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	<title>Global Voices em Português &#187; Gênero</title>
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		<title>América Central: Dizendo &#8220;Não&#8221; à Violência contra a Mulher</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 22:29:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por toda a América Central, campanhas online e atividades de sensibilização sobre a questão da Violência Contra as Mulheres estão ocorrendo na região. Muitos desses esforços estão atraindo o interesse e a participação dos blogueiros que partilham os seus pensamentos sobre o assunto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/renata-avila/">Renata Avila</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/11/26/central-america-saying-no-to-violence-against-women/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single">
<p>Por toda a América Central, campanhas online e atividades de sensibilização sobre a questão da Violência Contra as Mulheres estão ocorrendo na região. Muitos desses esforços estão atraindo o interesse e a participação dos blogueiros que partilham os seus pensamentos sobre o assunto.</p>
<div id="attachment_5123" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://www.flickr.com/photos/antiguadailyphoto/4107614645/in/photostream/"><img class="size-full wp-image-5123 " title="Foto por Rudy Girón em Antigue Daily Photo e usada sob uma licença Creative Commons." src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/11/women.jpg" alt="Foto por Rudy Girón em Antigue Daily Photo e usada sob uma licença Creative Commons." width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Foto por Rudy Girón do blog Antigue Daily Photo e usada sob uma licença Creative Commons.</p></div>
<p>Na Guatemala, a Multi-Campanha Anual (2008 à 2015), do Capítulo Regional intitulada &#8220;UNIR-SE para pôr Fim à Violência contra a Mulher&#8221; foi recentemente lançada, e a <em>Rádio Feminista</em> está relatando o evento no espaço colaborativo <a href="http://www.finalaviolencia.radiofeminista.org/">Fin a la La Violencia (Fim à Violência)</a>. Além disso, a organização Take Back the Tech está promovendo <a href="http://www.takebackthetech.net/take-action/16days">uma blogatona de 16 dias</a> assumindo controle da blogosfera para discutir temas relacionados à violência contra as mulheres e as formas de evitá-la através do uso da tecnologia. Qualquer um <a href="http://www.takebackthetech.net/write/blog-with-us">pode participar da rede</a> e blogar sobre o assunto, de qualquer lugar, em qualquer idioma.</p>
<p><strong>Honduras</strong></p>
<p>Quando surge uma crise pelo mundo, muitas vezes tal crise deixa as mulheres mais vulneráveis enquanto alvos para a violência. Por exemplo, o blog <a href="http://generoconclase.blogspot.com/2009/11/honduras-mas-feminicidio-y-violencia.html"><em>Género con Clase</em></a> [es] de Honduras reproduz um artigo escrito por Tacuazina Morales, que diz ter havido um aumento da violência e brutalidade contra as mulheres logo após o golpe. Isso se deveu em parte ao &#8220;estado de não-proteção em que as vítimas se encontravam e o enfraquecimento das instituições responsáveis pela proteção dos direitos humanos das mulheres.&#8221; De acordo com <em>Feministas en Resistencia</em>, <a href="http://generoconclase.blogspot.com/2009/11/honduras-mas-feminicidio-y-violencia.html">houve aproximadamente 400 casos de violência contra mulheres</a> durante as manifestações contra o golpe, incluindo 23 agressões sexuais, algumas das quais tiveram o envolvimento das forças de segurança do Estado.</p>
<p><strong>Guatemala</strong></p>
<p>Na vizinha da Guatemala, a impunidade, que é a não-acusação ou repressão dos criminosos, é a conseqüência mais grave deste fenômeno. Até <a href="http://generoconclase.blogspot.com/2009/11/poca-respuesta-de-guatemala-violencia.html">97% dos casos de violência contra as mulheres da Guatemala não são processados</a> de acordo com o blog <em>Género con Clase</em>. A jornalista Montserrat Boix lista diversas organizações que trabalham com a questão no país, e <a href="http://montserratboix.nireblog.com/post/2009/05/23/guatemala-mujer-violencia-e-impunidad">também destaca a recente Lei Contra o Femicídio aprovada em 2009 [es]</a>.</p>
<p><span id="result_box"><span style="background-color: #ffffff;" title="Guatemalan blogger Ixmucane of Cine Sobre Todo [es] writes about migrant women, who are especially vulnerable to violence:">A blogueira guatemalteca Ixmucane do <em>Cine Sobre Todo</em> [es] <a href="http://cinesobretodo.blogspot.com/2009/11/dia-internacional-contra-la-violencia.html">escreve sobre as mulheres migrantes, que são especialmente vulneráveis à violência</a>:</span></span></p>
<blockquote><p>Unas de las situaciones en las que las mujeres están más indefensas es en la migración, porque están lejos del círculo familiar que las proteje, no conocen las leyes y muchas veces tampoco el idioma. Insisto que cuando hablo de migración, hablo de la migración dentro del país como hacia el extranjero. Y lo peor es que no se quiere defraudar a la familia que se queda, ya que ellos dependen muchas veces económicamente de ellas.</p></blockquote>
<div class="translation">Uma das situações em que as mulheres são as mais indefesas é a migração, pois por estarem longe do círculo familiar que as protege, elas não conhecem as leis, e muitas vezes não sabem o idioma local. Quando escrevo sobre a migração, quero dizer a migração dentro do país, bem como no estrangeiro. O que é pior, é que elas não querem decepcionar a família que deixaram para trás, pois muitos familiares dependem economicamente dessas mulheres.</div>
<p>Na Igreja Católica, uma novena é uma devoção que consiste em oração tipicamente realizada em nove dias consecutivos, pedindo por graças especiais; assim, Julio Serrano do blog <a href="http://julitoserrano.blogspot.com/2009/11/dia-i.html"><em>Fellinada</em></a> [es] escreveu uma série de nove artigos, ou &#8220;uma novena&#8221; para desvendar as complexidades da violência contra as mulheres. Ele também pede a graça de substituir a violência por palavras de amor: ele usou, como suas orações, nove histórias reais de diferentes tipos de violência contra as mulheres, e finalizou com estes pensamentos:</p>
<blockquote><p>Finalmente, no es un golpe bajo hablar del amor en este día, es una postura radical, política, amar es un acto social. Desde mi masculinidad y reivindicando a la mujer en mí, y a la mujer en el otro, y a las mujeres cercanas y lejanas, a mi mamá, a mi novia, a mis amigas, a mis hermanos, a mi papá, a mis amigos, y a aquellas tres hermanas y a lo que representan para nosotros hoy, para ustedes estas palabras llenas de amor”</p></blockquote>
<div class="translation">Finalmente, não é um golpe baixo falar de amor atualmente, é uma posição radical e política, amar é um ato social. Da minha masculinidade e justificando a mulher em mim e a mulher em outros, e para aquelas mulheres perto e longe de mim, minha mãe, minha namorada, minhas amigas, meus irmãos, meu pai, meus amigos, e para aquelas três irmãs e o que elas representam para nós hoje, para todos vocês, minhas palavras cheias de amor.</div>
<div id="attachment_5124" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://www.flickr.com/photos/antiguadailyphoto/4107629095/"><img class="size-full wp-image-5124" title="women1" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/11/women1.jpg" alt="Foto por Rudy Girón da Antigua Daily Photo e usada sob uma licença Creative Commons." width="400" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Foto por Rudy Girón do blog Antigue Daily Photo e usada sob uma licença Creative Commons.</p></div>
</div>
<p>Rudy Girón do blog <a href="http://antiguadailyphoto.com/2009/11/17/stop-violence-against-women/"><em>Antigua Daily Photo</em></a> [en] fez uma declaração sobre porque devemos rejeitar a violência como algo normal, e porque devemos tomar isso como um ponto de partida para ser parte da solução do problema da violência contra a mulher:</p>
<blockquote><p>I do not want to hear gun shots as normal. I refuse to take violent acts as normal. I do not want to be desensitized towards all the manifestations of violence. I do not want to see <a href="http://antiguadailyphoto.com/2006/12/29/the-naked-gun/">naked guns on the streets</a>; at the entrance of banks; with every delivery truck; at shops and every tiendita (store) in the country. I do not want to be part of the problem. I will not yield to words that belittle women or other people. I will not. I want to be part of the solution.</p></blockquote>
<div class="translation">Eu não quero ouvir tiros como se fosse algo normal. Recuso-me a assumir atos violentos como algo normal. Eu não quero perder a sensibilidade para todas as manifestações de violência. Eu não quero ver <a href="http://antiguadailyphoto.com/2006/12/29/the-naked-gun/">armas lícitas na rua</a>; na entrada dos bancos; à cada caminhão de entrega; em lojas e em cada tiendita (loja) do país. Eu não quero ser parte do problema. Não vou me render a palavras que depreciam as mulheres ou outras pessoas. Eu não vou. Eu quero ser parte da solução.</div>
<p>O mundo mudou novamente, trazendo problemas mais complexos a serem resolvidos em primeiro plano, mas por causa da Internet também há mais vozes para se juntarem à conversa que acrescentam as suas idéias para soluções. Mesmo as mais marginalizadas na sociedade, mulheres pobres e indígenas estão lutando por seus direitos, conforme <a href="http://www.guatemalasolidarity.org.uk/?q=blog">descrito pelo blog <em>Guatemala Solidarity</em></a> [en]; então, é hora de dizer não à violência e dizer sim à uma sociedade mais igualitária.</p>
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		<title>Brasil: O Debate sobre a Violência contra a Mulher</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/11/27/brasil-o-debate-sobre-a-violencia-contra-a-mulher/</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Nov 2009 19:18:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra a Mulher, as blogueiras brasileiras reacendem o debate e fazem campanha pelo fim da violência.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/diego-casaes/">Diego Casaes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/11/26/brazil-the-violence-against-women-debate/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img class="alignright size-full wp-image-5152" title="contraviolencia3" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/11/contraviolencia3.png" alt="contraviolencia3" width="184" height="200" />Ontem foi o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/International_Day_for_the_Elimination_of_Violence_against_Women">Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres</a> [en]. Seguindo <a href="http://globalvoicesonline.org/specialcoverage/ending-violence-against-women-2009/">uma série de posts especiais</a> do Global Voices Online para sensibilizar e levantar vozes em torno da causa, vamos ver neste post as opiniões de alguns blogueiros brasileiros sobre os direitos das mulheres.</p>
<p style="text-align: left;">A renomada blogueira brasileira <a href="http://www.ladybugbrazil.com/">Lúcia Freitas</a> dá sua contribuição, postando uma chamada para blogueiros para apoiar a <a href="http://www.luluzinhacamp.com/2009/11/23/uma-vida-sem-violencia-e-um-direito-das-mulheres/">campanha</a> contra a violência no <a href="http://www.luluzinhacamp.com/">LuluzinhaCamp</a>, um coletivo de mulheres blogueiras inspirado em histórias em quadrinhos da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Little_Lulu">Luluzinha</a>:</p>
<blockquote><p>Chamada geral! Entre 25 de novembro e 10 de dezembro estamos convocando para a luta pelo fim da violência contra as mulheres. Vamos fazer posts, twittar, fotografar e lembrar que mulheres são seres humanos e merecem respeito – aliás, todo mundo merece…</p></blockquote>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 434px"><a href="http://www.flickr.com/photos/gabibutcher/4130476483/"><img title="4130476483_2d91bfac5d" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/11/4130476483_2d91bfac5d.jpg" alt="&quot;Lulus againts violence&quot;. Photo by Gabi Butcher©, used under a Creative Commons license" width="424" height="282" /></a><p class="wp-caption-text">Foto por Gabi Butcher©, usada sob uma licença Creative Commons.</p></div>
<p><a href="http://srtabia.com/"><em>Srta. Bia</em></a> ouve o chamado e adiciona sua voz para a campanha LuluzinhaCamp, <a href="http://srtabia.com/2009/11/2511-dia-internacional-da-nao-violencia-contra-as-mulheres/">dizendo</a>:</p>
<blockquote><p>No Brasil uma mulher é agredida a cada <a href="http://www.tudoagora.com.br/noticia/11469/Uma-mulher-e-agredida-no-Brasil-a-cada-15-segundos-diz-fundacao.html" target="_blank">15 segundos</a>. Na maioria das vezes o agressor é o parceiro, um familiar ou uma pessoa próxima. Desde pequenas, meninas sofrem com violência e discriminação. Organizações em defesa dos direitos da mulher lutam para eliminar as brechas e anacronismos nas leis, porém as mudanças precisam reverberar na sociedade, na maneira como a mulher é vista.</p></blockquote>
<p>E continua:</p>
<blockquote><p>É por liberdade que as Irmãs Mirabal lutaram, é por liberdade que lutamos a cada dia. Liberdade de ser a mulher que eu quiser, a mulher politizada ou não, a mulher que tem filhos ou não, a mulher que faz um aborto ou não, a mulher depilada ou não, a mulher que faz sexo com quem quiser ou não, mas acima de tudo a mulher que deve ser respeitada e que de maneira alguma pode sofrer nenhum tipo de violência, seja ela física ou psicológica, apenas por ser mulher. Nada justifica a violência contra ninguém.</p></blockquote>
<div id="attachment_5114" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://www.flickr.com/photos/gabibutcher/4131270773/in/pool-luluzinhacamp"><img class="size-full wp-image-5114 " title="4131270773_6fde455b83" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/11/4131270773_6fde455b83.jpg" alt="Foto por Gabi Butcher©, usada sob uma licença Creative Commons." width="400" height="266" /></a><p class="wp-caption-text">Foto por Gabi Butcher©, usada sob uma licença Creative Commons.</p></div>
<p>O debate da violência contra a mulher é um tema quente no Brasil. Recentemente, uma série de eventos envolvendo uma estudante da Universidade Bandeirantes, no estado de São Paulo, provocou <a href="http://blogsearch.google.com/blogsearch?hl=pt-BR&amp;ie=UTF-8&amp;q=geisy+arruda&amp;btnG=Pesquisar+blogs&amp;lr=">muitos posts</a> sobre o preconceito da sociedade contra o corpo feminino. Na ocasião, a estudante de turismo Geisy Arruda usou um vestido rosa curto na sala de aula. Sua história, porém, tange muito mais do que a escolha de uma mulher de 20 anos sobre sua roupa: ela acabou chamando a atenção de muitos estudantes que consideraram o vestido ofensivo. Centenas deles começaram a ridicularizar e xingar a moça, bem como ameaçaram atacá-la naquele dia.</p>
<p>Geisy Arruda acabou por ser expulsa da Universidade sob o argumento de que o seu &#8220;comportamento provocativo&#8221; não era compatível com as regras da escola, mas depois que a mídia internacional achou o caso rentável e Geisy se tornou uma celebridade na TV e na internet, a universidade reconheceu sua volta como estudante. Até agora, os estudantes que causaram a manifestação não foram punidos. Denise Arcoverde no <a href="http://sindromedeestocolmo.com/"><em>Síndrome de Estocolmo</em></a> mencionou o caso em seu blog. Em uma ocasião especial, <a href="http://sindromedeestocolmo.com/archives/2009/11/universidade_para_em_catarse_moralista_e_monstruosa_por_causa_de_uma_minissaia.html/">ela escreveu</a>:</p>
<blockquote><p><a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/www.youtube.com');" href="http://www.youtube.com/watch?v=KGxQ8XtXpaQ" target="_blank">Nesse outro vídeo</a>, a imagem da moça saindo escoltada pela polícia.  Fiquei tão passada com a história que me deu uma taquicardia, de raiva. Eu já vi muito machismo, muita cretinice, mas nada com essa violência. Foi um estupro emocional, que não deve ficar por isso mesmo.</p>
<p>Como discutimos no Twitter, a faculdade paulista UNIBAN não é culpada pela atitude canalha dos estudantes, mas é <strong>responsável</strong> por não ter controlado a situação e ainda deixar a menina ser humilhada ao sair, escoltada pela polícia. Se fosse minha filha, processaria e exigiria milhões de indenização por danos morais.</p></blockquote>
<div id="attachment_5115" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://www.flickr.com/photos/gabibutcher/4132032566/in/pool-luluzinhacamp"><img class="size-full wp-image-5115 " title="4132032566_5b23bafc74" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/11/4132032566_5b23bafc74.jpg" alt="Foto por Gabi Butcher©, usada sob uma licença Creative Commons." width="400" height="266" /></a><p class="wp-caption-text">Foto por Gabi Butcher©, usada sob uma licença Creative Commons.</p></div>
<p>O blog <a href="http://corpos-em-revolta.blogspot.com/"><em>Corpos em Revolta</em></a> descreve os diferentes tipos de violência sofridos pelas mulheres e <a href="http://corpos-em-revolta.blogspot.com/2009/11/participe-do-ato-pelo-dia-internacional.html">pede aos leitores para tomar parte nesta luta</a>:</p>
<blockquote><p>Acreditando que a idéia de feminilidade e o ideal de beleza são conceitos socialmente construídos e ferramentas de controle, o Coletivo Antissexista Corpos em Revolta mostra seu repúdio, nesse dia Internacional da Eliminação da Violência Contra a Mulher, a todas as formas de misoginia, machismo, sexismo, homofobia, e racismo, que vitimizam e inferiorizam as mulheres.</p></blockquote>
<p>E eles acrescentam informações sobre uma manifestação programada para 29 de novembro para celebrar essa luta:</p>
<blockquote><p>Não acreditamos em padrões de feminilidade nem aceitamos padrões estéticos! Somos a favor da diversidade de corpos e de personalidades, da subversão dos valores sexistas que controlam nossas relações! Propomos uma sociedade onde não haja distinções de gênero, cor, etnia, sexualidade ou qualquer outra forma de inequidade sustentada pela sociedade de mercado!</p>
<p>Para marcar essa data, o Corpos em Revolta fará um ato simbólico no Parque Redenção no domingo, dia 29 de novembro, às 15 horas. Traga sua revolta e participe!</p></blockquote>
<p>Por fim, lemos <a href="http://unisinos.br/blog/ihu/2009/11/25/dia-internacional-de-combate-a-violencia-contra-a-mulher/">a seguinte mensagem</a> no blog do <a href="http://unisinos.br/blog/ihu/"><em>Instituto Humanitas Unisinos</em></a>:</p>
<blockquote><p>Mulheres vem sofrendo a violência dos homens presentes em suas vidas (companheiros, pais, irmãos, filhos) há alguns séculos, e cotidianamente, muitas vezes em silêncio e culpadas por acontecer, ou muitas vezes sem saber reconhecer como uma violência e especialmente contra elas, por serem mulheres. Só recentemente e nos últimos anos, a agressividade social e individual contra nós está sendo nomeada e combatida, com o avanço dos movimentos sociais, feministas e de mulheres, muita coisa avançou no sentido de reconhecer como uma forma específica de privação dos direitos ao exercício da cidadania.</p></blockquote>
<div id="attachment_5116" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><a href="http://www.flickr.com/photos/gabibutcher/4131016373/in/pool-luluzinhacamp/"><img class="size-full wp-image-5116 " title="4131016373_9b3e4bcd7b" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/11/4131016373_9b3e4bcd7b.jpg" alt="Foto por Gabi Butcher©, no Luluzinha Camp usada sob uma licença Creative Commons." width="400" height="266" /></a><p class="wp-caption-text">Foto por Gabi Butcher©, no Luluzinha Camp usada sob uma licença Creative Commons.</p></div>
<p>As fotos que ilustram este texto são de uma reunião LuluzinhaCamp em São Paulo no dia 22 de novembro. Veja a <a href="http://www.flickr.com/photos/gabibutcher/sets/72157622859971452/">galeria completa de retratos de pensamento positivo</a> por Gabi Butcher, do blog <a href="http://diapositivo.wordpress.com/">Diapositivo Fotografia</a>. E <a href="http://www.flickr.com/photos/gabibutcher/4131146178/in/set-72157622859971452/">feliz 2010</a>!</p>
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		<title>Peru: O Debate sobre Aborto</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 14:16:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cilene Dutra</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O debate sobre aborto ressurgiu devido a um projeto de lei que foi aprovado no Comitê Especial do Código Penal no Congresso Peruano, que descriminalizaria o aborto em casos de estupro ou desordens congênitas no feto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juan-arellano/">Juan Arellano</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/cilenedutra/'>Cilene Dutra</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/10/26/peru-the-abortion-debate/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>O debate sobre aborto ressurgiu devido a <a href="http://www.livinginperu.com/news/10320">um projeto de lei que foi aprovado </a>no Comitê Especial do Código Penal no Congresso Peruano, que descriminalizaria o aborto em casos de estupro ou desordens congênitas no feto. Esse tipo de aborto é conhecido como aborto eugênico ou terapêutico. A <a href="http://elcomercio.pe/noticia/353461/cardenal-cipriani-critica-proyecto-despenalizar-aborto-eugenesico">Igreja Católica Apostólica Romana é contra a medida [es]</a> e está <a href="http://www.livinginperu.com/news/10326">dividindo opiniões no Gabinete Ministerial</a>. Porém, o debate está longe de terminar, uma vez que a proposta ainda precisa ser submetida a debate pelo Comitê do Presidente do Congresso durante o mês de dezembro.</p>
<p>A legislação peruana atual (Código Penal 1991) <a href="http://www.clacai.org/index2.php?option=com_content&amp;do_pdf=1&amp;id=28">estipula [es]</a> (pdf) a criminalização de todas as formas de aborto, exceto para terapia e inclui atenuantes como o aborto ético ou sentimental e o aborto eugênico. Embora não existam números oficiais confiáveis sobre aborto, estima-se que haja <a href="http://www.larepublica.pe/sociedad/10/10/2009/quotaborto-solo-en-casos-de-excepcionquot">entre 350 mil e 400 mil abortos por ano [es]</a> no Peru.</p>
<p>Protestos contra e a favor da descriminalização do aborto já alcançaram as <a href="http://www.rpp.com.pe/2009-10-20-caos-en-el-centro-de-lima-por-protestas-a-favor-y-en-contra-del-aborto-noticia_216802.html">ruas da capital, Lima [es] </a>e já que o debate ainda tem longo caminho pela frente, espera-se que os protestos durem meses. Pesquisas mostram que as opiniões estão divididas quase ao meio e a <a href="http://www.peru.com/noticias/portada20091014/60461/Congreso-no-deberia-legalizar-aborto-eugenesico-revela-encuesta-de-Perucom">pesquisa digital conduzida pelo site Peru.com [es]</a> mostra que 54% da população acredita que o aborto eugênico causado por desordens congênitas e estupro não deveria ser descriminalizado, enquanto 43% pensa o oposto. Outra <a href="http://elcomercio.pe/impresa/notas/86-esta-favor-voto-voluntario/20091018/356487">pesquisa conduzida pela companhia Apoyo [es]</a> para o jornal El Comercio apresenta resultados semelhantes: &#8220;53% desaprova o aborto quando a gravidez é conseqüência de estupro. 41% aprova. 48% diz não ao aborto quando o feto apresenta defeitos. 46% afirma estar de acordo.&#8221;</p>
<p>Essa polêmica nacional também teve repercussão no exterior, mas é na Internet que se encontram muitas opiniões, como no Foros Perú (Fóruns do Peru), onde há um tópico intitulado &#8220;<a href="http://www.forosperu.net/showthread.php?p=1386459">Aborto Eugênico: Você é a favor ou contra? [es]</a>&#8221; Há também discussões de blogueiros, como Isabel Guerra de <em>Las Burbujas Recargadas</em> [es], <a href="http://burbujasreloaded.wordpress.com/2009/10/11/por-que-me-opongo-al-aborto/">que afirma sua posição sobre o assunto</a>:</p>
