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	<title>Global Voices em Português &#187; Desenvolvimento</title>
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	<description>O mundo está falando. Você está ouvindo?</description>
	<pubDate>Mon, 05 Jan 2009 22:48:24 +0000</pubDate>
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		<itunes:summary>O mundo estaacute; falando. Vocecirc; estaacute; ouvindo?</itunes:summary>
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			<title>Global Voices em Português</title>
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		<title>Angola: Um país com imenso potencial turístico não explorado</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/12/14/angola-um-pais-com-imenso-potencial-turistico-nao-explorado/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/12/14/angola-um-pais-com-imenso-potencial-turistico-nao-explorado/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 14 Dec 2008 19:16:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claraonofre</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Angola]]></category>

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		<description><![CDATA[Angola possui paisagens incríveis, ricas e variadas fauna e flora, e um extenso sistema de parques nacionais, o que faz com que o país ofereça algo para todos os tipos visitantes. No entanto, a maior parte do seu potencial está ainda a ser descoberto, e, se bem explorado, pode vir a tornar Angola o maior destino turístico da África.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Angola é como toda a gente sabe um país bonito. Com uma área total de cerca de 1.246.700 km2, este país encerra paisagens diversas que passam pelas belezas naturais das praias de água morna de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Benguela_(prov%C3%ADncia)" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Benguela</a>, pela densa e rica floresta do Maiombe em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cabinda_(prov%C3%ADncia)" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Cabinda</a> ou pelo lendário <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Deserto_do_Namibe" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">deserto do Namibe</a>, único lugar do mundo onde cresce a bela e peculiar <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Welwitschia_mirabilis" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');"><em>welwitschia mirabilis</em></a>.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/calips96/257076490/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1472" title="257076490_8a18c47599" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/257076490_8a18c47599.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Welwitschia Mirabilis, foto do usuário do flickr <a href="http://www.flickr.com/photos/calips96/" title="Link to calips96's photostream" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">calips96</a> usada sob licensa da Creative Commons.</strong></p>
<p>Apesar destes cartões postais, Angola ainda não é destino turístico. Existem parcas infraestruturas para acolher devidamente quem queira vir apenas passear. No entanto, a reconstrução acelerada que se faz sentir um pouco por toda a parte, indica-nos que para lá se caminha. De acordo com o o ministro da Hotelaria e Turismo Jorge Alicerces Valentim, “com a paz, Angola tornar-se-á um destino turístico por excelência graças ao ecoturismo, à riqueza da sua cultura tradicional, as suas belissímas praias de águas quentes, as suas planícies, as suas montanhas que rasgam os céus de África. O actual clima de segurança que Angola apresenta faz dela uma região onde os investidores estrangeiros visitam com muito entusiasmo, porque estão esperançosos em encontrar oportunidades de investimento na construção, nos transportes, nas obras públicas, na saúde, nas comunicações, nas infraestruturas hoteleiras e turísticas e em várias áreas de serviços”.</p>
<p>Enquanto isso, estrangeiros e angolanos aproveitam as belezas deslumbrantes que Angola tem para oferecer. <a href="http://spindola.blogspot.com/2008/03/lubango-huila.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/spindola.blogspot.com');">Spindola</a>, blogger brasileiro, escreve no seu blog o encanto que sentiu ao conhecer a bonita província da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hu%C3%ADla" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Huíla</a>:</p>
<blockquote><p>“A Huíla é com certeza, entre as províncias que visitei, a que tem melhor estrutura. Além disso o Lubango é uma cidade linda, conhecida pelos seus moradores como a Europa de África. O frio durante o dia e principalmente à noite, dá o ar aconchegante a esse lugar. O Lubango é famoso não só pelo seu clima como também pela serra da Leba. Faltam-me palavras para descrever tamanha beleza. É com certeza dos lugares mais lindos que tive a oportunidade de conhecer. A estrada da serra visa ligar o Namibe à Huíla. Dizem que antes da estrada era necessário dar um contorno muito grande. A obra foi realizada por uma mulher, uma inglesa. Fico imaginando como deve ter sido essa aventura. Como se não bastasse a estrada que é uma beleza estonteante, no mesmo local uma cachoeira maravilhosa. O barulho das águas preenche aquele lugar como se fosse uma música. Um frio gostoso da serra dá um ar todo romântico. As nuvens que se formam no local ficam abaixo do seu olhar, parece que estamos acima do céu. Por trás das nuvens de fim de tarde, o sol projectava uma luz. Não consigo achar definição melhor para essa luz que “ a imagem de Deus”. Todo visitante ou morador de Angola deveria conhecer o Lubango. Realmente vale muito a pena o passeio”.</p>
<p><a href="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/europaemangola.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1473" title="europaemangola" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/europaemangola.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>&#8220;Lubango, a Africa européia&#8221;, foto de <a href="http://spindola.blogspot.com/2008/03/lubango-huila.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/spindola.blogspot.com');">Spindola</a></strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-53973 aligncenter" title="serradaleba" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/serradaleba.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>“Serra da Leba”, foto <a href="http://spindola.blogspot.com/2008/03/lubango-huila.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/spindola.blogspot.com');">Spindola</a></strong></p>
</blockquote>
<p>Passear por esta Angola misteriosa de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Adansonia" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">baobás</a> e acácias rubras, é de facto maravilhoso, mas conforme já aqui foi escrito, o país não está preparado para receber turistas. As estradas esburacadas, a falta de bons hotéis, a presença de alojamento nas cidades pequenas e de restaurantes torna tudo mais complicado. Viajar para determinadas cidades torna-se por vezes uma dor de cabeça. Peter do blog <a href="http://hotelluanda.blogspot.com/2008/04/beleza-interior.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/hotelluanda.blogspot.com');">Hotel Luanda </a>descreveu a sua viagem feita pelas terras de Malange com destino às imponentes Quedas de Kalandula:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">“Deixamos cedo a cidade de Malange rumo às Quedas de Kalandula. O percurso fez-se em constante deslumbramento por entre buracos de estrada e muitas paragens para contemplar e gravar tantas imagens de rara e enorme beleza. O enorme capim cortado pelas águas de um rio que serpenteia pela planície e que sob ela passa várias várias vezes e pelas sanzalas junto à estrada, onde nascem mais olhares de crianças por cada carro que passa. Chegamos enfim a Kalandula, uma pequena e acolhedora povoação situada no alto de um planalto, imponente como uma rainha que do seu trono observa suas terras ao longe. Conserva ainda algumas marcas do colonialismo nas casas, igrejas e costumes da terra que tem simpatia como sinónimo. Chegamos logo depois às Quedas de Kalandula. As segundas maiores quedas de água de todo o continente africano, com cerca de 100 metros de vertiginosa altura. Vistámos também Pungo Andongo. Uma povoação escondida no seio das pedras altas que nos faz logo pensar que foram as próprias rochas que nasceram em sua volta, como uma muralha para a proteger do resto do mundo. Três ou quatro casas, uma igreja em ruínas, um posto médico e uma escola renovada…quase como uma miragem impossível…como é possível existir vida ali? Mas existe. Compreendi que ainda se pode encontrar em Angola a harmonia entre o homem e a natureza”.<a href="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/dscn1736.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1474" title="dscn1736" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/dscn1736.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Kalandula Waterfall, photo by <a href="http://hotelluanda.blogspot.com/2008/04/beleza-interior.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/hotelluanda.blogspot.com');">Hotel Luanda</a> blog</strong></p>
</blockquote>
<p>De acordo com o blog <a href="http://africaminhami.blogspot.com" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/africaminhami.blogspot.com');">África Minha</a>, este ano foi inaugurada na província de Malange uma unidade hoteleira de luxo composta por 28 quartos, 4 suites executivas, 4 presidenciais e uma piscina. É o primeiro hotel do género daquela região do país. Assim como Malange foi “premiada” com um hotel de luxo, outras províncias terão o mesmo privilégio, através da construção de resorts, residenciais e outras casas do género.</p>
<p>Por ser um campo inexplorado, o turismo em Angola é alvo de atenção por parte de empresários estrangeiros, nomeadamente portugueses. Mas a já conhecida dificuldade na obtenção de vistos torna estes projectos de construção uma tarefa ádua de concretizar. <a href="http://cangue.blogspot.com/2007/11/como-acordar-o-turismo-angolano.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/cangue.blogspot.com');">Feliciano J. R. Cangue</a> faz uma análise interessante no seu blog:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">“Em todo o mundo o turismo é um sector da economia que se devidamente explorado, pode gerar novos postos de trabalho e assumir uma grande participação na renda nacional. O nosso país que hoje possui cerca de 80% da sua mão de obra activa na informalidade, pode atrair esse fluxo para o país. Para tal, o mercado turístico precisa desenvolver projectos que o impulsionem e potencializem o mercado turístico. Isso pode resultar em desenvolvimento económico e postos de trabalho. O turismo em muitas situações, ajuda a fixar o homem no campo, principalmente no momento em que presenciamos o êxodo rural. No nosso caso específico, sempre que ouço falar de turismo, fala-se normalmente da construção de hotéis. É verdade que a situação é crítica nessa área devido à guerra que o país passou. Precisamos investir de forma intensa na divulgação e fidelização do cliente. Isso envolve um bom atendimento ao turista. Para tal, pessoas que moram em locais turísticos precisam ser treinadas para desenvolvam espírito hospitaleiro recebendo os turistas com o máximo de boa vontade, presteza e simpatia e porque não aprender os principais termos que lhes permitam estabelecer a comunicação com turistas. Além disso, precisam preservar (livrar do mal) e conservar (manter) os locais turísticos como: as nossas florestas tropicais, formações rochosas extraordinárias, rios, lagos, quedas de água, parques nacionais, montanhas, grutas, praias, etc. Os profissionais da área precisam agir de uma forma inovadora, não deixando que apenas o ministro do turismo se debata sozinho. O sector precisa oferecer a prestação de serviços e atendimento de alta qualidade aos turistas. As embaixadas e consulados precisam também facilitar a concessão de vistos de turista. Precisamos sair do amadorismo. Temos tudo para sermos o maior paraíso turístico africano”.</p>
</blockquote>
<p>O turismo angolano tem estado a evoluir positivamente, os resultados alcançados e os dados estatísticos mostram-nos esta realidade. O blog <a href="http://www.angolaxyami.com/Viagens/Estatistica-das-regioes-emissoras-de-turistas-para-Angola-87.000-turistas-no-2007.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.angolaxyami.com');">Angola Xyami</a> traz os números da evolução do turismo na última década, e espera que &#8220;o turismo em Angola ganhe novas perspectivas e que possamos ultrapassar os 87,4 mil turistas que recebemos no ano de 2007&#8243;:</p>
<blockquote><p>O ano de 1999 registou um movimento de 45,5 mil turistas, em 2000 de 50,7 mil e em 2001 de 67,4 mil. Em termos relativos, esta evolução revela um aumento de 11,42% entre 1999 e 2000 e 32,9% de 2000 a 2001, mas entre 2002 e 2006, o movimento chegou a mais de 55 por cento. Do ponto de vista das principais regiões emissoras de turistas para Angola, a Europa continua a ser a maior com um total de 30,8 mil turistas em 2000, representando 61% do total geral das chegadas às fronteiras. Em 2001, passou para 38,2 mil turistas, representando 76,4%, dados que sofreram alteração de mais 10% até Setembro de 2007.</p></blockquote>
<p>Para obter mais detalhes sobre a situação actual do turismo em Angola, visite o site da <a href="http://embangola.artedesign-net.pt/content.php?id=noticia&amp;nid=1003" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/embangola.artedesign-net.pt');">Embaixada de Angola em Portugal</a>. Para ver mais fotos, visite o blog <em><a href="http://fotoangola.weblog.com.pt/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/fotoangola.weblog.com.pt');">Angola em Fotos</a></em>.</p>
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		<title>Estarão as mulheres deixando o Egito mais pobre?</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/12/05/estarao-as-mulheres-deixando-o-egito-mais-pobre/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Dec 2008 20:17:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elisa Thiago</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>

