<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Global Voices em Português &#187; Maria Arruda</title>
	<atom:link href="http://pt.globalvoicesonline.org/author/mariaarruda/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://pt.globalvoicesonline.org</link>
	<description>O mundo está falando. Você está ouvindo?</description>
	<lastBuildDate>Fri, 04 Dec 2009 03:54:21 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Brasil: Uma reserva natural privada - É possível?</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/28/brasil-uma-reserva-natural-privada-e-possivel/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/28/brasil-uma-reserva-natural-privada-e-possivel/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 28 Mar 2009 16:21:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Arruda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
		<category><![CDATA[Brazil]]></category>
		<category><![CDATA[Criança]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Idéias]]></category>
		<category><![CDATA[Juventude]]></category>
		<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Photos]]></category>
		<category><![CDATA[Portuguese]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=2502</guid>
		<description><![CDATA[A sociedade está exigindo ações "verdes" e a política do Brasil que motiva os proprietários de terras a participarem do Sistema Nacional de Unidades de Conservação está tendo um grande impacto na sociedade. Sob o programa conhecido como RPPN, os proprietários de terras recebem também investimentos e créditos. O uso da terra é restrito à pesquisa, à educação ambiental e ao ecoturismo. Os blogs são uma das ferramentas usadas para relatar experiências e documentar o trabalho que está sendo desenvolvido para manter o Brasil "verde".]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/danilo-goncalves/">Danilo Gonçalves</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/mariaarruda/'>Maria Arruda</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/24/brazil-a-private-nature-reserve-is-it-possible/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Cada cidadão é responsável pelo meio ambiente. Para difundir essa mensagem, o governo brasileiro está incentivando todos os componentes da sociedade a agirem de forma mais &#8220;verde&#8221;, restringindo os parâmetros de poluição e investindo em negócios ecológicos. Entre essas iniciativas há a criação das novas unidades de conservação, onde proprietários privados e companhias podem associar-se ao Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC).  Além disso, entre os tipos de unidades de conservação há a Reserva de Propriedade Privada Nacional (RPPN), uma reserva natural com um arrendamento perpétuo: uma vez que uma área recebe o status de RPPN no Cartório de Registro de Imóveis, não pode ser mais desapropriada. Para uma área poder haver esse status, porém, tem que estar dentro de um desses parâmetros:</p>
<ul>
<li>Possuir uma biodiversidade essencial;</li>
<li>Possuir uma paisagem importante;</li>
<li>Possuir certas características que justifiquem esse status (como possuir espécies em risco de extinção ou uma comunidade ecológica bastante danificada).</li>
</ul>
<p>Existem algumas áreas com cerca de <a href="http://www.brazilmax.com/news3.cfm/tborigem/fe_ecology/id/1"><span style="color: #003399;">meio milhão de hectares que pertencem à propriedade privada</span></a> [En] e são protegidas por leis federais e estaduais no Brasil. Por um lado, essa iniciativa limita o uso da terra. Não são mais permitidas práticas de exploração e as áreas devem ser recuperadas e mantidas com investimento privado. Por outro lado, o governo investe no programa de RPPN fazendo com que o específico financiamento seja acessível aos proprietários individuais. Embora as práticas de exploração sejam proibidas, novas atividades são encorajadas, dentre elas as viagens turísticas, projetos científicos, atividades culturais e educacionais, e o ecoturismo. Além disso, há uma pequena redução nos impostos e os proprietários têm acesso privilegiado ao crédito rural e podem solicitar um apoio financeiro por parte das ONGs e dos fundos ambientais.</p>
<p>As RPPNs estão causando um grande impacto na sociedade. Uma paisagem naturalmente preservada pode ajudar a compreender as questões ecológicas, como a importância do equilíbrio do meio ambiente. Muitos blogueiros estão relatando suas experiências ao observarem o crescimento desse tipo de reserva, como Fernanda de Souza Pimentel, no blog <a href="http://pitaquinhos.blogspot.com/2008/11/rppn-rio-das-lontras-vai-escola.html"><em><span style="color: #003399;">Pitaquinhos da Fernanda</span></em></a>, onde descreve a visita do seu pai ambientalista à sua escola em novembro passado:</p>
<blockquote><p>“Hoje na escola onde eu estudo, a Escola de Educação Básica Nossa Senhora (Angelina, SC), aconteceu a 1ª amostra pedagógica do colégio.<br />
Meu pai foi convidado para palestrar sobre a RPPN Rio das Lontras e o seu trabalho pela causa ambiental. Alunos e professores foram convidados a assistir essa aula na sala temática do mundo animal, ensinando aos alunos o quanto o meio ambiente necessita de cuidados.”</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-60117 aligncenter" title="papaipalestrando5" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/papaipalestrando5.jpg" alt="papaipalestrando5" width="299" height="400" /></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Professores ambientalistas ensinando a estudantes sobre a importância de um meio ambiente equilibrado.</strong></h5>
<p>Desde 2002, sua família é proprietária de um lote de terreno em <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Catarina"><span style="color: #003399;">Santa Catarina</span></a>,  o qual virou a RPPN Rio das Lontras, em 2005. A reserva tem <a href="http://rppnriodaslontras.blogspot.com/"><span style="color: #003399;">o seu próprio blog</span></a> e um <a href="http://picasaweb.google.com.br/rppnriodaslontras/FaunaRPPNRioDasLontras#"><span style="color: #003399;">álbum fotográfico sobre a fauna</span></a> mantidos pelos pais de Fernanda, Chris e Fernando, para documentar o trabalho que eles fazem. Em seu último artigo eles descrevem o trabalho que estão desenvolvendo sobre a catalogação de espécies de pássaros encontrados na área, alguns deles em perigo de extinção. Graças ao trabalho deles <a href="http://www.xeno-canto.org/browse.php?query=loc%3Alontras"><span style="color: #003399;">é possível ouví-los</span></a> [En] cantar. No blog eles explicam <a href="http://rppnriodaslontras.blogspot.com/2009/02/plano-de-manejo-rppn-rio-das-lontras.html"><span style="color: #003399;">como o trabalho está se desenvolvendo </span></a>:</p>
<blockquote>
<h5 style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-60118" title="base4" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/base4.jpg" alt="base4" width="400" height="300" /><strong>Uma casa simples em Rio das Lontras</strong></h5>
<p>“A singela casinha que alugamos como base para abrigar outra equipe de pesquisadores tem ao fundo uma vista parcial da RPPN Rio das Lontras. … Aqui um aparelho de GPS e um medidor de temperatura e umidade aguardam na janela a hora de ir a campo;… O levantamento visual e auditivo foi o método utilizado em campo para a elaboração da lista de espécies da RPPN Rio das Lontras. Foram registradas 127 espécies na RPPN e em seu entorno imediato.</p></blockquote>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.antpitta.com/images/photos/hummers/gallery_hummers1.htm"><img class="size-full wp-image-62370 aligncenter" title="saw-billed-hermit-folhaseca" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/saw-billed-hermit-folhaseca.jpg" alt="saw-billed-hermit-folhaseca" width="436" height="326" /></a></p>
