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	<title>Global Voices em Português &#187; Diáspora</title>
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	<description>O mundo está falando. Você está ouvindo?</description>
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		<title>Cuba: Yoaní Sánchez e outros blogueiros apreendidos</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/11/12/cuba-yoani-sanchez-e-outros-blogueiros-apreendidos/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 03:34:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Talvez fosse apenas uma questão de tempo, mas Yoani Sánchez, blogueira mais famosa de Cuba, que recebeu inúmeros prêmios internacionais por seu ativismo, foi detida brevemente e espancada pelas autoridades cubanas em 6 de novembro, junto com seus colegas blogueiros, Claudia Cadelo (uma colaboradora do Global Voices) e Orlando Luís Pardo Lazo. Os três estavam em seu caminho para uma marcha anti-violência na capital cubana, Havana.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/janine-mendes-franco/">Janine Mendes-Franco</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/11/07/yoani/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Talvez fosse apenas uma questão de tempo, mas <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Yoani_S%C3%A1nchez">Yoani Sánchez</a>, blogueira <a href="http://www.desdecuba.com/generationy/">mais famosa</a> de Cuba, que recebeu <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/04/08/cuba-blocked-blogger-yoani-sanchez-receives-prestigious-award/">inúmeros prêmios internacionais</a> por seu ativismo, foi <a href="http://momento24.com/en/2009/11/07/yoani-sanchez-cuban-blogger-was-arrested-and-beaten-by-the-police/">detida brevemente e espancada</a> pelas autoridades cubanas em 6 de novembro, junto com seus colegas blogueiros, <a href="http://www.octavocerco.blogspot.com/">Claudia Cadelo</a> (uma <a href="http://globalvoicesonline.org/author/claudia-cadelo/">colaboradora</a> do Global Voices) e <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/03/23/cuba-interview-with-blogger-orlando-luis-pardo-lazo/">Orlando Luís Pardo Lazo</a>. Os três estavam em seu caminho para uma <a href="http://alongthemalecon.blogspot.com/2009/11/cuban-marchers-shout-peace-and-love.html">marcha anti-violência</a> na capital cubana, Havana.</p>
<p>A blogueira espanhola Rosa Jiménez Cano, que trabalha para o jornal espanhol El País, <a href="http://www.rosajc.com/2009/11/07/yoani-sanchez-detenida-y-golpeada/">relatou</a> ter recebido a seguinte mensagem de texto da Yoaní por volta de 2am, horário de Madri:</p>
<blockquote><p>Fui detenida junto a Orlando L. Pardo y Claudia Cadelo nos llevaron a la fuerza estilo siciliano. Golpes. Nos dejaron tirados en una esquina.</p></blockquote>
<div class="translation">Fui detida junto com Orlando L. Pardo e Claudia Cadelo; levaram-nos à força no estilo siciliano. Golpes. Fomos deixados deitados em uma esquina.</div>
<p>Na manhã seguinte aos acontecimentos, Yoaní <a href="http://www.desdecuba.com/generaciony/?p=2468">postou</a> o seguinte relato em seu blog:</p>
<blockquote><p>Cerca de la calle 23 y justo en la rotonda de la Avenida de los Presidente, fue que vimos llegar en un auto negro –de fabricación china– a tres fornidos desconocidos: ‘Yoani, móntate en el auto&#39; me dijo uno mientras me aguantaba fuertemente por la muñeca. Los otros dos rodeaban a Claudia Cadelo, Orlando Luís Pardo Lazo y una amiga que nos acompañaba a una marcha contra la violencia. Ironías de la vida, fue una tarde cargada de golpes, gritos y malas palabras la que debió transcurrir como una jornada de paz y concordia.  Los mismos ‘agresores&#39; llamaron a una patrulla que se llevó a mis otras dos acompañantes, Orlando y yo estábamos condenados al auto de matrícula amarilla, al pavoroso terreno de la ilegalidad y la impunidad del Armagedón.</p>
<p>Me negué a subir al brillante Geely y exigimos nos mostraran una identificación o una orden judicial para llevarnos. Claro que no enseñaron ningún papel que probara la legitimidad de nuestro arresto. Los curiosos se agolpaban alrededor y yo gritaba ‘Auxilio, estos hombres nos quieren secuestrar&#39;, pero ellos pararon a los que querían intervenir con un grito que revelaba todo el trasfondo ideológico de la operación: ‘No se metan, estos son unos contrarrevolucionarios&#39;. Ante nuestra resistencia verbal, tomaron el teléfono y dijeron a alguien que debió ser su jefe: ‘¿Qué hacemos? No quieren subir al auto&#39;. Imagino que del otro lado la respuesta fue tajante, porque después vino una andanada de golpes, empujones, me cargaron con la cabeza hacia abajo e intentaron colarme en el carro. Me aguanté de la puerta… golpes en los nudillos… alcancé a quitarle un papel que uno de ellos llevaba en el bolsillo y me lo metí en la boca. Otra andanada de golpes para que les devolviera el documento.</p></blockquote>
<div class="translation">Perto da rua 23, na Avenida de los Presidentes, vimos um carro preto feito na China estacionando com três desconhecidos musculosos. &#8220;Yoaní, entre no carro&#8221;, disse um deles enquanto me agarrava à força pelo pulso. Os outros dois cercaram Claudia Cadelo, Orlando Luís Pardo Lazo, e um amigo que estava nos acompanhando até a marcha contra a violência. As ironias da vida; foi uma noite cheia de socos, gritos e palavrões o que deveria ter passado como um dia de paz e harmonia. Os mesmos &#8216;agressores&#39; chamaram um carro da patrulha que levou meus outros dois companheiros, e Orlando e eu estávamos condenados ao carro com placas amarelas, o mundo terrível de anarquia e a impunidade do Armageddon.<br />
Eu me recusei a entrar no brilhante <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Geely">carro da Geely</a> e pedimos que eles nos mostrassem sua identificação ou um mandado. É claro que eles não nos mostraram nenhum documento para provar a legitimidade da nossa prisão. Os curiosos se aglomeraram ao redor e eu gritava, &#8216;Socorro, estes homens querem nos seqüestrar&#39;, mas eles pararam os que queriam intervir com uma mensagem que revelou o plano de fundo ideológico de toda a operação: &#8220;Não interrompam, estes são contra-revolucionários&#8221;. Diante de nossa resistência verbal eles fizeram um telefonema e disseram a alguém que deve ter sido o chefe: &#8220;O que nós fazemos? Eles não querem entrar no carro.&#8221; Eu imagino que a resposta do outro lado era inequívoca, porque, então, veio uma enxurrada de socos e empurrões; eles abaixaram minha cabeça e tentaram me empurrar para dentro do carro. Eu segurava o porta &#8230; golpes aos meus dedos &#8230; eu consegui pegar o papel que um deles tinha no bolso e colocá-lo na minha boca. Outra rajada de socos para que eu devolvesse o documento a eles.</div>
<p>O post da Yoaní continua descrevendo a brutalidade infligida a ela e ao Orlando, e sua eventual libertação:</p>
<blockquote><p>Nos dejaron tirados y adoloridos en una calle de la Timba, una mujer se acercó ‘¿Qué les ha pasado?&#39;… ‘Un secuestro&#39;, atiné a decir. Lloramos abrazados en medio de la acera, pensaba en Teo, por Dios cómo voy a explicarle todos estos morados. Cómo voy a decirle que vive en un país donde ocurre esto, cómo voy a mirarlo y contarle que a su madre, por escribir un blog y poner sus opiniones en kilobytes, la han violentado en plena calle. Cómo describirle la cara despótica de quienes nos montaron a la fuerza en aquel auto, el disfrute que se les notaba al pegarnos, al levantar mi saya y arrastrarme semidesnuda hasta el auto.</p></blockquote>
<div class="translation">Fomos deixados doloridos, deitados em uma rua em Timba; uma mulher se aproximou: &#8216;O que aconteceu&#39;&#8230; &#8216;Um seqüestro&#39;, consegui dizer. Nós choramos abraçados um ao outro no meio da calçada, pensando no Teo, por Deus, como eu iria explicar aqueles machucados. Como vou dizer a ele que vivemos em um país em que isso pode acontecer, como vou olhar para ele e dizer que sua mãe, por escrever um blog e colocar minha opinião em kilobytes, foi espancada em uma rua pública. Como descrever os rostos despóticos daqueles que nos forçaram a entrar no carro, a alegria deles que pude perceber enquanto eles nos espancavam, ou ao levantarem minha saia e me arrastarem semi-nua até o carro.</div>
<p>No momento em que escreveu, o post da Yoaní atraiu 1.412 comentários.</p>
<p>Claudia também inseriu rapidamente a sua versão do incidente <a href="http://octavocercoen.blogspot.com/2009/11/march-where-i-wasnt.html">em seu blog</a></p>
<blockquote><p>We refused to get in the car, there were three of them and they threatened us:</p>
<p>‘Get in the car, now.&#39;<br />
‘Let us see your documents, or bring a policeman.&#39;</p>
<p>Orlando had his cell phone in his hand. ‘Pardo, don’t record,&#39; said the one in the orange shirt, and I got my cell out. Nobody noticed me, I sent the first Tweet… In less than three minutes a patrol car came up with a couple of cops—a woman and a man—completely dumbstruck by the scene. They carried out their orders almost in slow motion, the woman told me:</p>
<p>‘Don’t resist.&#39;</p>
<p>‘They are undocumented,&#39; it occurred to me to enlighten her.</p>
<p>Yoani was clinging to a bush, I was clinging to her waist, and the woman was pulling me by the leg. They had already dragged Orlando off, outside my field of vision. A man at the bus-stop looked on with an expression of terror, people didn’t say a single word. The officer, very young, got me in an armlock that immobilized me. I could have kicked a little but I was too astonished at seeing Yoani’s legs sticking out the rear window of the State Security car.</p></blockquote>
<div class="translation">Nós nos recusamos a entrar no carro, eles estavam em três e nos ameaçaram:</p>
<p>&#8216;Entrem no carro, agora.&#39;<br />
&#8216;Deixe-nos ver seus documentos, ou traga um policial.&#39;</p>
<p>Orlando tinha o telefone em suas mãos. &#8220;Pardo, não grave&#39;, disse o agressor que vestia uma camisa laranja, e eu tirei meu celular. Ninguém percebeu, e eu mandei meu primeiro Tweet&#8230;. em menos de trêsminutos um carro-patrulha veio com dois policiais - uma mulher e um homem - completamente sem palavras pela cena. Eles executaram suas ordens quase em câmera lenta; a mulher me disse:</p>
<p>&#8216;Não resista.&#39;</p>
<p>&#8216;Eles não têm documentos,&#39; eu a recordei.</p>
<p>Yoaní estava se agarrando a um arbusto, eu estava agarrada à sua cintura, e a mulher estava me puxando pela perna. Eles já tinham arrastado o Orlando para fora do meu campo de visão. Um homem na parada de ônibus contemplava com uma expressão de terror, as pessoas não dizem uma única palavra. O oficial, muito jovem, me pegou em uma chave-de-braço que me imobilizou. Eu poderia ter chutado um pouco, mas eu estava muito surpresa ao ver as pernas de Yoani saindo da janela traseira do carro de segurança do Estado.</p></div>
<p>Seu post continua a relatar a cadeia de eventos em grande detalhe, mas ela completa com uma nota triunfante:</p>
<blockquote><p>Then the first call came, with a 00 international prefix, and I knew nothing had been in vain, even if we had all been arrested and the march suspended. When, later, I saw the video that Ciro brought me, I knew for certain: They lost; it&#39;s the countdown.</p></blockquote>
<div class="translation">Então veio a primeira ligação, com um prefixo internacional 00, e eu soube que nada foi em vão, mesmo se nós tivéssemos todos sido presos e a marcha suspensa. Quando, mais tarde, eu vi o vídeo que o Ciro trouxe, eu sabia com certeza: Eles perderam; é a contagem regressiva.</div>
<p>Comentando sobre o incidente, o blogueiro em diáspora do blog <a href="http://marcmasferrer.typepad.com/uncommon_sense/2009/11/cuban-bloggers-arrested.html"><em>Uncommon Sense</em></a> expressa surpresa, já que &#8220;aqueles de nós em outros países que presumem que porque a Yoani, Claudia e outros são bem conhecidos, a ditadura de Castro nunca ousaria prendê-los.&#8221; No entanto, foi o que fizeram. Ele continua:</p>
<blockquote><p>Of course, we should never be surprised at what the regime does when it comes to trying to silence its opposition on the island.</p>
<p>And we should never underestimate the importance of the protection we provide every time we read one of their blogs. Obviously, it doesn&#39;t provide them absolute immunity, but it is conceivable that someone like Yoani Sanchez would have a long ago been locked away in the Castro gulag were it not for the fact that she is so well known.</p>
<p>What you provide them with each click is the moral support vital for their continuing struggle for freedom.</p></blockquote>
<div class="translation">É claro, nós nunca devemos ficar surpresos com o que o regime faz quando se trata de tentar silenciar sua oposição na ilha.</p>
<p>E não devemos nunca subestimar a importância da proteção que provemos toda vez que lemos um de seus blogs. Obviamente, isso não lhes concede imunidade absoluta, mas é concebível que alguém como Yoaní Sánchez já teria sido detida na <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gulag">gulag</a> do Castro se não fosse o fato de ela ser conhecida.</p>
<p>O que vocês lhes concedem com cada clique é apoio moral vital para sua luta constante por liberdade.</p></div>
<p>Enquanto isso, o <a href="http://babalublog.com/2009/11/breaking-news-yoani-sanchez-arrested-in-cuba/" target="_blank"><em>Babalu Blog</em></a>, após publicar a história como notícia urgente, continuou atualizando o post na medida em que mais detalhes estavam disponíveis, incluindo uma entrada às 8:15 da manhã mostrando uma evidência de abuso físico em uma foto enviada ao <a href="http://www.penultimosdias.com/2009/11/07/knuck-knuck-knuckin%E2%80%99-on-my-nuca/"><em>Penultimos Dias</em></a> por Orlando Luís Pardo. John R., do blog <a href="http://cubanamericanpundits.blogspot.com/2009/11/beer-ice-cream-and-beaten-bloggers.html"><em>Cuban American Pundits&#39;</em></a> [en], soube da detenção de Yoaní através de <a href="http://babalublog.com/2009/11/breaking-news-yoani-sanchez-arrested-in-cuba/"><em>Babalu</em></a> e comenta:</p>
<blockquote><p>It can only be said that the Cuba Governement is afraid, and that these heirs to Cuba&#39;s future are extremely brave.</p></blockquote>
<div class="translation">Só se pode ser dito que o Governo de Cuba está com medo, e que estes herdeiros do futuro de Cuba são extremamente bravos.</div>
<p>O blog também procurou sites da mídia de massa para determinar o quão grande foi a história e ficou decepcionado ao saber que &#8220;a única coisa que a <a href="http://www.cnn.com/2009/WORLD/americas/11/04/cuba.trade/index.html">CNN</a> está cobrindo sobre Cuba é como a cerveja Miller e o sorvete Haagen Dazs podem ser vendidos em Cuba - como recompensa, no entanto. Enquanto cidadãos cubanos são seqüestrados e espancados por seu exercício de liberdade de expressão, a Chicago Foods (e outras empresas) estão negociando como cerveja e sorvete devem ser vendidos na ilha.&#8221; (<a href="http://edition.cnn.com/2009/WORLD/americas/11/07/cuba.blogger.detained/index.html">a CNN eventualmente passou a cobrir a história</a> da apreensão dos blogueiros.) O post continua ao comentar sobre o embargo dos EUA sobre a ilha, e dizendo:</p>
<blockquote><p>For those who claim that a new era has dawned on Cuba should take a close look at the incident that happened with a peaceful group of Cuban bloggers. Nothing has changed. Oppression remains in the cities while luxury and freedom exudes in the resorts.</p>
<p>I don&#39;t know about you, but I&#39;m no longer eating Hagen Dazs ice cream nor drinking Miller beer.</p></blockquote>
<div class="translation">Para aqueles que clamam que uma nova era amanheceu em Cuba devem olhar de perto o incidente que aconteceu com um grupo pacífico de blogueiros cubanos. Nada mudou. A opressão continua nas cidades enquanto luxo e liberdade exalam dos <em>resorts</em>.</p>
<p>Não sei quanto a vocês, mas eu não estou mais tomando sorvete Hagen Dazs, nem bebendo cerveja Miller.</p></div>
<p>Oswaldo Payá do Movimento Cristiano Liberação emitiu <a href="http://www.oswaldopaya.org/es/2009/11/07/mcl-se-solidariza-con-yoani-sanchez-darsi-ferrer-ylas-demas-victimas-de-la-represion/">uma declaração</a> expressando solidariedade para com Sánchez e as outras vítimas de repressão. <a href="http://www.mybigfatcubanfamily.com/my_big_fat_cuban_family/2009/11/standing-with-yoani.html"><em>My big, fat Cuban family</em></a> também permanece em solidariedade com suas irmãs cubanas:</p>
<blockquote><p>I have the supreme luxury of writing about anything that excites or amuses me at any given time. And I do.</p>
<p>Today I want to make you aware if you&#39;re not already, of a group of dissident bloggers presently under fire for blogging in Cuba.</p>
<p>Unlike me, they write about the everyday indignities of living in castro&#39;s gulag. You understand, of course, that in a communist country, dissension is not just discouraged, it is oftentimes attacked.</p>
<p>Yet these brave bloggers persist…Tonight, Yoani Sanchez and a group of dissidents were picked up, harassed, detained and beaten as they prepared to attend, ironically, a demonstration against the use of violence.</p>
<p>They knew and called her by name and forced her into a car where she figured that this was a kidnapping  which would end in her execution. Although she and her dissident companions were beaten severely they were subsequently released.</p>
<p>Her safety lies here. On blogs like mine.</p></blockquote>
<div class="translation">Eu tenho o luxo supremo de escrever sobre tudo o que me emociona ou me diverte a qualquer momento. E eu escrevo.</p>
<p>Hoje, quero lhes alertar, se já não estão alertas, sobre um grupo de blogueiros dissidentes atualmente sob fogo por blogarem em Cuba.</p>
<p>Diferentemente de mim, eles escrevem sobre indignidades cotidianos da vida na gulag de Castro. Vocês compreendem, é claro, que em um país comunista, a divergência não é somente desencorajada, mas frequentemente atacada.</p>
<p>Ainda assim, estes bravos blogueiros persistem&#8230; Hoje à noite, Yoaní Sánchez e um grupo de dissidentes foram apreendidos, assediados, detidos e espancados enquanto eles se preparavam para participar, ironicamente, de uma manifestação contra o uso da violência.</p>
<p>Eles sabiam e chamaram ela pelo nome, e forçaram-na a entrar em um carro e percebeu que aquilo era um sequestro que terminaria em execução. Embora ela e seus companheiros dissidentes foram espancados gravemente, eles foram liberados em seguida.</p>
<p>Sua segurança está aqui. Em blogs como o meu.</p></div>
<p>O blog <em><a href="http://alongthemalecon.blogspot.com/2009/11/cuban-blogger-yoani-sanchez-shaken-up.html" target="_blank">Along the Malecon</a></em> dá algumas informações sobre o incidente e está convicto de que &#8220;a lenda de Yoaní Sánchez cresceu na sexta-feira depois que as autoridades cubanas lhe deteram na rua, empurraram-na em um carro e agrediram-na antes de libertá-la&#8221;:</p>
<blockquote><p>Luis Eligio, of the counterculture group OMNI-Zona Franca, and two rappers organized the march. On Oct. 20, Sanchez was one of more than 10 bloggers who staged a ‘virtual protest&#39; using Tweets, cell phone text messages and blog posts to call for the release of political prisoners. All this puts the socialist government in a tough spot. The more force authorities use, the easier it will be for opposition activists to recruit followers. These incidents also help galvanize international support for Sanchez and other bloggers. This support grows at an exponential rate, colonizing cyberspace and making it difficult for the Cuban government to effectively counter.</p></blockquote>
<div class="translation">Luis Eligio, do grupo contracultura OMNI-Zona Franca, organizou a marcha com outros dois rappers. Em 20 de outubro, Sánchez foi uma das mais de 10 blogueiros que encenaram um &#8216;protesto virtual&#39; usando tweets, mensagens de texto de telefone celular e postagens em blogs para pedir a libertação de presos políticos. Tudo isso coloca o governo socialista em uma situação difícil. Quanto mais as autoridades utilizam a força, mais fácil será para os ativistas da oposição para recrutarem seguidores. Estes incidentes também ajudar a galvanizar apoio internacional para Sánchez e outros blogueiros. Este apoio cresce a uma taxa exponencial, colonizando o ciberespaço e tornando difícil para o governo cubano combatê-lo eficazmente.</div>
<p>Em <a href="http://alongthemalecon.blogspot.com/2009/11/peace-march-rather-shady-pro-government.html">um post em separado</a>, o blogueiro destaca os pontos de vista daqueles que estão um pouco céticos sobre todo o evento, um dos quais é o jornalista cubano Vladia Rubio Jiménez, que escreve em <a href="http://vladia.blogcip.cu/2009/11/07/huele-a-quema%C2%B4o-en-calle-g/">seu blog</a>:</p>
<blockquote><p>Francamente, me resulta bien oscuro el asunto. ¿A partir de ahora seremos testigos de “espontáneas” marchas de protesta? ¿Contra qué violencia estaban pronunciándose esos muchachos con sus abstractos carteles? ¿Sería contra la que está ocurriendo en Afganistán, Honduras,  o contra lo acontecido en la más importante base militar norteamericana donde un enloquecido disparó y dejó muertas a 13 personas y varios heridos?</p></blockquote>
<div class="translation">Francamente, acho o assunto um pouco obscuro. A partir de agora teremos de testemunhar marchas de protesto &#8220;espontâneas&#8221;? Violência contra o que esses caras demonstravam com seus sinais? Seria contra o que está acontecendo no Afeganistão, Honduras, ou contra o que aconteceu na maior base militar dos EUA onde um louco atirou e deixou 13 mortos e vários feridos?</div>
<p>Ela continua:</p>
<blockquote><p>Por lo que leo, parece haber sido una manifestación organizada sobre todo a través de algunos blogs, entre ellos Octavo Cerco; y también me asombra ver las posibilidades tecnológicas de que disponen: teléfonos celulares, rápidas conexiones a Internet que incluso les permiten subir los videos… En ninguna parte dice con claridad quién convocó esa marcha.</p></blockquote>
