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	<title>Global Voices em Português &#187; História</title>
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	<description>O mundo está falando. Você está ouvindo?</description>
	<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 17:08:27 +0000</pubDate>
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		<title>Brasil: O País homenageia o mestre do samba</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/12/brasil-o-pais-homenageia-o-mestre-do-samba/</link>
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		<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 16:15:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Se estivesse vivo, Cartola, uma das figuras fundamentais no samba, estaria celebrando 100 anos nesse 11 de outubro. Cartola compôs mais de 500 canções, profundamente amadas por brasileiros, que aproveitam o seu centenário para publicar suas canções ou poemas prediletos, vídeos, fotos e pedaços da história desse legendário artista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="single" class="entry">
<p>Antes de ler esse artigo, toque a <a href="http://radio.aol.co.uk/listen/artist/Cartola/similarartists" target="_blank" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/radio.aol.co.uk');">trilha sonora de samba que acompanha o post.</a></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-51305" title="cartola1" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/cartola1.jpg" alt="" /></p>
<p>Se estivesse vivo, Angenor de Oliveira (1908-1980), mais conhecido como <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cartola_(compositor)" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Cartola</a>, estaria celebrando o seu centenário nesse 11 de outubro. Para resumir bastante o assunto, Cartola foi uma das mais importantes figuras do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Samba" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">samba</a> brasileiro, e o compositor por trás de uma das primeira escolas de samba do Rio de Janeiro. Apesar de ter tido apenas quatro anos de educação formal, Cartola compôs ou foi parceiro em mais de 500 canções, todas elas apresentando letras elaboradas mas ao mesmo tempo simples, que são profundamente amadas pelos brasileiros.</p>
<p>“Cartola não existiu, foi um sonho que a gente teve”, disse um dia Nelson Sargento, outro lendário compositor brasileiro. No centenário desse sonho, blogueiros fazem homenagens a ele, publicando suas canções ou poemas prediletos, citações, vídeos, fotos e pedaços da história de Cartola, uma história que inevitavelmente se confunde com a história do próprio samba.</p>
<p><a href="http://leiturasmusicais.blogspot.com/2008/10/cem-anos-do-samba.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/leiturasmusicais.blogspot.com');">Danton K</a> fala sobre a infância pobre de Cartola - ele era o quarto de sete filhos - e como ela contribuiu para que ele se interessasse por música:</p>
<blockquote><p>Angenor de Oliveira nasceu no bairro do Catete, no Rio de Janeiro, no dia 11 de outubro de 1908. Tinha oito anos quando sua família se mudou para Laranjeiras e 11 quando passou a viver no morro da Mangueira, de onde não mais se afastaria. Desde menino participou das festas de rua, tocando cavaquinho no rancho Arrepiados e nos desfiles do Dia de Reis. Passando por diversas escolas, conseguiu terminar o curso primário, mas aos 15 anos, depois da morte da mãe, deixou a família e a escola, iniciando sua vida de boêmio.</p></blockquote>
<p>Foi lá no bairro da Mangueira que Cartola conheceu outros sambistas e a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Malandragem" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">malandragem</a>. Aos 19 anos, junto com um grupo de amigos em 1928, Cartola desempenhou um papel importante na fundação de um grupo carnavalesco que mais tarde se tornaria uma das mais amadas escolas de samba brasileiras, a Estação Primeira de Mangueira.  <a href="http://impedimento.wordpress.com/2008/10/11/ninguem-chora-nao-ha-tristeza/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/impedimento.wordpress.com');">Douglas Ceconello</a> conta como ele combinou duas de suas paixões nesse projeto:</p>
<blockquote><p>Cartola não apenas fundou a Estação Primeira de Mangueira como escolheu as cores e o nome. O verde e rosa, achava ele, referiam-se às tonalidades de seu querido e amado - o que naquela época devia parecer bastante paradoxal - Fluminense.</p></blockquote>
<p>Nos bailes da Mangueira, Cartola se destacava pela elegância e bom gosto. <a href="http://www.nowpublic.com/culture/cartola-100-years-samba" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.nowpublic.com');">Luis Castro</a> [en] conta como Angenor ganhou o apelido de Cartola por causa do cuidado excessivo com sua aparência. Ele se refere ao chapéu de côco que o compositor usava quando trabalhava como pedreiro, para evitar que o cimento arruinasse seu penteado. Cartola também viveu de bicos, foi lavador de carros, pintor de parede, vigilante, garçon, dentre outros. Castro o descreve como um gênio:</p>
<blockquote><p>Cartola was an alive proof of the God wisdom, born black, poor, had no religion, no formal education, lived his entire life over the slums (favelas) and has composed the most beautiful samba verses ever wrote and left a incredible legacy for the Brazilian people.</p></blockquote>
<div class="translation">Cartola foi uma prova viva da sabedoria de Deus, nascido negro, pobre, não teve religião ou educação formal, viveu por toda a vida nas favelas e foi o compositor dos mais belos versos de samba já escritos, deixando um legado inacreditável para o povo brasileiro.</div>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-51306" title="cartola2" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/cartola2.jpg" alt="" /></p>
<p><a href="http://murilogitel.blogspot.com/2008/10/viva-cartola.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/murilogitel.blogspot.com');">Murilo Gitel</a> lembra que, como aconteceu com tantos gênios, o sambista só foi assim reconhecido depois de sua morte, em 30 de novembro de 1980. Quando ele faleceu de câncer aos 72 anos de idade, o samba tinha começado a descer dos morros das favelas para ganhar as ruas da cidade. Cartola morreu, entretanto, quase tão pobre quanto nasceu:</p>
<blockquote><p>Curiosamente, o artista só começou a ter visibilidade nacional aos 65 anos, quando lançou o clássico LP Cartola, apesar de ter se interessado pela música desde cedo. Em 1976, Beth Carvalho grava As Rosas Não Falam e o sucesso da canção faz com que o poeta apaixonado pelo cigarro, pela cachaça e pelo violão desse um salto considerável em sua carreira. No entanto, Cartola morreu pobre, há 28 anos, numa casa doada pela Prefeitura Municipal do Rio.</p></blockquote>
<p><a href="http://mandandobrasa.blogspot.com/2008/10/100-cartola.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/mandandobrasa.blogspot.com');">Leandro Luiz Rodrigues</a> explica que, para Cartola, música e dinheiro eram coisas que não caminhavam juntas, e que tantas de suas canções foram dadas de graça ou quase de graça a amigos:</p>
<blockquote><p>Sempre viveu à margem da sociedade que o consumiu, só gravou o primeiro LP aos 65 anos e nunca entendeu como uma música (para ele compor era tão natural quanto qualquer necessidade fisiológica) podia ser comercializada. Vendeu suas composições sempre a preço de banana. Quantas belas músicas creditadas a outros compositores não saíram da mesma cabeça que criou “As rosas não falam”?</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-51309" title="cartola5" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/cartola5.jpg" alt="" /></p>
<p>A jornalista <a href="http://laranjaeacordovestidodela.blogspot.com/2008/10/h-cem-anos-nascia-cartola.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/laranjaeacordovestidodela.blogspot.com');">Monica Ramalho</a>, que pesquisou e escreveu extensivamente sobre Cartola, traz uma reportagem que publicou 2006, quando o seu então editor pediu um artigo mostrando uma faceta diferente do sambista. Segue abaixo um trecho da entrevista que ela fez com o filho adotivo de Cartola, Ronaldo de Oliveira, que lamenta muito não ter curtido Cartola o músico, mas que se lembra muitas das suas lições de pai:</p>
<blockquote><p>De uma delas, em especial, o herdeiro não esquece. “Quando tinha uns 16 anos, fiquei desempregado. Cheguei para ele e falei: ‘Seu Cartola, amanhã não precisa me chamar às 6h porque eu fui mandado embora&#39;. Ele respondeu: ‘Tá bem&#39;, mas quando chegou no outro dia, Cartola foi lá me acordar no mesmo horário de sempre. Eu reclamei e ele disse: ‘Eu sei, meu filho, mas levanta e vai procurar um emprego. Ou então faz alguma coisa, varre o quintal, arruma o armário, sei lá, ou você vai se acostumar a levantar tarde e não vai mais procurar emprego&#39;.</p></blockquote>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-51308" title="cartola4" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/cartola4.jpg" alt="" /></p>
<p><span style="font-weight: bold;">Sua música<br />
</span></p>
<p><a href="http://big-muff.org/blog/2008/10/11/cartola-faria-100-anos-hoje/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/big-muff.org');">Bruno Galera</a> que, em outro post, comparou Cartola aos mestres do blues de Mississipi, tenta explicar o efeito que a música causa nele:</p>
<blockquote><p>Mas outra coisa importante sobre a música dele é o que notei hoje: é impossível se acostumar. Sempre que paro para realmente prestar atenção na letra e no andamento que ele dá à declamação, acabo invariavelmente sendo obliterado por alegria e tristeza profundas. Conta-se nos dedos de uma mão quantos músicos conseguiram imprimir efeito similar à minha pessoa. Algo que posso classificar como regozijo absoluto.</p></blockquote>
<p><a href="http://zombeteiro.blogspot.com/2008/10/100-anos-de-cartola.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/zombeteiro.blogspot.com');">Mário Chrispim</a> segue falando do talento natural para música que ali brotou:</p>
<blockquote><p>Embora não tivesse estudo musical teórico, Cartola possuía uma inventividade musical assombrosa. Tinha soluções harmônicas muito sofisticadas que não eram comuns no meio do samba. Além disto, era um letrista brilhante, que criava imagens poéticas fortes e originais.</p></blockquote>
<p>Por causa disso, <a href="http://elisaqueiros.wordpress.com/2008/10/11/angenor-de-oliveira/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/elisaqueiros.wordpress.com');">Elisa Queiros</a> diz que Cartola pertence a todos os brasileiros, a todos aqueles que podem entender a beleza de letras compostas por um poeta que se queixava às rosas a perda da mulher amada, apenas para se dar conta de que as rosas tinham roubado o perfume dela:</p>
<blockquote><p>Pela natureza de suas melodias e harmonias, simpliciade cotidiana de suas letras, Cartola toca nossos corações e se torna trilha sonora de nossas vidas, de forma que cada um se apropria dele - Cartola é de todos, é de cada um.</p></blockquote>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-51307" title="cartola3" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/cartola3.jpg" alt="" /></p>
<p><span style="font-weight: bold;">Discografia</span></p>
<ul>
<li>Cartola - 1974 - Discus Marcus Pereira</li>
<li>Cartola - 1976 - Discus Marcus Pereira</li>
<li>Verde que Te Quero Rosa - 1977 - RCA-Victor</li>
<li>Cartola 70 Anos - 1978 - RCA-Victor</li>
<li>Cartola ao Vivo - 1982 - Eldorado</li>
</ul>
<p><span style="font-weight: bold;">No YouTube:</span></p>
<ul>
<li><a href="http://www.youtube.com/watch?v=L8U1Y9PBfig" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.youtube.com');">O Mundo é um Moinho</a></li>
<li><a href="http://www.youtube.com/watch?v=6jA9Cp8mtuw&amp;feature=related" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.youtube.com');">Disfarça e Chora</a></li>
<li><a href="http://www.youtube.com/watch?v=uE95ZJ-vWpY&amp;feature=related" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.youtube.com');">Peito Vazio</a></li>
<li><a href="http://www.youtube.com/watch?v=uCAeoAuLSK0&amp;feature=PlayList&amp;p=6182C813EFDF4431&amp;index=3" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.youtube.com');">Eu Sou Mangueira</a></li>
<li><a href="http://www.youtube.com/watch?v=lEHA2F5cmok" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.youtube.com');">Alvorada</a></li>
<li><a href="http://www.youtube.com/watch?v=KTqOj5eF-qw&amp;feature=related" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.youtube.com');">Nós Dois</a></li>
</ul>
</div>
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		<title>Brasil: Massacre do Carandiru, impunidade e esquecimento</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/04/brasil-massacre-do-carandiru-impunidade-e-esquecimento/</link>
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		<pubDate>Sat, 04 Oct 2008 09:19:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Há dezesseis anos, o Brazil se chocava com uma das maiores violações dos direitos humanos da história do País. No Massacre do Carandiru, centenas de presidiários desarmados foram mortos dentro da então maior prisão da América do Sul. Leia as poucas reações em blogues e veja o depoimento em vídeo de um dos sobreviventes do crime impune, que parece ter caído no esquecimento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="single" class="entry">
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/silmaraelis/354830628/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');"><img class="aligncenter size-full wp-image-50949" title="354830628_9c92388ee3" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/354830628_9c92388ee3.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Visita ao Carandiru, foto pela usuária do Flickr <a href="http://www.flickr.com/photos/silmaraelis/" title="Link to silmaraelis' photostream" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">silmaraelis</a>, publicada sob licença da Creative Commons. A legenda diz “as almas já estavam esquecidas lá dentro há muito tempo”.</strong></p>
<p>O <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Massacre_na_Casa_de_Deten%C3%A7%C3%A3o_de_S%C3%A3o_Paulo" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Massacre do Carandiru</a>, considerado uma grande violação dos direitos humanos da história do Brasil, aconteceu há dezesseis anos (em 2 de outubro de 1992) depois que uma briga entre presos teve início no Pavilhão 9 do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Complexo_Penitenci%C3%A1rio_do_Carandiru" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Complexo Penitenciário do Carandiru</a>, em São Paulo. Fora de controle, a rebelião acarretou na intervenção de tropas de elite da Polícia Militar e num confronto, o que resultou na morte de 111 prisioneiros. Nenhum policial morreu.</p>
<p>Grupos de Direitos Humanos alegam que a maior parte dos prisioneiros não estava armada e não houve resistência, e acusam a polícia de também abrir fogo contra presos que já tinham se rendido ou que tentaram se esconder. Independente disso, ninguém veio a ser punido e a única pessoa a ser julgada foi o comandante da operação, coronel Ubiratan Guimarães (assassinado em setembro de 2006 em um possível crime passional). Ele foi inicialmente setenciado a 620 anos de prisão mas a setença condenatória foi em seguida revogada por causa de equívocos no processo.</p>
