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	<title>Global Voices em Português &#187; Criança</title>
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	<description>O mundo está falando. Você está ouvindo?</description>
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		<title>China: As Crianças Esquecidas</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/11/25/china-as-criancas-esquecidas/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/11/25/china-as-criancas-esquecidas/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 14:27:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[China]]></category>
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		<description><![CDATA[Em 12 de Novembro, alguns dias antes do Dia Internacional das Crianças, uma explosão eclodiu em uma fábrica ilegal de panchões em Guangxi e resultou na morte de duas crianças trabalhadoras e em onze outras feridas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/jennifer-zhang/">Jennifer Cheung</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/11/25/china-children-who-are-left-behind/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single">
<p>Em 12 de Novembro, alguns dias antes do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_Mundial_da_Crian%C3%A7a">Dia Internacional das Crianças</a>, uma explosão eclodiu em uma fábrica ilegal de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Panch%C3%A3o">panchões</a> em Guangxi e resultou na morte de duas crianças trabalhadoras e em onze outras feridas.</p>
<p>Segundo o <a href="http://www.infzm.com/content/37586">relatório da Southern Weekend</a> [ch], estas vítimas infantis foram deixadas para trás pelos seus pais, que são trabalhadores migrantes e têm de trabalhar em cidades por todo o ano para ganhar dinheiro e sustentar suas famílias. Elas viviam com os avós e esforçavam-se para trabalhar antes e depois do horário escolar para ganhar algum dinheiro para lanches.</p>
<p>O fenômeno dos trabalhadores infantis não é raro na vila Yanghui onde a tragédia ocorreu. A falta de regulamentação do governo é parte da razão por trás deste fato, mas por outro lado, &#8220;se estas crianças estiverem em torno de seus pais e sejam bem cuidadas, não teremos tal enorme tragédia&#8221;, Yang Youji, o chefe do partido da aldeia, foi citado como tendo dito tal frase.</p>
<p>De acordo com o censo populacional de 2005, havia 120 milhões de agricultores que trabalhavam ou faziam negócios nas cidades, e o número de filhos que deixaram para trás somaram 20 milhões de crianças. 88,2% das crianças deixadas para trás só poderiam entrar em contato com os pais pelo telefone, mas 53,5% deles falavam com os pais em menos de três minutos.</p>
<p><a href="http://blog.tianya.cn/blogger/post_show.asp?BlogID=350817&amp;PostID=20273349&amp;idWriter=0&amp;Key=0" target="_self">Tong Dahuan</a>, um blogueiro chinês do blog <em><a href="http://blog.tianya.cn/blogger/post_show.asp?BlogID=350817&amp;PostID=20273349&amp;idWriter=0&amp;Key=0">Tianya</a></em>, apontou outra questão social nesse incidente dos panchões em um post relacionado; &#8220;Quem Deveria se Desculpar pela Tragédia das Crianças Esquecidas&#8221;:</p>
<blockquote><p>前两年，来自北京、上海等地的有关调查即显示，新移民二代的犯罪率是当地户籍青少年的三倍！留守儿童和流动儿童的悲剧命运，正在引领着我们走向一个不可知的未来。</p></blockquote>
<div class="translation">Nos últimos 2 anos, pesquisas realizadas em cidades como Pequim e Xangai revelaram que a taxa de criminalidade da segunda geração de trabalhadores migrantes (os filhos de trabalhadores migrantes) é três vezes maior do que seus pares locais, que são detentores de certificado de residência. O destino amargo das crianças esquecidas e daquelas que são migrantes está nos levando a um futuro imprevisível.</div>
<p>Tong argumenta que é o sistema educacional injusto que resultou neste tipo de tragédia:</p>
<blockquote><p>中国数以亿计的农村人到城市打工，他们的孩子经常被城市的学校排除在外，或被收更高的学费，城市里也没有专门供这些孩子受 教育的非正式学校（打工子弟学校常常被教育主管部门以教育条件不达标为由围追堵截甚至赶尽杀绝）。更有甚者，在户籍加学籍的高考报考制度下，即使打工子弟 历尽千辛万苦过五关斩六将在父母打工所在地读完了高中，他们也将面临无处高考的命运。这一切导致大量孩子过早被迫与父母分离，成为“没爹没妈”留守儿童。</p></blockquote>
<div class="translation">Centenas de milhões de agricultores chineses vão trabalhar nas cidades, mas os seus filhos são muitas vezes excluídos pelas cidades em que trabalham, ou eles são cobrados com mensalidades escolares mais elevadas. Não há escolas especialmente ajustadas para os filhos dos trabalhadores migrantes (escolas de crianças migrantes são frequentemente fechadas por autoridades de educação sob o argumento de condições precárias de ensino). Além disso, no âmbito dos sistemas duplos de registro de habitante mais o certificado de matrícula do estudante (que mostra a região geográfica que o aluno pertence), mesmo se os filhos dos trabalhadores migrantes concluirem o ensino médio com grande esforço e sofrimento, eles ainda podem ter a participação rejeitada no exame vestibular nacional. Todos esses fatores desfavoráveis levam a sua separação de seus pais trabalhadores migrantes em idade precoce, que mais tarde se tornam crianças esquecidas e praticamente sem pais.</div>
<p>Tong disse que tem havido uma série de críticas contra o desatualizado sistema de certificados de residentes do governo e o sistema de ensino desde 1997, mas não parecia haver quase nenhum avanço sobre estas duas questões:</p>
<blockquote><p>现行户籍与教育制度，已经严重违反了人权、人道、人伦，也违反了我们1990年签署、1991年全国人大批准、1992年3月1日起即对我国生效的联合国《儿童国际公约》</p></blockquote>
<div class="translation">O atual sistema chinês de registro de residentes e o sistema de ensino têm gravemente violado os direitos humanos de seus cidadãos, a moralidade humana, bem como a Convenção da ONU sobre os Direitos das Crianças que o Governo assinou em 1990, o qual o Congresso Nacional aprovou em 1991 e que entrou em vigor desde 1 de março de 1992.</div>
<blockquote><p>请问，不让孩子就地平等地接受教育和高考，是为了孩子的最大利益吗？用户籍制度生生将孩子和父母拆散，这样的分离符合儿童的最大利益吗?”</p></blockquote>
<div class="translation">Eu quero perguntar: será melhor para o interesse das crianças que o governo não as proporcione as mesmas oportunidades de receber educação e participar no exame nacional de vestibular? É melhor para o interesse das crianças que o governo as separe de seus pais com a ferramenta de sistema de registro de residentes?</div>
<p>Outro blogueiro de <em>Tianya</em>, <a href="http://www.tianya.cn/publicforum/content/free/1/1741538.shtml">Li Hui</a>, questionou <a href="http://www.tianya.cn/publicforum/content/free/1/1741538.shtml">por que as crianças trabalhadoras são sempre as esquecidas</a>?</p>
<blockquote><p>为什么黑童工都是留守儿童？这背后，不仅是一个非法雇佣童工的问题，更深层次的原因，是城乡二元分化，以及由此导致的教育资源发展严重不均衡。</p></blockquote>
<div class="translation">Por que os trabalhadores infantis ilegais são sempre esquecidos? O que constitui a base deste problema não é apenas o emprego ilegal de trabalhadores infantis, mas, mais profundamente, é um problema causado pela dupla estrutura rural-urbana da China, e o sério desequilíbrio dos recursos educacionais.</div>
<p>Na seção de <a href="http://www.infzm.com/content/37586">comentários do relatório Southern Weekend</a>, muitos internautas deixaram seus comentários, alguns culparam o sistema de registro de residentes como a raiz dessa tragédia.</p>
<p>Por exemplo, <a href="http://www.infzm.com/content/37586" target="_self">Yanchenyu</a> disse:</p>
<blockquote><p>户籍制度是造成留守儿童的根源，城市人口享受农民工带来的繁荣，却不为他们的健康提供保障，不为他们的小孩提供教育。</p></blockquote>
<div class="translation">O sistema de registro de residentes é a causa raiz da tragédia das crianças esquecidas. A população urbana está aproveitando a prosperidade trazida pelos trabalhadores migrantes, mas eles não lhes dão a devida proteção em matéria de segurança, tampouco oferecem educação aos seus filhos.</div>
<p><a href="http://www.infzm.com/content/37586" target="_self">li101947</a> questionou o papel da aplicação da lei:</p>
<blockquote><p>已经有多少儿童遭受了苦难？还有多少儿童将要遭受苦难？难道就不能有组织、制度保障他们的权益吗？法律的执行怎么了？</p></blockquote>
<div class="translation">Quantas crianças sofreram a tragédia? Quantos mais vão sofrer a tragédia? Será que não pode haver organizações e regulamentos para proteger os direitos e benefícios dessas crianças? O que tem feito a aplicação da lei?</div>
</div>
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		<title>Marrocos: Uma Sentença Leniente</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/10/26/marrocos-uma-sentenca-leniente/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/10/26/marrocos-uma-sentenca-leniente/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 26 Oct 2009 16:35:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Neste post, Jillian C. York compartilha a reação da blogosfera marroquina sobre o julgamento dos agressores de Zineb Chtit, a jovem garota marroquina que foi severamente espancada enquanto trabalhava como doméstica.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/jillian-york/">Jillian C. York</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/10/25/morocco-a-lenient-sentence/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single">
<div id="attachment_4778" class="wp-caption alignleft" style="width: 250px"><img class="size-full wp-image-4778 " title="zineb-300x199" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/zineb-300x199.jpg" alt="Zineb Chtit no julgamento (cortesia de Oujdacity)" width="240" height="159" /><p class="wp-caption-text">Zineb Chtit no julgamento (cortesia de Oujdacity)</p></div>
<p>Em setembro deste ano, descobrimos a história de <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/12/marrocos-trabalho-infantil-em-foco/">Zineb Chtit</a>, a jovem garota marroquina que foi severamente espancada enquanto trabalhava como doméstica. Na semana passada, foi anunciado que a agressora de Zineb, Nawal Houmin, a esposa do casal que contratou a jovem, foi punida pelo crime com uma sentença de <a href="http://www.lematin.ma/Actualite/Express/Article.asp?id=121072">três anos de encarceramento</a> [fr] e uma multa de $13,000 (aproximadamente R$22.000,00). Muitos grupos de direitos humanos comentaram a sentença afirmando ter sido leniente demais. O blogueiro <em>Crazy Moor</em> <a href="http://crazymoor.wordpress.com/2009/10/15/moroccan-woman-jailed-3-years/">diz</a>:</p>
<blockquote><p>But several Moroccan rights groups say they would appeal on behalf of the country’s estimated 60 thousand to 80 thousand child labourers.</p>
<p>The chair of the Association, “Don’t Touch My Children”, Najia Adib, says the sentence does not regret the scale of the atrocities committed, because the little girl was locked up in a cellar.</p></blockquote>
<div class="translation">Mas vários grupos de direito marroquinos dizem que apelarão em nome do estimado número de 60 a 80 mil crianças trabalhadoras.</p>
<p>A presidente da Associação <em>&#8220;Don&#39;t Touch My Children&#8221;</em> [Não Toque em Minhas Crianças], Najia Adib, diz que a sentença não contempla a escala de atrocidades cometidas, pois a jovem foi trancada em um porão.</div>
<p>O caso ocorreu na cidade de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Oujda">Oujda</a> [en], no leste do Marrocos. O famoso website <em>Oujdacity.net</em>, que se intitula o &#8220;primeiro portal para o Marrocos oriental&#8221;, observou o incidente, <a href="http://www.oujdacity.net/oujda-article-22698-fr.html">dizendo</a> [ar]</p>
<blockquote>
<div>حكمت المحكمة الابتدائية بوجدة يوم الأثنين 12 أكتوبر 2009 بثلاث سنوات ونصف سجنا نافذا وتعويض مالي قدره 100 ألف درهم على زوجة القاضي مشغلة الطفلة زينب ، الحكم اعتبره عدة محامين بوجدة انه كان قاسيا ، ولم يأخذ بعين الاعتباراي ظرف من ظروف التخفيف … وهو حكم فاجأ الجميع لأنه جاء خلافا لما كان يردده الرأي العام الذي كان يتوقع ان يكون الحكم لا يتجاوز بضعة اشهر</div>
</blockquote>
<div class="translation">Na segunda-feira, 12 de outubro de 2009, a Corte de Primeira Instância em Oujda, [no leste do Marrocos] outorgou uma prisão de três anos e seis meses (sem condicional), mais uma compensação financeira de 100,000 dirhams (aproximadamente R$22.000,00) contra a esposa do juiz que empregou a jovem doméstica Zaineb. Muitos advogados em Oudja consideraram a sentença rigorosa, tendo a corte não considerado nenhuma das circunstâncias atenuantes &#8230; A sentença surpreendeu a todos pois foi contrária ao que a opinião pública estava esperando: uma pena que não excederia alguns meses em prisão.</div>
<p>O blog <em>Solidarité Maroc</em> <a href="http://solidmar.blogspot.com/2009/10/le-juge-qui-torture-sa-bonne-de-11-ans.html">comentou</a> um tanto sarcasticamente [fr]:</p>
<blockquote><p>Malgré les dénonciations concernant les deux époux, seule l&#39;épouse a été inculpée, alors que le juge a été innocenté. Encore une illustration de la justice, au Maroc.</p></blockquote>
<div class="translation">Apesar das acusações contra o casal, somente a esposa foi acusada, enquanto o juiz foi absolvido. Outra ilustração da justiça no Marrocos.</div>
<p>O blogueiro Moustapha Mouden do blog coletivo <em>SidiSlimane </em>[ar], a respeito de um programa da rede de televisão marroquina 2M sobre trabalho infantil, <a href="http://zide.maktoobblog.com/1619647/%D8%A7%D9%84%D8%AE%D8%A7%D8%AF%D9%85%D8%A7%D8%AA-%D9%81%D9%8A-%D8%A7%D9%84%D9%82%D9%86%D8%A7%D8%A9-%D8%A7%D9%84%D8%AB%D8%A7%D9%86%D9%8A%D8%A9/">fala sobre a questão</a>:</p>
<blockquote>
<div>يجب الآن الانتقال إلى المرحلة الثانية، وهي التحسيس ومواجهة الظاهرةومحاربتها في العمق<br />
أي أن المشكل في فقر الأسر التي تبعث بناتها للاشتغال..<br />
. لكن هناك كذلك مشكل الوعي بخطورة القضية، وبالتالي لا تكفي القوان</div>
</blockquote>
<div class="translation">Agora devemos nos mover para a segunda fase da campanha e para lidar com este problema (trabalho infantil) na sua origem. É o estado de privação que leva muitas famílias pobres a enviarem seus filhos ao trabalho. Mas há também a questão da sensibilização sobre este problema sério, que as leis se provaram insuficientes em seu tratamento.</div>
<p>O blogueiro também fala da questão da sensibilização, algo que as leis não podem mudar:</p>
<div>
<blockquote><p>يجب التركيز على مسألة الوعي، والتحسيس بمختلف عواقب تشغيل الفتيات… وهو ما يتطلب كذلك إعمال النصوص القانوينة الخاصة بالموضوع، وإشعار السلطات المعنية بضرورة القيام بواجبها، ومن ذلك اتفاقية حقوق الطفل التي صادق عليها المغرب، ومدونة الشغل التي تجرم تشغيل من هو/هي في أقل من 15 سنة، وكذلك قانون إجبارية تدريس الأطفال</p></blockquote>
<div class="translation">Devemos focar na questão da sensibilização e informação sobre os vários tipos de consequências deste fenômeno nas garotas&#8230; Isso também requer uma reforma da legislação, e fazer com que as autoridades o levem aos seus deveres no que tange a Convenção dos Direitos da Criança, ratificada pelo Marrocos, e ao Código de Trabalho, que criminaliza o trabalho infantil, que seria o trabalho imposto a crianças menores de 15 anos, além da lei em si, tornando a educação obrigatória para todas as crianças neste país.</div>
<p>Agradecimentos especiais ao <a href="http://globalvoicesonline.org/author/hisham/">Hisham</a> pela assistência na produção deste post.</div>
</div>
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		<title>Brasil: Inclusão sócio-digital por meio da Revolução das Lan Houses</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/29/brasil-inclusao-socio-digital-por-meio-da-revolucao-das-lan-houses/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/29/brasil-inclusao-socio-digital-por-meio-da-revolucao-das-lan-houses/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 13:57:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As mais pobres e mais excluídas populações do Brasil estão cada vez mais acessando a internet por meio de LAN - Local Area Networks. Mas será que a inclusão digital promovida pelas lan houses em todo o país afetam o desenvolvimento humano no país?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/09/28/brazil-socio-digital-inclusion-through-the-lan-house-revolution/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div>
<dl id="attachment_59160">
<dt><a href="http://www.flickr.com/photos/brunofernandes/198542622/"><img title="lan house in Brazil" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/198542622_ab105a61ab.jpg" alt="Bruno Fernandes, from Patos de Minas, Brazil. Photo available under a Creative Commons license." width="500" height="375" /></a> </dt>
<dd>Bruno Fernandes, de Patos de Minas, Brasil. Foto disponibilizada com uma licença da Creative Commons.</dd>
</dl>
</div>
<blockquote><p>Acredito que vocês devam está habituados em ver os pais  levarem e buscarem seus filhos em lan houses. Esta é uma locadora que  fica aqui na minha cidade, veja só a quantidade de bicicletas. Tinha  mais ainda do outro lado.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/brunofernandes/">Bruno Fer</a><a href="http://www.flickr.com/photos/brunofernandes/">nandes</a>, na legenda da foto acima</p></blockquote>
<p>A foto acima ilustra bem a &#8220;Revolução das Lan Houses&#8221; que acontece nesse exato momento no Brasil. Em todo o país, a maioria dos brasileiros hoje acessa a internet  por meio de Local Area Networks (LAN), uma tendência que no início era vista apenas nas vizinhanças mais abastadas do Brasil e que agora se transormou em fenômeno em comunidades mais carentes, onde computadores e conexão  banda larga são artigos fora do alcance da população. De acordo com Ronaldo Lemos, diretor do <a href="http://www.direitorio.fgv.br/cts/index.html">Centro de Tecnologia e Sociedade</a> da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV) no Rio de Janeiro,  &#8220;as lan-houses são locais de grande socialização, e têm ocupado um lugar importante nas favelas&#8221;. Seu artigo <a href="http://publius.cc/lan_houses_new_wave_digital_inclusion_brazil/091509">LAN Houses: A new wave of digital inclusion in Brazil</a> [Lan Houses: Uma nova onda de inclusão digital no Brasil, en] foi recentemente apresentado na <a href="http://cyber.law.harvard.edu/events/2009/09/idrc">Conferência da Universidade de Harvard</a><a href="http://cyber.law.harvard.edu/events/2009/09/idrc">: Comunicação e Desenvolvimento Humano</a> [en].</p>
<p><strong>Internet para todos?</strong></p>
<p>Há hoje no país mais de 90 mil lan houses, responsáveis por 50% dos  acessos à internet. Uma <a href="http://www.cetic.br/usuarios/tic/2008-total-brasil/rel-int-04.htm">pesquisa</a> publicada em 2008 pelo <a href="http://www.cgi.br/" target="_blank">Comitê Gestor da Internet no Brasil</a> (CGI.br) mostrou que 48% de todos os usuários que acessam a internet no Brasil o fazem em centros públicos de acesso pago, como lan houses. Quando se trata de pessoas das classes mais pobres, D e E, esse número salta para 79% -  um aumento de 60% em relação aos 48.08% de usuários em 2006.</p>
<p>Outra  <a href="http://info.abril.com.br/aberto/infonews/012009/20012009-41.shl">pesquisa</a> conduzida no início do ano pela TV Cultura em 27 lan houses espalhadas pela cidade de  São Paulo e contando com 376 entrevistas com usuários e propriétarios  revelou que cresce a presença de usuários das classes C e D. A amostra  indicou também que para 17% dos usuários, as lan houses são a única  forma de acesso à internet, a mesma proporção dos que têm acesso também  em casa (normalmente usuários que precisam acessar a internet quando  estão fora), 15% no trabalho e 12% na escola. Jogar videogames  é a atividade  principal para 42% dos entrevistados, mas uma proporção igual acessa  portais de cultura, notícia e entretenimento. Redes sociais,  especialmente o Orkut, e bate-papo online também são muito populares.  Além disso, as lan houses também são usadas para pesquisas diversas,  trabalhos escolares e busca de emprego.</p>
<p>Mas de que forma a inclusão digital promovida por lan houses em todo o país afeta o desenvolvimento humano no Brasil?</p>
<p><a href="http://blog-contexto-ufs.blogspot.com/2008/12/lan-house-uma-forma-de-melhorar-de-vida.html">Jeimy Remir</a>,  que entrevistou proprietários e usuários de lan houses, diz que elas melhoram a vida dos dois grupos, e têm mudado a cara  do país, principalmente nas áreas periféricas das grandes cidades.  De acordo com ele, a inclusão digital promovida pelas lan houses de fato afeta o desenvolvimento humano no Brasill:</p>
<blockquote><p>Fruto de criatividade e empreendedorismo, a construção  de uma lan house tem mudado a vida de seus proprietários. Geralmente  acopladas à casa de quem administra, as lan houses apresentam-se em  ambientes estilizados, muitas vezes estruturados nas garagens de  residências, com iluminação e decoração diferenciadas. [&#8230;] Outra  característica das lan houses é servir como espaços para encontro de  jovens, intencionados em fazer amizades, interagir e paquerar. Com as  ferramentas atuais da Comunicação, como msn, orkut e bate-papo, a  utilização desses espaços para semelhantes fins tem sido mais intensa e  confirma tais ambientes como um reflexo social. [&#8230;] Por isso, as lan  houses afirmam seu poder por servirem para a inclusão digital, dando  acesso à internet para pessoas de baixa renda, e confirmam com  singularidade suas inclinações: fonte de renda para quem administra e  ponto de encontro para jovens.</p></blockquote>
<div>
<dl id="attachment_59165">
<dt><a href="http://www.flickr.com/photos/yasodara/2098609789/"><img title="2098609789_4d1f88010a-1" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/2098609789_4d1f88010a-1.jpg" alt="Photo by &lt;a title=" /></a> </dt>
<dd>Foto de <a href="http://www.flickr.com/photos/yasodara/">Yasodara</a> disponibilizada com uma licença da Creative Commons.</dd>
</dl>
</div>
<blockquote><p>Lan house, até aqui?</p>
<p>Lan House em Pirenópolis. Fica em frente ao Banco do Brasil.</p>
<p>Ah, o pogresso.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/yasodara/">Yasodara</a>, na legenda da foto acima, tirada em 2007. <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Piren%C3%B3polis">Pirenópolis</a> é uma pequena cidade de Goiás com apenas pouco mais de 20 mil habitantes.</p></blockquote>
<p><strong>Lutando contra preconceitos  e encarando obstáculos </strong></p>
<p>No entanto,  apesar da inclusão social que promovem, as lan houses são  vítimas de preconceito no Brasil. Uma notícia publicada em um grande portal na  internet que chamou recentemente a atenção foi o chamado à polícia por  parte de um proprietário de uma lan house para prender um cliente que  havia levado um pacote de fotos pornográficas de crianças de 6 a 8 anos para  distribuí-las pela rede. Segundo usuários, a forma como a notícia foi  divulgada pela imprensa deu a entender que lan houses são pontos de  encontro para pedófilos:</p>
<blockquote><p>O título da notícia que está sendo veiculada na internet ,e que com quase toda a certeza será veiculada pelos jornais, é <strong><em>Suposto pedófilo é preso em lan house com fotos de crianças</em></strong>, como você podem ver neste <a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3645667-EI5030,00-Suposto+pedofilo+e+preso+em+lan+house+com+fotos+de+criancas.html">link do Terra</a> e neste outro de uma procura pelo tema no <a href="http://news.google.com.br/news?as_q=ped%C3%B3filo+lan+house&amp;svnum=10&amp;as_scoring=r&amp;um=1&amp;ned=pt-BR_br&amp;hl=pt-BR&amp;btnG=Pesquisa+Google&amp;as_epq=&amp;as_oq=&amp;as_eq=&amp;as_drrb=q&amp;as_qdr=&amp;as_mind=18&amp;as_minm=2&amp;as_maxd=20&amp;as_maxm=3&amp;as_nsrc=&amp;as_nloc=&amp;as_occt=any&amp;aq=f">Google News</a>. Quem fica com a fama, quem fica mal na foto é a Lan House. Antro de desmandos e desvirtuamento de caminho para adolescentes.</p>
<p>Não é este o <a href="http://batismodigital.blogspot.com/">quadro</a>.  As lan houses sofrem os mesmos riscos que qualquer outro setor da  economia enfrenta. Lans Houses, cybers cafés, telecentros e o que for,  têm um papel fudamental no processo de inclusão à infraestrutura da era  do conhecimento, da inclusão digital à inovação, como eles demonstram  nesta <a href="http://www.slideshare.net/rafaelmauricio/estatsticas-sobre-as-lan-houses-no-brasil#stats-bottom">apresentação</a> estatística do mercado brasileiro.</p></blockquote>