<h5 style="text-align: center;">Foto de um <a href="http://www.antpitta.com/images/photos/hummers/gallery_hummers1.htm"><span style="color: #003399;">Beija-Flor Rajado</span></a> (<em>Ramphodon naevius</em>), uma das várias espécies que vivem na RPPN Rio das Lontras. Foto de <a href="http://www.antpitta.com/"><span style="color: #003399;">Nick Athanas</span></a>, sob permissão de uso.</h5>
<p style="text-align: center;"><a href="http://geisertrivelato.blogspot.com/"><img class="size-full wp-image-60785 aligncenter" title="Tie do Mato Habia rubica " src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/habiarubica.jpg" alt="Tie do Mato Habia rubica " width="439" height="288" /></a></p>
<h5 style="text-align: center;">Tiê do Mato (<em>Habia rubica</em>), outra espécie que também pode ser encontrada na RPPN Rio das Lontras. Foto de <a href="http://geisertrivelato.blogspot.com/2007/09/fotos-jacutinga-mg_11.html"><span style="color: #003399;">Geiser Trivelato</span></a>, sob permissão de uso.</h5>
<p>A professoa Thaiza Montine levou sua escola em uma excursão para <em>Banana Menina</em>, uma reserva dedicada à pesquisa e à educação, como prêmio por uma competição. No <a href="http://crispassinato.wordpress.com/2008/06/20/visita-a-reserva-ambiental-de-educacao-e-pesquisa-banana-menina/"><span style="color: #003399;">post citado abaixo</span></a>, ela publica fotos e descreve o seu entusiasmo:</p>
<blockquote><p>“Um passeio maravilhoooooso e extremamente produtivo, uma vez que, além da visita ao lugar também fomos agraciados com o Programa “Povos do Cerrado”, e tivemos várias palestras e aulas ministradas no meio da mata, envolvendo Meio Ambiente, Arqueologia, História de Goiás, Biologia e Gastronomia. Uma maravilha, realmente, de premiação!”</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://crispassinato.wordpress.com/2008/06/20/visita-a-reserva-ambiental-de-educacao-e-pesquisa-banana-menina/"><img class="size-medium wp-image-60784 aligncenter" title="Auditório da mata" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/auditorio-da-mata-300x199.jpg" alt="Auditório da mata" width="300" height="199" /></a></p>
<h5 style="text-align: center;"><strong>Auditório da mata</strong></h5>
</blockquote>
<p>As RPPNs estão desenvolvendo atividades fantásticas de educação para as pessoas que vivem perto das reservas. Essas iniciativas privadas estão abrindo uma janela para as questões ambientais, ajudando os estudantes a entenderem melhor e a visualizarem a importância da natureza. As RPPNs brasileiras - consideradas únicas entre os projetos internacionais - têm demonstrado que o meio ambiente e a humanidade podem viver em perfeita harmonia.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/28/brasil-uma-reserva-natural-privada-e-possivel/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Camboja: Política do Arroz</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/24/camboja-politica-do-arroz/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/24/camboja-politica-do-arroz/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 24 Mar 2009 18:50:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Arruda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[Arte & Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cambodia]]></category>
		<category><![CDATA[East Asia]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Relações Internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[TYPE]]></category>
		<category><![CDATA[Tópicos]]></category>
		<category><![CDATA[Video]]></category>
		<category><![CDATA[WORLD]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=2456</guid>
		<description><![CDATA[O arroz é mais do que um alimento básico na dieta cambojana. Ele envolve também questões de direito à terra, ao comércio e às relações internacionais. Alguns cambojanos estão frustrados porque suas terras estão sendo arrendadas ao Vietnã, seu país vizinho. Eles estão preocupados com os arrendamentos, os quais mudarão o conceito de propriedade de terra, resultando em uma diminuição do território cambojano.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/chhunny-chhean/">Chhunny Chhean</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/mariaarruda/'>Maria Arruda</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/23/cambodia-rice-politics/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>O arroz é mais do que um alimento básico na dieta cambojana. Ele envolve também questões de direito à terra, ao comércio e às relações internacionais.</p>
<p>Um artigo no blogue <a href="http://cambodiamirror.wordpress.com/2009/03/20/an-official-of-the-cambodian-people%E2%80%99s-party-mr-cheam-yeap-is-also-irritated-with-the-svay-rieng-and-prey-veng-governors-for-leasing-land-to-vietnam-wednesday-1832009/"><span style="color: #003399;">The Mirror</span></a> [EN] revela a frustração dos cambojanos, incluindo a de Cheam Yeap, um dos dirigentes do partido do povo cambojano, no qual revela que terras são arrendadas ao Vietnã, seu país vizinho. <em>The Mirror</em> cita Cheat Khmer, Vol.1, #40, 18.3.2009:</p>
<blockquote><p>Thousands of hectares of citizen’s land lying along the Yuon [Vietnamese] border of An Giang Province, bordering Svay Rieng and Prey Veng, are being leased to Yuon companies by Khmer authorities along the Yuon border to grow agro-industry crops. The Phnom Penh Post published an article on 26 February 2009, quoting the Svay Rieng governor, Mr. Cheang Am, that 10,000 hectares of land in Svay Rieng are prepared to be leased to Yuon companies along the border and also, the Prey Veng governor, Mr. Ung Samy, told the Phnom Penh Post that he will discuss with Yuon officials in Yuon [Vietnam] about the leasing of rice fields along the border to Yuon companies to come to do rice cultivation in Khmer territory.</p></blockquote>
<div class="translation">Centenas de hectares de terras dos cidadãos da província de An Giang, vizinha às regiões de Svay Rieng e de Prey Veng, as quais se estendem ao longo da fronteira com o Vietnã, estão sendo arrendadas a companhias vietnamitas pelas autoridades de Khmer naquela fronteira geográfica de forma a aumentar as colheitas da indústria agrária. <em>The Phnom Penn Post</em> publicou um artigo em 26 de fevereiro de 2009, citando o governador de Svay Rieng, Mr. Cheang Am, no qual 10.000 hectares de terra em Svay Rieng são preparadas para serem arrendadas a companhias vietnamitas na fronteira.  Além disso, o governador de Prey Veng, Mr. Ung Samy, disse ao <em>The Phnom Penn Post</em> que ele discutirá com oficiais de Yun [Vietnã] sobre o arrendamento dos campos de cultivação de arroz na fronteira em modo que as companhias vietnamitas voltem a cultivar o arroz no território de Khmer.</div>
<p>Yeap é preocupado com os arrendamentos porque estes mudarão o conceito de propriedade de terra, resultando em uma diminuição do território cambojano. Outros, como Prum Soanara, um engenheiro, acha que a terra é melhor aproveitada se ela vem dada aos próprios cidadãos do país para cultivarem o arroz.</p>
<p><a href="http://ki-media.blogspot.com/2009/03/illegally-imported-rice-from-cambodia.html"><em><span style="color: #003399;">KI Media</span></em></a> [En] destaca o problema da importação ilegal de arroz com um artigo publicado no <em>The Nation</em>:</p>
