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	<title>em Português &#187; Etnicidade</title>
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	<description>O mundo está falando. Você está ouvindo?</description>
	<pubDate>Wed, 03 Dec 2008 23:24:06 +0000</pubDate>
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		<itunes:summary>O mundo estaacute; falando. Vocecirc; estaacute; ouvindo?</itunes:summary>
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			<title>em Português</title>
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		<title>República Democrática do Congo: Blogando da Zona de Guerra</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 21:02:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dominguezvaleska</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[D.R. of Congo]]></category>

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		<description><![CDATA[Os seguintes relatos foram feitos por testemunhas oculares que blogam da região leste da República Democrática do Congo, e falam sobre a situação nessa parte do país depois dos choques recentes entre rebeldes, forças do governo e as forças das Nações Unidas.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>Os seguintes relatos foram feitos por testemunhas oculares que blogam da região leste da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Democratic_Republic_of_the_Congo" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/en.wikipedia.org');">República Democrática do Congo</a>, e falam sobre a situação nessa parte do país depois dos <a href="http://uk.news.yahoo.com/18/20081029/twl-fresh-fighting-erupts-near-dr-congo-696b303.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/uk.news.yahoo.com');">choques recentes entre rebeldes, forças do governo e as forças das Nações Unidas</a>.</p>
<p><a href="http://gorilla.cd/2008/10/29/fighting-closes-in-on-goma/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/gorilla.cd');">A situação em Goma</a>:</p>
<blockquote><p>The situation is degrading fast. There has been a lot of shooting in town until about 40 minutes ago. Since then, there is silence. You could hear a pin drop. Rumours are rife, but there are some confirmed reports of CNDP rebels on the outskirts of town. MONUC is evacuating their staff to Rwanda.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;A situação está se deteriorando rapidamente. Muitos tiroteios foram ouvidos na cidade até cerca de 40 minutos atrás. Desde então, só há silêncio. Você poderia escutar um alfinete cair. Inúmeros rumores estão em circulação, mas existem alguns relatos confirmados sobre o posicionamento de rebeldes do CNDP (Congresso Nacional para a Defesa do Povo) nos arredores da cidade. A MONUC (Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo) está evacuando sua equipe para Ruanda&#8221;.</div>
<p>O exército congolense <a href="http://gorilla.cd/2008/10/29/chaos-in-goma-as-military-flee-rebels/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/gorilla.cd');">desistiu completamente</a>:</p>
<blockquote><p>It’s total chaos in Goma. I am being told, through various phone calls and text messages, that the army have now laid down their weapons at Kibumba, 12 miles north of Goma, and are fleeing the rebels. In other words they have totally given up. Some of the soldiers are running/driving/zooming on motorbikes through town towards the west, Sake, and they are going past my house.<br />
The governor of North Kivu has apparently also left town.<br />
Now there is only the UN peacekeeping forces stopping Nkunda’s rebels from taking Goma.</p>
<p>There is lots and lots of speculation right now - and panic. I will keep you posted.<br />
I just got back from the Ranger camp and was about to work with Innocent to report that we have found 3 more Rangers - which of course is fantastic news. One was severely beaten by the military and getting medical treatment, and the other 2 are exhausted - but at least we found them.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Em Goma, é o caos absoluto. Recebi vários telefonemas e mensagens de texto contando que o exército depôs as armas em Kibumba, 12 milhas ao norte de Goma, e que os militares estão fugindo dos rebeldes. Em outras palavras, eles desistiram completamente. Alguns dos soldados atravessam a cidade correndo, outros dirigindo veículos, ou zunindo em suas motocicletas na direção oeste, Sake, e eles estão passando pela minha casa.<br />
Aparentemente, o governador de Kivu Norte também deixou a cidade.<br />
Agora só existem as forças de paz da ONU impedindo que os rebeldes de Nkunda tomem Goma.<br />
Há muitas e muitas especulações no momento - e pânico. Continuarei postando para manter vocês atualizados.<br />
Acabei de voltar do acampamento dos guardas florestais e estava me preparando para trabalhar com Innocent para contarmos que encontramos três outros guardas florestais - o que, claro, é uma notícia fantástica. Um havia sido gravemente espancado pelos militares e recebia cuidados médicos, e os outros dois estavam exaustos - mas pelo menos nós os encontramos&#8221;.</div>
<p>Jean Claude e seus colegas em <a href="http://tshiaberimu.wildlifedirect.org/2008/10/29/fighting-in-eastern-dr-congo/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/tshiaberimu.wildlifedirect.org');">Monte Thsiaberimu</a>:</p>
<blockquote><p>Hello this is Jean Claude. At the moment we are safe at Mount Thsiaberimu but we are very concerned about the security situation at Goma.<br />
I am at Kyondo at the moment and rebels have started to walk around. I have asked all staff to be very careful.<br />
This morning I spoke to my colleague Henry who is in Goma. He had an ok night but there is fighting between the rebels and the Congolese army at Kibumba, just 30km from Goma. Gorilla Organization staff are staying in their homes for now but are keeping a very close eye on situation and an evacuation plan is in place should they need it.<br />
Some Gorilla Organization partners are based in Rutshuru (between Goma and Mt Tshiaberimu) which is now under control of the Nkunda’s rebels. We had contact with staff there yesterday but today we have lost contact. We think they may have fled towards Uganda for safety.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Alô, aqui é Jean Claude. No momento estamos a salvo no Monte Thsiaberimu, mas estamos muito preocupados com a segurança em Goma.</div>
<p>Estou em Kyondo no momento e os rebeldes começaram circular pelo local. Pedi a toda a equipe que tivesse muito cuidado.<br />
Hoje de manhã falei com meu colega Henry, que está em Goma. Ele passou a noite bem, mas há combates entre os rebeldes e o exército congolense em Kibumba, a apenas 30 quilômetros de Goma. Os funcionários da Organização Gorilla permanecem em suas casas por enquanto, mas estão observando a situação atentamente e um plano de evacuação já foi preparado, caso isso seja necessário. Alguns parceiros da Organização Gorilla estão baseados em Rutshuru (entre Goma e o Monte Thsiaberimu), que agora está sob o controle dos rebeldes de Nkunda. Ontem fizemos contato com a equipe de lá, mas hoje perdemos. Achamos que talvez tenham fugido na direção de Uganda, em busca de segurança&#8221;.</p>
<p>Algumas reações ao post de Jean:</p>
<blockquote><p>Christine C., on 29 Oct 2008<br />
Jean Claude — my thoughts and prayers are with all of you…I know it is not much, but I suppose it is the best any of us can do from so far away. I hope to God that those who have the power, come to Congo’s aid very soon…It is horrifying to think about what the rebels have managed so far.<br />
Virginia, on 29 Oct 2008<br />
Jean Claude, I am very sorry to hear about this horrendous news. Please stay safe. I will be in Bukavu in 2 weeks time. Are you coming south?<br />
Peter, on 29 Oct 2008<br />
I have worked in Goma and East Kivu from 1994-1999 and know the region and its people well.<br />
I am sorry you all had to go through this pain of civil war and unrest once again…!<br />
Stay safe!<br />
Annie, on 29 Oct 2008<br />
Yes…..please stay safe……this is just terrible for all of you! I don’t want anything happening to any of you! You have all worked so hard!</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Christine C., em 29 out 2008<br />
Jean Claude - meus pensamentos e orações estão com todos vocês&#8230; Sei que não é muito, mas acredito que seja o melhor que qualquer um de nós possa fazer, estando tão longe. Peço a Deus que aqueles com poder para agir venham em socorro do Congo muito em breve&#8230; É apavorante pensar no que os rebeldes conseguiram fazer até agora.<br />
Virginia, em 20 out 2008<br />
Jean Claude, estou tão triste por saber dessas notícias horríveis! Por favor, mantenham-se em segurança. Estarei em Bukavu dentro de duas semanas. Você vem para o sul?<br />
Peter, em 29 out 2008<br />
Trabalhei em Goma e em Kivu Leste de 1994 a 1999, e conheço bem a região e o seu povo.<br />
Sinto muito que vocês todos tenham que passar mais uma vez por toda a dor de uma guerra civil e dos tumultos!&#8230;<br />
Mantenham-se em segurança!<br />
Annie, em 29 out 2008<br />
Sim&#8230; por favor, mantenham-se em segurança&#8230;o que vocês todos estão passando é simplesmente terrível! Não quero que nada lhes aconteça! Vocês todos têm trabalhado tanto!&#8221;</div>
<p><a href="http://gorilla.wildlifedirect.org/2008/10/26/rebels-take-over-rumangabo-again/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/gorilla.wildlifedirect.org');">Os combates </a>em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Rumangabo" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/en.wikipedia.org');">Rumangabo</a>, uma base militar ao norte de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Goma" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/en.wikipedia.org');">Goma</a>:</p>
<blockquote><p>Fighting at Rumangabo started at 0400 today between the rebels of Laurent Nkunda and the army. It has now totally engulfed the park station and our Rangers have been forced to flee into the forests for their lives. The rebels now are the only occupants of the park station at Rumangabo. This has never happened before. This is a serious time. We need to get our 50+ Rangers back to safety in Goma, 45km south of Rumangabo. The main road is blocked because of the fighting so they are walking through the forests of the park south, to Kibumba, about 20km away, where we aim to pick them up in trucks. We are trying to maintain phone contact but they don’t have much battery life in their phones.<br />
Emmanuel has made an appeal on Gorilla.cd and any donations made here will go directly to support these rangers during these difficult times. I’ve spoken to some friends on the ground who say that the situation is extremely bad.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Hoje em Rumangabo, os combates entre o exército e os rebeldes de Laurent Nkunda começaram às 4 horas. Agora a luta já envolveu completamente a área da sede do parque, e nossos guardas florestais foram forçados a fugir floresta adentro para salvar suas vidas. Os rebeldes são agora os únicos ocupantes da sede do parque em Rumangabo. Isso nunca aconteceu antes. São tempos duros. Precisamos trazer com segurança os nossos mais de 50 guardas florestais de volta para Goma, que fica a 45 quilômetros ao sul de Rumangabo. A estrada principal está bloqueada por causa dos combates, por isso os guardas estão caminhando por dentro da floresta rumo ao sul, para Kibumba, a cerca de 20 quilômetros de distãncia, onde pretendemos apanhá-los com caminhões. Estamos tentando manter contato telefônico, mas a bateria de seus celulares está acabando&#8221;.<br />
Emmanuel fez um apelo no Gorilla.cd, e qualquer doação realizada servirá diretamente para ajudar os guardas florestais durante esses tempos difíceis. Falei com alguns amigos no local que dizem que a situação é extremamente ruim.</div>
<p><a href="http://gorilla.cd/2008/10/09/video-todays-fighting-in-rumangabo/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/gorilla.cd');">Aqui está um registro em vídeo </a>da situação em Rumangabo:</p>
<blockquote><p>I am back in Goma and to be honest too tired to explain our day in Rumangabo.<br />
So I will let Balemba do the talking, in this video I filmed this morning</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Voltei a Goma e, para ser honesto, estou cansado demais para explicar como foi nosso dia em Rumangabo.<br />
Por isso, deixarei que Balemba conte tudo, neste video que fiz hoje de manhã&#8221;.</div>
<p>Pessoas que assitiram estão reagindo às imagens:</p>
<blockquote><p>lisah Says: 9 Oct 2008   I am speechless as well. Lisa<br />
Jean-Claude S (France) Says: 9 Oct 2008   Balemba. I come to greet your courage and that which filmed these images. You make us live the war directly … and we are, even by far, very close with all these poor people frightened… without being able to act. I hope for only one thing for all, finally the peace… but it seems well far still. Thanks for your news. I hope to have good news of your sector quickly. My friendships with to all.<br />
jessiewiseman Says: 9 Oct 2008   please go safely.<br />
Balemba Says: 10 Oct 2008   Thanks Jean Claude. Actually,this is the unique way to break the silence.<br />
Says: 10 Oct 2008   I’m on a computer with a very slow speed connection and was able to see your video, Pierre, but hear no sound - but who needs sound with images like these? They say it all… It is a great shame that your powerful images are not being shown all over the world. I know that I am far from impartial, but right now I can only ask: who cares about vice-presidential candidate Palin’s being the mother of five if all over Kivu women are mothers of five and they are running away from gunfire on dirt roads? Who deserves the headlines? The world’s attention? Who has a good plan on how to save Kivu’s children and will implement it? Bon courage to all and take care. Iris</p></blockquote>
<div class="translation">lisah diz: 09 out 2008 Estou sem fala também. Lisa.<br />
Jean-Claude S (França) diz: 09 out 2008 Balemba. Venho aqui para elogiar sua coragem de realizar essas imagens. Você nos faz vivenciar a guerra de forma direta&#8230; e, mesmo que distantes, estamos muito próximos de todas essas pobres pessoas, tão assustadas&#8230;sem condições de agir. Desejo uma única coisa para todos, finalmente a paz&#8230; mas ela ainda parece muito distante. Obrigado pelas notícias. Espero ter boas notícias do seu setor rapidamente. Minha amizade a todos.</div>
<p>jessiewiseman diz: 09 out 2008 por favor, protejam-se.</p>
<p>Balemba diz: 10 out 2008 Obrigado, Jean-Claude. Na verdade, essa é a única forma de quebrar o silêncio.</p>
<p>Diz: 10 out 2008 Estou num computador com uma conexão muito lenta e consegui ver seu video, Pierre, mas sem som nenhum - mas quem precisa de som com imagens como essas? Elas dizem tudo&#8230; É lamentável que suas imagens fortes não estejam sendo mostradas no mundo inteiro. Sei que estou longe de ser imparcial, mas neste exato momento só posso perguntar uma coisa: quem se importa se a candidata à vice-presidência Palin é mãe de cinco filhos, quando por toda Kivu existem mulheres que são mães de cinco filhos e estão fugindo dos tiroteios pelas estradas poeirentas? Quem merece as manchetes? A atenção do mundo? Quem tem um bom plano para salvar as crianças de Kivu e chegará a implementá-lo? Bon courage a todos e tomem cuidado. Iris.&#8221;</p>
<p>&#8220;Inseguraça, incerteza e violência,&#8221; <a href="http://gorilla.cd/2008/10/29/insecurity-uncertainty-and-violence/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/gorilla.cd');">Samantha Newport relata</a>:</p>
<blockquote><p>I am in a different part of town to Emmanuel and I can hear the same shooting and the same silences. I am holed up at a UN compound with about 200 local and international staff.</p>
<p>Innocent is with his family in an area of town where the military are shooting and looting. Balemba is hiding under a bed in his house in Goma and Diddy is safe although I am not sure where he is.</p>
<p>It is impossible to know how the rangers at the camp are getting on as they are very exposed to pillaging and violence.</p>
<p>We continue to wait and see what is going to happen. But for now there is absolutely no way that anybody is exiting this compound. We need to remain together and stay safe.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Eu e Emmanuel estamos em partes diferentes da cidade, e consigo escutar os mesmo tiroteios e o mesmo silêncio. Estou enfurnada nas instalações da ONU junto com mais ou menos 200 funcionários congolenses e estrangeiros.<br />
Innocent está com sua família numa região da cidade onde os militares estão atirando e saqueando. Balemba está escondido embaixo de uma cama na sua casa, em Goma, e Diddy está a salvo, apesar de eu não ter certeza do local exato.<br />
É impossível saber como os guardas florestais estão passando no acampamento, pois estão muito expostos a pilhagens e à violência. Continuamos a esperar para ver o que vai acontecer. Mas por enquanto não há possibilidade nenhuma de alguém deixar estas instalações. Precisamos permanecer juntos e protegidos.&#8221;</div>
<p>Por fim, leia o post de <a href="http://globalvoicesonline.org/author/elia/">Elia</a>, <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/10/31/dr-of-congo-confusion-reigns-in-goma/">&#8220;Confusão reina em Goma&#8221;</a>.</p>
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		</item>
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		<title>Angola: Sobre a alegria e tristeza de ser um retornado</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/19/angola-sobre-a-alegria-e-tristeza-de-ser-um-retornado/</link>
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		<pubDate>Sun, 19 Oct 2008 09:52:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claraonofre</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Angola, 1975. O país tinha acabado de conquistar sua independência e ex-colonizadores portugueses, assim como suas famílias e muitos cidadãos angolanos, tiveram que fugir deixando toda uma vida para trás. 30 anos depois, eles blogam suas vidas como retornados e sobre as alegrias e tristezas causadas por essa mudança de destino. Veja um vídeo da dramática emigração em massa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-51589" title="retornados2" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/retornados2.jpg" alt="" /></p>
<p>Antes de Angola alcançar a independência em 1975, os antigos colonizadores portugueses viram-se obrigados a embarcar para Portugal. Mas não foram os únicos. Angolanos descendentes de portugueses ou não, deixaram também eles toda uma vida para trás. Abandonaram casas recheadas, carros, empregos e a grande maioria viajou com a roupa que traziam no corpo. Não tiveram tempo para despedidas, cartas de demissão ou meios de assegurar a posse das casas que deixavam escancaradas. Muitos anos depois, os donos das casas regressaram ao país a fim de recuperarem o que lhes pertencia. Nada conseguiram. As casas foram ocupadas maioritariamente por gente vinda do mato ou entregues a outras pessoas pelo Estado angolano, que declarou abandono por parte dos antigos ocupantes.</p>
<p>Chegaram a Portugal desesperançados, de olhar perdido, trazendo pelas mãos os filhos, a certeza de um presente instável e de um futuro cinzento. Em Portugal levaram a alcunha de retornados. Termo pejorativo que se foi esbatendo com o tempo, mas que ainda marca a alma daqueles que fugiram da própria terra.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-51590" title="retornados3" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/retornados3.jpg" alt="" /></p>
<p>O autor do blog <a href="http://macua.blogs.com/25_de_abril_o_antes_e_o_a/2004/04/repatriados_a_g.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/macua.blogs.com');">25 de Abril - O Antes e o Agora</a> reproduz a história de um homem que largou tudo para fugir de Angola:</p>
<blockquote><p>“Entre essa massa anónima de pessoas de destino incerto encontrava-se Ribeiro Cristovão, a sua mulher e os três filhos menores. “Mantive-me em Angola quase até à independência. Acreditava que apesar das alterações radicais haveria lugar para todos. Enganei-me.” No final de 1975 abandona o seu emprego na cervejaria Cuca e a sua casa em Nova Lisboa. O homem do desporto da Rádio Renascença confessa que os primeiros três meses passados em Lisboa foram os mais difíceis da sua vida. E sem o abrigo na casa da irmã em Alcochete, a sua história estaria hoje pintada em tons ainda mais negros. “Recordo-me de calcorrear a cidade à procura de emprego, sem sorte nenhuma. Estava mesmo desesperado. No primeiro Natal na capital, Ribeiro Cristovão afundou-se numa tristeza profunda. Ali estava ele rodeado com a sua família mas com a árvore despida de presentes. O rótulo de retornado teimava em fechar-lhe as portas”.</p></blockquote>
<p>JPF do blog <a href="http://fadofalado.blogspot.com/2005/10/propsito-de-um-post-que-caiu-mal-por.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/fadofalado.blogspot.com');">Fado Falado</a> tem outra impressão acerca desta realidade:</p>
<blockquote><p>”Tenho contudo a ideia – e a convicção – de que por cá, os retornados foram na generalidade bem acolhidos. Pelo Estado e pelas pessoas em geral. Aliás a maioria e a sua descendência está por aí em situação identica à dos casos dos que já cá estavam e nas respectivas descendencias. Dir-me-ão que conhecem um caso X e outro Y diferentes. Provavelmente, há casos desses. Como os há de retornados que, não necessitando de nada, se fizeram e beneficiaram de toda a prebenda”.</p></blockquote>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-51591" title="retornados5" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/retornados5.jpg" alt="" /></p>
<p>O autor do blog <a href="http://www.cubata-angola.com/2008_08_01_archive.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.cubata-angola.com');">Cubatangola</a> conta-nos um episódio curioso:</p>
<blockquote><p>“Ontem tive a certeza que uma grande maioria dos antigos habitantes de Agola, não enjeita serem chamados de “retornados”. Tenho um familiar que devido a graves problemas de saúde, ACV já por mais de quatro anos se encontra internado num lar para idosos. Recentemente conseguimos arranjar um novo lar com umas condições bastante melhores e uma assistência mais completa, para o mudamos ontem. Quando umas das empregadas soube que este novo utente tinha vivido bastantes anos em Angola e tinha regressado na leva de 75, chegou-se a ela e disse simplesmente, EU TAMBÉM SOU RETORNADA! Uma frase simples, mas tão cheia de significado que foi suficiente para acalmar esta pessoa idosa, arrancando-lhe um sorriso, aqueles sorrisos de cumplicidade que trocamos com as pessoas que já conhecemos há muitos anos. Sim, mais do que nunca continuo a acreditar que esta palavra “RETORNADOS”, identifica um povo, povo esse que não se deve envergonhar de assim ser chamado, mesmo que alguns o achem pejorativo”.</p></blockquote>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-51592" title="retornados7" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/retornados7.jpg" alt="" /></p>
<p>A verdade é que nem o Estado português ou os próprios portugueses facilitaram a vida aos que chegaram ao país. <a href="http://fadofalado.blogspot.com/2005/10/propsito-de-um-post-que-caiu-mal-por.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/fadofalado.blogspot.com');">JPF</a> confirma este facto:</p>
<blockquote><p>“Tenho família que fugiu de Angola em 75. Foi terrível para muita gente, para muitas famílias. Pelo que apreendi na altura e sei hoje, o Estado português, na época, não lhes prestou lá o apoio que deveria. Abandonou-os, mesmo. Mas isso é uma questão que têm de colocar aos responsavéis políticos de então. Basicamente, militares barbudos, alguns comunistas, muitos revolucionários e oficiais-generais, como Rosa Coutinho, Vasco Gonçalves e Costa Gomes. E outros de quem não conhecemos os nomes”.</p></blockquote>
<p>É certo que a  grande maioria partiu para a antiga metrópole, mas alguns decidiram ficar. Afinal de contas, tratava-se da terra onde constituíram família. Onde o sonho andava de mãos dadas com um futuro promissor. <a href="http://fadofalado.blogspot.com/2005/10/propsito-de-um-post-que-caiu-mal-por.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/fadofalado.blogspot.com');">JPF</a> conta no seu blog huma história de coragem e amor pela pátria:</p>
<blockquote><p>“Há uns anos, li na revista Pública, uma excelente reportagem com &#8220;o mais velho português de Angola&#8221;. Era um tipo com quase 90 anos. Tinha nascido lá, por volta de 1910. O seu avô tinha ido para Angola na primeira metade do século XIX.<br />
O homem relatava a história da sua vida. Em 74 ou 75, quando rebentaram a sério as hostilidades em Angola, desfez a casa, carregou carros e camionetas e rumou, da cidade onde vivia, a caminho de Luanda, para se pirar com a família. Chegado a meio do percurso, de muitas centenas de quilómetros e milhares de perigos, parou o carro e pensou: vou fugir para onde? Porquê? Esta é a minha terra! Esta é a terra que eu gosto!<br />
Voltou para trás com a família e ficou. Hoje terá perto de cem anos. Ou já morreu - na terra onde nasceu e que sempre amou. E onde foi enterrado pelos seus familiares.<br />
Não tenho dúvidas de que este velhote amava mesmo de Angola”.</p></blockquote>
<p>Para encerrar, Carlos Pereira do blog <a href="http://meusescapes.blogspot.com/2008/05/angola-minha-terra-momentos-de-grandes.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/meusescapes.blogspot.com');">meus escapes</a> publica um vídeo de Luena em 1975 mostrando o que ele chama de &#8220;Momentos de grandes dramas das vítimas de uma descolonização desastrosa&#8221;:</p>
<div><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="420" height="339" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.dailymotion.com/swf/k6agHCloYoja1tkvuO" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="420" height="339" src="http://www.dailymotion.com/swf/k6agHCloYoja1tkvuO" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<strong><a href="http://www.dailymotion.com/swf/k6agHCloYoja1tkvuO" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.dailymotion.com');"></a></strong><br />
<em>As maravilhosas imagens que ilustram esse post são capturas de tela do video acima, by Dailymotion user <a href="http://www.dailymotion.com/kutemba" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.dailymotion.com');">kutemba</a></em></div>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Canadá: Femicídio Indígena em Foco</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/18/canada-femicidio-indigena-em-foco/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/18/canada-femicidio-indigena-em-foco/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 18 Oct 2008 22:12:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>