<p><a href="http://fiqueinteligente.com.br/o-preconceito-contra-lan-houses.html ">André Rubens</a> percebeu que esse preconceito é generalizado em todo o país ao  participar de uma reunião em dezembro passado com outros donos e  presidentes de associações de lan houses brasileiras. Segundo ele, foi  possível perceber que &#8220;parece que as pessoas acham que Lan House é algo  que prejudica a saúde e o bem estar do indivíduo&#8221;. Ele explica como  essa situação já foi pior, com o aumento rápido e considerável dessa  novidade no ramo dos negócios até então desconhecida:</p>
<blockquote><p>Tudo isso virou uma grande bomba, até que começaram a  aparecer novos dados que mostram que somos responsáveis pela inclusão  digital no país e que jogos eletrônicos fazem BEM SIM para a formação  da criança e do adolescente INCLUSIVE aqueles considerados violentos e  principalmente as pessoas que nos atacavam receberam seu contrata  ataque devido e hoje nos respeitam! Nossa briga continua, argumentando  com as autoridades, rebatendo comentários estúpidos e fazendo novos  projetos vamos conquistar simpatia da sociedade e seremos reconhecidos  com grande importância na inclusão sócio-digital.</p></blockquote>
<div>
<dl id="attachment_59181">
<dt><a href="http://www.flickr.com/photos/cassimano/3087298458/"><img title="3087298458_2cc6e1dfbe" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/3087298458_2cc6e1dfbe.jpg" alt="Av. Paulista - São Paulo - Brasil. Photo by cassimano used under a Creative Commons license." width="500" height="334" /></a> </dt>
<dd>Av. Paulista - São Paulo - Brasil. Foto de cassimano disponibilizada com uma licença da Creative Commons.</dd>
</dl>
</div>
<p><span style="font-size: small;">Essa  reunião, que teve como objetivo entender e ajudar a solucionar os  principais problemas enfrentados pelas lan houses no Brasil, contou com <a href="http://blog.mozilla.com/brasil/2009/02/02/projeto-lan-house-de-sua-opiniao/">o apoio do projeto Mozilla</a>, que disponibilizou um <a href="https://wiki.mozilla.org/Community:LanHouse">wiki</a> para documentar a discussão e motivar que o debate continue de forma colaborativa, aberto a todos: </span></p>
<blockquote><p>Diversas questões foram tratadas, tais como a questão da  informalidade, as propostas de regulamentação para o setor, os  principais problemas técnicos enfrentados, sugestões de customização do  Firefox e as restrições ao uso de jogos. (&#8230;) A primeira fase do  Projeto Lan House consistiu exatamente em identificar quais eram os  problemas enfrentados e mapear as opções de como ajudar. Agora,  gostaríamos de saber a sua opinião sobre o que a Mozilla pode fazer  para ajudar as lan houses a levar inclusão digital para o Brasil de  maneira mais abrangente e melhor.</p></blockquote>
<p><strong>Controle estatal e difícil regulamentação </strong></p>
<p>Em entrevista no blog de <a href="http://ceilasantos.blogspot.com/2008/05/os-desafios-das-lan-house-no-brasil.html">Ceila Santos</a>, o diretor da <a href="http://www.abcid.com.br/index.html">ABCID (Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital</a> Rafael Maurício da Costa conta como novas e mais severas regulamentações podem forçar muitas lan houses a fechar as portas:</p>
<blockquote><p>Associou-se intensamente que lan house equivale à evasão  escolar. E deduziu-se que para combater a evasão escolar, basta  combater as lan houses. Como conseqüência disto produziu-se uma série  de leis pelo País que dificultam de sobremaneira a instalação formal do  negócio. O que acontece é que há uma demanda vertiginosamente crescente  pelo acesso à tecnologia, e ela produz a oferta que vemos, dessa forma,  como não há amparo na atuação legal a informalidade é majoritária. O  interessante é que é justamente nessa informalidade que predominam  todas as más praticas que a legislação pretende combater e como  conseqüência infeliz o aumento do número de pessoas formais que  encontram cada vez mais “cláusulas de barreira” à operação legal.</p></blockquote>
<p>Já existe regulamentações bem rígidas para  lan houses, e essas variam de acordo com o estado na qual se localizam. Em São Paulo, por exemplo, cada lan house deve manter uma database dos nomes e endereços dos usuários. No Paraná, um projeto de lei propõe que  <a href="http://0001coisas.blogspot.com/2009/06/lei-exigira-que-lan-house-filme.html">todas as pessoas assessando  computadores a partir de uma lan house sejam filmadas</a> e que os proprietários mantenham todas as gravações por dois anos. No estado do Amazonas, usuários menores de idade precisam de uma autorização por escrito de seus responsáveis para acessar um computador de lan houses. Um projeto de lei considera a  <a href="http://portalamazonia.globo.com/pscript/noticias/noticias.php?idN=93127">solicitação de identidade para todos os usuários</a>. <a href="http://kazuya-kun.com/2009/01/sobre-as-leis-de-regulamentao-de-lan.html">Luiz Rodrigo Silva de Souza</a>, um blogueiro de 14 anos que às vezes frequenta lan houses, comenta sobre a ineficácia dessas leis - talvez por estarem longe da realidade:</p>
<blockquote><p>Já deve ser a décima lei que fazem tentando regulamentar lan houses. Regulamentar não, proibir permitindo. Já tentaram <a href="http://forum.vscyber.com/viewtopic.php?f=41&amp;t=15647&amp;view=previous">proibir lan houses num raio de 1 km de escolas</a>, <a href="http://portalamazonia.globo.com/noticias.php?idN=58344&amp;idLingua=1">proibir as crianças de usar os computadores por mais de três horas seguidas e competições com prêmio em dinheiro</a>, e funcionou? (&#8230;)</p></blockquote>
<blockquote><p>O ideal é a criança estar na escola, não na lan house,  mas tirá-las de lá não é somente criar uma lei, se fosse assim, por que  também não cria uma lei que proíba crise econômica, cigarro e miguxês?  Está mas do que claro que estas medidas não vão tirar as crianças da  exploração e prostituição infantil, o máximo que vão conseguir é falir  as lan houses. Manter uma lan house legalizada em Manaus é inviável com  os <a href="http://kazuya-kun.com/2008/10/maldita-excluso-digital.html">custos de uma conexão banda larga por aqui</a>,  e com essas leis querem responsabilizá-las por um problema cujos  principais culpados são os responsáveis e a própria sociedade.</p></blockquote>
<div>
<dl id="attachment_98395" style="width: 410px;">
<dt><a href="http://baratasblog.blogspot.com/2008/12/melhor-lan-house-do-muundo.html"><img title="lan_house_humor" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/09/lan_house_humor.jpg" alt="In this upcoming lan house, the spelling has been adapted to 'lan rause' to help with the pronunciation in Portuguese" width="400" height="255" /></a> </dt>
<dd>Nessa lan house a ser inaugurada, a redação foi adaptada &#8220;lan  rause&#8221; para ajudar a pronúncia em português. Foto: Barata Blog</dd>
</dl>
</div>
<blockquote><p>Como podemos perceber, essa super &#8220;lan rause&#8221; ainda está passando  por reformas em seu prédio para que seja possível abrigar adequadamente  a grande multidão ansiosa para acessar internet de <span style="font-weight: bold;">1 Giga</span>!! Um espanto!! E ainda dizem que o Brasil é um país atrasado&#8230;</p>
<p><a href="http://baratasblog.blogspot.com/2008/12/melhor-lan-house-do-muundo.html">Barata Blog</a>, na legenda da foto acima</p></blockquote>
<p><strong>Inclusão social por meio de inclusão digital</strong></p>
<p>Existem mais de  90 mil lan houses no Brasil, ao mesmo tempo que o país conta com apenas <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/09/23/harvard-forum-markets-mobiles-and-the-ability-to-make-culture/"> 2 mil cinemas e  2.600 livraria</a><a href="http://globalvoicesonline.org/2009/09/23/harvard-forum-markets-mobiles-and-the-ability-to-make-culture/">s</a> [en]. Será que elas podem vir a ser um lugar não apenas limitado aos videogames ou atualização do orkut, ou até <a href="http://publius.cc/lan_houses_new_wave_digital_inclusion_brazil/091509">cidadania e serviços a cidadãos online</a> [en]? A pedagoga Rita Guarezi diz que as Lan Houses já desempenham um <a href="http://imasters.uol.com.br/artigo/14286/elearning/lan_house_como_alternativa_de_inclusao_educacional/">papel crucial na difusão da Educação à Distância</a>:</p>
<blockquote><p>Espalhadas pelo Brasil inteiro, as lan houses ganham  expressão ainda mais relevante nas regiões mais carentes, norte e  nordeste, onde são registrados os maiores índices de evasão escolar do  país. [&#8230;] Dentro desta realidade de crescimento constante de usuários  da internet e das lan houses, a Educação à Distância pela Internet  (e-learning) vai se firmando como um instrumento de auxílio no combate  à evasão escolar entre jovens, oferecendo as mais variadas opções para  quem quer complementar seus estudos, reciclar e aprimorar  conhecimentos. [&#8230;] Por tudo isso, podemos visualizar a lan house como  um espaço também de estudo. Acreditamos que a EAD pela Internet no  Brasil está intimamente ligada ao futuro das lan houses e suas novas  nuances. E as perspectivas são extremamente promissoras.</p></blockquote>
<p>E podem também vir a ser um espaço para cultura. A escritora <a href="http://simonecampos.blogspot.com/2009/09/o-ismar-tirelli-fez-essa-entrevista.html">Simone Campos</a> tem um projeto: aproveitar a popularidade das Lan Houses para  tornar o Brasil um país de leitores. Um de seus futuros projetos é uma  ficção interativa, usando a linguagem do videogame, que é bem mais  familiar para novas gerações que do que a do livro, para fazer  literatura:</p>
<blockquote><p>A lan house é o novo rendez-vous. Eu simplesmente tenho  que aproveitar isso. Pretendo plantar um vírus que transforme a lan  house em biblioteca.</p></blockquote>
<p><a href="http://gilgiardelli.wordpress.com/2009/01/18/corujao/ ">Gil Giardelli</a> vislumbra uma revolução:</p>
<blockquote><p>Nas periferias das megalópoles, o cool são as sessões de  lan house corujão R$ 6,00 passa a noite lá e pela manhã tem um belo  café!</p>
<p>Os garotos se socializam, os pais ficam tranquilos, os educadores se  preocupam e os terapeutas certamente terao mais pacientes em um futuro  próximo!</p>
<p>50% dos conectados no Brasil, estão nas lan houses! Como será esta  revolucao? Garotos antenados? Garotos solitários? Garotos com a  educação diferenciada? Economia e educação coletiva elevada ao cubo? Um  nova humanidade?</p></blockquote>
<div id="attachment_98617"><a href="http://pralerblog.blogspot.com/2009/04/lan-house-como-ponto-de-encontro-ponto.html"><img title="05_iluca_lanhouse" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/09/05_iluca_lanhouse1.jpg" alt="'Lã Rause', in an even more Brazilian spelling. Photo from PraLer Blog." width="400" height="323" /></a></p>
<p>&#8220;Lã Rause&#8221;, escrito de uma forma ainda mais abrasileirada. Foto (ou montagem) do Blog PraLer.</p></div>
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		<title>Marrocos: Trabalho Infantil em Foco</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/12/marrocos-trabalho-infantil-em-foco/</link>
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		<pubDate>Sat, 12 Sep 2009 19:38:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Criança]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
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		<category><![CDATA[Governança]]></category>
		<category><![CDATA[Juventude]]></category>
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		<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma jovem garota está sofrendo em um hospital, machucada e espancada. Enviada ao trabalho como empregada doméstica aos 10 anos, Zineb Chtet não conhecia outra vida além da que ela tinha, trabalhando para empregadores ricos que batiam nela e a negavam alimento.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/jillian-york/">Jillian C. York</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/09/07/morocco-child-labor-under-the-spotlight/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single">
<div id="attachment_4310" class="wp-caption alignleft" style="width: 246px"><img class="size-full wp-image-4310 " title="zainab1" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/09/zainab1.jpg" alt="Zineb Chtit no hospital." width="236" height="160" /><p class="wp-caption-text">Zineb Chtit no hospital.</p></div>
<p>Uma jovem garota está sofrendo em um hospital, machucada e espancada. Enviada ao trabalho como empregada doméstica aos 10 anos, Zineb Chtet não conhecia outra vida além da que ela tinha, trabalhando para empregadores ricos que batiam nela e a negavam alimento. O blog <a href="http://cabalamuse.wordpress.com/"><em>A Moroccan About the World Around Him</em></a> [Um Marroquino sobre o Mundo à Sua Volta, en] descreveu as feridas da garota em um <a href="http://cabalamuse.wordpress.com/2009/09/01/zainab/">post recente</a> [en]:</p>
<blockquote><p>Zainab looked emaciated. Her body was bruised and bleeding from beatings. She was branded on her lips with a red-hot iron. She was burned with boiling oil on her chest and private areas. She was illiterate. She never experienced the joy of playing with friends. Her future was decided for her: trudge around the mill till the day she dies. And a few days ago, she almost did.</p></blockquote>
<div class="translation">Zainab parecia emagrecida. Seu corpo estava machucado e sangrando devido os espancamentos. Ela foi marcada em seus lábios com um ferro quente. Ela foi queimada com óleo fervendo no peitoral e regiões íntimas. Ela não foi alfabetizada. Ela nunca experimentou a alegria de brincar com amigos. Seu futuro já tinha sido decidido: arrastar-se em volta do moinho até o dia em que ela morresse. Alguns dias atrás, ela quase morreu.</div>
<p>Infelizmente, a história de Zineb está longe de ser única. O Marrocos tem 177 mil crianças abaixo de 15 anos de idade trabalhando, 66 mil dos quais trabalham como empregadas domésticas. E embora o Marrocos faça parte da Convenção das Nações Unidas para o Direito das Crianças, sua <a href="http://www.dol.gov/ilab/media/reports/iclp/sweat/morocco.htm">idade mínima de trabalho é 12 anos</a>, com poucas restrições impostas. Foram feitos vários relatórios sobre os maus-tratos de empregados domésticos, <a href="http://www.wafin.com/articles.phtml?arttype=cdg&amp;did=12">como este</a> feito pelo editor da <em>Tingis</em>, Anouar Majid. E, mesmo assim, impulsionadas pela pobreza, as famílias continuam a vender suas filhas a quem oferecer mais, para trabalhar como domésticas, por vezes ininterruptamente. A blogueira <a href="http://sarahalaoui.blogspot.com/"><em>Sarah Alaoui</em></a> [en] nos <a href="http://sarahalaoui.blogspot.com/2009/09/maid-in-morocco.html">conta a sit</a><a href="http://sarahalaoui.blogspot.com/2009/09/maid-in-morocco.html">uação</a> da maioria dessas jovens:</p>
<blockquote><p>These poverty-stricken, uneducated women come from villages on the outskirts of Moroccan cities and have no choice but to provide for their families and children by taking jobs as maids for the country’s most ostentatious citizens. The stigma of poverty they are branded with at birth is further emphasized by this symbolic occupation—maids are to be seen and not heard. They work behind-the-scenes—similar to the house elves in J.K. Rowling’s famous wizarding series.</p>
<p>There are many families in Morocco who attempt to provide a home and not just a workplace for their maids. My grandmother has always made sure her maids’ children received an education alongside her own children and grandchildren—during the time her mother worked in my grandmother’s house, Naima went to the same school as my cousin. Unfortunately, it is safe to say that most people in the country do not provide the same earnest care to their maids.</p></blockquote>
<div class="translation">As mulheres sem educação, atingidas pela pobreza vêm de vilas nas periferias das cidades marroquinas e não têm escolha a não ser sustentar suas famílias e crianças aceitando trabalhar como domésticas para os cidadãos mais abastados do país. O estigma de pobreza ao qual estão marcadas desde o nascimento é posteriormente enfatizado com essa ocupação simbólica - empregadas devem ser percebidas, não ouvidas. Elas trabalham nos bastidores - da mesma forma que os elfos caseiros da famosa série de J.K. Rowling.</p>
<p>Há muitas famílias no Marrocos que tentam fornecer um lar e não somente um lugar de trabalho para suas empregadas. Minha avó sempre quis ter certeza de que suas empregadas recebessem uma formação educacional do mesmo modo que seus filhos e netos - durante o tempo em que trabalhou na casa de minha avó, Naima ia a mesma escola que meu primo. Infelizmente, é seguro dizer que a maioria das pessoas no país não fornecem os mesmos cuidados diligentes para suas empregadas.</p></div>
<p>Um <a href="http://www.lavieeco.com/actualites/2340-l-epouse-impliquee-dans-l-agression-de-zineb-chtit-poursuivie-en-etat-d-arrestation.html">relatório</a> [fr] em <em>La Vie éco</em> afirma que tanto o marido quanto a mulher que empregaram Zineb serão acusados, mas como a blogueira <em>Reda Chraibi</em> sugere, mais mudanças devem ocorrer, e logo. Em <a href="http://www.redachraibi.com/article-35502838.html">um post detalhado</a> [fr], a blogueira oferece uma proposta para prevenir que famílias enviem suas jovens garotas ao trabalho. Em uma parte da proposta, ela diz:</p>
<blockquote><p><span style="font-size: 10pt;">Accorder des aides sociales aux familles les plus pauvres afin qu’elles ne soient pas contraintes de faire travailler les enfants au lieu des le envoyer à l’école. La scolarité pour cette catégorie de la société devrait être totalement gratuite tant pour l’enseignement que pour l’équipement scolaire. A ce propos, <a href="http://www.aujourdhui.ma/societe-details63537.html">l’opération de distribution de cartables</a> équipés est une bonne initiative qui devrait être étendue dans tout le Royaume.</span></p>
<p><span style="font-size: 10pt;">Donner à l’Association « <a href="http://www.tanmia.ma/article.php3?id_article=6385">Touche pas à mon enfant</a> » (touche pas à mes enfants) ou à une institution publique le droit de recenser et de contrôler le travail des enfants servantes, le droit d’entrer dans les maisons pour discuter avec elles et vérifier si elles sont traitées dignement. Encourager leur éducation et leur alphabétisation. Ouvrir et faire connaitre un centre d’accueil pour les enfants servantes qui veulent fuir d’urgence le foyer dans lequel elles travaillent, afin que plus aucune Zineb Chtet n’èrre dans la rue dans le sang en demandant l’aide d’inconnus…</span></p></blockquote>
<div class="translation">
<div>Conceder ajuda social às famílias mais pobres para que elas não sejam forçadas a enviar seus filhos ao trabalho, e em vez disso enviá-las para a escola. As despesas para essa classe social deve ser completamente grátis, tanto para os materiais de ensino quanto os escolares. Nesse sentido, a <a href="http://www.aujourdhui.ma/societe-details63537.html">operação para distribuir mochilas escolares equipadas com materiais necessários</a> [fr] é uma boa iniciativa que deveria ser estendida por todo o Reino.</div>
<div>Doar à Associação &#8220;<em><a href="http://www.tanmia.ma/article.php3?id_article=6385">Touch pas à mon enfant</a></em>&#8221; [Não toque em meu filho, fr] ou à alguma instituição pública o direito de identificar e monitorar o trabalho de empregados infantis, o direito de entrar nos lares e ter discussões com tais crianças, verificando se estão sendo tratadas com dignidade. Encorajar sua educação e alfabetização. Abrir e divulgar um lugar de refúgio para crianças que trabalham como domésticas fugirem das condições urgentes de seus trabalhos, para que não existam mais outras Zineb Chtets vagando pelas ruas sangrando em busca da ajuda de estranhos&#8230;</div>
</div>
<div>O blogueiro em <em>A Moroccan About the World Around Him</em> conclui seu <a href="http://cabalamuse.wordpress.com/2009/09/01/zainab/">post</a> com uma citação:</div>
<blockquote><p>I am reminded of a speech Mr. Eliezer “Elie” Wiesel gave at the White House in 1999 “The political prisoner in his cell, the hungry children, the homeless refugees — not to respond to their plight, not to relieve their solitude by offering them a spark of hope is to exile them from human memory. And in denying their humanity, we betray our own.”</p></blockquote>
<div class="translation">Eu me recordei de um discurso do Sr. Eliezer &#8220;Elie&#8221; Wiesel na Casa Branca em 1999: &#8220;O prisioneiro político em sua cela, as crianças que passam fome, os refugiados desabrigados - não responder às suas situações, não aliviá-los da solidão ao oferecê-los uma centelha de esperança é o mesmo que exilá-los da memória humana. E ao negar sua humanidade, traímos a nossa.&#8221;</div>
</div>
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		<title>Japão: Lei limita uso de celulares por crianças em Ishikawa</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/18/japao-lei-limita-uso-de-celulares-por-criancas-em-ishikawa/</link>
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		<pubDate>Tue, 18 Aug 2009 19:29:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Casaes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Criança]]></category>
		<category><![CDATA[East Asia]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
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		<description><![CDATA[Desde que a prefeitura de Ishikawa (500 km ao norte de Tóquio) aprovou, em 20 de junho, um regulamento para limitar o uso de celulares por crianças e adolescentes, a primeira deste tipo na nação, a blogosfera discute o que é apropriado para as crianças.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/saeko-robinson/">Saeko Robinson</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/diegocasaes/'>Diego Casaes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/15/japan-law-banning-cell-phones-for-kids-passed-in-ishikawa/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Desde que a prefeitura de Ishikawa (500 km ao norte de Tóquio) aprovou, em 20 de junho, um regulamento para limitar o uso de celulares por crianças e adolescentes, a primeira deste tipo na nação, a blogosfera timidamente discute o que é apropriado ou não quando se trata de crianças e celulares. O artigo 33 do <a href="http://www.pref.ishikawa.jp/gikai/gif/kodomojorei.pdf">Ato Compreensivo das Crianças de Ishikawa</a> [ja, pdf] diz que &#8220;Os responsáveis devem tentar não permitir que seus filhos e estudantes que estão no primário, ginásio e escolas especiais portem celulares, exceto em caso de prevenção de desastres ou crimes, ou qualquer outro motivo especial.&#8221; A lei começa a valer em 1° de janeiro de 2010.</p>
<p>Chuei, do blog <a href="http://chuei.blog96.fc2.com/blog-entry-919.html">Mainichi</a>, duvida da eficácia desse regulamento:</p>
<blockquote><p>これによって、「子供の携帯電話を解約しよう」とか考える親は余りいないだろうね。大体、携帯電話でもパソコンでもウェブ閲覧やＥメールができるのに、何で携帯電話だけ規制なんだろうね？携帯電話の通話機能がいけないとも思えない。</p>
<p>家庭用の火災報知器を設置する義務も、罰則が特にないために設置が進んでいないようだし、この条例が施行された所で効果のほどは知れているだろう。多分今後携帯電話が絡んだ小中学生の事件が発生した時の県の言い逃れ（学校に責任なし）とか、そういうことに利用されそうな条例だ。</p></blockquote>
<div class="translation">Eu aposto que nenhum pai pensará em cancelar os celulares de seus filhos por causa disso. Por que regulamentar somente celulares quando se pode enviar emails e navegar na Internet tanto em celulares quanto em computadores? É difícil acreditar que a lei objetiva somente a capacidade de fazer ligações telefônicas. Não espero muitos efeitos com essa lei pois não há punições específicas ou multas, assim como a lei que obriga a instalação de alarmes de incêndio nas residências. Talvez essa lei possa ser usada no futuro em caso de acidentes envolvendo celulares e estudantes em que não haja responsabilidade para a administração da prefeitura (ou seja, quando não há responsabilidade da escola).</div>
<p>Usagi Inu em <a href="http://haru3486.buzzlog.jp/e124897.html">Manya Hompo</a> sugere que telefones pré-pagos solucionarão todos os problemas:</p>
