The Global Voices Lingua project hopes to bring GV content to new linguistic audiences - Details

Also in:

2007-08-21 Arquivo Diário



Jamaica e Ilhas Cayman: Após o Furacão Dean

Os moradores da Jamaica e das ilhas Cayman passaram o último fim de semana se preparando para a chegada do furacão Dean [EN]. O primeiro furacão da temporada de 2007 passou pelas Pequenas Antilhas na sexta-feira, 17 de agosto, causando danos à infra-estrutura e plantações de Santa Lúcia, Martinica e Dominica, antes de seguir em direção ao noroeste através do mar do Caribe, e ia ao que tudo indicava, direto para a Jamaica. A maioria dos blogueiros jamaicanos estava provavelmente ocupada cobrindo suas casas com tábuas, comprando suprimentos de emergência, e relembrando com preocupação a destruição catastrófica deixada pelo furacão Gilbert em 1988, mas alguns poucos encontraram tempo para postar relatos on-line.

Yamfoot viajou de avião de volta à Jamaica no sábado, vindo de Granada, a tempo de ajudar a sua família com os preparativos (ela também conseguiu passar no cabeleireiro, porque “ninguém sabe como será na segunda-feira”).

“A friend called me from Grenada tonight. He asked me if I was crazy to have left Grenada to come here, knowing Big Dean was approaching. He wasn’t the only one…. They don’t understand the concept that for me, it’s better to be with my family, knowing what is happening with them, than me being safe far away.”

“Um amigo me telefonou de Granada esta noite. Ele me perguntou se eu estava maluca por ter saído de Granada para vir para cá, sabendo que o Grande Dean estava se aproximando. Ele não foi o único… Eles não entendem que para mim é melhor estar com a minha família, sabendo o que está acontecendo com eles, do que estar a salvo, longe.”

Ao meio-dia de sábado, o Moving Back to Jamaica informou que o céu de Kingston estava limpo e azul: “tempo perfeito para praia”. Mas:

“Flights are filled with people escaping what winds, rains and destruction that is heading this way.

We are fully expecting to lose power, internet, phones and water and that roads will be closed until they are cleared of debris, and until the inevitable looting stops.”

“Os vôos estão cheios com gente fugindo dos ventos, chuvas e da destruição que está a caminho.

Estamos prevendo que vamos ficar sem energia, internet, telefone e água e que as ruas vão ficar bloqueadas até que sejam limpas e que os inevitáveis saques terminem.”

No domingo de manhã, quando o furacão Dean se aproximava da ilha, o Moving Back escreveu que um toque de recolher de 48 horas estava em vigor em Kingston e ele esperava ficar sem energia logo, pois as autoridades tinham planejado desativar a rede elétrica como medida de precaução. “Então vocês podem ficar sem notícias desta parte do mundo em poucos minutos, por talvez algum tempo”. Nem todos os blogueiros puderam permanecer em casa na passagem do furacão. Stunner’s Afflictions foi escalado para trabalhar na “equipe furacão” do seu empregador.

“I guess some of us have to make sure vital services like communication remains up during such a critical time. I would rather not be at work and at home to somehow protect my property… or at least feel like I am… somehow!”

“Eu acho que alguns de nós têm de garantir o funcionamento de serviços essenciais, como comunicação, durante esse período crítico. Eu preferia não ter de ficar no trabalho, mas ficar em casa, para de alguma maneira proteger minha propriedade… ou ao menos sentir que estou protegendo… de alguma maneira!”

E o funcionário da USAID (Agência para o Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos), Robert Birkenes, permaneceu em seu escritório em New Kingston. Ele postou uma séries de fotos tiradas da janela de seu escritório, que mostram palmeiras sendo sacudidas pelo vento, anúncios arrancados de prédios e voando pelo ar, e um corajoso homem de pé na rua, no meio da tempestade.

Enquanto isso, nas ilhas Cayman (a noroeste da Jamaica e a próxima região habitada na rota do Dean), o jamaicano Mad Bull descreveu seus próprios preparativos — “Acho que estamos muito bem, considerando tudo” — e disse que conseguiu embarcar o seu filho num vôo para fora da ilha em cima da hora.

