueiro do <em>Desde el Tercer Piso</em> [Es]: &#8220;<a href="http://www.desdeeltercerpiso.com/2008/08/de-la-selva-su-conflicto/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.desdeeltercerpiso.com');">Para aqueles que vivem em Lima, é difícil entender o porquê deste sério conflito social estar acontecendo nas selvas de nosso país</a>&#8220;. Ele aponta para o tratado assinado pelo governo Peruano há alguns anos, que obrigava o Estado a consultar os indígenas a respeito daquilo que afetasse as suas terras. Os recentes decretos legislativos modificaram estas pactuações, e o blogueiro acredita que o Tribunal Constitucional deverá decidir sobre a questão. Ele acrescenta que além da possibilidade de inconstitucionalidade destes decretos, pode haver também questões ambientais a serem consideradas.</p>
<p>O blogue <em>La Pagina de Milanta</em> [Es] também tem um post com <a href="http://milanta.blogsome.com/2008/08/19/385/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/milanta.blogsome.com');">uma análise dos decretos legislativos que estão afetando as comunidades indígenas</a>. <em>Susana Villarán</em> [Es] publica uma nota sobre <a href="http://susanavillaran.blogspot.com/2008/08/desde-condorcanqui-reclamo-indgena.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/susanavillaran.blogspot.com');">as dinâmicas de diálogo entre os grupos indígenas e o governo</a>:</p>
<blockquote><p>Los indígenas que se oponen a los DL recientemente dictados al amparo de las facultades delegadas por el Congreso quieren que el jefe de Gobierno les de la cara. Son jefes de sus Pueblos. Quieren al Jefe del gobierno. Allá o acá en Lima. Tienen razón. Me pregunto, sin embargo, por qué no va a Santa María de Nieva, a San Lorenzo el presidente García y les explica su punto de vista acerca de los supuestos beneficios que obtendrán los Pueblos Indígenas de los Decretos Ley que promulgó con tanto júbilo? ¿Tiene tiempo para los empresarios e inversionistas pero no para los indígenas en cuyas tierras se orienta la inversión? ¿Acaso los convocó a su Palacio antes de promulgar los DL para conocer su opinión y escucharlos y convencerlos o convencerse?. La concertación no es su fuerte y menos, el escuchar a quienes siempre han sido postergados y discriminados.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Os indígenas que se opõe aos decretos legislativos recentemente ditados pelo Congresso querem que o chefe do Governo venha conversar com eles. Eles são chefes de seus povos. Eles querem, então, o chefe do Governo. Lá, ou aqui em Lima. E eles tem razão. Me pergunto, então, por que é que o presidente García não vai a Santa Maria de Nieva, a San Lorenzo, e lhes explica seu ponto de vista acerca dos supostos benefícios que obterão os Povos Indígenas dos Decretos de Lei que promulgou com tanto júbilo? Ele tem tempo para os empresários e para os investidores, mas não para os índios cujas terras são alvo do investimento? Por acaso os convidou a seu palácio antes de promulgar estes decretos legislativos, para saber suas opiniões ou escutar-los e convencê-los, ou convencer-se? Diálogo não é o seu forte, e muito menos escutar aqueles que sempre foram postergados e discriminados.&#8221;
</div>
<p>O blogue <em>El Útero de Marita</em> [Es] mostra que <a href="http://uterodemarita.com/2008/08/19/el-otro-lado-del-amazonas/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/uterodemarita.com');">há outros personagens que podem estar envolvidos no conflito</a>:</p>
<blockquote><p>Cuidado, por ejemplo, con la presencia del humalista Víctor Isla, uno de los mayores sospechosos de la depredación de la selva, que está merodeando a las organizaciones indígenas alzadas. De hecho va a querer jalar agua para su molino. Por suerte, en la protesta también está el hermano Paul Mc Auley, fundador de la Red Ambiental de Loreto, y antagonista jurado de Isla. Lo increíble es que la PCM, según Correo, está tramitando ¡la expulsión del país Mc Auley! Eso sería no saber cómo se manejan internamente las cosas en la Amazonía. Sería ver, una vez más, las cosas en blanco y negro.
