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	<title>Global Voices em Português &#187; Governança</title>
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	<description>O mundo está falando. Você está ouvindo?</description>
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		<title>Blogueiros: Caribé, um idealista incurável e ciberativista no Brasil</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/11/15/blogueiros-caribe-um-idealista-incuravel-e-ciberativista-no-brasil/</link>
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		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 22:00:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Global Voices entrevistou João Carlos Caribé, um dos blogueiros ciberativistas mais influentes do Brasil e responsável pela mais bem-sucedida campanha no que tange a luta contra a censura na Internet brasileira: o movimento Mega Não.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/diego-casaes/">Diego Casaes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/11/15/blogger-profiles-caribe-an-incurable-idealist-and-cyberactivist-in-brazil/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>O Global Voices Online é <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/06/11/brasil-dialogos-amplificados-na-luta-contra-o-projeto-azeredo/">bastante ativo</a> quando se trata da cobertura das ameaças à liberdade de expressão no Brasil. Dentre <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/23/brasil-decisoes-judiciais-ameaca-crescente-a-liberdade-online/">tais ameaças</a>, o <a href="http://globalvoicesonline.org/2006/11/11/holding-the-line-for-internet-freedoms-in-brazilian-cyberspace/">Projeto de Lei de Crimes Digitais</a> [en], conhecido como Lei Azeredo e as <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/23/brasil-a-internet-livre-entrou-mesmo-no-cenario-eleitoral/">discussões sobre a Reforma da Lei Eleitoral</a> são considerados pela blogosfera como modos de se restringir os direitos dos cidadãos comuns na web. Neste post, encontraremos-nos com um dos blogueiros ciberativistas mais influentes do Brasil e responsável pela mais bem-sucedida campanha na Internet no que tange a luta contra a censura na Internet brasileira: o movimento <a href="http://meganao.wordpress.com/">Mega Não</a>.</p>
<p><em>João Carlos Caribé</em>, conhecido popularmente por <em>Caribé</em> apenas, é um <a href="http://entropia.blog.br/">ativista nato</a>. Em suas próprias palavras, ele diz: &#8220;O ativismo é algo que está no meu DNA, sou um idealista incurável, quanto mais a gente pesquisa, mais aprende e mais  fica  inconformado; muitas vezes a ignorância é uma dádiva&#8221;.</p>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_4483" class="wp-caption aligncenter" style="width: 374px"><img class="size-large wp-image-4483 " title="CaribeGVoices" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/09/CaribeGVoices-1024x1005.jpg" alt="Caribe and the national flag colors in the background. Logo stands for the #meganao movement and is accredited to @marioamaya." width="364" height="359" /><p class="wp-caption-text">Caribé e as cores da bandeira nacional. O logo representa o movimento Mega Não e foi criado por Mario Amaya.</p></div>
<p>Desde pequeno sonhava em ser um super heroi e proteger os fracos e oprimidos, este ideal infantil cresceu e amadureceu. Hoje ele vem se manifestando de diversas formas, seja pela luta para liberdade na internet, seja pelo voluntariado educacional, ou pela crítica implacável [nas mídias sociais]; e completa ser impossível ficar parado frente a tanta coisa. Irreverente, no seu perfil do Twitter nos deparamos com a seguinte mensagem:</p>
<blockquote><p><strong>Bio</strong> Procura no Google! Eu falo palavrão, sacanagem e xingo politicos, siga por conta e risco.</p></blockquote>
<p><strong>Quem é o @caribe?</strong></p>
<p>O cientista que habita em mim, leva-me a desconstruir mentalmente sólidas estruturas sociais, econômicas e culturais para simular sua obsolescência em busca de uma resposta: O que vem depois? Hoje sou Publicitário, já fui DJ, trabalhei em Engenharia, Análise de Sistemas, e O&amp;M; sempre gostei de um desafio novo. Sou um idealista incurável!</p>
<p><strong> Há quanto tempo utiliza blogs e de quantos participa?</strong></p>
<p>Apesar de atuar na Internet desde 1996, só vim a criar um blog no final de 2002, chamava-se <em><a href="http://ex-gordo.blogspot.com/">Ex-Gordo</a></em>, em 2005 criei o meu blog pessoal, o <em><a href="http://entropia.blog.br/">Entropia!</a></em>. No início de  2006 criei o blog coletivo <em><a href="http://ppgmkt.blogspot.com/">Propaganda &amp; Marketing</a></em> e somente no final de 2006 criei outro blog coletivo, o <em><a href="http://xocensura.wordpress.com/">Xô Censura</a></em> quanto tomei conhecimento do AI5digital, o projeto do Azeredo; podemos dizer que aí dei inicio a minha participação no Ciberativismo Brasileiro. Em 2007, eu criei o coletivo <em><a href="http://perspectiva.ning.com">Perspectiva</a></em> que é o networking do bem, e mais adiante um blog coletivo, o <em><a href="http://blogcidadao.wordpress.com/">Blog Cidadão</a></em>. Em agosto de 2008 criei o coletivo <em><a href="http://ciberativismo.ning.com">Ciberativismo na rede Ning</a></em>. No início deste ano fui convidado pelo <em>Sérgio Amadeu</em> (que também assina o movimento Mega Não) a participar do<em> <a href="http://www.trezentos.blog.br/">Trezentos</a></em> e por fim, e por enquanto, criei o blog <em><a href="http://meganao.wordpress.com/">Mega Não</a></em>, que tem o objetivo de ser um meta-manifesto que tem superado as minhas expectativas.</p>
<p>Entre 1996 e 2002 eu estava envolvido com outros projetos também na web.  Em 1996 eu criei um site pessoal, em que publicava variedades sobre gerenciamento  e tecnologia, no ano seguinte criei o <em><a href="http://www.flash-brasil.com.br/">Flash Brasil</a></em>, uma comunidade que girava em torno do Flash da Macromedia. Estava criando sem querer um modelo de negócios que nos levou a ficar entre os Top 5  revendedores  que chamou a atenção da Vice Presidência de Marketing da Macromedia que passou a citar o Flash Brasil como <em>case</em> de sucesso e culminou com um convite para dar uma palestra em 2001 em Nova Iorque para mais de cem líderes de comunidades do mundo inteiro. Aliás, 2001 foi um ano do tipo &#8220;céu e inferno&#8221; pois no final do ano o processo de estouro da bolha da Internet estava bem avançado e já havia afetado seriamente meu negócio. Contudo, o Flash Brasil ainda tem um número de acessos bastante significativo, com mais de 500 mil visitas por mês.</p>
<p><strong> Como você se transformou em um ciberativista? E quais os ativismos fora da rede? (pergunta de <em><a href="http://twitter.com/maria_fro">Conceição Oliveira</a></em> via Twitter)</strong></p>
<p>Eu acho que não foi uma transformação, foi uma evolução natural, o ativismo é algo que está no meu DNA, sou um idealista incurável, quanto mais a gente pesquisa, mais aprende e mais  fica  inconformado; muitas vezes a ignorância é uma dádiva. Comecei a fazer algo de concreto quando me dediquei ao voluntariado. Atualmente estou sem tempo para continuar praticando o voluntariado, mas sinto falta, pois é gratificante demais; é uma terapia e um tremendo remédio para depressão.</p>
<p>Em 2006, tomei conhecimento do AI5Digital pelo <a href="http://www.internetlegal.com.br/sobre/omar/"><em>Omar Kaminski</em></a> - advogado conceituado no Brasil no que se refere o Direito e as Novas Tecnologias - na Comunidade Cibercultura no Orkut, o projeto tramitava no Senado e iria ser votado no dia oito de novembro de 2006. Entrei de cabeça. Fiz o que chamamos de <em>protest-o-matic</em>, que era um formulário que qualquer um poderia preencher e enviar uma mensagem a todos os Senadores. Mais de 3000 emails foram enviados em menos de 24 horas, e o projeto não foi votado, os Senadores decidiram tramitá-lo por outras comissões.</p>
<p style="text-align: center;">
<p>Daí para frente fui literalmente me educando politicamente, estudando, aprendendo, e comecei a perceber claramente as estratégias políticas; passei a enxergar um mundo que antes não conhecia, aliás um mundo que antes eu não concebia. Neste meio tempo fui conhecendo outros ciberativistas, pude constatar que a Internet é mesmo um mundo de pontas, fui vivenciando todas aquelas teorias fantásticas como a Inteligência Coletiva, o <em>Crowdsourcing</em>, Manifesto <em>Cluetrain</em>, dentre outras.</p>
<p>Praticamente não tenho feito ativismos fora da rede, eu entendo que o ciberativismo, que os críticos chamam de ativismo de sofá, é muito mais poderoso, rápido e eficiente, ele só precisa se completar nas pontas em ativismo presencial para que os &#8216;analógicos&#39; possam entendê-los. Fora os ativismos anarquistas dos tempos de faculdade, os únicos atos públicos que participei foram o do Rio de Janeiro e via Skype no do Rio Grande do Sul.</p>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_4626" class="wp-caption aligncenter" style="width: 440px"><img class="size-full wp-image-4626  " title="3679362609_fca0019753_b" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/3679362609_fca0019753_b.jpg" alt="Caribé discursa sobre o Movimento Mega Não e a censura na Internet durante um Ato Público no Rio de Janeiro. Omar Kaminski pode ser visto à sua esquerda. À sua direita o Deputado Federal Jorge Bittar e o Deputado Estadual Alessandro Molon." width="430" height="323" /><p class="wp-caption-text">Caribé discursa sobre o Movimento Mega Não e a censura na Internet durante um Ato Público no Rio de Janeiro. Henrique Antoun pode ser visto à sua esquerda. À sua direita o Deputado Federal Jorge Bittar e o Deputado Estadual Alessandro Molon.</p></div>
<p><strong> Fale-me sobre o Mega Não por favor. Como surgiu a ideia por trás do movimento?</strong></p>
<div id="attachment_4501" class="wp-caption alignright" style="width: 220px"><img class="size-medium wp-image-4501 " title="Simbolo_Olho_2009" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/09/Simbolo_Olho_2009-300x300.gif" alt="Símbolo do MegaNão, por Mario Amaya." width="210" height="210" /><p class="wp-caption-text">Símbolo do Mega Não, por Mario Amaya.</p></div>
<p>O Mega Não é o típico caso onde mirei no coelho e acertei no elefante. A tramitação do AI5 digital estava ganhando força na câmara dos deputados, e sentimos a necessidade urgente de fazer algo mais abrangente, mais mega, daí tive a ideia de criar o Mega Não. A proposta inicial era uma sequência de eventos isolados <em>online</em> e <em>offline</em> que direcionariam pessoas e espectadores para o Mega Não. Compartilhei o projeto com o <em><a href="http://twitter.com/dpadua">Daniel Pádua</a></em> que deu diversas idéias interessantes, e o projeto ficou espetacular. No entanto, sua execução exigia dedicação. Em seguida surgiu a ideia do ato público em São Paulo, e decidimos que este seria o <em>grand finale</em>. O tempo agora era nosso inimigo, com a pressa criei o blog, que não tem nada haver com o que imaginamos, a não ser o nome. Neste processo tivemos uma grande colaboração do <em><a href="http://twitter.com/aarles">Antonio Arles</a> </em>e da <em><a href="http://twitter.com/myris">Myris Silva</a></em>.</p>
<p>&#8220;Mega Não&#8221; foi um nome perfeito, e rapidamente se tornou sinônimo do ciberativismo contra o AI5 Digital. A ideia de transformá-lo em um meta-manifesto foi o ponto crucial para também torná-lo uma fonte de informações sobre o ativismo. O movimento foi construído às pressas por todos os colaboradores e acabou ficando muito bom. Ele foi rapidamente disseminado nas mídias sociais e hoje é um blog razoavelmente visitado e fartamente citado e linkado<strong> </strong>em outros blogs.<strong> </strong></p>
<p><strong>&#8211;</strong></p>
<p><em>Desenvolvido por vários ativistas brasileiros juntamente com João Carlos Caribé, o movimento já alcançou até mesmo a EFF - <a href="http://www.eff.org/">Electronic Frontier Foundation</a> [en], organização que luta pelos direitos dos usuários na Internet, com um <a href="http://www.eff.org/deeplinks/2009/07/lula-and-cybercrime">post</a> [en] sobre a declaração do presidente Luís Inácio Lula da Silva <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/07/05/brasil-o-presidente-lula-e-nerd/">durante o 10° FISL em Porto Alegre</a> sobre o projeto de lei Azeredo e sua repercussão na política brasileira.<br />
</em></p>
<p><em><a href="http://www.eff.org/deeplinks/2009/07/lula-and-cybercrime"></a></em></p>
<p><strong> Visto que você é bastante participativo no ciberativismo brasileiro, de onde você tira tanta disposição para lutar pela liberdade da rede? (pergunta de <em><a href="http://twitter.com/aarles">Antônio Arles</a></em> via Twitter)</strong></p>
<div id="attachment_4610" class="wp-caption alignright" style="width: 220px"><img class="size-medium wp-image-4610" title="3223581767_7d2547b1e1_o" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/3223581767_7d2547b1e1_o-300x283.jpg" alt="3223581767_7d2547b1e1_o" width="210" height="198" /><p class="wp-caption-text">&quot;Pirata Caribenho&quot;. Foto por @_thebest_</p></div>
<p><strong> </strong>O meu idealismo incurável é uma das razões, a outra posso dizer que é a paixão pela causa, nasci e cresci sob a égide da censura e hoje temos um pouco mais de liberdade. A Internet hoje deu voz ao cidadão comum. Qualquer um pode produzir qualquer coisa na Internet, pois ela acabou com a economia da escassês, democratizou o conhecimento, permite que as pessoas se relacionem por afinidade, por ideologia, e também está eliminando os atravessadores.</p>
<p>Como diz no <em><a href="http://entropia.blog.br/2009/08/16/manifesto-da-cultura-livre/">Manifesto da Cultura Livre</a></em>, a Internet é uma janela de oportunidade para que a sociedade promova uma grande e bela revolução sob todos os aspectos, caminhamos para um socio-capitalismo, um sistema baseado na fartura e no compartilhamento, e isto assusta o <em>establishment</em>.</p>
<p>Existe uma guerra velada contra este bem social, uma guerra dos grandes oligopólios, dos governos corruptos e repressores, dos bancos, da indústria de intermediação cultural, da mídia tradicional e manipuladora, e de outros interessados em manter tudo como está. A minha luta, minha motivação apaixonada é por manter todos os benefícios que a Internet proporcionou à sociedade e ampliá-los.</p>
<p><strong> Como você avalia a blogosfera brasileira?</strong></p>
<div id="attachment_4623" class="wp-caption alignright" style="width: 299px"><img class="size-medium wp-image-4623 " title="A Bio do Caribé no Twitter diz: &quot;Procura no Google! Eu falo palavrão, sacanagem e xingo politicos, siga por conta e risco.&quot;" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/futuro-internet-31-300x221.jpg" alt="futuro-internet 31" width="289" height="213" /><p class="wp-caption-text">A bio do Caribé no Twitter diz: &quot;Procura no Google! Eu falo palavrão, sacanagem e xingo politicos, siga por conta e risco.&quot;</p></div>
<p>Blogosfera brasileira é uma definição complexa. Para a maioria dos veículos de comunicação e agências de publicidade, a blogosfera nacional se resume à uma duzia de blogs com grande volume de acesso. Para mim é um emaranhado de produção intelectual dos <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Prosumer"><em>prosumers</em></a>, e como não poderia deixar de ser, um emaranhado heterogêneo.</p>
<p>No nosso ciberativismo contra o AI5 Digital tivemos uma árdua tarefa em descobrir as motivações dos blogs para engajarem na causa. Acreditava que poucos iriam aderir, uma destas ideias foi a blogagem coletiva, e me surpreendi com mais de 180 posts em blogs totalmente diferentes. Até mesmo blog &#8220;mimimi&#8221; engajou, o que me fez mudar meu ponto de vista, passei a respeitar e procurar entender qualquer manifestação e motivação dos blogueiros, até mesmo os &#8220;mimimis&#8221;</p>
<p><strong>Quais as mudanças reais que podem se consolidar através do ciberativismo?</strong></p>
<p>Muitas ja estão consolidando, muitas evidentes e claras e outras mais sutis. Por exemplo podemos começar com a crescente politização da sociedade conectada, como eu falei em um <a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=1453">post</a> no <a href="http://www.trezentos.blog.br/"><em>Trezentos</em></a>:</p>
<blockquote><p>[..] Estamos pensando e agindo coletivamente, estamos nos “alfabetizando politicamente”, estamos reconhecendo nossos direitos, aprendendo a valorizar o próximo e, estamos aprendendo, como diz Dalai Lama que: uma enorme jornada começa com um pequeno passo. Podemos não perceber isto agora, mas nunca mais seremos os mesmos, estamos reconstruindo a história da democracia no Brasil, somos os agentes de mudança, dificilmente seremos enganados novamente, somos os revolucionários digitais, estamos fazendo a revolução mediada por computador, a revolução da era da participação [&#8230;]</p></blockquote>
<p>Além desta ampla &#8220;alfabetização política&#8221;, as mudanças reais estão acontecendo, em nosso ciberativismo contra o AI5 Digital, conseguimos convencer milhares de céticos de que o projeto de lei era lobo em pele de cordeiro, que não iria resolver o problema dos cibercrimes e que tornaria a Internet um ambiente inóspito. Praticamente nenhum veículo da mídia brasileira publicou uma matéria consistente sobre o ativismo contra o AI5 digital, ato que em si já demonstra uma clara manipulação, já que publica matérias sobre cibercrimes quase que diariamente, além das vezes em que faz <em>merchandising</em> a favor do AI5 digital em suas novelas.</p>
<p>Mesmo sem esta cobertura da imprensa tradicional, atingimos em torno de 15 milhões de brasileiros e centenas de milhares de estrangeiros. Com nosso ciberativismo pavimentamos uma plataforma para que os parlamentares simpáticos a causa tivessem como defender nossos interesses no parlamento. Nossa petição online com mais de 150 mil assinaturas se transformou no ícone do ciberativismo contra o AI5 digital. Acredito que nosso movimento acelerou o processo de adoção de mídias sociais pelos parlamentares, e agora estamos assistindo ao remix da &#8220;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Roupa_Nova_do_Rei">Roupa nova do Rei</a>&#8221; no Senado, onde a total ignorância dos parlamentares em termos de Internet os coloca numa exposição ridícula, deixando-os totalmente nus perante a sociedade conectada.</p>
<p>Arrisco dizer que fizemos muito mais do que alterar a tramitação e conteúdo de um projeto de lei que afeta a Internet. Colaboramos para este espetáculo de &#8220;nudismo&#8221; do parlamento que vai encaminhar para o &#8220;expurgo&#8221; dos dinossauros políticos, que serão substituídos por políticos muito mais arrojados e realmente comprometidos com a sociedade e com o melhor futuro para a nossa nação. Os dinossauros políticos perceberam isto, por esta razão tentam medidas inócuas de censura a Internet nas próximas eleições. Mas não adianta mais, a janela da oportunidade já foi aberta, e agora não há mais como fechá-la.</p>
<p><strong> Como você imagina a Internet brasileira daqui a 10 anos?</strong></p>
<div id="attachment_4618" class="wp-caption alignleft" style="width: 196px"><a href="http://www.flickr.com/photos/ayfugita/3229315885/"><img class="size-full wp-image-4618  " title="João Carlos Caribé no Campus Party 2008" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/3229315885_6be0588136.jpg" alt="João Carlos Caribé no Campus Party 2008. Foto por Alexandre Fugita." width="186" height="330" /></a><p class="wp-caption-text">João Carlos Caribé no Campus Party 2008. Foto por Alexandre Fugita.</p></div>
<p>É um belo exercício de imaginação. Não dá para fazer uma projeção só, temos de estabelecer cenários, vou criar dois: Um se a liberdade na web prevalecer e outro se o vigilantismo se estabelecer.</p>
<p>Em termos gerais, acredito que em 10 anos não teremos mais a Internet que conhecemos, o acesso será gratuito e de qualquer dispositivo, redes interconectadas aumentarão a densidade e capilaridade da Internet. Viveremos dentro dela, nosso carro, nossa geladeira, fogões, sapatos, privadas, luminárias, eletrodomésticos, tudo estará conectado. Carregaremos dados em nosso corpo que poderão ser acessados através de qualquer superfície provida de uma interface de virtualização, assim por exemplo uma tábua de carne poderá servir como computador, ou o parabrisa do seu carro.</p>
<p>Com tudo integrado assim saberemos que tipo de manutenção nosso carro necessita, antes mesmo que o problema ocorra, assim como poderemos consultar a geladeira de qualquer lugar para saber se tem queijos e vinhos em quantidade suficiente para receber os amigos que vão chegar para o jantar. Se não tiver, sem problemas a geladeira manda a lista para o supermercado mais barato e você só precisará autorizar a compra.</p>
<p>Mecanismos <em>open source</em> de segurança garantirão que esta transação entre os dispositivos e você sejam seguras e invioláveis. Quem apostou na web semântica, a &#8220;singularidade&#8221;  da Internet terá perdido a aposta. A <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Web_sem%C3%A2ntica">web semântica</a>, onde <em>scripts</em> iriam conectar e até produzir conteúdo a partir de conteúdos existentes se mostrou mecanizada demais, existirá mas não será excludente. O processo criativo e o tom humano da Internet continuará pleno, pessoas querem falar com pessoas, lembra o antigo <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cluetrain_Manifesto"><em>Manifesto Cluetrain</em></a> [en].</p>
<p>No entanto, se o vigilantismo se estabelecer, será nas pontas da web; E como a Internet é um mundo de pontas, vai entender este controle como um defeito e irá roteá-lo, auxiliado por pessoas que criarão a reação. Assim uma luta inócua do vigilantismo contra a sociedade conectada se dará sempre com um vencendor anunciado: a sociedade conectada. Acho pouco provável que o vigilantismo se estabeleça, países que estão reagindo com pouca intensidade à tentativa de controle da Internet irão perceber que &#8220;dormiram no ponto&#8221; e reagirão com mais intensidade. Assim como na China o controle é impossível, no resto do mundo também será.</p>
<p>Desta forma a sociedade conectada elegerá seus representantes com mais critério, desmontará estruturas que se beneficiam do controle, e teremos passado por um pesadelo da história. Um pesadelo onde as corporações, a mídia golpista e políticos corruptos e/ou comprometidos com este poder tentavam manter a sociedade alienada e sob controle. Aos poucos o <em>establishment</em> se tornará uma utopia e teremos conseguido um mundo melhor.</p>
<p><strong>O que você diria para convencer uma pessoa que não acredita no &#8220;poder&#8221; dos blogs?</strong></p>
<p>Acho mais adequado falar do poder da sociedade conectada. Tem gente que ainda acredita que o computador é uma máquina alienante, que afeta os relacionamentos sociais e que &#8220;<em>viola</em> criancinhas&#8221;. As pessoas podem ser livres para acreditar no que elas quiserem, tem muita gente que acredita nas &#8220;boas intenções&#8221; do AI5 digital, em Papai Noel, Coelho da Pascoa e até mesmo no Neo-liberalismo. Lidar com estes sistemas de crenças envolve não só em mostrar uma outra opção como também desmontar as crenças e valores de quem se deseja convencer. Quanto mais conservador for este interlocutor, mais dificil será esta tarefa.</p>
<p>Veja que até hoje o Senador Eduardo Azeredo fala que as críticas ao AI5 digital são bobagem, que é fruto de uma interpretação equivocada. Ele parece acreditar ainda em um sistema intelectual vertical, e parece não fazer a menor ideia do que seja a Inteligência Coletiva, ou sistema intelectual horizontal e distribuído. Como poderei convencer uma pessoa assim do poder da sociedade conectada? Acho que já convencemos, ele é que ainda não se deu conta, e nem vai perceber, ou será que irá perceber isto nas próximas eleições?</p>
<p>&#8211;</p>
<p>Sendo uma influente figura no ciberativismo brasileiro, Caribé inspira muitos blogueiros novatos no Brasil. Na medida em que vários projetos de leis, decisões judiciais e leis que tentam censurar a Internet se tornam cada vez mais frequentes na nação, pessoas como ele são mais que bem-vindas. Estas pessoas são necessárias para manter o espírito da democracia na Internet como um direito humano, não apenas uma falácia financiada por políticos controversos e meios de comunicação enganadores.</p>
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		<title>Brasil: Entre a Democracia e a Dúvida</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/10/29/brasil-entre-a-democracia-e-a-duvida/</link>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 18:16:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Brasil aguarda sua primeira Conferência Nacional de Comunicação que sinalizará um grande passo inicial na democratização do sistema comunicacional do país.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/marta-cooper/">Marta Cooper</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/10/23/brazil-between-democracy-and-doubt/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single">
<p>Desde o Fórum Mundial Social em Belém, em Janeiro deste ano, quando os meios de comunicação alternativos clamaram por informação progressiva e com pluralidade, iniciativas independentes online têm florescido no Brasil. Lado a lado com outros meios de comunicação já estabilizados, o <a href="http://www.midiaindependente.org/">Centro de Mídia Independente</a> possui coletivos com base nas maiores cidades brasileiras, a Web 2.0 hospeda incontáveis blogs, <a href="http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/parceiros.asp.">sites de notícias alternativos</a>, fóruns, interfaces, e o <a href="http://www.trezentos.blog.br/">ciberativismo</a> está tomando forma.</p>