<blockquote><p>Creo que la principal razón por la que me opongo (al aborto) es porque la muerte es irreversible. No tiene retorno. Abortar o aplicar la eutanasia, o enviar a alguien al patíbulo, son generalmente situaciones a las que se llega bajo un tremendo estrés, en las que se llega a sentir que esto es la única solución. Ojo, que digo sentir, no pensar, porque cuando uno está pasando alguna de esas situaciones extremas es muy fácil no pensar con claridad, es terriblemente fácil equivocarse.</p>
<p>Hay muchísimos testimonios (libros, páginas web, etc.) de mujeres que abortaron y que años después se arrepintieron. Les dijeron que con un aborto se libraban de un problema en media hora. Pero no les dijeron que el recuerdo no las abandonaría nunca. Y cuando años después se arrepintieron, ya no había vuelta atrás. Lo que tienen casi todos estos testimonios en común es que las mujeres señalan que no recibieron ninguna ayuda, y que de una u otra forma fueron inducidas, por las circunstancias, por la desesperación o por terceras personas, a creer que el aborto era la única salida.</p></blockquote>
<div class="translation">Creio que a principal razão para me opor ao aborto é porque a morte é irreversível. Não há retorno. Abortar, aplicar eutanásia ou enviar alguém à forca são geralmente situações às quais se chega sob tremendo estresse, quando se chega a sentir que é a única solução. Atenção, pois digo sentir, não pensar, pois quando se passa por uma dessas situações extremas é muito fácil agir irracionalmente; é terrivelmente fácil se enganar.</p>
<p>Há muitos depoimentos (livros, páginas da web etc.) de mulheres que abortaram e anos depois se arrependeram. Disseram a elas que abortando se livrariam de um problema em meia hora. Mas não lhes disseram que a lembrança nunca as abandonaria. E quando se arrependeram anos depois, já não havia volta. O que há em comum nesses depoimentos é que essas mulheres destacam que não receberam nenhuma ajuda e que de uma forma ou de outra foram induzidas pelas circunstâncias, pelo desespero ou por terceiros a crer que o aborto era a única saída.</p></div>
<p>Daniel Salas do blog <em>Gran Combo Club </em>[es] <a href="http://grancomboclub.com/2009/10/debatiendo-el-aborto.html">descreve a ética do problema de um ponto de vista contrário:</a></p>
<blockquote><p>La discusión sobre el aborto no debería estar enfocada en las motivaciones terapéuticas, ya que estos criterios crean severas contradicciones. Por ejemplo, conozco algunas personas que se oponen al aborto por razones morales pues consideran que el óvulo fecundado debe ya ser considerado una persona pero, a la vez, admiten que hay ciertos casos (como la violación o malformaciones severas) que pueden justificar tal práctica. Si el aborto fuese injustificable e inmoral, no debería tener excepciones, ni siquiera como respuesta posible a una violación, ya que el nuevo ser debería ser considerado enteramente independiente de tal acto que le dio origen; tampoco se debería permitir en casos de que el embarazo pudiera causar la muerte de la madre, ya que el niño por nacer, con todos sus derechos plenamente constituidos, no podría ser considerado responsable de tal consecuencia.</p>
<p>Entonces, quien admita que el aborto es admisible “en ciertos casos” o “bajo ciertas condiciones” debería reconocer que la inviolabilidad de la vida humana aplicada a un feto no es tan absoluta como en principio se anunciaba. La discusión debería estar, en cambio, enfocada en dos cuestiones de índole ética, a saber:</p>
<p>1. El derecho que posee la mujer de continuar con el embarazo de un ser que depende enteramente de ella.<br />
2. La posibilidad de otorgarle al no nacido los mismos derechos que a un nacido</p></blockquote>
<div class="translation">A discussão sobre o aborto não deveria ser focada em motivos terapêuticos, já que esses critérios criam severas contradições. Por exemplo, conheço algumas pessoas que se opõem ao aborto por razões morais, pois consideram que o óvulo fecundado já é uma pessoa, mas ao mesmo tempo, admitem que há certos casos (violação, malformação severa) que são justificáveis. Se o aborto fosse injustificável e imoral, não deveria haver exceções, nem como resposta a uma violação, uma vez que o novo ser deveria ser considerado inteiramente independente do ato que lhe deu origem, nem deveria ser permitido nos casos em que a gravidez poderia causar a morte da mãe, pois o filho por nascer, com todos os seus direitos plenamente constituídos,não poderia ser responsabilizado por tal conseqüência. Então, quem admite que o aborto é admissível &#8216;em certos casos&#39;, &#39;sob certas condições&#39; deveria reconhecer que a inviolabilidade da vida humana aplicada a um feto não é tão absoluta como em princípio anunciavam. A discussão deveria estar, por outro lado, focada em duas questões de índole ética. Ei-las:</p>
<p>1. O direito que possui a mulher de continuar com a gravidez de um ser que depende inteiramente dela.<br />
2. A possibilidade de outorgar ao inato os mesmos direitos de um nato.</p></div>
<p>No blog <em>Tinta Roja [es]</em>, Cristina Andrade adiciona sua contribuição ao debate <a href="http://cristina-tintaroja.blogspot.com/2009/10/ley-del-aborto-y-quien-defiende-los.html">citando o problema da informalidade que prevalece no país</a>:</p>
<blockquote><p>otro problema en esta posible legalización del aborto, es la criollada, la ilegalidad de algunos médicos, quienes bajo el pretexto de que la muerte de la madre peligra, o que es un bebé con malformaciones, falsearán exámenes y documentos, para justificar el aborto, claro dependiendo de cuanto les paguen, porque en este país todo se compra, todo se vende y lamentablemente como existen médicos buenos, también hay malos y sin ninguna ética, quienes por dinero son capaces de todo.</p>
<p>Esos son los riesgos de legalizar el aborto, estamos en el Perú, no en Europa ni otros países civilizados en los que la ética, los valores y las leyes se respetan. Aquí siempre están buscando como violar las normas, así que en ese sentido, creo que sería muy peligroso legalizar el aborto.</p></blockquote>
<div class="translation">Outro problema nesta legalização do aborto é a informalidade, a ilegalidade de alguns médicos que, sob o pretexto de perigo de morte para a mãe ou de um bebê malformado, falsificam exames e documentos para justificar o aborto, dependendo obviamente de quanto paguem, pois neste país tudo se compra, tudo se vende e lamentavelmente, assim como existem médicos bons, existem os ruins e sem ética alguma, que por dinheiro são capazes de tudo.</p>
<p>Esses são os riscos de legalizar o aborto, estamos no Peru, não na Europa, nem em outros países desenvolvidos, onde a ética, os valores e as leis são respeitadas. Aqui sempre estão buscando como violar as normas, de modo que seria muito perigoso legalizar o aborto, creio eu.</p></div>
<p>O post gerou mais discussão e Andrade complementa com seu próprio post <a href="http://cristina-tintaroja.blogspot.com/2009/10/el-aborto-cuestion-de-conviccion-y.html">ao dizer</a> [es]:</p>
<blockquote><p>Leer los comentarios a favor y en contra en mi primer post, solo me han hecho llegar a una conclusión: la mujer debe tener la libertad de decidir si aborta o no. Y creanme, yo no estoy a favor del aborto, pero tampoco puedo obligar a alguien a pensar como yo. Es sencillo, en mi caso, por mas que despenalicen el aborto, no lo haría, porque mi convicción, mi forma de ser no lo permitiría. Es decir, quien está en contra del aborto, simplemente no lo hará, con o sin ley a favor o en contra, simplemente no lo hará. En todo caso, quienes piensan distinto, tienen la libertad de decidir, y no ser juzgadas.</p></blockquote>
<div class="translation">Ler comentários a favor e contra o aborto em meu primeiro post só me levaram a uma conclusão: a mulher deve ser livre para decidir se aborta ou não. É simples, no meu caso: por mais que despenalizem o aborto, eu não o faria, porque minha convicção, minha forma de ser, não permitiria. Isto é, quem e contra, simplesmente não o fará e aquelas que pensam de forma diferente têm a liberdade de decidir e não serem julgadas.</div>
<p>Laura Arroyo do blog <em>Menoscanas [es]</em> <a href="http://menoscanas.blogspot.com/2009/10/verdades-legitimas-sobre-el-aborto.html">cita a necessidade de debater e respeitar opiniões diferentes</a>:</p>
<blockquote><p>El problema en este país es justamente que somos incapaces de reconocer en la opinión distinta de la propia una opinión válida. Problematizar temas polémicos como el aborto, la eutanasia, preguntarnos si el Estado debiera ser o no laico, etc. es, en buena cuenta permitir que se desarrolle la democracia. En ese sentido, ¡a buena hora el tema del aborto ha sido puesto en la mesa!</p></blockquote>
<div class="translation">O problema deste país é que somos incapazes de reconhecer como válida uma opinião diferente. Problematizar temas polêmicos como o aborto, a eutanásia, perguntarmo-nos se o Estado deve ser laico etc, é realmente permitir que a democracia se desenvolva. Nesse sentido, até que enfim a questão do aborto foi colocada em debate!</div>
<p>Sobre o debate, Daniel Salas de <em>GranComboClub </em>[es] <a href="http://grancomboclub.com/2009/10/debatiendo-el-aborto-ii.html">indaga</a>:</p>
<blockquote><p>Un asunto en este debate al que nadie ha podido responder es qué se entiende exactamente por penalizar el aborto.</p>
<p>Con la penalización del aborto hay una enorme discrepancia entre el discurso que lo sanciona y el castigo que reciben efectivamente quienes lo ejecutan. Así, quienes se oponen a despenalizar el aborto sostienen que la interrupción voluntaria de un embarazo equivale a un homicidio. La consecuencia práctica de tal juicio debería ser que las personas involucradas en el aborto, incluyendo la madre, reciban la misma condena que recibe quien asesina a un nacido. Esto, sin embargo, no ocurre. Una madre que asesina a sus hijos va a la cárcel y recibe mucha publicidad en los medios.</p>
<p>Pero una mujer que aborta no.Este tipo de discrepancias revelan las verdaderas intenciones de la ley. … controlar la capacidad de las mujeres de tomar decisiones sobre su cuerpo. Permitimos que el aborto se practique, pero no de manera abierta porque esto último daría demasiada libertad a las mujeres en una decisión que sentimos que afecta el sostenimiento de la sociedad.</p></blockquote>
<div class="translation">Algo que até agora ninguém pode responder exatamente é o que se entende por penalizar o aborto.</p>
<p>Com a penalização, há uma enorme discrepância entre o discurso que o sanciona e o castigo que recebe efetivamente quem o executa. Assim, aqueles que se opõem à despenalização do aborto sustem que a interrupção voluntária equivale a um homicídio. A conseqüência prática de tal juizo deveria ser a de que os envolvidos no aborto, incluindo a mãe, recebam a mesma condenação de quem assasina um nascido. No entanto, não é isso que acontece. Uma mãe que assassina seus filhos vai para a cadeia  e recebe muita publicidade na mídia.</p>
<p>Mas uma mulher que aborta, não. Esse tipo de discrepância revela as verdadeiras intenções da lei: controlar a capacidade das mulheres de tomar decisões sobre seu corpo. Permitimos que o aborto seja feito, mas não de maneira aberta, porque isso daria muita liberdade às mulheres em uma decisão que sentimos que afeta as bases da sociedade.</p></div>
<p>Para David Ramos do blog <em>Yo, (DASH) </em>[es], <a href="http://idashpe.blogspot.com/2009/10/abortar-es-asesinar-no-hay-medias.html">não há argumentos que valham a pena</a>:</p>
<blockquote><p>las organizaciones feministas y pro-elección, en general, parecen considerar que el ser humano inicia su vida con el nacimiento. Antes de eso, solo era poco más que un riñón. Vale anotar que no hay ciencia que sustente esto, más que una frívola y equívoca percepción de la realidad: no te veo, por lo tanto no existes.</p>
<p>la defensa de la vida debe ser prioridad: así como defendemos delfines, perritos callejeros, flora y fauna amazónica, con mayor razón debemos defender la vida humana en cualquiera de sus etapas. Ningún honor hay en defender más la vida de una foca o de una ballena que la de un congénere humano.</p></blockquote>
<div class="translation">As organizações feministas e pró-decisão, em geral, parecem achar que o ser humano inicia sua vida após o nascimento. Antes disso, era pouco mais que um rim. Vale lembrar que não há ciência que sustente isso, nada mais que uma frívola e equívoca percepção da realidade: se não te vejo, você não existe.</p>
<p>A defesa da vida deve ser prioridade: assim como defendemos golfinhos, cachorros de rua, flora e fauna amazônica, com maiores razões devemos defender a vida humana em qualquer de suas etapas. Não há nenhuma honra em defender mais a vida de uma foca ou baleia que a de um congênere humano.</p></div>
<p>Como se pode perceber pelos pontos de vista acima, as posições sobre o aborto são difíceis de conciliar. É compreensível pois a discussão gira em torno da vida, da ética, da moral, dos valores, da ciência com decisões baseadas no pragmatismo e na privacidade. Por outro lado, há muitos interesses materias em jogo. O debate seguirá e com ainda mais intensidade com o <a href="http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5gMOKOMOJL4OJx8SiVT41I5agg7bQ">anúncio recente do banimento da distribuição gratuita da &#8216;pílula do dia seguinte&#39; pela Corte Constitucional [es]</a>. Está claro que o assunto não vai esfriar.</p>
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		<title>Marrocos: Uma Sentença Leniente</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/10/26/marrocos-uma-sentenca-leniente/</link>
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		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 16:35:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<description><![CDATA[Neste post, Jillian C. York compartilha a reação da blogosfera marroquina sobre o julgamento dos agressores de Zineb Chtit, a jovem garota marroquina que foi severamente espancada enquanto trabalhava como doméstica.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/jillian-york/">Jillian C. York</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/10/25/morocco-a-lenient-sentence/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single">
<div id="attachment_4778" class="wp-caption alignleft" style="width: 250px"><img class="size-full wp-image-4778 " title="zineb-300x199" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/zineb-300x199.jpg" alt="Zineb Chtit no julgamento (cortesia de Oujdacity)" width="240" height="159" /><p class="wp-caption-text">Zineb Chtit no julgamento (cortesia de Oujdacity)</p></div>
<p>Em setembro deste ano, descobrimos a história de <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/12/marrocos-trabalho-infantil-em-foco/">Zineb Chtit</a>, a jovem garota marroquina que foi severamente espancada enquanto trabalhava como doméstica. Na semana passada, foi anunciado que a agressora de Zineb, Nawal Houmin, a esposa do casal que contratou a jovem, foi punida pelo crime com uma sentença de <a href="http://www.lematin.ma/Actualite/Express/Article.asp?id=121072">três anos de encarceramento</a> [fr] e uma multa de $13,000 (aproximadamente R$22.000,00). Muitos grupos de direitos humanos comentaram a sentença afirmando ter sido leniente demais. O blogueiro <em>Crazy Moor</em> <a href="http://crazymoor.wordpress.com/2009/10/15/moroccan-woman-jailed-3-years/">diz</a>:</p>
<blockquote><p>But several Moroccan rights groups say they would appeal on behalf of the country’s estimated 60 thousand to 80 thousand child labourers.</p>
<p>The chair of the Association, “Don’t Touch My Children”, Najia Adib, says the sentence does not regret the scale of the atrocities committed, because the little girl was locked up in a cellar.</p></blockquote>
<div class="translation">Mas vários grupos de direito marroquinos dizem que apelarão em nome do estimado número de 60 a 80 mil crianças trabalhadoras.</p>
<p>A presidente da Associação <em>&#8220;Don&#39;t Touch My Children&#8221;</em> [Não Toque em Minhas Crianças], Najia Adib, diz que a sentença não contempla a escala de atrocidades cometidas, pois a jovem foi trancada em um porão.</div>
<p>O caso ocorreu na cidade de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Oujda">Oujda</a> [en], no leste do Marrocos. O famoso website <em>Oujdacity.net</em>, que se intitula o &#8220;primeiro portal para o Marrocos oriental&#8221;, observou o incidente, <a href="http://www.oujdacity.net/oujda-article-22698-fr.html">dizendo</a> [ar]</p>
<blockquote>
<div>حكمت المحكمة الابتدائية بوجدة يوم الأثنين 12 أكتوبر 2009 بثلاث سنوات ونصف سجنا نافذا وتعويض مالي قدره 100 ألف درهم على زوجة القاضي مشغلة الطفلة زينب ، الحكم اعتبره عدة محامين بوجدة انه كان قاسيا ، ولم يأخذ بعين الاعتباراي ظرف من ظروف التخفيف … وهو حكم فاجأ الجميع لأنه جاء خلافا لما كان يردده الرأي العام الذي كان يتوقع ان يكون الحكم لا يتجاوز بضعة اشهر</div>
</blockquote>
<div class="translation">Na segunda-feira, 12 de outubro de 2009, a Corte de Primeira Instância em Oujda, [no leste do Marrocos] outorgou uma prisão de três anos e seis meses (sem condicional), mais uma compensação financeira de 100,000 dirhams (aproximadamente R$22.000,00) contra a esposa do juiz que empregou a jovem doméstica Zaineb. Muitos advogados em Oudja consideraram a sentença rigorosa, tendo a corte não considerado nenhuma das circunstâncias atenuantes &#8230; A sentença surpreendeu a todos pois foi contrária ao que a opinião pública estava esperando: uma pena que não excederia alguns meses em prisão.</div>
<p>O blog <em>Solidarité Maroc</em> <a href="http://solidmar.blogspot.com/2009/10/le-juge-qui-torture-sa-bonne-de-11-ans.html">comentou</a> um tanto sarcasticamente [fr]:</p>
<blockquote><p>Malgré les dénonciations concernant les deux époux, seule l&#39;épouse a été inculpée, alors que le juge a été innocenté. Encore une illustration de la justice, au Maroc.</p></blockquote>
<div class="translation">Apesar das acusações contra o casal, somente a esposa foi acusada, enquanto o juiz foi absolvido. Outra ilustração da justiça no Marrocos.</div>
<p>O blogueiro Moustapha Mouden do blog coletivo <em>SidiSlimane </em>[ar], a respeito de um programa da rede de televisão marroquina 2M sobre trabalho infantil, <a href="http://zide.maktoobblog.com/1619647/%D8%A7%D9%84%D8%AE%D8%A7%D8%AF%D9%85%D8%A7%D8%AA-%D9%81%D9%8A-%D8%A7%D9%84%D9%82%D9%86%D8%A7%D8%A9-%D8%A7%D9%84%D8%AB%D8%A7%D9%86%D9%8A%D8%A9/">fala sobre a questão</a>:</p>
<blockquote>
<div>يجب الآن الانتقال إلى المرحلة الثانية، وهي التحسيس ومواجهة الظاهرةومحاربتها في العمق<br />
أي أن المشكل في فقر الأسر التي تبعث بناتها للاشتغال..<br />
. لكن هناك كذلك مشكل الوعي بخطورة القضية، وبالتالي لا تكفي القوان</div>
</blockquote>
<div class="translation">Agora devemos nos mover para a segunda fase da campanha e para lidar com este problema (trabalho infantil) na sua origem. É o estado de privação que leva muitas famílias pobres a enviarem seus filhos ao trabalho. Mas há também a questão da sensibilização sobre este problema sério, que as leis se provaram insuficientes em seu tratamento.</div>
<p>O blogueiro também fala da questão da sensibilização, algo que as leis não podem mudar:</p>
<div>
<blockquote><p>يجب التركيز على مسألة الوعي، والتحسيس بمختلف عواقب تشغيل الفتيات… وهو ما يتطلب كذلك إعمال النصوص القانوينة الخاصة بالموضوع، وإشعار السلطات المعنية بضرورة القيام بواجبها، ومن ذلك اتفاقية حقوق الطفل التي صادق عليها المغرب، ومدونة الشغل التي تجرم تشغيل من هو/هي في أقل من 15 سنة، وكذلك قانون إجبارية تدريس الأطفال</p></blockquote>
<div class="translation">Devemos focar na questão da sensibilização e informação sobre os vários tipos de consequências deste fenômeno nas garotas&#8230; Isso também requer uma reforma da legislação, e fazer com que as autoridades o levem aos seus deveres no que tange a Convenção dos Direitos da Criança, ratificada pelo Marrocos, e ao Código de Trabalho, que criminaliza o trabalho infantil, que seria o trabalho imposto a crianças menores de 15 anos, além da lei em si, tornando a educação obrigatória para todas as crianças neste país.</div>
<p>Agradecimentos especiais ao <a href="http://globalvoicesonline.org/author/hisham/">Hisham</a> pela assistência na produção deste post.</div>
</div>
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		<title>Blogando com HIV: &#8220;O amor ainda é possível&#8221;</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/13/blogando-com-hiv-o-amor-ainda-e-possivel/</link>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 22:57:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Embora seja difícil falar abertamente sobre o assunto, um número cada vez maior de blogueiros soropositivos ao redor do mundo está usando veículos de mídia cidadã para expressar-se sobre como é viver com o HIV]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/rezwan/">Rezwan</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/13/blogging-with-hiv-love-is-still-possible/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<div class="contributors"><em>Conversations for a Better World: Esse artigo é parte de uma série desenvolvida pelo Global Voices para o blog da UNFPA <a title=" Conversations for a Better World" href="http://www.conversationsforabetterworld.com/">Conversations for a Better World</a> · <a title="View all posts in Conversations for a Better World" href="http://globalvoicesonline.org/-/special/conversations-better-world/">Todos os artigos [en]<br />
</a></em></div>
<p>Um número cada vez maior de blogueiros soropositivos ao redor do mundo está usando veículos de mídia cidadã para expressar-se sobre como é viver com o HIV.</p>
<p>Falar abertamente sobre HIV/AIDS pode ser muito difícil. Milhares de pessoas já contraíram o vírus, mas o fato de que ele é tão temido e que pode ser transmitido por meio de relações sexuais significa que as pessoas que vivem com o HIV são normalmente estigmatizadas. Ainda assim, dezenas de indivíduos demonstram bravura narrando suas histórias pessoais e, algumas vezes, atuando como ativistas em defesa de seus direitos ou por um sistema de saúde mais decente, em blogs e fóruns na internet que são abertos ao público e podem ser lidos por qualquer pessoa.</p>
<p><iframe width="425" height="350" frameborder="0" scrolling="no" marginheight="0" marginwidth="0" src="http://maps.google.com/maps/ms?hl=en&amp;ie=UTF8&amp;msa=0&amp;msid=116925014949105791191.00045c9dd6cebd5e130f5&amp;source=embed&amp;ll=27.059126,6.328125&amp;spn=90,-61.171875&amp;output=embed"></iframe><br /><small>Veja o mapa <a href="http://maps.google.com/maps/ms?hl=en&amp;ie=UTF8&amp;msa=0&amp;msid=116925014949105791191.00045c9dd6cebd5e130f5&amp;source=embed&amp;ll=27.059126,6.328125&amp;spn=90,-61.171875" style="color:#0000FF;text-align:left">Blogando Positivamente</a> em tamanho maior</small></p>
<p><strong>África do Sul</strong></p>
<p><a href="http://latifah.wordpress.com/2006/12/22/happy-birthday-to-me/">Busi</a> [en], uma blogueira e poetisa da África do Sul descobriu que havia contraído o vírus em abril de 2006, seis meses após ter sido violentada.</p>
<p>Eis a sua triste história, como ela descreveu em seu blog, <a href="http://latifah.wordpress.com/2006/12/22/happy-birthday-to-me/"><em>My Realities</em></a> [Minhas Realidades, pt]:</p>
<blockquote><p>Not so long ago i discovered that i was HIV+. I was attacked and raped far too many times in order for me to contract the virus. You see, the reason for that is that i am a woman who identifies as lesbian because of my involvement with a woman. My attackers and different rapists did so to show me how it is to be a woman.</p></blockquote>
