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	<title>Global Voices em Português &#187; História</title>
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	<description>O mundo está falando. Você está ouvindo?</description>
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		<title>França: Secularidade, Requisito para Democracia e Direitos Humanos</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/07/franca-secularidade-requisito-para-democracia-e-direitos-humanos/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 21:12:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<description><![CDATA[O conceito francês de secularidade parece ser tão distinto, que até mesmo o verbete sobre esse conceito na Wikipédia em Inglês utiliza a palavra laïcité [laicidade] na descrição. Suzanne Lehn explica os modos diferentes que os blogueiros dos EUA e da França vêem a separação da Igreja e do Estado.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/suzanne-lehn/">Suzanne Lehn</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/09/04/france-secularity-required-for-democracy-and-human-rights/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single">
<p>O conceito francês de secularidade parece ser tão distinto, que até mesmo <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/La%C3%AFcit%C3%A9">o verbete sobre esse conceito na Wikipédia em Inglês</a> utiliza a palavra <em>laïcité</em> [laicidade] na descrição.</p>
<p>Levando em conta as blogosferas dos EUA e da França, é possível, de alguma forma, sanar a falha na compreensão do termo <em>laïcite</em> que tem sido gerada entre ambos os lados do oceano Atlântico?</p>
<p><em>Arthur Goldhammer</em>, traçando um paralelo entre a burca e o hábito das freiras católicas, <a href="http://artgoldhammer.blogspot.com/2009/08/cant-help-scratching-that-itch.html">adverte</a> [en] ser um &#8220;fanático da <em>laïcité</em>&#8220;:</p>
<blockquote><p>(…) Not everyone in the ambient society accepts these tenets of faith, but the symbol embodying them is nevertheless not banned from the streets. It is banned from the schools. Traditionally, laïcité meant exactly this kind of drawing of boundaries.</p></blockquote>
<div class="translation">(&#8230;) Nem todos na sociedade aceitam estes dogmas de fé, mas os símbolos incorporados neles não são, contudo, banidos das ruas. São banidos das escolas. Tradicionalmente, a <em>laïcité</em> significa exatamente este tipo de delineamento dos limites.</div>
<p>Alguns blogueiros franceses, preocupados com os ataques, não somente religiosos como também políticos, que eles sentem estar ameaçando a <em>laïcité</em> na França, esforçaram-se para explicar a noção e deixar claro que a laicidade é um requisito para democracia e direitos humanos.</p>
<p>Em um <a href="http://librepropos.blog.lemonde.fr/2009/05/17/revison-de-la-loi-1905-vigilance-republicaine/">post</a> [fr] em maio de 2009 hospedado no site do lemonde.fr, Bartolomeo, do blog <em>librepropos</em> mostrou essa <strong>definição</strong>:</p>
<blockquote><p>laïcité: La Laïcité combat tous les cléricalismes c’est à dire toute intrusion du fait religieux, de la croyance dans les institutions publiques de la République.</p></blockquote>
<div class="translation">laïcité: A laicidade combate todos os clericalismos, ou seja, toda intrusão de qualquer fenômeno religioso ou credo, nas instituições públicas da República.</div>
<div><strong>O contexto histórico</strong></div>
<p>O conceito de <em>laïcité</em> apareceu primeiramente com a Revolução Francesa, e foi institucionalizado com a &#8220;lei de 1905&#8243; [da Separação da Igreja e do Estado]. O choque com a Igreja Católica enfraqueceu, cada lado encontrando, enfim, seus interesses nessa nova relação.</p>
<blockquote><p>Dans ce concept de laïcité ouverte des années 1990, ce droit à la différence se transforma petit à petit en “une différence de droits” . L’islam absent de ce débat apparaît alors à travers l’affaire du foulard de Creil en 1989. […]</p></blockquote>
<div class="translation">Neste conceito de secularidade aberta dos anos 90, o direito de ser diferente gradualmente se transformou em &#8220;direitos diferentes&#8221;. O Islamismo, ainda ausente deste debate, insere-se na discussão com o caso do véu na cidade de Creil, no ano de 1989 [&#8230;].</div>
<div><strong>Uma das fundações da República</strong></p>
<blockquote><p>[La laïcité est inscrite à l&#39;article 1 de la Constitution] “La France est une République indivisible, laïque, démocratique et sociale. Elle assure l’égalité devant la loi de tous les citoyens sans distinction d’origine, de race ou de religion. Elle respecte toutes les croyancea s. […]”</p></blockquote>
<div class="translation">[A <em>Laïcité</em> está presente no primeiro artigo da  <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Constitution_of_France">Constituição francesa, en]</a>; “A França é uma República indivisível, laica, democrática e social. Ela garante a igualdade sob os olhos da lei para todos os cidadãos, sem distinção de origem, raça ou religião. Ela respeita todos os credos. [&#8230;]</div>
<p>Mas a<em> laïcité</em> se originou com o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Iluminismo">Iluminismo</a> e a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Declara%C3%A7%C3%A3o_dos_Direitos_do_Homem_e_do_Cidad%C3%A3o">Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 26 de agosto de 1789</a>.</p>
<p><strong>O conteúdo da <em>laïcité</em> em 4 pontos</strong></p>
<blockquote><p><em>Vivre ensemble</em>: […] A chacun de vivre librement ses options spirituelles ou convictions philosophiques. - A tous de disposer d’un espace commun, public, assurant liberté et égalité. - mais aussi créer un monde commun aux hommes, tout en leur permettant de garder librement leurs différences.</p>
<p>selon <em>3 principes</em>: Liberté de Conscience - Égalité des Options Spirituelles Universalité de la Loi Commune.</p>
<p>[<em>par le moyen juridique</em> de] la séparation des Églises et de l’État par la loi de 1905 [en distinguant] une Sphère Privée et une Sphère Publique<br />
<em>L&#39;Ecole Laïque</em> [en est l&#39;outil basique pédagogique].</p></blockquote>
</div>
<div class="translation"><em>Conviver</em> : Direito de viver livremente de acordo com suas convicções filosóficas ou espirituais; de espaço público, garantindo a liberdade e igualdade - mas também para criar um mundo em comum para a humanidade, permitindo-os a livremente manter suas diferenças.<br />
São três princípios: Liberdade de consciência; igualdade de opções espirituais; e universalidade da lei.</p>
<p>Por meios jurídicos, garantir a separação do Estado e da Igreja com a lei de 1905 distinguindo uma esfera privada e uma esfera pública.</p>
<p><em>Escola Secular</em> [a ferramenta de ensino básico]</div>
<div><em>Franco-Ivorian</em> <em>Delugio</em>, em seu blog <em> <a href="http://delugio.blogspot.com">“Une vingtaine”! et quelques</a> </em>[fr]<em>,</em> <a href="http://delugio.blogspot.com/2009/08/burqa-gauche-et-neo-colonialisme.html">explica a diferença</a> entre a secularidade americana e a <em>laïcité</em> francesa:</p>
<blockquote><p>Dans sa structure moderne, la racine immédiate de la démocratie peut se trouver dans le protestantisme américain, s’organisant pour un « vivre ensemble » au-delà de la pluralité des Églises — pour une gestion partagée de la cité commune.<br />
Cela ne se fera pas sans heurts : ça commencera par la guerre d’indépendance pour aboutir au XXe siècle — mais dès le départ, pour les indépendantistes, la dimension de la séparation des Églises et de l’État est un acquis non négociable.<br />
Lorsque la France révolutionnaire reprendra ce modèle américain, elle se heurtera à une Église, l’Église catholique, prétendant, contrairement aux Églises protestantes américaines, à l’unicité.<br />
C’est ce choc qui caractérise la « laïcité à la française » : laïcité de type américain dans un contexte de combat contre une Église revendiquant le pouvoir d’une façon ou d’une autre.</p></blockquote>
<div class="translation">
<div>Em sua estrutura moderna, a raiz imediata da democracia pode ser encontrada no Protestantismo Americano, organizando-se em prol de um &#8220;conviver&#8221; além da pluralidade das Igrejas - por uma gestão compartilhada da cidade comum.</div>
<div>Isso não seria possível sem conflitos: para começar, a Guerra da Independência durou até o século XX - mas desde o início, a importância da separação entre Igrejas e o Estado tem sido um ativo não-negociável.</div>
<div>Quando a França revolucionária retomou o modelo americano, discordou de uma Igreja, a Igreja Católica, reivindicando, diferentemente das Igrejas Protestantes Americanas, uma unicidade.<br />
Esta discordância é a característica da &#8220;laicidade à francesa&#8221;: um tipo americano de secularidade em um contexto que luta contra uma Igreja que exige poder de alguma forma.</div>
</div>
<p>Ele então avalia as chances e obstáculos para o Islã neste mesmo percurso em direção a <em>laïcité</em>, que ele enxerga como desejável e historicamente necessária, e acha que a França pode assumir um papel específico neste processo:</p>
<blockquote><p>La France est en position, de par son histoire, de mener ce combat qu’elle a déjà mené en métropole face au catholicisme.</p>
<p>Mais le combat sera rendu plus difficile encore par ce que dans son empire colonial, la France a fait exactement l’inverse de ce qu’elle a proclamé et de ce qu’elle a fait en métropole : elle a, à l&#39;instar des autres puissances coloniales, consacré dans l’empire colonial des lois particulières, y compris la charia, comme vis-à-vis de la République.</p></blockquote>
<div class="translation">
<div>A França, com todo o contexto histórico, está em posição de liderar esta luta, visto sua luta contra o Catolicismo no país.</div>
<div>Mas o combate será bem mais difícil, na medida em que a França fez, em seu império colonial, o oposto do que fez e proclamou em seu próprio país: como outras potências colonialistas, a França estabeleceu em seu império colonial regulamentos específicos, incluindo a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Charia">Charia</a> [lei islâmica fundamentalmente baseada no Corão], como parceiros da República.</div>
</div>
<p>E se, além de todos estes grandes princípios que os Franceses adoram tomar posse como seus cavalinhos de guerra, eles se inspirarem, como sugerido por <em><a href="http://michelr.tumblr.com">MRT</a></em> [fr], pelo pragmatismo de seus vizinhos belgas, compreendendo a <a href="http://michelr.tumblr.com/post/165588002/la-burka-et-les-belges">questão da burca</a> como uma simples questão de segurança:</p>
<blockquote><p>En Belgique et au Luxembourg, c’est tout simple : pas de ségrégation religieuse, mais une simple loi sur la sécurité afin que les personnes mal intentionnées ne déjouent pas les caméras de surveillance.<br />
Voici le texte de loi voté en 2005:<br />
“Sans autorisation de l’autorité compétente, il est interdit sur le domaine public de se dissimuler le visage par des grimages, le port d’un masque ou tout autre moyen, à l’exception du “temps du carnaval”.</p></blockquote>
<div class="translation">Na Bélgica e em Luxemburgo é muito simples: não há segregação religiosa, mas uma simples lei sobre segurança com o intuito de prevenir que pessoas mal-intencionadas frustrem as câmeras de vigilância.<br />
O projeto de lei, aprovado em 2005, diz:<br />
“Sem permissão da autoridade responsável, está proibido, em espaços públicos, que uma pessoa esconda seu rosto com pinturas, máscaras, ou qualquer outra forma, exceto em tempos de carnaval&#8221;.</div>
</div>
</div>
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		<title>Timor Leste: Celebrando a Solidariedade Global pela Liberdade</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/28/timor-leste-celebrando-a-solidariedade-global-pela-liberdade/</link>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 19:07:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dez anos após o referendo, vozes no mundo todo estão mais uma vez espalhar por aí sobre Timor Leste, mas dessa vez para celebrar o grande apoio internacional que naquela época culminou no reconhecimento da autodeterminação do país]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/janet-gunter/">Janet Gunter</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/21/east-timor-celebrating-global-solidarity-for-freedom/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Dez anos após o referendo, vozes no mundo todo estão mais uma vez <a href="http://thirdestatesundayreview.blogspot.com/2009/08/klibur-solidaridade-timor-leste.html">falando por aí</a> [en] sobre Timor Leste, mas dessa vez para celebrar o grande apoio internacional que naquela época culminou no reconhecimento da autodeterminação do país:</p>
<blockquote><p>On 30 August, 1999, hundreds of thousands of Timorese voters braved an Indonesian-directed terror campaign to cast ballots for independence in a U.N.-organized referendum. This event, which ended Indonesia’s 24-year illegal, brutal military occupation, led to the creation of the Democratic Republic of Timor-Leste as the first new nation of the millennium. The vote was the culmination of decades of struggle by Timorese people, supported by solidarity activists around the world.</p></blockquote>
<div class="translation">Em 30 de agosto de 1999, centenas de milhares de eleitores timorenses enfrentaram uma campanha terrorista dirigida pela Indonésia para votar pela independência em um referendo organizado pela Organização das Nações Unidas. Este evento, que encerrou 24 anos de uma ocupação militar ilegal e violenta por parte da Indonésia, levou à criação da República Democrática de Timor-Leste, a primeira nova nação do milênio. A votação foi a culminação de décadas de luta do povo timorense, apoiadas por ativistas em solidariedade em todo o mundo.</div>
<p>O lançamento do vídeo do jornalista Max Stahl relatando o ultrajante <a href="http://www.etan.org/timor/SntaCRUZ.htm" target="_blank">Massacre de Santa Cruz</a> [en] em 1991 aumentou a conscientização global sobre os crimes ocorridos em Timor Leste durante a época da ocupação pela indonésia.</p>
<p>Em 1996, José Ramos-Horta e o Bispo Ximenes Belo foram agraciados com o Prêmio Nobel da Paz, e somente três anos depois o presidente indonésio Habibie permitiu que o povo de Timor Leste escolhesse entre autonomia dentro da Indonésia e independência. E o mundo se juntou a Timor Leste.</p>
<div id="attachment_91845" style="width: 310px;"><a href="http://www.etan.org/"><img title="deadprot" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/deadprot-300x204.jpg" alt="&quot;Die-in&quot; protest in the US. Credit: www.etan.org" width="300" height="204" /></a>Protesto nos EUA. Crédito: www.etan.org</div>
<p>Movimentos de solidariedade capazes de pressionar os seus governos e protestar contra os abusos da Indonésia surgiram na Austrália, Nova Zelândia, Japão, Portugal, França, Holanda, Irlanda, Alemanha, Reino Unido, Canadá e nos Estados Unidos durante a década de 90. <a href="http://www.insideindonesia.org/content/view/664/29/">Mesmo dentro da Indonésia, Timor Leste contava com amigos trabalhando para por um fim aos abusos e promover a autodeterminação</a> [en].</p>
<p>No verão de 1999, às vésperas do Referendo, a <a href="http://www.etan.org/ifet/">IEFT - International Federation for East Timor</a> [Federação Internacional pelo Timor Leste, en] montou o Projeto Observatório, com uma equipe internacional de membros de pelo menos 22 países indo ao Timor Leste para acompanhar a votação. As medidas de segurança nos meses que precederam o referendo eram instáveis, uma vez que o acordo mediado pela ONU para a votação deixava segurança a cargo da polícia da Indonésia.</p>
<div id="attachment_91818" style="width: 223px;"><img title="UNAMETposter" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/UNAMET-213x300.jpg" alt="Pôster da ONU diz: " width="213" height="300" />Pôster da ONU diz: &#8220;Não iremos embora&#8221;. Crédito: Australia Timor-Leste Friendship Network</div>
<p>Os monitores da IFET bravamente se deslocaram por todo o território, <a href="http://www.etan.org/ifet/082199.html">segundo explica um relatório do projeto de 22 de agosto de 1999</a> [en]:</p>
<blockquote><p>We have rented houses and deployed teams in every area of East Timor. Upon arriving in a town, an IFET-OP team first makes contact with the police and local authorities, and then with various community leaders and advocates on both sides of the campaign. They settle into a house which an IFET-OP advance team has arranged, and begin observing and inquiring about events and perceptions related to the campaign and other aspects of the consultation. Each team reports in nightly by phone and files a written weekly report. Although nobody on any of our teams has been injured, several have witnessed violent or intimidating incidents, and have reported such events to the appropriate authorities, UNAMET, and IFET-OP headquarters in Dili.</p></blockquote>
<div class="translation">Alugamos casas e posicionamos equipes em todos os cantos do Timor Leste. Ao chegar em uma cidade, uma equipe da IFET-OP faz o primeiro contato com a polícia e autoridades locais, e depois com vários líderes comunitários e defensores de ambos os lados da campanha. Eles assentam-se em uma casa arranjada por uma equipe preparatória da IFET-OP, e começam a observar e a indagar sobre eventos e percepções relacionados com a campanha e outros aspectos do processo de consulta. Cada equipe provê relatórios todas as noites por telefone e envia um relatório escrito semanalmente. Embora ninguém em nenhuma de nossas equipes tenha se ferido, vários testemunharam casos de violência ou intimidação, e relataram tais eventos para as autoridades competentes, UNAMET, e a sede em Díli da IFET-OP.</div>
<p>Os observadores do IFET relataram a violência que tomou conta do Timor Leste após a votação, o que resultou no apoio esmagador à independência da Indonésia. O Projeto Observatório do IFET <a href="http://www.etan.org/ifet/media10.html">informou em 3 de setembro</a> [en]:</p>
<blockquote><p>The observers, members of the International Federation for East Timor Observer Project (IFET-OP), traveled to the Becora neighborhood of Dili to investigate reports of militia burning houses in the area yesterday. When they arrived, they found a house newly ablaze, and with both firefighters and journalists at the scene, the IFET-OP team went to investigate. Ten minutes after the observers arrived, the Indonesian military-backed militia showed up at the house.</p>
<p>The Aitarak (Thorn) militia struck one U.S. IFET-OP member in the face. Another team member, a woman from Finland, was hit in the back by a militia holding a gun. Yet another Finnish team member was threatened at gunpoint. The militia members also punched the IFET-OP driver and smashed a window on his car.</p></blockquote>
<div class="translation">Os observadores, membros do Projeto Observatório da International Federation for East Timor (IFET-OP), viajaram para o bairro de Becora, Díli, para investigar os relatos de incêndios de casas promovidos ontem pela milícia da área. Quando chegaram, eles encontraram uma casa recém-incendiada, e com ambos bombeiros e jornalistas no local, a equipe do IFET-OP passou a investigar. Dez minutos após a chegada dos observadores, a milícia apoiada pelos militares indonésios apareceu na casa.</p>
<p>A milícia Aitarak (Espinho) agrediu um americano membro da IFET-OP do rosto. Uma filandesa, também parte da equipe, foi atingida na traseira por um membro armado da milícia. Outro membro da equipe finlandesa foi ameaçado com uma arma também. Os milicianos ainda esmurraram o motorista da IFET-OP e quebraram uma janela do seu carro.</p></div>
<p>Com a violência da milícia começando de novo quase que imediatamente após a votação, grupos de solidariedade em todo o mundo começaram a exigir dos seus governos uma atenção para o agravamento da situação no Timor Leste. O <a href="http://videos.sapo.pt/vZ6gUjt4KzMYSoS2TUmN">video</a> a seguir, de <a href="http://videos.sapo.pt/vZ6gUjt4KzMYSoS2TUmN">Jose Budha</a>, retrata a forma como Portugal se levantou e parou no mesmo período:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="align" value="center" /><param name="src" value="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/vZ6gUjt4KzMYSoS2TUmN/mov/1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="350" src="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/vZ6gUjt4KzMYSoS2TUmN/mov/1" allowfullscreen="true" align="center"></embed></object></p>
<div id="result_box" dir="ltr">Após os resultados no dia 4 de setembro, numerosas atrocidades, mortes e devastações aconteceram, como TAPOL <a href="http://tapol.gn.apc.org/bulletin/1999/bull154-5.htm">relatou</a> [en] em 1999:</div>
<blockquote><p>After the referendum results were announced on 4 September, the militias and their Kopassus bosses unleashed a scorched-earth policy of gigantic proportions. Para-military forces joined the fray, along with six TNI battalions, including two notorious local battalions, 744 and 745. Altogether about 15,000 men were involved. Without such a large contingent of men, it could never have taken hold so rapidly.</p>
<p>Although [Operation] Sapu Jagad-II sought to create the impression that this was a spontaneous outpouring of anger by pro-Indonesia forces, there is overwhelming evidence that the destruction was a well-prepared military operation. In many places, villagers were forced to destroy and burn their own neighbourhoods, even their own houses. The aim was to destroy as much as possible and punish the pillars of the pro-independence movement. The Catholic Church, which had given sanctuary to fleeing East Timorese throughout the occupation, was one of the main targets.</p></blockquote>
<div class="translation">Após o anúncio dos resultados do referendo no dia 4 de setembro, as milícias e os seus chefes Kopassus [palavra indonésia que significa comando da força especial] desencadeou uma política de queimadas de proporções gigantescas. Paramilitares entraram na briga, junto com seis batalhões da TNI, incluindo dois batalhões locais notórios, o 744 e o 745. Ao todo, cerca de 15.000 homens foram envolvidos. Sem esse contingente grande de homens, jamais poderia ter tomado conta tão rapidamente.</p>
<p>Embora a [operação] Sapu Jagad-II tenha procurado dar a impressão de que essa foi uma manifestação espontânea de raiva das forças pró-Indonésia, há provas contundentes de que a destruição foi uma operação militar bem-preparada. Em muitos lugares, os moradores foram obrigados a destruir e a queimar seus próprios bairros, até mesmo suas próprias casas. O objetivo era destruir o máximo possível e punir os pilares do movimento pró-independência. A Igreja Católica, que havia dado refúgio a fugitivos de Timor Leste durante a ocupação, foi um dos principais alvos.</p></div>
<p><strong> </strong></p>