<blockquote><p>私が思うには、ネットに繋がらないプリペイドの携帯電話を持たせたらいいと思います。プリペイド携帯は決められた度数を越えて使う事ができないため、使いすぎを防止するにはいいと思います。<br />
しかし、不景気の時勢に親が子どもの携帯電話の料金を払うなんて時代が変わりました。自分が子どもの頃は携帯もなく、親に連絡する時は小銭を持ち歩いて公衆電話を探していましたけど、今では公衆電話を探すのに苦労するから、子どもに携帯電話を持たせるのも仕方ないのでしょうか。</p></blockquote>
<div class="translation">Acho que a resposta consiste em dar um telefone pré-pago sem acesso à Internet. Já que não se pode ultrapassar o limite de uso nesse tipo de telefone, impede-se o gasto exagerado. Entretanto, os tempos mudaram para os pais poderem pagar celulares para seus filhos durante a recessão. Quando eu era criança não havia celulares. Eu tinha de procurar um telefone público com algumas moedas em mão se eu precisasse falar com meus pais. Bem, atualmente é difícil encontrar telefones públicos então deve ser inevitável dar celulares aos filhos.</div>
<p><a href="http://blog.satt.jp/article/122596949.html">O membro defensor de celulares #1 do SATT</a> que fornece materiais educativos, incluindo para aprendizado na Internet demonstra seu desapontamento com tal lei:</p>
<blockquote><p>持つこと自体を禁止してしまうと、たとえば「公教育の中にケータイを取り入れる」といった試み自体ができなくなってしまいます。</p></blockquote>
<div class="translation">Se banirem o uso do celular, acabarão com uma oportunidade de tentar ideias como a de incorporar celulares no currículo da educação pública.</div>
<p>Ele complementa aconselhando que os criadores da lei deveriam objetivar as possibilidades de uso, ao contrário de limitá-lo:</p>
<blockquote><p>ケータイは、日本においてこれだけ普及し、データ通信部分も含め世界に誇れる技術の固まりなので「制限」から入るのではなく、「何ができるのか」といった可能性に目を向けてほしかったと思います。</p></blockquote>
<div class="translation">Por causa da popularidade de celulares no Japão e a tecnologia, incluindo a comunicação de dados, ser a de maior qualidade no planeta, eu adoraria que eles objetivassem &#8220;o que se pode fazer com isso&#8221; ao contrário de &#8220;impor limites&#8221;.</div>
<p><a href="http://ameblo.jp/kinnme/entry-10290461068.html">Kimme</a>, pai de dois filhos, não consegue entender o porque das crianças precisarem de celulares tão precocemente:</p>
<blockquote><p>我が家は長男が携帯を持ったのは大学に入ってからだ。次男はプリペイド携帯を持たせているが、インターネットを利用出来るようなプランには一切なっていない。いや、別に長男にしろ次男にしろ、自分でバイトして携帯代金払えるなら使って良いと私は思っている。<br />
でも、小学校や中学校の間ははっきり言えば、必要ないと思っていたりする。こんな条例が出来る前から、我が家じゃ小中学生に携帯持たせる気なんてさらさらない訳だ。<br />
でも、条例が出来ちゃうぐらいなんだから、持ってる子供もそれなりにいるって事なんだろう。<br />
防犯の目的で携帯を持つって意味が個人的にはわからない。いや、確かに迷子になって携帯持ってたら探せたりするかもしれない。不審者に連れ去られたら連絡が出来るのかもしれない。塾の帰りが１０時とかだったりするのかもしれない。<br />
でも、防犯のタメに携帯を持たなくちゃならない社会の方が間違っていると私は思うのだけれど。<br />
それよりも、小中学生に携帯電話を持たせる事で引き受けるリスクの方が、よほど大きいとは思わないのだろうか？</p></blockquote>
<div class="translation">Meu filho mais velho ganhou um celular pela primeira vez quando ele ingressou na faculdade. Nós demos a seu irmão mais jovem um telefone pré-pago, mas esse plano não tem nada extravagante como Internet. Acredito que ambos possam comprar o celular que desejarem se forem trabalhar meio período e pagarem a conta por conta própria. Entretanto, enquanto estão no nível fundamental ou ginásio não há nenhuma necessidade.<br />
Mesmo antes desse tipo de lei ter sido aprovada, não tínhamos a intenção de dar celulares a crianças tão jovens em minha família.</p>
<p>Acho que o fato de tal lei ter sido promulgada significa que há bastantes crianças que recebem celulares próprios.</p>
<p>Eu não entendo o que significa ter um celular com o objetivo de prevenir crimes. Bem, se eles se perderem um celular pode ajudar. Talvez pode ajudar se uma criança for sequestrada. Ou talvez para me informarem que chegarão em casa às 22h, após a escola preparatória.</p>
<p>Mas eu acho que a sociedade deve estar errada se uma criança precisar carregar consigo um celular para se prevenir de crimes.</p>
<p>Ao contrário, não acham que o risco de exposição é muito maior quando se dá um celular para estudantes do fundamental ou ginásio?</p></div>
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		<title>China: A campanha da CCTV contra Google.cn</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/07/07/china-a-campanha-da-cctv-contra-googlecn/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/07/07/china-a-campanha-da-cctv-contra-googlecn/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2009 21:00:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
				<category><![CDATA[China]]></category>
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		<description><![CDATA[Em 18 de junho, China Internet Illegal Information Reporting Centre (CIIRC) [Centro de Relatórios de Informação Ilegal na Internet da China] publicou um relatório na primeira página condenando o Google.cn por divulgar conteúdo obsceno. O relatório foi intitulado como “condenem fortemente o google por espalhar informação indecente e obscena”.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/oiwan/">Oiwan Lam</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/06/19/cctvs-propaganda-campaign-against-googlecn/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Em 18 de junho, <a href="http://net.china.cn/">China Internet Illegal Information Reporting Centre (CIIRC)</a> [Centro de Relatórios de Informação Ilegal na Internet da China] publicou um relatório na primeira página condenando o Google.cn por divulgar conteúdo obsceno.</p>
<p>O relatório, intitulado como &#8220;condenem fortemente o google por espalhar informação indecente e obscena&#8221;, diz:</p>
<blockquote><p>互联网违法和不良信息举报中心近日根据公众举报并经核查，“谷歌中国”网站(google.cn)大量传播淫秽色情和低俗信息，严重违反国家有关法律法规，违背社会公德，损害公众利益。</p></blockquote>
<div class="translation">Recentemente, o CIIRC recebeu e verificou a reclamação pública contra google.cn por espalhar informação obscena e vulgar em massa. Tal ato violou seriamente as regulamentações relevantes do governo. Ademais, é contra a moral e o interesse público da sociedade.</div>
<p>Fundado em 10 de junho de 2004, o (CIIRC) é patrocinado pela Sociedade da Internet da China e financiado pelo Ministério de Segurança Pública, e o Escritório de Informação do Conselho do Estado da república da China.</p>
<p>Muita rapidamente, o noticiário da noite da CCTV destacou a nota de condenação do CIIRC e exibiu a continuação da história em sua &#8220;entrevista em foco&#8221;. A atração principal do noticiário reuniu diversas opiniões públicas vindas de professores, pais, estudantes universitários e jovens especialistas contra o google.cn:</p>
<p>Parte Um<br />
<object width="480" height="400" data="http://player.youku.com/player.php/Type/Folder/Fid/3451552/Ob/1/Pt/1/sid/XOTk0NzQ0MDQ=/v.swf" type="application/x-shockwave-flash"><param name="align" value="middle" /><param name="src" value="http://player.youku.com/player.php/Type/Folder/Fid/3451552/Ob/1/Pt/1/sid/XOTk0NzQ0MDQ=/v.swf" /><param name="quality" value="high" /></object></p>
<p>Parte Dois<br />
<object width="480" height="400" data="http://player.youku.com/player.php/Type/Folder/Fid/3451552/Ob/1/Pt/2/sid/XOTk0NzQ2MzY=/v.swf" type="application/x-shockwave-flash"><param name="align" value="middle" /><param name="src" value="http://player.youku.com/player.php/Type/Folder/Fid/3451552/Ob/1/Pt/2/sid/XOTk0NzQ2MzY=/v.swf" /><param name="quality" value="high" /></object></p>
<p>Jason Ng de Kenengba <a href="http://www.kenengba.com/post/1173.html">trascreveu a entrevista do estudante universitário</a> na segunda parte da história principal para analisar as táticas de propaganda da CCTV:</p>
<blockquote><p>我觉得黄色、淫秽信息在网上的毒害特别大，特别是经过像Google的链接，那种毒害特别大。</p>
<p>就我一个同学吧，他以前就是青少年比较好奇这些东西，他就去点那些黄色网站什么的。然后就搞到那段时间心神不宁，然后后来国家打击黄色网站了，他就 没上，那段时间就好了。结果后来他又发现通过Google这些用户比较多的搜索引擎可以打开这些网址，然后又进入了这些黄色网站，Google里面的链接 特别多，然后就导致他又反复了。</p></blockquote>
<div class="translation">Minha opinião é que informações obscenas na Internet é algo extremamente venenoso, principalmente na informação veiculada pelo google.cn, o envenenamento poderia ser ainda mais forte. Por exemplo, tenho um colega de sala. Ele era como qualquer outro jovem: curioso e tal. Assim, visitou um sítio pornográfico e se perdeu nele. Mais tarde, o governo tirou os sítios pornográficos e ele não pôde mais visitá-lo. Ele então melhorou. Entretanto, ele descobriu que pela busca do Google.cn poderia abrir novamente esse tipo de sítios. Google.cn tem mais desse tipo de links. Desde então seu estado piorou novamente.</div>
<p><strong>Atualização (19 de junho, às 15h31)</strong>: <a href="http://twitter.com/wenyunchao/status/2233561902">as últimas informações</a> do twitter sugerem que o estudante o universitário Gao Ye fazia parte da equipe da CCTV. Em sua página do Xiaonei (versão chinesa do Facebook), ele conversou com um time de repórteres. Agora que foi identificado, ele começou a apagar sua conversas. Abaixo, uma tela de sua página antes de apagar os registros:</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-80827" title="gaoye" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/gaoye-216x300.jpg" alt="gaoye" width="216" height="300" /></p>
<p>Jason também destacou que a CCTV tentou promover o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Green_Dam_Youth_Escort">Green Dam</a> [en] depois de todas as críticas contra o programa. Aqui está a explicação:</p>
<blockquote><p>要打破各界的舆论质疑，最好的方法不是去封锁这些报道，而是制造另一种报道。…在短时间内如何营造出互联网确实是危险重重、低俗满布、未成年人成长艰难呢？编辑们绞尽脑汁，终于想到了搜索引擎。</p>
<p>因为只针对某一个或几个网站出现低俗内容，那是没有说服力的。搜索引擎就不同了，搜索引擎是互联网的入口之一，有了它，网民可以找到几乎任何信息。</p>
<p>但是，由于百度春晚的时候已经交了4000万的保护费，不能再拿百度开刀了，于是很自然地就想到了拿Google开刀</p></blockquote>
<div class="translation">Para combater as críticas, o melhor a se fazer é não bloquear todos os relatórios e informações, mas sim criar outro tipo de relatório… Como criar a sensação de que a Internet é cheia de perigos, obcenidade, em tão pouco tempo? Finalmente o editor decidiu ater-se aos buscadores da Internet. Se mirassem apenas em alguns poucos sítios, não seria convincente. Com os buscadores é diferente, é a porta de entrada para a Internet e os internautas podem conseguir o que quiserem por meio de um buscador.</p>
<p>Entretanto, Baidu já pagou uma taxa de proteção de 40 milhões (contrato de publicidade) para a CCTV, ela não pode mais se focar nele. Então o google.c tornou-se o alvo.</p></div>
<p>Outro blogueiro, lyngle, também destacou que a CCTV não é justa com google.cn e <a href="http://blog.sina.com.cn/s/blog_4fb6d5600100djra.html">ele comparou o resultado da busca por imagens do google.cn com o de baidu.com pesquisando por &#8220;mm&#8221; (garotas)</a>. Abaixo estão as telas do que encontrou:</p>
<p>Busca de imagens com &#8220;mm&#8221; no Google.cn<br />
<img class="aligncenter size-medium wp-image-80800" title="googlemm" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/googlemm-300x171.jpg" alt="googlemm" width="300" height="171" /></p>
<p>Busca de imagens com &#8220;mm&#8221; no Baidu.com<br />
<img class="aligncenter size-medium wp-image-80801" title="baidumm" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/06/baidumm-300x172.jpg" alt="baidumm" width="300" height="172" /></p>
<p>No twitter, há alguns tweets dizendo que a o departamento de propaganda ordenou os grandes portais da internet a colocarem notícias na primeira-página. Há também especulação de que anti-vulgaridade seja apenas um tipo de censura:</p>
<blockquote><p><a href="https://twitter.com/huyong/status/2232503962">huyong</a> CCTV fuck Google 再次证明，反低俗是手段，搞审查是目的。</p></blockquote>
<div class="translation">A foda da CCTV no Google indicou que anti-vulgaridade é apenas um tipo de censura no final das contas.</div>
<blockquote><p><a href="https://twitter.com/wenyunchao/status/2232086046">wenyunchao</a> 这轮批判谷歌最直接的目的看来是当局不想让谷歌推出可用SSL方式访问的Search服务。</p></blockquote>
<div class="translation">Provavelmente o governo não quer ver o google.cn fora do ar</div>
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		<title>Brasil: Uma reserva natural privada - É possível?</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/28/brasil-uma-reserva-natural-privada-e-possivel/</link>
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		<pubDate>Sat, 28 Mar 2009 16:21:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Arruda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
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		<description><![CDATA[A sociedade está exigindo ações "verdes" e a política do Brasil que motiva os proprietários de terras a participarem do Sistema Nacional de Unidades de Conservação está tendo um grande impacto na sociedade. Sob o programa conhecido como RPPN, os proprietários de terras recebem também investimentos e créditos. O uso da terra é restrito à pesquisa, à educação ambiental e ao ecoturismo. Os blogs são uma das ferramentas usadas para relatar experiências e documentar o trabalho que está sendo desenvolvido para manter o Brasil "verde".]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/danilo-goncalves/">Danilo Gonçalves</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/mariaarruda/'>Maria Arruda</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/24/brazil-a-private-nature-reserve-is-it-possible/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Cada cidadão é responsável pelo meio ambiente. Para difundir essa mensagem, o governo brasileiro está incentivando todos os componentes da sociedade a agirem de forma mais &#8220;verde&#8221;, restringindo os parâmetros de poluição e investindo em negócios ecológicos. Entre essas iniciativas há a criação das novas unidades de conservação, onde proprietários privados e companhias podem associar-se ao Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC).  Além disso, entre os tipos de unidades de conservação há a Reserva de Propriedade Privada Nacional (RPPN), uma reserva natural com um arrendamento perpétuo: uma vez que uma área recebe o status de RPPN no Cartório de Registro de Imóveis, não pode ser mais desapropriada. Para uma área poder haver esse status, porém, tem que estar dentro de um desses parâmetros:</p>
<ul>
<li>Possuir uma biodiversidade essencial;</li>
<li>Possuir uma paisagem importante;</li>
<li>Possuir certas características que justifiquem esse status (como possuir espécies em risco de extinção ou uma comunidade ecológica bastante danificada).</li>
</ul>
<p>Existem algumas áreas com cerca de <a href="http://www.brazilmax.com/news3.cfm/tborigem/fe_ecology/id/1"><span style="color: #003399;">meio milhão de hectares que pertencem à propriedade privada</span></a> [En] e são protegidas por leis federais e estaduais no Brasil. Por um lado, essa iniciativa limita o uso da terra. Não são mais permitidas práticas de exploração e as áreas devem ser recuperadas e mantidas com investimento privado. Por outro lado, o governo investe no programa de RPPN fazendo com que o específico financiamento seja acessível aos proprietários individuais. Embora as práticas de exploração sejam proibidas, novas atividades são encorajadas, dentre elas as viagens turísticas, projetos científicos, atividades culturais e educacionais, e o ecoturismo. Além disso, há uma pequena redução nos impostos e os proprietários têm acesso privilegiado ao crédito rural e podem solicitar um apoio financeiro por parte das ONGs e dos fundos ambientais.</p>
<p>As RPPNs estão causando um grande impacto na sociedade. Uma paisagem naturalmente preservada pode ajudar a compreender as questões ecológicas, como a importância do equilíbrio do meio ambiente. Muitos blogueiros estão relatando suas experiências ao observarem o crescimento desse tipo de reserva, como Fernanda de Souza Pimentel, no blog <a href="http://pitaquinhos.blogspot.com/2008/11/rppn-rio-das-lontras-vai-escola.html"><em><span style="color: #003399;">Pitaquinhos da Fernanda</span></em></a>, onde descreve a visita do seu pai ambientalista à sua escola em novembro passado:</p>
<blockquote><p>“Hoje na escola onde eu estudo, a Escola de Educação Básica Nossa Senhora (Angelina, SC), aconteceu a 1ª amostra pedagógica do colégio.<br />
Meu pai foi convidado para palestrar sobre a RPPN Rio das Lontras e o seu trabalho pela causa ambiental. Alunos e professores foram convidados a assistir essa aula na sala temática do mundo animal, ensinando aos alunos o quanto o meio ambiente necessita de cuidados.”</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-60117 aligncenter" title="papaipalestrando5" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/papaipalestrando5.jpg" alt="papaipalestrando5" width="299" height="400" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Professores ambientalistas ensinando a estudantes sobre a importância de um meio ambiente equilibrado.</strong></h5>
<p>Desde 2002, sua família é proprietária de um lote de terreno em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Catarina"><span style="color: #003399;">Santa Catarina</span></a>,  o qual virou a RPPN Rio das Lontras, em 2005. A reserva tem <a href="http://rppnriodaslontras.blogspot.com/"><span style="color: #003399;">o seu próprio blog</span></a> e um <a href="http://picasaweb.google.com.br/rppnriodaslontras/FaunaRPPNRioDasLontras#"><span style="color: #003399;">álbum fotográfico sobre a fauna</span></a> mantidos pelos pais de Fernanda, Chris e Fernando, para documentar o trabalho que eles fazem. Em seu último artigo eles descrevem o trabalho que estão desenvolvendo sobre a catalogação de espécies de pássaros encontrados na área, alguns deles em perigo de extinção. Graças ao trabalho deles <a href="http://www.xeno-canto.org/browse.php?query=loc%3Alontras"><span style="color: #003399;">é possível ouví-los</span></a> [En] cantar. No blog eles explicam <a href="http://rppnriodaslontras.blogspot.com/2009/02/plano-de-manejo-rppn-rio-das-lontras.html"><span style="color: #003399;">como o trabalho está se desenvolvendo </span></a>:</p>
<blockquote>
<h5 style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-60118" title="base4" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/base4.jpg" alt="base4" width="400" height="300" /><strong>Uma casa simples em Rio das Lontras</strong></h5>
<p>“A singela casinha que alugamos como base para abrigar outra equipe de pesquisadores tem ao fundo uma vista parcial da RPPN Rio das Lontras. … Aqui um aparelho de GPS e um medidor de temperatura e umidade aguardam na janela a hora de ir a campo;… O levantamento visual e auditivo foi o método utilizado em campo para a elaboração da lista de espécies da RPPN Rio das Lontras. Foram registradas 127 espécies na RPPN e em seu entorno imediato.</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.antpitta.com/images/photos/hummers/gallery_hummers1.htm"><img class="size-full wp-image-62370 aligncenter" title="saw-billed-hermit-folhaseca" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/saw-billed-hermit-folhaseca.jpg" alt="saw-billed-hermit-folhaseca" width="436" height="326" /></a></p>
<h5 style="text-align: center;">Foto de um <a href="http://www.antpitta.com/images/photos/hummers/gallery_hummers1.htm"><span style="color: #003399;">Beija-Flor Rajado</span></a> (<em>Ramphodon naevius</em>), uma das várias espécies que vivem na RPPN Rio das Lontras. Foto de <a href="http://www.antpitta.com/"><span style="color: #003399;">Nick Athanas</span></a>, sob permissão de uso.</h5>
<p style="text-align: center;"><a href="http://geisertrivelato.blogspot.com/"><img class="size-full wp-image-60785 aligncenter" title="Tie do Mato Habia rubica " src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/habiarubica.jpg" alt="Tie do Mato Habia rubica " width="439" height="288" /></a></p>
<h5 style="text-align: center;">Tiê do Mato (<em>Habia rubica</em>), outra espécie que também pode ser encontrada na RPPN Rio das Lontras. Foto de <a href="http://geisertrivelato.blogspot.com/2007/09/fotos-jacutinga-mg_11.html"><span style="color: #003399;">Geiser Trivelato</span></a>, sob permissão de uso.</h5>
<p>A professoa Thaiza Montine levou sua escola em uma excursão para <em>Banana Menina</em>, uma reserva dedicada à pesquisa e à educação, como prêmio por uma competição. No <a href="http://crispassinato.wordpress.com/2008/06/20/visita-a-reserva-ambiental-de-educacao-e-pesquisa-banana-menina/"><span style="color: #003399;">post citado abaixo</span></a>, ela publica fotos e descreve o seu entusiasmo:</p>
<blockquote><p>“Um passeio maravilhoooooso e extremamente produtivo, uma vez que, além da visita ao lugar também fomos agraciados com o Programa “Povos do Cerrado”, e tivemos várias palestras e aulas ministradas no meio da mata, envolvendo Meio Ambiente, Arqueologia, História de Goiás, Biologia e Gastronomia. Uma maravilha, realmente, de premiação!”</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://crispassinato.wordpress.com/2008/06/20/visita-a-reserva-ambiental-de-educacao-e-pesquisa-banana-menina/"><img class="size-medium wp-image-60784 aligncenter" title="Auditório da mata" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/auditorio-da-mata-300x199.jpg" alt="Auditório da mata" width="300" height="199" /></a></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Auditório da mata</strong></h5>
</blockquote>
<p>As RPPNs estão desenvolvendo atividades fantásticas de educação para as pessoas que vivem perto das reservas. Essas iniciativas privadas estão abrindo uma janela para as questões ambientais, ajudando os estudantes a entenderem melhor e a visualizarem a importância da natureza. As RPPNs brasileiras - consideradas únicas entre os projetos internacionais - têm demonstrado que o meio ambiente e a humanidade podem viver em perfeita harmonia.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Brasil: Sobre a condenação do Vaticano no caso de aborto da menina estuprada</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Mar 2009 03:58:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Maestre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Uma menina de 9 anos estuprada continuamente e engravidada pelo padrasto teve garantido o direito de abortar legalmente no Brasil. Depois da cirurgia, a Igreja Católica excomungou a mãe, o médico e a equipe responsável pela operação. O assunto despertou um grande debate no Brasil: até onde vai o papel da igreja na sociedade?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/carlos-dutra/">Carlos Dutra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/carlosmaestre/'>Carlos Maestre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/12/brazil-on-the-vaticans-condemnation-of-raped-childs-abortion/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div class="wp-caption alignright" style="width: 209px"><a href="http://www.flickr.com/photos/severo/224097803/"></a><a href="http://www.flickr.com/photos/severo/224097803/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-61165" title="224097803_9b6268cbaf" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/224097803_9b6268cbaf-199x300.jpg" alt="224097803_9b6268cbaf" width="199" height="300" /></a><br />
<p class="wp-caption-text">Olinda and Recife&#39;s archbishop, dom José Cardoso Sobrinho, by Alexandre Severo, published under a Creative Commons license</p></div>
<p>Na última semana de fevereiro, uma menina de apenas 36 quilos, 1,33 metro, e 9 anos de classe média-baixa, na cidade de Alagoinha, no Pernambuco, reclamou de fortes dores na barriga. Acompanha por sua mãe até uma unidade de saúde, constatou-se a gravidez de gêmeos na 15ª semana de gestação. Então confessou à mãe que ela e a irmã mais velha, de 14 anos, eram violentadas pelo padrasto há pelo menos 3 anos. O padrasto será indiciado por estupro e está detido no presídio público de Pesqueira, no Pernambuco, onde deve permanecer até o fim do inquérito.</p>
<p>Depois de muita oposição da Igreja Católica e do acompanhamento de psicólogos, o aborto foi realizado, previsto na legislação brasileira em casos de estupro (até a 20ª semana de gestação) e quando houver risco de morte para a mãe. Este caso se encaixava em ambas as características.</p>
