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	<title>Global Voices em Português &#187; Direitos Humanos</title>
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	<description>O mundo está falando. Você está ouvindo?</description>
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		<title>América Central: Dizendo &#8220;Não&#8221; à Violência contra a Mulher</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 22:29:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por toda a América Central, campanhas online e atividades de sensibilização sobre a questão da Violência Contra as Mulheres estão ocorrendo na região. Muitos desses esforços estão atraindo o interesse e a participação dos blogueiros que partilham os seus pensamentos sobre o assunto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/renata-avila/">Renata Avila</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/11/26/central-america-saying-no-to-violence-against-women/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single">
<p>Por toda a América Central, campanhas online e atividades de sensibilização sobre a questão da Violência Contra as Mulheres estão ocorrendo na região. Muitos desses esforços estão atraindo o interesse e a participação dos blogueiros que partilham os seus pensamentos sobre o assunto.</p>
<div id="attachment_5123" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://www.flickr.com/photos/antiguadailyphoto/4107614645/in/photostream/"><img class="size-full wp-image-5123 " title="Foto por Rudy Girón em Antigue Daily Photo e usada sob uma licença Creative Commons." src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/11/women.jpg" alt="Foto por Rudy Girón em Antigue Daily Photo e usada sob uma licença Creative Commons." width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Foto por Rudy Girón do blog Antigue Daily Photo e usada sob uma licença Creative Commons.</p></div>
<p>Na Guatemala, a Multi-Campanha Anual (2008 à 2015), do Capítulo Regional intitulada &#8220;UNIR-SE para pôr Fim à Violência contra a Mulher&#8221; foi recentemente lançada, e a <em>Rádio Feminista</em> está relatando o evento no espaço colaborativo <a href="http://www.finalaviolencia.radiofeminista.org/">Fin a la La Violencia (Fim à Violência)</a>. Além disso, a organização Take Back the Tech está promovendo <a href="http://www.takebackthetech.net/take-action/16days">uma blogatona de 16 dias</a> assumindo controle da blogosfera para discutir temas relacionados à violência contra as mulheres e as formas de evitá-la através do uso da tecnologia. Qualquer um <a href="http://www.takebackthetech.net/write/blog-with-us">pode participar da rede</a> e blogar sobre o assunto, de qualquer lugar, em qualquer idioma.</p>
<p><strong>Honduras</strong></p>
<p>Quando surge uma crise pelo mundo, muitas vezes tal crise deixa as mulheres mais vulneráveis enquanto alvos para a violência. Por exemplo, o blog <a href="http://generoconclase.blogspot.com/2009/11/honduras-mas-feminicidio-y-violencia.html"><em>Género con Clase</em></a> [es] de Honduras reproduz um artigo escrito por Tacuazina Morales, que diz ter havido um aumento da violência e brutalidade contra as mulheres logo após o golpe. Isso se deveu em parte ao &#8220;estado de não-proteção em que as vítimas se encontravam e o enfraquecimento das instituições responsáveis pela proteção dos direitos humanos das mulheres.&#8221; De acordo com <em>Feministas en Resistencia</em>, <a href="http://generoconclase.blogspot.com/2009/11/honduras-mas-feminicidio-y-violencia.html">houve aproximadamente 400 casos de violência contra mulheres</a> durante as manifestações contra o golpe, incluindo 23 agressões sexuais, algumas das quais tiveram o envolvimento das forças de segurança do Estado.</p>
<p><strong>Guatemala</strong></p>
<p>Na vizinha da Guatemala, a impunidade, que é a não-acusação ou repressão dos criminosos, é a conseqüência mais grave deste fenômeno. Até <a href="http://generoconclase.blogspot.com/2009/11/poca-respuesta-de-guatemala-violencia.html">97% dos casos de violência contra as mulheres da Guatemala não são processados</a> de acordo com o blog <em>Género con Clase</em>. A jornalista Montserrat Boix lista diversas organizações que trabalham com a questão no país, e <a href="http://montserratboix.nireblog.com/post/2009/05/23/guatemala-mujer-violencia-e-impunidad">também destaca a recente Lei Contra o Femicídio aprovada em 2009 [es]</a>.</p>
<p><span id="result_box"><span style="background-color: #ffffff;" title="Guatemalan blogger Ixmucane of Cine Sobre Todo [es] writes about migrant women, who are especially vulnerable to violence:">A blogueira guatemalteca Ixmucane do <em>Cine Sobre Todo</em> [es] <a href="http://cinesobretodo.blogspot.com/2009/11/dia-internacional-contra-la-violencia.html">escreve sobre as mulheres migrantes, que são especialmente vulneráveis à violência</a>:</span></span></p>
<blockquote><p>Unas de las situaciones en las que las mujeres están más indefensas es en la migración, porque están lejos del círculo familiar que las proteje, no conocen las leyes y muchas veces tampoco el idioma. Insisto que cuando hablo de migración, hablo de la migración dentro del país como hacia el extranjero. Y lo peor es que no se quiere defraudar a la familia que se queda, ya que ellos dependen muchas veces económicamente de ellas.</p></blockquote>
<div class="translation">Uma das situações em que as mulheres são as mais indefesas é a migração, pois por estarem longe do círculo familiar que as protege, elas não conhecem as leis, e muitas vezes não sabem o idioma local. Quando escrevo sobre a migração, quero dizer a migração dentro do país, bem como no estrangeiro. O que é pior, é que elas não querem decepcionar a família que deixaram para trás, pois muitos familiares dependem economicamente dessas mulheres.</div>
<p>Na Igreja Católica, uma novena é uma devoção que consiste em oração tipicamente realizada em nove dias consecutivos, pedindo por graças especiais; assim, Julio Serrano do blog <a href="http://julitoserrano.blogspot.com/2009/11/dia-i.html"><em>Fellinada</em></a> [es] escreveu uma série de nove artigos, ou &#8220;uma novena&#8221; para desvendar as complexidades da violência contra as mulheres. Ele também pede a graça de substituir a violência por palavras de amor: ele usou, como suas orações, nove histórias reais de diferentes tipos de violência contra as mulheres, e finalizou com estes pensamentos:</p>
<blockquote><p>Finalmente, no es un golpe bajo hablar del amor en este día, es una postura radical, política, amar es un acto social. Desde mi masculinidad y reivindicando a la mujer en mí, y a la mujer en el otro, y a las mujeres cercanas y lejanas, a mi mamá, a mi novia, a mis amigas, a mis hermanos, a mi papá, a mis amigos, y a aquellas tres hermanas y a lo que representan para nosotros hoy, para ustedes estas palabras llenas de amor”</p></blockquote>
<div class="translation">Finalmente, não é um golpe baixo falar de amor atualmente, é uma posição radical e política, amar é um ato social. Da minha masculinidade e justificando a mulher em mim e a mulher em outros, e para aquelas mulheres perto e longe de mim, minha mãe, minha namorada, minhas amigas, meus irmãos, meu pai, meus amigos, e para aquelas três irmãs e o que elas representam para nós hoje, para todos vocês, minhas palavras cheias de amor.</div>
<div id="attachment_5124" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://www.flickr.com/photos/antiguadailyphoto/4107629095/"><img class="size-full wp-image-5124" title="women1" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/11/women1.jpg" alt="Foto por Rudy Girón da Antigua Daily Photo e usada sob uma licença Creative Commons." width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Foto por Rudy Girón do blog Antigue Daily Photo e usada sob uma licença Creative Commons.</p></div>
</div>
<p>Rudy Girón do blog <a href="http://antiguadailyphoto.com/2009/11/17/stop-violence-against-women/"><em>Antigua Daily Photo</em></a> [en] fez uma declaração sobre porque devemos rejeitar a violência como algo normal, e porque devemos tomar isso como um ponto de partida para ser parte da solução do problema da violência contra a mulher:</p>
<blockquote><p>I do not want to hear gun shots as normal. I refuse to take violent acts as normal. I do not want to be desensitized towards all the manifestations of violence. I do not want to see <a href="http://antiguadailyphoto.com/2006/12/29/the-naked-gun/">naked guns on the streets</a>; at the entrance of banks; with every delivery truck; at shops and every tiendita (store) in the country. I do not want to be part of the problem. I will not yield to words that belittle women or other people. I will not. I want to be part of the solution.</p></blockquote>
<div class="translation">Eu não quero ouvir tiros como se fosse algo normal. Recuso-me a assumir atos violentos como algo normal. Eu não quero perder a sensibilidade para todas as manifestações de violência. Eu não quero ver <a href="http://antiguadailyphoto.com/2006/12/29/the-naked-gun/">armas lícitas na rua</a>; na entrada dos bancos; à cada caminhão de entrega; em lojas e em cada tiendita (loja) do país. Eu não quero ser parte do problema. Não vou me render a palavras que depreciam as mulheres ou outras pessoas. Eu não vou. Eu quero ser parte da solução.</div>
<p>O mundo mudou novamente, trazendo problemas mais complexos a serem resolvidos em primeiro plano, mas por causa da Internet também há mais vozes para se juntarem à conversa que acrescentam as suas idéias para soluções. Mesmo as mais marginalizadas na sociedade, mulheres pobres e indígenas estão lutando por seus direitos, conforme <a href="http://www.guatemalasolidarity.org.uk/?q=blog">descrito pelo blog <em>Guatemala Solidarity</em></a> [en]; então, é hora de dizer não à violência e dizer sim à uma sociedade mais igualitária.</p>
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		<title>Brasil: O Debate sobre a Violência contra a Mulher</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/11/27/brasil-o-debate-sobre-a-violencia-contra-a-mulher/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 19:18:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra a Mulher, as blogueiras brasileiras reacendem o debate e fazem campanha pelo fim da violência.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/diego-casaes/">Diego Casaes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/11/26/brazil-the-violence-against-women-debate/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img class="alignright size-full wp-image-5152" title="contraviolencia3" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/11/contraviolencia3.png" alt="contraviolencia3" width="184" height="200" />Ontem foi o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/International_Day_for_the_Elimination_of_Violence_against_Women">Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres</a> [en]. Seguindo <a href="http://globalvoicesonline.org/specialcoverage/ending-violence-against-women-2009/">uma série de posts especiais</a> do Global Voices Online para sensibilizar e levantar vozes em torno da causa, vamos ver neste post as opiniões de alguns blogueiros brasileiros sobre os direitos das mulheres.</p>
<p style="text-align: left;">A renomada blogueira brasileira <a href="http://www.ladybugbrazil.com/">Lúcia Freitas</a> dá sua contribuição, postando uma chamada para blogueiros para apoiar a <a href="http://www.luluzinhacamp.com/2009/11/23/uma-vida-sem-violencia-e-um-direito-das-mulheres/">campanha</a> contra a violência no <a href="http://www.luluzinhacamp.com/">LuluzinhaCamp</a>, um coletivo de mulheres blogueiras inspirado em histórias em quadrinhos da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Little_Lulu">Luluzinha</a>:</p>
<blockquote><p>Chamada geral! Entre 25 de novembro e 10 de dezembro estamos convocando para a luta pelo fim da violência contra as mulheres. Vamos fazer posts, twittar, fotografar e lembrar que mulheres são seres humanos e merecem respeito – aliás, todo mundo merece…</p></blockquote>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 434px"><a href="http://www.flickr.com/photos/gabibutcher/4130476483/"><img title="4130476483_2d91bfac5d" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/11/4130476483_2d91bfac5d.jpg" alt="&quot;Lulus againts violence&quot;. Photo by Gabi Butcher©, used under a Creative Commons license" width="424" height="282" /></a><p class="wp-caption-text">Foto por Gabi Butcher©, usada sob uma licença Creative Commons.</p></div>
<p><a href="http://srtabia.com/"><em>Srta. Bia</em></a> ouve o chamado e adiciona sua voz para a campanha LuluzinhaCamp, <a href="http://srtabia.com/2009/11/2511-dia-internacional-da-nao-violencia-contra-as-mulheres/">dizendo</a>:</p>
<blockquote><p>No Brasil uma mulher é agredida a cada <a href="http://www.tudoagora.com.br/noticia/11469/Uma-mulher-e-agredida-no-Brasil-a-cada-15-segundos-diz-fundacao.html" target="_blank">15 segundos</a>. Na maioria das vezes o agressor é o parceiro, um familiar ou uma pessoa próxima. Desde pequenas, meninas sofrem com violência e discriminação. Organizações em defesa dos direitos da mulher lutam para eliminar as brechas e anacronismos nas leis, porém as mudanças precisam reverberar na sociedade, na maneira como a mulher é vista.</p></blockquote>
<p>E continua:</p>
<blockquote><p>É por liberdade que as Irmãs Mirabal lutaram, é por liberdade que lutamos a cada dia. Liberdade de ser a mulher que eu quiser, a mulher politizada ou não, a mulher que tem filhos ou não, a mulher que faz um aborto ou não, a mulher depilada ou não, a mulher que faz sexo com quem quiser ou não, mas acima de tudo a mulher que deve ser respeitada e que de maneira alguma pode sofrer nenhum tipo de violência, seja ela física ou psicológica, apenas por ser mulher. Nada justifica a violência contra ninguém.</p></blockquote>
<div id="attachment_5114" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://www.flickr.com/photos/gabibutcher/4131270773/in/pool-luluzinhacamp"><img class="size-full wp-image-5114 " title="4131270773_6fde455b83" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/11/4131270773_6fde455b83.jpg" alt="Foto por Gabi Butcher©, usada sob uma licença Creative Commons." width="400" height="266" /></a><p class="wp-caption-text">Foto por Gabi Butcher©, usada sob uma licença Creative Commons.</p></div>
<p>O debate da violência contra a mulher é um tema quente no Brasil. Recentemente, uma série de eventos envolvendo uma estudante da Universidade Bandeirantes, no estado de São Paulo, provocou <a href="http://blogsearch.google.com/blogsearch?hl=pt-BR&amp;ie=UTF-8&amp;q=geisy+arruda&amp;btnG=Pesquisar+blogs&amp;lr=">muitos posts</a> sobre o preconceito da sociedade contra o corpo feminino. Na ocasião, a estudante de turismo Geisy Arruda usou um vestido rosa curto na sala de aula. Sua história, porém, tange muito mais do que a escolha de uma mulher de 20 anos sobre sua roupa: ela acabou chamando a atenção de muitos estudantes que consideraram o vestido ofensivo. Centenas deles começaram a ridicularizar e xingar a moça, bem como ameaçaram atacá-la naquele dia.</p>
<p>Geisy Arruda acabou por ser expulsa da Universidade sob o argumento de que o seu &#8220;comportamento provocativo&#8221; não era compatível com as regras da escola, mas depois que a mídia internacional achou o caso rentável e Geisy se tornou uma celebridade na TV e na internet, a universidade reconheceu sua volta como estudante. Até agora, os estudantes que causaram a manifestação não foram punidos. Denise Arcoverde no <a href="http://sindromedeestocolmo.com/"><em>Síndrome de Estocolmo</em></a> mencionou o caso em seu blog. Em uma ocasião especial, <a href="http://sindromedeestocolmo.com/archives/2009/11/universidade_para_em_catarse_moralista_e_monstruosa_por_causa_de_uma_minissaia.html/">ela escreveu</a>:</p>
<blockquote><p><a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.youtube.com');" href="http://www.youtube.com/watch?v=KGxQ8XtXpaQ" target="_blank">Nesse outro vídeo</a>, a imagem da moça saindo escoltada pela polícia.  Fiquei tão passada com a história que me deu uma taquicardia, de raiva. Eu já vi muito machismo, muita cretinice, mas nada com essa violência. Foi um estupro emocional, que não deve ficar por isso mesmo.</p>
<p>Como discutimos no Twitter, a faculdade paulista UNIBAN não é culpada pela atitude canalha dos estudantes, mas é <strong>responsável</strong> por não ter controlado a situação e ainda deixar a menina ser humilhada ao sair, escoltada pela polícia. Se fosse minha filha, processaria e exigiria milhões de indenização por danos morais.</p></blockquote>
<div id="attachment_5115" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://www.flickr.com/photos/gabibutcher/4132032566/in/pool-luluzinhacamp"><img class="size-full wp-image-5115 " title="4132032566_5b23bafc74" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/11/4132032566_5b23bafc74.jpg" alt="Foto por Gabi Butcher©, usada sob uma licença Creative Commons." width="400" height="266" /></a><p class="wp-caption-text">Foto por Gabi Butcher©, usada sob uma licença Creative Commons.</p></div>
<p>O blog <a href="http://corpos-em-revolta.blogspot.com/"><em>Corpos em Revolta</em></a> descreve os diferentes tipos de violência sofridos pelas mulheres e <a href="http://corpos-em-revolta.blogspot.com/2009/11/participe-do-ato-pelo-dia-internacional.html">pede aos leitores para tomar parte nesta luta</a>:</p>
<blockquote><p>Acreditando que a idéia de feminilidade e o ideal de beleza são conceitos socialmente construídos e ferramentas de controle, o Coletivo Antissexista Corpos em Revolta mostra seu repúdio, nesse dia Internacional da Eliminação da Violência Contra a Mulher, a todas as formas de misoginia, machismo, sexismo, homofobia, e racismo, que vitimizam e inferiorizam as mulheres.</p></blockquote>
<p>E eles acrescentam informações sobre uma manifestação programada para 29 de novembro para celebrar essa luta:</p>
<blockquote><p>Não acreditamos em padrões de feminilidade nem aceitamos padrões estéticos! Somos a favor da diversidade de corpos e de personalidades, da subversão dos valores sexistas que controlam nossas relações! Propomos uma sociedade onde não haja distinções de gênero, cor, etnia, sexualidade ou qualquer outra forma de inequidade sustentada pela sociedade de mercado!</p>
<p>Para marcar essa data, o Corpos em Revolta fará um ato simbólico no Parque Redenção no domingo, dia 29 de novembro, às 15 horas. Traga sua revolta e participe!</p></blockquote>
<p>Por fim, lemos <a href="http://unisinos.br/blog/ihu/2009/11/25/dia-internacional-de-combate-a-violencia-contra-a-mulher/">a seguinte mensagem</a> no blog do <a href="http://unisinos.br/blog/ihu/"><em>Instituto Humanitas Unisinos</em></a>:</p>
<blockquote><p>Mulheres vem sofrendo a violência dos homens presentes em suas vidas (companheiros, pais, irmãos, filhos) há alguns séculos, e cotidianamente, muitas vezes em silêncio e culpadas por acontecer, ou muitas vezes sem saber reconhecer como uma violência e especialmente contra elas, por serem mulheres. Só recentemente e nos últimos anos, a agressividade social e individual contra nós está sendo nomeada e combatida, com o avanço dos movimentos sociais, feministas e de mulheres, muita coisa avançou no sentido de reconhecer como uma forma específica de privação dos direitos ao exercício da cidadania.</p></blockquote>
<div id="attachment_5116" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://www.flickr.com/photos/gabibutcher/4131016373/in/pool-luluzinhacamp/"><img class="size-full wp-image-5116 " title="4131016373_9b3e4bcd7b" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/11/4131016373_9b3e4bcd7b.jpg" alt="Foto por Gabi Butcher©, no Luluzinha Camp usada sob uma licença Creative Commons." width="400" height="266" /></a><p class="wp-caption-text">Foto por Gabi Butcher©, no Luluzinha Camp usada sob uma licença Creative Commons.</p></div>
<p>As fotos que ilustram este texto são de uma reunião LuluzinhaCamp em São Paulo no dia 22 de novembro. Veja a <a href="http://www.flickr.com/photos/gabibutcher/sets/72157622859971452/">galeria completa de retratos de pensamento positivo</a> por Gabi Butcher, do blog <a href="http://diapositivo.wordpress.com/">Diapositivo Fotografia</a>. E <a href="http://www.flickr.com/photos/gabibutcher/4131146178/in/set-72157622859971452/">feliz 2010</a>!</p>
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		<title>China: As Crianças Esquecidas</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/11/25/china-as-criancas-esquecidas/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 14:27:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em 12 de Novembro, alguns dias antes do Dia Internacional das Crianças, uma explosão eclodiu em uma fábrica ilegal de panchões em Guangxi e resultou na morte de duas crianças trabalhadoras e em onze outras feridas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/jennifer-zhang/">Jennifer Cheung</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/11/25/china-children-who-are-left-behind/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single">
<p>Em 12 de Novembro, alguns dias antes do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_Mundial_da_Crian%C3%A7a">Dia Internacional das Crianças</a>, uma explosão eclodiu em uma fábrica ilegal de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Panch%C3%A3o">panchões</a> em Guangxi e resultou na morte de duas crianças trabalhadoras e em onze outras feridas.</p>
<p>Segundo o <a href="http://www.infzm.com/content/37586">relatório da Southern Weekend</a> [ch], estas vítimas infantis foram deixadas para trás pelos seus pais, que são trabalhadores migrantes e têm de trabalhar em cidades por todo o ano para ganhar dinheiro e sustentar suas famílias. Elas viviam com os avós e esforçavam-se para trabalhar antes e depois do horário escolar para ganhar algum dinheiro para lanches.</p>
<p>O fenômeno dos trabalhadores infantis não é raro na vila Yanghui onde a tragédia ocorreu. A falta de regulamentação do governo é parte da razão por trás deste fato, mas por outro lado, &#8220;se estas crianças estiverem em torno de seus pais e sejam bem cuidadas, não teremos tal enorme tragédia&#8221;, Yang Youji, o chefe do partido da aldeia, foi citado como tendo dito tal frase.</p>
<p>De acordo com o censo populacional de 2005, havia 120 milhões de agricultores que trabalhavam ou faziam negócios nas cidades, e o número de filhos que deixaram para trás somaram 20 milhões de crianças. 88,2% das crianças deixadas para trás só poderiam entrar em contato com os pais pelo telefone, mas 53,5% deles falavam com os pais em menos de três minutos.</p>
<p><a href="http://blog.tianya.cn/blogger/post_show.asp?BlogID=350817&amp;PostID=20273349&amp;idWriter=0&amp;Key=0" target="_self">Tong Dahuan</a>, um blogueiro chinês do blog <em><a href="http://blog.tianya.cn/blogger/post_show.asp?BlogID=350817&amp;PostID=20273349&amp;idWriter=0&amp;Key=0">Tianya</a></em>, apontou outra questão social nesse incidente dos panchões em um post relacionado; &#8220;Quem Deveria se Desculpar pela Tragédia das Crianças Esquecidas&#8221;:</p>
<blockquote><p>前两年，来自北京、上海等地的有关调查即显示，新移民二代的犯罪率是当地户籍青少年的三倍！留守儿童和流动儿童的悲剧命运，正在引领着我们走向一个不可知的未来。</p></blockquote>
<div class="translation">Nos últimos 2 anos, pesquisas realizadas em cidades como Pequim e Xangai revelaram que a taxa de criminalidade da segunda geração de trabalhadores migrantes (os filhos de trabalhadores migrantes) é três vezes maior do que seus pares locais, que são detentores de certificado de residência. O destino amargo das crianças esquecidas e daquelas que são migrantes está nos levando a um futuro imprevisível.</div>
<p>Tong argumenta que é o sistema educacional injusto que resultou neste tipo de tragédia:</p>
<blockquote><p>中国数以亿计的农村人到城市打工，他们的孩子经常被城市的学校排除在外，或被收更高的学费，城市里也没有专门供这些孩子受 教育的非正式学校（打工子弟学校常常被教育主管部门以教育条件不达标为由围追堵截甚至赶尽杀绝）。更有甚者，在户籍加学籍的高考报考制度下，即使打工子弟 历尽千辛万苦过五关斩六将在父母打工所在地读完了高中，他们也将面临无处高考的命运。这一切导致大量孩子过早被迫与父母分离，成为“没爹没妈”留守儿童。</p></blockquote>
<div class="translation">Centenas de milhões de agricultores chineses vão trabalhar nas cidades, mas os seus filhos são muitas vezes excluídos pelas cidades em que trabalham, ou eles são cobrados com mensalidades escolares mais elevadas. Não há escolas especialmente ajustadas para os filhos dos trabalhadores migrantes (escolas de crianças migrantes são frequentemente fechadas por autoridades de educação sob o argumento de condições precárias de ensino). Além disso, no âmbito dos sistemas duplos de registro de habitante mais o certificado de matrícula do estudante (que mostra a região geográfica que o aluno pertence), mesmo se os filhos dos trabalhadores migrantes concluirem o ensino médio com grande esforço e sofrimento, eles ainda podem ter a participação rejeitada no exame vestibular nacional. Todos esses fatores desfavoráveis levam a sua separação de seus pais trabalhadores migrantes em idade precoce, que mais tarde se tornam crianças esquecidas e praticamente sem pais.</div>
<p>Tong disse que tem havido uma série de críticas contra o desatualizado sistema de certificados de residentes do governo e o sistema de ensino desde 1997, mas não parecia haver quase nenhum avanço sobre estas duas questões:</p>
<blockquote><p>现行户籍与教育制度，已经严重违反了人权、人道、人伦，也违反了我们1990年签署、1991年全国人大批准、1992年3月1日起即对我国生效的联合国《儿童国际公约》</p></blockquote>
<div class="translation">O atual sistema chinês de registro de residentes e o sistema de ensino têm gravemente violado os direitos humanos de seus cidadãos, a moralidade humana, bem como a Convenção da ONU sobre os Direitos das Crianças que o Governo assinou em 1990, o qual o Congresso Nacional aprovou em 1991 e que entrou em vigor desde 1 de março de 1992.</div>
<blockquote><p>请问，不让孩子就地平等地接受教育和高考，是为了孩子的最大利益吗？用户籍制度生生将孩子和父母拆散，这样的分离符合儿童的最大利益吗?”</p></blockquote>
<div class="translation">Eu quero perguntar: será melhor para o interesse das crianças que o governo não as proporcione as mesmas oportunidades de receber educação e participar no exame nacional de vestibular? É melhor para o interesse das crianças que o governo as separe de seus pais com a ferramenta de sistema de registro de residentes?</div>
<p>Outro blogueiro de <em>Tianya</em>, <a href="http://www.tianya.cn/publicforum/content/free/1/1741538.shtml">Li Hui</a>, questionou <a href="http://www.tianya.cn/publicforum/content/free/1/1741538.shtml">por que as crianças trabalhadoras são sempre as esquecidas</a>?</p>
<blockquote><p>为什么黑童工都是留守儿童？这背后，不仅是一个非法雇佣童工的问题，更深层次的原因，是城乡二元分化，以及由此导致的教育资源发展严重不均衡。</p></blockquote>
<div class="translation">Por que os trabalhadores infantis ilegais são sempre esquecidos? O que constitui a base deste problema não é apenas o emprego ilegal de trabalhadores infantis, mas, mais profundamente, é um problema causado pela dupla estrutura rural-urbana da China, e o sério desequilíbrio dos recursos educacionais.</div>