</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Cuidado, por exemplo, com a presença do humalista (seguidor do ex-candidato a presidência Ollanta Humala) Victor Isla, <a href="http://uterodemarita.com/2006/02/22/hasta-que-te-veo-la-cara/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/uterodemarita.com');">um dos maiores suspeitos da depredação da selva, que está transitando e rondando algumas associações indígenas</a> [Es]. Ele certamente quer tirar vantagem da situação. Por sorte, também envolvido nestes protestos está o Irmão Paul McAuley, fundador da Rede Ambiental de Loreta e inimigo jurado de Isla. Incrívelmente, o Conselho de Ministros, de acordo com o Correo, <a href="http://www.correoperu.com.pe/lima_nota.php?id=73622&amp;ed=14" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.correoperu.com.pe');">está tentando providenciar a expulsão de McAuley do país</a> [Es]! Isso mostra que eles não sabem como as coisas funcionam internamente na Amazônia. Eles estão vendo as coisas, novamente, em preto e branco.&#8221;</div>
<p>Por fim, o blogue <em>Agencia de Noticias Spacio Libr</em>e [Es] publicou <a href="http://agenciaspaciolibre.blogspot.com/2008/08/ejrcito-entrena-en-iquitos-para.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/agenciaspaciolibre.blogspot.com');">um vídeo do Exército treinando em Iquitos</a> na esperança de &#8220;reestabelecer a ordem pública&#8221;.</p>
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		<title>Brasil: Disputa de terras indígenas e iminência de guerra civil</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/10/brazil-disputa-de-terras-indigenas-e-eminencia-de-guerra-civil/</link>
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		<pubDate>Sun, 10 Aug 2008 10:51:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Enquanto os direitos dos índios de todo o mundo estão sendo celebrados nesse sábado, Dia dos Povos Indígenas, uma disputa de terra no Brasil está trazendo o país à beira de uma guerra civil.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="single" class="entry">
<p>Enquanto os direitos dos índios de todo o mundo estão sendo celebrados nesse sábado (9/08), Dia dos Povos Indígenas, uma disputa de terra no Brasil está trazendo o país à beira de uma guerra civil. Uma disputa histórica entre rizicultores e tribos indígenas em Roraima, estado que faz fronteira ao norte com a Guiana e a Venezuela, começou a se agravar em abril, e com o aumento da violência, teme-se que os frequentes confrontos acabem em um conflito nacional.</p>
<p>Um vídeo divulgado pelo <a href="http://www.cir.org.br/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.cir.org.br');">Conselho Indígena de Roraima</a> (CIR) e pela ONG <a href="http://www.survival-international.org/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.survival-international.org');">Survival International</a> [en] flagra o momento em que pistoleiros, de acordo com os índios contratados pelo fazendeiro e político local Paulo César Quartiero, atacaram a tribo indígena <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Macuxi" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Makuxi</a>.</p>
<p><strong>Aviso:</strong> Esse vídeo contém cenas de violência e ferimentos que muitas pessoas podem considerar fortes.</p>
<p>Estima-se que 18.000 índios das tribos Ingarico, Macuxi, Patamona, Taurpeng e Wapixana vivem na área conhecida como Serra Raposa do Sol. Os conflitos se intensificaram em 2005, quando o Governo ratificou oficialmente os limites atuais da reserva de 4,2 milhões de hectares. O decreto também definiu que as Forças Armadas e a Polícia Federal deveriam proteger o território. Desde então, a maioria dos criadores de gado e rizicultores deixaram a região, para tanto recebendo compensação por parte do governo.</p>
<p>No entanto, o processo de demarcação vem sendo questionado pelo governo do Estado Roraima, que exige que a reserva seja reduzida em tamanho e afirmando que 46% do território do Roraima já está em mãos indígenas, e mais um alargamento da reserva constitui um obstáculo ao desenvolvimento econômico do estado. Ao longo das décadas, famílias assentaram-se e têm cultivado as terras, desde que a primeira geração invadiu o então não-regularizado território indígena. Apesar da sua ratificação, um pequeno grupo se recusa a sair e argumenta que apenas 1% ou menos do território é por ele ocupado. As tentativas de remover esses fazendeiros foram interrompidas em abril de 2008, quando a violência eclodiu.</p>
<p><strong>Agosto do desgoto</strong></p>
