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	<title>Global Voices em Português &#187; Desenvolvimento</title>
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	<description>O mundo está falando. Você está ouvindo?</description>
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		<title>Angola: O alto custo de vida em Luanda</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/11/09/angola-o-alto-custo-de-vida-em-luanda/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/11/09/angola-o-alto-custo-de-vida-em-luanda/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 14:21:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claraonofre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Angola]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
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		<description><![CDATA[O alto custo de vida em Luanda é paradoxal: os altos índices de desenvolvimento não refletem-se no bolso da maioria dos cidadãos, nem se reflecte em qualidade de vida para os menos abonados economicamente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/clara-onofre/">Clara Onofre</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/claraonofre/'>claraonofre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/11/09/angola-the-high-cost-of-living-in-luanda/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>A capital da Angola, Luanda, é uma cidade caríssima. Tanto para os nacionais como para os estrangeiros. Quem cá está sabe-o bem. Os serviços básicos como alimentação, educação e moradia revestem-se de preços comparáveis a alguns países europeus. A principal diferença no caso angolano é que os salários são absurdamente irrisórios se comparados com os ordenados europeus, o que leva a batalhas diárias em busca da salvaguarda dos bens de primeira necessidade.</p>
<p>Obviamente que esta luta não se coloca aos mais endinheirados que por motivos obscuros ou não, se encontram protegidos por contas bancárias de dar inveja ao comum dos mortais. De acordo com o inquérito levado a cabo em Fevereiro por uma empresa inglesa - a ECA International - <a href="http://www.citymayors.com/statistics/expensive-cities-intro.html">Luanda está em primeiro lugar no que diz respeito às cidades mais caras do mundo</a>.</p>
<p>No blogue <a href="http://mundodaverdade.blogspot.com/2007/05/o-nvel-de-vida-em-luanda.html"><em>Mundo da Verdade</em></a> [pt], Miguel Caxias escreve:</p>
<blockquote><p>“Só para terem uma ideia, o custo por noite no hotel em que estou é de 170 USD (quarto individual, com casa de banho e pequeno-almoço mesmo muito sofrível). Estamos a falar de um hotel que deve ter se tanto, duas estrelas. Para um europeu, não só por costumes alimentícios mas também por costumes de segurança, não se arrisca a comer em qualquer botequim de esquina, obviamente. No restaurante onde temos feito as nossas refeições, o custo médio de uma dose é de 30USD (junte-se a isso bebida, sobremesa, entradas e o preço salta logo para 40/45 USD de despesa individual).</p>
<p>Luanda está numa fase de construção massiva. Junto à Marginal existem apartamentos a 1 milhão de USD. Estão todos vendidos!!!”</p></blockquote>
<p>O alto custo de vida no país revela-se um paradoxo, pois que isto não significa qualidade de vida, pelo menos, não para os menos abonados economicamente. Angola regista altos índices de desenvolvimento que infelizmente não se reflectem no bolso da maioria dos cidadãos. O excesso de procura em contraposição à escassa oferta, torna as coisas bastante difíceis.</p>
<p>O brasileiro autor do blogue <a href="http://diariodaafrica.blogspot.com/2009/02/os-precos-em-angola.html"><em>Diário de África</em></a> [pt] faz uma pequena análise do que se passa no país.</p>
<blockquote><p>“Não são apenas os alugueres (habitação) que custam caro. Tudo é caríssimo. Um quilo de tomate pode sair por 20 USD. Uma bandeja de uvas pode custar 30 USD o quilo. Um bife com batatas fritas pode custar facilmente, 50 dólares. Um cano furado pode sair por 1000.000 USD. Tapar um pequeno furo na tubulação do ar-condicionado do carro e colocar o gás para enfrentarmos o calor luandense custa 200 USD.</p>
<p>Precisa de electricista? Ele não vai sair da sua casa sem ter tirado pelo menos 100 USD de você. Mesmo que só tenha trocado uma lâmpada. Porque é tudo tão caro?”</p></blockquote>
<p>Para o autor do blogue a explicação é simples e mais uma vez, evoca-se o espectro da guerra que roubou mais de 30 anos de desenvolvimento ao país.</p>
<blockquote><p>“O atabalhoado processo de independência e a guerra acabaram com tudo. Primeiro, a independência. Em 1975, pelo menos 300 mil portugueses abandonaram Angola. Médicos, dentistas, advogados, empresários, encanadores, mecânicos, burocratas, professores. Em questão de meses, Angola ficou sem quadros. Não havia quem soubesse gerenciar as finanças do país. Depois a guerra. O esforço de guerra sugou o dinheiro que deveria ser investido na saúde, na educação, nas infra-estruturas do país. Agora multiplique essa situação por 30 anos. O resultado chama-se Luanda.</p>
<p>Com a alta no preço do petróleo nos últimos anos, os fretes subiram e por tabela, o de todos os produtos. Chegou-se a uma situação tal que mesmo os itens produzidos em Angola podem custar mais que os importados. Porquê? Os economistas que me corrijam, mas parece ter algo a ver com a tal lei da oferta e da procura. Quem quer agora, tem de pagar mais.”</p>
<p>O país não tem indústrias. Tudo é importado. Vem de navio. No porto, não há espaço. Os navios ficam dois, três meses atracados em alto-mar, aguardando autorização para descarregar. Só agora é que a agricultura começa a dar os primeiros passos. Mas só nas áreas em que não há minas terrestres. O último número que ouvi era de que mais da metade das terras cultiváveis do país estava cheia de minas. Enquanto o terreno não estiver limpo, nada feito. Portanto, até a comida precisar ser importada.</p></blockquote>
<div>
<dl id="attachment_4606" style="width: 478px;">
<dt><a href="http://twitpic.com/h4syb"><img title="angola" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/angola-300x220.jpg" alt="Tweetpic by @bethinagava" width="468" height="342" /></a></dt>
<dd>A piece of goat cost 600 KZ (US$ 7). Tweetpic by @bethinagava</dd>
</dl>
</div>
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		</item>
		<item>
		<title>Lendo o planeta no Blog Action Day 2009</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/10/17/lendo-o-planeta-no-blog-action-day-2009/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/10/17/lendo-o-planeta-no-blog-action-day-2009/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 17 Oct 2009 03:03:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cilene Dutra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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		<description><![CDATA[Mais de 9000 blogueiros devotaram um post às mudanças climáticas no Blog Action Day, uma iniciativa anual que partiu do Change.org para unir os blogueiros do mundo a fim de alcançar seus milhões de leitores.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/solana-larsen/">Solana Larsen</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/cilenedutra/'>Cilene Dutra</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/10/15/reading-the-world-on-blog-action-day/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><a href="http://www.blogactionday.org"><img class="alignright" style="border: 0pt none;" src="http://www.blogactionday.org/imgs/badges/bad-125-125.jpg" border="0" alt="" width="125" height="125" /></a>No dia 15 de outubro, mais de 9000 blogueiros devotaram um post às mudanças climáticas no <a href="http://www.blogactionday.org/">Blog Action Day</a>, uma iniciativa anual que partiu do <a href="http://www.change.org/">Change.org</a> [en] para unir os blogueiros do mundo a fim de alcançar seus milhões de leitores.</p>
<p><a href="http://www.blogactionday.org/en/blogs/new">Registre seu blog</a> para adicionar a sua voz!</p>
<p>Este é o post do Global Voices.</p>
<p>Nos próximos meses, o Global Voices acompanhará as questões ambientais e de mudanças climáticas com olho clínico. Esperamos divulgar vozes não ouvidas no debate acerca das reuniões das Nações Unidas em Copenhague em dezembro (<a href="http://en.cop15.dk/">COP15</a>).</p>
<p>Em novembro, no <em><a href="http://www.conversationsforabetterworld.com/">Conversations for a Better World</a></em> [en], um blog patrocinado pelo <a href="http://unfpa.org/">UNFPA</a> terá dois de nossos autores, Eduardo e Belen, postando histórias sobre dinâmica populacional e mudanças climáticas. Sei que estarão voltados para a América Latina nas discussões.</p>
<p>Durante o mês de outubro, blogueiros do Global Voices viraram mentores de <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/10/15/2009/09/08/global-voices-bloggers-mentor-new-danish-and-african-bloggers/">31 rapazes e moças da África e Dinamarca</a> [en] que organizam uma campanha online sob os <a href="http://globalchangenow.net/">auspícios de MS ActionAid</a> [en] em Copenhague, Dinamarca. Eles nos pediram para relatar histórias sobre &#8220;quais países emergentes precisam consertar estragos causados pelas mudanças climáticas&#8221;. Tentaremos atender ao pedido.</p>
<p><strong>Alguns posts dos mentores</strong></p>
<p>No Blog Action Day, Jillian <a href="http://jilliancyork.com/2009/10/15/blog-action-day-09-climate-change/">encorajou seus leitores</a> a visitar o blog de sua aluna <a href="http://globalchangenow.net/ejanver/">Edith</a>, enquanto Ali diz que seu aluno <a href="http://globalchangenow.net/claver/">Peter</a> passou a responsabilidade para ele  e o<a href="http://blog.novruzov.az/2009/10/it-is-blog-action-day-2009.html"> inspirou a escrever um post sobre as mudanças climáticas</a></p>
<p>Outra mentora, Gayle, escreveu um <a href="http://gisforghana.blogspot.com/2009/10/climate-change-in-ghana-blog-action-day.html">post mais longo</a> evidenciando a situação de fazendeiros no Gana, na Austrália (seus países) e no Zimbábue (o país de seu aluno, <a href="http://globalchangenow.net/john/">John</a>).</p>
<p>Gayle <a href="http://twitter.com/gaylepescud/status/4575319227">usou o Twitter</a> para chamar a atenção de fazendeiros australianos. Para sua surpresa, ela foi <em>re-twittada</em> pela ABC Radio da Austrália e foi contatada diretamente por diversos fazendeiros via email. Ela leu entrevistas com fazendeiros ganêses na web e até falou diretamente com um deles.</p>
<p>E entre dúzias de links e fontes interessantes, Gayle encontrou informação sobre como comunidades locais usam o conhecimento tradicional na zona rural de Gana para <a href="http://grou.ps/par_cc/talks">lidar com a mudança de climas</a>.</p>
<p>Gayle fez algo que os blogueiros do Global Voices fazem sempre: buscou vozes que raramente são ouvidas falando por si mesmas na mídia internacional.</p>
<p><strong>Semana passada no Global Voices</strong></p>
<p>Bhumika Ghimire escreveu um post sobre o <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/10/15/nepal-bio-gas-revolution/">futuro do bio-gás no Nepal</a>, incluindo um vídeo de uma pesquisa de uma universidade japonesa que mostra como o bio-gás é usado nas fazendas do Nepal.</p>
<p><img src="file:///C:/DOCUME%7E1/ADMINI%7E1/CONFIG%7E1/Temp/moz-screenshot-2.jpg" alt="" /></p>
<div id="attachment_4706" class="wp-caption alignright" style="width: 250px"><a href="http://www.flickr.com/photos/susandesignstudio/3977100156/in/set-72157614614099992/"><img class="size-full wp-image-4706 " title="landslide-300x199" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/landslide-300x199.jpg" alt="Desmoronamento causado pelo Tufão Ketsana numa vila em Pampanga. Foto de susancorpuz90 no Flickr. " width="240" height="159" /></a><p class="wp-caption-text">Desmoronamento causado pelo Tufão Ketsana numa vila em Pampanga. Foto de susancorpuz90 no Flickr. </p></div>
<p>No começo da semana, Mong Palatino <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/10/12/philippines-typhoon-disasters-and-climate-change/">escreveu como os blogueiros filipinos</a> estão estabelecendo conexões entre as mudanças climáticas e as inundações devastadoras em Manila que mataram mais de 500 pessoas.</p>
<p>Saffah Farooq escreveu sobre como os cidadãos das ilhas Maldivas que estão ao nível do mar no oceano Índico <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/10/11/maldives-gearing-up-for-copenhagen/">sentem que seus destinos poderão ser decididos</a> pelo sucesso de tratados como o Protocolo de Kyoto.</p>
<p>O blogueiro dedicado à vida selvagem, Samuel Maina no Quênia, contou que os quenianos estão tão desesperados por causa das chuvas que <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/10/08/kenya-waiting-for-el-nino/">já esperam as chuvas do El Niño</a> <strong>que podem deslocar milhares com sentimentos confusos.</strong></p>
<p>Há um fluxo constante de histórias no feed <em><a href="http://globalvoicesonline.org/-/topics/environment/">Environment</a></em> do Global Voices por blogueiros de todos os lugares do mundo.</p>
<p><strong>Olhando adiante</strong></p>
<p>Nesse Blog Action Day, quando celebramos o poder coletivo dos blogueiros de impulsionar mudanças, gostaríamos de encorajar a todos não só a escrever sobre as mudanças climáticas, mas também a ler o que outros estão dizendo.</p>
<p>Nas próximas semanas, seremos inundados por novas histórias de jornalistas citando políticos, ativistas e muitos outros, mas quando Conferência Climática Internacional da ONU terminar e as câmeras desligarem, as pessoas que sofrem as conseqüências das mudanças climáticas <em>ainda </em>estarão contando suas histórias na Internet na expectativa de alcançar aqueles que se importam.</p>
<p>Como dizemos no Global Voices: &#8220;O mundo está falando. Você está ouvindo?&#39;</p>
<p>Para aqueles distantes da linha de frente das mudanças climáticas, ouvir e linkar são umas das poucas maneiras de conseguir fazer o problema parecer mais real e carente de soluções hoje em dia.</p>
<p><strong>Posts relacionados</strong></p>
<ul>
<li><a title="Posts in Portuguese on Blog Action Day ‘09" rel="bookmark" href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/10/16/posts-em-portugues-no-blog-action-day-2009/">Posts em Português no Blog Action Day 2009</a></li>
<li><a title="Permanent link to Blog Action Day 2009: Rising Voices Projects Discuss Climate Change" href="http://rising.globalvoicesonline.org/blog/2009/10/15/blog-action-day-2009-rising-voices-projects-discuss-climate-change/">Blog Action Day 2009: Rising Voices Projects Discuss Climate Change</a></li>
<li><a title="Greek Posts on Blog Action Day ‘09" rel="bookmark" href="http://globalvoicesonline.org/2009/10/15/2009/10/15/greek-posts-on-blog-action-day-09/">Greek Posts on Blog Action Day ‘09</a></li>
<li><a title="Caribbean: Blogging About Climate Change" rel="bookmark" href="http://globalvoicesonline.org/2009/10/15/2009/10/16/caribbean-blogging-about-climate-change/">Caribbean: Blogging About Climate Change</a></li>
<li><a title="Israel: Blog Action Day for the Environment" rel="bookmark" href="http://globalvoicesonline.org/2009/10/15/2009/10/16/israel-blog-action-day-for-the-environment/">Israel: Blog Action Day for the Environment</a></li>
</ul>
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		<title>Brasil: Inclusão sócio-digital por meio da Revolução das Lan Houses</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/29/brasil-inclusao-socio-digital-por-meio-da-revolucao-das-lan-houses/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/29/brasil-inclusao-socio-digital-por-meio-da-revolucao-das-lan-houses/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 13:57:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
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		<description><![CDATA[As mais pobres e mais excluídas populações do Brasil estão cada vez mais acessando a internet por meio de LAN - Local Area Networks. Mas será que a inclusão digital promovida pelas lan houses em todo o país afetam o desenvolvimento humano no país?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/09/28/brazil-socio-digital-inclusion-through-the-lan-house-revolution/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div>
<dl id="attachment_59160">
<dt><a href="http://www.flickr.com/photos/brunofernandes/198542622/"><img title="lan house in Brazil" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/198542622_ab105a61ab.jpg" alt="Bruno Fernandes, from Patos de Minas, Brazil. Photo available under a Creative Commons license." width="500" height="375" /></a> </dt>
<dd>Bruno Fernandes, de Patos de Minas, Brasil. Foto disponibilizada com uma licença da Creative Commons.</dd>
</dl>
</div>
<blockquote><p>Acredito que vocês devam está habituados em ver os pais  levarem e buscarem seus filhos em lan houses. Esta é uma locadora que  fica aqui na minha cidade, veja só a quantidade de bicicletas. Tinha  mais ainda do outro lado.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/brunofernandes/">Bruno Fer</a><a href="http://www.flickr.com/photos/brunofernandes/">nandes</a>, na legenda da foto acima</p></blockquote>
<p>A foto acima ilustra bem a &#8220;Revolução das Lan Houses&#8221; que acontece nesse exato momento no Brasil. Em todo o país, a maioria dos brasileiros hoje acessa a internet  por meio de Local Area Networks (LAN), uma tendência que no início era vista apenas nas vizinhanças mais abastadas do Brasil e que agora se transormou em fenômeno em comunidades mais carentes, onde computadores e conexão  banda larga são artigos fora do alcance da população. De acordo com Ronaldo Lemos, diretor do <a href="http://www.direitorio.fgv.br/cts/index.html">Centro de Tecnologia e Sociedade</a> da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV) no Rio de Janeiro,  &#8220;as lan-houses são locais de grande socialização, e têm ocupado um lugar importante nas favelas&#8221;. Seu artigo <a href="http://publius.cc/lan_houses_new_wave_digital_inclusion_brazil/091509">LAN Houses: A new wave of digital inclusion in Brazil</a> [Lan Houses: Uma nova onda de inclusão digital no Brasil, en] foi recentemente apresentado na <a href="http://cyber.law.harvard.edu/events/2009/09/idrc">Conferência da Universidade de Harvard</a><a href="http://cyber.law.harvard.edu/events/2009/09/idrc">: Comunicação e Desenvolvimento Humano</a> [en].</p>
<p><strong>Internet para todos?</strong></p>
<p>Há hoje no país mais de 90 mil lan houses, responsáveis por 50% dos  acessos à internet. Uma <a href="http://www.cetic.br/usuarios/tic/2008-total-brasil/rel-int-04.htm">pesquisa</a> publicada em 2008 pelo <a href="http://www.cgi.br/" target="_blank">Comitê Gestor da Internet no Brasil</a> (CGI.br) mostrou que 48% de todos os usuários que acessam a internet no Brasil o fazem em centros públicos de acesso pago, como lan houses. Quando se trata de pessoas das classes mais pobres, D e E, esse número salta para 79% -  um aumento de 60% em relação aos 48.08% de usuários em 2006.</p>
<p>Outra  <a href="http://info.abril.com.br/aberto/infonews/012009/20012009-41.shl">pesquisa</a> conduzida no início do ano pela TV Cultura em 27 lan houses espalhadas pela cidade de  São Paulo e contando com 376 entrevistas com usuários e propriétarios  revelou que cresce a presença de usuários das classes C e D. A amostra  indicou também que para 17% dos usuários, as lan houses são a única  forma de acesso à internet, a mesma proporção dos que têm acesso também  em casa (normalmente usuários que precisam acessar a internet quando  estão fora), 15% no trabalho e 12% na escola. Jogar videogames  é a atividade  principal para 42% dos entrevistados, mas uma proporção igual acessa  portais de cultura, notícia e entretenimento. Redes sociais,  especialmente o Orkut, e bate-papo online também são muito populares.  Além disso, as lan houses também são usadas para pesquisas diversas,  trabalhos escolares e busca de emprego.</p>
<p>Mas de que forma a inclusão digital promovida por lan houses em todo o país afeta o desenvolvimento humano no Brasil?</p>
<p><a href="http://blog-contexto-ufs.blogspot.com/2008/12/lan-house-uma-forma-de-melhorar-de-vida.html">Jeimy Remir</a>,  que entrevistou proprietários e usuários de lan houses, diz que elas melhoram a vida dos dois grupos, e têm mudado a cara  do país, principalmente nas áreas periféricas das grandes cidades.  De acordo com ele, a inclusão digital promovida pelas lan houses de fato afeta o desenvolvimento humano no Brasill:</p>
<blockquote><p>Fruto de criatividade e empreendedorismo, a construção  de uma lan house tem mudado a vida de seus proprietários. Geralmente  acopladas à casa de quem administra, as lan houses apresentam-se em  ambientes estilizados, muitas vezes estruturados nas garagens de  residências, com iluminação e decoração diferenciadas. [&#8230;] Outra  característica das lan houses é servir como espaços para encontro de  jovens, intencionados em fazer amizades, interagir e paquerar. Com as  ferramentas atuais da Comunicação, como msn, orkut e bate-papo, a  utilização desses espaços para semelhantes fins tem sido mais intensa e  confirma tais ambientes como um reflexo social. [&#8230;] Por isso, as lan  houses afirmam seu poder por servirem para a inclusão digital, dando  acesso à internet para pessoas de baixa renda, e confirmam com  singularidade suas inclinações: fonte de renda para quem administra e  ponto de encontro para jovens.</p></blockquote>
<div>
<dl id="attachment_59165">
<dt><a href="http://www.flickr.com/photos/yasodara/2098609789/"><img title="2098609789_4d1f88010a-1" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/2098609789_4d1f88010a-1.jpg" alt="Photo by &lt;a title=" /></a> </dt>
<dd>Foto de <a href="http://www.flickr.com/photos/yasodara/">Yasodara</a> disponibilizada com uma licença da Creative Commons.</dd>
</dl>
</div>
<blockquote><p>Lan house, até aqui?</p>
<p>Lan House em Pirenópolis. Fica em frente ao Banco do Brasil.</p>
<p>Ah, o pogresso.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/yasodara/">Yasodara</a>, na legenda da foto acima, tirada em 2007. <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Piren%C3%B3polis">Pirenópolis</a> é uma pequena cidade de Goiás com apenas pouco mais de 20 mil habitantes.</p></blockquote>
<p><strong>Lutando contra preconceitos  e encarando obstáculos </strong></p>
<p>No entanto,  apesar da inclusão social que promovem, as lan houses são  vítimas de preconceito no Brasil. Uma notícia publicada em um grande portal na  internet que chamou recentemente a atenção foi o chamado à polícia por  parte de um proprietário de uma lan house para prender um cliente que  havia levado um pacote de fotos pornográficas de crianças de 6 a 8 anos para  distribuí-las pela rede. Segundo usuários, a forma como a notícia foi  divulgada pela imprensa deu a entender que lan houses são pontos de  encontro para pedófilos:</p>
<blockquote><p>O título da notícia que está sendo veiculada na internet ,e que com quase toda a certeza será veiculada pelos jornais, é <strong><em>Suposto pedófilo é preso em lan house com fotos de crianças</em></strong>, como você podem ver neste <a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3645667-EI5030,00-Suposto+pedofilo+e+preso+em+lan+house+com+fotos+de+criancas.html">link do Terra</a> e neste outro de uma procura pelo tema no <a href="http://news.google.com.br/news?as_q=ped%C3%B3filo+lan+house&amp;svnum=10&amp;as_scoring=r&amp;um=1&amp;ned=pt-BR_br&amp;hl=pt-BR&amp;btnG=Pesquisa+Google&amp;as_epq=&amp;as_oq=&amp;as_eq=&amp;as_drrb=q&amp;as_qdr=&amp;as_mind=18&amp;as_minm=2&amp;as_maxd=20&amp;as_maxm=3&amp;as_nsrc=&amp;as_nloc=&amp;as_occt=any&amp;aq=f">Google News</a>. Quem fica com a fama, quem fica mal na foto é a Lan House. Antro de desmandos e desvirtuamento de caminho para adolescentes.</p>
<p>Não é este o <a href="http://batismodigital.blogspot.com/">quadro</a>.  As lan houses sofrem os mesmos riscos que qualquer outro setor da  economia enfrenta. Lans Houses, cybers cafés, telecentros e o que for,  têm um papel fudamental no processo de inclusão à infraestrutura da era  do conhecimento, da inclusão digital à inovação, como eles demonstram  nesta <a href="http://www.slideshare.net/rafaelmauricio/estatsticas-sobre-as-lan-houses-no-brasil#stats-bottom">apresentação</a> estatística do mercado brasileiro.</p></blockquote>
<p><a href="http://fiqueinteligente.com.br/o-preconceito-contra-lan-houses.html ">André Rubens</a> percebeu que esse preconceito é generalizado em todo o país ao  participar de uma reunião em dezembro passado com outros donos e  presidentes de associações de lan houses brasileiras. Segundo ele, foi  possível perceber que &#8220;parece que as pessoas acham que Lan House é algo  que prejudica a saúde e o bem estar do indivíduo&#8221;. Ele explica como  essa situação já foi pior, com o aumento rápido e considerável dessa  novidade no ramo dos negócios até então desconhecida:</p>
