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	<title>em Português &#187; Arte &amp; Cultura</title>
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	<description>O mundo está falando. Você está ouvindo?</description>
	<pubDate>Wed, 03 Dec 2008 23:24:06 +0000</pubDate>
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		<title>Irã: Uma Nação de Blogueiros</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Dec 2008 19:16:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Arte &amp; Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Estudantes da Vancouver Film School (Escola de Cinema de Vancouver) criaram um belo vídeo de animação sobre a blogosfera iraniana. Assista aqui este vídeo que está tendo uma grande repercussão na internet.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O video-ensaio de curta metragem abaixo, &#8220;Iran: A Nation of Bloggers&#8221; [&#8221;Irã: Uma Nação de Blogueiros&#8221;, em inglês], foi criado por estudantes da <a href="http://www.vfs.com/blog/2008/11/19/iran-blogging-motionographer/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.vfs.com');">Escola de Cinema de Vancouver</a> (Vancouver Film School). Aaron Chiesa, Toru Kageyama, Hendy Sukarya e Lisa Temes criaram este vídeo como parte de seu trabalho no curso de Design Digital da VFS.</p>
<p>No blogue da Vancouver Film School, um dos designers, <a href="http://dd.ourvfs.com/dd12lisa/wordpress/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/dd.ourvfs.com');">Lisa Temes</a>, <a href="http://www.vfs.com/blog/2008/11/19/iran-blogging-motionographer/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.vfs.com');">descreve</a> [En] o processo utilizado pelo grupo para abordar este tema:</p>
<blockquote><p>Our goal for this project as motion designers was to complement an informative and powerful script by using subtle yet engaging imagery. Although we took inspiration from sources such as the recent animated film <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Persepolis_%28film%29" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/en.wikipedia.org');">Persepolis</a>, we created all of our assets by photographing live subjects and tracing them in illustrator, so we were able to achieve the exact look we were aiming for.”</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Nosso objetivo neste projetos enquanto desenhistas de animação foi complementar um roteiro informativo e poderoso com o uso de imagens sutis porém instigantes. Embora nós tenhamos nos inspirado em fontes como o recente filme de animação <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Persepolis_(filme)" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Persepolis</a>, nós criamos todos os nossos recursos a partir da fotografia de pessoas reais, que foram posteriormente traçadas no illustrator, para que pudéssemos alcançar o visual exato que estávamos buscando.&#8221;</div>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/PN9ZCMj7wRw&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/PN9ZCMj7wRw&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Brasil: A &#8220;Bienal do Vazio&#8221; enche a blogosfera</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/11/09/brazil-a-bienal-do-vazio-enche-a-blogosfera/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/11/09/brazil-a-bienal-do-vazio-enche-a-blogosfera/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 09 Nov 2008 17:15:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Americas]]></category>

		<category><![CDATA[Arte &amp; Cultura]]></category>

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		<category><![CDATA[Portuguese]]></category>