<p>Estes exemplos estão se fortalecendo com encontros municipais e estaduais com a sociedade civil, organizações e acadêmicos em preparação para a primeira Conferência Nacional de Comunicação do Brasil, em dezembro. Intitulada &#8220;Comunicação: meios para a construção de direito e de cidadania na era digital&#8221;, a conferência sinaliza um grande passo na democratização do sistema de comunicação brasileiro.</p>
<p>Mas, apesar dos setores alternativos mostrarem tendências democráticas, a mídia brasileira é bastante conhecida por sua alta <a href="http://www.opendemocracy.net/media-globalmediaownership/article_64.jsp">concentração</a> [en] nas mãos de menos de dez famílias. Não sendo novidade, portanto, aqueles que lutam pela democratização da mídia têm numerosas propostas, incluindo o fortalecimento do serviço público de televisão e radiodifusão, afinando a ilusória estrutura de regulamentação, e expandindo o programa de inclusão digital do ex-Ministro da Cultura Gilberto Gil e investindo mais em setores e comunidades alternativas.</p>
<p style="text-align: center;"><img title="conferencia_comunicacao2-300x220" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/conferencia_comunicacao2-300x220.jpg" alt="conferencia_comunicacao2-300x220" width="300" height="220" /></p>
<p>A blogosfera permanece dividida sobre qual proposta é mais importante. Vários blogs feministas, por exemplo, recordam que o regulamento, monitoração, e revisão da lei de imprensa são fundamentais. Estes itens podem também denotar responsabilidade no que tante o controle social, o qual, para a blogueira <em><a href="http://terribili.blogspot.com/2009/05/tal-de-lei-de-imprensa-por-uma.html">Alessandra Terribili</a></em>,</p>
<blockquote><p>É garantir que eles não podem dizer o que querem, reforçar esteriótipos, legitimar preconceitos, seduzir pelo consumo, informar pela metade, esconder uma parte… não podem fazer isso impunemente.</p></blockquote>
<p>Mas para o site de ciberativismo <a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=3025"><em>Trezentos</em></a>, a inclusão digital permanece algo de suma importância. Suas propostas vão além da expansão de banda larga e infraestrutura de conectividade pelo país e também enfatizam os <em>direitos digitais</em> dos cidadãos:</p>
<blockquote><p>“Todos os brasileiros têm o direito ao acesso à Internet sem distinção de renda, classe, credo, raça, cor, opção sexual, sem discriminação física ou cultural […] Todo cidadão tem direito de acessar informações públicas em sites da Internet sem discriminação de sistema operacional, navegador ou plataforma computacional utilizada. Toda pessoa tem o direito a escrever em blogs e participar de redes sociais com seu nome, com codinome ou anonimamente.”</p></blockquote>
<p>O quão longe tais propostas possam vir a se tornar efetivas, dado as eleições presidenciais em 2010, é discutível. Além disso, a comunicação não é amplamente reconhecida como um direito humano, e veículos alternativos raramente se mobilizam coletivamente. A gradativa inclusão digital do Brasil de 34% com acesso a Internet, sendo 5% apenas se beneficiando de banda larga, também se opõe como um rígido contraste aos 98% da população que assistem à TV. Por mais contra-hegemônica que seja a luta para a democratização da comunicação, essa luta é, no final das contas, ofuscada pela mídia de massa monopolista.</p>
<p>Embora a conferência possa ver mais envolvimento público na criação de políticas e um papel mais ativo e conjunto por parte dos representantes de mídias alternativas e atores da <a href="http://www.intervozes.org.br/">sociedade civil</a>, tanto a mídia brasileira quanto a democracia em si são frágeis e em processo de amadurecimento. Mas é essencial que ambas se fortaleçam juntas. Para o blogueiro <a href="http://pablojus.blogspot.com/2009/10/midia-brasileira-esta-cega-e-servico.html"><em>Pablo Pedroso</em></a>:</p>
<blockquote><p>“Parte do esforço para a profunda transformação socioeconômica do Brasil, passa pela democratização dos meios de comunicação.”</p></blockquote>
<p>Portanto, a Conferência é somente o primeiro passo para um longo &#8220;trabalho de formiguinha&#8221; que o Brasil enfrenta em seu desenvolvimento democrático. Teremos de simplesmente esperar e ver o quanto tecnologias convergentes resultam em interesses convergentes.</p></div>
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		<title>Marrocos: Uma Sentença Leniente</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/10/26/marrocos-uma-sentenca-leniente/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 16:35:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arabic]]></category>
		<category><![CDATA[Criança]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
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		<category><![CDATA[Feature]]></category>
		<category><![CDATA[French]]></category>
		<category><![CDATA[Governança]]></category>
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		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste post, Jillian C. York compartilha a reação da blogosfera marroquina sobre o julgamento dos agressores de Zineb Chtit, a jovem garota marroquina que foi severamente espancada enquanto trabalhava como doméstica.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/jillian-york/">Jillian C. York</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/10/25/morocco-a-lenient-sentence/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single">
<div id="attachment_4778" class="wp-caption alignleft" style="width: 250px"><img class="size-full wp-image-4778 " title="zineb-300x199" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/zineb-300x199.jpg" alt="Zineb Chtit no julgamento (cortesia de Oujdacity)" width="240" height="159" /><p class="wp-caption-text">Zineb Chtit no julgamento (cortesia de Oujdacity)</p></div>
<p>Em setembro deste ano, descobrimos a história de <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/12/marrocos-trabalho-infantil-em-foco/">Zineb Chtit</a>, a jovem garota marroquina que foi severamente espancada enquanto trabalhava como doméstica. Na semana passada, foi anunciado que a agressora de Zineb, Nawal Houmin, a esposa do casal que contratou a jovem, foi punida pelo crime com uma sentença de <a href="http://www.lematin.ma/Actualite/Express/Article.asp?id=121072">três anos de encarceramento</a> [fr] e uma multa de $13,000 (aproximadamente R$22.000,00). Muitos grupos de direitos humanos comentaram a sentença afirmando ter sido leniente demais. O blogueiro <em>Crazy Moor</em> <a href="http://crazymoor.wordpress.com/2009/10/15/moroccan-woman-jailed-3-years/">diz</a>:</p>
<blockquote><p>But several Moroccan rights groups say they would appeal on behalf of the country’s estimated 60 thousand to 80 thousand child labourers.</p>
<p>The chair of the Association, “Don’t Touch My Children”, Najia Adib, says the sentence does not regret the scale of the atrocities committed, because the little girl was locked up in a cellar.</p></blockquote>
<div class="translation">Mas vários grupos de direito marroquinos dizem que apelarão em nome do estimado número de 60 a 80 mil crianças trabalhadoras.</p>
<p>A presidente da Associação <em>&#8220;Don&#39;t Touch My Children&#8221;</em> [Não Toque em Minhas Crianças], Najia Adib, diz que a sentença não contempla a escala de atrocidades cometidas, pois a jovem foi trancada em um porão.</div>
<p>O caso ocorreu na cidade de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Oujda">Oujda</a> [en], no leste do Marrocos. O famoso website <em>Oujdacity.net</em>, que se intitula o &#8220;primeiro portal para o Marrocos oriental&#8221;, observou o incidente, <a href="http://www.oujdacity.net/oujda-article-22698-fr.html">dizendo</a> [ar]</p>
<blockquote>
<div>حكمت المحكمة الابتدائية بوجدة يوم الأثنين 12 أكتوبر 2009 بثلاث سنوات ونصف سجنا نافذا وتعويض مالي قدره 100 ألف درهم على زوجة القاضي مشغلة الطفلة زينب ، الحكم اعتبره عدة محامين بوجدة انه كان قاسيا ، ولم يأخذ بعين الاعتباراي ظرف من ظروف التخفيف … وهو حكم فاجأ الجميع لأنه جاء خلافا لما كان يردده الرأي العام الذي كان يتوقع ان يكون الحكم لا يتجاوز بضعة اشهر</div>
</blockquote>
<div class="translation">Na segunda-feira, 12 de outubro de 2009, a Corte de Primeira Instância em Oujda, [no leste do Marrocos] outorgou uma prisão de três anos e seis meses (sem condicional), mais uma compensação financeira de 100,000 dirhams (aproximadamente R$22.000,00) contra a esposa do juiz que empregou a jovem doméstica Zaineb. Muitos advogados em Oudja consideraram a sentença rigorosa, tendo a corte não considerado nenhuma das circunstâncias atenuantes &#8230; A sentença surpreendeu a todos pois foi contrária ao que a opinião pública estava esperando: uma pena que não excederia alguns meses em prisão.</div>
<p>O blog <em>Solidarité Maroc</em> <a href="http://solidmar.blogspot.com/2009/10/le-juge-qui-torture-sa-bonne-de-11-ans.html">comentou</a> um tanto sarcasticamente [fr]:</p>
<blockquote><p>Malgré les dénonciations concernant les deux époux, seule l&#39;épouse a été inculpée, alors que le juge a été innocenté. Encore une illustration de la justice, au Maroc.</p></blockquote>
<div class="translation">Apesar das acusações contra o casal, somente a esposa foi acusada, enquanto o juiz foi absolvido. Outra ilustração da justiça no Marrocos.</div>
<p>O blogueiro Moustapha Mouden do blog coletivo <em>SidiSlimane </em>[ar], a respeito de um programa da rede de televisão marroquina 2M sobre trabalho infantil, <a href="http://zide.maktoobblog.com/1619647/%D8%A7%D9%84%D8%AE%D8%A7%D8%AF%D9%85%D8%A7%D8%AA-%D9%81%D9%8A-%D8%A7%D9%84%D9%82%D9%86%D8%A7%D8%A9-%D8%A7%D9%84%D8%AB%D8%A7%D9%86%D9%8A%D8%A9/">fala sobre a questão</a>:</p>
<blockquote>
<div>يجب الآن الانتقال إلى المرحلة الثانية، وهي التحسيس ومواجهة الظاهرةومحاربتها في العمق<br />
أي أن المشكل في فقر الأسر التي تبعث بناتها للاشتغال..<br />
. لكن هناك كذلك مشكل الوعي بخطورة القضية، وبالتالي لا تكفي القوان</div>
</blockquote>
<div class="translation">Agora devemos nos mover para a segunda fase da campanha e para lidar com este problema (trabalho infantil) na sua origem. É o estado de privação que leva muitas famílias pobres a enviarem seus filhos ao trabalho. Mas há também a questão da sensibilização sobre este problema sério, que as leis se provaram insuficientes em seu tratamento.</div>
<p>O blogueiro também fala da questão da sensibilização, algo que as leis não podem mudar:</p>
<div>
<blockquote><p>يجب التركيز على مسألة الوعي، والتحسيس بمختلف عواقب تشغيل الفتيات… وهو ما يتطلب كذلك إعمال النصوص القانوينة الخاصة بالموضوع، وإشعار السلطات المعنية بضرورة القيام بواجبها، ومن ذلك اتفاقية حقوق الطفل التي صادق عليها المغرب، ومدونة الشغل التي تجرم تشغيل من هو/هي في أقل من 15 سنة، وكذلك قانون إجبارية تدريس الأطفال</p></blockquote>
<div class="translation">Devemos focar na questão da sensibilização e informação sobre os vários tipos de consequências deste fenômeno nas garotas&#8230; Isso também requer uma reforma da legislação, e fazer com que as autoridades o levem aos seus deveres no que tange a Convenção dos Direitos da Criança, ratificada pelo Marrocos, e ao Código de Trabalho, que criminaliza o trabalho infantil, que seria o trabalho imposto a crianças menores de 15 anos, além da lei em si, tornando a educação obrigatória para todas as crianças neste país.</div>
<p>Agradecimentos especiais ao <a href="http://globalvoicesonline.org/author/hisham/">Hisham</a> pela assistência na produção deste post.</div>
</div>
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		<title>Brasil: A crise em Honduras alcança a embaixada brasileira</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/10/03/brasil-a-crise-de-honduras-alcanca-a-embaixada-brasileira/</link>
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		<pubDate>Sat, 03 Oct 2009 23:50:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roger Franchini</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Brazil]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<description><![CDATA[A crise de Honduras alcançou a Embaixada do Brasil em Tegucigalpa. Além dos jornais e TVs, os blogueiros brasileiros foram levados a discutir sobre política internacional na América do Sul.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/roger-franchini/">Roger Franchini</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/rogerfranchini/'>Roger Franchini</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/10/03/brazil-bloggers-on-international-politics-triggered-by-the-honduran-crisis/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Há muita <a href="http://globalvoicesonline.org/specialcoverage/honduras-political-crisis-2009/">discussão sobre o direito constitucional de depor o presidente de Honduras Manuel Zelaya </a>. A crise em si já virou manchete em vários países, e muitos blogueiros latino-americanos, entre eles os brasileiros, estão contribuindo para o debate sobre os eventos.</p>
<p>O Brasil envolveu-se em uma inusitada posição diplomática. Mesmo que até o momento não se tenham provas de sua participação efetiva para a origem da crise em Honduras, fato que é não se tem notícias de evento semelhante na história do direito internacional. A crise alcançou a Embaixada do Brasil em Tegucigalpa e motivou os blogueiros brasileiros a discutirem política internacional na América Latina e o papel do Brasil no decorrer destes eventos.</p>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_4581" class="wp-caption aligncenter" style="width: 430px"><a href="http://twitpic.com/jrtoa"><img class="size-full wp-image-4581 " title="33210874" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/33210874.jpg" alt="Zelaya na Embaixada do Brasil. Imagem por @kattracho no Twitpic." width="420" height="306" /></a><p class="wp-caption-text">Zelaya na Embaixada do Brasil. Imagem por @kattracho no Twitpic.</p></div>
<p>Cesar Fonseca, do blog <em><a title="http://independenciasulamericana.com.br/" href="http://independenciasulamericana.com.br/">Indepêndencia Sul Americana</a></em>, descreve os eventos em Honduras como motivo de vergonha entre os países latinos, por pretender o poder com violência, amparado por forças militares e <a title="http://independenciasulamericana.com.br/?p=4306" href="http://independenciasulamericana.com.br/?p=4306">ao vazio da legislação</a>:</p>
<blockquote><p>Roberto Micheletti, presidente do Legislativo de Honduras, o Carlos Lacerda golpista hondurenho, errou o<em> time </em>histórico, ao aliar-se aos militares, para detonar governo constitucional de José Manuel Zelaya, que propôs referendo constitucional para respaldar nova Constituinte, que, entre outras determinações, suprimiria limite para mandatos presidenciais, como ocorre nas democracias européias.</p></blockquote>
<p>Para Bruno Kazuhiro, do blog <em><a title="http://perspectivapolitica.com.br/" href="http://perspectivapolitica.com.br/">Perspectiva Política</a></em>, se Zelaya errou ao macular os termos da constituição do país, <a title="http://perspectivapolitica.com.br/2009/06/29/entendendo-todo-o-momento-instavel-de-honduras-zelaya-e-micheletti/" href="http://perspectivapolitica.com.br/2009/06/29/entendendo-todo-o-momento-instavel-de-honduras-zelaya-e-micheletti/">erraram também</a> o congresso, as forças armadas e o judiciário, que o expulsaram do país sem o devido julgamento:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">O que o exército hondurenho fez foi muito errado no modo, mas não, na essência. Não deveria ter sido o exército a retirar Zelaya do poder, porém, aceita a renúncia deste pelo Congresso e nomeado o novo Presidente, Manuel Zelaya deveria sim, no fim das contas, deixar o governo. Melhor que tivesse sido voluntariamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Para os que me disserem que o povo hondurenho desejava mais um mandato do grupo de Zelaya, pergunto:</p>
<p style="text-align: justify;">Por que então Zelaya não indicou sucessor e respeitou a lei?</p>
</blockquote>
<div id="attachment_4585" class="wp-caption alignright" style="width: 250px"><a href="http://twitpic.com/jfy6q"><img class="size-medium wp-image-4585 " title="Imagem por @jeneffermelo no TwitPic" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/32656850-300x161.jpg" alt="Imagem por @jeneffermelo no TwitPic" width="240" height="129" /></a><p class="wp-caption-text">Imagem por @jeneffermelo no TwitPic</p></div>
<p>Em 22 de setembro, Zelaya conseguiu entrar clandestinamente em Honduras e alcançou a embaixada brasileira na cidade de Tegucigalpa, conseguindo abrigo, para si e outros 63 correligionários nas dependências do órgão de representação estrangeira. Imediatamente, o governo hondurense efetuou cerco ao prédio, restringiu o acesso ao local e impôs toque de recolher aos cidadãos. Houve corte de luz, energia elétrica e telefone ao prédio da missão diplomática brasileira.</p>
<p>A polêmica surge no fato de que Zelaya não pretende solicitar o asilo ao governo brasileiro, de acordo com sua <a title="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1313949-5602,00-ZELAYA+DIZ+QUE+PEDIU+PROTECAO+AO+BRASIL+E+NAO+PRETENDE+PEDIR+ASILO+POLITICO.html" href="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1313949-5602,00-ZELAYA+DIZ+QUE+PEDIU+PROTECAO+AO+BRASIL+E+NAO+PRETENDE+PEDIR+ASILO+POLITICO.html">entrevista à TV Globo</a>, e que sua estada na embaixada é uma forma de proteção e resistência para buscar apoio político. Com essa intenção, coloca o Brasil em delicada posição, pois o país abrigou perseguido político que não pretende asilo, mas angariar forças para o enfrentamento de quem o destituiu.</p>
<p>O blog <em><a href="http://movimentoordemvigilia.blogspot.com/">Movimento Ordem Vigília Contra a Corrupção</a></em> acredita que a entrada de Zelaya na embaixada brasileira foi diretamente patrocinada pelo presidente da Venezuela, Hugo Chavez, e <a title="http://movimentoordemvigilia.blogspot.com/2009/09/foi-chavez-quem-decidiu-fazer-da.html" href="http://movimentoordemvigilia.blogspot.com/2009/09/foi-chavez-quem-decidiu-fazer-da.html">demonstra incoerências que apontam para algumas supostas mentiras</a> ditas pelos personagens principais:</p>
<blockquote><p>A diplomacia terceiro-mundista tupiniquim inovou, em matéria de Direito Internacional, criando a figura do perseguido que pretende ENTRAR e não SAIR. Costuma-se conceder asilo para aquele que tenta sair do país, perseguido pelo seu governo, e Zelaya, ao contrário, entrou no país com uma súcia de 60 simpatizantes, o que desfigura a individualidade do asilo. Pior: Zelaya está usando o prédio diplomático como “bunker” da guerrilha para conclamar seus desordeiros e convulsionar as forças de ordem do país.</p></blockquote>
<p>Chavez, aliás, é uma figura recorrente nas tentativas de Zelaya à Honduras. Ele próprio <a title="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/09/090923_chavez_zelaya_viagem_cj_np.shtml" href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/09/090923_chavez_zelaya_viagem_cj_np.shtml">confessou à rede BBC</a> que sabia da volta de Zelaya à Honduras, e que ajudou o presidente deposto ao despistar as autoridades. Mas nem todos os blogueiros aceitam a tese de influência chavizta no movimento. Para Leandro Fortes, do blog <em><a title="http://brasiliaeuvi.wordpress.com/" href="http://brasiliaeuvi.wordpress.com/">Brasília, eu vi</a></em>, essa teoria é a bola da vez da imprensa América Latina, e o ponto fraco da grande mídia. Ele acredita que os recentes movimentos de esquerda são tratados de modo superficial e pasteurizada, <a title="http://brasiliaeuvi.wordpress.com/2009/09/26/sem-olhos-em-tegucigalpa/" href="http://brasiliaeuvi.wordpress.com/2009/09/26/sem-olhos-em-tegucigalpa/">ignorando suas nuances regionais</a>:</p>
<div>
<blockquote><p>O jornalismo está abandonando, aos poucos, por motivos inconfessáveis, a valorização das personagens como elemento de narrativa. Emblemático é o caso de Honduras, um catalisador profundo das intenções de setores da imprensa cada vez mais perfilados em bloco sobre um ensaiado viés chavista (a nova panacéia editorial do continente) aplicado ao noticiário toda vez que um movimento de esquerda se insinua sobre velhos latifúndios – físicos e imateriais. Para tal, recorre-se cada vez mais a malabarismos de linguagem para se referir ao golpe militar que derrubou o presidente constitucionalmente eleito Manuel Zelaya.</p>
<p>Por conta disso, o governo golpista passou a ser chamado, aqui e acolá, de “governo de fato”, uma solução patética encontrada por alguns veículos para se referir a uma administração firmada na fraude eleitoral e na usurpação pura e simples de poder. Há, ainda, quem se refira à quadrilha de Roberto Micheleti como “governo interino”, o que só pode ser piada.</p></blockquote>
</div>
<div id="attachment_4532" class="wp-caption alignright" style="width: 280px"><a href="http://www.flickr.com/photos/vredeseilanden/3947309844/"><img class="size-full wp-image-4532  " title="protest-brazil-embassy" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/09/protest-brazil-embassy.jpg" alt="Protesto em frente à embaixada do Brasil em Honduras. Foto por vredeseilanden no Flickr." width="270" height="203" /></a><p class="wp-caption-text">Protesto em frente à embaixada do Brasil em Honduras. Foto por vredeseilanden no Flickr.</p></div>
<p>Cogitou-se a possibilidade da participação do governo brasileiro em promover a volta de Zelaya, até agora não confirmada, e veementemente negada por Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores, conforme constou em entrevista ao jornal O <a title="http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,amorim-nega-que-brasil-tenha-dado-asilo-a-zelaya,438683,0.htm" href="http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,amorim-nega-que-brasil-tenha-dado-asilo-a-zelaya,438683,0.htm">Estado de São Paulo</a>. Segundo Amorim, o Brasil só aceitou a entrada de Zelaya em suas dependências em respeito às regras internacionais de asilo político. Formalmente, o governo brasileiro defende a volta pacífica de Zelaya à presidência da república e a realizações das eleições. <em>Luis Nassif</em>, em seu <a title="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/" href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/">blog homônimo</a>, notou apreensão nos comentários do Ministro ao ser entrevistado pela rede CNN, enfatizando que a mudança de paradigmas na posição política mundial obriga o Brasil a <a title="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/09/23/a-entrevista-de-amorim-na-cnn/" href="http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/09/23/a-entrevista-de-amorim-na-cnn/">uma postura mais segura:</a></p>
<blockquote><p>Mesmo que seja verdade (como disse Amorim) que o Brasil foi pego e surpresa no episódio (pedido de abrigo de Zelaya) um país que deseja se firmar como <em>global player</em> tem que estar preparado, não só para “surpresas” dsse tipo, como para assumir, sem hesitação ou insegurança, sua condição de protagonista, particularmente nas questões de politica continental. Para o bem ou para o mal.</p>
<p>Bom, espero que pelo menos a insegurança demonstrada por Amorim, (inegável na minha percepção) sirva de aprendizado.</p></blockquote>
<p>Gabriel Purcelli, do blog <em><a title="http://desabafopais.blogspot.com/2009/09/zelaya-e-aposta-ousada-de-lula.html" href="http://desabafopais.blogspot.com/2009/09/zelaya-e-aposta-ousada-de-lula.html">Desabafo Brasil</a></em>, sustenta que a conduta do governo brasileiro reafirma sua posição de líder regional. A guarida do chamado “presidente constitucional” Zelaya , face aos desmandos do “presidente de fato”, Micheletti, é medida que, indiretamente, preenche a queda de influência estadunidense na América Latina:</p>
<p><em> </em></p>
<blockquote><p>A jogada brasileira, na qual já estão publicamente envolvidos o chanceler Celso Amorim e o próprio presidente Lula, e para a qual estão utilizando a caixa de ressonância da Assembléia Geral da ONU, em Nova York, deve ser vista à luz da inquietação provocada em Brasília pela remobilização da IV Frota dos Estados Unidos no Atlântico Sul e a presença desse país em bases militares colombianas. Convencidos de que esses movimentos se destinam a contrabalançar sua força como potência emergente, os brasileiros não deixarão passar a oportunidade de se projetar, reafirmando-a.</p></blockquote>
<p><em><a href="http://tsavkko.blogspot.com/">Raphael Garcia Tsavkko</a></em> segue a mesma linha de raciocínio e aponta fatos interessantes em relação a participação do Brasil na resolução deste conflito. Ele <a href="http://tsavkko.blogspot.com/2009/09/os-especialistas-do-atraso-e-nova.html">argumenta</a>:</p>
<blockquote><p>O Brasil não sai prejudicado, na verdade foi forçado - a contragosto talvez - a mostrar porque é ou quer ser o líder da América Latina. Não mais o papo de que é mas ações concretas. Resolvendo ou ajudando a resolver o conflito no país o Brasil sai fortalecido como nunca, sai com mais força para pleitear a vaga permanente no Conselho de Segurança - que conta já com o apoio entusiasmado de Sarkozy - e sai fortalecido no cenário internacional.</p></blockquote>
<p>Em 25 de setembro foi confirmada o ataque à missão diplomática com gases tóxicos, provocando tensão entre as pessoas que ali estavam, o que foi duramente <a title="http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u629609.shtml" href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u629609.shtml">criticada pelo Conselho de Segurança da ONU</a>.</p>