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		<description><![CDATA[Mulheres: Deveriam elas ficar em casa e criar filhos ou trabalhar e dar sua contribuição? Uma dúvida polêmica que Fantasia's World tentou responder em seu blog: Você está fazendo com que seu país fique ainda mais pobre?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mulheres: Deveriam elas ficar em casa e criar filhos ou trabalhar e dar sua contribuição? Uma dúvida polêmica que Fantasia&#39;s World tentou responder em seu blog: <a href="http://fantasia4ever.blogspot.com/2008/10/are-you-making-your-country-poorer.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/fantasia4ever.blogspot.com');">Você está fazendo com que seu país fique ainda mais pobre?</a> [en]</p>
<p>Fantasia dedica seu blog a</p>
<blockquote><p>all the bitter, ever-complaining, dissatisfied housewives.. who were once my school buddies, university comrades, and work colleagues, but have chosen to stay at home after marriage.</p></blockquote>
<div class="translation">todas as donas de casa amargas, eternamente reclamonas, insatisfeitas.. que foram,  certa vez, minhas amigas de escola, camaradas da universidade e colegas de trabalho, mas que escolheram ficar em casa após seus casamentos.</div>
<p>Fantasia descreve a natureza de seu relacionamento com as amigas citadas acima, ao dizer:</p>
<blockquote><p>Sorry, all. You have always found me to be your comforting pillow.. always an attentive listener, with whom you can split your pains, and someone you can always count on for relief. You&#39;ve always found me to have a great ability to sympathize, or even empathize.<br />
I&#39;ve always understood your weaknesses, and swallowed your follies.. being careful not to criticize you or blame you until you are totally in the right mood for thinking and re-evaluating your acts. I was extra gentle with matters of the heart.. less with life-defining decisions.. yet constantly focusing on absorbing your pain and frustration. I am still the same.</p></blockquote>
<div class="translation">Me perdoem, vocês todas. Vocês sempre me tiveram como seus travesseiros consoladores.. sempre uma ouvinte atenta com quem dividir suas dores e alguém com quem vocês podem sempre contar para uma ajuda. Vocês sempre me consideraram uma pessoa com grande capacidade de demonstrar simpatia ou mesmo empatia.<br />
Sempre compreendi suas fraquezas e engoli suas tolices.. sendo cuidadosa para não criticá-las ou culpá-las até que estivessem com o humor certo para pensar e re-avaliar os seus atos. Era particularmente branda com as questões do coração&#8230; menos com as decisões essenciais da vida.. ainda que, como sempre, me concentrando em neutralizar suas dores e frustrações. Ainda sou a mesma.</div>
<p>E agora vem a parte que atiçou a fogueira:</p>
<blockquote><p>Only one thing is too many for me.. and that is when you complain that you are stuck in a bad marriage, having to stick to a tight budget (complaining about the high cost of living), and that you can&#39;t help transferring your anger unto your kids! Now, that&#39;s way too much. I can&#39;t absorb that.. and you&#39;d better be ready to find your emotional sponge turn rock-solid.<br />
I seriously don&#39;t get it! You said that your family needs all your time, so that&#39;s why you don&#39;t need a job.. then you complain of loneliness and the huge spare time you are never able to fill! You said that your husband has got a handsome income that would make your slim salary seem ridiculous, that&#39;s why you&#39;re better off without your work.. then you complain that prices are rising and that your budget is getting tighter! You said that work for women is not primary.. then you envy your ex-colleagues whenever one of them gets promoted or whenever you see one of&#39;em on TV! You just turned into one of those horrible women you once hated and criticized. You are searching for the faults in others to prove that nobody is perfect, as if this will calm you deep inside, instead of trying to improve your life or make it a happier one.</p></blockquote>
<div class="translation">Só uma coisa é demais para mim.. é quando vocês reclamam de estar presa a um casamento ruim, tendo que aceitar um orçamento apertado (reclamando do alto custo de vida) e  não conseguindo deixar de descontar sua raiva em seus filhos! Agora, isso também já é demais. Não consigo entender essa questão.. e é bom que vocês estejam prontas para ver sua esponja de emoções tornar-se dura como uma rocha.<br />
Francamente, não entendo essa! Vocês disseram que suas famílias precisam de todo o seu tempo, e é por isso que vocês não precisam de um trabalho.. mas aí vocês reclamam de solidão e do enorme tempo livre que vocês, jamais, são capazes de preencher! Vocês disseram que seus maridos têm uma renda boa que faria seu magros salários parecerem ridículos, e é por isso que vocês estão melhores sem emprego.. mas aí vocês reclamam que os preços estão subindo e seus orçamentos estão ficando mais apertados! Vocês disseram que o trabalho para as mulheres não é algo primordial.. e no entanto vocês sentem inveja de suas ex-colegas quando são promovidas ou vocês vêem uma delas na TV! Vocês se tornaram aquelas mulheres horrorosas que uma vez odiaram e criticaram. Vocês estão procurando falhas nos outros para provar que ninguém é perfeito, como se isso fôsse acalmá-las lá no fundo, no lugar de tentar melhorar suas vidas ou torná-las mais felizes.</div>
<p>Depois disso, se aprofunda em explicar como as mulheres que ficam em casa tornam o Egito mais pobre:</p>
<blockquote><p>Belonging to the third world is not like being a member in a club. A country earns its place in the so-called third world because it belongs there.. it is poor, has a slow development rate, and does not contribute much (if any) to global economy or development (for example, in scientific research). Hence, if a country does what you do.. that is, become dependent on other productive countries.. it fits into the third world. And as long as half the population in those countries think the way you do, then those countries have got zero chance in improvement.<br />
To be able to imagine how weak our production rate is, I&#39;ll just give a couple of examples.. The average productivity of an Egyptian citizen is estimated to be around 1000$ a year.. and it tends to be fixed around this figure through many years.. while in Israel for example, a citizen produces the equivalent of 15000$/year.. And in a country which used to belong to the third world only a few years ago like Singapore, this amount reaches 45000$ per capita.. meaning that the productivity of the Singaporean citizen is 45 times as much as that of his Egyptian counterpart!! Now, where can this get us for God&#39;s sake?<br />
It is as simple as this.. there are 78 million Egyptians.. half of them are brought up to think that their primary role in life is to reproduce and serve their households. Then the whole population is dependent on the other half to feed them and satisfy their basic needs.. How lovely!</p></blockquote>
<div class="translation">Pertencer ao terceiro mundo não é como ser associado a um clube. Um país ganha seu lugar no dito terceiro mundo porque faz parte dele.. é pobre, possui uma taxa de desenvolvimento baixa e não contribui muito (se é que contribui) para a economia global ou o desenvolvimento (por exemplo, para a pesquisa científica). Sendo assim, se um país faz o que vocês fazem.. isto é, torna-se dependente de outros países produtivos.. encaixa-se no terceiro mundo. E, uma vez que a metade da população desses países pense da mesma forma como vocês pensam, aí então aqueles países passam a ter chance zero de desenvolvimento.<br />
Para que se possa imaginar o grau de fraqueza de nossa taxa de produção, basta dar uns dois exemplos.. Estima-se que a média de produtividade de um cidadão egípcio é de cerca de 1000$ por ano.. e tende a se fixar ao redor deste número por muitos anos.. enquanto que em Israel, por exemplo, um cidadão produz o equivalente a 15000$/ano.. E num país que costumava pertencer ao terceiro mundo poucos anos atrás, como Singapura, esta quantia alcança 45000$ per capita.. o que significa que a produtividade do cidadão de Singapura é 45 vezes maior do que seu sósia egípcio!! Agora, onde isso pode nos levar, pelo amor de Deus?<br />
É muito simples.. há 78 milhões de egípcios.. a metade deles cresce com a noção de que seu papel principal na vida é reproduzir e atender às necessidades domésticas. Sendo assim, a população inteira fica dependente da outra metade para se alimentar e satisfazer suas necessidades básicas.. Que ótimo!</div>
<p>Sugere, sem papas na língua, que</p>
<blockquote><p>By sitting at home, you are just turning into a huge burden on economy. You keep adding to this burden when you keep getting more children to keep yourself occupied at home. The end result is more poverty and misery for thousands. Urban women are the worst of the lot.. they are not productive at all. A rural woman bakes her own bread, plants her vegetables, raises chicken, sews clothes…etc. While all what urban women do is consume, consume, consume. Not only do they consume goods.. but also endless hours on the phone and in front of TV to keep themselves entertained. They consume energy.. which (in case you don&#39;t know) is becoming rarer and rarer, and is expected to be the number one reason behind endless wars to come.<br />
So, back to urban women.. What do they produce? What is their share in the national income? Zero.</p></blockquote>
<div class="translation">Ao ficar sentada em casa, você está simplesmente se tornando um enorme peso para a economia. Você aumenta ainda mais esse peso quando tem mais filhos com o intuito de mantê-la ocupada em casa. O resultado final é mais pobreza e miséria para milhares. Mulheres urbanas são as piores de todas.. elas não são, absolutamente, produtivas. Uma mulher rural faz seu próprio pão, cultiva seus legumes, cria frangos, costura suas roupas…etc. enquanto que tudo que as mulheres urbanas fazem é consumir, consumir, consumir. Não só consomem bens.. mas também horas sem fim no telefone e em frente da TV para se manter entretida. Elas consomem energia.. que (caso você não saiba) está se tornando cada vez mais rara e prevê-se que será a razão número um por trás das inúmeras guerras vindouras.<br />
De volta às mulheres urbanas.. O que elas produzem? Qual a sua participação na renda nacional? Zero.</div>
<p>Fazendo uma ligação com o papel do governo,</p>
<blockquote><p>The government has contributed to this crisis when it failed to provide adequate daycare service to help their female employees stay in the workforce; hence, making it easier for the private sector to get away without having any obligation towards female workers. Why on earth would a company owner bother to provide a service that the government itself does not require or care to provide?<br />
The ridiculous alternative of the 2 years maternal leave (in the public sector) only means that those women do not actually work, or else how would 2 years of absence be OK with them? Those women then return (if they ever do) to resume their work in the same position they occupied before their leave, falling back behind their colleagues who got their promotions on time. The private sector is even worse.. it gives a maternal leave of 3 months, after which you can bid your job goodbye. Most probably what a woman pays for daycare and transportation to be able to carry on this daily tour (home-daycare-work-daycare-home) will be enough to swallow her full income. Thus, she finds herself compelled to stay at home with her baby.</p></blockquote>
<div class="translation">O governo contribui para essa crise quando deixa de oferecer serviço adequado de creches para ajudar suas funcionárias a permanecer na força de trabalho; por conseguinte, torna mais fácil para o setor privado livrar-se da obrigação para com a mão-de-obra feminina. Por qual razão deveria um proprietário de uma firma se incomodar de prover um serviço que o próprio governo não exige ou se preocupa em oferecer?<br />
A alternativa ridícula dos 2 anos de licença maternidade (no setor público) significa somente que aquelas mulheres na verdade não trabalham, ou então como poderiam 2 anos de ausência serem aceitos de forma tão OK por eles? Aquelas mulheres retornam para reassumir seus postos de trabalho (se é que o fazem) na mesma posição que ocupavam antes da licença, ficando atrasadas em relação a seus colegas que tiveram suas promoções no momento adequado. O setor privado é ainda pior.. dá uma licença maternidade de 3 mesees, depois do qual você pode dar adeus ao seu trabalho. Provavelmente aquilo que uma mulher gasta para poder deixar os filhos na creche e com o transporte necessário para continuar neste circuito diário (casa-creche-trabalho-creche-casa) irá ser o bastante para engolir toda a sua renda. Dessa forma, ela se sente compelida a ficar em casa com seu bebê.</div>
<p>Levando-nos das ciências sociais para a matemática básica, Fantasia nos ajuda a descobrir porque o Egito continua a ser uma nação pobre:</p>
<blockquote><p>1- With the gender gap in favor of males in literacy rates, we have to confront the fact that only 59.4% of females could read and write, 93% of which complete the primary stage, while only 67% attend secondary school.<br />
2- Only 23% of women join the labor force.. they make 22% of the total labor force in Egypt.<br />
3- Of those women in the labor force (23%), only 22.6% hold a university degree, (which means that only 5% of Egyptian women are highly educated working citizens! Freakish!) 16% of those are in administrative posts, and 28% hold professional and technical posts.<br />
Aside from those horrifying figures, one might think that a crisis of this magnitude must be a top priority while designing reform programs.. yet, unfortunately, we can not count on that.</p></blockquote>
<div class="translation">1- Com uma diferença de gênero que favorece os homens no índice de alfabetização, temos que nos confrontar com o fato de que somente 59.4% das mulheres sabem ler e escrever, 93% das quais finalizam o ensino primário e somente 67% chegam a freqüentar a escola secundária.<br />
2- Apenas 23% de mulheres ingressam no mercado de trabalho.. totalizando 22% de toda a mão-de-obra no Egito.<br />
3- Daquelas mulheres que se encontram no mercado de trabalho (23%), apenas 22.6% têm o grau universitário, (o que significa que somente 5% das mulheres egípcias são cidadãs trabalhadoras altamente qualificadas! Pasmem!) 16% delas estão em cargos administrativos e 28% possuem postos profissionais e técnicos.<br />
Em vista daquelas cifras tenebrosas, poderia-se pensar que uma crise dessa magnitude deveria ser tratada como prioridade máxima e merecer projetos de programas de reforma.. mas, infelizmente, não podemos contar com isso.</div>
<p>Citando a Professora Mahassen Mostafa Hassanin em seu livro: “Egypt: A Poverty Profile” [Egito: Um Perfil da Pobreza]:</p>
<blockquote><p>Reform programs tend to work to the benefit of men than to the benefit of women. Macroeconomic policies concentrate on the reallocation of resources to achieve both stability and growth rather than on microeconomic issues and gender differentiation. Development programs usually address males while neglecting females.</p></blockquote>
<div class="translation">Programas de reforma tendem a trabalhar mais para o benefício dos homens do que das mulheres. Políticas macroeconômicas se concentram na relocação de recursos para alcançar ambos a estabilidade e o crescimento mais do que em questões microeconômicas e de diferenciação de gênero. Programas de desenvolvimento são normalmente dirigidos aos homens e negligenciam  mulheres.</div>
<blockquote><p>Not only so, but the pop culture is another huge obstacle, acting as a strong barrier, preventing girls from aspiring to play an active role in society. And I quote again from the same source:<br />
Equality and equity among males and females represents the cornerstone of this new development paradigm which concentrates on sustainability of the development process and this requires changing the prevailing social paradigm, and re-educating men and women on how to work together to create a more humanitarian world order.</p>
<p>On why Egyptian women would ever consider having a job , Professor Hassanin says:<br />
The pattern of women in the development process is controversial. Women devote nearly all their income to the welfare of their family and still have to comply with the constraints of their gender role in the society. This makes the cost of their participation in the development process rather excessive.<br />
And that is so true.. Women are rather pushed into the workforce than deciding to join it out of a personal will.. They lack empowerment, ambition and a sound environment which might inspire them to be productive citizens.</p></blockquote>
<div class="translation">Não só isso, mas a cultura pop é um outro grande obstáculo, agindo como uma barreira forte, impedindo que meninas aspirem a exercer um papel ativo na sociedade. E eu cito novamente da mesma fonte:<br />
Justiça e igualdade entre homens e mulheres representa a pedra angular nesse novo paradigma de desenvolvimento que se concentra na sustentabilidade do processo de desenvolvimento e isto requer uma mudança do paradigma social prevalente e uma re-educação dos homens e das mulheres no sentido de aprender a trabalhar juntos para criar uma ordem mundial mais humanitária.</p>
<p>No porquê as mulheres egípcias deveriam, alguma dia, pensar em ter um emprego, a Professora Hassanin afirma:<br />
O modelo de mulher necessário ao processo de desenvolvimento é polêmico.  As mulheres consagram quase todo o seu ganho ao bem-estar de sua família e ainda têm que aquiescer às restrições impostas a seu gênero pela sociedade. Isto faz com que o custo de participação no processo de desenvolvimento venha a ser um tanto quanto excessivo.<br />
E isso é tão verdadeiro.. As mulheres ingressam de maneira forçada no mercado de trabalho, mesmo antes de poder decidir participar por vontade própria.. Faltam-lhes empoderamento, ambição e um ambiente saudável que possam inspirá-las a serem cidadãs produtivas.</p>
</div>
<p>Para uma maior elaboração desse tópico, cito o trabalho de Ms. Sahar Nasr intitulado: “Women and Poverty” [Mulheres e Pobreza] que fez parte do Joint Report of the National Council for Women and the World Bank  [Relatório Conjunto do Conselho Nacional para Mulheres e o Banco Mundial] (2003):</p>
<blockquote><p>In her research on women headed households, Nasr has found that most of those women are widowed. Which means that as long as there is a man at home, poor women would never consider having a job.<br />
Poverty has Higher Price for Women and Girls. While poverty per se is not a gender concern, women, along with their children, tend to be more vulnerable to poverty than men.<br />
Poor women often face a triple disadvantage:<br />
• Heavy reproductive burden and their non-market contributions are often not recognized—undervaluing a significant part of their economic contributions.<br />
• Social concerns may also limited women’s access to labor market and the type of jobs from which they can choose.<br />
• Finally, women generally have lower educational achievements, reducing their earnings ability.</p></blockquote>
<div class="translation">Em sua pesquisa sobre mulheres chefes-de-família, Nasr descobriu que a maioria daquelas mulheres são viúvas. Isto quer dizer que, enquanto existe um homem em casa, mulheres pobres não pensariam jamais em ter um emprego.<br />
A Pobreza cobra um Preço Mais Alto de Mulheres e Meninas. Se por um lado a pobreza não é por si só uma questão de gênero, as mulheres, juntamente com seus filhos, tendem a ser mais vulneráveis à pobreza do que os homens.<br />
Mulheres pobres frequentemente enfrentam uma desvantagem tripla:<br />
• Sua pesada carga reprodutiva e contribuições que não têm valor de mercado deixam de ser, na maioria dos casos, reconhecidas — sub-estimando, portanto, uma parte significativa de sua contribuição econômica.<br />
• Preocupações sociais podem também limitar o acesso das mulheres ao mercado de trabalho e o tipo de trabalho que podem escolher.<br />
• Finalmente, as mulheres geralmente obtêm um grau mais baixo de educação, o que reduz sua capacidade de ganho monetário.</div>
<p>Em sua conclusão, pergunta a seus amigos e a todas às mulheres improdutivas</p>
<blockquote><p>Do you realize now that you can not just sit there and complain? Your country needs you, because you are one of the very few young, healthy, well-educated women who expected to be productive, and any development would simply not happen as long as you insist on throwing all your education and personal skills against the wall and sitting there doing nothing.<br />
BE RESPONSIBLE.. ACT RESPONSIBLE.. DO SOMETHING FOR THE FUTURE OF YOUR KIDS.. STOP MAKING YOUR COUNTRY POORER</p></blockquote>
<div class="translation">Vocês percebem, agora, que não podem simplesmente ficar aí sentadas e reclamar? Seu país precisa de vocês porque vocês são umas das poucas mulheres jovens, saudáveis, bem educadas com a expectativa de serem produtivas e qualquer desenvolvimento simplesmente não acontecerá enquanto vocês persistirem em jogar contra a parede toda a sua educação e habilidades pessoais e fica sentada aí sem fazer nada.<br />
SEJAM RESPONSÁVEIS.. AJAM DE MANEIRA RESPONSÁVEL.. FAÇAM ALGUMA COISA PARA O FUTURO DE SEUS FILHOS.. PARE DE FAZER COM QUE SEU PAÍS SEJA MAIS POBRE</div>
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		<title>América Central: Mulheres, Tecnologia e Educação</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/12/04/america-central-mulheres-tecnologia-e-educacao/</link>
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		<pubDate>Thu, 04 Dec 2008 22:39:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Americas]]></category>