<blockquote><p>The Thai Rice Exporters&#39; Association and the Board of Trade of Thailand (BoT) will soon propose that the Commerce Ministry set up a Public Warehouse Organisation as an “import agency” to oversee rice imports once the Asean Free Trade Area (Afta) eliminates all import tariffs.</p></blockquote>
<div class="translation">A Associação Tailandese dos Exportadores de Arroz e o Ministério do Comércio e Indústria da Tailândia (BoT) proporão logo que o ministro do comércio estabeleça uma organização pública de armazenagem como uma &#8220;agência de importação&#8221; para inspecionar as importações de arroz, uma vez que a Área Asiática de Livre Comércio (Afta) elimine todas as tarifas de importação.</div>
<p>A agência estabeleceria medidas para proteger os agricultores tailandeses, como por exemplo, exigindo que o arroz importado fosse usado somente como matéria-prima na indústria. Porém, os exportadores estão preocupados que tais proteções encorajem aqueles que estão procurando manipular o sistema e, desse modo, será maior o volume do comércio ilegal de arroz, incluindo aquele cultivado no Camboja.</p>
<p>Além da sua função prática, o arroz é símbolo da cultura cambojana, como mostra o vídeo abaixo. Essa parte de <a href="http://www.youtube.com/user/KhmerCivilization"><span style="color: #003399;">Khmer Civilization</span></a> [En] apresenta imagens do arroz desde a sua cultivação até a sua comercialização no mercado:<br />
<object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/mnlKsWcNED0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/mnlKsWcNED0&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p><em>A imagem minimizada usada é do Flickr de <a href="http://www.flickr.com/photos/noc/9740511/"><span style="color: #003399;">Nohch</span></a></em></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/24/camboja-politica-do-arroz/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Israel: Filme ilustra problema do bloqueio na Faixa de Gaza</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/11/israel-filme-ilustra-problema-do-bloqueio-na-faixa-de-gaza/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/11/israel-filme-ilustra-problema-do-bloqueio-na-faixa-de-gaza/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 11 Mar 2009 20:55:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Arruda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cyber-Ativismo]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Egypt]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra & Conflito]]></category>
		<category><![CDATA[Idéias]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
		<category><![CDATA[Liberdade de Expressão]]></category>
		<category><![CDATA[Middle East & North Africa]]></category>
		<category><![CDATA[Palestine]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Protesto]]></category>
		<category><![CDATA[Relações Internacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Video]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=2275</guid>
		<description><![CDATA[Na blogosfera israelense raramente se tem a impressão que todo mundo esteja ouvindo e que ninguém fale, e hoje parece assim mesmo, com o lançamento de um curta-metragem chamado “Closed Zone” [Zona Fechada]. Um filme animado de 90 segundos que fala sobre o bloqueio na fronteira da Faixa de Gaza, “Closed Zone” já teve 31.600 acessos e 200 comentários no YouTube, cifra que aumenta a cada dia.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/maya-norton/">Maya Norton</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/mariaarruda/'>Maria Arruda</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/06/israel-film-illustrates-problem-of-closed-gaza-borders/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Na blogosfera israelense raramente se tem a impressão de que todo mundo esteja ouvindo e que ninguém fale, e hoje parece assim mesmo, com o lançamento de um curta-metragem chamado <a href="http://www.closedzone.com/">“<em>Closed Zone</em>”</a> [En] [Zona Fechada]. Um filme animado de 90 segundos que fala sobre o bloqueio na fronteira da Faixa de Gaza, “<em>Closed Zone</em>” já teve 31.600 acessos e 200 comentários no <em>YouTube</em>, cifra que aumenta a cada dia.</p>
<p>Os sites <a href="http://cinemascopian.com/2009/03/04/bashir-animator-fights-the-occupation-with-pencils/"><em>Cinemascopian</em></a> [En], <a href="http://israelitybites.blogspot.com/2009/03/closed-zone.html"><em>Israelity Bites</em></a> [En], <a href="http://www.onejerusalem.com/2009/03/04/watz-in-gaza/"><em>One Jerusalem</em></a> [En] e <a href="http://www.promisedlandblog.com/?p=646"><em>Promised Land</em></a> [En] publicaram o vídeo com suas informações de pano de fundo, mas evitam fazer comentários.</p>
<p><em>Dion Nissembaum</em> de <em>Checkpoint Jerusalem</em>, <a href="http://washingtonbureau.typepad.com/jerusalem/2009/03/bashir-animator-animates-gaza-siege.html">oferece</a> [En] também o contexto e a descrição do filme, explicando que <em>“Closed Zone”</em> foi criado para a ONG israelense <a href="http://www.gisha.org/index.php?intLanguage=2">Gisha</a> [En], a qual trabalha para proteger a liberdade de ir e vir dos <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Gaza_Strip">1.4 milhões de moradores</a> [En] da Faixa de Gaza.</p>
<p>Em um relatório sobre o bloqueio na Faixa de Gaza durante esses 18 meses, Gisha <a href="http://www.gisha.org/UserFiles/File/publications_english/Publications%20and%20Reports_English/Gaza%20Closure%20Defined%20Eng(1).pdf">escreve</a> [En]:</p>
<blockquote><p>Gisha&#39;s position is that the closure is illegal because it punishes civilians in the Gaza Strip for acts they did not commit and for political circumstances beyond their control. The closure inflicts harm to the civilian population and civilian institutions by blocking the passage of goods necessary for health, well-being, and economic life.</p></blockquote>
<div class="translation">A posição de Gisha sobre o bloqueio é que o mesmo é ilegal porque pune os civis da Faixa de Gaza por atos que eles não cometeram e por circunstâncias políticas que vão além do controle deles. O bloqueio causa prejuízos à população civil e às instituições civis por fechar a passagem de bens necessários à saúde, ao bem-estar e à vida econômica.</div>
<p><object width="480" height="295" data="http://www.youtube.com/v/Hzqw7oBZT8k&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/Hzqw7oBZT8k&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>O criador de “<em>Closed Zone</em>” é <a href="http://www.yonigoodman.com/">Yoni Goodman</a> [En]. Goodman é mais conhecido por ser o Diretor de Animação de <a href="http://waltzwithbashir.com/">“<em>Waltz with Bashir</em>”</a> [En], ganhador do Globo de Ouro como Melhor Filme Estrangeiro e <a href="http://washingtonbureau.typepad.com/jerusalem/2009/02/israel-poised-to-win-first-academy-award.html">fortemente indicado</a> [En] para ser o melhor concorrente da mesma categoria na Premiação do Oscar em 2009 (porém foi o filme japonês “<em>Departures</em>” a ganhar o prêmio).</p>
<p>Em uma entrevista ao <em>Jerusalem Post</em>, durante a apresentação de “<em>Closed Zone</em>”, Goodman <a href="http://www.jpost.com/servlet/Satellite?cid=1236103156488&amp;pagename=JPost%2FJPArticle%2FShowFull">explica</a> [En]:</p>
