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	<title>Global Voices em Português &#187; Liberdade de Expressão</title>
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	<description>O mundo está falando. Você está ouvindo?</description>
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		<title>Egito: Romance Gráfico &#8220;Metro&#8221; Oficialmente Banido</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/11/25/egito-romance-grafico-metro-oficialmente-banido/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 13:15:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Egypt]]></category>
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		<category><![CDATA[Feature]]></category>
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		<description><![CDATA[O romance gráfico adulto Metro, de Magdy El Shafee's foi banido no Egito seguindo uma ordem judicial. Blogueiros e usuários do Facebook reagiram ao fato, o qual dizem ser outro golpe à liberdade de expressão.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/marwa-rakha/">Marwa Rakha</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/11/24/egypts-first-adult-graphic-novel-officially-banned/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img class="alignleft size-full wp-image-5088" title="Metro-Cover" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/11/Metro-Cover.jpg" alt="Metro-Cover" width="177" height="182" />Em Abril de 2008, a liberdade de expressão e criatividade foram atingidas intimamente no Egito com o confisco do romance gráfico para adultos <a href="http://www.wordswithoutborders.org/?lab=ShaffeeMetro">Metro</a>, criada por <a href="http://www.magdycomics.com/">Madgy El Shafee</a>. Desde então o autor e seu editor estão <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/04/02/egypts-first-adult-graphic-novel-on-trial/">em julgamento</a> e enquanto todos estavam ocupados com a <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/11/15/egypt-vs-algeria-the-twitter-match/">guerra futebolística</a> entre Egito e Algéria, a corte oficialmente baniu o romance.</p>
<p>O blog grupal <em>Bikya Masr</em> vê o veredito como &#8220;<a href="http://bikyamasr.com/?p=5979">Mais um golpe à liberdade de expressão no Egito, já que os romancistas gráficos não recebem amor do tribunal</a>&#8220;.</p>
<blockquote><p>It was supposed to signal a new era in Egyptian novels. The country’s first graphic novel, Metro, was supposed to be a show of free speech and artistic merit. Instead, it has become the hallmark of what rights groups say is the Egyptian government’s continued censorship of what its citizens can write. On Sunday, a Cairo misdemeanors court fined author Magdy el-Shafei and publisher Mohamed Sharkawi 5000 Egyptian pounds ($900) and demanded the confiscation of the novel after accusing them of writing and distributing a novel, which included statements and phrases considered “offensive to public morals.”</p></blockquote>
<div class="translation">Presumia-se que esse romance assinalaria uma nova era nas novelas egípcias. O primeiro romance gráfico do país, Metro, deveria ser uma demonstração de liberdade de expressão e mérito artístico. Em vez disso, ele se tornou a marca registrada do que grupos de direitos humanos dizem ser a censura contínua do governo egípcio a respeito do que os seus cidadãos podem escrever. No domingo, uma corte de contravenções do Cairo multou o autor Magdy-Shafei e o editor Mohamed Sharkawi em £ 5000 egípcias (R$ 1.500,00) e exigiu o confisco da novela, depois de acusá-los de escrever e distribuir um romance que incluiu declarações e frases consideradas &#8220;ofensivas à moral pública&#8221;.</div>
<p><a href="http://www.facebook.com/profile.php?id=517526799&amp;ref=ts"><em>Sarah Carr</em></a> está furioso; as pessoas ficaram tão absorvidas pela <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/11/15/egypt-vs-algeria-the-twitter-match/">guerra futebolística</a> entre Egito e Algéria que esqueceram todas as outras coisas:</p>
<p><img title="Metro 1" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/11/Metro-1.jpg" alt="Metro 1" width="521" height="112" /></p>
<div class="translation">O primeiro romance gráfico do Egito foi oficialmente banido hoje. Madgy L Shafee e Sharqawi multados em 5.000 libras egípcias. Entretanto, já que o juiz não era algeriano acho que ninguém dá a mínima.</div>
<p><a href="http://www.facebook.com/Shahinaz.abdelsalam?ref=ts"><em>Shahinaz Abdel Salam</em></a> está desapontada.</p>
<p><img title="Metro 2" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/11/Metro-2.jpg" alt="Metro 2" width="528" height="232" /></p>
<div class="translation">Hoje um veredito foi emitido no caso &#8220;Metro&#8221;, a primeira revista em quadrinhos no Egito que criticava o regime; o veredito foi de banir o livro e uma penalidade de 5.000 libras egípcias para o autor Magdi El Shaeii e o editor Mohamed El Sharkawai.<br />
-<br />
A liberdade de expressão e compreensão está sendo atacada. O que isso significará para outras publicações no futuro?</div>
<p>O autor <a href="http://www.facebook.com/profile.php?id=678971331">Magdy El Shafee</a> se nega a desistir e promete apelar:</p>
<p><img title="Metro 3" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/11/Metro-3.jpg" alt="Metro 3" width="523" height="51" /></p>
<div class="translation">Tudo bem! Perdemos o primeiro tempo&#8230; sem problemas! Não vamos perder o segundo!</div>
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		<title>Blogueiros: Caribé, um idealista incurável e ciberativista no Brasil</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/11/15/blogueiros-caribe-um-idealista-incuravel-e-ciberativista-no-brasil/</link>
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		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 22:00:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
		<category><![CDATA[Blogueiros]]></category>
		<category><![CDATA[Brazil]]></category>
		<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[O Global Voices entrevistou João Carlos Caribé, um dos blogueiros ciberativistas mais influentes do Brasil e responsável pela mais bem-sucedida campanha no que tange a luta contra a censura na Internet brasileira: o movimento Mega Não.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/diego-casaes/">Diego Casaes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/11/15/blogger-profiles-caribe-an-incurable-idealist-and-cyberactivist-in-brazil/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>O Global Voices Online é <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/06/11/brasil-dialogos-amplificados-na-luta-contra-o-projeto-azeredo/">bastante ativo</a> quando se trata da cobertura das ameaças à liberdade de expressão no Brasil. Dentre <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/23/brasil-decisoes-judiciais-ameaca-crescente-a-liberdade-online/">tais ameaças</a>, o <a href="http://globalvoicesonline.org/2006/11/11/holding-the-line-for-internet-freedoms-in-brazilian-cyberspace/">Projeto de Lei de Crimes Digitais</a> [en], conhecido como Lei Azeredo e as <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/23/brasil-a-internet-livre-entrou-mesmo-no-cenario-eleitoral/">discussões sobre a Reforma da Lei Eleitoral</a> são considerados pela blogosfera como modos de se restringir os direitos dos cidadãos comuns na web. Neste post, encontraremos-nos com um dos blogueiros ciberativistas mais influentes do Brasil e responsável pela mais bem-sucedida campanha na Internet no que tange a luta contra a censura na Internet brasileira: o movimento <a href="http://meganao.wordpress.com/">Mega Não</a>.</p>
<p><em>João Carlos Caribé</em>, conhecido popularmente por <em>Caribé</em> apenas, é um <a href="http://entropia.blog.br/">ativista nato</a>. Em suas próprias palavras, ele diz: &#8220;O ativismo é algo que está no meu DNA, sou um idealista incurável, quanto mais a gente pesquisa, mais aprende e mais  fica  inconformado; muitas vezes a ignorância é uma dádiva&#8221;.</p>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_4483" class="wp-caption aligncenter" style="width: 374px"><img class="size-large wp-image-4483 " title="CaribeGVoices" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/09/CaribeGVoices-1024x1005.jpg" alt="Caribe and the national flag colors in the background. Logo stands for the #meganao movement and is accredited to @marioamaya." width="364" height="359" /><p class="wp-caption-text">Caribé e as cores da bandeira nacional. O logo representa o movimento Mega Não e foi criado por Mario Amaya.</p></div>
<p>Desde pequeno sonhava em ser um super heroi e proteger os fracos e oprimidos, este ideal infantil cresceu e amadureceu. Hoje ele vem se manifestando de diversas formas, seja pela luta para liberdade na internet, seja pelo voluntariado educacional, ou pela crítica implacável [nas mídias sociais]; e completa ser impossível ficar parado frente a tanta coisa. Irreverente, no seu perfil do Twitter nos deparamos com a seguinte mensagem:</p>
<blockquote><p><strong>Bio</strong> Procura no Google! Eu falo palavrão, sacanagem e xingo politicos, siga por conta e risco.</p></blockquote>
<p><strong>Quem é o @caribe?</strong></p>
<p>O cientista que habita em mim, leva-me a desconstruir mentalmente sólidas estruturas sociais, econômicas e culturais para simular sua obsolescência em busca de uma resposta: O que vem depois? Hoje sou Publicitário, já fui DJ, trabalhei em Engenharia, Análise de Sistemas, e O&amp;M; sempre gostei de um desafio novo. Sou um idealista incurável!</p>
<p><strong> Há quanto tempo utiliza blogs e de quantos participa?</strong></p>
<p>Apesar de atuar na Internet desde 1996, só vim a criar um blog no final de 2002, chamava-se <em><a href="http://ex-gordo.blogspot.com/">Ex-Gordo</a></em>, em 2005 criei o meu blog pessoal, o <em><a href="http://entropia.blog.br/">Entropia!</a></em>. No início de  2006 criei o blog coletivo <em><a href="http://ppgmkt.blogspot.com/">Propaganda &amp; Marketing</a></em> e somente no final de 2006 criei outro blog coletivo, o <em><a href="http://xocensura.wordpress.com/">Xô Censura</a></em> quanto tomei conhecimento do AI5digital, o projeto do Azeredo; podemos dizer que aí dei inicio a minha participação no Ciberativismo Brasileiro. Em 2007, eu criei o coletivo <em><a href="http://perspectiva.ning.com">Perspectiva</a></em> que é o networking do bem, e mais adiante um blog coletivo, o <em><a href="http://blogcidadao.wordpress.com/">Blog Cidadão</a></em>. Em agosto de 2008 criei o coletivo <em><a href="http://ciberativismo.ning.com">Ciberativismo na rede Ning</a></em>. No início deste ano fui convidado pelo <em>Sérgio Amadeu</em> (que também assina o movimento Mega Não) a participar do<em> <a href="http://www.trezentos.blog.br/">Trezentos</a></em> e por fim, e por enquanto, criei o blog <em><a href="http://meganao.wordpress.com/">Mega Não</a></em>, que tem o objetivo de ser um meta-manifesto que tem superado as minhas expectativas.</p>
<p>Entre 1996 e 2002 eu estava envolvido com outros projetos também na web.  Em 1996 eu criei um site pessoal, em que publicava variedades sobre gerenciamento  e tecnologia, no ano seguinte criei o <em><a href="http://www.flash-brasil.com.br/">Flash Brasil</a></em>, uma comunidade que girava em torno do Flash da Macromedia. Estava criando sem querer um modelo de negócios que nos levou a ficar entre os Top 5  revendedores  que chamou a atenção da Vice Presidência de Marketing da Macromedia que passou a citar o Flash Brasil como <em>case</em> de sucesso e culminou com um convite para dar uma palestra em 2001 em Nova Iorque para mais de cem líderes de comunidades do mundo inteiro. Aliás, 2001 foi um ano do tipo &#8220;céu e inferno&#8221; pois no final do ano o processo de estouro da bolha da Internet estava bem avançado e já havia afetado seriamente meu negócio. Contudo, o Flash Brasil ainda tem um número de acessos bastante significativo, com mais de 500 mil visitas por mês.</p>
<p><strong> Como você se transformou em um ciberativista? E quais os ativismos fora da rede? (pergunta de <em><a href="http://twitter.com/maria_fro">Conceição Oliveira</a></em> via Twitter)</strong></p>
<p>Eu acho que não foi uma transformação, foi uma evolução natural, o ativismo é algo que está no meu DNA, sou um idealista incurável, quanto mais a gente pesquisa, mais aprende e mais  fica  inconformado; muitas vezes a ignorância é uma dádiva. Comecei a fazer algo de concreto quando me dediquei ao voluntariado. Atualmente estou sem tempo para continuar praticando o voluntariado, mas sinto falta, pois é gratificante demais; é uma terapia e um tremendo remédio para depressão.</p>
<p>Em 2006, tomei conhecimento do AI5Digital pelo <a href="http://www.internetlegal.com.br/sobre/omar/"><em>Omar Kaminski</em></a> - advogado conceituado no Brasil no que se refere o Direito e as Novas Tecnologias - na Comunidade Cibercultura no Orkut, o projeto tramitava no Senado e iria ser votado no dia oito de novembro de 2006. Entrei de cabeça. Fiz o que chamamos de <em>protest-o-matic</em>, que era um formulário que qualquer um poderia preencher e enviar uma mensagem a todos os Senadores. Mais de 3000 emails foram enviados em menos de 24 horas, e o projeto não foi votado, os Senadores decidiram tramitá-lo por outras comissões.</p>
<p style="text-align: center;">
<p>Daí para frente fui literalmente me educando politicamente, estudando, aprendendo, e comecei a perceber claramente as estratégias políticas; passei a enxergar um mundo que antes não conhecia, aliás um mundo que antes eu não concebia. Neste meio tempo fui conhecendo outros ciberativistas, pude constatar que a Internet é mesmo um mundo de pontas, fui vivenciando todas aquelas teorias fantásticas como a Inteligência Coletiva, o <em>Crowdsourcing</em>, Manifesto <em>Cluetrain</em>, dentre outras.</p>
<p>Praticamente não tenho feito ativismos fora da rede, eu entendo que o ciberativismo, que os críticos chamam de ativismo de sofá, é muito mais poderoso, rápido e eficiente, ele só precisa se completar nas pontas em ativismo presencial para que os &#8216;analógicos&#39; possam entendê-los. Fora os ativismos anarquistas dos tempos de faculdade, os únicos atos públicos que participei foram o do Rio de Janeiro e via Skype no do Rio Grande do Sul.</p>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_4626" class="wp-caption aligncenter" style="width: 440px"><img class="size-full wp-image-4626  " title="3679362609_fca0019753_b" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/3679362609_fca0019753_b.jpg" alt="Caribé discursa sobre o Movimento Mega Não e a censura na Internet durante um Ato Público no Rio de Janeiro. Omar Kaminski pode ser visto à sua esquerda. À sua direita o Deputado Federal Jorge Bittar e o Deputado Estadual Alessandro Molon." width="430" height="323" /><p class="wp-caption-text">Caribé discursa sobre o Movimento Mega Não e a censura na Internet durante um Ato Público no Rio de Janeiro. Henrique Antoun pode ser visto à sua esquerda. À sua direita o Deputado Federal Jorge Bittar e o Deputado Estadual Alessandro Molon.</p></div>
<p><strong> Fale-me sobre o Mega Não por favor. Como surgiu a ideia por trás do movimento?</strong></p>
<div id="attachment_4501" class="wp-caption alignright" style="width: 220px"><img class="size-medium wp-image-4501 " title="Simbolo_Olho_2009" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/09/Simbolo_Olho_2009-300x300.gif" alt="Símbolo do MegaNão, por Mario Amaya." width="210" height="210" /><p class="wp-caption-text">Símbolo do Mega Não, por Mario Amaya.</p></div>
<p>O Mega Não é o típico caso onde mirei no coelho e acertei no elefante. A tramitação do AI5 digital estava ganhando força na câmara dos deputados, e sentimos a necessidade urgente de fazer algo mais abrangente, mais mega, daí tive a ideia de criar o Mega Não. A proposta inicial era uma sequência de eventos isolados <em>online</em> e <em>offline</em> que direcionariam pessoas e espectadores para o Mega Não. Compartilhei o projeto com o <em><a href="http://twitter.com/dpadua">Daniel Pádua</a></em> que deu diversas idéias interessantes, e o projeto ficou espetacular. No entanto, sua execução exigia dedicação. Em seguida surgiu a ideia do ato público em São Paulo, e decidimos que este seria o <em>grand finale</em>. O tempo agora era nosso inimigo, com a pressa criei o blog, que não tem nada haver com o que imaginamos, a não ser o nome. Neste processo tivemos uma grande colaboração do <em><a href="http://twitter.com/aarles">Antonio Arles</a> </em>e da <em><a href="http://twitter.com/myris">Myris Silva</a></em>.</p>
<p>&#8220;Mega Não&#8221; foi um nome perfeito, e rapidamente se tornou sinônimo do ciberativismo contra o AI5 Digital. A ideia de transformá-lo em um meta-manifesto foi o ponto crucial para também torná-lo uma fonte de informações sobre o ativismo. O movimento foi construído às pressas por todos os colaboradores e acabou ficando muito bom. Ele foi rapidamente disseminado nas mídias sociais e hoje é um blog razoavelmente visitado e fartamente citado e linkado<strong> </strong>em outros blogs.<strong> </strong></p>
<p><strong>&#8211;</strong></p>
<p><em>Desenvolvido por vários ativistas brasileiros juntamente com João Carlos Caribé, o movimento já alcançou até mesmo a EFF - <a href="http://www.eff.org/">Electronic Frontier Foundation</a> [en], organização que luta pelos direitos dos usuários na Internet, com um <a href="http://www.eff.org/deeplinks/2009/07/lula-and-cybercrime">post</a> [en] sobre a declaração do presidente Luís Inácio Lula da Silva <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/07/05/brasil-o-presidente-lula-e-nerd/">durante o 10° FISL em Porto Alegre</a> sobre o projeto de lei Azeredo e sua repercussão na política brasileira.<br />
</em></p>
<p><em><a href="http://www.eff.org/deeplinks/2009/07/lula-and-cybercrime"></a></em></p>
<p><strong> Visto que você é bastante participativo no ciberativismo brasileiro, de onde você tira tanta disposição para lutar pela liberdade da rede? (pergunta de <em><a href="http://twitter.com/aarles">Antônio Arles</a></em> via Twitter)</strong></p>
<div id="attachment_4610" class="wp-caption alignright" style="width: 220px"><img class="size-medium wp-image-4610" title="3223581767_7d2547b1e1_o" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/3223581767_7d2547b1e1_o-300x283.jpg" alt="3223581767_7d2547b1e1_o" width="210" height="198" /><p class="wp-caption-text">&quot;Pirata Caribenho&quot;. Foto por @_thebest_</p></div>
<p><strong> </strong>O meu idealismo incurável é uma das razões, a outra posso dizer que é a paixão pela causa, nasci e cresci sob a égide da censura e hoje temos um pouco mais de liberdade. A Internet hoje deu voz ao cidadão comum. Qualquer um pode produzir qualquer coisa na Internet, pois ela acabou com a economia da escassês, democratizou o conhecimento, permite que as pessoas se relacionem por afinidade, por ideologia, e também está eliminando os atravessadores.</p>
<p>Como diz no <em><a href="http://entropia.blog.br/2009/08/16/manifesto-da-cultura-livre/">Manifesto da Cultura Livre</a></em>, a Internet é uma janela de oportunidade para que a sociedade promova uma grande e bela revolução sob todos os aspectos, caminhamos para um socio-capitalismo, um sistema baseado na fartura e no compartilhamento, e isto assusta o <em>establishment</em>.</p>
<p>Existe uma guerra velada contra este bem social, uma guerra dos grandes oligopólios, dos governos corruptos e repressores, dos bancos, da indústria de intermediação cultural, da mídia tradicional e manipuladora, e de outros interessados em manter tudo como está. A minha luta, minha motivação apaixonada é por manter todos os benefícios que a Internet proporcionou à sociedade e ampliá-los.</p>
<p><strong> Como você avalia a blogosfera brasileira?</strong></p>
<div id="attachment_4623" class="wp-caption alignright" style="width: 299px"><img class="size-medium wp-image-4623 " title="A Bio do Caribé no Twitter diz: &quot;Procura no Google! Eu falo palavrão, sacanagem e xingo politicos, siga por conta e risco.&quot;" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/futuro-internet-31-300x221.jpg" alt="futuro-internet 31" width="289" height="213" /><p class="wp-caption-text">A bio do Caribé no Twitter diz: &quot;Procura no Google! Eu falo palavrão, sacanagem e xingo politicos, siga por conta e risco.&quot;</p></div>
<p>Blogosfera brasileira é uma definição complexa. Para a maioria dos veículos de comunicação e agências de publicidade, a blogosfera nacional se resume à uma duzia de blogs com grande volume de acesso. Para mim é um emaranhado de produção intelectual dos <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Prosumer"><em>prosumers</em></a>, e como não poderia deixar de ser, um emaranhado heterogêneo.</p>
<p>No nosso ciberativismo contra o AI5 Digital tivemos uma árdua tarefa em descobrir as motivações dos blogs para engajarem na causa. Acreditava que poucos iriam aderir, uma destas ideias foi a blogagem coletiva, e me surpreendi com mais de 180 posts em blogs totalmente diferentes. Até mesmo blog &#8220;mimimi&#8221; engajou, o que me fez mudar meu ponto de vista, passei a respeitar e procurar entender qualquer manifestação e motivação dos blogueiros, até mesmo os &#8220;mimimis&#8221;</p>
<p><strong>Quais as mudanças reais que podem se consolidar através do ciberativismo?</strong></p>
<p>Muitas ja estão consolidando, muitas evidentes e claras e outras mais sutis. Por exemplo podemos começar com a crescente politização da sociedade conectada, como eu falei em um <a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=1453">post</a> no <a href="http://www.trezentos.blog.br/"><em>Trezentos</em></a>:</p>
<blockquote><p>[..] Estamos pensando e agindo coletivamente, estamos nos “alfabetizando politicamente”, estamos reconhecendo nossos direitos, aprendendo a valorizar o próximo e, estamos aprendendo, como diz Dalai Lama que: uma enorme jornada começa com um pequeno passo. Podemos não perceber isto agora, mas nunca mais seremos os mesmos, estamos reconstruindo a história da democracia no Brasil, somos os agentes de mudança, dificilmente seremos enganados novamente, somos os revolucionários digitais, estamos fazendo a revolução mediada por computador, a revolução da era da participação [&#8230;]</p></blockquote>
<p>Além desta ampla &#8220;alfabetização política&#8221;, as mudanças reais estão acontecendo, em nosso ciberativismo contra o AI5 Digital, conseguimos convencer milhares de céticos de que o projeto de lei era lobo em pele de cordeiro, que não iria resolver o problema dos cibercrimes e que tornaria a Internet um ambiente inóspito. Praticamente nenhum veículo da mídia brasileira publicou uma matéria consistente sobre o ativismo contra o AI5 digital, ato que em si já demonstra uma clara manipulação, já que publica matérias sobre cibercrimes quase que diariamente, além das vezes em que faz <em>merchandising</em> a favor do AI5 digital em suas novelas.</p>
<p>Mesmo sem esta cobertura da imprensa tradicional, atingimos em torno de 15 milhões de brasileiros e centenas de milhares de estrangeiros. Com nosso ciberativismo pavimentamos uma plataforma para que os parlamentares simpáticos a causa tivessem como defender nossos interesses no parlamento. Nossa petição online com mais de 150 mil assinaturas se transformou no ícone do ciberativismo contra o AI5 digital. Acredito que nosso movimento acelerou o processo de adoção de mídias sociais pelos parlamentares, e agora estamos assistindo ao remix da &#8220;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Roupa_Nova_do_Rei">Roupa nova do Rei</a>&#8221; no Senado, onde a total ignorância dos parlamentares em termos de Internet os coloca numa exposição ridícula, deixando-os totalmente nus perante a sociedade conectada.</p>
<p>Arrisco dizer que fizemos muito mais do que alterar a tramitação e conteúdo de um projeto de lei que afeta a Internet. Colaboramos para este espetáculo de &#8220;nudismo&#8221; do parlamento que vai encaminhar para o &#8220;expurgo&#8221; dos dinossauros políticos, que serão substituídos por políticos muito mais arrojados e realmente comprometidos com a sociedade e com o melhor futuro para a nossa nação. Os dinossauros políticos perceberam isto, por esta razão tentam medidas inócuas de censura a Internet nas próximas eleições. Mas não adianta mais, a janela da oportunidade já foi aberta, e agora não há mais como fechá-la.</p>
<p><strong> Como você imagina a Internet brasileira daqui a 10 anos?</strong></p>
<div id="attachment_4618" class="wp-caption alignleft" style="width: 196px"><a href="http://www.flickr.com/photos/ayfugita/3229315885/"><img class="size-full wp-image-4618  " title="João Carlos Caribé no Campus Party 2008" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/3229315885_6be0588136.jpg" alt="João Carlos Caribé no Campus Party 2008. Foto por Alexandre Fugita." width="186" height="330" /></a><p class="wp-caption-text">João Carlos Caribé no Campus Party 2008. Foto por Alexandre Fugita.</p></div>
<p>É um belo exercício de imaginação. Não dá para fazer uma projeção só, temos de estabelecer cenários, vou criar dois: Um se a liberdade na web prevalecer e outro se o vigilantismo se estabelecer.</p>
<p>Em termos gerais, acredito que em 10 anos não teremos mais a Internet que conhecemos, o acesso será gratuito e de qualquer dispositivo, redes interconectadas aumentarão a densidade e capilaridade da Internet. Viveremos dentro dela, nosso carro, nossa geladeira, fogões, sapatos, privadas, luminárias, eletrodomésticos, tudo estará conectado. Carregaremos dados em nosso corpo que poderão ser acessados através de qualquer superfície provida de uma interface de virtualização, assim por exemplo uma tábua de carne poderá servir como computador, ou o parabrisa do seu carro.</p>
<p>Com tudo integrado assim saberemos que tipo de manutenção nosso carro necessita, antes mesmo que o problema ocorra, assim como poderemos consultar a geladeira de qualquer lugar para saber se tem queijos e vinhos em quantidade suficiente para receber os amigos que vão chegar para o jantar. Se não tiver, sem problemas a geladeira manda a lista para o supermercado mais barato e você só precisará autorizar a compra.</p>
<p>Mecanismos <em>open source</em> de segurança garantirão que esta transação entre os dispositivos e você sejam seguras e invioláveis. Quem apostou na web semântica, a &#8220;singularidade&#8221;  da Internet terá perdido a aposta. A <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Web_sem%C3%A2ntica">web semântica</a>, onde <em>scripts</em> iriam conectar e até produzir conteúdo a partir de conteúdos existentes se mostrou mecanizada demais, existirá mas não será excludente. O processo criativo e o tom humano da Internet continuará pleno, pessoas querem falar com pessoas, lembra o antigo <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cluetrain_Manifesto"><em>Manifesto Cluetrain</em></a> [en].</p>
<p>No entanto, se o vigilantismo se estabelecer, será nas pontas da web; E como a Internet é um mundo de pontas, vai entender este controle como um defeito e irá roteá-lo, auxiliado por pessoas que criarão a reação. Assim uma luta inócua do vigilantismo contra a sociedade conectada se dará sempre com um vencendor anunciado: a sociedade conectada. Acho pouco provável que o vigilantismo se estabeleça, países que estão reagindo com pouca intensidade à tentativa de controle da Internet irão perceber que &#8220;dormiram no ponto&#8221; e reagirão com mais intensidade. Assim como na China o controle é impossível, no resto do mundo também será.</p>