“Suppose you see people at the airport! It was mad, it was sick! And then all the flights were delayed for hours, and check in took FOREVER!”

“Quanta gente no aeroporto! Estava uma loucura! E todos os vôos estavam com atrasos de horas, e o check in demorou uma ETERNIDADE!”

No fim, tanto a Jamaica como as ilhas Cayman foram poupadas de um impacto direto, uma vez que o furacão Dean margeou o sul dos dois países, e os estragos, embora significativos, não foram tão severos quanto a maioria das pessoas temia. Bye Bye Dean, Stunner’s Afflictions alegremente disse esta manhã, relatando que seu bairro em Kingston ainda tinha água corrente. Bonita Jamaica postou um conjunto de fotos no Flickr que mostram árvores caídas e telhados arrancados em algumas áreas da cidade. Charlene Collins postou imagens de um poste de iluminação caído na Constant Spring Road, moradores de Kingston limpando a sujeira, e os guindastes gigantes no porto de Kingston “ainda de pé. As fotos do furacão Dean de Don Giovanni no Flickr incluem imagens dramáticas de um telhado de zinco envolvendo um poste de iluminação em Meadowbrook e de um pequeno deslizamento de terra num bairro residencial na montanha. E de Grand Cayman, DocJelly enviou fotos tiradas após a passagem do furacão que mostram o céu cinzento e o mar revolto, mas poucos estragos aparentes.

Mas o pior do Dean talvez ainda esteja por vir. Ao chegar à costa do estado mexicano de Quintana Roo amanhã, está previsto que o furacão tenha adquirido força suficiente para ser classificado como um furacão de categoria cinco.

(texto original de Nicholas Laughlin)

 

 

O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no Global Voices Online. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do Global Voices em Português, com o objetivo de divulgar diferentes vozes, diferentes pontos de vista. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique aqui. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique aqui.

China: Novo vocabulário da rede

Josie Liu do China in Transition bloga sobre a documentação do novo vocabulário da rede feita pelo Ministério da Educação[En]. Entretanto, muitos net- cidadãos se viram quase analfabetos frente à lista do novo vocabulário.

(Texto original de Oiwan Lam)

Indonesia: Beleza

Fatih Sayud na Indonesia escreve sobre como sua percepção de beleza mudou[En] à medida em que foi ficando mais velho. O blogueiro pede aos leitores que lhe digam os critérios de como eles definiriam que uma pessoa é bonita ou charmosa.

(Texto original de Preetam Rai)

Mudança climática na África: Vozes do Quênia e Diáspora

Parte da discussão sobre mudanças climáticas na África foi coberta pelo The Economist[En], NPR[En] e outras publicações. Em seu post inaugural sobre notícias ambientais nós podemos ler e ouvir duas vozes, uma no continente da àfrica pelo blogue ‘Kenvironews’[En], e outra é a voz do Dr. Pius Kamau, um médico em Denver. Através dessas vozes somos transportados para a africana sub-sahariana, especificamente o Quênia, onde mudanças climáticas mostraram ter um efeito na agricultura e na saúde.

O blogue The Kenya Environmental and Politics blog vê o debate[En] centralizando na conexão entre o aumento da temperatura no então fresco clima de Nairobi, e uma ressurgência da malária.

“The third assessment report, published in 2001, by the Intergovernmental Panel on Climate Change, paid special attention to highland malaria. The report states that due to the life-cycle of the mosquito and its role as host of the malaria parasite, “at low temperatures, a small increase in temperature can greatly increase the risk of malaria transmission” and “future climate change may increase transmission in some highland regions, such as in East Africa”.

The resurgence of ‘highland malaria’ in several African countries has become controversial issues in debates about health and climate change.

However, the IPCC report continues, “there are insufficient historical data on malaria distribution and activity to determine the role of warming, if any, in the recent resurgence of malaria in the highlands of Kenya, Uganda, Tanzania, and Ethiopia”.”