<blockquote><p>“I hate Hamas. They&#39;re out to kill us. Of course they are my enemies. I feel sorry for the Palestinian citizens who want to live their lives… People don&#39;t like to hear that Palestinians are real people. People prefer to think of them as evil, that they&#39;re all Hamas. It&#39;s easier to say, ‘let&#39;s punish them, let&#39;s kill them all.&#39; It&#39;s a lot harder to regard them as ordinary people who want peace.</p></blockquote>
<div class="translation">Eu odeio o Hamas. O único objetivo deles é matar a gente. É lógico que eles são meus inimigos. Sinto muito pelos cidadãos palestinos que só querem viver suas vidas&#8230; Tem gente que não gosta de ouvir falar que os palestinos são pessoas de verdade. Muitos preferem pensar que eles são o diabo, que todos eles fazem parte do Hamas. É mais fácil falar, &#8216;vamos castigá-los, vamos matar todos eles&#39;, enquanto é mais difícil considerá-los um povo normal que quer a paz.</div>
<p>No filme correspondente “<em>Closed Zones: Behind the Scenes</em>” [Zonas Fechadas: Nos Bastidores], Goodman enfatiza:</p>
<blockquote><p>The war made this project a mission for me. The character is a kid, he is kind of a kid and kind of an adult, a bit Arab and a bit Jewish, something that everyone can connect to. It is important not to turn this into a stereotypical film.</p></blockquote>
<div class="translation">A guerra fez desse projeto uma missão para mim. O personagem é uma criança, ele é meio criança e meio adulto, um pouco árabe e um pouco judeu, um tipo com quem todo mundo possa se identificar. É importante não transformá-lo em um filme estereotipado.</div>
<p>Sari Bashi, Diretor Executivo de Gisha, acrescenta:</p>
<blockquote><p>We chose the medium of animation to try to get viewers to recognize the humanity of the residents of Gaza. It is increasingly difficult to remind people that residents of the Gaza Strip are human beings who wish to raise children, to earn a living, to realize their dreams, both small and large.</p></blockquote>
<div class="translation">Escolhemos a animação para tentar atrair espectadores pra reconhecer a humanidade dos moradores de Gaza. É cada vez mais difícil lembrar às pessoas que os moradores da Faixa de Gaza são seres-humanos que desejam criar seus filhos, ganhar as suas vidas, realizar seus sonhos, seja ele pequeno ou grande.</div>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/sPhrsY6KRIA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/sPhrsY6KRIA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>O lançamento de “Closed Zone” coincide com a primeira viagem do Secretário de Estado dos EUA, Hillary Clinton, ao Médio Oriente, onde ela anunciou o compromisso dos Estados Unidos em ajudar com 900 milhões de dólares para a reconstrução da Faixa de Gaza depois da <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/2008%E2%80%932009_Israel%E2%80%93Gaza_conflict">guerra com Israel</a> [En], nesse inverno. Esse valor será significativamente reforçado com os 5 bilhões de dólares arrecadados através de doações na conferência dessa semana [primeria semana de março] em Sharm el-Sheik, Egito.</p>
<p>Mas Israel terá a palavra final sobre a abertura da fronteira ao tráfego comercial e civil. Será solicitado o apoio da comunidade internacional para garantir que venham supridas as necessidades de ambos os lados da fronteira. Mark Regev, porta-voz do Primeiro Ministro Israelense Ehud Olmert, <a href="http://www.voanews.com/english/2009-03-02-voa57.cfm">afirma</a> [En]:</p>
<blockquote><p>With supplies like concrete, with steel, unfortunately you could have a situation where that is diverted by Hamas, and instead of helping people to rebuild houses, they&#39;ll be building underground bunkers for their own military machine. So I think we in the international community have to find mechanisms to make sure that aid for the people of Gaza is precisely that.</p></blockquote>
<div class="translation">Infelizmente recursos como cimento e aço poderiam ser desviados pelo Hamas e, ao invés de ajudarem as pessoas a reconstruirem suas casas, eles construiriam esconderijos subterrâneos pra sua própria máquina de guerra. Então eu acho que nós, da comunidade internacional, temos que encontrar mecanismos que permitam que a ajuda ao povo de Gaza seja empregada adequadamente.</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/11/israel-filme-ilustra-problema-do-bloqueio-na-faixa-de-gaza/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Colômbia: Medellín prova o medo de novo</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/10/colombia-medellin-prova-o-medo-de-novo/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/10/colombia-medellin-prova-o-medo-de-novo/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 20:22:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Arruda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Americas]]></category>
		<category><![CDATA[Colombia]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
		<category><![CDATA[Governança]]></category>
		<category><![CDATA[Mídia]]></category>
		<category><![CDATA[Spanish]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=1995</guid>
		<description><![CDATA[Voltou o medo entre os cidadãos de Medellín, Colômbia. Há alguns dias nós falamos sobre o retorno do toque de recolher e das restrições aos passageiros do sexo masculino nas motocicletas, ambos criados pelo governo para garantir a segurança na cidade. Porém, agora, aqueles que estão espalhando medo são autores desconhecidos de folhetos e cartas que são deixados sob portas e passados de mão em mão, através dos quais vem estabelecido que ninguém pode sair depois das 21 ou 22 h pelas ruas de certas áreas da cidade, com o objetivo de limpá-las dos cidadãos indesejáveis.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/juliana-rincon-parra/">Juliana Rincón Parra</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/mariaarruda/'>Maria Arruda</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/03/03/colombia-medellin-tastes-fear-again/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><div id="attachment_59287" class="wp-caption alignleft" style="width: 250px"><a href="http://www.flickr.com/photos/mattborowick/"><img class="size-full wp-image-59287" title="gun by http://www.flickr.com/photos/mattborowick/" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/03/gun.jpg" alt="Gun, por mattborowick no Flickr" width="240" height="162" /></a><p class="wp-caption-text">Gun, foto de Mattborowick no Flickr</p></div>
<p>Há alguns dias <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/02/27/colombia-restrictions-and-curfew-in-medellin/">nós publicamos</a> [En] sobre o retorno do toque de recolher e das restrições aos passageiros do sexo masculino nas motocicletas, ambos criados pelo governo para garantir a segurança na cidade. Porém, agora, aqueles que estão espalhando medo são autores desconhecidos de folhetos e cartas que são deixados sob portas e passados de mão em mão, através dos quais vem estabelecido que ninguém pode sair depois das 21 ou 22 h pelas ruas de certas áreas da cidade, com o objetivo de limpá-las dos cidadãos indesejáveis.</p>
<p>Tudo isso se repercutiu através do Twitter, em vários blogs e nos comentários do post escrito por Juan David Escobar com o título <em><a href="http://www.juandavidescobar.com/2009/02/bienvenidos-nuevamente-la-ciudad-de.html">Bem-vindos, novamente, à Cidade do Medo</a></em> [Es], o qual nós mencionamos na semana passada. Nos comentários, <a href="http://www.blogger.com/profile/10626217235915197761">Programator</a> [Es] escreve:</p>