<div id="attachment_91663" style="width: 234px;"><strong> </strong><strong><a href="http://www.gendercide.org/case_timor.html"><img title="scorched" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/scorched-224x300.jpg" alt="Photo from &quot;Genocide Watch: East Timor 1975-1999&quot;, researched and written by Adam Jones. Shared under a license for non-profit use." width="224" height="300" /></a></strong>Foto do &#8220;Observatório do Genocídio: Timor Leste1975-1999&#8243;, pesquisado e escrito por Adam Jones. Compartilhado sob uma licença para uso não comercial.</div>
<p>Todos os voluntários do IFET-OP foram forçados a deixar Díli antes de 7 de setembro de 1999 <a href="http://www.etan.org/ifet/media13.html">sob condições extremamente angustiantes</a>:</p>
<blockquote><p>Today, September 7, the last of our observers was forced to leave East Timor. Over the past two days, the Royal Australian Air Force evacuated 60 of our nonpartisan volunteers to Darwin from Dili and Baucau.</p>
<p>We left East Timor for safety, but with tremendous sadness. The East Timorese people have no Australia to run to, no place to hide from militia terror. Last night, Australia and Indonesian military officers prevented one of our East Timorese staff members from boarding the plane with us — and he faces an unspeakable horror shared by hundreds of thousands of his fellow East Timorese.</p>
<p>Most international observers and media fled East Timor before IFET-OP had to leave, and we were the last international NGO to leave. UNAMET has withdrawn from the entire country except Dili, where their communications and electricity has been cut off, and they are surrounded by militias who shoot into their compound virtually without interruption.</p></blockquote>
<div class="translation">Hoje, 7 de setembro, o último dos nossos observadores foi forçado a deixar Timor Leste. Nos últimos dois dias, a Força Aérea Australiana evacuou 60 dos nossos voluntários apartidários para Darwin a partir de Díli e Baucau.</p>
<p>Saímos de Timor Leste por causa da segurança, mas com uma tristeza enorme. O povo timorense não têm Austrália nenhuma para correr, nenhum lugar para se esconder do terror da milícia. Ontem à noite, militares da Austrália e da Indonésia  impediram um dos membros timorenses da nossa equipe de embarcar no avião com a gente - e ele enfrenta um horror indescritível compartilhado por centenas de milhares de conterrâneos.</p>
<p>A maioria dos observadores internacionais e meios de comunicação fugiram do Timor Leste antes da IFET-OP ter que sair, e fomos a última ONG internacional a deixar o país. A UNAMET havia se retirado de todo o país, com excepção de Díli, onde a comunicação e eletricidade foram cortadas, e eles estão cercados por milícias que atiram em seus recintos praticamente sem parar.</p></div>
<p>A já mencionada “pressão internacional” se tornou ainda maior e mais real a medida que os cidadãos não desistiam. Algumas fotos dos laços de solidariedade em Portugal podem ser vistas no site <a href="http://www.tanetimor.org/timorlivre.htm">Tane Timor</a>. <a href="http://home-and-garden.webshots.com/album/67455963IDsyBq">Maremargo</a> publica imagens da Espanha. Antonio José, do blog Uma Lulik, ilustrou e descreveu emocionado o que estava acontecendo em Lisboa, em solidariedade nunca antes vista nos dias <a href="http://umalulik.blogspot.com/2008/09/ainda-9-anos-depois-mas-em-portugal-7.html">7</a> e <a href="http://umalulik.blogspot.com/2008/09/dia-8-de-setembro-de-1999-os-3-minutos.html">8</a> [pt] de setembro de 1999:</p>
<blockquote><p>As sirenes dos bombeiros ouviram-se ininterruptas nesses 3 minutos… parámos por Timor-Leste como nunca parámos por mais nada… TODOS (…)<br />
Durante toda a tarde do cimo daquele prédio foram lançados constantemente papeis e papelinhos, rolos de papel higiénico, tudo o que vinha à mão era material para protesto. No final da tarde percebe-se que esse stock acabou pois eram as páginas amarelas que fluíam nessa altura… aquele ventinho sempre a ajudar e a depositar os protestos em plena embaixada dos EUA, nas árvores, no seu jardim e envolventes. No topo do prédio viam-se gente de gravata e camisa, a causa era a mesma…</p></blockquote>
<div id="attachment_91892" style="width: 310px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/nopasaran/91543874/in/photostream/"><img title="USA Embassy in Lisbon - 8th September 1999" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/eua_help-300x191.jpg" alt="&quot;Civil non-obedience for Timor Loro Sa'e&quot; in front of UN Headquarters in Lisbon, Portugal, September 1999. Photo by Flickr user nopasaran, used with permission." width="300" height="191" /></a>&#8220;Não-obediência civil para Timor Loro Sa&#39;e&#8221; na frente da sede da ONU em Lisboa, Portugal, Setembro de 1999. Foto do usuário do Flickr <em>nopasaran</em>, usada com permissão.</div>
<p>Enquanto o East Timor Action Network (ETAN) colocava as pessoas nas ruas em setembro de 1999, <a href="http://www.etan.org/etan/1999anul.htm">a rede foi também capaz de contar com os telefonemas e cartas de mais de dez mil americanos </a></p>
<blockquote><p>ETAN grew during 1999, enlarging our membership from 8,500 to 11,700. […] Using our experience and national activist network developed through eight years of dedication to a cause many called hopeless, ETAN mobilized public and official pressure. […] In September, ETAN’s web site was visited by more than 40,000 people a week. […] During September, our most active staff and volunteers were featured or quoted in countless mainstream media articles and programs, reaching tens of millions. ETAN activists authored op-eds in major U.S. newspaper, wrote letters to the editor, and appeared on local and national radio and TV shows.</p></blockquote>
<div class="translation">A ETAN cresceu em 1999, ampliando de 8.500 para 11.700 participantes. [&#8230;] Usando a nossa experiência e a rede nacional de ativistas desenvolvida durante oito anos de dedicação a uma causa que muitos chamavam de infrutífera, a ETAN mobilizou a pressão da opinião pública e oficial. [&#8230;] Em setembro, o site da ETAN foi visitado por mais de 40.000 pessoas por semana. [&#8230;] Em setembro, os nossos funcionários mais ativos e voluntários foram destacados ou citados em inúmeros artigos e programas na grande imprensa, atingindo dezenas de milhões. Os ativistas da ETAN assinaram editoriais nos maiores jornais americanos, escreveram cartas ao editor e apareceram nas rádios locais e nacionais e em programas de TV.</div>
<div dir="ltr">Do outro lado do mundo, o momento decisivo para a intervenção internacional aconteceu na véspera da Cúpula da APEC na Nova Zelândia, quando Bill Clinton se reuniu com líderes do Pacífico em privado. Apenas alguns dias antes, ele havia anunciado a suspensão de treinamento militar entre os Estados Unidos e a Indonésia. Segundo o blogueiro Nigel Morley, <em><a href="http://nigel-morley-nigel.blogspot.com/2007/07/new-magellan-person-who-showed-world.html">Writing for the Future</a> </em>(Escrevendo para o Futuro, en):</div>
<blockquote><p>To some readers this may seem fanciful but when Timorese Nobel Peace Prize winner José Ramos-Horta met United States (U.S.) President Bill Clinton at the APEC meeting in New Zealand in 1999, Clinton remarked that Ramos-Horta had more influence with Congress than he did (Zubrycki: 2002).</p></blockquote>
<div class="translation">Para alguns leitores isso pode parecer fantasioso, mas quando o Prêmio Nobel da Paz timorense José Ramos-Horta encontrou o presidente dos Estados Unidos (EUA) Bill Clinton na reunião da APEC na Nova Zelândia em 1999, Clinton afirmou que Ramos-Horta tinha mais influência no Congresso do que ele próprio (Zubrycki: 2002).</div>
<p>A Nova Zelândia foi em massa dar as boas-vindas a Clinton, Ramos Horta e ao Primeiro Ministro australiano Howard. Os australianos também <a href="http://southmovement.alphalink.com.au/southnews/990910-timor.htm">“Foram as Ruas por Timor Leste”</a> [en].</p>
<div id="attachment_91487" style="width: 310px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/potsy/2994804292/"><img title="east_timor_rally_by_pete_ottery" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/east_timor_rally_by_pete_ottery-300x199.jpg" alt="From Sidney, Australia, &quot;Mother &amp; Child&quot; photo by Flickr user Potsy, used with permission" width="300" height="199" /></a>De Sidney, Austrália, &#8220;Mãe e Filho&#8221; foto do usuário do Flickr Potsy, usada com permissão</div>
<blockquote><p>Banners saying “Stop The Slaughter” and “Wiranto - Murder.” Chants of “Free East Timor” and “Viva Timor Leste” (long live East Timor) came from the crowd after it heard from East Timorese resistance leader Mr Jose “Xanana” Gusmão during a live telephone hook-up from Jakarta.</p>
<p>“We need you, brothers and sisters of Australia, we need your voice,” Xanana Gusmao in Jakarta said by telephone, “I think it is important to send a message to the Indonesian Government that the Australian community and Australian workers will do everything they can to stop the killings. Viva East Timor,” he said. “Viva,” the crowd yelled back.</p></blockquote>
<div class="translation">Cartazes dizendo &#8220;Chega de Massacre&#8221; e &#8220;Wiranto [general das forças Armadas da Indonésia] - Assassino&#8221;.  Cantos de &#8220;Liberdade para Timor Leste&#8221; e &#8220;Viva Timor-Leste&#8221; vieram da multidão depois que se ouviu o líder da resistência timorense Sr. José &#8220;Xanana&#8221; Gusmão, durante uma ligação de telefone ao vivo de Jacarta.</p>
<p>&#8220;Nós precisamos de vocês, irmãos e irmãs da Austrália, precisamos da sua voz&#8221;, Xanana Gusmão, em Jacarta, disse por telefone: &#8220;Eu acho que é importante enviar uma mensagem ao governo indonésio de que a comunidade da Austrália e os trabalhadores australianos vão fazer tudo o que podem para parar a matança. Viva Timor Leste&#8221;, disse ele. &#8220;Viva&#8221;, a multidão gritou de volta.</p></div>
<div id="attachment_91492" style="width: 310px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/shaondiwakar/2910743901/"><img title="Kingsgrove High School 1999 - Free Timor!" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/shaondiwakar-300x225.jpg" alt="Students from Kingsgrove High School pledge their support for a free Timor in 1999. Photo by Flickr user sHzaam!, used with permission" width="300" height="225" /></a></p>
<div id="result_box" dir="ltr">Alunos da Escola Secundária Kingsgrove prometem seu apoio a um Timor Leste livre, em 1999. Foto do usuário do Flickr sHzaam!, usada com permissão</div>
</div>
<p>Durante os tortuosos dias de setembro de 1999, os líderes do mundo se moveram lentamente para intervir em Timor Leste, quando ficou claro que o exército indonésio e os seus comparsas estavam destruindo completamente o território, e desencadeando uma crise humanitária de enormes proporções. Mas os protestos decisivos e grupos de defesa formados por cidadãos preocupados em todo o mundo envergonharam os Estados Unidos, a Austrália e a Indonésia até que essa página fosse virada na história de Timor Leste.</p>
<p>Uma década depois, é hora de celebrar essa união internacional. Vários <a href="http://www.etan.org/news/2009/08dili.htm">eventos</a> estão marcados para acontecer em Díli, como uma exibição fotográfica na Fundação Oriente (que foi por sua vez o lugar onde ocorreu um <a href="http://www.laohamutuk.org/Justice/99/09CarrascalaoMassacre.htm">massacre</a> em 1999) descrevendo os movimentos de solidariedade no decorrer dos anos.</p>
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		<title>Japão: Oito línguas ameaçadas no arquipélago japonês</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/07/16/japao-oito-linguas-ameacadas-no-arquipelago-japones/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/07/16/japao-oito-linguas-ameacadas-no-arquipelago-japones/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2009 17:50:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Etnicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Japan]]></category>
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		<category><![CDATA[Relações Internacionais]]></category>
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		<description><![CDATA[Em Fevereiro, a UNESCO apresentou o Atlas das Línguas em Perigo no Mundo, fornecendo uma descrição precisa e preocupante dos idiomas considerados em risco (cerca de 2.500). Entre esses idiomas, oito pertencem ao arquipélago japonês. Isso não é uma grande surpresa, se pensarmos a nas políticas severas de assimilação lingüística e cultural conduzidas pelo governo japonês até o fim da Segunda Guerra Mundial, após completar a incorporação – durante o século XIV – do reino de Ryukyu (agora conhecido como Okinawa) e da ilha de Hokkaido, habitada pelo povo Ainu.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/scilla-alecci/">Scilla Alecci</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/07/05/japan-eight-endangered-languages-in-the-japanese-archipelago/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Em Fevereiro, a UNESCO apresentou o <a href="http://portal.unesco.org/en/ev.php-URL_ID=44605&amp;URL_DO=DO_TOPIC&amp;URL_SECTION=201.html">Atlas das Línguas em Perigo no Mundo</a> [en], fornecendo uma descrição precisa e preocupante dos idiomas considerados em risco (cerca de 2.500). Entre esses idiomas, oito pertencem ao arquipélago japonês. Isso não é uma grande surpresa, se pensarmos a nas políticas severas de assimilação lingüística e cultural conduzidas pelo governo japonês até o fim da Segunda Guerra Mundial, após completar a incorporação – durante o século XIV – do reino de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ry%C5%ABky%C5%AB">Ryukyu</a> (agora conhecido como Okinawa) e da ilha de Hokkaido, habitada pelo <a href="http://cwis.org/fwj/22/ainusupp.htm">povo Ainu</a> [en].</p>
<p>Ainda assim, a presença contínua de uma variedade de línguas diferentes do japonês em um país em que (até mesmo em um passado recente) algumas figuras políticas importantes clamavam ser <a href="http://search.japantimes.co.jp/cgi-bin/nn20051018a7.html">“uma nação de etnia única”</a> [en], surpreendeu muitos dos que leram a notícia em um <a href="http://www.asahi.com/national/update/0220/TKY200902200176.html">jornal de circulação nacional</a> [ja].</p>
<p>O proprietário do pequeno restaurante Amami no Ie, em uma ilha do arquipélago de Amami (Okinawa), <a href="http://www.amamino-yeah.com/blog/2009/02/post-753.html">comentou</a> [ja] sobre a notícia de que seu dialeto é considerado em risco de extinção e considera a assimilação do idioma japonês à força por parte do governo principal japonês, que começou na educação durante as primeiras décadas do século XX, como uma das causas do desaparecimento da língua.</p>
<blockquote><p>日本で消滅危機にある言語の中に、我が奄美諸島の「奄美語」も入っていました。<br />
今回は深くは掘り下げませんが、歴史を辿ると戦前戦後に「方言を使うな！という方言禁止の時代」もあり、その頃から方言が衰退していったのではないかといわれています。<br />
また一口に奄美語といっても、島によって地域によって言葉もイントネーションも異なるので、奄美群島の人たちが交通の利便性もよくなったことで島々（シマ ジマ）を頻繁に行き来できるようになり、よその人達とコミュニケーションをとる為にも方言を使わなくなってきたともいわれてますよね。</p></blockquote>
<div class="translation">Entre os idiomas em risco de extinção está a língua de nossa ilha, a língua Amami. Desta vez não vou me deter nos detalhes, mas se olharmos a nossa história, antes e depois da guerra o uso de línguas [com exceção do japonês] era proibido e desde então o hábito de usá-las passou a diminuir. Além disso, o que chamamos de idioma Amami é na verdade diferente a depender da ilha e da região, tanto nas palavras quanto na entonação. Alguns dizem que a razão do idioma Amami estar padecendo é resultado da constante movimentação dos habitantes Amami entre as ilhas com o avanço dos meios de transporte, então parando de usar seu idioma local para se comunicar com outras pessoas.</div>
<blockquote><p>残念ながら僕も「シマゆむた（言葉）」で話せません。僕らの世代が使ってる言葉は方言のほんの一部と標準語が入り交ざった「トン普通語」といいます。<br />
しかし「奄美のシマ唄」はしっかり方言で伝えられています。シマ唄を継承している人たちなら「奄美の方言」を守っていけるのではと思います。</p></blockquote>
<div class="translation">Infelizmente não sei falar o <em>shima yumuta</em>, o idioma da ilha, também. O idioma que nossa geração fala é chamado de “idioma comum <em>ton</em>”, e é uma mistura de dialeto com japonês. Entretanto, as canções da ilha de Amami são cantadas no “dialeto”, que garante sua transmissão corretamente. De fato acredito que aqueles que perpetuam essas canções populares serão os que manterão viva a língua Amami.</div>
<dt class="wp-caption-dt" style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/takayukix/2363161536/"><img class="size-medium wp-image-3549 " title="Ilha Amami. Flicr id: Takayukix" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/2363161536_dc8c178be6_b-300x199.jpg" alt="Ilha Amami. Flicr id: Takayukix" width="307" height="203" /></a></dt>
<dt class="wp-caption-dt" style="text-align: center;">Amami Island. Flicr id: Takayukix</dt>
<dt class="wp-caption-dt" style="text-align: center;"> </dt>
<p>Outro <a href="http://duangcan703.blog.so-net.ne.jp/2009-05-27">blogueiro</a> [ja], nativo da Ilha Hachijô (uma das ilhas japonesas mais distantes, que pertence à Prefeitura de Tóquio) descobriu que o dialeto de sua cidade é na verdade um idioma.</p>
<blockquote><p>八丈語？？？方言ではなくて？</p></blockquote>
<div class="translation">O IDIOMA Hachijô e não DIALETO?</div>
<p>[…]</p>
<blockquote><p>八丈島には独特の方言があり、温泉なんかで飛び交う年配の方の会話は聴いていてとても不思議でそして心地よいものです。<br />
「八丈語」といっても、実はこの小さな島で5つの方言（言語？）があるのですよ。<br />
末吉・中之郷・樫立・大賀郷・三根<br />
という地域ごとに独自の話し言葉が発達・継承されてきたのだそうです。<br />
私にはさっぱり聞き分けられませんが・・・</p></blockquote>
<div class="translation">A ilha Hachijo tem seu dialeto específico e quando vou a um spa e escuto as pessoas mais velhas conversando, parece um tanto estranho e familiar ao mesmo tempo.  Além disso, se chamamos de dialeto Hachijo, na verdade existem cinco diferentes dialetos (ou línguas) nesta pequena ilha: Sueyoshi, Nakanogo, Kashi, Okago, Mine.  Cada um desses dialetos desenvolveu e herdou um jeito particular de se falar. Apesar disso, não sei distinguir uns dos outros&#8230;</div>
<blockquote><p>消滅の危機に瀕しているというのは、若年層の人が島言葉をあまり話さないことからも納得がいきます。<br />
TVやネットなど情報通信は発達し、東京へ飛行機で40分、簡単に行き来もでき、ある程度の年齢になれば東京その他に移住していってしまう・・・<br />
言語の変化はライフスタイルの変化と密接な関係がありますよね。<br />
私は「八丈語」継承の担い手にはなれないでしょうが、あそび半分でちょっとだけ島言葉を使ってみたりもしています。</p></blockquote>
<div class="translation">Disseram que a razão das línguas estarem em risco é porque os habitantes mais jovens não mais falam o idioma de sua ilha, e acredito que isso seja verdade.  Em conjunto com o desenvolvimento da TV, da internet e de comunicação mais rápida, é possível viajar para Tóquio em 40 minutos, e facilmente ir e vir entre as cidades. Além disso, ao atingir uma determinada idade, algumas pessoas tendem a se mudar para Tóquio ou outras regiões&#8230;<br />
As mudanças de um idioma estão estritamente relacionadas às mudanças no jeito de vida de uma população.<br />
Eu pessoalmente não posso carregar a responsabilidade de transmitir a língua Hachijo mas por ser um tanto divertido eu gosto de usá-la às vezes.</div>
<div id="attachment_3553" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.flickr.com/photos/world_waif/1366870556/"><img class="size-medium wp-image-3553" title="hachijojima" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/hachijojima-300x224.jpg" alt="hachijojima" width="300" height="224" /></a><p class="wp-caption-text">Hachijojima. Flickr id: world waif.</p></div>
<p>Entre as línguas indicadas como “seriamente ameaçadas” pelo relatório da UNESCO está o idioma Ainu, atualmente falado corretamente apenas por 15 pessoas. Sua extinção, portanto, é um problema sério também por não haver alfabeto escrito dessa língua e por isso as tradições só podem ser transmitidas oralmente.</p>
<p>Um blogueiro <a href="http://blogs.yahoo.co.jp/marburg_aromatics_chem/61612561.html">pontua</a> [ja] a necessidade de algo prático ser feito para evitar o desaparecimento do idioma Ainu.</p>
<blockquote><p>アイヌ語の危機的状況は既に知られており、アイヌ文化の保存だけではなく普及の必要性も認められてきた。<br />
「アイヌの先住民族認定を求める決議」　が国会で可決され、「有識者懇談会」　も発足した。<br />
しかし、アイヌ民族の権利の法的保障や、言語・文化をどのように継承していくのか、未だ不透明だ。<br />
これまでの日本人からの圧迫と同化政策が落とした暗い影、不当な差別と偏見の解消は容易ではない。</p></blockquote>
<div class="translation">A condição do idioma Ainu já é conhecida e o necessário não é apenas a preservação da cultura, mas a freqüência de uso de tal língua. Uma resolução que reconhece o povo Ainu como os aborígenes do Japão já foi passada pela Dieta [<a href="http://globalvoicesonline.org/2008/08/12/japan-ainu-recognized-as-indigenous-people/">Ver artigo do GV</a>, en] e um “Grupo de Peritos” [para estudar os problemas dos Ainu] foi constituído. Entretanto, de que forma os direitos dos Ainus serão legalmente assegurados e como sua língua e cultura serão repassadas permanece um mistério. Não é tão simples apagar o preconceito e a discriminação, assim como o estigma que as políticas japonesas de assimilação e opressão causaram.</div>
<blockquote><p>北海道のＳＴＶラジオでアイヌ語ラジオ講座を放送するなど、アイヌ語の普及の動きもある。<br />
北海道立アイヌ民族文化研究センターには音声資料も保存されている。<br />
しかし、アイヌ語話者は減少し、学校教育だけでなく家族内の会話も日本語の現状では厳しい。</p></blockquote>
<div class="translation">A rádio STV em Hokkaido transmite <a href="http://www.stv.ne.jp/radio/ainugo/index.html">lições do idioma Ainu</a> [ja] e há iniciativas para espalhar o uso da língua Ainu. No <a href="http://www.pref.hokkaido.lg.jp/ks/abc/">Centro de Pesquisa da Cultura Ainu em Hokkaido</a> [ja], por exemplo, são mantidas gravações de voz originais do idioma. Todavia, o número de indivíduos fluentes em Ainu estão diminuindo, além da preocupação de que não somente nas escolas, mas também nas residências, somente o idioma Japonês é utilizado.</div>
<div id="attachment_3554" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.flickr.com/photos/kissoflife/203099771/in/set-72157594181182365/"><img class="size-medium wp-image-3554" title="biei" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/biei-300x199.jpg" alt="Biei, Hokkaido. Flickr id: Taro416" width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Biei, Hokkaido. Flickr id: Taro416</p></div>
<p>Masayuki <a href="http://masayuki.boo.jp/wp/archives/2009/02/asahicom.html">reflete</a> [ja] sobre a morte de línguas e do que isso significa.</p>
<blockquote><p>最近の学説がどうなっているかは知らないのだけれど、言語は思考に影響を与えるという考え方は、ワタシはかなり妥当なので はないかと思っていて、だとすると、ひとつの言語が滅びるということは、その言語によって認識される「世界（観）」が消えてゆくということだと思えるので すね。</p></blockquote>
<div class="translation">Não sei muito sobre as recentes teorias, mas penso que a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Linguistic_relativity">teoria</a> [en] que diz que a língua tem certa influência no modo de pensar é relevante. Por isso, quando uma língua morre, também cessa o mundo de valores representados e implicados por tal língua.</div>
<blockquote><p>古くからの言葉を守ろう/いや言葉は変わるもの、という議論もしばしば聞くけれど、それは、正しい言葉/正しくない言葉、という観点よりも、言葉が象る世界の「多様性」や「豊かさ」の可能性が消えてゆくのか/広がってゆくのか、という点で語られるべき話なのではないかと。</p></blockquote>
<div class="translation">Frequentemente há debates sobre manter uma língua como ela era no passado ou modificá-la ser positivo ou não. Entretanto, mais do que pensar se uma língua está ‘correta’ ou ‘errada’, não deveríamos talvez focar na possibilidade de enriquecimento e derivações do mundo que cada língua simboliza desaparecer ou [caso preservada] se propagar?</div>