“O terceiro relatório de contribuição, publicado em 2001, pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Cimáticas, deu uma atenção especial à malária das montanhas. O relatório define que devido ao ciclo de vida do mosquito e seu papel como hospedeiro do parasita da malária, “em baixas temperaturas, um pequeno aumento na temperatura pode aumentar muito o risco de transmissão da malária.” e “mudanças climáticas futuras podem aumentar a transmissão em regiões de maior altitude, como o Leste da África”.

A ressurgência da ‘malária das montanhas' em vários países africanos se tornou um assunto controverso em debates sobre saúde e mudança de clima.

De qualquer forma, o relatório do IPCC continua, “há dados históricos insuficientes sobre a distribuição e atividade da malária para se determinar o papel do aquecimento, se é que ele existe, na recente ressurgência da malária nas terras mais altas do Quênia, Uganda, Tanzânia, e Etiópia”.

A opinião dos médicos do cortiço de Quibera slum (foto abaixo) em Nairobi está incluída, dando uma inestimável perspectiva cultural e contextual daqueles “em campo” para o debate.
kibera rooftops

Whatever the causes, and the scientific wrangles, medical staff working in Kibera are having to tackle malaria. “Malaria is the leading disease we face,” says George Gecheo, clinical officer in Kibera’s Ushirika clinic. Nurse Dorah Nyanja, who works in Senye Medical Clinic in the slum’s Soweto Market, adds: “I am treating more people per day for malaria than any other condition.”

“Sejam quais forem as causas, e disputas científicas, equipes médicas trabalhando em Quibera estão tendo que combater a malária. “A malária é a doença que mais enfrentamos,” diz George Gecheo, clínico na clínica Ushirika da Quibera. A enfermeira Dorah Nyanja, que trabalha na Clínica Médica Senye no Mercado Soweto do cortiço, adiciona: “Estou tratando mais pessoas commalária por dia do que qualquer outra doença.”

O post é concluído com uma menção aos modos como o Ministério da Saúde está lidando com a prevenção e o tratamento da maláriation .

No show de rádio da NPR Morning Edition (Edição Matutina)[En], Dr. Pius Kamau, um queniano da diáspora baseado em Denver fala sobre os efeitos da mudança de clima na pequena fazenda de café de sua família no Quênia. Você pode ouvir o áudio do comentário ‘Quando a Seca chegou, uma Fazenda Queniana Morreu’[En]. O comentário do Dr. Kamau desenha uma conexão completa dos hábitos da vida moderna no mundo desenvolvido — cafés quentes do Starbucks, SUVs devoradoras de combustível — e o efeito desses hábitos na mudança climática à deterioração da fazenda de sua família no Quênia. É um comentário fascinante que examina a questão da escolha da Diáspora para o mundo desenvolvido, suas emissões de carbono resultantes e o que isso significa para seus países de origem. Ele aponta que é imperativo para a Diáspora agir em favor da conservação e redução de suas pegadas de carbono.

 

(Texto original de Juliana Rotich)

 

O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no Global Voices Online. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do Global Voices em Português, com o objetivo de divulgar diferentes vozes, diferentes pontos de vista. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique aqui. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique aqui.

Kazakhstan

Arthur conclui [En] que as eleições parlamentares do Cazaquistão, que aconteceram nesse fim de semana, foram seriamente falhas, tanto em função de irregularidades no próprio dia de votação, quanto, e da mesma forma importante, devido à cobertura tendenciosa feita pela imprensa sobre os votos aos candidatos. Mais: Bonnie Boyd traz [En] um ótimo resumo das eleições.

(texto original de Ben Paarmann)

Global Voices Show nº 5Podcasts post

GV podcast logo

icon for podpress Global Voices Show nº 5 [16:51m]
icon for podpress Global Voices Show nº 5 (formato AAC) [16:51m]

Visite a matéria original para fazer o dowload do podcast ou escolher uma outra opção de áudio.