<blockquote><p>por la casa de una amiga pusieron lo siguiente: “Acueste a sus hijos o nosotros los acostamos”, toque de queda, 10.00pm, Robledo Kennedy. Es absurdo cómo el tiempo no parece pasar, y volvemos a lo mismo, lo mismo de siempre, inseguridad y peligro en las calles. Por mi casa pasan policias cada rato persiguiendo traquetos en motos, una vez tuve que esconderme en casa de unos vecinos cuando venia del trabajo, porque “Por ahí están, venga, venga mientras pasa todo y se queda aquí”. Y esas palabras asustan, bastante. Y más si las cosas pasan cerca a tu casa.</p></blockquote>
<div class="translation">Perto da casa de uma amiga escreveram o seguinte: &#8220;Coloquem os seus filhos pra dormir ou os colocamos nós&#8221;, toque de recolher, 22 h, Robledo Kennedy [um bairro na cidade de Medellín]. É um absurdo como o tempo não parece passar, e voltamos ao mesmo, ao mesmo de sempre, insegurança e perigo nas ruas. Perto da minha casa a polícia passa o tempo todo perseguindo <em>traquetos</em> [narcotraficantes] em motocicletas, uma vez eu tive que me esconder na casa de vizinhos quando voltava do trabalho porque “Estão por aí, venha, venha enquanto passe tudo e fique aqui&#8221;. Essas palavras assustam, e bastante. E principalmente se essas coisas acontecem perto da sua casa.</div>
<p><a href="http://soloparamujeres.wordpress.com/2009/03/02/seguridad-en-medellin/">Solo para mujeres escreve em seu blog</a> [Es] uma conversa que provavelmente está tomando conta de toda a cidade:</p>
<blockquote><p>*Mira pues, a mi casa llego una hoja que dice, que dizque no se puede estar en la calle después de las nueve de la noche porque no responden por su vida.</p>
<p>-¡¡¡Hay que susto!!!… pero yo había escuchado que era que no se podía andar en moto.</p>
<p>*No, no mija es que esa la puso Salazar y la que yo digo no se sabe quien, como aquí hay tanto quien prohíba.</p></blockquote>
<div class="translation">*Veja só, leio um papel em casa que diz que não se pode estar na rua depois das nove horas da noite porque não se responsabilizam pela sua vida.<br />
-Nossa, que susto!!!&#8230;mas eu tinha ouvido que era porque não se podia andar de moto<br />
*Não, não querida, é que Salazar estabeleceu isso e o que eu digo não sabe ninguém, já que aqui tem tanta gente que proíbe..</div>
<p>As autoridades subestimaram a importância dessas ameaças, de acordo com o<a href="http://www.elmundo.com/sitio/noticia_detalle.php?idcuerpo=1&amp;dscuerpo=Secci%F3n%20A&amp;idseccion=8&amp;dsseccion=Antioquia&amp;idnoticia=109537&amp;imagen=&amp;vl=1&amp;r=primera_pagina.php&amp;idedicion=1288"> Jornal El Mundo</a> [Es], afirmando que o objetivo desses grupos é assustar e isso que está acontecendo é uma guerra de território. Eles esperam que o reforço da polícia que está vindo de Medellín para a Assembléia do Banco Interamericano de Desenvolvimento [BID], no final do presente mês, ajudará a apaziguar a situação.</p>
<p>Em relação ao encontro do BID, <a href="http://coloverio.securesites.net/blogs/revelacionesdelbajomundo/?p=1086">El Inspector explica</a> [Es] como exista uma vontade de presentear uma cidade desenvolvida, organizada e pacífica para os membros do Banco Interamericano:</p>
<blockquote><p>Tenemos la responsabilidad de presentarles una excelente imagen a los ilustres visitantes, para el bien de Colombia. Pero es más grande la obligación con los medellinenses y paisas en general, de asumir con pantalones que hay una creciente sensación de inseguridad y derramamiento de sangre.</p>
<p>No hay que maquillar cifras de criminalidad y eludir el debate sobre la seguridad. Bienvenidos los del BID, pero también bienvenida la sinceridad.</p></blockquote>
<div class="translation">Temos a responsabilidade de apresentar uma excelente imagem aos nossos ilustres visitantes, para o bem da Colômbia. Porém é maior a nossa obrigação perante os medellinenses e <em>paisas</em> [os que nascem em Medellín] em assumir abertamente que há uma sensação crescente de insegurança e derramamento de sangue.</div>
<p>Não é necessário disfarçar os índices de criminalidade e evitar o debate sobre a segurança. Bem-vindos, convidados do BID, porém bem-vinda também a honestidade.</p>
<p>Em <a href="http://www.lafm.com.co/noticia.php3?nt=46709">LaFm radio</a> [Es], falou-se em folhetos espalhados pelo centro da cidade, com o mesmo resultado: segundo as autoridades, as pessoas não deveriam se preocupar. Pelas ruas, a situação é bem diferente.</p>
<p><a href="http://twitter.com/Angel_fire/status/1264127573">Angelfire posta no Twitter</a> [Es]:</p>
<blockquote><p>Tengo muchisimas ganas de una cerveza hoy, pero pongo un pie en la calle y me dejan como un colador a punta de bala &lt;_&gt; :(</p></blockquote>
<div class="translation">Tenho uma vontade enorme de tomar uma cerveja hoje, mas se boto o pé na rua me deixarão como um coador, com os furos das balas &lt;_&gt; :(</div>
<p>Outros twitteiros afirmam que os panfletos estão sendo entregues e que houve <a href="http://twitter.com/Angel_fire/status/1264155073">20 mortos em 15 dias</a> [Es], e que ele mesmo [Angelfire] <a href="http://twitter.com/Angel_fire/status/1264261612">tinha presenciado um tiroteio</a> [Es] naquela manhã, com balas que ricocheteavam na varanda.</p>
<p>E por que isso está acontecendo? <a href="http://www.ipc.org.co/page/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=1337&amp;Itemid=368">The Popular Training Institute </a>[Es] tem uma hipótese após vários anos de trabalho com comunidades marginais:</p>
<blockquote><p>“Mientras existió un “patrón” en la ciudad, alguien con quien negociar, la criminalidad disminuyó, pero ahora que no lo hay, sube. El dilema está en si se negocia con un nuevo actor hegemónico o se fortalece la justicia para combatir la delincuencia”, afirmó Balbín.</p></blockquote>
<div class="translation">Enquanto existiu um &#8220;patrón&#8221; [patrão] na cidade, alguém com quem negociar, a criminalidade diminuiu, mas agora que não existe, aumenta. O dilema está ou em negociar com um novo ator [bandido] hegemônico ou a justiça se fortalecer para combater a delinqüência&#8221;, afirmou Balbín.</div>
<p>No Twitter os medellinenses têm perspectivas diferentes: <a href="http://twitter.com/fabricadecosas/status/1272402016">alguns acreditam</a> [Es] que dando atenção a essas ameaças os bandidos se fortalecem e as pessoas viram presa fácil do terror, outros acreditam que isso é <a href="http://twitter.com/mfcabrera/status/1272779496">somente um pequeno obstáculo </a>[Es], que o governo <a href="http://twitter.com/mfcabrera/status/1272780665">conseguirá lidar com isso</a> [Es] e que nada conseguirá cancelar dez anos de pacifismo. Outros, com um ponto-de-vista mais sombrio, acreditam que isso faça parte do processo de limpeza para <a href="http://twitter.com/raigohead/status/1272327887">o embelezamento da cidade</a> [Es] pros visitantes do BID; <a href="http://twitter.com/donpe/status/1272364115">corre boatos de que haja ligações dos prefeitos com os grupos</a> [Es].</p>
<p>E o que a população pode fazer? Já se fala em recolher informações e relatórios, e localizá-los geograficamente em um mapa para que as pessoas possam ver as áreas ameaçadas, quantos tipos diferentes de folhetos estão circulando e onde aconteceram os episódios de violência.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/10/colombia-medellin-prova-o-medo-de-novo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Índia: Slumdog Millionaire encanta na festa do Oscar</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/03/india-slumdog-millionaire-encanta-na-festa-do-oscar/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/03/india-slumdog-millionaire-encanta-na-festa-do-oscar/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 03 Mar 2009 16:32:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Arruda</dc:creator>