<p>Na seção de <a href="http://www.infzm.com/content/37586">comentários do relatório Southern Weekend</a>, muitos internautas deixaram seus comentários, alguns culparam o sistema de registro de residentes como a raiz dessa tragédia.</p>
<p>Por exemplo, <a href="http://www.infzm.com/content/37586" target="_self">Yanchenyu</a> disse:</p>
<blockquote><p>户籍制度是造成留守儿童的根源，城市人口享受农民工带来的繁荣，却不为他们的健康提供保障，不为他们的小孩提供教育。</p></blockquote>
<div class="translation">O sistema de registro de residentes é a causa raiz da tragédia das crianças esquecidas. A população urbana está aproveitando a prosperidade trazida pelos trabalhadores migrantes, mas eles não lhes dão a devida proteção em matéria de segurança, tampouco oferecem educação aos seus filhos.</div>
<p><a href="http://www.infzm.com/content/37586" target="_self">li101947</a> questionou o papel da aplicação da lei:</p>
<blockquote><p>已经有多少儿童遭受了苦难？还有多少儿童将要遭受苦难？难道就不能有组织、制度保障他们的权益吗？法律的执行怎么了？</p></blockquote>
<div class="translation">Quantas crianças sofreram a tragédia? Quantos mais vão sofrer a tragédia? Será que não pode haver organizações e regulamentos para proteger os direitos e benefícios dessas crianças? O que tem feito a aplicação da lei?</div>
</div>
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		<title>Egito: Romance Gráfico &#8220;Metro&#8221; Oficialmente Banido</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 13:15:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<description><![CDATA[O romance gráfico adulto Metro, de Magdy El Shafee's foi banido no Egito seguindo uma ordem judicial. Blogueiros e usuários do Facebook reagiram ao fato, o qual dizem ser outro golpe à liberdade de expressão.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/marwa-rakha/">Marwa Rakha</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/11/24/egypts-first-adult-graphic-novel-officially-banned/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img class="alignleft size-full wp-image-5088" title="Metro-Cover" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/11/Metro-Cover.jpg" alt="Metro-Cover" width="177" height="182" />Em Abril de 2008, a liberdade de expressão e criatividade foram atingidas intimamente no Egito com o confisco do romance gráfico para adultos <a href="http://www.wordswithoutborders.org/?lab=ShaffeeMetro">Metro</a>, criada por <a href="http://www.magdycomics.com/">Madgy El Shafee</a>. Desde então o autor e seu editor estão <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/04/02/egypts-first-adult-graphic-novel-on-trial/">em julgamento</a> e enquanto todos estavam ocupados com a <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/11/15/egypt-vs-algeria-the-twitter-match/">guerra futebolística</a> entre Egito e Algéria, a corte oficialmente baniu o romance.</p>
<p>O blog grupal <em>Bikya Masr</em> vê o veredito como &#8220;<a href="http://bikyamasr.com/?p=5979">Mais um golpe à liberdade de expressão no Egito, já que os romancistas gráficos não recebem amor do tribunal</a>&#8220;.</p>
<blockquote><p>It was supposed to signal a new era in Egyptian novels. The country’s first graphic novel, Metro, was supposed to be a show of free speech and artistic merit. Instead, it has become the hallmark of what rights groups say is the Egyptian government’s continued censorship of what its citizens can write. On Sunday, a Cairo misdemeanors court fined author Magdy el-Shafei and publisher Mohamed Sharkawi 5000 Egyptian pounds ($900) and demanded the confiscation of the novel after accusing them of writing and distributing a novel, which included statements and phrases considered “offensive to public morals.”</p></blockquote>
<div class="translation">Presumia-se que esse romance assinalaria uma nova era nas novelas egípcias. O primeiro romance gráfico do país, Metro, deveria ser uma demonstração de liberdade de expressão e mérito artístico. Em vez disso, ele se tornou a marca registrada do que grupos de direitos humanos dizem ser a censura contínua do governo egípcio a respeito do que os seus cidadãos podem escrever. No domingo, uma corte de contravenções do Cairo multou o autor Magdy-Shafei e o editor Mohamed Sharkawi em £ 5000 egípcias (R$ 1.500,00) e exigiu o confisco da novela, depois de acusá-los de escrever e distribuir um romance que incluiu declarações e frases consideradas &#8220;ofensivas à moral pública&#8221;.</div>
<p><a href="http://www.facebook.com/profile.php?id=517526799&amp;ref=ts"><em>Sarah Carr</em></a> está furioso; as pessoas ficaram tão absorvidas pela <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/11/15/egypt-vs-algeria-the-twitter-match/">guerra futebolística</a> entre Egito e Algéria que esqueceram todas as outras coisas:</p>
<p><img title="Metro 1" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/11/Metro-1.jpg" alt="Metro 1" width="521" height="112" /></p>
<div class="translation">O primeiro romance gráfico do Egito foi oficialmente banido hoje. Madgy L Shafee e Sharqawi multados em 5.000 libras egípcias. Entretanto, já que o juiz não era algeriano acho que ninguém dá a mínima.</div>
<p><a href="http://www.facebook.com/Shahinaz.abdelsalam?ref=ts"><em>Shahinaz Abdel Salam</em></a> está desapontada.</p>
<p><img title="Metro 2" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/11/Metro-2.jpg" alt="Metro 2" width="528" height="232" /></p>
<div class="translation">Hoje um veredito foi emitido no caso &#8220;Metro&#8221;, a primeira revista em quadrinhos no Egito que criticava o regime; o veredito foi de banir o livro e uma penalidade de 5.000 libras egípcias para o autor Magdi El Shaeii e o editor Mohamed El Sharkawai.<br />
-<br />
A liberdade de expressão e compreensão está sendo atacada. O que isso significará para outras publicações no futuro?</div>
<p>O autor <a href="http://www.facebook.com/profile.php?id=678971331">Magdy El Shafee</a> se nega a desistir e promete apelar:</p>
<p><img title="Metro 3" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/11/Metro-3.jpg" alt="Metro 3" width="523" height="51" /></p>
<div class="translation">Tudo bem! Perdemos o primeiro tempo&#8230; sem problemas! Não vamos perder o segundo!</div>
]]></content:encoded>
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		<title>Cuba: Yoaní Sánchez e outros blogueiros apreendidos</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 03:34:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Talvez fosse apenas uma questão de tempo, mas Yoani Sánchez, blogueira mais famosa de Cuba, que recebeu inúmeros prêmios internacionais por seu ativismo, foi detida brevemente e espancada pelas autoridades cubanas em 6 de novembro, junto com seus colegas blogueiros, Claudia Cadelo (uma colaboradora do Global Voices) e Orlando Luís Pardo Lazo. Os três estavam em seu caminho para uma marcha anti-violência na capital cubana, Havana.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/janine-mendes-franco/">Janine Mendes-Franco</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/11/07/yoani/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Talvez fosse apenas uma questão de tempo, mas <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Yoani_S%C3%A1nchez">Yoani Sánchez</a>, blogueira <a href="http://www.desdecuba.com/generationy/">mais famosa</a> de Cuba, que recebeu <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/04/08/cuba-blocked-blogger-yoani-sanchez-receives-prestigious-award/">inúmeros prêmios internacionais</a> por seu ativismo, foi <a href="http://momento24.com/en/2009/11/07/yoani-sanchez-cuban-blogger-was-arrested-and-beaten-by-the-police/">detida brevemente e espancada</a> pelas autoridades cubanas em 6 de novembro, junto com seus colegas blogueiros, <a href="http://www.octavocerco.blogspot.com/">Claudia Cadelo</a> (uma <a href="http://globalvoicesonline.org/author/claudia-cadelo/">colaboradora</a> do Global Voices) e <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/03/23/cuba-interview-with-blogger-orlando-luis-pardo-lazo/">Orlando Luís Pardo Lazo</a>. Os três estavam em seu caminho para uma <a href="http://alongthemalecon.blogspot.com/2009/11/cuban-marchers-shout-peace-and-love.html">marcha anti-violência</a> na capital cubana, Havana.</p>
<p>A blogueira espanhola Rosa Jiménez Cano, que trabalha para o jornal espanhol El País, <a href="http://www.rosajc.com/2009/11/07/yoani-sanchez-detenida-y-golpeada/">relatou</a> ter recebido a seguinte mensagem de texto da Yoaní por volta de 2am, horário de Madri:</p>
<blockquote><p>Fui detenida junto a Orlando L. Pardo y Claudia Cadelo nos llevaron a la fuerza estilo siciliano. Golpes. Nos dejaron tirados en una esquina.</p></blockquote>
<div class="translation">Fui detida junto com Orlando L. Pardo e Claudia Cadelo; levaram-nos à força no estilo siciliano. Golpes. Fomos deixados deitados em uma esquina.</div>
<p>Na manhã seguinte aos acontecimentos, Yoaní <a href="http://www.desdecuba.com/generaciony/?p=2468">postou</a> o seguinte relato em seu blog:</p>
<blockquote><p>Cerca de la calle 23 y justo en la rotonda de la Avenida de los Presidente, fue que vimos llegar en un auto negro –de fabricación china– a tres fornidos desconocidos: ‘Yoani, móntate en el auto&#39; me dijo uno mientras me aguantaba fuertemente por la muñeca. Los otros dos rodeaban a Claudia Cadelo, Orlando Luís Pardo Lazo y una amiga que nos acompañaba a una marcha contra la violencia. Ironías de la vida, fue una tarde cargada de golpes, gritos y malas palabras la que debió transcurrir como una jornada de paz y concordia.  Los mismos ‘agresores&#39; llamaron a una patrulla que se llevó a mis otras dos acompañantes, Orlando y yo estábamos condenados al auto de matrícula amarilla, al pavoroso terreno de la ilegalidad y la impunidad del Armagedón.</p>
<p>Me negué a subir al brillante Geely y exigimos nos mostraran una identificación o una orden judicial para llevarnos. Claro que no enseñaron ningún papel que probara la legitimidad de nuestro arresto. Los curiosos se agolpaban alrededor y yo gritaba ‘Auxilio, estos hombres nos quieren secuestrar&#39;, pero ellos pararon a los que querían intervenir con un grito que revelaba todo el trasfondo ideológico de la operación: ‘No se metan, estos son unos contrarrevolucionarios&#39;. Ante nuestra resistencia verbal, tomaron el teléfono y dijeron a alguien que debió ser su jefe: ‘¿Qué hacemos? No quieren subir al auto&#39;. Imagino que del otro lado la respuesta fue tajante, porque después vino una andanada de golpes, empujones, me cargaron con la cabeza hacia abajo e intentaron colarme en el carro. Me aguanté de la puerta… golpes en los nudillos… alcancé a quitarle un papel que uno de ellos llevaba en el bolsillo y me lo metí en la boca. Otra andanada de golpes para que les devolviera el documento.</p></blockquote>
<div class="translation">Perto da rua 23, na Avenida de los Presidentes, vimos um carro preto feito na China estacionando com três desconhecidos musculosos. &#8220;Yoaní, entre no carro&#8221;, disse um deles enquanto me agarrava à força pelo pulso. Os outros dois cercaram Claudia Cadelo, Orlando Luís Pardo Lazo, e um amigo que estava nos acompanhando até a marcha contra a violência. As ironias da vida; foi uma noite cheia de socos, gritos e palavrões o que deveria ter passado como um dia de paz e harmonia. Os mesmos &#8216;agressores&#39; chamaram um carro da patrulha que levou meus outros dois companheiros, e Orlando e eu estávamos condenados ao carro com placas amarelas, o mundo terrível de anarquia e a impunidade do Armageddon.<br />
Eu me recusei a entrar no brilhante <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Geely">carro da Geely</a> e pedimos que eles nos mostrassem sua identificação ou um mandado. É claro que eles não nos mostraram nenhum documento para provar a legitimidade da nossa prisão. Os curiosos se aglomeraram ao redor e eu gritava, &#8216;Socorro, estes homens querem nos seqüestrar&#39;, mas eles pararam os que queriam intervir com uma mensagem que revelou o plano de fundo ideológico de toda a operação: &#8220;Não interrompam, estes são contra-revolucionários&#8221;. Diante de nossa resistência verbal eles fizeram um telefonema e disseram a alguém que deve ter sido o chefe: &#8220;O que nós fazemos? Eles não querem entrar no carro.&#8221; Eu imagino que a resposta do outro lado era inequívoca, porque, então, veio uma enxurrada de socos e empurrões; eles abaixaram minha cabeça e tentaram me empurrar para dentro do carro. Eu segurava o porta &#8230; golpes aos meus dedos &#8230; eu consegui pegar o papel que um deles tinha no bolso e colocá-lo na minha boca. Outra rajada de socos para que eu devolvesse o documento a eles.</div>
<p>O post da Yoaní continua descrevendo a brutalidade infligida a ela e ao Orlando, e sua eventual libertação:</p>
<blockquote><p>Nos dejaron tirados y adoloridos en una calle de la Timba, una mujer se acercó ‘¿Qué les ha pasado?&#39;… ‘Un secuestro&#39;, atiné a decir. Lloramos abrazados en medio de la acera, pensaba en Teo, por Dios cómo voy a explicarle todos estos morados. Cómo voy a decirle que vive en un país donde ocurre esto, cómo voy a mirarlo y contarle que a su madre, por escribir un blog y poner sus opiniones en kilobytes, la han violentado en plena calle. Cómo describirle la cara despótica de quienes nos montaron a la fuerza en aquel auto, el disfrute que se les notaba al pegarnos, al levantar mi saya y arrastrarme semidesnuda hasta el auto.</p></blockquote>
<div class="translation">Fomos deixados doloridos, deitados em uma rua em Timba; uma mulher se aproximou: &#8216;O que aconteceu&#39;&#8230; &#8216;Um seqüestro&#39;, consegui dizer. Nós choramos abraçados um ao outro no meio da calçada, pensando no Teo, por Deus, como eu iria explicar aqueles machucados. Como vou dizer a ele que vivemos em um país em que isso pode acontecer, como vou olhar para ele e dizer que sua mãe, por escrever um blog e colocar minha opinião em kilobytes, foi espancada em uma rua pública. Como descrever os rostos despóticos daqueles que nos forçaram a entrar no carro, a alegria deles que pude perceber enquanto eles nos espancavam, ou ao levantarem minha saia e me arrastarem semi-nua até o carro.</div>
<p>No momento em que escreveu, o post da Yoaní atraiu 1.412 comentários.</p>
<p>Claudia também inseriu rapidamente a sua versão do incidente <a href="http://octavocercoen.blogspot.com/2009/11/march-where-i-wasnt.html">em seu blog</a></p>
<blockquote><p>We refused to get in the car, there were three of them and they threatened us:</p>
<p>‘Get in the car, now.&#39;<br />
‘Let us see your documents, or bring a policeman.&#39;</p>
<p>Orlando had his cell phone in his hand. ‘Pardo, don’t record,&#39; said the one in the orange shirt, and I got my cell out. Nobody noticed me, I sent the first Tweet… In less than three minutes a patrol car came up with a couple of cops—a woman and a man—completely dumbstruck by the scene. They carried out their orders almost in slow motion, the woman told me:</p>
<p>‘Don’t resist.&#39;</p>
<p>‘They are undocumented,&#39; it occurred to me to enlighten her.</p>
<p>Yoani was clinging to a bush, I was clinging to her waist, and the woman was pulling me by the leg. They had already dragged Orlando off, outside my field of vision. A man at the bus-stop looked on with an expression of terror, people didn’t say a single word. The officer, very young, got me in an armlock that immobilized me. I could have kicked a little but I was too astonished at seeing Yoani’s legs sticking out the rear window of the State Security car.</p></blockquote>
<div class="translation">Nós nos recusamos a entrar no carro, eles estavam em três e nos ameaçaram:</p>
<p>&#8216;Entrem no carro, agora.&#39;<br />
&#8216;Deixe-nos ver seus documentos, ou traga um policial.&#39;</p>
<p>Orlando tinha o telefone em suas mãos. &#8220;Pardo, não grave&#39;, disse o agressor que vestia uma camisa laranja, e eu tirei meu celular. Ninguém percebeu, e eu mandei meu primeiro Tweet&#8230;. em menos de trêsminutos um carro-patrulha veio com dois policiais - uma mulher e um homem - completamente sem palavras pela cena. Eles executaram suas ordens quase em câmera lenta; a mulher me disse:</p>
<p>&#8216;Não resista.&#39;</p>
<p>&#8216;Eles não têm documentos,&#39; eu a recordei.</p>
<p>Yoaní estava se agarrando a um arbusto, eu estava agarrada à sua cintura, e a mulher estava me puxando pela perna. Eles já tinham arrastado o Orlando para fora do meu campo de visão. Um homem na parada de ônibus contemplava com uma expressão de terror, as pessoas não dizem uma única palavra. O oficial, muito jovem, me pegou em uma chave-de-braço que me imobilizou. Eu poderia ter chutado um pouco, mas eu estava muito surpresa ao ver as pernas de Yoani saindo da janela traseira do carro de segurança do Estado.</p></div>
<p>Seu post continua a relatar a cadeia de eventos em grande detalhe, mas ela completa com uma nota triunfante:</p>
<blockquote><p>Then the first call came, with a 00 international prefix, and I knew nothing had been in vain, even if we had all been arrested and the march suspended. When, later, I saw the video that Ciro brought me, I knew for certain: They lost; it&#39;s the countdown.</p></blockquote>
<div class="translation">Então veio a primeira ligação, com um prefixo internacional 00, e eu soube que nada foi em vão, mesmo se nós tivéssemos todos sido presos e a marcha suspensa. Quando, mais tarde, eu vi o vídeo que o Ciro trouxe, eu sabia com certeza: Eles perderam; é a contagem regressiva.</div>
<p>Comentando sobre o incidente, o blogueiro em diáspora do blog <a href="http://marcmasferrer.typepad.com/uncommon_sense/2009/11/cuban-bloggers-arrested.html"><em>Uncommon Sense</em></a> expressa surpresa, já que &#8220;aqueles de nós em outros países que presumem que porque a Yoani, Claudia e outros são bem conhecidos, a ditadura de Castro nunca ousaria prendê-los.&#8221; No entanto, foi o que fizeram. Ele continua:</p>
<blockquote><p>Of course, we should never be surprised at what the regime does when it comes to trying to silence its opposition on the island.</p>
<p>And we should never underestimate the importance of the protection we provide every time we read one of their blogs. Obviously, it doesn&#39;t provide them absolute immunity, but it is conceivable that someone like Yoani Sanchez would have a long ago been locked away in the Castro gulag were it not for the fact that she is so well known.</p>
<p>What you provide them with each click is the moral support vital for their continuing struggle for freedom.</p></blockquote>
<div class="translation">É claro, nós nunca devemos ficar surpresos com o que o regime faz quando se trata de tentar silenciar sua oposição na ilha.</p>
<p>E não devemos nunca subestimar a importância da proteção que provemos toda vez que lemos um de seus blogs. Obviamente, isso não lhes concede imunidade absoluta, mas é concebível que alguém como Yoaní Sánchez já teria sido detida na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gulag">gulag</a> do Castro se não fosse o fato de ela ser conhecida.</p>
<p>O que vocês lhes concedem com cada clique é apoio moral vital para sua luta constante por liberdade.</p></div>
<p>Enquanto isso, o <a href="http://babalublog.com/2009/11/breaking-news-yoani-sanchez-arrested-in-cuba/" target="_blank"><em>Babalu Blog</em></a>, após publicar a história como notícia urgente, continuou atualizando o post na medida em que mais detalhes estavam disponíveis, incluindo uma entrada às 8:15 da manhã mostrando uma evidência de abuso físico em uma foto enviada ao <a href="http://www.penultimosdias.com/2009/11/07/knuck-knuck-knuckin%E2%80%99-on-my-nuca/"><em>Penultimos Dias</em></a> por Orlando Luís Pardo. John R., do blog <a href="http://cubanamericanpundits.blogspot.com/2009/11/beer-ice-cream-and-beaten-bloggers.html"><em>Cuban American Pundits&#39;</em></a> [en], soube da detenção de Yoaní através de <a href="http://babalublog.com/2009/11/breaking-news-yoani-sanchez-arrested-in-cuba/"><em>Babalu</em></a> e comenta:</p>
<blockquote><p>It can only be said that the Cuba Governement is afraid, and that these heirs to Cuba&#39;s future are extremely brave.</p></blockquote>
<div class="translation">Só se pode ser dito que o Governo de Cuba está com medo, e que estes herdeiros do futuro de Cuba são extremamente bravos.</div>
<p>O blog também procurou sites da mídia de massa para determinar o quão grande foi a história e ficou decepcionado ao saber que &#8220;a única coisa que a <a href="http://www.cnn.com/2009/WORLD/americas/11/04/cuba.trade/index.html">CNN</a> está cobrindo sobre Cuba é como a cerveja Miller e o sorvete Haagen Dazs podem ser vendidos em Cuba - como recompensa, no entanto. Enquanto cidadãos cubanos são seqüestrados e espancados por seu exercício de liberdade de expressão, a Chicago Foods (e outras empresas) estão negociando como cerveja e sorvete devem ser vendidos na ilha.&#8221; (<a href="http://edition.cnn.com/2009/WORLD/americas/11/07/cuba.blogger.detained/index.html">a CNN eventualmente passou a cobrir a história</a> da apreensão dos blogueiros.) O post continua ao comentar sobre o embargo dos EUA sobre a ilha, e dizendo:</p>
<blockquote><p>For those who claim that a new era has dawned on Cuba should take a close look at the incident that happened with a peaceful group of Cuban bloggers. Nothing has changed. Oppression remains in the cities while luxury and freedom exudes in the resorts.</p>
<p>I don&#39;t know about you, but I&#39;m no longer eating Hagen Dazs ice cream nor drinking Miller beer.</p></blockquote>
<div class="translation">Para aqueles que clamam que uma nova era amanheceu em Cuba devem olhar de perto o incidente que aconteceu com um grupo pacífico de blogueiros cubanos. Nada mudou. A opressão continua nas cidades enquanto luxo e liberdade exalam dos <em>resorts</em>.</p>
<p>Não sei quanto a vocês, mas eu não estou mais tomando sorvete Hagen Dazs, nem bebendo cerveja Miller.</p></div>
<p>Oswaldo Payá do Movimento Cristiano Liberação emitiu <a href="http://www.oswaldopaya.org/es/2009/11/07/mcl-se-solidariza-con-yoani-sanchez-darsi-ferrer-ylas-demas-victimas-de-la-represion/">uma declaração</a> expressando solidariedade para com Sánchez e as outras vítimas de repressão. <a href="http://www.mybigfatcubanfamily.com/my_big_fat_cuban_family/2009/11/standing-with-yoani.html"><em>My big, fat Cuban family</em></a> também permanece em solidariedade com suas irmãs cubanas:</p>
<blockquote><p>I have the supreme luxury of writing about anything that excites or amuses me at any given time. And I do.</p>
<p>Today I want to make you aware if you&#39;re not already, of a group of dissident bloggers presently under fire for blogging in Cuba.</p>
<p>Unlike me, they write about the everyday indignities of living in castro&#39;s gulag. You understand, of course, that in a communist country, dissension is not just discouraged, it is oftentimes attacked.</p>
<p>Yet these brave bloggers persist…Tonight, Yoani Sanchez and a group of dissidents were picked up, harassed, detained and beaten as they prepared to attend, ironically, a demonstration against the use of violence.</p>
<p>They knew and called her by name and forced her into a car where she figured that this was a kidnapping  which would end in her execution. Although she and her dissident companions were beaten severely they were subsequently released.</p>
<p>Her safety lies here. On blogs like mine.</p></blockquote>
<div class="translation">Eu tenho o luxo supremo de escrever sobre tudo o que me emociona ou me diverte a qualquer momento. E eu escrevo.</p>
<p>Hoje, quero lhes alertar, se já não estão alertas, sobre um grupo de blogueiros dissidentes atualmente sob fogo por blogarem em Cuba.</p>
<p>Diferentemente de mim, eles escrevem sobre indignidades cotidianos da vida na gulag de Castro. Vocês compreendem, é claro, que em um país comunista, a divergência não é somente desencorajada, mas frequentemente atacada.</p>
<p>Ainda assim, estes bravos blogueiros persistem&#8230; Hoje à noite, Yoaní Sánchez e um grupo de dissidentes foram apreendidos, assediados, detidos e espancados enquanto eles se preparavam para participar, ironicamente, de uma manifestação contra o uso da violência.</p>
<p>Eles sabiam e chamaram ela pelo nome, e forçaram-na a entrar em um carro e percebeu que aquilo era um sequestro que terminaria em execução. Embora ela e seus companheiros dissidentes foram espancados gravemente, eles foram liberados em seguida.</p>
<p>Sua segurança está aqui. Em blogs como o meu.</p></div>
<p>O blog <em><a href="http://alongthemalecon.blogspot.com/2009/11/cuban-blogger-yoani-sanchez-shaken-up.html" target="_blank">Along the Malecon</a></em> dá algumas informações sobre o incidente e está convicto de que &#8220;a lenda de Yoaní Sánchez cresceu na sexta-feira depois que as autoridades cubanas lhe deteram na rua, empurraram-na em um carro e agrediram-na antes de libertá-la&#8221;:</p>
<blockquote><p>Luis Eligio, of the counterculture group OMNI-Zona Franca, and two rappers organized the march. On Oct. 20, Sanchez was one of more than 10 bloggers who staged a ‘virtual protest&#39; using Tweets, cell phone text messages and blog posts to call for the release of political prisoners. All this puts the socialist government in a tough spot. The more force authorities use, the easier it will be for opposition activists to recruit followers. These incidents also help galvanize international support for Sanchez and other bloggers. This support grows at an exponential rate, colonizing cyberspace and making it difficult for the Cuban government to effectively counter.</p></blockquote>
<div class="translation">Luis Eligio, do grupo contracultura OMNI-Zona Franca, organizou a marcha com outros dois rappers. Em 20 de outubro, Sánchez foi uma das mais de 10 blogueiros que encenaram um &#8216;protesto virtual&#39; usando tweets, mensagens de texto de telefone celular e postagens em blogs para pedir a libertação de presos políticos. Tudo isso coloca o governo socialista em uma situação difícil. Quanto mais as autoridades utilizam a força, mais fácil será para os ativistas da oposição para recrutarem seguidores. Estes incidentes também ajudar a galvanizar apoio internacional para Sánchez e outros blogueiros. Este apoio cresce a uma taxa exponencial, colonizando o ciberespaço e tornando difícil para o governo cubano combatê-lo eficazmente.</div>
<p>Em <a href="http://alongthemalecon.blogspot.com/2009/11/peace-march-rather-shady-pro-government.html">um post em separado</a>, o blogueiro destaca os pontos de vista daqueles que estão um pouco céticos sobre todo o evento, um dos quais é o jornalista cubano Vladia Rubio Jiménez, que escreve em <a href="http://vladia.blogcip.cu/2009/11/07/huele-a-quema%C2%B4o-en-calle-g/">seu blog</a>:</p>
<blockquote><p>Francamente, me resulta bien oscuro el asunto. ¿A partir de ahora seremos testigos de “espontáneas” marchas de protesta? ¿Contra qué violencia estaban pronunciándose esos muchachos con sus abstractos carteles? ¿Sería contra la que está ocurriendo en Afganistán, Honduras,  o contra lo acontecido en la más importante base militar norteamericana donde un enloquecido disparó y dejó muertas a 13 personas y varios heridos?</p></blockquote>