<blockquote><p>Tudo isso virou uma grande bomba, até que começaram a  aparecer novos dados que mostram que somos responsáveis pela inclusão  digital no país e que jogos eletrônicos fazem BEM SIM para a formação  da criança e do adolescente INCLUSIVE aqueles considerados violentos e  principalmente as pessoas que nos atacavam receberam seu contrata  ataque devido e hoje nos respeitam! Nossa briga continua, argumentando  com as autoridades, rebatendo comentários estúpidos e fazendo novos  projetos vamos conquistar simpatia da sociedade e seremos reconhecidos  com grande importância na inclusão sócio-digital.</p></blockquote>
<div>
<dl id="attachment_59181">
<dt><a href="http://www.flickr.com/photos/cassimano/3087298458/"><img title="3087298458_2cc6e1dfbe" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/3087298458_2cc6e1dfbe.jpg" alt="Av. Paulista - São Paulo - Brasil. Photo by cassimano used under a Creative Commons license." width="500" height="334" /></a> </dt>
<dd>Av. Paulista - São Paulo - Brasil. Foto de cassimano disponibilizada com uma licença da Creative Commons.</dd>
</dl>
</div>
<p><span style="font-size: small;">Essa  reunião, que teve como objetivo entender e ajudar a solucionar os  principais problemas enfrentados pelas lan houses no Brasil, contou com <a href="http://blog.mozilla.com/brasil/2009/02/02/projeto-lan-house-de-sua-opiniao/">o apoio do projeto Mozilla</a>, que disponibilizou um <a href="https://wiki.mozilla.org/Community:LanHouse">wiki</a> para documentar a discussão e motivar que o debate continue de forma colaborativa, aberto a todos: </span></p>
<blockquote><p>Diversas questões foram tratadas, tais como a questão da  informalidade, as propostas de regulamentação para o setor, os  principais problemas técnicos enfrentados, sugestões de customização do  Firefox e as restrições ao uso de jogos. (&#8230;) A primeira fase do  Projeto Lan House consistiu exatamente em identificar quais eram os  problemas enfrentados e mapear as opções de como ajudar. Agora,  gostaríamos de saber a sua opinião sobre o que a Mozilla pode fazer  para ajudar as lan houses a levar inclusão digital para o Brasil de  maneira mais abrangente e melhor.</p></blockquote>
<p><strong>Controle estatal e difícil regulamentação </strong></p>
<p>Em entrevista no blog de <a href="http://ceilasantos.blogspot.com/2008/05/os-desafios-das-lan-house-no-brasil.html">Ceila Santos</a>, o diretor da <a href="http://www.abcid.com.br/index.html">ABCID (Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital</a> Rafael Maurício da Costa conta como novas e mais severas regulamentações podem forçar muitas lan houses a fechar as portas:</p>
<blockquote><p>Associou-se intensamente que lan house equivale à evasão  escolar. E deduziu-se que para combater a evasão escolar, basta  combater as lan houses. Como conseqüência disto produziu-se uma série  de leis pelo País que dificultam de sobremaneira a instalação formal do  negócio. O que acontece é que há uma demanda vertiginosamente crescente  pelo acesso à tecnologia, e ela produz a oferta que vemos, dessa forma,  como não há amparo na atuação legal a informalidade é majoritária. O  interessante é que é justamente nessa informalidade que predominam  todas as más praticas que a legislação pretende combater e como  conseqüência infeliz o aumento do número de pessoas formais que  encontram cada vez mais “cláusulas de barreira” à operação legal.</p></blockquote>
<p>Já existe regulamentações bem rígidas para  lan houses, e essas variam de acordo com o estado na qual se localizam. Em São Paulo, por exemplo, cada lan house deve manter uma database dos nomes e endereços dos usuários. No Paraná, um projeto de lei propõe que  <a href="http://0001coisas.blogspot.com/2009/06/lei-exigira-que-lan-house-filme.html">todas as pessoas assessando  computadores a partir de uma lan house sejam filmadas</a> e que os proprietários mantenham todas as gravações por dois anos. No estado do Amazonas, usuários menores de idade precisam de uma autorização por escrito de seus responsáveis para acessar um computador de lan houses. Um projeto de lei considera a  <a href="http://portalamazonia.globo.com/pscript/noticias/noticias.php?idN=93127">solicitação de identidade para todos os usuários</a>. <a href="http://kazuya-kun.com/2009/01/sobre-as-leis-de-regulamentao-de-lan.html">Luiz Rodrigo Silva de Souza</a>, um blogueiro de 14 anos que às vezes frequenta lan houses, comenta sobre a ineficácia dessas leis - talvez por estarem longe da realidade:</p>
<blockquote><p>Já deve ser a décima lei que fazem tentando regulamentar lan houses. Regulamentar não, proibir permitindo. Já tentaram <a href="http://forum.vscyber.com/viewtopic.php?f=41&amp;t=15647&amp;view=previous">proibir lan houses num raio de 1 km de escolas</a>, <a href="http://portalamazonia.globo.com/noticias.php?idN=58344&amp;idLingua=1">proibir as crianças de usar os computadores por mais de três horas seguidas e competições com prêmio em dinheiro</a>, e funcionou? (&#8230;)</p></blockquote>
<blockquote><p>O ideal é a criança estar na escola, não na lan house,  mas tirá-las de lá não é somente criar uma lei, se fosse assim, por que  também não cria uma lei que proíba crise econômica, cigarro e miguxês?  Está mas do que claro que estas medidas não vão tirar as crianças da  exploração e prostituição infantil, o máximo que vão conseguir é falir  as lan houses. Manter uma lan house legalizada em Manaus é inviável com  os <a href="http://kazuya-kun.com/2008/10/maldita-excluso-digital.html">custos de uma conexão banda larga por aqui</a>,  e com essas leis querem responsabilizá-las por um problema cujos  principais culpados são os responsáveis e a própria sociedade.</p></blockquote>
<div>
<dl id="attachment_98395" style="width: 410px;">
<dt><a href="http://baratasblog.blogspot.com/2008/12/melhor-lan-house-do-muundo.html"><img title="lan_house_humor" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/09/lan_house_humor.jpg" alt="In this upcoming lan house, the spelling has been adapted to 'lan rause' to help with the pronunciation in Portuguese" width="400" height="255" /></a> </dt>
<dd>Nessa lan house a ser inaugurada, a redação foi adaptada &#8220;lan  rause&#8221; para ajudar a pronúncia em português. Foto: Barata Blog</dd>
</dl>
</div>
<blockquote><p>Como podemos perceber, essa super &#8220;lan rause&#8221; ainda está passando  por reformas em seu prédio para que seja possível abrigar adequadamente  a grande multidão ansiosa para acessar internet de <span style="font-weight: bold;">1 Giga</span>!! Um espanto!! E ainda dizem que o Brasil é um país atrasado&#8230;</p>
<p><a href="http://baratasblog.blogspot.com/2008/12/melhor-lan-house-do-muundo.html">Barata Blog</a>, na legenda da foto acima</p></blockquote>
<p><strong>Inclusão social por meio de inclusão digital</strong></p>
<p>Existem mais de  90 mil lan houses no Brasil, ao mesmo tempo que o país conta com apenas <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/09/23/harvard-forum-markets-mobiles-and-the-ability-to-make-culture/"> 2 mil cinemas e  2.600 livraria</a><a href="http://globalvoicesonline.org/2009/09/23/harvard-forum-markets-mobiles-and-the-ability-to-make-culture/">s</a> [en]. Será que elas podem vir a ser um lugar não apenas limitado aos videogames ou atualização do orkut, ou até <a href="http://publius.cc/lan_houses_new_wave_digital_inclusion_brazil/091509">cidadania e serviços a cidadãos online</a> [en]? A pedagoga Rita Guarezi diz que as Lan Houses já desempenham um <a href="http://imasters.uol.com.br/artigo/14286/elearning/lan_house_como_alternativa_de_inclusao_educacional/">papel crucial na difusão da Educação à Distância</a>:</p>
<blockquote><p>Espalhadas pelo Brasil inteiro, as lan houses ganham  expressão ainda mais relevante nas regiões mais carentes, norte e  nordeste, onde são registrados os maiores índices de evasão escolar do  país. [&#8230;] Dentro desta realidade de crescimento constante de usuários  da internet e das lan houses, a Educação à Distância pela Internet  (e-learning) vai se firmando como um instrumento de auxílio no combate  à evasão escolar entre jovens, oferecendo as mais variadas opções para  quem quer complementar seus estudos, reciclar e aprimorar  conhecimentos. [&#8230;] Por tudo isso, podemos visualizar a lan house como  um espaço também de estudo. Acreditamos que a EAD pela Internet no  Brasil está intimamente ligada ao futuro das lan houses e suas novas  nuances. E as perspectivas são extremamente promissoras.</p></blockquote>
<p>E podem também vir a ser um espaço para cultura. A escritora <a href="http://simonecampos.blogspot.com/2009/09/o-ismar-tirelli-fez-essa-entrevista.html">Simone Campos</a> tem um projeto: aproveitar a popularidade das Lan Houses para  tornar o Brasil um país de leitores. Um de seus futuros projetos é uma  ficção interativa, usando a linguagem do videogame, que é bem mais  familiar para novas gerações que do que a do livro, para fazer  literatura:</p>
<blockquote><p>A lan house é o novo rendez-vous. Eu simplesmente tenho  que aproveitar isso. Pretendo plantar um vírus que transforme a lan  house em biblioteca.</p></blockquote>
<p><a href="http://gilgiardelli.wordpress.com/2009/01/18/corujao/ ">Gil Giardelli</a> vislumbra uma revolução:</p>
<blockquote><p>Nas periferias das megalópoles, o cool são as sessões de  lan house corujão R$ 6,00 passa a noite lá e pela manhã tem um belo  café!</p>
<p>Os garotos se socializam, os pais ficam tranquilos, os educadores se  preocupam e os terapeutas certamente terao mais pacientes em um futuro  próximo!</p>
<p>50% dos conectados no Brasil, estão nas lan houses! Como será esta  revolucao? Garotos antenados? Garotos solitários? Garotos com a  educação diferenciada? Economia e educação coletiva elevada ao cubo? Um  nova humanidade?</p></blockquote>
<div id="attachment_98617"><a href="http://pralerblog.blogspot.com/2009/04/lan-house-como-ponto-de-encontro-ponto.html"><img title="05_iluca_lanhouse" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/09/05_iluca_lanhouse1.jpg" alt="'Lã Rause', in an even more Brazilian spelling. Photo from PraLer Blog." width="400" height="323" /></a></p>
<p>&#8220;Lã Rause&#8221;, escrito de uma forma ainda mais abrasileirada. Foto (ou montagem) do Blog PraLer.</p></div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Tradutor da semana: Boukary Konaté, do Mali</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/11/tradutor-da-semana-boukary-konate-do-mali/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/11/tradutor-da-semana-boukary-konate-do-mali/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 23:38:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogueiros]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
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		<description><![CDATA[Boukary Konaté, de 31 anos, ensina francês e inglês em uma escola secundária em Bamako, capital do Mali. Ao entrar para o Global Voices Online, sua vida tomou um novo rumo. Ele agora está envolvido em projetos na web para promover sua língua materna, bambara, e para treinar comunidades da zona rural do Mali a usar a internet.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/claire-ulrich/">Claire Ulrich</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/09/06/translator-of-the-week-boukary-konate-in-mali/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img class="size-medium wp-image-92212" title="Boukary Konaté" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/photo-gv-Konate-Boukary-2-296x300.jpg" alt="Boukary Konaté" width="200" align="right" /><a href="http://globalvoicesonline.org/author/claire-ulrich/">Boukary Konaté</a> [fr], 31 anos, ensina francês e inglês em uma escola secundária em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bamako">Bamako</a>, capital do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mali">Mali</a>.</p>
<p>Fé, e muito trabalho, trouxeram o rapaz da zona rural do Mali a Bamako, onde descobriu e se apaixonou pela a World Wide Web.</p>
<p>Entrar para a equipe de tradutores do <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/09/06/translator-of-the-week-boukary-konate-in-mali/">Global Voices em Francês</a> [fr] abriu um novo horizonte para ele. Boukary agora está envolvido em vários projetos para promover sua língua materna, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_bambara">bambara</a>, na Web, e para trazer mais acesso à internet para a zona rural de Mali.</p>
<p>Se você estiver no lado do iPhone e da &#8220;sobrecarga de informação&#8221; do abismo digital, perceberá que Boukary tem uma história séria, inspiradora e até mesmo mágica para contar nesta entrevista.<br />
<strong> </strong></p>
<p><strong>P: Como você descobriu o Global Voices em Francêse decidiu fazer parte da equipe de tradutores?</strong></p>
<blockquote><p>Aconteceu em dezembro de 2008. Um dia, por volta das 8 horas da noite, eu estava sentado sozinho no meu quarto em Bamako, quando fui tomado pelo desejo de aprender mais. As seguintes palavras formaram-se em minha mente: &#8220;eu quero&#8221;. Estas são palavras poderosas para mim. Levantei-me, fui a uma internet café, reservei um computador e digitei: &#8220;Eu quero&#8221; na barra de pesquisa do Google. Consultei os resultados e encontrei o Global Voices en Français. No dia seguinte, me inscrevi como tradutor voluntário.</p></blockquote>
<p><strong>P: Sua aldeia natal, Sanogola-Bamoussobougou, não tem nem eletricidade quanto mais conexão à internet. Conte-nos um pouco sobre sua vida.</strong></p>
<blockquote><p>Eu sou o filho de Négué, um fazendeiro, e de Kane Djeneba, uma dona de casa. Cresci na fazenda, ajudando meus pais. Uma noite, estava pastoreando vacas com outras crianças quando conheci um homem na estrada, uma sargento. Sua motocicleta Suzuki tinha quebrado. Seu nome era Lassinè Traoré. Enquanto nós o ajudávamos, ele me perguntou se eu ia para a escola. Eu respondi &#8220;não&#8221;. Ele foi ver o meu pai e o aconselhou a me colocar para estudar. Voltou uma semanas após a outra, até que meu pai deu o seu consentimento. O sargento Traoré me disse: &#8220;Deixo você ali. Você tem agora o dever de se sair bem nos estudos para honrar a mim, e mais tarde para cuidar de si mesmo e dos seus pais&#8221;.</p>
<p>Passei seis anos andando seis quilômetros até a escola mais próxima até que me mudei para Bamako para entrar no ensino médio. Trabalhei de pedreiro e fiz bicos nos fins de semana para dar conta das despesas que a bolsa do governo não cobria. Minha mãe queria que eu fosse bem-sucedido na escola, ela fez tudo o que estava ao seu alcance. Fui para o magistério. Gostaria de ter ido para a universidade, mas não tenho condições para isso. Então aprendi por conta própria a usar um computador e a navegar em ciber-cafés em Bamako. A internet acalmou minha sede de conhecimento.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/toujourspassages/3816793899/"></a></p>
<div id="attachment_92213" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/toujourspassages/3816793899/"><img class="size-medium wp-image-92213" title="Boukary (left) and his father" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/Boukary-and-his-father-300x225.jpg" alt="Boukary (left) and his father in hunting gear" width="300" height="225" /><br />
</a></p>
<p class="wp-caption-text">Boukary (à esquerda) com seu pai e uma foto dele vestindo sua roupa de caçador. Foto: Toujours Pas Sages, no Flickr</p>
</div>
<p><strong> Q: Como é conexão à interent em Mali hoje em dia?</strong></p>
<blockquote><p>O Mali fez muito para promover novas tecnologias na administração desse governo, mas há muito a se fazer para conectar as pessoas, especialmente nas áreas rurais. O interesse em novas tecnologias é enorme, mas as pessoas não podem acessá-las. O custo de computadores pessoais, capacitação e conexão à internet são muito elevados. Um computador portátil novo custa o equivalente a seis meses de salário de um professor. Em Bamako, uma hora em um cyber café custa em torno de 500 francos CFA (1 dólar) ou até 1.000 francos CFA em cidades menores. Compare isto ao preço de um saco de 50kg de arroz, que é 17.500 francos CFA (cerca de US$ 38,00), é bem fora do alcance da maioria das pessoas.</p></blockquote>
<p><strong>Q: Você não apenas começou a blogar desde que se juntou ao Global Voices, o idioma do seu blog é Bambara!</strong></p>
<blockquote><p>Aconteceu porque o <a href="http://maneno.org/">Maneno.org</a>, uma plataforma de blogs para África co-fundada pela autora e tradutora do Global Voices <a href="http://globalvoicesonline.org/author/elia/">Elia Varela Serra</a> precisava de tradutores africanos. Falo e escrevo em bambara, a principal língua do Mali. Bambara possui fontes especiais [veja este <a href="http://toujourspassage.maneno.org/bam/articles/brw1251408479/">post</a>] e nenhum teclado. Nós resolvemos esse problema com um <a href="http://scripts.sil.org/cms/scripts/page.php?site_id=nrsi&amp;item_id=LegacyTTFKmn&amp;highlight=Mali">teclado virtual</a>. Eu localizei a plataforma em <a href="http://www.maneno.org/bam/home/">bambara</a> e abri meu blog, o <a href="http://fasokan.maneno.org/#">Fasokan</a>. Blogo em bambara e francês sobre o Mali, os problemas dos agricultores e os meus pensamentos.</p>
<p>Agora tenho uma grande vontade de promover as línguas africanas na Web, de modo que o povo africano possa se relacionar e compartilhar em todo o continente. Na área rural do Mali, muitas pessoas falam e aprendem a escrever apenas bambara na escola primária. Eu quero que elas sejam capazes de acessar a Web em bambara também.</p></blockquote>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 250px;"><strong><a href="http://www.flickr.com/photos/toujourspassages/3816759297/"><strong><img title="Toujours pas sage project, Mali" src="http://farm3.static.flickr.com/2493/3816759297_0300de2da1_m.jpg" alt="Boukary treina moradores de vilarejos em Mali a usar a internet. Foto: Toujours Pas Sages no Flickr" width="240" height="180" /></strong></a></strong></p>
<p class="wp-caption-text">Boukary treina moradores de vilarejos em Mali a usar a internet. Foto: Toujours Pas Sages no Flickr</p>
</div>
<p><strong>Q: Esse sonho se tornou realidade neste verão?</strong></p>
<blockquote><p>Meu sonho era trazer a internet para minha aldeia, para introduzir a minha família e os agricultores à web. Através da Global Voices em francês, eu conheci Albertine Meunier, que realiza oficinas de internet com os <a href="http://teatimewithalbertine.tumblr.com/">idosos na França</a>. Lançamos o projeto <a href="http://toujourspassage.tumblr.com/">Toujours Pas Sages</a> (Ainda Não Sábios) no Maneno, em francês e bambara. Graças à <a href="http://www.orangemali.com/decouvrez-orange/fondation.php">Fundação Orange Mali</a>, temos uma conexão de internet móvel para lugares remotos.</p>
<p>Com laptops e telefones com câmera doados, Albertine, sua amiga Caroline e eu treinamos crianças e adultos durante duas semanas em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9gou">Ségou</a> e minha aldeia sobre como usar o Google para encontrar informações, e como usar a web para fazer upload de fotos e vídeos digitais. Os aldeões ficaram tão surpresos que eles sabiam ler e escrever em bambara na Web! Foi um grande sucesso.</p>
<p>Meu pai é caçador e estava muito curioso sobre os caçadores na América e como eles caçam. No Google, ele finalmente descobriu como. E também aprendi que é possível para carregar um telemóvel com um dínamo preso a uma bicicleta. Agora, vamos tentar treinar os meus alunos em Bamako.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="300" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Ftoujourspassages%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Ftoujourspassages%2F&amp;user_id=39879513@N06&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="300" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Ftoujourspassages%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Ftoujourspassages%2F&amp;user_id=39879513@N06&amp;jump_to="></embed></object></p></blockquote>
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		<title>Vídeo: Perspectivas sobre Empreendedores Sociais Internacionais</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/05/video-perspectivas-sobre-empreendedores-sociais-internacionais/</link>
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		<pubDate>Sat, 05 Sep 2009 14:06:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
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		<description><![CDATA[Direto do GSBI, o Global Social Benefit Incubator [Encubadora Global de Benefícios Sociais, en] e do The Next Billion Blog [O blog do Próximo Milhão, en] vem uma série de vídeo-entrevistas de empreendedores sociais de toda a parte do globo que participam de um encontro para o GSBI nos EUA.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juliana-rincon-parra/">Juliana Rincón Parra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/09/03/video-perspectives-on-international-social-entrepreneurs/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="attachment_4238" class="wp-caption alignleft" style="width: 180px"><img class="size-full wp-image-4238 " title="gsbi" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/09/gsbi.JPG" alt="GSBI students" width="170" height="162" /><p class="wp-caption-text">Estudantes da GSBI</p></div>
<p>Direto da GSBI, a <em><a href="http://www.scu.edu/sts/gsbi/socialentrepreneurs/2009.cfm">Global Social Benefit Incubator</a></em> [Encubadora Global de Benefícios Sociais, en] e do<em> <a href="http://www.nextbillion.net/blog/2009/08/24/the-gsbi-video-blog-part-1-naemeka-ikegwuonu-from-nigeria">The Next Billion Blog</a></em> [O Blog do Próximo Bilhão, en] vem uma série de vídeo-entrevistas de empreendedores sociais de toda a parte do globo que participam de um encontro em que o editor Francisco Noguera considera ser um treinamento intensivo que conclui a Encubadora Global de Benefícios Sociais.</p>
<p>Mas o que é a GSBI? É assim que eles o denominam:</p>
<blockquote><p><span style="font-style: italic; font-size: small;">The Global Social Benefit Incubator (GSBI™) is the signature program of Santa Clara University&#39;s Center for Science, Technology and Society (CSTS).  It works with social entrepreneurs to empower them and their organizations and to overcome barriers to scale and impact.  Since 2003, 87 award-winning social enterprises have attended this program and become part of a growing network of path finding alumni for creating a more just and sustainable world.</span></p></blockquote>
<div class="translation">A Encubadora Global de Benefícios Sociais (GSBI<span style="font-style: italic; font-size: small;">™</span>) é um programa do Centro de Ciência, Tecnologia e Sociedade da Universidade de Santa Clara. O programa trabalha na capacitação de empreendedores sociais e suas organizações para superar barreiras visando sua ascenção e impacto nesse meio. Desde 2003, 87 empresas premiadas participaram deste programa e se tornaram parte de uma rede crescente de alunos que buscam o caminho para criar um mundo mais justo e sustentável.</div>
<p>A primeira pessoa entrevistada foi <em><a href="http://www.scu.edu/sts/gsbi/socialentrepreneurs/2009.cfm">Nnaemeka Ikegwuonu</a></em>, que dirige a <em>Smallholder Farm Rural Radio</em> na Nigéria, fornecendo aos fazendeiros pobres em comunidades rurais e isoladas uma rádio rural contendo informações sobre agricultura sustentável e desenvolvimento no idioma local. O melhor de tudo é que eles usam a rádio e a Internet para fornecer a informação e a empresa tem lucro.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/2MFg2hKWpyU&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/2MFg2hKWpyU&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><em><a href="http://www.nextbillion.net/blog/2009/08/25/the-gsbi-video-blog-part-3-yugandhar-mandavkar">Yugandhar Mandavkar</a></em> da organização indiana <em> <a href="http://www.grasp.org.in/">Grass Roots Action for Social Participation</a></em> também foi entrevistado, e falou sobre o projeto vertical de energia eficiente para fogões à lenha que isenta as mulheres indianas da necessidade de juntar grandes quantidades de lenha para cozinhar:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Yt0Ros_iKb0&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/Yt0Ros_iKb0&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><em><a href="http://www.nextbillion.net/blog/2009/08/26/the-gsbi-video-blog-part-4-manoj-sinha"> Manoj Sinha</a></em> também é da Índia, mas assume uma posição diferente em relação a energia de fácil acesso para comunidades rurais. A <em><a href="http://www.huskpowersystems.com/">Husk Power Systems</a></em> fornece um sistema  de  &#8220;pague-por-uso&#8221; para as comunidades ao prover energia diretamente das cascas de arroz. <a href="http://www.scu.edu/sts/gsbi/socialentrepreneurs/2009.cfm">De acordo com a GSBI</a> [en], &#8220;os sistemas da HPS eliminam mais de 190 toneladas de emissões de CO2 por cada vila anualmente, ao substituir a querosene, diesel e produção de metano por fontes renováveis&#8221;. O vídeo se encontra a seguir:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/h54OavIGSuo&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/h54OavIGSuo&amp;hl=es&amp;fs=1&amp;color1=0x234900&amp;color2=0x4e9e00" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Nepal: Assumindo o Desafio das Mudanças Climáticas</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/02/nepal-assumindo-o-desafio-das-mudancas-climaticas/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/02/nepal-assumindo-o-desafio-das-mudancas-climaticas/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 02 Sep 2009 15:52:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Governança]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Nepal]]></category>