				<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Entretenimento]]></category>
		<category><![CDATA[Filme]]></category>
		<category><![CDATA[India]]></category>
		<category><![CDATA[South Asia]]></category>
		<category><![CDATA[United Kingdom]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>
		<category><![CDATA[Western Europe]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=1876</guid>
		<description><![CDATA[Slumdog Millionaire, de Dany Boyle, um filme social britânico baseado em um romance ambientado na Índia, arrasou na 81º Cerimônia da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Suas equipes britânica e indiana levaram 8 Oscars, incluindo o de melhor filme. Foi realmente um dia especial para a Índia porque 'Smile Pink', um curta-documentário baseado na Índia, também ganhou um Oscar. Rezwan observou as conversas sobre a premiação do filme nas blogosferas do Sul da Ásia e nos relata o que está sendo falado por lá.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/rezwan/">Rezwan</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/mariaarruda/'>Maria Arruda</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/02/24/india-slumdog-millionaire/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Slumdog_Millionaire">Slumdog Millionaire</a>, de Dany Boyle, um filme social britânico baseado em um romance ambientado na Índia, arrasou na 81º Cerimônia da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Suas equipes britânica e indiana levaram <a href="http://www.oscar.com/oscarnight/winners/">8 Oscars</a>, incluindo o de melhor filme. Foi realmente um dia especial para a Índia porque &#8216;<a href="http://www.oscar.com/nominees/?pn=film&amp;film=Smile%20Pinki%20Film">Smile Pink</a>&#8216;, um curta-documentário baseado na Índia, também ganhou um Oscar.</p>
<p><img class="alignnone" src="http://farm4.static.flickr.com/3395/3302343081_b50125007b.jpg?v=0" alt="" width="450" height="300" /></p>
<p><em>Uma parte do elenco de ‘Slumdog Millionaire&#39; em Hollywood- foto de Flickr User <a href="http://flickr.com/photos/kaushikbiswas/3302343081/">KaushiK™</a>, usada sob<a href="http://flickr.com/photos/kaushikbiswas/3302343081/"> licença de Creative Commons.</a> </em></p>
<p>Pessoas de todo o mundo assistiram à cerimônia do Oscar. Algumas estavam bloggando ao vivo durante o evento, como <a href="http://www.sepiamutiny.com/sepia/archives/005643.html#more"><em>Sepia Mutiny</em></a>. Havia centenas de mensagens de Twitter aparecendo de minuto a minuto durante a transmissão ao vivo, onde vozes como Raajesh disse:</p>
<blockquote><p><img class="alignnone size-full wp-image-57922" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/oscar-tweet2.jpg" alt="oscar-tweet2" width="450" height="65" /></p></blockquote>
<div class="translation">Raajesh: A Índia está no centro do mundo.</div>
<p><em>Prerna</em>, em <em>No Borders and Binaries,</em> <a href="http://prernalal.com/2009/02/22/slumdog-millionaire-those-foreign-aliens-are-taking-our-oscars-too/">disse</a>:</p>
<blockquote><p>A horde of Indian invaders and their British allies on tourist visas took home the coveted and prized Oscars as the world watched. One in particular, A R Rahman, dazzled and charmed everyone with his musical genius while also speaking sentences in Tamil. This is America, English-only!!</p></blockquote>
<div class="translation">Uma multidão de indianos e seus aliados britânicos com vistos de turistas levaram pra casa os cobiçados e merecidos Oscars, enquanto o mundo todo assistia. Um em particular, A R Rahman, deslumbrou e encantou todo mundo com o seu talento musical enquanto também falava frases em tamil. Esse é os Estados Unidos, inglês somente!!</div>
<p>E certamente havia muitos que não gostaram da invasão dos indianos no Oscar:</p>
<blockquote><p><img class="alignnone size-full wp-image-57933" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/oscar-tweet.jpg" alt="oscar-tweet" width="450" height="140" /></p></blockquote>
<div class="translation">Sophmom @ MarylinM: Obrigada.  Pensava que fosse a única a não agüentar mais Slumdog Millionaire.  Levam muito a sério. Fiquem mais tranqüilos.</p>
<p>Skineval: Cara, esses indianos estão arrasando no Oscar. Primeiro, nossos call centers, agora, os Oscars. Qual será o próximo?</p></div>
<p>Mas muitos bloggueiros indianos não estavam muito entusiasmados em reconhecer a façanha de ‘Slumdog Millionaire&#39;. Nós destacamos as diferentes reações de muitos indianos sobre esse filme em um <a href="http://globalvoicesonline.org/2009/01/26/india-reactions-to-slumdog-millionaire/">post anterior no Global Voices</a>. Muitos moradores das favelas de Mumbai, onde o filme foi rodado, protestaram porque eles foram chamados de favelados no filme.</p>
<p><em>Meera Sinha</em> <a href="http://meerasinha.wordpress.com/2009/02/23/the-other-indian-winner/">escreve</a>:</p>
<blockquote><p>Despite feeling that Slumdog Millionaire shouldn’t be viewed as a defining film about Indian poverty, it’s been exciting to see India in the limelight after the movie’s 8 Oscar wins.  I’m tempted to write more, but I’ll give into the celebratory moment and avoid going into any further detail about <a href="http://meerasinha.wordpress.com/2009/01/26/slumdog-millionaire-thoughts/">my issues</a> with the film.</p></blockquote>
<div class="translation">Apesar de achar que Slumdog Millionaire não deveria ser visto como um filme que fale sobre a pobreza na Índia, tem sido emocionante ver a Índia na luz da ribalta depois da vitória de 8 Oscars do filme. Estou  tentada a escrever mais, mas vou me entregar à atmosfera da celebração e vou evitar de entrar em mais detalhes sobre <a href="http://meerasinha.wordpress.com/2009/01/26/slumdog-millionaire-thoughts/">minha opinião</a> a respeito do filme.</div>
<p><em>Great Bong</em> em <em>Random Thoughts Of A Demented Mind</em> não estava <a href="http://greatbong.net/2009/02/23/dog-day-afternoon/">tão impressionado</a> assim:</p>
<blockquote><p>For one, Slumdog Millionaire very deliberately and very effectively strikes many of the chords that Academy judges have been known to have a soft spot for. In order to ace an exam, you do not necessarily have to be the best —even an average person can excel if he/she can understand the “system” and do exactly what is expected. Slumdog Millionaire does that admirably.</p></blockquote>
<div class="translation">Primeiro, Slumdog Millionaire muito deliberadamente e efetivamente toca o ponto fraco dos jurados da Academia. Com o objetivo de passar numa prova, você não tem que ser necessariamente o melhor - mesmo uma pessoa normal pode se sobressair e entender o &#8220;sistema&#8221;, e fazer exatamente o que se é esperado. Slumdog Millionaire faz isso de forma admirável.</div>
<p><em>Hitesh Bagai</em> se pergunta em uma mensagem de Twitter:</p>
<blockquote><p><img class="alignnone size-full wp-image-57931" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/oscar-tweet1.jpg" alt="oscar-tweet1" width="450" height="70" /></p></blockquote>
<div class="translation">hiteshbagai: Por que um filme sobre a pobreza na Índia ganha Oscars e reconhecimento enquanto um filme alegre não tem nenhuma estima?</div>
