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	<title>Global Voices em Português &#187; Saúde</title>
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	<description>O mundo está falando. Você está ouvindo?</description>
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		<title>Peru: O Debate sobre Aborto</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 14:16:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cilene Dutra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
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		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<description><![CDATA[O debate sobre aborto ressurgiu devido a um projeto de lei que foi aprovado no Comitê Especial do Código Penal no Congresso Peruano, que descriminalizaria o aborto em casos de estupro ou desordens congênitas no feto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juan-arellano/">Juan Arellano</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/cilenedutra/'>Cilene Dutra</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/10/26/peru-the-abortion-debate/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>O debate sobre aborto ressurgiu devido a <a href="http://www.livinginperu.com/news/10320">um projeto de lei que foi aprovado </a>no Comitê Especial do Código Penal no Congresso Peruano, que descriminalizaria o aborto em casos de estupro ou desordens congênitas no feto. Esse tipo de aborto é conhecido como aborto eugênico ou terapêutico. A <a href="http://elcomercio.pe/noticia/353461/cardenal-cipriani-critica-proyecto-despenalizar-aborto-eugenesico">Igreja Católica Apostólica Romana é contra a medida [es]</a> e está <a href="http://www.livinginperu.com/news/10326">dividindo opiniões no Gabinete Ministerial</a>. Porém, o debate está longe de terminar, uma vez que a proposta ainda precisa ser submetida a debate pelo Comitê do Presidente do Congresso durante o mês de dezembro.</p>
<p>A legislação peruana atual (Código Penal 1991) <a href="http://www.clacai.org/index2.php?option=com_content&amp;do_pdf=1&amp;id=28">estipula [es]</a> (pdf) a criminalização de todas as formas de aborto, exceto para terapia e inclui atenuantes como o aborto ético ou sentimental e o aborto eugênico. Embora não existam números oficiais confiáveis sobre aborto, estima-se que haja <a href="http://www.larepublica.pe/sociedad/10/10/2009/quotaborto-solo-en-casos-de-excepcionquot">entre 350 mil e 400 mil abortos por ano [es]</a> no Peru.</p>
<p>Protestos contra e a favor da descriminalização do aborto já alcançaram as <a href="http://www.rpp.com.pe/2009-10-20-caos-en-el-centro-de-lima-por-protestas-a-favor-y-en-contra-del-aborto-noticia_216802.html">ruas da capital, Lima [es] </a>e já que o debate ainda tem longo caminho pela frente, espera-se que os protestos durem meses. Pesquisas mostram que as opiniões estão divididas quase ao meio e a <a href="http://www.peru.com/noticias/portada20091014/60461/Congreso-no-deberia-legalizar-aborto-eugenesico-revela-encuesta-de-Perucom">pesquisa digital conduzida pelo site Peru.com [es]</a> mostra que 54% da população acredita que o aborto eugênico causado por desordens congênitas e estupro não deveria ser descriminalizado, enquanto 43% pensa o oposto. Outra <a href="http://elcomercio.pe/impresa/notas/86-esta-favor-voto-voluntario/20091018/356487">pesquisa conduzida pela companhia Apoyo [es]</a> para o jornal El Comercio apresenta resultados semelhantes: &#8220;53% desaprova o aborto quando a gravidez é conseqüência de estupro. 41% aprova. 48% diz não ao aborto quando o feto apresenta defeitos. 46% afirma estar de acordo.&#8221;</p>
<p>Essa polêmica nacional também teve repercussão no exterior, mas é na Internet que se encontram muitas opiniões, como no Foros Perú (Fóruns do Peru), onde há um tópico intitulado &#8220;<a href="http://www.forosperu.net/showthread.php?p=1386459">Aborto Eugênico: Você é a favor ou contra? [es]</a>&#8221; Há também discussões de blogueiros, como Isabel Guerra de <em>Las Burbujas Recargadas</em> [es], <a href="http://burbujasreloaded.wordpress.com/2009/10/11/por-que-me-opongo-al-aborto/">que afirma sua posição sobre o assunto</a>:</p>
<blockquote><p>Creo que la principal razón por la que me opongo (al aborto) es porque la muerte es irreversible. No tiene retorno. Abortar o aplicar la eutanasia, o enviar a alguien al patíbulo, son generalmente situaciones a las que se llega bajo un tremendo estrés, en las que se llega a sentir que esto es la única solución. Ojo, que digo sentir, no pensar, porque cuando uno está pasando alguna de esas situaciones extremas es muy fácil no pensar con claridad, es terriblemente fácil equivocarse.</p>
<p>Hay muchísimos testimonios (libros, páginas web, etc.) de mujeres que abortaron y que años después se arrepintieron. Les dijeron que con un aborto se libraban de un problema en media hora. Pero no les dijeron que el recuerdo no las abandonaría nunca. Y cuando años después se arrepintieron, ya no había vuelta atrás. Lo que tienen casi todos estos testimonios en común es que las mujeres señalan que no recibieron ninguna ayuda, y que de una u otra forma fueron inducidas, por las circunstancias, por la desesperación o por terceras personas, a creer que el aborto era la única salida.</p></blockquote>
<div class="translation">Creio que a principal razão para me opor ao aborto é porque a morte é irreversível. Não há retorno. Abortar, aplicar eutanásia ou enviar alguém à forca são geralmente situações às quais se chega sob tremendo estresse, quando se chega a sentir que é a única solução. Atenção, pois digo sentir, não pensar, pois quando se passa por uma dessas situações extremas é muito fácil agir irracionalmente; é terrivelmente fácil se enganar.</p>
<p>Há muitos depoimentos (livros, páginas da web etc.) de mulheres que abortaram e anos depois se arrependeram. Disseram a elas que abortando se livrariam de um problema em meia hora. Mas não lhes disseram que a lembrança nunca as abandonaria. E quando se arrependeram anos depois, já não havia volta. O que há em comum nesses depoimentos é que essas mulheres destacam que não receberam nenhuma ajuda e que de uma forma ou de outra foram induzidas pelas circunstâncias, pelo desespero ou por terceiros a crer que o aborto era a única saída.</p></div>
<p>Daniel Salas do blog <em>Gran Combo Club </em>[es] <a href="http://grancomboclub.com/2009/10/debatiendo-el-aborto.html">descreve a ética do problema de um ponto de vista contrário:</a></p>
<blockquote><p>La discusión sobre el aborto no debería estar enfocada en las motivaciones terapéuticas, ya que estos criterios crean severas contradicciones. Por ejemplo, conozco algunas personas que se oponen al aborto por razones morales pues consideran que el óvulo fecundado debe ya ser considerado una persona pero, a la vez, admiten que hay ciertos casos (como la violación o malformaciones severas) que pueden justificar tal práctica. Si el aborto fuese injustificable e inmoral, no debería tener excepciones, ni siquiera como respuesta posible a una violación, ya que el nuevo ser debería ser considerado enteramente independiente de tal acto que le dio origen; tampoco se debería permitir en casos de que el embarazo pudiera causar la muerte de la madre, ya que el niño por nacer, con todos sus derechos plenamente constituidos, no podría ser considerado responsable de tal consecuencia.</p>
<p>Entonces, quien admita que el aborto es admisible “en ciertos casos” o “bajo ciertas condiciones” debería reconocer que la inviolabilidad de la vida humana aplicada a un feto no es tan absoluta como en principio se anunciaba. La discusión debería estar, en cambio, enfocada en dos cuestiones de índole ética, a saber:</p>
<p>1. El derecho que posee la mujer de continuar con el embarazo de un ser que depende enteramente de ella.<br />
2. La posibilidad de otorgarle al no nacido los mismos derechos que a un nacido</p></blockquote>
<div class="translation">A discussão sobre o aborto não deveria ser focada em motivos terapêuticos, já que esses critérios criam severas contradições. Por exemplo, conheço algumas pessoas que se opõem ao aborto por razões morais, pois consideram que o óvulo fecundado já é uma pessoa, mas ao mesmo tempo, admitem que há certos casos (violação, malformação severa) que são justificáveis. Se o aborto fosse injustificável e imoral, não deveria haver exceções, nem como resposta a uma violação, uma vez que o novo ser deveria ser considerado inteiramente independente do ato que lhe deu origem, nem deveria ser permitido nos casos em que a gravidez poderia causar a morte da mãe, pois o filho por nascer, com todos os seus direitos plenamente constituídos,não poderia ser responsabilizado por tal conseqüência. Então, quem admite que o aborto é admissível &#8216;em certos casos&#39;, &#39;sob certas condições&#39; deveria reconhecer que a inviolabilidade da vida humana aplicada a um feto não é tão absoluta como em princípio anunciavam. A discussão deveria estar, por outro lado, focada em duas questões de índole ética. Ei-las:</p>
<p>1. O direito que possui a mulher de continuar com a gravidez de um ser que depende inteiramente dela.<br />
2. A possibilidade de outorgar ao inato os mesmos direitos de um nato.</p></div>
<p>No blog <em>Tinta Roja [es]</em>, Cristina Andrade adiciona sua contribuição ao debate <a href="http://cristina-tintaroja.blogspot.com/2009/10/ley-del-aborto-y-quien-defiende-los.html">citando o problema da informalidade que prevalece no país</a>:</p>
<blockquote><p>otro problema en esta posible legalización del aborto, es la criollada, la ilegalidad de algunos médicos, quienes bajo el pretexto de que la muerte de la madre peligra, o que es un bebé con malformaciones, falsearán exámenes y documentos, para justificar el aborto, claro dependiendo de cuanto les paguen, porque en este país todo se compra, todo se vende y lamentablemente como existen médicos buenos, también hay malos y sin ninguna ética, quienes por dinero son capaces de todo.</p>
<p>Esos son los riesgos de legalizar el aborto, estamos en el Perú, no en Europa ni otros países civilizados en los que la ética, los valores y las leyes se respetan. Aquí siempre están buscando como violar las normas, así que en ese sentido, creo que sería muy peligroso legalizar el aborto.</p></blockquote>
<div class="translation">Outro problema nesta legalização do aborto é a informalidade, a ilegalidade de alguns médicos que, sob o pretexto de perigo de morte para a mãe ou de um bebê malformado, falsificam exames e documentos para justificar o aborto, dependendo obviamente de quanto paguem, pois neste país tudo se compra, tudo se vende e lamentavelmente, assim como existem médicos bons, existem os ruins e sem ética alguma, que por dinheiro são capazes de tudo.</p>
<p>Esses são os riscos de legalizar o aborto, estamos no Peru, não na Europa, nem em outros países desenvolvidos, onde a ética, os valores e as leis são respeitadas. Aqui sempre estão buscando como violar as normas, de modo que seria muito perigoso legalizar o aborto, creio eu.</p></div>
<p>O post gerou mais discussão e Andrade complementa com seu próprio post <a href="http://cristina-tintaroja.blogspot.com/2009/10/el-aborto-cuestion-de-conviccion-y.html">ao dizer</a> [es]:</p>
<blockquote><p>Leer los comentarios a favor y en contra en mi primer post, solo me han hecho llegar a una conclusión: la mujer debe tener la libertad de decidir si aborta o no. Y creanme, yo no estoy a favor del aborto, pero tampoco puedo obligar a alguien a pensar como yo. Es sencillo, en mi caso, por mas que despenalicen el aborto, no lo haría, porque mi convicción, mi forma de ser no lo permitiría. Es decir, quien está en contra del aborto, simplemente no lo hará, con o sin ley a favor o en contra, simplemente no lo hará. En todo caso, quienes piensan distinto, tienen la libertad de decidir, y no ser juzgadas.</p></blockquote>
<div class="translation">Ler comentários a favor e contra o aborto em meu primeiro post só me levaram a uma conclusão: a mulher deve ser livre para decidir se aborta ou não. É simples, no meu caso: por mais que despenalizem o aborto, eu não o faria, porque minha convicção, minha forma de ser, não permitiria. Isto é, quem e contra, simplesmente não o fará e aquelas que pensam de forma diferente têm a liberdade de decidir e não serem julgadas.</div>
<p>Laura Arroyo do blog <em>Menoscanas [es]</em> <a href="http://menoscanas.blogspot.com/2009/10/verdades-legitimas-sobre-el-aborto.html">cita a necessidade de debater e respeitar opiniões diferentes</a>:</p>
<blockquote><p>El problema en este país es justamente que somos incapaces de reconocer en la opinión distinta de la propia una opinión válida. Problematizar temas polémicos como el aborto, la eutanasia, preguntarnos si el Estado debiera ser o no laico, etc. es, en buena cuenta permitir que se desarrolle la democracia. En ese sentido, ¡a buena hora el tema del aborto ha sido puesto en la mesa!</p></blockquote>
<div class="translation">O problema deste país é que somos incapazes de reconhecer como válida uma opinião diferente. Problematizar temas polêmicos como o aborto, a eutanásia, perguntarmo-nos se o Estado deve ser laico etc, é realmente permitir que a democracia se desenvolva. Nesse sentido, até que enfim a questão do aborto foi colocada em debate!</div>
<p>Sobre o debate, Daniel Salas de <em>GranComboClub </em>[es] <a href="http://grancomboclub.com/2009/10/debatiendo-el-aborto-ii.html">indaga</a>:</p>
<blockquote><p>Un asunto en este debate al que nadie ha podido responder es qué se entiende exactamente por penalizar el aborto.</p>
<p>Con la penalización del aborto hay una enorme discrepancia entre el discurso que lo sanciona y el castigo que reciben efectivamente quienes lo ejecutan. Así, quienes se oponen a despenalizar el aborto sostienen que la interrupción voluntaria de un embarazo equivale a un homicidio. La consecuencia práctica de tal juicio debería ser que las personas involucradas en el aborto, incluyendo la madre, reciban la misma condena que recibe quien asesina a un nacido. Esto, sin embargo, no ocurre. Una madre que asesina a sus hijos va a la cárcel y recibe mucha publicidad en los medios.</p>
<p>Pero una mujer que aborta no.Este tipo de discrepancias revelan las verdaderas intenciones de la ley. … controlar la capacidad de las mujeres de tomar decisiones sobre su cuerpo. Permitimos que el aborto se practique, pero no de manera abierta porque esto último daría demasiada libertad a las mujeres en una decisión que sentimos que afecta el sostenimiento de la sociedad.</p></blockquote>
<div class="translation">Algo que até agora ninguém pode responder exatamente é o que se entende por penalizar o aborto.</p>
<p>Com a penalização, há uma enorme discrepância entre o discurso que o sanciona e o castigo que recebe efetivamente quem o executa. Assim, aqueles que se opõem à despenalização do aborto sustem que a interrupção voluntária equivale a um homicídio. A conseqüência prática de tal juizo deveria ser a de que os envolvidos no aborto, incluindo a mãe, recebam a mesma condenação de quem assasina um nascido. No entanto, não é isso que acontece. Uma mãe que assassina seus filhos vai para a cadeia  e recebe muita publicidade na mídia.</p>
<p>Mas uma mulher que aborta, não. Esse tipo de discrepância revela as verdadeiras intenções da lei: controlar a capacidade das mulheres de tomar decisões sobre seu corpo. Permitimos que o aborto seja feito, mas não de maneira aberta, porque isso daria muita liberdade às mulheres em uma decisão que sentimos que afeta as bases da sociedade.</p></div>
<p>Para David Ramos do blog <em>Yo, (DASH) </em>[es], <a href="http://idashpe.blogspot.com/2009/10/abortar-es-asesinar-no-hay-medias.html">não há argumentos que valham a pena</a>:</p>
<blockquote><p>las organizaciones feministas y pro-elección, en general, parecen considerar que el ser humano inicia su vida con el nacimiento. Antes de eso, solo era poco más que un riñón. Vale anotar que no hay ciencia que sustente esto, más que una frívola y equívoca percepción de la realidad: no te veo, por lo tanto no existes.</p>
<p>la defensa de la vida debe ser prioridad: así como defendemos delfines, perritos callejeros, flora y fauna amazónica, con mayor razón debemos defender la vida humana en cualquiera de sus etapas. Ningún honor hay en defender más la vida de una foca o de una ballena que la de un congénere humano.</p></blockquote>
<div class="translation">As organizações feministas e pró-decisão, em geral, parecem achar que o ser humano inicia sua vida após o nascimento. Antes disso, era pouco mais que um rim. Vale lembrar que não há ciência que sustente isso, nada mais que uma frívola e equívoca percepção da realidade: se não te vejo, você não existe.</p>
<p>A defesa da vida deve ser prioridade: assim como defendemos golfinhos, cachorros de rua, flora e fauna amazônica, com maiores razões devemos defender a vida humana em qualquer de suas etapas. Não há nenhuma honra em defender mais a vida de uma foca ou baleia que a de um congênere humano.</p></div>
<p>Como se pode perceber pelos pontos de vista acima, as posições sobre o aborto são difíceis de conciliar. É compreensível pois a discussão gira em torno da vida, da ética, da moral, dos valores, da ciência com decisões baseadas no pragmatismo e na privacidade. Por outro lado, há muitos interesses materias em jogo. O debate seguirá e com ainda mais intensidade com o <a href="http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5gMOKOMOJL4OJx8SiVT41I5agg7bQ">anúncio recente do banimento da distribuição gratuita da &#8216;pílula do dia seguinte&#39; pela Corte Constitucional [es]</a>. Está claro que o assunto não vai esfriar.</p>
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		<title>República Dominicana: Aborto banido em todos os casos</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/10/03/republica-dominicana-aborto-banido-em-todos-os-casos/</link>
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		<pubDate>Sat, 03 Oct 2009 15:43:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Após um intenso debate, legisladores da República Dominicana ratificaram um artigo na Reforma Constitucional que torna ilegal para uma mulher interromper sua gravidez em todos os casos.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/rocio-diaz/">Rocio Diaz</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/10/01/dominican-republic-constitution-bans-abortion-in-all-cases/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Após um debate intenso, em que participaram médicos, sociólogos, representantes da Igreja Católica, organizações internacionais de saúde e políticos, legisladores da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica_Dominicana">República Dominicana</a> ratificaram o artigo da Reforma Constitucional que <a href="http://ourlatinamerica.blogspot.com/2009/04/abortion-banned-in-dominican-republic.html">torna ilegal para uma mulher interromper sua gravidez sob qualquer circunstância</a> [en].</p>
<p>Tal decisão, a qual muitos dizem haver a influência da Igreja Católica e principalmente com a proximidade das eleições do Congresso, coloca a República Dominicana entre o pequeno grupo de países que proíbe o aborto constitucionalmente, incluindo as questões de saúde em que a gravidez põe em risco a vida do feto ou da mãe. Mulheres que tenham sido vítimas de incesto ou estupro também são banidas do usufruto do aborto.</p>
<div id="attachment_4563" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://duarte101.com/2009/09/14/aborto-en-la-catedral/"><img class="size-full wp-image-4563" title="siaborto" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/siaborto.jpg" alt="Cartaz da oposição ao aborto na Catedral de Santo Domingo, por Duarte 101. Imagem usada com permissão." width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Cartaz da oposição ao aborto na Catedral de Santo Domingo, por Duarte 101. Imagem usada com permissão.</p></div>
<p>O artigo em questão, atualmente conhecido como Artigo 30, afirma: &#8220;o direito a vida é inviolável desde a concepção até a morte. A pena de morte não pode ser oficializada, determinada, ou aplicada em qualquer caso.&#8221;</p>
<p>Desde sua aprovação preliminar em Abril, os <a href="http://dominicanoshoy.com/articulos/articulo/hombres-y-mujeres-realizan-marcha-contra-articulo-30/">protestos têm sido constantes</a> [es]. A socióloga Rosario Espinal <a href="http://hoy.com.do/opiniones/2009/9/22/294726/No-gano-la-vida-contra-el-aborto">escreve que agora as mulheres serão privadas de vida digna e saudável</a>, complementando que os médicos que faziam abortos ilegais exigirão mais dinheiro por causa dos riscos ainda mais altos.</p>
<p>Muitos acreditam que haverá um aumento nos abortos clandestinos como resultado desta decisão, assim como taxas mais elevadas na mortalidade maternal. Não obstante, o modo como o artigo foi aprovado também é motivo de dúvida para muitos blogueiros.</p>
<p>Luis José Lópes do blog<em> Ahí e&#39; que Prende</em> [es] <a href="http://ahiequeprende.com/2009/09/14/cuando-hasta-amnistia-internacional-habla/">evidencia que o Artigo 30 é o artigo mais polêmico debatido nessa Reforma Constitucional</a>, e nota que até mesmo a <a href="http://www.clavedigital.com/App_Pages/Noticias/Noticias.aspx?id_Articulo=25902">Anistia Internacional se pronunciou contra a decisão</a> [es]. De acordo com López, a definição da vida de uma pessoa merece um debate intenso e sincero em que todos os interesses estejam representados; algo que não aconteceu na República Dominicana:</p>
<blockquote><p>El tema del aborto es un tabú en RD demasiado influenciado por las iglesias y las religiones. Mencionar la palabra es inclusive mal visto por muchos. Quienes se atreven a cuestionar el status quo, quienes se atreven a decir: “detengámonos a pensar” son inmediatamente censurados y condenados por el debate público.</p></blockquote>
<div class="translation">O tema do aborto é um tabu na República Dominicana, influenciado demasiadamente pelas igrejas e religiões. Até mesmo mencionar a palavra é mal visto por muitos. Quem se atreve a questionar o <em>status quo</em>, e quem se atreve a dizer &#8220;vamos parar para pensar&#8221; são imediatamente censurados e condenados pelo debate público.</div>
<p>Com aproximadamente <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica_Dominicana#Religi.C3.A3o">79% da população</a> se identificando como Católicos Romanos, a Igreja tem uma forte influência em todas as facetas da sociedade. Entretanto, apesar de toda essa fé, alguns blogueiros como José Rafael Sosa, que também é católico, <a href="http://josersosa.blogspot.com/2009/09/una-margarita-y-el-articulo-30.html">não concorda que a decisão pessoal do aborto seja regulamentada pela Constituição</a> [es]:</p>
<blockquote><p>Respeto mi Iglesia pero ello no me impide analizar el dificil tema con mi optica. El espacio legal para enfrentar lo que se llama “Aborto Criminal”, no es la Constitución. Nadie en su sano juicio, puede apoyar que se aborte una criatura ya formada, genéticamente hablando, siempre que el embarazo sea producto de una decisión de la madre, no de una violación o que intervengan otras circunstancias clínicas. En primer lugar, el tema debió haber sido decididopor quienes traen hijos al mundo, no por puros hombres buscando votos de fe. En segundo lugar, no se buscaba consagrar constitucionalmente el derecho caprichoso a abortar. El aborto es una realidad social que no se gobierna con la dinámica de aprobación de leyes o artículos constitucionales. El aborto es una realidad social que ahora provocará un aumento de la mortalidad de las mujeres que tambien tienen una vida que ser preservada. Los culpables acaban de votar publicamente por esa posibilidad. Y eso es un crimen.</p></blockquote>
<div class="translation">Eu respeito minha Igreja, mas isso não me impede de analizar esse tema difícil sob meu ponto-de-vista. O espaço legal para enfrentar o que se chama &#8220;Aborto Criminoso&#8221; não é a constituição. Ninguém em sã consciência pode apoiar o aborto de uma criança já desenvolvida, geneticamente falando, quando a gravidez é resultado da decisão da mãe, ao contrário de situações de estupros ou através de intervenção em outras circunstãncias clínicas. Primeiramente, a questão deve ser decidida por quem traz a criança a este mundo, e não por homens que buscam votos dos fiéis. Segundo, ninguém busca a Constituição para consagrar o direito de abortar. O aborto é uma realidade social que não é governada pela dinâmica de aprovação de leis e artigos constitucionais. O aborto é uma realidade que agora aumentará a mortalidade de mulheres que têm uma vida a ser preservada. Os culpados acabam de votar publicamente a favor dessa possibilidade, e isso é um crime.</div>
<div>Finalmente, alguns blogueiros acreditam que os legisladores chegaram a esta decisão baseados em seus interesses políticos. Desta maneira, María Isabel Soldevila acredita que o Congresso &#8220;<a href="http://mariasoldevila.blogspot.com/2009/09/senales-de-alerta-ciudadana.html">virou as costas para o povo.</a> [es]&#8221; María de Jesus, uma leitora do <em><a href="http://www.diariolibre.com/noticias_det.php?id=216156&amp;page=2">Diario Libre</a> [es]</em> resume seu desgosto:</div>
<blockquote><p>Sarta de hipocritas y a los que se creen que se votó por la vida, cuando una mujer tiene que abortar porque su vida esta en peligro y no lo hace SE MUEREN LA MUJER Y EL FETO! Balsa de ignorantes! La muerte va a tener un dos por uno en Republica Dominicana. Que vergüenza ser dominicana de ahora en adelante.</p></blockquote>