<p>O governo favorece as tribos indígenas, mas desde o início do conflito a sua política indigenista tem sido amplamente criticada por muitos setores da sociedade, incluindo alguns líderes militares. A decisão está agora nas mãos do Supremo Tribunal Federal, que deve decidir neste mês de agosto se o governo poderá continuar o despejo dos rizicultores ou anular a demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol. Há uma preocupação em torno dessa decisão: se o Supremo Tribunal decidir em nome dos rizicultores, criará um precedente e outras já demarcadas e ratificadas terras indígenas podem vir a ser igualmente questionadas.</p>
<p>Os blogueiros brasileiros têm opiniões divergentes sobre a questão. O ex-presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), <a href="http://merciogomes.blogspot.com/2008/08/o-que-promete-este-agosto-para-questo.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/merciogomes.blogspot.com');">Mércio Pereira Gomes</a>, está promovendo uma enquete online onde as pessoas podem opinar sobre qual resultado elas esperam para a decisão do Supremo Tribunal Federal. Até agora, 253 pessoas votaram, com 34% delas achando que o tribunal manterá a ratificação da terra feita pelo presidente Lula em 2005, enquanto 39% acreditam que uma nova demarcação será decidida:</p>
<blockquote><p>Está todo mundo ansiosíssimo sobre o que sairá do STF. Basta ver ao lado o placar da enquete sobre esse assunto. Quase meio-a-meio entre os que acreditam que o STF vai manter e os que acreditam que ela vai mandar refazer a homologação de Raposa Serra do Sol. Hoje mesmo está havendo no Ministério da Justiça um debate com alguns antropólogos, o jurista Dalmo Dallari e o próprio governador do estado de Roraima sobre Raposa Serra do Sol. Debate para tentar influenciar a decisão do ministro Ayres Britto, que, segundo ele mesmo, a decisão e o voto já foram feitas.</p></blockquote>
<p><a href="http://paginacriticapara.blogspot.com/2008/08/agosto-desgosto.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/paginacriticapara.blogspot.com');">Aldenor Jr</a> também parece prever qual será a decisão, e teme que haverá ainda mais violência:</p>
<blockquote><p>Enquanto os ministros não firmam uma posição definitiva, os ocupantes ilegais das terras públicas, incentivados pela meia dúzia de grandes rizicultores, preparam a guerra. Há denúncias de que, nas últimas semanas, teriam entrado na região armas, munições e um contingente ainda maior de pistoleiros, que ocupam posições ofensivas nas proximidades das aldeias Macuxi. A qualquer momento, sem qualquer aviso, a violência poderá explodir sem controle.</p>
<p>O intenso lobby a favor do esfacelamento do território indígena, realizado por políticos identificados com gananciosos e obscuros interesses, não parou de trabalhar durante o recesso, lançando sóbrias expectativas sobre o desenlace da polêmica em plenário. Haverá ainda tempo para inverter essa tendência?</p></blockquote>
<p>Por outro lado, <a href="http://outrapolitica.wordpress.com/2008/08/05/decisao-sobre-terra-indigena-e-um-teste-para-todo-brasileiro/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/outrapolitica.wordpress.com');">José Correa Leite</a> acredita que há apenas um resultado possível. Se a decisão for diferente, ela revelará em qual a direção, em termos de interesses, o Brasil ruma:</p>
<blockquote><p>A população de Roraima não chega a 400 mil habitantes. Para os cerca de 350 mil não-índios há quase 11 milhões de hectares de terras disponíveis, diz estudo do Instituto Socioambiental. Comparando, Pernambuco tem 9,8 milhões de hectares para cerca de 8 milhões de habitantes.<br />
A defesa das nossas fronteiras na Amazônia sempre receberam grande contribuição das comunidades indígenas. Por exemplo, pela incorporação de seus jovens ao Exército para ações em áreas aonde ninguém quer ou sabe ir.<br />
Assim, não há razão concreta, de natureza social ou de segurança, para desconstituir a terra indígena Raposa Serra do Sol. A decisão do Supremo, seja qual for, dirá algo relevante sobre o compromisso do Estado na defesa de uma das principais raízes de nossa identidade cultural, e sobre seu dever de protegê-la, mesmo contrariando interesses ou remando contra marés de incompreensão momentâneas.</p></blockquote>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-48097" title="419180" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/08/419180.jpg" alt="" width="542" height="334" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://tales-of-iraq-war.blogspot.com/">Charge de Latuff<br />
</a></p>
<p><strong>O outro lado<br />
</strong></p>