<div class="translation">Francamente, acho o assunto um pouco obscuro. A partir de agora teremos de testemunhar marchas de protesto &#8220;espontâneas&#8221;? Violência contra o que esses caras demonstravam com seus sinais? Seria contra o que está acontecendo no Afeganistão, Honduras, ou contra o que aconteceu na maior base militar dos EUA onde um louco atirou e deixou 13 mortos e vários feridos?</div>
<p>Ela continua:</p>
<blockquote><p>Por lo que leo, parece haber sido una manifestación organizada sobre todo a través de algunos blogs, entre ellos Octavo Cerco; y también me asombra ver las posibilidades tecnológicas de que disponen: teléfonos celulares, rápidas conexiones a Internet que incluso les permiten subir los videos… En ninguna parte dice con claridad quién convocó esa marcha.</p></blockquote>
<div class="translation">Pelo que li, parece ter sido uma manifestação organizada principalmente através de alguns blogs, incluindo o blog do Octavo Cerco e também espanta-me ver a tecnologia à disposição dos blogueiros: telefones celulares, conexões rápidas à Internet que até mesmo lhes permitem fazer upload de vídeos&#8230; Em nenhum lugar diz claramente quem organizou essa marcha.</div>
<p><em><a href="http://yohandry.wordpress.com/2009/11/07/yoani-sanchez-fuera-de-temporada/">Yohandry&#39;s Weblog</a></em> ecoa seu ceticismo:</p>
<blockquote><p>Pero bien, Claudia Cadelo dejó este vídeo en su blog. No comprendo cómo pueden subir sus videos a Youtube tan rápido, pero allí está. Ella misma por Twitter dijo que no había llegado hasta el performance, además de que explicó que estaba detenida.</p>
<p>Cómo pudo hacer Twitter detenida, cómo subió el video desde un carro de la policía?</p>
<p>Entra en acción Yoani Sánchez. Ahora bien, Yoani Sánchez cuenta a las siempre listas agencias y emisoras que tienen la misión de cubrir sus actividades lo ocurrido con ella y otros bloggers que se encaminaban al performance, quizás con el objetivo de provocar, nadie sabe.</p>
<p>Les dejo la grabación, ¡esos medios tan ágiles al servicio de Yoani! Adelanto que cuenta que ella tiene celular, computadora y seguirá haciendo Twitter, cosa que no acabo de comprender, cuando ella misma dice que no tiene libertad para trabajar en Cuba.</p>
<p>Y yo esperaré ahora  la otra versión de lo ocurrido. Como dice el dicho, siempre hay un ojo que te ve.</p></blockquote>
<div class="translation">Mas bem, Claudia Cadelo deixou este vídeo em seu blog. Eu não entendo como podem fazer upload de seus vídeos no YouTube tão rapidamente, mas ele está lá. Ela ainda disse no Twitter que não tinha conseguido chegar à performance, e explicou por que foi detida. Como ela poderia ter acessado o Twitter enquanto foi detido? Como ela enviou o do vídeo de um carro da polícia?</p>
<p>Yoani Sánchez entra em cena. Bem, deixa ver, Yoani Sánchez conta a agências e estações, cuja missão é facilmente cobrir seus eventos, o que aconteceu com ela e outros blogueiros que estavam indo para à performance. Talvez com a intenção de provocar. Ninguém sabe.</p>
<p>Aqui está a gravação. Estes meios de comunicação agem tão rapidamente ao serviço de Yoani! Devo dizer que ela tem um celular, um computador, e ela vai continuar a usar o Twitter, algo que eu simplesmente não consigo entender quando ela diz que não tem liberdade para trabalhar em Cuba.</p>
<p>E eu vou esperar pela próxima versão do incidente. Como diz o ditado: há sempre um olho que vê você.</p></div>
<p>Usuários de mídias sociais essão certamente mantendo um olhar atento sobre os fatos. Mesmo quando a <a href="http://twitter.com/ClaudiaCadelo">Claudia enviou sua mensagem no Twitter sobre o incidente</a>, aparentemente enquanto estava acontecendo - &#8220;<span><span>Estoy detenida</span><span><a rel="bookmark" href="http://twitter.com/ClaudiaCadelo/status/5490743504"> <span>aproximadamente 22 horas atràs</span></a> por<span> <a rel="nofollow" href="http://help.twitter.com/index.php?pg=kb.page&amp;id=75">txt</a></span></span></span>&#8221; sua primeira mensagem - seguidores de seu <a href="http://twitter.com/">Twitter</a> têm mostrado o seu apoio, com um usuário chamado-a de &#8220;muy valiente&#8221; ( &#8220;muito corajosa&#8221;).</p>
<div class="notes">
<div><small><em>A imagem usada no thumbnail deste post, <a href="http://www.flickr.com/photos/caveman_92223/2901480891/">“The Freedom of Speech”</a>, é de autoria do Caveman 92223, usada sob uma licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nd/2.0/deed.en">Creative Commons</a>.  Visite <a href="http://www.flickr.com/photos/caveman_92223/">a galeria do Caveman 92223&#8242;no Flickr.</a></em></small></div>
<div><em><br />
</em></div>
</div>
<div class="notes">
<div><a href="http://globalvoicesonline.org/author/georgia-popplewell/">Georgia Popplewell</a> e <a href="http://globalvoicesonline.org/author/firuzeh-shokooh-valle/">Firuzeh Shokooh Valle</a> contribuiram neste post.</div>
</div>
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		<title>Peru: O Debate sobre Aborto</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/11/05/peru-o-debate-sobre-aborto/</link>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 14:16:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cilene Dutra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
		<category><![CDATA[Conversations for a Better World]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<description><![CDATA[O debate sobre aborto ressurgiu devido a um projeto de lei que foi aprovado no Comitê Especial do Código Penal no Congresso Peruano, que descriminalizaria o aborto em casos de estupro ou desordens congênitas no feto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juan-arellano/">Juan Arellano</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/cilenedutra/'>Cilene Dutra</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/10/26/peru-the-abortion-debate/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>O debate sobre aborto ressurgiu devido a <a href="http://www.livinginperu.com/news/10320">um projeto de lei que foi aprovado </a>no Comitê Especial do Código Penal no Congresso Peruano, que descriminalizaria o aborto em casos de estupro ou desordens congênitas no feto. Esse tipo de aborto é conhecido como aborto eugênico ou terapêutico. A <a href="http://elcomercio.pe/noticia/353461/cardenal-cipriani-critica-proyecto-despenalizar-aborto-eugenesico">Igreja Católica Apostólica Romana é contra a medida [es]</a> e está <a href="http://www.livinginperu.com/news/10326">dividindo opiniões no Gabinete Ministerial</a>. Porém, o debate está longe de terminar, uma vez que a proposta ainda precisa ser submetida a debate pelo Comitê do Presidente do Congresso durante o mês de dezembro.</p>
<p>A legislação peruana atual (Código Penal 1991) <a href="http://www.clacai.org/index2.php?option=com_content&amp;do_pdf=1&amp;id=28">estipula [es]</a> (pdf) a criminalização de todas as formas de aborto, exceto para terapia e inclui atenuantes como o aborto ético ou sentimental e o aborto eugênico. Embora não existam números oficiais confiáveis sobre aborto, estima-se que haja <a href="http://www.larepublica.pe/sociedad/10/10/2009/quotaborto-solo-en-casos-de-excepcionquot">entre 350 mil e 400 mil abortos por ano [es]</a> no Peru.</p>
<p>Protestos contra e a favor da descriminalização do aborto já alcançaram as <a href="http://www.rpp.com.pe/2009-10-20-caos-en-el-centro-de-lima-por-protestas-a-favor-y-en-contra-del-aborto-noticia_216802.html">ruas da capital, Lima [es] </a>e já que o debate ainda tem longo caminho pela frente, espera-se que os protestos durem meses. Pesquisas mostram que as opiniões estão divididas quase ao meio e a <a href="http://www.peru.com/noticias/portada20091014/60461/Congreso-no-deberia-legalizar-aborto-eugenesico-revela-encuesta-de-Perucom">pesquisa digital conduzida pelo site Peru.com [es]</a> mostra que 54% da população acredita que o aborto eugênico causado por desordens congênitas e estupro não deveria ser descriminalizado, enquanto 43% pensa o oposto. Outra <a href="http://elcomercio.pe/impresa/notas/86-esta-favor-voto-voluntario/20091018/356487">pesquisa conduzida pela companhia Apoyo [es]</a> para o jornal El Comercio apresenta resultados semelhantes: &#8220;53% desaprova o aborto quando a gravidez é conseqüência de estupro. 41% aprova. 48% diz não ao aborto quando o feto apresenta defeitos. 46% afirma estar de acordo.&#8221;</p>
<p>Essa polêmica nacional também teve repercussão no exterior, mas é na Internet que se encontram muitas opiniões, como no Foros Perú (Fóruns do Peru), onde há um tópico intitulado &#8220;<a href="http://www.forosperu.net/showthread.php?p=1386459">Aborto Eugênico: Você é a favor ou contra? [es]</a>&#8221; Há também discussões de blogueiros, como Isabel Guerra de <em>Las Burbujas Recargadas</em> [es], <a href="http://burbujasreloaded.wordpress.com/2009/10/11/por-que-me-opongo-al-aborto/">que afirma sua posição sobre o assunto</a>:</p>
<blockquote><p>Creo que la principal razón por la que me opongo (al aborto) es porque la muerte es irreversible. No tiene retorno. Abortar o aplicar la eutanasia, o enviar a alguien al patíbulo, son generalmente situaciones a las que se llega bajo un tremendo estrés, en las que se llega a sentir que esto es la única solución. Ojo, que digo sentir, no pensar, porque cuando uno está pasando alguna de esas situaciones extremas es muy fácil no pensar con claridad, es terriblemente fácil equivocarse.</p>
<p>Hay muchísimos testimonios (libros, páginas web, etc.) de mujeres que abortaron y que años después se arrepintieron. Les dijeron que con un aborto se libraban de un problema en media hora. Pero no les dijeron que el recuerdo no las abandonaría nunca. Y cuando años después se arrepintieron, ya no había vuelta atrás. Lo que tienen casi todos estos testimonios en común es que las mujeres señalan que no recibieron ninguna ayuda, y que de una u otra forma fueron inducidas, por las circunstancias, por la desesperación o por terceras personas, a creer que el aborto era la única salida.</p></blockquote>
<div class="translation">Creio que a principal razão para me opor ao aborto é porque a morte é irreversível. Não há retorno. Abortar, aplicar eutanásia ou enviar alguém à forca são geralmente situações às quais se chega sob tremendo estresse, quando se chega a sentir que é a única solução. Atenção, pois digo sentir, não pensar, pois quando se passa por uma dessas situações extremas é muito fácil agir irracionalmente; é terrivelmente fácil se enganar.</p>
<p>Há muitos depoimentos (livros, páginas da web etc.) de mulheres que abortaram e anos depois se arrependeram. Disseram a elas que abortando se livrariam de um problema em meia hora. Mas não lhes disseram que a lembrança nunca as abandonaria. E quando se arrependeram anos depois, já não havia volta. O que há em comum nesses depoimentos é que essas mulheres destacam que não receberam nenhuma ajuda e que de uma forma ou de outra foram induzidas pelas circunstâncias, pelo desespero ou por terceiros a crer que o aborto era a única saída.</p></div>
<p>Daniel Salas do blog <em>Gran Combo Club </em>[es] <a href="http://grancomboclub.com/2009/10/debatiendo-el-aborto.html">descreve a ética do problema de um ponto de vista contrário:</a></p>
<blockquote><p>La discusión sobre el aborto no debería estar enfocada en las motivaciones terapéuticas, ya que estos criterios crean severas contradicciones. Por ejemplo, conozco algunas personas que se oponen al aborto por razones morales pues consideran que el óvulo fecundado debe ya ser considerado una persona pero, a la vez, admiten que hay ciertos casos (como la violación o malformaciones severas) que pueden justificar tal práctica. Si el aborto fuese injustificable e inmoral, no debería tener excepciones, ni siquiera como respuesta posible a una violación, ya que el nuevo ser debería ser considerado enteramente independiente de tal acto que le dio origen; tampoco se debería permitir en casos de que el embarazo pudiera causar la muerte de la madre, ya que el niño por nacer, con todos sus derechos plenamente constituidos, no podría ser considerado responsable de tal consecuencia.</p>
<p>Entonces, quien admita que el aborto es admisible “en ciertos casos” o “bajo ciertas condiciones” debería reconocer que la inviolabilidad de la vida humana aplicada a un feto no es tan absoluta como en principio se anunciaba. La discusión debería estar, en cambio, enfocada en dos cuestiones de índole ética, a saber:</p>
<p>1. El derecho que posee la mujer de continuar con el embarazo de un ser que depende enteramente de ella.<br />
2. La posibilidad de otorgarle al no nacido los mismos derechos que a un nacido</p></blockquote>
<div class="translation">A discussão sobre o aborto não deveria ser focada em motivos terapêuticos, já que esses critérios criam severas contradições. Por exemplo, conheço algumas pessoas que se opõem ao aborto por razões morais, pois consideram que o óvulo fecundado já é uma pessoa, mas ao mesmo tempo, admitem que há certos casos (violação, malformação severa) que são justificáveis. Se o aborto fosse injustificável e imoral, não deveria haver exceções, nem como resposta a uma violação, uma vez que o novo ser deveria ser considerado inteiramente independente do ato que lhe deu origem, nem deveria ser permitido nos casos em que a gravidez poderia causar a morte da mãe, pois o filho por nascer, com todos os seus direitos plenamente constituídos,não poderia ser responsabilizado por tal conseqüência. Então, quem admite que o aborto é admissível &#8216;em certos casos&#39;, &#39;sob certas condições&#39; deveria reconhecer que a inviolabilidade da vida humana aplicada a um feto não é tão absoluta como em princípio anunciavam. A discussão deveria estar, por outro lado, focada em duas questões de índole ética. Ei-las:</p>
<p>1. O direito que possui a mulher de continuar com a gravidez de um ser que depende inteiramente dela.<br />
2. A possibilidade de outorgar ao inato os mesmos direitos de um nato.</p></div>
<p>No blog <em>Tinta Roja [es]</em>, Cristina Andrade adiciona sua contribuição ao debate <a href="http://cristina-tintaroja.blogspot.com/2009/10/ley-del-aborto-y-quien-defiende-los.html">citando o problema da informalidade que prevalece no país</a>:</p>
<blockquote><p>otro problema en esta posible legalización del aborto, es la criollada, la ilegalidad de algunos médicos, quienes bajo el pretexto de que la muerte de la madre peligra, o que es un bebé con malformaciones, falsearán exámenes y documentos, para justificar el aborto, claro dependiendo de cuanto les paguen, porque en este país todo se compra, todo se vende y lamentablemente como existen médicos buenos, también hay malos y sin ninguna ética, quienes por dinero son capaces de todo.</p>
<p>Esos son los riesgos de legalizar el aborto, estamos en el Perú, no en Europa ni otros países civilizados en los que la ética, los valores y las leyes se respetan. Aquí siempre están buscando como violar las normas, así que en ese sentido, creo que sería muy peligroso legalizar el aborto.</p></blockquote>
<div class="translation">Outro problema nesta legalização do aborto é a informalidade, a ilegalidade de alguns médicos que, sob o pretexto de perigo de morte para a mãe ou de um bebê malformado, falsificam exames e documentos para justificar o aborto, dependendo obviamente de quanto paguem, pois neste país tudo se compra, tudo se vende e lamentavelmente, assim como existem médicos bons, existem os ruins e sem ética alguma, que por dinheiro são capazes de tudo.</p>
<p>Esses são os riscos de legalizar o aborto, estamos no Peru, não na Europa, nem em outros países desenvolvidos, onde a ética, os valores e as leis são respeitadas. Aqui sempre estão buscando como violar as normas, de modo que seria muito perigoso legalizar o aborto, creio eu.</p></div>
<p>O post gerou mais discussão e Andrade complementa com seu próprio post <a href="http://cristina-tintaroja.blogspot.com/2009/10/el-aborto-cuestion-de-conviccion-y.html">ao dizer</a> [es]:</p>
<blockquote><p>Leer los comentarios a favor y en contra en mi primer post, solo me han hecho llegar a una conclusión: la mujer debe tener la libertad de decidir si aborta o no. Y creanme, yo no estoy a favor del aborto, pero tampoco puedo obligar a alguien a pensar como yo. Es sencillo, en mi caso, por mas que despenalicen el aborto, no lo haría, porque mi convicción, mi forma de ser no lo permitiría. Es decir, quien está en contra del aborto, simplemente no lo hará, con o sin ley a favor o en contra, simplemente no lo hará. En todo caso, quienes piensan distinto, tienen la libertad de decidir, y no ser juzgadas.</p></blockquote>
<div class="translation">Ler comentários a favor e contra o aborto em meu primeiro post só me levaram a uma conclusão: a mulher deve ser livre para decidir se aborta ou não. É simples, no meu caso: por mais que despenalizem o aborto, eu não o faria, porque minha convicção, minha forma de ser, não permitiria. Isto é, quem e contra, simplesmente não o fará e aquelas que pensam de forma diferente têm a liberdade de decidir e não serem julgadas.</div>
<p>Laura Arroyo do blog <em>Menoscanas [es]</em> <a href="http://menoscanas.blogspot.com/2009/10/verdades-legitimas-sobre-el-aborto.html">cita a necessidade de debater e respeitar opiniões diferentes</a>:</p>
<blockquote><p>El problema en este país es justamente que somos incapaces de reconocer en la opinión distinta de la propia una opinión válida. Problematizar temas polémicos como el aborto, la eutanasia, preguntarnos si el Estado debiera ser o no laico, etc. es, en buena cuenta permitir que se desarrolle la democracia. En ese sentido, ¡a buena hora el tema del aborto ha sido puesto en la mesa!</p></blockquote>
<div class="translation">O problema deste país é que somos incapazes de reconhecer como válida uma opinião diferente. Problematizar temas polêmicos como o aborto, a eutanásia, perguntarmo-nos se o Estado deve ser laico etc, é realmente permitir que a democracia se desenvolva. Nesse sentido, até que enfim a questão do aborto foi colocada em debate!</div>
<p>Sobre o debate, Daniel Salas de <em>GranComboClub </em>[es] <a href="http://grancomboclub.com/2009/10/debatiendo-el-aborto-ii.html">indaga</a>:</p>
<blockquote><p>Un asunto en este debate al que nadie ha podido responder es qué se entiende exactamente por penalizar el aborto.</p>
<p>Con la penalización del aborto hay una enorme discrepancia entre el discurso que lo sanciona y el castigo que reciben efectivamente quienes lo ejecutan. Así, quienes se oponen a despenalizar el aborto sostienen que la interrupción voluntaria de un embarazo equivale a un homicidio. La consecuencia práctica de tal juicio debería ser que las personas involucradas en el aborto, incluyendo la madre, reciban la misma condena que recibe quien asesina a un nacido. Esto, sin embargo, no ocurre. Una madre que asesina a sus hijos va a la cárcel y recibe mucha publicidad en los medios.</p>
<p>Pero una mujer que aborta no.Este tipo de discrepancias revelan las verdaderas intenciones de la ley. … controlar la capacidad de las mujeres de tomar decisiones sobre su cuerpo. Permitimos que el aborto se practique, pero no de manera abierta porque esto último daría demasiada libertad a las mujeres en una decisión que sentimos que afecta el sostenimiento de la sociedad.</p></blockquote>
<div class="translation">Algo que até agora ninguém pode responder exatamente é o que se entende por penalizar o aborto.</p>
<p>Com a penalização, há uma enorme discrepância entre o discurso que o sanciona e o castigo que recebe efetivamente quem o executa. Assim, aqueles que se opõem à despenalização do aborto sustem que a interrupção voluntária equivale a um homicídio. A conseqüência prática de tal juizo deveria ser a de que os envolvidos no aborto, incluindo a mãe, recebam a mesma condenação de quem assasina um nascido. No entanto, não é isso que acontece. Uma mãe que assassina seus filhos vai para a cadeia  e recebe muita publicidade na mídia.</p>
<p>Mas uma mulher que aborta, não. Esse tipo de discrepância revela as verdadeiras intenções da lei: controlar a capacidade das mulheres de tomar decisões sobre seu corpo. Permitimos que o aborto seja feito, mas não de maneira aberta, porque isso daria muita liberdade às mulheres em uma decisão que sentimos que afeta as bases da sociedade.</p></div>
<p>Para David Ramos do blog <em>Yo, (DASH) </em>[es], <a href="http://idashpe.blogspot.com/2009/10/abortar-es-asesinar-no-hay-medias.html">não há argumentos que valham a pena</a>:</p>
<blockquote><p>las organizaciones feministas y pro-elección, en general, parecen considerar que el ser humano inicia su vida con el nacimiento. Antes de eso, solo era poco más que un riñón. Vale anotar que no hay ciencia que sustente esto, más que una frívola y equívoca percepción de la realidad: no te veo, por lo tanto no existes.</p>
<p>la defensa de la vida debe ser prioridad: así como defendemos delfines, perritos callejeros, flora y fauna amazónica, con mayor razón debemos defender la vida humana en cualquiera de sus etapas. Ningún honor hay en defender más la vida de una foca o de una ballena que la de un congénere humano.</p></blockquote>
<div class="translation">As organizações feministas e pró-decisão, em geral, parecem achar que o ser humano inicia sua vida após o nascimento. Antes disso, era pouco mais que um rim. Vale lembrar que não há ciência que sustente isso, nada mais que uma frívola e equívoca percepção da realidade: se não te vejo, você não existe.</p>
<p>A defesa da vida deve ser prioridade: assim como defendemos golfinhos, cachorros de rua, flora e fauna amazônica, com maiores razões devemos defender a vida humana em qualquer de suas etapas. Não há nenhuma honra em defender mais a vida de uma foca ou baleia que a de um congênere humano.</p></div>
<p>Como se pode perceber pelos pontos de vista acima, as posições sobre o aborto são difíceis de conciliar. É compreensível pois a discussão gira em torno da vida, da ética, da moral, dos valores, da ciência com decisões baseadas no pragmatismo e na privacidade. Por outro lado, há muitos interesses materias em jogo. O debate seguirá e com ainda mais intensidade com o <a href="http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5gMOKOMOJL4OJx8SiVT41I5agg7bQ">anúncio recente do banimento da distribuição gratuita da &#8216;pílula do dia seguinte&#39; pela Corte Constitucional [es]</a>. Está claro que o assunto não vai esfriar.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Apresentamos o Threatened Voices [Vozes Ameaçadas]</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/11/04/apresentamos-o-threatened-voices-vozes-ameacadas/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 13:26:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Global Voices Advocacy está lançando um novo website chamado Threatened Voices para ajudar a monitorar a supressão da liberdade de pensamento online. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/sami-ben-gharbia/">Sami Ben Gharbia</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/11/03/introducing-threatened-voices/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p style="text-align: center;"><a href="http://threatened.globalvoicesonline.org/"><img class="aligncenter" title="threatened-logo" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/11/threatened-logo-1.gif" alt="threatened-logo" width="352" height="77" /></a></p>
<p>Nunca antes tantas pessoas foram ameaçadas ou colocadas na cadeia pelas palavras que elas escrevem na internet.</p>
<p>Na medida em que ativistas e cidadãos comuns aumentaram o uso da internet para se expressarem e conectarem com outras pessoas, muitos governos também aumentaram a vigilância, filtragem, ações judiciais e assédio. A conseqüência mais rígida para muitos tem sido o encarceramento - motivado por política - de blogueiros e escritores online por causa de suas atividades online e/ou offline, em alguns casos críticos levando até mesmo à morte. Jornalistas online e blogueiros agora representam <a href="http://cpj.org/imprisoned/cpjs-2008-census-online-journalists-now-jailed-mor.php">45% de todos os trabalhadores de mídia</a> na cadeia em todo o planeta.</p>
<p>O <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/advox/">Global Voices Advocacy</a> está lançando um novo website chamado <a href="http://threatened.globalvoicesonline.org/">Threatened Voices</a> para ajudar a monitorar a supressão da liberdade de pensamento online. O site apresenta um mapa mundial e uma linha do tempo interativa que ajudam a visualizar a história de ameaças e prisões contra blogueiros em todo o planeta, além de ser uma plataforma central para reunir informações das organizações e ativistas mais dedicados, incluindo: <a href="http://www.committeetoprotectbloggers.org/">Committee to Protect Bloggers</a>, <a href="http://www.anhri.net/en/">The Arabic Network for Human Rights Information</a>, <a href="http://rsf.org/">Reporters without Borders</a>, <a href="http://hrw.org/">Human Rights Watch</a>, <a href="http://cyberlaw.org.uk/">CyberLaw Blog</a>, <a href="http://www.amnesty.org/">Amnesty International</a>, <a href="http://www.cpj.org/">Committee to Protect Journalists</a>, <a href="http://advocacy.globalvoicesonline.org/">Global Voices Advocacy</a>.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://threatened.globalvoicesonline.org/"><img class="aligncenter" title="threatened_voices" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/11/threatened_voices1.jpg" alt="threatened_voices" width="450" height="352" /></a></p>
<p><strong>Qual blogueiro, onde?</strong></p>
<p>Encontrar informação correta sobre blogueiros e escritores ameaçados e presos é  difícil por diversas razões.</p>
<p>Primeiro, o mistério em volta da censura e repressão online torna esse ato difícil de ser preciso. Nem uma semana passa sem histórias de prisões de mais um jornalista ou ativista online em países como Egito ou Irã, mas os detalhes e razões são freqüentemente encobertos por mistério.</p>
<p>Segundo, ainda há confusão sobre a definição de um &#8220;blogueiro&#8221;. Jornalistas profissionais estão cada vez mais migrando para mídia online e blogs em busca de mais liberdade, borrando as antigas linhas de definição. E muitos dos conhecidos como ciber-dissidentes na China, Tunísia, Vietnam, ou Irã, não mantêm blogs pessoais. Tempos atrás, os blogueiros eram presos por suas atividades offline, não pelo que eles publicavam online.</p>
<p>Esta confusão tem, por vezes, tornado difícil para os defensores da liberdade de expressão online pensar em boas estratégias e parcerias para defender blogueiros e ativistas online, mas nunca antes tem sido tão importante tentar tal feito.</p>
<p><strong>Vamos trabalhar juntos<br />
</strong></p>