<div class="translation">Não faz muito tempo que descobri que era soropositiva. Eu fui atacada e estuprada muitas vezes para que eu viesse a contrair o vírus. Sabe, a razão para isso é o fato de que sou uma mulher identificada como lésbica por causa de meu envolvimento com outra mulher. Meus agressores e outros estupradores fizeram isso comigo para me mostrar o que é ser mulher.</div>
<p>Busi <a href="http://latifah.wordpress.com/2007/03/17/goodbye-busisiwe-231281-120307/">não sobreviveu</a> nesse belo mundo, tendo falecido em decorrência da doença em março de 2007. Mas seu blog e poesia continuam como poderosos testemunhos de sua vida, como serão os blogs de outras pessoas, enquanto a cura permaneça desconhecida.</p>
<p><strong>China </strong></p>
<p>O blogueiro chinês <em>Li Xiang</em> foi infectado com o <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/12/01/china-aids-blogger-li-xiangs-unextraordinary-life/">HIV por meio de uma transfusão de sangue</a> quando era ainda adolescente, aluno do segundo grau. Ele começou a blogar em 2005, por volta de seus 20 anos. Em <a href="http://blog.sina.com.cn/s/blog_46f3d7910100byk0.html">uma postagem no início deste ano</a> (em chinês), ele tenta desmitificar a AIDS, afirmando que as pessoas não deveriam ter mais medo da doença do que temem qualquer outro fator causador de mortes, e que ele próprio já não tem mais medo, graças ao avanço  do tratamento médico.</p>
<p><strong>Filipinas<br />
</strong><br />
<em>Kiks</em> é um blogueiro filipino sediado em Kowloon, Hong Kong. Em 2007, ele descobriu que tinha HIV e <a href="http://bikolanongtsekwangbakla.blogspot.com/2007/07/sounding-alarm.html">escreveu</a> sobre como lidar com esse fato:</p>
<blockquote><p>Being HIV positive is not the least bit fascinating.</p>
<p>It is like having a heart disease for life although my doctors told me it was better than having diabetes. With the medicines so readily available nowadays, you can be sure to live longer than cancer patients, anemic or the elderly staying in big polluted cities like Manila.</p></blockquote>
<div class="translation">Ser portador do HIV não é nem um pouco fascinante.</p>
<p>É como ter uma doença cardíaca pelo resto da vida, embora meu médico tenha me dito que é melhor do que ter diabetes. Com os medicamentos tão amplamente disponíveis nos dias de hoje, com certeza se vive mais tempo do que em casos de pacientes com câncer, anemia ou pessoas mais velhas morando em cidades poluídas como Manila.</p></div>
<p><em><a href="http://mylifepositive.com/wpmu/ukguy/2009/07/22/mr-angry-2/">Freerangelife</a></em> é o blog de um rapaz gay do Reino Unido que vive com o vírus do HIV há mais de 20 anos. Em uma postagem recente, ele escreve sobre os perigos de se ignorar as preucações que devem ser tomadas:</p>
<blockquote><p>We have known about HIV for over 20 years, people know the risks. So why does it happen? It happens because we like taking risks and we often think “it will never happen to me”.</p></blockquote>
<div class="translation">A gente tem conhecimento do HIV há mais de 20 anos, as pessoas conhecem os riscos. Então, por que ainda acontece? Acontece porque gostamos de correr riscos e normalmente achamos que “nunca vai acontecer comigo”.</div>
<p><strong>Congo<br />
</strong><br />
<em>Davy Herman Malanda</em> do blog <a href="http://aidsrightscongo.org/?p=103"><em>Aids Right Congo</em></a> [Direitos dos Soropositivos no Congo, en] escreveu sobre os riscos de se deixar que as pessoas saibam sobre a condição do portador do HIV. Ele conta a história Bernadette (pseudônimo), uma jovem que vende roupas usadas no mercado de Tié-Tié em Pointe-Noire, no Congo:</p>
<blockquote><p>Bernadette’s life changed when her friend divulged Bernadette’s HIV status. Her colleagues and clients from the market were informed that she is HIV-positive. Very few clients came to buy at Bernadette’s table. Her life became difficult, and she had difficulty to make ends meet.</p></blockquote>
<div class="translation">A vida de Bernadette mudou quando um amigo divulgou a sua condição de portadora do HIV. Seus colegas, amigos e clientes do mercado foram informados de que ela era soropositiva. Poucos clientes vinham comprar na mesa de Bernadette. A vida dela se complicou, e ficou difícil ganhar o sustento.</div>
<p><em>Aurelie</em>, de Brazzaville, capital do Congo, <a href="http://aidsrightscongo.org/?p=111">descreve</a> seu choque ao descobrir que tinha HIV:</p>
<blockquote><p>Initially, it hit me like a ton of bricks. I saw my life change instantly, and the thoughts kept multiplying in my mind.</p></blockquote>
<div class="translation">Inicialmente, foi como se uma tonelada de tijolos tivesse caído sobre mim. Vi meu mundo mudando instantaneamente, e os pensamentos insistiam em se multiplicar em minha cabeça.</div>
<p>Ela também escreve que, graças ao apoio de sua família e de uma organização não governamental, leva uma vida normal.</p>
<p><strong>Estados Unidos</strong></p>
<p><em>Michelle</em>, dos Estados Unidos, diz que <a href="http://blogs.poz.com/michelle/">“o amor ainda é possível”</a> [en] depois do HIV e conta como ela conheceu seu novo parceiro em um blog da rede internacional <a href="http://blogs.poz.com/"><em>POZ Blog</em></a>. Ela deixa ainda um conselho:</p>
<blockquote><p>To those newly infected or those who are tired of being alone, don&#39;t lose hope. Don&#39;t give up on love. It will come when you least expect it and when you need it the most.</p></blockquote>
<div class="translation">Para aqueles que acabaram de serem infectados ou os que estão cansados da solidão, não percam as esperanças. Não desistam do amor. Ele chegará quando você menos esperava e mais precisava.</div>
<p><strong>Quênia</strong></p>
<p>Ser soropositivo não significa que você estará condenado a não se divertir por causa da discriminação. <em><a href="http://rising.globalvoicesonline.org/repacted/2008/12/03/world-aids-day-mr-and-miss-red-ribbon-2008/">Mr. and Miss Red Ribbon</a></em> é um desfile de moda sem fins lucrativos organizado anualmente pelo grupo jovem Nakuru, no Quênia. Blogueira soropositiva <em>Maureen</em>, que faz parte do grupo <a href="http://rising.globalvoicesonline.org/projects/repacted-kenya/">REPACTED</a> do projeto de blogs <a href="http://rising.globalvoicesonline.org/">Rising Voices</a> foi uma das candidatas e <a href="http://maureenakinyi.blogspot.com/2008/12/blogging-positively.html">compartilha sua experiência</a>:</p>
<blockquote><p>I have been contesting since 2006 and have been enjoying every moment of the event because of one thing, effective reduction of stigma and discrimination. Mr. and Miss Red Ribbon brings together both affected and infected to celebrate beauty in a unique way. During the event audience appreciate beauty by seeing models but not the affected or the infected.</p></blockquote>
<div class="translation">Desfilo desde 2006 e gosto de cada momento do evento por causa de uma coisa: a redução real do estigma e da discriminação. <em>Mr. and Miss Red Ribbon</em> junta tantos os afetados quanto os infectados de uma forma exclusiva. Durante o evento, a platéia aprecia a beleza de ver o desfile de  modelos, e não de afetados ou infectados.</div>
<p><em>O <a href="http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&amp;hl=en&amp;msa=0&amp;msid=116925014949105791191.00045c9dd6cebd5e130f5&amp;ll=24.527135,14.765625&amp;spn=120.298584,316.40625&amp;z=2">mapa do Global Voices de blogueiros soropositivos</a> acima destaca as vozes de blogueiros portadores e daqueles que cuidam deles, e outras iniciativas de mídia cidadã relacionadas ao HIV/AIDS. Ao clicar nos links do mapa, você encontrará mais algumas dessas histórias incríveis.</em></div>
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		<item>
		<title>EUA, Singapura: A respeito da compra de noivas com cartões de crédito</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/06/15/eua-singapura-a-respeito-da-compra-de-noivas-com-cartoes-de-credito/</link>
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		<pubDate>Mon, 15 Jun 2009 10:00:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[East Asia]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Finanças]]></category>
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		<description><![CDATA[O blog Human Trafficking por Amanda Kloer - hospedado em Change.org, nos Estados Unidos - declarou vitoriosa sua campanha para que empresa de cartões de crédito Diners Club International parasse de fazer negócios com uma empresa de Singapura que vende noivas vietnamitas por encomenda. Mais de 800 pessoas assinaram um abaixo-assinado para fazer com que a Diners Club parasse de facilitar a compra de mulheres para casamento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/solana-larsen/">Solana Larsen</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/06/15/usa-singapore-on-buying-brides-with-credit-cards/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>O <em><a href="http://humantrafficking.change.org/blog/">blog Human Trafficking</a></em> [Tráfico de Humanos, en] por Amanda Kloer - hospedado em <em><a class="zem_slink" title="Change.org" rel="homepage" href="http://www.change.org/">Change.org</a></em>, nos Estados Unidos - <a href="http://humantrafficking.change.org/blog/view/diners_club_ends_relationship_with_mail_order_brides_service">declarou vitoriosa</a> [en] sua campanha para que empresa de cartões de crédito <a class="zem_slink" title="Diners Club" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Diners_Club">Diners Club International</a> [en] parasse de fazer negócios com uma empresa de Singapura que vende noivas vietnamitas por encomenda. Mais de 800 pessoas assinaram <a href="http://humantrafficking.change.org/actions/view/tell_diners_club_to_stop_financing_mail_order_brides">um abaixo-assinado</a> para fazer com que a Diners Club parasse de facilitar a compra de mulheres para casamento.</p>
<p>O abaixo-assinado online dizia:</p>
<blockquote><p>Human beings should not be bought or sold, and they certainly shouldn&#39;t be part of a payment plan, a “blue light special”, or a clearance sale. Mail order brides are not only <a href="http://www.aila.org/content/default.aspx?bc=1016%7C6715%7C16871%7C17119%7C13775">extremely vulnerable to human trafficking</a>, but also <a href="http://www.nostatusquo.com/ACLU/anderson/brides/pg1.html">domestic violence, abuse, rape, and exploitation</a>. While creating a payment plan to purchase a human being is ethically and philosophically disgusting, it also reduces the economic barrier to buying a bride. Removing that barrier allows traffickers to acquire women using less capital than they needed before. It opens the door to a new socio-economic class of criminals to buy and exploit these women.</p></blockquote>
<div class="translation">Seres humanos não deveriam ser comprados ou vendidos, e eles certamente não deveriam ser parte de um plano de pagamento, de &#8216;promoções relâmpago&#39;, ou liquidações. Noivas por encomenda não são apenas <a href="http://www.aila.org/content/default.aspx?bc=1016%7C6715%7C16871%7C17119%7C13775">extremamente vulneráveis ao tráfico de humanos</a>, mas também <a href="http://www.nostatusquo.com/ACLU/anderson/brides/pg1.html">à violência doméstica, abuso, estupro e exploração</a> [en]. Enquanto a criação de um plano de pagamento para a aquisição de um ser humano é ética e filosoficamente repudiante, a atitude também reduz a barreira econômica para comprar uma noiva. A remoção dessa barreira permite aos traficantes a aquisição de mulheres usando menos capital do que precisavam antes. Abre uma porta para a compra e exploração dessas mulheres por uma nova classe socioeconômica de criminosos.</div>
<p>Noivas por encomenda não são ilegais na Singapura, e nem na maior parte do mundo. Este mês, <em>The Electric New Paper</em>, de Singapura, publicou uma <a href="http://www.tnp.sg/printfriendly/0,4139,203700,00.html">série de artigos</a> a respeito da Vietnam Brides International [Noivas do Vietnã International], incluindo um sobre o plano de pagamento mensal da empresa no valor de 167 dólares com o cartão Diners Club, e outro sobre a <a href="http://www.tnp.sg/printfriendly/0,4139,203699,00.html">variação nos preços</a> para noivas, dependendo de onde elas vêm. A jornalista, Crystal Chan, também falou com o diretor-geral assistente (de vendas e marketing) da Diners Club (Singapura), quem disse, &#8220;Nós não fazemos um julgamento moral os negócios estabelecidos com nossos parceiros comerciantes. Para nós, o mais importante é a legitimidade do negócio”.</p>
<p>Desde o abaixo-assinado, a empresa de cartão de crédito mudou seu discurso e escreveu a seguinte carta para <em>Change.org</em>:</p>
<blockquote><p>“On behalf of Diners Club International, which is part of Discover Financial Services, we appreciate [your] bringing this specific merchant relationship with a Diners franchisee to our attention. Formal steps have been taken to terminate the relationship [with Vietnam Brides International].”</p></blockquote>
<div class="translation">“Em nome da Diners Club International, que é parte da Discover Financial Services, nós agradecemos vocês por nos chamarem a atenção sobre a relação deste específico comerciante com a franquia da Diners. Passos formais foram tomados para finalizar a relação [com a Vietnam Brides International].&#8221;</div>
<p>Em <em>Change.org</em>, Amanda Kloer conclui:</p>
<blockquote><p>This statement is telling, and it says that you all made a huge difference. Your letters made Diners Club aware of the partnership one of their franchisees had made with a <a class="zem_slink" title="Mail-order bride" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mail-order_bride">mail order bride</a> service. You helped keep an important financial protection in place for women at risk of trafficking and abuse via the mail order bride industry. You refused to accept that an international company can treat and finance women like objects. This is one of those rare moments when you can see the important changes your actions bring, and the difference you make in the world.</p>
<p>Thank you for bringing this issue to Diners Club&#39;s attention. And thank you Diners Club International for making the important decision to protect women and girls from exploitation. Together, we are the change we wish to see.</p></blockquote>
<div class="translation">Esta declaração diz que todos vocês fizeram uma grande diferença. Suas cartas fizeram com que a Diners Club tivesse conhecimento da parceria feita por uma de suas franquias com o serviço de <a class="zem_slink" title="Mail-order bride" rel="wikipedia" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mail-order_bride">encomenda de noivas</a> [en]. Vocês ajudaram a manter uma barreira financeira importante no lugar para mulheres em risco de tráfico e abuso via a indústria de encomenda de noivas. Vocês se recusaram a aceitar que uma empresa internacional pudesse tratar e financiar mulheres como objetos. Este é um desses raros momentos que vocês podem ver as mudanças importantes frutos de suas ações, e a diferença que vocês fazem no mundo.</p>
<p>Obrigado por levarem este assunto aos olhos da Diners Club. E obrigado à Diners Club International por tomar esta decisão importante para proteger mulheres e garotas da exploração. Juntos, nós somos a mudança que desejamos ver.</p></div>
<p>Em abril, Global Voices <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/04/01/vietnamese-mail-order-brides-in-singapore/">vinculou uma publicação</a> [en] feita por <a href="http://alvinology.wordpress.com/2009/03/28/vietnamese-mail-order-bride-singapore/">Alvinology</a> [en] em Singapura, sobre um filme da Al Jazeera a respeito das noivas por encomenda. O filme conta a história de duas garotas que vão a Singapura em busca de uma nova vida.</p>
<p><em>Alvinology</em> indaga por quê homens procuram noivas estrangeiras quando se tem homens e mulheres em Singapura. Ele escreve:</p>
<blockquote><p>In the video, a Vietnamese bride can be “purchased” on-the-spot for S$10,000. The girl on the right was only 18-years-old when she was sold to a 35 year-old Singaporean man who went to the matchmaking agency to choose his bride together with his mom.</p>
<p>What’s even more humiliating, the girls were made to visit a clinic in Singapore to get a certificate verifying their virginity before they can be sold.</p>
<p>While both the Vietnamese girls and the Singaporean men who entered into such marriages are willing adults, I wonder how many of such couples end up truly happy.</p></blockquote>
<div class="translation">No vídeo, uma noiva vietnamita pode ser &#8220;adquirida&#8221; no local por 10 mil dólares. A garota na direita tinha apenas 18 anos quando foi vendida para um homem singapurense de 35 anos de idade, que foi a uma agência de encontros para escolher sua noiva acompanhado por sua mãe.</p>
<p>O que ainda mais humilhante, as garotas tiveram que ir a uma clínica em Singapura para pegar um certificado verificando sua virgindade antes que pudessem ser vendidas.</p>
<p>Apesar de que ambas as garotas vietnamitas e os homens que as compraram fossem adultos e consentissem com o casamento, fico imaginando quantos casais tem um fim verdadeiramente feliz.</p></div>
</div>
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		<title>Milionário Egípcio Sentenciado à Morte por Assassinato de Cantora</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/05/27/milionario-egipcio-sentenciado-a-morte-por-assassinato-de-cantora/</link>
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		<pubDate>Wed, 27 May 2009 03:46:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arabic]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<description><![CDATA[O povo egípcio testemunhou o mais inesperado veredito na história do sistema judiciário do país: O bilionário Hesham Talaat Moustafa, assim como o assassino profissional contratado por ele, Mohsen El Sokary, receberam a sentença de morte pelo assassinato da cantora libanesa Suzanne Tameen. O terrível assassinato aconteceu em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e a sentença de quinta-feira foi recebida com choque e surpresa enquanto a blogosfera local começa a absorver as notícias do veredito.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/nermeen-edress/">Nermeen Edrees</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/05/23/egyptian-tycoon-sentenced-to-death/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>O povo egípcio testemunhou o mais inesperado veredito na história do sistema judiciário do país: O bilionário <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hisham_Talaat_Moustafa">Hesham Talaat Moustafa</a> [en], assim como o assassino profissional contratado por ele, Mohsen El Sokary, <a href="http://www.time.com/time/world/article/0,8599,1900311,00.html">receberam a sentença de morte</a> [en] pelo assassinato da cantora libanesa <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Suzanne_Tamim">Suzanne Tameen</a> [en]. O terrível assassinato aconteceu em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dubai">Dubai</a>, nos <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Emirados_%C3%81rabes_Unidos">Emirados Árabes Unidos</a>, e a sentença de quinta-feira foi recebida com choque e surpresa enquanto a blogosfera local começa a absorver as notícias do veredito.</p>
<p>A prolífica blogueira <a href="http://egyptianchronicles.blogspot.com/2009/05/after-verdict.html"><em>Zeinobia</em></a> [en] foi a primeira a dar a notícia:</p>
<blockquote><p>On May 21, Judge Muhammadi Qunsuwa announced the case will be referred to Grand Mufti Ali Gomaa, the nation&#39;s highest religious official, who will rule on Moustafa&#39;s death sentence on June 25.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;No dia 21 de maio, o Juiz Muhammadi Qunsuwa anunciou que o caso vai ser enviado ao Grão Mufti Ali Gomaa, o mais alto oficial religioso da nação, que vai decidir sobre a pena de morte de Moustafa no dia 25 de junho.&#8221;</div>
<p>Um choque para todos, o veredito deixou o réu sem ação. <a href="http://ahmedes2005.blogsome.com/2009/05/21/p940/">O jornalista <em>Ahmed El Desouky</em></a> [ar] estava entre os primeiros a relatar as reações da corte à comunidade online egípcia, dizendo:</p>
<blockquote><p>انتابت المتهمين حالة من الهياج بعد النطق بالحكم وعبروا عن غضبهم الشديد وصدمتهم ووصفوا الحكم بانه قاس جدا بينما تفاوتت ردود الفعل خارج المحكمة لكن السائد ان الحكم قصاص عادل من شاب استغل سلطته ونفوذه وامواله فى العبث ظنا منه انه فوق القانون</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Houve uma grande revolta na corte depois que a sentença foi anunciada, e os envolvidos [no processo] expressaram grande raiva e choque ao descreverem o veredito como exageradamente duro. As reações variavam do lado de fora do salão da corte, mas a maioria das pessoas via a punição como justa para um homem que abusou da sua autoridade, influência e dinheiro, pensando estar acima da lei.&#8221;</div>
<p>As reações variaram entre a aprovação e apoio ao veredito à tristeza e simpatia com o réu. Em seu post, a blogueira <em><a href="http://catofdesert.blogspot.com/2009/05/blog-post_21.html">Desert Cat</a></em> [ar] mostrava-se surpresa com a passagem do mesmo veredito para Moustafa e El Sokary:</p>
<blockquote><p>للأسف الحكم جه النهاردة عكس توقعات الجميع وهو إحالة اوراق المتهمين لفضيلة مفتى الجمهورية .. وبعد النطق بالحكم سادت حالة من الهرج والمرج داخل قاعة المحكمة بسبب صراخ الجميع غير مصدقين من عائلات محسن وهشام والعاملين فى مجموعة طلعت مصطفى بينما هشام ومحسن انتابتهم حالة صمت تااااااامة انا نفسى مش كنت مصدقة لأن جريمة هشام هى التحريض على القتل بينما محسن اللى نفذ ازاى يكون الحكم متساوى</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Infelizmente o veredito que foi proferido ontem foi contrário ao que todos esperavam e o caso agora está sendo repassado ao Grão Mufti. Depois que o veredito foi lido, o caos tomou conta da corte, com as famílias de Mohsen e Hesham gritando, junto aos empregados do grupo Talaat Moustafa, que não podiam acreditar no que haviam ouvido. Enquanto isso, Hesham e Mohsen ficaram em completo silêncio. Pessoalmente, eu não consigo acreditar [no que está acontecendo] pois o crime de Hesham foi instigar um assassinato enquanto Mohsen foi aquele que o cometeu. Como é que eles podem receber a mesma punição?&#8221;</div>
<p><em>Ahmed Shokeir</em> respondeu à pergunta da blogueira na área de comentários do post, dizendo:</p>
<blockquote><p>في معظم القوانين يعاقب المحرض على الجريمة بنفس عقوبة الجاني وفي بعض القوانين تغلظ العقوبة وتكون أشد من العقوبة التي تقع على الجاني</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Na maior parte das leis, a punição para aqueles que instigam crimes é a mesma dada aos criminosos [que os executam]. Em algumas leis, a punição dada [a quem instiga] é até mais severa do que a [punição] dada ao criminoso.&#8221;</div>
<p>Os apoiadores do milionário do mercado imobiliário no Facebook reagiram ao veredito no grupo &#8220;<a href="http://www.facebook.com/pages/Free-Hisham-Talaat-Mostafa/36546446359#/album.php?aid=58513&amp;id=36546446359&amp;comments">Free Hesham Talaat Moustafa</a>&#8221; (&#8221;Libertem Hesham Talaat Moustafa&#8221;) também.</p>
<p><em>Ashraf Elmanwaty</em> disse:</p>
<blockquote><p>I still have hope HTM will be free… This is an over reaction judgment</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Eu ainda tenho esperança de que HTM irá ser libertado&#8230; este julgamento é uma reação excessiva.&#8221;</div>
<p>Enquanto isso, <em>Miral El Ramlawy</em> escreveu:</p>
