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	<title>Comments on: Brasil: O aborto é um direito, não um crime</title>
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	<description>O mundo está falando. Você está ouvindo?</description>
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		<title>By: Sérgio Moniz</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/02/brasil-o-aborto-e-um-direito-nao-um-crime/comment-page-4/#comment-3348</link>
		<dc:creator>Sérgio Moniz</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Apr 2009 12:15:07 +0000</pubDate>
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		<description>Belo comentário Franco!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Belo comentário Franco!</p>
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		<title>By: Franco</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/02/brasil-o-aborto-e-um-direito-nao-um-crime/comment-page-4/#comment-3346</link>
		<dc:creator>Franco</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2009 19:05:57 +0000</pubDate>
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		<description>Um apelo dramático de Zeffirelli
E Montecatini (Itália), Franco Zeffirelli , famoso cineasta, falou num congresso dos Centros de Ajuda à Vida, ligados ao Movimento Internacional pela Vida, e disse coisas interessantíssimas:
&quot;Estamos numa civilização niilista e materialista. A legalização do aborto é uma prova disso. Não há mais educação para a vida. Já derrubamos todas as paredes. A verdade escapa por todos os lados. A verdade é esplêndida, alguém já disse.  Mas a hipocrisia da lei &#039;para proteger a mulher grávida&#039; é descarada. Descarada foi a hipocrisia dos parlamentares que aprovaram o extermínio dos inocentes.&quot;
Zeffirelli fez seu apelo às mulhereres bósnias, estupradas vergonhosamente durante a guerra, e pediu-lhes que dessem à luz e conservassem consigo os filhos da violência. &quot;A grandeza e a sacralidade da vida - disse Zeffirelli - estão acima de qualquer outro sofrimento.&quot;
E o grande diretor de cinema acrescentou: &quot;O drama da Bósnia me atinge profundamente; mas creio que ao nascituro não interessa saber se seu pai é branco, ou preto, ou bósnio, pois sua vida deve derrotar a violência e a morte.&quot; Segundo Zeffirelli, &quot;devemos dar a qualquer feto o direito de existir... Matar a criança não apaga a violência cometida contra a mãe; apenas acrescenta novo sofrimento ao sofrimento já acontecido.&quot; O cineasta convidou seus ouvintes &quot;a não se envergonhar de ser antiabortistas&quot;. Pelo contrário, era preciso que eles se tornassem &quot;ainda mais militantes&quot;. E contou uma história pessoal:
&quot;Eu sou filho de N.N.&quot; ( Não tem pais conhecidos), &quot;sou uma espécie de aborto frustrado, e sei muito bem o que é nascer contra a vontade dos outros. Por isso, dou ainda mais valor ao dom da vida uma vez recebido.&quot; Lembrou &quot;Também Beethoven esteve para ser abortado: sua mãe estava doente e em dificuldades financeiras. O mesmo ia acontecendo com minha mãe. Sou filho ilegítimo, estou no mundo um pouco por acaso. &quot; E ele concluía que a maternidade, mesmo ilegítima, não deve caminhar para o aborto. A geração pode ter sido pecaminosa; a maternidade é sempre santa... Horrível é a mãe matar o filho.


Atue em favor da vida — divulgue estas informações!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Um apelo dramático de Zeffirelli<br />
E Montecatini (Itália), Franco Zeffirelli , famoso cineasta, falou num congresso dos Centros de Ajuda à Vida, ligados ao Movimento Internacional pela Vida, e disse coisas interessantíssimas:<br />
&#8220;Estamos numa civilização niilista e materialista. A legalização do aborto é uma prova disso. Não há mais educação para a vida. Já derrubamos todas as paredes. A verdade escapa por todos os lados. A verdade é esplêndida, alguém já disse.  Mas a hipocrisia da lei &#8216;para proteger a mulher grávida&#8217; é descarada. Descarada foi a hipocrisia dos parlamentares que aprovaram o extermínio dos inocentes.&#8221;<br />
Zeffirelli fez seu apelo às mulhereres bósnias, estupradas vergonhosamente durante a guerra, e pediu-lhes que dessem à luz e conservassem consigo os filhos da violência. &#8220;A grandeza e a sacralidade da vida &#8211; disse Zeffirelli &#8211; estão acima de qualquer outro sofrimento.&#8221;<br />
E o grande diretor de cinema acrescentou: &#8220;O drama da Bósnia me atinge profundamente; mas creio que ao nascituro não interessa saber se seu pai é branco, ou preto, ou bósnio, pois sua vida deve derrotar a violência e a morte.&#8221; Segundo Zeffirelli, &#8220;devemos dar a qualquer feto o direito de existir&#8230; Matar a criança não apaga a violência cometida contra a mãe; apenas acrescenta novo sofrimento ao sofrimento já acontecido.&#8221; O cineasta convidou seus ouvintes &#8220;a não se envergonhar de ser antiabortistas&#8221;. Pelo contrário, era preciso que eles se tornassem &#8220;ainda mais militantes&#8221;. E contou uma história pessoal:<br />
&#8220;Eu sou filho de N.N.&#8221; ( Não tem pais conhecidos), &#8220;sou uma espécie de aborto frustrado, e sei muito bem o que é nascer contra a vontade dos outros. Por isso, dou ainda mais valor ao dom da vida uma vez recebido.&#8221; Lembrou &#8220;Também Beethoven esteve para ser abortado: sua mãe estava doente e em dificuldades financeiras. O mesmo ia acontecendo com minha mãe. Sou filho ilegítimo, estou no mundo um pouco por acaso. &#8221; E ele concluía que a maternidade, mesmo ilegítima, não deve caminhar para o aborto. A geração pode ter sido pecaminosa; a maternidade é sempre santa&#8230; Horrível é a mãe matar o filho.</p>
<p>Atue em favor da vida — divulgue estas informações!</p>
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		<title>By: Ju</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/02/brasil-o-aborto-e-um-direito-nao-um-crime/comment-page-4/#comment-3345</link>
		<dc:creator>Ju</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2009 19:03:59 +0000</pubDate>
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		<description>THE Ethiopian birth mother of a baby girl adopted by Hollywood actress Angelina Jolie stated that the child was conceived during a rape.
Mentwabe Dawit, mother of two-year-old Zahara, described how she was attacked one evening in 2004 after a day&#039;s work at a construction site in the southern Ethiopian town of Awasa. 

As she walked home in the darkness, a man approached. 

&quot;He pulled a dagger, put one hand on my mouth, so that I could not scream. He then raped me and disappeared,&quot; Ms Mentwabe said. 

The 24-year-old decided to keep the assault a secret. 

&quot;I feared the consequences of being raped in a community where rape is considered a taboo, even if what happened happened forcibly,&quot; she said. 

As her belly swelled, Ms Mentwabe could no longer hide her pregnancy and confided in her mother. 

&quot;It was not as I feared. I found my mother understanding and consoling. She urged me not to do anything rash, which might endanger my life.&quot; 

Ms Mentwabe gave birth in the family&#039;s earth-floored house and she named the little girl Yemsrach, which means good news in the Amharic language. 

However, she soon found she was unable to feed the baby. 

&quot;My baby was on the verge of death. She became malnourished and was even unable to cry,&quot; Ms Mentwabe said. 

&quot;I was desperate and decided to run away, rather than see my child dying.&quot; 

Ms Mentwabe&#039;s distraught mother searched for her for months around Awasa, 270 km south of the capital Addis Ababa. She eventually put Yemsrach up for adoption, in the belief her own daughter had died. 

Ms Mentwabe said her mother did what she thought was best, and denied newspaper reports in the United States and Europe that she wanted Yemsrach, renamed Zahara, back. 

&quot;My mother was not misled by anyone, as was alleged by some media outlets. Her motive was to save the child from dying which I fully understand. 

&quot;I have never disputed the adoption of my baby by Angelina Jolie. 

&quot;I think my daughter is a very fortunate human being to be adopted by a world famous lady. I wish them both all the success they deserve,&quot; she said. 

Article from HearldSun.com</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>THE Ethiopian birth mother of a baby girl adopted by Hollywood actress Angelina Jolie stated that the child was conceived during a rape.<br />
Mentwabe Dawit, mother of two-year-old Zahara, described how she was attacked one evening in 2004 after a day&#8217;s work at a construction site in the southern Ethiopian town of Awasa. </p>
<p>As she walked home in the darkness, a man approached. </p>
<p>&#8220;He pulled a dagger, put one hand on my mouth, so that I could not scream. He then raped me and disappeared,&#8221; Ms Mentwabe said. </p>
<p>The 24-year-old decided to keep the assault a secret. </p>
<p>&#8220;I feared the consequences of being raped in a community where rape is considered a taboo, even if what happened happened forcibly,&#8221; she said. </p>
<p>As her belly swelled, Ms Mentwabe could no longer hide her pregnancy and confided in her mother. </p>
<p>&#8220;It was not as I feared. I found my mother understanding and consoling. She urged me not to do anything rash, which might endanger my life.&#8221; </p>
<p>Ms Mentwabe gave birth in the family&#8217;s earth-floored house and she named the little girl Yemsrach, which means good news in the Amharic language. </p>
<p>However, she soon found she was unable to feed the baby. </p>
<p>&#8220;My baby was on the verge of death. She became malnourished and was even unable to cry,&#8221; Ms Mentwabe said. </p>
<p>&#8220;I was desperate and decided to run away, rather than see my child dying.&#8221; </p>
<p>Ms Mentwabe&#8217;s distraught mother searched for her for months around Awasa, 270 km south of the capital Addis Ababa. She eventually put Yemsrach up for adoption, in the belief her own daughter had died. </p>
<p>Ms Mentwabe said her mother did what she thought was best, and denied newspaper reports in the United States and Europe that she wanted Yemsrach, renamed Zahara, back. </p>
<p>&#8220;My mother was not misled by anyone, as was alleged by some media outlets. Her motive was to save the child from dying which I fully understand. </p>
<p>&#8220;I have never disputed the adoption of my baby by Angelina Jolie. </p>
<p>&#8220;I think my daughter is a very fortunate human being to be adopted by a world famous lady. I wish them both all the success they deserve,&#8221; she said. </p>
<p>Article from HearldSun.com</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Sérgio Moniz</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/02/brasil-o-aborto-e-um-direito-nao-um-crime/comment-page-4/#comment-3338</link>
		<dc:creator>Sérgio Moniz</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2009 02:28:06 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=1372#comment-3338</guid>
		<description>Caro Daniel, sugiro a você que, quando for responder a qualquer comentário seja mais claro e objetivo, assim como me esforcei para ser quando escrevi para o blog. Em uma discussão envolvendo assuntos tão importantes como o aborto, devemos primar por tais características, pois nem sempre aquele que lança mão de um vocabulário rebuscado é dotado de retórica. Conheço muitos escritores que, para tentar impressionar seus leitores, delas se valem e acabam se tornando incoerentes, pedantes e até mesmo hipócritas, estes sim desonestos, porque não escrevem a verdade, ainda que seja a sua verdade; escrevem apenas por escrever, para dar uma resposta, qualquer justificativa...