<div class="notes"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=0Rjl0XOfhPM">Aqui</a> está um vídeo feito por <a href="http://ja.wikipedia.org/wiki/%E4%B8%8B%E5%9C%B0%E5%8B%87">Isamu Shimoji</a> [en] em que ele canta <em>Obaa</em> no dialeto da Ilha Miyako. [Dizem haver somente 3000 pessoas no Japão capazes de compreender esse idioma]</div>
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		<item>
		<title>África: a maioria dos países africanos não reconhece o Dia da África</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/06/18/africa-a-maioria-dos-paises-africanos-nao-reconhece-o-dia-da-africa/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 15:15:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Miguel Lima</dc:creator>
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		<category><![CDATA[História]]></category>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porNdesanjo Macha  &#183; Traduzido por João Miguel Lima &#183;  Veja o post original 
 
O Dia da África, em 25 de Maio, é a comemoração anual da fundação da Organização da Unidade Africana (OUA), realizada em 1963, na Etiópia. Eventos públicos foram realizados em diferentes partes do mundo para celebrar esse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/ndesanjo-macha/">Ndesanjo Macha</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/joaomiguel/'>João Miguel Lima</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/05/26/africa-most-african-countries-do-not-recognise-africa-day/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><!--[if gte mso 9]><xml> <w:WordDocument> <w:View>Normal</w:View> <w:Zoom>0</w:Zoom> <w:HyphenationZone>21</w:HyphenationZone> <w:PunctuationKerning /> <w:ValidateAgainstSchemas /> <w:SaveIfXMLInvalid>false</w:SaveIfXMLInvalid> <w:IgnoreMixedContent>false</w:IgnoreMixedContent> <w:AlwaysShowPlaceholderText>false</w:AlwaysShowPlaceholderText> <w:Compatibility> <w:BreakWrappedTables /> <w:SnapToGridInCell /> <w:WrapTextWithPunct /> <w:UseAsianBreakRules /> <w:DontGrowAutofit /> </w:Compatibility> <w:BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4</w:BrowserLevel> </w:WordDocument> </xml><![endif]--><!--[if gte mso 9]><xml> <w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"> </w:LatentStyles> </xml><![endif]--> <!--[if gte mso 10]><br />
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<p>O <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Africa_Day">Dia da África</a>, em 25 de Maio, é a comemoração anual da fundação da Organização da Unidade Africana (OUA), realizada em 1963, na Etiópia. Eventos públicos foram realizados em diferentes partes do mundo para celebrar esse dia. Blogueiros e usuários do twitter também lembraram o dia publicando posts e tweets sobre o Dia da África 2009.</p>
<p><a href="http://www.zambianwatchdog.com/?p=2639">Vimos no site Zambia Watchdog</a> que apenas quatro países da região da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC, na sigla em inglês) reconhecem o dia da África como feriado público:</p>
<blockquote><p>Comparando com o passado, parece que a unidade demonstrada por africanos durante as lutas contra o colonialismo e o domínio imperialista não mais existe. Em partes do continente, lideranças são tão centradas em si mesmas que questões continentais tem sido relegadas a último plano.</p>
<p>Não é uma vergonha que, hoje, poucos africanos reconheçam o Dia da África? Não é uma vergonha que poucos países do continente tenham esse dia como feriado? E que lições isso ensina às gerações futuras?</p>
<p>Olhando os calendários dos 14 membros da SADC, somente quatro países - Namíbia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbábue - reconhecem o Dia da África como feriado nacional. Na região da SADC, somente a Namíbia fez do hino da União Africana um elemento permanente em eventos públicos e escolas.</p></blockquote>
<p>Jason Von Berg <a href="http://blogs.thetimes.co.za/music/2009/05/25/africa-day/">blogou sobre os eventos relacionados ao Dia da África</a> realizados na África do Sul:</p>
<blockquote><p>Em celebração ao Dia da África, há uma série de eventos acontecendo na África do Sul. O show anual do Dia da África aconteceu no Mary Fitzgerald Square em Newtown, Johannesburg&#8230;</p>
<p>Agora em se tratando de videoclipes, aqui tem um espcial para o Dia da África, no qual o artista namibiano Gazza se juntou com o astro sul-africano Zola para a música &#8220;Hold On&#8221;. A música foi patrocinada pelo UNICEF e pelo Standard Bank Namibia e convoca todos os africanos a se unirem contra as atrocidades e os conflitos que prejudicam a imagem da África&#8230;</p></blockquote>
<p>A melhor maneira de celebrar o Dia da África é trabalhando duro, escreve <a href="http://therootscause.wordpress.com/2009/05/25/africa-day-celebrate-it-with-hard-work/">The Root Cause</a>:</p>
<blockquote><p>Sendo africano e compondo a nova geração de sul-africanos, sou forçado a olhar para o norte, em direção ao resto do continente, e imaginar se alguma vez ele vai se erguer da miséria e da tristeza que o seguram de fazer parte, de fato, da comunidade mundial.</p>
<p>Mas, ao mesmo tempo, tenho o terrível problema de ser um otimista por natureza; tenho fé de que este é o século de África. Um tempo de fomentar por dentro. Realmente tentar fazer isso!</p></blockquote>
<p>A agência Irish Aid apoiou as celebrações do Dia da África na Irlanda. Culch.ie <a href="http://www.culch.ie/2009/05/22/africa-day/">escreve sobre os eventos em Dublin</a>:</p>
<blockquote><p>No próximo domngo, 24 de maio, de 12 às 20 horas, o Dia da África terá um evento aberto GRATUITO em Iveagh Gardens, no Dublin 2. Tem uma grande variedade de opções para o entretenimento de crianças e adultos.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/infomatique/sets/72157618646273838/">Existe uma galeria no Flickr</a> com fotos do Dia da África 2009, na Irlanda.</p>
<p>Bock postou &#8220;<a href="http://bocktherobber.com/2009/05/4231">Africa Day Limerick</a>&#8220;:</p>
<blockquote><p>São dois esses africanos. Que vergonha eles terem que aguentar o clima irlandês.</p>
<p>Que vergonha que qualquer um de nós tenha que aguentar o clima irlandês, que chove o tempo todo.</p>
<p>Mas esqueçam.</p></blockquote>
<p>Africanos falharam em aprender as lições fundamentais sobre tomarem conta de si mesmos, <a href="http://angelakintu.com/?p=181">argumenta Angela Kintu</a> no seu post sobre o Dia da África:</p>
<blockquote><p>África enfrentou algumas décadas difícies com a interferência pouco característica de vizinhos de nossos continentes vizinhos. E enquanto os vizinhos parecem tentar compensar pelos tempos negativos, teorias conspiratórias se multiplicam sobre com agora estão colonizando nossas mentes desde que perderam o acesso legal sobre nossos corpos. Talvez, talvez não. O que está claro é que falhamos em aprender as lições sobre como cuidarmos de nós mesmos. Podemos ser como pinguins num buraco, olhando para cima de bocas abertas, esperando alguém que jogue peixe de graça para nós.</p></blockquote>
<p>Na twitterfera, a Irish Aid criou uma <a href="http://twitter.com/AfricaDay">página especial para o dia da África</a>.</p>
<p><a href="http://search.twitter.com/search?max_id=1921558402&amp;page=2&amp;q=%23africaday">Seguem tweets</a> que podem ser encontrados no twitter sobre o dia da África:</p>
<blockquote><p>NeoAid: There&#39;s more Africa than what usually makes headlines (poverty/AIDS/war/famine) - See Africa Differently this #africaday http://ow.ly/94cS</p>
<p>tsepeaces: Happy Africa Day! #africaday</p>
<p>NeoAid: If you happen to be in Ireland for #africaday, check out Irish Aid&#39;s celebrations at http://ow.ly/94aT or follow them @AfricaDay</p>
<p>neoaidcom: If you happen to be in Ireland for #africaday, check out Irish Aid&#39;s celebrations at http://ow.ly/94ay or follow them @AfricaDay</p>
<p>paoladm: #africaday hello a f r i c a ,http://www.london.gov.uk/mayor/culture/africaday/</p>
<p>NeoAid: Happy Africa Day everybody! http://ow.ly/94ak #africaday</p>
<p>neoaidcom: Happy Africa Day everybody! http://ow.ly/949K #africaday</p>
<p>loopyginee: RT @Devcrossing: RT @mulumba Happy Africa Day ma peoples! #africaday- And to you too!!!</p>
<p>micknsk: RT @negrita How good and how pleasant it would be/Before God and man/To see the unification of all Africans. Africa Unite #africaday</p></blockquote>
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		<title>Irã: &#8220;Irã 2009 x Sérvia 2000&#8243;</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/06/15/ira-ira-2009-x-servia-2000/</link>
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		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 00:43:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Eastern & Central Europe]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições]]></category>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porVeronica Khokhlova  &#183; Traduzido por Carlos Maestre &#183;  Veja o post original 
Balkans via Bohemia compara a atual situação no Irã [en] com as eleições de 2000 da Sérvia.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/neeka/">Veronica Khokhlova</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/06/14/iran-iran-2009-vs-serbia-2000/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><em>Balkans via Bohemia</em> <a href="http://richbyrne.blogspot.com/2009/06/stolen-elections-iran-2009-vs-serbia.html">compara a atual situação no Irã</a> [en] com as eleições de 2000 da Sérvia.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Camboja: Polêmico projeto de iluminação do Angkor Wat</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/06/14/camboja-polemico-projeto-de-iluminacao-do-angkor-wat/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/06/14/camboja-polemico-projeto-de-iluminacao-do-angkor-wat/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 14 Jun 2009 21:49:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte & Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cambodia]]></category>
		<category><![CDATA[East Asia]]></category>
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		<description><![CDATA[Para divulgar passeios "sob a luz da noite" e virar a queda de 20% no número de visitantes, o governo cambojano instalou iluminação artificial no templo Angkor Wat, de 11 séculos de existência. Este projeto sofre a oposição de alguns conservacionistas do patrimônio e cidadãos cambojanos preocupados. O Angkor Wat é o ponto turístico mais popular no Camboja e é reconhecido como Patrimônio Mundial.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/mong/">Mong Palatino</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/06/14/cambodia-controversial-angkor-wat-lighting-project/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Para divulgar <a href="http://khmernews.net/2009/05/angkor-lights-stir-controversy/">passeios &#8220;sob a luz da noite&#8221;</a> [en] e virar a queda de 20% no número de visitantes, o governo cambojano instalou iluminação artificial no templo Angkor Wat, de 11 séculos de existência. Este projeto sofre a oposição de alguns conservacionistas do patrimônio e cidadãos cambojanos preocupados. O Angkor Wat é o ponto turístico mais popular no Camboja e é reconhecido como Patrimônio Mundial.</p>
<p>Especialistas em conservação do patrimônio descrevem as lâmpadas instaladas como <a href="http://www.southeastasianarchaeology.com/2009/05/29/heritage-advocate-appeal-cambodian-pm-angkor-wat-lights/">&#8220;desconfortáveis&#8221;</a> [en]. Desde 2006, mais de <a href="http://detailsaresketchy.wordpress.com/2009/05/26/angkor-by-night/">$12 milhões</a> [de dólares, en] foram gastos na iluminação do templo. Ela faz parte do grande projeto de transformar o Angkor Wat em um <a href="http://sophanse.blogspot.com/2009/06/lighting-project-part-of-broader-push.html">complexo para palcos de entretenimento</a> [en].</p>
<p>O governo defende a decoração com luzes argumentando que tem o apoio da <a href="http://realcambodia.blogspot.com/2009/06/new-lighting-to-be-installed-at-angkor.html">UNESCO</a> [en]. Autoridades acrescentaram também que apenas tecnologia <a href="http://www.southeastasianarchaeology.com/2009/06/05/cambodian-officials-refute-damage-by-light-fixtures-angkor-revenues-down-20/">de luz proveniente da energia solar</a> [en] foi usada no projeto.</p>
<p>O público ficou perplexo quando descobriu que buracos foram feitos no templo para a instalação de lâmpadas elétricas. A informação foi <a href="http://cambodiamirror.wordpress.com/2009/05/25/holes-are-drilled-into-the-angkor-wat-temple-to-attach-electric-bulbs-who-is-wrong-the-sou-ching-company-the-tuy-nasy-company-or-the-apsara-authority-monday-25-5-2009/">negada</a> [en] pelo governo e pela executora do projeto:</p>
<blockquote><p>“The working team explained that they have a technique to set up electric bulbs which causes no harm to the temple. They install bulbs by using cork stoppers put into already existing holes, and they set up lights only where it is possibly, and also at the lower layers of the stone. The working team claims that the heat of the bulbs is weak and does not affect the temple.”</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;A equipe que está trabalhando nisso explicou que tem uma técnica para posicionar as lâmpadas sem causar danos ao templo. Eles instalam as lâmpadas usando rolhas em buracos já existentes e colocam as luzes somente onde é possível, e também nas camadas mais baixas das pedras. A equipe alega que o calor das lâmpadas é fraco e não afeta o templo.&#8221;</div>
<p>A polêmica tornou-se mais intensa quando a pessoa que denunciou a iluminação do Angkor Wat foi <a href="http://ki-media.blogspot.com/2009/06/nobody-is-allowed-to-criticize-hun-sens.html">processada</a> [en] por um advogado do governo sob a alegação de divulgar informações falsas. O acusado fugiu para a França para evitar ser processado.</p>
<div id="attachment_80031" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/dragonwoman/31029519/"><img class="size-medium wp-image-80031" title="angkor" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/angkor-300x214.jpg" alt="Templo Angkor Wat. Da página de DragonWoman no Flickr" width="300" height="214" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">Templo Angkor Wat. Da página de DragonWoman no Flickr</p>
</div>
<p>Abaixo estão algumas reações da blogosfera cambojana. Vindo de <em><a href="http://sokheounpang.wordpress.com/2009/06/10/angkor-wat-light-or-lie/">The Son of the Empire</a></em> [O Filho do Império, en]:</p>
<blockquote><p>Can this equipped light attract more tourists to Angkor Wat and Cambodia as a whole while a leader of a country is incompetent to lead a country with transparency, security, stability, human right respect, and yet committing corruption and dependent on alm and submitting to neigboring countries?</p>
<p>Personally, the light decoration is untolerable and I think those who allow this project to be carried out is considered as a traitor and are untolerable.</p>
<p>Those people must think about the long term and should have done their best to preserve this most wonderful work of our greatest ancestors who have built this marvelous heritage for the world, for us and has become the soul, the spirit, and the pride of our people and nation.</p></blockquote>
<div class="translation">Pode esta iluminação atrair mais turistas ao Angkor Wat - e ao Camboja como um todo - enquanto o líder de um país é incompetente para liderar um país com transparência, segurança, estabilidade, respeito aos direitos humanos, e ainda cometer corrupção e ser dependente e submeter-se a todos os países vizinhos?</p>
<p>Pessoalmente, a decoração com luzes é intolerável e penso naqueles que permitem tal projeto ser executado como em traidores e são intoleráveis.</p>
<p>Essas pessoas devem pensar no longo prazo e deveriam ter feito o possível para preservar este maravilhoso trabalho de nossos grandes ancestrais que construíram este maravilhoso patrimônio para o mundo, para nós e se tornou a alma, o espírito e o orgulho de nossas pessoas e nações.</p></div>
<p><em>Real Cambodia</em> <a href="http://realcambodia.blogspot.com/2009/06/would-you-be-more-likely-to-visit.html">aprecia</a> [en] o esforço em melhorar a imagem do Angkor Wat:</p>
<blockquote><p>I kind of like the idea of seeing Angkor Wat at night. I imagine some of the statues, carvings, and shadows would be pretty amazing, particularly after happy hour. And hopefully they&#39;d use really environmentally-friendly lighting, like LED lights, in a smart and innovative way, creating lots of trippy, dramatic angles. But I&#39;d also hope they left most of the park undisturbed, all the better to retain its unique position at the nexus of natural and supernatural.</p></blockquote>
<div class="translation">Eu meio que gosto da idéia de ver o Angkor Wat à noite. Imagino algumas das estátuas, das inscrições e as sombras seriam algo incrível, principalmente depois do happy hour. E, esperançosamente, eles usaram luzes que não causam danos ao ambiente, como LEDs, de forma inteligente e inovadora, criando ângulos dramáticos e descolados. Mas também espero que eles tenham deixado a maior parte do parque intocada, tudo de melhor para manter sua posição entre o natural e o sobrenatural.</div>
<p><em>The Southeast Asian Archaeology Newsblog</em> adverte que o número crescente de turistas no Angkor Wat é <a href="http://www.southeastasianarchaeology.com/2009/06/08/angkor-lights-good-tourism-bad-conservation/">ruim para os negócios</a> [en]:</p>
<blockquote><p>The move may serve to boost falling tourism numbers, but does nothing to address what heritage specialists have been saying for years - that the effects of increased traffic to Angkor is ultimately bad for business.</p></blockquote>
<div class="translation">A iniciativa pode servir para levantar o decadente número de turistas, mas não faz nada para ajudar no que especialistas do patrimônio dizem há anos - que os efeitos do aumento de visitantes no Angkor fazem mal para os negócios.</div>
<p>Um comentarista anônimo <a href="http://ki-media.blogspot.com/2009/06/critic-of-temple-lighting-writes-hun.html">renega</a> [en] o projeto de iluminação:</p>
<blockquote><p>Even from a plain, regular guy like me, I could see that the lighting was absolutely inappropriate for a sacred monument any where in the whole world, let alone a magnificent heritage like Angkor Wat. Who ever came up with that idea should be fired from his job!!!! No sense of fine aesthetic, whatsoever!!!</p></blockquote>
<div class="translation">Mesmo um cara normal, como eu, pode ver que a iluminação é totalmente inapropriada para um monumento sagrado em qualquer lugar do mundo, sem falar de um patrimônio magnífico como o Angkor Wat. Quem teve a idéia deveria ser despedido de seu emprego!!!! Não tem noção de estética, ou seja lá do que for!!!</div>
<p>O <a href="http://ki-media.blogspot.com/2009/06/mr-heng-samrin-agreed-with-mr-son.html">vice primeiro ministro</a> [en] será convocado pelo parlamento para responder perguntas a respeito do polêmico projeto.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Irã: Apoiadores de Karroubi tem o Facebook como maior arma na campanha eleitoral.</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/05/20/ira-apoiadores-de-karroubi-tem-o-facebook-como-maior-arma-na-campanha-eleitoral/</link>
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		<pubDate>Wed, 20 May 2009 20:24:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Farsi]]></category>
		<category><![CDATA[Governança]]></category>
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		<description><![CDATA[O Facebook estava banido no Irã até recentemente, mas agora os apoiadores do ex-orador do Parlamento Iraniano Mehdi Karroubi o usam como veículo de promoção para a sua candidatura nas eleições presidenciais que se aproximam]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/hamid-tehrani/">Hamid Tehrani</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/05/16/iran-karroubi-supporters-armed-with-facebook-in-presidential-election/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img class="alignleft" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/05/campaign88.gif" alt="" hspace="5" width="180" height="205" /> O Facebook estava banido no Irã até recentemente, mas agora os apoiadores do ex-orador do Parlamento Iraniano <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mehdi_Karroubi">Mehdi Karroubi</a> [en] o <a href="http://campaign88.ir/">usam</a> [fa] como veículo de promoção para a sua candidatura nas eleições presidenciais que se aproximam.</p>
<p>O Facebook é um componente importante da estratégia web &#8220;Campanha 88&#8243; de Karroubi. <em>Mohmmad Ali Abtahi</em>, que é o ex-vice-presidente do país e um blogueiro muito ativo, se tornou um dos conselheiros de Karroubi.</p>
<p><em>Nik Ahang</em>, um cartunista e blogueiro iraniano, está chamando o ex-orador do parlamento de &#8220;Barack Karroubi&#8221; por conta da insistência deste em se apresentar como o candidato da &#8220;mudança&#8221;. O blogueiro também <a href="http://nikahang.blogspot.com/2009/04/blog-post_5295.html">desenhou</a> um cartoon do candidato. Karroubi está <a href="http://www.aftabnews.ir/vdcezn8v.jh8fei9bbj.html">pedindo</a> [fa] pelo fim da execução de menores no Irã, e fala em prol do aumento da liberdade dentro do país. Ele é também um dos defensores da negociação pacífica nas relações internacionais do Irã.</p>
<p>No Facebook nos encontramos vários vídeos onde Karroubi e seus assessores respondem perguntas sobre a eleição. Em um destes vídeos Karroubi afirma que o Holocausto é uma realidade. Até agora isso faz dele como o único candidato importante nestas eleições a ter uma posição clara sobre o assunto.</p>
<p>Há também fotos de Karroubi em diferentes encontros em vários lugares do país e uma pesquisa sobre as preferências de voto dos visitates do site na eleição.</p>
<p>O apoio a Karroubi em sua página no Facebook ainda não ultrapassou 300 assinaturas.</p>
<p><em>Reset</em>, um(a) blogueiro(a) iraniano(a), <a href="http://reset.blogfa.com/post-55.aspx">menciona</a> [fa] várias razões pela qual votaria em Karroubi. Reset diz também que os assessores de Karroubi foram os únicos a falar sobre a necessidade de coneção à internet rápida e de banda larga no Irã.</p>
<p>Há vários blogues criados para apoiar a candidatura de Karroubi, mas nada comparado ao <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/05/08/ira-movimento-de-1000-blogueiros-apoia-candidatura-mousavi-para-presidencia/">grande número de blogueiros que apóiam seu oponente</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mir-Hossein_Mousavi">Mir Hussein Mousavi</a> [en].</p>
<p>Um destes blogues é o <a href="http://hamava88.blogfa.com/">Karroubi&#39;s supporters&#39; blog</a> (blog dos apoiadores de Karroubi) [fa]. Este blogue publica notícias sobre a candidatura de seu favorito.</p>
<p><em>Mohmmad Ali Abtahi</em> <a href="http://www.webneveshteha.com/weblog/?id=2146310063">diz</a> [fa] em seu blogue que Karroubi avisou as Forças Armadas a não intervirem na eleição.</p>
