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	<title>Global Voices em Português &#187; Etnicidade</title>
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	<description>O mundo está falando. Você está ouvindo?</description>
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		<title>Brasil: Blogueiros discutem o racismo no país</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/16/brasil-blogueiros-discutem-o-racismo-no-pais/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/16/brasil-blogueiros-discutem-o-racismo-no-pais/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 22:21:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Seguindo as discussões trazidas semanas atrás com a história de um homem negro acusado de roubar seu próprio carro, Diego Casaes evidencia outros casos e as opiniões de blogueiros sobre discriminação racial.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/diego-casaes/">Diego Casaes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/09/16/bloggers-on-why-racism-still-exist-in-brazil/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Há duas semanas, o Global Voices contou <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/01/brasil-negros-podem-dirigir-carros-de-luxo/">a história de Januário Alves de Santana</a>, um homem negro que foi espancado por seguranças de uma das maiores lojas de departamento internacionais no Brasil. Ele esperava por sua família no estacionamento do supermercado quando foi acusado de tentar roubar seu próprio carro, sob o argumento de que, por ser negro, ele não teria condições de possuir um carro de luxo.</p>
<p>O fato reacendeu o sempre polêmico e caloroso debate sobre o racismo no Brasil (siga <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2007/11/18/brasil-dia-da-consciencia-negra-e-o-debate-sobre-racismo/">este link</a> para um post anterior do Global Voices sobre esse assunto) e inspirou muitos posts em blogs, a maioria dos quais repudiando o pensamento da classe média de que o racismo não existe no país, e que os problemas das classes sociais são a verdadeira razão para casos como os de Januário.</p>
<p>Em 11 de setembro, estudantes e funcionários da Universidade de São Paulo, onde Januário Alves de Santana trabalha, reuniram-se para discutir como o racismo está presente no cotidiano. A mesa redonda &#8220;Racismo, Violência e Globalização&#8221; denunciou: &#8220;Carrefour agride negro brasileiro: eis o ano da França no Brasil&#8221;. O blog <em>Pão e Rosas</em> <a href="http://nucleopaoerosas.blogspot.com/2009/09/grande-debate-na-usp-diz-nao-ao-racismo.html">nos traz</a> fotos do evento e comentários:</p>
<blockquote><p>Todas as falas enfatizaram que o caso não é isolado, mas expressa sim como o racismo ainda é uma marca profunda da sociedade em que vivemos. Nós do Pão e Rosas nos colocamos de pé, ao lado de Januário e todos os negros e negras que sofrem com o racismo e a violência policial. Do mesmo modo, nos colocamos ao lado dos moradores das favelas que têm se manifestado contra a repressão da polícia , como em Heliópolis na semana passada. A realidade impõe que nos levantemos!</p></blockquote>
<div class="mceTemp mceIEcenter">
<dl id="attachment_95948" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px;">
<dt><img title="O discurso de Januário durante o debate na USP." src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/09/janu%C3%A1rio-usp.jpg" alt="Januário's speech in the meeting at USP" width="300" height="400" /> O discurso de Januário durante o debate na USP.</dt>
</dl>
</div>
<p><em><a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/07/alex-castro-um-blogueiro-liberal-libertario-e-libertino/">Alex Castro</a></em>, do blog <em><a href="http://www.interney.net/blogs/lll/">Liberal, Libertário e Libertino</a></em>, <a href="http://www.interney.net/blogs/lll/2009/09/06/o_problema_do_brasil_e_a_falta_de_confli/">fala sobre</a> a questão do racismo meticulosamente e aponta um fato alarmante no que tange a historicidade racial do Brasil ao dizer que o problema é, na verdade, que a sociedade é vazia de conflitos raciais:</p>
<blockquote><p>No Brasil, nunca houve leis racistas proibindo negros de ingressarem em restaurantes, hotéis, tribunais porque a própria estrutura socioeconômica perversa já era garantia mais do que suficiente de que negros somente entrariam nesses ambientes pra varrer o chão e servir café. O Brasil é tão arraigadamente racista que nunca nem precisou de leis racistas para manter seus negros em posição totalmente inferiorizada.</p></blockquote>
<p>Seu post também foi divulgado no blog da Rachel Glickhouse, o <em><a href="http://riogringa.typepad.com/my_weblog/">Adventures of a Gringa</a></em> [en], e <a href="http://riogringa.typepad.com/my_weblog/2009/09/guest-post-racial-conflict-in-brazil-or-rather-the-lack-thereof.html#more">alguns leitores responderam às suas indagações</a>. Por exemplo, <em>Roger Penguino</em> <a href="http://riogringa.typepad.com/my_weblog/2009/09/guest-post-racial-conflict-in-brazil-or-rather-the-lack-thereof.html?cid=6a00e008ca9cc688340120a55c2f64970b#comment-6a00e008ca9cc688340120a55c2f64970b">comentou</a>:</p>
<blockquote><p>Para aqueles que sempre pensaram que no Brasil não ocorre problemas raciais, aqui encontra-se um ponto de partida para nova reflexão sobre a realidade. Sempre ouvi de amigos Americanos que no Brasil “everyone just gets along” e sempre foi difícil explicar a complexa e sistemática institucionalização do racismo brasileiro. Muitos ao olharam para população brasileira dizem ver uma mistura racial maior que de outros grandes países, mas claro que deixam de perceber os milhares que lutam contra si mesmos porque nesta mistura aprenderam a odiar sua própria condição.</p></blockquote>
<p>Em junho deste ano, Lucrécia Paco, uma das maiores atrizes de Moçambique, que atuava em uma peça na cidade de São Paulo, sofreu racismo quando acidentalmente empurrou uma mulher branca na fila de uma agência de câmbio em um shopping. Leonardo Sakamoto do <em><a href="http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/06/21/entao-e-verdade-no-brasil-e-duro-ser-negro/">Blog do Sakamoto</a></em> e o blog <em><a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/lucrecia-nunca-fui-tao-discriminada/">Viomundo</a></em> republicaram e comentaram a <a href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI78162-15228,00-ENTAO+E+VERDADE+NO+BRASIL+E+DURO+SER+NEGRO.html">notícia trazida a público pela Revista Época</a>.</p>
<p>Na ocasião, a mulher apontou Lucrécia como uma potencial assaltante, e gritou pela polícia da imigração. Lucrécia reagiu, e gritou para a mulher dizendo que muitos brasileiros vão morar em Moçambique, mas em vez de serem maltratados são recebidos de braços abertos. A jornalista <em>Eliane Brum</em>, que entrevistou Lucrécia Paco, relatou:</p>
<blockquote><p>Lucrécia não consegue esquecer. “Não pude dormir à noite, fiquei muito mal”, diz. “Comecei a ficar paranoica, a ver sinais de discriminação no restaurante, em todo o lugar que ia. E eu não quero isso pra mim.” Em seus 39 anos de vida dura, num país que foi colônia portuguesa até 1975 e, depois, devastado por 20 anos de guerra civil, Lucrécia nunca tinha passado por nada assim. “Eu nunca fui discriminada dessa maneira”, diz. “Dá uma dor na gente. ”</p></blockquote>
<p><em>Glória Cabo</em>, uma leitora do <em>Blog do Sakamoto</em> comentou a entrevista. Ela <a href="http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/06/21/entao-e-verdade-no-brasil-e-duro-ser-negro/#comment-50305">contou</a> seu próprio testemunho de família sobre o porquê dos brasileiros cultivarem o racismo:</p>
<blockquote><p>No Brasil não só é difícil ser negro, como também: nordestino, pobre, tatuado, gay, punk, feio. Nem as loiras escapam… Mas, de onde vem esse preconceito? E como acabar com ele? A origem do problema, no meu ponto de vista está nas nossas próprias origens. Somos descendentes de europeus preconceituosos, retrógrados e antiquados. Eu como filha de europeus, convivi com racismo explicito de meus pais, com comentários absurdos de que meu pai não queria ter um “negrinho” o chamando de avô. Eu mesma, confesso, que já tive pensamentos racistas. Mas, com a maturidade, analisei meus preconceitos e descobri que não eram meus, e sim uma herança pobre e sem sentido herdada de pais preconceituosos. Buscar a origem do racismo, analisar que diferenças são normais e necessárias, isso faria toda a diferença.</p></blockquote>
<p><em>Pedro Turambar </em>do blog <a href="http://www.ocrepusculo.com/"><em>O Crepúsculo</em></a> cita outro caso presenciado por ele mesmo enquanto fazia compras no Carrefour e que considera racismo. A funcionária da loja pediu a uma mulher negra que confirmasse que ela era a dona do cartão de crédito do qual usara para pagar por suas compras. Pedro sugeriu que a funcionária somente pediu a confirmação por causa da quantidade das compras que a mulher fez. A mulher negra era, na verdade, empregada doméstica, e sua empregadora, uma senhora branca que estava distante no momento, veio em direção à funcionária gritando &#8220;Isso é preconceito! Isso é discriminação racial!&#8221;. Ele <a href="http://www.ocrepusculo.com/2009/07/30/descriminacao-racial-no-carrefour/">diz</a>:</p>
<blockquote><p>O trabalho dela é perguntar e pedir a identidade. […]. DESDE QUE ELA FAÇA ISSO COM TODO MUNDO. Mas tanto você quanto eu, sabe que isso não acontece e não foi por isso que a moça pediu para a empregada provar que era titular do cartão</p></blockquote>
<p>E completa:</p>
<blockquote><p>Eu iria pagar a conta com o cartão de crédito do meu irmão e tinha certeza que o caixa não iria me perguntar se eu era o titular do cartão. Dito e feito. Paguei com um cartão de uma conta da qual não sou titular, mas como sou branco, gordinho, fofinho bonitinho, jamais pensariam que eu roubei o cartão para comprar meia dúzia de produtos de limpeza.</p>
<p>O melhor foi o medo que eu coloquei no caixa que me atendeu. Ele ironicamente e sarcasticamente comentava o fato, e quando o cara do casal de trás disse brincando “Eu não to pagando com meu cartão não em! e se você falar que não é meu eu subo aqui em cima e fico louco”, o caixa morreu de rir. Até que eu disse que o cartão que eu acabara de pagar não era meu. Disse isso rindo também, por isso ele achou que era brincadeira, até que eu fechei a cara e repeti “O cartão não é meu. Mesmo. Eu não me chamo Daniel.” Ele olhou para mim e viu que eu falava sério. Engoliu o riso e claramente ficou com medo. Eu apenas disse “A mulher tá certa. Certíssima em dizer que foi preconceito, porque foi.”, me despedi do casal – que olhava para mim com uma cara de júbilo – peguei as compras e fui embora.</p></blockquote>
<p>Finalmente, um comentário no post do <em>Alex Castro</em> é digno de nota. A leitora <em>Te</em> <a href="http://www.interney.net/blogs/lll/2009/09/06/o_problema_do_brasil_e_a_falta_de_confli/#c457372">claramente diz</a>:</p>
<blockquote><p>É mesmo, no Brasil faz falta uma Rosa Parks. […]</p></blockquote>
<p>A campanha <a href="http://www.dialogoscontraoracismo.org.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=16&amp;Itemid=34">Onde você guarda seu racismo?</a> apresenta vários depoimentos reais de racismo no Brasil. Foi produzida como uma campanha pública contra o racismo por <em><a href="http://www.dialogoscontraoracismo.org.br/">Diálogos contra o Racismo (pela igualdade racial)</a></em>, um grupo de mais de 40 organizações da sociedade civil dedicados à erradicação da pobreza e desigualdade e para estimular debates em escolas, bairros, escritórios, clubes e famílias sobre as relações raciais e como modificá-las.<br />
<iframe src="http://dotsub.com/media/b776ed76-5830-4359-a4f5-8e7290935609/e/m/por_br" frameborder="0" width="420" height="347"></iframe></p>
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		<title>China: Estão silenciando os blogues tibetanos?</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/29/china-estao-silenciando-os-blogues-tibetanos/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/29/china-estao-silenciando-os-blogues-tibetanos/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 29 Aug 2009 13:13:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É com bastante alarme que relatamos que todos os serviços populares de hospedagem de blogues escritos em idioma tibetano (exceto um) estão inacessíveis há quase três semanas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/dechen-pemba/">Dechen Pemba</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/28/china-are-tibetan-bloggers-being-silenced/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>É com bastante alarme que relatamos que todos os serviços populares de hospedagem de blogues escritos em idioma tibetano (exceto um) estão inacessíveis há quase três semanas.</p>
<p>Embora a retirada do ar de serviços de hospedagem de blogues em língua tibetana (às vezes, para &#8220;manutenção&#8221;) em épocas consideradas perigosas pelas autoridades seja uma prática bastante comum (veja o post &#8220;<a href="http://www.highpeakspureearth.com/2009/03/all-quiet-on-tibetan-blog-front.html">Nada de Novo nos Blogs Tibetanos</a>&#8220;, en), este mês não tem nenhum significado político em particular, ao meu ver.</p>
<div id="attachment_92874" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px;"><img class="size-full wp-image-92874" title="tibetabc error" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/tibetabc-error1.png" alt="tibetabc error" width="450" height="250" /></p>
<p class="wp-caption-text">Mensagem de erro exibida ao acessar TibetABC</p>
</div>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">Dentre os sites que continuam inacessíveis hoje estão alguns bem populares, como o <a class="clear" title="TibetTL" href="http://www.tibettl.com/" target="_blank">www.tibettl.com</a> e o <a title="Tibet ABC" href="http://www.tibetabc.cn/" target="_blank">www.tibetabc.cn</a> que hospeda o blog do mais popular escritor em língua tibetana, <a title="GV J Kyi" href="../2009/07/23/introducing-tibetan-writer-jamyang-kyi/" target="_blank">Jamyang Kyi</a>. O último serviço de hospedagem de blogues em idioma tibetano a continuar no ar é, inexplicavelmente, ChodMe (Lâmpada de Manteiga) <a title="ChodMe" href="http://www.cmbod.cn/index.html" target="_blank">http://www.cmbod.cn/index.html</a></p>
<p style="text-align: left;">
<div id="attachment_92872" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px;"><img class="size-medium wp-image-92872" title="Chodme" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/Chodme-300x173.png" alt="Chodme" width="450" height="250" /></p>
<p class="wp-caption-text">Seguindo firme e forte: Chodme</p>
</div>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">Há uma certa <a title="ChodMe Therang News" href="http://www.cmbod.cn/u/dorje1985/archives/2009/21633.html" target="_blank">especulação circulando entre os blogues tibetanos</a> de que esses fechamentos estão relacionados à prisão do escritor tibetano Tashi (cujo pseudônimo é Therang). Para obter mais informações sobre Tashi, acesse <a title="GV Tib Bloggers Therang" href="http://globalvoicesonline.org/2009/08/04/tibetan-language-bloggers-breaking-new-ground/" target="_blank">meu post anterior aqui no Global Voices</a> [en].</p>
<p style="text-align: left;">O que intriga é que no mesmo mês em que blogues em tibetano começaram a fechar, o <a class="clear" title="P Daily Tib Edition News" href="http://english.peopledaily.com.cn/90001/90782/6716092.html" target="_blank">Diário do Povo lança uma edição em tibetano</a> com uma página na internet: <a class="clear" title="PD Tibetan Edition" href="http://tibet.people.com.cn/" target="_blank">http://tibet.people.com.cn/</a></p>
<div id="attachment_92877" class="wp-caption aligncenter" style="width: 235px;"><img class="size-medium wp-image-92877" title="Peoples Daily Tibetan Ed" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/Peoples-Daily-Tibetan-Ed-225x300.png" alt="Peoples Daily Tibetan Ed" width="225" height="300" /></p>
<p class="wp-caption-text">Edição tibetaana do Diário do Povo</p>
</div>
<p>Em um ambiente que já era restritivo, é preocupante a repressão enfrentada pelos espaços independentes e blogues, assim como o surgimento de sites oficialmente controlados em idioma tibetano.</p>
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		</item>
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		<title>Japão: Oito línguas ameaçadas no arquipélago japonês</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/07/16/japao-oito-linguas-ameacadas-no-arquipelago-japones/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/07/16/japao-oito-linguas-ameacadas-no-arquipelago-japones/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2009 17:50:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em Fevereiro, a UNESCO apresentou o Atlas das Línguas em Perigo no Mundo, fornecendo uma descrição precisa e preocupante dos idiomas considerados em risco (cerca de 2.500). Entre esses idiomas, oito pertencem ao arquipélago japonês. Isso não é uma grande surpresa, se pensarmos a nas políticas severas de assimilação lingüística e cultural conduzidas pelo governo japonês até o fim da Segunda Guerra Mundial, após completar a incorporação – durante o século XIV – do reino de Ryukyu (agora conhecido como Okinawa) e da ilha de Hokkaido, habitada pelo povo Ainu.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/scilla-alecci/">Scilla Alecci</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/07/05/japan-eight-endangered-languages-in-the-japanese-archipelago/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Em Fevereiro, a UNESCO apresentou o <a href="http://portal.unesco.org/en/ev.php-URL_ID=44605&amp;URL_DO=DO_TOPIC&amp;URL_SECTION=201.html">Atlas das Línguas em Perigo no Mundo</a> [en], fornecendo uma descrição precisa e preocupante dos idiomas considerados em risco (cerca de 2.500). Entre esses idiomas, oito pertencem ao arquipélago japonês. Isso não é uma grande surpresa, se pensarmos a nas políticas severas de assimilação lingüística e cultural conduzidas pelo governo japonês até o fim da Segunda Guerra Mundial, após completar a incorporação – durante o século XIV – do reino de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ry%C5%ABky%C5%AB">Ryukyu</a> (agora conhecido como Okinawa) e da ilha de Hokkaido, habitada pelo <a href="http://cwis.org/fwj/22/ainusupp.htm">povo Ainu</a> [en].</p>
<p>Ainda assim, a presença contínua de uma variedade de línguas diferentes do japonês em um país em que (até mesmo em um passado recente) algumas figuras políticas importantes clamavam ser <a href="http://search.japantimes.co.jp/cgi-bin/nn20051018a7.html">“uma nação de etnia única”</a> [en], surpreendeu muitos dos que leram a notícia em um <a href="http://www.asahi.com/national/update/0220/TKY200902200176.html">jornal de circulação nacional</a> [ja].</p>
<p>O proprietário do pequeno restaurante Amami no Ie, em uma ilha do arquipélago de Amami (Okinawa), <a href="http://www.amamino-yeah.com/blog/2009/02/post-753.html">comentou</a> [ja] sobre a notícia de que seu dialeto é considerado em risco de extinção e considera a assimilação do idioma japonês à força por parte do governo principal japonês, que começou na educação durante as primeiras décadas do século XX, como uma das causas do desaparecimento da língua.</p>
<blockquote><p>日本で消滅危機にある言語の中に、我が奄美諸島の「奄美語」も入っていました。<br />
今回は深くは掘り下げませんが、歴史を辿ると戦前戦後に「方言を使うな！という方言禁止の時代」もあり、その頃から方言が衰退していったのではないかといわれています。<br />
また一口に奄美語といっても、島によって地域によって言葉もイントネーションも異なるので、奄美群島の人たちが交通の利便性もよくなったことで島々（シマ ジマ）を頻繁に行き来できるようになり、よその人達とコミュニケーションをとる為にも方言を使わなくなってきたともいわれてますよね。</p></blockquote>
<div class="translation">Entre os idiomas em risco de extinção está a língua de nossa ilha, a língua Amami. Desta vez não vou me deter nos detalhes, mas se olharmos a nossa história, antes e depois da guerra o uso de línguas [com exceção do japonês] era proibido e desde então o hábito de usá-las passou a diminuir. Além disso, o que chamamos de idioma Amami é na verdade diferente a depender da ilha e da região, tanto nas palavras quanto na entonação. Alguns dizem que a razão do idioma Amami estar padecendo é resultado da constante movimentação dos habitantes Amami entre as ilhas com o avanço dos meios de transporte, então parando de usar seu idioma local para se comunicar com outras pessoas.</div>
<blockquote><p>残念ながら僕も「シマゆむた（言葉）」で話せません。僕らの世代が使ってる言葉は方言のほんの一部と標準語が入り交ざった「トン普通語」といいます。<br />
しかし「奄美のシマ唄」はしっかり方言で伝えられています。シマ唄を継承している人たちなら「奄美の方言」を守っていけるのではと思います。</p></blockquote>
<div class="translation">Infelizmente não sei falar o <em>shima yumuta</em>, o idioma da ilha, também. O idioma que nossa geração fala é chamado de “idioma comum <em>ton</em>”, e é uma mistura de dialeto com japonês. Entretanto, as canções da ilha de Amami são cantadas no “dialeto”, que garante sua transmissão corretamente. De fato acredito que aqueles que perpetuam essas canções populares serão os que manterão viva a língua Amami.</div>
<dt class="wp-caption-dt" style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/takayukix/2363161536/"><img class="size-medium wp-image-3549 " title="Ilha Amami. Flicr id: Takayukix" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/2363161536_dc8c178be6_b-300x199.jpg" alt="Ilha Amami. Flicr id: Takayukix" width="307" height="203" /></a></dt>
<dt class="wp-caption-dt" style="text-align: center;">Amami Island. Flicr id: Takayukix</dt>
<dt class="wp-caption-dt" style="text-align: center;"> </dt>
<p>Outro <a href="http://duangcan703.blog.so-net.ne.jp/2009-05-27">blogueiro</a> [ja], nativo da Ilha Hachijô (uma das ilhas japonesas mais distantes, que pertence à Prefeitura de Tóquio) descobriu que o dialeto de sua cidade é na verdade um idioma.</p>
<blockquote><p>八丈語？？？方言ではなくて？</p></blockquote>
<div class="translation">O IDIOMA Hachijô e não DIALETO?</div>
<p>[…]</p>
<blockquote><p>八丈島には独特の方言があり、温泉なんかで飛び交う年配の方の会話は聴いていてとても不思議でそして心地よいものです。<br />
「八丈語」といっても、実はこの小さな島で5つの方言（言語？）があるのですよ。<br />
末吉・中之郷・樫立・大賀郷・三根<br />
という地域ごとに独自の話し言葉が発達・継承されてきたのだそうです。<br />
私にはさっぱり聞き分けられませんが・・・</p></blockquote>
<div class="translation">A ilha Hachijo tem seu dialeto específico e quando vou a um spa e escuto as pessoas mais velhas conversando, parece um tanto estranho e familiar ao mesmo tempo.  Além disso, se chamamos de dialeto Hachijo, na verdade existem cinco diferentes dialetos (ou línguas) nesta pequena ilha: Sueyoshi, Nakanogo, Kashi, Okago, Mine.  Cada um desses dialetos desenvolveu e herdou um jeito particular de se falar. Apesar disso, não sei distinguir uns dos outros&#8230;</div>