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		<description><![CDATA[Um documentário canadense está chamando a atenção do público para o desaparecimento e assassinato de mais de 500 mulheres aborígenes no Canada nos últimos 30 anos. O filme é chamado Finding Dawn, de Christine Welsh. O nome do filme se refere a Dawn Crey, que foi a vigésima terceira vítima cujo DNA foi reconhecido na maior investigação de assassínio em série do Canadá nos idos de 2002-2004. O filme focaliza esta e outras histórias, assim como relatos e reclamações sobre a inação das autoridades em relação aos assassinatos e desaparecimentos destas nativas canadenses, e a luta das famílias destas mulheres para enfrentar a dura estrada em busca de justiça.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object class="alignleft"><a href="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/2761113772_81f0a369b3_m.jpg"><img class="size-medium wp-image-51567" title="Tsimshian Mask by get directly down" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/2761113772_81f0a369b3_m.jpg" alt="Old woman mask" /></a><br />
<small><a href="http://www.flickr.com/photos/65172294@N00/2761113772/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">Tsimshian Mask</a> by <a href="http://www.flickr.com/photos/65172294@N00/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">get directly down</a></small></object> Através do site <a href="http://www.wmm.com/filmcatalog/pages/c725.shtml" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.wmm.com');">Women Make Movies</a> [En], nós ficamos sabendo de um documentário canadense que está chamando a atenção do público para o desaparecimento e assassinato de mais de 500 mulheres aborígenes do Canada nos últimos 30 anos. O filme é chamado <em>Finding Dawn</em> [&#8221;Procurando Dawn&#8221;, em inglês], de Christine Welsh. O nome do filme se refere a Dawn Crey, que foi a vigésima terceira vítima cujo DNA foi reconhecido na maior investigação de assassínio em série do Canadá nos idos de 2002-2004. O filme focaliza esta e outras histórias, assim como relatos e reclamações sobre a inação das autoridades em relação aos assassinatos e desaparecimentos destas nativas canadenses, e a luta das famílias destas mulheres para enfrentar a dura estrada em busca de justiça.</p>
<p>Os vídeos retirados do filme e de outras fontes, tratando de femicídio (o assassinato de mulheres e garotas) podem ser encontrados no <a href="http://citizen.nfb.ca/femicide-killing-women-and-girls" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/citizen.nfb.ca');">dossiê do site Citizen Shift</a> [En] sobre o assunto. Este primeiro vídeo do filme <a href="http://citizen.nfb.ca/finding-dawn-clip-1" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/citizen.nfb.ca');">Finding Dawn</a> [En] mostra o caso de Dawn Crey em Vancouver:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="450" height="360" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="wmode" value="transparent" /><param name="allowScriptAccess" value="sameDomain" /><param name="quality" value="high" /><param name="flashvars" value="image=http://citizen.nfb.ca/sites/citizen.nfb.ca/files/images/en_finding_dawn1_80.jpg&amp;file=rtmp://flash.nfb.ca/citizenshift/videos/user/1/&amp;id=300_52581_finding_dawn1_Extrait_.rm&amp;type=rtmp&amp;autoPlay=true&amp;bufferLength=5" /><param name="src" value="http://citizen.nfb.ca/sites/all/modules/meidia/players/flvplayer.swf" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="450" height="360" src="http://citizen.nfb.ca/sites/all/modules/meidia/players/flvplayer.swf" flashvars="image=http://citizen.nfb.ca/sites/citizen.nfb.ca/files/images/en_finding_dawn1_80.jpg&amp;file=rtmp://flash.nfb.ca/citizenshift/videos/user/1/&amp;id=300_52581_finding_dawn1_Extrait_.rm&amp;type=rtmp&amp;autoPlay=true&amp;bufferLength=5" quality="high" allowscriptaccess="sameDomain" wmode="transparent"></embed></object></p>
<p>O <a href="http://citizen.nfb.ca/finding-dawn-clip-2" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/citizen.nfb.ca');">segundo vídeo</a> [En] nos mostra a Estrada de Yellowhead, um solitário trecho de estrada que conecta várias cidades, onde tantas mulheres desapareceram ou foram mortas que a estrada acabou ganhando o nome de Estrada das Lágrimas.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="450" height="360" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="wmode" value="transparent" /><param name="allowScriptAccess" value="sameDomain" /><param name="quality" value="high" /><param name="flashvars" value="image=http://citizen.nfb.ca/sites/citizen.nfb.ca/files/images/en_finding_dawn2_80.jpg&amp;file=rtmp://flash.nfb.ca/citizenshift/videos/user/1/&amp;id=300_52581_finding_dawn2_Extrait_.rm&amp;type=rtmp&amp;autoPlay=true&amp;bufferLength=5" /><param name="src" value="http://citizen.nfb.ca/sites/all/modules/meidia/players/flvplayer.swf" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="450" height="360" src="http://citizen.nfb.ca/sites/all/modules/meidia/players/flvplayer.swf" flashvars="image=http://citizen.nfb.ca/sites/citizen.nfb.ca/files/images/en_finding_dawn2_80.jpg&amp;file=rtmp://flash.nfb.ca/citizenshift/videos/user/1/&amp;id=300_52581_finding_dawn2_Extrait_.rm&amp;type=rtmp&amp;autoPlay=true&amp;bufferLength=5" quality="high" allowscriptaccess="sameDomain" wmode="transparent"></embed></object></p>
<p>O <a href="http://citizen.nfb.ca/finding-dawn-clip-3" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/citizen.nfb.ca');">terceiro</a> [En] e último vídeo do filme focaliza em Doleen Kay Bosse, uma mulher cuja família passou anos procurando por uma explicação para seu desaparecimento, se perguntando por quê as autoridades não levaram a sério os relatos sobre a mulher aborígene desaparecida.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="450" height="360" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="wmode" value="transparent" /><param name="allowScriptAccess" value="sameDomain" /><param name="quality" value="high" /><param name="flashvars" value="image=http://citizen.nfb.ca/sites/citizen.nfb.ca/files/images/en_finding_dawn3_80.jpg&amp;file=rtmp://flash.nfb.ca/citizenshift/videos/user/1/&amp;id=300_52581_finding_dawn3_Extrait_.rm&amp;type=rtmp&amp;autoPlay=true&amp;bufferLength=5" /><param name="src" value="http://citizen.nfb.ca/sites/all/modules/meidia/players/flvplayer.swf" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="450" height="360" src="http://citizen.nfb.ca/sites/all/modules/meidia/players/flvplayer.swf" flashvars="image=http://citizen.nfb.ca/sites/citizen.nfb.ca/files/images/en_finding_dawn3_80.jpg&amp;file=rtmp://flash.nfb.ca/citizenshift/videos/user/1/&amp;id=300_52581_finding_dawn3_Extrait_.rm&amp;type=rtmp&amp;autoPlay=true&amp;bufferLength=5" quality="high" allowscriptaccess="sameDomain" wmode="transparent"></embed></object></p>
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		<title>Angola: Um novo Eldorado africano para estrangeiros</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/28/angola-um-novo-eldorado-africano-para-estrangeiros/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/28/angola-um-novo-eldorado-africano-para-estrangeiros/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 28 Sep 2008 16:40:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claraonofre</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Desde o fim da guerra civil em 2002, Angola tem sido a casa de muitos estrangeiros que chegam aqui em busca de trabalho. Estima-se que existem cerca de 70.000 estrangeiros morando no país, a maioria vinda da América do Sul, China, Portugal e outros países africanos. Descubra como esse caldeirão de culturas está se formando através do ponto de vista de blogueiros angolanos e estrangeiros.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde o término da guerra em 2002 que Angola tem sido local de acolhimento para inúmeros estrangeiros. Graças ao crescente desenvolvimento da economia, da reabilitação de infra-estruturas, da manutenção da estabilidade e da entrada no país de várias empresas internacionais, os estrangeiros sentem-se compelidos em tentar a sorte neste país.</p>
<p>Em Angola vivem mais de 70 mil estrangeiros, sendo que metade deles possui visto de trabalho e são representados na sua maioria por brasileiros, chineses, cubanos e portugueses. De África chegam ainda cidadãos vindos do Congo, Mauritânia, Mali entre outros.</p>
<p>Portugal bate com certeza o recorde no campo da imigração. Só para se ter uma ideia, até finais de 2007 deram entrada no país perto de 60 mil almas lusas. Número considerável e que expõe os laços históricos e afectivos que unem Angola a Portugal. No entanto, os chineses perfazem já um número considerável no país. Dedicam-se essencialmente à construção civil e são conhecidos por trabalharem horas a fio, ao sol ou à chuva. Em uma carta na coluna &#8216;O mundo visto pelos leitores&#39;, no blog do Pedro Dória, o angolano <a href="http://pedrodoria.com.br/2008/01/24/o-mundo-visto-pelos-leitores-angola/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pedrodoria.com.br');">Caco escreve</a>:</p>
<blockquote><p>“Os chineses foram os últimos a desembarcar por aqui, mas já formam o maior contingente. Ninguém sabe ao certo, mas dizem que são mais de 600.000 deles espalhados pelo país – dá algo como 3% da população. Trabalhando em turnos que causam inveja pela velocidade das obras e disposição para trabalhar 24 horas por dia e sete dias por semana. E num fenómeno inesperado começaram a integrar-se na sociedade de forma tão forte que a primeira geração de crianças sino-angolanas já começa a dar seus passos. Os chineses começam a tomar um espaço no coração das angolanas que até agora era dos brasileiros”.</p></blockquote>
<p>Qual será a reacção dos angolanos perante a entrada em massa de gente que vem de fora? E como é que os estrangeiros encaram a vinda para esta ex-colónia portuguesa?</p>
<p>António Spíndola é brasileiro, natural do Recife e escreve no seu <a href="http://spindola.blogspot.com/2007/06/24-filda-feira-internacional-de-luanda.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/spindola.blogspot.com');">Spíndola Blog</a> um pouco sobre este assunto:</p>
<blockquote><p>“Recebo muitos e-mails perguntando como é a vida em Angola. Em sua maioria são pessoas pensando em vir trabalhar aqui que desejam ou já foram convidadas. Angola é vista como o novo eldorado para os profissionais do Brasil. A ideia que se tem são bons salários e novas aventuras. Entretanto, na teoria a prática é diferente! Há bons salários sim, mas há uma série de dificuldades que se precisa transpor.”</p></blockquote>
<p>Uma das dificuldades é a obtenção de visto. O governo coloca sérios entraves à entrega deste documento e todo o processo é bastante moroso. O desânimo na obtenção do visto acaba por conduzir a situações de permanência ilegal. É importante agilizar o aspecto burocrático e dar carta verde de entrada aos estrangeiros que pretendem fixar-se em solo angolano. É preciso encarar a maioria destes cidadãos internacionais como mão-de-obra qualificada. Como gente capaz de contribuir para o desenvolvimento de um país que viveu 30 anos mergulhado na guerra.</p>
<p>O blog <a href="http://esquece-angola.com/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=1" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/esquece-angola.com');">O Lado Negro</a> confirma os percalços vividos para a obtenção do visto:</p>
<blockquote><p>“A minha esposa criou uma empresa em Angola e fomos para lá morar em 2006. Depois de lá estar voltei a Portugal para tratar de todos os documentos que a lei angolana exige para legalizar a minha residência naquele país. Mal empregado tempo que perdi e dinheiro que gastei, note-se que vir a Portugal tratar dos documentos e o que paguei no consulado do Porto para meter esses papéis, ultrapassou os 2500 dólares, mas para nada pois até hoje nem me deram uma resposta em Angola na DEFA (Direcção de Emigração e Fronteiras de Angola). Nem em Portugal no consulado me deram resposta, apenas o funcionário do consulado me disse: - o que o senhor quer, eu também estou em Portugal há 2 anos e só tive a minha residência há pouco. Depois de correr para a DEFA montes de vezes a tentar saber do meu caso sem nunca me dizerem o que se passava, resolvi meter uma reclamação por escrito. Acreditem que nem resposta me deram apesar da minha insistência.”</p></blockquote>
<p>Os profissionais vindos de fora encontram espaço em três áreas concretas como a medicina, construção civil e ensino. Alguns vêem para dar formação e outros para trabalhar a longo prazo.</p>
<p>Grande parte dos angolanos não vê com bons olhos a chegada dos estrangeiros. Acreditam que serão penalizados economicamente, profissionalmente e culturalmente. Existe também a opinião que os estrangeiros em Angola não agem de forma correcta. O blog <a href="http://desabafosangolanos.blogspot.com/2008/07/os-estrangeiros.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/desabafosangolanos.blogspot.com');">Desabafos Angolanos</a> confirma isso mesmo:</p>