<div class="translation">Pelo que li, parece ter sido uma manifestação organizada principalmente através de alguns blogs, incluindo o blog do Octavo Cerco e também espanta-me ver a tecnologia à disposição dos blogueiros: telefones celulares, conexões rápidas à Internet que até mesmo lhes permitem fazer upload de vídeos&#8230; Em nenhum lugar diz claramente quem organizou essa marcha.</div>
<p><em><a href="http://yohandry.wordpress.com/2009/11/07/yoani-sanchez-fuera-de-temporada/">Yohandry&#39;s Weblog</a></em> ecoa seu ceticismo:</p>
<blockquote><p>Pero bien, Claudia Cadelo dejó este vídeo en su blog. No comprendo cómo pueden subir sus videos a Youtube tan rápido, pero allí está. Ella misma por Twitter dijo que no había llegado hasta el performance, además de que explicó que estaba detenida.</p>
<p>Cómo pudo hacer Twitter detenida, cómo subió el video desde un carro de la policía?</p>
<p>Entra en acción Yoani Sánchez. Ahora bien, Yoani Sánchez cuenta a las siempre listas agencias y emisoras que tienen la misión de cubrir sus actividades lo ocurrido con ella y otros bloggers que se encaminaban al performance, quizás con el objetivo de provocar, nadie sabe.</p>
<p>Les dejo la grabación, ¡esos medios tan ágiles al servicio de Yoani! Adelanto que cuenta que ella tiene celular, computadora y seguirá haciendo Twitter, cosa que no acabo de comprender, cuando ella misma dice que no tiene libertad para trabajar en Cuba.</p>
<p>Y yo esperaré ahora  la otra versión de lo ocurrido. Como dice el dicho, siempre hay un ojo que te ve.</p></blockquote>
<div class="translation">Mas bem, Claudia Cadelo deixou este vídeo em seu blog. Eu não entendo como podem fazer upload de seus vídeos no YouTube tão rapidamente, mas ele está lá. Ela ainda disse no Twitter que não tinha conseguido chegar à performance, e explicou por que foi detida. Como ela poderia ter acessado o Twitter enquanto foi detido? Como ela enviou o do vídeo de um carro da polícia?</p>
<p>Yoani Sánchez entra em cena. Bem, deixa ver, Yoani Sánchez conta a agências e estações, cuja missão é facilmente cobrir seus eventos, o que aconteceu com ela e outros blogueiros que estavam indo para à performance. Talvez com a intenção de provocar. Ninguém sabe.</p>
<p>Aqui está a gravação. Estes meios de comunicação agem tão rapidamente ao serviço de Yoani! Devo dizer que ela tem um celular, um computador, e ela vai continuar a usar o Twitter, algo que eu simplesmente não consigo entender quando ela diz que não tem liberdade para trabalhar em Cuba.</p>
<p>E eu vou esperar pela próxima versão do incidente. Como diz o ditado: há sempre um olho que vê você.</p></div>
<p>Usuários de mídias sociais essão certamente mantendo um olhar atento sobre os fatos. Mesmo quando a <a href="http://twitter.com/ClaudiaCadelo">Claudia enviou sua mensagem no Twitter sobre o incidente</a>, aparentemente enquanto estava acontecendo - &#8220;<span><span>Estoy detenida</span><span><a rel="bookmark" href="http://twitter.com/ClaudiaCadelo/status/5490743504"> <span>aproximadamente 22 horas atràs</span></a> por<span> <a rel="nofollow" href="http://help.twitter.com/index.php?pg=kb.page&amp;id=75">txt</a></span></span></span>&#8221; sua primeira mensagem - seguidores de seu <a href="http://twitter.com/">Twitter</a> têm mostrado o seu apoio, com um usuário chamado-a de &#8220;muy valiente&#8221; ( &#8220;muito corajosa&#8221;).</p>
<div class="notes">
<div><small><em>A imagem usada no thumbnail deste post, <a href="http://www.flickr.com/photos/caveman_92223/2901480891/">“The Freedom of Speech”</a>, é de autoria do Caveman 92223, usada sob uma licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nd/2.0/deed.en">Creative Commons</a>.  Visite <a href="http://www.flickr.com/photos/caveman_92223/">a galeria do Caveman 92223&#8242;no Flickr.</a></em></small></div>
<div><em><br />
</em></div>
</div>
<div class="notes">
<div><a href="http://globalvoicesonline.org/author/georgia-popplewell/">Georgia Popplewell</a> e <a href="http://globalvoicesonline.org/author/firuzeh-shokooh-valle/">Firuzeh Shokooh Valle</a> contribuiram neste post.</div>
</div>
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		<title>Angola: Novo código de estrada em acção</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/06/27/angola-novo-codigo-de-estrada-em-accao/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/06/27/angola-novo-codigo-de-estrada-em-accao/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 27 Jun 2009 06:44:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claraonofre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O debate sobre as mudanças causadas pelo novo código de estradas de Angola saiu das ruas e chegou à blogosfera, dividindo a população. Por um lado, o novo código é visto com bons olhos, já que pode vir a educar motoristas menos cuidadosos, mas por outro, nem todos poderão arcar com os custos que a legislação acarreta.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/clara-onofre/">Clara Onofre</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/claraonofre/'>claraonofre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/06/26/angola-new-highway-code-in-action/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="attachment_3166" class="wp-caption alignleft" style="width: 235px"><a href="http://pululu.blogspot.com/2009/04/angola-tem-novo-codigo-de-estradas.html"><img class="size-full wp-image-3166" title="carta-de-conducao" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/carta-de-conducao.jpg" alt="Angolan Driver's License" width="225" height="317" /></a><p class="wp-caption-text">Angolan Driver&#39;s License</p></div>
<p>O <a href="http://www.novocodigodeestrada.com/home.html">novo código de estrada angolano</a>, em vigor desde o passado dia 1 de Abril, tem dividido a sociedade angolana. Para alguns, o novo código é uma boa medida tomada pelo Governo, no sentido em que disciplinará alguns condutores menos apegados à vida. Para outros, a legislação contém imposições que nem todos estão em condições de financiar. A utilização das cadeiras destinadas a menores de doze anos, serve de exemplo. A tal ponto, que os ladrões, sempre atentos às novidades, desencadearam assaltos a este item infantil. Convém referir que cada uma destas cadeiras ronda os 30 mil cuanzas.</p>
<p>Entre outras medidas, o novo código de estrada estabelece o uso obrigatório do cinto de segurança, a dita cadeira infantil e o uso obrigatório de capacetes para os utilizadores de motociclos com motor. As multas para os infractores tendem a ser pesadas. Não obstante, a maioria dos condutores opta por ignorar a legislação, o que aliado às más condições das estradas do país provoca engarrafamentos e situações de risco para quem se encontra na via pública. Há quem diga que quando se aprende a conduzir em Angola, pode-se conduzir mais tarde em qualquer lado.</p>
<p>Para os condutores mais endiabrados que fazem serviço de táxi, o novo código de estrada trouxe dores de cabeça uma vez que a maioria circula sem a documentação legal e sem as medidas de segurança normais, como o excesso de passageiros que se verifica explicitamente.  Durante um mês, a polícia de trânsito exerceu as suas funções reguladoras num ambiente pedagógico, permitindo desta forma, elucidar e persuadir os cidadãos sobre o novo comportamento a ter na estrada.</p>
<div id="attachment_3170" class="wp-caption aligncenter" style="width: 480px"><a href="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/3355921131_be8ffb22e5.jpg"><img class="size-full wp-image-3170" title="3355921131_be8ffb22e5" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/3355921131_be8ffb22e5.jpg" alt="Photo uploaded on March 15, 2009 by Flickr user gabrieltomate, with a Creative Commons License" width="470" height="352" /></a><p class="wp-caption-text">Photo uploaded on March 15, 2009 by Flickr user gabrieltomate, with a Creative Commons License</p></div>
<p>Eugénio <em>Costa Almeida</em> do blogue <a href="http://pululu.blogspot.com/2009/04/angola-tem-novo-codigo-de-estradas.html">Pululu</a> faz a seguinte análise sobre o novo código de estrada e suas reacções:</p>
<blockquote><p>“Uma das alterações, e talvez a mais importante para quem está na Diáspora, deve-se ao facto dos novos documentos de licença de condução serem válidos em qualquer parte do mundo dado que o mesmo se adequa às convenções internacionais adoptadas no âmbito das Nações Unidas. Acaba-se, de vez, assim o esperamos, o “Caso Mantorras (nota autora: que causou mau estar nas relações diplomáticas entre Angola e Portugal, em relação à utilização das cartas de condução portuguesas em solo angolano, após o jogador do Benfica ter sido apanhado a conduzir em Portugal com a carta caducada).</p>
<p>A outras das significativas alterações e que Luanda já hoje sentiu, com a reduzida presença deles, prende-se com as novas normas que limitam a circulação de alguns taxistas dos “azuis e brancos” mais conhecidos por “candongueiros”. Entre as restrições a obrigatoriedade de uso de cintos de segurança em todos os bancos, embora, segundo pareça e a fazer fé em certos relatos de Luanda, a polícia ainda está só a exigir – o que se admite durante um período de adaptação – nos bancos da frente, a apresentação de uma licença de circulação legalizada – consta-se que a maioria não estava encartado – ter licença de aluguer e que as viaturas se mostrem estar técnica e legalmente adaptadas ao referido uso, além de não poderem transportar pessoas em veículos de transporte de mercadorias.”</p></blockquote>
<p>O blogueiro continua, alertando também para a necessidade de melhoria nas estradas e mais transportes públicos para os cidadãos.</p>
<blockquote><p>“Vamos ver se Angola não segue as “normas” de um outro reconhecido país que tem restrições a certos “modos” no código mas que se esquece, em muitos casos, de melhorar as condições das estradas. Porque se estradas condignas não há códigos, por muito bons e penalizadores que sejam, que se safem. Já agora talvez seja o momento ideal para Luanda e arredores sejam dotados de melhores transportes colectivos municipais e que liguem com uma curta periodicidade exigível os diferentes bairros e municípios da capital obrigando as três actuais empresas de transporte se auto-regularem e auto-disciplinarem entre si.</p>
<p>Talvez que assim o fluxo rodoviário, nomeadamente em Luanda e arredores, fosse menor e mais fluido. Talvez assim as pessoas pudessem chegar mais depressa aos seus empregos e, ou, às suas casas. Talvez que assim houvesse menor perca de tempo e maior rentabilidade nos serviços e nas empresas; talvez, talvez, talvez…</p>
<p>Cabe ao Governo Provincial cogitar e ponderar bem no assunto!”</p></blockquote>
<p>Para mais informações aceda ao site <a href="http://www.angolabelazebelo.com/2009/04/luanda-novo-codigo-de-estrada.html">AngolaBela</a> que disponibiliza uma série de perguntas e respostas sobre este tema.</p>
<div id="attachment_3167" class="wp-caption aligncenter" style="width: 468px"><a href="http://www.flickr.com/photos/joolee/2602467258/"><img class="size-full wp-image-3167" title="2602467258_d010b884e6" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/2602467258_d010b884e6.jpg" alt="Traffic jam in Luanda. Photo uploaded on June 23, 2008 by Flickr user ,azeite" width="458" height="326" /></a><p class="wp-caption-text">Traffic jam in Luanda. Photo uploaded on June 23, 2008 by Flickr user ,azeite,  with a Creative Commons License</p></div>
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		<title>Cuba, E.U.A.: Estendendo um Ramo de Oliva?</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/23/cuba-eua-estendendo-um-ramo-de-oliva/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/23/cuba-eua-estendendo-um-ramo-de-oliva/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 22:46:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luiz Nemer Neto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A administração Obama anunciou ontem algumas alterações fundamentais para a política dos EUA destinada a "chegar ao povo cubano em apoio ao desejo deles de determinar livremente o futuro de seu país." Embora a mudança da política permita um levantamento das restrições sobre as viagens e pagamentos e abra caminho para uma melhor ligação em telecomunicação com a ilha, alguns blogueiros estão preocupados que a medida não tenha ido longe o suficiente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/janine-mendes-franco/">Janine Mendes-Franco</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/luiznemer/'>Luiz Nemer Neto</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/04/14/cuba-usa-extending-an-olive-branch/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><!--[if gte mso 9]><xml> <w:WordDocument> <w:View>Normal</w:View> <w:Zoom>0</w:Zoom> <w:HyphenationZone>21</w:HyphenationZone> <w:PunctuationKerning /> <w:ValidateAgainstSchemas /> <w:SaveIfXMLInvalid>false</w:SaveIfXMLInvalid> <w:IgnoreMixedContent>false</w:IgnoreMixedContent> <w:AlwaysShowPlaceholderText>false</w:AlwaysShowPlaceholderText> <w:Compatibility> <w:BreakWrappedTables /> <w:SnapToGridInCell /> <w:WrapTextWithPunct /> <w:UseAsianBreakRules /> <w:DontGrowAutofit /> </w:Compatibility> <w:BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4</w:BrowserLevel> </w:WordDocument> </xml><![endif]--><!--[if gte mso 9]><xml> <w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"> </w:LatentStyles> </xml><![endif]--> <!--[if gte mso 10]></p>
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<p><!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal">A <a href="http://www.whitehouse.gov/administration/President_Obama/">administração Obama</a> <a href="http://elcubanocafe.blogspot.com/2009/04/obama-to-allow-travel-money-transfers.html">anunciou</a> ontem algumas <a href="http://www.whitehouse.gov/the_press_office/Fact-Sheet-Reaching-out-to-the-Cuban-people/">alterações fundamentais para a política dos EUA</a> destinada a &#8220;chegar ao povo cubano em apoio ao desejo deles de determinar livremente o futuro de seu país.&#8221; Embora a mudança da política permita um levantamento das restrições sobre as viagens e pagamentos e abra caminho para uma melhor ligação em telecomunicação com a ilha, alguns blogueiros estão preocupados que a medida não tenha ido longe o suficiente <a href="http://blog.bajandream.org/2009/04/13/us-white-house-confirms-cuban-restrictions-will-be-lifted/">(ex: o embargo comercial ainda permanece no local)</a>, tornando a nova política, nas palavras de <a href="http://cubantriangle.blogspot.com/2009/04/obamas-package-to-carry-to-trinidad.html">The Cuban Triangle</a>, “humanitária, insustentável, de pouco alcance, uma espécie de inoculação, e um ponto de interrogação.&#8221;</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><a href="http://cubantriangle.blogspot.com/2009/04/obamas-package-to-carry-to-trinidad.html">O blogger</a> explica:</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><!--[if gte mso 9]><xml> <w:WordDocument> <w:View>Normal</w:View> <w:Zoom>0</w:Zoom> <w:HyphenationZone>21</w:HyphenationZone> <w:PunctuationKerning /> <w:ValidateAgainstSchemas /> <w:SaveIfXMLInvalid>false</w:SaveIfXMLInvalid> <w:IgnoreMixedContent>false</w:IgnoreMixedContent> <w:AlwaysShowPlaceholderText>false</w:AlwaysShowPlaceholderText> <w:Compatibility> <w:BreakWrappedTables /> <w:SnapToGridInCell /> <w:WrapTextWithPunct /> <w:UseAsianBreakRules /> <w:DontGrowAutofit /> </w:Compatibility> <w:BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4</w:BrowserLevel> </w:WordDocument> </xml><![endif]--><!--[if gte mso 9]><xml> <w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"> </w:LatentStyles> </xml><![endif]--> <!--[if gte mso 10]></p>
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<p><!--[endif]--></p>
<blockquote>
<p class="MsoNormal">A ação de hoje – afetando viagens e pagamentos, serviços e equipamentos de telecomunicações, e parcelas de presentes – foi dramática porque ela muda oito anos de movimento na direção oposta. Mas ela ainda deixa o Presidente Obama com uma política 90 por cento igual à de Bush. (<a href="http://cubantriangle.blogspot.com/2008/11/obama-on-cuba.html">O candidato Obama disse</a> que a política levou a &#8216;uma conversa difícil que nunca rendia resultados.&#39;) Além dos cubano-americanos, ela não trata a questão de contato mais amplo com a sociedade americana,  seja de turistas, universidades, associações profissionais, igrejas, sinagogas, ou de outras partes da nossa sociedade civil. Também não aborda a diplomacia, e os porta-vozes do Presidente esquivaram repetidamente de perguntas sobre que tipo de diálogo a Administração poderia seguir com Cuba.</p>
</blockquote>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><!--[if gte mso 9]><xml> <w:WordDocument> <w:View>Normal</w:View> <w:Zoom>0</w:Zoom> <w:HyphenationZone>21</w:HyphenationZone> <w:PunctuationKerning /> <w:ValidateAgainstSchemas /> <w:SaveIfXMLInvalid>false</w:SaveIfXMLInvalid> <w:IgnoreMixedContent>false</w:IgnoreMixedContent> <w:AlwaysShowPlaceholderText>false</w:AlwaysShowPlaceholderText> <w:Compatibility> <w:BreakWrappedTables /> <w:SnapToGridInCell /> <w:WrapTextWithPunct /> <w:UseAsianBreakRules /> <w:DontGrowAutofit /> </w:Compatibility> <w:BrowserLevel>MicrosoftInternetExplorer4</w:BrowserLevel> </w:WordDocument> </xml><![endif]--><!--[if gte mso 9]><xml> <w:LatentStyles DefLockedState="false" LatentStyleCount="156"> </w:LatentStyles> </xml><![endif]--> <!--[if gte mso 10]></p>
<p><mce:style><!   /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} --></p>
<p><!--[endif]--></p>
<p class="MsoNormal">Mas <a href="http://cuba-blog.teresabevin.com/?p=183">Cuba-Blog</a> parece confortável com o fato de o Presidente estar cumprindo suas promessas de campanha, dizendo:</p>
<p class="MsoNormal">
<blockquote>
<p class="MsoNormal">[Ele] tem aberto a porta para Cuba e para os cubanos um pouco mais&#8230;</p>
</blockquote>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal">A reação em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Cuba">Cuba</a> -, assim como em toda a diáspora - tem sido&#8230;bem&#8230;<a href="http://www.havanatimes.org/?p=7445">misturada</a>. <a href="http://ourlatinamerica.blogspot.com/2009/04/fidel-castro-pushes-obama-to-drop.html">The Latin Americanist</a> noticia que o ex-presidente cubano Fidel Castro estava descontente com o embargo ainda em vigor:</p>
<p class="MsoNormal">
<blockquote>
<p class="MsoNormal">Em um artigo escrito na impressa cubana, Castro pareceu estar satisfeito com o fato de o presidente Barack Obama descartar &#8216;<a href="http://www.google.com/hostednews/ap/article/ALeqM5imbgM9sviYZ9M0xibNPtoGZopg-gD97I86D00">várias restrições detestáveis</a>&#8216; decretadas pela administração presidencial anterior. Castro atingiu brevemente um tom conciliatório quando ele escreveu que o governo cubano estaria <a href="http://www.upi.com/Top_News/2009/04/14/Castro-notes-genocidal-blockade-remains/UPI-11451239708622/">disposto a normalizar as relações</a> com os EUA Entretanto ele também reclamou do longo bloqueio de quarenta anos que ele rotulava como uma &#8216;<a href="http://www.bloomberg.com/apps/news?pid=20601086&amp;sid=aKSy7C3ehFBM&amp;refer=latin_america">verdadeira medida de genocídio</a>&#8216;.</p>
</blockquote>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><a href="http://cubantriangle.blogspot.com/2009/04/reactions-to-obamas-travel-measures.html">The Cuban Triangle</a> também postou um conjunto de reações.</p>
<p class="MsoNormal">
<p class="MsoNormal"><a href="http://blogs.ya.com/juandiegonusa/c_337.htm">Cuba, desde mi ventana</a> [ES], um blog em cuja declaração da missão podemos ler: &#8220;eu gostaria de compartilhar com vocês informações sobre a atividade internacional de Cuba, que é o meu país de origem, cuja imagem está distorcida no mundo pelos inimigos da Revolução Cubana&#8221;, não está satisfeito que a nova política dos EUA não se estendeu ao embargo:</p>
<p class="MsoNormal">
<blockquote>
<p class="MsoNormal">El presidente Barack Obama eliminó el lunes &#8216;todas las restricciones&#39; para que los cubanosamericanos puedan visitar Cuba y enviar remesas desde Estados Unidos, pero sin tocar aspectos del criminal bloqueo económico…que ha provocado pérdidas directas a la Isla caribeña por más de 93 mil millones de dólares…</p>
</blockquote>
<div class="translation">
<p class="MsoNormal">O presidente Barack Obama retirou na segunda-feira &#8216;todas as restrições&#39; para que cubanoamericanos pudessem visitar Cuba e enviar pagamentos provenientes dos Estados Unidos, mas sem tocar diretamente no aspecto do bloqueio econômico criminoso&#8230;que tem causado perdas de mais de 93 bilhões de dólares para a ilha caribenha&#8230;</p>
</div>
<p class="MsoNormal">
<p><span style="font-size: 12pt; font-family: &quot;Times New Roman&quot;;">Por enquanto, <a href="http://yohandry.wordpress.com/2009/04/13/cubanos-opinan-sobre-la-decision-de-obama/">Yohandry&#39;s Weblog</a> [ES], situado em Havana, posta um interessante conjunto de reações à mudança de política dos cubanos.</span></p>
<div class="contributors"><small>A <a href="http://www.flickr.com/photos/fudj/78349997/">imagem</a> usada neste post, “propaganda”, é por fudj, <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.0/deed.en">usada sob uma licensa Creative Commons</a>.  Visite o <a href="http://www.flickr.com/photos/fudj/"> flickr </a> de fudj.</small></div>
<div class="contributors"><a href="http://globalvoicesonline.org/author/solana-larsen/">Solana Larsen</a> contribuiu com esse post.</div>
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		<item>
		<title>Turquia: Obama desaponta armênio-americanos</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/06/turquia-obama-desaponta-armenio-americanos/</link>
