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	<title>Global Voices em Português &#187; Agricultura</title>
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	<description>O mundo está falando. Você está ouvindo?</description>
	<pubDate>Sun, 12 Oct 2008 17:08:27 +0000</pubDate>
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		<title>Vietnã: Tufão durante o tempo de colheita</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 20:50:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[O Tufão Hagupit [En] matou mais de 40 pessoas no Vietnã. As perdas econômicas foram imensas, especialmente na agricultura do país, uma vez que o tufão atingiu a região durante a época da colheita do arroz.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://chao-vietnam.blogspot.com/2008/10/death-toll-from-vietnam-floods-rises-to.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/chao-vietnam.blogspot.com');">O Tufão Hagupit</a> [En] matou mais de 40 pessoas no Vietnã. As perdas econômicas foram imensas, especialmente na agricultura do país, uma vez que o tufão atingiu a região durante <a href="http://flickr.com/photos/napix/2896354374/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/flickr.com');">a época da colheita do arroz</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cuba: Preços dos Alimentos</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Oct 2008 19:23:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Em um esforço para conter a subida de preços dos alimentos, resultado dos desabastecimentos causados pelos furacões que atingiram a ilha, o governo cubano congelou os preços dos alimentos. Os blogueiros exilados cubanos La Primera Generacion [En] e Black Sheep [En] reagem à medida.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em um esforço para conter a subida de preços dos alimentos, resultado dos desabastecimentos causados pelos furacões que atingiram a ilha, o governo cubano congelou os preços dos alimentos. Os blogueiros exilados cubanos <a href="http://www.laprimerageneracion.com/2008/10/one-step-forward-three-steps-back-cubas.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.laprimerageneracion.com');"><em>La Primera Generacion</em></a> [En] e <a href="http://blacksheepofexile.blogspot.com/2008/10/market-tanks-in-havana.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/blacksheepofexile.blogspot.com');">Black Sheep</a> [En] reagem à medida.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Venezuela: Os Indígenas Yukpa, Chávez e as disputas de terra</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/29/venezuela-os-indigenas-yukpa-chavez-e-as-disputas-de-terra/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/29/venezuela-os-indigenas-yukpa-chavez-e-as-disputas-de-terra/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 29 Aug 2008 22:19:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Alguns vídeos de mídia cidadã foram disponibilizados, informando sobre a situação que está se configurando na Venezuela entre os índios Yukpa das Montanhas Perijá, alguns proprietários de terras e o Presidente Chávez. Esta disputa sobre limites de propriedade vem se desenvolvendo há 30 anos, quando forças militares desalojaram as comunidades indígenas dos Yukpa a força e alocaram os proprietários de terra que tem fazendas de gado e vem cultivando a terra desde então.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/08/149624398_b876a130ec_m.jpg" alt="" hspace="7" vspace="5" /> Alguns vídeos de mídia cidadã foram disponibilizados, informando sobre a situação que está se configurando na Venezuela entre os índios <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Yukpa" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/en.wikipedia.org');">Yukpa</a> [En] das <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Serrania_del_Perija" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/en.wikipedia.org');">Montanhas Perijá</a> [En], alguns proprietários de terras e o Presidente Chávez. Esta disputa sobre limites de propriedade vem se desenvolvendo há 30 anos, quando forças militares desalojaram as comunidades indígenas dos Yukpa com uso da força, e alocaram os proprietários de terra que tem fazendas de gado e vem explorando a terra na região desde então. Os índios Yukpa tentaram reclamar sua terra, e até o presidente venezuelano Hugo Chávez declarou a 10 anos atrás que os problemas com a propriedade da terra nas Montanhas Perijá deveriam ser resolvidos, mas nada foi feito desde então para buscar as soluções.</p>
<p>Atualmente os índios Yukpa estão ocupando as fazendas da região e os proprietários de terra, que vivem da exploração de carne e leite, estão impedidos trabalhar. A situação se tornou mais difícil por conta da presença de forças armadas na área, que gerou um literal estado de sítio. Os grupos indígenas não tem permissão de transitar livremente para dentro ou para fora de suas terras, e jornalistas estão sendo proibidos de entrar na área para relatar eventuais violações dos direitos humanos, como a alegada contratação de atiradores colombianos que estão atacando comunidades inteiras, e que espancaram até a morte uma liderança indígena de 109 anos de idade. Por fim, os Yukpa conseguiram quebrar os bloqueios de comunicação e alcançaram a atenção da mídia, e conseguiram chegar à comunidade de Machique em 26 de agosto de 2008, e então Hugo Chávez declarou que estas terras devem ser devolvidas e que os direitos das comunidades indígenas devem ser respeitados. No blogue coletivo <em>Voces Urgentes </em>(Vozes Urgentes) [Es], <a href="http://vocesurgentesreporta.blogspot.com/2008/08/audio-y-videos-breve-relato-de-cmo-se.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/vocesurgentesreporta.blogspot.com');">são feitas várias perguntas a respeito do futuro desta situação, e sua solução</a>:</p>
<blockquote><p>Ahora bien ¿Por qué el cerco se rompe solo cuando Chávez se pronuncia? ¿Qué tuvo que pasar para que Chávez se enterara? ¿La represión, agresión y vulneración de los hermanos yukpa todo este tiempo no era suficiente? ¿Cuál ha sido la actuación de las autoridades ante las sucesivas demandas de los indígenas Yukpa? ¿Por qué la ministra del Poder Popular para los Asuntos Indígenas, Nicia Maldonado, recomendó a los Yukpa respetar la propiedad privada y hacer turismo en una zona aislada y árida? ¿Quiénes y con cuáles criterios se realizará el proceso de demarcación de las tierras indígenas?</p></blockquote>
<div class="translation">&#8220;Então, por que é que o cerco só se rompeu agora, quando Chávez se pronunciou? O que teve que acontecer para que Chávez tomasse conhecimento da situação? A repressão, agressão e violação dos irmãos Yukpa por todo este tempo não foram o bastante? Qual tem sido a atuação das autoridades frente às sucessivas demandas dos índios Yukpa? Por quê a ministra do Poder Popular para os Assuntos Indígenas, Nicia Maldonado, recomendou aos Yukpa respeitar a propriedade privada e viver de turismo em uma zona isolada e árida? Quem, e com quais critérios, realizará o processo de demarcação das terras indígenas?&#8221;
</div>
<p>O <a href="http://es.youtube.com/watch?v=5mbNbUh5ETU" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/es.youtube.com');">vídeo a seguir</a> [Es] foi disponibilizado por <a href="http://es.youtube.com/user/coritoj" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/es.youtube.com');">coritoj</a>, e faz parte das dezenas de vídeos documentando o sofrimento desta comunidade, e como ele só agora está chegando ao conhecimento do grande público. No vídeo, eles relatam como um dos proprietários de terra disse a eles que ele poderia basicamente fazer o que quisesse, já que todas as autoridades envolvidas já haviam sido devidamente subornadas, e que ele não iria para a cadeia mesmo que eles fossem falar com o Presidente, porque ele tinha dinheiro para pagar para sair de lá:</p>
<p><object width="425" height="344">
<param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/5mbNbUh5ETU&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;fs=1"></param>
<param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/5mbNbUh5ETU&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><a href="http://es.youtube.com/watch?v=4Ej47nFdVR4" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/es.youtube.com');">Este outro vídeo por ProyectoSuri</a> [Es] mostra uma caravana humanitária liderada pela <a href="http://medioscomunitarios.org/pag/index.php" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/medioscomunitarios.org');">organização ANMCLA</a> tentando entrar no território Yukpa para entregar comida e medicamentos à comunidade indígena, e sendo bloqueada pelos oficiais militares. Contudo, os mesmos soldados do exército que não permitiram que eles passassem estavam perfeitamente dispostos a deixar um caminhão carregado com comida para porcos passar pelo bloqueio. As organizações comunitárias conseguiram convencer o motorista do caminhão de que era injusto e inconstitucional entregar comida para animais quando a comida para humanos estava sendo bloqueada, e o vídeo mostra o motorista levando o caminhão de volta para a transportadora. Mais a frente no vídeo, membros dos Yukpa chegam à fronteira da área de sítio e afirmam que nenhum exército poderia controlar suas comunidades, e que eles serão liderados por líderes escolhidos por eles mesmos, e que eles devem poder convidar quem quiserem para dentro de seus territórios. Contudo, a caravana humanitária não obteve permissão para entrar e entregar a comida e remédios que trazia, e por conta da intransigência do exército vários de seus membros foram feridos, e três deles foram presos. Dois dias depois, o presidente reconheceu o direito dos Yukpa para reclamar suas terras.</p>
<p><object width="425" height="344">
<param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/4Ej47nFdVR4&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;fs=1"></param>
<param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/4Ej47nFdVR4&#038;color1=0xb1b1b1&#038;color2=0xcfcfcf&#038;hl=en&#038;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p>Dezenas de outros vídeos sobre este tema <a href="http://es.youtube.com/results?search_query=yukpa&#038;search_sort=video_date_uploaded" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/es.youtube.com');">podem ser vistos aqui</a> [Es].<br />
(A imagem da bandeira da Venezuela é de <a href="http://guillermoesteves.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/guillermoesteves.com');">Guillermo Esteves</a>)</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Brasil: Disputa de terras indígenas e iminência de guerra civil</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/10/brazil-disputa-de-terras-indigenas-e-eminencia-de-guerra-civil/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/10/brazil-disputa-de-terras-indigenas-e-eminencia-de-guerra-civil/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 10 Aug 2008 10:51:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Enquanto os direitos dos índios de todo o mundo estão sendo celebrados nesse sábado, Dia dos Povos Indígenas, uma disputa de terra no Brasil está trazendo o país à beira de uma guerra civil.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="single" class="entry">
<p>Enquanto os direitos dos índios de todo o mundo estão sendo celebrados nesse sábado (9/08), Dia dos Povos Indígenas, uma disputa de terra no Brasil está trazendo o país à beira de uma guerra civil. Uma disputa histórica entre rizicultores e tribos indígenas em Roraima, estado que faz fronteira ao norte com a Guiana e a Venezuela, começou a se agravar em abril, e com o aumento da violência, teme-se que os frequentes confrontos acabem em um conflito nacional.</p>
<p>Um vídeo divulgado pelo <a href="http://www.cir.org.br/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.cir.org.br');">Conselho Indígena de Roraima</a> (CIR) e pela ONG <a href="http://www.survival-international.org/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.survival-international.org');">Survival International</a> [en] flagra o momento em que pistoleiros, de acordo com os índios contratados pelo fazendeiro e político local Paulo César Quartiero, atacaram a tribo indígena <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Macuxi" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Makuxi</a>.</p>
<p><strong>Aviso:</strong> Esse vídeo contém cenas de violência e ferimentos que muitas pessoas podem considerar fortes.</p>
<p>Estima-se que 18.000 índios das tribos Ingarico, Macuxi, Patamona, Taurpeng e Wapixana vivem na área conhecida como Serra Raposa do Sol. Os conflitos se intensificaram em 2005, quando o Governo ratificou oficialmente os limites atuais da reserva de 4,2 milhões de hectares. O decreto também definiu que as Forças Armadas e a Polícia Federal deveriam proteger o território. Desde então, a maioria dos criadores de gado e rizicultores deixaram a região, para tanto recebendo compensação por parte do governo.</p>
<p>No entanto, o processo de demarcação vem sendo questionado pelo governo do Estado Roraima, que exige que a reserva seja reduzida em tamanho e afirmando que 46% do território do Roraima já está em mãos indígenas, e mais um alargamento da reserva constitui um obstáculo ao desenvolvimento econômico do estado. Ao longo das décadas, famílias assentaram-se e têm cultivado as terras, desde que a primeira geração invadiu o então não-regularizado território indígena. Apesar da sua ratificação, um pequeno grupo se recusa a sair e argumenta que apenas 1% ou menos do território é por ele ocupado. As tentativas de remover esses fazendeiros foram interrompidas em abril de 2008, quando a violência eclodiu.</p>
<p><strong>Agosto do desgoto</strong></p>