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		<description><![CDATA[A 28ª Bienal São Paulo propõe uma mudança de paradigma em relação a edições anteriores e oferece uma platforma para observação e reflexão sobre o sistema e sobre a cultura das bienais no circuito artístico internacional. Apelidada de "Bienal do Vazio" antes mesmo se abrir as portas, a feira já conseguiu promover um debate caloroso na blogosfera.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/11/alexander_pilis_1223406482.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1439" title="alexander_pilis_1223406482" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/11/alexander_pilis_1223406482.jpg" alt="" width="446" height="576" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Architecture Parallax: Book Histories&#8221;, 1995-2006. Autor da imagem manipulada: <a href="http://www.28bienalsaopaulo.org.br/participante/alexander-pilis" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.28bienalsaopaulo.org.br');">Alexander Pilis</a></strong></p>
<p>A <a href="http://www.28bienalsaopaulo.org.br/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.28bienalsaopaulo.org.br');">28ª Bienal São Paulo</a>, que acontece até 6 de dezembro, promete ser a mais antagônica - e possivelmente a mais polêmica - de todos os tempos. Com ameaça de corte de 40% do orçamento (inicialmente de R$ 8 milhões, metade da verba da edição anterior), redução de 120 para 42 artistas convidados e ninguém disposto a assumir a curadoria, junto com o desafio de abrir as portas assim mesmo, a bienal <a href="http://www.28bienalsaopaulo.org.br/apresentacao" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.28bienalsaopaulo.org.br');">propõe a observação e reflexão</a> sobre o sistema e sobre a cultura das bienais no circuito artístico internacional.</p>
<p>Para começar, o segundo andar do  pavilhão projetado por Oscar Niemayer no Parque do Ibirapuera, que abriga a exposição, permanecerá completamente vazio. Em uma das instalações do terceiro andar, o próprio artista - ou melhor, sua nudez - vira peça de instalação. No terceiro piso estão ainda trabalhos que abordam, de alguma maneira, a história da Bienal de São Paulo, além de uma biblioteca e um espaço para conferências. A relevância dessa bienal, no entanto, tem sido francamente discutida por artistas, críticos, imprensa, e, claro, blogueiros.</p>
<p><a href="http://digerindoarte.blogspot.com/2008/10/entendendo-o-vazio.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/digerindoarte.blogspot.com');">Eduardo Ferreira</a> explica um pouco a mudança de formato, uma alteração do paradigma estabelecido desde a primeira Bienal de São Paulo in 1951<span class="Apple-style-span" style="font-size: small;">,</span> daquela que antes mesmo da inauguração já estava sendo chamada de &#8220;Bienal do Vazio&#8221;:</p>
<div>
<blockquote><p>A exposição ficou conhecida como &#8220;bienal do vazio&#8221;, mas seu tema real é &#8220;em vivo contato&#8221;, muito pertinente para a proposta que se apresenta. Um evento das proporções da bienal, com sua importância mundial (no patamar próximo às gigantes Bienal de Veneza e Documenta Kassel), tem a função de revelar o que se tem feito de mais importante no mundo da arte, expor as &#8220;tendências&#8221; mundiais, criar diálogos regionais de modos de pensar a arte, de fazê-la, de entendê-la, e o que se faz na 28 bienal é justamente não só pensar essa produção contemporânea, mas pensar o modelo de exposição &#8220;bienal&#8221; no paradigma que vem sendo estruturado. Grandes feiras, proporções gigantescas, variedade espetacular, orçamentos monumentais, etc., a bienal desse ano vai quase que na contramão disso, chegando ao ponto de deixar um andar inteiro vazio (alvo de vandalismo por parte de determinados pseudo-artistas na busca de exposição na mídia) para tornar mais forte essa questão.</p></blockquote>
<p>Por outro lado, <a href="http://acoisaehpessoal.wordpress.com/2008/11/08/28a-bienal-de-arte-de-sao-paulo-ou-bienada/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/acoisaehpessoal.wordpress.com');">Rodrigo</a>, professor que levou seus estudantes já sabendo dos questionamentos propostos mas que se decepcionou com o amadorismo do curador, afirma que a história da Bienal se dividirá em antes e depois de Ivo Mesquita, que aceitou o desafio rejeitado por muitos dos curadores convidados quase que de última hora:</p>
<blockquote><p>Sob o ponto de vista do curador ele conseguiu o que queria: deixar a todos indignados! Mas eu acredito que a função da Bienal seja maior do que deixar o mundo indignado. O curador conseguiu! Ele acabou com a terceira maior exposição de arte do mundo! Um verdadeiro Iconoclasta!</p></blockquote>
<p><a href="http://www.fabiofon.com/blog/?p=109" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.fabiofon.com');">Fábio Oliveira Nunes</a> também saiu da bienal carregado a enorme decepção de &#8220;testemunhar a pior exposição de todos os tempos&#8221;, embora ele ache que o problema não esteja no vazio em si, mas numa sucessão de erros. Ele recomenda que os visitantes diminuam suas expectativas:</p>
<blockquote><p>Então, simplesmente esqueça os corredores repletos de visitantes, a quantidade infindável de trabalhos, a necessidade – em todas as edições que vi – de ir mais de uma vez e os trabalhos que nos farão pensar por dias seguidos. Acredite: reserve somente uma hora do seu dia e torça para algo melhor surgir daqui a dois anos.</p></blockquote>
<p>As pessoas continuam visitanto a mostra e algumas peças têm se mostrado bastante populares. Dentre elas, talvez a mais visitada nessa primeira semana tenha sido a performance do artista plástico brasileiro <a href="http://www.28bienalsaopaulo.org.br/participante/mauricio-ianes" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.28bienalsaopaulo.org.br');">Mauricio Ianês</a>, chamada de “A Bondade de Estranhos”, cujo ponto central é o corpo próprio artista e que começou com Ianês sem roupas, no meio da galeria. Enquanto muitos a desprezaram como arte, <a href="http://santiagonazarian.blogspot.com/2008/11/bondade-de-estranhos-foto-pirre-gilles.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/santiagonazarian.blogspot.com');">Santiago Nazarian</a> gostou da idéia:</p>
<blockquote><p>A idéia é ele viver como uma instalação, até o final da próxima semana, dentro do Prédio da Bienal - dormindo lá, comendo lá - sobrevivendo apenas da “bondade de estranhos.” Ele começou a performance nu, mas aos poucos vai ganhando presentes dos visitantes. Segundo a Folha de São Paulo, no dia da estréia ele já tinha ganho uma camiseta, uma torta de frango, uma garrafa d&#39;água e um “amigo imaginário”&#8230; Acho esse um ótimo exemplo de arte conceitual bem aplicada. Tem um conceito forte por trás, e está demonstrando de maneira mais incisiva e poética do que se fosse descrito como um texto - ou retratado numa pintura, ou cantado numa música. É uma performance que de fato materializa um conceito artístico, e ainda assim nem precisa ser vista para fazer sentido (ou para ser compreendida como arte).</p></blockquote>
<p><a href="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/11/mauricio_ianes__1_1223409771.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-1437" title="mauricio_ianes__1_1223409771" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/11/mauricio_ianes__1_1223409771.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>“Zona Morta”, também de Maurício Ianês, 2007. </strong><strong>Foto: Ding Musa<br />
</strong></p>
<p>O artista já está vestido e alimentado com doações dos visitantes (<a href="http://www.28bienalsaopaulo.org.br/project-participant/untitled-the-kindness-of-strangers" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.28bienalsaopaulo.org.br');">veja um vídeo</a>). Esse foi um dos assuntos que mais ganhou destaque na mídia. O outro foi o tal vazio, que tem gerado mais discussão do que as obras dos 42 artistas convidados. Sobre esse debate, <a href="http://reflexoseimpressoes.blogspot.com/2008/11/o-espao-que-ocupa-o-vazio.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/reflexoseimpressoes.blogspot.com');">Lau(ra)roots</a> diz que a questão primordial é saber o quanto esse “Vazio” incomoda, e conclui que ele ocupou uma dimensão de fato bastante desconfortável:</p>
<blockquote><p>O vazio é o nada. É ausência de tudo. É a falta de preenchimento de algo. É oco, inodoro, incolor e quiçá insípido. É desprovido de conteúdo. É vazio.</p>
<p>Um tanto anacrônico considerar a proposta do vazio na 28º Bienal de Artes de São Paulo sendo algo de vanguarda. A todo o momento somos estimulados a lidar com a complexidade do múltiplo, o acúmulo material e intelectual, o preenchimento do tempo e do espaço a fim de suprir as necessidades existentes. Somos impulsionados ao consumo. A satisfação do ser está intimamente ligada ao ter. A felicidade é moeda de troca: só é feliz aquele que se realiza ao mesmo tempo na vida pessoal e profissional.</p>
<p>Quando há o vazio, há a impressão de que algo saiu errado. Logo somos levados a crer que os objetivos não foram alcançados; falhamos. Existe uma incompetência subtendida no conceito do vazio que chega a superar a própria percepção da ausência. Pode-se dizer que a angustia que toma conta de nossos sentidos chega ser um alento, pois ela preenche a sensação do nada que havia até então.</p></blockquote>
<p>E quando não preenche, o vazio é preenchido. No  primeiro dia de visitação, por volta das 19h35 do domingo passado, um grupo formado por cerca de 40 pichadores invadiu o pavilhão  e pichou parte de seu segundo andar, aquele que ficaria propositalmente vazio. Os pichadores, liderados por um artista conhecido como Pixobomb, aproveitaram-se desse fato para preencher as paredes com frases do tipo: “Isso que é arte”, além de suas tags Susto, 4 e Secretos. <a href="http://olhometro.com/2008/11/04/terrorismo-poetico-pixobomb-e-o-pelado-na-bienal/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/olhometro.com');">Ana Paula Freitas</a> não tem certeza se ela acha que a instalação de Mauricio Ianês é arte, mas caso seja, o que faria a peça diferente da ‘manifestação’ do grupo de pichadores?</p>
<blockquote><p>O que separa esse tipo de ação da ação dos outros caras? No caso do Pixobomb, ele diz que as invasões são um manifesto contra a capitalização do grafitti, que foi concebido como uma arte ilegal. Ianês, <a href="http://diversao.uol.com.br/arte/bienal/2008/artistas/mauricio-ianes/" target="_blank" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/diversao.uol.com.br');">segundo o UOL</a>, pretende com sua instalação “questionar a comunicação entre artista e público, e a responsabilidade do trabalho nesta comunicação.” Oi? É triste, mas a justificativa dos pichadores é muito mais coerente e bem menos hermética. (&#8230;) E aí? Qual dos dois é mais arte, qual dos dois é mais questionador? O pelado que quer contestar a relação entre arte e o público (ou seja, até existe uma relação com o terrorismo poético, que também questiona e subverte essa relação) e é aclamado por isso ou o bando de pichadores, que invade uma galeria de artistas engomadinhos para pichar uma parede vazia e com isso contestar o que é estabelecido como arte?</p></blockquote>
<p>Para a maior parte dos blogueiros, a bienal, de fato, já teve dias melhores. O ator e artista <a href="http://diegomiguelartes.blogspot.com/2008/11/28-bienal-de-so-paulo-em-vivo-contato.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/diegomiguelartes.blogspot.com');">Diego Miguel</a> relembra que há 55 anos, a Bienal de São Paulo trouxe ao Brasil artistas que estavam fazendo a história da arte contemporânea, como Klee, Calder, Mondrian, Henry Moore, De Konning, Munch, Léger, Braque, Picasso. O blogueiro diz em voz alta: &#8220;Como eu queria voltar no tempo!&#8221;</p>
<blockquote><p>Conceito? Não! Seria hipocrisia de nossa parte, enquanto artistas, acreditarmos em tal afirmação.<br />
Para comprovar isso, podemos pensar no objetivo da Bienal: mostrar o que há de melhor na arte contemporânea, o que os artistas atuais estão fazendo. Seria mais honesto admitir a falência da Bienal e a redução da verba para exposição (de 18 milhões – Bienal de 2006 para 09 milhões – Bienal de 2008).</p></blockquote>
<p><a href="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/11/weightless_days_1223406941.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1438" title="weightless_days_1223406941" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/11/weightless_days_1223406941.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>Weightless days [Dias sem gravidade], 2006. <span id="caption">Perfomance, projeção de video, som dos </span>artistas e designers Angela Detanico e Rafael Lain, dos bailarinos e coreógrafos Megumi Matsumoto e Takeshi Yazaki e do músico e artista Dennis McNulty<span id="caption">. </span></strong><strong><span id="caption"><br />
</span></strong></p>
<p>Para finalizar, acesse o post de <a href="http://tragediascotidianas.blogspot.com/2008/11/bienal-de-so-paulo.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/tragediascotidianas.blogspot.com');">S&#8230;</a> que ilustra bem o espírito da Bienal.</p>
</div>
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		<title>Conversando com a blogueira literária guianense Charmaine Valere</title>
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		<pubDate>Tue, 04 Nov 2008 19:19:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dominguezvaleska</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[A guianense Charmaine Valere vive nos Estados Unidos há mais de vinte anos, mas permanece profundamente envolvida com sua terra natal e os debates culturais do país através do seu blogue, Signifyin' Guyana.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-51769" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/charmaine-valere.jpg" alt="Guyanese litblogger Charmaine Valere" /></p>
<p><em><span style="x-small;">A blogueira literária Charmaine Valere, do Signifyin&#39; Guyana. - Foto da </span></em><em><span style="x-small;">blogueira, usada com permissão.</span></em></p>
<p>C.D. Valere – Charmaine, para os amigos - nasceu na <a href="http://globalvoicesonline.org/-/world/americas/guyana/">Guiana </a>e mora nos Estados Unidos há 22 anos. Hoje vive em Nova Jersey e ensina literatura no <a href="http://www.bloomfield.edu/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.bloomfield.edu');">Bloomfield College</a>. Em novembro de 1997, lançou o seu blogue <a href="http://signifyinguyana.typepad.com/signifyin_guyana/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/signifyinguyana.typepad.com');"><em>Signifyin&#39; Guyana</em> </a>- &#8220;dedicado às palavras e opiniões dos escritores guianenses&#8221;. Neste último ano, <a href="http://signifyinguyana.typepad.com/signifyin_guyana/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/signifyinguyana.typepad.com');"><em>Signifyin’ Guyana</em> </a>tem se tornado um dos blogues literários mais substanciais do Caribe, apresentando posts com comentários da própria Charmaine sobre livros guianenses e caribenhos em geral, além de cobrir ocasionalmente aspectos da atualidade do país e ligar-se a discussões literárias em outros pontos da blogosfera caribenha. Recentemente, entrevistei Charmaine por e-mail. A seguir, uma versão editada da nossa conversa.</p>
<p><strong>Nicholas Laughlin</strong>: A primeira questão é óbvia: por que você começou a blogar? Qual era o seu objetivo inicial?</p>
<p><strong>Charmaine Valere</strong>: Tudo começou (falando sério!) com uma grande, grande saudade de casa. Simples assim. Ano passado cheguei à idade de (resmungos ininteligíveis&#8230;), e simplesmente quis retornar à Guiana. Então fui, e descobri que não havia a menor possibilidade - nem de longe! - de voltar a viver lá (risadas). Em muitos aspectos, me senti uma estranha. Quando retornei aos Estados Unidos (ainda mais triste do que estava quando saí), decidi ler escritores guianenses para preencher uma parte do vazio que sentia. Mas fiquei desapontada com a escassez e a irregularidade das informações disponíveis online sobre eles e suas obras.</p>
<p>Então tive essa idéia louca de começar uma espécie de missão solitária, e escrever a respeito de todos os escritores e livros guianenses que caíssem nas minhas mãos. E a idéia do blogue nasceu, apesar de na época eu estar pensando numa newsletter, ou algo do gênero.</p>
<p><strong>NL</strong>: Quais eram os blogues caribenhos que você lia regularmente antes de começar o Signifyin&#39; Guyana? Eles influenciaram sua decisão de se tornar uma blogueira?</p>
<p><strong>CV</strong>: Eu nem sabia o que era um blogue até dois ou três anos atrás, quando comecei a buscar informações atualizadas online sobre <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Guyanese_general_election,_2006" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/en.wikipedia.org');">os resultados das últimas eleições presidenciais na Guiana</a>. Cada busca que eu fazia me mostrava alguns blogues guianenses, e não consegui mais parar de ler, especialmente aqueles que eram atualizados com regularidade. Fiquei impressionada com o conceito de um espaço de baixa manutenção, onde eu poderia escrever regularmente. Mas foram blogues como o <a href="http://antilles.blogspot.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/antilles.blogspot.com');">seu </a>e o de <a href="http://sapodilla.blogspot.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/sapodilla.blogspot.com');">Guyana Gyal </a>que acabaram me convencendo a iniciar o meu.</p>
<p><strong>NL</strong>: Offline, você é professora de literatura e erudita. Você é também uma escritora que cria?</p>
<p><strong>CV</strong>: Cuidado com essa facilidade de aplicar o termo &#8220;erudito&#8221; por aí, meu amigo (risadas).</p>
<p>Não, não sou uma criadora da escrita (grande risada). No entanto, se você observar os meus posts com atenção, verá traços de uma candidata à criadora. Mas o mundo da criação está a salvo, por enquanto. Não tenho nada em andamento.</p>
<p><strong>NL</strong>: Você acha que os escritores caribenhos (e outros profissionais da criação) estão aproveitando suficientemente as ferramentas online, como os blogues? Que aspectos da vida e da cultura caribenhas gostaria de ver mais bem representados na Rede Mundial de Computadores? Que escritores gostaria de ver blogando?</p>
<p><strong>CV</strong>: Há muitos escritores caribenhos que não têm presença na Rede, e ponto! Acho isso chocante na era em que estamos, quando tanta gente utiliza a Rede como primeiro recurso para obter a maioria das informações que deseja. É inacreditável que eles queiram um público leitor, quando nem mesmo colocam na Rede seu perfil como escritores.  Blogar, então, nem se fala.</p>
<p>Eu gostaria de ver TODOS os aspectos da vida e da cultura caribenhas mais bem representados na Rede. Atualmente, as melhores informações que você consegue sobre o Caribe (e com certeza você já sabe disso) são sobre as férias na região. Sem medo de estar repetindo <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Derek_Walcott" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/en.wikipedia.org');">Derek Walcott</a>, parece que é só para isso que o Caribe serve.</p>
<p>E você deveria ver a expressão de desconfiança no rosto de alguns dos meus colegas quando lhes digo que estou usando três livros de autores caribenhos no meu curso, mas que nenhum deles é de <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Puerto_Rico_literature" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/en.wikipedia.org');">Porto Rico</a>, ou da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Literature_of_the_Dominican_Republic" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/en.wikipedia.org');">República Dominicana</a>, ou <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Edwidge_danticat" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/en.wikipedia.org');">Danticat</a>. É claro que adoro a literatura do Caribe de língua espanhola, e Danticat é uma das minhas escritoras favoritas. Mas estou um pouco cansada do monopólio que eles recebem quando se trata da literatura caribenha.</p>
<p>Na verdade, não consigo dizer que escritores gostaria de ver blogando, mas sem dúvida gostaria de ver um maior número deles interagindo com seus leitores na Rede.</p>
<p><strong>NL</strong>: O que aconteceu de mais inesperado com o desenvolvimento do seu trabalho em Signifyin&#39; Guyana?</p>
<p><strong>CV</strong>: A rapidez com que esse trabalho foi percebido. E a rapidez com que pude entrar em contato com os escritores que procurei alcançar, inicialmente. Aliás, eu já parei de fazer isso, mas eles ainda conseguem me encontrar. Esses escritores podem não ter muita presença na internet, mas certamente usam com regularidade os mecanismos de busca para achar informações sobre si mesmos. E isso me faz questionar, novamente, por que não há mais desses autores com uma presença ativa na Rede.</p>
<p><strong>NL</strong>: <a href="http://signifyinguyana.typepad.com/signifyin_guyana/2007/11/wat-de-ass-does.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/signifyinguyana.typepad.com');">Num de seus posts iniciais</a>, você explicou a um leitor o que &#8220;signifyin&#8221; queria dizer. Poderia repetir essa informação para os leitores de GV?</p>
<p><strong>CV</strong>: &#8220;Signifyin&#39;&#8221; descreve a minha meta de dar visibilidade aos escritores guianenses, assim como um espaço significativo e de qualidade na Rede. O termo (<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Signifying" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/en.wikipedia.org');">um empréstimo que tomei da gíria dos negros americanos</a>) também descreve o método que uso para lhes dar esse espaço, o que muitas vezes consiste em interpretar suas palavras e sugerir (em alguns casos) novas formas de compreender sua obra (além das críticas/interpretações que já existem sobre ela).</p>
<p><strong>NL</strong>: A blogosfera guianense é conhecida pelas trocas de palavras duras, sem reservas - o que algumas vezes parece desnecessário para as pessoas que não fazem parte dela. Na sua opinião, por que isso acontece? Você já foi alvo de críticas que considerou impróprias?</p>
<p><strong>CV</strong>: Os blogueiros guianenses que conheci (assim como alguns dos seus amigos que comentam nos blogues) são um grupo de pessoas inteligentes, de temperamento apaixonado, na maioria rapazes que não agüentam mais a corrupção na Guiana, e sua raiva e frustração encontram nos blogues uma válvula de escape. Quando usam isso uns contra os outros, parece mesmo desnecessariamente violento, mas acredito que muitas dessas manifestações sejam uma forma de desabafo. Eles xingam e brigam, e resistem mais um dia para continuar a xingar e brigar.</p>
<p>E é verdade que alguns meses atrás comecei uma briga com outro blogueiro por causa do termo <a href="http://signifyinguyana.typepad.com/signifyin_guyana/2007/11/on-afro-guyanes.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/signifyinguyana.typepad.com');">&#8220;afro-guianense&#8221;</a>, mas agora acho que meu ataque foi maldoso e indevido. Já me desculpei com o blogueiro, porém não sei se não terei a mesma reação se for chamada de &#8220;afro&#8221; outra vez.</p>
<p>Mas acredito sinceramente que os blogueiros guianenses sejam donos de um forte espírito de fraternidade, no qual tenho tido a felicidade de ser incluída de vez em quando.</p>
<p><strong>NL</strong>: O seu blogue a ajuda a sentir-se mais conectada com as questões cotidianas da Guiana?</p>
<p><strong>CV</strong>: Eu me sinto obrigada a acompanhar os assuntos do dia-a-dia do país, já que tenho a audácia de me declarar uma blogueira guianense (apesar de, você sabe, eu cortar meu <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Roti" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/en.wikipedia.org');">roti</a> com curry usando garfo e faca&#8230;).</p>
<p>Por isso, todo dia leio os jornais da Guiana online, e também os blogues. Dependo muito dos meus amigos blogueiros guianenses para conversar sobre o que está acontecendo por lá.</p>
<p>E sim, sem sombra de dúvida, blogar tem me ajudado a diminuir as saudades de um lar que, na realidade, não tenho mais ali. Blogando eu criei uma nova maneira de pertencer à Guiana que combina perfeitamente com a pessoa que sou.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Assombrações e lendas brasileiras na lusosfera. Parte 3</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/11/01/assombracoes-e-lendas-brasileiras-na-lusosfera-parte-3/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/11/01/assombracoes-e-lendas-brasileiras-na-lusosfera-parte-3/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 01 Nov 2008 04:10:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Americas]]></category>

		<category><![CDATA[Arte &amp; Cultura]]></category>

		<category><![CDATA[Brazil]]></category>

		<category><![CDATA[Feature]]></category>

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		<category><![CDATA[Indígenas]]></category>

		<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<category><![CDATA[Portuguese]]></category>