Se é que não fui claro o suficiente para que você me entendesse, gostaria de esclarecer que, em momento algum, quis obrigar ninguém a acreditar nas minhas palavras, nem tampouco tive a intenção de transmitir a quem quer que seja a idéia de que elas correspondem à pura verdade. Cada um tem o direito de pensar o que quiser, ou não vivemos uma democracia?! 

Como frisei, assim como várias outras pessoas, apenas manifestei a minha opinião acerca do aborto e o pensamento da Igreja Católica a respeito do assunto. 

A igreja não obriga, nem proíbe ninguém a fazer nada. Temos o Poder Judiciário para isso. Nem você, nem ninguém é obrigado a seguir as recomendações da Igreja. Nós fazemos por amor, quem conhece o amor de Deus, sabe do que estou dizendo...

Como se pode concluir do comentário por mim escrito, em momento nenhum, afirmei que todos os feministas são pró-aborto, mas que grande parcela dos feministas o são. E não falei qualquer inverdade ao dizer isso. Em momento nenhum generalizei! 

Quando me referi aos feministas pró-aborto, apenas citei um exemplo baseado na verdade. Do mesmo modo como existem muitos políticos corruptos que não estão nem um pouco preocupados com a vida das pessoas e que, ao chegarem ao poder, aproveitaram a oportunidade para defraudar. Agora pergunto: Cometi alguma inverdade?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Daniel, sugiro a você que, quando for responder a qualquer comentário seja mais claro e objetivo, assim como me esforcei para ser quando escrevi para o blog. Em uma discussão envolvendo assuntos tão importantes como o aborto, devemos primar por tais características, pois nem sempre aquele que lança mão de um vocabulário rebuscado é dotado de retórica. Conheço muitos escritores que, para tentar impressionar seus leitores, delas se valem e acabam se tornando incoerentes, pedantes e até mesmo hipócritas, estes sim desonestos, porque não escrevem a verdade, ainda que seja a sua verdade; escrevem apenas por escrever, para dar uma resposta, qualquer justificativa&#8230;</p>
<p>Se é que não fui claro o suficiente para que você me entendesse, gostaria de esclarecer que, em momento algum, quis obrigar ninguém a acreditar nas minhas palavras, nem tampouco tive a intenção de transmitir a quem quer que seja a idéia de que elas correspondem à pura verdade. Cada um tem o direito de pensar o que quiser, ou não vivemos uma democracia?! </p>
<p>Como frisei, assim como várias outras pessoas, apenas manifestei a minha opinião acerca do aborto e o pensamento da Igreja Católica a respeito do assunto. </p>
<p>A igreja não obriga, nem proíbe ninguém a fazer nada. Temos o Poder Judiciário para isso. Nem você, nem ninguém é obrigado a seguir as recomendações da Igreja. Nós fazemos por amor, quem conhece o amor de Deus, sabe do que estou dizendo&#8230;</p>
<p>Como se pode concluir do comentário por mim escrito, em momento nenhum, afirmei que todos os feministas são pró-aborto, mas que grande parcela dos feministas o são. E não falei qualquer inverdade ao dizer isso. Em momento nenhum generalizei! </p>
<p>Quando me referi aos feministas pró-aborto, apenas citei um exemplo baseado na verdade. Do mesmo modo como existem muitos políticos corruptos que não estão nem um pouco preocupados com a vida das pessoas e que, ao chegarem ao poder, aproveitaram a oportunidade para defraudar. Agora pergunto: Cometi alguma inverdade?</p>
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		<title>By: Daniel Duende</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/02/brasil-o-aborto-e-um-direito-nao-um-crime/comment-page-4/#comment-3277</link>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Apr 2009 18:04:47 +0000</pubDate>
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		<description>Entre muitos pontos que me chamaram a atenção no comentário do Sérgio, um me pareceu mais gritante: o gosto de boa parte dos cristãos pela retórica, com todos os seus artifícios bem pouco honestos. Será que acreditam que os fins (manter os rebanhos sob controle) justificam os meios (mentiras, intimidação, manipulação de informações...)?

Sugerir que ser pró-escolha seria coisa de &quot;feminista&quot;, e ainda por cima &quot;feminista pró-aborto&quot;, é desleal. Eu sou homem, e portanto não sou feminista, e mesmo assim sou pró-escolha pelo simples motivo de respeitar os direitos e a dignidade das mulheres -- coisa que raramente ví um padre fazer, por sinal. Da mesma forma, sugerir que todos os políticos que apóiam a legalização ou suspensão condicional de punibilidade do aborto sejam corruptos é a mesma coisa que afirmar que todos os cristãos são ladrões, pedófilos, mentirosos e estupradores -- afinal de contas, o padrasto da menina foi absolvido e portanto deve ser um bom cristão. Tratam-se de generalizações mal intencionadas.

Mais uma vez, citar as palavras da Bíblia apenas comprovam a coerência entre o cristão e seu credo, mas não convencem aqueles que não são seguidores desta religião. Se eu disser que em minha crença o aborto não é crime, nem errado, isso fará diferença para os cristãos? É claro que não. Por que é então que eles insistem em acreditar que suas crenças servem de argumento? Falta-lhes mais o que dizer?

Espero um dia encontrar alguém que tenha argumentos válidos e honestos em defesa da posição anti-escolha. Até hoje, só vi argumentos fracos e sem validade. Muitas pessoas já me foram convincentes, e muito, em suas argumentações sobre ser contra o aborto em uma esfera pessoal. Mas nunca, até hoje, conheci uma pessoa intelectualmente honesta que desejasse impedir as outras de decidirem sobre a própria vida.

Abraços do Verde.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Entre muitos pontos que me chamaram a atenção no comentário do Sérgio, um me pareceu mais gritante: o gosto de boa parte dos cristãos pela retórica, com todos os seus artifícios bem pouco honestos. Será que acreditam que os fins (manter os rebanhos sob controle) justificam os meios (mentiras, intimidação, manipulação de informações&#8230;)?</p>
<p>Sugerir que ser pró-escolha seria coisa de &#8220;feminista&#8221;, e ainda por cima &#8220;feminista pró-aborto&#8221;, é desleal. Eu sou homem, e portanto não sou feminista, e mesmo assim sou pró-escolha pelo simples motivo de respeitar os direitos e a dignidade das mulheres &#8212; coisa que raramente ví um padre fazer, por sinal. Da mesma forma, sugerir que todos os políticos que apóiam a legalização ou suspensão condicional de punibilidade do aborto sejam corruptos é a mesma coisa que afirmar que todos os cristãos são ladrões, pedófilos, mentirosos e estupradores &#8212; afinal de contas, o padrasto da menina foi absolvido e portanto deve ser um bom cristão. Tratam-se de generalizações mal intencionadas.</p>
<p>Mais uma vez, citar as palavras da Bíblia apenas comprovam a coerência entre o cristão e seu credo, mas não convencem aqueles que não são seguidores desta religião. Se eu disser que em minha crença o aborto não é crime, nem errado, isso fará diferença para os cristãos? É claro que não. Por que é então que eles insistem em acreditar que suas crenças servem de argumento? Falta-lhes mais o que dizer?</p>
<p>Espero um dia encontrar alguém que tenha argumentos válidos e honestos em defesa da posição anti-escolha. Até hoje, só vi argumentos fracos e sem validade. Muitas pessoas já me foram convincentes, e muito, em suas argumentações sobre ser contra o aborto em uma esfera pessoal. Mas nunca, até hoje, conheci uma pessoa intelectualmente honesta que desejasse impedir as outras de decidirem sobre a própria vida.</p>
<p>Abraços do Verde.</p>
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		<title>By: Sérgio Moniz</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/02/brasil-o-aborto-e-um-direito-nao-um-crime/comment-page-4/#comment-3275</link>
		<dc:creator>Sérgio Moniz</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Apr 2009 16:38:52 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=1372#comment-3275</guid>
		<description>Há alguns dias, no Brasil, um fato se tornou objeto de largas e acirradas discussões entre a Igreja Católica e boa parte da sociedade, adquirindo grande repercussão internacional por trazer à tona antigos questionamentos acerca do aborto: o caso da menina de nove anos de idade que, desde os seis, vinha sendo abusada sexualmente pelo padrasto e que teve uma gravidez de gêmeos interrompida. O fato aconteceu no Município de Alagoinha, Pernambuco e resultou nas declarações de excomunhão da equipe médica e de parentes da criança pelo Arcebispo de Olinda e Recife Dom José Cardoso Sobrinho.

