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	<title>Global Voices em Português &#187; Paula Góes</title>
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	<description>O mundo está falando. Você está ouvindo?</description>
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		<title>Nepal: A revolução do biogás</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/11/14/nepal-a-revolucao-do-biogas/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/11/14/nepal-a-revolucao-do-biogas/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 14:57:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Energia]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
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		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
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		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[No Nepal, quase 87% das residências dependem de lenha como fonte primária de energia. Mas instalações caseiras de biogás estão emergindo em grande quantidade e dando início a uma revolução verde no país.
 ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/bhumika-ghimire/">Bhumika Ghimire</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/10/15/nepal-bio-gas-revolution/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="attachment_101314" class="wp-caption alignleft" style="width: 210px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/marufish/3330320529/"><img class="size-medium wp-image-101314" title="biogas" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/biogas-199x300.jpg" alt="A Biogas plant. Image by Flickr user Marufish. Used under a creative commons license" width="199" height="300" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">Produção de biogás. Imagem do usuário do Flickr Marufish. Reproduzida sob licença do Creative Commons</p>
</div>
<p style="text-align: left;">A tecnologia de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Biog%C3%A1s">biogás</a> está dando início a uma revolução verde no Nepal. De acordo com o <a href="http://nepal.panda.org/our_solutions/conservation_nepal/tal/area/threats/deforestation/">WWF</a>, lenha é a fonte de energia mais popular no país, presente em quase  87% das residências. No entanto, o biogás vem surgindo como uma alternativa viável. Uma reportagem recentemente divulgada pela <a href="http://www.independent.co.uk/environment/biogas-brings-green-revolution-to-rural-nepal-1797415.html">AFP</a> mostra que o Nepal está lucrando com a neutralização de emissões de carbono com a ajuda de várias fábricas de biogás ao redor do país (foram quase US$ 600.000,00 em 2007).</p>
<p>Para uma nação que se esbarra com a dificuldade de encontrar fontes de energia baratas e renováveis, o biogás é sem dúvidas uma boa notícia para o Nepal.</p>
<p><a href="http://globalwarming-arclein.blogspot.com/2009/10/biogas-fueling-nepal.html"><em>Globalwarming Arclein</em></a>, um blog sobre como a agricultura pode ajudar a reduzir as emissões de carbono, diz que a abordagem de baixa tecnologia que o biogás exige o torna acessível para a maioria do povo nepalês que vive no campo:</p>
<blockquote><p>“Biogas production is not high technology. It takes a cistern that can be made with a shovel and perhaps setting liner stones as is often done in a modern septic field. Capping this and drawing of the produced gas into a holding tank is simple and usage after that needs again fairly minimalist hardware that can be jury-rigged together.</p>
<p>The major requirement is to simply know that it can be done and that it will work. Recovery of the produced slurry later is unpleasant but no different than similar tasks attended to.It is not a convenient way to produce enough gas for household heating, but certainly sufficient to support incidental heating for cooking and producing hot water in a healthy way.”</p></blockquote>
<div class="translation">A produção de biogás não exige alta tecnologia. É preciso uma cisterna que pode ser feita com uma pá e, talvez, revestida com pedras, como é feito muitas vezes em uma fossa séptica moderna. Fazer a nivelação e puxar o gás produzido para um reservatório de retenção é simples, e após isso, para usar o gás é preciso um hardware bastante minimalista que também pode ser improvisado.</p>
<p>O requisito principal é simplesmente saber que isso pode ser feito e que funcionará. A recuperação do chorume produzido depois é desagradável, mas nada diferente de tarefas semelhantes que precisam ser feitas. Não é uma forma conveniente para produzir gás em quantidade suficiente para o aquecimento doméstico, mas certamente é o suficiente para apoiar o aquecimento segundário para cozinhar e ferver água de uma maneira saudável.</p></div>
<p>O sucesso do Nepal no quesito biogás pode também vir a inspirar seus vizinhos. Um de seus aliados mais próximos, a Índia, está também em busca de desenvolver fontes de energia alternativas para lidar com a demanda cada vez maior em estados cada vez mais industrializados. <em>Razib Ahmed</em> do <a href="http://www.southasiablog.com/2009/06/alternative-energy-and-biogas-in-nepal.html">South Asia Blog</a> [en], que se concentra em assuntos sociais e de negócios na região, diz:</p>
<blockquote><p>“I am interested about biogas a lot because I believe that it has immense potential not only for Nepal but also for neighboring countries like India and Bangladesh. <em>Biogas Sector Partnership Nepal</em> (BSP-Nepal) is an NGO that is actively working for the promotion of biogas in the country. Until June 2008, 172,858 biogas plants have been made with their support.</p>
<p>As a result, more than 1 million people are getting the benefits. 1 million people may not sound to be that much to you but you have to remember that it is mainly the poor people living in rural areas who got benefited through this technology. Not only that, I would also like to catch your attention about the fact that Nepal imports almost 100% of its oil. So, every biogas plant made means saving some foreign currency for the country.”</p></blockquote>
<div class="translation">Tenho muito interesse no biogás, porque acredito que ele tem um imenso potencial não apenas para o Nepal, mas também para países vizinhos como a Índia e Bangladesh. A <em>Biogas Sector Partnership Nepal</em> (BSP-Nepal) é uma ONG que está trabalhando ativamente para a promoção do biogás no país. Até junho de 2008, 172.858 unidades de biogás foram montadas com o seu apoio.</p>
<p>Como resultado, mais de um milhão de pessoas estão sendo beneficiadas. Um milhão de pessoas pode não parecer ser muito para você, mas é preciso lembrar que são principalmente as pessoas pobres que vivem em áreas rurais que têm se beneficiado com esta tecnologia. E não só isso, eu também gostaria de chamar sua atenção para o fato de que o Nepal importa quase 100% do petróleo que usa. Assim, cada unidade de biogás significa economizar em moeda estrangeira para o país.</p></div>
<p>E o interesse pelo biogás não é apenas nuvem passageira no Nepal. Depois de muitos anos de trabalho duro e planejamento cuidadoso, a produção começa a ganhar atenção. Em 2005, <em>Mallika Aryal</em> do <a href="http://www.renewableenergyworld.com/rea/news/article/2005/10/nepal-biogas-program-generates-sustainability-38422">RenewableEnergyAccess</a> relatou a meta do Nepal de gerar sustentabilidade e renda por meio do biogás.</p>
<blockquote><p>“Nepal&#39;s Biogas Support Program has extended its work to 66 of the nation&#39;s 75 districts and plans to have 200,000 biogas plants installed by 2009. A plant suitable for a rural household costs US $300. Government subsidies have made the plants affordable. An individual invests only $200 and his investment is recouped in three years. A very good deal indeed!</p>
<p>Now the Nepali biogas plants are on their way to becoming a “good deal” for the global environment. When Kyoto Protocol, the global climate treaty, will enter into force for Nepal in December 2005, it would be eligible to start trading the carbon dioxide not emitted by using biogas and earn up to $5 million per year.”</p></blockquote>
<div class="translation">O Programa de Apoio ao Biogás do Nepal estendeu seu trabalho para 66 dos 75 distritos do país e tem planos de instalar 200.000 unidades de biogás em 2009. Uma instalação adequada para uma família na zona rural custa US$ 300,00. Os subsídios governamentais têm tornado as instalações acessíveis. Um indivíduo investe apenas US$ 200,00 e seu investimento é recuperado em três anos. Um negócio muito bom!</p>
<p>Agora as instalações de biogás nepalesas estão a caminho de se tornar um &#8220;bom negócio&#8221; para o ambiente global. Quando o Protocolo de Kyoto, o tratado sobre o clima global, entrar em vigor no Nepal em Dezembro de 2005, será possível iniciar a negociação do dióxido de carbono não emitido pela utilização de biogás e ganhar até US$ 5 milhões por ano</p></div>
<p>Para saber mais sobre como o biogás está ajudando o Nepal, veja esse vídeo produzido pelo <em>Nepal Project</em> da Tokyo City University, Japão.</p>
<div><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/B3gQE6XWV0o&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/B3gQE6XWV0o&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></div>
<p>(Todos os links levam a blogs em inglês)</p>
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		<item>
		<title>Argentina: De luto pela morte da cantora Mercedes Sosa</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/10/11/argentina-de-luto-pela-morte-da-cantora-mercedes-sosa/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/10/11/argentina-de-luto-pela-morte-da-cantora-mercedes-sosa/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 11 Oct 2009 16:54:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[Arte & Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Spanish]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[O povo argentino está de luto pela morte da cantora Mercedes Sosa, que faleceu em 4 de outubro. Muitos foram prestar às últimas homenagens à cantora, conhecida carinhosamente como "La Negra."]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/jorge-gobbi/">Jorge Gobbi</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/10/07/argentina-mourning-the-death-of-folk-singer-mercedes-sosa/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>O falecimento em 4 de outubro da cantora <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mercedes_Sosa">Mercedes Sosa</a>, uma das vozes mais importantes da música folclórica da América Latina, foi uma das notícias mais relevantes do final de semana passado. A notícia teve cobertura em toda a imprensa da Argentina, além de alguns canais de notícias a cabo que transmitiram o velório no decorrer do domingo.</p>
<h5 id="attachment_100016" style="width: 410px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/29835102@N00/3984723042/"><img title="ms2" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/ms2.jpg" alt="Foto de Basilievich usada sob licença do Creative Commons." width="400" height="266" /></a>Foto de Basilievich, usada sob licença do Creative Commons.</h5>
<p>Como era de se esperar, muitos blogueiros escreveram sobre a morte da cantora. A grande maioria publicou vídeos ou canções, como uma forma de prestar uma homenagem a ela. No blogue <em><a href="http://entrecolycollechuga.blogspot.com/2009/10/mercedes-sosa-solo-le-pido-dios.html">La Cocina Plural</a> [es]</em>, por example, Tomy escreve:</p>
<blockquote><p>Tus acciones, tus palabras, tus canciones y tu voz despertaron alguna conciencia social…( algunas siguen dormidas), te echaremos de menos para siempre, que descanses allí donde estés</p></blockquote>
<div class="translation">Suas ações, suas palavras, suas canções e sua voz despertaram alguma consciência social&#8230; (algumas seguem dormindo), sentiremos sempre a sua falta, que descance em paz onde quer que esteja.</div>
<h5 id="attachment_100017" style="width: 410px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/blmurch/3980836216/"><img title="ms1" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/10/ms1.jpg" alt="Mourning waiting in line to pay their respects to Mercedes Sosa. Photo by blmurch and used under a Creative Commons license." width="400" height="267" /></a>Espera na fila do velório para prestar a última homenagem a Mercedes Sosa. Foto de blmurch, sob licença do Creative.</h5>
<p>Outros blogues fizeram pequenos resumos dos acontecimentos no dia seguinta ao da morte da cantora. O blog <em><a href="http://lacarabina.wordpress.com/2009/10/05/mercedes-sosa-murio-durante-la-madrugada-del-domingo">La Carabina</a> [es]</em> escreve que:</p>
<blockquote><p>desde que se conoció su muerte (producida en la madrugada del domingo), sus admiradores han guardado pacientemente horas de fila para acceder al velatorio organizado en el salón de los Pasos Perdidos del Congreso, un honor sólo reservado para las más importantes personalidades políticas y culturales.</p></blockquote>
<div class="translation">desde que sua morte foi anunciada (divulgada na madrugada de  domingo), os fãs esperaram pacientemente por horas nas filas para terem acesso ao velório organizado no Salão Pasos Perdidos do Congresso, que é uma honra reservada apenas para as personalidades mais importantes dos cenários político e cultural.</div>
<p>O site oficial da cantora já havia recebido uma grande quantidade de mensagens antes da morte dela, por causa da piora progressiva em seu quadro de saúde. Os fãs também deixaram seus pêsames na página de<a href="http://es-la.facebook.com/profile.php?id=786501444"> Mercedes Sosa no Facebook</a> [es].</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Brasil: Inclusão sócio-digital por meio da Revolução das Lan Houses</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/29/brasil-inclusao-socio-digital-por-meio-da-revolucao-das-lan-houses/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/29/brasil-inclusao-socio-digital-por-meio-da-revolucao-das-lan-houses/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 13:57:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
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		<description><![CDATA[As mais pobres e mais excluídas populações do Brasil estão cada vez mais acessando a internet por meio de LAN - Local Area Networks. Mas será que a inclusão digital promovida pelas lan houses em todo o país afetam o desenvolvimento humano no país?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/09/28/brazil-socio-digital-inclusion-through-the-lan-house-revolution/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div>
<dl id="attachment_59160">
<dt><a href="http://www.flickr.com/photos/brunofernandes/198542622/"><img title="lan house in Brazil" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/198542622_ab105a61ab.jpg" alt="Bruno Fernandes, from Patos de Minas, Brazil. Photo available under a Creative Commons license." width="500" height="375" /></a> </dt>
<dd>Bruno Fernandes, de Patos de Minas, Brasil. Foto disponibilizada com uma licença da Creative Commons.</dd>
</dl>
</div>
<blockquote><p>Acredito que vocês devam está habituados em ver os pais  levarem e buscarem seus filhos em lan houses. Esta é uma locadora que  fica aqui na minha cidade, veja só a quantidade de bicicletas. Tinha  mais ainda do outro lado.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/brunofernandes/">Bruno Fer</a><a href="http://www.flickr.com/photos/brunofernandes/">nandes</a>, na legenda da foto acima</p></blockquote>
<p>A foto acima ilustra bem a &#8220;Revolução das Lan Houses&#8221; que acontece nesse exato momento no Brasil. Em todo o país, a maioria dos brasileiros hoje acessa a internet  por meio de Local Area Networks (LAN), uma tendência que no início era vista apenas nas vizinhanças mais abastadas do Brasil e que agora se transormou em fenômeno em comunidades mais carentes, onde computadores e conexão  banda larga são artigos fora do alcance da população. De acordo com Ronaldo Lemos, diretor do <a href="http://www.direitorio.fgv.br/cts/index.html">Centro de Tecnologia e Sociedade</a> da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV) no Rio de Janeiro,  &#8220;as lan-houses são locais de grande socialização, e têm ocupado um lugar importante nas favelas&#8221;. Seu artigo <a href="http://publius.cc/lan_houses_new_wave_digital_inclusion_brazil/091509">LAN Houses: A new wave of digital inclusion in Brazil</a> [Lan Houses: Uma nova onda de inclusão digital no Brasil, en] foi recentemente apresentado na <a href="http://cyber.law.harvard.edu/events/2009/09/idrc">Conferência da Universidade de Harvard</a><a href="http://cyber.law.harvard.edu/events/2009/09/idrc">: Comunicação e Desenvolvimento Humano</a> [en].</p>
<p><strong>Internet para todos?</strong></p>
<p>Há hoje no país mais de 90 mil lan houses, responsáveis por 50% dos  acessos à internet. Uma <a href="http://www.cetic.br/usuarios/tic/2008-total-brasil/rel-int-04.htm">pesquisa</a> publicada em 2008 pelo <a href="http://www.cgi.br/" target="_blank">Comitê Gestor da Internet no Brasil</a> (CGI.br) mostrou que 48% de todos os usuários que acessam a internet no Brasil o fazem em centros públicos de acesso pago, como lan houses. Quando se trata de pessoas das classes mais pobres, D e E, esse número salta para 79% -  um aumento de 60% em relação aos 48.08% de usuários em 2006.</p>
<p>Outra  <a href="http://info.abril.com.br/aberto/infonews/012009/20012009-41.shl">pesquisa</a> conduzida no início do ano pela TV Cultura em 27 lan houses espalhadas pela cidade de  São Paulo e contando com 376 entrevistas com usuários e propriétarios  revelou que cresce a presença de usuários das classes C e D. A amostra  indicou também que para 17% dos usuários, as lan houses são a única  forma de acesso à internet, a mesma proporção dos que têm acesso também  em casa (normalmente usuários que precisam acessar a internet quando  estão fora), 15% no trabalho e 12% na escola. Jogar videogames  é a atividade  principal para 42% dos entrevistados, mas uma proporção igual acessa  portais de cultura, notícia e entretenimento. Redes sociais,  especialmente o Orkut, e bate-papo online também são muito populares.  Além disso, as lan houses também são usadas para pesquisas diversas,  trabalhos escolares e busca de emprego.</p>
<p>Mas de que forma a inclusão digital promovida por lan houses em todo o país afeta o desenvolvimento humano no Brasil?</p>
<p><a href="http://blog-contexto-ufs.blogspot.com/2008/12/lan-house-uma-forma-de-melhorar-de-vida.html">Jeimy Remir</a>,  que entrevistou proprietários e usuários de lan houses, diz que elas melhoram a vida dos dois grupos, e têm mudado a cara  do país, principalmente nas áreas periféricas das grandes cidades.  De acordo com ele, a inclusão digital promovida pelas lan houses de fato afeta o desenvolvimento humano no Brasill:</p>
<blockquote><p>Fruto de criatividade e empreendedorismo, a construção  de uma lan house tem mudado a vida de seus proprietários. Geralmente  acopladas à casa de quem administra, as lan houses apresentam-se em  ambientes estilizados, muitas vezes estruturados nas garagens de  residências, com iluminação e decoração diferenciadas. [&#8230;] Outra  característica das lan houses é servir como espaços para encontro de  jovens, intencionados em fazer amizades, interagir e paquerar. Com as  ferramentas atuais da Comunicação, como msn, orkut e bate-papo, a  utilização desses espaços para semelhantes fins tem sido mais intensa e  confirma tais ambientes como um reflexo social. [&#8230;] Por isso, as lan  houses afirmam seu poder por servirem para a inclusão digital, dando  acesso à internet para pessoas de baixa renda, e confirmam com  singularidade suas inclinações: fonte de renda para quem administra e  ponto de encontro para jovens.</p></blockquote>
<div>
<dl id="attachment_59165">
<dt><a href="http://www.flickr.com/photos/yasodara/2098609789/"><img title="2098609789_4d1f88010a-1" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/2098609789_4d1f88010a-1.jpg" alt="Photo by &lt;a title=" /></a> </dt>