<div class="translation">Um fio de hipocrisia, e àqueles que acreditam terem votado a favor da vida, quando uma mulher precisa abortar porque sua vida está em perigo e não conseguem, A MULHER E O FETO MORREM. Que ignorância! A morte agora levará 2 por 1 na República Dominicana. Que vergonhoso é ser dominicana de agora em diante.</div>
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		<title>Japão: Preocupações sobre a propagação do HIV/AIDS</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/16/japao-preocupacoes-sobre-a-propagacao-do-hivaids/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 15:12:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[East Asia]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
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		<category><![CDATA[Governança]]></category>
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		<description><![CDATA[Há algumas estatísticas alarmantes sobre a propagação do HIV/AIDS no Japão. Enquanto no resto do mundo desenvolvido os casos de infecção diminuem de acordo com a UNAIDS, o Japão parece ser o único país em que o número de soropositivos e indivíduos infectados com AIDS continua aumentando.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/scilla-alecci/">Scilla Alecci</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/09/13/japan-worries-about-spread-of-hiv-and-aids/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="attachment_4378" class="wp-caption alignright" style="width: 85px"><a href="http://www.flickr.com/photos/alephnaught/69058351/"><img class="size-full wp-image-4378" title="AIDS-75x75" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/09/AIDS-75x75.jpg" alt="Por alephnaught no Flickr." width="75" height="75" /></a><p class="wp-caption-text">Por alephnaught no Flickr.</p></div>
<p>Há algumas estatísticas alarmantes sobre a <a href="http://www.upi.com/Health_News/2009/02/19/Japan-HIV-AIDS-cases-reach-all-time-high/UPI-42541235062386/">propagação do HIV/AIDS</a> [en] no Japão. Enquanto no resto do mundo desenvolvido os casos de infecção diminuem de acordo com a <a href="http://www.unaids.org/en/default.asp">UNAIDS</a> [en], o Japão parece ser <a href="http://www.asahi.com/health/essay/TKY200903240366.html">o único país</a> [ja] em que o número de soropositivos e indivíduos infectados com AIDS continua aumentando.</p>
<p>De acordo com o AIDS Trend Committee [Comitê de Tendências sobre a AIDS], 2008 foi o ano com o maior número de casos registrados: 432 pessoas foram diagnosticadas com AIDS e 1113 como soropositivas. Até agora as <a href="http://api-net.jfap.or.jp/mhw/survey/mhw_survey.htm">estatísticas para 2009</a> [ja] não são tranquilizantes: para o mês de junho, 249 pessoas foram diagnosticadas soropositivas e 124 com AIDS.</p>
<p>Os pacientes são na maioria homens, homossexuais e com idade em torno de 20 e 30 anos. Dentre as causas, frequentemente é citada a falta de informação e a necessidade de campanhas para sensibilizar as pessoas sobre o problema, especialmente na comunidade gay.</p>
<p>Enquanto organizações como a <a href="http://www.wadsjapan.net/wadsinfo.php">WADS</a> [ja], <a href="http://www.jfap.or.jp/">JFAP</a> [ja], dentre outras, buscam ampliar a sensibilidade do público sobre a causa entre jovens e jovens adultos, as políticas governamentais não se provaram efetivas até o momento. Com as recentes eleições gerais e o novo governante do Partido Democrático, há esperança de que as políticas que envolvem questões sobre HIV/AIDS serão consideradas com mais seriedade, embora nenhum dos partidos tenha destinado atenção ao problema em seus manifestos. Um comentário anônimo no blog da <a href="http://www.asajp.jp/">AIDS &amp; Society Association</a> [jp] <a href="http://asajp.at.webry.info/200908/article_1.html">evidencia</a> este ponto:</p>
<blockquote><p>今回の総選挙の論戦からエイズ対策は消されてしまったんですね。ああ、そうですか、それが日本の政治の意思ですか、といっ たやりきれない印象です。世界中でエイズに関する国際会議が開かれ、日本政府も加わったさまざまな宣言や声明が発表されるたびに強調されてきた「政治の リーダーシップ」は、現在の日本国内ではこういう姿で表現されている。これでいいのでしょうか、いや、いいわけがない！　ということで、反語的怒りをふつ ふつと感じつつも、それをぐっと抑え、日本ＨＩＶ陽性者ネットワークＪａＮＰ＋、エイズ＆ソサエティ研究会議など国内のエイズ関連ＮＧＯのネットワーク４ 団体が各政党に対しエイズ政策に関する公開質問を行っています。</p></blockquote>
<div class="translation">
<div>As medidas contra a AIDS desapareceram do debate eleitoral. Hmm, então imagino que essa será a intenção do governo japonês? Em todos os lugares do mundo conferências internacionais sobre a AIDS acontecem, e o que é enfatizado é a necessidade de &#8220;liderança do governo&#8221;, mas, embora todos anúncios ou declarações oficiais pelo governo japonês seguiram essa linha, quando se trata de política interna, pouco é feito! Isso está certo? Não, é claro que não; e enquanto eu me faço perguntas retóricas e me revolto com tudo isso, fico calmo e posso dizer que as organizações japonesas para soropositivos Network JaNP+, AIDS&amp;Society Association e uma rede de mais quatro NPOs (organização sem fins lucrativos) que trabalham com a questão da AIDS no país questionaram oficialmente cada partido a respeito de suas políticas voltadas à AIDS.</div>
</div>
<blockquote><p>(追加)　各党からの回答はJaNP+の公式サイトに掲載されています。</p></blockquote>
<div class="translation">
<div>(Nota) As respostas de cada partido político foram <a href="http://www.janpplus.jp/project/advocacy/090818answer.pdf">publicadas</a> [ja, pdf] no site oficial da JaNP+.</div>
</div>
<p>Apesar da contradição em que se encontra o país com a segunda maior economia do mundo na repescagem da luta contra a AIDS, aqui, como em outras as partes do mundo, soropositivos e pessoas com AIDS aprenderam a expressar seus sentimentos, ansiedades, bem como os momentos tristes ou felizes de seu cotidiano, em diários online.</p>
<p><em>Ryuta</em>, por exemplo, começou seu blog algumas horas após ser informado que era HIV positivo, como uma forma de lutar contra a questão, ele diz. <a href="http://blog.livedoor.jp/gay_hiv_positive/archives/cat_35438.html">Neste post</a>, ele relembra o momento em que ele descobriu que estava infectado:</p>
<blockquote><p>先週の土曜日に、地元でHIV抗体検査を受けた。<br />
そして、今日、部屋に通された僕は、<br />
目の前に座っているDrから、HIV陽性の宣告を受けた。<br />
「いいですか、受付番号を一緒に確認してください。295657番、合ってますね」<br />
「はい、295657番で合ってます」<br />
「この紙を見てください。ここの数値がウイルスの数を表しています。通常1．0未満なのですが、あなたの場合、105.00になっています」<br />
「はい確かに」<br />
「これは検査の結果、陽性を意味します」<br />
その言葉を聞いて、紙を見直す。<br />
確かに、正常値＜1.0の文字と、その横の105.00の文字が見える。<br />
何度か、左右に目を走らせたが、確かにそうだ。<br />
印刷された数字は何度見ても変わらない。<br />
「・・・そうですか。わかりました」</p></blockquote>
<div class="translation">
<div>No último sábado eu fiz o teste de HIV em um local próximo de casa.<br />
Hoje, eu fui levado a uma sala, onde o médico parado em minha frente me disse que eu era HIV positivo.<br />
“Vamos checar seu número juntos, ok? 295657. É seu número, certo??”<br />
“Sim, 295657. Correto”<br />
“Veja aqui. Esse valor representa a quantidade de virus. Normalmente é abaixo de 1.0, mas em seu caso é 105.00”<br />
“Compreendo”<br />
“Esse é o resultado do teste. Significa que você é soropositivo.”<br />
Ao ouvir aquilo, eu chequei o papel mais uma vez.<br />
É verdade, pude ver o valor &lt;1.0 e, próximo a ele o número 105.00.<br />
Mesmo após olhar para o resultado várias vezes, da direita pra esquerda, da esquerda para direita, o número permanece o mesmo.<br />
Por mais que eu olhe para o número impresso, ele não muda.<br />
“É isso então&#8230; eu entendi.”</div>
</div>
<p>[…]</p>
<blockquote><p>「このあと、隣の部屋で担当看護師より今後の詳しい説明がありますが、医師の私に他に質問はありますか」<br />
「いいえ、大丈夫です」<br />
「それでは、これが紹介状です。今後かかる病院の医師にお渡しください」<br />
「ありがとうございました」<br />
「担当看護師を呼びますね」<br />
最初から最後まで顔色ひとつ変わらない医師。<br />
これがプロなんだな～と変なところでなんだか関心。</p></blockquote>
<div class="translation">
<div>“Agora, na sala ao lado, a enfermeira lhe explicará em detalhes o que você tem de fazer de agora em diante. Tem alguma pergunta para mim?”<br />
“Não, está bem”<br />
“Bem, essa é uma carta de introdução. Por favor apresente ao médico no hospital que cuidará de você futuramente”<br />
“Muito obrigado”<br />
“Chamarei a enfermeira então.”<br />
Um médico cuja expressão nunca mudava, do começo ao fim.<br />
Isso é o que chamamos de profissional&#8230; Não sei porque, mas essas tolices chamam minha atenção.</div>
</div>
<blockquote><p>ドアを開けて部屋に入ってきた看護師はやわらかい表情。<br />
「それでは、お荷物をもってこちらへどうぞ」<br />
明るい清潔そうな部屋、HIVに関するガイドブックや関連資料が机の隅に並んでいる。<br />
「それではこちらにおかけください」<br />
「はい。ありがとうございます。・・・あっ、ノートにメモをしながら聞いてもいいですか？」<br />
「勿論です」<br />
カバンからノートを取り出して机の上に置く。<br />
「なんだか用意がいいですね」と看護師。<br />
「まあ・・・」僕は曖昧な笑顔。</p></blockquote>
<div class="translation">
<div>Eu abri a porta e uma enfermeira estava à minha espera; uma expressão suave em seu rosto.<br />
“Traga sua mochila e entre por favor”<br />
Em uma sala visivelmente limpa e brilhante, guias sobre HIV e artigos relacionados estavam alinhados no canto da mesa.<br />
“Sente-se.”<br />
“Sim, obrigado&#8230; Posso anotar algumas coisas enquanto te escuto?”<br />
“Com certeza”<br />
Tirei um caderno de minha mochila e posicionei sobre a mesa.<br />
“Você parece preparado, hein?” disse a enfermeira.<br />
“Mais ou menos…” Eu respondi com um sorriso vago.</div>
</div>
<p>[…]</p>
<blockquote><p>その後は、その看護師さんに相談しながら、今後かかる病院の選択をした。僕は車を持っていないので、公共交通機関で通いや すいところを選んだ。これから一生、病院に通わなきゃいけないんだから、利便性は大事なこと。それから初診時の予約の仕方、向こうでの担当医師の名前など を伺う。<br />
そんな会話のなかで、看護師さんがポツリ。<br />
「何か予感はあったんですか」<br />
僕はちょっと考えて答える。<br />
「予感？・・・・んー、そうですね・・・・。予感はありました。あったと思います」<br />
外に出ると、雨が降り続いていた。</p></blockquote>
<div class="translation">Consultei a enfermeira e escolhi o hospital para futuramente.<br />
Já que não possuo carro, escolhi um lugar de fácil acesso por transporte público.<br />
Já que eu terei de ir para sempre, a conveniência é importante.<br />
Então eu perguntei a forma de se marcar um horário para o exame médico inicial, o nome do médico e algumas coisas mais.<br />
Enquanto conversávamos a enfermeira murmurou:<br />
“Você tinha algum pressentimento quanto a isso?”<br />
Eu respondi após uma pausa.<br />
“Pressentimento?…Mmm, sim… Eu tinha. Eu acho que tinha.”<br />
Quando fui embora, ainda estava chovendo.</div>
<p><em>Rana</em>, 26 anos, <a href="http://ameblo.jp/lanatom0130/archive1-200802.html">compartilha seus pensamentos</a> sobre sua decisão em informar ou não seus amigos e sua família a respeito de sua condição:</p>
<blockquote><p>ぁたしは家族に病気のことは伝ぇてません。<br />
可哀想過ぎて、言ぇなぃんです。<br />
本当に親不孝な娘だと思ぃます。<br />
でも、知らなぃ方がいぃことってぁると思ぅ。<br />
とは言っても、一人で抱ぇきれる病気ではなぃので、<br />
親しぃ友達には告知してるんです。<br />
それは支ぇて欲しぃのもぁるけど、<br />
友達に病気のことを身近に感じてほしぃのもぁります。<br />
HIVに感染するまで、友達とそんな話したことなかったから、<br />
みんながHIVにつぃて、どぅいぅ風に考ぇてぃるか、<br />
仲良ぃのに、全然知りませんでした。<br />
だから、伝ぇるのも怖かったです。<br />
拒否されてしまったら、どぅしょぅ。。。<br />
それでも友達でぃてくれるだろぅか。。。<br />
そればかり考ぇてしまったけど、<br />
ぁたしのこと拒否した友達は一人もぃませんでした。</p></blockquote>
<div class="translation">
<div>Eu não contei à minha família que estou doente.<br />
Eu tenho pena deles, por isso não posso contar.<br />
Eu realmente sou uma filha desobediente.<br />
E também acho que é melhor que eles não saibam.<br />
É claro que, já que essa não é uma doença que se pode suportar sozinho, eu contei para meus melhores amigos.<br />
Porque eu quero que eles me dêem suporte e porque quero que eles entendam o que é ser soropositivo.<br />
Até eu ter sido infectada eu nunca conversei com meus amigos sobre HIV.</div>
<div>Apesar de eles serem bons amigos eu não tinha ideia do que eles pensavam a respeito do HIV.<br />
É por isso que eu tinha medo de contar para eles.<br />
“O que eu faço se eles me rejeitarem?”<br />
“Eles serão meus amigos?”<br />
Eu não podia parar de pensar nisso mas nenhum deles me rejeitou na verdade.</div>
</div>
<blockquote><p>すごく嬉しかったです。<br />
自分の友達は本当の友達だって分かりました。<br />
ぁる意味、こぅいぅことで、<br />
それが本物かどぅか、確かめられるのかもね！<br />
初めてHIVの話題をしてみると、ぃろんな子がぃました。<br />
ちゃんとカップルで検査を受けに行ってた子、<br />
問題意識のなぃ子、<br />
検査を受けたぃけど、怖くて行けなぃ子…</p></blockquote>
<div class="translation">
<div>Foi incrível.<br />
Eu entendi então que meus amigos são verdadeiros amigos.<br />
De certo modo, quando essas coisas coisas acontecem você realmente descobre se a amizade é verdadeira ou não!<br />
Na primeira vez em que eu falei sobre HIV houve diferentes reações.<br />
Um de meus amigos já tinha feito o teste com sua parceira, outro não está ciente do problema, e outro queria fazer o teste, mas tinha medo&#8230;</div>
</div>
<blockquote><p>ぁたしが感染したことで、<br />
問題意識持ってくれるよぅになったと思ぅし、<br />
ょく体調を心配してくれます(o^ー^o)<br />
とはぃぇ、もちろん嫌なこともぁりました。<br />
ぁたしが感染してるのを知らなぃ人でしたが、<br />
HIVの話題が出て、<br />
『隣にぃるだけ移りそぅじゃん。』<br />
と、スゴィ嫌そぅな顔をして言ってきて、<br />
ぁたしは感染を知ったばかりだったといぅのもぁったけど、<br />
ショック過ぎて何も言ぇませんでした。。<br />
世の中にはまだまだそぅいぅ風に考ぇてる人が<br />
結構ぃるんでしょうね。<br />
そぅいぅ人達の意識改革ができたら<br />
まぢで本望ですね☆★</p></blockquote>
<div class="translation">
<div>Agora que eles sabem que sou soropositiva eles se preocupam mais com esse problema e com a minha saúde.<br />
Eu também tive experiências ruins.<br />
Havia um cara que não sabia que eu era soropositiva.<br />
Logo que o assunto  ‘HIV&#39; surgiu, com uma expressão de nojo ele disse: Até mesmo em tê-los próximos a mim eu me sentiria contaminado!&#8221;.<br />
Eu fiquei tão chocada que não consegui falar nem uma palavra.<br />
Provavelmente há muitas pessoas no planeta que pensam dessa forma.<br />
Minha maior esperança é que uma revolução de sensibilização aconteça com essa pessoas.</div>
</div>
<p>Provavelmente um dos primeiros blogs japoneses a manter um diário online sobre uma pessoa infectada com AIDS foi o <a href="http://s04.megalodon.jp/2007-1215-2235-36/nanimonai.cocolog-nifty.com/blog/"><em>blog da Eizu</em></a> [jp], uma prostituta de 23 anos de idade que, em 2006, pôde escrever somente alguns posts antes que sua condição piorasse. Uma de suas amigas continuou <a href="http://s01.megalodon.jp/2007-1215-2225-54/eizu777.exblog.jp/">atualizando</a> o diário para os leitores da Eizu até o final e tais palavras ainda permanecem presentes na web.</p>
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		<item>
		<title>Marrocos: Trabalho Infantil em Foco</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/12/marrocos-trabalho-infantil-em-foco/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/12/marrocos-trabalho-infantil-em-foco/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 12 Sep 2009 19:38:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Criança]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
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		<category><![CDATA[French]]></category>
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		<category><![CDATA[Negócios]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma jovem garota está sofrendo em um hospital, machucada e espancada. Enviada ao trabalho como empregada doméstica aos 10 anos, Zineb Chtet não conhecia outra vida além da que ela tinha, trabalhando para empregadores ricos que batiam nela e a negavam alimento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/jillian-york/">Jillian C. York</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/09/07/morocco-child-labor-under-the-spotlight/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single">
<div id="attachment_4310" class="wp-caption alignleft" style="width: 246px"><img class="size-full wp-image-4310 " title="zainab1" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/09/zainab1.jpg" alt="Zineb Chtit no hospital." width="236" height="160" /><p class="wp-caption-text">Zineb Chtit no hospital.</p></div>
<p>Uma jovem garota está sofrendo em um hospital, machucada e espancada. Enviada ao trabalho como empregada doméstica aos 10 anos, Zineb Chtet não conhecia outra vida além da que ela tinha, trabalhando para empregadores ricos que batiam nela e a negavam alimento. O blog <a href="http://cabalamuse.wordpress.com/"><em>A Moroccan About the World Around Him</em></a> [Um Marroquino sobre o Mundo à Sua Volta, en] descreveu as feridas da garota em um <a href="http://cabalamuse.wordpress.com/2009/09/01/zainab/">post recente</a> [en]:</p>
<blockquote><p>Zainab looked emaciated. Her body was bruised and bleeding from beatings. She was branded on her lips with a red-hot iron. She was burned with boiling oil on her chest and private areas. She was illiterate. She never experienced the joy of playing with friends. Her future was decided for her: trudge around the mill till the day she dies. And a few days ago, she almost did.</p></blockquote>
<div class="translation">Zainab parecia emagrecida. Seu corpo estava machucado e sangrando devido os espancamentos. Ela foi marcada em seus lábios com um ferro quente. Ela foi queimada com óleo fervendo no peitoral e regiões íntimas. Ela não foi alfabetizada. Ela nunca experimentou a alegria de brincar com amigos. Seu futuro já tinha sido decidido: arrastar-se em volta do moinho até o dia em que ela morresse. Alguns dias atrás, ela quase morreu.</div>
<p>Infelizmente, a história de Zineb está longe de ser única. O Marrocos tem 177 mil crianças abaixo de 15 anos de idade trabalhando, 66 mil dos quais trabalham como empregadas domésticas. E embora o Marrocos faça parte da Convenção das Nações Unidas para o Direito das Crianças, sua <a href="http://www.dol.gov/ilab/media/reports/iclp/sweat/morocco.htm">idade mínima de trabalho é 12 anos</a>, com poucas restrições impostas. Foram feitos vários relatórios sobre os maus-tratos de empregados domésticos, <a href="http://www.wafin.com/articles.phtml?arttype=cdg&amp;did=12">como este</a> feito pelo editor da <em>Tingis</em>, Anouar Majid. E, mesmo assim, impulsionadas pela pobreza, as famílias continuam a vender suas filhas a quem oferecer mais, para trabalhar como domésticas, por vezes ininterruptamente. A blogueira <a href="http://sarahalaoui.blogspot.com/"><em>Sarah Alaoui</em></a> [en] nos <a href="http://sarahalaoui.blogspot.com/2009/09/maid-in-morocco.html">conta a sit</a><a href="http://sarahalaoui.blogspot.com/2009/09/maid-in-morocco.html">uação</a> da maioria dessas jovens:</p>
<blockquote><p>These poverty-stricken, uneducated women come from villages on the outskirts of Moroccan cities and have no choice but to provide for their families and children by taking jobs as maids for the country’s most ostentatious citizens. The stigma of poverty they are branded with at birth is further emphasized by this symbolic occupation—maids are to be seen and not heard. They work behind-the-scenes—similar to the house elves in J.K. Rowling’s famous wizarding series.</p>
<p>There are many families in Morocco who attempt to provide a home and not just a workplace for their maids. My grandmother has always made sure her maids’ children received an education alongside her own children and grandchildren—during the time her mother worked in my grandmother’s house, Naima went to the same school as my cousin. Unfortunately, it is safe to say that most people in the country do not provide the same earnest care to their maids.</p></blockquote>
<div class="translation">As mulheres sem educação, atingidas pela pobreza vêm de vilas nas periferias das cidades marroquinas e não têm escolha a não ser sustentar suas famílias e crianças aceitando trabalhar como domésticas para os cidadãos mais abastados do país. O estigma de pobreza ao qual estão marcadas desde o nascimento é posteriormente enfatizado com essa ocupação simbólica - empregadas devem ser percebidas, não ouvidas. Elas trabalham nos bastidores - da mesma forma que os elfos caseiros da famosa série de J.K. Rowling.</p>
<p>Há muitas famílias no Marrocos que tentam fornecer um lar e não somente um lugar de trabalho para suas empregadas. Minha avó sempre quis ter certeza de que suas empregadas recebessem uma formação educacional do mesmo modo que seus filhos e netos - durante o tempo em que trabalhou na casa de minha avó, Naima ia a mesma escola que meu primo. Infelizmente, é seguro dizer que a maioria das pessoas no país não fornecem os mesmos cuidados diligentes para suas empregadas.</p></div>
<p>Um <a href="http://www.lavieeco.com/actualites/2340-l-epouse-impliquee-dans-l-agression-de-zineb-chtit-poursuivie-en-etat-d-arrestation.html">relatório</a> [fr] em <em>La Vie éco</em> afirma que tanto o marido quanto a mulher que empregaram Zineb serão acusados, mas como a blogueira <em>Reda Chraibi</em> sugere, mais mudanças devem ocorrer, e logo. Em <a href="http://www.redachraibi.com/article-35502838.html">um post detalhado</a> [fr], a blogueira oferece uma proposta para prevenir que famílias enviem suas jovens garotas ao trabalho. Em uma parte da proposta, ela diz:</p>
<blockquote><p><span style="font-size: 10pt;">Accorder des aides sociales aux familles les plus pauvres afin qu’elles ne soient pas contraintes de faire travailler les enfants au lieu des le envoyer à l’école. La scolarité pour cette catégorie de la société devrait être totalement gratuite tant pour l’enseignement que pour l’équipement scolaire. A ce propos, <a href="http://www.aujourdhui.ma/societe-details63537.html">l’opération de distribution de cartables</a> équipés est une bonne initiative qui devrait être étendue dans tout le Royaume.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Donner à l’Association « <a href="http://www.tanmia.ma/article.php3?id_article=6385">Touche pas à mon enfant</a> » (touche pas à mes enfants) ou à une institution publique le droit de recenser et de contrôler le travail des enfants servantes, le droit d’entrer dans les maisons pour discuter avec elles et vérifier si elles sont traitées dignement. Encourager leur éducation et leur alphabétisation. Ouvrir et faire connaitre un centre d’accueil pour les enfants servantes qui veulent fuir d’urgence le foyer dans lequel elles travaillent, afin que plus aucune Zineb Chtet n’èrre dans la rue dans le sang en demandant l’aide d’inconnus…</span></p></blockquote>
<div class="translation">
<div>Conceder ajuda social às famílias mais pobres para que elas não sejam forçadas a enviar seus filhos ao trabalho, e em vez disso enviá-las para a escola. As despesas para essa classe social deve ser completamente grátis, tanto para os materiais de ensino quanto os escolares. Nesse sentido, a <a href="http://www.aujourdhui.ma/societe-details63537.html">operação para distribuir mochilas escolares equipadas com materiais necessários</a> [fr] é uma boa iniciativa que deveria ser estendida por todo o Reino.</div>
<div>Doar à Associação &#8220;<em><a href="http://www.tanmia.ma/article.php3?id_article=6385">Touch pas à mon enfant</a></em>&#8221; [Não toque em meu filho, fr] ou à alguma instituição pública o direito de identificar e monitorar o trabalho de empregados infantis, o direito de entrar nos lares e ter discussões com tais crianças, verificando se estão sendo tratadas com dignidade. Encorajar sua educação e alfabetização. Abrir e divulgar um lugar de refúgio para crianças que trabalham como domésticas fugirem das condições urgentes de seus trabalhos, para que não existam mais outras Zineb Chtets vagando pelas ruas sangrando em busca da ajuda de estranhos&#8230;</div>
</div>
<div>O blogueiro em <em>A Moroccan About the World Around Him</em> conclui seu <a href="http://cabalamuse.wordpress.com/2009/09/01/zainab/">post</a> com uma citação:</div>
<blockquote><p>I am reminded of a speech Mr. Eliezer “Elie” Wiesel gave at the White House in 1999 “The political prisoner in his cell, the hungry children, the homeless refugees — not to respond to their plight, not to relieve their solitude by offering them a spark of hope is to exile them from human memory. And in denying their humanity, we betray our own.”</p></blockquote>
<div class="translation">Eu me recordei de um discurso do Sr. Eliezer &#8220;Elie&#8221; Wiesel na Casa Branca em 1999: &#8220;O prisioneiro político em sua cela, as crianças que passam fome, os refugiados desabrigados - não responder às suas situações, não aliviá-los da solidão ao oferecê-los uma centelha de esperança é o mesmo que exilá-los da memória humana. E ao negar sua humanidade, traímos a nossa.&#8221;</div>
</div>
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		<item>
		<title>Colônia de AIDS do Camboja</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/19/colonia-de-aids-do-camboja/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/19/colonia-de-aids-do-camboja/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 18:06:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cambodia]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[East Asia]]></category>
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		<category><![CDATA[Governança]]></category>
		<category><![CDATA[Humanitário]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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		<description><![CDATA[Vários grupos de direitos humanos acusaram o governo do Camboja de organizar uma verdadeira colônia de AIDS, quando reinstalou 40 famílias portadoras do HIV e AIDS para uma vila a 25 km de distância da cidade de Phnom Pehn.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/mong/">Mong Palatino</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/18/cambodia%E2%80%99s-aids-colony/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Vários grupos de direitos humanos acusaram o governo do Camboja de organizar uma <a href="http://ki-media.blogspot.com/2009/08/cambodia-pushes-aids-colony-far-from.html">verdadeira colônia de AIDS</a>, quando reinstalou 40 famílias portadoras do HIV e AIDS para uma vila a 25 km de distância da cidade de Phnom Pehn.</p>