Acompanhando todas essas discussões, senti-me motivado a fazer uma reflexão. Foi quando, após debruçar-me sobre a Bíblia e diversos artigos religiosos e materiais jornalísticos, pude compreender como a Igreja vem enfrentando essa tão delicada questão e formar, assim como várias outras pessoas, a minha opinião a respeito do assunto.

Antes de manifestá-la, porém, devo lembrar que as referidas excomunhões jamais podem ser tratadas de maneira isolada, haja vista que o lamentável episódio que sucedeu na humilde cidade de Alagoinha-PE representa apenas um dos inúmeros casos de aborto de que se tem notícia no Brasil e por ser este um assunto que envolve, além de fé e religião, questões de ordem pública, moral, ética e legal. 

Partindo dessa concepção e tendo em vista que uma análise mais pormenorizada do caso demandaria a ponderação de circunstâncias fáticas que desconheço, necessário ressaltar que me ative a apreciá-lo tão somente à luz do Texto Bíblico e dos noticiários mais recentes.  

É bem verdade que o aborto constitui um assunto há muito debatido em diversos segmentos da sociedade e que divide opiniões. Dentre os favoráveis, há os que defendem a sua prática sem quaisquer restrições, estando aí incluídos os chamados “feministas pró-aborto”, e os que a toleram - amparados no que atualmente prevê a legislação penal brasileira – nas hipóteses de estupro ou de risco de morte para a gestante. Nesse grupo, diga-se por oportuno, encontram-se vários políticos e autoridades públicas que, alheios aos problemas sociais e incapazes de ajudar a resolvê-los, veem nas práticas abortivas a única forma de solucioná-los, havendo ainda muitos deles que, ao invés de desempenharem suas funções com retidão e representatividade, alimentam sua ganância com atos de corrupção, desviando verbas que deveriam ser aplicadas em diversos setores básicos da sociedade como educação e saúde, a fim de propiciar melhores condições de vida e dignidade à população. 

&quot;Como é amarga a ironia daqueles que promovem o aborto entre as curas para a saúde materna. É desconcertante a tese daqueles que acreditam que a eliminação da vida é um assunto de saúde reprodutiva&quot;. A democracia exige &quot;o respeito e a promoção dos direitos humanos, um governo transparente, uma magistratura independente, uma comunicação livre, uma administração pública honrada, uma rede de escolas e de hospitais, e a firme determinação de acabar de uma vez por todas com a corrupção&quot; . Estas foram as palavras pronunciadas pelo Papa Bento XVI, em um de seus discursos, por ocasião da sua recente visita ao continente africano. 

Antes, o chefe do departamento do Conselho Pontifício para a Família, Gianfranco Grieco, em entrevista ao jornal italiano La Stampa, comentando o caso, já havia asseverado: “O aborto não é uma solução, é um atalho”. (...) &quot;A Igreja não pode trair sua postura como a de defender a vida até seu fim natural&quot;, mesmo em um caso de &quot;drama humano como a violência sobre uma menina&quot; . 

A Igreja Católica, tanto no Brasil como em qualquer outra parte do mundo, comprovando a sua unidade, obediência e coerência à Lei de Deus, não se revela apenas contrária, mas abomina terminantemente o aborto.

Para a Igreja Católica, toda a razão da existência humana está baseada no Livro Sagrado. Para Ela, Jesus Cristo é o filho de Deus, a própria Palavra, a respeito de quem São João afirmou: “No princípio era o verbo, o verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio junto de Deus. (...) E o Verbo se fez carne e habitou entre nós (...)”. (João, Capítulo 1, 1-2; 14)

Destarte, se a doutrina católica encontra todo o seu fundamento na Palavra de Deus, é elementar que aqueles que a professem a considerem como a mais perfeita verdade, pois o que seria esta, a não ser o próprio Jesus Cristo: “Eu sou o caminho, a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João, Capítulo 14, 6). Percebe-se que, ao proclamar esta máxima, Jesus assumiu todo o seu poderio sobre a criação, o que se confirma pelas palavras do evangelista: “Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito. Nele havia a vida, e a vida era a luz dos homens. (...) O Verbo era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem. Estava no mundo e o mundo foi feito por ele (...)”. (João, Capítulo 1, 3-4; 9-10)

Ora, se assim está escrito, como pensar de maneira distinta a não ser que somente Deus tem o poder de dar e tirar a vida? E se a Igreja reconhece Jesus Cristo como a Verdadeira Palavra, não Lhe resta assumir outra postura, senão observá-La: “O inimigo veio para roubar, matar e destruir, Eu vim para que todos tenham vida (...)” (João, Capitulo 10,10) e seguir os Seus mandamentos: “Não matarás!” (5º mandamento).  

Com efeito, vê-se que a excomunhão, em caso de morte por conseqüência de aborto, não se trata de uma condenação declarada com base em “dogmatismo cego”, ao contrário do que muitos afirmam, antes decorre da própria situação de pecado em que aqueles que o praticam se põem e sobre cuja gravidade a Igreja de Cristo não pode se omitir de exortar, pois, segundo as escrituras, Jesus não veio para condenar o mundo, mas para salvá-lo, e quem despreza (leia-se: não comunga) a Sua Palavra está, na verdade, se auto-condenando (João, Capítulo 12,47-48). 

Cuida-se, portanto, de um juízo de fé que a limitação humana jamais permite alcançar e que somente aqueles (padres, bispos, cardeais e o papa, aos quais devemos dedicar o mais sublime respeito e prestar total obediência) que têm a hombridade de renunciar tudo para se consagrar a uma vida de oração, em constante comunhão com Deus, partilhando as dificuldades enfrentadas pelo povo, com o objetivo de ajudar a construir um mundo mais justo e harmonioso - por inspiração divina – tornam-se capazes de discernir. A propósito, sobre isso já dizia São Paulo aos Coríntios: “o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, pois para ele são loucuras. Nem as pode compreender, porque é pelo Espírito que se devem ponderar”. (I Coríntios 2,14)

Sinceramente desconheço o real motivo que ensejou os abortos praticados naquela criança de nove anos, se por questões de caráter financeiro, se no intuito de preservar a sua honra ou a sua vida, ou, até mesmo, para que prevalecesse a posição dos médicos declaradamente favoráveis ao aborto e que já haviam sido alertados sobre esse mal que veem praticando, pois, diante de assuntos tão relevantes como esse, cumpre apurar com cautela aquilo que é divulgado pela mídia que, não raras vezes, publicam inverdades com a finalidade única e exclusiva de obter audiência.

Entretanto, dois aspectos dessa polêmica necessitam ser esclarecidos. Pelo que se observa dos noticiários, em momento algum, restou evidenciado que o Arcebispo Dom José Cardoso Sobrinho tenha se posicionado contra a punição do estuprador; muito pelo contrário, reputou sua conduta como execrável, sustentando a sua sujeição às penas da lei e afirmou tão somente que o aborto, diferentemente do estupro, implica excomunhão em virtude de se tratar de um pecado muito mais grave, consistindo no sacrifício da vida de pessoas inocentes. 

De acordo com o Presidente da CNBB, Dom Geraldo Lyrio Rocha, &quot;(...) O estupro é uma coisa tão repugnante que a Igreja não precisa chamar a atenção para ele, está na consciência de todos. O aborto não, por isso a excomunhão não é só para punir, mas para que quem praticou o ato possa aperceber-se da gravidade e procurar a reconciliação (...)” . &quot;(...) A excomunhão existe para chamar atenção para a gravidade do ato. O aborto traz consigo essa pena porque está se diluindo a gravidade do aborto até mesmo entre os cristãos. Quem viola isto, se coloca fora da comunidade eclesial (...)&quot;.

Nesse sentido, ao declarar as excomunhões, o aludido pontífice, em hipótese nenhuma, teve a intenção de denegrir a imagem da criança que merece sim receber toda a solidariedade, carinho, atenção e assistência, nem tampouco macular a dignidade da sua família, simplesmente quis atentar para as graves conseqüências do aborto. Tanto que ao dar explicações sobre a sua decisão asseverou que &quot;Não existe pecado sem perdão, mas para receber o perdão, o pecador deve arrepender-se do que fez&quot;  , lembrando muito bem o que fora dito por Jesus aos discípulos: “Se teu irmão pecar, repreende-o; se se arrepender, perdoa-lhe”. (São Lucas, 17, 3) 

A par de todos esses argumentos, independentemente dos inúmeros comentários a respeito, o fato é que, se comungamos do mesmo pensamento da Igreja Católica, enquanto instituição criada por Jesus Cristo, devemos nos posicionar com coragem em favor daquilo que reconhecemos como verdade, a exemplo do que fez Dom José Cardoso Sobrinho, e nos opor a toda manifestação contrária à vida, sem nunca nos esquecer do que adverte o Livro de Deuteronômio (Capítulo 30, 19): 