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		<pubDate>Mon, 06 Apr 2009 03:52:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porOnnik Krikorian  &#183; Traduzido por Carlos Maestre &#183;  Veja o post original 
Escrevendo em seu blog Frontline Club, o editor do Cáucaso para o Global Voices Online disse que a visita de hoje do presidente dos Estados Unidos Barack Obama à Turquia provavelmente desapontará muitos simpatizantes de armênio-americanos [en]. Contudo, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/onnik-krikorian/">Onnik Krikorian</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/04/05/turkey-obama-disappoints-armenian-americans/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Escrevendo em seu blog <em>Frontline Club</em>, o editor do Cáucaso para o <em>Global Voices Online</em> <a href="http://frontlineclub.com/blogs/onnikkrikorian/2009/04/obama-talks-turkey.html">disse que a visita de hoje do presidente dos Estados Unidos Barack Obama à Turquia provavelmente desapontará muitos simpatizantes de armênio-americanos</a> [en]. Contudo, o blog acrescenta, eles não deveriam estar surpresos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sudão: Sobrevivendo sem a ajuda das ONGs</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/02/sudao-sobrevivendo-sem-a-ajuda-das-ongs/</link>
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		<pubDate>Thu, 02 Apr 2009 19:40:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>gabrielborges</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No dia 4 de Março, o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu ordem de prisão contra o presidente do Sudão, Omar Hassan Ahmad al-Bashir. Em represália, no dia 5 treze ONG's foram expulsas do país, chegando a 16 após uma semana. Como consequência inúmeros projetos foram paralisados: o abastecimento de água potável, distribuição de alimentos e tratamento médico e o sistema de estudo entre outros.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/gabriel-borges/">Gabriel Borges</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/gabrielborges/'>gabrielborges</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/04/02/sudan-surviving-without-the-help-of-ngos/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>No dia 4 de Março, o Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu ordem de prisão contra o presidente do Sudão, Omar Hassan Ahmad al-Bashir. Em represália, no dia 5 treze ONG&#39;s foram expulsas do país, chegando a 16 após uma semana. Como consequência inúmeros projetos foram paralisados: o abastecimento de água potável, distribuição de alimentos e tratamento médico e o sistema de estudo entre outros.</p>
<p>Com isso, muitos sudaneses foram forçados a deixarem o país em busca de refúgio. <a href="http://victorangelo.blogs.sapo.pt/97560.html" target="_blank">Victor Angelo</a> esteve no campo  de Goz Beida, localizado a 200 quilómetros a Sudeste de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ab%C3%A9ch%C3%A9">Abéché</a> no Chade, e de lá ele manda algumas fotos e relata os ataques dos “homens cavalaos”, milícia paga pelo governo Sudanês.</p>
<blockquote><p><a href="http://victorangelo.blogs.sapo.pt/97560.html"><img class="alignnone size-full wp-image-2373" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/3357615246_98e092967c2.jpg" alt="" width="450" height="338" /></a></p>
<p>Ouvir atentamente. Refugiado sudanês com quem me encontrei hoje em Goz Beida, 200 quilómetros a Sudeste de Abeche, durante a visita que Bernard Kouchner, Alain Le Roy  e eu fizemos &#8216;a localidade.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2385" title="3357635154_ecd2f00f7f" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/3357635154_ecd2f00f7f.jpg" alt="3357635154_ecd2f00f7f" width="500" height="375" /></p>
<p>As consequências da expulsão de 13 ONGs do Sudão sobre os parentes destes homens foi um dos temas que mais preocupou a assembleia. Que vai acontecer aos familiares que ainda se encontram no Darfur e que dependiam das ONGs humanitárias no que respeita a necessidades básicas, como água, alimentação , saúde e escolas?</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2386" title="3356923733_2d24e0f2be" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/3356923733_2d24e0f2be.jpg" alt="3356923733_2d24e0f2be" width="500" height="375" /><br />
A sina do Presidente Al-Bashir atraiu as atenções de todos. Os refugiados apoiam freneticamente a decisão do Tribunal Penal Internacional.<br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-2387" title="3357749284_ebd09c0154-1" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/3357749284_ebd09c0154-1.jpg" alt="3357749284_ebd09c0154-1" width="500" height="375" />Vítima de ataque dos cavaleiros Jenjawid, aliados armados e organizados sob a forma de milícias, do Presidente do Sudão. Certos Jenjawid, palavra local que inicialmente queria dizer &#8220;homem a cavalo&#8221;, tornaram-se os principais actores dos crimes de guerra.</p></blockquote>
<p>A região de Abeche era atendida pelos <a href="http://www.msf.org/" target="_blank">Médicos sem Fronteiras</a> [en], que apesar de ser uma Ong muito conhecida foi uma das expulsas do Sudão. Entre os trabalhos realizados, talvez seja os campos de refugiados os locais mais sensíveis onde eles atuavam. Em Kalma, situado ao sul da região de Darfur, o campo de 6 quilômetros quadrados mantém 100 mil pessoas, vivendo em &#8220;casas&#8221; de madeira, plástico e tudo que pode ser usado com proteção contra as altas temperaturas durante o dia e as baixas temperaturas da noite.</p>
<p>No campo de Kalma, o MSF mantinham uma unidade de saúde básica, uma de saúde para a mulher e um departamento de consultas, onde atendiam diariamente (segunda a segunda) entre 200 e 300 pacientes nos departamento de saúde básica e consulta e mais 200 mulheres na unidade de saúde feminina. A equipe era formada por especialistas expatriados (estrangeiros) e sudaneses, destes apenas os funcionários sudaneses continuam o trabalho, mas segundo Lydia Geirsdottir, ex coordenadora do campo, &#8220;aqueles que ficaram não estão qualificados para atenderem a casos mais graves, além de terem um escasso material, que em breve irá acabar&#8221;. <a href="http://cintiarojo.blogspot.com/2009/03/um-absurdo-em-proporcoes-gigantescas.html">Cíntia Rojo</a>, que ficou sabendo da notícia através do site da ONG, comenta:</p>
<blockquote><p>Darfur concentra a crise humanitária de maior proporção na atualidade. Ou seja, um lugar onde vida e morte são separadas por uma tênue divisa. Desnutrição, doenças, violência.  Os conflitos em Darfur se tornaram quase que crônicos e, como tudo que se prolonga, acabou caindo no &#8220;esquecimento&#8221; da comunidade internacional. A saída dessas ONG´s acarretou consequências graves para a população sudanesa pois grande parte dos projetos sociais vigentes na região eram patrocinados por essas entidades.</p></blockquote>
<p><a href="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/map.jpg"><img class="size-medium wp-image-2372 alignleft" title="map" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/map-300x210.jpg" alt="map" width="300" height="210" /></a><a href="http://http://www.reliefweb.int/rw/fullMaps_Af.nsf/luFullMap/B44BF94CB0B449208525757C006F8AB0/$File/SS-2009-SDN_0311.jpg?OpenElement"><br />
</a></p>
<p><span style="color: #ff0000;"><span style="color: #000000;">Ao lado, infográfico da região de Darfur do dia 5 de março, com descrição da faixa da população afetada pela expulsão das ong&#39;s, 4.7 milhões, centros populacionais atendidos pelas Ong&#39;s, e as 13 Ong&#39;s expulsas: Action Contre la Faim; Solidarité; Save the Children (UK and US) Médicos sem Fronteiras (NL&amp;FR);  CARE Internationa; Oxfam; Mercy Corps; International Rescue Committee; Norwegian Refugee Council; CHF e PADCO. Material distribuido pela <a href="http://www.reliefweb.int" target="_blank">ReliefWeb</a>. Clique para ampliar.</span><br />
</span></p>
<p>A <a href="www.savethechildren.org/" target="_blank">Save the Children</a> [en] é outra que também atuava no Sudão há mais de 20 anos e há 6 trabalhava com refugiados de guerra na região de Darfur e Kordofan Sul, região onde no ano de 2008 houve o regresso de mais de 50.000 adultos e crianças, onde se mantinha um trabalho emergencial. Segundo <a href="http://www.savethechildren.org/newsroom/2009/sudan-suspends.html">Charles MacCormack</a> [en], presidente da ong, a retirada dela &#8220;terá graves consequências para os mais de 1 milhão de crianças e famílias que a agência vinha apoiando em Darfur Ocidental, Kordofan do Norte, do Sul e Mar Vermelho Kordofan Estados e comunidades em Abyei e perto de Cartum&#8221;.</p>
<p>Entre outros projetos a Save the Children cuidava da distribuição de alimentos (3.583 Toneladas de alimentos em 44 localidades), água e saneamento (448 pontos de água e 177 bombas de água que atendem cerca de 201.500 pessoas) Saúde Primária, agricultura, além da construção e formação de professores.</p>
<p><a href="http://victorangelo.blogs.sapo.pt/97560.html"><img class="alignnone size-full wp-image-2374" title="Refugiadas" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/3339459648_257f7bc3561.jpg" alt="Refugiadas" width="500" height="375" /></a></p>
<h5 style="text-align: center;">(Refugiadas - Foto de  <a href="http://victorangelo.blogs.sapo.pt/95203.html">V. Ângelo</a>)</h5>
<p>Outra expulsa foi a <a href="www.care.org" target="_blank">CARE</a> [en], que atuou durante 28 anos no país e relata que paralisou todas as suas atividades, tendo parte de seu equipamento confiscada pelo governo sudanês, computadores, carros e casas. A CARE atuava com projetos na área da agricultura, água, e saneamento básico, além de educação e saúde. A <a href="http://www.nrc.no/" target="_blank">Norwegian Refugee Council</a> [en] relata que além de ter o material confiscado pelo governo, seus funcionários foram presos e sofreram agressões. A <a href="www.oxfam.org" target="_blank">OXFAM</a> [en], há 26 anos no Sudão, atuava diretamente com 600 mil sudaneses, também deixou o país, e espera pelo retorno.</p>
<p>O clima em Darfur é tenso e cheio de espectativa, segundo AK. do blog <a href="  http://www.forsudan.net/" target="_blank">Forsudan</a> [en]:<a href="  http://www.forsudan.net/" target="_blank"><br />
</a></p>
<blockquote><p>The reaction in Khartoum by the government was almost instantaneous. After speaking with some relatives in Sudan, the situation seems normal and as one of my cousins put it, &#8216;business is as usual.&#39; People were expecting there to be a coordinated attack by the Darfuri rebel group Justice and Equality Movement , similar to the one that occurred back in May 2008. People also expected for general violence to breakout, but none of the sort has happened. That being said, people are very tense on the ground and anxious for what is to come. I think people are worried most about the implications on the North-South peace agreement (CPA) and the reaction of the southern government. Here are the positions of Sudanese most prominent political parties. Also, the government has kicked out several international NGOs, among them are OXFAM, Care, and Doctors without Borders.</p></blockquote>
<div class="translation">A reação por parte do governo de Cartum foi quase instantânea. Depois de falar com alguns parentes no Sudão, a situação parece normal e, como um de meus primos disser, &#8220;funcionando como de costume&#8221;. As pessoas estavam esperando que houvesse um ataque coordenado pelo grupo rebelde de Dafur, Movimento Justiça e Igualdade, semelhante ao que ocorreu por volta de maio de 2008. Também se esperava que violência em geral eclodisse, mas nada do tipo aconteceu. Dito isto, as pessoas lá estão muito tensas e ansiosas com o que está por vir. Acho que elas estavam mais preocupados com as implicações sobre o Acordo de Paz Norte-Sul (CPA) e com a reação do governo sulista. Aqui estão as posições dos partidos políticos sudaneses mais proeminentes. Além disso, o governo tem expulso várias ONGs internacionais, entre eles estão OXFAM, Care e Médicos Sem Fronteiras.</div>
<p>A previsão da maioria das Ong&#39;s é que haja um desastre nos centros de refugiados, afetando um número estimado de 4,7 milhões de pessoas, destas espera-se uma diáspora de 2,7 milhões. 1,5 milhões nescessitam de alguma ajuda médica, 1,1 milhões não possuem o que comer e 1 milhão não tem acesso a água (dados da <a href="http://ochaonline.un.org/" target="_blank">OCHA</a>). Além disso, há um surto de meningite e “não há tratamento disponível nos campos, nem ninguém para enviar os pacientes para o hospital em Nyala, nem vacinação em massa. Isso significa que algumas pessoas podem morrer”, <a href="http://www.msf.org.au/from-the-field/field-news/field-news/article/interview-expulsion-leaves-healthcare-vacuum-for-100000-in-kalma-camp-darfur.html">relata Lydia Geirsdottir</a> [en] (MSF).</p>
<p>Por conta disso a UNAMID espera um enorme movimento migratório. &#8220;Uma das coisas que vamos avaliar é possível os fluxos migratórios&#8221;,  <a href="http://www.alertnet.org/thenews/newsdesk/IRIN/d7471ff4ac1bfb140a73b1d0be3c01ab.htm">afirmou</a> [en] Lise Grande, Vice Coordenadora da ONU na região.Há mais de 100 mil pessoas vulneráveis como resultado de ataques do LRA, dentre as quais 36 mil pessoas desabrigadas depois que fugiram de casa ao sul do Sudão e mais de 16 mil refugiados da DRC. &#8220;Há relatos de que mais 50 mil pessoas em comunidades hospedeiras precisam de assistência humanitária”, disse ela.</p>
<p>As migrações já começaram, alguns relatos já começam a aparecer via blogs. <a href="http://sudan-blog.blogspot.com/2008/02/new-camp-for-west-darfur.html">Sudan-blog</a> [en] noticia a construção de um novo campo de refugiados no Chad, país vizinho que espera atender cerca de 6.000 refugiados.</p>
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		<item>
		<title>Madagáscar: Protestos e a &#8220;História se repete, como no teatro&#8221;</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/01/28/madagascar-protestos-e-a-historia-se-repete-como-no-teatro/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/01/28/madagascar-protestos-e-a-historia-se-repete-como-no-teatro/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 28 Jan 2009 19:52:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diáspora]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições]]></category>
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		<description><![CDATA[Em blogues e fóruns, encontramos reflexões sobre as causas dos atuais protestos e a história da turbulenta democracia em Madagáscar. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/mialy-andriamananjara/">Mialy Andriamananjara</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/01/27/madagascar-history-repeats-itselfas-a-farce-in-recent-unrest/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img class="alignnone size-full wp-image-56030" title="basy2" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/01/basy2.jpg" alt="" /></p>
<p><img src="http://www.facebook.com/profile.php?id=1264906816#/photo.php?pid=258242&amp;id=1315232694&amp;ref=nf" alt="O jovem com uma arma certamente não é da polícia. Atrás dele, há uma grande fumaça de um prédio em chamas.  (Foto da página de de Maika Razafindranbeza no Facebook)" /></p>
<p>Participantes do <a href="http://fr.groups.yahoo.com/group/serasera/message/31041">Yahoo! forum</a> [mg] estão se perguntando como a situação em Madagáscar se degenerou ao ponto de contar com saques, com uma anarquia generalizada e com um vácuo no poder que se apresenta no momento; como a crise e a confusão generalizadas poderiam ter sido evitadas, e como essa situação é diferente e parecida com àquela em 2002, quando oito meses de tempestade política assolaram Madagáscar. E ainda como, por ironia, foi justamente o agora derrotado presidente, Marc Ravalomanana, que  exigiu democracia e foi eleito como a opção do povo.</p>
<blockquote><p>“Ny fanontaniana mipetraka sy tonga ho azy dia ny hoe inona moa no mahasamihafa ny zavatra potika amin&#39;izao taona 2008 izao amin&#39;izay zavatra potika tamin&#39;ny taona 2002? … Ka inona ary no vaha-olana tsy hiverenan&#39;ny fanapotehana</p>
<p>intsony?”</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;A pergunta que estamos agora fazendo naturalmente é: qual a diferença entre a destruição atual e a que ocorreu em 2002?… Qual é a solução para que saques e destruição desse tipo nunca aconteçam novamente?&#8221;.</div>
<p><a href="http://www.rajiosy.com">Rajiosy</a> entitula uma de suas postagens como:</p>
<blockquote><p>“L&#39;histoire se repete… en farce”</p></blockquote>
<div class="translation">“A história se repete&#8230; como no teatro”</div>
<p>Rajiosy em seguida traça a história das instabilidades políticas de Madagáscar:</p>
<blockquote>
<ul>
<li>fikomian’ny mponina tany Atsimo - 1971.</li>
<li>fitokonan’ny mpianatra oniversite - Mai 1972.</li>
<li>fanenjehana merina tany Toamasina - 1972 na 1973 tsy tsaroako tsara intsony.</li>
<li>fanonganam-panjakana tsy nahomby - Desambra 1974</li>
<li>fikomian’ny GMP, fametraham-pialana, fandraisam-pahefana sy famonoana filoham-panjakana - Janvier/Février 1975.</li>
<li>fanenjehana sy famonoana kômoriana tany Mahajanga - 1975.</li>
<li>fitokonan’ny mpianatra indray notarihin’ny Pr Andriamampandry sy ny MAFM KTMA - 1977 izy izay.</li>
<li>raharahan’ny kung fu sy ny TTS - 1979 (?)</li>
<li>fifanenjehan’ny mafana sy ny miaramila tany avaratry ny nosy - 1979/80 tany ho any (?)fitokonam-be - 1991.</li>
<li> fanalana ny filoha Zafy - 1994.</li>
<li>fifidianana ady sahala tamin’i Zafy sy Ratsiraka. Itsy farany no “notendrena” ho filoha - 1996.</li>
<li> fifidianana sy fitokonam-be ary gidragidra - 2002.</li>
<li>rotadrotaka tetsy sy teroa Mahajanga / Toamasina / Fianarantsoa / Toliara - 2003 ka hatramin’ny 2006.</li>
<li>fitakiana demôkrasia ho an’ny Viva - 2009</li>
<p>.</ul>
</blockquote>
<div class="translation">
<ul>
<li>Insurreição ao sul de  Madagáscar - 1971</li>
<li>Greve dos estudantes - maio de 1972</li>
<li>Massacres dos Merina (nota do author: o mais populoso grupo étnico de Madagáscar) em Toamasina - 1972 ou 1973</li>
<li>Tentativa fracassada de golpe de estado - dezembro de 1974</li>
<li>Insurreição do exército, resignação, mudança de poder e assassinato do líder do país - janeiro/fevereiro de 1975</li>
<li>Massacres dos Comorians em Mahajanga - 1975</li>
<li> Manifestações estudantis lideradas por Pr Andriamampandry e MAFM KTMA - por volta de 1977</li>
<li>Luta violenta entre adeptos do  Kung Fu e do TTS (Grupo da Juventude Privada de Direitos) - por volta de 1979 (?)</li>
<li>Violência entre rebeldes e exército no norte de  Madagáscar - 1979/80 (?)</li>
<li>Greves gerais  - 1991</li>
<li>Impeachment do presidente Zafy - 1994</li>
<li>Polêmicas eleições presidenciais. Ratsiraka foi “designado”  presidente - 1996</li>
<li> Eleições, greves gerais e violência - 2002</li>
<li>Protestos espalhados por Mahajanga / Toamasina / Fianarantsoa / Toliara - 2003 a 2006.</li>
<li> <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/01/27/madagascar-apos-tempestade-tropical-vem-o-furacao-politico/">Exigência de democracia por parte da Viva</a> - 2009</li>
</ul>
</div>
<p><a href="http://fr.groups.yahoo.com/group/serasera/message/31082">Burzano 2000</a> acha que é preciso educar as massas para evitar a repetição da violência:</p>
<blockquote><p>“Mila tadiavina (ianarana) ny lalana sy rafitra ahazoan&#39;ny vahoaka maneho hevitra amim-pahatoniana sy tsy arahin-kerisetra. Mila tadiavina koa ny lalana ahazoan&#39;ny eo amin&#39;ny familiana amin&#39;ny ambaratongam-pahefana rehetra mihaino ny feon&#39;ny vahoaka sy manova famindra tsy arahin-kerisetra rehefa misy ilana izany. Mazava be ilay zava-nisy sy toa mbola misy iny hoe “Émeutes de la faim”. Aza adino fa be dia be ny olona efa tsy nihinana sakafo afa-tsy indray mandeha sy tapany isan&#39;andro na latsak&#39;izay aza raha tsy hiresaka afa-tsy ny ao Tana sy ny manodidina fotsiny aza.”</p></blockquote>
<div class="translation">“Precisamos encontrar formas e procedimento para permitir que as pessoas expressem suas opiniões calmamente e sem violência. Também precisamos encontrar maneiras para que aqueles que estão no poder aprendam a ouvir a voz do povo, e, se necessário, mudem suas formas de governar sem violência. A situação do passado e a atual claramente apontam para “revoltas de fome”. Não se esqueça de que muitas pessoas foram limitadas a uma refeição por dia ou até menos, em Antananarivo e áreas circuvizinhas.”</div>
<p>Essa opinião é apoiada por <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/01/27/madagascar-history-repeats-itselfas-a-farce-in-recent-unrest/www.lexpressmada.com/index.php?p=chronique%20de%20Vanf">Nasolo Valiavo Andriamihaja</a>, um famoso colunista do <em><a href="http://www.lexpressmada.com">Express de Madagascar</a></em>, que acredita que o caos era previsível, com base na história malgaxe. Ele argumenta que é necessário ensinar às pessoas a pensarem independentemente e a resistirem ao uso de si próprias por motivos políticos:</p>
<blockquote><p>“Inona no nitondra amin’izao tampin-dalana izao ka tsy efa nosoratana teto hatramin’ny 2002 ? Inona no mbola hitranga manaraka ka tsy efa hita soritra hatramin’ny 2002 ? Kitaontaona azo nihodivirana tsara mihitsy ny hitsin-dalana noraisin’ny fitondran-dRavalomanana. “</p>
<p>…</p>
<p>Tsy tojo izao fidinana an-dalambe izao sahady indray ny firenena raha nanana fanetren-tena ny fitondrana. Teny natao tamin-dRatsiraka izany tamin’ny 2001, teny naverina tamin-dRavalomanana hatramin’ izay fito taona izay. Ny anay, izay tsy hikatsoan’ny fiainam-pirenena fotsiny ihany. Ny orinasa mamokatra soa aman-tsara, ny fivarotana mitady fivelomana, ny aina sy ny fananan’ny tsirairay tsy misy ahiana, ny mpiasa tsy lany andro mitokona, ny mpianatra tsy very taona, ny raharaha politika mizotra milamina amin’ny fifidianana voafetra mialoha. Fiainana tsy mila voatsiary fa moramora toa ny any Amerika : ny 4 novambra, isaky ny efa-taona ihany, no misy fifidianana Filoha.</p>