<p>Mas, em seguida, um debate social envolvendo a Igreja Católica e o poder Judiciário veio a tona no Brasil: <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1032874-5602,00-COMISSAO+VATICANA+CONSIDERA+JUSTA+EXCOMUNHAO+DE+MEDICOS+BRASILEIROS.html">amparado pelo Vaticano</a>, o arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, excomungoua mãe, o médico e a equipe de médica responsável pelo procedimento cirúrgico. A menina foi poupada, já que a lei da Igreja Católica diz que menores estão livres da excomunhão. Contudo,<a href="http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1031860-5598,00.html"> não excomungou o padrasto</a>, chegando a dizer no jornal <em>O Globo</em> (7/3/09) que o “crime de estupro é menos grave” que o de aborto e que &#8220;os gêmeos eram pessoas inocentes&#8221;.</p>
<p>A notícia que reacendeu no Brasil o tema do aborto, pôs em evidência a interferência da Igreja Católica sob decisões pessoais e judiciais de um Estado laico, movimentou a blogosfera lusófona. Sebastião Nunes, em seu blog <a href="http://iabasse.blogspot.com/"><em>Pedra de Responsa</em></a>, se manifesta:</p>
<blockquote><p>É impressionante a hipocrisia envolvida neste julgamento inquisitorial feito pala Igreja Católica. Uma criança violentada em seu corpo e seus direitos, desde os 6 anos de idade, com risco elevado de morrer pela continuação da gestação, tem, conforme a estúpida decisão destes cardeais, que aceitar a beleza do <em>milagre da vida</em> e morrer, se necessário for, pois esta foi a vontade de Deus.</p>
<p>E depois a Igreja Católica não entende porque o povo abandona as suas fileiras. Conforme o julgamento da Igreja foi a vontade de Deus que fez o padrasto da criança estuprá-la covardemente. Triste Deus este.</p></blockquote>
<p>Em tom de ironia, Lelê Teles, no blog <a href="http://fastosenefastos.blogspot.com/2009/03/quero-ser-excomungado-por-dom-jose.html">Technosapiens</a>, diz que o Brasil é o país da piada pronta, lamentando que o clérigo tenha punido a frágil vítima justo no dia Internacional da Mulher:</p>
<blockquote><p>O mais indignante é que no dia internacional da mulher, um senhorzinho religioso aparece para mostrar que o mundo dele ainda é machista, e que machistas deveriam ser o estado e a ciência.</p>
<p>O bispo queria que a menina seguisse grávida de outra menina porque ele diz que defende o direito à vida. Mas como a menina de nove anos de idade corria risco de morte se continuasse com a gestação, logo, subentende-se que o bispo defendia a vida do&#8230; estuprador.</p></blockquote>
<p>Vitor Lessa tem em seu blog uma publicação chamada <a href="http://vitorlessa.blogspot.com/2009/03/ignorancia.html">Ignorância</a>, na qual indaga se a Igreja Católica sabe que vivemos em um estado laico, se ela sabe que nem todos pertencem a essa instituição e aponta outros pontos de vista questionáveis &#39;sugeridos&#39; pelo Vaticano.</p>
<blockquote><p>[&#8230;] ele [o cardeal] está afirmando que devemos voltar a idade média quando o Estado e a Igreja se confundiam e o clero ditava as regras supostamente estabelecidas por Deus. Quando milhões de pessoas foram queimadas em nome de Deus, quando a igreja dizia que os homens deviam servir a seu senhor feudal porque Deus assim desejava e muitos outros fatos. Em momento nenhum ele pensou que o Brasil não é constituido somente de católicos, que o Brasil é um país laico (sem religião definida) e que os seus habitantes elegeram pessoas que fizeram uma constituição legítima para reger o país e sua população. Em momento nenhum o bispo lembrou que não está na idade média e que, acima da instituição a qual ele pertence, existe um Estado que deve atender às necessidades de todos os seus cidadãos. Afinal, todos são iguais perante a lei e pagam impostos para sustentar a nação. Não pensem que essa é uma atitude isolada de um bispo, é uma postura sustentada pela Igreja católica. A igreja católica não somente é contra o aborto em casos de estupro, mas também contra a lei que protege os homossexuais, que pagam impostos e são juridicamente iguais ao bispo. Portanto, se a igreja aceita que parcelas oprimidas (como as mulheres que são agredidas por seus maridos) sejam protegidas por lei, por que outra parcela como a dos homossexuais não podem ser progida? Afinal, são ou não são todos iguais? A igreja católica também proibe o uso de camisinha ou qualquer método anticoncepcional.</p></blockquote>
<p>Daniel Braga, em seu blog <a href="http://mausoleudogargula.blogspot.com/2009/03/cegueira-religiosa.html">Mausoléu do Gárgula</a>, fala sobre o assunto com o título de Cegueira Religiosa. Nesta publicação, o blogueiro faz uma série de questionamentos que tratam não apenas das condições físicas da menina continuar com a gravidez, mas também das condições financeiras e sustentáveis de ter dois filhos aos 9 anos:</p>
<blockquote><p>Acredito que uma das piores coisas já inventadas pelo homem é a cegueira religiosa. Observem bem que não estou falando da religião em si, pois esta é realmente importante ao homem, mas sim de dogmas absurdos que acabam causando a cegueira religiosa.<br />
[&#8230;]<br />
Surgem algumas perguntas e não vou de forma alguma respondê-las, deixando a todos a tarefa de refletir sobre as possíveis respostas:</p>
<ul>
<li>Será que esta menina conseguirá prosseguir com esta gravidez sem que seu corpo seja mais maltratado do que já está? Poderia esta gravidez ter um risco elevado levando então a morte das crianças, todas as três?</li>
<li>Como uma criança poderá criar estas duas crianças?</li>
<li>Qual o dano social futuro desta família?</li>
<li>Como estará a mente desta pobre criança que deveria estar brincando com bonecas mas que foi o alvo dos abusos de um estuprador?</li>
<li>Como será a estrutura familiar que esta menina vive?</li>
<li>Como ficaria esta mesma estrutura familiar depois do nacimento destes bebês?</li>
<li>Qual deveria ser o papel da religião neste caso? Um papel punitivo ou confortante?</li>
<li>Sendo punida, direta ou indiretamente, pelos representantes religiosos, como esta criança se sentirá agora? Será que ela somatizará os problemas jogando em si mesma a responsabilidade do hediondo fato?</li>
</ul>
</blockquote>
<p>Até o presidente Lula se manifestou, dizendo que é católico e pessoalmente contra a legalização do aborto, mas que como chefe de estado apóia a prática em casos como este (e como uma questão de saúde pública). Além disso, também <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL1032159-5601,00-LULA+CRITICA+EXCOMUNHAO+E+DEFENDE+MEDICINA+EM+ABORTO+DE+MENINA.html">criticou a postura Católica</a><a></a>:</p>
<blockquote><p>[&#8230;] a medicina fez o que tinha que ser feito, salvar a vida de uma menina de 9 anos. [&#8230;] Como cristão e como católico, lamento profundamente que um bispo da Igreja católica tenha um comportamento, eu diria, conservador como esse.&#8221;</p></blockquote>
<p>O advogado da Igreja Católica disse que entraria com uma denúncia por homicídio contra mãe da menina, com base nos artigos 1º e 5º da Constituição Federal, que asseguram a inviolabilidade do direito à vida. Ele disse que &#8220;além de considerar nossas convicções religiosas, nossa denúncia está atrelada à Constituição&#8221;. Mas, o <a href="http://www.mp.pe.gov.br/index.pl/20090403_mulher">Ministério Público de Pernambuco se pronunciou</a> a respeito do caso:</p>
<blockquote><p>O Ministério Público de Pernambuco, através da promotora Jeanne Bezerra, está acompanhando junto à Secretaria Executiva da Mulher e à ONG Curumim o caso da garota de nove anos grávida em decorrência de estupro em Alagoinha. De acordo com as informações repassadas à promotora pelo órgão e pela entidade, a garota está recebendo o acompanhamento médico, psicológico e social assegurados pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Até agora, não foi necessária a atuação judicial do MPPE. Como a legislação brasileira PERMITE o aborto em vítimas de estupro até a 20ª semana de gestão (entendimento do STJ), o procedimento pode ser realizado de acordo com avaliação médica, INDEPENDE de autorização judicial e, portanto, de parecer do Ministério Público.</p></blockquote>
<p>A maioria das reações na blogosfera brasileira criticaram a atitude da Igreja Católica, mas um pequeno grupo de blogueiros apoiou a decisão do arcebispo brasileiro de excomungar todos os envolvidos no aborto. Entre eles, <a href="http://januacoeli.wordpress.com/2009/03/06/carta-aberta-apoio-a-dom-jose/">Jorge Ferraz</a>, desde Pernambuco, escreveu em uma carta aberta para dom José Cardoso Sobrinho e recebeu mais de 100 comentários, tanto a favor quanto contra a decisão da igreja. E em outro blog, numa carta aberta anterior, <a href="http://www.veritatis.com.br/article/5638/carta-aberta-a-dom-jose-cardoso-sobrinho">Maite Tosta</a>, quem também é mãe, disse que a decisão da Igreja não poderia estar mais correta:</p>
<blockquote><p>Nesse momento, em que essa menina precisava de apoio, de ajuda, de atendimento médico, psicológico e porque não, espiritual, vozes se levantaram para apontar uma saída “mais fácil”, que querem fazer crer que era a única razoável…</p>
<p>Logicamente, a situação da menina preocupa. Mas e os gêmeos? Não merecem nosso cuidado? Nossa preocupação? A vida humana não-nascida é tão vida quanto a nascida, e merece o mesmo cuidado. Por serem frutos de uma relação violenta, que não deveria ter sido consumada, não são humanos? Quer dizer que um feto é gente quando é desejado, e é coisa quando não o é?</p>
<p>O que é mais fácil para os envolvidos? Dar assistência, cuidar, acompanhar? Ou “eliminar o problema”? Mas… pergunto, mais fácil para quem? Afinal, essa menina vai crescer, não sem marcas deixadas por esse episódio. Apesar de todas as pessoas ao seu redor lhe dizerem que foi melhor assim, que seu corpo não comportava, que era gravidez de risco, que eram crianças frutos de violência e ela não precisava conviver com elas, que a lei não pune… ela sempre terá na sua consciência que consentiu na morte dos próprios filhos… essa é uma memória que não se apaga nunca, e que tem um gosto amargo.</p></blockquote>
<p>Infelizmente, o caso não foi o primeiro e,  provavelmente, não será o último. No dia 6 de março, <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1031557-5598,00-PAI+ADOTIVO+DE+GRAVIDA+DE+ANOS+E+DENUNCIADO+POR+ESTUPRO.html">outro padrasto foi denunciado por estupro</a>, desta vez no Rio Grande do Sul. A menina, de 11 anos e grávida de sete meses, está internada em Tenente Portela (RS) e a gestação é considerada de risco. O inquérito está em andamento em ambos os casos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Brasil: Introdução à Internet no Batismo Digital</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/08/brasil-introducao-a-internet-no-batismo-digital/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/08/brasil-introducao-a-internet-no-batismo-digital/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 08 Mar 2009 22:49:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Batismo Digital trouxe inclusão digital a Belo Horizonte nesse sábado, ensinando informações básicas sobre como usar um computador para aqueles que nunca tinham tido a chance ou apresentando ferramentas mais avançadas para usuários mais experientes. Veja fotos e vídeos do dia agitado na capital mineira.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/08/brazil-introducing-the-web-a-digital-baptism/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-60432" title="batismo" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/batismo.jpg" alt="batismo" width="439" height="211" /><br />
Um “Batismo Digital” trouxe a inclusão digital a Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. O evento desse sábado, organizado por meio de uma parceria entre o <a href="http://www.teia.mg.gov.br/">Governo</a>, o Ministério Público e a <a href="http://almig.com.br/">Associação de Lan House</a> locais, teve como objetivo promover a inclusão digital e incentivar o empreendimento online. Essa foi a primeira vez que o Batismo Digital aconteceu em Belo Horizonte, embora o evento já aconteça esporadicamente em São Paulo e no Rio de Janeiro desde 2005.</p>
<p>Sob uma grande tenda em uma das praças da capital mineira, 50 computadores conectados à internet e 100 facilitadores ajudaram, durante todo o dia, as pessoas que compareceram a escalar os degraus do mundo online. Foram dois os tipos principais de oficina: o Batismo Digital 1.0, para aqueles que nunca tiveram a oportunidade de operar um computador aprender o básico e sufar na internet pela primeira vez, e o Batismo Digital 2.0, para usuários mais experientes que querem mergulhar mais fundo na rede e conhecer novas ferramentas. <a href="http://twitter.com/fabiosan/status/1293062006">Fábio Santos</a> relata no Twitter:</p>
<blockquote><p><a href="http://twitter.com/fabiosan/status/1293062006"><img class="aligncenter size-full wp-image-60481" title="fabiosan" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/fabiosan.jpg" alt="fabiosan" width="371" height="190" /></a></p></blockquote>
<p>O usuário do Twitter @fabiosan também nos conta a história de uma senhora de 67 anos que nunca tinha usado um computador e decidiu participar do Batismo Digital para aprender novas formas de se comunicar com suas duas irmãs já conectadas, que moram em outro estado:</p>
<blockquote><p><img class="aligncenter size-full wp-image-60491" title="fabiosan1" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/fabiosan1.jpg" alt="fabiosan1" width="367" height="191" /></p></blockquote>
<p><a href="http://batismodigital.blogspot.com/2009/03/aconteceu-no-batismo_07.html">Essa postagem</a> do blogue do evento constrasta os recém &#8220;batisados&#8221; por idade. A primeira imagem é do usuário do Flickr <a title="Link to pvilla's photostream" href="http://www.flickr.com/photos/pvilla/">pvilla</a>:</p>
<blockquote><p><a href="http://www.flickr.com/photos/pvilla/3335221293/"><img class="aligncenter size-full wp-image-60436" title="dsc02575" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/dsc02575.jpg" alt="dsc02575" width="320" height="240" /></a></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-60433" title="100_2580-1" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/100_2580-1.jpg" alt="100_2580-1" width="320" height="240" />Todas as idades passam por aqui!</p></blockquote>
<p><a href="http://batismodigital.blogspot.com/2009/03/aconteceu-no-batismo_9385.html">Essa outra entrada</a> apresenta os mais novos usuários do Twitter de Belo Horizonte:</p>
<blockquote><p><img class="aligncenter size-full wp-image-60444" title="100_2576-1" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/100_2576-1.jpg" alt="100_2576-1" width="320" height="240" /><br />
<img class="aligncenter size-full wp-image-60445" title="100_2575" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/100_2575.jpg" alt="100_2575" width="320" height="240" /></p>
<p>Com auxílio do Rosalves, os novos agentes aprenderam a usar o Twitter!</p></blockquote>
<p>Abaixo, um vídeo publicado no YouTube por <a class="hLink fn n contributor" onmousedown="urchinTracker('/Events/VideoWatch/ChannelNameLink');" href="http://www.youtube.com/user/equipeteiamg">equipeteiamg</a>. Mais vídeos podem ser acessados através do <a href="http://live.blogblogs.com.br/stream/bdigital?service=youtube">agregador</a> do evento.</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/0nez8Jpz6Mo&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/0nez8Jpz6Mo&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;rel=0" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>O Batismo Digital foi <a href="http://live.blogblogs.com.br/stream/bdigital">blogado ao vivo</a> e <a href="http://live.blogblogs.com.br/stream/bdigital">transmitido de várias formas</a> por meio de um site que coletou todas as reações no Twitter, Flickr, YouTube e blogues, dentre outros, que tivessem a tag #bdigitalmg.</div>
]]></content:encoded>
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		<title>Palestina: Eles usaram nossas roupas como latrina</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/12/palestina-eles-usaram-nossas-roupas-como-latrina/</link>
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		<pubDate>Thu, 12 Feb 2009 17:17:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thiana Biondo</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Blogs em Gaza estão reunindo informações sobre o que aconteceu durante os recentes ataques de Israel. Nessa atualização, nos ouvimos sobre famílias que tiveram suas casas pilhadas e cobertas de fezes por soldados israelenses; ficamos sabendo quais foram os efeitos das armas <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dense_Inert_Metal_Explosive">DIME</a> e ouvimos a história do pai que teve a filha bebê alvejada por disparos; e de como sua esposa amamentou a criança enquanto esta sangrava até a morte.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/ayesha-saldanha/">Ayesha Saldanha</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/thiana-biondo/'>Thiana Biondo</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/01/31/palestine-they-used-our-clothes-as-a-toilet/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Blogs em Gaza estão reunindo informações sobre o que aconteceu durante os recentes ataques de Israel. Nessa atualização, nos ouvimos sobre famílias que tiveram suas casas pilhadas e cobertas de fezes por soldados israelenses; ficamos sabendo quais foram os efeitos das armas <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dense_Inert_Metal_Explosive">DIME</a> e ouvimos a história do pai que teve a filha bebê alvejada por disparos; e de como sua esposa amamentou a criança enquanto esta sangrava até a morte.</p>
<p>A ativista canadense Eva Bartlett que posta no blog <em>In Gaza</em>, escreveu em 27 de Janeiro sobre ter visitado Ezbet Abbed Rabbo, parte Leste de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jabaliyah">Jabaliya</a>, uma área que foi invadida por tropas israelenses e onde muitas casas <a href="http://ingaza.wordpress.com/2009/01/27/abed-rabbo-one-familys-story/">foram ocupadas</a> [En]:</p>
<blockquote><p>The first house I visited was that of my dear friends, who we’d stayed with in the evenings before the land invasion began. […] Upstairs to the first level apartment. Complete disarray. Feces on the floor. Broken everything. Opened cans of Israeli army provisions. Bullet holes in walls. Stench. To the second floor, next two apartments, all of the extended sons and wives and children’s rooms. More disarray, greater stench. This was the main base, apparently, from the boxes of food – prepackaged meals, noodles, tins of chocolate, and plastic-wrapped sandwiches – and the left behind IOF soldiers’ clothing. A pair of soldiers trousers in the bathtub, soiled with shit.<br />
F. tells me: “The smell was terrible. The food was everywhere. Very disgusting smell. They put shit in the sinks, shit everywhere. Our clothes were everywhere. The last time they invaded (March 2008), it was easy. They broke everything and we fixed it. But this time, they put shit everywhere: in cupboards, on beds – my bed is full of shit.”<br />
She is strong and has handled the invasions before, but the desecration of her house has got her down.<br />
“A minute ago, Sabreen opened her clothing cupboard: there was a bowl of shit in it! They used our clothes for the toilet. They broke the door of the bathroom and brought into our room. I don’t know why.”<br />
[…] Two days later, I re-visited, the house much tidier but still soured with the clinging stench of the soldiers’ presence. “We’ve cleaned as much as we can, but it’s so difficult. We still don’t have running water, we have to fill jugs from the town water supply.” I’d walked the sandy track up, I know how hard it is even empty-handed on foot, let alone laden with heavy jugs or trying to navigate any sort of wagon to carry large amounts of water. The track had been more of a proper dirt road before. Before it, and the land around, was torn up by Israeli tanks and bulldozers.</p></blockquote>
<div class="translation">“A primeira casa que eu visitei foi a dos meus queridos amigos, com quem nós estivemos nas noites anteriores à invasão por terra começar. [&#8230;] Lá em cima do primeiro andar, completa desordem, fezes no chão. Tudo quebrado. Latas de suprimentos do exército israelense abertas. Buracos de balas na parede. Um odor horrível. No segundo andar, dois apartamentos próximos, toda a extensão de quartos de filhos, mulheres e crianças. Muito mais destruído e com um fedor pior. Essa foi a base principal, aparentemente pelas caixas de comida – refeições, noodles e pacotes de chocolate, e ainda sanduíches cobertos por papel de plástico – e atrás à esquerda, roupas do soldado das Forcas de Ocupação de Israel (IOF, em inglês). A calça de um soldado na banheira, sujas com excremento.<br />
F. me fala: “ O cheiro foi horrível. A comida estava em toda a parte. Um cheiro muito nojento. Eles colocaram merda na pia, merda em todo lugar. Nossas roupas estavam em todo lugar. A última vez que eles invadiram (Março, 2008), foi fácil. Eles quebraram com tudo e nós concertamos. Mas dessa vez, eles colocaram merda em todo o lugar: nos armários, nas camas – minha cama esta cheia de cocô”.<br />
Ela é forte e já suportou as invasões anteriores, mas a profanação da casa foi o que à colocou desolada:<br />
“Um minuto atrás, Sabreen abriu seu armário de roupas; tinha uma tigela de cocô lá dentro! Eles usaram nossas roupas como latrina. Eles quebraram a porta do banheiro trouxeram para o nosso quarto. Eu não sei o porquê.”<br />
[&#8230;]Dois dias depois, eu voltei. A casa mais arrumada, mas ainda com o cheiro carregado da presença dos soldados. “ Nós já limpamos o máximo que pudemos, mas é tão difícil. Nós continuamos sem água corrente, nós temos que encher jarras na vila que fornece água.” Eu já havia percorrido o caminho arenoso, eu sei o quão difícil é a pé mesmo com mãos vazias, imagine sozinho carregando pesadas jarras ou superando o caminho com qualquer tipo de carroça para trazer uma quantidade grande água. Antes, o percurso era apenas uma trilha enlameada. Antes disso, e o barro em volta ser transformado em via por soldados israelenses e tratores.&#8221;</div>
<p>Para fotos de abrigos temporários onde muitas pessoas foram obrigadas a ficar, veja <a href="http://talestotell.wordpress.com/2009/01/25/jan-25-temporary-shelters-in-jabalia/">aqui</a>:</p>
<p>Em outra atualização (29 de janeiro), Eva escreve sobre Yousef Shrater, pai de quatro crianças, que teve <a href="http://ingaza.wordpress.com/2009/01/29/yousef-shrater/">sua casa invadida</a> [En]:</p>
<blockquote><p>Shrater explains how the Israeli soldiers forcibly entered the house and ordered the family members out, separating men and women and locking them in a neighbouring house with others from the area. His father and mother, living in a small shack of a house nearby, were soon to join them. The soldiers then occupied the house for the duration of the land invasion, as Israeli soldiers did throughout the Abed Rabbo area, as they did throughout all of Gaza. And as with other houses in occupied areas, residents who returned to houses still standing found a disaster of rubbish, vandalism, destruction, human waste, and many stolen valuables, including mobile phones, gold jewelry, US dollars and Jordanian dinars (JOD), and in some cases even furniture and televisions, used and discarded in camps the soldiers set up outside in occupied areas. Shrater says the soldiers stole about US$1,000 and another 2,000 JOD (~US$2828) in gold necklaces. Back in the east-facing corner room, Shrater steps around a 1.5m by 1.5m depression in the floor where tiles have been dug up and the sandy layer of foundation beneath has been harvested. “They made sandbags by the window, to use as sniper positions.” The bags are still there, stuffed with clothing and sand. “They used my kids&#39; clothes for their sniper bags,” Shrater complains. “The clothes they didn’t put in sandbags they threw into the toilet,” he adds.</p></blockquote>