“Tomo hoje por testemunhas o céu e a terra contra vós: ponho diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe, pois, a vida, para que vivas com a tua posteridade, (...)”.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Há alguns dias, no Brasil, um fato se tornou objeto de largas e acirradas discussões entre a Igreja Católica e boa parte da sociedade, adquirindo grande repercussão internacional por trazer à tona antigos questionamentos acerca do aborto: o caso da menina de nove anos de idade que, desde os seis, vinha sendo abusada sexualmente pelo padrasto e que teve uma gravidez de gêmeos interrompida. O fato aconteceu no Município de Alagoinha, Pernambuco e resultou nas declarações de excomunhão da equipe médica e de parentes da criança pelo Arcebispo de Olinda e Recife Dom José Cardoso Sobrinho.</p>
<p>Acompanhando todas essas discussões, senti-me motivado a fazer uma reflexão. Foi quando, após debruçar-me sobre a Bíblia e diversos artigos religiosos e materiais jornalísticos, pude compreender como a Igreja vem enfrentando essa tão delicada questão e formar, assim como várias outras pessoas, a minha opinião a respeito do assunto.</p>
<p>Antes de manifestá-la, porém, devo lembrar que as referidas excomunhões jamais podem ser tratadas de maneira isolada, haja vista que o lamentável episódio que sucedeu na humilde cidade de Alagoinha-PE representa apenas um dos inúmeros casos de aborto de que se tem notícia no Brasil e por ser este um assunto que envolve, além de fé e religião, questões de ordem pública, moral, ética e legal. </p>
<p>Partindo dessa concepção e tendo em vista que uma análise mais pormenorizada do caso demandaria a ponderação de circunstâncias fáticas que desconheço, necessário ressaltar que me ative a apreciá-lo tão somente à luz do Texto Bíblico e dos noticiários mais recentes.  </p>
<p>É bem verdade que o aborto constitui um assunto há muito debatido em diversos segmentos da sociedade e que divide opiniões. Dentre os favoráveis, há os que defendem a sua prática sem quaisquer restrições, estando aí incluídos os chamados “feministas pró-aborto”, e os que a toleram &#8211; amparados no que atualmente prevê a legislação penal brasileira – nas hipóteses de estupro ou de risco de morte para a gestante. Nesse grupo, diga-se por oportuno, encontram-se vários políticos e autoridades públicas que, alheios aos problemas sociais e incapazes de ajudar a resolvê-los, veem nas práticas abortivas a única forma de solucioná-los, havendo ainda muitos deles que, ao invés de desempenharem suas funções com retidão e representatividade, alimentam sua ganância com atos de corrupção, desviando verbas que deveriam ser aplicadas em diversos setores básicos da sociedade como educação e saúde, a fim de propiciar melhores condições de vida e dignidade à população. </p>
<p>&#8220;Como é amarga a ironia daqueles que promovem o aborto entre as curas para a saúde materna. É desconcertante a tese daqueles que acreditam que a eliminação da vida é um assunto de saúde reprodutiva&#8221;. A democracia exige &#8220;o respeito e a promoção dos direitos humanos, um governo transparente, uma magistratura independente, uma comunicação livre, uma administração pública honrada, uma rede de escolas e de hospitais, e a firme determinação de acabar de uma vez por todas com a corrupção&#8221; . Estas foram as palavras pronunciadas pelo Papa Bento XVI, em um de seus discursos, por ocasião da sua recente visita ao continente africano. </p>
<p>Antes, o chefe do departamento do Conselho Pontifício para a Família, Gianfranco Grieco, em entrevista ao jornal italiano La Stampa, comentando o caso, já havia asseverado: “O aborto não é uma solução, é um atalho”. (&#8230;) &#8220;A Igreja não pode trair sua postura como a de defender a vida até seu fim natural&#8221;, mesmo em um caso de &#8220;drama humano como a violência sobre uma menina&#8221; . </p>
<p>A Igreja Católica, tanto no Brasil como em qualquer outra parte do mundo, comprovando a sua unidade, obediência e coerência à Lei de Deus, não se revela apenas contrária, mas abomina terminantemente o aborto.</p>
<p>Para a Igreja Católica, toda a razão da existência humana está baseada no Livro Sagrado. Para Ela, Jesus Cristo é o filho de Deus, a própria Palavra, a respeito de quem São João afirmou: “No princípio era o verbo, o verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio junto de Deus. (&#8230;) E o Verbo se fez carne e habitou entre nós (&#8230;)”. (João, Capítulo 1, 1-2; 14)</p>
<p>Destarte, se a doutrina católica encontra todo o seu fundamento na Palavra de Deus, é elementar que aqueles que a professem a considerem como a mais perfeita verdade, pois o que seria esta, a não ser o próprio Jesus Cristo: “Eu sou o caminho, a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (João, Capítulo 14, 6). Percebe-se que, ao proclamar esta máxima, Jesus assumiu todo o seu poderio sobre a criação, o que se confirma pelas palavras do evangelista: “Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito. Nele havia a vida, e a vida era a luz dos homens. (&#8230;) O Verbo era a verdadeira luz que, vindo ao mundo, ilumina todo homem. Estava no mundo e o mundo foi feito por ele (&#8230;)”. (João, Capítulo 1, 3-4; 9-10)</p>
<p>Ora, se assim está escrito, como pensar de maneira distinta a não ser que somente Deus tem o poder de dar e tirar a vida? E se a Igreja reconhece Jesus Cristo como a Verdadeira Palavra, não Lhe resta assumir outra postura, senão observá-La: “O inimigo veio para roubar, matar e destruir, Eu vim para que todos tenham vida (&#8230;)” (João, Capitulo 10,10) e seguir os Seus mandamentos: “Não matarás!” (5º mandamento).  </p>
<p>Com efeito, vê-se que a excomunhão, em caso de morte por conseqüência de aborto, não se trata de uma condenação declarada com base em “dogmatismo cego”, ao contrário do que muitos afirmam, antes decorre da própria situação de pecado em que aqueles que o praticam se põem e sobre cuja gravidade a Igreja de Cristo não pode se omitir de exortar, pois, segundo as escrituras, Jesus não veio para condenar o mundo, mas para salvá-lo, e quem despreza (leia-se: não comunga) a Sua Palavra está, na verdade, se auto-condenando (João, Capítulo 12,47-48). </p>
<p>Cuida-se, portanto, de um juízo de fé que a limitação humana jamais permite alcançar e que somente aqueles (padres, bispos, cardeais e o papa, aos quais devemos dedicar o mais sublime respeito e prestar total obediência) que têm a hombridade de renunciar tudo para se consagrar a uma vida de oração, em constante comunhão com Deus, partilhando as dificuldades enfrentadas pelo povo, com o objetivo de ajudar a construir um mundo mais justo e harmonioso &#8211; por inspiração divina – tornam-se capazes de discernir. A propósito, sobre isso já dizia São Paulo aos Coríntios: “o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, pois para ele são loucuras. Nem as pode compreender, porque é pelo Espírito que se devem ponderar”. (I Coríntios 2,14)</p>
<p>Sinceramente desconheço o real motivo que ensejou os abortos praticados naquela criança de nove anos, se por questões de caráter financeiro, se no intuito de preservar a sua honra ou a sua vida, ou, até mesmo, para que prevalecesse a posição dos médicos declaradamente favoráveis ao aborto e que já haviam sido alertados sobre esse mal que veem praticando, pois, diante de assuntos tão relevantes como esse, cumpre apurar com cautela aquilo que é divulgado pela mídia que, não raras vezes, publicam inverdades com a finalidade única e exclusiva de obter audiência.</p>
<p>Entretanto, dois aspectos dessa polêmica necessitam ser esclarecidos. Pelo que se observa dos noticiários, em momento algum, restou evidenciado que o Arcebispo Dom José Cardoso Sobrinho tenha se posicionado contra a punição do estuprador; muito pelo contrário, reputou sua conduta como execrável, sustentando a sua sujeição às penas da lei e afirmou tão somente que o aborto, diferentemente do estupro, implica excomunhão em virtude de se tratar de um pecado muito mais grave, consistindo no sacrifício da vida de pessoas inocentes. </p>
<p>De acordo com o Presidente da CNBB, Dom Geraldo Lyrio Rocha, &#8220;(&#8230;) O estupro é uma coisa tão repugnante que a Igreja não precisa chamar a atenção para ele, está na consciência de todos. O aborto não, por isso a excomunhão não é só para punir, mas para que quem praticou o ato possa aperceber-se da gravidade e procurar a reconciliação (&#8230;)” . &#8220;(&#8230;) A excomunhão existe para chamar atenção para a gravidade do ato. O aborto traz consigo essa pena porque está se diluindo a gravidade do aborto até mesmo entre os cristãos. Quem viola isto, se coloca fora da comunidade eclesial (&#8230;)&#8221;.</p>
<p>Nesse sentido, ao declarar as excomunhões, o aludido pontífice, em hipótese nenhuma, teve a intenção de denegrir a imagem da criança que merece sim receber toda a solidariedade, carinho, atenção e assistência, nem tampouco macular a dignidade da sua família, simplesmente quis atentar para as graves conseqüências do aborto. Tanto que ao dar explicações sobre a sua decisão asseverou que &#8220;Não existe pecado sem perdão, mas para receber o perdão, o pecador deve arrepender-se do que fez&#8221;  , lembrando muito bem o que fora dito por Jesus aos discípulos: “Se teu irmão pecar, repreende-o; se se arrepender, perdoa-lhe”. (São Lucas, 17, 3) </p>
<p>A par de todos esses argumentos, independentemente dos inúmeros comentários a respeito, o fato é que, se comungamos do mesmo pensamento da Igreja Católica, enquanto instituição criada por Jesus Cristo, devemos nos posicionar com coragem em favor daquilo que reconhecemos como verdade, a exemplo do que fez Dom José Cardoso Sobrinho, e nos opor a toda manifestação contrária à vida, sem nunca nos esquecer do que adverte o Livro de Deuteronômio (Capítulo 30, 19): </p>
<p>“Tomo hoje por testemunhas o céu e a terra contra vós: ponho diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe, pois, a vida, para que vivas com a tua posteridade, (&#8230;)”.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Paulo Fernando Rodrigues</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/02/brasil-o-aborto-e-um-direito-nao-um-crime/comment-page-4/#comment-2963</link>
		<dc:creator>Paulo Fernando Rodrigues</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 24 Jan 2009 12:42:35 +0000</pubDate>
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		<description>Pessoal,
Também, concordo com a Taise e o Diviol (que com certeza, além de morar no Rio, morou em Recife, também) que há vida a partir do momento da concepção. Quanto ao suicídio, está provado que o ser humano, na grande maioria das vezes, faz a opção pela vida, independente das condições em que se encontra, até mesmo numa guerra ou probeza extrema. Então, se o feto tivesse poder de escolha, provavelmente, diria a sua mãe: quero viver mesmo que eu encontre a pior condição de vida neste mundo...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pessoal,<br />
Também, concordo com a Taise e o Diviol (que com certeza, além de morar no Rio, morou em Recife, também) que há vida a partir do momento da concepção. Quanto ao suicídio, está provado que o ser humano, na grande maioria das vezes, faz a opção pela vida, independente das condições em que se encontra, até mesmo numa guerra ou probeza extrema. Então, se o feto tivesse poder de escolha, provavelmente, diria a sua mãe: quero viver mesmo que eu encontre a pior condição de vida neste mundo&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Global Voices em Português &#187; Brasil: Contra o Aborto Ilegal, ou Contra as Mulheres?</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/02/brasil-o-aborto-e-um-direito-nao-um-crime/comment-page-4/#comment-2864</link>
		<dc:creator>Global Voices em Português &#187; Brasil: Contra o Aborto Ilegal, ou Contra as Mulheres?</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Dec 2008 20:39:08 +0000</pubDate>
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		<description>[...] aborto é um tema muito complexo no Brasil (leia aqui - principalmente os comentários - e aqui), como em qualquer outro lugar da América Latina. É [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] aborto é um tema muito complexo no Brasil (leia aqui &#8211; principalmente os comentários &#8211; e aqui), como em qualquer outro lugar da América Latina. É [...]</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Daniel Duende</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/02/brasil-o-aborto-e-um-direito-nao-um-crime/comment-page-4/#comment-2527</link>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2008 03:23:55 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=1372#comment-2527</guid>
		<description>Cara Taise,