<blockquote><p>90% of Egyptians do NOT believe he did it and the court owes it to the Egyptians to announce what they based the verdict upon!! Phone calls that don&#39;t have any explicit message is NO PROOF…we are waiting for justification!</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;90% dos egípcios NÃO acreditam que ele tenha feito isso e a corte deve anunciar aos egípcios sobre o quê eles basearam seu veredito!!! Ligações telefônicas que não apresentam nenhuma mensagem explícita NÃO SÃO PROVAS&#8230; e nós estamos esperando por uma justificativa!&#8221;</div>
<p>Depois do choque, as pessoas começaram a analisar. <a href="http://egyptianchronicles.blogspot.com/2009/05/after-verdict.html"><em>Zeinobia</em></a> [ar] explica:</p>
<blockquote><p>• when the judge says that that the papers of the convicted will be sent to the grand Mufti for consulting means in most situations that that convicted will face the death penalty. The death penalty needs the opinion of the grand Mufti to support it from the religious point of view ,the Sharia point of view to fulfill justice.It is not everyday that you order the death of someone.<br />
• In most cases if not all of them the grand Mufti approves and supports the judge’s verdict.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;- quando o juiz diz que os documentos do indiciado serão enviados ao Grão Mufti para consulta, isso significa na maior parte das situações que o condenado irá enfrentar a pena de morte. A pena de morte precisa da opinião do Grão Mufti para ter um apoio do ponto de vista religioso, o ponto de vista da Sharia na busca da justiça. Não é todo dia que você ordena a morte de alguém.<br />
- Na maior parte dos casos, se não em todos eles, o Grão Mufti aprova e sustenta o veredito do juiz.&#8221;</div>
<p>E ela então continua:</p>
<blockquote><p>• Second in case of Hisham and Sokary,the judge will announce the final verdict on the next 25th of June 2009 ,which is nearly about month and 5 days ,I believe it is a long period to stand in the death row.<br />
• Third when the judge announces the final verdict , the lawyers of the convicted will have the right to [appeal].</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;- Segundo, no caso de Hisham e Sokary, o juiz irá anunciar o veredito final no próximo dia 25 de junho de 2009, o que é mais ou menos um mês e cinco dias [a contar de hoje], e acredito que este é um período bem longo para se passar no corredor da morte.<br />
- Terceiro, quando um juiz anuncia seu veredito final, os advogados do condenado tem o direito de [apelar].&#8221;</div>
<p>Então, pode ser que haja um segundo round, e é isso que vamos descobrir no dia 25 de junho.</p>
<p>Enquanto isso, há perguntas e dúvidas sobre os importantes negócios imobiliários de Hisham. O <a href="http://mideasti.blogspot.com/2009/05/talaat-mustafa-group-investors-neednt.html">blogue do editor do <em>The Mideast Institute</em></a> relata [en]:</p>
<blockquote><p>The Talaat Mustafa Group (TMG), a huge real estate conglomerate through which Mustafa made his billions, doesn&#39;t want any stockholders to worry just because the company&#39;s founder and namesake is under a death sentence. <a href="http://www.thedailynewsegypt.com/article.aspx?ArticleID=21880">A TMG official reassures investors</a>:<br />
Sawaftah said that TMG’s corporate structure prevents “the absence of one individual” from affecting its activity</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;O Talaat Mustafa Group (TMG), um enorme congromerado imobiliário através do qual Mustafa fez os seus bilhões, não quer que seus acionistas se preocupem por conta da sentença de morte recebida pelo fundador, que dá também seu nome à companhia. <a href="http://www.thedailynewsegypt.com/article.aspx?ArticleID=21880">Um funcionário do TMG tranquiliza os investidores</a> [en]:<br />
Sawaftah disse que a estrutura corporativa do TMG previne que &#8220;a ausência de um indivíduo&#8221; afete as suas atividades.&#8221;</div>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Irã: Blogando contra a Homofobia</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/05/23/ira-blogando-contra-a-homofobia/</link>
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		<pubDate>Sat, 23 May 2009 16:37:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte & Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<description><![CDATA[Alguns blogueiros iranianos escreveram comentários sobre o 'Dia Internacional Contra a Homofobia', dia 17 de maio, e partilharam suas preocupações sobre a discriminação contra homossexuais existente no Irã.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/hamid-tehrani/">Hamid Tehrani</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/05/22/iran-blogging-against-homophobia/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Alguns blogueiros iranianos escreveram comentários sobre o &#8216;<a href="http://www.homophobiaday.org/">Dia Internacional Contra a Homofobia&#39;</a> [en], dia 17 de maio, e partilharam suas preocupações sobre a discriminação contra homossexuais existente no Irã.</p>
<p><em>Pesar</em> <a href="http://5pesar.wordpress.com/2009/05/15/danshjo09-05-15/">publicou</a> [fa] uma carta aberta escrita por estudantes homossexuais iranianos e outros ativistas estudantís do país:</p>
<blockquote><p>ما دانشجویان همجنسگرای ایران، سال‌هاست هم‌پای جنبش دانشجویی و روشنفکری ایران، در متنِ مطالبات سیاسی و اجتماعی قرار داریم و از مدافعان سرسخت تغییر شرایط نابرابر جامعه‌ی ایران بوده‌ایم. اینک که همه‌ی آزادی‌خواهان و نیک‌اندیشان و مدافعان حقوق بشر دریافته‌اند که حقوق همجنسگرایان حقوق بشر است …اما در ایران، و دیگر کشورهای نابرخوردار از آزادی‌های اجتماعی و انسانی، همجنسگرایان هم‌چنان مورد سیاه‌ترین آزارها و ستم‌ها و شکنجه‌ها قرار می‌گیرند و کسی حاضر نیست</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Nós, estudantes homossexuais do Irã, estamos presentes há muitos anos dentro dos movimentos estudantís e intelectuais. Nós estivemos no coração de suas demandas sociais e políticas, e nós protestamos contra a situação discriminatória na sociedade iraniana. Agora todos os defensores da liberdade e dos direitos humanos entendem que os direitos homossexuais são direitos humanos&#8230; No Irã e em outros países onde direitos sociais e humanos são inexistentes, homossexuais são submetidos às piores torturas, perseguições e opressões.&#8221;</div>
<p><em>Ketabkhane</em> <a href="http://ketabkhane88.blogfa.com/">publicou</a> [fa] uma série de livros escritos por e/ou sobre homossexuais. Eles explicam por quê decidiram tornar seus trabalhos disponíveis em seu blogue:</p>
<blockquote><p>این بودن تنها حضوری فیزیکی در شهرها و روستاهای ایران نیست. ما در درون این جامعه قرار داریم؛ از آن تاثیر می­گیریم و بر آن اثر می­گذاریم. ما در این جامعه “زندگی” می­کنیم<br />
گروهی از ما می­نویسند، می­سرایند و تولید اندیشه می­کنند. اما مردم ما را نمی­خوانند چون نمی­توانند به نوشته­هایمان دسترسی داشته</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Nossa existência não se limita à nossa presença física nas cidades e vilas iranianas. Nós vivemos dentro da sociedade iraniana. Nós somos influenciados por ela, e também causamos nosso impacto. Nós vivemos nesta sociedade. Vários de nós estão escrevendo e pensando, mas as pessoas não podem ler nossas palavras se não tiverem acesso a elas.&#8221;</div>
<p><em>Gameron</em> <a href="http://gameron.wordpress.com/2009/05/17/homophobia/">escreve</a> [fa] que homossexuais encontram problemas em países islâmicos, onde podem ser executados. O regime islâmico no Irã nega a existência de homossexuais, em vez de ajudar a população a aprender sobre a homossexualidade.</p>
<p><a href="http://www.homophobiaday.org/"><img class="aligncenter" title="Dia Internacional Contra a Homofobia" src="http://www.homophobiaday.org/utilisateur/images/homophobie/banners2009/homophobia_468_60.jpg" alt="" width="468" height="60" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Camboja: Parlamentar Ativista Pode Retirar Processo Contra Primeiro-Ministro</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/05/15/camboja-parlamentar-ativista-pode-retirar-processo-contra-primeiro-ministro/</link>
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		<pubDate>Fri, 15 May 2009 19:38:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cambodia]]></category>
		<category><![CDATA[East Asia]]></category>
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		<description><![CDATA[Mu Sochua é uma ativista internacionalmente reconhecida e membro da Assembléia Nacional do Camboja. Ela recentemente abriu um processo contra o primeiro-ministro do país, Hun Sen, por conta de comentários difamatórios feitos por este em abril de 2009. Subsequentemente, Hun Sen abriu um contra-processo contra Mu Sochua, também por difamação. Chhunny Chhean nos dá uma amostra melhor do que está acontecendo no Camboja. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/chhunny-chhean/">Chhunny Chhean</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/05/14/cambodia-activist-parliamentarian-may-drop-lawsuit-against-prime-minister/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><a href="http://musochua.org/?page=story">Mu Sochua</a> [En] é uma <a href="http://ki-media.blogspot.com/2009/05/women-call-for-third-world-rights-mu.html">ativista internacionalmente reconhecida</a> [En] e membro da Assembléia Nacional do Camboja pelo <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sam_Rainsy_Party">Partido Sam Rainsy</a> [En]. Ela recentemente abriu um processo contra o primeiro-ministro do país, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hun_Sen">Hun Sen</a> [En], por conta de comentários difamatórios feitos por este em abril de 2009. Subsequentemente, Hun Sen abriu um contra-processo contra Mu Sochua, também por difamação.</p>
<p><a href="http://ki-media.blogspot.com/2009/04/mu-sochua-battles-pm-in-filings.html">KI Media</a> [en] publicou um artigo do Phnom Penh Post detalhando o contra-processo de Hun Sen:</p>
<blockquote><p>[G]overnment lawyer Ky Tech, representing Hun Sen, filed a countersuit. Ky Tech claims he might seek as much as 10 million riels (US$2,427) in damages from Mu Sochua and other, unspecified involved persons for the defamation of his client in the press conference last Thursday.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;O advogado do governo, Ky Tech, representando Hun Sen, entrou com um contra-processo. Ky Tech afirma que vai pedir por volta de 10 milhões de riels (US$ 2,427) por danos causados por Mu Sochua e outras pessoas não especificadas por conta da difamação de seu cliente na coletiva de imprensa ocorrida na última quinta-feira.&#8221;</div>
<p>Em contraste, Mu Sochua está pedindo 500 riels (aproximadamente 13 centavos de dólar) em seu processo.</p>
<p>O blogue <a href="http://cambodianbrightfuture.blogspot.com/2009/05/as-i-walk-to-prison-letter-from-mu.html">Cambodian Bright Future</a> [en] publicou uma carta na qual Mu Sochua escreve:</p>
<blockquote><p>Within days my parliamentary immunity will be lifted so the court can “investigate” my case. This is normal procedure for politicians from the opposition party or human rights activists or the poor who cannot bribe court officials. I will be detained in the notorious prison of “Prey Sar” for as long as the courts wish to take…Is the world still watching in silence while Cambodia is now ruled by one man?</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Em alguns dias minha imunidade parlamentar será suspensa para que a corte possa &#8216;investigar&#39; o meu caso. Este é o procedimento normal para políticos do partido de oposição ou ativistas dos direitos humanos ou para os pobres que não podem subornar os oficiais da corte. Eu serei detida na notória prisão de &#8216;Prey Sar&#39; por tanto tempo quanto a corte desejar&#8230; Será que o mundo ainda está assistindo em silêncio enquanto o Camboja é hoje governado por um único homem?&#8221;</div>
<p>O blogue <a href="http://detailsaresketchy.wordpress.com/2009/04/20/mu-sochua-vs-hun-sen/">Details are Sketchy</a> [en] ecoa os pensamentos de Mu Sochua:</p>
<blockquote><p>Considering that Prime Minister Hun Sen owns the courts, [a defamation suit] seems unlikely. But good luck. It would make for an interesting two seconds — about how long the court is likely to take before it throws the case out.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Considerando que o primeiro-ministro Hun Sen é dono das cortes, [um processo por difamação] parece improvável. Mas, boa sorte. Vai ao menos nos trazer uns dois segundos interessantes &#8212; que vão ser o tempo necessário que a corte provavelmente vai levar para jogar o caso fora.&#8221;</div>
<p>Mu Sochua foi recentemente convidada no <a href="http://www.voanews.com/khmer/2009-05-08-voa3.cfm">VOA Khmer</a> [en], onde ela anunciou que ela está pensando em retirar seu processo.</p>
<p>&#8220;Para proteger o país, se os dois lados concordarem em retirar os processos, eu irei concordar,&#8221; disse Mu Sochua.</p>
<p>O <a href="http://www.hrw.org/en/news/2009/05/05/cambodia-end-threats-opposition-lawmaker">Human Rights Watch</a> (Observatório dos Direitos Humanos) [en] apóia Mu Sochua e está pedindo por mais apoio do resto do mundo.</p>
<p>Mu Sochua foi recentemente entrevistada pela Equitycam.tv sobre a situação das mulheres na política do Camboja. Sua entrevista é a segunda, logo após a entrevista da legisladora Men Sam On.</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/6dGgnPkkOzs&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/6dGgnPkkOzs&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Egito: Revelados planos para filme denunciando assédio sexual</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/30/egito-revelados-planos-para-filme-denunciando-assedio-sexual/</link>
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		<pubDate>Thu, 30 Apr 2009 15:46:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arabic]]></category>
		<category><![CDATA[Egypt]]></category>
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		<category><![CDATA[Feature]]></category>
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		<description><![CDATA[Depois do sucesso do Dia Sem Assédio Sexual no Egito, a blogueira egípcia Asser Yasser convidou as leitoras a compartilharem o que pensam sobre o assunto. Mulheres e jovens serão filmadas durante o seu dia a dia, para que as diferentes formas de assédio ao qual são submetidas sejam registradas. Marwa Rakha traz mais informações.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/marwa-rakha/">Marwa Rakha</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/04/29/egypt-sexual-harassment-unveiled/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>Depois do sucesso do <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/04/13/egypt-april-18-declared-anti-harassment-day/">Dia Sem Assédio Sexual no Egito</a> [en], a blogueira <span id="FSGcaller1" style="width: 100%;"><span class="FSG_texto">egípcia </span></span><em><a href="http://amyasser.blogspot.com/">Asser Yasser</a></em> convidou as leitoras a compartilharem o que pensam sobre o assunto.</p>
<p><em>Asser </em><a href="http://amyasser.blogspot.com/2009/04/blog-post_26.html">escreveu</a>:</p>
<blockquote>
<div class="arabic">بنعمل فيلم تسجيلى إستقصائى بالجهود الذاتية يهدف لرصد ظاهرة التحرشات فى الشارع المصرى</p>
<p>الفيلم لا يتبع أى جهة رسمية أو قناة فضائية أو محلية ولا أى مركز ابحاث</p>
<p>*******</p>
<p>طبيعة الفيلم تقوم على متابعة عدد من الفتيات والسيدات على الطبيعة أثناء سيرهم فى الشارع بالكاميرا</p>
<p>لمدة 5 دقائق .. وتصوير المضايقات التى يمكن أن يتعرضن أثناء سيرهن فى الشارع على الطبيعة</p>
<p>ثم يتم حصر عدد المضايقات بالنسبة لعدد الفتيات أو السيدات محل الدراسة</p>
<p>*******</p>
<p>مطلوب متطوعات لتصوير الفيلم</p>
<p>*******</p></div>
</blockquote>
<div class="translation">Estamos trabalhando no momento  em um documentário independente para monitorar e gravar casos de assédio sexual nas ruas do Egito. O documentário não é parte de nenhuma entidade social, local ou canal de TV, nem de nenhuma entidade de pesquisa.</p>
<p>O documento  terá como base o acompanhamento de um número de mulheres enquanto elas andam nas ruas. Nosso objetivo é filmar as formas de assédio as quais elas estão expostas quando saem. Mais tarde, essas formas de assédio serão categorizadas e estudadas de maneira independente.</p>
<p>Precisamos de voluntárias!</p></div>
<div id="attachment_71767" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px;"><a rel="attachment wp-att-71767" href="http://pt.globalvoicesonline.org/?attachment_id=71767"><img class="size-medium wp-image-71767" title="Egyptian women join hands against harassment" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/04/s4200918212134-300x157.jpg" alt="Egyptian women join hands against harassment" width="300" height="157" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">Mulheres <span id="FSGcaller1" style="width: 100%;"><span class="FSG_texto">egípcias </span></span>dão as mãos contra o assédio</p>
</div>
<p>O ativista também divulgou fotos (veja acima) e detalhes das atividades realizadas no dia contra o assédio <a href="http://amyasser.blogspot.com/2009/04/18_21.html">aqui</a>.</p>
<p>O chamamento de <em>Asser </em>contou com  várias respostas, sendo que a mais interessante foi uma postagem em solidariedade à causa no blogue <a href="http://harassmentsinarabworld.blogspot.com/2009/04/mass-sexual-misconduct.html">Wandering Scarab</a>, de  uma mulher <span id="FSGcaller1" style="width: 100%;"><span class="FSG_texto">egípcia </span></span>morando no Canadá:</p>
<blockquote><p>When I was living in Egypt, in the early 90s, I was subjected to sexual harassment on a daily basis. From the clerk at the grocery store all the way to the guy taking my order for pizza delivery, sexual harassment in Egypt is very common. Some behaviors that constitute sexual misconduct in Western societies are even completely acceptable in Egypt such as whistling and verbal abuse of women passing by. As women, we are often taught that there is something wrong with us and that perhaps we give the wrong signals or do something to attract the attention of sexual predators. Nothing could be farther from the truth. I recall some of the things I&#39;ve experienced - some of them funny, some scary.</p>
<p>The average Egyptian girl, including myself, suffers sexual abuse almost constantly as a normal part of her life.</p></blockquote>
<div class="translation">Quando eu morava no Egito, no início dos anos 90, sofria assédio sexual diariamente. Do balconista da mercearia até o entregador de pizza, o assédio sexual no Egito é muito comum. Além disso, alguns comportamentos que são considerados má conduta sexual em sociedades ocidentais são totalmente aceitáveis no Egito, como assobios e abuso verbal a mulheres que passam na rua. Como mulheres, muitas aprendemos que há algo errado com a gente, e que talvez a gente passe os sinais errados ou faça alguma coisa para atrair a atenção dos predadores sexuais. Nada poderia estar mais longe da verdade. Lembro de algumas das coisas que passei - algumas vezes engraçados, outras assustadoras.</p>
<p>A garota <span id="FSGcaller1" style="width: 100%;"><span class="FSG_texto">egípcia </span></span>mediana, incluindo eu própria, sofre abuso sexual quase constantemente como uma parte normal da vida.</div>
<p><a href="http://harassmentsinarabworld.blogspot.com/2009/04/mass-sexual-misconduct.html">A postagem</a> continua com mais detalhes sobre assédio, em inglês e árabe.</div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>México: Femicídios não solucionados ao longo da fronteira</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/06/mexico-femicidios-nao-solucionados-ao-longo-da-fronteira/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/06/mexico-femicidios-nao-solucionados-ao-longo-da-fronteira/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2009 20:41:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Nemer Neto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=2585</guid>
		<description><![CDATA[Violência ao longo da fronteira entre os Estados Unidos e o México alcançou níveis alarmantes. Os assassinatos em cidades fronteiriças como Ciudad Juárez já totalizam 400 nos dois primeiros meses de 2009. Não são só aqueles envolvidos no tráfico de drogas que viram vítimas dos sequestros e assassinatos, as mulheres jovens se tornaram vítimas desta crise.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/eduardo-avila/">Eduardo Avila</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/luiznemer/'>Luiz Nemer Neto</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/26/mexico-unsolved-feminicide-along-the-border/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Violência ao longo da fronteira entre os Estados Unidos e o México alcançou níveis alarmantes. Os assassinatos em cidades fronteiriças como <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ciudad_Juarez">Ciudad Juárez</a> já totalizam 400 nos dois primeiros meses de 2009. Não são só aqueles envolvidos no tráfico de drogas que viram vítimas dos sequestros e assassinatos, as mulheres jovens se tornaram vítimas desta crise.</p>
<p>Segundo a <a href="http://www.amnestyusa.org/document.php?id=5AB197BCEE37D92D80256FB600689A74&amp;lang=e">Anistia Internacional</a>, mais de 370 mulheres foram assassinadas nas cidades de Juárez e Chihuahua &#8220;sem as autoridades terem tomado medidas adequadas para investigar e resolver o problema.&#8221; Esta crise, muitas vezes chamada <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Feminicide">femicídio</a>, tem sido um motivo para as organizações e os blogs irem a Internet para ajudar a sensibilizar para a situação das vítimas e suas famílias.</p>
<p>Organizações estão exigindo justiça e uma ação mais efetiva das autoridades locais e nacionais. <a href="http://www.mujeresdejuarez.org/">Nuestras Hijas de Regreso a Casa [es]</a> (Deixem Nossas Filhas Retornarem pra Casa) é uma organização sediada na Ciudad Juárez co-fundada pela mãe e pela professora de Lilia Alejandra Garcia Andrade, que foi sequestrada e encontrada morta em 2001. A organização escreve em seu blog sobre <a href="http://nuestrashijasderegresoacasa.blogspot.com/">a situação em que muitas famílias vivem [es]:</a></p>
<blockquote><p>En Ciudad Juárez desaparecen mujeres y no se vuelve a saber más de ellas, a menos que sus raptores decidan hacer aparecer sus cuerpos sin vida y con evidencias claras de haber sido brutalmente torturadas y asesinadas, violadas de manera tumultuaria y arrancadas partes de su cuerpo o quemadas. Es un dolor terrible para esta sociedad. ¿No hay nada que mueva a quienes pueden hacer algo al respecto?</p>
<p>La desesperación y miedo de las familias de vivir en tal inseguridad al ver a las hijas salir del hogar sin saber si van a regresar, no son motivo que afecte la voluntad de nadie de poner un freno a estos hechos.</p>
<p>A la fecha estos crímenes están impunes, y a las mujeres desaparecidas nadie las busca… y los asesinatos y desapariciones continúan sin que a la fecha haya responsable alguno.</p></blockquote>
<div class="translation">Na Ciudad Juárez as mulheres desaparecem e não são vistas de novo, a não ser que seus sequestradores decidam aparecer com os corpos delas sem vida e com evidências claras de terem sido brutalmente torturadas e assassinadas, violadas por grupos e com partes de seu corpo arrancadas ou queimadas. É uma dor terrível para essa sociedade. Não existe algo que possa pressionar aqueles que são capazes de fazer alguma coisa?</p>
<p>O desespero e o medo das famílias que vivem tal insegurança quando eles veem suas filhas saírem de casa sem saber se retornarão não são razão para afetar a vontade de ninguém de pôr fim nestes incidentes.</p>
<p>Até agora, esses crimes passaram impunes, e ninguém está procurando as mulheres desaparecidas&#8230;e os assassinatos e sequestros continuam sem ninguém ser responsabilizado.</p></div>