<p>Muitos blogueiros brasileiros re-publicaram as notícias que circularam na imprensa, mas apenas alguns poucos dedicaram um post original ao dia. <a href="http://malocapraquetequero.blogspot.com/2008/10/massacre-no-carandir.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/malocapraquetequero.blogspot.com');">Dinha</a> doi um deles, lembrando a data como &#8220;a maior covardia contra a população carcerária na história do país”:</p>
<blockquote><p>Ontem, 02/10/2008, fez 16 anos que o Estado divulgou oficialmente que massacrou 111 cidadão brasileiros. Todos os que foram massacrados, assassinados, não estavam em guerra franca com o Estado, mas sim, no momento do massacre, eram prisioneiros, estavam sob cutódia desse mesmo Estado. Por isso estavam desarmados e mais, muitos estavam trancados em celas.</p></blockquote>
<p>Em um post chamado “Impunidade”, <a href="http://tarsoaraujo.blogspot.com/2008/10/impunidade.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/tarsoaraujo.blogspot.com');">Tarso Araújo</a> lembra que ninguém foi responsabilizado por esse crime, e que não existe uma estimativa de quando os acusados irão à julgamento:</p>
<blockquote><p>O fato de o processo envolver muitos réus, além das dificuldades estruturais do Judiciário para responder ao acúmulo de ações pendentes, faz a tramitação ficar lenta.</p>
<p>O processo está em grau de recurso no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Por haver indícios de autoria de crime doloso contra a vida, o juiz determinou que os réus fossem julgados por júri popular, situação com a qual os denunciados não concordam.</p>
<p>Depois que o TJ-SP decidir a questão, será necessário definir os procedimentos para o julgamento de um número elevado de réus. Não há previsão de prazo para que os réus sejam julgados.</p></blockquote>
<p>Respondendo a uma pergunta feita no Yahoo! Respostas sobre como a rebelião começou, <a href="http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20081002182226AAsSEe6" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/br.answers.yahoo.com');">Pucca</a> [pt] compartilha uma parte da história que ela tomou conhecimento por meio de um conhecido, um dos presidiários do Pavilhão 9 que sobreviveu ao massacre:</p>
<blockquote><p>Um conhecido de família viveu aquele inferno. Ele nos disse que na verdade ninguem sabe afirmar exatamente como tudo começou. Ele disse que ajudou a jogar mais de 200 corpos dentro do fosso de supostos elevadores existentes no presídio e que tiveram suas portas lacradas com concreto. Seu amigo de cela (barraco) foi morto por policiais, ele só sobreviveu porque se escondeu atras da porta, quando as celas foram desocupadas pelos presos a pedido dos pms ele disse que correu juntamente com tantos outros presos pelas escadarias da prisão que estavam lavadas de sangue e cachorros pastor alemão iam ao encalço deles. Um dos cachorros mordeu sua mão direita. Disse que ficou no pátio com outros presos mais de 12 horas pelados e todos de cócoras. O crime dele???? Participou de um assalto a uma casa lotérica, réu primário cumpria pena no pavilhão 9, onde tudo começou.</p></blockquote>
<p><a href="http://hub.witness.org/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/hub.witness.org');">The Hub</a> traz <a href="http://hub.witness.org/en/node/8884" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/hub.witness.org');">uma entrevista com P.P.</a>, que estava cumprindo pena no vizinho Pavilhão 8 e que assistiu ao desencadear do horror da janela de sua cela. Ele afirma que o número oficial de mortos, 111, reflete apenas àqueles que foram procurados por familiares - ele acredita que foram mais de 300 mortos. Junto com um grupo de mais de 30 presos, ele foi convocado para ajudar a retirar os corpos, sendo que por conta própria carregou 50. P.P. lamenta que, 16 anos depois, o caso é marcado pela impunidade e pelo esquecimento:</p>
<p><object width="320" height="260">
<param name="movie" value="http://hub.witness.org/sites/hub.witness.org/modules/contrib-5/flvmediaplayer/mediaplayer.swf"></param><embed src="http://hub.witness.org/sites/hub.witness.org/modules/contrib-5/flvmediaplayer/mediaplayer.swf" type="application/x-shockwave-flash" type="movie" width="320" height="260" allowfullscreen="true"  flashvars="width=320&#038;height=260&#038;file=http://hub.witness.org/xspf/node/8884&#038;enablejs=true&#038;allowscriptaccess=always&#038;shuffle=false&#038;logo=http://hub.witness.org/sites/hub.witness.org/themes/witness/images/hub_wm.png&#038;overstretch=fit&#038;repeat=false"></embed></object></p>
<p style="text-align: center;"><strong>“Foi feio. Agora o que mais dói, o cúmulo é que caiu no esquecimento. Ninguém mais retoma esse assunto aqui no Brasil” (P.P., em entrevista a Raquel Quintino, militante dos direitos humanos da Universidade de Comunicação Livre. Veja a entrevista <a href="http://raquelquinitino.blip.tv/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/raquelquinitino.blip.tv');">completa em português</a>).</strong></p>
<p>O Complexo Penitenciário do Carandiru chegou a ser a maior prisão da América do Sul e a ter uma população de 8 mil presidiários. O presídio foi demolido em 9 de dezembro de 2002 para que o local fosse transformado em um parque aberto ao público. O usuário do YouTube <a href="http://www.youtube.com/user/mtrombelli" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.youtube.com');">mtrombelli</a> tem um <a href="http://www.youtube.com/watch?v=K9lkO1paPjA" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.youtube.com');">documentário</a> feito por estudantes de jornalismo mostrando os últimos momentos, as celas vazias e a demolição. O usuário do Flickr  <a href="http://www.flickr.com/photos/ispic/" title="Link to ispic's photostream" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">ispic</a> tem uma <a href="http://www.flickr.com/photos/ispic/tags/carandiru/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">galeria de fotos</a> tiradas antes da demolição.<a href="http://www.flickr.com/photos/ispic/" title="Link to ispic's photostream" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');"></a></p>
<p>Aqueles que gostariam de saber mais sobre a história da prisão e do massacre podem começar assistindo ao aclamado filme <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Carandiru_(filme)" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Carandiru</a>, dirigido por <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hector_Babenco" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Hector Babenco</a>, e inspirado no best-seller <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Esta%C3%A7%C3%A3o_Carandiru" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Estação Carandiru</a>, do médico brasileiro <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Drauzio_Varella" title="Drauzio Varella" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Drauzio Varella</a>, que trabalhou como voluntário no presídio lidando com a epidemia de AIDS no local, entre 1989 e 2001.</p>
</div>
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		<item>
		<title>Ossétia do Sul: Pensamentos de um Fotojornalista sobre a Guerra</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/17/ossetia-do-sul-pensamentos-de-um-fotojornalista-sobre-a-guerra/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/17/ossetia-do-sul-pensamentos-de-um-fotojornalista-sobre-a-guerra/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 17 Sep 2008 07:14:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Relatos de primeira mão sobre a zona de conflito no Cáucaso continuam a aparecer aqui e ali na blogosfera russófona. No dia 8 de setembro, um mês depois do início da guerra na Ossétia do Sul e Geórgia, o fotojornalista russo Oleg Klimov publicou seus pensamentos sobre como ele vê a guerra, qual o seu cheiro, sobre a imprensa e a propaganda, e sobre o que parece ser a natureza humana universal de realizar saques em tempos de guerra.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><small>Veja a página especial da <a href="http://globalvoicesonline.org/specialcoverage/south-ossetia-crisis-2008/">cobertura do Global Voices sobre crise na Ossétia do Sul</a> (em inglês).</small></em></p>
<p>Relatos de primeira mão sobre a zona de conflito no Cáucaso continuam a aparecer aqui e ali na blogosfera russófona. No dia 8 de setembro, um mês depois do início da guerra na Ossétia do Sul e Geórgia, o fotojornalista russo <em>Oleg Klimov</em> <a href="http://klimov.blogspot.com/2008/09/blog-post_08.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/klimov.blogspot.com');">publicou seus pensamentos</a> [Ru] sobre como ele vê a guerra, qual o seu cheiro, sobre a imprensa e a propaganda, e sobre o que parece ser a natureza humana universal de realizar saques em tempos de guerra.</p>
<blockquote><p>[Oleg Klimov&#39;s photo of peacekeepers “between Tskhinvali and Gori”]</p>
<p>[Oleg Klimov&#39;s photo of a post-funereal “wake amidst the ruins in Tskhinvali”]</p>
<p>[Oleg Klimov&#39;s photo of “a village between Tskhinvali and Gori”]</p>
<p>Worst of all I dislike the smell of war. Its stench. A combination of burned damp wood, plastic and the smell of dead bodies. “A parfume.” A sense of war smell is one of the five important senses, an ability to perceive and recognize the smell of the events of the past. I&#39;ve always regretted that photos, like money, do not smell… If they smelled, we&#39;d definitely be all sick now. At the beginning, at least, more than from the graphic pictures of dismembered bodies and other horrors…</p>
<p>Tonight, I watched a “documentary” from Vesti-24 [on a Russian state-owned channel]. Turns out Georgians have been “genociding” Ossetians and the Abkhaz throughout centuries. I really don&#39;t understand where the law on “inciting ethnic hatreds” is. This hatred is being imposed not just on the level of “politicians and journalists,” but on the level of peoples. And the peoples hate each other. And “the smartest politicians” say that on a human level, it is possible to understand the people… Expect that it is exactly on a human level that it&#39;s impossible to understand this.</p>
<p>Georgian houses are being burned and looted. The same is happening to the Ossetian houses. And they&#39;ll continue to burn and loot them. Perhaps, this is human nature. It always happens this way during “ethnic wars.” It was there in Bosnia and Kosovo. In Pala (close to Sarajevo), in the [neutral zone], detachments of “Russian Cossacks” and [mercenaries] were among those who did the looting. There was a whole “system” to it: risking their lives, they were delivering carpets, TV sets, etc., to the Serbian zone and selling them wholesale to the middlemen, who, in their turn, were selling the “trophy goods” at civilian markets. I witnessed this in person and heard attempts at justification: “freelance mercenaries” have nothing left to do because no one is paying them for “heroism at someone else&#39;s war.”</p>
<p>Outside Tskhinval (and inside the city, too) any car near a deserted house means one thing: looters. If you ask them, “What are you doing?”, they&#39;ll respond: “Oh, nothing, our relatives used to live here…” There&#39;ve been instances of murder, however, as well. Of women, too, not just men. And there is blackmail. For example, at one village the local police rounded up the residents and issued an ultimatum to them: “If you don&#39;t pay $10,000, we&#39;ll burn the whole village!” (This is almost official info from the Dutch embassy.)</p>
<p>[…]</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;[foto de Oleg Klimov das forças de paz &#8216;<a href="http://1.bp.blogspot.com/_x8jU1XFdoJ0/SMT8bBmy8_I/AAAAAAAAC_Y/rzSgwmb2oiQ/s1600-h/12ED8694.jpg" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/1.bp.blogspot.com');">entre Tskhinvali e Gori</a>&#8216;]</p>
<p>[foto de Oleg Klimov de uma &#8216;<a href="http://1.bp.blogspot.com/_x8jU1XFdoJ0/SMT8juY4xvI/AAAAAAAAC_g/q9BMETrKass/s1600-h/12ED8350.jpg" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/1.bp.blogspot.com');">lamentação pós-funeral entre as ruinas de Tskhinvali</a>&#8216;]</p>
<p>[foto de Oleg Klimon de &#8216;<a href="http://2.bp.blogspot.com/_x8jU1XFdoJ0/SMT8qT0uHPI/AAAAAAAAC_o/nFDA5Zs6a1c/s1600-h/12ED8565.jpg" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/2.bp.blogspot.com');">uma vila entre Tskhinvali e Gori</a>&#8216;]</p>
<p>O que eu mais detesto é o cheiro da guerra. O seu fedor. Uma combinação de madeira húmida molhada, plástico e o cheiro de cadáveres. &#8216;A parfume&#39;. O sentido do cheiro da guerra é um dos cinco sentidos importantes, uma habilidade de perceber e reconhecer o cheiro de eventos do passado. Eu sempre lamentei que as fotos, assim como o dinheiro, não tenham cheiro&#8230; Se elas tivessem, definitivamente estaríamos todos nauseados agora. Desde o princípio, no mínimo, mais do que pelas imagens fortes de corpos desmembrados e outros horrores&#8230;</p>
<p>Na noite passada assistí um &#8216;documentário&#39; do Vesti-24 [em um canal controlado pelo Estado Russo]. Pelo que parece os Georgianos vem &#8216;genocidando&#39; os Ossétios e os Abkhazis através dos séculos. Eu realmente não entendo onde foi parar a lei contra a &#8216;incitação de ódio étnico&#39;. Este ódio está sendo imposto não apenas no nível dos &#8216;políticos e jornalistas&#39;, mas também no nível das pessoas. E as pessoas odeiam umas às outras. E os &#8216;políticos mais espertos&#39; dizem que, em um nível humano, é possível entender as pessoas&#8230; Mas o esperado é que seja exatamente no nível humano que seja impossível entender isso.</p>
<p>As casas georgianas estão sendo incendiadas e saqueadas. A mesma coisa está acontessendo com as casas ossétias. E eles vão continuar a queimá-las e saqueá-las. Talvez isso seja da natureza humana. Isso sempre acontece deste jeito durante &#8216;guerras étnicas&#39;. Aconteceu na Bósnia e Kosovo. Em Pala (perto de Sarajevo), na [zona neutra], destacamentos de &#8216;Cossacos Russos&#39; e [mercenários] estavam entre aqueles que faziam os saques. Havia todo um &#39;sistema&#39; para isso: arriscando suas vidas, eles estavam levando tapetes, aparelhos de TV, etc., para a zona Sérvia e os vendiam no atacado pra intermediários, que, por sua vez, estavam vendendo os &#8216;espólios de guerra&#39; em mercados civis. Eu testemunhei isso pessoalmente e ouvi tentativas de justificação: &#8216;mercenários de ocasião&#39; não tem como não fazê-lo, porque ninguém os está pagando para serem &#8216;heróis em uma guerra alheia&#39;.</p>
<p>Fora de Tskhinval (e dentro da cidade, também), qualquer carro perto de uma casa deserta significa apenas uma coisa: saqueadores. Se você pergunta a eles, &#8216;o que vocês estão fazendo?&#39;, eles irão lhe responder: &#8216;Ah, nada, nossos parentes moravam aqui&#8230;&#39;. Contudo, alguns assassinatos ocorreram, também. [Assassinatos] de mulheres, também, e não só de homens. E também há extorsão. Por exemplo, em uma vila a polícia local reuniu os moradores e lhes deu um ultimato: &#39;se vocês não pagarem $10.000, nós iremos queimar a vila inteira!&#39; (esta é uma informação quase oficial da embaixada holandesa)</p>
<p>[&#8230;]&#8221;</p>
</div>
]]></content:encoded>
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		<title>Taiwan: As &#8220;casas disco-voador&#8221; serão derrubadas</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/04/taiwan-as-casas-disco-voador-serao-derrubadas/</link>
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		<pubDate>Thu, 04 Sep 2008 06:38:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Arte &amp; Cultura]]></category>