		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Para fechar com chave de ouro esta série sobre os mitos, lendas e assombrações brasileiros aos olhos da lusosfera, não poderíamos estar falando de outra entidade que não o brasileiríssimo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Saci">Sací Pererê</a>. Depois de conhecer seres míticos como a <em>Cuca</em>, o <em>Boitatá</em> e o <em>Curupira</em> no <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/16/assombracoes-e-lendas-brasileiras-na-lusosfera-parte-1/">primeiro artigo</a> desta série, e ler intrigantes narrativas sobre o <em>Cabeça de Cuia</em> e o <em>Caboclo D'Água</em>, entre outros, no <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/24/assombracoes-e-lendas-brasileiras-na-lusosfera-parte-2/">segundo artigo</a> da série, agora vamos nos debruçar sobre a mais famosa das entidades míticas brasileiras, que chegou a ser contemplado por leis que transformam o dia 31 de outubro no <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_do_Saci">Dia do Saci</a>.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para fechar com chave de ouro esta série sobre os mitos, lendas e assombrações brasileiros aos olhos da lusosfera, não poderíamos estar falando de outra entidade que não o brasileiríssimo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Saci" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Sací Pererê</a>. Depois de conhecer seres míticos como a <em>Cuca</em>, o <em>Boitatá</em> e o <em>Curupira</em> no <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/16/assombracoes-e-lendas-brasileiras-na-lusosfera-parte-1/">primeiro artigo</a> desta série, e ler intrigantes narrativas sobre o <em>Cabeça de Cuia</em> e o <em>Caboclo D&#39;Água</em>, entre outros, no <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/24/assombracoes-e-lendas-brasileiras-na-lusosfera-parte-2/">segundo artigo</a> da série, agora vamos nos debruçar sobre a mais famosa das entidades míticas brasileiras, que chegou a ser contemplado por leis que transformam o dia 31 de outubro no <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_do_Saci" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Dia do Saci</a>.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.sosaci.org/galeria/vicente.jpg" alt="" /></p>
<p>Mas quem ou o quê é o Saci Pererê? Essa entidade esperta, especialista em confundir e enganar &#8212; por diversão ou por maldade &#8212; conseguiu confundir até mesmo a blogosfera. Muitas são as origens e descrições distintas encontradas. Para não contribuir com a confusão, o que só ajudaria os planos do Sací, vamos citar apenas duas delas.</p>
<p>O site <em>Ifolclore</em> dá <a href="http://www.ifolclore.com.br/lendas/gerais/g_saci2.htm" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.ifolclore.com.br');">várias descrições do Sací Pererê</a>. Entre elas, esta é uma das mais esclarecedoras:</p>
<blockquote><p>&#8220;O Saci é uma entidade muito popular no folclore Brasileiro. No fim do século XVIII já se falava dele entre os negros, mestiços e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tupi-Guarani" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Tupis-guarani</a>, de onde se origina seu nome. Em muitas regiões do Brasil, o Saci é considerado um ser muito brincalhão, que esconde objetos da casa, assusta animais, assovia no ouvido das pessoas, desarruma cozinhas; enquanto que em outros lugares ele é visto como uma figura maléfica. É um negrinho de uma perna só que fuma um cachimbo e usa na cabeça uma carapuça vermelha que lhe dá poderes mágicos, entre eles, o de aparecer e desaparecer onde desejar. Tem uma mão furada e gosta de jogar objetos pequenos para o alto e deixa-los atravessa-la para pegar com a outra. Ele costuma assustar viajantes ou caçadores solitários que se aventuram por lugares ermos nos sertões ou matas, com um arrepiante assovio no ouvido, para em seguida aparecer numa nuvem de fumaça pedindo fogo para seu cachimbo. Ele gosta de esconder brinquedos de crianças, soltar animais dos currais, derramar sal que encontra nas cozinhas, e em noites de lua, monta um cavalo e sai campo afora em desembalada carreira fazendo grande alvoroço. Diz a crença popular que dentro dos redemoinhos de vento - fenômeno onde uma coluna de vento rodopia levantando areia e restos de vegetação e sai varrendo tudo que encontra a sua frente - existe um Saci.&#8221;</p></blockquote>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.sosaci.org/galeria/Ceu2.jpg" alt="" /></p>
<p>A <em>Enciclopédia Mestiça</em> <a href="http://www.geocities.com/fusaoracial/saci.htm" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.geocities.com');">chama a atenção</a> para as diversas origens possíveis do Sací, e o relaciona com outros seres encantados e mitos do Brasil e do mundo:</p>
<blockquote><p>&#8220;A representação clássica do Saci Pererê é a de um negro pequenino, de uma perna só, com uma toca vermelha na cabeça e um pito na boca. É dado a ele um temperamento irrequieto e está sempre fazendo traquinagens. Não se deve, porém, dizer que seja mau, antes que seja imprevisível e um tanto inconseqüente. Não há consenso sobre sua origem, se indígena ou negra; conforme a região foi sendo representado em diferentes nuances. É visto como um ser mestiço por alguns. Em 1917, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Monteiro_Lobato" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Monteiro Lobato</a> organizou uma pesquisa entre leitores do Estadinho, publicação vespertina do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Estado_de_S._Paulo" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">O Estado de São Paulo</a>. No ano seguinte publico o livro Inquérito. Para Monteiro Lobato, o saci é fruto de influências indígenas, negras e portuguesas. Seu mito desenvolveu-se mais fortemente nas áreas sertanejas do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Regi%C3%A3o_Sudeste" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Sudeste</a>. Ele seria mais encontrado em locais com plantas. Pode ser um versão de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ex%C3%BA" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Exu</a>, o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Orix%C3%A1" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">orixá</a> que como ele possui um caráter de desorganizador-reorganizador e um comportamento imprevisível. Desde as primeiras missões jesuíticas, Exu é associado ao Diabo, da religião cristã. O Saci pode estar também ligado ao mito português do Matintaperera, ou Matintaperê,<br />
[&#8230;]<br />
No Amazonas houve o mito de uma entidade também com o nome de Matintapera, de duas pernas e sem carapuça, cujo poder vem de um colar; corresponderia ao Cambaí, em guarani, e ao Iaci, em tupi. Os negros o teriam associado a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ossaim" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Ossaim</a>, filho de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Iemanja" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Iemanjá</a> e <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Oxala" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Oxalá</a>, que possui uma única perna e cuida das plantas. Entre os países da bacia do Prata, houve o Iaci Iaterê, um ser de cabelos de fogo. No folclore haitiano há o Quibungo, de origem <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Banto" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">banto</a>, um menino que sai à noite para perseguir pessoas. Outra personagem africana é o Gunocô, que protege as matas. Na Europa, havia também o mito dos <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fada" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">duendes</a>, pequenos seres campestres. Em 2003, foi fundada em São Luiz do Paraitinga, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Paulo" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">São Paulo</a>, a Sociedade dos Observadores do Saci - Sosaci, que conseguiu aprovar, na capital paulista, o dia 31 de outubro como o dia do Saci.&#8221;</p></blockquote>
<p>Por falar na <a href="http://sosaci.org/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/sosaci.org');">Sociedade dos Observadores de Sací</a>, o site da organização reúne <a href="http://sosaci.org/historias.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/sosaci.org');">vários artigos interessantes</a>, em português, para quem quiser saber mais sobre o Sací.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.sosaci.org/galeria/eder.jpg" alt="" /></p>
<p>Uma das perguntas mais frequentes a respeito dos Sacis é por quê ele tem só uma perna. Entre as muitas respostas que encontrei, <a href="http://casossobrenaturais.blogspot.com/2007/05/dando-seqncia-sesso-folclore-do-blag.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/casossobrenaturais.blogspot.com');">a resposta dada</a> por <em>Tio Cráudio</em> no lendário blogue <em><a href="http://casossobrenaturais.blogspot.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/casossobrenaturais.blogspot.com');">Casos Sobrenaturais</a></em> é a mais direta e esclarecedora:</p>
<blockquote><p>&#8220;[&#8230;] Com a chegada dos escravos negros trazidos pelos invasores portugueses, a lenda do saci miscigenou com o choque cultural. Passou a ser negro e perdeu uma perna.<br />
[&#8230;]<br />
Essa mudança não foi por acaso e tem um sentido mórbido. Era comum os escravos fugidos serem recapturados e torturados. Alguns chegavam a ser multilados.</p>
<p>Uma das formas de vingança que os negros escravos usavam era a psicológica. As escravas usadas como babás , para sacanear com os portugueses, costumavam contar histórias e cantigas de ninar cujo tema tinha como objetivo abaixar a estima e criar o medo nas crianças .</p>
<p>Na lenda do Saci especificamente, o mesmo se tornava o vingador dos escravos, fazendo tudo o que eles queriam mas não podiam fazer.&#8221;</p></blockquote>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.sosaci.org/galeria/Voltolino2.jpg" alt="" /></p>
<p>Seja um protetor das florestas ou uma espécie de demônio, ou apenas uma entidade infantil brincalhona, é importante saber como lidar com os Sacis. Uns dizem que se deve ter muito cuidado com suas brincadeiras, e evitar andar pelos lugares que ele frequenta. Outros afirmam que o melhor jeito é capturá-lo antes que faça algum mal. Para os que pensam assim, <em>Tio Cráudio</em>, grande estudioso do conhecimento arcano, traz <a href="http://casossobrenaturais.blogspot.com/2007/05/dando-seqncia-sesso-folclore-do-blag.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/casossobrenaturais.blogspot.com');">no mesmo post</a> uma receita de como aprisionar os sacís:</p>
<blockquote><p>&#8220;[&#8230;] O fato de ter uma perna só não é problema por que ele se movimenta através de redemoinhos de vento.</p>
<p>Boa parte de seus poderes estão no contato com o famoso gorro vermelho (herança da cultura européia). Com ele o Saci pode ficar invisível e se locomover.<br />
[&#8230;]<br />
Você precisa estar armado com uma peneira, uma garrafa, uma rolha, um rosário [&#8230;]</p>
<p>Assim que vir o redemoinho, jogue rapidamente a peneira em cima. Isso por si só já imobiliza o bicho.</p>
<p>Agora é fácil. Pegue o rosário e envolva a peneira. Com isso você vai poder abrir sem que ele fuja. ( A visão católica era que o Saci é um demônio. Assim ele deve temer os símbolos cristãos)</p>
<p>Próximo passo. Coloque a garrafa no centro. O bicho vai estar tão doido por causa do rosário que vai tentar se esconder lá dentro. Espere uns cinco minutos. Acho que é tempo suficiente.</p>
<p>Em seguida tampe a garrafa com a rolha e pronto!!!&#8221;</p></blockquote>
<p>E como o Sací é esperto, já está quase conseguindo até se tornar símbolo da Seleção Brasileira de Futebol, como nos conta <em>Paulo Bicarato</em> <a href="http://www.alfarrabio.org/index.php?itemid=2844" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.alfarrabio.org');">em seu <em>Alfarrábio</em></a>. Paulo nos conta também que tem gente que não gostou da idéia. Mas já era de se esperar que um ser misterioso e brincalhão como o Sací fosse encontrar resistência em seus planos para se tornar mundialmente famoso.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://www.sosaci.org/galeria/Ohi2.jpg" alt="" /></p>
<p>O Sací Pererê, mesmo sendo um dos mitos mais famosos e importantes do Brasil, é também muito misterioso, e há sobre ele mais desinformação do que conhecimento &#8212; bem do jeito que ele gosta. A Sociedade dos Observadores de Sací solicita que as pessoas enviem seus relatos de encontros com sacís, ou qualquer informação que descubram sobre estes seres, na tentativa de enxergar através das brincadeiras pregadas por este mito. Como sempre, seguimos observando os mitos da blogosfera, e voltaremos a relatar caso eles descubram alguma coisa.</p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><strong>Mais lendas e assombrações:</strong></p>
<p>Este post é parte de uma série do Global Voices Online sobre fantasmas, assombrações, mitos e lendas, que coincide com o Halloween, o Dia de Todos os Santos, e os feriados macabros desta época. Visite nossa <a href="http://globalvoicesonline.org/specialcoverage/ghosts-gouls-myths-and-legends/">página de cobertura especial</a> [En].</p>
<p><em>Todas as imagens usadas neste artigo <a href="http://www.sosaci.org/galeria/galeria.htm" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.sosaci.org');">estão disponíveis</a> na <a href="http://www.sosaci.org/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.sosaci.org');">página da Sosaci</a>, e foram usadas por gentil permissão do Sací.</em></p>
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		<title>Angola: Sobre a sereia Kianda e outros seres míticos</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/29/angola-sobre-a-sereia-kianda-e-outros-seres-miticos/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/29/angola-sobre-a-sereia-kianda-e-outros-seres-miticos/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 29 Oct 2008 00:00:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>claraonofre</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Angola]]></category>