<p>A organização tem <a href="http://contraelfeminicidio.blogspot.com/2008/06/apoyo-nuestras-hijas-de-regreso-casa.html">recebido ameaças [es]</a> pelo seu trabalho para pôr fim aos assassinatos, de acordo com o blog Contra el Feminicidio en México [es] (Contra o Femicídio no México).</p>
<p>A cineasta e videoblogger mexicano-americana Zumla Aguiar, que bloga no <a href="http://chicanafeliz.com/vlog/">Chicana Feliz</a>, teve um interesse especial nesta história e trabalhou estreitamente com a organização para produzir o documentário &#8220;Juárez Mothers Fight Feminicide” (A Luta das Mães de Juárez contra o Femicídio) que é licenciado sob uma licença Creative Commons. <a href="http://blip.tv/users/view/chumitas#93533">A descrição do filme diz:</a></p>
<blockquote><p> The video does not try to pound you over the head with more information. It basically looks at the opinions of the mothers in regards to what was the final story with each case. Interviewed are mothers from all social strata but this film points out that the pain is equal and all valid emotions. The fact that the “women are poor” is pointed out by Marisela Ortiz from Nuestras Hijas de Regreso a Casa as a reason why nobody does anything about these murders.</p></blockquote>
<div class="translation">O vídeo não tenta encher sua cabeça com mais informações. Ele basicamente examina as opiniões das mães em relação ao que foi a história final em cada caso. Os entrevistados são mães de todos os estratos sociais, mas este filme mostra que a dor é igual e todas as emoções reais. O fato das &#8220;mulheres serem pobres&#8221; é apontado por Marisela Ortiz de Nuestras Hijas de Regreso a Casa como uma razão do porquê ninguém faz nada sobre esses assassinatos.</div>
<p style="text-align: center;"><object width="480" height="390" data="http://blip.tv/play/AYXbQdVV" type="application/x-shockwave-flash"><param name="src" value="http://blip.tv/play/AYXbQdVV" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Outra organização, <a href="http://www.decadacontralaimpunidad.blogspot.com/">Red Solidaria Década Contra la Impunidad [es]</a> (Década Rede de Solidariedade Contra a Impunidade) usa seu blog para compartilhar notícias sobre as suas atividades na luta contra as violações dos direitos humanos, incluindo os assassinatos de jovens mulheres da Ciudad Juárez, Chihuahua e de outras partes do México.</p>
<p>A organização internacional <a href="http://witness.org/">Witness</a> tem usado a mídia cidadã para aumentar a sensibilização e recolher assinaturas para uma petição que apresentou ao presidente do México, Felipe Calderón.</p>
<p>Em 2003, em conjunto com a <a href="http://www.cmdpdh.org/">Mexican Commission for the Defense and Promotion of Human Rights [es] (CMDPDH)</a> - Comissão Mexicana pela Defesa e Promoção dos Direitos Humanos -, eles produziram um curta metragem chamado <a href="http://hub.witness.org/dualinjustice">Dual Injustice</a> (Dupla Injustiça). A história está focada no desaparecimento de Neyra Cervantes em Chihuahua, que desapareceu em maio de 2003 e seu primo, David Meza, que foi torturado até confessar o assassinato dela.</p>
<p>Mesmo com o corpo de Cervantes recuperado e Meza solto após ser preso injustamente, os responsáveis por sua morte ficaram impunes. Witness está continuando a sua campanha através de uma <a href="http://salsa.democracyinaction.org/o/600/t/6233/petition.jsp?petition_KEY=1193">petição</a>, que será apresentada ao Presidente Calderón pelo fundador da Witness, Peter Gabriel, outras celebridades mexicanas e pela mãe de Neyra Cervantes. Alguns blogescrevem sobre as suas lutas, mas também sobre sua a esperança [es]ueiros mexicanos também estão escrevendo sobre a apresentação da petição, como no blog <a href="http://resistechihuahua.blogspot.com/2009/03/peter-gabriel-exige-esclarecimiento-de.html">Resiste Chihuahua [es]</a>.</p>
<p>Como a situação ao longo da fronteira continua alarmante e com muitos crimes não resolvidos, as mulheres da organização May Our Daughters Return Home <a href="http://nuestrashijasderegresoacasa.blogspot.com/2008/03/nosotras.html">escrevem sobre as suas lutas, mas também sobre sua a esperança [es]</a>:</p>
<blockquote><p>Las familias que participamos en este movimiento hemos convertido en fuerza nuestro dolor. Después de enfrentarnos, además del brutal asesinato de nuestras hijas, a la ineptitud, intransigencia, encubrimiento, corrupción, a la más indiferente actitud de funcionarios y autoridades.</p>
<p>Nos resulta complicado expresar con palabras el dolor desgarrador de saber asesinadas en tales circunstancias a nuestras jóvenes hijas, en un inmenso sufrimiento que no se extingue, y no podemos evitar las lágrimas cada vez que pensamos en ellas o miramos sus objetos personales y sus fotos. Nos angustia y crece nuestro suplicio al imaginar cómo pudieron ser los últimos momentos de nuestras hijas asesinadas a base de torturas y vivimos sin vivir…</p>
<p>Mantenemos la esperanza de que algún día la justicia para la desaparición y muerte prematura de nuestras hijas sea posible, ya que sería la única forma de recuperar nuestra propia vida. Solidaridad para quienes, sin ser nuestras compañeras, comparten ahora mismo la pena de haberles arrancado un pedazo de su vida.</p></blockquote>
<div class="translation">As famílias que participam neste movimento tornaram nossa dor em nossa força. Depois de enfrentar, além do assassinato brutal de nossas filhas, a incompetência, teimosia, o encobrimento da verdade, a corrupção e as atitudes indiferentes das autoridades.</p>
<p>É difícil expressar a nossa dor dilacerante em palavras, sabendo que as nossas filhas foram assassinadas nessas circunstâncias, é um sofrimento imenso que não acaba, e não podemos conter as lágrimas cada vez que pensamos nelas ou vemos as suas coisas pessoais e suas fotos. Nossa angústia e sofrimento crescem quando imaginamos como devem ter sido os últimos momentos de nossas filhas assassinadas com a tortura e nós vivemos sem viver&#8230;</p>
<p>Nós mantemos a nossa esperança de que algum dia a justiça será feita pelo desaparecimento e pela morte prematura de nossas filhas, essa seria a única forma de recuperar nossas próprias vidas. Há solidariedade para aqueles que, mesmo os que não são nossos companheiros, compartilham suas próprias tristezas de perder uma parte de suas próprias vidas.</p></div>
]]></content:encoded>
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		<title>Angola: Celebrando o mês da mulher angolana com poesia</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/17/angola-celebrando-o-mes-da-mulher-angolana-com-poesia/</link>
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		<pubDate>Tue, 17 Mar 2009 09:48:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claraonofre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Março é um mês de celebração em dobro para as mulheres angolanas: além de ser o mês do Dia Internacional das Mulheres, o Dia da Mulher Angolana é celebrado em 2 de março em homenagem a quatro mulheres que lutaram pela independêncua de Angola. Os blogueiros celebram a data publicando poemas e homenageando aquela mulher que sofre, ama e luta de sorriso aberto e garra no olhar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/clara-onofre/">Clara Onofre</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/claraonofre/'>claraonofre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/17/angola-celebrating-angolan-womens-day-with-poetry/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Estamos no mês de Março. Mês de cariz feminino e <a href="http://globalvoicesonline.org/specialcoverage/international-womens-day-2009/">dedicado às mulheres deste mundo</a> [en]. Mas também dedicado à mulher angolana. Aquela que sofre, ama e luta de sorriso aberto e garra no olhar. Mês das <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/11/02/angola-zungueiras-enfrentam-vida-dura-com-dignidade-e-coragem/">mulheres zungueiras</a> que carregam a mercadoria na cabeça e os filhos às costas. Mês da mulher empresária que desbrava caminho nesta sociedade machista e implacável. Março - mulher. Da esposa <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/01/18/angola-aumento-da-violencia-domestica-ou-da-conscientizacao/">espancada por um marido</a> sem alma. Março. Mês dedicado a estas mulheres e a todas as outras que fazem de Angola um país mais forte e mais caloroso.</p>
<p>Celebra-se o Dia da Mulher Angolana a 2 de Março, devido à coragem de quatro mulheres que lutaram pela independência de Angola (Deolinda Rodrigues, Irene Cohen, Engrácia dos Santos e Lucrécia Paim) e que supostamente foram capturadas numa emboscada armada pela FNLA (Frente Nacional de Libertação de Angola), no norte de Angola. Foram presas e mortas, mas os nomes destas mulheres continuam presentes na memória dos angolanos.</p>
<p>Como seria de prever, os blogues angolanos não deixaram passar esta data em branco. No blogue  <em><a href="http://condedeangola.blogs.sapo.pt/2243.html">Conde de Angola</a></em> o autor faz um retrato fiel da mulher angolana e dá início à sua prosa com um bonito poema de Décio Mateus Bettencourt:</p>
<blockquote><p>“O miúdo nas costas, faminto</p>
<p>O sol queimando</p>
<p>O sol assando</p>
<p>O miúdo nas costas, faminto de alimento</p>
<p>As moscas acariciando-o</p>
<p>E o lixo distraindo-o!</p>
<p>A zungueira zunga, cansada</p>
<p>Na cabeça, o negócio e o sustento</p>
<p>E nos pés empoeirados</p>
<p>O cansaço dos quilómetros galgados</p>
<p>O cansaço da distância percorrida</p>
<p>A zungueira zunga, o miúdo nas costas faminto!”</p>
<p>Este pequeno excerto do poema de Bettencourt retrata o “espírito guerreiro” das mulheres angolanas, também conhecidas por zungueiras. Começo assim o texto desta semana, dedicado a todas as mulheres de Angola, que no passado dia 2 de Março receberam homenagem com a comemoração do Dia da Mulher Angolana… e bem que elas o merecem, são umas autênticas leoas, especialmente as mulheres do pré-guerra. Gordas, magras, altas, baixas, convencem pela conversa transformando um perfume da Avon num perfume Channel. Em média têm sete filhos cada uma, há quem diga que este fenómeno se deva ao facto de só cerca de 6% usarem métodos contraceptivos, o certo é que a programação da TPA (Televisão Pública de Angola) também não ajuda a que este número baixe e por outro lado temos o ego masculino que pode ser rejeitado socialmente senão procriar. Enfim, é tudo a ajudar.</p>
<p>Longe estão os tempos em que o ganha-pão era responsabilidade só dos homens. Agora a sobrevivência passa a ser uma questão de igualdade, mas onde a mulher carrega tudo: carrega a criança às costas, muitas vezes carrega uma às costas e outra dentro da barriga, carrega as robustas cargas para a venda do dia, carrega o sol na cabeça quando sai e retorna com ele, carrega a ingratidão do marido com os copos, carrega as lamentações das crianças, carrega, carrega, carrega…”</p></blockquote>
<p><a href="http://spindola.blogspot.com/2007/03/dia-internacional-da-mulher.html">António Spíndola</a> expôs a sua opinião sobre este dia, realçando a importância e a luta travada pelas mulheres angolanas:</p>
<blockquote><p>“Em Angola as mulheres pretendem chamar a atenção para o seu papel e a sua dignidade, bem como levar a sociedade a ter uma consciência social do valor da pessoa, a perceber o seu papel e contestar e rever preconceitos e limitações que têm sido impostos à mulher. Como mães, esposas, filhas, ou simplesmente como mulheres, elas têm lutado pela sua emancipação, combatendo o analfabetismo e os actos de violência no género e na família. Elas estão, sobretudo, firmemente inseridas no processo de reconciliação e reconstrução nacional”.</p></blockquote>
<p>E para terminarmos este texto dedicado à mulher angolana, eis um poema retirado do blogue <a href="http://patriciaguinevere.blogspot.com/2009/03/apenas-um-dia-internacional-da-mulher.html"><em>Universal</em></a>:</p>
<blockquote><p>“Aguardo sempre a infinita espera da demora<br />
Como na magia das margens do meu céu<br />
desespera um anjo</p>
<p>Nunca esquecerei o meu gesto de ternura<br />
Sempre dedicado ao meu filho<br />
no longínquo abandonado<br />
Por promessas que nunca serão cumpridas</p>
<p>Nunca esquecerei as esperas<br />
das minhas incontáveis bichas</p>
<p>Filas humanas para conseguir o essencial<br />
de todos os dias<br />
Séculos e séculos desesperados<br />
para me afirmar como mulher</p>
<p>Com dignidade de escrava<br />
habituei-me a suportar<br />
Os desprezos que sobre mim tem lançado<br />
E nesta condição humana provocada<br />
Renasce-me a negra existência<br />
e medito, reafirmo:</p>
<p>Sou negra como o sol castanho<br />
amarelecido das tardes<br />
Como o luar das noites, naturais<br />
Manchada das alvas amarelas do anual<br />
malmequer</p>
<p>Porque sou bela, como o amanhecer<br />
de todos os dias<br />
Sou negra, digna descendente<br />
da nobreza africana”</p></blockquote>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/ccarriconde/41780054/"><img class="alignnone size-full wp-image-2347" title="euridicedeangola" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/euridicedeangola.jpg" alt="euridicedeangola" width="499" height="370" /></a><br />
Foto de uma angolana chamada Eurídica, tirada pela usuária do Flickr <a href="http://www.flickr.com/photos/ccarriconde/">ccarriconde</a> publicadas no Global Voices com permissão da autora.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Vídeo: Homenageando as Mulheres em seu Dia Internacional</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/09/video-homenageando-as-mulheres-em-seu-dia-internacional/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 Mar 2009 01:05:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elisa Thiago</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Comemora-se o <a href="http://www.internationalwomensday.com/about.asp">Dia Internacional das Mulheres</a> [En] desde os primórdios dos anos 1900: no princípio, como um lembrete dos erros cometidos contra o gênero feminino e a longa e árdua batalha necessária para se alcançar igualdade e  lutar pelos direitos das mulheres. Entretanto, nos últimos anos, muitos dos pontos originais do conflito foram resolvidos e na atualidade o dia é usado para comemorar as melhorias positivas no lugar de ser um lembrete dos episódios ruins. E através de poesia, passeatas e canções, veremos como as pessoas ao redor do mundo realizam exatamente isto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juliana-rincon-parra/">Juliana Rincón Parra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/elisathiago/'>Elisa Thiago</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/08/video-celebrating-women-on-their-international-day/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div class="wp-caption alignleft" style="width: 250px"><a href="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/flower.jpg"><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/flower.jpg" alt="A Cactus Flower for Capt. Suresh, por http://www.flickr.com/photos/kkoshy/" width="240" height="240" /></a><p class="wp-caption-text">&quot;A Cactus Flower for Capt. Suresh&quot;, por http://www.flickr.com/photos/kkoshy/</p></div>
<p>Comemora-se o <a href="http://www.internationalwomensday.com/about.asp">Dia Internacional das Mulheres</a> [En] desde os primórdios dos anos 1900: no princípio, como um lembrete dos erros cometidos contra o gênero feminino e a longa e árdua batalha necessária para se alcançar igualdade e  lutar pelos direitos das mulheres. Entretanto, nos últimos anos, muitos dos pontos originais do conflito foram resolvidos e na atualidade o dia é usado para comemorar as melhorias positivas no lugar de ser um lembrete dos episódios ruins. E através de poesia, passeatas e canções, veremos como as pessoas ao redor do mundo realizam exatamente isto.</p>
<p>O <a href="http://www.youtube.com/user/MIDEPLANTV">Ministério do Planejamento chileno</a> [Sp]  aventura-se no uso da internet online para fazer sua Campanha pelo Dia das Mulheres, e para o dia de hoje, nos traz um poema lido por várias mulheres. O poema é o Ode à Lavadeira, de Pablo Neruda, que nos pinta a imagem de uma mulher que lava roupa à noite para ganhar a vida, tendo uma vela acesa e a lua como companheira:</p>
<blockquote><p>La nocturna<br />
lavandera<br />
a veces<br />
levantaba<br />
la cabeza<br />
y ardían en su pelo<br />
las estrellas<br />
porque<br />
la sombra<br />
confundía<br />
su cabeza<br />
y era la noche, el cielo<br />
de la noche<br />
la cabellera<br />
de la lavandera,<br />
y su vela<br />
un astro<br />
diminuto<br />
que encendía<br />
sus manos<br />
que alzaban<br />
y movían<br />
la ropa,<br />
subiendo<br />
descendiendo,<br />
enarbolando<br />
el aire, el agua,<br />
el jabón vivo,<br />
la magnética espuma.</p></blockquote>
<div class="translation">A lavadeira<br />
noturna<br />
às vezes<br />
levantava<br />
sua cabeça<br />
e ardiam em seus cabelos<br />
as estrelas<br />
porque<br />
a sombra<br />
confundia<br />
sua cabeça<br />
e era noite, o céu<br />
da noite<br />
o cabelo<br />
da lavadeira,<br />
e sua vela<br />
uma estrela<br />
minúscula<br />
que iluminava<br />
suas mãos<br />
que erguia<br />
e mexia<br />
as roupas,<br />
subindo,<br />
descendo,<br />
agitando<br />
o ar, a água<br />
o sabão vivo,<br />
a espuma magnética.</div>
<p><object width="425" height="349" data="http://www.youtube.com/v/YlqLr-ATxwI&amp;rel=0&amp;border=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;hl=es&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/YlqLr-ATxwI&amp;rel=0&amp;border=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;hl=es&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>No Perú, mulheres membros da Colective Canto a la Vida [Cooperativa Canto à Vida] marcharam em Lima, exigindo o respeito aos direitos das mulheres assim como aos direitos sexuais e reprodutivos: o direito a abortos terapêuticos, contra as esterelizações forçadas e pelo acesso à Pílula do Dia Seguinte.</p>
<p><object width="425" height="349" data="http://www.youtube.com/v/2YuEYj-liC8&amp;rel=0&amp;border=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;hl=es&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/2YuEYj-liC8&amp;rel=0&amp;border=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;hl=es&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>As mulheres peruanas não são as únicas a marchar. Neplanews.com, um canal nepalês de notícias online também nos conta sobre uma caminhada organizada por mulheres na capital, Kathmandu:</p>
<p><object width="425" height="349" data="http://www.youtube.com/v/7olzUdQX0I0&amp;rel=0&amp;border=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;hl=es&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/7olzUdQX0I0&amp;rel=0&amp;border=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;hl=es&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>E por último, mas não menos importante, o cantor bielorrusso, Dmitry Koldum, um concorrente do Eurovision 2007, colocou na rede um vídeo de si próprio cantanto uma canção para &#8220;todas as garotas do mundo&#8221;, no seu dia especial:</p>
<p><object width="425" height="349" data="http://www.youtube.com/v/gWkHqkePGsg&amp;rel=0&amp;border=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;hl=es&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/gWkHqkePGsg&amp;rel=0&amp;border=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00&amp;hl=es&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>A todas as mulheres do mundo, feliz Dia das Mulheres!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Bahrain: Advogada de Defesa Descarta Caso de Estupro como &#8220;Diversão Inocente&#8221;</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/06/bahrain-advogada-de-defesa-descarta-caso-de-estupro-como-diversao-inocente/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/06/bahrain-advogada-de-defesa-descarta-caso-de-estupro-como-diversao-inocente/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2009 03:02:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bahrain]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
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		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Um caso judicial envolvendo alegações de sequestro e estupro grupal de uma mulher chamou a atenção de alguns blogueiros de Bahrain quando estes violentos atos foram considerados como apenas "diversão inocente" pela advogada de defesa. Ayesha Saldanha, do Global Voices Oriente Médio nos conta um pouco mais sobre o que está se conversando a respeito na blogosfera bahraini.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/ayesha-saldanha/">Ayesha Saldanha</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/04/bahrain-defence-lawyer-dismisses-rape-as-harmless-fun/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Um caso judicial envolvendo alegações de sequestro e estupro grupal de uma mulher chamou a atenção de alguns blogueiros de Bahrain quando estes violentos atos foram considerados como apenas &#8220;diversão inocente&#8221; pela advogada de defesa.</p>
<p>A advogada, Fatima Al Hawaj, disse que os três jovens acusados de sequestrar e estuprar uma mulher filipina deveriam ser absolvidos, pois pessoas jovens frequentemente <a href="http://gulf-daily-news.com/Story.asp?Article=244784&#038;Sn=BNEW&#038;IssueID=31349">cometem crimes por &#8220;diversão&#8221;, sem qualquer intenção criminosa</a> [En]. <em>Coolred</em>, uma americana que vive no Bahrain, ficou <a href="http://coolred38.blogspot.com/2009/03/boys-will-be-boys.html">estarrecida</a> [En]:</p>
<blockquote><p>    I&#39;m wondering if that defense attorney, Fatima alHawaj, would be willing to subject herself to a gang rape and come out of it with the philosophy…”it was all a bit of harmless fun”? And I wonder if she would have said that if the victim had been a fellow Bahraini and not just a low class Filipino that are usually classed as “sexually available” to the Arabs they work for and among?</p>
<p>    I also took note of the fact that the “youths” in question were 19, 20, 21…I&#39;m curious as to why MEN of this age are always described as youths in the paper here whenever they commit such heinous crimes? […] Final note…with women defending men like this…women lawyers at that…with the phrase “harmless fun” the perpetuation of the belief that “boys will be boys” will never be cast aside and the action they undertook viewed exactly for what it is…a crime against a woman that has no doubt changed her life and will never be forgotten…but I dare say…if she hadnt been able to identify those 3 “boys” they would have tossed the memory of their night of harmless fun behind them and gotten a good nights sleep in the process.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Eu estou pensando se esta advogada de defesa, Fatima alHawaj, estaria disposta a se sujeitar a um estupro grupal e a permanecer depois disso com a filosofia&#8230; &#8216;foi apenas um pouco de diversão inocente&#8221;? E eu fico pensando se ela teria dito a mesma coisa se a vítima fosse outra mulher bahraini, e não apenas uma mulher filipina pobre, do tipo que costuma ser classificada como &#39;sexualmente disponível&#39; para os árabes para quem trabalham e com quem trabalham?</p>
<p>Também chamou minha atenção que os &#8216;jovens&#39; em questão tinham 19, 20, 21&#8230; e eu fico curiosa para saber por que HOMENS desta idade são sempre descritos como meninos nos jornais sempre que cometem crimes hediondos? [&#8230;] Como uma nota final&#8230; com mulheres defendendo homens como estes&#8230; advogadas, veja bem&#8230; usando a frase &#8216;diversão inocente&#39;, a perpetuação da crença de que &#8216;garotos sempre serão garotos&#39; nunca será colocada de lado e as ações destes garotos [nunca serão] vistas como exatamente aquilo que são&#8230; um crime contra uma mulher, que sem dúvida mudou a sua vida e nunca será esquecido&#8230; mas eu ouso dizer&#8230; se ela não tivesse conseguido identificar estes 3 &#8216;garotos&#39;, eles já teriam esquecido de sua noite de diversão inocente e já estariam dormindo muito bem enquanto isso.&#8221;