<p>As restrições impostas à embaixada brasileira suscitam discussões, ressalvando o caráter soberano do país dentro dos limites do prédio. Apesar de muitos acreditarem que a representação diplomática de um país é território estrangeiro, o professor de Direito <em><a title="http://tuliovianna.wordpress.com/2009/09/24/embaixada-nao-e-territorio-estrangeiro/" href="http://tuliovianna.wordpress.com/2009/09/24/embaixada-nao-e-territorio-estrangeiro/">Túlio Vianna</a></em> ressalva que, apesar de não considerado tecnicamente como tal, o ataque a uma embaixada deve ser repudiada da mesma forma:</p>
<blockquote><p>A teoria atualmente dominante para legitimar as imunidades da Missão Diplomática é a “teoria do interesse da função”. Ainda segundo Celso Mello, estes privilégios e imunidades podem ser classificados em: inviolabilidade, imunidade de jurisidição civil e criminal e isenção fiscal (v2., nº511). Nas suas palavras:</p>
<p><em>“A inviolabilidade significa que nestes locais o Estado acreditado não pode exercer nenhum ato de coação (ex: ser invadido pela polícia), a não ser que haja o consentimento do chefe da Missão. Do mesmo modo, não pode ser efetuada uma citação dentro da Missão.”</em></p>
<p>Se os golpistas hondurenhos invadirem a embaixada brasileira em Honduras para capturar Zelaya, não estarão invadindo o território brasileiro, mas violando uma imunidade diplomática.</p>
<p>Pode ser tão grave quanto, mas não é a mesma coisa.</p></blockquote>
<p>O governo brasileiro afirma buscar uma solução pacífica para o impasse surgido na volta de Manuel Zelaya à Honduras. Mesmo porque a saída belicolosa é inviável, diante da gravíssima medida de envio de forças militares ao território de país estrangeiro. Ainda assim, os blogueiros continuam a discutir sobre o papel do Brasil na crise de Honduras.</p>
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		<title>Irã: Ditadura x Animação</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/23/ira-ditadura-x-animacao/</link>
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		<pubDate>Wed, 23 Sep 2009 21:45:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte & Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Muitos desenhos, pôsters, canções e vídeos foram criados por iranianos e não em apoio ao movimento protesto “verde” do Irã, contra o resultado das eleições presidenciais de 12 de junho. Os animadores também declararam guerra à ditadura no Irã.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/hamid-tehrani/">Hamid Tehrani</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/09/23/iran-animations-vs-dictatorship/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Muitos desenhos, pôsters, canções e vídeos foram <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/06/30/iran-protest-movement-inspires-art/">criados</a> por iranianos e não em apoio ao movimento protesto “verde” do Irã, contra o <a href="../specialcoverage/iranian-election-2009/">resultado das eleições presidenciais de 12 de junho</a>. Os animadores também declararam guerra à ditadura no Irã.</p>
<p><strong>&#8216;Green People&#39; ou povo verde é uma animação inspirada em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mohandas_Karamchand_Gandhi">Gandhi</a></strong></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/byuVeqtWPQ0&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/byuVeqtWPQ0&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><strong>Mahmoud Ahmadinejad durante o debate eleitoral de 2009</strong></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/niOHVIuZz2k&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/niOHVIuZz2k&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><strong>Direitos Humanos da comunidade <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bah%C3%A1%27%C3%AD">Baha&#39;i</a><br />
</strong></p>
<p>Outra animação nos lembra que o Regime Islâmico têm reprimido o povo há muitos anos, antes das eleições. <a href="http://www.youtube.com/user/MEYmedia">MideastYouth.com</a> apresenta apresenta uma animação sobre os perseguidores da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bah%C3%A1%27%C3%AD">fé Baha&#39;i</a> no Irã. Uma história de 30 anos.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/rf2XoASwFeA&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/rf2XoASwFeA&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Japão: Preocupações sobre a propagação do HIV/AIDS</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/16/japao-preocupacoes-sobre-a-propagacao-do-hivaids/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/16/japao-preocupacoes-sobre-a-propagacao-do-hivaids/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 15:12:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[East Asia]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
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		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Há algumas estatísticas alarmantes sobre a propagação do HIV/AIDS no Japão. Enquanto no resto do mundo desenvolvido os casos de infecção diminuem de acordo com a UNAIDS, o Japão parece ser o único país em que o número de soropositivos e indivíduos infectados com AIDS continua aumentando.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/scilla-alecci/">Scilla Alecci</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/09/13/japan-worries-about-spread-of-hiv-and-aids/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="attachment_4378" class="wp-caption alignright" style="width: 85px"><a href="http://www.flickr.com/photos/alephnaught/69058351/"><img class="size-full wp-image-4378" title="AIDS-75x75" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/09/AIDS-75x75.jpg" alt="Por alephnaught no Flickr." width="75" height="75" /></a><p class="wp-caption-text">Por alephnaught no Flickr.</p></div>
<p>Há algumas estatísticas alarmantes sobre a <a href="http://www.upi.com/Health_News/2009/02/19/Japan-HIV-AIDS-cases-reach-all-time-high/UPI-42541235062386/">propagação do HIV/AIDS</a> [en] no Japão. Enquanto no resto do mundo desenvolvido os casos de infecção diminuem de acordo com a <a href="http://www.unaids.org/en/default.asp">UNAIDS</a> [en], o Japão parece ser <a href="http://www.asahi.com/health/essay/TKY200903240366.html">o único país</a> [ja] em que o número de soropositivos e indivíduos infectados com AIDS continua aumentando.</p>
<p>De acordo com o AIDS Trend Committee [Comitê de Tendências sobre a AIDS], 2008 foi o ano com o maior número de casos registrados: 432 pessoas foram diagnosticadas com AIDS e 1113 como soropositivas. Até agora as <a href="http://api-net.jfap.or.jp/mhw/survey/mhw_survey.htm">estatísticas para 2009</a> [ja] não são tranquilizantes: para o mês de junho, 249 pessoas foram diagnosticadas soropositivas e 124 com AIDS.</p>
<p>Os pacientes são na maioria homens, homossexuais e com idade em torno de 20 e 30 anos. Dentre as causas, frequentemente é citada a falta de informação e a necessidade de campanhas para sensibilizar as pessoas sobre o problema, especialmente na comunidade gay.</p>
<p>Enquanto organizações como a <a href="http://www.wadsjapan.net/wadsinfo.php">WADS</a> [ja], <a href="http://www.jfap.or.jp/">JFAP</a> [ja], dentre outras, buscam ampliar a sensibilidade do público sobre a causa entre jovens e jovens adultos, as políticas governamentais não se provaram efetivas até o momento. Com as recentes eleições gerais e o novo governante do Partido Democrático, há esperança de que as políticas que envolvem questões sobre HIV/AIDS serão consideradas com mais seriedade, embora nenhum dos partidos tenha destinado atenção ao problema em seus manifestos. Um comentário anônimo no blog da <a href="http://www.asajp.jp/">AIDS &amp; Society Association</a> [jp] <a href="http://asajp.at.webry.info/200908/article_1.html">evidencia</a> este ponto:</p>
<blockquote><p>今回の総選挙の論戦からエイズ対策は消されてしまったんですね。ああ、そうですか、それが日本の政治の意思ですか、といっ たやりきれない印象です。世界中でエイズに関する国際会議が開かれ、日本政府も加わったさまざまな宣言や声明が発表されるたびに強調されてきた「政治の リーダーシップ」は、現在の日本国内ではこういう姿で表現されている。これでいいのでしょうか、いや、いいわけがない！　ということで、反語的怒りをふつ ふつと感じつつも、それをぐっと抑え、日本ＨＩＶ陽性者ネットワークＪａＮＰ＋、エイズ＆ソサエティ研究会議など国内のエイズ関連ＮＧＯのネットワーク４ 団体が各政党に対しエイズ政策に関する公開質問を行っています。</p></blockquote>
<div class="translation">
<div>As medidas contra a AIDS desapareceram do debate eleitoral. Hmm, então imagino que essa será a intenção do governo japonês? Em todos os lugares do mundo conferências internacionais sobre a AIDS acontecem, e o que é enfatizado é a necessidade de &#8220;liderança do governo&#8221;, mas, embora todos anúncios ou declarações oficiais pelo governo japonês seguiram essa linha, quando se trata de política interna, pouco é feito! Isso está certo? Não, é claro que não; e enquanto eu me faço perguntas retóricas e me revolto com tudo isso, fico calmo e posso dizer que as organizações japonesas para soropositivos Network JaNP+, AIDS&amp;Society Association e uma rede de mais quatro NPOs (organização sem fins lucrativos) que trabalham com a questão da AIDS no país questionaram oficialmente cada partido a respeito de suas políticas voltadas à AIDS.</div>
</div>
<blockquote><p>(追加)　各党からの回答はJaNP+の公式サイトに掲載されています。</p></blockquote>
<div class="translation">
<div>(Nota) As respostas de cada partido político foram <a href="http://www.janpplus.jp/project/advocacy/090818answer.pdf">publicadas</a> [ja, pdf] no site oficial da JaNP+.</div>
</div>
<p>Apesar da contradição em que se encontra o país com a segunda maior economia do mundo na repescagem da luta contra a AIDS, aqui, como em outras as partes do mundo, soropositivos e pessoas com AIDS aprenderam a expressar seus sentimentos, ansiedades, bem como os momentos tristes ou felizes de seu cotidiano, em diários online.</p>
<p><em>Ryuta</em>, por exemplo, começou seu blog algumas horas após ser informado que era HIV positivo, como uma forma de lutar contra a questão, ele diz. <a href="http://blog.livedoor.jp/gay_hiv_positive/archives/cat_35438.html">Neste post</a>, ele relembra o momento em que ele descobriu que estava infectado:</p>
<blockquote><p>先週の土曜日に、地元でHIV抗体検査を受けた。<br />
そして、今日、部屋に通された僕は、<br />
目の前に座っているDrから、HIV陽性の宣告を受けた。<br />
「いいですか、受付番号を一緒に確認してください。295657番、合ってますね」<br />
「はい、295657番で合ってます」<br />
「この紙を見てください。ここの数値がウイルスの数を表しています。通常1．0未満なのですが、あなたの場合、105.00になっています」<br />
「はい確かに」<br />
「これは検査の結果、陽性を意味します」<br />
その言葉を聞いて、紙を見直す。<br />
確かに、正常値＜1.0の文字と、その横の105.00の文字が見える。<br />
何度か、左右に目を走らせたが、確かにそうだ。<br />
印刷された数字は何度見ても変わらない。<br />
「・・・そうですか。わかりました」</p></blockquote>
<div class="translation">
<div>No último sábado eu fiz o teste de HIV em um local próximo de casa.<br />
Hoje, eu fui levado a uma sala, onde o médico parado em minha frente me disse que eu era HIV positivo.<br />
“Vamos checar seu número juntos, ok? 295657. É seu número, certo??”<br />
“Sim, 295657. Correto”<br />
“Veja aqui. Esse valor representa a quantidade de virus. Normalmente é abaixo de 1.0, mas em seu caso é 105.00”<br />
“Compreendo”<br />
“Esse é o resultado do teste. Significa que você é soropositivo.”<br />
Ao ouvir aquilo, eu chequei o papel mais uma vez.<br />
É verdade, pude ver o valor &lt;1.0 e, próximo a ele o número 105.00.<br />
Mesmo após olhar para o resultado várias vezes, da direita pra esquerda, da esquerda para direita, o número permanece o mesmo.<br />
Por mais que eu olhe para o número impresso, ele não muda.<br />
“É isso então&#8230; eu entendi.”</div>
</div>
<p>[…]</p>
<blockquote><p>「このあと、隣の部屋で担当看護師より今後の詳しい説明がありますが、医師の私に他に質問はありますか」<br />
「いいえ、大丈夫です」<br />
「それでは、これが紹介状です。今後かかる病院の医師にお渡しください」<br />
「ありがとうございました」<br />
「担当看護師を呼びますね」<br />
最初から最後まで顔色ひとつ変わらない医師。<br />
これがプロなんだな～と変なところでなんだか関心。</p></blockquote>
<div class="translation">
<div>“Agora, na sala ao lado, a enfermeira lhe explicará em detalhes o que você tem de fazer de agora em diante. Tem alguma pergunta para mim?”<br />
“Não, está bem”<br />
“Bem, essa é uma carta de introdução. Por favor apresente ao médico no hospital que cuidará de você futuramente”<br />
“Muito obrigado”<br />
“Chamarei a enfermeira então.”<br />
Um médico cuja expressão nunca mudava, do começo ao fim.<br />
Isso é o que chamamos de profissional&#8230; Não sei porque, mas essas tolices chamam minha atenção.</div>
</div>
<blockquote><p>ドアを開けて部屋に入ってきた看護師はやわらかい表情。<br />
「それでは、お荷物をもってこちらへどうぞ」<br />
明るい清潔そうな部屋、HIVに関するガイドブックや関連資料が机の隅に並んでいる。<br />
「それではこちらにおかけください」<br />
「はい。ありがとうございます。・・・あっ、ノートにメモをしながら聞いてもいいですか？」<br />
「勿論です」<br />
カバンからノートを取り出して机の上に置く。<br />
「なんだか用意がいいですね」と看護師。<br />
「まあ・・・」僕は曖昧な笑顔。</p></blockquote>
<div class="translation">
<div>Eu abri a porta e uma enfermeira estava à minha espera; uma expressão suave em seu rosto.<br />
“Traga sua mochila e entre por favor”<br />
Em uma sala visivelmente limpa e brilhante, guias sobre HIV e artigos relacionados estavam alinhados no canto da mesa.<br />
“Sente-se.”<br />
“Sim, obrigado&#8230; Posso anotar algumas coisas enquanto te escuto?”<br />
“Com certeza”<br />
Tirei um caderno de minha mochila e posicionei sobre a mesa.<br />
“Você parece preparado, hein?” disse a enfermeira.<br />
“Mais ou menos…” Eu respondi com um sorriso vago.</div>
</div>
<p>[…]</p>
<blockquote><p>その後は、その看護師さんに相談しながら、今後かかる病院の選択をした。僕は車を持っていないので、公共交通機関で通いや すいところを選んだ。これから一生、病院に通わなきゃいけないんだから、利便性は大事なこと。それから初診時の予約の仕方、向こうでの担当医師の名前など を伺う。<br />
そんな会話のなかで、看護師さんがポツリ。<br />
「何か予感はあったんですか」<br />
僕はちょっと考えて答える。<br />
「予感？・・・・んー、そうですね・・・・。予感はありました。あったと思います」<br />
外に出ると、雨が降り続いていた。</p></blockquote>
<div class="translation">Consultei a enfermeira e escolhi o hospital para futuramente.<br />
Já que não possuo carro, escolhi um lugar de fácil acesso por transporte público.<br />
Já que eu terei de ir para sempre, a conveniência é importante.<br />
Então eu perguntei a forma de se marcar um horário para o exame médico inicial, o nome do médico e algumas coisas mais.<br />
Enquanto conversávamos a enfermeira murmurou:<br />
“Você tinha algum pressentimento quanto a isso?”<br />
Eu respondi após uma pausa.<br />
“Pressentimento?…Mmm, sim… Eu tinha. Eu acho que tinha.”<br />
Quando fui embora, ainda estava chovendo.</div>
<p><em>Rana</em>, 26 anos, <a href="http://ameblo.jp/lanatom0130/archive1-200802.html">compartilha seus pensamentos</a> sobre sua decisão em informar ou não seus amigos e sua família a respeito de sua condição:</p>
<blockquote><p>ぁたしは家族に病気のことは伝ぇてません。<br />
可哀想過ぎて、言ぇなぃんです。<br />
本当に親不孝な娘だと思ぃます。<br />
でも、知らなぃ方がいぃことってぁると思ぅ。<br />
とは言っても、一人で抱ぇきれる病気ではなぃので、<br />
親しぃ友達には告知してるんです。<br />
それは支ぇて欲しぃのもぁるけど、<br />
友達に病気のことを身近に感じてほしぃのもぁります。<br />
HIVに感染するまで、友達とそんな話したことなかったから、<br />
みんながHIVにつぃて、どぅいぅ風に考ぇてぃるか、<br />
仲良ぃのに、全然知りませんでした。<br />
だから、伝ぇるのも怖かったです。<br />
拒否されてしまったら、どぅしょぅ。。。<br />
それでも友達でぃてくれるだろぅか。。。<br />
そればかり考ぇてしまったけど、<br />
ぁたしのこと拒否した友達は一人もぃませんでした。</p></blockquote>
<div class="translation">
<div>Eu não contei à minha família que estou doente.<br />
Eu tenho pena deles, por isso não posso contar.<br />
Eu realmente sou uma filha desobediente.<br />
E também acho que é melhor que eles não saibam.<br />
É claro que, já que essa não é uma doença que se pode suportar sozinho, eu contei para meus melhores amigos.<br />
Porque eu quero que eles me dêem suporte e porque quero que eles entendam o que é ser soropositivo.<br />
Até eu ter sido infectada eu nunca conversei com meus amigos sobre HIV.</div>
<div>Apesar de eles serem bons amigos eu não tinha ideia do que eles pensavam a respeito do HIV.<br />
É por isso que eu tinha medo de contar para eles.<br />
“O que eu faço se eles me rejeitarem?”<br />
“Eles serão meus amigos?”<br />
Eu não podia parar de pensar nisso mas nenhum deles me rejeitou na verdade.</div>
</div>
<blockquote><p>すごく嬉しかったです。<br />
自分の友達は本当の友達だって分かりました。<br />
ぁる意味、こぅいぅことで、<br />
それが本物かどぅか、確かめられるのかもね！<br />
初めてHIVの話題をしてみると、ぃろんな子がぃました。<br />
ちゃんとカップルで検査を受けに行ってた子、<br />
問題意識のなぃ子、<br />
検査を受けたぃけど、怖くて行けなぃ子…</p></blockquote>
<div class="translation">
<div>Foi incrível.<br />
Eu entendi então que meus amigos são verdadeiros amigos.<br />
De certo modo, quando essas coisas coisas acontecem você realmente descobre se a amizade é verdadeira ou não!<br />
Na primeira vez em que eu falei sobre HIV houve diferentes reações.<br />
Um de meus amigos já tinha feito o teste com sua parceira, outro não está ciente do problema, e outro queria fazer o teste, mas tinha medo&#8230;</div>
</div>
<blockquote><p>ぁたしが感染したことで、<br />
問題意識持ってくれるよぅになったと思ぅし、<br />
ょく体調を心配してくれます(o^ー^o)<br />
とはぃぇ、もちろん嫌なこともぁりました。<br />
ぁたしが感染してるのを知らなぃ人でしたが、<br />
HIVの話題が出て、<br />
『隣にぃるだけ移りそぅじゃん。』<br />
と、スゴィ嫌そぅな顔をして言ってきて、<br />
ぁたしは感染を知ったばかりだったといぅのもぁったけど、<br />
ショック過ぎて何も言ぇませんでした。。<br />
世の中にはまだまだそぅいぅ風に考ぇてる人が<br />
結構ぃるんでしょうね。<br />
そぅいぅ人達の意識改革ができたら<br />
まぢで本望ですね☆★</p></blockquote>
<div class="translation">
<div>Agora que eles sabem que sou soropositiva eles se preocupam mais com esse problema e com a minha saúde.<br />
Eu também tive experiências ruins.<br />
Havia um cara que não sabia que eu era soropositiva.<br />
Logo que o assunto  ‘HIV&#39; surgiu, com uma expressão de nojo ele disse: Até mesmo em tê-los próximos a mim eu me sentiria contaminado!&#8221;.<br />
Eu fiquei tão chocada que não consegui falar nem uma palavra.<br />
Provavelmente há muitas pessoas no planeta que pensam dessa forma.<br />
Minha maior esperança é que uma revolução de sensibilização aconteça com essa pessoas.</div>
</div>
<p>Provavelmente um dos primeiros blogs japoneses a manter um diário online sobre uma pessoa infectada com AIDS foi o <a href="http://s04.megalodon.jp/2007-1215-2235-36/nanimonai.cocolog-nifty.com/blog/"><em>blog da Eizu</em></a> [jp], uma prostituta de 23 anos de idade que, em 2006, pôde escrever somente alguns posts antes que sua condição piorasse. Uma de suas amigas continuou <a href="http://s01.megalodon.jp/2007-1215-2225-54/eizu777.exblog.jp/">atualizando</a> o diário para os leitores da Eizu até o final e tais palavras ainda permanecem presentes na web.</p>
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		<item>
		<title>Marrocos: Trabalho Infantil em Foco</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/12/marrocos-trabalho-infantil-em-foco/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/12/marrocos-trabalho-infantil-em-foco/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 12 Sep 2009 19:38:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Criança]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma jovem garota está sofrendo em um hospital, machucada e espancada. Enviada ao trabalho como empregada doméstica aos 10 anos, Zineb Chtet não conhecia outra vida além da que ela tinha, trabalhando para empregadores ricos que batiam nela e a negavam alimento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/jillian-york/">Jillian C. York</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/09/07/morocco-child-labor-under-the-spotlight/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single">
<div id="attachment_4310" class="wp-caption alignleft" style="width: 246px"><img class="size-full wp-image-4310 " title="zainab1" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/09/zainab1.jpg" alt="Zineb Chtit no hospital." width="236" height="160" /><p class="wp-caption-text">Zineb Chtit no hospital.</p></div>
<p>Uma jovem garota está sofrendo em um hospital, machucada e espancada. Enviada ao trabalho como empregada doméstica aos 10 anos, Zineb Chtet não conhecia outra vida além da que ela tinha, trabalhando para empregadores ricos que batiam nela e a negavam alimento. O blog <a href="http://cabalamuse.wordpress.com/"><em>A Moroccan About the World Around Him</em></a> [Um Marroquino sobre o Mundo à Sua Volta, en] descreveu as feridas da garota em um <a href="http://cabalamuse.wordpress.com/2009/09/01/zainab/">post recente</a> [en]:</p>
<blockquote><p>Zainab looked emaciated. Her body was bruised and bleeding from beatings. She was branded on her lips with a red-hot iron. She was burned with boiling oil on her chest and private areas. She was illiterate. She never experienced the joy of playing with friends. Her future was decided for her: trudge around the mill till the day she dies. And a few days ago, she almost did.</p></blockquote>
<div class="translation">Zainab parecia emagrecida. Seu corpo estava machucado e sangrando devido os espancamentos. Ela foi marcada em seus lábios com um ferro quente. Ela foi queimada com óleo fervendo no peitoral e regiões íntimas. Ela não foi alfabetizada. Ela nunca experimentou a alegria de brincar com amigos. Seu futuro já tinha sido decidido: arrastar-se em volta do moinho até o dia em que ela morresse. Alguns dias atrás, ela quase morreu.</div>
<p>Infelizmente, a história de Zineb está longe de ser única. O Marrocos tem 177 mil crianças abaixo de 15 anos de idade trabalhando, 66 mil dos quais trabalham como empregadas domésticas. E embora o Marrocos faça parte da Convenção das Nações Unidas para o Direito das Crianças, sua <a href="http://www.dol.gov/ilab/media/reports/iclp/sweat/morocco.htm">idade mínima de trabalho é 12 anos</a>, com poucas restrições impostas. Foram feitos vários relatórios sobre os maus-tratos de empregados domésticos, <a href="http://www.wafin.com/articles.phtml?arttype=cdg&amp;did=12">como este</a> feito pelo editor da <em>Tingis</em>, Anouar Majid. E, mesmo assim, impulsionadas pela pobreza, as famílias continuam a vender suas filhas a quem oferecer mais, para trabalhar como domésticas, por vezes ininterruptamente. A blogueira <a href="http://sarahalaoui.blogspot.com/"><em>Sarah Alaoui</em></a> [en] nos <a href="http://sarahalaoui.blogspot.com/2009/09/maid-in-morocco.html">conta a sit</a><a href="http://sarahalaoui.blogspot.com/2009/09/maid-in-morocco.html">uação</a> da maioria dessas jovens:</p>
<blockquote><p>These poverty-stricken, uneducated women come from villages on the outskirts of Moroccan cities and have no choice but to provide for their families and children by taking jobs as maids for the country’s most ostentatious citizens. The stigma of poverty they are branded with at birth is further emphasized by this symbolic occupation—maids are to be seen and not heard. They work behind-the-scenes—similar to the house elves in J.K. Rowling’s famous wizarding series.</p>
<p>There are many families in Morocco who attempt to provide a home and not just a workplace for their maids. My grandmother has always made sure her maids’ children received an education alongside her own children and grandchildren—during the time her mother worked in my grandmother’s house, Naima went to the same school as my cousin. Unfortunately, it is safe to say that most people in the country do not provide the same earnest care to their maids.</p></blockquote>
<div class="translation">As mulheres sem educação, atingidas pela pobreza vêm de vilas nas periferias das cidades marroquinas e não têm escolha a não ser sustentar suas famílias e crianças aceitando trabalhar como domésticas para os cidadãos mais abastados do país. O estigma de pobreza ao qual estão marcadas desde o nascimento é posteriormente enfatizado com essa ocupação simbólica - empregadas devem ser percebidas, não ouvidas. Elas trabalham nos bastidores - da mesma forma que os elfos caseiros da famosa série de J.K. Rowling.</p>
<p>Há muitas famílias no Marrocos que tentam fornecer um lar e não somente um lugar de trabalho para suas empregadas. Minha avó sempre quis ter certeza de que suas empregadas recebessem uma formação educacional do mesmo modo que seus filhos e netos - durante o tempo em que trabalhou na casa de minha avó, Naima ia a mesma escola que meu primo. Infelizmente, é seguro dizer que a maioria das pessoas no país não fornecem os mesmos cuidados diligentes para suas empregadas.</p></div>
<p>Um <a href="http://www.lavieeco.com/actualites/2340-l-epouse-impliquee-dans-l-agression-de-zineb-chtit-poursuivie-en-etat-d-arrestation.html">relatório</a> [fr] em <em>La Vie éco</em> afirma que tanto o marido quanto a mulher que empregaram Zineb serão acusados, mas como a blogueira <em>Reda Chraibi</em> sugere, mais mudanças devem ocorrer, e logo. Em <a href="http://www.redachraibi.com/article-35502838.html">um post detalhado</a> [fr], a blogueira oferece uma proposta para prevenir que famílias enviem suas jovens garotas ao trabalho. Em uma parte da proposta, ela diz:</p>
<blockquote><p><span style="font-size: 10pt;">Accorder des aides sociales aux familles les plus pauvres afin qu’elles ne soient pas contraintes de faire travailler les enfants au lieu des le envoyer à l’école. La scolarité pour cette catégorie de la société devrait être totalement gratuite tant pour l’enseignement que pour l’équipement scolaire. A ce propos, <a href="http://www.aujourdhui.ma/societe-details63537.html">l’opération de distribution de cartables</a> équipés est une bonne initiative qui devrait être étendue dans tout le Royaume.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Donner à l’Association « <a href="http://www.tanmia.ma/article.php3?id_article=6385">Touche pas à mon enfant</a> » (touche pas à mes enfants) ou à une institution publique le droit de recenser et de contrôler le travail des enfants servantes, le droit d’entrer dans les maisons pour discuter avec elles et vérifier si elles sont traitées dignement. Encourager leur éducation et leur alphabétisation. Ouvrir et faire connaitre un centre d’accueil pour les enfants servantes qui veulent fuir d’urgence le foyer dans lequel elles travaillent, afin que plus aucune Zineb Chtet n’èrre dans la rue dans le sang en demandant l’aide d’inconnus…</span></p></blockquote>
<div class="translation">
<div>Conceder ajuda social às famílias mais pobres para que elas não sejam forçadas a enviar seus filhos ao trabalho, e em vez disso enviá-las para a escola. As despesas para essa classe social deve ser completamente grátis, tanto para os materiais de ensino quanto os escolares. Nesse sentido, a <a href="http://www.aujourdhui.ma/societe-details63537.html">operação para distribuir mochilas escolares equipadas com materiais necessários</a> [fr] é uma boa iniciativa que deveria ser estendida por todo o Reino.</div>