<p>Desta forma a sociedade conectada elegerá seus representantes com mais critério, desmontará estruturas que se beneficiam do controle, e teremos passado por um pesadelo da história. Um pesadelo onde as corporações, a mídia golpista e políticos corruptos e/ou comprometidos com este poder tentavam manter a sociedade alienada e sob controle. Aos poucos o <em>establishment</em> se tornará uma utopia e teremos conseguido um mundo melhor.</p>
<p><strong>O que você diria para convencer uma pessoa que não acredita no &#8220;poder&#8221; dos blogs?</strong></p>
<p>Acho mais adequado falar do poder da sociedade conectada. Tem gente que ainda acredita que o computador é uma máquina alienante, que afeta os relacionamentos sociais e que &#8220;<em>viola</em> criancinhas&#8221;. As pessoas podem ser livres para acreditar no que elas quiserem, tem muita gente que acredita nas &#8220;boas intenções&#8221; do AI5 digital, em Papai Noel, Coelho da Pascoa e até mesmo no Neo-liberalismo. Lidar com estes sistemas de crenças envolve não só em mostrar uma outra opção como também desmontar as crenças e valores de quem se deseja convencer. Quanto mais conservador for este interlocutor, mais dificil será esta tarefa.</p>
<p>Veja que até hoje o Senador Eduardo Azeredo fala que as críticas ao AI5 digital são bobagem, que é fruto de uma interpretação equivocada. Ele parece acreditar ainda em um sistema intelectual vertical, e parece não fazer a menor ideia do que seja a Inteligência Coletiva, ou sistema intelectual horizontal e distribuído. Como poderei convencer uma pessoa assim do poder da sociedade conectada? Acho que já convencemos, ele é que ainda não se deu conta, e nem vai perceber, ou será que irá perceber isto nas próximas eleições?</p>
<p>&#8211;</p>
<p>Sendo uma influente figura no ciberativismo brasileiro, Caribé inspira muitos blogueiros novatos no Brasil. Na medida em que vários projetos de leis, decisões judiciais e leis que tentam censurar a Internet se tornam cada vez mais frequentes na nação, pessoas como ele são mais que bem-vindas. Estas pessoas são necessárias para manter o espírito da democracia na Internet como um direito humano, não apenas uma falácia financiada por políticos controversos e meios de comunicação enganadores.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cuba: Yoaní Sánchez e outros blogueiros apreendidos</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/11/12/cuba-yoani-sanchez-e-outros-blogueiros-apreendidos/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 03:34:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Talvez fosse apenas uma questão de tempo, mas Yoani Sánchez, blogueira mais famosa de Cuba, que recebeu inúmeros prêmios internacionais por seu ativismo, foi detida brevemente e espancada pelas autoridades cubanas em 6 de novembro, junto com seus colegas blogueiros, Claudia Cadelo (uma colaboradora do Global Voices) e Orlando Luís Pardo Lazo. Os três estavam em seu caminho para uma marcha anti-violência na capital cubana, Havana.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/janine-mendes-franco/">Janine Mendes-Franco</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/11/07/yoani/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Talvez fosse apenas uma questão de tempo, mas <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Yoani_S%C3%A1nchez">Yoani Sánchez</a>, blogueira <a href="http://www.desdecuba.com/generationy/">mais famosa</a> de Cuba, que recebeu <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/04/08/cuba-blocked-blogger-yoani-sanchez-receives-prestigious-award/">inúmeros prêmios internacionais</a> por seu ativismo, foi <a href="http://momento24.com/en/2009/11/07/yoani-sanchez-cuban-blogger-was-arrested-and-beaten-by-the-police/">detida brevemente e espancada</a> pelas autoridades cubanas em 6 de novembro, junto com seus colegas blogueiros, <a href="http://www.octavocerco.blogspot.com/">Claudia Cadelo</a> (uma <a href="http://globalvoicesonline.org/author/claudia-cadelo/">colaboradora</a> do Global Voices) e <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/03/23/cuba-interview-with-blogger-orlando-luis-pardo-lazo/">Orlando Luís Pardo Lazo</a>. Os três estavam em seu caminho para uma <a href="http://alongthemalecon.blogspot.com/2009/11/cuban-marchers-shout-peace-and-love.html">marcha anti-violência</a> na capital cubana, Havana.</p>
<p>A blogueira espanhola Rosa Jiménez Cano, que trabalha para o jornal espanhol El País, <a href="http://www.rosajc.com/2009/11/07/yoani-sanchez-detenida-y-golpeada/">relatou</a> ter recebido a seguinte mensagem de texto da Yoaní por volta de 2am, horário de Madri:</p>
<blockquote><p>Fui detenida junto a Orlando L. Pardo y Claudia Cadelo nos llevaron a la fuerza estilo siciliano. Golpes. Nos dejaron tirados en una esquina.</p></blockquote>
<div class="translation">Fui detida junto com Orlando L. Pardo e Claudia Cadelo; levaram-nos à força no estilo siciliano. Golpes. Fomos deixados deitados em uma esquina.</div>
<p>Na manhã seguinte aos acontecimentos, Yoaní <a href="http://www.desdecuba.com/generaciony/?p=2468">postou</a> o seguinte relato em seu blog:</p>
<blockquote><p>Cerca de la calle 23 y justo en la rotonda de la Avenida de los Presidente, fue que vimos llegar en un auto negro –de fabricación china– a tres fornidos desconocidos: ‘Yoani, móntate en el auto&#39; me dijo uno mientras me aguantaba fuertemente por la muñeca. Los otros dos rodeaban a Claudia Cadelo, Orlando Luís Pardo Lazo y una amiga que nos acompañaba a una marcha contra la violencia. Ironías de la vida, fue una tarde cargada de golpes, gritos y malas palabras la que debió transcurrir como una jornada de paz y concordia.  Los mismos ‘agresores&#39; llamaron a una patrulla que se llevó a mis otras dos acompañantes, Orlando y yo estábamos condenados al auto de matrícula amarilla, al pavoroso terreno de la ilegalidad y la impunidad del Armagedón.</p>
<p>Me negué a subir al brillante Geely y exigimos nos mostraran una identificación o una orden judicial para llevarnos. Claro que no enseñaron ningún papel que probara la legitimidad de nuestro arresto. Los curiosos se agolpaban alrededor y yo gritaba ‘Auxilio, estos hombres nos quieren secuestrar&#39;, pero ellos pararon a los que querían intervenir con un grito que revelaba todo el trasfondo ideológico de la operación: ‘No se metan, estos son unos contrarrevolucionarios&#39;. Ante nuestra resistencia verbal, tomaron el teléfono y dijeron a alguien que debió ser su jefe: ‘¿Qué hacemos? No quieren subir al auto&#39;. Imagino que del otro lado la respuesta fue tajante, porque después vino una andanada de golpes, empujones, me cargaron con la cabeza hacia abajo e intentaron colarme en el carro. Me aguanté de la puerta… golpes en los nudillos… alcancé a quitarle un papel que uno de ellos llevaba en el bolsillo y me lo metí en la boca. Otra andanada de golpes para que les devolviera el documento.</p></blockquote>
<div class="translation">Perto da rua 23, na Avenida de los Presidentes, vimos um carro preto feito na China estacionando com três desconhecidos musculosos. &#8220;Yoaní, entre no carro&#8221;, disse um deles enquanto me agarrava à força pelo pulso. Os outros dois cercaram Claudia Cadelo, Orlando Luís Pardo Lazo, e um amigo que estava nos acompanhando até a marcha contra a violência. As ironias da vida; foi uma noite cheia de socos, gritos e palavrões o que deveria ter passado como um dia de paz e harmonia. Os mesmos &#8216;agressores&#39; chamaram um carro da patrulha que levou meus outros dois companheiros, e Orlando e eu estávamos condenados ao carro com placas amarelas, o mundo terrível de anarquia e a impunidade do Armageddon.<br />
Eu me recusei a entrar no brilhante <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Geely">carro da Geely</a> e pedimos que eles nos mostrassem sua identificação ou um mandado. É claro que eles não nos mostraram nenhum documento para provar a legitimidade da nossa prisão. Os curiosos se aglomeraram ao redor e eu gritava, &#8216;Socorro, estes homens querem nos seqüestrar&#39;, mas eles pararam os que queriam intervir com uma mensagem que revelou o plano de fundo ideológico de toda a operação: &#8220;Não interrompam, estes são contra-revolucionários&#8221;. Diante de nossa resistência verbal eles fizeram um telefonema e disseram a alguém que deve ter sido o chefe: &#8220;O que nós fazemos? Eles não querem entrar no carro.&#8221; Eu imagino que a resposta do outro lado era inequívoca, porque, então, veio uma enxurrada de socos e empurrões; eles abaixaram minha cabeça e tentaram me empurrar para dentro do carro. Eu segurava o porta &#8230; golpes aos meus dedos &#8230; eu consegui pegar o papel que um deles tinha no bolso e colocá-lo na minha boca. Outra rajada de socos para que eu devolvesse o documento a eles.</div>
<p>O post da Yoaní continua descrevendo a brutalidade infligida a ela e ao Orlando, e sua eventual libertação:</p>
<blockquote><p>Nos dejaron tirados y adoloridos en una calle de la Timba, una mujer se acercó ‘¿Qué les ha pasado?&#39;… ‘Un secuestro&#39;, atiné a decir. Lloramos abrazados en medio de la acera, pensaba en Teo, por Dios cómo voy a explicarle todos estos morados. Cómo voy a decirle que vive en un país donde ocurre esto, cómo voy a mirarlo y contarle que a su madre, por escribir un blog y poner sus opiniones en kilobytes, la han violentado en plena calle. Cómo describirle la cara despótica de quienes nos montaron a la fuerza en aquel auto, el disfrute que se les notaba al pegarnos, al levantar mi saya y arrastrarme semidesnuda hasta el auto.</p></blockquote>
<div class="translation">Fomos deixados doloridos, deitados em uma rua em Timba; uma mulher se aproximou: &#8216;O que aconteceu&#39;&#8230; &#8216;Um seqüestro&#39;, consegui dizer. Nós choramos abraçados um ao outro no meio da calçada, pensando no Teo, por Deus, como eu iria explicar aqueles machucados. Como vou dizer a ele que vivemos em um país em que isso pode acontecer, como vou olhar para ele e dizer que sua mãe, por escrever um blog e colocar minha opinião em kilobytes, foi espancada em uma rua pública. Como descrever os rostos despóticos daqueles que nos forçaram a entrar no carro, a alegria deles que pude perceber enquanto eles nos espancavam, ou ao levantarem minha saia e me arrastarem semi-nua até o carro.</div>
<p>No momento em que escreveu, o post da Yoaní atraiu 1.412 comentários.</p>
<p>Claudia também inseriu rapidamente a sua versão do incidente <a href="http://octavocercoen.blogspot.com/2009/11/march-where-i-wasnt.html">em seu blog</a></p>
<blockquote><p>We refused to get in the car, there were three of them and they threatened us:</p>
<p>‘Get in the car, now.&#39;<br />
‘Let us see your documents, or bring a policeman.&#39;</p>
<p>Orlando had his cell phone in his hand. ‘Pardo, don’t record,&#39; said the one in the orange shirt, and I got my cell out. Nobody noticed me, I sent the first Tweet… In less than three minutes a patrol car came up with a couple of cops—a woman and a man—completely dumbstruck by the scene. They carried out their orders almost in slow motion, the woman told me:</p>
<p>‘Don’t resist.&#39;</p>
<p>‘They are undocumented,&#39; it occurred to me to enlighten her.</p>
<p>Yoani was clinging to a bush, I was clinging to her waist, and the woman was pulling me by the leg. They had already dragged Orlando off, outside my field of vision. A man at the bus-stop looked on with an expression of terror, people didn’t say a single word. The officer, very young, got me in an armlock that immobilized me. I could have kicked a little but I was too astonished at seeing Yoani’s legs sticking out the rear window of the State Security car.</p></blockquote>
<div class="translation">Nós nos recusamos a entrar no carro, eles estavam em três e nos ameaçaram:</p>
<p>&#8216;Entrem no carro, agora.&#39;<br />
&#8216;Deixe-nos ver seus documentos, ou traga um policial.&#39;</p>
<p>Orlando tinha o telefone em suas mãos. &#8220;Pardo, não grave&#39;, disse o agressor que vestia uma camisa laranja, e eu tirei meu celular. Ninguém percebeu, e eu mandei meu primeiro Tweet&#8230;. em menos de trêsminutos um carro-patrulha veio com dois policiais - uma mulher e um homem - completamente sem palavras pela cena. Eles executaram suas ordens quase em câmera lenta; a mulher me disse:</p>
<p>&#8216;Não resista.&#39;</p>
<p>&#8216;Eles não têm documentos,&#39; eu a recordei.</p>
<p>Yoaní estava se agarrando a um arbusto, eu estava agarrada à sua cintura, e a mulher estava me puxando pela perna. Eles já tinham arrastado o Orlando para fora do meu campo de visão. Um homem na parada de ônibus contemplava com uma expressão de terror, as pessoas não dizem uma única palavra. O oficial, muito jovem, me pegou em uma chave-de-braço que me imobilizou. Eu poderia ter chutado um pouco, mas eu estava muito surpresa ao ver as pernas de Yoani saindo da janela traseira do carro de segurança do Estado.</p></div>
<p>Seu post continua a relatar a cadeia de eventos em grande detalhe, mas ela completa com uma nota triunfante:</p>
<blockquote><p>Then the first call came, with a 00 international prefix, and I knew nothing had been in vain, even if we had all been arrested and the march suspended. When, later, I saw the video that Ciro brought me, I knew for certain: They lost; it&#39;s the countdown.</p></blockquote>
<div class="translation">Então veio a primeira ligação, com um prefixo internacional 00, e eu soube que nada foi em vão, mesmo se nós tivéssemos todos sido presos e a marcha suspensa. Quando, mais tarde, eu vi o vídeo que o Ciro trouxe, eu sabia com certeza: Eles perderam; é a contagem regressiva.</div>
<p>Comentando sobre o incidente, o blogueiro em diáspora do blog <a href="http://marcmasferrer.typepad.com/uncommon_sense/2009/11/cuban-bloggers-arrested.html"><em>Uncommon Sense</em></a> expressa surpresa, já que &#8220;aqueles de nós em outros países que presumem que porque a Yoani, Claudia e outros são bem conhecidos, a ditadura de Castro nunca ousaria prendê-los.&#8221; No entanto, foi o que fizeram. Ele continua:</p>
<blockquote><p>Of course, we should never be surprised at what the regime does when it comes to trying to silence its opposition on the island.</p>
<p>And we should never underestimate the importance of the protection we provide every time we read one of their blogs. Obviously, it doesn&#39;t provide them absolute immunity, but it is conceivable that someone like Yoani Sanchez would have a long ago been locked away in the Castro gulag were it not for the fact that she is so well known.</p>
<p>What you provide them with each click is the moral support vital for their continuing struggle for freedom.</p></blockquote>
<div class="translation">É claro, nós nunca devemos ficar surpresos com o que o regime faz quando se trata de tentar silenciar sua oposição na ilha.</p>
<p>E não devemos nunca subestimar a importância da proteção que provemos toda vez que lemos um de seus blogs. Obviamente, isso não lhes concede imunidade absoluta, mas é concebível que alguém como Yoaní Sánchez já teria sido detida na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gulag">gulag</a> do Castro se não fosse o fato de ela ser conhecida.</p>
<p>O que vocês lhes concedem com cada clique é apoio moral vital para sua luta constante por liberdade.</p></div>
<p>Enquanto isso, o <a href="http://babalublog.com/2009/11/breaking-news-yoani-sanchez-arrested-in-cuba/" target="_blank"><em>Babalu Blog</em></a>, após publicar a história como notícia urgente, continuou atualizando o post na medida em que mais detalhes estavam disponíveis, incluindo uma entrada às 8:15 da manhã mostrando uma evidência de abuso físico em uma foto enviada ao <a href="http://www.penultimosdias.com/2009/11/07/knuck-knuck-knuckin%E2%80%99-on-my-nuca/"><em>Penultimos Dias</em></a> por Orlando Luís Pardo. John R., do blog <a href="http://cubanamericanpundits.blogspot.com/2009/11/beer-ice-cream-and-beaten-bloggers.html"><em>Cuban American Pundits&#39;</em></a> [en], soube da detenção de Yoaní através de <a href="http://babalublog.com/2009/11/breaking-news-yoani-sanchez-arrested-in-cuba/"><em>Babalu</em></a> e comenta:</p>
<blockquote><p>It can only be said that the Cuba Governement is afraid, and that these heirs to Cuba&#39;s future are extremely brave.</p></blockquote>
<div class="translation">Só se pode ser dito que o Governo de Cuba está com medo, e que estes herdeiros do futuro de Cuba são extremamente bravos.</div>
<p>O blog também procurou sites da mídia de massa para determinar o quão grande foi a história e ficou decepcionado ao saber que &#8220;a única coisa que a <a href="http://www.cnn.com/2009/WORLD/americas/11/04/cuba.trade/index.html">CNN</a> está cobrindo sobre Cuba é como a cerveja Miller e o sorvete Haagen Dazs podem ser vendidos em Cuba - como recompensa, no entanto. Enquanto cidadãos cubanos são seqüestrados e espancados por seu exercício de liberdade de expressão, a Chicago Foods (e outras empresas) estão negociando como cerveja e sorvete devem ser vendidos na ilha.&#8221; (<a href="http://edition.cnn.com/2009/WORLD/americas/11/07/cuba.blogger.detained/index.html">a CNN eventualmente passou a cobrir a história</a> da apreensão dos blogueiros.) O post continua ao comentar sobre o embargo dos EUA sobre a ilha, e dizendo:</p>
<blockquote><p>For those who claim that a new era has dawned on Cuba should take a close look at the incident that happened with a peaceful group of Cuban bloggers. Nothing has changed. Oppression remains in the cities while luxury and freedom exudes in the resorts.</p>
<p>I don&#39;t know about you, but I&#39;m no longer eating Hagen Dazs ice cream nor drinking Miller beer.</p></blockquote>
<div class="translation">Para aqueles que clamam que uma nova era amanheceu em Cuba devem olhar de perto o incidente que aconteceu com um grupo pacífico de blogueiros cubanos. Nada mudou. A opressão continua nas cidades enquanto luxo e liberdade exalam dos <em>resorts</em>.</p>
<p>Não sei quanto a vocês, mas eu não estou mais tomando sorvete Hagen Dazs, nem bebendo cerveja Miller.</p></div>
<p>Oswaldo Payá do Movimento Cristiano Liberação emitiu <a href="http://www.oswaldopaya.org/es/2009/11/07/mcl-se-solidariza-con-yoani-sanchez-darsi-ferrer-ylas-demas-victimas-de-la-represion/">uma declaração</a> expressando solidariedade para com Sánchez e as outras vítimas de repressão. <a href="http://www.mybigfatcubanfamily.com/my_big_fat_cuban_family/2009/11/standing-with-yoani.html"><em>My big, fat Cuban family</em></a> também permanece em solidariedade com suas irmãs cubanas:</p>
<blockquote><p>I have the supreme luxury of writing about anything that excites or amuses me at any given time. And I do.</p>
<p>Today I want to make you aware if you&#39;re not already, of a group of dissident bloggers presently under fire for blogging in Cuba.</p>
<p>Unlike me, they write about the everyday indignities of living in castro&#39;s gulag. You understand, of course, that in a communist country, dissension is not just discouraged, it is oftentimes attacked.</p>
<p>Yet these brave bloggers persist…Tonight, Yoani Sanchez and a group of dissidents were picked up, harassed, detained and beaten as they prepared to attend, ironically, a demonstration against the use of violence.</p>
<p>They knew and called her by name and forced her into a car where she figured that this was a kidnapping  which would end in her execution. Although she and her dissident companions were beaten severely they were subsequently released.</p>
<p>Her safety lies here. On blogs like mine.</p></blockquote>
<div class="translation">Eu tenho o luxo supremo de escrever sobre tudo o que me emociona ou me diverte a qualquer momento. E eu escrevo.</p>
<p>Hoje, quero lhes alertar, se já não estão alertas, sobre um grupo de blogueiros dissidentes atualmente sob fogo por blogarem em Cuba.</p>
<p>Diferentemente de mim, eles escrevem sobre indignidades cotidianos da vida na gulag de Castro. Vocês compreendem, é claro, que em um país comunista, a divergência não é somente desencorajada, mas frequentemente atacada.</p>
<p>Ainda assim, estes bravos blogueiros persistem&#8230; Hoje à noite, Yoaní Sánchez e um grupo de dissidentes foram apreendidos, assediados, detidos e espancados enquanto eles se preparavam para participar, ironicamente, de uma manifestação contra o uso da violência.</p>
<p>Eles sabiam e chamaram ela pelo nome, e forçaram-na a entrar em um carro e percebeu que aquilo era um sequestro que terminaria em execução. Embora ela e seus companheiros dissidentes foram espancados gravemente, eles foram liberados em seguida.</p>
<p>Sua segurança está aqui. Em blogs como o meu.</p></div>
<p>O blog <em><a href="http://alongthemalecon.blogspot.com/2009/11/cuban-blogger-yoani-sanchez-shaken-up.html" target="_blank">Along the Malecon</a></em> dá algumas informações sobre o incidente e está convicto de que &#8220;a lenda de Yoaní Sánchez cresceu na sexta-feira depois que as autoridades cubanas lhe deteram na rua, empurraram-na em um carro e agrediram-na antes de libertá-la&#8221;:</p>
<blockquote><p>Luis Eligio, of the counterculture group OMNI-Zona Franca, and two rappers organized the march. On Oct. 20, Sanchez was one of more than 10 bloggers who staged a ‘virtual protest&#39; using Tweets, cell phone text messages and blog posts to call for the release of political prisoners. All this puts the socialist government in a tough spot. The more force authorities use, the easier it will be for opposition activists to recruit followers. These incidents also help galvanize international support for Sanchez and other bloggers. This support grows at an exponential rate, colonizing cyberspace and making it difficult for the Cuban government to effectively counter.</p></blockquote>
<div class="translation">Luis Eligio, do grupo contracultura OMNI-Zona Franca, organizou a marcha com outros dois rappers. Em 20 de outubro, Sánchez foi uma das mais de 10 blogueiros que encenaram um &#8216;protesto virtual&#39; usando tweets, mensagens de texto de telefone celular e postagens em blogs para pedir a libertação de presos políticos. Tudo isso coloca o governo socialista em uma situação difícil. Quanto mais as autoridades utilizam a força, mais fácil será para os ativistas da oposição para recrutarem seguidores. Estes incidentes também ajudar a galvanizar apoio internacional para Sánchez e outros blogueiros. Este apoio cresce a uma taxa exponencial, colonizando o ciberespaço e tornando difícil para o governo cubano combatê-lo eficazmente.</div>
<p>Em <a href="http://alongthemalecon.blogspot.com/2009/11/peace-march-rather-shady-pro-government.html">um post em separado</a>, o blogueiro destaca os pontos de vista daqueles que estão um pouco céticos sobre todo o evento, um dos quais é o jornalista cubano Vladia Rubio Jiménez, que escreve em <a href="http://vladia.blogcip.cu/2009/11/07/huele-a-quema%C2%B4o-en-calle-g/">seu blog</a>:</p>
<blockquote><p>Francamente, me resulta bien oscuro el asunto. ¿A partir de ahora seremos testigos de “espontáneas” marchas de protesta? ¿Contra qué violencia estaban pronunciándose esos muchachos con sus abstractos carteles? ¿Sería contra la que está ocurriendo en Afganistán, Honduras,  o contra lo acontecido en la más importante base militar norteamericana donde un enloquecido disparó y dejó muertas a 13 personas y varios heridos?</p></blockquote>
<div class="translation">Francamente, acho o assunto um pouco obscuro. A partir de agora teremos de testemunhar marchas de protesto &#8220;espontâneas&#8221;? Violência contra o que esses caras demonstravam com seus sinais? Seria contra o que está acontecendo no Afeganistão, Honduras, ou contra o que aconteceu na maior base militar dos EUA onde um louco atirou e deixou 13 mortos e vários feridos?</div>
<p>Ela continua:</p>
<blockquote><p>Por lo que leo, parece haber sido una manifestación organizada sobre todo a través de algunos blogs, entre ellos Octavo Cerco; y también me asombra ver las posibilidades tecnológicas de que disponen: teléfonos celulares, rápidas conexiones a Internet que incluso les permiten subir los videos… En ninguna parte dice con claridad quién convocó esa marcha.</p></blockquote>
<div class="translation">Pelo que li, parece ter sido uma manifestação organizada principalmente através de alguns blogs, incluindo o blog do Octavo Cerco e também espanta-me ver a tecnologia à disposição dos blogueiros: telefones celulares, conexões rápidas à Internet que até mesmo lhes permitem fazer upload de vídeos&#8230; Em nenhum lugar diz claramente quem organizou essa marcha.</div>
<p><em><a href="http://yohandry.wordpress.com/2009/11/07/yoani-sanchez-fuera-de-temporada/">Yohandry&#39;s Weblog</a></em> ecoa seu ceticismo:</p>
<blockquote><p>Pero bien, Claudia Cadelo dejó este vídeo en su blog. No comprendo cómo pueden subir sus videos a Youtube tan rápido, pero allí está. Ella misma por Twitter dijo que no había llegado hasta el performance, además de que explicó que estaba detenida.</p>
<p>Cómo pudo hacer Twitter detenida, cómo subió el video desde un carro de la policía?</p>
<p>Entra en acción Yoani Sánchez. Ahora bien, Yoani Sánchez cuenta a las siempre listas agencias y emisoras que tienen la misión de cubrir sus actividades lo ocurrido con ella y otros bloggers que se encaminaban al performance, quizás con el objetivo de provocar, nadie sabe.</p>
<p>Les dejo la grabación, ¡esos medios tan ágiles al servicio de Yoani! Adelanto que cuenta que ella tiene celular, computadora y seguirá haciendo Twitter, cosa que no acabo de comprender, cuando ella misma dice que no tiene libertad para trabajar en Cuba.</p>
<p>Y yo esperaré ahora  la otra versión de lo ocurrido. Como dice el dicho, siempre hay un ojo que te ve.</p></blockquote>
<div class="translation">Mas bem, Claudia Cadelo deixou este vídeo em seu blog. Eu não entendo como podem fazer upload de seus vídeos no YouTube tão rapidamente, mas ele está lá. Ela ainda disse no Twitter que não tinha conseguido chegar à performance, e explicou por que foi detida. Como ela poderia ter acessado o Twitter enquanto foi detido? Como ela enviou o do vídeo de um carro da polícia?</p>
<p>Yoani Sánchez entra em cena. Bem, deixa ver, Yoani Sánchez conta a agências e estações, cuja missão é facilmente cobrir seus eventos, o que aconteceu com ela e outros blogueiros que estavam indo para à performance. Talvez com a intenção de provocar. Ninguém sabe.</p>
<p>Aqui está a gravação. Estes meios de comunicação agem tão rapidamente ao serviço de Yoani! Devo dizer que ela tem um celular, um computador, e ela vai continuar a usar o Twitter, algo que eu simplesmente não consigo entender quando ela diz que não tem liberdade para trabalhar em Cuba.</p>
<p>E eu vou esperar pela próxima versão do incidente. Como diz o ditado: há sempre um olho que vê você.</p></div>
<p>Usuários de mídias sociais essão certamente mantendo um olhar atento sobre os fatos. Mesmo quando a <a href="http://twitter.com/ClaudiaCadelo">Claudia enviou sua mensagem no Twitter sobre o incidente</a>, aparentemente enquanto estava acontecendo - &#8220;<span><span>Estoy detenida</span><span><a rel="bookmark" href="http://twitter.com/ClaudiaCadelo/status/5490743504"> <span>aproximadamente 22 horas atràs</span></a> por<span> <a rel="nofollow" href="http://help.twitter.com/index.php?pg=kb.page&amp;id=75">txt</a></span></span></span>&#8221; sua primeira mensagem - seguidores de seu <a href="http://twitter.com/">Twitter</a> têm mostrado o seu apoio, com um usuário chamado-a de &#8220;muy valiente&#8221; ( &#8220;muito corajosa&#8221;).</p>
<div class="notes">