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		<category><![CDATA[Taiwan (ROC)]]></category>

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		<description><![CDATA[Estas casas disco-voador, assim como o Memorial Chiang-Kai-Shek, foram construídas na década de 70... E tem uma arquitetura muito especial. Nós podemos observar como os arquitetos tentaram se libertar dos prédios aparentando palácios que eram a tendência no momento. Por outro lado, no final dos anos 70 Taiwan havia acabado de vencer o desafio da crise do petróleo e estava abraçando o crescimento econômico. Os taiwaneses finalmente tinham uma renda maior e uma melhor qualidade de vida. A presença das casas disco-voador como casas de veraneio mostra que as pessoas naqueles dias tinham algum dinheiro para gastar em novas e requintadas atividades, assim como o resto das pessoas em países desenvolvidos. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img title="ufo house2" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/09/ufo-house02.jpg" alt="ufo house2" width="400" /><br />
<em>Foto cortesia de <a href="http://www.flickr.com/photos/avant1997/238135366/" target="_blank" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">avant</a>.</em></p>
<p><a href="http://blog.roodo.com/avant1997/archives/6296489.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/blog.roodo.com');">avant</a> [Zh] avisou que há planos para a demolição das famosas casas disco-voador do Condado de Taipei, em Taiwan:</p>
<blockquote><p>三芝飛碟屋已經拋荒30冬，兩个月進前三芝飛碟屋突然間出現佇報紙面頂，主要是講，飛碟屋ê地主hām債權銀行已經對還債ê計畫喬好勢，台北縣政府按算欲kā飛碟屋攏總拆掉，擱起一間新ê渡假村，hām無外遠ê淺水灣沙埔仔串連起來做海濱休閒園區。</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;As casas disco-voador em Sanchih (Condado de Taipei) estão abandonadas há mais de 30 anos. Elas apareceram no jornal a dois meses atrás. Foi reportado que o dono destas casas abandonadas e o banco credor haviam firmado um novo acordo. O governo do Condado de Taipei irá derrubar estas casas disco-voador para construir novas habitações de veraneio para um parque recreativo à beira da praia, ao longo da praia vizinha.&#8221;
</div>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/avant1997/238135366/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">Lynn</a> [En] foi uma das pessoas que ficaram encantadas por estas casas tão interessantes e especiais.</p>
<blockquote><p>This is wonderful. I&#39;m thrilled to see this image. First, I just love the architecture for its complete difference. I hope you&#39;ll forgive me for saying this, but when I was a kid, growing up in Australia, I used to watch an American cartoon show called the Jetsons. It was extremely futuristic and these buildings really remind me of it; of what we might have thought in the &#39;60s that we&#39;d be living in by the 21st century. Secondly, it&#39;s an absolutely beautiful image. The colours are delicate yet still have a certain strength to them. The reflection helps to strengthen the palette. I just can&#39;t believe that this has been abandoned. I really hope that it is preserved.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Isso é maravilhoso. Eu estou chocada por ver esta imagem. Primeiro, eu simplesmente amo a arquitetura por sua completa diferença. Eu espero que me vocês me perdoem por dizer isso, mas quando eu era criança, crescendo na Austrália, eu costumava assistir a um desenho americano chamado Os Jetsons. Era extremamente futurista e estes prédios realmente me lembram dele; daquilo que nós podíamos ter pensado nos anos 60 que seria viver no século 21. Além disso, é uma imagem absolutamente bela. As cores são delicadas, mas tem uma certa força. O reflexo ajuda a fortalecer a palheta [de cores]. Eu simplesmente não posso acreditar que isso tenha sido abandonado. Eu realmente espero que seja preservado.&#8221;</div>
<p>Uma vez que as casas disco-voador são tão especiais, <a href="http://blog.roodo.com/avant1997/archives/6296489.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/blog.roodo.com');">avant</a> [Zh] propôs que deveríamos preservá-las como um monumento histórico nacional.</p>
<blockquote><p>我感覺kā三芝飛碟屋攏總拆掉有一寡拍損，文建會應該比照台北市彼間中正廟，kah指定做國定古蹟！飛碟屋拄a好hām中正廟同款，攏是起佇1970 年代。kha輸講，中正廟、圓山飯店、歷史博物館代表官方強欲佇台灣延續中國傳統宮廷建築ê思維，按 呢，飛碟屋遮呢特殊ê建築，會使講是欲掙脫當時主流ê宮廷建築風格ê束縛。擱再講，1970年代後尾，台灣通過石油危機ê考驗了後，經濟起飛，人 民ê所得kah 懸，生活有kah快活，飛碟屋渡假村ê出現，反應到彼當時ê人，毋免干單為著三頓走縱，身軀邊嘛開始有一寡錢，想beh hām先進國家ê人同款，欲試看mai怪奇、稀罕ê待誌ê心理。所以講，咱會使透過飛碟屋，瞭解到30冬前彼當時ê社會狀況hām人ê想 法。飛碟屋雖然拋荒30冬，毋拘，伊猶原會使講出屬於伊hit leh時代ê故事！我覺得把三芝飛碟屋通通拆掉有點可惜，文建會應該比照台北市的中正廟，指定成國定古蹟！飛碟屋剛好和中正廟一樣，都是在1970年代建造的…飛碟屋這麼特 殊的建築，可以說是要掙脫當時主流的宮廷建築風格的束縛。再說，1970年代末期，台灣通過石油危機的考驗，經濟起飛，人民的所得較高，生活品質有較好， 飛碟屋渡假村的出現，反應了當時的人們，不再只為三餐奔波，身邊也開始有了一些錢，也想和先進國家人們一樣，想嘗鮮，試試新奇、稀罕玩意的心態。所以說， 我們可以透過飛碟屋，瞭解30年前，當時的社會狀況和人們的想法。</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Será uma pena se nós derrubarmos estas casas. Eu penso que o Conselho para Assuntos de Cultura deveria preservar estas casas como um monumento histórico nacional. Estas casas disco-voador, assim como o Memorial Chiang-Kai-Shek, foram construídas na década de 70&#8230; E tem uma arquitetura muito especial. Nós podemos observar como os arquitetos tentaram se libertar dos prédios aparentando palácios que eram a tendência no momento. Por outro lado, no final dos anos 70 Taiwan havia acabado de vencer o desafio da crise do petróleo e estava abraçando o crescimento econômico. Os taiwaneses finalmente tinham uma renda maior e uma melhor qualidade de vida. A presença das casas disco-voador como casas de veraneio mostra que as pessoas naqueles dias tinham algum dinheiro para gastar em novas e requintadas atividades, assim como o resto das pessoas em países desenvolvidos. Como resultado, através destas casas disco-voador, nós podemos aprender como as pessoas viviam a 30 anos atrás.&#8221;
</div>
<p>Caso haja interesse, <a href="http://rzeczy.net/en_komentuj_96.php" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/rzeczy.net');">Marta Michalowska e Fabian Sowiński</a> [En] providenciaram algumas informações sobre a arquitetura das casas disco-voador.</p>
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		<title>Angola: E o mercado histórico veio abaixo</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/29/angola-e-o-mercado-historico-veio-abaixo/</link>
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		<pubDate>Fri, 29 Aug 2008 21:42:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claraonofre</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Angola]]></category>