		<category><![CDATA[Costa Rica]]></category>

		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>

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		<description><![CDATA[As mulheres da América Central estão "Retomando a Tecnologia", blogando sobre desenvolvimento de software, novas tecnologias de comunicação via internet, e sobre formas de integrar estas tecnologias de comunicação em suas vidas diárias. Elas também estão fazendo a diferença ao blogarem sobre temas importantes para as mulheres e criarem redes entre si e com outros grupos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/gv.jpg" alt="" width="496" height="569" /></p>
<p><em>Imagem cortesia do Take back the Tech (Retomando a Tecnologia)</em></p>
<p>Uma campanha chamada <a href="http://www.takebackthetech.net/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.takebackthetech.net');">Take Back the Tech</a> [Retomando a Tecnologia, em inglês] visa reclamar as &#8220;Tecnologias de Informação e Comunicação (ICTs) para Por um Fim na Violência Contra a Mulher&#8221; assim como dar continuidade à luta contra a AIDS. Esta é uma das muitas iniciativas ao redor do globo que estão encorajando as mulheres a não terem medo das novas tecnologias e <a href="http://singenerodedudas.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/singenerodedudas.com');">provendo educação</a> [Es] sobre como usá-las para melhorar suas vidas. Hoje, mais do que nunca, é importante que as mulheres e jovens usem as tecnologias para melhorar suas vidas, principalmente na América Central.</p>
<p>As mulheres desta região geralmente estão nas manchetes de jornal, mas não pelos motivos que gostaríamos que alguém aparecesse nos jornais. Elas estão nos jornais em notícias sobre violência de gênero, pobreza extrema, falta de oportunidades, desnutrição, altas taxas de mortalidade e até mesmo <a href="http://www.jusbrasil.com.br/noticias/92662/que-se-entende-por-femicidio-" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.jusbrasil.com.br');">femicídio</a>. Apesar disso, há mulheres maravilhosas em toda a região, que escrevem primariamente sobre tecnologia e que tentam fazer a diferença nas vidas das outras mulheres.</p>
<p><a href="http://sweetsakura.wordpress.com/author/sweetsakura/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/sweetsakura.wordpress.com');"><em>Sweetsakura</em></a> [Es] não é apenas uma especialista em software. Ela é também uma defensora do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Software_livre" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">software livre</a>, partilhando informações e dicas em seu blog sobre software, hardware e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ubuntu_Linux" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Ubuntu</a> em El Salvador.</p>
<p>De Honduras, <a href="http://librecaos.blogspot.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/librecaos.blogspot.com');"><em>Librecaos</em></a> [Es] partilha com sua comunidade a importância dos softwares em línguas locais e celebra que finalmente o Ubuntu, um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_operacional" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">sistema operacional</a> livre, foi traduzido para a língua <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Misquitos" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Miskito</a>, uma língua indígena da América Central. Ela comemorou o recente <a href="http://www.un.org/womenwatch/daw/news/vawd.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.un.org');">Dia Internacional Para Eliminação da Violência Contra a Mulher</a> [En] e <a href="http://librecaos.blogspot.com/2008/11/25-de-noviembre-no-ms-violencia.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/librecaos.blogspot.com');">relembrou algumas experiências</a>:</p>
<blockquote><p>En esto días recuerdo más cuando empezaba a trabajar y me tocada hacer transcripciones de cassetes, todos eran talleres con mujeres hablando sobre sus experiencias, no podía evitar conmocionarme al oir como sus esposos las golpeaban, oirlas llorar cuando aseguraban que podían trabajar porque “No tenian permiso de su marido”, o peor escuchar como las usaban como si fueran muqueñas para sexo, y luego las dejaban.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Durante estes dias eu me lembro de quando estava começando a trabalhar, e tinha que fazer transcrições de fitas cassete de oficinas, e todas eram repletas de mulheres falando sobre suas experiências. Não podia deixar de me emocionar ao ouvir sobre como seus maridos as agrediam, ao ouví-las chorar quando diziam que não podiam trabalhar porque &#8216;não tinham permissão de seus maridos&#39;, ou pior ainda, escutar sobre como eles as usavam como se fossem bonecas para o sexo, e depois as deixavam.&#8221;</div>
<p>O blogue <a href="http://vinculacion.wordpress.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/vinculacion.wordpress.com');">Vinculación</a> [Es], de <em>Ivonne Aldana</em> da Guatemala, é bastante impressionante. Ela discute novas invenções, novos modelos e designs, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cluster" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">clusters</a> de tecnologias de comunicação por internet e a importância dos cientistas pesquisadores. <a href="http://www.piensalibre.org/wordpress/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.piensalibre.org');">La Piensa Libre</a> [Es], da Costa Rica, escreve com charme sobre tecnologia, entre outros assuntos importantes, uma vez que ela não pode ser isolada da sociedade, do meio ambiente e dos outros.</p>
<p>A alfabetização feminina e o aprimoramento da educação para as mulheres pode contribuir para a solução de problemas sérios, como prover acesso a informações sobre questões de saúde reprodutiva para evitar doenças, por exemplo. Esperamos que as mulheres da América Central se tornem cada dia mais e melhores usuárias das tecnologias avançadas, produtoras destas tecnologias e construtoras de políticas!</p>
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		</item>
		<item>
		<title>KarmaTube: promovendo mudanças pelo compartilhamento de vídeos</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/12/04/karmatube-promovendo-mudancas-pelo-compartilhamento-de-videos/</link>
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		<pubDate>Thu, 04 Dec 2008 20:13:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dominguezvaleska</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Karma Tube é uma plataforma de compartilhamento que divulga vídeos de curta duração e as causas que eles promovem pela Rede Mundial de Computadores, com sugestões de atitudes que o público pode adotar em relação à causa retratada. Através do KarmaTube trazemos até vocês Skateistan do Afeganistão, Seeds of Light da África do Sul e Barrios de Paz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-full wp-image-52500" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/11/dibujo.jpg" alt="KarmaTube logo" /><a href="http://www.karmatube.org/index.php" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.karmatube.org');">Karma Tube</a> é uma plataforma de compartilhamento que divulga vídeos de curta duração e as causas que eles promovem pela Rede Mundial de Computadores, com sugestões de atitudes que o público pode adotar em relação à causa retratada. Através do KarmaTube trazemos até vocês <a href="http://www.karmatube.org/videos.php?id=1340" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.karmatube.org');">Skateistan do Afeganistão</a>, <a href="http://www.karmatube.org/videos.php?id=1307" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.karmatube.org');">Seeds of Light da África do Sul</a> e <a href="http://www.karmatube.org/videos.php?id=178" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.karmatube.org');">Barrios de Paz</a> no Equador.</p>
<p><a href="http://skateistan.org/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/skateistan.org');">Skateistan</a> foi iniciado por três australianos, que resolveram ensinar os jovens do Afeganistão a andar de skate como uma alternativa inédita de recreação e uma plataforma de aprendizagem transcultural. A escola de skate foi instalada numa piscina abandonada em Kabul, e tanto meninos quanto meninas participam desse esporte não-competitivo. Na verdade, eles dizem o seguinte nas <a href="http://skateistan.org/about-us/faqs/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/skateistan.org');">FAQ do seu site</a>:</p>
<blockquote><p>Half of the students are female, giving Afghanistan the highest rate of female participation in skateboarding of any country in the world.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Metade dos estudantes são meninas, o que dá ao Afeganistão à maior taxa de participação feminina na prática do skate comparado a qualquer país do mundo&#8221;.</div>
<p>O seguinte vídeo também pode ser encontrado no <a href="http://www.youtube.com/watch?v=G0cZsVPM6Hk" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.youtube.com');">canal skateistan, no YouTube</a>:</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/G0cZsVPM6Hk&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/G0cZsVPM6Hk&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><a href="http://www.seedsoflight.org/web/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.seedsoflight.org');">Seeds of Light</a> é um programa iniciado por Leslie Temple-Thurston na África do Sul para melhorar a qualidade de vida de uma comunidade carente. Perfurar um poço d&#39;água, plantar hortas para melhorar o sistema imune das crianças, formar laboratórios de computação e educação para HIV/AIDS são alguns dos projetos que a comunidade têm desenvolvido com a ajuda da sra. Temple-Thurston.</p>
<p>O <a href="http://www.youtube.com/watch?v=oT5-tXclAz0" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.youtube.com');">seguinte vídeo</a> apresenta o trabalho da sra. Temple-Thurston e a comunidade que tem se beneficiado com ele:</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/oT5-tXclAz0&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/oT5-tXclAz0&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><a href="http://www.karmatube.org/videos.php?id=178" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.karmatube.org');">Barrios de Paz</a> é um projeto de <a href="http://www.serpaz.org/web/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.serpaz.org');">Ser Paz</a>, liderado por Nelsa Libertad Curbelo Cora, que tem trabalhado com membros de gangues na periferia de Guayaquil, Equador, unindo membros de gangues diferentes para trabalhar juntos, e trabalhar pela paz. Nelsa dá apoio a essas pessoas, partindo da perspectiva de que os jovens que se únem às gangues o fazem movidos pela necessidade de pertencer a uma família, e em busca de apoio e orientação: quando recebem líderes apropriados, eles têm energia e disposição para trabalhar em ambientes pacíficos, e quando recebem amor, têm a força para mudar para melhor. No <a href="http://www.youtube.com/watch?v=M6s5MKcsKpg" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.youtube.com');">vídeo legendado de 9 minutos</a>, Nelsa fala sobre as gangues, a psicologia de seus membros e sobre como o programa tem ajudado adolescentes a descobrir uma saída no ciclo da violência. O documentário na íntegra está dividido em duas partes, que você pode assistir <a href="http://www.youtube.com/watch?v=WKI0ATzcgLs" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.youtube.com');">aqui</a> e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=SO6IabnT-gI" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.youtube.com');">aqui</a>.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/M6s5MKcsKpg&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/M6s5MKcsKpg&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>Existem muitos outros projetos e vídeos inspiradores  que você pode assistir em <a href="http://www.karmatube.org/index.php" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.karmatube.org');">KarmaTube</a>. É entusiasmante ouvir falar de pessoas boas que realizam grandes ações em favor dos outros.</p>
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		<item>
		<title>Blogando Positivamente: Bate-papo ao vivo sobre HIV/AIDS no dia 3 de dezembro.</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Dec 2008 00:54:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dominguezvaleska</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Rising Voices e Global Voices estão realizando um bate-papo online, ao vivo, para blogueiros e ativistas, na quarta-feira, dia 3 de dezembro de 2008 (15 horas no horário de Nairóbi), sobre o uso da mídia cidadã para ajudar a melhorar a consciência e a informação sobre a epidemia de AIDS. O bate-papo será mediado pelos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright size-full wp-image-51973" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/rv-bigbadge-slogan.gif" alt="" /><a href="http://rising.globalvoicesonline.org/">Rising Voices</a> e <a href="http://globalvoicesonline.org/">Global Voices</a> estão realizando um bate-papo online, ao vivo, para blogueiros e ativistas, na quarta-feira, dia 3 de dezembro de 2008 (15 horas no horário de Nairóbi), sobre o uso da mídia cidadã para ajudar a melhorar a consciência e a informação sobre a epidemia de AIDS. O bate-papo será mediado pelos blogueiros quenianos <a href="http://serinaserina.wordpress.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/serinaserina.wordpress.com');">Serina Kalande</a> e <a href="http://www.mentalacrobatics.com/think/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.mentalacrobatics.com');">Daudi Were</a>.</p>
<p>Todos são bem-vindos.</p>
<p>Horários Locais: Nova York 07:00 / Buenos Aires 10:00 / Londres 12:00 / Johannesburgo, Beirut 14:00 / Nairóbi, Moscou 15:00 / Nova Delhi 17:30 / Tóquio 21:00 / Hong Kong 20:00 / Sydney 23:00</p>
<p>Sala de bate-papo: <a href="http://www.worknets.org/chat/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.worknets.org');">http://www.worknets.org/chat/</a></p>
<div class="translation">Instruções para Login: Clique no link acima e faça o login usando o seu nome. Depois, selecione a sala na qual você deseja entrar clicando enter. Quando estiver na sala, selecione uma cor de fonte no lado esquerdo da tela, e junte-se ao bate-papo.</div>
<p>O bate-papo começará focalizando dois projetos beneficiados pelo Rising Voices, <a href="http://rising.globalvoicesonline.org/projects/repacted-kenya/">REPACTED</a>, em Nakuru, Quênia, e <a href="http://rising.globalvoicesonline.org/projects/aids-rights-congo/">AIDS Rights Congo</a>, sediado em Brazzaville. Saberemos como ambas as organizações têm implementado a blogagem e os programas divulgação de vídeo para disseminar o conhecimento a respeito de suas iniciativas na prevenção da AIDS e na defesa dos direitos dos indivíduos soro-positivos.</p>
<p>Outros tópicos de discussão incluem: quais são os fatores a serem pesados quando os blogueiros HIV-positivos divulgam publicamente sua condição? Como blogar pode sustentar a formação de redes online? E os fóruns online? Que outras novas ferramentas de mídia, como mashups de mapas, podem ser usadas eficientemente?</p>
<p>Se houver outros tópicos que você gostaria de discutir durante o bate-papo, por favor acrescente comentários abaixo.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/12/02/blogando-positivamente-bate-papo-ao-vivo-sobre-hivaids-no-dia-3-de-dezembro/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Moçambique: Diferentes formas de usar camisinhas</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/11/29/mocambique-diferentes-formas-de-usar-camisinhas/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/11/29/mocambique-diferentes-formas-de-usar-camisinhas/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 29 Nov 2008 19:01:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Criança]]></category>