<p>No <a href="http://globalvoicesonline.org/">Global Voices</a> nós engajamos com uma comunidade de autores, editores e tradutores que ajudam-nos a se manter informados sobre abusos contra liberdade de expressão e aos direitos humanos. Com o <a href="http://threatened.globalvoicesonline.org/">Threatened Voices </a>objetivamos <a href="http://threatened.globalvoicesonline.org/submit">abrir o processo de reportagem</a> ainda mais para cada pessoa que detém a informação.</p>
<p>Clamamos àqueles cujos amigos, parentes, colegas, ou compatriotas tenham sido ameaçados para ajudar a <a href="http://threatened.globalvoicesonline.org/submit">criar</a> e atualizar os perfis de desaparecidos ou encarcerados, dessa forma podemos buscar fontes adicionais, verificar a notícia, e linkar a campanhas online dedicadas à libertação dessas pessoas.</p>
<p>Neste processo, esperamos aprender mais sobre quando, onde e em qual dimensão os blogueiros estão sujeitos a abusos em diferentes países, para compartilharmos essa informação amplamente com jornalistas, pesquisadores e ativistas, e trabalhar na criação de uma Internet onde todos possam exercer seu direito de falar livremente e em que blogueiros aprisionados não são esquecidos.</p>
<p><strong>Ajudem-nos a espalhar essa ideia. Compartilhe no Twitter, em seu blog ou atualize seu status do Facebook sobre o  <a href="http://threatened.globalvoicesonline.org/">Threatened Voices</a>!</strong></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Vídeo: Vencedores de concurso da ONU se tornam Embaixadores Cidadãos</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/10/30/video-vencedores-de-concurso-da-onu-se-tornam-embaixadores-cidadaos/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 04:20:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Trazemos neste post os 5 vencedores do Concurso da ONU, em que os participantes enviaram um vídeo afirmando o que diriam aos líderes mundiais se tivessem a oportunidade. Os 5 video-bloggers puderam mandar seu recado em pessoa na celebração do Dia da ONU em Nova Iorque.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juliana-rincon-parra/">Juliana Rincón Parra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/10/28/video-winners-of-un-contest-became-citizen-mbassadors/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single">
<p>Trazemos neste post os 5 vencedores do Concurso da ONU, em que os participantes enviaram um vídeo afirmando o que diriam aos líderes mundiais se tivessem a oportunidade. Os 5 video-bloggers puderam mandar seu recado em pessoa na celebração do Dia da ONU em Nova Iorque.</p>
<p><a href="http://globalvoicesonline.org/2009/09/25/video-contest-citizen-embassadors-for-the-64th-un-day/">Em um post anterior</a> [en] anunciamos o concurso para Embaixador Cidadão da ONU, em que os video-bloggers teriam de gravar o que diriam aos Líderes Mundiais se tivessem a chance, a fim de ganhar a oportunidade de falar diretamente com o Secretário-Geral Ban Ki Moon no Dia da ONU, em 23 de outubro. Os vencedores foram selecionados e também notificados através do YouTube. Aqui está o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=2z7vvvQrtAM">vídeo anunciando os escolhidos</a> no Canal das Nações Unidas:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="261" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/2z7vvvQrtAM&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="261" src="http://www.youtube.com/v/2z7vvvQrtAM&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Emily Troutman dos Estados Unidos, <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/09/12/video-caring-about-congo/">a qual recentemente referenciamos</a> [en] em relação ao seu vídeo Congo Matters (O Congo é Importante), foi uma das vencedoras. Em seu <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Zo3gydiUy64">vídeo-resposta à ONU</a>, ela fala sobre como os Líderes Mundiais deveriam se lembrar de que são responsáveis por mais de 6 bilhões de vidas de outros seres humanos, uma pessoa de cada vez:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="261" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Zo3gydiUy64&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="261" src="http://www.youtube.com/v/Zo3gydiUy64&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=Fx9n1yVD2eE">Jeremy Walker do Canada</a> foi mais um outro vencedor, e pediu que a ONU provasse que ainda pode ajudar a resolver os problemas mundiais; para dar mais uma vez esperança àqueles que ainda querem acreditar que pode haver mudança:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="261" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Fx9n1yVD2eE&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="261" src="http://www.youtube.com/v/Fx9n1yVD2eE&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=RR_toVxuuco">Breno Coelho do Brazil</a> enviou um vídeo respondendo o que precisa ser feito para fazer deste mundo um lugar melhor e mais seguro em que várias pessoas oferecem suas soluções: mais amor, menos cobiça, menos ódio:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="261" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/RR_toVxuuco&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="261" src="http://www.youtube.com/v/RR_toVxuuco&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=Xj532Q-iVmo">Maricarmen Ortega do Mexico</a> também incluiu as vozes de várias pessoas em seu vídeo, mas desta vez em vários idiomas:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="261" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Xj532Q-iVmo&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="261" src="http://www.youtube.com/v/Xj532Q-iVmo&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=IUCR_f4E1l0">Kirsty Matthews do Canada</a> fez uma pequena mensagem, direta ao ponto: o que é preciso é igualdade, sustentabilidade e justiça para todos:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="261" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/IUCR_f4E1l0&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="261" src="http://www.youtube.com/v/IUCR_f4E1l0&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>A TV das Nações Unidos publicou um vídeo mostrando os 5 Embaixadores Cidadãos em Nova Iorque no Dia da ONU:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/PnIqALtOq6g&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/PnIqALtOq6g&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Parabéns a todos!!</p></div>
]]></content:encoded>
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		<title>Marrocos: Uma Sentença Leniente</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/10/26/marrocos-uma-sentenca-leniente/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/10/26/marrocos-uma-sentenca-leniente/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 16:35:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Neste post, Jillian C. York compartilha a reação da blogosfera marroquina sobre o julgamento dos agressores de Zineb Chtit, a jovem garota marroquina que foi severamente espancada enquanto trabalhava como doméstica.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/jillian-york/">Jillian C. York</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/10/25/morocco-a-lenient-sentence/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single">
<div id="attachment_4778" class="wp-caption alignleft" style="width: 250px"><img class="size-full wp-image-4778 " title="zineb-300x199" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/zineb-300x199.jpg" alt="Zineb Chtit no julgamento (cortesia de Oujdacity)" width="240" height="159" /><p class="wp-caption-text">Zineb Chtit no julgamento (cortesia de Oujdacity)</p></div>
<p>Em setembro deste ano, descobrimos a história de <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/12/marrocos-trabalho-infantil-em-foco/">Zineb Chtit</a>, a jovem garota marroquina que foi severamente espancada enquanto trabalhava como doméstica. Na semana passada, foi anunciado que a agressora de Zineb, Nawal Houmin, a esposa do casal que contratou a jovem, foi punida pelo crime com uma sentença de <a href="http://www.lematin.ma/Actualite/Express/Article.asp?id=121072">três anos de encarceramento</a> [fr] e uma multa de $13,000 (aproximadamente R$22.000,00). Muitos grupos de direitos humanos comentaram a sentença afirmando ter sido leniente demais. O blogueiro <em>Crazy Moor</em> <a href="http://crazymoor.wordpress.com/2009/10/15/moroccan-woman-jailed-3-years/">diz</a>:</p>
<blockquote><p>But several Moroccan rights groups say they would appeal on behalf of the country’s estimated 60 thousand to 80 thousand child labourers.</p>
<p>The chair of the Association, “Don’t Touch My Children”, Najia Adib, says the sentence does not regret the scale of the atrocities committed, because the little girl was locked up in a cellar.</p></blockquote>
<div class="translation">Mas vários grupos de direito marroquinos dizem que apelarão em nome do estimado número de 60 a 80 mil crianças trabalhadoras.</p>
<p>A presidente da Associação <em>&#8220;Don&#39;t Touch My Children&#8221;</em> [Não Toque em Minhas Crianças], Najia Adib, diz que a sentença não contempla a escala de atrocidades cometidas, pois a jovem foi trancada em um porão.</div>
<p>O caso ocorreu na cidade de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Oujda">Oujda</a> [en], no leste do Marrocos. O famoso website <em>Oujdacity.net</em>, que se intitula o &#8220;primeiro portal para o Marrocos oriental&#8221;, observou o incidente, <a href="http://www.oujdacity.net/oujda-article-22698-fr.html">dizendo</a> [ar]</p>
<blockquote>
<div>حكمت المحكمة الابتدائية بوجدة يوم الأثنين 12 أكتوبر 2009 بثلاث سنوات ونصف سجنا نافذا وتعويض مالي قدره 100 ألف درهم على زوجة القاضي مشغلة الطفلة زينب ، الحكم اعتبره عدة محامين بوجدة انه كان قاسيا ، ولم يأخذ بعين الاعتباراي ظرف من ظروف التخفيف … وهو حكم فاجأ الجميع لأنه جاء خلافا لما كان يردده الرأي العام الذي كان يتوقع ان يكون الحكم لا يتجاوز بضعة اشهر</div>
</blockquote>
<div class="translation">Na segunda-feira, 12 de outubro de 2009, a Corte de Primeira Instância em Oujda, [no leste do Marrocos] outorgou uma prisão de três anos e seis meses (sem condicional), mais uma compensação financeira de 100,000 dirhams (aproximadamente R$22.000,00) contra a esposa do juiz que empregou a jovem doméstica Zaineb. Muitos advogados em Oudja consideraram a sentença rigorosa, tendo a corte não considerado nenhuma das circunstâncias atenuantes &#8230; A sentença surpreendeu a todos pois foi contrária ao que a opinião pública estava esperando: uma pena que não excederia alguns meses em prisão.</div>
<p>O blog <em>Solidarité Maroc</em> <a href="http://solidmar.blogspot.com/2009/10/le-juge-qui-torture-sa-bonne-de-11-ans.html">comentou</a> um tanto sarcasticamente [fr]:</p>
<blockquote><p>Malgré les dénonciations concernant les deux époux, seule l&#39;épouse a été inculpée, alors que le juge a été innocenté. Encore une illustration de la justice, au Maroc.</p></blockquote>
<div class="translation">Apesar das acusações contra o casal, somente a esposa foi acusada, enquanto o juiz foi absolvido. Outra ilustração da justiça no Marrocos.</div>
<p>O blogueiro Moustapha Mouden do blog coletivo <em>SidiSlimane </em>[ar], a respeito de um programa da rede de televisão marroquina 2M sobre trabalho infantil, <a href="http://zide.maktoobblog.com/1619647/%D8%A7%D9%84%D8%AE%D8%A7%D8%AF%D9%85%D8%A7%D8%AA-%D9%81%D9%8A-%D8%A7%D9%84%D9%82%D9%86%D8%A7%D8%A9-%D8%A7%D9%84%D8%AB%D8%A7%D9%86%D9%8A%D8%A9/">fala sobre a questão</a>:</p>
<blockquote>
<div>يجب الآن الانتقال إلى المرحلة الثانية، وهي التحسيس ومواجهة الظاهرةومحاربتها في العمق<br />
أي أن المشكل في فقر الأسر التي تبعث بناتها للاشتغال..<br />
. لكن هناك كذلك مشكل الوعي بخطورة القضية، وبالتالي لا تكفي القوان</div>
</blockquote>
<div class="translation">Agora devemos nos mover para a segunda fase da campanha e para lidar com este problema (trabalho infantil) na sua origem. É o estado de privação que leva muitas famílias pobres a enviarem seus filhos ao trabalho. Mas há também a questão da sensibilização sobre este problema sério, que as leis se provaram insuficientes em seu tratamento.</div>
<p>O blogueiro também fala da questão da sensibilização, algo que as leis não podem mudar:</p>
<div>
<blockquote><p>يجب التركيز على مسألة الوعي، والتحسيس بمختلف عواقب تشغيل الفتيات… وهو ما يتطلب كذلك إعمال النصوص القانوينة الخاصة بالموضوع، وإشعار السلطات المعنية بضرورة القيام بواجبها، ومن ذلك اتفاقية حقوق الطفل التي صادق عليها المغرب، ومدونة الشغل التي تجرم تشغيل من هو/هي في أقل من 15 سنة، وكذلك قانون إجبارية تدريس الأطفال</p></blockquote>
<div class="translation">Devemos focar na questão da sensibilização e informação sobre os vários tipos de consequências deste fenômeno nas garotas&#8230; Isso também requer uma reforma da legislação, e fazer com que as autoridades o levem aos seus deveres no que tange a Convenção dos Direitos da Criança, ratificada pelo Marrocos, e ao Código de Trabalho, que criminaliza o trabalho infantil, que seria o trabalho imposto a crianças menores de 15 anos, além da lei em si, tornando a educação obrigatória para todas as crianças neste país.</div>
<p>Agradecimentos especiais ao <a href="http://globalvoicesonline.org/author/hisham/">Hisham</a> pela assistência na produção deste post.</div>
</div>
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		<title>Uganda: Blogueiros discutem projeto de lei anti-gay</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/10/23/uganda-blogueiros-discutem-projeto-de-lei-anti-gay/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/10/23/uganda-blogueiros-discutem-projeto-de-lei-anti-gay/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 23 Oct 2009 19:31:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cilene Dutra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[LGBT]]></category>
		<category><![CDATA[Lei]]></category>
		<category><![CDATA[Na Blogosfera]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Sub-Saharan Africa]]></category>
		<category><![CDATA[Uganda]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Um projeto de lei na Uganda pretende criminalizar a homossexualidade e punir com sentença de morte ou prisão perpétua. Enquanto aguarda aprovação do presidente, os blogueiros discutem a polêmica sobre o projeto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/haute-haiku/">Haute Haiku</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/cilenedutra/'>Cilene Dutra</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/10/20/uganda-bloggers-discuss-anti-gay-bill/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div>
<p>O projeto de lei anti-gay ugandês foi apresentado ao parlamento e agora espera a assinatura do presidente Yoweri Museveni para tornar a homossexualidade oficialmente ilegal. O código anterior não era claro, mas agora o projeto, chamado de <a href="http://gayuganda.blogspot.com/2009/10/anti-homosexuality-bill-2009.html">&#8220;Projeto de Lei Anti-Homossexualidade 2009&#8243;</a> apresentado pelo parlamentar David Bahati declara qualquer ato ou tendência homossexual passível de <a href="http://gayuganda.blogspot.com/2009/10/let-me-see.html">pena de morte ou prisão</a>.<em> </em>O blogueiro<em> </em>gay-ugandan (gug)<em> </em>do blog<strong><a href="http://gayuganda.blogspot.com/2009/10/anti-homosexuality-bill-2009.html"><em> </em></a></strong><a href="http://gayuganda.blogspot.com/2009/10/anti-homosexuality-bill-2009.html"><em>The Uganda</em></a><a href="http://gayuganda.blogspot.com/2009/10/anti-homosexuality-bill-2009.html"><em>n</em></a> [en] escreve:</p>
<blockquote><p>The multiple laws that I will be breaking as soon as the president signs this law. Well, our detractors had already said that we would be stiffed with a tougher law, but this goes way beyond that. If I attempt to commit the offense… (god, the number of times that I have made passes and they have been rejected!) Each of those times was worth 7 years in jail. Good heavens!!!! Before, we could be liable to life imprisonment. gug hereby declares that, when the President of the Republic signs this law, gug will be liable to the death penalty… because I and my lover are serial offenders, breaking this law.</p></blockquote>
<div class="translation">Vou quebrar tantas leis assim que o presidente assinar essa lei. Bem, nossos detratores já haviam dito que seríamos encurralados por uma lei mais severa, mas essa passa dos limites. Se eu tentar cometer a ofensa&#8230; (meu deus, o número de vezes em que eu fiz tentativas, mas elas foram rejeitadas!) Cada uma daquelas vezes valia 7 anos na cadeia. Céus! Antes, éramos sujeitos à prisão. O <em>gug</em> aqui declara que, quando o Presidente da República assinar a lei, ele estará sujeito à pena de morte&#8230; pois eu e meu amante somos infratores em série quebrando essa lei.</div>
</div>
<div>Mais adiante, o projeto de lei proíbe a adoção por casais gays. Qualquer pessoa que ajude, promova ou aconselhe qualquer ato homossexual poderá pegar até sete anos de prisão ou o risco de fiança de<strong> </strong>100m xelins (aproximadamente R$ 91 mil). O projeto aponta os efeitos nocivos da homossexualidade da seguinte forma:</div>
<div>
<blockquote><p>Research indicates that the homosexuality has a variety of negative consequences including higher incidences of violence, sexually transmitted diseases, and use of drugs. The higher incidence of separation and break-up in homosexual relationships also creates a highly unstable environment for children raised by homosexuals through adoption or otherwise, and can have profound psychological consequences on those children. In addition, the promotion of homosexual behavior undermines our traditional family values.<br />
Given Uganda’s historical, legal, cultural and religious values which maintain that the family, based on marriage between a man and a woman is the basic unit of society. This Bill aims at strengthening the nation’s capacity to deal with emerging internal and external threats to the traditional heterosexual family. These threats include: redefining human rights to elevate homosexual and transgender behavior as legally protected categories of people.<br />
There is also need to protect our children and youths who are made vulnerable to sexual abuse and deviation as a result of cultural changes, uncensored information technologies, parentless child developmental settings and increasing attempts by homosexuals to raise children in homosexual relationships through adoption, foster care, or otherwise.</p></blockquote>
<div class="translation">Pesquisas indicam que a homossexualidade provoca maior incidência de violência, doenças sexualmente transmissíveis e o uso de drogas. A maior incidência de separações em relacionamentos homossexuais também cria um ambiente altamente instável a crianças criadas por homossexuais pela adoção ou de outra maneira e pode causar conseqüências psicológicas profundas nessas crianças. Ademais, a promoção do comportamento homossexual mina os valores de nossa família tradicional.<br />
Os valores históricos, legais, culturais e religiosos de Uganda  afirmam que a família, baseada no casamento entre um homem e uma mulher, é a unidade básica da sociedade. Esse projeto de lei pretende fortalecer a capacidade da nação de lidar com ameaças insurgentes internas ou externas à família heterossexual tradicional. Essas ameaças incluem: redefinir os direitos humanos para elevar o comportamento homossexual ou transgênero como categorias de pessoas legalmente protegidas .<br />
Há também uma necessidade de proteger nossas crianças e jovens que estão vulneráveis ao abuso sexual e desvio como resultado das mudanças culturais, tecnologias de informação sem censura, padrões de criação de crianças sem pais e o aumento de tentativas de adoção por casais homossexuais, assistência social, entre outros.</div>
<p>Produtores, editores e distribuidores de material contendo homossexualidade, especialmente se for lucrativo, e ONGs terão seu certificado ou registro cancelados e o diretor da instituição estará sujeito a sete anos de prisão. Isso inclui <a href="http://gayuganda.blogspot.com/2009/10/let-me-see.html">blogs gays em Uganda</a>:</p>
<blockquote><p>Poor sympathizers. You are not left to love us. No, all lovers of gays, and gays in Uganda will suffer, and be punished by this law. Any press conferences? Not by gay Ugandans. You see, we are a pariah people that will never be like all other Ugandans. Ha ha ha ha ha!<br />
Oh, the gayuganda blog is one of the things which are illegal, as per that bill. I am furiously promoting homosexuality on this blog, complaining about a law like this. So, 5 years in prison, and my (non existent) bank balance will be set back by 100M Uganda shillings…! And the people who dare to give us condoms and lubricant for sex… Or, if you dare to have an HIV prevention program for homosexuals in Uganda… or even try to teach safer sex. Well, the penalties are stiff. Very stiff. Jail, and jail and other things.</p></blockquote>
<div class="translation">
<p>Pobres simpatizantes. Vocês não foram poupados. Não, todos os simpatizantes e gays de Uganda vão sofrer e serão punidos por essa lei. Alguma conferência da imprensa? Não dos ugandeses gays. Vejam vocês, somos os <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dalit">párias</a> que nunca serão como os outros ugandeses. Ha ha ha ha ha!</p>
<p>E o blog <em>gayuganda</em> é uma das coisas ilegais de acordo com o projeto de lei. Estou promovendo a homossexualidade furiosamente neste blog, protestando contra uma lei como essa. Então, 5 anos de prisão e meu saldo bancário voltará aos 100m xelins ugandeses! E aqueles que se atrevem a nos dar preservativos e lubrificantes&#8230; ou aqueles que se atrevem a ter um programa de prevenção de HIV para homossexuais em Uganda&#8230; ou mesmo aqueles que tentam instruir sobre o sexo seguro. É, as penas são severas. Bem severas. Cadeia, cadeia, entre outras coisas.</div>
<p>Eis os objetivos do projeto de lei:</p>
<blockquote><p>3.1. The objectives of the Bill</p>
<p>The objectives of the Bill are:</p>
<p>(a) To protect marriage as that only between a man and a woman in Uganda;</p>
<p>(b) To prohibit homosexual behavior and related practices in Uganda as they constitute a threat to the traditional family;</p>
<p>(c) To safeguard the health of Ugandan citizens from the negative effects of homosexuality and related practices;</p>
<p>(d) To establish progressive legislation protective of the traditional family that can serve as a model for other countries;</p>
<p>(e) To prohibit ratification of any international treaties, conventions, protocols and declarations which are contrary or inconsistent with the provisions of this Act;</p>
<p>(f) To ensure that no international instruments to which Uganda is already a party can be interpreted or applied in Uganda in a way that was never intended at the time the document was created;</p>
<p>(e) To withdraw from any international agreements to which Uganda already is a party, or file reservations to them, which are re-interpreted to include protection for homosexual behavior, or that promote same-sex marriage, or that call for the promotion or teaching about homosexuality as being healthy, normal, or an acceptable lifestyle choice, or that seek to establish sexual behavior, sexual orientation, or gender identity, or sexual minorities as legally protected categories of people; and</p>
<p>(f) To prohibit Uganda from becoming a party to any new international instruments that expressly include protection for homosexual behavior; promote same-sex marriage; call for the promotion or teaching about homosexuality or homosexual relations as being healthy, normal, or an acceptable lifestyle choice; and/or seek to establish sexual behavior, sexual orientation, gender identity or sexual minorities as legally protected categories of people</p></blockquote>
<div class="translation">3.1 Objetivos do Projeto de Lei<br />
Os objetivos do Projeto de Lei são:</p>
<p>(a) Proteger o casamento como sendo apenas aquele entre um homem e uma mulher em Uganda;</p>
<p>(b) Proibir comportamento homossexual e práticas correlatas em Uganda uma vez que constituem uma ameaça para a família tradicional;</p>
<p>(c) Salvaguardar a saúde dos cidadãos ugandeses contra os efeitos negativos da homossexualidade e práticas correlatas;</p>
<p>(d) Estabelecer uma legislação progressiva defensora da família tradicional que sirva de modelo a outros países;</p>
<p>(e) Proibir a ratificação de quaisquer tratados internacionais, convenções, protocolos e declarações que sejam contrários ou inconsistentes com as disposições deste Ato;</p>
<p>(f) Assegurar que nenhum instrumento internacional do qual Uganda já faça parte possa ser interpretado ou aplicado em Uganda fora das intenções de quando foi criado o documento;</p>
<p>(g) Cancelar a participação de Uganda em quaisquer acordos internacionais, ou reservas de arquivos desses, que sejam reinterpretados para incluir proteção ao comportamento homossexual ou que promova casamento entre pessoas de mesmo sexo ou com apelos à promoção ou ensino sobre a homossexualidade como ato saudável, normal ou como estilo de vida aceitável ou que busquem estabelecer um comportamento, orientação sexual ou identidade de gênero ou minorias sexuais como categorias de pessoas legalmente protegidas; e</p>
<p>(h) Proibir Uganda de participar de qualquer novo instrumento internacional que inclua expressamente o comportamento homossexual; promova casamento entre pessoas de mesmo sexo; exija a promoção ou ensino sobre homossexualidade ou relações homossexuais como práticas saudáveis, normais ou estilo de vida aceitável; e/ou busque estabelecer comportamento ou orientação sexual, identidade de gênero ou minorias sexuais como categorias de pessoas protegidas.</p></div>
<p>O blog<em> Gay Ugandan</em> <a href="http://gayuganda.blogspot.com/2009/10/let-me-see.html">insiste que tomem a causa</a> com ele e pergunta se ele merece morrer por causa disso:</p>
<blockquote><p>If you are outside the country, why, that is very good. Your congregation can be made aware of all the good things that some Christians in Uganda wish some sinners called gay Ugandans. I am sure your outrage will help. A letter, a protest match, questions to leaders of Uganda, religious and otherwise traveling outside the country. This is a moral question, how can they justify killing me because I am gay, living in a gay relationship with another gay man?</p>
<p># Ok, what of gay people in other countries. You are our friends. Yes, we dare to ask our gay brothers and sisters for help, especially when our countrymates believe we should be patriotic enough to ‘die’ in the name of their moral uprightness, for god and country.<br />
Tell your local gay group about it.<br />
Organise protests, big and small. Educate any who doesnt know about it.<br />
Write letters of protest. Be courteous, (the framer of the bill says that we homosexuals want to kill him. He says we have already written him ‘threatening’ letters.)</p></blockquote>