<div>Doar à Associação &#8220;<em><a href="http://www.tanmia.ma/article.php3?id_article=6385">Touch pas à mon enfant</a></em>&#8221; [Não toque em meu filho, fr] ou à alguma instituição pública o direito de identificar e monitorar o trabalho de empregados infantis, o direito de entrar nos lares e ter discussões com tais crianças, verificando se estão sendo tratadas com dignidade. Encorajar sua educação e alfabetização. Abrir e divulgar um lugar de refúgio para crianças que trabalham como domésticas fugirem das condições urgentes de seus trabalhos, para que não existam mais outras Zineb Chtets vagando pelas ruas sangrando em busca da ajuda de estranhos&#8230;</div>
</div>
<div>O blogueiro em <em>A Moroccan About the World Around Him</em> conclui seu <a href="http://cabalamuse.wordpress.com/2009/09/01/zainab/">post</a> com uma citação:</div>
<blockquote><p>I am reminded of a speech Mr. Eliezer “Elie” Wiesel gave at the White House in 1999 “The political prisoner in his cell, the hungry children, the homeless refugees — not to respond to their plight, not to relieve their solitude by offering them a spark of hope is to exile them from human memory. And in denying their humanity, we betray our own.”</p></blockquote>
<div class="translation">Eu me recordei de um discurso do Sr. Eliezer &#8220;Elie&#8221; Wiesel na Casa Branca em 1999: &#8220;O prisioneiro político em sua cela, as crianças que passam fome, os refugiados desabrigados - não responder às suas situações, não aliviá-los da solidão ao oferecê-los uma centelha de esperança é o mesmo que exilá-los da memória humana. E ao negar sua humanidade, traímos a nossa.&#8221;</div>
</div>
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		<title>Nepal: Assumindo o Desafio das Mudanças Climáticas</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/02/nepal-assumindo-o-desafio-das-mudancas-climaticas/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 Sep 2009 15:52:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Governança]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Nepal]]></category>
		<category><![CDATA[South Asia]]></category>
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		<description><![CDATA[Atualmente as mudanças climáticas são um tema recorrente no Nepal, à medida que estudos mostram que muitas pessoas no país estão passando fome devido às secas frequentes além do derretimento das geleiras que ameaçam milhões.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/bhumika-ghimire/">Bhumika Ghimire</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/09/01/nepal-taking-on-the-challenge-of-climate-change/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single">
<p>Atualmente as mudanças climáticas são um tema recorrente no Nepal, à medida que estudos mostram que muitas pessoas no país estão passando fome devido às secas frequentes além do derretimento das geleiras que ameaçam milhões. O país depende intensamente do turismo e da agricultura para sustentar sua economia, portanto as mudanças climáticas podem seriamente danificar ambos os setores.</p>
<p>A Oxfam International declarou em um <a href="http://en.cop15.dk/news/view+news?newsid=1989">relatório</a> [en] que &#8220;As mudanças dos padrões climáticos afetaram dramaticamente a produção de vegetais no Nepal, deixando os fazendeiros incapazes de se alimentar corretamente e os levando a dívidas.&#8221; <a href="http://www.sapkotac.blogspot.com/2009/09/climate-and-life-in-nepal-as-seen-by.html">Chandan Sapkota</a> [en], bolsista do Fundo Carnegie para Paz Internacional, também acredita que o efeito das mudanças climáticas no setor agrícola do Nepal necessita de atenção imediata:</p>
<blockquote><p>Late monsoon will decrease agriculture production, which is the backbone of the economy and more than 70 percent of the population depend on it for living. This will also have a huge impact on economic growth rate and per capita income.</p></blockquote>
<div class="translation">As monções diminuirão a produção agrícola, que é o suporte principal da economia e em que mais de 70% da população depende para viver. Isso também causará um grande impacto nos números de crescimento econômico e na renda per capita.</div>
<div id="attachment_4186" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-4186 " title="Nepal-glacier-640x480" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/09/Nepal-glacier-640x480.jpg" alt="Nepal - Island Peak (Imja Tse)- Impressive glacier icefall below peak, Image by Flickr user mckaysavage" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Nepal - Island Peak (Imja Tse)- Impressive glacier icefall below peak, Image by Flickr user mckaysavage</p></div>
</div>
<p>As mudanças climáticas também trazem impactos sérios à pura cordilheira do Himalaia no Nepal e às comunidades da região. Phil Butler, em <em><a href="http://www.pamil-visions.net/melting-glaciers-of-nepal/24900/">Pamil Visions</a></em> [en] nota os perigos das geleiras em derretimento no Himalaia. De posse de imagens via satélite, ele postou uma análise profunda das geleiras em perigo e do aumento dos lagos glaciais para mostrar a urgência da situação.</p>
<blockquote><p>“These high glacial lakes (..) have risen in some cases by as much as 45 percent. Satellite imagery reveals without a doubt, severe melting of these crucial glaciers, still further evidence that global climactic change is proceeding at an accelerated rate. Hundreds of millions of people in the region that depends on the water from these glaciers will be negatively effected in way we cannot envision or predict accurately.”</p></blockquote>
<div class="translation">Estes lagos glaciais (&#8230;) aumentaram o nível em alguns casos na ordem de 45%. As imagens de satélite revelam, sem dúvida, derretimentos graves destas geleiras cruciais, ainda mais uma evidência de que a mudança climática global prossegue em um nível acelerado. Centenas de milhares de pessoas na região que dependem da água destas geleiras serão afetadas negativamente de um modo que não podemos visionar ou prever com exatidão.</div>
<p>O &#8220;derretimento&#8221; do Nepal motivou muitas organizações internacionais de meio ambiente a ver essa questão com seriedade, embora o governo de Kathmandu ainda hesita quando se trata de planejamento em longo prazo no que concerne as mudanças climáticas.</p>
<p>Este <a href="http://www.youtube.com/v/wM9GUv8s8sE">vídeo</a> da <em>WWF (World Wildlife Fund)</em> mostra o impacto das mudanças climáticas aos aldeões e no ecossistema de uma vila nas montanhas do Nepal.<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="450" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/wM9GUv8s8sE&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="450" height="344" src="http://www.youtube.com/v/wM9GUv8s8sE&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>O <em>Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado da Montanha</em> (ICIMOD, na sigla em inglês) em parceria com a <a href="http://www.unep.org/">UNEP</a> e a <a href="http://www.apnic.net/home">Rede do Pacífico da Ásia</a> (APNIC) <a href="http://www.youtube.com/v/NFpPQF0OD30">divulgou este vídeo</a> para mostrar o impacto das mudanças climáticas nas geleiras do Nepal.<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="450" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/NFpPQF0OD30&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="450" height="344" src="http://www.youtube.com/v/NFpPQF0OD30&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Deixando de lado a inatividade do governo do Nepal, trabalhos de organizações internacionais como a WWF e ICIMOD estão começando a surtir efeito na consciência do país. Vários grupos de cidadãos e jovens estão sendo formados por todo o país para conscientizar outros a respeito das mudanças climáticas.</p>
<p>A <em><a href="http://nepaleseyouthforclimateaction.wordpress.com/about/">Juventude Nepalês para Ação Climática</a></em> [en] é um dos grupos. Eles clamam por ideais mais rigorosos na emissão mundial de poluentes, encorajamento de um desenvolvimento sustentável ao enfatizar a indústria e conhecimento indígenas, mobilização para investimentos em energia limpa e busca por mais conscientizaçao sobre o tema.</p>
<p>Há também esforços para prover treinamento e recursos para aumentar a causa da ação contra mudanças climáticas no setor privado. <em>Bhajumahesh</em> <a href="http://bhajumahesh.wordpress.com/2009/08/30/climate-change-and-multimedia-communication-workshop-2009/">relata</a> [en] que um workshop de oito dias na Ásia Meridional (entre 17 de agosto a 24 de agosto de 2009) foi organizado pela <em>PANOS South Asia-PSA</em> para:</p>
<blockquote><p>build the capacity of media and other communication practitioners on climate change issues and the role of communications by applying ICTs for local content development, networking, knowledge sharing, to enable them to produce multimedia local contents on climate change communications in South Asia.</p></blockquote>
<div class="translation">construir a capacidade de mídia e outros profissionais de comunicação  sobre questões referentes às mudanças climáticas e o papel da comunicação ao aplicar as Tecnologias de Informação e Comunicação para o desenvolvimento de conteúdo local, de uma rede de contatos, compartilhamento de conhecimento, para capacitá-los a produzir conteúdo multimídia local sobre informações no que tange as mudanças climáticas na Ásia Meridional.</div>
<p>Na medida em que o governo do país está repleto de disputas políticas, o setor privado nepalês e muitos cidadãos comuns estão conduzindo a responsabilidade das ações sobre as mudanças climáticas, mostrando o poder da população.</p>
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		<title>Brasil: Despejo violento em São Paulo causa revoltas</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/29/brazil-despejo-violento-em-sao-paulo-causa-revolta/</link>
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		<pubDate>Sat, 29 Aug 2009 09:06:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Governança]]></category>
		<category><![CDATA[Photos]]></category>
		<category><![CDATA[Portuguese]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Na última segunda-feira, 240 policiais despejaram 800 famílias do assentamento Olga Benário em São Paulo. Blogueiros e foto-jornalistas relatam a violência, desespero e falta de justiça social.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/janet-gunter/">Janet Gunter</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/28/brazil-outrage-at-violent-sao-paulo-eviction/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Na última segunda-feira, na sequência de uma ordem judicial, 240 policiais desalojaram 800 famílias do assentamento Olga Benário, em uma área conhecida como Capão Redondo, na zona sul de São Paulo. A propriedade estava sem uso há 20 anos e havia sido ocupada há dois por centenas de famílias, muitas do movimento Frente de Luta por Moradia. A empresa de transportes Viação Campo Limpo, proprietária do imóvel, conseguiu obter uma ordem de despejo de um juiz, <a href="http://oglobo.globo.com/cidades/sp/mat/2009/08/26/defensoria-diz-que-terreno-que-era-ocupado-por-800-familias-em-sp-estava-sem-uso-ha-20-anos-767325124.asp">apesar de estar devendo impostos</a>, e mesmo com a <a href="http://oglobo.globo.com/cidades/sp/mat/2009/08/26/defensoria-diz-que-terreno-que-era-ocupado-por-800-familias-em-sp-estava-sem-uso-ha-20-anos-767325124.asp">Defensoria Pública do Estado tentando proteger os moradores</a>. A operação de reintegração de posse terminou com casas e automóveis queimados, e centenas de famílias na rua, na lama.</p>
<h5 id="attachment_93118" style="width: 410px;"><a href="http://ferrez.blogspot.com/2009/08/capao-redondo-24-de-agosto-de-2009.html"><img title="ferrez4" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/ferrez4.JPG" alt="Photo: Ferréz, used with permission" width="400" height="300" /></a>Foto: Ferréz, usada com permissão</h5>
<div dir="ltr">Imagens do despejo violento, no qual as &#8220;tropas de choque&#8221; da polícia usaram balas de borracha e gás lacrimogêneo, foram transmitidas ao vivo nas principais emissoras de TV brasileiras e amplamente utilizadas pela mídia impressa, provocando reações na blogosfera e no Twitter. <em>Ferrez</em>, que mora ao lado da ocupação, <a href="http://ferrez.blogspot.com/2009/08/capao-redondo-24-de-agosto-de-2009.html">blogou sobre sua revolta</a> depois de presenciar alguns dos despejos, e descreveu com detalhes o cenário desolador e o desespero dessas famílias:</div>
<blockquote>
<div>Hoje o helicóptero voltou de madrugada, dezenas de famílias ficaram com suas coisas durante a noite, beirando o córrego amontoram as coisas e ficaram no sereno, uma mulher me perguntou se depois a mídia ou os polícia ia levar eles pra algum lugar, eu engoli seco e não consegui responder, ela entendeu, pois o silêncio também é uma resposta.</div>
<div>Não tiveram pra onde ir, ninguém veio buscar. entre uma conversa e outra, um vacilão falando que tinha muito oportinista na favela, muito cara que pegou casa sem precisar, pois já tinha seu barraco, logo foi calado pela multidão que beirava o córrego, com gritos um tiozinho chegou e falou que ninguém tava brincando de ter lucro ali não, que ninguém tava fingindo que precisava morar, que ele havia perdido tudo pro trator.</div>
</blockquote>
<h5 id="attachment_93119" style="width: 410px;"><a href="http://ferrez.blogspot.com/2009/08/capao-redondo-24-de-agosto-de-2009.html"><img title="ferrez2" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/ferrez2.JPG" alt="Photo: Ferréz, used with permission" width="400" height="300" /></a>Foto: Ferréz, usada com permissão</h5>
<p>A maior parte das opiniões no twitter demonstraram compaixão com as famílias despejadas, como <a href="http://twitter.com/fefoguimaraes/statuses/3549445955">@fefoguimaraes, que tuitou que a reintegração de posse no Capão Redondo afrontou dignidade human</a> e perguntou para onde as famílias seriam levadas.</p>
<p><em>Raquel Rolnik</em>, que é relatora especial da Organização das Nações Unidas para o direito à moradia adequada e mora em São Paulo, <a href="http://raquelrolnik.wordpress.com/2009/08/24/familias-do-acampamento-olga-benario-sao-despejadas-com-violencia/">escreveu em seu blog</a>:</p>
<blockquote><p><a href="http://www.estadao.com.br/interatividade/Multimidia/ShowGaleria.action?idGaleria=2110" target="_blank">As imagens do despejo</a> mostram a urgência de tratarmos a questão de moradia de forma definitiva. São mães com crianças de colo, idosos e trabalhadores que não terão alternativa para onde ir e podem acabar na rua.<br />
É preciso oferecer soluções definitivas de moradia. Isto é obrigação da Prefeitura, do Estado, do poder público, tanto para as famílias que têm renda quanto para as que não tem. Não podemos ficar empurrando o problema de um lado para o outro da cidade.</p></blockquote>
<div><a href="http://www.estadao.com.br/interatividade/Multimidia/ShowGaleria.action?idGaleria=2110"></a></div>
<h5 id="attachment_93117" style="width: 410px;"><a href="http://ferrez.blogspot.com/2009/08/capao-redondo-24-de-agosto-de-2009.html"><img title="ferrez5" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/ferrez5.JPG" alt="Photo: Ferréz, used with permission" width="400" height="300" /></a>Foto: Ferréz, usada com permissão</h5>
<p><em>Panóptico </em><a href="http://panoptico.wordpress.com/2009/08/25/governo-do-estado-tripudia-sobre-desabrigados-a-gente-faz-e-faz-bem-feito/">criticou o estado de São Paulo</a> e sua nova propaganda recentemente publicada na imprensa, apenas um dia depois do despejo, de seu programa de habitação popular cujo slogan é <em> </em>“No Estado de São Paulo é assim: A gente faz. E faz bem feito”:</p>
<blockquote><p>Mas num ponto a propaganda é bem verdadeira. Como todos nós vimos ontem, a tropa de choque e os tratores sempre funcionam: <em>“No Estado de São Paulo é assim: A gente faz. E faz bem feito”</em></p>
<p>Se o governo seguir sua “política de habitação popular”, como observado na desapropriação do prédio do INSS, depois da expulsão das famílias de suas casas, virão as ordens para que a polícia toque o povo da rua. É o governo de SP sempre inovando: desaloja o desalojado.</p></blockquote>
<p>Alguns discordaram, dizendo que a propriedade privada deve ser respeitada acima de qualquer coisa, <a href="http://panoptico.wordpress.com/2009/08/25/governo-do-estado-tripudia-sobre-desabrigados-a-gente-faz-e-faz-bem-feito/">como disse <em>Xico </em>em comentário no post do Panóptico</a> [pt]:</p>
<blockquote><p>Pra começo de conversa, não deveriam ter ocupado uma área particular, ociosa ou não. Além disso, a prefeitura ofereceu abrigo às famílias, que se recusaram a aceitar. Finalmente, oferecer uma política habitacional NÃO significa fornecer suporte à invasão de propriedade privada.</p>
<p>Não estou dizendo que essas famílias mereçam morar na rua. Estou dizendo que elas estão indo pelo caminho errado. Parte da responsabilidade é, sim, do governo, mas a responsabilidade pessoal pesa muito nessas horas. Não se pode esperar que o governo apóie esse tipo de atitude fornecendo infra-estrutura a pessoas que não têm o direito de estar ali pra começo de conversa.</p></blockquote>
<h5 id="attachment_93124" style="width: 410px;"><a href="http://ferrez.blogspot.com/2009/08/capao-redondo-24-de-agosto-de-2009.html"><img title="ferrez3" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/ferrez3.JPG" alt="Photo by Ferréz, used with permission" width="400" height="300" /></a>Foto: Ferréz, usada com permissão</h5>
<p><em>Little Star Shining</em> não concorda com o ponto de vista acima, afirmando que <a href="http://littleraca.blogspot.com/2009/08/na-ultima-segunda-feira-240809-dia.html">não tem palavras para descrever</a> a retirada, brutal, violenta, absurda dessas famílias dessa àrea:</p>
<blockquote><p>Cabe então refletimos, afinal o que é uma àrea ocupada (ou “invadida” como pronuncia pejorativamente nossa brilhante mídia)???<br />
Vamos lá…<br />
Uma àrea para ser ocupada tem que ser primeiramente uma àrea inativa, sem uso… ou seja, não tem ninguém morando, nenhum imóvel, nem fábrica, plantação, nada! A premissa é que ela não esteja em nenhuma forma de uso, afinal não dá pra ocupar uma casa de alguém está morando, por exemplo, apenas casas abandonadas, concordam?? Com a àrea é a mesma coisa… ela está lá imensa, abandonada e sem uso. Até que um grupo de pessoas, geralmente organizadas em movimentos de sem-tetos ou sem-terra, resolvem ocupar aquela àrea e dra uso à ela. […]</p>
<p>Agora a indignação é você ainda crer que o governo, justiça, polícia ou seja qual for a instituição Estatal reguladora de poder, visa atender o povo!!!! Oraaaa… não caia nessa!</p></blockquote>
<p>Veja mais <a href="http://www.flickr.com/photos/vidassemteto/sets/72157622016457473/">fotos estarrecedoras do despejo</a> no àlbum do fotojornalista freelance Anderson Barbosa no Flickr.</p>
<div>
<h5 id="attachment_93126" style="width: 410px;"><a href="http://ferrez.blogspot.com/2009/08/capao-redondo-24-de-agosto-de-2009.html"><img title="ferrez6" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/ferrez6.JPG" alt="Photo by Ferrez, used with permission." width="400" height="300" /></a>Foto: Ferréz, usada com permissão</h5>
</div>
]]></content:encoded>
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		<title>Brasil: Fotos de um despejo revoltante</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/26/brasil-fotos-de-um-despejo-revoltante/</link>
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		<pubDate>Wed, 26 Aug 2009 19:17:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Brazil]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<category><![CDATA[Governança]]></category>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porPaula Góes  &#183; Traduzido por Paula Góes &#183;  
O Fotógrafo freelancer Anderson Barbosa tirou fotos arrepiantes do despejo de 800 famílias do assentamento Olga Benário, em São Paulo, em virtude de uma ordem judicial. A propriedade havia sido ocupada há dois anos por centenas de famílias que assistiram ao incêndio e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot; </em> 
<br /><p>O Fotógrafo freelancer <a href="http://www.flickr.com/photos/vidassemteto/sets/72157622016457473/">Anderson Barbosa tirou fotos arrepiantes do despejo</a> de 800 famílias do assentamento Olga Benário, em São Paulo, em virtude de uma ordem judicial. A propriedade havia sido ocupada há dois anos por centenas de famílias que assistiram ao incêndio e demolição de suas casas na última segunda-feira.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Brasil: Estudantes detidos por manifestarem no Senado</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Aug 2009 13:46:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estudantes são detidos por manifestarem contra o presidente do Senado José Sarney e sofreram várias ameaças. Ouvimos as vozes da blogosfera sobre como a democracia brasileira está lentamente se acabando.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/diego-casaes/">Diego Casaes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/25/brazil-students-held-for-demonstrating-in-the-senate/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single">
<p>Democracia e liberdade de expressão estão lentamente sendo postos de lado no Brasil na medida em que sabemos de situações em que blogs são censurados e pessoas são detidas por manifestarem contra a corrupção. Em 19 de agosto, estudantes manifestando contra o presidente do Senado José Sarney foram detidos, mantidos por três horas em uma sala dentro do Senado e submetidos a várias acusações e ameaças. Neste vídeo, feito por Christiane Couto, uma das estudantes presas, manifestantes são vistos no Senado e os seguranças começam a agir contra eles:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Wxh75vKppBo&amp;color1=0xd6d6d6&amp;color2=0xf0f0f0&amp;hl=en&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/Wxh75vKppBo&amp;color1=0xd6d6d6&amp;color2=0xf0f0f0&amp;hl=en&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<div>Os estudantes também reinvidicam terem sido ameaçados de serem demitidos e quase terem seus documentos detidos também. Vários senadores simpatizaram com a causa - assim como a deputada <a href="http://twitter.com/JaneteCapi">Janete Capiberibe</a> que insistiu em permanecer na sala junto com os manifestantes - e convenceram a segurança que eles deveriam ser libertados.<em><a href="http://www.andredutra.com/"></a></em></div>
<div><em><a href="http://www.andredutra.com/">André Dutra</a></em>, um dos manifestantes detidos, contextualiza a situação. Ele <a href="http://www.andredutra.com/2009/08/14/senado-federal-censura-ameaca-e-prisao-de-estudantes/">bloga</a>:</div>
<p><em><a href="http://www.andredutra.com/"></a></em></p>
<blockquote><p>Dentro do Senado, iniciamos nossa manifestação pacífica e logo fomos atacados pela truculenta segurança do Senado. Leões de chácara, resquício da ditadura, protegidos de Sarney. Foram em cima de nossos cartazes, torceram nossos pulsos, deram golpes sutis, acertaram mulheres, inclusive. Rasgaram tudo, mas não tiveram coragem de rasgar minha Constituição. Guardarei esse exemplar para sempre, memória de que ainda há um mínimo de respeito em meu país.</p></blockquote>
<p>O caso tem sido bastante popular na blogosfera brasileira e entre usuários de Twitter, uma vez que as mobilizações contra José Sarney crescem a cada mês. A situação atraiu a atenção de blogueiros celebridades, como o<em> <a href="http://marcelotas.blog.uol.com.br/">Marcelo TAS</a></em>, um nome conhecido na blogosfera brasileira e apresentador do programa <a href="http://www.band.com.br/cqc/">CQC (Custe O Que Custar)</a>, voltado ao jornalismo de humor. Ele <a href="http://marcelotas.blog.uol.com.br/arch2009-08-01_2009-08-15.html#2009_08-14_01_07_57-5886357-0">expressa</a> seus pensamentos sobre o caso:</p>
<blockquote><p>Afinal existe ou não liberdade de expressão no país? […] Este blog apóia a liberdade de expressão e acredita que essa gentalha só aprende na base da pressão. Fora Sarney, reforma política já e vamos preparar os corações e mentes para varrer esses vermes nas Eleições 2010!</p></blockquote>
<div id="attachment_92660" style="width: 442px;">
<div id="attachment_4060" class="wp-caption alignnone" style="width: 442px"><img class="size-full wp-image-4060 " title="forasarney_15ago" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/forasarney_15ago.jpg" alt="Um cartaz para o &quot;Fora Sarney! mostra algumas manifestações agendadas por todo o Brasil. fonte: Blog do Marcelo Tas" width="432" height="600" /><p class="wp-caption-text">Um cartaz para o &quot;Fora Sarney! mostra algumas manifestações agendadas por todo o Brasil. Fonte: Blog do Marcelo Tas</p></div>
</div>
<p>O blog da <em><a href="http://www.lucianacapiberibe.com/2009/08/16/perseguicao-politica-jornal-ligado-a-sarney-no-amapa-afirma-que-policia-do-senado-estaria-investigando-participacao-da-deputada-janete-em-ato-fora-sarney/">Luciana Capiberibe</a></em> publica um artigo sobre o modo com o qual a mídia local tratou o assunto. De acordo com A Gazeta, um jornal do Amapá, a polícia do Senado estaria supostamente investigando a participação da deputada Janete Capiberibe na organização do protesto, acusando-a de pagar R$ 40 aos estudantes para participarem da manifestação. A blogueira publica fotos das manchetes do jornal e adiciona uma legenda:</p>