		<category><![CDATA[South Asia]]></category>
		<category><![CDATA[Video]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Atualmente as mudanças climáticas são um tema recorrente no Nepal, à medida que estudos mostram que muitas pessoas no país estão passando fome devido às secas frequentes além do derretimento das geleiras que ameaçam milhões.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/bhumika-ghimire/">Bhumika Ghimire</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/09/01/nepal-taking-on-the-challenge-of-climate-change/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single">
<p>Atualmente as mudanças climáticas são um tema recorrente no Nepal, à medida que estudos mostram que muitas pessoas no país estão passando fome devido às secas frequentes além do derretimento das geleiras que ameaçam milhões. O país depende intensamente do turismo e da agricultura para sustentar sua economia, portanto as mudanças climáticas podem seriamente danificar ambos os setores.</p>
<p>A Oxfam International declarou em um <a href="http://en.cop15.dk/news/view+news?newsid=1989">relatório</a> [en] que &#8220;As mudanças dos padrões climáticos afetaram dramaticamente a produção de vegetais no Nepal, deixando os fazendeiros incapazes de se alimentar corretamente e os levando a dívidas.&#8221; <a href="http://www.sapkotac.blogspot.com/2009/09/climate-and-life-in-nepal-as-seen-by.html">Chandan Sapkota</a> [en], bolsista do Fundo Carnegie para Paz Internacional, também acredita que o efeito das mudanças climáticas no setor agrícola do Nepal necessita de atenção imediata:</p>
<blockquote><p>Late monsoon will decrease agriculture production, which is the backbone of the economy and more than 70 percent of the population depend on it for living. This will also have a huge impact on economic growth rate and per capita income.</p></blockquote>
<div class="translation">As monções diminuirão a produção agrícola, que é o suporte principal da economia e em que mais de 70% da população depende para viver. Isso também causará um grande impacto nos números de crescimento econômico e na renda per capita.</div>
<div id="attachment_4186" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-4186 " title="Nepal-glacier-640x480" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/09/Nepal-glacier-640x480.jpg" alt="Nepal - Island Peak (Imja Tse)- Impressive glacier icefall below peak, Image by Flickr user mckaysavage" width="400" height="300" /><p class="wp-caption-text">Nepal - Island Peak (Imja Tse)- Impressive glacier icefall below peak, Image by Flickr user mckaysavage</p></div>
</div>
<p>As mudanças climáticas também trazem impactos sérios à pura cordilheira do Himalaia no Nepal e às comunidades da região. Phil Butler, em <em><a href="http://www.pamil-visions.net/melting-glaciers-of-nepal/24900/">Pamil Visions</a></em> [en] nota os perigos das geleiras em derretimento no Himalaia. De posse de imagens via satélite, ele postou uma análise profunda das geleiras em perigo e do aumento dos lagos glaciais para mostrar a urgência da situação.</p>
<blockquote><p>“These high glacial lakes (..) have risen in some cases by as much as 45 percent. Satellite imagery reveals without a doubt, severe melting of these crucial glaciers, still further evidence that global climactic change is proceeding at an accelerated rate. Hundreds of millions of people in the region that depends on the water from these glaciers will be negatively effected in way we cannot envision or predict accurately.”</p></blockquote>
<div class="translation">Estes lagos glaciais (&#8230;) aumentaram o nível em alguns casos na ordem de 45%. As imagens de satélite revelam, sem dúvida, derretimentos graves destas geleiras cruciais, ainda mais uma evidência de que a mudança climática global prossegue em um nível acelerado. Centenas de milhares de pessoas na região que dependem da água destas geleiras serão afetadas negativamente de um modo que não podemos visionar ou prever com exatidão.</div>
<p>O &#8220;derretimento&#8221; do Nepal motivou muitas organizações internacionais de meio ambiente a ver essa questão com seriedade, embora o governo de Kathmandu ainda hesita quando se trata de planejamento em longo prazo no que concerne as mudanças climáticas.</p>
<p>Este <a href="http://www.youtube.com/v/wM9GUv8s8sE">vídeo</a> da <em>WWF (World Wildlife Fund)</em> mostra o impacto das mudanças climáticas aos aldeões e no ecossistema de uma vila nas montanhas do Nepal.<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="450" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/wM9GUv8s8sE&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="450" height="344" src="http://www.youtube.com/v/wM9GUv8s8sE&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>O <em>Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado da Montanha</em> (ICIMOD, na sigla em inglês) em parceria com a <a href="http://www.unep.org/">UNEP</a> e a <a href="http://www.apnic.net/home">Rede do Pacífico da Ásia</a> (APNIC) <a href="http://www.youtube.com/v/NFpPQF0OD30">divulgou este vídeo</a> para mostrar o impacto das mudanças climáticas nas geleiras do Nepal.<br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="450" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/NFpPQF0OD30&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="450" height="344" src="http://www.youtube.com/v/NFpPQF0OD30&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Deixando de lado a inatividade do governo do Nepal, trabalhos de organizações internacionais como a WWF e ICIMOD estão começando a surtir efeito na consciência do país. Vários grupos de cidadãos e jovens estão sendo formados por todo o país para conscientizar outros a respeito das mudanças climáticas.</p>
<p>A <em><a href="http://nepaleseyouthforclimateaction.wordpress.com/about/">Juventude Nepalês para Ação Climática</a></em> [en] é um dos grupos. Eles clamam por ideais mais rigorosos na emissão mundial de poluentes, encorajamento de um desenvolvimento sustentável ao enfatizar a indústria e conhecimento indígenas, mobilização para investimentos em energia limpa e busca por mais conscientizaçao sobre o tema.</p>
<p>Há também esforços para prover treinamento e recursos para aumentar a causa da ação contra mudanças climáticas no setor privado. <em>Bhajumahesh</em> <a href="http://bhajumahesh.wordpress.com/2009/08/30/climate-change-and-multimedia-communication-workshop-2009/">relata</a> [en] que um workshop de oito dias na Ásia Meridional (entre 17 de agosto a 24 de agosto de 2009) foi organizado pela <em>PANOS South Asia-PSA</em> para:</p>
<blockquote><p>build the capacity of media and other communication practitioners on climate change issues and the role of communications by applying ICTs for local content development, networking, knowledge sharing, to enable them to produce multimedia local contents on climate change communications in South Asia.</p></blockquote>
<div class="translation">construir a capacidade de mídia e outros profissionais de comunicação  sobre questões referentes às mudanças climáticas e o papel da comunicação ao aplicar as Tecnologias de Informação e Comunicação para o desenvolvimento de conteúdo local, de uma rede de contatos, compartilhamento de conhecimento, para capacitá-los a produzir conteúdo multimídia local sobre informações no que tange as mudanças climáticas na Ásia Meridional.</div>
<p>Na medida em que o governo do país está repleto de disputas políticas, o setor privado nepalês e muitos cidadãos comuns estão conduzindo a responsabilidade das ações sobre as mudanças climáticas, mostrando o poder da população.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Porto Rico: &#8220;Assim é a Vida&#8221;</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/01/porto-rico-assim-e-a-vida/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/01/porto-rico-assim-e-a-vida/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 16:54:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Puerto Rico (U.S.)]]></category>
		<category><![CDATA[Spanish]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=4121</guid>
		<description><![CDATA[O diretor executivo do projeto governamental Portal do Futuro defendeu a construção de um mega resort de luxo ao dizer às comunidades vizinhas que eles não teriam acesso a esse tipo de projeto porque "assim é a vida". Blogueiros porto-riquenhos respondem às suas indagações.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/firuzeh-shokooh-valle/">Firuzeh Shokooh Valle</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/28/puerto-rico-such-is-life/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single">
<p>O diretor executivo do projeto governamental <a href="http://portaldelfuturo.com/index_ing.html">Portal del Futuro</a> (criado para organizar os planos de redesenvolvimento para as terras da antiga <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Roosevelt_Roads_Naval_Station">Base Naval Americana de Roosevelt Roads</a>, na zona leste de Porto Rico) defendeu a construção do mega <em>resort</em> de luxo <a href="http://foro.univision.com/univision/board/message?board.id=puertorico&amp;message.id=282382">Riviera del Caribe</a> em uma área das terras da base americana dizendo aos moradores de comunidades vizinhas que eles tinham de perceber que não teriam acesso a esse tipo de projeto porque &#8220;assim é a vida.&#8221; Jaime González fez tal declaração em um fórum com os habitantes no mês passado, (a maioria desses habitantes moram em comunidades com desvantagam econômica e social) e chamou bastante atenção, ao ponto que um vídeo sobre o caso foi postado no <a href="http://www.youtube.com/">YouTube</a>.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="450" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/sOK5dweZEaQ&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="450" height="344" src="http://www.youtube.com/v/sOK5dweZEaQ&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>González <a href="http://www.vocero.com/noticia-29791-se_queda_en_la_riviera_del_caribe.html">disse</a> que suas palavras foram tiradas do contexto, mas também reconheceu que pode ter sido ofensivo e insensível com os habitantes da zona leste da ilha. O governador de Porto Rico, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Luis_Fortu%C3%B1o">Luis Fortuño</a> [en], <a href="http://www.elnuevodia.com/destituidodirectorderivieradelcaribe-608590.html">demitiu</a> González, embora tenha dito que não faria isso. Para entender ao que os blogueiros porto-riquenhos estão reagindo, segue algumas das palavras de González:</p>
<blockquote><p>Vamos a hacer unas tiendas, que algunas de las tiendas tendrán productos que no los van a poder comprar, pues ‘such is life’. No todo el mundo ha sido tan agraciado. Pero no hay exclusión aquí de nadie (…) Y el que no tiene ni siquiera 50 chavos pa’ comprarse un límber por lo menos puede disfrutar de caminar libre de costo por esos paseos peatonales frente al mar y ver los cruceros llegar y ver a los pasajeros, los pasajeros con chavos, bajarse del crucero y verlos meterse en las tiendas y verlos comprando cosas caras y al que le cree eso complejo, pues lo siento mucho por ustedes, porque la vida es así, no todo el mundo nació tan agraciado…</p></blockquote>
<div class="translation">Construiremos algumas lojas que venderão produtos que vocês não podem comprar. Bem, assim é a vida. Nem todos são afortunados. Mas não há exclusão nisso&#8230; E a pessoa que não tem 50 centavos para comprar um límber (uma sobremesa típica de Porto Rico), ao menos pode aproveitar e passear na orla do mar e ver os cruzeiros chegarem, e os passageiros, aqueles com dinheiro; pode vê-los sair dos cruzeiros e irem às lojas para comprar coisas caras. Quem tiver complexo de inferioridade por causa disso, bem, sinto pena por vocês&#8230; assim é a vida. Nem todos são bem afortunados&#8230;</div>
<p>Erika Fontánez <a href="http://poderyambiente.blogspot.com/2009/08/such-is-life.html">escreve</a> em <em>Poder, Espacio y Ambiente</em> [es]:</p>
<blockquote><p>Estas comunidades han estado batallando para que los terrenos de Ceiba respondan a aliviar el abandono que han tenido por décadas, a propiciar verdaderos proyectos de desarrollo para lograr mejorar su calidad de vida y atender sus necesidades. Después de todo, estas comunidades han sido las que han sufrido por décadas la falta de recursos, como por ejemplo el agua, y la pobreza producto de que su territorio ha respondido a fines militares. Ahora con el cierre de la base, luego de que los movimientos civiles lograran desmilitarizar el área, ven una ventana para que se les haga justicia, pero el gobierno, tanto el central como el municipal tienen otros planes: el llamado “Plan del Portal”que dirige quien vergonzozamente les habló. Nuevamente se les da la espalda. Este funcionario les dice que si son pobres…pues, “Such is life”.</p></blockquote>
<div class="translation">Estas comunidades vêm lutando para que o desenvolvimento das terras de Ceiba diminuam o abandono que eles sofreram por décadas, para promover projetos de desenvolvimento que respondam às suas necessidades de modo que possam viver vidas melhores. Afinal, são comunidades que sofreram por décadas de falta de recursos, como água, e vivem na pobreza causada pelo uso militar daquelas terras. Após a base ter sido fechada, e o movimento civil ter alcançado a desmilitarização da área, eles finalmente viram uma janela de oportunidade que poderia lhes trazer justiça, mas o governo, central e municipal, tem outros planos: o chamado &#8220;Plano do Portal&#8221; dirigido pela pessoa que falou com os moradores tão vergonhosamente. Mais uma vez eles foram abandonados. Este funcionário do governo os disse que, se eles são pobres&#8230; bem, assim é a vida.</div>
<p>Em <a href="http://enredos.net/tinta/"><em>Tinta Digital</em></a> [es], Eugenio Martínez Rodríguez <a href="http://enredos.net/tinta/la-arrogancia-hecha-persona-en-jaime-gonzalez/">comenta</a>:</p>
<blockquote><p>Lástima que este nuevo gobierno con el ñe ñe né venga a desarticular la única propuesta social que pienso que tiene potencial en la actualidad: los movimientos de autogestión comunitaria que han logrado combinar esfuerzos de líderes de base, intelectuales de la academia y hasta grandes empresas privadas. Primero Río Piedras, después el Caño, ahora Ceiba. La tendencia es clara.</p></blockquote>
<div class="translation">É uma lástima que, com sua &#8220;conversinha&#8221;, o novo governo desmanchou os únicos projetos sociais que eu acreditava terem o maior potencial atualmente: movimentos populares auto-suficientes que foram capazes de combinar esforços de líderes comunitários, acadêmicos, e até mesmo do setor privado. Primeiramente Río Piedras, então el Canõ, e agora Ceiba. O padrão é claro.</div>
<p>A blogueira Angelica Giselle <a href="http://angelicucu.blogspot.com/2009/08/como-nos-aplastan.html">diz</a> [es] ter se sentido envergonhada:</p>
<blockquote><p>Me apena, me da verguenza y me siento sumamente indignada por estas expresiones. Cómo es posible que entre nosotros mismos, los puertoriqueños, nos aplastemos mutuamente??? Es una falta de respeto hacia los recidentes de Ceiba y hacia la comunidad pobre de este país lo que el Sr.González dijo. Aunque más tarde pidió disculpas por sus expresiones me molesta. Me molesta que hablemos así y que nos despreciemos de esa manera. Yo como puertoriqueña no puedo quedarme callada y dejar de informarle a las personas lo que este gobierno quiere hacer poco a poco. Quieren ir privatizando todo y cada vez ir echando a los pobres a un lado. Porque en vez de crear cosas para los millonarios, no se ponen a crear centros públicos para que la comunidad pobre tenga sitios de entretenimiento gratuito??</p></blockquote>
<div class="translation">Essas expressões me deixam triste, envergonhada, e extremamente indignada. Como é possível que nós, porto-riquenhos, pisemos uns aos outros dessa forma? O que o Sr. González disse é uma falta de respeito para com os habitantes de Ceiba e das comunidades pobres desse país, mesmo que ele tenha se desculpado posteriormente. Incomoda-me que falemos uns aos outros e nos desprezemos dessa forma. Enquanto porto-riquenha, não posso me calar e deixar de informar as pessoas o que esse governo quer fazer aos poucos: eles querem privatizar tudo e marginalizar os pobres. Porque não criam espaços públicos para as comunidades pobres de modo que tenham espaços livres de lazer em vez de criar coisas para milionários?</div>
<p>Em <a href="http://blogjulioriverasaniel.blogspot.com/"><em>Blogueando</em></a> [es], o jornalista Julio Rivera Saniel também expressou sua <a href="http://blogjulioriverasaniel.blogspot.com/2009/08/no-es-suficiente-una-disculpa.html">opinião</a> sobre o incidente:</p>
<blockquote><p>Las declaraciones de González han abierto de par en par las puertas a las ideas que son la raíz misma de las actuaciones de estos funcionarios. Los pobres son prescindibles si sus terrenos son necesarios para promover capital privado. Y como esa parece ser la máxima del gobierno, la disculpa es solo un tiro al aire para desviar la atención.</p></blockquote>
<div class="translation">As declarações de González abriram as portas para as ideias que representam o fundamento das ações dos oficiais. Os pobres são dispensáveis se suas terras forem necessárias para promover a privação do capital. E, desde que esse parece ser o objetivo do governo, suas desculpas são somente um tiro para o alto com o intuito de desviar a atenção do público.</div>
<div>Talvez o que esquenta a discussão é o fato que Jaime González fez suas indagações em um período de difuldades para a ilha. O secretário de desenvolvimento econômico, José Pérez Riera, recentemente <a href="http://www.vocero.com/noticia-24964-prez_riera_proclama_al_sector_privado_dueo_de_pr.html">declarou em público</a> que o setor privado &#8220;domina Porto Rico.&#8221; Há ainda uma ação de despejo para remover 200 famílias da comunidade de <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/08/11/puerto-rico-the-battle-over-public-lands/">Villas del Sol</a> [en] em Toa Baja. O governo desconsiderou o projeto inovador de posse coletiva da terra,  <a href="http://www.martinpena.org/">Fideicomiso de Tierras del Caño Martín Peña,</a> criado pela comunidade (o caso está na justiça). E, mais recentemente, vários <a href="http://www.youtube.com/watch?v=gTMfbzK5MS8">tumultos</a> aconteceram nas ruas de Río Piedras (onde se situa o <a href="http://www.uprrp.edu/">campus principal da Universidade de Porto Rico</a>) quando as forças especiais da polícia chegaram após a meia-noite para deter estudantes que bebiam ilegalmente na rua. A polícia usou <a href="http://www.vocero.com/noticia-29554-actualizacin_varios_heridos_en_motn_en_ro_piedras.html">gás lacrimejante</a> nos <a href="http://www.prensacomunitaria.com/politica/546-qsomos-jovenes-no-criminales.html">estudantes</a>, que responderam com gritos e lançando objetos contra os policiais.</div>
<div class="notes"><small> </small></p>
<div><small><em>A imagem usada como  thumbnail neste post, &#8220;<a href="http://www.flickr.com/photos/felinux/2034210352/">Assim é a vida</a>&#8221; é de autoria de Felinux - Cogito ergo boom!, usada <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.0/deed.en">sob uma licença Creative Common</a>s. Visite a <a href="http://www.flickr.com/photos/felinux/">galeria Flickr do Felinux</a>.</em></small></div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
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		<title>Hong Kong: Morra por favor, Donald Tsang!</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/05/20/hong-kong-morra-por-favor-donald-tsang/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/05/20/hong-kong-morra-por-favor-donald-tsang/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 20 May 2009 06:23:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[Chinese]]></category>
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		<description><![CDATA[Na semana passada, o público ficou ultrajado com o comentário feito pelo Chefe do Executivo de Hong Kong, Donald Tsang, a respeito do Massacre da Praça da Paz Celestial (conhecido na China como "O Incidente de 4 de Junho") durante uma sessão do Conselho Legislativo, realizada no dia 13 de maio. Oiwan Lam nos conta mais sobre o incidente.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/oiwan/">Oiwan Lam</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/05/18/hong-kong-donald-tsang-please-die/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Na semana passada, o público ficou ultrajado com as declarações feitas pelo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Chefe_do_Executivo_de_Hong_Kong">Chefe do Executivo</a> de Hong Kong, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Donald_Tsang">Donald Tsang</a>, a respeito do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Protesto_na_Pra%C3%A7a_da_Paz_Celestial_em_1989">Massacre da Praça da Paz Celestial</a> (conhecido na China como &#8220;O Incidente de 4 de Junho&#8221;) durante uma sessão do Conselho Legislativo, realizada no dia 13 de maio. Quando perguntado a respeito de sua opinião pessoal sobre a defesa do movimento estudantil de 4 de Junho, ele respondeu:</p>
<blockquote><p>I understand Hong Kong people’s feelings about June 4, but the incident happened many years ago. The country’s development in many areas has since achieved tremendous results and brought economic prosperity to Hong Kong. I believe Hong Kong people will make an objective assessment of the nation’s development.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Eu entendo os sentimentos do povo de Hong Kong a respeito do 4 de Junho, mas o incidente aconteceu a muitos anos atrás. O desenvolvimento do país em muitas áreas atingiu resultados espantosos desde então, e trouxe prosperidade econômica para Hong Kong. Eu acredito que o povo de Hong Kong fará uma reflexão objetiva sobre o desenvolvimento da nação.&#8221;</div>
<p>Ele então afirmou que sua opinião representava a opinião do público geral, o que causou ainda mais críticas, uma vez que ele não foi eleito pelo povo de Hong Kong. O blogue <em>EastSouthWestNorth (ESWN)</em> [en] traduziu uma pesquisa do site <em>HKU POP</em> [en] que aponta que mais de 58% das pessoas responderam que o governo chinês estava errado na repressão do manifesto na Praça da Paz Celestial, embora a maioria tenha também afirmado que as condições de direitos humanos no país tenham melhorado nos últimos 3 anos. (Para detalhes sobre o incidente e sobre as pesquisas, acesse o <a href="http://www.zonaeuropa.com/200905b.brief.htm#008">ESWN</a> [en]).</p>
<p>Como o público se sentiu a respeito do comentário de Donald Tseng? <a href="http://www.youtube.com/watch?v=qiV0qSgfFeM&amp;feature=player_embedded">Este vídeo musical</a>, entitulado &#8220;Donald Tseng, Please Die&#8221; (&#8221;Morra por favor, Donald Tseng&#8221;) [en], que foi visto por mais de 30 mil pessoas durante o fim de semana, reflete vividamente o sentimento do público:</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/qiV0qSgfFeM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/qiV0qSgfFeM&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<blockquote><p>Donald Tsang, please die<br />
我哋實上街 (translation: we will definitely take on the street to protest)<br />
Donald Tsang, please die<br />
When will you be fired?</p></blockquote>
<div class="translation">
<p>&#8220;Donald Tseng, morra por favor<br />
我哋實上街 (tradução: nós definitivamente iremos continuar protestando nas ruas)<br />
Donald Tsang, morra por favor<br />
Quando é que você será demitido?&#8221;</p></div>
<blockquote><p>假設donald今日你俾人斬左隻手<br />
二十年後嗰個人發咗達又做埋特首<br />
你會否因為佢嘅成就<br />
然後叫自己不要追究？</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Imagine que hoje sua mão foi amputada por alguém, Donald<br />
Vinte anos depois este alguém se tornou Chefe do Executivo<br />
Você iria parar de procurar justiça por conta do sucesso dele?<br />
Pergunte a si mesmo, você deixaria de procurar justiça?&#8221;</div>
<blockquote><p>Donald Tsang, please die<br />
我哋實上街 (translation: we will definitely take on the street to protest)<br />
Donald Tsang, please die<br />
We’re all poor guys</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Donald Tsang, morra por favor<br />
我哋實上街 (tradução: nós definitivamente iremos continuar protestando nas ruas)<br />
Donald Tsang, morra por favor<br />
Nós somos todos pobres&#8221;</div>
<blockquote><p>董建華雖然做野係渣<br />
但係良心都唔會好似你咁差<br />
你任內最驕人既成就<br />
就係強化市民對民主嘅要求</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tung_Chee-Hwa">Tung Chee Hwa</a> (ex-Chefe do Executivo) foi ruim em sua atuação<br />
Mas a sua consciência é melhor que a sua.<br />
O que você conseguiu no seu mandato<br />
Foi o aumento da demanda popular por democracia.&#8221;</div>
<blockquote><p>Donald Tsang, please die<br />