<blockquote><p>“Sou angolana de nascimento, vivi 20 anos em Angola e esse é um país que eu amo e nunca sairá do meu coração. Não gosto de ouvir falar mal do meu país e muito menos do seu povo. Incomoda-me, irrita-me. Não consigo perceber as pessoas que só vão trabalhar para Angola por causa do dinheiro. Não gostam do seu povo, das suas gentes e só são simpáticas e cordiais para angariar simpatia. Essa simpatia chega ao ponto de abrir as portas de sua casa para ganhar confiança. Falam constantemente em corruptos e na facilidade em corromper. Quero ouvir falar bem do país onde nasci, cresci e fui feliz.”</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Brasil: Decisão na polêmica disputa de terras indígenas em suspense</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/20/brasil-decisao-na-polemica-disputa-de-terras-indigenas-em-suspense/</link>
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		<pubDate>Sat, 20 Sep 2008 16:31:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[O Superior Tribunal Federal decidiu adiar a decisão sobre o território Raposa Serra do Sol mas  votará nessa semana o menos complexo caso da reserva Caramuru-Paraguaçu na Bahia. O povo Pataxó Hã-Hã-Hãe espera por essa decisão há mais de 26 anos. Enquanto isso, blogueiros comentam o fato que pela primeira vez uma advogada índia defendeu seu povo no plenário do STF. Veja o vídeo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="single" class="entry">
<p>O Superior Tribunal Federal (STF) decidiu adiar a decisão sobre o território  <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/10/brazil-disputa-de-terras-indigenas-e-eminencia-de-guerra-civil/">Raposa Serra do Sol</a>, que é objeto de disputa entre tribos indígenas e rizicultores em Roraima, mas votará na semana que vem um outro caso de demarcação menos complexo. A decisão sobre as terras Caramuru-Paraguaçu na Bahia abrirá, dessa forma, o precedente legal para quase 150 outras disputas de terras indígenas que o caso Raposa Serra do Sol deveria abrir. Menos complexo, mas nem por isso menos importante para o povo <a href="http://www.socioambiental.org/pib/epi/pataxohahahae/pataxohahahae.shtm" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.socioambiental.org');">Pataxó Hã-Hã-Hãe</a>, que espera por essa decisão há mais de 26 anos. <a href="http://www.stf.gov.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=96385" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.stf.gov.br');">O início do julgamento está marcado para 24 de setembro</a> e o caso começa a ganhar atenção na blogosfera. <a href="http://anarquista.wordpress.com/2008/09/20/raposaserra-do-sol-et-alii-sera-que-ha-justica/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/anarquista.wordpress.com');">Anarquista Amador</a> comenta:</p>
<blockquote><p>Esperar 26 anos por uma decisão não é sério. Este papo de que a justiça tarda mais não falha é barato demais. As pessoas envelhecem, morrem. As decisões não vêm e não há suspensão ou garantias. E longe de termos um Estado fraco, omisso, temos um Estado forte que garante que as decisões não sejam tomadas em prazos reais.</p></blockquote>
<p>A data marcará um mês desde que o futuro da reserva Raposa Serra do Sol foi colocado no limbo. No dia que o Superior Tribunal Federal deveria chegar a uma conclusão, 27 de agosto passado, uma advogada indígena defendeu deu povo, pela primeira vez na história do STF. Joênia Batista de Carvalho, da tribo Wapichana, foi ao plenário para se apresentar diante do painel de 11 juízes. Ela defendeu o direito à reserva Raposa Serra do Sol, e denunciou o fato de que os conflitos acarretaram a morte de 21 líderes indígenas:</p>
<p><iframe src="http://dotsub.com/media/60afbf04-263f-4882-8a23-6f808abf63ce/e/m" frameborder="0" width="420" height="347"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><em>“Nós somos acusados de ladrões dentro de nossa própria terra. Nós somos caluniados, discriminados e nisso tem que colocar um fim.&#8221;</em></p>
<p>Depois de um discurso de quase duas horas, o relator do caso, Ministro Ayres Britto, foi o primeiro a votar, favorecendo a manutenção da Raposa Serra do Sol como uma reserva contínua, o que foi visto como um amplo reconhecimento dos direitos indígenas no Brasil. No entanto, outro ministro solicitou adiação para que maiores investigações fossem levadas a cabo, o que significa que o caso está em suspense até que uma nova sessão seja marcada. Enquanto isso, tanto a emocionante declaração da advogada Joênia quanto o surpreendente voto do Ministro Ayres estão sendo comentados, criticados e elogiados blogosfera afora.</p>
<p><a href="http://www.paznocampo.org.br/Blog/popposts.asp?id=186" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.paznocampo.org.br');">D. Bertrand de Orleans e Bragança</a>, o trineto do último imperador brasileiro <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dom_Pedro_II" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/en.wikipedia.org');">Dom Pedro II</a> que viaja pelo país proferindo palestras para fazendeiros e empresários em defesa da propriedade privada e da livre iniciativa, acha que “a performance da Dra. Joênia é puramente emocional”:</p>
<blockquote><p>Com essa argumentação, a Dra. Joênia não vai conseguir grande coisa. Será mesmo ir contra a inteligência dos senhores Ministros do Supremo querer chamar de racista a defesa dos produtores rurais, que são apoiados pela maioria dos índios da Serra do Sol, os quais, por sua vez, são em maior número que os da Raposa. Racistas seriam os índios que querem separar-se do País através da ocupação de uma imensa área, para ali, sentados sobre riquezas incalculáveis, serem os maiores latifundiários brasileiros, se bem que em posse coletiva. Um privilégio racista, esse sim.</p></blockquote>
<p><a href="http://amanditas.wordpress.com/2008/09/02/nos-tambem-somos-indios/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/amanditas.wordpress.com');">Amanda Vieira</a> ficou orgulhosa da performance da advogada Wapichana:</p>
<blockquote><p>Joênia Batista de Carvalho, nós temos orgulhos de você. Por ser índia, mulher, advogada, por fazer uma defesa tão brilhante, por nos fazer acreditar que a luta pela diversidade no Brasil vale a pena e dá muito certo. Salve Joênia! Contamos com sua sabedoria e seu exemplo.</p></blockquote>
<p>Por outro lado, <a href="http://construindoopensamento.blogspot.com/2008/08/o-caso-raposa-serra-do-sol-muito.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/construindoopensamento.blogspot.com');">Yashá Gallazzi</a> não tem muita certeza sobre os direitos indígenas no século 21:</p>
<blockquote><p>Devo presumir que tanto Joênia, como as ONG&#39;s (nacionais e internacionais), bem como alguns ministros do STF, prefeririam que tudo continuasse como era nos tempos antigos quando os aborígenes (essa foi a palavra usada por Ayres Brito) viviam em harmonia com a mãe terra. O problema é que em tal realidade idílica não haveria espaço para algumas faces próprias do progresso, como uma universidade, por exemplo. Elogiar uma descendente de índios que se formou em Direito e chegou ao ápice de fazer uma sustentação oral no STF é algo muito digno e válido. Contudo, isso há que ser resultado da capacidade técnica e jurídica da pessoa, não de sua origme étnica. A advogada índia é expressão da democracia e do sistema de liberdades democráticas próprios das sociedades ocidentais.</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/talitaoliveira/2806609154/in/set-72157606991734664/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');"><img class="aligncenter size-full wp-image-49915" title="2806609154_a7d1580460" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/09/2806609154_a7d1580460.jpg" alt="" width="468" height="312" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong></strong><strong>Manifestação em solidariedade aos povos de Raposa do Sol nas ruas de Rio Branco - Acre, no mesmo dia que a decisão ia a plenário do STF. </strong><strong>Foto de </strong> <a href="http://www.flickr.com/photos/talitaoliveira/" title="Link to Talita Oliveira's photostream" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');"><strong>Talita Oliveira</strong></a></p>
<p>Mais de 200 policiais federais armados foram enviados à região em antecipação à possível violência depois do veredito, o qual se esperava que causasse conflitos independente do lado vitorioso. É provável que uma nova sessão aconteça antes do final do ano, e espera-se que as partes envolvidas não precisem esperar por 26 anos. Ou não, como supõe <a href="http://cidadaniaejustica.blogspot.com/2008/09/um-pouco-da-histria-da-raposa-serra-do.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/cidadaniaejustica.blogspot.com');">Maria Rachel Coelho Pereira</a>, que estava lá no dia 27:</p>
<blockquote><p>As evidências da sistemática aliança entre abusos de poder político-econômico e impunidade em torno da causa anti-indígena, já abundantes no passado, parece continuar ainda hoje. No dia 27 de agosto passado ao sairmos do STF fomos surpreendidos com um boato de que o julgamento seria estrategicamente “empurrado” para o final de 2009.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/talitaoliveira/2806609186/in/set-72157606991734664/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');"><img class="aligncenter size-full wp-image-49916" title="2806609186_2fbc9485a5" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/09/2806609186_2fbc9485a5.jpg" alt="" width="462" height="308" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Manifestação em solidariedade aos povos de Raposa do Sol nas ruas de Rio Branco - Acre, no mesmo dia que a decisão ia a plenário do STF. </strong><strong>Foto de</strong><strong> </strong><a href="http://www.flickr.com/photos/talitaoliveira/" title="Link to Talita Oliveira's photostream" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');"><strong>Talita Oliveira</strong></a></p>
<p>E por falar em abuso político-econômico, <a href="http://luizvalerio.blogspot.com/2008/09/jornalista-agredido-verbalmente-por.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/luizvalerio.blogspot.com');">Luiz Valério</a> cita um caso recente de intimidação da mídia relacionado ao caso Raposa Serra do Sol. Ele escreve sobre a fricção entre o jornalista Leandro Freitas, do movimento the “Nós Existimos”, e o rizicultor e político acusado de <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/10/brazil-disputa-de-terras-indigenas-e-eminencia-de-guerra-civil/">atacar uma tribo Makuxi</a>, Paulo Cesar Quartiero, quando o primeiro tentou entrevistar o último em 8 de setembro passado:</p>
<blockquote><p>Buscando ouvir a versão de Quartiero para a denúncia foi feita formalmente por 65 lideranças indígenas da Raposa Serra do Sol, protocolada e encaminhada à Funai em Roraima e Brasília, ao Ministério Público Federal, ao Ministério da Justiça e ao Conselho Indígena de Roraima, o jornalista foi tratado de forma desrespeitosa, assim como veículo de comunicação para quem ele trabalha. Esta não é a primeira vez que Paulo Quartiero age com desrespeito contra jornalistas. No primeiro semestre também foi ele o protagonista de outro atentado à liberdade de imprensa e livre exercício da profissão de jornalista em Roraima, quando determinou a captura de equipamentos de filamagens e fitas de vídeo de uma equipe da TV Ativa, que cobria o conflito na região da Raposa Serra do Sol.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/talitaoliveira/2805716515/in/set-72157606991734664/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');"><img class="aligncenter size-full wp-image-49914" title="2805716515_f37aed800a" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/09/2805716515_f37aed800a.jpg" alt="" width="462" height="308" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Manifestação em solidariedade aos povos de Raposa do Sol nas ruas de Rio Branco - Acre, no mesmo dia que a decisão ia a plenário do STF. </strong><strong>Foto de</strong><strong> </strong><a href="http://www.flickr.com/photos/talitaoliveira/" title="Link to Talita Oliveira's photostream" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');"><strong>Talita Oliveira</strong></a>.<strong> Veja</strong><strong> <a href="http://www.flickr.com/photos/talitaoliveira/sets/72157606991734664/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">mais fotos da manifestação</a>.</strong><a title="Link to Talita Oliveira's photostream" href="http://www.flickr.com/photos/talitaoliveira/"><strong><br />
</strong></a></p>
</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/20/brasil-decisao-na-polemica-disputa-de-terras-indigenas-em-suspense/feed/</wfw:commentRss>
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		<item>
		<title>Ossétia do Sul: Pensamentos de um Fotojornalista sobre a Guerra</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/17/ossetia-do-sul-pensamentos-de-um-fotojornalista-sobre-a-guerra/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/17/ossetia-do-sul-pensamentos-de-um-fotojornalista-sobre-a-guerra/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 17 Sep 2008 07:14:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Bosnia Herzegovina]]></category>