<p>Um fato interessante é de que Mehdi Karroubi não está sozinho em sua foto de campanha (veja no início do artigo). Ele aparece junto com o ex-prefeito de Teerã, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Gholamhossein_Karbaschi">Gholamhossein Karbaschi</a>, no círculo logo atrás de si. Talvez o slogan de &#8220;mudança&#8221; não tenha sido a única coisa que Karroubi pegou emprestado das eleições Norte-Americanas.</p>
<p>Terá ele criado para si mesmo um &#8220;companheiro de chapa&#8221; extra-oficial?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Hong Kong: Morra por favor, Donald Tsang!</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/05/20/hong-kong-morra-por-favor-donald-tsang/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/05/20/hong-kong-morra-por-favor-donald-tsang/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 20 May 2009 06:23:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[Chinese]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[Na semana passada, o público ficou ultrajado com o comentário feito pelo Chefe do Executivo de Hong Kong, Donald Tsang, a respeito do Massacre da Praça da Paz Celestial (conhecido na China como "O Incidente de 4 de Junho") durante uma sessão do Conselho Legislativo, realizada no dia 13 de maio. Oiwan Lam nos conta mais sobre o incidente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/oiwan/">Oiwan Lam</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/05/18/hong-kong-donald-tsang-please-die/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Na semana passada, o público ficou ultrajado com as declarações feitas pelo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Chefe_do_Executivo_de_Hong_Kong">Chefe do Executivo</a> de Hong Kong, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Donald_Tsang">Donald Tsang</a>, a respeito do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Protesto_na_Pra%C3%A7a_da_Paz_Celestial_em_1989">Massacre da Praça da Paz Celestial</a> (conhecido na China como &#8220;O Incidente de 4 de Junho&#8221;) durante uma sessão do Conselho Legislativo, realizada no dia 13 de maio. Quando perguntado a respeito de sua opinião pessoal sobre a defesa do movimento estudantil de 4 de Junho, ele respondeu:</p>
<blockquote><p>I understand Hong Kong people’s feelings about June 4, but the incident happened many years ago. The country’s development in many areas has since achieved tremendous results and brought economic prosperity to Hong Kong. I believe Hong Kong people will make an objective assessment of the nation’s development.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Eu entendo os sentimentos do povo de Hong Kong a respeito do 4 de Junho, mas o incidente aconteceu a muitos anos atrás. O desenvolvimento do país em muitas áreas atingiu resultados espantosos desde então, e trouxe prosperidade econômica para Hong Kong. Eu acredito que o povo de Hong Kong fará uma reflexão objetiva sobre o desenvolvimento da nação.&#8221;</div>
<p>Ele então afirmou que sua opinião representava a opinião do público geral, o que causou ainda mais críticas, uma vez que ele não foi eleito pelo povo de Hong Kong. O blogue <em>EastSouthWestNorth (ESWN)</em> [en] traduziu uma pesquisa do site <em>HKU POP</em> [en] que aponta que mais de 58% das pessoas responderam que o governo chinês estava errado na repressão do manifesto na Praça da Paz Celestial, embora a maioria tenha também afirmado que as condições de direitos humanos no país tenham melhorado nos últimos 3 anos. (Para detalhes sobre o incidente e sobre as pesquisas, acesse o <a href="http://www.zonaeuropa.com/200905b.brief.htm#008">ESWN</a> [en]).</p>
<p>Como o público se sentiu a respeito do comentário de Donald Tseng? <a href="http://www.youtube.com/watch?v=qiV0qSgfFeM&amp;feature=player_embedded">Este vídeo musical</a>, entitulado &#8220;Donald Tseng, Please Die&#8221; (&#8221;Morra por favor, Donald Tseng&#8221;) [en], que foi visto por mais de 30 mil pessoas durante o fim de semana, reflete vividamente o sentimento do público:</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/qiV0qSgfFeM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/qiV0qSgfFeM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<blockquote><p>Donald Tsang, please die<br />
我哋實上街 (translation: we will definitely take on the street to protest)<br />
Donald Tsang, please die<br />
When will you be fired?</p></blockquote>
<div class="translation">
<p>&#8220;Donald Tseng, morra por favor<br />
我哋實上街 (tradução: nós definitivamente iremos continuar protestando nas ruas)<br />
Donald Tsang, morra por favor<br />
Quando é que você será demitido?&#8221;</p></div>
<blockquote><p>假設donald今日你俾人斬左隻手<br />
二十年後嗰個人發咗達又做埋特首<br />
你會否因為佢嘅成就<br />
然後叫自己不要追究？</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Imagine que hoje sua mão foi amputada por alguém, Donald<br />
Vinte anos depois este alguém se tornou Chefe do Executivo<br />
Você iria parar de procurar justiça por conta do sucesso dele?<br />
Pergunte a si mesmo, você deixaria de procurar justiça?&#8221;</div>
<blockquote><p>Donald Tsang, please die<br />
我哋實上街 (translation: we will definitely take on the street to protest)<br />
Donald Tsang, please die<br />
We’re all poor guys</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Donald Tsang, morra por favor<br />
我哋實上街 (tradução: nós definitivamente iremos continuar protestando nas ruas)<br />
Donald Tsang, morra por favor<br />
Nós somos todos pobres&#8221;</div>
<blockquote><p>董建華雖然做野係渣<br />
但係良心都唔會好似你咁差<br />
你任內最驕人既成就<br />
就係強化市民對民主嘅要求</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tung_Chee-Hwa">Tung Chee Hwa</a> (ex-Chefe do Executivo) foi ruim em sua atuação<br />
Mas a sua consciência é melhor que a sua.<br />
O que você conseguiu no seu mandato<br />
Foi o aumento da demanda popular por democracia.&#8221;</div>
<blockquote><p>Donald Tsang, please die<br />
When will you die?<br />
Donald Tsang, please die…<br />
When will you be fired?</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Donald Tsang, morra por favor<br />
Quando é que você vai morrer?<br />
Donald Tsang, morra por favor&#8230;<br />
Quando é que você vai ser demitido?&#8221;</div>
<p>A música foi escrita por Ah P e é tocada por uma banda chamada My Little Airport.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Irã: Movimento de 1000 blogueiros apóia candidatura Mousavi para presidência</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/05/08/ira-movimento-de-1000-blogueiros-apoia-candidatura-mousavi-para-presidencia/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/05/08/ira-movimento-de-1000-blogueiros-apoia-candidatura-mousavi-para-presidencia/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 08 May 2009 22:00:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Farsi]]></category>
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		<description><![CDATA[Os apoiadores dos dois principais candidatos presidenciais reformistas, o ex-Primeiro Ministro Mir Hussein Mousavi e o ex-Orador Parlamentar Mehdi Karroubi, estão usando a internet, incluindo blogues e o Facebook, para tentar ampliar as chances de ter seus candidatos selecionados pelo Conselho dos Guardiões na eleição de junho.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/hamid-tehrani/">Hamid Tehrani</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/05/06/iran-movement-of-1000-bloggers-supports-mousavi-for-presidency/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img class="alignleft" title="Mousavi" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/05/mousavi.gif" alt="" hspace="5" width="204" height="202" />Os apoiadores dos dois principais candidatos presidenciais <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Iranian_reformists">reformistas</a> [en], o ex-Primeiro Ministro <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mir-Hossein_Mousavi">Mir Hussein Mousavi</a> [en] e o ex-Orador Parlamentar <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mahdi_Karroubi">Mehdi Karroubi</a> [en], estão usando a internet, incluindo blogues e o Facebook, para tentar ampliar as chances de ter seus candidatos selecionados pelo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Conselho_dos_Guardi%C3%A3es">Conselho dos Guardiões</a> na eleição de junho.</p>
<p>Neste artigo, nós vamos lançar um primeiro olhar sobre os apoiadores de Mousavi como uma primeira jornada pelo campo de batalha digital das eleições iranianas. Por volta de 1000 blogueiros anunciaram seu apoio a Mir Hussein Mousavi. Seus nomes e endereços eletrônicos estão publicados em <a href="http://www.mirhussein.com/">Mirhussein.com</a> [fa], um website criado por &#8220;um grande grupo de blogueiros que apoiam Mousavi&#8221;.</p>
<p>Em seus discursos, Mousavi já <a href="http://www.nytimes.com/2009/04/07/world/middleeast/07iran.html?ref=world">fez críticas</a> [en] à &#8220;má administração&#8221; do presidente Mahmoud Ahmadinejad. Mousavi afirmou que iria trabalhar na construção de uma confiança internacional natureza pacífica das ambições nucleares iranianas. Mousavi também falou em defesa da &#8220;imprensa livre&#8221; no passado, embora tenha se recusado a prometer que libertaria prisioneiros políticos caso se tornasse presidente.</p>
<p>Os blogueiros que apóiam Mousavi escrevem sobre muitos tópicos diferentes, desde religião até esportes, e também diferem ideologicamente. Eles vivem em vários cantos do país. Alguns dos blogues estão no ar há muito tempo, enquanto outros parecem ter sido criados especialmente para a eleição. Nós podemos dividir os blogueiros pró-Mousavi em várias diferentes categorias, incluindo:</p>
<p><strong>Fundamentalistas:</strong> &#8220;<a href="http://islamica70.blogfa.com/">O Islã é superior a tudo</a>&#8221; [fa] é um dos blogues listados como apoiadores de Mousavi. O blogueiro não explica por quê apoia Mousavi, mas também publicou várias fotos do líder iraniano <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Khamenei">Ayatollah Khamenei</a>, que pode ser facilmente considerado um fundamentalista.</p>
<p><strong>Blogueiros Não-Políticos:</strong> Outro blogueiro que apóia o ex-primeiro ministro para a presidência escreve o <a href="http://ghasemzare.blogfa.com/">Perspolis Ghahreman</a> [fa], um blogue que fala principalmente de futebol. Perspolis é um time de futebol muito popular no Irã. Outro blogue que está anunciando seu apoio é o <em>Modyryat, Eghtesad, Toseh</em> (&#8221;Gerenciamento, Economia, Desenvolvimento&#8221;), um blogue sobre economia.</p>
<p><strong>Blogueiros eleitorais sem foco geográfico:</strong> <em>Barayeh Mirhussein</em> (&#8221;para Mir Hussein&#8221;) é um blogue que foi recentemente criado por seu autor <a href="http://www.mmmmmn.blogfa.com/">para escrever</a> [fa] sobre a candidatura ex-primeiro ministro e sobre as idéias do candidato. Este blogue faz citações de falas atribuídas a Mir Houssen Mousavi onde este afirmaria que os problemas mais importantes do governo são a inflação e o desemprego, e que deveria ser possível se criar um canal de TV privado no Irã. <em>Barayeh Mirhussein</em> não representa nenhuma comunidade local.</p>
<p><strong>Blogueiros eleitorais com foco geografico: </strong>o blogue <a href="http://mousavidxb.persianblog.ir/">Apoiadores de Mousavi no Dubai</a> [fa] é um bom exemplo de blogue de um grupo de expatriados iranianos em um país estrangeiro. Apoiadores de Mousavi também lançaram um blogue chamado <a href="http://nasim1388.blogfa.com/">Nasim 88</a> [fa] na cidade iraniana de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ardabil">Ardabil</a> [en].</p>
<p><strong>Ex-apoiadores de Khatami:</strong> <a href="http://khatami2008.blogfa.com/">Khatami88</a> [fa] é um blogue que foi inicialmente lançado para apoiar a nova candidatura à presidência do ex-presidente reformista <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Khatami">Mohmmad Kathami</a> [fa]. Mas tão logo Khatami se retirou da corrida presidencial e anunciou seu apoio a Mir Hussein, seus apoiadores o seguiram.</p>
<p>Emboran os blogues não sejam uma amostra muito confiável para se estudar as preferencias eleitorais da população iraniana como um todo, ao menos nós podemos ver que por conta do largo espectro de apoiadores de Mousavi na blogosfera que o apoio à sua candidatura não está limitado a um grupo específico.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cuba, E.U.A.: Estendendo um Ramo de Oliva?</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/23/cuba-eua-estendendo-um-ramo-de-oliva/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/23/cuba-eua-estendendo-um-ramo-de-oliva/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 22:46:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Nemer Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cuba]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<category><![CDATA[Viagem]]></category>

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		<description><![CDATA[A administração Obama anunciou ontem algumas alterações fundamentais para a política dos EUA destinada a "chegar ao povo cubano em apoio ao desejo deles de determinar livremente o futuro de seu país." Embora a mudança da política permita um levantamento das restrições sobre as viagens e pagamentos e abra caminho para uma melhor ligação em telecomunicação com a ilha, alguns blogueiros estão preocupados que a medida não tenha ido longe o suficiente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/janine-mendes-franco/">Janine Mendes-Franco</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/luiznemer/'>Luiz Nemer Neto</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/04/14/cuba-usa-extending-an-olive-branch/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><!--[if gte mso 9]><xml> <w:WordDocument> <w:View>Normal</w:View> <w:Zoom>0</w:Zoom> <w:HyphenationZone>21</w:HyphenationZone> <w:PunctuationKerning /> <w:ValidateAgainstSchemas /> <w:SaveIfXMLInvalid>false</w:SaveIfXMLInvalid> <w:IgnoreMixedContent>false</w:IgnoreMixedContent> <w:AlwaysShowPlaceholderText>false</w:AlwaysShowPlaceholderText> <w:Compatibility> <w:BreakWrappedTables /> <w:SnapToGridInCell /> <w:WrapTextWithPunct /> <w:UseAsianBreakRules /> <w:DontGrowAutofit /> </w:Compatibility> <w:BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4</w:BrowserLevel> </w:WordDocument> </xml><![endif]--><!--[if gte mso 9]><xml> <w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"> </w:LatentStyles> </xml><![endif]--> <!--[if gte mso 10]></p>
<p><mce:style><!   /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} --></p>
<p><!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal">A <a href="http://www.whitehouse.gov/administration/President_Obama/">administração Obama</a> <a href="http://elcubanocafe.blogspot.com/2009/04/obama-to-allow-travel-money-transfers.html">anunciou</a> ontem algumas <a href="http://www.whitehouse.gov/the_press_office/Fact-Sheet-Reaching-out-to-the-Cuban-people/">alterações fundamentais para a política dos EUA</a> destinada a &#8220;chegar ao povo cubano em apoio ao desejo deles de determinar livremente o futuro de seu país.&#8221; Embora a mudança da política permita um levantamento das restrições sobre as viagens e pagamentos e abra caminho para uma melhor ligação em telecomunicação com a ilha, alguns blogueiros estão preocupados que a medida não tenha ido longe o suficiente <a href="http://blog.bajandream.org/2009/04/13/us-white-house-confirms-cuban-restrictions-will-be-lifted/">(ex: o embargo comercial ainda permanece no local)</a>, tornando a nova política, nas palavras de <a href="http://cubantriangle.blogspot.com/2009/04/obamas-package-to-carry-to-trinidad.html">The Cuban Triangle</a>, “humanitária, insustentável, de pouco alcance, uma espécie de inoculação, e um ponto de interrogação.&#8221;</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><a href="http://cubantriangle.blogspot.com/2009/04/obamas-package-to-carry-to-trinidad.html">O blogger</a> explica:</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><!--[if gte mso 9]><xml> <w:WordDocument> <w:View>Normal</w:View> <w:Zoom>0</w:Zoom> <w:HyphenationZone>21</w:HyphenationZone> <w:PunctuationKerning /> <w:ValidateAgainstSchemas /> <w:SaveIfXMLInvalid>false</w:SaveIfXMLInvalid> <w:IgnoreMixedContent>false</w:IgnoreMixedContent> <w:AlwaysShowPlaceholderText>false</w:AlwaysShowPlaceholderText> <w:Compatibility> <w:BreakWrappedTables /> <w:SnapToGridInCell /> <w:WrapTextWithPunct /> <w:UseAsianBreakRules /> <w:DontGrowAutofit /> </w:Compatibility> <w:BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4</w:BrowserLevel> </w:WordDocument> </xml><![endif]--><!--[if gte mso 9]><xml> <w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"> </w:LatentStyles> </xml><![endif]--> <!--[if gte mso 10]></p>
<p><mce:style><!   /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} --></p>
<p><!--[endif]--></p>
<blockquote>
<p class="MsoNormal">A ação de hoje – afetando viagens e pagamentos, serviços e equipamentos de telecomunicações, e parcelas de presentes – foi dramática porque ela muda oito anos de movimento na direção oposta. Mas ela ainda deixa o Presidente Obama com uma política 90 por cento igual à de Bush. (<a href="http://cubantriangle.blogspot.com/2008/11/obama-on-cuba.html">O candidato Obama disse</a> que a política levou a &#8216;uma conversa difícil que nunca rendia resultados.&#39;) Além dos cubano-americanos, ela não trata a questão de contato mais amplo com a sociedade americana,  seja de turistas, universidades, associações profissionais, igrejas, sinagogas, ou de outras partes da nossa sociedade civil. Também não aborda a diplomacia, e os porta-vozes do Presidente esquivaram repetidamente de perguntas sobre que tipo de diálogo a Administração poderia seguir com Cuba.</p>
</blockquote>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><!--[if gte mso 9]><xml> <w:WordDocument> <w:View>Normal</w:View> <w:Zoom>0</w:Zoom> <w:HyphenationZone>21</w:HyphenationZone> <w:PunctuationKerning /> <w:ValidateAgainstSchemas /> <w:SaveIfXMLInvalid>false</w:SaveIfXMLInvalid> <w:IgnoreMixedContent>false</w:IgnoreMixedContent> <w:AlwaysShowPlaceholderText>false</w:AlwaysShowPlaceholderText> <w:Compatibility> <w:BreakWrappedTables /> <w:SnapToGridInCell /> <w:WrapTextWithPunct /> <w:UseAsianBreakRules /> <w:DontGrowAutofit /> </w:Compatibility> <w:BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4</w:BrowserLevel> </w:WordDocument> </xml><![endif]--><!--[if gte mso 9]><xml> <w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"> </w:LatentStyles> </xml><![endif]--> <!--[if gte mso 10]></p>
<p><mce:style><!   /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} --></p>
<p><!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal">Mas <a href="http://cuba-blog.teresabevin.com/?p=183">Cuba-Blog</a> parece confortável com o fato de o Presidente estar cumprindo suas promessas de campanha, dizendo:</p>
<p class="MsoNormal">
<blockquote>
<p class="MsoNormal">[Ele] tem aberto a porta para Cuba e para os cubanos um pouco mais&#8230;</p>
</blockquote>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">A reação em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cuba">Cuba</a> -, assim como em toda a diáspora - tem sido&#8230;bem&#8230;<a href="http://www.havanatimes.org/?p=7445">misturada</a>. <a href="http://ourlatinamerica.blogspot.com/2009/04/fidel-castro-pushes-obama-to-drop.html">The Latin Americanist</a> noticia que o ex-presidente cubano Fidel Castro estava descontente com o embargo ainda em vigor:</p>
<p class="MsoNormal">
<blockquote>
<p class="MsoNormal">Em um artigo escrito na impressa cubana, Castro pareceu estar satisfeito com o fato de o presidente Barack Obama descartar &#8216;<a href="http://www.google.com/hostednews/ap/article/ALeqM5imbgM9sviYZ9M0xibNPtoGZopg-gD97I86D00">várias restrições detestáveis</a>&#8216; decretadas pela administração presidencial anterior. Castro atingiu brevemente um tom conciliatório quando ele escreveu que o governo cubano estaria <a href="http://www.upi.com/Top_News/2009/04/14/Castro-notes-genocidal-blockade-remains/UPI-11451239708622/">disposto a normalizar as relações</a> com os EUA Entretanto ele também reclamou do longo bloqueio de quarenta anos que ele rotulava como uma &#8216;<a href="http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601086&amp;sid=aKSy7C3ehFBM&amp;refer=latin_america">verdadeira medida de genocídio</a>&#8216;.</p>
</blockquote>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><a href="http://cubantriangle.blogspot.com/2009/04/reactions-to-obamas-travel-measures.html">The Cuban Triangle</a> também postou um conjunto de reações.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><a href="http://blogs.ya.com/juandiegonusa/c_337.htm">Cuba, desde mi ventana</a> [ES], um blog em cuja declaração da missão podemos ler: &#8220;eu gostaria de compartilhar com vocês informações sobre a atividade internacional de Cuba, que é o meu país de origem, cuja imagem está distorcida no mundo pelos inimigos da Revolução Cubana&#8221;, não está satisfeito que a nova política dos EUA não se estendeu ao embargo:</p>
<p class="MsoNormal">
<blockquote>
<p class="MsoNormal">El presidente Barack Obama eliminó el lunes &#8216;todas las restricciones&#39; para que los cubanosamericanos puedan visitar Cuba y enviar remesas desde Estados Unidos, pero sin tocar aspectos del criminal bloqueo económico…que ha provocado pérdidas directas a la Isla caribeña por más de 93 mil millones de dólares…</p>
</blockquote>
<div class="translation">
<p class="MsoNormal">O presidente Barack Obama retirou na segunda-feira &#8216;todas as restrições&#39; para que cubanoamericanos pudessem visitar Cuba e enviar pagamentos provenientes dos Estados Unidos, mas sem tocar diretamente no aspecto do bloqueio econômico criminoso&#8230;que tem causado perdas de mais de 93 bilhões de dólares para a ilha caribenha&#8230;</p>
</div>
<p class="MsoNormal">
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">Por enquanto, <a href="http://yohandry.wordpress.com/2009/04/13/cubanos-opinan-sobre-la-decision-de-obama/">Yohandry&#39;s Weblog</a> [ES], situado em Havana, posta um interessante conjunto de reações à mudança de política dos cubanos.</span></p>
<div class="contributors"><small>A <a href="http://www.flickr.com/photos/fudj/78349997/">imagem</a> usada neste post, “propaganda”, é por fudj, <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.0/deed.en">usada sob uma licensa Creative Commons</a>.  Visite o <a href="http://www.flickr.com/photos/fudj/"> flickr </a> de fudj.</small></div>
<div class="contributors"><a href="http://globalvoicesonline.org/author/solana-larsen/">Solana Larsen</a> contribuiu com esse post.</div>