<blockquote><p>消滅の危機に瀕しているというのは、若年層の人が島言葉をあまり話さないことからも納得がいきます。<br />
TVやネットなど情報通信は発達し、東京へ飛行機で40分、簡単に行き来もでき、ある程度の年齢になれば東京その他に移住していってしまう・・・<br />
言語の変化はライフスタイルの変化と密接な関係がありますよね。<br />
私は「八丈語」継承の担い手にはなれないでしょうが、あそび半分でちょっとだけ島言葉を使ってみたりもしています。</p></blockquote>
<div class="translation">Disseram que a razão das línguas estarem em risco é porque os habitantes mais jovens não mais falam o idioma de sua ilha, e acredito que isso seja verdade.  Em conjunto com o desenvolvimento da TV, da internet e de comunicação mais rápida, é possível viajar para Tóquio em 40 minutos, e facilmente ir e vir entre as cidades. Além disso, ao atingir uma determinada idade, algumas pessoas tendem a se mudar para Tóquio ou outras regiões&#8230;<br />
As mudanças de um idioma estão estritamente relacionadas às mudanças no jeito de vida de uma população.<br />
Eu pessoalmente não posso carregar a responsabilidade de transmitir a língua Hachijo mas por ser um tanto divertido eu gosto de usá-la às vezes.</div>
<div id="attachment_3553" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.flickr.com/photos/world_waif/1366870556/"><img class="size-medium wp-image-3553" title="hachijojima" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/hachijojima-300x224.jpg" alt="hachijojima" width="300" height="224" /></a><p class="wp-caption-text">Hachijojima. Flickr id: world waif.</p></div>
<p>Entre as línguas indicadas como “seriamente ameaçadas” pelo relatório da UNESCO está o idioma Ainu, atualmente falado corretamente apenas por 15 pessoas. Sua extinção, portanto, é um problema sério também por não haver alfabeto escrito dessa língua e por isso as tradições só podem ser transmitidas oralmente.</p>
<p>Um blogueiro <a href="http://blogs.yahoo.co.jp/marburg_aromatics_chem/61612561.html">pontua</a> [ja] a necessidade de algo prático ser feito para evitar o desaparecimento do idioma Ainu.</p>
<blockquote><p>アイヌ語の危機的状況は既に知られており、アイヌ文化の保存だけではなく普及の必要性も認められてきた。<br />
「アイヌの先住民族認定を求める決議」　が国会で可決され、「有識者懇談会」　も発足した。<br />
しかし、アイヌ民族の権利の法的保障や、言語・文化をどのように継承していくのか、未だ不透明だ。<br />
これまでの日本人からの圧迫と同化政策が落とした暗い影、不当な差別と偏見の解消は容易ではない。</p></blockquote>
<div class="translation">A condição do idioma Ainu já é conhecida e o necessário não é apenas a preservação da cultura, mas a freqüência de uso de tal língua. Uma resolução que reconhece o povo Ainu como os aborígenes do Japão já foi passada pela Dieta [<a href="http://globalvoicesonline.org/2008/08/12/japan-ainu-recognized-as-indigenous-people/">Ver artigo do GV</a>, en] e um “Grupo de Peritos” [para estudar os problemas dos Ainu] foi constituído. Entretanto, de que forma os direitos dos Ainus serão legalmente assegurados e como sua língua e cultura serão repassadas permanece um mistério. Não é tão simples apagar o preconceito e a discriminação, assim como o estigma que as políticas japonesas de assimilação e opressão causaram.</div>
<blockquote><p>北海道のＳＴＶラジオでアイヌ語ラジオ講座を放送するなど、アイヌ語の普及の動きもある。<br />
北海道立アイヌ民族文化研究センターには音声資料も保存されている。<br />
しかし、アイヌ語話者は減少し、学校教育だけでなく家族内の会話も日本語の現状では厳しい。</p></blockquote>
<div class="translation">A rádio STV em Hokkaido transmite <a href="http://www.stv.ne.jp/radio/ainugo/index.html">lições do idioma Ainu</a> [ja] e há iniciativas para espalhar o uso da língua Ainu. No <a href="http://www.pref.hokkaido.lg.jp/ks/abc/">Centro de Pesquisa da Cultura Ainu em Hokkaido</a> [ja], por exemplo, são mantidas gravações de voz originais do idioma. Todavia, o número de indivíduos fluentes em Ainu estão diminuindo, além da preocupação de que não somente nas escolas, mas também nas residências, somente o idioma Japonês é utilizado.</div>
<div id="attachment_3554" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.flickr.com/photos/kissoflife/203099771/in/set-72157594181182365/"><img class="size-medium wp-image-3554" title="biei" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/biei-300x199.jpg" alt="Biei, Hokkaido. Flickr id: Taro416" width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Biei, Hokkaido. Flickr id: Taro416</p></div>
<p>Masayuki <a href="http://masayuki.boo.jp/wp/archives/2009/02/asahicom.html">reflete</a> [ja] sobre a morte de línguas e do que isso significa.</p>
<blockquote><p>最近の学説がどうなっているかは知らないのだけれど、言語は思考に影響を与えるという考え方は、ワタシはかなり妥当なので はないかと思っていて、だとすると、ひとつの言語が滅びるということは、その言語によって認識される「世界（観）」が消えてゆくということだと思えるので すね。</p></blockquote>
<div class="translation">Não sei muito sobre as recentes teorias, mas penso que a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Linguistic_relativity">teoria</a> [en] que diz que a língua tem certa influência no modo de pensar é relevante. Por isso, quando uma língua morre, também cessa o mundo de valores representados e implicados por tal língua.</div>
<blockquote><p>古くからの言葉を守ろう/いや言葉は変わるもの、という議論もしばしば聞くけれど、それは、正しい言葉/正しくない言葉、という観点よりも、言葉が象る世界の「多様性」や「豊かさ」の可能性が消えてゆくのか/広がってゆくのか、という点で語られるべき話なのではないかと。</p></blockquote>
<div class="translation">Frequentemente há debates sobre manter uma língua como ela era no passado ou modificá-la ser positivo ou não. Entretanto, mais do que pensar se uma língua está ‘correta’ ou ‘errada’, não deveríamos talvez focar na possibilidade de enriquecimento e derivações do mundo que cada língua simboliza desaparecer ou [caso preservada] se propagar?</div>
<div class="notes"><a href="http://www.youtube.com/watch?v=0Rjl0XOfhPM">Aqui</a> está um vídeo feito por <a href="http://ja.wikipedia.org/wiki/%E4%B8%8B%E5%9C%B0%E5%8B%87">Isamu Shimoji</a> [en] em que ele canta <em>Obaa</em> no dialeto da Ilha Miyako. [Dizem haver somente 3000 pessoas no Japão capazes de compreender esse idioma]</div>
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		<title>Brasil: Cultura, poesia e direitos indígenas na blogosfera</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/14/brasil-cultura-poesia-e-direitos-indigenas-na-blogosfera/</link>
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		<pubDate>Tue, 14 Apr 2009 05:53:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Brasil possui um dos mais impressionantes mosaicos de povos indígenas do mundo, e esta riqueza cultural está começando a aparecer na blogosfera brasileira. Por esta razão, o GVO está dedicando uma trilogia de artigos para cobrir os vários aspectos da blogagem indígena no país, começando com esta introdução à blogosfera indígena.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/deborah-goldemberg/">Deborah Icamiaba</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/04/05/brazil-poetry-rights-and-culture-on-the-indian-blogosphere/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>O Brasil possui um dos mais impressionantes mosaicos de povos indígenas do mundo, e esta riqueza cultural está começando a aparecer na blogosfera brasileira.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 458px"><a href="http://www.flickr.com/photos/zengzung/3221806540/in/set-72157612919863548/"><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/04/3221806540_b66cc90632_o2.jpg" alt="Foto por Tatiana_Reis na área de inclusão digital do Campus Party 2009" width="448" height="436" /></a><p class="wp-caption-text">Foto por Tatiana_Reis na área de inclusão digital do Campus Party 2009</p></div>
<p>A mais de 500 anos atrás, antes da colonização européia, o Brasil era inteiramente habitado por uma grande diversidade de grupos indígenas, estimados pela <a href="http://www.funai.gov.br/">FUNAI</a> em contarem entre 1 e 10 milhões de indivíduos. A denominação &#8220;índio&#8221; foi dada aos habitantes nativos do lugar por conta de um equívoco dos colonizadores, que acreditavam ter chegado á Índia. Hoje, há por volta de 460.000 índios no Brasil, pertencentes a por volta de 225 diferentes grupos étnicos, vivendo em áreas protegidas, e mais algo entre 100 e 190 mil índios vivendo em áreas rurais ou urbanas. Eles constituem aproximadamente 0.25% da população brasileira e falam por volta de 200 línguas diferentes, embora muitos deles sejam bilíngues. Além destes, há ainda por volta de 63 grupos indígenas que nunca fizeram contato com o mundo exterior e são considerados &#8220;povos isolados&#8221; (FUNAI, 2009).</p>
<p>Embora a maioria das áreas indígenas sejam localizadas em áreas rurais remotas e não tenham acesso fácil a meios de comunicação como o telefone e a internet, a ascensão de associações regionais indígenas fortes como a <a href="http://www.coiab.com.br/">COIAB</a>, a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira, e de redes de nível nacional como a <a href="http://www.redepovosdafloresta.org.br/">Rede dos Povos das Florestas,</a> encabeçada pelo líder indígena Ailton Krenak, encorajou grupos e indivíduos indígenas a blogar para o mundo. Algumas vezes eles contam com uma pequena ajuda de amigos, apoiadores da causa indígena, para cruzar o abismo tecnológico.</p>
<p><strong>Dois dos mais famosos líderes indígenas do Brasil estão blogando.</strong></p>
<p>Desde 2008, Marcos Terena, do Estado do Mato Grosso do Sul, que descreve a si mesmo como um guerreiro do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Terenas">Povo Terena</a>, vem usando sua escrita, seu pensamento e suas habilidades de comunicação como armas para defender seu povo e as causas indígenas no século 21. Em <a href="http://www.marcosterena.blogspot.com/">seu blogue</a>, Terena comenta sobre eventos nacionais e chama nossa atençao para eventos que são relevantes para a causa indígena.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><a href="http://www.agenciabrasil.gov.br/media/imagens/2006/07/26/2003VC003.jpg/view"><img src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/marcos_terena-1024x724.jpg" alt="Foto de Valter Campanato de Marcos Terena na Conferência Regional das Américas. Creative Commons." width="400" /></a><p class="wp-caption-text">Foto de Valter Campanato de Marcos Terena na Conferência Regional das Américas. Creative Commons.</p></div>
<p>Recentemente, Terena publicou uma <a href="http://marcosterena.blogspot.com/2009/02/o-canibal-e-o-cha-de-boldo.html">crônica</a> sobre um suposto episódio onde uma pessoa branca (ou &#8220;homem branco&#8221;, como as tribos geralmente chamam os não-índios) teria sido devorada por índios do Norte Brasileiro, relatado pela imprensa nacional:</p>
<blockquote><p>Nos ultimos tempos, o colonizador acostumado a trabalhar com a imagem do mito, do herói e de tantas simbologias, criou a lenda de dificil comprovação, de que um padre de nome Sardinha teria sido devorado pelos Tupinambas… E agora, com os irmãos Kulina.<br />
Como diria o velho sábio Jeca Tatu, tem arguma coisa errada nesse causo ou essa história tá mal contada.<br />
Como a piola sempre arrebenta do lado mais fraco, então nós daqui do sul, do centro oeste e de outras regiões acostumados com churrascos, farofa, beiju, mandioca, banana e até mesmo guaraná, ficamos pensando:qual o significado dessa história de comer o homem branco? vale a pena? Saborear com gosto ou com raiva?<br />
Porque… engolir sapo em nome da civilização moderna, nós indigenas já fizemos isso varias vezes. E não é mole, não!!!!<br />
Pensem nisso Canibais, reflitam e lembrem-se: contra má digestão, chá de boldo!!!!</p></blockquote>
<p>Ailton Krenak, outro importante líder do povo Krenak do estado de Minas Gerais, conta com o apoio de um colega chamado Hanny para publicar em <a href="http://ailtonkrenak.blogspot.com/">seu blogue</a> todos os artigos jornalísticos publicados sobre ele desde 2007. Os tópicos são principalmente eventos políticos e culturais. O blogue trouxe recentemente imagens da participação de Ailton em um festival indígena devotado para a água, que aconteceu no festival FestiVelhas, e onde ele falou sobre a preservação ambiental na cultura indígena:</p>
<blockquote><p>Ainda reunidos em círculos ou em duas filas, os presentes cantavam, dançavam e ouviam as explicações de Ailton. “É preciso entrar em sintonia com a natureza e ouvir o que as águas tem as nos dizer”, diz ele sobre a relação que os homens devem manter com ambiente.</p></blockquote>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/pen-drive-1-020-768x1024.jpg" alt="Foto: Dois jovens índios nadando no rio, por Deborah Icamiaba" width="400" /><p class="wp-caption-text">Foto: Dois jovens índios nadando no rio, por Deborah Icamiaba</p></div>
<p><strong>Há iniciativas coletivas interessantes protagonizadas por índios jovens acontecendo na blogosfera</strong></p>
<p>A Associação AJI, <a href="http://ajindo.blogspot.com/">Ação de Jovens Indígenas</a>, reúne índios das etnicidades Kaiowá, Terena e Nandeva localizados em Dourados, no Estado do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mato_Grosso_do_Sul">Mato Grosso do Sul</a>. Eles realizam uma série de atividades direcionadas à integração das comunidades, incluindo um jornal local que informa local e externamente sobre o dia a dia e os desafios enfrentados pelos povos indígenas. Desde 2006 eles também estão blogando. Embora eles vez ou outra façam referências a artigos de agências de notícias, muitos de seus artigos são escritos por jovens indígenas locais.</p>
<p>Um interessante exemplo disso foi a forma como eles coletaram opiniões de índios locais sobre as acusações feitas por homens brancos da região de que &#8220;os índios recebiam vários benefícios, mas não pagavam impostos ou taxas&#8221;, como podemos ver <a href="http://ajindo.blogspot.com/2009/03/um-outro-ponto-de-vista.html">neste post</a>:</p>
<blockquote><p>O índio kaiowá Euzébio Garcia, morador da aldeia Bororó, fazia economia há algum tempo para comprar uma moto. Com o acerto do pagamento da usina, ele conseguiu completar e fez a compra em dezembro de 2008. Euzébio investiu R$ 3 mil à vista. Esse é apenas um exemplo de como os indígenas da Reserva de Dourados têm aplicado seu dinheiro. Os salários dos trabalhadores das usinas e da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), os benefícios e os programas sociais geram renda para os índios e se convertem em lucro para o comércio de Dourados. A população indígena contribui e muito com a economia da cidade de Dourados.</p></blockquote>
<p>Os índios <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Patax%C3%B3s">Pataxó</a> que vivem no Sul do Estado da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bahia">Bahia</a> criaram um <a href="http://reservapataxojaqueira.blogspot.com/">blog</a> dedicado ao Projeto Social de Ecoturismo chamado Reserva da Jaqueira:</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/img_1799-1024x768.jpg" alt="foto: Índio Pataxó conduzindo turistas nos arredores da Reserva da Jaqueira, por Deborah Icamiaba" width="400" /><p class="wp-caption-text">foto: Índio Pataxó conduzindo turistas nos arredores da Reserva da Jaqueira, por Deborah Icamiaba</p></div>
<p>Desde 2008, o blogue vem sendo movimentado por Aricema Pataxó, uma jovem índia Pataxó que está estudando jornalismo na Universidade Federal da Bahia. Embora o blogue tenha como principal objetivo disseminar o projeto para seus visitantes, ele traz também interessantes imagens e explicações sobre a cultura Pataxó, como por exemplo neste <a href="http://reservapataxojaqueira.blogspot.com/2008/06/pintura-corporal.html">post</a> sobre a importância da pintura corporal:</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/img_1788-768x1024.jpg" alt="foto: Índio Pataxó se pintando, na Reserva Jaqueira, por Deborah Icamiaba" width="400" /><p class="wp-caption-text">foto: Índio Pataxó se pintando, na Reserva Jaqueira, por Deborah Icamiaba</p></div>
<blockquote><p>A pintura corporal é um bem cultural de grande valor para nós Pataxó. Ela representa parte de nossa história, sentimentos do cotidiano e os bens sagrados. Usamos a pintura corporal em festas tradicionais na Aldeia como em ritos de casamento, nascimento, comemorações, dança, luta, sedução, luto, proteção, etc. Temos pintura para o rosto, braço, costas e até mesmo para as pernas. Usamos pinturas específicas para homens e mulheres casados e solteiros. As pinturas têm diversidade de tamanho e significados.</p></blockquote>
<p>O blog <em><a href="http://karipuna.blogspot.com/">Criança do Futuro: Wakopunska Karipuna</a></em> vem sendo mantido desde 2007 por uma pessoa com um perfil muito interessante, na busca de tentar ajudar na compreensão de como são os índios brasileiros hoje:</p>
<blockquote><p>Sou um mestiço brasileiro. Pareço branco, mas não sou caucasiano. Tenho sangue karipuna, dos karipunas do Rio Jamary, hoje quase extintos nos sertões do Guaporé. O resto de minha origem (portugueses do Ceará, holandeses do Sergipe, espanhóis do Pantanal, alemães do Paraná e italianos do Rio Grande do Sul) pouco me explica. Sou brasileiro dos quatro costados e, mais que isso, um hominídeo do continente Amarakka. Estrangeiro em minha própria terra, quero poder falar a língua universal da Paz, e ter como repousar minha cabeça: por isso escrevo nessa areia e nessa arena virtual.</p></blockquote>
<p>Seu blogue oferece alguns relatos fascinantes de alguém que vive na fronteira entre o Brasil (no Estado do Acre) e o Peru (Cuzco) e que realmente conhece a realidade da vida indígena no Amazonas. Em <a href="http://karipuna.blogspot.com/2009/03/antropofagia-kulina-e-alcoolismo.html">um post recente</a>, ele fala do problema do alcoolismo entre os índios de sua região:</p>
<blockquote><p>Quando estive certa ocasião por ser nomeado chefe de posto indígena da Fundação Nacional do Índio, em 1993, um dos antigos funcionários da Funai em Rio Branco já me advertia que para uma boa convivência com os índios eu devia fazer vista grossa para o problema do alcoolismo, ou estaria me expondo a criar inimizades entre os lideranças ou até mesmo a ser vitimado por algum deles. Essa incapacidade da Funai em lidar com o assunto se extende também às organizações que se dedicam a apoiar as populações indígenas, as quais se engajaram a partir dos anos 70 na luta pela demarcação de terras e na formação de lideranças e entretanto jamais se esforçaram por tratar essa espinhosa questão que representa um grave problema de saúde…Alcoolismo e aculturação andam de mãos dadas na Amazônia, e tanto é a aculturação que leva ao alcoolismo quanto o alcoolismo que conduz à aculturação, isso deve ser deixado bem claro.</p></blockquote>
<p>Por fim, nós também encontramos na rede algumas interessantes iniciativas blogueiras de linguistas e antropólogos que escrevem sobre as tribos com as quais trabalharam.</p>
<p>No blogue <em><a href="http://maxakali.blogspot.com/">Maxacali</a></em>, o estudante de linguística Charles Bicalho manteve um registro entre 2006 e 2007 de imagens e aspectos interessantes da cultura Maxacali, como por exemplo sua trajetória histórica:</p>
<blockquote><p>Os Maxakali surpreendem por ainda preservarem língua, religião, costumes e outros aspectos tradicionais de sua cultura como nenhum outro grupo. Pouco mais de mil pessoas, sendo a maioria da população de crianças, falam a língua maxakali, do tronco lingüístico macro-gê, família maxakali. Vivem em reserva no Vale do Mucuri, Nordeste do Estado. Povo tradicionalmente seminômade, caçador e coletor, é comum alguns grupos de poucos indivíduos abandonarem a reserva para longas peregrinações, muitas vezes chegando até Governador Valadares, distante mais de 300 km. Seus ancestrais costumavam vagar por uma extensa área que abrange, além do Nordeste de Minas, o Sul da Bahia e o Norte do Espírito Santo. Após o contato com o colonizador europeu e a conseqüente diminuição de seu território, acabaram, enfim, confinados em reserva.</p></blockquote>
<p>Bicalho também publico algumas incríveis traduções para o português de alguns cânticos tradicionais da ritualística Maxakali e explora algumas questões sobre a poesia indígena, que será o tema do outro artigo desta trilogia. Abaixo, um exemplo:</p>
<blockquote><p>O texto a seguir é um yãmîy maxakali, canto ritual do tatu. O autor é Damazinho Maxakali, aluno do Curso de Formação de Professores Indígenas de MG.</p>
<p>KOXUT<br />
Koxut hãmkox hu kopa moyõn<br />
Koxut yã hãmkox kopa tokpep<br />
Koxut ãpnîy yîta yãy hi hu xit hã yãy hi<br />
Koxut tute komîy mahã xi kohot xi puxõõy<br />
Koxut yã hãmtup tu yãy hi xi ãpnîy hã<br />
Puxi. Ûkux.<br />
Ûgãxet ax Namãyiy Maxakani.</p>
<p>O TATU<br />
O tatu dorme dentro do buraco<br />
O tatu dá cria dentro do buraco<br />
O tatu sai à noite pra andar e pra comer<br />
O tatu come batata, mandioca e minhoca<br />
O tatu anda de dia e de noite<br />
Chega. Acabou.<br />
Meu nome é Damazinho Maxakali.</p></blockquote>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><img src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/pen-drive-1-004-1024x768.jpg" alt="Foto: Uma mulher índia trabalhando, por Deborah Icamiaba" width="400" /><p class="wp-caption-text">Foto: Uma mulher índia trabalhando, por Deborah Icamiaba</p></div>
<p>Para uma listagem cuidadosa de todos os blogues e sites indígenas do Brasil, visite o <a href="http://sitesindigenas.blogspot.com/">blogue</a> criado por Glaucia Paschoal com o intento específico de disseminar estas fontes para o propósito de servirem como fontes de pesquisa ou simples aquisição de conhecimento sobre os povos indígenas. Sua busca é fortalecer os meios pelos quais as comunidades indígenas expressam sua cultura e seus movimentos políticos na Internet.</p>
<p>No próximo artigo desta série, você encontrará os escritores e poetas indígenas que usam seus blogues para se expressarem. E no último artigo você verá como os índios brasileiros estão blogando em busca de seus direitos.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Ucrânia: &#8220;Nacionalistas Ucranianos Russófonos&#8221;</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/28/ucrania-nacionalistas-ucranianos-russofonos/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/28/ucrania-nacionalistas-ucranianos-russofonos/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 28 Feb 2009 04:14:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Eastern & Central Europe]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
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		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=1768</guid>
		<description><![CDATA[Neste post, que gerou mais de cem comentários e que está agora listado como o 4º item mais popular no Yandex Blogs, o usuário do LiveJounal <i>alek-ya</i> explica o que é um "nacionalista ucraniano russófono".