<div><small><em>A imagem usada no thumbnail deste post, <a href="http://www.flickr.com/photos/caveman_92223/2901480891/">“The Freedom of Speech”</a>, é de autoria do Caveman 92223, usada sob uma licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nd/2.0/deed.en">Creative Commons</a>.  Visite <a href="http://www.flickr.com/photos/caveman_92223/">a galeria do Caveman 92223&#8242;no Flickr.</a></em></small></div>
<div><em><br />
</em></div>
</div>
<div class="notes">
<div><a href="http://globalvoicesonline.org/author/georgia-popplewell/">Georgia Popplewell</a> e <a href="http://globalvoicesonline.org/author/firuzeh-shokooh-valle/">Firuzeh Shokooh Valle</a> contribuiram neste post.</div>
</div>
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		</item>
		<item>
		<title>Apresentamos o Threatened Voices [Vozes Ameaçadas]</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/11/04/apresentamos-o-threatened-voices-vozes-ameacadas/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 13:26:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogueiros]]></category>
		<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<description><![CDATA[O Global Voices Advocacy está lançando um novo website chamado Threatened Voices para ajudar a monitorar a supressão da liberdade de pensamento online. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/sami-ben-gharbia/">Sami Ben Gharbia</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/11/03/introducing-threatened-voices/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p style="text-align: center;"><a href="http://threatened.globalvoicesonline.org/"><img class="aligncenter" title="threatened-logo" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/11/threatened-logo-1.gif" alt="threatened-logo" width="352" height="77" /></a></p>
<p>Nunca antes tantas pessoas foram ameaçadas ou colocadas na cadeia pelas palavras que elas escrevem na internet.</p>
<p>Na medida em que ativistas e cidadãos comuns aumentaram o uso da internet para se expressarem e conectarem com outras pessoas, muitos governos também aumentaram a vigilância, filtragem, ações judiciais e assédio. A conseqüência mais rígida para muitos tem sido o encarceramento - motivado por política - de blogueiros e escritores online por causa de suas atividades online e/ou offline, em alguns casos críticos levando até mesmo à morte. Jornalistas online e blogueiros agora representam <a href="http://cpj.org/imprisoned/cpjs-2008-census-online-journalists-now-jailed-mor.php">45% de todos os trabalhadores de mídia</a> na cadeia em todo o planeta.</p>
<p>O <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/advox/">Global Voices Advocacy</a> está lançando um novo website chamado <a href="http://threatened.globalvoicesonline.org/">Threatened Voices</a> para ajudar a monitorar a supressão da liberdade de pensamento online. O site apresenta um mapa mundial e uma linha do tempo interativa que ajudam a visualizar a história de ameaças e prisões contra blogueiros em todo o planeta, além de ser uma plataforma central para reunir informações das organizações e ativistas mais dedicados, incluindo: <a href="http://www.committeetoprotectbloggers.org/">Committee to Protect Bloggers</a>, <a href="http://www.anhri.net/en/">The Arabic Network for Human Rights Information</a>, <a href="http://rsf.org/">Reporters without Borders</a>, <a href="http://hrw.org/">Human Rights Watch</a>, <a href="http://cyberlaw.org.uk/">CyberLaw Blog</a>, <a href="http://www.amnesty.org/">Amnesty International</a>, <a href="http://www.cpj.org/">Committee to Protect Journalists</a>, <a href="http://advocacy.globalvoicesonline.org/">Global Voices Advocacy</a>.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://threatened.globalvoicesonline.org/"><img class="aligncenter" title="threatened_voices" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/11/threatened_voices1.jpg" alt="threatened_voices" width="450" height="352" /></a></p>
<p><strong>Qual blogueiro, onde?</strong></p>
<p>Encontrar informação correta sobre blogueiros e escritores ameaçados e presos é  difícil por diversas razões.</p>
<p>Primeiro, o mistério em volta da censura e repressão online torna esse ato difícil de ser preciso. Nem uma semana passa sem histórias de prisões de mais um jornalista ou ativista online em países como Egito ou Irã, mas os detalhes e razões são freqüentemente encobertos por mistério.</p>
<p>Segundo, ainda há confusão sobre a definição de um &#8220;blogueiro&#8221;. Jornalistas profissionais estão cada vez mais migrando para mídia online e blogs em busca de mais liberdade, borrando as antigas linhas de definição. E muitos dos conhecidos como ciber-dissidentes na China, Tunísia, Vietnam, ou Irã, não mantêm blogs pessoais. Tempos atrás, os blogueiros eram presos por suas atividades offline, não pelo que eles publicavam online.</p>
<p>Esta confusão tem, por vezes, tornado difícil para os defensores da liberdade de expressão online pensar em boas estratégias e parcerias para defender blogueiros e ativistas online, mas nunca antes tem sido tão importante tentar tal feito.</p>
<p><strong>Vamos trabalhar juntos<br />
</strong></p>
<p>No <a href="http://globalvoicesonline.org/">Global Voices</a> nós engajamos com uma comunidade de autores, editores e tradutores que ajudam-nos a se manter informados sobre abusos contra liberdade de expressão e aos direitos humanos. Com o <a href="http://threatened.globalvoicesonline.org/">Threatened Voices </a>objetivamos <a href="http://threatened.globalvoicesonline.org/submit">abrir o processo de reportagem</a> ainda mais para cada pessoa que detém a informação.</p>
<p>Clamamos àqueles cujos amigos, parentes, colegas, ou compatriotas tenham sido ameaçados para ajudar a <a href="http://threatened.globalvoicesonline.org/submit">criar</a> e atualizar os perfis de desaparecidos ou encarcerados, dessa forma podemos buscar fontes adicionais, verificar a notícia, e linkar a campanhas online dedicadas à libertação dessas pessoas.</p>
<p>Neste processo, esperamos aprender mais sobre quando, onde e em qual dimensão os blogueiros estão sujeitos a abusos em diferentes países, para compartilharmos essa informação amplamente com jornalistas, pesquisadores e ativistas, e trabalhar na criação de uma Internet onde todos possam exercer seu direito de falar livremente e em que blogueiros aprisionados não são esquecidos.</p>
<p><strong>Ajudem-nos a espalhar essa ideia. Compartilhe no Twitter, em seu blog ou atualize seu status do Facebook sobre o  <a href="http://threatened.globalvoicesonline.org/">Threatened Voices</a>!</strong></p>
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		<item>
		<title>Brasil: Entre a Democracia e a Dúvida</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/10/29/brasil-entre-a-democracia-e-a-duvida/</link>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 18:16:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Brasil aguarda sua primeira Conferência Nacional de Comunicação que sinalizará um grande passo inicial na democratização do sistema comunicacional do país.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/marta-cooper/">Marta Cooper</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/10/23/brazil-between-democracy-and-doubt/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single">
<p>Desde o Fórum Mundial Social em Belém, em Janeiro deste ano, quando os meios de comunicação alternativos clamaram por informação progressiva e com pluralidade, iniciativas independentes online têm florescido no Brasil. Lado a lado com outros meios de comunicação já estabilizados, o <a href="http://www.midiaindependente.org/">Centro de Mídia Independente</a> possui coletivos com base nas maiores cidades brasileiras, a Web 2.0 hospeda incontáveis blogs, <a href="http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/parceiros.asp.">sites de notícias alternativos</a>, fóruns, interfaces, e o <a href="http://www.trezentos.blog.br/">ciberativismo</a> está tomando forma.</p>
<p>Estes exemplos estão se fortalecendo com encontros municipais e estaduais com a sociedade civil, organizações e acadêmicos em preparação para a primeira Conferência Nacional de Comunicação do Brasil, em dezembro. Intitulada &#8220;Comunicação: meios para a construção de direito e de cidadania na era digital&#8221;, a conferência sinaliza um grande passo na democratização do sistema de comunicação brasileiro.</p>
<p>Mas, apesar dos setores alternativos mostrarem tendências democráticas, a mídia brasileira é bastante conhecida por sua alta <a href="http://www.opendemocracy.net/media-globalmediaownership/article_64.jsp">concentração</a> [en] nas mãos de menos de dez famílias. Não sendo novidade, portanto, aqueles que lutam pela democratização da mídia têm numerosas propostas, incluindo o fortalecimento do serviço público de televisão e radiodifusão, afinando a ilusória estrutura de regulamentação, e expandindo o programa de inclusão digital do ex-Ministro da Cultura Gilberto Gil e investindo mais em setores e comunidades alternativas.</p>
<p style="text-align: center;"><img title="conferencia_comunicacao2-300x220" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/conferencia_comunicacao2-300x220.jpg" alt="conferencia_comunicacao2-300x220" width="300" height="220" /></p>
<p>A blogosfera permanece dividida sobre qual proposta é mais importante. Vários blogs feministas, por exemplo, recordam que o regulamento, monitoração, e revisão da lei de imprensa são fundamentais. Estes itens podem também denotar responsabilidade no que tante o controle social, o qual, para a blogueira <em><a href="http://terribili.blogspot.com/2009/05/tal-de-lei-de-imprensa-por-uma.html">Alessandra Terribili</a></em>,</p>
<blockquote><p>É garantir que eles não podem dizer o que querem, reforçar esteriótipos, legitimar preconceitos, seduzir pelo consumo, informar pela metade, esconder uma parte… não podem fazer isso impunemente.</p></blockquote>
<p>Mas para o site de ciberativismo <a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=3025"><em>Trezentos</em></a>, a inclusão digital permanece algo de suma importância. Suas propostas vão além da expansão de banda larga e infraestrutura de conectividade pelo país e também enfatizam os <em>direitos digitais</em> dos cidadãos:</p>
<blockquote><p>“Todos os brasileiros têm o direito ao acesso à Internet sem distinção de renda, classe, credo, raça, cor, opção sexual, sem discriminação física ou cultural […] Todo cidadão tem direito de acessar informações públicas em sites da Internet sem discriminação de sistema operacional, navegador ou plataforma computacional utilizada. Toda pessoa tem o direito a escrever em blogs e participar de redes sociais com seu nome, com codinome ou anonimamente.”</p></blockquote>
<p>O quão longe tais propostas possam vir a se tornar efetivas, dado as eleições presidenciais em 2010, é discutível. Além disso, a comunicação não é amplamente reconhecida como um direito humano, e veículos alternativos raramente se mobilizam coletivamente. A gradativa inclusão digital do Brasil de 34% com acesso a Internet, sendo 5% apenas se beneficiando de banda larga, também se opõe como um rígido contraste aos 98% da população que assistem à TV. Por mais contra-hegemônica que seja a luta para a democratização da comunicação, essa luta é, no final das contas, ofuscada pela mídia de massa monopolista.</p>
<p>Embora a conferência possa ver mais envolvimento público na criação de políticas e um papel mais ativo e conjunto por parte dos representantes de mídias alternativas e atores da <a href="http://www.intervozes.org.br/">sociedade civil</a>, tanto a mídia brasileira quanto a democracia em si são frágeis e em processo de amadurecimento. Mas é essencial que ambas se fortaleçam juntas. Para o blogueiro <a href="http://pablojus.blogspot.com/2009/10/midia-brasileira-esta-cega-e-servico.html"><em>Pablo Pedroso</em></a>:</p>
<blockquote><p>“Parte do esforço para a profunda transformação socioeconômica do Brasil, passa pela democratização dos meios de comunicação.”</p></blockquote>
<p>Portanto, a Conferência é somente o primeiro passo para um longo &#8220;trabalho de formiguinha&#8221; que o Brasil enfrenta em seu desenvolvimento democrático. Teremos de simplesmente esperar e ver o quanto tecnologias convergentes resultam em interesses convergentes.</p></div>
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		<item>
		<title>Brasil: A internet livre entrou mesmo no cenário eleitoral?</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/23/brasil-a-internet-livre-entrou-mesmo-no-cenario-eleitoral/</link>
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		<pubDate>Wed, 23 Sep 2009 21:14:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roger Franchini</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Eleições]]></category>
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		<description><![CDATA[Com a nova reforma eleitoral, o internauta solitário foi legalmente obrigado a se comportar como um empresário do setor das comunicações, impedido de analisar a postura de candidatos e o andamento das eleições, perdendo o direito à liberdade de expressão.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em> &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/rogerfranchini/'>Roger Franchini</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/09/23/brazil-has-a-free-internet-really-appeared-on-the-electoral-scene/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Depois de muita discussão, a <a title="Câmara dos Deputados" href="http://www2.camara.gov.br/">Câmara dos Deputados</a> e o <a href="http://www.senado.gov.br/sf/">Senado Federal</a> aprovaram neste mês o projeto de reforma da <a title="PL 5498/2009 na íntegra" href="http://www.camara.gov.br/sileg/integras/668202.pdf" target="&gt;5.498/2009&lt;/a&gt;, que altera diversos artigos da &lt;a title=">Lei 9.096/95</a> (lei eleitoral) e da Lei <a title="Lei 9.504/1997 na íntegra" href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L9504compilado.htm">9.504/1997</a> (regulamentação das eleições), impondo novas regras para a campanha eleitoral de 2010, a maior do país, conhecida como &#8220;eleições gerais&#8221;, nas quais serão escolhidos o presidente da república, governadores de estados, parlamentares estaduais e federais.</p>
<p>Com a reforma, as regras que até então proibiam completamente a campanha eleitoral na internet mudaram - e algumas aberrações, sobretudo no tocante a blogs, foram postas em prática: agora, sites pessoais e de órgãos da mídia terão o mesmo tratamento jurídico, seguindo as mesmas regras de conduta e punição aplicadas a veículos tradicionais. Para que tenha vigência, será necessária a aprovação do presidente Lula, o que deverá ocorrer até o dia 2 de outubro.</p>
<p>Os partidos realizarão as campanhas de seus candidatos a partir de 5 de julho até a data da eleição, 3 de outubro de 2010. É durante esse período que atua a lei, regulamentando os meios de propaganda eleitoral, bem como as manifestações do eleitor por meio da internet. A Câmara federal, que se autointitula &#8220;A casa do povo&#8221;, divulgou por meio de seu <a title="Agência Câmara - ref. eleitoral" href="http://www2.camara.gov.br/internet/homeagencia/materias.html?pk=140134&amp;pesq=reforma">site oficial de notícias</a>, em letras garrafais que <em>&#8220;Câmara libera internet nas campanhas eleitorais&#8221;,</em> como se a utilização da web fosse uma dádiva concedida aos cidadãos pelos parlamentares. <a href="http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=95443&amp;codAplicativo=2&amp;parametros=">Da mesma forma fez o Senado.</a></p>
<p>O <a title="Relatório CCJ e CCT na íntegra" href="http://www.estadao.com.br/especiais/2009/08/nac_plc141relatorio_final.pdf">relatório conjunto</a> da Comissão Justiça e Cidadania e da Comissão de Ciência Tecnologia e Inovação da câmara corroborou o entendimento do autor do projeto, <a title="Pag. pessoal do dep. Henrique Alves" href="http://www2.camara.gov.br/internet/proposicoes">o deputado federal Henrique Eduardo Alves</a>, e não vê objeções em igualar as manifestações de usuários independentes na internet, com as propagandas eleitorais no rádio, TV e mídia impressa.</p>
<p>Infelizmente, o parlamento nacional perdeu uma excelente oportunidade de demonstrar ser o respaldo da sociedade brasiliera, mas optou em corresponder apenas interesses eleitoreiros, em detrimento da ampla liberdade de expressão. Sobre esse aspecto, <em>Raphael Tsavkko</em> criticou duramente no blog <a title="http://www.trezentos.blog.br/" href="http://www.trezentos.blog.br/"><em>Trezentos</em></a> a falta de sensibilidade do parlamento brasileiro, aproximando a reforma eleitoral das leis impostas  ao povo pelo regime militar dos anos 70. <a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=2909">Ele comenta</a>, destacando a contradição de que enquanto blogueiros não poderão se manifestar anonimamente, aqueles que doam dinheiro para campanhas eleitorais presevaram o direito de não revelarem suas identidades:</p>
<blockquote><p><em>Eles brigam, nós, o povo, perdemos.</em></p>
<p><em>A tentativa de colar a idéia desta censura à uma suposta moralização é inútil, soa ofensiva quando os políticos corruptos e com ficha suja continuarão a concorrer em total liberdade. Existe liberdade para a bandalha, para o roubo, mas não para a livre expressão! Nós, palhaços, ops, eleitores, para piorar, sequer podemos sabem quem financia nossos candidatos! A piada da doação oculta permanece. OS parlamentares tem medo de dizer a verdade, de mostrar de onde vem o dinheiro de suas campanhas e pra quem irão, efetivamente legislar. Para nós é que não é, disto já sabemos!</em></p></blockquote>
<p>O mesmo blog sugere o envio de e-mails em cadeia aos deputados responsáveis pela reforma, declarando a insatisfação com a medida restritiva de direito, listando para tanto seus endereços eletrônicos.</p>
<p>Por outro lado, as matérias surgidas na imprensa sobre a aprovação do projeto na última semana comprovaram que a sociedade não se lembra da característica ditatorial da Lei 9.504/1997, diploma legal que já havia equiparado internet e mídia convencional na mesma panela. Para refrescar a memória, esse marco da negativa das garantias individuais do brasileiro proíbe <em>&#8220;difundir opinião favorável ou contrária a candidato, partido, coligação, a seus órgãos representantes&#8221; </em>(Art. 45, inciso III)<em> </em>pela internet, sob pena de multa<strong><span style="color: #ff0000;"> </span></strong>de até R$ 100.000,00.</p>
<p>O projeto atual além de não não afastar a equiparação de blogs pessoais e páginas de usuários comuns à veículos de informação de massa, inclui outras restrições, como o debate e entrevistas com candidatos. Caso cometa esse crime, o internauta poderá sofrer sanções penais e multas que variam entre R$ 5.000,00 e R$ 30.000,00. Na interpretação dos deputados, todo mundo que se manifesta sobre algum candidato é um perigo iminente, devendo ser severamente vigiado. Além disso, se criticar um candidato, o blogueiro deve dar direito de resposta, o que causou estranheza a muitos internautas, dentre os quais Rogério Martins, do blog <a href="http://marginalconservador.blogspot.com/2009/09/censura-apresenta-suas-armas-sites.html"><em>Marginal Conservador</em></a>:</p>
<blockquote><p><em>A Câmara manteve a liberdade de blogs, redes sociais, sites e programas de mensagens instantâneas (até o msn </em><em>neguinho quer vigiar!), mas com ressalvas. Ressalvas um tanto inusitadas: o direito democrático de cada blogueiro em expressar sua opinião por um ou outro candidato está liberado, mas caberá o direito de resposta e a proibição do anonimato em artigos e reportagens.</em> [&#8230;] <em>Direito de resposta para blogs?!?! Ora, os blogs estão entre os meios mais democráticos da internet, pois o &#8220;direito de resposta&#8221; já é algo inerente a eles, na ideia dos comentários que qualquer leitor pode fazer após a leitura das postagens. É isso que torna a internet 2.0 única. Aqui, o leitor também tem vez: cada post tem espaço para comentários, elogios, críticas, &#8220;direitos de resposta&#8221; etc. E há também a flexibilidade: podemos sempre &#8220;corrigir&#8221; textos já escritos, acrecentando algo ou cortando eventuais tropeços.</em></p></blockquote>
<p>O medo dos parlamentares de perderem o controle sobre a livre manifestação do cidadão está expresso no artigo 57-D, inciso I, do projeto, que <strong>proíbe a realização de matérias que envolvam </strong>pesquisas eleitorais sobre a campanha e o candidato, que destacamos:</p>
<p>Art. 57-D - <em>É vedado aos provedores de conteúdo e de serviços multimídia</em>, <em>bem como às empresas de comunicação social na internet</em>, <em>nos conteúdos disponibilizados nas páginas eletrônicas:</em></p>
<p><em>I - transmitir, ainda que sob a forma de entrevista jornalística, imagens de realização de pesquisa ou qualquer outro tipo de consulta popular de natureza eleitoral em que seja possível identificar o entrevistado ou em que haja manipulação de dados;</em></p>
<p>Em outras palavras, <strong>além de serem proibidos de comentar sobre qualquer candidato, nenhum meio de comunicação online, incluindo blogs, poderá citar</strong> resultados de pesquisas, ainda que com conteúdo crítico ou jornalístico. No artigo que o internauta escrever não poderão constar o nome dos candidatos, seus partidos, coligações, imagens, vídeos ou outros meios que o identifique. Para Arturios Maximus, do blog <em><a title="http://www.visaopanoramica.com/" href="http://www.visaopanoramica.com/" target="_blank">Visão Panorâmica</a></em>, a conduta dos deputados revela o <a title="http://www.visaopanoramica.com/2009/09/04/a-sombra-a-escurido-e-o-medo-da-transparncia/" href="http://www.visaopanoramica.com/2009/09/04/a-sombra-a-escurido-e-o-medo-da-transparncia/">receio de terem suas vidas devastadas</a> com a verdade pessoal do internauta:</p>
<blockquote><p><em>A fantasia de honradez de hombridade e de progressividade longamente cultivada diante das lentes da televisão e dos gravadores de jornalistas subservientes e tolhidos por empresas dependentes de publicidade e de financiamentos públicos; de repente se torna a carantonha feia e asquerosa, corroída pela corrupção e por toda sorte de vícios e ilicitudes cometidos ao longo de décadas de dissimulação estudada, tolerada e incentivada. Do dia para a noite o “nobre senador” ou o “nobre deputado” vê sua verdadeira imagem de escroque oportunista exposta aos quatro ventos para quem quiser ver; bem ali, ao alcance de um simples clique do mouse.</em></p></blockquote>
<p>O  deputado federal <a title="Pág. dep. Flávio Dino" href="http://www2.camara.gov.br/deputados/index.html/loadFrame2.html">Flávio Dino</a>, co-autor do polêmico projeto, em entrevista para o jornal <a title="http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,especialistas-criticam-restricao-de-cobertura-eleitoral-na-web,428665,0.htm" href="http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,especialistas-criticam-restricao-de-cobertura-eleitoral-na-web,428665,0.htm">O Estado de São Paulo</a>, dá uma aula de retórica vazia, reconhecendo a igualdade entre internet, rádio e TV, mas ao mesmo tempo negando que tenha reconhecido, pois:</p>
<blockquote><p><em>&#8220;<strong>A internet não é igual a rádio e televisão, mas é também rádio, é também televisão</strong>. É também equivalente a jornal e a revista. Então, o regime jurídico tem que ser também misto, tem que ser também híbrido. A equiparação absoluta que nós fizemos foi apenas em relação aos debates. Ou seja, se é feito um debate em um portal comercial e em uma rede comercial de TV há que se observar as mesmas regras que são democráticas. São as regras de garantir voz para todos&#8221;.</em></p></blockquote>
<p>Marcelo Träsel, em seu <a title="http://trasel.com.br/blog/?p=237" href="http://trasel.com.br/blog/?p=237">blog</a> homônimo, faz uma análise dos problemas em se equiparar mídias tradicionalmente vinculadas ao mercado e os internautas inviduais, salientando que a natureza privada da internet não permite o mesmo modo de tratamento que canais de televisão, rádio e imprensa convencional:</p>
<blockquote><p><em>O maior problema é a comparação da Internet com rádio e televisão, completamente falaciosa. As regras para propaganda e jornalismo em rádio e televisão são mais restritivas por se tratarem de concessões públicas. A Internet não exige uma concessão para que qualquer pessoa ou instituição possa se manifestar, portanto não pode seguir as mesmas regras de rádio e televisão. Nas redes de computadores, os candidatos podem ocupar espaços livremente, sem depender da chancela de um jornalista ou empresário de comunicação. Assim, as possibilidades de manipulação por parte do poder econômico são muito menores — embora existam.</em></p></blockquote>
<p>O deserviço oferecido pelo legislativo à imprensa e a WEB 2.0 alcança proporções impensáveis para um século XXI livre de amarras ditatoriais. O internauta solitário foi legalmente obrigado a se comportar como um empresário do setor das comunicações, impedido de analisar a postura de candidatos e o andamento das eleições, cerceando-lhe o direito constitucionalmente garantido de expressar-se. Mais uma pá de terra sobre o frágil Estado Democrático de Direito brasileiro.</p>
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		<title>China: Os novíssimos caracteres Han</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/02/china-os-novissimos-caracteres-han/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 Sep 2009 10:43:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O anúncio por parte do Ministério da Educação da República Popular da China de ajustes no estilo de caracteres Han inspirou os internautas a usarem o bom humor para criar seus próprios caracteres criticando o governo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/oiwan/">Oiwan Lam</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/09/01/china-newly-invented-han-characters/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>O <a href="http://www.moe.edu.cn">Ministério da Educação da República Popular da China</a> [cn] anunciou uma lista de <a href="http://bjyouth.ynet.com/article.jsp?oid=55318383">44 caracteres Han cujo estilo de escrita deve passar por ajustes</a> [cn]. Os ajustes foram considerados tão insignificantes e redundantes que a maioria dos internautas criticou o ministério por causar problemas. Até mesmo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Xinhua_News_Agency">Xinhua News</a>, a agência de notícias oficial do governo da República Popular da China, descreveu os ajustes como “cirurgia plástica”.</p>
<p>Entretanto, o anúncio do Ministério da Educação inspirou muitas pessoas a criarem seus próprios caracteres Han. E as novas invenções refletem a cultura online e a frustração dos internautas da China.</p>
<p><em>Egaobaike </em>está colecionando <a href="http://www.egaobaike.com/archives/chinese-2">caracteres recentemente inventados</a> [cn] de várias fontes. O primeiro é pronunciado “Nan”. Ele é composto de dois caracteres Han: 腦殘, que significa dano cerebral.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-93971" title="nan" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/09/nan.jpg" alt="nan" width="100" height="95" /></p>
<p>É um termo comumente usado na internet para criticar a juventude patriótica por causa da sua falta da habilidade de pensar por conta própria.</p>
<p>O segundo se pronuncia “Wao” e é composto de 五毛, que significa <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/50_Cent_Party">50 centavos</a> [en]. Ele se refere ao grupo de pessoas pagas pelo governo do Partido Comunista Chinês para comentar em blogs, websites e fóruns, e assim delinear a opinião pública.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-93972" title="wao" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/09/wao.jpg" alt="wao" width="120" height="111" /></p>