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		<title>Irã: Diplomatas saem durante discurso de Ahmadinejad</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Apr 2009 23:53:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad apareceu hoje nas manchetes mais uma vez, quando ele referiu-se a Israel como um "estado racista" durante um discurso na conferência da ONU sobre o racismo, em Genebra, Suíça. Delegações de várias nações europeias retiraram-se da conferência em protesto à observação de Ahmadinejad. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/hamid-tehrani/">Hamid Tehrani</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/04/20/iran-diplomats-walk-out-at-ahmadinejads-speech/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad apareceu hoje <a href="http://www.nytimes.com/2009/04/21/world/21geneva.html?hp" target="_blank">nas manchetes</a> [en] mais uma vez, quando ele <a href="http://www.nytimes.com/2009/04/21/world/21geneva.html?hpw">referiu-se</a> [en] a Israel como um &#8220;estado racista&#8221; durante um discurso na conferência da ONU sobre o racismo, em Genebra, Suíça. Delegações de várias nações europeias retiraram-se da conferência em protesto à observação de Ahmadinejad.</p>
<p><em>Jomhour</em> <a href="http://jomhour.info/2009/04/20/post-634.html">publicou</a> o seguinte vídeo mostrando a saída dos diplomatas:</p>
<p><object width="480" height="295"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5hlxvMYu28Y&#038;hl=pt-br&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/5hlxvMYu28Y&#038;hl=pt-br&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="295"></embed></object></p>
<p>Comentadores traçaram paralelos entre este incidente e o <a href="http://globalvoicesonline.org/2007/09/29/iran-ahmadinejads-speech-at-columbia-university/comment-page-2/">discurso que o presidente iraniano deu na Universidade de Columbia</a> em Nova York em 2007.</p>
<p><em>Ghommar</em> diz que os iranianos foram mais uma vez humilhados diante a comunidade mundial por seu presidente. Ele <a href="http://ghomaaar.blogspot.com/2009/04/blog-post_4945.html">escreve</a> [fa]:</p>
<blockquote><p>رئیس‌جمهوری که در کشورش هر روزه شاهد نقض گسترده‌ی حقوق‌بشر هستیم …زنان از کوچک‌ترین حقوق انسانی که لباس پوشیدن است محروم هستند و در زندان‌های آن پر از زندانبان عقیدتی و سیاسی است..، خیلی خنده‌دار و تلخ است که در سازمان ملل از نژادپرستی و نقض حقوق‌بشر در کشورهای دیگر حرفی بزند</p></blockquote>
<div class="translation">É algo muito ridículo e amargo um presidente, que em seu próprio país testemunha um alto índice de violações aos direitos humanos&#8230; onde as mulheres são privadas dos direitos mais básicos, como [escolher] suas próprias roupas, e as prisões estão cheias de prisioneiros políticos e ideológicos… falar sobre racismo e violação dos direitos humanos para outros países das Nações Unidas.</div>
<p><em>Zarehbin</em> <a href="http://zarehbiin.blogspot.com/2009/04/blog-post_20.html">diz</a> [fa] que o cenário onde diferentes delegados deixaram a conferência mostra o quanto os iranianos são odiados no mundo. &#8220;Mas que nação mais pobre somos nós para termos este vagabundo [Ahmadinejad] como nosso presidente… enquanto um regime reprime a fé Bahá&#39;í e outras no Irã, como podemos apoiar os direitos palestinos?&#8221;</div>
]]></content:encoded>
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		<title>Turquia: Obama desaponta armênio-americanos</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Apr 2009 03:52:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porOnnik Krikorian  &#183; Traduzido por Carlos Maestre &#183;  Veja o post original 
Escrevendo em seu blog Frontline Club, o editor do Cáucaso para o Global Voices Online disse que a visita de hoje do presidente dos Estados Unidos Barack Obama à Turquia provavelmente desapontará muitos simpatizantes de armênio-americanos [en]. Contudo, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/onnik-krikorian/">Onnik Krikorian</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/04/05/turkey-obama-disappoints-armenian-americans/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Escrevendo em seu blog <em>Frontline Club</em>, o editor do Cáucaso para o <em>Global Voices Online</em> <a href="http://frontlineclub.com/blogs/onnikkrikorian/2009/04/obama-talks-turkey.html">disse que a visita de hoje do presidente dos Estados Unidos Barack Obama à Turquia provavelmente desapontará muitos simpatizantes de armênio-americanos</a> [en]. Contudo, o blog acrescenta, eles não deveriam estar surpresos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Camboja: Evidências no Tribunal do Khmer Rouge</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/02/camboja-evidencias-no-tribunal-do-khmer-rouge/</link>
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		<pubDate>Thu, 02 Apr 2009 22:38:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<description><![CDATA[Ex-rebeldes do Khmer Rouge duvidam que haja evidências suficientes para condenar os cinco líderes do movimento que aguardam julgamento no Tribunal do Khmer Rouge. Uma vez que os eventos se desenrolaram a 30 anos atrás, encontrar evidências e testemunhas pode ser muito difícil.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/chhunny-chhean/">Chhunny Chhean</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/31/cambodia-evidence-at-the-khmer-rouge-tribunal/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><a href="http://www.voanews.com/khmer/2009-03-26-voa1.cfm">VOA Khmer</a> [En] entrevistou ex-rebeldes do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Khmer_Vermelho">Khmer Rouge</a> que duvidam que haja evidências suficientes para condenar os cinco líderes do movimento que esperam julgamento no <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/03/31/cambodia-trial-begins-for-khmer-rouge-leader/">Tribunal do Khmer Rouge</a> [En]. Sok Pheap, um general de exército que desertou do Khmer Rouge em 1996, desafia,</p>
<blockquote><p>I didn’t know [who the killers were]; I was the soldier in the forest, and when I came back home also my relatives had gone missing, killed, and most of villagers had died.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Eu não sei [quem são os assassinos]; Eu era o soldado na floresta, e qando eu voltei para casa meus parentes também haviam desaparecido, ou sido assassinados, e a maioria dos [moradores] das vilas haviam morrido.&#8221;</div>
<p>Outro ex-membro do Khmer Rouge, Meas Mouth, afirma que:</p>
<blockquote><p>For instance, the skull bones that have been displayed: the court must know which skull belonged to a person killed by the Vietnamese, which belonged to a person killed by B-52 bombers, or any of the Khmers who did not die by the Khmer Rouge.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Por exemplo, os crânios que foram apresentados: a corte precisa saber qual crânio pertenceu a uma pessoa morta pelos vietnamitas, qual pertenceu a uma pessoa morta pelos bombardeiros B-52, ou a qualquer dos Khmers qe não morreram pelas mãos do Khmer Rouge.&#8221;</div>
<p>Um advogado do <a href="http://www.cdpcambodia.org/default.asp">Projeto Defensores Cambojanos</a> [En] concordou que uma vez que os eventos ocorreram a 30 anos atrás, será difícil encontrar evidências e testemunhas.</p>
<p>Contudo, Yok Chhang do <a href="http://www.dccam.org/">Centro de Documentação do Camboja</a> [En] afirmou que existem centenas de milhares de documentos para ligar os acusados a crimes de guerra.</p>
<p>Em adição às evidências documentais, testemunhos de sobreviventes estão sendo coletados, até mesmo em <a href="http://www.presstelegram.com/news/ci_12016405">Long Beach, Califórnia</a> [En], onde muitos cambojanos foram viver depois do genocídio.</p>
<p>As vítimas e seus parentes tem o direito de abrir processos através da Unidades [de atendimento] a Vítimas das Câmaras Extraordinárias das Cortes do Camboja. Instruções sobre como abrir um processo são encontradas <a href="http://www.eccc.gov.kh/english/victims_unit.aspx">aqui</a> [En].</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><a href="http://www.flickr.com/photos/yarra64/3390059182/"><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/tuol-sleng-faces-300x200.jpg" alt="Foto capturando os rostos da prisão de Tuol Sleng, por Yarra64, licenciada através do Creative Commons." width="300" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Foto capturando os rostos da prisão de Tuol Sleng, por Yarra64, licenciada através do Creative Commons.</p></div>
]]></content:encoded>
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		<title>Sudão: Sobrevivendo sem a ajuda das ONGs</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/02/sudao-sobrevivendo-sem-a-ajuda-das-ongs/</link>
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		<pubDate>Thu, 02 Apr 2009 19:40:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gabrielborges</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Diáspora]]></category>
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		<category><![CDATA[História]]></category>
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		<description><![CDATA[No dia 4 de Março, o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu ordem de prisão contra o presidente do Sudão, Omar Hassan Ahmad al-Bashir. Em represália, no dia 5 treze ONG's foram expulsas do país, chegando a 16 após uma semana. Como consequência inúmeros projetos foram paralisados: o abastecimento de água potável, distribuição de alimentos e tratamento médico e o sistema de estudo entre outros.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/gabriel-borges/">Gabriel Borges</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/gabrielborges/'>gabrielborges</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/04/02/sudan-surviving-without-the-help-of-ngos/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>No dia 4 de Março, o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu ordem de prisão contra o presidente do Sudão, Omar Hassan Ahmad al-Bashir. Em represália, no dia 5 treze ONG&#39;s foram expulsas do país, chegando a 16 após uma semana. Como consequência inúmeros projetos foram paralisados: o abastecimento de água potável, distribuição de alimentos e tratamento médico e o sistema de estudo entre outros.</p>
<p>Com isso, muitos sudaneses foram forçados a deixarem o país em busca de refúgio. <a href="http://victorangelo.blogs.sapo.pt/97560.html" target="_blank">Victor Angelo</a> esteve no campo  de Goz Beida, localizado a 200 quilómetros a Sudeste de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ab%C3%A9ch%C3%A9">Abéché</a> no Chade, e de lá ele manda algumas fotos e relata os ataques dos “homens cavalaos”, milícia paga pelo governo Sudanês.</p>
<blockquote><p><a href="http://victorangelo.blogs.sapo.pt/97560.html"><img class="alignnone size-full wp-image-2373" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/3357615246_98e092967c2.jpg" alt="" width="450" height="338" /></a></p>
<p>Ouvir atentamente. Refugiado sudanês com quem me encontrei hoje em Goz Beida, 200 quilómetros a Sudeste de Abeche, durante a visita que Bernard Kouchner, Alain Le Roy  e eu fizemos &#8216;a localidade.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2385" title="3357635154_ecd2f00f7f" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/3357635154_ecd2f00f7f.jpg" alt="3357635154_ecd2f00f7f" width="500" height="375" /></p>
<p>As consequências da expulsão de 13 ONGs do Sudão sobre os parentes destes homens foi um dos temas que mais preocupou a assembleia. Que vai acontecer aos familiares que ainda se encontram no Darfur e que dependiam das ONGs humanitárias no que respeita a necessidades básicas, como água, alimentação , saúde e escolas?</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2386" title="3356923733_2d24e0f2be" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/3356923733_2d24e0f2be.jpg" alt="3356923733_2d24e0f2be" width="500" height="375" /><br />
A sina do Presidente Al-Bashir atraiu as atenções de todos. Os refugiados apoiam freneticamente a decisão do Tribunal Penal Internacional.<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-2387" title="3357749284_ebd09c0154-1" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/3357749284_ebd09c0154-1.jpg" alt="3357749284_ebd09c0154-1" width="500" height="375" />Vítima de ataque dos cavaleiros Jenjawid, aliados armados e organizados sob a forma de milícias, do Presidente do Sudão. Certos Jenjawid, palavra local que inicialmente queria dizer &#8220;homem a cavalo&#8221;, tornaram-se os principais actores dos crimes de guerra.</p></blockquote>
<p>A região de Abeche era atendida pelos <a href="http://www.msf.org/" target="_blank">Médicos sem Fronteiras</a> [en], que apesar de ser uma Ong muito conhecida foi uma das expulsas do Sudão. Entre os trabalhos realizados, talvez seja os campos de refugiados os locais mais sensíveis onde eles atuavam. Em Kalma, situado ao sul da região de Darfur, o campo de 6 quilômetros quadrados mantém 100 mil pessoas, vivendo em &#8220;casas&#8221; de madeira, plástico e tudo que pode ser usado com proteção contra as altas temperaturas durante o dia e as baixas temperaturas da noite.</p>
<p>No campo de Kalma, o MSF mantinham uma unidade de saúde básica, uma de saúde para a mulher e um departamento de consultas, onde atendiam diariamente (segunda a segunda) entre 200 e 300 pacientes nos departamento de saúde básica e consulta e mais 200 mulheres na unidade de saúde feminina. A equipe era formada por especialistas expatriados (estrangeiros) e sudaneses, destes apenas os funcionários sudaneses continuam o trabalho, mas segundo Lydia Geirsdottir, ex coordenadora do campo, &#8220;aqueles que ficaram não estão qualificados para atenderem a casos mais graves, além de terem um escasso material, que em breve irá acabar&#8221;. <a href="http://cintiarojo.blogspot.com/2009/03/um-absurdo-em-proporcoes-gigantescas.html">Cíntia Rojo</a>, que ficou sabendo da notícia através do site da ONG, comenta:</p>
<blockquote><p>Darfur concentra a crise humanitária de maior proporção na atualidade. Ou seja, um lugar onde vida e morte são separadas por uma tênue divisa. Desnutrição, doenças, violência.  Os conflitos em Darfur se tornaram quase que crônicos e, como tudo que se prolonga, acabou caindo no &#8220;esquecimento&#8221; da comunidade internacional. A saída dessas ONG´s acarretou consequências graves para a população sudanesa pois grande parte dos projetos sociais vigentes na região eram patrocinados por essas entidades.</p></blockquote>
<p><a href="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/map.jpg"><img class="size-medium wp-image-2372 alignleft" title="map" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/map-300x210.jpg" alt="map" width="300" height="210" /></a><a href="http://http://www.reliefweb.int/rw/fullMaps_Af.nsf/luFullMap/B44BF94CB0B449208525757C006F8AB0/$File/SS-2009-SDN_0311.jpg?OpenElement"><br />
</a></p>
<p><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;">Ao lado, infográfico da região de Darfur do dia 5 de março, com descrição da faixa da população afetada pela expulsão das ong&#39;s, 4.7 milhões, centros populacionais atendidos pelas Ong&#39;s, e as 13 Ong&#39;s expulsas: Action Contre la Faim; Solidarité; Save the Children (UK and US) Médicos sem Fronteiras (NL&amp;FR);  CARE Internationa; Oxfam; Mercy Corps; International Rescue Committee; Norwegian Refugee Council; CHF e PADCO. Material distribuido pela <a href="http://www.reliefweb.int" target="_blank">ReliefWeb</a>. Clique para ampliar.</span><br />
</span></p>
<p>A <a href="www.savethechildren.org/" target="_blank">Save the Children</a> [en] é outra que também atuava no Sudão há mais de 20 anos e há 6 trabalhava com refugiados de guerra na região de Darfur e Kordofan Sul, região onde no ano de 2008 houve o regresso de mais de 50.000 adultos e crianças, onde se mantinha um trabalho emergencial. Segundo <a href="http://www.savethechildren.org/newsroom/2009/sudan-suspends.html">Charles MacCormack</a> [en], presidente da ong, a retirada dela &#8220;terá graves consequências para os mais de 1 milhão de crianças e famílias que a agência vinha apoiando em Darfur Ocidental, Kordofan do Norte, do Sul e Mar Vermelho Kordofan Estados e comunidades em Abyei e perto de Cartum&#8221;.</p>
<p>Entre outros projetos a Save the Children cuidava da distribuição de alimentos (3.583 Toneladas de alimentos em 44 localidades), água e saneamento (448 pontos de água e 177 bombas de água que atendem cerca de 201.500 pessoas) Saúde Primária, agricultura, além da construção e formação de professores.</p>
<p><a href="http://victorangelo.blogs.sapo.pt/97560.html"><img class="alignnone size-full wp-image-2374" title="Refugiadas" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/3339459648_257f7bc3561.jpg" alt="Refugiadas" width="500" height="375" /></a></p>
<h5 style="text-align: center;">(Refugiadas - Foto de  <a href="http://victorangelo.blogs.sapo.pt/95203.html">V. Ângelo</a>)</h5>
<p>Outra expulsa foi a <a href="www.care.org" target="_blank">CARE</a> [en], que atuou durante 28 anos no país e relata que paralisou todas as suas atividades, tendo parte de seu equipamento confiscada pelo governo sudanês, computadores, carros e casas. A CARE atuava com projetos na área da agricultura, água, e saneamento básico, além de educação e saúde. A <a href="http://www.nrc.no/" target="_blank">Norwegian Refugee Council</a> [en] relata que além de ter o material confiscado pelo governo, seus funcionários foram presos e sofreram agressões. A <a href="www.oxfam.org" target="_blank">OXFAM</a> [en], há 26 anos no Sudão, atuava diretamente com 600 mil sudaneses, também deixou o país, e espera pelo retorno.</p>
<p>O clima em Darfur é tenso e cheio de espectativa, segundo AK. do blog <a href="  http://www.forsudan.net/" target="_blank">Forsudan</a> [en]:<a href="  http://www.forsudan.net/" target="_blank"><br />
</a></p>
<blockquote><p>The reaction in Khartoum by the government was almost instantaneous. After speaking with some relatives in Sudan, the situation seems normal and as one of my cousins put it, &#8216;business is as usual.&#39; People were expecting there to be a coordinated attack by the Darfuri rebel group Justice and Equality Movement , similar to the one that occurred back in May 2008. People also expected for general violence to breakout, but none of the sort has happened. That being said, people are very tense on the ground and anxious for what is to come. I think people are worried most about the implications on the North-South peace agreement (CPA) and the reaction of the southern government. Here are the positions of Sudanese most prominent political parties. Also, the government has kicked out several international NGOs, among them are OXFAM, Care, and Doctors without Borders.</p></blockquote>
<div class="translation">A reação por parte do governo de Cartum foi quase instantânea. Depois de falar com alguns parentes no Sudão, a situação parece normal e, como um de meus primos disser, &#8220;funcionando como de costume&#8221;. As pessoas estavam esperando que houvesse um ataque coordenado pelo grupo rebelde de Dafur, Movimento Justiça e Igualdade, semelhante ao que ocorreu por volta de maio de 2008. Também se esperava que violência em geral eclodisse, mas nada do tipo aconteceu. Dito isto, as pessoas lá estão muito tensas e ansiosas com o que está por vir. Acho que elas estavam mais preocupados com as implicações sobre o Acordo de Paz Norte-Sul (CPA) e com a reação do governo sulista. Aqui estão as posições dos partidos políticos sudaneses mais proeminentes. Além disso, o governo tem expulso várias ONGs internacionais, entre eles estão OXFAM, Care e Médicos Sem Fronteiras.</div>
<p>A previsão da maioria das Ong&#39;s é que haja um desastre nos centros de refugiados, afetando um número estimado de 4,7 milhões de pessoas, destas espera-se uma diáspora de 2,7 milhões. 1,5 milhões nescessitam de alguma ajuda médica, 1,1 milhões não possuem o que comer e 1 milhão não tem acesso a água (dados da <a href="http://ochaonline.un.org/" target="_blank">OCHA</a>). Além disso, há um surto de meningite e “não há tratamento disponível nos campos, nem ninguém para enviar os pacientes para o hospital em Nyala, nem vacinação em massa. Isso significa que algumas pessoas podem morrer”, <a href="http://www.msf.org.au/from-the-field/field-news/field-news/article/interview-expulsion-leaves-healthcare-vacuum-for-100000-in-kalma-camp-darfur.html">relata Lydia Geirsdottir</a> [en] (MSF).</p>
<p>Por conta disso a UNAMID espera um enorme movimento migratório. &#8220;Uma das coisas que vamos avaliar é possível os fluxos migratórios&#8221;,  <a href="http://www.alertnet.org/thenews/newsdesk/IRIN/d7471ff4ac1bfb140a73b1d0be3c01ab.htm">afirmou</a> [en] Lise Grande, Vice Coordenadora da ONU na região.Há mais de 100 mil pessoas vulneráveis como resultado de ataques do LRA, dentre as quais 36 mil pessoas desabrigadas depois que fugiram de casa ao sul do Sudão e mais de 16 mil refugiados da DRC. &#8220;Há relatos de que mais 50 mil pessoas em comunidades hospedeiras precisam de assistência humanitária”, disse ela.</p>
<p>As migrações já começaram, alguns relatos já começam a aparecer via blogs. <a href="http://sudan-blog.blogspot.com/2008/02/new-camp-for-west-darfur.html">Sudan-blog</a> [en] noticia a construção de um novo campo de refugiados no Chad, país vizinho que espera atender cerca de 6.000 refugiados.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Blogueiros árabes lutam contra a &#8220;judaização&#8221; de Jerusalém</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/21/arab-bloggers-rally-against-the-judaization-of-jerusalem/</link>
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		<pubDate>Sat, 21 Mar 2009 17:37:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alfredo Feres</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arabic]]></category>
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		<description><![CDATA[Na medida em que as autoridades israelenses expulsam os residentes árabes e destroem suas casas em Jerusalém, blogueiros árabes se organizam para que isto não passe desapercebido. Outro blogueiro propõe a designação de uma semana para blogar por Jerusalém.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/anas-qtiesh/">Anas Qtiesh</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/alfredoferes/'>Alfredo Feres</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/02/26/arab-bloggers-rally-against-the-judaization-of-jerusalem/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><dl class="wp-caption alignright" style="width: 212px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://commons.wikipedia.org/wiki/Image:Jerusalem_from_mt_olives.jpg"><img title="Jerusalem Old City from Mount of Olives." src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/05/Jerusalem_from_mt_olives.jpg/202px-Jerusalem_from_mt_olives.jpg" alt="Jerusalem Old City from Mount of Olives." width="202" height="132" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd zemanta-img-attribution" style="font-size: 0.8em;">Imagem do <a href="http://commons.wikipedia.org/wiki/Image:Jerusalem_from_mt_olives.jpg">Wikipedia</a></dd>
</dl>