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/neeka/">Veronica Khokhlova</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/02/24/ukraine-russophone-ukrainian-nationalists/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><a href="http://alek-ya.livejournal.com/1280824.html">Neste post</a> [Ru], que gerou mais de cem comentários e que está agora listado como o 4º item mais popular no Yandex Blogs, o usuário do LiveJounal <em>alek-ya</em> explica o que é um &#8220;nacionalista ucraniano russófono&#8221;:</p>
<blockquote><p>Hard to believe that it is possible, but such people do exist. I&#39;m one of them, I may say.</p>
<p>[…]</p>
<p>* These are the people who often spend their whole lives speaking Russian, but who think of themselves as Ukrainians and consider Ukraine their Motherland.</p>
<p>* We effortlessly switch from one language to another in conversation: we have friends in all parts of the country.</p>
<p>* When we are abroad and someone asks, “<em>Are you from Russia?</em>” we respond, “<em>No! I&#39;m from Ukraine.</em>“</p>
<p>* To another question: “<em>What is your native language</em>?” we reply: “<em>I&#39;m bilingual: Ukrainian and Russian.</em>“</p>
<p>* After watching a movie, we try hard to recall what language it was in, Russian or Ukrainian.</p>
<p>* Our keyboards have three [character set options]: Ї [UKR], Ы [RUS], S [ENG].</p>
<p>* We are happy to have our children attend Ukrainian[-language] kindergartens and schools.</p>
<p>* Aggressive attempts by some of our […] officials to impose Ukrainian language frightens us first of all because it may scare people away from Ukrainian.</p>
<p>* For us, [<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Taras_Shevchenko">Taras Shevchenko</a>], [<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ivan_Franko">Ivan Franko</a>], [<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Les_Kurbas">Les&#39; Kurbas</a>] (the list is endless) are [as important] as [<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mikhail_Lermontov">Mikhail Lermontov</a>], [<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Alexander_Pushkin">Aleksandr Pushkin</a>], [<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mikhail_Bulgakov">Mikhail Bulgakov</a>].</p>
<p>[…]</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;É difícil acreditar que isto seja possível, mas tais pessoas existem. Eu poderia dizer que sou uma delas.</p>
<p>[&#8230;]</p>
<p>* Estas são as pessoas que passam suas vidas inteiras falando russo, mas que pensam em si mesmos como ucranianos e consideram a Ucrânia como sua terra mãe.</p>
<p>* Nós passamos de uma língua para a outra sem nenhum esforço dentro de uma conversa: nós temos amigos em todos os lugares do país.</p>
<p>* Quando estamos viajando e alguém nos pergunta, &#8220;Você é da Russia?&#8221; nós respondemos, &#8220;Não! Eu sou da Ucrânia.&#8221;</p>
<p>* Quando nos perguntam: &#8220;Qual é a sua língua nativa?&#8221; nós respondemos: &#8220;Eu sou bilíngue: falo ucraniano e russo.&#8221;</p>
<p>* Depois de assistir a um filme, nós temos que fazer um esforço para nos lembrarmos em que língua era falado, russo ou ucraniano.</p>
<p>* Nossos teclados tem três [opções de tipo de caractere]: Ї [Ucraniano], Ы [Russo], S [Inglês].</p>
<p>* Nós gostamos que nossas crianças frequentem jardins de infância e escolas falantes [da língua] ucraniana.</p>
<p>* Tentativas agressivas por parte de alguns de nossos [&#8230;] agentes governamentais para impor a língua ucraniana nos assustam, antes de mais nada, pois podem muito bem fazer com que as pessoas evitem a língua ucraniana.</p>
<p>*Para nós, [Taras Shevchenko], [Ivan Franko], [Les&#39; Kurbas] (a lista é interminável) são [tão importantes] quanto [Mikhail Lermontov], [Aleksandr Pushkin], [Mikhail Bulgakov].</p>
<p>[&#8230;]&#8221;</p></div>
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		<title>Palestina: Eles usaram nossas roupas como latrina</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/12/palestina-eles-usaram-nossas-roupas-como-latrina/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Feb 2009 17:17:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiana Biondo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Criança]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Etnicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra & Conflito]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
		<category><![CDATA[Middle East & North Africa]]></category>
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		<category><![CDATA[Refugiados]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Blogs em Gaza estão reunindo informações sobre o que aconteceu durante os recentes ataques de Israel. Nessa atualização, nos ouvimos sobre famílias que tiveram suas casas pilhadas e cobertas de fezes por soldados israelenses; ficamos sabendo quais foram os efeitos das armas <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dense_Inert_Metal_Explosive">DIME</a> e ouvimos a história do pai que teve a filha bebê alvejada por disparos; e de como sua esposa amamentou a criança enquanto esta sangrava até a morte.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/ayesha-saldanha/">Ayesha Saldanha</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/thiana-biondo/'>Thiana Biondo</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/01/31/palestine-they-used-our-clothes-as-a-toilet/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Blogs em Gaza estão reunindo informações sobre o que aconteceu durante os recentes ataques de Israel. Nessa atualização, nos ouvimos sobre famílias que tiveram suas casas pilhadas e cobertas de fezes por soldados israelenses; ficamos sabendo quais foram os efeitos das armas <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dense_Inert_Metal_Explosive">DIME</a> e ouvimos a história do pai que teve a filha bebê alvejada por disparos; e de como sua esposa amamentou a criança enquanto esta sangrava até a morte.</p>
<p>A ativista canadense Eva Bartlett que posta no blog <em>In Gaza</em>, escreveu em 27 de Janeiro sobre ter visitado Ezbet Abbed Rabbo, parte Leste de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jabaliyah">Jabaliya</a>, uma área que foi invadida por tropas israelenses e onde muitas casas <a href="http://ingaza.wordpress.com/2009/01/27/abed-rabbo-one-familys-story/">foram ocupadas</a> [En]:</p>
<blockquote><p>The first house I visited was that of my dear friends, who we’d stayed with in the evenings before the land invasion began. […] Upstairs to the first level apartment. Complete disarray. Feces on the floor. Broken everything. Opened cans of Israeli army provisions. Bullet holes in walls. Stench. To the second floor, next two apartments, all of the extended sons and wives and children’s rooms. More disarray, greater stench. This was the main base, apparently, from the boxes of food – prepackaged meals, noodles, tins of chocolate, and plastic-wrapped sandwiches – and the left behind IOF soldiers’ clothing. A pair of soldiers trousers in the bathtub, soiled with shit.<br />
F. tells me: “The smell was terrible. The food was everywhere. Very disgusting smell. They put shit in the sinks, shit everywhere. Our clothes were everywhere. The last time they invaded (March 2008), it was easy. They broke everything and we fixed it. But this time, they put shit everywhere: in cupboards, on beds – my bed is full of shit.”<br />
She is strong and has handled the invasions before, but the desecration of her house has got her down.<br />
“A minute ago, Sabreen opened her clothing cupboard: there was a bowl of shit in it! They used our clothes for the toilet. They broke the door of the bathroom and brought into our room. I don’t know why.”<br />
[…] Two days later, I re-visited, the house much tidier but still soured with the clinging stench of the soldiers’ presence. “We’ve cleaned as much as we can, but it’s so difficult. We still don’t have running water, we have to fill jugs from the town water supply.” I’d walked the sandy track up, I know how hard it is even empty-handed on foot, let alone laden with heavy jugs or trying to navigate any sort of wagon to carry large amounts of water. The track had been more of a proper dirt road before. Before it, and the land around, was torn up by Israeli tanks and bulldozers.</p></blockquote>
<div class="translation">“A primeira casa que eu visitei foi a dos meus queridos amigos, com quem nós estivemos nas noites anteriores à invasão por terra começar. [&#8230;] Lá em cima do primeiro andar, completa desordem, fezes no chão. Tudo quebrado. Latas de suprimentos do exército israelense abertas. Buracos de balas na parede. Um odor horrível. No segundo andar, dois apartamentos próximos, toda a extensão de quartos de filhos, mulheres e crianças. Muito mais destruído e com um fedor pior. Essa foi a base principal, aparentemente pelas caixas de comida – refeições, noodles e pacotes de chocolate, e ainda sanduíches cobertos por papel de plástico – e atrás à esquerda, roupas do soldado das Forcas de Ocupação de Israel (IOF, em inglês). A calça de um soldado na banheira, sujas com excremento.<br />
F. me fala: “ O cheiro foi horrível. A comida estava em toda a parte. Um cheiro muito nojento. Eles colocaram merda na pia, merda em todo lugar. Nossas roupas estavam em todo lugar. A última vez que eles invadiram (Março, 2008), foi fácil. Eles quebraram com tudo e nós concertamos. Mas dessa vez, eles colocaram merda em todo o lugar: nos armários, nas camas – minha cama esta cheia de cocô”.<br />
Ela é forte e já suportou as invasões anteriores, mas a profanação da casa foi o que à colocou desolada:<br />
“Um minuto atrás, Sabreen abriu seu armário de roupas; tinha uma tigela de cocô lá dentro! Eles usaram nossas roupas como latrina. Eles quebraram a porta do banheiro trouxeram para o nosso quarto. Eu não sei o porquê.”<br />
[&#8230;]Dois dias depois, eu voltei. A casa mais arrumada, mas ainda com o cheiro carregado da presença dos soldados. “ Nós já limpamos o máximo que pudemos, mas é tão difícil. Nós continuamos sem água corrente, nós temos que encher jarras na vila que fornece água.” Eu já havia percorrido o caminho arenoso, eu sei o quão difícil é a pé mesmo com mãos vazias, imagine sozinho carregando pesadas jarras ou superando o caminho com qualquer tipo de carroça para trazer uma quantidade grande água. Antes, o percurso era apenas uma trilha enlameada. Antes disso, e o barro em volta ser transformado em via por soldados israelenses e tratores.&#8221;</div>
<p>Para fotos de abrigos temporários onde muitas pessoas foram obrigadas a ficar, veja <a href="http://talestotell.wordpress.com/2009/01/25/jan-25-temporary-shelters-in-jabalia/">aqui</a>:</p>
<p>Em outra atualização (29 de janeiro), Eva escreve sobre Yousef Shrater, pai de quatro crianças, que teve <a href="http://ingaza.wordpress.com/2009/01/29/yousef-shrater/">sua casa invadida</a> [En]:</p>
<blockquote><p>Shrater explains how the Israeli soldiers forcibly entered the house and ordered the family members out, separating men and women and locking them in a neighbouring house with others from the area. His father and mother, living in a small shack of a house nearby, were soon to join them. The soldiers then occupied the house for the duration of the land invasion, as Israeli soldiers did throughout the Abed Rabbo area, as they did throughout all of Gaza. And as with other houses in occupied areas, residents who returned to houses still standing found a disaster of rubbish, vandalism, destruction, human waste, and many stolen valuables, including mobile phones, gold jewelry, US dollars and Jordanian dinars (JOD), and in some cases even furniture and televisions, used and discarded in camps the soldiers set up outside in occupied areas. Shrater says the soldiers stole about US$1,000 and another 2,000 JOD (~US$2828) in gold necklaces. Back in the east-facing corner room, Shrater steps around a 1.5m by 1.5m depression in the floor where tiles have been dug up and the sandy layer of foundation beneath has been harvested. “They made sandbags by the window, to use as sniper positions.” The bags are still there, stuffed with clothing and sand. “They used my kids&#39; clothes for their sniper bags,” Shrater complains. “The clothes they didn’t put in sandbags they threw into the toilet,” he adds.</p></blockquote>
<div class="translation">Shrater explica como os soldados israelenses forçaram a entrada na casa e colocaram os membros da família para fora, separando homens de mulheres e trancando-os em uma casa da vizinhança com outros locais. O pai e a mãe dele, morando perto, em um puxado de um casebre, estavam então para se juntar a ele. Depois, os soldados ocuparam a casa durante toda a invasão terrestre, o mesmo que os soldados israelenses fizeram ao longo da área de Abed Rabbo, e como eles fizeram em toda Gaza. E, como outras casas das áreas ocupadas, residentes que retornaram para seus lares continuam encontrando o desastre do lixo, vandalismo, destruição, dejetos humanos e vários objetos de valores roubados; incluindo telefones celulares, jóias de ouro, dólares americanos e dinares jordanos; e em alguns casos até móveis e televisores usados e descartados em campos que os soldados prepararam do lado de fora das casas ocupadas. Shrater comenta que soldados roubaram cerca de 1 mil dólares americanos e mais 2 mil dinares jordanos (cerca de US$ 2828 dólares) em colares de ouro. Olhando para o lado direito do canto do quarto, Shrater dá passos ao redor de 1.5 m por 1.5 m de depressão no chão, onde azulejos foram arrancados e a camada arenosa da base em baixo foi recolhida. “Eles fizeram sacos de areia perto da janela, usando-a como posição para os atiradores”. Os sacos continuam lá, cheios de roupas e areia. “ Eles usaram as roupas de minhas crianças para o saco dos atiradores”, Shrater exclama. “ As roupas que eles não colocaram nos sacos, eles jogaram na privada”, ele completa.</div>
<p>O pai de Shrater foi raptado de sua própria casa:</p>
<blockquote><p>From the roof we see more clearly the surrounding area where tanks were positioned, the countless demolished and damaged houses and buildings, and bits of shrapnel from the tank missiles. Shrater’s father, 70, is on the roof, and begins to tell of his experience being abducted from his house and locked up with his wife and others for 4 days. “They came to our house there,” pointing to the low-level home which housed he, his wife, and their sheep and goats. “The Israeli soldiers came to our door, yelled at us to come out, and shot around our feet. My wife was terrified. They took all of our money, then handcuffed us. Before they blindfolded us, they let our goats and sheep out of their pens and shot them. They shot 8 dead in front of us.” The elderly Shrater and his wife were then blindfolded and taken to another house where for the next 4 days Israeli soldiers denied him his inhaler for his asthma and his wife her diabetes medications. Food and water were out of the question, and Yousef Shrater’s father says their requests for such were met with soldiers’ retorts ‘No, no food. Give me Hamas, I’ll give you food.’</p></blockquote>
<div class="translation">“Do telhado a gente vê melhor a área ao redor onde os tanques estavam posicionados; os incontáveis edifícios e casas demolidos e danificados, e ainda pedaços de estilhaços deixados pelos mísseis dos tanques. O pai de Shrater, 70, está no telhado, e começa a falar da experiência em ser raptado na própria casa e trancado com sua mulher e outras pessoas por 4 dias. “Eles vieram lá para casa”, aponta para a casa lá em baixo, onde foi o lar dele, da sua mulher, suas ovelhas e bodes. “ Os soldados israelenses vieram à nossa porta, gritaram para nós sairmos, e atiraram perto de nossos pés. Minha mulher estava aterrorizada. Eles levaram todo nosso dinheiro, e depois nos algemaram. Antes de nos vendar, eles deixaram nossos bodes e ovelhas saírem do curral e atiraram nelas. Eles mataram 8 em nossa frente.” O velho Shrater e sua mulher tiveram olhos vendados e foram levados para outra casa, onde pelos próximos 4 dias soldados israelenses privaram ele de seu inalador de asma, e `a sua mulher de remédios de diabetes. Comida e água estavam fora de questão, e o pais de Yousef Shrater comenta que seus pedidos para tanto tinham o sarcasmo com resposta. ‘Não, sem comida. Dê-me o Hamas, e então eu lhe darei comida’.</div>
<p>No blog <em>Tales to Tell</em>, a ativista australiana Sharyn Lock escreve (26 de janeiro) sobre uma conversa com um <a href="http://talestotell.wordpress.com/2009/01/26/26-jan-will-there-be-time-to-recover/">médico</a> [En]:</p>
<blockquote><p>When I saw Dr Halid the other day, on the request of a journalist, I asked him about evidence of the weapon called gbu39 or “dime” (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dense_Inert_Metal_Explosive">dense inert metal explosive</a>) bomb. This is believed to have been used by Israel for the first time in Lebanon in 2006, and now here as well. Dr Halid said the ICU doctors were seeing something new to them: what appeared to be mild external shrapnel injuries coupled with disproportionate massive internal damage.<br />
“There will be small chest wounds, but then the lungs will be destroyed. Or minor abdominal entry wounds but then kidneys and liver destroyed.” I heard today that it seems that the dense metal shrapnel splinters into tiny particles upon entry to the body, which are then carried by the bloodstream, swiftly shredding everywhere they reach. So many patients appear to stabilize, and then die shortly afterwards. As if that wasn’t enough, Lebanon experience suggests that those who do survive experience quick onset of cancer. What kind of mind dreams this stuff up?</p></blockquote>
<div class="translation">Quando eu vi o Dr. Halid outro dia, trabalhando como jornalista, eu perguntei a ele sobre evidências de armas chamadas gbu39 ou bombas “dime” (explosivo de metal inerte denso). Todos acreditam que isto foi usado por Israel no Líbano em 2006, pela primeira vez, e agora aqui também. Dr. Halid disse que médicos de Medicina Intensiva estavam vendo algo novo para eles: o que aparentava ser uma leve lesão externa provocada por estilhaços sem proporção alguma com nenhum dano massivamente interno. “Haverá poucas feridas no tórax, mas depois os pulmões serão destruídos. Ou pequenas feridas na entrada do abdômen, mas depois rins e fígados destruídos”. Eu escutei hoje que parece que esse denso metal se espalha em pequenas partículas entrando no corpo, e depois, carregado pela corrente sanguínea, ele rapidamente deixa em retalhos todo o lugar por onde passa. Muitos pacientes parecem ter uma estabilidade, e depois tem uma morte abrupta. E como se isso ainda não fosse suficiente, experiências do Líbano indicam que aqueles que sobreviveram, tiveram uma experiência inicial de câncer. Que tipo de cabeça idealiza coisas como essa?</div>
<p>Em outra atualização (22 de janeiro), <em>Sharyn</em> conta: sobre <a href="http://talestotell.wordpress.com/2009/01/23/jan-22-amers-story/">a história de Amer</a> [En]:</p>
<blockquote><p>Amer is 29. 14 people from his family were in the house that night, and they were all trying to sleep under their stairs as some sort of shelter. Even though the stairs were partly open to the back yard, the F16 attacks on the house made downstairs seem the safest place. […] Amer didn’t know it yet, but his brother Mohammed had already been killed elsewhere that day, struck by drone rockets.<br />
The Israeli soldiers came to their house at about 5.30am, after the house had been shelled for 15 hours, and immediately opened fire on the family, killing Amer’s father with three shots. Then they told the family to leave. Amer had called an ambulance (which had to turn back after being shot at) and was refusing to leave his father’s body but the soldiers said they would shoot him if he stayed, so they fled 300 yards up the dirt track behind their house, at which point they were shot at again by another group of soldiers. This time Amer’s brother Abdullah was shot, Amer and Shireen’s 6 year old daughter Saja was shot in the arm, and their 1 year old daughter Farah was shot in the stomach. They spent the next 14 hours sheltering behind a small hill of dirt, while the wounded bled, and were not allowed to access help though the soldiers were aware of the injuries. Having no other way to comfort her small daughter, whose intestines were falling out, Shireen breastfed Farah as the little girl slowly bled to death.<br />
After 14 hours, at about 8 in the evening, the soldiers sent dogs to chase them out of their shelter and dropped phosphorous bombs near them, but due to the wounded family members and having bare feet in an area of broken glass and rubble, escape was difficult. The army took the three wounded and put them behind the tanks, and captured Amer, but the rest of the family managed to get away and call the Red Crescent. The ambulance that eventually reached the injured people 7 hours later (driven by my medic friend S) took an hour to find them, and by this time Farah was dead. […] Amer was held for 5 days in army custody (the first 3 without access to food, water, or a bathroom), beaten and tortured, and questioned about resistance activity which he knew nothing about. When he was finally released on the border, the army sent two known collaborators to escort him, so it would look to the resistance fighters like he himself was a collaborator. But the fighters knew who he was and that he was not a collaborator. He tells us:<br />
“I had my four children young, and they gave me the most happiness in my life. I took such good care of them. […] Now my remaining children will not go to sleep without their shoes on, because they think we will have to run for our lives again.”</p></blockquote>
<div class="translation">Amer tem 29 anos. 14 pessoas de sua família estavam na casa `aquela noite, e eles estavam tentando dormir debaixo das escadas, um tipo de abrigo. Apesar das escadas serem um pouco abertas para o jardim dos fundos, os ataques do F16 à casa fizeram com que ali embaixo fosse o lugar mais seguro. [&#8230;] Amer ainda não sabia disso, mais seu irmão Mohammed já havia sido morto em algum lugar, atingido por um míssil controlado por longa distância. Os soldados israelenses vieram para a deles lá pelas 5.30 da manhã, depois da casa já ter sido destroçada por 15 horas, e começaram a atacar a família imediatamente, matando o pai de Amer com três tiros. Depois eles falaram para a família para irem embora. Amer tinha chamado uma ambulância (a qual teve que voltar depois ter sido alvo de tiros) e estava recusando a deixar o corpo do pai, mas os soldados disseram que também atirariam dele se ele permanecesse, então eles fugiram 300 jardas (um pouco mais de 300 metros) à cima de uma trilha suja, atrás da casa deles, onde novamente eles foram alvo de tiros de outro grupo de soldados. Nessa hora, Abdullah, irmão de Amer era morto, Amer e a irmã de Shireen de anos de idade, Saia, levavam tiros nos braços, e a irmã de 1 ano, Farah recebia tiros no estômago. Eles passaram as próximas 14 horas abrigados atrás de um barranco sujo, enquanto sangravam feridos, e não eram permitidos a pedirem socorro, apesar dos soldados saberem que eles estavam feridos. Não tendo outra maneira de confortar sua pequena irmã, que tinha o intestino saindo às vistas, Shireen amamentou Farah, enquanto a pequenina sangrava aos poucos até a morte. Depois de 14 horas, umas 8 da noite, os soldados soltaram cachorros para rastreá-los no abrigo e lançaram bombas de fósforo branco perto deles, mas por causa dos membros feridos da família e tendo pés descalços em uma área com escombros e vidros quebrados, escapar era difícil. O exército levou os três feridos e os colocaram atrás do tanque, e capturaram Amer, mas o restante da família conseguiram fugir e chamar o Crescente Vermelho (Palestinian Red Crescent Movement). A ambulância que finalmente conseguiu chegar para os feridos 7 horas mais tarde (dirigida pelo meu amigo médico S) levou uma hora para achá-los, em uma altura dessas Farah estava morta. [&#8230;] Amer foi mantido preso por 5 dias sob custódia do exército (os primeiros 3 dias sem direito a comida, água ou banheiro), espancado e torturado, foi interrogado sobre movimentos de resistência que ele não sabia nada sobre. Quando ele foi finalmente solto na fronteira, o exército enviou dois colaboradores para escoltá-lo, pois assim ficaria parecendo para os militantes da resistência que ele mesmo era um colaborador. Mas os militantes sabiam quem ele era e que ele não era colaborador nenhum. Ele nos fala: Eu tive meus quatro filhos bem jovem, e eles me deram a maior felicidade em minha vida. Eu cuidei tão bem deles. [&#8230;] Agora os filhos que me restaram não irão dormir sem tirar os sapatos, porque eles pensam que teremos que correr de novo para salvar nossas vidas”.</div>