<dd>Foto de <a href="http://www.flickr.com/photos/yasodara/">Yasodara</a> disponibilizada com uma licença da Creative Commons.</dd>
</dl>
</div>
<blockquote><p>Lan house, até aqui?</p>
<p>Lan House em Pirenópolis. Fica em frente ao Banco do Brasil.</p>
<p>Ah, o pogresso.</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/yasodara/">Yasodara</a>, na legenda da foto acima, tirada em 2007. <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Piren%C3%B3polis">Pirenópolis</a> é uma pequena cidade de Goiás com apenas pouco mais de 20 mil habitantes.</p></blockquote>
<p><strong>Lutando contra preconceitos  e encarando obstáculos </strong></p>
<p>No entanto,  apesar da inclusão social que promovem, as lan houses são  vítimas de preconceito no Brasil. Uma notícia publicada em um grande portal na  internet que chamou recentemente a atenção foi o chamado à polícia por  parte de um proprietário de uma lan house para prender um cliente que  havia levado um pacote de fotos pornográficas de crianças de 6 a 8 anos para  distribuí-las pela rede. Segundo usuários, a forma como a notícia foi  divulgada pela imprensa deu a entender que lan houses são pontos de  encontro para pedófilos:</p>
<blockquote><p>O título da notícia que está sendo veiculada na internet ,e que com quase toda a certeza será veiculada pelos jornais, é <strong><em>Suposto pedófilo é preso em lan house com fotos de crianças</em></strong>, como você podem ver neste <a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI3645667-EI5030,00-Suposto+pedofilo+e+preso+em+lan+house+com+fotos+de+criancas.html">link do Terra</a> e neste outro de uma procura pelo tema no <a href="http://news.google.com.br/news?as_q=ped%C3%B3filo+lan+house&amp;svnum=10&amp;as_scoring=r&amp;um=1&amp;ned=pt-BR_br&amp;hl=pt-BR&amp;btnG=Pesquisa+Google&amp;as_epq=&amp;as_oq=&amp;as_eq=&amp;as_drrb=q&amp;as_qdr=&amp;as_mind=18&amp;as_minm=2&amp;as_maxd=20&amp;as_maxm=3&amp;as_nsrc=&amp;as_nloc=&amp;as_occt=any&amp;aq=f">Google News</a>. Quem fica com a fama, quem fica mal na foto é a Lan House. Antro de desmandos e desvirtuamento de caminho para adolescentes.</p>
<p>Não é este o <a href="http://batismodigital.blogspot.com/">quadro</a>.  As lan houses sofrem os mesmos riscos que qualquer outro setor da  economia enfrenta. Lans Houses, cybers cafés, telecentros e o que for,  têm um papel fudamental no processo de inclusão à infraestrutura da era  do conhecimento, da inclusão digital à inovação, como eles demonstram  nesta <a href="http://www.slideshare.net/rafaelmauricio/estatsticas-sobre-as-lan-houses-no-brasil#stats-bottom">apresentação</a> estatística do mercado brasileiro.</p></blockquote>
<p><a href="http://fiqueinteligente.com.br/o-preconceito-contra-lan-houses.html ">André Rubens</a> percebeu que esse preconceito é generalizado em todo o país ao  participar de uma reunião em dezembro passado com outros donos e  presidentes de associações de lan houses brasileiras. Segundo ele, foi  possível perceber que &#8220;parece que as pessoas acham que Lan House é algo  que prejudica a saúde e o bem estar do indivíduo&#8221;. Ele explica como  essa situação já foi pior, com o aumento rápido e considerável dessa  novidade no ramo dos negócios até então desconhecida:</p>
<blockquote><p>Tudo isso virou uma grande bomba, até que começaram a  aparecer novos dados que mostram que somos responsáveis pela inclusão  digital no país e que jogos eletrônicos fazem BEM SIM para a formação  da criança e do adolescente INCLUSIVE aqueles considerados violentos e  principalmente as pessoas que nos atacavam receberam seu contrata  ataque devido e hoje nos respeitam! Nossa briga continua, argumentando  com as autoridades, rebatendo comentários estúpidos e fazendo novos  projetos vamos conquistar simpatia da sociedade e seremos reconhecidos  com grande importância na inclusão sócio-digital.</p></blockquote>
<div>
<dl id="attachment_59181">
<dt><a href="http://www.flickr.com/photos/cassimano/3087298458/"><img title="3087298458_2cc6e1dfbe" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/3087298458_2cc6e1dfbe.jpg" alt="Av. Paulista - São Paulo - Brasil. Photo by cassimano used under a Creative Commons license." width="500" height="334" /></a> </dt>
<dd>Av. Paulista - São Paulo - Brasil. Foto de cassimano disponibilizada com uma licença da Creative Commons.</dd>
</dl>
</div>
<p><span style="font-size: small;">Essa  reunião, que teve como objetivo entender e ajudar a solucionar os  principais problemas enfrentados pelas lan houses no Brasil, contou com <a href="http://blog.mozilla.com/brasil/2009/02/02/projeto-lan-house-de-sua-opiniao/">o apoio do projeto Mozilla</a>, que disponibilizou um <a href="https://wiki.mozilla.org/Community:LanHouse">wiki</a> para documentar a discussão e motivar que o debate continue de forma colaborativa, aberto a todos: </span></p>
<blockquote><p>Diversas questões foram tratadas, tais como a questão da  informalidade, as propostas de regulamentação para o setor, os  principais problemas técnicos enfrentados, sugestões de customização do  Firefox e as restrições ao uso de jogos. (&#8230;) A primeira fase do  Projeto Lan House consistiu exatamente em identificar quais eram os  problemas enfrentados e mapear as opções de como ajudar. Agora,  gostaríamos de saber a sua opinião sobre o que a Mozilla pode fazer  para ajudar as lan houses a levar inclusão digital para o Brasil de  maneira mais abrangente e melhor.</p></blockquote>
<p><strong>Controle estatal e difícil regulamentação </strong></p>
<p>Em entrevista no blog de <a href="http://ceilasantos.blogspot.com/2008/05/os-desafios-das-lan-house-no-brasil.html">Ceila Santos</a>, o diretor da <a href="http://www.abcid.com.br/index.html">ABCID (Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital</a> Rafael Maurício da Costa conta como novas e mais severas regulamentações podem forçar muitas lan houses a fechar as portas:</p>
<blockquote><p>Associou-se intensamente que lan house equivale à evasão  escolar. E deduziu-se que para combater a evasão escolar, basta  combater as lan houses. Como conseqüência disto produziu-se uma série  de leis pelo País que dificultam de sobremaneira a instalação formal do  negócio. O que acontece é que há uma demanda vertiginosamente crescente  pelo acesso à tecnologia, e ela produz a oferta que vemos, dessa forma,  como não há amparo na atuação legal a informalidade é majoritária. O  interessante é que é justamente nessa informalidade que predominam  todas as más praticas que a legislação pretende combater e como  conseqüência infeliz o aumento do número de pessoas formais que  encontram cada vez mais “cláusulas de barreira” à operação legal.</p></blockquote>
<p>Já existe regulamentações bem rígidas para  lan houses, e essas variam de acordo com o estado na qual se localizam. Em São Paulo, por exemplo, cada lan house deve manter uma database dos nomes e endereços dos usuários. No Paraná, um projeto de lei propõe que  <a href="http://0001coisas.blogspot.com/2009/06/lei-exigira-que-lan-house-filme.html">todas as pessoas assessando  computadores a partir de uma lan house sejam filmadas</a> e que os proprietários mantenham todas as gravações por dois anos. No estado do Amazonas, usuários menores de idade precisam de uma autorização por escrito de seus responsáveis para acessar um computador de lan houses. Um projeto de lei considera a  <a href="http://portalamazonia.globo.com/pscript/noticias/noticias.php?idN=93127">solicitação de identidade para todos os usuários</a>. <a href="http://kazuya-kun.com/2009/01/sobre-as-leis-de-regulamentao-de-lan.html">Luiz Rodrigo Silva de Souza</a>, um blogueiro de 14 anos que às vezes frequenta lan houses, comenta sobre a ineficácia dessas leis - talvez por estarem longe da realidade:</p>
<blockquote><p>Já deve ser a décima lei que fazem tentando regulamentar lan houses. Regulamentar não, proibir permitindo. Já tentaram <a href="http://forum.vscyber.com/viewtopic.php?f=41&amp;t=15647&amp;view=previous">proibir lan houses num raio de 1 km de escolas</a>, <a href="http://portalamazonia.globo.com/noticias.php?idN=58344&amp;idLingua=1">proibir as crianças de usar os computadores por mais de três horas seguidas e competições com prêmio em dinheiro</a>, e funcionou? (&#8230;)</p></blockquote>
<blockquote><p>O ideal é a criança estar na escola, não na lan house,  mas tirá-las de lá não é somente criar uma lei, se fosse assim, por que  também não cria uma lei que proíba crise econômica, cigarro e miguxês?  Está mas do que claro que estas medidas não vão tirar as crianças da  exploração e prostituição infantil, o máximo que vão conseguir é falir  as lan houses. Manter uma lan house legalizada em Manaus é inviável com  os <a href="http://kazuya-kun.com/2008/10/maldita-excluso-digital.html">custos de uma conexão banda larga por aqui</a>,  e com essas leis querem responsabilizá-las por um problema cujos  principais culpados são os responsáveis e a própria sociedade.</p></blockquote>
<div>
<dl id="attachment_98395" style="width: 410px;">
<dt><a href="http://baratasblog.blogspot.com/2008/12/melhor-lan-house-do-muundo.html"><img title="lan_house_humor" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/09/lan_house_humor.jpg" alt="In this upcoming lan house, the spelling has been adapted to 'lan rause' to help with the pronunciation in Portuguese" width="400" height="255" /></a> </dt>
<dd>Nessa lan house a ser inaugurada, a redação foi adaptada &#8220;lan  rause&#8221; para ajudar a pronúncia em português. Foto: Barata Blog</dd>
</dl>
</div>
<blockquote><p>Como podemos perceber, essa super &#8220;lan rause&#8221; ainda está passando  por reformas em seu prédio para que seja possível abrigar adequadamente  a grande multidão ansiosa para acessar internet de <span style="font-weight: bold;">1 Giga</span>!! Um espanto!! E ainda dizem que o Brasil é um país atrasado&#8230;</p>
<p><a href="http://baratasblog.blogspot.com/2008/12/melhor-lan-house-do-muundo.html">Barata Blog</a>, na legenda da foto acima</p></blockquote>
<p><strong>Inclusão social por meio de inclusão digital</strong></p>
<p>Existem mais de  90 mil lan houses no Brasil, ao mesmo tempo que o país conta com apenas <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/09/23/harvard-forum-markets-mobiles-and-the-ability-to-make-culture/"> 2 mil cinemas e  2.600 livraria</a><a href="http://globalvoicesonline.org/2009/09/23/harvard-forum-markets-mobiles-and-the-ability-to-make-culture/">s</a> [en]. Será que elas podem vir a ser um lugar não apenas limitado aos videogames ou atualização do orkut, ou até <a href="http://publius.cc/lan_houses_new_wave_digital_inclusion_brazil/091509">cidadania e serviços a cidadãos online</a> [en]? A pedagoga Rita Guarezi diz que as Lan Houses já desempenham um <a href="http://imasters.uol.com.br/artigo/14286/elearning/lan_house_como_alternativa_de_inclusao_educacional/">papel crucial na difusão da Educação à Distância</a>:</p>
<blockquote><p>Espalhadas pelo Brasil inteiro, as lan houses ganham  expressão ainda mais relevante nas regiões mais carentes, norte e  nordeste, onde são registrados os maiores índices de evasão escolar do  país. [&#8230;] Dentro desta realidade de crescimento constante de usuários  da internet e das lan houses, a Educação à Distância pela Internet  (e-learning) vai se firmando como um instrumento de auxílio no combate  à evasão escolar entre jovens, oferecendo as mais variadas opções para  quem quer complementar seus estudos, reciclar e aprimorar  conhecimentos. [&#8230;] Por tudo isso, podemos visualizar a lan house como  um espaço também de estudo. Acreditamos que a EAD pela Internet no  Brasil está intimamente ligada ao futuro das lan houses e suas novas  nuances. E as perspectivas são extremamente promissoras.</p></blockquote>
<p>E podem também vir a ser um espaço para cultura. A escritora <a href="http://simonecampos.blogspot.com/2009/09/o-ismar-tirelli-fez-essa-entrevista.html">Simone Campos</a> tem um projeto: aproveitar a popularidade das Lan Houses para  tornar o Brasil um país de leitores. Um de seus futuros projetos é uma  ficção interativa, usando a linguagem do videogame, que é bem mais  familiar para novas gerações que do que a do livro, para fazer  literatura:</p>
<blockquote><p>A lan house é o novo rendez-vous. Eu simplesmente tenho  que aproveitar isso. Pretendo plantar um vírus que transforme a lan  house em biblioteca.</p></blockquote>
<p><a href="http://gilgiardelli.wordpress.com/2009/01/18/corujao/ ">Gil Giardelli</a> vislumbra uma revolução:</p>
<blockquote><p>Nas periferias das megalópoles, o cool são as sessões de  lan house corujão R$ 6,00 passa a noite lá e pela manhã tem um belo  café!</p>
<p>Os garotos se socializam, os pais ficam tranquilos, os educadores se  preocupam e os terapeutas certamente terao mais pacientes em um futuro  próximo!</p>
<p>50% dos conectados no Brasil, estão nas lan houses! Como será esta  revolucao? Garotos antenados? Garotos solitários? Garotos com a  educação diferenciada? Economia e educação coletiva elevada ao cubo? Um  nova humanidade?</p></blockquote>
<div id="attachment_98617"><a href="http://pralerblog.blogspot.com/2009/04/lan-house-como-ponto-de-encontro-ponto.html"><img title="05_iluca_lanhouse" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/09/05_iluca_lanhouse1.jpg" alt="'Lã Rause', in an even more Brazilian spelling. Photo from PraLer Blog." width="400" height="323" /></a></p>
<p>&#8220;Lã Rause&#8221;, escrito de uma forma ainda mais abrasileirada. Foto (ou montagem) do Blog PraLer.</p></div>
]]></content:encoded>
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		<title>Irã: Ditadura x Animação</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/23/ira-ditadura-x-animacao/</link>
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		<pubDate>Wed, 23 Sep 2009 21:45:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte & Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<description><![CDATA[Muitos desenhos, pôsters, canções e vídeos foram criados por iranianos e não em apoio ao movimento protesto “verde” do Irã, contra o resultado das eleições presidenciais de 12 de junho. Os animadores também declararam guerra à ditadura no Irã.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/hamid-tehrani/">Hamid Tehrani</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/09/23/iran-animations-vs-dictatorship/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Muitos desenhos, pôsters, canções e vídeos foram <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/06/30/iran-protest-movement-inspires-art/">criados</a> por iranianos e não em apoio ao movimento protesto “verde” do Irã, contra o <a href="../specialcoverage/iranian-election-2009/">resultado das eleições presidenciais de 12 de junho</a>. Os animadores também declararam guerra à ditadura no Irã.</p>
<p><strong>&#8216;Green People&#39; ou povo verde é uma animação inspirada em <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mohandas_Karamchand_Gandhi">Gandhi</a></strong></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/byuVeqtWPQ0&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/byuVeqtWPQ0&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><strong>Mahmoud Ahmadinejad durante o debate eleitoral de 2009</strong></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/niOHVIuZz2k&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/niOHVIuZz2k&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><strong>Direitos Humanos da comunidade <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bah%C3%A1%27%C3%AD">Baha&#39;i</a><br />
</strong></p>
<p>Outra animação nos lembra que o Regime Islâmico têm reprimido o povo há muitos anos, antes das eleições. <a href="http://www.youtube.com/user/MEYmedia">MideastYouth.com</a> apresenta apresenta uma animação sobre os perseguidores da <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bah%C3%A1%27%C3%AD">fé Baha&#39;i</a> no Irã. Uma história de 30 anos.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/rf2XoASwFeA&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/rf2XoASwFeA&amp;hl=en&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Tradutor da semana: Boukary Konaté, do Mali</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/11/tradutor-da-semana-boukary-konate-do-mali/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/11/tradutor-da-semana-boukary-konate-do-mali/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 23:38:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogueiros]]></category>
		<category><![CDATA[Desenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
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		<description><![CDATA[Boukary Konaté, de 31 anos, ensina francês e inglês em uma escola secundária em Bamako, capital do Mali. Ao entrar para o Global Voices Online, sua vida tomou um novo rumo. Ele agora está envolvido em projetos na web para promover sua língua materna, bambara, e para treinar comunidades da zona rural do Mali a usar a internet.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/claire-ulrich/">Claire Ulrich</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/09/06/translator-of-the-week-boukary-konate-in-mali/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img class="size-medium wp-image-92212" title="Boukary Konaté" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/photo-gv-Konate-Boukary-2-296x300.jpg" alt="Boukary Konaté" width="200" align="right" /><a href="http://globalvoicesonline.org/author/claire-ulrich/">Boukary Konaté</a> [fr], 31 anos, ensina francês e inglês em uma escola secundária em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bamako">Bamako</a>, capital do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mali">Mali</a>.</p>
<p>Fé, e muito trabalho, trouxeram o rapaz da zona rural do Mali a Bamako, onde descobriu e se apaixonou pela a World Wide Web.</p>
<p>Entrar para a equipe de tradutores do <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/09/06/translator-of-the-week-boukary-konate-in-mali/">Global Voices em Francês</a> [fr] abriu um novo horizonte para ele. Boukary agora está envolvido em vários projetos para promover sua língua materna, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_bambara">bambara</a>, na Web, e para trazer mais acesso à internet para a zona rural de Mali.</p>
<p>Se você estiver no lado do iPhone e da &#8220;sobrecarga de informação&#8221; do abismo digital, perceberá que Boukary tem uma história séria, inspiradora e até mesmo mágica para contar nesta entrevista.<br />
<strong> </strong></p>
<p><strong>P: Como você descobriu o Global Voices em Francêse decidiu fazer parte da equipe de tradutores?</strong></p>
<blockquote><p>Aconteceu em dezembro de 2008. Um dia, por volta das 8 horas da noite, eu estava sentado sozinho no meu quarto em Bamako, quando fui tomado pelo desejo de aprender mais. As seguintes palavras formaram-se em minha mente: &#8220;eu quero&#8221;. Estas são palavras poderosas para mim. Levantei-me, fui a uma internet café, reservei um computador e digitei: &#8220;Eu quero&#8221; na barra de pesquisa do Google. Consultei os resultados e encontrei o Global Voices en Français. No dia seguinte, me inscrevi como tradutor voluntário.</p></blockquote>
<p><strong>P: Sua aldeia natal, Sanogola-Bamoussobougou, não tem nem eletricidade quanto mais conexão à internet. Conte-nos um pouco sobre sua vida.</strong></p>
<blockquote><p>Eu sou o filho de Négué, um fazendeiro, e de Kane Djeneba, uma dona de casa. Cresci na fazenda, ajudando meus pais. Uma noite, estava pastoreando vacas com outras crianças quando conheci um homem na estrada, uma sargento. Sua motocicleta Suzuki tinha quebrado. Seu nome era Lassinè Traoré. Enquanto nós o ajudávamos, ele me perguntou se eu ia para a escola. Eu respondi &#8220;não&#8221;. Ele foi ver o meu pai e o aconselhou a me colocar para estudar. Voltou uma semanas após a outra, até que meu pai deu o seu consentimento. O sargento Traoré me disse: &#8220;Deixo você ali. Você tem agora o dever de se sair bem nos estudos para honrar a mim, e mais tarde para cuidar de si mesmo e dos seus pais&#8221;.</p>