<p>O governo favorece as tribos indígenas, mas desde o início do conflito a sua política indigenista tem sido amplamente criticada por muitos setores da sociedade, incluindo alguns líderes militares. A decisão está agora nas mãos do Supremo Tribunal Federal, que deve decidir neste mês de agosto se o governo poderá continuar o despejo dos rizicultores ou anular a demarcação da reserva indígena Raposa Serra do Sol. Há uma preocupação em torno dessa decisão: se o Supremo Tribunal decidir em nome dos rizicultores, criará um precedente e outras já demarcadas e ratificadas terras indígenas podem vir a ser igualmente questionadas.</p>
<p>Os blogueiros brasileiros têm opiniões divergentes sobre a questão. O ex-presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), <a href="http://merciogomes.blogspot.com/2008/08/o-que-promete-este-agosto-para-questo.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/merciogomes.blogspot.com');">Mércio Pereira Gomes</a>, está promovendo uma enquete online onde as pessoas podem opinar sobre qual resultado elas esperam para a decisão do Supremo Tribunal Federal. Até agora, 253 pessoas votaram, com 34% delas achando que o tribunal manterá a ratificação da terra feita pelo presidente Lula em 2005, enquanto 39% acreditam que uma nova demarcação será decidida:</p>
<blockquote><p>Está todo mundo ansiosíssimo sobre o que sairá do STF. Basta ver ao lado o placar da enquete sobre esse assunto. Quase meio-a-meio entre os que acreditam que o STF vai manter e os que acreditam que ela vai mandar refazer a homologação de Raposa Serra do Sol. Hoje mesmo está havendo no Ministério da Justiça um debate com alguns antropólogos, o jurista Dalmo Dallari e o próprio governador do estado de Roraima sobre Raposa Serra do Sol. Debate para tentar influenciar a decisão do ministro Ayres Britto, que, segundo ele mesmo, a decisão e o voto já foram feitas.</p></blockquote>
<p><a href="http://paginacriticapara.blogspot.com/2008/08/agosto-desgosto.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/paginacriticapara.blogspot.com');">Aldenor Jr</a> também parece prever qual será a decisão, e teme que haverá ainda mais violência:</p>
<blockquote><p>Enquanto os ministros não firmam uma posição definitiva, os ocupantes ilegais das terras públicas, incentivados pela meia dúzia de grandes rizicultores, preparam a guerra. Há denúncias de que, nas últimas semanas, teriam entrado na região armas, munições e um contingente ainda maior de pistoleiros, que ocupam posições ofensivas nas proximidades das aldeias Macuxi. A qualquer momento, sem qualquer aviso, a violência poderá explodir sem controle.</p>
<p>O intenso lobby a favor do esfacelamento do território indígena, realizado por políticos identificados com gananciosos e obscuros interesses, não parou de trabalhar durante o recesso, lançando sóbrias expectativas sobre o desenlace da polêmica em plenário. Haverá ainda tempo para inverter essa tendência?</p></blockquote>
<p>Por outro lado, <a href="http://outrapolitica.wordpress.com/2008/08/05/decisao-sobre-terra-indigena-e-um-teste-para-todo-brasileiro/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/outrapolitica.wordpress.com');">José Correa Leite</a> acredita que há apenas um resultado possível. Se a decisão for diferente, ela revelará em qual a direção, em termos de interesses, o Brasil ruma:</p>
<blockquote><p>A população de Roraima não chega a 400 mil habitantes. Para os cerca de 350 mil não-índios há quase 11 milhões de hectares de terras disponíveis, diz estudo do Instituto Socioambiental. Comparando, Pernambuco tem 9,8 milhões de hectares para cerca de 8 milhões de habitantes.<br />
A defesa das nossas fronteiras na Amazônia sempre receberam grande contribuição das comunidades indígenas. Por exemplo, pela incorporação de seus jovens ao Exército para ações em áreas aonde ninguém quer ou sabe ir.<br />
Assim, não há razão concreta, de natureza social ou de segurança, para desconstituir a terra indígena Raposa Serra do Sol. A decisão do Supremo, seja qual for, dirá algo relevante sobre o compromisso do Estado na defesa de uma das principais raízes de nossa identidade cultural, e sobre seu dever de protegê-la, mesmo contrariando interesses ou remando contra marés de incompreensão momentâneas.</p></blockquote>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-48097" title="419180" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/08/419180.jpg" alt="" width="542" height="334" /></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://tales-of-iraq-war.blogspot.com/">Charge de Latuff<br />
</a></p>
<p><strong>O outro lado<br />
</strong></p>
<p>Em uma série de quatro longas postagens, <a href="http://comentandoanoticia.blogspot.com/2008/05/raposa-do-sol-conhecendo-um-pouco-da.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/comentandoanoticia.blogspot.com');">Adelson Elias Vasconcellos</a> explica porque ele acredita que o governo precisa rever os critérios que o levaram a aprovar a demarcação da Reserva Raposa do Sol em 2005 “com grande urgência”:</p>
<blockquote><p>E muito deste dolo se deve ao fato de Lula ter assinado, na ONU, em 2005, o protocolo que torna o Brasil signatário da Declaração Internacional de Autodeterminação das Nações e Povos Indígenas que, se homologadas pelo Congresso, será incorporada à Constituição do Brasil, e partir deste momento, toda e qualquer tribo, nação ou etnia indígenas, poderá declarar-se independente do Brasil. Em números reais, hoje seria 216 novos países que resultaria na perda de mais de 13% de nossa área geográfica, sendo que 90% disto em terras da amazônia. Dá para perceber o forte inteesse estrangeiro na questão da homologação de terras indígenas?</p></blockquote>
<p><a href="http://rizzolot.wordpress.com/2008/05/20/indios-da-sodiur-pregam-reserva-raposa-do-sol-nao-continua/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/rizzolot.wordpress.com');">Fernando Rizzolo</a> tem uma opinião parecida:</p>
<blockquote><p>Só quem não conhece geografia, mal intencionado, ou extremamente leigo, consegue dormir em paz deixando nossas fronteiras abertas numa região perigosa; e não preciso nem dizer porquê.</p></blockquote>
<p><a href="http://jornaldebordo.blogspot.com/2008/08/reserva-raposa-serra-do-sol.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/jornaldebordo.blogspot.com');">Bob Back</a> também acredita que algo além dos interesses indígenas está em pauta:</p>
<blockquote><p>A região tornou-se alvo de interesses estrangeiros, de mineradoras e até de governos, que alimentam a esperança de conseguir arrancar uma lasquinha fresquinha do Brasil. Atuam ali ONGs com interesses excusos.<br />
Colocando-se de ponta-cabeça o mapa do Brasil, este assemelha-se a um imenso presunto, de quem a comunidade internacional busca tirar um pedacinho, alimentando em nossos índios a esperança de tornarem-se em breve uma nação independente do Brasil.<br />
Por iso, convém dizer que só pode haver soberania onde há autoridade. A reserva Raposa do Sol tornou-se terra-de-ninguém, em clima de verdadeiro faroeste.<br />
Até que o cherife apareça para pôr ordem na casa e dizer a que veio…</p></blockquote>
<p><strong>Debate e mobilizações<br />
</strong></p>
<p><a href="http://altino.blogspot.com/2008/08/em-defesa-da-raposa-serra-do-sol.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/altino.blogspot.com');">Altino Machado</a>, junto com o coletivo <a href="http://www.makunaimagrita.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.makunaimagrita.com');">Makunaima Grita</a>, está entre os muitos blogueiros divulgando um <a href="http://www.petitiononline.com/rss408/petition.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.petitiononline.com');">abaixo-assinado online</a> em apoio aos povos indígenas de Raposa Serra do Sol, que até agora conta com mais de 2.000 assinaturas, e que deve ser enviado ao Supremo Tribunal Federal antes do dia 27 de agosto, data na qual o destino do território deve ser decidido:</p>
<blockquote><p>Enfatizamos na petição que a Constituição completa 20 anos em outubro e a decisão do Supremo Tribunal Federal no caso da Raposa Serra do Sol precisa honrá-la, resgatando a dignidade aos povos indígenas, fortalecendo nossa democracia pluralista e o Estado Democrático de Direito no Brasil.</p></blockquote>
<p>Em um artigo muito relevante, <a href="http://blogdosakamoto.blig.ig.com.br/2008/05/a-bizarra-defesa-dos-arrozeiros-na-raposa-serra-do-sol.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/blogdosakamoto.blig.ig.com.br');">Sakamoto</a> revisa a forma como o assunto está sendo divulgado na imprensa e comenta sobre o debate caloroso que acontece no momento:</p>
<blockquote><p>O debate está assumindo níveis de ignorância explícita. Já ouvi jornalistas afirmarem que se trata de uma “interdição” de uma área do tamanho de Sergipe para uma populaçao indígena de alguns milhares, comparando a situação com a de trabalhadores rurais sem-terra que esperam a reforma agrária. Primeiro, é um grande erro comparar culturas tão diferentes e tão díspares. Índios caçam e para isso precisam de uma grande área, enquanto nós podemos escolher nossos produtos industrializados e com conservantes nas prateleiras de qualquer supermercado. Isso sem falar das mudanças de roçado e nas suas áreas místicas. E não são as reservas indígenas o entrave da reforma agrária no Brasil. Sabemos que o problema está mais para a política do que a para a antropologia.</p></blockquote>
<p><a href="http://blogdosakamoto.blig.ig.com.br/2008/05/a-bizarra-defesa-dos-arrozeiros-na-raposa-serra-do-sol.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/blogdosakamoto.blig.ig.com.br');">Sakamoto</a> encerra com uma dose de ironia, dizendo que no Brasil os índios têm sido “trocados por boi com o apoio e a conivência da sociedade civil”:</p>
<blockquote><p>Índios vem sendo mortos freqüentemente. Assim como árvores são transformadas em tábuas. E nunca ninguém precisará saber ao certo quem faz isso porque, na verdade, não estamos mesmo interessados. Que a vida siga como ela sempre foi: nós com nossas reservas intocadas sem gente, os estrangeiros com suas mesas de madeira maciça, carne em abundância e soja barata, os latifundiários com grandes pastos, políticos com férias em Angra e os trabalhadores com seus empregos efêmeros. Do que nos interessa a vida de um grupo de índios, empurrado de um lado para outro, cumprindo pena por ter subvertido a ordem nacional?</p></blockquote>
<p>Cerca de 11% do território brasileiro e quase 22% da Amazônia está na mãos dos povos indígenas. A constituição brasileira de 1988 determinou que todas as terras indígenas ancestrais fossem demarcadas e devolvidas às tribos dentro de cinco anos.</p>
</div>
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		<title>Moçambique: 2038?</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/08/02/mocambique-2038/</link>
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		<pubDate>Sat, 02 Aug 2008 16:52:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Como Moçambique será em 30 anos? O sociólogo Carlos Serra propõe nove cenários "Bizantinos" e convida os leitores a fazer as devidas alterações da forma que acharem necessária.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O que será de Moçambique dentro de 30 anos? O sociólogo <a href="http://oficinadesociologia.blogspot.com/2008/08/moambique-dentro-de-50-anos.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/oficinadesociologia.blogspot.com');">Carlos Serra</a> propõe nove cenários &#8220;bizantinos&#8221; e convida os leitores a fazerem as devidas alterações, da forma que acharem necessária:</p>
<blockquote><p>1. A língua portuguesa será residual, penumbrada pela língua inglesa, tornada esta língua veicular por excelência nos meios urbanos. A língua portuguesa será especialmente uma língua douta, falada em círculos alfarrábicos, amparada por mestiçagens linguísticas docemente malandras em zona savaneira.<br />
2. Os minérios serão geridos por Chineses, Russos, Brasileiros e eventualmente Indianos. O vale do Zambeze será sino-brasileiro em sua carvoação.<br />
3. Se calhar já haverá petróleo, com Americanos e Canadianos na exploração.<br />
4. As florestas, se ainda restarem, serão chinesas.<br />
5. A terra será dos bio-combustíveis, gerida por ecléticas parcerias empresariais, abraçada pela pequena agricultura itinerante e desesperada, cumprimentada por celeiros especiais e bem protegidos de cereais para exportação (China e Índia).<br />
6. O comércio, por grosso e a retalho, será sino-indiano, quinquilheiro.<br />
7. A costa turística será europeia, com euro-americanos safarizados e chorando agarrados à memória de uma Europa moribunda e de uma América desimperializada.<br />
8. Celulares serão fabricadas na terra, com exterior Nokia e alma chinesa; os carros serão sino-coreanos, com layout americano.<br />
9. O mais imponente dos nossos ministérios, um super-ministério, será o dos Negócios Estrangeiros (veja-se a sua grandiosidade actual ali na baixa de Maputo, imagine-se o que será no futuro).</p></blockquote>
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		<title>Argentina: Senado Rejeita Subida de Impostos Sobre Exportações Agrícolas</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/07/18/argentina-senado-rejeita-subida-de-impostos-sobre-exportacoes-agricolas/</link>
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		<pubDate>Fri, 18 Jul 2008 22:27:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>