<p>As famílias eram de <a href="http://khmernews.net/2009/07/people-living-with-hivaids-living-in-fear-of-forced-eviction-2/">Borei Keila</a>, em Phnom Penh. Elas foram <a href="http://ki-media.blogspot.com/2009/07/cambodian-government-accused-of.html">despejadas</a> de suas casas para ceder espaço a um plano de desenvolvimento urbano do governo. As famílias agora vivem na aldeia de Tuol Sambo.</p>
<p>Elas reclamam de sua situação na <a href="http://ki-media.blogspot.com/2009/08/cambodian-hiv-villages-draws.html">&#8220;aldeia da AIDS&#8221;</a>:</p>
<blockquote><p>With inadequate sanitation and no running water, the area is not a health sanctuary for HIV-infected patients, who require personal attention and care.</p>
<p>HIV-infected people living in the village say they have not received any official recognition of ownership rights nor government compensation for their old homes.</p></blockquote>
<div class="translation">Com saneamento inadequado e sem água corrente, a área não é um santuário saudável para pacientes infectados com HIV, que precisam de atenção e cuidado pessoais.</p>
<p>Pessoas infectadas com HIV que moram na aldeia dizem não ter recebido nenhum reconhecimento oficial de propriedade nem compensação dos governos pelas suas casas antigas.</p></div>
<p><em> Details are Sketchy</em> [Detalhes são Imprecisos, em Português] quer encontrar a <a href="http://detailsaresketchy.wordpress.com/2009/07/29/tuol-sambo-aids-colony/">autoridade responsável</a> por essa medida drástica:</p>
<blockquote><p>Who is responsible for this decision? The media should find out. And prosecutors should start preparing a case. Because it’s all but certain that at least one of those 40 HIV-positive people will die as a result of the move. That’s negligent homicide, at least, if not outright premeditated murder.</p></blockquote>
<div class="translation">Quem é o responsável por essa decisão? A mídia deve encontrar. E os promotores devem começar a preparar um caso. Porque é sabido que ao menos uma entre aquelas 40 pessoas soropositivas morrerão por consequência do despejo. Isso é, no mínimo, homicídio negligente, senão assassinato premeditado e aberto.</div>
<p>A Rede Global de Pessoas que vivem com HIV está pressionando o governo Cambojano em lidar com as <a href="http://ki-media.blogspot.com/2009/07/aids-colony-violates-rights.html">preocupações humanitárias</a> das famílias despejdas:</p>
<blockquote><p>* Cease moving HIV-affected families to the Tuol Sambo site;<br />
* Improve conditions at Tuol Sambo to meet minimum standards for adequate shelter, sanitation, and clean water;<br />
* Ensure full access to quality medical services, including antiretroviral treatment, treatment of opportunistic infections, primary health care and home-based care;<br />
* Work with relevant agencies and consult with the families already at Tuol Sambo to address immediate and long-term concerns regarding housing, health, safety, and employment, and reintegration into society in a manner that protects their rights and livelihoods; and<br />
* Employ a transparent and fair screening process to determine eligibility for on-site housing at Borei Keila, and allow eligible families to move in immediately. For those found ineligible, authorities should provide other adequate housing.</p></blockquote>
<div class="translation">* Cessar a mudança de famílias com HIV para Tuol Sambo;<br />
* Melhorar as condições de vida em Tuol Sambo a fim de alcançar os padrões mínimos adequados de abrigo, saneamento, e água tratada.<br />
* Garantir o total acesso a serviços médicos de qualidade, incluindo tratamento antiretroviral, tratamento de possíveis infecções, cuidados básicos de saúde e atendimento em domicílio;<br />
* Trabalhar com agências relevantes e consultar as famílias que já se encontram em Tuol Sambo para que visem cuidados imediatos e em longo prazo que se relacionem  com habitação, saúde, segurança, e empregabilidade, além da reintegração na sociedade de forma que se protejam seus direitos e subsistência; e<br />
* Empregar um processo de triagem justo e transparente para determinar a elegibilidade de um alojamento local em Borei Keila, e permitir a mudança de famílias elegíveis para o alojamento imediatamente. Para os não elegíveis à seleção, as autoridades devem prover outro alojamento adequado.</div>
<p>Escrevendo do <em><a href="http://globalhealth.change.org/blog/view/cambodias_aids_colony">Global Health</a></em> [Saúde Global, em Português], Alanna Shaikh reage à situação:</p>
<blockquote><p>To me, this looks like a classic example of treating people living with AIDS as though they are disposable. They&#39;re going to die anyway, goes the logic, so there is no reason to treat them well. But people with AIDS are still human beings, with rights and skills and the ability to live full lives. Treating as less than human benefits no one.</p></blockquote>
<div class="translation">Para mim, isso parece ser um dos exemplos clássicos de tratar as pessoas que vivem com AIDS como se fossem descartáveis. É a lógica do &#8220;eles vão morrer mesmo, então não há razão para tratá-los bem&#8221;. Entretanto, pessoas com AIDS ainda são seres humanos, com direitos, habilidades e dons para viver suas vidas ao máximo. Tratá-las como menos humanas não beneficia a ninguém.</div>
<p>Mais de <a href="http://www.hrw.org/node/84641">100 grupos locais e internacionais</a> escreveram ao Primeiro Ministro Hun Sene e ao Ministro da Saúde Mam Bunheng pressionando o último a prover um melhor tratamento para as famílias despejadas:</p>
<blockquote><p>The housing conditions at Tuol Sambo are grossly inadequate in terms of size, fire safety, and sanitation. Residents are crowded into poorly ventilated metal sheds that are baking hot in the daytime. There are no kitchens and no running water in the sheds, which are flanked by open sewers, and only one public well to service the evicted families.</p>
<p>While other homeless people from Phnom Penh are slated for relocation to brick houses at an adjacent site at Tuol Sambo, the HIV-affected families from Borei Keila have been placed in a separate settlement with inferior housing, distinguished by green corrugated metal roofing and walls. Even before the evictees were resettled there, local people referred to the green sheds as “the AIDS village.”</p>
<p>The living conditions at Tuol Sambo pose serious health risks, particularly to people with compromised immune systems. The risk to those people living with HIV can be life threatening. Residents report that the heat in the poorly ventilated metal sheds is so intense that they are usually unable to remain in their rooms during the afternoon and they are afraid that their ARV medication will deteriorate in the heat.</p></blockquote>
<div class="translation">As condições de habitação em Tuol Sambo são grosseiramente inadequadas em termos de tamanho, segurança contra incêndio, e saneamento. Os habitantes são alojados em barracas de metal lotadas pouco ventiladas e que durante o dia esquentam bastante. Não há cozinhas ou água corrente nas barracas, que são ladeadas por esgotos abertos, somente um poço público para servir as famílias despejadas.</p>
<p>Enquanto outros desabrigados de Phnom Penh são redirecionados para casas de tijolo em um local adjacente à Tuol Sambo, as famílias afetadas com HIV de Borei Keila foram abrigadas em um espaço separado com habitação inferior, e distintas por ter paredes e tetos de metal ondulado e de cor verde. Mesmo antes dos despejados terem sido colocados ali, a comunidade local se referia às casas de metal verde como &#8220;a aldeia da AIDS.&#8221;</p>
<p>As condições de vida em Tuol Sambo levam a sérios riscos de saúde, particularmente para pessoas com o sistema imunológico comprometido. O risco daquelas pessoas vivendo com HIV pode ameaçar suas vidas. Os habitantes relatam que o calor nas barracas de metal mal ventiladas é tão intenso que eles geralmente não conseguem permanecer em seus quartos durante a tarde e têm medo que o medicamento antiretroviral se deteriore com o calor.</p></div>
<p>A situação das famílias despejadas em seus antigos lares também não era boa, como visto neste vídeo feito por licadho, enviado ao <em><a href="http://hub.witness.org/en/upload/people-living-hivaids-await-eviction">The Hub</a></em> [A Central, em Português]:<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="352" height="270" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://blip.tv/play/Af6QKojoaA" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="352" height="270" src="http://blip.tv/play/Af6QKojoaA" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Blogando com HIV: &#8220;O amor ainda é possível&#8221;</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/13/blogando-com-hiv-o-amor-ainda-e-possivel/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/13/blogando-com-hiv-o-amor-ainda-e-possivel/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 22:57:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Embora seja difícil falar abertamente sobre o assunto, um número cada vez maior de blogueiros soropositivos ao redor do mundo está usando veículos de mídia cidadã para expressar-se sobre como é viver com o HIV]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/rezwan/">Rezwan</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/13/blogging-with-hiv-love-is-still-possible/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<div class="contributors"><em>Conversations for a Better World: Esse artigo é parte de uma série desenvolvida pelo Global Voices para o blog da UNFPA <a title=" Conversations for a Better World" href="http://www.conversationsforabetterworld.com/">Conversations for a Better World</a> · <a title="View all posts in Conversations for a Better World" href="http://globalvoicesonline.org/-/special/conversations-better-world/">Todos os artigos [en]<br />
</a></em></div>
<p>Um número cada vez maior de blogueiros soropositivos ao redor do mundo está usando veículos de mídia cidadã para expressar-se sobre como é viver com o HIV.</p>
<p>Falar abertamente sobre HIV/AIDS pode ser muito difícil. Milhares de pessoas já contraíram o vírus, mas o fato de que ele é tão temido e que pode ser transmitido por meio de relações sexuais significa que as pessoas que vivem com o HIV são normalmente estigmatizadas. Ainda assim, dezenas de indivíduos demonstram bravura narrando suas histórias pessoais e, algumas vezes, atuando como ativistas em defesa de seus direitos ou por um sistema de saúde mais decente, em blogs e fóruns na internet que são abertos ao público e podem ser lidos por qualquer pessoa.</p>
<p><iframe width="425" height="350" frameborder="0" scrolling="no" marginheight="0" marginwidth="0" src="http://maps.google.com/maps/ms?hl=en&amp;ie=UTF8&amp;msa=0&amp;msid=116925014949105791191.00045c9dd6cebd5e130f5&amp;source=embed&amp;ll=27.059126,6.328125&amp;spn=90,-61.171875&amp;output=embed"></iframe><br /><small>Veja o mapa <a href="http://maps.google.com/maps/ms?hl=en&amp;ie=UTF8&amp;msa=0&amp;msid=116925014949105791191.00045c9dd6cebd5e130f5&amp;source=embed&amp;ll=27.059126,6.328125&amp;spn=90,-61.171875" style="color:#0000FF;text-align:left">Blogando Positivamente</a> em tamanho maior</small></p>
<p><strong>África do Sul</strong></p>
<p><a href="http://latifah.wordpress.com/2006/12/22/happy-birthday-to-me/">Busi</a> [en], uma blogueira e poetisa da África do Sul descobriu que havia contraído o vírus em abril de 2006, seis meses após ter sido violentada.</p>
<p>Eis a sua triste história, como ela descreveu em seu blog, <a href="http://latifah.wordpress.com/2006/12/22/happy-birthday-to-me/"><em>My Realities</em></a> [Minhas Realidades, pt]:</p>
<blockquote><p>Not so long ago i discovered that i was HIV+. I was attacked and raped far too many times in order for me to contract the virus. You see, the reason for that is that i am a woman who identifies as lesbian because of my involvement with a woman. My attackers and different rapists did so to show me how it is to be a woman.</p></blockquote>
<div class="translation">Não faz muito tempo que descobri que era soropositiva. Eu fui atacada e estuprada muitas vezes para que eu viesse a contrair o vírus. Sabe, a razão para isso é o fato de que sou uma mulher identificada como lésbica por causa de meu envolvimento com outra mulher. Meus agressores e outros estupradores fizeram isso comigo para me mostrar o que é ser mulher.</div>
<p>Busi <a href="http://latifah.wordpress.com/2007/03/17/goodbye-busisiwe-231281-120307/">não sobreviveu</a> nesse belo mundo, tendo falecido em decorrência da doença em março de 2007. Mas seu blog e poesia continuam como poderosos testemunhos de sua vida, como serão os blogs de outras pessoas, enquanto a cura permaneça desconhecida.</p>
<p><strong>China </strong></p>
<p>O blogueiro chinês <em>Li Xiang</em> foi infectado com o <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/12/01/china-aids-blogger-li-xiangs-unextraordinary-life/">HIV por meio de uma transfusão de sangue</a> quando era ainda adolescente, aluno do segundo grau. Ele começou a blogar em 2005, por volta de seus 20 anos. Em <a href="http://blog.sina.com.cn/s/blog_46f3d7910100byk0.html">uma postagem no início deste ano</a> (em chinês), ele tenta desmitificar a AIDS, afirmando que as pessoas não deveriam ter mais medo da doença do que temem qualquer outro fator causador de mortes, e que ele próprio já não tem mais medo, graças ao avanço  do tratamento médico.</p>
<p><strong>Filipinas<br />
</strong><br />
<em>Kiks</em> é um blogueiro filipino sediado em Kowloon, Hong Kong. Em 2007, ele descobriu que tinha HIV e <a href="http://bikolanongtsekwangbakla.blogspot.com/2007/07/sounding-alarm.html">escreveu</a> sobre como lidar com esse fato:</p>
<blockquote><p>Being HIV positive is not the least bit fascinating.</p>
<p>It is like having a heart disease for life although my doctors told me it was better than having diabetes. With the medicines so readily available nowadays, you can be sure to live longer than cancer patients, anemic or the elderly staying in big polluted cities like Manila.</p></blockquote>
<div class="translation">Ser portador do HIV não é nem um pouco fascinante.</p>
<p>É como ter uma doença cardíaca pelo resto da vida, embora meu médico tenha me dito que é melhor do que ter diabetes. Com os medicamentos tão amplamente disponíveis nos dias de hoje, com certeza se vive mais tempo do que em casos de pacientes com câncer, anemia ou pessoas mais velhas morando em cidades poluídas como Manila.</p></div>
<p><em><a href="http://mylifepositive.com/wpmu/ukguy/2009/07/22/mr-angry-2/">Freerangelife</a></em> é o blog de um rapaz gay do Reino Unido que vive com o vírus do HIV há mais de 20 anos. Em uma postagem recente, ele escreve sobre os perigos de se ignorar as preucações que devem ser tomadas:</p>
<blockquote><p>We have known about HIV for over 20 years, people know the risks. So why does it happen? It happens because we like taking risks and we often think “it will never happen to me”.</p></blockquote>
<div class="translation">A gente tem conhecimento do HIV há mais de 20 anos, as pessoas conhecem os riscos. Então, por que ainda acontece? Acontece porque gostamos de correr riscos e normalmente achamos que “nunca vai acontecer comigo”.</div>
<p><strong>Congo<br />
</strong><br />
<em>Davy Herman Malanda</em> do blog <a href="http://aidsrightscongo.org/?p=103"><em>Aids Right Congo</em></a> [Direitos dos Soropositivos no Congo, en] escreveu sobre os riscos de se deixar que as pessoas saibam sobre a condição do portador do HIV. Ele conta a história Bernadette (pseudônimo), uma jovem que vende roupas usadas no mercado de Tié-Tié em Pointe-Noire, no Congo:</p>
<blockquote><p>Bernadette’s life changed when her friend divulged Bernadette’s HIV status. Her colleagues and clients from the market were informed that she is HIV-positive. Very few clients came to buy at Bernadette’s table. Her life became difficult, and she had difficulty to make ends meet.</p></blockquote>
<div class="translation">A vida de Bernadette mudou quando um amigo divulgou a sua condição de portadora do HIV. Seus colegas, amigos e clientes do mercado foram informados de que ela era soropositiva. Poucos clientes vinham comprar na mesa de Bernadette. A vida dela se complicou, e ficou difícil ganhar o sustento.</div>
<p><em>Aurelie</em>, de Brazzaville, capital do Congo, <a href="http://aidsrightscongo.org/?p=111">descreve</a> seu choque ao descobrir que tinha HIV:</p>
<blockquote><p>Initially, it hit me like a ton of bricks. I saw my life change instantly, and the thoughts kept multiplying in my mind.</p></blockquote>
<div class="translation">Inicialmente, foi como se uma tonelada de tijolos tivesse caído sobre mim. Vi meu mundo mudando instantaneamente, e os pensamentos insistiam em se multiplicar em minha cabeça.</div>
<p>Ela também escreve que, graças ao apoio de sua família e de uma organização não governamental, leva uma vida normal.</p>
<p><strong>Estados Unidos</strong></p>
<p><em>Michelle</em>, dos Estados Unidos, diz que <a href="http://blogs.poz.com/michelle/">“o amor ainda é possível”</a> [en] depois do HIV e conta como ela conheceu seu novo parceiro em um blog da rede internacional <a href="http://blogs.poz.com/"><em>POZ Blog</em></a>. Ela deixa ainda um conselho:</p>
<blockquote><p>To those newly infected or those who are tired of being alone, don&#39;t lose hope. Don&#39;t give up on love. It will come when you least expect it and when you need it the most.</p></blockquote>
<div class="translation">Para aqueles que acabaram de serem infectados ou os que estão cansados da solidão, não percam as esperanças. Não desistam do amor. Ele chegará quando você menos esperava e mais precisava.</div>
<p><strong>Quênia</strong></p>
<p>Ser soropositivo não significa que você estará condenado a não se divertir por causa da discriminação. <em><a href="http://rising.globalvoicesonline.org/repacted/2008/12/03/world-aids-day-mr-and-miss-red-ribbon-2008/">Mr. and Miss Red Ribbon</a></em> é um desfile de moda sem fins lucrativos organizado anualmente pelo grupo jovem Nakuru, no Quênia. Blogueira soropositiva <em>Maureen</em>, que faz parte do grupo <a href="http://rising.globalvoicesonline.org/projects/repacted-kenya/">REPACTED</a> do projeto de blogs <a href="http://rising.globalvoicesonline.org/">Rising Voices</a> foi uma das candidatas e <a href="http://maureenakinyi.blogspot.com/2008/12/blogging-positively.html">compartilha sua experiência</a>:</p>
<blockquote><p>I have been contesting since 2006 and have been enjoying every moment of the event because of one thing, effective reduction of stigma and discrimination. Mr. and Miss Red Ribbon brings together both affected and infected to celebrate beauty in a unique way. During the event audience appreciate beauty by seeing models but not the affected or the infected.</p></blockquote>
<div class="translation">Desfilo desde 2006 e gosto de cada momento do evento por causa de uma coisa: a redução real do estigma e da discriminação. <em>Mr. and Miss Red Ribbon</em> junta tantos os afetados quanto os infectados de uma forma exclusiva. Durante o evento, a platéia aprecia a beleza de ver o desfile de  modelos, e não de afetados ou infectados.</div>
<p><em>O <a href="http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&amp;hl=en&amp;msa=0&amp;msid=116925014949105791191.00045c9dd6cebd5e130f5&amp;ll=24.527135,14.765625&amp;spn=120.298584,316.40625&amp;z=2">mapa do Global Voices de blogueiros soropositivos</a> acima destaca as vozes de blogueiros portadores e daqueles que cuidam deles, e outras iniciativas de mídia cidadã relacionadas ao HIV/AIDS. Ao clicar nos links do mapa, você encontrará mais algumas dessas histórias incríveis.</em></div>
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		<title>Zimbábue: Faces da crise e um grito por ajuda</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/06/16/zimbabue-faces-da-crise-e-um-pedido-de-ajuda/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 21:30:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
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		<description><![CDATA[A organização da Aliança Mundial CIVICUS para Participação Cidadã [en] publicou oTime 2 Act [Hora de agir], um vídeo online no qual as pessoas no Zimbábue apresentam as várias formas da crise pela que passa o país está dizimando a população e a qualidade de vida dos sobreviventes. No vídeo a seguir, dividido em três partes, cidadãos discutem como a mega desvalorização da moeda está afetando a oportunidade de se alimentarem e vestirem; fala também sobre violência e pede ajuda dos mediadores, como a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juliana-rincon-parra/">Juliana Rincón Parra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/06/12/zimbabwe_faces_of_the_crisis_and_a_cry_for_help/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<div id="attachment_79656" class="wp-caption alignleft" style="width: 105px;"><a href="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/civicus.jpg"><img class="size-full wp-image-79656" title="civicus" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/civicus.jpg" alt="Civicus.org" width="95" height="82" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">Civicus.org</p>
</div>
<p>A organização da <a href="http://www.civicus.org/">Aliança Mundial CIVICUS para Participação Cidadã</a> [en] publicou o<em>Time 2 Act</em> [Hora de agir],  um <a href="http://www.youtube.com/user/civicusworldalliance">vídeo online</a> no qual as pessoas no Zimbábue apresentam as várias formas da crise pela que passa o país está dizimando a população e a qualidade de vida dos sobreviventes. No vídeo a seguir, dividido em três partes, cidadãos discutem como a mega desvalorização da moeda está afetando a oportunidade de se alimentarem e vestirem; fala também sobre violência e pede ajuda dos mediadores, como a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Comunidade_para_o_Desenvolvimento_da_%C3%81frica_Austral">Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral</a>.</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=pSKb7K6ex1I">A parte 1 of do vídeo</a> começa com um jovem estudante falando como não são livres os zimbabuanos: eles não são livres para se alimentar, se vestir, se nutrir, a aprender de professores com salários decentes, nem são livres para buscar assistência nos hospitais caso estejam doentes ou adquirir coisas por causa do uso de sua moeda: Rands em vez de dólares zimbabuanos. A situação piorou a tal ponto que as pessoas acreditam que o sistema quebrou em muitos pontos: saúde, segurança, economia e governo. A respeito da saúde, pessoas doentes chegam nos hospitais e ali morrem por falta de atenção. E mesmo assim, não há respeito pelos mortos: as famílias têm que pagar quantias extraordinárias para que os necrotérios busquem os corpos.</p>
<p><object width="425" height="258" data="http://www.youtube.com/v/pSKb7K6ex1I&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/pSKb7K6ex1I&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Aqui está a <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Ptf8K2yK_RE">segunda parte</a> do vídeo, falando sobre como a nova queda econômica está afetando a comunidade: salários pagos em dólares zimbabuanos têm que ser convertidos em outra moeda mais estável, o Rand sulafricano, e não é nem o suficiente para comprar as necessidades básicas. Outro assunto discutido são as violações aos direitos humanos e as limitações que o país encara em relação à liberdade de expressão:</p>
<p><object width="425" height="258" data="http://www.youtube.com/v/Ptf8K2yK_RE&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Ptf8K2yK_RE&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>A <a href="http://www.youtube.com/watch?v=JVtuxHAxRWk">terceira e última parte</a> do vídeo é um grito por ajuda e apoio dos órgãos mediadores, da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral e ao governo da África do Sul. Eles desejam que a situação seja levada a sério e que a antiga &#8216;cesta de pão da África&#39; [NdT: região dedicada à colheita de grãos], que atualmente chamam de &#8216;cesta de lixo da África&#39;.</p>
<p><object width="425" height="258" data="http://www.youtube.com/v/JVtuxHAxRWk&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/JVtuxHAxRWk&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></div>
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		<item>
		<title>Paraguai: Resposta do governo para chegada do vírus H1N1</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/06/15/paraguai-resposta-do-governo-para-chegada-do-virus-h1n1/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/06/15/paraguai-resposta-do-governo-para-chegada-do-virus-h1n1/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 18:55:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
		<category><![CDATA[Paraguay]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Spanish]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Novos casos do vírus AH1N1 foram confirmados no Paraguai. O total de pessoas infectadas subiu para 25, entretanto não foram relatadas mortes associadas ao vírus. Blogueiros refletem sobre os passos que o governo está dando para informar ao público e como está atuando pela detecção nos aeroportos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/belen-bogado/">Belen Bogado</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/06/15/paraguay-governmental-response-to-arrival-of-h1n1-virus/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>Há alguns dias, novos casos do <a href="http://globalvoicesonline.org/specialcoverage/swine-flu-outbreak-2009/">vírus AH1N1</a> [en] foram confirmados no Paraguai. Os casos vêm de cidadãos que acabam de chegar de viagens da Argentina, país que se  tornou uma das principais fontes de transmissão do vírus para o Paraguai. O total de pessoas infectadas <a href="http://www.abc.com.py/2009-06-10/articulos/529772/se-confirman-otros-veinte-casos-de-gripe-h1-en-el-pais">aumentou para 25, de acordo com o jornal ABC Color newspaper</a> [es]. Até agora, não há nenhuma morte relacionada com o vírus e todas as pessoas infectadas apresentaram somente os sintomas habituais de uma gripe de temporada.</p>