<p>Ny ahiahinay dia ny hiverenan’izao isan-taona, isam-bolana, raha isaky ny mahatsiaro dia hiantso korontana, hamory vahoaka. …</p>
<p>Raha mbola tsangan’olona hatrany no harahin’ny Malagasy dia tsy hisy fandrosoana eto na hanova Filoha isam-bolana aza isika. Tsy misy izany Mesia izany, tsy misy izany fahagagana izany, ary adala izay mino fotsiny ihany. Fitaizana voalohany tsy tanteraky ny antoko politika sy ny mpitaiza isan-tsokajiny (média, société civile, fiangonana, sekoly, raiamandreny) tao anatin’izay dimampolo taona naha Repoblika ny tany izay. Tsy ny fitaomana azy hidina an-dalambe, izay miafara amin’ny faty olona na fandravana fananana, no fitaizana tsara indrindra omena ny vahoaka. Hita izao fa izay mitaona azy hitokona androany, hifoterany hikomy rahampitso.</p>
<p>Ilay hoe demokrasia, tsy kabary fotsiny. Vahoaka ampy fahalalana no fototry ny demokrasia. Tsy mihinana amam-bolony, tsy mankatoa fahatany, tsy manaran-drian-drano. Vahoaka mifidy manavaka fa tsy mandatsa-bato fotsiny. Vahoaka mandinika fa tsy manao rebik’ondry (2). Tsy vita izany tamin’ny 1972, tsy vita tamin’ny 1991, tsy vita tamin’ny 2002, mbola tsy tanteraka ihany indray 2009. Tsy azo ataon’ny mpahalala ny milavo lefona fa fanabeazana tsy maintsy hirosoana io, satria tsy hisy fahagagana rahateo koa. Sanatria mantsy izany hoe ozona ho an’i Madagasikara ny toy izao.”</p></blockquote>
<p>“O que há nesse impasse que já não passamos em 2002? O que acontecerá que não pudesse ser previsível pelos eventos de 2002? O governo de Ravalomanana levou o país diretamente a essa catástrofe, e ela poderia ser completamente evitada.</p>
<div class="translation">
<p>…</p>
<p>Se o governo tivesse um pouco de humildade, não haveria novamente protestos em massa tão cedo  no país. Essas palavras alertaram Ratsiraka <em>(nota do autor: ex-presidente que fugiu do país em 2001, quando protestos em massa ajudaram Ravalomanana a ganhar o poder)</em>, elas foram repetidas a Ravalomanana nos últimos sete anos. Apenas queremos uma vida tranquila com nossas fábricas produzindo, nosso comércio pulsando, nossas vidas e bens seguros, trabalhadores sem desperdiçar tempo com greves, estudantes sem desperdiçar anos de escolas, assuntos políticos avançando pacificamente com base em calendários eleitorais estabelecidos. Uma vida simples e fácil como na América: em 4 de novembro, a cada quatro anos apenas, se vai às urnas para eleger o presidente.</p>
<p>Temos que acontecimentos como esses sejam repetidos a cada ano, mês, a cada vez que alguém tenha vontade, essa pessoa começará confusões, conclamará protestos em massa.</p>
<p>…</p>
<p>Se o povo malgaxe continuar seguindo pessoas como essas, nunca haverá progresso mesmo que a gente troque de presidente mensalmente. Não há messias, não existe milagres, apenas os tolos acreditam <em>(nota do autor: esse verso tirado da bíbia foi o slogan político de  Ravalomanana em 2002). </em>Os partidos políticos, a imprensa, a sociedade civil, as igrejas, escolas, pais todos falharam na educação durante os últimos cinquenta anos de república em nosso país. A melhor educação que se dá ao seu povo é não encorajar as pessoas a saírem as ruas causando mortes e saques. Agora vemos que seja quem for que tenha comandado a paralisação hoje será o alvo de uma inressureição amanhã.</p>
<p>A democracia não é apenas papo. O povo educado é a base da democracia. O povo educado não segue cegamente, apenas obedecendo e seguindo a correnteza. O povo educado tem uma mente que discerne, ele não se limita a dar o voto. Não alcançamos isso em 1972, 1991, 2002 e nem chegaremos lá em 2009. Os que sabem não deveriam se render, a educação é o último caminho, não existem milagres. Porque  Madagáscar não foi amaldiçoada com isso”.</p>
</div>
<p>Enquanto isso, <a href="http://forum.serasera.org">outros</a> lamentam profundamente que os polícos malgaxes, tanto os que estão no poder quanto os que estão na oposição, não serão os que mais sofrerão com a crise:</p>
<blockquote><p>“Ny politika Malagasy moa izany dia efa mahazatra fa miala an`Ankatso dia Ambohidepona, ny mampalahelo dia na ny mpitondra amin`izao na ny mpanotra dia olona tsy tena mijaly na koa tsy tena nijaly tamin`ny 2002 na 1991. Mba tsinjonareo ireo ve ireny mpivarotra anana eny antsena sy mpianatra nandeha tongotra 30 km nandroso sy niverina nandeha nakao antananarivo, mba tsinjonareo ve ilay mpampianatra amin`ny EPP, mpampianatra iray mampianatra kilasy 5 no sady tale, mba tsijonareo ve ny olona voan`ny rivodoza mila fanampiana nefa tsy misy manampy, mba tsijonareo ve ny olona mitady ny hoaniny isanandrosanandro, mba tsinjonareo ve ny mpibata entana na reraka aza dia miasa hatrany….indrisy ny an`ny mpanao politika malagasy rehetra dia haka fitondrana mba hampiadanany ny tenany…</p>
<p>Izaho manokana dia “halako” izay olona mampijaly ny Malagasy na mpitondra io na mpanohitra, ireo mamitaka ny tsy mahalala sy manao tohatra iakarana ireo sahirana; na tsy afa miteny aza ireo dia ny tody tsy misy fa ny atao no miverina. Dia tena firenena voahozona ve i Madagasika, tsy misy afatsin`ny mifampidera hery ve ny ain`ny mpanao politika Malagasy.</p>
<p>TOkony mandeha mitazona angadin`omby kely aloha ireo mpitondra fanjakana sy mpanohitra ireo mba ahatsapana hoe mafy ny miasa mamelotena sy mitady ny ho anina isan`andro, ario ny akanjo mianjaika be ireny dia mba miloloava vary amin`ny gony hatero ho an`ny traboina.”</p></blockquote>
<div class="translation">“A política malgaxe, como sempre, não deixa alternativas, o triste é que nem o governo atual nem a oposição sofrem de verdade com essa situação, eles não sofreram em 2002 nem sofreram em 1991. Pense naqueles que vendem verduras na feira, nos estudantes que precisam andar trinta e poucos quilômetros ida e volta para frequentar a escola em Antananarivo, o professor da escola fundamental que ensina a cinco turmas numa escola que não tem diretor, pense nas vítimas do ciclone, que não contam com nenhuma assistência, naquelas pessoas que precisam encontrar a própria comida diariamente, naqueles que continuam trabalhando mesmo quando estão exautos… enquanto os políticos malgaxes apenas querem agarrar o poder para se enriquecerem&#8230;</p>
<p>Eu “odeio” gente que faz o povo malgaxe sofrer, incluindo o atual presidente e os líderes da oposição, aqueles que enganam o povo não educado e usam os pobres como um meio para alcançar uma finalidade, eles apenas sabem como abusar da força que têm. Deveriam tentar trabalhar na foice para que saibam como é duro se sustentar e encontrar o sustento todos os dias, jogue suas roupas da moda fora e vá carregar saco de arroz na cabeça para sentir o desastre gopeando!”</p>
</div>
<p>E <a href="http://tomavana.wordpress.com/2009/01/27/certes-tana-est-en-flamme-mais-il-ne-fait-pas-bon-dhabiter-en-province/">Tomavana</a> [mg] lamenta que em todo esse caos, as vítimas dos <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/01/22/madagascar-major-damages-from-tropical-storm-eric-cyclone-fanele/">ciclones que devastaram cidades inteiras na semana passada</a> [en] caíram no esquecimento.</p>
<blockquote><p>“Inona moa izany fa andro iray fanampiny tsy ahafahan’ireo traboina miantehitra afatsy amin’ny tenany ihany indray iny andro iray iny. Inona intsony koa moa no ambarako eo afatsy ny hoe raha mbola zo atao … dia aza mba mipetraka any amin’ny faritany ihany zalahy e !”</p></blockquote>
<div class="translation">“O que mais foi isso senão mais um dia onde o desastre toma conta e eles só podem contar consigo mesmos. O que mais posso dizer, se puder, fique longe das províncias!</div>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>De Kivu a Gaza: Como a Mídia Escolhe os Conflitos que Cobre</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Jan 2009 11:08:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elisa Thiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[Afghanistan]]></category>
		<category><![CDATA[Central Asia & Caucasus]]></category>
		<category><![CDATA[D.R. of Congo]]></category>
		<category><![CDATA[Diáspora]]></category>
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		<description><![CDATA[O debate sobre o porquê da guerra no leste do Congo despertar tão pouco interesse na imprensa quando comparada aos conflitos no Oriente Médio continua. Um jornalista da Rue89 indaga: "Se a morte de um único israelita vale tanto quanto a morte de vários palestinos, quantos corpos mortos de congoleses são necessários para uma mortalha funerária em Gaza?". Blogueiros de ambos os lados deploram a questão.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/jennifer/">Jennifer Brea</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/elisathiago/'>Elisa Thiago</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/01/09/from-kivu-to-gaza-how-the-media-choose-the-conflicts-they-cover/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><blockquote><p>Si un mort israélien vaut plusieurs morts palestiniens, combien faut-il de cadavres congolais pour un linceul gazaoui?</p></blockquote>
<div class="translation">Se a morte de um único israelita vale tanto quanto a morte de vários palestinos, quantos corpos mortos de congoleses são necessários para uma mortalha funerária em Gaza?</div>
<p>Por que os <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/01/06/dr-congo-new-mass-killings-weak-media-attentio/">conflitos na África recebem tão pouca atenção</a> [en] da mídia, e especialmente os horrores que se desenrolam em Kivu, é uma questão antiga (tão persistente quanto a questão do motivo pelo qual a mídia internacional, quando chega a cobrir a África, cobre unicamente os conflitos).</p>
<p>Elia Varela Serra <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/01/06/dr-congo-new-mass-killings-weak-media-attentio/">escreveu </a><a href="http://globalvoicesonline.org/2009/01/06/dr-congo-new-mass-killings-weak-media-attentio/">neste website</a> [en] sobre este mesmo tema, poucos dias atrás, traduzindo parte de um <a href="http://www.rue89.com/tribune-vaticinateur/2009/01/05/de-gaza-au-congo-des-poids-une-mesure">artigo</a> [fr] no Rue89 do jornalista Hughes Serraf. O tratamento dado por Serraf a essas questões gerou polêmica entre muitos leitores de língua francesa, ambos congoleses e muçulmanos.</p>
<p>Alguns leitores do Rue89 concordam com o sentimento de Serraf.</p>
<p>Rafa explica o porquê da mídia na França prestar muito mais atenção à Palestina do que ao Congo:</p>
<blockquote><p>L’hyper-sensibilité de la société francaise au conflit israelo-palestinien vient du fait de la présence des 2 communautés en france, qui rejoue ici ce qui se passe la bas. D’autre part je pense que Israel étant un pays « occidental » dans le sens ou israel fait partie du « monde libre » (dixit Livni), les francais peuvent s’identifier aux israeliens, et le fait qu’un pays soi disant civilisé, une démocratie comme la notre, avec des gens qui on le meme mode de vie que nous, le meme genre de société, puisse se conduire d’une maniere si barbare, heurte certainement les esprits des gens. En comparaison le conflit au congo fait figure d’énieme drame sur un continent maudit, auquel les gens ne font meme plus attention tant ces drames sont fréquents.</p></blockquote>
<div class="translation">A consciência hiper-sensível que a sociedade francesa demonstra em relação ao conflito entre Israel e a Palestína explica-se pela presença dessas duas comunidades na França, que replicam aqui tudo que ocorre lá. Por outro lado, acredito que Israel, por ser um país &#8220;ocidental&#8221;, no sentido de fazer parte do &#8220;mundo livre&#8221; (como disse Livni), faz com que o povo francês venha a se identificar com os israelitas, e o fato de ser um país, assim dito, civilizado, uma democracia como a nossa, com pessoas que têm o mesmo estilo de vida, o mesmo tipo de sociedade, venha a atuar de forma tão bárbara, mexe conosco. Em comparação, o conflito no Congo nos parece somente mais uma tragédia num continente amaldiçoado no qual as pessoas não mais prestam atenção porque esses tipos de tragédias são tão freqüentes.</div>
<p>Um outro leitor do Rue89, Pierre Haski:</p>
<blockquote><p>Le mois dernier, j’ai même assisté place de la République à une manif de Congolais à propos du conflit dans leur pays. Ils étaient quelques dizaines, coincés entre les cordons de <span class="caps">CRS</span>, dans l’indifférence des passants. Samedi, j’ai assisté au démarrage de la manif Palestine, caméras de télé au rendez-vous.</p></blockquote>
<div class="translation">Mês passado assisti a um protesto congolês na [Praça da República, em Paris] sobre o conflito naquele país. Havia umas poucas dúzias de pessoas, amontoadas entre as cordas da [polícia de passeatas], uma total indiferenca por parte dos transeuntes. Sábado, cheguei ao protesto palestino logo no seu inicio; câmeras de televisão já se encontravam lá posicionadas.</div>
<p>Mas houve muitos que deploraram a ignorância do autor em relação ao continente. Serraf, em seu artigo, disse:</p>
<blockquote><p>Moi, je suis comme vous. Je ne ne sais pas grand chose du Congo et de cette Armée de résistance du Seigneur…Surtout qu’il en y a deux, des Congo! Et puis l’Afrique, c’est extraordinairement compliqué. Entre les catastrophes naturelles, les épidémies, les chefs de guerre en Land Cruiser à tourelle, tout ça… Comment savoir qui sont les méchants et les gentils?</p></blockquote>
<div class="translation">Quanto a mim, sou como vocês. Não sei muito sobre o Congo e esse Lord&#39;s Resistance Army [Exército de Resistência do Senhor, em inglês]&#8230; Não apenas isso, há dois Congos! E depois, a África é tremendamente complexa. Entre desastres naturais, epidemias, senhores da guerra pra lá e pra cá em seus Land Cruisers, e tudo o mais&#8230; Como podemos distinguir os bons dos maus?</div>
<p>O mesmo leitor também escreve que o conflito entre Israel e Palestina pode ser muito mais bem coberto na França pois, pelo menos da perspectiva do público, é muito mais fácil diferenciar entre o &#8220;bom&#8221; e o &#8220;diabólico&#8221;.</p>
<p>O blogueiro <a href="http://alexengwete.afrikblog.com/">Alex Engwete</a> [fr], que vem cobrindo o conflito em Kivu com atualizações diárias em seu blogue, levanta-se, num comentário, contra a ignorância auto-assumida de Serraf:</p>
<blockquote><p>J’avais commencé par me tisser une affinité avec votre indignation sur le silence autour de la catastrophe congolaise avant que je ne découvre dans les trois derniers paragraphes où vous vouliez en venir. J’allais même partager avec vous ce que m’avait confié à Nairobi l’un de mes amis pigiste pour la <span class="caps">BBC</span> à qui ce noble réseau de diffusion et de répercussion des nouvelles avait demandé de cesser d’envoyer des dépêches sur le Congo si le nombre de morts se chiffrait au-dessous de 50 ! C’étaient des noirs et le cœur des ténèbres, après tout, où la norme, c’est « l’horreur ! L’horreur ! » — depuis Joseph Conrad… Mais je me rends compte avec désillusion que le Congo n’est qu’une balise (prétexte sensationnel) menant vers la chute de votre rhétorique tordue ! Si vous ne connaissez rien du Congo, laissez ses morts tranquilles !</p></blockquote>
<div class="translation">Comecei com uma certa simpatia por sua indignação com o silêncio que cerca a catástrofe congolesa antes de descobrir, em seus três últimos parágrafos, para onde você se dirigia. Estava até mesmo disposto a partilhar com você aquilo que um de meus amigos jornalistas da BBC me confidenciou em Nairóbi, que aquela nobre rede de difusão pediu a ele&#8230; que parasse de enviar despachos do Congo quando o número de mortes fosse inferior a 50! Tratava-se de negros e era o coração da escuridão, afinal das contas, onde a norma é &#8220;o horror! O horror!&#8221; - de acordo com Joseph Conrad&#8230; Mas então percebi, desiludido, que o Congo não é mais do que um sinal (pretexto sensacionalista) que nos guia para o anti-clímax de sua retórica deformada!</div>
<p><a href="http://flickr.com/photos/unhcr/3005754224/"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3028/3005754224_fe5dac5d1e.jpg?v=0" alt="family in destroyed building" /></a></p>
<p>Famílias se abrigam num prédio destruído depois de serem forçadas a fugir de suas casas devido à intensificação do conflito na província de Kivu do Norte. (Foto de <a>UNHCR</a>/S.Schulman)</p>
<p>Djé, que escreve no <a href="http://umuntu-ngumuntu-ngabantu.blogspot.com/2009/01/du-kivu-gaza.html">case en construction</a> [fr], relata:</p>
<blockquote><p>La surmédiatisation des horreurs commises actuellement à Gaza ont tendance à détourner le regard des médias (et par extension du grand public) de celles toujours en cours au Kivu. Certains journalistes peu scrupuleux en profitent même pour instrumentaliser, à des fins de propagande pro-israélienne, la faible couverture médiatique de la guerre à l&#39;est du Congo.</p></blockquote>
<div class="translation">O frenesí da mídia sobre os horrores que são cometidos no momento em Gaza tem mostrado um tendência para voltar a atenção da mídia (e, por extensão, do público em geral) para longe daquilo que está ainda ocorrendo em Kivu. Certos jornalistas inescrupulosos têm lucrado ao usar, em prol de uma propaganda a favor de Israel, a pouca atenção por parte da mídia dada à guerra no leste do Congo.</div>
<p>Djé refere-se ao artigo de Serraf como &#8220;uma tentativa grosseira de desinformação&#8221; e clama para que se considere, ao invés, um artigo escrito sobre o mesmo tema no <a href="http://afrique.kongotimes.info/news/201/ARTICLE/8864/2009-01-06.html">kongotimes.info</a> [fr] o qual defende que &#8220;As duas guerras carregam os mesmos medos, com quase os mesmos riscos de desestabilizar a região.&#8221;</p>
<p>Usuários do forum <a href="http://www.islamie.com/combien-faut-il-de-cadavres-afghans-pour-un-linceul-gazaoui-t45511.html?s=7b7433d3bf856e8bab3fadf5abb462d7&amp;s=b3be8981640f880d5a6a805ae606e8d9&amp;">islamie.com</a> [fr] ficaram, da mesma forma, desencorajados com a comparação feita por Serraf e a sensacionalização, pela mídia, em geral, dos ataques à Gaza. Abdullah indaga, sarcasticamente, <a href="http://www.islamie.com/combien-faut-il-de-cadavres-afghans-pour-un-linceul-gazaoui-t45511.html?s=b3be8981640f880d5a6a805ae606e8d9&amp;">&#8220;Quantos corpos afgãos para uma mortalha de funeral em Gaza?&#8221;</a>: [fr]</p>
<blockquote>
<blockquote><p>Face à l&#39;engouement actuel pour Gaza, je suis très mal à l&#39;aise depuis que j&#39;ai lu une phrase d&#39;Abou Ghazi disant que des massacres il y en a tout le temps notamment en Afghanistan et que personne ou presque ne s&#39;en émeut. Non que je me sente plus concerné qu&#39;un autre ni même moins. Mais une telle phrase, ça révèle (au sens premier du terme) beaucoup de choses.</p>
<p>Quelle misère dans laquelle nous sommes ! Nous nous laissons bercer, berner, balader par les médias.</p>
<p>J&#39;ai sincèrement la nausée.</p></blockquote>
</blockquote>
<div class="translation">Frente a atual paixão por Gaza tenho me sentido desconfortável desde que li uma citação de Abou Ghazi que diz que há massacres o tempo todo no Afeganistão com os quais ninguém, ou quase ninguém, se importa. Não é que me sinta mais - ou menos - preocupado com um do que com outro. Mas uma citação como aquela revela (no sentido básico da palavra) muitas coisas.<br />
Em que situação miserável nos encontramos! Permitimos que a mídia alimente, engane e guie nossas vidas! Isto realmente me enoja!</div>
<p>Jounaïda:</p>
<blockquote>
<blockquote><p>La phrase d’Abou Ghazi renvoie simplement à notre médiocrité. Elle révèle aussi une chose : celle que nous sommes vraiment les pantins des médias, assoiffés toujours de sensationnel.</p>
<p>Des actions concrètes pour nos frères et sœurs opprimés, il en faut et en faudra toujours, du moins tant que ce n&#39;est pas la parole de Dieu qui règnera sur terre.</p></blockquote>
</blockquote>
<div class="translation">A citação de Abou Ghazi simplesmente reflete nossa mediocridade. Também revela uma coisa: que somos, realmente, os marionetes da mídia, sempre sedenta pelo sensacional.</p>
<p>Precisamos, e sempre precisaremos, de ações concretas para nossos irmãos e irmãs oprimidos, pelo menos até que as palavras de Deus governem a terra.</p>
</div>
<p><img src="http://farm4.static.flickr.com/3087/3159836888_0153ccd987.jpg?v=0" alt="burial of a little girl" /></p>
<p>Homens palestinos enterram o corpo de Lama Hamdan, de 4 anos de idade, no cemitério em Beit Hanoun, na região norte da Faixa de Gaza, 30 de dezembro de 2008. Lama e sua irmã estavam, de acordo com relatos, passeando numa charrete puxada por um burro na terça-feira perto de um local de lançamento de mísseis que era alvo de Israel (Foto de <a href="http://flickr.com/photos/farshadebrahimi/3159836888/">Amir Farshad Ebrahimi</a>) [en].</p>
<p>Souleymene:</p>
<blockquote><p>…cette reflexion je me la suis posée plusieurs fois depuis ces derniers jours.Mais j&#39;dirais plus, la mobilisation que l&#39;on est en train de vivre n&#39;est qu&#39;un épiphénomene.Quand toute cette affaire va se tasser ( wal 3ilmou liLeh pour son issue) car un moment donné ca va rentrer dans “l<em>‘ordre</em> “, vu les houkams que l&#39;ont a, y&#39;a aucun risque d&#39;embrasement.Les candidats au djihad que l&#39;on a vu dans les télés au Yemen et en Jordanie entres autres n&#39;iront nul part qu&#39; ALLAH les retribue pour leur intentions.Les musulmans retourneront à leur préoccupations mondaines, la Palestine sera oubliée et le sang versé à Gaza avec.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8230;Tenho me feito este tipo de pergunta muitas vezes nos últimos dias. Mas diria mais, a mobilização que estamos vivendo é só um epifenômeno. Quando este negócio todo rescindir (e Alá sabe melhor&#8230;) pois num determinado momento tudo irá voltar à &#8220;ordem&#8221;, e levando em conta os governantes que temos, não há risco de agitação. Os que seriam jidahis que vemos na televisão, no Iêmen e na Jordânia, dentre outros lugares, não irão a lugar algum, possa ALÁ recompensá-los por suas intenções. Os muçulmanos retornarão às suas preocupações mundanas, a Palestina será esquecida, junto ao sangue derramado em Gaza.</div>