</p></div>
<p><em>Maldita</em>, uma blogueira filipina baseada no Bahrain, que bloga no Saving The World Together [Salvando O Mundo Juntos, em inglês], também está <a href="http://msmaldita.blogspot.com/2009/03/wow-apparently-raping-is-harmless-fun.html">enfurecida</a> [En]:</p>
<blockquote><p>
    How can gang-raping and robbing a defenseless woman be considered as “HARMLESS FUN”? Fine, they MAY have done it for the lack of better things to do in their free time and they do not have any small intent at all to commit a crime. BUT THAT IS NOT AN EXCUSE to go about grabbing women off the streets to add spice to their lives!</p>
<p>    True, young people often do crazy things for fun - a lot try their hand on shoplifting, some engage in road rages, others turn to drugs. The norm is young people try to commit minor misdemeanor that would usually end up with a stern reprimand from their guardians or inflict harm only among themselves. It is the misguided ones who goes for major stuff like this. Stuff that forcefully involves people who are innocently going on with their own lives. […] If these teenagers really did what they are accused of, how sad that a woman&#39;s life is now scarred for life with this horror…and yet there is the possibility that her assailants will walk free and not suffer the consequences of their actions.</p>
<p>    Don&#39;t get me started with screaming racism.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Como pode o estupro grupal e assalto a uma mulher indefesa ser considerado como &#8216;DIVERSÃO INOCENTE&#39;? Sim, eles PODEM ter feito isso por falta de coisas melhores para fazer com seu tempo livre e sem a menor intenção de estar cometendo algum crime. MAS ISSO NÃO É UMA DESCULPA para sair agarrando mulheres pelas ruas só para dar um tempero em suas próprias vidas!</p>
<p>É verdade que pessoas jovens muitas vezes fazem coisas loucas por pura diversão - alguns se arriscam a furtar lojas, outros se metem em badernas nas ruas, e outros se voltam para as drogas. É normal que pessoas jovens tentem cometer pequenos delitos que geralmente terminam com uma reprimenda séria de seus guardiões ou causam dano apenas entre eles. São os [jovens] desorientados que fazem coisas grandes como estas. Coisas que envolvem, a força, pessoas que estavam inocentemente cuidando só de suas vidas. [&#8230;] Se estes adolescentes realmente fizeram aquilo do que os estão acusando, é terrível que a vida de uma mulher esteja agora marcada para sempre com este horror&#8230; e ainda possível que seus algozes fiquem livres e não sofram em absoluto as consequências de seus atos.</p>
<p>Não vou nem começar a falar de racismo gritante.&#8221;</p></div>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Marrocos: Autora Marroquina-Americana Lança Primeiro Romance</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/06/marrocos-autora-marroquina-americana-lanca-primeiro-romance/</link>
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		<pubDate>Fri, 06 Mar 2009 02:39:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elisa Thiago</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Ao longo dos últimos anos, desde que seu primeiro livro, uma coleção de contos entrelaçados entitulados <em>Hope and Other Dangerous Pursuits</em> [Esperança e Outras Atividades Perigosas], havia sido publicado, Laila Lalami surge como um dos autores mais conhecidos do Marrocos. Como poucos trabalhos de escritores marroquinos são traduzidos para o inglês, e ainda menos trabalhos de mulheres escritoras, os livros de Lalami - escritos em inglês - preenchem um vazio que existe na ligação entre a literatura marroquina e o ocidente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/jillian-york/">Jillian York</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/elisathiago/'>Elisa Thiago</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/04/morocco-moroccan-american-author-releases-first-novel/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Ao longo dos últimos anos, desde que seu primeiro livro, uma coleção de contos entrelaçados entitulados <em>Hope and Other Dangerous Pursuits</em> [Esperança e Outras Atividades Perigosas], havia sido publicado, Laila Lalami surge como um dos autores mais conhecidos do Marrocos. Como poucos trabalhos de escritores marroquinos são traduzidos para o inglês, e ainda menos trabalhos de mulheres escritoras, os livros de Lalami - escritos em inglês - preenchem um vazio que existe na ligação entre a literatura marroquina e o ocidente.</p>
<p>Lalami é também uma blogueira que é frequentemente citada pelo Global Voices. Numa postagem recente, <a href="http://lailalalami.com/2009/secret-son-2/">deu voz a sua empolgação</a> [En] pela publicação de seu novo livro, <em>Secret Son</em> [Filho Secreto], e compartilhou uma imagem da capa:</p>
<blockquote><p>As the publishing date for Secret Son comes closer, I find myself struggling to keep up with everything that is happening in the background: tour events, promotional trailer, advance reviews, foreign editions, and so on. Here, for instance, is the final cover for the novel, with bigger fonts and a more streamlined look:</p></blockquote>
<div class="translation">À medida que a data de lançamento do Secret Son se aproxima, faço um esforço para me manter atualizada com tudo que está acontecendo nos bastidores: viagens para divulgação, trailer promocional, resenhas pré-lançamento, edições estrangeiras, e assim por diante. Aqui está, por exemplo, a capa final para o romance, com letras maiores e uma aparência mais enxuta:</p>
<p><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/secretson-193x300.jpg" alt="book cover" /></div>
<p><em>the a la menthe</em>, um blogueiro americano cujo foco principal é o Marrocos, também fez menção à publicação do livro de Lalami e <a href="http://www.williamsonday.com/morocco/archives/2009/03/debut-of-laila.html">compartilhou este trailer sobre o livro: </a>[En]</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/7NqUDzYKg7M&amp;rel=0&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/7NqUDzYKg7M&amp;rel=0&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>O livro estará disponível no mercado norte-americano a partir de 21 de abril de 2009.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Global: Hijablogs Estão na Moda</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/03/global-hijablogs-estao-na-moda/</link>
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		<pubDate>Tue, 03 Mar 2009 20:45:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Hijablogs são outra tendência global que está se espalhando pela blogosfera. Em todo o mundo, mulheres que optam por usar o hijab (a cobertura de cabeça feminina do Islã) estão decidindo blogar também sobre suas experiências, assim como sobre a moda, estilo de vida, experiências e questões políticas e religiosas que cercam as mulheres que usam o véu.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/jillian-york/">Jillian York</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/01/global-hijablogging-in-vogue/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Hijablogs são outra tendência global que está se espalhando pela blogosfera. Em todo o mundo, mulheres que optam por usar o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hijab">hijab</a> (a cobertura de cabeça feminina do Islã) estão decidindo blogar também sobre suas experiências, assim como sobre a moda, estilo de vida, experiências e questões políticas e religiosas que cercam as mulheres que usam o véu.</p>
<p>O blogue <em>The Hijablog</em> está liderando o movimento. Baseada na Noruega, a mulher por trás deste blogue escreve sobre tudo, desde questões políticas (como o recente <a href="http://thehijablog.wordpress.com/2009/02/21/thoughts-on-the-current-hijab-use-in-the-police-debate-in-norway/">debate sobre mulheres usando hijab que se juntaram à força policial norueguesa</a> [En]) até a <a href="http://thehijablog.wordpress.com/2008/12/13/cute-colorful-wedding-gowns/">moda para casamentos islâmicos na Malásia</a> [En]. Em um post recente, a blogueira fez <a href="http://thehijablog.wordpress.com/2008/12/11/islamic-wear-designer-itang-yunasz/">um perfil</a> [En] do estilista de moda indonésio Itang Yunasz:</p>
<blockquote><p>Itang Yunasz is a designer that used to create revealing gowns but then dissappeared for some years, to return with a comeback collection designed for veiled women. His designs were featured on the latest Islamic Fashion Festival.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Itang Yunasz é um desenhista de moda que costumava fazer alguns vestidos bem reveladores, mas que então desapareceu por algum tempo e depois retornou com uma coleção desenhada para mulheres que usam véu. Suas criações foram apresentadas no último Festival de Moda Islâmica.&#8221;</div>
<p><em>Muslima Maria</em> é um blogue cadandense que dá boas vindas a seus visitantes com a frase: &#8220;Bem vindos à minha jornada [de] hijab&#8230;&#8221; (&#8221;Welcome to my hijab journey&#8230;&#8221;). Em seu mais recente post, fica claro que a decisão de usar o hijab, que a blogueira tomou a quase oito meses atrás, foi de fato uma jornada. Ela <a href="http://muslimamaria.blogspot.com/2009/02/reflections-8-months-of-wearing-hijab.html">escreve</a> [En]:</p>
<blockquote><p>I don&#39;t know if this is the case for all women, but i think I discovered the core issue for why hijab is hard for most women - myself included. When you put on hijab you have no where to hide. You can&#39;t hide what you feel about yourself, all the things you dislike about yourself, all the character you feel you lack because you spend 25 years building a life revolved around beauty rather than building your character. You feel ugly, even though every woman I have seen looks better in hijab, your own feelings about your body, your face, your self esteem is laid bare before you. this is the challange a woman has when she decides to take on hijab. She has the challange of living in the world and not hiding behind her looks, her make up her hair, her clothes. There is nothing to distract the world from her character, from the words she says, the thoughts she expresses….and that is what is truely scary. It is scary to go from a world where you bat your eyes, toss your hair, and flash a smile and gain automatic acceptance, to a world where people are actually paying attention to what you say and how you say it. Its easy to hide all the things you think bad about yourself behind fashion, make up, jewlery, and hair styling. when you were hijab, you have to face yourself, your low self esteem, your poor body image, your feelings about your lack of character or how you think you are not interesting now that you don&#39;t use sexuality to attract attention. When you wear hijab you face your own demons inside - thats the hardest part.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Eu não sei se este é o caso de todas as mulheres, mas eu acho que descobrí o motivo central pelo qual o hijab é difícil para muitas mulheres - incluindo eu mesma. Quando você coloca o hijab, você não tem onde se esconder. Você não pode esconder o que você sente sobre você mesma, todas as coisas que você não gosta em si mesma, todo o caráter que você sente que te falta por ter passado 25 anos construindo uma vida que girava à volta da beleza em vez de estar investindo em seu próprio caráter. Você se sente feia, embora todas as mulheres que eu tenha visto fiquem mais bonitas de hijab, e seus próprios sentimentos sobre seu corpo, seu rosto, sua auto-estima ficam desnudos na sua frente. Este é o desafio enfrentado pelas mulheres quando elas decidem começar a usar o hijab. Elas tem pela frente o desafio de viver no mundo sem se esconderem por trás de suas aparências, suas maquiagens ou seus cabelos, ou suas roupas. Não há nada para distrair o mundo de seu caráter, das palavras que elas dizem, dos pensamentos que elas expressam&#8230; e é isso que é realmente assustador. É assustador ir de um mndo onde você maqueia seus olhos, escova seu cabelo, e apresenta um sorriso e ganha aceitação automática, para um mundo onde as pessoas estão realmente prestando atenção para aquilo que você diz e para como você o diz. É fácil esconder todas as coisas ruins que você pensa sobre si mesma por trás da moda, da maquiagem, das jóias e dos penteados. Mas quando você veste um hijab, você tem que encarar a si mesma, sua baixa auto-estima, sua imagem ruim de seu próprio corpo, seus sentimentos sobre a sua falta de caráter ou sobre como você pensa que você não é mais interessante agora que você não usa a sua sexualidade para atrair atenção. Quando você veste o hijab você enfrenta os seus próprios demônios dentro de você - e esta é a parte mais difícil.&#8221;</div>
<p>A blogueira de Nova Jérsei (EUA) que escreve o blogue <em>Is There Food On My Niqaab?</em> [En] <a href="http://istherefoodonmyniqaab.blogspot.com/2009/02/hijab-styles.html">pondera sobre o conceito de Salões de Hijab</a> em seu mais recente post:</p>
<blockquote><p>I&#39;m telling you, pretty soon you&#39;ll see HIJAB SALONS everywhere. A sister can go and have a hijab stylist come and wrap their hijab for them if they have a wedding or aqeeqah to go to, if they aren&#39;t practiced in tying a hijab in a fancy manner. Heck, you&#39;ll probably be able to go there and rent a hijab with a perfectly matching hijab pin! You can wear it out and then return it to the salon where it will be thoroughly washed and waiting for the next customer.</p>
<p>Sisters will sit in the back, waiting… flipping through magazines with hijab styles, doggy earing pages that they may consider for their look. They&#39;ll bring their outfit in a separate bag to have the hijab, underscarf, and pin properly matched with it. The hijab stylist will examine their facial structure and complexion and then go to work, forming huge ruffles, buns, and arrangements with the hijab, tying and draping it in every way possible. Maybe they&#39;ll need special hijab spray to make it stay in place and not flop! Perhaps there will also be a beautician as well to help with makeup and they&#39;ll offer a niqaab for you to wear out since you&#39;d be dolled up.</p>
<p>I can see it now… hmm…</p>
<p>By the way, if ANY of you jack my idea and open up a hijab salon I WILL come after you for 50% … at least! Hmph!</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Eu estou dizendo a vocês, muito em breve vocês verão SALÕES DE HIJAB em todos os lugares. Uma irmã poderá ir [até lá] e um(a) estilista de hijab virá e colocará para elas seu hijab quando elas tiverem que ir a um casamento ou a um aqeeqah (uma espécie de ritual de batismo islâmico. n.do.t.), se elas não tiverem prática em preder seu hijab de uma forma elegante. Puxa, você poderia até ir até lá e alugar um hijab com um alfinete que combinasse perfeitamente! Você poderia usá-lo e então devolvê-lo ao salão, onde ele seria cuidadosamente lavado e ficaria a espera da próxima cliente.</p>
<p>As irmãs se sentariam nos fundos, esperando&#8230; folheando revistas sobre estilos de hijab, dobrando as bordas das páginas que tivessem algum estilo interessante. Elas trariam suas roupas em uma sacola separada para conseguirem um hijab, um lenço-de-baixo (&#8221;underscarf&#8221;) e um alfinete que combinassem com elas. O estilista de hijab iria examinar a sua estrutura facial e compleição, e então se colocaria a trabalhar, produzindo grandes volteios, volumes e arranjos com o hijab, amarrando e dobrando ele de todas as formas possíveis. Talvez eles precisassem de um spray especial para fazer com que o tecido ficasse no lugar, sem se dobrar! Talvez haja até um(a) esteticista para te ajudar com a maquiagem, e eles te ofereceriam até um niqaab para usar, já que você estaria toda embonecada.</p>
<p>Eu posso ver agora&#8230; hmmm&#8230;</p>
<p>Por falar nisso, se QUALQUER um de vocês gostar da minha idéia e abrir um salão de hijab EU IREI vir atrás de você para ganhar 50%&#8230; pelo menos! Humpf!&#8221;</p></div>
<p><em>HijabiStyle</em> é um blogue que captura uma miríade de estilos de hijab, assim como uma variedade de diferentes perspectivas femininas sobre o uso dele. Este vídeo foi <a href="http://hijabistyle.blogspot.com/2008/10/why-i-wear-hijab-one-sisters-reasons.html">recentemente postado</a> [En] no blogue:</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/BPdxHYAc9iM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/BPdxHYAc9iM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Além dos três mencionados acima, há vários outros blogues de blogueiras vestidas de hijab: <a href="http://hijabstyle.blogspot.com/"><em>Hijab Style</em></a> [En], <a href="http://projecthijab.blogspot.com/"><em>Hijabee </em></a>[En] e <em><a href="http://hijabicouture.blogspot.com/">Hijabi Couture</a></em> [En] são apenas uma amostra deles.</p>
<p><em>(a imagem de thumbnail é de Steve Evans, usuário <a href="http://www.flickr.com/people/babasteve/">babasteve</a> do Flickr, e é usada sob licença Creative Commons CC-SA-2.0. Fonte: <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:EFatima_in_UAE_with_niqab.jpg"> Wikipedia</a>)</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Saúde Global: Obama Suspende a &#8220;Regra Global da Mordaça&#8221;</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/09/saude-global-obama-suspende-a-regra-global-da-mordaca/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 Feb 2009 13:38:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elisa Thiago</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porJuhie Bhatia  &#183; Traduzido por Elisa Thiago &#183;  Veja o post original 
Em sua primeira semana de atuação, o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, suspendeu uma medida política conhecida, popularmente,  como  &#8220;Regra Global da Mordaça.&#8221; [en] A mudança está sendo aplaudida por grupos ligados aos direitos das mulheres e à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juhie-bhatia/">Juhie Bhatia</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/elisathiago/'>Elisa Thiago</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/02/05/global-health-obama-lifts-global-gag-rule/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img class="alignright" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/3237403039_a11fc4794f_m.jpg" alt="" />Em sua primeira semana de atuação, o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, suspendeu uma medida política conhecida, popularmente,  como  <a href="http://uk.reuters.com/article/usPoliticsNews/idUKTRE50M41O20090123?sp=true">&#8220;Regra Global da Mordaça.&#8221;</a> [en] A mudança está sendo aplaudida por grupos ligados aos direitos das mulheres e à saúde pública, pois restabelecerá, globalmente, a ajuda financeira aos programas internacionais de planejamento familiar.</p>
<p>A medida, também conhecida como a &#8220;Política da Cidade do México&#8221;, proibe que fundos do governo americano sejam encaminhados a equipes e clínicas de  planejamento familiar fora dos EUA que realizam ou promovem abortos ou que fazem lobby para sua legalização. Obama suspendeu a proibição um dia depois do 36º aniversário do Roe contra Wade, o caso que levou à legalização do aborto nos EUA. A norma foi criada em 1984 e, desde então, foi várias vezes revogada e aprovada pelos presidentes que se seguiram. Uma postagem no blog <em>South-South</em> <a href="http://ppdafrica.blogspot.com/2009/01/global-gag-rule-rescinded-today-by-us.html">explica</a> [en]:</p>
<blockquote><p>“The Global Gag Rule [also known as the “Mexico City Policy” or specifically, The Foreign Assistance Act of 1961 (22 U.S.C. 2151b(f)(1))] denied United States family planning funds to foreign NGOs that use their own private, non-U.S. dollars to counsel women, make referrals for abortion, or perform abortions. It even denied U.S. funds to NGOs that expressed support for laws to make abortion safe and legal. The Global Gag Rule was in effect from 1985 until 1993, when it was rescinded by President Clinton. President George W. Bush reinstated the policy in 2001, where it was in effect until Friday, 23 January 2009.”</p></blockquote>
<div class="translation">A Regra Global da Mordaça [também conhecida como a &#8220;Política da Cidade do México&#8221; ou, especificamente, a Lei de Assistência aos Países Estrangeiros de 1961 (22 U.S.C. 2151b(f)(1))] impede que os recursos da cooperação norte-americana para financiamento de atividades de planejamento familiar sejam transferidos a ONGs estrangeiras que utilizem seus dólares para dar assistência a mulheres, elaborar orientações para abortos ou realizar abortos.  Nega recursos americanos até mesmo para ONGs que expressaram seu apoio a leis que tornam o aborto uma prática segura e legal. A Regra Global da Mordaça teve validade de 1985 até 1993, quando foi rescindida pelo Presidente Clinton. O Presidente George W.Bush re-introduziu a medida em 2001, que permaneceu ativa até sexta, 23 de janeiro de 2009.</div>
<p>Críticos apelidaram a proibição de &#8220;Regra Global da Mordaça&#8221; pela maneira como ela restringe as equipes lá fora de participar da discussão sobre o aborto em seus países. <em>Texas in A</em><em>frica</em>, <a href="http://texasinafrica.blogspot.com/2009/01/gag-reflex.html">aponta para o fato</a> [en] de que um outro problema com a medida é que suas restrições são amplas demais.</p>
<blockquote><p>“The Global Gag Rule doesn&#39;t take a country&#39;s policies on abortion into account. Instead, it blocks funding from any organization that supports abortion rights anywhere in the world. That means if Planned Parenthood operates a clinic in rural Uganda that gives advice on family planning and provides prenatal screening, it loses funding when the Global Gag Rule is in effect because of its pro-choice stance on policies in the U.S. This happens regardless of the fact that abortion is illegal in Uganda unless it involves preserving the mother&#39;s life or health.<br />
When the Bush administration reinstated the Global Gag Rule in 2001, clinics all over Africa lost all of their funding. In many places, especially in Kenya and Ghana, it meant that tens of thousands of people lost their only access to health care. Period.”</p></blockquote>
<div class="translation">A Regra Global da Mordaça não leva em conta as políticas voltadas para o aborto de cada país. No lugar disso, bloqueia o financiamento para qualquer organização que dá apoio aos direitos ao aborto qualquer que seja o lugar no mundo. Significa dizer que se o Planned Parenthood [Paternidade Planejada] opera uma clínica na região rural da Uganda que oferece assistência em planejamento familiar e em exames pré-natal, ela perde o financiamento quando a Regra Global da Mordaça entra em operação por causa de sua postura pró-escolha das medidas políticas americanas. Isto ocorre a despeito do fato de que o aborto é ilegal na Uganda, a não ser quando é feito para preservar a vida ou a saúde da mãe.<br />
Quando o governo Bush re-introduziu a Regra Global da Mordaça em 2001, as clínicas por toda a África perderam todo o seu financiamento. Em muitos lugares, especialmente no Quênia e em Gana, isto significou a perda de acesso a cuidados médicos para milhares de pessoas. Ponto final.</div>