<p><em>Lekhni</em> em <em>The imagined Universe</em> tenta descobrir “<a href="http://elekhni.com/2009/02/why-do-indians-hate-slumdog-millionaire/">Por que os indianos odeiam Slumdog Millionaire?</a>“</p>
<blockquote><p>I wonder if our main objection to the movie is because it depicts a part of India we’d rather not focus on. We’d like to celebrate our economic growth and our resurgent middle class. We’d like to point to our new malls and glass-fronted buildings. The movie does not show much of the prosperity of middle class India. It shows the other India that not many of us know very well, or would like to think about - the poor India that has remained poor despite all the recent economic growth.</p></blockquote>
<div class="translation">Pergunto a mim mesma se a nossa principal objeção em relação ao filme seja porque o mesmo retrata uma parte da Índia a qual preferiríamos que não fosse mostrada. Nós gostaríamos de festejar o nosso crescimento econômico e a nossa classe média emergente. Nós gostaríamos de enfocar os nossos novos centros comerciais e edifícios com fachada  em  vidro. O filme não mostra tanto sobre o crescimento da classe média na Índia. Ele mostra a outra Índia que a maioria de nós não conhece muito bem, ou que gostaria de  saber mais - a Índia pobre que permaneceu pobre mesmo com o recente crescimento econômico.</div>
<p><em>Shripriya Mahesh</em> em <em>Tatvam (Inner Truth)</em> amou o filme <a href="http://tatvam.com/blog/2009/02/22/slumdog-millionaire/">e escreve</a>:</p>
<blockquote><p>Why on earth should any filmmaker be burdened with representing a city or a country? He’s not making a documentary. There’s a story to be told. It involves a sliver of a view of a city. From the point of view of one fictitious life. The filmmaker’s job is to tell that story to the best of his/her ability. And that’s exactly what Danny Boyle did. And I for one, loved the result.</p></blockquote>
<div class="translation">Por que um cineasta deveria ser responsabilizado por representar uma cidade ou um país? Ele não está rodando um documentário. Há uma estória para ser contada. Envolve uma parte da visão da cidade. Do ponto-de-vista de uma vida fictícia. O trabalho do cineasta é de contar aquela estória com a sua melhor capacidade. E isso é exatamente o que Danny Boyle fez. E eu, por exemplo, amei o resultado.</div>
<p><em>Prerna</em> destaca as qualidades da Índia e <a href="http://prernalal.com/2009/02/22/slumdog-millionaire-those-foreign-aliens-are-taking-our-oscars-too/">conclui com</a>:</p>
<blockquote><p>Sure, it took a British director to make a movie on an ‘Indian subject’ to get Oscars for Indian technicians who have been doing superior work for decades (i.e. Gulzar, A R Rahman, Pookutty). Slumdog Millionaire is nowhere near the A-list of Bollywood movies given it’s simple tried-and-tested theme of love over money. And this isn’t A R Rahman or Gulzaar’s best work. At the same time, it is heartening to see these musical greats finally getting international recognition for what is ultimately an Indian movie. However, THAT should not be a marker for success. AR Rahman doesn’t need Hollywood; Hollywood needs him.</p>
<p>Congratulations nonetheless, to Slumdog Millionaire and to every Indian that considers this their movie.</p></blockquote>
<div class="translation">Claro, pegaram um diretor britânico para fazer um filme sobre um &#8220;tema indiano&#8221; pra ganhar Oscars para os técnicos indianos que estão fazendo um trabalho de nível superior há décadas. (ex.: Gulzar, A R Rahman, Pookutty). Slumdog Millionaire não chega aos pés da lista top de filmes de Bollywood devido à sua simples trama de provado-e-aprovado pelo amor ao dinheiro. E esse não é o melhor trabalho de A R Rahman ou Gulzaar. Ao mesmo tempo é gratificante ver esses grandes musicais finalmente tendo reconhecimento internacional pelo que tem de mais novo no cinema indiano. Porém, ISSO não deveria ser uma marca de sucesso. AR Rahman não precisa de Hollywood; Hollywoody precisa dele.</div>
<p>Apesar disso, parabéns para Slumdog Millionaire e para todo indiano que o considera filme deles.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/03/03/india-slumdog-millionaire-encanta-na-festa-do-oscar/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Mundo: 2500 línguas em perigo</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/28/mundo-2500-linguas-em-perigo/</link>
		<comments>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/28/mundo-2500-linguas-em-perigo/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 28 Feb 2009 19:58:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Arruda</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte & Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[English]]></category>
		<category><![CDATA[Feature]]></category>
		<category><![CDATA[Indígenas]]></category>
		<category><![CDATA[Língua]]></category>
		<category><![CDATA[Maldives]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Software & Ferramentas]]></category>
		<category><![CDATA[South Asia]]></category>
		<category><![CDATA[United Kingdom]]></category>
		<category><![CDATA[Weblog]]></category>
		<category><![CDATA[Western Europe]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=1735</guid>
		<description><![CDATA[Um mapa interativo das línguas em via de extinção, no qual são evidenciadas 2500 línguas em perigo, de um total de 6000, foi publicado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). A organização internacional pede a colaboração dos usuários que contribuam com comentários para um projeto que conta com muitos bloguistas preocupados em preservar a cultura no mundo.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<em>Publicado originalmente por<a href="http://globalvoicesonline.org/author/simon-maghakyan/">Simon Maghakyan</a>  &middot; Traduzido por <a href='http://pt.globalvoicesonline.org/author/mariaarruda/'>Maria Arruda</a> &middot;  <a href='http://globalvoicesonline.org/2009/02/20/worldwide-2500-languages-disappearing/'>Veja o post original</a></em> 
<br /><p>Um <a href="http://www.unesco.org/culture/ich/index.php?pg=00206">mapa interativo</a> [En] das línguas em via de extinção, no qual são evidenciadas 2500 línguas em perigo, de um total de 6000, foi publicado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). A organização internacional pede a <a href="http://www.unesco.org/culture/ich">colaboração dos usuários</a> [En] que contribuam com comentários para um projeto que conta com muitos bloguistas preocupados em preservar a cultura no mundo.</p>
<p><em><img class="size-full wp-image-57182" src="http://globalvoicesonline.org/wp-content/uploads/2009/02/languagesmapun.png" alt="UNESCO Map of Languages at Risk" width="350" height="201" /><br />
UNESCO Mapa das Línguas em Risco de Extinção</em></p>
<p><em><a href="http://iglesiadescalza.blogspot.com/2009/02/death-of-language-diversity_20.html">Iglesia Descalza</a></em> [En], uma bibliotecária, escreve no seu blog:</p>
<blockquote><p>As someone who loves languages, I am chagrined to read the news coming out of UNESCO&#39;s presentation of the updated Atlas of the World’s Languages in Danger of Disappearing. According to the Atlas, unveiled on the eve of International Mother Language Day (21 February), nearly 200 languages have fewer than 10 speakers and 178 others have between 10 and 50 speakers.</p>