devemos tomar cuidado com os argumentos que lemos ou ouvimos antes de reproduzí-los. Assim como em vários outros assuntos, existe MUITA manipulação ideológica sobre o tema do aborto. Existem muitos interesses por trás desta discussão, e a bancada anti-escolha tem muito dinheiro e gente trabalhando para avançar seus pontos.

Aguardo pelo nome do livro e da autora. Existem muitos livros, muitos mesmo, que foram escritos por gente mal intencionada ou apenas mal informada. Nestes novos tempos é cada vez mais fácil para uma pessoa dizer o que bem vier em sua veneta, e ser ouvida por várias pessoas. Temos que saber em quem acreditar.

Quanto ao conceito de depressão ou esquizofrenia, são um tanto mais amplos do que você colocou. Mas acredito que esta não seja a tônica central da discussão. Só para constar, existem diversos tipos diferentes de manifestação da depressão e da esquizofrenia. Não se pode afirmar que eles sejam uma simples coisa, e muito menos afirmar categoricamente que sejam causados por este ou aquele fator.

Jornais muitas vezes não checam os dados que publicam. Por vezes isso acontece por terem pressa em publicar. Em outros casos, infelizmente, o fazem por má intenção mesmo -- a intenção de manipular a opinião do leitor. Afinal de contas, jornais não vivem de vento -- eles vivem de anunciantes e financiadores, que costumam ter interessem bem claros embutidos no dinheiro que dão ao jornal. O mesmo vale para estações de rádio e de TV. Sugiro desconfiar de qualquer dado ou estatística que você veja em jornais e revistas, TV ou rádio. É melhor checá-las em ao menos duas outras fontes antes de repetí-las, sob o risco de descobrir que estava repetindo uma grande baboseira.

Eu acho válido, muito válido, que você tenha vindo a postar aqui por estar com dúvidas, por querer refletir sobre o tema. Mas a sua postura não foi a de quem está em dúvida. Pelo contrário, suas afirmações pareciam ser bastante claras a respeito de sua posição. Posso entender o que você diz sobre a maneira como se sente ao pensar no aborto, e no feto enquanto um ser vivo. Estas coisas, principalmente enquanto sentimentos, fazem bem mais sentido para mim. Mas o que isso tem a ver com o índice de suicídios ou a diminuição da natalidade em certos países ou, pior ainda, com o fato do feto vir a ser uma criança prodígio e um adulto de sucesso ou não? Acredito que você esteja misturando algumas coisas distintas aí.

Mas eu creio que você pode encontrar muitos espaços muito ricos para discutir sobre a temática, se está realmente aberta a discutí-la e não apenas a repetir um discurso do qual muitos já estão cansados demais. Todas as respostas que te dei, já foram dadas milhares de vezes por vários homens e mulheres em comunidades do Orkut ou grupos de discussão que conheço. Nada disso é novo, mas mesmo assim todo dia surge alguém falando estas mesmas coisas, aparentemente sem refletir nem um momento sobre elas. Se este não é o seu caso, me desculpe.

Recomendo que dê uma passada na comunidade Aborto Não Deve Ser Crime do Orkut. Apesar do nome, não se trata de uma comunidade &quot;pró-aborto&quot;, mas sim de uma comunidade para discutir a temática do direito de escolha e do aborto. O endereço da comunidade é este aqui:
http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=48962217

Por falar em &quot;pró-aborto&quot;, também estou cansado de ouvir vários defensores do direito de escolha tendo que explicar TODOS OS DIAS que ser a favor do direito de escolher da mulher não é ser &quot;a favor do aborto&quot;. Uma coisa é defender o direito das pessoas de opinar sobre suas vidas. Outra é obrigá-las a fazer algo, ou proibí-las de fazê-lo. Você pode querer ser mãe, e achar impensável fazer um aborto. Mas isso significa que você deve proibir todas as mulheres do mundo de tomar esta decisão? Isso parece justo para você?

Abraços do Verde.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cara Taise,</p>
<p>devemos tomar cuidado com os argumentos que lemos ou ouvimos antes de reproduzí-los. Assim como em vários outros assuntos, existe MUITA manipulação ideológica sobre o tema do aborto. Existem muitos interesses por trás desta discussão, e a bancada anti-escolha tem muito dinheiro e gente trabalhando para avançar seus pontos.</p>
<p>Aguardo pelo nome do livro e da autora. Existem muitos livros, muitos mesmo, que foram escritos por gente mal intencionada ou apenas mal informada. Nestes novos tempos é cada vez mais fácil para uma pessoa dizer o que bem vier em sua veneta, e ser ouvida por várias pessoas. Temos que saber em quem acreditar.</p>
<p>Quanto ao conceito de depressão ou esquizofrenia, são um tanto mais amplos do que você colocou. Mas acredito que esta não seja a tônica central da discussão. Só para constar, existem diversos tipos diferentes de manifestação da depressão e da esquizofrenia. Não se pode afirmar que eles sejam uma simples coisa, e muito menos afirmar categoricamente que sejam causados por este ou aquele fator.</p>
<p>Jornais muitas vezes não checam os dados que publicam. Por vezes isso acontece por terem pressa em publicar. Em outros casos, infelizmente, o fazem por má intenção mesmo &#8212; a intenção de manipular a opinião do leitor. Afinal de contas, jornais não vivem de vento &#8212; eles vivem de anunciantes e financiadores, que costumam ter interessem bem claros embutidos no dinheiro que dão ao jornal. O mesmo vale para estações de rádio e de TV. Sugiro desconfiar de qualquer dado ou estatística que você veja em jornais e revistas, TV ou rádio. É melhor checá-las em ao menos duas outras fontes antes de repetí-las, sob o risco de descobrir que estava repetindo uma grande baboseira.</p>
<p>Eu acho válido, muito válido, que você tenha vindo a postar aqui por estar com dúvidas, por querer refletir sobre o tema. Mas a sua postura não foi a de quem está em dúvida. Pelo contrário, suas afirmações pareciam ser bastante claras a respeito de sua posição. Posso entender o que você diz sobre a maneira como se sente ao pensar no aborto, e no feto enquanto um ser vivo. Estas coisas, principalmente enquanto sentimentos, fazem bem mais sentido para mim. Mas o que isso tem a ver com o índice de suicídios ou a diminuição da natalidade em certos países ou, pior ainda, com o fato do feto vir a ser uma criança prodígio e um adulto de sucesso ou não? Acredito que você esteja misturando algumas coisas distintas aí.</p>
<p>Mas eu creio que você pode encontrar muitos espaços muito ricos para discutir sobre a temática, se está realmente aberta a discutí-la e não apenas a repetir um discurso do qual muitos já estão cansados demais. Todas as respostas que te dei, já foram dadas milhares de vezes por vários homens e mulheres em comunidades do Orkut ou grupos de discussão que conheço. Nada disso é novo, mas mesmo assim todo dia surge alguém falando estas mesmas coisas, aparentemente sem refletir nem um momento sobre elas. Se este não é o seu caso, me desculpe.</p>
<p>Recomendo que dê uma passada na comunidade Aborto Não Deve Ser Crime do Orkut. Apesar do nome, não se trata de uma comunidade &#8220;pró-aborto&#8221;, mas sim de uma comunidade para discutir a temática do direito de escolha e do aborto. O endereço da comunidade é este aqui:<br />
<a href="http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=48962217" rel="nofollow">http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=48962217</a></p>
<p>Por falar em &#8220;pró-aborto&#8221;, também estou cansado de ouvir vários defensores do direito de escolha tendo que explicar TODOS OS DIAS que ser a favor do direito de escolher da mulher não é ser &#8220;a favor do aborto&#8221;. Uma coisa é defender o direito das pessoas de opinar sobre suas vidas. Outra é obrigá-las a fazer algo, ou proibí-las de fazê-lo. Você pode querer ser mãe, e achar impensável fazer um aborto. Mas isso significa que você deve proibir todas as mulheres do mundo de tomar esta decisão? Isso parece justo para você?</p>
<p>Abraços do Verde.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Taise</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/02/brasil-o-aborto-e-um-direito-nao-um-crime/comment-page-4/#comment-2526</link>
		<dc:creator>Taise</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2008 02:52:39 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=1372#comment-2526</guid>
		<description>Caro Daniel 
O numero dos suicídios tirei de um livro que ganhei a uns 2 meses. 
O nome é Suicídio a  vida interrompida não me lembro o nome da escritora mas assim que pegá-lo de volta te envio. Quanto ao conceito de depressão e de esquizofrenia me desculpe se errei mas são as que tenho nos livros da faculdade ainda to fazendo 2 período , mas esses dado ,como o do aborto na classe media ,saíram de um jornal  que li na época da discussão que tava saindo na tv e tudo, me desculpe mas é um jornal da cidade e realmente pode estar errado. 