<p>Passei seis anos andando seis quilômetros até a escola mais próxima até que me mudei para Bamako para entrar no ensino médio. Trabalhei de pedreiro e fiz bicos nos fins de semana para dar conta das despesas que a bolsa do governo não cobria. Minha mãe queria que eu fosse bem-sucedido na escola, ela fez tudo o que estava ao seu alcance. Fui para o magistério. Gostaria de ter ido para a universidade, mas não tenho condições para isso. Então aprendi por conta própria a usar um computador e a navegar em ciber-cafés em Bamako. A internet acalmou minha sede de conhecimento.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/toujourspassages/3816793899/"></a></p>
<div id="attachment_92213" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/toujourspassages/3816793899/"><img class="size-medium wp-image-92213" title="Boukary (left) and his father" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/Boukary-and-his-father-300x225.jpg" alt="Boukary (left) and his father in hunting gear" width="300" height="225" /><br />
</a></p>
<p class="wp-caption-text">Boukary (à esquerda) com seu pai e uma foto dele vestindo sua roupa de caçador. Foto: Toujours Pas Sages, no Flickr</p>
</div>
<p><strong> Q: Como é conexão à interent em Mali hoje em dia?</strong></p>
<blockquote><p>O Mali fez muito para promover novas tecnologias na administração desse governo, mas há muito a se fazer para conectar as pessoas, especialmente nas áreas rurais. O interesse em novas tecnologias é enorme, mas as pessoas não podem acessá-las. O custo de computadores pessoais, capacitação e conexão à internet são muito elevados. Um computador portátil novo custa o equivalente a seis meses de salário de um professor. Em Bamako, uma hora em um cyber café custa em torno de 500 francos CFA (1 dólar) ou até 1.000 francos CFA em cidades menores. Compare isto ao preço de um saco de 50kg de arroz, que é 17.500 francos CFA (cerca de US$ 38,00), é bem fora do alcance da maioria das pessoas.</p></blockquote>
<p><strong>Q: Você não apenas começou a blogar desde que se juntou ao Global Voices, o idioma do seu blog é Bambara!</strong></p>
<blockquote><p>Aconteceu porque o <a href="http://maneno.org/">Maneno.org</a>, uma plataforma de blogs para África co-fundada pela autora e tradutora do Global Voices <a href="http://globalvoicesonline.org/author/elia/">Elia Varela Serra</a> precisava de tradutores africanos. Falo e escrevo em bambara, a principal língua do Mali. Bambara possui fontes especiais [veja este <a href="http://toujourspassage.maneno.org/bam/articles/brw1251408479/">post</a>] e nenhum teclado. Nós resolvemos esse problema com um <a href="http://scripts.sil.org/cms/scripts/page.php?site_id=nrsi&amp;item_id=LegacyTTFKmn&amp;highlight=Mali">teclado virtual</a>. Eu localizei a plataforma em <a href="http://www.maneno.org/bam/home/">bambara</a> e abri meu blog, o <a href="http://fasokan.maneno.org/#">Fasokan</a>. Blogo em bambara e francês sobre o Mali, os problemas dos agricultores e os meus pensamentos.</p>
<p>Agora tenho uma grande vontade de promover as línguas africanas na Web, de modo que o povo africano possa se relacionar e compartilhar em todo o continente. Na área rural do Mali, muitas pessoas falam e aprendem a escrever apenas bambara na escola primária. Eu quero que elas sejam capazes de acessar a Web em bambara também.</p></blockquote>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 250px;"><strong><a href="http://www.flickr.com/photos/toujourspassages/3816759297/"><strong><img title="Toujours pas sage project, Mali" src="http://farm3.static.flickr.com/2493/3816759297_0300de2da1_m.jpg" alt="Boukary treina moradores de vilarejos em Mali a usar a internet. Foto: Toujours Pas Sages no Flickr" width="240" height="180" /></strong></a></strong></p>
<p class="wp-caption-text">Boukary treina moradores de vilarejos em Mali a usar a internet. Foto: Toujours Pas Sages no Flickr</p>
</div>
<p><strong>Q: Esse sonho se tornou realidade neste verão?</strong></p>
<blockquote><p>Meu sonho era trazer a internet para minha aldeia, para introduzir a minha família e os agricultores à web. Através da Global Voices em francês, eu conheci Albertine Meunier, que realiza oficinas de internet com os <a href="http://teatimewithalbertine.tumblr.com/">idosos na França</a>. Lançamos o projeto <a href="http://toujourspassage.tumblr.com/">Toujours Pas Sages</a> (Ainda Não Sábios) no Maneno, em francês e bambara. Graças à <a href="http://www.orangemali.com/decouvrez-orange/fondation.php">Fundação Orange Mali</a>, temos uma conexão de internet móvel para lugares remotos.</p>
<p>Com laptops e telefones com câmera doados, Albertine, sua amiga Caroline e eu treinamos crianças e adultos durante duas semanas em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A9gou">Ségou</a> e minha aldeia sobre como usar o Google para encontrar informações, e como usar a web para fazer upload de fotos e vídeos digitais. Os aldeões ficaram tão surpresos que eles sabiam ler e escrever em bambara na Web! Foi um grande sucesso.</p>
<p>Meu pai é caçador e estava muito curioso sobre os caçadores na América e como eles caçam. No Google, ele finalmente descobriu como. E também aprendi que é possível para carregar um telemóvel com um dínamo preso a uma bicicleta. Agora, vamos tentar treinar os meus alunos em Bamako.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="300" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="flashvars" value="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Ftoujourspassages%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Ftoujourspassages%2F&amp;user_id=39879513@N06&amp;jump_to=" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="src" value="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="300" src="http://www.flickr.com/apps/slideshow/show.swf?v=71649" allowfullscreen="true" flashvars="offsite=true&amp;lang=en-us&amp;page_show_url=%2Fphotos%2Ftoujourspassages%2Fshow%2F&amp;page_show_back_url=%2Fphotos%2Ftoujourspassages%2F&amp;user_id=39879513@N06&amp;jump_to="></embed></object></p></blockquote>
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		<title>China: Os novíssimos caracteres Han</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/02/china-os-novissimos-caracteres-han/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 Sep 2009 10:43:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte & Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
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		<category><![CDATA[Liberdade de Expressão]]></category>
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		<description><![CDATA[O anúncio por parte do Ministério da Educação da República Popular da China de ajustes no estilo de caracteres Han inspirou os internautas a usarem o bom humor para criar seus próprios caracteres criticando o governo.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/oiwan/">Oiwan Lam</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/09/01/china-newly-invented-han-characters/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>O <a href="http://www.moe.edu.cn">Ministério da Educação da República Popular da China</a> [cn] anunciou uma lista de <a href="http://bjyouth.ynet.com/article.jsp?oid=55318383">44 caracteres Han cujo estilo de escrita deve passar por ajustes</a> [cn]. Os ajustes foram considerados tão insignificantes e redundantes que a maioria dos internautas criticou o ministério por causar problemas. Até mesmo <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Xinhua_News_Agency">Xinhua News</a>, a agência de notícias oficial do governo da República Popular da China, descreveu os ajustes como “cirurgia plástica”.</p>
<p>Entretanto, o anúncio do Ministério da Educação inspirou muitas pessoas a criarem seus próprios caracteres Han. E as novas invenções refletem a cultura online e a frustração dos internautas da China.</p>
<p><em>Egaobaike </em>está colecionando <a href="http://www.egaobaike.com/archives/chinese-2">caracteres recentemente inventados</a> [cn] de várias fontes. O primeiro é pronunciado “Nan”. Ele é composto de dois caracteres Han: 腦殘, que significa dano cerebral.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-93971" title="nan" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/09/nan.jpg" alt="nan" width="100" height="95" /></p>
<p>É um termo comumente usado na internet para criticar a juventude patriótica por causa da sua falta da habilidade de pensar por conta própria.</p>
<p>O segundo se pronuncia “Wao” e é composto de 五毛, que significa <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/50_Cent_Party">50 centavos</a> [en]. Ele se refere ao grupo de pessoas pagas pelo governo do Partido Comunista Chinês para comentar em blogs, websites e fóruns, e assim delinear a opinião pública.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-93972" title="wao" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/09/wao.jpg" alt="wao" width="120" height="111" /></p>
<p>A pronúncia do  último é “Diang”, e ele resulta da composição de três palavras 黨中央, significando o comitê central do  Partido Comunista Chinês (CCP). A nova palavra se refere ao politicamente correto absoluto, que não pode ser questionado.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-93974" title="dian_thumb" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/09/dian_thumb.jpg" alt="dian_thumb" width="120" height="120" /></p>
<p>Obviamente, essas  paródias são cheias de humor negro relacionado à dominação do Partido Comunista Chinês (CCP). Na verdade, alguns usuários do Twitter relataram que  “Diang”, o terceiro caractere que acabou de ser inventado ontem, já foi até harmonizado.</p></div>
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		<title>EUA, México: Astronauta José Hernández tuita do espaço</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/09/01/eua-mexico-astronauta-jose-hernandez-tuita-do-espaco/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 12:52:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
		<category><![CDATA[Ciência]]></category>
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		<category><![CDATA[Feature]]></category>
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		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[O astronauta José Hernández está nesse momento orbitando a Terra como tripulante do ônibos espacial em missão da Estação Espacial Internacional, e está postando no Twitter no decorrer dos 13 dias da viagem espacial.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/eduardo-avila/">Eduardo Avila</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/31/usa-mexico-astronaut-jose-hernandez-twittering-from-space/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p>O astronauta <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Hern%C3%A1ndez_(astronauta)">José Hernández</a> está nesse momento orbitando a Terra como tripulante do ônibus espacial em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/STS-128">missão</a> na Estação Espacial Internacional, e está postando no Twitter no decorrer dos 13 dias da viagem espacial.</p>
<p>Nascido nos Estados Unidos e filho de imigrantes mexicanos, Hernández passou metade de sua vida no país de origem de seus pais e o restante nos Estados Unidos. De acordo com o <em>Mexico Reporter</em>, <a href="http://www.mexicoreporter.com/2009/08/25/hernandez-to-tweet-from-discovery-in-space/">ele é um herói nacional no México</a> [en] e sua história de vida é uma inspiração para muitas pessoas nos dois países. Hernández já foi agricultor sazonal, <a href="http://www.fresnobee.com/640/story/1610041.html">tendo  trabalhado no campo junto com seus país</a> [en], e agora acaba de fazer a sua primeira viagem ao espaço.</p>
<div id="attachment_93757" class="wp-caption aligncenter" style="width: 330px;"><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/File:Jose_Hernandez_v2.jpg"><img class="size-full wp-image-93757" title="astronauta" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/astronaut.jpg" alt="Astronaut José Hernández and from Wikimedia Commons" width="320" height="400" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">O austronauta José Hernández. Crédito: Wikimedia Commons</p>
</div>
<p>Por meio de sua <a href="http://www.twitter.com/Astro_Jose">conta bilíngue no twitter</a> [en, es], ele trouxe as últimas notícias durante os preparativos para o lançamento, que havia sido inicialmente programado para 25 de agosto. Devido a alguns problemas técnicos, <a href="http://twitter.com/Astro_Jose/status/3543630186">a data foi adiada várias vezes</a>. O alarme falso para a partida e a repetitiva rotina preparatória <a href="http://twitter.com/Astro_Jose/status/3541510402">passam a contar com um sentimento familiar depois de algum tempo</a>:</p>
<blockquote><p>Going for a nice run. Looks like todays weather will cooperate for tonight&#39;s 1:10 a.m EDT launch! Feels like Ground Hog Day! :-)</p></blockquote>
<p class="translation">Saindo para correr. Parece que o tempo vai cooperar com o lançamento às 1h10 a.m EDT da noite de hoje! Tá bem para Dia da Marmota :-)</p>
<p>Foi durante os preparativos que Hernández <a href="http://twitter.com/Astro_Jose/status/3487339772">conversou por telefone</a> com o presidente mexicano Felipe Calderón.</p>
<p>Finalmente, chegou o grande dia e o ônibus espacial entrou em órbita em 28 de agosto. Ao chegar no espaço, Hernández <a href="http://twitter.com/Astro_Jose/status/3625817410">compartilhou seus pensamentos no primeiro dia no espaço</a>:</p>
<blockquote><p>Settling in and realizing my dream… Micro G is great. Finished setting up the computers and ready for bed! Não preciso de travesseiro!</p></blockquote>
<p class="translation">Assentando e realizando meu sonho. O Micro G é um ótimo computador. Terminei a configuração, pronto pra a cama! Nem preciso de travesseiro!</p>
<p>Nas próximas duas semanas, Hernández trará notícias sobre as <a href="http://twitter.com/Astro_Jose/status/3644605444">tarefas da missão</a> e <a href="http://twitter.com/Astro_Jose/status/3666243736">atividades futuras</a>:</p>
<blockquote><p>#onorbit Finished flight day 3 &amp; docked to the Station. Met our 6 neighbors &amp; they seem nice! So nice we are giving one of them a ride home!</p></blockquote>
<p class="translation">#onorbit Fim do dia 3, atracamos na estação. Conheci 6 vizinhos, gente boa! Tão gente boa que daremos carona a um deles na volta pra casa!</p>
<p>Siga os  tweets do resto da missão em inglês e espanhol: <a href="http://www.twitter.com/Astro_Jose">@Astro_Jose</a></div>
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		<title>Afeganistão: Eleições em imagens</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/30/afeganistao-eleicoes-em-imagens/</link>
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		<pubDate>Sun, 30 Aug 2009 21:32:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Afghanistan]]></category>
		<category><![CDATA[Central Asia & Caucasus]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições]]></category>
		<category><![CDATA[Fotografia]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portuguese]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Nas segundas eleições presidenciais da história do Afeganistão, fotográfos mostram em imagens a forte presença militar e o entusiasmo dos eleitores.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/hamid-tehrani/">Hamid Tehrani</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/30/afghanistan-voting-day-in-photos/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Milhões de afegãos votaram na quinta-feira, 20 de agosto, na segunda eleição presidencial de toda a história do país. Segundo a <a href="http://www.google.com/hostednews/ap/article/ALeqM5hvWEqwq3CrRvaQCmt21MfoYhjZJQD9ACIGH80">Associated Press</a> [en], os resultados não serão anunciados até o final de setembro, após a investigação das alegações de fraude.</p>
<p>Vários blogueiros <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/08/21/afghanistan-voting-day/">compartilharam</a> [en] seus sentimentos, experiências, preocupações e esperanças no dia da eleição. Blogueiros fotógrafos também imortalizaram o dia ao publicar imagens retratando a forte presença do esquema de segurança, o entusiasmo e a preocupação dos eleitores (todas as fotos foram republicadas aqui com permissão dos autores).</p>
<p><em>Fardin Waezi</em> do <em>Thruafghaneyes</em> <a href="http://thruafghaneyes.blogspot.com/2009/08/if-need-any-kind-of-photograph-about.html">publicou</a> várias fotos mostrando homens e mulheres votando em Cabul:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-93371" title="afghan0" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/afghan0.jpg" alt="afghan0" width="233" height="350" /></p>
<p>… e um soldado do exército:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-93372" title="afghan01" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/afghan01.jpg" alt="afghan01" width="350" height="233" /></p>
<p>As fotos de <em>HeratZemin</em> <a href="http://heratzamin.blogspot.com/2009/08/blog-post_935.html">demonstram</a> a forte presença militar:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-93374" title="afghan02" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/afghan02.jpg" alt="afghan02" width="360" height="203" /></p>
<p>E o entusiasmo dos eleitores:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-93375" title="afghan03" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/afghan03.jpg" alt="afghan03" width="400" height="225" /></p>
<p>Mostafa Kia <a href="http://kabul-istan.blogspot.com/2009/08/blog-post_3255.html">mostra</a> em <em>Motvaled Mizan</em> que um dedo tingido pode ter sido rapidamente limpo em pelo menos uma seção eleitoral.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-93378" title="Picture_121" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/Picture_1211.JPG" alt="Picture_121" width="320" height="214" /></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>China: Estão silenciando os blogues tibetanos?</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/29/china-estao-silenciando-os-blogues-tibetanos/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/29/china-estao-silenciando-os-blogues-tibetanos/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 29 Aug 2009 13:13:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[East Asia]]></category>
		<category><![CDATA[Etnicidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Portuguese]]></category>
		<category><![CDATA[Tibetano]]></category>
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		<description><![CDATA[É com bastante alarme que relatamos que todos os serviços populares de hospedagem de blogues escritos em idioma tibetano (exceto um) estão inacessíveis há quase três semanas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/dechen-pemba/">Dechen Pemba</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/28/china-are-tibetan-bloggers-being-silenced/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>É com bastante alarme que relatamos que todos os serviços populares de hospedagem de blogues escritos em idioma tibetano (exceto um) estão inacessíveis há quase três semanas.</p>
<p>Embora a retirada do ar de serviços de hospedagem de blogues em língua tibetana (às vezes, para &#8220;manutenção&#8221;) em épocas consideradas perigosas pelas autoridades seja uma prática bastante comum (veja o post &#8220;<a href="http://www.highpeakspureearth.com/2009/03/all-quiet-on-tibetan-blog-front.html">Nada de Novo nos Blogs Tibetanos</a>&#8220;, en), este mês não tem nenhum significado político em particular, ao meu ver.</p>
<div id="attachment_92874" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px;"><img class="size-full wp-image-92874" title="tibetabc error" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/tibetabc-error1.png" alt="tibetabc error" width="450" height="250" /></p>
<p class="wp-caption-text">Mensagem de erro exibida ao acessar TibetABC</p>