<p>Jerusalém, “Al-Quds” em árabe, é um tema central do conflito israelo-palestino. A anexação de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/East_Jerusalemhttp://">Jerusalém Oriental</a> por Israel, com base na <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jerusalem_Lawhttp://">&#8220;Lei de Jerusalém&#8221;</a>, foi amplamente condenada pelas Nações Unidas e suas instâncias correlatas. <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/United_Nations_Security_Council_Resolution_478">A resolução 478 do Conselho de Segurança</a> (aprovada em 1980), resultou na saída de quase todas as embaixadas estrangeiras de Jerusalém.</p>
<p>As autoridades israelenses são criticadas pelas políticas em vigor que vão na direção de promover uma maioria judaica e &#8220;judaizar&#8221; Jerusalém pela expulsão dos árabes e demolição de suas casas em Jerusalém Oriental, com o argumento de que eles não possuem alvarás de construção, bem como por tornar extremamente difícil para um árabe obter um.</p>
<p>De  acordo com um relatório do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/World_Bank">Banco Mundial</a>, o número de violações de construção registradas entre 1996 e 2000 foi de quatro vezes e meia maior nas áreas judaicas, mas houve quatro vezes menos ordens de demolição expedidas em Jerusalém Ocidental comparado com a parte Oriental.</p>
<p><a href="http://english.aljazeera.net/programmes/insidestory/2009/02/20092249200719336.html">O último ato de desapropriação</a> foi interpretado como um ultraje pelos blogueiros árabes. Khaled Alsoud, da Jordânia, <a href="http://blogs.albawaba.com/khaledalsoud/70760/2009/02/23/121422-">fala a respeito</a> da situação dos árabes na cidade:</p>
<blockquote><p>20000 ألف مقدسي فقدوا حقهم بالإقامة عبر سحب البطاقات الزرقاء من 6000 رب عائلة و12000منزل مهدد بالهدم من قبل الدولة الصهيونية و جدار الفصل العنصري الذي أخرج 151423 مقدسي خارج إطار مدينة القدس ومنع التواصل بكافة أشكاله مع المقدسيين الذين احتجزوا داخل المدينة، كما في القدس 23 حاجز صهيوني يقطع أوصال المدينة ويعيق \أو يمنع\ أهلها من التواصل فيما بينهم أو مع الآخرين خارج الجدار.<br />
والآن وجهت دولة الاحتلال الصهيوني إنذارات لـ 88 عائلة”1500 مقدسي” بالإخلاء وذلك لهدم بيوتهم بحجة التراخيص، وإنشاء حديقة عامة مكان تلك البيوت وفي أخطر وأوسع عملية تهجير منذ حي المغاربة.</p></blockquote>
<div class="translation">Vinte mil residentes de Jerusalém perderam seus direitos de residência através da retirada de cartões azuis de seis mil famílias; doze mil casas estão sob ameaça de demolição pelo Estado Sionista e o muro do “apartheid”, o qual apartou 151.423 residentes da cidade e proibiu todas as formas de comunicação como os que ficaram presos dentro dela.  Al Quds (Jerusalém) tem vinte e três cruzamentos a dividindo e obstruindo, ou ainda proibindo seus habitantes de se comunicarem entre eles e com os que se encontram do lado de fora do muro.<br />
Agora, o Estado Sionista de ocupação emitiu avisos de desapropriação para 88 famílias (mil e quinhentas pessoas) para a demolição de suas casas sob a premissa de que eles não possuem  as devidas permissões, com o intuito de estabelecer um parque no mesmo lugar, no que constitui a maior e mais perigosa desapropriação desde a demolição do Quarteirão Marrroquino.</div>
<p><a href="http://www.syriangavroche.com/2009/02/25.html">Syriangavroche emite sua análise da situação</a> [ar]:</p>
<blockquote><p>من الواضح أن كل هذه الأمور تجري بغية فرض أمر واقع قبيل أي جلسة مفاوضات مع الجانب الفلسطيني بخصوص القدس, فإفراغ القدس من سكانها العرب شكلاً و مضموناً هو إعادة بناء واقع جديد يمكن فرضه على الجانب الآخر و خصوصاً إن كان جانباً ضعيفاً مثل السلطة الوطنية الفلسطينية.</p></blockquote>
<div class="translation">É obvio que os acontecimentos estão indo na direção de forçar um fato consumado antes de haver alguma sessão de negociação com respeito ao lado palestino de Jerusalém, esvaziando-a de seus habitantes árabes, o que significa reconstruir uma realidade inteiramente nova que pode ser forçada para o outro lado, especialmente se for o mais fraco, como a Autoridade Nacional Palestina.</div>
<p>Jafra <a href="http://jafra78.blogspot.com/2009/02/blog-post_25.htmlhttp://">traz à memória</a> [ar] o assassinato de importantes literatos pelo <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mossadhttp://">Mossad</a>, como <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ghassan_Kanafani">Ghassan Kanafani</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Wael_Zwaiter">Wael Zuaiter</a> e <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Naji_al-Ali">Naji Al Ali</a>, dando ênfase na importância do conhecimento e da cultura na dinâmica do conflito:</p>
<blockquote><p>الفكرة و القلم و العلم اهم من الاسوار العالية واهم و بنادق مصوبة و قناص ينتظر و طائرة تبحث عن هدف</p></blockquote>
<div class="translation">O pensamento, a caneta, e o conhecimento são mais importantes que os altos muros e rifles apontados, um atirador de elite e um avião procurando um alvo.</div>
<p>Ela pleiteia apoio para as festividades do <a href="http://www.alquds2009.org/english.php">Al Quds Capital da Cultura Árabe de 2009</a> [ar]:</p>
<blockquote><p>انا الان و هم ايضا في القدس لا يدعونكم لمجزرة و لا لحرب او اعلان ثورة<br />
هو مجرد دعوة لدعم هذا الحدث لجعله يليق بالقدس</p></blockquote>
<div class="translation">Eles em Al Quds, e eu, não estamos chamando para um massacre, uma guerra, nem uma declaração de uma revolução. Este é apenas um convite para apoiar o evento e fazer jus a Al Quds.</div>
<p>Alghait da Síria <a href="http://alghait.wordpress.com/2009/02/23/%D8%A3%D8%B3%D8%A8%D9%88%D8%B9-%D8%A7%D9%84%D8%AA%D8%AF%D9%88%D9%8A%D9%86-%D9%85%D9%86-%D8%A3%D8%AC%D9%84-%D8%A7%D9%84%D9%82%D8%AF%D8%B3/">pede</a> [ar] aos blogueiros sírios para criar um “Blog para a Semana Al Quds”.</p>
<blockquote><p>من بين الضجيج العذب للمدونات السورية أدعو نفسي وإياكم أن نخصص أسبوع للتدوين من أجل القدس كما كان الأول للجولان<br />
أدعو نفسي وإياكم أن نعمل لإخواننا كما عملنا لأنفسنا<br />
ولتكن من المدونات السورية أولاً ..</p></blockquote>
<div class="translation">À parte do doce barulho dos blogs sírios, eu demando que vocês estabeleçam uma semana para blogar por Al Quds, do mesmo modo que fizemos durante a Semana de Blogar por Golan.<br />
Eu  peço para que todos nós trabalhemos por nossos irmãos assim como fizemos por nós mesmos.<br />
Deixem os blogs sírios liderarem o caminho.</div>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Brasil: Protesto em repúdio ao uso de ditabranda pela Folha</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/08/brasil-protesto-em-repudio-ao-uso-de-ditabranda-pela-folha/</link>
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		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 16:21:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A blogosfera brasileira reage energeticamente contra o editorial da Folha de São Paulo que chamou o período da ditadura militar brasileira de "brando". Uma petição contra o uso do neologismo ditabranda pelo jornal juntou mais de 7.500 assinaturas no curso de uma semana, e nesse sábado um protesto organizado por blogueiros – e blogado ao vivo – levou centenas à porta da Folha.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/07/brazil-uproar-over-newpapers-editorial-on-mild-dictatorship/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>No dia 17 de fevereiro, a Folha de São Paulo fez uma avaliação da vitória de Hugo Chávez no referendo que permite re-eleições por tempo indeterminado na Venezuela em um <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1702200901.htm">editorial chamado “Limites a Chávez”</a>. No artigo, a Folha colocou Hugo Chávez, Alberto Fujimori e os ditadores militares da América do Sul nos anos 60/70 no mesmo saco. O jornal, em seguida, chamou a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ditadura_militar_no_Brasil_(1964-1985)">ditadura militar brasileira</a> de ditabranda, sugerindo que o período que se seguiu ao golpe de estado de 1964 foi ameno. O <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1702200901.htm">editorial diz</a>:</p>
<blockquote><p>“(…) Mas, se as chamadas ‘ditabrandas&#39; - caso do Brasil entre 1964 e 1985 - partiam de uma ruptura institucional e depois preservavam ou instituíam formas controladas de disputa política e acesso à Justiça -, o novo autoritarismo latino-americano, inaugurado por Alberto Fujimori no Peru, faz o caminho inverso. O líder eleito mina as instituições e os controles democráticos por dentro, paulatinamente”.</p></blockquote>
<p>Houve um grande número de reações na blogosfera em repúdio a esse editorial, uma <a href="http://www.ipetitions.com/petition/solidariedadeabenevidesecomparat/signatures-1.html">petição</a> juntou mais de 7.500 assinaturas em uma semana, e nesse sábado o evento foi para o mundo offline. Blogueiros de São Paulo e de outras partes do país, <a href="http://twitter.com/maria_fro/status/1292514025">sendo que alguns viajaram 20 horas de ônibus</a> para chegar lá, fizeram uma manifestação na frente da sede do jornal. O evento foi organizado no decorrer de uma semana, por meio do propaganda boca a boca. Durante as 3 horas de protesto, os manifestantes puderam blogar ao vivo diretamente do local, graças a <a href="http://twitter.com/gutocarvalho/status/1292784345">uma rede wi-fi com <span class="status-body"><span class="entry-content">infra-estrutura com base no </span></span>linux e software livre</a>. Quando o horário de início da manifestação aproximava-se, <a href="http://twitter.com/gutocarvalho/status/1292556150">Guto Carvalho anunciou</a> no Twitter:</p>
<blockquote><p><img class="aligncenter size-full wp-image-60216" title="gutocarvalho" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/gutocarvalho.jpg" alt="gutocarvalho" width="390" height="186" /></p></blockquote>
<p><a href="http://ditabranda.nasretinas.com.br/">Acesse o agregador ao vivo</a> para ver todas as reações. Um dos blogues participantes, o <a href="http://outraeconomiacontece.wordpress.com/2009/03/07/movimento-dos-sem-midia-ja-esta-em-frente-a-folha-de-sao-paulo-ja-levantou-uma-rede-wirelles-e-comecara-a-blogar-e-twittar-de-la-economia-solidaria-rspost-345/">Economia Solidária</a> observa a força da blogosfera:</p>
<blockquote><p>Alguns dias atrás o google pouco acusava se pesquisado “ditabranda”, hoje já são 172.000 resultados.</p></blockquote>
<p>Essa foi a primeira foto, tirada por <a class="nav" href="http://twitpic.com/photos/gutocarvalho">gutocarvalho</a> e publicada via <a href="http://twitpic.com/1wijq">TwitPic</a>. O <a href="http://twitter.com/joildo/status/1292763176">@joildo</a> retuita e comenta:</p>
<blockquote><p><img class="aligncenter size-full wp-image-60247" title="1wijq-0352af991ba219b723ca1a8cd1400a6149b2823f2" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/1wijq-0352af991ba219b723ca1a8cd1400a6149b2823f2.jpg" alt="1wijq-0352af991ba219b723ca1a8cd1400a6149b2823f2" width="388" height="291" /></p>
<p>“A materialização de um protesto organizado a partir da internet”</p></blockquote>
<p><a href="http://twitpic.com/1wjp7"><img class="aligncenter size-full wp-image-60254" title="1wjp7-5de7d2c155b809390297620eab05fc2849b28e172" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/1wjp7-5de7d2c155b809390297620eab05fc2849b28e172.jpg" alt="1wjp7-5de7d2c155b809390297620eab05fc2849b28e172" width="351" height="264" /></a></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Cartazes com nomes e datas em que as pessoas foram assassinadas. Foto de <a class="nav" href="http://twitpic.com/photos/gutocarvalho">gutocarvalho</a></strong></h5>
<p><a href="http://twitpic.com/1wikb"><img class="aligncenter size-full wp-image-60258" title="31966672" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/31966672.jpg" alt="31966672" width="450" height="337" /></a></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>A base digital improvisada em uma lanchonete. Foto de <a class="nav" href="http://twitpic.com/photos/gutocarvalho">gutocarvalho</a></strong></h5>
<p><strong>A blogosfera fala – e o papo não é nada brando</strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><a href="http://edu.guim.blog.uol.com.br/arch2009-03-01_2009-03-07.html#2009_03-05_11_28_10-3429108-0">Eduardo Guimarães</a>, um dos organizadores do protesto e a mente blogueira por trás da ONG Movimento dos Sem Mídia, postou vários artigos sobre o uso do neologismo. Em um deles, ele diz que as reações dos leitores nas outras postagens fizeram com que ele se desse conta de que não foi o único a sentir um arrepio na espinha ao ler o editorial da Folha. Ele pergunta se o editorial teria sido fruto de “Saudosismo ou projeto”:</p>
<blockquote><p>Todos nos arrepiamos porque faz sentido, ainda que inconscientemente, entender que, quando todas as opções para retomar o poder pelas vias democráticas faltam, esses que já engendraram ditaduras, defenderam-nas e com elas colaboraram, não custa muito para terem novas idéias do tipo.</p>
<p>Quando se fala em imprensa golpista, muitos entendem que é porque ela tentou derrubar Lula com o escândalo do mensalão, mas não é. A razão é bem outra. A razão é a de que essa imprensa já derrubou vários presidentes no decorrer da história, alguns tendo sido “derrubados” naquele sentido que os traficantes de drogas costumam dar ao abate de seus desafetos.</p></blockquote>
<p><a href="http://mariafro.blogspot.com/2009/03/ato-em-repudio-ditabranda-dia-0703-as.html">Muitos blogueiros publicaram a imagem abaixo</a>, uma charge desenhada por <a href="http://tales-of-iraq-war.blogspot.com/">Latuff</a> especialmente para o protesto mostrando <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Herzog">Vladimir Herzog</a> morto, bebendo caipirinha. Herzog, um acadêmico e jornalista judeu, foi <a href="http://1.bp.blogspot.com/_TFeFx0AbtK0/SV8DE1BkQrI/AAAAAAAAAug/B9XgdgLVXMM/s400/herzog.jpg">torturado até a morte</a> pelo aparato repressivo do estado em 1975. Naquela época, os militares já estavam no poder há mais de dez anos. <a href="http://www.zeno.com.br/index.php?itemid=4773">Pinto</a> diz:</p>
<blockquote><p><img class="aligncenter size-full wp-image-60220" title="20090304-vladimir-herzog" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/20090304-vladimir-herzog.jpg" alt="20090304-vladimir-herzog" width="400" height="638" /></p>
<p>Fixo-me na <a href="http://www.zeno.com.br/media/12/20090304-vladimir-herzog.jpg">imagem</a>. Um jornal dos que o subvencionam e já se disse “o das Diretas” logrou este impensável: subverteu um ícone dos Anos de Chumbo e o tornou objeto de escracho não contra quem o produziu, mas contra quem deveria combatê-lo antes de qualquer coisa. Compreenda-me bem. Não me incomoda o escracho em si. À memória do Vlado dano pior fizeram os milicos. Tento aceitar, embora seja difícil, que justo um jornal tenha sido a força-motriz dessa guinada semântica.</p></blockquote>
<p><a href="http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/2009/03/ditabranda-folha-passa-recibo-de-que.html">Celso Lungaretti</a> notou que a Folha não deu a devida atenção a todas as mensagens reclamando do editorial na seção de cartas do leitor. Na primeira semana, o jornal teria dado espaço proporcional às cartas que recebeu, das quais 13% foram relacionadas ao caso “ditabranda”. Mas isso não durou até a semana seguinte:</p>
<blockquote><p>Já na semana de 22 a 28 de fevereiro, a proporção de mensagens sobre a “ditabranda” até cresceu, para 20%. O que diminuiu foi o interesse da Folha em destacar uma discussão que se tornava cada vez mais indigesta para ela.</p>
<p>Portanto, dentre as 69 notas que saíram no Painel do Leitor, míseras quatro (5,8%) abordavam o assunto que, para o público do jornal, era o mais importante do período, à frente até do “Governo Lula” e da “crise econômica”, sobre os quais apenas 6,4% e 5,3% dos leitores, respectivamente, sentiram-se compelidos a escrever à Folha.</p></blockquote>
<p>O número total de reclamações durante o período de dez dias após o 17 de fevereiro foi de 174 cartas. Apesar de não ser parte do trabalho do ombudsman analisar as opiniões publicadas nos editoriais do jornal, Carlos Eduardo Lins da Silva também <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ombudsma/om2202200902.htm">achou que a resposta da Folha foi inaceitável</a> já na primeira semana:</p>
<blockquote><p>Um editorial com referência  ao regime militar brasileiro  provocou cartas publicadas no  &#8220;Painel do Leitor&#8221;. Resposta da  Redação a duas delas na sexta  foge do padrão de cordialidade  que julgo essencial o jornal  manter com seus leitores.</p></blockquote>
<p>A Folha perdeu pelo menos um leitor. A atitude do jornal fez <a href="http://www.idelberavelar.com/archives/2009/03/ato_publico_contra_a_folha_de_sao_paulo_dia_0703_as_10_h.php">Idelber Avelar</a> tomar a decisão de cancelar a assinatura que tinha no serviço online do grupo, o UOL. Ele também confirmou a sua tese de que os funcionários da grande imprensa não têm a menor idéia sobre a importância de seus leitores, que agora podem participar e ter uma voz. Agora que a internet é a plataforma principal para protestos, “eles seguem colocando a culpa da febre no termômetro”. Ele comenta:</p>
<blockquote><p>Todas as fontes confirmam que o impacto do episódio fez com que se batessem muitas cabeças na redação da Folha de São Paulo. Sem saber muito bem como lidar com a grande repercussão, sem ter a dignidade de se desculpar, desprovido da transparência de repensar a sua colaboração com a ditadura, o jornal embarcou numa sequência de emendas que pioraram muito um já péssimo soneto. Publicaram umas poucas linhas de Benevides e de Comparato, sem resposta injuriosa mas sem retratação. Escalaram um colunista, Fernando Barros e Silva, para “discordar” do editorial num texto cuja ênfase maior era uma bizarra comparação entre a metáfora usada por Comparato – de que o jornal deveria se desculpar ajoelhado em praça pública – e os métodos da Revolução Cultural chinesa (haja liberdades com as metáforas alheias!). O coroamento foi um post de Marcelo Coelho que afirmava que “há pelo menos 30 anos, a Folha reprova o autoritarismo”, omitindo a simples matemática de que em 1979 a Folha já tinha 15 anos de leais serviços prestados à ditadura militar.</p></blockquote>
<p><strong>Sugestão de leitura</strong></p>
<p><strong></strong></p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil,_Nunca_Mais">Brasil: Nunca Mais</a> - Livro que documenta as torturas que ocorriam no Brasil na época da ditadura militar, 1964-1979, preparado secretamente pela Arquidiocese de São Paulo.</p>
<p>No Global Voices: <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2007/09/09/brasil-luz-nos-dias-de-escuridao-da-ditadura/">Brasil: Luz nos dias de escuridão da ditadura</a></p>
<p><strong>Atualização: 08/03/2009</strong></p>
<p>Na sua edição de domingo, a <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0803200907.htm">Folha pediu desculpas</a> finalmente. Eles também <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0803200906.htm">cobriram o protesto</a>. Mas para <a href="http://blogdomello.blogspot.com/2009/03/folha-reconhe-erro-ditabranda.html">Antônio Melo</a>, ainda não é o suficiente:</p>
<blockquote><p>A pressão fez a Folha recuar. Hoje o jornal publica nota em que o diretor de Redação e herdeiro do jornal, Otavio Frias Filho, reconhece que foi um erro chamar a ditadura brasileira de ditabranda. Menos mal. No entanto, Otavinho, como é conhecido, insiste em atropelar a realidade ao fazer interpretação literal de uma carta do professor Fábio Konder Comparato, e, pior, volta a ofender o professor e a professora Maria Victória Benevides, chamando-os de “democratas de fachada”. Com isso ele consegue corrigir-se no essencial, mas, como um legítimo neocon, cai atirando. Sua expectativa com a nota é tentar transformar o mea culpa a que se viu obrigado de uma “quase derrota” em uma “quase vitória”. Erra novamente.</p></blockquote>
</div>
]]></content:encoded>
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		<title>Guiné-Bissau: Caldeirão de sentimentos após assassinato duplo</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/06/guine-bissau-caldeirao-de-sentimentos-apos-assassinato-duplo/</link>
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		<pubDate>Fri, 06 Mar 2009 20:57:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições]]></category>
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		<description><![CDATA[O presidente da Assembléia Nacional de Guiné-Bissau assumiu o cargo de presidente interino do país depois que o Presidente João Bernardo Vieira e o tenente-general das forças armadas Batista Tagme Na Waie foram assassinatos. Uma nova eleição deve ocorrer dentro de dois meses. O exército deixou as ruas, e os blogueiros relataram que vida começa a voltar ao normal, ainda que muitos estejam com medo. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/06/guinea-bissau-mixed-feelings-after-double-killing/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>O presidente da Assembléia Nacional de Guiné-Bissau, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Raimundo_Pereira">Raimundo Pereira</a>, assumiu o cargo de presidente interino do país depois que o Presidente <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Bernardo_Vieira">João Bernardo Vieira</a> foi morto em <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/02/guine-bissau-assassinato-do-presidente-traz-risco-de-instabilidade/">um ataque na segunda-feira</a>, horas depois do assassinato do tenente-general das forças armadas <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Batista_Tagme_Na_Waie">Batista Tagme Na Waie</a> [en]. O presidente interino tem agora dois meses para organizar uma nova eleição, como previsto na constituição do país. A medida que o exército deixa as ruas, os blogueiros relatam que, em menos de 24 horas depois do assassinato, a vida começa a voltar ao normal, mas há ainda incertezas quanto o que aconteceu de fato, e sobre o futuro próximo.</p>
<p>A calma pode ter voltado desde a segunda-feira, mas muitas pessoas ainda estão com medo, temendo o retorno da guerra. <a href="http://afric-ana.blogspot.com/2009/03/nao-mais-poilao-de-bra.html">Ana Cláudia</a> [pt], professora portuguesa que reside em Guiné-Bissau, relata a conversa que teve com sua melhor amiga um dia após os assassinatos:</p>
<blockquote><p>Foi a olhar para ela e a ouvir as explicações dela que “acordei” do estado de ignorância ou inconsciência em que estava até então. Veio carregar o telemóvel. Depois com olhos de quem tinha estado a chorar e com voz de assustada contou: “Não dormi. Toda a noite muitos tiros. (…) Os meninos ficaram em casa. (…) Sim, vou voltar para casa depois de carregar o telemóvel, vou ficar com os meninos. (…) Ninguém dormiu nada. Todas as pessoas estão muito assustadas. Algumas pessoas já começaram a fugir.”<br />
A fugir? Então atingiu-me. As pessoas estavam com medo.<br />
Ainda na 5ª feira passada, à tarde, ouvi guineenses louvar e chamar com alegria pelo Presidente Nino / General Cabi que passava na Avenida 14 de Novembro ao regressar ao país após duas semanas de ausência, e por isso muitos guineenses choram a sua morte e estão muito tristes, mas mais do que isso esta madrugada o povo guineense assustou-se, reviveu os momentos de terror da guerra que acabou há menos de 10 anos.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-60081" title="poliao" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/poliao.jpg" alt="poliao" width="320" height="273" /></p></blockquote>