Agora só um detalhe postei aqui pq ainda tenho muitas duvidas sobre o que pensar  da legalização, pois sou feminista e se me conhecer vai ver isso, porem toda vez que penso em aborto vem aquela imagem feia de como ele é feito de como o feto sofre pois a partir de de algumas semanas eles já sentem , penso tbm nas crianças que estão porvir e penso se eu não existisse e dói ,  pois minha mãe tinha tudo para me abortar e eu estou aqui, porem o que mais me influencia é o desejo de ser mãe.

Me desculpe pelas informações que dei sem segurança mas eu só queria levantá-las para poder acabar com minha duvidas .</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Daniel<br />
O numero dos suicídios tirei de um livro que ganhei a uns 2 meses.<br />
O nome é Suicídio a  vida interrompida não me lembro o nome da escritora mas assim que pegá-lo de volta te envio. Quanto ao conceito de depressão e de esquizofrenia me desculpe se errei mas são as que tenho nos livros da faculdade ainda to fazendo 2 período , mas esses dado ,como o do aborto na classe media ,saíram de um jornal  que li na época da discussão que tava saindo na tv e tudo, me desculpe mas é um jornal da cidade e realmente pode estar errado. </p>
<p>Agora só um detalhe postei aqui pq ainda tenho muitas duvidas sobre o que pensar  da legalização, pois sou feminista e se me conhecer vai ver isso, porem toda vez que penso em aborto vem aquela imagem feia de como ele é feito de como o feto sofre pois a partir de de algumas semanas eles já sentem , penso tbm nas crianças que estão porvir e penso se eu não existisse e dói ,  pois minha mãe tinha tudo para me abortar e eu estou aqui, porem o que mais me influencia é o desejo de ser mãe.</p>
<p>Me desculpe pelas informações que dei sem segurança mas eu só queria levantá-las para poder acabar com minha duvidas .</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Daniel Duende</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/02/brasil-o-aborto-e-um-direito-nao-um-crime/comment-page-4/#comment-2525</link>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2008 02:18:03 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=1372#comment-2525</guid>
		<description>Olá Taise,

Vamos por partes, então. É claro que há questões psicológicas ou, melhor dizendo, questões psíquicas grandes envolvidas em um aborto. Da mesma forma que há questões psíquicas igualmente grandes envolvidas em uma gestação, em um parto e na criação de um filho, tanto mais se for um filho indesejado. É claro que nada que envolva a concepção, gestação, a interrupção ou a continuidade da mesma pode ser levado de forma leviana. São questões sérias, e eu acredito que a decisão de fazer um aborto possa ser difícil, e marcar uma mulher por muito tempo. Mas o mesmo pode ser dito da decisão de levar em frente uma gravidez, com tudo que envolve dar à luz e criar um filho, muitas vezes em condições difíceis. Não vi aí, portanto, nenhum argumento que embase que não se dê escolha as mulheres a respeito da questão. É uma escolha difícil, mas é uma escolha que pertence à mulher, e não deve ser retirada dela.

Quanto ao número de suicídios nos países onde o aborto é legalizado. Antes de mais nada, de onde você tirou os dados para esta afirmação? Segundo, devemos lembrar que cada país é um país, e inúmeros fatores moldam e afetam a taxa de suicídio de um país. Você pode afirmar que são os abortos, legais ou clandestinos, que causam a alta taxa de suicídio nos países do norte da Europa? Não encontrei até hoje um estudo convincente sobre motivações para o suicídio em um dado país. Será que você escreveu o primeiro e eu nem fiquei sabendo?

E sobre as estatísticas a respeito de casos de depressão e esquizofrenia? Você poderia me dizer também de onde é que vieram estes números? Nunca encontrei uma pesquisa sequer que apontasse uma co-relação entre a legalização do aborto e certas questões de saúde psiquiátrica. Por outro lado, posso te mostrar vários estudos que correlacionam a proibição do aborto com as taxas de mortalidade mulheres em idade fértil. Vamos trocar umas figurinhas?

Você poderia também aproveitar a oportunidade, cara Taíse, para nos explicar melhor a sua conceituação de depressão e esquizofrenia. Ela parece um pouco diferente daquela que estudei na faculdade de Psicologia.

Seguindo em frente, você está mesmo preocupada com a diminuição de natalidade? Acredita que a diminuição da natalidade nos países mais ricos seja uma tendência preocupante? Por quê? Há muitos que se preocupam com isso, mas seus motivos são para lá de condenáveis: temem viver em um mundo onde há muito mais &quot;não brancos&quot; do que brancos, o que precipita ainda mais um possível conflito dos desprovidos contra os &quot;providos&quot;. Você está entre esses, ou teme apenas que um dia a humanidade desapareça por poder escolher entre ter filhos ou não? Avise-me no dia em que a Suíça ou a Dinamarca estiverem vazias. Eu ia gostar de comprar uma casa baratinha desocupada por lá.

Por fim, cada vida é uma promessa. É claro que uma vida que não acontece pode significar uma promessa não cumprida. Mas que tal nos preocuparmos primeiro com as milhões de vidas cujas promessas não podem ser cumpridas, ainda que continuem vivendo, por conta da pobreza, do preconceito, da exploração, da fome, da guerra e de tantos outros flagelos? Em vez de se preocupar tanto com a gestação dos outros, que tal salvar algumas crianças que estão agora mesmo em um orfanato PRECISANDO de alguém que as ajude a cumprir a promessa que representa suas vidas? Ser contra do direito de escolha da mulher com o argumento de que ela pode estar matando &quot;um grande gênio&quot;, quando na verdade não se está nem aí para os tantos &quot;grandes gênios&quot; que podem estar pedindo dinheiro na janela do seu carro é no mínimo desonesto. Mas a palavra que eu usaria para isso é outra, mas eu prefiro guardá-la só para mim.

Acima de tudo, por que é que os &quot;grandes gênios&quot; e as &quot;grandes pessoas&quot; teriam mais direito de viver do que as outras? Então o problema são as vidas, ou as vidas dos &quot;seres superiores&quot;?

E, por fim, por que é que você acha que a maioria dos abortos acontece nas classes altas? Eu poderia acreditar nisso, já que as pessoas das classes mais abastadas tem DINHEIRO não apenas para pagar um médico que realize um aborto clandestino, como também tem STATUS para conseguir fugir da prisão, caso sejam descobertos. Afinal, o aborto da moça branca, filha do abastado comerciante ou do grande executivo e da mulher &quot;honesta&quot; que se dedicou aos filhos é um pouco menos &quot;criminoso&quot; do que o aborto da moça negra e pobre que está sangrando na fila do SUS, não é mesmo?

Mas o fato é que você não tem estes dados. Ninguém os tem. Como fazer uma estatística confiável sobre algo que tem que acontecer na surdina, escondido de tudo e de todos, por que o Governo se acha no direito de decidir pela cidadã o que ele deve fazer com a sua vida pessoal e sexual? Abortos são feitos todos os dias, em todas as classes, e mulheres morrem ou sofrem terríveis efeitos colaterais, completamente à margem de todas as estatísticas oficiais, simplesmente porque o aborto é PROIBIDO. E esta proibição não impede, nem nunca impedirá ninguém, de decidir a própria vida. Trata-se apenas de uma maneira de lavar as mãos, fechar os olhos, e afirmar que quem sofre por conta disso &quot;merece o que teve&quot;.

Em suma, eu acho triste ver uma mulher defendendo leis e entendimentos sociais que foram criados para oprimí-la. Mas cada um pensa de um jeito.

Ainda espero pelas fontes dos dados e estatísticas, e pelas respostas das perguntas que te fiz.