<p><em>Mohammed Ali</em>, que trabalha para a NGO Oxfam, escreve no blog da Oxfam (20 de janeiro) sobre <a href="http://www.oxfam.org.uk/applications/blogs/pressoffice/?p=3356">as crianças de sua irmã </a>[En]:</p>
<blockquote><p>My sister will not leave her house; she is still scared that something terrible might happen if she steps out of her front door. Since the ceasefire started, she has encouraged her children to return to sleeping in their beds. She awoke this morning to find her kids curled together in the centre of the living room, like they had been doing for the last three weeks. It will take them weeks, months if not years for their wounds caused by this conflict to heal.</p></blockquote>
<div class="translation">Minha irmã não ira deixar a casa dela; ela continua com medo que algo terrível irá acontecer se ele pisar os pés fora de casa. Desde que o cessar fogo começou, ela tem incentivado seus filhos para voltarem a dormir em suas camas. Ela acordou essa manhã e encontrou as crianças agarradas umas as outras na sala, como elas haviam feito nas três últimas semanas. Levará semanas, meses, e quem sabe anos para eles terem as feridas causadas por esse conflito então saradas.</div>
<p>Natalie Abou Shakra, uma ativista libanesa, posta no <em>Moments of Gaza</em>; em uma atualização escrita em 20 de janeiro onde descreve a visita de Dr. Imad, <a href="http://gaza08.blogspot.com/2009/01/natalie-abou-shakra-becoming-true.html">professor de microbiologia</a> [En]:</p>
<blockquote><p>As I get into Imad&#39;s living room I see a painting of a woman, with traditional Palestinian attire, pink (remember that the colour pink is targeted by the Israeli Occupation Forces… pink pajamas… especially children in pink pajamas)… the painting was on the floor, and there was a hole in the wall where it used to hang… it was a beautiful painting… vibrant and full of life… perhaps, that is why it was targeted. On another wall, there was a photo of a man and woman in an intimate position, kissing… I stood in front of it. Don&#39;t we have the right to love and intimacy too? We want the right to love and intimacy too… They bombed two bedrooms, and the holes were just above the beds… the ruins were all on the bed. Intimacy… ‘love&#39;… sex… destroyed. A society whose right to develop [has been] hindered, obstructed.</p></blockquote>
<div class="translation">Enquanto eu entrava na sala de Imad, eu podia ver a pintura de uma mulher com roupas tradicionais da Palestina, rosa (lembre-se que a cor rosa é alvo das Forças de Ocupação de Israel&#8230; pijamas de cor rosa&#8230;especialmente crianças em pijamas cor-de-rosa)&#8230; o quadro estava na parede, e tinha um buraco na parede onde ele costumava star pendurado&#8230;era uma pintura muito bela&#8230;vibrante e cheia de vida&#8230;talvez, seja esse motivo pelo qual foi atingido. Em outra parede, tinha a foto de um homem e de uma mulher em uma posição íntima, se beijando&#8230;Eu fiquei em pé, olhando. Nós também não temos o direito da intimidade e do amor? Nós queremos o direito de amar e da intimidade também&#8230;Eles bombardearam dois quartos, e os buracos estavam apenas em cima das camas&#8230;as ruínas estavam em todo o quarto.Intimidade&#8230; ‘amor’&#8230;sexo&#8230;destruídos. O direito de se desenvolver de uma sociedade [tem sido] foi impedido, obstruído.</div>
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		<title>Japão, Brasil: Centenário da Imigração Japonesa</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Dec 2008 18:21:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em junho de 1908, o navio japonês Kasato Maru atracou no Porto de Santos, em São Paulo, após 52 dias de viagem, trazendo as primeiras famílias japonesas ao Brasil. Cem anos depois, e após um difícil processo de adaptação, japoneses e nipo-brasileiros refletem nessa mistura cultural que atravessa oceanos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/scilla-alecci/">Scilla Alecci</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/12/20/japan-brazil-a-centenary-of-japanese-immigration-to-brazil/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>Em junho de 1908, o navio japonês <a href="http://ja.wikipedia.org/wiki/%E7%AC%A0%E6%88%B8%E4%B8%B8100">Kasato Maru</a> (笠戸丸 ) [jp] atracou no Porto de Santos, em São Paulo, após 52 dias de viagem, trazendo as primeiras famílias japonesas ao Brasil. A jornada tinha começado em 28 de abril do mesmo ano, quando 781 fazendeiros japoneses deixaram o Porto de Kobe após decidirem se mudar para o outro lado do oceano em busca de melhores condições de vida.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-54245" title="kasato-maru" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/kasato-maru.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><small>Kasato Maru no Porto de Santos, foto da coleção de Laire José Giraud.<br />
</small></p>
<p>Desde aquele dia, a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imigra%C3%A7%C3%A3o_japonesa_no_Brasil">comunidade japonesa no Brasil</a> só cresceu, ano após ano, especialmente durante os anos de guerra. No entanto, o processo de integração dos imigrantes japoneses à cultura brasileira não foi apenas longo e difícil, as relações dentro da própria comunidade japonesa eram também muito complicadas, devido às formas diferentes como a distância da terra natal, a capacidade e vontade de se adaptar ao novo país afetaram cada indivíduo.</p>
<p>Parupalo Oyaji (パルパロおやじ) do blogue <a href="http://ameblo.jp/titoparupalo/day-20070816.html">Paruparo Weblog</a> [ja] analisa alguns dos eventos históricos que descrevem bem a complexidade da situação dos imigrantes japoneses durante a guerra.</p>
<blockquote><p>１９４１年に開戦した日米間の戦争、太平洋戦争ではブラジルに移民した日本人たちにとっても深刻な問題を引き起こしまし た。ブラジルが連合国側についたため、現地にいた日本人は敵性外国人になってしまったのです。ただ、不幸中の幸いは、米国やペルー在住の日本人たちのよう に強制収容所には収監されずに済んだことです。それでも、敵性外国語である日本語の使用は禁止され、日本語で書かれた新聞・雑誌の配布が禁止されました。</p></blockquote>
<div class="translation">Em 1941, quando a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_do_pac%C3%ADfico">Guerra do Pacífico</a> (Conflito Japão-EUA) tinha acabado de ser desencadeada, um problema sério surgiu para os imigrantes japoneses no Brasil. Como o Brasil ficou do lado dos Aliados, os japoneses vivendo no país começaram a ser vistos como inimigos. Bem-aventurados em seu infortúnio, eles pelo menos não acabaram nos <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Japanese_American_internment">campos de concentração</a> [en] como seus compatriotas presos nos Estados Unidos ou Peru. O idioma, no entanto, foi banido e a publicação e distribuição de jornais e revistas em japonês foram proibidas. […]</div>
<p>Em 1945, o Japão se rendeu aos Estados Unidos e a Segunda Guerra Mundial chegou ao fim. Mas para 80% da comunidade japonesa no Brasil, o Japão tinha ganhado a guerra. Parupalo Oyaji continua explicando esse lado sombrio da história:</p>
<blockquote><p>戦争の結果について、日系人社会が二分されてしまったのです。一つは「敵国からの情報を信じてどうする？日本が負けるわけ はない」という「勝ち組」。他方は、冷静に事実を受け止めて日本の敗戦を認識していた（ポルトガル語がわかる人たちで日本が不利な状況であるという途中経 過についても認識していた）という「負け組」でした。<br />
「勝ち組」のなかでも特に過激だったのが「臣道聯盟」という国粋主義的団体で、ついには「負け組」のメンバーを「国賊」として処罰するという武力行使に及 んだのでした。この抗争は次第に激化し、翌年ブラジル軍事警察によって「臣道聯盟」が壊滅されるまで、２３名もの死者を出してしまったのです。外国の地 で、本来は助け合わなければならない日本人同士が「殺し合い」をするという大変悲しい事件が起きてしまいました。</p></blockquote>
<div class="translation">Como resultado da guerra, a comunidade japonesa se dividiu em <a href="http://209.85.129.132/search?q=cache:yiO9Wyic5xkJ:www.dialogos.uem.br/include/getdoc.php%3Fid%3D154%26article%3D51%26mode%3Dpdf+1941+japanese+in+brazil+shindo+renmei&amp;hl=ja&amp;ct=clnk&amp;cd=9">dois grupos</a><em> </em>[en, pdf file]<em>. </em>A facção dos<em> <a href="http://ja.wikipedia.org/wiki/%E5%8B%9D%E3%81%A1%E7%B5%84">kachigumi </a></em><a href="http://ja.wikipedia.org/wiki/%E5%8B%9D%E3%81%A1%E7%B5%84">(vitoristas)</a> <em>[jp] </em>que pensava “como se pode acreditar nas notícias que recebidas dos inimigos? O Japão não pode ser derrotado” e, do outro lado, a facção <em>makegumi </em>(derrotistas) dos que aceitaram a derrota do Japão e entendiam que a situação tinha começado com a Guerra Fria (muitos deles na verdade entendiam português e podiam também compreender o processo que colocou um fim à guerra).<br />
Dentre o grupo dos <em>vitoristas</em>, havia uma facção particularmente extremista e nacionalista chamada de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Shindo_Renmei">Shindô Renmei</a> [literalmente “Liga do Caminho dos Súditos”] que considerava os membros do grupo <em>derrotista</em> traidores, e começou uma ação militar para eliminá-los. No ano seguinte, com a intensificação do conflito entre os grupos, a Liga do Caminho dos Súditos foi reprimida por intervenção militar brasileira. Vinte e três pessoas morreram. Coisa muito triste: em uma terra estrangeira, onde os compatriotas japoneses deveriam cuidar uns dos outros, eles estavam se matando.</div>
<blockquote><p>これだけの騒動を起こしてしまったのですから、当然のこと「日本人移民の受け入れ」は禁止されましたが、１９５２年から再び解禁となり、その後も１９７０年頃まで移民が続けられました。<br />
日本から移民した総数は２５万人、今でも６万人を少し下回る数の一世（日本人）がブラジルに暮らしています。<br />
また、ブラジルのいわゆる日系人と言われる人たちは、２世から５世まで含めて１５０万人という海外日系社会最大規模を誇っています。</p></blockquote>
<div class="translation">Por causa desses acontecimentos, a admissão de imigrantes japoneses foi interrompida; ela recomeçou em 1952 e continuou até os anos 70.<br />
No total, o número de imigrantes japoneses no Brasil chega a 250 mil e mesmo agora há cerca de 60 mil japoneses da primeira geração ainda morando no Brasil.<br />
Mas se você levar em consideração os Nipo Brasileiros, da segunda à quinta geração, são 1,5 milhão de pessoas que orgulhosamente formam a maior comunidade japonesa do mundo.</div>
<p><strong>Ano do Intercâmbio Brasil-Japão</strong></p>
<p>Como acordado <a href="http://www.jbic.go.jp/en/report/jbic-today/2008/01/02/index.html">em 2004</a> pelo ex-primeiro ministro japonês Junichiro Koizumi e presidente brasileiro Lula da Silva, 2008 foi escolhido o Ano do Intercâmbio Brasil-Japão e <em></em>durante esse perído vários eventos culturais foram promovidos para celebrar o centenário da imigração japonesa no Brasil.</p>
<p>Takanori Kurokawa, blogueiro japonês morando no Recife para estudar português, <a href="http://recife-brasil.blogspot.com/2008/12/feira-japonesa.html">descreve um festival japonês</a> organizado em comemoração ao Centenário da Imigração Japonesa no Brasil.</p>
<blockquote><p>11月最後の日曜日でした。<br />
毎年この日にはレシーフェのフェイラ・ジャポネーザ（日本語では日本市になります）というが開催されるのですが、今年も盛大に開かれました。<br />
今年は日系移民100周年ということでレシーフェの日本人会や日本人、日系人が関わる団体、会社など力を入れていたようです。<br />
レシーフェに住む日系人の数はサンパウロ、パラナーに比べれば圧倒的に少ないので、このお祭りもたいしたことないんじゃないかと思っていたんですが、これが結構すごかったんですよ！<img class="aligncenter size-medium wp-image-54247" title="japanese market" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/c3a6e28094c2a5c3a6oec2acac2b8e2809aaefbfbdc2aeec2b3c2a5ac2b1e280a6.jpg" alt="" width="512" height="384" /></p></blockquote>
<div class="translation">No último domingo de novembro, como acontece todos os anos nesse dia, aconteceu a <em>Feira Japonesa in Recife</em>, mas esse ano foi mesmo em grande estilo.<br />
Como nesse ano estamos celebrando o centenário da imigração japonesa no Brasil, muitas organizações japonesas, grupos e empresas nipo-brasileiros deram suas contribuições.<br />
A quantidade de nipo-brasileiros morando no Recife, em comparação com São Paulo ou Paraná, é muito pequena, então achei que esse festival não seria tão especial, mas tive que mudar de idéia, foi bem impressionante!</div>
<blockquote><p>会場となった旧市街地の一角は所狭しと屋台が並び、入り口には大きな鳥居が。<br />
日本文化を紹介するコーナー、食べ物のコーナー、手芸品やお土産のコーナーの3つに分かれていました。<br />
[…]あとすごかったのはアニメのコーナーです。日本のサブカルチャーとして大人気のアニメですが、当日はマンガを売る屋台や、コスプレグッズの屋台、ゲームの屋台もありました。<br />
僕の知っているマンガのコスプレ、知らないマンガのコスプレをしたブラジル人でいっぱいでした。</p></blockquote>
<div class="translation">No centro antigo da cidade, onde o festival aconteceu, estandes foram alinhados um atrás do outro, e um <em>torii </em>[portal na entrada do tempo xintoísta] foi colocado na entrada principal… depois três esquinas: a esquina da cultura japonesa, a da comida e a do artesanato. […] A esquina do <em>anime</em> estava também bem bacana. <em>Anime</em> parece ser um produto muito popular da sub-cultura japonesa e naquele dia tinha barracas vendendo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mang%C3%A1s">mangá</a> ou <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cosplay">cosplay</a> [literalmente &#8220;fantasia”] ou jogos e tinha um monte de brasileiros vestidos em fantasias inspiradas por mangás, alguns que eu conhecia, outros não.</div>
<p><strong>Imigração Brasileira no Japão<br />
</strong></p>
<p>Enquanto nas primeiras décadas do século XX muitos japoneses imigraram para o Brasil em busca de trabalho, a <a href="http://www.un.org/esa/population/meetings/IttMigLAC/P11_Higuchi.pdf">tendência migratória</a> [en, pdf] mudou nos anos 90 e muitos nipo-brasileiros imigraram do Brasil para o Japão, vindo a formar a categoria chamada de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dekasseguis_brasileiros">dekassegui</a> (出稼ぎ, literalmente “trabalhando distante de casa”). No final dos anos 80, quando o Japão já tinha se tornado um dos países mais ricos do mundo, o ministro do trabalho japonês começou a facilitar a entrada de trabalhadores descendentes de japoneses, garantindo a eles vistos de trabalho para suprir a falta de trabalhadores para as chamadas profissões “<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dirty,_Dangerous_and_Demeaning">sujas, perigosas e degradantes</a>” [en].</p>
<p>Hoje em dia, existem 300 mil nipo-brasileiros (日系人, Nikkei-jin) morando no Japão e a maioria deles trabalha na <a href="http://www.nytimes.com/2008/11/02/world/asia/02japan.html?partner=rssnyt">indústria automobilística</a> [en] normalmente como empregados temporários e sob condições insalubres.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/OqdMsptga1E&amp;hl=it&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/OqdMsptga1E&amp;hl=it&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<small> Trailer do documentário <a href="http://umsenhordobrasil.sblo.jp/article/23046447.html">Brazil Kara Kita Ojiichan </a> (ブラジルから来たおじいちゃん, “Um Senhor do Brasil: visitando brasileiros no Japão”), sobre Ken’ichi Konno (紺野堅一), um japonês de 92 anos que imigrou ao Brasil 73 anos atrás.</small></p>
<p>No blogue <a href="http://blog.canpan.info/nikkei/category_3/">Raten Nikkei Ryugakusei</a> (ラテン日系留学生), que junta vozes de nipo-americanos, Patricia Yano (矢野パトリシア) escreve suas reflexões quanto à identidade nipo-brasileira que carrega.</p>
<blockquote><p>私は日系2世です。小さい頃から日系人社会とブラジル人社会の両方を経験しています。日本人の祖父母からいろいろ学んで、日系人であることを誇りに思っています。</p></blockquote>
<div class="translation">Eu sou <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nissei">nissei</a> [segunda geração] e desde criança convivo tanto com a cultura japonesa quando a brasileira. Aprendi muito com meus avós japoneses, e tenho orgulho de ser nipo-brasileira.</div>
<blockquote><p>[…]ブラジルでは日系人コミュニティは2%を超えませんが、日系人コミュニティをポジティブな少数派として認められてい る。しかし、日本にいるブラ ジル人は、ネガティブな少数派の特集を抱えている。この両面的な特徴を抱えている日系ブラジル人のアイデンティティはどうなるであろう。<br />
自分自身は、日本とブラジルの文化を自分のアイデンティティに統合しました。しかし、両アイデンティティを統合するプロセスは簡単なものではありませ ん。ブラジルにいると「日本人」と呼ばれます。日本に来ると「ガイジン」と呼ばれます。つまり、ポジティブな少数派からネガティブな少数派に変わります。<br />
留学生として来日する日系ブラジル人は、もしかしたら、このアイデンティティの変化を特に感じないかも知れません。しかし、デカセギとして来日する日系 ブラジル人はもっと感じる傾向があります。[…]</p></blockquote>
<div class="translation">No Brasil, a comunidade nipo-brasileira representa apenas 2% [de toda a população] mas é reconhecida como minoria de uma forma positiva. Por outro lado, não é o mesmo para os brasileiros morando no Japão. Me pergunto por que a identidade nipo-brasileira tem duas caras…<br />
Pessoalmente, minha identidade consiste de ambas as culturas, japonesa e brasileira. No entanto, o processo que me trouxe a pensar dessa forma não foi fácil. Quando estou no Brasil, sou chamada de “Japonesa” e quando estou no Japão sou chamada de “gaijin” [forasteira]. Em outras palavras, a forma como me consideram um indivíduo pertencente a uma minoria muda de positiva para negativa.<br />
Os nipo-brasileiros que vêm ao Japão estudar talvez não se sintam dessa forma, mas os <em>dekasegis</em>, gente que vem para trabalhar, se sentem. […]</div>
<blockquote><p>ブラジルに移住した日本人は、ブラジルで努力をして、ブラジルの社会でポジティブなイメージを形成しました。それで、日本 に住んでいる日系ブラジル人は、どのように日本でポジティブなイメージを形成できるであろう。それで私は感じました。日系人は様々なアイデンティティを 持っており、多様性のあるグループだと思います。 […]<br />
日本人移民の百周年記念の今年に、教育を通じて、様々なことを学ぶべきだと思います。例えば、日本人の子どもに移住の歴史を教えることは重要です。[…]</p></blockquote>
<div class="translation">No Brasil, os japoneses, através de seu esforço, conseguiram criar uma imagem positiva deles dentro da sociedade brasileira. Como os brasileiros no Japão poderiam fazer o mesmo aqui?<br />
Foi isso que pensei. Os Nipo-Brasileiros têm várias identidades e representam inúmeros grupos. Nesse ano, que é o centenário da imigração japonesa no Brasil, a gente deveria focalisar na educação e aproveitar a oportunidade para aprender. Para começar, em minha opinião, é muito importante que os filhos daqueles imigrantes japoneses conheçam essa história.</div>
<p>No mesmo blogue, Neide Ayumi Kuzuo (葛尾　あゆみ　ネイデ), apresenta o último livro que ilustrou, chamado “Me, EU” (ぼく・ＥＵ), cujo protagonista é um garoto <em>sansei</em> [terceira geração] que se interroga sobre sua identidade, onde ela descreve suas memórias como filha de imigrantes japoneses.</p>
<blockquote><p>三年間愛知県でブラジル人語学相談員をした時に、主に小学校と中学校合わせて４０校以上を訪問しました。入学式から卒業式まで参加しました。</p></blockquote>
<div class="translation">Eu trabalho como conselheira de idioma brasileiro há 3 anos na Prefeitura de Aichi e em meu trabalho já visitei mais de 40 escolas primárias e secundárias. Participo de cerimônias de entrada e graduação.</div>
<p>[…]</p>
<blockquote><p>外国籍の子どもたちの相談に接していると、私自身の、子どものころの出来事が思い出されます。父が、「ブラジル人はすぐ嘘 をつく。理由なしに仕事を休んで は、次の日にわかりきった嘘をつく。借金が多くあっても平気だ。一年かけてためたお金をカーニバルの一週間で全部使ってしまう。借金までして遊びに行くな んて、信じられん。」とか、「手が早いのには参ったよ。置いてある物は全てもらっていいものだとおもっている。懸命に植えたものを平気で盗んでいく。文句 を言いに行ったら、『食べ物や果物は全て神の物であり、神の物は誰の物でもない、皆の物である』という。神だと、何を言っているのだ。俺が植えたんだ！｣ とカッカして帰ってきたのを今でも忘れられません。</p></blockquote>
<div class="translation">Falar com essas crianças me lembra de quando eu tinha a idade delas. Meu pai costumava reclamar e dizer: “Os brasileiros mentem facilmente. Eles faltam um dia de trabalho sem motivo nenhum e no dia seguinte dão desculpas que são obviamente mentiras. Eles não se importam se ficam endividados na semana de carnaval e acabam gastando o dinheiro ganho no ano inteiro. Se divertir a ponto de acumular dívidas. Não dá para acreditar”.<br />
Ainda hoje me lembro quando ele voltou para casa um dia, incendiado de raiva, e disse: “Não sabia que eles tinham dedos tão leves. Basta colocar algo em algum lugar e eles acham que é deles. Roubam sem problema algum o que você plantou com o maior esforço e se você reclamar, dizem &#8220;Comida e frutas pertencem a Deus, as coisas de Deus não pertencem a ninguém mas a todos&#8221;. Deus?! Que diabos você está falando? Eu plantei aquelas coisas!”</div>
<blockquote><p>このように、父がブラジルのことを悪く言うたびに、心の中で、その都度、<br />
「ではなぜブラジルにいるの？何でブラジルに来たのよ?」<br />
「私も日本人の顔や形をしているのだから、日本で生まれたかったよ。日本の小学校に通いたかったよ」<br />
「『目を開けろよ、日本人！』なんて目の形のことで知らない人から歩道でからかわれたりしないですむのに・・・」<br />
とずっと思っていましたが、一度もこの気持ちを打ち明けたことがありません。</p></blockquote>
<div class="translation">Daí, toda vez que meu pai falava mal do Brasil, dentro de mim eu me perguntava &#8220;Por que você está no Brasil então? Por que veio” e pensava, “Eu mesma tenho uma aparência japonesa e preferiria ter nascido no Japão. Queria frequentar uma escola japonesa!”, ou “[Se eu tivesse morando no Japão] eu poderia andar nas ruas sem ser provocada por causa do formato de meus olhos por alguém completamente estranho dizendo “Abra os olhos, japa!”…. Mas nunca extravasei esses sentimentos.</div>
<blockquote><p>又、学校でも「アクセントがおかしいよ。こう言うのよ。直しましょうね。と先生にいつも注意されるのいやだよ」「音読が一番きらいだよ」「学校で、年に一 回の祭り、参加したいよ」とも一度も訴えたことはありませんでした。[…]<br />
もう一方では、ブラジルの文化や習慣などに触れることも多くありました。特に家族愛というような、愛情の表現のしかたが一番好きでした。それに、全てに臨機応変で、心で動き、感情豊かで、陽気さの中で育ちました。</p></blockquote>
<div class="translation">E na escola quando eles [repetiam] “Seu sotaque é estranho. É assim que se pronuncia. Vamos corrigir.” Eu nunca reclamei com meus pais dizendo “Odeio tomar carão do professor todas as vezes”, “Odeio ler em voz alta”, “Também quero participar do festival anual da escola!”.<br />
[…] Por outro lado, eu tive a oportunidade de conhecer a cultura e os costumes brasileiros. E o que eu mais gostei é a forma como eles expressam carinho, especialmente em suas famílias. Além disso, o ambiente onde cresci era alegre, cheio de emoções e era considerado normal demonstrar espontaneidade em todas as ocasiões.</div>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-54249" title="japoneses_no_brasil" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/japoneses_no_brasil.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><small>Família de imigrantes japoneses no Brasil, imagem da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/File:Japoneses_no_brasil.jpg">Wikipédia</a>.</small></p>
<div class="contributors">Em colaboração com <a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>.</div>
</div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>República Democrática do Congo: Blogando da Zona de Guerra</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/11/13/republica-democratica-do-congo-blogando-da-zona-de-guerra/</link>
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		<pubDate>Thu, 13 Nov 2008 21:02:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dominguezvaleska</dc:creator>
				<category><![CDATA[D.R. of Congo]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Etnicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
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		<category><![CDATA[Rwanda]]></category>
		<category><![CDATA[Sub-Saharan Africa]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Os seguintes relatos foram feitos por testemunhas oculares que blogam da região leste da República Democrática do Congo, e falam sobre a situação nessa parte do país depois dos choques recentes entre rebeldes, forças do governo e as forças das Nações Unidas.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/ndesanjo-macha/">Ndesanjo Macha</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/dominguezvaleska/'>dominguezvaleska</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/10/31/dr-of-congo-blogging-from-the-war-zone/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Os seguintes relatos foram feitos por testemunhas oculares que blogam da região leste da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Democratic_Republic_of_the_Congo">República Democrática do Congo</a>, e falam sobre a situação nessa parte do país depois dos <a href="http://uk.news.yahoo.com/18/20081029/twl-fresh-fighting-erupts-near-dr-congo-696b303.html">choques recentes entre rebeldes, forças do governo e as forças das Nações Unidas</a>.</p>
<p><a href="http://gorilla.cd/2008/10/29/fighting-closes-in-on-goma/">A situação em Goma</a>:</p>
<blockquote><p>The situation is degrading fast. There has been a lot of shooting in town until about 40 minutes ago. Since then, there is silence. You could hear a pin drop. Rumours are rife, but there are some confirmed reports of CNDP rebels on the outskirts of town. MONUC is evacuating their staff to Rwanda.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;A situação está se deteriorando rapidamente. Muitos tiroteios foram ouvidos na cidade até cerca de 40 minutos atrás. Desde então, só há silêncio. Você poderia escutar um alfinete cair. Inúmeros rumores estão em circulação, mas existem alguns relatos confirmados sobre o posicionamento de rebeldes do CNDP (Congresso Nacional para a Defesa do Povo) nos arredores da cidade. A MONUC (Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo) está evacuando sua equipe para Ruanda&#8221;.</div>
<p>O exército congolense <a href="http://gorilla.cd/2008/10/29/chaos-in-goma-as-military-flee-rebels/">desistiu completamente</a>:</p>
<blockquote><p>It’s total chaos in Goma. I am being told, through various phone calls and text messages, that the army have now laid down their weapons at Kibumba, 12 miles north of Goma, and are fleeing the rebels. In other words they have totally given up. Some of the soldiers are running/driving/zooming on motorbikes through town towards the west, Sake, and they are going past my house.<br />
The governor of North Kivu has apparently also left town.<br />
Now there is only the UN peacekeeping forces stopping Nkunda’s rebels from taking Goma.</p>
<p>There is lots and lots of speculation right now - and panic. I will keep you posted.<br />