Finalmente, o 5º episódio do Global Voices Show! Nessa edição, trazemos trechos dos seguintes podcasts:

Gastronautics - Maldivas
PodMasti - Índia
J.U.M.P. Radio - Quênia
Mideast Youth - Arábia Saudita
Budacast - Hungria
Africa Files: The Pulse - Zimbabwe
The Kimchi Girls - Coreia

Também fazem parte desse show as seguintes canções: “Black Heart” de Kou Chou Ching e “In Development” de Gordon’s Suitcase, as duas remixadas por Moshang e parte da coletânea “Asian Variations“.

Esse episódio do Global Voices Show está disponível nos seguintes formatos:
- MP3 (16:50 min; 15.5 MB)
- AAC Avançado (16:50 min; 16.6 MB) - com imagens e links. Para iTunes e modelos mais recentes de iPods.

Ou assine esse podcast usando qualquer um dos links a seguir:

MP3 (todos os podcasts do Global Voices) - RSS | iTunes (páginas de podcasts) | iTunes (link para assinatura direta) | Odeo
AAC (Global Voices Show) - RSS | iTunes (página de podcasts | iTunes (link para assinatura direta)

(texto original de Georgia Popplewell)

 

O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no Global Voices Online. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do Global Voices em Português, com o objetivo de divulgar diferentes vozes, diferentes pontos de vista. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique aqui. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique aqui.

 

Japão: Convivendo com o calor

 

Enquanto o Japão sofre atravessando o que parece ser o verão mais quente já registrado[En], com temperaturas ultrapassando os 40 graus[En] em alguns lugares e a umidade nas alturas, e até mesmo enquanto comerciantes celebram alegremente as vendas estratosféricas de ar condicionados, ventiladores e sorvetes [Ja], o fantasma de uma crise energética é uma ameaça que surge no horizonte. E enquanto a[En] campanha Negócio Frio que foi iniciada pela administração de Koizumi[En] avançou um pouco na redução da demanda por refrigeração artificial e desumidificação, a participação ativa na campanha por toda a nação continua relativamente baixa [Ja]. Acrescente a isso que invenções como a recém lançada gravata USB [En] permitem os assalariados a se manterem refrescados vestidos em seus paletós, e o futuro da conservação de energia no Japão não parece promissor.

Heat Wave in Japan
16 de Agosto: O Dia mais Quente já Registrado no Japão

Um blogueiro japonês, entretanto, resolveu solucionar os problemas com suas próprias mãos e fez o impensável. O blogueiro Kenchan[Ja] escreve em seu post de 10 de Agosto, entitulado “A mais drástica medida ambiental, ralizada no meio de uma onda de calor escaldante” (究極の環境対策。猛暑の中で実践中):

うちはエアコンを猛暑にかけません。車もそうです。毎日大汗かいています。とても暑い思いはしますが、新陳代謝が盛んになるので、体の調子は良くなりました。ダイエットにもなりますし。

“Não usamos o ar condicionado durante a onda de calor. Não usamos no carro também. Suamos todo dia como loucos. Todo dia penso no calor, mas porque o metabolismo do meu corpo absorve energia, o estado do meu corpo melhorou. Virou uma espécie de dieta.”

[…]

うちは事務所の窓を全開にしています。朝晩は植木に水をやります。涼しくなります。ゴーヤも大きくなればもっと日陰効果も 出るというものです。たまに スーツ姿のセールスの人が来ますが、「暑いですね」と言われてすぐに退散します。客商売でないのでそれでいいのでは・・。パソコンも喘いでいるのイで、時 々消します。

“Todos nós abrimos as janelas em nosso escritório. De manhã e de noite, aguamos as plantas. E esfria um pouco. Se a árvore de goya [espécie de cabaça amarga] ficar maior, haverá mais sombra. Às vezes  vendedores chegam usando ternos, mas então dizem “Uau! Está quente, não está?” e vão embora logo. Essa não é uma empresa de serviço então está tudo bem [que eles se vão]… Os computadores também pedem ar [por causa do calor], então às vezes os desligamos.”

暑いと言いつつエアコンをかけているのは人間だけ。蝉もトンボもカエルも犬も猫もエアコンの中にはいません。

“Dizer que está quente e então ligar o ar condicionado - apenas humanos fazem isso. Cigarras, libelulas, sapos, cães, gatos, nenhum deles vivem com ar condicionado.”