Abraços do Verde.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Taise,</p>
<p>Vamos por partes, então. É claro que há questões psicológicas ou, melhor dizendo, questões psíquicas grandes envolvidas em um aborto. Da mesma forma que há questões psíquicas igualmente grandes envolvidas em uma gestação, em um parto e na criação de um filho, tanto mais se for um filho indesejado. É claro que nada que envolva a concepção, gestação, a interrupção ou a continuidade da mesma pode ser levado de forma leviana. São questões sérias, e eu acredito que a decisão de fazer um aborto possa ser difícil, e marcar uma mulher por muito tempo. Mas o mesmo pode ser dito da decisão de levar em frente uma gravidez, com tudo que envolve dar à luz e criar um filho, muitas vezes em condições difíceis. Não vi aí, portanto, nenhum argumento que embase que não se dê escolha as mulheres a respeito da questão. É uma escolha difícil, mas é uma escolha que pertence à mulher, e não deve ser retirada dela.</p>
<p>Quanto ao número de suicídios nos países onde o aborto é legalizado. Antes de mais nada, de onde você tirou os dados para esta afirmação? Segundo, devemos lembrar que cada país é um país, e inúmeros fatores moldam e afetam a taxa de suicídio de um país. Você pode afirmar que são os abortos, legais ou clandestinos, que causam a alta taxa de suicídio nos países do norte da Europa? Não encontrei até hoje um estudo convincente sobre motivações para o suicídio em um dado país. Será que você escreveu o primeiro e eu nem fiquei sabendo?</p>
<p>E sobre as estatísticas a respeito de casos de depressão e esquizofrenia? Você poderia me dizer também de onde é que vieram estes números? Nunca encontrei uma pesquisa sequer que apontasse uma co-relação entre a legalização do aborto e certas questões de saúde psiquiátrica. Por outro lado, posso te mostrar vários estudos que correlacionam a proibição do aborto com as taxas de mortalidade mulheres em idade fértil. Vamos trocar umas figurinhas?</p>
<p>Você poderia também aproveitar a oportunidade, cara Taíse, para nos explicar melhor a sua conceituação de depressão e esquizofrenia. Ela parece um pouco diferente daquela que estudei na faculdade de Psicologia.</p>
<p>Seguindo em frente, você está mesmo preocupada com a diminuição de natalidade? Acredita que a diminuição da natalidade nos países mais ricos seja uma tendência preocupante? Por quê? Há muitos que se preocupam com isso, mas seus motivos são para lá de condenáveis: temem viver em um mundo onde há muito mais &#8220;não brancos&#8221; do que brancos, o que precipita ainda mais um possível conflito dos desprovidos contra os &#8220;providos&#8221;. Você está entre esses, ou teme apenas que um dia a humanidade desapareça por poder escolher entre ter filhos ou não? Avise-me no dia em que a Suíça ou a Dinamarca estiverem vazias. Eu ia gostar de comprar uma casa baratinha desocupada por lá.</p>
<p>Por fim, cada vida é uma promessa. É claro que uma vida que não acontece pode significar uma promessa não cumprida. Mas que tal nos preocuparmos primeiro com as milhões de vidas cujas promessas não podem ser cumpridas, ainda que continuem vivendo, por conta da pobreza, do preconceito, da exploração, da fome, da guerra e de tantos outros flagelos? Em vez de se preocupar tanto com a gestação dos outros, que tal salvar algumas crianças que estão agora mesmo em um orfanato PRECISANDO de alguém que as ajude a cumprir a promessa que representa suas vidas? Ser contra do direito de escolha da mulher com o argumento de que ela pode estar matando &#8220;um grande gênio&#8221;, quando na verdade não se está nem aí para os tantos &#8220;grandes gênios&#8221; que podem estar pedindo dinheiro na janela do seu carro é no mínimo desonesto. Mas a palavra que eu usaria para isso é outra, mas eu prefiro guardá-la só para mim.</p>
<p>Acima de tudo, por que é que os &#8220;grandes gênios&#8221; e as &#8220;grandes pessoas&#8221; teriam mais direito de viver do que as outras? Então o problema são as vidas, ou as vidas dos &#8220;seres superiores&#8221;?</p>
<p>E, por fim, por que é que você acha que a maioria dos abortos acontece nas classes altas? Eu poderia acreditar nisso, já que as pessoas das classes mais abastadas tem DINHEIRO não apenas para pagar um médico que realize um aborto clandestino, como também tem STATUS para conseguir fugir da prisão, caso sejam descobertos. Afinal, o aborto da moça branca, filha do abastado comerciante ou do grande executivo e da mulher &#8220;honesta&#8221; que se dedicou aos filhos é um pouco menos &#8220;criminoso&#8221; do que o aborto da moça negra e pobre que está sangrando na fila do SUS, não é mesmo?</p>
<p>Mas o fato é que você não tem estes dados. Ninguém os tem. Como fazer uma estatística confiável sobre algo que tem que acontecer na surdina, escondido de tudo e de todos, por que o Governo se acha no direito de decidir pela cidadã o que ele deve fazer com a sua vida pessoal e sexual? Abortos são feitos todos os dias, em todas as classes, e mulheres morrem ou sofrem terríveis efeitos colaterais, completamente à margem de todas as estatísticas oficiais, simplesmente porque o aborto é PROIBIDO. E esta proibição não impede, nem nunca impedirá ninguém, de decidir a própria vida. Trata-se apenas de uma maneira de lavar as mãos, fechar os olhos, e afirmar que quem sofre por conta disso &#8220;merece o que teve&#8221;.</p>
<p>Em suma, eu acho triste ver uma mulher defendendo leis e entendimentos sociais que foram criados para oprimí-la. Mas cada um pensa de um jeito.</p>
<p>Ainda espero pelas fontes dos dados e estatísticas, e pelas respostas das perguntas que te fiz.</p>
<p>Abraços do Verde.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Taise</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/02/brasil-o-aborto-e-um-direito-nao-um-crime/comment-page-4/#comment-2524</link>
		<dc:creator>Taise</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2008 01:48:57 +0000</pubDate>
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		<description>Outro detalhe o maior índice de aborto são nas classes alta e média onde as pessoas tem dinheiro para educá-los. Normalmente o pobre tem os filhos não para se aproveitar deles, mas sim, para ter alguma alegria no fim de um dia ruim.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Outro detalhe o maior índice de aborto são nas classes alta e média onde as pessoas tem dinheiro para educá-los. Normalmente o pobre tem os filhos não para se aproveitar deles, mas sim, para ter alguma alegria no fim de um dia ruim.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Taise</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/02/brasil-o-aborto-e-um-direito-nao-um-crime/comment-page-4/#comment-2523</link>
		<dc:creator>Taise</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 24 Oct 2008 01:44:26 +0000</pubDate>
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		<description>Sou contra o aborto pq acredito que já ha vida a partir do momento da concepção...
Mas não é sobre isso que quero falar vcs comentaram sim sobre o direito de escolha e tudo mais, porem ninguém tocou nos problemas psicológicos que o aborto traz a mãe.Ninguém ate agora falou que o numero de suicídios de mulheres são bem maiores nos paises que o aborto é legalizado. Como também o numero de depressão e é claro esquizofrenia uma doença que a pessoa se fecha para o mundo e inventa um só pra ela, outra coisa o numero de criança esta diminuindo, pois nas classes mais baixas o numero de filhos por família é de 3  e em classes  mais altas é de 0,7 se continuarmos assim  daqui a pouco teremos poucas pessoas entre nós. Terminando acho que se o aborto for legalizado estaremos matando grandes pessoas que podem estar vindo para a melhora deste mundo...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sou contra o aborto pq acredito que já ha vida a partir do momento da concepção&#8230;<br />
Mas não é sobre isso que quero falar vcs comentaram sim sobre o direito de escolha e tudo mais, porem ninguém tocou nos problemas psicológicos que o aborto traz a mãe.Ninguém ate agora falou que o numero de suicídios de mulheres são bem maiores nos paises que o aborto é legalizado. Como também o numero de depressão e é claro esquizofrenia uma doença que a pessoa se fecha para o mundo e inventa um só pra ela, outra coisa o numero de criança esta diminuindo, pois nas classes mais baixas o numero de filhos por família é de 3  e em classes  mais altas é de 0,7 se continuarmos assim  daqui a pouco teremos poucas pessoas entre nós. Terminando acho que se o aborto for legalizado estaremos matando grandes pessoas que podem estar vindo para a melhora deste mundo&#8230;</p>
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		<title>By: Diviol Rufino</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/02/brasil-o-aborto-e-um-direito-nao-um-crime/comment-page-3/#comment-2472</link>
		<dc:creator>Diviol Rufino</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Oct 2008 14:36:51 +0000</pubDate>
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		<description>Olá Daniel,

A questão para quais mãos está indo esse dinheiro do qual fala ao afirmar: &quot;há um enorme investimento do governo por aqui para possibilitar as pessoas a saírem da pobreza absoluta ou progredirem profissionalmente, o que inclui ações de educação e infra-estrutura. Entre estas ações, inclui-se a informação a respeito de planejamento familiar e controle de natalidade.&quot;  Eu gostaria de saber quem está disposto a mandar dinheiro para um projeto social que eu desenvolvo, juntamente com outros jovens, que optaram por não ser burgueses e consumistas como tantos sobretudo na Europa e nos EUA. Nosso projeto ajuda a mais de 300 crianças que desejam e sonham com um futuro feliz, que querem crescer livres e serem protagonistas de um mundo mais bonito para todos, inclusive para tantos jovens que perderam uma razão para viver - por terem uma vida acomodada - e se afundaram no mundo das drogas e da prostituição.
Caso você conhecá alguém, alguma ONG disposta a colaborar conosco, é só me falar. Uma coisa é certa, estamos fazendo nossa parte, mesmo se pequena diante dos enormes desafios que enfrentamos. Mas, é melhor ter um desafio para viver do que uma razão para morrer! A apatia mata!