<p>A pronúncia do  último é “Diang”, e ele resulta da composição de três palavras 黨中央, significando o comitê central do  Partido Comunista Chinês (CCP). A nova palavra se refere ao politicamente correto absoluto, que não pode ser questionado.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-93974" title="dian_thumb" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/09/dian_thumb.jpg" alt="dian_thumb" width="120" height="120" /></p>
<p>Obviamente, essas  paródias são cheias de humor negro relacionado à dominação do Partido Comunista Chinês (CCP). Na verdade, alguns usuários do Twitter relataram que  “Diang”, o terceiro caractere que acabou de ser inventado ontem, já foi até harmonizado.</p></div>
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		<item>
		<title>China: Estão silenciando os blogues tibetanos?</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/29/china-estao-silenciando-os-blogues-tibetanos/</link>
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		<pubDate>Sat, 29 Aug 2009 13:13:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É com bastante alarme que relatamos que todos os serviços populares de hospedagem de blogues escritos em idioma tibetano (exceto um) estão inacessíveis há quase três semanas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/dechen-pemba/">Dechen Pemba</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/28/china-are-tibetan-bloggers-being-silenced/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>É com bastante alarme que relatamos que todos os serviços populares de hospedagem de blogues escritos em idioma tibetano (exceto um) estão inacessíveis há quase três semanas.</p>
<p>Embora a retirada do ar de serviços de hospedagem de blogues em língua tibetana (às vezes, para &#8220;manutenção&#8221;) em épocas consideradas perigosas pelas autoridades seja uma prática bastante comum (veja o post &#8220;<a href="http://www.highpeakspureearth.com/2009/03/all-quiet-on-tibetan-blog-front.html">Nada de Novo nos Blogs Tibetanos</a>&#8220;, en), este mês não tem nenhum significado político em particular, ao meu ver.</p>
<div id="attachment_92874" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px;"><img class="size-full wp-image-92874" title="tibetabc error" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/tibetabc-error1.png" alt="tibetabc error" width="450" height="250" /></p>
<p class="wp-caption-text">Mensagem de erro exibida ao acessar TibetABC</p>
</div>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">Dentre os sites que continuam inacessíveis hoje estão alguns bem populares, como o <a class="clear" title="TibetTL" href="http://www.tibettl.com/" target="_blank">www.tibettl.com</a> e o <a title="Tibet ABC" href="http://www.tibetabc.cn/" target="_blank">www.tibetabc.cn</a> que hospeda o blog do mais popular escritor em língua tibetana, <a title="GV J Kyi" href="../2009/07/23/introducing-tibetan-writer-jamyang-kyi/" target="_blank">Jamyang Kyi</a>. O último serviço de hospedagem de blogues em idioma tibetano a continuar no ar é, inexplicavelmente, ChodMe (Lâmpada de Manteiga) <a title="ChodMe" href="http://www.cmbod.cn/index.html" target="_blank">http://www.cmbod.cn/index.html</a></p>
<p style="text-align: left;">
<div id="attachment_92872" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px;"><img class="size-medium wp-image-92872" title="Chodme" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/Chodme-300x173.png" alt="Chodme" width="450" height="250" /></p>
<p class="wp-caption-text">Seguindo firme e forte: Chodme</p>
</div>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">Há uma certa <a title="ChodMe Therang News" href="http://www.cmbod.cn/u/dorje1985/archives/2009/21633.html" target="_blank">especulação circulando entre os blogues tibetanos</a> de que esses fechamentos estão relacionados à prisão do escritor tibetano Tashi (cujo pseudônimo é Therang). Para obter mais informações sobre Tashi, acesse <a title="GV Tib Bloggers Therang" href="http://globalvoicesonline.org/2009/08/04/tibetan-language-bloggers-breaking-new-ground/" target="_blank">meu post anterior aqui no Global Voices</a> [en].</p>
<p style="text-align: left;">O que intriga é que no mesmo mês em que blogues em tibetano começaram a fechar, o <a class="clear" title="P Daily Tib Edition News" href="http://english.peopledaily.com.cn/90001/90782/6716092.html" target="_blank">Diário do Povo lança uma edição em tibetano</a> com uma página na internet: <a class="clear" title="PD Tibetan Edition" href="http://tibet.people.com.cn/" target="_blank">http://tibet.people.com.cn/</a></p>
<div id="attachment_92877" class="wp-caption aligncenter" style="width: 235px;"><img class="size-medium wp-image-92877" title="Peoples Daily Tibetan Ed" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/Peoples-Daily-Tibetan-Ed-225x300.png" alt="Peoples Daily Tibetan Ed" width="225" height="300" /></p>
<p class="wp-caption-text">Edição tibetaana do Diário do Povo</p>
</div>
<p>Em um ambiente que já era restritivo, é preocupante a repressão enfrentada pelos espaços independentes e blogues, assim como o surgimento de sites oficialmente controlados em idioma tibetano.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Timor Leste: Celebrando a Solidariedade Global pela Liberdade</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/28/timor-leste-celebrando-a-solidariedade-global-pela-liberdade/</link>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 19:07:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dez anos após o referendo, vozes no mundo todo estão mais uma vez espalhar por aí sobre Timor Leste, mas dessa vez para celebrar o grande apoio internacional que naquela época culminou no reconhecimento da autodeterminação do país]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/janet-gunter/">Janet Gunter</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/21/east-timor-celebrating-global-solidarity-for-freedom/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Dez anos após o referendo, vozes no mundo todo estão mais uma vez <a href="http://thirdestatesundayreview.blogspot.com/2009/08/klibur-solidaridade-timor-leste.html">falando por aí</a> [en] sobre Timor Leste, mas dessa vez para celebrar o grande apoio internacional que naquela época culminou no reconhecimento da autodeterminação do país:</p>
<blockquote><p>On 30 August, 1999, hundreds of thousands of Timorese voters braved an Indonesian-directed terror campaign to cast ballots for independence in a U.N.-organized referendum. This event, which ended Indonesia’s 24-year illegal, brutal military occupation, led to the creation of the Democratic Republic of Timor-Leste as the first new nation of the millennium. The vote was the culmination of decades of struggle by Timorese people, supported by solidarity activists around the world.</p></blockquote>
<div class="translation">Em 30 de agosto de 1999, centenas de milhares de eleitores timorenses enfrentaram uma campanha terrorista dirigida pela Indonésia para votar pela independência em um referendo organizado pela Organização das Nações Unidas. Este evento, que encerrou 24 anos de uma ocupação militar ilegal e violenta por parte da Indonésia, levou à criação da República Democrática de Timor-Leste, a primeira nova nação do milênio. A votação foi a culminação de décadas de luta do povo timorense, apoiadas por ativistas em solidariedade em todo o mundo.</div>
<p>O lançamento do vídeo do jornalista Max Stahl relatando o ultrajante <a href="http://www.etan.org/timor/SntaCRUZ.htm" target="_blank">Massacre de Santa Cruz</a> [en] em 1991 aumentou a conscientização global sobre os crimes ocorridos em Timor Leste durante a época da ocupação pela indonésia.</p>
<p>Em 1996, José Ramos-Horta e o Bispo Ximenes Belo foram agraciados com o Prêmio Nobel da Paz, e somente três anos depois o presidente indonésio Habibie permitiu que o povo de Timor Leste escolhesse entre autonomia dentro da Indonésia e independência. E o mundo se juntou a Timor Leste.</p>
<div id="attachment_91845" style="width: 310px;"><a href="http://www.etan.org/"><img title="deadprot" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/deadprot-300x204.jpg" alt="&quot;Die-in&quot; protest in the US. Credit: www.etan.org" width="300" height="204" /></a>Protesto nos EUA. Crédito: www.etan.org</div>
<p>Movimentos de solidariedade capazes de pressionar os seus governos e protestar contra os abusos da Indonésia surgiram na Austrália, Nova Zelândia, Japão, Portugal, França, Holanda, Irlanda, Alemanha, Reino Unido, Canadá e nos Estados Unidos durante a década de 90. <a href="http://www.insideindonesia.org/content/view/664/29/">Mesmo dentro da Indonésia, Timor Leste contava com amigos trabalhando para por um fim aos abusos e promover a autodeterminação</a> [en].</p>
<p>No verão de 1999, às vésperas do Referendo, a <a href="http://www.etan.org/ifet/">IEFT - International Federation for East Timor</a> [Federação Internacional pelo Timor Leste, en] montou o Projeto Observatório, com uma equipe internacional de membros de pelo menos 22 países indo ao Timor Leste para acompanhar a votação. As medidas de segurança nos meses que precederam o referendo eram instáveis, uma vez que o acordo mediado pela ONU para a votação deixava segurança a cargo da polícia da Indonésia.</p>
<div id="attachment_91818" style="width: 223px;"><img title="UNAMETposter" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/UNAMET-213x300.jpg" alt="Pôster da ONU diz: " width="213" height="300" />Pôster da ONU diz: &#8220;Não iremos embora&#8221;. Crédito: Australia Timor-Leste Friendship Network</div>
<p>Os monitores da IFET bravamente se deslocaram por todo o território, <a href="http://www.etan.org/ifet/082199.html">segundo explica um relatório do projeto de 22 de agosto de 1999</a> [en]:</p>
<blockquote><p>We have rented houses and deployed teams in every area of East Timor. Upon arriving in a town, an IFET-OP team first makes contact with the police and local authorities, and then with various community leaders and advocates on both sides of the campaign. They settle into a house which an IFET-OP advance team has arranged, and begin observing and inquiring about events and perceptions related to the campaign and other aspects of the consultation. Each team reports in nightly by phone and files a written weekly report. Although nobody on any of our teams has been injured, several have witnessed violent or intimidating incidents, and have reported such events to the appropriate authorities, UNAMET, and IFET-OP headquarters in Dili.</p></blockquote>
<div class="translation">Alugamos casas e posicionamos equipes em todos os cantos do Timor Leste. Ao chegar em uma cidade, uma equipe da IFET-OP faz o primeiro contato com a polícia e autoridades locais, e depois com vários líderes comunitários e defensores de ambos os lados da campanha. Eles assentam-se em uma casa arranjada por uma equipe preparatória da IFET-OP, e começam a observar e a indagar sobre eventos e percepções relacionados com a campanha e outros aspectos do processo de consulta. Cada equipe provê relatórios todas as noites por telefone e envia um relatório escrito semanalmente. Embora ninguém em nenhuma de nossas equipes tenha se ferido, vários testemunharam casos de violência ou intimidação, e relataram tais eventos para as autoridades competentes, UNAMET, e a sede em Díli da IFET-OP.</div>
<p>Os observadores do IFET relataram a violência que tomou conta do Timor Leste após a votação, o que resultou no apoio esmagador à independência da Indonésia. O Projeto Observatório do IFET <a href="http://www.etan.org/ifet/media10.html">informou em 3 de setembro</a> [en]:</p>
<blockquote><p>The observers, members of the International Federation for East Timor Observer Project (IFET-OP), traveled to the Becora neighborhood of Dili to investigate reports of militia burning houses in the area yesterday. When they arrived, they found a house newly ablaze, and with both firefighters and journalists at the scene, the IFET-OP team went to investigate. Ten minutes after the observers arrived, the Indonesian military-backed militia showed up at the house.</p>
<p>The Aitarak (Thorn) militia struck one U.S. IFET-OP member in the face. Another team member, a woman from Finland, was hit in the back by a militia holding a gun. Yet another Finnish team member was threatened at gunpoint. The militia members also punched the IFET-OP driver and smashed a window on his car.</p></blockquote>
<div class="translation">Os observadores, membros do Projeto Observatório da International Federation for East Timor (IFET-OP), viajaram para o bairro de Becora, Díli, para investigar os relatos de incêndios de casas promovidos ontem pela milícia da área. Quando chegaram, eles encontraram uma casa recém-incendiada, e com ambos bombeiros e jornalistas no local, a equipe do IFET-OP passou a investigar. Dez minutos após a chegada dos observadores, a milícia apoiada pelos militares indonésios apareceu na casa.</p>
<p>A milícia Aitarak (Espinho) agrediu um americano membro da IFET-OP do rosto. Uma filandesa, também parte da equipe, foi atingida na traseira por um membro armado da milícia. Outro membro da equipe finlandesa foi ameaçado com uma arma também. Os milicianos ainda esmurraram o motorista da IFET-OP e quebraram uma janela do seu carro.</p></div>
<p>Com a violência da milícia começando de novo quase que imediatamente após a votação, grupos de solidariedade em todo o mundo começaram a exigir dos seus governos uma atenção para o agravamento da situação no Timor Leste. O <a href="http://videos.sapo.pt/vZ6gUjt4KzMYSoS2TUmN">video</a> a seguir, de <a href="http://videos.sapo.pt/vZ6gUjt4KzMYSoS2TUmN">Jose Budha</a>, retrata a forma como Portugal se levantou e parou no mesmo período:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="align" value="center" /><param name="src" value="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/vZ6gUjt4KzMYSoS2TUmN/mov/1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="350" src="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/vZ6gUjt4KzMYSoS2TUmN/mov/1" allowfullscreen="true" align="center"></embed></object></p>
<div id="result_box" dir="ltr">Após os resultados no dia 4 de setembro, numerosas atrocidades, mortes e devastações aconteceram, como TAPOL <a href="http://tapol.gn.apc.org/bulletin/1999/bull154-5.htm">relatou</a> [en] em 1999:</div>
<blockquote><p>After the referendum results were announced on 4 September, the militias and their Kopassus bosses unleashed a scorched-earth policy of gigantic proportions. Para-military forces joined the fray, along with six TNI battalions, including two notorious local battalions, 744 and 745. Altogether about 15,000 men were involved. Without such a large contingent of men, it could never have taken hold so rapidly.</p>
<p>Although [Operation] Sapu Jagad-II sought to create the impression that this was a spontaneous outpouring of anger by pro-Indonesia forces, there is overwhelming evidence that the destruction was a well-prepared military operation. In many places, villagers were forced to destroy and burn their own neighbourhoods, even their own houses. The aim was to destroy as much as possible and punish the pillars of the pro-independence movement. The Catholic Church, which had given sanctuary to fleeing East Timorese throughout the occupation, was one of the main targets.</p></blockquote>
<div class="translation">Após o anúncio dos resultados do referendo no dia 4 de setembro, as milícias e os seus chefes Kopassus [palavra indonésia que significa comando da força especial] desencadeou uma política de queimadas de proporções gigantescas. Paramilitares entraram na briga, junto com seis batalhões da TNI, incluindo dois batalhões locais notórios, o 744 e o 745. Ao todo, cerca de 15.000 homens foram envolvidos. Sem esse contingente grande de homens, jamais poderia ter tomado conta tão rapidamente.</p>
<p>Embora a [operação] Sapu Jagad-II tenha procurado dar a impressão de que essa foi uma manifestação espontânea de raiva das forças pró-Indonésia, há provas contundentes de que a destruição foi uma operação militar bem-preparada. Em muitos lugares, os moradores foram obrigados a destruir e a queimar seus próprios bairros, até mesmo suas próprias casas. O objetivo era destruir o máximo possível e punir os pilares do movimento pró-independência. A Igreja Católica, que havia dado refúgio a fugitivos de Timor Leste durante a ocupação, foi um dos principais alvos.</p></div>
<p><strong> </strong></p>
<div id="attachment_91663" style="width: 234px;"><strong> </strong><strong><a href="http://www.gendercide.org/case_timor.html"><img title="scorched" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/scorched-224x300.jpg" alt="Photo from &quot;Genocide Watch: East Timor 1975-1999&quot;, researched and written by Adam Jones. Shared under a license for non-profit use." width="224" height="300" /></a></strong>Foto do &#8220;Observatório do Genocídio: Timor Leste1975-1999&#8243;, pesquisado e escrito por Adam Jones. Compartilhado sob uma licença para uso não comercial.</div>
<p>Todos os voluntários do IFET-OP foram forçados a deixar Díli antes de 7 de setembro de 1999 <a href="http://www.etan.org/ifet/media13.html">sob condições extremamente angustiantes</a>:</p>
<blockquote><p>Today, September 7, the last of our observers was forced to leave East Timor. Over the past two days, the Royal Australian Air Force evacuated 60 of our nonpartisan volunteers to Darwin from Dili and Baucau.</p>
<p>We left East Timor for safety, but with tremendous sadness. The East Timorese people have no Australia to run to, no place to hide from militia terror. Last night, Australia and Indonesian military officers prevented one of our East Timorese staff members from boarding the plane with us — and he faces an unspeakable horror shared by hundreds of thousands of his fellow East Timorese.</p>
<p>Most international observers and media fled East Timor before IFET-OP had to leave, and we were the last international NGO to leave. UNAMET has withdrawn from the entire country except Dili, where their communications and electricity has been cut off, and they are surrounded by militias who shoot into their compound virtually without interruption.</p></blockquote>
<div class="translation">Hoje, 7 de setembro, o último dos nossos observadores foi forçado a deixar Timor Leste. Nos últimos dois dias, a Força Aérea Australiana evacuou 60 dos nossos voluntários apartidários para Darwin a partir de Díli e Baucau.</p>
<p>Saímos de Timor Leste por causa da segurança, mas com uma tristeza enorme. O povo timorense não têm Austrália nenhuma para correr, nenhum lugar para se esconder do terror da milícia. Ontem à noite, militares da Austrália e da Indonésia  impediram um dos membros timorenses da nossa equipe de embarcar no avião com a gente - e ele enfrenta um horror indescritível compartilhado por centenas de milhares de conterrâneos.</p>
<p>A maioria dos observadores internacionais e meios de comunicação fugiram do Timor Leste antes da IFET-OP ter que sair, e fomos a última ONG internacional a deixar o país. A UNAMET havia se retirado de todo o país, com excepção de Díli, onde a comunicação e eletricidade foram cortadas, e eles estão cercados por milícias que atiram em seus recintos praticamente sem parar.</p></div>
<p>A já mencionada “pressão internacional” se tornou ainda maior e mais real a medida que os cidadãos não desistiam. Algumas fotos dos laços de solidariedade em Portugal podem ser vistas no site <a href="http://www.tanetimor.org/timorlivre.htm">Tane Timor</a>. <a href="http://home-and-garden.webshots.com/album/67455963IDsyBq">Maremargo</a> publica imagens da Espanha. Antonio José, do blog Uma Lulik, ilustrou e descreveu emocionado o que estava acontecendo em Lisboa, em solidariedade nunca antes vista nos dias <a href="http://umalulik.blogspot.com/2008/09/ainda-9-anos-depois-mas-em-portugal-7.html">7</a> e <a href="http://umalulik.blogspot.com/2008/09/dia-8-de-setembro-de-1999-os-3-minutos.html">8</a> [pt] de setembro de 1999:</p>
<blockquote><p>As sirenes dos bombeiros ouviram-se ininterruptas nesses 3 minutos… parámos por Timor-Leste como nunca parámos por mais nada… TODOS (…)<br />
Durante toda a tarde do cimo daquele prédio foram lançados constantemente papeis e papelinhos, rolos de papel higiénico, tudo o que vinha à mão era material para protesto. No final da tarde percebe-se que esse stock acabou pois eram as páginas amarelas que fluíam nessa altura… aquele ventinho sempre a ajudar e a depositar os protestos em plena embaixada dos EUA, nas árvores, no seu jardim e envolventes. No topo do prédio viam-se gente de gravata e camisa, a causa era a mesma…</p></blockquote>
<div id="attachment_91892" style="width: 310px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/nopasaran/91543874/in/photostream/"><img title="USA Embassy in Lisbon - 8th September 1999" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/eua_help-300x191.jpg" alt="&quot;Civil non-obedience for Timor Loro Sa'e&quot; in front of UN Headquarters in Lisbon, Portugal, September 1999. Photo by Flickr user nopasaran, used with permission." width="300" height="191" /></a>&#8220;Não-obediência civil para Timor Loro Sa&#39;e&#8221; na frente da sede da ONU em Lisboa, Portugal, Setembro de 1999. Foto do usuário do Flickr <em>nopasaran</em>, usada com permissão.</div>
<p>Enquanto o East Timor Action Network (ETAN) colocava as pessoas nas ruas em setembro de 1999, <a href="http://www.etan.org/etan/1999anul.htm">a rede foi também capaz de contar com os telefonemas e cartas de mais de dez mil americanos </a></p>
<blockquote><p>ETAN grew during 1999, enlarging our membership from 8,500 to 11,700. […] Using our experience and national activist network developed through eight years of dedication to a cause many called hopeless, ETAN mobilized public and official pressure. […] In September, ETAN’s web site was visited by more than 40,000 people a week. […] During September, our most active staff and volunteers were featured or quoted in countless mainstream media articles and programs, reaching tens of millions. ETAN activists authored op-eds in major U.S. newspaper, wrote letters to the editor, and appeared on local and national radio and TV shows.</p></blockquote>
<div class="translation">A ETAN cresceu em 1999, ampliando de 8.500 para 11.700 participantes. [&#8230;] Usando a nossa experiência e a rede nacional de ativistas desenvolvida durante oito anos de dedicação a uma causa que muitos chamavam de infrutífera, a ETAN mobilizou a pressão da opinião pública e oficial. [&#8230;] Em setembro, o site da ETAN foi visitado por mais de 40.000 pessoas por semana. [&#8230;] Em setembro, os nossos funcionários mais ativos e voluntários foram destacados ou citados em inúmeros artigos e programas na grande imprensa, atingindo dezenas de milhões. Os ativistas da ETAN assinaram editoriais nos maiores jornais americanos, escreveram cartas ao editor e apareceram nas rádios locais e nacionais e em programas de TV.</div>
<div dir="ltr">Do outro lado do mundo, o momento decisivo para a intervenção internacional aconteceu na véspera da Cúpula da APEC na Nova Zelândia, quando Bill Clinton se reuniu com líderes do Pacífico em privado. Apenas alguns dias antes, ele havia anunciado a suspensão de treinamento militar entre os Estados Unidos e a Indonésia. Segundo o blogueiro Nigel Morley, <em><a href="http://nigel-morley-nigel.blogspot.com/2007/07/new-magellan-person-who-showed-world.html">Writing for the Future</a> </em>(Escrevendo para o Futuro, en):</div>
<blockquote><p>To some readers this may seem fanciful but when Timorese Nobel Peace Prize winner José Ramos-Horta met United States (U.S.) President Bill Clinton at the APEC meeting in New Zealand in 1999, Clinton remarked that Ramos-Horta had more influence with Congress than he did (Zubrycki: 2002).</p></blockquote>
<div class="translation">Para alguns leitores isso pode parecer fantasioso, mas quando o Prêmio Nobel da Paz timorense José Ramos-Horta encontrou o presidente dos Estados Unidos (EUA) Bill Clinton na reunião da APEC na Nova Zelândia em 1999, Clinton afirmou que Ramos-Horta tinha mais influência no Congresso do que ele próprio (Zubrycki: 2002).</div>
<p>A Nova Zelândia foi em massa dar as boas-vindas a Clinton, Ramos Horta e ao Primeiro Ministro australiano Howard. Os australianos também <a href="http://southmovement.alphalink.com.au/southnews/990910-timor.htm">“Foram as Ruas por Timor Leste”</a> [en].</p>
<div id="attachment_91487" style="width: 310px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/potsy/2994804292/"><img title="east_timor_rally_by_pete_ottery" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/east_timor_rally_by_pete_ottery-300x199.jpg" alt="From Sidney, Australia, &quot;Mother &amp; Child&quot; photo by Flickr user Potsy, used with permission" width="300" height="199" /></a>De Sidney, Austrália, &#8220;Mãe e Filho&#8221; foto do usuário do Flickr Potsy, usada com permissão</div>
<blockquote><p>Banners saying “Stop The Slaughter” and “Wiranto - Murder.” Chants of “Free East Timor” and “Viva Timor Leste” (long live East Timor) came from the crowd after it heard from East Timorese resistance leader Mr Jose “Xanana” Gusmão during a live telephone hook-up from Jakarta.</p>
<p>“We need you, brothers and sisters of Australia, we need your voice,” Xanana Gusmao in Jakarta said by telephone, “I think it is important to send a message to the Indonesian Government that the Australian community and Australian workers will do everything they can to stop the killings. Viva East Timor,” he said. “Viva,” the crowd yelled back.</p></blockquote>
<div class="translation">Cartazes dizendo &#8220;Chega de Massacre&#8221; e &#8220;Wiranto [general das forças Armadas da Indonésia] - Assassino&#8221;.  Cantos de &#8220;Liberdade para Timor Leste&#8221; e &#8220;Viva Timor-Leste&#8221; vieram da multidão depois que se ouviu o líder da resistência timorense Sr. José &#8220;Xanana&#8221; Gusmão, durante uma ligação de telefone ao vivo de Jacarta.</p>
<p>&#8220;Nós precisamos de vocês, irmãos e irmãs da Austrália, precisamos da sua voz&#8221;, Xanana Gusmão, em Jacarta, disse por telefone: &#8220;Eu acho que é importante enviar uma mensagem ao governo indonésio de que a comunidade da Austrália e os trabalhadores australianos vão fazer tudo o que podem para parar a matança. Viva Timor Leste&#8221;, disse ele. &#8220;Viva&#8221;, a multidão gritou de volta.</p></div>
<div id="attachment_91492" style="width: 310px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/shaondiwakar/2910743901/"><img title="Kingsgrove High School 1999 - Free Timor!" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/shaondiwakar-300x225.jpg" alt="Students from Kingsgrove High School pledge their support for a free Timor in 1999. Photo by Flickr user sHzaam!, used with permission" width="300" height="225" /></a></p>
<div id="result_box" dir="ltr">Alunos da Escola Secundária Kingsgrove prometem seu apoio a um Timor Leste livre, em 1999. Foto do usuário do Flickr sHzaam!, usada com permissão</div>
</div>
<p>Durante os tortuosos dias de setembro de 1999, os líderes do mundo se moveram lentamente para intervir em Timor Leste, quando ficou claro que o exército indonésio e os seus comparsas estavam destruindo completamente o território, e desencadeando uma crise humanitária de enormes proporções. Mas os protestos decisivos e grupos de defesa formados por cidadãos preocupados em todo o mundo envergonharam os Estados Unidos, a Austrália e a Indonésia até que essa página fosse virada na história de Timor Leste.</p>