涼しい早朝に活動し、お昼はほんのすこし昼寝を昼休みにします。就寝は板の間で寝ます。夏場はお陰で体脂肪が減ります。暑い中ではビールも飲めませんね。よけいに大汗かきますから。

“Saio de manhã, quando está fresco. Ao meio dia faço uma pausa para o almoço e dou uma cochilada. Durmo no piso de madeira. Graças ao verão, perdi gordura corporal. E, sabem, não bebo cerveja durante o verão porque me faz suar ainda mais.”

よさこいと高校野球が終われもれば、しのぎやすくはなります。それまでの我慢くらべが続いています。世間様がお盆休みの間も会社は休みなし。少し効率を落として暑さをやり過ごすしかありませんね。

“Quando o festival Yosakoi e o campeonato colegial de baseball acabar, será mais fácil suportar [o calor]. Até lá, o desafio à paciência continua. Até mesmo enquanto o mundo celebra o feriado de Bon, as empresas continuam sem férias. Não há nenhuma opção além de deixar a eficiência baixar um pouco para suportar esse calor.”

とにかくビルのなかでエアコンに浸りながら環境問題を語るのは偽者。屋外へ出て猛暑の中で考えてみるべき。指導者はそうあるべきですね。

“De qualquer forma, pessoas que ficam dentro de seus prédios saturados de ar condicionado enquanto conversam sobre os problemas ambientais não são nada além de impostores. Eles deveriam sair no calor escaldante e então pensar sobre o assunto. Os líderes deveriam fazer isso.”

 

(Texto original de Chris Salzberg)

 

O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no Global Voices Online. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do Global Voices em Português, com o objetivo de divulgar diferentes vozes, diferentes pontos de vista. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique aqui. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique aqui.

Palestina: Boicotando Israel, excluindo Handala e mais

From Gaza

Crédito da foto: bLoGgEr FrOm GaZa[En]

Essa semana na blogosfera palestina, blogueiros abordaram assuntos sérios como o boicote acadêmico a Israel[En], barreiras[En] e o mural de Edward Said[En] assim como assuntos mais leves como uma nadadora palestina participando em uma competição regional[En] em Beit Sahour[En] e outras histórias pessoais.

Politica politica:

Umkhalil expressou seu despaontamento com a União Geral dos Estudantes Palestinos Universidade Estadual em São Francisco por terem chegado a um acordo com a comunidade judáica[En] e concordando em excluir Handala[En] e sua chave (a chave do retorno) do mural de Edward Said[En]:

“Dear Members of SFGUPS:
I strongly disagree with the compromise you’ve reached with the Jewish community which means that Handala with the house key is excluded from the mural. Evidently, in order to appease the Zionists, GUPS has foolishly agreed to a mural which is useless since the heart and soul of Palestine, the sacred and inalienable right to return, symbolized by Handala holding a key, will not be depicted on the mural. Instead of compromising, I wish that GUPS had carefully explained that the Palestinians’ right of return is part of international law, as stated in Article 13, Section 2, of the Universal Declaration of Human Rights.”

“Senhores Membros da UGEPUESF:
Discordo veementemente com o acordo a que chegaram com a comunidade judáica que significa que Handala com sua chave de casa será excluído do mural. Evidentemente, para agradar os zionistas, UGEP tolamente concordaram com um mural que é inútil já que o coração e alma da Palestina, o direito sagrado e inalienável ao retorno, simbolizado porHandala segurando a chave, não será representada no mural. Ao invés de se comprometerem, gostaria que a UGEP tivesse cuidadosamente explicado que o direito dos palestinos ao retorno é parte da lei internacional, como foi sentenciado no Artigo 13, Seção 2, da Declaração Universal dos Direitos Humanos.”