		<category><![CDATA[Arte &amp; Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Angola comporta em si vários contos, lendas e personagens míticas. Como lufadas de ar fresco, alimentam o imaginário de pequenos e graúdos e conferem riqueza à história e cultura angolanas. Conheça a sereia Kianda e lendas de animais: crocodilos, bambis, cágados - todos fazem a imaginação do povo alçar vôo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Angola comporta em si vários contos, lendas e personagens míticas. Como lufadas de ar fresco, alimentam o imaginário de pequenos e graúdos e conferem riqueza à história e cultura angolanas.</p>
<p>A Kianda por exemplo, é uma personagem muito amada. Deusa das águas, é tradicionalmente venerada através de oferendas. Pepetela, um dos expoentes máximos da literatura em Angola, tem inclusive um livro intitulado “O silêncio da Kianda”.</p>
<p><a href="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/oferendas_para_a_kianda.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1420" title="oferendas_para_a_kianda" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/oferendas_para_a_kianda.jpg" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><strong>&#8220;Oferendas para a Kianda&#8221;, do artista angolano Jorge Gumbe, ilustração presente em muitos blogs angolanos</strong></p>
<p><em>Denudado</em>, autor do blog <a href="http://amateriadotempo.blogspot.com/2006/03/kianda.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/amateriadotempo.blogspot.com');">A Matéria do Tempo</a> conta-nos um pouco sobre o fascínio por esta sereia:</p>
<blockquote><p>“Durante a convivência que tive em Angola com pessoas pertencentes às classes populares, foram-me contadas diversas lendas e contos tradicionais daquele país. Além de uma outra fábula com animais, a maior parte das narrativas que ouvi, envolveu a figura mítica da sereia. As gentes do povo em Angola acreditam convictamente na existência de sereias, que dizem ser dotadas de poderes sobrenaturais. Em quimbundo (uma das línguas nacionais) as sereias são chamadas ianda, no singular de Kianda. Cada meio aquático tem uma sereia, isto é, cada rio, cada lagoa, cada charco tem a sua kianda que toma o nome do rio, lagou ou cacimba. De certa forma, ela é a encarnação do próprio meio aquático.”</p></blockquote>
<p>No seu blog, o autor conta uma das várias histórias que ouviu sobre a Kianda:</p>
<blockquote><p>“As histórias de sereias que mais ouvi frequentemente relatavam o aparecimento de uma sereia a um homem pobre, a quem ela revelava a existência de um tesouro. Subitamente enriquecido, o homem passava a comportar-se de modo egoísta, gastando toda a riqueza em seu proveito pessoal e não em benefício da comunidade. Como castigo, a sereia acabava por fazer desaparecer o tesouro, ficando o homem na mais completa miséria. Por vezes o castigo era mais duro e o homem ficava para sempre encantado no fundo do rio ou da lagoa. Há histórias de sereias em que é toda a aldeia que se comporta de modo egoísta ou avarento, sendo neste caso o castigo aplicado a toda a comunidade, que fica então encantada no fundo do lago ou do rio. Há angolanos que juram mesmo, pelo “sangue de Cristo”, que ouviram o som de mulheres a pilar, de cães a ladrar ou de galos a cantar vindo de uma aldeia condenada a viver para sempre no fundo da lagoa ou do rio”.</p></blockquote>
<p>A juntar-se à Kianda temos ainda a história do Jacaré Bangão. Existem várias versões sobre a história que envolve esta personagem, mas a mais aceite pela população é a seguinte: reza a lenda que na cidade de Caxito, capital da província do Bengo, certo Jacaré decidiu pagar o imposto ao chefe do posto, responsável por assegurar esta obrigação fiscal. Segundo consta, o tal chefe era um indíviduo implacável para com os habitantes daquela região e o Jacaré vendo a sua atitude decidiu ele próprio pagar o imposto a fim de travar a impetuosidade daquele chefe. Ao ver o grande Jacaré sair das águas do rio Dande a fim de cumprir a sua missão, o cobrador de impostos ficou aterrorizado e abandonou os maus modos com que tratava a população. O autor do blog <em><a href="http://oolhardotempo.blogs.sapo.pt/571.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/oolhardotempo.blogs.sapo.pt');">Olhar do Tempo</a></em> conta uma outra versão:</p>
<blockquote><p>“Pelo que me contaram, no tempo colonial eram todos obrigados a pagar impostos, assim a população do Caxito, reuniu todo o dinheiro dos impostos, colocando-o em seguida dentro da boca do jacaré e enviando-o ao governador para este receber os seus impsotos. Vendo tal situação o governador nem quis o dinheiro, nem exigiu mais impostos a essa população. Se é verdade ou não, boato ou lenda, sinceramente não sei, só acho que também devíamos ter jacarés em Portugal”.</p></blockquote>
<p><em><a href="http://pedromoraiscardoso.wordpress.com/2007/05/13/o-leao-e-forte-como-a-amizade/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pedromoraiscardoso.wordpress.com');">Pedro Cardoso</a></em> conta no seu blog <em>Coisas D&#39;Angola</em> um conto de foclore kimbundo, chamado o “Leão é forte como uma amizade”:</p>
<blockquote><p>“Dois amigos costumavam encontrar-se todos os dias, numa das conversas um deles comentou; - Os leões estão a aparecer nas redondezas. Tem cuidado com a tua casa, para evitares um desgosto.</p>
<p>- O Leão não poderá entrar. Tenho espingarda e lança.</p>
<p>- Enganas-te, porque não pode lutar com o Leão.</p>
<p>- Tenho a certeza que posso.</p>
<p>Ambos riram e continuaram a conversar até que por fim se separaram.</p>
<p>Passou-se um mês desde quando o rapaz tinha avisado o amigo, arranjou um meio de se transformar em Leão e resolveu atacar o camarada rugindo ferozmente.</p>
<p>Arranhou-lhe a porta de casa e encontrou o amigo a dormir. Levantou-o, bateu-lhe e desfez tudo aquilo que encontrou. Deixando o amigo em má situação, retirou-se e voltou à forma de homem.</p>
<p>No outro dia, foi visitar o amigo que atacara e este disse-lhe;</p>
<p>- Pobre de mim! O Leão veio aqui e destruiu tudo!</p>
<p>- Porque não fizes-te fogo ou lhe metes-te a lança?</p>
<p>- Meu amigo o Leão é forte como a amizade!”</p></blockquote>
<p>E em jeito de remate, aqui fica mais conto popular que envolve o cágado e o bambi. O texto foi retirado do blog <em><a href="http://confrariadecagados.blogspot.com/2008/03/um-desafio-em-corrida-entre-o-cgado-e-o.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/confrariadecagados.blogspot.com');">confrariadecágados</a></em>:</p>
<blockquote><p>“Certo dia, o cágado e o bambi discutiam sobre qual dos dois seria o melhor corredor. Então, o cágado propôs um desafio ao antigo amigo bambi: fariam uma corrida, marcando o seu itinerário desde o ponto de partida até ao ponto de chegada. Começariam juntos e veriam quem era capaz de chegar primeiro. O bambi, após aceitar o desafio foi dormir. O cágado, ao contrário, foi ter com seus iguais, os demais cágados. Combinou com eles que cada um se colocaria em um ponto do trajeto a espera do bambi. No outro dia, o bambi atrasou-se, mas o cágado já estava a sua espera. Na largada, o bambi saiu em vantagem, correndo em desabalada carreira. Em determinado ponto da estrada, parou e olhou para trás a fim de ver se enxergava o companheiro. Porém, um dos cágados que o aguardavam na estrada passou a sua frente, dizendo que, enquanto ele olhava para trás, ele, o cágado já havia passado havia muito tempo. Isso se repetiu várias vezes durante o trajeto, até que, extenuado, o bambi reconheceu que o cágado corria mais que ele, ao que este respondeu: — Amigo, já sou velho, tenho a escola toda!”</p></blockquote>
<p><strong><br />
Mais lendas e assombrações:</strong></p>
<p>Esse artigo é parte da série do Global Voices sobre mitos, assombrações, fantasmas e lendas, que coincide com o Dia das Bruxas, Dia dos Mortos e outros feriados medonhos. Veja a nossa página de <a href="http://globalvoicesonline.org/specialcoverage/ghosts-gouls-myths-and-legends/">cobertura especial</a>.</p>
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		<title>Assombrações e lendas brasileiras na lusosfera. Parte 2</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/24/assombracoes-e-lendas-brasileiras-na-lusosfera-parte-2/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/24/assombracoes-e-lendas-brasileiras-na-lusosfera-parte-2/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2008 04:48:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[No <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/16/assombracoes-e-lendas-brasileiras-na-lusosfera-parte-1/">primeiro artigo desta série</a>, vasculhamos a internet brasileira em busca de websites que nos contassem histórias sobre assombrações e seres encatados do folclore brasileiro. Agora, neste segundo artigo da série vamos ouvir as histórias e lendas contadas por blogueiros. Eles não nos contar sobre o <em>Cabeça de Cuia</em> e sobre o <em>Caboclo D'Água</em>, e sobre a bela e triste lenda da <em>Vitória Régia</em>. Vão nos dizer mais detalhes sobre a misteriosa <em>Loira do Banheiro</em> e vão nos segredar sobre <em>o Boto</em>, que sai do rio para seduzir as moças e abandoná-las para carregar e criar seus filhos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/16/assombracoes-e-lendas-brasileiras-na-lusosfera-parte-1/">primeiro artigo desta série</a>, vasculhamos a internet brasileira em busca de websites que nos contassem histórias sobre assombrações e seres encatados do folclore brasileiro. Agora, neste segundo artigo da série vamos ouvir as histórias e lendas contadas por blogueiros. Eles vão nos contar sobre o <em>Cabeça de Cuia</em> e sobre o <em>Caboclo D&#39;Água</em>, e sobre a bela e triste lenda da <em>Vitória Régia</em>. Vão nos dizer mais detalhes sobre a misteriosa <em>Loira do Banheiro</em> e vão nos segredar sobre <em>o Boto</em>, que sai do rio para seduzir as moças e abandoná-las para carregar e criar seus filhos.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://farm1.static.flickr.com/169/412494726_5b20b385aa.jpg" alt="Alma Vagando, by DPadua" /><br />
<em><a href="http://www.flickr.com/photos/imaginarios/412494726/in/photostream/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">Alma Vagando</a>, por <a href="http://www.flickr.com/photos/imaginarios/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">DPadua</a> no Flickr. Usado sob licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/deed.en" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/creativecommons.org');">Creative Commons</a>.</em></p>
<p>Como prometemos no artigo anterior, vamos nos aprofundar mais na história da misteriosa <em>Loira do Banheiro</em>. E é ninguém menos do que Cláudio, também conhecido com <em>Tio Cráudio</em>, o antigo zelador do blogue <a href="http://casossobrenaturais.blogspot.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/casossobrenaturais.blogspot.com');">Casos Sobrenaturais</a>, quem nos conta sobre os detalhes a respeito <a href="http://casossobrenaturais.blogspot.com/2005/12/figurinhas-conhecidas-loira-do.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/casossobrenaturais.blogspot.com');">da terrível morte que transformou uma vaidosa jovem em uma cruel assombração</a>.</p>
<blockquote><p>&#8220;Conta-se que , havia uma garota loira (para variar) muito vaidosa que sempre filava aula para ficar no banheiro da escola se admirando no espelho.Ela era sempre protegida pelo zelador ,que encobria suas fugas.Este,mantinha um desejo platônico pela garota que aumentava exponencialmente durante o passar dos anos.<br />
Um belo dia o zelador resolveu esperar a loira na saida do banheiro e declarou os seus sentimentos.Ela, sem pestanejar, caiu na gargalhada e mostrou todo seu desprezo pelo rapaz de forma humilhante.Ele, tomado por um misto de ódio e decepção, a arremessou dentro do banheiro e a espancou violentamente, abafando seus gritos com as mãos.<br />
Após o ato inconsequente , o zelador fugiu do colégio e nunca mais voltou.Dizem que ela ,antes de morrer, conseguiu se levantar e ver seu rosto deformado pelos edemas e cortes no espelho,soltando um grito de pavor que fez todo o colégio se arrepiar.<br />
Varias pessoas se dirigiram ao banheiro em busca do que havia acontecido mas nada encontraram.Não havia ninguém alí.<br />
Como a garota sumiu, a polícia associou o desaparecimento com a fuga do zelador e o prendeu.Ele acabou confessando a agressão mas não soube dizer onde o corpo estava.&#8221;</p></blockquote>
<p><em>Tio Cráudio</em> jura que a história é tão verdadeira quanto os lendários bolos de cenoura preparados por sua mítica mãe. Mas, como dissemos antes, tudo a respeito da <em>Loira do Banheiro</em> é profundamente misterioso.</p>
<p>No <a href="http://lord85.multiply.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/lord85.multiply.com');">Ulysse&#39;s Site</a>, o usuário <em>lord85</em> do Multiply <a href="http://lord85.multiply.com/journal/item/101/MITOS_E_LENDAS_DO_FOLCLORE_BRASILEIRO." onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/lord85.multiply.com');">nos fala</a> sobre vários mitos e lendas populares brasileiros. Entre outros, ele nos traz a história do <em>Cabeça de Cuia</em> e a lenda do <em>Caboclo D&#39;Água</em>, e reconta a bela e triste lenda indígena da <em>Vitória Régia</em>:</p>
<blockquote><p><strong>Cabeça de Cuia</strong></p>
<p><img class="alignright" src="http://www.regipara.com/reduz.asp?path=E:%5Cvhosts%5Cregipara.com%5Chttpdocs%5Cgeral%5Cimg%5Ccuia.jpg&amp;Width=150" alt="" hspace="5" />Durante as cheias, sempre à noite e mais freqüentemente às sextas-feiras, costuma aparecer nas águas dos rios Poti e Parnaíba, um monstro. Trata-se de um sujeito alto, magro, com longos cabelos caídos pela testa e cheios de lodo, a que chamam cabeça de cuia.</p>
<p>Dizem que, há muitos anos, em uma pequena aldeia do vilarejo denominado Poti Velho vivia uma pequena família, cujo arrimo era um jovem pescador, a que alguns dão o nome de Crispim. Certo dia, o rapaz retornou da pesca muito aborrecido. À hora da refeição, composta de carne de vaca, pegou um enorme pedaço de osso e, a fim de tirar o tutano, bateu com ele na cabeça da velha mãe. A pobre senhora, indignada e enfurecida, rogou-lhe uma praga, amaldiçoando-o. O filho, com o coração tomado de remorso, pôs-se a correr como um louco e atirou-se às águas do rio Poti, desaparecendo.</p>
<p>Desde esse dia, o cabeça de cuia nada errante pelas águas dos dois rios, surgindo ora aqui, ora ali, na época das enchentes e nas noites de sexta-feira. Aparece de repente e agarra banhistas desavisados, principalmente crianças, arrastando-os para o fundo das águas. De sete em sete anos, devora uma moça chamada Maria. Após apoderar-se de sete Marias, seu encanto estará quebrado e ele retornará ao seu estado natural. Contam que sua mãe permanecerá viva até que o filho esteja livre de sua sina.</p>
<p>É o principal mito do estado do Piauí. A Prefeitura de Teresina instituiu, em 2003, o Dia do Cabeça de Cuia, a ser comemorado na última sexta-feira do mês de abril</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.regipara.com/reduz.asp?path=E:%5Cvhosts%5Cregipara.com%5Chttpdocs%5Cgeral%5Cimg%5Ccaboclo.jpg&amp;Width=250" alt="Caboclo Dágua" /><br />
<em>Caboclo D&#39;Água, conforme <a href="http://lord85.multiply.com/journal/item/101/MITOS_E_LENDAS_DO_FOLCLORE_BRASILEIRO." onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/lord85.multiply.com');">ilustração no Ulysse&#39;s Site</a>.</em></p>
<blockquote><p><strong>Caboclo D&#39;Água</strong></p>
<p>O caboclo-dágua, também chamado negro-dágua e bicho-dágua, é um dos mitos aquáticos mais populares na região do vale do rio São Francisco. Ninguém sabe de onde surgiu. Vive nas barrancas e alagadiços. Segundo as descrições mais comuns, é baixo, troncudo, musculoso, muito forte, tem a pele cor de bronze e um só olho no meio da testa. Apesar de seu tipo físico, movimenta-se de forma muito rápida e ágil. Às vezes sai do rio e caminha pela terra, geralmente para praticar alguma vingança ou fazer algum favor, mas nunca se afasta muito das margens. Para muitos, é um só e possui poderes para estar em vários lugares ao mesmo tempo.</p>
<p>Dizem que possui o temperamento enfezado e não nutre grandes simpatias para com os pescadores e remeiros. Agarra o fundo das canoas e barcos, balançando-os até os virar ou encalhando-os. Seu corpo é à prova de balas. Para evitar encontrá-lo, deve-se fincar uma faca no fundo da embarcação. Porém, se for bem tratado, o caboclo torna-se benfazejo, ajudando nas pescarias e evitando enchentes. Para agradá-lo, basta oferecer-lhe fumo.</p></blockquote>
<blockquote><p><strong>Vitória Régia</strong></p>