When will you die?<br />
Donald Tsang, please die…<br />
When will you be fired?</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Donald Tsang, morra por favor<br />
Quando é que você vai morrer?<br />
Donald Tsang, morra por favor&#8230;<br />
Quando é que você vai ser demitido?&#8221;</div>
<p>A música foi escrita por Ah P e é tocada por uma banda chamada My Little Airport.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Angola: Papa é recebido pela maior multidão da viagem à África</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/23/angola-papa-e-recebido-pela-maior-multidao-da-viagem-a-africa/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Mar 2009 17:35:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Angola]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
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		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[Sub-Saharan Africa]]></category>
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		<description><![CDATA[O ponto alto da visita de Papa Bento XVI a Angola foi uma missa a céu aberto nesse domingo, quando quase um milhão de pessoas provenientes de todas as províncias angolanas e de outros países africanos vieram a Luanda assistir a missa realizada em Cimangola, na periferia de Luanda. Os blogueiros escrevem sobre as mensagens do Papa nessa primeira peregrinação à África, e também sobre os retoques feitos em Luanda para receber Bento XVI.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/clara-onofre/">Clara Onofre</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/22/angola-pope-is-greeted-by-the-largest-crowd-of-his-african-tour/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-2410" title="papa-e-zedu" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/papa-e-zedu.jpg" alt="papa-e-zedu" width="400" height="266" /></p>
<h5 style="text-align: center;">Papa Bento XVI é recebido em Luanda pelo presidente angolano José Eduardo dos Santos. Foto: <a href="http://diariodaafrica.blogspot.com/2009/03/bento-e-zedu.html">Diário da África</a>, usada com permissão do autor.</h5>
<p>O ponto alto da visita de Papa Bento XVI a Angola foi uma missa a céu aberto nesse domingo, quando quase um milhão de pessoas provenientes de todas as províncias angolanas e de outros países africanos vieram assistir a cerimônia, realizada em Cimangola, na periferia de Luanda. Bento XVI foi recebido em Angola pela maior multidão dessa viagem à África, com muitos cruzando o país para receber sua benção na tradicional missa de domingo. Depois da missa, o Papa era aguardado para a visita a um Centro de Defesa das Mulheres, em Luanda.</p>
<p><em><a href="http://maissempremais.blogspot.com/2009/03/mensagem-ii.html">Helder de Souza</a></em> ficou impressionado com a demonstração de fé do povo angolano:</p>
<blockquote><p>Deve ser da presença do Papa em Luanda. A força e o entusiasmo do povo angolano manifestados durante a visita do Santo Padre impressionam-me. São aos milhares e milhares, pelas ruas dos percursos de Bento XVI, a manifestarem a sua alegria e o seu agradecimento pela visita. Mas impressiona-me também a capacidade de organização dos angolanos. As pessoas estão vestidas de branco, usam bonés com a efígie do Papa, escuteiros aos milhares vindos de todo o país, mulheres de todas as províncias, como que a quererem dizer que Angola agradece, na pessoa do apóstolo, a paz que está a viver.</p></blockquote>
<p>Infelizmente, ocorreu uma tragédia. Duas pessoas morreram pisoteadas e várias ficaram feridas  no sábado, em uma correria na entrada de um estádio onde milhares de jovens mais tarde ouviram o Papa. Há relatos de que houve mais pessoas feridas quando o Papa chegou na sexta. Antes da missa de domingo, o Papa Bento ofereceu suas condolências às famílias das vítimas.</p>
<p><span class="verdana11">Nas mensagens que dirigiu à nação nos três dias de visita, o pontifício criticou a corrupção</span>, pediu que Angola lute contra a pobreza, solicitou aos líderes africanos que permitam uma maior liberdade de imprensa, condenou o aborto e a <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/01/18/angola-aumento-da-violencia-domestica-ou-da-conscientizacao/">violência contra mulheres</a> na África e pediu aos católicos para <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/11/26/angola-criancas-de-6-anos-sao-acusadas-de-feiticaria/">afastarem-se da feitiçaria</a>, um culto que surgiu no país nos últimos anos. <em><a href="http://hilceliafalcao.wordpress.com/2009/03/21/empurra-empurra-papal/">Hilcelia Falcão</a></em> acompanhou as notícias:</p>
<blockquote><p>Até agora, nada de novas polêmicas. E o clima tem sido de festa entre os angolanos neste segundo dia de visita de Bento XVI.</p>
<p>Depois da chegada, ontem, no aeroporto, com o povo espremido para disputar espaço na concorrida passagem de Ratzinger por Luanda, recebeu as boas vindas do presidente José Eduardo dos Santos e discursou pedindo justiça social e o fim da corrupção. Exortou angolanos, praticantes do animismo, a abandonarem a feitiçaria. E foi só.</p>
<p>Na agenda de cerimônias religiosas, houve missa na Igreja de São Paulo, onde foi ovacionado pelos fiéis. À tarde, foi a vez do encontro com os jovens no Estádio dos Coqueiros, com direito a empurra-empurra e muita gente passando mal.</p></blockquote>
<p><strong>Preparativos - Luanda é maquiada</strong></p>
<p>Mais do que a mensagem do Papa em si, os blogueiros angolanos se ocuparam com a maquiagem em tempo recorde aplicada a Luanda, apenas alguns dias antes da chegada do Papa. <em><a href="http://afonsoloureiro.net/blog/?p=2290">Afonso Loureiro</a></em> tira fotos da cidade por trás das cenas e comenta:</p>
<blockquote><p>A torre que fica em frente ao antigo Hotel Katekero foi pintada de amarelo casca d’ovo e vermelho tijolo. Para receber o Papa, dizem. O contraste entre os dois edifícios é abissal, porque o hotel continua com o aspecto de que não vê obras de conservação há décadas. Parece que o Papa só precisa de ver o que está em frente e o Hotel fica fora de vista. É pena que sejam só obras de fachada.</p>
<p><a href="http://afonsoloureiro.net/blog/?p=2290"><img class="aligncenter size-full wp-image-63455" title="blog-mar09-10" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/blog-mar09-10.jpg" alt="blog-mar09-10" width="486" height="324" /></a></p>
<h5 style="text-align: center;">Foto de <a href="http://afonsoloureiro.net/blog/?p=2290">Afonso Loureiro</a>, usada com permissão do autor</h5>
</blockquote>
<p><em><a href="http://conversa2.blogspot.com/2009/03/o-papa-em-angola.html">Helena Araújo</a></em> comenta a notícia de que o Papa decidiu rezar uma missa em uma parte da cidade que não estava inicialmente nos planos, e por isso não tinha sido reparada:</p>
<blockquote><p>Arranjaram-se as ruas de Luanda por onde o Papa ia passar.</p>
<p>Pintaram-se as fachadas das casas - ou as traseiras, nos casos em que era essa a parte da casa que se via da rua.</p>
<p>Distribuiu-se água, para o Papa não ver pelas ruas pessoas com baldes de água à cabeça.</p>
<p>O clero, que “é esperto, e já é esperto há muitos anos”, como me contaram a rir, resolveu que a missa solene havia de ser feita num dos bairros degradados da cidade.</p>
<p>À luz destes acontecimentos, atrevam-se agora a dizer que a presença da Igreja Católica em África não é positiva…</p></blockquote>
<p>Na véspera da chegada de Bento XVI, a blogueira do <a href="http://meninadeangola.blogspot.com/2009/03/papa-bento-xvi.html"><em>Menina de Angola</em></a> também escreve sobre as mudanças que rapidamente tomaram conta de Luanda:</p>
<blockquote><p>“Se o trânsito de Luanda já é caótico normalmente, imagine com a Santidade por estas bandas. Várias ruas serão fechadas e todo o aparato de segurança vai estar de plantão. Dizem as más línguas que na ultima visita de um Papa em 1992, a guerra explodiu logo após a sua saída. Mas a gente sabe que isso é maldade do povo, não é?.</p>
<p>Enquanto a cidade se engalana para receber Bento XVI, outros bloguers nacionais vão deixando as suas opiniões acerca da igreja católica, nomeadamente em questões como a Sida e a presença do Papa na capital.”</p></blockquote>
<p>Em relação a isso, o blogueiro de <em>Parem o Mundo Quero Sair </em>aproveita a oportunidade para <a href="http://luandauige.blogspot.com/2009/03/onde-anda-o-bom-senso-do-papa.html">criticar algumas das posições</a> do Vaticano depois de comentários <a href="http://www.agenciaaids.com.br/site/noticia.asp?id=11771">muito conservadores feitos pelo Papa no início da viajem</a> de que a  SIDA “não pode ser resolvida com a distribuição de preservativos, que inclusive agrava os problemas”:</p>
<blockquote><p>“Na África subsaariana, cerca de 25 milhões de pessoas estão actualmente infectadas com o vírus do HIV – 70% do número total de doentes no mundo. O vírus afecta 5% da população adulta e já deixou órfãs cerca de 11 milhões de crianças, contudo este senhor resolve apregoar por terras africanas que o uso do preservativo agrava a propagação da doença. Para mim, a partir deste momento, o senhor Papa passa a ser responsável por umas quantas mortes que venham a acontecer futuramente, pois infelizmente, existem muitos católicos em terras africanas que não duvido, sigam à risca os conselhos de Sua Santidade”.</p></blockquote>
<p><a href="http://pululu.blogspot.com/2009/03/papa-de-visita-africa.html"><em>Eugénio Costa Almeida</em></a> escreve sobre o fato de que Luanda foi a única cidade angolana a receber o Papa:</p>
<blockquote><p>“Apesar de ser uma visita a convite do Presidente Eduardo dos Santos, vai recordar os 527 anos da evangelização de Angola e o facto de, Angola ter sido o primeiro país subsaariano a ser evangelizado. Ora se o assunto principal é a celebração da evangelização porque é que o Papa só fica por Luanda e não se desloca a Mbanza Congo, a capital do Reino do Congo, cidade onde se iniciou a evangelização do território que deu Angola? Tal como não vai ao Santuário da Nª Senhora da Muxima nem ao da Senhora do Monte, no Lubango. E já nem falo a outras partes do país. Parece que continua a haver quem ache que Angola é só Luanda e o resto é só beleza paisagística e faunística ou coutada de minas…</p>
<p>Porque só saindo das capitais o Papa Bento XVI poderá fazer jus à visita papal: “Abraçar África nas suas Mil Diferenças”.</p></blockquote>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: left;">Quanto a esses problemas, o representante do Vaticano D. Angelo Becciu respondeu: “Temos de compreender bem que o Santo Padre já tem a sua idade e não tem a possibilidade de ir a outras províncias&#8221;.</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://afonsoloureiro.net/blog/?p=2241"><img class="size-full wp-image-63495 aligncenter" title="huambo-20090203122232s1278212-e01574391-18" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/huambo-20090203122232s1278212-e01574391-18.jpg" alt="huambo-20090203122232s1278212-e01574391-18" width="477" height="318" /></a></p>
<h5 style="text-align: center;">Foto  de <a href="http://afonsoloureiro.net/blog/?p=2290">Afonso Loureiro</a>, usada com permissão do autor</h5>
<p><a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/22/o-papa-em-camaroes-1-a-controversia-da-faxina-em-yaunde/">Depois de visitar Camarões</a>, o Papa Bento XVI chegou em  Luanda na sexta-feira 20 de março para uma visita de 3 dias que finaliza o tour da África. Ele volta a Roma na manhã dessa segunda-feira. Essa foi a primeira visita papal a Angola desde 1992, quando seu predecessor João Paulo II veio pedir o fim da guerra civil (1975-2002). Acredita-se que mais de 60% angolanos sejam Católicos, sendo que a religião foi introduzida no país por missionários portugueses no século XVI.</p>
<div class="contributors"><a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a> colaborou com a redação e traduziu esse artigo.</div>
</div>
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		<title>O Papa em Camarões (1): A controvérsia da faxina em Yaundé</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Mar 2009 22:57:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O papa Bento XVI visita Camarões entre 17 e 20 de Março de 2009. Este fato fez com que o governo tomasse medidas radicais de limpeza, o que causou muita controvérsia na blogosfera camaronesa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/george-esunge-fominyen/">George Esunge Fominyen</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/17/the-pope-in-cameroon-1-yaounde-clean-up-controversy/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>O papa Bento XVI visita Camarões entre 17 e 20 de Março de 2009. Este fato fez com que o governo tomasse medidas radicais de limpeza, como descrito pelo blog de <a href="http://grietandthorsten.blogspot.com/2009/03/long-awaited-visit-of-pope.html">Griet,Thorsten, Jara e Lisa</a> [en]:</p>
<blockquote><p>1 All small shops, houses, vendor&#39;s stalls that don&#39;t look nice enough are being destroyed with a large caterpillar. The truck comes by, looks at your stall/house/whatever and if the driver doesn&#39;t like, he just destroys it with all its content. It all started about a week ago in the city centre. Suddenly the streets did not house streetvendors anymore, all the local shops at the post office disappeared etc. Now it&#39;s been extended all the way to the airport.<br />
2 The road to the airport has brand new streetlights. But then ONLY the way from the airport to the town centre.<br />
3 Tuesday (for sure, other days to be confirmed) the road between airport and town centre will be blocked. Note: the pope arrives in the evening, but the road needs to be blocked from EARLY MORNING. Hence nobody can get to/from work, school etc.</p></blockquote>
<div class="translation">1 Todas as lojas pequenas, casas e quitandas que não parecem suficientemente bonitas estão sendo destruídas com uma grande escavadeira. O caminhão chega, olha sua quitanda/casa/seja lá o que for e se o condutor não gostar, ele a destrói com tudo que estiver dentro. Tudo começou há uma semana, no centro da cidade. Repentinamente as ruas não tinham mais vendedores ambulantes, todas as lojas locais próximas aos correios desapareceram, etc. Agora essa marcha segue em direção até o aeroporto.<br />
2 A estrada até o aeroporto ganhou nova iluminação. Mas APENAS o trajeto do aeroporto até o centro da cidade.<br />
3 Na terça (com certeza, os outros dias há de se confirmar), a estrada entre o aeroporto e o centro da cidade será interditada. Nota: o papa chega na tarde, mas a estrada precisa ser interditada desde cedo na manhã. Assim ninguém pode ir/voltar do trabalho, escola, etc.</div>
<p>Esta publicação também está vinculada a outro blog de uma família expatriada, <a href="http://sanderelkemilan.blogspot.com/2009/03/weet-de-paus-wel-dat-de-mensen-in.html">Sander Elke en Milan</a>, que tem fotos da destruição das lojas à beira da estrada nas ruas de Yaundé.</p>
<p>Esta demolição iniciou a discussão nos blogs de dois expatriados em Camarões. <a href="http://danielseely.wordpress.com/2009/03/11/popes-coming-means-excitement-for-some-difficulty-for-others-face-lift-for-yaounde/#comment-185">Συγκακοπαθησον </a> é um blog mantido por um missionário em Camarões, que publicou as mudanças no visual de Yaundé como resultado da chegada do Papa.</p>
<blockquote><p>So what’s my take on the whole thing? It’s nice that the city is getting a face-lift - it sure makes things look a lot nicer, and the big street lights make driving at night or trying to get a taxi along the main route so much easier and safer - but it’s sad that this clean-up has to mean the destruction of people’s way of life. Unfortunately, these people were simply ignorant of the “rules,” some willfully so, and are now facing the consequences. The sad part is that it seems the government was content to just let things be (possibly for as long as 10 years or longer) until something big came up, like the Pope’s arrival. If they had taken these structures down as soon as they went up, there wouldn’t be this kind of destruction of people’s livelihood now. Then again, I guess the law is still the law even when it’s not enforced.</p></blockquote>
<div class="translation">Então, o que penso sobre isso tudo? É bom ver a cidade ganhando um tratamento estético - com certeza faz que pareça melhor, e as grandes luzes nas ruas fazem dirigir a noite ou pegar um táxi na rota principal muito mais fácil - mas é triste que esta limpeza seja conseqüência da destruição do ganha pão das pessoas. Infelizmente, estas pessoas eram meras ignorantes das &#8220;regras&#8221;, alguns de boa vontade, e agora sofrem com as conseqüências. A parte triste é que parece que o governo estava contente em simplesmente deixar as coisas serem assim (possivelmente por 10 anos ou mais) até que algo grandioso acontecesse, como a chegada do Papa. Se tivessem despejado essas estruturas assim quando elas foram feitas, não haveria agora esta destruição no modo de vida das pessoas. E, de novo, ainda acho que a lei é a lei, mesmo se não for cumprida.</div>
<p>Este ponto de vista não era o mesmo do voluntário VSO [Voluntary Service Overseas (VSO), uma entidade internacional] nascido na Grã Bretanha, que bloga em Our Man em Camarões. Sua reação numa publicação intitulada <a href="http://ourmanincameroon.com/2009/03/12/pope-cameroon-clean-up/">Impossible Missionary</a> foi simples:</p>
<blockquote><p>Street stalls are a way of life here. They are everywhere. It’s easy just to say they are illegal but they can be pretty solid structures. What’s more, if they are illegal I’d imagine that they have only been allowed to remain because someone, somewhere is taking a regular few thousands Francs in bribes.<br />
People here struggle. You can bet these structures don’t turn over much and in a country where enterprise and entrepreneurship is so minimal…well what a way to reward it.I ask you, if you are in general agreement with what I have written and also find the missionary’s take as ignorant as I do, to leave a comment. Not below but instead on the missionaries own blog.</p></blockquote>
<div class="translation">Quitandas são o jeito de ganhar a vida por aqui. Estão em todos os lugares. É fácil dizer que são ilegais, mas são estruturas bem sólidas. Além disso, se são ilegais, eu acredito que só puderam permanecer por que alguém, em algum lugar, ganha uma propinas regularmente em milhares de Francos. As pessoas dão duro por aqui. Pode apostar que essas estruturas não rendem muito em um país onde entretenimento e empreendedorismo são mínimos&#8230; Bem, que grande recompensa. Eu te peço, se estiver concordando completamente com o que escrevi e também acha o missionário um ignorante, assim como eu acho, deixe um comentário. Não abaixo, mas no próprio blog do missionário.</div>
<p>Entretanto, leitores ainda comentaram na história no blog <em>Our Man in Cameroon</em>. As reações chegam ao ponto de Karis, esposa do missionário, <a href="http://ourmanincameroon.com/2009/03/12/pope-cameroon-clean-up/#comment-899">foi em defesa de seu marido</a>:</p>
<blockquote><p>Wow! I never knew my husband could cause such a stir. I think sometimes we think that only people that know us read our blogs and those people know how to take what we write instead of tearing it apart line by line without knowing us at all. Trav, thanks for putting in a good word. Dad A, thanks for the humor. You always put a smile on my face. I just wish all of you that commented here and on his blog knew my husband — you wouldn’t be so harsh as you pull apart sentences.<br />
He and I have had many conversations about how horrible it is that people’s livelihood is taken away from them and all for a few days visit from the Pope. When we were in town on Monday and saw stuff being thrown into trucks, it made me sick to my stomach. More than once, we said, “But how are people going to eat tonight? and the next day and the next day?” It goes even beyond that in…<br />
And then today, I saw him helping people move their sewing machines, their tables, their bags of stuff farther down on our road as the government came through with the bulldozer. No, that was not emphasized enough in this post to show all of our conversations and actions, but wow… that doesn’t mean that my husband doesn’t feel for the people here! Maybe I can convince him to write another post, but I’m not sure because it may be best just to leave this rather than getting things torn apart again. I’d better just stop. A wife sticking up for her wonderful husband isn’t much of a mind changer.</p></blockquote>
<div class="translation">Nossa! Nunca soube que meu marido poderia causar tamanho alvoroço. Às vezes acho que apenas as pessoas que conhecemos lêem nossos blogs e elas sabem como interpretar o que está escrito, em vez de separar linha a linha sem nos conhecer. Trav, obrigado por dar apoio. Dad A, obrigado pelo humor. Você sempre coloca um sorriso no meu rosto. Espero que todos vocês que comentaram aqui e no blog do meu marido o conheçam - não seriam tão duros como em seus comentários.<br />
Nós tivemos muitas conversas sobre quão terrível é a perda do ganha pão dessas pessoas, tudo por causa de alguns dias de visita do Papa. Quando estivemos na cidade, na segunda-feira, e vimos os escombros sendo jogados em caminhões, me deixou doente, com enjôo. Mais de uma vez nós chegamos a dizer &#8220;mas como as pessoas vão comer hoje à noite? E no dia seguinte? E no seguinte?&#8221; E vai muito além disso&#8230;E hoje, eu o vi ajudando as pessoas a carregar suas máquinas de costura, suas mesas, suas malas de coisas, tudo descendo a estrada, enquanto o governo vinha com a escavadeira. Não, isso não foi enfatizado o bastante nesta publicação para mostrar todas as conversas e ações, mas nossa&#8230; isso não significa que meu marido não sinta pelas pessoas daqui! Talvez eu o consiga convencer a escrever outra publicação, mas não tenho certeza, pois pode ser melhor simplesmente abandonar este assunto do que ter tudo distorcido novamente. Melhor parar por aqui. Uma esposa defendendo seu marido maravilhoso não causa mudanças de pensamento.</div>
<p>As discussões não terminam por aí. Esta visita papal tem mais algumas reviravoltas na blogosfera camaronesa!</p></div>
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		<title>Brasil: Lula e Obama se reúnem enquanto a crise chega ao Brasil</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/17/brasil-lula-e-obama-se-reunem-enquanto-a-crise-chega-ao-brasil/</link>
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		<pubDate>Tue, 17 Mar 2009 18:40:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Presidente brasileiro Luiz Inacio Lula da Silva é o primeiro líder latino-americano a conhecer o Presidente dos Estados Unidos Barack Obama. O encontro aconteceu em Washington no sábado 14 de março. Os presidentes conversaram sobre a crise econômica global, comércio, meio-ambiente, energia e tecnologia para combustíveis limpos, além do estabelecimento de um relacionamento mais construtivo com países vizinhos — em especial com a Venezuela e Bolívia. Enquanto isso, a crise chega com força ao Brasil.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/15/brazil-lula-and-obama-meet-as-economic-crisis-hits-brazil/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>O presidente Luiz Inacio Lula da Silva é o primeiro chefe de estado da América Latina a conhecer o presidente americano Barack Obama. O <a href="http://www.whitehouse.gov/blog/09/03/14/president-obama-a-wonderful-meeting-of-the-minds/">encontro aconteceu em Washington</a> [en], no sábado 14 de março. Os líderes conversaram sobre a crise econômica global, comércio, meio-ambiente, energia e tecnologia para combustíveis limpos, além do estabelecimento de um relacionamento mais construtivo com países vizinhos — em especial com a Venezuela e Bolívia.</p>
<p>A reunião <a href="http://www.whitehouse.gov/blog/09/03/14/president-obama-a-wonderful-meeting-of-the-minds/">foi descrita por Obama</a> [en] como um<span class="status-body"><span class="entry-content"> “um maravilhoso encontro de mentes”. </span></span>Lula foi o terceiro líder a ser convidado à Casa Branca, na sequência dos encontros com o Primeiro-Ministro Japonês Taro Aso e o britânico Gordon Brown. Isso demonstra como as relações dos Estados Unidos com a maior economia da América do Sul — o Brasil está entre os 10 principais parceiros comerciais dos E.U.A e é um país que se mantêm em uma posição melhor que muitos outros países nesses tempos de crise  — parecem agora ser prioridade. No passado, durante a administração de Bush, as relações entre os dois países eram amistosas, mas acredita-se que ambos países poderiam se beneficiar de uma maior parceria.</p>
<p><a href="http://www.whitehouse.gov/blog/09/03/14/president-obama-a-wonderful-meeting-of-the-minds/"><img class="aligncenter size-full wp-image-61852" title="obama_silva_resized" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/obama_silva_resized.jpg" alt="obama_silva_resized" width="446" height="365" /></a></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>O presidente Barack Obama saúda o Presidente Lula no sábado, 14 de março de 2009 na Casa Oval. Foto: <a href="http://www.whitehouse.gov/blog/09/03/14/president-obama-a-wonderful-meeting-of-the-minds/">White House/Pete Souza</a>, publicada sob licença do Creative Commons</strong></h5>