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		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>

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		<description><![CDATA[Relatos de primeira mão sobre a zona de conflito no Cáucaso continuam a aparecer aqui e ali na blogosfera russófona. No dia 8 de setembro, um mês depois do início da guerra na Ossétia do Sul e Geórgia, o fotojornalista russo Oleg Klimov publicou seus pensamentos sobre como ele vê a guerra, qual o seu cheiro, sobre a imprensa e a propaganda, e sobre o que parece ser a natureza humana universal de realizar saques em tempos de guerra.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><small>Veja a página especial da <a href="http://globalvoicesonline.org/specialcoverage/south-ossetia-crisis-2008/">cobertura do Global Voices sobre crise na Ossétia do Sul</a> (em inglês).</small></em></p>
<p>Relatos de primeira mão sobre a zona de conflito no Cáucaso continuam a aparecer aqui e ali na blogosfera russófona. No dia 8 de setembro, um mês depois do início da guerra na Ossétia do Sul e Geórgia, o fotojornalista russo <em>Oleg Klimov</em> <a href="http://klimov.blogspot.com/2008/09/blog-post_08.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/klimov.blogspot.com');">publicou seus pensamentos</a> [Ru] sobre como ele vê a guerra, qual o seu cheiro, sobre a imprensa e a propaganda, e sobre o que parece ser a natureza humana universal de realizar saques em tempos de guerra.</p>
<blockquote><p>[Oleg Klimov&#39;s photo of peacekeepers “between Tskhinvali and Gori”]</p>
<p>[Oleg Klimov&#39;s photo of a post-funereal “wake amidst the ruins in Tskhinvali”]</p>
<p>[Oleg Klimov&#39;s photo of “a village between Tskhinvali and Gori”]</p>
<p>Worst of all I dislike the smell of war. Its stench. A combination of burned damp wood, plastic and the smell of dead bodies. “A parfume.” A sense of war smell is one of the five important senses, an ability to perceive and recognize the smell of the events of the past. I&#39;ve always regretted that photos, like money, do not smell… If they smelled, we&#39;d definitely be all sick now. At the beginning, at least, more than from the graphic pictures of dismembered bodies and other horrors…</p>
<p>Tonight, I watched a “documentary” from Vesti-24 [on a Russian state-owned channel]. Turns out Georgians have been “genociding” Ossetians and the Abkhaz throughout centuries. I really don&#39;t understand where the law on “inciting ethnic hatreds” is. This hatred is being imposed not just on the level of “politicians and journalists,” but on the level of peoples. And the peoples hate each other. And “the smartest politicians” say that on a human level, it is possible to understand the people… Expect that it is exactly on a human level that it&#39;s impossible to understand this.</p>
<p>Georgian houses are being burned and looted. The same is happening to the Ossetian houses. And they&#39;ll continue to burn and loot them. Perhaps, this is human nature. It always happens this way during “ethnic wars.” It was there in Bosnia and Kosovo. In Pala (close to Sarajevo), in the [neutral zone], detachments of “Russian Cossacks” and [mercenaries] were among those who did the looting. There was a whole “system” to it: risking their lives, they were delivering carpets, TV sets, etc., to the Serbian zone and selling them wholesale to the middlemen, who, in their turn, were selling the “trophy goods” at civilian markets. I witnessed this in person and heard attempts at justification: “freelance mercenaries” have nothing left to do because no one is paying them for “heroism at someone else&#39;s war.”</p>
<p>Outside Tskhinval (and inside the city, too) any car near a deserted house means one thing: looters. If you ask them, “What are you doing?”, they&#39;ll respond: “Oh, nothing, our relatives used to live here…” There&#39;ve been instances of murder, however, as well. Of women, too, not just men. And there is blackmail. For example, at one village the local police rounded up the residents and issued an ultimatum to them: “If you don&#39;t pay $10,000, we&#39;ll burn the whole village!” (This is almost official info from the Dutch embassy.)</p>
<p>[…]</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;[foto de Oleg Klimov das forças de paz &#8216;<a href="http://1.bp.blogspot.com/_x8jU1XFdoJ0/SMT8bBmy8_I/AAAAAAAAC_Y/rzSgwmb2oiQ/s1600-h/12ED8694.jpg" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/1.bp.blogspot.com');">entre Tskhinvali e Gori</a>&#8216;]</p>
<p>[foto de Oleg Klimov de uma &#8216;<a href="http://1.bp.blogspot.com/_x8jU1XFdoJ0/SMT8juY4xvI/AAAAAAAAC_g/q9BMETrKass/s1600-h/12ED8350.jpg" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/1.bp.blogspot.com');">lamentação pós-funeral entre as ruinas de Tskhinvali</a>&#8216;]</p>
<p>[foto de Oleg Klimon de &#8216;<a href="http://2.bp.blogspot.com/_x8jU1XFdoJ0/SMT8qT0uHPI/AAAAAAAAC_o/nFDA5Zs6a1c/s1600-h/12ED8565.jpg" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/2.bp.blogspot.com');">uma vila entre Tskhinvali e Gori</a>&#8216;]</p>
<p>O que eu mais detesto é o cheiro da guerra. O seu fedor. Uma combinação de madeira húmida molhada, plástico e o cheiro de cadáveres. &#8216;A parfume&#39;. O sentido do cheiro da guerra é um dos cinco sentidos importantes, uma habilidade de perceber e reconhecer o cheiro de eventos do passado. Eu sempre lamentei que as fotos, assim como o dinheiro, não tenham cheiro&#8230; Se elas tivessem, definitivamente estaríamos todos nauseados agora. Desde o princípio, no mínimo, mais do que pelas imagens fortes de corpos desmembrados e outros horrores&#8230;</p>
<p>Na noite passada assistí um &#8216;documentário&#39; do Vesti-24 [em um canal controlado pelo Estado Russo]. Pelo que parece os Georgianos vem &#8216;genocidando&#39; os Ossétios e os Abkhazis através dos séculos. Eu realmente não entendo onde foi parar a lei contra a &#8216;incitação de ódio étnico&#39;. Este ódio está sendo imposto não apenas no nível dos &#8216;políticos e jornalistas&#39;, mas também no nível das pessoas. E as pessoas odeiam umas às outras. E os &#8216;políticos mais espertos&#39; dizem que, em um nível humano, é possível entender as pessoas&#8230; Mas o esperado é que seja exatamente no nível humano que seja impossível entender isso.</p>
<p>As casas georgianas estão sendo incendiadas e saqueadas. A mesma coisa está acontessendo com as casas ossétias. E eles vão continuar a queimá-las e saqueá-las. Talvez isso seja da natureza humana. Isso sempre acontece deste jeito durante &#8216;guerras étnicas&#39;. Aconteceu na Bósnia e Kosovo. Em Pala (perto de Sarajevo), na [zona neutra], destacamentos de &#8216;Cossacos Russos&#39; e [mercenários] estavam entre aqueles que faziam os saques. Havia todo um &#39;sistema&#39; para isso: arriscando suas vidas, eles estavam levando tapetes, aparelhos de TV, etc., para a zona Sérvia e os vendiam no atacado pra intermediários, que, por sua vez, estavam vendendo os &#8216;espólios de guerra&#39; em mercados civis. Eu testemunhei isso pessoalmente e ouvi tentativas de justificação: &#8216;mercenários de ocasião&#39; não tem como não fazê-lo, porque ninguém os está pagando para serem &#8216;heróis em uma guerra alheia&#39;.</p>
<p>Fora de Tskhinval (e dentro da cidade, também), qualquer carro perto de uma casa deserta significa apenas uma coisa: saqueadores. Se você pergunta a eles, &#8216;o que vocês estão fazendo?&#39;, eles irão lhe responder: &#8216;Ah, nada, nossos parentes moravam aqui&#8230;&#39;. Contudo, alguns assassinatos ocorreram, também. [Assassinatos] de mulheres, também, e não só de homens. E também há extorsão. Por exemplo, em uma vila a polícia local reuniu os moradores e lhes deu um ultimato: &#39;se vocês não pagarem $10.000, nós iremos queimar a vila inteira!&#39; (esta é uma informação quase oficial da embaixada holandesa)</p>
<p>[&#8230;]&#8221;</p>
</div>
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		</item>
		<item>
		<title>Jordânia: O Videoblog da Rainha Rania</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/04/jordania-o-videoblog-da-rainha-rania/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/04/jordania-o-videoblog-da-rainha-rania/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 04 Sep 2008 02:55:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[A Rainha Rania, da Jordânia, foi considerada a mais famosa videoblogueira do mundo árabe pela Blogger Times, uma revista sobre blogues produzida por blogueiros árabes, depois do sucesso obtido por uma série de vídeos lançados pela rainha para tentar combater os estereótipos associados ao mundo árabe.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rania_da_Jord%C3%A2nia" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');"><em>Rainha Rania</em></a>, da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jord%C3%A2nia" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Jordânia</a>, foi considerada a mais famosa videoblogueira do mundo árabe pela <a href="http://bloggers-times.blogspot.com/2008/07/blog-post_30.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/bloggers-times.blogspot.com');">Blogger Times</a> [Ar], uma revista sobre blogues produzida por blogueiros árabes, depois do <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/04/01/jordan-royal-debut-on-youtube/">sucesso obtido</a> [En] por uma série de vídeos lançados pela rainha para tentar combater os estereótipos associados ao mundo árabe.</p>
<p>De acordo com o artigo [Ar]:</p>
<blockquote><p>تجلس الملكة رانيا العبد الله داخل مكتبها الفسيح في عمان بالأردن بينما تركز عليها ثلاث كاميرات.<br />
الكاميرتان الأولى والثانية هما للبي بي سي في حين أن الكاميرا الثالثة هي لأعضاء مكتبها، والكاميرات الثلاث تصور أحدث حلقة من برنامجها الذي يُبث في قناتها الخاصة المسماة V-log على موقع يوتوب الخاص بمقاطع الفيديو.<br />
وهذه هي الحلقة السابعة أو الفيديو السابع منذ أن بدأت الملكة رانيا بث أحاديثها على موقع يوتوب في شهر مارس/آذار الماضي.<br />
وتلقي الملكة رانيا أحاديثها باللغة الإنجليزية، إذ تطلب من المشاهدين أن يخبروها ببعض الصور النمطية التي سمعوها عن العالم العربي حتى يتسنى لها “تفكيكها واحدة تلو الأخرى”.<br />
قد لا تكون عقيلة العاهل الأردني عبد الله الثاني، الشخصية العامة الوحيدة التي تستخدم موقع يوتوب الذي يقبل على مشاهدته ملايين المشاهدين؛ فهناك سياسيون وملوك في مناطق مختلفة من العالم قد أنشأوا مواقع لهم على شبكة الإنترنت.<br />
لكن ما تتفرد به الملكة رانيا عن الباقي هو أنها الشخصية العربية الوحيدة التي تستخدم الإنترت للانخراط في حوار مع الغرب والترويج للخطاب الإسلامي المعتدل.<br />
تقول الملكة رانيا مازحة “ابني المراهق شخص قليل الكلام لكن انطباعه (بشأن الأحاديث) كان “جيدا”، وبالتالي فإن انطباع المشاهدين لا بد أن يكون جيدا”.<br />
ويبدو أن زوار موقع يوتوب يتفقون معه فيما ذهب إليه إذ أن ما يربو على مليوني مشاهد شاهدوا حلقات الفيديو التي بثتها على موقع يوتوب.<br />
وتضم هذه الحلقات تسجيلات لها إضافة إلى مساهمات من موسيقيين وكوميدييين مختلفين ومواطنين أردنيين.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;A Rainha Rania Al Abdullah está sentada dentro de seu espaçoso escritório em Amman, na Jordânia, com três câmeras focalizadas nela. A primeira e a segunda são da BBC, enquanto a terceira câmera é da equipe de seu escritório. As três câmeras estavam gravando o mais recente episódio de seu programa, que é disponibilizado em um canal especial do YouTube, mais conhecido como Vlog. Este é o sétimo programa/vídeo desde que ela começou a publicar no YouTube, em março passado, onde ela fala em inglês e convida aqueles que assistem a discutir os estereótipos que eles vem ouvindo sobre o mundo árabe, para que ela possa &#8216;desbancá-los um após o outro&#39;.<br />
Talvez a esposa do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Abdullah_II_da_Jord%C3%A2nia" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Rei Abdullah Segundo da Jordânia</a> não seja a única figura pública a usar o YouTube, que vem sendo acessado por milhões de pessoas. Há outros políticos e reis em diferentes regiões do mundo que também criaram sites pessoais na internet.<br />
Mas o que é único a respeito da Rainha Rania é que ela é a única figura árabe que usa a internet para criar um diálogo com o Oeste para promover um discurso islâmico moderado.<br />
A Rainha Rania fala brincando: &#8216;Meu filho adolescente é uma pessoa quieta, que por natureza não fala muito, mas a sua impressão a respeito de meus discursos foi &#8216;boa&#39;, e então a opinião dos que assistem deve ser boa também&#39;.<br />
Pelo que parece os visitantes do YouTube concordam com ele, já que por volta de 2 milhões de usuários assistiram seus programas publicados no YouTube; que incluem, além de suas gravações, contribuições de vários músicos, comediantes e cidadãos da Jordânia.&#8221;</div>
<p>O artigo continua:</p>
<blockquote><p>وأتاح ظهور الملكة رانيا على الشبكة العنكبوتية لها إمكانية تلقي انتقادات الملايين من الناس.<br />
وأسرت الملكة لي قائلة ” عندما قلبت في ذهني فكرة بث تسجيلات لي على موقع يوتوب، نظر إلي بعض الناس وكأنني فقدت صوابي تماما”.<br />
وتابعت قائلة “أشعر أن عالمنا يعيش أزمة في الوقت الراهن؛ فالعنف حل محل الحوار والغضب حل محل العطف”.<br />
ومضت قائلة “آمل أن تصبح هذه القناة قناة اتصال وتواصل بين الشرق والغرب لأنني أعتقد جازمة أن عالمنا في أمس الحاجة إلى ذلك”.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;A aparição da Rainha Rania em seu canal na internet deu a ela a chance de receber as críticas de milhões de pessoas. Como ela me disse: &#8216;Quando a idéia me veio à cabeça, algumas pessoas olharam para mim como se eu tivesse enlouquecido completamente&#39;. Ela continuou: &#8216;Eu sinto que o nosso mundo está em crise neste momento, a violência tomou o lugar do diálogo e a raiva tomou o lugar da compaixão&#39;.<br />
&#8216;Eu tenho a esperança de que este canal torne-se um canal de comunicação e uma ponte entre o Oriente e o Ocidente, porque eu acredito firmemente que o nosso mundo precisa muito disso&#39;.&#8221;</div>
<p>Abaixo, a Rainha <a href="http://www.youtube.com/watch?v=ITzOc35Sfu4" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.youtube.com');">fala</a> sobre o trabalho que vem disponibilizando no YouTube [En].</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ITzOc35Sfu4&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/ITzOc35Sfu4&amp;hl=en&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Você pode acompanhar a Rainha Rania em seu canal <a href="http://www.youtube.com/queenrania" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.youtube.com');">clicando aqui</a> [En].</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Venezuela: Os Indígenas Yukpa, Chávez e as disputas de terra</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/29/venezuela-os-indigenas-yukpa-chavez-e-as-disputas-de-terra/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/29/venezuela-os-indigenas-yukpa-chavez-e-as-disputas-de-terra/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 29 Aug 2008 22:19:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>