]]></content:encoded>
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		<title>Japão, Brasil: Centenário da Imigração Japonesa</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/12/21/japao-brazil-centenario-da-imigracao-japonesa/</link>
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		<pubDate>Sun, 21 Dec 2008 18:21:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em junho de 1908, o navio japonês Kasato Maru atracou no Porto de Santos, em São Paulo, após 52 dias de viagem, trazendo as primeiras famílias japonesas ao Brasil. Cem anos depois, e após um difícil processo de adaptação, japoneses e nipo-brasileiros refletem nessa mistura cultural que atravessa oceanos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/scilla-alecci/">Scilla Alecci</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/12/20/japan-brazil-a-centenary-of-japanese-immigration-to-brazil/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>Em junho de 1908, o navio japonês <a href="http://ja.wikipedia.org/wiki/%E7%AC%A0%E6%88%B8%E4%B8%B8100">Kasato Maru</a> (笠戸丸 ) [jp] atracou no Porto de Santos, em São Paulo, após 52 dias de viagem, trazendo as primeiras famílias japonesas ao Brasil. A jornada tinha começado em 28 de abril do mesmo ano, quando 781 fazendeiros japoneses deixaram o Porto de Kobe após decidirem se mudar para o outro lado do oceano em busca de melhores condições de vida.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-54245" title="kasato-maru" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/kasato-maru.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><small>Kasato Maru no Porto de Santos, foto da coleção de Laire José Giraud.<br />
</small></p>
<p>Desde aquele dia, a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imigra%C3%A7%C3%A3o_japonesa_no_Brasil">comunidade japonesa no Brasil</a> só cresceu, ano após ano, especialmente durante os anos de guerra. No entanto, o processo de integração dos imigrantes japoneses à cultura brasileira não foi apenas longo e difícil, as relações dentro da própria comunidade japonesa eram também muito complicadas, devido às formas diferentes como a distância da terra natal, a capacidade e vontade de se adaptar ao novo país afetaram cada indivíduo.</p>
<p>Parupalo Oyaji (パルパロおやじ) do blogue <a href="http://ameblo.jp/titoparupalo/day-20070816.html">Paruparo Weblog</a> [ja] analisa alguns dos eventos históricos que descrevem bem a complexidade da situação dos imigrantes japoneses durante a guerra.</p>
<blockquote><p>１９４１年に開戦した日米間の戦争、太平洋戦争ではブラジルに移民した日本人たちにとっても深刻な問題を引き起こしまし た。ブラジルが連合国側についたため、現地にいた日本人は敵性外国人になってしまったのです。ただ、不幸中の幸いは、米国やペルー在住の日本人たちのよう に強制収容所には収監されずに済んだことです。それでも、敵性外国語である日本語の使用は禁止され、日本語で書かれた新聞・雑誌の配布が禁止されました。</p></blockquote>
<div class="translation">Em 1941, quando a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_do_pac%C3%ADfico">Guerra do Pacífico</a> (Conflito Japão-EUA) tinha acabado de ser desencadeada, um problema sério surgiu para os imigrantes japoneses no Brasil. Como o Brasil ficou do lado dos Aliados, os japoneses vivendo no país começaram a ser vistos como inimigos. Bem-aventurados em seu infortúnio, eles pelo menos não acabaram nos <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Japanese_American_internment">campos de concentração</a> [en] como seus compatriotas presos nos Estados Unidos ou Peru. O idioma, no entanto, foi banido e a publicação e distribuição de jornais e revistas em japonês foram proibidas. […]</div>
<p>Em 1945, o Japão se rendeu aos Estados Unidos e a Segunda Guerra Mundial chegou ao fim. Mas para 80% da comunidade japonesa no Brasil, o Japão tinha ganhado a guerra. Parupalo Oyaji continua explicando esse lado sombrio da história:</p>
<blockquote><p>戦争の結果について、日系人社会が二分されてしまったのです。一つは「敵国からの情報を信じてどうする？日本が負けるわけ はない」という「勝ち組」。他方は、冷静に事実を受け止めて日本の敗戦を認識していた（ポルトガル語がわかる人たちで日本が不利な状況であるという途中経 過についても認識していた）という「負け組」でした。<br />
「勝ち組」のなかでも特に過激だったのが「臣道聯盟」という国粋主義的団体で、ついには「負け組」のメンバーを「国賊」として処罰するという武力行使に及 んだのでした。この抗争は次第に激化し、翌年ブラジル軍事警察によって「臣道聯盟」が壊滅されるまで、２３名もの死者を出してしまったのです。外国の地 で、本来は助け合わなければならない日本人同士が「殺し合い」をするという大変悲しい事件が起きてしまいました。</p></blockquote>
<div class="translation">Como resultado da guerra, a comunidade japonesa se dividiu em <a href="http://209.85.129.132/search?q=cache:yiO9Wyic5xkJ:www.dialogos.uem.br/include/getdoc.php%3Fid%3D154%26article%3D51%26mode%3Dpdf+1941+japanese+in+brazil+shindo+renmei&amp;hl=ja&amp;ct=clnk&amp;cd=9">dois grupos</a><em> </em>[en, pdf file]<em>. </em>A facção dos<em> <a href="http://ja.wikipedia.org/wiki/%E5%8B%9D%E3%81%A1%E7%B5%84">kachigumi </a></em><a href="http://ja.wikipedia.org/wiki/%E5%8B%9D%E3%81%A1%E7%B5%84">(vitoristas)</a> <em>[jp] </em>que pensava “como se pode acreditar nas notícias que recebidas dos inimigos? O Japão não pode ser derrotado” e, do outro lado, a facção <em>makegumi </em>(derrotistas) dos que aceitaram a derrota do Japão e entendiam que a situação tinha começado com a Guerra Fria (muitos deles na verdade entendiam português e podiam também compreender o processo que colocou um fim à guerra).<br />
Dentre o grupo dos <em>vitoristas</em>, havia uma facção particularmente extremista e nacionalista chamada de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Shindo_Renmei">Shindô Renmei</a> [literalmente “Liga do Caminho dos Súditos”] que considerava os membros do grupo <em>derrotista</em> traidores, e começou uma ação militar para eliminá-los. No ano seguinte, com a intensificação do conflito entre os grupos, a Liga do Caminho dos Súditos foi reprimida por intervenção militar brasileira. Vinte e três pessoas morreram. Coisa muito triste: em uma terra estrangeira, onde os compatriotas japoneses deveriam cuidar uns dos outros, eles estavam se matando.</div>
<blockquote><p>これだけの騒動を起こしてしまったのですから、当然のこと「日本人移民の受け入れ」は禁止されましたが、１９５２年から再び解禁となり、その後も１９７０年頃まで移民が続けられました。<br />
日本から移民した総数は２５万人、今でも６万人を少し下回る数の一世（日本人）がブラジルに暮らしています。<br />
また、ブラジルのいわゆる日系人と言われる人たちは、２世から５世まで含めて１５０万人という海外日系社会最大規模を誇っています。</p></blockquote>
<div class="translation">Por causa desses acontecimentos, a admissão de imigrantes japoneses foi interrompida; ela recomeçou em 1952 e continuou até os anos 70.<br />
No total, o número de imigrantes japoneses no Brasil chega a 250 mil e mesmo agora há cerca de 60 mil japoneses da primeira geração ainda morando no Brasil.<br />
Mas se você levar em consideração os Nipo Brasileiros, da segunda à quinta geração, são 1,5 milhão de pessoas que orgulhosamente formam a maior comunidade japonesa do mundo.</div>
<p><strong>Ano do Intercâmbio Brasil-Japão</strong></p>
<p>Como acordado <a href="http://www.jbic.go.jp/en/report/jbic-today/2008/01/02/index.html">em 2004</a> pelo ex-primeiro ministro japonês Junichiro Koizumi e presidente brasileiro Lula da Silva, 2008 foi escolhido o Ano do Intercâmbio Brasil-Japão e <em></em>durante esse perído vários eventos culturais foram promovidos para celebrar o centenário da imigração japonesa no Brasil.</p>
<p>Takanori Kurokawa, blogueiro japonês morando no Recife para estudar português, <a href="http://recife-brasil.blogspot.com/2008/12/feira-japonesa.html">descreve um festival japonês</a> organizado em comemoração ao Centenário da Imigração Japonesa no Brasil.</p>
<blockquote><p>11月最後の日曜日でした。<br />
毎年この日にはレシーフェのフェイラ・ジャポネーザ（日本語では日本市になります）というが開催されるのですが、今年も盛大に開かれました。<br />
今年は日系移民100周年ということでレシーフェの日本人会や日本人、日系人が関わる団体、会社など力を入れていたようです。<br />
レシーフェに住む日系人の数はサンパウロ、パラナーに比べれば圧倒的に少ないので、このお祭りもたいしたことないんじゃないかと思っていたんですが、これが結構すごかったんですよ！<img class="aligncenter size-medium wp-image-54247" title="japanese market" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/c3a6e28094c2a5c3a6oec2acac2b8e2809aaefbfbdc2aeec2b3c2a5ac2b1e280a6.jpg" alt="" width="512" height="384" /></p></blockquote>
<div class="translation">No último domingo de novembro, como acontece todos os anos nesse dia, aconteceu a <em>Feira Japonesa in Recife</em>, mas esse ano foi mesmo em grande estilo.<br />
Como nesse ano estamos celebrando o centenário da imigração japonesa no Brasil, muitas organizações japonesas, grupos e empresas nipo-brasileiros deram suas contribuições.<br />
A quantidade de nipo-brasileiros morando no Recife, em comparação com São Paulo ou Paraná, é muito pequena, então achei que esse festival não seria tão especial, mas tive que mudar de idéia, foi bem impressionante!</div>
<blockquote><p>会場となった旧市街地の一角は所狭しと屋台が並び、入り口には大きな鳥居が。<br />
日本文化を紹介するコーナー、食べ物のコーナー、手芸品やお土産のコーナーの3つに分かれていました。<br />
[…]あとすごかったのはアニメのコーナーです。日本のサブカルチャーとして大人気のアニメですが、当日はマンガを売る屋台や、コスプレグッズの屋台、ゲームの屋台もありました。<br />
僕の知っているマンガのコスプレ、知らないマンガのコスプレをしたブラジル人でいっぱいでした。</p></blockquote>
<div class="translation">No centro antigo da cidade, onde o festival aconteceu, estandes foram alinhados um atrás do outro, e um <em>torii </em>[portal na entrada do tempo xintoísta] foi colocado na entrada principal… depois três esquinas: a esquina da cultura japonesa, a da comida e a do artesanato. […] A esquina do <em>anime</em> estava também bem bacana. <em>Anime</em> parece ser um produto muito popular da sub-cultura japonesa e naquele dia tinha barracas vendendo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mang%C3%A1s">mangá</a> ou <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cosplay">cosplay</a> [literalmente &#8220;fantasia”] ou jogos e tinha um monte de brasileiros vestidos em fantasias inspiradas por mangás, alguns que eu conhecia, outros não.</div>
<p><strong>Imigração Brasileira no Japão<br />
</strong></p>
<p>Enquanto nas primeiras décadas do século XX muitos japoneses imigraram para o Brasil em busca de trabalho, a <a href="http://www.un.org/esa/population/meetings/IttMigLAC/P11_Higuchi.pdf">tendência migratória</a> [en, pdf] mudou nos anos 90 e muitos nipo-brasileiros imigraram do Brasil para o Japão, vindo a formar a categoria chamada de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dekasseguis_brasileiros">dekassegui</a> (出稼ぎ, literalmente “trabalhando distante de casa”). No final dos anos 80, quando o Japão já tinha se tornado um dos países mais ricos do mundo, o ministro do trabalho japonês começou a facilitar a entrada de trabalhadores descendentes de japoneses, garantindo a eles vistos de trabalho para suprir a falta de trabalhadores para as chamadas profissões “<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dirty,_Dangerous_and_Demeaning">sujas, perigosas e degradantes</a>” [en].</p>
<p>Hoje em dia, existem 300 mil nipo-brasileiros (日系人, Nikkei-jin) morando no Japão e a maioria deles trabalha na <a href="http://www.nytimes.com/2008/11/02/world/asia/02japan.html?partner=rssnyt">indústria automobilística</a> [en] normalmente como empregados temporários e sob condições insalubres.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/OqdMsptga1E&amp;hl=it&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/OqdMsptga1E&amp;hl=it&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<small> Trailer do documentário <a href="http://umsenhordobrasil.sblo.jp/article/23046447.html">Brazil Kara Kita Ojiichan </a> (ブラジルから来たおじいちゃん, “Um Senhor do Brasil: visitando brasileiros no Japão”), sobre Ken’ichi Konno (紺野堅一), um japonês de 92 anos que imigrou ao Brasil 73 anos atrás.</small></p>
<p>No blogue <a href="http://blog.canpan.info/nikkei/category_3/">Raten Nikkei Ryugakusei</a> (ラテン日系留学生), que junta vozes de nipo-americanos, Patricia Yano (矢野パトリシア) escreve suas reflexões quanto à identidade nipo-brasileira que carrega.</p>
<blockquote><p>私は日系2世です。小さい頃から日系人社会とブラジル人社会の両方を経験しています。日本人の祖父母からいろいろ学んで、日系人であることを誇りに思っています。</p></blockquote>
<div class="translation">Eu sou <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nissei">nissei</a> [segunda geração] e desde criança convivo tanto com a cultura japonesa quando a brasileira. Aprendi muito com meus avós japoneses, e tenho orgulho de ser nipo-brasileira.</div>
<blockquote><p>[…]ブラジルでは日系人コミュニティは2%を超えませんが、日系人コミュニティをポジティブな少数派として認められてい る。しかし、日本にいるブラ ジル人は、ネガティブな少数派の特集を抱えている。この両面的な特徴を抱えている日系ブラジル人のアイデンティティはどうなるであろう。<br />
自分自身は、日本とブラジルの文化を自分のアイデンティティに統合しました。しかし、両アイデンティティを統合するプロセスは簡単なものではありませ ん。ブラジルにいると「日本人」と呼ばれます。日本に来ると「ガイジン」と呼ばれます。つまり、ポジティブな少数派からネガティブな少数派に変わります。<br />
留学生として来日する日系ブラジル人は、もしかしたら、このアイデンティティの変化を特に感じないかも知れません。しかし、デカセギとして来日する日系 ブラジル人はもっと感じる傾向があります。[…]</p></blockquote>
<div class="translation">No Brasil, a comunidade nipo-brasileira representa apenas 2% [de toda a população] mas é reconhecida como minoria de uma forma positiva. Por outro lado, não é o mesmo para os brasileiros morando no Japão. Me pergunto por que a identidade nipo-brasileira tem duas caras…<br />
Pessoalmente, minha identidade consiste de ambas as culturas, japonesa e brasileira. No entanto, o processo que me trouxe a pensar dessa forma não foi fácil. Quando estou no Brasil, sou chamada de “Japonesa” e quando estou no Japão sou chamada de “gaijin” [forasteira]. Em outras palavras, a forma como me consideram um indivíduo pertencente a uma minoria muda de positiva para negativa.<br />
Os nipo-brasileiros que vêm ao Japão estudar talvez não se sintam dessa forma, mas os <em>dekasegis</em>, gente que vem para trabalhar, se sentem. […]</div>
<blockquote><p>ブラジルに移住した日本人は、ブラジルで努力をして、ブラジルの社会でポジティブなイメージを形成しました。それで、日本 に住んでいる日系ブラジル人は、どのように日本でポジティブなイメージを形成できるであろう。それで私は感じました。日系人は様々なアイデンティティを 持っており、多様性のあるグループだと思います。 […]<br />
日本人移民の百周年記念の今年に、教育を通じて、様々なことを学ぶべきだと思います。例えば、日本人の子どもに移住の歴史を教えることは重要です。[…]</p></blockquote>
<div class="translation">No Brasil, os japoneses, através de seu esforço, conseguiram criar uma imagem positiva deles dentro da sociedade brasileira. Como os brasileiros no Japão poderiam fazer o mesmo aqui?<br />
Foi isso que pensei. Os Nipo-Brasileiros têm várias identidades e representam inúmeros grupos. Nesse ano, que é o centenário da imigração japonesa no Brasil, a gente deveria focalisar na educação e aproveitar a oportunidade para aprender. Para começar, em minha opinião, é muito importante que os filhos daqueles imigrantes japoneses conheçam essa história.</div>
<p>No mesmo blogue, Neide Ayumi Kuzuo (葛尾　あゆみ　ネイデ), apresenta o último livro que ilustrou, chamado “Me, EU” (ぼく・ＥＵ), cujo protagonista é um garoto <em>sansei</em> [terceira geração] que se interroga sobre sua identidade, onde ela descreve suas memórias como filha de imigrantes japoneses.</p>
<blockquote><p>三年間愛知県でブラジル人語学相談員をした時に、主に小学校と中学校合わせて４０校以上を訪問しました。入学式から卒業式まで参加しました。</p></blockquote>
<div class="translation">Eu trabalho como conselheira de idioma brasileiro há 3 anos na Prefeitura de Aichi e em meu trabalho já visitei mais de 40 escolas primárias e secundárias. Participo de cerimônias de entrada e graduação.</div>
<p>[…]</p>
<blockquote><p>外国籍の子どもたちの相談に接していると、私自身の、子どものころの出来事が思い出されます。父が、「ブラジル人はすぐ嘘 をつく。理由なしに仕事を休んで は、次の日にわかりきった嘘をつく。借金が多くあっても平気だ。一年かけてためたお金をカーニバルの一週間で全部使ってしまう。借金までして遊びに行くな んて、信じられん。」とか、「手が早いのには参ったよ。置いてある物は全てもらっていいものだとおもっている。懸命に植えたものを平気で盗んでいく。文句 を言いに行ったら、『食べ物や果物は全て神の物であり、神の物は誰の物でもない、皆の物である』という。神だと、何を言っているのだ。俺が植えたんだ！｣ とカッカして帰ってきたのを今でも忘れられません。</p></blockquote>
<div class="translation">Falar com essas crianças me lembra de quando eu tinha a idade delas. Meu pai costumava reclamar e dizer: “Os brasileiros mentem facilmente. Eles faltam um dia de trabalho sem motivo nenhum e no dia seguinte dão desculpas que são obviamente mentiras. Eles não se importam se ficam endividados na semana de carnaval e acabam gastando o dinheiro ganho no ano inteiro. Se divertir a ponto de acumular dívidas. Não dá para acreditar”.<br />
Ainda hoje me lembro quando ele voltou para casa um dia, incendiado de raiva, e disse: “Não sabia que eles tinham dedos tão leves. Basta colocar algo em algum lugar e eles acham que é deles. Roubam sem problema algum o que você plantou com o maior esforço e se você reclamar, dizem &#8220;Comida e frutas pertencem a Deus, as coisas de Deus não pertencem a ninguém mas a todos&#8221;. Deus?! Que diabos você está falando? Eu plantei aquelas coisas!”</div>
<blockquote><p>このように、父がブラジルのことを悪く言うたびに、心の中で、その都度、<br />
「ではなぜブラジルにいるの？何でブラジルに来たのよ?」<br />
「私も日本人の顔や形をしているのだから、日本で生まれたかったよ。日本の小学校に通いたかったよ」<br />
「『目を開けろよ、日本人！』なんて目の形のことで知らない人から歩道でからかわれたりしないですむのに・・・」<br />
とずっと思っていましたが、一度もこの気持ちを打ち明けたことがありません。</p></blockquote>
<div class="translation">Daí, toda vez que meu pai falava mal do Brasil, dentro de mim eu me perguntava &#8220;Por que você está no Brasil então? Por que veio” e pensava, “Eu mesma tenho uma aparência japonesa e preferiria ter nascido no Japão. Queria frequentar uma escola japonesa!”, ou “[Se eu tivesse morando no Japão] eu poderia andar nas ruas sem ser provocada por causa do formato de meus olhos por alguém completamente estranho dizendo “Abra os olhos, japa!”…. Mas nunca extravasei esses sentimentos.</div>
<blockquote><p>又、学校でも「アクセントがおかしいよ。こう言うのよ。直しましょうね。と先生にいつも注意されるのいやだよ」「音読が一番きらいだよ」「学校で、年に一 回の祭り、参加したいよ」とも一度も訴えたことはありませんでした。[…]<br />
もう一方では、ブラジルの文化や習慣などに触れることも多くありました。特に家族愛というような、愛情の表現のしかたが一番好きでした。それに、全てに臨機応変で、心で動き、感情豊かで、陽気さの中で育ちました。</p></blockquote>
<div class="translation">E na escola quando eles [repetiam] “Seu sotaque é estranho. É assim que se pronuncia. Vamos corrigir.” Eu nunca reclamei com meus pais dizendo “Odeio tomar carão do professor todas as vezes”, “Odeio ler em voz alta”, “Também quero participar do festival anual da escola!”.<br />
[…] Por outro lado, eu tive a oportunidade de conhecer a cultura e os costumes brasileiros. E o que eu mais gostei é a forma como eles expressam carinho, especialmente em suas famílias. Além disso, o ambiente onde cresci era alegre, cheio de emoções e era considerado normal demonstrar espontaneidade em todas as ocasiões.</div>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-54249" title="japoneses_no_brasil" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/japoneses_no_brasil.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><small>Família de imigrantes japoneses no Brasil, imagem da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/File:Japoneses_no_brasil.jpg">Wikipédia</a>.</small></p>
<div class="contributors">Em colaboração com <a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>.</div>
</div>
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		<title>Lusosfera unida por Obama</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/11/05/lusosfera-unida-por-obama/</link>
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		<pubDate>Wed, 05 Nov 2008 21:40:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claraonofre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
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		<description><![CDATA[Veja como blogueiros da Angola, Moçambique, Cabo Verde e Timor Leste estão celebrando a eleição de Obama como presidente dos Estados Unidos, e como eles têm esperanças de que essa eleição trará mudanças para seus próprios países.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/clara-onofre/">Clara Onofre</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/claraonofre/'>claraonofre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/11/05/the-lusosphere-for-obama/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>A América e o mundo testemunham um momento histórico com a chegada de Barack Obama à presidência. Não só pela cor do 44º presidente americano – o que seria bastante redutor – mas pela mudança que Obama transporta no olhar, nas palavras, na convicção e nos projectos futuros. Barack Obama herda uma economia aos solavancos, traumas produzidos pela infindável guerra no Iraque e a luta pelo meio ambiente, entre outros sintomas da má gestão levada a cabo por George W. Bush.</p>
<p>A vitória de Obama emociona americanos e pessoas de todo o mundo. Como se estivessemos todos sedentos de mudança. Como se tivesse finalmente chegado o grande líder que ansiamos seguir. Direto de Nova York, o moçambicano <a href="http://manueldearaujo.blogspot.com/2008/11/aconteceu-barack-hussein-obama-primeiro.html">Manuel Araújo</a> conta o movimento de gente na Times Square para ver Obama e diz que terá orgulho de contar aos seus netos que estava lá nesse momento histórico:</p>
<blockquote><p>“Estive la, nao apenas por mim. Estive la porque tinha que la estar, para todos aqueles que queriam la estar e por varias razoes, quer materiais, quer financeiras, quer emocionais nao podiam la estar!</p>
<p>A explosao de alegria no Time Square foi tanta que por momentos fiquei surdo! As lagrimas foram tantas que me senti por segundos sufocado e afogado naquele mar de alegria! A felicidade tao grande que por segundos senti um no pescoco! O ar tao quente que por segundos senti o calor da raca humana! Um calor que nuna tinha sentido antes.</p>
<p>No Times square, hoje descobri que quando o ideal e a esperanca e grande existe apenas uma raca - A RACA HUMANA! Que nao ha negros ou brancos, mulatos ou latinos, africanos ou asiaticos, vermelhos, azuis, pobres, ricos, nordicos, autralianos, pakistanis, kenyanos, zambianos, dominiquenhos, costariquenos, japoneses! A diversidade de racas, nacionalidades, estratos sociais representadas fez-me recordar a figura biblica da Arca de Noe!”.</p></blockquote>
<p>O blog <a href="http://casadeluanda.blogspot.com/2008/11/sim-ns-podemos.html">A Casa de Luanda</a> fez questão de partilhar com os seus leitores a esperança depositada em Obama:</p>
<blockquote><p>“Obama emocionou-me com o seu discurso. Lembrou-nos de como um país deve ir muito além de uma colectividade de indíviduos. Deve ser uma unidade de pessoas que olham umas para as outras. Lembrou que temos histórias diferentes, mas um mesmo destino. Que enquanto respiramos, temos esperança. E principalmente, convocou os americanos e o mundo para um novo espírito de trabalho, baseado na responsabilidade, nas alianças, na esperança, na liberdade e na paz. Espero que o discurso ecoe em Angola, pois este país precisa como ninguém de todos esses valores”.</p></blockquote>