<p>Uma década depois, é hora de celebrar essa união internacional. Vários <a href="http://www.etan.org/news/2009/08dili.htm">eventos</a> estão marcados para acontecer em Díli, como uma exibição fotográfica na Fundação Oriente (que foi por sua vez o lugar onde ocorreu um <a href="http://www.laohamutuk.org/Justice/99/09CarrascalaoMassacre.htm">massacre</a> em 1999) descrevendo os movimentos de solidariedade no decorrer dos anos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Brasil: Estudantes detidos por manifestarem no Senado</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/26/brasil-estudantes-detidos-por-manifestarem-no-senado/</link>
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		<pubDate>Wed, 26 Aug 2009 13:46:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
		<category><![CDATA[Brazil]]></category>
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		<category><![CDATA[Governança]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade de Expressão]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[Estudantes são detidos por manifestarem contra o presidente do Senado José Sarney e sofreram várias ameaças. Ouvimos as vozes da blogosfera sobre como a democracia brasileira está lentamente se acabando.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/diego-casaes/">Diego Casaes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/25/brazil-students-held-for-demonstrating-in-the-senate/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single">
<p>Democracia e liberdade de expressão estão lentamente sendo postos de lado no Brasil na medida em que sabemos de situações em que blogs são censurados e pessoas são detidas por manifestarem contra a corrupção. Em 19 de agosto, estudantes manifestando contra o presidente do Senado José Sarney foram detidos, mantidos por três horas em uma sala dentro do Senado e submetidos a várias acusações e ameaças. Neste vídeo, feito por Christiane Couto, uma das estudantes presas, manifestantes são vistos no Senado e os seguranças começam a agir contra eles:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Wxh75vKppBo&amp;color1=0xd6d6d6&amp;color2=0xf0f0f0&amp;hl=en&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/Wxh75vKppBo&amp;color1=0xd6d6d6&amp;color2=0xf0f0f0&amp;hl=en&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<div>Os estudantes também reinvidicam terem sido ameaçados de serem demitidos e quase terem seus documentos detidos também. Vários senadores simpatizaram com a causa - assim como a deputada <a href="http://twitter.com/JaneteCapi">Janete Capiberibe</a> que insistiu em permanecer na sala junto com os manifestantes - e convenceram a segurança que eles deveriam ser libertados.<em><a href="http://www.andredutra.com/"></a></em></div>
<div><em><a href="http://www.andredutra.com/">André Dutra</a></em>, um dos manifestantes detidos, contextualiza a situação. Ele <a href="http://www.andredutra.com/2009/08/14/senado-federal-censura-ameaca-e-prisao-de-estudantes/">bloga</a>:</div>
<p><em><a href="http://www.andredutra.com/"></a></em></p>
<blockquote><p>Dentro do Senado, iniciamos nossa manifestação pacífica e logo fomos atacados pela truculenta segurança do Senado. Leões de chácara, resquício da ditadura, protegidos de Sarney. Foram em cima de nossos cartazes, torceram nossos pulsos, deram golpes sutis, acertaram mulheres, inclusive. Rasgaram tudo, mas não tiveram coragem de rasgar minha Constituição. Guardarei esse exemplar para sempre, memória de que ainda há um mínimo de respeito em meu país.</p></blockquote>
<p>O caso tem sido bastante popular na blogosfera brasileira e entre usuários de Twitter, uma vez que as mobilizações contra José Sarney crescem a cada mês. A situação atraiu a atenção de blogueiros celebridades, como o<em> <a href="http://marcelotas.blog.uol.com.br/">Marcelo TAS</a></em>, um nome conhecido na blogosfera brasileira e apresentador do programa <a href="http://www.band.com.br/cqc/">CQC (Custe O Que Custar)</a>, voltado ao jornalismo de humor. Ele <a href="http://marcelotas.blog.uol.com.br/arch2009-08-01_2009-08-15.html#2009_08-14_01_07_57-5886357-0">expressa</a> seus pensamentos sobre o caso:</p>
<blockquote><p>Afinal existe ou não liberdade de expressão no país? […] Este blog apóia a liberdade de expressão e acredita que essa gentalha só aprende na base da pressão. Fora Sarney, reforma política já e vamos preparar os corações e mentes para varrer esses vermes nas Eleições 2010!</p></blockquote>
<div id="attachment_92660" style="width: 442px;">
<div id="attachment_4060" class="wp-caption alignnone" style="width: 442px"><img class="size-full wp-image-4060 " title="forasarney_15ago" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/forasarney_15ago.jpg" alt="Um cartaz para o &quot;Fora Sarney! mostra algumas manifestações agendadas por todo o Brasil. fonte: Blog do Marcelo Tas" width="432" height="600" /><p class="wp-caption-text">Um cartaz para o &quot;Fora Sarney! mostra algumas manifestações agendadas por todo o Brasil. Fonte: Blog do Marcelo Tas</p></div>
</div>
<p>O blog da <em><a href="http://www.lucianacapiberibe.com/2009/08/16/perseguicao-politica-jornal-ligado-a-sarney-no-amapa-afirma-que-policia-do-senado-estaria-investigando-participacao-da-deputada-janete-em-ato-fora-sarney/">Luciana Capiberibe</a></em> publica um artigo sobre o modo com o qual a mídia local tratou o assunto. De acordo com A Gazeta, um jornal do Amapá, a polícia do Senado estaria supostamente investigando a participação da deputada Janete Capiberibe na organização do protesto, acusando-a de pagar R$ 40 aos estudantes para participarem da manifestação. A blogueira publica fotos das manchetes do jornal e adiciona uma legenda:</p>
<blockquote><p>Jornal A Gazeta, ligado a Sarney no Amapá, faz acusações infundadas</p></blockquote>
<p><em>Francis Pessoa</em> comentou no post do blog da Luciana Capiberibe acima, <a href="http://www.lucianacapiberibe.com/2009/08/16/perseguicao-politica-jornal-ligado-a-sarney-no-amapa-afirma-que-policia-do-senado-estaria-investigando-participacao-da-deputada-janete-em-ato-fora-sarney/#comment-5325">complementando</a>:</p>
<p><em> </em></p>
<blockquote><p>[…] Interessante como a “IMPRENSA” amapaense funciona. Algum tempo atrás, uns que nesse jornal está, faziam parte do outro jornaléco diário. Hoje eles estão do outro lado e dizem que este (jornaléco) é o melhor, o mais importante, o mais lido periódico do Amapá. Mentem. O jornaléco é doado para reciclagem na lixeira pública.<br />
Torço para que cada brasileiro tenha em casa um computador e INTERNET. Quando esse dia chegar, muito desses jornalécos pilantras irão sair de circulação e o cidadão terá acesso (democreticamente)as informações verdadeiras. E vocês, pilantras da “IMPRENSA” não terão mais vez…<br />
[…]<br />
Só faltava essa!!! Dirigentes do jornaléco, vocês pensam que somos idiótas? Estamos acompanhando tudo pela INTERNET, SITE’s, BLOG’s, TWITTER e por jornalista sérios de Belém do Pará, Brasília, São Paulo e outros. Mas o fim de vocês está próximo, não perdem por esperar…</p></blockquote>
<p>Manifestações pacíficas por justiça e liberdade de expressão e contra a corrupção no governo estão sendo considerados crimes no Brasil contemporâneo. <em><a href="http://tsavkko.blogspot.com/">Tsavkko - The Angry Brazilian</a></em> cita muitos casos relacionados em todo o país, e <a href="http://tsavkko.blogspot.com/2009/08/inocente-manipulacao-midiatica-e.html">ainda diz</a>:</p>
<blockquote><p>O que se vê é um processo - aparentemente irreversível - de criminalização e perseguição aos Movimentos Sociais, além de uma truculência absurda contra as liberdades do povo, contra o direito de protestar, reclamar e se manifestar. Abusos são constamentente cometidos pelas “forças de segurança”, privadas ou estatais, e nada nunca é feito.</p>
<p>A ditadura acabou quando mesmo?</p></blockquote>
<div id="attachment_91765" style="width: 334px; text-align: center;"><a href="http://www.twitpic.com/efobd"></a></div>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 334px"><a href="http://www.twitpic.com/efobd"><img class=" " title="André Dutra segurando um cartaz do &quot;Fora Sarney!&quot;" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/24245977.jpg" alt="André Dutra is seing holding a &quot;Get out Sarney!&quot; flyer." width="324" height="486" /></a><p class="wp-caption-text">André Dutra segurando um cartaz do &quot;Fora Sarney!&quot;</p></div>
<p style="text-align: center;">
</div>
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		<title>Brasil: Jornal tenta silenciar blog e a blogosfera reage</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Aug 2009 21:59:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porPaula Góes  &#183; Traduzido por Paula Góes &#183;  Veja o post original 
Roberto Moraes publica uma lista de blogueiros que escreveram em solidariedade ao seu blog depois que o jornal Folha da Manhã entrou com um processo contra ele. O blogueiro pergunta: “é confiável um órgão de comunicação que tenta calar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/17/brazil-newspaper-tries-to-silence-a-blog-and-the-blogosphere-reacts/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><a href="http://robertomoraes.blogspot.com/2009/08/apoio-recebido-pelo-blog-contra-censura.html">Roberto Moraes</a> publica uma lista de blogueiros que escreveram em solidariedade ao seu blog depois que o <a href="http://robertomoraes.blogspot.com/2009/08/folha-da-manha-aciona-blog-na-justica-e.html">jornal Folha da Manhã entrou com um processo contra ele</a>. O blogueiro pergunta: “é confiável um órgão de comunicação que tenta calar a opinião de outros? Merece credibilidade a informação que tenta lhe vender?&#8221;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Brasil: Processos levam popular blog político a fechar</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Aug 2009 13:17:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A Nova Corja, um dos mais populares blogs de política da blogosfera brasileira, fechou após 3 processos em 5 anos. Blogueiros temem que esse tenha sido o prego no caixão da independência, investigação e questionamento em blogs.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/16/brazil-lawsuits-force-popular-political-blog-to-close-down/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p><a href="http://www.novacorja.org/"><em>A Nova Corja</em></a>,  um dos símbolos de jornalismo independente e investigativo da blogosfera brasileira, <a href="http://www.novacorja.org/?p=5411">publicou seu post de despedida</a>. Em 6 de agosto, Rodrigo Alvares, o último do grupo a continuar tocando o blog, anunciou sua decisão de fechar o A Nova Corja por causa de compromissos profissionais e falta de tempo para continuar postando o tanto quanto gostaria.</p>
<p>No decorrer dos últimos cinco anos em que esteve online, <em>A Nova Corja</em> se destacou por causa da cobertura de escândalos que assolam o governo do Rio Grande do Sul, denúncias estas que agora levam o Ministério Público Federal daquele estado a investigar a governadora <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Yeda_Crusius">Yeda Crusius</a> por improbidade administrativa. O Nova Corja era também conhecido pelo seu senso de humor ácido e pela sua <a href="http://laviejabruja.blogspot.com/2009/08/nem-assim-tao-nova.html">oposição aberta ao  PT</a>, embora ao mesmo tempo o blog fosse também acusado por seus muitos inimigos de apoiar o mesmo partido.</p>
<p>O <a href="http://www.novacorja.org/?p=5411">último post</a> conta, até o momento da publicação desse artigo, com quase 300 comentários. De acordo com Rodrigo Alvares, os arquivos do blog continuarão online como um testemunho de sua luta contra a corrupção:</p>
<blockquote><p>Espero que o <strong>A Nova Corja</strong> permaneça como registro da demência que assola não só o governo Yeda, mas a política gaúcha e brasileira. As eleições do ano que vem serão as mais importantes desde 1989, e boa parte da bandalha praticada por eles ultimamente está nos arquivos do blog.</p>
<p>ABRA$$O</p></blockquote>
<div id="attachment_91053" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px;"><a href="http://cristianozanella.blogspot.com/2009/08/tchau-nova-corja.html"><img class="size-medium wp-image-91053" title="A+NOVA+CORJA!" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/A+NOVA+CORJA-300x290.jpg" alt="Design by Cristiano Zanella" width="300" height="290" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">Design Leandro Demori. Fonte: blog do Cristiano Zanella</p>
</div>
<p><a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=2587">Lúcia Freitas</a> lembra que o Nova Corja foi o único blog brasileiro <a href="http://www.whitebandaction.org/g20voice">a ser convidado para a Cúpula do G-20</a> em Londres no último mês de abril. Ela se mostra bastante preocupada com a pouca repercussão que a notícia parece ter causado na blogosfera, já que apenas alguns posts em blogs e no Twitter podem ser encontrados online:</p>
<blockquote><p>Não houve proteção da comunidade, blogagem coletiva, indignação. Passou batido.</p>
<p>Bad, bad bloggers</p>
<p>Um mergulho no silêncio de jornalismo bem-feito, claro, contundente. Derrubado por uma sequência de processos na justiça que dão dores de cabeça incuráveis a cidadãos no exercício do seu direito à livre expressão.</p>
<p>Este tipo de silêncio é péssimo para todos nós.</p>
<p>Eu, como blogueira E jornalista, fico com vergonha, vergonha, vergonha. Primeiro de mim, por não ter lido os feeds por dois dias e não ter visto tamanho absurdo. Segundo de meus vizinhos de rede, que se reúnem tão facilmente para o #lingerieday, mas não se preocupam nem por um instante com as questões mais profundas que nos cercam e atingem.</p></blockquote>
<p>Enquanto a maior parte da blogosfera permanece em silêncio ou nem soube do fechamento do A Nova Corja, um blogueiro celebra a notícia: <em><a href="http://polibiobraga.blogspot.com/2009/08/editor-manda-dois-blogs-petistas-para-o.html">Polibio Braga</a></em>, um dos incomodados a processar os autores do blog, ficou contente por ter ajudado a acabar com mais um blog, tendo feito o mesmo há alguns anos, ao processar o <a href="http://tomandonacuia.blogspot.com/"><em>Tomando na Cuia</em></a> (agora disponível em novo endereço). Dessa segunda vez, no entanto, o Nova Corja <a href="http://www.novacorja.org/?p=4409">ganhou o caso</a> e o processo foi indeferido por inépcia. Ainda assim, <em><a href="http://polibiobraga.blogspot.com/2009/08/editor-manda-dois-blogs-petistas-para-o.html">Polibio Braga</a></em> comemora:</p>
<blockquote><p>A remessa dos dois blogs para o aterro sanitário virtual da Web, é uma homenagem do editor a todos os jornalistas caluniados por grupos iguais de delinqüentes políticos petistas. Além da família comum, os editores dos dois blogs escondiam-se sob pseudônimos e alojamentos em provedores fora do país que acolhem todo gênero de bandidos.</p></blockquote>
<p>Por causa de seu trabalho investigativo, muitas vezes dando furos na imprensa convencional, o Nova Corja sofreu três processos em seus cinco anos de existência, e alguns dos blogueiros e suas famílias chegaram a ser ameaçados. De acordo com <em><a href="http://trasel.com.br/blog/?p=263">Marcelo Träsel</a></em>, um dos ex-colaboradores do blog, a grande motivação por trás do fechamento do A Nova Corja foi o desânimo causado pelo conjunto de processos, mas não necessariamente porque os blogueiros têm medo de suas consequências:</p>
<blockquote><p>O problema é que eles custam dinheiro, mesmo quando o juiz decide a seu favor, e, principalmente, tomam muito tempo. Todos os membros atuais e antigos da Corja têm empregos e famílias para cuidar. O jornalismo político era algo como uma prestação de serviços à sociedade, um voluntariado. Quando os poderosos foram perturbados e resolveram se aproveitar do Judiciário para tentar calar a Corja, porém, a sociedade mostrou-se incapaz de ajudar. O tempo livre antes dedicado ao jornalismo passou a ser dedicado a defender-se da litigância de má-fé. Algumas famílias até mesmo sofreram ameaças.</p></blockquote>
<p><em><a href="http://trasel.com.br/blog/?p=263">Träsel</a></em>, que chama a notícia de um prego no caixão da democracia, segue falando da necessidade de se criar no Brasil uma organização semelhante à <a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/http://www.eff.org/');" href="http://www.eff.org/" target="_blank">Electronic Frontier Foundation</a> [en], grupo que defende a liberdade online de cidadãos americanos:</p>
<blockquote><p>Algumas lições importantes podem ser tiradas desse caso. Primeiro, percebe-se que o bom jornalismo ainda faz diferença. A luz do dia incomoda aos poderosos e, no contexto da comunicação em rede mediada por computador, está ao alcance de qualquer cidadão expor os fatos ao sol. É o que chamo de webjornalismo cidadão, uma prática cada vez mais incensada como panacéia para os problemas do jornalismo. Pois bem, esse caso mostra os limites do webjornalismo cidadão.</p>
<p>Expostos ao sol, os políticos e sua entourage costumam sentir-se acuados e apelam ao Judiciário para tentar calar seus inimigos. Não precisam nem mesmo vencer um processo: os trâmites legais em si mesmos já têm um enorme poder disruptivo sobre o trabalho de pessoas que não vivem para a política e precisam se dedicar à vida real. Repórteres funcionários de empresas de comunicação podem contar com o setor jurídico para defendê-los nestes processos e seguir com sua rotina produtiva. Também não precisam pagar os custos judiciais. Repórteres amadores ou sem apoio institucional, por outro lado, são alvos fáceis para a intimidação jurídica.</p></blockquote>
<p><em><a href="http://cinemaeoutrasartes.blogspot.com/2009/08/ameaca-aos-blogs.html">Maurício Caleiro</a></em> complementa, dizendo que poderosos que há décadas usufruem do silêncio cúmplice da grande imprensa estão por traz do fechamento de blogs. Ele faz um chamamento para ação:</p>
<blockquote><p>Portanto, se nada for for feito para garantir ao menos a certeza de defesa jurídica, a blogosfera política independente e crítica – que, diante dessas circunstâncias, tende a encolher – vai repetir o que acontece no universo do grande capital que tanto critica: blogueiros que são suportados por portais ou que, devido a alta audiência e longevidade na rede, já constituiram suas próprias redes informais de proteção jurídicas, tendem a sobreviver; a massa de neófitos e de independentes que lutam para conquistar um espaço ficará jogada aos tubarões da litigância. Portanto, é preciso reagir. E já.</p></blockquote>
<p>Para obter mais informações sobre recentes ataques à liberdade de expressão no Brasil, leia os artigos do  Global Voices a seguir:</p>
<p><a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/07/17/brasil-processos-tentam-calar-jornalista-premiado/">Brasil: Processos tentam calar jornalista premiado</a></p>
<p><a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/23/brasil-decisoes-judiciais-ameaca-crescente-a-liberdade-online/">Brasil: Decisões judiciais, ameaça crescente à liberdade online</a></div>
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		</item>
		<item>
		<title>Venezuela: Proposta a Lei Contra Crimes Midiáticos</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/07/venezuela-a-proposta-da-lei-de-crimes-da-midia/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/07/venezuela-a-proposta-da-lei-de-crimes-da-midia/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 07 Aug 2009 20:37:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
		<category><![CDATA[Lei]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade de Expressão]]></category>
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		<description><![CDATA[A Procuradora Geral venezuelana apresentou um projeto de lei que "regulamentaria" a liberdade de expressão e perseguiria indivídios que estão causando pânico ou atentando contra a paz através dos meios de comunicação.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/luis-carlos-diaz/">Luis Carlos Diaz</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/03/venezuela-the-proposed-media-crimes-law/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Luisa Ortega Díaz, a procuradora geral da Venezuela, apresentou uma proposta para a &#8220;Lei Contra os Crimes Midiáticos&#8221; em 30 de julho (leia o texto <a href="http://www.tecnoiuris.com/venezuela/hemeroteca/derecho-penal/proyecto-de-ley-especial-contra-delitos-mediaticos.html">aqui [es]</a>) que segundo alguns blogueiros e jornalistas visa ameaçar a liberdade de expressão no país. A mídia sempre esteve no centro da batalha durante os conflitos políticos da nação. O presidente venezuelano Hugo Chávez tem assumido uma postura bastante crítica com as empresas de comunicação, acusando-as de desestabilizar o país e difundir informações falsas. Como resultado, Ortega Díaz <a href="http://www.laht.com/article.asp?ArticleId=340431&amp;CategoryId=10717">diz</a>: &#8220;É necessário que o Estado venezuelano regulamente a liberdade de expressão&#8221;. Entretanto, ela continua ao dizer que o governo não busca impor limites à liberdade, mas apenas regulamentá-la.</p>
<div id="attachment_89033" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/alele/3779476136/"><img class="size-full wp-image-89033" title="Caracas" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/caracas1.jpg" alt="Photo by Alé and used under a Creative Commons license. http://www.flickr.com/photos/alele/3779476136/" width="400" height="267" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">Foto por Alé sob uma licença Creative Commons.</p>
</div>
<p>A atual Constituição garante a liberdade de expressão, mas tambêm indica que deve haver limites e responsabilidades. Entretanto, este projeto de lei aumenta a quantidade de crimes que podem ser cometidos por quem usa a mídia. O projeto contêm 17 artigos que diz que os donos de empresas de comunicação, jornalistas, fontes de notícia, e qualquer um que participe em qualquer meio de comunicação pode receber até quatro anos de prisão se veicular notícias que causem o pânico na população ou disturbem a paz, segurança ou independência do Estado venezuelano. A mesma punição pode ser aplicada para os que manipulam a informação, além dos que atentam contra a &#8220;saúde mental ou moral pública&#8221;.</p>
<p>São estes termos vagos que preocupam muitos blogueiros e jornalistas venezuelanos. Eles argumentam que a interpretação ampla destes crimes pode permitir que o governo reprima qualquer membro da mídia que critique sua atuação. Seria então o juízo do governo que determinaria quais ações se encaixam nos parâmetros da nova lei. Muitos dos blogueiros e jornalistas do país estão bastante preocupados sobre como essa lei pode ser aplicada e o que isso significaria para o jornalismo na Venezuela.</p>
<p>Uma dessas pessoas é a professora de Jornalismo Moraima Guanipa, que comenta no Twitter ao dizer <a href="http://twitter.com/haticos/status/2931533364">que o projeto de lei é [es]</a> &#8220;uma tentativa de estabelecer a censura e auto-censura através da penalização do trabalho jornalístico&#8221;.</p>
<p>Alguns blogueiros estavam entre os que utilizam as ferramentas da mídia cidadã para criar vídeos e divulgar seus pontos-de-vista sobre o projeto de lei. O blogueiro Naky Soto <a href="http://zaperoqueando.blogspot.com/2009/07/no-la-ley-contra-delitos-mediaticos.html">fez um vídeo viral</a> explicando como o projeto de lei fortalece o caráter punitivo na prática jornalística. Outro blogueiro, Jogreg Henríquez, do blog <em><a href="http://circulemos.blogspot.com/2009/07/no-la-ley-contra-delitos-mediaticos.html">Circulemos [es]</a></em>, criou um vídeo para alertar sobre os perigos de &#8220;qualquer pessoa&#8221; poder ir presa com uma flexível interpretação da regulamentação por parte do governo. O vídeo está <a href="http://dotsub.com/view/3f1da8dc-b69c-49c1-87cd-f3a07e8f0183">legendado em Português</a>:</p>
<p><iframe src="http://dotsub.com/media/3f1da8dc-b69c-49c1-87cd-f3a07e8f0183/e/m/por_br" frameborder="0" width="420" height="347"></iframe></p>
<p>Outras reações de twitteiros venezuelanos:</p>
<p>Kira Kariakin <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/08/03/venezuela-the-proposed-media-crimes-law/">@kirakar</a></p>
<blockquote><p>Dicen que George Bush asesoró a Luisa Ortega Diaz (la Fiscal) en su propuesta de Ley de delitos mediáticos…</p></blockquote>
<div class="translation">Dizem que George Bush aconselhou Luisa Ortega Díaz (a Procuradora Geral) a respeito do projeto da Lei Contra Crimes Midiáticos&#8230;</div>
<p><a href="http://twitter.com/lobohombreriera/statuses/2946558866">@lobohombreriera</a></p>
<blockquote><p>Leo la ley de delitos mediáticos. A ver quien es el guapo que puede definir lo que es “salud moral”. Vaya país. #FreeMediaVe</p></blockquote>
<div class="translation">Eu li a Lei de Crimes Midiáticos. Vamos ver quem consegue definir &#8220;saúde moral&#8221;; que país! #FreeMediaVe</div>
<p>Analiz Suárez <a href="http://twitter.com/anairinna/statuses/2944520739">@anairinna</a>:</p>
<blockquote><p>Junto a la Ley de delítos mediáticos, deben -a su vez- crear una mega carcel, para que puedan meternos a todos :) ¿no que no?</p></blockquote>
<div class="translation">Junto com a Lei Contra Crimes Midiáticos, eles deveriam construir uma mega prisão, assim eles podem nos colocar todos lá, certo?</div>
<p><a href="http://twitter.com/nabifer/statuses/2947147922">@nabifer</a>:</p>
<blockquote><p>esto de la Ley de Delitos Mediáticos no deja dormir. Yo creo que no nos estamos percantando de la magnitud del asunto. #freemediave</p></blockquote>
<div class="translation">Essa Lei Contra Crimes Midiáticos tira o sono da pessoa. Eu acho que não estamos percebendo a magnitude da situação #freemediave</div>
<p>O blog <em>Panfleto Negro [es]</em>, que recentemente celebrou seu aniversário de 10 anos como um coletivo online, comenta <a href="http://www.panfletonegro.com/volante/2009/07/30/proyecto-de-ley-especial-contra-delitos-mediaticos/">que uma lei como esta também afetará o Estado</a>.</p>
<blockquote><p>Finalmente, en Venezuela se legalizará la censura, una avanzada heroíca de la derecha conservadora y fundamentalista. El único aspecto positivo consiste en la posibilidad real de hacer limpieza. Desde ya en panfletonegro esperamos que apresen al Presidente, a todo el tren ministerial y a los miembros relevantes de la Asamblea Nacional, así como también a todos los reporteros de los canales del Estado y de los medios privados, por los delitos que cometen diariamente según este proyecto de ley.</p></blockquote>
<div class="translation">Finalmente a censura será legalizada na Venezuela; um avanço heróico por parte da direita conservativa e fundamentalista. O único aspecto positivo consiste na real possibilidade de limpar as coisas. Aqui no Panfleto Negro, esperamos que eles prendam o Presidente, todos os ministros e os membros relevantes da Assembléia Nacional, além dos repórteres das estações estatais e da mídia privativa, pelos crimes que eles cometem diariamente de acordo com esse projeto de lei.</div>
<p>Além disso, o blogueiro no <em>Slave to the PC [es]</em> <a href="http://slavetothepc.wordpress.com/2009/07/30/me-declaro-delincuente">faz um anúncio</a>: &#8220;Eu me declaro um deliquente. Senhoras e senhores, em breve eu serei um deliquente. A cada minuto que eu critico alguma ação governamental neste blog, correrei o risco de ser julgado pelo &#39;sistema judiciário venezuelano&#39;. Ele complementa que outro risco é a auto-censura:</p>