		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>

		<category><![CDATA[Feature]]></category>

		<category><![CDATA[Filme]]></category>

		<category><![CDATA[Gênero]]></category>

		<category><![CDATA[Humanitário]]></category>

		<category><![CDATA[Humor]]></category>

		<category><![CDATA[Juventude]]></category>

		<category><![CDATA[Mozambique]]></category>

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		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

		<category><![CDATA[Sub-Saharan Africa]]></category>

		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Em um país que luta para combater a AIDS, vinte milhões de preservativos são distribuídos a cada ano. Considerando que pelo menos 4 milhões de homens são sexualmente ativos em Moçambique dentro de uma população de 17,4 milhões de habitantes, a quota pessoal é de cinco camisinhas para o ano inteiro. Surpreendentemente, crianças são fiéis usuárias delas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Somewhere on a dusty soccer  pitch in Mozambique, a group of boys are playing a game of soccer. Suddenly a man runs onto the field shouting. He stops the game and accuses the boys of stealing his condoms. There are different ways to use condoms. In Mozambique, young boys are great consumers of them&#8230;</p></blockquote>
<div class="translation">Em um campo de futebol empoeirado em algum lugar de Moçambique, um grupo de garotos está jogando uma partida de futebol. De repente, um homem invade o campo gritando. Ele interrompe a pelada e acusa os garotos de roubarem suas camisinhas. Há formas diferentes de usar camisinhas. Meninos são os grande consumidores delas.</div>
<p><frame><iframe src="http://dotsub.com/media/a5bcfb2a-2d01-483c-96e9-787c75c57ea5/e/m" frameborder="0" width="420" height="347"></iframe></frame></p>
<p>Em um país que luta para combater a AIDS, vinte milhões de preservativos são distribuídos a cada ano. Considerando que pelo menos 4 milhões de homens são sexualmente ativos em Moçambique, dentro de um universo de 17,4 milhões de habitantes, a quota pessoal é de cinco camisinhas para o ano inteiro. Dirigido pelo cineasta moçambicano Orlando Mesquita, <em><a href="http://www.steps.co.za/films_more.php?id=293" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.steps.co.za');">A Bola</a></em> [en] foi um dos filmes exibidos no <a href="http://www.pangeaday.org/filmDetail.php?id=3" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.pangeaday.org');">PangeaDay</a> e apresenta um ponto de vista leve - e surpreendente - sobre o uso de camisinhas no país: milhares delas acabam se transformando em bolas de futebol, um dos muitos exemplos de como as crianças se divertem com os preservativos.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-53282" title="ball4_vc_lo" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/11/ball4_vc_lo.jpg" alt="" /></p>
<p><em><a href="http://www.steps.co.za/films_more.php?id=293" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.steps.co.za');">A Bola</a></em> é parte de uma coletânea de vídeos do <a href="http://www.steps.co.za/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.steps.co.za');">Steps for the Future</a> [en], um coletivo de cineastas internacionais e da África Austral com três objetivos:</p>
<blockquote><p>&#8220;To produce a collection of 40 documentaries and short films that examine the lives of people living in Southern Africa whose lives have been affected by the HIV/AIDS pandemic.<br />
To provide invaluable training to Southern African filmmakers with the support of some of the best filmmakers drawn from around the world.<br />
To distribute the films to regional AIDS organisations for use in AIDS education and training.&#8221;</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Produzir uma coletânea de 40 documentários e filmes de curta metragem que examinem as vidas das pessoas na África Austral que tenham sido afetadas pela pandemia do HIV/AIDS.<br />
Fornecer um treinamento inestimável aos cineastas da África Austral com o apoio de alguns dos melhores cineastas do mundo.<br />
Distribuir os filmes a organizações regionais que lidam com a AIDS para o uso em educação e formação&#8221;</div>
<p>Estima-se que 16% da população, cerca de 1,5 milhões de moçambicanos, sejam soropositivos. De acordo com o <a href="http://www.unaids.org/en/CountryResponses/Countries/mozambique.asp" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.unaids.org');">site da UNAIDS</a>, os números estimados de HIV e AIDS são:</p>
<blockquote><p>Quantidade de pessoas vivendo com HIV: 1.500.000 [1.300.000 - 1.700.000]<br />
Taxa de prevalência entre adultos entre 15 a 49: 12,5% [10,9% - 14,7%]<br />
Adultos a partir de 15 anos vivendo com HIV: 1.400.000 [1.200.000 - 1.600.000]<br />
Mulheres a partir de 15 vivendo com HIV: 810.000 [690.000 - 960.000]<br />
Crianças entre 0 e 14 vivendo com HIV: 100.000 [87.000 - 120.000]<br />
Mortes causadas por AIDS: 81.000 [67.000 - 98.000]<br />
Órfãos por causa da AIDS entre 0 e 17: 400.000 [280.000 - 590.000]</p></blockquote>
<p>O grupo de maior risco é o de mulheres entre 15 e 24. Um carregamento de 700 milhões de preservativos femininos, adquiridos pelo governo em parceria com a UNAIDS, <a href="http://allafrica.com/stories/200810271050.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/allafrica.com');">está para chegar em Moçambique</a> e será distribuído gratuitamente pelo país. <a href="http://vansikatemoz.blogspot.com/2008/11/preservativo-feminino-soluo.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/vansikatemoz.blogspot.com');"><em>Vasikate va Moçambique</em></a> recebe bem a idéia e pede que outras mulheres lancem mão do método:</p>
<blockquote><p>Mas, sendo que não há bela sem senão: ele pode fazer um pouco mais de barulho durante a relação sexual. A colocação não é tão simples quanto a versão masculina, exigindo um pouco mais de concentração na colocação. Depois de colocada, uma pequena parte fica visível fora da vagina, criando uma aparência um pouco esquisita para quem não está acostumado tal como o preservativo masculino que também já deve ter causado quando começou a ser utilizado! Mulheres, joguem com os vossos trunfos! Se na hora da negociação não conseguirem se impor, usem a única alternativa para a mulher se proteger quando um parceiro não quer usar preservativo masculino: o preservativo feminino pois o poder de decisão na hora do sexo, que é uma escolha de vida, ainda está em nossas mãos.</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-53279" title="2007091010" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/11/2007091010.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span id="ImageDescription" class="ImageDetails">A camisinha feminina. </span>© <span id="Credit"><a href="http://www.irinnews.org/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.irinnews.org');">Asian Community AIDS Services</a>. A pergunta é: será que elas também dão boas bolas de futebol?<br />
</span></strong></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/11/29/mocambique-diferentes-formas-de-usar-camisinhas/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>Egito: Universidade Americana no Campus Novo do Cairo Deflagra Debate</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/11/29/httpglobalvoicesonlineorg20081120egypt-zoom-on-the-new-american-university-in-cairo/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/11/29/httpglobalvoicesonlineorg20081120egypt-zoom-on-the-new-american-university-in-cairo/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 29 Nov 2008 15:32:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elisa Thiago</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>