<p>Um grupo de cinco estudantes infectados eram da escola particular &#8220;Santa Clara&#8221;, na capital <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Assun%C3%A7%C3%A3o">Assunção</a>. Aparentemente, a informação sobre os casos detectados na escola particular não foi descoberta até que um dos estudantes com o vírus já estivesse recuperado dos sintomas. Autoridades do governo disseram que os nomes de escolas com estudantes infectados não serão expostos a público. Esta atitude de guardar firmemente os nomes, por agentes de saúde e autoridades das escolas, preocupam alguns cidadãos. A blogueira Mabel Rehnfeldt, de <em>El Dedo en la Llaga [es]</em>, <a href="http://www.abc.com.py/blogs/post/926/gripe-colegios-informacion">descreveu a situação, tanto como jornalista quanto como mãe</a> [es]:</p>
<blockquote><p>Me pregunto qué pasa con el derecho a saber que tenemos los padres de colegios afectados y no afectados para poder ejercer el deber de precautelar a otros niños y niñas sanos/as?<br />
Un especialista epidemiólogo, de los mejores que conozco en el país, pidió que se socialice la información, que se colectivice. Aquí no se trata de satanizar ningún colegio -mucho menos dar identidades de los pacientes por el tema de la confidencialidad obligada por el juramento hipocrático- es apenas INFORMAR a la opinión pública en qué colegios ya hay casos sospechosos.</p></blockquote>
<div class="translation">Me questiono o quê acontece com o direito que temos, nós pais, de saber quais os colégios afetados e não afetados para poder exercer o dever de resguardar outros meninos e meninas sãos/sãs?<br />
Um especialista epidemiologista, dos melhores que conheço no país, pediu que a informação fosse socializada, que se tornasse coletiva. Aqui não se trata de satanizar nenhum colégio - muito menos dar as identidades dos pacientes, por causa da confidencialidade obrigada pelo juramento hipocrático - é apenas para informar à opinião pública em quais colégios já há casos suspeitos.</div>
<p>Contrastando com os escassos esforços para espalhar a informação a respeito de quais escolas têm o vírus, o governo está impondo medidas complementares, como controle de fronteira para prevenir a propagação do vírus AH1N1 no Paraguai. É o que a jornalista e blogueira Gloria Rolon <a href="http://www.ultimahora.com/home/index.php?p=weblog_detalle&amp;idBlogPost=1936">diz sobre sua experiência</a> [es]:</p>
<blockquote><p>Es que al descender del avión y abandonar la manga de desembarco, la recepción que le dan a uno es sencillamente sorprendente. Todo, pero absolutamente todo el personal en tierra luce impecables tapabocas y guantes de látex.</p>
<p>Confieso que no sé si las medidas en cuestión serán efectivas o no para evitar un contagio masivo, pero debo reconocer que lo que al principio fue una sorpresa para mí, luego se transformó en una agradable sensación de satisfacción con la tarea desplegada por las autoridades sanitarias en Paraguay.</p></blockquote>
<div class="translation">Acontece que ao descer do avião e abandonar o portão de desembarque, a recepção que se recebe é simplesmente surpreendente. Todo, mas absolutamente todo, o pessoal em terra reluz impecáveis máscaras e luvas de látex.</p>
<p>Confesso que não sei se as medidas em questão serão eficazes ou não para evitar o contágio massivo, mas devo reconhecer que no começo foi uma surpresa para mim, logo se transformou em uma agradável sensação de satisfação com a tarefa feita pelas autoridades sanitárias no Paraguai.</p></div>
<p>A gripe suína foi declarada como uma pandemia global no dia 11 de junho de 2009. Esta é a primeira vez, em 41 anos, que a Organização Mundial de Saúde declara a existência de uma pandemia mundial.</p></div>
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		<title>Marrocos: Cuidando dos Animais</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/05/06/marrocos-cuidando-dos-animais/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/05/06/marrocos-cuidando-dos-animais/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 06 May 2009 22:29:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Middle East & North Africa]]></category>
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		<category><![CDATA[Photos]]></category>
		<category><![CDATA[Relações Internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[O American Fondouk é um hospital para animais em Fez, no Marrocos, que foi fundado em 1920 e é financiado pela Massachusetts Society for the Prevention of Cruelty to Animals (MSPCA - Sociedade de Massachusetts para Prevenção contra Crueldade com Animais). O Hospital, que provê cuidados para animais de grande e pequeno porte, emprega principalmente veterinários e funcionários marroquinos, contudo, o American Fondouk ganhou recentemente visibilidade na blogosfera por conta dos esforços blogueiros de um veterinário visitante, o Dr. Dan Biros de Boston. Dr. Biros, que é especialista em oftalmologia animal, está escrevendo uma crônica de seu trabalho no Fondouk em seu blog oficial.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/jillian-york/">Jillian C. York</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/05/05/morocco-taking-care-of-animals/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>O <a href="http://mspca.convio.net/site/PageServer?pagename=fondouk_home">American Fondouk</a> [en] é um hospital para animais em Fez, no <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Marrocos">Marrocos</a>, que foi fundado em 1920 e é financiado pela <a href="http://www.mspca.org/">Massachusetts Society for the Prevention of Cruelty to Animals</a> [en] (MSPCA - Sociedade de Massachusetts para Prevenção contra Crueldade com Animais). O Hospital, que provê cuidados para animais de grande e pequeno porte, emprega principalmente veterinários e funcionários marroquinos, contudo, o American Fondouk ganhou recentemente visibilidade na blogosfera por conta dos esforços blogueiros de um veterinário visitante, o Dr. Dan Biros de Boston. Dr. Biros, que é especialista em oftalmologia animal, está escrevendo uma crônica de seu trabalho no Fondouk em seu <a href="http://www.mspca.org/site/PageServer?pagename=fondoukblog">blog oficial</a> [en]. Em um post recente, ele <a href="http://www.mspca.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=14321&amp;security=2001&amp;news_iv_ctrl=-1">fala sobre</a> [en] questões de cuidados com animais no Marrocos.</p>
<blockquote><p>It is not clear to me precisely how much knowledge Moroccan pet owners have about taking good care of their pets. The human animal bond is universal, but there are distinct cultural differences regarding how appropriate pet care should be administered. Issues of animal cruelty abound everywhere and it was for this reason that the American Fondouk was founded more than 80 years ago. I am convinced that the Fondouk’s staff members continuously help the local population understand what it takes to provide adequate care for an animal at every opportunity. This is not an easy task. They work by example. It is very reassuring to see this each day I am here.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Não é muito claro para mim precisamente quanto conhecimento os proprietários de animais marroquinos tem sobre como tomar conta de seus animais. A ligação entre humanos e animais é universal, mas há diferenças culturais distintas (sic) sobre como os cuidados animais apropriados devem ser administrados. Problemas com crueldade contra animais acontecem em todos os lugares, e foi por esta razão que o American Fondouk foi fundado a mais de 80 anos atrás. Eu estou convencido de que os membros da equipe do Fondouk ajudam continuamente a população local a entender o que é necessário para se prover cuidados adeqados para um animal em todas as situações. Esta não é uma tarefa fácil. Eles trabalham dando exemplos. É muito reconfortante ver isso cada dia que estou aqui.&#8221;</div>
<p>Na última noite da estada do Dr. Biros em Marrocos, ele <a href="http://www.mspca.org/site/News2?page=NewsArticle&amp;id=14351&amp;security=2001&amp;news_iv_ctrl=-1">escreveu</a> [en]:</p>
<blockquote><p>To me, paradise is not the utter fulfillment of one’s desires and the absolute elimination of every bad thing; rather it is the act of giving and receiving, exchanging our gifts to one another no matter how great or small. Paradise is ensuring that we are an active participant, to the best of our ability, in this sometimes crazy world and consciously soaking it all in along the way. No matter how one defines paradise, I feel that part of the definition is the wish for paradise to endure.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Para mim, o paraíso não é a realização de todos os desejos de uma pessoa e a absoluta eliminação de todas as coisas ruins; e sim o ato de dar e receber, partilhar nossas dádivas uns com os outros não importa quão grandes ou pequenas elas sejam. O paraíso é assegurar-se de que nós somos uma parte ativa, no melhor de nossas habilidades, neste mundo por vezes tão louco, e estar conscienciosmente mergulhado nele durante todo o caminho. Não interessa como uma pessoa define o paraíso, eu sinto que uma parte da definição é o desejo de que o paraíso dure.&#8221;</div>
<p>Finalmente, Dr. Biros escreveu sobre suas experiências em sua última noite em Fez:</p>
<blockquote><p>Alicia and I were invited by a Berber family for dinner and company tonight. A man who sells carpets, a complete stranger we met only the day before in the medina, had us over for chicken couscous, tea and conversation. His wife and two teenage daughters were there and the oldest daughter made henna designs on Alicia’s hands and arms. Henna is a beautiful ornate art of India and Arabia that goes back centuries. We talked of family and work, and shared the meal from a single large bowl as is traditional in Morocco, each of us using our own spoon.</p>
<p>The apartment was modest but had everything one needs, a kitchen, family room and sleeping quarters. It also provided a fine view of the medina from the rooftop, where you felt a bit like a bee in a large honeycomb. As we looked out at the labyrinth of the city we realized how very welcome we are here and at the very same time how very far away from home we found ourselves. How often would something like this happen in Boston? The whole evening was mesmerizing and as dizzying as it was comforting. This is paradise.</p>
<p>Until we write again,<br />
M’a ssalama (peace and goodbye)</p>
<p>Dr. Biros</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Alicia e eu fomos convidados por uma família bérbere para jantar e os fazer companhia hoje a noite. Um homem que vende tapetes, um completo estranho que conhecemos ontem na medina, nos convidou para comer cuscuz de frango, tomar chá e conversar. Sua esposa e suas duas filhas adolescentes estavam lá, e sua filha mais velha fez desenhos de henna nas mãos e braços de Alicia. A henna é uma bela arte ornamental indiana e árabe que data de séculos atrás. Nós falamos sobre família e trabalho, e partilhamos nossa refeição de uma única grande bacia como é tradicional no Marrocos, cada um de nós usando sua própria colher.</p>
<p>O apartamento era modesto mas tinha tudo que se pode precisar, uma cozinha, uma sala de estar para a família e quartos de dormir. E tinha também uma bela vista da medina de cima do telhado, onde você se sentia um pouco como uma abelha em uma colméia gigante. Enquanto olhávamos para os labirintos da cidade nós percebemos o quão bem vindos nós somos aqui e ao mesmo o tempo quão longe de casa estávamos. Quão frequentemente uma coisa como aquelas aconteceria em Boston? A noite inteira foi fascinante, ao mesmo tempo estonteante e confortante. Isto é o paraíso.</p>
<p>Até escrevermos novamente,<br />
M&#39;a ssalama (paz e adeus)</p>
<p>Dr. Biros&#8221;</p></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img title="Mural" src="http://farm4.static.flickr.com/3304/3447463899_a0f9f1e3b4.jpg" alt="Um mural no American Fondouk" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Um mural no American Fondouk</p></div>
<p>A blogueira por trás do <em>Près do Puits</em> também escreveu recentemente sobre o Fondouk, onde ela levou seus gatos para serem vacinados. A blogueira <a href="http://presdupuitsinmorocco.blogspot.com/2009/05/american-fondouk-in-fez-animal-hospital.html">disse</a> [en]:</p>
<blockquote><p>In Fez, there is an amazing, almost magical, place. This is the American Fondouk, an animal hospital founded in the 1920s by Sidney Haines Coleman, who cared about the health of the working animals of Morocco. Almost a century later, the Fondouk - which means hotel in Arabic - still treats for free thousands of animals every year. Lots of working animals - mares and donkeys -, but also cats and dogs (though I guess they didn’t treat many of those in the 1920s).</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Em Fez, há um lugar maravilhoso, quase mágico. É o American Fondouk, um hospital para animais fundado em 1920 por Sidney Haines Coleman, que se importava com a saúde dos animais de trabalho do Marrocos. Quase um século depois, o Fondouk &#8212; que significa hotel em arábico &#8212; ainda trata gratuitamente de milhares de animais todos os anos. Muitos animais de trabalho &#8212; éguas e jumentos &#8212; mas também gatos e cães (embora eu ache que eles não tratavam de muitos desses em 1920).</div>
<p>Ela também publicou uma série de fotos do Fondouk e seus pacientes:</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 385px"><img title="Paciente" src="http://farm4.static.flickr.com/3567/3447466237_d275158997.jpg" alt="Um paciente do American Fondouk" width="375" height="500" /><p class="wp-caption-text">Um paciente do American Fondouk</p></div>
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		<title>Vídeos do Mundo: Perspectivas da “Gripe Suína”, Humor e uma Pitada de Ceticismo</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/05/04/videos-do-mundo-perspectivas-da-%e2%80%9cgripe-suina%e2%80%9d-humor-e-uma-pitada-de-ceticismo/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/05/04/videos-do-mundo-perspectivas-da-%e2%80%9cgripe-suina%e2%80%9d-humor-e-uma-pitada-de-ceticismo/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 04 May 2009 16:33:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Nemer Neto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Australia]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[French]]></category>
		<category><![CDATA[Mexico]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Spanish]]></category>
		<category><![CDATA[Video]]></category>

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		<description><![CDATA[Vídeos tendem a refletir o estado de espírito das pessoas em um certo momento no tempo. As pessoas reagem de diferentes formas no combate de crises, e para todos aqueles que tem lido, visto e consumido informação sobre a “Gripe Suína” (devidamente conhecida como Influenza vírus A subtipo H1N1), pode ficar complicado não só para separar as informações factuais dos rumores, mas também para lidar com as novas restrições e recomendações. Alguns encontram um caminho de compartilhar o estado de espírito através de vídeos, e isso é o que eu trago pra vocês hoje: vídeos de pensamentos provocantes, céticos, musicalmente tendenciosos, criativos e humorísticos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juliana-rincon-parra/">Juliana Rincón Parra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/luiznemer/'>Luiz Nemer Neto</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/05/01/world-video-swine-flu-perspectives-humor-and-a-grain-of-salt/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Vídeos tendem a refletir o estado de espírito das pessoas em um certo momento no tempo. As pessoas reagem de diferentes formas no combate de crises, e para todos aqueles que tem lido, visto e consumido informação sobre a “Gripe Suína” (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Influenza_A_virus_subtype_H1N1">devidamente conhecida como Influenza vírus A subtipo H1N1</a>), pode ficar complicado não só para separar as informações factuais dos rumores, mas também para lidar com as novas restrições e recomendações. Alguns encontram um caminho de compartilhar o estado de espírito através de vídeos, e isso é o que eu trago pra vocês hoje: vídeos de pensamentos provocantes, céticos, musicalmente tendenciosos, criativos e humorísticos.</p>
<p>Primeiro temos <a href="http://www.youtube.com/watch?v=kMEFCRbbi0g">os Atomicos</a>, uma banda de rock indie de Puebla, que escreveu uma música e postou um vídeo com legendas em inglês a respeito da gripe suína e das diferentes medidas tomadas. O vídeo também foi traduzido para o francês pelo <a href="http://www.lepost.fr/perso/le-buzz-dorothee/">videoblog Le Buzz Dorothée</a>. Os vídeos da banda e outras canções não relacionadas à gripe suína podem ser encontradas na <a href="http://www.myspace.com/atomicos">página do MySpace</a> deles.</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/kMEFCRbbi0g&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;hl=es&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/kMEFCRbbi0g&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;hl=es&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Grandes bandas também estão lucrando sobre Gripe Suína: The Agrupación Cariño tem a Influenza Cumbia, que foi dublada em inglês, para prazer de ouvir de muito mais pessoas. A seguir está a <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Auy3mnCgPF0">versão em inglês</a>, e depois dela você pode ver também a <a href="http://www.youtube.com/watch?v=fqkBWpnPi0g">versão em espanhol</a>.</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/Auy3mnCgPF0&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;hl=es&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Auy3mnCgPF0&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;hl=es&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/fqkBWpnPi0g&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;hl=es&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/fqkBWpnPi0g&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;hl=es&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=7D9IF4KWgVI">O grupo Bandaloz de Durango</a> no México também produziu uma canção do Influenza bem cativante, em que eles cantam sobre todas as medidas de segurança necessárias para se proteger do vírus:</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/68lansF4EGE&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=es&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/68lansF4EGE&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=es&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>No México, as pessoas também tem feito vídeos sobre como a vida tem sido para aqueles que vivem nas cidades, como a situação está sendo encarada desde o início. shizo79 postou esse vídeos feito nas ruas da Cidade do México, onde das poucas pessoas que estão do lado de fora nas ruas algumas tem suas máscaras vestidas, algumas não usam máscaras, e outras usam as máscaras em torno dos pescoços:</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/BDCA-8Qk9lg&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;hl=es&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/BDCA-8Qk9lg&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;hl=es&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Essa <a href="http://www.youtube.com/watch?v=ZeNgUBCMFRU">graciosa menina mexicana chamada Jimena</a> escreveu uma música sobre como a vida está indo para estudantes como ela, e o ritmo agradável e letras pungentes refletem o que as medidas de segurança estão fazendo para os cidadãos. Parte da letra de sua música <em>Acabaram as Máscaras</em> (<a href="http://www.youtube.com/watch?v=ZeNgUBCMFRU">que no artigo original foi traduzido para o inglês</a>) diz:</p>
<blockquote><p>CORO<br />
Maldita influenza<br />
Ya no puedo salir de mi casa<br />
Las noticias me dicen descansa<br />
Naaaaananaaaanaanaaaaaa<br />
No te pongas a decir tonterías por que<br />
No es el fin del mundo todavía</p>
<p>Se terminaron los cubre bocas<br />
Un aviso en la puerta: no hay vacunas hasta noviembre<br />
La gente está cada vez más loca<br />
Compras de pánico de por si hay comida poca</p>
<p>Bares conciertos y festivales<br />
Tokines antros y hasta  restaurantes<br />
Los cines  cafés y unos xv años<br />
Todo fue cerrado para mantenernos sanos</p></blockquote>
<div class="translation">REFRÃO<br />
Maldita Influenza<br />
Não posso sair da minha casa<br />
As notícias me dizem para descansar<br />
Naaaaananaaaanaanaaaaaa<br />
Não comece a falar besteira porque<br />
Ainda não é o fim do mundo</p>
<p>Acabaram as máscaras<br />
Um aviso na porta: não tem vacinas até novembro<br />
As pessoas estão cada vez mais loucas<br />
Compras em pânico caso não haja comida suficiente</p>
<p>Bares, concertos e festivais<br />
shows, “antros” e até restaurantes (meio que rimou, oba)<br />
os cinemas, cafés e alguns aniversários de 15 anos<br />
tudo foi cancelado para nos mantermos saldáveis</p></div>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/ZeNgUBCMFRU&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;hl=es&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ZeNgUBCMFRU&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;hl=es&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>E o resto do mundo? Da Austrália onde um caso de Gripe Suína já foi confirmado, Natalie publicou no <a href="http://www.youtube.com/watch?v=jwm45MHV2jM">canal de sua comunidade</a> um vídeo comentando sobre as reações paranóicas que as pessoas tem tido com qualquer um que cometa o erro de tocir ou espirrar:</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/jwm45MHV2jM&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;hl=es&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/jwm45MHV2jM&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;hl=es&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>E por último mas não menos importante: foi só uma questão de tempo até alguém surgir com um vídeo game para a gripe suína. No <a href="http://www.swinefighter.com/">SwineFighter</a> você tem que apontar uma seringa para os porcos voadores ao longo de um mapa, inoculando neles e prevenindo o vírus de se propagar antes que o tempo termine. Você pode jogar <a href="http://www.swinefighter.com/">AQUI</a>.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/05/04/videos-do-mundo-perspectivas-da-%e2%80%9cgripe-suina%e2%80%9d-humor-e-uma-pitada-de-ceticismo/feed/</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>México: Epidemia de gripe suína deixa país em alerta</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/26/mexico-epidemia-de-gripe-suina-deixa-pais-em-alerta/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/26/mexico-epidemia-de-gripe-suina-deixa-pais-em-alerta/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 26 Apr 2009 11:47:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Spanish]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Autoridades de saúde mexicanas estão preocupadas com a epidemia de gripe suina, que já causou a morte de 68 pessoas na Cidade do México, e deixou outras 1.000 pessoas adoecidas. O que torna essa febre altamente preocupante é o fato das mortes envolverem jovens, e não pessoas de grupos mais vulneráveis. Nas ruas da capital, moradores tomam precauções para evitar o vírus, enquanto outros aguardam para ver se ele se espalha.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/eduardo-avila/">Eduardo Avila</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/04/25/mexico-concern-over-swine-flu-outbreak/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>Autoridades de saúde mexicanas estão preocupadas com a epidemia de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gripe_su%C3%ADna">gripe suína</a>, que já causou a <a href="200904251442344582">morte de 68 pessoas na Cidade do México</a> e deixou outras mil pessoas adoecidas. O que torna essa febre altamente preocupante é o fato das mortes envolverem jovens, e não pessoas de grupos mais vulneráveis. Nas ruas da capital, moradores tomam precauções para evitar o vírus, enquanto outros aguardam para ver se ele se espalha.</p>
<p>A epidemia levou ao fechamento de <a href="http://www.dfinitivo.com/archivos/2009/04/24/museos-de-inah-tambien-suspenderan-actividades/">museus</a> [es] e escolas, além do cancelamento de <a href="http://www.dfinitivo.com/archivos/2009/04/24/secretaria-de-cultura-suspende-eventos-de-todo-el-fin-de-semana/">eventos culturais </a>[es] e de até mesmo de várias partidas de futebol marcadas para o fim de semana.</p>