		<category><![CDATA[Arte &amp; Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[O histórico Mercado de Kinaxixi de Luanda, a resposta angolana para o modernismo arquitetônico  de Le Corbusieur, foi derrubado para dar espaço a um moderno shopping. Seriam os sinais dos tempos modernos ou um exemplo da desvalorização dos bens culturais frente ao desenvolvimento econômico? Reportagem de Clara Onofre.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://good-times.webshots.com/photo/2153790300027877012JdomAh" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/good-times.webshots.com');"><img class="aligncenter size-full wp-image-49265" title="kinaxixe" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/08/kinaxixe.jpg" alt="" width="482" height="299" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Largo de Kinaxixe em 1969, com o mercado ao fundo. Foto de <a href="http://community.webshots.com/user/victor1santos/profile" rel="track:track_pagetag=/page/photo/goodtimes/goodtimes&amp;track_action=/PeopleActions/Profile" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/community.webshots.com');">Victor Santos</a>. Veja o album de fotos de <a href="http://good-times.webshots.com/album/558669958IeNCAM" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/good-times.webshots.com');">Luanda nos anos 70</a>.</strong></p>
<p>À semelhança do que aconteceu com o belíssimo Palácio D. Ana Joaquina, o histórico Mercado Municipal do Kinaxixi foi abaixo após um longo tempo de espera que oscilou entre a reabilitação e a demolição. Muitos, como <a href="http://estradasdoladocontrario.blogspot.com/2008/08/um-dia-o-kinaxixi-vem-abaixo.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/estradasdoladocontrario.blogspot.com');">Diuska</a>, ainda não acreditam que viram o mercado ir abaixo:</p>
<blockquote><p>Esse emblemático local de Luanda, de onde a minha avó recorda os cheiros e as cores de que tanto fala. Onde ia comprar as suas frutas, antes de ir para casa no Largo Ferreira do Amaral, logo ali ao lado, está a cair de uma forma cruel. De uma forma imposta, que não era suposto ser. O Kinaxixi tem o inalienável direito de cair por si próprio!<br />
Nunca pensei que fosse ver deuses e homens aliados numa só missão: deitar o Kinaxixi abaixo. Não sei quem engendrou este esquema, não sei quem esteve na origem desta acção, mas com certeza não me vou esquecer do boquiaberto ar dos transeuntes a olharem o pó a subir no ar.</p></blockquote>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-49262" title="dsc06741" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/08/dsc06741.jpg" alt="" width="474" height="355" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Foto exclusiva do dia da demolição do Mercado de Kinaxixi, gentilmente cedida por </strong><strong> José Manuel Lima da Silva, usuário <a href="http://flickr.com/photos/kool2bbop/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/flickr.com');" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/flickr.com');">Kool2bBop</a> do </strong><strong>Flickr</strong></p>
<p>Até 2003 aquele espaço histórico funcionava como o grande mercado de frescos da cidade de Luanda, mas as coisas começaram a mudar após a retirada e transferência dos comerciantes locais para outros mercados. Na altura falava-se em reabilitação e era isso que os comerciantes e a população esperavam, mas dois anos depois o mercado estava votado ao abandono e surgia o anúncio de alienação daquele espaço a uma empresa privada.</p>
<p>Seguiu-se então o primeiro projecto desenvolvido por uma empresa com parceiros lusos e que previa a não-destruição total do mercado. Por qualquer motivo, o projecto inicial e desconhecido para o grande público, deu lugar ao plano de construção de um <a href="http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=648044" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.skyscrapercity.com');">centro comercial</a> ligado ao grupo Macon – empresa de transportes públicos. O investimento para o centro comercial está orçado em cerca de 30 milhões de dólares para uma concessão de 20 anos.</p>
<p>Segundo <a href="http://blogdangola.blogspot.com/2008/07/j-divulguei-em-vrios-sitios-na-net.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/blogdangola.blogspot.com');">Anabela Quelhas</a>, que desde 2006 vem fazendo campanha pela renovação de Kinaxixi, o caminho até à demolição é quase sempre o mesmo, e reflete a desvalorização patrimonial em face do poder económico, e não só em Angola que acontece desse jeito:</p>
<blockquote><p>Falta de manutenção<br />
Não adaptação às novas exigências.<br />
Conflitos intencionais com o tráfego envolvente.<br />
Concorrência selvagem dos shopings<br />
Fiscalização exagerada<br />
Aceleração da degradação<br />
Acumulação de lixo<br />
Por os média a falar nas alternativas e a manipular a opinião publica<br />
Dar visibilidade à degradação do espaço físico<br />
Esquecer o que dizem meia dúzia de intelectuais<br />
Proporcionar que o edificio seja suporte de grafittis e publicidade<br />
Permitir a ocupação ilegal de preferência por marginais<br />
Demolição ou incêndio</p></blockquote>
<p>As opiniões se dividem. O desagrado dos luandenses reflecte-se no seguinte texto retirado do blog de <a href="http://mankakoso.blogspot.com/2006/05/centro-komercial-kinaxixi.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/mankakoso.blogspot.com');">Mankakoso</a>:</p>
<blockquote><p>Esta para mim é mais uma estupidificante aberração de espírito destes tipos. Não sei como querem ter empreendimentos do primeiro mundo, coisas da mais alta tecnologia quando não conseguem resolver problemas da idade média como o saneamento básico. Estou já a ver o filme. À noite o shopping todo iluminado e os prédios ao redor às escuras e fedorentos. De dia os transeuntes feito um enxame de moscas à volta do shopping e as varandas dos cúbicos (casas) com os estendais prenhes de lençóis encardidos e esburacados. As zungueiras (vendedoras de rua) a venderem sacos de plásticos, biquínis, sandes de atum, chouriçadas e os miúdos da rua a lavarem os carros no parque de estacionamento do shopping Kinaxixi. As lojas do shopping sem telefones para puderem mandar faxes ou emails aos seus fornecedores no estrangeiro e não só. As casas do shopping sem água, etc. Amigos, precisamos de shopping sim senhor. Mas antes necessitamos ter água canalizada sempre, luz todos os dias e comunicações. Precisamos ter estradas asfaltadas ao invés de esburacadas para permitir maior fluidez de tráfego rodoviário de modo a que os camiões com bens para o shopping não fiquem encravados nos chamados engarrafamentos rotineiros desta cidade. Ouvi vários comentários sobre a construção do shopping Kinaxixi sobre os milhões de dólares que vão ser gastos e concluí: nós somos vaidosos. Qual é a importância deste shopping para aquele angolano sem escola, sem hospital, sem luz eléctrica e sem água corrente?</p></blockquote>
<p>Os arquitectos angolanos e portugueses estão arrepiados com este massacre histórico e embora tenham protestado contra a demolição e <a href="http://flipvinagre.blogspot.com/2008/08/h-que-defender-o-patrimnio-em-angola.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/flipvinagre.blogspot.com');">organizado uma petição</a>, as suas vozes não foram ouvidas e nada puderam fazer para salvar o mercado. Manuel Correia Fernandes, arquitecto luso afirmou ao jornal português o Público que “só podemos chorar lágrimas de todo o tamanho perante este acto bárbaro. Era uma arquitectura de enormíssima qualidade, um belíssimo exemplar do modernismo corbusiano, mas com uma grande autonomia”.<br />
<img class="aligncenter size-medium wp-image-49264" title="dsc06760" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/08/dsc06760.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Foto exclusiva, gentilmente cedida por </strong><strong> José Manuel Lima da Silva, usuário <a href="http://flickr.com/photos/kool2bbop/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/flickr.com');" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/flickr.com');">Kool2bBop</a> do </strong><strong>Flickr</strong></p>
<p>O mercado do Kinaxixi foi construído na década de cinquenta sob a batuta de Vasco Vieira da Costa, arquitecto português formado pela Escola de Belas-Artes do Porto, Portugal. Viajou para Paris e por lá trabalhou durante algum tempo com o arquitecto francês Le Corbusier. O Mercado Municipal de Luanda foi a sua primeira obra na capital angolana. <a href="http://kianda.wordpress.com/2008/08/02/mercado-do-kinaxixe/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/kianda.wordpress.com');">Kianda</a>, que cresceu indo ao mercado com o pai nas manhãs de sábado, destaca:</p>
<blockquote><p>É um edifício referenciado nos livros de arquitectura universal como uma referência conceptual e construtiva, o edificio reflecte os elementos base do pensamento sobre arquitectura tropical, ou seja a ventilação cruzada, o recurso ao grande pé direito, a luminosidade controlada, as protecções a poente no percurso da incidência solar, as relações espaço/ventilação, humidade/conforto térmico.</p></blockquote>
<p>Conforme foi dito nas primeiras linhas deste texto, o governo angolano fez algo semelhante há cerca de dez anos com o Palácio Ana Joaquina, construído durante o século dezoito, classificado como “Imóvel de Interesse Público” em 1951 e alvo de apreciação técnica por especialistas da UNESCO há alguns anos atrás, tendo sido ressaltada a importância daquele edifício. E apesar dos protestos feitos por especialistas e técnicos em história e arquitectura, o governo levou avante a destruição do palácio para logo em seguida construir uma réplica que funciona hoje em dia como Tribunal Provincial de Luanda.</p>
<p><strong>Opiniões divididas</strong></p>
<p>Alguns, no entanto, acham que são sinais de tempos modernos, como <a href="http://kianda.wordpress.com/2008/08/02/mercado-do-kinaxixe/#comment-1381" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/kianda.wordpress.com');">OTB</a>, um dos mais de sessenta comentaristas <a href="http://kianda.wordpress.com/2008/08/02/mercado-do-kinaxixe/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/kianda.wordpress.com');">no post do blog Kianda</a> citado cima:</p>
<blockquote><p>Quanto ao Kinaxixe. Chão com ele. Os paises têm de se modernizar. Deixemo-nos de lamechiches e de prendermo-nos a antiguidades. O mundo é dinamico, a vida é dinamica. Deite-se abaixo e construa-se algo que seja util aos Angolanos. Ana Joaquina foi o inicio, Kinaxixe a seguir e outros irão abaixo para termos uma Angola Moderna e sem lembranças de um passado condescendência servil.</p></blockquote>
<p><span class="post-author vcard"><span class="fn"><a href="http://morrodamaianga.blogspot.com/2008/08/komba-pelo-kinaxixe.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/morrodamaianga.blogspot.com');">Wilson Dadá</a>, por outro lado, afirma que uma coisa inviabiliza a outra, e com a demolição quem saiu ganhando foi </span></span>a especulação imobiliária desenfreada<span class="post-author vcard"><span class="fn">:<br />
</span></span></p>
<blockquote><p>Para quem como eu cresceu passando todos os domingos por aquele mercado em direcção a classe central da Igreja Metodista, não é fácil aceitar um tamanho atentado contra o património da nossa cidade.<br />
Não estamos, obviamente, contra o surgimento dos shoppings nem dos arranha-céus, mas não podemos aceitar que eles nasçam destruindo tudo quanto é história e memória desta cidade, num país, onde o que mais existe é espaço de sobra o desenvolvimento de novas urbanizações, para a edificação de novas cidades.</p></blockquote>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-49263" title="dsc067431" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/08/dsc067431.jpg" alt="" width="639" height="479" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Foto exclusiva, gentilmente cedida por </strong><strong> José Manuel Lima da Silva, usuário <a href="http://flickr.com/photos/kool2bbop/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/flickr.com');" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/flickr.com');">Kool2bBop</a> do </strong><strong>Flickr</strong></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Georgia: Pepsikolka dá notícias de Poti</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/26/georgia-pepsikolka-da-noticias-de-poti/</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Aug 2008 03:50:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[O OpenDemocracy.net publicou traduções [em inglês] de posts escritos pela usuária pepsikolka (Samira Kuznetsova) do LiveJournal, uma blogueira moradora de Poti, Georgia: aqui, aqui e aqui. (Traduções de posts anteriores de Pepsikolka, feitas pelo Global Voices, são encontradas aqui [En] e aqui).
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			<content:encoded><![CDATA[<p>O <em>OpenDemocracy.net</em> publicou traduções [em inglês] de posts escritos pela usuária <em>pepsikolka</em> (Samira Kuznetsova) do LiveJournal, uma blogueira moradora de Poti, Georgia: <a href="http://www.opendemocracy.net/russia/article/georgia-poti-blog-part-two" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.opendemocracy.net');">aqui</a>, <a href="http://www.opendemocracy.net/russia/article/georgia-poti-blog-part-three" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.opendemocracy.net');">aqui</a> e <a href="http://www.opendemocracy.net/article/russia-theme/pepsikolkas-poti-blog-part-4" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.opendemocracy.net');">aqui</a>. (Traduções de posts anteriores de <em>Pepsikolka</em>, feitas pelo Global Voices, são encontradas <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/08/10/georgia-russia-more-reports-on-the-conflict-from-russophone-bloggers/">aqui</a> [En] e <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/11/georgiarussia-blogueira-de-poti-conta-como-o-bombardeio-foi/">aqui</a>).</p>
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		<title>Geórgia/Rússia: Blogueira de Poti conta como o bombardeio foi</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/11/georgiarussia-blogueira-de-poti-conta-como-o-bombardeio-foi/</link>
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		<pubDate>Mon, 11 Aug 2008 14:29:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Eis os relatos da usuária do Live Journal pepsikolka sobre o que ela sentiu quando os aviões da Rússia estavam bombardeando Poti, cidade nativa dela: "Por volta de meia-noite, ouvi alguns estrondos, corri para a janela e vi um feixe de fogo, explosões no porto e um barulho ensurdecedor. Eu nem tive tempo de me assustar, eu só sabia que se um dos tanques de petróleo fosse atingido, haveria fogo e explosão"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><small>Veja a <a href="http://globalvoicesonline.org/specialcoverage/south-ossetia-crisis-2008/">página de cobertura especial</a> [en] do </small></em><em><small>Global Voices sobre a crise na</small></em><em><small> Ossétia do Sul.</small></em></p>
<p>Eis os relatos da usuária do Live Journal <em>pepsikolka</em> sobre o que ela sentiu quando os aviões da Rússia estavam bombardeando Poti, cidade nativa dela (outras postagens em inglês dessa blogueira podem ser encontradas <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/08/10/georgia-russia-more-reports-on-the-conflict-from-russophone-bloggers/">aqui </a>[en]):</p>
<blockquote><p>Foi assim que aconteceu.</p>
<p>A gente se preocupa com a Ossétia, nós condenamos a guerra e argumentamos que, e todos nós, cada um que trabalha [para essa empresa], todos os que me cercam - ninguém nunca disse que seria bom que ela [a Geórgia] entrasse na Ossétia, todo mundo estava sentido e chateado.</p>
<p>Á noite, no caminho de volta do trabalho, alguns colegas estavam comentando que iriam tirar as criaças da cidade, caso eles começassem a bombardear Poti, já que ela é,<br />
afinal de contas, uma cidade estratégicamente importante, e eu protestei, dizendo que isso nunca aconteceria, que se os Russos decidirem ajudar a Ossétia (o que ainda não estava claro naquele momento), eles ajudariam o povo da Ossétia e assunto encerrado.</p>
<p>Por volta de meia-noite, ouvi alguns estrondos, corri para a janela e vi um feixe de fogo, explosões no porto e um barulho ensurdecedor. Eu nem tive tempo de me assustar, eu só sabia que se um dos tanques de petróleo fosse atingido, haveria fogo e explosão, então agarrei o telefone, liguei para Tengo, Vika atendeu o telefone gritando - Samira, o porto está sendo bombardeado. Mama e Alina e nossa sobrinha estavam correndo pelo apartamento, as explosões continuaram e a gente desceu. Tinha gente nas ruas, chorando e todo mundo aparentava estar terrivelmente alarmado.</p>
<p>Eu não entendo mesmo, mas o barulho de algumas explosões e tiros continuou. Alguém estava correndo e gritando que deveríamos ir embora, uma vez que estávamos perto do porto, corremos todos. Os aviões estavam circulando, havia clarões e parecia que eles estavam sendo baleados do chão, não sei, tinha estrondos no céu e ninguém via luz nem de mísseis ou sei lá o que.</p>
<p>Nos abrigamos [dentro de um prédio], ouvíamos gritos por toda parte, mulheres e crianças estavam chorando.</p>
<p>Não havia conexão telefônica, e antes disso a TV tinha sido cortada.</p>
<p>A gente não entendeu nada do que estava acontecendo .</p>
<p>Era claro que ninguém estava esperando uma coisa dessas..</p>
<p>Fomos à casa de minha irmã, n uma área que é longe do porto, Mos&#39;ka estava soluçando, muito amendrontada, ela nasceu em 1994 e não sabia que em 1992 a gente estava fugindo, durante o ataque à cidade de Poti pelo exército da Geórgia e a expulsão dos apoiadores de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Zviad_Gamsakhurdia" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/en.wikipedia.org');">Zviad Gamsakhurdia</a>, [en], e a irmã dela, Katerina, estava para nascer e pedimos ajuda às tropas de evacuação da Rússia. Os médicos militares acabaram fazendo o parto de Kat&#39;ka no hospital.</p>
<p>Mas isso foi há muito tempo.</p>
<p>Agora Mos&#39;ka estava chorando, assim como as outras crianças da área.</p>
<p>Não havia mais bombardeios, mas as pessoas estavam ainda com medo de entrar nos prédios.</p>
<p>Começamos a nos movimentar em direção a nossa casa. Ao lado de cada prédio havia uma multidão de pessoas com medo de entrar nos apartamentos.</p>
<p>Uma mulher perto estava falando no telefone, e de repente ela soltou um grito de cortar o coração, as pessoas começaram a falar mais alto e eu comecei a sentir um medo subconscientemente. Falei para minha irmã não falar em russo. [A mulher] estava em um estado de insanidade temporária, a mãe tinha perguntado o que aconteceu na Geórgia, disseram que Senaki foi bombardeada, homens foram mobilizados para lá e o irmão [da mulher] tinha sido morto.</p>
<p>Corremos para casa, começamos a telefonar [para família e amigos].</p>
<p>Descobrimos que uma bomba atingiu nossa estação, minha escola, um amigo que estava fazendo o turno da noite se machucou com estilhaços de uma granada, teve as costelas quebradas, e os pulmões e a cabeça machucados. As reservas não foram danificadas, apenas a estação de espuma mecânica e uma subestação no porto. No porto, acho que sete pessoas foram mortas e algumas ficaram feridas. Um rapaz que trabalhava para a empresa Odessa-Poti foi morto. Os mortos em Senaki foram trazidos, os reservistas tiveram permissão para ir embora, outro colega nosso foi ferido por bomba.</p>
<p>As pessoas estavam tão amedrontas que ninguém estava discutindo política, todos estavam tentando ficar perto uns dos outros, algumas pessoas faziam o sinal da cruz e murmuravam orações.</p>
<p>Eu estava pensando sobre uma coisa, deveríamos ficar juntos.</p>
<p>De manhã estávamos fugindo de novo porque uma das bombas não explodiu e os sapadores vieram desativá-la.</p>
<p>Eu estava olhando pela janela e vi pessoas carregando sacolas fugindo, indo de carro para os vilarejos, para <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Adjara" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Adzharia</a>. Minha amiga Lenka alugou um quarto em Kobuleti e vai ficar lá com a família.</p>
<p>A cidade está vazia, a maioria das lojas está fechada.</p>
<p>Tengo não sai para canto nenhum, a gente corre para se ver a cada momento.</p>
<p>Poti não voltou a ser bombardeada, ouvimos alguns tiros ontem, mas não sei o que era. Não consigo nem imaginar como está sendo para os coitados de Tskhinvali.</p>
<p>Ninguém precisa dessa guerra de merda.</p>
<p>Não sou política e não tem políticos em meu círculo que achem que deva ser dessa forma. Não faço distinção entre osseatianos, georgianos e russos. A avó de meu amigo é georgiana, nós somos russos, mas temos parentes da Geórgia, nosso genro é ucraniano, quem se importa, o que importa é que isso acabe logo e que ninguém morra.</p>
<p>Para aqueles que escrevem que aqui que os georgianos estão tendo o que merece.</p>
<p>Merece o que? Para que? Temos culpa de alguma coisa?</p>
<p>Os georgianos são monstros ou não tem o mesmo sangue correndo nas veias como todo mundo? Os mais velhos estão chorando e não dá para aguentar ver isso. E ninguém me disse que tudo isso é por sua causa, russos. Nem uma pessoa sequer, nem mesmo uma vez. Admito que talvez haja quem diga isso, mas eu ainda não me deparei com essas pessoas. Algumas pessoas no LJ perguntam porque vocês, os Kuznetsovs, que são russos, não escapam para a Rússia? Quando as pessoas estavam fugindo em 1990, ficamos porque havia incertezas tanto aqui como lá. Minha mãe escolheu a incerteza daqui. Porque ela tinha nascido e crescido aqui., nós todos nascemos aqui, em algum momento dos anos 30 meu avô, então criança, foi colocado em um trem e disseram a ele que não havia fome na Geórgia, que aqui tinha [milho]. Esse é agora o nosso país, temos passaportes georgianos e somos cidadãos georgianos ordinários. É por isso que tenho vontade de me rasgar em duas, quando eu fico de pé no solo georgiano e os aviões russos passam por cima de mim, eu não consigo acreditar que esses dois países estão se enfrentando.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Angola: Expectativa na contagem regressiva para as eleições</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/09/angola-contagem-regressiva-para-as-eleicoes/</link>
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		<pubDate>Sat, 09 Aug 2008 20:46:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claraonofre</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Angola]]></category>