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		<description><![CDATA[O Senado Argentino rejeitou recentemente a proposta de aumento nos impostos sobre exportações agrícolas. A votação terminou com um empate de 36 votos, e vice-presidente do país desempatou a decisão com seu voto contra as retenções. Esta decisão é uma vitória para os assim chamados "setores do interior". Esta é a continuação de uma crise política interna de consequências imprevisíveis para o governo de Christina Kirchner, que ainda tem mais três anos para governar.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Senado Argentino rejeitou recentemente a proposta de aumento de impostos sobre as exportações agrícolas. A votação terminou em um empate de 36 votos, e o Presidente da Câmara, Julio Cobos, que também é o Vice-Presidente do país e parte da equipe de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cristina_Fern%C3%A1ndez_de_Kirchner" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Christina Fernandez de Kirchner</a>, desempatou a decisão com seu voto contra as retenções. Esta decisão é uma vitória para os assim chamados &#8220;setores do interior&#8221;, que inclui os grandes proprietários de terras, pequenos fazendeiros e companhias privadas que arrendam terras para o monocultivo de soja, um produto que nos dias atuais tem um alto valor no mercado internacional. Isto também deu início a uma crise política interna de consequências imprevisíveis para o Governo Argentino, que ainda tem mais três anos de mandato.</p>
<p>No blogue <a href="http://www.vivaelcampo.com/%C2%A1viva-la-patria/2008/07/17/#more-119" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.vivaelcampo.com');">Viva el Campo</a> [Es] a decisão foi celebrada com gritos de &#8220;Viva la Patria!&#8221;, e também foi publicado um sumário da sessão do Senado onde o projeto de lei das retenções para as agroexportações foi rejeitado. No <a href="http://paroagropecuario.blogspot.com/2008/07/la-victoria-esta-llena-de-padres-la.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/paroagropecuario.blogspot.com');">Paro Agropecuario</a> [Es] eles fazem um chamado à construção de um país melhor, e eles também manifestam a esperança de que a presidente continue com suas funções, para as quais ela foi eleita &#8212; uma resposta às acusações de golpe de estado feitas por setores próximos ao governo àqueles que participaram <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/05/23/argentina-conflitos-sociais-no-interior/">dos protestos</a>. No <a href="http://blogs.clarin.com/ciudadanos-participando/2008/7/17/a-kirchner-llego-su-waterloo" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/blogs.clarin.com');">Ciudadanos Participando</a> [Es] eles dizem que &#8220;Kirchner tem a sua Waterloo&#8221;.</p>
<p><a href="http://mendietaelrenegau.blogspot.com/2008/07/y-ahora-ahora-s-qu-hacemos.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/mendietaelrenegau.blogspot.com');">Mendieta el Renegau</a> [Es] diz que quer tentar entender a posição de Julio Cobos e a discute, sem contudo chutá-lo para fora do governo. No <a href="http://homo-economicus.blogspot.com/2008/07/preguntas.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/homo-economicus.blogspot.com');">Homo Economicus</a> [Es] eles refletem sobre as consequências da derrota do governo. E no <a href="http://desdegambier.blogspot.com/2008/07/perdimos-nosotros.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/desdegambier.blogspot.com');">El Blog del Ingeniero</a> [Es] eles afirmam que, de fato, nestes longos quatro meses de conflito, ninguém ganhou e provavelmente todos perderam. Enquanto isso, no <a href="http://artepolitica.com/lugar-para-putear-al-cleto/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/artepolitica.com');">Arte Politica</a> [Es], um usuário da comunidade deu início a um post que permite aos usuários insultar &#8220;Cleto&#8221;, nome do meio de Julio Cobos, que desempatou a votação em sentido contrário ao governo do qual ele faz parte. Apesar do título, você pode encontrar lá um debate a respeito do papel de Cobos na rejeição do projeto de lei.</p>
<p>Por falar nisso, o jornal <em>La Nacion</em> tem uma sessão chamada &#8220;<a href="http://soycorresponsal.lanacion.com.ar/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/soycorresponsal.lanacion.com.ar');">Soy Corresponsal</a>&#8220;, onde os leitores podem publicar textos e imagens, e ela teve a votação no Senado como tópico principal. Para aqueles que estão procurando mais informações em inglês, não há muita coisa, mas você pode procurar no <a href="http://understandargentina.blogspot.com/2008/07/kirchner-reign-has-ended-cobos.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/understandargentina.blogspot.com');">Understanding Argentina</a> [En], no <a href="http://www.bythefault.com/2008/07/17/cristina-fernandez-de-kirchner-rebuffed-on-her-export-taxes-gano-el-campo/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.bythefault.com');">By The Fault</a> [En] e no <a href="http://www.opendemocracy.net/article/argentina-a-crisis-of-riches" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.opendemocracy.net');">Open Democracy</a> [En].</p>
]]></content:encoded>
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		<title>EmPivot: Um Agregador de Mídia Ecológico</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jun 2008 02:41:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[O EmPivot [En] é um website criado para o compartilhamento de vídeos com um tema específico: o meio-ambiente. Os conteúdos midiáticos verdes são adicionados ao site para que pessoas, organizações e companhias possam conectar-se umas às outras dentro deste mesmo interesse comum entre elas. O EmPivot, como eles mesmo explicam no website, vem das palavras [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://www.empivot.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.empivot.com');">EmPivot</a> [En] é um website criado para o compartilhamento de vídeos com um tema específico: o meio-ambiente. Os conteúdos midiáticos verdes são adicionados ao site para que pessoas, organizações e companhias possam conectar-se umas às outras dentro deste mesmo interesse comum entre elas. O EmPivot, como eles mesmo explicam no website, vem das palavras Empower [Empoderamento] e Pivot [pivô, eixo], o que é também o que eles querem fazer através de seu agregador: Empoderar as pessoas para tomar as questões ambientais em suas mãos e ser capazes de mudar seu eixo e tornarem-se amigáveis à natureza.</p>
<p>Um exemplo é <a href="http://www.empivot.com/watch.php?mdid=581" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.empivot.com');">este vídeo cidadão de El Salvador</a> [Es], onde um grupo de vizinhos preocupados do Córrego de Garrobo filma a falta de acompanhamento legal depois que um mandado judicial ordenou que o Sr. Orlando de Sola Wright consertasse o estrago que causou ao jogar entulho de construção em um córrego, o que que causou acúmulo de água e sedimentos que culminou em um transbordamento que atingiu as comunidades vizinhas. Embora o Sexto Juri de Sentenças de El Salvador tenha expedido um mandado ordenando a remoção do entulho e a construção de retentores no córrego para diminuir seu fluxo, estas ordens não haviam sido seguidas até o momento da subida do vídeo, em dezembro de 2007.</p>
<p>[<a href="http://globalvoicesonline.org/2008/06/15/empivot-green-media-aggregator/">assista os vídeos no artigo original</a>]</p>
<p>Há também os Green Brothers [Irmãos Verdes] do <a href="http://www.chinasgreenbeat.com/blog/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.chinasgreenbeat.com');">China&#39;s Green Beat</a>, que nos trazem <a href="http://www.empivot.com/watch.php?mdid=802" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.empivot.com');">um olhar bem humorado sobre as opções de transporte público</a> [Zh] em Beijing, com algumas dicas sobre o comportamento adequado em ônibus, sobre como aproveitar as multidões do sistema de metrô para conhecer garotas, as vantagens (e desvantagens) à saúde representadas pelas bicicletas e por quê é importante se ter consciência ecológica quando a questão é o transporte público.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>China: Uma espiada no Jardim Olímpico</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/06/18/china-uma-espiada-no-jardim-olimpico/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 Jun 2008 21:09:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>

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		<description><![CDATA[
Safin do FunEnclave posta uma série de fotos das esculturas do jardim artístico construído nos preparativos das próximas Olímpiadas, em Pequim.

O leitor patch01 escreve:
Might as well do something nice for the tourists, I&#39;m guessing that the 30,000 displaced families, whose homes were levelled to make way for the games, aren&#39;t going to be as impressed……………
Deveria [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="single" class="entry">
<p>Safin do FunEnclave <a href="http://www.funenclave.com/reality-bites/amazing-beijing-olympics-gardening-19626.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.funenclave.com');">posta uma série de fotos</a> das esculturas do jardim artístico construído nos preparativos das próximas Olímpiadas, em Pequim.</p>
<p><a href="http://www.funenclave.com/reality-bites/amazing-beijing-olympics-gardening-19626.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.funenclave.com');"><img class="alignnone size-full wp-image-45627" title="bjophoto1" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/06/bjophoto1.jpg" alt="" /></a></p>
<p>O leitor <em>patch01</em> escreve:</p>
<blockquote><p><em>Might as well do something nice for the tourists, I&#39;m guessing that the 30,000 displaced families, whose homes were levelled to make way for the games, aren&#39;t going to be as impressed……………</em></p></blockquote>
<div class="translation"><em>Deveria aproveitar e fazer algo legal para os turistas, imagino que as 30.000 famílias desalojadas, cujas casas foram espatifadas para abrir caminho para os jogos não vão se impressionar tanto……………</em></div>
</div>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Brasil: A Amazônia será salva com novo comando?</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/05/28/brasil-a-amazonia-sera-salva-com-novo-comando/</link>
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		<pubDate>Wed, 28 May 2008 19:04:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>

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		<description><![CDATA[A mudança de comando  em ministério brasileiro costumava ser assunto interno, mas o pedido de demissão da famosa defensora da floresta amazônica Marina Silva como ministra do Meio Ambiente despertou reações globais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p id="pwft0"><strong id="pwft1">A mudança de comando </strong> em ministério brasileiro costumava ser assunto interno, mas o pedido de demissão da famosa defensora da floresta amazônica Marina Silva como ministra do Meio Ambiente despertou reações globais. O substituto de Marina da Silva foi rapidamente anunciado pelo presidente Lula, com a nomeação de Carlos Minc, ex-secretário de meio ambiente do estado do Rio de Janeiro e um dos fundadores do Partido Verde Brasileiro. Veja aqui alguns dos comentários feitos por blogueiros locais sobre a bagunça do meio de campo na política ambiental do país.</p>
<p id="pwft2" align="center"><img id="pwft3" src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/05/marina.jpg" alt="Marina Silva, former Brazilian Environment Minister" hspace="20" /><img id="pwft4" src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/05/minc.jpg" alt="Carlos Minc, Brazilian Environment Minister" hspace="20" /><br id="pwft5" /> Marina Silva - # - Carlos Minc</p>
<blockquote id="pwft6">
<p id="pwft7">Ao deixar o ministério, a ex-seringueira e ex-empregada doméstica alfabetizada aos 17 anos, conseguiu gerar, dentro e fora do País, uma repercussão que suplantou aquelas que ocorriam eventualmente com a queda de algum titular do Ministério da Fazenda. Ela espera do sucessor Carlos Minc, como demonstração de continuidade da política ambiental, que resista à pressão do governador Blairo Maggi, do Mato Grosso, que atua contra a manutenção da resolução do Conselho Monetário Nacional que, a partir de 1º de julho, obriga o sistema financeiro a exigir regularidade ambiental como condição para o crédito rural na Amazônia… Marina Silva disse que quando se ocupa um espaço de poder, mesmo sendo algo pequeno, como uma coluna de jornal, sofremos a tentação de querer olhar as pessoas de cima para baixo. ” - Aprendi, e não foi agora, mas com muitas pessoas ao longo da vida, como Chico Mendes e dom Moacir Grechi, que a gente tem que olhar de baixo para cima. De baixo para cima a gente consegue enxergar o que está acima de nós. A Amazônia está acima de nós. E com esse olhar a gente é capaz de enxergar que, para fazer algo que seja bom, é preciso se colocar numa perspectiva de serviço, que também pode ser o gesto de abrir o caminho para que outro ocupe o seu lugar. Eu já disse que é melhor ver o filho vivo no colo de outro a vê-lo jazer no próprio colo.”<br id="pwft8" /> <a href="http://altino.blogspot.com/2008/05/amaznia-est-acima-de-ns.html" id="pwft9" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/altino.blogspot.com');">“A Amazônia está acima de nós”</a> - <a href="http://altino.blogspot.com/" id="pwft10" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/altino.blogspot.com');">Altino Machado</a></p>
</blockquote>
<blockquote id="pwft11">