<p>Defeña Salerosa do <em>Esta Maraña de Contradicciones [es]</em> <a href="http://alephinfinito.blogspot.com/2009/04/estamos-enfermos.html">resume as reações</a> dos mexicanos frente à epidemia:</p>
<blockquote><p>Los que piensan que todo esto es una medida gubernamental para tapar algo “chupacabras style”-”cortina de humo”, y ese algo quien sabe qué podría ser: amenazas del narcotráfico, chanchullos bursátiles, etc. Los que creen ciertamente que estamos llegando a una pandemia. Los que consideran exageradas y extremas las medidas del sector salud y el gabinete presidencial. Los que están asustadísimos y no quieren salir de casa y de hacerlo, porta tapabocas o bufandas (sí, con este pinche calor ví a dos con ¡bufandas!). Los que ya sienten escosor y mucosidad en sus vías repiratorias. Los que se rompen la cabeza buscando el comentario/frase más sarcástico y jocoso del asunto.</p></blockquote>
<div class="translation">
<p>Há aqueles que acham que trata-se de uma medida governamental para tapar algo “no estilo chupacabras” - “cortina de fumaça”, e esse algo quem sabe poderia ser: ameaças do narcotráfico, golpes na bolsa de valores, etc. Há os que acreditam que estamos mesmo chegando a uma epidemia. Alguns consideram as medidas do departamento de saúde do gabinete presidencial exageradas. Outros estão assustadíssimos e não querem sair de casa, e que, ao fazê-lo, colocam máscaras ou cachecois (sim , com todo esse calor, vi gente com cachecol!). Uns que já sentem a mucosidade em suas vias respiratórias. Os demais quebram a cabeça em busca do cometário/frase mais sacárstica e engraçada sobre o assunto.</p></div>
<p>Da Cidade do México, Daniel Hernandez do <em>Intersections</em> traz as últimas notícias em seu blogue e um relato sobre o cenário nas ruas da capital na sexta à noite:</p>
<blockquote><p>But what are things like on the street right now? People are out and about, only every other pedestrian is wearing a surgical mask. Some arty party events tonight have been canceled, but otherwise, D.F. life as normal, if just a bit more surreal than usual.</p></blockquote>
<div class="translation">Mas como estão as coisas nas ruas nesse exato momento? As pessoas estão para lá e para cá, apenas um ou outro pedestre passa com máscara cirúrgica. Alguns eventos artísticos marcados para hoje a noite foram cancelados, mas fora isso a vida no distrito federal segue seu curso normal, talvez só um pouco mais surreal que de costume.</div>
<p>A usuária do Flickr <a href="http://www.flickr.com/photos/lavictoria/">Victoria</a>, que trabalha como professora na Cidade do México, comentou na postagem de Hernandez sobre a chegada à escola na sexta de manhã:</p>
<blockquote><p>As I walked in, I immediately noticed that i I didn&#39;t see any students.</p>
<p>Then they told me, oh, it&#39;s because of the outbreak of influenza, and then I vaguely remembered recieving at text message from UNONOTICIAS at midnight.</p>
<p>Then I hung out and listened to all my Mexican colleagues talk about how this is the first time this has ever happened, and speculate about how bad the situation truly might be, for these measures to be taken. Then I went home, on the metro, with my blue face mask on.</p></blockquote>
<div class="translation">Ao entrar, imediatamente notei que não vi nenhum estudante.</p>
<p>Me disseram, ah, é por causa da epidemia de gripe, e aí eu me lembrei vagamente de ter recebido uma mensagem de texto da UNONOTICIAS à meia-noite.</p>
<p>Fiquei por ali e ouvi todos os colegas mexicanos contarem que essa é a primeira vez que isso acontece, e especular sobre o quão ruim a situação pode vir a ser para que essas medidas tenham sido tomadas. Em seguida foi para casa, de metrô, com minha máscara azul no rosto.</p></div>
<p>Alguns blogueiros estão publicando dicas no caso de alguém contrair e para evitar gripe, como Ana Maria Salazar, <a href="http://www.anamariasalazar.com/2009/04/puedo-comer-puercocan-i-eat-pork.html">que informa que apesar do nome da gripe ela não pode ser contraída por meio da ingestão da carne de porco</a> [es].</p>
<p>O governo planeja vacinar trabalhadores da saúde contra a gripe, mas ainda não há vacinas disponíveis para a população em geral. Nesse exato momento, a recomendação é que as pessoas lavem as mãos com frequência e cubram o rosto ao tossir ou espirar, dentre outras medidas.</p></div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Brasil: Sobre a condenação do Vaticano no caso de aborto da menina estuprada</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/13/brasil-sobre-a-condenacao-do-vaticano-no-caso-de-aborto-da-menina-estuprada/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/13/brasil-sobre-a-condenacao-do-vaticano-no-caso-de-aborto-da-menina-estuprada/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 13 Mar 2009 03:58:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brazil]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Criança]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma menina de 9 anos estuprada continuamente e engravidada pelo padrasto teve garantido o direito de abortar legalmente no Brasil. Depois da cirurgia, a Igreja Católica excomungou a mãe, o médico e a equipe responsável pela operação. O assunto despertou um grande debate no Brasil: até onde vai o papel da igreja na sociedade?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/carlos-dutra/">Carlos Dutra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/12/brazil-on-the-vaticans-condemnation-of-raped-childs-abortion/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div class="wp-caption alignright" style="width: 209px"><a href="http://www.flickr.com/photos/severo/224097803/"></a><a href="http://www.flickr.com/photos/severo/224097803/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-61165" title="224097803_9b6268cbaf" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/224097803_9b6268cbaf-199x300.jpg" alt="224097803_9b6268cbaf" width="199" height="300" /></a><br />
<p class="wp-caption-text">Olinda and Recife&#39;s archbishop, dom José Cardoso Sobrinho, by Alexandre Severo, published under a Creative Commons license</p></div>
<p>Na última semana de fevereiro, uma menina de apenas 36 quilos, 1,33 metro, e 9 anos de classe média-baixa, na cidade de Alagoinha, no Pernambuco, reclamou de fortes dores na barriga. Acompanha por sua mãe até uma unidade de saúde, constatou-se a gravidez de gêmeos na 15ª semana de gestação. Então confessou à mãe que ela e a irmã mais velha, de 14 anos, eram violentadas pelo padrasto há pelo menos 3 anos. O padrasto será indiciado por estupro e está detido no presídio público de Pesqueira, no Pernambuco, onde deve permanecer até o fim do inquérito.</p>
<p>Depois de muita oposição da Igreja Católica e do acompanhamento de psicólogos, o aborto foi realizado, previsto na legislação brasileira em casos de estupro (até a 20ª semana de gestação) e quando houver risco de morte para a mãe. Este caso se encaixava em ambas as características.</p>
<p>Mas, em seguida, um debate social envolvendo a Igreja Católica e o poder Judiciário veio a tona no Brasil: <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1032874-5602,00-COMISSAO+VATICANA+CONSIDERA+JUSTA+EXCOMUNHAO+DE+MEDICOS+BRASILEIROS.html">amparado pelo Vaticano</a>, o arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, excomungoua mãe, o médico e a equipe de médica responsável pelo procedimento cirúrgico. A menina foi poupada, já que a lei da Igreja Católica diz que menores estão livres da excomunhão. Contudo,<a href="http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1031860-5598,00.html"> não excomungou o padrasto</a>, chegando a dizer no jornal <em>O Globo</em> (7/3/09) que o “crime de estupro é menos grave” que o de aborto e que &#8220;os gêmeos eram pessoas inocentes&#8221;.</p>
<p>A notícia que reacendeu no Brasil o tema do aborto, pôs em evidência a interferência da Igreja Católica sob decisões pessoais e judiciais de um Estado laico, movimentou a blogosfera lusófona. Sebastião Nunes, em seu blog <a href="http://iabasse.blogspot.com/"><em>Pedra de Responsa</em></a>, se manifesta:</p>
<blockquote><p>É impressionante a hipocrisia envolvida neste julgamento inquisitorial feito pala Igreja Católica. Uma criança violentada em seu corpo e seus direitos, desde os 6 anos de idade, com risco elevado de morrer pela continuação da gestação, tem, conforme a estúpida decisão destes cardeais, que aceitar a beleza do <em>milagre da vida</em> e morrer, se necessário for, pois esta foi a vontade de Deus.</p>
<p>E depois a Igreja Católica não entende porque o povo abandona as suas fileiras. Conforme o julgamento da Igreja foi a vontade de Deus que fez o padrasto da criança estuprá-la covardemente. Triste Deus este.</p></blockquote>
<p>Em tom de ironia, Lelê Teles, no blog <a href="http://fastosenefastos.blogspot.com/2009/03/quero-ser-excomungado-por-dom-jose.html">Technosapiens</a>, diz que o Brasil é o país da piada pronta, lamentando que o clérigo tenha punido a frágil vítima justo no dia Internacional da Mulher:</p>
<blockquote><p>O mais indignante é que no dia internacional da mulher, um senhorzinho religioso aparece para mostrar que o mundo dele ainda é machista, e que machistas deveriam ser o estado e a ciência.</p>
<p>O bispo queria que a menina seguisse grávida de outra menina porque ele diz que defende o direito à vida. Mas como a menina de nove anos de idade corria risco de morte se continuasse com a gestação, logo, subentende-se que o bispo defendia a vida do&#8230; estuprador.</p></blockquote>
<p>Vitor Lessa tem em seu blog uma publicação chamada <a href="http://vitorlessa.blogspot.com/2009/03/ignorancia.html">Ignorância</a>, na qual indaga se a Igreja Católica sabe que vivemos em um estado laico, se ela sabe que nem todos pertencem a essa instituição e aponta outros pontos de vista questionáveis &#39;sugeridos&#39; pelo Vaticano.</p>
<blockquote><p>[&#8230;] ele [o cardeal] está afirmando que devemos voltar a idade média quando o Estado e a Igreja se confundiam e o clero ditava as regras supostamente estabelecidas por Deus. Quando milhões de pessoas foram queimadas em nome de Deus, quando a igreja dizia que os homens deviam servir a seu senhor feudal porque Deus assim desejava e muitos outros fatos. Em momento nenhum ele pensou que o Brasil não é constituido somente de católicos, que o Brasil é um país laico (sem religião definida) e que os seus habitantes elegeram pessoas que fizeram uma constituição legítima para reger o país e sua população. Em momento nenhum o bispo lembrou que não está na idade média e que, acima da instituição a qual ele pertence, existe um Estado que deve atender às necessidades de todos os seus cidadãos. Afinal, todos são iguais perante a lei e pagam impostos para sustentar a nação. Não pensem que essa é uma atitude isolada de um bispo, é uma postura sustentada pela Igreja católica. A igreja católica não somente é contra o aborto em casos de estupro, mas também contra a lei que protege os homossexuais, que pagam impostos e são juridicamente iguais ao bispo. Portanto, se a igreja aceita que parcelas oprimidas (como as mulheres que são agredidas por seus maridos) sejam protegidas por lei, por que outra parcela como a dos homossexuais não podem ser progida? Afinal, são ou não são todos iguais? A igreja católica também proibe o uso de camisinha ou qualquer método anticoncepcional.</p></blockquote>
<p>Daniel Braga, em seu blog <a href="http://mausoleudogargula.blogspot.com/2009/03/cegueira-religiosa.html">Mausoléu do Gárgula</a>, fala sobre o assunto com o título de Cegueira Religiosa. Nesta publicação, o blogueiro faz uma série de questionamentos que tratam não apenas das condições físicas da menina continuar com a gravidez, mas também das condições financeiras e sustentáveis de ter dois filhos aos 9 anos:</p>
<blockquote><p>Acredito que uma das piores coisas já inventadas pelo homem é a cegueira religiosa. Observem bem que não estou falando da religião em si, pois esta é realmente importante ao homem, mas sim de dogmas absurdos que acabam causando a cegueira religiosa.<br />
[&#8230;]<br />
Surgem algumas perguntas e não vou de forma alguma respondê-las, deixando a todos a tarefa de refletir sobre as possíveis respostas:</p>
<ul>
<li>Será que esta menina conseguirá prosseguir com esta gravidez sem que seu corpo seja mais maltratado do que já está? Poderia esta gravidez ter um risco elevado levando então a morte das crianças, todas as três?</li>
<li>Como uma criança poderá criar estas duas crianças?</li>
<li>Qual o dano social futuro desta família?</li>
<li>Como estará a mente desta pobre criança que deveria estar brincando com bonecas mas que foi o alvo dos abusos de um estuprador?</li>
<li>Como será a estrutura familiar que esta menina vive?</li>
<li>Como ficaria esta mesma estrutura familiar depois do nacimento destes bebês?</li>
<li>Qual deveria ser o papel da religião neste caso? Um papel punitivo ou confortante?</li>
<li>Sendo punida, direta ou indiretamente, pelos representantes religiosos, como esta criança se sentirá agora? Será que ela somatizará os problemas jogando em si mesma a responsabilidade do hediondo fato?</li>
</ul>
</blockquote>
<p>Até o presidente Lula se manifestou, dizendo que é católico e pessoalmente contra a legalização do aborto, mas que como chefe de estado apóia a prática em casos como este (e como uma questão de saúde pública). Além disso, também <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1032159-5601,00-LULA+CRITICA+EXCOMUNHAO+E+DEFENDE+MEDICINA+EM+ABORTO+DE+MENINA.html">criticou a postura Católica</a><a></a>:</p>
<blockquote><p>[&#8230;] a medicina fez o que tinha que ser feito, salvar a vida de uma menina de 9 anos. [&#8230;] Como cristão e como católico, lamento profundamente que um bispo da Igreja católica tenha um comportamento, eu diria, conservador como esse.&#8221;</p></blockquote>
<p>O advogado da Igreja Católica disse que entraria com uma denúncia por homicídio contra mãe da menina, com base nos artigos 1º e 5º da Constituição Federal, que asseguram a inviolabilidade do direito à vida. Ele disse que &#8220;além de considerar nossas convicções religiosas, nossa denúncia está atrelada à Constituição&#8221;. Mas, o <a href="http://www.mp.pe.gov.br/index.pl/20090403_mulher">Ministério Público de Pernambuco se pronunciou</a> a respeito do caso:</p>
<blockquote><p>O Ministério Público de Pernambuco, através da promotora Jeanne Bezerra, está acompanhando junto à Secretaria Executiva da Mulher e à ONG Curumim o caso da garota de nove anos grávida em decorrência de estupro em Alagoinha. De acordo com as informações repassadas à promotora pelo órgão e pela entidade, a garota está recebendo o acompanhamento médico, psicológico e social assegurados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Até agora, não foi necessária a atuação judicial do MPPE. Como a legislação brasileira PERMITE o aborto em vítimas de estupro até a 20ª semana de gestão (entendimento do STJ), o procedimento pode ser realizado de acordo com avaliação médica, INDEPENDE de autorização judicial e, portanto, de parecer do Ministério Público.</p></blockquote>
<p>A maioria das reações na blogosfera brasileira criticaram a atitude da Igreja Católica, mas um pequeno grupo de blogueiros apoiou a decisão do arcebispo brasileiro de excomungar todos os envolvidos no aborto. Entre eles, <a href="http://januacoeli.wordpress.com/2009/03/06/carta-aberta-apoio-a-dom-jose/">Jorge Ferraz</a>, desde Pernambuco, escreveu em uma carta aberta para dom José Cardoso Sobrinho e recebeu mais de 100 comentários, tanto a favor quanto contra a decisão da igreja. E em outro blog, numa carta aberta anterior, <a href="http://www.veritatis.com.br/article/5638/carta-aberta-a-dom-jose-cardoso-sobrinho">Maite Tosta</a>, quem também é mãe, disse que a decisão da Igreja não poderia estar mais correta:</p>
<blockquote><p>Nesse momento, em que essa menina precisava de apoio, de ajuda, de atendimento médico, psicológico e porque não, espiritual, vozes se levantaram para apontar uma saída “mais fácil”, que querem fazer crer que era a única razoável…</p>
<p>Logicamente, a situação da menina preocupa. Mas e os gêmeos? Não merecem nosso cuidado? Nossa preocupação? A vida humana não-nascida é tão vida quanto a nascida, e merece o mesmo cuidado. Por serem frutos de uma relação violenta, que não deveria ter sido consumada, não são humanos? Quer dizer que um feto é gente quando é desejado, e é coisa quando não o é?</p>
<p>O que é mais fácil para os envolvidos? Dar assistência, cuidar, acompanhar? Ou “eliminar o problema”? Mas… pergunto, mais fácil para quem? Afinal, essa menina vai crescer, não sem marcas deixadas por esse episódio. Apesar de todas as pessoas ao seu redor lhe dizerem que foi melhor assim, que seu corpo não comportava, que era gravidez de risco, que eram crianças frutos de violência e ela não precisava conviver com elas, que a lei não pune… ela sempre terá na sua consciência que consentiu na morte dos próprios filhos… essa é uma memória que não se apaga nunca, e que tem um gosto amargo.</p></blockquote>
<p>Infelizmente, o caso não foi o primeiro e,  provavelmente, não será o último. No dia 6 de março, <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1031557-5598,00-PAI+ADOTIVO+DE+GRAVIDA+DE+ANOS+E+DENUNCIADO+POR+ESTUPRO.html">outro padrasto foi denunciado por estupro</a>, desta vez no Rio Grande do Sul. A menina, de 11 anos e grávida de sete meses, está internada em Tenente Portela (RS) e a gestação é considerada de risco. O inquérito está em andamento em ambos os casos.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Brasil: Blogando de comunidades ribeirinhas na Amazônia</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/12/brasil-blogando-comunidades-ribeirinhas/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Mar 2009 20:48:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Deborah Goldemberg</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brazil]]></category>
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		<description><![CDATA[Jovens de comunidades ribeirinhas localizadas nas margens dos rios Amazonas, Tapajós e Arapiuns, criaram a Rede Mocoronga, aonde cada uma tem seu blog. Com uma variedade de notícias das comunidades ribeirinhas, dicas dos funcionários da ONG PSA e uma crescente participação em eventos mundiais, a Rede Mocoronga é um canal interessante para qualquer um no mundo saber mais sobre como vivem as comunidades ribeirinhas da Amazônia, seus desafios, preocupações e o que pensam sobre os problemas do mundo. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/deborah-goldemberg/">Deborah Icamiaba</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/deborah-icamiaba/'>Deborah Goldemberg</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/02/19/brazil-blogging-from-riverside-communities-in-the-amazon/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">Uma iniciativa muito interessante com blogs, chamada <a href="http://redemocoronga.org.br/">Rede Mocoronga </a>, está acontecendo nas margens dos rios Amazonas, Tapajós e Arapiuns, no seio da floresta amazônica. Mocorongo é o nome dado aos que nascem na cidade de Santarém, no <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Par%C3%A1">Pará</a>, cidade pólo da região. Jovens de comunidades ribeirinhas localizadas nos Municípios de Santarém e a vizinha Belterra uniram-se para expressarem-se, trocarem notícias e aprenderem sobre o mundo na internet. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">O projeto é parte do trabalho que a <a href="http://www.saudeealegria.org.br/portal/index.php">ONG Saúde e Alegria </a>tem feito na região desde 1987. O PSA, como a ONG é conhecida localmente, chamou a atenção do mundo quando colocou um time de médicos e palhaços a bordo de um barco para descer o rio prestando atendimento médico básico à comunidades isoladas. Desde o início, a metodologia deles combinou medicina e atividades circenses, pois acreditavam que associando saúde com alegria é possível alcançar melhores resultados. Quando os vemos tentando ensinar dúzias de crianças a escovar os dentes – o que não é um hábito local – você logo entende a lógica da coisa! </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: center; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/img_04622.jpg" alt="Uma educadora do PSA vestida para o dia de trabalho no barco Abaré. Foto de Deborah Icamiaba." width="480" height="360" /><p class="wp-caption-text">Uma educadora do PSA vestida para o dia de trabalho no barco Abaré. Foto de Deborah Icamiaba.</p></div>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">Hoje, tendo conquistado apoio internacional e adquirido um barco-hospital plenamente equipado, o chamado Abaré, o PSA trava parcerias com os Municípios para transportar seus médicos até as comunidades e também mobiliza médicos voluntários de todo o mundo para realizar intervenções mais sofisticadas, que não são facilmente realizadas na região, como operação de catarata.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: center; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/img_03312.jpg" alt=" O barco-hospital Abaré estacionado numa comunidade do rio Tapajós. Foto de Deborah Icamiaba." width="480" height="360" /><p class="wp-caption-text"> O barco-hospital Abaré estacionado numa comunidade do rio Tapajós. Foto de Deborah Icamiaba.</p></div>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">Apesar do foco do PSA ser a saúde, eles logo perceberam que problemas de saúde têm soluções interdisciplinares que passam pela economia local, o meio ambiente, a educação, o acesso a informação e a organização política. Diversas iniciativas nessas áreas foram criadas e uma delas é para fortalecer os recursos de comunicação social das comunidades, tanto na forma como elas se comunicam entre elas como na forma como elas se comunicam com o mundo. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">A <a href="http://redemocoronga.org.br/">Rede Mocoronga </a>nasceu de um projeto de capacitação de jovens das comunidades para tornarem-se repórteres comunitários, ensinando-os a produzir programas de rádio, vídeos, jornais e blogs na internet. Cada comunidade tem sua unidade de mídia com equipamento básico, equipamento se som, mesa editorial, equipamento de vídeo e conexão com a internet, que eles gerenciam da sua forma (até agora, somente seis comunidades têm todo o equipamento, mas a meta é que trinta e uma o tenham). As escolas são parcerias importantes deste projeto. A base do projeto é situada em Santarém, na sede do PSA, de onde seus funcionários disseminam notícias da região. Os jovens recebem as informações e repassam-nas para suas comunidades, assim como postam sobre a sua realidade, seus desafios diários e atividades culturais para o mundo inteiro. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: center; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: center; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/img_05792.jpg" alt=" Crianças de uma comunidade ribeirinha do Rio Tapajós. Foto de Deborah Icamiaba. " width="480" height="360" /><p class="wp-caption-text"> Crianças de uma comunidade ribeirinha do Rio Tapajós. Foto de Deborah Icamiaba. </p></div>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: center; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"><strong> </strong></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">As seis comunidades que já tem seus blogs conectados na Rede Mocoronga são: <a href="http://muratuba.redemocoronga.org.br/">Muratuba</a>,  <a href="http://arua.redemocoronga.org.br/">Cachoeira do Aruã</a>, <a href="http://piquiatuba.redemocoronga.org.br/">Piquiatuba</a>, <a href="http://maguari.redemocoronga.org.br/">Maguari</a>, <a href="http://belterra.redemocoronga.org.br/">Belterra</a> e <a href="http://suruaca.redemocoronga.org.br/">Suruacá</a></span><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">. O barco <a href="http://abare.redemocoronga.org.br/">Abaré</a> tem também o seu blog na Rede. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: center; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center">
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 490px"><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/img_04982.jpg" alt="Vista do barco Abaré para uma comunidade ribeirinha no Rio Tapajós. Foto de Deborah Icamiaba. " width="480" height="360" /><p class="wp-caption-text">Vista do barco Abaré para uma comunidade ribeirinha no Rio Tapajós. Foto de Deborah Icamiaba. </p></div>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: center; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">Recentemente, a comunidade Suruacá <a href="http://suruaca.redemocoronga.org.br/2009/02/11/trabalho-comunitario-2/">relatou </a>sobre como a comunidade se uniu para construir o seu centro comunitário. A força dos homens da comunidade foi muito valorizada, uma vez que os troncos de árvores tiveram de ser carregados manualmente:</span></p>
<blockquote>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"><em>Como na comunidade não tem transporte adequado para este trabalho árduo, a madeira é conduzida no ombro, na cabeça e de outras maneiras possíveis encontradas pelos próprios trabalhadores. A madeira fica com um percurso de 40 minutos do ramal de onde será conduzida com o auxilio de uma carroça-de-boi, diminuindo assim o sofrimento dos comunitários</em>.</span></p>