<blockquote><p>La idea de criminalizar la información es un reflejo claro de que este Gobierno está en decadencia. La justificación de querer poner límites a la libertad de expresión muestra un rechazo impresionante a la democracia. El debate, la discusión y, lo mas importante, la voz de cada quien, quedan suspendidos hasta nuevo aviso. La autocensura será la solución de los entregados. La búsqueda y muestra de la realidad será la bandera de los que lucharán. Caerán algunos, de eso estoy seguro, pero no podran callarlos a todos.</p></blockquote>
<div class="translation">A ideia de criminalizar a informação é um reflexo claro que este governo está em declínio. A justificativa de querer impor limites a liberdade de expressão mostra uma incrível rejeição à democracia. Debate, discussão, e mais importante, a voz de cada indivíduo, foram suspensas até próximo aviso. Auto-censura será a solução para aqueles que se entregaram. Buscar e mostrar a realidade serão as causas daqueles que lutarão. Alguns cairão, disso tenho certeza, mas eles não podem silenciar a todos.</div>
<p>Por outro lado, Michel, um blogueiro pró-governista, <a href="http://michelenlared.blogspot.com/2009/07/presentan-proyecto-de-ley-especial-de.html">usa o mesmo argumento da Procuradora Geral ao dizer que a liberdade de expressão deve ser equilibrada com a segurança do cidadão e cita a irresponsabilidade de algumas empresas de comunicação [es]</a>:</p>
<blockquote><p>La fiscal general señaló que es necesario regular la actividad de los medios y brindarle una protección apropiada a los ciudadanos, quienes lucen indefensos ante el uso irracional del poder que actualmente ostentan los medios de comunicación social.</p></blockquote>
<div class="translation">A Procuradora Geral diz que é necessário regulamentar a atividade da mídia e prover uma proteção apropriada aos cidadãos, que demonstram-se indefesos diante do uso irracional do poder detido pelos meios de comunicação.</div>
<p>Finalmente, o jornalista Carlos Correa, diretor da ONG Espacio Público [es] <a href="http://www.espaciopublico.info/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=475&amp;Itemid=1">escreve sobre o que está em jogo</a>:</p>
<blockquote><p>Dada la importancia de la libertad de expresión en una sociedad democrática, debe el Estado garantizar y promover su ejercicio, no limitarlo mediante leyes que buscan silenciar los medios de comunicación o todo intento de expresión libre y crítica.</p></blockquote>
<div class="translation">Dada a importância da liberdade de expressão em uma sociedade democrática, o Estado deveria garantir e promover este exercício, e não impor limites através de uma lei que tenta silenciar os meios de comunicação ou qualquer tentativa de expressão livre e criticismo.</div>
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		</item>
		<item>
		<title>Alex Castro: Um blogueiro liberal, libertário e libertino</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/07/alex-castro-um-blogueiro-liberal-libertario-e-libertino/</link>
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		<pubDate>Fri, 07 Aug 2009 13:34:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Arte & Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Nessa entrevista, Alex Castro fala sobre blogs, as prisões que acorrentam a alma humana, como ele se livrou   para abraçar uma vida mais libertária e, claro do Mulher de Um Homem Só, seu romance popular em e-book agora lançado em papel.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/07/alex-castro-a-liberal-libertarian-and-libertine-brazilian-blogger/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><a href="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/1041855_6e71e07381.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-3804" title="1041855_6e71e07381" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/1041855_6e71e07381-75x75.jpg" alt="1041855_6e71e07381" width="75" height="75" /></a>Por trás de um dos blogs mas populares do Brasil, o <a href="http://www.interney.net/blogs/lll/">Liberal Libertário Libertino</a>, há um romancista independente, um acadêmico apaixonado e um livre pensador. Nesse papo às vésperas do lançamento da primeira edição não virtual de seu primeiro romance, projeto que só pôde ser lançado com o <a href="http://www.interney.net/blogs/lll/2009/06/29/ajude_a_viabilizar_a_edicao_de_mulher_de/">patrocínio de um exército de leitores de seu blog</a> – os mecenas da blogosfera – Alex Castro fala de blogs, das prisões que acorretam o ser humano de como se livrou delas para abraçar a sua vida libertária, e, claro, de seu primero romance, agora lançado fora da rede, Mulher de Um Homem só – já muito bem conhecido por seus leitores que o baixaram mais de 30 mil vezes durante o período que esteve disponível para download gratuito.</p>
<p><strong>Quem é Alex Castro?</strong></p>
<p>Alex Castro é um grandecíssimo mentiroso, como todos os autores de ficção. Não confie em nada do que ele diz.</p>
<div id="attachment_3810" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.flickr.com/people/cruzalmeida/"><img class="size-medium wp-image-3810" title="304688616_b309c5a95f" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/304688616_b309c5a95f-300x199.jpg" alt="Alex Castro, em foto de Roberto Rivera: robertorivera.com/portfolio.htm " width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Em auto-definção no flickr, Alex Castro se diz (originalmente em inglês): Hedonista, novelista, ateísta, pedólatra. Destro, divorciado, maduro, viajado. Livre pensador, escritor, professor,  pro-ativo. Foto: Roberto Rivera: robertorivera.com/portfolio.htm </p></div>
<p><strong>O Liberal, Libertáro, Libertino está online desde 2003 e é hoje um dos mais populares blogs do Brasil. Como você entrou na blogosfera?</strong></p>
<p>Vários e vários motivos. O mais engraçado é que, quando abri o LLL, eu nunca tinha lido um blog, nem sabia o que era. Minha amiga Isabel (a quem &#8220;Mulher de um Homem Só&#8221; está dedicado) é que ficou me pentelhando, dizendo que era a melhor ferramenta possível para um artista expor seu trabalho - e estava certa. Mais ainda, eu estava escrevendo uma série de textos chamados As Prisões, sobre as diversas prisões que acorrentam o homem, como heterossexualidade, monogamia, verdade, religião, vergonha, ambição, obediência, etc, e achei que seria legal ver quais seriam as relações das pessoas a eles. E, realmente, As Prisões tiveram, e ainda têm, uma repercussão muito legal. Além disso, eu tinha acabado de reencontrar uma antiga amiga de escola, Andreia, que tinha se tornado dominadora profissional na Austrália e vivia um casamento aberto, e levava uma vida parecida com a minha, mais libertária e mais libertina, e eu achei que alguns daqueles valores que eu e a Andreia tínhamos descoberto e praticávamos mereciam ser articulados, tinham que ser vividos em público. Na verdade, ela me fez sentir envergonhado por meu pudor público perante a vida. Então, o blog também foi um meio de discutir publicamente questões muito importantes e vitais pra mim até hoje, como amor livre, poliamor, ciúmes, monogamia, relacionamentos abertos, etc. E assim entrei na blogosfera.</p>
<p><strong>O LLL gira em torno <a href="http://www.sobresites.com/alexcastro/prisoes.htm">dessas prisões que acorrentam a humanidade</a> – medo, vergonha, religião, patriotismo, felicidade, monogamia, heterossexualidade, dentre outras. Como você conseguiu se livrar delas?</strong></p>
<p>Basta querer. Controle de si é tudo na vida. Quase nada na vida a gente controla mas eu mesmo, como eu reajo aos estímulos do mundo, como me coloco diante deles, isso depende de mim, sim. E, assim, aos poucos, um dia de cada vez, eu fui me tornando menos tímido, menos travado, menos humilde, menos envergonhado, menos bundão, menos preocupado com a opinião dos outros, menos medroso, menos consumista, menos careta, essas coisas. Mas é um processo consciente. Todas as forças do mundo nos empurram pra conformar com o rebanho. Então, &#8220;ser você mesmo&#8221; não é algo que venha naturalmente a ninguém, é uma luta diária. Você tem que se perguntar: &#8220;hoje, eu fui a pessoa que eu quero ser?&#8221;</p>
<div id="attachment_3808" class="wp-caption alignleft" style="width: 211px"><a href="http://www.flickr.com/photos/cruzalmeida/278760187/in/set-358864/"><img class="size-medium wp-image-3808" title="278760187_ad8e05797e" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/278760187_ad8e05797e-201x300.jpg" alt="Fumando, em companhia do cachorro Oliver" width="201" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Fumando, companhia do cachorro Oliver</p></div>
<blockquote><p>[O LLL é] um blog sobre rebeldia, contemplação e sacanagem, regado a muita literatura e humor.</p></blockquote>
<p><strong>Mas você disse para não acreditar em nada do que você diz então fica a dúvida: o Alex Castro hedonista, na prática, é um personagem?</strong></p>
<p>Tenho uma pergunta melhor: e daí? Metade das coisas que eu disse nessa entrevista é mentira. Mas qual metade? Ou talvez isso que eu disse agora seja mentira e só falei sempre a verdade. Mas e daí? A verdade é que existe um livro chamado &#8220;Mulher de Um Homem Só&#8221; e ele é bom ou ruim independente de ter sido escrito por um homem ou por uma mulher, por um carioca ou um goiano, por um branco ou por um negro, por um adolescente ou por um velho. A mensagem das Prisões é válida ou não independente de eu ter esses valores ou não, de eu acreditar neles ou não. Vai ver eu escrevi tudo ironicamente, mas isso não impede alguém de levar o texto ao pé da letra e mudar sua vida. O texto é real, entende? Só isso importa. Eu, minhas mentiras, minhas verdades, minhas intenções, somos todos irrelevantes. Talvez a Prisão mais importante a ser vencida seja a Prisão Verdade, essa nossa necessidade quase infantil de questionar a veracidade de tudo o tempo todo. Eu sou um escritor de ficção: meu trabalho é justamente implodir a verdade. A ficção é uma mentira que, se bem dita, nos leva a verdades maiores do que a maioria das verdades que andam por aí bradando sua veracidade aos quatro ventos.</p>
<p><strong>E qual a reação de seus leitores a essa vida &#8220;mais libertária e mais libertina&#8221;, considerando que foge completamente dos padrões aceitáveis no Brasil, um país ainda tão sexista? Há até uma campanha, </strong><strong>&#8220;Eu Odeio o LLL&#8221;</strong><strong>, com o seu aval.</strong></p>
<p><img class="size-full wp-image-3814 alignleft" title="odeio-1" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/odeio-1.gif" alt="odeio-1" width="120" height="60" />A campanha &#8220;Eu Odeio o LLL&#8221; não tem apenas o meu aval. Eu a criei e a promovi. Oras, não há porque só as pessoas que gostam de mim terem banner me linkando. Quem me odeia também tem direito de me promover! Mas, obviamente, foi uma campanha humorística, pra brincar com aquele tipo de leitor que, justamente, diz que me odeia e discorda de tudo, mas lê e comenta obsessivamente todo dia. Esses leitores me divertem muito, mas são uma minoria, ainda bem. Logo enchem o saco e vão embora, porque eu não dou corda.</p>
<p>Via de regra, a mensagem das Prisões acaba tocando mais dois grupos de pessoas: em primeiro lugar, adolescentes ou pós-adolescentes de ambos os sexos que estão em processo de tentar se tornar adultos, livres e independentes. Uma amiga brinca que passo boa parte do meu tempo no MSN, como Sócrates na ágora, tentando corromper &#8220;meus jovens&#8221;. E, em segundo lugar, mulheres que estão naquela famosa crise dos sete anos, que subitamente se descobrem em casamentos mornos e insatisfatórios, e que de repente querem ser livres e realizar seu potencial. Esses dois grupos representam uma parcela desproporcionalmente enorme dos leitores que me procuram, então imagino que a mensagem das Prisões é relevante para quem está nessas situações.</p>
<div id="attachment_3807" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.flickr.com/photos/cruzalmeida/304688610/in/set-358864/"><img class="size-medium wp-image-3807" title="304688610_5288cfd5be" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/304688610_5288cfd5be-300x199.jpg" alt="Alex Castro, em foto de Roberto Rivera: robertorivera.com/portfolio.htm " width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Alex Castro, em foto de Roberto Rivera: robertorivera.com/portfolio.htm </p></div>
<p><strong>Mudando para a literatura na rede, há bons blogs literários no Brasil? O que passa pelo seu seu blogroll?</strong></p>
<p>Olha, eu confesso que nunca fui fã de blogs e, faz muito tempo, desencanei totalmente deles. Hoje, leio pouquíssimos blogs, e quase que só os de amigos próximos, pra saber como eles estão. Alguns bons escritores contemporâneos têm blogs, mas o blog é sempre uma coisa diferente da ficção. Até porque é difícil colocar ficção em blog. Então o blog acaba funcionando como uma ferramenta para o autor polir seu texto e construir um círculo de leitores para quem possa, depois, vender ou dar seu livro. Sinceramente, eu acho bem possível que existam bons blogs literários no Brasil. Mas eu, por deficiência minha, não conheço.</p>
<p><strong>Você</strong><strong> fo</strong><strong>i</strong><strong> um dos pioneiros em experiência de e-books pagos no Bras</strong><strong>i</strong><strong>l. Em que grau, na sua opinião, a internet ajuda autores e artistas independentes em geral?</strong></p>
<p>A internet é fundamental, por permitir ao artista um contato direto com seu público, um contato que antes dependia de diversos mediadores: gravadoras, editoras, jornais, etc. Está surgindo um novo paradigma na arte que funciona mais ou menos assim: você distribui a sua arte de graça, para construir um público, e depois vende pra eles produtos diferenciados, raros, assinados, exclusivos, etc, do seu trabalho. De certo modo, estou fazendo isso com &#8220;Mulher de Um Homem Só&#8221;, que foi baixado gratuitamente mais de 30 mil vezes e foi vendido em edição limitada, numerada, na qual os leitores que pagaram mais ganharam os menores números. O exemplar número 001 foi para uma leitora da Turquia que pagou R$200 por ele.</p>
<div id="attachment_3803" class="wp-caption alignright" style="width: 176px"><img class="size-full wp-image-3803" title="3754570057_441dfe5ba7" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/3754570057_441dfe5ba7.jpg" alt="Marcador de livro para os mecenas da blogosfera" width="166" height="500" /><p class="wp-caption-text">Marcador de livro exclusivo para os mecenas da blogosfera que compraram o livro antes do lançamento.</p></div>
<p><strong>Como surgiu essa idéia dos mecenas da blogosfera para transformar o Mulher de um Homem Só virtual em edição em papel?</strong></p>
<p>&#8220;Mulher de Um Homem Só&#8221; ficou disponível para download gratuito por 4 anos, entre 2002 e 2006, quando foi baixado 30 mil vezes. Depois disso, contratei uma agente literária para tentar vender o livro para editoras, mas ela não conseguiu nada. Nesse meio tempo, lancei vários ebooks - sabe como é, tem custo zero - e fui vendendo, mas todo mundo vinha perguntar: &#8220;ah, nao tem de papel? odeio ler na tela!&#8221; etc. O problema é que, sem uma editora, imprimir em papel custa caro, tenho que pagar a edição do meu próprio bolso e fazer tudo sozinho. E pensei, hmm, se os leitores querem tanto livros de papel, por que então não pagam por eles? Vou colocar o livro em pré-venda, quando arrecadar o suficiente pra impressão, imprimo; senão, devolvo o dinheiro de todo mundo. E foi um sucesso. &#8220;Mulher de Um Homem Só&#8221; vendeu 150 exemplares na pré-venda e o valor arrecadado daria para custear uma edição de 700 exemplares.</p>
<p><strong>Quais as vantagens e desvantagens de publicar na internet, em vez de seguir os caminhos tradicionais?</strong></p>
<p>Para mim, as vantagens foram ganhar mais dinheiro do que ganharia publicando livro como o novato patinho feio de uma editora tradicional e também um maior contato com o meu público. A grande desvantagem de não estar no caminho tradicional é a falta de visibilidade e prestígio. Eu escrevo literatura e tenho um blog, mas sou chamado de &#8220;blogueiro&#8221;. O cara que tem um livro publicado pela Rocco (mesmo que ninguém tenha lido) e tem um blog, é um escritor - que, por um acaso, tem um blog. Mas isso já está mudando.</p>
<p><strong>Esse contato maior com os leitores muda de alguma forma a forma como você escreve, ou até o enredo de suas histórias, uma vez que você passa também a conhecer mais o público e a saber o que ele quer, ou você mantêm, nesse caso, uma distância para produzir exatamente o que acha que deve, sem influências do consumidor de sua obra?</strong></p>
<p>Muda. Mas não do jeito que você perguntou. Não existe muito isso de dar o que o povo quer. Não sou balconista, que pergunta ao cliente o que ele quer, vai e entrega. Na literatura, o cliente quase nunca tem razão. O espírito da literatura é o da complexidade. Um bom livro te leva a lugares que você não queria ir, te ensina coisas que você não queria saber, mostra que o mundo, as pessoas, as coisas, são mais complexos do que você imaginava. No momento em que um autor de ficção se propõe a dar os que os leitores querem, ele abdicou de uma das prerrogativas básicas da arte.</p>
<p>Aliás, talvez seja esse um dos tão buscados limites entre literatura-dita-arte e a chamada literatura de entretenimento: na segunda, você busca entreter e dar ao leitor o que ele quer. Na primeira, não. Obviamente, na literatura, você pode perfeitamente dar ao leitor o que ele quer, mas esse não pode ser um dos critérios fundamentais da criação da arte. Em tempo: não estou estabelecendo nenhuma relação de hierarquia entre ambas. Qualquer livro policial de Nero Wolfe é melhor do que 90% da literatura-dita-arte. Resta o fato de que ambos tipos de literatura tem um objetivo e uma relação com seu leitor bem diferentes.</p>
<p>E, respondendo a pergunta, sim, o contato com os leitores muda tudo, mas por outro motivo. Porque o autor escreve sempre com um leitor ideal em mente, e buscando criar um efeito nele. O contato com o leitor permite medir se você está atingindo seus objetivos e ajustá-los de acordo. Os exemplos são inúmeros. Uma vez, uma leitora me disse que uma cena de um conto fazia com que ela voltasse a uma época mais simples, mais idílica, que se sentisse como se estivesse dentro do Almoço da Relva, de Manet, fazendo um bucólico piquenique num bosque à beira no Sena em pleno século XIX&#8230; E eu agradeci a opinião, e naturalmente a leitora não estava nem um pouco errada, cada leitura é válida, mas reescrevi a cena, coloquei um celular desligado em sua bolsa e uma asa delta passando no céu, justamente para cortar esse efeito, que não era o que eu buscava. Mas, veja, a internet não tem nada a ver com isso. Esse tipo de coisa acontece desde que existe literatura.</p>
<p><strong>Como você tem base nos Estados Unidos no momento, enquanto , qual é a sua visão sobre as diferenças entre os mercados editoriais brasileiros e estadunidenses? (pergunta de <a href="http://twitter.com/emanuelcampos">@emanuelcampos</a>, via twitter)</strong></p>
<p>Nem sei. Eu vivo nos Estados Unidos de maneira muito estranha. Estou lá fisicamente, mas dentro da bolha universitária, que é como se fosse outro mundo. Estudo e dou aulas no Departamento de Espanhol e Português. Boa parte dos meus colegas, todos os meus alunos, quase todos do meu círculo social não apenas falam português fluentemente como têm um forte interesse pelo Brasil. Minha pesquisa é sobre Brasil. Minhas leituras, minha ficção, meu blog, minha producão acadêmica eu escrevo em português. Minha namorada, minha família, meus leitores, estão no Brasil. Eu publico no Brasil. Ou seja, todo meu olhar é voltado pro Brasil. Não acompanho, estudo, observo o mercado americano.</p>
<p><strong>Há planos de tradução para esse, ou outros de seus livros?</strong></p>
<p>Um casal de tradutores, ele brasileiro e ela argentina, se ofereceu para traduzir &#8220;Mulher de Um Homem Só&#8221; ao espanhol. Pretendo pegar essa versão e bater perna um pouco com ela. Tenho alguns contatos nos meios editorais cubanos e adoraria ser lido por lá. E também já existe todo um mercado literário em língua espanhola nos Estados Unidos que posso procurar - e que eu não conheço! Uma versão em espanhol, a segunda língua ocidental mais falada, já abriria inúmeras possibilidades. Aliás, o brasileiro do casal é justamente o Emanuel que sugeriu a pergunta acima.</p>
<p><strong>E qual o trecho que mais gosta de Mulher de um Homem Só?</strong></p>
<p>Não sei se é o que eu mais gosto, mas acho que é um trecho bem representativo.</p>
<p>&#8220;Eu não desconfiei porque nem todos esses almoços serviam pra despontar o vício de Murilo que Júlia tinha. Eu, que me achava sua clínica de reabilitação, era na verdade sua fornecedora clandestina: ela vinha me ver e fungava cada carreirinha de Murilo que pudesse encontrar. E eu fazia o mesmo, porque um gambá cheira o outro e eu também não sou lá muito diversa. Ela me sugava o presente, e eu, o passado. Júlia sabia tudo sobre o Murilo, cresceram juntos, nunca não se conheceram. Um era a constante da vida do outro. Júlia era tão constante que me fazia sentir a variável e isso me deixava tonta, eu precisava ir ao banheiro depois: eu imaginava Júlia, amanhã, fazendo a mesma coisa com a segunda esposa dele, indo visitar, contando histórias do passado e sugando o futuro. E eu pensava: o juramento foi comigo, a mulher dele sou eu.&#8221;</p>
<p><strong></strong></p>
<div id="attachment_3792" class="wp-caption aligncenter" style="width: 446px"><strong><strong><img class="size-full wp-image-3792" title="MulherDeUmHomemSó" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/3785123242_19e48a0719.jpg" alt="Lançamento no Rio" width="436" height="324" /></strong></strong><p class="wp-caption-text">Amigos, no lançamento no Rio, alguns dos quais mecenas</p></div>
<p><strong></strong></p>
<p><img class="size-full wp-image-3802 alignleft" title="3714026540_8a67eed970_m" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/3714026540_8a67eed970_m.jpg" alt="3714026540_8a67eed970_m" width="146" height="196" /> <strong>Autógrafos: </strong></p>
<p>Depois do lançamento no Mulher de Um Homem Só em São Paulo, no final de semana passado, o livro será lançado nesse sábado, 7 de agosto, no Rio de Janeiro. <a href="http://www.flickr.com/photos/cruzalmeida/3754417953/">Veja o convite aqui</a>. Para comprar o Mulher de Um Homem Só, <a href="http://liberallibertariolibertino.blogspot.com/2009/06/pre-venda-de-mulher-de-um-homem-so.html">acesse esse link</a>. Para ver outros livros do de Alex Castro, lançados com o apoio do selo independente <a href="http://www.osviralata.com.br/">OsViralata</a>, <a href="http://www.osviralata.com.br/alexcastro/index.html">clique aqui.</a></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Marrocos: “Eu estou entre os 9%!”</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/04/marrocos-%e2%80%9ceu-estou-entre-os-9%e2%80%9d/</link>
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		<pubDate>Tue, 04 Aug 2009 17:39:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cinthia Sento Se</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A decisão do governo marroquino de tirar de circulação as edições de agosto de duas importantes revistas parece ter enfurecido a blogosfera daquele país. Os blogueiros reagem.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/hisham/">Hisham</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/cinthia-sento-se/'>Cinthia Sento Se</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/02/morocco-im-a-9-per-cent/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>A decisão do governo marroquino de tirar de circulação as edições de agosto de duas importantes revistas, <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/TelQuel">Telquel</a> e</em> <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Nichane">Nichane</a></em>, parece ter enfurecido a blogosfera daquele país. As duas publicações estavam prestes a revelar o resultado de uma pesquisa realizada em colaboração com o jornal francês <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Le_Monde">Le Monde</a></em>, na qual marroquinos comuns foram convidados a avaliar a monarquia local nos 10 últimos anos. A consulta, que pretende ser a primeira pesquisa de aprovação pública de um rei marroquino feita com seus próprios súditos, revelou, de acordo com <a href="http://fr.wikipedia.org/wiki/Ahmed_R%C3%A9da_Benchemsi">Ahmed Reda Benchemsi</a> [Fr], diretor de ambas publicações, “que 91% dos marroquinos entrevistados consideram a atuação do Rei Mohammed VI positiva ou muito positiva” (Fonte: <a href="http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5gcaj-zEFf_7qmutXWY4ddwR0Gz0A">AFP</a>). Mesmo assim, as autoridades marroquinas intervieram com energia para impedir qualquer forma de divulgação dos resultados, como foi afirmado claramente pelo porta-voz do governo, Khalid Naciri, <a href="http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5gcaj-zEFf_7qmutXWY4ddwR0Gz0A">que declarou</a> que “a monarquia no Marrocos não pode ser objeto de debate nem mesmo via consulta pública.”</p>
<p>Os blogueiros marroquinos foram rápidos na reação a essa postura, a maioria deles contrários à ação do governo.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-88774" title="9pctwittergroup" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/9pctwittergroup.jpg" alt="9pctwittergroup" width="462" height="89" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-88771" title="9pcmaroc2" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/9pcmaroc2.jpg" alt="9pcmaroc2" width="391" height="68" /></p>
<div class="translation">- annouss: Vamos lançar o movimento dos 9%… Troque a imagem do seu perfil. Una-se aos 9 por cento.</div>
<p>Agora, um crescente movimento de protestos on line está emergindo com força, simbolicamente    representado pela logomarca “I&#39;m 9%” (que poderia ser traduzido como “Eu estou entre os 9%”), criada por <a href="http://annouss.wordpress.com/"><em>Anas Alaoui</em></a> em referência à “minoria” de marroquinos que, de acordo com a pesquisa proibida,  desaprovam ou julgam negativamente a primeira década de Mohammed VI no poder. Uma hashtag no Twitter sob o nome de <a href="http://twitter.com/#search?q=%239pcMaroc">#9pcMaroc</a> foi rapidamente criada por blogueiros que adotaram a expressão “I&#39;m 9%”  em um claro sinal de protesto contra a retirada das revistas das bancas. Os blogueiros também estão trabalhando na implementação de um grupo no Facebook, de modo a expandir ainda mais o movimento.</p>
<div id="attachment_88750" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px;"><img class="size-medium wp-image-88750" title="I'm a 9 per cent by Anas Alaoui" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/im-9pc-300x204.png" alt="I Am a 9%" width="300" height="204" /></p>
<p class="wp-caption-text">Eu estou entre os 9%</p>
</div>
<p>Mehdi, no blog  <em><a href="http://www.satwiker.com/declaration-audio-de-ar-benchemsi">Satwiker</a></em>, disponibiliza um link para o vídeo de uma entrevista com o diretor das revistas, Benchemsi, transmitida no noticiário da TV francesa, no canal <em><a href="http://www.france24.com/en/">France 24</a></em>, na qual o jornalista expressa [Ar] sua desaprovação quanto à proibição, explicando que as publicações não infringiram a lei nem ultrapassaram os limites do bom senso.</p>