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		<description><![CDATA[As primeiras eleições parlamentares na Angola depois de em 16 anos estão finalmente marcadas para o início de setembro. Clara Onofre, diretamente de Luanda, conta como está o clima no país nessa contagem regressiva.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-48050" title="flag_of_angola_125x83" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/08/flag_of_angola_125x83.jpg" alt="" />Falta menos de um mês para que Angola viva um dos episódios mais esperados da sua história. Dezasseis anos depois, os angolanos terão a oportunidade de exercer o seu direito de voto nas próximas eleições legislativas a decorrer de 5 a 6 de Setembro.</p>
<p>O ambiente é de tranquilidade, embora existam sentimentos diversos entre a população. Os mais abastados dizem que vão para o estrangeiro, outros sorriem e garantem que nada vai acontecer já que os angolanos não querem mais guerra e sofrimento e outros ainda acorrem às lojas a fim de comprarem bens de primeira necessidade, não vá o diabo tecê-las e as coisas dêem para o torto como aconteceu em 1992. É de recordar que na época a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/UNITA" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">UNITA</a> - maior partido da oposição - contestou os votos, o que levou ao reacender da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_Civil_Angolana" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">guerra civil</a> que teve o seu término dez anos depois, com a morte do carismático líder daquele partido, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jonas_Savimbi" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Jonas Savimbi</a>.</p>
<p>Em relação aos empresários estrangeiros sediados em Angola, não existe a intenção por parte destes em voltar aos países de origem. Entre a comunidade empresarial existe a certeza de que tudo permanecerá na mesma após as eleições e que não será necessário mudar os compromissos profissionais. <a href="http://blogdangola.blogspot.com/2008/07/anlise-s-eleies-e-eleitores.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/blogdangola.blogspot.com');">Jotacê Carranca</a> [pt] tece a seguinte opinião:</p>
<blockquote><p>“depois do primeiro processo eleitoral que foi completamente frustrante e traumatizante, aproxima-se a passos largos as segundas eleições legislativas em Angola. Se para muitos este processo é o renovar de esperanças e sinónimo da consolidação da democracia em todo o país, para outros, nas zonas rurais e naquelas províncias que sofreram de forma violenta, directa e dramática as consequências da guerra pós-eleitoral de 1992, penso que prevalece um sentimento de medo, insegurança, pessimismo e incredibilidade em relação aos benefícios que este processo pode trazer para a vida de todos os cidadãos. Nestas zonas há a necessidade de se fazer um valoroso trabalho de descomplexar, um processo que tem influência para além da política, estética, cultura, religiosa e filosófica. Há que transmitir a consciência social e individual. A unanimidade de opiniões dos eleitores também é um factor que favorece o comportamento fácil, promíscuo e propicia a inexistência de opiniões divergentes. Assim, a influência do grupo é um importante elemento explicativo da escolha eleitoral. De acordo com esta perspectiva, ganha importância a figura do líder de opinião. O líder de opinião de determinado grupo social consegue comunicar-se com os seus iguais, influenciado na tomada de decisão do voto. Ele possui uma posição central no grupo a que pertence e isto garante-lhe melhores condições de recepção das informações e difusão de opiniões”.</p></blockquote>
<p>O presidente angolano José Eduardo dos Santos já veio a público apelar à calma e à organização em dias de voto, afirmando que “é fundamental que seja completamente garantida a segurança dos cidadãos e a protecção dos seus bens, pois a ordem pública é uma condição indispensável”. O dirigente acrescentou ainda que é necessário haver “respeito pela opinião e ideias alheias” sem ser necessário o uso de “violência verbal ou física”.</p>
<p>Esperemos pois que os cerca de 8,3 milhões de eleitores possam votar num ambiente ordeiro e perfeitamente lúcidos em relação ao voto. Existem mais de 12 mil assembleias de voto disseminadas por todo o território nacional. Entretanto Angola vive já a todo o gás a campanha eleitoral levada a cabo pelos nove partidos. Para mais informação acerca da linha política de cada um dos <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_partidos_pol%C3%ADticos_em_Angola" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">nove partidos</a> aceda ao blog de <a href="http://pululu.blogspot.com/2008/08/comeou-campanha.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pululu.blogspot.com');">Eugénio Costa Almeida</a> [pt].</p>
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		<item>
		<title>Polônia: A eterna celebração da história</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/07/polonia-a-eterna-celebracao-da-historia/</link>
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		<pubDate>Thu, 07 Aug 2008 22:12:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Eastern &#038; Central Europe]]></category>