<p><a href="http://bissau-lisboa-bissau.blogspot.com/2009/03/de-bissau.html">HPC</a> [pt], outra portuguesa morando em Guiné-Bissau, confirma essa mistura de sentimento de medo, esperança e cansaço. Ela disse que notou como as pessoas na rua estão tristes, mas destaca que apenas o povo de Guiné-Bissau pode “continuar em frente, com o mesmo sorriso” em uma situação dessas. Ela teve vontade de tirar fotos, mas a polícia não permitiria algo do tipo:</p>
<blockquote><p>Houve medo nos bairros de Bissau. Lá está-se vulnerável pois não há grossas paredes para proteger nem que seja do estrondo das bombas. Está-se rente ao chão … à mercê.</p>
<p>Para além do medo há vergonha. Vergonha de terem um país que só é notícia pelas piores razões (como se diz em linguagem de noticiário). Um país onde se matam os dirigentes políticos e onde nunca se sabe quem o fez. E não há nada mais triste do que ver os guineenses com vergonha.</p>
<p>Quanto aos acontecimentos, depois de uma segunda-feira de reclusão, hoje fui tentar trabalhar e tive que fugir para casa porque havia confusão no Bandim. Primeiro constou que sem tiros, logo a seguir já os havia. Vim por atalhos porque a polícia tinha cortado o trânsito na Chapa. Passei por bairros e pensei “Tenho que fotografar isto para o blog” e senti-me culpada por esse olhar de repórter de meia-tigela.</p></blockquote>
<p><a href="http://anaesimao.blogspot.com/2009/03/vida-volta-ao-normal.html">Ana e Simão</a> relataram que a cidade estava mais calma no dia 3 de março:</p>
<blockquote><p>As estradas de entrada e saída da cidade reabriram, sem militares nos controlos. O comércio voltou a funcionar. Mas tudo é imprevisível. A pessoas revelam uma alegria e alívio contidos (morreu um homem sanguinário, responsável em grande parte pela situação a que o país chegou). Contêm também a tensão e a expectativa, foi aparentemente um bom acontecimento, mas a Guiné sempre foi imprevisível. Volta-se a tentar fazer a vida normal, volta-se a ter esperança:<br />
-”É agora que o país levanta - (onde é que já ouvi isto?). Que Nino descanse em paz e nos deixe descansar.”</p></blockquote>
<p>E blogaram <a href="http://anaesimao.blogspot.com/2009/03/o-que-se-passa.html">novamente no dia 5</a>, dessa vez falando das expectativas das pessoas para as próximas eleições:</p>
<blockquote><p>É impossível sabermos a curto prazo - e provavelmente a longo prazo - pormenores sobre os assassinatos. O que sabemos é que os funerais estão marcados para sábado (Tagme Na Waye) e 3ª feira (Nino Vieira). Sabemos que se vão marcar eleições ainda este ano e sabemos que <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Kumba_Yal%C3%A1">Kumba Yalá</a> se vai candidatar e com certeza proporcionar campanhas animadas. Sabemos que a melhor alternativa é o Dr. Henrique Rosa, mas tem pouca aceitação fora de Bissau.</p></blockquote>
<p>Um dos blogueiros mais atuantes durante esse conflito, <a href="http://ditaduradoconsenso.blogspot.com/2009/03/algo-que-nunca-desejei.html">António Aly Silva</a> publicou <a href="http://ditaduradoconsenso.blogspot.com/2009/03/exclusivo-nino-viera-tombou-aqui.html">imagens muito fortes</a> mostrando o cenário do assassinato do presidente. Ele diz que preferiria que seu blogue não tivesse ganhado notoriedade por motivos tão tristes, e lembra que essa não foi a primeira vez:</p>
<blockquote><p>Desde o fim da guerra de 1998/99, já assistimos a quantos assassinatos na Guiné-Bissau? Antes mesmo dessa guerra, quantas personalidades deste País desapareceram em circunstâncias ainda hoje por esclarecer? Quantos filhos desta terra, os mais bem intencionados, foram eliminados? Quantos não vimos partir, um por um, traídos, submetidos a julgamentos humilhantes, muitas vezes sumários e, de seguida, abatidos como gado? Se o povo guineense não se erguer, será espezinhado e humilhado. Como tem sido desde 1973.</p></blockquote>
<p><a href="http://ditaduradoconsenso.blogspot.com/2009/03/purgas.html">Em outra postagem</a> [pt], um dia após o assassinato no presidente, António teme mais violência:</p>
<blockquote><p>Ex-ministros guineenses ligados a “Nino” Vieira estão a receber ameaças de prisão ou de morte na sequência dos assassínios no país, disse hoje o antigo chefe da diplomacia do país, Soares Sambú.</p>
<p>Há “pelo menos nove nomes” de personalidades políticas que estão a ser “perseguidas”.</p>
<p>Segundo Soares Sambú, a “lista” inclui nomes como os ex-ministros da Defesa Helder Proença, Marciano Barbeiro e Daniel Gomes, o ex-ministro da Economia e Finanças Issufo Sanhá, os dos antigos secretários de Estado Isabel Buscardini, Roberto Cacheu e Baciro Dabó (antigo chefe da antiga secreta guineense) e ainda o empresário Manuel dos Santos (”Manecas”), além do próprio Soares Sambú.</p>
<p>Sobre o paradeiro de João Cardoso, ex-chefe de gabinete do Presidente da República, Soares Sambú afirmou desconhecê-lo, admitindo porém que o homem forte do regime esteja em segurança, mas em local desconhecido.</p></blockquote>
<p>Nino Vieira teve uma conturbada carreira política. Ele foi presidente de 1980 a 1999 e novamente de 2005 a 2009. Em 1980, Vieira tomou o poder e governou por 19 anos. Em 1994, ele ganhou as eleições, mas foi deposto ao fim da guerra civil de 1998–1999. Ao vencer as eleições presidenciais de 2005, ele voltou ao cenário político e se manteve no poder desde então. Mas, ao que parece, nem todos sentirão saudades do líder. Em um comentário deixado no Global Voices em Português, <a href="../2009/03/02/guine-bissau-assassinato-do-presidente-traz-risco-de-instabilidade/#comment-3099">Miguel Angelo</a> pede que os bens do presidente morto sejam confiscados:</p>
<blockquote><p>Como Gunieense, essa triste notícia vem abalar mais ainda a nossa penosa reputação.<br />
O nosso país tem até hoje a fama de lugar intolerante e de gente que não se entende. Como pode isso? O verdaeiro culpado disso é o prórpio Nino. Ele se transformou em ditador sem mais nem menos. Depois do golpe que ele deu em 14 de Novembro de 1980, prometeu na altura que iria fazer eleições livres e que não estava interessado a ficar no poder. Ficou direto 18 anos. DEZOITO ANOS!!!! Ninguém merece!!!</p>
<p>Uma geração inteira Somado a mais esses anos, só deu vergonha ao País. Agora a Guiné é um país de tráfico, do medo, da corrupção no mais alto nível e sem contar as roubalheiras e sem vergonhices de todo o tipo. Parece que não são pessoas capazes de entender que sem rotatividade no governo, não há democracia de verdade. São sempre as mesmas pessoas, o mesmo Nino e a sua corja.</p></blockquote>
</div>
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		</item>
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		<title>Battisti: O Imbróglio Ítalo-Brasileiro sobre as Sombras do Passado</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/12/battisti-o-imbroglio-italo-brasileiro-sobre-as-sombras-do-passado/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/12/battisti-o-imbroglio-italo-brasileiro-sobre-as-sombras-do-passado/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 12 Feb 2009 21:37:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
		<category><![CDATA[Brazil]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
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		<description><![CDATA[O jogo de futebol entre Brasil e Itália realizado anteontem, com vitória do Brasil, aconteceu sob a sombra do embate diplomático entre estes dois países a respeito do processo de extradição de Cesare Battisti. Blogues brasileiros aprofundam-se na controvérsia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/jose-murilo-junior/">José Murilo</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/02/10/battisti-the-italo-brazilian-imbroglio-over-shadows-of-the-past/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><h6><em>N. do T.: Este artigo foi publicado originalmente em 10/02/2009. Portanto, antes da realização da partida de futebol entre os dois países - uma <a href="http://blogs.lancenet.com.br/maurobeting/2009/02/10/ao-vivo-brasil-0-x-0-italia/">partida relativamente tranquila</a> que terminou com a vitória do Brasil.</em></h6>
<p><strong>O Brasil irá enfrentar a Itália em uma partida de futebol hoje (10/02) em Londres.</strong> Este jogo amistoso está longe de ter a importância de outras disputas do passado, incluindo partidas decisivas em finais de Copas do Mundo, mas os sentimentos que se projetam sobre o jogo incendiaram as blogosferas nacionais &#8212; veja também <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/02/04/56309/">neste artigo do Global Voices</a> [En].</p>
<p>Após semanas de burburinho transatlântico, alguns blogueiros estão começando a se perguntar como e porque este caso chegou tão longe. Será que a decisão do Governo Brasileiro de conceder asilo político para o foragido italiano Cesare Battisti realmente é digna de tanta atenção?</p>
<p>Que elementos podem estar em ação para trazer resultados tão notáveis, como o minuto de silêncio feito pelos Ministros do Parlamento Europeu em uma sessão realizada na semana passada em homenagem às alegadas vítimas de Battisti mortas há 30 anos, ou a despedida de um ícone jornalístico brasileiro nascido na Itália, por conta do acalorado debate nacional sobre o caso, ou mesmo a decisão do governo italiano de solicitar o retorno do embaixador italiano em Brasília? O governo italiano foi longe a ponto de ameaçar cancelar o jogo amistoso (do dia 10), levando os brasileiros a sentirem um golpe totalmente fora de proporção. Berlusconi é o culpado por isso.</p>
<blockquote><p>Celeuma injustificada a criada pelo “caso Battisti” e a atitude de bufão tomada pelo governo chefiado por Silvio Berlusconi. Pelo menos aproveitei a chance para estudar sobre o tema antes de me arriscar a escrever algumas linhas. A maioria dos analistas não faz segredo da passionalidade de suas analises e transformaram o caso numa disputa partidária, ou pior, futebolística.<br />
<a href="http://dissolvendo-no-ar.blogspot.com/2009/01/brasil-vs-italia.html">Brasil vs Itália</a> - <a href="http://dissolvendo-no-ar.blogspot.com/">Dissolvendo No Ar</a></p></blockquote>
<blockquote><p>A Itália, hoje, vive o governo histérico de Berlusconi. É o dono da grande rede de televisão italiana, é dono de jornais, é dono de times de futebol. Ou seja, é o dono da Itália. E é nitidamente fascista, xenófobo, racista.<br />
<a href="http://blogln.ning.com/profiles/blogs/a-histeria-de-berlusconi-e-a">A HISTERIA DE BERLUSCONI E A SOBERANIA BRASILEIRA</a> - <a href="http://blogln.ning.com/profiles/blog/list?user=300n8m4piqocl">Blog de Luís Antônio Castagna Maia</a></p></blockquote>
<p><strong>A reação italiana agora é bem diferente daquela de um ano atrás,</strong> quando o governo francês se recusou a extraditar Marina Petrella, uma ex-terrorista das <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Brigadas_Vermelhas">Brigadas Vermelhas</a> que foi informada da decisão em sua cama de hospital pela própria <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Carla_Bruni">Carla Bruni</a>. Na vez do Brasil, o Sr. <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nicolas_Sarkozy">Sarkozy</a> foi obrigado a vir a público e negar qualquer conexão com Cesare Battisti, o que acabou trazendo ainda mais pimenta para a história.</p>
<p>Vários blogues mencionam que a principal causa da fúria italiana desta vez foram os termos usados pelo Ministro da Justiça <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tarso_Genro">Tarso Genro</a> para anunciar a concessão de asilo, declarando que Battisti era vítima de perseguição política e que sua vida poderia estar em risco caso ele voltasse a sua terra natal.</p>
<blockquote><p>Mais do que a decisão em si, o que provocou a violenta reação do governo italiano foram os termos utilizados pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, para negar o pedido de refugio, aceitando as alegações de Battisti, segundo as quais correria risco de vida e de perseguição política caso voltasse à Itália.<br />
<a href="http://colunistas.ig.com.br/ricardokotscho/2009/01/30/battisti-e-rother-a-arte-dos-tiros-no-pe/">Battisti e Rother: a arte dos tiros no pé</a> - <a href="http://colunistas.ig.com.br/ricardokotscho/">Balaio do Kotscho</a></p></blockquote>
<blockquote><p>Por mais que insista que a decisão do Brasil foi soberana, é sabido que Tarso não consultou o Itamaraty antes de resolver. E enfiou na cara da Itália e do governo do tosquíssimo Silvio ,Berlusconi uma justificativa dura, nada diplomática e desnecessária. A França obviamente desconfia das mesmas possibilidades que afligiram o pimpão ministro da Justiça. Mas preferiu se referir às condições de saúde de Petrella, em vez de criar caso por nada. Diante disso, a mesma Itália recuou. Parece razoável que a mesma decisão soberana que Tarso defende seja acompanhada do tensionamento das relações pela Itália, que viu um ministro de Justiça brasileiro pela primeira vez questionar a justiça dos outros. Molecagem de segunda categoria. Um bom exemplo de como uma decisão justa pode ser prejudicada por quem não sabe respeitar a soberania alheia.<br />
<a href="http://blogdosavarese.blogspot.com/2009/01/tarso-errou-mesmo-com-batistti.html">Tarso errou (mesmo) com Batistti</a> - <a href="http://blogdosavarese.blogspot.com/">Blog do Savarese</a></p></blockquote>
<p><strong>O futebol não é a única ligação forte entre brasileiros e italianos.</strong> Há muitas outras interfaces culturais, que se somam ao fato de que o Brasil é o lar da maior comunidade italiana fora da Itália. No presente caso, parece que esta proximidade deu início uma complexa reação em cadeia sobre questões não resolvidas do passado dos dois países: os &#8220;<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Years_of_Lead_(Italy)">anos de chumbo</a>&#8221; [En].</p>
<p>No Brasil, onde grupos armados lutaram contra a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ditadura_militar_no_Brasil_(1964-1985)">ditadura militar</a> que governou o Brasil entre 1964 e 1985, uma <a href="http://www.dhnet.org.br/direitos/anthistbr/redemocratizacao1988/homero_anistia.html#6">lei de anistia</a> fez com que nem os oficiais de segurança acusados de tortura nem os indivíduos envolvidos em violência contra o Estado fossem processados. A Itália se orgulha de ter mantido suas instituições democráticas durante seus &#8220;anni di piombo&#8221; (1970-1980), mas muitos aspectos do período permanecem envoltos em mistério.</p>
<p>Uma figura-chave neste debate aqui no Brasil é <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mino_Carta">Mino Carta</a>; um jornalista, editor e escritor nascido na Itália, que ajudou a criar 3 das 4 principais revistas jornalísticas atualmente publicadas no país. Conhecido por ser uma voz independente e dotada de grande autoridade, e também um amigo próximo do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Luiz_In%C3%A1cio_Lula_da_Silva">presidente Lula</a>, ele usou seu blogue para vigorosamente atacar o Ministro Genro por sua postura e declarações no episódio Battisti. Na semana passada, em um último post onde ele declara que perdeu a sua fé no jornalismo, e no Brasil, o Sr. Carta fechou seu blogue e anunciou seu silêncio na revista <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Carta_Capital">Carta Capital</a>.</p>
<blockquote><p>Telefona Jean-Paul Lagarride de Darfur. Pergunta: “Vem cá, o Tarso Genro quer declarar guerra à Itália?” “Talvez”, admito. Segue-se o seguinte diálogo.<br />
Ele – Além de jurista, trata-se de um professor de história e ciências políticas. Um mestre.<br />
Eu – Você acha?<br />
Ele – Claro, acaba de dar à Itália uma aula de democracia. Como o Brasil saiu dos seus anos de chumbo? Com a lei da anistia. A Itália, até hoje, não fez a sua lei da anistia.<br />
Eu – Deve ser porque a Itália não teve um general Golbery.<br />
Ele – Pois é. E como o velho Golba fez à Itália.<br />
Eu – Quem sabe o nosso Tarso não tenha percebido que há chumbo e chumbo?<br />
<a href="http://blogdomino.com.br/blog/lagarride-e-tarso-genro-414">Lagarride e Tarso Genro</a> - <a href="http://blogdomino.com.br/blog/">Blog do Mino</a></p></blockquote>
<blockquote><p>Está claro que o ministro Tarso não erra ao dizer que a mídia nativa está sempre a agredir o governo de Lula, e contra esta forma desvairada de preconceito CartaCapital tem se manifestado com frequência. Ocorre que, ao referir-se à extradição negada a mídia está certa, antes de mais nada em função dos motivos alegados, a exibir ao mundo ignorância, falta de sensibilidade diplomática e irresponsabilidade política, ao afrontar um estado democrático amigo. De todo modo, Battisti transcende sua personalidade de “assassino em estado puro”, segundo um grande magistrado como o italiano Armando Spataro, para se prestar a uma operação que visa compactar o PT e empolgar um certo gênero de patriotas canarinhos. Isto tudo me leva a uma conclusão desoladora, embora saiba de muitíssimos leitores generosos e fiéis: minha crença no jornalismo faliu.<br />
<a href="http://blogdomino.com.br/blog/a-despedida-421">Despedida</a> - <a href="http://blogdomino.com.br/blog/">Blog do Mino</a></p></blockquote>
<p><strong>Cesare Battisti está preso em Brasília</strong> a espera da decisão final do Supremo Tribunal Federal Brasileiro (STF). Uma importante peça do processo é uma carta de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Francesco_Cossiga">Francesco Cossiga</a>, um ministro do interior linha dura dos anos 1970 na Itália, confirmando que os crimes de Battisti eram de fato políticos em sua natureza. Em uma recente entrevista à revista IstoÉ, que foi largamente reblogada por aqueles que estavam acompanhando o caso, Battisti pede a seu país natal que reveja o que realmente aconteceu naqueles tempos.</p>
<blockquote><p>“Acho que o gesto do ministro Genro foi de coragem e de humanidade. A decisão é muito importante não só para mim, Cesare Battisti, mas para a humanidade. A Itália precisa reler a própria história. Nós estamos dando à nação italiana a possibilidade de reler sua história com serenidade, humanamente… Naquela época, a tortura fazia parte do cotidiano da Itália. A Itália tem de reconhecer isso. Mas não pode. Porque a Itália é Europa. E a Itália não pode admitir que nos anos 1970 viveu uma guerra civil.”<br />
<a href="http://blogdose.blogspot.com/2009/01/cesare-battisti-por-que-tudo-isso.html">Cesare Battisti - “Por que tudo isso comigo?”</a> - <a href="http://blogdose.blogspot.com/">Blog do Se</a></p></blockquote>
<p><strong>Navegando através dos blogues brasileiros</strong> que cobriram o episódio, é fácil achar opiniões que espelham o que vem sendo publicado pelos principais veículos da mídia tradicional. Os resultados de uma recente enquete realizada pelo Globo.com mostram 80% de discordância com a decisão do governo brasileiro de conceder asilo ao Sr. Battisti. Ainda, há algumas perspectivas interessantes sobre as contradições evocadas pelas diferentes soluções políticas aplicadas pelo Brasil e pela Itália para tratar das feridas políticas do passado, e nas diferentes formas de lidar com as contradições trazidas pelo presente e pelo futuro.</p>
<blockquote><p>A grande imprensa se refere ao ‘terrorista Battisti&#39; como se tivesse agido ontem, mas estamos falando de coisas acontecidas entre 30 e 40 anos atrás. O ministro Tarso Genro tem razão ao dizer que a imprensa teve comportamento diferente quando ele propôs a rediscussão da punição aos torturadores. Aí disseram que era coisa do passado… Ele é acusado de ter tomado uma decisão política, mas seguiu o que o STF já tinha decidido sobre isso. Um dos críticos do ministro foi o governador Serra, que se mostrou escandalizado com Battisti, mas na última eleição apoiou Fernando Gabeira, que sequestrou um embaixador americano, mas não é considerado terrorista.<br />
<a href="http://bahiadefato.blogspot.com/2009/02/fascistas-italianos-e-midia-brasileira.html">Fascistas italianos e mídia brasileira mentem sobre Batistti</a> - <a href="http://bahiadefato.blogspot.com/">Bahia de Fato</a></p></blockquote>
<blockquote><p>Por fim, uma pergunta básica, incontornável: qual é a motivação do governo italiano? Por que tanto empenho em botar as mãos num personagem tão inofensivo, depois de tanto tempo? A resposta, ou parte dela, está na conjuntura doméstica da Itália, marcada pela crise e por uma onda de protestos em que se sobressai um vigoroso ativismo estudantil. Berlusconi e seus aliados reagem à ascensão de uma esquerda não-domesticada sacudindo o espantalho dos “anos de chumbo”. A histeria em torno do caso Battisti, manipulado para criar uma anacrônica associação entre os “radicais” de ontem e de hoje, nada tem de irracional. Ao contrário, dá respaldo a um discurso em que o prefeito fascista de Roma, Gianni Alemanno, acaba de declarar que “o movimento estudantil italiano (seria) dirigido por 300 criminosos da universidade La Sapienza”.<br />
<a href="http://entreatos.net/blog/?p=672">A mídia contra Battisti</a> - <a href="http://entreatos.net/">Entreatos</a></p></blockquote>
<p><strong>Vamos torcer</strong> para que o jogo de hoje seja um bom jogo, onde o respeito genuíno que os povos Brasileiro e Italiano alimentam pelos cidadãos, pela cultura e, sobretudo, pelo futebol arte de ambos os países possa brilhar mais do que imbróglios menores e politicamente motivados.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Camboja: Comemorando a libertação ou a invasão?</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/01/14/camboja-comemorando-a-libertacao-ou-a-invasao/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Jan 2009 20:04:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cambodia]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[East Asia]]></category>
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		<description><![CDATA[Em 7 de janeiro de 1979, o regime de Khmer Vermelho no Camboja foi expulso do poder. Mas as opiniões estão divididas entre se esse seria um dia para ser celebrado como o Dia da Libertação ou lembrado como o Dia da Invasão do Vietnã, que ajudou a derrubar Khmer Vermelho e ocupou Camboja até 1988.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/mong/">Mong Palatino</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/01/14/cambodia-liberation-day-or-invasion-day/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>Em 7 de janeiro de 1979, o regime de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Khmer_Vermelho">Khmer Vermelho</a> no Camboja foi expulso do poder. O regime comunista foi acusado de ordenar o assassinato em massa de mais de um milhão de cambojanos. Na semana passada, o governo cambojano <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/01/08/cambodia-victory-over-genocide/">marcou o 30º aniversário</a> [en] da queda de Khmer Vermelho. Mas as opiniões estão divididas entre se esse seria um dia para ser celebrado como o Dia da Libertação ou lembrado como o Dia da Invasão do Vietnã, que ajudou a derrubar Khmer Vermelho e ocupou Camboja até 1988.</p>