<blockquote><p>Jornal A Gazeta, ligado a Sarney no Amapá, faz acusações infundadas</p></blockquote>
<p><em>Francis Pessoa</em> comentou no post do blog da Luciana Capiberibe acima, <a href="http://www.lucianacapiberibe.com/2009/08/16/perseguicao-politica-jornal-ligado-a-sarney-no-amapa-afirma-que-policia-do-senado-estaria-investigando-participacao-da-deputada-janete-em-ato-fora-sarney/#comment-5325">complementando</a>:</p>
<p><em> </em></p>
<blockquote><p>[…] Interessante como a “IMPRENSA” amapaense funciona. Algum tempo atrás, uns que nesse jornal está, faziam parte do outro jornaléco diário. Hoje eles estão do outro lado e dizem que este (jornaléco) é o melhor, o mais importante, o mais lido periódico do Amapá. Mentem. O jornaléco é doado para reciclagem na lixeira pública.<br />
Torço para que cada brasileiro tenha em casa um computador e INTERNET. Quando esse dia chegar, muito desses jornalécos pilantras irão sair de circulação e o cidadão terá acesso (democreticamente)as informações verdadeiras. E vocês, pilantras da “IMPRENSA” não terão mais vez…<br />
[…]<br />
Só faltava essa!!! Dirigentes do jornaléco, vocês pensam que somos idiótas? Estamos acompanhando tudo pela INTERNET, SITE’s, BLOG’s, TWITTER e por jornalista sérios de Belém do Pará, Brasília, São Paulo e outros. Mas o fim de vocês está próximo, não perdem por esperar…</p></blockquote>
<p>Manifestações pacíficas por justiça e liberdade de expressão e contra a corrupção no governo estão sendo considerados crimes no Brasil contemporâneo. <em><a href="http://tsavkko.blogspot.com/">Tsavkko - The Angry Brazilian</a></em> cita muitos casos relacionados em todo o país, e <a href="http://tsavkko.blogspot.com/2009/08/inocente-manipulacao-midiatica-e.html">ainda diz</a>:</p>
<blockquote><p>O que se vê é um processo - aparentemente irreversível - de criminalização e perseguição aos Movimentos Sociais, além de uma truculência absurda contra as liberdades do povo, contra o direito de protestar, reclamar e se manifestar. Abusos são constamentente cometidos pelas “forças de segurança”, privadas ou estatais, e nada nunca é feito.</p>
<p>A ditadura acabou quando mesmo?</p></blockquote>
<div id="attachment_91765" style="width: 334px; text-align: center;"><a href="http://www.twitpic.com/efobd"></a></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 334px"><a href="http://www.twitpic.com/efobd"><img class=" " title="André Dutra segurando um cartaz do &quot;Fora Sarney!&quot;" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/24245977.jpg" alt="André Dutra is seing holding a &quot;Get out Sarney!&quot; flyer." width="324" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">André Dutra segurando um cartaz do &quot;Fora Sarney!&quot;</p></div>
<p style="text-align: center;">
</div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Brasil: Sobre o significado de “minoria com complexo de maioria”</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/23/brasil-sobre-o-significado-de-minoria-com-complexo-de-maioria/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/23/brasil-sobre-o-significado-de-minoria-com-complexo-de-maioria/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 23 Aug 2009 21:10:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Deborah Goldemberg</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
		<category><![CDATA[Brazil]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
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		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao analisarmos a frase dita pelo senador Renan Calheiros no âmbito de sua discussão com o senador Tasso Jereissanti, vemos que sua popularidade se deve ao modo com o qual ela reforça a divergência duradoura entre o estado de São Paulo e o restante do Brasil. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/deborah-goldemberg/">Deborah Goldemberg</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/deborah-icamiaba/'>Deborah Goldemberg</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/23/brazil-on-the-meaning-of-minorities-with-a-majority-complex/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="attachment_3957" class="wp-caption alignright" style="width: 189px"><a href="http://humoralacarte.blogspot.com/2009/08/blog-post_07.html"><img class="size-medium wp-image-3957" title="Charge por Paulo Barbosa." src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/pbarbosa-255x300.jpg" alt="pbarbosa" width="179" height="210" /></a><p class="wp-caption-text">Charge por Paulo Barbosa.</p></div>
<p>Os políticos brasileiros, mesmo desacreditados como são, de vez em quando soltam frases fantásticas que, se não os redimem de suas negligências políticas e abusos de poder, fazem história ao instigar a população e ajudar o povo brasileiro a entender a si mesmo e como que, por conseqüência, esses cidadãos conseguiram chegar aos mais altos postos políticos do país.</p>
<p>Foi assim no caso do ex-Governador de São Paulo Cláudio Lembo (então membro do extinto PFL, Partido da Frente Liberal) que, em 2006, após os <a href="http://globalvoicesonline.org/2006/05/15/brazilian-gangs-wage-war-on-police/">ataques da facção criminosa PCC à cidade de São Paulo</a> [en], diagnosticou a violência no Estado de São Paulo como sendo culpa da “elite branca.” Ele, branco e rico, fez um <em>mea-culpa</em> acusatório: &#8220;Nós temos uma burguesia muito má, uma minoria branca muito perversa. A bolsa da burguesia vai ter que ser aberta para poder sustentar a miséria social brasileira no sentido de haver mais empregos, mais educação, mais solidariedade, mais diálogo e reciprocidade de situações.&#8221;</p>
<p>Na época, Fabio Marton em <em><a href="http://nottupy.blogspot.com/2009/04/alguem-se-lembra-de-claudio-lembo.html">Not Tupy</a></em> registrou o<em> status</em> adquirido por Cláudio Lembo com essa declaraçãoirônica:</p>
<blockquote><p>Eis o exemplo acabado de um homem que não revela cedo a que veio ao mundo. Lembo perseverou e esperou até os 72 anos, quando teve a oportunidade de dar sua contribuição definitiva, a que certamente o marcará na posteridade, pela qual o Brasil e os brasileiros com ele ficarão em dívida.</p></blockquote>
<div id="attachment_3960" class="wp-caption alignleft" style="width: 224px"><img class="size-medium wp-image-3960" title="Foto por Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/SENADOatphoto.2009-08-06-214x300.jpg" alt="Foto por Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr" width="214" height="300" /><p class="wp-caption-text">Foto por Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr</p></div>
<p>Na semana passada, foi a vez do senador Renan Calheiros (que em 2007 teve de renunciar à Presidência do Senado em meio a acusações da ex-amante e mãe de sua filha bastarda que, logo depois da crise, posou para a revista masculina Playboy) se perpetuar na história com uma frase marcante que tornou a crise política entorno das denúncias de corrupção contra o Presidente do Senado José Sarney mais emocionante do que a novela das oito. Em discussão com o senador Tasso Jereissati, várias acusações foram proferidas, e algumas refletem o nível do Senado brasileiro atualmente.</p>
<p>O blogueiro <a href="http://leandroprudencio.blogspot.com/2009/08/agora-vai-o-que-recebemos-do-senado-que.html"><em>Leandro Prudêncio</em></a> fez uma seleção da transcrição disponibilizada no Estadão Oline, versão para a web de um dos jornais que mais circulam no país, que contextualiza a &#8220;pérola&#8221; de Renan:</p>
<blockquote><p>Renan Calheiros: “A respeito da manifestação do senador Tasso Jereissati. Essas crises acontecem por isso, porque é a minoria com complexo de maioria&#8230;”</p>
<p>Tasso Jereissati: Que me desculpe senador Renan. Senador Renan, não aponte esse dedo sujo pra cima de mim! Não aponte esse dedo sujo pra cima de mim! Estou cansado de suas ameaças”</p>
<p>Renan:“Esse dedo sujo infelizmente é o de Vossa Excelência. São os dedos dos jatinhos que o Senado pagou”</p>
<p>Tasso: “Pelo menos era com meu dinheiro. O jato é meu, não é dos seus empreiteiros.</p>
<p>Renan: “O dinheiro é seu?”</p>
<p>Tasso: “É meu, é meu, é meu, é meu! Eu tenho pra falar, tá?</p>
<p>(Fora do microfone) Renan: Coronel…</p>
<p>Tasso: Eu, coronel? Cangaceiro, cangaceiro de terceira categoria…”.</p>
<p>Renan: “O senhor é coronel!” – Baixa o microfone e diz: “Seu merda” (relato dos senadores próximos a Renan)</p>
<p>Renan: “Você é minoria com complexo de maioria. Me respeite”</p></blockquote>
<p>Confira a cena no YouTube:<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/yaWRmxdk5ak&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/yaWRmxdk5ak&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>“Minoria com complexo de maioria” foi a frase que ressoou pelos escritórios e bares de todo o país, assim como pela blogosfera, tornando-se um ditado popular instantâneo; mas o que exatamente a frase significa e porquê fez tanto sucesso? No contexto estrito em que foi dita, seu significado foi o de menosprezar a oposição do PSDB, visto que Renan, sendo um dos líderes do rolo compressor governista (PT e aliados) apóia a permanência de José Sarney - considerado um dos últimos “coronéis” na Presidência do Senado. O Global Voices já <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/07/11/brazil-digital-mob-demands-the-senate-presidents-resignation/">discutiu</a> [en] manifestações contra o presidente do Senado José Sarney.</p>
<p>Os blogueiros que interpretaram a frase neste sentido restrito, a debateram de forma bastante crítica. No blog <em><a href="http://oqueestamosfazendo.blogspot.com/2009/08/minoria-com-complexo-de-maioria.html">O Que Estamos Fazendo?</a></em> foi dito:</p>
<blockquote><p>O que gerou a manifestação de Renan? A divergência. E olha que a oposição no Brasil é quase inexistente. Se sofre de algum complexo, é de inferioridade. Vive escondida, com medo de cumprir seu papel de&#8230;  oposição, como fazia o PT quando era minoria&#8230;</p>
<p>Então, se mesmo com uma oposição omissa o senador Calheiros disse o que disse, qual é o seu desejo? Se divergir, se exercer o papel de oposição significa ter &#8220;complexo de maioria&#8221;, o que deseja Calheiros?</p>
<p>Algumas hipóteses:</p>
<p>- Deseja que os congressistas da &#8220;minoria&#8221; recebam seus salários, mas não apareçam no congresso para encher o saco. Que fiquem em suas casas, em verdadeiras licenças remuneradas, como um bom funcionário fantasma nomeado por ato secreto;</p>
<p>- Deseja que os congressistas da &#8220;minoria&#8221; mudem de lado e migrem para a &#8220;maioria&#8221;, dando uma banana para seus eleitores tão logo assumam seus cargos;</p>
<p>- Deseja que os políticos da &#8220;minoria&#8221; sejam declarados inelegíveis, uma vez que somente a &#8220;maioria&#8221; deve possuir representação política na democracia de Renan.</p></blockquote>
<p>O blogueiro <em><a href="http://plunkplakzum.blogspot.com/2009/08/minoria-de-dentro-do-senado-pode-ser.html">PlunkPlakZum</a></em> levantou a mesma questão,  destacando os desafios do amadurecimento da democracia brasileira:</p>
<blockquote><p>Contudo, é fundamental considerar que o pensamento democrático brasileiro pode, por caminhos próprios, por vida própria, nem sempre estar em tudo representado pela maioria. Isso porque as relações político-partidárias necessariamente não representam por si só as idéias, ideologias e posições do povo. Tanto é que há até divergência entre partidos ou grupos de partidos. Também por isso é que se busca apoio político. Existe, sim, uma minoria que, por casualidade, pode representar a maioria sem voz que espera, do lado de fora do Senado, as deliberações dos senadores.</p>
<p>Portanto, antes de enxotar essa minoria de dentro do Senado como se fosse cão pequeno, examine-se se ela não faz coro com a vontade de uma maioria atenta que, do lado de fora do Senado, são brasileiros de voz e vez, ao menos em época de eleição.</p></blockquote>
<p>No entanto, foi no seu sentido mais amplo que a frase de Renan Calheiros ressoou fortemente e foi isso que muitos blogueiros captaram.</p>
<p>Um artigo escrito pelo jornalista agora independente, mas que antes trabalhou para boa parte dos canais de comunicação brasileiros, teve particular êxito, tendo sido replicado em vários outros blogs, inclusive em um blog dedicado à Ministra da Casa Civil: Dilma Roussef. <em><a href="http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=15712">Paulo Henrique Amorim</a></em> buscou responder à pergunta: Porque o PSDB, segundo Renan Calheiros, é “a minoria com complexo de maioria” da seguinte forma:</p>
<blockquote><p>Porque os tucanos – em que o peso de São Paulo é predominante – pensam que são melhores que os outros.</p>
<p>Porque os tucanos – e subsidiariamente sua linha auxiliar, os Demos – são mais ricos.</p>
<p>E terceiro, porque os Demo-tucanos controlam o PiG (*).</p>
<p>Isso deu a eles a sensação de maioria, especialmente porque o Presidente da República foi um metalúrgico – e é nordestino!</p>
<p>A percepção de que controlar o PiG (*) resolvia o problema começa a se esfacelar.<br />
E não só porque a Internet e os blogs adquiriram a relevância que tem no Brasil.<br />
Em boa parte por causa da falencia do PiG (*). Mas, também, porque houve uma super-utilização do poder do PiG (*).</p>
<p>Pig: Partido da Imprensa Golpista.</p></blockquote>
<p>Ou seja, similarmente à frase de Cláudio Lembo, a frase de Renan agradou porque ela ironizou a “elite branca paulistana” e atribuiu a ela a culpa por todos os males do país (Amorim chega a se referir aos tucanos como os “demos”), priorizando o seu domínio dos meios de comunicação do país etc.</p>
<p>Esta é uma questão brasileira de longo prazo que foi recentemente bem colocada pelo blog <em><a href="http://buenomuybueno.blogspot.com/2009/06/eu-nem-mais-me-lembro-de-onde-copiei.html">Bueno Muy Bueno</a></em>, quando Fernando Henrique Cardoso, carioca, ex-presidente da República e cacique do PSDB, declarou que São Paulo estava sub-representado em Brasília:</p>
<blockquote><p>Divergência número 2: São Paulo não está sub-representado em nada.<br />
São Paulo está sobre-representado na Federação.<br />
E é por isso que deveria haver uma re-pactuação da Federação brasileira.<br />
Os presidentes da República saem de São Paulo.<br />
Os Ministros da Fazenda saem de São Paulo.<br />
Os Ministros da Indústria saem de São Paulo.<br />
Os tributos são feitos de forma a aprofundar a hegemonia de São Paulo.<br />
Os Ministros da Agricultura saem de São Paulo.<br />
O Ministro da Educação é de São Paulo.<br />
O Ministro da Defesa é gaúcho, mas seus parceiros políticos estratégicos? José Serra e Fernando Henrique Cardoso ? São de São Paulo.<br />
Dos três únicos jornais brasileiros, dois são de São Paulo&#8230;Em São Paulo estão todas as revistas semanais de informação.<br />
O Ibope é medido só em São Paulo e as redes de televisão trabalham para São Paulo.<br />
Os dois principais partidos do país ? PSDB e PT ? são de São Paulo.<br />
As lutas internas do PT e do PSDB conduzem a política brasileira.<br />
O candidato do PSDB à presidência da República é de São Paulo: José Serra,na verdade, já eleito de ante-mão, como se sabe.<br />
A elite branca do grande governador Cláudio Lembo é de São Paulo.<br />
A elite branca de São Paulo, se pudesse, faria como os amigos do Berlusconi do Norte da Itália e mandava o resto do Brasil, do Rio (inclusive) para cima, para a África.<br />
Em São Paulo fica o templo da elite branca, a Daslu.<br />
O movimento Cansei é uma obra-prima da criatividade paulista.<br />
O jornalismo esportivo brasileiro só trata do Corinthians.</p></blockquote>
<p>Esse ressentimento é curioso, porque apesar do Estado de São Paulo ter o maior PIB e população do Brasil, além de sediar a metrópole mais multiétnica e transbrasileira do país, o histórico de presidentes paulistas é bastante limitada. Além de o Presidente Lula, que está no poder faz quase oito anos, ser Pernambucano, desde o início das eleições diretas no Brasil, incluindo o período de oitos anos em que Fernando Henrique Cardoso, carioca, esteve no poder, todos os outros presidentes eram de outros estados: Tancredo Neves era mineiro, José Sarney que é Maranhense,  Itamar Franco, mineiro, Fernando Collor de Mello, que é Alagoano, Itamar Franco, mineiro. Ou seja, é no mínimo bastante diversa a presença na Presidência. O Senado Brasileiro, tem representação igual para cada Estado.</p>
<p>Além disso, é curioso que a “questão paulista” tenha surgido a partir da discussão entre Renan e Tasso, porque tanto o alagoano Renan Calheiros, quando o Cearense Tasso Jereissati, apesar de ser do PSBD, são nordestinos. Será o seu fenótipo (branco e gorducho) e estilo de vestir (ternos bem-cortados) que o fazem parecer um paulista?</p>
<p>O blog <em><a href="http://pererecadavizinha.blogspot.com/2009/08/divagacoes-inevitaveis.html">Perereca da Vizinha</a></em> parece interpretar os eventos por esse lado:</p>
<blockquote><p>Nem quando está fora do poder, consegue descer do salto, para buscar, enfim, aquilo que lhe faz mais falta: o apoio da sociedade civil organizada.</p>
<p>O autismo de que padece o partido o impede de ver que as casas parlamentares são, apenas, uma frente de batalha. Aquela em que se pode, é verdade, andar enfatiotado.</p>
<p>Nas baixadas, nas periferias repletas de lama e poeira, onde inexiste o mínimo para a sobrevivência digna de um cidadão.</p>
<p>Falta aos preparadíssimos técnicos e intelectuais tucanos a necessária humildade para ir ao encontro do povo onde o povo está.</p></blockquote>
<p>Ao analisamos o linguajar da briga entre Renan e Tasso, percebemos que a briga foi cunhada em termos essencialmente nordestinos, em algum momento Renan acusando Tasso de ser um “coronel de merda” e Tasso rebatendo que seu acusador fosse “um cangaceiro de terceira categoria.”</p>
<p>Claramente, para ambos, um ideal de vida seria ser UM GRANDE CORONEL, a antítese do que ambos acusaram um ao outro de ser. Talvez, ambos sonhassem ser como aquele que precipitou essa briga toda, que é José Sarney, o notório dono do Estado da Maranhão, apesar de haver blogs como o <em><a href="http://avelhadebaixodacama.blogspot.com/2009/08/movimento-todos-contra-sarney-todos.html">A Velha Debaixo da Cama</a></em> dedicados à desconstrução desse fato:</p>
<blockquote><p>Como tenho dito aqui, os maranhenses estão carecas de saber do que eles são capazes, afinal, eles se dizem donos do Maranhão, não é? Mas o povo não aceita mais esse título, pelo menos os que conheço e escuto.</p></blockquote>
<p>O “ser minoria” na concepção do Senador Renan Calheiros, ao que parece, mais do que “ser paulista” foi usado como sinônimo de alguém que quer pensar um Senado e um Brasil além das falcatruas e negociatas que ainda caracterizam o Senado Brasileiro no momento atual. A pretensão de ser “melhor do que os outros” incomoda porque para Renan Calheiros, representante de uma tradição de corruptos que se safaram de punição por ter os colegas de “rabo preso”, o bom seria todo mundo permanecer igual, ou seja, junto com a maioria corrupta.</p>
<div id="attachment_3964" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://sandramara10.wordpress.com/2009/08/11/minoria-com-complexo-de-maioria/"><img class="size-full wp-image-3964" title="Pizza em Brasília?" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/pizza-em-brasila1.jpg" alt="Pizza em Brasília, por Sandra Carvalho" width="450" height="327" /></a><p class="wp-caption-text">Pizza em Brasília? Por Sandra Carvalho</p></div>
<p>É sabido que todos os preconceitos, seja de classe, de fenótipo ou de nacionalidade, estão sempre a serviço de interesses mais profundos. O preconceito empolga alguns porque ele simplifica e generaliza as questões em pauta, o que é mais fácil do que analisar detalhadamente uma situação e desvendar os interesses que eles encobrem. Talvez, se o eleitor brasileiro aprendesse a votar com a cabeça e não com a emoção, muitas vezes contaminada pelo preconceito, não teríamos hoje um Senado decadente e uma classe política tão desacreditada.</p>
<div class="notes" style="text-align: justify;">Este artigo é uma versão extendida do <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/08/23/brazil-on-the-meaning-of-minorities-with-a-majority-complex/">original</a>, e direcionada especificamente para o Global Voices em Português.</div>
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		<title>Colônia de AIDS do Camboja</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/19/colonia-de-aids-do-camboja/</link>
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		<pubDate>Wed, 19 Aug 2009 18:06:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cambodia]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[East Asia]]></category>
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		<category><![CDATA[Humanitário]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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		<description><![CDATA[Vários grupos de direitos humanos acusaram o governo do Camboja de organizar uma verdadeira colônia de AIDS, quando reinstalou 40 famílias portadoras do HIV e AIDS para uma vila a 25 km de distância da cidade de Phnom Pehn.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/mong/">Mong Palatino</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/18/cambodia%E2%80%99s-aids-colony/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Vários grupos de direitos humanos acusaram o governo do Camboja de organizar uma <a href="http://ki-media.blogspot.com/2009/08/cambodia-pushes-aids-colony-far-from.html">verdadeira colônia de AIDS</a>, quando reinstalou 40 famílias portadoras do HIV e AIDS para uma vila a 25 km de distância da cidade de Phnom Pehn.</p>
<p>As famílias eram de <a href="http://khmernews.net/2009/07/people-living-with-hivaids-living-in-fear-of-forced-eviction-2/">Borei Keila</a>, em Phnom Penh. Elas foram <a href="http://ki-media.blogspot.com/2009/07/cambodian-government-accused-of.html">despejadas</a> de suas casas para ceder espaço a um plano de desenvolvimento urbano do governo. As famílias agora vivem na aldeia de Tuol Sambo.</p>
<p>Elas reclamam de sua situação na <a href="http://ki-media.blogspot.com/2009/08/cambodian-hiv-villages-draws.html">&#8220;aldeia da AIDS&#8221;</a>:</p>
<blockquote><p>With inadequate sanitation and no running water, the area is not a health sanctuary for HIV-infected patients, who require personal attention and care.</p>
<p>HIV-infected people living in the village say they have not received any official recognition of ownership rights nor government compensation for their old homes.</p></blockquote>
<div class="translation">Com saneamento inadequado e sem água corrente, a área não é um santuário saudável para pacientes infectados com HIV, que precisam de atenção e cuidado pessoais.</p>
<p>Pessoas infectadas com HIV que moram na aldeia dizem não ter recebido nenhum reconhecimento oficial de propriedade nem compensação dos governos pelas suas casas antigas.</p></div>
<p><em> Details are Sketchy</em> [Detalhes são Imprecisos, em Português] quer encontrar a <a href="http://detailsaresketchy.wordpress.com/2009/07/29/tuol-sambo-aids-colony/">autoridade responsável</a> por essa medida drástica:</p>
<blockquote><p>Who is responsible for this decision? The media should find out. And prosecutors should start preparing a case. Because it’s all but certain that at least one of those 40 HIV-positive people will die as a result of the move. That’s negligent homicide, at least, if not outright premeditated murder.</p></blockquote>
<div class="translation">Quem é o responsável por essa decisão? A mídia deve encontrar. E os promotores devem começar a preparar um caso. Porque é sabido que ao menos uma entre aquelas 40 pessoas soropositivas morrerão por consequência do despejo. Isso é, no mínimo, homicídio negligente, senão assassinato premeditado e aberto.</div>
<p>A Rede Global de Pessoas que vivem com HIV está pressionando o governo Cambojano em lidar com as <a href="http://ki-media.blogspot.com/2009/07/aids-colony-violates-rights.html">preocupações humanitárias</a> das famílias despejdas:</p>
<blockquote><p>* Cease moving HIV-affected families to the Tuol Sambo site;<br />
* Improve conditions at Tuol Sambo to meet minimum standards for adequate shelter, sanitation, and clean water;<br />
* Ensure full access to quality medical services, including antiretroviral treatment, treatment of opportunistic infections, primary health care and home-based care;<br />
* Work with relevant agencies and consult with the families already at Tuol Sambo to address immediate and long-term concerns regarding housing, health, safety, and employment, and reintegration into society in a manner that protects their rights and livelihoods; and<br />
* Employ a transparent and fair screening process to determine eligibility for on-site housing at Borei Keila, and allow eligible families to move in immediately. For those found ineligible, authorities should provide other adequate housing.</p></blockquote>
<div class="translation">* Cessar a mudança de famílias com HIV para Tuol Sambo;<br />
* Melhorar as condições de vida em Tuol Sambo a fim de alcançar os padrões mínimos adequados de abrigo, saneamento, e água tratada.<br />
* Garantir o total acesso a serviços médicos de qualidade, incluindo tratamento antiretroviral, tratamento de possíveis infecções, cuidados básicos de saúde e atendimento em domicílio;<br />