<div class="translation">Se você está fora do país, bom para você. Sua congregação pode ficar informada sobre todas as coisas boas que alguns cristãos de Uganda desejam aos pecadores chamados gays de Uganda. Estou certo de que sua indignação vai nos ajudar. Uma carta, uma marcha de protesto, uma lista de perguntas aos líderes ugandeses religiosos e outros viajando fora do país. É uma questão moral. Como podem justificar minha morte por eu ser gay e ter um relacionamento gay?</p>
<p>#Então, quanto aos gays de outros países, vocês são nossos amigos. Sim, atrevemo-nos a pedir ajuda a nossos irmãos e irmãs gays, principalmente se nossos conterrâneos acreditam que deveríamos ser patriotas o bastante para &#8216;morrer&#39; pela sua retidão moral, por seu deus e pelo país.</p>
<p>Fale sobre isso com seu grupo gay local. Organize protestos pequenos ou grandes. Instruam aqueles que não sabem nada sobre, escrevam cartas de protesto, sejam corteses (o organizador do projeto de lei diz que nós homossexuais queremos matá-lo e que ele recebeu &#8216;cartas de ameaça&#39;.)</p></div>
<p><a href="http://afrogay.blogspot.com/"><em>Afrogay</em></a> [en], outro blog ugandês, compara o governo de Uganda aos nazistas, dizendo que a hora de <a href="http://afrogay.blogspot.com/2009/10/anti-gay-law-not-necessary-opposition.html">dar o sinal de parar é agora</a>:</p>
<blockquote><p>Again, as I have argued here and elsewhere, we are best advised to keep our powder dry for the real battle if the bill is ever passed and signed into law. So, I for one don&#39;t plan on saying too much about the nuts and bolts of what is wrong with it. And the reason is simple: if we point out what is wrong with it now, our detractors will use what we say to clean up the bill. Best then to shout foul as loud as we can on the discriminatory elements of the bill without guiding them around the glaring technical, legal, constitutional and human rights minefield they are sleep-walking towards with this bill.</p></blockquote>
<div class="translation">
<p>Mais uma vez, como argumentei aqui e em outros lugares, somos aconselhados a economizar esforços para a verdadeira batalha se esse projeto for assinado. Por isso, não pretendo falar sozinho do que há de errado no projeto. O motivo é simples: se apontarmos o que há de errado, nossos detratores usarão o que dissemos para por o projeto em ordem. O melhor seria praguejar o mais alto que pudermos contra os elementos discriminatórios desse projeto de lei sem guiá-los no âmbito técnico, legal, constitucional e no campo minado dos direitos humanos por onde andam como sonâmbulos.&#8221;</p></div>
<p>Um blogueiro nigeriano, <em>Anengiyefa, </em>acha que o projeto de lei tem falhas e que o painel que o fez ignora o que é a homossexualidade. Ele diz que a homossexualidade não pode ser uma ofensa, que não se pode punir alguém por ter <a href="http://thingsifeelstronglyabout.blogspot.com/2009/10/ugandas-homophobic-frenzy.html">sentimentos sexuais por outra pessoa:</a></p>
<blockquote><p>&#8220;Mr Bahati goes on to demand the death penalty for what he calls “aggravated homosexuality”. I read this and I wondered if the said Mr Bahati has ever had the opportunity to sit inside a classroom in his life, given that unless he is starkly illiterate, he ought to know that there are no law books in any Common Law jurisdiction, (including Uganda), that refer to an offense known as ‘homosexuality&#39;. Homosexuality cannot be an offense! You cannot make it an offense and punish a person for having feelings of sexual and emotional attraction towards others of the same gender. You cannot prove ‘homosexuality&#39; in a court of law to the standard of proof that is required in a criminal court.&#8221;</p></blockquote>
<div class="translation">
<p>O Sr. Bahati continua a exigir pena de morte para o que ele considera &#8220;homossexualidade provocada&#8221;. Li isso e pensei se o dito Sr. Bahati sentou numa sala de aula alguma vez na vida, já que, a não ser que seja decididamente analfabeto, ele tem a obrigação de saber que não existe qualquer livro de direito em qualquer jurisdição de direito comum (incluindo em Uganda) que faça referência a uma ofensa chamada &#8220;homossexualidade&#8221;. Homossexualidade não pode ser considerada ofensa! Não podem torná-la uma ofensa e punir alguém por sentir atração emotiva e sexual por outro do mesmo sexo. Não se pode provar &#8216;homossexualidade&#39; numa corte para o nível de evidência como exigido numa corte criminal.</p></div>
<p><em>Anengiyefa </em>percebe que Uganda acabou de ver a <a href="http://thingsifeelstronglyabout.blogspot.com/2009/10/ugandas-homophobic-frenzy.html">hipocrisia dos membros do parlamento</a> que se uniram e estão prestes a passar a lei vitimizando a homossexualidade em nome da moralidade: isso mostra por que o sistema está tão ansioso para criminalizar o sexo consensual entre dois adultos do mesmo sexo, omitindo questões importantes como violência étnica, tribalismo, AIDS, estupro de crianças etc:</p>
<blockquote><p>This outbreak of frenzied homophobia is the epitome of the hypocrisy that pervades political life in Africa. At a time when expensive legislative time should be judiciously expended on the issues that really matter to the people of the country; when Ugandan lawmakers and the Ugandan government should be concerned about the welfare of vulnerable Ugandans, (including those same-gender loving men and women in their society, who are susceptible to wanton physical abuse and discrimination); when the Ugandan authorities should be looking to protect those of the country&#39;s citizens whose welfare is their responsibility; when the challenges that face our continent in this 21st Century are enormous; what we hear of instead is an Anti-Homosexuality Bill being introduced to Parliament. This bill is deemed necessary according to the MP David Bahati who introduced it. He claims that the purpose of the bill is to protect children and the &#8216;traditional family&#39;.</p></blockquote>
<div class="translation">
<p>Esse surto de homofobia frenética é a epítome da hipocrisia que impregna a vida política na África. Quando o valioso tempo legislativo deveria ser gasto judicialmente nos problemas que realmente importam ao povo, quando os legisladores e o governo de Uganda deveria estar preocupado com o bem-estar de ugandeses vulneráveis (incluindo homossexuais que são suscetíveis a discriminação e abuso físico injustificados), quando autoridades ugandesas deveriam estar buscando proteger os cidadãos, cujo bem-estar é responsabilidade deles, quando os desafios que encaram nosso continente no século 21 são enormes; o que recebemos, ao invés disso, é um projeto de lei Anti-Homossexuais no parlamento. De acordo com David Bahati, que sugeriu o projeto de lei, ele é necessário para proteger as crianças e a dita &#8216;família tradicional&#39;.</p></div>
</div>
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		<title>Brasil: A crise em Honduras alcança a embaixada brasileira</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/10/03/brasil-a-crise-de-honduras-alcanca-a-embaixada-brasileira/</link>
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		<pubDate>Sat, 03 Oct 2009 23:50:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roger Franchini</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
		<category><![CDATA[Brazil]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
		<category><![CDATA[Governança]]></category>
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		<description><![CDATA[A crise de Honduras alcançou a Embaixada do Brasil em Tegucigalpa. Além dos jornais e TVs, os blogueiros brasileiros foram levados a discutir sobre política internacional na América do Sul.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/roger-franchini/">Roger Franchini</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/rogerfranchini/'>Roger Franchini</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/10/03/brazil-bloggers-on-international-politics-triggered-by-the-honduran-crisis/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Há muita <a href="http://globalvoicesonline.org/specialcoverage/honduras-political-crisis-2009/">discussão sobre o direito constitucional de depor o presidente de Honduras Manuel Zelaya </a>. A crise em si já virou manchete em vários países, e muitos blogueiros latino-americanos, entre eles os brasileiros, estão contribuindo para o debate sobre os eventos.</p>
<p>O Brasil envolveu-se em uma inusitada posição diplomática. Mesmo que até o momento não se tenham provas de sua participação efetiva para a origem da crise em Honduras, fato que é não se tem notícias de evento semelhante na história do direito internacional. A crise alcançou a Embaixada do Brasil em Tegucigalpa e motivou os blogueiros brasileiros a discutirem política internacional na América Latina e o papel do Brasil no decorrer destes eventos.</p>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_4581" class="wp-caption aligncenter" style="width: 430px"><a href="http://twitpic.com/jrtoa"><img class="size-full wp-image-4581 " title="33210874" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/33210874.jpg" alt="Zelaya na Embaixada do Brasil. Imagem por @kattracho no Twitpic." width="420" height="306" /></a><p class="wp-caption-text">Zelaya na Embaixada do Brasil. Imagem por @kattracho no Twitpic.</p></div>
<p>Cesar Fonseca, do blog <em><a title="http://independenciasulamericana.com.br/" href="http://independenciasulamericana.com.br/">Indepêndencia Sul Americana</a></em>, descreve os eventos em Honduras como motivo de vergonha entre os países latinos, por pretender o poder com violência, amparado por forças militares e <a title="http://independenciasulamericana.com.br/?p=4306" href="http://independenciasulamericana.com.br/?p=4306">ao vazio da legislação</a>:</p>
<blockquote><p>Roberto Micheletti, presidente do Legislativo de Honduras, o Carlos Lacerda golpista hondurenho, errou o<em> time </em>histórico, ao aliar-se aos militares, para detonar governo constitucional de José Manuel Zelaya, que propôs referendo constitucional para respaldar nova Constituinte, que, entre outras determinações, suprimiria limite para mandatos presidenciais, como ocorre nas democracias européias.</p></blockquote>
<p>Para Bruno Kazuhiro, do blog <em><a title="http://perspectivapolitica.com.br/" href="http://perspectivapolitica.com.br/">Perspectiva Política</a></em>, se Zelaya errou ao macular os termos da constituição do país, <a title="http://perspectivapolitica.com.br/2009/06/29/entendendo-todo-o-momento-instavel-de-honduras-zelaya-e-micheletti/" href="http://perspectivapolitica.com.br/2009/06/29/entendendo-todo-o-momento-instavel-de-honduras-zelaya-e-micheletti/">erraram também</a> o congresso, as forças armadas e o judiciário, que o expulsaram do país sem o devido julgamento:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">O que o exército hondurenho fez foi muito errado no modo, mas não, na essência. Não deveria ter sido o exército a retirar Zelaya do poder, porém, aceita a renúncia deste pelo Congresso e nomeado o novo Presidente, Manuel Zelaya deveria sim, no fim das contas, deixar o governo. Melhor que tivesse sido voluntariamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Para os que me disserem que o povo hondurenho desejava mais um mandato do grupo de Zelaya, pergunto:</p>
<p style="text-align: justify;">Por que então Zelaya não indicou sucessor e respeitou a lei?</p>
</blockquote>
<div id="attachment_4585" class="wp-caption alignright" style="width: 250px"><a href="http://twitpic.com/jfy6q"><img class="size-medium wp-image-4585 " title="Imagem por @jeneffermelo no TwitPic" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/32656850-300x161.jpg" alt="Imagem por @jeneffermelo no TwitPic" width="240" height="129" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem por @jeneffermelo no TwitPic</p></div>
<p>Em 22 de setembro, Zelaya conseguiu entrar clandestinamente em Honduras e alcançou a embaixada brasileira na cidade de Tegucigalpa, conseguindo abrigo, para si e outros 63 correligionários nas dependências do órgão de representação estrangeira. Imediatamente, o governo hondurense efetuou cerco ao prédio, restringiu o acesso ao local e impôs toque de recolher aos cidadãos. Houve corte de luz, energia elétrica e telefone ao prédio da missão diplomática brasileira.</p>
<p>A polêmica surge no fato de que Zelaya não pretende solicitar o asilo ao governo brasileiro, de acordo com sua <a title="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1313949-5602,00-ZELAYA+DIZ+QUE+PEDIU+PROTECAO+AO+BRASIL+E+NAO+PRETENDE+PEDIR+ASILO+POLITICO.html" href="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1313949-5602,00-ZELAYA+DIZ+QUE+PEDIU+PROTECAO+AO+BRASIL+E+NAO+PRETENDE+PEDIR+ASILO+POLITICO.html">entrevista à TV Globo</a>, e que sua estada na embaixada é uma forma de proteção e resistência para buscar apoio político. Com essa intenção, coloca o Brasil em delicada posição, pois o país abrigou perseguido político que não pretende asilo, mas angariar forças para o enfrentamento de quem o destituiu.</p>
<p>O blog <em><a href="http://movimentoordemvigilia.blogspot.com/">Movimento Ordem Vigília Contra a Corrupção</a></em> acredita que a entrada de Zelaya na embaixada brasileira foi diretamente patrocinada pelo presidente da Venezuela, Hugo Chavez, e <a title="http://movimentoordemvigilia.blogspot.com/2009/09/foi-chavez-quem-decidiu-fazer-da.html" href="http://movimentoordemvigilia.blogspot.com/2009/09/foi-chavez-quem-decidiu-fazer-da.html">demonstra incoerências que apontam para algumas supostas mentiras</a> ditas pelos personagens principais:</p>
<blockquote><p>A diplomacia terceiro-mundista tupiniquim inovou, em matéria de Direito Internacional, criando a figura do perseguido que pretende ENTRAR e não SAIR. Costuma-se conceder asilo para aquele que tenta sair do país, perseguido pelo seu governo, e Zelaya, ao contrário, entrou no país com uma súcia de 60 simpatizantes, o que desfigura a individualidade do asilo. Pior: Zelaya está usando o prédio diplomático como “bunker” da guerrilha para conclamar seus desordeiros e convulsionar as forças de ordem do país.</p></blockquote>
<p>Chavez, aliás, é uma figura recorrente nas tentativas de Zelaya à Honduras. Ele próprio <a title="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/09/090923_chavez_zelaya_viagem_cj_np.shtml" href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/09/090923_chavez_zelaya_viagem_cj_np.shtml">confessou à rede BBC</a> que sabia da volta de Zelaya à Honduras, e que ajudou o presidente deposto ao despistar as autoridades. Mas nem todos os blogueiros aceitam a tese de influência chavizta no movimento. Para Leandro Fortes, do blog <em><a title="http://brasiliaeuvi.wordpress.com/" href="http://brasiliaeuvi.wordpress.com/">Brasília, eu vi</a></em>, essa teoria é a bola da vez da imprensa América Latina, e o ponto fraco da grande mídia. Ele acredita que os recentes movimentos de esquerda são tratados de modo superficial e pasteurizada, <a title="http://brasiliaeuvi.wordpress.com/2009/09/26/sem-olhos-em-tegucigalpa/" href="http://brasiliaeuvi.wordpress.com/2009/09/26/sem-olhos-em-tegucigalpa/">ignorando suas nuances regionais</a>:</p>
<div>
<blockquote><p>O jornalismo está abandonando, aos poucos, por motivos inconfessáveis, a valorização das personagens como elemento de narrativa. Emblemático é o caso de Honduras, um catalisador profundo das intenções de setores da imprensa cada vez mais perfilados em bloco sobre um ensaiado viés chavista (a nova panacéia editorial do continente) aplicado ao noticiário toda vez que um movimento de esquerda se insinua sobre velhos latifúndios – físicos e imateriais. Para tal, recorre-se cada vez mais a malabarismos de linguagem para se referir ao golpe militar que derrubou o presidente constitucionalmente eleito Manuel Zelaya.</p>
<p>Por conta disso, o governo golpista passou a ser chamado, aqui e acolá, de “governo de fato”, uma solução patética encontrada por alguns veículos para se referir a uma administração firmada na fraude eleitoral e na usurpação pura e simples de poder. Há, ainda, quem se refira à quadrilha de Roberto Micheleti como “governo interino”, o que só pode ser piada.</p></blockquote>
</div>
<div id="attachment_4532" class="wp-caption alignright" style="width: 280px"><a href="http://www.flickr.com/photos/vredeseilanden/3947309844/"><img class="size-full wp-image-4532  " title="protest-brazil-embassy" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/09/protest-brazil-embassy.jpg" alt="Protesto em frente à embaixada do Brasil em Honduras. Foto por vredeseilanden no Flickr." width="270" height="203" /></a><p class="wp-caption-text">Protesto em frente à embaixada do Brasil em Honduras. Foto por vredeseilanden no Flickr.</p></div>
<p>Cogitou-se a possibilidade da participação do governo brasileiro em promover a volta de Zelaya, até agora não confirmada, e veementemente negada por Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores, conforme constou em entrevista ao jornal O <a title="http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,amorim-nega-que-brasil-tenha-dado-asilo-a-zelaya,438683,0.htm" href="http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,amorim-nega-que-brasil-tenha-dado-asilo-a-zelaya,438683,0.htm">Estado de São Paulo</a>. Segundo Amorim, o Brasil só aceitou a entrada de Zelaya em suas dependências em respeito às regras internacionais de asilo político. Formalmente, o governo brasileiro defende a volta pacífica de Zelaya à presidência da república e a realizações das eleições. <em>Luis Nassif</em>, em seu <a title="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/" href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/">blog homônimo</a>, notou apreensão nos comentários do Ministro ao ser entrevistado pela rede CNN, enfatizando que a mudança de paradigmas na posição política mundial obriga o Brasil a <a title="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/09/23/a-entrevista-de-amorim-na-cnn/" href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/09/23/a-entrevista-de-amorim-na-cnn/">uma postura mais segura:</a></p>
<blockquote><p>Mesmo que seja verdade (como disse Amorim) que o Brasil foi pego e surpresa no episódio (pedido de abrigo de Zelaya) um país que deseja se firmar como <em>global player</em> tem que estar preparado, não só para “surpresas” dsse tipo, como para assumir, sem hesitação ou insegurança, sua condição de protagonista, particularmente nas questões de politica continental. Para o bem ou para o mal.</p>
<p>Bom, espero que pelo menos a insegurança demonstrada por Amorim, (inegável na minha percepção) sirva de aprendizado.</p></blockquote>
<p>Gabriel Purcelli, do blog <em><a title="http://desabafopais.blogspot.com/2009/09/zelaya-e-aposta-ousada-de-lula.html" href="http://desabafopais.blogspot.com/2009/09/zelaya-e-aposta-ousada-de-lula.html">Desabafo Brasil</a></em>, sustenta que a conduta do governo brasileiro reafirma sua posição de líder regional. A guarida do chamado “presidente constitucional” Zelaya , face aos desmandos do “presidente de fato”, Micheletti, é medida que, indiretamente, preenche a queda de influência estadunidense na América Latina:</p>
<p><em> </em></p>
<blockquote><p>A jogada brasileira, na qual já estão publicamente envolvidos o chanceler Celso Amorim e o próprio presidente Lula, e para a qual estão utilizando a caixa de ressonância da Assembléia Geral da ONU, em Nova York, deve ser vista à luz da inquietação provocada em Brasília pela remobilização da IV Frota dos Estados Unidos no Atlântico Sul e a presença desse país em bases militares colombianas. Convencidos de que esses movimentos se destinam a contrabalançar sua força como potência emergente, os brasileiros não deixarão passar a oportunidade de se projetar, reafirmando-a.</p></blockquote>
<p><em><a href="http://tsavkko.blogspot.com/">Raphael Garcia Tsavkko</a></em> segue a mesma linha de raciocínio e aponta fatos interessantes em relação a participação do Brasil na resolução deste conflito. Ele <a href="http://tsavkko.blogspot.com/2009/09/os-especialistas-do-atraso-e-nova.html">argumenta</a>:</p>
<blockquote><p>O Brasil não sai prejudicado, na verdade foi forçado - a contragosto talvez - a mostrar porque é ou quer ser o líder da América Latina. Não mais o papo de que é mas ações concretas. Resolvendo ou ajudando a resolver o conflito no país o Brasil sai fortalecido como nunca, sai com mais força para pleitear a vaga permanente no Conselho de Segurança - que conta já com o apoio entusiasmado de Sarkozy - e sai fortalecido no cenário internacional.</p></blockquote>
<p>Em 25 de setembro foi confirmada o ataque à missão diplomática com gases tóxicos, provocando tensão entre as pessoas que ali estavam, o que foi duramente <a title="http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u629609.shtml" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u629609.shtml">criticada pelo Conselho de Segurança da ONU</a>.</p>
<p>As restrições impostas à embaixada brasileira suscitam discussões, ressalvando o caráter soberano do país dentro dos limites do prédio. Apesar de muitos acreditarem que a representação diplomática de um país é território estrangeiro, o professor de Direito <em><a title="http://tuliovianna.wordpress.com/2009/09/24/embaixada-nao-e-territorio-estrangeiro/" href="http://tuliovianna.wordpress.com/2009/09/24/embaixada-nao-e-territorio-estrangeiro/">Túlio Vianna</a></em> ressalva que, apesar de não considerado tecnicamente como tal, o ataque a uma embaixada deve ser repudiada da mesma forma:</p>
<blockquote><p>A teoria atualmente dominante para legitimar as imunidades da Missão Diplomática é a “teoria do interesse da função”. Ainda segundo Celso Mello, estes privilégios e imunidades podem ser classificados em: inviolabilidade, imunidade de jurisidição civil e criminal e isenção fiscal (v2., nº511). Nas suas palavras:</p>
<p><em>“A inviolabilidade significa que nestes locais o Estado acreditado não pode exercer nenhum ato de coação (ex: ser invadido pela polícia), a não ser que haja o consentimento do chefe da Missão. Do mesmo modo, não pode ser efetuada uma citação dentro da Missão.”</em></p>
<p>Se os golpistas hondurenhos invadirem a embaixada brasileira em Honduras para capturar Zelaya, não estarão invadindo o território brasileiro, mas violando uma imunidade diplomática.</p>
<p>Pode ser tão grave quanto, mas não é a mesma coisa.</p></blockquote>
<p>O governo brasileiro afirma buscar uma solução pacífica para o impasse surgido na volta de Manuel Zelaya à Honduras. Mesmo porque a saída belicolosa é inviável, diante da gravíssima medida de envio de forças militares ao território de país estrangeiro. Ainda assim, os blogueiros continuam a discutir sobre o papel do Brasil na crise de Honduras.</p>
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		<title>Irã: Ditadura x Animação</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/23/ira-ditadura-x-animacao/</link>
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		<pubDate>Wed, 23 Sep 2009 21:45:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte & Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Muitos desenhos, pôsters, canções e vídeos foram criados por iranianos e não em apoio ao movimento protesto “verde” do Irã, contra o resultado das eleições presidenciais de 12 de junho. Os animadores também declararam guerra à ditadura no Irã.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/hamid-tehrani/">Hamid Tehrani</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/09/23/iran-animations-vs-dictatorship/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Muitos desenhos, pôsters, canções e vídeos foram <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/06/30/iran-protest-movement-inspires-art/">criados</a> por iranianos e não em apoio ao movimento protesto “verde” do Irã, contra o <a href="../specialcoverage/iranian-election-2009/">resultado das eleições presidenciais de 12 de junho</a>. Os animadores também declararam guerra à ditadura no Irã.</p>
<p><strong>&#8216;Green People&#39; ou povo verde é uma animação inspirada em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mohandas_Karamchand_Gandhi">Gandhi</a></strong></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/byuVeqtWPQ0&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/byuVeqtWPQ0&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><strong>Mahmoud Ahmadinejad durante o debate eleitoral de 2009</strong></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/niOHVIuZz2k&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/niOHVIuZz2k&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><strong>Direitos Humanos da comunidade <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bah%C3%A1%27%C3%AD">Baha&#39;i</a><br />
</strong></p>
<p>Outra animação nos lembra que o Regime Islâmico têm reprimido o povo há muitos anos, antes das eleições. <a href="http://www.youtube.com/user/MEYmedia">MideastYouth.com</a> apresenta apresenta uma animação sobre os perseguidores da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bah%C3%A1%27%C3%AD">fé Baha&#39;i</a> no Irã. Uma história de 30 anos.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/rf2XoASwFeA&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/rf2XoASwFeA&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Marrocos: Trabalho Infantil em Foco</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/12/marrocos-trabalho-infantil-em-foco/</link>
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		<pubDate>Sat, 12 Sep 2009 19:38:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Criança]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma jovem garota está sofrendo em um hospital, machucada e espancada. Enviada ao trabalho como empregada doméstica aos 10 anos, Zineb Chtet não conhecia outra vida além da que ela tinha, trabalhando para empregadores ricos que batiam nela e a negavam alimento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/jillian-york/">Jillian C. York</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/09/07/morocco-child-labor-under-the-spotlight/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single">
<div id="attachment_4310" class="wp-caption alignleft" style="width: 246px"><img class="size-full wp-image-4310 " title="zainab1" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/09/zainab1.jpg" alt="Zineb Chtit no hospital." width="236" height="160" /><p class="wp-caption-text">Zineb Chtit no hospital.</p></div>
<p>Uma jovem garota está sofrendo em um hospital, machucada e espancada. Enviada ao trabalho como empregada doméstica aos 10 anos, Zineb Chtet não conhecia outra vida além da que ela tinha, trabalhando para empregadores ricos que batiam nela e a negavam alimento. O blog <a href="http://cabalamuse.wordpress.com/"><em>A Moroccan About the World Around Him</em></a> [Um Marroquino sobre o Mundo à Sua Volta, en] descreveu as feridas da garota em um <a href="http://cabalamuse.wordpress.com/2009/09/01/zainab/">post recente</a> [en]:</p>