<p><object width="480" height="385" data="http://blip.tv/play/AYGVuWMC" type="application/x-shockwave-flash"><param name="src" value="http://blip.tv/play/AYGVuWMC" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Fatima (La Marocaine), no blog Agora, também<em> </em><a href="http://www.monagora.fr/2009/08/02/saisis-des-magzines-telquel-et-nichane-le-mouvement-des-9/">manifestou sua desaprovação</a> [Fr] à censura. Ela escreve:</p>
<blockquote><p>A l’air des nouvelles technologies, il faudra que nos dignitaires se rendent à l’évidence que ce genre d’action revient à chercher à cacher le soleil par la paume de la main. Sans oublier que l’info a déjà fait le tour du monde. Comme on dit chez nous » kaye fye9o l’7m9 bederribe l’7jerre» !!! Ce qui aurait pu passer pour une info banale devient une affaire.</p></blockquote>
<div class="translation">Na era das novas tecnologias, nossas autoridades devem entender que atitudes como essas<br />
equivalem a tentar tapar o sol com a peneira. Sem mencionar que a notícia já se espalhou por todo o mundo […] O que poderia presumivelmente ser considerado um assunto trivial tornou-se um tema  de interesse público.</div>
<p><em><a href="http://ibnkafkasobiterdicta.wordpress.com/2009/08/01/le-mouvement-des-9/">Ibn Kafka</a></em> [Fr] conclui:</p>
<blockquote><p>Pour résumer: il existe au Maroc une autorité constitutionnelle ayant une suprématie tant sur l’exécutif qu’indirectement sur le législatif et le judiciaire, dont les actes juridiques ne peuvent en aucun [cas] être attaqués devant les tribunaux marocains, et qui assure la commanderie des croyants (musulmans), et dont le bilan ne peut faire l’objet d’une appréciation publique.</p></blockquote>
<div class="translation">Em resumo: há uma autoridade constitucional no Marrocos com supremacia sobre o executivo – indiretamente – o legislativo e o judiciário, cujos atos, em termos legais, não podem ser questionados diante de uma corte marroquina, que assegura o papel de comando dos crentes (muçulmanos) e cujos registros não podem ser objetos de conhecimento público.</div>
<p>Acredita-se que o Le Monde publicará a consulta na terça-feira, dia 4 de agosto. Mas as autoridades marroquinas já deixaram claro: “Se o Le Monde publicar a consulta, ele não será mais vendido no Marrocos. É uma questão de coerência,” <a href="http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5gcaj-zEFf_7qmutXWY4ddwR0Gz0A">disse</a> o porta-voz do governo.</p>
<p>As revistas Nichane e Telquel foram recolhidas e proibidas de circular anteriormente em 2007, quando seus editoriais em árabe e francês foram considerados “um libelo contra a sagrada pessoa do rei.” O diretor Benchemsi foi o autor dos editoriais e sofre as consequências disso até hoje.</p>
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		<title>Peru: Blogueiros são alvo de hackers</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/07/23/peru-blogueiros-sao-alvo-de-hackers/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Jul 2009 21:51:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cinthia Sento Se</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Discordâncias entre blogueiros e seus leitores aparecem com frequência na área dedicada aos comentários, e podem continuar na forma de debate ou discussão. No entanto, os pontos de vista de  alguns blogueiros peruanos motivaram ações com o objetivo de silenciar as diferenças de opinião.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juan-arellano/">Juan Arellano</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/cinthia-sento-se/'>Cinthia Sento Se</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/07/18/peru-bloggers-targeted-by-hackers/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Discordâncias entre blogueiros e seus leitores aparecem com frequência na área dedicada aos comentários, e podem continuar na forma de debate ou discussão. No entanto, os pontos de vista de  alguns blogueiros peruanos motivaram ações com o objetivo de silenciar as diferenças de opinião. O blogueiro Carlos Quiróz, também conhecido como <em><a href="http://peruanista.blogspot.com/">Peruanista</a></em> [es], teve seu canal no YouTube eliminado devido a uma série de reclamações feitas por um grupo que discordava dele. Em outro caso, Francisco Canaza, editor do site <em><a href="http://apuntesperuanos.com/">Apuntes Peruanos</a></em> [es], foi vítima de um ataque de hackers, o que deixou seu blog offline por vários dias.</p>
<p>Muitas pessoas estão perguntando o que esses blogueiros fizeram para merecer este tipo de ataque. Suas opiniões sobre assuntos polêmicos fizeram deles um alvo para aqueles que discordam do que têm a dizer? E este é um motivo válido para justificar esses tipos de ataque?</p>
<p>Carlos Quiróz, do Peruanista [es], <a href="http://peruanista.blogspot.com/2009/07/youtube-suspende-canal-de-peruanista.html">se surpreendeu quando sua conta do YouTube foi suspensa</a>, causando o desaparecimento de centenas de vídeos que lhe tomaram dois anos de trabalho.</p>
<blockquote><p>¿Qué podría motivar este abuso? Acaso ha sido el último video que subí con Cynthia McKinney enviando un mensaje de solidaridad a los pueblos indígenas y afro descendientes de las Americas. … Podrían ser los videos donde denuncio y expongo en detalle acerca del genocidio de Bagua en la selva peruana … Acaso fueron los videos donde yo he protestado contra el Tratado de Libre Comercio entre EEUU y Perú …</p>
<p>Afortunadamente tengo todos mis videos archivados y los voy a subir en otro website de videos. A lo mejor debería mover mis blogs también, porque Google -dueños de Youtube- tambien es dueño de Blogger. Un ejemplo más del abuso que uno se expone frente a los monopolios de las corporaciones privadas.</p></blockquote>
<div class="translation">O que poderia motivar este abuso? Talvez tenha sido o último vídeo que subi com Cynthia McKinney enviando uma mensagem de solidariedade aos povos indígenas e afro-descendentes das Américas&#8230; Poderiam ter sido os vídeos onde denuncio e exponho em detalhe o genocídio de Bagua, na selva peruana&#8230; Talvez tenham sido os vídeos nos quais protestei contra o Tratado de Livre Comércio entre Estados Unidos e Peru&#8230;</p>
<p>Felizmente, tenho todos os meus vídeos arquivados e vou subi-los em outro website. Talvez devesse  transferir meus blogs também, porque o Google – dono do YouTube – também é dono do Blogger. Um exemplo de mais um abuso a que estamos expostos diante dos monopólios das corporações privadas.</p></div>
<p>A natureza controversa de alguns dos temas abordados pelos blogueiros atrai muita discordância. Kisha <a href="http://kishaperu.blogspot.com/2009/07/atentado-contra-la-libertad-de.html">explica como muitos leitores críticos se agrupam para provocar ondas de “reclamações” contra um canal</a> [es] mesmo que ele não tenha violado os termos e as condições impostas pelo YouTube.  Por conta do alto número de reclamações, frequentemente, os canais vítimas desses ataques são suspensos ou apagados. Apesar de discordar de opiniões de blogueiros como Quiroz, Isabel Guerra, de Las Burbujas Recargadas [es], <a href="http://burbujasreloaded.wordpress.com/2009/07/16/hackers-en-la-blogosfera-atacan-a-apuntes-peruanos/">escreve que as ações desses críticos são inaceitáveis</a>:</p>
<blockquote><p>Es público; no es ningún secreto que Peruanista (Carlos Quiroz) y yo hemos discrepado muchas veces y que yo más de una vez le he dicho que no exagere y etc. … Por muchas discrepancias y pleitos que se puedan tener con alguien, hacer que le cierren la cuenta, la verdad, es una señal muy peligrosa.</p></blockquote>
<div class="translation">É público; não é nenhum segredo que Peruanista (Carlos Quiróz) e eu temos discordado muitas vezes e que eu, mais de uma vez, lhe disse que não exagerasse e etc&#8230; Por maior discordância e disputas que se tenha com alguém, provocar o encerramento de uma conta, na verdade, é um sinal muito perigoso.</div>
<div id="attachment_86019" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px;"><a href="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/yacayoo.jpg"><img class="size-full wp-image-86019" title="yacayoo" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/yacayoo.jpg" alt="Screenshot of the Canaza's site that had been hacked. It reads &quot;it has fallen!&quot; " width="400" height="264" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">Tela do site de Canaza, que foi alvo de hackers. Está escrito: “e já caiu!”</p>
</div>
<p><em><br />
</em></p>
<p>Apuntes Peruanos [es], o blog de Francisco Canaza foi hackeado. Enquanto seu blog estava sendo reparado, ele providenciou um blog “emergencial” chamado En el Exilio [es] (No exílio), <a href="http://zagdo.com/sobre-el-ataque-a-apuntes-peruanos/">onde explicitou detalhes da sequência de eventos que levaram ao ataque a seu site</a>.</p>
<blockquote><p>Apuntes Peruanos sufrió un ataque mayor y quedó fuera de línea por casi 9 horas. Como lo comenté, fue el segundo ataque en lo que va de la semana, y este sí comprometió a todo el site. El resumen es que varios archivos esenciales del Wordpress fueron comprometidos, editados a discreción del atacante. Aún falta mucho para saber qué pasó y en qué dimensión. Hemos guardado copia de varios archivos y scripts php para luego analizarlos. He recibido muchas muestras de apoyo, por diversos medios y por personas que ni siquiera me conocen. No me queda más que agradecerlos a todos.</p></blockquote>
<div class="translation">Apuntes Peruanos sofreu um ataque maior e permaneceu offline por aproximadamente 9 horas. Como eu comentei, foi o segundo ataque esta semana e este comprometeu todo o site. Em suma, vários arquivos essenciais do Wordpress foram comprometidos, modificados ao humor do hacker.     Ainda falta muito para descobrir o que foi feito e qual é a dimensão do problema. Guardamos cópias de muitos arquivos e scripts php para analisar. Eu tenho recebido muitas manifestações de apoio através de vários tipos de veículos e de pessoas que nem mesmo me conhecem. Eu só posso agradecer a todos eles.</div>
<p>Ernesto, do Física3 [es], <a href="http://fisica3.blogspot.com/2009/07/esto-tiene-que-llegar-la-blogosfera.html">também concorda que este tipo de comportamento negativo não deveria ser tolerado</a>:</p>
<blockquote><p>Si, es cierto en la blogosfera no todos pueden estar de acuerdo, pero cuando tu irracionalidad te lleva al querer silenciar a la otra voz, no te diferencias mucho de la dictadura china, … la verdad es que no la veíamos venir pero luego de leer este comentario en el blog de Gran Combo, uno no puede sino pensar que esto no es aislado.</p></blockquote>
<div class="translation">Sim, é certo que nem todos podem estar de acordo na blogosfera, mas quando seu irracionalismo lhe leva a querer silenciar outras vozes, você não é muito diferente da ditadura chinesa, &#8230; a verdade é que não vimos isso chegando, mas depois de ler um comentário no blog Gran Combo, ninguém pode pensar que se trata de uma questão isolada.</div>
<p>Tem se tornado evidente que blogs independentes tem atraído a ira de outros com interesses diferentes e atitudes intolerantes. Talvez, mais importante até do que encontrar quem está por trás dos ataques, seja fazer com que os blogueiros continuem a usar, cada vez mais, métodos seguros. Entretanto, alguns blogueiros como Luis Aguirre, do Bloodyhell [es], <a href="http://bloodyhell-la.blogspot.com/2009/07/insolidaridad-20.html">escrevem como a blogosfera peruana não pode ser percebida do mesmo modo</a> e tem se tornado um ambiente competitivo por causa dos interesses econômicos em jogo.</p>
<blockquote><p>estamos en una coyuntura donde la blogósfera ya no pasa caleta ni piola como ejercicio de la libertad de expresión. Si alguien como (el presidente) García pide que desde internet se realice una ofensiva contra lo que él considera “desinformación” entonces es de esperar que oficialismo y oposición, propaganda y periodismo, comiencen a confundirse en una pelea post a post o tuit a tuit. Más aún con elecciones encima, las municipales y las presidenciales. Hace rato que la blogósfera dejó de ser inocente.<br />
la miseria de la red: si hasta el momento los grandes cerebros mundiales no saben cómo hacer rentable en ella la creación de contenido e información, en el Perú la mermelada como paradigma cultural ha convertido ese hermafroditismo de encarte publicitario y opinión personal la única norma económicamente viable en webs, blogs y tuits. Una lástima. Porque las presiones comerciales se transforman en presiones por salvaguardar intereses -la quincena, hombre- y, en última instancia, por silenciar otros blogs, comentarios u opiniones incómodos.</p></blockquote>
<div class="translation">Estamos numa situação em que a blogosfera já não funciona como espaço para o exercício da liberdade de expressão. Se alguém como (o presidente) García chama, pela Internet, para uma manifestação contra o que ele considera“desinformação”, então se pode esperar que governo e oposição, publicidade e jornalismo comecem a se confundir em uma batalha post a post ou tweet a tweet. Até pior, com as eleições municipal e presidencial chegando em breve. Há tempos que a blogosfera deixou de ser inocente.</p>
<p>A miséria da rede: se até agora, as grandes mentes do mundo não sabem como transformar a criação de conteúdo e informação em algo rentável, então, no Peru, o financiamento como um paradigma cultural tem convertido esse hermafroditismo de encarte publicitário e opinião pessoal na única opção viável para sites, blogs e tweets. É uma vergonha. Porque as pressões comerciais se tornam pressões para salvaguardar interesses – melhor dizendo, o salário – e, ultimamente, para silenciar outros blogs, comentários ou opiniões incômodas.</p></div>
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		<title>Azerbaijão: Mídia cidadã em defesa de ativistas detidos</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/07/21/3587/</link>
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		<pubDate>Tue, 21 Jul 2009 12:46:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>João Miguel Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Azerbaijan]]></category>
		<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<category><![CDATA[Primeira Mão]]></category>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porOnnik Krikorian  &#183; Traduzido por João Miguel Lima &#183;  Veja o post original 
Embora a maior parte da atividade possa ser encontrada no Facebook, onde usuários se mantem atualizados no caso do videoblogueiro Adnan Hajizade e do jovem ativista Emin Milli, presos semana passada e sentenciados à detenção por dois meses [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/onnik-krikorian/">Onnik Krikorian</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/joaomiguel/'>João Miguel Lima</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/07/13/azerbaijan-citizen-media-in-defense-of-detained-activists/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Embora a maior parte da atividade possa ser encontrada no <em>Facebook</em>, onde usuários se mantem atualizados no caso do videoblogueiro Adnan Hajizade e do jovem ativista Emin Milli, <a href="http://globalvoicesonline.org/found/?cof=FORID:9&amp;q=azerbaijan+adnan+emin&amp;btnG=Search+%C2%BB&amp;cx=000932313665553177304:dg67ra11mvs" target="_blank">presos semana passada e sentenciados à detenção por dois meses antes do julgamento</a>, menos atividade pode ser vista na grande mídia, mas a situação está mundando. Ainda assim, a mídia cidadã continua como principal fonte de inforamção.</p>
<p>Em um <a href="http://fatalin.blogspot.com/2009/07/welcome-to-world-kid.html" target="_blank">post pessoal emocionado</a>, <em>Fighting windmills? Take a pill.</em> se recorda dos amigos agora sentados numa prisão por conta de acusações que muitos consideram politicamente motivadas.</p>
<blockquote><p>I have a new desktop picture - Emin waving Azerbaijani flag in front of the UN building in New York. The flag of the country he has been working and living for, the one he dreams to be liberated of corruption and dishonest politicians, the one he came back from New York for, the one, he and Adnan will spend at least two months of their lives in jail for..</p>
<p>[…]</p>
<p>“Being a dissident is an honor” said one of my Georgian friends, when I told him the whole story. That&#39;s pretty much what Emin would say, I thought. And then, imagined what he would do if one of us would get detained.</p>
<p>[…]</p>
<p>They say “You can imprison my body, but not my soul”. Indeed, they can take away Emin and Adnan but the love we have for each other will never fade away, no matter what. The purest, unconditional, can&#39;t-buy-for-oil-money love, that makes my friends wait for me to become an aunt and make sure I get home safely, the one that made 50 people sing Azerbaijani anthem in front of the Sabail Court. The kind of love, that encourages people all around the world forget about the fear and fight for the freedom of our friends no matter what.</p>
<p>[…]</p>
<p>United we stand!</p></blockquote>
<div class="translation">Tenho uma nova imagem no desktop - Emin balançando a bandeira azerbaijana em frente ao prédio da ONU em Nova York. A bandeira do país para o qual ele trabalhava e vivia, o qual ele sonha ser liberado de corrupção e de políticos desonestos, o qual fez ele voltar de Nova York, o mesmo pelo qual ele e Adnan passarão pelo menos dois meses na cadeia..</p>
<p>[&#8230;]</p>
<p>&#8220;Ser um dissidente é uma honra&#8221;, disse um de meus amigos georgianos, quando eu lhe contei toda a história. E é bem o que Emin diria, eu pensei. Então, imaginei o que ele faria se um de nós fosse preso.</p>
<p>[&#8230;]</p>
<p>Dizem que &#8220;Você pode aprisionar meu corpo, mas não minha alma&#8221;. De fato, eles podem levar Emin e Adnan, mas o amor que temos por cada um nunca vai esvair, não importa o que for. O amor mais puro, incondicional, que não-se-compra-com-dinheiro-de-petróleo que faz meus amigos aguardarem que me torne tia e cuidem para que eu chegue em casa com segurança, é o mesmo amor que fez 50 pessoas cantarem o hino azerbaijano em frente à Corte Sabail. O tipo de amor que encoraja pessoas pelo mundo inteiro a esquecerem seus medos e lutarem pela liberdade de nossos amigos, não importa o que for.</p>
<p>[&#8230;]</p>
<p>Juntos nós estamos!</p></div>
<p>Humay, outra amiga de Hajizade, também postou uma mensagem pessoal em sua página do <em>Facebook,</em> para marcar o aniversário dele:</p>
<blockquote><p>Now pompous words would sound bitter, but it’s true that it was a privilege to know Adnan so closely. He is indeed of a rare kind. In a conformist land as ours is, Adnan lived according to his own truths, defining himself over and over again with frustrations at a time, but never afraid of challenging himself or others. […]</p>
<p>[…]</p>
<p>Adnan, ezizim, you are 26 today. You are celebrating this day behind the bars. Or my guess is you are not celebrating it. But we are celebrating. I am glad that you came into this world and into our lives. I am glad you showed me how much a person can do just by himself. I am glad you proved that one man with beliefs is worth of thousand with interests. I am glad that you dared to dream and took us on a journey too. Please keep on dreaming. I don’t want a requiem for a dream. And please come back. We miss you here.</p></blockquote>
<div class="translation">Agora palavras pomposas pareceriam amargas, mas é verdade que foi um privilégio conhecer Adnan tão intimamente. Ele é, de fato, de tipo raro. Numa terra conformista como a nossa, Adnan viveu de acordo com suas próprias verdades, definindo-se de novo e de novo - com frustrações às vezes, mas nunca com medo de desafiar a si mesmo ou aos outros. [&#8230;]</p>
<p>Adnan, ezizim, você tem 26 hoje. Você está comemorando este dia atrás das grades. Ou meu palpite é que você não está comemorando. Mas nós estamos. Sou feliz que você tenha vindo a este planeta e a nossas vidas. Sou feliz que você me mostrou o quanto que uma pessoa pode fazer sozinha. Sou feliz que você tenha me provado que um homem com princípios vale a milhares com interesses. Sou feliz que você tenha ousado sonhar e nos levado junto nessa jornada. Por favor continue sonhando. Não quero um réquiem para um sonho. E por favor retorne. Sentimos sua falta aqui.</p></div>
<p>Enquanto isso, <em>Media Helping Media</em>, uma organização sem fins lucrativos que dá suporte a jornalistas e ativistas em países como Azerbaijão, diz que blogs e Twitter <a href="http://www.mediahelpingmedia.org/content/view/444/1/" target="_blank">foram cruciais em divulgar sobre a prisão de Hajizade e Milli</a>, bem antes da mídia tradicional fazê-lo.</p>
<blockquote><p>It took the traditional news wires at least 24 hours to catch up with the coverage of the arrest of two youth movement leaders in Azerbaijan. By that time dozens of blogs had been updated and probably thousands of tweets sent. The news was everywhere; everywhere except on the mainstream media. When the news wires arrived they were reminders of yesterday&#39;s news. Probably not too late for the media that feeds off and reproduces the wires, but too late for those who want news as it happens.</p>
<p>[…]</p>
<p>That was all going on during Friday and Saturday. I couldn&#39;t find a word about the story on traditional mainstream media.</p>
<p>Almost 24 hours later the wires caught up. First AFP filed a piece ‘Bloggers held on hooliganism charges in Azerbaijan: rights group&#39; and then Reuters ‘Azeri blogger detained, oil major presses case&#39;.</p>
<p>Granted, Reuters added an interesting new angle; that BP, who employed one of the arrested men, was pushing for his release.</p>
<p>Both good pieces again re-tweeted and spread virally and quickly, but 24-hours behind.</p>
<p>Glad I didn&#39;t wait for the wires or traditional, mainstream media to catch up. If I had, 24 hours would have been lost and I would have been reading yesterday&#39;s news.</p></blockquote>
<div class="translation">Foram 24 horas para que os cabos da mídia tradicional se atualizassem com a cobertura da prisão de dois líderes do movimento juvenil no Azerbaijão. Nesse período, dúzias de blogs já tinham sido atualizados e provavelmente milhares de tweets enviados. A notícia estava por toda a parte; toda a parte exceto na grande mídia. Quando os cabos de notícias alcançaram, eram lembranças das notícias de ontem. Provavelmente não muito tarde para a mídia que se alimenta de cabos e os reproduz, mas muito tarde para aqueles que querem notícias em tempo real.</p>
<p>[&#8230;]</p>
<p>Isso estava acontecendo na sexta-feira e no sábado. Não encontrei sequer uma palavra sobre a história na grande mídia.</p>
<p>Quase 24 horas depois que os cabos acompanharam. Primeiro a AFP divulgou &#8216;Blogueiros presos em acusações de hooliganismo no Azerbaijão: grupo de direitos [humanos]&#39; e então a Reuters &#8216;Blogueiro azerbaijano preso, chefe de petrolífera puxou o caso&#39;.</p>
<p>Inteirada do que acontecia, Reuters somou um outro ângulo à notícia; que a BP, que empregava um dos homens presos, estava pressionando para a soltura.</p>
<p>Ambas matérias foram então re-tweeted e espalhadas rapidamente, mas com 24 horas de atraso.</p>
<p>Ainda bem que não esperei pelas notícias a cabo ou a grande mídia para acompanhar o caso. Se eu tivesse feito isso, 24 horas teriam sido perdidas e eu estaria lendo notícias de ontem.</p></div>
<p>A propósito, como hoje [13 de julho] é aniversário de Adnan Hajizade, os leitores da <em>Global Voices Online</em> podem deixar mensagens no <a href="http://ol-az.blogspot.com/" target="_blank">blog OL!</a> ou <a href="http://www.adnanemin.com/" target="_blank">nesta página</a> para apoiar os ativistas presos. Uma página do <em>Facebook</em> <a href="http://www.facebook.com/group.php?gid=121457666094" target="_blank">foi criada em apoio a Emin Milli e Adnan Hajizade</a>. Há também uma petição que pode ser assinada <a href="http://www.ipetitions.com/petition/DetainPerpetratorsNotVictims/index.html" target="_blank">aqui</a>.</p>
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		<title>Brasil: Processos tentam calar jornalista premiado</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/07/17/brasil-processos-tentam-calar-jornalista-premiado/</link>
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		<pubDate>Fri, 17 Jul 2009 23:29:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Feature]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Lei]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade de Expressão]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
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		<description><![CDATA[O premiado jornalista brasileiro Lúcio Flávio Pinto foi sentenciado a pagar R$ 30.000,00 em indenização aos proprietários de uma poderosa rede de comunicação em um processo civil: uma verdadeira batalha de Davi e Golias. A blogosfera está em campanha para ajudá-lo a pagar a conta, e chamar a atenção para mais um caso de censura contra jornalistas e blogueiros independentes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/07/16/brazil-plaintiffs-try-to-silence-one-of-the-countrys-leading-journalists/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img class="alignright size-full wp-image-85548" title="lucioflaviopinto" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/lucioflaviopinto.gif" alt="lucioflaviopinto" width="268" height="193" />Aos 59 anos de idade, 43 dos quais dedicados à carreira, <a href="http://cpj.org/awards/2005/pinto.php">Lúcio Flávio Pinto</a> é um jornalista paraense vencedor de vários prêmios e que publica, de maneira independente, o pequeno jornal quinzenal <em><a href="http://www.lucioflaviopinto.com.br/">Jornal Pessoal</a></em>. Escrevendo sobre o tráfico de drogas, questões ambientais e corrupção política e empresarial, além de dominação e falta de imparcialidade por parte da imprensa, não é novidade que Pinto tem sido alvo de vários processos  no decorrer dos anos.</p>
<p>A última notícia dos tribunais chegou na segunda-feira, 7 de julho, quando o Juiz Raimundo das Chagas Filho deliberou sobre  uma ação cível de indenização por dano moral e determinou que o jornalista pagasse R$ 30.000,00 aos irmãos Ronaldo e Romulo Maiorana Jr., diretores de uma poderosa empresa de comunicação regional . Eles argumentaram que o jornalista havia ofendido a memória do pai deles em um artigo publicado em 2005 em seu jornal pessoal, e que agora foi <a href="http://novoblogdobarata.blogspot.com/2009/07/imprensa-o-artigo-que-originou-sentenca.html">republicado em muitos blogues</a>.</p>
<p>De acordo com o <a href="http://cpj.org/2009/07/leading-brazilian-journalist-sentenced-on-defamati.php">Committee for the Protection of Journalists</a> [Comitê para Proteção dos Jornalistas, en], “a decisão segue um padrão sistemático de assédio jurídico contra Pinto, que enfrenta mais de 10 processos”. O Coordenador do Programa para as Américas do CPJ, Carlos Lauría, diz: “Pedimos que o Juiz Raimundo das Chagas Filho anule a sentença. Ao processar Pinto, os queixosos estão tentando calar um dos principais jornalistas brasileiro.” Em 2005,  <a href="http://cpj.org/awards/2005/pinto.php">Lúcio Flávio Pinto ganhou o prêmio CPJ International Press Freedom Award</a> [en], pela cobertura da corrupção na terra sem lei da Amazônia.</p>
<p><em>Rose Silveira</em> do <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=545CID005"><em>Observatório de Imprensa</em></a> traz à baila os destaques da carreira impressionante de Pinto como jornalista independente:</p>