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		<category><![CDATA[Poland]]></category>

		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Pawel, do blogue Polandian [En], escreve sobre o aniversário da Revolta de Varsóvia de 1944, celebrado no dia primeiro de agosto. Ele publica várias fotos das celebrações memoriais em um post entitulado &#8220;Os Poloneses precisam parar de viver no passado&#8221;. Ele escreve: &#8220;O fato de que decidimos dedicar todas as nossas celebrações populares a eventos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pawel, do blogue <em>Polandian</em> [En], <a href="http://polandian.wordpress.com/2008/08/03/poles-must-stop-living-in-the-past/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/polandian.wordpress.com');">escreve</a> sobre o aniversário da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolta_de_Vars%C3%B3via" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Revolta de Varsóvia de 1944</a>, celebrado no dia primeiro de agosto. Ele publica várias fotos das celebrações memoriais em um post entitulado &#8220;Os Poloneses precisam parar de viver no passado&#8221;. Ele escreve: &#8220;O fato de que decidimos dedicar todas as nossas celebrações populares a eventos do passado significa que nós sentimos não estar realizando nada no presente&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Caribe: Emancipando-se</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/02/caribe-emancipando-se/</link>
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		<pubDate>Sat, 02 Aug 2008 16:35:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Primeiro de agosto é o Dia da Independência em muitos territórios do Caribe - e o dia em que eles celebram de fato o fim da escravatura, quando todos os escravos foram declarados legalmente livres. Cento e setenta anos depois, alguns blogueiros caribenhos homenageam seus antepassados, cujos sacrifícios conquistaram a liberdade que eles hoje têm.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Primeiro de agosto é o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Independ%C3%AAncia" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Dia da Independência</a> em muitos territórios do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Caribe" id="vbf52" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Caribe</a> - e o dia em que eles celebram de fato o fim da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Escravatura" id="vbf53" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">escravatura</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Slavery_Abolition_Act_1833" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/en.wikipedia.org');">quando todos os escravos foram declarados legalmente livres</a>. Cento e setenta anos depois, alguns blogueiros caribenhos homenageam seus antepassados, cujos sacrifícios conquistaram a liberdade que eles hoje têm…<br />
<a href="http://mobaydp.blogspot.com/2008/08/emancipation-day-august-1.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/mobaydp.blogspot.com');"></a></p>
<p><a href="http://mobaydp.blogspot.com/2008/08/emancipation-day-august-1.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/mobaydp.blogspot.com');">Montego Bay Day By Day</a> [en] cita um trecho do <em>The Road to Freedom</em> (O Caminho da Liberdade) de Tanesha Ramdanie, que descreve as reações ao pronuncionamento oficial:</p>
<blockquote>
<p id="vbf510">Tears of joy flowed incessantly, while shouts of freedom rang from the mountain tops and the plains, from the men, women and children, who had learnt that they were finally free of the oppressive social and economic system in which they were treated as less than human.</p>
</blockquote>
<div class="translation">Lágrimas de felicidade caíram sem parar enquanto gritos de liberdade ecoavam dos topos das montanhas e das planícies, por parte de homens, mulheres e crianças que descobriram que estavam finalmente libertados do sistema econômico e social opressivo no qual eles eram tratados como se fossem menos do que humanos.</div>
<p>…enquanto <em><a href="http://gallimaufry.ws/698/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/gallimaufry.ws');">Gallimaufry</a></em> [pt] cita uma canção <a href="http://www.infocarib.com/tuk.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.infocarib.com');">folclórica</a> popular em Barbados que, em 1838 quando o sistema de aprendizagem foi abolido e a verdadeira liberdade finalmente aconteceu, levou milhares de ex-escravos a tomar as ruas cantando o seu refrão:</p>
<blockquote><p>Lick and lock-up done wid,<br />
Hurrah for Jin-Jin!<br />
Lick and lock-up done wid,<br />
Hurrah for Jin-Jin!</p>
<p>God bless de Queen fuh set we free<br />
Hurrah for Jin-Jin!<br />
Now lick and lock-up done wid,<br />
Hurrah for Jin-Jin!</p></blockquote>
<div class="translation">Surra e prisão chegam ao fim<br />
Viva Jin-Jin!<br />
Surra e prisão chegam ao fim,<br />
Viva Jin-Jin!<br />
Deus abençõe a Rainha por nos dar liberdade<br />
Viva Jin-Jin!<br />
Agora surra e prisão chegam ao fim,<br />
Viva Jin-Jin!</div>
<p>“Jin-Jin” é uma referência à <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vit%C3%B3ria_do_Reino_Unido" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Rainha Vitória</a> (do Reino Unido), e a letra dessa canção está gravada ao lado da estátua da emancipação em honra a <a href="http://www.antislavery.org/breakingthesilence/slave_routes/slave_routes_barbados.shtml" id="vbf525" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.antislavery.org');">Bussa</a> [en] - escravo que liderou o mais longo protesto contra os fazendeiros nos Barbados e que morreu como herói em campo de batalha.</p>
<p><a href="http://livinginbarbados.blogspot.com/2008/08/august-one.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/livinginbarbados.blogspot.com');">Dennis Jones</a> [en], outro blogueiro dos Barbados, descreve o turbilhão de atividades em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bridgetown" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Bridgetown</a> em antecipação ao evento:</p>
<blockquote><p>The Esplanade was already set up and decked ready for celebrations later in the day. Amongst those already milling around for these, I saw many Rastas, or at least people with dreadlocks and tied heads; they were equally numbered with people who were dressed in west African style clothes. Each group was outnumbered by vendors at this early stage, as they set up and started cooking: the smell of the fish fritters was really hard to resist…</p></blockquote>
<div class="translation">A Esplanada já estava pronta e enfeitada para comemorações do fim do dia. Entre os que já estavam por perto esperando, vi muitos Rastas, ou pelo menos gente com dreadlocks e cabelo preso; eles estavam equivalentes em números com as pessoas vestidas com roupas estilo do oeste africano. Cada grupo se mostrava inferior em números aos vendedores nesta fase inicial, hora em que eles começavam a se preparar e cozinhar: o cheiro do peixe frito estava realmente difícil de resistir…</div>
<p>Mas ele acrescenta:</p>
<blockquote><p>I&#39;ll be very surprised if I hear many words about emancipation during the day, except during the radio or TV broadcasts related to the day&#39;s celebrations, and that strikes me as sad. For most of us there is nothing august about this day–nothing majestic, dignified, or grand. It is very ordinary. Maybe freedom has made us all complacent about what bondage really represented. Many black people only focus on the slave heritage imposed on their ancestors by Europeans and so see it as a white-on-black “crime”, and know little or nothing about the long history of slavery…</p>
<p>So, while we can loll around complacently with the freedom that we now have, we ought to get sight of its absence in many, many places. Remember that slavery is an international injustice, that has racial and ethnic aspects far removed from black-white relations.</p></blockquote>
<div class="translation">Eu vou ficar muito surpreso se ouvir falar muito sobre a emancipação durante o dia, exceto nas trasmissões relacionadas às comemorações no rádio ou televisão, o que me parece triste. Para a maioria de nós não existe nada nesse dia de agosto, nada majestoso, digno ou grande. É muito simples. Talvez a liberdade tenha nos tornado complacentes quanto o que a escravidão representou de verdade. Muitas pessoas negras apenas se concentram no patrimônio da escravatura imposta aos seus antepassados pelos europeus, e portanto a vêm como um crime &#8220;dos brancos contra negros&#8221;, e pouco ou nada sabem sobre a longa história da escravidão… <!-- p-->Portanto, enquanto nós podemos relaxar complacentemente com a liberdade que agora temos, deveríamos observar a sua ausência, em muitos, muitos lugares. Lembre-se que a escravatura é uma injustiça internacional, que tem aspectos raciais e étnicos longe das relações preto-branco.</p>
</div>
<p>Enquanto isso, o blogue <em><a href="http://discovertnt.blogspot.com/2008/07/celebrating-emancipation.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/discovertnt.blogspot.com');">Discover TnT</a></em> [en] publica uma lista de eventos organizados para celebrar o Dia da Independência em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Trinidad_e_Tobago" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Trinidad e Tobago</a> e <a href="http://hairoun.blogspot.com/2008/08/happy-emancipation-day.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/hairoun.blogspot.com');">Abeni</a> [en] de São Vicente e Granadinas cita <a href="http://www.bobmarley.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.bobmarley.com');">Bob Marley</a> [en] e <a href="http://www.mayaangelou.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.mayaangelou.com');">Maya Angelou</a> [en] para esclarecer porque ele pensa que a ocasião ainda merece comemorações.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Cuba: 26 de julho</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/07/30/cuba-26-de-julho-2/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/07/30/cuba-26-de-julho-2/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 30 Jul 2008 21:18:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>

		<category><![CDATA[Americas]]></category>

		<category><![CDATA[Cuba]]></category>

		<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>

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		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>

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		<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<category><![CDATA[Liberdade de Expressão]]></category>