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		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Alguns vídeos de mídia cidadã foram disponibilizados, informando sobre a situação que está se configurando na Venezuela entre os índios Yukpa das Montanhas Perijá, alguns proprietários de terras e o Presidente Chávez. Esta disputa sobre limites de propriedade vem se desenvolvendo há 30 anos, quando forças militares desalojaram as comunidades indígenas dos Yukpa a força e alocaram os proprietários de terra que tem fazendas de gado e vem cultivando a terra desde então.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/08/149624398_b876a130ec_m.jpg" alt="" hspace="7" vspace="5" /> Alguns vídeos de mídia cidadã foram disponibilizados, informando sobre a situação que está se configurando na Venezuela entre os índios <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Yukpa" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/en.wikipedia.org');">Yukpa</a> [En] das <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Serrania_del_Perija" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/en.wikipedia.org');">Montanhas Perijá</a> [En], alguns proprietários de terras e o Presidente Chávez. Esta disputa sobre limites de propriedade vem se desenvolvendo há 30 anos, quando forças militares desalojaram as comunidades indígenas dos Yukpa com uso da força, e alocaram os proprietários de terra que tem fazendas de gado e vem explorando a terra na região desde então. Os índios Yukpa tentaram reclamar sua terra, e até o presidente venezuelano Hugo Chávez declarou a 10 anos atrás que os problemas com a propriedade da terra nas Montanhas Perijá deveriam ser resolvidos, mas nada foi feito desde então para buscar as soluções.</p>
<p>Atualmente os índios Yukpa estão ocupando as fazendas da região e os proprietários de terra, que vivem da exploração de carne e leite, estão impedidos trabalhar. A situação se tornou mais difícil por conta da presença de forças armadas na área, que gerou um literal estado de sítio. Os grupos indígenas não tem permissão de transitar livremente para dentro ou para fora de suas terras, e jornalistas estão sendo proibidos de entrar na área para relatar eventuais violações dos direitos humanos, como a alegada contratação de atiradores colombianos que estão atacando comunidades inteiras, e que espancaram até a morte uma liderança indígena de 109 anos de idade. Por fim, os Yukpa conseguiram quebrar os bloqueios de comunicação e alcançaram a atenção da mídia, e conseguiram chegar à comunidade de Machique em 26 de agosto de 2008, e então Hugo Chávez declarou que estas terras devem ser devolvidas e que os direitos das comunidades indígenas devem ser respeitados. No blogue coletivo <em>Voces Urgentes </em>(Vozes Urgentes) [Es], <a href="http://vocesurgentesreporta.blogspot.com/2008/08/audio-y-videos-breve-relato-de-cmo-se.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/vocesurgentesreporta.blogspot.com');">são feitas várias perguntas a respeito do futuro desta situação, e sua solução</a>:</p>
<blockquote><p>Ahora bien ¿Por qué el cerco se rompe solo cuando Chávez se pronuncia? ¿Qué tuvo que pasar para que Chávez se enterara? ¿La represión, agresión y vulneración de los hermanos yukpa todo este tiempo no era suficiente? ¿Cuál ha sido la actuación de las autoridades ante las sucesivas demandas de los indígenas Yukpa? ¿Por qué la ministra del Poder Popular para los Asuntos Indígenas, Nicia Maldonado, recomendó a los Yukpa respetar la propiedad privada y hacer turismo en una zona aislada y árida? ¿Quiénes y con cuáles criterios se realizará el proceso de demarcación de las tierras indígenas?</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Então, por que é que o cerco só se rompeu agora, quando Chávez se pronunciou? O que teve que acontecer para que Chávez tomasse conhecimento da situação? A repressão, agressão e violação dos irmãos Yukpa por todo este tempo não foram o bastante? Qual tem sido a atuação das autoridades frente às sucessivas demandas dos índios Yukpa? Por quê a ministra do Poder Popular para os Assuntos Indígenas, Nicia Maldonado, recomendou aos Yukpa respeitar a propriedade privada e viver de turismo em uma zona isolada e árida? Quem, e com quais critérios, realizará o processo de demarcação das terras indígenas?&#8221;
</div>
<p>O <a href="http://es.youtube.com/watch?v=5mbNbUh5ETU" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/es.youtube.com');">vídeo a seguir</a> [Es] foi disponibilizado por <a href="http://es.youtube.com/user/coritoj" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/es.youtube.com');">coritoj</a>, e faz parte das dezenas de vídeos documentando o sofrimento desta comunidade, e como ele só agora está chegando ao conhecimento do grande público. No vídeo, eles relatam como um dos proprietários de terra disse a eles que ele poderia basicamente fazer o que quisesse, já que todas as autoridades envolvidas já haviam sido devidamente subornadas, e que ele não iria para a cadeia mesmo que eles fossem falar com o Presidente, porque ele tinha dinheiro para pagar para sair de lá:</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5mbNbUh5ETU&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/5mbNbUh5ETU&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><a href="http://es.youtube.com/watch?v=4Ej47nFdVR4" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/es.youtube.com');">Este outro vídeo por ProyectoSuri</a> [Es] mostra uma caravana humanitária liderada pela <a href="http://medioscomunitarios.org/pag/index.php" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/medioscomunitarios.org');">organização ANMCLA</a> tentando entrar no território Yukpa para entregar comida e medicamentos à comunidade indígena, e sendo bloqueada pelos oficiais militares. Contudo, os mesmos soldados do exército que não permitiram que eles passassem estavam perfeitamente dispostos a deixar um caminhão carregado com comida para porcos passar pelo bloqueio. As organizações comunitárias conseguiram convencer o motorista do caminhão de que era injusto e inconstitucional entregar comida para animais quando a comida para humanos estava sendo bloqueada, e o vídeo mostra o motorista levando o caminhão de volta para a transportadora. Mais a frente no vídeo, membros dos Yukpa chegam à fronteira da área de sítio e afirmam que nenhum exército poderia controlar suas comunidades, e que eles serão liderados por líderes escolhidos por eles mesmos, e que eles devem poder convidar quem quiserem para dentro de seus territórios. Contudo, a caravana humanitária não obteve permissão para entrar e entregar a comida e remédios que trazia, e por conta da intransigência do exército vários de seus membros foram feridos, e três deles foram presos. Dois dias depois, o presidente reconheceu o direito dos Yukpa para reclamar suas terras.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/4Ej47nFdVR4&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/4Ej47nFdVR4&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>Dezenas de outros vídeos sobre este tema <a href="http://es.youtube.com/results?search_query=yukpa&#038;search_sort=video_date_uploaded" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/es.youtube.com');">podem ser vistos aqui</a> [Es].<br />
(A imagem da bandeira da Venezuela é de <a href="http://guillermoesteves.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/guillermoesteves.com');">Guillermo Esteves</a>)</p>
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		<title>Peru: Governo Tenta Impedir Protestos no Norte</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Aug 2008 02:05:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Americas]]></category>