<p id="pwft12">Coleguinhas, preparem-se. Minc vem aí. O novo ministro do Meio Ambiente desembarcará em Brasília para almoçar, hoje, com a ex-ministra Marina Silva e depois se reunir com Lula no Palácio do Planalto. Doravante, o ministério deixará de ser uma fonte de notícias eventuais. Minc é mediático. Está para a internet, digamos assim, como Marina estaria mais para o rádio (sem desapreço a esse, pelo contrário). Aprontará quase todo santo dia. E os meios de comunicação serão obrigados a destacar jornalistas para cobrir todos os seus passos. Um dia, como na semana passada, ele é capaz de baixar a lenha no seu futuro colega Mangabeira Unger, da Secretaria Especial de Ações de Longo Prazo, designado por Lula para cuidar do Programa Amazônia Sustentável. No outro, de sugerir o nome de Jorge Viana, ex-governador do Acre, para a tarefa que caberá a Unger. E no seguinte de elogiar Unger e dizer que ele poderá fazer um bom trabalho. É um hábil manipulador de palavras, idéias e conceitos, assim como seu novo patrão, Lula. Prestem atenção no que ele disse ontem sobre o fato de ter batido o recorde de concessões de licenças ambientais para obras como secretário do Meio Ambiente no Rio de Janeiro: “- Você pode ser rápido e rigoroso. Não é porque um licenciamento demora três anos que isso é garantia de defesa do ecossistema. Podem ficar três anos demorando com a burocracia e ser um licenciamento frouxo.” Os repórteres anotaram o que ele disse. Ninguém o contestou. Repórteres têm pouco tempo para pensar a respeito do que ouvem. E parte deles não sabe o que pensar. No caso, Minc limitou-se a driblar a provocação que lhe haviam feito.<br id="pwft13" /> <a href="http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?cod_post=103351" id="pwft14" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/oglobo.globo.com');">A Amazônia é nossa? Uma ova!</a> - <a href="http://oglobo.globo.com/pais/noblat/" id="pwft15" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/oglobo.globo.com');">Blog do Noblat</a></p>
</blockquote>
<blockquote id="pwft16">
<p id="pwft17">De coletinho folgado e cabelos longos, ainda que ameaçados de extinção, o homem é um happening midiático, uma metralhadora de sentenças bombásticas. Comparado à sua antecessora, a discreta Marina Silva, um símbolo da causa, que lembra uma orquídea em sua exuberância frágil, Carlos Minc está mais para uma motosserra ensandecida varrendo uma plantação de soja.<br id="pwft18" /> <a href="http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=7560" id="pwft19" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.projetobr.com.br');">A matraca solta de Minc</a> - <a href="http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=7560" id="pwft20" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.projetobr.com.br');">Luis Nassif Online</a></p>
</blockquote>
<p id="pwft21"><strong id="pwft22">Há muitas especulações</strong> sobre os motivos que levaram Marina Silva a pedir demissão. Ela citou falta de apoio político, e alguns comentaristas mencionam um atrito entre ela e a ministra-chefe da Casa Civil, a poderosa Dilma Roussef, responsável pelo Programa de Aceleração do Crescimento, carro-chefe do Governo Lula. Outro rumor que corre solto é que a designação de Roberto Mangabeira Unger como coordenador do Programa da Amazônia Sustentável teria sido a última gota para a ex-ministra. Na verdade, o papel de Mangabeira — ex professor da Escola de Direito de Harvard — na política de meio ambiente brasileira se tornou por conta própria um ponto de discussão entre blogueiros.</p>
<blockquote id="pwft23">
<p id="pwft24">Há duas versões para a designação de Mangabeira. Uma delas, corrente no PT, diz que Lula agiu de caso pensado para deixar a ministra sem saída. No Planalto, conta-se outra história, que não desmente a a primeira versão, mas deixa depreender que tudo não passou de um lampejo de Lula… afinal, o ministro não era diretamente parte da disputa (os ministérios do Meio Ambiente, da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário e da Integração Nacional). Lula alegaria depois que não poderia indicar um deles [para coordenar o PAS] pois cada um “puxaria a brasa para sua sardinha”… O ministério de Marina nunca deu a ele a oportunidade de uma conversa, solicitada mas ignorada. O Desenvolvimento Agrário também não lhe deu propriamente uma recepção festiva. Mas Mangabeira tinha aliados e foi buscar na Amazônia, um tema sob a atenção mundial, a inspiração para seus primeiros escritos, além da Defesa Nacional… O discurso que o ministro costurou sobre a Amazônia, porém, é o discurso que faz hoje o governo sobre a região… Mangabeira ganhou pontos no Planalto quando apresentou o projeto que propõe um novo modelo para as relações entre o capital e o trabalho.<br id="pwft25" /> <a href="http://acertodecontas.blog.br/clipagem/em-menos-de-um-ano-mangabeira-amplia-tarefas-mas-e-duvida-no-pas/" id="pwft26" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/acertodecontas.blog.br');">Em menos de um ano, Mangabeira amplia tarefas, mas é dúvida no PAS</a> - <a href="http://acertodecontas.blog.br/" id="pwft27" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/acertodecontas.blog.br');">Acerto de Contas</a></p>
</blockquote>
<p id="pwft28"><strong id="pwft29"><br id="pwft30" /> O novo modelo de Managabeira</strong> garante que a floresta amazônica deverá ser poupada da atividade econômica desorganizada, e que é preciso de um relacionamento planejado entre preservação e desenvolvimento. “A única forma de preservar a Amazônia é ajudando a desenvolvê-la”. E, claro, tornar isso realidade é dever do Brasil. Curiosamente, um artigo publicado no NYTimes no último fim de semana (&#39;<a href="http://www.nytimes.com/2008/05/18/weekinreview/18barrionuevo.html" id="pwft31" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.nytimes.com');">Whose Rain Forest Is This, Anyway?</a>‘ [en] Afinal, a floresta é de quem?) virou um ponto central no debate, trazendo à discussão questões como a observação feita por Al Gore em 1989: “ao contrário do que os brasileiros pensam, a Amazônia não é proprieade deles, ela pertence a todos nós&#8221;. Como era de se esperar, blogueiros responderam e comentaram.</p>
<blockquote id="pwft32">
<p id="pwft33">Agora, depois que a Europa e América do Norte poluem o planeta à vontade e os Estados Unidos se recusam a assinar o Protocolo de Kioto para proteger a produção poluidora de suas indústrias, querem botar a mão no pulmão do mundo. Justamente a nossa Amazônia.<br id="pwft34" /> <a href="http://gilbertofontes.blogspot.com/2008/05/ny-times-critica-brasil-por-defender.html" id="pwft35" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/gilbertofontes.blogspot.com');">NY Times critica Brasil por defender a Amazônia</a> - <a href="http://gilbertofontes.blogspot.com/" id="pwft36" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/gilbertofontes.blogspot.com');">Aos Quatro Ventos</a></p>
</blockquote>
<blockquote id="pwft37">
<p id="pwft38">Se a Amazônia, sob uma ótica humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia é para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. Os ricos do mundo, no direito de queimar esse imenso patrimônio da humanidade. Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação… Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar; que morram quando deveriam viver. Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa.<br id="pwft39" /> <a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/cristovam-a-internacionalizacao-do-mundo/" id="pwft40" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.viomundo.com.br');">Cristovam: A internacionalização do mundo</a> - <a href="http://www.viomundo.com.br/" id="pwft41" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.viomundo.com.br');">Vi o mundo</a></p>
</blockquote>
<blockquote id="pwft42">
<p id="pwft43">O assunto mais badalado dos últimos dias, nas redações do Brasil, é a reportagem dominical do novo correspondente do New York Times, Alexei Barrionuevo, com o sugestivo título ‘A Amazônia pertence ao Brasil – ou ao mundo todo?‘. Na caserna, já estão lá uns generais e coronéis de pijama todos ouriçados. Quem lê o texto sem preconceitos ou pré-concepções, no entanto, descobre outra coisa: é honesto. É a típica pauta que só um repórter estrangeiro recém-chegado ao Brasil perceberia. Trata da paranóia sempre presente por aqui de que alguém, em algum lugar, nos quer roubar a Amazônia. Não fala de uma ameaça real. Quem conhece o Brasil há muito não se surpreende com esta discussão; aqueles que chegam de fora ficam surpresos com a idéia que ronda as teorias conspiratórias da direita…<br id="pwft44" /> O Brasil tem, sim, uma responsabilidade perante o mundo de preservar sua floresta. É uma responsabilidade também perante nós mesmos. Sem Amazônia, não há chuva do centro-oeste ao sul para irrigar as plantações que sustentam o crescimento ou encher as hidrelétricas que acendem São Paulo e o Rio. Então, do ponto de vista pragmático, não há dúvidas de que preservar é bom negócio. Como preservar? Fechar tudo e não deixar ninguém mais entrar? Como distribuir os títulos de terra para quem já está por lá? Como instituir a lei numa terra em que deputados-policiais matam gente com serra elétrica? Como erguer centros de pesquisa brasileiros com cientistas de ponta transferidos ou nascidos na região? Ninguém vai tomar a Amazônia – a política internacional não comporta esse tipo de ação. Mas, por trás do pedido de demissão da ministra Marina Silva, está um fato simples que só. O Brasil ainda não sabe o que quer fazer com sua maior floresta. E, enquanto não soubermos o que fazer com a mata, ela seguirá sendo destruída e uns tantos entre nós, por puro sentimento de culpa, continuarão achando que alguém lá fora vai tomá-la na força. Talvez porque, no fundo, bem lá no fundo, saibam que temos culpa no cartório.<br id="pwft45" /> <a href="http://pedrodoria.com.br/2008/05/20/a-amazonia-e-nossa/" id="pwft46" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pedrodoria.com.br');">A Amazônia é nossa?</a> - <a href="http://pedrodoria.com.br/" id="pwft47" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pedrodoria.com.br');">Pedro Dória Weblog</a></p>
</blockquote>
<p id="pwft48"><strong id="pwft49"><br id="pwft50" /> No decorrer do espectro que se situa entre</strong> preservação e desenvolvimento quando se fala em políticas públicas, podemos ainda encontrar abordagens diferentes com foco na riqueza cultural que dá à Amazônia em todo o seu esplendor. Esses aspectos gritam para serem reconhecidos como <a href="http://lougold.blogspot.com/2008/05/indians-protest-amazon-dam-ap-photo.html" id="pwft51" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/lougold.blogspot.com');">fatos cotidianos</a>, mas eles não são prioridades em nenhum discurso político.</p>
<blockquote id="pwft53">
<p id="pwft54">É sabido hoje que o conhecimento de boa parte das riquezas amazônicas está profundamente assimilado na cultura de seus povos nativos, remetendo a questão de sua exploração racional e econômica ao respeito e conservação do patrimônio ´étno-botânico´ dos povos da floresta. Tal conceito associa as riquezas locais ao conhecimento acumulado pelas culturas ancestrais da região, fazendo com que flora, fauna e cultura estejam intimamente ligados nessa relação sinérgica de conhecimento, respeito, uso e conservação. Mas se a preservação física e tangível dos ´povos da floresta´ é uma questão de caráter natural, imunológico e médico, sua preservação ´enquanto cultura´ possui um forte componente político, muito mais controlável e ameno à intervenção do Estado. Preservação cultural, em linguagem leiga, implica dar condições às populações indígenas de seguirem com seu próprio modo de vida, baseado em crenças e costumes milenares de seus ancestrais. Na base de tudo isso estaria a própria ´visão cósmica´ desses grupos, seus ´mitos teológicos´ inclusive… É urgente a necessidade de conceber a Amazônia, em suas imensas possibilidades econômicas, como um amálgama de componentes indissociáveis e que inclui, necessariamente, o natural e o cultural: a floresta e o homem.<br id="pwft55" /> <a href="http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/a-floresta-e-o-homem-da-floresta/" id="pwft56" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.viomundo.com.br');">A floresta e o homem da floresta</a>, por George Felipe Dantas - <a href="http://www.viomundo.com.br/" id="pwft57" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.viomundo.com.br');">Vi o mundo</a></p>
</blockquote>
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		<title>Argentina: Conflitos Sociais no Interior</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/05/23/argentina-conflitos-sociais-no-interior/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 May 2008 23:24:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Durante os últimos dois meses, a agenda política argentina foi marcada por conflitos entre o governo e "o interior", uma denominação genérica que agrupa desde latifundiários e empresas privadas que arrendaram a terra para o monocultivo de soja até os pequenos produtores e trabalhadores rurais. Jorgue Gobbi observa enquanto blogues se posicionam dos dois lados do conflito.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Durante os últimos dois meses, a agenda política argentina foi marcada pelo conflito entre o governo e &#8220;o interior&#8221;, uma denominação genérica que agrupa desde latifundiários e empresas privadas que arrendaram a terra para o monocultivo de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Soja" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">soja</a> até pequenos produtores e trabalhadores rurais.</p>
<p>O problema começou quando o governo anunciou sua decisão de aumentar as taxas de exportação sobre produtos agrícolas, particularmente os grãos. Esta taxa é chamada &#8220;retenções&#8221;, e permite ao governo obter uma parte dos lucros totais das vendas ao exterior, que trazem grandes lucros para os produtores graças à política econômica que nos últimos anos manteve o valor do dólar elevado em relação ao da moeda local. O resultado: é muito conveniente exportar, uma vez que você obtém com isso dólares, e os preços locais são em pesos - menos valorizados. Enquanto este cenário está mudando por conta das altas taxas de inflação, há ainda muitos atrativos em se vender para o exterior. O aumento das &#8220;retenções&#8221; é baseado em um esquema móvel: se os preços internacionais sobem, também sobe o valor dos impostos.</p>
<p><img style="vertical-align: top;" src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/05/piquete.jpg" alt="" /><br />