<p>O primeiro ministro Hun Sen insiste que o 7 de janeiro de 1979 foi uma <a href="http://ki-media.blogspot.com/2009/01/prime-minister-hun-sen-commemorates-7th.html">vitória contra o genocídio</a> [en]. Ele critica aqueles que se recusam a honrar a ocasião:</p>
<blockquote><p>“This is the truth of history that even those unwise groups and extremist groups must acknowledge this truth. If you dare not acknowledge the truth, you are not a human being, you are a real animal. This is the truth. If we didn’t have the 7th January 1979, we will not have today.”</p></blockquote>
<div class="translation">“Essa é a verdade histórica que mesmo aqueles grupos ignorantes e extremistas devem reconhecer. Se você se atreve a não reconhecer a verdade, você não é um ser humano, é um verdadeiro animal. Essa é a verdade. Se não tivéssemos o 7 de janeiro de 1979, não teríamos o hoje.”</div>
<p>Mas Sophan Seng explica por que <a href="http://ki-media.blogspot.com/2009/01/january-7-celebrations-in-context.html">nem todos cambojanos</a> estão do lado do governo nas celebrações:</p>
<blockquote><p>“To celebrate this day is not significantly representing Cambodians as the whole nation. It is only celebrated by the Cambodian People&#39;s Party (CPP), which has been in power since the day of January 7, 1979.</p>
<p>“It has not been generally accepted by the Cambodian people. Whatever theme each celebration expects to achieve, those themes still belong to the CPP, and it is truly reminding Cambodian people of the brutality, the foreign invasion and the nonstop division among Cambodian nationals.”</p></blockquote>
<div class="translation">“Celebrar esse dia não significa necessariamente representar o Camboja como uma nação inteira. A data é apenas celebrada pelo Partido Popular Cambojano (CPP), que está no poder desde 7 de janeiro de 1979.</p>
<p>“Mas ela, em geral, não é aceita pelo povo cambojano. Seja qual for o tema que cada celebração almeje alcançar, esses temas ainda pertencem ao CPP, e de fato relembra o povo cambojano da brutalidade, da invasão estrangeira, e a divisão sem fim dos povos cambojanos”</p>
</div>
<p><em>Modern Progressive Khmer</em> menciona <a href="http://modernprogressivekhmer.blogspot.com/2009/01/cambodia-should-abandon-january-7th-as.html">a invasão do Camboja pelo Vietnã</a> [en] após 7 de janeiro de 1979:</p>
<blockquote><p>“January 7th did in fact stop the killing, but Cambodia was not free. Vietnam occupied Cambodia; therefore, by definition Cambodia was not liberated. This is why the word “liberation” has a major semantic problem. One cannot call oneself a liberated being if one is not free to determine one’s destiny. Liberation could not be further from the truth. The world knows that Cambodia was under Vietnam’s control from the day it invaded Cambodia until it was pressured to withdraw.”</p></blockquote>
<div class="translation">“O dia 7 de janeiro parou, de fato, parou com as mortes, mas os cambojanos não foram libertados. O Vietnã ocupou o Camboja; portanto, de acordo com a definição, o Camboja não foi libertado. É por isso que a palavra “libertação” tem um grande problema semântico. Uma pessoa não pode se chamar de livre se não está livre para determinar o seu próprio destino. A libertação não poderia estar mais longe da verdade. O mundo sabe que o Camboja esteve sob o controle do Vietnã do dia em que invadiu o Camboja até o dia que sofreu pressão para sair.”</div>
<p>A oposição acredita que <a href="http://ki-media.blogspot.com/2009/01/jan-7-marked-anniversary-for-invasion.html">a verdadeira história da libertação</a> surgiu em 23 de outubro de 1991, quando os <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Acordos_de_Paz_de_Paris">Acordos de Paz de Paris</a> foram assinados. O legislador da oposição <a href="http://www.samrainsyparty.org/archives/achieve_09/january/January%207,%201979,%20is%20Frankenstein%20of%20April%2017,%201975.htm">Sam Rainsy</a> [en] levanta outra questão:</p>
<blockquote><p>“Celebrating January 7 without having in mind a broader historical perspective, is playing into the hands of the current Phnom Penh regime whose only raison d&#39;être was to “free” the Cambodian people from the Khmer Rouge with communist Vietnam&#39;s decisive but not unselfish help.”</p></blockquote>
<div class="translation">Celebrar o 7 de janeiro sem ter em mente a perspectiva histórica mais ampla é jogar nas mãos do atual regime Phnom Penh cuja única razão de ser era “libertar” o povo cambojano de Khmer Vermelho com a ajuda decisiva, mas nada desinteressado, do comunista Vietnã.</div>
<p><em>The Son of the Empire</em> [Filho do Império, en] traz uma <a href="http://sokheounpang.wordpress.com/2009/01/07/hun-sen-immorally-overreact-on-critics-of-jan-7/">ronda inicial de opiniões</a> sobre o assunto. <em>Khmerization</em> disponbiliza <a href="http://khmerization.blogspot.com/2009/01/celebration-of-7th-january-day-in.html">imagens das celebrações organizadas pelo governo</a> [en] na semana que passou.</p>
</div>
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		<title>Japão, Brasil: Centenário da Imigração Japonesa</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/12/21/japao-brazil-centenario-da-imigracao-japonesa/</link>
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		<pubDate>Sun, 21 Dec 2008 18:21:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
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		<description><![CDATA[Em junho de 1908, o navio japonês Kasato Maru atracou no Porto de Santos, em São Paulo, após 52 dias de viagem, trazendo as primeiras famílias japonesas ao Brasil. Cem anos depois, e após um difícil processo de adaptação, japoneses e nipo-brasileiros refletem nessa mistura cultural que atravessa oceanos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/scilla-alecci/">Scilla Alecci</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/12/20/japan-brazil-a-centenary-of-japanese-immigration-to-brazil/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>Em junho de 1908, o navio japonês <a href="http://ja.wikipedia.org/wiki/%E7%AC%A0%E6%88%B8%E4%B8%B8100">Kasato Maru</a> (笠戸丸 ) [jp] atracou no Porto de Santos, em São Paulo, após 52 dias de viagem, trazendo as primeiras famílias japonesas ao Brasil. A jornada tinha começado em 28 de abril do mesmo ano, quando 781 fazendeiros japoneses deixaram o Porto de Kobe após decidirem se mudar para o outro lado do oceano em busca de melhores condições de vida.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-54245" title="kasato-maru" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/kasato-maru.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><small>Kasato Maru no Porto de Santos, foto da coleção de Laire José Giraud.<br />
</small></p>
<p>Desde aquele dia, a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imigra%C3%A7%C3%A3o_japonesa_no_Brasil">comunidade japonesa no Brasil</a> só cresceu, ano após ano, especialmente durante os anos de guerra. No entanto, o processo de integração dos imigrantes japoneses à cultura brasileira não foi apenas longo e difícil, as relações dentro da própria comunidade japonesa eram também muito complicadas, devido às formas diferentes como a distância da terra natal, a capacidade e vontade de se adaptar ao novo país afetaram cada indivíduo.</p>
<p>Parupalo Oyaji (パルパロおやじ) do blogue <a href="http://ameblo.jp/titoparupalo/day-20070816.html">Paruparo Weblog</a> [ja] analisa alguns dos eventos históricos que descrevem bem a complexidade da situação dos imigrantes japoneses durante a guerra.</p>
<blockquote><p>１９４１年に開戦した日米間の戦争、太平洋戦争ではブラジルに移民した日本人たちにとっても深刻な問題を引き起こしまし た。ブラジルが連合国側についたため、現地にいた日本人は敵性外国人になってしまったのです。ただ、不幸中の幸いは、米国やペルー在住の日本人たちのよう に強制収容所には収監されずに済んだことです。それでも、敵性外国語である日本語の使用は禁止され、日本語で書かれた新聞・雑誌の配布が禁止されました。</p></blockquote>
<div class="translation">Em 1941, quando a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_do_pac%C3%ADfico">Guerra do Pacífico</a> (Conflito Japão-EUA) tinha acabado de ser desencadeada, um problema sério surgiu para os imigrantes japoneses no Brasil. Como o Brasil ficou do lado dos Aliados, os japoneses vivendo no país começaram a ser vistos como inimigos. Bem-aventurados em seu infortúnio, eles pelo menos não acabaram nos <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Japanese_American_internment">campos de concentração</a> [en] como seus compatriotas presos nos Estados Unidos ou Peru. O idioma, no entanto, foi banido e a publicação e distribuição de jornais e revistas em japonês foram proibidas. […]</div>
<p>Em 1945, o Japão se rendeu aos Estados Unidos e a Segunda Guerra Mundial chegou ao fim. Mas para 80% da comunidade japonesa no Brasil, o Japão tinha ganhado a guerra. Parupalo Oyaji continua explicando esse lado sombrio da história:</p>
<blockquote><p>戦争の結果について、日系人社会が二分されてしまったのです。一つは「敵国からの情報を信じてどうする？日本が負けるわけ はない」という「勝ち組」。他方は、冷静に事実を受け止めて日本の敗戦を認識していた（ポルトガル語がわかる人たちで日本が不利な状況であるという途中経 過についても認識していた）という「負け組」でした。<br />
「勝ち組」のなかでも特に過激だったのが「臣道聯盟」という国粋主義的団体で、ついには「負け組」のメンバーを「国賊」として処罰するという武力行使に及 んだのでした。この抗争は次第に激化し、翌年ブラジル軍事警察によって「臣道聯盟」が壊滅されるまで、２３名もの死者を出してしまったのです。外国の地 で、本来は助け合わなければならない日本人同士が「殺し合い」をするという大変悲しい事件が起きてしまいました。</p></blockquote>
<div class="translation">Como resultado da guerra, a comunidade japonesa se dividiu em <a href="http://209.85.129.132/search?q=cache:yiO9Wyic5xkJ:www.dialogos.uem.br/include/getdoc.php%3Fid%3D154%26article%3D51%26mode%3Dpdf+1941+japanese+in+brazil+shindo+renmei&amp;hl=ja&amp;ct=clnk&amp;cd=9">dois grupos</a><em> </em>[en, pdf file]<em>. </em>A facção dos<em> <a href="http://ja.wikipedia.org/wiki/%E5%8B%9D%E3%81%A1%E7%B5%84">kachigumi </a></em><a href="http://ja.wikipedia.org/wiki/%E5%8B%9D%E3%81%A1%E7%B5%84">(vitoristas)</a> <em>[jp] </em>que pensava “como se pode acreditar nas notícias que recebidas dos inimigos? O Japão não pode ser derrotado” e, do outro lado, a facção <em>makegumi </em>(derrotistas) dos que aceitaram a derrota do Japão e entendiam que a situação tinha começado com a Guerra Fria (muitos deles na verdade entendiam português e podiam também compreender o processo que colocou um fim à guerra).<br />
Dentre o grupo dos <em>vitoristas</em>, havia uma facção particularmente extremista e nacionalista chamada de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Shindo_Renmei">Shindô Renmei</a> [literalmente “Liga do Caminho dos Súditos”] que considerava os membros do grupo <em>derrotista</em> traidores, e começou uma ação militar para eliminá-los. No ano seguinte, com a intensificação do conflito entre os grupos, a Liga do Caminho dos Súditos foi reprimida por intervenção militar brasileira. Vinte e três pessoas morreram. Coisa muito triste: em uma terra estrangeira, onde os compatriotas japoneses deveriam cuidar uns dos outros, eles estavam se matando.</div>
<blockquote><p>これだけの騒動を起こしてしまったのですから、当然のこと「日本人移民の受け入れ」は禁止されましたが、１９５２年から再び解禁となり、その後も１９７０年頃まで移民が続けられました。<br />
日本から移民した総数は２５万人、今でも６万人を少し下回る数の一世（日本人）がブラジルに暮らしています。<br />
また、ブラジルのいわゆる日系人と言われる人たちは、２世から５世まで含めて１５０万人という海外日系社会最大規模を誇っています。</p></blockquote>
<div class="translation">Por causa desses acontecimentos, a admissão de imigrantes japoneses foi interrompida; ela recomeçou em 1952 e continuou até os anos 70.<br />
No total, o número de imigrantes japoneses no Brasil chega a 250 mil e mesmo agora há cerca de 60 mil japoneses da primeira geração ainda morando no Brasil.<br />
Mas se você levar em consideração os Nipo Brasileiros, da segunda à quinta geração, são 1,5 milhão de pessoas que orgulhosamente formam a maior comunidade japonesa do mundo.</div>
<p><strong>Ano do Intercâmbio Brasil-Japão</strong></p>
<p>Como acordado <a href="http://www.jbic.go.jp/en/report/jbic-today/2008/01/02/index.html">em 2004</a> pelo ex-primeiro ministro japonês Junichiro Koizumi e presidente brasileiro Lula da Silva, 2008 foi escolhido o Ano do Intercâmbio Brasil-Japão e <em></em>durante esse perído vários eventos culturais foram promovidos para celebrar o centenário da imigração japonesa no Brasil.</p>
<p>Takanori Kurokawa, blogueiro japonês morando no Recife para estudar português, <a href="http://recife-brasil.blogspot.com/2008/12/feira-japonesa.html">descreve um festival japonês</a> organizado em comemoração ao Centenário da Imigração Japonesa no Brasil.</p>
<blockquote><p>11月最後の日曜日でした。<br />
毎年この日にはレシーフェのフェイラ・ジャポネーザ（日本語では日本市になります）というが開催されるのですが、今年も盛大に開かれました。<br />
今年は日系移民100周年ということでレシーフェの日本人会や日本人、日系人が関わる団体、会社など力を入れていたようです。<br />
レシーフェに住む日系人の数はサンパウロ、パラナーに比べれば圧倒的に少ないので、このお祭りもたいしたことないんじゃないかと思っていたんですが、これが結構すごかったんですよ！<img class="aligncenter size-medium wp-image-54247" title="japanese market" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/c3a6e28094c2a5c3a6oec2acac2b8e2809aaefbfbdc2aeec2b3c2a5ac2b1e280a6.jpg" alt="" width="512" height="384" /></p></blockquote>
<div class="translation">No último domingo de novembro, como acontece todos os anos nesse dia, aconteceu a <em>Feira Japonesa in Recife</em>, mas esse ano foi mesmo em grande estilo.<br />
Como nesse ano estamos celebrando o centenário da imigração japonesa no Brasil, muitas organizações japonesas, grupos e empresas nipo-brasileiros deram suas contribuições.<br />
A quantidade de nipo-brasileiros morando no Recife, em comparação com São Paulo ou Paraná, é muito pequena, então achei que esse festival não seria tão especial, mas tive que mudar de idéia, foi bem impressionante!</div>
<blockquote><p>会場となった旧市街地の一角は所狭しと屋台が並び、入り口には大きな鳥居が。<br />
日本文化を紹介するコーナー、食べ物のコーナー、手芸品やお土産のコーナーの3つに分かれていました。<br />
[…]あとすごかったのはアニメのコーナーです。日本のサブカルチャーとして大人気のアニメですが、当日はマンガを売る屋台や、コスプレグッズの屋台、ゲームの屋台もありました。<br />
僕の知っているマンガのコスプレ、知らないマンガのコスプレをしたブラジル人でいっぱいでした。</p></blockquote>
<div class="translation">No centro antigo da cidade, onde o festival aconteceu, estandes foram alinhados um atrás do outro, e um <em>torii </em>[portal na entrada do tempo xintoísta] foi colocado na entrada principal… depois três esquinas: a esquina da cultura japonesa, a da comida e a do artesanato. […] A esquina do <em>anime</em> estava também bem bacana. <em>Anime</em> parece ser um produto muito popular da sub-cultura japonesa e naquele dia tinha barracas vendendo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mang%C3%A1s">mangá</a> ou <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cosplay">cosplay</a> [literalmente &#8220;fantasia”] ou jogos e tinha um monte de brasileiros vestidos em fantasias inspiradas por mangás, alguns que eu conhecia, outros não.</div>
<p><strong>Imigração Brasileira no Japão<br />
</strong></p>
<p>Enquanto nas primeiras décadas do século XX muitos japoneses imigraram para o Brasil em busca de trabalho, a <a href="http://www.un.org/esa/population/meetings/IttMigLAC/P11_Higuchi.pdf">tendência migratória</a> [en, pdf] mudou nos anos 90 e muitos nipo-brasileiros imigraram do Brasil para o Japão, vindo a formar a categoria chamada de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dekasseguis_brasileiros">dekassegui</a> (出稼ぎ, literalmente “trabalhando distante de casa”). No final dos anos 80, quando o Japão já tinha se tornado um dos países mais ricos do mundo, o ministro do trabalho japonês começou a facilitar a entrada de trabalhadores descendentes de japoneses, garantindo a eles vistos de trabalho para suprir a falta de trabalhadores para as chamadas profissões “<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dirty,_Dangerous_and_Demeaning">sujas, perigosas e degradantes</a>” [en].</p>
<p>Hoje em dia, existem 300 mil nipo-brasileiros (日系人, Nikkei-jin) morando no Japão e a maioria deles trabalha na <a href="http://www.nytimes.com/2008/11/02/world/asia/02japan.html?partner=rssnyt">indústria automobilística</a> [en] normalmente como empregados temporários e sob condições insalubres.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/OqdMsptga1E&amp;hl=it&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/OqdMsptga1E&amp;hl=it&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<small> Trailer do documentário <a href="http://umsenhordobrasil.sblo.jp/article/23046447.html">Brazil Kara Kita Ojiichan </a> (ブラジルから来たおじいちゃん, “Um Senhor do Brasil: visitando brasileiros no Japão”), sobre Ken’ichi Konno (紺野堅一), um japonês de 92 anos que imigrou ao Brasil 73 anos atrás.</small></p>
<p>No blogue <a href="http://blog.canpan.info/nikkei/category_3/">Raten Nikkei Ryugakusei</a> (ラテン日系留学生), que junta vozes de nipo-americanos, Patricia Yano (矢野パトリシア) escreve suas reflexões quanto à identidade nipo-brasileira que carrega.</p>
<blockquote><p>私は日系2世です。小さい頃から日系人社会とブラジル人社会の両方を経験しています。日本人の祖父母からいろいろ学んで、日系人であることを誇りに思っています。</p></blockquote>
<div class="translation">Eu sou <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nissei">nissei</a> [segunda geração] e desde criança convivo tanto com a cultura japonesa quando a brasileira. Aprendi muito com meus avós japoneses, e tenho orgulho de ser nipo-brasileira.</div>
<blockquote><p>[…]ブラジルでは日系人コミュニティは2%を超えませんが、日系人コミュニティをポジティブな少数派として認められてい る。しかし、日本にいるブラ ジル人は、ネガティブな少数派の特集を抱えている。この両面的な特徴を抱えている日系ブラジル人のアイデンティティはどうなるであろう。<br />
自分自身は、日本とブラジルの文化を自分のアイデンティティに統合しました。しかし、両アイデンティティを統合するプロセスは簡単なものではありませ ん。ブラジルにいると「日本人」と呼ばれます。日本に来ると「ガイジン」と呼ばれます。つまり、ポジティブな少数派からネガティブな少数派に変わります。<br />
留学生として来日する日系ブラジル人は、もしかしたら、このアイデンティティの変化を特に感じないかも知れません。しかし、デカセギとして来日する日系 ブラジル人はもっと感じる傾向があります。[…]</p></blockquote>
<div class="translation">No Brasil, a comunidade nipo-brasileira representa apenas 2% [de toda a população] mas é reconhecida como minoria de uma forma positiva. Por outro lado, não é o mesmo para os brasileiros morando no Japão. Me pergunto por que a identidade nipo-brasileira tem duas caras…<br />
Pessoalmente, minha identidade consiste de ambas as culturas, japonesa e brasileira. No entanto, o processo que me trouxe a pensar dessa forma não foi fácil. Quando estou no Brasil, sou chamada de “Japonesa” e quando estou no Japão sou chamada de “gaijin” [forasteira]. Em outras palavras, a forma como me consideram um indivíduo pertencente a uma minoria muda de positiva para negativa.<br />
Os nipo-brasileiros que vêm ao Japão estudar talvez não se sintam dessa forma, mas os <em>dekasegis</em>, gente que vem para trabalhar, se sentem. […]</div>
<blockquote><p>ブラジルに移住した日本人は、ブラジルで努力をして、ブラジルの社会でポジティブなイメージを形成しました。それで、日本 に住んでいる日系ブラジル人は、どのように日本でポジティブなイメージを形成できるであろう。それで私は感じました。日系人は様々なアイデンティティを 持っており、多様性のあるグループだと思います。 […]<br />
日本人移民の百周年記念の今年に、教育を通じて、様々なことを学ぶべきだと思います。例えば、日本人の子どもに移住の歴史を教えることは重要です。[…]</p></blockquote>
<div class="translation">No Brasil, os japoneses, através de seu esforço, conseguiram criar uma imagem positiva deles dentro da sociedade brasileira. Como os brasileiros no Japão poderiam fazer o mesmo aqui?<br />
Foi isso que pensei. Os Nipo-Brasileiros têm várias identidades e representam inúmeros grupos. Nesse ano, que é o centenário da imigração japonesa no Brasil, a gente deveria focalisar na educação e aproveitar a oportunidade para aprender. Para começar, em minha opinião, é muito importante que os filhos daqueles imigrantes japoneses conheçam essa história.</div>
<p>No mesmo blogue, Neide Ayumi Kuzuo (葛尾　あゆみ　ネイデ), apresenta o último livro que ilustrou, chamado “Me, EU” (ぼく・ＥＵ), cujo protagonista é um garoto <em>sansei</em> [terceira geração] que se interroga sobre sua identidade, onde ela descreve suas memórias como filha de imigrantes japoneses.</p>
<blockquote><p>三年間愛知県でブラジル人語学相談員をした時に、主に小学校と中学校合わせて４０校以上を訪問しました。入学式から卒業式まで参加しました。</p></blockquote>
<div class="translation">Eu trabalho como conselheira de idioma brasileiro há 3 anos na Prefeitura de Aichi e em meu trabalho já visitei mais de 40 escolas primárias e secundárias. Participo de cerimônias de entrada e graduação.</div>
<p>[…]</p>
<blockquote><p>外国籍の子どもたちの相談に接していると、私自身の、子どものころの出来事が思い出されます。父が、「ブラジル人はすぐ嘘 をつく。理由なしに仕事を休んで は、次の日にわかりきった嘘をつく。借金が多くあっても平気だ。一年かけてためたお金をカーニバルの一週間で全部使ってしまう。借金までして遊びに行くな んて、信じられん。」とか、「手が早いのには参ったよ。置いてある物は全てもらっていいものだとおもっている。懸命に植えたものを平気で盗んでいく。文句 を言いに行ったら、『食べ物や果物は全て神の物であり、神の物は誰の物でもない、皆の物である』という。神だと、何を言っているのだ。俺が植えたんだ！｣ とカッカして帰ってきたのを今でも忘れられません。</p></blockquote>
<div class="translation">Falar com essas crianças me lembra de quando eu tinha a idade delas. Meu pai costumava reclamar e dizer: “Os brasileiros mentem facilmente. Eles faltam um dia de trabalho sem motivo nenhum e no dia seguinte dão desculpas que são obviamente mentiras. Eles não se importam se ficam endividados na semana de carnaval e acabam gastando o dinheiro ganho no ano inteiro. Se divertir a ponto de acumular dívidas. Não dá para acreditar”.<br />
Ainda hoje me lembro quando ele voltou para casa um dia, incendiado de raiva, e disse: “Não sabia que eles tinham dedos tão leves. Basta colocar algo em algum lugar e eles acham que é deles. Roubam sem problema algum o que você plantou com o maior esforço e se você reclamar, dizem &#8220;Comida e frutas pertencem a Deus, as coisas de Deus não pertencem a ninguém mas a todos&#8221;. Deus?! Que diabos você está falando? Eu plantei aquelas coisas!”</div>
<blockquote><p>このように、父がブラジルのことを悪く言うたびに、心の中で、その都度、<br />
「ではなぜブラジルにいるの？何でブラジルに来たのよ?」<br />
「私も日本人の顔や形をしているのだから、日本で生まれたかったよ。日本の小学校に通いたかったよ」<br />
「『目を開けろよ、日本人！』なんて目の形のことで知らない人から歩道でからかわれたりしないですむのに・・・」<br />
とずっと思っていましたが、一度もこの気持ちを打ち明けたことがありません。</p></blockquote>
<div class="translation">Daí, toda vez que meu pai falava mal do Brasil, dentro de mim eu me perguntava &#8220;Por que você está no Brasil então? Por que veio” e pensava, “Eu mesma tenho uma aparência japonesa e preferiria ter nascido no Japão. Queria frequentar uma escola japonesa!”, ou “[Se eu tivesse morando no Japão] eu poderia andar nas ruas sem ser provocada por causa do formato de meus olhos por alguém completamente estranho dizendo “Abra os olhos, japa!”…. Mas nunca extravasei esses sentimentos.</div>
<blockquote><p>又、学校でも「アクセントがおかしいよ。こう言うのよ。直しましょうね。と先生にいつも注意されるのいやだよ」「音読が一番きらいだよ」「学校で、年に一 回の祭り、参加したいよ」とも一度も訴えたことはありませんでした。[…]<br />
もう一方では、ブラジルの文化や習慣などに触れることも多くありました。特に家族愛というような、愛情の表現のしかたが一番好きでした。それに、全てに臨機応変で、心で動き、感情豊かで、陽気さの中で育ちました。</p></blockquote>
<div class="translation">E na escola quando eles [repetiam] “Seu sotaque é estranho. É assim que se pronuncia. Vamos corrigir.” Eu nunca reclamei com meus pais dizendo “Odeio tomar carão do professor todas as vezes”, “Odeio ler em voz alta”, “Também quero participar do festival anual da escola!”.<br />
[…] Por outro lado, eu tive a oportunidade de conhecer a cultura e os costumes brasileiros. E o que eu mais gostei é a forma como eles expressam carinho, especialmente em suas famílias. Além disso, o ambiente onde cresci era alegre, cheio de emoções e era considerado normal demonstrar espontaneidade em todas as ocasiões.</div>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-54249" title="japoneses_no_brasil" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/japoneses_no_brasil.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><small>Família de imigrantes japoneses no Brasil, imagem da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/File:Japoneses_no_brasil.jpg">Wikipédia</a>.</small></p>
<div class="contributors">Em colaboração com <a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>.</div>
</div>
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