<p><img class="alignright" src="http://farm2.static.flickr.com/1054/1415028507_3b206a812d_m.jpg" alt="" /> Numa Tribo de índios que vivia às margens do Grande Rio. Nos igarapés silenciosos as jovens índias cantavam e sonhavam.As índias ficavam por muitas horas olhando a Lua ( Jaci como a chamavam a Deusa), a beleza das estrelas. Um dia, Neca-Neca, uma bela jovem índia , subiu numa árvore mais alta para ver se tocava na lua. Não conseguiu. Impacientes as índias, noutro dia, foram as montanhas distantes para tocarem com as mãos a lua e as estrelas. Nada, quando lá chegaram a lua estava tão distante que voltaram tristonhas para suas malocas, e na rede todas ficaram deitadas muito tristes. Ficaram tristes, porque, caso tocassem a lua ou as estrelas, tornar-se iam uma delas com toda a sua beleza.<br />
Numa outra noite, Neca-neca, deixou sua rede, muito tristonha, desiludida porque não conseguira tocar a lua. Era uma noite de lua cheia. Lá estava a lua grande bela, refletida nas águas. Ela então resolveu pedir a Lua para Tocá-la,e resolveu atirar-se no Rio para tentar tocá-la (o Reflexo da Lua no Rio) e desapareceu. A lua (Iaci) ficou com muita pena e resolveu imortalizá-la na terra pois era impossível para ela levá-la para seu reino espiritual e transformá-la numa estrela ,então transformou-a numa flor, a vitória-régia.</p></blockquote>
<p>A <a href="http://www.flickr.com/photos/celsoabreu/1415028507/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">foto da Vitória Régia</a> usada na citação acima é de autoria de <a href="http://www.flickr.com/photos/celsoabreu/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');"><em>CelsoAbreu</em></a>, e foi publicada de acordo com sua <a href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/deed.en" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/creativecommons.org');">licença Creative Commons</a>.</p>
<p>Em seu blogue <a href="http://thelisbongiraffe.typepad.com/diario_de_lisboa/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/thelisbongiraffe.typepad.com');"><em>Diário de Lisboa</em></a>, uma blogueira luso-brasileira que se identifica apenas como uma &#8220;<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nereida" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">nereida</a> guerreira das palavras&#8221; <a href="http://thelisbongiraffe.typepad.com/diario_de_lisboa/2006/10/mitos_e_lendas__1.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/thelisbongiraffe.typepad.com');">nos conta a história do Boto</a>, o animal aquático que vira gente nas noites de festa para seduzir as moças que vivem na beira do rio:</p>
<blockquote><p><strong>O Boto</strong></p>
<p>&#8220;Personagem de grande importância na mitologia amazônica, principalmente no Pará. Segundo a lenda, o Boto Rosa deixa as águas do Rio Amazonas e transforma-se em um rapaz cuja beleza, fala meiga e sedutora, magnetismo do olhar atraem irresistivelmente todas as mulheres.</p>
<p>Contam que em noites de festa, ele se transforma em um rapaz alto, claro, forte,bonito e sempre se apresenta muito bem vestido, sempre de branco, sem nunca remover o chapéu que usa para ocultar o orifício para respiração no alto da cabeça. O boto bebe, dança, seduz as moças interioranas que comparecem as festas de beira de rio. Antes da alvorada, pula na água e volta à sua condição primitiva. Porém acabando o encanto, na hora que tem de transformar-se em boto, seus acessórios voltam a ser habitantes das águas: a espada é um poraquê, o chapéu é uma arraia e assim por diante.</p>
<p>A lenda serve de aviso às moças para tomarem cuidado com flertes que recebiam de belos rapazes em bailes ou festas. Por detrás deles poderia estar a figura do Boto, um conquistador de corações, que pode engravidá-las e abandoná-las.&#8221;</p></blockquote>
<p>Estas são apenas algumas, muito poucas, das histórias e lendas contadas e recontadas dentro e fora da blogosfera lusófona. No próximo artigo, o último desta série, vamos nos concentrar na busca ao <em>Saci Pererê</em> &#8212; talvez o mais famoso e misterioso ser da mitologia brasileira. Vamos seguir seu rastro de blogue em blogue, descobrir quem ele é e como encontrá-lo, e com sorte descobrir como evitar suas brincadeiras. Não perca.</p>
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		<title>Brasil: Uma Doutrina Musical</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/23/brasil-uma-doutrina-musical/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Oct 2008 03:28:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Lou Gold, do blogue Visionshare, bloga (em inglês e português) e publica alguns vídeos sobre a doutrina musical do Santo Daime, e sobre sua felicidade por conta da recente visita de uma importante família daimista, acompanhada de sua comitiva musical, à cidade de Brasília, no Brasil.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Lou Gold</em>, do blogue <em>Visionshare</em>, bloga (em <a href="http://lougold.blogspot.com/2008/10/sharing-musical-doctrine-special-gift.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/lougold.blogspot.com');">inglês</a> e <a href="http://visionshare-pt.blogspot.com/2008/10/partilhando-doutrina-musical-um.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/visionshare-pt.blogspot.com');">português</a>) e publica alguns vídeos sobre a doutrina musical do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Santo_Daime" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Santo Daime</a>, e sobre sua felicidade por conta da recente visita de uma importante família daimista, acompanhada de sua comitiva musical, à cidade de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bras%C3%ADlia" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Brasília</a>, no Brasil.</p>
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		<title>Macedônia: Dia da Liberdade do Software</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Oct 2008 23:24:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Como parte das atividades do Dia Global da Liberdade do Software, a Free Software Macedonia organizou pela terceira vez um evento no centro de Skopje. No dia 4 de outubro eles distribuíram panfletos e discos contendo o Ubuntu Linux, que foram preparados especialmente para esta ocasião e incluíam outras aplicações de software livre para outros sistemas operacionais, assim como um filme sobre a cultura sueca de pirataria, chamado "Steal This Film." ["Roube Este Filme", em inglês].]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como parte das atividades do <a href="http://softwarefreedomday.org/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/softwarefreedomday.org');">Dia Global da Liberdade do Software</a> [En], a <a href="http://www.slobodensoftver.org.mk/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.slobodensoftver.org.mk');">Free Software Macedonia </a>[&#8221;Software Livre Macedônia&#8221;, Mk] organizou pela terceira vez um evento no centro de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Skopje" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Skopje</a>. No dia 4 de outubro eles distribuíram panfletos e discos contendo o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ubuntu_(distribui%C3%A7%C3%A3o_de_Linux)" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Ubuntu</a> <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Linux" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Linux</a>, que foram preparados especialmente para esta ocasião e incluíam outras <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Aplicativo" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">aplicações</a> de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Software_livre" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">software livre</a> para outros <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_operacional" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">sistemas operacionais</a>, assim como um filme sobre a cultura sueca de pirataria, chamado &#8220;<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Steal_This_Film" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/en.wikipedia.org');">Steal This Film</a>.&#8221; [&#8221;Roube Este Filme&#8221;, em inglês].</p>
<p align="center"><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/front.png" alt="Announcement for Software freedom day" width="400" /></p>
<p>O evento começou em uma praça, e incluiu um grupo de artistas que colaborou em uma pintura dedicada e inspirada por este dia. No blog do Free Software Macedonia, os membros <a href="http://spodeliznaenje.blogspot.com/2008/10/2008.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/spodeliznaenje.blogspot.com');">escreveram</a> [Mk]:</p>
<blockquote><p>The canvas attracted the attention of the people on the square, although there were more events happening at the same time. The artist started working immediately, and soon there was “free software” on the canvas.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;A tela atraiu a atenção das pessoas na praça, embora houvesse outros eventos acontecendo no mesmo momento. Os artistas começaram a trabalhar imediatamente, e em pouco tempo havia um &#39;software livre&#39; na tela.&#8221;</div>
<p align="center"><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/2920719485_24c429f9b5.jpg" alt="The canvas made for Software freedom day" width="400" /></p>
<p>Eles ficaram satisfeitos com a resposta das pessoas e com o evento [Mk]:</p>
<blockquote><p>We gave information to a lot of people, and some of them even stopped and asked questions. There were people who came with concrete questions, but most people had general interest in the event and the activities.</p>
<p>Overall, the event was better than expected. Probably some of the people, who really got interested in free software culture, will come sometimes to “Share Knowledge” or “Share Movie”, where we can make deeper contact.</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Nós demos informações a várias pessoas, e algumas delas até pararam e fizeram perguntas. Havia aqueles que vinham com perguntas concretas, mas a maioria das pessoas tinha um interesse geral no evento e nas atividades.<br />
No geral, o evento foi melhor do que esperávamos. Provavelmente algumas das pessoas, que ficaram realmente interessadas na cultura do software livre, virão algumas vezes ao &#8216;Partilhando Conhecimento&#39; ou &#8216;Partilhando Filmes&#39;, onde podemos fazer um contato mais aprofundado.&#8221;</div>
<p>O Free Software Macedonia organiza todas as semanas eventos como o &#8220;Partilhando Conhecimento&#8221;, onde eles partilham aquilo que sabem, fazem experimentos e discutem com as pessoas interessadas sobre software livre. Outro evento realizado por eles é o &#8220;Partilhando Filmes&#8221;, onde eles estão exibindo apresentações interessantes, filmes de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Conte%C3%BAdo_livre" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">conteúdo aberto</a> e playlists do YouTube. Todos são benvindos a estes eventos, e a entrada é sempre gratuita.</p>
<p><em>Crédito das fotos: <a href="http://spodeliznaenje.blogspot.com/2008/10/blog-post.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/spodeliznaenje.blogspot.com');">Free Software Macedonia</a> [Mk], usadas sob <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/deed.en_US" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/creativecommons.org');">licença Creative Commons</a>.</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Assombrações e lendas brasileiras na lusosfera. Parte 1</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/16/assombracoes-e-lendas-brasileiras-na-lusosfera-parte-1/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/16/assombracoes-e-lendas-brasileiras-na-lusosfera-parte-1/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 16 Oct 2008 22:28:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Neste primeiro de três artigos onde sentaremos à beira da fogueira virtual e ouviremos as histórias de assombrações e encantos do imaginário brasileiro contadas pela lusosfera, vamos nos debruçar sobre as histórias contadas em sites sobre cultura e folclore brasileiros. Eles vão nos contar sobre a Cuca e o Negrinho do Pastoreio, sobre o Boitatá e o Curupira, e alguns outros seres que povoam as noites e os sonhos e pesadelos brasileiros. Em meio a estes tantos sites, encontramos também um grupo de artistas do sul que resolveram dar uma nova roupagem a um mito popular brasileiro bastante conhecido.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Agora que você já conheceu, e se arrepiou, com algumas lendas, mitos e assombrações latino-americanas selecionadas por <a href="http://globalvoicesonline.org/author/juliana-rincon-parra/">Juliana Rincón</a> em seus dois artigos (<a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/07/america-latina-historias-fantasmas-demonios-e-assombracoes/">parte 1</a>, <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/16/america-latina-mais-historias-fantasmas-demonios-e-assombracoes/">parte 2</a>) sobre o tema para o Global Voices, é hora de mergulhar no <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Folclore_brasileiro" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">universo imaginário popular</a> do imenso Brasil.</p>
<p>Neste primeiro de três artigos onde sentaremos à beira da fogueira virtual e ouviremos as histórias de assombrações e encantos do imaginário brasileiro contadas pela lusosfera, vamos nos debruçar sobre as histórias contadas em sites sobre cultura e folclore brasileiros.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://farm3.static.flickr.com/2282/2507381118_7ba23701ac.jpg?v=0" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><em><a href="http://www.flickr.com/photos/iurifernandes/2507381118/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">Sombra Nocturna</a>, por <a href="http://www.flickr.com/photos/iurifernandes/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">O Pirata</a> no Flickr. Publicado sob licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by/2.0/deed.en" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/creativecommons.org');">Creative Commons BY 2.0 Licence</a></em></p>
<p>Um dos melhores sites sobre lendas e folclore do Brasil é o <a href="http://www.jangadabrasil.com.br/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.jangadabrasil.com.br');">Jangada Brasil</a>, uma reconhecida revista sobre cultura brasileira. Nele se encontra uma pequena porém excelente <a href="http://www.jangadabrasil.com.br/revista/galeria/index.asp" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.jangadabrasil.com.br');">biblioteca de mitos e lendas</a>, parada certa para qualquer falante do português que esteja em busca de material sobre mitos e lendas brasileiras. E é o Jangada Brasil que vai começar com as histórias desta noite, nos contando sobre o <a href="http://www.jangadabrasil.com.br/revista/galeria/ca83010f.asp" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.jangadabrasil.com.br');">Negrinho do Pastoreio</a>, a temível <a href="http://www.jangadabrasil.com.br/revista/galeria/ca70009f.asp" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.jangadabrasil.com.br');">Cuca</a> e sobre a assombração mais urbana da <a href="http://www.jangadabrasil.com.br/revista/galeria/ca79006f.asp" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.jangadabrasil.com.br');">Loira do Banheiro</a>:</p>
<blockquote><p><strong>Negrinho do Pastoreio</strong></p>
<p>Escravo, órfão, o menino pertencia a um fazendeiro rico, cruel e arrogante. Maltratado por todos, principalmente pelos filhos do senhor, sofreu inúmeros castigos e barbaridades. Ao perder a tropilha de cavalos de seu amo, foi surrado sem piedade. Seu corpo moribundo foi, então, jogado à boca de um enorme formigueiro, para que as formigas o devorassem. No dia seguinte, o fazendeiro, atormentado, correu ao local e não mais encontrou o supliciado. Em vez disso, viu Nossa Senhora e o Negrinho, seu afilhado, são e feliz, montado em um cavalo baio, pastoreando uma tropilha de cavalos invisíveis.</p>
<p>O Negrinho do Pastoreio é mito de origem <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ga%C3%BAcho" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">gaúcha</a>, com fundamentos católicos e europeus, divulgado com finalidades morais. A compensação e redenção divinas  aos sofrimentos terrenos. A tradição popular concedeu-lhe poderes sobrenaturais, canonizando-o. Possui inúmeros devotos. Afilhado da Virgem, encontra objetos perdidos, bastando prometer-lhe um toco de vela que será dado à madrinha. Em algumas versões, oferece-se também, um naco de fumo para o menino.</p></blockquote>
<blockquote><p><strong>A Cuca</strong></p>
<p>A cuca é um <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pap%C3%A3o" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">papão</a>, um ente fantástico que mete medo às crianças causando pavor. Sua aparência varia de lugar para lugar, mas a maioria das pessoas diz que ela tem a forma de uma velha, bem velha e enrugada, corcunda,  cabeleira branca, toda desgrenhada, com aspecto assustador. Ela só aparece à noite, sempre procurando por aquelas crianças que fazem pirraça e não querem ir dormir cedo. Então, a cuca as coloca num saco, levando-as embora para não se sabe onde e faz com elas não se sabe bem o que, mas, com toda certeza, trata-se de algo muito terrível.</p>