* Trabalhar com agências relevantes e consultar as famílias que já se encontram em Tuol Sambo para que visem cuidados imediatos e em longo prazo que se relacionem  com habitação, saúde, segurança, e empregabilidade, além da reintegração na sociedade de forma que se protejam seus direitos e subsistência; e<br />
* Empregar um processo de triagem justo e transparente para determinar a elegibilidade de um alojamento local em Borei Keila, e permitir a mudança de famílias elegíveis para o alojamento imediatamente. Para os não elegíveis à seleção, as autoridades devem prover outro alojamento adequado.</div>
<p>Escrevendo do <em><a href="http://globalhealth.change.org/blog/view/cambodias_aids_colony">Global Health</a></em> [Saúde Global, em Português], Alanna Shaikh reage à situação:</p>
<blockquote><p>To me, this looks like a classic example of treating people living with AIDS as though they are disposable. They&#39;re going to die anyway, goes the logic, so there is no reason to treat them well. But people with AIDS are still human beings, with rights and skills and the ability to live full lives. Treating as less than human benefits no one.</p></blockquote>
<div class="translation">Para mim, isso parece ser um dos exemplos clássicos de tratar as pessoas que vivem com AIDS como se fossem descartáveis. É a lógica do &#8220;eles vão morrer mesmo, então não há razão para tratá-los bem&#8221;. Entretanto, pessoas com AIDS ainda são seres humanos, com direitos, habilidades e dons para viver suas vidas ao máximo. Tratá-las como menos humanas não beneficia a ninguém.</div>
<p>Mais de <a href="http://www.hrw.org/node/84641">100 grupos locais e internacionais</a> escreveram ao Primeiro Ministro Hun Sene e ao Ministro da Saúde Mam Bunheng pressionando o último a prover um melhor tratamento para as famílias despejadas:</p>
<blockquote><p>The housing conditions at Tuol Sambo are grossly inadequate in terms of size, fire safety, and sanitation. Residents are crowded into poorly ventilated metal sheds that are baking hot in the daytime. There are no kitchens and no running water in the sheds, which are flanked by open sewers, and only one public well to service the evicted families.</p>
<p>While other homeless people from Phnom Penh are slated for relocation to brick houses at an adjacent site at Tuol Sambo, the HIV-affected families from Borei Keila have been placed in a separate settlement with inferior housing, distinguished by green corrugated metal roofing and walls. Even before the evictees were resettled there, local people referred to the green sheds as “the AIDS village.”</p>
<p>The living conditions at Tuol Sambo pose serious health risks, particularly to people with compromised immune systems. The risk to those people living with HIV can be life threatening. Residents report that the heat in the poorly ventilated metal sheds is so intense that they are usually unable to remain in their rooms during the afternoon and they are afraid that their ARV medication will deteriorate in the heat.</p></blockquote>
<div class="translation">As condições de habitação em Tuol Sambo são grosseiramente inadequadas em termos de tamanho, segurança contra incêndio, e saneamento. Os habitantes são alojados em barracas de metal lotadas pouco ventiladas e que durante o dia esquentam bastante. Não há cozinhas ou água corrente nas barracas, que são ladeadas por esgotos abertos, somente um poço público para servir as famílias despejadas.</p>
<p>Enquanto outros desabrigados de Phnom Penh são redirecionados para casas de tijolo em um local adjacente à Tuol Sambo, as famílias afetadas com HIV de Borei Keila foram abrigadas em um espaço separado com habitação inferior, e distintas por ter paredes e tetos de metal ondulado e de cor verde. Mesmo antes dos despejados terem sido colocados ali, a comunidade local se referia às casas de metal verde como &#8220;a aldeia da AIDS.&#8221;</p>
<p>As condições de vida em Tuol Sambo levam a sérios riscos de saúde, particularmente para pessoas com o sistema imunológico comprometido. O risco daquelas pessoas vivendo com HIV pode ameaçar suas vidas. Os habitantes relatam que o calor nas barracas de metal mal ventiladas é tão intenso que eles geralmente não conseguem permanecer em seus quartos durante a tarde e têm medo que o medicamento antiretroviral se deteriore com o calor.</p></div>
<p>A situação das famílias despejadas em seus antigos lares também não era boa, como visto neste vídeo feito por licadho, enviado ao <em><a href="http://hub.witness.org/en/upload/people-living-hivaids-await-eviction">The Hub</a></em> [A Central, em Português]:<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="352" height="270" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://blip.tv/play/Af6QKojoaA" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="352" height="270" src="http://blip.tv/play/Af6QKojoaA" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Brasil: O Fórum da Cultura Digital Brasileira e a blogosfera</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/14/brasil-o-forum-da-cultura-digital-brasileira-e-a-blogosfera/</link>
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		<pubDate>Fri, 14 Aug 2009 16:11:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Brazil]]></category>
		<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Governança]]></category>
		<category><![CDATA[Portuguese]]></category>
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		<description><![CDATA[O ciberespaço é cada vez mais habitado por instituições governamentais de muitos países. No Brasil, o Fórum da Cultura Digital Brasileira foi lançado e, até o momento, obteve reações positivas da blogosfera.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/diego-casaes/">Diego Casaes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/14/brazils-forum-for-digital-culture-reaches-out-to-the-blogosphere/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>O ciberespaço é cada vez mais habitado por instituições governamentais de muitos países. Seja por causa de eleições, como durante a campanha do Presidente Obama em 2008, ou para lutar por processos eleitorais justos como recentemente <a href="http://globalvoicesonline.org/specialcoverage/iranian-election-2009/">aconteceu no Irã</a> [en], onde o Twitter foi usado na campanha de Mousavi, durante as eleições e nas subsequentes manifestações.</p>
<p>Apesar do fato de que a corrida presidencial de 2010 já está aquecendo a Internet brasileira, na medida em que os futuros candidados começam a blogar e usar o Twitter para se promoverem online, o governo atual acabou de dar o primeiro passo para se tornar digital. Em 31 de junho, o Ministério da Cultura e a Rede Nacional de Educação e Pesquisa oficialmente lançaram o Fórum da Cultural Digital Brasileira. O projeto consiste em uma Rede Social que visa encorajar os internautas brasileiros a colaborarem na criação de uma nova forma de se fazer políticas públicas.</p>
<div id="attachment_90405" class="wp-caption aligncenter" style="width: 364px"><img class="size-full wp-image-90405" title="culturadigitalbr" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/culturadigitalbr.png" alt="culturadigitalbr" width="354" height="91" /><p class="wp-caption-text">O banner do Fórum da Cultura Digital Brasileira</p></div>
<p>Essa iniciativa foi muito bem aceita pelos blogueiros e usuários do Twitter que pensam ter o governo finalmente realizado um esforço para alcançar as pessoas e incluí-las na criação de políticas públicas através da Internet, uma ferramenta de comunicação direta e sem burocracia. A rede foi inicialmente limitada a 300 usuários, mas após seu lançamento foi aberta a qualquer pessoa que se interesse pelo #culturadigitalbr, como tem sido referenciado no Twitter.</p>
<p><a href="http://www.ladybugbrazil.com/">Lady Bug Brasil</a> foi convidada para o evento de lançamento. Ela <a href="http://www.ladybugbrazil.com/2009/07/29/forum-de-cultura-digital-brasileira/">comentou em seu blog</a>:</p>
<blockquote><p>Em tempos de luta, censura e políticas públicas que precisam de retoques, é um alívio saber que há esperança e iniciativas democráticas que abrem espaço para as muitas vozes que habitam a rede.</p></blockquote>
<p><em>Gilberto Jr</em> do blog <em><a href="http://startupi.com.br/">startupi</a> </em>também foi convidado para a abertura do Fórum, e postou  as <a href="http://startupi.com.br/2009/culturadigitalbr-governo-lanca-rede-social-para-cidadao-sugerir-politica-publica/">suas considerações</a>:</p>
<blockquote><p>Já é altamente louvável o “simples” fato de o governo federal iniciar um movimento de abrir discussões com a comunidade, usando a web como base para estimular e mapear conversações num tipo de democracia digital (não apenas da informática, mas do Brasil).</p></blockquote>
<p>O projeto apresenta algumas características de outras redes sociais conhecidas, como o sistema de comentários entre usuários do Facebook e a oportunidade de agregar discussões em tópicos e comunidades como acontece em outros fóruns ou até mesmo no Orkut. Diariamente novos usuários se registram na rede e muitos tópicos de discussão já foram criados. Outro ponto interessante sobre o evento de lançamento foi o fato de muitos blogueiros terem sido convidados para a conferência de imprensa, compartilhando o espaço com a mídia de massa.</p>
<div id="attachment_90407" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://www.flickr.com/photos/pontodeak/3775652711/"><img class="size-full wp-image-90407   " title="Foto por André Deak, no Flickr." src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/culturadigitalbr2.jpg" alt="Bloggers in the Q&amp;A session with the Minister of Culture. Photo by Flickr user Andre Deak" width="400" height="262" /></a><p class="wp-caption-text">Blogueiros da sessão de Perguntas e Respostas  com o Ministro da Cultura Juca Ferreira. Foto por André Deak, no Flickr.</p></div>
<p><em>Filipe Saraiva</em> do blog <em><a href="http://liberdadenafronteira.blogspot.com/">Liberdade na Fronteira</a></em> reflete sobre este caso. Ele parabeniza a atitude do governo <a href="http://liberdadenafronteira.blogspot.com/2009/07/forum-da-cultura-digital-brasileira.html">e diz</a>:</p>
<blockquote><p>Penso ser uma iniciativa bastante louvável por parte do governo. Em tempos de repressão ao compartilhamento na rede, vistos nos recentes casos do julgamento do The Pirate Bay ou no Projeto de Lei Azeredo, fomentar um espaço de discussão pública sobre um tema ainda bastante controverso mostra disposição e abertura para novas práticas e idéias que surgem no ciberespaço.</p></blockquote>
<p><a href="http://twitter.com/raquelcamargo">@raquelcamargo</a> evidenciou, através do Twitter,  um possível problema no Fórum. Ela <a href="http://twitter.com/raquelcamargo/statuses/3113094277">afirma</a>:</p>
<blockquote><p>As discussões no Fórum da Cultura Digital acabam rápido, sempre com poucas mensagens.</p></blockquote>
<p>O Fórum tem 5 eixos de discussão até o momento. O objetivo é construir diretrizes para o acesso, produção, difusão, preservação e livre circulação da cultura em cada uma dessas dimensões. <a href="http://www.culturadigital.br/o-forum/eixos/">Os eixos são divididos em</a>:</p>
<blockquote><p>1. Memória Digital (acervo, história e futuro);</p>
<p>2. Economia da Cultura Digital (compartilhamento, interesse público e mercado);</p>
<p>3. Infra-estrutura para a Cultura Digital (infovia, acesso e inclusão);</p>
<p>4. Arte Digital (linguagem, democratização e remix);</p>
<p>5. Comunicação Digital (língua, mídia e convergência).</p></blockquote>
<p>E evidenciam ainda, <a href="http://www.culturadigital.br/o-forum/eixos/">na mesma página</a>:</p>
<blockquote><p>Caso você queira discutir um tema que não caiba em nenhuma dessas áreas, crie seu grupo, convide quem mais possa se interessar por ele e toque a conversa. Este é um espaço radicalmente aberto às suas idéias e opiniões. Dependendo da dimensão que ela tomar, o coletivo pode decidir por transformá-la em eixo oficial do Fórum. Questões relevantes como o acesso ao conhecimento científico, a educação e a diversidade são transversais e, sem dúvida, são objeto desta conversa.</p></blockquote>
<div id="attachment_90409" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://www.flickr.com/photos/pontodeak/3776460030/"><img class="size-full wp-image-90409 " title="O responsável pela conta do Ministério da Cultura no Twitter é fotografado cobrindo o evento ao vivo. Foto por André Deak, no Flickr." src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/tweeting-the-event.jpg" alt="The responsible for the Ministry of Culture's twitter account is shot live-tweeting the event. Photo by Flickr user André Deak" width="400" height="266" /></a><p class="wp-caption-text">O responsável pela conta do Ministério da Cultura no Twitter é fotografado cobrindo o evento ao vivo. Foto por André Deak, no Flickr.</p></div>
<p>Os blogueiros pensam ser tal iniciativa algo bastante positivo e que passo à passo o governo brasileiro está mudando sua concepção de como a Internet (e os internautas) pode contribuir para o modo atual de se fazer políticas públicas. De certa forma, parace que não somente o Brasil, mas muitos outros países estão usando as redes sociais como ferramenta para manter contato com seus cidadãos.</p></div>
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		<title>Angola: Deputada do partido no poder é assassinada</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/13/angola-deputada-do-partido-no-poder-e-assassinada/</link>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 19:50:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claraonofre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Angola]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
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		<description><![CDATA[A blogosfera angolana reage ao duplo homicídio que custou a vida de dois membros da mesma família, dentre os quais uma deputada, e especula: o assassinato foi premeditado ou mais uma mostra da crescente violência em Luanda?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/clara-onofre/">Clara Onofre</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/claraonofre/'>claraonofre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/13/angola-the-assassination-of-a-ruling-party-mp/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Na noite de 29 de Julho, Angola foi sacudida por mais um caso de violência. Beatriz Salucombo, deputada do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Movimento_Popular_de_Liberta%C3%A7%C3%A3o_de_Angola">MPLA</a> e seu irmão António Neves, supervisor dos Serviços de Migração e Estrangeiros foram assassinados a tiro por três indivíduos em Luanda. Beatriz Salucombo e António Neves <a href="http://www.alertnet.org/thenews/newsdesk/LU251698.htm">foram alvejados várias vezes na porta da casa dela</a>.</p>
<p>Como seria de esperar, este triste acontecimento provocou reacções no seio da sociedade angolana e as manifestações de repulsa por mais um acto violento e misterioso não tardaram a aparecer. No seu blogue <em><a href="http://blogdangola.blogspot.com/2009/08/funeral-da-deputada-beatriz-salucombo.html">Pensar e Falar Angola</a></em>, Jotacê Carranca descreve a cerimónia fúnebre, no cemitério do Alto das Cruzes.</p>
<blockquote><p><em>Filhos e outros parentes, deputados, magistrados e militares, amigos e familiares da deputada reuniram-se no Alto das Cruzes para prestar-lhe a última homenagem, num clima de consternação. (&#8230;)<br />
</em></p>
<p><em>Na sua mensagem, os filhos da malograda enalteceram o exemplo de coragem e resistência face às adversidades da vida, bem como de outros valores éticos e morais que a mãe lhes incutiu durante a sua convivência com os mesmos. </em></p>
<p><em>No elogio fúnebre, destacou-se a participação activa de Beatriz Salucombo nas acções de luta clandestina contra o colonialismo português, particularmente no apoio aos guerrilheiros do MPLA na zona da Lunda Sul.</em></p>
<p><em>O elogio fúnebre referiu o seu percurso político, “cheio de grandes feitos, revela bem a sua militância e entrega total aos ideais do MPLA e em prol da defesa da paz, da democracia, justiça social e do desenvolvimento de Angola”.</em></p></blockquote>
<p>O assassinato da deputada e de seu irmão levanta duas questões. O assassínio teria sido encomendado ou tudo não passou de uma tentativa de assalto? Seja como for, a viatura em que Beatriz Salucombo se fazia transportar não foi levada e não há registos de roubo dos seus pertences. Mas segundo os três homens suspeitos, <a href="http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/politica/2009/7/32/Apresentados-supostos-assassinos-deputada-Beatriz-Salucombo,2d0b2451-0e76-4e07-9fd2-035d652a452d.html">recentemente apresentados pela polícia depois de uma caça em toda a cidade na última sexta-feira</a>, <span class="verdana11">o motivo do assassinato teria sido o roubo do automóvel em que se encontrava a deputada. Desde então, dois dos acusados morreram em uma troca de tiros com a polícia. </span></p>
<p>Eugénio da Costa Almeida do blogue <a href="http://pululu.blogspot.com/2009/07/quem-seria-realmente-o-alvo.html"><em>Pululu</em></a> deixa a sua homenagem às vítimas, e uma pergunta: Quem seria realmente o alvo?</p>
<blockquote><p><em>(A minha homenagem e o meu lamento)<br />
A deputada Beatriz Salucombo, <a href="http://www.club-k-angola.com/index.php/about-joomla/the-community/3171-deputada-do-mpla-morta-em-luanda.html">eleita nas listas do MPLA</a> pelo círculo Nacional (foi a 105ª), foi alvejada a tiro na noite de quarta e terá <a href="http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/politica/Faleceu-deputada-Beatriz-Salucombo,ab587f7e-4f2a-4721-8877-796f6f9a27b9.html">falecido</a> hoje na sequência dos disparos; deplora-se, veementemente, este assassinato, não só porque coloca em causa a ideia de segurança que se deseja para o País, nomeadamente, em vésperas do CAN 2010 como pelo facto de ter ocorrido na véspera de mais um Dia da Mulher Africana.<br />
Mas será que o alvo era a deputada ou terá sido uma vítima colateral?<br />
Segundo as notícias veiculadas pelos diferentes meios de Comunicação Social, também o seu irmão, que ter-lhe-ia dado boleia para casa, terá igualmente sucumbido aos tiros que teriam vindo de pessoas que se fariam transportar num todo-terreno.<br />
É que, só por mero acaso(?), o irmão era só o superintendente-chefe, António Neves, dos Serviços de Migração e Estrangeiros (SME) entidade que, ultimamente, tem andado muito activa “devolução” de ilegais (como os <a href="http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/sociedade/Servicos-Migracao-expulsam-estrangeiros,933e62bd-926c-4223-b1f1-0b6430b27e38.html">ocorridos</a>, no Lubango, já este mês).<br />
Mas também não se deve esquecer o impacto nunca deveras esclarecido da detenção de alguns funcionários, em 2005, como terão escrito, há época, o <a href="http://www.angonoticias.com/full_headlines.php?id=8219">AngoNotícias&lt;</a> citando o VOA, e a <a href="http://www.panapress.com/freenewspor.asp?code=por028093&amp;dte=28/12/2005">Panapress&lt;</a>. E, não me recordo, nem a Internet o mostra, de se saber mais do assunto…<br />
Já agora, talvez que a morte da desditosa deputada possa ajudar a esclarecer também a morte de outro antigo deputado professor-engenheiro <a href="http://www.angonoticias.com/full_headlines_.php?id=20154">M´fulupinga N’Landu Victor</a>, do PDP-ANA, acontecida já há 5 anos, e que, se a memória não me falha, e apesar das autoridades afirmarem que o caso não está esquecido não me recordo de o ver clarificado e o(s) autor(es) detido(s) e julgado(s).<br />
Coincidências, claro!!</em></p></blockquote>
<p><em><a href="http://africaminhamami.blogspot.com/2009/08/deputada-do-mpla-e-irmao-assassinados.html">África Minha</a></em> afirma que não se deve tirar a vida de nenhum ser humano, mas acredita que os bandidos, nesse caso, têm tanto de criminosos como as vítimas do crime. De acordo com ele, o crime deve ter sido premeditado:</p>
<blockquote><p><em>Estão a culpar os Jovens Bandidos, quando por detrás deste cenário, pode(m) estar adultos bandidos influentes(ricos), envolvidos em negociatas obscuras mal resolvidas, que resolveram usar os jovens por encomenda, para resolverem a negociata. É sabido, que a criminalidade, principalmente em Luanda, é elevada, devido às desigualdades sociais.Uns com Excesso de Riqueza(10%), outros com Excesso de Pobreza (90%).Perante este cenário, é normal que por meia dúzia de Kwanzas, os jovens bandidos, aceitem executar o trabalhinho sujo dos adultos bandidos influentes(ricos).A vida está difícil para o angolano e para o calcinha do Kaluanda, que todos os dias olha ao seu redor, e só vê edíficios e outros bens de luxo a erguerem-se e a passarem à sua frente, e ele com os bolsos vazios e esfomeado, deambulando pelas ruas, sem trabalho.Quando o trabalho existe, é mal pago e explorado (lembram-se quando diziam que os portugueses exploravam o angolano.Agora, quem os explora são tantos e está tudo bem&#8230;uma maravilha para o angolano bandido influente). O kaluanda, tem que fazer pela vida.Nem que seja roubar o bandido rico.</em></p>
<p><em>E se, os jovens bandidos, que acusam, fizerem parte dos 15.000 angolanos recentemente desalojados.</em></p>
<p><em>Qual é, o maior crime?</em></p>
<p><em>Tirar o tecto a 15.000 angolanos carenciados, ou tirar a vida a dois angolanos priveligeados?</em></p>
<p><em>Responda quem souber e puder</em></p></blockquote>
<p>Professora de profissão, Beatriz Salucombo entrou na Câmara de Deputados em 2008. Ela era membro da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia, Cultura, Juventude e Desporto, Assuntos Religiosos e Comunicação Social da Assembléia Nacional.</p>
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		<title>Alex Castro: Um blogueiro liberal, libertário e libertino</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Aug 2009 13:34:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nessa entrevista, Alex Castro fala sobre blogs, as prisões que acorrentam a alma humana, como ele se livrou   para abraçar uma vida mais libertária e, claro do Mulher de Um Homem Só, seu romance popular em e-book agora lançado em papel.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/07/alex-castro-a-liberal-libertarian-and-libertine-brazilian-blogger/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><a href="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/1041855_6e71e07381.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-3804" title="1041855_6e71e07381" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/1041855_6e71e07381-75x75.jpg" alt="1041855_6e71e07381" width="75" height="75" /></a>Por trás de um dos blogs mas populares do Brasil, o <a href="http://www.interney.net/blogs/lll/">Liberal Libertário Libertino</a>, há um romancista independente, um acadêmico apaixonado e um livre pensador. Nesse papo às vésperas do lançamento da primeira edição não virtual de seu primeiro romance, projeto que só pôde ser lançado com o <a href="http://www.interney.net/blogs/lll/2009/06/29/ajude_a_viabilizar_a_edicao_de_mulher_de/">patrocínio de um exército de leitores de seu blog</a> – os mecenas da blogosfera – Alex Castro fala de blogs, das prisões que acorretam o ser humano de como se livrou delas para abraçar a sua vida libertária, e, claro, de seu primero romance, agora lançado fora da rede, Mulher de Um Homem só – já muito bem conhecido por seus leitores que o baixaram mais de 30 mil vezes durante o período que esteve disponível para download gratuito.</p>
<p><strong>Quem é Alex Castro?</strong></p>
<p>Alex Castro é um grandecíssimo mentiroso, como todos os autores de ficção. Não confie em nada do que ele diz.</p>
<div id="attachment_3810" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.flickr.com/people/cruzalmeida/"><img class="size-medium wp-image-3810" title="304688616_b309c5a95f" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/304688616_b309c5a95f-300x199.jpg" alt="Alex Castro, em foto de Roberto Rivera: robertorivera.com/portfolio.htm " width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Em auto-definção no flickr, Alex Castro se diz (originalmente em inglês): Hedonista, novelista, ateísta, pedólatra. Destro, divorciado, maduro, viajado. Livre pensador, escritor, professor,  pro-ativo. Foto: Roberto Rivera: robertorivera.com/portfolio.htm </p></div>
<p><strong>O Liberal, Libertáro, Libertino está online desde 2003 e é hoje um dos mais populares blogs do Brasil. Como você entrou na blogosfera?</strong></p>
<p>Vários e vários motivos. O mais engraçado é que, quando abri o LLL, eu nunca tinha lido um blog, nem sabia o que era. Minha amiga Isabel (a quem &#8220;Mulher de um Homem Só&#8221; está dedicado) é que ficou me pentelhando, dizendo que era a melhor ferramenta possível para um artista expor seu trabalho - e estava certa. Mais ainda, eu estava escrevendo uma série de textos chamados As Prisões, sobre as diversas prisões que acorrentam o homem, como heterossexualidade, monogamia, verdade, religião, vergonha, ambição, obediência, etc, e achei que seria legal ver quais seriam as relações das pessoas a eles. E, realmente, As Prisões tiveram, e ainda têm, uma repercussão muito legal. Além disso, eu tinha acabado de reencontrar uma antiga amiga de escola, Andreia, que tinha se tornado dominadora profissional na Austrália e vivia um casamento aberto, e levava uma vida parecida com a minha, mais libertária e mais libertina, e eu achei que alguns daqueles valores que eu e a Andreia tínhamos descoberto e praticávamos mereciam ser articulados, tinham que ser vividos em público. Na verdade, ela me fez sentir envergonhado por meu pudor público perante a vida. Então, o blog também foi um meio de discutir publicamente questões muito importantes e vitais pra mim até hoje, como amor livre, poliamor, ciúmes, monogamia, relacionamentos abertos, etc. E assim entrei na blogosfera.</p>