		<category><![CDATA[Educação]]></category>

		<category><![CDATA[Egypt]]></category>

		<category><![CDATA[English]]></category>

		<category><![CDATA[Gênero]]></category>

		<category><![CDATA[Juventude]]></category>

		<category><![CDATA[Middle East &#038; North Africa]]></category>

		<category><![CDATA[Viagem]]></category>

		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Projetado para acomodar 5.500 estudantes em tempo integral e 1.500 docentes e funcionários da administração, o campus novo da Universidade Americana no Cairo, de 260 acres e um custo de $400 milhões, é avançado em tecnologia e ecologicamente consciente. Os estudantes dizem que foi uma mudança prematura, pois têm sofrido assédio sexual e pagam caro pela alimentação, entre muitas outras questões. Marwa Rakha relata.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Projetado para acomodar 5.500 estudantes em tempo integral e 1.500 docentes e funcionários da administração, o campus novo da Universidade Americana no Cairo, de 260 acres e um custo de $400 milhões, é avançado em tecnologia e ecologicamente consciente. Os estudantes dizem que foi uma mudança prematura, pois têm sofrido assédio sexual e pagam caro pela alimentação, entre muitas outras questões.</p>
<p>O <a href="http://chroniclingcairo.blogspot.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/chroniclingcairo.blogspot.com');">Chronicling Cairo</a> [en] mostrou sua tristeza numa mensagem no <a href="http://chroniclingcairo.blogspot.com/2008/09/i-learned-tonight-at-long-overdue-floor.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/chroniclingcairo.blogspot.com');">blog</a> [en]:</p>
<blockquote><p>Since we moved to Heliopolis we&#39;ve been dealing with an incredible amount of sexual harassment. Keep in mind that the entire time we&#39;ve been living in the hotel so far has been during the month of Ramadan, the holiest month of the year for Muslims and the time in which all Muslims make extra effort to worship God and live in a pure and holy way.</p>
<p>As such, all sexual thoughts and acts during the fasting hours are technically forbidden. However, we cannot walk down the street in Heliopolis (in daylight or after sundown) without catcalls, honking cars, constant hissing, and what i&#39;m sure are likely extremely lewd expressions in colloquial Egyptian being tossed our way. I was warned to expect the harassment, I can take the verbal abuse.</p>
<p>What I have difficulty accepting, however, is the physical component of the problem. Two weeks ago this sequence of events happened:</p>
<p>The fact that we&#39;re foreigners has no bearing on the level of harassment we&#39;re receiving–our Egyptian and Arab dorm-mates are harassed at an equal level. Surveys conducted of Egyptian women indicate that veiled women experience only 10% less harassment than unveiled women. My Palestinian suitemate told me that it will get even worse once Ramadan ends.</p>
<p>By deciding to house us in a completely isolated area full of military compounds that is hostile to outsiders in general, AUC put their female students in a terrible situation where there is absolutely nothing we can do to stop men from touching us inappropriately. And that makes me angry.</p></blockquote>
<div class="translation">Desde que nos mudamos para Heliopolis temos lidado com uma quantidade incrível de  assédio sexual. Tenha em mente que  o tempo todo de nossa estada no hotel até agora coincide com o mês de Ramadan, o mês mais sagrado do ano para os muçulmanos e o período durante o qual todos os muçulmanos fazem um esforço extra para venerar Deus e viver de uma maneira pura e santa.</p>
<p>Como tal, pensamentos e atos voltados para o sexo durante as horas de jejum são tecnicamente proibidos. E no entanto, não podemos percorrer as ruas de Heliopolis (seja à luz do dia ou depois do por do sol) sem vaias, buzinadas, assobios constantes e aquilo que, tenho certeza são, provavelmente, expressões extremamente grossas em egito coloquial sendo atiradas em nossa direção.Fui avisada sobre o assédio; posso aguentar a ofensa verbal.</p>
<p>O quê tenho dificuldade em aceitar, de qualquer jeito, é o componente físico do problema. Duas semanas atrás ocorreu a seguinte seqüência de eventos:</p>
<p>O fato de sermos estrangeiras não tem a ver com o nível de assédio que recebemos - nossas companheiras de quarto egípcias e árabes são assediadas a um mesmo nível. Pesquisas realizadas sobre mulheres egípcias indicam que mulheres que usam o véu sofrem somente 10% menos assédio do que mulheres que não o usam. Minha companheira palestina de quarto me disse que ficará ainda pior depois de Ramadan.</p>
<p>Ao decidir por nos alojar numa área completamente isolada, cheia de complexos militares que é hostil a estranhos em geral, a AUC [Universidade Americana no Cairo] colocou suas estudantes mulheres numa situação terrível onde não há nada, em absoluto, que possamos fazer para evitar que homens venham a bulir conosco. E isto me deixa furiosa.</p>
</div>
<p><a href="http://scene-heard.blogspot.com/2008/11/not-so-cultural.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/scene-heard.blogspot.com');">Scene and heard</a> [en] publicou a seguinte carta de uma estudante estrangeira da AUC [Universidade Americana no Cairo]:</p>
<blockquote><p>Dear S&amp;H,</p>
<p>I am currently doing a semester abroad here at AUC at the new campus and am unfortunately really disappointed. My friends recommended the program after spending a summer studying Arabic at the downtown AUC campus and told me how amazing it was to be right smack dab in the middle of the city and cultural festivities. I had heard about the new campus but was told it wasn&#39;t “that far” from downtown and figured I had nothing to lose. I&#39;m sure you can imagine my surprise when I arrived at the new campus and realized I was in the middle of a number of developing upscale communities surrounded by desert…not exactly the cultural experience I was looking for. I have to take a bus or Cairo Cab downtown to be able to experience the streets and true culture of Cairo. I wish I was able to walk down the streets near Tahrir square and eat koshari and falafel sandwiches between my gaps like my friends had told me about…and although Cilantro&#39;s not bad, that&#39;s not exactly what I flew thousands of miles to experience.</p>
<p>I recently read an article in the Daily News that really hit home and I thought that this was the best place to voice my opinion and maybe open a discussion forum. In the article, the reporter recommended: “For the sake of its foreign students, AUC’s Arabic Language Institute should seriously consider returning to the university’s old location in the heart of downtown Cairo.”</p>
<p>YES PLEASE.</p></blockquote>
<div class="translation">Prezado S&amp;H,</p>
<p>Estou, no momento, fazendo um semestre aqui na AUC no novo campus e estou, infelizmente, muito decepcionada. Minhas amigas recomendaram o programa depois de terem passado um verão estudando árabe no campus da AUC do centro da cidade e me disseram como havia sido maravilhoso estar bem alí no centro de Cairo e dos acontecimentos culturais. Havia ouvido falar do novo campus, mas tinha sido informada de que não era assim &#8220;tão longe&#8221; do centro da cidade e achei que não tinha nada a perder. Você pode imaginar minha surpresa quando cheguei no novo campus e percebi que estava no meio de um número de comunidades florescente em desenvolvimento, cercado por deserto…não exatamente a experiência cultural que esperava. Tenho que pegar um ônibus ou um táxi para o centro para poder vivenciar as ruas e a verdadeira cultura do Cairo. Pudesse eu andar pelas ruas perto da praça Tahrir e saborear sanduíches koshari e falafel nos intervalos de aula, como minhas amigas me contaram…e, embora Cilantro não seja ruim, não era exatamente o que esperava viver depois de milhares de milhas de vôo.</p>
<p>Li, recentemente, um artigo no Daily News que realmente atingiu o alvo e me fez pensar que este seria o melhor lugar para dar voz a minha opinião e talvez iniciar um forum de discussão. No artigo, o repórter recomendava: “Por consideração a seus alunos estrangeiros, o Instituto de Língua Árave da AUC deveria pensar seriamente em retornar a sua antiga localização no centro do Cairo.”</p>
<p>SIM, POR FAVOR.</p>
</div>
<p>Will Ward publicou um post com o título <a href="http://willward.wordpress.com/2008/10/29/auc-food-fight-at-the-new-campus/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/willward.wordpress.com');">AUC: Batalha por comida no novo campus</a>. [en]</p>
<blockquote><p>On my first day at the AUC new campus I waited in line over half an hour to buy a cardboardy bagel from one of the three chain food outlets that were up and running.</p>
<p>This was because the university had sold a concession to Delicious Inc, a company that operates chain franchises like Cinnabon, McDonalds, Cilantro, etc, to be the sole foodservice provider on campus.  A cup of coffee at one of these places runs 12-15 pounds, and a sandwich or salad would set you back at least 20.</p>
<p>For Ramadan this was not a huge deal because most people weren’t eating on campus anyway, but after Eid all hell broke loose.   With fasting over, no one was prepared to wait forever in a line to overpay for meh food.</p>
<p>After a few days, something fantastic happened.  Instead of complaining (my default response), a group of students set up small stands around campus and began selling snacks, apples and little packages of homemade pasta with roasted veggies.  These were cheaper and more delicious than Delicious Inc’s products, so naturally, the company tried to shut them down.</p>
<p>I am told that, after being closed initially, the students appealed the decision to the AUC president and were given permission to continue operating.  But then yesterday I noticed that Delicious had set up their own kiosk and had dispatched two Cilantro employees to hand out cookies to the passersby.</p>
<p>Getting warmer….but I’m not sold yet.  When they start delivering free double macchiatos to my office, then we’ll talk.  That may even earn them a coveted Friday in Cairo endorsement.</p>
<p>But in the end, even the student food is priced head and shoulders above the cheap filling lunch you can get for a few pounds at the downtown places.  The real scandal is that, with November almost here, there is no sign of fuul, tamiyya or koshary on the new campus as promised.</p>
<p>Meanwhile, I continue to spend a great deal of time at the old campus.  The wireless internet is still up and running, the cheaper, better coffee shop is still open, the bank is open with no lines.  There are trees, birds chirping, no desert rats, you get the picture.</p></blockquote>
<div class="translation">Em meu primeiro dia no novo campus da AUC esperei na fila mais de meia hora para comprar uma rosca com gosto de papelão de um dos três estabelecimentos de uma cadeia voltada para a alimentação  que estava funcionando.</p>
<p>Isto porque a universidade havia vendido uma concessão para a Delicious Inc, uma companhia que opera franquias de cadeias de estabelecimentos como Cinnabon, McDonalds, Cilantro, etc, para serem os únicos provedores de serviços de alimentação no campus. Uma xícara de café num desses locais custa de 12 a 15 libras, e um sanduíche ou uma salada deixaria você pelo menos 20 mais pobre.</p>
<p>Durante o Ramadan não chegava a ser um grande problema, pois a maior parte das pessoas não estavam consumindo no campus, mas depois do Eid, a confusão foi total. Terminado o período de jejum, ninguém estava a fim de esperar a vida toda na fila para acabar pagando muito caro por uma comida porcaria.</p>
<p>Depois de alguns dias, algo fantástico aconteceu. No lugar de reclamar (minha reação default), um grupo de estudantes organizou pequenos quiosques ao redor do campus e começaram a vender guloseimas, maçãs e pequenas embalagens de massa com legumes assados. Estes eram mais baratos e mais gostosos do que os produtos da Delicious Inc., e assim, naturalmente, a companhia tentou fazer com que parassem com as vendas.</p>
<p>Fui informado de que, depois de serem fechados, inicialmente, os estudantes fizeram um apelo ao reitor da AUC e receberam permissão para continuar com as operações. Mas, aí então, ontem, notei que a Delicious havia colocado seu próprio quiosque e despachado dois empregados da Cilantro para distribuir biscoitos para os transeuntes.</p>
<p>A coisa está esquentando&#8230;, mas ainda não entrego os pontos. Quando eles começarem a entregar, gratuitamente, macchiatos duplos em meu escritório, aí então podemos conversar. Pode até trazer para eles uma tão desejada sexta-feira no endosso do Cairo.</p>
<p>Mas no final das contas, até mesmo a comida dos estudantes custa muito mais do que o almoço barato que você pode comprar com umas poucas libras nos restaurantes do centro. O verdadeiro escândalo é que, com o mês de novembro quase chegando, não há nem sinal do fuul, tamiyya ou koshary no novo campus, como havia sido prometido.</p>
<p>Enquanto isso, continuo a passar um bom tempo no campus velho. A internet sem-fio ainda está em funcionamento, o quiosque do café, mais barato e melhor, ainda continua aberto, o bando continua aberto e não tem filas. Há árvores, passarinhos cantores, nenhum <a href="http://dnile.wordpress.com/2008/10/27/desert-rats-seriously/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/dnile.wordpress.com');">rato do deserto</a>, [en] vê-se a diferença.</p>
</div>
<p>Estudantes furiosos conseguiram um <a href="http://auccaravan.wordpress.com/2008/11/10/angry-students-get-apology-from-auc-president/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/auccaravan.wordpress.com');">pedido de desculpas</a> [en] do reitor da AUC:</p>
<blockquote><p>The head of The American University in Cairo apologized to attendees at a raucous and at times angry student forum today meant to address concerns about the new campus, which continued even as a blackout hit the university.</p>
<p>Flanked by two armed bodyguards, President David Arnold asked for the audience’s understanding and forgiveness for the problems the university has experienced this semester.</p>
<p>“I want to express my deep personal apology about the problems and suffering that we have encountered at the past two months,” he said.</p>
<p>The forum was hastily organized in response to a sit-in held by dozens of student protesters last week outside the administration building.</p>
<p>The group organizing the protest asked the school provide the details of its contract with food consortium Delicious Inc. and publicize all of its financial records, provide cheaper food alternatives, guarantee the campus is finished by spring, a reimbursement of four weeks of tuition, and a cap on tuition hikes.</p>
<p>During his address at the Motaz El Alfy Hall in the newly opened section of campus, Arnold acknowledged student frustration with the problems AUC has experienced in the move to Kattameya.</p>
<p>Arnold defended the move as the “right decision,” though he was immediately heckled for the comment.</p>
<p>He did not give a definitive answer about when the campus would be fully completed, but said he expected student housing would be ready for tenants at the end of the semester. An updated construction schedule is expected next week, AUC said in a statement.</p>
<p>To address student concerns about food on campus, the university has created a Food Services Committee, and will provide a summary of its agreement with Delicious Inc, the university said.</p>
<p>At the forum, Arnold announced that students would also receive a food coupon worth 200 LE.</p>
<p>He also agreed with the concerns that staff and students have raised about the bus service provided by Family Transport. Drivers for the Heliopolis-based firm have been in at least two accidents since the beginning of the semester.</p>
<p>“Bus service was not that good for the first two weeks of this semester, as many problems were taking place, such as the bus was sometimes full or it wasn’t on time,” Arnold said.</p>
<p>The bus services rebate will be worth 500 LE to each student, a third of the value of the bus pass.</p>
<p>But he said he was not entertaining a tuition refund of any kind. In its release, the university stated tuition covers 70 percent of education costs, the remainder covered by donations and AUC’s endowment funds.</p>
<p>“We have made a commitment towards offering higher education programs for you, so a reduction of tuition is unnecessary,” Arnold said.</p>
<p>In previous remarks to the Caravan, university officials said AUC has suffered a decline of almost $100 million in the market value of its securities investments, which were largely made with endowment funds.</p></blockquote>
<div class="translation">O reitor da Universidade Americana no Cairo, hoje, pediu desculpas aos participantes de um forum estudantil áspero e, em alguns momentos, rancoroso, organizado para discutir as preocupações acerca do novo campus, o qual continuou mesmo depois que um apagão atingiu a universidade.</p>
<p>Ladeado por dois guarda-costas armados, o reitor David Arnold solicitou dos ouvintes compreensão e clemência para com os problemas que a universidade enfrenta esse semestre.</p>
<p>“Quero expressar meus mais profundos pedidos de desculpas para com os problemas e sofrimento que temos encontrado nos dois últimos meses,” disse ele.</p>
<p>A reunião foi organizada apressadamente em resposta a um protesto realizado por dúzias de estudantes na semana passada no lado de fora do prédio da administração.</p>
<p>O grupo organizador do protesto pediu que a escola providenciasse as informações sobre seu contrato com o consórcio alimentício Delicious Inc. e publicasse todos os seus registros financeiros, fornecesse alternativas mais baratas de alimentação, garantisse o término das obras do campus até a primavera, uma devolução das taxas equivalentes a quatro semanas de aulas e um limite nos aumentos de custo de instrução.</p>
<p>Durante seu discurso no Salão Motaz El Alfy na seção recentemente aberta do campus, Arnold reconheceu a frustração estudantil em relação aos problemas pelos quais a AUC tem passado na mudança para Kattameya.</p>
<p>Arnold defendeu a mudança como a &#8220;decisão certa,” embora fosse na mesma hora interrompido por seu comentário.</p>
<p>Ele não deu nenhuma resposta definitiva quanto a uma data de finalização das obras do campus, mas disse que esperava que o complexo de habitação estudantil estaria pronto para receber moradores ao final do semestre. Um cronograma atualizado da construção é esperado para a semana que vem, declarou a AUC.</p>
<p>Para lidar com as preocupações dos estudantes quanto à alimentação no campus, a universidade criou um Comitê de Serviços de Alimentação, e fornecerá um resumo de seu acordo com a Delicious Inc., disse a universidade.</p>
<p>Na reunião, Arnold anunciou que os estudantes iriam também receber um cupom para alimentação no valor de 200 LE.</p>
<p>Ele também concordou com as preocupações que o quadro de funcionários e os alunos levantam a respeito do serviço de ônibus oferecido pelo Family Transport [Transporte da Família]. Os moltoristas da firma com base em Heliopolis já estiveram envolvidos em pelo menos dois acidents desde o início do semestre.</p>
<p>&#8220;O serviço de ônibus não foi assim tão bom nas duas primeiras semanas deste semestre, uma vez que muitos problemas estavam ocorrendo, tais como o ônibus algumas vezes estava lotado ou não estava no horário,” disse Arnold.</p>
<p>O desconto nos serviços de ônibus será no valor de 500 LE para cada estudante, um terço do valor do passe de ônibus.</p>
<p>Mas disse que não estava levando em consideração qualquer tipo de reembolso das taxas de instrução. Em seu comunicado, a universidade afirmou que as taxas de instrução cobrem 70 porcento dos custos educacionais, o restante sendo obtido através de doações e dotação de fundos da AUC.</p>
<p>“Temos um compromisso para com o oferecimento de programas de educação superior para vocês, e uma redução nas taxas de instrução não é necessária,” disse Arnold.</p>
<p>Em observações anteriores para a Caravan, funcionários da universidade afirmaram que a AUC sofreu um declínio de quase $100 milhões no valor de mercado de seus investimentos em seguros, os quais foram em larga escala conseguidos com dotação de fundos.</p>
</div>
<p>No Facebook, diversos grupos foram criados pelos estudantes dando voz as suas frustrações: <a href="http://www.facebook.com/topic.php?uid=29599532586&amp;topic=5218" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.facebook.com');">Petição para retornar para o antigo campus</a>, [en]  <a href="http://www.facebook.com/group.php?gid=29599532586" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.facebook.com');">Odiamos o novo campus</a>,[en] e <a href="http://www.facebook.com/group.php?sid=b4a363f402bb4307fc9af1eb9938a027&amp;refurl=http%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fs.php%3Fref%3Dsearch%26init%3Dq%26q%3Ddont%2Bsell%2Bthe%2Bold%2Bcampus%26sid%3Db4a363f402bb4307fc9af1eb9938a027&amp;gid=2237255201" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.facebook.com');">Não venda o campus velho</a>.[en]</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Angola: Zungueiras enfrentam vida dura com dignidade e coragem</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/11/02/angola-zungueiras-enfrentam-vida-dura-com-dignidade-e-coragem/</link>
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		<pubDate>Sun, 02 Nov 2008 21:57:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claraonofre</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Angola]]></category>