</blockquote>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">Adriane Gama, da sede do PSA, <a href="http://redemocoronga.org.br/2009/02/10/conselho-tutelar-e-carnaval/#more-821">usou a rede para disseminar </a>informações sobre os riscos das comemorações de carnaval para as crianças e jovens: </span></p>
<blockquote>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"><em>Estamos no mês de carnaval, de folia e alegria. Mas, em se tratando de crianças e adolescentes, devemos ter cuidados redobrados nessa época para que muitas delas não seja abusadas e aliciadas por pessoas que violam os direitos fundamentais infanto-juvenis. Para contribuir com a diversão e segurança das crianças e adolescentes nesse carnaval em Santarém - PA, o conselho tutelar e várias parcerias devem unir forças para o sucesso do trabalho</em>.</span></p>
</blockquote>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: center; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/img_05912.jpg" alt="Crianças de uma comunidade ribeirinha fazem fila para a inspeção dos dentes. Foto de Deborah Icamiaba. " width="480" height="360" /><p class="wp-caption-text">Crianças de uma comunidade ribeirinha fazem fila para a inspeção dos dentes. Foto de Deborah Icamiaba. </p></div>
<p><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">A Rede Mocoronga também dissemina notícias internacionais para as comunidades. Por exemplo, no Fórum Social Mundial, que aconteceu no início do ano em Belém do Pará, alguns jovens participaram com os funcionários do PSA e juntos eles selecionaram para o blog da Rede artigos de canais de mídia que representassem suas percepções do evento. Como exemplo, eles <a href="http://redemocoronga.org.br/2009/02/02/forum-social-mundial-termina-com-resolucoes-politicas-e-plano-de-acao/">publicaram um artigo </a>indicativo da visão de que o Fórum Social Mundial foi conclusivo em diversos pontos, contradizendo o que a grande mídia disse sobre o evento. </span></p>
<blockquote>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"><em>A nona edição do Fórum Social Mundial (FSM) terminou neste domingo (01/02), em Belém, com a “Assembléia das Assembléias” adotando dezenas de resoluções e propostas que serão temas de um programa de mobilizações ao redor do mundo em 2009.<br />
As 21 assembléias temáticas, assim, quebraram o que parecia ser um tabu do FSM, ou seja, adotar posições políticas comuns sob a pressão de milhares de grupos da sociedade civil, ansiosos por agarrar a oportunidade criada pela crise econômica global de uma mudança progressiva</em>.</span></p></blockquote>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;"><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;,&quot;serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;">Com uma variedade de notícias das comunidades ribeirinhas produzidas por jovens da região, dicas dos funcionários do PSA e uma crescente participação em eventos mundiais, a Rede Mocoronga é um canal interessante para qualquer um no mundo saber mais sobre como vivem as comunidades ribeirinhas da Amazônia, seus desafios, preocupações e o que pensam sobre os problemas do mundo. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: center; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center">
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px"><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/img_02975.jpg" alt="Vista do porto de Santarém e o Rio Tapajós. Foto de Deborah Icamiaba." width="480" height="360" /><p class="wp-caption-text">Vista do porto de Santarém e o Rio Tapajós. Foto de Deborah Icamiaba.</p></div>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; line-height: normal; text-align: center; mso-margin-top-alt: auto; mso-margin-bottom-alt: auto;" align="center"><strong></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt;">
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/12/brasil-blogando-comunidades-ribeirinhas/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>7</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Blogging Positively: Bate-papo sobre HIV/AIDS em 6 de março</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/04/blogging-positively-bate-papo-sobre-hivaids-em-6-de-marco/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/04/blogging-positively-bate-papo-sobre-hivaids-em-6-de-marco/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 04 Mar 2009 17:40:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Informes]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=1975</guid>
		<description><![CDATA[O Rising Voices e o Global Voices estão organizando um bate-papo ao vivo para blogueiros e ativistas nessa sexta-feira, 6 de março de 2009, sobre como usar blogues para aumentar a conscientização e a divulgação sobre HIV/AIDS.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juhie-bhatia/">Juhie Bhatia</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/04/blogging-positively-live-chat-about-hivaids-on-march-6/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p><img class="alignnone size-full wp-image-56827" title="blogging-positively-banner-800" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/blogging-positively-banner-800.gif" alt="" width="450" /></p>
<p>O <a href="http://rising.globalvoicesonline.org/">Rising Voices</a> e o <a href="http://globalvoicesonline.org/">Global Voices</a> estão organizando um bate-papo ao vivo para blogueiros e ativistas nessa sexta-feira, 6 de março de 2009, às 17h no horário de Nairobi, sobre como usar blogues para aumentar a conscientização e a divulgação sobre HIV/AIDS.</p>
<p>Todos são bem-vindos.</p>
<p><strong>Horários locais: </strong>Nova York 09h00| Brasília: 11h00 | Buenos Aires 12h00 | Londres 14h00 | Johannesburg, Beirut 16h00 | Nairobi, Moscou 17h00 | Nova Deli 19h30 | Hong Kong 22h00 | Tóquio 23h00</p>
<p><strong>Chatroom: </strong> <a href="http://www.worknets.org/chat/">http://www.worknets.org/chat/</a></p>
<div class="translation"><strong>Instruções para login:</strong> Clique no link acima e faça login fornecendo o seu nome. Em seguida, escolha a sala de bate-papo da qual você quer participar e clique em &#8220;Start the Chat&#8221;. Ao entrar na sala, escolha a cor da letra no menu à esquerda e participe da conversa.</div>
<p>Esse bate-papo em 6 de março abrangerá tópicos que surgiram no bate-papo da semana passada, que foi muito bem-sucedido. No papo em 27 de fevereiro, foram discutidos assuntos como a importância dos blogues para pessoas que vivem com HIV/AIDS e o papel principal deles quanto ao aconselhamento e defesa de direitos, mas o ponto principal foi o <strong>Blogging Positively Guide</strong> (Tutorial Blogando Positivamente), um guia que está sendo produzido pelo Global Voices para fornecer conselhos úteis sobre como blogar sobre assuntos relacionados ao HIV/AIDS. O tutorial é um trabalho em construção, e por isso estamos em busca de ajuda para criar o guia e/ou deixar feedback. Incentivamos que todos os que tiverem interesse no assunto, ou já estiverem blogando sobre a epidemia, participem do bate-papo dessa semana, em particular aqueles que vivem ou são afetados pela  HIV/AIDS. O papo dessa sexta terá como foco assuntos como a organização de grupos de trabalho para o  Blogging Positively Guide  e a discussão de quais capítulos e tópicos deverão ser incluídos nele.</p>
<p>Quem quiser  discutir qualquer outro tópico durante o chat, pode deixar um comentário abaixo. Esperamos encontrar vocês em 6 de março!</p></div>
]]></content:encoded>
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		<slash:comments>9</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Saúde Global: Telefones celulares ajudarão na assistência à saúde</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/02/saude-global-telefones-celulares-ajudarao-na-assistencia-a-saude/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/02/saude-global-telefones-celulares-ajudarao-na-assistencia-a-saude/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 23:40:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
				<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Peru]]></category>
		<category><![CDATA[Rwanda]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[South Africa]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Thailand]]></category>
		<category><![CDATA[Uganda]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=1854</guid>
		<description><![CDATA[Publicado originalmente porJuhie Bhatia  &#183; Traduzido por Carlos Maestre &#183;  Veja o post original 

Três instituições uniram forças numa tentativa de fornecer melhor assistência à saúde através do uso das tecnologias de telefones celulares e computadores. Em particular, essas iniciativas tecnológicas móveis têm o intuito de melhorar os serviços da assistência médica dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juhie-bhatia/">Juhie Bhatia</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/02/23/global-health-mobile-phones-to-boost-healthcare/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p style="text-align: justify;"><img class="alignright size-full wp-image-57522" title="Mobile Phone Up Close" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/2215069210_cdbf2b0bc5_m.jpg" alt="Mobile Phone Up Close" width="240" height="180" /></p>
<p style="text-align: justify;">Três instituições uniram forças numa tentativa de fornecer melhor assistência à saúde através do uso das tecnologias de telefones celulares e computadores. Em particular, essas iniciativas tecnológicas móveis têm o intuito de melhorar os serviços da assistência médica dos países em desenvolvimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Atualmente, telefones celulares são usados para serviços de saúde que vão da educação sobre a AIDS e o HIV até para lembrar as pessoas das vacinas. Na semana passada, a Fundação Rockefeller, a Fundação das Nações Unidas, e a Fundação Vodafone disseram que apoiarão tais projetos formando a Aliança da Saúde Móvel (ou <em>mHealth Alliance).</em> A aliança anunciada no <a href="http://www.mobileworldcongress.com/">Congresso Mundial Móvel [Mobile World Congress]</a> [en] facilitará projetos que usem tecnologia móvel para promover a saúde e trabalhará com grupos públicos e privados para expandir essas iniciativas. O plano é desenvolver a influência do uso crescente dos telefones celulares nos países em desenvolvimento – 64 por cento dos usúarios estão no mundo em desenvolvimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Erik Hersman, blogueiro do <em>White African</em>, <a href="http://whiteafrican.com/2009/02/17/mobile-phone-quick-hits-around-africa/">discute</a> [en] como os serviços de saúde móveis estão em moda agora entre fundações e outras instituições sem fins lucrativos, enquanto <em>o Social Justice Blog</em> <a href="http://www.identitytheory.com/sjblog/2009/02/for-worlds-poor-doctor-in-your-pocket.php">aplaude a iniciativa</a> [en] diz:</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p>&#8220;This is the kind of corporate social responsibility that&#39;s great to see — technology answering a pressing social need…mHealth Alliance uses the technology to provide virtual doctors to those living in rural areas, particularly in India, Uganda and South Africa.&#8221;</p></blockquote>
<div class="translation" style="text-align: justify;">&#8220;Este é o tipo de responsabilidade social que gostamos de ver das empresas - a tecnologia em resposta a uma necessidade social&#8230; a mHealth Alliance usa tecnologia para fornecer médicos virtuais àqueles que vivem em áreas rurais, principalmente na Índia, em Uganda e na África do Sul&#8221;.</div>
<p style="text-align: justify;">A mHealth Alliance também divulgou um relatório na conferência <a href="http://www.unfoundation.org/global-issues/technology/mhealth-report.html">mHealth for Development</a> [en] [Saúde móvel pelo Desenvolvimento], que pesquisa programas nos países em desenvolvimento que usam a tecnologia móvel para promover a saúde pública. O relatório examina 51 programas que estão sob andamento ou serão implementados futuramente em 26 países, e mostra que eles predominam na Índia, África do Sul, Uganda, Peru e Ruanda. <em>3G Doctor Blog</em> <a href="http://3gdoctor.wordpress.com/2009/02/17/the-technology-partnership-between-the-un-foundation-and-the-vodafone-foundation-launch-a-report-into-mhealth-for-development/">lista</a> [en] todos os 51 projetos e comenta sobre o relatório:</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p>&#8220;I&#39;m posting this from the Mobile World Congress in Barcelona at the launch of a report that attempts to define mHealth; outlines the potential for mobile phones to improve health in the developing world; identifies building blocks for successful, sustainable and scalable mHealth programs; demonstrates the incentives for multiple players in the &#8216;mHealth value chain&#39;…it also issues a call for action to create an independent global body to encourage multi-sector and pan-regional collaboration to leverage the transformational power of mobile networks and devices to improve healthcare delivery throughout the developing world.&#8221;</p></blockquote>
<div class="translation" style="text-align: justify;">&#8220;Estou publicando do <em>Mobile World Congress</em>, em Barcelona, no lançamento do relatório que tenta definir mHealth; destaca o potencial dos telefones celulares em melhorar a saúde no mundo em desenvolvimento; identifica blocos crescentes para programas mHealth de sucesso, sustentáveis e adaptáveis; demonstra a iniciativa de múltiplos envolvidos na &#8216;valorosa corrente mHealth&#39;… também convoca para a criação de um corpo global independente que sirva para encorajar a colaboração pan-regional e multissetorial para influenciar o poder de transformação das redes e dispositivos móveis para melhorar a assistência à saúde através do mundo em desenvolvimento.&#8221;</div>
<p style="text-align: justify;">O relatório destaca projetos como <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/11/02/south-africa-using-cell-phones-to-combat-aids/">Project Masiluleke (ou Project M)</a> [en] na África do Sul, um serviço SMS que divulga uma linha telefônica especial com informações sobre a AIDS e o HIV. <a href="http://www.simpill.com/">SIMpill project</a> é outro programa da África do Sul; ele dispõe de um sensor no frasco de comprimidos e de um cartão SIM para avisar aos assistentes da saúde se seus pacientes não estão tomando o remédio para tratamento da tuberculose. A porcentagem de pessoas que mantêm a medicação aumentou de 22 para 90 por certo graças ao SIMpill, que também é usado em outros lugares, como a Tailândia. Outro projeto, chamado <a href="http://www.prevenperu.org/preven/">Cell-PREVEN</a> [es], foi iniciado no Peru. Mahmud Hussein <a href="http://www.mahmudhussein.com/Health_Hygiene.aspx">descreve o projeto</a> [en] em seu site:</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p>&#8220;Investments in mobile health initiatives such as the one undertaken recently in Peru called the Cell-Preven project should be made, in which a mobile health team, consisting of a small group of trained health professional and workers are dispatched to select communities. People there can get check-ups, on the spot screening for diseases such as malaria and tuberculosis, treatment of sexually transmitted infections as well as medical care for female sex workers. The teams are connected through satellite communications or internet/mobile phones (where available) to doctors in other areas, where information can be shared between the two teams and further assistance be given in real-time.&#8221;</p></blockquote>
<div class="translation" style="text-align: justify;">&#8220;Investimentos em iniciativas de saúde móvel como o projeto que recentemente se implementou no Peru, chamado Cell-Preven, deveriam ser feitas, nas quais as equipes de assistência à saúde, compostas por um pequeno grupo de profissionais da saúde treinados e trabalhadores, são enviadas às comunidades escolhidas. Lá, as pessoas podem fazer <em>check-ups</em> para auxiliar na prevenção para doenças como malária e tuberculose, no tratamento de infecções sexualmente transmitidas, assim como cuidados médicos para as prostitutas. As equipes estão conectadas por comunicação via-satélite ou internet/telefones celulares (quando disponíveis) com médicos em outros lugares, onde a informação pode ser compartilhada entre as duas equipes e mais assistência pode ser dada em tempo real&#8221;.</div>
<p style="text-align: justify;">Nick Hunn, blogando em <em>Creative Connectivity</em>, <a href="http://www.nickhunn.com/index.php/archives/159">deseja boas-vindas</a> [en] ao relatório mHealth, dizendo que ele mostra diferentes formas nas quais a tecnologia móvel pode ser útil.</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p>&#8220;That&#39;s why the &#8216;Doctor in your Pocket&#39; report is so welcome. It highlights the fact that there’s no one model that has to be followed. Each of the countries put forward as examples have very different dynamics and customer sets. In one the major user base is young men. In another it’s mothers. In all cases the users like the service and find it beneficial.&#8221;</p></blockquote>
<div class="translation" style="text-align: justify;">&#8220;É por causa disso que o relatório &#8216;Doctor in your Pocket&#39; (Médico em seu bolso) é tão bem-vindo. Ele destaca o fato de que não há um modelo a ser seguido. Cada um dos países colocados como exemplo tem dinâmicas e perfis de pacientes muito diferentes. Em um, o maior público-alvo é o de homens jovens. Em outro, são as mães. Em todos os casos os usuários gostam do serviço e acham que ele é benéfico&#8221;.</div>
<p style="text-align: justify;">Apesar de toda expectativa, algumas pessoas continuam cautelosas sobre o potencial em melhorar os serviços da assistência à saúde da tecnologia móvel. Um comentário numa publicação sobre a mHealth Alliance <a href="http://www.readwriteweb.com/archives/mobile_phones_to_serve_as_doctors_in_developing_countries.php">mostra</a> [en] que esta tecnologia não pode substituir a experiência de ser tratado diretamente por profissionais da saúde. Arun Pal Singh diz:</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p>Medical care is often incomplete without physical contact between doctor and patient. While it may seem to be slightly beneficial to use technology, developing countries would be most benefited by producing their own doctors and paramedics. Nothing beats education.&#8221;</p></blockquote>
<div class="translation" style="text-align: justify;">&#8220;Freqüentemente o cuidado médico fica incompleto sem o contato entre médico e paciente. Enquanto parece ter sido levemente benéfico usar tecnologia, os países em desenvolvimento seriam mais beneficiados produzindo seus próprios médicos e paramédicos. Nada supera a educação&#8221;.</div>
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		<title>Itália: Em defesa do &#8220;direito de morrer&#8221;</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/25/italia-em-defesa-do-direito-de-morrer/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 21:26:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma batalha judicial sobre o 'direito de morrer' de uma jovem, em coma há 17 anos, estimulou os comentários na rede e o ativismo na Itália. A maioria em defesa à "escolha de Eluana Englaro", internautas italianos assinaram petições, organizaram protestos e fizeram vídeos para YouTube de seus próprios 'testamentos vitais', desafiando o primeiro ministro Silvio Berlusconi e o Vaticano.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/bernardo-parrella/">Bernardo Parrella</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/02/10/56592/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><strong>ATUALIZAÇÃO: Eluana Englaro <a href="http://www.nytimes.com/2009/02/10/world/europe/10italy.html?partner=rss&amp;emc=rss&amp;pagewanted=all">morreu</a> poucas horas depois desta postagem ser escrita.</strong></p>
<p>Uma batalha judicial sobre o &#8216;direito de morrer&#39; de uma jovem, em coma há 17 anos, estimulou comentários na Internet e o ativismo na Itália. A maioria em defesa à &#8220;escolha de Eluana Englaro&#8221;, internautas italianos assinaram petições, organizaram protestos e fizeram vídeos para YouTube de seus próprios &#8216;testamentos vitais&#39;, desafiando o primeiro ministro Silvio Berlusconi e o Vaticano.</p>
<p><img src="http://www.independent.co.uk/multimedia/archive/00082/pg-32-Eluana-Englaro_82430a.jpg" alt="Eluana Englaro" hspace="5" width="90" align="left" />Eluana Englaro é uma mulher italiana de 38 anos que ficou em estado vegetativo depois de uma batida de carro em 1992. Pouco antes do acidente, Eluana visitou uma amiga em coma e expressou ao seu pai a sua vontade firme de nunca ser mantida viva artificialmente caso algo semelhante lhe acontecesse.</p>
<p>Enquanto cuidava carinhosamente de Eluana por todos estes anos, Beppino Englado, o pai, começou uma batalha judicial, que se prolongaria por uma década, para realizar os desejos de sua filha, permitindo assim que ela morresse, apesar dos <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Advance_health_care_directive">testamentos vitais</a> [en] não serem reconhecidos pela lei italiana. A disputa legal acabou chegando aos supremos tribunais da Itália e da União Européia, em Estrasburgo [França], com decisões favoráveis ao pedido de morrer de Eluana. No dia 6 de fevereiro, sexta-feira, seus médicos começaram a preparar a remoção dos tubos de alimentação.</p>
<p>Abraçando os princípios do Vaticano, o primeiro ministro italiano Silvio Berlusconi tentou <a href="http://news.google.com/news?hl=en&amp;ned=us&amp;q=euthanasia+eluana+italy&amp;btnG=Search+News">recorrer da decisão do tribunal</a> [en]e emitiu um decreto de emergência que foi rapidamente aprovado pelo parlamento. Entretanto, o presidente italiano <em>[NT: Giorgio Napolitano]</em></p>
<p>recusou-se a assiná-lo e foi apoiado por magistrados, jornalistas e cidadãos comuns. Em seguida, em uma corrida contra o tempo para &#39;salvar Eluana&#39;, Berlusconi anunciou a <a href="http://www.repubblica.it/2009/02/sezioni/cronaca/eluana-englaro-2/berlusconi-legge/berlusconi-legge.html">apresentação imediata de um &#8220;projeto de lei especial&#8221;</a>, que poderia ser ratificado pelo parlamento em até uma semana, assim o veto do presidente seria driblado e os médicos seriam obrigados a voltar com a alimentação de Eluana. Ele também sugeriu uma possível emenda constitucional, se necessário fosse.</p>
<p><img src="http://farm4.static.flickr.com/3295/3056180986_0287c02063_m.jpg" alt="Manifestação em Milão" hspace="6" vspace="4" width="375" /><em></em></p>
<p><em>Foto de <a href="http://www.flickr.com/photos/radicalimilano/">Radicali Milano</a>, usada sob a licença de Creative Commons no Flickr.</em></p>
<p>Enquanto manifestações públicas – tanto &#8220;pró-vida&#8221;, quanto &#8220;pró-Eluana&#8221; – eram realizadas durante o final de semana, uma grande manifestação era planejada para o Dia de São Valentim (14 de fevereiro), no centro de Roma [adiada para o sábado, 21 de fevereiro], <a href="http://temi.repubblica.it/micromega-online/">contra a &#8220;ditadura obscurantista&#8221;</a> das iniciativas do governo. Com a Itália à beira de uma crise constitucional sem precedentes desde a Segunda Guerra Mundial, o país inteiro está agora imerso em discussões acaloradas que tomaram a Internet.</p>
<p><strong>Uma subversão da justiça</strong></p>
<p>A maioria dos blogueiros vê, no movimento de Berlusconi, uma tentativa de subverter as instituições estatais. <a href="http://www.mentecritica.net/un-colpo-di-stato-sulle-spalle-di-eluana-englaro/informazione/democrazia-e-diritti/gianalessio-ridolfi-pacifici/12018/"><em>Mente critica</em></a> [it] escreve:</p>
<blockquote><p>Sconfessare per decreto legge una sentenza definitiva di una Corte di cassazione è un colpo di stato verso uno dei legittimi poteri della repubblica. Un atto così incostituzionale che probabilmente nemmeno Franco o i colonnelli della giunta militare greca avrebbero avuto l’ardire di tentare.</p></blockquote>
<div class="translation">Rascunhar um decreto de emergência para reverter a decisão final de um Supremo Tribunal é um <em>coup de stat</em> <em>[NT: golpe de estado] </em>contra um dos poderes legítimos da nossa República. É um ato tão declaradamente anticonstitucional que nem mesmo [o ditador espanhol] Franco e nem os coronéis da junta militar grega tiveram a audácia de tentar.</div>
<p><a href="http://crescente.blogspot.com/2009/02/siamo-al-limite.html"><em>Random bits, un blog antropologicamente inferiore</em></a> [it], depois de declarar sua proximidade com o partido majoritário no parlamento <em>[NT: Poppolo della Liberta (PdL)]</em>, tem isto a dizer sobre o decreto de emergência:</p>
<blockquote><p>Non siamo (ancora) di fronte a comportamenti apertamente golpisti, ma ci stiamo pericolosamente avvicinando al limite (…) ricordando al governo l&#39;importanza della separazione dei poteri e dei meccanismi di checks and balances.</p></blockquote>
<div class="translation">(Ainda) não estamos encarando um comportamento abertamente ditatorial, mas estamos aproximando-nos perigosamente do limite. (&#8230;) relembrando ao governo sobre a importância da separação dos poderes e dos mecanismos de controle e equilíbrio.</div>