<div class="translation">Shrater explica como os soldados israelenses forçaram a entrada na casa e colocaram os membros da família para fora, separando homens de mulheres e trancando-os em uma casa da vizinhança com outros locais. O pai e a mãe dele, morando perto, em um puxado de um casebre, estavam então para se juntar a ele. Depois, os soldados ocuparam a casa durante toda a invasão terrestre, o mesmo que os soldados israelenses fizeram ao longo da área de Abed Rabbo, e como eles fizeram em toda Gaza. E, como outras casas das áreas ocupadas, residentes que retornaram para seus lares continuam encontrando o desastre do lixo, vandalismo, destruição, dejetos humanos e vários objetos de valores roubados; incluindo telefones celulares, jóias de ouro, dólares americanos e dinares jordanos; e em alguns casos até móveis e televisores usados e descartados em campos que os soldados prepararam do lado de fora das casas ocupadas. Shrater comenta que soldados roubaram cerca de 1 mil dólares americanos e mais 2 mil dinares jordanos (cerca de US$ 2828 dólares) em colares de ouro. Olhando para o lado direito do canto do quarto, Shrater dá passos ao redor de 1.5 m por 1.5 m de depressão no chão, onde azulejos foram arrancados e a camada arenosa da base em baixo foi recolhida. “Eles fizeram sacos de areia perto da janela, usando-a como posição para os atiradores”. Os sacos continuam lá, cheios de roupas e areia. “ Eles usaram as roupas de minhas crianças para o saco dos atiradores”, Shrater exclama. “ As roupas que eles não colocaram nos sacos, eles jogaram na privada”, ele completa.</div>
<p>O pai de Shrater foi raptado de sua própria casa:</p>
<blockquote><p>From the roof we see more clearly the surrounding area where tanks were positioned, the countless demolished and damaged houses and buildings, and bits of shrapnel from the tank missiles. Shrater’s father, 70, is on the roof, and begins to tell of his experience being abducted from his house and locked up with his wife and others for 4 days. “They came to our house there,” pointing to the low-level home which housed he, his wife, and their sheep and goats. “The Israeli soldiers came to our door, yelled at us to come out, and shot around our feet. My wife was terrified. They took all of our money, then handcuffed us. Before they blindfolded us, they let our goats and sheep out of their pens and shot them. They shot 8 dead in front of us.” The elderly Shrater and his wife were then blindfolded and taken to another house where for the next 4 days Israeli soldiers denied him his inhaler for his asthma and his wife her diabetes medications. Food and water were out of the question, and Yousef Shrater’s father says their requests for such were met with soldiers’ retorts ‘No, no food. Give me Hamas, I’ll give you food.’</p></blockquote>
<div class="translation">“Do telhado a gente vê melhor a área ao redor onde os tanques estavam posicionados; os incontáveis edifícios e casas demolidos e danificados, e ainda pedaços de estilhaços deixados pelos mísseis dos tanques. O pai de Shrater, 70, está no telhado, e começa a falar da experiência em ser raptado na própria casa e trancado com sua mulher e outras pessoas por 4 dias. “Eles vieram lá para casa”, aponta para a casa lá em baixo, onde foi o lar dele, da sua mulher, suas ovelhas e bodes. “ Os soldados israelenses vieram à nossa porta, gritaram para nós sairmos, e atiraram perto de nossos pés. Minha mulher estava aterrorizada. Eles levaram todo nosso dinheiro, e depois nos algemaram. Antes de nos vendar, eles deixaram nossos bodes e ovelhas saírem do curral e atiraram nelas. Eles mataram 8 em nossa frente.” O velho Shrater e sua mulher tiveram olhos vendados e foram levados para outra casa, onde pelos próximos 4 dias soldados israelenses privaram ele de seu inalador de asma, e `a sua mulher de remédios de diabetes. Comida e água estavam fora de questão, e o pais de Yousef Shrater comenta que seus pedidos para tanto tinham o sarcasmo com resposta. ‘Não, sem comida. Dê-me o Hamas, e então eu lhe darei comida’.</div>
<p>No blog <em>Tales to Tell</em>, a ativista australiana Sharyn Lock escreve (26 de janeiro) sobre uma conversa com um <a href="http://talestotell.wordpress.com/2009/01/26/26-jan-will-there-be-time-to-recover/">médico</a> [En]:</p>
<blockquote><p>When I saw Dr Halid the other day, on the request of a journalist, I asked him about evidence of the weapon called gbu39 or “dime” (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Dense_Inert_Metal_Explosive">dense inert metal explosive</a>) bomb. This is believed to have been used by Israel for the first time in Lebanon in 2006, and now here as well. Dr Halid said the ICU doctors were seeing something new to them: what appeared to be mild external shrapnel injuries coupled with disproportionate massive internal damage.<br />
“There will be small chest wounds, but then the lungs will be destroyed. Or minor abdominal entry wounds but then kidneys and liver destroyed.” I heard today that it seems that the dense metal shrapnel splinters into tiny particles upon entry to the body, which are then carried by the bloodstream, swiftly shredding everywhere they reach. So many patients appear to stabilize, and then die shortly afterwards. As if that wasn’t enough, Lebanon experience suggests that those who do survive experience quick onset of cancer. What kind of mind dreams this stuff up?</p></blockquote>
<div class="translation">Quando eu vi o Dr. Halid outro dia, trabalhando como jornalista, eu perguntei a ele sobre evidências de armas chamadas gbu39 ou bombas “dime” (explosivo de metal inerte denso). Todos acreditam que isto foi usado por Israel no Líbano em 2006, pela primeira vez, e agora aqui também. Dr. Halid disse que médicos de Medicina Intensiva estavam vendo algo novo para eles: o que aparentava ser uma leve lesão externa provocada por estilhaços sem proporção alguma com nenhum dano massivamente interno. “Haverá poucas feridas no tórax, mas depois os pulmões serão destruídos. Ou pequenas feridas na entrada do abdômen, mas depois rins e fígados destruídos”. Eu escutei hoje que parece que esse denso metal se espalha em pequenas partículas entrando no corpo, e depois, carregado pela corrente sanguínea, ele rapidamente deixa em retalhos todo o lugar por onde passa. Muitos pacientes parecem ter uma estabilidade, e depois tem uma morte abrupta. E como se isso ainda não fosse suficiente, experiências do Líbano indicam que aqueles que sobreviveram, tiveram uma experiência inicial de câncer. Que tipo de cabeça idealiza coisas como essa?</div>
<p>Em outra atualização (22 de janeiro), <em>Sharyn</em> conta: sobre <a href="http://talestotell.wordpress.com/2009/01/23/jan-22-amers-story/">a história de Amer</a> [En]:</p>
<blockquote><p>Amer is 29. 14 people from his family were in the house that night, and they were all trying to sleep under their stairs as some sort of shelter. Even though the stairs were partly open to the back yard, the F16 attacks on the house made downstairs seem the safest place. […] Amer didn’t know it yet, but his brother Mohammed had already been killed elsewhere that day, struck by drone rockets.<br />
The Israeli soldiers came to their house at about 5.30am, after the house had been shelled for 15 hours, and immediately opened fire on the family, killing Amer’s father with three shots. Then they told the family to leave. Amer had called an ambulance (which had to turn back after being shot at) and was refusing to leave his father’s body but the soldiers said they would shoot him if he stayed, so they fled 300 yards up the dirt track behind their house, at which point they were shot at again by another group of soldiers. This time Amer’s brother Abdullah was shot, Amer and Shireen’s 6 year old daughter Saja was shot in the arm, and their 1 year old daughter Farah was shot in the stomach. They spent the next 14 hours sheltering behind a small hill of dirt, while the wounded bled, and were not allowed to access help though the soldiers were aware of the injuries. Having no other way to comfort her small daughter, whose intestines were falling out, Shireen breastfed Farah as the little girl slowly bled to death.<br />
After 14 hours, at about 8 in the evening, the soldiers sent dogs to chase them out of their shelter and dropped phosphorous bombs near them, but due to the wounded family members and having bare feet in an area of broken glass and rubble, escape was difficult. The army took the three wounded and put them behind the tanks, and captured Amer, but the rest of the family managed to get away and call the Red Crescent. The ambulance that eventually reached the injured people 7 hours later (driven by my medic friend S) took an hour to find them, and by this time Farah was dead. […] Amer was held for 5 days in army custody (the first 3 without access to food, water, or a bathroom), beaten and tortured, and questioned about resistance activity which he knew nothing about. When he was finally released on the border, the army sent two known collaborators to escort him, so it would look to the resistance fighters like he himself was a collaborator. But the fighters knew who he was and that he was not a collaborator. He tells us:<br />
“I had my four children young, and they gave me the most happiness in my life. I took such good care of them. […] Now my remaining children will not go to sleep without their shoes on, because they think we will have to run for our lives again.”</p></blockquote>
<div class="translation">Amer tem 29 anos. 14 pessoas de sua família estavam na casa `aquela noite, e eles estavam tentando dormir debaixo das escadas, um tipo de abrigo. Apesar das escadas serem um pouco abertas para o jardim dos fundos, os ataques do F16 à casa fizeram com que ali embaixo fosse o lugar mais seguro. [&#8230;] Amer ainda não sabia disso, mais seu irmão Mohammed já havia sido morto em algum lugar, atingido por um míssil controlado por longa distância. Os soldados israelenses vieram para a deles lá pelas 5.30 da manhã, depois da casa já ter sido destroçada por 15 horas, e começaram a atacar a família imediatamente, matando o pai de Amer com três tiros. Depois eles falaram para a família para irem embora. Amer tinha chamado uma ambulância (a qual teve que voltar depois ter sido alvo de tiros) e estava recusando a deixar o corpo do pai, mas os soldados disseram que também atirariam dele se ele permanecesse, então eles fugiram 300 jardas (um pouco mais de 300 metros) à cima de uma trilha suja, atrás da casa deles, onde novamente eles foram alvo de tiros de outro grupo de soldados. Nessa hora, Abdullah, irmão de Amer era morto, Amer e a irmã de Shireen de anos de idade, Saia, levavam tiros nos braços, e a irmã de 1 ano, Farah recebia tiros no estômago. Eles passaram as próximas 14 horas abrigados atrás de um barranco sujo, enquanto sangravam feridos, e não eram permitidos a pedirem socorro, apesar dos soldados saberem que eles estavam feridos. Não tendo outra maneira de confortar sua pequena irmã, que tinha o intestino saindo às vistas, Shireen amamentou Farah, enquanto a pequenina sangrava aos poucos até a morte. Depois de 14 horas, umas 8 da noite, os soldados soltaram cachorros para rastreá-los no abrigo e lançaram bombas de fósforo branco perto deles, mas por causa dos membros feridos da família e tendo pés descalços em uma área com escombros e vidros quebrados, escapar era difícil. O exército levou os três feridos e os colocaram atrás do tanque, e capturaram Amer, mas o restante da família conseguiram fugir e chamar o Crescente Vermelho (Palestinian Red Crescent Movement). A ambulância que finalmente conseguiu chegar para os feridos 7 horas mais tarde (dirigida pelo meu amigo médico S) levou uma hora para achá-los, em uma altura dessas Farah estava morta. [&#8230;] Amer foi mantido preso por 5 dias sob custódia do exército (os primeiros 3 dias sem direito a comida, água ou banheiro), espancado e torturado, foi interrogado sobre movimentos de resistência que ele não sabia nada sobre. Quando ele foi finalmente solto na fronteira, o exército enviou dois colaboradores para escoltá-lo, pois assim ficaria parecendo para os militantes da resistência que ele mesmo era um colaborador. Mas os militantes sabiam quem ele era e que ele não era colaborador nenhum. Ele nos fala: Eu tive meus quatro filhos bem jovem, e eles me deram a maior felicidade em minha vida. Eu cuidei tão bem deles. [&#8230;] Agora os filhos que me restaram não irão dormir sem tirar os sapatos, porque eles pensam que teremos que correr de novo para salvar nossas vidas”.</div>
<p><em>Mohammed Ali</em>, que trabalha para a NGO Oxfam, escreve no blog da Oxfam (20 de janeiro) sobre <a href="http://www.oxfam.org.uk/applications/blogs/pressoffice/?p=3356">as crianças de sua irmã </a>[En]:</p>
<blockquote><p>My sister will not leave her house; she is still scared that something terrible might happen if she steps out of her front door. Since the ceasefire started, she has encouraged her children to return to sleeping in their beds. She awoke this morning to find her kids curled together in the centre of the living room, like they had been doing for the last three weeks. It will take them weeks, months if not years for their wounds caused by this conflict to heal.</p></blockquote>
<div class="translation">Minha irmã não ira deixar a casa dela; ela continua com medo que algo terrível irá acontecer se ele pisar os pés fora de casa. Desde que o cessar fogo começou, ela tem incentivado seus filhos para voltarem a dormir em suas camas. Ela acordou essa manhã e encontrou as crianças agarradas umas as outras na sala, como elas haviam feito nas três últimas semanas. Levará semanas, meses, e quem sabe anos para eles terem as feridas causadas por esse conflito então saradas.</div>
<p>Natalie Abou Shakra, uma ativista libanesa, posta no <em>Moments of Gaza</em>; em uma atualização escrita em 20 de janeiro onde descreve a visita de Dr. Imad, <a href="http://gaza08.blogspot.com/2009/01/natalie-abou-shakra-becoming-true.html">professor de microbiologia</a> [En]:</p>
<blockquote><p>As I get into Imad&#39;s living room I see a painting of a woman, with traditional Palestinian attire, pink (remember that the colour pink is targeted by the Israeli Occupation Forces… pink pajamas… especially children in pink pajamas)… the painting was on the floor, and there was a hole in the wall where it used to hang… it was a beautiful painting… vibrant and full of life… perhaps, that is why it was targeted. On another wall, there was a photo of a man and woman in an intimate position, kissing… I stood in front of it. Don&#39;t we have the right to love and intimacy too? We want the right to love and intimacy too… They bombed two bedrooms, and the holes were just above the beds… the ruins were all on the bed. Intimacy… ‘love&#39;… sex… destroyed. A society whose right to develop [has been] hindered, obstructed.</p></blockquote>
<div class="translation">Enquanto eu entrava na sala de Imad, eu podia ver a pintura de uma mulher com roupas tradicionais da Palestina, rosa (lembre-se que a cor rosa é alvo das Forças de Ocupação de Israel&#8230; pijamas de cor rosa&#8230;especialmente crianças em pijamas cor-de-rosa)&#8230; o quadro estava na parede, e tinha um buraco na parede onde ele costumava star pendurado&#8230;era uma pintura muito bela&#8230;vibrante e cheia de vida&#8230;talvez, seja esse motivo pelo qual foi atingido. Em outra parede, tinha a foto de um homem e de uma mulher em uma posição íntima, se beijando&#8230;Eu fiquei em pé, olhando. Nós também não temos o direito da intimidade e do amor? Nós queremos o direito de amar e da intimidade também&#8230;Eles bombardearam dois quartos, e os buracos estavam apenas em cima das camas&#8230;as ruínas estavam em todo o quarto.Intimidade&#8230; ‘amor’&#8230;sexo&#8230;destruídos. O direito de se desenvolver de uma sociedade [tem sido] foi impedido, obstruído.</div>
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		<title>Saúde Global: Obama Suspende a &#8220;Regra Global da Mordaça&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Feb 2009 13:38:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Elisa Thiago</dc:creator>
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Em sua primeira semana de atuação, o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, suspendeu uma medida política conhecida, popularmente,  como  &#8220;Regra Global da Mordaça.&#8221; [en] A mudança está sendo aplaudida por grupos ligados aos direitos das mulheres e à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juhie-bhatia/">Juhie Bhatia</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/elisathiago/'>Elisa Thiago</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/02/05/global-health-obama-lifts-global-gag-rule/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img class="alignright" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/3237403039_a11fc4794f_m.jpg" alt="" />Em sua primeira semana de atuação, o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, suspendeu uma medida política conhecida, popularmente,  como  <a href="http://uk.reuters.com/article/usPoliticsNews/idUKTRE50M41O20090123?sp=true">&#8220;Regra Global da Mordaça.&#8221;</a> [en] A mudança está sendo aplaudida por grupos ligados aos direitos das mulheres e à saúde pública, pois restabelecerá, globalmente, a ajuda financeira aos programas internacionais de planejamento familiar.</p>
<p>A medida, também conhecida como a &#8220;Política da Cidade do México&#8221;, proibe que fundos do governo americano sejam encaminhados a equipes e clínicas de  planejamento familiar fora dos EUA que realizam ou promovem abortos ou que fazem lobby para sua legalização. Obama suspendeu a proibição um dia depois do 36º aniversário do Roe contra Wade, o caso que levou à legalização do aborto nos EUA. A norma foi criada em 1984 e, desde então, foi várias vezes revogada e aprovada pelos presidentes que se seguiram. Uma postagem no blog <em>South-South</em> <a href="http://ppdafrica.blogspot.com/2009/01/global-gag-rule-rescinded-today-by-us.html">explica</a> [en]:</p>
<blockquote><p>“The Global Gag Rule [also known as the “Mexico City Policy” or specifically, The Foreign Assistance Act of 1961 (22 U.S.C. 2151b(f)(1))] denied United States family planning funds to foreign NGOs that use their own private, non-U.S. dollars to counsel women, make referrals for abortion, or perform abortions. It even denied U.S. funds to NGOs that expressed support for laws to make abortion safe and legal. The Global Gag Rule was in effect from 1985 until 1993, when it was rescinded by President Clinton. President George W. Bush reinstated the policy in 2001, where it was in effect until Friday, 23 January 2009.”</p></blockquote>
<div class="translation">A Regra Global da Mordaça [também conhecida como a &#8220;Política da Cidade do México&#8221; ou, especificamente, a Lei de Assistência aos Países Estrangeiros de 1961 (22 U.S.C. 2151b(f)(1))] impede que os recursos da cooperação norte-americana para financiamento de atividades de planejamento familiar sejam transferidos a ONGs estrangeiras que utilizem seus dólares para dar assistência a mulheres, elaborar orientações para abortos ou realizar abortos.  Nega recursos americanos até mesmo para ONGs que expressaram seu apoio a leis que tornam o aborto uma prática segura e legal. A Regra Global da Mordaça teve validade de 1985 até 1993, quando foi rescindida pelo Presidente Clinton. O Presidente George W.Bush re-introduziu a medida em 2001, que permaneceu ativa até sexta, 23 de janeiro de 2009.</div>
<p>Críticos apelidaram a proibição de &#8220;Regra Global da Mordaça&#8221; pela maneira como ela restringe as equipes lá fora de participar da discussão sobre o aborto em seus países. <em>Texas in A</em><em>frica</em>, <a href="http://texasinafrica.blogspot.com/2009/01/gag-reflex.html">aponta para o fato</a> [en] de que um outro problema com a medida é que suas restrições são amplas demais.</p>
<blockquote><p>“The Global Gag Rule doesn&#39;t take a country&#39;s policies on abortion into account. Instead, it blocks funding from any organization that supports abortion rights anywhere in the world. That means if Planned Parenthood operates a clinic in rural Uganda that gives advice on family planning and provides prenatal screening, it loses funding when the Global Gag Rule is in effect because of its pro-choice stance on policies in the U.S. This happens regardless of the fact that abortion is illegal in Uganda unless it involves preserving the mother&#39;s life or health.<br />
When the Bush administration reinstated the Global Gag Rule in 2001, clinics all over Africa lost all of their funding. In many places, especially in Kenya and Ghana, it meant that tens of thousands of people lost their only access to health care. Period.”</p></blockquote>
<div class="translation">A Regra Global da Mordaça não leva em conta as políticas voltadas para o aborto de cada país. No lugar disso, bloqueia o financiamento para qualquer organização que dá apoio aos direitos ao aborto qualquer que seja o lugar no mundo. Significa dizer que se o Planned Parenthood [Paternidade Planejada] opera uma clínica na região rural da Uganda que oferece assistência em planejamento familiar e em exames pré-natal, ela perde o financiamento quando a Regra Global da Mordaça entra em operação por causa de sua postura pró-escolha das medidas políticas americanas. Isto ocorre a despeito do fato de que o aborto é ilegal na Uganda, a não ser quando é feito para preservar a vida ou a saúde da mãe.<br />
Quando o governo Bush re-introduziu a Regra Global da Mordaça em 2001, as clínicas por toda a África perderam todo o seu financiamento. Em muitos lugares, especialmente no Quênia e em Gana, isto significou a perda de acesso a cuidados médicos para milhares de pessoas. Ponto final.</div>
<p>Frente a esses fatos, muitos blogueiros estão elogiando a decisão de Obama e o impacto em potencial que terá nas questões de saúde reprodutiva e planejamento familiar pelo mundo afora. <em>Danie, Danie, Danie </em><a href="http://daniedaniedanie.blogspot.com/2009/01/president-obama-repealed-global-gag.html">acredita</a> [en] que deveríamos agradecer Obama, enquanto que Arash Kardan <a href="http://www.almadinnah.com/2009/01/breaking-obama-reverses-the-global-gag-rule/">bloga</a> [en]:</p>
<blockquote><p>“Desperately poor women with high risk pregnancies won’t have to die because their doctor can’t tell them about termination options. Many will have more access to safe abortion care, and won’t die or face permanent injury due to risky do-it-yourself procedures. Women won’t have to get pregnant because their local birth control clinic had to choose between no funding or substandard, dishonest care, and subsequently closed down…This is what change can mean. Thousands of women’s lives saved. And after the past 8 years of this deadly policy, it’s about time.”</p></blockquote>
<div class="translation">Mulheres miseráveis com gravidez de alto risco não terão que morrer porque o médico está impedido de falar sobre opções de interrupção da gravidez. Muitas terão mais acesso a cuidados para aborto seguro e não morrerão ou terão que enfrentar danos permanentes devido a procedimentos do tipo faça-você-mesmo de alto risco. Mulheres não terão que engravidar porque suas clínicas locais de controle de natalidade tiveram que escolher entre financiamento ou cuidados desonestos, abaixo do padrão, e, em seguida fecharam as portas&#8230;É isto que mudança pode significar. As vidas de milhares de mulheres salvas. E já era tempo, após 8 anos dessa política de morte.</div>
<p>No entanto, muitos grupos contra o aborto condenaram a mudança, com o argumento, por exemplo, de que os dólares de impostos pagos pelos americanos não deveriam ser gastos em apoio ao aborto e que isto abre a porta para um número crescente de abortos mundo afora. O Vaticano <a href="http://www.timesonline.co.uk/tol/news/world/us_and_americas/article5585562.ece">posicionou-se</a> [en] contra a decisão de Obama e a mudança causou medos em alguns países que vivenciaram o impacto deste financiamento. O blogue <em>Mike in Manila</em> <a href="http://mikeinmanila.wordpress.com/2009/01/24/obama-reveses-mexico-city-policy-us-to-fund-abortion-clinics-in-third-world/">debate</a> [en] a reação nas Filipinas:</p>