<p><strong>O LLL gira em torno <a href="http://www.sobresites.com/alexcastro/prisoes.htm">dessas prisões que acorrentam a humanidade</a> – medo, vergonha, religião, patriotismo, felicidade, monogamia, heterossexualidade, dentre outras. Como você conseguiu se livrar delas?</strong></p>
<p>Basta querer. Controle de si é tudo na vida. Quase nada na vida a gente controla mas eu mesmo, como eu reajo aos estímulos do mundo, como me coloco diante deles, isso depende de mim, sim. E, assim, aos poucos, um dia de cada vez, eu fui me tornando menos tímido, menos travado, menos humilde, menos envergonhado, menos bundão, menos preocupado com a opinião dos outros, menos medroso, menos consumista, menos careta, essas coisas. Mas é um processo consciente. Todas as forças do mundo nos empurram pra conformar com o rebanho. Então, &#8220;ser você mesmo&#8221; não é algo que venha naturalmente a ninguém, é uma luta diária. Você tem que se perguntar: &#8220;hoje, eu fui a pessoa que eu quero ser?&#8221;</p>
<div id="attachment_3808" class="wp-caption alignleft" style="width: 211px"><a href="http://www.flickr.com/photos/cruzalmeida/278760187/in/set-358864/"><img class="size-medium wp-image-3808" title="278760187_ad8e05797e" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/278760187_ad8e05797e-201x300.jpg" alt="Fumando, em companhia do cachorro Oliver" width="201" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Fumando, companhia do cachorro Oliver</p></div>
<blockquote><p>[O LLL é] um blog sobre rebeldia, contemplação e sacanagem, regado a muita literatura e humor.</p></blockquote>
<p><strong>Mas você disse para não acreditar em nada do que você diz então fica a dúvida: o Alex Castro hedonista, na prática, é um personagem?</strong></p>
<p>Tenho uma pergunta melhor: e daí? Metade das coisas que eu disse nessa entrevista é mentira. Mas qual metade? Ou talvez isso que eu disse agora seja mentira e só falei sempre a verdade. Mas e daí? A verdade é que existe um livro chamado &#8220;Mulher de Um Homem Só&#8221; e ele é bom ou ruim independente de ter sido escrito por um homem ou por uma mulher, por um carioca ou um goiano, por um branco ou por um negro, por um adolescente ou por um velho. A mensagem das Prisões é válida ou não independente de eu ter esses valores ou não, de eu acreditar neles ou não. Vai ver eu escrevi tudo ironicamente, mas isso não impede alguém de levar o texto ao pé da letra e mudar sua vida. O texto é real, entende? Só isso importa. Eu, minhas mentiras, minhas verdades, minhas intenções, somos todos irrelevantes. Talvez a Prisão mais importante a ser vencida seja a Prisão Verdade, essa nossa necessidade quase infantil de questionar a veracidade de tudo o tempo todo. Eu sou um escritor de ficção: meu trabalho é justamente implodir a verdade. A ficção é uma mentira que, se bem dita, nos leva a verdades maiores do que a maioria das verdades que andam por aí bradando sua veracidade aos quatro ventos.</p>
<p><strong>E qual a reação de seus leitores a essa vida &#8220;mais libertária e mais libertina&#8221;, considerando que foge completamente dos padrões aceitáveis no Brasil, um país ainda tão sexista? Há até uma campanha, </strong><strong>&#8220;Eu Odeio o LLL&#8221;</strong><strong>, com o seu aval.</strong></p>
<p><img class="size-full wp-image-3814 alignleft" title="odeio-1" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/odeio-1.gif" alt="odeio-1" width="120" height="60" />A campanha &#8220;Eu Odeio o LLL&#8221; não tem apenas o meu aval. Eu a criei e a promovi. Oras, não há porque só as pessoas que gostam de mim terem banner me linkando. Quem me odeia também tem direito de me promover! Mas, obviamente, foi uma campanha humorística, pra brincar com aquele tipo de leitor que, justamente, diz que me odeia e discorda de tudo, mas lê e comenta obsessivamente todo dia. Esses leitores me divertem muito, mas são uma minoria, ainda bem. Logo enchem o saco e vão embora, porque eu não dou corda.</p>
<p>Via de regra, a mensagem das Prisões acaba tocando mais dois grupos de pessoas: em primeiro lugar, adolescentes ou pós-adolescentes de ambos os sexos que estão em processo de tentar se tornar adultos, livres e independentes. Uma amiga brinca que passo boa parte do meu tempo no MSN, como Sócrates na ágora, tentando corromper &#8220;meus jovens&#8221;. E, em segundo lugar, mulheres que estão naquela famosa crise dos sete anos, que subitamente se descobrem em casamentos mornos e insatisfatórios, e que de repente querem ser livres e realizar seu potencial. Esses dois grupos representam uma parcela desproporcionalmente enorme dos leitores que me procuram, então imagino que a mensagem das Prisões é relevante para quem está nessas situações.</p>
<div id="attachment_3807" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.flickr.com/photos/cruzalmeida/304688610/in/set-358864/"><img class="size-medium wp-image-3807" title="304688610_5288cfd5be" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/304688610_5288cfd5be-300x199.jpg" alt="Alex Castro, em foto de Roberto Rivera: robertorivera.com/portfolio.htm " width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Alex Castro, em foto de Roberto Rivera: robertorivera.com/portfolio.htm </p></div>
<p><strong>Mudando para a literatura na rede, há bons blogs literários no Brasil? O que passa pelo seu seu blogroll?</strong></p>
<p>Olha, eu confesso que nunca fui fã de blogs e, faz muito tempo, desencanei totalmente deles. Hoje, leio pouquíssimos blogs, e quase que só os de amigos próximos, pra saber como eles estão. Alguns bons escritores contemporâneos têm blogs, mas o blog é sempre uma coisa diferente da ficção. Até porque é difícil colocar ficção em blog. Então o blog acaba funcionando como uma ferramenta para o autor polir seu texto e construir um círculo de leitores para quem possa, depois, vender ou dar seu livro. Sinceramente, eu acho bem possível que existam bons blogs literários no Brasil. Mas eu, por deficiência minha, não conheço.</p>
<p><strong>Você</strong><strong> fo</strong><strong>i</strong><strong> um dos pioneiros em experiência de e-books pagos no Bras</strong><strong>i</strong><strong>l. Em que grau, na sua opinião, a internet ajuda autores e artistas independentes em geral?</strong></p>
<p>A internet é fundamental, por permitir ao artista um contato direto com seu público, um contato que antes dependia de diversos mediadores: gravadoras, editoras, jornais, etc. Está surgindo um novo paradigma na arte que funciona mais ou menos assim: você distribui a sua arte de graça, para construir um público, e depois vende pra eles produtos diferenciados, raros, assinados, exclusivos, etc, do seu trabalho. De certo modo, estou fazendo isso com &#8220;Mulher de Um Homem Só&#8221;, que foi baixado gratuitamente mais de 30 mil vezes e foi vendido em edição limitada, numerada, na qual os leitores que pagaram mais ganharam os menores números. O exemplar número 001 foi para uma leitora da Turquia que pagou R$200 por ele.</p>
<div id="attachment_3803" class="wp-caption alignright" style="width: 176px"><img class="size-full wp-image-3803" title="3754570057_441dfe5ba7" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/3754570057_441dfe5ba7.jpg" alt="Marcador de livro para os mecenas da blogosfera" width="166" height="500" /><p class="wp-caption-text">Marcador de livro exclusivo para os mecenas da blogosfera que compraram o livro antes do lançamento.</p></div>
<p><strong>Como surgiu essa idéia dos mecenas da blogosfera para transformar o Mulher de um Homem Só virtual em edição em papel?</strong></p>
<p>&#8220;Mulher de Um Homem Só&#8221; ficou disponível para download gratuito por 4 anos, entre 2002 e 2006, quando foi baixado 30 mil vezes. Depois disso, contratei uma agente literária para tentar vender o livro para editoras, mas ela não conseguiu nada. Nesse meio tempo, lancei vários ebooks - sabe como é, tem custo zero - e fui vendendo, mas todo mundo vinha perguntar: &#8220;ah, nao tem de papel? odeio ler na tela!&#8221; etc. O problema é que, sem uma editora, imprimir em papel custa caro, tenho que pagar a edição do meu próprio bolso e fazer tudo sozinho. E pensei, hmm, se os leitores querem tanto livros de papel, por que então não pagam por eles? Vou colocar o livro em pré-venda, quando arrecadar o suficiente pra impressão, imprimo; senão, devolvo o dinheiro de todo mundo. E foi um sucesso. &#8220;Mulher de Um Homem Só&#8221; vendeu 150 exemplares na pré-venda e o valor arrecadado daria para custear uma edição de 700 exemplares.</p>
<p><strong>Quais as vantagens e desvantagens de publicar na internet, em vez de seguir os caminhos tradicionais?</strong></p>
<p>Para mim, as vantagens foram ganhar mais dinheiro do que ganharia publicando livro como o novato patinho feio de uma editora tradicional e também um maior contato com o meu público. A grande desvantagem de não estar no caminho tradicional é a falta de visibilidade e prestígio. Eu escrevo literatura e tenho um blog, mas sou chamado de &#8220;blogueiro&#8221;. O cara que tem um livro publicado pela Rocco (mesmo que ninguém tenha lido) e tem um blog, é um escritor - que, por um acaso, tem um blog. Mas isso já está mudando.</p>
<p><strong>Esse contato maior com os leitores muda de alguma forma a forma como você escreve, ou até o enredo de suas histórias, uma vez que você passa também a conhecer mais o público e a saber o que ele quer, ou você mantêm, nesse caso, uma distância para produzir exatamente o que acha que deve, sem influências do consumidor de sua obra?</strong></p>
<p>Muda. Mas não do jeito que você perguntou. Não existe muito isso de dar o que o povo quer. Não sou balconista, que pergunta ao cliente o que ele quer, vai e entrega. Na literatura, o cliente quase nunca tem razão. O espírito da literatura é o da complexidade. Um bom livro te leva a lugares que você não queria ir, te ensina coisas que você não queria saber, mostra que o mundo, as pessoas, as coisas, são mais complexos do que você imaginava. No momento em que um autor de ficção se propõe a dar os que os leitores querem, ele abdicou de uma das prerrogativas básicas da arte.</p>
<p>Aliás, talvez seja esse um dos tão buscados limites entre literatura-dita-arte e a chamada literatura de entretenimento: na segunda, você busca entreter e dar ao leitor o que ele quer. Na primeira, não. Obviamente, na literatura, você pode perfeitamente dar ao leitor o que ele quer, mas esse não pode ser um dos critérios fundamentais da criação da arte. Em tempo: não estou estabelecendo nenhuma relação de hierarquia entre ambas. Qualquer livro policial de Nero Wolfe é melhor do que 90% da literatura-dita-arte. Resta o fato de que ambos tipos de literatura tem um objetivo e uma relação com seu leitor bem diferentes.</p>
<p>E, respondendo a pergunta, sim, o contato com os leitores muda tudo, mas por outro motivo. Porque o autor escreve sempre com um leitor ideal em mente, e buscando criar um efeito nele. O contato com o leitor permite medir se você está atingindo seus objetivos e ajustá-los de acordo. Os exemplos são inúmeros. Uma vez, uma leitora me disse que uma cena de um conto fazia com que ela voltasse a uma época mais simples, mais idílica, que se sentisse como se estivesse dentro do Almoço da Relva, de Manet, fazendo um bucólico piquenique num bosque à beira no Sena em pleno século XIX&#8230; E eu agradeci a opinião, e naturalmente a leitora não estava nem um pouco errada, cada leitura é válida, mas reescrevi a cena, coloquei um celular desligado em sua bolsa e uma asa delta passando no céu, justamente para cortar esse efeito, que não era o que eu buscava. Mas, veja, a internet não tem nada a ver com isso. Esse tipo de coisa acontece desde que existe literatura.</p>
<p><strong>Como você tem base nos Estados Unidos no momento, enquanto , qual é a sua visão sobre as diferenças entre os mercados editoriais brasileiros e estadunidenses? (pergunta de <a href="http://twitter.com/emanuelcampos">@emanuelcampos</a>, via twitter)</strong></p>
<p>Nem sei. Eu vivo nos Estados Unidos de maneira muito estranha. Estou lá fisicamente, mas dentro da bolha universitária, que é como se fosse outro mundo. Estudo e dou aulas no Departamento de Espanhol e Português. Boa parte dos meus colegas, todos os meus alunos, quase todos do meu círculo social não apenas falam português fluentemente como têm um forte interesse pelo Brasil. Minha pesquisa é sobre Brasil. Minhas leituras, minha ficção, meu blog, minha producão acadêmica eu escrevo em português. Minha namorada, minha família, meus leitores, estão no Brasil. Eu publico no Brasil. Ou seja, todo meu olhar é voltado pro Brasil. Não acompanho, estudo, observo o mercado americano.</p>
<p><strong>Há planos de tradução para esse, ou outros de seus livros?</strong></p>
<p>Um casal de tradutores, ele brasileiro e ela argentina, se ofereceu para traduzir &#8220;Mulher de Um Homem Só&#8221; ao espanhol. Pretendo pegar essa versão e bater perna um pouco com ela. Tenho alguns contatos nos meios editorais cubanos e adoraria ser lido por lá. E também já existe todo um mercado literário em língua espanhola nos Estados Unidos que posso procurar - e que eu não conheço! Uma versão em espanhol, a segunda língua ocidental mais falada, já abriria inúmeras possibilidades. Aliás, o brasileiro do casal é justamente o Emanuel que sugeriu a pergunta acima.</p>
<p><strong>E qual o trecho que mais gosta de Mulher de um Homem Só?</strong></p>
<p>Não sei se é o que eu mais gosto, mas acho que é um trecho bem representativo.</p>
<p>&#8220;Eu não desconfiei porque nem todos esses almoços serviam pra despontar o vício de Murilo que Júlia tinha. Eu, que me achava sua clínica de reabilitação, era na verdade sua fornecedora clandestina: ela vinha me ver e fungava cada carreirinha de Murilo que pudesse encontrar. E eu fazia o mesmo, porque um gambá cheira o outro e eu também não sou lá muito diversa. Ela me sugava o presente, e eu, o passado. Júlia sabia tudo sobre o Murilo, cresceram juntos, nunca não se conheceram. Um era a constante da vida do outro. Júlia era tão constante que me fazia sentir a variável e isso me deixava tonta, eu precisava ir ao banheiro depois: eu imaginava Júlia, amanhã, fazendo a mesma coisa com a segunda esposa dele, indo visitar, contando histórias do passado e sugando o futuro. E eu pensava: o juramento foi comigo, a mulher dele sou eu.&#8221;</p>
<p><strong></strong></p>
<div id="attachment_3792" class="wp-caption aligncenter" style="width: 446px"><strong><strong><img class="size-full wp-image-3792" title="MulherDeUmHomemSó" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/3785123242_19e48a0719.jpg" alt="Lançamento no Rio" width="436" height="324" /></strong></strong><p class="wp-caption-text">Amigos, no lançamento no Rio, alguns dos quais mecenas</p></div>
<p><strong></strong></p>
<p><img class="size-full wp-image-3802 alignleft" title="3714026540_8a67eed970_m" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/3714026540_8a67eed970_m.jpg" alt="3714026540_8a67eed970_m" width="146" height="196" /> <strong>Autógrafos: </strong></p>
<p>Depois do lançamento no Mulher de Um Homem Só em São Paulo, no final de semana passado, o livro será lançado nesse sábado, 7 de agosto, no Rio de Janeiro. <a href="http://www.flickr.com/photos/cruzalmeida/3754417953/">Veja o convite aqui</a>. Para comprar o Mulher de Um Homem Só, <a href="http://liberallibertariolibertino.blogspot.com/2009/06/pre-venda-de-mulher-de-um-homem-so.html">acesse esse link</a>. Para ver outros livros do de Alex Castro, lançados com o apoio do selo independente <a href="http://www.osviralata.com.br/">OsViralata</a>, <a href="http://www.osviralata.com.br/alexcastro/index.html">clique aqui.</a></p>
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		<title>Azerbaijão: Mídia cidadã em defesa de ativistas detidos</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/07/21/3587/</link>
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		<pubDate>Tue, 21 Jul 2009 12:46:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Miguel Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Azerbaijan]]></category>
		<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porOnnik Krikorian  &#183; Traduzido por João Miguel Lima &#183;  Veja o post original 
Embora a maior parte da atividade possa ser encontrada no Facebook, onde usuários se mantem atualizados no caso do videoblogueiro Adnan Hajizade e do jovem ativista Emin Milli, presos semana passada e sentenciados à detenção por dois meses [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/onnik-krikorian/">Onnik Krikorian</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/joaomiguel/'>João Miguel Lima</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/07/13/azerbaijan-citizen-media-in-defense-of-detained-activists/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Embora a maior parte da atividade possa ser encontrada no <em>Facebook</em>, onde usuários se mantem atualizados no caso do videoblogueiro Adnan Hajizade e do jovem ativista Emin Milli, <a href="http://globalvoicesonline.org/found/?cof=FORID:9&amp;q=azerbaijan+adnan+emin&amp;btnG=Search+%C2%BB&amp;cx=000932313665553177304:dg67ra11mvs" target="_blank">presos semana passada e sentenciados à detenção por dois meses antes do julgamento</a>, menos atividade pode ser vista na grande mídia, mas a situação está mundando. Ainda assim, a mídia cidadã continua como principal fonte de inforamção.</p>
<p>Em um <a href="http://fatalin.blogspot.com/2009/07/welcome-to-world-kid.html" target="_blank">post pessoal emocionado</a>, <em>Fighting windmills? Take a pill.</em> se recorda dos amigos agora sentados numa prisão por conta de acusações que muitos consideram politicamente motivadas.</p>
<blockquote><p>I have a new desktop picture - Emin waving Azerbaijani flag in front of the UN building in New York. The flag of the country he has been working and living for, the one he dreams to be liberated of corruption and dishonest politicians, the one he came back from New York for, the one, he and Adnan will spend at least two months of their lives in jail for..</p>
<p>[…]</p>
<p>“Being a dissident is an honor” said one of my Georgian friends, when I told him the whole story. That&#39;s pretty much what Emin would say, I thought. And then, imagined what he would do if one of us would get detained.</p>
<p>[…]</p>
<p>They say “You can imprison my body, but not my soul”. Indeed, they can take away Emin and Adnan but the love we have for each other will never fade away, no matter what. The purest, unconditional, can&#39;t-buy-for-oil-money love, that makes my friends wait for me to become an aunt and make sure I get home safely, the one that made 50 people sing Azerbaijani anthem in front of the Sabail Court. The kind of love, that encourages people all around the world forget about the fear and fight for the freedom of our friends no matter what.</p>
<p>[…]</p>
<p>United we stand!</p></blockquote>
<div class="translation">Tenho uma nova imagem no desktop - Emin balançando a bandeira azerbaijana em frente ao prédio da ONU em Nova York. A bandeira do país para o qual ele trabalhava e vivia, o qual ele sonha ser liberado de corrupção e de políticos desonestos, o qual fez ele voltar de Nova York, o mesmo pelo qual ele e Adnan passarão pelo menos dois meses na cadeia..</p>
<p>[&#8230;]</p>
<p>&#8220;Ser um dissidente é uma honra&#8221;, disse um de meus amigos georgianos, quando eu lhe contei toda a história. E é bem o que Emin diria, eu pensei. Então, imaginei o que ele faria se um de nós fosse preso.</p>
<p>[&#8230;]</p>
<p>Dizem que &#8220;Você pode aprisionar meu corpo, mas não minha alma&#8221;. De fato, eles podem levar Emin e Adnan, mas o amor que temos por cada um nunca vai esvair, não importa o que for. O amor mais puro, incondicional, que não-se-compra-com-dinheiro-de-petróleo que faz meus amigos aguardarem que me torne tia e cuidem para que eu chegue em casa com segurança, é o mesmo amor que fez 50 pessoas cantarem o hino azerbaijano em frente à Corte Sabail. O tipo de amor que encoraja pessoas pelo mundo inteiro a esquecerem seus medos e lutarem pela liberdade de nossos amigos, não importa o que for.</p>
<p>[&#8230;]</p>
<p>Juntos nós estamos!</p></div>
<p>Humay, outra amiga de Hajizade, também postou uma mensagem pessoal em sua página do <em>Facebook,</em> para marcar o aniversário dele:</p>
<blockquote><p>Now pompous words would sound bitter, but it’s true that it was a privilege to know Adnan so closely. He is indeed of a rare kind. In a conformist land as ours is, Adnan lived according to his own truths, defining himself over and over again with frustrations at a time, but never afraid of challenging himself or others. […]</p>
<p>[…]</p>
<p>Adnan, ezizim, you are 26 today. You are celebrating this day behind the bars. Or my guess is you are not celebrating it. But we are celebrating. I am glad that you came into this world and into our lives. I am glad you showed me how much a person can do just by himself. I am glad you proved that one man with beliefs is worth of thousand with interests. I am glad that you dared to dream and took us on a journey too. Please keep on dreaming. I don’t want a requiem for a dream. And please come back. We miss you here.</p></blockquote>
<div class="translation">Agora palavras pomposas pareceriam amargas, mas é verdade que foi um privilégio conhecer Adnan tão intimamente. Ele é, de fato, de tipo raro. Numa terra conformista como a nossa, Adnan viveu de acordo com suas próprias verdades, definindo-se de novo e de novo - com frustrações às vezes, mas nunca com medo de desafiar a si mesmo ou aos outros. [&#8230;]</p>
<p>Adnan, ezizim, você tem 26 hoje. Você está comemorando este dia atrás das grades. Ou meu palpite é que você não está comemorando. Mas nós estamos. Sou feliz que você tenha vindo a este planeta e a nossas vidas. Sou feliz que você me mostrou o quanto que uma pessoa pode fazer sozinha. Sou feliz que você tenha me provado que um homem com princípios vale a milhares com interesses. Sou feliz que você tenha ousado sonhar e nos levado junto nessa jornada. Por favor continue sonhando. Não quero um réquiem para um sonho. E por favor retorne. Sentimos sua falta aqui.</p></div>
<p>Enquanto isso, <em>Media Helping Media</em>, uma organização sem fins lucrativos que dá suporte a jornalistas e ativistas em países como Azerbaijão, diz que blogs e Twitter <a href="http://www.mediahelpingmedia.org/content/view/444/1/" target="_blank">foram cruciais em divulgar sobre a prisão de Hajizade e Milli</a>, bem antes da mídia tradicional fazê-lo.</p>
<blockquote><p>It took the traditional news wires at least 24 hours to catch up with the coverage of the arrest of two youth movement leaders in Azerbaijan. By that time dozens of blogs had been updated and probably thousands of tweets sent. The news was everywhere; everywhere except on the mainstream media. When the news wires arrived they were reminders of yesterday&#39;s news. Probably not too late for the media that feeds off and reproduces the wires, but too late for those who want news as it happens.</p>
<p>[…]</p>
<p>That was all going on during Friday and Saturday. I couldn&#39;t find a word about the story on traditional mainstream media.</p>
<p>Almost 24 hours later the wires caught up. First AFP filed a piece ‘Bloggers held on hooliganism charges in Azerbaijan: rights group&#39; and then Reuters ‘Azeri blogger detained, oil major presses case&#39;.</p>
<p>Granted, Reuters added an interesting new angle; that BP, who employed one of the arrested men, was pushing for his release.</p>
<p>Both good pieces again re-tweeted and spread virally and quickly, but 24-hours behind.</p>
<p>Glad I didn&#39;t wait for the wires or traditional, mainstream media to catch up. If I had, 24 hours would have been lost and I would have been reading yesterday&#39;s news.</p></blockquote>
<div class="translation">Foram 24 horas para que os cabos da mídia tradicional se atualizassem com a cobertura da prisão de dois líderes do movimento juvenil no Azerbaijão. Nesse período, dúzias de blogs já tinham sido atualizados e provavelmente milhares de tweets enviados. A notícia estava por toda a parte; toda a parte exceto na grande mídia. Quando os cabos de notícias alcançaram, eram lembranças das notícias de ontem. Provavelmente não muito tarde para a mídia que se alimenta de cabos e os reproduz, mas muito tarde para aqueles que querem notícias em tempo real.</p>
<p>[&#8230;]</p>
<p>Isso estava acontecendo na sexta-feira e no sábado. Não encontrei sequer uma palavra sobre a história na grande mídia.</p>
<p>Quase 24 horas depois que os cabos acompanharam. Primeiro a AFP divulgou &#8216;Blogueiros presos em acusações de hooliganismo no Azerbaijão: grupo de direitos [humanos]&#39; e então a Reuters &#8216;Blogueiro azerbaijano preso, chefe de petrolífera puxou o caso&#39;.</p>
<p>Inteirada do que acontecia, Reuters somou um outro ângulo à notícia; que a BP, que empregava um dos homens presos, estava pressionando para a soltura.</p>
<p>Ambas matérias foram então re-tweeted e espalhadas rapidamente, mas com 24 horas de atraso.</p>
<p>Ainda bem que não esperei pelas notícias a cabo ou a grande mídia para acompanhar o caso. Se eu tivesse feito isso, 24 horas teriam sido perdidas e eu estaria lendo notícias de ontem.</p></div>