<p>Em uma série de quatro longas postagens, <a href="http://comentandoanoticia.blogspot.com/2008/05/raposa-do-sol-conhecendo-um-pouco-da.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/comentandoanoticia.blogspot.com');">Adelson Elias Vasconcellos</a> explica porque ele acredita que o governo precisa rever os critérios que o levaram a aprovar a demarcação da Reserva Raposa do Sol em 2005 “com grande urgência”:</p>
<blockquote><p>E muito deste dolo se deve ao fato de Lula ter assinado, na ONU, em 2005, o protocolo que torna o Brasil signatário da Declaração Internacional de Autodeterminação das Nações e Povos Indígenas que, se homologadas pelo Congresso, será incorporada à Constituição do Brasil, e partir deste momento, toda e qualquer tribo, nação ou etnia indígenas, poderá declarar-se independente do Brasil. Em números reais, hoje seria 216 novos países que resultaria na perda de mais de 13% de nossa área geográfica, sendo que 90% disto em terras da amazônia. Dá para perceber o forte inteesse estrangeiro na questão da homologação de terras indígenas?</p></blockquote>
<p><a href="http://rizzolot.wordpress.com/2008/05/20/indios-da-sodiur-pregam-reserva-raposa-do-sol-nao-continua/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/rizzolot.wordpress.com');">Fernando Rizzolo</a> tem uma opinião parecida:</p>
<blockquote><p>Só quem não conhece geografia, mal intencionado, ou extremamente leigo, consegue dormir em paz deixando nossas fronteiras abertas numa região perigosa; e não preciso nem dizer porquê.</p></blockquote>
<p><a href="http://jornaldebordo.blogspot.com/2008/08/reserva-raposa-serra-do-sol.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/jornaldebordo.blogspot.com');">Bob Back</a> também acredita que algo além dos interesses indígenas está em pauta:</p>
<blockquote><p>A região tornou-se alvo de interesses estrangeiros, de mineradoras e até de governos, que alimentam a esperança de conseguir arrancar uma lasquinha fresquinha do Brasil. Atuam ali ONGs com interesses excusos.<br />
Colocando-se de ponta-cabeça o mapa do Brasil, este assemelha-se a um imenso presunto, de quem a comunidade internacional busca tirar um pedacinho, alimentando em nossos índios a esperança de tornarem-se em breve uma nação independente do Brasil.<br />
Por iso, convém dizer que só pode haver soberania onde há autoridade. A reserva Raposa do Sol tornou-se terra-de-ninguém, em clima de verdadeiro faroeste.<br />
Até que o cherife apareça para pôr ordem na casa e dizer a que veio…</p></blockquote>
<p><strong>Debate e mobilizações<br />
</strong></p>
<p><a href="http://altino.blogspot.com/2008/08/em-defesa-da-raposa-serra-do-sol.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/altino.blogspot.com');">Altino Machado</a>, junto com o coletivo <a href="http://www.makunaimagrita.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.makunaimagrita.com');">Makunaima Grita</a>, está entre os muitos blogueiros divulgando um <a href="http://www.petitiononline.com/rss408/petition.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.petitiononline.com');">abaixo-assinado online</a> em apoio aos povos indígenas de Raposa Serra do Sol, que até agora conta com mais de 2.000 assinaturas, e que deve ser enviado ao Supremo Tribunal Federal antes do dia 27 de agosto, data na qual o destino do território deve ser decidido:</p>
<blockquote><p>Enfatizamos na petição que a Constituição completa 20 anos em outubro e a decisão do Supremo Tribunal Federal no caso da Raposa Serra do Sol precisa honrá-la, resgatando a dignidade aos povos indígenas, fortalecendo nossa democracia pluralista e o Estado Democrático de Direito no Brasil.</p></blockquote>
<p>Em um artigo muito relevante, <a href="http://blogdosakamoto.blig.ig.com.br/2008/05/a-bizarra-defesa-dos-arrozeiros-na-raposa-serra-do-sol.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/blogdosakamoto.blig.ig.com.br');">Sakamoto</a> revisa a forma como o assunto está sendo divulgado na imprensa e comenta sobre o debate caloroso que acontece no momento:</p>
<blockquote><p>O debate está assumindo níveis de ignorância explícita. Já ouvi jornalistas afirmarem que se trata de uma “interdição” de uma área do tamanho de Sergipe para uma populaçao indígena de alguns milhares, comparando a situação com a de trabalhadores rurais sem-terra que esperam a reforma agrária. Primeiro, é um grande erro comparar culturas tão diferentes e tão díspares. Índios caçam e para isso precisam de uma grande área, enquanto nós podemos escolher nossos produtos industrializados e com conservantes nas prateleiras de qualquer supermercado. Isso sem falar das mudanças de roçado e nas suas áreas místicas. E não são as reservas indígenas o entrave da reforma agrária no Brasil. Sabemos que o problema está mais para a política do que a para a antropologia.</p></blockquote>