<blockquote><p>“There are fears that now US funds will be released here in Asia as well to fund programs towards a global legalization of abortion. Some pro-Abortion groups have lobbied to tie in US Aid to legalization of abortion in the developing world.<br />
A move that greatly concerns members of the CBCP [Catholic Bishops&#39; Conference of the Philippines] in the country who have called on Philippine-Americans of all faiths to signify their voices against the new executive order as well as for a campaign by them to elected members of the house and senate to be emailed and called by Catholics all over to world to ensure that the ‘pro-death and pro-abortion&#39; stance of the extreme left of American politics is not pushing to impose abortion supportive or legalization policies to the rest of the world.”</p></blockquote>
<div class="translation">Há receio de que agora os financiamentos americanos serão aplicados aqui na Ásia também para financiar programas em prol de uma legalização geral do aborto. Alguns grupos pró-aborto fizeram lobby para amarrar o US Aid para a legalização do aborto no mundo em desenvolvimento.<br />
Uma decisão que preocupa bastante os membros do CBCP [Conferência Católica dos Bispos das Filipinas] no país que conclamou os Filipino-Americanos de todas as religiões a dar força às suas vozes contra a nova ordem executiva assim também como para uma campanha deles para os membros eleitos da Câmera e do Senado a ser enviada por email e invocada por Católicos de todos os cantos do mundo para certificar-se que a postura &#8216;a favor da morte e do aborto&#39; da esquerda radical da política americana não tente impor ao resto do mundo políticas de apoio e pela legalização.</div>
<p>Entretanto, Nicholas, blogando no <em>Staying Left, Living and Driving in South Africa</em>, <a href="http://stayingleft.blogspot.com/2009/01/global-gag-rule.html">chama a atenção </a>[en] para o fato de que a escolha por fazer um aborto não fica sempre clara nos países que necessitam desse financiamento:</p>
<blockquote><p>“When thinking about abortions, especially in developing countries, the arguments seem quite compelling. In sections of the KwaZulu Natal region of South Africa, up to 50% of pregnant women are HIV+. If my work were successful, we could reduce transmission of HIV from mother to baby into the single digits, instead of 30+% in most parts of the country. However, that means we&#39;d have carefully execute a number of steps in a process without faltering. Given the fragility of the health system, the likelihood of passing HIV to the baby is quite high, and if I were the pregnant one, its not a roulette game I&#39;d want to be playing.”</p></blockquote>
<div class="translation">Quando se pensa sobre os abortos, em particular nos países em desenvolvimento, os argumentos parecem ser bem convincentes. Em setores da região KwaZulu Natal da África do Sul uma cifra de até 50% das mulheres grávidas são HIV soro-positivas. Se meu trabalho fosse bem sucedido, poderíamos reduzir a transmissão do HIV da mãe para o bebê a um dígito, no lugar dos mais de 30% positivos encontrados na maioria das regiões do país. No entanto, significa que teríamos que conseguir executar, com todo o cuidado, um número de ações no processo sem cometer um só erro. Dada a fragilidade do sistema de saúde, a probabilidade de transmitir o HIV para o bebê é muito alta, e se fosse eu a grávida, não seria uma <em>roleta russa </em>que gostaria de estar jogando.</div>
<p>Imagem do <em><a href="http://flickr.com/photos/nataliestat/3237403039/">The Abortion Debate</a></em> [O Debate sobre o Aborto] de <a href="http://flickr.com/photos/nataliestat/"><em>Better in the Basement</em></a> no <em>Flickr</em>.</p>
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		<title>Brasil: Contra o Aborto Ilegal, ou Contra as Mulheres?</title>
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		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/12/23/brasil-contra-o-aborto-ilegal-ou-contra-as-mulheres/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 23 Dec 2008 20:39:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O aborto é um tema muito complexo no Brasil, como em todos os lugares da América Latina, onde é considerado um crime. Apesar disso, mais de 1 milhão de abortos clandestinos são realizados e mais de 70.000 mulheres morrem de complicações decorrentes destes abortos clandestinos todos os anos no Brasil. Daniel Duende relata algumas das movimentações no embate entre grupos pró-vida e pró-escolha do Brasil na última semana.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/danielduende/">Daniel Duende</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/12/20/brazil-against-illegal-abortion-or-against-women/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>O aborto é um tema muito complexo no Brasil (leia <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/02/brasil-o-aborto-e-um-direito-nao-um-crime/">aqui</a> - principalmente os comentários - e <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2007/10/30/brasil-reformulando-as-leis-do-aborto/">aqui</a>), como em qualquer outro lugar da <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/09/01/equador-aborto-e-um-tema-controverso-na-nova-constituicao/">América Latina</a>. É considerado <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Aborto_no_Brasil">crime</a> no país, embora haja uma suspensão de punibilidade em casos provados de gravidez advinda de abuso sexual e de gestações que coloquem em risco a vida da mãe. Há um esforço por parte de alguns parlamentares para mudar esta lei, para <a href="http://www.ufrgs.br/bioetica/abortobr.htm">diminuir a burocracia necessária</a> para se obter a permissão para abortar nestes casos e aumentar o espectro de casos onde o aborto não é punível. Mas a possibilidade de que estas mudanças ocorram é pequena, tendo em vista a força política dos grupos <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pr%C3%B3-vida">pró-vida</a> que planejam erradicar o aborto no Brasil.</p>
<p>Apesar da proibição, acredita-se que a cada ano mais de 1 milhão de abortos clandestinos sejam realizados, e mais de <a href="http://pfdc.pgr.mpf.gov.br/clipping/maio-2007/aborto-ilegal-mata-70-mil-por-ano/">70 mil mulheres morram</a> por causa de complicações provenientes de abortos mal-sucedidos no Brasil. Em alguns estados brasileiros, como o da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bahia">Bahia</a>, as taxas de mortalidade feminina são cinco vezes maiores que o limite máximo fixado pela <a href="http://www.who.int/en/">Organização Mundial de Saúde</a> [En], e <a href="http://politicalivre.com.br/?p=7740">a maioria destas mortes</a> é causada por complicações resultantes de abortos ilegais realizados no estado.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/crucified_woman_by_eric_drooker.jpg" alt="Crucified Woman, by Eric Drooker, All Rights Reserved" width="500" align="top" /><em><a href="http://www.drooker.com/graphics/pages/Crucified-Woman.htm">Crucified Woman</a>, por <a href="http://www.drooker.com/">Eric Drooker</a>. Usada <a href="http://www.drooker.com/copyright.html">sob permissão</a>. Todos os Direitos Reservados.</em></p>
<p><strong>Enterrem os mortos. Persigam os sobreviventes.</strong></p>
<p>Em novembro passado, <a href="http://www.estadao.com.br/geral/not_ger279378,0.htm">mais de 1.500 mulheres foram processadas</a> e 30 delas condenadas pelo crime de aborto no mesmo dia na cidade de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Campo_Grande">Campo Grande</a>, no Centro-Oeste brasileiro. Ironicamente, corre o rumor de que algumas destas mulheres seriam sentenciadas a fazer trabalho comunitário em creches. Ou isso, ou iriam para a cadeia. <em>Elyana</em>, do blogue <a href="http://rosaeradical.blogspot.com/">Rosa e Radical</a>, <a href="http://rosaeradical.blogspot.com/2008/11/1500-mulheres-sero-indiciadas-por.html">desabafou</a> sobre isso em seu blogue:</p>
<blockquote><p>“Fizeram as contas? Em cerca de 4 horas e meia o juiz condenou 4 mulheres e acusou mais 1.070.<br />
Nunca antes nessa minha vida vi a justiça trabalhar tão rápido.<br />
As acusadas entraram com <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Habeas_corpus">habeas-corpus</a>, mas todos eles foram negados.”</p></blockquote>
<p>Em <a href="http://rosaeradical.blogspot.com/2008/12/questo-de-sade-pblica.html">outro post</a>, <em>Elyana</em> cita uma <a href="http://super.abril.com.br/superarquivo/2007/conteudo_508278.shtml">entrevista</a> sobre o tema do aborto, cedida pelo Ministro da Saúde brasileiro, José G. Temporão, a uma popular revista brasileira de popularização científica. Na entrevista, Temporão diz que o aborto é uma questão de saúde pública e aponta que a oposição à sua legalização é ligada a questões de gênero. Abaixo, citamos um trecho da entrevista citada por Elyana:</p>
<blockquote><p>“[…] como as classes de menor renda não têm acesso à informação e aos métodos anticoncepcionais, são as mulheres pobres que realizam aborto em condições inseguras. Para as mulheres ricas, o aborto é uma questão que não se coloca. Elas fazem. Em condições seguras. Pagam R$ 2 000, R$ 5 000. As mulheres pobres não. Existe também uma questão de gênero. Eu pergunto: se os homens engravidassem, será que essa questão já teria sido resolvida? Como é que alguns setores têm coragem de dizer que essa é uma questão que não pode ser discutida? Não vamos discutir que as pessoas estão morrendo? A realidade está batendo na nossa cara.”</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/mothers-of-the-world-by-eric-drooker.jpg" alt="Mothers of the World, by Eric Drooker, All Rigths Reserved" /><em><br />
<a href="http://www.drooker.com/graphics/pages/Mothers-of-the-World.htm">Mothers of the World</a>, por <a href="http://www.drooker.com/">Eric Drooker</a>. Usada <a href="http://www.drooker.com/copyright.html">sob permissão</a>. Todos os Direitos Reservados.</em></p>
<p><strong>Um Inquérito sobre Mulheres&#8230; digo&#8230; sobre Aborto Ilegal</strong></p>
<p>O ponto de vista do ministro Temporão, contudo, não parece ser partilhado por muitas pessoas no Governo Brasileiro e na blogosfera do país. No da 8 de dezembro último, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Arlindo_Chinaglia">Arlindo Chinaglia</a>, presidente da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A2mara_dos_Deputados_do_Brasil">Câmara dos Deputados</a> do Brasil, aprovou a criação de uma <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Comiss%C3%A3o_Parlamentar_de_Inqu%C3%A9rito">Comissão Parlamentar de Inquérito</a> (CPI) sobre o Aborto Ilegal no Brasil.</p>
<p>A criação desta comissão foi peticionada por um grande grupo de deputados pró-vida liderados pelo parlamentar Luiz Bassuma, que coletou mais de 220 assinaturas de colegas congressistas para apoiar a sua criação. Bassuma é membro do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Partido_dos_Trabalhadores">Partido dos Trabalhadores</a> (PT), o mesmo do presidente brasileiro <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_In%C3%A1cio_Lula_da_Silva">Luiz Inácio Lula da Silva</a>, e foi <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Elei%C3%A7%C3%B5es_estaduais_da_Bahia_de_2006">eleito deputado federal</a> pelo estado da Bahia. O Partido dos Trabalhadores, que decidiu em sua última convenção tomar uma postura <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pr%C3%B3-escolha">pró-escolha</a> sobre o tema do aborto no Brasil, está agora <a href="http://henriqueafonso.blogspot.com/2008/11/jornal-o-rio-branco.html">ameaçando expulsar Bassuma</a> por conta de suas movimentações que levaram à criação da CPI sobre o Aborto Ilegal.</p>
<p>Muitos blogueiros que se declaram pró-vida festejaram a iniciativa de Chinaglia.</p>
<p><em>Jorge Ferraz</em>, do blogue cristão <a href="http://januacoeli.wordpress.com/">Deus Lo Vult</a>, parabenizou Arlindo Chinaglia pela instalação da CPI do Aborto Ilegal <a href="http://januacoeli.wordpress.com/2008/12/10/assuntos-diversos-2/">neste post</a>:</p>
<blockquote><p>“Já não era sem tempo; <a href="http://diasimdiatambem.wordpress.com/2008/02/21/cpi-do-aborto/">desde fevereiro que se fala nisso</a>. Rezemos para que o crime seja combatido, e o assassinato de crianças inocentes não seja tratado pela sociedade com indiferença e impunidade.”</p></blockquote>
<p><em>Hermes Rodrigues Nery</em>, Diretor Executivo do Movimento Nacional por um Brasil Sem Aborto, é citado no blogue <a href="http://diasimdiatambem.wordpress.com/">O Possível e o Extraordinário</a> sobre os &#8220;<a href="http://diasimdiatambem.wordpress.com/2008/12/16/o-aborto-como-estrategia-de-controle-social/">perversos interesses internacionais sobre o aborto na América Latina</a>&#8220;:</p>
<blockquote><p>“Há décadas querem impor e generalizar a prática do aborto nos países da América Latina, torná-lo inclusive um direito humano, o direito da mulher torturar e matar um ser humano inocente e indefeso dentro de seu próprio ventre […] A questão do aborto está inserida no contexto do controle demográfico. Os especialistas que fundaram o Conselho Populacional da ONU (em 1952), entre eles, Warren Thompson, já indicavam o aborto como estratégia pragmática para conter e até diminuir as populações pobres do mundo. […] Como vemos, a “conjura contra a vida” é um processo de um poderoso sistema (cultural, político e econômico) que age sem que muitos não se dêem conta de estarem sendo vítimas de alienação e manipulação. Agora, temos a oportunidade – com a CPI do Aborto – recém-criada no Congresso Nacional – de apresentar documentos, relatórios e depoimentos para expor e erradicar essa “chaga social”, com isso, trabalhando na defesa do direito à vida dos milhões de excluídos, barbaramente torturados e assassinados, para atender a lógica perversa dos poderosos, que agem contrariando o princípio universal de que a plenitude da vida é um direito de todos e um bem para todos.”</p></blockquote>
<p>Contudo, muitos blogueiros discordam da criação da CPI, e pensam que ela irá apenas expor e intimidar as mulheres, e atacar ainda mais os direitos das mesmas.</p>
<p><em>Alessandra</em> do <a href="http://terribili.blogspot.com/">Blog Terribili</a> acredita que Bassuma <a href="http://terribili.blogspot.com/2008/12/essa-hipocrisia-d-hemorragia.html">tenha alguma coisa contra as mulheres</a>, e que a CPI é uma manobra religiosa dentro do Estado brasileiro, tradicionalmente <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Laicismo">laico</a>:</p>
<blockquote><p>““CPI do Aborto” parece brincadeira de mau gosto. Vem do Bassuma, aquele deputado que é contra as mulheres, que parece que elege as mulheres como inimigas número um. Ele quer vê-las na cadeia, como criminosas, por terem cometido o terrível equívoco de tomar para si as rédeas de seu corpo e de sua vida. Ele se esquece de que o Estado é laico, que as pessoas têm direito de ter ou de não ter crenças e de que ele não pode impor sua fé religiosa sobre todos e todas.”</p></blockquote>
<p><em>Jandira Queiroz</em>, ativista dos direitos da mulher e blogueira que escreve no blogue <a href="http://sapatariadf.wordpress.com/">Sapataria-DF</a>, afirma que a CPI do Aborto Ilegal é uma forma de <a href="http://sapatariadf.wordpress.com/2008/12/12/1200-mulheres-que-estao-processadasviolacao-explicita-aos-direitos-humanos-vamos-a-luta/">perseguir as mulheres e atacar seus direitos</a>:</p>
<blockquote><p>“Como sabem, no ano de comemoração dos 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e às vésperas da realização da 11ª Conferência de Direitos Humanos, vivemos a intensificação da perseguição e criminalização das mulheres […] Mais do que nunca, precisamos denunciar a violação explícita aos direitos humanos das mulheres […] Os direitos das mulheres são direitos humanos!”</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://farm1.static.flickr.com/23/24771590_9dfed89d71.jpg" alt="" align="top" /></p>
<p style="text-align: center;"><em><a href="http://www.flickr.com/photos/pont_des_arts/24771590/">Foto de um cartaz</a> no <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/F%C3%B3rum_Social_Mundial">Fórum Social Mundial</a> em Porto Alegre, Brasil, da autoria de <a href="http://www.flickr.com/photos/pont_des_arts/">Gabby de Cicco</a> e usada sob uma licença Creative Commons.</em></p>
<p><em>Pedro Cross</em>, do blogue <a href="http://multi-eu.blogspot.com/">Multi-Eu</a>, nos conta <a href="http://multi-eu.blogspot.com/2008/12/cpi-do-aborto-vai-expor-vida-privada.html">um pouco mais</a> sobre a oposição que está sendo feita pela bancada feminina da Câmara dos Deputados contra a CPI:</p>
<blockquote><p>“A exposição da vida privada das mulheres é o principal argumento que a bancada feminina na Câmara dos Deputados apresenta para se posicionar contrária a instalação da CPI do Aborto. […] A deputadas se queixam de não terem sido ouvidas em um assunto que é de interesse da bancada e vão questionar o Presidente da Casa sobre o fato da CPI do Aborto ter sido instalada antes da CPI do Trabalho Infantil, que estava na frente na lista das comissões a serem instaladas.”</p></blockquote>
<p><strong>Uma questão muito complexa</strong></p>
<p>Alguns blogueiros estão muito preocupados com o movimento pró-escolha no Brasil, visto por eles como uma cruzada homicida, anti-vida, contra os direitos das crianças não nascidas. Estes blogueiros não apenas apóiam a CPI do Aborto Ilegal, mas um deles chega a afirmar que o povo brasileiro &#8220;pode se extinguir da mesma forma que a população russa&#8221; se o Governo Brasileiro não combater o aborto ilegal no país ou, pior ainda, se o Governo o tornar legal. <em>Marcelo</em>, do blogue <a href="http://quadroconservador.blogspot.com/">Quadro Conservador</a>, <a href="http://quadroconservador.blogspot.com/2008/11/conseqncias-do-abortismo-na-rssia.html">diz</a>:</p>
<blockquote><p>“A Rússia é o paraíso dos abortistas. Como todo país comunista, o aborto é totalmente liberado e publicamente custeado. Como o ateísmo também foi incentivado durante o século em que era comunista, barreiras morais também não existem por lá. O resultado é este: um país desesperado diante do declínio de sua população. Os russos entrarão em extinção? Como havia dito, uma política cuja conseqüência é o declínio da população humana é má por natureza.”</p></blockquote>
<p>Se a população russa está realmente entrando em extinção, e se as leis russas sobre o aborto seriam a causa de tal vertiginoso declínio populacional, são ainda <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/12/03/russia-a-dying-country-or-a-world-leader/">temas em discussão</a> [En].</p>
<p><em>Helder Moraes</em>, do blogue <a href="http://blig.ig.com.br/heldermoraes">Doa A Quem Doer</a>, também acha que o aborto é ligado à falta de barreiras morais, e <a href="http://blig.ig.com.br/heldermoraes/2008/12/15/contra-o-aborto/">afirma</a> que se trata de um crime que é cometido por pessoas &#8220;que não tem moral, responsabilidade nem controle sobre os próprios desejos sexuais&#8221;, mas apóia a realização de aborto em casos de violência sexual:</p>
<blockquote><p>”Sou CONTRA o aborto. Só sou a favor de aborto em caso de gravidez de RISCO e em caso de ESTUPRO, pois a mulher não pode ser obrigada a gerar um filho que ela NÃO DESEJOU, ainda mais vindo de um ato HEDIONDO desse. Do contrário, excluindo essas duas possibilidades, o aborto deve ser PROIBIDO SIM !!! Em vez de abortar, tem que se fazer a campanha:  “FECHEM AS PERNAS MULHERES”. O que falta é muita vergonha na cara. Falta MORAl, falta RESPONSABILIDADE, falta EDUCAÇÃO, falta tudo !!! Por isso, fazem filho de penca, a torto e a direito e depois ficam aí… lamentando e procurando clínicas clandestinas de aborto !!!”</p></blockquote>
<p>Ao final de seu post, <em>Helder</em> nos diz qual seria, na sua opinião, a solução definitiva para o problema:</p>
<blockquote><p>“Sou a favor da esterilização OBRGATÓRIA de pessoas POBRES que tenham de 3 a mais filhos, e a favor de aborto somente em casos de gravidez de risco e de estupro.”</p></blockquote>
<p>Muitos outros blogueiros e usuários do Orkut concordam com as idéias de Helder, seja por abertamente blogar ou publicar comentários semelhantes na blogosfera, ou simplesmente por expressar concordância e parabenizar aqueles que o fazem.</p>
<p>Por outro lado, grupos de defesa dos direitos da mulher, como a <a href="http://www.frentepelodireitoaoaborto.blogspot.com/">Frente Pelo Direito ao Aborto</a>, afirmam que o aborto é um direito das mulheres, no contexto dos direitos de escolha das mesmas sobre os próprios corpos e sobre as próprias vidas. <em>Márcia Silva</em>, do blogue <a href="http://marciacsilva.wordpress.com/">Márcia e suas leituras</a>, <a href="http://marciacsilva.wordpress.com/2008/12/16/contra-a-criminalizacao-do-aborto/">publica o manifesto da Frente</a>, o qual reproduzimos parcialmente abaixo:</p>
<blockquote><p>“A criminalização das mulheres e de todas as lutas libertárias é mais uma expressão do contexto reacionário, criado e sustentado pelo patriarcado capitalista globalizado em associação com setores religiosos fundamentalistas. Querem retirar direitos conquistados e manter o controle sobre as pessoas, especialmente sobre os corpos e a sexualidade das mulheres. […] A maternidade deve ser uma decisão livre e desejada e não uma obrigação das mulheres. Deve ser compreendida como função social e, portanto, o Estado deve prover todas as condições para que as mulheres decidam soberanamente se querem ou não ser mães, e quando querem. Para aquelas que desejam ser mães devem ser asseguradas condições econômicas e sociais, através de políticas públicas universais que garantam assistência à gestação, parto e puerpério, assim como os cuidados necessários ao desenvolvimento pleno de uma criança: creche, escola, lazer, saúde. […] Nenhuma mulher deve ser presa, maltratada ou humilhada por ter feito aborto!<br />
Dignidade, autonomia, cidadania para as mulheres!<br />
Pelo fim da criminalização das mulheres e pela legalização do aborto!&#8221;</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.forumplp.org.br/images/stories/figuras_site/direitos/aborto-nao-deve-ser-crime.jpg" alt="" align="top" /></p>
<p style="text-align: center;"><em>Imagem disponibilizada pela <a href="http://www.frentepelodireitoaoaborto.blogspot.com/">Frente Pelo Direito ao Aborto</a>.</em></p>
<p>Como pudemos ver neste artigo, o aborto é uma questão muito complexa no Brasil, misturando questões de moral religiosa e secular, direitos humanos, conflitos políticos e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/G%C3%A9nero_(sociedade)">questões de gênero</a>. Não há grande concordância nem entre aqueles que lutam do mesmo lado da fronteira pró-escolha / pró-vida. É difícil não tomar lados nesta discussão que parece não ter fim, e que cresce a cada dia no Brasil. Blogueiros e ativistas mais exaltados dos dois lados trocam palavras agressivas e acusações, e alguns auto-proclamados ativistas pró-vida chegam ao ponto de dizer em comunidades de defesa da vida no Orkut que toda abortista deveria morrer de forma terrível, em uma contradição que seria cômica se não fosse tão grave a situação.</p>
<p>Afirmações contraditórias a parte, nós continuaremos ouvindo e amplificando as vozes que falam sobre os Direitos Humanos &#8212; mulheres ou fetos não-nascidos &#8212;  no Brasil, e esperar que a melhor solução seja encontrada.</p>
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		<title>Brasil: Polícia brasileira mata e escapa impunemente</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/12/13/brasil-policia-brasileira-mata-e-escapa-impunemente/</link>