<p>Com a chegada de Barack Obama à presidência, aparecem sentimentos confusos. A maioria dos apoiantes do agora presidente está feliz por esta vitória porque Obama descende de negros e acreditam que devido a este facto, poderá ajudar no combate à discriminação racial e tornar-se um porta-estandarte para a raça negra. No Quénia, país Natal do pai do agora presidente americano, esperam ingénuamente a salvação pelas mãos de Obama, esperando que este corra com os corruptos daquele país e facilite a obtenção de vistos para entrada em solo americano. É o “american dream” em acção, concretizado e proferido por Obama no discurso pós-vitória. Mas antes de mais nada, Barack Obama é americano e fez questão de frisar isso mesmo durante a campanha eleitoral.</p>
<p>A autora do blog <a href="http://meninadeangola.blogspot.com/2008/11/blog-post.html">Menina de Angola</a> reflecte sobre este assunto:</p>
<blockquote><p>“Angola está sorrindo, bom pelo menos a minoria que entende ou acha que entende o que está acontecendo mundo. Os poucos angolanos com acesso à informação comemoram a vitória de Barack Obama, brindam ao primeiro negro da história mundial, mas cá com os meus botões, não vejo bem o que muda para nós pobres mortais. Não vejo como a cor da pele pode alterar o rumo da história do dia para a noite. Por acaso o racismo vai acabar? A fome e miséria do mundo vão desaparecer como num passe de mágica? Os conflitos intermináveis no médio oriente terão fim? Ele é apenas mais um americano no poder, com os mesmos ideiais de todos os americanos. É mais um capitalista rico que veio de família rica e teve acesso às melhores escolas. Mas acima de tudo ele é apenas um ser humano, não um mágico, messias ou super homem com super poderes, capaz de resolver todos os problemas do mundo do dia para a noite. Não estou fazendo propaganda contra, muito pelo contrário, fiquei muito feliz com a vitória de Obama, mas não porque ele é negro, branco, amarelo ou rosa choque, mas sim porque a sua plataforma de governo inclui entre outras coisas, uma grande preocupação com o meio ambiente. Eu vou comemorar de verdade daqui a 4 ou 5 anos quando as promessas de campanha tornarem-se realidade”.</p></blockquote>
<p>O blog <a href="http://ludgerocv.blogspot.com/2008/10/o-fenmeno-obama.html">Chez Ludgero</a> de Cabo Verde  manifesta o seu entusiasmo por Barack, escrevendo:</p>
<blockquote><p>“Barack Obama é um fenómeno global. Fala-se dele em todas as línguas, em todos os países. Aqui em Cabo Verde tornou-se usual ver-se gente de todas as raças, de culturas diferenciadas, oriundas de vários pontos do globo, falando de Obama. A África lusófona ficou orfã depois de perder os seus líderes históricos (Cabral, Neto, Mondlane e Machel). E isso um pouco em consequência de alguma reticência em relação a Kalungano e alguns outros, por causa da mistura de raças que corporizam. A consagração de Obama, num ambiente como o dos Estados Unidos, pode chamar toda a África à razão, mormente os países lusófonos, cuja maior riqueza reside na mistura de raças e no encontro de culturas. A consagração da educação como a chave que abre todas as portas (mesmo as da Casa Branca) seria a maior lição a tirar da trajectória de Obama.”</p></blockquote>
<p>Sejam quais forem os motivos de apoio a Obama, o novo presidente americano conseguiu gerar à sua volta uma forte empatia, tanto a nível nacional como internacional. Kianda do blog <a href="http://kianda.wordpress.com/2008/11/04/este-blog-apoia-descaradamente-barack-obama/">O silêncio da Kianda</a> expressa sem pudores, a admiração por Barack Obama:</p>
<blockquote><p>“Gosto de Obama porque sou muito mais democrata do que republicana, na minha essência de mais de esquerda do que conservadora. Sou a favor do aborto, do casamento dos homossexuais, da sensibilidade para questões sociais, da não ingerência arbitrária dos EUA na política interna do resto do mundo. Acredito muito mais no programa de Obama para resolver ou controlar os problemas económicos dentro dos Estados, o que tem sempre consequências no resto do mundo. Acredito mais na calma e na serenidade de Obama para julgar os problemas. Tem o sangue frio necessário para esta altura da história.”</p></blockquote>
<p>O arquiteto, ilustrador e cartunista João agradece Obama com um cartum no <a href="http://timorcartoon.blogspot.com/2008/11/obrigadu-barack.html">Timor Cartoon International</a>:</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-52297" title="timorcartoon_obrigaduobama" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/11/timorcartoon_obrigaduobama.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong><br />
</strong></p>
<blockquote><p>Seja qual for o resultado…</p></blockquote>
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		<title>Conversando com a blogueira literária guianense Charmaine Valere</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/11/04/conversando-com-a-blogueira-literaria-guianense-charmaine-valere/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/11/04/conversando-com-a-blogueira-literaria-guianense-charmaine-valere/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 04 Nov 2008 19:19:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dominguezvaleska</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A guianense Charmaine Valere vive nos Estados Unidos há mais de vinte anos, mas permanece profundamente envolvida com sua terra natal e os debates culturais do país através do seu blogue, Signifyin' Guyana.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/nicholas-laughlin/">Nicholas Laughlin</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/dominguezvaleska/'>dominguezvaleska</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/10/24/talking-to-guyanese-litblogger-charmaine-valere/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img class="alignnone size-full wp-image-51769" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/charmaine-valere.jpg" alt="Guyanese litblogger Charmaine Valere" /></p>
<p><em><span style="x-small;">A blogueira literária Charmaine Valere, do Signifyin&#39; Guyana. - Foto da </span></em><em><span style="x-small;">blogueira, usada com permissão.</span></em></p>
<p>C.D. Valere – Charmaine, para os amigos - nasceu na <a href="http://globalvoicesonline.org/-/world/americas/guyana/">Guiana </a>e mora nos Estados Unidos há 22 anos. Hoje vive em Nova Jersey e ensina literatura no <a href="http://www.bloomfield.edu/">Bloomfield College</a>. Em novembro de 1997, lançou o seu blogue <a href="http://signifyinguyana.typepad.com/signifyin_guyana/"><em>Signifyin&#39; Guyana</em> </a>- &#8220;dedicado às palavras e opiniões dos escritores guianenses&#8221;. Neste último ano, <a href="http://signifyinguyana.typepad.com/signifyin_guyana/"><em>Signifyin’ Guyana</em> </a>tem se tornado um dos blogues literários mais substanciais do Caribe, apresentando posts com comentários da própria Charmaine sobre livros guianenses e caribenhos em geral, além de cobrir ocasionalmente aspectos da atualidade do país e ligar-se a discussões literárias em outros pontos da blogosfera caribenha. Recentemente, entrevistei Charmaine por e-mail. A seguir, uma versão editada da nossa conversa.</p>
<p><strong>Nicholas Laughlin</strong>: A primeira questão é óbvia: por que você começou a blogar? Qual era o seu objetivo inicial?</p>
<p><strong>Charmaine Valere</strong>: Tudo começou (falando sério!) com uma grande, grande saudade de casa. Simples assim. Ano passado cheguei à idade de (resmungos ininteligíveis&#8230;), e simplesmente quis retornar à Guiana. Então fui, e descobri que não havia a menor possibilidade - nem de longe! - de voltar a viver lá (risadas). Em muitos aspectos, me senti uma estranha. Quando retornei aos Estados Unidos (ainda mais triste do que estava quando saí), decidi ler escritores guianenses para preencher uma parte do vazio que sentia. Mas fiquei desapontada com a escassez e a irregularidade das informações disponíveis online sobre eles e suas obras.</p>
<p>Então tive essa idéia louca de começar uma espécie de missão solitária, e escrever a respeito de todos os escritores e livros guianenses que caíssem nas minhas mãos. E a idéia do blogue nasceu, apesar de na época eu estar pensando numa newsletter, ou algo do gênero.</p>
<p><strong>NL</strong>: Quais eram os blogues caribenhos que você lia regularmente antes de começar o Signifyin&#39; Guyana? Eles influenciaram sua decisão de se tornar uma blogueira?</p>
<p><strong>CV</strong>: Eu nem sabia o que era um blogue até dois ou três anos atrás, quando comecei a buscar informações atualizadas online sobre <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Guyanese_general_election,_2006">os resultados das últimas eleições presidenciais na Guiana</a>. Cada busca que eu fazia me mostrava alguns blogues guianenses, e não consegui mais parar de ler, especialmente aqueles que eram atualizados com regularidade. Fiquei impressionada com o conceito de um espaço de baixa manutenção, onde eu poderia escrever regularmente. Mas foram blogues como o <a href="http://antilles.blogspot.com/">seu </a>e o de <a href="http://sapodilla.blogspot.com/">Guyana Gyal </a>que acabaram me convencendo a iniciar o meu.</p>
<p><strong>NL</strong>: Offline, você é professora de literatura e erudita. Você é também uma escritora que cria?</p>
<p><strong>CV</strong>: Cuidado com essa facilidade de aplicar o termo &#8220;erudito&#8221; por aí, meu amigo (risadas).</p>
<p>Não, não sou uma criadora da escrita (grande risada). No entanto, se você observar os meus posts com atenção, verá traços de uma candidata à criadora. Mas o mundo da criação está a salvo, por enquanto. Não tenho nada em andamento.</p>
<p><strong>NL</strong>: Você acha que os escritores caribenhos (e outros profissionais da criação) estão aproveitando suficientemente as ferramentas online, como os blogues? Que aspectos da vida e da cultura caribenhas gostaria de ver mais bem representados na Rede Mundial de Computadores? Que escritores gostaria de ver blogando?</p>
<p><strong>CV</strong>: Há muitos escritores caribenhos que não têm presença na Rede, e ponto! Acho isso chocante na era em que estamos, quando tanta gente utiliza a Rede como primeiro recurso para obter a maioria das informações que deseja. É inacreditável que eles queiram um público leitor, quando nem mesmo colocam na Rede seu perfil como escritores.  Blogar, então, nem se fala.</p>
<p>Eu gostaria de ver TODOS os aspectos da vida e da cultura caribenhas mais bem representados na Rede. Atualmente, as melhores informações que você consegue sobre o Caribe (e com certeza você já sabe disso) são sobre as férias na região. Sem medo de estar repetindo <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Derek_Walcott">Derek Walcott</a>, parece que é só para isso que o Caribe serve.</p>
<p>E você deveria ver a expressão de desconfiança no rosto de alguns dos meus colegas quando lhes digo que estou usando três livros de autores caribenhos no meu curso, mas que nenhum deles é de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Puerto_Rico_literature">Porto Rico</a>, ou da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Literature_of_the_Dominican_Republic">República Dominicana</a>, ou <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Edwidge_danticat">Danticat</a>. É claro que adoro a literatura do Caribe de língua espanhola, e Danticat é uma das minhas escritoras favoritas. Mas estou um pouco cansada do monopólio que eles recebem quando se trata da literatura caribenha.</p>
<p>Na verdade, não consigo dizer que escritores gostaria de ver blogando, mas sem dúvida gostaria de ver um maior número deles interagindo com seus leitores na Rede.</p>
<p><strong>NL</strong>: O que aconteceu de mais inesperado com o desenvolvimento do seu trabalho em Signifyin&#39; Guyana?</p>
<p><strong>CV</strong>: A rapidez com que esse trabalho foi percebido. E a rapidez com que pude entrar em contato com os escritores que procurei alcançar, inicialmente. Aliás, eu já parei de fazer isso, mas eles ainda conseguem me encontrar. Esses escritores podem não ter muita presença na internet, mas certamente usam com regularidade os mecanismos de busca para achar informações sobre si mesmos. E isso me faz questionar, novamente, por que não há mais desses autores com uma presença ativa na Rede.</p>
<p><strong>NL</strong>: <a href="http://signifyinguyana.typepad.com/signifyin_guyana/2007/11/wat-de-ass-does.html">Num de seus posts iniciais</a>, você explicou a um leitor o que &#8220;signifyin&#8221; queria dizer. Poderia repetir essa informação para os leitores de GV?</p>
<p><strong>CV</strong>: &#8220;Signifyin&#39;&#8221; descreve a minha meta de dar visibilidade aos escritores guianenses, assim como um espaço significativo e de qualidade na Rede. O termo (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Signifying">um empréstimo que tomei da gíria dos negros americanos</a>) também descreve o método que uso para lhes dar esse espaço, o que muitas vezes consiste em interpretar suas palavras e sugerir (em alguns casos) novas formas de compreender sua obra (além das críticas/interpretações que já existem sobre ela).</p>
<p><strong>NL</strong>: A blogosfera guianense é conhecida pelas trocas de palavras duras, sem reservas - o que algumas vezes parece desnecessário para as pessoas que não fazem parte dela. Na sua opinião, por que isso acontece? Você já foi alvo de críticas que considerou impróprias?</p>
<p><strong>CV</strong>: Os blogueiros guianenses que conheci (assim como alguns dos seus amigos que comentam nos blogues) são um grupo de pessoas inteligentes, de temperamento apaixonado, na maioria rapazes que não agüentam mais a corrupção na Guiana, e sua raiva e frustração encontram nos blogues uma válvula de escape. Quando usam isso uns contra os outros, parece mesmo desnecessariamente violento, mas acredito que muitas dessas manifestações sejam uma forma de desabafo. Eles xingam e brigam, e resistem mais um dia para continuar a xingar e brigar.</p>
<p>E é verdade que alguns meses atrás comecei uma briga com outro blogueiro por causa do termo <a href="http://signifyinguyana.typepad.com/signifyin_guyana/2007/11/on-afro-guyanes.html">&#8220;afro-guianense&#8221;</a>, mas agora acho que meu ataque foi maldoso e indevido. Já me desculpei com o blogueiro, porém não sei se não terei a mesma reação se for chamada de &#8220;afro&#8221; outra vez.</p>
<p>Mas acredito sinceramente que os blogueiros guianenses sejam donos de um forte espírito de fraternidade, no qual tenho tido a felicidade de ser incluída de vez em quando.</p>
<p><strong>NL</strong>: O seu blogue a ajuda a sentir-se mais conectada com as questões cotidianas da Guiana?</p>
<p><strong>CV</strong>: Eu me sinto obrigada a acompanhar os assuntos do dia-a-dia do país, já que tenho a audácia de me declarar uma blogueira guianense (apesar de, você sabe, eu cortar meu <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Roti">roti</a> com curry usando garfo e faca&#8230;).</p>
<p>Por isso, todo dia leio os jornais da Guiana online, e também os blogues. Dependo muito dos meus amigos blogueiros guianenses para conversar sobre o que está acontecendo por lá.</p>
<p>E sim, sem sombra de dúvida, blogar tem me ajudado a diminuir as saudades de um lar que, na realidade, não tenho mais ali. Blogando eu criei uma nova maneira de pertencer à Guiana que combina perfeitamente com a pessoa que sou.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Angola: Sobre a alegria e tristeza de ser um retornado</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/19/angola-sobre-a-alegria-e-tristeza-de-ser-um-retornado/</link>
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		<pubDate>Sun, 19 Oct 2008 09:52:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claraonofre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Angola]]></category>
		<category><![CDATA[Diáspora]]></category>
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		<description><![CDATA[Angola, 1975. O país tinha acabado de conquistar sua independência e ex-colonizadores portugueses, assim como suas famílias e muitos cidadãos angolanos, tiveram que fugir deixando toda uma vida para trás. 30 anos depois, eles blogam suas vidas como retornados e sobre as alegrias e tristezas causadas por essa mudança de destino. Veja um vídeo da dramática emigração em massa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/clara-onofre/">Clara Onofre</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/claraonofre/'>claraonofre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/10/19/angola-on-the-sadness-and-happiness-of-being-a-returnee/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img class="aligncenter size-full wp-image-51589" title="retornados2" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/retornados2.jpg" alt="" /></p>
<p>Antes de Angola alcançar a independência em 1975, os antigos colonizadores portugueses viram-se obrigados a embarcar para Portugal. Mas não foram os únicos. Angolanos descendentes de portugueses ou não, deixaram também eles toda uma vida para trás. Abandonaram casas recheadas, carros, empregos e a grande maioria viajou com a roupa que traziam no corpo. Não tiveram tempo para despedidas, cartas de demissão ou meios de assegurar a posse das casas que deixavam escancaradas. Muitos anos depois, os donos das casas regressaram ao país a fim de recuperarem o que lhes pertencia. Nada conseguiram. As casas foram ocupadas maioritariamente por gente vinda do mato ou entregues a outras pessoas pelo Estado angolano, que declarou abandono por parte dos antigos ocupantes.</p>
<p>Chegaram a Portugal desesperançados, de olhar perdido, trazendo pelas mãos os filhos, a certeza de um presente instável e de um futuro cinzento. Em Portugal levaram a alcunha de retornados. Termo pejorativo que se foi esbatendo com o tempo, mas que ainda marca a alma daqueles que fugiram da própria terra.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-51590" title="retornados3" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/retornados3.jpg" alt="" /></p>
<p>O autor do blog <a href="http://macua.blogs.com/25_de_abril_o_antes_e_o_a/2004/04/repatriados_a_g.html">25 de Abril - O Antes e o Agora</a> reproduz a história de um homem que largou tudo para fugir de Angola:</p>
<blockquote><p>“Entre essa massa anónima de pessoas de destino incerto encontrava-se Ribeiro Cristovão, a sua mulher e os três filhos menores. “Mantive-me em Angola quase até à independência. Acreditava que apesar das alterações radicais haveria lugar para todos. Enganei-me.” No final de 1975 abandona o seu emprego na cervejaria Cuca e a sua casa em Nova Lisboa. O homem do desporto da Rádio Renascença confessa que os primeiros três meses passados em Lisboa foram os mais difíceis da sua vida. E sem o abrigo na casa da irmã em Alcochete, a sua história estaria hoje pintada em tons ainda mais negros. “Recordo-me de calcorrear a cidade à procura de emprego, sem sorte nenhuma. Estava mesmo desesperado. No primeiro Natal na capital, Ribeiro Cristovão afundou-se numa tristeza profunda. Ali estava ele rodeado com a sua família mas com a árvore despida de presentes. O rótulo de retornado teimava em fechar-lhe as portas”.</p></blockquote>
<p>JPF do blog <a href="http://fadofalado.blogspot.com/2005/10/propsito-de-um-post-que-caiu-mal-por.html">Fado Falado</a> tem outra impressão acerca desta realidade:</p>
<blockquote><p>”Tenho contudo a ideia – e a convicção – de que por cá, os retornados foram na generalidade bem acolhidos. Pelo Estado e pelas pessoas em geral. Aliás a maioria e a sua descendência está por aí em situação identica à dos casos dos que já cá estavam e nas respectivas descendencias. Dir-me-ão que conhecem um caso X e outro Y diferentes. Provavelmente, há casos desses. Como os há de retornados que, não necessitando de nada, se fizeram e beneficiaram de toda a prebenda”.</p></blockquote>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-51591" title="retornados5" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/retornados5.jpg" alt="" /></p>
<p>O autor do blog <a href="http://www.cubata-angola.com/2008_08_01_archive.html">Cubatangola</a> conta-nos um episódio curioso:</p>
<blockquote><p>“Ontem tive a certeza que uma grande maioria dos antigos habitantes de Agola, não enjeita serem chamados de “retornados”. Tenho um familiar que devido a graves problemas de saúde, ACV já por mais de quatro anos se encontra internado num lar para idosos. Recentemente conseguimos arranjar um novo lar com umas condições bastante melhores e uma assistência mais completa, para o mudamos ontem. Quando umas das empregadas soube que este novo utente tinha vivido bastantes anos em Angola e tinha regressado na leva de 75, chegou-se a ela e disse simplesmente, EU TAMBÉM SOU RETORNADA! Uma frase simples, mas tão cheia de significado que foi suficiente para acalmar esta pessoa idosa, arrancando-lhe um sorriso, aqueles sorrisos de cumplicidade que trocamos com as pessoas que já conhecemos há muitos anos. Sim, mais do que nunca continuo a acreditar que esta palavra “RETORNADOS”, identifica um povo, povo esse que não se deve envergonhar de assim ser chamado, mesmo que alguns o achem pejorativo”.</p></blockquote>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-51592" title="retornados7" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/retornados7.jpg" alt="" /></p>
<p>A verdade é que nem o Estado português ou os próprios portugueses facilitaram a vida aos que chegaram ao país. <a href="http://fadofalado.blogspot.com/2005/10/propsito-de-um-post-que-caiu-mal-por.html">JPF</a> confirma este facto:</p>
<blockquote><p>“Tenho família que fugiu de Angola em 75. Foi terrível para muita gente, para muitas famílias. Pelo que apreendi na altura e sei hoje, o Estado português, na época, não lhes prestou lá o apoio que deveria. Abandonou-os, mesmo. Mas isso é uma questão que têm de colocar aos responsavéis políticos de então. Basicamente, militares barbudos, alguns comunistas, muitos revolucionários e oficiais-generais, como Rosa Coutinho, Vasco Gonçalves e Costa Gomes. E outros de quem não conhecemos os nomes”.</p></blockquote>