I just got back from the Ranger camp and was about to work with Innocent to report that we have found 3 more Rangers - which of course is fantastic news. One was severely beaten by the military and getting medical treatment, and the other 2 are exhausted - but at least we found them.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Em Goma, é o caos absoluto. Recebi vários telefonemas e mensagens de texto contando que o exército depôs as armas em Kibumba, 12 milhas ao norte de Goma, e que os militares estão fugindo dos rebeldes. Em outras palavras, eles desistiram completamente. Alguns dos soldados atravessam a cidade correndo, outros dirigindo veículos, ou zunindo em suas motocicletas na direção oeste, Sake, e eles estão passando pela minha casa.<br />
Aparentemente, o governador de Kivu Norte também deixou a cidade.<br />
Agora só existem as forças de paz da ONU impedindo que os rebeldes de Nkunda tomem Goma.<br />
Há muitas e muitas especulações no momento - e pânico. Continuarei postando para manter vocês atualizados.<br />
Acabei de voltar do acampamento dos guardas florestais e estava me preparando para trabalhar com Innocent para contarmos que encontramos três outros guardas florestais - o que, claro, é uma notícia fantástica. Um havia sido gravemente espancado pelos militares e recebia cuidados médicos, e os outros dois estavam exaustos - mas pelo menos nós os encontramos&#8221;.</div>
<p>Jean Claude e seus colegas em <a href="http://tshiaberimu.wildlifedirect.org/2008/10/29/fighting-in-eastern-dr-congo/">Monte Thsiaberimu</a>:</p>
<blockquote><p>Hello this is Jean Claude. At the moment we are safe at Mount Thsiaberimu but we are very concerned about the security situation at Goma.<br />
I am at Kyondo at the moment and rebels have started to walk around. I have asked all staff to be very careful.<br />
This morning I spoke to my colleague Henry who is in Goma. He had an ok night but there is fighting between the rebels and the Congolese army at Kibumba, just 30km from Goma. Gorilla Organization staff are staying in their homes for now but are keeping a very close eye on situation and an evacuation plan is in place should they need it.<br />
Some Gorilla Organization partners are based in Rutshuru (between Goma and Mt Tshiaberimu) which is now under control of the Nkunda’s rebels. We had contact with staff there yesterday but today we have lost contact. We think they may have fled towards Uganda for safety.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Alô, aqui é Jean Claude. No momento estamos a salvo no Monte Thsiaberimu, mas estamos muito preocupados com a segurança em Goma.</div>
<p>Estou em Kyondo no momento e os rebeldes começaram circular pelo local. Pedi a toda a equipe que tivesse muito cuidado.<br />
Hoje de manhã falei com meu colega Henry, que está em Goma. Ele passou a noite bem, mas há combates entre os rebeldes e o exército congolense em Kibumba, a apenas 30 quilômetros de Goma. Os funcionários da Organização Gorilla permanecem em suas casas por enquanto, mas estão observando a situação atentamente e um plano de evacuação já foi preparado, caso isso seja necessário. Alguns parceiros da Organização Gorilla estão baseados em Rutshuru (entre Goma e o Monte Thsiaberimu), que agora está sob o controle dos rebeldes de Nkunda. Ontem fizemos contato com a equipe de lá, mas hoje perdemos. Achamos que talvez tenham fugido na direção de Uganda, em busca de segurança&#8221;.</p>
<p>Algumas reações ao post de Jean:</p>
<blockquote><p>Christine C., on 29 Oct 2008<br />
Jean Claude — my thoughts and prayers are with all of you…I know it is not much, but I suppose it is the best any of us can do from so far away. I hope to God that those who have the power, come to Congo’s aid very soon…It is horrifying to think about what the rebels have managed so far.<br />
Virginia, on 29 Oct 2008<br />
Jean Claude, I am very sorry to hear about this horrendous news. Please stay safe. I will be in Bukavu in 2 weeks time. Are you coming south?<br />
Peter, on 29 Oct 2008<br />
I have worked in Goma and East Kivu from 1994-1999 and know the region and its people well.<br />
I am sorry you all had to go through this pain of civil war and unrest once again…!<br />
Stay safe!<br />
Annie, on 29 Oct 2008<br />
Yes…..please stay safe……this is just terrible for all of you! I don’t want anything happening to any of you! You have all worked so hard!</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Christine C., em 29 out 2008<br />
Jean Claude - meus pensamentos e orações estão com todos vocês&#8230; Sei que não é muito, mas acredito que seja o melhor que qualquer um de nós possa fazer, estando tão longe. Peço a Deus que aqueles com poder para agir venham em socorro do Congo muito em breve&#8230; É apavorante pensar no que os rebeldes conseguiram fazer até agora.<br />
Virginia, em 20 out 2008<br />
Jean Claude, estou tão triste por saber dessas notícias horríveis! Por favor, mantenham-se em segurança. Estarei em Bukavu dentro de duas semanas. Você vem para o sul?<br />
Peter, em 29 out 2008<br />
Trabalhei em Goma e em Kivu Leste de 1994 a 1999, e conheço bem a região e o seu povo.<br />
Sinto muito que vocês todos tenham que passar mais uma vez por toda a dor de uma guerra civil e dos tumultos!&#8230;<br />
Mantenham-se em segurança!<br />
Annie, em 29 out 2008<br />
Sim&#8230; por favor, mantenham-se em segurança&#8230;o que vocês todos estão passando é simplesmente terrível! Não quero que nada lhes aconteça! Vocês todos têm trabalhado tanto!&#8221;</div>
<p><a href="http://gorilla.wildlifedirect.org/2008/10/26/rebels-take-over-rumangabo-again/">Os combates </a>em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Rumangabo">Rumangabo</a>, uma base militar ao norte de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Goma">Goma</a>:</p>
<blockquote><p>Fighting at Rumangabo started at 0400 today between the rebels of Laurent Nkunda and the army. It has now totally engulfed the park station and our Rangers have been forced to flee into the forests for their lives. The rebels now are the only occupants of the park station at Rumangabo. This has never happened before. This is a serious time. We need to get our 50+ Rangers back to safety in Goma, 45km south of Rumangabo. The main road is blocked because of the fighting so they are walking through the forests of the park south, to Kibumba, about 20km away, where we aim to pick them up in trucks. We are trying to maintain phone contact but they don’t have much battery life in their phones.<br />
Emmanuel has made an appeal on Gorilla.cd and any donations made here will go directly to support these rangers during these difficult times. I’ve spoken to some friends on the ground who say that the situation is extremely bad.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Hoje em Rumangabo, os combates entre o exército e os rebeldes de Laurent Nkunda começaram às 4 horas. Agora a luta já envolveu completamente a área da sede do parque, e nossos guardas florestais foram forçados a fugir floresta adentro para salvar suas vidas. Os rebeldes são agora os únicos ocupantes da sede do parque em Rumangabo. Isso nunca aconteceu antes. São tempos duros. Precisamos trazer com segurança os nossos mais de 50 guardas florestais de volta para Goma, que fica a 45 quilômetros ao sul de Rumangabo. A estrada principal está bloqueada por causa dos combates, por isso os guardas estão caminhando por dentro da floresta rumo ao sul, para Kibumba, a cerca de 20 quilômetros de distãncia, onde pretendemos apanhá-los com caminhões. Estamos tentando manter contato telefônico, mas a bateria de seus celulares está acabando&#8221;.<br />
Emmanuel fez um apelo no Gorilla.cd, e qualquer doação realizada servirá diretamente para ajudar os guardas florestais durante esses tempos difíceis. Falei com alguns amigos no local que dizem que a situação é extremamente ruim.</div>
<p><a href="http://gorilla.cd/2008/10/09/video-todays-fighting-in-rumangabo/">Aqui está um registro em vídeo </a>da situação em Rumangabo:</p>
<blockquote><p>I am back in Goma and to be honest too tired to explain our day in Rumangabo.<br />
So I will let Balemba do the talking, in this video I filmed this morning</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Voltei a Goma e, para ser honesto, estou cansado demais para explicar como foi nosso dia em Rumangabo.<br />
Por isso, deixarei que Balemba conte tudo, neste video que fiz hoje de manhã&#8221;.</div>
<p>Pessoas que assitiram estão reagindo às imagens:</p>
<blockquote><p>lisah Says: 9 Oct 2008   I am speechless as well. Lisa<br />
Jean-Claude S (France) Says: 9 Oct 2008   Balemba. I come to greet your courage and that which filmed these images. You make us live the war directly … and we are, even by far, very close with all these poor people frightened… without being able to act. I hope for only one thing for all, finally the peace… but it seems well far still. Thanks for your news. I hope to have good news of your sector quickly. My friendships with to all.<br />
jessiewiseman Says: 9 Oct 2008   please go safely.<br />
Balemba Says: 10 Oct 2008   Thanks Jean Claude. Actually,this is the unique way to break the silence.<br />
Says: 10 Oct 2008   I’m on a computer with a very slow speed connection and was able to see your video, Pierre, but hear no sound - but who needs sound with images like these? They say it all… It is a great shame that your powerful images are not being shown all over the world. I know that I am far from impartial, but right now I can only ask: who cares about vice-presidential candidate Palin’s being the mother of five if all over Kivu women are mothers of five and they are running away from gunfire on dirt roads? Who deserves the headlines? The world’s attention? Who has a good plan on how to save Kivu’s children and will implement it? Bon courage to all and take care. Iris</p></blockquote>
<div class="translation">lisah diz: 09 out 2008 Estou sem fala também. Lisa.<br />
Jean-Claude S (França) diz: 09 out 2008 Balemba. Venho aqui para elogiar sua coragem de realizar essas imagens. Você nos faz vivenciar a guerra de forma direta&#8230; e, mesmo que distantes, estamos muito próximos de todas essas pobres pessoas, tão assustadas&#8230;sem condições de agir. Desejo uma única coisa para todos, finalmente a paz&#8230; mas ela ainda parece muito distante. Obrigado pelas notícias. Espero ter boas notícias do seu setor rapidamente. Minha amizade a todos.</div>
<p>jessiewiseman diz: 09 out 2008 por favor, protejam-se.</p>
<p>Balemba diz: 10 out 2008 Obrigado, Jean-Claude. Na verdade, essa é a única forma de quebrar o silêncio.</p>
<p>Diz: 10 out 2008 Estou num computador com uma conexão muito lenta e consegui ver seu video, Pierre, mas sem som nenhum - mas quem precisa de som com imagens como essas? Elas dizem tudo&#8230; É lamentável que suas imagens fortes não estejam sendo mostradas no mundo inteiro. Sei que estou longe de ser imparcial, mas neste exato momento só posso perguntar uma coisa: quem se importa se a candidata à vice-presidência Palin é mãe de cinco filhos, quando por toda Kivu existem mulheres que são mães de cinco filhos e estão fugindo dos tiroteios pelas estradas poeirentas? Quem merece as manchetes? A atenção do mundo? Quem tem um bom plano para salvar as crianças de Kivu e chegará a implementá-lo? Bon courage a todos e tomem cuidado. Iris.&#8221;</p>
<p>&#8220;Inseguraça, incerteza e violência,&#8221; <a href="http://gorilla.cd/2008/10/29/insecurity-uncertainty-and-violence/">Samantha Newport relata</a>:</p>
<blockquote><p>I am in a different part of town to Emmanuel and I can hear the same shooting and the same silences. I am holed up at a UN compound with about 200 local and international staff.</p>
<p>Innocent is with his family in an area of town where the military are shooting and looting. Balemba is hiding under a bed in his house in Goma and Diddy is safe although I am not sure where he is.</p>
<p>It is impossible to know how the rangers at the camp are getting on as they are very exposed to pillaging and violence.</p>
<p>We continue to wait and see what is going to happen. But for now there is absolutely no way that anybody is exiting this compound. We need to remain together and stay safe.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Eu e Emmanuel estamos em partes diferentes da cidade, e consigo escutar os mesmo tiroteios e o mesmo silêncio. Estou enfurnada nas instalações da ONU junto com mais ou menos 200 funcionários congolenses e estrangeiros.<br />
Innocent está com sua família numa região da cidade onde os militares estão atirando e saqueando. Balemba está escondido embaixo de uma cama na sua casa, em Goma, e Diddy está a salvo, apesar de eu não ter certeza do local exato.<br />
É impossível saber como os guardas florestais estão passando no acampamento, pois estão muito expostos a pilhagens e à violência. Continuamos a esperar para ver o que vai acontecer. Mas por enquanto não há possibilidade nenhuma de alguém deixar estas instalações. Precisamos permanecer juntos e protegidos.&#8221;</div>
<p>Por fim, leia o post de <a href="http://globalvoicesonline.org/author/elia/">Elia</a>, <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/10/31/dr-of-congo-confusion-reigns-in-goma/">&#8220;Confusão reina em Goma&#8221;</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Angola: Sobre a alegria e tristeza de ser um retornado</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/19/angola-sobre-a-alegria-e-tristeza-de-ser-um-retornado/</link>
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		<pubDate>Sun, 19 Oct 2008 09:52:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claraonofre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Angola]]></category>
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		<description><![CDATA[Angola, 1975. O país tinha acabado de conquistar sua independência e ex-colonizadores portugueses, assim como suas famílias e muitos cidadãos angolanos, tiveram que fugir deixando toda uma vida para trás. 30 anos depois, eles blogam suas vidas como retornados e sobre as alegrias e tristezas causadas por essa mudança de destino. Veja um vídeo da dramática emigração em massa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/clara-onofre/">Clara Onofre</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/claraonofre/'>claraonofre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/10/19/angola-on-the-sadness-and-happiness-of-being-a-returnee/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img class="aligncenter size-full wp-image-51589" title="retornados2" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/retornados2.jpg" alt="" /></p>
<p>Antes de Angola alcançar a independência em 1975, os antigos colonizadores portugueses viram-se obrigados a embarcar para Portugal. Mas não foram os únicos. Angolanos descendentes de portugueses ou não, deixaram também eles toda uma vida para trás. Abandonaram casas recheadas, carros, empregos e a grande maioria viajou com a roupa que traziam no corpo. Não tiveram tempo para despedidas, cartas de demissão ou meios de assegurar a posse das casas que deixavam escancaradas. Muitos anos depois, os donos das casas regressaram ao país a fim de recuperarem o que lhes pertencia. Nada conseguiram. As casas foram ocupadas maioritariamente por gente vinda do mato ou entregues a outras pessoas pelo Estado angolano, que declarou abandono por parte dos antigos ocupantes.</p>
<p>Chegaram a Portugal desesperançados, de olhar perdido, trazendo pelas mãos os filhos, a certeza de um presente instável e de um futuro cinzento. Em Portugal levaram a alcunha de retornados. Termo pejorativo que se foi esbatendo com o tempo, mas que ainda marca a alma daqueles que fugiram da própria terra.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-51590" title="retornados3" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/retornados3.jpg" alt="" /></p>
<p>O autor do blog <a href="http://macua.blogs.com/25_de_abril_o_antes_e_o_a/2004/04/repatriados_a_g.html">25 de Abril - O Antes e o Agora</a> reproduz a história de um homem que largou tudo para fugir de Angola:</p>
<blockquote><p>“Entre essa massa anónima de pessoas de destino incerto encontrava-se Ribeiro Cristovão, a sua mulher e os três filhos menores. “Mantive-me em Angola quase até à independência. Acreditava que apesar das alterações radicais haveria lugar para todos. Enganei-me.” No final de 1975 abandona o seu emprego na cervejaria Cuca e a sua casa em Nova Lisboa. O homem do desporto da Rádio Renascença confessa que os primeiros três meses passados em Lisboa foram os mais difíceis da sua vida. E sem o abrigo na casa da irmã em Alcochete, a sua história estaria hoje pintada em tons ainda mais negros. “Recordo-me de calcorrear a cidade à procura de emprego, sem sorte nenhuma. Estava mesmo desesperado. No primeiro Natal na capital, Ribeiro Cristovão afundou-se numa tristeza profunda. Ali estava ele rodeado com a sua família mas com a árvore despida de presentes. O rótulo de retornado teimava em fechar-lhe as portas”.</p></blockquote>
<p>JPF do blog <a href="http://fadofalado.blogspot.com/2005/10/propsito-de-um-post-que-caiu-mal-por.html">Fado Falado</a> tem outra impressão acerca desta realidade:</p>
<blockquote><p>”Tenho contudo a ideia – e a convicção – de que por cá, os retornados foram na generalidade bem acolhidos. Pelo Estado e pelas pessoas em geral. Aliás a maioria e a sua descendência está por aí em situação identica à dos casos dos que já cá estavam e nas respectivas descendencias. Dir-me-ão que conhecem um caso X e outro Y diferentes. Provavelmente, há casos desses. Como os há de retornados que, não necessitando de nada, se fizeram e beneficiaram de toda a prebenda”.</p></blockquote>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-51591" title="retornados5" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/retornados5.jpg" alt="" /></p>
<p>O autor do blog <a href="http://www.cubata-angola.com/2008_08_01_archive.html">Cubatangola</a> conta-nos um episódio curioso:</p>
<blockquote><p>“Ontem tive a certeza que uma grande maioria dos antigos habitantes de Agola, não enjeita serem chamados de “retornados”. Tenho um familiar que devido a graves problemas de saúde, ACV já por mais de quatro anos se encontra internado num lar para idosos. Recentemente conseguimos arranjar um novo lar com umas condições bastante melhores e uma assistência mais completa, para o mudamos ontem. Quando umas das empregadas soube que este novo utente tinha vivido bastantes anos em Angola e tinha regressado na leva de 75, chegou-se a ela e disse simplesmente, EU TAMBÉM SOU RETORNADA! Uma frase simples, mas tão cheia de significado que foi suficiente para acalmar esta pessoa idosa, arrancando-lhe um sorriso, aqueles sorrisos de cumplicidade que trocamos com as pessoas que já conhecemos há muitos anos. Sim, mais do que nunca continuo a acreditar que esta palavra “RETORNADOS”, identifica um povo, povo esse que não se deve envergonhar de assim ser chamado, mesmo que alguns o achem pejorativo”.</p></blockquote>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-51592" title="retornados7" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/retornados7.jpg" alt="" /></p>
<p>A verdade é que nem o Estado português ou os próprios portugueses facilitaram a vida aos que chegaram ao país. <a href="http://fadofalado.blogspot.com/2005/10/propsito-de-um-post-que-caiu-mal-por.html">JPF</a> confirma este facto:</p>
<blockquote><p>“Tenho família que fugiu de Angola em 75. Foi terrível para muita gente, para muitas famílias. Pelo que apreendi na altura e sei hoje, o Estado português, na época, não lhes prestou lá o apoio que deveria. Abandonou-os, mesmo. Mas isso é uma questão que têm de colocar aos responsavéis políticos de então. Basicamente, militares barbudos, alguns comunistas, muitos revolucionários e oficiais-generais, como Rosa Coutinho, Vasco Gonçalves e Costa Gomes. E outros de quem não conhecemos os nomes”.</p></blockquote>
<p>É certo que a  grande maioria partiu para a antiga metrópole, mas alguns decidiram ficar. Afinal de contas, tratava-se da terra onde constituíram família. Onde o sonho andava de mãos dadas com um futuro promissor. <a href="http://fadofalado.blogspot.com/2005/10/propsito-de-um-post-que-caiu-mal-por.html">JPF</a> conta no seu blog huma história de coragem e amor pela pátria:</p>
<blockquote><p>“Há uns anos, li na revista Pública, uma excelente reportagem com &#8220;o mais velho português de Angola&#8221;. Era um tipo com quase 90 anos. Tinha nascido lá, por volta de 1910. O seu avô tinha ido para Angola na primeira metade do século XIX.<br />
O homem relatava a história da sua vida. Em 74 ou 75, quando rebentaram a sério as hostilidades em Angola, desfez a casa, carregou carros e camionetas e rumou, da cidade onde vivia, a caminho de Luanda, para se pirar com a família. Chegado a meio do percurso, de muitas centenas de quilómetros e milhares de perigos, parou o carro e pensou: vou fugir para onde? Porquê? Esta é a minha terra! Esta é a terra que eu gosto!<br />
Voltou para trás com a família e ficou. Hoje terá perto de cem anos. Ou já morreu - na terra onde nasceu e que sempre amou. E onde foi enterrado pelos seus familiares.<br />
Não tenho dúvidas de que este velhote amava mesmo de Angola”.</p></blockquote>
<p>Para encerrar, Carlos Pereira do blog <a href="http://meusescapes.blogspot.com/2008/05/angola-minha-terra-momentos-de-grandes.html">meus escapes</a> publica um vídeo de Luena em 1975 mostrando o que ele chama de &#8220;Momentos de grandes dramas das vítimas de uma descolonização desastrosa&#8221;:</p>
<div><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="420" height="339" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.dailymotion.com/swf/k6agHCloYoja1tkvuO" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="420" height="339" src="http://www.dailymotion.com/swf/k6agHCloYoja1tkvuO" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<strong><a href="http://www.dailymotion.com/swf/k6agHCloYoja1tkvuO"></a></strong><br />
<em>As maravilhosas imagens que ilustram esse post são capturas de tela do video acima, by Dailymotion user <a href="http://www.dailymotion.com/kutemba">kutemba</a></em></div>
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		<title>Canadá: Femicídio Indígena em Foco</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/18/canada-femicidio-indigena-em-foco/</link>
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		<pubDate>Sat, 18 Oct 2008 22:12:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um documentário canadense está chamando a atenção do público para o desaparecimento e assassinato de mais de 500 mulheres aborígenes no Canada nos últimos 30 anos. O filme é chamado Finding Dawn, de Christine Welsh. O nome do filme se refere a Dawn Crey, que foi a vigésima terceira vítima cujo DNA foi reconhecido na maior investigação de assassínio em série do Canadá nos idos de 2002-2004. O filme focaliza esta e outras histórias, assim como relatos e reclamações sobre a inação das autoridades em relação aos assassinatos e desaparecimentos destas nativas canadenses, e a luta das famílias destas mulheres para enfrentar a dura estrada em busca de justiça.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juliana-rincon-parra/">Juliana Rincón Parra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/10/18/canada-indigenous-femicide-on-the-spotlight/ '>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><object class="alignleft"><a href="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/2761113772_81f0a369b3_m.jpg"><img class="size-medium wp-image-51567" title="Tsimshian Mask by get directly down" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/2761113772_81f0a369b3_m.jpg" alt="Old woman mask" /></a><br />
<small><a href="http://www.flickr.com/photos/65172294@N00/2761113772/">Tsimshian Mask</a> by <a href="http://www.flickr.com/photos/65172294@N00/">get directly down</a></small></object> Através do site <a href="http://www.wmm.com/filmcatalog/pages/c725.shtml">Women Make Movies</a> [En], nós ficamos sabendo de um documentário canadense que está chamando a atenção do público para o desaparecimento e assassinato de mais de 500 mulheres aborígenes do Canada nos últimos 30 anos. O filme é chamado <em>Finding Dawn</em> [&#8221;Procurando Dawn&#8221;, em inglês], de Christine Welsh. O nome do filme se refere a Dawn Crey, que foi a vigésima terceira vítima cujo DNA foi reconhecido na maior investigação de assassínio em série do Canadá nos idos de 2002-2004. O filme focaliza esta e outras histórias, assim como relatos e reclamações sobre a inação das autoridades em relação aos assassinatos e desaparecimentos destas nativas canadenses, e a luta das famílias destas mulheres para enfrentar a dura estrada em busca de justiça.</p>