</div>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">Dentre os sites que continuam inacessíveis hoje estão alguns bem populares, como o <a class="clear" title="TibetTL" href="http://www.tibettl.com/" target="_blank">www.tibettl.com</a> e o <a title="Tibet ABC" href="http://www.tibetabc.cn/" target="_blank">www.tibetabc.cn</a> que hospeda o blog do mais popular escritor em língua tibetana, <a title="GV J Kyi" href="../2009/07/23/introducing-tibetan-writer-jamyang-kyi/" target="_blank">Jamyang Kyi</a>. O último serviço de hospedagem de blogues em idioma tibetano a continuar no ar é, inexplicavelmente, ChodMe (Lâmpada de Manteiga) <a title="ChodMe" href="http://www.cmbod.cn/index.html" target="_blank">http://www.cmbod.cn/index.html</a></p>
<p style="text-align: left;">
<div id="attachment_92872" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px;"><img class="size-medium wp-image-92872" title="Chodme" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/Chodme-300x173.png" alt="Chodme" width="450" height="250" /></p>
<p class="wp-caption-text">Seguindo firme e forte: Chodme</p>
</div>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: left;">Há uma certa <a title="ChodMe Therang News" href="http://www.cmbod.cn/u/dorje1985/archives/2009/21633.html" target="_blank">especulação circulando entre os blogues tibetanos</a> de que esses fechamentos estão relacionados à prisão do escritor tibetano Tashi (cujo pseudônimo é Therang). Para obter mais informações sobre Tashi, acesse <a title="GV Tib Bloggers Therang" href="http://globalvoicesonline.org/2009/08/04/tibetan-language-bloggers-breaking-new-ground/" target="_blank">meu post anterior aqui no Global Voices</a> [en].</p>
<p style="text-align: left;">O que intriga é que no mesmo mês em que blogues em tibetano começaram a fechar, o <a class="clear" title="P Daily Tib Edition News" href="http://english.peopledaily.com.cn/90001/90782/6716092.html" target="_blank">Diário do Povo lança uma edição em tibetano</a> com uma página na internet: <a class="clear" title="PD Tibetan Edition" href="http://tibet.people.com.cn/" target="_blank">http://tibet.people.com.cn/</a></p>
<div id="attachment_92877" class="wp-caption aligncenter" style="width: 235px;"><img class="size-medium wp-image-92877" title="Peoples Daily Tibetan Ed" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/Peoples-Daily-Tibetan-Ed-225x300.png" alt="Peoples Daily Tibetan Ed" width="225" height="300" /></p>
<p class="wp-caption-text">Edição tibetaana do Diário do Povo</p>
</div>
<p>Em um ambiente que já era restritivo, é preocupante a repressão enfrentada pelos espaços independentes e blogues, assim como o surgimento de sites oficialmente controlados em idioma tibetano.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Brasil: Despejo violento em São Paulo causa revoltas</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/29/brazil-despejo-violento-em-sao-paulo-causa-revolta/</link>
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		<pubDate>Sat, 29 Aug 2009 09:06:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<category><![CDATA[Governança]]></category>
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		<category><![CDATA[Portuguese]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

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		<description><![CDATA[Na última segunda-feira, 240 policiais despejaram 800 famílias do assentamento Olga Benário em São Paulo. Blogueiros e foto-jornalistas relatam a violência, desespero e falta de justiça social.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/janet-gunter/">Janet Gunter</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/28/brazil-outrage-at-violent-sao-paulo-eviction/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Na última segunda-feira, na sequência de uma ordem judicial, 240 policiais desalojaram 800 famílias do assentamento Olga Benário, em uma área conhecida como Capão Redondo, na zona sul de São Paulo. A propriedade estava sem uso há 20 anos e havia sido ocupada há dois por centenas de famílias, muitas do movimento Frente de Luta por Moradia. A empresa de transportes Viação Campo Limpo, proprietária do imóvel, conseguiu obter uma ordem de despejo de um juiz, <a href="http://oglobo.globo.com/cidades/sp/mat/2009/08/26/defensoria-diz-que-terreno-que-era-ocupado-por-800-familias-em-sp-estava-sem-uso-ha-20-anos-767325124.asp">apesar de estar devendo impostos</a>, e mesmo com a <a href="http://oglobo.globo.com/cidades/sp/mat/2009/08/26/defensoria-diz-que-terreno-que-era-ocupado-por-800-familias-em-sp-estava-sem-uso-ha-20-anos-767325124.asp">Defensoria Pública do Estado tentando proteger os moradores</a>. A operação de reintegração de posse terminou com casas e automóveis queimados, e centenas de famílias na rua, na lama.</p>
<h5 id="attachment_93118" style="width: 410px;"><a href="http://ferrez.blogspot.com/2009/08/capao-redondo-24-de-agosto-de-2009.html"><img title="ferrez4" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/ferrez4.JPG" alt="Photo: Ferréz, used with permission" width="400" height="300" /></a>Foto: Ferréz, usada com permissão</h5>
<div dir="ltr">Imagens do despejo violento, no qual as &#8220;tropas de choque&#8221; da polícia usaram balas de borracha e gás lacrimogêneo, foram transmitidas ao vivo nas principais emissoras de TV brasileiras e amplamente utilizadas pela mídia impressa, provocando reações na blogosfera e no Twitter. <em>Ferrez</em>, que mora ao lado da ocupação, <a href="http://ferrez.blogspot.com/2009/08/capao-redondo-24-de-agosto-de-2009.html">blogou sobre sua revolta</a> depois de presenciar alguns dos despejos, e descreveu com detalhes o cenário desolador e o desespero dessas famílias:</div>
<blockquote>
<div>Hoje o helicóptero voltou de madrugada, dezenas de famílias ficaram com suas coisas durante a noite, beirando o córrego amontoram as coisas e ficaram no sereno, uma mulher me perguntou se depois a mídia ou os polícia ia levar eles pra algum lugar, eu engoli seco e não consegui responder, ela entendeu, pois o silêncio também é uma resposta.</div>
<div>Não tiveram pra onde ir, ninguém veio buscar. entre uma conversa e outra, um vacilão falando que tinha muito oportinista na favela, muito cara que pegou casa sem precisar, pois já tinha seu barraco, logo foi calado pela multidão que beirava o córrego, com gritos um tiozinho chegou e falou que ninguém tava brincando de ter lucro ali não, que ninguém tava fingindo que precisava morar, que ele havia perdido tudo pro trator.</div>
</blockquote>
<h5 id="attachment_93119" style="width: 410px;"><a href="http://ferrez.blogspot.com/2009/08/capao-redondo-24-de-agosto-de-2009.html"><img title="ferrez2" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/ferrez2.JPG" alt="Photo: Ferréz, used with permission" width="400" height="300" /></a>Foto: Ferréz, usada com permissão</h5>
<p>A maior parte das opiniões no twitter demonstraram compaixão com as famílias despejadas, como <a href="http://twitter.com/fefoguimaraes/statuses/3549445955">@fefoguimaraes, que tuitou que a reintegração de posse no Capão Redondo afrontou dignidade human</a> e perguntou para onde as famílias seriam levadas.</p>
<p><em>Raquel Rolnik</em>, que é relatora especial da Organização das Nações Unidas para o direito à moradia adequada e mora em São Paulo, <a href="http://raquelrolnik.wordpress.com/2009/08/24/familias-do-acampamento-olga-benario-sao-despejadas-com-violencia/">escreveu em seu blog</a>:</p>
<blockquote><p><a href="http://www.estadao.com.br/interatividade/Multimidia/ShowGaleria.action?idGaleria=2110" target="_blank">As imagens do despejo</a> mostram a urgência de tratarmos a questão de moradia de forma definitiva. São mães com crianças de colo, idosos e trabalhadores que não terão alternativa para onde ir e podem acabar na rua.<br />
É preciso oferecer soluções definitivas de moradia. Isto é obrigação da Prefeitura, do Estado, do poder público, tanto para as famílias que têm renda quanto para as que não tem. Não podemos ficar empurrando o problema de um lado para o outro da cidade.</p></blockquote>
<div><a href="http://www.estadao.com.br/interatividade/Multimidia/ShowGaleria.action?idGaleria=2110"></a></div>
<h5 id="attachment_93117" style="width: 410px;"><a href="http://ferrez.blogspot.com/2009/08/capao-redondo-24-de-agosto-de-2009.html"><img title="ferrez5" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/ferrez5.JPG" alt="Photo: Ferréz, used with permission" width="400" height="300" /></a>Foto: Ferréz, usada com permissão</h5>
<p><em>Panóptico </em><a href="http://panoptico.wordpress.com/2009/08/25/governo-do-estado-tripudia-sobre-desabrigados-a-gente-faz-e-faz-bem-feito/">criticou o estado de São Paulo</a> e sua nova propaganda recentemente publicada na imprensa, apenas um dia depois do despejo, de seu programa de habitação popular cujo slogan é <em> </em>“No Estado de São Paulo é assim: A gente faz. E faz bem feito”:</p>
<blockquote><p>Mas num ponto a propaganda é bem verdadeira. Como todos nós vimos ontem, a tropa de choque e os tratores sempre funcionam: <em>“No Estado de São Paulo é assim: A gente faz. E faz bem feito”</em></p>
<p>Se o governo seguir sua “política de habitação popular”, como observado na desapropriação do prédio do INSS, depois da expulsão das famílias de suas casas, virão as ordens para que a polícia toque o povo da rua. É o governo de SP sempre inovando: desaloja o desalojado.</p></blockquote>
<p>Alguns discordaram, dizendo que a propriedade privada deve ser respeitada acima de qualquer coisa, <a href="http://panoptico.wordpress.com/2009/08/25/governo-do-estado-tripudia-sobre-desabrigados-a-gente-faz-e-faz-bem-feito/">como disse <em>Xico </em>em comentário no post do Panóptico</a> [pt]:</p>
<blockquote><p>Pra começo de conversa, não deveriam ter ocupado uma área particular, ociosa ou não. Além disso, a prefeitura ofereceu abrigo às famílias, que se recusaram a aceitar. Finalmente, oferecer uma política habitacional NÃO significa fornecer suporte à invasão de propriedade privada.</p>
<p>Não estou dizendo que essas famílias mereçam morar na rua. Estou dizendo que elas estão indo pelo caminho errado. Parte da responsabilidade é, sim, do governo, mas a responsabilidade pessoal pesa muito nessas horas. Não se pode esperar que o governo apóie esse tipo de atitude fornecendo infra-estrutura a pessoas que não têm o direito de estar ali pra começo de conversa.</p></blockquote>
<h5 id="attachment_93124" style="width: 410px;"><a href="http://ferrez.blogspot.com/2009/08/capao-redondo-24-de-agosto-de-2009.html"><img title="ferrez3" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/ferrez3.JPG" alt="Photo by Ferréz, used with permission" width="400" height="300" /></a>Foto: Ferréz, usada com permissão</h5>
<p><em>Little Star Shining</em> não concorda com o ponto de vista acima, afirmando que <a href="http://littleraca.blogspot.com/2009/08/na-ultima-segunda-feira-240809-dia.html">não tem palavras para descrever</a> a retirada, brutal, violenta, absurda dessas famílias dessa àrea:</p>
<blockquote><p>Cabe então refletimos, afinal o que é uma àrea ocupada (ou “invadida” como pronuncia pejorativamente nossa brilhante mídia)???<br />
Vamos lá…<br />
Uma àrea para ser ocupada tem que ser primeiramente uma àrea inativa, sem uso… ou seja, não tem ninguém morando, nenhum imóvel, nem fábrica, plantação, nada! A premissa é que ela não esteja em nenhuma forma de uso, afinal não dá pra ocupar uma casa de alguém está morando, por exemplo, apenas casas abandonadas, concordam?? Com a àrea é a mesma coisa… ela está lá imensa, abandonada e sem uso. Até que um grupo de pessoas, geralmente organizadas em movimentos de sem-tetos ou sem-terra, resolvem ocupar aquela àrea e dra uso à ela. […]</p>
<p>Agora a indignação é você ainda crer que o governo, justiça, polícia ou seja qual for a instituição Estatal reguladora de poder, visa atender o povo!!!! Oraaaa… não caia nessa!</p></blockquote>
<p>Veja mais <a href="http://www.flickr.com/photos/vidassemteto/sets/72157622016457473/">fotos estarrecedoras do despejo</a> no àlbum do fotojornalista freelance Anderson Barbosa no Flickr.</p>
<div>
<h5 id="attachment_93126" style="width: 410px;"><a href="http://ferrez.blogspot.com/2009/08/capao-redondo-24-de-agosto-de-2009.html"><img title="ferrez6" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/ferrez6.JPG" alt="Photo by Ferrez, used with permission." width="400" height="300" /></a>Foto: Ferréz, usada com permissão</h5>
</div>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Timor Leste: Celebrando a Solidariedade Global pela Liberdade</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/28/timor-leste-celebrando-a-solidariedade-global-pela-liberdade/</link>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 19:07:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dez anos após o referendo, vozes no mundo todo estão mais uma vez espalhar por aí sobre Timor Leste, mas dessa vez para celebrar o grande apoio internacional que naquela época culminou no reconhecimento da autodeterminação do país]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/janet-gunter/">Janet Gunter</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/21/east-timor-celebrating-global-solidarity-for-freedom/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Dez anos após o referendo, vozes no mundo todo estão mais uma vez <a href="http://thirdestatesundayreview.blogspot.com/2009/08/klibur-solidaridade-timor-leste.html">falando por aí</a> [en] sobre Timor Leste, mas dessa vez para celebrar o grande apoio internacional que naquela época culminou no reconhecimento da autodeterminação do país:</p>
<blockquote><p>On 30 August, 1999, hundreds of thousands of Timorese voters braved an Indonesian-directed terror campaign to cast ballots for independence in a U.N.-organized referendum. This event, which ended Indonesia’s 24-year illegal, brutal military occupation, led to the creation of the Democratic Republic of Timor-Leste as the first new nation of the millennium. The vote was the culmination of decades of struggle by Timorese people, supported by solidarity activists around the world.</p></blockquote>
<div class="translation">Em 30 de agosto de 1999, centenas de milhares de eleitores timorenses enfrentaram uma campanha terrorista dirigida pela Indonésia para votar pela independência em um referendo organizado pela Organização das Nações Unidas. Este evento, que encerrou 24 anos de uma ocupação militar ilegal e violenta por parte da Indonésia, levou à criação da República Democrática de Timor-Leste, a primeira nova nação do milênio. A votação foi a culminação de décadas de luta do povo timorense, apoiadas por ativistas em solidariedade em todo o mundo.</div>
<p>O lançamento do vídeo do jornalista Max Stahl relatando o ultrajante <a href="http://www.etan.org/timor/SntaCRUZ.htm" target="_blank">Massacre de Santa Cruz</a> [en] em 1991 aumentou a conscientização global sobre os crimes ocorridos em Timor Leste durante a época da ocupação pela indonésia.</p>
<p>Em 1996, José Ramos-Horta e o Bispo Ximenes Belo foram agraciados com o Prêmio Nobel da Paz, e somente três anos depois o presidente indonésio Habibie permitiu que o povo de Timor Leste escolhesse entre autonomia dentro da Indonésia e independência. E o mundo se juntou a Timor Leste.</p>
<div id="attachment_91845" style="width: 310px;"><a href="http://www.etan.org/"><img title="deadprot" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/deadprot-300x204.jpg" alt="&quot;Die-in&quot; protest in the US. Credit: www.etan.org" width="300" height="204" /></a>Protesto nos EUA. Crédito: www.etan.org</div>
<p>Movimentos de solidariedade capazes de pressionar os seus governos e protestar contra os abusos da Indonésia surgiram na Austrália, Nova Zelândia, Japão, Portugal, França, Holanda, Irlanda, Alemanha, Reino Unido, Canadá e nos Estados Unidos durante a década de 90. <a href="http://www.insideindonesia.org/content/view/664/29/">Mesmo dentro da Indonésia, Timor Leste contava com amigos trabalhando para por um fim aos abusos e promover a autodeterminação</a> [en].</p>
<p>No verão de 1999, às vésperas do Referendo, a <a href="http://www.etan.org/ifet/">IEFT - International Federation for East Timor</a> [Federação Internacional pelo Timor Leste, en] montou o Projeto Observatório, com uma equipe internacional de membros de pelo menos 22 países indo ao Timor Leste para acompanhar a votação. As medidas de segurança nos meses que precederam o referendo eram instáveis, uma vez que o acordo mediado pela ONU para a votação deixava segurança a cargo da polícia da Indonésia.</p>
<div id="attachment_91818" style="width: 223px;"><img title="UNAMETposter" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/UNAMET-213x300.jpg" alt="Pôster da ONU diz: " width="213" height="300" />Pôster da ONU diz: &#8220;Não iremos embora&#8221;. Crédito: Australia Timor-Leste Friendship Network</div>
<p>Os monitores da IFET bravamente se deslocaram por todo o território, <a href="http://www.etan.org/ifet/082199.html">segundo explica um relatório do projeto de 22 de agosto de 1999</a> [en]:</p>
<blockquote><p>We have rented houses and deployed teams in every area of East Timor. Upon arriving in a town, an IFET-OP team first makes contact with the police and local authorities, and then with various community leaders and advocates on both sides of the campaign. They settle into a house which an IFET-OP advance team has arranged, and begin observing and inquiring about events and perceptions related to the campaign and other aspects of the consultation. Each team reports in nightly by phone and files a written weekly report. Although nobody on any of our teams has been injured, several have witnessed violent or intimidating incidents, and have reported such events to the appropriate authorities, UNAMET, and IFET-OP headquarters in Dili.</p></blockquote>
<div class="translation">Alugamos casas e posicionamos equipes em todos os cantos do Timor Leste. Ao chegar em uma cidade, uma equipe da IFET-OP faz o primeiro contato com a polícia e autoridades locais, e depois com vários líderes comunitários e defensores de ambos os lados da campanha. Eles assentam-se em uma casa arranjada por uma equipe preparatória da IFET-OP, e começam a observar e a indagar sobre eventos e percepções relacionados com a campanha e outros aspectos do processo de consulta. Cada equipe provê relatórios todas as noites por telefone e envia um relatório escrito semanalmente. Embora ninguém em nenhuma de nossas equipes tenha se ferido, vários testemunharam casos de violência ou intimidação, e relataram tais eventos para as autoridades competentes, UNAMET, e a sede em Díli da IFET-OP.</div>
<p>Os observadores do IFET relataram a violência que tomou conta do Timor Leste após a votação, o que resultou no apoio esmagador à independência da Indonésia. O Projeto Observatório do IFET <a href="http://www.etan.org/ifet/media10.html">informou em 3 de setembro</a> [en]:</p>
<blockquote><p>The observers, members of the International Federation for East Timor Observer Project (IFET-OP), traveled to the Becora neighborhood of Dili to investigate reports of militia burning houses in the area yesterday. When they arrived, they found a house newly ablaze, and with both firefighters and journalists at the scene, the IFET-OP team went to investigate. Ten minutes after the observers arrived, the Indonesian military-backed militia showed up at the house.</p>
<p>The Aitarak (Thorn) militia struck one U.S. IFET-OP member in the face. Another team member, a woman from Finland, was hit in the back by a militia holding a gun. Yet another Finnish team member was threatened at gunpoint. The militia members also punched the IFET-OP driver and smashed a window on his car.</p></blockquote>
<div class="translation">Os observadores, membros do Projeto Observatório da International Federation for East Timor (IFET-OP), viajaram para o bairro de Becora, Díli, para investigar os relatos de incêndios de casas promovidos ontem pela milícia da área. Quando chegaram, eles encontraram uma casa recém-incendiada, e com ambos bombeiros e jornalistas no local, a equipe do IFET-OP passou a investigar. Dez minutos após a chegada dos observadores, a milícia apoiada pelos militares indonésios apareceu na casa.</p>