<p>É certo que a  grande maioria partiu para a antiga metrópole, mas alguns decidiram ficar. Afinal de contas, tratava-se da terra onde constituíram família. Onde o sonho andava de mãos dadas com um futuro promissor. <a href="http://fadofalado.blogspot.com/2005/10/propsito-de-um-post-que-caiu-mal-por.html">JPF</a> conta no seu blog huma história de coragem e amor pela pátria:</p>
<blockquote><p>“Há uns anos, li na revista Pública, uma excelente reportagem com &#8220;o mais velho português de Angola&#8221;. Era um tipo com quase 90 anos. Tinha nascido lá, por volta de 1910. O seu avô tinha ido para Angola na primeira metade do século XIX.<br />
O homem relatava a história da sua vida. Em 74 ou 75, quando rebentaram a sério as hostilidades em Angola, desfez a casa, carregou carros e camionetas e rumou, da cidade onde vivia, a caminho de Luanda, para se pirar com a família. Chegado a meio do percurso, de muitas centenas de quilómetros e milhares de perigos, parou o carro e pensou: vou fugir para onde? Porquê? Esta é a minha terra! Esta é a terra que eu gosto!<br />
Voltou para trás com a família e ficou. Hoje terá perto de cem anos. Ou já morreu - na terra onde nasceu e que sempre amou. E onde foi enterrado pelos seus familiares.<br />
Não tenho dúvidas de que este velhote amava mesmo de Angola”.</p></blockquote>
<p>Para encerrar, Carlos Pereira do blog <a href="http://meusescapes.blogspot.com/2008/05/angola-minha-terra-momentos-de-grandes.html">meus escapes</a> publica um vídeo de Luena em 1975 mostrando o que ele chama de &#8220;Momentos de grandes dramas das vítimas de uma descolonização desastrosa&#8221;:</p>
<div><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="420" height="339" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.dailymotion.com/swf/k6agHCloYoja1tkvuO" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="420" height="339" src="http://www.dailymotion.com/swf/k6agHCloYoja1tkvuO" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
<strong><a href="http://www.dailymotion.com/swf/k6agHCloYoja1tkvuO"></a></strong><br />
<em>As maravilhosas imagens que ilustram esse post são capturas de tela do video acima, by Dailymotion user <a href="http://www.dailymotion.com/kutemba">kutemba</a></em></div>
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		<title>EUA: Homeland Guantanamo, quando videogames contam a verdade</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/16/eua-patria-guantanamo-videogames-contam-a-verdade/</link>
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		<pubDate>Thu, 16 Oct 2008 02:22:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
		<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<description><![CDATA[Um novo jogo interativo online produzido pela organização de direitos humanos Breakthrough usa o vídeo para ilustrar as injustiças enfrentadas por muitos imigrantes com e sem documentos em centros de detenção em todos os Estados Unidos da América. Em "Homeland Guantanamo", os jogadores assumem o papel de um jornalista que está tentando levantar mais informações sobre um detento que morreu sob custódia. A história do jogo é real.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/solana-larsen/">Solana Larsen</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/10/13/usa-homeland-guantanamo/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img class="alignright" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/2885525526_a2fcfa8a22_m.jpg" alt="" hspace="5" />O Sonho Americano se transformou em pesadelo para milhares de imigrantes com e sem documentos nos Estados Unidos da América,  que estão agora encarcerados por meses e anos nos <a href="http://www.ice.gov/pi/dro/facilities.htm">centros de detenção da imigração</a> [En] espalhados pelos EUA, a espera de julgamentos e deportações, por vezes sem terem cometido nenhum crime pior do que uma violação de trânsito ou outra pequena contravenção.</p>
<p>Um novo jogo online interativo produzido pela organização de direitos humanos <a href="http://www.breakthrough.tv/">Breakthrough</a> [En] usa o vídeo para ilustrar as injustiças que vários imigrantes detidos e suas famílias vem enfrentando. Em <a href="http://www.homelandgitmo.com/">Homeland Guantanamo</a> [En], os jogadores assumem o papel de um jornalista tentando obter mais informação a respeito de um detento que morreu sob custódia. A história do detento é real.</p>
<p>Navegando através de um modelo em 3D do centro de detenção, assistindo entrevistas em vídeo com detentos verdadeiros, os jogadores descobrem pistas enquanto aprendem fatos importantes sobre as injustiças sofridas por imigrantes que são pegos por um sistema judicial que parece ter sido feito para deportar a maior quantidade possível de pessoas.</p>
<p>Um dos vídeos no jogo mostra uma mulher de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_L%C3%BAcia">Santa Lúcia</a> cuja filha de 17 anos foi detida por 3 anos, por ter sido pega uma vez e multada por fumar maconha.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/YmqC5QpWOCQ&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/YmqC5QpWOCQ&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Um artigo do jornal New York Times sobre <a href="http://www.nytimes.com/2008/05/05/nyregion/05detain.html?_r=1&amp;oref=slogin">um costureiro de 54 anos da Guiné que morreu em um centro de detenção em Nova Jersey</a> [En] foi a fonte de inspiração para o jogo Homeland Guantanamo.</p>
<p>Uma vez que o mistério no fim do jogo é solucionado, os jogadores são convidados a visitar o &#8220;jardim memorial&#8221; devotado a todos aqueles que morreram, e podem publicar comentários, escrever seus próprios testemunhos ou publicar fotos.</p>
<p><strong>Vozes online para os sem voz</strong></p>
<p>O Observatório de Direitos Humanos (<em>Human Rights Watch</em>) <a href="http://www.homelandgitmo.com/media.php">estima</a> [En] que mais de 300.000 pessoas foram deportadas dos Estados Unidos da América por pequenos crimes não-violentos (em comparação com as 140.000 que foram deportadas por crimes violentos) desde 1996.</p>
<p>Não há muita consciência do público a respeito desta questão nos Estados Unidos da América, apesar do fato de que <a href="http://www.homelandgitmo.com/media.php">87 homens e mulheres</a> [En] morreram em centros de detenção desde 2003.</p>
<p>No ano passado, a Breakthrough ganhou acesso para entrevistar mais três residentes permanentes legais dentro de um centro de detenção para a criação de outro jogo de computador similar, chamado <a href="http://www.icedgame.com/">I.C.E.D (I Can End Deportation - Eu Posso Parar Com as Deportações)</a> [En].</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Ue6Z9OLjrho&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/Ue6Z9OLjrho&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Muitos outros ativistas que estão fazendo campanhas em favor dos imigrantes nos EUA também se voltaram para o ambiente online para difundir informações e conscientizar as pessoas.</p>
<p>Em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/LaGrange">LaGrange</a>, ativistas <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anabaptista">Anabatistas</a> Cristãos do estado da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ge%C3%B3rgia_(EUA)">Geórgia</a> criaram este vídeo de um protesto em frente a um centro de detenção de imigrantes com mais de 1000 detentos (via <a href="http://young.anabaptistradicals.org/2008/10/06/an-anabaptist-response-to-repression-of-immigrants/">Young Anabaptist Radicals</a> [En]).</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/RvLcuGU82xI&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/RvLcuGU82xI&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>No blogue da organização One America with Justice for All (Uma Só América com Justiça para Todos), <em>Pramila Jayapal</em> <a href="http://www.hatefreezone.org/article.php?id=265">convida as pessoas a lerem seu relatório</a> [En] sobre abusos dos direitos humanos em um centro de detenção de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tacoma">Tacoma</a>, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Washington">Washington</a>, dizendo:</p>
<blockquote><p>I believe America is so much better than this. And I believe that most Americans, if they knew what was happening in their name at our detention centers across the country, the would stop this injustice. Most Americans want people to be treated fairly and humanely.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Eu acredito que a América é tão melhor do que isso. E eu acredito que a maioria dos americanos, se soubessem o que está acontecendo em nome deles em nossos centros de detenção ao redor do país, iriam parar com esta injustiça. A maioria dos americanos quer que as pessoas sejam tratadas justa e humanamente.&#8221;</div>
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		<title>Cuba: Preços dos Alimentos</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/02/cuba-precos-dos-alimentos/</link>
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		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 19:23:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porJanine Mendes-Franco  &#183; Traduzido por Daniel Duende &#183;  Veja o post original 
Em um esforço para conter a subida de preços dos alimentos, resultado dos desabastecimentos causados pelos furacões que atingiram a ilha, o governo cubano congelou os preços dos alimentos. Os blogueiros exilados cubanos La Primera Generacion [En] e Black [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/janine-mendes-franco/">Janine Mendes-Franco</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/10/02/cuba-food-prices/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Em um esforço para conter a subida de preços dos alimentos, resultado dos desabastecimentos causados pelos furacões que atingiram a ilha, o governo cubano congelou os preços dos alimentos. Os blogueiros exilados cubanos <a href="http://www.laprimerageneracion.com/2008/10/one-step-forward-three-steps-back-cubas.html"><em>La Primera Generacion</em></a> [En] e <a href="http://blacksheepofexile.blogspot.com/2008/10/market-tanks-in-havana.html">Black Sheep</a> [En] reagem à medida.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Angola: Um novo Eldorado africano para estrangeiros</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Sep 2008 16:40:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claraonofre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Desde o fim da guerra civil em 2002, Angola tem sido a casa de muitos estrangeiros que chegam aqui em busca de trabalho. Estima-se que existem cerca de 70.000 estrangeiros morando no país, a maioria vinda da América do Sul, China, Portugal e outros países africanos. Descubra como esse caldeirão de culturas está se formando através do ponto de vista de blogueiros angolanos e estrangeiros.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/clara-onofre/">Clara Onofre</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/claraonofre/'>claraonofre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/09/28/angola-a-new-el-dorado-for-foreign-workers/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Desde o término da guerra em 2002 que Angola tem sido local de acolhimento para inúmeros estrangeiros. Graças ao crescente desenvolvimento da economia, da reabilitação de infra-estruturas, da manutenção da estabilidade e da entrada no país de várias empresas internacionais, os estrangeiros sentem-se compelidos em tentar a sorte neste país.</p>
<p>Em Angola vivem mais de 70 mil estrangeiros, sendo que metade deles possui visto de trabalho e são representados na sua maioria por brasileiros, chineses, cubanos e portugueses. De África chegam ainda cidadãos vindos do Congo, Mauritânia, Mali entre outros.</p>
<p>Portugal bate com certeza o recorde no campo da imigração. Só para se ter uma ideia, até finais de 2007 deram entrada no país perto de 60 mil almas lusas. Número considerável e que expõe os laços históricos e afectivos que unem Angola a Portugal. No entanto, os chineses perfazem já um número considerável no país. Dedicam-se essencialmente à construção civil e são conhecidos por trabalharem horas a fio, ao sol ou à chuva. Em uma carta na coluna &#8216;O mundo visto pelos leitores&#39;, no blog do Pedro Dória, o angolano <a href="http://pedrodoria.com.br/2008/01/24/o-mundo-visto-pelos-leitores-angola/">Caco escreve</a>:</p>
<blockquote><p>“Os chineses foram os últimos a desembarcar por aqui, mas já formam o maior contingente. Ninguém sabe ao certo, mas dizem que são mais de 600.000 deles espalhados pelo país – dá algo como 3% da população. Trabalhando em turnos que causam inveja pela velocidade das obras e disposição para trabalhar 24 horas por dia e sete dias por semana. E num fenómeno inesperado começaram a integrar-se na sociedade de forma tão forte que a primeira geração de crianças sino-angolanas já começa a dar seus passos. Os chineses começam a tomar um espaço no coração das angolanas que até agora era dos brasileiros”.</p></blockquote>
<p>Qual será a reacção dos angolanos perante a entrada em massa de gente que vem de fora? E como é que os estrangeiros encaram a vinda para esta ex-colónia portuguesa?</p>
<p>António Spíndola é brasileiro, natural do Recife e escreve no seu <a href="http://spindola.blogspot.com/2007/06/24-filda-feira-internacional-de-luanda.html">Spíndola Blog</a> um pouco sobre este assunto:</p>
<blockquote><p>“Recebo muitos e-mails perguntando como é a vida em Angola. Em sua maioria são pessoas pensando em vir trabalhar aqui que desejam ou já foram convidadas. Angola é vista como o novo eldorado para os profissionais do Brasil. A ideia que se tem são bons salários e novas aventuras. Entretanto, na teoria a prática é diferente! Há bons salários sim, mas há uma série de dificuldades que se precisa transpor.”</p></blockquote>
<p>Uma das dificuldades é a obtenção de visto. O governo coloca sérios entraves à entrega deste documento e todo o processo é bastante moroso. O desânimo na obtenção do visto acaba por conduzir a situações de permanência ilegal. É importante agilizar o aspecto burocrático e dar carta verde de entrada aos estrangeiros que pretendem fixar-se em solo angolano. É preciso encarar a maioria destes cidadãos internacionais como mão-de-obra qualificada. Como gente capaz de contribuir para o desenvolvimento de um país que viveu 30 anos mergulhado na guerra.</p>
<p>O blog <a href="http://esquece-angola.com/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=1">O Lado Negro</a> confirma os percalços vividos para a obtenção do visto:</p>
<blockquote><p>“A minha esposa criou uma empresa em Angola e fomos para lá morar em 2006. Depois de lá estar voltei a Portugal para tratar de todos os documentos que a lei angolana exige para legalizar a minha residência naquele país. Mal empregado tempo que perdi e dinheiro que gastei, note-se que vir a Portugal tratar dos documentos e o que paguei no consulado do Porto para meter esses papéis, ultrapassou os 2500 dólares, mas para nada pois até hoje nem me deram uma resposta em Angola na DEFA (Direcção de Emigração e Fronteiras de Angola). Nem em Portugal no consulado me deram resposta, apenas o funcionário do consulado me disse: - o que o senhor quer, eu também estou em Portugal há 2 anos e só tive a minha residência há pouco. Depois de correr para a DEFA montes de vezes a tentar saber do meu caso sem nunca me dizerem o que se passava, resolvi meter uma reclamação por escrito. Acreditem que nem resposta me deram apesar da minha insistência.”</p></blockquote>
<p>Os profissionais vindos de fora encontram espaço em três áreas concretas como a medicina, construção civil e ensino. Alguns vêem para dar formação e outros para trabalhar a longo prazo.</p>
<p>Grande parte dos angolanos não vê com bons olhos a chegada dos estrangeiros. Acreditam que serão penalizados economicamente, profissionalmente e culturalmente. Existe também a opinião que os estrangeiros em Angola não agem de forma correcta. O blog <a href="http://desabafosangolanos.blogspot.com/2008/07/os-estrangeiros.html">Desabafos Angolanos</a> confirma isso mesmo:</p>
<blockquote><p>“Sou angolana de nascimento, vivi 20 anos em Angola e esse é um país que eu amo e nunca sairá do meu coração. Não gosto de ouvir falar mal do meu país e muito menos do seu povo. Incomoda-me, irrita-me. Não consigo perceber as pessoas que só vão trabalhar para Angola por causa do dinheiro. Não gostam do seu povo, das suas gentes e só são simpáticas e cordiais para angariar simpatia. Essa simpatia chega ao ponto de abrir as portas de sua casa para ganhar confiança. Falam constantemente em corruptos e na facilidade em corromper. Quero ouvir falar bem do país onde nasci, cresci e fui feliz.”</p></blockquote>
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		<title>Cuba: Os efeitos do Gustav</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/04/cuba-os-efeitos-do-gustav/</link>
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		<pubDate>Thu, 04 Sep 2008 04:20:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porJanine Mendes Franco  &#183; Traduzido por Daniel Duende &#183;  Veja o post original 
The Cuban Triangle [En] diz que os efeitos do furacão Gustav foram devastadores, especialmente na província de Pinar del Rio, enquanto Child of the Revolution [En] suspeita que os números oficiais sobre a destruição &#8220;são quase certamente conservadores&#8221;.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/janine-mendes-franco/">Janine Mendes Franco</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/09/03/cuba-effects-of-gustav/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><a href="http://cubantriangle.blogspot.com/2008/09/it-was-pure-terror.html"><em>The Cuban Triangle</em></a> [En] diz que os efeitos do furacão Gustav foram devastadores, especialmente na província de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pinar_del_R%C3%ADo">Pinar del Rio</a>, enquanto <a href="http://luismgarcia.blogspot.com/2008/09/moscow-on-line.html">Child of the Revolution</a> [En] suspeita que os números oficiais sobre a destruição &#8220;são quase certamente conservadores&#8221;.</p>
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		<title>Cuba: Blogando sobre o Medo</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Sep 2008 04:37:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porJanine Mendes Franco  &#183; Traduzido por Daniel Duende &#183;  Veja o post original 
A blogueira baseada em Havana Yoaní Sanchez, do Generation Y [En], bloga sobre a diáspora cubana e sua &#8220;porção de medo&#8221;.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/janine-mendes-franco/">Janine Mendes Franco</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/09/03/cuba-blogging-about-fear/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>A blogueira baseada em Havana <em>Yoaní Sanchez</em>, do <a href="http://desdecuba.com/generationy/?p=247">Generation Y</a> [En], bloga sobre a diáspora cubana e sua &#8220;porção de medo&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Kuwait: Mostrando as compras nas Olimpíadas</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/27/kuwait-mostrando-as-compras-nas-olimpiadas/</link>
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		<pubDate>Wed, 27 Aug 2008 18:53:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Árabes realmente adoram comprar. Eles passam horas e horas em lojas e shopping centers, e é por isso que eles quiseram exibir sua habilidade em comprar nas Olimpíadas de Verão deste ano. Infelizmente, comprar não é uma das modalidades esportivas incluídas nos jogos, mas isso não impediu alguns países árabes de exibir suas novas aquisições.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/tarek-amr/">Gr33nData</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/08/27/kuwait-parading-purchases-at-the-olympics/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Árabes realmente adoram comprar. Eles passam horas e horas em lojas e shopping centers, e é por isso que eles quiseram exibir sua habilidade em comprar nas Olimpíadas de Verão deste ano. Infelizmente, comprar não é uma das modalidades esportivas incluídas nos jogos, mas isso não impediu alguns países árabes de exibir suas novas aquisições.</p>
<p><em>Kuwaitism</em> [Ar] nos dá uma imagem da situação <a href="http://www.kuwaitism.com/2008/08/24/%D8%A7%D9%84%D8%AD%D8%B6%D9%88%D8%B1-%D8%A7%D9%84%D8%AE%D9%84%D9%8A%D8%AC%D9%8A-%D8%A8%D8%A7%D9%84%D8%A3%D9%88%D9%84%D9%85%D8%A8%D9%8A%D8%A7%D8%AF/">aqui</a>:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: right;">حبيت آخذ هالفرصة لشكر بعض ممثلينا العرب –<br />
سامويل فرانسيس (قطر)<br />
جايمس كواليا كوكوروي (قطر)<br />
فيلكس كيكواي كيبوري (قطر)<br />
سلطان زمان (قطر) الإسم الأصلي أونيسفور نكونزيمانا (بوروندي)<br />
جمال سالم (قطر) الإسم الأصلي توماس كاتيو (كينيا)<br />
دهام بشير (قطر) الإسم الأصلي دايفيد إينياغا (كينيا)<br />
عيسى راشد (قطر) الإسم الأصلي دانييل كيبكوسكي (كينيا)<br />
جابر سالم (قطر) الإسم الأصلي ياني مارشوكوف (بلغاريا) – حول جنسيته بـ1,000,000 دولار عام 2000.<br />
مبارك شامي (قطر) الإسم الأصلي ريتشارد ياتيتش (كينيا)<br />
أحمد حسن عبدالله (قطر) الإسم الأصلي ألبرت تشيبكوروي (كينيا)<br />
بلال منصور علي (بحرين) الإسم الأصلي جون ييكو (كينيا)<br />
مريم يوسف جمال (بحرين) الإسم الأصلي زينيبيش تولا (أثيوبيا)<br />
نادية الجافني (بحرين) الأصل مغربية<br />
يوسف سعد كامل (بحرين) الأصل غريغوري كونشيلا (كينيا)<br />
آدم اسماعيل خميس (بحرين) الأصل هوسيا كوسغي (كينيا)<br />
حسن محبوب (بحرين) الأصل سايلاس كيروي (كينيا)<br />
رشيد رمزي (بحرين) الأصل مغربي<br />
ناصر سعيد (بحرين) الأصل ستيفان لورو كامار (كينيا)<br />
طارق مبارك طاهر (بحرين) الأصل دينيس كيبكوروي سانغ (كينيا)<br />
محمد عبدالله زكريا (بحرين) الأصل مغربي<br />
قطر و البحرين مثلهما 11 كيني 3 مغربيين 1 بوروندي 1 أثيوبي 1 بلغاري 3 غير معروف من أفريقيا</p>
</blockquote>