<p>Frente a esses fatos, muitos blogueiros estão elogiando a decisão de Obama e o impacto em potencial que terá nas questões de saúde reprodutiva e planejamento familiar pelo mundo afora. <em>Danie, Danie, Danie </em><a href="http://daniedaniedanie.blogspot.com/2009/01/president-obama-repealed-global-gag.html">acredita</a> [en] que deveríamos agradecer Obama, enquanto que Arash Kardan <a href="http://www.almadinnah.com/2009/01/breaking-obama-reverses-the-global-gag-rule/">bloga</a> [en]:</p>
<blockquote><p>“Desperately poor women with high risk pregnancies won’t have to die because their doctor can’t tell them about termination options. Many will have more access to safe abortion care, and won’t die or face permanent injury due to risky do-it-yourself procedures. Women won’t have to get pregnant because their local birth control clinic had to choose between no funding or substandard, dishonest care, and subsequently closed down…This is what change can mean. Thousands of women’s lives saved. And after the past 8 years of this deadly policy, it’s about time.”</p></blockquote>
<div class="translation">Mulheres miseráveis com gravidez de alto risco não terão que morrer porque o médico está impedido de falar sobre opções de interrupção da gravidez. Muitas terão mais acesso a cuidados para aborto seguro e não morrerão ou terão que enfrentar danos permanentes devido a procedimentos do tipo faça-você-mesmo de alto risco. Mulheres não terão que engravidar porque suas clínicas locais de controle de natalidade tiveram que escolher entre financiamento ou cuidados desonestos, abaixo do padrão, e, em seguida fecharam as portas&#8230;É isto que mudança pode significar. As vidas de milhares de mulheres salvas. E já era tempo, após 8 anos dessa política de morte.</div>
<p>No entanto, muitos grupos contra o aborto condenaram a mudança, com o argumento, por exemplo, de que os dólares de impostos pagos pelos americanos não deveriam ser gastos em apoio ao aborto e que isto abre a porta para um número crescente de abortos mundo afora. O Vaticano <a href="http://www.timesonline.co.uk/tol/news/world/us_and_americas/article5585562.ece">posicionou-se</a> [en] contra a decisão de Obama e a mudança causou medos em alguns países que vivenciaram o impacto deste financiamento. O blogue <em>Mike in Manila</em> <a href="http://mikeinmanila.wordpress.com/2009/01/24/obama-reveses-mexico-city-policy-us-to-fund-abortion-clinics-in-third-world/">debate</a> [en] a reação nas Filipinas:</p>
<blockquote><p>“There are fears that now US funds will be released here in Asia as well to fund programs towards a global legalization of abortion. Some pro-Abortion groups have lobbied to tie in US Aid to legalization of abortion in the developing world.<br />
A move that greatly concerns members of the CBCP [Catholic Bishops&#39; Conference of the Philippines] in the country who have called on Philippine-Americans of all faiths to signify their voices against the new executive order as well as for a campaign by them to elected members of the house and senate to be emailed and called by Catholics all over to world to ensure that the ‘pro-death and pro-abortion&#39; stance of the extreme left of American politics is not pushing to impose abortion supportive or legalization policies to the rest of the world.”</p></blockquote>
<div class="translation">Há receio de que agora os financiamentos americanos serão aplicados aqui na Ásia também para financiar programas em prol de uma legalização geral do aborto. Alguns grupos pró-aborto fizeram lobby para amarrar o US Aid para a legalização do aborto no mundo em desenvolvimento.<br />
Uma decisão que preocupa bastante os membros do CBCP [Conferência Católica dos Bispos das Filipinas] no país que conclamou os Filipino-Americanos de todas as religiões a dar força às suas vozes contra a nova ordem executiva assim também como para uma campanha deles para os membros eleitos da Câmera e do Senado a ser enviada por email e invocada por Católicos de todos os cantos do mundo para certificar-se que a postura &#8216;a favor da morte e do aborto&#39; da esquerda radical da política americana não tente impor ao resto do mundo políticas de apoio e pela legalização.</div>
<p>Entretanto, Nicholas, blogando no <em>Staying Left, Living and Driving in South Africa</em>, <a href="http://stayingleft.blogspot.com/2009/01/global-gag-rule.html">chama a atenção </a>[en] para o fato de que a escolha por fazer um aborto não fica sempre clara nos países que necessitam desse financiamento:</p>
<blockquote><p>“When thinking about abortions, especially in developing countries, the arguments seem quite compelling. In sections of the KwaZulu Natal region of South Africa, up to 50% of pregnant women are HIV+. If my work were successful, we could reduce transmission of HIV from mother to baby into the single digits, instead of 30+% in most parts of the country. However, that means we&#39;d have carefully execute a number of steps in a process without faltering. Given the fragility of the health system, the likelihood of passing HIV to the baby is quite high, and if I were the pregnant one, its not a roulette game I&#39;d want to be playing.”</p></blockquote>
<div class="translation">Quando se pensa sobre os abortos, em particular nos países em desenvolvimento, os argumentos parecem ser bem convincentes. Em setores da região KwaZulu Natal da África do Sul uma cifra de até 50% das mulheres grávidas são HIV soro-positivas. Se meu trabalho fosse bem sucedido, poderíamos reduzir a transmissão do HIV da mãe para o bebê a um dígito, no lugar dos mais de 30% positivos encontrados na maioria das regiões do país. No entanto, significa que teríamos que conseguir executar, com todo o cuidado, um número de ações no processo sem cometer um só erro. Dada a fragilidade do sistema de saúde, a probabilidade de transmitir o HIV para o bebê é muito alta, e se fosse eu a grávida, não seria uma <em>roleta russa </em>que gostaria de estar jogando.</div>
<p>Imagem do <em><a href="http://flickr.com/photos/nataliestat/3237403039/">The Abortion Debate</a></em> [O Debate sobre o Aborto] de <a href="http://flickr.com/photos/nataliestat/"><em>Better in the Basement</em></a> no <em>Flickr</em>.</p>
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		<title>Angola: Aumento da violência doméstica ou da conscientização?</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jan 2009 11:00:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claraonofre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porClara Onofre  &#183; Traduzido por claraonofre &#183;  Veja o post original 
Segundo diversos meios de comunicação social, a violência doméstica em Angola tem aumentado consideravelmente. Terá realmente aumentado ou existe maior conhecimento sobre situações deste género? Aparentemente, em 2008 foram registados cerca de 640 casos, sendo que 424 destas situações foram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/clara-onofre/">Clara Onofre</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/claraonofre/'>claraonofre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/01/18/angola-an-increase-in-domestic-violence-or-only-in-awareness/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Segundo diversos meios de comunicação social, a violência doméstica em Angola tem aumentado consideravelmente. Terá realmente aumentado ou existe maior conhecimento sobre situações deste género? Aparentemente, em 2008 foram registados cerca de 640 casos, sendo que 424 destas situações foram resolvidas com aconselhamento profissional e os restantes encaminhados para os orgãos de justiça. Este número é superior ao registado em 2007, o que significa conforme já referido, ao facto das vítimas não recearem mais apresentar queixas às autoridades competentes, o que por si só, representa um passo a fim de dar por findos os abusos. É um bom sinal: ao denunciar mais, as mulheres angolanas chegam mais perto do fim do abuso, seja por parte dos cônjuges ou namorados.</p>
<p>Como seria de esperar, as histórias são tristes. Algumas vezes terminam bem - quando o abusador é colocado atrás das grades e a mulher vê-se livre de anos de torturas e abusos físicos – e outras infelizmente terminam em desgraça. Angola está pejada de mulheres que morreram às mãos daqueles que confiavam e amavam. Estes por sua vez, julgavam-se donos das suas esposas ou namoradas. Fazem cenas de ciúmes, sovam-nas e invariavelmente, matam-nas.</p>
<p><a href="http://diariodaafrica.blogspot.com/2008/07/nely.html">A empregada doméstica de 20 anos de idade Nely</a> teve mais sorte. O blogue <a href="http://diariodaafrica.blogspot.com/2008/11/nely-no-estaleiro.html">Diário da África</a> conta-nos parte da sua história:</p>
<blockquote><p>“Hoje pela manhã, ela tirou fotos das costas, dos braços e das pernas, tomados por manchas roxas e negras, resultado do espancamento a que foi submetida pelo ex-marido. Armado com um pedaço de madeira, Amâncio (é este o nome do criminoso) aliviou as suas frustrações com o universo em cima da Nely. A sessão de tortura começou por volta das 6h da manhã quando ela recebeu o telefonema do vizinho que queria saber se ela pegaria carona para o trabalho com ele. O ex-marido-espancador, num acesso de fúria e ciúmes, aplicou-lhe a surra”.<br />
Não obstante a sova, o agressor foi apresentar queixa de Nely à esquadra, acusando-a de o ter cortado com uma faca. Eis o relato: “ (Ele) cortou-se com uma faca durante a confusão e depois, ainda foi à polícia prestar queixa contra a Nely. Ela caminha com dificuldade por causa de uma paulada que levou num dos joelhos. Nely prestará queixa contra o espancador na Organização da Mulher Angolana – OMA, entidade ligada ao governo de Angola que defende os interesses das mulheres. Eu, de minha parte, faço votos de que esse Amâncio passe uma temporada atrás das grades”.</p></blockquote>
<p>Infelizmente e um pouco como acontece por este mundo, Angola não possui instrumentos jurídicos de porte, que permitam o acompanhamento destes casos e a eventual detenção do agressor. Amâncio foi solto e promete continuar com a onda de terror. Ele <a href="http://diariodaafrica.blogspot.com/2008/12/me-da-nely-morreu-de-feitio.html">destruiu todos os documentos de Nely e enviou a filha deles para ser criada pela sua família, em São Tomé e Príncipe</a> [pt]:</p>
<blockquote><p>“Nada aconteceu ao ex-marido. Foi embora tranquilamente, depois de ter dado uma surra com um pedaço de madeira em Nely. E ainda ameaça voltar. Agora é torcer para que a delegacia da mulher funcione. Que abra uma processo contra esse sujeito, que a justiça o condene pelas sessões de espancamento e ele cumpra a sua pena na cadeia. A evolução do caso é que preocupa. Começou com os gritos dele contra Nely, depois uns safanões, depois surras, daqueles de ela não conseguir se levantar do chão. Agora apareceram um pedaço de pau e uma faca. O que virá a seguir?”</p></blockquote>
<p>Provavelmente a morte. Ou dela ou o do agressor. São inúmeros os casos de mulheres que mataram o companheiro por uma questão de sobrevivência. Convém referir que existem relatos de abusos de mulheres para homens. Poucos, mas existem. Entretanto está prevista para breve <a href="http://allafrica.com/stories/200812090018.html">uma lei sobre a violência doméstica</a> [en],  que em conjunto com as várias actividades de luta contra este tipo de situações, trará um novo rumo às mulheres angolanas.</p>
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		<title>Brasil: Contra o Aborto Ilegal, ou Contra as Mulheres?</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/12/23/brasil-contra-o-aborto-ilegal-ou-contra-as-mulheres/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Dec 2008 20:39:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O aborto é um tema muito complexo no Brasil, como em todos os lugares da América Latina, onde é considerado um crime. Apesar disso, mais de 1 milhão de abortos clandestinos são realizados e mais de 70.000 mulheres morrem de complicações decorrentes destes abortos clandestinos todos os anos no Brasil. Daniel Duende relata algumas das movimentações no embate entre grupos pró-vida e pró-escolha do Brasil na última semana.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/danielduende/">Daniel Duende</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/12/20/brazil-against-illegal-abortion-or-against-women/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>O aborto é um tema muito complexo no Brasil (leia <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/02/brasil-o-aborto-e-um-direito-nao-um-crime/">aqui</a> - principalmente os comentários - e <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2007/10/30/brasil-reformulando-as-leis-do-aborto/">aqui</a>), como em qualquer outro lugar da <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/01/equador-aborto-e-um-tema-controverso-na-nova-constituicao/">América Latina</a>. É considerado <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Aborto_no_Brasil">crime</a> no país, embora haja uma suspensão de punibilidade em casos provados de gravidez advinda de abuso sexual e de gestações que coloquem em risco a vida da mãe. Há um esforço por parte de alguns parlamentares para mudar esta lei, para <a href="http://www.ufrgs.br/bioetica/abortobr.htm">diminuir a burocracia necessária</a> para se obter a permissão para abortar nestes casos e aumentar o espectro de casos onde o aborto não é punível. Mas a possibilidade de que estas mudanças ocorram é pequena, tendo em vista a força política dos grupos <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pr%C3%B3-vida">pró-vida</a> que planejam erradicar o aborto no Brasil.</p>
<p>Apesar da proibição, acredita-se que a cada ano mais de 1 milhão de abortos clandestinos sejam realizados, e mais de <a href="http://pfdc.pgr.mpf.gov.br/clipping/maio-2007/aborto-ilegal-mata-70-mil-por-ano/">70 mil mulheres morram</a> por causa de complicações provenientes de abortos mal-sucedidos no Brasil. Em alguns estados brasileiros, como o da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bahia">Bahia</a>, as taxas de mortalidade feminina são cinco vezes maiores que o limite máximo fixado pela <a href="http://www.who.int/en/">Organização Mundial de Saúde</a> [En], e <a href="http://politicalivre.com.br/?p=7740">a maioria destas mortes</a> é causada por complicações resultantes de abortos ilegais realizados no estado.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/crucified_woman_by_eric_drooker.jpg" alt="Crucified Woman, by Eric Drooker, All Rights Reserved" width="500" align="top" /><em><a href="http://www.drooker.com/graphics/pages/Crucified-Woman.htm">Crucified Woman</a>, por <a href="http://www.drooker.com/">Eric Drooker</a>. Usada <a href="http://www.drooker.com/copyright.html">sob permissão</a>. Todos os Direitos Reservados.</em></p>
<p><strong>Enterrem os mortos. Persigam os sobreviventes.</strong></p>
<p>Em novembro passado, <a href="http://www.estadao.com.br/geral/not_ger279378,0.htm">mais de 1.500 mulheres foram processadas</a> e 30 delas condenadas pelo crime de aborto no mesmo dia na cidade de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Campo_Grande">Campo Grande</a>, no Centro-Oeste brasileiro. Ironicamente, corre o rumor de que algumas destas mulheres seriam sentenciadas a fazer trabalho comunitário em creches. Ou isso, ou iriam para a cadeia. <em>Elyana</em>, do blogue <a href="http://rosaeradical.blogspot.com/">Rosa e Radical</a>, <a href="http://rosaeradical.blogspot.com/2008/11/1500-mulheres-sero-indiciadas-por.html">desabafou</a> sobre isso em seu blogue:</p>
<blockquote><p>“Fizeram as contas? Em cerca de 4 horas e meia o juiz condenou 4 mulheres e acusou mais 1.070.<br />
Nunca antes nessa minha vida vi a justiça trabalhar tão rápido.<br />
As acusadas entraram com <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Habeas_corpus">habeas-corpus</a>, mas todos eles foram negados.”</p></blockquote>
<p>Em <a href="http://rosaeradical.blogspot.com/2008/12/questo-de-sade-pblica.html">outro post</a>, <em>Elyana</em> cita uma <a href="http://super.abril.com.br/superarquivo/2007/conteudo_508278.shtml">entrevista</a> sobre o tema do aborto, cedida pelo Ministro da Saúde brasileiro, José G. Temporão, a uma popular revista brasileira de popularização científica. Na entrevista, Temporão diz que o aborto é uma questão de saúde pública e aponta que a oposição à sua legalização é ligada a questões de gênero. Abaixo, citamos um trecho da entrevista citada por Elyana:</p>
<blockquote><p>“[…] como as classes de menor renda não têm acesso à informação e aos métodos anticoncepcionais, são as mulheres pobres que realizam aborto em condições inseguras. Para as mulheres ricas, o aborto é uma questão que não se coloca. Elas fazem. Em condições seguras. Pagam R$ 2 000, R$ 5 000. As mulheres pobres não. Existe também uma questão de gênero. Eu pergunto: se os homens engravidassem, será que essa questão já teria sido resolvida? Como é que alguns setores têm coragem de dizer que essa é uma questão que não pode ser discutida? Não vamos discutir que as pessoas estão morrendo? A realidade está batendo na nossa cara.”</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/mothers-of-the-world-by-eric-drooker.jpg" alt="Mothers of the World, by Eric Drooker, All Rigths Reserved" /><em><br />
<a href="http://www.drooker.com/graphics/pages/Mothers-of-the-World.htm">Mothers of the World</a>, por <a href="http://www.drooker.com/">Eric Drooker</a>. Usada <a href="http://www.drooker.com/copyright.html">sob permissão</a>. Todos os Direitos Reservados.</em></p>
<p><strong>Um Inquérito sobre Mulheres&#8230; digo&#8230; sobre Aborto Ilegal</strong></p>
<p>O ponto de vista do ministro Temporão, contudo, não parece ser partilhado por muitas pessoas no Governo Brasileiro e na blogosfera do país. No da 8 de dezembro último, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Arlindo_Chinaglia">Arlindo Chinaglia</a>, presidente da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A2mara_dos_Deputados_do_Brasil">Câmara dos Deputados</a> do Brasil, aprovou a criação de uma <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Comiss%C3%A3o_Parlamentar_de_Inqu%C3%A9rito">Comissão Parlamentar de Inquérito</a> (CPI) sobre o Aborto Ilegal no Brasil.</p>
<p>A criação desta comissão foi peticionada por um grande grupo de deputados pró-vida liderados pelo parlamentar Luiz Bassuma, que coletou mais de 220 assinaturas de colegas congressistas para apoiar a sua criação. Bassuma é membro do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_dos_Trabalhadores">Partido dos Trabalhadores</a> (PT), o mesmo do presidente brasileiro <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_In%C3%A1cio_Lula_da_Silva">Luiz Inácio Lula da Silva</a>, e foi <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Elei%C3%A7%C3%B5es_estaduais_da_Bahia_de_2006">eleito deputado federal</a> pelo estado da Bahia. O Partido dos Trabalhadores, que decidiu em sua última convenção tomar uma postura <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pr%C3%B3-escolha">pró-escolha</a> sobre o tema do aborto no Brasil, está agora <a href="http://henriqueafonso.blogspot.com/2008/11/jornal-o-rio-branco.html">ameaçando expulsar Bassuma</a> por conta de suas movimentações que levaram à criação da CPI sobre o Aborto Ilegal.</p>
<p>Muitos blogueiros que se declaram pró-vida festejaram a iniciativa de Chinaglia.</p>
<p><em>Jorge Ferraz</em>, do blogue cristão <a href="http://januacoeli.wordpress.com/">Deus Lo Vult</a>, parabenizou Arlindo Chinaglia pela instalação da CPI do Aborto Ilegal <a href="http://januacoeli.wordpress.com/2008/12/10/assuntos-diversos-2/">neste post</a>:</p>
<blockquote><p>“Já não era sem tempo; <a href="http://diasimdiatambem.wordpress.com/2008/02/21/cpi-do-aborto/">desde fevereiro que se fala nisso</a>. Rezemos para que o crime seja combatido, e o assassinato de crianças inocentes não seja tratado pela sociedade com indiferença e impunidade.”</p></blockquote>
<p><em>Hermes Rodrigues Nery</em>, Diretor Executivo do Movimento Nacional por um Brasil Sem Aborto, é citado no blogue <a href="http://diasimdiatambem.wordpress.com/">O Possível e o Extraordinário</a> sobre os &#8220;<a href="http://diasimdiatambem.wordpress.com/2008/12/16/o-aborto-como-estrategia-de-controle-social/">perversos interesses internacionais sobre o aborto na América Latina</a>&#8220;:</p>
<blockquote><p>“Há décadas querem impor e generalizar a prática do aborto nos países da América Latina, torná-lo inclusive um direito humano, o direito da mulher torturar e matar um ser humano inocente e indefeso dentro de seu próprio ventre […] A questão do aborto está inserida no contexto do controle demográfico. Os especialistas que fundaram o Conselho Populacional da ONU (em 1952), entre eles, Warren Thompson, já indicavam o aborto como estratégia pragmática para conter e até diminuir as populações pobres do mundo. […] Como vemos, a “conjura contra a vida” é um processo de um poderoso sistema (cultural, político e econômico) que age sem que muitos não se dêem conta de estarem sendo vítimas de alienação e manipulação. Agora, temos a oportunidade – com a CPI do Aborto – recém-criada no Congresso Nacional – de apresentar documentos, relatórios e depoimentos para expor e erradicar essa “chaga social”, com isso, trabalhando na defesa do direito à vida dos milhões de excluídos, barbaramente torturados e assassinados, para atender a lógica perversa dos poderosos, que agem contrariando o princípio universal de que a plenitude da vida é um direito de todos e um bem para todos.”</p></blockquote>
<p>Contudo, muitos blogueiros discordam da criação da CPI, e pensam que ela irá apenas expor e intimidar as mulheres, e atacar ainda mais os direitos das mesmas.</p>
<p><em>Alessandra</em> do <a href="http://terribili.blogspot.com/">Blog Terribili</a> acredita que Bassuma <a href="http://terribili.blogspot.com/2008/12/essa-hipocrisia-d-hemorragia.html">tenha alguma coisa contra as mulheres</a>, e que a CPI é uma manobra religiosa dentro do Estado brasileiro, tradicionalmente <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Laicismo">laico</a>:</p>
<blockquote><p>““CPI do Aborto” parece brincadeira de mau gosto. Vem do Bassuma, aquele deputado que é contra as mulheres, que parece que elege as mulheres como inimigas número um. Ele quer vê-las na cadeia, como criminosas, por terem cometido o terrível equívoco de tomar para si as rédeas de seu corpo e de sua vida. Ele se esquece de que o Estado é laico, que as pessoas têm direito de ter ou de não ter crenças e de que ele não pode impor sua fé religiosa sobre todos e todas.”</p></blockquote>
<p><em>Jandira Queiroz</em>, ativista dos direitos da mulher e blogueira que escreve no blogue <a href="http://sapatariadf.wordpress.com/">Sapataria-DF</a>, afirma que a CPI do Aborto Ilegal é uma forma de <a href="http://sapatariadf.wordpress.com/2008/12/12/1200-mulheres-que-estao-processadasviolacao-explicita-aos-direitos-humanos-vamos-a-luta/">perseguir as mulheres e atacar seus direitos</a>:</p>
<blockquote><p>“Como sabem, no ano de comemoração dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e às vésperas da realização da 11ª Conferência de Direitos Humanos, vivemos a intensificação da perseguição e criminalização das mulheres […] Mais do que nunca, precisamos denunciar a violação explícita aos direitos humanos das mulheres […] Os direitos das mulheres são direitos humanos!”</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://farm1.static.flickr.com/23/24771590_9dfed89d71.jpg" alt="" align="top" /></p>
<p style="text-align: center;"><em><a href="http://www.flickr.com/photos/pont_des_arts/24771590/">Foto de um cartaz</a> no <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%B3rum_Social_Mundial">Fórum Social Mundial</a> em Porto Alegre, Brasil, da autoria de <a href="http://www.flickr.com/photos/pont_des_arts/">Gabby de Cicco</a> e usada sob uma licença Creative Commons.</em></p>