<em><a href="http://flickr.com/photos/pablodavidflores/2364560078/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/flickr.com');"> Foto de um bloqueio de estrada na província de Córdoba</a>, feita por Pablo David Flores e usada sob licença Creative Commons.</em></p>
<p>Para dar um exemplo, atualmente a indústria de soja paga de 40% a 45% de impostos. O aumento tarifário levou a um áspero conflito: por semanas, os setores ligados ao interior fecharam estradas e não permitiram a circulação de caminhões com grãos, leite e carne. O resultado foi o desabastecimento de muitos produtos básicos nas grandes cidades. Embora as medidas tenham sido temporariamente suspensas em duas ocasiões, há ainda um alto grau de conflito acontecendo entre o governo, que não abaixou os impostos, e os setores ligados ao interior, que demandam uma redução das taxas.</p>
<p>Mas como os blogueiros cobriram este conflito entre o governo e &#8220;o interior&#8221;? Vamos ver algumas opiniões.</p>
<p>Vamos começar por aqueles que tem uma visão crítica das medidas de protesto tomadas pelos setores ligados ao interior. No blogue <a href="http://www.debatepolitico.com/?p=325" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.debatepolitico.com');">Debate Politico</a> [Es] eles publicaram um texto de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Adolfo_P%C3%A9rez_Esquivel" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Adolfo Perez Esquivel</a>, um defensor dos direitos humanos na Argentina e ganhador do Premio Nobel, que sustenta que &#8220;as grandes companhias nacionais e internacionais que negociam com soja estão manipulando e pressionando o governo para reduzir as retenções. Elas faturam milhões, mas querem mais e mais, e não se preocupam com os danos ao meio ambiente, as consequências dos monocultivos, a reduçãs das florestas naturais, o uso indiscriminado de agrotóxicos e com a saúde e nutrição da população.&#8221; No blogue <a href="http://artepolitica.com/motivos-para-estar-con-el-campo/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/artepolitica.com');">Arte Política</a> [Es] eles reproduzem um comunicado da Frente Campesino [Frente dos Trabalhadores Rurais], onde se critica as medidas tomadas pelos setores ligados ao interior. No <a href="http://www.claudiarivolta.com.ar/?p=532" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.claudiarivolta.com.ar');">Claro de Luna</a> [Es] eles analizam e criticam a postura de setores que são a favor de medidas enérgicas por parte dos setores rurais, que tentaram identificar &#8220;o interior&#8221; com &#8220;o país&#8221;. Por fim, no <a href="http://los3chiflados.blogspot.com/2008/04/esperando-las-disculpas.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/los3chiflados.blogspot.com');">Los Tres Chiflados</a> [Es], um <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/15/economists-blogs-in-argentina-conversations-about-economic-policy-2/">blogue coletivo sobre economia</a> [En], Larry, um dos autores, ainda espera por um pedido de desculpas &#8220;pelo segundo ato mais anti-democrático desde o retorno da democracia&#8221;, em referência à decisão dos setores ligados ao interior de fechar as estradas e causar um desabastecimento de produtos alimentícios nas grandes cidades.</p>
<p>Antes de partir para os blogues que criticam o governo e tem uma posição mais próxima com o interior, você pode conferir dois materiais bem interessantes. De um lado, <a href="http://towsa.com/wordpress/2008/04/09/rebelion-de-los-iguales/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/towsa.com');">Andy Tow</a> [Es] mapeou a localização dos bloqueios realizados nas estradas e o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Coeficiente_de_Gini" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Coeficiente de Gini</a>, que mede o grau de desigualdade econômica dentro da população. Suas conclusões: onde há mais igualdade de renda, houve mais protestos. Porém, e isto é interessante, também houve uma coincidência entre as áreas dos protestos e as áreas de produção de soja, produto que recebeu os maiores aumentos tarifários. Do outro lado, um grupo de pessoas da província de Entre Rios, que trabalham na área de produção gráfica, fizeram um desenho da presidente argentina, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cristina_Fern%C3%A1ndez_de_Kirchner" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/pt.wikipedia.org');">Cristina Fernandez</a>, em <a href="http://blocdeperiodista.com/2008/05/cristina-sobre-rastrojo-de-soja.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/blocdeperiodista.com');">um campo de soja</a> [Es].</p>
<p>O outro lado optou por defender o interior e isso incluiu criticar pesadamente o governo Kirchner. Um dos pontos interessantes é que muitos dos blogues que se dedicaram a defender a posição do interior foram criados por produtores que participaram dos protestos. No <a href="http://marcaliquida.com.ar/blog/?p=11" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/marcaliquida.com.ar');">Marca Liquida</a> [Es] eles criticaram o discurso governamental sobre as consequências negativas da produção de soja; como, por exemplo, que ela não gera emprego. No <a href="http://patriachacarera.blogspot.com/2008/05/es-adrede.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/patriachacarera.blogspot.com');">Patria Chacareira</a> [Es], eles argumentam que o governo não quer resolver nenhum dos problemas que levaram ao conflito e que, de fato, o governo está provocando o aumento dos protestos. Este blogue, diga-se de passagem, tem o objetivo de publicar posts que sustentam as razões pelas quais as retenções são medidas fiscais injustas. Outro blogue, <a href="http://www.vivaelcampo.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.vivaelcampo.com');">Viva el Campo</a> [Es] está juntando assinaturas para um abaixo assinado digital cujo objetivo é impulsionar as medidas que levaram ao aumento das retenções. Um grupo de produtores de Trenque Lauquen, uma província de Buenos Aires, <a href="http://www.paroagropecuario.blogspot.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.paroagropecuario.blogspot.com');">criou um site</a> [Es] para explicar as razões pelas quais estão apoiando as medidas de protesto. No blogue <a href="http://nuevarepublicaargentina.blogspot.com/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/nuevarepublicaargentina.blogspot.com');">Refundar la Republica Argentina</a> [Es] eles não economizam em ataques e insultos à política agrícola do governo argentino.</p>
<p>Nos últimos dias os grupos que representam os setores do interior pararam as medidas de protesto e re-começaram negociações com o governo, buscando modificar os aumentos nas taxas de exportação. Mas um acordo, por agora, não parece estar próximo.</p>
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		<title>Leste Asiático: Enfrentando a crise do arroz e alimentos</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/05/22/leste-asiatico-enfrentando-a-crise-do-arroz-e-alimentos/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/05/22/leste-asiatico-enfrentando-a-crise-do-arroz-e-alimentos/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 22 May 2008 17:04:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>

		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>

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		<description><![CDATA[Os preços dos alimentos continuam subindo no mercado internacional. As pessoas estão preocupadas com o aumento do custo do arroz, parte da cesta básica na região do sudeste asiático e em muitas outros cantos do mundo. Os governos estão agora reavaliando suas políticas agrícolas e alimentares, a fim de evitar o pânico por parte do consumidor e a agitação social. Blogueiros da região debatem o assunto.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os preços dos alimentos continuam subindo no mercado internacional. As pessoas estão preocupadas com o aumento do custo do arroz, parte da cesta básica na região do sudeste asiático e em muitas outros cantos do mundo. Os governos estão agora reavaliando suas políticas agrícolas e alimentares, a fim de evitar o pânico por parte do consumidor e a agitação social.</p>
<p>Uma das propostas já feitas foi a criação de um grupo similar à OPEP ou de um cartel do arroz na região: a <a href="http://vuthanews.info/2008/05/cambodia-to-join-in-forming-rice-exporting-countries-with-asian-countries/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/vuthanews.info');">Organização dos Países Exportadores de Arroz</a> ou OREC (de acordo com a sigla em inglês). Esta idéia  já <a href="http://siamsentinel.blogspot.com/2008/05/rice-cartel_06.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/siamsentinel.blogspot.com');">foi abandonada</a>. O governo filipino ficou em estado de alerta frente ao plano. O blogueiro  do Filipinas Sem Fronteiras <a href="http://davidllorito.blogspot.com/2008/05/whos-afraid-of-organization-of-rice.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/davidllorito.blogspot.com');">explica</a> porque o plano é contraproducente:</p>
<blockquote><p>“Those countries on the Mekong like Thailand and Vietnam just cannot store rice forever. Unlike oil, rice deteriorates in just a few months of storage in the warehouse. And the Thais and the Vietnamese could eat only so much rice. In fact, forming Orec is counterproductive for these rice exporters. When they hoard their own rice, local prices decline, thus hurting their own farmers. If they want to benefit from the current situation, it’s in their best interest to sell rice and not hoard it.”</p></blockquote>
<p class="translation">&#8220;Os países que beiram o Rio Mekong, como a Tailândia e o Vietnã, não podem simplesmente estocar arroz para sempre. Ao contrário do petróleo, o arroz apodrece com apenas alguns meses de armazenagem. E os tailandeses e vietnamitas somente podem comer uma certa quantidade de arroz. Na verdade, a criação do OREC é contraproducente para esses exportadores de arroz. Quando eles estocam seu próprio arroz, os preços locais caem, e assim são os próprios agricultores que saem no prejuízo. Se eles querem se beneficiar da atual situação, o melhor que eles fazem é vender o arroz e não estocar.&#8221;</p>
<p>Muitos ainda estão preocupados com o impacto econômico do desastroso ciclone que atingiu Mianmar no início desse mês. O preço do arroz <a href="http://komoethee.blogspot.com/2008/05/blog-post_327.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/komoethee.blogspot.com');">quadruplicou</a> em Mianmar e espera-se que a fome aumente. O blog <em>Golden Colour Revolution</em> <a href="http://komoethee.blogspot.com/2008/05/on-behalf-of-burmese-people.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/komoethee.blogspot.com');">escreve</a>:</p>
<blockquote><p>“The Irrawaddy division is agriculturally the most essential division for Burmese people and it produced one third of the rice production for 57 millions people. After the typhoon Nagris, the whole delta area’s rice production lands are flooded with salt water. Farmers can’t grow rice on salted land and there are no farmers left to produce rice for the country and the most important agricultural sector of the country has been destroyed. In the beginning of every June of the year, Burmese farmers usually prepare to grow their paddy plants in the farming area of the country to feed 57 million mouths. But this year, the rice production will drastically decline because of the typhoon.”</p></blockquote>
<p class="translation">&#8220;A área do Rio Irauádi é a mais essencial, em termos de agricultura, para o povo birmanês, e ela produziu um terço da produção de arroz para 57 milhões de pessoas. Depois do tufão Nagris, todas as terras da zona do delta da produção de arroz  foram inundadas com água salgada. Os agricultores não podem cultivar arroz em terras salgadas, de forma que não há mais agricultores produzindo arroz para o país e o mais importante setor agrícola da nação foi destruído. Todos os anos, no início de cada mês de junho, os agricultores birmaneses  se preparam para plantar seus arrozais na zona agrícola do país, enchenco assim 57 milhões de barrigas. Mas este ano a produção de arroz será drasticamente reduzida por causa do tufão.&#8221;</p>
<p>Governos estão aconselhando às pessoas a reduzirem o consumo de arroz. Um blogueiro da Malásia <a href="http://www.4896kj.com/4896/we-should-eat-less-rice-now/2008/05/06/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.4896kj.com');">responde</a>, insistindo que o o foco dos políticos deveria ser a batalha anti-corrupção:</p>
<blockquote><p>“Now, we are facing food crisis we were told eat less rice. Fine, we can go for bread, however the price of flour also hiked. The price of noodle also hiked. What else we can eat? When the price of petrol hiked, we were told to change our live style. What else? Should we sit down and think, where the tax money goes? Should it be spent like this? Please, work hard on anti-corruption. My heart is heavy now, really heavy. I can imagine how hard my family members struggling for living. What should we do? Sit down and wait? Please, wake up. Work hard on anti-corruption.”</p></blockquote>
<p class="translation">&#8220;Agora que estamos passando por uma crise dos alimentos, nos disseram para comermos menos arroz. Muito bem, podemos comer pão, porém o preço da farinha de trigo também está aumentado acentuadamente. O preço do macarrão também. Que mais se pode comer? Quando o preço da gasolina aumentou, nos disseram para mudar o nosso estilo de vida. Que mais? Será que devemos sentar e pensar para onde o dinheiro dos nossos imposto vai? Deveria ser gasto dessa forma? Por favor, trabalhem duro na luta contra a corrupção. Meu coração está pesado agora, muito pesado. Posso imaginar como meus familiares estão lutando para viver. O que devemos fazer? Sentar e esperar? Por favor, acordem. Trabalhem duro conta a corrupção&#8221;</p>