		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>

		<category><![CDATA[Feature]]></category>

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		<category><![CDATA[Portuguese]]></category>

		<category><![CDATA[Sub-Saharan Africa]]></category>

		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[Percorrendo as ruas de Luanda para vender fruta doce como fruta-pinha, manga perfumada ou abacate da cor da esperança, as "zungueiras", ou vendedoras ambulantes de Angola que normalmente são chefes de famílias, vendem seus produtos enquanto pintam as ruas de Luanda com cores vibrantes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-52085" title="2206946931_b85283e66d-1" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/2206946931_b85283e66d-1.jpg" alt="" /><br />
<strong>&#8220;Ela precisa carregar seu bebê enquanto anda pelas ruas de Luanda vendendo várias coisas. Em Luanda, as chamamos de &#8220;zungueiras&#8221;. Foto &#8220;Senhora com bebê&#8221; de <a href="http://www.flickr.com/photos/unroyal/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">Jose Carlos Costa</a>, usada com permissão do fotógrafo.</strong></p>
<p>Pelas ruas desta cidade de Luanda, vêem-se zungueiras de olhar humilde e determinado. Percorrem as ruas da cidade faça sol ou chuva. Algumas carregam os filhos às costas, ao mesmo tempo que suportam o peso da mercadoria que vendem. Pode ser fruta doce como a fruta-pinha, a manga perfumada, o abacate da cor da esperança que estas mulheres teimam em preservar, ou sandes bem recheadas com fiambre e queijo. Produtos como roupa, sapatos, livros escolares ou peixe são outros dos artigos escolhidos por estas lutadoras e provedoras do lar.</p>
<p>Jorge Ramos do blog <a href="http://jorginhoemangola.blogspot.com/2007/03/sebinho-e-branquinho-dormiam.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/jorginhoemangola.blogspot.com');">Jorginho em Angola</a>, comprova esta realidade e escreve sobre as zungueiras da bela península do Mussulo:</p>
<blockquote><p>“As zungueiras são as milhares de angolanas que saem às ruas vendendo todo o tipo de mercadorias que carregam na cabeça mesmo. Essas zungueiras do Mussulo atendem a um público específico e oferecem produtos como roupas de praia, batas e peças inteiras de panos multicoloridos, ricamente estampados com figuras africanas e linhas geométricas, bem ao gosto do padrão daqui. Elas caminham o dia todo, sob o sol escaldante. É absolutamente incrível a capacidade das zungueiras em equilibrar sobre a cabeça balaios, sacos, cestos, bacias e sacolas onde transportam as mercadorias que vendem. Desafiando as leis da física, o frágil equilíbrio se impõe perante vários obstáculos que se interpõem ante elas nas ruas e calçadas além dos filhos pequenos, que carregam nas costas, atados por panos que amarram na frente à altura do peito. Milhares de zungueiras percorrem a cidade, o dia todo, de um ponto a outro de Luanda, arriscando-se muitas vezes em meio ao tumultuado trânsito”.</p></blockquote>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-52086" title="472302854_8d2b9307a8" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/472302854_8d2b9307a8.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>&#8220;As mulheres que estão &#8220;na zunga&#8221; são as que vivem do comércio ambulante. É uma alternativa à fome num país de poucos empregos. Mas na África até isso fica estético, colorido&#8221;. Foto Zungueiras, de </strong><strong><a href="http://www.flickr.com/photos/wilsonbentos/" title="Link to wilsonbentos' photostream" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');"><strong>wilsonbentos</strong></a>, </strong><strong><span class="currentContextLink">usada com permissão do fotógrafo</span></strong></p>
<p>O trânsito infernal que reina sob Luanda é o menor dos males para estas mulheres. Os fiscais que rondam a cidade em busca de infracções caracterizam-se pelo tom áspero e austero com que se dirigem às vendedoras ambulantes. A relação entre fiscais e zungueiras está longe de ser cordial. Muitas queixam-se do modo de actuação destes indivíduos, já que a maioria, fica-lhes com o dinheiro e com a mercadoria, o que significa humilhação e um rombo no orçamento familiar.</p>
<p>O governo tenta acabar com a venda ambulante e tenciona construir mercados próprios para acolher as zungueiras. Se essa meta for atingida, será que Luanda voltará a ser a mesma? A cidade perderá o colorido e o prazer de ver o gingar guerreiro destas mulheres e as bacias coloridas em que transportam a sobrevivência diária.</p>
<p>A documentarista Marisol Kadiegi dedica em <a href="http://angoladetodosns.blogspot.com/2008_07_01_archive.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/angoladetodosns.blogspot.com');">Angola de Todos Nós</a> um merecido espaço às zungueiras de Luanda e de outras regiões do país:</p>
<blockquote><p>“Elas saíram do Uíge, Malange, Benguela, enfim! De todas as províncias de Angola para na capital do país, tentarem uma vida melhor e em busca de sonhos, tentar ver seus filhos “doutores”. Castigadas pela guerra, herdaram da mamã quitandeira a arte de vender, da palavra “zunga” originária do kimbundo, ela se tornou andarilha, andante ou vagante. Essa dita senhora é a nossa zungueira, mulher batalhadora que muito antes do sol, se levanta para tratar da vida e conseguir alimento para o seu sustento. Assim como uma leoa, caça comida para seus filhos enquanto o “rei” leão descansa. A nossa vendedora que de porta em porta e nas ruas da cidade sai oferecendo o seu produto, fazendo do lamento um grito. Na maioria das vezes, levando o filho caçula nas costas, dá um kilape (crédito) às freguesas habituais e carrega no rosto um sorriso na esperança de um dia ver-se totalmente liberta da sua condição.</p>
<p>Vítima de violência da polícia e muitas vezes por parte dos próprios companheiros, a mulher zungueira é exemplo de dignidade.”</p></blockquote>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/unroyal/2211288631/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');"><img class="aligncenter size-full wp-image-52083" title="2211288631_93a0a3a42e" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/2211288631_93a0a3a42e.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>&#8220;Mulheres trabalhando&#8221;, foto de <a href="http://www.flickr.com/photos/unroyal/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">Jose Carlos Costa</a>, usada com permissão do fotógrafo</strong></p>
<p>Dignidade e coragem são dois bons adjectivos para caracterizar estas mulheres. Devido à falta de formação e à pobreza, muitas mulheres angolanas vêem-se obrigadas a entregar-se à vida ambulante. <a href="http://jorginhoemangola.blogspot.com/2007/03/sebinho-e-branquinho-dormiam.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/jorginhoemangola.blogspot.com');">Jorge Ramos</a> conta um pouco sobre o dia a dia das zungueiras:</p>
<blockquote><p>“Quando cansam, param e se sentam nas calçadas onde amamentam seus bebés e tiram alguma fruta dos seus alforjes para se alimentarem. Às vezes é numa esquina movimentada, mas já vi uma zungueira em pleno centro da cidade parar num calçadão, baixar seu balaio de peixe salgado e ressequido e dar meio abacate para o filho pequeno que se lambuzava, bem na porta de uma moderna agência de um banco europeu, num belo contraste cultural. Idiossincrasias da globalização, que não comporta vertentes antropológicas nem aspectos humanistas em sua inexorável marcha, por isso nessa minha breve leitura contento-me em apenas analisar o episódio sob o prisma da plasticidade da cena e seu significado. Com as elevadas taxas de desemprego e o escasso acesso a uma formação escolar ou profissional ser zungueira é a actividade que mais absorve jovens angolanas pobres, geralmente mães solteiras, algumas recém saídas da adolescência.”</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><strong></strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-52093 aligncenter" title="carris-2-295" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/carris-2-295.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-52094 aligncenter" title="carris-2-230" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/carris-2-230.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-52092 aligncenter" title="carris-2-095" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/carris-2-095.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-52091 aligncenter" title="carris-2-047" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/carris-2-047.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-52090 aligncenter" title="1364806474_0968df7254" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/1364806474_0968df7254.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-52089 aligncenter" title="1363916869_03abb17026" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/1363916869_03abb17026.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-52088" title="1363916817_e6877bebdb" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/1363916817_e6877bebdb.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>As fotos acima foram tiradas por Marcelo Frota e são reproduzidas aqui com a permissão do fotógrafo. Veja mais fotos dele no <a href="http://www.flickr.com/photos/frotacelo/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">Flickr</a> e no <a href="http://picasaweb.google.pt/frotacelo/Angola#" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/picasaweb.google.pt');">Picasa.</a></strong></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Cabo Verde: Crise? Que crise?</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/23/cabo-verde-crise-que-crise/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Oct 2008 19:23:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cape Verde]]></category>