<p>Ela também é chamada de coca ou coco e assombra crianças de Portugal, Espanha, alguns países africanos e tribos indígenas brasileiras. Em alguns lugares ela é um velho, em outros, se parece com um jacaré ou uma coruja.</p>
<p>Existem muitas canções e versos sobre a cuca. <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_da_C%C3%A2mara_Cascudo" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Luís da Câmara Cascudo</a>, em Geografia dos mitos do Brasil, indica a seguinte cantiga, comum no Nordeste brasileira:</p>
<p><em>Dorme, neném<br />
Se não a cuca vem<br />
Papai foi pra roça<br />
Mamãe logo vem</em></p></blockquote>
<blockquote><p><strong>A loira do banheiro</strong></p>
<p>Ela vive nos banheiros das escolas. Possui farta cabeleira loira, é muito pálida, tem os olhos fundos e as narinas tapadas por algodão, a fim de que o sangue não escorra. Causa pânico entre os estudantes.</p>
<p>Dizem que era uma aluna que gostava de cabular as aulas, escondendo-se no banheiro. Um dia, caiu, bateu com a cabeça e morreu. Agora, seu fantasma vaga à espera de companhia, assombrando todos aqueles que fazem o mesmo que ela costumava fazer. Em outras versões, é uma professora que se apaixonou por um aluno. Terminou assassinada, a facadas, pelo marido traído. Tem o rosto e o corpo ensangüentados, as roupas em frangalhos.</p>
<p>Loura ou loira do banheiro, menina do algodão, big loura. Lenda urbana contemporânea que ocorre, com modificações, em todas as regiões do Brasil. Algumas vezes é uma mulher feita, outras vezes, uma menina. Os locais de sua aparição podem variar: escolas, centros comerciais, hospitais. Entre os caminhoneiros, surge nos banheiros de estrada, de costas, linda, corpo perfeito, belas pernas. Porém, ao se voltar para sua vítima, com o rosto sangrento, causa o horror.</p>
<p>Acredita-se, também, que seja possível invocá-la. Para isto, basta apertar a descarga por três vezes seguidas ou chutar, com força, o vaso sanitário. Então, ela aparecerá, pronta para atacar a primeira pessoa que entrar no banheiro.</p></blockquote>
<p>Algumas pessoas discordam que a Loira do Banheiro seja a mesma assombração que a Big Loura. Alguns até dizem que não há uma assombração chamada Big Loura no Brasil. Uma amiga minha, que é uma grande estudiosa das lendas urbanas da Loira do Banheiro, disse-me que há várias outras formas de invocar esta assombração. Algumas delas envolvem sangue, ou xingamentos ditos em frente a um espelho, e em alguns casos a Loira do Banheiro viria para pegar aquele que a invocou. Outras versões desta lenda dizem que este assombração encontrou seu fim depois de ser estuprada enquanto matava aula dentro do banheiro. Estes fatos são todos profundamente misteriosos, e nós vamos nos debruçar mais profundamente sobre eles na segunda parte desta série.</p>
<p>No site <a href="http://www.perfeitauniao.org/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.perfeitauniao.org');">PerfeitaUnião.org</a> encontramos <a href="http://www.perfeitauniao.org/oficina/2000/lendas_e_mitos_do_brasil.htm" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.perfeitauniao.org');">material sobre muitos mitos brasileiros</a>, como o <em>Boitatá</em>, versão brasileira do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Will_o_wisp" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/en.wikipedia.org');">Will o&#39; Wisp</a> [En] britânico e da <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/07/america-latina-historias-fantasmas-demonios-e-assombracoes/">Luz do Mal</a> latino-americana, a lenda do <em>Curupira</em>, os mitos da <em>Iara Mãe-d&#39;Água</em> e do <em>Uratau</em>, pássaro cujo canto assusta os <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Caboclo" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">caboclos</a> e encanta os índios Tupi-Guarani:</p>
<blockquote><p><strong>Boitatá</strong></p>
<p>Esta é uma versão brasileira do mito explicativo do fogo-fátuo ou santelmo, existente em quase todas as culturas. Na Alemanha, ele é a Irrlicht (a luz louca), que é carregada por minúsculos e invisíveis anões. Na Inglaterra é o Jack with a lantern que, em forma de fantasma, guiava os viajantes pelos charcos e banhados; na França é o Sinistro Moine des marais (monge dos banhados), com as mesmas finalidades de guias de pântanos; em Portugal são as alminhas, as almas dos meninos pagãos ou a alma penada que deixou dinheiro enterrado não se podendo salvar enquanto este ficar infrutífero.</p>
<p>No Brasil é um mito dos mais antigos e de origem quase que totalmente indígena. Seria uma cobra-de-fogo que vagava pelos campos, protegendo-os contra aqueles que os incendeiam. Às vezes transformava-se em grosso madeiro em brasas que fazia morrer, por combustão, aquele que queima inutilmente os campos. O boitatá foi citado por Padre Anchieta em carta de São Vicente de 31 de maio de 1560. O padre traduziu o nome por &#8220;cousa de fogo, o qiue é todo fogo&#8221;. Mbai, coisa e tatá, fogo, davam a versão exata: um fogo vivo que se desloca, largando um rastro luminoso. Como há outra palavra tupi parecida, mboi, cobra; chegou-se a mboi-tatá, a cobra de fogo. Também é conhecido como uma serpente de fogo, que reside na água, ou uma cobra grande que mata os animais, comendo-lhe os olhos; por isso fica cheia de luz de todos esses olhos. Touro ou boi que solta fogo pela boca. Espírito de gente ruim, que vaga pela terra, tocando fogo nos campos ou saindo que nem um rojão ou tocha de fogo, em variantes diversas. É conhecido por diversos nomes em diferentes regiões do Brasil.</p>
<p>No Norte e Nordeste é chamado de batatão, no Centro-Sul de boitatá, bitatá, batatá e baitatá. Já em Minas Gerais também é conhecido como batatal, e ainda como biatatá, na Bahia. Prudentemente, Anchieta dizia: &#8220;O que seja isto, ainda não se sabe com certeza&#8221;.</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://fc61.deviantart.com/fs10/f/2006/326/6/a/Curupira__Saci_and_others_by_Ferigato.jpg" alt="\'Curupira, Saci and others\', by ~ferigato user at DeviantART" /></p>
<p style="text-align: center;"><em><a href="http://ferigato.deviantart.com/art/Curupira-Saci-and-others-43472109" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/ferigato.deviantart.com');">Curupira, Saci and others</a>, pelo usuário <a href="http://ferigato.deviantart.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/ferigato.deviantart.com');">~ferigato</a> no DeviantART</em><em>. Publicado sob licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/creativecommons.org');">Creative Commons BY-NC-ND-3.0 License</a></em></p>
<blockquote><p><strong>Curupira</strong></p>
<p>A primeira assombração indígena a ser adotada pelos europeus foi o curupira. Anchieta se refere a ele em carta de 30 de maio de 1560, escrita de São Vicente, São Paulo: &#8220;É coisa sabida e pela boca de todos corre que há certos demônios a quem os brasis chamam de Corupiras, que acometem aos índios muitas vezes, no mato, dão-lhes de açoites, machucam e matam. São testemunhas disso alguns de nossos irmãos que viram, algumas vezes, os mortos por eles. Por isso, costumam os índios deixarem em certos caminhos, que por ásperas brenhas vai ter ao interior das terras, no cume da mais alta montanha, quando por cá passam, penas de aves, abanadores, fechas e outras coisas semelhantes, como uma espécie de oblação, rogando fervorosamente aos curupiras que não lhes façam mal&#8221;. É um dos poucos casos de oferenda propiciatória que se verifica entre os índios brasileiros. A criação de mito semelhante se verifica em quase todas as culturas antigas.</p>
<p>O curupira é descrito como um indiozinho ágil, de pés voltados para trás, cabelos vermelhos ou cabeça raspada, protetor das árvores e da caça, senhor dos animais que habitam a floresta. Antes das grandes tempestades, percorre a mata percutindo o tronco das árvores para assegurar a sua resistência. Personifica o rumor da floresta e as incertezas de quem se aventura mata adentro. Quando quer pode ser bondoso. Mas, em geral, ele voltava-se contras os caçadores em defesa dos animais.</p>
<p>Seu assobio estridente é motivo para o caçador se apavorar e perder-se na mata. Nota-se que não é um gênio bom. É enganador e assassino. Seus pés virados iludem os perseguidores por deixar rastros falsos no chão. Pode, contudo, ajudar a alguns caçadores em troca de comida, dado-lhes armas e transmitindo-lhes segredos que, se revelados, são punidos com a morte.</p></blockquote>
<blockquote><p><strong>Iara, a Mãe-d&#39;água</strong></p>
<p>Alguns mitos brasileiros misturaram-se a lendas européias. Como exemplo começamos com uma estória que viajantes portugueses encontravam por aqui. Eles ouviam falar de um fantasma marinho, afogador de índios, que espantava pescadores e lavadeiras, era o &#8220;ipupiara&#8221;, um monstro meio homem, meio peixe, que para se divertir, saía das águas para matar. Tempos mais tarde o ipupiara tornou-se a &#8220;uiara&#8221;, uma versão portuguesa da sereia. Depois uiara virou &#8220;iara&#8221; que &#8220;significa senhora das águas&#8221;, também conhecida como mãe-d&#39;água. Depois de várias transformações a lenda conta que a mãe-d&#39;água é uma bela mulher de longos cabelos loiros e olhos verdes, que vive em um palácio no fundo das águas, para onde atrai os jovens com quem deseja casar.</p></blockquote>
<blockquote><p><strong>Uratau</strong></p>
<p>O uratau é um pássaro solitário e de hábitos noturnos que dificilmente se deixa ver. Pousado na ponta de um galho seco, fitando a lua e estremecendo a calada da noite, emite seu canto tenebroso assemelhado a um lamento humano. Por este motivo, o povo também o chama de &#8220;mãe-da-lua&#8221;. Seu grito talvez seja o mais assustador de todos, entre as aves. &#8220;Meu filho foi, foi, foi&#8230;&#8221; - interpreta o povo. Por causa de seu grito, o uratau é muitas vezes associado a maus presságios, mas segundo a mitologia tupi-guarani, é uma ave benfazeja.</p>
<p>Segundo a lenda, uma moça guarani chamada Nheambiú, apaixonou-se profundamente por um bravo guerreiro tupi chamado Cuimbaé, que caíra prisioneiro dos guaranis. Nheambiú pediu a seus pais que consentissem o casamento com Cuimbaé. Todos os insistentes pedidos foram negados, com a alegação que os tupis eram inimigos mortais da nação guarani. Não podendo mais suportar o sofrimento, Nheambiú saiu da taba. O cacique mobilizou seus guerreiros na procura da filha e, após uma longa busca, a jovem índia foi encontrada no coração da floresta, paralisada e muda, tal qual uma estátua de pedra, sem dar nenhum tipo de sinal de vida. O feiticeiro da tribo alegou que Nheambiú perdera a fala para sempre, a não ser que uma grande dor a fizesse voltar a ser o que era antes. Então a jovem recebeu todos os tipos de notícias tristes, a morte de seus pais e amigos, mas ela não dava nenhum sinal, até que o pajé falou &#8220;Cuimbaé acaba de ser morto&#8221;. No mesmo momento a moça, lamentando repetidas vezes, tomou vida e desapareceu dentro da mata. Todos que ali estavam transformaram-se em árvores secas, enquanto que Nheambiú tomou a forma de um uratau e ficou voando, noite após noite, pelos galhos daquelas árvores amigas, chorando a perda de seu grande amor.</p></blockquote>
<p>Falando sites de cultura brasileira, o reconhecidíssimo site colaborativo de cultura brasileira <a href="http://www.overmundo.com.br/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.overmundo.com.br');">Overmundo</a>, ganhador do <a href="http://www.aec.at/en/archives/prix_archive/prix_projekt.asp?iProjectID=14230&amp;iCategoryID=12420" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.aec.at');">Golden Nica de Comunidades Digitais do ano de 2007</a> [En], também possui uma grande quantidade de artigos interessantes sobre mitos e lendas do Brasil. Mas um dos que mais me chamou a atenção foi o trabalho de um grupo de ilustradores e roteiristas do sul do Brasil que realizou uma novela gráfica que mescla ilustração, fotografia, colagem, prosa e poesia para dar <a href="http://www.overmundo.com.br/overblog/novela-grafica-rele-lenda-do-negrinho-do-pastoreio" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.overmundo.com.br');">um novo tratamento à lenda do Negrinho do Pastoreio</a>:</p>
<blockquote><p>Fazemos uma releitura da lenda do <strong>Negrinho do Pastoreio</strong>, mais conhecida pela versão do escritor regionalista <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jo%C3%A3o_Sim%C3%B5es_Lopes_Neto" target="_blank" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');"><strong>João Simões Lopes Neto</strong></a>, publicado no livro <strong>“Lendas do Sul”</strong>, em 1913. A esta trama inicial costuramos elementos da religiosidade afro-brasileira, lendas africanas e pencas de referências das histórias em quadrinhos.</p>
<p>Uma curiosidade: o livro <strong><a href="http://www.gutenberg.org/etext/2837" target="_blank" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.gutenberg.org');">Lendas do Sul</a></strong> foi a primeira obra literária em português publicada pelo <strong><a href="http://www.gutenberg.org/" target="_blank" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.gutenberg.org');">Projeto Gutenberg</a></strong>, instituto que distribui gratuitamente livros e e-books na internet.</p></blockquote>
<p>Segundo os próprios autores do post, que também são autores da novela gráfica, o projeto já mudou um bocado nos últimos tempos e pode ser acompanhado no <a href="http://outropastoreio.blogspot.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/outropastoreio.blogspot.com');">blogue</a> e no <a href="http://pastoreio.org/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pastoreio.org');">site do projeto</a>.</p>
<p><img class="aligncenter" src="http://hifolio.com/media/25/07.jpg" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><em><a href="http://hifolio.com/media/25/07.jpg" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/hifolio.com');">“Um Outro Pastoreio” página 7</a>, publicado <a href="http://pastoreio.org/previa/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pastoreio.org');">no website da novela gráfica</a>.</em></p>
<p>A quantidade de histórias populares, mitos, lendas e assombrações do imaginário popular brasileiro &#8212; seja ele das periferias urbanas ou das vastas regiões rurais &#8212; é tão grande e diverso quanto o país que o acalanta. Estes entes míticos, e aqueles que se seguirão nos próximos dois artigos, são apenas alguns dos muitos que povoam o imaginário brasileiro, e que também habitam os sites, blogues e grupos de discussão da internet brasileira. Se para alguns os tempos modernos representam a morte da imaginação popular, para outros a internet proporcionou um novo espaço para o cultivo e a difusão destes imaginários, mesmo que deslocados de seu lugar de nascimento e morada. Nós do Global Voices seguimos observando as andanças destes seres pela lusosfera brasileira, mas mantemos as luzes acesas por via das dúvidas&#8230;</p>
<p><em>O thumbnail deste post é baseado na imagem <a href="http://flickr.com/photos/visionshare/2876774355/in/set-72157607193277158/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/flickr.com');">img_8055-1_edited-1-cropped</a> de <a href="http://flickr.com/photos/visionshare/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/flickr.com');">visionshare</a> no Flickr. A imagem foi usada de acordo com sua licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/deed.en" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/creativecommons.org');">Creative Commons BY-NC 2.0 US License</a>.</em></p>
<p><strong>Atualização:</strong><br />
Se você gostou deste artigo, não deixe de ler os outros dois artigos da série <em>Assombrações e lendas brasileiras na lusosfera</em>. <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/24/assombracoes-e-lendas-brasileiras-na-lusosfera-parte-2/">Aqui</a> você confere a segunda parte, e <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/11/01/assombracoes-e-lendas-brasileiras-na-lusosfera-parte-3/">aqui</a> você encontra a terceira e última parte da série.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/16/assombracoes-e-lendas-brasileiras-na-lusosfera-parte-1/feed/</wfw:commentRss>
		</item>
		<item>
		<title>América Latina: Mais histórias, fantasmas, demônios e assombrações</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/16/america-latina-mais-historias-fantasmas-demonios-e-assombracoes/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/16/america-latina-mais-historias-fantasmas-demonios-e-assombracoes/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 16 Oct 2008 21:35:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Americas]]></category>