<blockquote><p>Zainab looked emaciated. Her body was bruised and bleeding from beatings. She was branded on her lips with a red-hot iron. She was burned with boiling oil on her chest and private areas. She was illiterate. She never experienced the joy of playing with friends. Her future was decided for her: trudge around the mill till the day she dies. And a few days ago, she almost did.</p></blockquote>
<div class="translation">Zainab parecia emagrecida. Seu corpo estava machucado e sangrando devido os espancamentos. Ela foi marcada em seus lábios com um ferro quente. Ela foi queimada com óleo fervendo no peitoral e regiões íntimas. Ela não foi alfabetizada. Ela nunca experimentou a alegria de brincar com amigos. Seu futuro já tinha sido decidido: arrastar-se em volta do moinho até o dia em que ela morresse. Alguns dias atrás, ela quase morreu.</div>
<p>Infelizmente, a história de Zineb está longe de ser única. O Marrocos tem 177 mil crianças abaixo de 15 anos de idade trabalhando, 66 mil dos quais trabalham como empregadas domésticas. E embora o Marrocos faça parte da Convenção das Nações Unidas para o Direito das Crianças, sua <a href="http://www.dol.gov/ilab/media/reports/iclp/sweat/morocco.htm">idade mínima de trabalho é 12 anos</a>, com poucas restrições impostas. Foram feitos vários relatórios sobre os maus-tratos de empregados domésticos, <a href="http://www.wafin.com/articles.phtml?arttype=cdg&amp;did=12">como este</a> feito pelo editor da <em>Tingis</em>, Anouar Majid. E, mesmo assim, impulsionadas pela pobreza, as famílias continuam a vender suas filhas a quem oferecer mais, para trabalhar como domésticas, por vezes ininterruptamente. A blogueira <a href="http://sarahalaoui.blogspot.com/"><em>Sarah Alaoui</em></a> [en] nos <a href="http://sarahalaoui.blogspot.com/2009/09/maid-in-morocco.html">conta a sit</a><a href="http://sarahalaoui.blogspot.com/2009/09/maid-in-morocco.html">uação</a> da maioria dessas jovens:</p>
<blockquote><p>These poverty-stricken, uneducated women come from villages on the outskirts of Moroccan cities and have no choice but to provide for their families and children by taking jobs as maids for the country’s most ostentatious citizens. The stigma of poverty they are branded with at birth is further emphasized by this symbolic occupation—maids are to be seen and not heard. They work behind-the-scenes—similar to the house elves in J.K. Rowling’s famous wizarding series.</p>
<p>There are many families in Morocco who attempt to provide a home and not just a workplace for their maids. My grandmother has always made sure her maids’ children received an education alongside her own children and grandchildren—during the time her mother worked in my grandmother’s house, Naima went to the same school as my cousin. Unfortunately, it is safe to say that most people in the country do not provide the same earnest care to their maids.</p></blockquote>
<div class="translation">As mulheres sem educação, atingidas pela pobreza vêm de vilas nas periferias das cidades marroquinas e não têm escolha a não ser sustentar suas famílias e crianças aceitando trabalhar como domésticas para os cidadãos mais abastados do país. O estigma de pobreza ao qual estão marcadas desde o nascimento é posteriormente enfatizado com essa ocupação simbólica - empregadas devem ser percebidas, não ouvidas. Elas trabalham nos bastidores - da mesma forma que os elfos caseiros da famosa série de J.K. Rowling.</p>
<p>Há muitas famílias no Marrocos que tentam fornecer um lar e não somente um lugar de trabalho para suas empregadas. Minha avó sempre quis ter certeza de que suas empregadas recebessem uma formação educacional do mesmo modo que seus filhos e netos - durante o tempo em que trabalhou na casa de minha avó, Naima ia a mesma escola que meu primo. Infelizmente, é seguro dizer que a maioria das pessoas no país não fornecem os mesmos cuidados diligentes para suas empregadas.</p></div>
<p>Um <a href="http://www.lavieeco.com/actualites/2340-l-epouse-impliquee-dans-l-agression-de-zineb-chtit-poursuivie-en-etat-d-arrestation.html">relatório</a> [fr] em <em>La Vie éco</em> afirma que tanto o marido quanto a mulher que empregaram Zineb serão acusados, mas como a blogueira <em>Reda Chraibi</em> sugere, mais mudanças devem ocorrer, e logo. Em <a href="http://www.redachraibi.com/article-35502838.html">um post detalhado</a> [fr], a blogueira oferece uma proposta para prevenir que famílias enviem suas jovens garotas ao trabalho. Em uma parte da proposta, ela diz:</p>
<blockquote><p><span style="font-size: 10pt;">Accorder des aides sociales aux familles les plus pauvres afin qu’elles ne soient pas contraintes de faire travailler les enfants au lieu des le envoyer à l’école. La scolarité pour cette catégorie de la société devrait être totalement gratuite tant pour l’enseignement que pour l’équipement scolaire. A ce propos, <a href="http://www.aujourdhui.ma/societe-details63537.html">l’opération de distribution de cartables</a> équipés est une bonne initiative qui devrait être étendue dans tout le Royaume.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Donner à l’Association « <a href="http://www.tanmia.ma/article.php3?id_article=6385">Touche pas à mon enfant</a> » (touche pas à mes enfants) ou à une institution publique le droit de recenser et de contrôler le travail des enfants servantes, le droit d’entrer dans les maisons pour discuter avec elles et vérifier si elles sont traitées dignement. Encourager leur éducation et leur alphabétisation. Ouvrir et faire connaitre un centre d’accueil pour les enfants servantes qui veulent fuir d’urgence le foyer dans lequel elles travaillent, afin que plus aucune Zineb Chtet n’èrre dans la rue dans le sang en demandant l’aide d’inconnus…</span></p></blockquote>
<div class="translation">
<div>Conceder ajuda social às famílias mais pobres para que elas não sejam forçadas a enviar seus filhos ao trabalho, e em vez disso enviá-las para a escola. As despesas para essa classe social deve ser completamente grátis, tanto para os materiais de ensino quanto os escolares. Nesse sentido, a <a href="http://www.aujourdhui.ma/societe-details63537.html">operação para distribuir mochilas escolares equipadas com materiais necessários</a> [fr] é uma boa iniciativa que deveria ser estendida por todo o Reino.</div>
<div>Doar à Associação &#8220;<em><a href="http://www.tanmia.ma/article.php3?id_article=6385">Touch pas à mon enfant</a></em>&#8221; [Não toque em meu filho, fr] ou à alguma instituição pública o direito de identificar e monitorar o trabalho de empregados infantis, o direito de entrar nos lares e ter discussões com tais crianças, verificando se estão sendo tratadas com dignidade. Encorajar sua educação e alfabetização. Abrir e divulgar um lugar de refúgio para crianças que trabalham como domésticas fugirem das condições urgentes de seus trabalhos, para que não existam mais outras Zineb Chtets vagando pelas ruas sangrando em busca da ajuda de estranhos&#8230;</div>
</div>
<div>O blogueiro em <em>A Moroccan About the World Around Him</em> conclui seu <a href="http://cabalamuse.wordpress.com/2009/09/01/zainab/">post</a> com uma citação:</div>
<blockquote><p>I am reminded of a speech Mr. Eliezer “Elie” Wiesel gave at the White House in 1999 “The political prisoner in his cell, the hungry children, the homeless refugees — not to respond to their plight, not to relieve their solitude by offering them a spark of hope is to exile them from human memory. And in denying their humanity, we betray our own.”</p></blockquote>
<div class="translation">Eu me recordei de um discurso do Sr. Eliezer &#8220;Elie&#8221; Wiesel na Casa Branca em 1999: &#8220;O prisioneiro político em sua cela, as crianças que passam fome, os refugiados desabrigados - não responder às suas situações, não aliviá-los da solidão ao oferecê-los uma centelha de esperança é o mesmo que exilá-los da memória humana. E ao negar sua humanidade, traímos a nossa.&#8221;</div>
</div>
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		<title>França: Secularidade, Requisito para Democracia e Direitos Humanos</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 21:12:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<description><![CDATA[O conceito francês de secularidade parece ser tão distinto, que até mesmo o verbete sobre esse conceito na Wikipédia em Inglês utiliza a palavra laïcité [laicidade] na descrição. Suzanne Lehn explica os modos diferentes que os blogueiros dos EUA e da França vêem a separação da Igreja e do Estado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/suzanne-lehn/">Suzanne Lehn</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/09/04/france-secularity-required-for-democracy-and-human-rights/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single">
<p>O conceito francês de secularidade parece ser tão distinto, que até mesmo <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/La%C3%AFcit%C3%A9">o verbete sobre esse conceito na Wikipédia em Inglês</a> utiliza a palavra <em>laïcité</em> [laicidade] na descrição.</p>
<p>Levando em conta as blogosferas dos EUA e da França, é possível, de alguma forma, sanar a falha na compreensão do termo <em>laïcite</em> que tem sido gerada entre ambos os lados do oceano Atlântico?</p>
<p><em>Arthur Goldhammer</em>, traçando um paralelo entre a burca e o hábito das freiras católicas, <a href="http://artgoldhammer.blogspot.com/2009/08/cant-help-scratching-that-itch.html">adverte</a> [en] ser um &#8220;fanático da <em>laïcité</em>&#8220;:</p>
<blockquote><p>(…) Not everyone in the ambient society accepts these tenets of faith, but the symbol embodying them is nevertheless not banned from the streets. It is banned from the schools. Traditionally, laïcité meant exactly this kind of drawing of boundaries.</p></blockquote>
<div class="translation">(&#8230;) Nem todos na sociedade aceitam estes dogmas de fé, mas os símbolos incorporados neles não são, contudo, banidos das ruas. São banidos das escolas. Tradicionalmente, a <em>laïcité</em> significa exatamente este tipo de delineamento dos limites.</div>
<p>Alguns blogueiros franceses, preocupados com os ataques, não somente religiosos como também políticos, que eles sentem estar ameaçando a <em>laïcité</em> na França, esforçaram-se para explicar a noção e deixar claro que a laicidade é um requisito para democracia e direitos humanos.</p>
<p>Em um <a href="http://librepropos.blog.lemonde.fr/2009/05/17/revison-de-la-loi-1905-vigilance-republicaine/">post</a> [fr] em maio de 2009 hospedado no site do lemonde.fr, Bartolomeo, do blog <em>librepropos</em> mostrou essa <strong>definição</strong>:</p>
<blockquote><p>laïcité: La Laïcité combat tous les cléricalismes c’est à dire toute intrusion du fait religieux, de la croyance dans les institutions publiques de la République.</p></blockquote>
<div class="translation">laïcité: A laicidade combate todos os clericalismos, ou seja, toda intrusão de qualquer fenômeno religioso ou credo, nas instituições públicas da República.</div>
<div><strong>O contexto histórico</strong></div>
<p>O conceito de <em>laïcité</em> apareceu primeiramente com a Revolução Francesa, e foi institucionalizado com a &#8220;lei de 1905&#8243; [da Separação da Igreja e do Estado]. O choque com a Igreja Católica enfraqueceu, cada lado encontrando, enfim, seus interesses nessa nova relação.</p>
<blockquote><p>Dans ce concept de laïcité ouverte des années 1990, ce droit à la différence se transforma petit à petit en “une différence de droits” . L’islam absent de ce débat apparaît alors à travers l’affaire du foulard de Creil en 1989. […]</p></blockquote>
<div class="translation">Neste conceito de secularidade aberta dos anos 90, o direito de ser diferente gradualmente se transformou em &#8220;direitos diferentes&#8221;. O Islamismo, ainda ausente deste debate, insere-se na discussão com o caso do véu na cidade de Creil, no ano de 1989 [&#8230;].</div>
<div><strong>Uma das fundações da República</strong></p>
<blockquote><p>[La laïcité est inscrite à l&#39;article 1 de la Constitution] “La France est une République indivisible, laïque, démocratique et sociale. Elle assure l’égalité devant la loi de tous les citoyens sans distinction d’origine, de race ou de religion. Elle respecte toutes les croyancea s. […]”</p></blockquote>
<div class="translation">[A <em>Laïcité</em> está presente no primeiro artigo da  <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Constitution_of_France">Constituição francesa, en]</a>; “A França é uma República indivisível, laica, democrática e social. Ela garante a igualdade sob os olhos da lei para todos os cidadãos, sem distinção de origem, raça ou religião. Ela respeita todos os credos. [&#8230;]</div>
<p>Mas a<em> laïcité</em> se originou com o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Iluminismo">Iluminismo</a> e a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Declara%C3%A7%C3%A3o_dos_Direitos_do_Homem_e_do_Cidad%C3%A3o">Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 26 de agosto de 1789</a>.</p>
<p><strong>O conteúdo da <em>laïcité</em> em 4 pontos</strong></p>
<blockquote><p><em>Vivre ensemble</em>: […] A chacun de vivre librement ses options spirituelles ou convictions philosophiques. - A tous de disposer d’un espace commun, public, assurant liberté et égalité. - mais aussi créer un monde commun aux hommes, tout en leur permettant de garder librement leurs différences.</p>
<p>selon <em>3 principes</em>: Liberté de Conscience - Égalité des Options Spirituelles Universalité de la Loi Commune.</p>
<p>[<em>par le moyen juridique</em> de] la séparation des Églises et de l’État par la loi de 1905 [en distinguant] une Sphère Privée et une Sphère Publique<br />
<em>L&#39;Ecole Laïque</em> [en est l&#39;outil basique pédagogique].</p></blockquote>
</div>
<div class="translation"><em>Conviver</em> : Direito de viver livremente de acordo com suas convicções filosóficas ou espirituais; de espaço público, garantindo a liberdade e igualdade - mas também para criar um mundo em comum para a humanidade, permitindo-os a livremente manter suas diferenças.<br />
São três princípios: Liberdade de consciência; igualdade de opções espirituais; e universalidade da lei.</p>
<p>Por meios jurídicos, garantir a separação do Estado e da Igreja com a lei de 1905 distinguindo uma esfera privada e uma esfera pública.</p>
<p><em>Escola Secular</em> [a ferramenta de ensino básico]</div>
<div><em>Franco-Ivorian</em> <em>Delugio</em>, em seu blog <em> <a href="http://delugio.blogspot.com">“Une vingtaine”! et quelques</a> </em>[fr]<em>,</em> <a href="http://delugio.blogspot.com/2009/08/burqa-gauche-et-neo-colonialisme.html">explica a diferença</a> entre a secularidade americana e a <em>laïcité</em> francesa:</p>
<blockquote><p>Dans sa structure moderne, la racine immédiate de la démocratie peut se trouver dans le protestantisme américain, s’organisant pour un « vivre ensemble » au-delà de la pluralité des Églises — pour une gestion partagée de la cité commune.<br />
Cela ne se fera pas sans heurts : ça commencera par la guerre d’indépendance pour aboutir au XXe siècle — mais dès le départ, pour les indépendantistes, la dimension de la séparation des Églises et de l’État est un acquis non négociable.<br />
Lorsque la France révolutionnaire reprendra ce modèle américain, elle se heurtera à une Église, l’Église catholique, prétendant, contrairement aux Églises protestantes américaines, à l’unicité.<br />
C’est ce choc qui caractérise la « laïcité à la française » : laïcité de type américain dans un contexte de combat contre une Église revendiquant le pouvoir d’une façon ou d’une autre.</p></blockquote>
<div class="translation">
<div>Em sua estrutura moderna, a raiz imediata da democracia pode ser encontrada no Protestantismo Americano, organizando-se em prol de um &#8220;conviver&#8221; além da pluralidade das Igrejas - por uma gestão compartilhada da cidade comum.</div>
<div>Isso não seria possível sem conflitos: para começar, a Guerra da Independência durou até o século XX - mas desde o início, a importância da separação entre Igrejas e o Estado tem sido um ativo não-negociável.</div>
<div>Quando a França revolucionária retomou o modelo americano, discordou de uma Igreja, a Igreja Católica, reivindicando, diferentemente das Igrejas Protestantes Americanas, uma unicidade.<br />
Esta discordância é a característica da &#8220;laicidade à francesa&#8221;: um tipo americano de secularidade em um contexto que luta contra uma Igreja que exige poder de alguma forma.</div>
</div>
<p>Ele então avalia as chances e obstáculos para o Islã neste mesmo percurso em direção a <em>laïcité</em>, que ele enxerga como desejável e historicamente necessária, e acha que a França pode assumir um papel específico neste processo:</p>
<blockquote><p>La France est en position, de par son histoire, de mener ce combat qu’elle a déjà mené en métropole face au catholicisme.</p>
<p>Mais le combat sera rendu plus difficile encore par ce que dans son empire colonial, la France a fait exactement l’inverse de ce qu’elle a proclamé et de ce qu’elle a fait en métropole : elle a, à l&#39;instar des autres puissances coloniales, consacré dans l’empire colonial des lois particulières, y compris la charia, comme vis-à-vis de la République.</p></blockquote>
<div class="translation">
<div>A França, com todo o contexto histórico, está em posição de liderar esta luta, visto sua luta contra o Catolicismo no país.</div>
<div>Mas o combate será bem mais difícil, na medida em que a França fez, em seu império colonial, o oposto do que fez e proclamou em seu próprio país: como outras potências colonialistas, a França estabeleceu em seu império colonial regulamentos específicos, incluindo a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Charia">Charia</a> [lei islâmica fundamentalmente baseada no Corão], como parceiros da República.</div>
</div>
<p>E se, além de todos estes grandes princípios que os Franceses adoram tomar posse como seus cavalinhos de guerra, eles se inspirarem, como sugerido por <em><a href="http://michelr.tumblr.com">MRT</a></em> [fr], pelo pragmatismo de seus vizinhos belgas, compreendendo a <a href="http://michelr.tumblr.com/post/165588002/la-burka-et-les-belges">questão da burca</a> como uma simples questão de segurança:</p>
<blockquote><p>En Belgique et au Luxembourg, c’est tout simple : pas de ségrégation religieuse, mais une simple loi sur la sécurité afin que les personnes mal intentionnées ne déjouent pas les caméras de surveillance.<br />
Voici le texte de loi voté en 2005:<br />
“Sans autorisation de l’autorité compétente, il est interdit sur le domaine public de se dissimuler le visage par des grimages, le port d’un masque ou tout autre moyen, à l’exception du “temps du carnaval”.</p></blockquote>
<div class="translation">Na Bélgica e em Luxemburgo é muito simples: não há segregação religiosa, mas uma simples lei sobre segurança com o intuito de prevenir que pessoas mal-intencionadas frustrem as câmeras de vigilância.<br />
O projeto de lei, aprovado em 2005, diz:<br />
“Sem permissão da autoridade responsável, está proibido, em espaços públicos, que uma pessoa esconda seu rosto com pinturas, máscaras, ou qualquer outra forma, exceto em tempos de carnaval&#8221;.</div>
</div>
</div>
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		<title>Porto Rico: &#8220;Assim é a Vida&#8221;</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/01/porto-rico-assim-e-a-vida/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 16:54:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O diretor executivo do projeto governamental Portal do Futuro defendeu a construção de um mega resort de luxo ao dizer às comunidades vizinhas que eles não teriam acesso a esse tipo de projeto porque "assim é a vida". Blogueiros porto-riquenhos respondem às suas indagações.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/firuzeh-shokooh-valle/">Firuzeh Shokooh Valle</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/28/puerto-rico-such-is-life/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single">
<p>O diretor executivo do projeto governamental <a href="http://portaldelfuturo.com/index_ing.html">Portal del Futuro</a> (criado para organizar os planos de redesenvolvimento para as terras da antiga <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Roosevelt_Roads_Naval_Station">Base Naval Americana de Roosevelt Roads</a>, na zona leste de Porto Rico) defendeu a construção do mega <em>resort</em> de luxo <a href="http://foro.univision.com/univision/board/message?board.id=puertorico&amp;message.id=282382">Riviera del Caribe</a> em uma área das terras da base americana dizendo aos moradores de comunidades vizinhas que eles tinham de perceber que não teriam acesso a esse tipo de projeto porque &#8220;assim é a vida.&#8221; Jaime González fez tal declaração em um fórum com os habitantes no mês passado, (a maioria desses habitantes moram em comunidades com desvantagam econômica e social) e chamou bastante atenção, ao ponto que um vídeo sobre o caso foi postado no <a href="http://www.youtube.com/">YouTube</a>.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="450" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/sOK5dweZEaQ&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="450" height="344" src="http://www.youtube.com/v/sOK5dweZEaQ&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>González <a href="http://www.vocero.com/noticia-29791-se_queda_en_la_riviera_del_caribe.html">disse</a> que suas palavras foram tiradas do contexto, mas também reconheceu que pode ter sido ofensivo e insensível com os habitantes da zona leste da ilha. O governador de Porto Rico, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Luis_Fortu%C3%B1o">Luis Fortuño</a> [en], <a href="http://www.elnuevodia.com/destituidodirectorderivieradelcaribe-608590.html">demitiu</a> González, embora tenha dito que não faria isso. Para entender ao que os blogueiros porto-riquenhos estão reagindo, segue algumas das palavras de González:</p>
<blockquote><p>Vamos a hacer unas tiendas, que algunas de las tiendas tendrán productos que no los van a poder comprar, pues ‘such is life’. No todo el mundo ha sido tan agraciado. Pero no hay exclusión aquí de nadie (…) Y el que no tiene ni siquiera 50 chavos pa’ comprarse un límber por lo menos puede disfrutar de caminar libre de costo por esos paseos peatonales frente al mar y ver los cruceros llegar y ver a los pasajeros, los pasajeros con chavos, bajarse del crucero y verlos meterse en las tiendas y verlos comprando cosas caras y al que le cree eso complejo, pues lo siento mucho por ustedes, porque la vida es así, no todo el mundo nació tan agraciado…</p></blockquote>
<div class="translation">Construiremos algumas lojas que venderão produtos que vocês não podem comprar. Bem, assim é a vida. Nem todos são afortunados. Mas não há exclusão nisso&#8230; E a pessoa que não tem 50 centavos para comprar um límber (uma sobremesa típica de Porto Rico), ao menos pode aproveitar e passear na orla do mar e ver os cruzeiros chegarem, e os passageiros, aqueles com dinheiro; pode vê-los sair dos cruzeiros e irem às lojas para comprar coisas caras. Quem tiver complexo de inferioridade por causa disso, bem, sinto pena por vocês&#8230; assim é a vida. Nem todos são bem afortunados&#8230;</div>
<p>Erika Fontánez <a href="http://poderyambiente.blogspot.com/2009/08/such-is-life.html">escreve</a> em <em>Poder, Espacio y Ambiente</em> [es]:</p>
<blockquote><p>Estas comunidades han estado batallando para que los terrenos de Ceiba respondan a aliviar el abandono que han tenido por décadas, a propiciar verdaderos proyectos de desarrollo para lograr mejorar su calidad de vida y atender sus necesidades. Después de todo, estas comunidades han sido las que han sufrido por décadas la falta de recursos, como por ejemplo el agua, y la pobreza producto de que su territorio ha respondido a fines militares. Ahora con el cierre de la base, luego de que los movimientos civiles lograran desmilitarizar el área, ven una ventana para que se les haga justicia, pero el gobierno, tanto el central como el municipal tienen otros planes: el llamado “Plan del Portal”que dirige quien vergonzozamente les habló. Nuevamente se les da la espalda. Este funcionario les dice que si son pobres…pues, “Such is life”.</p></blockquote>
<div class="translation">Estas comunidades vêm lutando para que o desenvolvimento das terras de Ceiba diminuam o abandono que eles sofreram por décadas, para promover projetos de desenvolvimento que respondam às suas necessidades de modo que possam viver vidas melhores. Afinal, são comunidades que sofreram por décadas de falta de recursos, como água, e vivem na pobreza causada pelo uso militar daquelas terras. Após a base ter sido fechada, e o movimento civil ter alcançado a desmilitarização da área, eles finalmente viram uma janela de oportunidade que poderia lhes trazer justiça, mas o governo, central e municipal, tem outros planos: o chamado &#8220;Plano do Portal&#8221; dirigido pela pessoa que falou com os moradores tão vergonhosamente. Mais uma vez eles foram abandonados. Este funcionário do governo os disse que, se eles são pobres&#8230; bem, assim é a vida.</div>
<p>Em <a href="http://enredos.net/tinta/"><em>Tinta Digital</em></a> [es], Eugenio Martínez Rodríguez <a href="http://enredos.net/tinta/la-arrogancia-hecha-persona-en-jaime-gonzalez/">comenta</a>:</p>
<blockquote><p>Lástima que este nuevo gobierno con el ñe ñe né venga a desarticular la única propuesta social que pienso que tiene potencial en la actualidad: los movimientos de autogestión comunitaria que han logrado combinar esfuerzos de líderes de base, intelectuales de la academia y hasta grandes empresas privadas. Primero Río Piedras, después el Caño, ahora Ceiba. La tendencia es clara.</p></blockquote>
<div class="translation">É uma lástima que, com sua &#8220;conversinha&#8221;, o novo governo desmanchou os únicos projetos sociais que eu acreditava terem o maior potencial atualmente: movimentos populares auto-suficientes que foram capazes de combinar esforços de líderes comunitários, acadêmicos, e até mesmo do setor privado. Primeiramente Río Piedras, então el Canõ, e agora Ceiba. O padrão é claro.</div>
<p>A blogueira Angelica Giselle <a href="http://angelicucu.blogspot.com/2009/08/como-nos-aplastan.html">diz</a> [es] ter se sentido envergonhada:</p>
<blockquote><p>Me apena, me da verguenza y me siento sumamente indignada por estas expresiones. Cómo es posible que entre nosotros mismos, los puertoriqueños, nos aplastemos mutuamente??? Es una falta de respeto hacia los recidentes de Ceiba y hacia la comunidad pobre de este país lo que el Sr.González dijo. Aunque más tarde pidió disculpas por sus expresiones me molesta. Me molesta que hablemos así y que nos despreciemos de esa manera. Yo como puertoriqueña no puedo quedarme callada y dejar de informarle a las personas lo que este gobierno quiere hacer poco a poco. Quieren ir privatizando todo y cada vez ir echando a los pobres a un lado. Porque en vez de crear cosas para los millonarios, no se ponen a crear centros públicos para que la comunidad pobre tenga sitios de entretenimiento gratuito??</p></blockquote>