<p>The data shows that out of the 6,000 languages currently in existence, over 200 have died out over the last three generations, 538 are critically endangered, 502 severely endangered, 632 definitely endangered and 607 unsafe.</p>
<p>As the last remaining speakers of a language pass away, the language itself dies. The language of Manx in the Isle of Man died out in 1974 when Ned Maddrell, the last speaker, passed away while Eyak, in Alaska, United States, met its demise last year with the death of Marie Smith Jones.</p>
<p>[…]</p>
<p>We need to prize bio-diversity, cultural and racial diversity, and linguistic diversity because we lose too much by becoming homogenized into one big, white, English-speaking society.</p></blockquote>
<div class="translation">Como pessoa que ama as línguas, estou decepcionada ao ler as notícias que chegam da apresentação da UNESCO sobre a atualização do Atlas das Línguas em Perigo no Mundo. Segundo o Atlas, apresentado na véspera do Dia Internacional da Língua Materna (21 de fevereiro), cerca de 200 línguas são faladas por menos de 10 pessoas e outras 178 por entre 10 e 50 pessoas.</p>
<p>Os dados indicam que em 6000 línguas existentes atualmente, mais de 200 desapareceram nas últimas três gerações, 538 estão em situação crítica, 502 gravemente em perigo, 631 definitivamente em perigo e 607 em situação insegura.</p>
<p>Quando morre o último sobrevivente de uma língua, essa também morre. A língua manês na Ilha de Man extinguiu-se em 1974 com a morte de Ned Maddrell, o seu último falante, enquanto a língua eyak, no Alasca, Estados Unidos, extinguiu-se no ano passado com a morte de Marie Smith Jones.</p>
<p>[…]</p>
<p>Precisamos premiar a biodiversidade, a diversidade de raça e de cultura, e aquela lingüística porque temos muito a perder em nos tornarmos homogeneizados em uma sociedade grande, branca e que fala inglês.</p></div>
<p>Enquanto as línguas em via de extinção são na maioria aquelas dos indígenas que devem prestar contas com a globalização e com o nacionalismo estatal, <a href="http://daniel-moving-out.blogspot.com/2009/02/portuguese-galician.html"><em>Daniel Moving Out</em></a> [En], blogger originário de Portugal e atualmente no Reino Unido, sustém que nem todas as línguas “não oficiais” estão morrendo:</p>
<blockquote><p>[…]</p>
<p>The Galician sounds like a cross between Spanish and Portuguese, somewhat like a dialect originated from the second and enriched with vocabulary and accent of the first. The language is originated from the Galician-Portuguese of medieval times, and it was spoken at all the County of Portucale. […]</p>
<p>This week, the Unesco atlas of world languages was released, regarding Galician as a strong language among those that are not the main languages of any country. It receives protection from the Castilian (common Spanish) from being geographically close to Portugal.</p>
<p>[…]</p></blockquote>
<div class="translation">[…]</p>
<p>O galego parece uma mistura entre o espanhol e o português, algo parecido com um dialeto que tenha tido origem a partir do segundo e que tenha sido enriquecido com o vocabulário e o acento do primeiro. A língua tem origem no galego-português de época medieval e era falada em todo o Condado de Portucale. […]</p>
<p>Nessa semana foi publicado o Atlas das Línguas do Mundo, e o galego é presente como uma língua forte, mesmo que não seja a língua principal de nenhum país. É protegido pelo castelhano (o espanhol comum) e pela sua proximidade geográfica com Portugal.</p>
<p>[…]</p></div>
<p>O blog, porém, resume alguns dos dados negativos:</p>
<blockquote><p>[…]</p>
<p>199 languages have less than a dozen of native speakers. In Indonesia, the 4 remaining speakers of Lengilu talk within [themselves]; the Karaim in Ukraine is kept by only 6 people. Over than 200 different languages have disappeared in the last 3 generations. The Manx, from the Isle of Man, here in the UK died with the last native speaker in 1974.</p>
<p>[…]</p></blockquote>
<div class="translation">199 línguas têm menos de uma dúzia de nativos falantes. Na Indonésia, as últimas 4 pessoas falantes do lengilu falam entre [si mesmas]; o karaim na Ucrânia é falado por apenas 6 pessoas. Além disso, 200 línguas diferentes desapareceram nas últimas três gerações. O manês, na Ilha de Man, aqui no Reino Unido, desapareceu com o último nativo que o falava, em 1974.</div>
<p>Mas nem todos estão preocupados com o desaparecimento das línguas.<br />
Comentando no blog de <a href="http://blog.ted.com/2009/02/unescos_latest.php"><em>TED blog</em></a> [En], Magnus Lindkvist diz:</p>
<blockquote><p>[…] Why do we insist on romanticizing ancient languages that arguably noone wants to speak anymore? What about the hundreds of new programming languages that have sprung up in the past decades? Or the infinite variations of English that people are adopting and “remixing” to make their own around the world? These are real languages and show a lot more vitality than Manx and Tirahi.</p></blockquote>
<div class="translation">
<p>[…] Por que insistimos em romantizar aquelas línguas antigas que possivelmente ninguém quer falar mais? O que dizer das centenas de linguagens de programação que apareceram de repente nos últimos decênios? Ou das infinitas variações do inglês que as pessoas vão adotando e “remixando” por conta própria no mundo todo? Essas línguas são verdadeiras e mostram uma vitalidade bem maior que o manês e o tirahi.</p></div>
<p><a href="http://abdullahwaheedsblog.blogspot.com/2009/02/dhivehi-and-international-mother.html"><em>Abdullah Waheed</em></a> [En], um nativo que fala o dhivehi – uma outra língua “oficial” que não é mais falada por muitos nas Maldivas – explica com um exemplo porque é importante preservar as línguas:</p>
<blockquote><p>[…]</p>
<p>Dhivehi language is absolutely vital to the identity of Maldivians as a people and Maldives as a country, because it is the only feature we all share and which few others have. It is a strategic factor in our advances towards sustainable development and the harmonious coordination of our affairs.<br />
Far from being a field reserved for writers, Dhivehi lies at the heart of all social, economic and cultural life. Dhivehi does matter to all of us. It matters when we want to promote cultural diversity, and fight illiteracy, and it matters for quality education, including teaching in the first years of schooling. It matters in the fight for greater social inclusion, for creativity, economic development and safeguarding indigenous knowledge.</p>
<p>[…]</p></blockquote>
<div class="translation">[…]</p>
<p>A língua dhivehi é absolutamente vital à identidade dos maldivianos como pessoas e das Maldivas como país porque é a única característica que todos temos em comum e que poucos outros têm. É um fator estratégico se queremos progredir em direção a um desenvolvimento sustentável e uma coordenação harmoniosa dos nossos assuntos.<br />
Longe de ser um campo de competência dos escritores, a língua dhivehi é ao centro da vida social inteira, econômica e cultural. O dhivehi é importante para todos nós. Conta se queremos promover a diversidade cultural e combater o analfabetismo, e conta pela qualidade de instrução, incluído o ensino nos primeiros anos de escola. Conta na luta por uma inclusão social maior, pela criatividade, o desenvolvimento econômico e a preservação da consciência indígena.</p>
<p>[…]</p></div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://pt.globalvoicesonline.org/2009/02/28/mundo-2500-linguas-em-perigo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