		<category><![CDATA[Arte &amp; Cultura]]></category>

		<category><![CDATA[Ecuador]]></category>

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		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesta segunda parte da série Mitos, Tradições e Lendas da América Latina, nós vamos conhecer as Almas venezuelanas e seus negócios não terminados, a Sayona e o Assobiador, e mitos equatorianos como o mito de fundação de Guayas e Kil, Padre Almeida, o Padre Sem Cabeça, os gagones (algo parecido com os familiares das bruxas) e o mito da Catedral de Cantuña.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta segunda parte da série Mitos, Tradições e Lendas da América Latina, nós vamos conhecer as Almas venezuelanas e seus negócios não terminados, a Sayona e o Assobiador, e mitos equatorianos como o mito de fundação de Guayas e Kil, Padre Almeida, o Padre Sem Cabeça, os gagones (algo parecido com os familiares das bruxas) e o mito da Catedral de Cantuña. Você pode ler a parte 1 da série <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/07/america-latina-historias-fantasmas-demonios-e-assombracoes/">aqui</a>.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/337797347_409a072b45_m.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-51312" title="Starry Night by Noahg." src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/337797347_409a072b45_m.jpg" alt="starry night" /></a><br />
<small><a href="http://www.flickr.com/photos/noahbulgaria/337797347/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">Starry Night</a> por <a href="http://www.flickr.com/photos/noahbulgaria/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">Noahg.</a></small></p>
<p>Os mitos e tradições da Venezuela parecem ser voltados a ensinar às pessoas a importância de manter suas promessas, sejam elas os votos de casamento ou as promessas feitas aos mortos. Sobre o primeiro tipo de promessas quebradas, o mito da Sayona e do Silbón (Assobiador) são similares. No primeiro caso, a Sayona é uma assombração que aparece para homens infiéis para assustá-los, e com na esperança de certificar-se que eles nunca mais tentem ser infiéis. A lenda diz que ela pensou que seu marido estivesse dormindo com sua mãe, e matou os dois. Sua mãe, em seu último suspiro, a amaldiçoou a errar eternamente pelo mundo, e nunca conhecer a paz. O blogue <a href="http://pensamientocritico.wordpress.com/2007/02/25/la-sayonaleyenda-venezolana/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pensamientocritico.wordpress.com');">Pensamiento Critico </a>[Es] publica um dos &#8220;testemunhos em primeira mão&#8221; de como a aparição da Sayona endireitou os caminhos de homens perdidos.</p>
<p>Uma outra assombração, o Silbón ou Assobiador, como nos conta Ricardo em seu blogue <a href="http://fantasmasyaparecidos.blogspot.com/2007/02/el-silbn.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/fantasmasyaparecidos.blogspot.com');">Fantasmas e Aparições da Venezuela</a> [Es], tem a ver com um homem que, de acordo com certas versões do mito, acreditou que sei pai tivesse abusado de sua esposa, e decidiu matar o pai. Seu avô puniu então o neto pelo terrível assassínio amarrando-o em uma árvore e o chicoteando impiedosamente, para depois passar pimenta ardida em suas feridas e, por fim, soltando cachorros para perseguí-lo. O Assobiador, como o nome indica, faz um ruído de assobio quando se aproxima, mas quanto mais perto ele está, mais fraco é o som. Se você o escuta muito alto, como se estivesse muito perto, é porque na verdade ele está muito longe. Outra forma de saber se o Assobiador está por perto é pelo barulho de ossos batendo que o acompanha a todo lugar, produzido pelos ossos de seu pai, que ele carrega no saco que leva nas costas. Diz-se que se o Silbón parar na casa de alguém para contar os ossos em seu saco, e ninguém ouví-lo, alguém naquela casa irá morrer no dia seguinte mesmo.</p>
<p>Um outro mito relacionado a promessas quebradas tem a ver com o fantasma Pica-Pica. Aparentemente, um fazendeiro perdeu uma mula no campo, e enquanto a procurava, encontrou o cadáver não enterrado de um soldado sob uma árvore. Ele pediu a ajuda do soldado para encontrar a mula, prometendo em retorno dar a ele um enterro crisão. A mula apareceu, mas o fazendeiro não cumpriu o seu lado da negociação, e então ficou muito doente. Ele contou a seus filhos sobre as promessas quebradas, mas mesmo depois que eles foram e enterraram o soldado, seu pai, o fazendeiro, ainda morreu. Esta lenda é contada por <a href="http://kbulla.blogspot.com/2005/08/fantasmas-de-sombra-y-luna.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/kbulla.blogspot.com');">Kbulla em seu blogue</a> [Es].</p>
<p>Do Equador, <a href="http://leyendasdelecuador.blogspot.com/2006/04/cantua.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/leyendasdelecuador.blogspot.com');">Steven, Álvaro, Andrés e Alexis escrevem no blogue Leyendas del Ecuador</a> [Es] sobre as duas versões da Lenda Indígena de Cantuña. Na versão falsa, ele teria feito um pacto com o diabo para terminar de construir a catedral a tempo, e depois conseguiu evitar de vender a sua alma ao impedir que o último tijolo fosse colocado, &#8220;finalizando&#8221; a obra. A versão &#8220;verdadeira&#8221; menciona que Cantuña era um nativo que foi adotado por colonos espanhóis, e quando estes passavam por um apuro econômico, Cantuña prometeu que se algumas mudanças fossem feitas na estrutura da casa, ele iria resolver seus problemas. E assim aconteceu, e havia sempre dinheiro disponível, em grandes quantidades, e então os padres começaram a se perguntar de onde vinha aquela fortuna. Cantuña disse a eles que havia feito um pacto com o diabo para continuar conseguindo dinheiro, mas na verdade, ele estava comandando uma operação de derretimento, onde ele derreria barras de ouro e estatuetas incas para transformá-los em moedas.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/677786684_ca7686fedb_m.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-51313" title="Noche de Luna Llena by *L*u*z*a*" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/677786684_ca7686fedb_m.jpg" alt="Full Moon night" /></a><br />
<small><a href="http://www.flickr.com/photos/luchilu/677786684/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">Noche de Luna Llena</a> por <a href="http://www.flickr.com/photos/luchilu/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.flickr.com');">*L*u*z*a*</a></small></p>
<p><a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Leyenda_de_Guayas_y_Quil" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/es.wikipedia.org');">A Lenda de Guayas e Quil (ou Kil)</a> [Es] conta como a cidade de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guayaquil" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Guayaquil</a> obteve seu nome: conta a lenda que um líder indígena prisioneiro, chamado Guayas, descobriu que os espanhóis desejavam tomar a sua bela esposa, Kil. Ele disse então aos espanhóis que poderia dar a eles muitas riquezas se eles deixassem sua esposa em paz e os garantisse a liberdade. Ele então levou os espanhóis ao topo de uma montanha e pediu a eles por um bastão longo para mover uma pedra. Quando lhe deram uma lança, ele trepassou com ela o coração de sua esposa e depois se impalou na mesma lança, dizendo aos espanhóis que ele estava tomando dois tesouros, o Rio, cheio do sangue de seus irmãos, e sua esposa, para acompanhá-lo até a terra do Sol.</p>
<p>O blogueiro <a href="http://ladrillazos.blogspot.com/2006/08/monumentos-la-mentira.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/ladrillazos.blogspot.com');">Dunn</a> [Es] tem algo a dizer sobre esse mito, e sobre as estátuas que foram erigidas em seu nome. Ele diz que a palavra Guayaquil vem da língua Huancavilca e significa &#8220;Nossa Grande Casa&#8221;, e que não faz sentido continuar perpetuando uma lenda em vez de se fazer monumentos aos verdadeiros heróis, como a Nação Indígina nativa como um todo.</p>
<p>O Padre Sem Cabeça e o Padre Almeida tem origens similares. De acordo com o blog de <a href="http://mama-puma.blogspot.com/2008/04/leyenda-de-cuenca.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/mama-puma.blogspot.com');">Mama-puma </a>[Es], o Padre Sem Cabeça apareceu em um bairro popular de San Roque, e era de fato nada mais do que um padre normal que, por ter que se esgueirar até a casa de suas amantes, levantava sua batina acima da cabeça para que as pessoas se assustassem e corressem, e não o reconhecessem.</p>
<p>Já o <a href="http://www.cuco.com.ar/ecuador1.htm" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.cuco.com.ar');">Padre Almeida</a> [Es], dizem ter sido um monge que decidiu que uma vida de contemplação não era bem a sua praia, e que escapava do monastério subindo no Cristo crucificado atrás do altar e se esgueirando através das janelas do clerestório. Sempre que ele voltava, já muito bêbado, ele ouvia e via Cristo movendo seus lábios e perguntando &#8220;Até quando, Padre Almeida?&#8221;. A isso, o monge respondia &#8220;Até a próxima vez&#8221;. Finalmente, em uma de suas saídas, o monge viu uma procissão funerária, e quando ele perguntou aos monges que cercavam o caixão quem havia morrido, eles todos responderam &#8220;Padre Almeida&#8221;. Ao perceber que eram na verdade esqueletos os monges que carregavam o caixão, ele correu todo o caminho até o monastério, e nunca mais voltou a pecar.</p>
<p>O último mito, que fala sobre os Gagones, é um pouco mais estranho do que os anteriores. Dizem que os Gagones são a forma que o espírito de uma pessoa toma se estiver em pecado. Eles saem à noite para encontrar seus pares, e começam a fazer amor freneticamente, acariciando e se entrelaçando uns com os outros, mas os seus donos não podem vê-los. Aqueles que enxergam os gagones podem saber o estado de pecado em que se encontram os donos das almas: se os gagones estão presos um ao outro como cães, isso significa que seus donos estão em uma relação adúltera. Os gagones aparecem para aqueles que estão pecando com um membro da família ou parente, e se um gagon é apanhado e uma cruz feita de cinzas é pintada em sua testa, então você pode achar o dono daquele gagon, pois ele também terá uma cruz de cinzas em sua testa. Se você é puro de coração, você pode facilmente pegar um gagon e mantê-lo até o nascer do sol, e então você o deixa ir e o segue enquanto ele corre para se reencontrar com seu dono. Isso foi encontrado no blogue <a href="http://yapa-digital.blogspot.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/yapa-digital.blogspot.com');">Yapa Digital</a> [Es].</p>
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		<title>Índia: Jornalismo Comunitário com o Video Volunteers</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/14/india-jornalismo-comunitario-com-o-video-volunteers/</link>
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		<pubDate>Tue, 14 Oct 2008 18:56:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raquel Coelho</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Arte &amp; Cultura]]></category>