<div class="translation">Essas expressões me deixam triste, envergonhada, e extremamente indignada. Como é possível que nós, porto-riquenhos, pisemos uns aos outros dessa forma? O que o Sr. González disse é uma falta de respeito para com os habitantes de Ceiba e das comunidades pobres desse país, mesmo que ele tenha se desculpado posteriormente. Incomoda-me que falemos uns aos outros e nos desprezemos dessa forma. Enquanto porto-riquenha, não posso me calar e deixar de informar as pessoas o que esse governo quer fazer aos poucos: eles querem privatizar tudo e marginalizar os pobres. Porque não criam espaços públicos para as comunidades pobres de modo que tenham espaços livres de lazer em vez de criar coisas para milionários?</div>
<p>Em <a href="http://blogjulioriverasaniel.blogspot.com/"><em>Blogueando</em></a> [es], o jornalista Julio Rivera Saniel também expressou sua <a href="http://blogjulioriverasaniel.blogspot.com/2009/08/no-es-suficiente-una-disculpa.html">opinião</a> sobre o incidente:</p>
<blockquote><p>Las declaraciones de González han abierto de par en par las puertas a las ideas que son la raíz misma de las actuaciones de estos funcionarios. Los pobres son prescindibles si sus terrenos son necesarios para promover capital privado. Y como esa parece ser la máxima del gobierno, la disculpa es solo un tiro al aire para desviar la atención.</p></blockquote>
<div class="translation">As declarações de González abriram as portas para as ideias que representam o fundamento das ações dos oficiais. Os pobres são dispensáveis se suas terras forem necessárias para promover a privação do capital. E, desde que esse parece ser o objetivo do governo, suas desculpas são somente um tiro para o alto com o intuito de desviar a atenção do público.</div>
<div>Talvez o que esquenta a discussão é o fato que Jaime González fez suas indagações em um período de difuldades para a ilha. O secretário de desenvolvimento econômico, José Pérez Riera, recentemente <a href="http://www.vocero.com/noticia-24964-prez_riera_proclama_al_sector_privado_dueo_de_pr.html">declarou em público</a> que o setor privado &#8220;domina Porto Rico.&#8221; Há ainda uma ação de despejo para remover 200 famílias da comunidade de <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/08/11/puerto-rico-the-battle-over-public-lands/">Villas del Sol</a> [en] em Toa Baja. O governo desconsiderou o projeto inovador de posse coletiva da terra,  <a href="http://www.martinpena.org/">Fideicomiso de Tierras del Caño Martín Peña,</a> criado pela comunidade (o caso está na justiça). E, mais recentemente, vários <a href="http://www.youtube.com/watch?v=gTMfbzK5MS8">tumultos</a> aconteceram nas ruas de Río Piedras (onde se situa o <a href="http://www.uprrp.edu/">campus principal da Universidade de Porto Rico</a>) quando as forças especiais da polícia chegaram após a meia-noite para deter estudantes que bebiam ilegalmente na rua. A polícia usou <a href="http://www.vocero.com/noticia-29554-actualizacin_varios_heridos_en_motn_en_ro_piedras.html">gás lacrimejante</a> nos <a href="http://www.prensacomunitaria.com/politica/546-qsomos-jovenes-no-criminales.html">estudantes</a>, que responderam com gritos e lançando objetos contra os policiais.</div>
<div class="notes"><small> </small></p>
<div><small><em>A imagem usada como  thumbnail neste post, &#8220;<a href="http://www.flickr.com/photos/felinux/2034210352/">Assim é a vida</a>&#8221; é de autoria de Felinux - Cogito ergo boom!, usada <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.0/deed.en">sob uma licença Creative Common</a>s. Visite a <a href="http://www.flickr.com/photos/felinux/">galeria Flickr do Felinux</a>.</em></small></div>
</div>
</div>
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		<title>Brasil: negros podem dirigir carros de luxo?</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/01/brasil-negros-podem-dirigir-carros-de-luxo/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 14:20:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
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		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=4130</guid>
		<description><![CDATA[Um homem negro é agredido no estacionamento de um supermercado em São Paulo, e os seguranças o acusam de planejar roubar seu próprio carro; isso motivou debates entre blogueiros sobre o mito da democracia racial no Brasil.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/diego-casaes/">Diego Casaes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/09/01/brazil-can-black-people-drive-luxury-cars/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Nas últimas semanas de agosto, a discussão sobre o racismo e preconceito na sociedade brasileira foi trazida à tona por um evento que causou um sentimento de revolta por todo o país. Januário Alves de Santana, um homem negro de 39 anos foi espancado pelos seguranças de uma das maiores lojas de departamento no Brasil enquanto esperava por sua esposa e seus filhos no estacionamento. Ele foi acusado de tentar <a href="http://www.afropress.com/noticiasLer.asp?id=1965">roubar seu próprio carro</a>. Os seguranças alegaram que, sendo Januário um homem negro, ele não teria condições de possuir um Ford EcoSport.</p>
<div>
<dl id="attachment_93321" style="width: 409px;">
<dt>
<div id="attachment_4133" class="wp-caption aligncenter" style="width: 409px"><img class="size-full wp-image-4133 " title="&quot;Proibido para negros&quot; Por Juarez Silva Jr." src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/carro-ecosport-ford.gif" alt="Picture by Juarez Silva Jr." width="399" height="293" /><p class="wp-caption-text">&quot;Proibido para negros&quot; Por Juarez Silva Jr.</p></div>
</dt>
</dl>
</div>
<p>Rachel Glickhouse, em <a href="http://riogringa.typepad.com/my_weblog/"><em>Adventures of a Gringa</em></a> [Aventuras de uma Gringa, en], descreve precisamente o decorrer dos eventos do dia 07 de agosto como contado por Januário. Ela <a href="http://riogringa.typepad.com/my_weblog/2009/08/the-price-to-pay.html">diz</a>:</p>
<blockquote><p>Standing outside of the car, he noticed more suspicious men approaching him. Then one&#8211;who was actually a security guard&#8211;approached him and took out a gun. He attacked Januário without identifying himself, and Januário didn&#39;t know if it was a mugger or a cop. While they struggled, passersby called for help, and Januário thought he was saved. Several security guards from Carrefour approached, and he explained that it was a misunderstanding&#8211;he was not in fact trying to steal the motorcycle nearby. The security guards grabbed him and took him inside to a small room to &#8220;work out&#8221; what had happened. &#8220;So,&#8221; they said, &#8220;you stole an EcoSport and were trying to take a motorcycle, too?&#8221;</p>
<p>The five security guards then proceeded to beat Januário senseless, in what the original report called &#8220;a torture session,&#8221; hitting, punching, headbutting, and pistol-whipping him, knocking out his teeth and leaving him bleeding heavily. Januário says he tried to explain that the car was his, and that his baby daughter was inside while his family was shopping. His attackers ignored him. &#8220;Shut up, n*****. If you don&#39;t shut up, I&#39;ll break every bone in your body,&#8221; one of them yelled. They laughed when he insisted it was his car. The beating lasted around twenty minutes, before the police arrived.</p></blockquote>
<div class="translation">Esperando fora do carro, ele avistou mais homens suspeitos se aproximando. Então um dos homens - que na verdade eram seguranças - aproximaram-se dele e tiraram uma arma. Ele atacou Januário sem se identificar, e Januário não sabia se o tal homem era um ladrão ou um policial. Enquanto brigavam, pessoas que passavam por ali pediram ajuda, e Januário achou que ele estava salvo. Vários seguranças do Carrefour se aproximaram, e ele explicou o mal-entendido - que ele não tentou roubar a motocicleta próxima a ele. Os seguranças o agarraram e o levaram a uma pequena sala para &#8220;resolver&#8221; o que tinha acontecido. &#8220;Então&#8221;, eles disseram, &#8220;você roubou um EcoSport e tentou roubar uma motocicleta também?&#8221;</p>
<p>Os cinco seguranças então continuaram a golpear o Januário  sem sentido, o que o relatório original chamou de &#8220;sessão e tortura,&#8221; batendo, socando, cabeceando, e dando coronhadas nele, acertando seus dentes e o deixando sangrando bastante. Januário  disse que tentou explicar que o carro era seu, e que sua filha estava dentro do carro enquanto sua família fazia as compras. Os agressores o ignoraram. &#8220;Cale a boca, pr***. Se focê não calar a boca, vou quebrar todos os ossos do seu corpo,&#8221; um deles disse. Eles riram quando Januário insistiu que o carro era dele. O espancamento durou em torno de 20 minutos, antes da polícia chegar.</p></div>
<p>E continua a explicar, ao dizer que &#8220;a tortura ainda não tinha acabado&#8221;, até mesmo após a chegada da polícia:</p>
<blockquote><p>One of the military policemen, by the name of Pina, didn&#39;t buy Januário&#39;s &#8220;story.&#8221; &#8220;You look like you&#39;ve been in jail a couple of times. Come on, fess up, it&#39;s ok,&#8221; the police officer said. Another police officer didn&#39;t believe he was a security guard, and started quizzing him about security rules. Finally, the police went to Januário&#39;s car and confirmed it did in fact belong to him and his wife. His family was there, shocked to see him bleeding with cracked teeth, and his daughter was still asleep in the car.</p></blockquote>
<div class="translation">Um dos oficiais de polícia, conhecido como Pina, não acreditou na &#8220;história&#8221; do Januário. &#8220;Você deve ter duas passagens na cadeia. Vamos lá, confessa, ta?&#8221; o oficial disse. Um outro policial não acreditou que Januário era de fato segurança, e começou a questioná-lo sobre regras e segurança. Finalmente, os policiais foram até o carro de Januário e conformaram que, de fato, o carro pertence a ele e sua esposa. Sua família estava lá, chocada ao vê-lo sangrando com os dendes quebrados, e sua filha continuava dormindo no carro.</div>
<p>A polícia deixou Januário sem oferecer ajuda ou chamar uma ambulância. Ao ser levado ao hospital por sua família, Januário foi tratado por choques e lacerações. Desde então, ele já perdeu 8 kg, sofre de insônia, não pôde voltar ao trabalho, e, na última quinta-feira, foi operado para corrigir uma fratura óssea na face. A família registrou queixa com a polícia da região, e de acordo com a versão policial, seu espancamento foi consequência de um &#8220;tumulto&#8221; e &#8220;briga entre alguns clientes&#8221;. O Carrefour emitiu uma nota lamentando o mal-acontecido e dizendo que <a href="http://www.carrefour.com.br/Default.aspx?url=http%3A//www.carrefour.com.br/web/br/imprensa/noticias.aspx%3FID%3D835">vai cooperar com as investigações</a>. Januário planeja processar ambos, tanto o supermercado quando o Estado de São Paulo, e vender o carro que ainda paga as prestações de R$789, divididas em 72 vezes.</p>
<p>Na medida em que o caso obteve grande repercussão por todo o país, a maioria das pessoas simpatizou com Januário. O blog <em><a href="http://inblogs.com.br/censurado/">Censurado</a></em> aponta <a href="http://inblogs.com.br/censurado/outros/carrefour-o-mercado-do-racismo-intolerancia-e-assassinato">muitos outros casos</a> de preconceito contra negros cometidos pela segurança dessa mesma loja de departamentos, e ironicamente pergunta aos seus leitores:</p>
<blockquote><p>Queria um conselho dos meus leitores. Se um dia eu precisar comprar, sei lá, um shampoo no Carrefour, devo levar um amigo branco junto comigo?</p></blockquote>
<p><a href="http://mariafro.wordpress.com/"><em>Maria Frô</em></a> replicou a <a href="http://www.afropress.com/noticiasLer.asp?ID=1965">notícia original do AfroPress</a> em seu blog, adicionando um título diferente à notícia que parafraseia o livro &#8220;Não Somos Racistas&#8221; do jornalista Ali Kamel. O <a href="http://mariafro.wordpress.com/2009/08/16/e-nao-somos-racistas-segundo-o-kamel-so-quase-assassinos/">título do post é</a>:</p>
<blockquote><p>É, segundo Kamel, não somos racistas. Só quase assassinos.</p></blockquote>
<p>O blog <em><a href="http://nucleopaoerosas.blogspot.com/">Pão e Rosas</a></em> repudiou <a href="http://nucleopaoerosas.blogspot.com/2009/08/racismo-no-carrefour-nossas-vozes-nao_28.html">veementemente</a> o caso contestando o mito da democracia racial brasileira:</p>
<blockquote><p>Enquanto os discursos de intelectuais, políticos burgueses e dos meios de comunicação afirmam veemente “Não somos racistas”, vem à tona um caso escandaloso de como o racismo se reproduz nas formas mais violentas e repugnantes. Todo a falácia da democracia racial cai por terra frente a casos como este – e poderíamos listar tantos outros que ganharam repercussão e depois foram esquecidos, na maioria das vezes marcados pela impunidade.</p></blockquote>
<p>Juarez Silva Jr., do <em><a href="http://blogdojuarez.amazonida.com/wp/?p=267">Blog do Juarez</a></em>, segue essa linha de pensamento e também contesta o mito de que o Brasil das misturas culturais seja uma democracia racial pacífica:</p>
<blockquote><p>é verdade… , quando o negro sai do seu “esteriótipo  e ‘lugar’ social ” ele “paga o preço”, afinal se ele não tivesse um carro bacana, talvez nada disso tivesse acontecido não é mesmo ???? , cansado de ter problemas por sua situação social não condizer com o “esperado” pela sociedade, a vítima já pensa em vender o “carro problemático”  [&#8230;]<br />
Deus me livre de por as rodas do meu vistoso Adventure no estacionamento dessa rede…, BOICOTE JÁ.</p></blockquote>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_4131" class="wp-caption aligncenter" style="width: 442px"><a href="http://twitpic.com/ewpts"><img class="size-full wp-image-4131 " title="Manifestação contra o racismo no estacionamento do Carrefour. Foto por @berlitz no Twitpic" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/25041088.jpg" alt="&quot;Racist Carrefour&quot;, a demonstration against racism on the cars' windows in the Carrefour's parking. Photo by @berlitz on Twitpic" width="432" height="288" /></a><p class="wp-caption-text">Manifestação contra o racismo no estacionamento do Carrefour. Foto por @berlitz no Twitpic</p></div>
<p>No <em><a href="http://www.geledes.org.br/">Geledés Instituto da Mulher Negra</a></em>, muitas pessoas <a href="http://www.geledes.org.br/sos-racismo/homem-negro-espancado-suspeito-de-roubar-o-proprio-carro.html">lamentaram essa notícia</a> e encheram a caixa de comentários com ideias de revolta. Por exemplo, Ayraon diz:</p>
<blockquote><p>Só no Brasil se acha que o racismo é velado. Velado nada! Só não vê quem não quer, ou seja, o povo brasileiro iludido por uma visão deturpada de si mesmo. &#8220;Somos mestiços!&#8221; diz um, &#8220;Não existe preto ou branco&#8221; diz outro na hora que esse preto inexistente diz sofrer racismo. Lá fora, quem conhece o Brasil, não consegue entender como esse país pode, por tanto tempo, esconder seu racismo doente. Aqui dentro, vivemos na insanidade coletiva: brancos acham que racismo não existe, que tá na cabeça dos pretos (que, segundo alguns pretos e brancos, não existem), negros dizem que o racismo brasileiro é &#8220;velado&#8221;; e muitos aceitam essa situação (alguns até dizendo nunca terem sofrido racismo, mesmo sendo alvo dele todo o dia). A história do bahiano me deixa triste , por que ela v ai se repetir, e se repetir, e se repetir sem que façamos nada. Ou iremos fazer algo?</p></blockquote>
<p>Respondendo à pergunta acima, as mobilizações<em> já começaram</em>. Houve uma manifestação em 22 de agosto e, de acordo com o Instituto Geledés, um <a href="http://www.geledes.org.br/destaques/racismo-nao-compre-onde-te-discriminam.html">protesto maior</a> contra o supermercado acontecerá em 5 de setembro.</p>
<p>A questão racial é muito complexa para países que já foram colônias de Estados desenvolvidos e assombrados pela escravidão; muito  preconceito permanece em suas sociedades contemporâneas. O Brasil é um lugar marcado pela escravidão violenta de negros africanos que durou mais de 300 anos e que foi, de certo modo, um braço do quadro econômico durante a era colonial. O racismo sempre esteve ligado à relações sociais no país. Os negros hoje herdaram este estigma social e sofrem racismo em vários aspectos do cotidiano. Mas isso é assunto para ser trabalhado mais detalhadamente em outro post.</p>
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		<title>Afeganistão: Eleições em imagens</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/30/afeganistao-eleicoes-em-imagens/</link>
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		<pubDate>Sun, 30 Aug 2009 21:32:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Afghanistan]]></category>
		<category><![CDATA[Central Asia & Caucasus]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Photos]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portuguese]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Nas segundas eleições presidenciais da história do Afeganistão, fotográfos mostram em imagens a forte presença militar e o entusiasmo dos eleitores.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/hamid-tehrani/">Hamid Tehrani</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/30/afghanistan-voting-day-in-photos/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Milhões de afegãos votaram na quinta-feira, 20 de agosto, na segunda eleição presidencial de toda a história do país. Segundo a <a href="http://www.google.com/hostednews/ap/article/ALeqM5hvWEqwq3CrRvaQCmt21MfoYhjZJQD9ACIGH80">Associated Press</a> [en], os resultados não serão anunciados até o final de setembro, após a investigação das alegações de fraude.</p>
<p>Vários blogueiros <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/08/21/afghanistan-voting-day/">compartilharam</a> [en] seus sentimentos, experiências, preocupações e esperanças no dia da eleição. Blogueiros fotógrafos também imortalizaram o dia ao publicar imagens retratando a forte presença do esquema de segurança, o entusiasmo e a preocupação dos eleitores (todas as fotos foram republicadas aqui com permissão dos autores).</p>
<p><em>Fardin Waezi</em> do <em>Thruafghaneyes</em> <a href="http://thruafghaneyes.blogspot.com/2009/08/if-need-any-kind-of-photograph-about.html">publicou</a> várias fotos mostrando homens e mulheres votando em Cabul:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-93371" title="afghan0" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/afghan0.jpg" alt="afghan0" width="233" height="350" /></p>
<p>… e um soldado do exército:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-93372" title="afghan01" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/afghan01.jpg" alt="afghan01" width="350" height="233" /></p>
<p>As fotos de <em>HeratZemin</em> <a href="http://heratzamin.blogspot.com/2009/08/blog-post_935.html">demonstram</a> a forte presença militar:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-93374" title="afghan02" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/afghan02.jpg" alt="afghan02" width="360" height="203" /></p>
<p>E o entusiasmo dos eleitores:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-93375" title="afghan03" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/afghan03.jpg" alt="afghan03" width="400" height="225" /></p>
<p>Mostafa Kia <a href="http://kabul-istan.blogspot.com/2009/08/blog-post_3255.html">mostra</a> em <em>Motvaled Mizan</em> que um dedo tingido pode ter sido rapidamente limpo em pelo menos uma seção eleitoral.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-93378" title="Picture_121" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/Picture_1211.JPG" alt="Picture_121" width="320" height="214" /></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Brasil: Despejo violento em São Paulo causa revoltas</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/29/brazil-despejo-violento-em-sao-paulo-causa-revolta/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/29/brazil-despejo-violento-em-sao-paulo-causa-revolta/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 29 Aug 2009 09:06:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Governança]]></category>
		<category><![CDATA[Photos]]></category>
		<category><![CDATA[Portuguese]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=4102</guid>
		<description><![CDATA[Na última segunda-feira, 240 policiais despejaram 800 famílias do assentamento Olga Benário em São Paulo. Blogueiros e foto-jornalistas relatam a violência, desespero e falta de justiça social.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/janet-gunter/">Janet Gunter</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/28/brazil-outrage-at-violent-sao-paulo-eviction/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Na última segunda-feira, na sequência de uma ordem judicial, 240 policiais desalojaram 800 famílias do assentamento Olga Benário, em uma área conhecida como Capão Redondo, na zona sul de São Paulo. A propriedade estava sem uso há 20 anos e havia sido ocupada há dois por centenas de famílias, muitas do movimento Frente de Luta por Moradia. A empresa de transportes Viação Campo Limpo, proprietária do imóvel, conseguiu obter uma ordem de despejo de um juiz, <a href="http://oglobo.globo.com/cidades/sp/mat/2009/08/26/defensoria-diz-que-terreno-que-era-ocupado-por-800-familias-em-sp-estava-sem-uso-ha-20-anos-767325124.asp">apesar de estar devendo impostos</a>, e mesmo com a <a href="http://oglobo.globo.com/cidades/sp/mat/2009/08/26/defensoria-diz-que-terreno-que-era-ocupado-por-800-familias-em-sp-estava-sem-uso-ha-20-anos-767325124.asp">Defensoria Pública do Estado tentando proteger os moradores</a>. A operação de reintegração de posse terminou com casas e automóveis queimados, e centenas de famílias na rua, na lama.</p>
<h5 id="attachment_93118" style="width: 410px;"><a href="http://ferrez.blogspot.com/2009/08/capao-redondo-24-de-agosto-de-2009.html"><img title="ferrez4" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/ferrez4.JPG" alt="Photo: Ferréz, used with permission" width="400" height="300" /></a>Foto: Ferréz, usada com permissão</h5>
<div dir="ltr">Imagens do despejo violento, no qual as &#8220;tropas de choque&#8221; da polícia usaram balas de borracha e gás lacrimogêneo, foram transmitidas ao vivo nas principais emissoras de TV brasileiras e amplamente utilizadas pela mídia impressa, provocando reações na blogosfera e no Twitter. <em>Ferrez</em>, que mora ao lado da ocupação, <a href="http://ferrez.blogspot.com/2009/08/capao-redondo-24-de-agosto-de-2009.html">blogou sobre sua revolta</a> depois de presenciar alguns dos despejos, e descreveu com detalhes o cenário desolador e o desespero dessas famílias:</div>
<blockquote>
<div>Hoje o helicóptero voltou de madrugada, dezenas de famílias ficaram com suas coisas durante a noite, beirando o córrego amontoram as coisas e ficaram no sereno, uma mulher me perguntou se depois a mídia ou os polícia ia levar eles pra algum lugar, eu engoli seco e não consegui responder, ela entendeu, pois o silêncio também é uma resposta.</div>
<div>Não tiveram pra onde ir, ninguém veio buscar. entre uma conversa e outra, um vacilão falando que tinha muito oportinista na favela, muito cara que pegou casa sem precisar, pois já tinha seu barraco, logo foi calado pela multidão que beirava o córrego, com gritos um tiozinho chegou e falou que ninguém tava brincando de ter lucro ali não, que ninguém tava fingindo que precisava morar, que ele havia perdido tudo pro trator.</div>
</blockquote>
<h5 id="attachment_93119" style="width: 410px;"><a href="http://ferrez.blogspot.com/2009/08/capao-redondo-24-de-agosto-de-2009.html"><img title="ferrez2" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/ferrez2.JPG" alt="Photo: Ferréz, used with permission" width="400" height="300" /></a>Foto: Ferréz, usada com permissão</h5>
<p>A maior parte das opiniões no twitter demonstraram compaixão com as famílias despejadas, como <a href="http://twitter.com/fefoguimaraes/statuses/3549445955">@fefoguimaraes, que tuitou que a reintegração de posse no Capão Redondo afrontou dignidade human</a> e perguntou para onde as famílias seriam levadas.</p>
<p><em>Raquel Rolnik</em>, que é relatora especial da Organização das Nações Unidas para o direito à moradia adequada e mora em São Paulo, <a href="http://raquelrolnik.wordpress.com/2009/08/24/familias-do-acampamento-olga-benario-sao-despejadas-com-violencia/">escreveu em seu blog</a>:</p>
<blockquote><p><a href="http://www.estadao.com.br/interatividade/Multimidia/ShowGaleria.action?idGaleria=2110" target="_blank">As imagens do despejo</a> mostram a urgência de tratarmos a questão de moradia de forma definitiva. São mães com crianças de colo, idosos e trabalhadores que não terão alternativa para onde ir e podem acabar na rua.<br />
É preciso oferecer soluções definitivas de moradia. Isto é obrigação da Prefeitura, do Estado, do poder público, tanto para as famílias que têm renda quanto para as que não tem. Não podemos ficar empurrando o problema de um lado para o outro da cidade.</p></blockquote>
<div><a href="http://www.estadao.com.br/interatividade/Multimidia/ShowGaleria.action?idGaleria=2110"></a></div>
<h5 id="attachment_93117" style="width: 410px;"><a href="http://ferrez.blogspot.com/2009/08/capao-redondo-24-de-agosto-de-2009.html"><img title="ferrez5" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/ferrez5.JPG" alt="Photo: Ferréz, used with permission" width="400" height="300" /></a>Foto: Ferréz, usada com permissão</h5>
<p><em>Panóptico </em><a href="http://panoptico.wordpress.com/2009/08/25/governo-do-estado-tripudia-sobre-desabrigados-a-gente-faz-e-faz-bem-feito/">criticou o estado de São Paulo</a> e sua nova propaganda recentemente publicada na imprensa, apenas um dia depois do despejo, de seu programa de habitação popular cujo slogan é <em> </em>“No Estado de São Paulo é assim: A gente faz. E faz bem feito”:</p>
<blockquote><p>Mas num ponto a propaganda é bem verdadeira. Como todos nós vimos ontem, a tropa de choque e os tratores sempre funcionam: <em>“No Estado de São Paulo é assim: A gente faz. E faz bem feito”</em></p>
<p>Se o governo seguir sua “política de habitação popular”, como observado na desapropriação do prédio do INSS, depois da expulsão das famílias de suas casas, virão as ordens para que a polícia toque o povo da rua. É o governo de SP sempre inovando: desaloja o desalojado.</p></blockquote>