<p><em>The Daily Brunei Resources</em> <a href="http://bruneiresources.blogspot.com/2008/05/food-security-in-brunei-revisited.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/bruneiresources.blogspot.com');">revisa</a> o plano de auto suficiência alimentar de Brunei. <em>Cafe Salemba</em> <a href="http://cafesalemba.blogspot.com/2008/05/bias-and-romanticism.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/cafesalemba.blogspot.com');">propõe</a> uma revisão geral das políticas agrícolas da Indonésia:</p>
<blockquote><p>“So when we come up using public resources to develop the agriculture revitalization program, are we speaking the same language for large scale commercial agriculture? Are we ready to give up the idyllic view of a small plot land owner peasantry for a large scale industry and see a transformation from myriad small peasant landowners class to become waged farmers working in a handful large scale agroindustrial companies?”</p></blockquote>
<p class="translation">&#8220;Então, em se tratando da utilização de recursos públicos para desenvolver um programa de revitalização da agricultura, estamos falando a mesma língua da agricultura comercial em grande escala? Será que estamos dispostos a renunciar à visão idílica de um campesinato proprietário de um terreno por uma indústria em larga escala  e ver a transformação de uma miríade de pequenos proprietários rurais da classe camponesa se transformando em um punhado de agricultores trabalhando em empresas de grande escala agroindustrial?&#8221;</p>
<p><em>Youthful Insight</em> <a href="http://feuinewbies.blogspot.com/2008/05/indonesian-farmers-beyond-help.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/feuinewbies.blogspot.com');">enumera</a> as medidas que podem ser tomadas para beneficiar fazendeiros da Indonésia:</p>
<blockquote><p>“Indonesia’s agricultural industry is rife with asymmetric information. Rice distributors, wholesalers, and exporters, usually city folk with access to urban market prices and world market price data, have always seemed to have the upper hand over the rice farmers, rural folk who do not enjoy the same access to information. As a result, farmers suffer from a weaker bargaining position, causing them to undersell their rice almost every time. Government institutions need to step up and take the responsibility of insuring informational symmetry. If necessary, government officials from the Ministry of Agriculture should give farmers weekly updates on prices, as well as giving them institutionalized protection from distributors and middlemen who seek to exploit.”</p></blockquote>
<p class="translation">&#8220;A indústria  agrícola da Indonésia está cheia de informações desencontradas. Distribuidores de arroz, atacadistas, exportadores e geralmente moradores da cidade, com acesso aos preços do mercado urbano e informações sobre os preços no mercado internacional, parecem sempre ter uma superioridade sobre os produtores de arroz, gente do campo  que não goza do mesmo acesso à informação. Como consequência, os agricultores ficam em uma posição  mais fraca nas negociações, o que os leva a vender sua produção de arroz por preços mais baixos em quase todas as ocasiões. As instituições governamentais precisam entrar em campo e assumir a responsabilidade de garantir a consistência das informações. Se for necessário, funcionários públicos do Ministério da Agricultura deveriam dar aos agricultores atualizações semanais sobre os preços, bem como fornecer proteção institucional contra distribuidores e intermediários exploraradores&#8221;</p>
<p><em>Lao Voices</em> <a href="http://laovoices.com/2008/05/07/laos-on-sale-for-china/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/laovoices.com');">fala</a> do problema do uso da terra em Laos:</p>
<blockquote><p>“Many rice fields that covered the mountainous North of Laos are gone. They are steadily being replaced by rubber trees. The Chinese are coming to Laos and they need their rubber products for their galloping economy.”</p></blockquote>
<p class="translation">&#8220;Muitos arrozais que cobriam o norte montanhoso do Laos se foram. Eles estão constantemente sendo substituídos por seringueiras. Os chineses estão vindo para o Laos e eles precisam de seus produtos de borracha para a sua economia galopante&#8221;</p>
<p><em>Doing Business in Vietnam Seminar</em> <a href="http://dbivietnam.blogspot.com/2008/05/volatile-prices-dubious-quality.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/dbivietnam.blogspot.com');">notou</a> que a qualidade do arroz nos supermercados do Vietnã está caindo:</p>
<blockquote><p>“With rice as the main staple of nutrition in the diets of many Vietnamese families, the quality and price of rice is currently becoming a major problem for them. As prices are rising, it is becoming more and more difficult for supermarkets to provide high quality rice at a price that citizens can afford. To curb this problem, quality is decreasing rapidly so that prices can remain stable for purchasers.”</p></blockquote>
<p class="translation">&#8220;Com o arroz como sendo a principal fonte de nutrição na dieta de muitas famílias vietnamitas, a qualidade e o preço do arroz está atualmente se tornando um grande problema para elas. A medida que os preços sobem, está ficando cada vez mais difícil para os supermercados oferecerem arroz de alta qualidade a um preço que os cidadãos podem pagar. Para reduzir este problema, a qualidade está caindo rapidamente, a fim de que os preços possam ser mantidos estáveis para compradores&#8221;</p>
<p>Mon Casiple <a href="http://moncasiple.wordpress.com/2008/05/11/of-rice-and-vice/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/moncasiple.wordpress.com');">dá uma pista</a> sobre indivíduos sem escrúpulos que estariam ilegalmente lucrando com a especulação do problema do arroz  nas Filipinas:</p>
<blockquote><p>“The price of rice is shooting through the roof. Yet, the mystery tales from the farmers are that the middlemen are not buying in extraordinary quantities in these times of an alleged demand market. The inescapable conclusion is that the same somebody or somebodies already had the supply before it happened–probably through technical smuggling or direct smuggling. They are now reaping the superprofits. These acts, particularly of government people, are simply treason.”</p></blockquote>
<p class="translation">&#8220;O preço do arroz está subindo mais que balão. No entanto, os causos misteriosos contados pelos agricultores são que os atravessadores não estão comprando em quantidades extraordinárias, nestes tempos de suposta alta procura no mercado. A conclusão inevitável é que alguém ou &#8220;alguéns&#8221; já tinha estocado antes desse acontecimento, provavelmente através de contrabando técnico direto ou contrabando mesmo. Estão agora desfrutando de um super lucro. Atos como esse, principalmente por parte de gente do governo, são simplesmente traição.&#8221;</p>
<p>Bikoy, líder estudantil das filipinas, <a href="http://www.bikoy.net/archives/2008/05/16/rice-against-the-crisis-2/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.bikoy.net');">providencia</a> um plano de ação para o setor agrícola. O advogado filipino Marichu Lambino <a href="http://marichulambino.wordpress.com/2008/05/09/those-alleged-rice-hoarders-the-raids-the-nbi-and-department-of-justice-what-the-president-doesn%E2%80%99t-know/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/marichulambino.wordpress.com');">acredita</a> que é extraordinário para um presidente filipino  literalmente ter sido chamado na investigação preliminar do Departamento de Justiça sobre o alegado açambarcamento de arroz. <em>The Explainer</em> <a href="http://www.the-explainer.com/?p=137" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.the-explainer.com');">disseca</a> o aumento do preço do porco no mercado. <a href="http://dantonremoto2010.blogspot.com/2008/04/how-to-survive-as-nouveau-poor-mothers.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/dantonremoto2010.blogspot.com');">Professor Danton Remoto</a>: Como sobreviver como um novo-pobre nas Filipinas.</p>
<p>O custo de fertilizadores está <a href="http://ki-media.blogspot.com/2008/05/cambodia-poor-farmers-hit-by-high-cost.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/ki-media.blogspot.com');">aumentando</a> no Cambódia. Como consequência do aumento dos preços dos alimentos, polícia e donos de cães relatam que os casos de <a href="http://ki-media.blogspot.com/2008/05/cambodian-dogs-latest-victims-of-global.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/ki-media.blogspot.com');">roubo de cachorros</a> aumentaram em muitas partes do  Cambódia. Talvez a carne do animal seja gostosa e barata aos olhos de alguns      cambojano.</p>
<p><a href="http://ki-media.blogspot.com/2008/05/cambodia-sees-opportunity-in-rising.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/ki-media.blogspot.com');">Manchete</a> do<em> KI Media</em>: Cambódia vê oportunidade no aumento dos preços. <em>Im Sokthy</em> <a href="http://imsokthy.com/2008/05/06/other-small-businesses-for-farmers/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/imsokthy.com');">acredita</a> que os fazendeiros      cambojanos deveriam ser motivados a se aventurarem em outros tipos de pequenos negócios para gerar renda extra. <em>My Longkang</em> <a href="http://www.mylongkang.com/2008/05/05/planting-rice-and-raising-production/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.mylongkang.com');">acha</a> que plantações de arroz na Malásia deveria ser      subsidiadas.</p>
<p><em>Thailand Crisis</em> <a href="http://thaicrisis.wordpress.com/2008/05/16/rice-crisis-governments-intervention-will-cost-42-billions-thb/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/thaicrisis.wordpress.com');">relata</a> que a intervenção do governo tailandês na crise do arroz custará  42 bilhões de Bahts. O blogueiro também não se surpreendeu com a notícia de que o <a href="http://thaicrisis.wordpress.com/2008/05/16/april-consumer-confidence-index-falls-first-drop-in-6-months/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/thaicrisis.wordpress.com');">índice de confiança do consumidor</a> está baixo na Tailândia.</p>
<p><em>Singabloodypore</em> <a href="http://singabloodypore.rsfblog.org/archive/2008/05/04/free-meals-salvation-for-poor-in-wealthy-singapore.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/singabloodypore.rsfblog.org');">relata</a> que mais e mais refeições estão sendo distribuídas hoje para ajudar aos pobres residentes da rica Cingapura. O blog <em>A Xeno Boy in Sg</em> <a href="http://xenoboysg.blogspot.com/2008/05/kilo-of-rice-from-tua-pek-kong.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/xenoboysg.blogspot.com');">acrescenta</a> que a fila dos alimentos grátis está crescendo. A quantidade de pessoas frequentando <a href="http://sgcomplain.blogspot.com/2008/05/singapore-empty-shopping-centres.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/sgcomplain.blogspot.com');">shoppings</a> também está menor em Cingapura.</p>
<p>[Todos os links levam a sites em inglês]</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Myanmar: Catástrofe sem Precedentes Provocada por Ciclone</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/05/07/myanmar-catastrofe-sem-precedentes-provocada-por-ciclone/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 May 2008 20:38:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Raquel Coelho</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>

		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>

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		<description><![CDATA[O Ciclone Nargis tingiu Myanmar na semana passada devastando cinco regiões. A mídia estatal noticiou que mais de 22.000 pessoas foram encontradas mortase outras 41.000 estão desaparecidas. O número de mortes ainda pode crescer. Habitantes e blogueiros estão condenando o lento trabalho de socorro da Junta Militar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Ciclone Nargis atingiu Myanmar na semana passada devastando 5 regiões. A mídia estatal noticiou que mais de 22.000 pessoas foram encontradas mortas e outras 41.000 estão desaparecidas.centenas de milhares estão agora desabrigadas.</p>
<p><em>Bangkok Pundit</em> <a href="http://bangkokpundit.blogspot.com/2008/05/official-burma-deathtoll-reaches-22000.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/bangkokpundit.blogspot.com');">comenta</a> o crescente número de vítimas:</p>
<blockquote><p>It was 351 then 4,000, then 10,000. Now, even state media are reporting 22,000 dead and 41,000 missing. By the time this is all over, a death toll of over 100,000 is not improbable. The Burmese government can&#39;t handle the situation on their own.</p></blockquote>
<p class="translation">Eram 351, depois 4.000, depois 10.000. Agora, até a mídia estatal está anunciando 22.000 mortos e 41.000 desaparecidos. Quando tudo isso acabar,não é improvável que o número de mortos  ultrapasse os 100,000. O governo da Birmânia não é capaz de lidar com a situação sozinho.</p>
<p>De fato, o número de mortes ainda pode crescer. <em>The Irrawaddy</em> <a href="http://www.irrawaddy.org/article.php?art_id=11793" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.irrawaddy.org');">explica</a>:</p>
<blockquote><p>Witnesses who have managed to get out of Laputta Township in the Irrawaddy Delta have told The Irrawaddy that 22 villages were completely destroyed and that the death toll could be much higher. A local source from Laputta Township estimated a total of 60,000 people could have been killed by the cyclone. This estimate could not be independently confirmed.</p></blockquote>
<p class="translation">Testemunhas que conseguiram sair da cidade de Laputta no Delta de Irrawaddy disseram a <em> The Irrawaddy</em> que 22 vilas estão completamente destruídas e que o número de mortes pode ser muito maior. Uma fonte local de Laputta estimou que cerca de 60.000 pessoas podem ter sido mortas pelo ciclone. Esta estimativa pode não se confirmar.</p>