From Occupied Palestine, With Love fala sobre um dia na barreira de Beit Furik[En]:

“Today, after many had been waiting for over four and a half hours, a group of men ran through the crossing, and did not turn back when the soldiers saw them. As punishment, the soldiers completely closed the crossing to the remaining four hundred people. Because we argued with them, called the Israeli authorities in control of the area and other such things they had to reopen. By the time we left, a few Palestinians took over our job, locating those who needed to cross quickly, and advocating for them with the soldiers. We are growing…”

“Hoje, depois de muitos esperarem por mais de quatro horas e meia, um grupo de homens cruzou a fronteira correndo e não voltaram quando os soldados os viram. Como punição, os soldados fecharam a fronteira completamente para as outras quatrocentas pessoas. Porque discutimos com eles, chamaram as autoridades israelitas em controle da área e outras coisas e tiveram que reabrir. Quando saímos, alguns palestinos assumiram nosso posto, localizando pessoas que precisavam atravessar rapidamente, e advogando por eles com os soldados. Estamos crescendo….”

The Fanonite escreve sobre uma nova campanha do Lobby de Israel para destruir a carreira ade um acadêmico[En]:

“Is it not amusing that the same people who have been stifling free speech of academics even mildly critical of the US should cry ‘censorship’ when British academics propose a highly nuanced boycott of Israel? Only months after the disgraced charlatan Alan Dershowitz who has been accused of plagiarism both on the Left and the Right, leading a campaign to deny tenure to Norman Finkelstein, we have a new campaign by the Israel Lobby to destroy the career of another academic, Nadia Abu El-Haj, who was unwise enough to write research critical of Israel.”

“Não é de se espantar que as mesmas pessoas que vêm sufocando o discurso de acadêmicos até mesmo levemente contra os E.U.A gritaria “censura” quando acadêmicos britânicos propõem um boicote bem matizado a Israel? Apenas meses após o desgraçado charlatão Alan Dershowitz que foi acusado de plágio tanto pela Esquerda quanto pela Direita, liderando uma campanha para negar título de posse a Norman Finkelstein, temos uma nova campanha do Lobby Israelita para destruir a carreira de mais um acadêmico, Nadia Abu El-Haj, que não foi muito sábio e escreveu uma pesquisa criticando Israel.”

Layla do Raising Yousuf, Unplugged, escreveu sobre seu dilema pessoal/político[En] como uma palestina:

“I’m not sure what it will take anymore for people to realize the absurdity of it all. I mean, sanctioning an occupied people for God’s sake? Demanding an end to “violence” by those occupied people all while the US shells out another $30 billion in military aid to the world’s third strongest army?

And I’m not talking about the US only here. I’m talking about our very own Arab governments who, from day one, bowed in submission to US commands to freeze financial transactions to Hamas. Yes, the world, including the Arab world, has been complicit in the destruction of a society.”

“Não tenho certeza de quanto mais precisará para as pessoas perceberem esse absurdo todo. Quero dizer, sancionando um povo ocupado por Deus? Exigindo o fim da “violência” praticada por esse povo enquanto os E.U.A gasta outros $30 bilhões em ajuda militar ao terceiro exército mais poderoso do mundo?

E não estou apenas falando dos E.U.A aqui. Estou falando dos nossos próprios governos árabes que, desde o primeiro dia, se curvou em submissão ao comando americano para congelar as transações financeiras com o Hamas. Sim, o mundo, incluindo o mundo árabe, são cumplíces na destruição de uma sociedade.”

…e mais política

KABOBfest’s Will escreveu um artigo sobre o o movimento de boicote mirando em Israel [En]:

“When does a citizen-led boycott of a state become morally justified?

That question is raised by an expanding academic, cultural and economic boycott of Israel. The movement joins churches, unions, professional societies and other groups based in the United States, Canada, Europe and South Africa. It has elicited dramatic reactions from Israel ’s supporters. U.S. labor leaders have condemned British unions, representing millions of workers, for supporting the Israel boycott. American academics have been frantically gathering signatures against the boycott, and have mounted a prominent advertising campaign in American newspapers - unwittingly elevating the controversy further in the public eye.”

“Quando um boicote a um estado feito por cidadãos se tornou moralmente justificado?