<p><a href="http://www.openworldblog.org/2009/02/07/tutti-gli-uomini-del-presidente/"><em>Open World</em></a> [it], citando Berlusconi dizendo que Eluana Englaro em sua condição atual &#8220;é uma pessoa que poderia até ter um filho&#8221;, apóia a necessidade de uma legislação para os testamentos em vida e acrescenta:</p>
<blockquote><p>Il Governo sta autorizzando una parte molto importante dell’elettorato, quello cattolico, di diventare il padrone di uno Stato Laico come è l’Italia. Come è per Costituzione il nostro Paese è tutto il contrario di quello descritto dal Presidente del Consiglio.</p></blockquote>
<div class="translation">O Governo está autorizando uma parte muito importante do eleitorado, o católico, a tornarem-se donos de um estado laico, como é a Itália. Isto também está escrito na constituição do nosso país, mesmo que seja contrária à opinião do primeiro ministro.</div>
<p>Com pressão do Vaticano por todas as partes, o padre católico e blogueiro Paolo Padrini expressa suas opiniões em <a href="http://passineldeserto.blogosfere.it/2009/02/politici-cattolici-uniti-per-la-vita-di-eluana-un-appello-scomodo.html"><em>Passi nel deserto</em></a> [it]:</p>
<blockquote><p>In questo momento una sola cosa potrebbe disinnescare la miccia dello scontro sociale, oltre che istituzionale. Al più presto dovrebbero riunirsi i parlamentari cattolici di tutti gli schieramenti, presentare una legge sospensiva di ogni decisione fino ad una completa decisione circa una legge di “fine vita” che regoli anche il cosiddetto “testamento biologico” togliendo da esso ogni possibile fraintendimento pseudoeutanasico.</p></blockquote>
<div class="translation">Neste momento há apenas uma coisa que poderia reduzir o estardalhaço de uma grande quebra social e institucional.  Todos os parlamentares católicos deveriam reunir-se em breve e apresentar um projeto de lei que suspenda qualquer ação até que seja tomada a decisão final sobre uma lei prevendo &#8220;o final da vida de uma pessoa&#8221; e se chegue a um consenso sobre o chamado &#8220;testamento biológico&#8221;, para que assim seja evitado qualquer mal-entendido parecido ao da eutanásia.</div>
<p>No jornal italiano <em>La Repubblica</em>, um renomado especialista constitucional, Stefano Rodotà, descreveu a situação como uma <a href="http://www.repubblica.it/2009/02/sezioni/politica/appello-liberta-giustizia/tsunami-costituzionale/tsunami-costituzionale.html">&#8220;tsunami constitucional&#8221;</a> [it] e <a href="http://temi.repubblica.it/micromega-online/testamento-biologico-rodota-si-va-verso-legge-anticostituzionale/?com=3124#commenti">expressou sua preocupação</a> [it] com &#8220;a ansiedade de tantos membros do parlamento que nos levará a uma orla onde há pouco respeito pelos direitos humanos e por sua própria humanidade&#8221;. Num comentário escrito sobre este artigo, <em>1partigiano</em> disse:</p>
<blockquote><p>di nuovo il governo fa leggi ad personam, vedi il caso Eluana. La politica che deve fare leggi utilizzabili per tutti si accanisce su un fatto specifico da farne un decreto,noi cittadini dovremmo prendere coscienza di chi ci governa, della sua arroganza e ignoranza politica.</p></blockquote>
<div class="translation">Outra vez o governo faz leis &#8216;ad personam&#39;, vejam o caso de Eluana. A política, que deve fazer leis utilizáveis por todos, agarra-se a um fato específico e emite um decreto; Nós, como cidadãos, devemos estar cientes de quem está nos governando, de sua arrogância e ignorância política.</div>
<p><strong>Ativismo online a favor da &#8220;escolha de Eluana&#8221;</strong></p>
<p>O Flickr tem <a href="http://www.flickr.com/search/?q=Eluana%20Englaro&amp;w=all">mais de 150 páginas</a> com fotos de manifestações, desenhos e outros tipos de imagens relacionados com o caso de Eluana.</p>
<p>O Facebook é um local ideal para ativismo: nestes dias, muitas pessoas estão protestando contra as ações do governo escurecendo a foto de seus perfis, enquanto que um grupo está apoiando a <a href="http://www.facebook.com/home.php?#/group.php?gid=53285491710">manifestação pelo Dia de São Valentim</a> [it], no centro de Roma <em>[agora adiado para o dia 21 de fevereiro]</em>, ganhou rapidamente mais de 2.000 membros e quase 86.000 pessoas se uniram a uma <a href="http://www.facebook.com/home.php?#/group.php?sid=62ff164d7b2e975f541bb509401cfb11&amp;gid=121807525541">petição de apoio</a> [it] pela &#8220;escolha de Eluana&#8221;. Vários outros grupos estão discutindo os temas em jogo e organizando ações locais – mais uma vez, a vasta maioria apóia a decisão do tribunal.</p>
<p>Por último, mas não menos importante, uma campanha para <a href="https://servizi.quirinale.it/webmail/">enviar por e-mail o testamento em vida</a> das pessoas [it] diretamente ao ministro do Trabalho está a caminho: elas preenchem e assinam um formulário declarando serem contra qualquer ajuda artificial que prolongue a vida. Levando esta estratégia ao próximo nível, dúzias de pessoas começaram a <a href="http://www.youtube.com/results?search_type=&amp;search_query=testamento+biologico&amp;aq=f">postar vídeos curtos no YouTube</a> [it], nos quais detalham seus testamentos em vida. Mais de cem vídeos estão disponíveis neste momento, muitos com centenas de visualizações.</p>
<p>Também pelo YouTube, está o vídeo a seguir que apóia um projeto de lei <a href="http://testamentobiologico.ilcannocchiale.it/?r=151504">recentemente apresentado pelo senador e cirurgião Ignazio Marino</a>, a favor do valor legal desses &#8216;testamentos biológicos&#39;:</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/h09vjkkUCSk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/h09vjkkUCSk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<div class="contributors">Esta postagem foi co-escrita por Eleonora Pantò.</div>
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		<title>Palestina: Eles usaram nossas roupas como latrina</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Feb 2009 17:17:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiana Biondo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Blogs em Gaza estão reunindo informações sobre o que aconteceu durante os recentes ataques de Israel. Nessa atualização, nos ouvimos sobre famílias que tiveram suas casas pilhadas e cobertas de fezes por soldados israelenses; ficamos sabendo quais foram os efeitos das armas <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dense_Inert_Metal_Explosive">DIME</a> e ouvimos a história do pai que teve a filha bebê alvejada por disparos; e de como sua esposa amamentou a criança enquanto esta sangrava até a morte.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/ayesha-saldanha/">Ayesha Saldanha</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/thiana-biondo/'>Thiana Biondo</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/01/31/palestine-they-used-our-clothes-as-a-toilet/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Blogs em Gaza estão reunindo informações sobre o que aconteceu durante os recentes ataques de Israel. Nessa atualização, nos ouvimos sobre famílias que tiveram suas casas pilhadas e cobertas de fezes por soldados israelenses; ficamos sabendo quais foram os efeitos das armas <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dense_Inert_Metal_Explosive">DIME</a> e ouvimos a história do pai que teve a filha bebê alvejada por disparos; e de como sua esposa amamentou a criança enquanto esta sangrava até a morte.</p>
<p>A ativista canadense Eva Bartlett que posta no blog <em>In Gaza</em>, escreveu em 27 de Janeiro sobre ter visitado Ezbet Abbed Rabbo, parte Leste de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jabaliyah">Jabaliya</a>, uma área que foi invadida por tropas israelenses e onde muitas casas <a href="http://ingaza.wordpress.com/2009/01/27/abed-rabbo-one-familys-story/">foram ocupadas</a> [En]:</p>
<blockquote><p>The first house I visited was that of my dear friends, who we’d stayed with in the evenings before the land invasion began. […] Upstairs to the first level apartment. Complete disarray. Feces on the floor. Broken everything. Opened cans of Israeli army provisions. Bullet holes in walls. Stench. To the second floor, next two apartments, all of the extended sons and wives and children’s rooms. More disarray, greater stench. This was the main base, apparently, from the boxes of food – prepackaged meals, noodles, tins of chocolate, and plastic-wrapped sandwiches – and the left behind IOF soldiers’ clothing. A pair of soldiers trousers in the bathtub, soiled with shit.<br />
F. tells me: “The smell was terrible. The food was everywhere. Very disgusting smell. They put shit in the sinks, shit everywhere. Our clothes were everywhere. The last time they invaded (March 2008), it was easy. They broke everything and we fixed it. But this time, they put shit everywhere: in cupboards, on beds – my bed is full of shit.”<br />
She is strong and has handled the invasions before, but the desecration of her house has got her down.<br />
“A minute ago, Sabreen opened her clothing cupboard: there was a bowl of shit in it! They used our clothes for the toilet. They broke the door of the bathroom and brought into our room. I don’t know why.”<br />
[…] Two days later, I re-visited, the house much tidier but still soured with the clinging stench of the soldiers’ presence. “We’ve cleaned as much as we can, but it’s so difficult. We still don’t have running water, we have to fill jugs from the town water supply.” I’d walked the sandy track up, I know how hard it is even empty-handed on foot, let alone laden with heavy jugs or trying to navigate any sort of wagon to carry large amounts of water. The track had been more of a proper dirt road before. Before it, and the land around, was torn up by Israeli tanks and bulldozers.</p></blockquote>
<div class="translation">“A primeira casa que eu visitei foi a dos meus queridos amigos, com quem nós estivemos nas noites anteriores à invasão por terra começar. [&#8230;] Lá em cima do primeiro andar, completa desordem, fezes no chão. Tudo quebrado. Latas de suprimentos do exército israelense abertas. Buracos de balas na parede. Um odor horrível. No segundo andar, dois apartamentos próximos, toda a extensão de quartos de filhos, mulheres e crianças. Muito mais destruído e com um fedor pior. Essa foi a base principal, aparentemente pelas caixas de comida – refeições, noodles e pacotes de chocolate, e ainda sanduíches cobertos por papel de plástico – e atrás à esquerda, roupas do soldado das Forcas de Ocupação de Israel (IOF, em inglês). A calça de um soldado na banheira, sujas com excremento.<br />
F. me fala: “ O cheiro foi horrível. A comida estava em toda a parte. Um cheiro muito nojento. Eles colocaram merda na pia, merda em todo lugar. Nossas roupas estavam em todo lugar. A última vez que eles invadiram (Março, 2008), foi fácil. Eles quebraram com tudo e nós concertamos. Mas dessa vez, eles colocaram merda em todo o lugar: nos armários, nas camas – minha cama esta cheia de cocô”.<br />
Ela é forte e já suportou as invasões anteriores, mas a profanação da casa foi o que à colocou desolada:<br />
“Um minuto atrás, Sabreen abriu seu armário de roupas; tinha uma tigela de cocô lá dentro! Eles usaram nossas roupas como latrina. Eles quebraram a porta do banheiro trouxeram para o nosso quarto. Eu não sei o porquê.”<br />
[&#8230;]Dois dias depois, eu voltei. A casa mais arrumada, mas ainda com o cheiro carregado da presença dos soldados. “ Nós já limpamos o máximo que pudemos, mas é tão difícil. Nós continuamos sem água corrente, nós temos que encher jarras na vila que fornece água.” Eu já havia percorrido o caminho arenoso, eu sei o quão difícil é a pé mesmo com mãos vazias, imagine sozinho carregando pesadas jarras ou superando o caminho com qualquer tipo de carroça para trazer uma quantidade grande água. Antes, o percurso era apenas uma trilha enlameada. Antes disso, e o barro em volta ser transformado em via por soldados israelenses e tratores.&#8221;</div>
<p>Para fotos de abrigos temporários onde muitas pessoas foram obrigadas a ficar, veja <a href="http://talestotell.wordpress.com/2009/01/25/jan-25-temporary-shelters-in-jabalia/">aqui</a>:</p>
<p>Em outra atualização (29 de janeiro), Eva escreve sobre Yousef Shrater, pai de quatro crianças, que teve <a href="http://ingaza.wordpress.com/2009/01/29/yousef-shrater/">sua casa invadida</a> [En]:</p>
<blockquote><p>Shrater explains how the Israeli soldiers forcibly entered the house and ordered the family members out, separating men and women and locking them in a neighbouring house with others from the area. His father and mother, living in a small shack of a house nearby, were soon to join them. The soldiers then occupied the house for the duration of the land invasion, as Israeli soldiers did throughout the Abed Rabbo area, as they did throughout all of Gaza. And as with other houses in occupied areas, residents who returned to houses still standing found a disaster of rubbish, vandalism, destruction, human waste, and many stolen valuables, including mobile phones, gold jewelry, US dollars and Jordanian dinars (JOD), and in some cases even furniture and televisions, used and discarded in camps the soldiers set up outside in occupied areas. Shrater says the soldiers stole about US$1,000 and another 2,000 JOD (~US$2828) in gold necklaces. Back in the east-facing corner room, Shrater steps around a 1.5m by 1.5m depression in the floor where tiles have been dug up and the sandy layer of foundation beneath has been harvested. “They made sandbags by the window, to use as sniper positions.” The bags are still there, stuffed with clothing and sand. “They used my kids&#39; clothes for their sniper bags,” Shrater complains. “The clothes they didn’t put in sandbags they threw into the toilet,” he adds.</p></blockquote>
<div class="translation">Shrater explica como os soldados israelenses forçaram a entrada na casa e colocaram os membros da família para fora, separando homens de mulheres e trancando-os em uma casa da vizinhança com outros locais. O pai e a mãe dele, morando perto, em um puxado de um casebre, estavam então para se juntar a ele. Depois, os soldados ocuparam a casa durante toda a invasão terrestre, o mesmo que os soldados israelenses fizeram ao longo da área de Abed Rabbo, e como eles fizeram em toda Gaza. E, como outras casas das áreas ocupadas, residentes que retornaram para seus lares continuam encontrando o desastre do lixo, vandalismo, destruição, dejetos humanos e vários objetos de valores roubados; incluindo telefones celulares, jóias de ouro, dólares americanos e dinares jordanos; e em alguns casos até móveis e televisores usados e descartados em campos que os soldados prepararam do lado de fora das casas ocupadas. Shrater comenta que soldados roubaram cerca de 1 mil dólares americanos e mais 2 mil dinares jordanos (cerca de US$ 2828 dólares) em colares de ouro. Olhando para o lado direito do canto do quarto, Shrater dá passos ao redor de 1.5 m por 1.5 m de depressão no chão, onde azulejos foram arrancados e a camada arenosa da base em baixo foi recolhida. “Eles fizeram sacos de areia perto da janela, usando-a como posição para os atiradores”. Os sacos continuam lá, cheios de roupas e areia. “ Eles usaram as roupas de minhas crianças para o saco dos atiradores”, Shrater exclama. “ As roupas que eles não colocaram nos sacos, eles jogaram na privada”, ele completa.</div>
<p>O pai de Shrater foi raptado de sua própria casa:</p>
<blockquote><p>From the roof we see more clearly the surrounding area where tanks were positioned, the countless demolished and damaged houses and buildings, and bits of shrapnel from the tank missiles. Shrater’s father, 70, is on the roof, and begins to tell of his experience being abducted from his house and locked up with his wife and others for 4 days. “They came to our house there,” pointing to the low-level home which housed he, his wife, and their sheep and goats. “The Israeli soldiers came to our door, yelled at us to come out, and shot around our feet. My wife was terrified. They took all of our money, then handcuffed us. Before they blindfolded us, they let our goats and sheep out of their pens and shot them. They shot 8 dead in front of us.” The elderly Shrater and his wife were then blindfolded and taken to another house where for the next 4 days Israeli soldiers denied him his inhaler for his asthma and his wife her diabetes medications. Food and water were out of the question, and Yousef Shrater’s father says their requests for such were met with soldiers’ retorts ‘No, no food. Give me Hamas, I’ll give you food.’</p></blockquote>
<div class="translation">“Do telhado a gente vê melhor a área ao redor onde os tanques estavam posicionados; os incontáveis edifícios e casas demolidos e danificados, e ainda pedaços de estilhaços deixados pelos mísseis dos tanques. O pai de Shrater, 70, está no telhado, e começa a falar da experiência em ser raptado na própria casa e trancado com sua mulher e outras pessoas por 4 dias. “Eles vieram lá para casa”, aponta para a casa lá em baixo, onde foi o lar dele, da sua mulher, suas ovelhas e bodes. “ Os soldados israelenses vieram à nossa porta, gritaram para nós sairmos, e atiraram perto de nossos pés. Minha mulher estava aterrorizada. Eles levaram todo nosso dinheiro, e depois nos algemaram. Antes de nos vendar, eles deixaram nossos bodes e ovelhas saírem do curral e atiraram nelas. Eles mataram 8 em nossa frente.” O velho Shrater e sua mulher tiveram olhos vendados e foram levados para outra casa, onde pelos próximos 4 dias soldados israelenses privaram ele de seu inalador de asma, e `a sua mulher de remédios de diabetes. Comida e água estavam fora de questão, e o pais de Yousef Shrater comenta que seus pedidos para tanto tinham o sarcasmo com resposta. ‘Não, sem comida. Dê-me o Hamas, e então eu lhe darei comida’.</div>
<p>No blog <em>Tales to Tell</em>, a ativista australiana Sharyn Lock escreve (26 de janeiro) sobre uma conversa com um <a href="http://talestotell.wordpress.com/2009/01/26/26-jan-will-there-be-time-to-recover/">médico</a> [En]:</p>
<blockquote><p>When I saw Dr Halid the other day, on the request of a journalist, I asked him about evidence of the weapon called gbu39 or “dime” (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dense_Inert_Metal_Explosive">dense inert metal explosive</a>) bomb. This is believed to have been used by Israel for the first time in Lebanon in 2006, and now here as well. Dr Halid said the ICU doctors were seeing something new to them: what appeared to be mild external shrapnel injuries coupled with disproportionate massive internal damage.<br />
“There will be small chest wounds, but then the lungs will be destroyed. Or minor abdominal entry wounds but then kidneys and liver destroyed.” I heard today that it seems that the dense metal shrapnel splinters into tiny particles upon entry to the body, which are then carried by the bloodstream, swiftly shredding everywhere they reach. So many patients appear to stabilize, and then die shortly afterwards. As if that wasn’t enough, Lebanon experience suggests that those who do survive experience quick onset of cancer. What kind of mind dreams this stuff up?</p></blockquote>
<div class="translation">Quando eu vi o Dr. Halid outro dia, trabalhando como jornalista, eu perguntei a ele sobre evidências de armas chamadas gbu39 ou bombas “dime” (explosivo de metal inerte denso). Todos acreditam que isto foi usado por Israel no Líbano em 2006, pela primeira vez, e agora aqui também. Dr. Halid disse que médicos de Medicina Intensiva estavam vendo algo novo para eles: o que aparentava ser uma leve lesão externa provocada por estilhaços sem proporção alguma com nenhum dano massivamente interno. “Haverá poucas feridas no tórax, mas depois os pulmões serão destruídos. Ou pequenas feridas na entrada do abdômen, mas depois rins e fígados destruídos”. Eu escutei hoje que parece que esse denso metal se espalha em pequenas partículas entrando no corpo, e depois, carregado pela corrente sanguínea, ele rapidamente deixa em retalhos todo o lugar por onde passa. Muitos pacientes parecem ter uma estabilidade, e depois tem uma morte abrupta. E como se isso ainda não fosse suficiente, experiências do Líbano indicam que aqueles que sobreviveram, tiveram uma experiência inicial de câncer. Que tipo de cabeça idealiza coisas como essa?</div>
<p>Em outra atualização (22 de janeiro), <em>Sharyn</em> conta: sobre <a href="http://talestotell.wordpress.com/2009/01/23/jan-22-amers-story/">a história de Amer</a> [En]:</p>
<blockquote><p>Amer is 29. 14 people from his family were in the house that night, and they were all trying to sleep under their stairs as some sort of shelter. Even though the stairs were partly open to the back yard, the F16 attacks on the house made downstairs seem the safest place. […] Amer didn’t know it yet, but his brother Mohammed had already been killed elsewhere that day, struck by drone rockets.<br />
The Israeli soldiers came to their house at about 5.30am, after the house had been shelled for 15 hours, and immediately opened fire on the family, killing Amer’s father with three shots. Then they told the family to leave. Amer had called an ambulance (which had to turn back after being shot at) and was refusing to leave his father’s body but the soldiers said they would shoot him if he stayed, so they fled 300 yards up the dirt track behind their house, at which point they were shot at again by another group of soldiers. This time Amer’s brother Abdullah was shot, Amer and Shireen’s 6 year old daughter Saja was shot in the arm, and their 1 year old daughter Farah was shot in the stomach. They spent the next 14 hours sheltering behind a small hill of dirt, while the wounded bled, and were not allowed to access help though the soldiers were aware of the injuries. Having no other way to comfort her small daughter, whose intestines were falling out, Shireen breastfed Farah as the little girl slowly bled to death.<br />
After 14 hours, at about 8 in the evening, the soldiers sent dogs to chase them out of their shelter and dropped phosphorous bombs near them, but due to the wounded family members and having bare feet in an area of broken glass and rubble, escape was difficult. The army took the three wounded and put them behind the tanks, and captured Amer, but the rest of the family managed to get away and call the Red Crescent. The ambulance that eventually reached the injured people 7 hours later (driven by my medic friend S) took an hour to find them, and by this time Farah was dead. […] Amer was held for 5 days in army custody (the first 3 without access to food, water, or a bathroom), beaten and tortured, and questioned about resistance activity which he knew nothing about. When he was finally released on the border, the army sent two known collaborators to escort him, so it would look to the resistance fighters like he himself was a collaborator. But the fighters knew who he was and that he was not a collaborator. He tells us:<br />
“I had my four children young, and they gave me the most happiness in my life. I took such good care of them. […] Now my remaining children will not go to sleep without their shoes on, because they think we will have to run for our lives again.”</p></blockquote>
<div class="translation">Amer tem 29 anos. 14 pessoas de sua família estavam na casa `aquela noite, e eles estavam tentando dormir debaixo das escadas, um tipo de abrigo. Apesar das escadas serem um pouco abertas para o jardim dos fundos, os ataques do F16 à casa fizeram com que ali embaixo fosse o lugar mais seguro. [&#8230;] Amer ainda não sabia disso, mais seu irmão Mohammed já havia sido morto em algum lugar, atingido por um míssil controlado por longa distância. Os soldados israelenses vieram para a deles lá pelas 5.30 da manhã, depois da casa já ter sido destroçada por 15 horas, e começaram a atacar a família imediatamente, matando o pai de Amer com três tiros. Depois eles falaram para a família para irem embora. Amer tinha chamado uma ambulância (a qual teve que voltar depois ter sido alvo de tiros) e estava recusando a deixar o corpo do pai, mas os soldados disseram que também atirariam dele se ele permanecesse, então eles fugiram 300 jardas (um pouco mais de 300 metros) à cima de uma trilha suja, atrás da casa deles, onde novamente eles foram alvo de tiros de outro grupo de soldados. Nessa hora, Abdullah, irmão de Amer era morto, Amer e a irmã de Shireen de anos de idade, Saia, levavam tiros nos braços, e a irmã de 1 ano, Farah recebia tiros no estômago. Eles passaram as próximas 14 horas abrigados atrás de um barranco sujo, enquanto sangravam feridos, e não eram permitidos a pedirem socorro, apesar dos soldados saberem que eles estavam feridos. Não tendo outra maneira de confortar sua pequena irmã, que tinha o intestino saindo às vistas, Shireen amamentou Farah, enquanto a pequenina sangrava aos poucos até a morte. Depois de 14 horas, umas 8 da noite, os soldados soltaram cachorros para rastreá-los no abrigo e lançaram bombas de fósforo branco perto deles, mas por causa dos membros feridos da família e tendo pés descalços em uma área com escombros e vidros quebrados, escapar era difícil. O exército levou os três feridos e os colocaram atrás do tanque, e capturaram Amer, mas o restante da família conseguiram fugir e chamar o Crescente Vermelho (Palestinian Red Crescent Movement). A ambulância que finalmente conseguiu chegar para os feridos 7 horas mais tarde (dirigida pelo meu amigo médico S) levou uma hora para achá-los, em uma altura dessas Farah estava morta. [&#8230;] Amer foi mantido preso por 5 dias sob custódia do exército (os primeiros 3 dias sem direito a comida, água ou banheiro), espancado e torturado, foi interrogado sobre movimentos de resistência que ele não sabia nada sobre. Quando ele foi finalmente solto na fronteira, o exército enviou dois colaboradores para escoltá-lo, pois assim ficaria parecendo para os militantes da resistência que ele mesmo era um colaborador. Mas os militantes sabiam quem ele era e que ele não era colaborador nenhum. Ele nos fala: Eu tive meus quatro filhos bem jovem, e eles me deram a maior felicidade em minha vida. Eu cuidei tão bem deles. [&#8230;] Agora os filhos que me restaram não irão dormir sem tirar os sapatos, porque eles pensam que teremos que correr de novo para salvar nossas vidas”.</div>