<p>Alguns discordaram, dizendo que a propriedade privada deve ser respeitada acima de qualquer coisa, <a href="http://panoptico.wordpress.com/2009/08/25/governo-do-estado-tripudia-sobre-desabrigados-a-gente-faz-e-faz-bem-feito/">como disse <em>Xico </em>em comentário no post do Panóptico</a> [pt]:</p>
<blockquote><p>Pra começo de conversa, não deveriam ter ocupado uma área particular, ociosa ou não. Além disso, a prefeitura ofereceu abrigo às famílias, que se recusaram a aceitar. Finalmente, oferecer uma política habitacional NÃO significa fornecer suporte à invasão de propriedade privada.</p>
<p>Não estou dizendo que essas famílias mereçam morar na rua. Estou dizendo que elas estão indo pelo caminho errado. Parte da responsabilidade é, sim, do governo, mas a responsabilidade pessoal pesa muito nessas horas. Não se pode esperar que o governo apóie esse tipo de atitude fornecendo infra-estrutura a pessoas que não têm o direito de estar ali pra começo de conversa.</p></blockquote>
<h5 id="attachment_93124" style="width: 410px;"><a href="http://ferrez.blogspot.com/2009/08/capao-redondo-24-de-agosto-de-2009.html"><img title="ferrez3" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/ferrez3.JPG" alt="Photo by Ferréz, used with permission" width="400" height="300" /></a>Foto: Ferréz, usada com permissão</h5>
<p><em>Little Star Shining</em> não concorda com o ponto de vista acima, afirmando que <a href="http://littleraca.blogspot.com/2009/08/na-ultima-segunda-feira-240809-dia.html">não tem palavras para descrever</a> a retirada, brutal, violenta, absurda dessas famílias dessa àrea:</p>
<blockquote><p>Cabe então refletimos, afinal o que é uma àrea ocupada (ou “invadida” como pronuncia pejorativamente nossa brilhante mídia)???<br />
Vamos lá…<br />
Uma àrea para ser ocupada tem que ser primeiramente uma àrea inativa, sem uso… ou seja, não tem ninguém morando, nenhum imóvel, nem fábrica, plantação, nada! A premissa é que ela não esteja em nenhuma forma de uso, afinal não dá pra ocupar uma casa de alguém está morando, por exemplo, apenas casas abandonadas, concordam?? Com a àrea é a mesma coisa… ela está lá imensa, abandonada e sem uso. Até que um grupo de pessoas, geralmente organizadas em movimentos de sem-tetos ou sem-terra, resolvem ocupar aquela àrea e dra uso à ela. […]</p>
<p>Agora a indignação é você ainda crer que o governo, justiça, polícia ou seja qual for a instituição Estatal reguladora de poder, visa atender o povo!!!! Oraaaa… não caia nessa!</p></blockquote>
<p>Veja mais <a href="http://www.flickr.com/photos/vidassemteto/sets/72157622016457473/">fotos estarrecedoras do despejo</a> no àlbum do fotojornalista freelance Anderson Barbosa no Flickr.</p>
<div>
<h5 id="attachment_93126" style="width: 410px;"><a href="http://ferrez.blogspot.com/2009/08/capao-redondo-24-de-agosto-de-2009.html"><img title="ferrez6" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/ferrez6.JPG" alt="Photo by Ferrez, used with permission." width="400" height="300" /></a>Foto: Ferréz, usada com permissão</h5>
</div>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Timor Leste: Celebrando a Solidariedade Global pela Liberdade</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 19:07:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dez anos após o referendo, vozes no mundo todo estão mais uma vez espalhar por aí sobre Timor Leste, mas dessa vez para celebrar o grande apoio internacional que naquela época culminou no reconhecimento da autodeterminação do país]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/janet-gunter/">Janet Gunter</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/21/east-timor-celebrating-global-solidarity-for-freedom/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Dez anos após o referendo, vozes no mundo todo estão mais uma vez <a href="http://thirdestatesundayreview.blogspot.com/2009/08/klibur-solidaridade-timor-leste.html">falando por aí</a> [en] sobre Timor Leste, mas dessa vez para celebrar o grande apoio internacional que naquela época culminou no reconhecimento da autodeterminação do país:</p>
<blockquote><p>On 30 August, 1999, hundreds of thousands of Timorese voters braved an Indonesian-directed terror campaign to cast ballots for independence in a U.N.-organized referendum. This event, which ended Indonesia’s 24-year illegal, brutal military occupation, led to the creation of the Democratic Republic of Timor-Leste as the first new nation of the millennium. The vote was the culmination of decades of struggle by Timorese people, supported by solidarity activists around the world.</p></blockquote>
<div class="translation">Em 30 de agosto de 1999, centenas de milhares de eleitores timorenses enfrentaram uma campanha terrorista dirigida pela Indonésia para votar pela independência em um referendo organizado pela Organização das Nações Unidas. Este evento, que encerrou 24 anos de uma ocupação militar ilegal e violenta por parte da Indonésia, levou à criação da República Democrática de Timor-Leste, a primeira nova nação do milênio. A votação foi a culminação de décadas de luta do povo timorense, apoiadas por ativistas em solidariedade em todo o mundo.</div>
<p>O lançamento do vídeo do jornalista Max Stahl relatando o ultrajante <a href="http://www.etan.org/timor/SntaCRUZ.htm" target="_blank">Massacre de Santa Cruz</a> [en] em 1991 aumentou a conscientização global sobre os crimes ocorridos em Timor Leste durante a época da ocupação pela indonésia.</p>
<p>Em 1996, José Ramos-Horta e o Bispo Ximenes Belo foram agraciados com o Prêmio Nobel da Paz, e somente três anos depois o presidente indonésio Habibie permitiu que o povo de Timor Leste escolhesse entre autonomia dentro da Indonésia e independência. E o mundo se juntou a Timor Leste.</p>
<div id="attachment_91845" style="width: 310px;"><a href="http://www.etan.org/"><img title="deadprot" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/deadprot-300x204.jpg" alt="&quot;Die-in&quot; protest in the US. Credit: www.etan.org" width="300" height="204" /></a>Protesto nos EUA. Crédito: www.etan.org</div>
<p>Movimentos de solidariedade capazes de pressionar os seus governos e protestar contra os abusos da Indonésia surgiram na Austrália, Nova Zelândia, Japão, Portugal, França, Holanda, Irlanda, Alemanha, Reino Unido, Canadá e nos Estados Unidos durante a década de 90. <a href="http://www.insideindonesia.org/content/view/664/29/">Mesmo dentro da Indonésia, Timor Leste contava com amigos trabalhando para por um fim aos abusos e promover a autodeterminação</a> [en].</p>
<p>No verão de 1999, às vésperas do Referendo, a <a href="http://www.etan.org/ifet/">IEFT - International Federation for East Timor</a> [Federação Internacional pelo Timor Leste, en] montou o Projeto Observatório, com uma equipe internacional de membros de pelo menos 22 países indo ao Timor Leste para acompanhar a votação. As medidas de segurança nos meses que precederam o referendo eram instáveis, uma vez que o acordo mediado pela ONU para a votação deixava segurança a cargo da polícia da Indonésia.</p>
<div id="attachment_91818" style="width: 223px;"><img title="UNAMETposter" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/UNAMET-213x300.jpg" alt="Pôster da ONU diz: " width="213" height="300" />Pôster da ONU diz: &#8220;Não iremos embora&#8221;. Crédito: Australia Timor-Leste Friendship Network</div>
<p>Os monitores da IFET bravamente se deslocaram por todo o território, <a href="http://www.etan.org/ifet/082199.html">segundo explica um relatório do projeto de 22 de agosto de 1999</a> [en]:</p>
<blockquote><p>We have rented houses and deployed teams in every area of East Timor. Upon arriving in a town, an IFET-OP team first makes contact with the police and local authorities, and then with various community leaders and advocates on both sides of the campaign. They settle into a house which an IFET-OP advance team has arranged, and begin observing and inquiring about events and perceptions related to the campaign and other aspects of the consultation. Each team reports in nightly by phone and files a written weekly report. Although nobody on any of our teams has been injured, several have witnessed violent or intimidating incidents, and have reported such events to the appropriate authorities, UNAMET, and IFET-OP headquarters in Dili.</p></blockquote>
<div class="translation">Alugamos casas e posicionamos equipes em todos os cantos do Timor Leste. Ao chegar em uma cidade, uma equipe da IFET-OP faz o primeiro contato com a polícia e autoridades locais, e depois com vários líderes comunitários e defensores de ambos os lados da campanha. Eles assentam-se em uma casa arranjada por uma equipe preparatória da IFET-OP, e começam a observar e a indagar sobre eventos e percepções relacionados com a campanha e outros aspectos do processo de consulta. Cada equipe provê relatórios todas as noites por telefone e envia um relatório escrito semanalmente. Embora ninguém em nenhuma de nossas equipes tenha se ferido, vários testemunharam casos de violência ou intimidação, e relataram tais eventos para as autoridades competentes, UNAMET, e a sede em Díli da IFET-OP.</div>
<p>Os observadores do IFET relataram a violência que tomou conta do Timor Leste após a votação, o que resultou no apoio esmagador à independência da Indonésia. O Projeto Observatório do IFET <a href="http://www.etan.org/ifet/media10.html">informou em 3 de setembro</a> [en]:</p>
<blockquote><p>The observers, members of the International Federation for East Timor Observer Project (IFET-OP), traveled to the Becora neighborhood of Dili to investigate reports of militia burning houses in the area yesterday. When they arrived, they found a house newly ablaze, and with both firefighters and journalists at the scene, the IFET-OP team went to investigate. Ten minutes after the observers arrived, the Indonesian military-backed militia showed up at the house.</p>
<p>The Aitarak (Thorn) militia struck one U.S. IFET-OP member in the face. Another team member, a woman from Finland, was hit in the back by a militia holding a gun. Yet another Finnish team member was threatened at gunpoint. The militia members also punched the IFET-OP driver and smashed a window on his car.</p></blockquote>
<div class="translation">Os observadores, membros do Projeto Observatório da International Federation for East Timor (IFET-OP), viajaram para o bairro de Becora, Díli, para investigar os relatos de incêndios de casas promovidos ontem pela milícia da área. Quando chegaram, eles encontraram uma casa recém-incendiada, e com ambos bombeiros e jornalistas no local, a equipe do IFET-OP passou a investigar. Dez minutos após a chegada dos observadores, a milícia apoiada pelos militares indonésios apareceu na casa.</p>
<p>A milícia Aitarak (Espinho) agrediu um americano membro da IFET-OP do rosto. Uma filandesa, também parte da equipe, foi atingida na traseira por um membro armado da milícia. Outro membro da equipe finlandesa foi ameaçado com uma arma também. Os milicianos ainda esmurraram o motorista da IFET-OP e quebraram uma janela do seu carro.</p></div>
<p>Com a violência da milícia começando de novo quase que imediatamente após a votação, grupos de solidariedade em todo o mundo começaram a exigir dos seus governos uma atenção para o agravamento da situação no Timor Leste. O <a href="http://videos.sapo.pt/vZ6gUjt4KzMYSoS2TUmN">video</a> a seguir, de <a href="http://videos.sapo.pt/vZ6gUjt4KzMYSoS2TUmN">Jose Budha</a>, retrata a forma como Portugal se levantou e parou no mesmo período:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="align" value="center" /><param name="src" value="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/vZ6gUjt4KzMYSoS2TUmN/mov/1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="350" src="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/vZ6gUjt4KzMYSoS2TUmN/mov/1" allowfullscreen="true" align="center"></embed></object></p>
<div id="result_box" dir="ltr">Após os resultados no dia 4 de setembro, numerosas atrocidades, mortes e devastações aconteceram, como TAPOL <a href="http://tapol.gn.apc.org/bulletin/1999/bull154-5.htm">relatou</a> [en] em 1999:</div>
<blockquote><p>After the referendum results were announced on 4 September, the militias and their Kopassus bosses unleashed a scorched-earth policy of gigantic proportions. Para-military forces joined the fray, along with six TNI battalions, including two notorious local battalions, 744 and 745. Altogether about 15,000 men were involved. Without such a large contingent of men, it could never have taken hold so rapidly.</p>
<p>Although [Operation] Sapu Jagad-II sought to create the impression that this was a spontaneous outpouring of anger by pro-Indonesia forces, there is overwhelming evidence that the destruction was a well-prepared military operation. In many places, villagers were forced to destroy and burn their own neighbourhoods, even their own houses. The aim was to destroy as much as possible and punish the pillars of the pro-independence movement. The Catholic Church, which had given sanctuary to fleeing East Timorese throughout the occupation, was one of the main targets.</p></blockquote>
<div class="translation">Após o anúncio dos resultados do referendo no dia 4 de setembro, as milícias e os seus chefes Kopassus [palavra indonésia que significa comando da força especial] desencadeou uma política de queimadas de proporções gigantescas. Paramilitares entraram na briga, junto com seis batalhões da TNI, incluindo dois batalhões locais notórios, o 744 e o 745. Ao todo, cerca de 15.000 homens foram envolvidos. Sem esse contingente grande de homens, jamais poderia ter tomado conta tão rapidamente.</p>
<p>Embora a [operação] Sapu Jagad-II tenha procurado dar a impressão de que essa foi uma manifestação espontânea de raiva das forças pró-Indonésia, há provas contundentes de que a destruição foi uma operação militar bem-preparada. Em muitos lugares, os moradores foram obrigados a destruir e a queimar seus próprios bairros, até mesmo suas próprias casas. O objetivo era destruir o máximo possível e punir os pilares do movimento pró-independência. A Igreja Católica, que havia dado refúgio a fugitivos de Timor Leste durante a ocupação, foi um dos principais alvos.</p></div>
<p><strong> </strong></p>
<div id="attachment_91663" style="width: 234px;"><strong> </strong><strong><a href="http://www.gendercide.org/case_timor.html"><img title="scorched" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/scorched-224x300.jpg" alt="Photo from &quot;Genocide Watch: East Timor 1975-1999&quot;, researched and written by Adam Jones. Shared under a license for non-profit use." width="224" height="300" /></a></strong>Foto do &#8220;Observatório do Genocídio: Timor Leste1975-1999&#8243;, pesquisado e escrito por Adam Jones. Compartilhado sob uma licença para uso não comercial.</div>
<p>Todos os voluntários do IFET-OP foram forçados a deixar Díli antes de 7 de setembro de 1999 <a href="http://www.etan.org/ifet/media13.html">sob condições extremamente angustiantes</a>:</p>
<blockquote><p>Today, September 7, the last of our observers was forced to leave East Timor. Over the past two days, the Royal Australian Air Force evacuated 60 of our nonpartisan volunteers to Darwin from Dili and Baucau.</p>
<p>We left East Timor for safety, but with tremendous sadness. The East Timorese people have no Australia to run to, no place to hide from militia terror. Last night, Australia and Indonesian military officers prevented one of our East Timorese staff members from boarding the plane with us — and he faces an unspeakable horror shared by hundreds of thousands of his fellow East Timorese.</p>
<p>Most international observers and media fled East Timor before IFET-OP had to leave, and we were the last international NGO to leave. UNAMET has withdrawn from the entire country except Dili, where their communications and electricity has been cut off, and they are surrounded by militias who shoot into their compound virtually without interruption.</p></blockquote>
<div class="translation">Hoje, 7 de setembro, o último dos nossos observadores foi forçado a deixar Timor Leste. Nos últimos dois dias, a Força Aérea Australiana evacuou 60 dos nossos voluntários apartidários para Darwin a partir de Díli e Baucau.</p>
<p>Saímos de Timor Leste por causa da segurança, mas com uma tristeza enorme. O povo timorense não têm Austrália nenhuma para correr, nenhum lugar para se esconder do terror da milícia. Ontem à noite, militares da Austrália e da Indonésia  impediram um dos membros timorenses da nossa equipe de embarcar no avião com a gente - e ele enfrenta um horror indescritível compartilhado por centenas de milhares de conterrâneos.</p>
<p>A maioria dos observadores internacionais e meios de comunicação fugiram do Timor Leste antes da IFET-OP ter que sair, e fomos a última ONG internacional a deixar o país. A UNAMET havia se retirado de todo o país, com excepção de Díli, onde a comunicação e eletricidade foram cortadas, e eles estão cercados por milícias que atiram em seus recintos praticamente sem parar.</p></div>
<p>A já mencionada “pressão internacional” se tornou ainda maior e mais real a medida que os cidadãos não desistiam. Algumas fotos dos laços de solidariedade em Portugal podem ser vistas no site <a href="http://www.tanetimor.org/timorlivre.htm">Tane Timor</a>. <a href="http://home-and-garden.webshots.com/album/67455963IDsyBq">Maremargo</a> publica imagens da Espanha. Antonio José, do blog Uma Lulik, ilustrou e descreveu emocionado o que estava acontecendo em Lisboa, em solidariedade nunca antes vista nos dias <a href="http://umalulik.blogspot.com/2008/09/ainda-9-anos-depois-mas-em-portugal-7.html">7</a> e <a href="http://umalulik.blogspot.com/2008/09/dia-8-de-setembro-de-1999-os-3-minutos.html">8</a> [pt] de setembro de 1999:</p>
<blockquote><p>As sirenes dos bombeiros ouviram-se ininterruptas nesses 3 minutos… parámos por Timor-Leste como nunca parámos por mais nada… TODOS (…)<br />
Durante toda a tarde do cimo daquele prédio foram lançados constantemente papeis e papelinhos, rolos de papel higiénico, tudo o que vinha à mão era material para protesto. No final da tarde percebe-se que esse stock acabou pois eram as páginas amarelas que fluíam nessa altura… aquele ventinho sempre a ajudar e a depositar os protestos em plena embaixada dos EUA, nas árvores, no seu jardim e envolventes. No topo do prédio viam-se gente de gravata e camisa, a causa era a mesma…</p></blockquote>
<div id="attachment_91892" style="width: 310px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/nopasaran/91543874/in/photostream/"><img title="USA Embassy in Lisbon - 8th September 1999" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/eua_help-300x191.jpg" alt="&quot;Civil non-obedience for Timor Loro Sa'e&quot; in front of UN Headquarters in Lisbon, Portugal, September 1999. Photo by Flickr user nopasaran, used with permission." width="300" height="191" /></a>&#8220;Não-obediência civil para Timor Loro Sa&#39;e&#8221; na frente da sede da ONU em Lisboa, Portugal, Setembro de 1999. Foto do usuário do Flickr <em>nopasaran</em>, usada com permissão.</div>
<p>Enquanto o East Timor Action Network (ETAN) colocava as pessoas nas ruas em setembro de 1999, <a href="http://www.etan.org/etan/1999anul.htm">a rede foi também capaz de contar com os telefonemas e cartas de mais de dez mil americanos </a></p>
<blockquote><p>ETAN grew during 1999, enlarging our membership from 8,500 to 11,700. […] Using our experience and national activist network developed through eight years of dedication to a cause many called hopeless, ETAN mobilized public and official pressure. […] In September, ETAN’s web site was visited by more than 40,000 people a week. […] During September, our most active staff and volunteers were featured or quoted in countless mainstream media articles and programs, reaching tens of millions. ETAN activists authored op-eds in major U.S. newspaper, wrote letters to the editor, and appeared on local and national radio and TV shows.</p></blockquote>
<div class="translation">A ETAN cresceu em 1999, ampliando de 8.500 para 11.700 participantes. [&#8230;] Usando a nossa experiência e a rede nacional de ativistas desenvolvida durante oito anos de dedicação a uma causa que muitos chamavam de infrutífera, a ETAN mobilizou a pressão da opinião pública e oficial. [&#8230;] Em setembro, o site da ETAN foi visitado por mais de 40.000 pessoas por semana. [&#8230;] Em setembro, os nossos funcionários mais ativos e voluntários foram destacados ou citados em inúmeros artigos e programas na grande imprensa, atingindo dezenas de milhões. Os ativistas da ETAN assinaram editoriais nos maiores jornais americanos, escreveram cartas ao editor e apareceram nas rádios locais e nacionais e em programas de TV.</div>
<div dir="ltr">Do outro lado do mundo, o momento decisivo para a intervenção internacional aconteceu na véspera da Cúpula da APEC na Nova Zelândia, quando Bill Clinton se reuniu com líderes do Pacífico em privado. Apenas alguns dias antes, ele havia anunciado a suspensão de treinamento militar entre os Estados Unidos e a Indonésia. Segundo o blogueiro Nigel Morley, <em><a href="http://nigel-morley-nigel.blogspot.com/2007/07/new-magellan-person-who-showed-world.html">Writing for the Future</a> </em>(Escrevendo para o Futuro, en):</div>
<blockquote><p>To some readers this may seem fanciful but when Timorese Nobel Peace Prize winner José Ramos-Horta met United States (U.S.) President Bill Clinton at the APEC meeting in New Zealand in 1999, Clinton remarked that Ramos-Horta had more influence with Congress than he did (Zubrycki: 2002).</p></blockquote>
<div class="translation">Para alguns leitores isso pode parecer fantasioso, mas quando o Prêmio Nobel da Paz timorense José Ramos-Horta encontrou o presidente dos Estados Unidos (EUA) Bill Clinton na reunião da APEC na Nova Zelândia em 1999, Clinton afirmou que Ramos-Horta tinha mais influência no Congresso do que ele próprio (Zubrycki: 2002).</div>
<p>A Nova Zelândia foi em massa dar as boas-vindas a Clinton, Ramos Horta e ao Primeiro Ministro australiano Howard. Os australianos também <a href="http://southmovement.alphalink.com.au/southnews/990910-timor.htm">“Foram as Ruas por Timor Leste”</a> [en].</p>
<div id="attachment_91487" style="width: 310px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/potsy/2994804292/"><img title="east_timor_rally_by_pete_ottery" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/east_timor_rally_by_pete_ottery-300x199.jpg" alt="From Sidney, Australia, &quot;Mother &amp; Child&quot; photo by Flickr user Potsy, used with permission" width="300" height="199" /></a>De Sidney, Austrália, &#8220;Mãe e Filho&#8221; foto do usuário do Flickr Potsy, usada com permissão</div>
<blockquote><p>Banners saying “Stop The Slaughter” and “Wiranto - Murder.” Chants of “Free East Timor” and “Viva Timor Leste” (long live East Timor) came from the crowd after it heard from East Timorese resistance leader Mr Jose “Xanana” Gusmão during a live telephone hook-up from Jakarta.</p>
<p>“We need you, brothers and sisters of Australia, we need your voice,” Xanana Gusmao in Jakarta said by telephone, “I think it is important to send a message to the Indonesian Government that the Australian community and Australian workers will do everything they can to stop the killings. Viva East Timor,” he said. “Viva,” the crowd yelled back.</p></blockquote>
<div class="translation">Cartazes dizendo &#8220;Chega de Massacre&#8221; e &#8220;Wiranto [general das forças Armadas da Indonésia] - Assassino&#8221;.  Cantos de &#8220;Liberdade para Timor Leste&#8221; e &#8220;Viva Timor-Leste&#8221; vieram da multidão depois que se ouviu o líder da resistência timorense Sr. José &#8220;Xanana&#8221; Gusmão, durante uma ligação de telefone ao vivo de Jacarta.</p>
<p>&#8220;Nós precisamos de vocês, irmãos e irmãs da Austrália, precisamos da sua voz&#8221;, Xanana Gusmão, em Jacarta, disse por telefone: &#8220;Eu acho que é importante enviar uma mensagem ao governo indonésio de que a comunidade da Austrália e os trabalhadores australianos vão fazer tudo o que podem para parar a matança. Viva Timor Leste&#8221;, disse ele. &#8220;Viva&#8221;, a multidão gritou de volta.</p></div>
<div id="attachment_91492" style="width: 310px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/shaondiwakar/2910743901/"><img title="Kingsgrove High School 1999 - Free Timor!" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/shaondiwakar-300x225.jpg" alt="Students from Kingsgrove High School pledge their support for a free Timor in 1999. Photo by Flickr user sHzaam!, used with permission" width="300" height="225" /></a></p>
<div id="result_box" dir="ltr">Alunos da Escola Secundária Kingsgrove prometem seu apoio a um Timor Leste livre, em 1999. Foto do usuário do Flickr sHzaam!, usada com permissão</div>
</div>
<p>Durante os tortuosos dias de setembro de 1999, os líderes do mundo se moveram lentamente para intervir em Timor Leste, quando ficou claro que o exército indonésio e os seus comparsas estavam destruindo completamente o território, e desencadeando uma crise humanitária de enormes proporções. Mas os protestos decisivos e grupos de defesa formados por cidadãos preocupados em todo o mundo envergonharam os Estados Unidos, a Austrália e a Indonésia até que essa página fosse virada na história de Timor Leste.</p>
<p>Uma década depois, é hora de celebrar essa união internacional. Vários <a href="http://www.etan.org/news/2009/08dili.htm">eventos</a> estão marcados para acontecer em Díli, como uma exibição fotográfica na Fundação Oriente (que foi por sua vez o lugar onde ocorreu um <a href="http://www.laohamutuk.org/Justice/99/09CarrascalaoMassacre.htm">massacre</a> em 1999) descrevendo os movimentos de solidariedade no decorrer dos anos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Brasil: Fotos de um despejo revoltante</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/26/brasil-fotos-de-um-despejo-revoltante/</link>
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		<pubDate>Wed, 26 Aug 2009 19:17:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porPaula Góes  &#183; Traduzido por Paula Góes &#183;  
O Fotógrafo freelancer Anderson Barbosa tirou fotos arrepiantes do despejo de 800 famílias do assentamento Olga Benário, em São Paulo, em virtude de uma ordem judicial. A propriedade havia sido ocupada há dois anos por centenas de famílias que assistiram ao incêndio e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot; </em> 
<br /><p>O Fotógrafo freelancer <a href="http://www.flickr.com/photos/vidassemteto/sets/72157622016457473/">Anderson Barbosa tirou fotos arrepiantes do despejo</a> de 800 famílias do assentamento Olga Benário, em São Paulo, em virtude de uma ordem judicial. A propriedade havia sido ocupada há dois anos por centenas de famílias que assistiram ao incêndio e demolição de suas casas na última segunda-feira.</p>
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