Diviol</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Olá Daniel,</p>
<p>A questão para quais mãos está indo esse dinheiro do qual fala ao afirmar: &#8220;há um enorme investimento do governo por aqui para possibilitar as pessoas a saírem da pobreza absoluta ou progredirem profissionalmente, o que inclui ações de educação e infra-estrutura. Entre estas ações, inclui-se a informação a respeito de planejamento familiar e controle de natalidade.&#8221;  Eu gostaria de saber quem está disposto a mandar dinheiro para um projeto social que eu desenvolvo, juntamente com outros jovens, que optaram por não ser burgueses e consumistas como tantos sobretudo na Europa e nos EUA. Nosso projeto ajuda a mais de 300 crianças que desejam e sonham com um futuro feliz, que querem crescer livres e serem protagonistas de um mundo mais bonito para todos, inclusive para tantos jovens que perderam uma razão para viver &#8211; por terem uma vida acomodada &#8211; e se afundaram no mundo das drogas e da prostituição.<br />
Caso você conhecá alguém, alguma ONG disposta a colaborar conosco, é só me falar. Uma coisa é certa, estamos fazendo nossa parte, mesmo se pequena diante dos enormes desafios que enfrentamos. Mas, é melhor ter um desafio para viver do que uma razão para morrer! A apatia mata!</p>
<p>Diviol</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Sim</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/02/brasil-o-aborto-e-um-direito-nao-um-crime/comment-page-3/#comment-2442</link>
		<dc:creator>Sim</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Oct 2008 16:01:19 +0000</pubDate>
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		<description>Sim aqui o aborto foi legalizado e nunca mais ouve discordias e problemas ,olha daniel se nenhum governo tem o direito de dizer que as pessoas nao tem opção de ter filhos tudo bem , mas depois nao venham dizer que querem ter casa e comida para os filhos , depois nao venham pedir nada dos contribuintes nem do governo.
Ja agora voce usa o msn se sim de-me para adicionar</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Sim aqui o aborto foi legalizado e nunca mais ouve discordias e problemas ,olha daniel se nenhum governo tem o direito de dizer que as pessoas nao tem opção de ter filhos tudo bem , mas depois nao venham dizer que querem ter casa e comida para os filhos , depois nao venham pedir nada dos contribuintes nem do governo.<br />
Ja agora voce usa o msn se sim de-me para adicionar</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Daniel Duende</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/02/brasil-o-aborto-e-um-direito-nao-um-crime/comment-page-3/#comment-2439</link>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Oct 2008 01:44:28 +0000</pubDate>
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		<description>Por falar nisso, não é exatamente isso que fazem as pessoas que são veementemente contrárias ao &quot;aborto dos outros&quot; -- até chamam pessoas que são a favor do direito de escolha de &quot;assassinos&quot; ou coisa pior -- mas na hora em que a coisa é com eles, ou com a filha, ou a neta, ou a sobrinha, rapidamente assumem uma postura de &quot;no meu caso é diferente&quot;. Não sei que nome se dá a isso &quot;Além Mar&quot;, mas aqui no Brasil o nome disso é hipocrisia.

Abraços do Verde.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Por falar nisso, não é exatamente isso que fazem as pessoas que são veementemente contrárias ao &#8220;aborto dos outros&#8221; &#8212; até chamam pessoas que são a favor do direito de escolha de &#8220;assassinos&#8221; ou coisa pior &#8212; mas na hora em que a coisa é com eles, ou com a filha, ou a neta, ou a sobrinha, rapidamente assumem uma postura de &#8220;no meu caso é diferente&#8221;. Não sei que nome se dá a isso &#8220;Além Mar&#8221;, mas aqui no Brasil o nome disso é hipocrisia.</p>
<p>Abraços do Verde.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Daniel Duende</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/02/brasil-o-aborto-e-um-direito-nao-um-crime/comment-page-3/#comment-2438</link>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Oct 2008 01:41:38 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=1372#comment-2438</guid>
		<description>Bem... este é um ponto de vista, Sim. Eu discordo dele -- discordo da idéia de que um governo tenha o direito de condicionar uma ação social à obediência a uma proibição de ter filhos -- mas eu sei que há bastante gente que acredita que a coisa poderia ir por este caminho. 

Cabe aí uma discussão mais ampla. Qual é o papel de um governo frente a estas questôes socio-econômicas? O que ele pode fazer, o que ele tem que fazer, e até que ponto é direito que ele decida sobre a vida das pessoas? Até que ponto você aceitaria que o governo opinasse sobre a sua vida, já que gosta tanto da idéia de que opine sobre a dos outros? 

Como dizem no Brasil, &quot;pimenta no ... dos outros é refresco&quot;, né? Algumas de nossas frases e atos menos inspirados, e mais absurdos, advém daqueles momentos em que a gente acha que &quot;com os outros é diferente&quot;, e não consegue se colocar no lugar deles antes de falar ou agir...

Abraços do Verde.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bem&#8230; este é um ponto de vista, Sim. Eu discordo dele &#8212; discordo da idéia de que um governo tenha o direito de condicionar uma ação social à obediência a uma proibição de ter filhos &#8212; mas eu sei que há bastante gente que acredita que a coisa poderia ir por este caminho. </p>
<p>Cabe aí uma discussão mais ampla. Qual é o papel de um governo frente a estas questôes socio-econômicas? O que ele pode fazer, o que ele tem que fazer, e até que ponto é direito que ele decida sobre a vida das pessoas? Até que ponto você aceitaria que o governo opinasse sobre a sua vida, já que gosta tanto da idéia de que opine sobre a dos outros? </p>
<p>Como dizem no Brasil, &#8220;pimenta no &#8230; dos outros é refresco&#8221;, né? Algumas de nossas frases e atos menos inspirados, e mais absurdos, advém daqueles momentos em que a gente acha que &#8220;com os outros é diferente&#8221;, e não consegue se colocar no lugar deles antes de falar ou agir&#8230;</p>
<p>Abraços do Verde.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Sim</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/02/brasil-o-aborto-e-um-direito-nao-um-crime/comment-page-3/#comment-2437</link>
		<dc:creator>Sim</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Oct 2008 01:29:16 +0000</pubDate>
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		<description>Se querem melhorar o mundo dem dinheiro comida saude as pessoas mas digam so vos damos isto se voces nao tiverem filhos , tenham filhos quando um dia tiverem condiçoes para tal se nao tiverem nunca os tenham caso venham a ter 10 filhos vivam na miseria e vejam se gostam.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Se querem melhorar o mundo dem dinheiro comida saude as pessoas mas digam so vos damos isto se voces nao tiverem filhos , tenham filhos quando um dia tiverem condiçoes para tal se nao tiverem nunca os tenham caso venham a ter 10 filhos vivam na miseria e vejam se gostam.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>By: Daniel Duende</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/02/brasil-o-aborto-e-um-direito-nao-um-crime/comment-page-3/#comment-2435</link>
		<dc:creator>Daniel Duende</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Oct 2008 23:20:15 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=1372#comment-2435</guid>
		<description>Eu concordo com você, Sim, sobre a importância maior de se investir em educação e informação. Mas acho que a questão também não é tão simples assim. A que você se refere quando diz &quot;em vez de mandar dinheiro para a Africa&quot;? Que dinheiro, e de que forma está sendo enviado, e com que finalidade? 

Quanto ao Brasil, não sei se você sabe, mas no momento há um enorme investimento do governo por aqui para possibilitar as pessoas a saírem da pobreza absoluta ou progredirem profissionalmente, o que inclui ações de educação e infra-estrutura. Entre estas ações, inclui-se a informação a respeito de planejamento familiar e controle de natalidade. Além disso, nosso presidente é favorável à legalização do aborto enquanto direito da mulher e da família, mas a existência de uma bancada forte que se opõe a isso no Congresso impede que tal mudança legal ocorra no Brasil neste momento.

Abraços do Verde.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu concordo com você, Sim, sobre a importância maior de se investir em educação e informação. Mas acho que a questão também não é tão simples assim. A que você se refere quando diz &#8220;em vez de mandar dinheiro para a Africa&#8221;? Que dinheiro, e de que forma está sendo enviado, e com que finalidade? </p>
<p>Quanto ao Brasil, não sei se você sabe, mas no momento há um enorme investimento do governo por aqui para possibilitar as pessoas a saírem da pobreza absoluta ou progredirem profissionalmente, o que inclui ações de educação e infra-estrutura. Entre estas ações, inclui-se a informação a respeito de planejamento familiar e controle de natalidade. Além disso, nosso presidente é favorável à legalização do aborto enquanto direito da mulher e da família, mas a existência de uma bancada forte que se opõe a isso no Congresso impede que tal mudança legal ocorra no Brasil neste momento.</p>
<p>Abraços do Verde.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>By: Sim</title>
		<link>http://pt.globalvoicesonline.org/2008/10/02/brasil-o-aborto-e-um-direito-nao-um-crime/comment-page-3/#comment-2434</link>
		<dc:creator>Sim</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Oct 2008 22:29:01 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://pt.globalvoicesonline.org/?p=1372#comment-2434</guid>
		<description>Mas eu nao critico eles eu critico voces que em vez de ajudar e enviarmos dinheiro para africa ou gente pobre ai no brasil o mais importante seria natalidade e educação para o problema não se arrastar para sempre , porque se vamos ajuda-los com eles a terem 10 filhos e a multiplicação da pobreza e criminalidade e o mundo está como está por isso.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Mas eu nao critico eles eu critico voces que em vez de ajudar e enviarmos dinheiro para africa ou gente pobre ai no brasil o mais importante seria natalidade e educação para o problema não se arrastar para sempre , porque se vamos ajuda-los com eles a terem 10 filhos e a multiplicação da pobreza e criminalidade e o mundo está como está por isso.</p>
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