		<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>

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		<description><![CDATA[O <em>Video Volunteers</em> é uma organização de produtores de mídia de  vilarejos e favelas na Índia, que geram conteúdos relevantes para eles e exibem nas comunidades atingindo milhares de pessoas por mês com notícias e fatos que afetam suas vidas e chamam para a ação. O <em>Channel 19</em> é o canal de vídeo online onde essa mídia,  criada pelas comunidades e para as comunidades, é exibida para o restante da população.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <em>Video Volunteers</em> é uma organização sem fins lucrativos de produtores de mídia de vilarejos e favelas da Índia que geram conteúdos relevantes para eles e exibem nas comunidades, atingindo milhares de pessoas por mês com notícias e fatos que afetam suas vidas e chamam para a ação. O <em><a href="http://www.ch19.org/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.ch19.org');">Channel 19</a></em> é o canal de vídeo online onde essa mídia,  criada pelas comunidades e para as comunidades, é exibida para o restante da população.</p>
<p>O último vídeo do Video Volunteers, fala sobre a greve em Dharavi,a maior favela do mundo, em Bombaim, na Índia.  A greve ocorreu porque o governo havia prometido um lote de terra de 37 metros quadrados por família mas voltou atrás, e na última reunião, foi discutido que seriam apenas 28 metros quadrados por família. O vídeo a seguir, <em><a href="http://mx.youtube.com/watch?v=hlf8cZICJuk" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/mx.youtube.com');">Black Day in Dharavi</a></em> (Dia Negro em Dharavi), mostra toda a história, filmada e produzida pelo Video Volunteers:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/hlf8cZICJuk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/hlf8cZICJuk&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Outros vídeos do <em>Video Volunteers</em> no <em>Channel 19</em> são reveladores e inspiradores: em <em><a href="http://mx.youtube.com/watch?v=YJa4Q18DiHc" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/mx.youtube.com');">Women Can Play Too!</a></em> (Mulheres podem brincar também!), os jornalistas da comunidade saem pela favela perguntando sobre o que as crianças fazem para brincar. Eles constatam que os meninos brincam, enquanto as meninas têm tarefas domésticas a fazer. Então eles perguntam a uma jogadora de críquete sobre a importância de brincar, como uma inspiração para que outras meninas brinquem também. Em <em><a href="http://mx.youtube.com/watch?v=Q5s7MUvICNM" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/mx.youtube.com');">Never too late to teach</a></em> (Nunca é tarde demais para ensinar), uma catadora de lixo decide mudar seu futuro e resolve estudar para ser professora e obter um diploma.</p>
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		<title>Brasil: O País homenageia o mestre do samba</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/12/brasil-o-pais-homenageia-o-mestre-do-samba/</link>
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		<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 16:15:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Americas]]></category>

		<category><![CDATA[Arte &amp; Cultura]]></category>

		<category><![CDATA[Brazil]]></category>

		<category><![CDATA[Feature]]></category>

		<category><![CDATA[História]]></category>

		<category><![CDATA[Música]]></category>

		<category><![CDATA[Portuguese]]></category>

		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Se estivesse vivo, Cartola, uma das figuras fundamentais no samba, estaria celebrando 100 anos nesse 11 de outubro. Cartola compôs mais de 500 canções, profundamente amadas por brasileiros, que aproveitam o seu centenário para publicar suas canções ou poemas prediletos, vídeos, fotos e pedaços da história desse legendário artista.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="single" class="entry">
<p>Antes de ler esse artigo, toque a <a href="http://radio.aol.co.uk/listen/artist/Cartola/similarartists" target="_blank" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/radio.aol.co.uk');">trilha sonora de samba que acompanha o post.</a></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-51305" title="cartola1" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/cartola1.jpg" alt="" /></p>
<p>Se estivesse vivo, Angenor de Oliveira (1908-1980), mais conhecido como <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cartola_(compositor)" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Cartola</a>, estaria celebrando o seu centenário nesse 11 de outubro. Para resumir bastante o assunto, Cartola foi uma das mais importantes figuras do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Samba" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">samba</a> brasileiro, e o compositor por trás de uma das primeira escolas de samba do Rio de Janeiro. Apesar de ter tido apenas quatro anos de educação formal, Cartola compôs ou foi parceiro em mais de 500 canções, todas elas apresentando letras elaboradas mas ao mesmo tempo simples, que são profundamente amadas pelos brasileiros.</p>
<p>“Cartola não existiu, foi um sonho que a gente teve”, disse um dia Nelson Sargento, outro lendário compositor brasileiro. No centenário desse sonho, blogueiros fazem homenagens a ele, publicando suas canções ou poemas prediletos, citações, vídeos, fotos e pedaços da história de Cartola, uma história que inevitavelmente se confunde com a história do próprio samba.</p>
<p><a href="http://leiturasmusicais.blogspot.com/2008/10/cem-anos-do-samba.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/leiturasmusicais.blogspot.com');">Danton K</a> fala sobre a infância pobre de Cartola - ele era o quarto de sete filhos - e como ela contribuiu para que ele se interessasse por música:</p>
<blockquote><p>Angenor de Oliveira nasceu no bairro do Catete, no Rio de Janeiro, no dia 11 de outubro de 1908. Tinha oito anos quando sua família se mudou para Laranjeiras e 11 quando passou a viver no morro da Mangueira, de onde não mais se afastaria. Desde menino participou das festas de rua, tocando cavaquinho no rancho Arrepiados e nos desfiles do Dia de Reis. Passando por diversas escolas, conseguiu terminar o curso primário, mas aos 15 anos, depois da morte da mãe, deixou a família e a escola, iniciando sua vida de boêmio.</p></blockquote>
<p>Foi lá no bairro da Mangueira que Cartola conheceu outros sambistas e a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Malandragem" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">malandragem</a>. Aos 19 anos, junto com um grupo de amigos em 1928, Cartola desempenhou um papel importante na fundação de um grupo carnavalesco que mais tarde se tornaria uma das mais amadas escolas de samba brasileiras, a Estação Primeira de Mangueira.  <a href="http://impedimento.wordpress.com/2008/10/11/ninguem-chora-nao-ha-tristeza/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/impedimento.wordpress.com');">Douglas Ceconello</a> conta como ele combinou duas de suas paixões nesse projeto:</p>
<blockquote><p>Cartola não apenas fundou a Estação Primeira de Mangueira como escolheu as cores e o nome. O verde e rosa, achava ele, referiam-se às tonalidades de seu querido e amado - o que naquela época devia parecer bastante paradoxal - Fluminense.</p></blockquote>
<p>Nos bailes da Mangueira, Cartola se destacava pela elegância e bom gosto. <a href="http://www.nowpublic.com/culture/cartola-100-years-samba" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.nowpublic.com');">Luis Castro</a> [en] conta como Angenor ganhou o apelido de Cartola por causa do cuidado excessivo com sua aparência. Ele se refere ao chapéu de côco que o compositor usava quando trabalhava como pedreiro, para evitar que o cimento arruinasse seu penteado. Cartola também viveu de bicos, foi lavador de carros, pintor de parede, vigilante, garçon, dentre outros. Castro o descreve como um gênio:</p>
<blockquote><p>Cartola was an alive proof of the God wisdom, born black, poor, had no religion, no formal education, lived his entire life over the slums (favelas) and has composed the most beautiful samba verses ever wrote and left a incredible legacy for the Brazilian people.</p></blockquote>
<div class="translation">Cartola foi uma prova viva da sabedoria de Deus, nascido negro, pobre, não teve religião ou educação formal, viveu por toda a vida nas favelas e foi o compositor dos mais belos versos de samba já escritos, deixando um legado inacreditável para o povo brasileiro.</div>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-51306" title="cartola2" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/cartola2.jpg" alt="" /></p>
<p><a href="http://murilogitel.blogspot.com/2008/10/viva-cartola.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/murilogitel.blogspot.com');">Murilo Gitel</a> lembra que, como aconteceu com tantos gênios, o sambista só foi assim reconhecido depois de sua morte, em 30 de novembro de 1980. Quando ele faleceu de câncer aos 72 anos de idade, o samba tinha começado a descer dos morros das favelas para ganhar as ruas da cidade. Cartola morreu, entretanto, quase tão pobre quanto nasceu:</p>
<blockquote><p>Curiosamente, o artista só começou a ter visibilidade nacional aos 65 anos, quando lançou o clássico LP Cartola, apesar de ter se interessado pela música desde cedo. Em 1976, Beth Carvalho grava As Rosas Não Falam e o sucesso da canção faz com que o poeta apaixonado pelo cigarro, pela cachaça e pelo violão desse um salto considerável em sua carreira. No entanto, Cartola morreu pobre, há 28 anos, numa casa doada pela Prefeitura Municipal do Rio.</p></blockquote>
<p><a href="http://mandandobrasa.blogspot.com/2008/10/100-cartola.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/mandandobrasa.blogspot.com');">Leandro Luiz Rodrigues</a> explica que, para Cartola, música e dinheiro eram coisas que não caminhavam juntas, e que tantas de suas canções foram dadas de graça ou quase de graça a amigos:</p>
<blockquote><p>Sempre viveu à margem da sociedade que o consumiu, só gravou o primeiro LP aos 65 anos e nunca entendeu como uma música (para ele compor era tão natural quanto qualquer necessidade fisiológica) podia ser comercializada. Vendeu suas composições sempre a preço de banana. Quantas belas músicas creditadas a outros compositores não saíram da mesma cabeça que criou “As rosas não falam”?</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-51309" title="cartola5" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/10/cartola5.jpg" alt="" /></p>
<p>A jornalista <a href="http://laranjaeacordovestidodela.blogspot.com/2008/10/h-cem-anos-nascia-cartola.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/laranjaeacordovestidodela.blogspot.com');">Monica Ramalho</a>, que pesquisou e escreveu extensivamente sobre Cartola, traz uma reportagem que publicou 2006, quando o seu então editor pediu um artigo mostrando uma faceta diferente do sambista. Segue abaixo um trecho da entrevista que ela fez com o filho adotivo de Cartola, Ronaldo de Oliveira, que lamenta muito não ter curtido Cartola o músico, mas que se lembra muitas das suas lições de pai:</p>
<blockquote><p>De uma delas, em especial, o herdeiro não esquece. “Quando tinha uns 16 anos, fiquei desempregado. Cheguei para ele e falei: ‘Seu Cartola, amanhã não precisa me chamar às 6h porque eu fui mandado embora&#39;. Ele respondeu: ‘Tá bem&#39;, mas quando chegou no outro dia, Cartola foi lá me acordar no mesmo horário de sempre. Eu reclamei e ele disse: ‘Eu sei, meu filho, mas levanta e vai procurar um emprego. Ou então faz alguma coisa, varre o quintal, arruma o armário, sei lá, ou você vai se acostumar a levantar tarde e não vai mais procurar emprego&#39;.</p></blockquote>
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