<p>Os vídeos retirados do filme e de outras fontes, tratando de femicídio (o assassinato de mulheres e garotas) podem ser encontrados no <a href="http://citizen.nfb.ca/femicide-killing-women-and-girls">dossiê do site Citizen Shift</a> [En] sobre o assunto. Este primeiro vídeo do filme <a href="http://citizen.nfb.ca/finding-dawn-clip-1">Finding Dawn</a> [En] mostra o caso de Dawn Crey em Vancouver:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="450" height="360" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="wmode" value="transparent" /><param name="allowScriptAccess" value="sameDomain" /><param name="quality" value="high" /><param name="flashvars" value="image=http://citizen.nfb.ca/sites/citizen.nfb.ca/files/images/en_finding_dawn1_80.jpg&amp;file=rtmp://flash.nfb.ca/citizenshift/videos/user/1/&amp;id=300_52581_finding_dawn1_Extrait_.rm&amp;type=rtmp&amp;autoPlay=true&amp;bufferLength=5" /><param name="src" value="http://citizen.nfb.ca/sites/all/modules/meidia/players/flvplayer.swf" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="450" height="360" src="http://citizen.nfb.ca/sites/all/modules/meidia/players/flvplayer.swf" flashvars="image=http://citizen.nfb.ca/sites/citizen.nfb.ca/files/images/en_finding_dawn1_80.jpg&amp;file=rtmp://flash.nfb.ca/citizenshift/videos/user/1/&amp;id=300_52581_finding_dawn1_Extrait_.rm&amp;type=rtmp&amp;autoPlay=true&amp;bufferLength=5" quality="high" allowscriptaccess="sameDomain" wmode="transparent"></embed></object></p>
<p>O <a href="http://citizen.nfb.ca/finding-dawn-clip-2">segundo vídeo</a> [En] nos mostra a Estrada de Yellowhead, um solitário trecho de estrada que conecta várias cidades, onde tantas mulheres desapareceram ou foram mortas que a estrada acabou ganhando o nome de Estrada das Lágrimas.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="450" height="360" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="wmode" value="transparent" /><param name="allowScriptAccess" value="sameDomain" /><param name="quality" value="high" /><param name="flashvars" value="image=http://citizen.nfb.ca/sites/citizen.nfb.ca/files/images/en_finding_dawn2_80.jpg&amp;file=rtmp://flash.nfb.ca/citizenshift/videos/user/1/&amp;id=300_52581_finding_dawn2_Extrait_.rm&amp;type=rtmp&amp;autoPlay=true&amp;bufferLength=5" /><param name="src" value="http://citizen.nfb.ca/sites/all/modules/meidia/players/flvplayer.swf" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="450" height="360" src="http://citizen.nfb.ca/sites/all/modules/meidia/players/flvplayer.swf" flashvars="image=http://citizen.nfb.ca/sites/citizen.nfb.ca/files/images/en_finding_dawn2_80.jpg&amp;file=rtmp://flash.nfb.ca/citizenshift/videos/user/1/&amp;id=300_52581_finding_dawn2_Extrait_.rm&amp;type=rtmp&amp;autoPlay=true&amp;bufferLength=5" quality="high" allowscriptaccess="sameDomain" wmode="transparent"></embed></object></p>
<p>O <a href="http://citizen.nfb.ca/finding-dawn-clip-3">terceiro</a> [En] e último vídeo do filme focaliza em Doleen Kay Bosse, uma mulher cuja família passou anos procurando por uma explicação para seu desaparecimento, se perguntando por quê as autoridades não levaram a sério os relatos sobre a mulher aborígene desaparecida.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="450" height="360" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="wmode" value="transparent" /><param name="allowScriptAccess" value="sameDomain" /><param name="quality" value="high" /><param name="flashvars" value="image=http://citizen.nfb.ca/sites/citizen.nfb.ca/files/images/en_finding_dawn3_80.jpg&amp;file=rtmp://flash.nfb.ca/citizenshift/videos/user/1/&amp;id=300_52581_finding_dawn3_Extrait_.rm&amp;type=rtmp&amp;autoPlay=true&amp;bufferLength=5" /><param name="src" value="http://citizen.nfb.ca/sites/all/modules/meidia/players/flvplayer.swf" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="450" height="360" src="http://citizen.nfb.ca/sites/all/modules/meidia/players/flvplayer.swf" flashvars="image=http://citizen.nfb.ca/sites/citizen.nfb.ca/files/images/en_finding_dawn3_80.jpg&amp;file=rtmp://flash.nfb.ca/citizenshift/videos/user/1/&amp;id=300_52581_finding_dawn3_Extrait_.rm&amp;type=rtmp&amp;autoPlay=true&amp;bufferLength=5" quality="high" allowscriptaccess="sameDomain" wmode="transparent"></embed></object></p>
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		<title>Angola: Um novo Eldorado africano para estrangeiros</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/28/angola-um-novo-eldorado-africano-para-estrangeiros/</link>
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		<pubDate>Sun, 28 Sep 2008 16:40:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claraonofre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Desde o fim da guerra civil em 2002, Angola tem sido a casa de muitos estrangeiros que chegam aqui em busca de trabalho. Estima-se que existem cerca de 70.000 estrangeiros morando no país, a maioria vinda da América do Sul, China, Portugal e outros países africanos. Descubra como esse caldeirão de culturas está se formando através do ponto de vista de blogueiros angolanos e estrangeiros.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/clara-onofre/">Clara Onofre</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/claraonofre/'>claraonofre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/09/28/angola-a-new-el-dorado-for-foreign-workers/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Desde o término da guerra em 2002 que Angola tem sido local de acolhimento para inúmeros estrangeiros. Graças ao crescente desenvolvimento da economia, da reabilitação de infra-estruturas, da manutenção da estabilidade e da entrada no país de várias empresas internacionais, os estrangeiros sentem-se compelidos em tentar a sorte neste país.</p>
<p>Em Angola vivem mais de 70 mil estrangeiros, sendo que metade deles possui visto de trabalho e são representados na sua maioria por brasileiros, chineses, cubanos e portugueses. De África chegam ainda cidadãos vindos do Congo, Mauritânia, Mali entre outros.</p>
<p>Portugal bate com certeza o recorde no campo da imigração. Só para se ter uma ideia, até finais de 2007 deram entrada no país perto de 60 mil almas lusas. Número considerável e que expõe os laços históricos e afectivos que unem Angola a Portugal. No entanto, os chineses perfazem já um número considerável no país. Dedicam-se essencialmente à construção civil e são conhecidos por trabalharem horas a fio, ao sol ou à chuva. Em uma carta na coluna &#8216;O mundo visto pelos leitores&#39;, no blog do Pedro Dória, o angolano <a href="http://pedrodoria.com.br/2008/01/24/o-mundo-visto-pelos-leitores-angola/">Caco escreve</a>:</p>
<blockquote><p>“Os chineses foram os últimos a desembarcar por aqui, mas já formam o maior contingente. Ninguém sabe ao certo, mas dizem que são mais de 600.000 deles espalhados pelo país – dá algo como 3% da população. Trabalhando em turnos que causam inveja pela velocidade das obras e disposição para trabalhar 24 horas por dia e sete dias por semana. E num fenómeno inesperado começaram a integrar-se na sociedade de forma tão forte que a primeira geração de crianças sino-angolanas já começa a dar seus passos. Os chineses começam a tomar um espaço no coração das angolanas que até agora era dos brasileiros”.</p></blockquote>
<p>Qual será a reacção dos angolanos perante a entrada em massa de gente que vem de fora? E como é que os estrangeiros encaram a vinda para esta ex-colónia portuguesa?</p>
<p>António Spíndola é brasileiro, natural do Recife e escreve no seu <a href="http://spindola.blogspot.com/2007/06/24-filda-feira-internacional-de-luanda.html">Spíndola Blog</a> um pouco sobre este assunto:</p>
<blockquote><p>“Recebo muitos e-mails perguntando como é a vida em Angola. Em sua maioria são pessoas pensando em vir trabalhar aqui que desejam ou já foram convidadas. Angola é vista como o novo eldorado para os profissionais do Brasil. A ideia que se tem são bons salários e novas aventuras. Entretanto, na teoria a prática é diferente! Há bons salários sim, mas há uma série de dificuldades que se precisa transpor.”</p></blockquote>
<p>Uma das dificuldades é a obtenção de visto. O governo coloca sérios entraves à entrega deste documento e todo o processo é bastante moroso. O desânimo na obtenção do visto acaba por conduzir a situações de permanência ilegal. É importante agilizar o aspecto burocrático e dar carta verde de entrada aos estrangeiros que pretendem fixar-se em solo angolano. É preciso encarar a maioria destes cidadãos internacionais como mão-de-obra qualificada. Como gente capaz de contribuir para o desenvolvimento de um país que viveu 30 anos mergulhado na guerra.</p>
<p>O blog <a href="http://esquece-angola.com/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=1">O Lado Negro</a> confirma os percalços vividos para a obtenção do visto:</p>
<blockquote><p>“A minha esposa criou uma empresa em Angola e fomos para lá morar em 2006. Depois de lá estar voltei a Portugal para tratar de todos os documentos que a lei angolana exige para legalizar a minha residência naquele país. Mal empregado tempo que perdi e dinheiro que gastei, note-se que vir a Portugal tratar dos documentos e o que paguei no consulado do Porto para meter esses papéis, ultrapassou os 2500 dólares, mas para nada pois até hoje nem me deram uma resposta em Angola na DEFA (Direcção de Emigração e Fronteiras de Angola). Nem em Portugal no consulado me deram resposta, apenas o funcionário do consulado me disse: - o que o senhor quer, eu também estou em Portugal há 2 anos e só tive a minha residência há pouco. Depois de correr para a DEFA montes de vezes a tentar saber do meu caso sem nunca me dizerem o que se passava, resolvi meter uma reclamação por escrito. Acreditem que nem resposta me deram apesar da minha insistência.”</p></blockquote>
<p>Os profissionais vindos de fora encontram espaço em três áreas concretas como a medicina, construção civil e ensino. Alguns vêem para dar formação e outros para trabalhar a longo prazo.</p>
<p>Grande parte dos angolanos não vê com bons olhos a chegada dos estrangeiros. Acreditam que serão penalizados economicamente, profissionalmente e culturalmente. Existe também a opinião que os estrangeiros em Angola não agem de forma correcta. O blog <a href="http://desabafosangolanos.blogspot.com/2008/07/os-estrangeiros.html">Desabafos Angolanos</a> confirma isso mesmo:</p>
<blockquote><p>“Sou angolana de nascimento, vivi 20 anos em Angola e esse é um país que eu amo e nunca sairá do meu coração. Não gosto de ouvir falar mal do meu país e muito menos do seu povo. Incomoda-me, irrita-me. Não consigo perceber as pessoas que só vão trabalhar para Angola por causa do dinheiro. Não gostam do seu povo, das suas gentes e só são simpáticas e cordiais para angariar simpatia. Essa simpatia chega ao ponto de abrir as portas de sua casa para ganhar confiança. Falam constantemente em corruptos e na facilidade em corromper. Quero ouvir falar bem do país onde nasci, cresci e fui feliz.”</p></blockquote>
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		<title>Brasil: Decisão na polêmica disputa de terras indígenas em suspense</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/20/brasil-decisao-na-polemica-disputa-de-terras-indigenas-em-suspense/</link>
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		<pubDate>Sat, 20 Sep 2008 16:31:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Superior Tribunal Federal decidiu adiar a decisão sobre o território Raposa Serra do Sol mas  votará nessa semana o menos complexo caso da reserva Caramuru-Paraguaçu na Bahia. O povo Pataxó Hã-Hã-Hãe espera por essa decisão há mais de 26 anos. Enquanto isso, blogueiros comentam o fato que pela primeira vez uma advogada índia defendeu seu povo no plenário do STF. Veja o vídeo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/09/20/brazil-suspense-over-indigenous-land-tense-rulings/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>O Superior Tribunal Federal (STF) decidiu adiar a decisão sobre o território  <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/10/brazil-disputa-de-terras-indigenas-e-eminencia-de-guerra-civil/">Raposa Serra do Sol</a>, que é objeto de disputa entre tribos indígenas e rizicultores em Roraima, mas votará na semana que vem um outro caso de demarcação menos complexo. A decisão sobre as terras Caramuru-Paraguaçu na Bahia abrirá, dessa forma, o precedente legal para quase 150 outras disputas de terras indígenas que o caso Raposa Serra do Sol deveria abrir. Menos complexo, mas nem por isso menos importante para o povo <a href="http://www.socioambiental.org/pib/epi/pataxohahahae/pataxohahahae.shtm">Pataxó Hã-Hã-Hãe</a>, que espera por essa decisão há mais de 26 anos. <a href="http://www.stf.gov.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=96385">O início do julgamento está marcado para 24 de setembro</a> e o caso começa a ganhar atenção na blogosfera. <a href="http://anarquista.wordpress.com/2008/09/20/raposaserra-do-sol-et-alii-sera-que-ha-justica/">Anarquista Amador</a> comenta:</p>
<blockquote><p>Esperar 26 anos por uma decisão não é sério. Este papo de que a justiça tarda mais não falha é barato demais. As pessoas envelhecem, morrem. As decisões não vêm e não há suspensão ou garantias. E longe de termos um Estado fraco, omisso, temos um Estado forte que garante que as decisões não sejam tomadas em prazos reais.</p></blockquote>
<p>A data marcará um mês desde que o futuro da reserva Raposa Serra do Sol foi colocado no limbo. No dia que o Superior Tribunal Federal deveria chegar a uma conclusão, 27 de agosto passado, uma advogada indígena defendeu deu povo, pela primeira vez na história do STF. Joênia Batista de Carvalho, da tribo Wapichana, foi ao plenário para se apresentar diante do painel de 11 juízes. Ela defendeu o direito à reserva Raposa Serra do Sol, e denunciou o fato de que os conflitos acarretaram a morte de 21 líderes indígenas:</p>
<p><iframe src="http://dotsub.com/media/60afbf04-263f-4882-8a23-6f808abf63ce/e/m" frameborder="0" width="420" height="347"></iframe></p>
<p style="text-align: center;"><em>“Nós somos acusados de ladrões dentro de nossa própria terra. Nós somos caluniados, discriminados e nisso tem que colocar um fim.&#8221;</em></p>
<p>Depois de um discurso de quase duas horas, o relator do caso, Ministro Ayres Britto, foi o primeiro a votar, favorecendo a manutenção da Raposa Serra do Sol como uma reserva contínua, o que foi visto como um amplo reconhecimento dos direitos indígenas no Brasil. No entanto, outro ministro solicitou adiação para que maiores investigações fossem levadas a cabo, o que significa que o caso está em suspense até que uma nova sessão seja marcada. Enquanto isso, tanto a emocionante declaração da advogada Joênia quanto o surpreendente voto do Ministro Ayres estão sendo comentados, criticados e elogiados blogosfera afora.</p>
<p><a href="http://www.paznocampo.org.br/Blog/popposts.asp?id=186">D. Bertrand de Orleans e Bragança</a>, o trineto do último imperador brasileiro <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dom_Pedro_II">Dom Pedro II</a> que viaja pelo país proferindo palestras para fazendeiros e empresários em defesa da propriedade privada e da livre iniciativa, acha que “a performance da Dra. Joênia é puramente emocional”:</p>
<blockquote><p>Com essa argumentação, a Dra. Joênia não vai conseguir grande coisa. Será mesmo ir contra a inteligência dos senhores Ministros do Supremo querer chamar de racista a defesa dos produtores rurais, que são apoiados pela maioria dos índios da Serra do Sol, os quais, por sua vez, são em maior número que os da Raposa. Racistas seriam os índios que querem separar-se do País através da ocupação de uma imensa área, para ali, sentados sobre riquezas incalculáveis, serem os maiores latifundiários brasileiros, se bem que em posse coletiva. Um privilégio racista, esse sim.</p></blockquote>
<p><a href="http://amanditas.wordpress.com/2008/09/02/nos-tambem-somos-indios/">Amanda Vieira</a> ficou orgulhosa da performance da advogada Wapichana:</p>
<blockquote><p>Joênia Batista de Carvalho, nós temos orgulhos de você. Por ser índia, mulher, advogada, por fazer uma defesa tão brilhante, por nos fazer acreditar que a luta pela diversidade no Brasil vale a pena e dá muito certo. Salve Joênia! Contamos com sua sabedoria e seu exemplo.</p></blockquote>
<p>Por outro lado, <a href="http://construindoopensamento.blogspot.com/2008/08/o-caso-raposa-serra-do-sol-muito.html">Yashá Gallazzi</a> não tem muita certeza sobre os direitos indígenas no século 21:</p>
<blockquote><p>Devo presumir que tanto Joênia, como as ONG&#39;s (nacionais e internacionais), bem como alguns ministros do STF, prefeririam que tudo continuasse como era nos tempos antigos quando os aborígenes (essa foi a palavra usada por Ayres Brito) viviam em harmonia com a mãe terra. O problema é que em tal realidade idílica não haveria espaço para algumas faces próprias do progresso, como uma universidade, por exemplo. Elogiar uma descendente de índios que se formou em Direito e chegou ao ápice de fazer uma sustentação oral no STF é algo muito digno e válido. Contudo, isso há que ser resultado da capacidade técnica e jurídica da pessoa, não de sua origme étnica. A advogada índia é expressão da democracia e do sistema de liberdades democráticas próprios das sociedades ocidentais.</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.flickr.com/photos/talitaoliveira/2806609154/in/set-72157606991734664/"><img class="aligncenter size-full wp-image-49915" title="2806609154_a7d1580460" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/09/2806609154_a7d1580460.jpg" alt="" width="468" height="312" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong></strong><strong>Manifestação em solidariedade aos povos de Raposa do Sol nas ruas de Rio Branco - Acre, no mesmo dia que a decisão ia a plenário do STF. </strong><strong>Foto de </strong> <a title="Link to Talita Oliveira's photostream" href="http://www.flickr.com/photos/talitaoliveira/"><strong>Talita Oliveira</strong></a></p>
<p>Mais de 200 policiais federais armados foram enviados à região em antecipação à possível violência depois do veredito, o qual se esperava que causasse conflitos independente do lado vitorioso. É provável que uma nova sessão aconteça antes do final do ano, e espera-se que as partes envolvidas não precisem esperar por 26 anos. Ou não, como supõe <a href="http://cidadaniaejustica.blogspot.com/2008/09/um-pouco-da-histria-da-raposa-serra-do.html">Maria Rachel Coelho Pereira</a>, que estava lá no dia 27:</p>
<blockquote><p>As evidências da sistemática aliança entre abusos de poder político-econômico e impunidade em torno da causa anti-indígena, já abundantes no passado, parece continuar ainda hoje. No dia 27 de agosto passado ao sairmos do STF fomos surpreendidos com um boato de que o julgamento seria estrategicamente “empurrado” para o final de 2009.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/talitaoliveira/2806609186/in/set-72157606991734664/"><img class="aligncenter size-full wp-image-49916" title="2806609186_2fbc9485a5" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/09/2806609186_2fbc9485a5.jpg" alt="" width="462" height="308" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Manifestação em solidariedade aos povos de Raposa do Sol nas ruas de Rio Branco - Acre, no mesmo dia que a decisão ia a plenário do STF. </strong><strong>Foto de</strong><strong> </strong><a title="Link to Talita Oliveira's photostream" href="http://www.flickr.com/photos/talitaoliveira/"><strong>Talita Oliveira</strong></a></p>
<p>E por falar em abuso político-econômico, <a href="http://luizvalerio.blogspot.com/2008/09/jornalista-agredido-verbalmente-por.html">Luiz Valério</a> cita um caso recente de intimidação da mídia relacionado ao caso Raposa Serra do Sol. Ele escreve sobre a fricção entre o jornalista Leandro Freitas, do movimento the “Nós Existimos”, e o rizicultor e político acusado de <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/10/brazil-disputa-de-terras-indigenas-e-eminencia-de-guerra-civil/">atacar uma tribo Makuxi</a>, Paulo Cesar Quartiero, quando o primeiro tentou entrevistar o último em 8 de setembro passado:</p>
<blockquote><p>Buscando ouvir a versão de Quartiero para a denúncia foi feita formalmente por 65 lideranças indígenas da Raposa Serra do Sol, protocolada e encaminhada à Funai em Roraima e Brasília, ao Ministério Público Federal, ao Ministério da Justiça e ao Conselho Indígena de Roraima, o jornalista foi tratado de forma desrespeitosa, assim como veículo de comunicação para quem ele trabalha. Esta não é a primeira vez que Paulo Quartiero age com desrespeito contra jornalistas. No primeiro semestre também foi ele o protagonista de outro atentado à liberdade de imprensa e livre exercício da profissão de jornalista em Roraima, quando determinou a captura de equipamentos de filamagens e fitas de vídeo de uma equipe da TV Ativa, que cobria o conflito na região da Raposa Serra do Sol.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/talitaoliveira/2805716515/in/set-72157606991734664/"><img class="aligncenter size-full wp-image-49914" title="2805716515_f37aed800a" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/09/2805716515_f37aed800a.jpg" alt="" width="462" height="308" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Manifestação em solidariedade aos povos de Raposa do Sol nas ruas de Rio Branco - Acre, no mesmo dia que a decisão ia a plenário do STF. </strong><strong>Foto de</strong><strong> </strong><a title="Link to Talita Oliveira's photostream" href="http://www.flickr.com/photos/talitaoliveira/"><strong>Talita Oliveira</strong></a>.<strong> Veja</strong><strong> <a href="http://www.flickr.com/photos/talitaoliveira/sets/72157606991734664/">mais fotos da manifestação</a>.</strong><a title="Link to Talita Oliveira's photostream" href="http://www.flickr.com/photos/talitaoliveira/"><strong><br />
</strong></a></p>
</div>
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		<title>Ossétia do Sul: Pensamentos de um Fotojornalista sobre a Guerra</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Sep 2008 07:14:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Relatos de primeira mão sobre a zona de conflito no Cáucaso continuam a aparecer aqui e ali na blogosfera russófona. No dia 8 de setembro, um mês depois do início da guerra na Ossétia do Sul e Geórgia, o fotojornalista russo Oleg Klimov publicou seus pensamentos sobre como ele vê a guerra, qual o seu cheiro, sobre a imprensa e a propaganda, e sobre o que parece ser a natureza humana universal de realizar saques em tempos de guerra.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/neeka/">Veronika Khokhlova</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/09/15/south-ossetia-a-photojournalists-musings-on-the-war/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><em><small>Veja a página especial da <a href="http://globalvoicesonline.org/specialcoverage/south-ossetia-crisis-2008/">cobertura do Global Voices sobre crise na Ossétia do Sul</a> (em inglês).</small></em></p>
<p>Relatos de primeira mão sobre a zona de conflito no Cáucaso continuam a aparecer aqui e ali na blogosfera russófona. No dia 8 de setembro, um mês depois do início da guerra na Ossétia do Sul e Geórgia, o fotojornalista russo <em>Oleg Klimov</em> <a href="http://klimov.blogspot.com/2008/09/blog-post_08.html">publicou seus pensamentos</a> [Ru] sobre como ele vê a guerra, qual o seu cheiro, sobre a imprensa e a propaganda, e sobre o que parece ser a natureza humana universal de realizar saques em tempos de guerra.</p>
<blockquote><p>[Oleg Klimov&#39;s photo of peacekeepers “between Tskhinvali and Gori”]</p>
<p>[Oleg Klimov&#39;s photo of a post-funereal “wake amidst the ruins in Tskhinvali”]</p>
<p>[Oleg Klimov&#39;s photo of “a village between Tskhinvali and Gori”]</p>
<p>Worst of all I dislike the smell of war. Its stench. A combination of burned damp wood, plastic and the smell of dead bodies. “A parfume.” A sense of war smell is one of the five important senses, an ability to perceive and recognize the smell of the events of the past. I&#39;ve always regretted that photos, like money, do not smell… If they smelled, we&#39;d definitely be all sick now. At the beginning, at least, more than from the graphic pictures of dismembered bodies and other horrors…</p>
<p>Tonight, I watched a “documentary” from Vesti-24 [on a Russian state-owned channel]. Turns out Georgians have been “genociding” Ossetians and the Abkhaz throughout centuries. I really don&#39;t understand where the law on “inciting ethnic hatreds” is. This hatred is being imposed not just on the level of “politicians and journalists,” but on the level of peoples. And the peoples hate each other. And “the smartest politicians” say that on a human level, it is possible to understand the people… Expect that it is exactly on a human level that it&#39;s impossible to understand this.</p>