<p>A propósito, como hoje [13 de julho] é aniversário de Adnan Hajizade, os leitores da <em>Global Voices Online</em> podem deixar mensagens no <a href="http://ol-az.blogspot.com/" target="_blank">blog OL!</a> ou <a href="http://www.adnanemin.com/" target="_blank">nesta página</a> para apoiar os ativistas presos. Uma página do <em>Facebook</em> <a href="http://www.facebook.com/group.php?gid=121457666094" target="_blank">foi criada em apoio a Emin Milli e Adnan Hajizade</a>. Há também uma petição que pode ser assinada <a href="http://www.ipetitions.com/petition/DetainPerpetratorsNotVictims/index.html" target="_blank">aqui</a>.</p>
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		<title>China: A campanha da CCTV contra Google.cn</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/07/07/china-a-campanha-da-cctv-contra-googlecn/</link>
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		<pubDate>Tue, 07 Jul 2009 21:00:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
				<category><![CDATA[China]]></category>
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		<description><![CDATA[Em 18 de junho, China Internet Illegal Information Reporting Centre (CIIRC) [Centro de Relatórios de Informação Ilegal na Internet da China] publicou um relatório na primeira página condenando o Google.cn por divulgar conteúdo obsceno. O relatório foi intitulado como “condenem fortemente o google por espalhar informação indecente e obscena”.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/oiwan/">Oiwan Lam</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/06/19/cctvs-propaganda-campaign-against-googlecn/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Em 18 de junho, <a href="http://net.china.cn/">China Internet Illegal Information Reporting Centre (CIIRC)</a> [Centro de Relatórios de Informação Ilegal na Internet da China] publicou um relatório na primeira página condenando o Google.cn por divulgar conteúdo obsceno.</p>
<p>O relatório, intitulado como &#8220;condenem fortemente o google por espalhar informação indecente e obscena&#8221;, diz:</p>
<blockquote><p>互联网违法和不良信息举报中心近日根据公众举报并经核查，“谷歌中国”网站(google.cn)大量传播淫秽色情和低俗信息，严重违反国家有关法律法规，违背社会公德，损害公众利益。</p></blockquote>
<div class="translation">Recentemente, o CIIRC recebeu e verificou a reclamação pública contra google.cn por espalhar informação obscena e vulgar em massa. Tal ato violou seriamente as regulamentações relevantes do governo. Ademais, é contra a moral e o interesse público da sociedade.</div>
<p>Fundado em 10 de junho de 2004, o (CIIRC) é patrocinado pela Sociedade da Internet da China e financiado pelo Ministério de Segurança Pública, e o Escritório de Informação do Conselho do Estado da república da China.</p>
<p>Muita rapidamente, o noticiário da noite da CCTV destacou a nota de condenação do CIIRC e exibiu a continuação da história em sua &#8220;entrevista em foco&#8221;. A atração principal do noticiário reuniu diversas opiniões públicas vindas de professores, pais, estudantes universitários e jovens especialistas contra o google.cn:</p>
<p>Parte Um<br />
<object width="480" height="400" data="http://player.youku.com/player.php/Type/Folder/Fid/3451552/Ob/1/Pt/1/sid/XOTk0NzQ0MDQ=/v.swf" type="application/x-shockwave-flash"><param name="align" value="middle" /><param name="src" value="http://player.youku.com/player.php/Type/Folder/Fid/3451552/Ob/1/Pt/1/sid/XOTk0NzQ0MDQ=/v.swf" /><param name="quality" value="high" /></object></p>
<p>Parte Dois<br />
<object width="480" height="400" data="http://player.youku.com/player.php/Type/Folder/Fid/3451552/Ob/1/Pt/2/sid/XOTk0NzQ2MzY=/v.swf" type="application/x-shockwave-flash"><param name="align" value="middle" /><param name="src" value="http://player.youku.com/player.php/Type/Folder/Fid/3451552/Ob/1/Pt/2/sid/XOTk0NzQ2MzY=/v.swf" /><param name="quality" value="high" /></object></p>
<p>Jason Ng de Kenengba <a href="http://www.kenengba.com/post/1173.html">trascreveu a entrevista do estudante universitário</a> na segunda parte da história principal para analisar as táticas de propaganda da CCTV:</p>
<blockquote><p>我觉得黄色、淫秽信息在网上的毒害特别大，特别是经过像Google的链接，那种毒害特别大。</p>
<p>就我一个同学吧，他以前就是青少年比较好奇这些东西，他就去点那些黄色网站什么的。然后就搞到那段时间心神不宁，然后后来国家打击黄色网站了，他就 没上，那段时间就好了。结果后来他又发现通过Google这些用户比较多的搜索引擎可以打开这些网址，然后又进入了这些黄色网站，Google里面的链接 特别多，然后就导致他又反复了。</p></blockquote>
<div class="translation">Minha opinião é que informações obscenas na Internet é algo extremamente venenoso, principalmente na informação veiculada pelo google.cn, o envenenamento poderia ser ainda mais forte. Por exemplo, tenho um colega de sala. Ele era como qualquer outro jovem: curioso e tal. Assim, visitou um sítio pornográfico e se perdeu nele. Mais tarde, o governo tirou os sítios pornográficos e ele não pôde mais visitá-lo. Ele então melhorou. Entretanto, ele descobriu que pela busca do Google.cn poderia abrir novamente esse tipo de sítios. Google.cn tem mais desse tipo de links. Desde então seu estado piorou novamente.</div>
<p><strong>Atualização (19 de junho, às 15h31)</strong>: <a href="http://twitter.com/wenyunchao/status/2233561902">as últimas informações</a> do twitter sugerem que o estudante o universitário Gao Ye fazia parte da equipe da CCTV. Em sua página do Xiaonei (versão chinesa do Facebook), ele conversou com um time de repórteres. Agora que foi identificado, ele começou a apagar sua conversas. Abaixo, uma tela de sua página antes de apagar os registros:</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-80827" title="gaoye" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/gaoye-216x300.jpg" alt="gaoye" width="216" height="300" /></p>
<p>Jason também destacou que a CCTV tentou promover o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Green_Dam_Youth_Escort">Green Dam</a> [en] depois de todas as críticas contra o programa. Aqui está a explicação:</p>
<blockquote><p>要打破各界的舆论质疑，最好的方法不是去封锁这些报道，而是制造另一种报道。…在短时间内如何营造出互联网确实是危险重重、低俗满布、未成年人成长艰难呢？编辑们绞尽脑汁，终于想到了搜索引擎。</p>
<p>因为只针对某一个或几个网站出现低俗内容，那是没有说服力的。搜索引擎就不同了，搜索引擎是互联网的入口之一，有了它，网民可以找到几乎任何信息。</p>
<p>但是，由于百度春晚的时候已经交了4000万的保护费，不能再拿百度开刀了，于是很自然地就想到了拿Google开刀</p></blockquote>
<div class="translation">Para combater as críticas, o melhor a se fazer é não bloquear todos os relatórios e informações, mas sim criar outro tipo de relatório… Como criar a sensação de que a Internet é cheia de perigos, obcenidade, em tão pouco tempo? Finalmente o editor decidiu ater-se aos buscadores da Internet. Se mirassem apenas em alguns poucos sítios, não seria convincente. Com os buscadores é diferente, é a porta de entrada para a Internet e os internautas podem conseguir o que quiserem por meio de um buscador.</p>
<p>Entretanto, Baidu já pagou uma taxa de proteção de 40 milhões (contrato de publicidade) para a CCTV, ela não pode mais se focar nele. Então o google.c tornou-se o alvo.</p></div>
<p>Outro blogueiro, lyngle, também destacou que a CCTV não é justa com google.cn e <a href="http://blog.sina.com.cn/s/blog_4fb6d5600100djra.html">ele comparou o resultado da busca por imagens do google.cn com o de baidu.com pesquisando por &#8220;mm&#8221; (garotas)</a>. Abaixo estão as telas do que encontrou:</p>
<p>Busca de imagens com &#8220;mm&#8221; no Google.cn<br />
<img class="aligncenter size-medium wp-image-80800" title="googlemm" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/googlemm-300x171.jpg" alt="googlemm" width="300" height="171" /></p>
<p>Busca de imagens com &#8220;mm&#8221; no Baidu.com<br />
<img class="aligncenter size-medium wp-image-80801" title="baidumm" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/baidumm-300x172.jpg" alt="baidumm" width="300" height="172" /></p>
<p>No twitter, há alguns tweets dizendo que a o departamento de propaganda ordenou os grandes portais da internet a colocarem notícias na primeira-página. Há também especulação de que anti-vulgaridade seja apenas um tipo de censura:</p>
<blockquote><p><a href="https://twitter.com/huyong/status/2232503962">huyong</a> CCTV fuck Google 再次证明，反低俗是手段，搞审查是目的。</p></blockquote>
<div class="translation">A foda da CCTV no Google indicou que anti-vulgaridade é apenas um tipo de censura no final das contas.</div>
<blockquote><p><a href="https://twitter.com/wenyunchao/status/2232086046">wenyunchao</a> 这轮批判谷歌最直接的目的看来是当局不想让谷歌推出可用SSL方式访问的Search服务。</p></blockquote>
<div class="translation">Provavelmente o governo não quer ver o google.cn fora do ar</div>
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		<title>Brasil: O presidente Lula é nerd</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/07/05/brasil-o-presidente-lula-e-nerd/</link>
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		<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 11:18:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois de se dizer contrário ao Projeto Azeredo, abraçar o co-fundador do Pirate Bay Peter Sunde, defender o uso de software livre e convidar internautas para participar e contribuir com a futura iniciativa de mídia social do governo, a blogosfera conclui: "o presidente Lula é nerd". Ou será apenas porque 2010 é ano de eleição?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/07/04/brazil-the-president-lula-is-a-nerd/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div class="post pentry p1 post publish id82940 a-paulagoes c-americas c-brazil c-cyber-activism c-freedom-of-speech c-governance c-ideas c-internet-telecoms c-law c-portuguese c-software-tools c-technology c-weblog y2009 m07 d05 h02">
<div id="single" class="entry">
<div id="attachment_82942" class="wp-caption alignleft" style="width: 209px;"><a rel="attachment wp-att-82942" href="http://pt.globalvoicesonline.org/?attachment_id=82942"><img class="size-medium wp-image-82942" title="Peter Sunde and Lula" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/ed1_img_33991-199x300.jpg" alt="Peter Sunde and Lula at the the International Free Software Forum (FISL). Photo by Mariel Zasso." width="199" height="300" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">Peter Sunde e Lula no Forum Internacional de Software Livre (FISL). Foto de Mariel Zasso.</p>
</div>
<p>Uma foto do presidente brasileiro Lula da Silva ao lado do representante do Pirate Bay Peter Sunde tem circulado na blogosfera, junto com <a href="http://www.youtube.com/watch?v=g9YKmaXvhQM">um vídeo</a> no qual pela primeira vez o presidente critica em público o <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/06/11/amplified-conversation-fighting-the-digital-crimes-bill-in-brazil/">Projeto Azeredo</a>. Proposto em 2005 pelo senador Eduardo Azeredo e agora em tramitação no Senado, o projeto de lei não apenas lida com problemas de copyright, mas também prevê punição de até três anos de cadeia para tudo o que for considerado “atividades perigosas na internet” – que vão desde a espalhar vírus sem se dar conta ao compartilhamento de arquivos ilícitos na rede.</div>
<div id="single" class="entry">Em uma demonstração simbólica de apoio ao Software Livre, Lula trouxe alívio e esperança aos ciberativistas brasileiros que participavam do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/FISL">Forum Internacional de Software Livre</a> (FISL) dizendo: “a internet deve continuar livre”, “no meu governo é proibido proibir”, “considero esse projeto uma forma de censura” e “a liberdade é fonte da criatividade”. O geek confesso <a href="http://tecnozilla.info/lula-fala-o-que-todos-querem-ouvir-no-fisl/"><span style="font-style: italic;">Júlio Câmara</span></a> chama a visita do presidente de jogada política e conclui que Lula disse o que todo mundo queria ouvir:</p>
<blockquote><p>A início do controle da segurança do presidente, próximo ao meio dia, decretou o final do terceiro dia de fórum para os participantes. A área onde estavam a maioria dos estandes teve o acesso restrito a poucas pessoas, o resto do pessoal teve de optar por ficar embolado na multidão na área livre ou sair pela cidade.Embora tenha causado tantos tanstornos, Lula conseguiu cativar vários participantes do FISL, alguns até divulgaram materiais com a frase “O Lula é nerd”. Para conquistar os eleitores geeks, Lula bateu na cara da Microsoft defendendo o uso de Software Livre e detonou o projeto de Lei do senador Azeredo, classificando o projeto como censura na internet</p></blockquote>
<p>Apesar do caos que o aparato de segurança do presidente causou ao evento, <a href="http://liberdadenafronteira.blogspot.com/2009/06/lula-no-x-fisl-neste-governo-e-proibido.html"><span style="font-style: italic;">Filipe Saraiva</span></a> diz que sua presença foi positiva, mas que ele quer ver ação de verdade para prevenir aprovação do projeto de lei:</p>
<blockquote><p>Agora, vamos esperar que o presidente não fique apenas no discurso. Muitos pediram que ele vetasse a lei, caso aprovada; porém, isso gera um fato complicado de se lidar. Ainda existe a possibilidade que os partidos políticos possam fazer um movimento para barrar a aprovação da lei ainda nos plenários. Enquanto isso, os movimentos continuam <a href="http://liberdadenafronteira.blogspot.com/2009/05/ato-publico-contra-o-ai-5-digital.html">fazendo pressão</a>. Não esqueça de assinar a <a href="http://www.petitiononline.com/veto2008/petition.html">petição contra o Projeto Azeredo.</a> Já são quase 150.000 assinaturas.</p></blockquote>
<div id="attachment_83291" class="wp-caption alignright" style="width: 278px;"><a rel="attachment wp-att-83291" href="http://pt.globalvoicesonline.org/?attachment_id=83291"><img class="size-medium wp-image-83291" title="Lula_is_nerd" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/1248353-3054-it2-268x300.jpg" alt="&quot;Lula is nerd&quot; – This photo illustrated a newsletter circulated by the organizers of FISL" width="268" height="300" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">Foto de Lula e Tux que ilustrou cartões para pedidos de autógrafo distribuidos no FISL</p>
</div>
<p>O objetivo principal da participação do Presidente Lula nessa edição especial de 10º aniversário do Forum Internacional de Software Livre, que pela primeira vez contou com a presença de um chefe de estado, foi promover o futuro lançamento da estratégia de mídia social do próprio governo e o <span style="font-style: italic;">Blog do Planalto</span>. Este tem se popularizado como <span style="font-style: italic;">Blog do Lula</span> na blogosfera, embora um grupo de blogueiros e não o presidente em si esteja a frente da produção de conteúdo. O blog será criado na plataforma Wordpress usando software de código aberto e tem como alvo uma parcela da população que usa a internet como fonte principal de notícias.</p>
<p>Para testar as expectativas, o governo colocou no ar um <a href="http://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=cjRpZjFadmlTa2hQRlAwcEFTV3ZMaFE6MA">formulário de consulta técnica</a> sobre o formato e conteúdos do blog, iniciativa essa que foi bem recebida pela blogosfera. O prazo final para participação é 7 de julho, e em seguida haverá alguns modelos de layout sendo que blogueiros e internautas mais uma vez serão convidados para escolher qual template preferem. <a href="http://afinsophia.wordpress.com/2009/07/04/i-inda-tem-franceis-qi-diz-qi-a-genti-num-semo-sero-80/"><span style="font-style: italic;">Afinsophia</span></a> ajuda a espalhar a notícia:</p>
<blockquote><p>E como mais uma evidência de um outro entendimento do que é comunicação social que carrega este governo, não compactuando com as forças reacionárias tradicionais, a chamada mídia sequelada, convida os internautas a participar da confecção do blogue. Desde o conteúdo até os softwares de código aberto que irão compor o portal, tudo será decidido em um fórum virtual, com participação livre. É o entendimento do público transbordando nas ondas virtuais da rede, a partir do entendimento democrático da comunicação social do governo federal.</p></blockquote>
<p>Se houve no passado tentativas de <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/03/30/brazil-blogs-banned-from-the-2008-elections/">proibir blogues de participar do debate</a> em eleições realizadas no país, a chegada do <span style="font-style: italic;">Blog do Planalto</span> marcará uma mudança nessa tendência e mentalidade. <span style="font-style: italic;"><a href="http://sakuxeio.blogspot.com/2009/07/blog-do-presidente-lula-nao-aceita.html">J. Neto</a></span> também destaca que, no entanto, como já anunciado, a princípio o blogue não estará aberto a comentários, o que o blogueiro considera um grande erro:</p>
<blockquote><p>Com a intenção de ter uma aproximação maior com o público jovem das redes sociais e, visando as eleições do próximo ano (2010), o blog do presidente Lula deverá estar pronto até o final deste mês. E, semelhante a estratégia já adotada por Barack Obama nas eleições americanas, Lula também terá um canal no YouTube e no Twitter para interagir. (…) Agora, uma pergunta curiosa: Qual a vantagem de ter um blog se ele não aceita comentários (feedbacks)?</p></blockquote>
<div id="attachment_83402" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px;"><a href="http://www.infomaniaco.com.br/curiosidades/twitter-blog-e-canal-do-youtube-do-presidente-lula-by-obama/"><img class="size-medium wp-image-83402" title="lula_obama_blog" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/lula_obama_blog-300x225.jpg" alt="&quot;Hey, mate, will you add me to your blogroll?&quot; A cartoon by Infomaniaco.com.br" width="300" height="225" /></a>Cartum do Infomaniaco.com.br</div>
<p>O <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/FISL">Forum Internacional de Software Livre</a> (FISL) é um evento anual promovido pela ONG brasileira Associação Software Livre, e que acontece todos os anos em Porto Alegre, <span style="text-decoration: underline;">tendo atraído nessa edição cerca de </span><a href="http://fisl.softwarelivre.org/10/www/">8.000 pessoas entre 24 e 27 de junho</a>. Um agregador de notícias, reações no twitter e posts em blogs sobre o evento <a href="http://www.fisl.outraspalavras.net/">pode ser acessado aqui</a>. Como já <span style="text-decoration: underline;">divulgado pelo</span><a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/06/11/brasil-dialogos-amplificados-na-luta-contra-o-projeto-azeredo/"> Global Voices</a>, o protesto saiu da blogosfera e foi às ruas em uma <a href="http://meganao.wordpress.com/o-mega-nao/agenda-de-eventos/">série de manifestações contra a Lei de Crimes Digitais</a>, também conhecida como Projeto Azeredo, acontecendo recentemente em várias cidades brasileiras, sendo que as mais recentes nessa primeira semana de julho no Rio de Janeiro e Vitoria.</div>
</div>
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		<title>Angola: Novo código de estrada em acção</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/06/27/angola-novo-codigo-de-estrada-em-accao/</link>
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		<pubDate>Sat, 27 Jun 2009 06:44:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claraonofre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O debate sobre as mudanças causadas pelo novo código de estradas de Angola saiu das ruas e chegou à blogosfera, dividindo a população. Por um lado, o novo código é visto com bons olhos, já que pode vir a educar motoristas menos cuidadosos, mas por outro, nem todos poderão arcar com os custos que a legislação acarreta.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/clara-onofre/">Clara Onofre</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/claraonofre/'>claraonofre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/06/26/angola-new-highway-code-in-action/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="attachment_3166" class="wp-caption alignleft" style="width: 235px"><a href="http://pululu.blogspot.com/2009/04/angola-tem-novo-codigo-de-estradas.html"><img class="size-full wp-image-3166" title="carta-de-conducao" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/carta-de-conducao.jpg" alt="Angolan Driver's License" width="225" height="317" /></a><p class="wp-caption-text">Angolan Driver&#39;s License</p></div>
<p>O <a href="http://www.novocodigodeestrada.com/home.html">novo código de estrada angolano</a>, em vigor desde o passado dia 1 de Abril, tem dividido a sociedade angolana. Para alguns, o novo código é uma boa medida tomada pelo Governo, no sentido em que disciplinará alguns condutores menos apegados à vida. Para outros, a legislação contém imposições que nem todos estão em condições de financiar. A utilização das cadeiras destinadas a menores de doze anos, serve de exemplo. A tal ponto, que os ladrões, sempre atentos às novidades, desencadearam assaltos a este item infantil. Convém referir que cada uma destas cadeiras ronda os 30 mil cuanzas.</p>
<p>Entre outras medidas, o novo código de estrada estabelece o uso obrigatório do cinto de segurança, a dita cadeira infantil e o uso obrigatório de capacetes para os utilizadores de motociclos com motor. As multas para os infractores tendem a ser pesadas. Não obstante, a maioria dos condutores opta por ignorar a legislação, o que aliado às más condições das estradas do país provoca engarrafamentos e situações de risco para quem se encontra na via pública. Há quem diga que quando se aprende a conduzir em Angola, pode-se conduzir mais tarde em qualquer lado.</p>
<p>Para os condutores mais endiabrados que fazem serviço de táxi, o novo código de estrada trouxe dores de cabeça uma vez que a maioria circula sem a documentação legal e sem as medidas de segurança normais, como o excesso de passageiros que se verifica explicitamente.  Durante um mês, a polícia de trânsito exerceu as suas funções reguladoras num ambiente pedagógico, permitindo desta forma, elucidar e persuadir os cidadãos sobre o novo comportamento a ter na estrada.</p>
<div id="attachment_3170" class="wp-caption aligncenter" style="width: 480px"><a href="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/3355921131_be8ffb22e5.jpg"><img class="size-full wp-image-3170" title="3355921131_be8ffb22e5" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/3355921131_be8ffb22e5.jpg" alt="Photo uploaded on March 15, 2009 by Flickr user gabrieltomate, with a Creative Commons License" width="470" height="352" /></a><p class="wp-caption-text">Photo uploaded on March 15, 2009 by Flickr user gabrieltomate, with a Creative Commons License</p></div>
<p>Eugénio <em>Costa Almeida</em> do blogue <a href="http://pululu.blogspot.com/2009/04/angola-tem-novo-codigo-de-estradas.html">Pululu</a> faz a seguinte análise sobre o novo código de estrada e suas reacções:</p>
<blockquote><p>“Uma das alterações, e talvez a mais importante para quem está na Diáspora, deve-se ao facto dos novos documentos de licença de condução serem válidos em qualquer parte do mundo dado que o mesmo se adequa às convenções internacionais adoptadas no âmbito das Nações Unidas. Acaba-se, de vez, assim o esperamos, o “Caso Mantorras (nota autora: que causou mau estar nas relações diplomáticas entre Angola e Portugal, em relação à utilização das cartas de condução portuguesas em solo angolano, após o jogador do Benfica ter sido apanhado a conduzir em Portugal com a carta caducada).</p>
<p>A outras das significativas alterações e que Luanda já hoje sentiu, com a reduzida presença deles, prende-se com as novas normas que limitam a circulação de alguns taxistas dos “azuis e brancos” mais conhecidos por “candongueiros”. Entre as restrições a obrigatoriedade de uso de cintos de segurança em todos os bancos, embora, segundo pareça e a fazer fé em certos relatos de Luanda, a polícia ainda está só a exigir – o que se admite durante um período de adaptação – nos bancos da frente, a apresentação de uma licença de circulação legalizada – consta-se que a maioria não estava encartado – ter licença de aluguer e que as viaturas se mostrem estar técnica e legalmente adaptadas ao referido uso, além de não poderem transportar pessoas em veículos de transporte de mercadorias.”</p></blockquote>
<p>O blogueiro continua, alertando também para a necessidade de melhoria nas estradas e mais transportes públicos para os cidadãos.</p>
<blockquote><p>“Vamos ver se Angola não segue as “normas” de um outro reconhecido país que tem restrições a certos “modos” no código mas que se esquece, em muitos casos, de melhorar as condições das estradas. Porque se estradas condignas não há códigos, por muito bons e penalizadores que sejam, que se safem. Já agora talvez seja o momento ideal para Luanda e arredores sejam dotados de melhores transportes colectivos municipais e que liguem com uma curta periodicidade exigível os diferentes bairros e municípios da capital obrigando as três actuais empresas de transporte se auto-regularem e auto-disciplinarem entre si.</p>
<p>Talvez que assim o fluxo rodoviário, nomeadamente em Luanda e arredores, fosse menor e mais fluido. Talvez assim as pessoas pudessem chegar mais depressa aos seus empregos e, ou, às suas casas. Talvez que assim houvesse menor perca de tempo e maior rentabilidade nos serviços e nas empresas; talvez, talvez, talvez…</p>
<p>Cabe ao Governo Provincial cogitar e ponderar bem no assunto!”</p></blockquote>
<p>Para mais informações aceda ao site <a href="http://www.angolabelazebelo.com/2009/04/luanda-novo-codigo-de-estrada.html">AngolaBela</a> que disponibiliza uma série de perguntas e respostas sobre este tema.</p>
<div id="attachment_3167" class="wp-caption aligncenter" style="width: 468px"><a href="http://www.flickr.com/photos/joolee/2602467258/"><img class="size-full wp-image-3167" title="2602467258_d010b884e6" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/2602467258_d010b884e6.jpg" alt="Traffic jam in Luanda. Photo uploaded on June 23, 2008 by Flickr user ,azeite" width="458" height="326" /></a><p class="wp-caption-text">Traffic jam in Luanda. Photo uploaded on June 23, 2008 by Flickr user ,azeite,  with a Creative Commons License</p></div>
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