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		<pubDate>Sat, 13 Dec 2008 14:26:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No momento em que o mundo celebrava o Dia dos Direitos Humanos e enquanto protestos contra um crime similar eclodiam na Grécia, os blogueiros brasileiros protestavam contra mais uma morte causada por uma abordagem desastrada da polícia acabando em impunidade no Rio de Janeiro - dessa vez, a vítima foi um garoto de apenas três anos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/12/13/brazil-brazilian-police-literally-gets-away-with-murder/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>No momento em que o mundo celebrava o Dia dos Direitos Humanos, os blogueiros brasileiros protestavam contra mais uma morte causada por uma abordagem desastrada da polícia acabando em impunidade no Rio de Janeiro.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-53943" title="joaoroberto" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/joaoroberto.jpg" alt="" />Em julho passado, um garoto de 3 anos foi morto por dois policiais militares que confundiram o carro que a mãe dele dirigia pelo carro roubado que eles estavam perseguindo. O carro da família foi alvo de 17 disparos, três dos quais atingiram João Roberto. Nessa quinta-feira, William de Paula, um dos policiais envolvidos no caso, foi absolvido em júri popular da acusação de assassinato duplamente qualificado, por 4 votos a 3. Ele foi sentenciado a sete meses de trabalhos comunitários por ter causado lesões leves na mãe de João, Alessandra Amorim Soares e no irmão Vinicius Amorim, na ocasião com apenas 9 meses de idade.</p>
<p>A absolvição do policial, assim como o fato de que o júri entendeu que ele teria agido de acordo com o que se esperava dele, chocou não apenas a família do garoto: a maioria dos blogueiros também considerou a sentença leve demais, um sinal de impunidade. Eles juntam-se à família ao clamar por justiça.</p>
<p>A blogueira do <em><a href="http://ofthingsvann.blogspot.com/2008/12/11122008-00h35-pm-acusado-pela-morte-do.html">My little corner of the world</a></em> revela-se revoltada com a decisão e menciona o gesto desesperado da mãe ao perceber que armas estavam apontadas para o carro - ela jogou a uma sacola de bebê pela janela para mostrar que havia crianças dentro do veículo:</p>
<blockquote><p>Mais um caso de impunidade, mais uma vez vamos ver uma criança pagando pela barbaridade adulta, uma vida interrompida, uma vida de sonhos, NÃO acredito na inocência desse policial! Acredito na inocência dessa mãe que lutou num gesto inocente mostar que haviam crianças dentro do carro, francamente todos sabemos que vivemos numa sociedade sangrenta, poderia ser sim o bandido que eles estavam perseguindo, mais será que se fossem os tais bandidos os direitos humanos não teriam condenado esse policial? E agora? Aonde fica o MEU direito? A coisa mais inútil no Brasil é esse tal de “direitos humanos” quem tem de fato direito a isso? Aquele que rouba, mata, comete crimes bárbaros contra crianças! Esses sim são as meninas dos olhos da sociedade, no entanto essa criança que tinha planos, sonhos e acima de tudo INOCÊNCIA teve sua vida brutalmente interrompida e seus pais a quem restou dor e lembranças não verão a justiça ser feita, minha revolta como disse anteriormente é sabe que se o bandido tivesse morrido esse senhor morreria na cadeia, no entando como foi com mais um…vira estatística não é mesmo?</p></blockquote>
<p><a href="http://fernandafreitas.wordpress.com/2008/12/11/outra-impunidade-que-engolimos-pacificamente/">Fernanda Freitas</a> diz que dói saber que Willian de Paula está livre e solto. “O que será de nós?”, ela pergunta:</p>
<blockquote><p>A família do acusado, segundo os jornais desta manhã, compareceu ao julgamento usando camisetas onde se lia: “Só quem te conhece sabe o ser humano que tu és”. A avaliar pela declaração do cabo na sessão onde admitia que havia confundido os carros (eles perseguiam bandidos em um outro carro preto, momentos antes da execução do menino) na rua escura e que poderia ter sido pior, posso imaginar que tipo de pessoa Willian de Paula é: um delinqüente. Sim, poderia ter sido pior. Com 17 tiros ele poderia ter matado a família inteira. E só executou uma criança inocente, vejam vocês como ele é generoso! Minha gente, não é exigido dos Policiais Militares que matem, que ameacem, que ponham em risco a vida de nós, cidadãos. Cabe a eles sim, nos proteger, garantir a segurança. Não poderia ter sido pior não, viu ser humano fantástico! A obrigação dos policiais, na incerteza é de não atirar: cercar, abordar, averiguar. Não somos baratas, e o que será de nós com essa polícia falha e cheia de corporativismo? O que será de nós depois desse pano quente do Júri. A acusação promete recorrer, mas essa primeira absolvição absurda já será motivo suficiente para que os corpos de outras vítimas caiam no chão diante da impunidade.</p></blockquote>
<p>Outra blogueira chamada Fernanda, do <em><a href="http://essemeupalco.blogspot.com/2008/12/trabalho-comunidade.html">Esse meu Palco</a></em>, levanta a questão que o primeiro grande erro policial foi confundir dois tipos diferentes de carros, um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fiat_Palio">Fiat Palio</a> e um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fiat_Stilo">Fiat Stilo</a>:</p>
<blockquote><p>Vem cá, tem uma clara e viva diferença entre um Palio e um Estilo…não tem?!”Eles estavam cumprindo o dever.” Até quando vamos ficar na linha de risco de policiais que ao cumprirem seu “dever” colocam vidas em risco? (…) Vale lembrar que a decisão foi tomada pelo júri popular,isso quer dizer que as pessoas não fazem noção do quanto o julgamento vale,da importância e do peso que isso tem. O que aconteceu para que ele fosse absolvido? O que as pessoas estavam pensando?</p></blockquote>
<p><a href="http://renatovargens.blogspot.com/2008/12/normal-0-21-false-false-false-pt-br-x.html">Renato Vargens</a> diz que a população do Rio de Janeiro está enfrentando um dos mais obscuros momentos dos últimos 40 anos, considerando que crimes e assassinatos - e impunidade - viraram uma regra banal. Esse seria o motivo pelo qual os jurados optaram pela inocência do policial:</p>
<blockquote><p>A impressão que temos é que a morte de João Roberto não teve nenhuma importância para sociedade carioca. Infelizmente, na visão dos quatro jurados que votaram pela absolvição, o policial estava cumprindo seu dever.</p></blockquote>
<p><a href="http://mauriciobaccarin.wordpress.com/2008/12/11/selva-tropicanalha/">Maurício Baccarin</a> se aprofunda na questão sobre o que se passou na cabeça dos jurados e chega a uma conclusão diferente:</p>
<blockquote><p>Porque, segundo o promotor de justiça Paulo Rangel “os jurados não entenderam a votação. Um deles pediu para o juiz repetir a pergunta porque não estava entendendo e acho que continuou sem entender, mas ficou com vergonha de ser o único que não entendeu. Se é que foi realmente o único”. Rangel lamentou também a estrutura do julgamento e desqualificou os jurados, dizendo que alguns dormiram durante o julgamento. São pessoas sem qualquer compromisso com a ética”, disse o promotor.</p></blockquote>
<p><a href="http://pra-frente-sucupira.blogspot.com/2008/12/palmas-para-impunidade.html">Reinaldo Cintra</a> lembra que essa não é a primeira vez que a polícia acaba não sendo punida por matar pessoas inocentes, e culpa o corporativismo. E ainda por cima em uma data tão importante:</p>
<blockquote><p>No dia do aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a decisão do júri soa como um tapa na cara de todos os que ainda desejam que ela não se limite a ser uma simples carta de boas intenções.</p></blockquote>
<p><em><a href="http://nabocamole.blogspot.com/2008/12/vergonha-da-justia-brasileira.html">Na Boca Mole</a></em> publica um vídeo mostrando a reação do casal que perdeu um filho de maneira tão trágica ao resultado, também com cenas do momento dos disparos, gravadas por circuito interno de TV. Ele pergunta:</p>
<blockquote><p>Aonde vai parar essa tamanha irresponsabilidade em colocar um policial despreparado na rua?</p></blockquote>
<p><a href="http://umpensamentovalemuito.blogspot.com/2008/12/brado-retumbante-pm-no-brasil-tem.html">Paulino</a> segue com a mesma linha de raciocínio:</p>
<blockquote><p>A absolvição do PM Wiliam de Paula não legitima a execução de pessoas inocentes nas ruas das cidades brasileiras, mas sim, legitima a continuidade da falha e ineficiente Política de Segurança Pública, desde a garimpagem no seio social de pessoas inaptas para a função de Polícia, até o seu enfardamento e despojo nas ruas, para consumar o que já começa errado. Isto está legitimado com a nossa falta de consciência de cidadão, de democracia e de política.</p></blockquote>
<p>Dentre os blogueiros que celebraram o resultado do julgamento, estão outros policiais, como <a href="http://aderivaldo23.wordpress.com/2008/12/11/justica-seja-feita">Aderivaldo Martins Cardoso</a>, que diz ter visto justiça ser feita no Brasil:</p>
<blockquote><p>DEVEMOS COMBATER A VIOLÊNCIA POLICIAL EM NOSSO PAÍS, mas devemos perceber que todos nós estamos passíveis de cometermos erros em nossa profissão. São vários os exemplos de como alguns segundos podem fazer a diferença em nossas vidas. São inúmeras as vezes em que um erro de um profissional, seja ele médico ou policial, mudou o destino de pessoas, acabando com a vida ou matando sonhos. Tanto o médico como o policial salvam vidas diariamente, mas quando ERRAM podem levá-las para sempre. E NÓS SERES HUMANOS NÃO SOMOS PERFEITOS, SOMOS PASSÍVEIS DE ERROS A QUALQUER MOMENTO.</p></blockquote>
<p><a href="http://pracasdapmerj.blogspot.com/2008/12/deus-existe.html">Mônica</a>, também policial, diz que o resultado do julgamento é a prova de que Deus existe. Ela critica o comando da polícia, que considerou a operação desastrosa, reproduzindo o que foi dito por superiores:</p>
<blockquote><p>“-Os policiais não agiram de acordo com o manual da corporação, que determina que os policiais só devem atirar em legítima defesa”. Mais uma vez a PM se isenta de qualquer culpa de seus homens serem tão mal treinados, mal preparados e remunerados.</p></blockquote>
<p>E <a href="http://orebate-eduardoritter.blogspot.com/2008/12/fogo-meu-povo.html">Eduardo Ritter</a> compara a situação no Brasil, um país que se acostumou com a abordagem de policiais que primeiro atiram e depois perguntam, com a Grécia, onde uma <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/12/10/greece-riots-in-athens-continue/">situação parecida levou o país inteiro a protestar</a> [en]. Ele diz que no Brasil o problema principal está no fato de que os policiais são tão mal remunerados que a população é levada a se perguntar: &#8220;ganhando 600 reais para sustentar família, que policial não vai se corromper?&#8221;:</p>
<blockquote><p>Agora, na Grécia o negócio funciona ao contrário. O sujeito paga imposto, o policial ganha bem, e se ele matar um civil, a briga não é contra a pessoa do policial, mas sim contra todo o sistema, que ganha bem e falhou! Uma revolução está acontecendo por conta de um homicídio cometido por um policial. A polícia, lá, tem moral. E aqui, que a polícia virou chacota da dança da periquita, praticamente todos os âncoras dos jornais das grandes emissoras deram a notícia dos manifestantes da Grécia como se dissessem: “fazer toda essa baderna SÓ porque um policial matou um civil? Francamente”.</p></blockquote>
<p>A violência policial é uma das violações aos direitos humanos no Brasil mais reconhecidas internacionalmente. De acordo com o Human Rights Watch, estimativas não oficiais mostram que são mais de 3 mil mortes por ano causadas por violência policial no país.</p>
</div>
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		<title>Dia Mundial da Deficiência no Sul da Ásia</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/12/09/dia-mundial-da-deficiencia-no-sul-da-asia/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 12:39:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dominguezvaleska</dc:creator>
				<category><![CDATA[Criança]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<description><![CDATA[Em todo o mundo, o dia 1o de dezembro é lembrado como o Dia de Luta contra a AIDS, e a ocasião é amplamente divulgada. Diferindo da atenção dedicada ao Dia Mundial de Luta contra a AIDS, o Dia Mundial da Deficiência mal é registrado pelo radar da mídia mundial. Celebrado todos os anos em 3 de dezembro, o Dia Mundial da Deficiência homenageia as contribuições dadas ao nosso mundo pelas pessoas com deficiências físicas e mentais. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/bhumika-ghimire/">Bhumika Ghimire</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/dominguezvaleska/'>dominguezvaleska</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/12/03/world-disability-day-in-south-asia/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Em todo o mundo, o dia 1o de dezembro é lembrado como o Dia de Luta contra a AIDS, e a ocasião é amplamente divulgada. Diferindo da atenção dedicada ao Dia Mundial de Luta contra a AIDS, o Dia Mundial da Deficiência mal é registrado pelo radar da mídia mundial.</p>
<p><img class="alignnone wp-image-53515" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/circle-of-friends-640x480.jpg" alt="" width="400" /></p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/wilderdom/65444685/">Círculo de amigos</a>, do usuário do Flickr <a href="http://www.flickr.com/photos/wilderdom/">Jimee, Jackie, Tom e Asha</a>, sob  <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/deed.en">licença de Creative Commons</a>.</p>
<p>Celebrado todos os anos em 3 de dezembro, o Dia Mundial da Deficiência homenageia as contribuições dadas ao nosso mundo pelas pessoas com deficiências físicas e mentais. No caso do sul da Ásia, existe um grave estigma vinculado a qualquer tipo de limitação física e mental. O Dia Mundial da Deficiência é uma oportunidade para ampliar a consciência sobre os direitos das pessoas com deficiência, assim como a idéia de que ser capaz de uma forma diferente não é pecado ou motivo de vergonha.</p>
<p>Na Índia, o ativista <em><a href="http://wdd.co.in/">Javed Abidi</a></em>, principal defensor dos direitos das pessoas com deficiência no país, comandará um evento chamado &#8220;Dilli Chalo&#8221; or &#8220;Vamos para Delhi&#8221;, para lembrar a ocasião. Ele será realizado no monumento Porta da Índia.</p>
<p>O <em>Sr. Abidi</em> diz que o país tem alcançado progressos no sentido de assegurar os direitos das pessoas com deficiência, porém mais precisa ser feito.</p>
<blockquote><p>Now, in India, as we are aware, we have had the Disability Act for the last <span>12 years</span>. Last year we thought was a momentous year for two reasons. One was that our country ratified the UN Convention, and the second was that we also got the XI Plan. And in the XI Plan…..for the first time, there is a distinct chapter or a section on disability. And <span class="style3">we thought that things were going to change</span>. ……if we were look at the last one year, we find that <span>things have not really moved the way we had expected them to move…</span>.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Agora na Índia, como sabemos, temos celebrado o Dia da Deficiência ao longo dos últimos 12 anos. Achamos que o ano passado foi um marco por duas razões. A primeira é que nosso país ratificou a Convenção da ONU, e a segunda foi que também recebemos o Plano XI. E no Plano XI&#8230; pela primeira vez, existe um capítulo ou seção distinta para as necessidades especiais. E achávamos que as coisas iam mudar&#8230; quando observamos o ano passado, descobrimos que elas na verdade não aconteceram como esperávamos que acontecessem&#8230;&#8221;</div>
<p>Além do tratamento de questões legais relacionadas aos direitos das pessoas com deficiência e às oportunidades que elas merecem, também são necessários esforços para ajudar aqueles que vivem na pobreza absoluta devido à sua condição física.</p>
<p>Uma reportagem publicada pelo <a href="http://www.thenational.ae/article/20081120/FOREIGN/224768078/1103/ART">The National</a> mostra o quanto é urgente para os cidadãos pobres e com deficiência na Índia que seu governo tome atitudes capazes de garantir a eles uma vida digna.</p>
<p>No mês de novembro, <em>Shaikh Azizur Rahman</em> relatou o pedido feito ao presidente da Índia por um pai idoso para que fosse autorizada a eutanásia de suas duas filhas, gravemente deficientes e presas a uma cama, das quais ele cuida. O homem disse que é pobre demais para dar a elas o cuidado e a atenção de que precisam em tempo integral. Fatema, uma das filhas, disse que também deseja que sua vida chegue ao fim.</p>
<blockquote><p>I told my father many times to bring poison for me. Nobody is helping me to kill myself.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Muitas vezes eu disse ao meu pai que me trouxesse veneno. Ninguém está me ajudando a me matar&#8221;.</div>
<p>Do outro lado da fronteira com o Paquistão, existe ainda uma montanha de dificuldades no caminho dos cidadãos com deficiência. Escrevendo em <a href="http://www.dawn.com/2008/12/01/op.htm">Dawn</a>, <em>Zahid Abdullah</em>, que trabalha para o Centro para a Paz e o Desenvolvimento, em Islamabad, diz que o país ainda tem um longo caminho a percorrer até que as pessoas com uma habilidade diferente possam sentir que a sociedade também as valoriza. Ele expressa igualmente sua frustração diante do ritmo lento das reformas legais sobre os direitos das pessoas com deficiência.</p>
<p>Como acontece na Índia e no Paquistão, a sociedade do Nepal também vê as limitações físicas e mentais como resultado de pecados cometidos em vidas anteriores. Geralmente, as pessoas com deficiências são tratadas como sub-humanos; elas têm um acesso muito limitado à educação e a um emprego representativo. É freqüente você ver uma pessoa com deficiência física mendigando nas ruas para poder viver.</p>
<p><em><a href="http://www.disabilityworld.org/06-08_04/gov/nepal.shtml">Meen Raj Panthi</a></em> diz que as famílias escondem seus membros com deficiência para proteger sua honra e seu prestígio:</p>
<blockquote><p>The notion that people with disabilities have equal rights and duty as any other individual, is largely absent from the popular mindset.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;A noção de que as pessoas com deficiência têm direitos e deveres iguais aos de qualquer outro indivíduo está, em grande parte, ausente da concepção popular&#8221;.</div>
<p>As crianças são mais vulneráveis à discriminação. <a href="http://www.disabilityhelpless.org.np/condition_of_children.php">A Associação Nacional para a Promoção dos Deficientes e Desamparados</a> no Nepal cita o exemplo de uma menininha chamada <em>Manisha</em>, mantida em cativeiro pelos pais por ser cega:</p>
<blockquote><p>While her parents work at fields, she is often locked in her own room and tethered with rope by her parents because she has no one to look after her at home. But her elder brother and sister go to school.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Enquanto seus pais trabalham no campo, é freqüente que ela fique trancada em seu próprio quarto, presa por uma corda, por não ter quem cuide dela em casa. Mas sua irmã e seu irmão mais velho vão à escola&#8221;.</div>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/wilderdom/65444685/">Versão reduzida de imagem</a> do usuário do Flickr <a href="http://www.flickr.com/photos/shizhao/">Shizhao</a>, usada sob <a href="//creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/deed.en">licença de Creative Commons</a>.</p>
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		<title>Egito: O terrorismo na visão de uma criança</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/12/08/egito-o-terrorismo-na-visao-de-uma-crianca/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Dec 2008 20:27:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como uma criança define o terrorismo? Do Egito, Tarek Amr nos traz essa conversa da blogosfera egípcia. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/tarek-amr/">Tarek Amr</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/12/08/egypt-defining-terrorism/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>O blogue egípcio <a href="http://ctybrd.blogspot.com/2008/12/blog-post.html">City Bird</a> [ar] escreveu a postagem a seguir:</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-53673" title="Gaza Child\'s drawing " src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/12/04122008.jpg" alt="" /></p>
<blockquote>
<div class="arabic">قالت مدرسة الرسم : ارسموا موضوعا عن الإرهاب<br />
رسم الطفل هذا الرسم<br />
قالت المدرسة : إيه الهباب اللي انت راسمه ده؟؟ إحنا عايزين ملتحين بيقتلوا الناس</div>
</blockquote>
<div class="translation">A professora pediu aos estudantes para fazerem um desenho sobre o terrorismo.<br />
E um dos estudantes fez o desenho acima.<br />
Ela perguntou: Que diabos você desenhou? Queremos um desenho de gente com barba matando gente inocente.</div>
</div>
]]></content:encoded>
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		<title>KarmaTube: promovendo mudanças pelo compartilhamento de vídeos</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Dec 2008 20:13:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dominguezvaleska</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porJuliana Rincón Parra  &#183; Traduzido por dominguezvaleska &#183;  Veja o post original 
Karma Tube é uma plataforma de compartilhamento que divulga vídeos de curta duração e as causas que eles promovem pela Rede Mundial de Computadores, com sugestões de atitudes que o público pode adotar em relação à causa retratada. Através do KarmaTube trazemos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juliana-rincon-parra/">Juliana Rincón Parra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/dominguezvaleska/'>dominguezvaleska</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/11/11/karmatube-promoting-change-through-video-sharing/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img class="alignleft size-full wp-image-52500" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/11/dibujo.jpg" alt="KarmaTube logo" /><a href="http://www.karmatube.org/index.php">Karma Tube</a> é uma plataforma de compartilhamento que divulga vídeos de curta duração e as causas que eles promovem pela Rede Mundial de Computadores, com sugestões de atitudes que o público pode adotar em relação à causa retratada. Através do KarmaTube trazemos até vocês <a href="http://www.karmatube.org/videos.php?id=1340">Skateistan do Afeganistão</a>, <a href="http://www.karmatube.org/videos.php?id=1307">Seeds of Light da África do Sul</a> e <a href="http://www.karmatube.org/videos.php?id=178">Barrios de Paz</a> no Equador.</p>
<p><a href="http://skateistan.org/">Skateistan</a> foi iniciado por três australianos, que resolveram ensinar os jovens do Afeganistão a andar de skate como uma alternativa inédita de recreação e uma plataforma de aprendizagem transcultural. A escola de skate foi instalada numa piscina abandonada em Kabul, e tanto meninos quanto meninas participam desse esporte não-competitivo. Na verdade, eles dizem o seguinte nas <a href="http://skateistan.org/about-us/faqs/">FAQ do seu site</a>:</p>
<blockquote><p>Half of the students are female, giving Afghanistan the highest rate of female participation in skateboarding of any country in the world.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Metade dos estudantes são meninas, o que dá ao Afeganistão à maior taxa de participação feminina na prática do skate comparado a qualquer país do mundo&#8221;.</div>
<p>O seguinte vídeo também pode ser encontrado no <a href="http://www.youtube.com/watch?v=G0cZsVPM6Hk">canal skateistan, no YouTube</a>:</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/G0cZsVPM6Hk&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/G0cZsVPM6Hk&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><a href="http://www.seedsoflight.org/web/">Seeds of Light</a> é um programa iniciado por Leslie Temple-Thurston na África do Sul para melhorar a qualidade de vida de uma comunidade carente. Perfurar um poço d&#39;água, plantar hortas para melhorar o sistema imune das crianças, formar laboratórios de computação e educação para HIV/AIDS são alguns dos projetos que a comunidade têm desenvolvido com a ajuda da sra. Temple-Thurston.</p>