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		<category><![CDATA[Etnicidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Os protestos no norte do Peru se intensificam, e mesmo com as tentativas do governo de controlar a situação, parece que a tendência é o seu agravamento. Juan Arellano nos conta o que estão dizendo a mídia e os blogues peruanos a respeito do tema.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os meios de comunicação começaram a dar mais cobertura aos <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/08/15/peru-amazonian-indigenous-groups-protest-new-governmental-decrees/">protestos que estão acontecendo no Norte do Peru</a> [En]. O jornal La República escreveu que <a href="http://www.larepublica.com.pe/component/option,com_contentant/task,view/id,238581/Itemid,483/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.larepublica.com.pe');">a comissão encabeçada pelo Ministro do Meio-Ambiente Antônio Brack não obteve muito sucesso</a> [Es]. Mais e mais grupos indígenas estão se juntando à causa e ocupando importantes companhias estatais e de petróleo. Além disso, <a href="http://www.elcomercio.com.pe/ediciononline/HTML/2008-08-18/indigenas-desafian-estado-emergencia-declarado-gobierno-amazonia.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.elcomercio.com.pe');">o governo federal declarou estado de emergência na área</a> [Es], clamando pela restauração da ordem. Contudo, os protestos continuam.</p>
<p>Muito poucos blogueiros da capital, Lima, estão falando sobre o assunto, e como diz o blogueiro do <em>Desde el Tercer Piso</em> [Es]: &#8220;<a href="http://www.desdeeltercerpiso.com/2008/08/de-la-selva-su-conflicto/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.desdeeltercerpiso.com');">Para aqueles que vivem em Lima, é difícil entender o porquê deste sério conflito social estar acontecendo nas selvas de nosso país</a>&#8220;. Ele aponta para o tratado assinado pelo governo Peruano há alguns anos, que obrigava o Estado a consultar os indígenas a respeito daquilo que afetasse as suas terras. Os recentes decretos legislativos modificaram estas pactuações, e o blogueiro acredita que o Tribunal Constitucional deverá decidir sobre a questão. Ele acrescenta que além da possibilidade de inconstitucionalidade destes decretos, pode haver também questões ambientais a serem consideradas.</p>
<p>O blogue <em>La Pagina de Milanta</em> [Es] também tem um post com <a href="http://milanta.blogsome.com/2008/08/19/385/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/milanta.blogsome.com');">uma análise dos decretos legislativos que estão afetando as comunidades indígenas</a>. <em>Susana Villarán</em> [Es] publica uma nota sobre <a href="http://susanavillaran.blogspot.com/2008/08/desde-condorcanqui-reclamo-indgena.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/susanavillaran.blogspot.com');">as dinâmicas de diálogo entre os grupos indígenas e o governo</a>:</p>
<blockquote><p>Los indígenas que se oponen a los DL recientemente dictados al amparo de las facultades delegadas por el Congreso quieren que el jefe de Gobierno les de la cara. Son jefes de sus Pueblos. Quieren al Jefe del gobierno. Allá o acá en Lima. Tienen razón. Me pregunto, sin embargo, por qué no va a Santa María de Nieva, a San Lorenzo el presidente García y les explica su punto de vista acerca de los supuestos beneficios que obtendrán los Pueblos Indígenas de los Decretos Ley que promulgó con tanto júbilo? ¿Tiene tiempo para los empresarios e inversionistas pero no para los indígenas en cuyas tierras se orienta la inversión? ¿Acaso los convocó a su Palacio antes de promulgar los DL para conocer su opinión y escucharlos y convencerlos o convencerse?. La concertación no es su fuerte y menos, el escuchar a quienes siempre han sido postergados y discriminados.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Os indígenas que se opõe aos decretos legislativos recentemente ditados pelo Congresso querem que o chefe do Governo venha conversar com eles. Eles são chefes de seus povos. Eles querem, então, o chefe do Governo. Lá, ou aqui em Lima. E eles tem razão. Me pergunto, então, por que é que o presidente García não vai a Santa Maria de Nieva, a San Lorenzo, e lhes explica seu ponto de vista acerca dos supostos benefícios que obterão os Povos Indígenas dos Decretos de Lei que promulgou com tanto júbilo? Ele tem tempo para os empresários e para os investidores, mas não para os índios cujas terras são alvo do investimento? Por acaso os convidou a seu palácio antes de promulgar estes decretos legislativos, para saber suas opiniões ou escutar-los e convencê-los, ou convencer-se? Diálogo não é o seu forte, e muito menos escutar aqueles que sempre foram postergados e discriminados.&#8221;
</div>
<p>O blogue <em>El Útero de Marita</em> [Es] mostra que <a href="http://uterodemarita.com/2008/08/19/el-otro-lado-del-amazonas/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/uterodemarita.com');">há outros personagens que podem estar envolvidos no conflito</a>:</p>
<blockquote><p>Cuidado, por ejemplo, con la presencia del humalista Víctor Isla, uno de los mayores sospechosos de la depredación de la selva, que está merodeando a las organizaciones indígenas alzadas. De hecho va a querer jalar agua para su molino. Por suerte, en la protesta también está el hermano Paul Mc Auley, fundador de la Red Ambiental de Loreto, y antagonista jurado de Isla. Lo increíble es que la PCM, según Correo, está tramitando ¡la expulsión del país Mc Auley! Eso sería no saber cómo se manejan internamente las cosas en la Amazonía. Sería ver, una vez más, las cosas en blanco y negro.
</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Cuidado, por exemplo, com a presença do humalista (seguidor do ex-candidato a presidência Ollanta Humala) Victor Isla, <a href="http://uterodemarita.com/2006/02/22/hasta-que-te-veo-la-cara/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/uterodemarita.com');">um dos maiores suspeitos da depredação da selva, que está transitando e rondando algumas associações indígenas</a> [Es]. Ele certamente quer tirar vantagem da situação. Por sorte, também envolvido nestes protestos está o Irmão Paul McAuley, fundador da Rede Ambiental de Loreta e inimigo jurado de Isla. Incrívelmente, o Conselho de Ministros, de acordo com o Correo, <a href="http://www.correoperu.com.pe/lima_nota.php?id=73622&amp;ed=14" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.correoperu.com.pe');">está tentando providenciar a expulsão de McAuley do país</a> [Es]! Isso mostra que eles não sabem como as coisas funcionam internamente na Amazônia. Eles estão vendo as coisas, novamente, em preto e branco.&#8221;</div>
<p>Por fim, o blogue <em>Agencia de Noticias Spacio Libr</em>e [Es] publicou <a href="http://agenciaspaciolibre.blogspot.com/2008/08/ejrcito-entrena-en-iquitos-para.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/agenciaspaciolibre.blogspot.com');">um vídeo do Exército treinando em Iquitos</a> na esperança de &#8220;reestabelecer a ordem pública&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Líbano: trabalhadoras domésticas convertidas em escravas</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/28/libano-trabalhadoras-domesticas-convertidas-em-escravas/</link>
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		<pubDate>Thu, 28 Aug 2008 19:43:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Débora Medeiros</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>