<p><em>Rule of Lords</em> <a href="http://ratchasima.net/2008/05/06/eyewitness-accounts-of-cyclone-and-after/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/ratchasima.net');">reúne</a> considerações de testemunhas oculares do desastre:</p>
<blockquote><p>Some were killed by flying trees, some from exposure to the cold, some died when they had gathered to shelter from the storms in monasteries and they collapsed.</p>
<p>The sea rose by around 5 feet and swamped the town at the time of the storm, causing most of the damage and sweeping away small homes and buildings.</p>
<p>There was water, rain and wind. The shore road was submerged and on the high ground the water was at knee level. The whole town was underwater. There were heavy waves all over, and water snakes. Some died from the snakes.</p>
<p>Local people in Rangoon and monks have cleared roads themselves due to the lack of authorities. The clearing has been done by a system of “self reliance” according to one participant. People are also sharing small quantities of water and other essentials among themselves to get through this period.</p></blockquote>
<p class="translation">Alguns foram mortos por árvores arremessadas pelo vento, alguns pela exposição ao frio, alguns morreram quando foram recolhidos da tempestade para o ambiente aquecido dos mosteiros e tiveram um colapso.</p>
<p>O mar se elevou a aproximadamente 1,5 metro e inundou a cidade durante a tempestade, causando a maioria dos estragos e arrastando pequenas casas e prédios.</p>
<p>Havia água, chuva e vento. A rua da praia estava submersa e nos pontos mais altos a água batia nos joelhos. Toda a cidade estava debaixo d’água. Havia grandes ondas por toda a parte e cobras aquáticas. Alguns foram mortos pelas cobras.</p>
<p>A população local de Rangoon e os monges desobstruíram as ruas, eles mesmos, devido à  omissão das autoridades. A trabalho foi feito através de um sistema de independente de acordo com um dos participantes. As pessoas também estão dividindo pequenas quantidades de água e outros itens essenciais entre si para atravessar este período.</p>
<p><em>Myat Thura </em><a href="http://myatthura.blogspot.com/2008/05/cyclone-nargis.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/myatthura.blogspot.com');">narra</a> como sua família e seus vizinhos estão enfrentando esta tragédia:</p>
<blockquote><p>I tried to call my home in Yangon since Saturday morning. Until Friday evening, I could still call my home. My father told me that the wind was blowing heavily, but the situation was still OK. The next morning when I tried to call my home, the lines are already down. I tried the whole Saturday but I could not get through. Sunday morning, still no phone contact.</p>
<p>My flat was in the top floor, so I was quite worried. There are two or three roofs blown away, and all the satellite dishes destroyed, but apart from that, the building is intact. Water was pouring into the house and my family had to move things into the rooms where it was dry.</p>
<p>Electricity was cut off but, thanks to one of our neighbors who has an electric generator, we could pump water to our room. For those without any generator, water is a big problem. There is still no relief effort from the government agencies, and people are cleaning the roads by themselves.</p>
<p>Prices of food had risen and the price of building materials has doubled. A few shops opened and many shoppers are trying to buy things. Some super markets opened today, and they have to limit the number of shoppers into the supermarket.</p>
<p>My friend said it would be very difficult to restore the city into its previous condition, especially electricity and telecommunication as it will cost millions of dollars to repair the entire infrastructure.</p></blockquote>
<p class="translation">Eu estou tentando telefonar para minha casa  em Yagon desde sábado de manhã. Até sexta-feira no fim da tarde, eu ainda conseguia ligar para casa. Meu pai me disse que o vento estava soprando muito forte, mas que inda estava tudo bem. Na manhã seguinte, quando eu tentei ligar para casa, as linhas já tinham caído. Eu tentei o sábado inteiro, mas não consegui. Domingo de manhã, ainda sem contato.</p>
<p>Meu apartamento ficava no último andar, então eu estava muito preocupada. Há dois ou três telhados que foram arrancados pelo vento, e  todas as antenas parabólicas estão destruídas, mas fora isso, o edifício está intacto. Estava chovendo dentro de casa e minha família teve que mover as coisas para os cômodos que ainda estavam secos.</p>
<p>A eletricidade foi cortada, mas, graças a um de nossos vizinhos que tem um gerador elétrico, nós pudemos bombear água. Para aqueles que não têm um gerador, a água é um grande problema. Não há ainda nenhuma tentativa de socorro pelas agências do governo, e as pessoas estão desobstruindo as ruas por conta própria.</p>
<p>Os preços da comida subiram e os preços de materiais de construção dobraram. Poucas lojas abriram e muita gente está tentando comprar. Alguns supermercados abriram hoje, e eles têm que limitar o número de consumidores dentro da loja.</p>
<p>Meu amigo disse que seria muito difícil reconstruir a cidade deixando-a nas condições em que estava, especialmente a parte elétrica e de telecomunicações, pois o reparo de toda a infra-estrutura custará milhões de dólares.</p>
<p><em>Fear from Freedom</em> <a href="http://www.mayburma.com/2008/05/donate.htm" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.mayburma.com');">faz um apelo </a> à Junta Militar:</p>
<blockquote><p>Many now live in monasteries in cities in delta area since their villages are gone and their paddy fields are flooded. Who can help who when every family is struggling for survival. While the people in the city struggle with what they have to repair the roofs of their houses and store some water and rice for the expected shortage, the homeless villagers will become beggars till they can go back to their lands and rebuild their villages.</p>
<p>The military has their soldiers to help the cities but they will not have cash nor goods and tools to help rebuild the victims. I hope they allow the international organization to help these people. They do not have any resources and expertise for this kind of disaster.”</p></blockquote>
<p class="translation">Muita gente está vivendo, agora, em mosteiros em cidades na área do delta, desde que suas vilas se foram e seus campos de arroz foram inundados. Quem pode ajudar a quem, quando todas as famílias estão lutando pela própria sobrevivência? Enquanto as pessoas na cidade se viram com o que têm para consertar os telhados de suas casas e reservam alguma água e arroz para a escassez que está prevista, os camponeses desabrigados se tornarão pedintes até que possam voltar para suas terras e reconstruir suas vilas.</p>
<p>O exército tem seus soldados para ajudar às cidades, mas eles não terão dinheiro ou materiais e equipamentos para ajudar a vítimas a se reerguerem. Eu espero que eles permitam que as organizações internacionais ajudem estas pessoas. Eles não têm nenhum recurso nem experiência para lidar com este tipo de calamidade.</p>
<p>O ciclone também destruiu uma prisão onde muitos presos políticos estão confinados. A <em>Assistance Association for Political Prisoners</em> (Associação de Assistência aos Presos Politicos)<a href="http://www.aappb.org/release108.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.aappb.org');"> traça este relato</a> narrando como mais de 30 prisioneiros foram mortos durante um tumulto na semana passada:</p>
<blockquote><p>The storm also hit Insein prison in Rangoon. As a result of strong winds, many zinc roofs atop of Insein prison were torn off, one after another.</p>
<p>“Due to the destruction in one area of the prison, over 1,500 prisoners were forced to congregate inside prison hall no. 1. No one was allowed to seek safety, and they were locked inside the hall until the next morning May 3, 2008. Prisoners were wet, cold and hungry as well as angry. Even though prisoners requested prison guards open the doors and move them to safety, the authorities ignored their request. Some prisoners started shouting demands, and some set fire to the prison hall. The fire burnt down the hall, and a riot situation ensued in the prison.</p>
<p>“In order to control the situation, prison guards opened fire on the prisoners. In addition, soldiers and riot police were called in. They opened fire on prisoners in the area. 36 prisoners were killed instantly and around 70 were injured.</p>
<p>“The authorities are to blame for this situation. As soon as the storm hit, they should have moved the prisoners to safety. Their mismanagement of the situation led to prisoners rioting. We condemn their violent response, which led to the needless deaths of 36 prisoners.”</p></blockquote>
<p class="translation">A tempestade também  atingiu a prisão de Insein em Rangoon. Em consequência de ventos fortes, muitos telhados de zinco de cima da prisão de Insein foram despedaçados, um após o outro.</p>
<p>Devido à destruição em uma área da prisão, mais de 1500 presos foram colocados dentro do hall nº 1. Não era possível procurar abrigo, e eles ficaram trancados ali até a manhã seguinte, 3 de Maio de 2008. Os prisioneiros ficaram molhados, com frio e famintos, assim como furiosos. Apesar de alguns presos terem pedido aos carcereiros para abrir as portas e levá-los a um lugar seguro, as autorirdades ignoraram sua solicitação. Alguns presos começaram a gritar protestando, e alguns atearam fogo no local. O fogo queimou o lugar e um tumulto se seguiu na prisão.</p>
<p>Para controlar a situação, carcereiros abriram fogo nos presos. Além disso, soldados e a tropa de choque foram chamados. Eles abriram fogo nos presosque estavam lá dentro. 36 presos morreram instantaneamente e cerca de 70 ficaram feridos.<br />
As autoridades são culpadas por esta situação. Assim que a tempestade atingiu o local, eles deveriam ter transferido os presos para um lugar seguro. Sua incompetência para administrar a situação levou os presos ao tumulto. Nós condenamos sua reação violenta, que levou às mortes desnecessárias de 36 presos.</p>
<p><em>KyiMayKaung</em> <a href="http://kyimaykaung.blogspot.com/2008/05/cyclone-nargis-call-from-sophie-lwin.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/kyimaykaung.blogspot.com');">publicou</a> uma carta de Sophie Lwin da <em>Burma Global Action Network</em> (Rede de Ação Global da Birmânia):</p>
<blockquote><p>On Wednesday night NASA predicted that Typhoon Nargis would hit Burma, yet the regime did nothing…It is criminal that the regime didn&#39;t warn the people that the typhoon was coming.</p></blockquote>
<p class="translation">Na quarta-feira à noite a NASA previu que o Furacão Nargis alcançaria a Birmânia, mesmo assim, o governo não fez nada… É criminoso, o fato de o governo não ter alertado à população que o  furacão estava chegando.”</p>
<p><em>Agam&#39;s Gecko</em> também <a href="http://agamsgecko.blogspot.com/2008/05/nargis-biggest-asian-disaster-since.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/agamsgecko.blogspot.com');">condena</a> o exército:</p>
<blockquote><p>The massive scale of the disaster has finally prompted the military regime to accept outside assistance, an about-face that alone demonstrates how dire the situation is. Very few soldiers have been spotted lately doing any of the recovery work, although state television did show a couple of uniforms pulling branches around. Monks and other citizens have organized themselves, and seem to be doing most of it.</p></blockquote>
<p class="translation">A enorme dimensão da catástrofe foi, no final das contas revelada pelo próprio regime militar que aceitou auxílio externo, uma mudança de atitude  radical que por si só, demonstra o quão alarmante é a situação. Pouquíssimos soldados têm sido vistos ultimamente fazendo trabalhos de recuperação, ainda assim, a TV estatal mostrou meia dúzia de fardados arrastando galhos por aí. Os monges e outros cidadãos se organizaram e parecem estar fazendo a maior parte do serviço.</p>
<p><em><a href="http://www.myokyawhtun.com/2008/05/04/nargis-cyclone-hit-yangon-myanmar.html/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.myokyawhtun.com');">Myo Kyaw Htun </a></em> faz um apanhado de notícias sobre a tragédia. <a href="http://burmesegoldbull.blogspot.com/2008/05/flood-assessment-for-cyclone-affected.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/burmesegoldbull.blogspot.com');"><em>Burmese Gold Bull</em></a> and <a href="http://www.singeo.com.sg/?p=193" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.singeo.com.sg');"><em>Singeo</em></a> disponibilizam mapas com imagens de satélite que mostram  as áreas inundadas das regiões afetadas.</p>
<p><em><a href="http://acorn.nationalinterest.in/2008/05/06/how-do-you-help-a-country-like-burma/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/acorn.nationalinterest.in');">The Acorn</a></em> fala das dificuldades para prestar socorro a Myanmar:</p>
<blockquote><p>The tricky business of delivering aid to victims of a natural disaster who are also victims of a repressive regime. A closed regime. Media controls. A category 4 cyclone. Damaged infrastructure. Broken communication links. Death toll first in the hundreds, rapidly upped to the tens of thousands.</p>
<p>It’s highly likely that the Burmese junta can’t cope with the disaster. Worse, its isolation is making a bad situation much worse. The international response is hobbled by the lack of communication channels, common frameworks and operating procedures.</p></blockquote>
<p class="translation">O negócio complicado de prestar socorro às vítimas de um desastre natural que também são vítmas de um regime repressor. Um regime fechado. Um ciclone de nível 4. Infra-estrutura danificada. Redes de comunicação desfeitas. Número de mortos, a princípio na casa das centenas, rapidamente elevado às dezenas de milhões.</p>