<p>A milícia Aitarak (Espinho) agrediu um americano membro da IFET-OP do rosto. Uma filandesa, também parte da equipe, foi atingida na traseira por um membro armado da milícia. Outro membro da equipe finlandesa foi ameaçado com uma arma também. Os milicianos ainda esmurraram o motorista da IFET-OP e quebraram uma janela do seu carro.</p></div>
<p>Com a violência da milícia começando de novo quase que imediatamente após a votação, grupos de solidariedade em todo o mundo começaram a exigir dos seus governos uma atenção para o agravamento da situação no Timor Leste. O <a href="http://videos.sapo.pt/vZ6gUjt4KzMYSoS2TUmN">video</a> a seguir, de <a href="http://videos.sapo.pt/vZ6gUjt4KzMYSoS2TUmN">Jose Budha</a>, retrata a forma como Portugal se levantou e parou no mesmo período:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="400" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="align" value="center" /><param name="src" value="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/vZ6gUjt4KzMYSoS2TUmN/mov/1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="350" src="http://rd3.videos.sapo.pt/play?file=http://rd3.videos.sapo.pt/vZ6gUjt4KzMYSoS2TUmN/mov/1" allowfullscreen="true" align="center"></embed></object></p>
<div id="result_box" dir="ltr">Após os resultados no dia 4 de setembro, numerosas atrocidades, mortes e devastações aconteceram, como TAPOL <a href="http://tapol.gn.apc.org/bulletin/1999/bull154-5.htm">relatou</a> [en] em 1999:</div>
<blockquote><p>After the referendum results were announced on 4 September, the militias and their Kopassus bosses unleashed a scorched-earth policy of gigantic proportions. Para-military forces joined the fray, along with six TNI battalions, including two notorious local battalions, 744 and 745. Altogether about 15,000 men were involved. Without such a large contingent of men, it could never have taken hold so rapidly.</p>
<p>Although [Operation] Sapu Jagad-II sought to create the impression that this was a spontaneous outpouring of anger by pro-Indonesia forces, there is overwhelming evidence that the destruction was a well-prepared military operation. In many places, villagers were forced to destroy and burn their own neighbourhoods, even their own houses. The aim was to destroy as much as possible and punish the pillars of the pro-independence movement. The Catholic Church, which had given sanctuary to fleeing East Timorese throughout the occupation, was one of the main targets.</p></blockquote>
<div class="translation">Após o anúncio dos resultados do referendo no dia 4 de setembro, as milícias e os seus chefes Kopassus [palavra indonésia que significa comando da força especial] desencadeou uma política de queimadas de proporções gigantescas. Paramilitares entraram na briga, junto com seis batalhões da TNI, incluindo dois batalhões locais notórios, o 744 e o 745. Ao todo, cerca de 15.000 homens foram envolvidos. Sem esse contingente grande de homens, jamais poderia ter tomado conta tão rapidamente.</p>
<p>Embora a [operação] Sapu Jagad-II tenha procurado dar a impressão de que essa foi uma manifestação espontânea de raiva das forças pró-Indonésia, há provas contundentes de que a destruição foi uma operação militar bem-preparada. Em muitos lugares, os moradores foram obrigados a destruir e a queimar seus próprios bairros, até mesmo suas próprias casas. O objetivo era destruir o máximo possível e punir os pilares do movimento pró-independência. A Igreja Católica, que havia dado refúgio a fugitivos de Timor Leste durante a ocupação, foi um dos principais alvos.</p></div>
<p><strong> </strong></p>
<div id="attachment_91663" style="width: 234px;"><strong> </strong><strong><a href="http://www.gendercide.org/case_timor.html"><img title="scorched" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/scorched-224x300.jpg" alt="Photo from &quot;Genocide Watch: East Timor 1975-1999&quot;, researched and written by Adam Jones. Shared under a license for non-profit use." width="224" height="300" /></a></strong>Foto do &#8220;Observatório do Genocídio: Timor Leste1975-1999&#8243;, pesquisado e escrito por Adam Jones. Compartilhado sob uma licença para uso não comercial.</div>
<p>Todos os voluntários do IFET-OP foram forçados a deixar Díli antes de 7 de setembro de 1999 <a href="http://www.etan.org/ifet/media13.html">sob condições extremamente angustiantes</a>:</p>
<blockquote><p>Today, September 7, the last of our observers was forced to leave East Timor. Over the past two days, the Royal Australian Air Force evacuated 60 of our nonpartisan volunteers to Darwin from Dili and Baucau.</p>
<p>We left East Timor for safety, but with tremendous sadness. The East Timorese people have no Australia to run to, no place to hide from militia terror. Last night, Australia and Indonesian military officers prevented one of our East Timorese staff members from boarding the plane with us — and he faces an unspeakable horror shared by hundreds of thousands of his fellow East Timorese.</p>
<p>Most international observers and media fled East Timor before IFET-OP had to leave, and we were the last international NGO to leave. UNAMET has withdrawn from the entire country except Dili, where their communications and electricity has been cut off, and they are surrounded by militias who shoot into their compound virtually without interruption.</p></blockquote>
<div class="translation">Hoje, 7 de setembro, o último dos nossos observadores foi forçado a deixar Timor Leste. Nos últimos dois dias, a Força Aérea Australiana evacuou 60 dos nossos voluntários apartidários para Darwin a partir de Díli e Baucau.</p>
<p>Saímos de Timor Leste por causa da segurança, mas com uma tristeza enorme. O povo timorense não têm Austrália nenhuma para correr, nenhum lugar para se esconder do terror da milícia. Ontem à noite, militares da Austrália e da Indonésia  impediram um dos membros timorenses da nossa equipe de embarcar no avião com a gente - e ele enfrenta um horror indescritível compartilhado por centenas de milhares de conterrâneos.</p>
<p>A maioria dos observadores internacionais e meios de comunicação fugiram do Timor Leste antes da IFET-OP ter que sair, e fomos a última ONG internacional a deixar o país. A UNAMET havia se retirado de todo o país, com excepção de Díli, onde a comunicação e eletricidade foram cortadas, e eles estão cercados por milícias que atiram em seus recintos praticamente sem parar.</p></div>
<p>A já mencionada “pressão internacional” se tornou ainda maior e mais real a medida que os cidadãos não desistiam. Algumas fotos dos laços de solidariedade em Portugal podem ser vistas no site <a href="http://www.tanetimor.org/timorlivre.htm">Tane Timor</a>. <a href="http://home-and-garden.webshots.com/album/67455963IDsyBq">Maremargo</a> publica imagens da Espanha. Antonio José, do blog Uma Lulik, ilustrou e descreveu emocionado o que estava acontecendo em Lisboa, em solidariedade nunca antes vista nos dias <a href="http://umalulik.blogspot.com/2008/09/ainda-9-anos-depois-mas-em-portugal-7.html">7</a> e <a href="http://umalulik.blogspot.com/2008/09/dia-8-de-setembro-de-1999-os-3-minutos.html">8</a> [pt] de setembro de 1999:</p>
<blockquote><p>As sirenes dos bombeiros ouviram-se ininterruptas nesses 3 minutos… parámos por Timor-Leste como nunca parámos por mais nada… TODOS (…)<br />
Durante toda a tarde do cimo daquele prédio foram lançados constantemente papeis e papelinhos, rolos de papel higiénico, tudo o que vinha à mão era material para protesto. No final da tarde percebe-se que esse stock acabou pois eram as páginas amarelas que fluíam nessa altura… aquele ventinho sempre a ajudar e a depositar os protestos em plena embaixada dos EUA, nas árvores, no seu jardim e envolventes. No topo do prédio viam-se gente de gravata e camisa, a causa era a mesma…</p></blockquote>
<div id="attachment_91892" style="width: 310px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/nopasaran/91543874/in/photostream/"><img title="USA Embassy in Lisbon - 8th September 1999" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/eua_help-300x191.jpg" alt="&quot;Civil non-obedience for Timor Loro Sa'e&quot; in front of UN Headquarters in Lisbon, Portugal, September 1999. Photo by Flickr user nopasaran, used with permission." width="300" height="191" /></a>&#8220;Não-obediência civil para Timor Loro Sa&#39;e&#8221; na frente da sede da ONU em Lisboa, Portugal, Setembro de 1999. Foto do usuário do Flickr <em>nopasaran</em>, usada com permissão.</div>
<p>Enquanto o East Timor Action Network (ETAN) colocava as pessoas nas ruas em setembro de 1999, <a href="http://www.etan.org/etan/1999anul.htm">a rede foi também capaz de contar com os telefonemas e cartas de mais de dez mil americanos </a></p>
<blockquote><p>ETAN grew during 1999, enlarging our membership from 8,500 to 11,700. […] Using our experience and national activist network developed through eight years of dedication to a cause many called hopeless, ETAN mobilized public and official pressure. […] In September, ETAN’s web site was visited by more than 40,000 people a week. […] During September, our most active staff and volunteers were featured or quoted in countless mainstream media articles and programs, reaching tens of millions. ETAN activists authored op-eds in major U.S. newspaper, wrote letters to the editor, and appeared on local and national radio and TV shows.</p></blockquote>
<div class="translation">A ETAN cresceu em 1999, ampliando de 8.500 para 11.700 participantes. [&#8230;] Usando a nossa experiência e a rede nacional de ativistas desenvolvida durante oito anos de dedicação a uma causa que muitos chamavam de infrutífera, a ETAN mobilizou a pressão da opinião pública e oficial. [&#8230;] Em setembro, o site da ETAN foi visitado por mais de 40.000 pessoas por semana. [&#8230;] Em setembro, os nossos funcionários mais ativos e voluntários foram destacados ou citados em inúmeros artigos e programas na grande imprensa, atingindo dezenas de milhões. Os ativistas da ETAN assinaram editoriais nos maiores jornais americanos, escreveram cartas ao editor e apareceram nas rádios locais e nacionais e em programas de TV.</div>
<div dir="ltr">Do outro lado do mundo, o momento decisivo para a intervenção internacional aconteceu na véspera da Cúpula da APEC na Nova Zelândia, quando Bill Clinton se reuniu com líderes do Pacífico em privado. Apenas alguns dias antes, ele havia anunciado a suspensão de treinamento militar entre os Estados Unidos e a Indonésia. Segundo o blogueiro Nigel Morley, <em><a href="http://nigel-morley-nigel.blogspot.com/2007/07/new-magellan-person-who-showed-world.html">Writing for the Future</a> </em>(Escrevendo para o Futuro, en):</div>
<blockquote><p>To some readers this may seem fanciful but when Timorese Nobel Peace Prize winner José Ramos-Horta met United States (U.S.) President Bill Clinton at the APEC meeting in New Zealand in 1999, Clinton remarked that Ramos-Horta had more influence with Congress than he did (Zubrycki: 2002).</p></blockquote>
<div class="translation">Para alguns leitores isso pode parecer fantasioso, mas quando o Prêmio Nobel da Paz timorense José Ramos-Horta encontrou o presidente dos Estados Unidos (EUA) Bill Clinton na reunião da APEC na Nova Zelândia em 1999, Clinton afirmou que Ramos-Horta tinha mais influência no Congresso do que ele próprio (Zubrycki: 2002).</div>
<p>A Nova Zelândia foi em massa dar as boas-vindas a Clinton, Ramos Horta e ao Primeiro Ministro australiano Howard. Os australianos também <a href="http://southmovement.alphalink.com.au/southnews/990910-timor.htm">“Foram as Ruas por Timor Leste”</a> [en].</p>
<div id="attachment_91487" style="width: 310px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/potsy/2994804292/"><img title="east_timor_rally_by_pete_ottery" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/east_timor_rally_by_pete_ottery-300x199.jpg" alt="From Sidney, Australia, &quot;Mother &amp; Child&quot; photo by Flickr user Potsy, used with permission" width="300" height="199" /></a>De Sidney, Austrália, &#8220;Mãe e Filho&#8221; foto do usuário do Flickr Potsy, usada com permissão</div>
<blockquote><p>Banners saying “Stop The Slaughter” and “Wiranto - Murder.” Chants of “Free East Timor” and “Viva Timor Leste” (long live East Timor) came from the crowd after it heard from East Timorese resistance leader Mr Jose “Xanana” Gusmão during a live telephone hook-up from Jakarta.</p>
<p>“We need you, brothers and sisters of Australia, we need your voice,” Xanana Gusmao in Jakarta said by telephone, “I think it is important to send a message to the Indonesian Government that the Australian community and Australian workers will do everything they can to stop the killings. Viva East Timor,” he said. “Viva,” the crowd yelled back.</p></blockquote>
<div class="translation">Cartazes dizendo &#8220;Chega de Massacre&#8221; e &#8220;Wiranto [general das forças Armadas da Indonésia] - Assassino&#8221;.  Cantos de &#8220;Liberdade para Timor Leste&#8221; e &#8220;Viva Timor-Leste&#8221; vieram da multidão depois que se ouviu o líder da resistência timorense Sr. José &#8220;Xanana&#8221; Gusmão, durante uma ligação de telefone ao vivo de Jacarta.</p>
<p>&#8220;Nós precisamos de vocês, irmãos e irmãs da Austrália, precisamos da sua voz&#8221;, Xanana Gusmão, em Jacarta, disse por telefone: &#8220;Eu acho que é importante enviar uma mensagem ao governo indonésio de que a comunidade da Austrália e os trabalhadores australianos vão fazer tudo o que podem para parar a matança. Viva Timor Leste&#8221;, disse ele. &#8220;Viva&#8221;, a multidão gritou de volta.</p></div>
<div id="attachment_91492" style="width: 310px;"><a href="http://www.flickr.com/photos/shaondiwakar/2910743901/"><img title="Kingsgrove High School 1999 - Free Timor!" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/shaondiwakar-300x225.jpg" alt="Students from Kingsgrove High School pledge their support for a free Timor in 1999. Photo by Flickr user sHzaam!, used with permission" width="300" height="225" /></a></p>
<div id="result_box" dir="ltr">Alunos da Escola Secundária Kingsgrove prometem seu apoio a um Timor Leste livre, em 1999. Foto do usuário do Flickr sHzaam!, usada com permissão</div>
</div>
<p>Durante os tortuosos dias de setembro de 1999, os líderes do mundo se moveram lentamente para intervir em Timor Leste, quando ficou claro que o exército indonésio e os seus comparsas estavam destruindo completamente o território, e desencadeando uma crise humanitária de enormes proporções. Mas os protestos decisivos e grupos de defesa formados por cidadãos preocupados em todo o mundo envergonharam os Estados Unidos, a Austrália e a Indonésia até que essa página fosse virada na história de Timor Leste.</p>
<p>Uma década depois, é hora de celebrar essa união internacional. Vários <a href="http://www.etan.org/news/2009/08dili.htm">eventos</a> estão marcados para acontecer em Díli, como uma exibição fotográfica na Fundação Oriente (que foi por sua vez o lugar onde ocorreu um <a href="http://www.laohamutuk.org/Justice/99/09CarrascalaoMassacre.htm">massacre</a> em 1999) descrevendo os movimentos de solidariedade no decorrer dos anos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Brasil: Fotos de um despejo revoltante</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/26/brasil-fotos-de-um-despejo-revoltante/</link>
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		<pubDate>Wed, 26 Aug 2009 19:17:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Brazil]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porPaula Góes  &#183; Traduzido por Paula Góes &#183;  
O Fotógrafo freelancer Anderson Barbosa tirou fotos arrepiantes do despejo de 800 famílias do assentamento Olga Benário, em São Paulo, em virtude de uma ordem judicial. A propriedade havia sido ocupada há dois anos por centenas de famílias que assistiram ao incêndio e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot; </em> 
<br /><p>O Fotógrafo freelancer <a href="http://www.flickr.com/photos/vidassemteto/sets/72157622016457473/">Anderson Barbosa tirou fotos arrepiantes do despejo</a> de 800 famílias do assentamento Olga Benário, em São Paulo, em virtude de uma ordem judicial. A propriedade havia sido ocupada há dois anos por centenas de famílias que assistiram ao incêndio e demolição de suas casas na última segunda-feira.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Brasil: Jornal tenta silenciar blog e a blogosfera reage</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/17/brasil-jornal-tenta-silenciar-blog-e-a-blogosfera-reage/</link>
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		<pubDate>Mon, 17 Aug 2009 21:59:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porPaula Góes  &#183; Traduzido por Paula Góes &#183;  Veja o post original 
Roberto Moraes publica uma lista de blogueiros que escreveram em solidariedade ao seu blog depois que o jornal Folha da Manhã entrou com um processo contra ele. O blogueiro pergunta: “é confiável um órgão de comunicação que tenta calar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://www.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/17/brazil-newspaper-tries-to-silence-a-blog-and-the-blogosphere-reacts/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><a href="http://robertomoraes.blogspot.com/2009/08/apoio-recebido-pelo-blog-contra-censura.html">Roberto Moraes</a> publica uma lista de blogueiros que escreveram em solidariedade ao seu blog depois que o <a href="http://robertomoraes.blogspot.com/2009/08/folha-da-manha-aciona-blog-na-justica-e.html">jornal Folha da Manhã entrou com um processo contra ele</a>. O blogueiro pergunta: “é confiável um órgão de comunicação que tenta calar a opinião de outros? Merece credibilidade a informação que tenta lhe vender?&#8221;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Brasil: Processos levam popular blog político a fechar</title>
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		<pubDate>Mon, 17 Aug 2009 13:17:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
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		<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[A Nova Corja, um dos mais populares blogs de política da blogosfera brasileira, fechou após 3 processos em 5 anos. Blogueiros temem que esse tenha sido o prego no caixão da independência, investigação e questionamento em blogs.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/16/brazil-lawsuits-force-popular-political-blog-to-close-down/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p><a href="http://www.novacorja.org/"><em>A Nova Corja</em></a>,  um dos símbolos de jornalismo independente e investigativo da blogosfera brasileira, <a href="http://www.novacorja.org/?p=5411">publicou seu post de despedida</a>. Em 6 de agosto, Rodrigo Alvares, o último do grupo a continuar tocando o blog, anunciou sua decisão de fechar o A Nova Corja por causa de compromissos profissionais e falta de tempo para continuar postando o tanto quanto gostaria.</p>
<p>No decorrer dos últimos cinco anos em que esteve online, <em>A Nova Corja</em> se destacou por causa da cobertura de escândalos que assolam o governo do Rio Grande do Sul, denúncias estas que agora levam o Ministério Público Federal daquele estado a investigar a governadora <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Yeda_Crusius">Yeda Crusius</a> por improbidade administrativa. O Nova Corja era também conhecido pelo seu senso de humor ácido e pela sua <a href="http://laviejabruja.blogspot.com/2009/08/nem-assim-tao-nova.html">oposição aberta ao  PT</a>, embora ao mesmo tempo o blog fosse também acusado por seus muitos inimigos de apoiar o mesmo partido.</p>
<p>O <a href="http://www.novacorja.org/?p=5411">último post</a> conta, até o momento da publicação desse artigo, com quase 300 comentários. De acordo com Rodrigo Alvares, os arquivos do blog continuarão online como um testemunho de sua luta contra a corrupção:</p>
<blockquote><p>Espero que o <strong>A Nova Corja</strong> permaneça como registro da demência que assola não só o governo Yeda, mas a política gaúcha e brasileira. As eleições do ano que vem serão as mais importantes desde 1989, e boa parte da bandalha praticada por eles ultimamente está nos arquivos do blog.</p>