<p>Após quase duas horas de conversa a portas fechadas, a última meia hora da reunião foi aberta à imprensa e transmitida ao vivo no Brasil. Muitos blogueiros reagiram de imediato ao encontro, sem deixar de lado o sarcasmo. Esse tem sido o tom predominante quando se fala da crise financeira desde que o Presidente Lula alegou que a a pior crise econômica mundial desde os anos 30 passaria como um  tsunami em outros países, mas que no Brasil ela seria nada mais que uma marolinha. <a href="http://brasillimpeza.blogspot.com/2009/03/agora-vai.html">José Pires</a> está entre esse grupo de blogueiros, comentando as “lições que Lula ensinou a Obama”:</p>
<blockquote><p>Eu estava bastante preocupado com a crise econômica global, mas acho que a partir do encontro de hoje as coisas vão melhorar. Vejam o que o Lula foi fazer lá. São palavras dele: “Nós não podemos esperar 10 anos. Essa crise tem que terminar este ano. Portanto, tem coisas que precisam ser feitas com urgência. Eu sei algumas coisas que precisam ser feitas, vou conversar com Obama”.</p>
<p>Ufa! Até que enfim apareceu alguém para dar jeito nessa marolinha. A pessoa que vem logo atrás de Lula é o tradutor dele. Espero que ele tenha passado direito as determinações de Lula para o presidente Barack Obama.</p></blockquote>
<p><a href="http://fatoa-fato.blogspot.com/2009/03/obama-e-lula-defendem-reformas-no.html">Antônio Santos</a> traz um resumo do encontro, que de acordo com os dois presidentes foi bastante positivo:</p>
<blockquote><p>Na coversa com Barack Obama, o presidente Lula disse que a economia brasileira foi a última a entrar na crise e será a primeira a sair. Por sua vez Obama defende também a manutenção da demanda entre os países afetados pelo desmoronamente financeiro. O presidente americano quer, notoriamente, nações submissas, porém com condições de resolver seus problemas, principalmente os econômicos. O tão falado Etanol também foi tocado no encontro entre Lula e Obama. Nos parece que o americano ficou um tanto entusiasmado com a idéia de fazer parcerias no sentido da utilização do biocombustível. Isso é bom para o Brasil.</p></blockquote>
<p><strong>Uma semana de notícias ruins – A crise acaba de chegar </strong></p>
<p>Enquanto isso, as piores notícias desde o início da crise econômica no ano passado começaram a dominar as manchetes no país a partir da semana passada. Depois de apresentar um crescimento impressionante em  2008 e apesar das políticas econômicas cautelosas que têm ajudado o Brasil a manter uma posição melhor do que a maioria das grandes potencias mundiais, tudo indica que a crise econômica global começou, por fim, a morder o Brasil.</p>
<p>A imprensa noticiou uma queda da produção industrial, enquanto o desemprego aumenta. Mais de meio milhão de pessoas perderam seus empregos desde dezembro, com o índice de desemprego chegando a 8,2% em janeiro. Já não há crédito. Segundo notícias divulgadas pela Federação da Indústria de São Paulo, o Brasil é o segundo país mais afetado pela crise. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas  (IBGE) divulgou seus últimos índices econômicos, os piores resultados em 10 anos: a economia registrou uma queda de 3,6% no produto interno bruto de outubro a dezembro.</p>
<p>Embora o Presidente Lula continue confiante e tenha dito que o “pior da crise já passou”, blogueiros como <a href="http://econoideias.blogspot.com/2009/03/reflexos-da-crise-no-brasil.html">Ligia Muccillo</a> declaram o fim do otimismo:<a href="http://econoideias.blogspot.com/2009/03/reflexos-da-crise-no-brasil.html"></a></p>
<blockquote><p>De repente, toda aquela história que Deus é brasileiro e que a crise está longe de chegar aqui acabou, o otimismo do governo diminui a cada índice.</p></blockquote>
<p><a href="http://chargesdobenett.zip.net/"><img class="aligncenter size-full wp-image-61836" title="pibemqueda" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/pibemqueda.jpg" alt="pibemqueda" width="380" height="482" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Uma charge do <a href="http://chargesdobenett.zip.net">Benett</a>, usado com permissão do artista</strong></p>
<p>O sociólogo <a href="http://rudaricci.blogspot.com/2009/03/crise-chegou-de-vez.html">Rudá Ricci</a> diz que até agora era apenas uma questão de interpretações de números, mas que as notícias dessa semana confirmam que o gigante sul-americano também está às portas da recessão. A Confederação Nacional das Indústrias (CNI) divulgou uma queda na produção, em baixa de 4.3% de um nível já baixo em dezembro. Ele publica alguns números:</p>
<blockquote><p>(A crise) Já atinge parte significativa da indústria e afetou a percepção dos empresários brasileiros. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou nesta quinta que, entre as 431 empresas consultadas, 80% disseram ter adotado alguma ação em relação a seus trabalhadores por conta da crise. Desse total, 54% (43% do total de entrevistados) informaram ter demitido empregados ou suspendido serviços terceirizados. Mais da metade (53%) disseram que suspenderam contratações planejadas, 32% informaram que concederam férias coletivas e 27% disseram ter adotado banco de horas. Sobre a possibilidade de adoção de outras ações para conter os efeitos da crise, 36% das que informaram que vão adotar alguma precaução responderam que vão demitir empregados ou suspender serviços terceirizados. Outros 24% disseram que vão diminuir a jornada de trabalho e os salários e 22% responderam que vão suspender contratações planejadas.</p></blockquote>
<p>De acordo com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), o produto interno bruto brasileiro caiu mais no ano passado do que em praticamente todos os outros países do mundo. A organização comparou o desempenho do PIB em vários países, dentre os quais os Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, Espanha, Canadá, Coréia do Sul, China e México, e concluiu que o Brasil teve a segunda maior redução do produto interno bruto desde o início da desaceleração mundial, atrás apenas da Coréia do Sul. <a href="http://tuprocrastinas.blogspot.com/2009/03/crise-crise-crise.html">Jesse</a> contesta a veracidade de manchetes que dizem que, por causa disso, o <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/economia,fiesp-tombo-do-pib-so-e-menor-que-o-da-coreia-do-sul,337192,0.htm">Brasil é o segundo país mais afetado pela crise</a>:</p>
<blockquote><p>Qualquer que seja a notícia negativa, ganha logo as headlines dos sites e jornais, diferente das positivas. A FIESP declarou que o Brasil é o 2º país a mais sentir a crise. Então essa crise tá menos que marola mundo afora, hein? Curioso é ver a crise nos EUA. Acampamentos enormes de pessoas que tinham casa, carro, família e dignidade e agora não conseguem nem carregar seus pertences. Empresas especializadas não conseguem dar conta da quantidade de coisas que as pessoas largam em casas desapropriadas. Uma fatalidade. Mas, segundo a FIESP, o Brasil sentiu bem mais a crise. A nova do dia é que SP perdeu 200 mil postos de trabalho em 5 meses. Bora fazer o levantamento desse primeiro trimestre? Uma coisa que eu não entendo, de verdade, é a torcida para que a crise chegue com força. (…) TODOS os jornalistas, de TODOS os jornais, não escondem nada o tom de torcida, de ” olha, esa crise vem sim, pode esperar que se não for agora, mais tarde vem dicunforça”.</p>
<p>A parte Burra e imediatista do nosso empresariado, com certeza, torce pela crise. Um dos meus melhores amigos trabalha numa famosa empresa de cosméticos, e disse que a crise é boa para o setor; pois você, dona de casa, ao invés de comprar uma geladeira nas Casas Bahia, compra um <span style="font-style: italic;">batãozinho</span>, um <span style="font-style: italic;">creminhu</span>, uma <span style="font-style: italic;">coloniazinha; </span>porque, dinheirinho, a sra continuará tendo.</p></blockquote>
<p>Sobre o mesmo assunto, <a href="http://blogentrelinhas.blogspot.com/2009/03/o-pior-pais-do-mundo.html">Luiz Antonio Magalhães</a> também acredita em uma forte manipulação das notícias por parte da mídia. Ele diz, sarcasticamente:</p>
<blockquote><p>É um absurdo tão grande que só rindo mesmo para aguentar tamanha manipulação. Não demora e a grande imprensa vai começar a vender a coisa direito: a crise no Brasil é a mais grave no planeta e é tudo culpa do Lula. Se colar, colou (…) O ridículo tem limites, mas a mídia os desconhece.</p></blockquote>
<p><a href="http://chargesdobenett.zip.net/"><img class="aligncenter size-full wp-image-61856" title="chargetempestaderaios" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/chargetempestaderaios.jpg" alt="chargetempestaderaios" width="466" height="233" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Uma charge do <a href="http://chargesdobenett.zip.net">Benett</a>, usado com permissão do artista</strong></p>
<p>Houve ainda mais notícias ruins na semana que passou. De acordo com o IBGE, o Brasil perdeu 3,6% de seu produto interno bruto no primeiro trimestre de 2008 e será difícil alcançar a meta de 4% de crescimento para 2009. <a href="http://mavit.kabunzo.com/2009/03/12/economia-desaba-36-e-lula-e-dilma-encomendam-oleo-de-peroba/">Marcos V</a> confronta esses indicadores econômicos com as palavras de reconforto do presidente no início da crise:</p>
<blockquote><p>Pois bem, ainda em setembro de 2008 ficou claro que a crise estava por aqui. As empresas e bancos brasileiros não conseguiam mais financiamentos no exterior e, por consequência, o crédito interno sumiu. E o pouco que havia era oferecido com taxas proibitivas. As exportações, como era de se esperar, cairam fortemente.</p>
<p>Deu em todos os lugares, o Brasil teve no último trimestre de 2008 um dos piores desempenhos do mundo e o PIB em relação ao trimeste anterior desabou 3,6%. A queda foi tão grande que se espera estabilização para o primeito trimestre de 2009. Como a variação é medida em relação ao trimestre anterior, o fato de já ter caido muito tende a fornecer um piso.</p>
<p>A questão principal é a reação do governo brasileiro ao longo da crise. Esse período de reajusto econômico teve seu momento filme-catástrofe com a quebra do banco americano de investimentos Lehman Brothers (setembro/2008), mas na verdade começa com a crise imobiliária americana ainda em 2007. Ou seja, estamos já há um ano e meio em crise. E qual foi a reação do messias de Garanhuns , da equipe econômica e da senhoura Dilma Rousseff? Desdenharam publicamente da crise.</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><a href="http://chargesdobenett.zip.net"><img class="aligncenter size-full wp-image-61833" title="chargebenettfsp" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/chargebenettfsp.jpg" alt="chargebenettfsp" width="436" height="428" /></a><strong>Uma charge do <a href="http://chargesdobenett.zip.net">Benett</a>, usado com permissão do artista</strong></p>
<p style="text-align: center;">
<p><a href="http://perspectivapolitica.wordpress.com/2009/03/11/o-caminho-e-assumir-a-crise-e-lutar-contra-ela/">Bruno Kazuhiro</a> se pergunta se a atitude positiva com a qual o governo trata a crise tem interesses políticos como mote principal:</p>
<blockquote><p>Se o Brasil não está sofrendo golpes mortais com a crise, também não está ileso. O governo deveria, simplesmente, admitir isso e partir para a ação possível. Nada de negar o que já é sabido. Nada de pensar em ganhos eleitorais e políticos desprestigiando o prejuízo já ocorre de verdade.</p>
<p>Parece que o governo ainda não entendeu que ele, de qualquer forma, não será culpado pela crise ter existido. Não se precisa ter medo de perder votos admitindo que ela existe. O que o povo quer ver, para não se decepcionar, é um governo que trabalha para minimizar os efeitos internos, assumindo o que está ocorrendo e jogando limpo. Se isso não for feito é que o governo será criticado. Como já está sendo.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.viomundo.com.br/opiniao/lula-falta-coragem-politica/">Luiz Carlos Azenha</a> também acredita que o Presidente Lula não tem coragem de admitir o tamanho real da crise:</p>
<blockquote><p>Eu vivia em Washington quando comecei a acompanhar a crise. E não é preciso ser um gênio para constatar que, diante da globalização e da financeirização do mundo — dois fenômenos que se entrelaçam — uma crise profunda nos países centrais afeta as economias ditas “periféricas”, por mais que elas estejam preparadas. O risco de os maiores bancos dos Estados Unidos falirem é um sinal da profundidade da crise.</p>
<p>Sim, o Brasil tem um mercado interno, mas não vive só dele. Vive, também, da exportação de seus produtos. A crise atingiu não apenas os Estados Unidos, mas também a União Européia. Dois grandes mercados brasileiros. Reduziu o crescimento na China, outro mercado importante. “Marolinha”, como definiu o presidente da República? Até entendo que Lula faça o papel de “dourar a pílula”. Nos Estados Unidos, Barack Obama tem sido criticado pelo tom catastrofista que adotou. O governo brasileiro já admite que o crescimento do Brasil não atingirá a meta de 4% em 2009. (…)</p>
<p>Vai ficar cada vez mais óbvio, no Brasil, que o governo Lula demorou a agir. Só posso especular que os quadros governamentais não se deram conta da gravidade da crise que teriam pela frente. O conservadorismo do Banco Central é típico de quem não se deu conta de que estamos vivendo um momento de transformação. Não se trata, apenas, de mais uma crise, mas “da crise” de nossa geração. Não dá para aplicar velhas receitas em problemas novos.</p>
<p>A doença que acometeu os governos Sarney e FHC também pegou o governo Lula: a falta de coragem política.</p></blockquote>
<p><a href="http://chargesdobenett.zip.net/"><img class="aligncenter size-full wp-image-61837" title="pibversaook" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/pibversaook.jpg" alt="pibversaook" width="442" height="221" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Uma charge do <a href="http://chargesdobenett.zip.net">Benett</a>, usado com permissão do artista</strong></p>
<p>Lula e Obama se encontrarão de novo na C úpula do G20 que reúne os principais países ricos e em desenvolvimento, em Londres, em 2 de abril.  A maioria dos líderes latino-americanos terá a primeira chance de conhecer o novo presidente americano na 5ª Cúpula das Américas, que acontecerá entre 17 e 19 de abril em Trinidad e Tobago.</p></div>
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		<title>Guiné-Bissau: Caldeirão de sentimentos após assassinato duplo</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/06/guine-bissau-caldeirao-de-sentimentos-apos-assassinato-duplo/</link>
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		<pubDate>Fri, 06 Mar 2009 20:57:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O presidente da Assembléia Nacional de Guiné-Bissau assumiu o cargo de presidente interino do país depois que o Presidente João Bernardo Vieira e o tenente-general das forças armadas Batista Tagme Na Waie foram assassinatos. Uma nova eleição deve ocorrer dentro de dois meses. O exército deixou as ruas, e os blogueiros relataram que vida começa a voltar ao normal, ainda que muitos estejam com medo. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/06/guinea-bissau-mixed-feelings-after-double-killing/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>O presidente da Assembléia Nacional de Guiné-Bissau, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Raimundo_Pereira">Raimundo Pereira</a>, assumiu o cargo de presidente interino do país depois que o Presidente <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Bernardo_Vieira">João Bernardo Vieira</a> foi morto em <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/02/guine-bissau-assassinato-do-presidente-traz-risco-de-instabilidade/">um ataque na segunda-feira</a>, horas depois do assassinato do tenente-general das forças armadas <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Batista_Tagme_Na_Waie">Batista Tagme Na Waie</a> [en]. O presidente interino tem agora dois meses para organizar uma nova eleição, como previsto na constituição do país. A medida que o exército deixa as ruas, os blogueiros relatam que, em menos de 24 horas depois do assassinato, a vida começa a voltar ao normal, mas há ainda incertezas quanto o que aconteceu de fato, e sobre o futuro próximo.</p>
<p>A calma pode ter voltado desde a segunda-feira, mas muitas pessoas ainda estão com medo, temendo o retorno da guerra. <a href="http://afric-ana.blogspot.com/2009/03/nao-mais-poilao-de-bra.html">Ana Cláudia</a> [pt], professora portuguesa que reside em Guiné-Bissau, relata a conversa que teve com sua melhor amiga um dia após os assassinatos:</p>
<blockquote><p>Foi a olhar para ela e a ouvir as explicações dela que “acordei” do estado de ignorância ou inconsciência em que estava até então. Veio carregar o telemóvel. Depois com olhos de quem tinha estado a chorar e com voz de assustada contou: “Não dormi. Toda a noite muitos tiros. (…) Os meninos ficaram em casa. (…) Sim, vou voltar para casa depois de carregar o telemóvel, vou ficar com os meninos. (…) Ninguém dormiu nada. Todas as pessoas estão muito assustadas. Algumas pessoas já começaram a fugir.”<br />
A fugir? Então atingiu-me. As pessoas estavam com medo.<br />
Ainda na 5ª feira passada, à tarde, ouvi guineenses louvar e chamar com alegria pelo Presidente Nino / General Cabi que passava na Avenida 14 de Novembro ao regressar ao país após duas semanas de ausência, e por isso muitos guineenses choram a sua morte e estão muito tristes, mas mais do que isso esta madrugada o povo guineense assustou-se, reviveu os momentos de terror da guerra que acabou há menos de 10 anos.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-60081" title="poliao" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/poliao.jpg" alt="poliao" width="320" height="273" /></p></blockquote>
<p><a href="http://bissau-lisboa-bissau.blogspot.com/2009/03/de-bissau.html">HPC</a> [pt], outra portuguesa morando em Guiné-Bissau, confirma essa mistura de sentimento de medo, esperança e cansaço. Ela disse que notou como as pessoas na rua estão tristes, mas destaca que apenas o povo de Guiné-Bissau pode “continuar em frente, com o mesmo sorriso” em uma situação dessas. Ela teve vontade de tirar fotos, mas a polícia não permitiria algo do tipo:</p>
<blockquote><p>Houve medo nos bairros de Bissau. Lá está-se vulnerável pois não há grossas paredes para proteger nem que seja do estrondo das bombas. Está-se rente ao chão … à mercê.</p>
<p>Para além do medo há vergonha. Vergonha de terem um país que só é notícia pelas piores razões (como se diz em linguagem de noticiário). Um país onde se matam os dirigentes políticos e onde nunca se sabe quem o fez. E não há nada mais triste do que ver os guineenses com vergonha.</p>
<p>Quanto aos acontecimentos, depois de uma segunda-feira de reclusão, hoje fui tentar trabalhar e tive que fugir para casa porque havia confusão no Bandim. Primeiro constou que sem tiros, logo a seguir já os havia. Vim por atalhos porque a polícia tinha cortado o trânsito na Chapa. Passei por bairros e pensei “Tenho que fotografar isto para o blog” e senti-me culpada por esse olhar de repórter de meia-tigela.</p></blockquote>
<p><a href="http://anaesimao.blogspot.com/2009/03/vida-volta-ao-normal.html">Ana e Simão</a> relataram que a cidade estava mais calma no dia 3 de março:</p>
<blockquote><p>As estradas de entrada e saída da cidade reabriram, sem militares nos controlos. O comércio voltou a funcionar. Mas tudo é imprevisível. A pessoas revelam uma alegria e alívio contidos (morreu um homem sanguinário, responsável em grande parte pela situação a que o país chegou). Contêm também a tensão e a expectativa, foi aparentemente um bom acontecimento, mas a Guiné sempre foi imprevisível. Volta-se a tentar fazer a vida normal, volta-se a ter esperança:<br />
-”É agora que o país levanta - (onde é que já ouvi isto?). Que Nino descanse em paz e nos deixe descansar.”</p></blockquote>
<p>E blogaram <a href="http://anaesimao.blogspot.com/2009/03/o-que-se-passa.html">novamente no dia 5</a>, dessa vez falando das expectativas das pessoas para as próximas eleições:</p>
<blockquote><p>É impossível sabermos a curto prazo - e provavelmente a longo prazo - pormenores sobre os assassinatos. O que sabemos é que os funerais estão marcados para sábado (Tagme Na Waye) e 3ª feira (Nino Vieira). Sabemos que se vão marcar eleições ainda este ano e sabemos que <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Kumba_Yal%C3%A1">Kumba Yalá</a> se vai candidatar e com certeza proporcionar campanhas animadas. Sabemos que a melhor alternativa é o Dr. Henrique Rosa, mas tem pouca aceitação fora de Bissau.</p></blockquote>
<p>Um dos blogueiros mais atuantes durante esse conflito, <a href="http://ditaduradoconsenso.blogspot.com/2009/03/algo-que-nunca-desejei.html">António Aly Silva</a> publicou <a href="http://ditaduradoconsenso.blogspot.com/2009/03/exclusivo-nino-viera-tombou-aqui.html">imagens muito fortes</a> mostrando o cenário do assassinato do presidente. Ele diz que preferiria que seu blogue não tivesse ganhado notoriedade por motivos tão tristes, e lembra que essa não foi a primeira vez:</p>
<blockquote><p>Desde o fim da guerra de 1998/99, já assistimos a quantos assassinatos na Guiné-Bissau? Antes mesmo dessa guerra, quantas personalidades deste País desapareceram em circunstâncias ainda hoje por esclarecer? Quantos filhos desta terra, os mais bem intencionados, foram eliminados? Quantos não vimos partir, um por um, traídos, submetidos a julgamentos humilhantes, muitas vezes sumários e, de seguida, abatidos como gado? Se o povo guineense não se erguer, será espezinhado e humilhado. Como tem sido desde 1973.</p></blockquote>
<p><a href="http://ditaduradoconsenso.blogspot.com/2009/03/purgas.html">Em outra postagem</a> [pt], um dia após o assassinato no presidente, António teme mais violência:</p>
<blockquote><p>Ex-ministros guineenses ligados a “Nino” Vieira estão a receber ameaças de prisão ou de morte na sequência dos assassínios no país, disse hoje o antigo chefe da diplomacia do país, Soares Sambú.</p>
<p>Há “pelo menos nove nomes” de personalidades políticas que estão a ser “perseguidas”.</p>
<p>Segundo Soares Sambú, a “lista” inclui nomes como os ex-ministros da Defesa Helder Proença, Marciano Barbeiro e Daniel Gomes, o ex-ministro da Economia e Finanças Issufo Sanhá, os dos antigos secretários de Estado Isabel Buscardini, Roberto Cacheu e Baciro Dabó (antigo chefe da antiga secreta guineense) e ainda o empresário Manuel dos Santos (”Manecas”), além do próprio Soares Sambú.</p>
<p>Sobre o paradeiro de João Cardoso, ex-chefe de gabinete do Presidente da República, Soares Sambú afirmou desconhecê-lo, admitindo porém que o homem forte do regime esteja em segurança, mas em local desconhecido.</p></blockquote>
<p>Nino Vieira teve uma conturbada carreira política. Ele foi presidente de 1980 a 1999 e novamente de 2005 a 2009. Em 1980, Vieira tomou o poder e governou por 19 anos. Em 1994, ele ganhou as eleições, mas foi deposto ao fim da guerra civil de 1998–1999. Ao vencer as eleições presidenciais de 2005, ele voltou ao cenário político e se manteve no poder desde então. Mas, ao que parece, nem todos sentirão saudades do líder. Em um comentário deixado no Global Voices em Português, <a href="../2009/03/02/guine-bissau-assassinato-do-presidente-traz-risco-de-instabilidade/#comment-3099">Miguel Angelo</a> pede que os bens do presidente morto sejam confiscados:</p>
<blockquote><p>Como Gunieense, essa triste notícia vem abalar mais ainda a nossa penosa reputação.<br />
O nosso país tem até hoje a fama de lugar intolerante e de gente que não se entende. Como pode isso? O verdaeiro culpado disso é o prórpio Nino. Ele se transformou em ditador sem mais nem menos. Depois do golpe que ele deu em 14 de Novembro de 1980, prometeu na altura que iria fazer eleições livres e que não estava interessado a ficar no poder. Ficou direto 18 anos. DEZOITO ANOS!!!! Ninguém merece!!!</p>
<p>Uma geração inteira Somado a mais esses anos, só deu vergonha ao País. Agora a Guiné é um país de tráfico, do medo, da corrupção no mais alto nível e sem contar as roubalheiras e sem vergonhices de todo o tipo. Parece que não são pessoas capazes de entender que sem rotatividade no governo, não há democracia de verdade. São sempre as mesmas pessoas, o mesmo Nino e a sua corja.</p></blockquote>
</div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Blogging Positively: Bate-papo sobre HIV/AIDS em 6 de março</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/04/blogging-positively-bate-papo-sobre-hivaids-em-6-de-marco/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/04/blogging-positively-bate-papo-sobre-hivaids-em-6-de-marco/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 04 Mar 2009 17:40:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Informes]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[O Rising Voices e o Global Voices estão organizando um bate-papo ao vivo para blogueiros e ativistas nessa sexta-feira, 6 de março de 2009, sobre como usar blogues para aumentar a conscientização e a divulgação sobre HIV/AIDS.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juhie-bhatia/">Juhie Bhatia</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/04/blogging-positively-live-chat-about-hivaids-on-march-6/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p><img class="alignnone size-full wp-image-56827" title="blogging-positively-banner-800" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/blogging-positively-banner-800.gif" alt="" width="450" /></p>