		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>

		<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<category><![CDATA[Feature]]></category>

		<category><![CDATA[Finanças]]></category>

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		<category><![CDATA[Sub-Saharan Africa]]></category>

		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de questionarem as razões para os recentes aumentos de preços em Cabo Verde, os blogueiros foram surpreendidos na semana passada com a notícia de que o país seria imune à crise financeira que tem devastado o resto do mundo. Até mesmo os preços dos combustíveis, que estavam aumentando há três semanas atrás, baixaram.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="single" class="entry">
<p>Depois de questionarem os motivos por trás de uma recente <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/01/cabo-verde-combustiveis-continuam-aumentando-por-que/">onda de aumentos</a> em Cabo Verde, blogueiros foram surpreendidos na semana passada com a notícia de que o país seria imune à crise econômica em que o mundo para além do arquipélago está afundando. A alegação teria sido feita pelo presidente da Bolsa de Valores de Cabo Verde, Veríssimo Pinto, durante um debate na estação de rádio nacional. Agora, os blogueiros locais querem saber como essa pequena nação pode ser imune à crise e perguntam: será que Deus é cabo-verdeano?</p>
<p><a href="http://retalhos-retalhos.blogspot.com/2008/10/crise-financeira-e-cabo-verdedebate-na.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/retalhos-retalhos.blogspot.com');">Retalhos</a> ouviu o debate sobre a crise internacional organizado pela Rádio Nacional (RCV) no qual o presidente da Bolsa de Valores local disse que Cabe Verde não seria afetado pela crise mundial. Ela ficou muito confusa e até duvida do que foi dito:</p>
<blockquote><p>Eu que não sou especialista quando comecei a pensar na crise disse logo: Demora… mas chegará!!!!…afinal nossos bancos são mais que ramificações dos bancos portugueses que estão inseridos no sistema financeiro europeu…que deu o berro… nossas empresas recorrem à bancos estrangeiros para financiamentos…vivemos “à custa” das remessas dos emigrantes (aperta-se o cinto na diáspora…aperta-se por aqui também). O mercado imobiliário está dependente dos investidores externos, na sua maioria europeus, o Turismo idem…A nossa moeda está ligada ao Euro…como acham que fiquei com a declaração? Sem dentes claro e muito confusa…</p></blockquote>
<p>Nos anos 40, quando Cabo Verde era um país muito menor, a crise econômica que sucedeu a guerra quase devastou a ilha. <a href="http://kufrontalidade.blogspot.com/2008/10/2-momentos-de-raiva.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/kufrontalidade.blogspot.com');">Redy Wilson Lima</a> se lembra desse fato histórico e a notícia de que a economia de Cabo Verde está ainda mais forte trás algumas perguntas à tona:</p>
<blockquote><p>A crise existe, os EUA, a Europa e a Ásia estão a tremer e muito, o mundo está globalizado e a nossa economia depende do turismo, da remessa dos imigrantes e dos investidores estrangeiros, para não falar da nossa banca que é 50% de portugueses. Alguêm me explica como podemos estar imunes? Ou será que Deus é mesmo cabo-verdiano?</p></blockquote>
<p>Poucos dias antes do debate, <a href="http://alibemtempu.blogspot.com/2008/10/bancarrota-e-falncia-de-pas.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/alibemtempu.blogspot.com');">Edy</a> já sentia o clima de imunidade e exigia que as autoridades se manifestassem publicamente acerca de seus planos para lidarem com uma possível crise:</p>
<blockquote><p>Talvez seja oportuno o 1º Ministro e a Ministra das Finanças virem a praça informar o que o Governo pensa sobre essa crise e quais mecanismos económicos poderão ser apresentados como garantia para facer face a essa crise na nossa pequena economia.È também nessas horas que se deve demonstrar a face responsável da oposição preparada para governar.Todos,juntos ou cada um à sua maneira,deveriam e devem apresentar ideias.Antes que a crise financeira se tranforme em crise económica.</p></blockquote>
<p>Enquanto isso, <a href="http://pedrabika.blogspot.com/2008/10/algum-j-entendeu-como-essa-crise-afecta.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pedrabika.blogspot.com');">Tide</a>, do blog<em>Pedrabika</em>, diz parecer que eles estão em outro planeta e quer saber quando essa situação de tranquilidade chegará ao fim:</p>
<blockquote><p>Enquanto nas grandes economias tá tudo entrando na espiral negativa que suga e derruba os grandes, nós continuamos a viver uma acalmia de pax financeira. Ninguém parou de investir/gastar, ninguem tirou dinheiro do banco para colocar debaixo do colchão, quem tem dinheiro rendendo não tá nem aí pra falência dos bancos americanos. Tudo continua na mesma. Me explica porque eu quero saber quanto tempo dura essa pax.</p></blockquote>
<p><a href="http://cafemargoso.blogspot.com/2008/10/um-caf-curto_22.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/cafemargoso.blogspot.com');">João Branco</a> dá a boa notícia que os preços do petróleo baixaram localmente, com efeito nessa quarta-feira, com uma redução de 5% nos postos de combustíveis. Ele diz, entretanto, que ela não é o suficiente, levando em consideração o preço atual do petróleo bruto:</p>
<blockquote><p>Resta dizer que esta redução é ridícula, sabendo-se que o preço do petróleo já diminuiu para metade em relação ao mesmo período do ano transacto. Mas seja como for, agradecemos a esmola.</p></blockquote>
<div class="translation"></div>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/elentir/2732777387/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');"><img class="aligncenter size-full wp-image-51740" title="2732777387_09f63b0aaa" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/2732777387_09f63b0aaa.jpg" alt="" /></a></p>
<p>“<em>SOS Cabo Verde. Bandeira de Cabo Verde em um iate na corrida &#8220;&#8221;La Solitaire du Figaro&#8221; na sua escala em Vigo (Galiza, Espanha). Curiosamente, a tripulação do iate de terem levantado a bandeira de cabeça para baixo, que em Vexilologia é interpretada como um pedido de ajuda.</em>” Foto e legenda do usuário do Flickr <a href="http://www.flickr.com/photos/elentir/" title="Link to Contando Estrelas' photostream" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">Contando Estrelas</a>, usada sob licensa da Creative Commons.</p>
</div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Africanos Blogam Sobre Pobreza para o Blog Action Day 2008</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/21/africanos-blogam-sobre-pobreza-para-o-blog-action-day-2008/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/21/africanos-blogam-sobre-pobreza-para-o-blog-action-day-2008/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 21 Oct 2008 02:23:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>