<blockquote><p>Lúcio Flávio Pinto, de 59 anos, em quatro décadas de jornalismo é um dos profissionais mais respeitados no Brasil e no exterior. Seu Jornal Pessoal resiste, de forma alternativa, há 22 anos, sem aceitar patrocínio ou anúncios, garantindo a independência de seu editor frente aos temas públicos do Pará, sobretudo na seara política. Por sua atuação intransigente frente aos desmandos políticos, às injustiças sociais e ao desrespeito aos direitos humanos, recebeu prêmios internacionais importantes: em 1997, em Roma, o prêmio Colombe d´Oro per La Pace; e em 2005, em Nova York, o prêmio anual do CPJ (Comittee for Jornalists Protection). Além disso, é premiado com vários Esso. É também autor de 14 livros, tendo como tema central a Amazônia; os mais recwentes são Contra o Poder, Memória do Cotidiano e Amazônia Sangrada (de FHC a Lula).</p></blockquote>
<p>A perseguição da família Maiorana a Pinto <a href="http://www.lucioflaviopinto.com.br/?p=423">já dura 17 anos</a> e a notícida da sentença imposta a ele chocou muita gente, inclusive o próprio jornalista. Em uma carta aos leitores, republicada em muitos blogs como o da <a href="http://morenocris.blogspot.com/2009/07/lucio-flavio-pinto_07.html">morenocris</a>, Pinto se diz perplexo tanto por causa da setença quanto por causa da justificativa do juiz para ela, o que segundo o jornalista não corresponde aos fatos e contempla apenas a versão dos queixosos:</p>
<blockquote><p>O juiz alega na sua sentença que escrevi o artigo movido por um “sentimento de revanche” contra os irmãos Maiorana. Isto porque, “meses antes de tamanha inspiração”, me envolvi “em grave desentendimento” com eles.</p>
<p>O “grave desentendimento” foi a agressão que sofri, praticada por um dos irmãos, Ronaldo Maiorana. A agressão foi cometida por trás, dentro de um restaurante, onde eu almoçava com amigos, sem a menor possibilidade de defesa da minha parte, atacado de surpresa que fui. Ronaldo Maiorana teve ainda a cobertura de dois policiais militares, atuando como seus seguranças particulares. Agrediu-me e saiu, impune, como planejara. Minha única reação foi comunicar o fato em uma delegacia de polícia, sem a possibilidade de flagrante, porque o agressor se evadiu. Mas a deliberada agressão foi documentada pelas imagens de um celular, exibidas por emissora de televisão de Belém.</p></blockquote>
<p>O artigo no centro da disputa foi escrito para um livro oito meses depois da agressão narrada acima, e apenas depois da publicação na Itália ele foi reproduzido no Jornal Pessoal. <a href="http://www.idelberavelar.com/archives/2009/07/ronaldo_maiorana_da_corja_dos_marinho_espanca_e_sai_livre_lucio_flavio_pinto_faz_jornalismo_e_e_cond.php">Idelber Avelar</a> [pt] descata motivos mais evidentes para a perseguição:</p>
<blockquote><p><span id="body">Alguns meses depois da agressão, Lúcio foi convidado pelo jornalista Maurizio Chierici a escrever um artigo para um livro a ser publicado na Itália. O <a href="http://novoblogdobarata.blogspot.com/2009/07/imprensa-o-artigo-que-originou-sentenca.html">texto</a>, eminentemente jornalístico, relatava as origens do grupo Liberal. Em determinado momento, dentro de um contexto bem mais amplo, ele fez referência às atividades de Maiorana pai no contrabando, prática bem comum, aliás, na Região Norte na época. Como se pode depreender da leitura do artigo, nada ali tinha cunho calunioso, posto que – uma vez processado &#8211;, Lúcio anexou aos autos toda a documentação que provava a veracidade do que afirmava. A <a href="http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&amp;cod=35252">obra </a>investigativa de Lúcio fala por si própria: veja a <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=434FDS001">qualidade </a>da <a href="http://www.consciencia.net/2006/0219-lfp-liberal.html">prosa </a>e da <a href="http://professorrusso.blogspot.com/2008/04/mais-um-ataque-do-grupo-liberal.html">pesquisa </a>que informa o trabalho de Lúcio e julgue você mesmo. O que ele oferece em seus textos, entre muitas outras coisas, é a documentação, história e raízes daquilo que é sabido até mesmo pelos mosquitos do mercado Ver-o-Peso: que n&#39;<em>O Liberal</em> só se <a href="http://www.ecodebate.com.br/2008/09/26/a-parcialidade-do-jornal-liberal-contra-os-movimentos-sociais-artigo-de-rogerio-almeida/">publica </a>aquilo que é de interesse da corja dos Marinho. </span></p></blockquote>
<div id="attachment_85731" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px;"><a href="http://www.lucioflaviopinto.com.br/"><img class="size-medium &lt;/p&gt; &lt;p&gt;wp-image-85731" title="jp" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/jp-300x152.jpg" alt="A screenshot of Jornal Pessoal – Pinto's &lt;/p&gt; &lt;p&gt;personal newspaper" width="300" height="152" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">Captura de tela do Jornal Pessoal, apenas recentemente disponível online</p>
</div>
<p>O Juiz também proibiu Pinto de publicar os nomes dos irmãos Maiorana no <em><a href="http://www.lucioflaviopinto.com.br/">Jornal Pessoal</a></em>, sob risco de incorrer em crime de desobediência. <a href="http://www.walter-rodrigues.jor.br/">Walter Rodrigues</a> diz que o valor da idenização é surreal, considerando que o Jornal Pessoal tem uma circulação de apenas 2.000 exemplares. Ele chama a decisão de censura:</p>
<blockquote><p>Segundo a sentença do juiz Raimundo das Chagas Filho, Lúcio Flávio pode muito bem pagar a indenização, por ser dono de um jornal “periódico de grande aceitação pelo público, principalmente pela classe estudantil, o que lhe garante um bom lucro”. O JP, na verdade, vive apenas da venda avulsa, sem assinantes nem anunciantes, praticamente não dá lucro e parou de circular várias vezes, nos últimos 15 anos, por falta de recursos.</p>
<p>A imposição de censura — vedada na Constituição — consiste na proibição de citar negativamente o nome dos Maiorana em matérias futuras, sob pena de multa de mais R$ 30 mil. Já o direito de resposta nunca fora solicitado diretamente ao jornalista, nem este jamais o havia recusado a ninguém.</p></blockquote>
<p><a href="http://pererecadavizinha.blogspot.com/2009/07/lucio.html"><em>Ana Célia Pinheiro</em></a> concorda, e diz que o Juiz Raimundo das Chagas parece “rigorosamente despreparado para o exercício da Magistratura”:</p>
<blockquote><p>Não pode um juiz pisotear a Constituição e impor a censura prévia, como fez o senhor Raimundo das Chagas em relação ao jornalista Lúcio Flávio Pinto.</p>
<p>Não pode um juiz, no Estado Democrático de Direito, condenar alguém a um silêncio obsequioso, típico das ordens sacerdotais.</p>
<p>Não pode um juiz simplesmente ignorar as provas trazidas aos autos, no afã de transformar a vítima em algoz.</p>
<p>Não pode um juiz esquecer a importância do serviço que presta à coletividade – e não, simplesmente, a alguns.</p></blockquote>
<p><a href="http://alemdafrase.blogspot.com/2009/07/justica-burguesa-condena-jornalista.html"><em>Marcus Benedito</em></a> publica o texto completo do despacho e destaca uma discrepância nos fatos:</p>
<blockquote><p>O mesmo artigo 5º da Constituição Federal – CF, que deveria garantir o direito à informação, à liberdade de expressão etc, foi utilizado pela oligarquia Maiorana para condenar Lúcio Flávio Pinto.</p></blockquote>
<p>Pinto ainda pode apelar da decisão, mas ao contrário da imprensa tradicional, que se mantêm em silêncio quanto à condenação do jornalista, a blogosfera começou imediatamente uma campanha de mobilização para ajudá-lo a arcar com a idenização (que será somada ainda aos custos do processo) e para divulgar mais esse caso de perseguição jurídica contra jornalistas e blogueiros independentes. Um <a href="http://solidariedadelucioflaviopinto.blogspot.com/2009/07/solidaiedade-ao-jornalista-lucio-flavio.html">novo blog</a> foi criado por <em>Lucia Gomes</em>, a princípio para arrecadar assinaturas em solidariedade com Lúcio Flávio Pinto. Mais de 200 pessoas já o fizeram. De acordo com o blog:</p>
<blockquote><p>Esse fato demonstra o que significa fazer jornalismo de verdade na capital do Pará: uma condenação.</p></blockquote>
<p>Mesmo aqueles que não tiverem muita grana para doar, qualquer ajuda simbólica é bem-vinda, como destaca <a href="http://www.interney.net/blogs/lll/2009/07/12/jornal_pessoal_de_lucio_flavio_pinto/"><em>Alex Castro</em></a>, autor independente. Ele doou o mesmo valor do seu próximo livro, <a href="http://www.interney.net/blogs/lll/2009/07/17/a_historia_de_mulher_de_um_homem_so/">“Mulher de um Homem Só”</a>:</p>
<blockquote><p>Façam suas contas e conversem com suas consciências. Pesem quanto podem dar e quanto vale uma imprensa genuinamente independente. E, se acharem que devem, ajudem.</p></blockquote>
<p><a href="http://evamaues.blogspot.com/2009/07/campanha-da-moedada.html"><em>Eva Maués</em></a> aproveita a sugestão e encabeça a campanha da “moedagem”. Ela explica:</p>
<blockquote><p>Todos os solidários ao Lúcio, que já provou não ter condições de arcar com tal despesa, podem doar moedas para que os R$ 30 mil sejam pagos em moedas de R$ 0,10. Já gostei e reforço aqui no blog a campanha. Vamos todos juntar as 300 mil moedas necessárias ao troco para os Maiorana.</p></blockquote>
<p><em><a href="http://simplesmentelu.blogs.sapo.pt/73645.html">Luciane Fiúza de Mello</a></em> [pt] resume o sentimento de muitos blogueiros:</p>
<blockquote><p>Lúcio Flávio Pinto, estamos todos contigo e contra esta Justiça corrompida que envergonha a gente. Que este juiz absurdo sinta o peso da injustiça que está cometendo.</p></blockquote>
<p>O Global Voices já escreveu sobre o assunto: <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/23/brasil-decisoes-judiciais-ameaca-crescente-a-liberdade-online/">Brasil: Decisões judiciais, ameaça crescente à liberdade online</a></p>
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		<title>China: A campanha da CCTV contra Google.cn</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/07/07/china-a-campanha-da-cctv-contra-googlecn/</link>
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		<pubDate>Tue, 07 Jul 2009 21:00:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
				<category><![CDATA[China]]></category>
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		<description><![CDATA[Em 18 de junho, China Internet Illegal Information Reporting Centre (CIIRC) [Centro de Relatórios de Informação Ilegal na Internet da China] publicou um relatório na primeira página condenando o Google.cn por divulgar conteúdo obsceno. O relatório foi intitulado como “condenem fortemente o google por espalhar informação indecente e obscena”.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/oiwan/">Oiwan Lam</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/06/19/cctvs-propaganda-campaign-against-googlecn/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Em 18 de junho, <a href="http://net.china.cn/">China Internet Illegal Information Reporting Centre (CIIRC)</a> [Centro de Relatórios de Informação Ilegal na Internet da China] publicou um relatório na primeira página condenando o Google.cn por divulgar conteúdo obsceno.</p>
<p>O relatório, intitulado como &#8220;condenem fortemente o google por espalhar informação indecente e obscena&#8221;, diz:</p>
<blockquote><p>互联网违法和不良信息举报中心近日根据公众举报并经核查，“谷歌中国”网站(google.cn)大量传播淫秽色情和低俗信息，严重违反国家有关法律法规，违背社会公德，损害公众利益。</p></blockquote>
<div class="translation">Recentemente, o CIIRC recebeu e verificou a reclamação pública contra google.cn por espalhar informação obscena e vulgar em massa. Tal ato violou seriamente as regulamentações relevantes do governo. Ademais, é contra a moral e o interesse público da sociedade.</div>
<p>Fundado em 10 de junho de 2004, o (CIIRC) é patrocinado pela Sociedade da Internet da China e financiado pelo Ministério de Segurança Pública, e o Escritório de Informação do Conselho do Estado da república da China.</p>
<p>Muita rapidamente, o noticiário da noite da CCTV destacou a nota de condenação do CIIRC e exibiu a continuação da história em sua &#8220;entrevista em foco&#8221;. A atração principal do noticiário reuniu diversas opiniões públicas vindas de professores, pais, estudantes universitários e jovens especialistas contra o google.cn:</p>
<p>Parte Um<br />
<object width="480" height="400" data="http://player.youku.com/player.php/Type/Folder/Fid/3451552/Ob/1/Pt/1/sid/XOTk0NzQ0MDQ=/v.swf" type="application/x-shockwave-flash"><param name="align" value="middle" /><param name="src" value="http://player.youku.com/player.php/Type/Folder/Fid/3451552/Ob/1/Pt/1/sid/XOTk0NzQ0MDQ=/v.swf" /><param name="quality" value="high" /></object></p>
<p>Parte Dois<br />
<object width="480" height="400" data="http://player.youku.com/player.php/Type/Folder/Fid/3451552/Ob/1/Pt/2/sid/XOTk0NzQ2MzY=/v.swf" type="application/x-shockwave-flash"><param name="align" value="middle" /><param name="src" value="http://player.youku.com/player.php/Type/Folder/Fid/3451552/Ob/1/Pt/2/sid/XOTk0NzQ2MzY=/v.swf" /><param name="quality" value="high" /></object></p>
<p>Jason Ng de Kenengba <a href="http://www.kenengba.com/post/1173.html">trascreveu a entrevista do estudante universitário</a> na segunda parte da história principal para analisar as táticas de propaganda da CCTV:</p>
<blockquote><p>我觉得黄色、淫秽信息在网上的毒害特别大，特别是经过像Google的链接，那种毒害特别大。</p>
<p>就我一个同学吧，他以前就是青少年比较好奇这些东西，他就去点那些黄色网站什么的。然后就搞到那段时间心神不宁，然后后来国家打击黄色网站了，他就 没上，那段时间就好了。结果后来他又发现通过Google这些用户比较多的搜索引擎可以打开这些网址，然后又进入了这些黄色网站，Google里面的链接 特别多，然后就导致他又反复了。</p></blockquote>
<div class="translation">Minha opinião é que informações obscenas na Internet é algo extremamente venenoso, principalmente na informação veiculada pelo google.cn, o envenenamento poderia ser ainda mais forte. Por exemplo, tenho um colega de sala. Ele era como qualquer outro jovem: curioso e tal. Assim, visitou um sítio pornográfico e se perdeu nele. Mais tarde, o governo tirou os sítios pornográficos e ele não pôde mais visitá-lo. Ele então melhorou. Entretanto, ele descobriu que pela busca do Google.cn poderia abrir novamente esse tipo de sítios. Google.cn tem mais desse tipo de links. Desde então seu estado piorou novamente.</div>
<p><strong>Atualização (19 de junho, às 15h31)</strong>: <a href="http://twitter.com/wenyunchao/status/2233561902">as últimas informações</a> do twitter sugerem que o estudante o universitário Gao Ye fazia parte da equipe da CCTV. Em sua página do Xiaonei (versão chinesa do Facebook), ele conversou com um time de repórteres. Agora que foi identificado, ele começou a apagar sua conversas. Abaixo, uma tela de sua página antes de apagar os registros:</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-80827" title="gaoye" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/gaoye-216x300.jpg" alt="gaoye" width="216" height="300" /></p>
<p>Jason também destacou que a CCTV tentou promover o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Green_Dam_Youth_Escort">Green Dam</a> [en] depois de todas as críticas contra o programa. Aqui está a explicação:</p>
<blockquote><p>要打破各界的舆论质疑，最好的方法不是去封锁这些报道，而是制造另一种报道。…在短时间内如何营造出互联网确实是危险重重、低俗满布、未成年人成长艰难呢？编辑们绞尽脑汁，终于想到了搜索引擎。</p>
<p>因为只针对某一个或几个网站出现低俗内容，那是没有说服力的。搜索引擎就不同了，搜索引擎是互联网的入口之一，有了它，网民可以找到几乎任何信息。</p>
<p>但是，由于百度春晚的时候已经交了4000万的保护费，不能再拿百度开刀了，于是很自然地就想到了拿Google开刀</p></blockquote>
<div class="translation">Para combater as críticas, o melhor a se fazer é não bloquear todos os relatórios e informações, mas sim criar outro tipo de relatório… Como criar a sensação de que a Internet é cheia de perigos, obcenidade, em tão pouco tempo? Finalmente o editor decidiu ater-se aos buscadores da Internet. Se mirassem apenas em alguns poucos sítios, não seria convincente. Com os buscadores é diferente, é a porta de entrada para a Internet e os internautas podem conseguir o que quiserem por meio de um buscador.</p>
<p>Entretanto, Baidu já pagou uma taxa de proteção de 40 milhões (contrato de publicidade) para a CCTV, ela não pode mais se focar nele. Então o google.c tornou-se o alvo.</p></div>
<p>Outro blogueiro, lyngle, também destacou que a CCTV não é justa com google.cn e <a href="http://blog.sina.com.cn/s/blog_4fb6d5600100djra.html">ele comparou o resultado da busca por imagens do google.cn com o de baidu.com pesquisando por &#8220;mm&#8221; (garotas)</a>. Abaixo estão as telas do que encontrou:</p>
<p>Busca de imagens com &#8220;mm&#8221; no Google.cn<br />
<img class="aligncenter size-medium wp-image-80800" title="googlemm" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/googlemm-300x171.jpg" alt="googlemm" width="300" height="171" /></p>
<p>Busca de imagens com &#8220;mm&#8221; no Baidu.com<br />
<img class="aligncenter size-medium wp-image-80801" title="baidumm" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/baidumm-300x172.jpg" alt="baidumm" width="300" height="172" /></p>
<p>No twitter, há alguns tweets dizendo que a o departamento de propaganda ordenou os grandes portais da internet a colocarem notícias na primeira-página. Há também especulação de que anti-vulgaridade seja apenas um tipo de censura:</p>
<blockquote><p><a href="https://twitter.com/huyong/status/2232503962">huyong</a> CCTV fuck Google 再次证明，反低俗是手段，搞审查是目的。</p></blockquote>
<div class="translation">A foda da CCTV no Google indicou que anti-vulgaridade é apenas um tipo de censura no final das contas.</div>
<blockquote><p><a href="https://twitter.com/wenyunchao/status/2232086046">wenyunchao</a> 这轮批判谷歌最直接的目的看来是当局不想让谷歌推出可用SSL方式访问的Search服务。</p></blockquote>
<div class="translation">Provavelmente o governo não quer ver o google.cn fora do ar</div>
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		<title>Brasil: O presidente Lula é nerd</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/07/05/brasil-o-presidente-lula-e-nerd/</link>
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		<pubDate>Sun, 05 Jul 2009 11:18:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois de se dizer contrário ao Projeto Azeredo, abraçar o co-fundador do Pirate Bay Peter Sunde, defender o uso de software livre e convidar internautas para participar e contribuir com a futura iniciativa de mídia social do governo, a blogosfera conclui: "o presidente Lula é nerd". Ou será apenas porque 2010 é ano de eleição?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/07/04/brazil-the-president-lula-is-a-nerd/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div class="post pentry p1 post publish id82940 a-paulagoes c-americas c-brazil c-cyber-activism c-freedom-of-speech c-governance c-ideas c-internet-telecoms c-law c-portuguese c-software-tools c-technology c-weblog y2009 m07 d05 h02">
<div id="single" class="entry">
<div id="attachment_82942" class="wp-caption alignleft" style="width: 209px;"><a rel="attachment wp-att-82942" href="http://pt.globalvoicesonline.org/?attachment_id=82942"><img class="size-medium wp-image-82942" title="Peter Sunde and Lula" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/ed1_img_33991-199x300.jpg" alt="Peter Sunde and Lula at the the International Free Software Forum (FISL). Photo by Mariel Zasso." width="199" height="300" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">Peter Sunde e Lula no Forum Internacional de Software Livre (FISL). Foto de Mariel Zasso.</p>
</div>
<p>Uma foto do presidente brasileiro Lula da Silva ao lado do representante do Pirate Bay Peter Sunde tem circulado na blogosfera, junto com <a href="http://www.youtube.com/watch?v=g9YKmaXvhQM">um vídeo</a> no qual pela primeira vez o presidente critica em público o <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/06/11/amplified-conversation-fighting-the-digital-crimes-bill-in-brazil/">Projeto Azeredo</a>. Proposto em 2005 pelo senador Eduardo Azeredo e agora em tramitação no Senado, o projeto de lei não apenas lida com problemas de copyright, mas também prevê punição de até três anos de cadeia para tudo o que for considerado “atividades perigosas na internet” – que vão desde a espalhar vírus sem se dar conta ao compartilhamento de arquivos ilícitos na rede.</div>
<div id="single" class="entry">Em uma demonstração simbólica de apoio ao Software Livre, Lula trouxe alívio e esperança aos ciberativistas brasileiros que participavam do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/FISL">Forum Internacional de Software Livre</a> (FISL) dizendo: “a internet deve continuar livre”, “no meu governo é proibido proibir”, “considero esse projeto uma forma de censura” e “a liberdade é fonte da criatividade”. O geek confesso <a href="http://tecnozilla.info/lula-fala-o-que-todos-querem-ouvir-no-fisl/"><span style="font-style: italic;">Júlio Câmara</span></a> chama a visita do presidente de jogada política e conclui que Lula disse o que todo mundo queria ouvir:</p>
<blockquote><p>A início do controle da segurança do presidente, próximo ao meio dia, decretou o final do terceiro dia de fórum para os participantes. A área onde estavam a maioria dos estandes teve o acesso restrito a poucas pessoas, o resto do pessoal teve de optar por ficar embolado na multidão na área livre ou sair pela cidade.Embora tenha causado tantos tanstornos, Lula conseguiu cativar vários participantes do FISL, alguns até divulgaram materiais com a frase “O Lula é nerd”. Para conquistar os eleitores geeks, Lula bateu na cara da Microsoft defendendo o uso de Software Livre e detonou o projeto de Lei do senador Azeredo, classificando o projeto como censura na internet</p></blockquote>
<p>Apesar do caos que o aparato de segurança do presidente causou ao evento, <a href="http://liberdadenafronteira.blogspot.com/2009/06/lula-no-x-fisl-neste-governo-e-proibido.html"><span style="font-style: italic;">Filipe Saraiva</span></a> diz que sua presença foi positiva, mas que ele quer ver ação de verdade para prevenir aprovação do projeto de lei:</p>
<blockquote><p>Agora, vamos esperar que o presidente não fique apenas no discurso. Muitos pediram que ele vetasse a lei, caso aprovada; porém, isso gera um fato complicado de se lidar. Ainda existe a possibilidade que os partidos políticos possam fazer um movimento para barrar a aprovação da lei ainda nos plenários. Enquanto isso, os movimentos continuam <a href="http://liberdadenafronteira.blogspot.com/2009/05/ato-publico-contra-o-ai-5-digital.html">fazendo pressão</a>. Não esqueça de assinar a <a href="http://www.petitiononline.com/veto2008/petition.html">petição contra o Projeto Azeredo.</a> Já são quase 150.000 assinaturas.</p></blockquote>
<div id="attachment_83291" class="wp-caption alignright" style="width: 278px;"><a rel="attachment wp-att-83291" href="http://pt.globalvoicesonline.org/?attachment_id=83291"><img class="size-medium wp-image-83291" title="Lula_is_nerd" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/1248353-3054-it2-268x300.jpg" alt="&quot;Lula is nerd&quot; – This photo illustrated a newsletter circulated by the organizers of FISL" width="268" height="300" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">Foto de Lula e Tux que ilustrou cartões para pedidos de autógrafo distribuidos no FISL</p>
</div>
<p>O objetivo principal da participação do Presidente Lula nessa edição especial de 10º aniversário do Forum Internacional de Software Livre, que pela primeira vez contou com a presença de um chefe de estado, foi promover o futuro lançamento da estratégia de mídia social do próprio governo e o <span style="font-style: italic;">Blog do Planalto</span>. Este tem se popularizado como <span style="font-style: italic;">Blog do Lula</span> na blogosfera, embora um grupo de blogueiros e não o presidente em si esteja a frente da produção de conteúdo. O blog será criado na plataforma Wordpress usando software de código aberto e tem como alvo uma parcela da população que usa a internet como fonte principal de notícias.</p>
<p>Para testar as expectativas, o governo colocou no ar um <a href="http://spreadsheets.google.com/viewform?formkey=cjRpZjFadmlTa2hQRlAwcEFTV3ZMaFE6MA">formulário de consulta técnica</a> sobre o formato e conteúdos do blog, iniciativa essa que foi bem recebida pela blogosfera. O prazo final para participação é 7 de julho, e em seguida haverá alguns modelos de layout sendo que blogueiros e internautas mais uma vez serão convidados para escolher qual template preferem. <a href="http://afinsophia.wordpress.com/2009/07/04/i-inda-tem-franceis-qi-diz-qi-a-genti-num-semo-sero-80/"><span style="font-style: italic;">Afinsophia</span></a> ajuda a espalhar a notícia:</p>
<blockquote><p>E como mais uma evidência de um outro entendimento do que é comunicação social que carrega este governo, não compactuando com as forças reacionárias tradicionais, a chamada mídia sequelada, convida os internautas a participar da confecção do blogue. Desde o conteúdo até os softwares de código aberto que irão compor o portal, tudo será decidido em um fórum virtual, com participação livre. É o entendimento do público transbordando nas ondas virtuais da rede, a partir do entendimento democrático da comunicação social do governo federal.</p></blockquote>
<p>Se houve no passado tentativas de <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/03/30/brazil-blogs-banned-from-the-2008-elections/">proibir blogues de participar do debate</a> em eleições realizadas no país, a chegada do <span style="font-style: italic;">Blog do Planalto</span> marcará uma mudança nessa tendência e mentalidade. <span style="font-style: italic;"><a href="http://sakuxeio.blogspot.com/2009/07/blog-do-presidente-lula-nao-aceita.html">J. Neto</a></span> também destaca que, no entanto, como já anunciado, a princípio o blogue não estará aberto a comentários, o que o blogueiro considera um grande erro:</p>
<blockquote><p>Com a intenção de ter uma aproximação maior com o público jovem das redes sociais e, visando as eleições do próximo ano (2010), o blog do presidente Lula deverá estar pronto até o final deste mês. E, semelhante a estratégia já adotada por Barack Obama nas eleições americanas, Lula também terá um canal no YouTube e no Twitter para interagir. (…) Agora, uma pergunta curiosa: Qual a vantagem de ter um blog se ele não aceita comentários (feedbacks)?</p></blockquote>
<div id="attachment_83402" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px;"><a href="http://www.infomaniaco.com.br/curiosidades/twitter-blog-e-canal-do-youtube-do-presidente-lula-by-obama/"><img class="size-medium wp-image-83402" title="lula_obama_blog" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/lula_obama_blog-300x225.jpg" alt="&quot;Hey, mate, will you add me to your blogroll?&quot; A cartoon by Infomaniaco.com.br" width="300" height="225" /></a>Cartum do Infomaniaco.com.br</div>
<p>O <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/FISL">Forum Internacional de Software Livre</a> (FISL) é um evento anual promovido pela ONG brasileira Associação Software Livre, e que acontece todos os anos em Porto Alegre, <span style="text-decoration: underline;">tendo atraído nessa edição cerca de </span><a href="http://fisl.softwarelivre.org/10/www/">8.000 pessoas entre 24 e 27 de junho</a>. Um agregador de notícias, reações no twitter e posts em blogs sobre o evento <a href="http://www.fisl.outraspalavras.net/">pode ser acessado aqui</a>. Como já <span style="text-decoration: underline;">divulgado pelo</span><a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/06/11/brasil-dialogos-amplificados-na-luta-contra-o-projeto-azeredo/"> Global Voices</a>, o protesto saiu da blogosfera e foi às ruas em uma <a href="http://meganao.wordpress.com/o-mega-nao/agenda-de-eventos/">série de manifestações contra a Lei de Crimes Digitais</a>, também conhecida como Projeto Azeredo, acontecendo recentemente em várias cidades brasileiras, sendo que as mais recentes nessa primeira semana de julho no Rio de Janeiro e Vitoria.</div>
</div>
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