<p>O <a href="http://rising.globalvoicesonline.org/">Rising Voices</a> e o <a href="http://globalvoicesonline.org/">Global Voices</a> estão organizando um bate-papo ao vivo para blogueiros e ativistas nessa sexta-feira, 6 de março de 2009, às 17h no horário de Nairobi, sobre como usar blogues para aumentar a conscientização e a divulgação sobre HIV/AIDS.</p>
<p>Todos são bem-vindos.</p>
<p><strong>Horários locais: </strong>Nova York 09h00| Brasília: 11h00 | Buenos Aires 12h00 | Londres 14h00 | Johannesburg, Beirut 16h00 | Nairobi, Moscou 17h00 | Nova Deli 19h30 | Hong Kong 22h00 | Tóquio 23h00</p>
<p><strong>Chatroom: </strong> <a href="http://www.worknets.org/chat/">http://www.worknets.org/chat/</a></p>
<div class="translation"><strong>Instruções para login:</strong> Clique no link acima e faça login fornecendo o seu nome. Em seguida, escolha a sala de bate-papo da qual você quer participar e clique em &#8220;Start the Chat&#8221;. Ao entrar na sala, escolha a cor da letra no menu à esquerda e participe da conversa.</div>
<p>Esse bate-papo em 6 de março abrangerá tópicos que surgiram no bate-papo da semana passada, que foi muito bem-sucedido. No papo em 27 de fevereiro, foram discutidos assuntos como a importância dos blogues para pessoas que vivem com HIV/AIDS e o papel principal deles quanto ao aconselhamento e defesa de direitos, mas o ponto principal foi o <strong>Blogging Positively Guide</strong> (Tutorial Blogando Positivamente), um guia que está sendo produzido pelo Global Voices para fornecer conselhos úteis sobre como blogar sobre assuntos relacionados ao HIV/AIDS. O tutorial é um trabalho em construção, e por isso estamos em busca de ajuda para criar o guia e/ou deixar feedback. Incentivamos que todos os que tiverem interesse no assunto, ou já estiverem blogando sobre a epidemia, participem do bate-papo dessa semana, em particular aqueles que vivem ou são afetados pela  HIV/AIDS. O papo dessa sexta terá como foco assuntos como a organização de grupos de trabalho para o  Blogging Positively Guide  e a discussão de quais capítulos e tópicos deverão ser incluídos nele.</p>
<p>Quem quiser  discutir qualquer outro tópico durante o chat, pode deixar um comentário abaixo. Esperamos encontrar vocês em 6 de março!</p></div>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Brasil: &#8220;A polícia só ataca quando a Globo está ao vivo&#8221;</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/04/brasil-a-policia-so-ataca-quando-a-globo-esta-ao-vivo/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/04/brasil-a-policia-so-ataca-quando-a-globo-esta-ao-vivo/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 04 Feb 2009 00:44:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
		<category><![CDATA[Brazil]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
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		<category><![CDATA[Portuguese]]></category>
		<category><![CDATA[Protesto]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Um confronto entre policiais militares e moradores de Paraisópolis, a segunda maior favelas de São Paulo, deixou quatro policiais e pelo menos dois moradores feridos na noite do dia 02 de fevereiro, levando cerca de 300 policiais militares a ocuparam a favela. Blogueiros analisam a cobertura na imprensa e se revoltam com ela.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/02/04/brazil-the-police-only-advance-when-globo-tv-is-live/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Um confronto entre policiais militares e moradores de Paraisópolis, a segunda maior favelas de São Paulo, deixou quatro policiais e pelo menos dois moradores feridos na noite do dia 02 de fevereiro, levando cerca de 300 policiais militares a ocuparam a favela. Moradores teriam fechado ruas, montado barricadas e depredado veículos e casas, em um motim começou com protesto pela morte de um morador local no dia anterior, pela polícia. Até o momento de finalização desse artigo, a favela continua ocupada mas o clima era de tranquilidade.</p>
<p>A maior parte da população brasileira assistiu atônita pela televisão as imagens do confronto e a forma como o asunto foi tratado pela imprensa trouxe o debate para a blogofera. A começar pelo fato que o conflito parecia se desenrolar de maneiras diferentes, a depender de qual canal de televisão o mostrava. O ex-apresentador de TV <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/03/24/demissao-de-blogueiro-censura-ou-apenas-negocios/">e agora blogueiro independente</a> Paulo Henrique Amorim publica um <a href="http://www2.paulohenriqueamorim.com.br/?p=5264">comentário de um leitor</a> do seu blogue que tinha assistido o desenrolar do conflito por meio de vários canais e que concluiu que a polícia de São Paulo &#8220;só ataca quando a Globo está ao vivo&#8221;:</p>
<blockquote><p>Um fato curioso: antes do choque chegar, um grupo de uns 10 policiais com alguns escudos se posicionaram em linha para avançar numa rua com os vândalos a uma boa distância bem a frente, e ali ficaram parados, e até o comentarista Percival estranhou aquela atitude da polícia, e como era horário do SPTV da Globo, coloquei a imagem da Globo ao lado da Record que transmitia o chamado “conflito” em tempo integral. Quando o SPTV entrou ao vivo, os policiais avançaram, e quando a imagem do SPTV foi cortada, os policiais recuaram correndo.</p></blockquote>
<p><a href="http://becosevielaszs.blogspot.com/2009/02/protesto-de-paraisopolis.html%20">Rogério Pixote</a> ficou indignado com a manchete do telejornal citado acima:</p>
<blockquote><p>Manchete do cretino jornal SPTV da Rede Globo em sua versão noturna do dia 02/02/2009:<br />
Vandalismo em Paraisópolis, moradores queimaram carros&#8230;</p>
<p>Por quê? Essa pergunta eles não responderam.</p></blockquote>
<p>Por outro lado, alguns blogueiros acreditam que a imprensa está sendo leniente e precisa urgentemente escolher um lado, como explica <a href="http://pensamentosequivocados.blogspot.com/2009/02/opiniao-mais-um-sucesso-do-crime.html">Ricardo Wagner</a>.</p>
<blockquote><p>Não dá para continuar mordendo e assoprando o tempo todo. Ficar em cima do muro não resolve situação nenhuma e não ajuda sociedade alguma.</p>
<p>Bandido tem que ser tratado como bandido e a vítima como vítima.</p>
<p>O que aconteceu em São Paulo foi vandalismo, foram saques e foi uma vergonha (aos moldes de Boris Casoy). Uma situação previsível e que pode se repetir. Roma caiu porque ignorou os povos bárbaros, estamos cometendo o mesmo erro.</p>
<p>Favelas são o câncer de uma cidade. E antes de se tornar maligno deve ser removido.</p></blockquote>
<p>O escritor <a href="http://ferrez.blogspot.com/2009/02/arruaca-e-puta-que-o-pariu.html">Ferréz</a> não concorda nem um pouco com o ponto de vista acima e publica uma  carta da União de Moradores de Paraisópolis. Irritado com a forma como a imprensa rotulou os moradores da favela, ele conclama as pessoas a fazerem uso de seus próprios canais de informação para mostrarem o outro lado dos acontecimentos:</p>
<blockquote><p>O Jornalismo canalha não para.<br />
Expõe protesto como arruaça, como bagunça, e em nenhum canal, em nenhum jornal explicaram que tudo começou por um atropelamento.<br />
Paraisópolis não pode se manifestar, manifesto é ter trailer lotado de gente fantasiada na Paulista.<br />
Paraisópolis não pode achar ruim de ter mais um menino morto por causa de uma simples lombada ou um sinal, tá faltando farol em São Paulo? acho que não, vai pro Jardins, vai pro alto de Pinheiros e você vai ver onde eles se concentram, para evitar que o boy com a cara cheia de álcool, coca, maconha volte da balada e corra algum risco.<br />
aqui! pancada, rojão, pneu queimado, tudo isso pra mostrar pro estado porco que agente dá valor pra uma vida.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.joildo.net/artigos/porque-teve-essa-explosao-de-violencia-em-paraisopolis/">Joildo Santos</a> não se surpreende que a imprensa brasileira prefira esconder a realidade da população, ao deixar entender que fatos como que os que ocorreram em Paraisópolis são casos isolados, que podem ser resolvidos apenas com ocupação policial:</p>
<blockquote><p>A tese de muitos é exemplificada da seguinte maneira: “Ao encontrar sua filha transando no sofá, o sujeito joga fora o sofá”, resolvendo assim um problema eminentemente de educação sexual.</p>
<p>Não adianta virar a cara para o outro lado e achar que bloqueando a comunidade esses problemas vão ser resolvidos, fingir que se preocupa também não adianta, o problema continua lá. O que falta é comprometimento e descer do pedestal de senhores iluminados e buscar arregaçar as mangas em prol da população.</p>
<p>A ameaça do Morumbi é aumentar a pressão sobre Paraisópolis. Costumamos dizer que “Não existe Morumbi bom com Paraisópolis Ruim.”</p></blockquote>
<p>O caro bairro do Morumbi e a favela Paraisópolis são bairros vizinhos. O contraste social pode ser visto bem claramente <a href="http://www.fototucavieira.com.br/default.asp?ReferenciaCor=0&amp;ID_Categoria=28&amp;Alinhar=1&amp;Idioma=&amp;Imagem=5">nessa foto</a>, onde apartamentos de luxo e a pobreza da favela – lado a lado – fazem dessa uma imagem surreal nas inequalidades de São Paulo. É também uma ironia que Paraisópolis significa cidade do paraíso. <a href="http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/miltonjung/2009/02/03/a-paraisopolis-esta-no-datena/">Milton Jung</a> nos lembra há um outro lado da Paraisópolis que é sempre facilmente esquecido:</p>
<blockquote><p>A Escola do Povo, o Barracões do Sonho, a  Crescer Sempre, o projeto de capacitação de jovens na prevenção às violências e ao uso abusivo de álcool, os R$ 117 milhões para urbanizar a favela e mais um mundo de ações desenvolvidas neste complexo com mais de 80 mil pessoas serão esquecidos. E todos transformados “nestes bandidos” - expressão tão comum quanto injusta por igualar os diferentes.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Timor: 9 anos de internet, só um ISP e um grande abismo digital</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/02/timor-9-anos-de-internet-so-um-isp-e-um-grande-abismo-digital/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/02/timor-9-anos-de-internet-so-um-isp-e-um-grande-abismo-digital/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 02 Feb 2009 18:32:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[East Asia]]></category>
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		<description><![CDATA[O primeiro computador só chegou em Timor Leste no início dos anos 90; Apenas em 1997 o domínio .tp foi registrado, e em 2 de fevereiro de 2000, pela primeira vez, Timor Leste foi conectado à internet. Seis anos depois, em 2006, a estimativa do número de internautas era de apenas 1.200 e ainda hoje não existe banda larga. No primeiro artigo dessa série, marcando o 9º aniversário da chegada da internet em Timor Leste, seremos apresentados ao grande abismo digital no qual se encontra o país.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/sara-moreira/">Sara Moreira</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/02/02/one-only-isp-and-one-big-digital-gap-in-east-timor/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>Nove anos após a chegada da internet no <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Timor_Leste">Timor Leste</a>, as grandes dificuldades enfrentadas pelo país não estão apenas relacionadas ao acesso físico à tecnologia, mas também à capacitação e ao acesso a recursos que aumentem a participação do “cidadão digital”. O país é limitado em termos de acesso a tecnologias da informação e comunicações (TIC) e também carece na aquisição de competências relacionadas a essa área.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-56230" title="A telephone cabin in East Timor" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/tepefone.jpg" alt="" width="241" height="167" />Timor Leste enfrentou longos períodos de ocupação e teve que lutar pela sua independência com resultados trágicos. A violência que se alastrou após o referendo devastou a infra-estrutura social e de comunicação. Quando o país se tornou a primeira nação do século XXI, não havia praticamente nenhum aparato tecnológico.</p>
<p>Resumindo,</p>
<blockquote><p><a href="http://www.digital-review.org/2005-6PDFs/2005%20C27%20tp%20tl%20Timor%20Leste%20215-217.pdf" target="_blank">o primeiro computador só chegou no início dos anos <strong>90</strong></a>. [en]<br />
<strong></strong></p></blockquote>
<p>Em <strong>1997</strong>, antes da independência de Timor, .tp foi registrado como domínio de país pela Connect-Ireland, em um gesto de apoio aos líderes timorenses exilados, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ximenes_Belo" target="_blank">Bispo Carlos Ximenes Belo</a> e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Ramos-Horta" target="_blank">José Ramos-Horta</a>, que tinham ganhado o Prêmio Nobel da Paz em 1996. Martin Maguire, diretor de projeto na Connect, <a href="http://www.wsws.org/articles/1999/mar1999/hack-m03.shtml" target="_blank">fez a seguinte declaração em 1999</a> [en] depois que a empresa sofreu um ataque, aparentemente por parte de hackers na indonésia:</p>
<blockquote><p>We noticed that the East Timor domain was available and assumed that the Indonesians would not wish to register it for political reasons. We made a suggestion to the East Timor Campaign and they were interested, so we set up the first virtual country on the Web as a platform for the East Timorese.</p></blockquote>
<div class="translation">Percebemos que o domínio de Timor Leste estava disponível e presumimos que a Indonésia não quereria registrá-lo devido a motivos políticos. Sugerimos [o registro] à Campanha Timor Leste e eles se interessaram, então configuramos o primeiro país virtual da internet como uma plataforma para o povo de Timor.</div>
<p>Em um empreendimento com a Telstra da Asutrália, ao que consta</p>
<blockquote><p><a href="http://www.digital-review.org/2003-4PDFs/279-282%20Timor-Leste%20Final%20May.pdf" target="_blank">a primeira conexão à internet foi estabelecida em 2 de fevereiro de <strong>2000</strong> pela UNDP</a>. [en]</p>
<p><strong></strong></p></blockquote>
<p>Isso foi há nove anos. Sendo o <a href="http://www.aneki.com/poorest.html" target="_blank">mais pobre dos países da Ásia</a>, com <a href="https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/tt.html#People" target="_blank">mais de 40% da população analfabeta e desempregada</a>, e enfrentando frequente instabilidade política, é o setor das telecomunicações que parece ser, no entanto, um fator vital para a reconstrução de Timor Leste.</p>
<p>Em <strong>2003</strong>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Communications_in_East_Timor" target="_blank">o governo de Timor Leste estabeleceu a Timor Telecom (TT)</a> [en] como o provedor de todos os serviços de comunicação, em conjunção com a Portugal Telecom (a quem pertence 50,1% da TT). Além de atender à toda a população, através de um monopólio que durará pelo menos até 2017, TT é também responsável pela reconstrução da infraestrutura de dados e voz responsible, além de prover serviços de internet.</p>
<p>Até <strong>2004</strong>, estimava-se que o governo possuia 1.000 computadores, embora apenas 70 deles estivessem conectados à nternet.</p>
<p>A internet é rara, lenta e cara, o que simplesmente acarreta a inexistência de serviços como e-commerce e até blogues. Em um país onde as pessoas vivem com menos de US$ 2,00 ao dia, o preço cobrado por <a href="http://www.timortelecom.tp/pt/planos_9.html">15 minutos de Internet chega a US$ 0,50</a>. Até mesmo a Universidade Federal de Timor Leste encontra sérias restrições, já que sua conexão de 56 Kbps custa US$ 3.000,00 ao mês para ser dividida por 40 computadores. De acordo com uma usuária:</p>
<blockquote><p><a href="http://pub43.bravenet.com/forum/3689080653/fetch/134782">A ligação é muito lenta pelo que fica muito caro qualquer consulta na internet.</a> [pt]<a href="http://pub43.bravenet.com/forum/3689080653/fetch/134782"><br />
</a></p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-56233" title="delay1" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/delay1.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>&#8220;Sem&#8230;pre &#8230;que&#8230; você&#8230; fala&#8230; há&#8230; um&#8230; atra&#8230;so</strong></p>
<p>Luis Ramos, um protuguês ex-professor de TI na Universidade Federal, <a href="http://luisramostravel.blogspot.com/2007/04/coisas.html" target="_blank">escreveu em 2007</a> [pt]:</p>
<blockquote><p>Alguém me disse que o governo de Timor Leste tem no total 13Mbps de largura de banda para acesso ao backbone internacional, isto é, a ligação de todo o país à internet é de 13Mbps. Ora, destes 13Mbps: 6Mbps são reservados ao governo e os outros 7 para uso geral, isto é: toda a gente em Timor. Quanto é que se consegue ter numa casa Portuguesa? 4Mbps? Como tenho andado a ensinar aos meus alunos de redes, 13Mbps são pouco mais que 13300 kbps. Na universidade temos uma rede local com cerca de 40 computadores que partilham uma ligação de internet de 256kbps.<br />
No bairro temos uma ligação à internet de 64kbps que é partilhada por todos os professores.<br />
Ora vamos lá falar de Quality of Service (QoS). O QoS é um serviço que ajuda a garantir que todos os utilizadores tenham a largura de banda que subscreveram. Em Timor não deve haver isso. Lembram-se dos modems que se usavam em Portugal há uns anos? Esses modems tinham velocidades de 33kbps e depois de 56kbps, aqui temos um de 64kbps. Como não há QoS (suponho), esta ligação aqui em Timor é mais lenta que esses modems em Portugal. 13Mbps dá para 200 ligações de 64, e 5 eu já as conheço.</p>
<ul>
<li> gmail.com ao meio-dia: 30 segundos para poder por a password.</li>
<li>google.com? 10 segundos para carregar!</li>
</ul>
</blockquote>
<p>Se por um lado é necessário um grande esforço para reconstruir a infraestrutura de comunicação, por outro, a receita da Timor Telecom é tida alta, como <a href="http://hilarionolasco.blogspot.com/2008/10/i-am-still-very-young.html" target="_blank">Hilário Nolasco</a> [tet], trabalhador timorense da Timor Telecom, reclama:</p>
<blockquote><p>Hau mak kiik liu compara ho trabalhador tomak TT nian iha tinan 2007 no 2008, colega balun bolu hau putu, balun dehan hau labarik maibe ida nee la iha diferencia iha servicu laran, hau gosta servico iha TT tamba iha ambiente nebe diak excepto valorizacao ba hau nia servico quando compara ho rendimento empresa nian ………..iha exploracao nebe bot la halimar!.</p></blockquote>
<div class="translation">Fui a pessoa mais jovem a trabalhar para a TT em 2007 e 2008. Alguns colegas me chamam de “kid”, outros dizem que sou uma criança, mas isso não faz diferença nenhuma para o meu trabalho. Gosto de trabalhar para TT porque o ambiente é bom, embora meu trabalho não seja valorizado quando comparado ao rendimento da empresa&#8230; Tem muita exploração, na moral!</div>
<p>O mesmo blogueiro, em um <a href="http://www.facebook.com/video/video.php?v=1008333020291&amp;oid=32302924331#/video/video.php?v=1008338700433&amp;oid=32302924331" target="_blank">comentário no Facebook no vídeo Tempo Semanal Vox Pop</a> [tet] onde uma mulher responde à pergunta “Timor Telecom, Boa ou Ruim?”, enfatiza a necessidade de se equilibrar pontos de vista sobre a infraestrutura de telecomunicações ao falar da reconstrução do país:</p>
<blockquote><p>Ne&#39;e Maluk Timor oan sira temke akompanha mos prosesu dezemvolvimento iha mos rai seluk para ita Timor Ne&#39;e Lebele Ketingalan Imformasi…Labele Hare deit Parte ida maibe temke hare mos parte seluk….Obrigado…</p></blockquote>
<div class="translation">Todos nós devemos passar por um processo de desenvolvimento, assim como todos os outros países precisam, para que o Timor não sofra de um abismo em termos de informação. Não podemos apenas olhar um lado da questão, devemos também olhar o outro.</div>
<p>Entretanto, começam a aparecer <a href="http://www.youtube.com/watch?v=P-g5ejC4QgQ" target="_blank">peças de zombaria</a> contra o monopólio da TT, como o vídeo “Timor Telecom Você é Uma Piada” publicado no YouTube pelo usuário <a href="http://uk.youtube.com/user/kmfw72">kmfw72</a>, cujas imagens capturadas da tela ilustram esse artigo.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/P-g5ejC4QgQ&amp;hl=fr&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/P-g5ejC4QgQ&amp;hl=fr&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Jeremy Wagstaff <a href="http://www.loosewireblog.com/2006/05/internet_darkne.html" target="_blank">expresa seu desapontamento</a> [en] quanto ao abismo digital formado em Timor Leste à época da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Crise_timorense_de_2006">crise timorense de 2006</a>. Naquela época, apenas um site timorense tinha informações sobre o levante, <a href="http://www.suaratimorlorosae.com/" target="_blank">Suara Timor Lorosae</a> (site que esteve inativo até recentemente), e que fora a fonte principal de notícias no país. Existe também uma boa quantidade de pontos de vista timorenses colhidos durante uma investigação da ONU sobre a crise. O relatório foi publicado em um grupo no Yahoo de <a href="http://groups.yahoo.com/group/east-timor-studies/" target="_blank">Estudos sobre o Timor Leste</a>.</p>
<blockquote><p>I can find no East Timor site working out of East Timor that has any information about this uprising, the most important development in the country’s recent history. OK, so not many Timorese have access to the Internet but this is a vital link with the outside world, a chance for Timorese to convey what is going on to governments, exiled Timorese, interested readers and others. Now, in the midst of terrible violence and the humiliation of seeking outside military intervention, there is again no domestic media getting the story to the world’s most important medium.</p></blockquote>
<div class="translation">Eu não consigo encontrar nenhum site do Timor Leste que funcione a partir do Timor Leste e que tenha informações sobre esse levante, o mais significante processo da recente história do país. OK, não são muitos os timorenses que têm acesso à internet mas esse é um link fundamental com o mundo lá fora, uma chance para o timorense expressar o que está acontecendo para governos, timorenses exilados, leitores interessados e outros. Agora, em meio a uma terrível violência e a humilhação de buscar intervenção militar exterior, mais uma vez, não tem nenhum organismo de imprensa nacional trazendo notícias para os veículos mais importantes do mundo.</div>
<p>Embora o <a href="https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/tt.html#Comm" target="_blank">número de usuários da internet</a> em 2006 fosse estimado em 1.200, a quantidade de sites apoiados pelos cidadãos timorenses, no idioma tetum, tem crescido. Alguns exemplos a serem destacados são a versão da <a href="http://tet.wikipedia.org/wiki/P%C3%A1jina_Mahuluk" target="_blank">Wikipedia</a> em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Tetum">tetum</a>, e alguns sites de notícias, como <a href="http://temposemanaltimor.blogspot.com/" target="_blank">Tempo Semanal</a> e <a href="http://klaak-semanal.blogspot.com/" target="_blank">Kla&#39;ak Semanal</a>. Nove anos após a primeira conexão, em 2 de fevereiro de 2009, <a href="http://www.timortelecom.tp/eng/planos_internet_uk.html">estão disponíveis apenas conexões analógicas discadas</a> e 285 servidores de internet.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-56231" title="no broadband yet!" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/broadband.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>&#8230;e ainda estamos aguardando a chegada da banda larga também!</strong></p>
<p>No próximo artigo dessa série, você conhecerá <a href="http://www.suaimediaspace.org/history/history-of-friendship/friends-of-suai/jen-hughes/" target="_blank">Jen Hughes</a>, fundadora do <a href="http://www.suaimediaspace.org/" target="_blank">Suai Media Space</a> [en] - um projeto de mídia social conectando o povo de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Suai">Suai</a> à comunidade internacional, cujo sonho é: “fazer que as vozes da juventude de Suai sejam ouvidas no mundo inteiro”. A documentarista australiana descreverá sua experiência tentando trazer a tecnologia a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Suai">Suai</a>, ao sul de Timor Leste.</p>
</div>