<p><em>Mohammed Ali</em>, que trabalha para a NGO Oxfam, escreve no blog da Oxfam (20 de janeiro) sobre <a href="http://www.oxfam.org.uk/applications/blogs/pressoffice/?p=3356">as crianças de sua irmã </a>[En]:</p>
<blockquote><p>My sister will not leave her house; she is still scared that something terrible might happen if she steps out of her front door. Since the ceasefire started, she has encouraged her children to return to sleeping in their beds. She awoke this morning to find her kids curled together in the centre of the living room, like they had been doing for the last three weeks. It will take them weeks, months if not years for their wounds caused by this conflict to heal.</p></blockquote>
<div class="translation">Minha irmã não ira deixar a casa dela; ela continua com medo que algo terrível irá acontecer se ele pisar os pés fora de casa. Desde que o cessar fogo começou, ela tem incentivado seus filhos para voltarem a dormir em suas camas. Ela acordou essa manhã e encontrou as crianças agarradas umas as outras na sala, como elas haviam feito nas três últimas semanas. Levará semanas, meses, e quem sabe anos para eles terem as feridas causadas por esse conflito então saradas.</div>
<p>Natalie Abou Shakra, uma ativista libanesa, posta no <em>Moments of Gaza</em>; em uma atualização escrita em 20 de janeiro onde descreve a visita de Dr. Imad, <a href="http://gaza08.blogspot.com/2009/01/natalie-abou-shakra-becoming-true.html">professor de microbiologia</a> [En]:</p>
<blockquote><p>As I get into Imad&#39;s living room I see a painting of a woman, with traditional Palestinian attire, pink (remember that the colour pink is targeted by the Israeli Occupation Forces… pink pajamas… especially children in pink pajamas)… the painting was on the floor, and there was a hole in the wall where it used to hang… it was a beautiful painting… vibrant and full of life… perhaps, that is why it was targeted. On another wall, there was a photo of a man and woman in an intimate position, kissing… I stood in front of it. Don&#39;t we have the right to love and intimacy too? We want the right to love and intimacy too… They bombed two bedrooms, and the holes were just above the beds… the ruins were all on the bed. Intimacy… ‘love&#39;… sex… destroyed. A society whose right to develop [has been] hindered, obstructed.</p></blockquote>
<div class="translation">Enquanto eu entrava na sala de Imad, eu podia ver a pintura de uma mulher com roupas tradicionais da Palestina, rosa (lembre-se que a cor rosa é alvo das Forças de Ocupação de Israel&#8230; pijamas de cor rosa&#8230;especialmente crianças em pijamas cor-de-rosa)&#8230; o quadro estava na parede, e tinha um buraco na parede onde ele costumava star pendurado&#8230;era uma pintura muito bela&#8230;vibrante e cheia de vida&#8230;talvez, seja esse motivo pelo qual foi atingido. Em outra parede, tinha a foto de um homem e de uma mulher em uma posição íntima, se beijando&#8230;Eu fiquei em pé, olhando. Nós também não temos o direito da intimidade e do amor? Nós queremos o direito de amar e da intimidade também&#8230;Eles bombardearam dois quartos, e os buracos estavam apenas em cima das camas&#8230;as ruínas estavam em todo o quarto.Intimidade&#8230; ‘amor’&#8230;sexo&#8230;destruídos. O direito de se desenvolver de uma sociedade [tem sido] foi impedido, obstruído.</div>
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		<title>Saúde Global: Obama Suspende a &#8220;Regra Global da Mordaça&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Feb 2009 13:38:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elisa Thiago</dc:creator>
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Em sua primeira semana de atuação, o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, suspendeu uma medida política conhecida, popularmente,  como  &#8220;Regra Global da Mordaça.&#8221; [en] A mudança está sendo aplaudida por grupos ligados aos direitos das mulheres e à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juhie-bhatia/">Juhie Bhatia</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/elisathiago/'>Elisa Thiago</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/02/05/global-health-obama-lifts-global-gag-rule/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img class="alignright" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/3237403039_a11fc4794f_m.jpg" alt="" />Em sua primeira semana de atuação, o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, suspendeu uma medida política conhecida, popularmente,  como  <a href="http://uk.reuters.com/article/usPoliticsNews/idUKTRE50M41O20090123?sp=true">&#8220;Regra Global da Mordaça.&#8221;</a> [en] A mudança está sendo aplaudida por grupos ligados aos direitos das mulheres e à saúde pública, pois restabelecerá, globalmente, a ajuda financeira aos programas internacionais de planejamento familiar.</p>
<p>A medida, também conhecida como a &#8220;Política da Cidade do México&#8221;, proibe que fundos do governo americano sejam encaminhados a equipes e clínicas de  planejamento familiar fora dos EUA que realizam ou promovem abortos ou que fazem lobby para sua legalização. Obama suspendeu a proibição um dia depois do 36º aniversário do Roe contra Wade, o caso que levou à legalização do aborto nos EUA. A norma foi criada em 1984 e, desde então, foi várias vezes revogada e aprovada pelos presidentes que se seguiram. Uma postagem no blog <em>South-South</em> <a href="http://ppdafrica.blogspot.com/2009/01/global-gag-rule-rescinded-today-by-us.html">explica</a> [en]:</p>
<blockquote><p>“The Global Gag Rule [also known as the “Mexico City Policy” or specifically, The Foreign Assistance Act of 1961 (22 U.S.C. 2151b(f)(1))] denied United States family planning funds to foreign NGOs that use their own private, non-U.S. dollars to counsel women, make referrals for abortion, or perform abortions. It even denied U.S. funds to NGOs that expressed support for laws to make abortion safe and legal. The Global Gag Rule was in effect from 1985 until 1993, when it was rescinded by President Clinton. President George W. Bush reinstated the policy in 2001, where it was in effect until Friday, 23 January 2009.”</p></blockquote>
<div class="translation">A Regra Global da Mordaça [também conhecida como a &#8220;Política da Cidade do México&#8221; ou, especificamente, a Lei de Assistência aos Países Estrangeiros de 1961 (22 U.S.C. 2151b(f)(1))] impede que os recursos da cooperação norte-americana para financiamento de atividades de planejamento familiar sejam transferidos a ONGs estrangeiras que utilizem seus dólares para dar assistência a mulheres, elaborar orientações para abortos ou realizar abortos.  Nega recursos americanos até mesmo para ONGs que expressaram seu apoio a leis que tornam o aborto uma prática segura e legal. A Regra Global da Mordaça teve validade de 1985 até 1993, quando foi rescindida pelo Presidente Clinton. O Presidente George W.Bush re-introduziu a medida em 2001, que permaneceu ativa até sexta, 23 de janeiro de 2009.</div>
<p>Críticos apelidaram a proibição de &#8220;Regra Global da Mordaça&#8221; pela maneira como ela restringe as equipes lá fora de participar da discussão sobre o aborto em seus países. <em>Texas in A</em><em>frica</em>, <a href="http://texasinafrica.blogspot.com/2009/01/gag-reflex.html">aponta para o fato</a> [en] de que um outro problema com a medida é que suas restrições são amplas demais.</p>
<blockquote><p>“The Global Gag Rule doesn&#39;t take a country&#39;s policies on abortion into account. Instead, it blocks funding from any organization that supports abortion rights anywhere in the world. That means if Planned Parenthood operates a clinic in rural Uganda that gives advice on family planning and provides prenatal screening, it loses funding when the Global Gag Rule is in effect because of its pro-choice stance on policies in the U.S. This happens regardless of the fact that abortion is illegal in Uganda unless it involves preserving the mother&#39;s life or health.<br />
When the Bush administration reinstated the Global Gag Rule in 2001, clinics all over Africa lost all of their funding. In many places, especially in Kenya and Ghana, it meant that tens of thousands of people lost their only access to health care. Period.”</p></blockquote>
<div class="translation">A Regra Global da Mordaça não leva em conta as políticas voltadas para o aborto de cada país. No lugar disso, bloqueia o financiamento para qualquer organização que dá apoio aos direitos ao aborto qualquer que seja o lugar no mundo. Significa dizer que se o Planned Parenthood [Paternidade Planejada] opera uma clínica na região rural da Uganda que oferece assistência em planejamento familiar e em exames pré-natal, ela perde o financiamento quando a Regra Global da Mordaça entra em operação por causa de sua postura pró-escolha das medidas políticas americanas. Isto ocorre a despeito do fato de que o aborto é ilegal na Uganda, a não ser quando é feito para preservar a vida ou a saúde da mãe.<br />
Quando o governo Bush re-introduziu a Regra Global da Mordaça em 2001, as clínicas por toda a África perderam todo o seu financiamento. Em muitos lugares, especialmente no Quênia e em Gana, isto significou a perda de acesso a cuidados médicos para milhares de pessoas. Ponto final.</div>
<p>Frente a esses fatos, muitos blogueiros estão elogiando a decisão de Obama e o impacto em potencial que terá nas questões de saúde reprodutiva e planejamento familiar pelo mundo afora. <em>Danie, Danie, Danie </em><a href="http://daniedaniedanie.blogspot.com/2009/01/president-obama-repealed-global-gag.html">acredita</a> [en] que deveríamos agradecer Obama, enquanto que Arash Kardan <a href="http://www.almadinnah.com/2009/01/breaking-obama-reverses-the-global-gag-rule/">bloga</a> [en]:</p>
<blockquote><p>“Desperately poor women with high risk pregnancies won’t have to die because their doctor can’t tell them about termination options. Many will have more access to safe abortion care, and won’t die or face permanent injury due to risky do-it-yourself procedures. Women won’t have to get pregnant because their local birth control clinic had to choose between no funding or substandard, dishonest care, and subsequently closed down…This is what change can mean. Thousands of women’s lives saved. And after the past 8 years of this deadly policy, it’s about time.”</p></blockquote>
<div class="translation">Mulheres miseráveis com gravidez de alto risco não terão que morrer porque o médico está impedido de falar sobre opções de interrupção da gravidez. Muitas terão mais acesso a cuidados para aborto seguro e não morrerão ou terão que enfrentar danos permanentes devido a procedimentos do tipo faça-você-mesmo de alto risco. Mulheres não terão que engravidar porque suas clínicas locais de controle de natalidade tiveram que escolher entre financiamento ou cuidados desonestos, abaixo do padrão, e, em seguida fecharam as portas&#8230;É isto que mudança pode significar. As vidas de milhares de mulheres salvas. E já era tempo, após 8 anos dessa política de morte.</div>
<p>No entanto, muitos grupos contra o aborto condenaram a mudança, com o argumento, por exemplo, de que os dólares de impostos pagos pelos americanos não deveriam ser gastos em apoio ao aborto e que isto abre a porta para um número crescente de abortos mundo afora. O Vaticano <a href="http://www.timesonline.co.uk/tol/news/world/us_and_americas/article5585562.ece">posicionou-se</a> [en] contra a decisão de Obama e a mudança causou medos em alguns países que vivenciaram o impacto deste financiamento. O blogue <em>Mike in Manila</em> <a href="http://mikeinmanila.wordpress.com/2009/01/24/obama-reveses-mexico-city-policy-us-to-fund-abortion-clinics-in-third-world/">debate</a> [en] a reação nas Filipinas:</p>
<blockquote><p>“There are fears that now US funds will be released here in Asia as well to fund programs towards a global legalization of abortion. Some pro-Abortion groups have lobbied to tie in US Aid to legalization of abortion in the developing world.<br />
A move that greatly concerns members of the CBCP [Catholic Bishops&#39; Conference of the Philippines] in the country who have called on Philippine-Americans of all faiths to signify their voices against the new executive order as well as for a campaign by them to elected members of the house and senate to be emailed and called by Catholics all over to world to ensure that the ‘pro-death and pro-abortion&#39; stance of the extreme left of American politics is not pushing to impose abortion supportive or legalization policies to the rest of the world.”</p></blockquote>
<div class="translation">Há receio de que agora os financiamentos americanos serão aplicados aqui na Ásia também para financiar programas em prol de uma legalização geral do aborto. Alguns grupos pró-aborto fizeram lobby para amarrar o US Aid para a legalização do aborto no mundo em desenvolvimento.<br />
Uma decisão que preocupa bastante os membros do CBCP [Conferência Católica dos Bispos das Filipinas] no país que conclamou os Filipino-Americanos de todas as religiões a dar força às suas vozes contra a nova ordem executiva assim também como para uma campanha deles para os membros eleitos da Câmera e do Senado a ser enviada por email e invocada por Católicos de todos os cantos do mundo para certificar-se que a postura &#8216;a favor da morte e do aborto&#39; da esquerda radical da política americana não tente impor ao resto do mundo políticas de apoio e pela legalização.</div>
<p>Entretanto, Nicholas, blogando no <em>Staying Left, Living and Driving in South Africa</em>, <a href="http://stayingleft.blogspot.com/2009/01/global-gag-rule.html">chama a atenção </a>[en] para o fato de que a escolha por fazer um aborto não fica sempre clara nos países que necessitam desse financiamento:</p>
<blockquote><p>“When thinking about abortions, especially in developing countries, the arguments seem quite compelling. In sections of the KwaZulu Natal region of South Africa, up to 50% of pregnant women are HIV+. If my work were successful, we could reduce transmission of HIV from mother to baby into the single digits, instead of 30+% in most parts of the country. However, that means we&#39;d have carefully execute a number of steps in a process without faltering. Given the fragility of the health system, the likelihood of passing HIV to the baby is quite high, and if I were the pregnant one, its not a roulette game I&#39;d want to be playing.”</p></blockquote>
<div class="translation">Quando se pensa sobre os abortos, em particular nos países em desenvolvimento, os argumentos parecem ser bem convincentes. Em setores da região KwaZulu Natal da África do Sul uma cifra de até 50% das mulheres grávidas são HIV soro-positivas. Se meu trabalho fosse bem sucedido, poderíamos reduzir a transmissão do HIV da mãe para o bebê a um dígito, no lugar dos mais de 30% positivos encontrados na maioria das regiões do país. No entanto, significa que teríamos que conseguir executar, com todo o cuidado, um número de ações no processo sem cometer um só erro. Dada a fragilidade do sistema de saúde, a probabilidade de transmitir o HIV para o bebê é muito alta, e se fosse eu a grávida, não seria uma <em>roleta russa </em>que gostaria de estar jogando.</div>
<p>Imagem do <em><a href="http://flickr.com/photos/nataliestat/3237403039/">The Abortion Debate</a></em> [O Debate sobre o Aborto] de <a href="http://flickr.com/photos/nataliestat/"><em>Better in the Basement</em></a> no <em>Flickr</em>.</p>
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		<title>Bolívia: Lidando com a dengue de perto</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jan 2009 22:57:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
		<category><![CDATA[Bolivia]]></category>
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		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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		<description><![CDATA[As chuvas fortes no leste da Bolívia ajudaram a criar o ambiente de reprodução ideal para os mosquitos transmissores do vírus causador da dengue. Existe também uma forma mais grave da doença que causa hemorragia e que já acarretou a morte de 3 pessoas no país. Um blogueiro relata suas experiências pessoais lidando com a doença.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/eduardo-avila/">Eduardo Avila</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/01/23/bolivia-dealing-with-dengue-fever/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>As chuvas fortes no leste da Bolívia causaram a destruição de lavouras e casas particulares devido a grandes enchentes que trouxeram. Elas, entreanto, também ajudaram a criar o ambiente de reprodução para os mosquitos transmissores do vírus causador da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dengue">dengue</a>. Dentre os sintomas estão fortes dores de cabeça, nos músculos e nas juntas. Existe também uma forma mais grave de dengue que causa hemorragia e que já acarretou a <a href="http://edition.cnn.com/2009/WORLD/americas/01/21/bolivia.dengue.deaths/">morte de 3 pessoas no país</a> [en].</p>
<p>Como Erika Pinto do <em>Alkolica </em>[es] destaca, a dengue já chegou à cidade de Santa Cruz, <a href="http://alkolica.blogspot.com/2009/01/lluvias-dengue-derrumbes-y-referendums.html">e ela espera que a doença não se espalhe até sua cidade natal, Trinidad</a>.</p>
<p>O blogueiro Willy Andrés, de Santa Cruz, tem passado <a href="http://www.willyandres.com/?p=930">por experiências pessoais lidando com a dengue</a> [es]:</p>
<blockquote><p>Esta muy complicado esto del dengue por estos rumbos; no es de tenerlo en poco, especialmente viendo testimonios de personas que han quedado marcadas de por vida por no tratar a tiempo y como debe ser esa enfermedad. Y pensar que todo esto es por culpa de un insecto tan peqeño, al final de todo… ¡qué débiles somos!.</p>
<p>He tenido el tiempo en que pasé por esa enfermedad, no es nada agradable sinceramente, los dolores en las articulaciones, en los músculos… es como si te hubieran pegado.</p></blockquote>
<div class="translation">
<p>Está muito complicado essa coisa de dengue pelas bandas de cá, não dá para      subestimar     o assunto, especialmente quando se vê os testemunhos de pessoas que tiveram a vida marcada porque ela não foi tratada a tempo, o que é muito importante quando se trata dessa enfermidade. E pensar que tudo isso é culpa de um inseto pequeno, no fim das contas&#8230; como somos fracos!</p>
<p>Houve um tempo em que passei por essa enfermidade, e, para dizer a verdade, as dores nas articulações e nos músculos não são nem um pouco agradáveis, sinceramente&#8230;  é como se tivessem nos dado uma surra.</p>
</div>
<p>Agora ele está cuidando da esposa, que recentemente foi enfectada com dengue. Além disso, ela está grávida de 3 meses, o que traz um nível de preocupação a mais. Eles visitaram várias clínicas em Santa Cruz, e só no segundo consultório receberam o devido atendimento médico. As coisas estão bem melhores agora e o bebê não foi afetado. Ele acrescenta:</p>
<blockquote><p>gracias a Dios, Sara esta mucho mejor y con los medicamentos indicados. A cuidarse del dengue.</p></blockquote>
<div class="translation">
<p>Graças a Deus, Sara está muito melhor e tomando os medicamentos corretos. Proteja-se contra a dengue.</p>
</div>
</div>
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		<title>Angola: Com ébola bem do lado, as fronteiras foram fechadas</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/01/14/angola-com-ebola-ao-lado-as-fronteiras-foram-fechadas/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Jan 2009 21:54:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claraonofre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Angola]]></category>
		<category><![CDATA[D.R. of Congo]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Portuguese]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Sub-Saharan Africa]]></category>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porClara Onofre  &#183; Traduzido por claraonofre &#183;  Veja o post original 
Devido a um novo surto do vírus da ébola na República Democrática do Congo, o governo angolano viu-se obrigado a fechar parte da fronteira que partilha com o Congo, a fim de impedir que o maléfico vírus se infiltre em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/clara-onofre/">Clara Onofre</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/claraonofre/'>claraonofre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/01/14/angola-with-ebola-around-the-corner-borders-are-closed/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Devido a um novo surto do vírus da <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/01/11/dr-congo-containing-the-ebola-outbreak/">ébola na República Democrática do Congo</a>, o governo angolano viu-se obrigado a fechar parte da fronteira que partilha com o Congo, a fim de impedir que o maléfico vírus se infiltre em território nacional. O movimento migratório constante entre a Lunda Norte (nordeste do país) e o Congo foi sumariamente suspenso. Convém referir que a província da Lunda Norte é região de garimpo, e por isso serve de imã para imigrantes. Eis o que escreve <a href="http://www.blog.comunidades.net/nelo/index.php?op=arquivo&amp;idtopico=481918">Nelo de Carvalho</a> no blog Blog do Nelo Ativado acerca do encerramento das fronteiras e a pressão sobre o governo:</p>
<blockquote><p>“Dizer que as fronteiras devem ser fechadas temporáriamente e que ninguém deve entrar e sair para fora do país, usando aquela direcção ou região fronteiriça. Nem mesmo o mosquito da dengue e se entrar, deve ser perseguido. É estratégia que qualquer infante usaria nas suas horas de brincadeira de soldado ou guerrilheiro, ou até de general. Por isso, não temos autoridade nem competência para dar palpites. A não ser desejar sorte e torcer para que tudo saia bem. Neste início de ano, aos angolanos desejamos sorte, com ébola ou sem ébola”.</p></blockquote>
<p>De acordo com o ministro da saúde angolano, o governo prepara-se para alertar a população sobre os meios a utilizar de forma a prevenir a infecção deste vírus poderoso. Estas medidas abrangem além da Lunda Norte, as províncias do Moxico, Malanje, Uíge e Lunda Sul. Aparentemente são cerca de 40, os casos de ébola que provocaram mais de dez mortes, detectados nos ultimos dois meses no Congo.</p>
<p>Há dois anos e vindo igualmente do Congo, nomeadamente do Kasai Ocidental, o vírus provocou a morte de aproximadamente 180 pessoas. O blog <a href="http://lampeirota.blogs.sapo.pt/44070.html">Lampeirota</a> lamenta a situação:</p>
<blockquote><p>“De vez em quando a doença é falada. É costume meu não ficar a pensar no assunto, escudada na ideia de que é improvável que ela me apanhe a jeito.</p>
<p>É incorrecto. Hoje já não podemos ter certezas dessas. Tudo chega a todo o lado, rapidamente.</p>
<p>Lamento muito por aquela gente que está a defrontar-se com tal inimigo.</p>
<p>Não é a morte que me assusta. É o caminho até ela..”</p></blockquote>
<p>Segundo o representante da OMS em Angola, Diosdado Nsue-Micawg, suspeita-se que o manuseio de macacos mortos nas florestas do Congo esteja na base do reaparecimento da doença. Apesar de felizmente ainda não existirem casos de ébola em Angola, o ministro da saúde afirma que o país encontra-se preparado para lidar com qualquer eventualidade relacionada com esta doença, devido à experiência vivida com a febre de Marburgo, uma versão menos perigosa do vírus que causa o ébola.</p>
<p>Esta é quarta vez que o ébola se faz presente no Congo, desde que começaram os surtos em 1976. Esta doença é altamente infecciosa e provoca febre, vómito, diarréia e sangramento interno e externo. Em 2005, <a href="http://www.reuters.com/article/africaCrisis/idUSL8586536">329 pessoas morreram por causa do Marburg na cidade de Uige, no nordeste de Angola</a> [en], perto da fronteira com o Congo.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/hukuzatuna/2536860585/"><img class="aligncenter size-full wp-image-55373" title="Ebola virus" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/01/2536860585_e4689c3966.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Fotografia micográfica do RNA do filovirus que causa a Febre Hemorrágica Ebola. Foto: Cortesia de CDC/Cynthia Goldsmith. Do usuário do Flickr <a href="http://www.flickr.com/photos/hukuzatuna/">hukuzatuna</a></strong></p>
<div class="contributors"><a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/"></a></div>
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