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		<description><![CDATA[Cuba, 1953. Desiludido com a ditadura de Fulgêncio Batista, apoiada pelos Estados Unidos, Fidel Castro liderou um grupo de jovens revolucionários no ataque contra o Quartel Moncada em Santiago, que ficou conhecido como o início da Revolução Cubana. Blogueiros reagem ao tão esperado discurso de Raul Castro desse ano.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="single" class="entry">
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cuba" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Cuba</a>, 1953. Desiludido com a ditadura de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fulgencio_Batista" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Fulgêncio Batista</a>, apoiada pelos Estados Unidos, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fidel_Castro" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Fidel Castro</a> liderou um grupo de jovens revolucionários no ataque contra o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Assalto_ao_Quartel_Moncada" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Quartel Moncada</a> em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Santiago_de_Cuba" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Santiago</a>, que ficou conhecido como o início da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Cubana" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Revolução Cubana</a>.</p>
<p>No final de semana passado, em 26 de julho, Cuba celebrou o <a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/07/080727_cubarauldiscurso_ba.shtml" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.bbc.co.uk');">55º aniverário</a> desse ataque, em um evento que foi comandado pelo <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/02/21/caribe-fidel-o-final-de-uma-era/">sucessor de Fidel como Presidente Cubano, seu irmão Raul</a>. Ou, da forma como <em><a href="http://1click2cuba.blogspot.com/2008/07/happy-55th.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/1click2cuba.blogspot.com');">1Click2Cuba</a></em> [pt] colocou:</p>
<blockquote><p>55 years ago today, President Raul Castro, brother Fidel, and a ragtag band of rebels lead an audacious armed attack, launching a revolution that changed an island, and changed the world.</p></blockquote>
<p class="translation">Há 55 anos, o Presidente Raul Castro, o irmão Fidel e mais um bando de rebeldes desorganizados lideraram um audacioso ataque armado, dando início a uma revolução que mudou uma ilha, e que mudou o mundo.</p>
<p>Antes das celebrações, <a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/05/080506_blogueiracuba_mp.shtml" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.bbc.co.uk');">Yoani Sanchez</a> [en], uma influente blogueira baseada em Havana, fez <a href="http://desdecuba.com/generationy/?p=212" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/desdecuba.com');">uma postagem</a> [en] na qual ela especulava sobre o conteúdo do discurso de Raul Castro:</p>
<blockquote><p>More than just listening to the announcement of new measures, we Cubans are preparing ourselves to confirm how little has been accomplished in the past twelve months.</p>
<p>The time for promises, and for magical solutions to overcome our underdevelopment, is definitely behind us. The political discourse, without a doubt, has begun its descent. But this doesn’t mean that some day it will touch down. A man with maximum powers continues to pilot the plane, while nobody tells us, over the loudspeakers, if we are maintaining our altitude or heading into a nosedive, if we have the wind at our backs or if the engines are about the explode. Only silence, interspersed with calls for discipline and sacrifice, comes from the speakers of this Soviet-era IL-14 airplane.</p></blockquote>
<p class="translation">Mais que apenas ouvir o pronuncionamento de novas medidas, nós cubanos estamos nos preparando para confirmar o quão pouco foi feito nos últimos 12 meses.<br />
O tempo das promessas, e de soluções mágicas para superar o nosso sub-desenvolvimento, é definitivamente coisa do passado. Não há dúvidas de que esse discurso político começou a entrar em derrocada. Mas isso não significa que um dia ele vai cair. Um homem com todos os poderes continua a pilotar o avião, enquanto ninguém nos avisa, através dos auto-falantes, se estamos mantendo a altitude ou mergulhando de ponta, se o vento está a nosso favor ou se as turbinas estão para explodir. Apenas o silêncio, intercalado com pedidos de disciplina e sacrifício, vem dos auto-falantes do vôo Era-Soviética IL-14.</p>
<p>Após o pronuncionamento, outros blogueiros refletiram. <em><a href="http://luismgarcia.blogspot.com/2008/07/more-things-change.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/luismgarcia.blogspot.com');">Child of the Revolution</a></em> [en] lincou para a cobertura da mídia tradicional sobre o discurso de  Castro, ao concluir que quanto mais as coisas mudam, mais elas continuam as mesmas. <em><a href="http://ninetymilesaway.blogspot.com/2008/07/got-water.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/ninetymilesaway.blogspot.com');">Ninety miles away…in another country</a></em> [Noventa milhas distante&#8230; em um outro país, en] não pôde evitar a observação de que há uma temática líquida recorrendo no “discurso cintilante”:</p>
<blockquote><p>In last year&#39;s July 26th speech, Raul Castro went off on a tangent about milk, a digression the mainstream media managed to miss, maybe it&#39;s a language thing. But since almost universally, Cubans quoted in the media have complained that they have not gotten their glass of milk, this year he seems to have lowered his sights.</p>
<p>This year&#39;s wonky wending was all about…water. The aqueduct in Santiago should be finished in 2010, about the time Cubans get toasters.</p></blockquote>
<div class="translation">No discurso de 26 de julho do ano passado, Raul Castro partiu para uma tangente sobre o leite, um desvio que a imprensa tradicional não conseguiu captar, talvez tenha sido uma questão de idioma. Mas já que quase universalmente todos os cubanos citados pela imprensa reclamaram que não tinham recebido o copo de leite deles, esse ano parece que ele baixou a bola.<br />
A pisada de bola desse ano foi sobre… água. O aqueduto de Santiago deve ficar pronto em 2010, mais ou menos na época que os cubanos estarão adquirindo torradeiras.</div>
<p>Tanto o <em><a href="http://hcvanalysis.wordpress.com/2008/07/27/cuba-raul-speaks-on-55th-anniversary-of-the-attack-on-the-moncada/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/hcvanalysis.wordpress.com');">haiti-cuba-venezuela&gt; analysis</a></em> quanto o <em><a href="http://cubantriangle.blogspot.com/2008/07/rauls-speech-in-santiago.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/cubantriangle.blogspot.com');">The Cuban Triangle</a></em> [Análise Haiti-Cuba-Venezuela e Triângulos Cubanos, ambos em inglês] publicaram o texto na íntegra, mais tarde percebendo que ele esqueceu de oferecer &#8220;uma espécie de plano para algumas das ações e políticas de Raul Castro”:</p>
<blockquote><p>Castro did outline some positive economic results (tourism up, efficiencies realized in transportation), but he gave no hint of policies that would help to address big challenges that he has described starkly – aging population, declining workforce growth, income inequality, dual currency – much less an indication that, as in agriculture, he is looking at ways to change policies to liberate productive energies that could generate growth and jobs.<br />
Instead, there was a warning of tough times ahead…</p></blockquote>
<div class="translation">Castro esboçou alguns resultados econômicos positivos (turismo crescendo, melhorias notadas no transporte), mas ele não deixou nenhuma pista sobre políticas que poderiam ajudar a lidar com os grandes desafios que ele descreveu de maneira incisiva – o envelhecimento da população, o declínio do crescimento da mão de obra, as desigualdades salariais, duas moedas em circulação – quanto mais uma indicação que, como na agricultura, ele está em busca de mudanças políticas que possam liberar energias produtivas que viriam a gerar crescimento e empregos. Em vez disso, ele alertou para tempos difíceis no futuro…</p>
</div>
<p>Esse sentimento foi repercutido no blogue em espanhol de Alejandro Armengol, o <em><a href="http://armengol.blogspot.com/2008/07/sin-esperanzas.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/armengol.blogspot.com');">Cuaderno de Cuba</a></em>:</p>
<blockquote lang="es"><p>El discurso también fue una muestra de lo mucho que falta por recorrer en Cuba, no sólo en el terreno de avance de la democracia, sino también económico…el panorama de la isla resulta poco alentador para las esperanzas de una transición paulatina. En su lugar, las alternativas continúan definiéndose entre el cambio traumático y una evolución lenta, pero el peligro del caos continúa latente en la falta de esperanzas de una población.</p></blockquote>
<p class="translation">O discurso também foi uma mostra do tanto que Cuba ainda tem que percorrer, não apenas no terreno do avanço da democracia, mas também em termos de avanços econômicos&#8230; o panorama da ilha não deixa muito espaço para a esperança de uma transição paulatina. Em vez disso, as alternativas continuam se debatendo entre a mudança traumática e uma evolução lenta, mas o perigo do caos ainda está latente na falta de esperanças de um povo.</p>
<p>Ele comparou ainda a “tendência a assegurar a ‘origem legítima&#39; como a justificativa fundamental do governo de La Habana” por parte do novo líder com “um princípio suposto há muitos anos pelo ditador espanhol <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Franco" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Francisco Franco</a>, que usava os mesmos recursos para se manter no poder por um longo período de tempo: sua vitória na guerra civil garantiu sua autarquia.”</p>
<p><em><a href="http://marcmasferrer.typepad.com/uncommon_sense/2008/07/the-legacy-of-july-26.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/marcmasferrer.typepad.com');">Uncommon Sense</a></em> acredita que a verdadeira herança de 26 de julho é a inextricabilidade ligada ao permanente desperdício de vida que resultou da Revolução Cubana, enquanto <a href="http://desdecuba.com/generationy/?p=212" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/desdecuba.com');">Yoani Sanchez</a>, que vive sob o regime criado pela revolução, diz:</p>
<blockquote><p>We don’t expect pirouettes in the air, nor caramels under our tongues to help us withstand the turbulent ride. What we do want is for the pilot to show his face, to tell us our itinerary, and for us to decide the course. We don’t need this speech on Saturday to turn into an exaltation about floating on air; we would prefer a clear report on how and when we can board a different flight.</p></blockquote>
<div class="translation">Não esperamos piruetas no ar, nem pirulitos em nossas bocas para nos ajudar a suportar a turbulenta viagem. O que queremos é que o piloto mostre a sua cara, nos diga qual é o itinerário, e que a gente decida a direção. Não precisamos que esse discurso de sábado se transforme em uma exaltação sobre flutuações no ar, a gente prefere um relatório claro sobre como e quando a gente pode embarcar em outro vôo.</div>
<p class="contributors">As traduções do espanhol nesse artigo foram feitas por <a href="http://globalvoicesonline.org/author/elia/">Elia Varela Serra</a>.</p>
</div>
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		<title>Haiti: Mulher Presidente?</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/07/21/haiti-mulher-presidente/</link>
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		<pubDate>Mon, 21 Jul 2008 22:03:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[kiskeácity [En] relata que a primeira mulher a ser nomeada candidata à presidência do Haiti está batalhando contra &#8220;uma terrível campanha de boataria e alegações sobre sua orientação sexual&#8221;, mas seus apoiadores ainda estão otimistas: &#8220;A palavra final está agora nas mãos do Senado, que irá votar sua nomeação na semana que vem.&#8221;
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://kiskeyacity.blogspot.com/2008/07/michele-pierre-louis-ratification.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/kiskeyacity.blogspot.com');">kiskeácity</a> [En] relata que a primeira mulher a ser nomeada candidata à presidência do Haiti está batalhando contra &#8220;uma terrível campanha de boataria e alegações sobre sua orientação sexual&#8221;, mas seus apoiadores ainda estão otimistas: &#8220;A palavra final está agora nas mãos do Senado, que irá votar sua nomeação na semana que vem.&#8221;</p>
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		<title>Angola: O mandato de 16 anos do Parlamento termina hoje</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Jul 2008 23:10:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[&#8220;Em 1992 os angolanos foram pela primeira vez às urnas. Ninguém imaginava que o Parlamento resultante dessas eleições teria uma legislatura de dezasseis anos, a mais longa do continente.&#8221;. JotaCê Carranca [Pt] explica as numerosas razões para este prolongado período de poder, e nos conta que esta legislatura termina oficialmente hoje. A população irá eleger [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Em 1992 os angolanos foram pela primeira vez às urnas. Ninguém imaginava que o Parlamento resultante dessas eleições teria uma legislatura de dezasseis anos, a mais longa do continente.&#8221;. <a href="http://blogdangola.blogspot.com/2008/07/dezasseis-anos-de-legislatura-que.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/blogdangola.blogspot.com');">JotaCê Carranca</a> [Pt] explica <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_Civil_Angolana" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">as numerosas razões para este prolongado período de poder</a>, e nos conta que esta legislatura termina oficialmente hoje. A população irá eleger no 5 de setembro próximo o próximo Parlamento, que tomará posse no dia 15 de outubro.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Hungria: “Orgulho Nacional”</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/06/29/hungria-%e2%80%9corgulho-nacional%e2%80%9d/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/06/29/hungria-%e2%80%9corgulho-nacional%e2%80%9d/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 29 Jun 2008 00:55:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raquel Coelho</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[O Hungarian Spectrum escreve sobre a intrigante questão do “orgulho nacional”.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <em>Hungarian Spectrum</em> <a href="http://esbalogh.typepad.com/hungarianspectrum/2008/06/national-pride.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/esbalogh.typepad.com');">escreve</a> sobre a intrigante questão do “orgulho nacional”.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cuba: Avisos de Yoani Sanchez</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/05/21/cuba-avisos-de-yoani-sanchez/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/05/21/cuba-avisos-de-yoani-sanchez/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 21 May 2008 01:58:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Americas]]></category>

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		<description><![CDATA[Uncommon Sense [En] escreveu sobre um post de Yoani Sanchez [Es], famosa blogueira residente em Havana, Cuba, em que ela sugere que pode vir a ser presa bem em breve, e diz: &#8220;Por favor rezem por esta corajosa mulher, e para que ela continue em segurança.&#8221;
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Uncommon Sense</em> [En] <a href="http://marcmasferrer.typepad.com/uncommon_sense/2008/05/blogger-yoani-s.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/marcmasferrer.typepad.com');">escreveu sobre</a> um <a href="http://desdecuba.com/generaciony/?p=265" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/desdecuba.com');">post</a> de <a href="http://desdecuba.com/generaciony/?page_id=184" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/desdecuba.com');">Yoani Sanchez</a> [Es], famosa blogueira residente em Havana, Cuba, em que ela sugere que pode vir a ser presa bem em breve, e diz: &#8220;Por favor rezem por esta corajosa mulher, e para que ela continue em segurança.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Timor Leste: Esperanças no Dia da Independência</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/05/20/timor-leste-esperancas-no-dia-da-independencia/</link>
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		<pubDate>Tue, 20 May 2008 07:06:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[FORUM HAKSESUK publica um artigo de Jorge Heitor sobre o aniversário da independência de Timor Leste, e as incertezas sobre o futuro. &#8220;Seis anos da independência de um povo sofredor, que ainda não encontrou totalmente a liberdade e o desenvolvimento, na plenitude dos seus caminhos&#8221;. O governo independente e democrático do Timor Leste foi conquistado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://forum-haksesuk.blogspot.com/2008/05/timor-com-dor-e-com-amor.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/forum-haksesuk.blogspot.com');">FORUM HAKSESUK</a> publica um artigo de Jorge Heitor sobre o aniversário da independência de Timor Leste, e as incertezas sobre o futuro. &#8220;Seis anos da independência de um povo sofredor, que ainda não encontrou totalmente a liberdade e o desenvolvimento, na plenitude dos seus caminhos&#8221;. O governo independente e democrático do Timor Leste foi conquistado em 20 de maio de 2002 depois de 24 anos de ocupação por parte da Indonésia, e 3 anos de administração pela ONU.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Brasil: Rede de Memória Virtual Brasileira</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/05/17/brasil-rede-de-memoria-virtual-brasileira/</link>
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		<pubDate>Sat, 17 May 2008 12:21:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[Software &amp; Ferramentas]]></category>