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		<title>Angola: Novos aeroportos trazem contradições e polêmica</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/01/23/angola-novos-aeroportos-trazem-contradicoes-e-polemica/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 Jan 2009 17:24:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claraonofre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A construção de novos aeroportos internacionais em Luanda, um deles custando 74 milhões de dólares, é um assunto polêmico que está dando o que falar na blogosfera angolana. Será que a cidade precisa mesmo de mais de um bom aeroporto internacional?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/clara-onofre/">Clara Onofre</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/claraonofre/'>claraonofre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/01/23/angola-controversy-and-contradictions-over-new-airports/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Angola prepara-se para receber em 2010 o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Copa_das_Na%C3%A7%C3%B5es_Africanas">CAN Africano das Nações</a> (futebol), evento que enche de orgulho os angolanos e que motiva a construção de infra-estruturas adequadas para receber jogadores e visitantes estrangeiros. A ampliação do novo aeroporto Internacional de Luanda 4 de Fevereiro – tem este nome porque marca o início da luta  de libertação nacional - faz parte da lista de construções.</p>
<p>Setenta e quatro milhões de dólares foi o valor disponibilizado pelo estado angolano para a reabilitação e ampliação do aeroporto, cuja duração está prevista para um ano. As obras já estão em andamento e o aeroporto irá contar com uma área do terminal de passageiros que por sua vez será composta por duas salas de embarque modernas e devidamente apetrechadas e terá 28 balcões de check-in com capacidade para acolher mais de 3 milhões de passageiros por ano.</p>
<p>As obras estão divididas em duas fases. A primeira visa o desembarque, o parque de estacionamento (com lugares para cerca de dez autocarros, 24 táxis e 650 viaturas diversas) e a pista principal. A segunda abrange o embarque e o segundo piso.</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-1526" title="Luanda Airport" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/01/2007052118334357.jpg" alt="Luanda Airport" /></p>
<p>O projecto tem recebido boas críticas. <a href="http://meninosavoltadafogueira.blogspot.com/2008/10/novo-aeroporto-internacional-de-luanda.html">Maria Liberdade do blog Meninos à volta da fogueira</a> publica a imagem acima e expressa o seu contentamento:</p>
<blockquote><p>“Boas notícias. Hoje foi-nos apresentado o projecto para o novo aeroporto de Luanda e pudemos saber mais detalhes sobre este projecto colossal que é uma das obras que mais impacto terá na nova imagem da cidade de Luanda, com capacidade para albergar até ao ultimo Airbus A380*. O novo aeroporto é a cúspide da modernidade. Esperamos que além das estruturas projectadas, os projectistas tenham em conta espaço para futuras ampliações, pois o país continua a crescer. Espero aterrar no novo aerporto em 2010, como o previsto”.</p></blockquote>
<p>*Nota da autora: o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Airbus_A380">Airbus A380</a> é o maior avião de passageiros do mundo.</p>
<p>Convém referir que estava prevista a construção de um novo aeroporto de raíz financiado pela China, mas entretanto as obras pararam para dar lugar à reabilitação e ampliação do 4 de Fevereiro. Mas sobre este assunto, existe polémica e  afirmações contraditórias vindas de alguns governantes e opiniões desfavoráveis sobre a localização do mesmo.  O autor do blog <a href="http://desabafosangolanos.blogspot.com/2005/09/novo-aeroporto-internacional-de-luanda.html">Desabafos angolanos</a> cita um desses exemplos:</p>
<blockquote><p>“Vai ser construído um novo Aeroporto Internacional, que ninguém sabe em quanto está orçado, sabe-se apenas que vai ser financiado com crédito concedido pela China. O novo aeroporto vai-se situar na província do Bengo no Bom Jesus e não foi aprovado em Conselho de Ministros e segundo o Jornal Angonotícias, a mão de obra é maioritariamente chinesa, quando há milhões de angolanos desempregados. Que vergonha! Descrédito total pela democracia, pela assembleia e pelos angolanos). Gostava de saber se o governo ou as pessoas que autorizaram esta construção, esperam o crescimento do tráfego aéreo e o crescimento de turistas em Angola; se há estudos que provem que Luanda precisa mesmo de mais um aeroporto e quantas vão ser as companhias aéreas que vão operar a rota Luanda?!</p>
<p>Temos as passagens mais caras do mercado! Turismo no nosso país, não existe! Como pensam ligar o Bengo a Luanda? Os turistas aterram no aeroporto (a intenção é construir um grande aeroporto moderno e luxuoso) e assim que saem, só vêem bairros de lata até chegar a Luanda, em estradas esburacas e cheias de trânsito desordeiro, sem transportes públicos ou seja, chegam a uma cidade cheia de caos, suja e sem beleza!</p>
<p>Acredito que se este projecto for adiante e isto é a minha opinião, os angolanos vão pagar uma factura cara sem necessidade. Estou de acordo que o nosso actual aerporto não nos serve e mete dó…mas isso só porque está sub-aproveitado e mal gerido.”</p></blockquote>
<p>Outros aeroportos como os das províncias do Huambo, Benguela, Cabinda, Luena, Kuíto, Saurimo e Dundo vão ser igualmente alvo de obras de reabilitação.</p>
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		<title>Angola: Um país com imenso potencial turístico não explorado</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/12/14/angola-um-pais-com-imenso-potencial-turistico-nao-explorado/</link>
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		<pubDate>Sun, 14 Dec 2008 19:16:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claraonofre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Angola possui paisagens incríveis, ricas e variadas fauna e flora, e um extenso sistema de parques nacionais, o que faz com que o país ofereça algo para todos os tipos visitantes. No entanto, a maior parte do seu potencial está ainda a ser descoberto, e, se bem explorado, pode vir a tornar Angola o maior destino turístico da África.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/clara-onofre/">Clara Onofre</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/claraonofre/'>claraonofre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/12/14/angola-a-country-with-huge-untapped-tourism-potential/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Angola é como toda a gente sabe um país bonito. Com uma área total de cerca de 1.246.700 km2, este país encerra paisagens diversas que passam pelas belezas naturais das praias de água morna de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Benguela_(prov%C3%ADncia)">Benguela</a>, pela densa e rica floresta do Maiombe em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cabinda_(prov%C3%ADncia)">Cabinda</a> ou pelo lendário <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Deserto_do_Namibe">deserto do Namibe</a>, único lugar do mundo onde cresce a bela e peculiar <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Welwitschia_mirabilis"><em>welwitschia mirabilis</em></a>.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/calips96/257076490/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1472" title="257076490_8a18c47599" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/257076490_8a18c47599.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Welwitschia Mirabilis, foto do usuário do flickr <a title="Link to calips96's photostream" href="http://www.flickr.com/photos/calips96/">calips96</a> usada sob licensa da Creative Commons.</strong></p>
<p>Apesar destes cartões postais, Angola ainda não é destino turístico. Existem parcas infraestruturas para acolher devidamente quem queira vir apenas passear. No entanto, a reconstrução acelerada que se faz sentir um pouco por toda a parte, indica-nos que para lá se caminha. De acordo com o o ministro da Hotelaria e Turismo Jorge Alicerces Valentim, “com a paz, Angola tornar-se-á um destino turístico por excelência graças ao ecoturismo, à riqueza da sua cultura tradicional, as suas belissímas praias de águas quentes, as suas planícies, as suas montanhas que rasgam os céus de África. O actual clima de segurança que Angola apresenta faz dela uma região onde os investidores estrangeiros visitam com muito entusiasmo, porque estão esperançosos em encontrar oportunidades de investimento na construção, nos transportes, nas obras públicas, na saúde, nas comunicações, nas infraestruturas hoteleiras e turísticas e em várias áreas de serviços”.</p>
<p>Enquanto isso, estrangeiros e angolanos aproveitam as belezas deslumbrantes que Angola tem para oferecer. <a href="http://spindola.blogspot.com/2008/03/lubango-huila.html">Spindola</a>, blogger brasileiro, escreve no seu blog o encanto que sentiu ao conhecer a bonita província da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hu%C3%ADla">Huíla</a>:</p>
<blockquote><p>“A Huíla é com certeza, entre as províncias que visitei, a que tem melhor estrutura. Além disso o Lubango é uma cidade linda, conhecida pelos seus moradores como a Europa de África. O frio durante o dia e principalmente à noite, dá o ar aconchegante a esse lugar. O Lubango é famoso não só pelo seu clima como também pela serra da Leba. Faltam-me palavras para descrever tamanha beleza. É com certeza dos lugares mais lindos que tive a oportunidade de conhecer. A estrada da serra visa ligar o Namibe à Huíla. Dizem que antes da estrada era necessário dar um contorno muito grande. A obra foi realizada por uma mulher, uma inglesa. Fico imaginando como deve ter sido essa aventura. Como se não bastasse a estrada que é uma beleza estonteante, no mesmo local uma cachoeira maravilhosa. O barulho das águas preenche aquele lugar como se fosse uma música. Um frio gostoso da serra dá um ar todo romântico. As nuvens que se formam no local ficam abaixo do seu olhar, parece que estamos acima do céu. Por trás das nuvens de fim de tarde, o sol projectava uma luz. Não consigo achar definição melhor para essa luz que “ a imagem de Deus”. Todo visitante ou morador de Angola deveria conhecer o Lubango. Realmente vale muito a pena o passeio”.</p>
<p><a href="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/europaemangola.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1473" title="europaemangola" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/europaemangola.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>&#8220;Lubango, a Africa européia&#8221;, foto de <a href="http://spindola.blogspot.com/2008/03/lubango-huila.html">Spindola</a></strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone size-full wp-image-53973 aligncenter" title="serradaleba" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/serradaleba.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong>“Serra da Leba”, foto <a href="http://spindola.blogspot.com/2008/03/lubango-huila.html">Spindola</a></strong></p>
</blockquote>
<p>Passear por esta Angola misteriosa de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Adansonia">baobás</a> e acácias rubras, é de facto maravilhoso, mas conforme já aqui foi escrito, o país não está preparado para receber turistas. As estradas esburacadas, a falta de bons hotéis, a presença de alojamento nas cidades pequenas e de restaurantes torna tudo mais complicado. Viajar para determinadas cidades torna-se por vezes uma dor de cabeça. Peter do blog <a href="http://hotelluanda.blogspot.com/2008/04/beleza-interior.html">Hotel Luanda </a>descreveu a sua viagem feita pelas terras de Malange com destino às imponentes Quedas de Kalandula:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">“Deixamos cedo a cidade de Malange rumo às Quedas de Kalandula. O percurso fez-se em constante deslumbramento por entre buracos de estrada e muitas paragens para contemplar e gravar tantas imagens de rara e enorme beleza. O enorme capim cortado pelas águas de um rio que serpenteia pela planície e que sob ela passa várias várias vezes e pelas sanzalas junto à estrada, onde nascem mais olhares de crianças por cada carro que passa. Chegamos enfim a Kalandula, uma pequena e acolhedora povoação situada no alto de um planalto, imponente como uma rainha que do seu trono observa suas terras ao longe. Conserva ainda algumas marcas do colonialismo nas casas, igrejas e costumes da terra que tem simpatia como sinónimo. Chegamos logo depois às Quedas de Kalandula. As segundas maiores quedas de água de todo o continente africano, com cerca de 100 metros de vertiginosa altura. Vistámos também Pungo Andongo. Uma povoação escondida no seio das pedras altas que nos faz logo pensar que foram as próprias rochas que nasceram em sua volta, como uma muralha para a proteger do resto do mundo. Três ou quatro casas, uma igreja em ruínas, um posto médico e uma escola renovada…quase como uma miragem impossível…como é possível existir vida ali? Mas existe. Compreendi que ainda se pode encontrar em Angola a harmonia entre o homem e a natureza”.<a href="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/dscn1736.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1474" title="dscn1736" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/dscn1736.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Kalandula Waterfall, photo by <a href="http://hotelluanda.blogspot.com/2008/04/beleza-interior.html">Hotel Luanda</a> blog</strong></p>
</blockquote>
<p>De acordo com o blog <a href="http://africaminhami.blogspot.com">África Minha</a>, este ano foi inaugurada na província de Malange uma unidade hoteleira de luxo composta por 28 quartos, 4 suites executivas, 4 presidenciais e uma piscina. É o primeiro hotel do género daquela região do país. Assim como Malange foi “premiada” com um hotel de luxo, outras províncias terão o mesmo privilégio, através da construção de resorts, residenciais e outras casas do género.</p>
<p>Por ser um campo inexplorado, o turismo em Angola é alvo de atenção por parte de empresários estrangeiros, nomeadamente portugueses. Mas a já conhecida dificuldade na obtenção de vistos torna estes projectos de construção uma tarefa ádua de concretizar. <a href="http://cangue.blogspot.com/2007/11/como-acordar-o-turismo-angolano.html">Feliciano J. R. Cangue</a> faz uma análise interessante no seu blog:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: left;">“Em todo o mundo o turismo é um sector da economia que se devidamente explorado, pode gerar novos postos de trabalho e assumir uma grande participação na renda nacional. O nosso país que hoje possui cerca de 80% da sua mão de obra activa na informalidade, pode atrair esse fluxo para o país. Para tal, o mercado turístico precisa desenvolver projectos que o impulsionem e potencializem o mercado turístico. Isso pode resultar em desenvolvimento económico e postos de trabalho. O turismo em muitas situações, ajuda a fixar o homem no campo, principalmente no momento em que presenciamos o êxodo rural. No nosso caso específico, sempre que ouço falar de turismo, fala-se normalmente da construção de hotéis. É verdade que a situação é crítica nessa área devido à guerra que o país passou. Precisamos investir de forma intensa na divulgação e fidelização do cliente. Isso envolve um bom atendimento ao turista. Para tal, pessoas que moram em locais turísticos precisam ser treinadas para desenvolvam espírito hospitaleiro recebendo os turistas com o máximo de boa vontade, presteza e simpatia e porque não aprender os principais termos que lhes permitam estabelecer a comunicação com turistas. Além disso, precisam preservar (livrar do mal) e conservar (manter) os locais turísticos como: as nossas florestas tropicais, formações rochosas extraordinárias, rios, lagos, quedas de água, parques nacionais, montanhas, grutas, praias, etc. Os profissionais da área precisam agir de uma forma inovadora, não deixando que apenas o ministro do turismo se debata sozinho. O sector precisa oferecer a prestação de serviços e atendimento de alta qualidade aos turistas. As embaixadas e consulados precisam também facilitar a concessão de vistos de turista. Precisamos sair do amadorismo. Temos tudo para sermos o maior paraíso turístico africano”.</p>
</blockquote>
<p>O turismo angolano tem estado a evoluir positivamente, os resultados alcançados e os dados estatísticos mostram-nos esta realidade. O blog <a href="http://www.angolaxyami.com/Viagens/Estatistica-das-regioes-emissoras-de-turistas-para-Angola-87.000-turistas-no-2007.html">Angola Xyami</a> traz os números da evolução do turismo na última década, e espera que &#8220;o turismo em Angola ganhe novas perspectivas e que possamos ultrapassar os 87,4 mil turistas que recebemos no ano de 2007&#8243;:</p>
<blockquote><p>O ano de 1999 registou um movimento de 45,5 mil turistas, em 2000 de 50,7 mil e em 2001 de 67,4 mil. Em termos relativos, esta evolução revela um aumento de 11,42% entre 1999 e 2000 e 32,9% de 2000 a 2001, mas entre 2002 e 2006, o movimento chegou a mais de 55 por cento. Do ponto de vista das principais regiões emissoras de turistas para Angola, a Europa continua a ser a maior com um total de 30,8 mil turistas em 2000, representando 61% do total geral das chegadas às fronteiras. Em 2001, passou para 38,2 mil turistas, representando 76,4%, dados que sofreram alteração de mais 10% até Setembro de 2007.</p></blockquote>
<p>Para obter mais detalhes sobre a situação actual do turismo em Angola, visite o site da <a href="http://embangola.artedesign-net.pt/content.php?id=noticia&amp;nid=1003">Embaixada de Angola em Portugal</a>. Para ver mais fotos, visite o blog <em><a href="http://fotoangola.weblog.com.pt/">Angola em Fotos</a></em>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Estarão as mulheres deixando o Egito mais pobre?</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/12/05/estarao-as-mulheres-deixando-o-egito-mais-pobre/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Dec 2008 20:17:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elisa Thiago</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<description><![CDATA[Mulheres: Deveriam elas ficar em casa e criar filhos ou trabalhar e dar sua contribuição? Uma dúvida polêmica que Fantasia's World tentou responder em seu blog: Você está fazendo com que seu país fique ainda mais pobre?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/marwa-rakha/">Marwa Rakha</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/elisathiago/'>Elisa Thiago</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/11/28/are-women-making-egypt-poorer/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Mulheres: Deveriam elas ficar em casa e criar filhos ou trabalhar e dar sua contribuição? Uma dúvida polêmica que Fantasia&#39;s World tentou responder em seu blog: <a href="http://fantasia4ever.blogspot.com/2008/10/are-you-making-your-country-poorer.html">Você está fazendo com que seu país fique ainda mais pobre?</a> [en]</p>
<p>Fantasia dedica seu blog a</p>
<blockquote><p>all the bitter, ever-complaining, dissatisfied housewives.. who were once my school buddies, university comrades, and work colleagues, but have chosen to stay at home after marriage.</p></blockquote>
<div class="translation">todas as donas de casa amargas, eternamente reclamonas, insatisfeitas.. que foram,  certa vez, minhas amigas de escola, camaradas da universidade e colegas de trabalho, mas que escolheram ficar em casa após seus casamentos.</div>
<p>Fantasia descreve a natureza de seu relacionamento com as amigas citadas acima, ao dizer:</p>
<blockquote><p>Sorry, all. You have always found me to be your comforting pillow.. always an attentive listener, with whom you can split your pains, and someone you can always count on for relief. You&#39;ve always found me to have a great ability to sympathize, or even empathize.<br />
I&#39;ve always understood your weaknesses, and swallowed your follies.. being careful not to criticize you or blame you until you are totally in the right mood for thinking and re-evaluating your acts. I was extra gentle with matters of the heart.. less with life-defining decisions.. yet constantly focusing on absorbing your pain and frustration. I am still the same.</p></blockquote>
<div class="translation">Me perdoem, vocês todas. Vocês sempre me tiveram como seus travesseiros consoladores.. sempre uma ouvinte atenta com quem dividir suas dores e alguém com quem vocês podem sempre contar para uma ajuda. Vocês sempre me consideraram uma pessoa com grande capacidade de demonstrar simpatia ou mesmo empatia.<br />
Sempre compreendi suas fraquezas e engoli suas tolices.. sendo cuidadosa para não criticá-las ou culpá-las até que estivessem com o humor certo para pensar e re-avaliar os seus atos. Era particularmente branda com as questões do coração&#8230; menos com as decisões essenciais da vida.. ainda que, como sempre, me concentrando em neutralizar suas dores e frustrações. Ainda sou a mesma.</div>
<p>E agora vem a parte que atiçou a fogueira:</p>
<blockquote><p>Only one thing is too many for me.. and that is when you complain that you are stuck in a bad marriage, having to stick to a tight budget (complaining about the high cost of living), and that you can&#39;t help transferring your anger unto your kids! Now, that&#39;s way too much. I can&#39;t absorb that.. and you&#39;d better be ready to find your emotional sponge turn rock-solid.<br />
I seriously don&#39;t get it! You said that your family needs all your time, so that&#39;s why you don&#39;t need a job.. then you complain of loneliness and the huge spare time you are never able to fill! You said that your husband has got a handsome income that would make your slim salary seem ridiculous, that&#39;s why you&#39;re better off without your work.. then you complain that prices are rising and that your budget is getting tighter! You said that work for women is not primary.. then you envy your ex-colleagues whenever one of them gets promoted or whenever you see one of&#39;em on TV! You just turned into one of those horrible women you once hated and criticized. You are searching for the faults in others to prove that nobody is perfect, as if this will calm you deep inside, instead of trying to improve your life or make it a happier one.</p></blockquote>
<div class="translation">Só uma coisa é demais para mim.. é quando vocês reclamam de estar presa a um casamento ruim, tendo que aceitar um orçamento apertado (reclamando do alto custo de vida) e  não conseguindo deixar de descontar sua raiva em seus filhos! Agora, isso também já é demais. Não consigo entender essa questão.. e é bom que vocês estejam prontas para ver sua esponja de emoções tornar-se dura como uma rocha.<br />
Francamente, não entendo essa! Vocês disseram que suas famílias precisam de todo o seu tempo, e é por isso que vocês não precisam de um trabalho.. mas aí vocês reclamam de solidão e do enorme tempo livre que vocês, jamais, são capazes de preencher! Vocês disseram que seus maridos têm uma renda boa que faria seu magros salários parecerem ridículos, e é por isso que vocês estão melhores sem emprego.. mas aí vocês reclamam que os preços estão subindo e seus orçamentos estão ficando mais apertados! Vocês disseram que o trabalho para as mulheres não é algo primordial.. e no entanto vocês sentem inveja de suas ex-colegas quando são promovidas ou vocês vêem uma delas na TV! Vocês se tornaram aquelas mulheres horrorosas que uma vez odiaram e criticaram. Vocês estão procurando falhas nos outros para provar que ninguém é perfeito, como se isso fôsse acalmá-las lá no fundo, no lugar de tentar melhorar suas vidas ou torná-las mais felizes.</div>
<p>Depois disso, se aprofunda em explicar como as mulheres que ficam em casa tornam o Egito mais pobre:</p>
<blockquote><p>Belonging to the third world is not like being a member in a club. A country earns its place in the so-called third world because it belongs there.. it is poor, has a slow development rate, and does not contribute much (if any) to global economy or development (for example, in scientific research). Hence, if a country does what you do.. that is, become dependent on other productive countries.. it fits into the third world. And as long as half the population in those countries think the way you do, then those countries have got zero chance in improvement.<br />
To be able to imagine how weak our production rate is, I&#39;ll just give a couple of examples.. The average productivity of an Egyptian citizen is estimated to be around 1000$ a year.. and it tends to be fixed around this figure through many years.. while in Israel for example, a citizen produces the equivalent of 15000$/year.. And in a country which used to belong to the third world only a few years ago like Singapore, this amount reaches 45000$ per capita.. meaning that the productivity of the Singaporean citizen is 45 times as much as that of his Egyptian counterpart!! Now, where can this get us for God&#39;s sake?<br />
It is as simple as this.. there are 78 million Egyptians.. half of them are brought up to think that their primary role in life is to reproduce and serve their households. Then the whole population is dependent on the other half to feed them and satisfy their basic needs.. How lovely!</p></blockquote>