<p>Georgian houses are being burned and looted. The same is happening to the Ossetian houses. And they&#39;ll continue to burn and loot them. Perhaps, this is human nature. It always happens this way during “ethnic wars.” It was there in Bosnia and Kosovo. In Pala (close to Sarajevo), in the [neutral zone], detachments of “Russian Cossacks” and [mercenaries] were among those who did the looting. There was a whole “system” to it: risking their lives, they were delivering carpets, TV sets, etc., to the Serbian zone and selling them wholesale to the middlemen, who, in their turn, were selling the “trophy goods” at civilian markets. I witnessed this in person and heard attempts at justification: “freelance mercenaries” have nothing left to do because no one is paying them for “heroism at someone else&#39;s war.”</p>
<p>Outside Tskhinval (and inside the city, too) any car near a deserted house means one thing: looters. If you ask them, “What are you doing?”, they&#39;ll respond: “Oh, nothing, our relatives used to live here…” There&#39;ve been instances of murder, however, as well. Of women, too, not just men. And there is blackmail. For example, at one village the local police rounded up the residents and issued an ultimatum to them: “If you don&#39;t pay $10,000, we&#39;ll burn the whole village!” (This is almost official info from the Dutch embassy.)</p>
<p>[…]</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;[foto de Oleg Klimov das forças de paz &#8216;<a href="http://1.bp.blogspot.com/_x8jU1XFdoJ0/SMT8bBmy8_I/AAAAAAAAC_Y/rzSgwmb2oiQ/s1600-h/12ED8694.jpg">entre Tskhinvali e Gori</a>&#8216;]</p>
<p>[foto de Oleg Klimov de uma &#8216;<a href="http://1.bp.blogspot.com/_x8jU1XFdoJ0/SMT8juY4xvI/AAAAAAAAC_g/q9BMETrKass/s1600-h/12ED8350.jpg">lamentação pós-funeral entre as ruinas de Tskhinvali</a>&#8216;]</p>
<p>[foto de Oleg Klimon de &#8216;<a href="http://2.bp.blogspot.com/_x8jU1XFdoJ0/SMT8qT0uHPI/AAAAAAAAC_o/nFDA5Zs6a1c/s1600-h/12ED8565.jpg">uma vila entre Tskhinvali e Gori</a>&#8216;]</p>
<p>O que eu mais detesto é o cheiro da guerra. O seu fedor. Uma combinação de madeira húmida molhada, plástico e o cheiro de cadáveres. &#8216;A parfume&#39;. O sentido do cheiro da guerra é um dos cinco sentidos importantes, uma habilidade de perceber e reconhecer o cheiro de eventos do passado. Eu sempre lamentei que as fotos, assim como o dinheiro, não tenham cheiro&#8230; Se elas tivessem, definitivamente estaríamos todos nauseados agora. Desde o princípio, no mínimo, mais do que pelas imagens fortes de corpos desmembrados e outros horrores&#8230;</p>
<p>Na noite passada assistí um &#8216;documentário&#39; do Vesti-24 [em um canal controlado pelo Estado Russo]. Pelo que parece os Georgianos vem &#8216;genocidando&#39; os Ossétios e os Abkhazis através dos séculos. Eu realmente não entendo onde foi parar a lei contra a &#8216;incitação de ódio étnico&#39;. Este ódio está sendo imposto não apenas no nível dos &#8216;políticos e jornalistas&#39;, mas também no nível das pessoas. E as pessoas odeiam umas às outras. E os &#8216;políticos mais espertos&#39; dizem que, em um nível humano, é possível entender as pessoas&#8230; Mas o esperado é que seja exatamente no nível humano que seja impossível entender isso.</p>
<p>As casas georgianas estão sendo incendiadas e saqueadas. A mesma coisa está acontessendo com as casas ossétias. E eles vão continuar a queimá-las e saqueá-las. Talvez isso seja da natureza humana. Isso sempre acontece deste jeito durante &#8216;guerras étnicas&#39;. Aconteceu na Bósnia e Kosovo. Em Pala (perto de Sarajevo), na [zona neutra], destacamentos de &#8216;Cossacos Russos&#39; e [mercenários] estavam entre aqueles que faziam os saques. Havia todo um &#39;sistema&#39; para isso: arriscando suas vidas, eles estavam levando tapetes, aparelhos de TV, etc., para a zona Sérvia e os vendiam no atacado pra intermediários, que, por sua vez, estavam vendendo os &#8216;espólios de guerra&#39; em mercados civis. Eu testemunhei isso pessoalmente e ouvi tentativas de justificação: &#8216;mercenários de ocasião&#39; não tem como não fazê-lo, porque ninguém os está pagando para serem &#8216;heróis em uma guerra alheia&#39;.</p>
<p>Fora de Tskhinval (e dentro da cidade, também), qualquer carro perto de uma casa deserta significa apenas uma coisa: saqueadores. Se você pergunta a eles, &#8216;o que vocês estão fazendo?&#39;, eles irão lhe responder: &#8216;Ah, nada, nossos parentes moravam aqui&#8230;&#39;. Contudo, alguns assassinatos ocorreram, também. [Assassinatos] de mulheres, também, e não só de homens. E também há extorsão. Por exemplo, em uma vila a polícia local reuniu os moradores e lhes deu um ultimato: &#39;se vocês não pagarem $10.000, nós iremos queimar a vila inteira!&#39; (esta é uma informação quase oficial da embaixada holandesa)</p>
<p>[&#8230;]&#8221;</p>
</div>
]]></content:encoded>
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		<title>Jordânia: O Videoblog da Rainha Rania</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/04/jordania-o-videoblog-da-rainha-rania/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/04/jordania-o-videoblog-da-rainha-rania/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 04 Sep 2008 02:55:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arabic]]></category>
		<category><![CDATA[Arte & Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Video]]></category>
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		<description><![CDATA[A Rainha Rania, da Jordânia, foi considerada a mais famosa videoblogueira do mundo árabe pela Blogger Times, uma revista sobre blogues produzida por blogueiros árabes, depois do sucesso obtido por uma série de vídeos lançados pela rainha para tentar combater os estereótipos associados ao mundo árabe.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/lasto-adri/">Lasto Adri</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/09/03/jordan-queen-ranias-video-blogging/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>A <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rania_da_Jord%C3%A2nia"><em>Rainha Rania</em></a>, da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jord%C3%A2nia">Jordânia</a>, foi considerada a mais famosa videoblogueira do mundo árabe pela <a href="http://bloggers-times.blogspot.com/2008/07/blog-post_30.html">Blogger Times</a> [Ar], uma revista sobre blogues produzida por blogueiros árabes, depois do <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/04/01/jordan-royal-debut-on-youtube/">sucesso obtido</a> [En] por uma série de vídeos lançados pela rainha para tentar combater os estereótipos associados ao mundo árabe.</p>
<p>De acordo com o artigo [Ar]:</p>
<blockquote><p>تجلس الملكة رانيا العبد الله داخل مكتبها الفسيح في عمان بالأردن بينما تركز عليها ثلاث كاميرات.<br />
الكاميرتان الأولى والثانية هما للبي بي سي في حين أن الكاميرا الثالثة هي لأعضاء مكتبها، والكاميرات الثلاث تصور أحدث حلقة من برنامجها الذي يُبث في قناتها الخاصة المسماة V-log على موقع يوتوب الخاص بمقاطع الفيديو.<br />
وهذه هي الحلقة السابعة أو الفيديو السابع منذ أن بدأت الملكة رانيا بث أحاديثها على موقع يوتوب في شهر مارس/آذار الماضي.<br />
وتلقي الملكة رانيا أحاديثها باللغة الإنجليزية، إذ تطلب من المشاهدين أن يخبروها ببعض الصور النمطية التي سمعوها عن العالم العربي حتى يتسنى لها “تفكيكها واحدة تلو الأخرى”.<br />
قد لا تكون عقيلة العاهل الأردني عبد الله الثاني، الشخصية العامة الوحيدة التي تستخدم موقع يوتوب الذي يقبل على مشاهدته ملايين المشاهدين؛ فهناك سياسيون وملوك في مناطق مختلفة من العالم قد أنشأوا مواقع لهم على شبكة الإنترنت.<br />
لكن ما تتفرد به الملكة رانيا عن الباقي هو أنها الشخصية العربية الوحيدة التي تستخدم الإنترت للانخراط في حوار مع الغرب والترويج للخطاب الإسلامي المعتدل.<br />
تقول الملكة رانيا مازحة “ابني المراهق شخص قليل الكلام لكن انطباعه (بشأن الأحاديث) كان “جيدا”، وبالتالي فإن انطباع المشاهدين لا بد أن يكون جيدا”.<br />
ويبدو أن زوار موقع يوتوب يتفقون معه فيما ذهب إليه إذ أن ما يربو على مليوني مشاهد شاهدوا حلقات الفيديو التي بثتها على موقع يوتوب.<br />
وتضم هذه الحلقات تسجيلات لها إضافة إلى مساهمات من موسيقيين وكوميدييين مختلفين ومواطنين أردنيين.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;A Rainha Rania Al Abdullah está sentada dentro de seu espaçoso escritório em Amman, na Jordânia, com três câmeras focalizadas nela. A primeira e a segunda são da BBC, enquanto a terceira câmera é da equipe de seu escritório. As três câmeras estavam gravando o mais recente episódio de seu programa, que é disponibilizado em um canal especial do YouTube, mais conhecido como Vlog. Este é o sétimo programa/vídeo desde que ela começou a publicar no YouTube, em março passado, onde ela fala em inglês e convida aqueles que assistem a discutir os estereótipos que eles vem ouvindo sobre o mundo árabe, para que ela possa &#8216;desbancá-los um após o outro&#39;.<br />
Talvez a esposa do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Abdullah_II_da_Jord%C3%A2nia">Rei Abdullah Segundo da Jordânia</a> não seja a única figura pública a usar o YouTube, que vem sendo acessado por milhões de pessoas. Há outros políticos e reis em diferentes regiões do mundo que também criaram sites pessoais na internet.<br />
Mas o que é único a respeito da Rainha Rania é que ela é a única figura árabe que usa a internet para criar um diálogo com o Oeste para promover um discurso islâmico moderado.<br />
A Rainha Rania fala brincando: &#8216;Meu filho adolescente é uma pessoa quieta, que por natureza não fala muito, mas a sua impressão a respeito de meus discursos foi &#8216;boa&#39;, e então a opinião dos que assistem deve ser boa também&#39;.<br />
Pelo que parece os visitantes do YouTube concordam com ele, já que por volta de 2 milhões de usuários assistiram seus programas publicados no YouTube; que incluem, além de suas gravações, contribuições de vários músicos, comediantes e cidadãos da Jordânia.&#8221;</div>
<p>O artigo continua:</p>
<blockquote><p>وأتاح ظهور الملكة رانيا على الشبكة العنكبوتية لها إمكانية تلقي انتقادات الملايين من الناس.<br />
وأسرت الملكة لي قائلة ” عندما قلبت في ذهني فكرة بث تسجيلات لي على موقع يوتوب، نظر إلي بعض الناس وكأنني فقدت صوابي تماما”.<br />
وتابعت قائلة “أشعر أن عالمنا يعيش أزمة في الوقت الراهن؛ فالعنف حل محل الحوار والغضب حل محل العطف”.<br />
ومضت قائلة “آمل أن تصبح هذه القناة قناة اتصال وتواصل بين الشرق والغرب لأنني أعتقد جازمة أن عالمنا في أمس الحاجة إلى ذلك”.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;A aparição da Rainha Rania em seu canal na internet deu a ela a chance de receber as críticas de milhões de pessoas. Como ela me disse: &#8216;Quando a idéia me veio à cabeça, algumas pessoas olharam para mim como se eu tivesse enlouquecido completamente&#39;. Ela continuou: &#8216;Eu sinto que o nosso mundo está em crise neste momento, a violência tomou o lugar do diálogo e a raiva tomou o lugar da compaixão&#39;.<br />
&#8216;Eu tenho a esperança de que este canal torne-se um canal de comunicação e uma ponte entre o Oriente e o Ocidente, porque eu acredito firmemente que o nosso mundo precisa muito disso&#39;.&#8221;</div>
<p>Abaixo, a Rainha <a href="http://www.youtube.com/watch?v=ITzOc35Sfu4">fala</a> sobre o trabalho que vem disponibilizando no YouTube [En].</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ITzOc35Sfu4&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/ITzOc35Sfu4&amp;hl=en&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Você pode acompanhar a Rainha Rania em seu canal <a href="http://www.youtube.com/queenrania">clicando aqui</a> [En].</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Venezuela: Os Indígenas Yukpa, Chávez e as disputas de terra</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/29/venezuela-os-indigenas-yukpa-chavez-e-as-disputas-de-terra/</link>
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		<pubDate>Fri, 29 Aug 2008 22:19:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Americas]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<category><![CDATA[Indígenas]]></category>
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		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
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		<description><![CDATA[Alguns vídeos de mídia cidadã foram disponibilizados, informando sobre a situação que está se configurando na Venezuela entre os índios Yukpa das Montanhas Perijá, alguns proprietários de terras e o Presidente Chávez. Esta disputa sobre limites de propriedade vem se desenvolvendo há 30 anos, quando forças militares desalojaram as comunidades indígenas dos Yukpa a força e alocaram os proprietários de terra que tem fazendas de gado e vem cultivando a terra desde então.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juliana-rincon-parra/">Juliana Rincón Parra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/08/28/venezuela-yukpa-indians-chavez-and-land-disputes/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img class="alignleft" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/08/149624398_b876a130ec_m.jpg" alt="" hspace="7" vspace="5" /> Alguns vídeos de mídia cidadã foram disponibilizados, informando sobre a situação que está se configurando na Venezuela entre os índios <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Yukpa">Yukpa</a> [En] das <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Serrania_del_Perija">Montanhas Perijá</a> [En], alguns proprietários de terras e o Presidente Chávez. Esta disputa sobre limites de propriedade vem se desenvolvendo há 30 anos, quando forças militares desalojaram as comunidades indígenas dos Yukpa com uso da força, e alocaram os proprietários de terra que tem fazendas de gado e vem explorando a terra na região desde então. Os índios Yukpa tentaram reclamar sua terra, e até o presidente venezuelano Hugo Chávez declarou a 10 anos atrás que os problemas com a propriedade da terra nas Montanhas Perijá deveriam ser resolvidos, mas nada foi feito desde então para buscar as soluções.</p>
<p>Atualmente os índios Yukpa estão ocupando as fazendas da região e os proprietários de terra, que vivem da exploração de carne e leite, estão impedidos trabalhar. A situação se tornou mais difícil por conta da presença de forças armadas na área, que gerou um literal estado de sítio. Os grupos indígenas não tem permissão de transitar livremente para dentro ou para fora de suas terras, e jornalistas estão sendo proibidos de entrar na área para relatar eventuais violações dos direitos humanos, como a alegada contratação de atiradores colombianos que estão atacando comunidades inteiras, e que espancaram até a morte uma liderança indígena de 109 anos de idade. Por fim, os Yukpa conseguiram quebrar os bloqueios de comunicação e alcançaram a atenção da mídia, e conseguiram chegar à comunidade de Machique em 26 de agosto de 2008, e então Hugo Chávez declarou que estas terras devem ser devolvidas e que os direitos das comunidades indígenas devem ser respeitados. No blogue coletivo <em>Voces Urgentes </em>(Vozes Urgentes) [Es], <a href="http://vocesurgentesreporta.blogspot.com/2008/08/audio-y-videos-breve-relato-de-cmo-se.html">são feitas várias perguntas a respeito do futuro desta situação, e sua solução</a>:</p>
<blockquote><p>Ahora bien ¿Por qué el cerco se rompe solo cuando Chávez se pronuncia? ¿Qué tuvo que pasar para que Chávez se enterara? ¿La represión, agresión y vulneración de los hermanos yukpa todo este tiempo no era suficiente? ¿Cuál ha sido la actuación de las autoridades ante las sucesivas demandas de los indígenas Yukpa? ¿Por qué la ministra del Poder Popular para los Asuntos Indígenas, Nicia Maldonado, recomendó a los Yukpa respetar la propiedad privada y hacer turismo en una zona aislada y árida? ¿Quiénes y con cuáles criterios se realizará el proceso de demarcación de las tierras indígenas?</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Então, por que é que o cerco só se rompeu agora, quando Chávez se pronunciou? O que teve que acontecer para que Chávez tomasse conhecimento da situação? A repressão, agressão e violação dos irmãos Yukpa por todo este tempo não foram o bastante? Qual tem sido a atuação das autoridades frente às sucessivas demandas dos índios Yukpa? Por quê a ministra do Poder Popular para os Assuntos Indígenas, Nicia Maldonado, recomendou aos Yukpa respeitar a propriedade privada e viver de turismo em uma zona isolada e árida? Quem, e com quais critérios, realizará o processo de demarcação das terras indígenas?&#8221;
</div>
<p>O <a href="http://es.youtube.com/watch?v=5mbNbUh5ETU">vídeo a seguir</a> [Es] foi disponibilizado por <a href="http://es.youtube.com/user/coritoj">coritoj</a>, e faz parte das dezenas de vídeos documentando o sofrimento desta comunidade, e como ele só agora está chegando ao conhecimento do grande público. No vídeo, eles relatam como um dos proprietários de terra disse a eles que ele poderia basicamente fazer o que quisesse, já que todas as autoridades envolvidas já haviam sido devidamente subornadas, e que ele não iria para a cadeia mesmo que eles fossem falar com o Presidente, porque ele tinha dinheiro para pagar para sair de lá:</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5mbNbUh5ETU&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/5mbNbUh5ETU&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><a href="http://es.youtube.com/watch?v=4Ej47nFdVR4">Este outro vídeo por ProyectoSuri</a> [Es] mostra uma caravana humanitária liderada pela <a href="http://medioscomunitarios.org/pag/index.php">organização ANMCLA</a> tentando entrar no território Yukpa para entregar comida e medicamentos à comunidade indígena, e sendo bloqueada pelos oficiais militares. Contudo, os mesmos soldados do exército que não permitiram que eles passassem estavam perfeitamente dispostos a deixar um caminhão carregado com comida para porcos passar pelo bloqueio. As organizações comunitárias conseguiram convencer o motorista do caminhão de que era injusto e inconstitucional entregar comida para animais quando a comida para humanos estava sendo bloqueada, e o vídeo mostra o motorista levando o caminhão de volta para a transportadora. Mais a frente no vídeo, membros dos Yukpa chegam à fronteira da área de sítio e afirmam que nenhum exército poderia controlar suas comunidades, e que eles serão liderados por líderes escolhidos por eles mesmos, e que eles devem poder convidar quem quiserem para dentro de seus territórios. Contudo, a caravana humanitária não obteve permissão para entrar e entregar a comida e remédios que trazia, e por conta da intransigência do exército vários de seus membros foram feridos, e três deles foram presos. Dois dias depois, o presidente reconheceu o direito dos Yukpa para reclamar suas terras.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/4Ej47nFdVR4&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/4Ej47nFdVR4&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>Dezenas de outros vídeos sobre este tema <a href="http://es.youtube.com/results?search_query=yukpa&#038;search_sort=video_date_uploaded">podem ser vistos aqui</a> [Es].<br />
(A imagem da bandeira da Venezuela é de <a href="http://guillermoesteves.com/">Guillermo Esteves</a>)</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Peru: Governo Tenta Impedir Protestos no Norte</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/29/peru-governo-tenta-impedir-protestos-no-norte/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/29/peru-governo-tenta-impedir-protestos-no-norte/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 29 Aug 2008 02:05:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Os protestos no norte do Peru se intensificam, e mesmo com as tentativas do governo de controlar a situação, parece que a tendência é o seu agravamento. Juan Arellano nos conta o que estão dizendo a mídia e os blogues peruanos a respeito do tema.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juan-arellano/">Juan Arellano</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/08/22/peru-government-attempts-to-halt-protests-in-the-north/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Os meios de comunicação começaram a dar mais cobertura aos <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/08/15/peru-amazonian-indigenous-groups-protest-new-governmental-decrees/">protestos que estão acontecendo no Norte do Peru</a> [En]. O jornal La República escreveu que <a href="http://www.larepublica.com.pe/component/option,com_contentant/task,view/id,238581/Itemid,483/">a comissão encabeçada pelo Ministro do Meio-Ambiente Antônio Brack não obteve muito sucesso</a> [Es]. Mais e mais grupos indígenas estão se juntando à causa e ocupando importantes companhias estatais e de petróleo. Além disso, <a href="http://www.elcomercio.com.pe/ediciononline/HTML/2008-08-18/indigenas-desafian-estado-emergencia-declarado-gobierno-amazonia.html">o governo federal declarou estado de emergência na área</a> [Es], clamando pela restauração da ordem. Contudo, os protestos continuam.</p>
<p>Muito poucos blogueiros da capital, Lima, estão falando sobre o assunto, e como diz o blogueiro do <em>Desde el Tercer Piso</em> [Es]: &#8220;<a href="http://www.desdeeltercerpiso.com/2008/08/de-la-selva-su-conflicto/">Para aqueles que vivem em Lima, é difícil entender o porquê deste sério conflito social estar acontecendo nas selvas de nosso país</a>&#8220;. Ele aponta para o tratado assinado pelo governo Peruano há alguns anos, que obrigava o Estado a consultar os indígenas a respeito daquilo que afetasse as suas terras. Os recentes decretos legislativos modificaram estas pactuações, e o blogueiro acredita que o Tribunal Constitucional deverá decidir sobre a questão. Ele acrescenta que além da possibilidade de inconstitucionalidade destes decretos, pode haver também questões ambientais a serem consideradas.</p>
<p>O blogue <em>La Pagina de Milanta</em> [Es] também tem um post com <a href="http://milanta.blogsome.com/2008/08/19/385/">uma análise dos decretos legislativos que estão afetando as comunidades indígenas</a>. <em>Susana Villarán</em> [Es] publica uma nota sobre <a href="http://susanavillaran.blogspot.com/2008/08/desde-condorcanqui-reclamo-indgena.html">as dinâmicas de diálogo entre os grupos indígenas e o governo</a>:</p>
<blockquote><p>Los indígenas que se oponen a los DL recientemente dictados al amparo de las facultades delegadas por el Congreso quieren que el jefe de Gobierno les de la cara. Son jefes de sus Pueblos. Quieren al Jefe del gobierno. Allá o acá en Lima. Tienen razón. Me pregunto, sin embargo, por qué no va a Santa María de Nieva, a San Lorenzo el presidente García y les explica su punto de vista acerca de los supuestos beneficios que obtendrán los Pueblos Indígenas de los Decretos Ley que promulgó con tanto júbilo? ¿Tiene tiempo para los empresarios e inversionistas pero no para los indígenas en cuyas tierras se orienta la inversión? ¿Acaso los convocó a su Palacio antes de promulgar los DL para conocer su opinión y escucharlos y convencerlos o convencerse?. La concertación no es su fuerte y menos, el escuchar a quienes siempre han sido postergados y discriminados.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Os indígenas que se opõe aos decretos legislativos recentemente ditados pelo Congresso querem que o chefe do Governo venha conversar com eles. Eles são chefes de seus povos. Eles querem, então, o chefe do Governo. Lá, ou aqui em Lima. E eles tem razão. Me pergunto, então, por que é que o presidente García não vai a Santa Maria de Nieva, a San Lorenzo, e lhes explica seu ponto de vista acerca dos supostos benefícios que obterão os Povos Indígenas dos Decretos de Lei que promulgou com tanto júbilo? Ele tem tempo para os empresários e para os investidores, mas não para os índios cujas terras são alvo do investimento? Por acaso os convidou a seu palácio antes de promulgar estes decretos legislativos, para saber suas opiniões ou escutar-los e convencê-los, ou convencer-se? Diálogo não é o seu forte, e muito menos escutar aqueles que sempre foram postergados e discriminados.&#8221;
</div>
<p>O blogue <em>El Útero de Marita</em> [Es] mostra que <a href="http://uterodemarita.com/2008/08/19/el-otro-lado-del-amazonas/">há outros personagens que podem estar envolvidos no conflito</a>:</p>
<blockquote><p>Cuidado, por ejemplo, con la presencia del humalista Víctor Isla, uno de los mayores sospechosos de la depredación de la selva, que está merodeando a las organizaciones indígenas alzadas. De hecho va a querer jalar agua para su molino. Por suerte, en la protesta también está el hermano Paul Mc Auley, fundador de la Red Ambiental de Loreto, y antagonista jurado de Isla. Lo increíble es que la PCM, según Correo, está tramitando ¡la expulsión del país Mc Auley! Eso sería no saber cómo se manejan internamente las cosas en la Amazonía. Sería ver, una vez más, las cosas en blanco y negro.