<p><em>Pedro Cross</em>, do blogue <a href="http://multi-eu.blogspot.com/">Multi-Eu</a>, nos conta <a href="http://multi-eu.blogspot.com/2008/12/cpi-do-aborto-vai-expor-vida-privada.html">um pouco mais</a> sobre a oposição que está sendo feita pela bancada feminina da Câmara dos Deputados contra a CPI:</p>
<blockquote><p>“A exposição da vida privada das mulheres é o principal argumento que a bancada feminina na Câmara dos Deputados apresenta para se posicionar contrária a instalação da CPI do Aborto. […] A deputadas se queixam de não terem sido ouvidas em um assunto que é de interesse da bancada e vão questionar o Presidente da Casa sobre o fato da CPI do Aborto ter sido instalada antes da CPI do Trabalho Infantil, que estava na frente na lista das comissões a serem instaladas.”</p></blockquote>
<p><strong>Uma questão muito complexa</strong></p>
<p>Alguns blogueiros estão muito preocupados com o movimento pró-escolha no Brasil, visto por eles como uma cruzada homicida, anti-vida, contra os direitos das crianças não nascidas. Estes blogueiros não apenas apóiam a CPI do Aborto Ilegal, mas um deles chega a afirmar que o povo brasileiro &#8220;pode se extinguir da mesma forma que a população russa&#8221; se o Governo Brasileiro não combater o aborto ilegal no país ou, pior ainda, se o Governo o tornar legal. <em>Marcelo</em>, do blogue <a href="http://quadroconservador.blogspot.com/">Quadro Conservador</a>, <a href="http://quadroconservador.blogspot.com/2008/11/conseqncias-do-abortismo-na-rssia.html">diz</a>:</p>
<blockquote><p>“A Rússia é o paraíso dos abortistas. Como todo país comunista, o aborto é totalmente liberado e publicamente custeado. Como o ateísmo também foi incentivado durante o século em que era comunista, barreiras morais também não existem por lá. O resultado é este: um país desesperado diante do declínio de sua população. Os russos entrarão em extinção? Como havia dito, uma política cuja conseqüência é o declínio da população humana é má por natureza.”</p></blockquote>
<p>Se a população russa está realmente entrando em extinção, e se as leis russas sobre o aborto seriam a causa de tal vertiginoso declínio populacional, são ainda <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/12/03/russia-a-dying-country-or-a-world-leader/">temas em discussão</a> [En].</p>
<p><em>Helder Moraes</em>, do blogue <a href="http://blig.ig.com.br/heldermoraes">Doa A Quem Doer</a>, também acha que o aborto é ligado à falta de barreiras morais, e <a href="http://blig.ig.com.br/heldermoraes/2008/12/15/contra-o-aborto/">afirma</a> que se trata de um crime que é cometido por pessoas &#8220;que não tem moral, responsabilidade nem controle sobre os próprios desejos sexuais&#8221;, mas apóia a realização de aborto em casos de violência sexual:</p>
<blockquote><p>”Sou CONTRA o aborto. Só sou a favor de aborto em caso de gravidez de RISCO e em caso de ESTUPRO, pois a mulher não pode ser obrigada a gerar um filho que ela NÃO DESEJOU, ainda mais vindo de um ato HEDIONDO desse. Do contrário, excluindo essas duas possibilidades, o aborto deve ser PROIBIDO SIM !!! Em vez de abortar, tem que se fazer a campanha:  “FECHEM AS PERNAS MULHERES”. O que falta é muita vergonha na cara. Falta MORAl, falta RESPONSABILIDADE, falta EDUCAÇÃO, falta tudo !!! Por isso, fazem filho de penca, a torto e a direito e depois ficam aí… lamentando e procurando clínicas clandestinas de aborto !!!”</p></blockquote>
<p>Ao final de seu post, <em>Helder</em> nos diz qual seria, na sua opinião, a solução definitiva para o problema:</p>
<blockquote><p>“Sou a favor da esterilização OBRGATÓRIA de pessoas POBRES que tenham de 3 a mais filhos, e a favor de aborto somente em casos de gravidez de risco e de estupro.”</p></blockquote>
<p>Muitos outros blogueiros e usuários do Orkut concordam com as idéias de Helder, seja por abertamente blogar ou publicar comentários semelhantes na blogosfera, ou simplesmente por expressar concordância e parabenizar aqueles que o fazem.</p>
<p>Por outro lado, grupos de defesa dos direitos da mulher, como a <a href="http://www.frentepelodireitoaoaborto.blogspot.com/">Frente Pelo Direito ao Aborto</a>, afirmam que o aborto é um direito das mulheres, no contexto dos direitos de escolha das mesmas sobre os próprios corpos e sobre as próprias vidas. <em>Márcia Silva</em>, do blogue <a href="http://marciacsilva.wordpress.com/">Márcia e suas leituras</a>, <a href="http://marciacsilva.wordpress.com/2008/12/16/contra-a-criminalizacao-do-aborto/">publica o manifesto da Frente</a>, o qual reproduzimos parcialmente abaixo:</p>
<blockquote><p>“A criminalização das mulheres e de todas as lutas libertárias é mais uma expressão do contexto reacionário, criado e sustentado pelo patriarcado capitalista globalizado em associação com setores religiosos fundamentalistas. Querem retirar direitos conquistados e manter o controle sobre as pessoas, especialmente sobre os corpos e a sexualidade das mulheres. […] A maternidade deve ser uma decisão livre e desejada e não uma obrigação das mulheres. Deve ser compreendida como função social e, portanto, o Estado deve prover todas as condições para que as mulheres decidam soberanamente se querem ou não ser mães, e quando querem. Para aquelas que desejam ser mães devem ser asseguradas condições econômicas e sociais, através de políticas públicas universais que garantam assistência à gestação, parto e puerpério, assim como os cuidados necessários ao desenvolvimento pleno de uma criança: creche, escola, lazer, saúde. […] Nenhuma mulher deve ser presa, maltratada ou humilhada por ter feito aborto!<br />
Dignidade, autonomia, cidadania para as mulheres!<br />
Pelo fim da criminalização das mulheres e pela legalização do aborto!&#8221;</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.forumplp.org.br/images/stories/figuras_site/direitos/aborto-nao-deve-ser-crime.jpg" alt="" align="top" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Imagem disponibilizada pela <a href="http://www.frentepelodireitoaoaborto.blogspot.com/">Frente Pelo Direito ao Aborto</a>.</em></p>
<p>Como pudemos ver neste artigo, o aborto é uma questão muito complexa no Brasil, misturando questões de moral religiosa e secular, direitos humanos, conflitos políticos e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/G%C3%A9nero_(sociedade)">questões de gênero</a>. Não há grande concordância nem entre aqueles que lutam do mesmo lado da fronteira pró-escolha / pró-vida. É difícil não tomar lados nesta discussão que parece não ter fim, e que cresce a cada dia no Brasil. Blogueiros e ativistas mais exaltados dos dois lados trocam palavras agressivas e acusações, e alguns auto-proclamados ativistas pró-vida chegam ao ponto de dizer em comunidades de defesa da vida no Orkut que toda abortista deveria morrer de forma terrível, em uma contradição que seria cômica se não fosse tão grave a situação.</p>
<p>Afirmações contraditórias a parte, nós continuaremos ouvindo e amplificando as vozes que falam sobre os Direitos Humanos &#8212; mulheres ou fetos não-nascidos &#8212;  no Brasil, e esperar que a melhor solução seja encontrada.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>R. D. do Congo: Violações de Direitos Humanos e Violência contra Mulheres em Kivu do Norte</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/12/12/republica-democratica-do-congo-violacoes-de-direitos-humanos-e-violencia-contra-mulheres-em-kivu-do-norte/</link>
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		<pubDate>Fri, 12 Dec 2008 20:06:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elisa Thiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[D.R. of Congo]]></category>
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		<description><![CDATA[Hoje [10/12] é o<a href="http://www.un.org/events/humanrights/2008/index.shtml"> Dia Internacional dos Direitos Humanos</a> [en] e, com o lema <a href="http://www.everyhumanhasrights.org/">“Todo o ser humano tem direitos"</a> [en], este é o ano que marca o 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. É também o último dia da campanha anual de <a href="http://www.cwgl.rutgers.edu/16days/home.html">"16 dias de ativismo contra violência de gênero"</a>[en]. Em muitas partes do mundo, entretanto, a situação dos direitos humanos está longe de ser a ideal e a violência de gênero é uma ameaça diária. Um desses lugares é a província de Kivu do Norte na República Democrática do Congo, como pode ser constatado por este apanhado de blogues escritos por trabalhadores humanitários na região.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/elia/">Elia Varela Serra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/elisathiago/'>Elisa Thiago</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/12/10/drc-human-rights-and-gender-violence-in-north-kivu/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/vocescongo2.jpg" alt="truck loaded with people and machine gun in the foreground" hspace="5" align="right" /> Hoje [10/12] é o<a href="http://www.un.org/events/humanrights/2008/index.shtml"> Dia Internacional dos Direitos Humanos</a> [en] e, com o lema <a href="http://www.everyhumanhasrights.org/">“Todo o ser humano tem direitos&#8221;</a> [en], este é o ano que marca o 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. É também o último dia da campanha anual de <a href="http://www.cwgl.rutgers.edu/16days/home.html">&#8220;16 dias de ativismo contra violência de gênero&#8221;</a>[en]. Em muitas partes do mundo, entretanto, a situação dos direitos humanos está longe de ser a ideal e a violência de gênero é uma ameaça diária. Um desses lugares é a província de Kivu do Norte na República Democrática do Congo, como pode ser constatado por este apanhado de blogues escritos por trabalhadores humanitários na região.</p>
<p>Como introdução, um <a href="http://worldfocus.org/blog/2008/12/03/giving-a-human-face-to-congos-conflict/3055/">lembrete</a> [en] do jornalista Michael Kavanagh:</p>
<blockquote><p>I’ve been reporting on DRC for five years now, and there’s nothing that frustrates me more than the dismissive comments I often get about how conflict in Africa is endemic.</p>
<p>Violence is rarely irrational — it almost always has root causes that can be addressed. We’re often just too busy or lazy to learn enough about a situation to figure out how.</p></blockquote>
<div class="translation">Já faço reportagens sobre a República Democrática do Congo há cinco anos agora, e não há nada que me frustra mais do que os comentários desprezíveis que recebo com freqüência de como o conflito na África é algo endêmico.</p>
<p>A violência é, raramente, irracional - quase sempre possui causas primárias que podem ser combatidas. Mas, com freqüência, estamos tão ocupados ou com tanta preguiça que não aprendemos o bastante sobre uma dada situação para descobrir de que forma lidar com ela.</p>
</div>
<p>Alguns dias atrás, Rebecca Wynn, uma funcionária de comunicação para a Oxfam, <a href="http://blogs.oxfamamerica.org/index.php/2008/11/20/congolese-children-are-at-school-but-get-no-education">escreveu sobre os desalojados (IDPs) na região do Kibati</a> [en], região ao norte de Goma:</p>
<blockquote><p>The children I am meeting here in Kibati in the Democratic Republic of Congo are at school, but they get no education. The school is where they sleep. It’s their home. Ever since they fled from the violence in their villages, it’s where they have slept, with leaves as their mattresses and their bodies snuggled close.</p>
<p>[…] There are 21 villages of Kanyaruchinya, which surround the Kibati camps. Four of these villages are completely empty and the rest are full of thousands of people who have been forced to run from their homes. The population here was just under 19,000 people before the recent troubles, but an estimated 50,000 people have arrived in the camps and villages here over the last month. Of the families here, 65 percent are hosting displaced people. But many people are living in public spaces such as schools, churches, and orphanages.</p></blockquote>
<div class="translation">As crianças que tenho conhecido aqui em Kibati na República Democrática do Congo estão na escola, mas não recebem qualquer educação. A escola é o lugar onde dormem. É sua casa. Desde que fugiram da violência em seus vilarejos, é onde elas têm dormindo,  montes de folhas no lugar de colchões, seus corpos aconchegados uns contra os outros.</p>
<p>[&#8230;] Há 21 vilarejos de Kanyaruchinya ao redor dos acampamentos de Kibati. Quatro desses vilarejos estão completamente vazios e o restante, lotado com milhares de pessoas que foram obrigadas a abandonar apressadamente suas casas. A população aqui era de pouco menos de 19.000 pessoas antes dos distúrbios recentes, mas um número estimado em 50.000 pessoas chegou aos acampamentos e vilarejos daqui neste último mês. Das famílias daqui, 65% estão abrigando pessoas desalojadas. Mas muitos estão morando em lugares públicos tais como escolas, igrejas e orfanatos.</p>
</div>
<p>Gina Bramucci do Comitê Internacional de Resgate e Salvamento (IRC) também <a href="http://blog.theirc.org/2008/11/12/weve-been-running-for-a-year-congo/">escreve sobre o acampamento IDP de Kibati</a> [en], onde cerca de 5.000 pessoas estão vivendo em &#8220;abrigos frágeis&#8221; - estruturas feitas com galhos de árvores,  lonas plásticas no lugar de telhados, folhas secas de bananeira para preencher os vãos e servir de quebra-vento”:</p>
<blockquote><p>Firewood distribution in Kibati is important on several levels right now […] In conflict areas trips outside of the population center or camp in search of firewood and water expose civilians to a higher potential of violent attacks. In Congo, men and boys can be beaten, intimidated or forced into labour by armed groups. But the chore of collecting firewood falls to women and girls, and for them, the stakes are even higher.</p></blockquote>
<div class="translation">A distribuição de lenha em Kibati é importante por vários motivos neste exato momento [&#8230;] Excursões para procura de lenha e de água em áreas de conflito para fora do centro populacional ou do acampamento  coloca em risco a vida dos civis a um potencial mais alto de ataques violentos. No Congo, homens e meninos podem apanhar, ser intimidados ou forçados a trabalhar por grupos armados. Mas a tarefa de coletar lenha recai sobre as mulheres e meninas e, para elas, os riscos são ainda maiores.</div>
<p>O perigo ao qual ela se refere é, logicamente, o de estupro. Elizabeth Roesch, uma especialista em questões de gênero e de defesa que trabalha para a CARE, <a href="http://www.alertnet.org/db/blogs/55078/2008/10/14-152349-1.htm">cita uma menina num acampamento para refugiados</a> [en]:</p>
<blockquote><p>The other day, I asked a young girl who fled the most recent fighting, when she would go back home, and she replied: “As long as there is war, we won&#39;t go back - how can we go back and risk being raped? When we go for water, when we go to the fields, we are afraid.” Other women nodded in agreement, and suddenly I understood how effective rape is at terrorizing communities.</p></blockquote>
<div class="translation">Outro dia, perguntei a uma menina que fugiu do episódio mais recente de luta, quando ela voltaria para casa e ela respondeu: &#8220;Enquanto houver guerra, não voltaremos - como voltar e correr o risco de ser estuprada? Quando temos que sair atrás de água, quando vamos para as roças, ficamos com medo.&#8221; Outras mulheres mostraram estar de acordo e de repente compreendi como o estupro é eficaz em aterrorizar as comunidades.</div>
<p><em>Stop the war in North Kivu</em>, um blogue escrito por um trabalhador humanitário anônimo, de Goma, mostra <a href="http://stopthewarinnorthkivu.wordpress.com/2008/12/05/idps-in-kiwanja/">um pequeno vídeo</a> [en] de tais acampamentos IDP:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="300" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://v.wordpress.com/fiCS05r6" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="300" src="http://v.wordpress.com/fiCS05r6"></embed></object></p>
<p><em>Stop the war in North Kivu </em>também <a href="http://stopthewarinnorthkivu.wordpress.com/2008/11/28/cndp-makes-prices-go-high/">escreve sobre os &#8220;impostos&#8221; ilegais</a> [en] que o CNDP (o grupo rebelde liderado por Nkunda) impõe à população civil dentro da área que eles controlam:</p>
<blockquote><p>-Long truck: 2000 U$ to get through.<br />
-Fuso truck (small size): 500 U$ to get through.<br />
-Toll for every vehicle: 50 U$.<br />
-If you carry just a bag with some items that could be sold in the market: 5 U$<br />
It is said around here that CNDP is a disciplined force in the sense that they don´t loot the population. Now I understand that they simply don´t need to do it. With this kind of tax procedure, looting becomes completely innecessary.<br />
Meanwhile, the price in Goma of first need commodities like beans has tripled in the last two months.</p></blockquote>
<div class="translation">-Caminhão longo: 2000 U$ para passar.<br />
-Caminhão Fuso (tamanho pequeno): 500 U$ para passar.<br />
-Pedágio para qualquer veículo: 50 U$<br />
-Se você carrega só uma sacola com alguns itens próprios para venda no mercado: 5 U$<br />
É dito por aqui que o CNDP é uma força disciplinada no sentido de que não saqueia a população. Agora, o que eu entendo, é que eles simplesmente não precisam fazer isso. Com o tipo de impostos que impõem, o saque se torna completamente desnecessário.</div>
<p>Emily Meehan, a gerente de comunicação para a IRC em Goma, <a href="http://blog.theirc.org/2008/12/08/a-fresh-view-of-the-congo-crisis/">escreve sobre sua chegada recente a Kivu do Norte:</a>[en]<a href="http://blog.theirc.org/2008/12/08/a-fresh-view-of-the-congo-crisis/"><br />
</a></p>
<blockquote><p>[earlier this year] I was reading about the Democratic Republic of Congo, particularly North Kivu, and wondering why we didn’t hear more about the ongoing humanitarian crisis there. I thought about the women and girls who have been raped and tortured by armed groups. I imagined Goma, North Kivu’s capital, to be a town under daily siege, with mortars blasting, windows shattering and machine gun fire crackling always in the distance. I imagined civilians running in hordes from clashes in the streets, screaming, moaning, and falling. My imagination was far from reality.<br />
I arrived here in Goma last month […] and I quickly saw that this tragedy is not so obvious – people have been living with war for too long in Congo. It is not sensational. They carry on, their “everyday switch” set on emergency.</p></blockquote>
<div class="translation">[no início do ano] estava lendo sobre a República Democrática do Congo, em particular o Kivu do Norte, e imaginava o porquê não ouvíamos falar mais sobre a crise humanitária que estava ocorrendo lá. Pensei sobre as mulheres e meninas que são estupradas e torturadas por grupos armados. Imaginava  Goma, a capital de Kivu do Norte, como uma cidade sob cerco diário, com rajadas de morteiros, vidros estilhaçados e estalidos contínuos dos disparos de metralhadoras à distância. Imaginava a população de civis correndo em bandos para longe das batalhas nas ruas, gritando, gemendo e caindo. Minha imaginação estava longe da realidade. Cheguei aqui em Goma no mês passado [&#8230;] e logo percebi que esta tragédia não é assim tão óbvia - as pessoas convivem com a situação de guerra já há muito tempo  no Congo. Deixou de ser algo extraordinário para elas. Elas vão em frente com a vida, seus &#8220;botões do cotidiano&#8221; ajustados para emergência.</div>
<p><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/voces-congo1.jpg" alt="man on a bike carrying a sofa loaded across it" /></p>
<p>Iker Zirion, que trabalha para o <em>Veterinarios sin Fronteras</em> (VSF) em Butembo, escreve [es] uma parábola que ilustra a complexidade do conflito armado em Kivu do Norte, no qual ele se refere às <a href="http://www.elperiodico.com/blogs/mapamundi/blogs/congo/archive/2008/12/10/tres-causas-un-mismo-efecto-1.aspx">“três causas para um mesmo resultado&#8221;:</a>[es]</p>
<blockquote><p>Un soldado de las Fuerzas Armadas de la RDC que huye del frente entra en casa de Vital Kagheni buscando algo de comida. Le golpea. Aprovecha para robarle el dinero y el móvil. Más tarde, vuelve con otros dos soldados. Quieren algo más que dinero. Quieren a su mujer.<br />
Al otro lado de ese frente del que huyen, el CNDP toma varias localidades. En la escuela de una de ellas, encuentran a Bertrand Kitambala. Tiene 13 años. En algunos países, hay personas que creen que esa edad es suficiente para empuñar un arma. Desgraciadamente, la RDC es uno de esos países.<br />
Un miembro de las FDLR está escondido en el bosque. Lleva ahí mucho tiempo. Está cansado y tiene hambre. Hacia él se acerca, sin saberlo, Kakule Lukumbuka. Lleva una cabra atada con una cuerda. Cuando llega a su altura, el FDLR sale de su escondite y le dispara. Pero no antes de arrebatarle la cuerda de las manos. No tiene ganas de correr y no quiere que el disparo haga huir a la cabra.</p></blockquote>
<div class="translation">Um soldado das Forças Armadas da República Democrática do Congo, em fuga da frente de batalha, entra na casa de Vital Kagheni em busca de comida. Dá-lhe um soco. Aproveita-se para roubar-lhe o dinheiro e o telefone celular. Mais tarde, retorna com dois outros soldados. Querem algo mais. Querem a esposa de Kagheni.<br />
Do outro lado da frente de batalha da qual fogem, a CNDP toma conta de várias localidades. Na escola de um deles, encontram Bertrand Kitambala. Ele tem 13 anos. Em alguns países, há aqueles que acreditam que é idade o bastante para empunhar armas. Infelizmente, a República Democrática do Congo é um desses países.<br />
Um membro da FDLR encontra-se escondido na mata. Já está lá há muito tempo. Está cansado e tem fome. Sem que saiba, Kakule Lukumbuka caminha em sua direção. Carrega uma cabra presa a uma corda. Quando chega próximo de onde se encontra o FDLR, este sai do esconderijo e atira nele. Mas antes, arrebata-lhe a corda de suas mãos. Não tem vontade de correr e nem quer que o disparo assuste a cabra para longe.</div>
<p>Numa outra postagem, Iker Zirion <a href="http://www.elperiodico.com/blogs/mapamundi/blogs/congo/archive/2008/11/26/empezar-de-cero-otra-vez.aspx">escreve sobre começar tudo de novo</a>:[es]</p>
<blockquote><p>“¡Buenas tardes! El día ha pasado sin incidencias, pero en un ambiente de tristeza para casi todo el mundo. Nada se ha salvado. Hay que empezar nuevamente de cero”, nos dice vía sms APRONUT, oenegé de desarrollo congoleña y una de nuestras contrapartes en Kirumba.<br />
No es la primera vez. La población de la zona ha tenido que comenzar de cero varias veces desde la década de los noventa hasta hoy. ¿Qué se puede responder a un sms como ese? Yo, desde luego, no lo sé. Afortunadamente, otra persona del equipo tuvo más capacidad de reacción: “¡Animo! Empezaremos de nuevo todos juntos”.</p></blockquote>
<div class="translation">Boa tarde! O dia passou sem incidentes, mas num ambiente de tristeza para quase todo mundo. Quase nada foi salvo. Temos que começar novamente do zero&#8221;, conta-nos via sms APRONUT, a ONG de desenvolvimento congolesa que é uma de nossas parceiras em Kirumba.<br />
Não é a primeira vez. A população já teve que começar de novo muitas vezes desde a década de 1990. O que podemos responder a um SMS como este? Eu realmente não sei. Por sorte, outra pessoa da equipe foi capaz de reagir mais rápido: &#8216;Vamos lá! Nós vamos começar de novo todos juntos&#39;.&#8221;</div>
<p><em>As duas fotos foram tiradas por <a href="http://www.elperiodico.com/blogs/mapamundi/photos/congo/slideshowpro2.aspx">Iker Zirion</a></em></p>
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