<div class="translation">Pertencer ao terceiro mundo não é como ser associado a um clube. Um país ganha seu lugar no dito terceiro mundo porque faz parte dele.. é pobre, possui uma taxa de desenvolvimento baixa e não contribui muito (se é que contribui) para a economia global ou o desenvolvimento (por exemplo, para a pesquisa científica). Sendo assim, se um país faz o que vocês fazem.. isto é, torna-se dependente de outros países produtivos.. encaixa-se no terceiro mundo. E, uma vez que a metade da população desses países pense da mesma forma como vocês pensam, aí então aqueles países passam a ter chance zero de desenvolvimento.<br />
Para que se possa imaginar o grau de fraqueza de nossa taxa de produção, basta dar uns dois exemplos.. Estima-se que a média de produtividade de um cidadão egípcio é de cerca de 1000$ por ano.. e tende a se fixar ao redor deste número por muitos anos.. enquanto que em Israel, por exemplo, um cidadão produz o equivalente a 15000$/ano.. E num país que costumava pertencer ao terceiro mundo poucos anos atrás, como Singapura, esta quantia alcança 45000$ per capita.. o que significa que a produtividade do cidadão de Singapura é 45 vezes maior do que seu sósia egípcio!! Agora, onde isso pode nos levar, pelo amor de Deus?<br />
É muito simples.. há 78 milhões de egípcios.. a metade deles cresce com a noção de que seu papel principal na vida é reproduzir e atender às necessidades domésticas. Sendo assim, a população inteira fica dependente da outra metade para se alimentar e satisfazer suas necessidades básicas.. Que ótimo!</div>
<p>Sugere, sem papas na língua, que</p>
<blockquote><p>By sitting at home, you are just turning into a huge burden on economy. You keep adding to this burden when you keep getting more children to keep yourself occupied at home. The end result is more poverty and misery for thousands. Urban women are the worst of the lot.. they are not productive at all. A rural woman bakes her own bread, plants her vegetables, raises chicken, sews clothes…etc. While all what urban women do is consume, consume, consume. Not only do they consume goods.. but also endless hours on the phone and in front of TV to keep themselves entertained. They consume energy.. which (in case you don&#39;t know) is becoming rarer and rarer, and is expected to be the number one reason behind endless wars to come.<br />
So, back to urban women.. What do they produce? What is their share in the national income? Zero.</p></blockquote>
<div class="translation">Ao ficar sentada em casa, você está simplesmente se tornando um enorme peso para a economia. Você aumenta ainda mais esse peso quando tem mais filhos com o intuito de mantê-la ocupada em casa. O resultado final é mais pobreza e miséria para milhares. Mulheres urbanas são as piores de todas.. elas não são, absolutamente, produtivas. Uma mulher rural faz seu próprio pão, cultiva seus legumes, cria frangos, costura suas roupas…etc. enquanto que tudo que as mulheres urbanas fazem é consumir, consumir, consumir. Não só consomem bens.. mas também horas sem fim no telefone e em frente da TV para se manter entretida. Elas consomem energia.. que (caso você não saiba) está se tornando cada vez mais rara e prevê-se que será a razão número um por trás das inúmeras guerras vindouras.<br />
De volta às mulheres urbanas.. O que elas produzem? Qual a sua participação na renda nacional? Zero.</div>
<p>Fazendo uma ligação com o papel do governo,</p>
<blockquote><p>The government has contributed to this crisis when it failed to provide adequate daycare service to help their female employees stay in the workforce; hence, making it easier for the private sector to get away without having any obligation towards female workers. Why on earth would a company owner bother to provide a service that the government itself does not require or care to provide?<br />
The ridiculous alternative of the 2 years maternal leave (in the public sector) only means that those women do not actually work, or else how would 2 years of absence be OK with them? Those women then return (if they ever do) to resume their work in the same position they occupied before their leave, falling back behind their colleagues who got their promotions on time. The private sector is even worse.. it gives a maternal leave of 3 months, after which you can bid your job goodbye. Most probably what a woman pays for daycare and transportation to be able to carry on this daily tour (home-daycare-work-daycare-home) will be enough to swallow her full income. Thus, she finds herself compelled to stay at home with her baby.</p></blockquote>
<div class="translation">O governo contribui para essa crise quando deixa de oferecer serviço adequado de creches para ajudar suas funcionárias a permanecer na força de trabalho; por conseguinte, torna mais fácil para o setor privado livrar-se da obrigação para com a mão-de-obra feminina. Por qual razão deveria um proprietário de uma firma se incomodar de prover um serviço que o próprio governo não exige ou se preocupa em oferecer?<br />
A alternativa ridícula dos 2 anos de licença maternidade (no setor público) significa somente que aquelas mulheres na verdade não trabalham, ou então como poderiam 2 anos de ausência serem aceitos de forma tão OK por eles? Aquelas mulheres retornam para reassumir seus postos de trabalho (se é que o fazem) na mesma posição que ocupavam antes da licença, ficando atrasadas em relação a seus colegas que tiveram suas promoções no momento adequado. O setor privado é ainda pior.. dá uma licença maternidade de 3 mesees, depois do qual você pode dar adeus ao seu trabalho. Provavelmente aquilo que uma mulher gasta para poder deixar os filhos na creche e com o transporte necessário para continuar neste circuito diário (casa-creche-trabalho-creche-casa) irá ser o bastante para engolir toda a sua renda. Dessa forma, ela se sente compelida a ficar em casa com seu bebê.</div>
<p>Levando-nos das ciências sociais para a matemática básica, Fantasia nos ajuda a descobrir porque o Egito continua a ser uma nação pobre:</p>
<blockquote><p>1- With the gender gap in favor of males in literacy rates, we have to confront the fact that only 59.4% of females could read and write, 93% of which complete the primary stage, while only 67% attend secondary school.<br />
2- Only 23% of women join the labor force.. they make 22% of the total labor force in Egypt.<br />
3- Of those women in the labor force (23%), only 22.6% hold a university degree, (which means that only 5% of Egyptian women are highly educated working citizens! Freakish!) 16% of those are in administrative posts, and 28% hold professional and technical posts.<br />
Aside from those horrifying figures, one might think that a crisis of this magnitude must be a top priority while designing reform programs.. yet, unfortunately, we can not count on that.</p></blockquote>
<div class="translation">1- Com uma diferença de gênero que favorece os homens no índice de alfabetização, temos que nos confrontar com o fato de que somente 59.4% das mulheres sabem ler e escrever, 93% das quais finalizam o ensino primário e somente 67% chegam a freqüentar a escola secundária.<br />
2- Apenas 23% de mulheres ingressam no mercado de trabalho.. totalizando 22% de toda a mão-de-obra no Egito.<br />
3- Daquelas mulheres que se encontram no mercado de trabalho (23%), apenas 22.6% têm o grau universitário, (o que significa que somente 5% das mulheres egípcias são cidadãs trabalhadoras altamente qualificadas! Pasmem!) 16% delas estão em cargos administrativos e 28% possuem postos profissionais e técnicos.<br />
Em vista daquelas cifras tenebrosas, poderia-se pensar que uma crise dessa magnitude deveria ser tratada como prioridade máxima e merecer projetos de programas de reforma.. mas, infelizmente, não podemos contar com isso.</div>
<p>Citando a Professora Mahassen Mostafa Hassanin em seu livro: “Egypt: A Poverty Profile” [Egito: Um Perfil da Pobreza]:</p>
<blockquote><p>Reform programs tend to work to the benefit of men than to the benefit of women. Macroeconomic policies concentrate on the reallocation of resources to achieve both stability and growth rather than on microeconomic issues and gender differentiation. Development programs usually address males while neglecting females.</p></blockquote>
<div class="translation">Programas de reforma tendem a trabalhar mais para o benefício dos homens do que das mulheres. Políticas macroeconômicas se concentram na relocação de recursos para alcançar ambos a estabilidade e o crescimento mais do que em questões microeconômicas e de diferenciação de gênero. Programas de desenvolvimento são normalmente dirigidos aos homens e negligenciam  mulheres.</div>
<blockquote><p>Not only so, but the pop culture is another huge obstacle, acting as a strong barrier, preventing girls from aspiring to play an active role in society. And I quote again from the same source:<br />
Equality and equity among males and females represents the cornerstone of this new development paradigm which concentrates on sustainability of the development process and this requires changing the prevailing social paradigm, and re-educating men and women on how to work together to create a more humanitarian world order.</p>
<p>On why Egyptian women would ever consider having a job , Professor Hassanin says:<br />
The pattern of women in the development process is controversial. Women devote nearly all their income to the welfare of their family and still have to comply with the constraints of their gender role in the society. This makes the cost of their participation in the development process rather excessive.<br />
And that is so true.. Women are rather pushed into the workforce than deciding to join it out of a personal will.. They lack empowerment, ambition and a sound environment which might inspire them to be productive citizens.</p></blockquote>
<div class="translation">Não só isso, mas a cultura pop é um outro grande obstáculo, agindo como uma barreira forte, impedindo que meninas aspirem a exercer um papel ativo na sociedade. E eu cito novamente da mesma fonte:<br />
Justiça e igualdade entre homens e mulheres representa a pedra angular nesse novo paradigma de desenvolvimento que se concentra na sustentabilidade do processo de desenvolvimento e isto requer uma mudança do paradigma social prevalente e uma re-educação dos homens e das mulheres no sentido de aprender a trabalhar juntos para criar uma ordem mundial mais humanitária.</p>
<p>No porquê as mulheres egípcias deveriam, alguma dia, pensar em ter um emprego, a Professora Hassanin afirma:<br />
O modelo de mulher necessário ao processo de desenvolvimento é polêmico.  As mulheres consagram quase todo o seu ganho ao bem-estar de sua família e ainda têm que aquiescer às restrições impostas a seu gênero pela sociedade. Isto faz com que o custo de participação no processo de desenvolvimento venha a ser um tanto quanto excessivo.<br />
E isso é tão verdadeiro.. As mulheres ingressam de maneira forçada no mercado de trabalho, mesmo antes de poder decidir participar por vontade própria.. Faltam-lhes empoderamento, ambição e um ambiente saudável que possam inspirá-las a serem cidadãs produtivas.</p>
</div>
<p>Para uma maior elaboração desse tópico, cito o trabalho de Ms. Sahar Nasr intitulado: “Women and Poverty” [Mulheres e Pobreza] que fez parte do Joint Report of the National Council for Women and the World Bank  [Relatório Conjunto do Conselho Nacional para Mulheres e o Banco Mundial] (2003):</p>
<blockquote><p>In her research on women headed households, Nasr has found that most of those women are widowed. Which means that as long as there is a man at home, poor women would never consider having a job.<br />
Poverty has Higher Price for Women and Girls. While poverty per se is not a gender concern, women, along with their children, tend to be more vulnerable to poverty than men.<br />
Poor women often face a triple disadvantage:<br />
• Heavy reproductive burden and their non-market contributions are often not recognized—undervaluing a significant part of their economic contributions.<br />
• Social concerns may also limited women’s access to labor market and the type of jobs from which they can choose.<br />
• Finally, women generally have lower educational achievements, reducing their earnings ability.</p></blockquote>
<div class="translation">Em sua pesquisa sobre mulheres chefes-de-família, Nasr descobriu que a maioria daquelas mulheres são viúvas. Isto quer dizer que, enquanto existe um homem em casa, mulheres pobres não pensariam jamais em ter um emprego.<br />
A Pobreza cobra um Preço Mais Alto de Mulheres e Meninas. Se por um lado a pobreza não é por si só uma questão de gênero, as mulheres, juntamente com seus filhos, tendem a ser mais vulneráveis à pobreza do que os homens.<br />
Mulheres pobres frequentemente enfrentam uma desvantagem tripla:<br />
• Sua pesada carga reprodutiva e contribuições que não têm valor de mercado deixam de ser, na maioria dos casos, reconhecidas — sub-estimando, portanto, uma parte significativa de sua contribuição econômica.<br />
• Preocupações sociais podem também limitar o acesso das mulheres ao mercado de trabalho e o tipo de trabalho que podem escolher.<br />
• Finalmente, as mulheres geralmente obtêm um grau mais baixo de educação, o que reduz sua capacidade de ganho monetário.</div>
<p>Em sua conclusão, pergunta a seus amigos e a todas às mulheres improdutivas</p>
<blockquote><p>Do you realize now that you can not just sit there and complain? Your country needs you, because you are one of the very few young, healthy, well-educated women who expected to be productive, and any development would simply not happen as long as you insist on throwing all your education and personal skills against the wall and sitting there doing nothing.<br />
BE RESPONSIBLE.. ACT RESPONSIBLE.. DO SOMETHING FOR THE FUTURE OF YOUR KIDS.. STOP MAKING YOUR COUNTRY POORER</p></blockquote>
<div class="translation">Vocês percebem, agora, que não podem simplesmente ficar aí sentadas e reclamar? Seu país precisa de vocês porque vocês são umas das poucas mulheres jovens, saudáveis, bem educadas com a expectativa de serem produtivas e qualquer desenvolvimento simplesmente não acontecerá enquanto vocês persistirem em jogar contra a parede toda a sua educação e habilidades pessoais e fica sentada aí sem fazer nada.<br />
SEJAM RESPONSÁVEIS.. AJAM DE MANEIRA RESPONSÁVEL.. FAÇAM ALGUMA COISA PARA O FUTURO DE SEUS FILHOS.. PARE DE FAZER COM QUE SEU PAÍS SEJA MAIS POBRE</div>
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		<title>América Central: Mulheres, Tecnologia e Educação</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/12/04/america-central-mulheres-tecnologia-e-educacao/</link>
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		<pubDate>Thu, 04 Dec 2008 22:39:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As mulheres da América Central estão "Retomando a Tecnologia", blogando sobre desenvolvimento de software, novas tecnologias de comunicação via internet, e sobre formas de integrar estas tecnologias de comunicação em suas vidas diárias. Elas também estão fazendo a diferença ao blogarem sobre temas importantes para as mulheres e criarem redes entre si e com outros grupos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/renata-avila/">Renata Avila</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/12/01/central-american-girls-taking-back-the-tech/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/gv.jpg" alt="" width="496" height="569" /></p>
<p><em>Imagem cortesia do Take back the Tech (Retomando a Tecnologia)</em></p>
<p>Uma campanha chamada <a href="http://www.takebackthetech.net/">Take Back the Tech</a> [Retomando a Tecnologia, em inglês] visa reclamar as &#8220;Tecnologias de Informação e Comunicação (ICTs) para Por um Fim na Violência Contra a Mulher&#8221; assim como dar continuidade à luta contra a AIDS. Esta é uma das muitas iniciativas ao redor do globo que estão encorajando as mulheres a não terem medo das novas tecnologias e <a href="http://singenerodedudas.com/">provendo educação</a> [Es] sobre como usá-las para melhorar suas vidas. Hoje, mais do que nunca, é importante que as mulheres e jovens usem as tecnologias para melhorar suas vidas, principalmente na América Central.</p>
<p>As mulheres desta região geralmente estão nas manchetes de jornal, mas não pelos motivos que gostaríamos que alguém aparecesse nos jornais. Elas estão nos jornais em notícias sobre violência de gênero, pobreza extrema, falta de oportunidades, desnutrição, altas taxas de mortalidade e até mesmo <a href="http://www.jusbrasil.com.br/noticias/92662/que-se-entende-por-femicidio-">femicídio</a>. Apesar disso, há mulheres maravilhosas em toda a região, que escrevem primariamente sobre tecnologia e que tentam fazer a diferença nas vidas das outras mulheres.</p>
<p><a href="http://sweetsakura.wordpress.com/author/sweetsakura/"><em>Sweetsakura</em></a> [Es] não é apenas uma especialista em software. Ela é também uma defensora do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Software_livre">software livre</a>, partilhando informações e dicas em seu blog sobre software, hardware e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ubuntu_Linux">Ubuntu</a> em El Salvador.</p>
<p>De Honduras, <a href="http://librecaos.blogspot.com/"><em>Librecaos</em></a> [Es] partilha com sua comunidade a importância dos softwares em línguas locais e celebra que finalmente o Ubuntu, um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_operacional">sistema operacional</a> livre, foi traduzido para a língua <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Misquitos">Miskito</a>, uma língua indígena da América Central. Ela comemorou o recente <a href="http://www.un.org/womenwatch/daw/news/vawd.html">Dia Internacional Para Eliminação da Violência Contra a Mulher</a> [En] e <a href="http://librecaos.blogspot.com/2008/11/25-de-noviembre-no-ms-violencia.html">relembrou algumas experiências</a>:</p>
<blockquote><p>En esto días recuerdo más cuando empezaba a trabajar y me tocada hacer transcripciones de cassetes, todos eran talleres con mujeres hablando sobre sus experiencias, no podía evitar conmocionarme al oir como sus esposos las golpeaban, oirlas llorar cuando aseguraban que podían trabajar porque “No tenian permiso de su marido”, o peor escuchar como las usaban como si fueran muqueñas para sexo, y luego las dejaban.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Durante estes dias eu me lembro de quando estava começando a trabalhar, e tinha que fazer transcrições de fitas cassete de oficinas, e todas eram repletas de mulheres falando sobre suas experiências. Não podia deixar de me emocionar ao ouvir sobre como seus maridos as agrediam, ao ouví-las chorar quando diziam que não podiam trabalhar porque &#8216;não tinham permissão de seus maridos&#39;, ou pior ainda, escutar sobre como eles as usavam como se fossem bonecas para o sexo, e depois as deixavam.&#8221;</div>
<p>O blogue <a href="http://vinculacion.wordpress.com/">Vinculación</a> [Es], de <em>Ivonne Aldana</em> da Guatemala, é bastante impressionante. Ela discute novas invenções, novos modelos e designs, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cluster">clusters</a> de tecnologias de comunicação por internet e a importância dos cientistas pesquisadores. <a href="http://www.piensalibre.org/wordpress/">La Piensa Libre</a> [Es], da Costa Rica, escreve com charme sobre tecnologia, entre outros assuntos importantes, uma vez que ela não pode ser isolada da sociedade, do meio ambiente e dos outros.</p>
<p>A alfabetização feminina e o aprimoramento da educação para as mulheres pode contribuir para a solução de problemas sérios, como prover acesso a informações sobre questões de saúde reprodutiva para evitar doenças, por exemplo. Esperamos que as mulheres da América Central se tornem cada dia mais e melhores usuárias das tecnologias avançadas, produtoras destas tecnologias e construtoras de políticas!</p>
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		<title>KarmaTube: promovendo mudanças pelo compartilhamento de vídeos</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Dec 2008 20:13:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dominguezvaleska</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porJuliana Rincón Parra  &#183; Traduzido por dominguezvaleska &#183;  Veja o post original 
Karma Tube é uma plataforma de compartilhamento que divulga vídeos de curta duração e as causas que eles promovem pela Rede Mundial de Computadores, com sugestões de atitudes que o público pode adotar em relação à causa retratada. Através do KarmaTube trazemos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juliana-rincon-parra/">Juliana Rincón Parra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/dominguezvaleska/'>dominguezvaleska</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/11/11/karmatube-promoting-change-through-video-sharing/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img class="alignleft size-full wp-image-52500" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/11/dibujo.jpg" alt="KarmaTube logo" /><a href="http://www.karmatube.org/index.php">Karma Tube</a> é uma plataforma de compartilhamento que divulga vídeos de curta duração e as causas que eles promovem pela Rede Mundial de Computadores, com sugestões de atitudes que o público pode adotar em relação à causa retratada. Através do KarmaTube trazemos até vocês <a href="http://www.karmatube.org/videos.php?id=1340">Skateistan do Afeganistão</a>, <a href="http://www.karmatube.org/videos.php?id=1307">Seeds of Light da África do Sul</a> e <a href="http://www.karmatube.org/videos.php?id=178">Barrios de Paz</a> no Equador.</p>
<p><a href="http://skateistan.org/">Skateistan</a> foi iniciado por três australianos, que resolveram ensinar os jovens do Afeganistão a andar de skate como uma alternativa inédita de recreação e uma plataforma de aprendizagem transcultural. A escola de skate foi instalada numa piscina abandonada em Kabul, e tanto meninos quanto meninas participam desse esporte não-competitivo. Na verdade, eles dizem o seguinte nas <a href="http://skateistan.org/about-us/faqs/">FAQ do seu site</a>:</p>
<blockquote><p>Half of the students are female, giving Afghanistan the highest rate of female participation in skateboarding of any country in the world.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Metade dos estudantes são meninas, o que dá ao Afeganistão à maior taxa de participação feminina na prática do skate comparado a qualquer país do mundo&#8221;.</div>
<p>O seguinte vídeo também pode ser encontrado no <a href="http://www.youtube.com/watch?v=G0cZsVPM6Hk">canal skateistan, no YouTube</a>:</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/G0cZsVPM6Hk&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/G0cZsVPM6Hk&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><a href="http://www.seedsoflight.org/web/">Seeds of Light</a> é um programa iniciado por Leslie Temple-Thurston na África do Sul para melhorar a qualidade de vida de uma comunidade carente. Perfurar um poço d&#39;água, plantar hortas para melhorar o sistema imune das crianças, formar laboratórios de computação e educação para HIV/AIDS são alguns dos projetos que a comunidade têm desenvolvido com a ajuda da sra. Temple-Thurston.</p>
<p>O <a href="http://www.youtube.com/watch?v=oT5-tXclAz0">seguinte vídeo</a> apresenta o trabalho da sra. Temple-Thurston e a comunidade que tem se beneficiado com ele:</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/oT5-tXclAz0&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/oT5-tXclAz0&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><a href="http://www.karmatube.org/videos.php?id=178">Barrios de Paz</a> é um projeto de <a href="http://www.serpaz.org/web/">Ser Paz</a>, liderado por Nelsa Libertad Curbelo Cora, que tem trabalhado com membros de gangues na periferia de Guayaquil, Equador, unindo membros de gangues diferentes para trabalhar juntos, e trabalhar pela paz. Nelsa dá apoio a essas pessoas, partindo da perspectiva de que os jovens que se únem às gangues o fazem movidos pela necessidade de pertencer a uma família, e em busca de apoio e orientação: quando recebem líderes apropriados, eles têm energia e disposição para trabalhar em ambientes pacíficos, e quando recebem amor, têm a força para mudar para melhor. No <a href="http://www.youtube.com/watch?v=M6s5MKcsKpg">vídeo legendado de 9 minutos</a>, Nelsa fala sobre as gangues, a psicologia de seus membros e sobre como o programa tem ajudado adolescentes a descobrir uma saída no ciclo da violência. O documentário na íntegra está dividido em duas partes, que você pode assistir <a href="http://www.youtube.com/watch?v=WKI0ATzcgLs">aqui</a> e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=SO6IabnT-gI">aqui</a>.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/M6s5MKcsKpg&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/M6s5MKcsKpg&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>Existem muitos outros projetos e vídeos inspiradores  que você pode assistir em <a href="http://www.karmatube.org/index.php">KarmaTube</a>. É entusiasmante ouvir falar de pessoas boas que realizam grandes ações em favor dos outros.</p>
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