<p><a href="http://blogdosakamoto.blig.ig.com.br/2008/05/a-bizarra-defesa-dos-arrozeiros-na-raposa-serra-do-sol.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/blogdosakamoto.blig.ig.com.br');">Sakamoto</a> encerra com uma dose de ironia, dizendo que no Brasil os índios têm sido “trocados por boi com o apoio e a conivência da sociedade civil”:</p>
<blockquote><p>Índios vem sendo mortos freqüentemente. Assim como árvores são transformadas em tábuas. E nunca ninguém precisará saber ao certo quem faz isso porque, na verdade, não estamos mesmo interessados. Que a vida siga como ela sempre foi: nós com nossas reservas intocadas sem gente, os estrangeiros com suas mesas de madeira maciça, carne em abundância e soja barata, os latifundiários com grandes pastos, políticos com férias em Angra e os trabalhadores com seus empregos efêmeros. Do que nos interessa a vida de um grupo de índios, empurrado de um lado para outro, cumprindo pena por ter subvertido a ordem nacional?</p></blockquote>
<p>Cerca de 11% do território brasileiro e quase 22% da Amazônia está na mãos dos povos indígenas. A constituição brasileira de 1988 determinou que todas as terras indígenas ancestrais fossem demarcadas e devolvidas às tribos dentro de cinco anos.</p>
</div>
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		<title>Iraque: Preto é a cor do luto</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/06/18/iraque-preto-e-a-cor-do-luto/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 Jun 2008 21:56:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bianca Damacena</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[English]]></category>

		<category><![CDATA[Geral]]></category>

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		<category><![CDATA[Iraq]]></category>

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		<description><![CDATA[De acordo com o blog Inside Iraq [En], mulheres iraquianas estão acostumadas a usar o preto – a cor do pesar e do luto. Porém, entre a penumbra e a melancolia, algumas jovens admitem usar roupas nas cores marrom, verde e até mesmo rosa!
De acordo com a correspondente Jenan:
”Black is the favorite color for Iraqi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De acordo com o blog <a href="http://washingtonbureau.typepad.com/iraq/2008/06/black-iraqi-wom.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/washingtonbureau.typepad.com');">Inside Iraq</a> [En], mulheres iraquianas estão acostumadas a usar o preto – a cor do pesar e do luto. Porém, entre a penumbra e a melancolia, algumas jovens admitem usar roupas nas cores marrom, verde e até mesmo rosa!</p>
<p>De acordo com a correspondente Jenan:</p>
<blockquote><p>”Black is the favorite color for Iraqi women&#39;s clothing–not because they like it, but because they are used to wearing it. For decades Iraqi women have suffered from wars, sometimes losing their loved ones. That has caused them to wear black to show their deep grief. “</p></blockquote>
<div class="translation">“O preto é a cor favorita das mulheres iraquianas – não porque elas gostem, mas porque estão acostumadas a se vestir assim. Durante décadas as mulheres iraquianas têm sofrido com guerras, perdendo, em alguns casos, seus entes queridos. Isso as faz usar o preto para mostrar seu luto profundo”.</div>
<p>Tal costume significa novos negócios para os comerciantes de tecido. Jenan aponta que:</p>
<blockquote><p>“Even Iraqi merchants import black clothes more than any other color, to meet demands of the marketplace.”</p></blockquote>
<div class="translation">“Até mesmo os comerciantes iraquianos importam roupas pretas mais do que qualquer outra cor para suprir as demandas do mercado”.</div>
<p>“Quais outros padrões são utilizados pelas iraquianas para a escolha da cor de suas roupas?” Jenan responde:</p>
<blockquote><p>“The most widely used, as explained earlier, is black. Besides for mourning, black is also used in our traditional costume called an aba (gown).”</p></blockquote>
<div class="translation">“A cor mais usada, como dito anteriormente, é o preto. Além do luto, o preto é também usado nas nossas roupas tradicionais chamadas aba (túnica)”.</div>
<p>A blogueira relata sua experiência pessoal com a mãe, que vestiu preto da cabeça aos pés por 28 anos. Ela escreve:</p>
<blockquote><p>“Ever since 1980 until today I see my mom wearing black clothes from the top of her head to her toes.