<div class="translation">&#8220;Eu gostaria de aproveitar a oportunidade para agradecer a nossos representantes árabes nos jogos [Olímpicos]:<br />
Samuel A. Francis (Qatar) [nascido na Nigeria]<br />
James Kwalia C&#39;Kurui (Qatar) [nascido no Kenya]<br />
Felix Kikwai Kibore (Qatar) [nascido no Kenya]<br />
Sultan Zaman (Qatar) - nascido Onesphore Nkunzimana (no Burundi)<br />
Gamal Salem (Qatar) - nascido Thomas Katui (no Kenya)<br />
Daham Bashir (Qatar) - nascido David Nyaga (no Kenya)<br />
Essa Ismail Rashed (Qatar) - nascido Daniel Kipkosgei (no Kenya)<br />
Jaber Saeed Salem (Qatar) - nascido Yani Marchokov (na Bulgaria) ele mudou de nacionalidade por 1,000,000 Dólares em 2000.<br />
Mubarak Hassan Shami (Qatar) - nascido Richard Yatich (no Kenya)<br />
Ahmad Hassan Abdullah (Qatar) - nascido Albert Chepkurui (no Kenya)<br />
Bilal Mansour Ali (Bahrain) - nascido John Biko (no Kenya)<br />
Jamal Maryam Yusuf (Bahrain) - nascido Zenebech Tola (na Ethiopia)<br />
Nadia Ejjafini (Bahrain/ nascida no Morrocos)<br />
Yusuf Saad Kamel (Bahrain) - nascido Gregory Konchellah (no Kenya)<br />
Aadam Ismaeel Khamis (Bahrain) - nascido Hosea Kosgei (no Kenya)<br />
Hasan Mahboob (Bahrain) - nascido Silas Kirui (no Kenya)<br />
Rashid Ramzi (Bahrain/Morrocos)<br />
Nasar Sakar Saeed (Bahrain) - nascido Stephen Loruo Kamar (no Kenya)<br />
Tareq Mubarak Taher (Bahrain) - nascido Denis Kipkurui Keter (no Kenya)<br />
Mohammad Abdullah Zakaria (Bahrain/Morocco)<br />
Em resumo, o Qatar e o Bahrain foram representados por 11 Kenyanos, 3 Marroquinos, 1 Burundiano, 1 Etíope, 1 Búlgaro e 3 outros [nas Olimpíadas].</div>
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		<item>
		<title>Angola, Brasil: Um choque cultural</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/19/angola-brasil-um-choque-cultural/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 Aug 2008 13:11:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O relacionamento especial entre Angola e Brasil significa que o comércio entre os dois países estão crescendo em marcha acelerada - assim como a imgração de um lado ao outro do Atlântico. Mas como esses povos vizinhos estão se dando? Esse artigo oferece as perspectivas de uma brasileira e uma angolana morando em Luanda.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/08/17/angola-brazil-a-culture-shock-divide/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry" style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-48596" title="47276853_eaf456fb02" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/08/47276853_eaf456fb02.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Escravo em madeira esculpido por Luiz Paulino da Cunha. Foto do <a href="http://www.carfweb.net">Children At Risk Foundation</a></strong></p>
<p style="text-align: left;">A Angola e o Brazil têm um relacionamento especial, parte por causa do idioma  e do passado que dividem - os dois países foram parte do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Imp%C3%A9rio_Portugu%C3%AAs">Império Português</a> - mas também por causa dos laços culturais que emanam dessa história em comum. Desde o ano  2000, o comércio entre os dois países também começou a crescer e agora está no ápice. De acordo com a Associação de Empresas Brasileiras em Angola  (AEBRAN), <a href="http://ipsnews.net/news.asp?idnews=40040">os negócios entre os dois países</a> [en] cresceram seis vezes desde 2002.</p>
<p style="text-align: left;">Com o fortalecimento dos negócios, a presença de empresas brasileiras em solo angolano também cresceu. E como consequência, a imigração do Brasil para a Angola também aumentou - em 70% nos últimos cinco anos. Estima-se que <a href="http://www.migrationinformation.org/Profiles/display.cfm?ID=311">5.000 brasileiros estejam registrados em Angola</a> [en], a maioria deles trabalhando para empresas dos setores de construção, mineração e agricultura. Esse novo capítulo na história de Angola, país estava mais acostumado com imigração no sentido oposto do Atlântico, leva a um inevitável choque cultural, tanto para brasileiros quanto para angolanos.</p>
<p style="text-align: left;">Veja abaixo duas postagens completas, que mostram perspectivas diferentes de um povo lançando um olhar sobre o outro, levantando questões sobre imigração, racismo, etnicidade e respeito mútuo. Acima de tudo, elas ilustram um relacionamento complexo e amplo - com todas as inevitáveis similaridades e diferenças - entre esses dois irmãos que crescem separados por um oceano.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-48598" title="47276856_812db9808b" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/08/47276856_812db9808b.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Escravo em madeira esculpido por Luiz Paulino da Cunha. Foto do <a href="http://www.carfweb.net">Children At Risk Foundation</a></strong></p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://casadeluanda.blogspot.com/2008/08/em-contagem-decrescente.html">Migas</a>, brasileira morando em Luanda, diz o seguinte:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">Sempre vi as eleições em Setembro de forma positiva. Optimista de que os episódios de violência do passado não voltarão a acontecer. Qualquer um é unânime em concordar que o país precisa de paz para prosseguir com o crescimento económico, desenvolvimento, qualidade de vida dos cidadãos. Talvez este último seja o objectivo mais “esquecido”. Contudo, o acontecimento aproxima-se. 5 de Setembro foi a data escolhida e qualquer um está com muita expectativa. Angolano ou estrangeiro.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">Vivo num condomínio em que sou a única estrangeira. Todos os outros vizinhos são negros, pertencentes a uma classe que eu não consigo identificar. Não são ricos nem pobres. Mas também não são classe média. Eu diria que são mais pobres do que ricos, segundo os meus padrões. Mas, são ricos o suficiente para terem água nos reservatórios, gerador, carros e comida na mesa. Num dos últimos fins-de-semana, houve festa numa das casas do condomínio. Ao que parece, um aniversário. Arrependi-me da minha opção em ficar em casa, nessa noite de Sábado.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">A festa prolongou-se até de madrugada com o DJ a esmerar-se na escolha das músicas. Para meu desespero já que tinha decidido ficar em casa para dormir cedo. Depois de chegar das compras, por volta das 10h da noite, vi que no meu lugar de estacionamento tinha outro carro. Não pedi para tirarem mas antes, para darem um “jeitinho” (à boa maneira do Norte) para que pudessem ficar os dois. O meu e o do convidado. O convidado, nitidamente bêbado, mandou-me esperar e voltou à festa, supostamente em busca da chave. Minutos depois, tinha-se esquecido do meu pedido e já dançava junto com os outros.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">Consegui resolver a questão de outra forma mas, confesso que não gostei da atitude. Esta história ilustra a minha verdadeira preocupação. Não tenho dúvidas que as eleições vão dar lugar a muita bebedeira, festa, comportamentos exagerados. E isso preocupa-me. Se até agora nunca tinha sentido desconforto por morar num local onde a minha casa é a única de “brancos”, nessa noite percebi que as “biricocas” podem desencadear episódios desconfortáveis mesmo em locais onde nos sentimos bem.</p>
</blockquote>
<p><img class="size-full wp-image-48595" title="47263530_65f92c74bb" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/08/47263530_65f92c74bb.jpg" alt="" width="447" height="335" /><strong></strong></p>
<p align="center"><strong>Escravo em madeira esculpido por Luiz Paulino da Cunha. Foto do <a href="http://www.carfweb.net">Children At Risk Foundation</a></strong></p>
<p style="text-align: left;">Segue abaixo  uma perspectiva diferente, sobre outra festa e o novo cenário migratório, por <a href="http://patriciaguinevere.blogspot.com/2008/08/enigmas-racismo-no-brasil.html">Gil Gonçalves,</a> cidadão angolano:</p>
<blockquote style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">Em Luanda, as empresas brasileiras praticam o subimperialismo americano. O Brasil é uma colónia dos EUA. Muitos… mas mesmo muitos brasileiros chegaram, chegam a Luanda, como sardinhas enlatadas.</p>
</blockquote>
<blockquote style="text-align: left;"><p>Na Movicel, empresa de telecomunicações onde detêm as garras no marketing, mandam vir os seus irmãos e irmãs, como técnicos altamente especializados. Os luandenses ensinam-nos a trabalhar, pois os pobres chegam aqui analfabetos. No Brasil parece não existirem universidades, ou então as existentes não funcionam. Ganham milhares de dólares, com direito a milhares de mordomias. E os luandenses míseros dólares. Há que manter o legado colonial.</p></blockquote>
<blockquote style="text-align: left;"><p>Brasileiros e brasileiras infestaram um hotel, é só deles e delas. Elas fumam bwe [muito], parecem vulcões em permanente actividade. De vez em quando dão festa no terraço. Como bons analfabetos sociais imprimem desalmado som musical que permite aos colonizados luandenses não dormirem. Eles e elas não sabem, fingem não saberem, que em Luanda poluição sonora é crime. Estrangeiros que não respeitam as leis do país de acolhimento tem direito à expulsão. Mas como isto é deles e de alguns amigos luandenses…</p></blockquote>
<blockquote style="text-align: left;"><p>O espanto nisto tudo é que eles e elas “brasileirada” são todos… brancos e brancas. Cadê os negros? As negras? Fugiram para o quilombo do Zumbi dos Palmares? Foram deportados para um campo de concentração nazi? Esconderam-nos na floresta do Amazonas? Exterminaram-nos? Estão proscritos? Enfeitam algum jardim zoológico? Deitaram-nos ao mar?</p></blockquote>
<blockquote style="text-align: left;"><p>Porque não tem a coragem de afirmar publicamente que negro brasileiro não existe no Brasil!</p></blockquote>
<p style="text-align: left;">As imagens que ilustram esse artigo são do álbum <a href="http://www.flickr.com/photos/beija-flor/sets/1030536/">Symbols and Symbolism [Símbolos e Simbolismo] do Flickr</a> de <a href="http://www.carfweb.net">Children At Risk Foundation</a> [en] e usadas sob licença do Creative Commons. Elas retratam a história dos 300 anos de escravidão no Brasil e o impacto do período no país, especialmente no legado do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Candombl%C3%A9">Candomblé</a>. Abaixo, a legenda:</p>
<blockquote style="text-align: left;"><p>O negro foi arrancado de sua terra e vendido como mercadoria, escravizado. No Brasil, ele chegou como escravo, objeto; de sua terra ele partiu como um homem livre. Durante a viagem, o tráfego de escravos, ele perdeu a sua personalidade, mas a sua cultura, sua história, sua paisagem, suas experiências vieram com ele.</p>
<p>A história dos 300 anos de  escravidão negra no Brasil impactou aquele país. O Candomblé é um desses impactos, uma religião cheia de segredos, símbolos e rituais que são conhecidos não apenas por iniciados, mas são também  parte vital da expressão cultural no Brasil. Não há números definitivos sobre quantas pessoas no Brasil seguem o Candomblé. O governo estima, conservadoramente, que haja no Brasil mais de 300 mil centros de culto de religiões afro-brasileiras, que incluem o Candomblé. Estima-se que os participantes dessas religiões cheguem a, pelo menos, um terço dos 170 milhões de habitantes no Brasil. Muitos práticam tanto o Catolicismo quanto o Candomblé.</p>
<p>A Bahia, estado com o maior percentual de negros, é a capital desta religião, que acompanha atentamente as suas raízes e tradições africanas entre o povo Yorubá da Nigéria e do povo Banto de Angola e do Congo. As tradições do Yorubá, incluindo os orixás (deuses do panteão africano) mais comumente usados,  predominam. Hoje o Candomblé é oficialmente reconhecido e protegido pelo governo do Brasil. No entanto, durante o período da escravidão e por muitas décadas após a sua abolição no Brasil, em 1888, as práticas do Candomblé foram proibidas pelo governo e pela Igreja Católica, e seus praticantes foram severamente punidos.</p></blockquote>
</div>
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		<title>Cuba: Castro apóia a Russia</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/13/cuba-castro-apoia-a-russia/</link>
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		<pubDate>Wed, 13 Aug 2008 14:07:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
		<category><![CDATA[Cuba]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Diáspora]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porJanine Mendes-Franco  &#183; Traduzido por Daniel Duende &#183;  Veja o post original 
Child of the Revolution [En] e The Cuban Triangle [En] escrevem sobre a reação de Fidel Castro à crise na Ossétia do Sul.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/janine-mendes-franco/">Janine Mendes-Franco</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/08/13/cuba-castro-supports-russia/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><a href="http://luismgarcia.blogspot.com/2008/08/nostalgia-ii.html">Child of the Revolution</a> [En] e <a href="http://cubantriangle.blogspot.com/2008/08/odds-and-ends_12.html">The Cuban Triangle</a> [En] escrevem sobre a reação de Fidel Castro à <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/10/georgia-guerra-na-ossetia-do-sul/">crise na Ossétia do Sul</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Geórgia/Rússia: Blogueira de Poti conta como o bombardeio foi</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/11/georgiarussia-blogueira-de-poti-conta-como-o-bombardeio-foi/</link>
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		<pubDate>Mon, 11 Aug 2008 14:29:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Central Asia & Caucasus]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Diáspora]]></category>
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		<category><![CDATA[Russia]]></category>
		<category><![CDATA[Russian]]></category>
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		<description><![CDATA[Eis os relatos da usuária do Live Journal pepsikolka sobre o que ela sentiu quando os aviões da Rússia estavam bombardeando Poti, cidade nativa dela: "Por volta de meia-noite, ouvi alguns estrondos, corri para a janela e vi um feixe de fogo, explosões no porto e um barulho ensurdecedor. Eu nem tive tempo de me assustar, eu só sabia que se um dos tanques de petróleo fosse atingido, haveria fogo e explosão"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/neeka/">Veronica Khokhlova</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/08/10/georgia-russia-blogger-from-poti-recounts-the-bombing/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><em><small>Veja a <a href="http://globalvoicesonline.org/specialcoverage/south-ossetia-crisis-2008/">página de cobertura especial</a> [en] do </small></em><em><small>Global Voices sobre a crise na</small></em><em><small> Ossétia do Sul.</small></em></p>
<p>Eis os relatos da usuária do Live Journal <em>pepsikolka</em> sobre o que ela sentiu quando os aviões da Rússia estavam bombardeando Poti, cidade nativa dela (outras postagens em inglês dessa blogueira podem ser encontradas <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/08/10/georgia-russia-more-reports-on-the-conflict-from-russophone-bloggers/">aqui </a>[en]):</p>
<blockquote><p>Foi assim que aconteceu.</p>
<p>A gente se preocupa com a Ossétia, nós condenamos a guerra e argumentamos que, e todos nós, cada um que trabalha [para essa empresa], todos os que me cercam - ninguém nunca disse que seria bom que ela [a Geórgia] entrasse na Ossétia, todo mundo estava sentido e chateado.</p>
<p>Á noite, no caminho de volta do trabalho, alguns colegas estavam comentando que iriam tirar as criaças da cidade, caso eles começassem a bombardear Poti, já que ela é,<br />
afinal de contas, uma cidade estratégicamente importante, e eu protestei, dizendo que isso nunca aconteceria, que se os Russos decidirem ajudar a Ossétia (o que ainda não estava claro naquele momento), eles ajudariam o povo da Ossétia e assunto encerrado.</p>
<p>Por volta de meia-noite, ouvi alguns estrondos, corri para a janela e vi um feixe de fogo, explosões no porto e um barulho ensurdecedor. Eu nem tive tempo de me assustar, eu só sabia que se um dos tanques de petróleo fosse atingido, haveria fogo e explosão, então agarrei o telefone, liguei para Tengo, Vika atendeu o telefone gritando - Samira, o porto está sendo bombardeado. Mama e Alina e nossa sobrinha estavam correndo pelo apartamento, as explosões continuaram e a gente desceu. Tinha gente nas ruas, chorando e todo mundo aparentava estar terrivelmente alarmado.</p>
<p>Eu não entendo mesmo, mas o barulho de algumas explosões e tiros continuou. Alguém estava correndo e gritando que deveríamos ir embora, uma vez que estávamos perto do porto, corremos todos. Os aviões estavam circulando, havia clarões e parecia que eles estavam sendo baleados do chão, não sei, tinha estrondos no céu e ninguém via luz nem de mísseis ou sei lá o que.</p>
<p>Nos abrigamos [dentro de um prédio], ouvíamos gritos por toda parte, mulheres e crianças estavam chorando.</p>
<p>Não havia conexão telefônica, e antes disso a TV tinha sido cortada.</p>
<p>A gente não entendeu nada do que estava acontecendo .</p>
<p>Era claro que ninguém estava esperando uma coisa dessas..</p>
<p>Fomos à casa de minha irmã, n uma área que é longe do porto, Mos&#39;ka estava soluçando, muito amendrontada, ela nasceu em 1994 e não sabia que em 1992 a gente estava fugindo, durante o ataque à cidade de Poti pelo exército da Geórgia e a expulsão dos apoiadores de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Zviad_Gamsakhurdia">Zviad Gamsakhurdia</a>, [en], e a irmã dela, Katerina, estava para nascer e pedimos ajuda às tropas de evacuação da Rússia. Os médicos militares acabaram fazendo o parto de Kat&#39;ka no hospital.</p>
<p>Mas isso foi há muito tempo.</p>
<p>Agora Mos&#39;ka estava chorando, assim como as outras crianças da área.</p>
<p>Não havia mais bombardeios, mas as pessoas estavam ainda com medo de entrar nos prédios.</p>
<p>Começamos a nos movimentar em direção a nossa casa. Ao lado de cada prédio havia uma multidão de pessoas com medo de entrar nos apartamentos.</p>
<p>Uma mulher perto estava falando no telefone, e de repente ela soltou um grito de cortar o coração, as pessoas começaram a falar mais alto e eu comecei a sentir um medo subconscientemente. Falei para minha irmã não falar em russo. [A mulher] estava em um estado de insanidade temporária, a mãe tinha perguntado o que aconteceu na Geórgia, disseram que Senaki foi bombardeada, homens foram mobilizados para lá e o irmão [da mulher] tinha sido morto.</p>
<p>Corremos para casa, começamos a telefonar [para família e amigos].</p>
<p>Descobrimos que uma bomba atingiu nossa estação, minha escola, um amigo que estava fazendo o turno da noite se machucou com estilhaços de uma granada, teve as costelas quebradas, e os pulmões e a cabeça machucados. As reservas não foram danificadas, apenas a estação de espuma mecânica e uma subestação no porto. No porto, acho que sete pessoas foram mortas e algumas ficaram feridas. Um rapaz que trabalhava para a empresa Odessa-Poti foi morto. Os mortos em Senaki foram trazidos, os reservistas tiveram permissão para ir embora, outro colega nosso foi ferido por bomba.</p>
<p>As pessoas estavam tão amedrontas que ninguém estava discutindo política, todos estavam tentando ficar perto uns dos outros, algumas pessoas faziam o sinal da cruz e murmuravam orações.</p>
<p>Eu estava pensando sobre uma coisa, deveríamos ficar juntos.</p>
<p>De manhã estávamos fugindo de novo porque uma das bombas não explodiu e os sapadores vieram desativá-la.</p>
<p>Eu estava olhando pela janela e vi pessoas carregando sacolas fugindo, indo de carro para os vilarejos, para <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Adjara">Adzharia</a>. Minha amiga Lenka alugou um quarto em Kobuleti e vai ficar lá com a família.</p>
<p>A cidade está vazia, a maioria das lojas está fechada.</p>
<p>Tengo não sai para canto nenhum, a gente corre para se ver a cada momento.</p>
<p>Poti não voltou a ser bombardeada, ouvimos alguns tiros ontem, mas não sei o que era. Não consigo nem imaginar como está sendo para os coitados de Tskhinvali.</p>
<p>Ninguém precisa dessa guerra de merda.</p>
<p>Não sou política e não tem políticos em meu círculo que achem que deva ser dessa forma. Não faço distinção entre osseatianos, georgianos e russos. A avó de meu amigo é georgiana, nós somos russos, mas temos parentes da Geórgia, nosso genro é ucraniano, quem se importa, o que importa é que isso acabe logo e que ninguém morra.</p>
<p>Para aqueles que escrevem que aqui que os georgianos estão tendo o que merece.</p>
<p>Merece o que? Para que? Temos culpa de alguma coisa?</p>
<p>Os georgianos são monstros ou não tem o mesmo sangue correndo nas veias como todo mundo? Os mais velhos estão chorando e não dá para aguentar ver isso. E ninguém me disse que tudo isso é por sua causa, russos. Nem uma pessoa sequer, nem mesmo uma vez. Admito que talvez haja quem diga isso, mas eu ainda não me deparei com essas pessoas. Algumas pessoas no LJ perguntam porque vocês, os Kuznetsovs, que são russos, não escapam para a Rússia? Quando as pessoas estavam fugindo em 1990, ficamos porque havia incertezas tanto aqui como lá. Minha mãe escolheu a incerteza daqui. Porque ela tinha nascido e crescido aqui., nós todos nascemos aqui, em algum momento dos anos 30 meu avô, então criança, foi colocado em um trem e disseram a ele que não havia fome na Geórgia, que aqui tinha [milho]. Esse é agora o nosso país, temos passaportes georgianos e somos cidadãos georgianos ordinários. É por isso que tenho vontade de me rasgar em duas, quando eu fico de pé no solo georgiano e os aviões russos passam por cima de mim, eu não consigo acreditar que esses dois países estão se enfrentando.</p></blockquote>
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