<p>O <a href="http://www.youtube.com/watch?v=oT5-tXclAz0">seguinte vídeo</a> apresenta o trabalho da sra. Temple-Thurston e a comunidade que tem se beneficiado com ele:</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/oT5-tXclAz0&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/oT5-tXclAz0&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><a href="http://www.karmatube.org/videos.php?id=178">Barrios de Paz</a> é um projeto de <a href="http://www.serpaz.org/web/">Ser Paz</a>, liderado por Nelsa Libertad Curbelo Cora, que tem trabalhado com membros de gangues na periferia de Guayaquil, Equador, unindo membros de gangues diferentes para trabalhar juntos, e trabalhar pela paz. Nelsa dá apoio a essas pessoas, partindo da perspectiva de que os jovens que se únem às gangues o fazem movidos pela necessidade de pertencer a uma família, e em busca de apoio e orientação: quando recebem líderes apropriados, eles têm energia e disposição para trabalhar em ambientes pacíficos, e quando recebem amor, têm a força para mudar para melhor. No <a href="http://www.youtube.com/watch?v=M6s5MKcsKpg">vídeo legendado de 9 minutos</a>, Nelsa fala sobre as gangues, a psicologia de seus membros e sobre como o programa tem ajudado adolescentes a descobrir uma saída no ciclo da violência. O documentário na íntegra está dividido em duas partes, que você pode assistir <a href="http://www.youtube.com/watch?v=WKI0ATzcgLs">aqui</a> e <a href="http://www.youtube.com/watch?v=SO6IabnT-gI">aqui</a>.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/M6s5MKcsKpg&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/M6s5MKcsKpg&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;feature=player_embedded&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>Existem muitos outros projetos e vídeos inspiradores  que você pode assistir em <a href="http://www.karmatube.org/index.php">KarmaTube</a>. É entusiasmante ouvir falar de pessoas boas que realizam grandes ações em favor dos outros.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Moçambique: Diferentes formas de usar camisinhas</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/11/29/mocambique-diferentes-formas-de-usar-camisinhas/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/11/29/mocambique-diferentes-formas-de-usar-camisinhas/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 29 Nov 2008 19:01:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Criança]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
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		<category><![CDATA[Sub-Saharan Africa]]></category>
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		<description><![CDATA[Em um país que luta para combater a AIDS, vinte milhões de preservativos são distribuídos a cada ano. Considerando que pelo menos 4 milhões de homens são sexualmente ativos em Moçambique dentro de uma população de 17,4 milhões de habitantes, a quota pessoal é de cinco camisinhas para o ano inteiro. Surpreendentemente, crianças são fiéis usuárias delas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/11/29/mozambique-different-views-of-condom-use-in-africa/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><blockquote><p>Somewhere on a dusty soccer  pitch in Mozambique, a group of boys are playing a game of soccer. Suddenly a man runs onto the field shouting. He stops the game and accuses the boys of stealing his condoms. There are different ways to use condoms. In Mozambique, young boys are great consumers of them&#8230;</p></blockquote>
<div class="translation">Em um campo de futebol empoeirado em algum lugar de Moçambique, um grupo de garotos está jogando uma partida de futebol. De repente, um homem invade o campo gritando. Ele interrompe a pelada e acusa os garotos de roubarem suas camisinhas. Há formas diferentes de usar camisinhas. Meninos são os grande consumidores delas.</div>
<p><frame><iframe src="http://dotsub.com/media/a5bcfb2a-2d01-483c-96e9-787c75c57ea5/e/m" frameborder="0" width="420" height="347"></iframe></frame></p>
<p>Em um país que luta para combater a AIDS, vinte milhões de preservativos são distribuídos a cada ano. Considerando que pelo menos 4 milhões de homens são sexualmente ativos em Moçambique, dentro de um universo de 17,4 milhões de habitantes, a quota pessoal é de cinco camisinhas para o ano inteiro. Dirigido pelo cineasta moçambicano Orlando Mesquita, <em><a href="http://www.steps.co.za/films_more.php?id=293">A Bola</a></em> [en] foi um dos filmes exibidos no <a href="http://www.pangeaday.org/filmDetail.php?id=3">PangeaDay</a> e apresenta um ponto de vista leve - e surpreendente - sobre o uso de camisinhas no país: milhares delas acabam se transformando em bolas de futebol, um dos muitos exemplos de como as crianças se divertem com os preservativos.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-53282" title="ball4_vc_lo" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/11/ball4_vc_lo.jpg" alt="" /></p>
<p><em><a href="http://www.steps.co.za/films_more.php?id=293">A Bola</a></em> é parte de uma coletânea de vídeos do <a href="http://www.steps.co.za/">Steps for the Future</a> [en], um coletivo de cineastas internacionais e da África Austral com três objetivos:</p>
<blockquote><p>&#8220;To produce a collection of 40 documentaries and short films that examine the lives of people living in Southern Africa whose lives have been affected by the HIV/AIDS pandemic.<br />
To provide invaluable training to Southern African filmmakers with the support of some of the best filmmakers drawn from around the world.<br />
To distribute the films to regional AIDS organisations for use in AIDS education and training.&#8221;</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Produzir uma coletânea de 40 documentários e filmes de curta metragem que examinem as vidas das pessoas na África Austral que tenham sido afetadas pela pandemia do HIV/AIDS.<br />
Fornecer um treinamento inestimável aos cineastas da África Austral com o apoio de alguns dos melhores cineastas do mundo.<br />
Distribuir os filmes a organizações regionais que lidam com a AIDS para o uso em educação e formação&#8221;</div>
<p>Estima-se que 16% da população, cerca de 1,5 milhões de moçambicanos, sejam soropositivos. De acordo com o <a href="http://www.unaids.org/en/CountryResponses/Countries/mozambique.asp">site da UNAIDS</a>, os números estimados de HIV e AIDS são:</p>
<blockquote><p>Quantidade de pessoas vivendo com HIV: 1.500.000 [1.300.000 - 1.700.000]<br />
Taxa de prevalência entre adultos entre 15 a 49: 12,5% [10,9% - 14,7%]<br />
Adultos a partir de 15 anos vivendo com HIV: 1.400.000 [1.200.000 - 1.600.000]<br />
Mulheres a partir de 15 vivendo com HIV: 810.000 [690.000 - 960.000]<br />
Crianças entre 0 e 14 vivendo com HIV: 100.000 [87.000 - 120.000]<br />
Mortes causadas por AIDS: 81.000 [67.000 - 98.000]<br />
Órfãos por causa da AIDS entre 0 e 17: 400.000 [280.000 - 590.000]</p></blockquote>
<p>O grupo de maior risco é o de mulheres entre 15 e 24. Um carregamento de 700 milhões de preservativos femininos, adquiridos pelo governo em parceria com a UNAIDS, <a href="http://allafrica.com/stories/200810271050.html">está para chegar em Moçambique</a> e será distribuído gratuitamente pelo país. <a href="http://vansikatemoz.blogspot.com/2008/11/preservativo-feminino-soluo.html"><em>Vasikate va Moçambique</em></a> recebe bem a idéia e pede que outras mulheres lancem mão do método:</p>
<blockquote><p>Mas, sendo que não há bela sem senão: ele pode fazer um pouco mais de barulho durante a relação sexual. A colocação não é tão simples quanto a versão masculina, exigindo um pouco mais de concentração na colocação. Depois de colocada, uma pequena parte fica visível fora da vagina, criando uma aparência um pouco esquisita para quem não está acostumado tal como o preservativo masculino que também já deve ter causado quando começou a ser utilizado! Mulheres, joguem com os vossos trunfos! Se na hora da negociação não conseguirem se impor, usem a única alternativa para a mulher se proteger quando um parceiro não quer usar preservativo masculino: o preservativo feminino pois o poder de decisão na hora do sexo, que é uma escolha de vida, ainda está em nossas mãos.</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-53279" title="2007091010" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/11/2007091010.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><strong><span id="ImageDescription" class="ImageDetails">A camisinha feminina. </span>© <span id="Credit"><a href="http://www.irinnews.org/">Asian Community AIDS Services</a>. A pergunta é: será que elas também dão boas bolas de futebol?<br />
</span></strong></p>
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		<title>Angola: Crianças de 6 anos são acusadas de feitiçaria</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/11/26/angola-criancas-de-6-anos-sao-acusadas-de-feiticaria/</link>
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		<pubDate>Wed, 26 Nov 2008 23:03:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claraonofre</dc:creator>
				<category><![CDATA[Angola]]></category>
		<category><![CDATA[Criança]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
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		<description><![CDATA[Crianças a partir dos seis anos de idade têm sido acusadas de feitiçaria e abandonadas, mal-tratadas, torturadas e até mortas em Angola, onde acusações do tipo são consideradas válidas. Clara Onofre investiga essa prática aconselhada por membros de igrejas ilegais e que aparentemente não tem ligações com tradições históricas dos povos locais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/clara-onofre/">Clara Onofre</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/claraonofre/'>claraonofre</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/11/26/angola-children-as-young-as-6-face-accusations-of-witchcraft/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Nos ultimos tempos, Angola tem sido sacudida por notícias assombrosas de crianças abandonadas, mal-tratadas, torturadas e mortas após acusadas de feitiçaria. Um dos <a href="http://www.jornaldeangola.com/artigo.php?ID=94896&amp;Seccao=geral">casos recentes</a> passou-se no município do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sambizanga,_Angola">Sambizanga</a> em Luanda. De acordo com os jornais, a Polícia Nacional regastou dezenas de crianças que se encontravam fechadas dentro de um quarto com uma fogueira acesa onde se queimava jindungo (piripiri). Umas das crianças corre o risco de perder um braço devido à gangrena provocada por cortes de lâmina. Através destes método esperava-se libertar o mal que habitava no corpo das crianças. A recomendação da prática deste método funesto é geralmente aconselhada por membros de <a href="http://www.jornaldeangola.com/artigo.php?ID=95470&amp;Seccao=geral">determinadas “igrejas”</a>, que na maioria das vezes se encontram abertas ao público ilegalmente.</p>
<p>Embrenhados num espírito místico, maldoso, ignorante ou simplesmente pelo desejo de se libertarem de mais uma boca a alimentar, os familiares são os grandes responsáveis por este tipo de atitudes. Ao acreditarem na feitiçaria condenam filhos, sobrinhos ou enteados a sofrer de forma atroz caso algo corra mal dentro de casa. No blog <a href="http://anteropaiva.blog.simplesnet.pt/archive/022885.html">Angola Saudades</a> dá-se o exemplo triste de um destes casos:</p>
<blockquote><p>&#8220;Makiesse é sobrevivente de um fenómeno perturbante que surge em Angola nos ultimos anos: acusações de feitiçaria contra crianças acompanhadas de maus tratos, abandono e nalguns casos, a morte. A madrasta acusou Makiesse de ser feiticeiro e ter provocado a doença que matou o seu pai. Não podia comer com a família, dormia na latrina, levava porrada diariamente e era forçado a rituais de purificação que mais parecem tortura – jejum, golpes e reclusão. Makiesse tinha seis anos. “Eu dizia que eu não sou feiticeiro, que talvez o feiticeiro usa a minha cara à noite. Mas ninguém acreditava”, conta Makiesse ao PlusNews. Um dia os familiares deitaram-lhe petróleo. O tio impediu que o queimassem vivo. Cedo, tirou-o sorrateiramente do Uíge para a capital Luanda a 345 quilómetros. Deixou-o num centro da igreja católica que abriga crianças de rua. Isso foi há três anos. Makiesse apenas foi visitado duas vezes pelo irmão mais velho&#8221;.</p></blockquote>
<p>Há alguns anos atrás, saiu um estudo sobre o impacto de práticas desta natureza contra as crianças sob a perspectiva da protecção dos direitos humanos levado a cabo pelo Instituto Nacional da Criança (INAC). O estudo apontou que as acusações contra as crianças surgiram em força nos finais da década de 90, sem qualquer relação com antecedentes históricos nas tradições dos povos locais. De acordo com o estudo, o surgimento para os actos desta ordem deve-se à transformação das estruturas familiares e do significado das relações de parentesco, bem como dos laços maternos e respectiva ligação com o cuidado a ter com as crianças. Em Angola, as acusações de feitiçaria e maus tratos dirigidos às crianças são consideradas válidas, o que minimiza perante a sociedade a gravidade de actos cruéis levados a cabo pela família. Após serem acusadas, as crianças dificilmente voltam a integrar-se no seio da família devido ao estigma e à discriminação. Isto leva-nos a outro factor: ao aumento de crianças de rua. Desconfortáveis perante os olhares acusadores de parentes e vizinhos, optam por viver por sua conta e risco pelas ruas deste país.</p>
<p>O blog <a href="http://noticiascristas.blogspot.com/2008/01/igreja-catlica-em-angola-recupera.html">Noticias Cristãs</a> denuncia um outro caso:</p>
<blockquote><p>“Doze crianças acusadas de feitiçaria e abandonadas pelos seus familiares foram retiradas das ruas de Luanda pelas Irmãs da Congregação do Bom Pastor. As histórias contadas pelas crianças que fizeram das ruas da capital a sua morada durante algum tempo, comoveram as freiras que decidiram começar um processo de nova vida para os menores. O caso mais recente é de uma menina de 11 anos acusada de ter morto a própria mãe usando feitiço. A superiora da congregação conta a história: “O pai abandonou a criança na rua e na altura foi interceptado pela polícia porque batia nela e ele disse que a filha tem 11 anos e é feiticeira. Disse que comeu a mãe e que recebeu o feitiço do Congo e que ele poderia ter a mesma sorte e então decidiu abandonar a menina. A criança foi levada para casa das irmãs no Palanca, por alguém que a encontrou a chorar na rua. Fui ter à casa onde eles moravam e encontrei alguns familiares, mas todos eles confirmaram que a menina é feiticeira. Conversei com eles, tentei convencê-los mas não houve maneira e disseram que era melhor não deixar a menina com eles porque estava reconhecida como feiticeira”.</p></blockquote>
<p>O governo e as organizações da sociedade civil, têm lançado campanhas de de sensibilização e alerta a fim de evitar o abuso contra crianças. Outros projectos como a abertura de centros de acolhimento e a responsabilização legal de tais abusos são outros dois pontos importantes levados a cabo pelas autoridades competentes.</p>
<p>Esperemos que a situação mude completamente. Que as crianças angolanas possam desfrutar da infância com tranquilidade sem perder a esperança numa vida melhor. Esperemos que a sociedade angolana se empenhe de forma determinada neste combate que já ultrapassou fronteiras nacionais. Que os pais e familiares das crianças vítimas de maus tratos, sejam responsabilizados e levados à justiça como sinal de aviso à navegação.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>China: Muito tempo online? Você tem uma psicose.</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/11/16/china-muito-tempo-online-voce-tem-uma-psicose/</link>
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		<pubDate>Sun, 16 Nov 2008 12:31:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[Chinese]]></category>
		<category><![CDATA[Criança]]></category>
		<category><![CDATA[East Asia]]></category>
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		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Facebook, twitter, blogue, facebook, e-mail, jogos online, blog novamente... quanto tempo você passa online? Se você fica mais de 6,13 horas por dia olhando para a tela de seu computador e clicando para lá e para cá com o mouse você é, lamento informar, uma pessoa com um distúrbio mental de acordo com a última definição oficial na China.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/bob-chen/">Bob Chen</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/11/15/chinatoo-much-time-online-you-got-psychosis/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>Facebook, twitter, blogue, facebook, e-mail, jogos online, blog novamente&#8230; quanto tempo você passa online? Se você fica mais de 6,13 horas por dia olhando para a tela de seu computador e clicando para lá e para cá com o mouse você é, lamento informar, uma pessoa com um distúrbio mental <a href="http://news.163.com/08/1115/02/4QON55FE0001124J.html">de acordo com a última definição oficial na China</a>.</p>
<p>A China será o primeiro país a definir a dependência na internet como uma forma de distúrbio mental. O Ministério Nacional de Saúde aprovou um manual feito por psicólogos chineses que categoriza a obsessão com a internet como distúrbio mental, e em breve ele deverá se tornar uma diretriz para todos os hospitais na China.</p>
<p>Dentre os sintomas de dependência da rede, de acordo com o manual, estão uso o impulsivo da internet, irritação e <span style="color: #008000;"><span style="color: #000000;">aflição irracional quando a pessoa está</span></span> offline, além da falta de concentração.</p>
<p>De acordo com o especialista Dr. Tao, que encabeça o primeiro centro de tratamento de dependência no país, dentre os 253 milhões de internautas na China, cerca de 10% são afetados pela dependência, a maioria do sexo masculino e na faixa dos 18 a 30 anos de idade. Sua pesquisa com 3.000 pacientes mostra que eles apresentam uma forte dependência psicológica na internet, o que prejudica suas atividades sociais normais e o dia a dia. Ele destaca que os jogos online que agora contam com 4,800 milhões de usuários na China, como o World of Warcraft, representam um problema sério ao enfraquecer a habilidade do usuário de distinguir entre o mundo virtual e o real.</p>
<p>Além disso, a internet pode vir a contribuir para o índice de criminalidade. 76% das ofensas cometidas por jovens na capital Pequim são relacionadas à Internet, disse Dr Tao.</p>
<p>Não é a primeira vez, entretanto, que o governo Chinês tenta regulamentar a crescente indústria online. Ele já solicitou a implementação de um sistema &#8220;anti-obsessão&#8221; instalado compulsoriamente em computadores públicos para limitar o tempo que jogadores passam online.</p>
<p><strong>Reações dos internautas<br />
</strong></p>
<p>Uma grande quantidade de internautas ficou à primeira vista empolgada, lembrando as noites passadas online.</p>
<p>Seria uma categorização do tipo ridícula? Alguns pensam que de forma alguma o seria. Uma opinião publicada na última semana no jornal diário <em>New Beijing Daily</em> <a href="http://blog.sina.com.cn/s/blog_40758f8c0100b5t0.html">justifica a regulamentação</a>.</p>
<blockquote><p>这些年上了网瘾毁了孩子的报道可是铺天盖地不胜枚举。而且，关乎<br />
成瘾医学的研究与防范是科学，不仅网瘾被纳入精神病范畴，工作成瘾、购物成<br />
瘾、饮食成瘾、性成瘾、烟酒成瘾等都被看作是成瘾疾病。所以，网游成瘾纳入<br />
精神病管理不是人格歧视，而是科学界定。</p></blockquote>
<div class="translation">Nos últimos anos, o número de crianças corrompidas pela dependência da internet é enorme… Dependência do trabalho, compras, comida, sexo e cigarro são tratadas como doenças. Portanto, colocar a dependência da internet nessa categoria não significa humilhar, mas fazer uma classificação científica.</div>
<p>E o autor especifica porque o problema deve ser tratado como doença:</p>
<blockquote><p>确立网瘾属于精神疾病，就可以在专业医学的指导下进行药物、心理双管齐<br />
下的戒断治疗，根除心魔，涤荡蛰伏于意识深处的网游诱惑。精神病学的实践证明，网络成瘾是可以治疗的，一般治疗时间为3个月左右，80%<br />
的患者都可以通过治疗摆脱瘾病。</p></blockquote>
<div class="translation">Ao confirmar a dependência como psicose, procedimentos médicos profissionais serão então empregados para atender às pessoas e ajudá-las a se livrarem da tentação aos jogos online e à internet. As práticas psiquiátricas provam que a disordem pode ser curada. 80% dos pacientes podem se recuperar dentro de 3 meses.</div>
<p>No bullog.cn, o blogueiro Xiaoyao 逍-遥 <a href="http://www.bullog.cn/blogs/DNA/archives/213948.aspx">cita a opinião acima com o seguinte título</a>:</p>
<blockquote><p>奇文 网瘾=精神病</p></blockquote>
<div class="translation">Artigo assustador: dependência da internet=psicose</div>
<p>O intenauta “Cold” responde:</p>
<blockquote><p>我们都是精神病</p></blockquote>
<div class="translation">Somos todos psicóticos.</div>
<p>Baiyongbing 白咏冰3 diz:</p>
<blockquote><p>同性恋也需要治疗、上网时间长也需要治疗、吃得多要治疗、吃得少也要治疗……</p></blockquote>
<div class="translation">Gays precisam ser curados, ficar muito tempo online precisa ser curado, comer demais precisa ser curado, comer muito pouco precisa ser curado também…</div>
<p>E Li qingchen 李清晨 se opõe à nova categorização porque o rótulo pode significar um trauma para a vida inteira para crianças:</p>
<blockquote><p>孩子一旦进入这个地方，等于给他打上了一个标签，因此而造成的心理影响也是无法估量的。</p></blockquote>
<div class="translation">Quando uma criança vai ao lugar (centro de tratamento), ela é rotulada. O degrau do trauma mental que as crianças sofrerão por isso não tem medidas.</div>
<p><em><br />
Todos os links levam a sites em chinês</em></p>
</div>
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		<item>
		<title>Brasil: O aborto é um direito, não um crime</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/02/brasil-o-aborto-e-um-direito-nao-um-crime/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/02/brasil-o-aborto-e-um-direito-nao-um-crime/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 22:30:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
		<category><![CDATA[Brazil]]></category>
		<category><![CDATA[Criança]]></category>
		<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porDaniel Duende  &#183; Traduzido por Daniel Duende &#183;  Veja o post original 
O Sapataria, um blogue brasileiro sobre direitos LGBT e da mulher, publicou fotos do recente protesto promotivo por entidades ligadas a questões de gênero contra o enfoque dado ao aborto nas leis brasileiras, e partilha conosco algumas idéias sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/danielduende/">Daniel Duende</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/daniel-duende/'>Daniel Duende</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2008/10/02/brazil-abortion-is-a-right-not-a-wrong/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>O <a href="http://sapatariadf.wordpress.com/"><em>Sapataria</em></a>, um blogue brasileiro sobre direitos LGBT e da mulher, publicou <a href="http://www.flickr.com/photos/28833941@N03/">fotos do recente protesto</a> promotivo por entidades ligadas a questões de gênero contra o enfoque dado ao aborto nas leis brasileiras, e partilha conosco <a href="http://sapatariadf.wordpress.com/2008/09/30/aborto-direito-nao-pode-ser-crime/">algumas idéias sobre o tema</a>: &#8220;Em vários países o fato do aborto ser considerado crime penaliza diretamente as mulheres pobres, principalmente as negras, que tem menos acesso aos serviços de saúde e métodos contraceptivos. [&#8230;] Trata-se de um atentado à autonomia e à dignidade das mulheres, em sua maioria pobre, sem acesso a assistência jurídica e psicológica.&#8221;</p>
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