<p>ABRA$$O</p></blockquote>
<div id="attachment_91053" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px;"><a href="http://cristianozanella.blogspot.com/2009/08/tchau-nova-corja.html"><img class="size-medium wp-image-91053" title="A+NOVA+CORJA!" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/A+NOVA+CORJA-300x290.jpg" alt="Design by Cristiano Zanella" width="300" height="290" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">Design Leandro Demori. Fonte: blog do Cristiano Zanella</p>
</div>
<p><a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=2587">Lúcia Freitas</a> lembra que o Nova Corja foi o único blog brasileiro <a href="http://www.whitebandaction.org/g20voice">a ser convidado para a Cúpula do G-20</a> em Londres no último mês de abril. Ela se mostra bastante preocupada com a pouca repercussão que a notícia parece ter causado na blogosfera, já que apenas alguns posts em blogs e no Twitter podem ser encontrados online:</p>
<blockquote><p>Não houve proteção da comunidade, blogagem coletiva, indignação. Passou batido.</p>
<p>Bad, bad bloggers</p>
<p>Um mergulho no silêncio de jornalismo bem-feito, claro, contundente. Derrubado por uma sequência de processos na justiça que dão dores de cabeça incuráveis a cidadãos no exercício do seu direito à livre expressão.</p>
<p>Este tipo de silêncio é péssimo para todos nós.</p>
<p>Eu, como blogueira E jornalista, fico com vergonha, vergonha, vergonha. Primeiro de mim, por não ter lido os feeds por dois dias e não ter visto tamanho absurdo. Segundo de meus vizinhos de rede, que se reúnem tão facilmente para o #lingerieday, mas não se preocupam nem por um instante com as questões mais profundas que nos cercam e atingem.</p></blockquote>
<p>Enquanto a maior parte da blogosfera permanece em silêncio ou nem soube do fechamento do A Nova Corja, um blogueiro celebra a notícia: <em><a href="http://polibiobraga.blogspot.com/2009/08/editor-manda-dois-blogs-petistas-para-o.html">Polibio Braga</a></em>, um dos incomodados a processar os autores do blog, ficou contente por ter ajudado a acabar com mais um blog, tendo feito o mesmo há alguns anos, ao processar o <a href="http://tomandonacuia.blogspot.com/"><em>Tomando na Cuia</em></a> (agora disponível em novo endereço). Dessa segunda vez, no entanto, o Nova Corja <a href="http://www.novacorja.org/?p=4409">ganhou o caso</a> e o processo foi indeferido por inépcia. Ainda assim, <em><a href="http://polibiobraga.blogspot.com/2009/08/editor-manda-dois-blogs-petistas-para-o.html">Polibio Braga</a></em> comemora:</p>
<blockquote><p>A remessa dos dois blogs para o aterro sanitário virtual da Web, é uma homenagem do editor a todos os jornalistas caluniados por grupos iguais de delinqüentes políticos petistas. Além da família comum, os editores dos dois blogs escondiam-se sob pseudônimos e alojamentos em provedores fora do país que acolhem todo gênero de bandidos.</p></blockquote>
<p>Por causa de seu trabalho investigativo, muitas vezes dando furos na imprensa convencional, o Nova Corja sofreu três processos em seus cinco anos de existência, e alguns dos blogueiros e suas famílias chegaram a ser ameaçados. De acordo com <em><a href="http://trasel.com.br/blog/?p=263">Marcelo Träsel</a></em>, um dos ex-colaboradores do blog, a grande motivação por trás do fechamento do A Nova Corja foi o desânimo causado pelo conjunto de processos, mas não necessariamente porque os blogueiros têm medo de suas consequências:</p>
<blockquote><p>O problema é que eles custam dinheiro, mesmo quando o juiz decide a seu favor, e, principalmente, tomam muito tempo. Todos os membros atuais e antigos da Corja têm empregos e famílias para cuidar. O jornalismo político era algo como uma prestação de serviços à sociedade, um voluntariado. Quando os poderosos foram perturbados e resolveram se aproveitar do Judiciário para tentar calar a Corja, porém, a sociedade mostrou-se incapaz de ajudar. O tempo livre antes dedicado ao jornalismo passou a ser dedicado a defender-se da litigância de má-fé. Algumas famílias até mesmo sofreram ameaças.</p></blockquote>
<p><em><a href="http://trasel.com.br/blog/?p=263">Träsel</a></em>, que chama a notícia de um prego no caixão da democracia, segue falando da necessidade de se criar no Brasil uma organização semelhante à <a onclick="javascript:pageTracker._trackPageview('/outbound/article/http://www.eff.org/');" href="http://www.eff.org/" target="_blank">Electronic Frontier Foundation</a> [en], grupo que defende a liberdade online de cidadãos americanos:</p>
<blockquote><p>Algumas lições importantes podem ser tiradas desse caso. Primeiro, percebe-se que o bom jornalismo ainda faz diferença. A luz do dia incomoda aos poderosos e, no contexto da comunicação em rede mediada por computador, está ao alcance de qualquer cidadão expor os fatos ao sol. É o que chamo de webjornalismo cidadão, uma prática cada vez mais incensada como panacéia para os problemas do jornalismo. Pois bem, esse caso mostra os limites do webjornalismo cidadão.</p>
<p>Expostos ao sol, os políticos e sua entourage costumam sentir-se acuados e apelam ao Judiciário para tentar calar seus inimigos. Não precisam nem mesmo vencer um processo: os trâmites legais em si mesmos já têm um enorme poder disruptivo sobre o trabalho de pessoas que não vivem para a política e precisam se dedicar à vida real. Repórteres funcionários de empresas de comunicação podem contar com o setor jurídico para defendê-los nestes processos e seguir com sua rotina produtiva. Também não precisam pagar os custos judiciais. Repórteres amadores ou sem apoio institucional, por outro lado, são alvos fáceis para a intimidação jurídica.</p></blockquote>
<p><em><a href="http://cinemaeoutrasartes.blogspot.com/2009/08/ameaca-aos-blogs.html">Maurício Caleiro</a></em> complementa, dizendo que poderosos que há décadas usufruem do silêncio cúmplice da grande imprensa estão por traz do fechamento de blogs. Ele faz um chamamento para ação:</p>
<blockquote><p>Portanto, se nada for for feito para garantir ao menos a certeza de defesa jurídica, a blogosfera política independente e crítica – que, diante dessas circunstâncias, tende a encolher – vai repetir o que acontece no universo do grande capital que tanto critica: blogueiros que são suportados por portais ou que, devido a alta audiência e longevidade na rede, já constituiram suas próprias redes informais de proteção jurídicas, tendem a sobreviver; a massa de neófitos e de independentes que lutam para conquistar um espaço ficará jogada aos tubarões da litigância. Portanto, é preciso reagir. E já.</p></blockquote>
<p>Para obter mais informações sobre recentes ataques à liberdade de expressão no Brasil, leia os artigos do  Global Voices a seguir:</p>
<p><a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/07/17/brasil-processos-tentam-calar-jornalista-premiado/">Brasil: Processos tentam calar jornalista premiado</a></p>
<p><a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/23/brasil-decisoes-judiciais-ameaca-crescente-a-liberdade-online/">Brasil: Decisões judiciais, ameaça crescente à liberdade online</a></div>
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		</item>
		<item>
		<title>Blogando com HIV: &#8220;O amor ainda é possível&#8221;</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/13/blogando-com-hiv-o-amor-ainda-e-possivel/</link>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 22:57:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Embora seja difícil falar abertamente sobre o assunto, um número cada vez maior de blogueiros soropositivos ao redor do mundo está usando veículos de mídia cidadã para expressar-se sobre como é viver com o HIV]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/rezwan/">Rezwan</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/13/blogging-with-hiv-love-is-still-possible/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<div class="contributors"><em>Conversations for a Better World: Esse artigo é parte de uma série desenvolvida pelo Global Voices para o blog da UNFPA <a title=" Conversations for a Better World" href="http://www.conversationsforabetterworld.com/">Conversations for a Better World</a> · <a title="View all posts in Conversations for a Better World" href="http://globalvoicesonline.org/-/special/conversations-better-world/">Todos os artigos [en]<br />
</a></em></div>
<p>Um número cada vez maior de blogueiros soropositivos ao redor do mundo está usando veículos de mídia cidadã para expressar-se sobre como é viver com o HIV.</p>
<p>Falar abertamente sobre HIV/AIDS pode ser muito difícil. Milhares de pessoas já contraíram o vírus, mas o fato de que ele é tão temido e que pode ser transmitido por meio de relações sexuais significa que as pessoas que vivem com o HIV são normalmente estigmatizadas. Ainda assim, dezenas de indivíduos demonstram bravura narrando suas histórias pessoais e, algumas vezes, atuando como ativistas em defesa de seus direitos ou por um sistema de saúde mais decente, em blogs e fóruns na internet que são abertos ao público e podem ser lidos por qualquer pessoa.</p>
<p><iframe width="425" height="350" frameborder="0" scrolling="no" marginheight="0" marginwidth="0" src="http://maps.google.com/maps/ms?hl=en&amp;ie=UTF8&amp;msa=0&amp;msid=116925014949105791191.00045c9dd6cebd5e130f5&amp;source=embed&amp;ll=27.059126,6.328125&amp;spn=90,-61.171875&amp;output=embed"></iframe><br /><small>Veja o mapa <a href="http://maps.google.com/maps/ms?hl=en&amp;ie=UTF8&amp;msa=0&amp;msid=116925014949105791191.00045c9dd6cebd5e130f5&amp;source=embed&amp;ll=27.059126,6.328125&amp;spn=90,-61.171875" style="color:#0000FF;text-align:left">Blogando Positivamente</a> em tamanho maior</small></p>
<p><strong>África do Sul</strong></p>
<p><a href="http://latifah.wordpress.com/2006/12/22/happy-birthday-to-me/">Busi</a> [en], uma blogueira e poetisa da África do Sul descobriu que havia contraído o vírus em abril de 2006, seis meses após ter sido violentada.</p>
<p>Eis a sua triste história, como ela descreveu em seu blog, <a href="http://latifah.wordpress.com/2006/12/22/happy-birthday-to-me/"><em>My Realities</em></a> [Minhas Realidades, pt]:</p>
<blockquote><p>Not so long ago i discovered that i was HIV+. I was attacked and raped far too many times in order for me to contract the virus. You see, the reason for that is that i am a woman who identifies as lesbian because of my involvement with a woman. My attackers and different rapists did so to show me how it is to be a woman.</p></blockquote>
<div class="translation">Não faz muito tempo que descobri que era soropositiva. Eu fui atacada e estuprada muitas vezes para que eu viesse a contrair o vírus. Sabe, a razão para isso é o fato de que sou uma mulher identificada como lésbica por causa de meu envolvimento com outra mulher. Meus agressores e outros estupradores fizeram isso comigo para me mostrar o que é ser mulher.</div>
<p>Busi <a href="http://latifah.wordpress.com/2007/03/17/goodbye-busisiwe-231281-120307/">não sobreviveu</a> nesse belo mundo, tendo falecido em decorrência da doença em março de 2007. Mas seu blog e poesia continuam como poderosos testemunhos de sua vida, como serão os blogs de outras pessoas, enquanto a cura permaneça desconhecida.</p>
<p><strong>China </strong></p>
<p>O blogueiro chinês <em>Li Xiang</em> foi infectado com o <a href="http://globalvoicesonline.org/2008/12/01/china-aids-blogger-li-xiangs-unextraordinary-life/">HIV por meio de uma transfusão de sangue</a> quando era ainda adolescente, aluno do segundo grau. Ele começou a blogar em 2005, por volta de seus 20 anos. Em <a href="http://blog.sina.com.cn/s/blog_46f3d7910100byk0.html">uma postagem no início deste ano</a> (em chinês), ele tenta desmitificar a AIDS, afirmando que as pessoas não deveriam ter mais medo da doença do que temem qualquer outro fator causador de mortes, e que ele próprio já não tem mais medo, graças ao avanço  do tratamento médico.</p>
<p><strong>Filipinas<br />
</strong><br />
<em>Kiks</em> é um blogueiro filipino sediado em Kowloon, Hong Kong. Em 2007, ele descobriu que tinha HIV e <a href="http://bikolanongtsekwangbakla.blogspot.com/2007/07/sounding-alarm.html">escreveu</a> sobre como lidar com esse fato:</p>
<blockquote><p>Being HIV positive is not the least bit fascinating.</p>
<p>It is like having a heart disease for life although my doctors told me it was better than having diabetes. With the medicines so readily available nowadays, you can be sure to live longer than cancer patients, anemic or the elderly staying in big polluted cities like Manila.</p></blockquote>
<div class="translation">Ser portador do HIV não é nem um pouco fascinante.</p>
<p>É como ter uma doença cardíaca pelo resto da vida, embora meu médico tenha me dito que é melhor do que ter diabetes. Com os medicamentos tão amplamente disponíveis nos dias de hoje, com certeza se vive mais tempo do que em casos de pacientes com câncer, anemia ou pessoas mais velhas morando em cidades poluídas como Manila.</p></div>
<p><em><a href="http://mylifepositive.com/wpmu/ukguy/2009/07/22/mr-angry-2/">Freerangelife</a></em> é o blog de um rapaz gay do Reino Unido que vive com o vírus do HIV há mais de 20 anos. Em uma postagem recente, ele escreve sobre os perigos de se ignorar as preucações que devem ser tomadas:</p>
<blockquote><p>We have known about HIV for over 20 years, people know the risks. So why does it happen? It happens because we like taking risks and we often think “it will never happen to me”.</p></blockquote>
<div class="translation">A gente tem conhecimento do HIV há mais de 20 anos, as pessoas conhecem os riscos. Então, por que ainda acontece? Acontece porque gostamos de correr riscos e normalmente achamos que “nunca vai acontecer comigo”.</div>
<p><strong>Congo<br />
</strong><br />
<em>Davy Herman Malanda</em> do blog <a href="http://aidsrightscongo.org/?p=103"><em>Aids Right Congo</em></a> [Direitos dos Soropositivos no Congo, en] escreveu sobre os riscos de se deixar que as pessoas saibam sobre a condição do portador do HIV. Ele conta a história Bernadette (pseudônimo), uma jovem que vende roupas usadas no mercado de Tié-Tié em Pointe-Noire, no Congo:</p>
<blockquote><p>Bernadette’s life changed when her friend divulged Bernadette’s HIV status. Her colleagues and clients from the market were informed that she is HIV-positive. Very few clients came to buy at Bernadette’s table. Her life became difficult, and she had difficulty to make ends meet.</p></blockquote>
<div class="translation">A vida de Bernadette mudou quando um amigo divulgou a sua condição de portadora do HIV. Seus colegas, amigos e clientes do mercado foram informados de que ela era soropositiva. Poucos clientes vinham comprar na mesa de Bernadette. A vida dela se complicou, e ficou difícil ganhar o sustento.</div>
<p><em>Aurelie</em>, de Brazzaville, capital do Congo, <a href="http://aidsrightscongo.org/?p=111">descreve</a> seu choque ao descobrir que tinha HIV:</p>
<blockquote><p>Initially, it hit me like a ton of bricks. I saw my life change instantly, and the thoughts kept multiplying in my mind.</p></blockquote>
<div class="translation">Inicialmente, foi como se uma tonelada de tijolos tivesse caído sobre mim. Vi meu mundo mudando instantaneamente, e os pensamentos insistiam em se multiplicar em minha cabeça.</div>
<p>Ela também escreve que, graças ao apoio de sua família e de uma organização não governamental, leva uma vida normal.</p>
<p><strong>Estados Unidos</strong></p>
<p><em>Michelle</em>, dos Estados Unidos, diz que <a href="http://blogs.poz.com/michelle/">“o amor ainda é possível”</a> [en] depois do HIV e conta como ela conheceu seu novo parceiro em um blog da rede internacional <a href="http://blogs.poz.com/"><em>POZ Blog</em></a>. Ela deixa ainda um conselho:</p>
<blockquote><p>To those newly infected or those who are tired of being alone, don&#39;t lose hope. Don&#39;t give up on love. It will come when you least expect it and when you need it the most.</p></blockquote>
<div class="translation">Para aqueles que acabaram de serem infectados ou os que estão cansados da solidão, não percam as esperanças. Não desistam do amor. Ele chegará quando você menos esperava e mais precisava.</div>
<p><strong>Quênia</strong></p>
<p>Ser soropositivo não significa que você estará condenado a não se divertir por causa da discriminação. <em><a href="http://rising.globalvoicesonline.org/repacted/2008/12/03/world-aids-day-mr-and-miss-red-ribbon-2008/">Mr. and Miss Red Ribbon</a></em> é um desfile de moda sem fins lucrativos organizado anualmente pelo grupo jovem Nakuru, no Quênia. Blogueira soropositiva <em>Maureen</em>, que faz parte do grupo <a href="http://rising.globalvoicesonline.org/projects/repacted-kenya/">REPACTED</a> do projeto de blogs <a href="http://rising.globalvoicesonline.org/">Rising Voices</a> foi uma das candidatas e <a href="http://maureenakinyi.blogspot.com/2008/12/blogging-positively.html">compartilha sua experiência</a>:</p>
<blockquote><p>I have been contesting since 2006 and have been enjoying every moment of the event because of one thing, effective reduction of stigma and discrimination. Mr. and Miss Red Ribbon brings together both affected and infected to celebrate beauty in a unique way. During the event audience appreciate beauty by seeing models but not the affected or the infected.</p></blockquote>
<div class="translation">Desfilo desde 2006 e gosto de cada momento do evento por causa de uma coisa: a redução real do estigma e da discriminação. <em>Mr. and Miss Red Ribbon</em> junta tantos os afetados quanto os infectados de uma forma exclusiva. Durante o evento, a platéia aprecia a beleza de ver o desfile de  modelos, e não de afetados ou infectados.</div>
<p><em>O <a href="http://maps.google.com/maps/ms?ie=UTF8&amp;hl=en&amp;msa=0&amp;msid=116925014949105791191.00045c9dd6cebd5e130f5&amp;ll=24.527135,14.765625&amp;spn=120.298584,316.40625&amp;z=2">mapa do Global Voices de blogueiros soropositivos</a> acima destaca as vozes de blogueiros portadores e daqueles que cuidam deles, e outras iniciativas de mídia cidadã relacionadas ao HIV/AIDS. Ao clicar nos links do mapa, você encontrará mais algumas dessas histórias incríveis.</em></div>
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		<title>Alex Castro: Um blogueiro liberal, libertário e libertino</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/07/alex-castro-um-blogueiro-liberal-libertario-e-libertino/</link>
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		<pubDate>Fri, 07 Aug 2009 13:34:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nessa entrevista, Alex Castro fala sobre blogs, as prisões que acorrentam a alma humana, como ele se livrou   para abraçar uma vida mais libertária e, claro do Mulher de Um Homem Só, seu romance popular em e-book agora lançado em papel.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/07/alex-castro-a-liberal-libertarian-and-libertine-brazilian-blogger/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><a href="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/1041855_6e71e07381.jpg"><img class="alignright size-thumbnail wp-image-3804" title="1041855_6e71e07381" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/1041855_6e71e07381-75x75.jpg" alt="1041855_6e71e07381" width="75" height="75" /></a>Por trás de um dos blogs mas populares do Brasil, o <a href="http://www.interney.net/blogs/lll/">Liberal Libertário Libertino</a>, há um romancista independente, um acadêmico apaixonado e um livre pensador. Nesse papo às vésperas do lançamento da primeira edição não virtual de seu primeiro romance, projeto que só pôde ser lançado com o <a href="http://www.interney.net/blogs/lll/2009/06/29/ajude_a_viabilizar_a_edicao_de_mulher_de/">patrocínio de um exército de leitores de seu blog</a> – os mecenas da blogosfera – Alex Castro fala de blogs, das prisões que acorretam o ser humano de como se livrou delas para abraçar a sua vida libertária, e, claro, de seu primero romance, agora lançado fora da rede, Mulher de Um Homem só – já muito bem conhecido por seus leitores que o baixaram mais de 30 mil vezes durante o período que esteve disponível para download gratuito.</p>