<p>É muitíssimo provável que a Junta Birmânica não tenha condições de lidar com essa calamidade. Pior, seu isolamento está tornando muito pior, uma situação que já é ruim. A reação internacional está de mãos atadas pela falta de canais de comunicação, estruturas e procedimentos operacionais em comum.</p>
<p>O <em>nofearSIngapore</em> <a href="http://nofearsingapore.blogspot.com/2008/05/burmas-cyclone-disaster-time-for.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/nofearsingapore.blogspot.com');">afirma</a> é tempo para ação e não para divergências políticas:</p>
<blockquote><p>Fellow human beings are suffering in a fellow ASEAN country. Another father, brother, sister or child is now waiting for desperate aid from us. This is not the time for politics-it is the time for action.</p></blockquote>
<p class="translation">Seres humanos como nós estão sofrendo em um país ASIÁTICO como o nosso. Outro pai, irmão, irmã, filho ou filha está agora aguardando desesperadamente a nossa ajuda. Este não é o momento para divergências políticas, é hora de agir.</p>
<p>O <em>jg69</em> <a href="http://jg69.blogspot.com/2008/05/how-much-more-do-people-of-burma-have.html" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/jg69.blogspot.com');">faz eco</a> aos sentimentos de muitos Blogueiros de pelo mundo:</p>
<blockquote><p>Not only do the people in Burma have to put up with a military dictatorship, they also have to contend with natural disasters like cyclone Nargis.</p>
<p>To the Burmese people, even though it might seem a small and empty gesture, nevertheless, please accept my truly heartfelt condolences to what you have been going through for decades and what you&#39;re going through now.</p></blockquote>
<p class="translation">Como se não bastase à populaçao da Birmânia ter que suportar uma ditadura militar, eles ainda têm que enfrentar desastres naturais como o Ciclone Nargis.</p>
<p>Para o povo Birmanês, mesmo que possa parecer gesto pequeno e insignificante, apesar disso, por favor, aceitem minhas sinceras e profundas condolências pelo que vocês têm passado a décadas e pelo que estão passando agora.</p>
<p>Artigo relacionado: <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/05/05/myanmar-the-perfect-storm/">Myanmar: The Perfect Storm</a></p>
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		<title>Mundo: O preço da comida, o custo do desespero</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/05/03/mundo-o-preco-da-comida-o-custo-do-desespero/</link>
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		<pubDate>Sat, 03 May 2008 15:20:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>

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		<description><![CDATA[A crise causada pelo aumento galopante dos preços está afetando todos os grupos econômicos em cada esquina do mundo. A cada dia, ao que parece, os altos preços dos alimentos faz com que mais um país entre em crise: passeatas, motins, rumores de açambarcamento, queda de governos e até mesmo mortes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A crise causada pelo aumento galopante dos preços está afetando todos os grupos econômicos em cada esquina do mundo. A cada dia, ao que parece, os altos preços dos alimentos faz com que mais um país entre em crise: passeatas, motins, rumores de açambarcamento, queda de governos e até mesmo mortes.</p>
<p>O Global Voices está bem posicionado para acompanhar as nuances desse assunto tão complexo, com autores monitorando a mídia cidadã em quase todas as esquinas do planeta. Esse artigo é uma tentativa de fornecer uma <a href="http://www.globalvoicesonline.org/specialcoverage/global-food-crisis-2008/">narrativa geral da crise global causada pela falta de alimentos</a> [en], com observações de nossos autores ao redor do mundo. Ao clicar nos links, você chegará a todos os artigos que já foram publicados.</p>
<p><a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/30/caribbean-food-shortages/">Vamos começar com o Caribe</a> [en]. Em Barbados, a população local aprende a lidar com um aumento de 30% no preço da farinha de trigo, junto com saltos nos preços da gasolina e do óleo diesel. O Ministro da Agricultura de Trinidad e Tobago nega que a crise dos alimentos tenha atingido as duas ilhas, mas as pessoas notaram um aumento nos preços do frango e da farinha de trigo. Cuba está experimentando uma nova política agrícola fornecendo mais terras a fazendeiros do setor privado.</p>
<p>Aumento de preços e escassez de alimentos <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/05/02/americas-insufficient-actions-and-solutions-for-food-crisis/">podem ser vistos na América Latina</a> [en], a medida que muitas pessoas entram em desespero. A culpa está sendo colocada tanto nos fazendeiros quanto no governo, pela falta de atitude. <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/05/01/arabeyes-looming-food-crisis/">Blogueiros árabes no Líbano, na Síria, no Kuwait e no Egito</a> [en] também estão sentindo o aperto e blogando sobre o assunto.</p>
<p><a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2008/05/02/sudeste-da-asia-crise-dos-precos-do-arroz-e-outros-alimentos/" title="Sudeste da Ásia: Crise dos Preços do Arroz e Outros Alimentos">No Cambódia ainda existe a aflição</a> de que quase 500.000 crianças possam vir a perder refeições por causa de um aumento de 20% no preço do arroz. No entando, um aumento dramático na produção de arroz pode não ser algo para além das esperanças naquele país. Os fazendeiros de lá podem cultivar duas ou três safras por ano no mesmo lote de terra.</p>
<p><strong>Os últimos motins</strong></p>
<p><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/04/2397587505_24bc70ed6c2.jpg" alt="Riots in Cairo" /></p>
<p><small>Protestantes no Cairo acendem fogueiras e apedrejam barricadas, 7 de april de 2008 - <a href="http://flickr.com/photos/jameskarlbuck/2397587505/" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/flickr.com');">Foto de James Buck</a></small></p>
<p>Dois dias de motim assolaram o Egito em 6 e 7 de abril, onde  os <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/21/egypt-food-prices-more-than-double/">preços dos ítens da cesta básica dobraram</a> [en] desde 2004 (chegando a quadruplicar em alguns casos). Pelo menos duas pessoas morreram e 111 – inclusive policiais – ficaram feridas (veja a nossa página da cobertura especial da <a href="http://www.globalvoicesonline.org/specialcoverage/egypt-general-strike-2008/">Greve Geral no Egito</a>) [en].</p>
<p>Em Abidjan, na Costa do Marfim, <a href="http://www.reuters.com/article/latestCrisis/idUSL01666799" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.reuters.com');">protestantes bloquearam ruas e queimaram pneus</a> [en], exigindo que o governo reduzisse impostos em produtos chave importados.</p>
<p>Poucos dias depois, quatro pessoas morreram e 25 ficaram feridas em <a href="http://washingtontimes.com/apps/pbcs.dll/article?AID=/20080422/FOREIGN/464705786/1003/FOREIGN" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/washingtontimes.com');">protestos no Haiti</a> [en], onde os preços do arroz, feijão e frutas aumentaram em 50% nos últimos 12 meses. Menos de uma semana depois dos violentos protestos, o primeiro ministro do Haiti <a href="http://www.reuters.com/article/americasCrisis/idUSN27434520" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/www.reuters.com');">foi rejeitado</a> [en] em um voto de censura.</p>
<p>Para <em>Natifnatal</em>, um haitiano radicado em Abu Dhabi, a crise dos alimentos <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/18/haiti-congo-and-the-politics-of-hunger/">oferece uma operação matemática simples</a> [en]:</p>
<blockquote><p>For those who don&#39;t even know the basics can present the equation: hunger + poverty + rising prices = demonstrations + the Prime Minister&#39;s resignation + violence, and argue that an increase in food aid would suffice to reduce hunger.</p></blockquote>
<div class="translation">Mesmo aqueles que não sabem nem o básico podem resolver essa equação: fome + pobreza + aumento de preços = protestos + demissão do primeiro ministro + violência e o argumento que um aumento na distribuição de alimentos seria suficiente para reduzir a fome.</div>
<p>Mesmo quando um avião de carga caiu em Kinshasa em 15 de abril matando 75 pessoas, o blogueiro congolês <em>Du Cabiau à Kinshasa</em> ruminou sobre um desastre mais silencioso e menos telegênico que o país enfrenta: <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/15/dr-of-congo-fifth-fatal-crash-in-under-a-year-food-prices-the-real-disaster/">os preços dos alimentos dobrando</a> [en] na mesma semana.</p>
<p><strong>Os efeitos no comércio</strong></p>
<p>São muitos os países do terceiro mundo que importam a grande quantidade da comida necessária para alimentar suas populações. O aumento nos preços significa que os problemas também aumentam rapidamente. Até mesmo para exportadores de alimentos, a situação está dando nos nervos. Na Coréia, o maior produtor de arroz do mundo, <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/18/korea-rice-crisis-in-the-past-and-at-the-present/">um internauta argumenta</a> [en] que o arroz deveria ser retirado dos acordos de livre comércio, permitindo que o país faça o que considere apropriado com essa comodidade estratégica.</p>
<p>No entanto, algumas vezes protecionismo não basta. Enquanto o preço do arroz <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/18/korea-rice-crisis-in-the-past-and-at-the-present/">tem aumentado em todas as nações produtoras de arroz do sudeste da Ásia</a> [en], os governos foram forçados a pedir calma e a rezar para que os preços no mercado interno comecem em breve a cair. A situação é duas vezes pior para importadores de arroz, como as Filipinas, onde os pobres têm sofrido na pele o peso dos aumentos. A Indonésia, outro país importador, cancelou suas importações em função dos altos preços.  O Cambódia e o Vietnã abandonaram as exportações. Blogueiros na Malásia relatam rumores de escassêz de arroz. O governo de Brunei pode vir a passar a subsidiar produtos alimentares básicos, como óleo vegetal, farinha de trigo, leite, ovos e frango.</p>
<p><a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/23/japan-where-has-all-the-butter-gone/"><img src="http://www.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2008/04/milk.jpg" alt="Leite japonês" /></a><br />
<small>Leite em um supermercado japonês</small></p>
<p>Há decadas os preços dos alimentos no Japão se mantinham estáveis, o que é estranho para um país que importa quase todos os produtos básicos que consome, exceto o arroz. Coisa do passado. <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/01/japan-the-rising-price-of-food/">Os preços subiram</a> [en] pela primeira vez em mais de duas décadas. O mesmo acontece com <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/23/japan-where-has-all-the-butter-gone/">derivados do leite</a> [en], os quais custavam aos consumidores o mesmo preço há três décadas. Cerveja, óleo vegetal e molho de soja estão também mais caros.</p>
<p><strong>Um matador silencioso </strong></p>
<p>Em Bangladesh, onde as pessoas chegam a gastar até 80% de seus salários com alimentos, o encarecimento do preço do arroz <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/04/10/bangladesh-hidden-hunger/">alcançou a classe média</a> [pt]. É muito pior para os pobres, e reportagens na imprensa confirmam vários casos de morte por fome. O chefe militar do país atiçou a ira de muitas pessoas ao sugerir que a população substituísse arroz por batatas.</p>
<p>No Tadjiquistão, onde as pessoas já enfrentaram uma falta de energia que durou todo o inverno, parece que <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/03/13/tajikistan-hunger-to-replace-cold-and-darkness/">mais de 260.000 pessoas</a> [en] precisam urgentemente de ajuda para se alimentarem. A preocupação maior é que esse número pode chegar a 2 milhões até o inverno.</p>
<p>Por falar em globalização, no Iêmen, <a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/03/11/arabeyes-rising-cost-of-living/">os preços dos produtos da cesta básica aumentaram</a> [en] ao passo que o custo de alguns bens eletrônicos caíu. O Kuwait também passa por aumento de preços, mas não graças à queda do valor do dólar americano.<br />
<a href="http://www.globalvoicesonline.org/2008/03/05/protests-over-high-prices-strike-burkina-faso/"><br />
Em Burkina Faso</a> [en], onde as pessoas acreditam que o governo ficou de braços cruzados enquanto os preços em alguns setores alcançaram um aumento de mais de 40% desde o início do ano, protestos foram deflagrados em várias cidades ao redor do país no final de fevereiro, resultando em prejuízos materiais e mais de 300 detenções.</p>
<p>Mais ou menos na mesma época, <a href="http://afp.google.com/article/ALeqM5itrCnalXSGAMyav1o3WScSPMLwRQ" onclick="javascript:pageTracker._trackPageview ('/outbound/afp.google.com');">em Camarões</a> [en], a raiva causada pelo aumento dos preços e queda dos salários sacudiu o país por três dias de violentos confrontos com militares. A raiva também foi alimentada pela tentativa por parte do presidente Paul Biya de mudar a constituição para que ele pudesse exercer um terceiro mandato.</p>
<p><strong>Essa história está longe do fim. Vamos continuar na cobertura dela - portanto veja a nossa página da cobertura especial <a href="http://www.globalvoicesonline.org/specialcoverage/global-food-crisis-2008/">Global Food Crisis 2008</a> [en] regularmente.<a href="http://www.globalvoicesonline.org/specialcoverage/global-food-crisis-2008/"><br />
</a></strong></p>
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		<title>Sudeste da Ásia: Crise dos Preços do Arroz e Outros Alimentos</tit