		<category><![CDATA[English]]></category>

		<category><![CDATA[Ethiopia]]></category>

		<category><![CDATA[Etnicidade]]></category>

		<category><![CDATA[Feature]]></category>

		<category><![CDATA[Gênero]]></category>

		<category><![CDATA[Informes]]></category>

		<category><![CDATA[Lebanon]]></category>

		<category><![CDATA[Middle East &#038; North Africa]]></category>

		<category><![CDATA[Sri Lanka]]></category>

		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>

		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Como estão sendo tratadas as empregadas domésticas no Líbano? Nash Suleiman sumariza as reações de alguns blogueiros libaneses a esta tragédia, na esteira da publicação de um relatório sobre a situação pelo Human Rights Watch (Observatório dos Direitos Humanos).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar de a mídia e os blogueiros libaneses em geral estarem atualmente mais focados em tópicos políticos, é revigorante ver outras questões sendo discutidas e reportadas. Entretanto, no instante em que os relatórios são publicados, as notícias se revelam ainda piores do que pareciam ser. organizações internacionais como a <a href="http://www.hrw.org/portuguese/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.hrw.org');"><em>Human Rights Watch</em></a> (HRW), <a href="http://www.immigrationhereandthere.org/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.immigrationhereandthere.org');">Immigration Here &amp; There</a> e blogueiros regionais têm publicado <a href="http://www.hrw.org/english/docs/2008/08/25/lebano19690.htm" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.hrw.org');">relatos</a> [En] alarmantes sobre o abuso de trabalhadoras domésticas estrangeiras na <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/08/12/saudi-arabia-slavery-in-the-gulf/">região</a> [En] e, recentemente, há 200.000 trabalhadoras domésticas declaradas empregadas legalmente no Líbano.  E, com a ausência de cobertura da mídia desses relatórios e a falta de atenção por parte de departamentos oficiais no Líbano, os blogueiros estão entrando em ação para instigar a consciência desses fatos on line.</p>
<p><em>Moussa Bachir</em> usa o espaço do seu <a href="http://urshalim.blogspot.com/2008/08/lebanon-migrant-domestic-workers-die-at.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/urshalim.blogspot.com');">blog</a> [En] esta semana para promover o que o Human Rights Watch tem a dizer sobre a situação das trabalhadoras domésticas no Líbano, o que inclui:</p>
<blockquote><p>Domestic workers are dying in Lebanon at a rate of more than one per week,” said Nadim Houry, senior researcher at Human Rights Watch. “All those involved – from the Lebanese authorities, to the workers’ embassies, to the employment agencies, to the employers – need to ask themselves what is driving these women to kill themselves or risk their lives trying to escape from high buildings.</p></blockquote>
<div class="translation">Empregadas domésticas estão morrendo no Líbano a taxas de mais de uma por semana&#8221;, disse Nadim Houry, pesquisador sênior do Human Rights Watch. &#8220;Todos os envolvidos - das autoridades libanesas, passando pelas embaixadas das empregadas e pelas agências de emprego, até os empregadores - precisam se perguntar o que está levando essas mulheres a se suicidar ou a arriscar suas vidas tentando fugir de prédios altos.</div>
<p><em><a href="http://sursock.blogspot.com/2008/08/suicides.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/sursock.blogspot.com');">Lebanese Socialist</a></em> [En] também destaca o mesmo relatório do <em>Human Rights Watch</em>:</p>
<blockquote><p>HRW said that at least 24 housemaids have died since January 2007 after falling from multi-storey buildings. “Many domestic workers are literally being driven to jump from balconies to escape their forced confinement,” Houry said.</p></blockquote>
<div class="translation">O HRW disse que pelo menos 24 trabalhadoras domésticas morreram desde janeiro de 2007, após cair de prédios de muitos andares. &#8220;Muitas empregadas domésticas são literalmente levadas a pular de sacadas para escapar do seu confinamento forçado&#8221;, disse Houry.</div>
<p><em>Christa Hillstrom</em>, que dedica seu blog à divulgação do perigo e da verdade do moderno comércio global de escravos, <a href="http://humangoods.net/2008/05/24/stop-by-the-market-on-your-way-home-in-lebanon-and-pick-up-a-filipina-housemaid/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/humangoods.net');">diz</a>: [En]</p>
<blockquote><p>Although the women often come through legal agencies and are somewhat trained for the domestic work, they frequently have their passports confiscated when they arrive and suffer physical and sexual abuse.</p></blockquote>
<div class="translation">Apesar de as mulheres geralmente chegarem através de agências legais e serem, de certa forma, treinadas para o trabalho doméstico, elas freqüentemente têm seus passaportes confiscados ao chegar e sofrem abusos físicos e sexuais.</div>
<p>As notícias perturbadoras continuam quando Hillstorm cita o relatório de Elise Barthet sobre a situação:</p>
<blockquote><p>Beirut employment agencies promote them as merchandise or, in extreme case, as pets. They offer advice about which nationalities are supposedly docile, easy to maintain or “harder to break.”</p></blockquote>
<div class="translation">As agências de empregos de Beirut promovem-nas como mercadorias ou, em casos extremos, como animais de estimação. Elas [as agências] oferecem conselhos sobre que nacionalidades são supostamente dóceis, fáceis de manter ou &#8220;mais difíceis de subjugar&#8221;.</div>
<p>Retrocedendo no tempo, podemos encontrar muitos blogueiros como <em>Moustaf</em>a, que anteriormente <a href="http://beirutspring.com/blog/2008/05/05/ethiopia-bans-its-citizens-from-working-in-abusive-lebanon/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/beirutspring.com');">postou</a> [En] sobre suas preocupações com esse fenômeno crescente:</p>
<blockquote><p>Sure they’re starving and living in miserable conditions, but that doesn’t mean that they have to put up with the ultimate abusive environment: The Lebanese household.</p></blockquote>
<div class="translation">Claro que elas estão passando fome ou vivendo em condições lamentáveis [em seus países de origem], mas isso não significa que elas têm que agüentar o ambiente mais abusivo de todos: o lar libanês.</div>
<p>O professor <em><a href="http://angryarab.blogspot.com/2008/08/finally.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/angryarab.blogspot.com');">Asad Abu Khalil</a></em> [En], no site <em>Angry Arab News Service</em> encontra alívio no fato de que a situação está recebendo atenção internacional do Human Rights Watch:</p>
<blockquote><p>Finally. Human Rights Watch has noticed.</p></blockquote>
<div class="translation">Finalmente. O Human Rights Watch percebeu.</div>
<p>Alguns meses atrás, o professor <em>Abu Khalil</em> publicou um artigo que aborda a situação das trabalhadoras domésticas no Líbano, o qual, mais tarde, foi <a href="http://dailyalochona.blogspot.com/2008/05/alochona-maids-in-lebanon.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/dailyalochona.blogspot.com');">postado</a> [En] no site <em>Daily Online Alcohona</em>:</p>
<blockquote><p>I will never forget Sushar Roxi. Do you remember her? That poor Sri Lankan maid who died by hanging in front of spectators and cameras. Do you remember when the city of Sidon&#39;s people woke up to find her dangling from the balcony, after she&#39;d hanged herself with linens? Do you wonder why she hanged herself? Do you wish you could ask her? She dangled from the balcony for hours and nobody noticed or cared. Why did Sushar hang from the balcony and why do we never hear of investigations?</p></blockquote>
<div class="translation">Nunca vou esquecer Sushar Roxi. Vocês se lembram dela? Aquela pobre moça do Sri Lanka que morreu enforcada diante de espectadores e câmeras. Vocês se lembram de quando o povo da cidade de Sidon acordou para encontrá-la pendurada da sacada, depois que ela se enforcou com tecidos? Vocês se perguntam por que ela se enforcou? Vocês gostariam de poder perguntá-la? Ela ficou pendurada no balcão por horas e ninguém notou ou se importou. Por que Sushar se enforcou na sacada e por que nós nunca ouvimos falar de investigações?</div>
<p>Uma postagem mais antiga de <em>Abullor</em> <a href="http://biladsham.blogspot.com/2008/05/maid-in-lebanon-ii-voices-from-home.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/biladsham.blogspot.com');">promove</a> [En] um documentário (Maid in Lebanon II) que discute direitos das trabalhadoras, empregos, contratos e termos e condições de trabalho cotidianos.</p>
<p>Outro sinal alarmante que passou despercebido foi <a href="http://lebanoniznogood.blogspot.com/2008/05/bravo-ethiopia-end-maid-trade-with.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/lebanoniznogood.blogspot.com');">mencionado</a> [En] por <em>Hanibaal</em> há alguns meses. A postagem dele aponta para uma declaração aprovada pelo governo etíope que bane a viagem de trabalhadores para Beirut:</p>
<blockquote><p>…Ethiopia passed the bill after it conducted a thorough analysis into the human right violations and domestic violence Ethiopian migrants face behind closed doors in Lebanon while in duty as maids.<br />
…Past human right records show that 67 Ethiopian women died between 1997 and 1999 alone in Beirut while working. Many were never heard from again and many others remain very difficult to trace because their employers change their Christian name to let them in to the country as Muslims.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8230;A Etiópia aprovou essa declaração, após conduzir uma análise detalhada das violações dos direitos humanos e da violência doméstica que migrantes etíopes enfrentam a portas fechadas no Líbano enquanto trabalham como empregadas.</p>
<p>&#8230;Registros de direitos humanos passados mostram que 67 mulheres etíopes morreram entre 1997 e 1999, sozinhas em Beirut enquanto trabalhavam. Nunca mais se teve notícia de muitas delas e outras continuam difíceis de localizar porque seus empregadores mudam seus nomes de batismo para que elas entrem no país como muçulmanas.</p>
</div>
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		</item>
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		<title>Kuwait: Mostrando as compras nas Olimpíadas</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/27/kuwait-mostrando-as-compras-nas-olimpiadas/</link>
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		<pubDate>Wed, 27 Aug 2008 18:53:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Arabic]]></category>

		<category><![CDATA[Bahrain]]></category>

		<category><![CDATA[Bulgaria]]></category>

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		<category><![CDATA[Ethiopia]]></category>

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		<description><![CDATA[Árabes realmente adoram comprar. Eles passam horas e horas em lojas e shopping centers, e é por isso que eles quiseram exibir sua habilidade em comprar nas Olimpíadas de Verão deste ano. Infelizmente, comprar não é uma das modalidades esportivas incluídas nos jogos, mas isso não impediu alguns países árabes de exibir suas novas aquisições.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Árabes realmente adoram comprar. Eles passam horas e horas em lojas e shopping centers, e é por isso que eles quiseram exibir sua habilidade em comprar nas Olimpíadas de Verão deste ano. Infelizmente, comprar não é uma das modalidades esportivas incluídas nos jogos, mas isso não impediu alguns países árabes de exibir suas novas aquisições.</p>
<p><em>Kuwaitism</em> [Ar] nos dá uma imagem da situação <a href="http://www.kuwaitism.com/2008/08/24/%D8%A7%D9%84%D8%AD%D8%B6%D9%88%D8%B1-%D8%A7%D9%84%D8%AE%D9%84%D9%8A%D8%AC%D9%8A-%D8%A8%D8%A7%D9%84%D8%A3%D9%88%D9%84%D9%85%D8%A8%D9%8A%D8%A7%D8%AF/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.kuwaitism.com');">aqui</a>:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: right;">حبيت آخذ هالفرصة لشكر بعض ممثلينا العرب –<br />
سامويل فرانسيس (قطر)<br />
جايمس كواليا كوكوروي (قطر)<br />
فيلكس كيكواي كيبوري (قطر)<br />
سلطان زمان (قطر) الإسم الأصلي أونيسفور نكونزيمانا (بوروندي)<br />
جمال سالم (قطر) الإسم الأصلي توماس كاتيو (كينيا)<br />
دهام بشير (قطر) الإسم الأصلي دايفيد إينياغا (كينيا)<br />
عيسى راشد (قطر) الإسم الأصلي دانييل كيبكوسكي (كينيا)<br />
جابر سالم (قطر) الإسم الأصلي ياني مارشوكوف (بلغاريا) – حول جنسيته بـ1,000,000 دولار عام 2000.<br />
مبارك شامي (قطر) الإسم الأصلي ريتشارد ياتيتش (كينيا)<br />
أحمد حسن عبدالله (قطر) الإسم الأصلي ألبرت تشيبكوروي (كينيا)<br />
بلال منصور علي (بحرين) الإسم الأصلي جون ييكو (كينيا)<br />
مريم يوسف جمال (بحرين) الإسم الأصلي زينيبيش تولا (أثيوبيا)<br />
نادية الجافني (بحرين) الأصل مغربية<br />
يوسف سعد كامل (بحرين) الأصل غريغوري كونشيلا (كينيا)<br />
آدم اسماعيل خميس (بحرين) الأصل هوسيا كوسغي (كينيا)<br />
حسن محبوب (بحرين) الأصل سايلاس كيروي (كينيا)<br />
رشيد رمزي (بحرين) الأصل مغربي<br />
ناصر سعيد (بحرين) الأصل ستيفان لورو كامار (كينيا)<br />
طارق مبارك طاهر (بحرين) الأصل دينيس كيبكوروي سانغ (كينيا)<br />
محمد عبدالله زكريا (بحرين) الأصل مغربي<br />
قطر و البحرين مثلهما 11 كيني 3 مغربيين 1 بوروندي 1 أثيوبي 1 بلغاري 3 غير معروف من أفريقيا</p>
</blockquote>
<div class="translation">&#8220;Eu gostaria de aproveitar a oportunidade para agradecer a nossos representantes árabes nos jogos [Olímpicos]:<br />
Samuel A. Francis (Qatar) [nascido na Nigeria]<br />
James Kwalia C&#39;Kurui (Qatar) [nascido no Kenya]<br />
Felix Kikwai Kibore (Qatar) [nascido no Kenya]<br />
Sultan Zaman (Qatar) - nascido Onesphore Nkunzimana (no Burundi)<br />
Gamal Salem (Qatar) - nascido Thomas Katui (no Kenya)<br />
Daham Bashir (Qatar) - nascido David Nyaga (no Kenya)<br />
Essa Ismail Rashed (Qatar) - nascido Daniel Kipkosgei (no Kenya)<br />
Jaber Saeed Salem (Qatar) - nascido Yani Marchokov (na Bulgaria) ele mudou de nacionalidade por 1,000,000 Dólares em 2000.<br />
Mubarak Hassan Shami (Qatar) - nascido Richard Yatich (no Kenya)<br />
Ahmad Hassan Abdullah (Qatar) - nascido Albert Chepkurui (no Kenya)<br />
Bilal Mansour Ali (Bahrain) - nascido John Biko (no Kenya)<br />
Jamal Maryam Yusuf (Bahrain) - nascido Zenebech Tola (na Ethiopia)<br />
Nadia Ejjafini (Bahrain/ nascida no Morrocos)<br />
Yusuf Saad Kamel (Bahrain) - nascido Gregory Konchellah (no Kenya)<br />
Aadam Ismaeel Khamis (Bahrain) - nascido Hosea Kosgei (no Kenya)<br />
Hasan Mahboob (Bahrain) - nascido Silas Kirui (no Kenya)<br />
Rashid Ramzi (Bahrain/Morrocos)<br />
Nasar Sakar Saeed (Bahrain) - nascido Stephen Loruo Kamar (no Kenya)<br />
Tareq Mubarak Taher (Bahrain) - nascido Denis Kipkurui Keter (no Kenya)<br />
Mohammad Abdullah Zakaria (Bahrain/Morocco)<br />
Em resumo, o Qatar e o Bahrain foram representados por 11 Kenyanos, 3 Marroquinos, 1 Burundiano, 1 Etíope, 1 Búlgaro e 3 outros [nas Olimpíadas].</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/27/kuwait-mostrando-as-compras-nas-olimpiadas/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Georgia: Pepsikolka dá notícias de Poti</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/26/georgia-pepsikolka-da-noticias-de-poti/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/26/georgia-pepsikolka-da-noticias-de-poti/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 26 Aug 2008 03:50:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Central Asia &#038; Caucasus]]></category>