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		<description><![CDATA[Marcos Palacios traz a notícia de um projeto que tem o objetivo de automatizar e disponibilizar na internet  acervos de todas as instituições nacionais que disponham de um patrimônio visual ou textual. &#8220;A Rede da Memória Virtual Brasileira é um projeto que interessa a todos nós. E que depende de nosso apoio e colaboração [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://gjol.blogspot.com/2008/05/rede-memria-virtual-brasileira.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/gjol.blogspot.com');">Marcos Palacios</a> traz a notícia de um projeto que tem o objetivo de automatizar e disponibilizar na internet  acervos de todas as instituições nacionais que disponham de um patrimônio visual ou textual. &#8220;A <a href="http://catalogos.bn.br/redememoria/apresentacao.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/catalogos.bn.br');">Rede da Memória Virtual Brasileira </a>é um projeto que interessa a todos nós. E que depende de nosso apoio e colaboração para que se consolide e se torne um ponto de apoio fundamental de nossa cultura, nestes tempos de transição em que temos o privilégio de viver&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Angola: Imagens da descolonização</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/05/09/angola-imagens-da-descolonizacao/</link>
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		<pubDate>Fri, 09 May 2008 20:54:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Angola]]></category>

		<category><![CDATA[História]]></category>

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		<category><![CDATA[Sub-Saharan Africa]]></category>

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		<description><![CDATA[Carlos Pereira encontrou um vídeo muito interessante mostrando a emigração em massa de descendentes de portugueses e angolanos de pele branca de Luena, com cenas classificadas pelo blogueiro como “momentos de grandes dramas das vítimas de uma descolonização desastrosa”.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://meusescapes.blogspot.com/2008/05/angola-minha-terra-momentos-de-grandes.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/meusescapes.blogspot.com');">Carlos Pereira</a> encontrou um vídeo muito interessante mostrando a emigração em massa de descendentes de portugueses e angolanos de pele branca de Luena, com cenas classificadas pelo blogueiro como “momentos de grandes dramas das vítimas de uma descolonização desastrosa”.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Damasco: A Destruição da Cidade Antiga</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/05/06/damasco-a-destruicao-da-cidade-antiga/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/05/06/damasco-a-destruicao-da-cidade-antiga/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 06 May 2008 01:19:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raquel Coelho</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Arte &amp; Cultura]]></category>

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		<category><![CDATA[Protesto]]></category>

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		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Damasco se orgulha de ser a mais antiga cidade continuamente habitada do mundo. A história de  Damasco remonta ao ano 8000 AC. Em cada canto de suas antigas ruelas há o sabor de cada um de seus períodos históricos a serem descobertos. A cidade que tinha resistido a tudo, de terremotos a invasões, por quase 10 milênios, está se esfarelando agora sob a ameaça da... “Modernidade”, escreve Yazan Badran, que nos traz as reações de um blogueiro sírio.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Damasco" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Damasco</a> se orgulha de ser a mais antiga cidade continuamente habitada do mundo. A história de  Damasco remonta ao ano 8000 AC. Em cada canto de suas antigas ruelas há o sabor de cada um de seus períodos históricos a serem descobertos. A cidade que tinha resistido a tudo, de terremotos a invasões, por quase 10 milênios, está se esfarelando agora sob a ameaça da&#8230; “<em>Modernidade</em>”!</p>
<p><em>Sasa</em> do <em><a href="http://saroujah.blogspot.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/saroujah.blogspot.com');">Syria News Wire</a></em>, compilou uma série de posts sobre a situação da Cidade Antiga de Damasco, e sobre os esforços empenhados para a proteção e conservação da cidade.</p>
<p><a href="http://saroujah.blogspot.com/2008/04/destruction-of-old-city-part-one.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/saroujah.blogspot.com');">A primeira parte</a> da série trata do plano, do ano passado, de destruir o antigo bairro de Al-Amara a fim de alargar ruas de fora dos muros da cidade antiga. O Plano causou indignação entre os Sírios e foram organizados protestos por toda a parte até que eles foram discretamente abandonados, por enquanto.</p>
<blockquote><p>Shopkeepers were furious at the plans, a Facebook and Blogger campaign was launched. That led to a <a href="http://www.ipetitions.com/petition/damascus/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.ipetitions.com');">petition</a>. And eventually journalists got wind of the proposals and it made the <a href="http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/middle_east/6979495.stm" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/news.bbc.co.uk');">international news</a>. Then the bombshell - just months before Damascus began its year as Arab Capital of Culture, UNESCO threatened to withdraw Damascus&#39;s World Heritage Site status unless more is done to protect the Old City.</p></blockquote>
<p class="translation">Os lojistas ficaram furiosos com os planos, e lançaram uma campanha através dos blogs e do Facebook (site de relacionamentos semelhante ao Orkut). Isto levou a um <a href="http://www.ipetitions.com/petition/damascus/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.ipetitions.com');">abaixo assinado</a>, consequentemente chamou a atenção de jornalistas e acabou chegando aos <a href="http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/middle_east/6979495.stm" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/news.bbc.co.uk');">noticiários internacionais</a>.  Então veio a bomba: apenas alguns meses antes de Damasco iniciar seu ano como Capital Árabe da Cultura, a UNESCO ameaçou retirar-lhe o status de Patrimônio Cultural da Humanidade, a menos que se fizesse mais para proteger a Cidade Antiga.</p>
<p><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/04/picture1.png" alt="al-Amara, Damascus" width="430" height="320" /><br />
<em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Bab_al-Faradis" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/en.wikipedia.org');">Bab al-Faradis(O Portão do Paraíso) </a>,  al-Amara, Damasco</em></p>
<p><a href="http://saroujah.blogspot.com/2008/04/destruction-of-old-city-part-two.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/saroujah.blogspot.com');">A segunda parte </a> é dedicada aos trabalhos de conservação na Rua Medhat Pasha (antes chamada de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Street_Called_Straight" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/en.wikipedia.org');"> Via Recta</a>), a mais longa e uma das mais antigas ruas em Damasco. <em>Sasa</em> reconhece a importância  deste projeto uma vez que a rua tem estado obstruída por um longo, mas lamenta o planejamento mal feito e a remoção indiscriminada de partes culturalmente importantes do antigo mercado, como o velho  teto do período Otomano que tem um valor especial . Ele explica:</p>
<blockquote><p>The tin roofs over Medhat Pasha and Souq Al-Hamidiyeh date from the Ottoman refurbishment of the main Souqs. During the insurgency against the French occupation, they were punctured by gunfire. And they&#39;ve remained that way for almost one hundred years. The shafts of sunlight which pierce into the dark souqs are blindingly beautiful, and a daily reminder of Syria&#39;s struggle for independence.<br />
But the centuries-old black Medhat Pasha roof, which was decorated by history, has been replaced by a new white one.</p></blockquote>
<p class="translation">Os tetos de metal sobre Medhat Pasha e Souq Al-Hamidiyeh  datam do período Otomana quando foram reformados os principais <em>Souqs</em> (feiras Árabes) . Durante a revolta contra a ocupaçao francesa eles foram perfurados por tiros de armas de fogo. E eles permanecem assim há quase 100 anos. Os raios de sol que penetram nos mercados escuros são de uma beleza ofuscante, e são também lembranças diárias da luta Síria por independência.<br />
No entanto, o teto negro centenário de Medhat Pasha, decorado pela história, foi substituído por um novo e branco.</p>
<p><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/04/imgp2081.jpg" alt="Medhat Pasha Str., Damascus" width="431" height="323" /><br />
<em>Medhat Pasha Street (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Street_Called_Straight" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/en.wikipedia.org');">antiga Via Recta</a>), with its ancient tin roof.</em></p>
<p><a href="http://saroujah.blogspot.com/2008/04/destruction-of-old-city-part-three.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/saroujah.blogspot.com');">A terceira parte</a>, nos leva a um passeio livre pelo quarteirão antigo de Saroujah, um bairro que já testemunhou algumas destruições no passado para abrir espaço aos edifícios de apartamentos destituídos de personalidade. Os planos para derrubar o resto do bairro foram suspensos e a decisão de ir adiante com eles ou não, será tomada por volta do fim do ano. <em>Sasa</em> diz:</p>
<blockquote><p>Recently, the organisation which looks after the Old City - and works well with the European Union to do it - has taken over responsibility for Saroujah. So is a change in Saroujah&#39;s fortunes in store?<br />
In the past few months, they have re-paved part of the area (with far less inconvenience than in Medhat Pasha).<br />
So does this mean destruction is no longer on the cards?<br />
Documents released by the Old City modernisation authorities show that they are going to make a decision on the future of Saroujah by the end of this year.</p></blockquote>
<p class="translation">Recentemente, a organização que cuida da Cidade Antiga – e trabalha bem com a União Européia para isso – tomou para si a responsabilidade por Saroujah. Seria essa uma mudança no destino de Saroujah?<br />
Nos últimos meses, eles re-pavimentaram parte da área (com muito menos problemas que em Medhat Pasha).<br />
Então, isso significa que a destruição não está mais em jogo?<br />
Documentos liberados pelas autoridades da modernização da Cidade Antiga mostram que eles vão tomar uma decisão sobre o futuro de Saroujah, no final deste ano.</p>
<p><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/04/imgp0325.jpg" alt="Saroujah, Damascus" /><br />
<em> Saroujah, Damasco</em></p>
<p>À medida que a nova cultura corporativa fecha o cerco à cidade velha, parece que o único jeito de salvá-la é com os esforços da sociedade civil, e eles têm sido bem sucedidos na reversão de planos desastrosos em al-Amara. Talvez ainda haja luz no fim do tunel.</p>
<p><em><br />
Photos courtesy of <a href="http://saroujah.blogspot.com" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/saroujah.blogspot.com');">Sasa</a>.</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Timor Leste: Onde mora a esperança?</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/05/05/timor-leste-onde-mora-a-esperanca/</link>
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		<pubDate>Mon, 05 May 2008 19:41:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[East Asia]]></category>

		<category><![CDATA[East Timor]]></category>

		<category><![CDATA[Governança]]></category>

		<category><![CDATA[História]]></category>

		<category><![CDATA[Portuguese]]></category>

		<category><![CDATA[Roundups]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 5 de maio de 1999, Portugal e Indonésia assinaram um documento concordando em realizar um referendo supervisionado pela ONU. Ângela Carrascalão se lembra da data: “E todos criam que o nosso destino ia ser brilhante! Foi há muito tempo? Nem por isso. Passaram apenas 9 anos. E, contudo, sendo embora uma data histórica, quem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 5 de maio de 1999, Portugal e Indonésia assinaram um documento concordando em realizar um referendo supervisionado pela ONU. <a href="http://timor2006.blogspot.com/2008/05/o-acordo-de-5-de-maio-de-1999.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/timor2006.blogspot.com');">Ângela Carrascalão</a> se lembra da data: “E todos criam que o nosso destino ia ser brilhante! Foi há muito tempo? Nem por isso. Passaram apenas 9 anos. E, contudo, sendo embora uma data histórica, quem dela se lembra nos dias conturbados que vivemos? Quem se socorre do espírito de boa vontade que então animava os líderes da Resistência timorense? E a esperança, onde mora ela??”</p>
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