<p><strong>Quem é Alex Castro?</strong></p>
<p>Alex Castro é um grandecíssimo mentiroso, como todos os autores de ficção. Não confie em nada do que ele diz.</p>
<div id="attachment_3810" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.flickr.com/people/cruzalmeida/"><img class="size-medium wp-image-3810" title="304688616_b309c5a95f" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/304688616_b309c5a95f-300x199.jpg" alt="Alex Castro, em foto de Roberto Rivera: robertorivera.com/portfolio.htm " width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Em auto-definção no flickr, Alex Castro se diz (originalmente em inglês): Hedonista, novelista, ateísta, pedólatra. Destro, divorciado, maduro, viajado. Livre pensador, escritor, professor,  pro-ativo. Foto: Roberto Rivera: robertorivera.com/portfolio.htm </p></div>
<p><strong>O Liberal, Libertáro, Libertino está online desde 2003 e é hoje um dos mais populares blogs do Brasil. Como você entrou na blogosfera?</strong></p>
<p>Vários e vários motivos. O mais engraçado é que, quando abri o LLL, eu nunca tinha lido um blog, nem sabia o que era. Minha amiga Isabel (a quem &#8220;Mulher de um Homem Só&#8221; está dedicado) é que ficou me pentelhando, dizendo que era a melhor ferramenta possível para um artista expor seu trabalho - e estava certa. Mais ainda, eu estava escrevendo uma série de textos chamados As Prisões, sobre as diversas prisões que acorrentam o homem, como heterossexualidade, monogamia, verdade, religião, vergonha, ambição, obediência, etc, e achei que seria legal ver quais seriam as relações das pessoas a eles. E, realmente, As Prisões tiveram, e ainda têm, uma repercussão muito legal. Além disso, eu tinha acabado de reencontrar uma antiga amiga de escola, Andreia, que tinha se tornado dominadora profissional na Austrália e vivia um casamento aberto, e levava uma vida parecida com a minha, mais libertária e mais libertina, e eu achei que alguns daqueles valores que eu e a Andreia tínhamos descoberto e praticávamos mereciam ser articulados, tinham que ser vividos em público. Na verdade, ela me fez sentir envergonhado por meu pudor público perante a vida. Então, o blog também foi um meio de discutir publicamente questões muito importantes e vitais pra mim até hoje, como amor livre, poliamor, ciúmes, monogamia, relacionamentos abertos, etc. E assim entrei na blogosfera.</p>
<p><strong>O LLL gira em torno <a href="http://www.sobresites.com/alexcastro/prisoes.htm">dessas prisões que acorrentam a humanidade</a> – medo, vergonha, religião, patriotismo, felicidade, monogamia, heterossexualidade, dentre outras. Como você conseguiu se livrar delas?</strong></p>
<p>Basta querer. Controle de si é tudo na vida. Quase nada na vida a gente controla mas eu mesmo, como eu reajo aos estímulos do mundo, como me coloco diante deles, isso depende de mim, sim. E, assim, aos poucos, um dia de cada vez, eu fui me tornando menos tímido, menos travado, menos humilde, menos envergonhado, menos bundão, menos preocupado com a opinião dos outros, menos medroso, menos consumista, menos careta, essas coisas. Mas é um processo consciente. Todas as forças do mundo nos empurram pra conformar com o rebanho. Então, &#8220;ser você mesmo&#8221; não é algo que venha naturalmente a ninguém, é uma luta diária. Você tem que se perguntar: &#8220;hoje, eu fui a pessoa que eu quero ser?&#8221;</p>
<div id="attachment_3808" class="wp-caption alignleft" style="width: 211px"><a href="http://www.flickr.com/photos/cruzalmeida/278760187/in/set-358864/"><img class="size-medium wp-image-3808" title="278760187_ad8e05797e" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/278760187_ad8e05797e-201x300.jpg" alt="Fumando, em companhia do cachorro Oliver" width="201" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Fumando, companhia do cachorro Oliver</p></div>
<blockquote><p>[O LLL é] um blog sobre rebeldia, contemplação e sacanagem, regado a muita literatura e humor.</p></blockquote>
<p><strong>Mas você disse para não acreditar em nada do que você diz então fica a dúvida: o Alex Castro hedonista, na prática, é um personagem?</strong></p>
<p>Tenho uma pergunta melhor: e daí? Metade das coisas que eu disse nessa entrevista é mentira. Mas qual metade? Ou talvez isso que eu disse agora seja mentira e só falei sempre a verdade. Mas e daí? A verdade é que existe um livro chamado &#8220;Mulher de Um Homem Só&#8221; e ele é bom ou ruim independente de ter sido escrito por um homem ou por uma mulher, por um carioca ou um goiano, por um branco ou por um negro, por um adolescente ou por um velho. A mensagem das Prisões é válida ou não independente de eu ter esses valores ou não, de eu acreditar neles ou não. Vai ver eu escrevi tudo ironicamente, mas isso não impede alguém de levar o texto ao pé da letra e mudar sua vida. O texto é real, entende? Só isso importa. Eu, minhas mentiras, minhas verdades, minhas intenções, somos todos irrelevantes. Talvez a Prisão mais importante a ser vencida seja a Prisão Verdade, essa nossa necessidade quase infantil de questionar a veracidade de tudo o tempo todo. Eu sou um escritor de ficção: meu trabalho é justamente implodir a verdade. A ficção é uma mentira que, se bem dita, nos leva a verdades maiores do que a maioria das verdades que andam por aí bradando sua veracidade aos quatro ventos.</p>
<p><strong>E qual a reação de seus leitores a essa vida &#8220;mais libertária e mais libertina&#8221;, considerando que foge completamente dos padrões aceitáveis no Brasil, um país ainda tão sexista? Há até uma campanha, </strong><strong>&#8220;Eu Odeio o LLL&#8221;</strong><strong>, com o seu aval.</strong></p>
<p><img class="size-full wp-image-3814 alignleft" title="odeio-1" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/odeio-1.gif" alt="odeio-1" width="120" height="60" />A campanha &#8220;Eu Odeio o LLL&#8221; não tem apenas o meu aval. Eu a criei e a promovi. Oras, não há porque só as pessoas que gostam de mim terem banner me linkando. Quem me odeia também tem direito de me promover! Mas, obviamente, foi uma campanha humorística, pra brincar com aquele tipo de leitor que, justamente, diz que me odeia e discorda de tudo, mas lê e comenta obsessivamente todo dia. Esses leitores me divertem muito, mas são uma minoria, ainda bem. Logo enchem o saco e vão embora, porque eu não dou corda.</p>
<p>Via de regra, a mensagem das Prisões acaba tocando mais dois grupos de pessoas: em primeiro lugar, adolescentes ou pós-adolescentes de ambos os sexos que estão em processo de tentar se tornar adultos, livres e independentes. Uma amiga brinca que passo boa parte do meu tempo no MSN, como Sócrates na ágora, tentando corromper &#8220;meus jovens&#8221;. E, em segundo lugar, mulheres que estão naquela famosa crise dos sete anos, que subitamente se descobrem em casamentos mornos e insatisfatórios, e que de repente querem ser livres e realizar seu potencial. Esses dois grupos representam uma parcela desproporcionalmente enorme dos leitores que me procuram, então imagino que a mensagem das Prisões é relevante para quem está nessas situações.</p>
<div id="attachment_3807" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://www.flickr.com/photos/cruzalmeida/304688610/in/set-358864/"><img class="size-medium wp-image-3807" title="304688610_5288cfd5be" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/304688610_5288cfd5be-300x199.jpg" alt="Alex Castro, em foto de Roberto Rivera: robertorivera.com/portfolio.htm " width="300" height="199" /></a><p class="wp-caption-text">Alex Castro, em foto de Roberto Rivera: robertorivera.com/portfolio.htm </p></div>
<p><strong>Mudando para a literatura na rede, há bons blogs literários no Brasil? O que passa pelo seu seu blogroll?</strong></p>
<p>Olha, eu confesso que nunca fui fã de blogs e, faz muito tempo, desencanei totalmente deles. Hoje, leio pouquíssimos blogs, e quase que só os de amigos próximos, pra saber como eles estão. Alguns bons escritores contemporâneos têm blogs, mas o blog é sempre uma coisa diferente da ficção. Até porque é difícil colocar ficção em blog. Então o blog acaba funcionando como uma ferramenta para o autor polir seu texto e construir um círculo de leitores para quem possa, depois, vender ou dar seu livro. Sinceramente, eu acho bem possível que existam bons blogs literários no Brasil. Mas eu, por deficiência minha, não conheço.</p>
<p><strong>Você</strong><strong> fo</strong><strong>i</strong><strong> um dos pioneiros em experiência de e-books pagos no Bras</strong><strong>i</strong><strong>l. Em que grau, na sua opinião, a internet ajuda autores e artistas independentes em geral?</strong></p>
<p>A internet é fundamental, por permitir ao artista um contato direto com seu público, um contato que antes dependia de diversos mediadores: gravadoras, editoras, jornais, etc. Está surgindo um novo paradigma na arte que funciona mais ou menos assim: você distribui a sua arte de graça, para construir um público, e depois vende pra eles produtos diferenciados, raros, assinados, exclusivos, etc, do seu trabalho. De certo modo, estou fazendo isso com &#8220;Mulher de Um Homem Só&#8221;, que foi baixado gratuitamente mais de 30 mil vezes e foi vendido em edição limitada, numerada, na qual os leitores que pagaram mais ganharam os menores números. O exemplar número 001 foi para uma leitora da Turquia que pagou R$200 por ele.</p>
<div id="attachment_3803" class="wp-caption alignright" style="width: 176px"><img class="size-full wp-image-3803" title="3754570057_441dfe5ba7" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/3754570057_441dfe5ba7.jpg" alt="Marcador de livro para os mecenas da blogosfera" width="166" height="500" /><p class="wp-caption-text">Marcador de livro exclusivo para os mecenas da blogosfera que compraram o livro antes do lançamento.</p></div>
<p><strong>Como surgiu essa idéia dos mecenas da blogosfera para transformar o Mulher de um Homem Só virtual em edição em papel?</strong></p>
<p>&#8220;Mulher de Um Homem Só&#8221; ficou disponível para download gratuito por 4 anos, entre 2002 e 2006, quando foi baixado 30 mil vezes. Depois disso, contratei uma agente literária para tentar vender o livro para editoras, mas ela não conseguiu nada. Nesse meio tempo, lancei vários ebooks - sabe como é, tem custo zero - e fui vendendo, mas todo mundo vinha perguntar: &#8220;ah, nao tem de papel? odeio ler na tela!&#8221; etc. O problema é que, sem uma editora, imprimir em papel custa caro, tenho que pagar a edição do meu próprio bolso e fazer tudo sozinho. E pensei, hmm, se os leitores querem tanto livros de papel, por que então não pagam por eles? Vou colocar o livro em pré-venda, quando arrecadar o suficiente pra impressão, imprimo; senão, devolvo o dinheiro de todo mundo. E foi um sucesso. &#8220;Mulher de Um Homem Só&#8221; vendeu 150 exemplares na pré-venda e o valor arrecadado daria para custear uma edição de 700 exemplares.</p>
<p><strong>Quais as vantagens e desvantagens de publicar na internet, em vez de seguir os caminhos tradicionais?</strong></p>
<p>Para mim, as vantagens foram ganhar mais dinheiro do que ganharia publicando livro como o novato patinho feio de uma editora tradicional e também um maior contato com o meu público. A grande desvantagem de não estar no caminho tradicional é a falta de visibilidade e prestígio. Eu escrevo literatura e tenho um blog, mas sou chamado de &#8220;blogueiro&#8221;. O cara que tem um livro publicado pela Rocco (mesmo que ninguém tenha lido) e tem um blog, é um escritor - que, por um acaso, tem um blog. Mas isso já está mudando.</p>
<p><strong>Esse contato maior com os leitores muda de alguma forma a forma como você escreve, ou até o enredo de suas histórias, uma vez que você passa também a conhecer mais o público e a saber o que ele quer, ou você mantêm, nesse caso, uma distância para produzir exatamente o que acha que deve, sem influências do consumidor de sua obra?</strong></p>
<p>Muda. Mas não do jeito que você perguntou. Não existe muito isso de dar o que o povo quer. Não sou balconista, que pergunta ao cliente o que ele quer, vai e entrega. Na literatura, o cliente quase nunca tem razão. O espírito da literatura é o da complexidade. Um bom livro te leva a lugares que você não queria ir, te ensina coisas que você não queria saber, mostra que o mundo, as pessoas, as coisas, são mais complexos do que você imaginava. No momento em que um autor de ficção se propõe a dar os que os leitores querem, ele abdicou de uma das prerrogativas básicas da arte.</p>
<p>Aliás, talvez seja esse um dos tão buscados limites entre literatura-dita-arte e a chamada literatura de entretenimento: na segunda, você busca entreter e dar ao leitor o que ele quer. Na primeira, não. Obviamente, na literatura, você pode perfeitamente dar ao leitor o que ele quer, mas esse não pode ser um dos critérios fundamentais da criação da arte. Em tempo: não estou estabelecendo nenhuma relação de hierarquia entre ambas. Qualquer livro policial de Nero Wolfe é melhor do que 90% da literatura-dita-arte. Resta o fato de que ambos tipos de literatura tem um objetivo e uma relação com seu leitor bem diferentes.</p>
<p>E, respondendo a pergunta, sim, o contato com os leitores muda tudo, mas por outro motivo. Porque o autor escreve sempre com um leitor ideal em mente, e buscando criar um efeito nele. O contato com o leitor permite medir se você está atingindo seus objetivos e ajustá-los de acordo. Os exemplos são inúmeros. Uma vez, uma leitora me disse que uma cena de um conto fazia com que ela voltasse a uma época mais simples, mais idílica, que se sentisse como se estivesse dentro do Almoço da Relva, de Manet, fazendo um bucólico piquenique num bosque à beira no Sena em pleno século XIX&#8230; E eu agradeci a opinião, e naturalmente a leitora não estava nem um pouco errada, cada leitura é válida, mas reescrevi a cena, coloquei um celular desligado em sua bolsa e uma asa delta passando no céu, justamente para cortar esse efeito, que não era o que eu buscava. Mas, veja, a internet não tem nada a ver com isso. Esse tipo de coisa acontece desde que existe literatura.</p>
<p><strong>Como você tem base nos Estados Unidos no momento, enquanto , qual é a sua visão sobre as diferenças entre os mercados editoriais brasileiros e estadunidenses? (pergunta de <a href="http://twitter.com/emanuelcampos">@emanuelcampos</a>, via twitter)</strong></p>
<p>Nem sei. Eu vivo nos Estados Unidos de maneira muito estranha. Estou lá fisicamente, mas dentro da bolha universitária, que é como se fosse outro mundo. Estudo e dou aulas no Departamento de Espanhol e Português. Boa parte dos meus colegas, todos os meus alunos, quase todos do meu círculo social não apenas falam português fluentemente como têm um forte interesse pelo Brasil. Minha pesquisa é sobre Brasil. Minhas leituras, minha ficção, meu blog, minha producão acadêmica eu escrevo em português. Minha namorada, minha família, meus leitores, estão no Brasil. Eu publico no Brasil. Ou seja, todo meu olhar é voltado pro Brasil. Não acompanho, estudo, observo o mercado americano.</p>
<p><strong>Há planos de tradução para esse, ou outros de seus livros?</strong></p>
<p>Um casal de tradutores, ele brasileiro e ela argentina, se ofereceu para traduzir &#8220;Mulher de Um Homem Só&#8221; ao espanhol. Pretendo pegar essa versão e bater perna um pouco com ela. Tenho alguns contatos nos meios editorais cubanos e adoraria ser lido por lá. E também já existe todo um mercado literário em língua espanhola nos Estados Unidos que posso procurar - e que eu não conheço! Uma versão em espanhol, a segunda língua ocidental mais falada, já abriria inúmeras possibilidades. Aliás, o brasileiro do casal é justamente o Emanuel que sugeriu a pergunta acima.</p>
<p><strong>E qual o trecho que mais gosta de Mulher de um Homem Só?</strong></p>
<p>Não sei se é o que eu mais gosto, mas acho que é um trecho bem representativo.</p>
<p>&#8220;Eu não desconfiei porque nem todos esses almoços serviam pra despontar o vício de Murilo que Júlia tinha. Eu, que me achava sua clínica de reabilitação, era na verdade sua fornecedora clandestina: ela vinha me ver e fungava cada carreirinha de Murilo que pudesse encontrar. E eu fazia o mesmo, porque um gambá cheira o outro e eu também não sou lá muito diversa. Ela me sugava o presente, e eu, o passado. Júlia sabia tudo sobre o Murilo, cresceram juntos, nunca não se conheceram. Um era a constante da vida do outro. Júlia era tão constante que me fazia sentir a variável e isso me deixava tonta, eu precisava ir ao banheiro depois: eu imaginava Júlia, amanhã, fazendo a mesma coisa com a segunda esposa dele, indo visitar, contando histórias do passado e sugando o futuro. E eu pensava: o juramento foi comigo, a mulher dele sou eu.&#8221;</p>
<p><strong></strong></p>
<div id="attachment_3792" class="wp-caption aligncenter" style="width: 446px"><strong><strong><img class="size-full wp-image-3792" title="MulherDeUmHomemSó" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/3785123242_19e48a0719.jpg" alt="Lançamento no Rio" width="436" height="324" /></strong></strong><p class="wp-caption-text">Amigos, no lançamento no Rio, alguns dos quais mecenas</p></div>
<p><strong></strong></p>
<p><img class="size-full wp-image-3802 alignleft" title="3714026540_8a67eed970_m" src="http://pt.globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/08/3714026540_8a67eed970_m.jpg" alt="3714026540_8a67eed970_m" width="146" height="196" /> <strong>Autógrafos: </strong></p>
<p>Depois do lançamento no Mulher de Um Homem Só em São Paulo, no final de semana passado, o livro será lançado nesse sábado, 7 de agosto, no Rio de Janeiro. <a href="http://www.flickr.com/photos/cruzalmeida/3754417953/">Veja o convite aqui</a>. Para comprar o Mulher de Um Homem Só, <a href="http://liberallibertariolibertino.blogspot.com/2009/06/pre-venda-de-mulher-de-um-homem-so.html">acesse esse link</a>. Para ver outros livros do de Alex Castro, lançados com o apoio do selo independente <a href="http://www.osviralata.com.br/">OsViralata</a>, <a href="http://www.osviralata.com.br/alexcastro/index.html">clique aqui.</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Timor Leste: Um filme sobre paz, 10 depois do referendo</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/08/06/timor-leste-um-filme-sobre-paz-10-depois-do-referendo/</link>
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		<pubDate>Thu, 06 Aug 2009 19:07:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte & Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Portuguese]]></category>
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		<category><![CDATA[Tetum]]></category>

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		<description><![CDATA[Publicado originalmente porSara Moreira  &#183; Traduzido por Paula Góes &#183;  Veja o post original 
O artista plástico David Palazón acabou de lançar online o trailer de seu documentário experimental Hanesan Maibe Ketak-Ketak &#124; Same same but Different, filmado no final de 2008 em Timor Leste. O filme se concentra nas atividades de edificação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/sara-moreira/">Sara Moreira</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/08/06/east-timor-a-film-about-peace-10-years-after-the-referendum/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>O artista plástico <a href="http://www.youtube.com/user/davidpalazon">David Palazón</a> acabou de lançar online o trailer de seu documentário experimental <a href="http://www.youtube.com/watch?v=I8m4XJa40-I">Hanesan Maibe Ketak-Ketak | Same same but Different</a>, <span>filmado no f</span>inal de<span> 2008 em Timor Leste. O filme se concentra nas at</span>ividades de edificação da paz<span> e op</span>iniões<span> sobre o país, e traz o</span><span> vencedor do Prêm</span>io<span> Nobel da Paz José Ramos-Horta. </span><span>Partes do documentár</span>i<span>o</span><span>, como </span><a href="http://www.youtube.com/watch?v=aiYhvOzx4_k">Peace on Wheels</a> e o videoclipe <a href="http://www.youtube.com/watch?v=EgcsPP14RjA">Ha&#39;u Rai Venilale</a>, podem ser vistos no Youtube.</p>