		<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>

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		<description><![CDATA[O OpenDemocracy.net publicou traduções [em inglês] de posts escritos pela usuária pepsikolka (Samira Kuznetsova) do LiveJournal, uma blogueira moradora de Poti, Georgia: aqui, aqui e aqui. (Traduções de posts anteriores de Pepsikolka, feitas pelo Global Voices, são encontradas aqui [En] e aqui).
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <em>OpenDemocracy.net</em> publicou traduções [em inglês] de posts escritos pela usuária <em>pepsikolka</em> (Samira Kuznetsova) do LiveJournal, uma blogueira moradora de Poti, Georgia: <a href="http://www.opendemocracy.net/russia/article/georgia-poti-blog-part-two" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.opendemocracy.net');">aqui</a>, <a href="http://www.opendemocracy.net/russia/article/georgia-poti-blog-part-three" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.opendemocracy.net');">aqui</a> e <a href="http://www.opendemocracy.net/article/russia-theme/pepsikolkas-poti-blog-part-4" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.opendemocracy.net');">aqui</a>. (Traduções de posts anteriores de <em>Pepsikolka</em>, feitas pelo Global Voices, são encontradas <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/08/10/georgia-russia-more-reports-on-the-conflict-from-russophone-bloggers/">aqui</a> [En] e <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/11/georgiarussia-blogueira-de-poti-conta-como-o-bombardeio-foi/">aqui</a>).</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Angola, Brasil: Um choque cultural</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/19/angola-brasil-um-choque-cultural/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/19/angola-brasil-um-choque-cultural/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 19 Aug 2008 13:11:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Americas]]></category>

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		<description><![CDATA[O relacionamento especial entre Angola e Brasil significa que o comércio entre os dois países estão crescendo em marcha acelerada - assim como a imgração de um lado ao outro do Atlântico. Mas como esses povos vizinhos estão se dando? Esse artigo oferece as perspectivas de uma brasileira e uma angolana morando em Luanda.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="single" class="entry" style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-48596" title="47276853_eaf456fb02" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/08/47276853_eaf456fb02.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Escravo em madeira esculpido por Luiz Paulino da Cunha. Foto do <a href="http://www.carfweb.net" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.carfweb.net');">Children At Risk Foundation</a></strong></p>
<p style="text-align: left;">A Angola e o Brazil têm um relacionamento especial, parte por causa do idioma  e do passado que dividem - os dois países foram parte do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Portugu%C3%AAs" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Império Português</a> - mas também por causa dos laços culturais que emanam dessa história em comum. Desde o ano  2000, o comércio entre os dois países também começou a crescer e agora está no ápice. De acordo com a Associação de Empresas Brasileiras em Angola  (AEBRAN), <a href="http://ipsnews.net/news.asp?idnews=40040" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/ipsnews.net');">os negócios entre os dois países</a> [en] cresceram seis vezes desde 2002.</p>
<p style="text-align: left;">Com o fortalecimento dos negócios, a presença de empresas brasileiras em solo angolano também cresceu. E como consequência, a imigração do Brasil para a Angola também aumentou - em 70% nos últimos cinco anos. Estima-se que <a href="http://www.migrationinformation.org/Profiles/display.cfm?ID=311" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.migrationinformation.org');">5.000 brasileiros estejam registrados em Angola</a> [en], a maioria deles trabalhando para empresas dos setores de construção, mineração e agricultura. Esse novo capítulo na história de Angola, país estava mais acostumado com imigração no sentido oposto do Atlântico, leva a um inevitável choque cultural, tanto para brasileiros quanto para angolanos.</p>
<p style="text-align: left;">Veja abaixo duas postagens completas, que mostram perspectivas diferentes de um povo lançando um olhar sobre o outro, levantando questões sobre imigração, racismo, etnicidade e respeito mútuo. Acima de tudo, elas ilustram um relacionamento complexo e amplo - com todas as inevitáveis similaridades e diferenças - entre esses dois irmãos que crescem separados por um oceano.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-48598" title="47276856_812db9808b" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/08/47276856_812db9808b.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Escravo em madeira esculpido por Luiz Paulino da Cunha. Foto do <a href="http://www.carfweb.net" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.carfweb.net');">Children At Risk Foundation</a></strong></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://casadeluanda.blogspot.com/2008/08/em-contagem-decrescente.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/casadeluanda.blogspot.com');">Migas</a>, brasileira morando em Luanda, diz o seguinte:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">Sempre vi as eleições em Setembro de forma positiva. Optimista de que os episódios de violência do passado não voltarão a acontecer. Qualquer um é unânime em concordar que o país precisa de paz para prosseguir com o crescimento económico, desenvolvimento, qualidade de vida dos cidadãos. Talvez este último seja o objectivo mais “esquecido”. Contudo, o acontecimento aproxima-se. 5 de Setembro foi a data escolhida e qualquer um está com muita expectativa. Angolano ou estrangeiro.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">Vivo num condomínio em que sou a única estrangeira. Todos os outros vizinhos são negros, pertencentes a uma classe que eu não consigo identificar. Não são ricos nem pobres. Mas também não são classe média. Eu diria que são mais pobres do que ricos, segundo os meus padrões. Mas, são ricos o suficiente para terem água nos reservatórios, gerador, carros e comida na mesa. Num dos últimos fins-de-semana, houve festa numa das casas do condomínio. Ao que parece, um aniversário. Arrependi-me da minha opção em ficar em casa, nessa noite de Sábado.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">A festa prolongou-se até de madrugada com o DJ a esmerar-se na escolha das músicas. Para meu desespero já que tinha decidido ficar em casa para dormir cedo. Depois de chegar das compras, por volta das 10h da noite, vi que no meu lugar de estacionamento tinha outro carro. Não pedi para tirarem mas antes, para darem um “jeitinho” (à boa maneira do Norte) para que pudessem ficar os dois. O meu e o do convidado. O convidado, nitidamente bêbado, mandou-me esperar e voltou à festa, supostamente em busca da chave. Minutos depois, tinha-se esquecido do meu pedido e já dançava junto com os outros.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">Consegui resolver a questão de outra forma mas, confesso que não gostei da atitude. Esta história ilustra a minha verdadeira preocupação. Não tenho dúvidas que as eleições vão dar lugar a muita bebedeira, festa, comportamentos exagerados. E isso preocupa-me. Se até agora nunca tinha sentido desconforto por morar num local onde a minha casa é a única de “brancos”, nessa noite percebi que as “biricocas” podem desencadear episódios desconfortáveis mesmo em locais onde nos sentimos bem.</p>
</blockquote>
<p><img class="size-full wp-image-48595" title="47263530_65f92c74bb" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/08/47263530_65f92c74bb.jpg" alt="" width="447" height="335" /><strong></strong></p>
<p align="center"><strong>Escravo em madeira esculpido por Luiz Paulino da Cunha. Foto do <a href="http://www.carfweb.net" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.carfweb.net');">Children At Risk Foundation</a></strong></p>
<p style="text-align: left;">Segue abaixo  uma perspectiva diferente, sobre outra festa e o novo cenário migratório, por <a href="http://patriciaguinevere.blogspot.com/2008/08/enigmas-racismo-no-brasil.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/patriciaguinevere.blogspot.com');">Gil Gonçalves,</a> cidadão angolano:</p>
<blockquote style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">Em Luanda, as empresas brasileiras praticam o subimperialismo americano. O Brasil é uma colónia dos EUA. Muitos… mas mesmo muitos brasileiros chegaram, chegam a Luanda, como sardinhas enlatadas.</p>
</blockquote>
<blockquote style="text-align: left;"><p>Na Movicel, empresa de telecomunicações onde detêm as garras no marketing, mandam vir os seus irmãos e irmãs, como técnicos altamente especializados. Os luandenses ensinam-nos a trabalhar, pois os pobres chegam aqui analfabetos. No Brasil parece não existirem universidades, ou então as existentes não funcionam. Ganham milhares de dólares, com direito a milhares de mordomias. E os luandenses míseros dólares. Há que manter o legado colonial.</p></blockquote>
<blockquote style="text-align: left;"><p>Brasileiros e brasileiras infestaram um hotel, é só deles e delas. Elas fumam bwe [muito], parecem vulcões em permanente actividade. De vez em quando dão festa no terraço. Como bons analfabetos sociais imprimem desalmado som musical que permite aos colonizados luandenses não dormirem. Eles e elas não sabem, fingem não saberem, que em Luanda poluição sonora é crime. Estrangeiros que não respeitam as leis do país de acolhimento tem direito à expulsão. Mas como isto é deles e de alguns amigos luandenses…</p></blockquote>
<blockquote style="text-align: left;"><p>O espanto nisto tudo é que eles e elas “brasileirada” são todos… brancos e brancas. Cadê os negros? As negras? Fugiram para o quilombo do Zumbi dos Palmares? Foram deportados para um campo de concentração nazi? Esconderam-nos na floresta do Amazonas? Exterminaram-nos? Estão proscritos? Enfeitam algum jardim zoológico? Deitaram-nos ao mar?</p></blockquote>
<blockquote style="text-align: left;"><p>Porque não tem a coragem de afirmar publicamente que negro brasileiro não existe no Brasil!</p></blockquote>
<p style="text-align: left;">As imagens que ilustram esse artigo são do álbum <a href="http://www.flickr.com/photos/beija-flor/sets/1030536/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">Symbols and Symbolism [Símbolos e Simbolismo] do Flickr</a> de <a href="http://www.carfweb.net" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.carfweb.net');">Children At Risk Foundation</a> [en] e usadas sob licença do Creative Commons. Elas retratam a história dos 300 anos de escravidão no Brasil e o impacto do período no país, especialmente no legado do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Candombl%C3%A9" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Candomblé</a>. Abaixo, a legenda:</p>
<blockquote style="text-align: left;"><p>O negro foi arrancado de sua terra e vendido como mercadoria, escravizado. No Brasil, ele chegou como escravo, objeto; de sua terra ele partiu como um homem livre. Durante a viagem, o tráfego de escravos, ele perdeu a sua personalidade, mas a sua cultura, sua história, sua paisagem, suas experiências vieram com ele.</p>
<p>A história dos 300 anos de  escravidão negra no Brasil impactou aquele país. O Candomblé é um desses impactos, uma religião cheia de segredos, símbolos e rituais que são conhecidos não apenas por iniciados, mas são também  parte vital da expressão cultural no Brasil. Não há números definitivos sobre quantas pessoas no Brasil seguem o Candomblé. O governo estima, conservadoramente, que haja no Brasil mais de 300 mil centros de culto de religiões afro-brasileiras, que incluem o Candomblé. Estima-se que os participantes dessas religiões cheguem a, pelo menos, um terço dos 170 milhões de habitantes no Brasil. Muitos práticam tanto o Catolicismo quanto o Candomblé.</p>
<p>A Bahia, estado com o maior percentual de negros, é a capital desta religião, que acompanha atentamente as suas raízes e tradições africanas entre o povo Yorubá da Nigéria e do povo Banto de Angola e do Congo. As tradições do Yorubá, incluindo os orixás (deuses do panteão africano) mais comumente usados,  predominam. Hoje o Candomblé é oficialmente reconhecido e protegido pelo governo do Brasil. No entanto, durante o período da escravidão e por muitas décadas após a sua abolição no Brasil, em 1888, as práticas do Candomblé foram proibidas pelo governo e pela Igr