Esta questão é levantada por um expandido boicote acadêmico, cultural e economico a Israe. O movimento junta igrejas, uniões, sociedades profissionais e outros grupos baseados nos Estados Unidos, Canadá, Europa e África do Sul. Tem provocado reações dramáticas dos que apoiam Israel. Líderes trabalhistas americanos condenaram as uniões britânicas, representando milhões de trabalhadores, por apoiarem o boicote a Israel. Acadêmicos americanos vêm arrecadando assinaturas contra o boicote freneticamente, e montaram uma proeminente campanha publicitária nos jornais americanos- involuntariamente levando a controvérsia ao público.”

Outros:

De KABOBfest, um post sobre vozes mulçumanas moderadas[En]:

“A common refrain in the media, and a question among some of my friends, is where are the moderate Muslim voices? I hope it does not surprise anyone, but just because you don’t see it in English does not mean it does not exist (MEMRI is shall we say, a tad selective).”

“Um refrão comum na mídia, e a questão entre alguns dos meus amigos, é onde está as vozes dos muçulmanos moderados? Espero que não surpreenda ninguém, mas não é só porque você não vê em inglês não quer dizer que não exista (MEMRI é como deveremos dizer, uma criancinha seletiva).”

Arabesque Rhapsody escreveu sobre a condição recente Jordânia-Iraque na blogosfera árabe[En]:

“I kind of came to a conclusion, well it’s more of a thought actually.

People, human beings, the living have something in them. I guess its what’s called an instinct and that is that whenever you get attacked you get defensive and throw sentences that might not really “commit to reality” but is a kind of “reflex”…”

“Meio que cheguei a uma conclusão, bem é mais um pensamento na verdade..

Pessoas, seres humanos, os vivos tem alguma coisa neles. Acho que é algo chamado um instinto e ele diz que sempre que for atacado, deve-se ficar na defensiva e lança acusações que não precisam estar “comprometidas com a verdade” mas é como um “reflexo”…”

Soul Blossom escreveu sobre o falecido jornalista do The Palestinian, autor e artista Ghassan Kanafani[En]:

“I love how Kanafani[En] summed the hardships all Palestinians endeavor -not only physically, but emotionally for the most part- and the fate awaiting everyone who fought against Israel. It makes you shed tears as you feel the events taking place.”

“Amo como Kanafani[En] resumiu todas as dificuldades que todos os palestinos enfreantam -não só fisicamente mas na maioria das vezes emocionalmente- e o destino que aguarda todos aqueles que lutaram contra Israel. Te faz chorar enquanto você sente os eventos acontecendo.”

The Fanonite escreveu sobre sua reunião com o escritor de viagens Sven Lindqvist[En]:

“On Tuesday I had the pleasure of meeting Sven Lindqvist at the Edinburgh Book Festival. Described by George Monbiot as a ‘world changing’ author, Lindqvist is an author of many books which chronicle the murderous history of European colonialism, the intellectual impostures that accompanied it, and its enduring effects on the various parts of the world he has visited. A self-proclaimed travel writer, Lindqvist’s journeys effortlessly traverse the geographical as well as the temporal dimension of travel.”

“Na terça-feira tive o prazer de encontrar Sven Lindqvist no Festival do Livro de Edimburgo. Descrito por George Monbiot como um autor “que pode mudar o mundo”, Lindqvist é o autor de muitos livros de crônicas que contam a história assassina do colonialismo europeu, as imposturas intelectuais que acompanharam-no, e seu efeito duradouro nas várias partes do mundo que ele já visitou. Um escritor de viagens auto-proclamado, os diários de Lindqvist ultrapassam sem esforço a dimensão geográfica assim com a temporal das viagens.”

(Texto original de Shaden Abdul Rahman)

 

O artigo acima é uma tradução de um artigo original publicado no Global Voices Online. Esta tradução foi feita por um dos voluntários da equipe de tradução do Global Voices em Português, com o objetivo de divulgar diferentes vozes, diferentes pontos de vista. Se você quiser ser um voluntário traduzindo textos para o GV em Português, clique aqui. Se quiser participar traduzindo textos para outras línguas, clique aqui.