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		<title>Put it On: Competição internacional para produtores de vídeos</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/07/31/put-it-on-competicao-internacional-para-produtores-de-videos/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/07/31/put-it-on-competicao-internacional-para-produtores-de-videos/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 31 Jul 2009 22:53:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte & Cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
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		<description><![CDATA[Put it On, um novo site, está premiando os melhores filmes de curta e longa metragem internacionais inscritos na competição com uma bolsa de estudos na Academia de Cinema de Nova York, e um prêmio em dinheiro de US$ 5.000,00.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juliana-rincon-parra/">Juliana Rincón Parra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/07/31/put-it-on-global-online-contest-for-filmmakers/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="single" class="entry">
<p><a href="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/pio.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-88161" title="pio" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/pio.jpg" alt="pio" width="155" height="75" /></a><em><a href="http://www.putiton.com/"><em>Put it On</em></a> está patrocinando o Global Voices para ajudar a promover essa competição. A expectativa é atrair produtores de vídeos em diferentes idiomas e regiões ao redor do mundo. </em></p>
<p>Você já sonhou em estudar no <a href="http://www.nyfa.com/">Academia de Cinema de Nova York</a>? Essa é a sua oportunidade, independente de onde você vive, trabalha e filma. A <a href="http://www.putiton.com/filmfest"><em>Competição Put it On Picture Show</em></a> está dando exatamente esse prêmio: uma bolsa de estudos na Academia de Cinema de Nova York e ainda um prêmio de US$ 5.000,00 para os primeiros colocados em Melhor Longa Metragem, Melhor Curta Metragem e Melhor Atuação. O prêmio para os segundos colocados em Melhor Longa Metragem e Melhor Curta Metragem será uma câmera digital HD Prosumer.</p>
<p><a href="http://putiton.com/"><br />
<img class="size-full wp-image-88547" title="putitonscreenshot" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/putitonscreenshot.png" alt="www.putiton.com" width="400" /></a></p>
<p><a href="http://www.putiton.com/"><em>Put it On</em></a><em> </em>é uma nova vitrine e galeria para artistas em quatro áreas diferentes: moda, filme, música e arte. Os artistas ganham 1 GB grátis de espaço de armazenamento virtual, e podem escolher permitir que seus trabalhos fiquem disponíveis para download ou sejam vendidos pelo preço por eles determinados. O site está disponível que 10 idiomas, por meio de tradução automática.</p>
<p>Para participar da competição, basta enviar um filme que represente o seu melhor trabalho. Valem filmes sobre qualquer assunto, de qualquer parte do mundo. Os vídeos podem ser em qualquer idioma também, mas é preciso ter legendas em inglês. É possível inscrever apenas um filme por categoria: melhor curta ou longa (máximo de 45 minutos).</p>
<p>Para obter mais detalhes sobre a competição, acesse <a href="http://www.putiton.com/filmfest"><em>Put it On</em></a>. A competição abriu em 30 de julho e as candidaturas encerram-se em 26 de novembro. Os 10 finalistas em longa e curta metragens serão escolhidos por votação online. Um painel de juízes, dentre os quais um representante da Academia de Cinema de Nova York, e Max Fraser, co-fundador do <em>Put it On,</em> anunciarão os vencedores em 7 de janeiro de 2010. O vencedor da melhor atuação será escolhido separadamente pelos juízes, dentre todos os inscritos.</div>
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		<title>Autora em destaque: Sara Moreira</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/07/27/autora-em-destaque-sara-moreira/</link>
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		<pubDate>Mon, 27 Jul 2009 08:24:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Blogueiros]]></category>
		<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[East Asia]]></category>
		<category><![CDATA[East Timor]]></category>
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		<description><![CDATA[Essa semana que passou, David Sasaki teve a oportunidade de conversar com uma autora do Global Voices, Sara Moreira durante o International School for Digital Transformation no Porto, Portugal. Sara havia chegado ao evento depois de ter passado várias semanas em Dili, Timor Leste, país cuja blogosfera ela cobre tão bem para Global Voices. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/david-sasaki/">David Sasaki</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/07/26/featured-author-sara-moreira/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><iframe src="http://dotsub.com/media/c66df145-4cd3-4ca9-8f81-ddc19ebf0879/e/m/por_br" frameborder="0" width="420" height="347"></iframe></p>
<p>Essa semana que passou, tive a oportunidade de conversar com uma autora do Global Voices, <a href="http://saritamoreira.blogspot.com/">Sara Moreira</a> durante o <a href="http://digitaltransformationschool.org/2009/">International School for Digital Transformation</a> no Porto, Portugal. Sara havia chegado ao evento depois de ter passado várias semanas em Dili, Timor Leste, país cuja blogosfera ela <a href="http://globalvoicesonline.org/author/sara-moreira/">cobre tão bem</a> para Global Voices.</p>
<p><img src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/grande-contraste.jpg" border="0" alt="grande contraste.jpg" width="320" height="250" /></p>
<p><em>Sara ensinando engenharia da computação a jovens na Universidade Federal de Timor Leste.</em></p>
<p>Ela trabalhava como professora na Universidade Federal de Timor Leste e <a href="http://liz-henry.blogspot.com/2008/12/winner-for-hp-magic-giveaway.html">ganhou computadores e equipamentos</a> da Hewlett Packard para ajudar a introduzir mais mulheres timorenses nas áreas de engenharia da computação e web design.</p>
<p>Não se esqueça de conferir a série de três artigos (<a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/02/timor-9-anos-de-internet-so-um-isp-e-um-grande-abismo-digital/">1</a>, <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/02/15/east-timor-suai-media-space-challenging-the-digital-gap/">2</a> e <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/05/09/east-timor-from-sighs-to-steps-forward-with-the-use-of-the-internet/">3</a>) escrita por Sara em comemoração do 9º aniversário da chegada da internet em Timor.</p>
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		<title>Brasil: Processos tentam calar jornalista premiado</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/07/17/brasil-processos-tentam-calar-jornalista-premiado/</link>
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		<pubDate>Fri, 17 Jul 2009 23:29:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paula Góes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Feature]]></category>
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		<description><![CDATA[O premiado jornalista brasileiro Lúcio Flávio Pinto foi sentenciado a pagar R$ 30.000,00 em indenização aos proprietários de uma poderosa rede de comunicação em um processo civil: uma verdadeira batalha de Davi e Golias. A blogosfera está em campanha para ajudá-lo a pagar a conta, e chamar a atenção para mais um caso de censura contra jornalistas e blogueiros independentes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/paulagoes/">Paula Góes</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/paulagoes/'>Paula Góes</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/07/16/brazil-plaintiffs-try-to-silence-one-of-the-countrys-leading-journalists/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><img class="alignright size-full wp-image-85548" title="lucioflaviopinto" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/lucioflaviopinto.gif" alt="lucioflaviopinto" width="268" height="193" />Aos 59 anos de idade, 43 dos quais dedicados à carreira, <a href="http://cpj.org/awards/2005/pinto.php">Lúcio Flávio Pinto</a> é um jornalista paraense vencedor de vários prêmios e que publica, de maneira independente, o pequeno jornal quinzenal <em><a href="http://www.lucioflaviopinto.com.br/">Jornal Pessoal</a></em>. Escrevendo sobre o tráfico de drogas, questões ambientais e corrupção política e empresarial, além de dominação e falta de imparcialidade por parte da imprensa, não é novidade que Pinto tem sido alvo de vários processos  no decorrer dos anos.</p>
<p>A última notícia dos tribunais chegou na segunda-feira, 7 de julho, quando o Juiz Raimundo das Chagas Filho deliberou sobre  uma ação cível de indenização por dano moral e determinou que o jornalista pagasse R$ 30.000,00 aos irmãos Ronaldo e Romulo Maiorana Jr., diretores de uma poderosa empresa de comunicação regional . Eles argumentaram que o jornalista havia ofendido a memória do pai deles em um artigo publicado em 2005 em seu jornal pessoal, e que agora foi <a href="http://novoblogdobarata.blogspot.com/2009/07/imprensa-o-artigo-que-originou-sentenca.html">republicado em muitos blogues</a>.</p>
<p>De acordo com o <a href="http://cpj.org/2009/07/leading-brazilian-journalist-sentenced-on-defamati.php">Committee for the Protection of Journalists</a> [Comitê para Proteção dos Jornalistas, en], “a decisão segue um padrão sistemático de assédio jurídico contra Pinto, que enfrenta mais de 10 processos”. O Coordenador do Programa para as Américas do CPJ, Carlos Lauría, diz: “Pedimos que o Juiz Raimundo das Chagas Filho anule a sentença. Ao processar Pinto, os queixosos estão tentando calar um dos principais jornalistas brasileiro.” Em 2005,  <a href="http://cpj.org/awards/2005/pinto.php">Lúcio Flávio Pinto ganhou o prêmio CPJ International Press Freedom Award</a> [en], pela cobertura da corrupção na terra sem lei da Amazônia.</p>
<p><em>Rose Silveira</em> do <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=545CID005"><em>Observatório de Imprensa</em></a> traz à baila os destaques da carreira impressionante de Pinto como jornalista independente:</p>
<blockquote><p>Lúcio Flávio Pinto, de 59 anos, em quatro décadas de jornalismo é um dos profissionais mais respeitados no Brasil e no exterior. Seu Jornal Pessoal resiste, de forma alternativa, há 22 anos, sem aceitar patrocínio ou anúncios, garantindo a independência de seu editor frente aos temas públicos do Pará, sobretudo na seara política. Por sua atuação intransigente frente aos desmandos políticos, às injustiças sociais e ao desrespeito aos direitos humanos, recebeu prêmios internacionais importantes: em 1997, em Roma, o prêmio Colombe d´Oro per La Pace; e em 2005, em Nova York, o prêmio anual do CPJ (Comittee for Jornalists Protection). Além disso, é premiado com vários Esso. É também autor de 14 livros, tendo como tema central a Amazônia; os mais recwentes são Contra o Poder, Memória do Cotidiano e Amazônia Sangrada (de FHC a Lula).</p></blockquote>
<p>A perseguição da família Maiorana a Pinto <a href="http://www.lucioflaviopinto.com.br/?p=423">já dura 17 anos</a> e a notícida da sentença imposta a ele chocou muita gente, inclusive o próprio jornalista. Em uma carta aos leitores, republicada em muitos blogs como o da <a href="http://morenocris.blogspot.com/2009/07/lucio-flavio-pinto_07.html">morenocris</a>, Pinto se diz perplexo tanto por causa da setença quanto por causa da justificativa do juiz para ela, o que segundo o jornalista não corresponde aos fatos e contempla apenas a versão dos queixosos:</p>
<blockquote><p>O juiz alega na sua sentença que escrevi o artigo movido por um “sentimento de revanche” contra os irmãos Maiorana. Isto porque, “meses antes de tamanha inspiração”, me envolvi “em grave desentendimento” com eles.</p>
<p>O “grave desentendimento” foi a agressão que sofri, praticada por um dos irmãos, Ronaldo Maiorana. A agressão foi cometida por trás, dentro de um restaurante, onde eu almoçava com amigos, sem a menor possibilidade de defesa da minha parte, atacado de surpresa que fui. Ronaldo Maiorana teve ainda a cobertura de dois policiais militares, atuando como seus seguranças particulares. Agrediu-me e saiu, impune, como planejara. Minha única reação foi comunicar o fato em uma delegacia de polícia, sem a possibilidade de flagrante, porque o agressor se evadiu. Mas a deliberada agressão foi documentada pelas imagens de um celular, exibidas por emissora de televisão de Belém.</p></blockquote>
<p>O artigo no centro da disputa foi escrito para um livro oito meses depois da agressão narrada acima, e apenas depois da publicação na Itália ele foi reproduzido no Jornal Pessoal. <a href="http://www.idelberavelar.com/archives/2009/07/ronaldo_maiorana_da_corja_dos_marinho_espanca_e_sai_livre_lucio_flavio_pinto_faz_jornalismo_e_e_cond.php">Idelber Avelar</a> [pt] descata motivos mais evidentes para a perseguição:</p>
<blockquote><p><span id="body">Alguns meses depois da agressão, Lúcio foi convidado pelo jornalista Maurizio Chierici a escrever um artigo para um livro a ser publicado na Itália. O <a href="http://novoblogdobarata.blogspot.com/2009/07/imprensa-o-artigo-que-originou-sentenca.html">texto</a>, eminentemente jornalístico, relatava as origens do grupo Liberal. Em determinado momento, dentro de um contexto bem mais amplo, ele fez referência às atividades de Maiorana pai no contrabando, prática bem comum, aliás, na Região Norte na época. Como se pode depreender da leitura do artigo, nada ali tinha cunho calunioso, posto que – uma vez processado &#8211;, Lúcio anexou aos autos toda a documentação que provava a veracidade do que afirmava. A <a href="http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&amp;cod=35252">obra </a>investigativa de Lúcio fala por si própria: veja a <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=434FDS001">qualidade </a>da <a href="http://www.consciencia.net/2006/0219-lfp-liberal.html">prosa </a>e da <a href="http://professorrusso.blogspot.com/2008/04/mais-um-ataque-do-grupo-liberal.html">pesquisa </a>que informa o trabalho de Lúcio e julgue você mesmo. O que ele oferece em seus textos, entre muitas outras coisas, é a documentação, história e raízes daquilo que é sabido até mesmo pelos mosquitos do mercado Ver-o-Peso: que n&#39;<em>O Liberal</em> só se <a href="http://www.ecodebate.com.br/2008/09/26/a-parcialidade-do-jornal-liberal-contra-os-movimentos-sociais-artigo-de-rogerio-almeida/">publica </a>aquilo que é de interesse da corja dos Marinho. </span></p></blockquote>
<div id="attachment_85731" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px;"><a href="http://www.lucioflaviopinto.com.br/"><img class="size-medium &lt;/p&gt; &lt;p&gt;wp-image-85731" title="jp" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/07/jp-300x152.jpg" alt="A screenshot of Jornal Pessoal – Pinto's &lt;/p&gt; &lt;p&gt;personal newspaper" width="300" height="152" /></a></p>
<p class="wp-caption-text">Captura de tela do Jornal Pessoal, apenas recentemente disponível online</p>
</div>
<p>O Juiz também proibiu Pinto de publicar os nomes dos irmãos Maiorana no <em><a href="http://www.lucioflaviopinto.com.br/">Jornal Pessoal</a></em>, sob risco de incorrer em crime de desobediência. <a href="http://www.walter-rodrigues.jor.br/">Walter Rodrigues</a> diz que o valor da idenização é surreal, considerando que o Jornal Pessoal tem uma circulação de apenas 2.000 exemplares. Ele chama a decisão de censura:</p>
<blockquote><p>Segundo a sentença do juiz Raimundo das Chagas Filho, Lúcio Flávio pode muito bem pagar a indenização, por ser dono de um jornal “periódico de grande aceitação pelo público, principalmente pela classe estudantil, o que lhe garante um bom lucro”. O JP, na verdade, vive apenas da venda avulsa, sem assinantes nem anunciantes, praticamente não dá lucro e parou de circular várias vezes, nos últimos 15 anos, por falta de recursos.</p>
<p>A imposição de censura — vedada na Constituição — consiste na proibição de citar negativamente o nome dos Maiorana em matérias futuras, sob pena de multa de mais R$ 30 mil. Já o direito de resposta nunca fora solicitado diretamente ao jornalista, nem este jamais o havia recusado a ninguém.</p></blockquote>
<p><a href="http://pererecadavizinha.blogspot.com/2009/07/lucio.html"><em>Ana Célia Pinheiro</em></a> concorda, e diz que o Juiz Raimundo das Chagas parece “rigorosamente despreparado para o exercício da Magistratura”:</p>
<blockquote><p>Não pode um juiz pisotear a Constituição e impor a censura prévia, como fez o senhor Raimundo das Chagas em relação ao jornalista Lúcio Flávio Pinto.</p>
<p>Não pode um juiz, no Estado Democrático de Direito, condenar alguém a um silêncio obsequioso, típico das ordens sacerdotais.</p>
<p>Não pode um juiz simplesmente ignorar as provas trazidas aos autos, no afã de transformar a vítima em algoz.</p>
<p>Não pode um juiz esquecer a importância do serviço que presta à coletividade – e não, simplesmente, a alguns.</p></blockquote>
<p><a href="http://alemdafrase.blogspot.com/2009/07/justica-burguesa-condena-jornalista.html"><em>Marcus Benedito</em></a> publica o texto completo do despacho e destaca uma discrepância nos fatos:</p>
<blockquote><p>O mesmo artigo 5º da Constituição Federal – CF, que deveria garantir o direito à informação, à liberdade de expressão etc, foi utilizado pela oligarquia Maiorana para condenar Lúcio Flávio Pinto.</p></blockquote>
<p>Pinto ainda pode apelar da decisão, mas ao contrário da imprensa tradicional, que se mantêm em silêncio quanto à condenação do jornalista, a blogosfera começou imediatamente uma campanha de mobilização para ajudá-lo a arcar com a idenização (que será somada ainda aos custos do processo) e para divulgar mais esse caso de perseguição jurídica contra jornalistas e blogueiros independentes. Um <a href="http://solidariedadelucioflaviopinto.blogspot.com/2009/07/solidaiedade-ao-jornalista-lucio-flavio.html">novo blog</a> foi criado por <em>Lucia Gomes</em>, a princípio para arrecadar assinaturas em solidariedade com Lúcio Flávio Pinto. Mais de 200 pessoas já o fizeram. De acordo com o blog:</p>
<blockquote><p>Esse fato demonstra o que significa fazer jornalismo de verdade na capital do Pará: uma condenação.</p></blockquote>
<p>Mesmo aqueles que não tiverem muita grana para doar, qualquer ajuda simbólica é bem-vinda, como destaca <a href="http://www.interney.net/blogs/lll/2009/07/12/jornal_pessoal_de_lucio_flavio_pinto/"><em>Alex Castro</em></a>, autor independente. Ele doou o mesmo valor do seu próximo livro, <a href="http://www.interney.net/blogs/lll/2009/07/17/a_historia_de_mulher_de_um_homem_so/">“Mulher de um Homem Só”</a>:</p>
<blockquote><p>Façam suas contas e conversem com suas consciências. Pesem quanto podem dar e quanto vale uma imprensa genuinamente independente. E, se acharem que devem, ajudem.</p></blockquote>
<p><a href="http://evamaues.blogspot.com/2009/07/campanha-da-moedada.html"><em>Eva Maués</em></a> aproveita a sugestão e encabeça a campanha da “moedagem”. Ela explica:</p>
<blockquote><p>Todos os solidários ao Lúcio, que já provou não ter condições de arcar com tal despesa, podem doar moedas para que os R$ 30 mil sejam pagos em moedas de R$ 0,10. Já gostei e reforço aqui no blog a campanha. Vamos todos juntar as 300 mil moedas necessárias ao troco para os Maiorana.</p></blockquote>
<p><em><a href="http://simplesmentelu.blogs.sapo.pt/73645.html">Luciane Fiúza de Mello</a></em> [pt] resume o sentimento de muitos blogueiros:</p>
<blockquote><p>Lúcio Flávio Pinto, estamos todos contigo e contra esta Justiça corrompida que envergonha a gente. Que este juiz absurdo sinta o peso da injustiça que está cometendo.</p></blockquote>
<p>O Global Voices já escreveu sobre o assunto: <a href="http://pt.globalvoicesonline.org/2009/04/23/brasil-decisoes-judiciais-ameaca-crescente-a-liberdade-online/">Brasil: Decisões judiciais, ameaça crescente à liberdade online</a></p>
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