		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>

		<category><![CDATA[Economia]]></category>

		<category><![CDATA[English]]></category>

		<category><![CDATA[Humanitário]]></category>

		<category><![CDATA[Nigeria]]></category>

		<category><![CDATA[South Africa]]></category>

		<category><![CDATA[Sub-Saharan Africa]]></category>

		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[O Blog Action Day é um dia no qual blogueiros de todo o mundo se concentram em falar sobre um mesmo assunto específico em seus respectivos blogues. O tópico do ano de 2008 é a pobreza. Este dia encoraja a discussão global e leva a campanhas e conscientização a respeito da questão à volta do mundo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://blogactionday.org/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/blogactionday.org');">Blog Action Day</a> [En] é um dia no qual blogueiros de todo o mundo se concentram em falar sobre um mesmo assunto específico em seus respectivos blogues. O tópico do ano de 2008 é a <strong>pobreza</strong>. Este dia encoraja a discussão global e leva a campanhas e conscientização a respeito da questão à volta do mundo.</p>
<p><a href="http://www.dpfinnie.com/2008/10/poverty-blog-action-day.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.dpfinnie.com');"><em>DPfinnie</em></a> [En] escreve:</p>
<blockquote><p>It&#39;s very easy when one lives in comfort to feel moved and send a fiver to whichever charity happens to spring to mind, but to actually get up and do something practical about addressing poverty, its underlying causes and its symptoms takes real comitment and dedication.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;É muito fácil, quando alguém vive no conforto, sentir-se movido e mandar uns trocados para qualquer caridade que te cruze as idéias. Mas realmente levantar-se e fazer algo prático sobre a pobreza, suas causas subjacentes e seus sintomas, demanda real comprometimento e dedicação.&#8221;</div>
<p>A blogueira e jornalista sul-africana <a href="http://damariasenne.blogspot.com/2008/10/blog-action-day-your-can-make.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/damariasenne.blogspot.com');"><em>Damaria Senne</em></a> [En] oferece algumas dicas sobre como você pode fazer a diferença:</p>
<blockquote><p>You can serve as a role model in your community, inspiring young people so they can see that success for people in their community is possible. As a budding writer, I so wanted to meet a Motswana writer, or a Black South African writer, just so my dream could look more real. If they could earn living as a writer, it would mean it was possible for me to do the same.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Você pode servir de exemplo na sua comunidade, inspirando jovens a perceber que o sucesso é possível para pessoas em suas comunidades. Quando era uma escritora iniciante, eu queria muito conhecer um escritor <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tswana" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Motswana</a>, ou um escritor negro da África do Sul, só para que meu sonho pudesse parecer mais real. Se eles podem se sustentar como escritores, isso significaria que é possível para mim fazer isso também.&#8221;</div>
<p>Com a atual crise econômica global pairando sobre nós, <em>Naeem</em> se pergunta se a pobreza e a crise econômica podem ser resolvidos pelo <a href="http://myummah.co.za/site/2008/10/15/the-islamic-economic-system-as-an-alternative/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/myummah.co.za');">sistema financeiro islâmico</a> [En]:</p>
<blockquote><p>Islam views the economic problem in a radically different way than Capitalism and Socialism. Islam focuses on the distribution of wealth not just the production. The problem of poverty will not be solved by producing more and more for the rich to consume rather it will be solved by ensuring that basic needs of every individual are satisfied completely. There are enough resources in the world to satisfy the basic needs of everyone</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;O Islã vê o problema econômico de uma forma radicalmente diferente da do Capitalismo ou do Socialismo. O Islã se concentra na distribuição da riqueza, e não apenas em sua produção. O problema da pobreza não será solucionado por produzir mais e mais para que os ricos consumam, mas poderá ser resolvido se nos assegurarmos que as necessidades básicas de cada indivíduo sejam satisfeitas completamente. Há recursos suficientes no mundo para que as necessidades básicas de todos sejam satisfeitas.&#8221;</div>
<p><a href="http://sci-cultura.com/2008/10/15/we-are-the-solution-to-end-poverty/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/sci-cultura.com');"><em>Sci-Cultra</em></a> [En] lança um olhar um bocado interessante sobre a pobreza e as razões por trás dela, partindo de uma perspectiva econômica:</p>
<blockquote><p>It is a fact learned through hands-on experience that hand-outs (aka aid) don’t work. The irony of the G8 nations is that they are part of the problem, by endorsing the unfair trade rules that then lead them to debating how much aid to give; plus give loans that are inextricably tied to extortionate interest rates, which are in some cases passed on to profit-making vulture funds, e.g. in Zambia. This is like smiling at someone in a friendly manner and beckoning to hug them whilst simultaneously locating a tender place in-between their ribs on their back to drive in your knife.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;É um fato aprendido através da experiência em primeira mão que dar as coisas na mão (i.e. ajuda humanitária) não funciona. A ironia das nações do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/G8" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">G8</a> é que elas são parte do problema, ao apoiar leis de comércio injustas que então os levam a ter que discutir quanta ajuda humanitária precisarão dar; ou então emprestam dinheiro com taxas de juros extorsivas, que são em alguns casos repassados para fundos carniceiros visando o lucro, por exemplo, no Zambia. Isso é como sorrir para alguém de maneira amistosa e se aproximando para dar um abraço enquanto localiza um lugar macio entre as costelas de suas costas para enfiar a sua faca.&#8221;</div>
<p><a href="http://newstreet6140.blogspot.com/2008/10/our-country-our-battle.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/newstreet6140.blogspot.com');"><em>Pumelela Nqelenga</em></a> [En] pede à juventude para se levantar e agir contra a pobreza:</p>
<blockquote><p>We must stand for others and show the world what our ancestors meant when they spoke about “ubuntu”. I also call upon my own generation, the youth, to see that we too have the power to bring change, just the same why our parents did in the Soweto uprisings. We too have a page to fill in the history books, a chapter that writes about a generation that fought for equality and poverty. I call for a change!!</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Nós temos que nos levantar em solidariedade aos outros e mostrar ao mundo o que nossos ancestrais queriam dizer quando falavam sobre &#8216;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ubuntu_(ideologia)" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">ubuntu</a>&#8216;. Eu também faço um chamado à minha geração, a juventude, para que percebam que nós também temos o poder para trazer a mudança, o mesmo que nossos pais fizeram nos levantes de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Soweto" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Soweto</a>. Nós também temos uma página a preencher nos livros de história, um capítulo que fala sobre a geração que lutou por igualdade e pelos pobres. Eu faço um chamado à mudança!!&#8221;</div>
<p><a href="http://www.opentechnologist.com/?p=51" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.opentechnologist.com');"><em>Open Technologist</em></a> [En] escreve sobre usar o software de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%B3digo_aberto" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">código aberto</a> para combater a pobreza:</p>
<blockquote><p>The Mifos Initiative program is using open source software to create a service model that increases access to technology for microfinance institutions, allowing them to reach the worlds poor. Microfinance is a program whereby poor people are granted small loans (less than $200) to start and sustain small business like the Villiage Phone Program.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;O programa Mifos Initiative está usando software de código aberto para criar um modelo de serviço que aumenta o acesso à tecnologia para instituições de microfinanciamento, para permitir que alcancem os pobres do mundo. Microfinanciamentos são programas pelo meio dos quais pessoas pobres tem acesso a pequenos empréstimos (menos de 200 dólares) para começar e manter pequenos negócios como o <a href="http://www.grameenphone.com/index.php?id=79" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.grameenphone.com');">Village Phone Program</a> [En].&#8221;</div>
<p><a href="http://www.startupsnigeria.com/2008/10/blog-action-day-2008-can-we-blog-poverty-out-of-africa/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.startupsnigeria.com');"><em>Loy Okezie</em></a> [En], blogando da Nigéria, sugere formas de usar a tecnologia e as mídias sociais para aumentar a conscientização sobre a pobreza:</p>
<blockquote><p>Using recent web technologies, we can at least together reduce poverty in Africa and around the world. The new web space offers a great opportunity in the fight against poverty. Let me now share some of the newest web technologies that could be used to take action against poverty.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Usando as recentes tecnologias de rede, nós podemos ao menos diminuir juntos a pobreza na África e ao redor do mundo. O novo espaço da rede permite uma grande oportunidade de lutar contra a pobreza. Deixe-me agora partilhar com vocês algumas das mais novas tecnologias da rede que podem ser usadas para agir contra a pobreza.&#8221;</div>
<p><a href="http://inothnagel.blogspot.com/2008/10/blog-action-day-08-poverty.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/inothnagel.blogspot.com');"><em>Ignatius Nothnagel</em></a> [En] da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cidade_do_Cabo" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Cidade do Cabo</a>, na África do Sul, nos conta sobre como uma velha senhora que mal tinha dinheiro para leite ou pão quase foi jogada para fora de uma loja:</p>
<blockquote><p>My jaw drops. “She&#39;s what? Banned?” I look puzzled for a second, “From the most lower-class shopping market we have?” At this point the lady bursts into tears and I have to fight the urge to dodge what is now turning into a Scene.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Meu queixo caiu. &#8216;Ela foi o quê? Banida?&#39;, eu olho perplexo por um segundo, &#8216;do mais barato e popular mercado que temos?&#39;. Neste momento a senhora se desmancha em lágrimas e eu tenho que lutar contra a urgência de fugir daquilo que agora já estava se tornando uma cena trágica.&#8221;</div>
<p><a href="http://www.capetowndailyphoto.com/2008/10/blog-action-day-2008-poverty-in-our.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.capetowndailyphoto.com');"><em>Kerry-Anne</em></a> [En] escreve sobre a pobreza na África do Sul:</p>
<blockquote><p>The percentage of households living below the poverty line decreased from 53% in 1995 to 48% in 2005. The poverty line is set at R322 per person per month. That&#39;s the cost of a restaurant meal for two here in South Africa. Read that again. Almost HALF of the people in our country have to cover ALL their living expenses out of LESS than the amount we spend on a single dinner. Sobering, isn&#39;t it?</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;A porcentagem de famílias vivendo abaixo do nível da pobreza diminuiu de 53% em 1995 para 48% em 2005. O nível da pobreza está traçado em 322 <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rand" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Rands</a> por pessoa por mês. Este é o preço de uma refeição em um restaurante para duas pessoas aqui na África do Sul. Leia de novo. Quase METADE do povo de nosso país tem que cobrir TODAS as suas despesas mensais com MENOS do que a quantia que nós gastamos em um simples jantar. Impressionante, não?&#8221;</div>
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		<title>Angola: Um novo Eldorado africano para estrangeiros</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/28/angola-um-novo-eldorado-africano-para-estrangeiros/</link>
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		<pubDate>Sun, 28 Sep 2008 16:40:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claraonofre</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Angola]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde o fim da guerra civil em 2002, Angola tem sido a casa de muitos estrangeiros que chegam aqui em busca de trabalho. Estima-se que existem cerca de 70.000 estrangeiros morando no país, a maioria vinda da América do Sul, China, Portugal e outros países africanos. Descubra como esse caldeirão de culturas está se formando através do ponto de vista de blogueiros angolanos e estrangeiros.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde o término da guerra em 2002 que Angola tem sido local de acolhimento para inúmeros estrangeiros. Graças ao crescente desenvolvimento da economia, da reabilitação de infra-estruturas, da manutenção da estabilidade e da entrada no país de várias empresas internacionais, os estrangeiros sentem-se compelidos em tentar a sorte neste país.</p>
<p>Em Angola vivem mais de 70 mil estrangeiros, sendo que metade deles possui visto de trabalho e são representados na sua maioria por brasileiros, chineses, cubanos e portugueses. De África chegam ainda cidadãos vindos do Congo, Mauritânia, Mali entre outros.</p>
<p>Portugal bate com certeza o recorde no campo da imigração. Só para se ter uma ideia, até finais de 2007 deram entrada no país perto de 60 mil almas lusas. Número considerável e que expõe os laços históricos e afectivos que unem Angola a Portugal. No entanto, os chineses perfazem já um número considerável no país. Dedicam-se essencialmente à construção civil e são conhecidos por trabalharem horas a fio, ao sol ou à chuva. Em uma carta na coluna &#8216;O mundo visto pelos leitores&#39;, no blog do Pedro Dória, o angolano <a href="http://pedrodoria.com.br/2008/01/24/o-mundo-visto-pelos-leitores-angola/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pedrodoria.com.br');">Caco escreve</a>:</p>
<blockquote><p>“Os chineses foram os últimos a desembarcar por aqui, mas já formam o maior contingente. Ninguém sabe ao certo, mas dizem que são mais de 600.000 deles espalhados pelo país – dá algo como 3% da população. Trabalhando em turnos que causam inveja pela velocidade das obras e disposição para trabalhar 24 horas por dia e sete dias por semana. E num fenómeno inesperado começaram a integrar-se na sociedade de forma tão forte que a primeira geração de crianças sino-angolanas já começa a dar seus passos. Os chineses começam a tomar um espaço no coração das angolanas que até agora era dos brasileiros”.</p></blockquote>
<p>Qual será a reacção dos angolanos perante a entrada em massa de gente que vem de fora? E como é que os estrangeiros encaram a vinda para esta ex-colónia portuguesa?</p>
<p>António Spíndola é brasileiro, natural do Recife e escreve no seu <a href="http://spindola.blogspot.com/2007/06/24-filda-feira-internacional-de-luanda.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/spindola.blogspot.com');">Spíndola Blog</a> um pouco sobre este assunto:</p>
<blockquote><p>“Recebo muitos e-mails perguntando como é a vida em Angola. Em sua maioria são pessoas pensando em vir trabalhar aqui que desejam ou já foram convidadas. Angola é vista como o novo eldorado para os profissionais do Brasil. A ideia que se tem são bons salários e novas aventuras. Entretanto, na teoria a prática é diferente! Há bons salários sim, mas há uma série de dificuldades que se precisa transpor.”</p></blockquote>
<p>Uma das dificuldades é a obtenção de visto. O governo coloca sérios entraves à entrega deste documento e todo o processo é bastante moroso. O desânimo na obtenção do visto acaba por conduzir a situações de permanência ilegal. É importante agilizar o aspecto burocrático e dar carta verde de entrada aos estrangeiros que pretendem fixar-se em solo angolano. É preciso encarar a maioria destes cidadãos internacionais como mão-de-obra qualificada. Como gente capaz de contribuir para o desenvolvimento de um país que viveu 30 anos mergulhado na guerra.</p>
<p>O blog <a href="http://esquece-angola.com/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=1" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/esquece-angola.com');">O Lado Negro</a> confirma os percalços vividos para a obtenção do visto:</p>
<blockquote><p>“A minha esposa criou uma empresa em Angola e fomos para lá morar em 2006. Depois de lá estar voltei a Portugal para tratar de todos os documentos que a lei angolana exige para legalizar a minha residência naquele país. Mal empregado tempo que perdi e dinheiro que gastei, note-se que vir a Portugal tratar dos documentos e o que paguei no consulado do Porto para meter esses papéis, ultrapassou os 2500 dólares, mas para nada pois até hoje nem me deram uma resposta em Angola na DEFA (Direcção de Emigração e Fronteiras de Angola). Nem em Portugal no consulado me deram resposta, apenas o funcionário do consulado me disse: - o que o senhor quer, eu também estou em Portugal há 2 anos e só tive a minha residência há pouco. Depois de correr para a DEFA montes de vezes a tentar saber do meu caso sem nunca me dizerem o que se passava, resolvi meter uma reclamação por escrito. Acreditem que nem resposta me deram apesar da minha insistência.”</p></blockquote>
<p>Os profissionais vindos de fora encontram espaço em três áreas concretas como a medicina, construção civil e ensino. Alguns vêem para dar formação e outros para trabalhar a longo prazo.</p>
<p>Grande parte dos angolanos não vê com bons olhos a chegada dos estrangeiros. Acreditam que serão penalizados economicamente, profissionalmente e culturalmente. Existe também a opinião que os estrangeiros em Angola não agem de forma correcta. O blog <a href="http://desabafosangolanos.blogspot.com/2008/07/os-estrangeiros.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/desabafosangolanos.blogspot.com');">Desabafos Angolanos</a> confirma isso mesmo:</p>
<blockquote><p>“Sou angolana de nascimento, vivi 20 anos em Angola e esse é um país que eu amo e nunca sairá do meu coração. Não gosto de ouvir falar mal do meu país e muito menos do seu povo. Incomoda-me, irrita-me. Não consigo perceber as pessoas que só vão trabalhar para Angola por causa do dinheiro. Não gostam do seu povo, das suas gentes e só são simpáticas e cordiais para angariar simpatia. Essa simpatia chega ao ponto de abrir as portas de sua casa para ganhar confiança. Falam constantemente em corruptos e na facilidade em corromper. Quero ouvir falar bem do país onde nasci, cresci e fui feliz.”</p></blockquote>
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		</item>
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		<title>Angola: Moradias de luxo para ricos e mais caras para pobres</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/22/angola-moradias-de-luxo-para-ricos-e-mais-caras-para-pobres/</link>
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		<pubDate>Mon, 22 Sep 2008 20:34:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claraonofre</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Angola]