</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Cuidado, por exemplo, com a presença do humalista (seguidor do ex-candidato a presidência Ollanta Humala) Victor Isla, <a href="http://uterodemarita.com/2006/02/22/hasta-que-te-veo-la-cara/">um dos maiores suspeitos da depredação da selva, que está transitando e rondando algumas associações indígenas</a> [Es]. Ele certamente quer tirar vantagem da situação. Por sorte, também envolvido nestes protestos está o Irmão Paul McAuley, fundador da Rede Ambiental de Loreta e inimigo jurado de Isla. Incrívelmente, o Conselho de Ministros, de acordo com o Correo, <a href="http://www.correoperu.com.pe/lima_nota.php?id=73622&amp;ed=14">está tentando providenciar a expulsão de McAuley do país</a> [Es]! Isso mostra que eles não sabem como as coisas funcionam internamente na Amazônia. Eles estão vendo as coisas, novamente, em preto e branco.&#8221;</div>
<p>Por fim, o blogue <em>Agencia de Noticias Spacio Libr</em>e [Es] publicou <a href="http://agenciaspaciolibre.blogspot.com/2008/08/ejrcito-entrena-en-iquitos-para.html">um vídeo do Exército treinando em Iquitos</a> na esperança de &#8220;reestabelecer a ordem pública&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Líbano: trabalhadoras domésticas convertidas em escravas</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/28/libano-trabalhadoras-domesticas-convertidas-em-escravas/</link>
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		<pubDate>Thu, 28 Aug 2008 19:43:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Débora Medeiros</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Ethiopia]]></category>
		<category><![CDATA[Etnicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
		<category><![CDATA[Gênero]]></category>
		<category><![CDATA[Informes]]></category>
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		<category><![CDATA[Middle East & North Africa]]></category>
		<category><![CDATA[Sri Lanka]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
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		<description><![CDATA[Como estão sendo tratadas as empregadas domésticas no Líbano? Nash Suleiman sumariza as reações de alguns blogueiros libaneses a esta tragédia, na esteira da publicação de um relatório sobre a situação pelo Human Rights Watch (Observatório dos Direitos Humanos).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/nash-suleiman/">Nash Suleiman</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/debmedeiros/'>Débora Medeiros</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/08/27/lebanon-maids-is-lebanese-for-slaves/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Apesar de a mídia e os blogueiros libaneses em geral estarem atualmente mais focados em tópicos políticos, é revigorante ver outras questões sendo discutidas e reportadas. Entretanto, no instante em que os relatórios são publicados, as notícias se revelam ainda piores do que pareciam ser. organizações internacionais como a <a href="http://www.hrw.org/portuguese/"><em>Human Rights Watch</em></a> (HRW), <a href="http://www.immigrationhereandthere.org/">Immigration Here &amp; There</a> e blogueiros regionais têm publicado <a href="http://www.hrw.org/english/docs/2008/08/25/lebano19690.htm">relatos</a> [En] alarmantes sobre o abuso de trabalhadoras domésticas estrangeiras na <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/08/12/saudi-arabia-slavery-in-the-gulf/">região</a> [En] e, recentemente, há 200.000 trabalhadoras domésticas declaradas empregadas legalmente no Líbano.  E, com a ausência de cobertura da mídia desses relatórios e a falta de atenção por parte de departamentos oficiais no Líbano, os blogueiros estão entrando em ação para instigar a consciência desses fatos on line.</p>
<p><em>Moussa Bachir</em> usa o espaço do seu <a href="http://urshalim.blogspot.com/2008/08/lebanon-migrant-domestic-workers-die-at.html">blog</a> [En] esta semana para promover o que o Human Rights Watch tem a dizer sobre a situação das trabalhadoras domésticas no Líbano, o que inclui:</p>
<blockquote><p>Domestic workers are dying in Lebanon at a rate of more than one per week,” said Nadim Houry, senior researcher at Human Rights Watch. “All those involved – from the Lebanese authorities, to the workers’ embassies, to the employment agencies, to the employers – need to ask themselves what is driving these women to kill themselves or risk their lives trying to escape from high buildings.</p></blockquote>
<div class="translation">Empregadas domésticas estão morrendo no Líbano a taxas de mais de uma por semana&#8221;, disse Nadim Houry, pesquisador sênior do Human Rights Watch. &#8220;Todos os envolvidos - das autoridades libanesas, passando pelas embaixadas das empregadas e pelas agências de emprego, até os empregadores - precisam se perguntar o que está levando essas mulheres a se suicidar ou a arriscar suas vidas tentando fugir de prédios altos.</div>
<p><em><a href="http://sursock.blogspot.com/2008/08/suicides.html">Lebanese Socialist</a></em> [En] também destaca o mesmo relatório do <em>Human Rights Watch</em>:</p>
<blockquote><p>HRW said that at least 24 housemaids have died since January 2007 after falling from multi-storey buildings. “Many domestic workers are literally being driven to jump from balconies to escape their forced confinement,” Houry said.</p></blockquote>
<div class="translation">O HRW disse que pelo menos 24 trabalhadoras domésticas morreram desde janeiro de 2007, após cair de prédios de muitos andares. &#8220;Muitas empregadas domésticas são literalmente levadas a pular de sacadas para escapar do seu confinamento forçado&#8221;, disse Houry.</div>
<p><em>Christa Hillstrom</em>, que dedica seu blog à divulgação do perigo e da verdade do moderno comércio global de escravos, <a href="http://humangoods.net/2008/05/24/stop-by-the-market-on-your-way-home-in-lebanon-and-pick-up-a-filipina-housemaid/">diz</a>: [En]</p>
<blockquote><p>Although the women often come through legal agencies and are somewhat trained for the domestic work, they frequently have their passports confiscated when they arrive and suffer physical and sexual abuse.</p></blockquote>
<div class="translation">Apesar de as mulheres geralmente chegarem através de agências legais e serem, de certa forma, treinadas para o trabalho doméstico, elas freqüentemente têm seus passaportes confiscados ao chegar e sofrem abusos físicos e sexuais.</div>
<p>As notícias perturbadoras continuam quando Hillstorm cita o relatório de Elise Barthet sobre a situação:</p>
<blockquote><p>Beirut employment agencies promote them as merchandise or, in extreme case, as pets. They offer advice about which nationalities are supposedly docile, easy to maintain or “harder to break.”</p></blockquote>
<div class="translation">As agências de empregos de Beirut promovem-nas como mercadorias ou, em casos extremos, como animais de estimação. Elas [as agências] oferecem conselhos sobre que nacionalidades são supostamente dóceis, fáceis de manter ou &#8220;mais difíceis de subjugar&#8221;.</div>
<p>Retrocedendo no tempo, podemos encontrar muitos blogueiros como <em>Moustaf</em>a, que anteriormente <a href="http://beirutspring.com/blog/2008/05/05/ethiopia-bans-its-citizens-from-working-in-abusive-lebanon/">postou</a> [En] sobre suas preocupações com esse fenômeno crescente:</p>
<blockquote><p>Sure they’re starving and living in miserable conditions, but that doesn’t mean that they have to put up with the ultimate abusive environment: The Lebanese household.</p></blockquote>
<div class="translation">Claro que elas estão passando fome ou vivendo em condições lamentáveis [em seus países de origem], mas isso não significa que elas têm que agüentar o ambiente mais abusivo de todos: o lar libanês.</div>
<p>O professor <em><a href="http://angryarab.blogspot.com/2008/08/finally.html">Asad Abu Khalil</a></em> [En], no site <em>Angry Arab News Service</em> encontra alívio no fato de que a situação está recebendo atenção internacional do Human Rights Watch:</p>
<blockquote><p>Finally. Human Rights Watch has noticed.</p></blockquote>
<div class="translation">Finalmente. O Human Rights Watch percebeu.</div>
<p>Alguns meses atrás, o professor <em>Abu Khalil</em> publicou um artigo que aborda a situação das trabalhadoras domésticas no Líbano, o qual, mais tarde, foi <a href="http://dailyalochona.blogspot.com/2008/05/alochona-maids-in-lebanon.html">postado</a> [En] no site <em>Daily Online Alcohona</em>:</p>
<blockquote><p>I will never forget Sushar Roxi. Do you remember her? That poor Sri Lankan maid who died by hanging in front of spectators and cameras. Do you remember when the city of Sidon&#39;s people woke up to find her dangling from the balcony, after she&#39;d hanged herself with linens? Do you wonder why she hanged herself? Do you wish you could ask her? She dangled from the balcony for hours and nobody noticed or cared. Why did Sushar hang from the balcony and why do we never hear of investigations?</p></blockquote>
<div class="translation">Nunca vou esquecer Sushar Roxi. Vocês se lembram dela? Aquela pobre moça do Sri Lanka que morreu enforcada diante de espectadores e câmeras. Vocês se lembram de quando o povo da cidade de Sidon acordou para encontrá-la pendurada da sacada, depois que ela se enforcou com tecidos? Vocês se perguntam por que ela se enforcou? Vocês gostariam de poder perguntá-la? Ela ficou pendurada no balcão por horas e ninguém notou ou se importou. Por que Sushar se enforcou na sacada e por que nós nunca ouvimos falar de investigações?</div>
<p>Uma postagem mais antiga de <em>Abullor</em> <a href="http://biladsham.blogspot.com/2008/05/maid-in-lebanon-ii-voices-from-home.html">promove</a> [En] um documentário (Maid in Lebanon II) que discute direitos das trabalhadoras, empregos, contratos e termos e condições de trabalho cotidianos.</p>
<p>Outro sinal alarmante que passou despercebido foi <a href="http://lebanoniznogood.blogspot.com/2008/05/bravo-ethiopia-end-maid-trade-with.html">mencionado</a> [En] por <em>Hanibaal</em> há alguns meses. A postagem dele aponta para uma declaração aprovada pelo governo etíope que bane a viagem de trabalhadores para Beirut:</p>
<blockquote><p>…Ethiopia passed the bill after it conducted a thorough analysis into the human right violations and domestic violence Ethiopian migrants face behind closed doors in Lebanon while in duty as maids.<br />
…Past human right records show that 67 Ethiopian women died between 1997 and 1999 alone in Beirut while working. Many were never heard from again and many others remain very difficult to trace because their employers change their Christian name to let them in to the country as Muslims.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8230;A Etiópia aprovou essa declaração, após conduzir uma análise detalhada das violações dos direitos humanos e da violência doméstica que migrantes etíopes enfrentam a portas fechadas no Líbano enquanto trabalham como empregadas.</p>
<p>&#8230;Registros de direitos humanos passados mostram que 67 mulheres etíopes morreram entre 1997 e 1999, sozinhas em Beirut enquanto trabalhavam. Nunca mais se teve notícia de muitas delas e outras continuam difíceis de localizar porque seus empregadores mudam seus nomes de batismo para que elas entrem no país como muçulmanas.</p>
</div>
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		<title>Kuwait: Mostrando as compras nas Olimpíadas</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/27/kuwait-mostrando-as-compras-nas-olimpiadas/</link>
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		<pubDate>Wed, 27 Aug 2008 18:53:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arabic]]></category>
		<category><![CDATA[Bahrain]]></category>
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		<category><![CDATA[Olympics]]></category>
		<category><![CDATA[Qatar]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Árabes realmente adoram comprar. Eles passam horas e horas em lojas e shopping centers, e é por isso que eles quiseram exibir sua habilidade em comprar nas Olimpíadas de Verão deste ano. Infelizmente, comprar não é uma das modalidades esportivas incluídas nos jogos, mas isso não impediu alguns países árabes de exibir suas novas aquisições.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/tarek-amr/">Gr33nData</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/08/27/kuwait-parading-purchases-at-the-olympics/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Árabes realmente adoram comprar. Eles passam horas e horas em lojas e shopping centers, e é por isso que eles quiseram exibir sua habilidade em comprar nas Olimpíadas de Verão deste ano. Infelizmente, comprar não é uma das modalidades esportivas incluídas nos jogos, mas isso não impediu alguns países árabes de exibir suas novas aquisições.</p>
<p><em>Kuwaitism</em> [Ar] nos dá uma imagem da situação <a href="http://www.kuwaitism.com/2008/08/24/%D8%A7%D9%84%D8%AD%D8%B6%D9%88%D8%B1-%D8%A7%D9%84%D8%AE%D9%84%D9%8A%D8%AC%D9%8A-%D8%A8%D8%A7%D9%84%D8%A3%D9%88%D9%84%D9%85%D8%A8%D9%8A%D8%A7%D8%AF/">aqui</a>:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: right;">حبيت آخذ هالفرصة لشكر بعض ممثلينا العرب –<br />
سامويل فرانسيس (قطر)<br />
جايمس كواليا كوكوروي (قطر)<br />
فيلكس كيكواي كيبوري (قطر)<br />
سلطان زمان (قطر) الإسم الأصلي أونيسفور نكونزيمانا (بوروندي)<br />
جمال سالم (قطر) الإسم الأصلي توماس كاتيو (كينيا)<br />
دهام بشير (قطر) الإسم الأصلي دايفيد إينياغا (كينيا)<br />
عيسى راشد (قطر) الإسم الأصلي دانييل كيبكوسكي (كينيا)<br />
جابر سالم (قطر) الإسم الأصلي ياني مارشوكوف (بلغاريا) – حول جنسيته بـ1,000,000 دولار عام 2000.<br />
مبارك شامي (قطر) الإسم الأصلي ريتشارد ياتيتش (كينيا)<br />
أحمد حسن عبدالله (قطر) الإسم الأصلي ألبرت تشيبكوروي (كينيا)<br />
بلال منصور علي (بحرين) الإسم الأصلي جون ييكو (كينيا)<br />
مريم يوسف جمال (بحرين) الإسم الأصلي زينيبيش تولا (أثيوبيا)<br />
نادية الجافني (بحرين) الأصل مغربية<br />
يوسف سعد كامل (بحرين) الأصل غريغوري كونشيلا (كينيا)<br />
آدم اسماعيل خميس (بحرين) الأصل هوسيا كوسغي (كينيا)<br />
حسن محبوب (بحرين) الأصل سايلاس كيروي (كينيا)<br />
رشيد رمزي (بحرين) الأصل مغربي<br />
ناصر سعيد (بحرين) الأصل ستيفان لورو كامار (كينيا)<br />
طارق مبارك طاهر (بحرين) الأصل دينيس كيبكوروي سانغ (كينيا)<br />
محمد عبدالله زكريا (بحرين) الأصل مغربي<br />
قطر و البحرين مثلهما 11 كيني 3 مغربيين 1 بوروندي 1 أثيوبي 1 بلغاري 3 غير معروف من أفريقيا</p>
</blockquote>
<div class="translation">&#8220;Eu gostaria de aproveitar a oportunidade para agradecer a nossos representantes árabes nos jogos [Olímpicos]:<br />
Samuel A. Francis (Qatar) [nascido na Nigeria]<br />
James Kwalia C&#39;Kurui (Qatar) [nascido no Kenya]<br />
Felix Kikwai Kibore (Qatar) [nascido no Kenya]<br />
Sultan Zaman (Qatar) - nascido Onesphore Nkunzimana (no Burundi)<br />
Gamal Salem (Qatar) - nascido Thomas Katui (no Kenya)<br />
Daham Bashir (Qatar) - nascido David Nyaga (no Kenya)<br />
Essa Ismail Rashed (Qatar) - nascido Daniel Kipkosgei (no Kenya)<br />
Jaber Saeed Salem (Qatar) - nascido Yani Marchokov (na Bulgaria) ele mudou de nacionalidade por 1,000,000 Dólares em 2000.<br />
Mubarak Hassan Shami (Qatar) - nascido Richard Yatich (no Kenya)<br />
Ahmad Hassan Abdullah (Qatar) - nascido Albert Chepkurui (no Kenya)<br />
Bilal Mansour Ali (Bahrain) - nascido John Biko (no Kenya)<br />
Jamal Maryam Yusuf (Bahrain) - nascido Zenebech Tola (na Ethiopia)<br />
Nadia Ejjafini (Bahrain/ nascida no Morrocos)<br />
Yusuf Saad Kamel (Bahrain) - nascido Gregory Konchellah (no Kenya)<br />
Aadam Ismaeel Khamis (Bahrain) - nascido Hosea Kosgei (no Kenya)<br />
Hasan Mahboob (Bahrain) - nascido Silas Kirui (no Kenya)<br />
Rashid Ramzi (Bahrain/Morrocos)<br />
Nasar Sakar Saeed (Bahrain) - nascido Stephen Loruo Kamar (no Kenya)<br />
Tareq Mubarak Taher (Bahrain) - nascido Denis Kipkurui Keter (no Kenya)<br />
Mohammad Abdullah Zakaria (Bahrain/Morocco)<br />
Em resumo, o Qatar e o Bahrain foram representados por 11 Kenyanos, 3 Marroquinos, 1 Burundiano, 1 Etíope, 1 Búlgaro e 3 outros [nas Olimpíadas].</div>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Georgia: Pepsikolka dá notícias de Poti</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/26/georgia-pepsikolka-da-noticias-de-poti/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/26/georgia-pepsikolka-da-noticias-de-poti/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 26 Aug 2008 03:50:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Central Asia & Caucasus]]></category>
		<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Eastern & Central Europe]]></category>
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		<category><![CDATA[Etnicidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Russia]]></category>
		<category><![CDATA[Russian]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=1229</guid>
		<description><![CDATA[Publicado originalmente porVeronica Khokhlova  &#183; Traduzido por Daniel Duende &#183;  Veja o post original 
O OpenDemocracy.net publicou traduções [em inglês] de posts escritos pela usuária pepsikolka (Samira Kuznetsova) do LiveJournal, uma blogueira moradora de Poti, Georgia: aqui, aqui e aqui. (Traduções de posts anteriores de Pepsikolka, feitas pelo Global Voices, são encontradas aqui [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/neeka/">Veronica Khokhlova</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/08/25/georgia-pepsikolkas-dispatches-from-poti/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>O <em>OpenDemocracy.net</em> publicou traduções [em inglês] de posts escritos pela usuária <em>pepsikolka</em> (Samira Kuznetsova) do LiveJournal, uma blogueira moradora de Poti, Georgia: <a href="http://www.opendemocracy.net/russia/article/georgia-poti-blog-part-two">aqui</a>, <a href="http://www.opendemocracy.net/russia/article/georgia-poti-blog-part-three">aqui</a> e <a href="http://www.opendemocracy.net/article/russia-theme/pepsikolkas-poti-blog-part-4">aqui</a>. (Traduções de posts anteriores de <em>Pepsikolka</em>, feitas pelo Global Voices, são encontradas <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/08/10/georgia-russia-more-reports-on-the-conflict-from-russophone-bloggers/">aqui</a> [En] e <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/11/georgiarussia-blogueira-de-poti-conta-como-o-bombardeio-foi/">aqui</a>).</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Angola, Brasil: Um choque cultural</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Aug 2008 13:11:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O relacionamento especial entre Angola e Brasil significa que o comércio entre os dois países estão crescendo em marcha acelerada - assim como a imgração de um lado ao outro do Atlântico. Mas como esses povos vizinhos estão se dando? Esse artigo oferece as perspectivas de uma brasileira e uma angolana morando em Luanda.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/08/17/angola-brazil-a-culture-shock-divide/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry" style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-48596" title="47276853_eaf456fb02" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/08/47276853_eaf456fb02.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Escravo em madeira esculpido por Luiz Paulino da Cunha. Foto do <a href="http://www.carfweb.net">Children At Risk Foundation</a></strong></p>
<p style="text-align: left;">A Angola e o Brazil têm um relacionamento especial, parte por causa do idioma  e do passado que dividem - os dois países foram parte do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Portugu%C3%AAs">Império Português</a> - mas também por causa dos laços culturais que emanam dessa história em comum. Desde o ano  2000, o comércio entre os dois países também começou a crescer e agora está no ápice. De acordo com a Associação de Empresas Brasileiras em Angola  (AEBRAN), <a href="http://ipsnews.net/news.asp?idnews=40040">os negócios entre os dois países</a> [en] cresceram seis vezes desde 2002.</p>
<p style="text-align: left;">Com o fortalecimento dos negócios, a presença de empresas brasileiras em solo angolano também cresceu. E como consequência, a imigração do Brasil para a Angola também aumentou - em 70% nos últimos cinco anos. Estima-se que <a href="http://www.migrationinformation.org/Profiles/display.cfm?ID=311">5.000 brasileiros estejam registrados em Angola</a> [en], a maioria deles trabalhando para empresas dos setores de construção, mineração e agricultura. Esse novo capítulo na história de Angola, país estava mais acostumado com imigração no sentido oposto do Atlântico, leva a um inevitável choque cultural, tanto para brasileiros quanto para angolanos.</p>
<p style="text-align: left;">Veja abaixo duas postagens completas, que mostram perspectivas diferentes de um povo lançando um olhar sobre o outro, levantando questões sobre imigração, racismo, etnicidade e respeito mútuo. Acima de tudo, elas ilustram um relacionamento complexo e amplo - com todas as inevitáveis similaridades e diferenças - entre esses dois irmãos que crescem separados por um oceano.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-48598" title="47276856_812db9808b" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/08/47276856_812db9808b.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Escravo em madeira esculpido por Luiz Paulino da Cunha. Foto do <a href="http://www.carfweb.net">Children At Risk Foundation</a></strong></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://casadeluanda.blogspot.com/2008/08/em-contagem-decrescente.html">Migas</a>, brasileira morando em Luanda, diz o seguinte:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">Sempre vi as eleições em Setembro de forma positiva. Optimista de que os episódios de violência do passado não voltarão a acontecer. Qualquer um é unânime em concordar que o país precisa de paz para prosseguir com o crescimento económico, desenvolvimento, qualidade de vida dos cidadãos. Talvez este último seja o objectivo mais “esquecido”. Contudo, o acontecimento aproxima-se. 5 de Setembro foi a data escolhida e qualquer um está com muita expectativa. Angolano ou estrangeiro.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">Vivo num condomínio em que sou a única estrangeira. Todos os outros vizinhos são negros, pertencentes a uma classe que eu não consigo identificar. Não são ricos nem pobres. Mas também não são classe média. Eu diria que são mais pobres do que ricos, segundo os meus padrões. Mas, são ricos o suficiente para terem água nos reservatórios, gerador, carros e comida na mesa. Num dos últimos fins-de-semana, houve festa numa das casas do condomínio. Ao que parece, um aniversário. Arrependi-me da minha opção em ficar em casa, nessa noite de Sábado.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">A festa prolongou-se até de madrugada com o DJ a esmerar-se na escolha das músicas. Para meu desespero já que tinha decidido ficar em casa para dormir cedo. Depois de chegar das compras, por volta das 10h da noite, vi que no meu lugar de estacionamento tinha outro carro. Não pedi para tirarem mas antes, para darem um “jeitinho” (à boa maneira do Norte) para que pudessem ficar os dois. O meu e o do convidado. O convidado, nitidamente bêbado, mandou-me esperar e voltou à festa, supostamente em busca da chave. Minutos depois, tinha-se esquecido do meu pedido e já dançava junto com os outros.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">Consegui resolver a questão de outra forma mas, confesso que não gostei da atitude. Esta história ilustra a minha verdadeira preocupação. Não tenho dúvidas que as eleições vão dar lugar a muita bebedeira, festa, comportamentos exagerados. E isso preocupa-me. Se até agora nunca tinha sentido desconforto por morar num local onde a minha casa é a única de “brancos”, nessa noite percebi que as “biricocas” podem desencadear episódios desconfortáveis mesmo em locais onde nos sentimos bem.</p>
</blockquote>
<p><img class="size-full wp-image-48595" title="47263530_65f92c74bb" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/08/47263530_65f92c74bb.jpg" alt="" width="447" height="335" /><strong></strong></p>
<p align="center"><strong>Escravo em madeira esculpido por Luiz Paulino da Cunha. Foto do <a href="http://www.carfweb.net">Children At Risk Foundation</a></strong></p>
<p style="text-align: left;">Segue abaixo  uma perspectiva diferente, sobre outra festa e o novo cenário migratório, por <a href="http://patriciaguinevere.blogspot.com/2008/08/enigmas-racismo-no-brasil.html">Gil Gonçalves,</a> cidadão angolano:</p>
<blockquote style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">Em Luanda, as empresas brasileiras praticam o subimperialismo americano. O Brasil é uma colónia dos EUA. Muitos… mas mesmo muitos brasileiros chegaram, chegam a Luanda, como sardinhas enlatadas.</p>
</blockquote>
<blockquote style="text-align: left;"><p>Na Movicel, empresa de telecomunicações onde detêm as garras no marketing, mandam vir os seus irmãos e irmãs, como técnicos altamente especializados. Os luandenses ensinam-nos a trabalhar, pois os pobres chegam aqui analfabetos. No Brasil parece não existirem universidades, ou então as existentes não funcionam. Ganham milhares de dólares, com direito a milhares de mordomias. E os luandenses míseros dólares. Há que manter o legado colonial.</p></blockquote>
<blockquote style="text-align: left;"><p>Brasileiros e brasileiras infestaram um hotel, é só deles e delas. Elas fumam bwe [muito], parecem vulcões em permanente actividade. De vez em quando dão festa no terraço. Como bons analfabetos sociais imprimem desalmado som musical que permite aos colonizados luandenses não dormirem. Eles e elas não sabem, fingem não saberem, que em Luanda poluição sonora é crime. Estrangeiros que não respeitam as leis do país de acolhimento tem direito à expulsão. Mas como isto é deles e de alguns amigos luandenses…</p></blockquote>
<blockquote style="text-align: left;"><p>O espanto nisto tudo é que eles e elas “brasileirada” são todos… brancos e brancas. Cadê os negros? As negras? Fugiram para o quilombo do Zumbi dos Palmares? Foram deportados para um campo de concentração nazi? Esconderam-nos na floresta do Amazonas? Exterminaram-nos? Estão proscritos? Enfeitam algum jardim zoológico? Deitaram-nos ao mar?</p></blockquote>
<blockquote style="text-align: left;"><p>Porque não tem a coragem de afirmar publicamente que negro brasileiro não existe no Brasil!</p></blockquote>
<p style="text-align: left;">As imagens que ilustram esse artigo são do álbum <a href="http://www.flickr.com/photos/beija-flor/sets/1030536/">Symbols and Symbolism [Símbolos e Simbolismo] do Flickr</a> de <a href="http://www.carfweb.net">Children At Risk Foundation</a> [en] e usadas sob licença do Creative Commons. Elas retratam a história dos 300 anos de escravidão no Brasil e o impacto do período no país, especialmente no legado do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Candombl%C3%A9">Candomblé</a>. Abaixo, a legenda:</p>
<blockquote style="text-align: left;"><p>O negro foi arrancado de sua terra e vendido como mercadoria, escravizado. No Brasil, ele chegou como escravo, objeto; de sua terra ele partiu como um homem livre. Durante a viagem, o tráfego de escravos, ele perdeu a sua personalidade, mas a sua cultura, sua história, sua paisagem, suas experiências vieram com ele.</p>
<p>A história dos 300 anos de  escravidão negra no Brasil impactou aquele país. O Candomblé é um desses impactos, uma religião cheia de segredos, símbolos e rituais que são conhecidos não apenas por iniciados, mas são também  parte vital da expressão cultural no Brasil. Não há números definitivos sobre quantas pessoas no Brasil seguem o Candomblé. O governo estima, conservadoramente, que haja no Brasil mais de 300 mil centros de culto de religiões afro-brasileiras, que incluem o Candomblé. Estima-se que os participantes dessas religiões cheguem a, pelo menos, um terço dos 170 milhões de habitantes no Brasil. Muitos práticam tanto o Catolicismo quanto o Candomblé.</p>
<p>A Bahia, estado com o maior percentual de negros, é a capital desta religião, que acompanha atentamente as suas raízes e tradições africanas entre o povo Yorubá da Nigéria e do povo Banto de Angola e do Congo. As tradições do Yorubá, incluindo os orixás (deuses do panteão africano) mais comumente usados,  predominam. Hoje o Candomblé é oficialmente reconhecido e protegido pelo governo do Brasil. No entanto, durante o período da escravidão e por muitas décadas após a sua abolição no Brasil, em 1888, as práticas do Candomblé foram proibidas pelo governo e pela Igreja Católica, e seus praticantes foram severamente punidos.</p></blockquote>
</div>
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